As transportadoras da Grande Lisboa garantiram que o passe social vai manter-se até ao fim de Junho, depois de aceitarem prosseguir as negociações sobre contrapartidas com o Governo por mais um mês, afirmou à Lusa fonte oficial do Ministério dos Transportes.
Os transportadores privados de passageiros da Grande Lisboa denunciaram o contrato do passe social em Maio do ano passado e foram obrigados pelo governo anterior a manter-se no sistema por um ano, em troca de uma indemnização de 5 milhões de euros.
O prazo terminava no final deste mês, mas as transportadoras aceitaram a solicitação do Governo de o prorrogar até ao final de Junho, para continuar as negociações, explicou fonte do Ministério.
Os quatro operadores privados de transporte rodoviário de Lisboa associados ao passe social são a Rodoviária de Lisboa, a Vimeca, a Scotturb e os Transportes do Sul do Tejo.
O fim do passe social afectaria os cerca de cinco milhões de utentes do sistema multimodal, que teriam de passar a adquirir passes independentes para as várias operadoras que utilizem, com o consequente aumento dos custos.
Com a devida vénia ao Diário Digital
O troço entre o Largo do Calhariz e a Travessa dos Fiéis de Deus, na Rua da Rosa, em Lisboa, vai estar interrompido ao trânsito de sábado a segunda-feira, devido a obras, informou sexta-feira a Câmara.
A interrupção rodoviária, que ocorre entre as 08:00 de sábado e as 18:00 horas de segunda-feira, deve-se a obras de substituição de tubagens e ramais de água, pelo que o trânsito se processará pela Rua Luz Soriano, enquanto a carreira nº 92 da Carris efectuará o trajecto pela Rua da Misericórdia.
O trânsito em Lisboa estará ainda condicionado entre as 10:00 de segunda-feira e as 07:00 horas de terça-feira no cruzamento da Avenida Infante D. Henrique com a Rua dos Arameiros, também devido a obras da empresa distribuidora de água EPAL, anunciou também a Câmara Municipal.
Coma devida vénia ao Diário Digital
A autarquia e a Fundação Aga Khan firmaram, no dia 20 de Maio, um acordo de parceria para a promoção da qualidade de vida das comunidades residentes na Alta de Lisboa e Ameixoeira. Santana Lopes, presidente da CML, lembrou que da acção das equipas no terreno, designadamente a Unidade de Projecto do Alto do Lumiar e a Gebalis (Gestão dos Bairros Municipais), dependerá o sucesso da cooperação.

Carmona Rodrigues, presidiu, no dia 19 de Maio, à cerimónia do Dia do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa e da comemoração dos 610 anos de existência da corporação.
Para além de felicitar o Regimento por “uma idade mais do que respeitável”, Carmona Rodrigues salientou o “orgulho” e a “confiança” que as pessoas de Lisboa têm no RSB. O vice-presidente da autarquia garantiu ainda “estar a acompanhar os desafios, dificuldades, o muito que se tem feito e o que ainda há a fazer no Regimento”, elogiou a colaboração internacional e o “esforço permanente na actualização de conhecimentos, investigação, formação e aquisição de equipamentos”.
Na sua intervenção, o Comandante do RSB, António Antunes, reconheceu o “esforço e brio profissional” da corporação que comanda, fez um balanço da actividade do ano anterior, elogiou “a projecção e a qualidade da formação ministrada na Escola de Sapadores Bombeiros de Lisboa” e agradeceu “o grande empenho da CML quanto ao reequipamento de viaturas de socorro” e “o investimento em comunicações”.
Na ocasião, foram ainda condecorados alguns bombeiros do RSB com a Medalha Municipal de Comportamento Exemplar, procedeu-se a demonstrações de actividades de socorro, ao desfile das Forças em Parada e à actuação da Banda de Música do RSB.
A assistir à cerimónia estiveram, para além das entidades oficiais, 55 crianças da Escola Vasco da Gama e do Colégio de Santa Doroteia, integradas no projecto que o RSB está a desenvolver com as escolas no âmbito do Ano Europeu da Cidadania pela Educação.
A primeira pedra do Empreendimento Cooperativo do Casalinho da Ajuda foi lançada no dia 18 de Maio pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, e pela vereadora do pelouro da Habitação Social, Helena Lopes da Costa. O projecto resultou de um protocolo assinado entre a autarquia e a Federação Nacional das Cooperativas de Habitação e abrange a construção de 43 fogos em sete edifícios com vista privilegiada para o Tejo.
Vai começar este Sábado, dia 28 de Maio, a Campanha de dinamização de Verão 2005 do Parque Florestal de Monsanto, sob o lema «Monsanto é Pura Diversão!».
Esta iniciativa tem trazido milhares de pessoas ao maior espaço verde da cidade. Entre o dia 28 de Maio e 2 de Outubro, um pouco por todo o Parque, vão realizar-se um conjunto de iniciativas diversificadas, desde actividades radicais, de aventura, desportivas e de educação ambiental, a Espectáculos Musicais e muitos outros Eventos.
A iniciativa engloba a disponibilização de Transportes Públicos Gratuitos – minibus – onde é possível transportar bicicletas. Os minibus circulam, com um intervalo de aproximadamente 15 minutos, num circuito interno no Parque. Os potenciais passageiros podem entrar no minibus com um sinal de paragem ao motorista, em qualquer ponto do circuito.
As actividades disponibilizadas englobam actividades desportivas no Centro «Desporto no Penedo»; actividades radicais (escalada, obstáculos suspensos, boulders) no Centro «Parque da Pedra» e na Mata de São Domingos de Benfica; actividades radicais (skate, BMX, patins em linha, etc) no Centro «No Ar e Sobre Rodas» e actividades de educação ambiental no «Espaço Monsanto».
As actividades disponibilizadas nos vários centros de diversão são gratuitas para crianças e jovens de Escolas, Instituições Particulares de Solidariedade Social, Juntas de Freguesia e ATL´s, durante a semana, e para particulares, ao fim-de-semana, com determinados limites de utilização.
Fique atento ao programa de Espectáculos Musicais no Anfiteatro Keil do Amaral.
Para mais informações consulte www.cm-lisboa.pt/pmonsanto.
Aproveite e Venha Viver Monsanto neste Verão !
Encontra-se para consulta pública o Processo de Avaliação de Impacte Ambiental “Quadruplicação da Linha de Cintura entre o Terminal Técnico de Chelas e a Estação do Braço de Prata da Linha do Norte” no Centro de Documentação do Edifício Central do Município, sito no Campo Grande, n.º 25, 1.º andar, até ao dia 8 de Junho de 2005.
Manuel Maria Carrilho visitou ontem a cidade de Barcelona à procura de inspiração para os seus projectos na corrida eleitoral autárquica em Lisboa. O candidato socialista revelou ao CM que, caso vença as eleições autárquicas em Lisboa, quer introduzir táxis no Tejo.
(Via Correio da Manhã)

Porque se "instalou a catalepsia" e "o futuro colapsou", para "recolocar problemas" e "construir um projecto alternativo", a Plataforma das Artes do Espectáculo (Parte) e o Centro Nacional de Cultura (CNC) promovem, em Lisboa,um encontro aberto sobre "As Artes do Espectáculo e o Serviço Público" (CNC, dia 4, 09.30-18.00). Intervêm, nomeadamente, o musicólogo e ex--secretário de Estado Ruy Vieira Nery, o músico Miguel Azguime, o encenador Fernando Mora Ramos e o coreógrafo Vasco Wallencamp.
Com a devida vénia ao DN
PSD e CDS/PP vão começar dentro de alguns dias a última fase das negociações para uma eventual coligação de centro-direita nas eleições para a Câmara Municipal de Lisboa.
Embora Luís Marques Mendes tenha já avisado que não tem pressa em resolver o assunto e do lado dos democratas-cristãos tenha surgido o nome de Maria José Nogueira Pinto como potencial candidata, no caso de não haver acordo, a "primeira fase do processo correu bem", como disse ao DN um dos interlocutores no processo. Depois da aproximação, regulada por um acordo-quadro entre os dois partidos, cabe agora aos principais interessados, candidatura de António Carmona Rodrigues, direcções nacionais de PSD e CDS/PP e estruturas autárquicas, dar os próximos passos. Que não se afiguram fáceis.
O DN sabe que os lugares na lista do independente Carmona Rodrigues, apoiado pelo PSD, estão a gerar alguma controvérsia no seio da distrital de Lisboa dos sociais-democratas. Sobretudo porque se sabe da intenção de Carmona e Marques Mendes de fazerem uma lista que "corte com o passado" recente da autarquia.
Nos últimas semanas circularam informações, algumas desmentidas, de que a lista encimada por Carmona Rodrigues poderia incluir nomes como Paula Teixeira da Cruz (a dirigente próxima de Marques Mendes e ex-vereadora é a desejada para número dois e candidata a vice-presidente, mas estará reticente), Mineiro Alves, Carlos Miguel Fontão de Carvalho, Manuel Falcão, José António Moreira Marques, Gabriela Seara, entre outros -isto sem contar com um ou dois nomes a sugerir pelo CDS/PP. Ora, daquele lote constam nomes de vereadores actuais - o independente Fontão de Carvalho, que trabalhou com João Soares e que cortou com Santana Lopes, optando por Carmona, estando neste momento sem pelouro; ou Moreira Marques, que gere o desporto em Lisboa -, mas não se vislumbram escolhas afectas à cúpula da distrital de Lisboa. Onde, por exemplo, Helena Lopes da Costa, actual vice-presidente do PSD/Lisboa, vereadora próxima de Santana e possível candidata a liderar a distrital nas próximas eleições, poderia ter uma palavra a dizer, embora fontes da São Caetano à Lapa reputem de "muito difícil" a sua inclusão, embora não se tratando de mais um "veto".
Com a devida vénia ao DN
O conselho de administração do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, será presidido por Adalberto Campos Fernandes, antigo director da Companhia Portuguesa de Seguros de Saúde - Médis, informou ontem o Ministério da Saúde em comunicado à imprensa. O novo director clínico do hospital será António Apolinário Bugalho de Almeida, director do serviço de Pneumologia deste hospital.
(Via DN)
Seis em cada 10 jovens enviados pelos tribunais para Centros Educativos por terem cometido crimes são oriundos da Grande Lisboa, informou ontem o Ministério da Justiça, no dia em que o ministro visitou um destes estabelecimentos. Segundo dados do ministério, encontram-se internados nos 12 Centros Educativos 298 jovens dos quais 178 são oriundos de Lisboa.
(Via DN)
De acordo com uma notícia avançada esta quarta-feira pelo Diário de Notícias o líder do Partido da Nova Democracia (PND), Manuel Monteiro, deverá apoiar a candidatura de Carmona Rodrigues nas autárquicas de Outubro à câmara Municipal de Lisboa. A mesma notícia garante que têm havido contactos entre os membros do PND e da candidatura do actual vice-presidente da autarquia lisboeta.
O partido liderado por Manuel Monteiro representa cerca de dois mil votos no concelho de Lisboa e se nos recordarmos que em Dezembro de 2001, nas últimas autárquicas, Santana Lopes venceu por uma diferença de 855 votos, o PND pode ter alguma relevância na corrida eleitoral.
Apesar de Carmona Rodrigues já ter mostrado sinais de que prefere avançar sozinho do que em coligação, seja com o CDS/PP ou com «independentes» de outros partidos nas suas listas, de acordo com o Diário de Notícias ainda não terá fechado «a porta» a José Ribeiro e Castro, novo presidente democrata-cristão. Mas as conversas com o PND e o CDS-PP podem revelar-se incompatíveis considerando que o partido de Manuel Monteiro irá apoiar o candidato do PS, Francisco Assis, na corrida à Câmara Municipal do Porto.
Com a devida vénia ao Portugal Diário
O candidato independente à presidência da Câmara de Lisboa pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, apresentou hoje as linhas programáticas da sua candidatura, destacando que irá defender a introdução de uma taxa de entrada a automóveis privados na capital, à semelhança das portagens aplicadas em Londres.
Sá Fernandes quer "reduzir o número de veículos que diariamente invadem a cidade” e pretende "lançar e concluir estudos de aplicabilidade de um modelo de gestão do trânsito que estabeleça uma taxa de entrada a veículos automóveis privados em Lisboa, tendo por referência o modelo de Londres, consignando essa receita à melhoria do serviço dos transportes públicos".
Esta medida foi anunciada em Novembro do ano passado pelo Governo liderado por Pedro Santana Lopes, tendo o então presidente da autarquia e candidato do PSD nas próximas eleições autárquicas, Carmona Rodrigues apoiado a iniciativa, desde que o valor fosse utilizado para melhorar os transportes públicos e acessibilidades.
Sob o lema "Lisboa é gente", Sá Fernandes prometeu ainda uma cidade "ecológica, reconstruída, de proximidade e transparente". "Lisboa não é um enorme bairro abandonado, não é um gigantesco negócio imobiliário, não é um monstruoso parque de estacionamento, não é projecto no papel, não é lixo, nem entulho, nem estaleiro", defendeu o candidato.
Questionado sobre o apoio do Bloco de Esquerda à sua candidatura, que anunciara como independente no início do mês, Sá Fernandes disse ter sido "convencido a aceitar este papel político". "É uma candidatura independente, vejam o nome das pessoas que me apoiam, além do apoio inegável, que muito me honra, do Bloco de Esquerda", sublinhou.
Apesar de concorrer com o apoio de Bloco de Esquerda, Sá Fernandes é também apoiado por Gonçalo Ribeiro Telles, fundador do Movimento Partido da Terra e ex-dirigente do Partido Popular Monárquico, que concorreram em acordo eleitoral com o PSD nas últimas legislativas. Sem eleger uma prioridade, o candidato considerou que "praticamente todas as matérias são urgentes". Questões como "as escolas, o trânsito, a especulação imobiliária e a corrupção são um problema da gente", sustentou.
Sobre o Túnel do Marquês, uma das grandes bandeiras eleitorais do presidente da Câmara de Lisboa, Santana Lopes, e que o advogado tem contestado nos tribunais, Sá Fernandes defendeu "que se estude a necessidade e a segurança da obra e que se façam os estudos de tráfego e de análise de risco recomendados na declaração de impacte ambiental da obra".
Questionado sobre se construiria o Túnel do Marquês até à rotunda e com uma saída para a Avenida Fontes Pereira de Melo, como está actualmente previsto, o candidato disse que "os estudos que existem neste momento indicam que a obra deveria acabar na Rua Castilho". "Mas se os estudos que forem feitos recomendarem outro caminho, quem sou eu para dizer que não se faça o túnel?", disse.
com a devida vénia ao Público
A 75ª Feira do Livro de Lisboa, que decorre entre hoje e 13 de Junho com a participação de 125 editoras distribuídas por 217 pavilhões, espera receber este ano pelo menos um milhão de visitantes.
Situado no Parque Eduardo VII, o certame acolhe vários colóquios e debates relacionados com efemérides literárias, além de destacar a poesia e a produção dos autores portugueses na diáspora.
Numa edição com forte aposta na dinamização da palavra escrita, nomeadamente através da escolha de actores para declamar e interpretar passagens de textos, o primeiro dia arranca com um concerto da Big Band do Hot Club no palco colocado ao cimo do Parque.
Com a disposição dos pavilhões multicolores em pequenas pracetas de carácter urbano idealizadas pelos arquitectos Marcos Cruz e Marjan Colletti, a Feira vai funcionar de segunda a sexta-feira a partir das 16:00 horas, aos sábados, domingos e feriados a partir das 15:00 e no Dia da Criança (01 de Junho) a partir das 10:00 horas.
De domingo a quinta-feira o encerramento tem lugar às 23:00 horas, enquanto às sextas e sábados, nas vésperas de feriados e no último dia da Feira o encerramento está previsto para as 24:00 horas.
Com a devida vénia à Lusa
Penha de França, por Luís Nazaré, no Causa Nossa.

Efemérides marcam certame
A 75ª edição da Feira do Livro arranca esta quarta-feira com diversas efemérides em agenda. Entre elas estão o 400º centenário da edição de «Dom Quixote» e o 200º aniversário da morte de Bocage.
A 75ª edição da Feira do Livro arranca esta quarta-feira no Parque Eduardo VII prolongando-se até 13 de Junho, contando com a participação 125 editores distribuídas por 217 pavilhões.
Neste certame serão comemoradas diversas efemérides como o 400º aniversário da edição de "Dom Quixote", o 200º aniversário da morte de Bocage, o bicentenário do nascimento de Hans Christian Andersen, bem como os 150 anos do nascimento de Cesário Verde.
Estão ainda previstas evocações aos 650 anos da morte de Inês de Castro, ao centenário da Teoria da Relatividade, de Einstein, e os 250 anos sobre o terramoto que arrasou Lisboa.
A literatura portuguesa na diáspora, o papel da banda desenhada e da ilustração e o nascimento da caricaturista Rafael Bordalo Pinheiro há 150 anos serão também analisados.
Destaque ainda para a as pequenas praças de carácter urbano, idealizadas pelos arquitectos Marcos Cruz e Marjan Collett, que substituem a habitual organização em banda dos pequenos pavilhões das editoras.
Com a devida vénia à TSF on line
Sobre o túnel do marquês:
Carmona Rodrigues
"Está concluído no início do próximo ano. Esta obra vai permitir uma maior mobilidade e fluidez de tráfego."
Manuel Maria Carrilho
"Encontrando-se o túnel feito até ao Marquês de Pombal - desnivelamento dos cruzamentos da Artilharia 1 e Castilho - a obra deve limitar-se a esta fase e seguir e o cumprimento da Declaração de Impacto Ambiental."
Ruben de Carvalho
" Processo de sindicância ao projecto do túnel. Abandono da "solução" actual e sua substituição pelo prolongamento do actual Túnel das Amoreiras até passagem sob a Rua Castilho."
Sá Fernandes
"O túnel deverá ser construído apenas até à Rua Castilho. Também se evitariam todos os riscos apontados."
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
A Aventura do Capelão do Miguel Bombarda, por Luís Miguel Viana, no Diário de Notícias
Mais de mil pessoas já assinaram uma petição que está a circular na Internet a apelar à Câmara de Lisboa para que sejam retomadas as obras de recuperação do Ritz Clube, um espaço de concertos encerrado há cinco anos por falta de segurança.
O documento, dirigido ao presidente da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes, recorda que "faz cinco anos que a preciosa sala do Ritz Clube fechou para obras de recuperação, que foram interrompidas no fim do mandato do doutor João Soares e não mais recomeçadas".
Os subscritores, entre os quais músicos, empresários e artistas, a petição, disponível em http://www.petitiononline.com/ritzclub/, apela a uma "recuperação segura, urgente e rápida" daquele espaço.
Contactada pela Lusa, o gabinete da vereadora da Cultura, Maria Manuel Pinto Barbosa, afirmou que "não existe qualquer protocolo entre a câmara e os donos do espaço sobre a realização de obras", mas a autarquia promete "avaliar a situação para se ver o que se poderá fazer".
Situado na Praça da Alegria, perto da Avenida da Liberdade, o Ritz Clube foi durante anos o palco de concertos de diversas bandas portuguesas, como Ena Pá 2000, Irmãos Catita, Peste & Sida ou Sérgio Godinho, entre outras.
O avançado estado de degradação do edifício, classificado como de interesse municipal, levou os gerentes a decidir pelo encerramento em 2000, por questões de segurança.
Hoje, o espaço acolhe os ensaios de algumas bandas e festas esporádicas, mas sempre com um número limitado de convidados. "Foi a própria gerência que mandou fechar, porque o tecto interior está a desabar. Não havia segurança e nós não queremos que se arranhe nem um joelho", disse à Lusa o cantor Vitorino, um dos gerentes do espaço, a par com a actriz Maria do Céu Guerra e o encenador Hélder Costa.
Na altura, o executivo camarário liderado por João Soares realizou algumas obras na fachada e colocou um telhado novo. "Agora, é preciso refazer tudo, seguindo a traça do cabaret do estilo arte nova tardia", adiantou Vitorino.
O cantor afirma ter pedido várias audiências a Santana Lopes "para falar da recuperação do Ritz Clube no âmbito da reabilitação do Parque Mayer, por ser tão próximo", mas afirma nunca ter sido recebido pelo presidente da câmara.
Vitorino adianta ter também enviado diversas cartas ao proprietário do edifício, mas sem obter qualquer resposta. "O proprietário avançou com uma acção de despejo, por o Ritz Clube não estar aberto ao público, mas nós continuamos a ter a actividade cultural definida no pacto social", explicou o gerente.
Com a devida vénia ao Público on line
Quem quiser saber mais sobre esta pérola patrimonial deve visitar o sítio do museu e sobre o programa do centenário encontra tudo aqui.
O Serviço Educativo do Museu Nacional dos Coches criado em 1966, desenvolve anualmente diferentes programas pedagógicos, essencialmente destinados ao público juvenil, que proporcionam um contacto com as colecções numa abordagem lúdica que facilita a aquisição de conhecimentos.
Para além destas actividades o Serviço Educativo organiza visitas guiadas para o público escolar dos diversos graus e para visitantes adultos em geral.
Reunindo uma colecção única no mundo de viaturas de gala e de passeio do Séc. XVII a XIX, na sua maioria provenientes dos bens da coroa ou propriedade da Casa Real portuguesa, o Museu Nacional dos Coches inclui no seu espólio coches, berlindas, carruagens, seges, carrinhos de passeio, liteiras, cadeirinhas e carrinhos para criança formando um conjunto de excelente qualidade que permite ao visitante a compreensão da evolução técnica e artística dos meios de transporte de tracção animal utilizados pelas cortes europeias até ao aparecimento do automóvel.
Da colecção exposta destaca-se o raro exemplar de coche de viagem de Filipe II, construído em Espanha em finais do Séc. XVI, início do Séc. XVII, um dos modelos de coche mais antigos que se conhece.
Particular relevo merecem também os três monumentais coches da Embaixada do Marquês de Fontes ao Papa Clemente XI, construídos em Roma em 1716. Estas viaturas, únicas no mundo, são exemplares perfeitos da "carrozza romna" de aparato, onde as caixas abertas se conjugam com imponentes composições escultóricas nos alçados traseiros e dianteiros, alusivas aos Descobrimentos e Império portugueses.
Para além dos arreios de tiro pertencentes às viaturas, a colecção reúne ainda um conjunto significativo de arreios de cavalaria, bem como fardamentos de gala e de serviço aos coches, um núcleo de armaria e acessórios de cortejo setecentistas. Completam a colecção os retratos a óleo dos monarcas da dinastia de Bragança, antigos proprietários dos carros expostos, e um importante conjunto de documentos gráficos composto por desenhos, gravuras e fotografias relacionados com as peças ou com a história do museu.
O Museu Nacional dos Coches conserva e expõe no ambiente requintado do antigo Picadeiro Real uma excepcional colecção de viaturas reais do século XVII aos finais do século XIX.
Considerada a mais notável colecção do mundo do seu género permite ao visitante compreender não só a evolução técnica dos transportes de tracção animal como acompanhar as mudanças de gosto manifestadas nas artes decorativas tão bem expressas na ornamentação das viaturas.
O Museu Nacional dos Coches é um dos museus mais visitados de Portugal e o mais visitado da cidade de Lisboa.

A rainha D.Amélia fundava o Museu dos Coches, em Lisboa
Mais de 400 mil pessoas já utilizaram o LX Porta-a-Porta, o serviço de transporte gratuito da Câmara de Lisboa, que hoje foi alargado aos bairros da Madragoa, São Mamede, Mouraria e Santa Isabel.
O serviço integra também, a partir de hoje, novos circuitos nos bairros da Pena, Bela Flor, Cruz Vermelha e Chelas/Vale Formoso, anunciou o vereador do Trânsito, António Monteiro, durante um passeio inaugural pelo circuito de Marvila (Chelas).
O LX Porta-a-Porta foi criado há um ano "para servir bairros históricos, mas também bairros que têm um conjunto de transportes públicos que consideramos ser insatisfatórios para aquilo que são as necessidades das populações", salientou António Monteiro.
"A partir do momento em que a Carris chega a esses bairros, o Porta-a-Porta deixará de fazer o mesmo sentido que fazia antes", adiantou o vereador. A ideia deste serviço, sublinhou, "não é sobrepor-se, nem substituir-se à rede da Carris, mas sim poder prestar um serviço complementar".
O LX Porta-a-Porta encontrava-se em funcionamento nos bairros de Santa Catarina/Bica, Bairro Alto, Alfama/Castelo e Campo de Ourique.
De acordo com a Câmara de Lisboa, o circuito Alfama/Castelo foi o que registou o maior número de utilizadores (129.126), seguindo-se o Bairro Alto (86.696), Campo de Ourique (61.466), Ameixoeira (54.451), Alta de Lisboa (45.848) e Bica (10.496).
Os itinerários são efectuados por 16 carrinhas da autarquia de forma continuada ao longo do dia e param ao sinal de um munícipe, que também pode utilizar o número verde 800 20 32 32 para saber o trajecto do percurso ou o tempo que demora a chegar ao local.
Com a devdia vénia ao Público on line
... a reunião da Assembleia Municipal de Lisboa, acabou subitamente interrompida, na sequência da decisão dos deputados do PS de abandonarem a sala, em protesto pelo saída do vice-presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, sem que a discussão tivesse terminado.
Segundo a edição desta quarta-feira do Jornal de Notícias, nem o facto do autarca ter justificado a sua saída com um «compromisso inadiável» - ia representar a Câmara, no jantar da final da Taça UEFA – fez o PS voltar atrás na sua decisão de abandonar a sala, por considerar a atitude de Carmona Rodrigues «inaceitável».
O abandono dos representantes do PS, que teve lugar por volta das 20:00 horas, constitui um facto inédito no actual mandato autárquico, além de ter reduzido o quórum de 107 para 47 deputados.
A reacção socialista colocou ainda um ponto final a um debate de várias horas, onde, segundo o JN, a tensão e a divisão entre os partidos da Esquerda terá sido por diversas vezes evidente.
Mesmo assim, no final (inesperado) da reunião, o líder da bancada do PSD considerava ter-se tratado de um «aproveitamente político» da parte do PS e um «pretexto» para «sair de um debate que não lhes estava a correr bem».
Já o presidente da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), Modesto Navarro, considerou que «há alguma justificação na atitude do PS», uma vez que, quando Carmona mostrou a intenção de sair da sala, o próprio presidente da AML terá alertado o vice-presidente da Câmara para o facto de haver inscrições para dois pedidos de esclarecimento à Câmara e um protesto.
«Podia ter esperado pelas intervenções. Eram 5/6 minutos», comentou Modesto Navarro, para explicar que a consequência desta suspensão é que o debate será retomado, no mesmo ponto, na reunião do dia 31.
Com a devida vénia ao Diário Digital
Feira do Livro e Lisboa celebram bodas de diamante
Mas a 75ª edição do evento ficará marcada pelas efemérides literárias que se vivem este ano como, por exemplo, a publicação há 400 anos da obra de Cervantes «D. Quixote de la Mancha»
A feira do livro foi apresentada em conferência de imprensa, esta terça-feira, num dos pavilhões que vão vestir a 75ª edição, entre 25 de Maio e 13 de Junho. Maria Manuela Pinto Barbosa, a vereadora da Câmara Municipal de Lisboa responsável pelo pelouro da Cultura, fez as honras da casa na apresentação de um dos eventos culturais mais importantes na agenda cultural da capital. A feira festeja 75 anos nesta edição e, por isso mesmo, celebra as bodas de diamante de mão dada com Lisboa.
O ano de 2005 está recheado de efemérides no mundo da literatura. Além de terem passado 400 anos da publicação da principal obra de Cervantes, ««D. Quixote de la Mancha», há 200 anos nascia Hans Christian Handersen e também há 200 anos morria Bocage. Mas como livro é cultura e cultura não se resume a folhas escritas entre a capa e contracapa, há 100 anos Einstein formulou a Teoria da Relatividade e, ainda, há 250 anos a cidade de Lisboa foi arrasada pelo «grande terramoto».
Paula Moura Pinheiro e Helena Vasconcelos foram os nomes escolhidos para idealizarem a programação da feira. Além dos lançamentos de obras e autógrafos de autores consagrados, este ano haverá espaço para a leitura «lida», teatro, música, poesia e muito mais. A banda desenhada, por exemplo, terá um espaço único na Estufa-Fria.
Mas até os espaços foram concebidos com outro olhar pelos arquitectos convidados: Marcos Cruz e Marjan Colletti. Com respeito pelo espaço emblemático para a cidade e «pelas vistas», já que dali os olhos alcançam o Castelo de São Jorge e o rio Tejo. As cores vão ser essenciais na fórmula da feira e um dos pavilhões, onde estiveram presentes os jornalistas esta terça-feira, terá destaque central no Parque Eduardo VII. Ali ficará a cafetaria e o auditório principal. A sua cor será vermelha, mas há jogos de luzes que prometem dar brilho às noites.
Para a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), tal como em 2004, a feira voltará a ser «a maior mostra de livros em Portugal». Mas a União dos Editores Portugueses (UEP) não escondeu o seu desejo de sempre e admite sonhar com «um pavilhão de pedra e cal que servisse para sempre» e também fosse utilizado para outros eventos, em vez do monta/desmonta anual de todos os expositores.
A abertura da 75ª Feira do Livro irá também marcar, segundo também revelou a vereadora Maria Manuel Pinto Barbosa, o início das festas da cidade. Para ler e recordar: de 25 de Maio a 13 de Junho «há livros» em Lisboa.
Com a devida vénia ao Portugal Diário
Os museus nacionais assinalam hoje o seu Dia Internacional oferecendo diversas actividades, animação e entrada gratuita aos visitantes, que vão passar a poder comprar novos passes para vários dias, segundo a tutela.
O Instituto Português de Museus (IPM) abre hoje - Dia Internacional dos Museus - gratuitamente as portas dos 29 museus que tutela, bem como dos palácios, monumentos e sítios da responsabilidade do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR).
Sob o tema "Museus - Pontes entre Culturas" - os museus organizam iniciativas muito diversas para o público, desde animação de rua, visitas guiadas a exposições, ateliers para adultos e para crianças, concertos, e até sessões de ioga.
A partir de hoje o IPM irá disponibilizar passes de entrada com a particularidade de serem válidos por períodos de dois, cinco ou sete dias, possibilitando aos seus portadores visitar livremente e sem limitação de entradas os 29 museus tutelados por este organismo.
Os passes vão custar cinco euros (dois dias), oito euros (cinco dias) e dez euros (sete dias), podendo ser adquiridos previamente na Loja de Museus do Palácio Foz, em Lisboa, nas lojas dos vários museus e na FNAC.
Também será lançado o livro "O Panorama Museológico em Portugal", uma co-edição do IPM e do Observatório das Actividades Culturais (OAC), que corresponde ao retrato mais recente dos museus portugueses".
Este estudo apresenta uma análise comparativa do desenvolvimento dos museus portugueses entre 2000 e 2003, designadamente quanto à tipologia de colecções, distribuição geográfica, funcionamento, instalações, recursos e actividades orientadas para os visitantes.
Também hoje, o IPM celebra um protocolo com a Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC) no Museu Nacional do Teatro, no âmbito do qual serão incluídos trabalhos nos currículos escolares dos alunos daquele estabelecimento de ensino, a partir das colecções dos museus tutelados pelo instituto.
Esses trabalhos consistem em encenação e apresentação de peças teatrais e realização de pequenos filmes promocionais, que se enquadrem no interesse de ambas as instituições.
Além da reedição do Roteiro de Museus, o IPM lança mais dois roteiros de museus, nomeadamente do Museu Nacional Machado de Castro e do Museu Nacional do Traje.
Com a devida vénia à Lusa
Os ambientalistas da Plataforma pela Mobilidade Sustentável vão avançar na próxima semana com uma providência cautelar para parar as obras do Túnel do Marquês até que sejam acatadas as recomendações da Declaração de Impacte Ambiental emitida em Abril.
"Vamos avançar com uma providência cautelar em meados da próxima semana para que as questões levantadas na Declaração de Impacte Ambiental (DIA) sejam tidas em conta", anunciou hoje aos jornalistas Carlos Moura, representante da Quercus na Plataforma.
O Ministério do Ambiente emitiu no final de Abril uma Declaração de Impacte Ambiental favorável ao Túnel do Marquês, mas condicionada à realização de estudos sobre a análise de risco e de tráfego. Recomendou ainda 40 medidas de minimização e programas de monitorização.
A declaração foi emitida na sequência do estudo de impacte ambiental realizado por ordem do Tribunal Administrativo de Lisboa, após a providência cautelar interposta pelo advogado José Sá Fernandes, e que provocou a paragem das obras durante oito meses.
Com a providência cautelar que irão interpor na próxima semana, os ambientalistas pretendem "que seja anulado o processo de licenciamento do Túnel do Marquês", adiantou Carlos Moura.
Segundo a Quercus, a acção vai basear-se no número 02 do artigo 17º e no número 03 do artigo 20º do decreto-lei número 69/2000, que aprova o regime jurídico de avaliação de impacto ambiental, transpondo a directiva comunitária sobre a matéria.
De acordo com o artigo 17º do decreto-lei, "a DIA condicionalmente favorável especifica as condições em que o projecto pode ser licenciado ou autorizado e contém obrigatoriamente as medidas de minimização dos impactes ambientais negativos que o proponente deve adoptar na execução do projecto".
O artigo 20º determina que "são nulos os actos praticados" sem o licenciamento ou autorização, que só podem ocorrer após "a notificação da DIA favorável ou condicionalmente favorável", devendo "compreender a exigência do cumprimento dos termos e condições prescritos na DIA".
Na opinião de Carlos Moura, as recomendações da Declaração de Impacte Ambiental do Túnel do Marquês "obrigam a uma reorçamentação e a uma reavaliação deste projecto, que deverá passar a incluir todas as medidas propostas, pelo que todas as obras têm de parar".
A Câmara de Lisboa já garantiu que vai respeitar o despacho do Ministério do Ambiente, apesar de estar a estudar a possibilidade de impugnar o documento.
O vice-presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, afirmou terça-feira que "todas as medidas da DIA serão seguidas", mas assegurou que "não serão motivo para alterar o projecto".
A Plataforma é constituída pelas associações que pretenderam promover um referendo local ao Túnel do Marquês: Quercus, Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, Associação Lisboa Verde, Partido Ecologista "Os Verdes" e Movimento Partido da Terra.
Com a devida vénia à Lusa
O actual vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carmona Rodrigues, apresentou hoje a sua candidatura à liderança da autarquia, afirmando querer acabar com as «manchas negras e degradadas» da cidade. Na sessão, foi notada a ausência do presidente da CML, Pedro Santana Lopes.
Como exemplo desses espaços degradados a eliminar, Carmona Rodrigues referiu zonas na «Avenida 24 de Julho, em Alcântara, na Praça do Chile, na Infante Dom Henrique, no Socorro, em Marvila ou na Charneca». O candidato do PSD garantiu ainda «estar ligado à cidade - espero que por muito tempo - para fazer muita coisa e não quero utilizar a Câmara como um trampolim para outros voos políticos».
Carmona Rodrigues afirmou ser um «político atípico, diferente dos outros» e que a sua preocupação é resolver os «problemas das pessoas» que vivem em Lisboa. O saneamento, a limpeza, a segurança, a reabilitação urbana são alguns das manchas negras identificadas pelo actual vice-presidente da CML.
A cerimónia decorreu no jardim do Bairro de São Miguel, em Alvalade, e juntou várias dezenas de pessoas. Entre os presentes destacaram-se as figuras da política Manuela Ferreira Leite, Álvaro Barreto e Helena Lopes da Costa e da cultura Nicolau Breyner e Rui Veloso.
Carmona Rodrigues escolheu aquele local por estar situado no bairro onde viveu a sua infância, relembrando o tempo em que brincou e passeou naquele jardim. Questionado sobre os projectos prioritários da sua candidatura, Carmona Rodrigues afirmou: «Não tenho uma obra, um monumento, uma bandeira, mas há muitos problemas que nós queremos resolver».
Com a devida vénia ao Expresso on line
A Quinta das Conchas, no Lumiar, vai ser inaugurada hoje, às 12h00, pelo presidente da Câmara de Lisboa, Santana Lopes. A inauguração pretende ser a primeira etapa do processo de qualificação da quinta. Este culminará, segundo a autarquia, com a abertura no início do próximo ano da contígua Quinta dos Lilases.
A Quinta das Conchas, no Lumiar, vai ser inaugurada hoje, às 12h00, pelo presidente da Câmara de Lisboa, Santana Lopes. A inauguração pretende ser a primeira etapa do processo de qualificação da quinta. Este culminará, segundo a autarquia, com a abertura no início do próximo ano da contígua Quinta dos Lilases.
O início da obra da Quinta das Conchas foi em Março de 2004. O investimento rondou os seis milhões e 400 mil euros. O restauro da Quinta dos Lilases inicia-se em breve e a mata, já em obra, será devolvida aos utentes ainda este Verão.
Todo o espaço da Quinta das Conchas foi vedado e infra-estruturado, "desde a iluminação pública, à rede de rega, passando pela estrutura hídrica e sistemas eléctricos e som". A Quinta foi também "dotada de mobiliário urbano".
A nave central da Quinta das Conchas foi renovada e o seu espaço verde ficará destinado ao "recreio activo", com uma estrutura de caminhos, praças e equipamentos de recreio infantil e juvenil, um palco para a realização de pequenos espectáculos e um espaço de informação municipal, restaurante e bar.
O relvado, infra-estruturado e recuperado, estende-se pela nave central, aliando-se a uma estrutura de percursos e canais de água que confluem num lago. A intenção da autarquia é a de destinar a área relvada central ao desporto e à maioria das actividades recreativas e manter baixos índices recreativos na mata e Quinta dos Lilases. Estas serão destinadas a um "recreio mais passivo, uma com uma vocação ambiental e a outra com um cariz histórico e patrimonial".
Todo o sistema hídrico da quinta funcionará em circuito fechado, com a água proveniente da mina e dos poços incorporada no sistema. O lago constituirá o reservatório de todo o circuito, que começa na fonte luminosa e passa pelos canais e caleiras, bem como da rega. Constitui também uma bacia de retenção. Os tanques e poços existentes foram recuperados na sua função.
Com a devida vénia ao Público on line
Os mestres dos barcos da transportadora Soflusa, que assegura a travessia fluvial entre Barreiro e o Terreiro do Paço, em Lisboa, iniciam amanhã uma greve às horas extraordinárias por tempo indeterminado, para exigir aumentos salariais.
Carmona Rodrigues, candidato do PSD à Câmara de Lisboa, afirmou esta quinta-feira que o projecto de Manuel Maria Carrilho é «um pouco precipitado», referindo-se à proposta do candidato socialista para o Parque Mayer.
Na apresentação da sua candidatura à autarquia, o vice-presidente da câmara de Lisboa, argumentou: «Ao contrário dele [Carrilho], conheço muito bem a cidade».
«Não queremos perder tempo em projectos, queremos é pôr mãos à obra», acrescentou o candidato social-democrata.
Carmona Rodrigues quis deixar claro que se interessa verdadeiramente por Lisboa. «Não vou utilizar a câmara como trampolim para outros voos políticos», afirmou.
Pedro Santana Lopes, actual presidente da câmara de Lisboa, não esteve na apresentação «por questões de agenda», explicou João Reis, assessor do autarca, ao PortugalDiário.
Marques Mendes, actual líder do PSD, também não compareceu à apresentação da candidatura. O órgão nacional do PSD fez-se representar por dois vice-presidentes: Paula Teixeira da Cunha e Azevedo Soares.
Já Manuela Ferreira Leite, Leonor Beleza, Álvaro Barreto e Amílcar Theias fizerem questão de marcar o ponto. A apresentação da candidatura foi realizada no bairro de São Miguel, onde Carmona Rodrigues cresceu e viveu.
O programa do candidato para a cidade será apresentado daqui a duas semanas. O candidato «laranja» disse ainda que pretende criar uma cidade «segura» e «ambiciosa» que devolva a dignidade aos bairros de Lisboa.
Marques Mendes e Santana Lopes faltaram à apresentação do candidato do PSD.
Com a devida vénia ao Portugal Diário
A 75ª edição da Feira do Livro de Lisboa, que vai decorrer de 25 de Maio a 13 de Junho, assume-se como um grande evento festivo na capital, que este ano inclui o certame nas Festas da Cidade. A organização espera cerca de um milhão de visitantes.
"Será indiscutivelmente a grande festa do livro", disse António Baptista Lopes, presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), entidade que espera "de 800 mil a um milhão de visitantes", com base na estimativa de público de 2004.
Este ano, a Feira do Livro de Lisboa conta com 125 participantes distribuídos por 217 pavilhões, mais três pavilhões do que no ano passado, quando o certame foi afectado pela coincidência de datas com o festival musical Rock in Rio - Lisboa e pela crise económica.
Para este ano as "expectativas são melhores", segundo Baptista Lopes, que espera uma subida nas vendas.
O presidente da APEL assinalou ainda que as obras no Túnel do Marquês continuarão a afectar o evento, "embora talvez menos do que no ano passado", mas acrescentou que "se as pessoas querem ter a feira no Parque, há que suportar os prejuízos ao nível da mobilidade".
A 75ª Feira do Livro - cuja programação em Lisboa volta a ser, à semelhança do que aconteceu em 2004, organizada por Helena Vasconcelos e Paula Moura Pinheiro - decorre também no Pavilhão Rosa Mota, no Porto, embora aí termine um dia antes, a 12 de Junho.
Com a devida vénia ao Público on line
O trânsito vai estar condicionado no IC19 e no IC16 devido ao corte de uma via no sentido Lisboa-Sintra, nos dias 12, 13 e 16, das 09h00 às 17h00, informou hoje a Estradas de Portugal (EP).
O presidente da Junta de Freguesia dos Olivais questionou hoje a necessidade de se construir uma nova piscina municipal na freguesia, quando já existe um complexo desportivo que está a funcionar a meio-gás por falta de obras de beneficiação.
"A Câmara de Lisboa optou por construir uma piscina, deixando degradar a do complexo desportivo municipal que existe há mais de 20 anos e que precisa de obras de conservação e beneficiação para funcionar", denuncia José Rosa do Egipto.
Há cerca de três anos que a piscina coberta de 50 metros - uma das primeiras da cidade de Lisboa - e o tanque de saltos foram desactivados por falta de condições.
"Não há dinheiro da Câmara para recuperar a piscina, mas estão a construir uma nova", sublinhou o autarca, questionando o porquê de não se aproveitar "o que já está feito".
Lúcia Torres, do Departamento Municipal da Câmara de Lisboa (CML), adiantou que está a ser desenvolvido um projecto para a requalificação do espaço para responder às novas necessidades da população. Na altura em que o complexo foi construído era o melhor de Lisboa, mas com o passar do tempo o tipo de procura da população foi-se alterando e a piscina de 50 metros deixou de ser funcional, salientou a arquitecta. "Antigamente os Olivais tinham uma população jovem e hoje é uma população mais idosa que procura outro tipo de actividade como a hidroginástica", explicou Lúcia Torres.
Segundo o presidente da Junta de Freguesia, o encerramento da piscina criou uma grande lista de espera, à qual não se consegue dar resposta. "A procura é mais que muita, esperemos que a nova piscina venha suprir estas necessidades", sustentou o autarca, adiantando que muitos munícipes já questionaram a opção da Câmara de Lisboa.
José Rosa do Egipto ressalvou que não está contra a construção da nova piscina - que segundo Lúcia Torres será inaugurada em Julho -, mas gostaria que as outras não fossem esquecidas.
Com a dveida vénia ao Público on line
O Museu da Água realiza quinta-feira visitas guiadas gratuitas ao Aqueduto das Águas Livres para comemorar os 274 anos passados sobre a ordem de construção daquela obra, que começou a funcionar em 1748.
A data será assinalada com visitas guiadas à travessia do Vale de Alcântara, 274 anos depois do alvará régio de Dom João V que ordenou a construção do Aqueduto, documento de que serão oferecidas cópias, anunciou o Museu da Água, em comunicado.
A construção começou em Agosto de 1732 e em 1748 o Aqueduto, com uma extensão total de 58 mil metros, entrou em funcionamento, abastecendo de água a cidade de Lisboa.
Segundo uma informação disponibilizada na página oficial do Museu da Água na Internet, a arcaria sobre o Vale de Alcântara é constituída por 35 arcos, dos quais 14 são ogivais e os restantes em volta perfeita, tendo 941 metros de comprimento e 65 metros de altura.
O Aqueduto foi retirado do sistema de abastecimento de água em 1967.
A partir de quinta-feira, o Reservatório da Mãe d+Água das Amoreiras passará também a disponibilizar uma experiência piloto em Portugal de "print-on-demand".
Esta tecnologia permite fazer uma reprodução de qualidade, no momento, de uma obra de arte, através de uma impressora de grande formato, que permite ainda escolher o formato e o suporte de impressão.
O Museu da Água vai disponibilizar para impressão cópia do alvará régio e a colecção "Aquae Liberae Triumphalis Ingressus", composta por 13 quadros do artista Manuel Carmo.
A colecção foi criada propositadamente para o Reservatório da Mãe d+Água, narrando a história da água através do Aqueduto.
Com a devida vénia à RTP on line
O Bloco de Esquerda ameaça impugnar a hasta pública dos terrenos da antiga Feira Popular. Josá Sá Fernandes vai apresentar queixa ao ministério Público contra o loteamento do recinto.
Os 650.000 residentes de Lisboa vão receber um folheto da EPAL a apelar à poupança de água, numa campanha para combater a seca. No folheto poderão ler-se vários conselhos e métodos de poupar água.
Foram 250.000 os visitantes do castelo dde S. Jorge desde Janeiro. 27% são portugueses. e 24% ingleses.
É inaugurado o monumento ao Marquês de Pombal em Lisboa.
Carmona Rodrigues irá oficializar a sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa esta quinta-feira, às 16 horas, depois de um processo conturbado em que o Congresso do PSD e o regresso de Santana Lopes à autarquia baralharam os dados.
O novo líder do PSD confirmou a vontade de ver o vice-presidente correr nas eleições e Santana Lopes afastou-se de uma recandidatura à edilidade. O vice da autarquia e candidato do PSD nas eleições mantém-se em funções no município até ao acto eleitoral.
Depois da coligação de esquerda não ter dado frutos em Lisboa, Manuel Maria Carrilho corre pelo PS sozinho à câmara e Ruben de Carvalho pelo PCP segue o mesmo caminho. O PortugalDiário sabe que Carrilho tentará colar o candidato social-democrata ao actual presidente da autarquia, Pedro Santana Lopes, e Carmona tentará, por seu turno, desfazer a comparação.
Mas as últimas críticas dos vereadores ao vice-presidente da autarquia podem complicar a campanha eleitoral dos social-democratas: Carmona não deverá ter o staff da edilidade ao seu lado em actos eleitorais, o que poderá reverter a favor de Manuel Carrilho.
Com a devida vénia ao Portugal Diário
O Bloco de Esquerda (BE) vai apoiar a candidatura independente do advogado José Sá Fernandes à Câmara Municipal de Lisboa nas eleições autárquicas de Outubro. O apoio deverá ser declarado ainda hoje na IV Convenção Nacional do BE, que decorre desde esta manhã em Lisboa.
Segundo o que o PÚBLICO apurou, o BE pretende criar uma comissão política mista entre membros do partido e cidadãos independentes no apoio a José Sá Fernandes.
A candidatura independente de José Sá Fernandes - apresentada anteontem - surge na sequência de um movimento encabeçado por personalidades como o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, o realizador José Fonseca e Costa e o sociólogo e professor universitário António Barreto.
No manifesto que redigiram, os apoiantes de Sá Fernandes defendem o fim da "promiscuidade entre a autarquia e a construção civil", realização de auditorias às empresas municipais, a revisão do Plano Director Municipal com base na estrutura ecológica da cidade e a descentralização da Câmara Municipal.
"Os lisboetas de origem, de adopção ou de residência estão cansados de ver Lisboa transformada em negócio político, em trampolim para ambições diversas e de ver problemas como o trânsito, a segregação, a especulação, a violência, o urbanismo selvagem", sustentou anteontem António Barreto, durante a apresentação.
Defendendo que "vista de longe, Lisboa é uma das mais belas cidades da Europa, mas vivida de perto, é uma cidade brutal, rude, difícil e injusta", o sociólogo apelou na mesma ocasião a Sá Fernandes para que "não deixe destruir os espaços verdes, denuncie os negócios e mostre a promiscuidade nas obras municipais".
A apoiar a candidatura do advogado estão ainda personalidades como a directora da Casa Fernando Pessoa, Clara Ferreira Alves, a directora da Abraço, Margarida Martins, a endocrinologista Isabel do Carmo, o escritor Miguel Esteves Cardoso e os professores universitários Rui Zink e Manuel João Ramos, da Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M).
Com a devida vénia ao Público on line
Preservar pregões, fados, pessoas, e histórias de Lisboa, são algunso dos objectivos da Lisboa no Coração, associação nascida de uma tertúlia de alfacinhas. O PResidente é o médico artur Moreira Lopes. O quartel-general será para já o pátio alfacinha.

Está em vias de classificação pelo IPPAR. O processo já está aberto.
A Associação Náutica da Marina do Parque das Nações acusou a CML de desinteresso sobre o que se passa naquele equipamento, sem barcos desde 2001.
O movimento de cidadãos que contesta a demolição do cinema Europa promove hoje à noite um debate sobre os espaços dedicados à cultura na cidade. É às 21 horas, no salão da Associação Padaria do Povo, que fica na Rua Luís Derrouet, em Campo de Ourique.
Os partidos da esquerda decidiram chumbar as contas da CML relativas a 2004.

A partir da próxima Segunda-Feira, dia 9 de Maio, a Câmara Municipal de Lisboa procede ao reforço da segurança e fiscalização do Sistema de Condicionamento ao Trânsito nos Bairros da Bica, de Santa Catarina, da Encarnação de acordo com um plano aprovado pelo Presidente da CML, Pedro Santana Lopes, juntamente com os responsáveis da Polícia Municipal e da EMEL.
Agentes de fiscalização de estacionamento, equipados com um ciclomotor e um telemóvel, passam a circular nos bairros comunicando de imediato as infracções detectadas à equipa permanente da Polícia Municipal que tem ao seu dispor, bloqueadores e reboques.
Foi lançado no dia 5 de Maio, no Lisboa Welcome Center, o Gabinete do Investidor de Lisboa, uma iniciativa que se destina a dinamizar o investimento nacional, e que contou com a presença de Pedro Santana Lopes e António Carmona Rodrigues, presidente e vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
No lançamento, o presidente da CML, Pedro Santana Lopes, disse contar com “o trabalho de todos” para alcançar a “ambiciosa” meta de colocar a capital no “top 10” das cidades europeias em matéria de captação de investimento nacional e internacional até 2010.
O Gabinete do Investidor de Lisboa é um projecto inovador em Portugal desenvolvido pela empresa municipal Ambelis - Agência para a Modernização Económica de Lisboa, S.A, em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa e diversos parceiros privados. Entrou em funcionamento no dia 5 de Maio disponibilizando um conjunto integrado de serviços de captação e apoio ao investimento em Lisboa.
As medidas:
1. on-line business - serviço on-line de informações e aconselhamento sobre negócios com base no site www.lisboactiva.pt e respostas em menos de 48 horas;
2. on-site business - serviços personalizados de apoio ao desenvolvimento e implementação de projectos de investimento;
3. organização de agendas de negócios e de contactos à medida - preparação e estabelecimento de contactos com redes de negócios;
4. serviços imobiliários - serviços de apoio à localização de empresas (sedes, escritórios, parques industriais, logística);
5. apoio à internacionalização - estudo e desenvolvimento de projectos;
6. conferências e seminários - sobre temas de desenvolvimento e competitividade a organizar em parceria com operadores económicos;
7. informação económica - centralização e disponibilização de informação sobre a cidade incluindo bases de dados, estatísticas, estudos e relatórios especializados;
8. estudos e relatórios - sobre sectores e problemas económicos estratégicos;
9. apresentações de Lisboa - preparação de documentação sobre sectores económicos, projectos estruturantes, etc.
“O importante é que o investidor sinta condições para dirigir para Lisboa os seus negócios”, defendeu o presidente da autarquia, referindo-se aos estímulos fiscais e à eficácia no atendimento. Pedro Santana Lopes disse ainda que “a imagem de Lisboa deve ser a de uma cidade capaz de sustentar um desenvolvimento integrado, global, com ligação às universidades e à investigação”.
Na apresentação da iniciativa, João Pessoa e Costa, Presidente da Ambelis, referiu que Lisboa “tem condições para ser uma cidade competitiva e atractiva nas áreas dos serviços, turismo, inovação e audiovisual” e reconheceu que “a grande oportunidade é a hipótese de centrar em Lisboa as sedes da empresas com estratégias ibéricas”.
O Gabinete do Investidor será presidido por João Navega.
Carrilho quer um jardim no Parque Mayer articulado com o Jardim Botânico. Carmona diz que é um disparate e que a CML perderia 92 milhões de euros se abandonasse o projecto de Frank Gehry.
Os bairros degradados da grande Lisboa vão ter um observatório para estudar a realidade e a insegurança. Lisboa é grande. Aguenta todos os disparates. As instituições que existem já não chegam para observar?

Lisboa vai ser inundada por exposições de fotografia e sobre fotografia, do próximo dia 18 até Junho. É uma aposta da Câmara Municipal de Lisboa para a II Bienal LisboaPhoto, que compreende um núcleo central de 15 exposições produzidas pela organização, além de outros 20 eventos expositivos, que se aglomeram num programa paralelo da responsabilidade de galerias de arte e escolas de fotografia e arte da capital.
Este acontecimento cultural "visa contribuir para a actualização das referências visuais do público português e desenvolver a reflexão e a teorização que esta arte potencia enquanto instrumento de memória e registo criativo do instante, real ou imaginário", salienta a vereadora da Cultura da autarquia lisboeta, Maria Manuel Pinto Barbosa, que ontem divulgou a iniciativa aos jornalistas.
A LisboaPhoto 2005 abrangerá não só "os legados fotográficos, a memória histórica e crítica da fotografia", mas também alimentará o debate sobre a fotografia. Como salienta o director municipal de Cultura, José Monterroso Teixeira, uma parte da oferta deste evento fala dos meios que vieram "contaminar" a própria fotografia "a contemporaneidade reposiciona certas práticas artísticas e faz o seu balanço. Por isso gostaríamos que a bienal fosse o diagnóstico, binocular e de zoom".
Daí esta iniciativa cultural englobar trabalhos variados, incluindo o fotojornalismo, a fotografia científica, e também práticas artísticas que incluem vídeos, filmes (ver caixa), esculturas e instalações.
Uma das "pérolas" do evento que se prolonga por dois meses é a exposição retrospectiva sobre a obra de Joshua Benoliel (1873-1932), considerado como um dos pioneiros do fotojornalismo em Portugal, e autor da imagem nesta página. Para a concretização da exposição foi fundamental a investigação alargada a Espanha e França, com o patrocino das embaixadas dos países onde foram publicadas dezenas de imagens do fotógrafo que apanhou os reinados de D. Carlos e D. Manuel, assim como momentos cruciais da implantação da República. A exposição contará com imagens deste fotógrafo, pertencentes à revista parisiense Illustration e ao jornal ABC de Madrid e não só.
O material de uma outra exposição, Corpo Diferenciado, saiu do espólio do Instituto de Medicina Legal , e aborda o uso dado à fotografia pelas instituições médicas e judiciárias em Portugal nas primeiras décadas do século XX.
Os artistas da LisboaPhoto 2005 são de várias nacionalidades, um terço dos quais portugueses. Estarão representados, entre outros, Helmar Lerski e Albano Afonso (tematização da luz), Francisco Tropa e Diogo Saldanha (gestão da imagem), Enrica Bernardelli (fotos perfuradas), Hannah Starkey (momentos paradigmáticos do quotidiano), Erwin Wurm (registos fotográficos da simulação de acções/esculturas), Aaron Siskind, José Luís Neto e Vítor Pomar (detalhe pela fotografia) e Chen Chieh-Jen (instalação baseada em fotografia de tortura). Como disse o comissário da LisboaPhoto 2005, Sérgio Mah, "todos os trabalhos na sua especificidade têm em comum a autocrítica da fotografia".
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
Um "Independente" em Lisboa, por João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.
Apoio Sá Fernandes, por José Adelino Maltez, em Sobre O Tempo Que Passa.
O advogado José Sá Fernandes, responsável por acções como a que suspendeu as obras do Túnel do Marquês, disponibilizou-se esta quinta-feira para ser candidato independente à presidência da Câmara de Lisboa, desconhecendo-se ainda se será apoiado por algum partido.
«Estou disposto a candidatar-me à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, assim consiga eu os apoios necessários para essa tarefa», afirmou hoje José Sá Fernandes, durante a apresentação do manifesto da sua candidatura.
O advogado disse estar «ao serviço de Lisboa», uma cidade que pretende «ecológica e solidária, habitada, com gente».
«Há dez anos que tento lutar por Lisboa, ou para salvar um jardim, ou para dizer que uma obra está a ser mal conduzida ou para dar melhor qualidade de vida às pessoas. A minha luta é conhecida por todos», sublinhou.
Questionado sobre se a sua responsabilidade na paragem, durante sete meses, das obras do Túnel do Marquês, na sequência de uma providência cautelar que interpôs, poderá afectar de alguma forma a sua candidatura, Sá Fernandes disse nunca ter pensado nisso.
«Tomei a iniciativa de alertar para um problema gravíssimo, que os tribunais e a Declaração de Impacte Ambiental emitida há uma semana confirmaram», frisou.
Diário Digital / Lusa
A Fundação Aristides de Sousa Mendes promoveu hoje no Metro de Lisboa uma campanha de sensibilização para dádivas de sangue, que pretende atingir as 30 mil, que é o número de pessoas salvas pelo antigo cônsul de Portugal em Bordéus durante a II Guerra Mundial.
Residência onde viveu o escritor arrisca a demolição. Associação Portuguesa de Escritores promete intervir para salvar casa Almeida Garrett:
A Associação Portuguesa de Escritores (APE) prometeu hoje "intervir por todos os meios junto das instituições públicas" para evitar que a casa onde viveu e morreu Almeida Garrett, em Lisboa, venha a ser demolida.
Sem especificar os meios a que a associação poderá recorrer, um dos elementos da direcção da APE, José Manuel Vasconcelos, considerou "uma vergonha" para Portugal se a casa for demolida. "O objectivo é salvar a casa de Almeida Garrett em nome da preservação da cultura portuguesa", argumentou o responsável.
A APE junta-se assim a outros organismos, como a Sociedade Portuguesa de Autores, o Pen Clube, e o movimento de cidadãos de Lisboa Fórum Cidadania Lisboa, que já lançaram uma petição no sentido de se salvar a casa do escritor.
Lamentando o facto de o edifício não ser classificado pelos organismos públicos, o Fórum Cidadania Lisboa entregou em Fevereiro à Câmara de Lisboa, ao Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) e ao Instituto Camões uma petição com mais de 2.300 assinaturas a pedir a classificação do edifício e a sua transformação numa casa-museu. Em causa está a demolição do prédio, cujas licenças já foram emitidas pela autarquia.
O actual ministro da Economia, Manuel Pinho, é o proprietário do edifício e apresentou ao município um projecto do arquitecto Manuel ainha, que prevê a construção de dois T3, um T4 e um duplex.
Em finais de Abril, o Conselho Consultivo do IPPAR recomendou à câmara a classificação do edifício como imóvel de interesse municipal, mas esta explicou que a classificação não tem efeitos retroactivos, alegando que deve ser o Ministério da Cultura a adquirir o prédio.
Com a devida vénia ao público on line
O Convento do Beato, em Lisboa, reabre hoje as suas portas após a recuperação da entrada e cúpula da escadaria do imóvel do século XV, áreas mais afectadas pelo incêndio de 28 Julho do ano passado.
A greve de três dias dos trabalhadores da Transtejo, que desde terça-feira afecta a travessia fluvial entre a margem sul do Tejo e Lisboa nas horas de ponta, termina hoje.
Quatro ligações poderão hoje ser perturbadas ou mesmo ser interrompidas entre as 06h00 e as 08h30 e entre as 17h00 e as 19h50: Seixal-Terreiro do Paço, Montijo-Terreiro do Paço, Cacilhas-Cais do Sodré e Porto Brandão/Trafaria-Belém.
A Transtejo garante transporte alternativo em autocarro desde os terminais fluviais do Seixal e Montijo até à estação de barcos do Barreiro, de onde partem ligações da Soflusa para o Terreiro do Paço.
Da parte da manhã, os utentes da carreira Cacilhas-Cais do Sodré têm à sua disposição autocarros para a Praça de Espanha. De tarde haverá uma embarcação de maior porte a assegurar a travessia entre as duas margens.
Em ambos os períodos de paralisação, os passageiros da Trafaria terão autocarros com ligação a Belém.
Convocada por quatro sindicatos ligados ao sector dos transportes fluviais e serviços, a greve parcial, de duas horas por turno, abrange todos os trabalhadores da empresa, nomeadamente pessoal de tráfego e bilheteiras, revisores e administrativos.
Os trabalhadores da Transtejo reclamam salários, prémios e subsídios iguais aos dos funcionários da transportadora Soflusa, que faz parte o grupo Transtejo.
Com a devida vénia ao Público on line
Postal Muito Caseiro,
Variante do Título Anterior
Revolta Contra Os Arrabaldes,
por Pedro Guedes, no Último Reduto.
"Não faço cálculos sobre Belém ou S. Bento"
O deputado do PS acusa a dupla Santana e Carmona de gerir Lisboa por impulsos e faz um "balanço globalmente muito positivo" da gestão de João Soares.
O que o levou a candidatar-se à Câmara Municipal de Lisboa (CML)?
Disponibilizei-me para ser candidato a 10 de Janeiro do ano passado. O contexto político era, então, muito diferente Durão Barroso era primeiro-ministro; Ferro Rodrigues liderava o PS; e Santana Lopes tinha quotas de popularidade muito altas... Mas aquilo que me motivou foi a avaliação extraordinariamente negativa que fazia da gestão e do mandato de Pedro Santana Lopes.
Porque é que avançou tão cedo?
A leitura que fazia nessa altura, sensivelmente a meio mandato, é que o PS devia começar a preparar uma alternativa. Foi com essa intenção que me disponibilizei.
A sua motivação inicial foi, pois, a de estar contra o estado de coisas?
Nunca fui muito motivado por estar contra. Mas não podemos reduzir uma capital a umas flores ou à discussão de um túnel ou de um parque de diversões, sem que os grandes problemas tenham sido resolvidos o trânsito complicou-se imenso e o estacionamento atingiu uma dimensão de caos que há muito não se via. Lisboa tornou-se uma cidade bloqueada e sem liderança.
Como é que explica isso?
De Santana Lopes sempre ter assumido que a CML era instrumental. Ou seja, que não estava aqui por Lisboa, por gostar da cidade ou por ter soluções para os problemas, mas apenas como um passo para outra coisa qualquer...
Em que é que isso se traduziu?
Numa gestão por impulsos, casuística e sem fundamentação. O casino, por exemplo, teve sete localizações diferentes. Depois, houve ainda uma espécie de vaivém na presidência da câmara, com Santa- na Lopes a sair para primeiro-ministro, obrigando Carmona Rodrigues, que entretanto também tinha saído para ministro, a regressar. O que deve ser inédito na Europa, onde não se vêem presidentes a abandonarem as suas câmaras para depois voltarem.
As críticas ao casuísmo não podiam ser também estendidas a João Soares?
Voluntarismo, talvez, mas não tenho a visão de que a gestão de João Soares tenha sido casuística. Pelo contrário, até faço um balanço muito positivo quer da sua gestão quer da gestão de Jorge Sampaio.
Mas lembre-se do ginásio no Parque Eduardo VII, ou do Corte Inglés...
Em política, não podemos proteger os erros de uma gestão com os erros, ou pseudo-erros, dos outros. O que conta é a resolução dos problemas para o futuro. A história dessa gestão do PS ficou feita em 2001.
Identifica-se, portanto, com a gestão camarária do PS?
Globalmente, acho que foi um bom período para a cidade.
Quais são os maiores problemas que, neste momento, detecta em Lisboa?
A ausência de gestão. Já vimos serem anunciadas várias coisas num determinado momento e, dois ou três meses depois, as prioridades já são outras. Quando falo numa Lisboa bloqueada é isto que eu quero dizer. Há uma gestão sem estratégia, se é que há alguma gestão.
Um exemplo?
Fez-se um túnel, mas não se fizeram, e isso está hoje mais do que comprovado, os estudos suficientes para que a obra corresse bem. Ninguém sabe, por exemplo, como é que se vai sair para a Av. António Augusto de Aguiar, ou se é necessário retirar as árvores que lá estão. Como é que possível fazer um túnel destes sem estudo das consequências de tráfego sobre a Fontes Pereira de Melo ou o Saldanha.
Mas essa é a opinião da oposição...
Os lisboetas também têm uma apreciação muito negativa. Mas há outros factores inéditos, como é ver o partido do presidente da câmara em funções, que acabou de ser primeiro-ministro, desautorizá-lo, impedindo-o que se recandidate. Só que depois recorrem ao seu braço- -direito, e que é co-responsável por tudo o que se passa em Lisboa.
Se for eleito, que soluções vai apresentar para o Túnel do Marquês?
Dependerá do estado em que as coisas se encontrem em Outubro.
E quanto ao Parque Mayer?
Vamos, ao longo deste mês, analisar os problemas da cidade. Em sessões dedicadas ao urbanismo, à solidariedade, mas também ao património, à mobilidade e à competitividade, entre outras matérias. Será uma mobilização sem precedentes, que juntará 500 técnicos qualificadíssimos, e de onde sairão as ideias para enquadrar problemas como os do Parque Mayer.
É já um acto de pré-campanha...
Gostaria de introduzir, ou de sublinhar, a importância do método na política, de forma a evitar medidas erráticas. E isso passa por conciliar o conhecimento mais exaustivo e completo dos dossiers com o diálogo com os cidadãos. A partir daqui, devemos dizer o que pensamos e fazer o que dizemos. Normalmente, ou não se diz o que se pensa, ou não se faz o que se diz. Para mim, é vital dizer o que penso e fazer o que digo.
Está em condições de garantir que a sua candidatura à presidência da CML não é um trampolim para outro cargo?
Totalmente. Sou antitabus e contra o calculismo que os tabus representam. Quando quero uma coisa, di-go-o, e quando não quero, também. O exercício autárquico de Lisboa era, a par de deputado, a única função para que estava disponível.
Mas da CML já saiu um presidente da República e um primeiro-ministro...
Não faço cálculos desta natureza.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias

Pouca gente conhece, realmente, a vida do pintor holandês Vincent Van Gogh. "Apenas sabem a parte mais anedótica" (cortou a orelha e suicidou-se), confidencia Virgílio Castelo ao DN. Mas quem quiser saber mais sobre este génio da pintura tem agora uma oportunidade com a peça Vincent, que se estreia hoje, às 21.00, no Teatro Villaret (em cena de quarta a sábado).
Vincent, da autoria de Leonard Nimoy (o Sr. Spock de O Caminho das Estrelas), interpretada por Virgílio Castelo e encenada por António Feio, surge pela segunda vez em Portugal. Em 1990 esta peça já tinha sido levada à cena, pelo mesmo actor e pelo mesmo encenador, por ocasião da comemoração do centenário da morte de Van Gogh. Nessa altura, a peça "não teve muito público" e por isso ficou o desejo de se voltar a fazer o espectáculo, recorda Virgílio Castelo.
Quinze anos depois, reunidas todas as condições necessárias (disponibilidade do actor e encenador e uma sala), a peça volta ao teatro, mas desta vez, com algumas alterações. "O espectáculo é mais maduro pois temos mais experiência e sensibilidade", explica António Feio ao DN. Dessa forma Vincent é agora uma peça mais criativa, com interpretação mais apurada e cenografia diferente. Também contribuíram os vários estudos médicos que têm sido feitos, nestes últimos anos, para se tentar explicar do que sofria Van Gogh. "Houve vários factos que foram adicionados à peça", tais como os espasmos da mão, o facto do pintor ouvir vozes e o seu comportamento irascível devido ao absinto, acrescenta o actor.
Nesta peça, Théo Van Gogh, irmão de Vincent, reúne um grupo de amigos numa sala de conferências e conta-lhes tudo o que não foi capaz de dizer no funeral do irmão. Este é, assim, o início de uma viagem pela vida e obra de Vincent Van Gogh narrada por quem sempre o apoiou e amou e por quem melhor o conheceu. "É um espectáculo muito interessante, belo, de uma enorme emoção e sensibilidade", classifica António Feio.
Na opinião do realizador "as pessoas tratam muito mal os artistas quando eles estão vivos" e foi isso que também aconteceu a Van Gogh. Por essa razão tem uma grande admiração pelo que o artista passou. "A sua capacidade, a energia e a força que passa nos quadros deixam-me deslumbrado. É um grande génio da Humanidade", sublinha António Feio.
Vincent Van Gogh era um amante de Deus, do amor e da arte. Acreditava que a melhor maneira de conhecer Deus era amar muito. Ele queria aprender a pintar o que sentia e não o que via. E conseguiu. Tal como refere Virgílio Castelo, "ele foi pioneiro e qualquer pioneiro é digno de admiração."
Com a devida vénia ao Diário de Notícias

A kora é um instrumento de cordas tradicional dos povos mandigas da África Ocidental, construído a partir de uma metade de cabaça fechada por uma cobertura de pele, de onde parte um braço que sustenta até 25 cordas. Um instrumento complexo que muitos descobriram através da arte de Keba Cissoko , nome maior da música da Guiné-Bissau. A Portugal, chega agora o som de uma outra kora pelas mãos de um outro Cissoko . O seu primeiro nome é Ablaye, chega do Senegal, é apresentado como um dos grandes embaixadores da música do seu país e nada o liga ao mestre guineense.
A estreia em Portugal deste músico que cruza formação clássica, experimentação jazz com a recuperação das sonoridades mais telúricas do seu país faz-se esta noite (22.00) no palco do Fórum Lisboa. A digressão prossegue amanhã no Passos Manuel, no Porto, sexta-feira no Auditório Pedro Ruivo, em Faro. Na bagagem, Cissoko traz Diam (La Paix), o seu último registo de estúdio, editado em 2004 pela Ma Case Records. Uma colecção de 12 temas de diálogo intimista entre a kora e a voz do tocador. Uma amostra de estupendo virtuosismo que deixa excelentes indicações para os três concertos em vista.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
Gary Hutter, Charlotte Saliou e Nola Rae vão apresentar os seus espectáculos este mês no Chapitô, em Lisboa, numa iniciativa dedicada às mulheres-palhaço.
A iniciativa tem início amanhã, com o espectáculo "Joan D´ArPpo", de Gardy Hutter, considerada o ex-libris das mulheres-palhaço na Europa, e é apadrinhado pela palhaça portuguesa Teresa Ricoh, conhecida pelo nome profissional Tété.
"Esta iniciativa surgiu depois de termos constatado não haver em Portugal uma tradição de mulheres palhaço, já que depois da Tété não surgiu mais nenhuma com o seu carisma", explicou hoje à Lusa, Eduardo Henrique, director de Produção do Chapitô e mentor da iniciativa. Um dos objectivos do evento, é que "venha a funcionar como uma espécie de semente, para que no próximo ano se possa realizar uma iniciativa semelhante de maiores dimensões e com um programa mais extenso".
A suíça Gardi Hutter abre este evento com o espectáculo "Joan D´ArPpo" - história de uma lavadeira que sonha tornar-se heroína e ser Joana D´Arc -, em cena às 22h00 de amanhã até ao dia 7 de Maio.
Para os dias 20 e 21 está agendado, igualmente às 22h00, o espectáculo "Jackie Star", protagonizado pela francesa Charlotte Saliou. "Jackie Star" conta a história de uma ex-hospedeira que sobrevive a uma queda de avião e resolve tornar-se conferencista de temas como elegância e beleza.
Por fim, nos dias 25 e 28, a inglesa Nola Rae apresenta "Exit Napoleon Pursued by Rabbits", um drama cómico, com um cozinheiro de um exército em retirada no centro da acção.
Com a devida vénia ao Público on line
A sexta edição do Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada, que começa dia 19 na Estufa Fria, associa-se ao Ano Internacional da Física e tem a Finlândia como país convidado, anunciou hoje a Bedeteca.
Pela segunda vez em formato de bienal, depois da edição de 2003, o sexto Salão Lisboa é dedicado à entropia, termo científico que, adaptado à iniciativa da Bedeteca, pretende designar aquilo que está em desordem ou desorganizado.
"Queríamo-nos associar ao Ano Internacional da Física e comemorar a efeméride na perspectiva da banda desenhada", explicou à Lusa Rita Correia, da Bedeteca de Lisboa que organiza o evento.
Traduzida para a prancha ou para a ilustração, seja no conteúdo ou nos materiais e linguagens utilizados, a entropia é o denominador comum das dez exposições de artistas nacionais e internacionais que integram o Salão Lisboa.
Destaque para o colectivo francês Le Dernier Cri, que se apresenta em Lisboa com uma mostra retrospectiva de dez anos de trabalho, ou para a dupla suíça Helge Reumann e Xavier Robel que rompe com a tradição da BD franco-belga com "Elvis Studio".
Dos portugueses, José Carlos Fernandes revela "A última obra-prima de Aaron Slobodj", a editar este mês pela Devir, enquanto Pedro Zamith expõe "Feedback - Retorno", com ilustrações comentadas por outros artistas, escritores ou críticos.
"Evento Letal", exposição colectiva de finalistas da Ar.Co, e "LL-91-01", de Luís Lázaro, são outras mostras de autores portugueses no Salão.
O sexto Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada decorrerá de 19 de Maio a 5 de Junho e conta este ano com imagem de Alejandro Gozlbau.
Com a devida vénia ao Público on line
É inaugurado o edifício Monumental que substitui o histórico Cine-Teatro da Praça do Saldanha, em Lisboa.
O Convento do Beato, em Lisboa, reabre quinta-feira após obras de recuperação, nove meses depois de um incêndio ter danificado a entrada e cúpula da escadaria, informou fonte da empresa proprietária do imóvel do século XV.
A recuperação do edifício, classificado como imóvel de interesse público pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) desde 1984, custou aproximadamente 750 mil euros, informou Rui Fontes, administrador da Cerealis, SGPS, proprietária do Convento.
A maior parte das obras centrou-se na entrada e cúpula da escadaria, respeitando os materiais originais, mas quase todo o edifício teve de ser limpo para retirar os vestígios negros deixados pelo fumo, disse Rui Fontes.
A recuperação da cobertura da cúpula acabou por ser também mais fácil do que o inicialmente previsto, uma vez que as traves mestras não foram afectadas pelo incêndio de Julho de 2004.
Segundo a fonte, o arco mais antigo, datado do século XV, cuja possibilidade de recuperação era incerta logo após o incêndio, está praticamente pronto, enquanto outros três do séculos XVI, vão levar ainda mais alguns meses a recuperar, disse Rui Fontes.
O calor das chamas e mais tarde a água para extinguir o fogo fizeram estalar as pedras de mármore dos três arcos, que tiveram de ser desmanchados e catalogados, obedecendo a um trabalho de restauro do "tipo relojoaria", explicou.
Para Rui Fontes, as obras permitiram "grandes melhoramentos no edifício" histórico. "As alterações mais profundas têm a ver com a segurança", disse Rui Fontes, especificando que toda a parte eléctrica e de canalizações foi substituída, tendo sido também colocado um sistema de detecção de incêndios.
As fachadas do Convento também foram limpas, ao mesmo tempo que foram rasgadas algumas janelas, declarou Rui Fontes, acrescentando que também foi feito um telhado novo na igreja anexa ao edifício, ficando para mais tarde as obras de recuperação do interior.
O projecto de recuperação teve o aval do IPPAR e da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. Três meses e meio foi o tempo da obra de recuperação do Convento que ao longo dos séculos já teve várias utilizações, nomeadamente industriais, e que actualmente acolhe sobretudo eventos sociais e culturais.
Três meses e meio foi o tempo da obra de recuperação do Convento que ao longo dos séculos já teve várias utilizações, nomeadamente industriais, e que actualmente acolhe sobretudo eventos sociais e culturais.
Para assinalar a reabertura do Convento do Beato, a Cerealis, SGPS vai oferecer, na quinta-feira, aos seus clientes e fornecedores, um jantar precedido de um espectáculo com a participação do Coro Forumúsica, dirigido pelo maestro Jorge Resende na sala da biblioteca.
Desde que a empresa privada adquiriu o Convento do Beato, em 1999, e até à data do incêndio, já tinham sido investidos cerca de meio milhão de euros em melhoramentos do espaço histórico.
O Convento do Beato foi construído no século XV, no local de uma pequena ermida de invocação a São Bento.
A Rainha D. Isabel, mulher de Dom Afonso V, com a autorização do Abade de Alcobaça, instalou no edifício um hospício para os "Bons Homens de Vilar", da congregação dos "Frades Azuis".
Quase um século depois, o cónego Frei António da Conceição planeou a construção do novo convento e após a sua morte, em 1602, passou a ser conhecido pelo povo como Beato António e a sua obra como Convento do Beato.
Com a devdia vénia ao Público on line
Os transportes públicos aumentam em média 3,7 por cento a partir de hoje, com os bilhetes simples a subir mais do que os passes sociais. O aumento resulta da actualização anual devido à inflação e incorpora também uma compensação às empresas para fazer face à subida do preço dos combustíveis.
A compensação pelo preço do gasóleo representa 44 por cento deste aumento, explicou à Lusa o director-geral dos Transportes Terrestres, Jorge Jacob. O passe Carris/Metro 30 dias (antigo L) aumenta 3,62 por cento para 24,35 euros, enquanto o L123, usado pelos utentes que moram nos arredores de Lisboa sobe 3,66 por cento para 45,30 euros.
Na Carris, o preço dos bilhetes pré-comprados sobe cinco cêntimos para 70 cêntimos, enquanto nas tarifas de bordo, o preço cresce nove por cento de 1,14 euros para 1,20 euros. O preço dos bilhetes electrónicos, conhecidos por sete colinas, mantém-se. No Metropolitano de Lisboa, o bilhete simples da zona 1 sobe cinco cêntimos para 70 cêntimos, enquanto o da zona 2 mantém-se, assim como o bilhete de ida e volta.
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A greve dos mestres das embarcações da Soflusa, que reclamam aumentos salariais entre os 60 e os 80 euros, impediu hoje qualquer ligação fluvial entre o Barreiro e o Terreiro do Paço, em Lisboa, entre as 05h15 e as 08h00.
O presidente do Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante, Albano Rita, disse à Lusa que os oito mestres escalados para se apresentarem hoje ao trabalho aderiram à greve.
A directora do departamento comercial da empresa, Teresa Gato, confirmou esta informação, adiantando que na semana passada houve apenas um trabalhador que não aderiu à paralisação. Teresa Gato acrescentou que, tal como na semana passada, foram disponibilizados transportes alternativos.
Desde o início da paralisação que não foram retomadas as negociações entre as duas partes, dado que a empresa não dialoga com o sindicato enquanto os trabalhadores estiverem em greve, de acordo com a directora comercial da Soflusa.
A paralisação é feita em dois períodos do dia: entre as 05h15 e as 08h00 e entre as 17h45 e as 20h20. De acordo com a Soflusa, nos períodos de greve serão assegurados os seguintes transportes alternativos:
Dias 27, 28, 29 de Abril e 2 de Maio: Autocarros - Barreiro-Seixal; Catamarã - Seixal-Terreiro do Paço
Dias 3 e 4 de Maio: Autocarros - Barreiro-Gare do Oriente
A empresa informa ainda que nos dias 3 e 4 de Maio, devido ao tempo do percurso Barreiro-Gare do Oriente, os últimos transportes alternativos sairão do Barreiro às 07h30 e às 19h30 e da Gare do Oriente às 07h30 e às 19h45.
Com a devida vénia ao Público on line
Logo após o fim do almoço dos TSD, na Gare Marítima de Alcântara, Marques Mendes "pegou" em Carmona Rodrigues e foram dar um salto à festa da UGT, ali ao lado na Torre de Belém. Acompanhados por Arménio Santos, Mendes e Carmona chegaram a passo apressado, a pouco mais de meia hora do início do discurso de João Proença, e detiveram-se em todas as bancas que formavam uma espécie de estádio em forma de "U" frente ao palco. Obviamente as bancas do Sindicato dos Bancários, a dos Trabalhadores da Administração Pública e a dos Quadros Técnicos do Estado foram as mais receptivas. Carmona Rodrigues, muito solicitado, fez uma espécie de "baptismo" para a campanha das autárquicas em Lisboa.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
Esboço de um roteiro lisboeta de Malhoa, por Appio Sottomayor.
O ano de 1855 foi pródigo no nascimento de artistas. Aqui se evocou há pouco o poeta Cesário Verde e torna--se hoje imperioso lembrar outro cultor da beleza e das formas, sendo que, em vez das palavras, utilizava este principalmente os pincéis e as cores para comunicar as suas emoções. Chamava-se José Malhoa e nasceu num 28 de Abril de há 150 anos.
Viu a luz pela primeira vez nas Caldas da Rainha. Num poema musicado e dedicado àquela cidade, um antigo homem da rádio, Moreira da Câmara, dizia a respeito do pintor: «A obra é de todos? Pode ser.../ Ah, mas a cor foi das Caldas que a levou.» Lisboa pode, no entanto, reivindicar uma certa parte de leão na vida e na feitura da obra deste artista singular, talvez aquele que mais e melhor soube retratar o povo a que pertencia.
Na verdade, filho de um modesto abegão, veio para a capital muito cedo, aos oito anos. Habilidoso de mãos, foi aprendiz do conhecido entalhador Leandro Braga, na oficina que este possuía na Calçada do Combro. E foi exactamente este mestre quem descobriu o verdadeiro talento do seu pupilo, aconselhando-o a ingressar na Academia de Belas Artes. Os tempos eram realmente outros: José Malhoa começou o seu curso com doze anos. Apanhou como professores alguns dos artistas que formavam a fina-flor da pintura e da escultura: Tomás da Anunciação, Miguel Lúpi, Simões de Almeida...
Como os seus recursos materiais continuassem a ser escassos, o jovem estudante tinha de fazer pela vida. Assim, em todos os momentos livres, percorria a curta distância entre a sua Escola e a Rua Nova do Almada, artéria onde seu irmão Joaquim tinha uma loja de modas. Entre os chapéus de senhora e as telas, sem praticamente sair do Chiado, passava os seus dias.
PARIS, NÃO; MADRID, SIM. Obviamente, a digna profissão de caixeiro não o preenchia. Como toda a gente o tivesse elogiado durante o curso, pensou o jovem José que lhe seria fácil ir mais longe. Concorreu então, por duas vezes, a lugares de pensionista em Paris. Em ambos os casos, contudo, os concursos foram anulados. O desânimo chegou e o candidato pensou que iria passar o resto da vida a atender as elegantes chiadenses. Tornou-se mesmo aquilo a que hoje chamaríamos um pintor de domingo. Ia expondo, sempre que para tal se apresentava ocasião: em 1880, por exemplo, fez uma mostra dos seus trabalhos na Sociedade Promotora de Belas-Artes. Mas o golpe de asa tardava.
Em boa hora surgiu, pois, em Madrid uma exposição de grande envergadura e Malhoa resolveu enviar o seu quadro Seara Invadida. A tela fez algum furor na capital espanhola e o artista passou a ser mais conhecido e apreciado pelos seus pares. Tomou então a corajosa decisão de se afastar da loja da Rua Nova do Almada e procurar viver apenas da pintura.
Um grupo de artistas, já de nomeada, costumava reunir-se na Cervejaria Leão, na então Rua do Príncipe, hoje Rua Primeiro de Dezembro. Malhoa foi convidado e logo aderiu. Assim, quando Columbano Bordalo Pinheiro pintou, em 1885, o seu célebre quadro O Grupo do Leão, já Malhoa nele figurou em lugar destacado. Estava lançado.
OBRA ESPALHADA POR LISBOA. Constituiria imperdoável cegueira bairrista chamar a Malhoa um pintor da cidade. Levado pelo seu mestre Simões de Almeida para Figueiró dos Vinhos, o artista descobriu ali a luminosidade, o ar livre, a «vida de província» que não mais abandonariam a sua obra. Ramalho Ortigão faz dos trabalhos do pintor a mais genial e fiel das descrições: «A lavra, a sementeira, a monda, a ceifa, a debulha, a poda, a vindima, a pisa, a trasfega, a faina da eira e do lagar (...), o baptizado, a boda, o mortório, a matança do porco, a prova do azeite e do vinho novo, o arraial, a feira do gado, a filarmónica, os descantes...» são alguns dos temas desenvolvidos pelo pintor e anotados pelo escritor. Malhoa é, algum modo, o Júlio Dinis da tela – e nem a “Clara” de As Pupilas do Senhor Reitor faltou na sua obra. Difícil é, no entanto, a sua classificação pelos peritos, no que respeita a «arrumá-lo» numa escola determinada.
O facto de não ter sido um pintor urbano não obstou a que tivesse deixado mostras do seu trabalho e do seu talento espalhadas pela cidade. Assim, o Conservatório convidou-o para decorar o tecto da respectiva sala de concertos, tarefa que desempenhou e que constituiu de algum modo o lançamento para uma carreira gloriosa. As encomendas não pararam. Logo foi encarregado de pintar o tecto da sala nobre do Supremo Tribunal de Justiça. Sucedeu-se ainda outro tecto, desta vez no palácio Burnay, à Junqueira. São também visíveis trabalhos seus na Escola Médica, no Campo dos Mártires da Pátria.
O então Museu de Artilharia (actual Museu Militar), já no século XX, acolheu algumas das obras de Malhoa com carácter histórico, quadros que mostram principalmente cenas inspiradas nos Lusíadas. E, naturalmente, o Museu do Chiado, que durante longos anos se chamou «de Arte Contemporânea», exibe nas suas salas obras do mestre pintor, entre as quais o célebre quadro Festejando o São Martinho”, originalmente chamado Os Bêbedos.
No que respeita a museus, é forçoso, no entanto, referir como principal aquele que tem o nome do artista ese situa na sua terra natal, as Caldas da Rainha. Lá se encontra grande parte do espólio de José Malhoa.
O FADO. Repartido pelo «país real», o trabalho do pintor, que em Lisboa viveu a maior parte da sua vida, pouco ou nada tem pois de essencialmente urbano. O mais lisboeta dos seus quadros será pois O Fado, tela hoje exposta no Museu da Cidade e que mostra uma mulher em atitude despreocupada e embevecida, ouvindo o amante que dedilha uma guitarra. Conta-se que o mestre sofreu alguma coisa para conseguir terminar o quadro: os modelos eram reais e o fadista um conhecido rufia, de seu nome Amâncio. No estudo que fez, Malhoa pintou a rapariga com uma das alças do corpete descaída, mostrando parcialmente o peito. Tomou-se de ciúmes o faia e ameaçou mesmo o artista, que não teve outro remédio que não fosse o de pintar uma fadista mais composta, com as duas alças no sítio.
O quadro serviu de tema a um filme, com Raul de Carvalho e Ema de Oliveira como intérpretes. Nos anos 50 do século XX, Amália foi também filmada cantando o Fado Malhoa, dando, ela e o seu guitarrista, vida às figuras da tela.
De resto, o pintor era uma referência lisboeta, sendo descrito pelos seus contemporâneos com o seu laçarote ao pescoço (à La Vallière se chamava o laço, numa referência à sua criadora, amante de Luís XIV) e o seu pequeno chapéu redondo, frequentando as tertúlias da Livraria Portugal-Brasil (na Rua Garrett, onde foi depois o Café Chiado e hoje é a Companhia de Seguros Império). Trabalhou em vários locais da cidade, como no seu ateliê do Pátio do Martel ou na casa que era do Dr. Anastácio Gonçalves, na Avenida Fontes Pereira de Melo, hoje museu onde se encontram trabalhos do artista.
Era dotado de subtil sentido de humor. Em determinada altura, um político da I República queria que Malhoa lhe pintasse o retrato. O pintor confidenciava então aos seus íntimos que ia demorar a concluir o trabalho, explicando: «Já o tinha esboçado, mas ele entretanto mudou de cor...»
Uma faceta pouco conhecida: Malhoa chegou a colaborar, com a pintura de cenários, no teatro de revista. E, curiosamente, morreu (em Outubro de 1933) na altura em que uma revista (salvo erro, Festa Brava, no Teatro Apolo) apresentava um quadro com uma evocação do mestre.
Lisboa dedicou ao pintor uma bela avenida, ampla e moderna, rasgada a partir do Bairro Azul e ligando a Sete Rios. Quanto aos 150 anos... esqueceu-se.
Com a devida vénia a A Capital
O 5º Congresso Venture Capital IT realiza-se terça e quarta-feira no Polo Tecnológico - Auditório da Lispolis, em Lisboa. O evento reúne mais de 30 oradores, entre os quais 12 convidados estrangeiros, que irão fazer apresentações subordinadas à temática do Capital de Risco e Empreendedorismo.
A Gesventure, entidade organizadora do congresso, fará no final a entrega de quatro prémios, destacando as empresas que mais se tenham destacado em acções empreendedoras e na internacionalização e inovação em 2004.
Com a devida vénia ao Diário Digital
A bancada municipal do PS pediu uma reunião extraordinária da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) para debater o Túnel do Marquês, na sequência da emissão da Declaração de Impacte Ambiental favorável, anunciou esta segunda-feira a concelhia socialista.
Num requerimento enviado ao presidente da AML, Modesto Navarro, o PS de Lisboa solicitou a «convocação de uma reunião extraordinária para discutir a obra do Túnel do Marquês e os seus desenvolvimentos».
O pedido surge depois de o Ministério do Ambiente ter emitido na semana passada uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável à obra, mas que exige a realização de vários estudos adicionais.
Em comunicado divulgado esta segunda-feira, os socialistas consideram que as conclusões da DIA «aumentaram as exigências para a realização da obra». O PS defende ainda a constituição na AML de uma Comissão Eventual de Acompanhamento das Obras do Túnel do Marquês.
O estudo de impacte ambiental, cuja realização foi ordenada pelo Tribunal Administrativo de Lisboa na sequência da providência cautelar interposta pelo advogado José Sá Fernandes, foi interrompido em Janeiro pelo anterior secretário de Estado adjunto do Ministro do Ambiente.
Em Abril, a Assembleia da República aprovou por maioria a decisão de reiniciar a avaliação de impacto ambiental da obra, segundo um projecto de resolução do Partido Ecologista Os Verdes.
Com a devida vénia ao Diário Digital
O Convento de Beato reabre na próxima quinta-feira, nove meses depois do incêndio que danificou parte do imóvel do século XV.
O projecto imobiliário do Belenenses mereceu o parecer negativo do IPPAR. Este Instituto alega que a construção dos edifícios previstos afectaria o sistema de vistas e iria interferir com imóveis classificados.