Lisboa a Saque, por Eduardo Pitta, no Da Literatura
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) e a Ordem dos Arquitectos lançaram hoje um Prémio de Arquitectura para distinguir um projecto que favoreça a mobilidade dos idosos, um quarto da população da capital.
O prémio de arquitectura, criado hoje através de um protocolo entre a SCML e a Ordem dos Arquitectos, visa distinguir um estudo, projecto ou plano que crie uma solução arquitectónica que permita um melhor acesso e mobilidade dos idosos.
A distinção, no valor de 10 mil euros, será atribuída anualmente, sendo a primeira edição ainda em 2005.
"O envelhecimento tem sido uma prioridade do trabalho da Santa Casa, que agora instituiu este prémio para estimular soluções que possam resolver os problemas de mobilidade dos idosos", afirmou à Lusa a provedora da SCML, Maria José Nogueira Pinto.
Sublinhando que a questão da mobilidade é "transversal e multidisciplinar", a responsável sustentou que esta iniciativa pretende ainda "chamar a atenção de outras áreas, que não só as chamadas sociais, para esta questão e sobre a necessidade de criar respostas".
Outro objectivo da iniciativa é atrair a "criatividade dos arquitectos mais novos", adiantou a provedora.
Segundo a bastonária da Ordem dos Arquitectos, Helena Roseta, a distinção poderá ser atribuída a projectos como a instalação de elevadores em prédios antigos ou soluções nos equipamentos sociais ou de habitação.
"O conceito-base deste prémio é o +desenho universal+, segundo o qual os projectos pensam nos cidadãos que não têm a mesma mobilidade dos jovens atléticos e olímpicos", afirmou a representante dos arquitectos.
Helena Roseta sublinhou que "os problemas de acessibilidade não atingem só uma minoria", acrescentando que "todos podemos passar por uma situação de menor mobilidade".
Com a devida vénia à Lusa
Os 20 anos da consagração de Lisboa ao Imaculado Coração de Maria são comemorados no sábado com uma missa na Sé e uma procissão, num movimento de evangelização implementado em mais de 200 localidades portuguesas e no estrangeiro.
Em todos os lugares em que o movimento está instalado existe uma imagem de Nossa Senhora semelhante à que se encontra no Largo da Senhora do Monte, na zona da Graça, em Lisboa.

Abriu em Lisboa uma filial da loja Livrário, que nasceu em Tomar. Os produtos principais são livros com encadernações originais feitas por artesãos, embora comercializem também outro tipo de artesanato. Se quiser saber mais sobre livros com alma visite este sítio.
Lisboa está chaia de lixo, por causa da greve. Cheira mal nas ruas. Alguém pensará que é incomodando a este ponto a vida de toda a gente que melhora a sua?
O presidente do município não quer decidir o futuro do espaço, que remete para o seu sucessor, mas adianta que «vale a pena preservar a fachada».
A Câmara de Lisboa vai fazer uma proposta de permuta ao proprietário da casa onde viveu o escritor Almeida Garrett para que esta venha à posse do Município, depois de durante o dia de terça-feira o presidente da autarquia, Pedro Santana Lopes, ter mandado suspender a demolição do edifício. À margem da reunião do executivo municipal de ontem, o edil adiantou aos jornalistas que «a Câmara já está a trabalhar numa solução» de compensação ao dono do edifício, o ministro da Economia do actual Governo Socialista, Manuel Pinho, que para ali tinha já aprovado um projecto do arquitecto Manuel Tainha para um novo edifício com um apartamento T3 dois T4 e um duplex.
A decisão do autarca surge uma semana depois do início da demolição do prédio com os números 66 e 68 da rua Saraiva de Carvalho, e Pedro Santana Lopes classificou-a de «muito difícil devido à existência de vários pareceres contraditórios sobre a preservação do imóvel». Apesar da dificuldade e dos direitos do proprietário, Santana Lopes optou por mandar suspender a destruição do imóvel depois de uma visita ao local.
«Vendo a casa por dentro verifiquei que pouco há para salvar, porque a casa está em avançado estado de degradação, mas acho que vale a pena recuperar a fachada», disse, remetendo uma decisão sobre o futuro do espaço para o próximo presidente da autarquia da capital. «O que manter e qual a utilização a dar ao imóvel são decisões que competem ao próximo presidente», disse, embora adiantando que vai abrir o processo necessário para a integração da casa no inventário municipal. Caso não seja possível uma utilização cultural do espaço, Santana defende que se deverá desenvolver um projecto que permita a manutenção da fachada.
«A sua classificação como imóvel de interesse municipal será decidida depois», explicou o edil recordando que antes de chegar a este ponto, o processo da casa onde viveu Almeida Garrett mereceu opiniões contraditórias de várias entidades. «O Ippar recomendou a classificação como imóvel de interesse municipal mas os serviços do pelouro da Cultura mostraram sempre muitas reservas em relação à conservação da casa», recordou Santana Lopes.
A própria vereadora do Urbanismo, Eduarda Napoleão, disse a determinado ponto do processo que, mesmo que o imóvel fosse classificado, tal distinção não produziria efeitos retroactivos, uma vez que as licenças de demolição já tinham sido emitidas e, como tal, o proprietário já tinha direitos adquiridos. Perante a situação, a Câmara defendeu então que fosse o Ministério da Cultura a adquirir o edifício mas este sugeriu que fosse a autarquia a resolver o assunto, recorrendo à permuta da casa por um prédio municipal, e apelou à intervenção da sociedade civil.
Com a devida vénia a A Capital
As desavenças entre Manuel Maria Carrilho e a concelhia socialista de Lisboa entraram num período de serenidade, na sequência de cedências mútuas no processo de elaboração das listas com que o PS vai apresentar-se na capital nas próximas autárquicas. Um acordo ontem tornado público determina que a ex-ministra da Saúde Maria de Belém Roseira encabeçará a candidatura à Assembleia Municipal, enquanto a ex-secretária de Estado da Habitação Leonor Coutinho figurará em terceiro lugar na lista liderada por Carrilho.
As dificuldades de relacionamento entre o antigo ministro da Cultura e a concelhia lisboeta remontam ao início do processo de candidatura e, devido a dificuldades na formação das listas, obrigaram mesmo, na semana passada, a «uma pausa para reflexão» nas acções de pré-campanha de Manuel Maria Carrilho. Contudo, reuniões realizadas nos últimos sábado e segunda-feira, em que participou o coordenador autárquico do PS, Jorge Coelho, permitiram desanuviar o mal-estar existente.
De acordo com informações avançadas ontem pela agência Lusa, a actual vice-presidente da bancada socialista Maria de Belém vai ser a candidata do PS à presidência da Assembleia da Municipal de Lisboa, escolha que corresponde ao desejo já antes manifestado por Carrilho.
Com a devida vénia a A Capital

Carrilho e a concelhia socialista de Lisboa também já acordaram a metodologia da composição da lista de candidatos a vereadores. A vice-presidente da bancada socialista Maria de Belém vai ser a candidata do PS à presidência da Assembleia da Municipal de Lisboa, disse esta terça-feira à agência Lusa fonte da direcção do partido.
Segundo a mesma fonte, a escolha do nome de Maria de Belém resultou de uma consenso entre o candidato do PS a presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, e a concelhia socialista da capital, estrutura liderada pelo deputado Miguel Coelho.
Manuel Maria Carrilho e a concelhia socialista de Lisboa também já acordaram a metodologia da composição da lista de candidatos a vereadores pelo PS, consenso que surgiu após reuniões realizadas sábado e segunda-feira passada e que foram acompanhadas pelo coordenador autárquico do partido, Jorge Coelho.
A Comissão Política Concelhia de Lisboa escolherá os candidatos em segunda, quinta e sétima posições e Manuel Maria Carrilho escolherá os restantes até ao oitavo lugar. Após o nome de Manuel Maria Carrilho, a deputada e ex- secretária de Estado da Habitação Leonor Coutinho ocupará o segundo lugar, o presidente do grupo parlamentar do PS na Assembleia Municipal de Lisboa, Dias Baptista, o quinto e o assessor jurídico do primeiro- ministro Rui Paulo Figueiredo ficará na sétima posição.
Na semana passada, face às divergências com a concelhia socialista de Lisboa e às polémicas em torno do estilo da campanha do partido para a câmara da capital, Manuel Maria Carrilho decidiu fazer uma "pausa para reflexão".
Sábado, durante a apresentação da candidatura de João Soares à presidência da Câmara de Sintra, Jorge Coelho assegurou aos jornalistas estarem normalizadas as relações entre a concelhia do PS/Lisboa e Manuel Maria Carrilho.
Com a devida vénia ao Portugal Diário
A futura Sé Catedral de Lisboa será construída junto ao rio, a sul do Parque das Nações, segundo uma proposta aprovada esta quarta-feira pelo executivo da Câmara Municipal, com a abstenção dos vereadores do PS e do PCP.
A localização da nova Sé Catedral esteve prevista para a mesma zona, mas em terrenos que pertenciam ao domínio público do Estado, pelo que foi necessário encontrar um novo terreno, mais próximo do viaduto após a Avenida Infante Dom Henrique.
O executivo aprovou esta quarta-feira a realização de um protocolo entre a Câmara Municipal, o Patriarcado de Lisboa e a GESFIMO, empresa do grupo Espírito Santo que irá comprar o terreno, com cerca de 11 mil metros quadrados, e que será gestora de um fundo de investimento imobiliário fechado.
Na proposta, subscrita pelo presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes, a construção da Sé é justificada pela «expansão demográfica da zona ribeirinha», num local em que não existe qualquer igreja paroquial, além de «possuir o enquadramento conveniente, boa acessibilidade, área adequada e vista para o rio».
Com a devida vénia ao Diário Digital
O cruzamento da Rua Artilharia Um com a Avenida Joaquim António de Aguiar, em Lisboa, foi ontem reaberto, depois de ter estado fechado ao trânsito durante ano e meio, devido às obras do túnel do Marquês. O presidente da Câmara, Santana Lopes, afirmou que o túnel ficará concluído até ao final do ano.
O passe social para a área metropolitana de Lisboa vai manter-se pelo menos por mais um ano. De acordo com as transportadoras privadas da Grande Lisboa, há condições para se chegar a acordo com o Governo, depois de ter sido apresentada uma resposta à proposta de compensações apresentada pelo Executivo.
A recolha de lixo em Lisboa está parada há três dias devido a uma greve dos funcionários municipais afectos à condução de máquinas, que terminou hoje às 06h00, disse o Sindicato dos Trabalhadores Municipais.
"Os níveis de adesão à greve dos funcionários que fazem a recolha do lixo são os mesmos de terça-feira", ou seja, cerca de 92 por cento, adiantou hoje Libério Domingues, do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML).
Segundo o sindicato, apenas se apresentaram ao serviço oito dos 118 trabalhadores afectos à remoção do lixo, assegurando apenas os serviços mínimos de recolha de lixo hospitalar e dos mercados.
De acordo com Libério Domingues, a greve teve "muitos reflexos" na limpeza urbana, causando uma grande acumulação de lixo que "vai ser complicado normalizar".
Cerca de mil trabalhadores municipais afectos à condução, auxiliares administrativos e fiscais de obras realizaram uma paralisação desde as 06h00 de segunda-feira para reivindicar que as suas carreiras sejam consideradas verticais, com progressão de três em três anos, e não horizontais, como actualmente, o que apenas permitem uma progressão na carreira a cada quatro anos.
Representantes dos trabalhadores vão intervir esta manhã na reunião pública da Câmara de Lisboa, estando marcado para as 13h30 um plenário dos funcionários para fazer um balanço da greve e discutir novas formas de luta.
Com a devida vénia ao Público on line
Estado vende terrenos e expropria-os por um preço superior. Negócio de terrenos para o Metro de Lisboa é "caso de polícia".
O especialista em Transportes Fernando Nunes da Silva diz que é escandalosa a maneira como têm sido geridas as expropriações para a construção do Metropolitano de Lisboa.
"O Governo vendeu um terreno na Falagueira e depois expropriou-o para construir a estação, mas a um preço superior, dadas as expectativas entretanto criadas na zona pela passagem do metro. Ora isto é um caso de polícia", disse ontem durante o 4º Encontro da Transportes em Revista, que decorreu em Lisboa.
Em declarações ao PÚBLICO à margem do seminário, aquele professor catedrático disse que negócios idênticos foram feitos aquando da construção das estações do Alto dos Moinhos, Campo Grande e Odivelas, onde, mais uma vez, o Estado perdeu dinheiro a favor de negócios imobiliários privados. Nunes da Silva disse ainda que estas situações não foram denunciadas porque delas beneficia muita gente e aconteceram em governos das duas principais forças políticas.
Na sua intervenção, este especialista considerou um "disparate" a ideia do Metro das Colinas, incluída no Plano de Mobilidade de Lisboa, devido sobretudo aos seus custos, defendendo soluções mais leves para aumentar a mobilidade das pessoas naquelas zonas da capital, como elevadores, funiculares e a reactivação dos eléctricos como a carreira 28. "Não temos sabido rentabilizar propostas simples", disse.
Falando do financiamento dos transportes, Nunes da Silva acusou os autarcas de não só não quererem financiar as infra-estruturas e o funcionamento dos transportes, como adoptarem uma atitude reivindicativa para com o poder central para resolver os problemas que eles próprios criam. "São os autarcas que licenciam tudo e mais alguma coisa e depois não querem assumir as suas responsabilidades na gestão dos transportes", disse.
Em Portugal, em média, as receitas só pagam 50 por cento das despesas do funcionamento dos transportes, valor que é inferior aos 60 por cento nos países nórdicos, mas superior ao da média do resto da Europa(30 a 40 por cento).
Nunes da Silva diz que isto só se resolve com um profundo envolvimento dos municípios no financiamento dos transportes, mas que tal não deverá acontecer porque "os partidos do arco governativo são dominados pelos lobbies autárquicos" instalados.
Numa intervenção controversa e bem-humorada, o arquitecto Graça Dias anunciou o fim do automóvel enquanto meio de transporte maciço. Segundo disse, não se deve apostar em soluções monofuncionais, mas na sobreposição de pessoas, carros e eléctricos nas ruas, tal como antigamente, mas agora com regras.
Com o desaparecimento do automóvel, haverá que arranjar novos destinos para as auto-estradas e vias rápidas que atravessam as cidades. Daí a "boulevardização da segunda circular", como lhe chamou, que consistiria em pôr um eléctrico no meio, deixar uma faixa para veículos e juntar-lhe jardins, lojas e espaços pedonais.
Com a devida vénia ao Público on line

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Pedro Santana Lopes, mandou ontem suspender a demolição da casa de Garrett, a Campo de Ourique, por considerar que um imóvel ligado a "tão destacado vulto da Cultura portuguesa" "não deve perder-se". Os preparativos da obra, recorde-se, tinham- -se tornado evidentes na semana passada, contrariando todos os apelos para que o imóvel, propriedade do actual ministro da Economia, Manuel Pinho, fosse preservado e convertido em casa de memória. Apelos que, originalmente lançados pelo Forum Cidadania Lisboa com uma petição subscrita por mais de 2300 pessoas, tiveram posteriormente a adesão de instituições como o Centro Nacional de Cultura, a Sociedade Portuguesa de Autores e o Pen Club.
A decisão de Santana Lopes de suspender o processo de demolição - lê-se em comunicado emitido pela CML ao final da tarde de ontem - foi tomada na sequência de "uma visita ao local e de uma reunião com as vereadoras do Urbanismo, Eduarda Napoleão, e da Cultura, Maria Manuel Pinto Barbosa". Por lei, esta suspensão vigorará por seis meses, podendo ser prorrogada por igual período, o que significa que, neste mandato autárquico, a casa de Garrett não será demolida. Neste quadro, lê-se no mesmo comunicado, "a utilização futura do edifício deverá", assim, "ser decidida pelo próximo presidente da Câmara de Lisboa", "em conjunto com os moradores de Campo de Ourique e os defensores da 'Casa Almeida Garrett'".
Referindo que o imóvel "esteve vários anos devoluto, sem que o seu proprietário e qualquer entidade a nível local e central tivessem feito alguma coisa para alterar a situação", a CML justifica, no mesmo documento, a posição, em tudo contrária à actual, que tomara até aqui. "Quando a CML recebeu o pedido de demolição do proprietário do imóvel, o Ippar informou a autarquia de que o mesmo não era objecto de qualquer tipo de classificação ou protecção especial", lê-se. "Meses depois, o Ministério da Cultura (MC), mantendo a posição assumida pelo Ippar de não classificar o imóvel, recomendou à câmara, se assim o entendesse, que o classificasse como de interesse municipal". Na altura, refere-se ainda, a vereadora do Urbanismo afirmou que a classificação municipal não produziria efeitos retroactivos, dado que as licenças de demolição já haviam sido emitidas e, como tal, o proprietário tinha direitos adquiridos. A CML defendeu, então, que fosse o MC a adquirir a casa, tendo este organismo optado por sugerir à autarquia que realizasse uma permuta e, aos cidadãos, que encetassem negociações directas com o proprietário.
Com a devida vénia ao DN
Cerca de 200 fogos vão ser construídos na Mata de Alvalade, em Lisboa, para realojar os residentes do Bairro de São João de Brito, ao abrigo de um protocolo assinado no dia 24 de Junho, entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Associação de Moradores do Bairro São João de Brito.
A Casa da Imprensa foi agraciada com a Medalha de Honra da Cidade, no dia 23 de Junho, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes. Na cerimónia estiveram presentes António Carmona Rodrigues, vice-presidente da autarquia e os vereadores Maria Manuel Pinto Barbosa e Moreira Marques.

O 20º Aniversário da União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas (UCCLA), foi assinalado, no dia 27 de Junho, nos Paços do Concelho, numa cerimónia que contou com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Carmona Rodrigues.
A UCCLA é uma associação intermunicipal de carácter internacional, sem fins lucrativos, que perfilha o quadro de valores comuns às organizações não governamentais para o desenvolvimento. Fundada a 28 de Junho de 1985, no seguimento de uma vontade do então presidente da Câmara de Lisboa, Nuno Kruz Abecasis, tem como membros fundadores as cidades de Bissau, Lisboa, Luanda, Macau, Maputo, Praia, Rio de Janeiro e São Tomé/Água Grande.
Para Carmona Rodrigues assinalar os vinte anos de existência da UCCLA representa “o grande desígnio da organização, aproximar povos, aproximar pessoas que partilhavam e partilham esse grande valor comum que é a Língua Portuguesa”. Relembrando Nuno Krus Abecasis, o autarca referiu que “teve a coragem, a tenacidade e a capacidade, mesmo num momento histórico cheio de adversidades, onde o passado recente não permitira que muitas feridas tivessem sido saradas, de concretizar esse sonho de lusofonia”.
Hoje da UCCLA fazem parte 23 cidades membro e 45 empresas, espalhadas pelos quatro continentes, que têm como denominador comum a língua portuguesa.
Entre as suas principais actividades encontra-se a preservação, restauração e valorização de património cultural - onde se destaca a recuperação do Palácio do Governador, em Díli, que irá servir como residência oficial do Presidente da República de Timor-Leste, a reabilitação da Fortaleza do Cacheu na Guiné Bissau, ou a reabilitação da Fortaleza de São Sebastião, na Ilha de Moçambique, em parceria com a UNESCO.
A UCCLA constitui prioritariamente um verdadeiro elo de ligação das comunidades onde se fala o Português. Porque as acções de formação na difusão da língua portuguesa no espaço lusófono constituem uma prioridade, várias obras foram executadas ou estão em curso neste âmbito com particular destaque para a construção e posterior ampliação da escola da UCCLA em Bissau (considerada a escola modelo da cidade), a construção de uma escola, jardim e creche em São Tomé, a edificação de uma escola de artes e ofícios no Huambo, entre outras.
A esta missão de favorecer a tomada de consciência da identidade lusófona está associado um novo desafio para a UCCLA, em que irá desempenhar um papel interveniente no apoio às cidades mais carenciadas no alcance dos denominados Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. A UCCLA passará a intervir como um actor de referência na canalização da ajuda internacional para essas cidades membro prestando o apoio necessário na elaboração/formatação e subsequente financiamento dos projectos candidatos à Ajuda Pública Internacional ao Desenvolvimento.

(1964, óleo sobre tela, 57x70 cm, Col. João Abel Manta, Lisboa)
É inaugurado o monumento a Luís de Camões.
As estações do Saldanha, Picoas, Marquês de Pombal e Rato, da Linha Amarela do Metro de Lisboa, estarão encerradas no próximo fim-de-semana, devido às obras do prolongamento da Linha Vermelha, informou esta segunda-feira a empresa.
Em comunicado divulgado, o Metropolitano de Lisboa adianta que sábado e domingo estarão fechadas as quatro estações da Linha Amarela, que funcionará apenas entre Odivelas e Campo Grande.
As restantes linhas - Azul, Verde e Vermelha - da rede de Metro continuarão a operar sem quaisquer alterações, segundo a empresa.
O encerramento das quatro estações deve-se à escavação e passagem de uma tuneladora sob a Linha Amarela, trabalhos necessários à construção do prolongamento da Linha Vermelha entre as estações da Alameda e São Sebastião e a sua ligação à rede.
Durante o fim-de-semana, os passageiros do Metro poderão utilizar, como alternativa, as carreiras de autocarros da Carris números 20, 27, 36, 38, 44, 45, 49 e 207, percursos em que serão aceites todos os títulos de transporte válidos no Metropolitano.
As obras de prolongamento da Linha Vermelha foram adjudicadas em 2003 e estão orçadas em 98 milhões de euros, financiados a fundo perdido pelo Fundo de Coesão.
O troço em construção começa na zona da actual estação da Alameda (linhas Vermelha e Verde), desenvolve-se em túnel ao longo da Avenida Duque de Ávila, atravessa a Avenida da República, onde passa sob a Linha Amarela, segue em direcção à Rua Marquês da Fronteira, passa sob a Linha Azul no cruzamento com a Avenida António Augusto de Aguiar e termina junto ao Palácio da Justiça.
Com a construção deste troço, a Linha Vermelha passará a interligar as linhas Verde, Amarela e Azul, nas estações de correspondência da Alameda, Saldanha e São Sebastião.
Segundo o Metro, esta obra garantirá também um acesso directo do centro da cidade à Gare do Oriente e, no futuro, ao aeroporto da Portela, quando entrar em funcionamento o prolongamento Oriente-Aeroporto.
Com a devida vénia ao Diário Digital
A reabilitação do Túnel do Rossio, encerrado desde Outubro por razões de segurança, foi adjudicada ao consórcio Teixeira Duarte/Epos/Somafel por 31 milhões de euros, prevendo-se a conclusão das obras para Agosto de 2006, anunciou esta segunda-feira a Refer.
Em comunicado, a Refer, responsável pela gestão da rede ferroviária nacional, anunciou que os trabalhos de reabilitação do túnel foram adjudicados por 31,780 milhões de euros, de acordo com uma decisão do conselho de administração da empresa na sexta-feira. A consignação da obra está prevista para o início de Julho e tem um prazo de execução de 13 meses e meio, devendo o túnel ser reaberto em meados de Agosto do próximo ano.
Segundo a Refer, o projecto da obra foi elaborado pela empresa Grid, pelo valor de 1,250 milhões de euros, enquanto a fiscalização ficará a cargo da DHV/FBO, por 2,130 milhões de euros. A assessoria da gestão do projecto foi adjudicada à Ferbritas por 400 mil euros.
No total, a obra está neste momento orçada em 35,560 milhões de euros, bastante abaixo do valor de referência definido em Janeiro pelo então ministro das Obras Públicas e Transportes, António Mexia.
Na altura, o ministro anunciou que o Túnel do Rossio seria reaberto a partir de 30 de Junho de 2006, estando a obra de reparação e consolidação avaliada em 49,5 milhões de euros.
A Refer dispôs de um regime excepcional, definido pelo decreto-lei número 21/2005, publicado em Janeiro em Diário da República, que permitiu à empresa fazer um ajuste directo, sem necessidade de recorrer a concurso público internacional.
Segundo o diploma, este regime excepcional é imprescindível para «assegurar a abertura do Túnel do Rossio no mais curto espaço de tempo possível».
Em declarações à Lusa, o porta-voz da Refer adiantou que foram consultados cinco consórcios.
«Para que o processo fosse mais célere, foi pedido que as empresas se agrupassem em consórcios, uma vez que a obra inclui algumas especialidades diferentes, como construção civil ou cantenária, para que assim não fosse necessário fazer uma adjudicação para cada especialidade», explicou a mesma fonte. Os restantes consórcios eram constituídos pelas empresas Somague/Neopul/Tecnasol/Cavosa, Odebrecht-Bento Pedroso/MSF/Fergrupo/Efacec, Mota-Engil/Ferrovias/Zagope e Spiebatignolles/OPCA/Promorail.
Com a devida vénia ao Diário Digital

Os 96 membros do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), órgão de aconselhamento do Governo, vão reunir-se entre quarta e sexta-feira, em Lisboa, num plenário que discutirá as linhas orientadoras de uma "política global" para a emigração.
A discussão e aprovação do manifesto "Uma política global para as Comunidades Portuguesas", que defende um processo de "reconstrução nacional" que envolva os emigrantes, será um dos pontos altos do encontro que decorrerá na Sala do Senado, da Assembleia da República.
A Agência para a Modernização Económica de Lisboa (Ambelis) anunciou hoje a criação de um fundo de capital de risco de dez milhões de euros para apoiar a criação de pequenas empresas em Lisboa.
O Fundo de Apoio ao Empreendorismo em Lisboa, que resulta de uma parceria com o banco Efisa, destina-se a apoiar projectos de criação de novas empresas ou de expansão de empresas já existentes cujo investimento máximo seja de 250 mil euros.
"Fizemos uma análise das ofertas de capital de risco em Lisboa e verificámos que apenas existiam para empresas de grande dimensão", disse à Agência Lusa João Machado Mota, da Ambelis.
Para estimular a criação de empresas, a Ambelis criou também o "Prémio do Empreendor 2006", que distingue o melhor projecto e ideias de negócio, adiantou João Machado Mota. O melhor projecto arrecadará 5.000 euros e capital de risco de acordo com o projecto a ser implementado.
Os protocolos da criação do fundo de capital de risco e do Prémio do Empreendedor são assinados hoje entre a empresa e a instituição financeira na abertura oficial do Dia Europeu do Empreendedor, nos Paços do Concelho, em Lisboa.
A grande maioria das Pequenas e Médias Empresas (PME) em Portugal são micro-empresas e têm um impacto muito significativo ao nível do emprego, afirmou hoje Xavier Malcata, da Universidade do Porto, durante a conferência "Lisboa Cidade de Empreendedores", que assinala o II Dia Europeu do Empreendedor em Lisboa. "Um em cada dois postos de trabalho é criado pelas micro- empresas", sustentou.
Xavier Malcata adiantou ainda que a "mortalidade das empresas" é muito elevada em Portugal: 80 por cento das novas empresas extingue- se no prazo de cinco anos, sendo a taxa global de sobrevivência de quatro por cento.
Em declarações à Lusa à margem do congresso, promovido pela Câmara de Lisboa, Associação Industrial Portuguesa e Ambelis, o presidente desta agência afirmou que capital portuguesa tem se de posicionar no dez primeiros lugares das grandes cidades europeias para investir.
"Temos de dar mais notoriedade a Lisboa e trabalhar muito em termos de marketing", para deixar de ocupar o 16º lugar no "ranking" e passar a posicionar-se, nos próximos cinco anos, no "top ten", salientou.
Esta posição é partilhada pela vereadora do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Eduarda Napoleão, adiantando que a visão estratégica para a cidade de Lisboa até 2012, que está a ser integrada no Plano Director Municipal, estabelece como "missão" o posicionamento internacional de Lisboa como capital atlântica da Europa e como porta europeia do Mediterrâneo.
"A visão estratégica de Lisboa visa projectar a cidade para posições mais elevadas no `ranking' das melhores cidades para investir e é suportada por quatro eixos de desenvolvimento urbano: cidade de bairros, de empreendedores, de culturas e de modernidade e inovação", acrescentou. O presidente da Ambelis acrescentou que Lisboa tem vindo a captar investimentos e que, apesar da situação económica do país, foram criadas nos últimos dois anos 135 novas empresas só para a área da reabilitação.
Para a presidente do Planeamento Estratégico da CML, Teresa Craveiro, o "grande desafio" dos próximos anos é "tirar mais partido do estuário do Tejo". "É necessário reforçar a ligação da cidade ao rio e promover o aproveitamento do estuário enquanto espaço de valorização económica, de lazer e de estética", justificou. Por outro lado, acrescentou, deve-se apostar na requalificação dos espaços portuários e da frente ribeirinha.
Com a devida vénia à Lusa
O Presidente da Nova Democracia e o candidato Independente do PSD, Carmona Rodrigues reuniram num hotel da capital, na passada 4ª feira.
O encontro, em que estiveram presentes mais duas pessoas, uma da Nova Democracia e outra da equipa de Carmona Rodrigues, serviu, segundo apurou o Democracia Liberal, para uma troca de impressões sobre as propostas autárquicas de Carmona para o futuro de Lisboa.
Considerado como muito positivo pelo lado dos dirigentes da Nova Democracia, aguardam-se agora novos passos. Recorda-se que Manuel Monteiro tinha declarado poder vir a apoiar a candidatura de Carmona Rodrigues, num momento em que o CDS ainda não tinha apresentado a sua candidatura.
Fontes da Direcção da Nova Democracia adiantaram ao nosso jornal, que o assunto poderá a estar em cima da mesa na reunião mensal que aquele órgão terá, no próximo sábado, na Cidade do Porto.
Um (Outro) S. Pedro no Corpo Santo, por Appio Sottomayor.
Cumprindo o calendário, a festa de S. Pedro encerra as comemorações dos três bem-aventurados a quem (porque os seus dias e noites calham já em tempo de calor, prestando-se ao serão prolongado, ao petisco e à dança ao ar livre) chamámos populares. Pacificamente, foi aceite esta espécie de divisão territorial das celebrações. Ou seja: embora toda a gente festeje os três santos, está estipulado pelo costume que Lisboa dê especial relevo a S. António, o Porto extravase a sua alegria pelo S. João e outras terras - como Évora ou o Montijo - escolham S. Pedro para a diversão maior. Sabendo-se que, na essência, todos estes festejos começaram por ser de carácter religioso, não espantará verificar que existem em Lisboa igrejas cujos oragos são exactamente os três santinhos do nosso estival contentamento. Assim, Santo António tem o mais conhecido dos seus templos junto da Sé, erigido no local onde, segundo é tradição, nasceu e se criou. Para além deste, a igreja paroquial de Campolide é dedicada a Santo António e existe, pelo menos, a capela do Vale de Santo António. São João tem freguesia civil com o seu nome e, pelo menos, duas igrejas votivas: uma no Lumiar, paroquial, e outra, conhecida por S. João da Praça, na freguesia da Sé.
S. Pedro teve igreja com o seu nome, em Lisboa, desde cedo. Geralmente, apontam-se o ano de 1344 e o reinado de D. Afonso IV para indicar a sua fundação. Mas há quem fale de um templo ainda anterior, edificado por D. Afonso II logo no século XII. Situava--se esta igreja em Alfama, entre a actual Rua da Galé e a Adiça. Derrubada pelo terramoto, chegou a existir um esboço de reconstrução, mas, entretanto, a freguesia foi transferida para o sítio de Alcântara, ficando a igreja no início da Calçada da Tapada - onde se mantém até hoje. Trata-se de um edifício de reduzidas dimensões mas de grande significado artístico, como o comprovam as imagens e as telas nele existentes.
A toponímia, porém, não esqueceu a velha igreja de Alfama. E assim lá perdura a Rua de S. Pedro, saindo do Largo do Chafariz de Dentro e passando junto do local onde se erguia o templo desaparecido.
OUTROS PEDROS. Temos, pois, que a igreja onde é especialmente venerado o apóstolo das chaves do reino, aquele que foi o primeiro chefe da Igreja, é a de Alcântara. Mas o lisboeta adora confusões. Assim, logo arranjou maneira de as espalhar, ao edificar no século XVII (mais exactamente em 1680) uma igreja e um convento a que pôs o nome de um outro santo, um franciscano chamado Pedro e natural da cidade espanhola de Alcântara.
Passou então a haver S. Pedro "em" Alcântara (templo evocativo do apóstolo cuja festa passa a 29 de Junho) e S. Pedro "de" Alcântara, designação que nada tem que ver com o popular bairro lisboeta mas sim, repete-se, com a terra natal do outro Pedro. Mas há mais: a Lisboa mais virada às fainas do rio e do mar tinha grande devoção com S. Pedro Gonçalves, a quem implorava protecção quando se via em aflições.
S. PEDRO GONÇALVES. Frei Luís de Sousa, na sua História de S. Domingos, faz referência a este S. Pedro Gonçalves, também conhecido pela designação, aparentemente castelhana, de S. Telmo ou Santelmo. Diz aquele autor que era santo de «grande fama na marinheira Lisboa». E refere alguns templos onde existiam imagens deste protector da gente que se aventurava nas águas: «além da ermida própria, que tem no bairro a que se dá o nome de Corpo Santo, tem capelas e confrarias no convento de S. Domingos, nas igrejas paroquiais de S. Miguel e Santo Estêvão de Alfama e na igreja das Chagas».
Ora essa «ermida própria» foi a antecessora da actual igrejinha do Corpo Santo, situada no largo do mesmo nome. Mestre Júlio de Castilho, citando autor mais antigo, refere que nela se celebrava grande festa no dia da Senhora dos Prazeres; ia então S. Telmo (ou S. Pedro Gonçalves) debaixo do palio, em procissão com grande acompanhamento, por várias hortas e casas particulares, até S. Domingos (Rossio).
REFERÊNCIAS LITERÁRIAS. A alusão certamente mais conhecida aos milagres do santo protector da marinhagem é aquela que foi deixada por Camões no canto V de Os Lusíadas. É o célebre episódio do «fogo de Santelmo», no qual o poeta põe Vasco da Gama a contar ao rei de Melinde a grande tempestade à qual a sua armada teve de fazer frente. «Vi claramente visto o lume vivo/ que a marítima gente tem por santo?», diz o narrador, para salientar que foi «milagre e cousa certo de alto espanto/ ver as nuvens do mar, com largo cano/ sorver as altas águas do oceano». Na História Trágico-Marítima, já o santinho vem referido com o nome português. Lá se fala das «tão antigas cerimónias com que veneravam e festejavam o dia do bem-aventurado S. Pedro Gonçalves, levando-o às hortas de Enxobregas e, com muitas folias, de lá o traziam enramado de coentros frescos, e eles todos ao redor dele cantando e bailando».
O poeta leiriense Afonso Lopes Vieira, por seu lado, incluiu nas Ilhas de Bruma um romanceiro dedicado a S. Pedro (no caso, Pero) Gonçalves. Lá repete, em verso, o que se dissera na História Trágico-Marítima: «Pelas oitavas da Páscoa/ era o teu dia marcado;/ vinhas então de Enxobregas/ de coentros enramado». E a glosa, no fim de cada quadra, repete: «Assim nos guies e salves,/ Senhor S. Pero Gonçalves». No final, é feita referência directa ao Corpo Santo: «Por isso as naus se desgarram,/ santo nome de Jesus!/ Salva, salva, ó Corpo Santo,/ acende alto a tua luz».
DEVOÇÕES MARINHEIRAS. Povo marítimo, não esgotava em S. Pedro Gonçalves (embora fosse este alvo de especial devoção) as intercessões de que lançava mão para chegar às boas graças do Altíssimo. Falando apenas de Lisboa, como nos compete, diga-se que a gente do mar invocava também Nossa Senhora dos Remédios, com ermida em Alfama; os que moravam para Ocidente, para as bandas da Madragoa, rezavam a Nossa Senhora da Lapa ou a Nossa Senhora da Esperança, cujo convento existiu no local onde ficam os Bombeiros na Avenida D. Carlos; quem vivesse ainda mais para poente, dirigia as suas orações à Senhora das Necessidades? Mas em várias igrejas era possível dirigir os pedidos às imagens da Senhora dos Navegantes ou da Senhora da Caridade. Ou invocar, de longe, as igrejas que ficavam em pontos altos: a das Chagas, junto ao Alto de Santa Catarina, a do Senhor dos Passos, na Graça, a da Senhora da Penha de França?
O LARGO DO CORPO SANTO. Ficará por saber se é defeito exclusivo de quem conta as histórias ou se faz parte integrante de quem fala de Lisboa pegar num tema e ir por aí fora, em conversas que se metem umas pelas outras? Começou-se pelo dia de S. Pedro, falou--se de outros santos do mesmo nome aos quais Lisboa se devotou especialmente e acaba-se no largo onde S. Pedro (ou S. Pero ou S. Telmo) foi tão especialmente venerado que o seu «Corpo Santo» deu nome ao sítio.
O largo não tem, evidentemente, o arranjo de outrora. Tudo aquilo que hoje vemos provém de arranjo pombalino e de demolições relativamente recentes (caso de instalações do Arsenal que deu nome à rua vizinha).
Ali existia e dominava o sítio o palácio dos Corte Reais. Do lado nascente, fundado sob a protecção da rainha D. Luísa de Gusmão, surgiu o colégio dos dominicanos irlandeses. Ora a antiga ermida do Corpo Santo (a que foi referida acima) ficava na que é hoje Calçada do Ferragial. Lá esteve instalada, provisoriamente, a paróquia dos Mártires, após o terramoto. Acabou por se proceder a uma «fusão» e a actual igrejinha recolheu o S. Pedro Gonçalves dos marinheiros.
Sinais dos tempos: os mareantes rareiam hoje; e se quisessem rezar ao seu protector, encontrariam a igreja quase sempre fechada: a segurança (ou sua falta) não permitem outra coisa?
Com a devida vénia a A Capital
A iniciativa Relaxe Monsanto acontece todos os domingos e está inserida na iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa Monsanto É Pura Diversão.
Cada vez mais lisboetas recorrem ao Parque Florestal do Monsanto, em Lisboa, para relaxar e combater o stress da semana num ambiente descontraído proporcionado pela natureza e por aulas de ioga, tai-chi chuan e chi-kung. A iniciativa Relaxe em Monsanto tem atraído pessoas de todas as idades que se deslocam aos domingos ao Jardim dos Montes Claros para desfrutar da paisagem e procurar a tranquilidade ao som de música oriental e das indicações de professores especializados naquelas artes. «As aulas têm sido muito participadas, com uma adesão superior à prevista», disse o professor Alexandre Guedes, do Centro de Actividade Física e Recuperação da Universidade Técnica de Lisboa.
Na primeira sessão, a 29 de Maio, participaram 80 pessoas, número que subiu para 150 nas últimas aulas, adiantou o professor, que está muito satisfeito com a adesão dos lisboetas a este projecto inserido na iniciativa Monsanto É Pura Diversão, da Câmara Municipal de Lisboa. Durante hora e meia, os praticantes estão de olhos postos nos professores, seguindo atentamente os seus gestos à sombra das árvores, em busca de maior resistência, vigor físico e tranquilidade. «O facto de as aulas serem dadas num jardim muito bonito, num espaço relaxante, ajuda à actividade física e faz com que as pessoas regressem mais vezes», salientou Alexandre Guedes.
Por outro lado, acrescentou, «há uma grande preocupação dos técnicos de, durante as aulas, fazerem referência às boas práticas do exercício e de corrigir a postura dos praticantes».
Fã desde a primeira hora das aulas de ioga, tai-chi chuan e chi-kung, que alternam todos os domingos, Maria Susana, 30 anos, disse que «os domingos de manhã se tornaram num momento de descompressão da azáfama da semana». «O sítio é lindo e provoca-nos uma grande sensação de relaxamento», contou a "desportista", que partilha sempre estes momentos com o filho de 10 anos. Praticante de ioga há vários anos, Manuel Marques, 52 anos, diz que as aulas ao ar livre permitem «contemplar a natureza e convidam à meditação». «Quando volto para as aulas do ginásio parece que até me falta o ar», ironizou Manuel Marques, que já convidou os amigos a participar nesta iniciativa.
Com a devida vénia a A Capital
O viaduto de Alcântara, em Lisboa, vai estar condicionado ao trânsito a partir das 21:30 horas desta segunda-feira e durante um período de três meses devido ao início da segunda fase de trabalhos.
Segundo uma nota emitida na sexta-feira pela Câmara Municipal de Lisboa, sob o viaduto, na Avenida Brasília e Avenida da Índia, mantém-se a proibição da passagem de veículos com altura superior a 4,40 metros. Sobre o viaduto, o trânsito irá processar-se nos dois sentidos no tabuleiro nascente, uma fila para cada sentido, mantendo-se as actuais restrições ao trânsito (proibição a pesados, motociclos e veículos com altura superior a 2,80 metros).
O acesso da Avenida de Ceuta ao Porto de Lisboa será encerrado e o acesso a Alcântara-Mar será efectuado unicamente através da Av. da Índia, utilizando o actual ramo descendente mas em sentido contrário. Manter-se-á o acesso do Porto de Lisboa à Av. de Ceuta através de uma fila de circulação.
Por outro lado, o acesso à 24 de Julho processar-se-á como na fase anterior utilizando a Av. de Ceuta e a viragem à direita no cruzamento com a Av. 24 de Julho.
Com a devida avénia ao Diário Digital
Uma greve de trabalhadores da Câmara de Lisboa, que começa às 06:00 de hoje e que se prolonga até às 06:00 de quarta-feira, poderá afectar a recolha do lixo na cidade.
Os cerca de 1.000 trabalhadores afectos à condução, auxiliares administrativos e fiscais de obras exigem que as suas carreiras sejam consideradas verticais, com progressão de três em três anos, e não horizontais, como actualmente, que apenas permitem uma progressão na carreira a cada quatro anos.
"Segunda-feira e terça-feira não deverá haver recolha de resíduos urbanos, porque a realização de greve foi aprovada em plenário por unanimidade, pelo que se espera uma greve muito participada", disse à Lusa Libério Domingos, do Sindicato dos Trabalhadores do Municípios de Lisboa (STML).
Os funcionários sustentam a sua reivindicação com a existência de decisões judiciais nesse sentido e com o facto de estas funções serem consideradas carreiras verticais em diversos municípios, mas o vereador dos Recursos Humanos da Câmara de Lisboa, Moreira Marques, afirma que há "pareceres contraditórios".
O vereador já solicitou esclarecimentos sobre esta situação à administração central e à Procuradoria-Geral da República.
Com a devdia vénia à Lusa
A Rússia é o país homenageado na terceira edição do festival internacional de cinema documental de Lisboa DocLisboa 2005, a decorrer de 15 a 23 de Outubro na Culturgest, anunciou sexta-feira a organização.
Mostrar os documentários premiados internacionalmente que ainda não foram vistos pelo público português é o grande objectivo, afirmou, em declarações à agência Lusa, Sérgio Trefaut, um dos coordenadores do certame, no final da conferência de imprensa.
Além de pretender manter o interesse manifestado pelo público português em 2004, a organização do DocLisboa 2005 visa ainda ajudar a mudar as mentalidades em relação ao documentário, promovendo a sua exibição nas salas de cinema e nas televisões, acrescentou Sérgio Trefaut.
O DocLisboa foi o festival de cinema com maior afluência de público realizado em Lisboa em 2004, com 13.500 espectadores, disse. Dar a conhecer a Rússia pós-soviética é a aposta do festival para este ano, pelo que o país dirigido por Putin é o que terá mais filmes em exibição.
Com a devida vénia ao Diário Digital
Diz a Margarida Pardal: "A Casa de Almeida Garrett, faz parte do perímetro da Junta de Freguesia de Sta. Isabel, que diga-se, em abono da verdade, o actual executivo lutou árduamente por manter. Desde abaixo assinados, requerimentos, reuniões e projectos, da CMLisboa: NADA. A CML está interessada no actual desfecho do imóvel. Uma vergonha para o património histórico português, para a cultura e o respeito para com as pessoas."
No âmbito do Plano de Urbanização do Alto do Lumiar, que inclui a construção da Avenida Engenheiro Santos e Castro
O Bairro das Calvanas, no Lumiar, Lisboa, começa hoje a ser demolido, no âmbito do Plano de Urbanização do Alto do Lumiar, que inclui a construção da Avenida Engenheiro Santos e Castro, anunciou a Câmara de Lisboa.
A construção do Eixo Central, do Parque Urbano Sul e da Nova Avenida Engenheiro Santos e Castro obrigou à libertação dos terrenos ocupados pelo bairro das Calvanas, construído a partir dos meados da década de 70, e as primeiras famílias começam a ser realojadas em Setembro.
"Hoje será demolida simbolicamente a primeira casa e os realojamento deverão estar concluídos até ao final do ano", disse à Agência Lusa uma fonte da autarquia.
A situação neste Bairro tem vindo a ser acompanhada há vários anos pela autarquia e a solução para o realojamento foi encontrada juntamente com a associação de moradores, que foi constituída em 1983 com o objectivo de participar "activamente na urbanização do Bairro, desenvolvendo as acções necessárias junto dos órgãos representativos".
Para realojar os cerca de 350 moradores, foram construídas várias moradias e apartamentos noutro local do Plano de Urbanização do Alto do Lumiar.
Numa área está prevista a construção de 58 moradias unifamiliares (25 T3 e 33 T4) e noutra a edificação de 93 fogos, dos quais 48 são moradias (22 T3 e 26 T4) e os restantes 45 em apartamento (29 T2, 13 T3 e três T4).
A construção dos 45 fogos em edifício multifamiliar (apartamentos) e das moradias T3 terá apoio financeiro do Programa Especial de Realojamento (PER), enquanto os logradouros e alguns acabamentos dos T3 - moradia, assim como a globalidade das moradias T4 serão executadas ao abrigo de um contrato celebrado entre a câmara e a Sociedade Gestora do Alto do Lumiar (SGAL).
O prazo de execução pela SGAL dos fogos destinados ao realojamento do Bairro das Calvanas é em Setembro de 2005. Até à conclusão da obra, a Câmara de Lisboa promoverá o realojamento provisório das famílias para libertar os terrenos para execução das obras do Plano de Urbanização.
Com a demolição do bairro será possível acabar a nova Avenida Engenheiro Santos e Castro, uma via rápida com cerca de 3,5 quilómetros, que permitirá a ligação da Segunda Circular - Porta Sul - em Calvanas, ao Eixo Norte/Sul - Porta Norte - no limite do Concelho, refere a Câmara de Lisboa em comunicado.
O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes vai hoje assistir à demolição simbólica de uma casa, situada na Rua Principal do bairro.
Será ainda assinado um protocolo entre a Câmara de Lisboa, a Associação de Moradores e a Sociedade Gestora da Alta do Lumiar com o objectivo de regular o realojamento das famílias do bairro das Calvanas.
O bairro das Calvanas caracteriza-se por construções em alvenaria de betão e tijolo, com um e dois pisos, situadas nos dois lados da actual Avenida Engenheiro Santos e Castro e limitadas a Nascente pelo Aeroporto da Portela e a Sul pela 2ª Circular.
Com a devida vénia ao Portugal Diário
Informa o Pedro Guedes que a Sociedade Histórica da Independência de Portugal vai levar a efeito no Palácio da Independência, ali ao Rossio, uma sessão de fado coimbrão pelo grupo da Associação Alma de Coimbra. A sessão realiza-se hoje, pelas 21h30m, na escadaria do Pátio Almada do Palácio da Independência. A entrada é gratuita e aberta a todos. Bela noite em perspectiva.
A partir de hoje e até 12 de Agosto, todas as sextas-feiras há fado no 28 da Carris. é uma iniciativa integrada nas festas da cidade e permitirá passear da Graça aos Prazeres a ouvir cantar o fado.
(foto retirada do Divino)
"No dia 9 de Dezembro de 1854 falleceo n'esta casa o poeta portuguez Visconde D'Almeida Garrett". Esta frase pode ler-se ainda no número 78 da rua Saraiva de Carvalho, ali a Campo d'Ourique.
Ontem, começou a demolição desta casa, ordenada pelo seu actual proprietário, Manuel Pinho, actual ministro da Economia. Só podia ser mesmo ministro da Economia!
"Se pudesse elegia os jacarandás como árvore símbolo de Lisboa", afirma hoje o sociólogo António Barreto em entrevista á revista Sábado.
O aumento "brutal" das portagens no acesso a Lisboa para veículos apenas com um passageiro é uma das medidas propostas num estudo divulgado hoje em Lisboa para reduzir a poluição atmosférica na capital.
O estudo, encomendado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) à Universidade Nova de Lisboa, faz parte de uma directiva europeia que obriga à elaboração de Plano e Programas de Qualidade do Ar e foi apresentado no seminário "Ambiente em Lisboa e Vale do Tejo".
Segundo o documento "Planos e Programas para a Melhoria da Qualidade do ar na Região de Lisboa e Vale do Tejo", 75 por cento das emissões de gases são provenientes do tráfego, sendo necessário reduzir a circulação automóvel em Lisboa para que não se ultrapassem os limites permitidos pela União Europeia.
Francisco Ferreira, um dos autores do estudo, adiantou que há várias zonas da região de Lisboa onde estão a ser ultrapassados os limites impostos pela União Europeia, sendo o "caso pior" a Avenida da Liberdade.
Para alterar esta situação, o estudo apresenta 21 medidas de base permanente e três de aplicação pontual ("SOS"), que já são utilizadas em alguns países da Europa, como portagens diferenciadas no acesso a Lisboa consoante o número de ocupantes do veículo e a introdução de um sistema de matrículas alternadas.
De acordo com Hugo Tente, outro dos autores do estudo, a entrada alternada de veículos na cidade consoante a matrícula par ou impar reduziu em 20 por cento a circulação de carros em Roma, Itália.
O aumento do número de corredores "bus", que já faz parte do Plano de Mobilidade de Lisboa, a instalação de vias de alta ocupação, a criação de uma zona de emissões reduzidas e a fiscalização do estacionamento são outras propostas que fazem parte do documento.
Em declarações à Agência Lusa, à margem do seminário, o presidente da CCDR-LVT, Fonseca Ferreira, explicou que a realização do estudo "foi uma obrigação legal" imposta pela União Europeia.
"A elaboração do estudo faz parte de uma directiva comunitária que determina que algumas zonas têm de ter programas com medidas para a redução dos poluentes atmosféricos", explicou.
Segundo Fonseca Ferreira, o estudo "permite fazer um bom diagnóstico da situação e apresenta propostas que vão ser entregues ao Governo, à Comissão Europeia e às câmaras municipais".
Serão ainda apresentadas aos operadores de transporte e às indústrias que são fonte de poluição, acrescentou.
O responsável considera que "chegou a hora de passar à acção no domínio da gestão do tráfego e adoptar medidas drásticas para arrepiar caminho numa matéria que tem complicações para saúde".
"Algumas medidas já estão em curso e nós esperamos que outras estejam implementadas até final de 2006", sublinhou.
Presente no seminário, Carlos Silva Santos, da Delegação Regional de Saúde e Vale do Tejo, afirmou que "a exposição a partículas e ao ozono nos valores actuais origina um significativo risco para os seres humanos".
De acordo com o médico, "as metodologias clássicas de avaliação e gestão do risco poderão ser insuficientes para garantir a saúde do fetos, dos recém-nascidos, das crianças e dos idosos".
Para melhorar a qualidade do ar, Carlos Silva Santos defendeu que deve ser feita uma recolha de informação clínica, avaliar o impacto na saúde e informar a população sobre os riscos da poluição atmosférica na saúde.
Com a devida vénia à Lusa

É o que pode vir a acontecer aos carros em Lisboa. A circulação automóvel em Lisboa terá de ser fortemente reduzida nos próximos dois anos para reduzir os actuais níveis d epoluição, que são preocupantes. Autorizar cada carro a circular apenas dia sim, dia não, é uma das propostas de um estudo da universidade Nova de lisboa para a CCDR-LVT.
O Manuel, de O Sexo dos Anjos, entendeu distinguir este blogue. Agradeço e retribuo linkando O Sexo dos Anjos, um blogue de qualidade.

O Teatro Capitólio, um dos primeiros edifícios do movimento moderno em Portugal, foi incluído na lista dos cem monumentos mais ameaçados do mundo, segundo anunciou ontem o grupo Cidadãos pelo Capitólio.
Esta lista foi divulgada em Nova Iorque pela World Monuments Found.

A adesão à greve da Carris, a decorrer esta quinta-feira entre as 08:00 e as 14:00 horas, é de cerca de 90% segundo fonte sindical, contrapondo a empresa que «a maioria dos trabalhadores não aderiu».
«Às 10:00 a adesão à greve contra as alterações nos horários de trabalho, pagamento dos subsídios de doença e no regime de férias, era de cerca de 90%», disse à agência Lusa Sérgio Monte, dirigente do Sindicato dos Transportes.
Por seu turno, a administração da Carris lamenta em comunicado os «incómodos causados ao clientes por esta greve a que, porém, a maioria dos trabalhadores não aderiu».
A transportadora refere que «às 08:30 da manhã de hoje a empresa tinha garantido 79% da oferta normal de serviços, apesar da greve convocada pelas organizações sindicais».
Segundo a Carris, no total circulavam 521 autocarros entre os 662 previstos o que representa 79% do total da oferta.
De acordo com o dirigente sindical, os trabalhadores vão começar a deslocar-se para a Secretaria de Estado dos Transportes onde pretendem concentrar-se para alertar os governantes para a necessidade de fazerem a administração cumprir o estipulado no Acordo de Empresa.
A paralisação visa protestar contra o impasse nas negociações do Acordo de Empresa, com os sindicatos a acusarem o conselho de administração de bloquear o processo.
Segundo Sérgio Monte, desde 2003 que a empresa de transportes públicos obriga motoristas e guarda-freios a cumprir turnos de nove horas por dia, em algumas semanas, embora compense posteriormente.
Os trabalhadores queixam-se também que a Carris só paga os subsídios de doença depois de receber o reembolso da Segurança Social, justamente o contrário do que está consagrado no Acordo de Empresa.
Outra questão que gera descontentamento prende-se com as férias.
«Os trabalhadores que estivessem de baixa ou outro impedimento prolongado regressavam ao trabalho e gozavam as férias na altura marcada, agora a empresa diz que têm de trabalhar seis meses, após o regresso, para poderem gozar as férias, mesmo que estas já estejam marcadas«, afirmou Sérgio Monte.
Segundo a Carris, todas as alterações respeitam o Acordo de Empresa.
Com a devida vénia ao Diário Digital
Representantes da Assembleia Municipal em visita oficial a Pequim e Macau.
Uma delegação de representantes da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) desloca-se a Pequim e Macau em visita oficial entre sexta-feira e 01 de Julho, a convite da Assembleia Popular Municipal da capital chinesa.
Durante a visita, o presidente da AML, Modesto Navarro (PCP), e os secretários da mesa deste órgão autárquico, José Manuel Rosa do Egipto (PS) e Maria Virgínia Estorninho (PCP), deverão encontrar-se com o presidente da Assembleia Popular Municipal de Pequim e com o embaixador e o cônsul portugueses nesta cidade.
O programa, divulgado pelo gabinete do presidente da AML, inclui visitas à Grande Muralha, ao Palácio Imperial, ao Palácio de Verão, entre outros locais turísticos.
A partir de dia 29, a delegação da AML visitará Macau, cidade membro da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), onde está prevista uma audiência com a secretária para a Administração e Justiça, além de encontros com cônsul-geral de Portugal, o Instituto dos Assuntos Cívicos e Municipais e a Direcção dos Serviços de Turismo e do Trade.
Também estão previstas apresentações promocionais do Turismo de Lisboa, a realizar por empresas ligadas ao sector que acompanham a delegação oficial da AML.
A aprovação da deslocação a Pequim e Macau levantou polémica na AML, chegando mesmo a dividir deputados das bancadas municipais do PS e do PSD, e motivou fortes críticas do Bloco de Esquerda.
A visita inicialmente aprovada previa a deslocação de dez elementos da Assembleia Municipal às cidades de Pequim, Xian e Xangai, durante 15 dias, mas a dimensão da delegação e o número de dias acabaram por ser reduzidos devido à não aprovação do orçamento da Câmara para 2005, que obrigou a algumas medidas restritivas.
Com a devdia vénia à Lusa
As Surpresas de Lisboa, por José António Lima, no Expresso on line
Vereador das Finanças da autarquia, Pedro Pinto, diz que só depois da hasta pública dos terrenos da Feira, em 15 de Julho, poderão ser pagas as compensações.
Os comerciantes da Feira Popular de Lisboa cumpriram ontem a promessa de ir a pé desde Entrecampos até à Assembleia Municipal de Lisboa pedir a este órgão do município que interceda junto da câmara para que esta assine o protocolo que define o valor das indemnizações a receber pelo encerramento do parque de diversões, em Outubro de 2003.
Ali, os cerca de 50 feirantes aguardaram serenamente pela intervenção do vice-presidente da Associação de Feirantes da Feira Popular, Óscar Frutuoso, que exigiu que os comerciantes «sejam tratados como pessoas de bem cujo único pecado foi ter acreditado em tudo o que foi prometido». «A Feira Popular acabou mas nós não, isto é, ainda não. O sofrimento que nos foi causado, a fome, porque não dizê-lo, que aflige alguns de nós ainda não nos destruiu», desabafou o responsável perante o aplauso os feirantes que da plateia gritavam: «Paguem-nos».
E se dentro do plenário ninguém reagiu a esta intervenção, cá fora, o vereador das Finanças da autarquia da capital, Pedro Pinto, garantia que «a Câmara é uma entidade de bem mas que não pode dar mais do que a lei permite e que tem de ter um critério lógico para fundamentar a transferência de dinheiro a realizar porque o processo tem de ser aprovado pelo Tribunal de Contas». O autarca explicava assim o facto do protocolo negociado com os feirantes ainda não estar concluído, e recordava que tem de haver um encontro de valores para as indemnizações, já que uma comissão independente estipulou 12,5 milhões de euros de compensação e os feirantes pedem 25 milhões. Depois de encontrado um valor a verba deverá ser paga, segundo Pedro Pinto, após a hasta pública dos terrenos da Feira Popular, marcada para dia 15 de Julho.
Com a devida vénia a A Capital
O candidato do PSD à Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, disse hoje estar empenhado em ganhar sozinho as autárquicas, mas afirmou que uma coligação pós-eleitoral com o CDS/PP dependerá do resultado das eleições de Outubro. "Estou empenhado em fazer o meu trajecto pré-eleitoral com os apoios que tenho. Estou a trabalhar no meu programa, com a minha equipa, a pensar na vitória em Outubro", disse hoje aos jornalistas Carmona Rodrigues, à margem de um almoço em que participou como convidado do American Club.
A quatro meses das autárquicas, Carmona Rodrigues disse não estar "preocupado com os cenários pós-eleitorais". "O cenário depois logo se vê. Depende muito do resultado de Outubro", frisou.
O candidato reagia assim às declarações da candidata do CDS/PP à autarquia lisboeta, Maria José Nogueira Pinto, que afirmou terça-feira que "não seria sério" pensar em entendimentos com o candidato independente do PSD.
O vice-presidente da Câmara de Lisboa adiantou que apresentará a sua equipa e o programa da sua candidatura no próximo dia 14 de Julho. Questionado sobre quem convidará para a sua lista, Carmona Rodrigues disse ter "carta branca" do presidente do PSD, garantindo, porém, que informará Marques Mendes antes da apresentação pública. "A estratégia é ter uma equipa forte, feita à minha imagem", disse.
Sobre Maria José Nogueira Pinto, que apresentou terça-feira a sua candidatura à presidência da câmara da capital, o candidato social-democrata recusou "discutir pessoas" e afirmou preferir o debate das propostas.
Garantindo não estar "arrependido" de ter recusado a coligação com o CDS/PP, Carmona Rodrigues mostrou-se convicto de que "é isso que as pessoas" esperam dele.
O candidato do PSD salientou o facto de concorrerem a estas eleições cinco candidatos distintos, já que também o PS e o PCP não se candidatam em coligação, situação que acredita ser positiva para a cidade. "Quem ganha é o eleitorado. O povo de Lisboa terá a possibilidade de conotar uma cara com um programa e uma postura", considerou.
Com a devida vénia ao Portugal Diário
O vice-presidente da Câmara de Lisboa Carmona Rodrigues, defendeu esta quarta-feira a construção de um novo hospital na Bela Vista e a transferência das unidades de saúde situadas nas zonas antigas da cidade para áreas mais periféricas.
«Há hospitais no tecido urbano da cidade que não têm condições de funcionamento, com extremas dificuldades de acesso, que deveriam ser deslocalizados para zonas periféricas», sustentou hoje Carmona Rodrigues, durante um almoço em que participou como convidado do American Club, na qualidade de candidato do PSD nas próximas eleições autárquicas.
São exemplo disso os hospitais do Desterro, São José, Santa Marta ou São Lázaro, alguns dos quais antigos conventos que foram transformados em unidades de saúde, acarretando «imensos custos» de funcionamento, acrescentou.
Lembrando que o Plano Director Municipal (PDM) prevê a construção de raiz de um novo hospital - de Todos os Santos - junto à Bela Vista, Carmona Rodrigues defendeu que ali fossem concentrados os serviços dispersos pela cidade.
Na opinião do autarca, as áreas onde actualmente funcionam os hospitais antigos poderiam ser transformadas em residências para jovens, zonas culturais e espaços verdes. «O objectivo é que se possa devolver à cidade esses espaços que hoje funcionam com dificuldade«, sustentou.
A mesma lógica deve ser aplicada na área da justiça, nomeadamente quanto às conservatórias, prisões e tribunais dispersos pela cidade, frisou Carmona Rodrigues. «Não faz sentido que exista uma prisão (o Estabelecimento Prisional de Lisboa) no coração de Lisboa, no Alto do Parque Eduardo VII», considera.
Com a devida vénia ao Diário Digital
A Câmara de Lisboa aprovou esta quarta-feira o relatório e contas da Empresa Pública Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), relativo ao ano passado, com a abstenção dos vereadores socialistas e os votos contra dos comunistas.
A proposta, subscrita pelos vereadores Pedro Pinto, com o pelouro das Finanças, e António Monteiro, como o pelouro do Trânsito e também presidente da EMEL, foi discutida na reunião do executivo e aprovada pela maioria do PSD-CDS/PP. «O relatório demonstra que a empresa estava em situação de falência e resolveu o problema com uma operação de aumento e recessão do capital» realizada no final do ano passado, disse à Agência Lusa o presidente da EMEL.
Segundo António Monteiro, 2004 foi o segundo ano consecutivo em que a empresa, constituída em 1994, apresentou resultados positivos.
Os comunistas votaram contra por considerar que o relatório aponta para dois objectivos: eventual privatização da empresa e o aumento dos custos dos parquímetros, disse à Lusa o vereador do PCP António Abreu.
Com a devdia vénia ao Diário Digital

A internet serve para viajar pelo mundo inteiro. Mas também serve para descobrir vizinhos ao pé da porta. Mal sabia o Pedro que o último reduto do Olissipo também fica na Visconde Valmor mas do lado da Av. 5 de Outubro...
Dentro do meu pessimismo antropológico, creio que a medida da EMEL está votada ao fracasso. Diria mesmo que em trabalhando o António Carlos Monteiro na mesma zona que eu (vantagem extensível ao dono desta casa), é estranho que não observe - talvez mesmo da varanda do bonito edifício que "ocupa" - o que se passa. Eu explico: aqui nas adjacentes da Av. República, é ver a miudagem (por regra romenos, búlgaros e quejandos) aos grupos de 3 e 4, a fazer aquilo a que a EMEL agora se propõe. Um fica à espreita e os outros 2, fato de treino e navalha na mão, atiram-se à máquina que ela de imediato parece uma 'slot machine'.
Aqui na Visconde Valmor então, do lado da Defensores de Chaves, é um fartote. A mim só me espanta como é que os tipos não ficam tontos de tanta volta seguida aos mesmos quarteirões! De modo que é como digo: quando, de hora a hora, a EMEL se abeirar da máquina, não terá outra sorte que não seja ficar a ver a rapaziada que entretanto já esvaziou a maquineta a trocar as moedas por notas nos cafés das avenidas, na farmácia aqui ao meu lado, nos quiosques, etc.
Se há assunto que efectivamente a EMEL não quer (ou não pode, ou não sabe) resolver é este...

O Ministério da Cultura assinou hoje, em Lisboa, um protocolo de parceria institucional com o banco Millenium-BCP que assegura a programação do Teatro São Carlos e apoia os Museus Soares dos Reis e de Arte Antiga.
Segundo o protocolo, o Millenium-BCP torna-se o mecenas exclusivo do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, devendo até 2008 disponibilizar uma verba de 3,5 milhões de euros.
"Sem este apoio mecenático não seria possível a programação prevista" para este palco lírico, disse o presidente do Conselho de Administração do banco, Paulo Teixeira Pinto, A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, considerou o protocolo "um exemplo como a sociedade civil e o Estado se podem envolver no domínio cultural".
"A cultura é também uma forma de investimento e motor de desenvolvimento", salientou a ministra.Além do Teatro Nacional de São Carlos, o Millenium-BCP será o mecenas exclusivo dos Museus Nacionais Soares dos Reis, no Porto, e de Arte Antiga, em Lisboa.
O apoio a estes dois museus, por intermédio do Instituto Português dos Museus, será na ordem dos 600.000 euros anuais, também extensível até 2008. Em troca, o Estado autoriza o Milleniu-BCP a utilizar três vezes por ano um palácio nacional para iniciativas suas.
Com a devida vénia à Lusa
Juízos Criminais de Lisboa foram ontem assaltados. Roubaram material apreendido
A falta de segurança na maioria dos tribunais portugueses permitiu o assalto a noite passada ao edifício onde temporariamente funcionam os Juízos Criminais de Lisboa (JCL), nas Escadinhas de S. Crispim. Sem qualquer vigilância a partir das 20 horas, os assaltantes "visitaram" quase todas as secretarias, levaram materiais que se encontravam apreendidos, nomeadamente dinheiro e ouro, assim como objectos pessoais de juízes, de magistrados do Ministério Público e de funcionários judiciais, incluindo um microondas. Até ao fecho da edição não havia notícia do desaparecimento de processos, mas admitia-se essa possibilidade.
A maioria dos tribunais encontra-se sem qualquer sistema de segurança. E se a situação sempre foi crítica, piorou em 2003 quando a antiga ministra da Justiça, Celeste Cardona, cortou nas despesas e reduziu a vigilância em 39 edifícios.
Por isso, foi sem grande surpresa que os funcionários dos JCL se depararam, na manhã de ontem, com gavetas abertas em quase todas as secretarias judiciais, sinal de que os "amigos do alheio" agiram sem receio de perturbações. Terão acedido ao interior por uma janela protegida com uma grade cravada na parede, trepando, presumivelmente, pelos canos ligados aos algerozes. Curiosamente, qualquer indivíduo de porte delgado passa entre aqueles ferros que encimam a entrada exclusiva para reclusos. A estes destinada, encontra-se uma manga colocada no início das Escadinhas de S. Crispim para que acedam ao edifício protegidos de olhares mais curiosos. Neste caso, as mangas terão protegido também os ladrões...
Em resultado deste incidente, os julgamentos foram adiados. As pessoas juntaram-se na entrada, pacificamente, para ouvir um oficial de justiça dizer-lhes o que já sabiam. E retiravam-se escadas abaixo, por onde nenhum deficiente pode deslocar-se a pedir justiça.
Por volta das 11.00 chegou a juiz-presidente. Antes, Graça Mira passara pelo edifício dos JCL, na Rua Pinheiro Chagas, em remodelação do ar condicionado e electricidade, o que provocou estragos no chão e paredes .
Aquelas obras, realizadas depois de a Inspecção-Geral da Saúde ter alertado para o risco de vida que ali se corria, estarão completas em fins de Agosto. Mas Graça Mira está indignada.
O arranjo do chão, em linóleo, vai ser iniciado em Setembro, por outra empresa, quando o pessoal já ali estiver instalado. Aliás, aquela intervenção só foi aprovada pelo Ministério da Justiça depois de muita insistência por parte da magistrada. Nada está previsto relativamente ao isolamento do terraço, que permite e entrada da água da chuva no edifício, assim como à calafetagem das janelas, substituição dos estores (muito degradados) pintura das paredes e arranjo das casas de banho. Há um urinol "selado" com uma tábua porque a urina passa para o piso de baixo. Daí que a juiz-presidente, em declarações ao DN, tenha apelado para que os tribunais sejam tratados com a dignidade de um órgão de soberania, quer em segurança quer em condições de receber os utentes da justiça.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
Mais de metade dos alunos da Escola Básica do 1.º ciclo do Largo do Leão, em Lisboa, tiveram de regressar a casa ontem de manhã, devido à greve dos seus professores. De acordo com um elemento do Conselho Executivo da escola, "foram menos de dez os docentes que se apresentaram para dar aulas". Com isto, perto de 150 alunos foram surpreendidos pela greve. Já na Escola n.º 26 de Lisboa, só um professor aderiu ao protesto. Segundo uma funcionária deste estabelecimento de ensino, "só três turmas funcionaram, não por causa da greve mas porque as outras estão numa visita de estudo".
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
A hipótese de um acordo pós-eleitoral entre CDS/PP e PSD está posta de parte - para já -, a julgar pela posição ontem assumida por Maria José Nogueira Pinto durante a apresentação da sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de Lisboa.
"Encaro esta candidatura com seriedade e por isso estou aqui para ganhar, não para me coligar. Aceitarei o lugar que os lisboetas me quiserem dar, mas não penso em coligações", disse a propósito de um eventual entendimento pós--eleitoral com o candidato do PSD, Carmona Rodrigues.
Procurando marcar a diferença pelo seu trabalho e prestígio relativamente aos quatro concorrentes ao lugar, Maria José Nogueira Pinto, apesar de partir atrasada para a corrida, considera que vai muito a tempo e até lembrou a fábula da lebre e da tartaruga.
Recusando as "obrigações" habituais dos candidatos em tempo de campanha, a ainda provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa garante que não vai ter "treinadores pessoais". E acrescenta "Não vou deixar que me vendam como se fosse um sabonete ou uma margarina". Prometendo divulgar a composição da sua equipa e respectivo programa eleitoral ainda antes de Agosto, Maria José Nogueira Pinto sublinhou que Miguel Anacoreta Correia será o número dois e ainda o facto de querer ter na sua lista nomes de "independentes", não "para enfeitar", mas porque o contributo é importante.
Perante casos bicudos como o do Parque Mayer ou a Feira Popular, a candidata, que entende que "não há nada pior do que ir para os sítios para arrumar os erros dos outros", preferiu dizer que vai para a Câmara de Lisboa "devolver a cidade aos cidadãos".
"O meu nome, o meu trabalho, aquilo que já fiz e uma excelente equipa." É neste capital que a candidata aposta para apresentar aos lisboetas. Sublinhando que vai trabalhar com os serviços municipais, pois "as instituições devem renovar-se sem rupturas", Maria José Nogueira Pinto prometeu também ouvir as freguesias, com vista a uma gestão de proximidade de uma cidade cujos problemas dos deficientes, dos idosos, da droga e da pobreza quer resolver. Na apresentação da candidatura do CDS/PP à Câmara de Lisboa estiveram personalidades que saem claramente do círculo "popular". Medina Carreira e Sofia Galvão foram alguns dos nomes fora da esfera CDS/PP que apareceram além, obviamente, da família. O apoio das estruturas partidárias também não falta, garante. "Estou certa de que tenho a confiança do partido, da concelhia e da distrital de Lisboa. Se tivesse dúvidas não estaria aqui", disse. Ribeiro e Castro mostrou-se confiante na escolha e, pondo para trás a polémica das directas, preferiu dizer "As directas que interessam hoje é levar a Maria José Nogueira Pinto directamente para a Câmara de Lisboa."
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
Uma manifestação de profissionais de todas as polícias portuguesas realiza-se hoje em Lisboa, convocada pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, contra "a diminuição de regalias".
A CCP é constituída pela Associação dos Profissionais da Guarda, Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima, Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional.
A manifestação de hoje, que se realizará pelas 17:00, é também apoiada pela Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.
A CCP está contra o que considera "o congelamento de carreiras, escalões, suplementos e subsídios" anunciado pelo Governo.
O protesto é também justificado com o argumento de que os profissionais das forças de segurança "não aceitam o corte do vencimento na reforma, a alteração do sistema de aposentação e pré- aposentação, corte no vencimento por baixa médica e o fim dos subsistemas de saúde" na PSP e GNR.
O ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa, anunciou, entre outras medidas, uma equiparação dos subsistemas de saúde na PSP e na GNR ao regime da ADSE (Assistência na Doença aos Servidores do Estado), o que implicará uma redução de regalias para os profissionais das duas corporações, principalmente para os seus familiares.
A manifestação de hoje será antecedida de uma concentração na Praça dos Restauradores e seguirá até à Praça do Comércio, onde se situam os ministérios da Administração Interna e da Justiça.
A Polícia de Segurança Pública, a Guarda Nacional Republicana e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras são tutelados pelo Ministério da Administração Interna, enquanto a Polícia Marítima está na tutela do Ministério da Defesa Nacional e a Polícia Judiciária e a Guarda Prisional estão na dependência do Ministério da Justiça.
Com a devida vénia à Lusa
Os parquímetros da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) vão passar a ter uma fiscalização reforçada a partir de hoje para combater os assaltos e vandalismos de que são frequentemente alvo.
A medida surge na sequência de contratos assinados recentemente entre a EMEL e as empresas gestoras dos parquímetros de Lisboa, que prevêem que os equipamentos sejam inspeccionados e que seja retirado o dinheiro do seu interior com maior frequência.
O reforço da fiscalização vai incidir sobre os cerca de 500 parquímetros do eixo central de Lisboa, compreendido entre a Avenida da República e a Avenida da Liberdade, incluindo as ruas adjacentes.
O objectivo é que os parquímetros sejam esvaziados mais vezes ao longo do dia, para que sejam menos atractivos para roubos.
A EMEL tem cerca de 1.700 parquímetros na cidade, representando um investimento de cerca de 10 milhões de euros.
Com a devida vénia à Lusa
A primeira pedra da Casa do Gil, onde 18 crianças até aos 12 anos poderão viver e receber cuidados médicos após internamento, foi hoje lançada em Lisboa pelo vice-presidente da autarquia e a mulher do presidente da República.
Tanto Carmona Rodrigues como Maria José Ritta realçaram, durante a cerimónia, a parceria público-privada que tornou possível a concretização do projecto, através de um financiamento da Câmara de Lisboa e da venda de relógios Swatch, promovida pela RTP.
Fonte da Câmara de Lisboa disse à agência Lusa que o financiamento assegurado pelo município é de cem mil euros.
A campanha da marca de relógios resultou, por seu lado, em 350.000 euros, fruto da venda de relógios e do CD "Temos um Sonho" do músico Rui Veloso a 50.000 portugueses.
A Casa do Gil, que deverá ficar concluída dentro de um ano, vai nascer da recuperação de um edifício degradado no Parque da Saúde de Lisboa, numa área de 23 hectares onde se encontra o Hospital Júlio de Matos e outras 15 instituições em vários edifícios.
Segundo Margarida Pinto Correia, administradora executiva da Fundação do Gil, o projecto permite libertar camas dos hospitais e criar espaços e alternativas para as crianças que ainda não estão prontas para regressar a casa.
Na Casa do Gil, estas crianças terão acompanhamento médico e psicológico, frequentando a escola e ATL da zona.
Maria José Rita, presidente do Conselho Geral, advertiu que falta agora dotar a casa de meios técnicos e humanos adequados, bem como estabelecer interfaces com os estabelecimentos de saúde.
A Casa do Gil será uma estrutura residencial de tipo familiar, com salas de convívio, de brinquedos e de estudo, atelier ocupacional, gabinetes de apoio e de psicologia, berçário e enfermaria.
Para conseguir mais fundos foi hoje lançada uma segunda fase da campanha, revertendo seis euros para a causa pela compra de um novo relógio.
Com a devida vénia à Lusa
«Idades do Fogo - Formas e Memória das Artes e Ofícios de Metais» é o nome da exposição que o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) apresenta na Feira do Artesanato que decorre na FIL, no Parque das Nações, de 25 de Junho e 3 de Julho.
De acordo com um comunicado emitido esta terça-feira pelo IEFP, nesta exposição os visitantes poderão ver vários objectos da autoria de vários artistas plásticos como José Aurélio, Alberto Vieira, Paulo Ribeiro, entre outros.
Com a devida vénia ao Diário Digital
A Câmara de Lisboa discute quarta-feira o regulamento do Programa LX-ReHabitar o Centro, que permitirá aos jovens que vivam fora da cidade arrendar casas ou lojas em edifícios municipais reabilitados situados em bairros históricos.
O programa permitirá o arrendamento de fogos ou lojas com valores mais acessíveis, 25 por cento abaixo do valor de mercado, a jovens, com idades até aos 40 anos, que residam fora de Lisboa mas trabalhem ou estudem na cidade.
O objectivo da iniciativa é "atrair novos habitantes e comerciantes e contrariar a tendência de desertificação dos centros históricos e devolver-lhes uma vida dinâmica local", num município em que "os preços das casas são muito elevados e com um mercado de arrendamento pouco competitivo", lê-se na proposta do regulamento.
O executivo discute quarta-feira em reunião de câmara as condições de candidatura aos fogos e lojas municipais, que serão sorteadas através de um programa informático.
Segundo o regulamento, os espaços serão arrendados por um prazo de cinco anos, que poderá ser renovado por um ano no caso dos fogos e de três anos nas lojas. A tipologia dos fogos varia entre o T0 e os T5, variável consoante a dimensão das famílias.
No caso das lojas, serão privilegiadas as actividades artísticas, nomeadamente a moda e o design, "que possam contribuir para a dinamização económica e cultural do bairro, potenciando o comércio tradicional e a sua identidade enquanto espaço de referência".
Em Abril, o presidente da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes, anunciou a disponibilização de 41 casas e duas lojas, situados no Bairro Alto, Bica, Mouraria, Encarnação, Santa Catarina, São Paulo, Mercês e Socorro, para integrar este programa.
Após a aprovação em reunião de Câmara, o regulamento será submetido à discussão pela Assembleia Municipal de Lisboa.
Com a devida vénia à Lusa

Os Prémios Amália Rodrigues, instituídos pela primeira vez este ano pela fundação com o nome da fadista, distinguiram 17 personalidades da área da música, entre elas Mariza e Camané.
Dos 17 prémios, apenas os de Revelação Fadista, atribuídos a Carmo Rebelo de Andrade e a Ricardo Ribeiro, têm valor pecuniário de 1.250 euros.
Os prémios, frisou António Manuel de Morais, membro do júri e do Conselho de Administração da Fundação Amália Rodrigues, são "fundamentalmente distintivos para memorizar e honrar a figura" da fadista.
Entre as várias categorias, Mariza é distinguida com o Prémio Internacional pela Divulgação da Música Portuguesa, Camané é considerado o Melhor Intérprete Masculino de Fado, enquanto que Ana Sofia Varela recebe o mesmo galardão para artista feminino.
Entre os distinguidos estão alguns que conviveram com a fadista, falecida a 06 de Outubro de 1999, nomeadamente Carlos Gonçalves (Melhor Guitarra Portuguesa), Joel Pina (Melhor Viola Baixo), José Fontes Rocha (Melhor Compositor de Fado), e Raul Nery (Prémio Carreira).
O poeta José Luís Gordo, que será homenageado sexta-feira pelo município da Vidigueira, receberá o Prémio Amália Rodrigues para Melhor Poeta de Fado.
Com a devida vénia à Lusa
Os comerciantes da Feira Popular de Lisboa vão exigir terça-feira na Assembleia Municipal o pagamento das indemnizações pelo encerramento do parque de diversões, através da assinatura de um protocolo com a Câmara que estava previsto para Fevereiro.
Os feirantes vão intervir terça-feira à tarde na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), para "protestar contra a Câmara, por ter andando a protelar a assinatura do protocolo", adiantou à Lusa um representante dos comerciantes, Óscar Frutuoso.
Em declarações à Lusa, fonte do gabinete do presidente da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes, afirmou que a negociação ainda não está concluída, mas garantiu que o protocolo deverá "ser assinado muito em breve".
"A Câmara não quer que demore muito mais tempo, e pretende que a situação seja resolvida o mais depressa possível, para bem de todos", disse a mesma fonte, acrescentando que "há ainda arestas a limar no protocolo".
De acordo com o gabinete do presidente, "ainda hoje a Associação de Feirantes fez propostas para incluir no documento".Segundo Óscar Frutuoso, responsável da Associação dos Feirantes, a assinatura do protocolo, que definia o valor final das verbas a atribuir aos comerciantes pelo encerramento da Feira Popular em Outubro de 2003, esteve prevista para 28 de Fevereiro deste ano.
O protocolo seria assim assinado um dia antes de a AML ter aprovado a realização da hasta pública de parte dos terrenos da Feira Popular, em Entrecampos, e a permuta de outra parte com os terrenos privados do Parque Mayer.
"Concluímos as negociações com o município para termos o protocolo aprovado antes de 01 de Março, mas isso não aconteceu, foi sendo protelado, e agora não sabemos quando será assinado", afirmou o feirante.
Uma comissão arbitral composta por representantes da Câmara de Lisboa, feirantes e um juiz já tinha definido no ano passado a atribuição de uma verba de 10 milhões de euros, valor que nunca mereceu a aceitação dos comerciantes, que reclamavam uma indemnização de 25 milhões de euros.
O novo protocolo prevê o pagamento de uma compensação "inferior ao valor pedido pelos feirantes", disse à Lusa Óscar Frutuoso, que se escusou a precisar a verba definida.
O documento define ainda que os equipamentos de diversão deverão abandonar o recinto no espaço de um mês após a assinatura do protocolo, além de garantir o direito de preferência aos feirantes numa futura Feira Popular a criar pela Câmara de Lisboa.
A autarquia lisboeta já garantiu que as indemnizações aos feirantes serão pagas após a venda em hasta pública de parte da área anteriormente ocupada pela Feira Popular, prevista para Julho.
Contactado pela agência Lusa, o ex-vereador das Finanças Fontão de Carvalho, que foi responsável pelo acordo com os feirantes, disse ter enviado para a presidência da Câmara no mês passado "os resultados das negociações".
"Cabe agora à presidência aceitar as negociações ou eventualmente sugerir alterações e depois fazer a assinatura do protocolo", afirmou.
Com a devida vénia à Lusa
Trabalhadores da Carris cumprem quinta- feira uma greve de seis horas durante a qual vão concentrar-se frente à Secretaria de Estado dos Transportes para exigir o cumprimento do Acordo de Empresa, disse hoje à Lusa fonte sindical.
A paralisação vai decorrer entre as 08:00 e as 14:00 para protestar contra o impasse nas negociações do Acordo de Empresa, com os sindicatos a acusarem o conselho de administração de bloquear o processo.
O dirigente do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (SITRA) Sérgio Monte afirmou que a empresa está a aplicar princípios do Código do Trabalho que não se podem aplicar à Carris porque violam o Acordo de Empresa em vigor.
Na base da contestação estão alterações às escalas de trabalho efectuadas em 2003, com a empresa a adoptar horários médios, que obrigam motoristas e guarda-freios a trabalhar nove horas diárias em algumas semanas, embora a empresa compense esse esforço na semana seguinte, afirmou Sérgio Monte.
Os sindicatos apelidam esta medida de "desregulação da organização do tempo de trabalho" e alegam que há mais de 30 anos não se praticavam na empresa horários superiores a oito diárias para os condutores de veículos. O caso está em tribunal, mas os sindicatos estão dispostos a desistir do processo se a empresa repuser os horários.
Os trabalhadores contestam também que os subsídios de baixa por doença tenham deixado de ser pagos antes de a empresa receber o reembolso da Segurança Social, como sucedia anteriormente.
Segundo Sérgio Monte, está consagrado no Acordo de Empresa que a empresa paga ao trabalhador, recebendo depois o reembolso da Segurança Social. Outra questão que está também a gerar descontentamento prende- se com as férias.
"Os trabalhadores que estivessem de baixa ou outro impedimento prolongado regressavam ao trabalho e gozavam as férias na altura marcada, agora a empresa diz que têm de trabalhar seis meses, após o regresso, para poderem gozar as férias, mesmo que estas já estejam marcadas", afirmou Sérgio Monte.
Com a concentração frente à Secretaria de Estado dos Transportes, os trabalhadores pretendem alertar os governantes para a necessidade de fazerem a empresa cumprir o estipulado no Acordo de Empresa.
Para quarta-feira está marcada uma reunião de conciliação no Ministério do Trabalho, em que estas matérias estarão em cima da mesa, mas que se destina essencialmente a discutir a actualização salarial para este ano.
A empresa aplicou, por acto de gestão, um aumento de 2,5 por cento, enquanto os sindicatos apresentaram uma proposta de 4,5 por cento, sujeita a negociação. A greve é convocada por todos os sindicatos da Carris, acrescentou o mesmo dirigente do SITRA, sindicato afecto à UGT.
Também a Federação dos Sindicatos dos Transportes Rodoviários e Urbanos (FESTRU/CGTP-In) acusa a administração da Carris de bloquear a contratação colectiva e de não respeitar os direitos dos trabalhadores consagrados no Acordo de Empresa.
Contactada pela Lusa, fonte da administração da Carris afirmou que todas as medidas que têm vindo a ser tomadas no âmbito da reestruturação da empresa e que os sindicatos contestam "respeitam rigorosamente o Acordo de Empresa".
Quando ao aumento salarial, o responsável da Carris Luís Vale diz não entender as reivindicações dos sindicatos. "Um aumento de 2,5 por cento, com efeitos a 01 de Janeiro, é superior à inflação e foi o possível dentro da situação financeira da empresa", acrescentou. Para quinta-feira, a empresa vai disponibilizar o habitual serviço alternativo de transporte em ocasiões de greve.
Com a devida vénia ao Portugal Diário
A capital portuguesa encontra-se a meio da tabela das cidades mais caras do mundo, em 66º lugar, num «ranking» liderado por Tóquio, revela um estudo da Mercer Human Resource Consulting, divulgado esta segunda-feira. O estudo mede o custo de vida em 144 cidades em seis continentes, comparando mais de 200 itens, entre os quais habitação, transportes, alimentação, vestuário, bens domésticos e entretenimento.
Tóquio permanece a cidade mais cara do mundo, seguida de Osaka e Londres, que desceu uma posição no ranking situando- se no terceiro lugar, à frente de Moscovo (quarto lugar). Pelo contrário, Assunção, no Paraguai, surge como a cidade menos dispendiosa deste estudo.
Com a devida vénia ao Diário Digital
Dom Fradique, Seus Pátios, Grandezas e Miséria, por Appio Sottomayor, em A Capital.
Por má sina desta cidade de Lisboa, tornou-se hábito tremer quando se fala de algum dos seus muitos pontos onde a beleza e o interesse histórico se cruzam. Ou seja: passam-se anos sem focar determinado local. Mas, quando tal acontece, regra geral, é para apontar decadência, ruínas, desleixo e outros males.
O Pátio de Dom Fradique não constituiu excepção. Andou há dias nas bocas do mundo, por razões pouco invejáveis: uma jornalista levantou a lebre, invocando o abandono a que chegou um sítio, que se encontra paredes meias com um dos monumentos mais determinantes (e mais visitados) desta capital. E foi a forma de se reparar nele - ao menos para concordar nos lamentos.
Curioso será, porém, notar que, num mini-inquérito promovido de forma artesanal à beira deste Poço, se chegou à conclusão de que muitos lisboetas ignoram mesmo onde fica o pátio, mostrando-se espantados quando se fala na sua localização em plena área do Castelo. A razão é simples: geralmente, quando alguém sobe às alturas de S. Jorge, vai pelo Contador-Mor e vem pela Rua Bartolomeu de Gusmão, limitando-se por isso a atravessar brevemente o Chão da Feira, sem procurar o canto onde se abre o pátio. O mesmo já não dirão os turistas, nomeadamente estrangeiros, pois estes conhecem bem a entrada e o sítio, por força do recente hotel instalado no antigo Palácio Belmonte.
A história é repetida, por mal de nossos pecados: abandono e deixa-correr por uma banda; boas construções mesmo ao lado, como que a provocar uma vergonha maior a quem queira percorrer caminhos à descoberta ou na revisão do que já conhecia?
OS DOIS PÁTIOS. Norberto de Araújo chamou ao pátio «uma curiosidade lisboeta». Por aqui, para entendimento mais fácil, passará a falar-se dos dois pátios, o de cima e o de baixo, classificação que de maneira nenhuma é original, mas que facilita bastante na exposição, até porque, de facto, se trata de duas realidades distintas.
Quem está no Chão da Feira (e, já agora, aproveitando o ensejo, relembre-se que o nome vem do facto de ali se ter realizado, logo no tempo de D. Afonso II, no século XIII, um mercado que foi «o avô» da Feira da Ladra) tem várias saídas à disposição. Se escolher a da Travessa do Funil, reparará que esta é contígua ao pátio que hoje nos ocupa. Um portal simples dá-lhe acesso. O sítio está hoje arranjado, tendo-se aproveitado com gosto um velho palácio para fazer nascer a já referida unidade hoteleira.
Através de um passadiço, chega-se a uma parte inferior, à qual comodamente chamaremos o pátio de baixo, dizendo-se desde já que se tratou noutros tempos de um terreiro que levava o nome sintomático de «Hortas de D. Fradique». É esse que evidencia o tal estado de abandono que deu azo a que se falasse ultimamente do local. São, na verdade, duas realidades distintas - e sempre o foram.
QUEM ERA DOM FRADIQUE. Como de costume nestas coisas, há duas teorias que tentam explicar o nome destes pátios. Uma delas apontava para um tal D. Fradique de Toledo. Este fidalgo castelhano tinha sido um famoso general do tempo de Felipe IV (terceiro de Portugal). Entre outras façanhas praticadas, conta-se a de ter partido de Lisboa como comandante geral de uma esquadra que atravessou o Atlântico para reconquistar o território da Baía, no Brasil, ocupado pelos holandeses. Acontecia que este D. Fradique, marquês de Valdueza, era irmão de um tal D. Fernando, que foi governador do Castelo e dos respectivos presídios, no tempo do domínio castelhano. E das duas, uma: ou D. Fernando teria resolvido homenagear o irmão ou este teria mesmo ali residido, ao pé do Castelo, durante a sua permanência em Lisboa.
Acontece, porém, que estamos a falar de gente e acontecimentos do século XVII. E, segundo documentos muito mais antigos - citados por mestre Júlio de Castilho - já em meados do século XVI aquele local era ligado ao nome de Dom Fradique. Assim, as teses mais fundamentadas inclinam-se para que o nome tenha sido colhido em D. Fradique Manuel, fidalgo às ordens de el-rei D. Manuel I. Vem ele incluído na História Genealógica da Casa Real, dele se dizendo que em 1518 era «moço fidalgo» de D. Manuel, sendo filho de D. Nuno Manuel e D. Leonor de Milá.
Além do Pátio, provido desde cedo de moradia senhorial, também D. Fradique deu nome a uma porta, uma das várias que dava acesso à alcáçova do Castelo, e que foi entaipada no século XVIII.
FIGUEIREDOS E BELMONTES. No entanto, foi a família Figueiredo a dar grande vida ao local. São, aliás, as armas dos Figueiredos que lá figuram, no actual hotel, resultante da transformação do palácio. Na verdade, por morte de Rodrigo António de Figueiredo, senhor do morgado da Ota, no século XVIII, passaram todos os bens para sua irmã, D. Madalena Luísa de Lencastre, casada com D. Vasco da Câmara. Um neto deste casal, também Vasco da Câmara, foi o primeiro conde de Belmonte. E desta forma se explica que o edifício senhorial erigido no Pátio passasse a ter, desde o princípio do século XIX, o nome de Palácio Belmonte, que ainda hoje conserva.
Durante longos anos, o pátio cimeiro serviu de sede a uma esquadra de polícia.
Mas tudo isto cheira a História; por exemplo, a cerca velha (também chamada cerca moura) passava por aqui e tem um pedaço de muralha encravado no edifício. Este, deitado a um certo abandono durante anos, foi transformado em hotel dito de «charme», dispondo, além do mais, de uma soberba vista sobre a Lisboa velha. Depois, é ver as janelas, as chaminés, as inscrições? Diga-se ainda, em jeito de nota de rodapé, que no edifício do palácio esteve instalado provisoriamente, à volta de 1818, um colégio pertencente a um cidadão provavelmente francês, de nome Luís Maigre Restier. Começou este estabelecimento de ensino a funcionar em Xabregas, passando depois para as Portas da Cruz e seguidamente para um palacete nas Portas do Sol.
O PÁTIO DE BAIXO. Sai-se de um mundo e entra-se noutro. Uma passagem de aspecto tosco leva-nos ao pátio de baixo. Um oratório, ali colocado há muito, foi substituído depois do terramoto: da imagem do Bom Jesus Reformador passou-se à do Senhor do Bom Sucesso. Os restos do oratório são as últimas relíquias do sítio. À saída, uma inscrição atesta a existência naquele local, nas eras recuadas do século XVII, de uma ermidinha dedicada a Nossa Senhora das Almas.
Entra-se assim no caminho da desolação. As antigas hortas de D. Fradique não têm hoje qualquer aspecto de viço. Muitos moradores há muito se foram, cansados talvez de esperar por umas condições mínimas de habitação. Aquele que poderia ser um sítio invejado de moradia parece um descampado onde só crescem ervas daninhas.
Poderá sair-se do Pátio pelo portal da Rua dos Cegos. Tem duas vantagens: dispensa-se ter de subir tudo outra vez e poderá admirar-se aquele mimo de casa seiscentista que fica na esquina para a Calçada do Menino Deus. Parece de bonecas, mas mora lá gente.
E, já agora, quem não queira ficar com a impressão desconsolada do Pátio de Baixo, poderá retemperar-se não só com a referida casa da Rua dos Cegos mas ainda, subindo um bocadinho para o Menino Deus, encher os olhos com o respectivo largo e com a casa quinhentista que se situa mesmo à beira de uma das entradas no recinto do Castelo.
Ou seja: os motivos de encanto não faltam na zona. O pior está naquelas desatenções (como a do Pátio de Baixo), em que cai muita gente, sem que ninguém se assuma como responsável.
Com a devdia vénia a A Capital
Interessante artigo artigo de Appio Sottomayor em A Capital de hoje sobre os agalegos na história de Lisboa.
Uma longa e distante crise económica na Galiza trouxe muitos dos seus naturais para Lisboa, em finais do século XIX e no seguinte. De uma maneira geral, era gente humilde, de poucas letras, honrada, trabalhadora, disposta a qualquer ofício. Em certas profissões tiveram quase exclusivo: alguns, identificando-se com um boné de pala e uma corda ao ombro, faziam mudanças e recados pesados, usando mais a força física do que qualquer meio auxiliar; outros iam aos chafarizes encher barris de água, levando-a às casas lisboetas desprovidas de canalização. (Daqui nasceu a historieta que conta ter um cidadão galego visitado a sua terra e ter sido, naturalmente, interrogado por sua mãe sobre a forma como os alfacinhas tratavam a gente ida do Norte da península. A resposta veio pronta: «São muito bons, mãe. Olhe que até nos compram a água que é deles...»).
Grande parte destes vizinhos entregou-se à restauração, renovando de algum modo a gastronomia lisboeta. Ainda hoje, parte dos restaurantes e casas de pasto da Baixa pertence a cidadãos galegos ou deles oriundos.
A Galiza renovou-se entretanto e a tradicional emigração (não só para Portugal, mas para os países americanos de língua castelhana) travou. Um surto de progresso assentou ali arraiais e quem percorre hoje a região não encontra pontos de comparação com o que ela era há quarenta anos. Vigo, por exemplo, tornou-se numa grande cidade, de nível perfeitamente europeu.
Uma característica não sofreu, porém, alterações: os portugueses continuam a ser por ali gente benquista. A proximidade, a similitude de usos em relação ao Minho e zona raiana de Trás-os-Montes, sobretudo a língua, serão factores de aproximação. O intercâmbio económico e cultural vêm como consequências - mesmo que, principalmente da nossa parte, haja muito a fazer.
A Galiza vai a votos no domingo. A escolha será entre uma figura à qual, respeitosamente, se poderá chamar de dinossauro político - Fraga Iribarne, um veterano que foi ministro de Franco e conduz os destinos da região há 16 anos - e uma renovação política e geracional. A questão é com os galegos, claro. Mas há milhões de interessados do lado de cá.
Com a devida vénia a A Capital
O sistema de estacionamento na cidade de Lisboa vai sofrer uma revolução até final do ano. O sistema Via Verde entra, na próxima quarta-feira, dia 22, em funcionamento apenas para cargas e descargas na zona-piloto de Entrecampos, mas dentro de seis meses, todo o estacionamento de superfície poderá ser pago com este sistema electrónico. A Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) vai gastar 182.500 euros mensais com a nova estratégia, que prevê o fim das fraudes nos parquímetros.
«O objectivo é reabilitar o ordenamento do estacionamento e o respectivo pagamento, bem como credibilizar a fiscalização do estacionamento», explicou António Monteiro, presidente da EMEL.
O contrato assinado pela EMEL com a ACE (consórcio da Brisa, Multifrota e Resopre), vai custar à empresa municipal 182.500 euros por mês. Em troca, estas empresas fornecem e mantêm a tecnologia e tratam da manutenção e vigiam os parquímetros.
Monteiro garante que, até final do ano, todos os parquímetros avariados ou vandalizados estarão em funcionamento e a vigilância vai aumentar, com um funcionário para cada 10 máquinas, ao mesmo tempo que diminuem as moedas no seu interior, para dissuadir os assaltos. «Vão andar mais olhos a fiscalizar as zonas de parquímetros».
Além disso, os 1700 parquímetros de Lisboa estarão centralizados, a partir de 22 de Junho, num sistema online que recolhe informações de cada equipamento, como o dinheiro que tem, o nível de papel e se está a funcionar em condições. A recolha de dinheiro será feita, pelo menos, duas vezes por dia.
Com a devida vénia a A Capital
Os condutores de máquinas pesadas e veículos especiais afectos à limpeza urbana da Câmara Municipal de Lisboa decidiram quinta-feira realizar uma greve entre os dias 27 e 29, reivindicando a progressão nas carreiras de três em três anos.
No final de um plenário de trabalhadores realizado à noite na Praça do Município, um dirigente sindical disse à Lusa que estes trabalhadores pretendem que a carreira de condutor de máquinas pesadas e veículos especiais "deixe de ser considerada horizontal", com progressão de quatro em quatro anos, e passe a ser "vertical", com progressão a cada três anos.
Delfino Serras, do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, referiu que noutras autarquias do país esta carreira "é considerada vertical", pelo que os condutores afectos aos serviços de limpeza da CML "estão em desvantagem face aos colegas de outras câmaras".
A realização do plenário de quinta-feira foi suscitada pelo chumbo na sessão da Câmara de 08 de Junho de uma proposta do PCP que determinava a consideração das carreiras destes trabalhadores como careira vertical. A greve decorrerá nos dias 27 e 28 de Junho no período nocturno e nos dias 28 e 29 no período diurno.
A decisão de ir para a greve foi aprovada por unanimidade pelos trabalhadores do período nocturno e vai ser ratificada pelos funcionários do período diurno em plenário a realizar dia 21.
Com a devdia vénia à Lusa
O candidato da CDU à presidência da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Ruben de Carvalho, garantiu, na quinta-feira, que mantém a porta aberta para uma eventual aliança pré-eleitoral com o PS.
Em declarações publicadas na edição desta sexta-feira do Público, Ruben de Carvalho garantiu, no entanto, que «se a conversa [do PS] for a mesma [que levou à não concretização da aliança de esquerda] então não vale a pena conversar». «Mas se for outra, veremos», completou.
Falando pouco antes de inaugurar uma sede da CDU na freguesia de Arroios, o candidato comunista a Lisboa recusou ainda a possibilidade de passar «cheques em branco» aos socialistas, caso estes venham a ganhar a Câmara, mas sem maioria absoluta. «O primeiro dos nossos princípios é o interesse das populações», garantiu.
Com a devida vénia ao Diário Digital
Maria José Nogueira Pinto é o nome escolhido pelo PP para se candidatar à Câmara Municipal de Lisboa. O anúncio foi feito ao princípio da tarde pelo líder dos populares. Nogueira Pinto deixa assim a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para entrar na corrida autárquica.
A provedora da Santa Casa da Misericórdia, Maria José Nogueira Pinto, é a candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa nas autárquicas de Outubro.
O anúncio foi feito na sede do partido, no Largo do Caldas, pelo presidente do partido, José Ribeiro e Castro. Maria José Nogueira Pinto apresentará publicamente a sua candidatura na próxima terça-feira, num hotel em Lisboa.
Ribeiro e Castro garantiu que a escolha de Nogueira Pinto não foi uma solução de recurso perante a quebra de negociações com o PSD para uma coligação em Lisboa. A escolha estava feita desde 20 de Maio mas foi necessário esperar pela «conclusão de vários timmings».
O líder do PP admite que chegou a ponderar, ele próprio, ser candidato. Para já não traça metas eleitorais, diz apenas que quer o melhor resultado possível e não fecha a porta a uma possível coligação pós-eleitoral.
Com a escolha da ainda Provedora da Santa Casa fica completo o quadro de candidatos à câmara de Lisboa.
Além de Maria José Nogueira Pinto estão também na corrida Carmona Rodrigues, independente com o apoio do PSD, Manuel Maria Carrilho do PS, Ruben de Carvalho pelo PCP e José Sá Fernandes apoiado pelo Bloco de Esquerda.
Com a devida vénia à TSF on line
De Valéria Mendez recebeu o Olissipo o seguinte comentário acerca da distinção que a Fundação vai atribuir a Mariza:
"A prova final de que a Fundação Amália nunca teve nada que ver com a Amália. A Diva nâo gostava da Mariza!!!Disse-mo a propria!!! Aliás, a Fundação Amália tem provado não respeitar as ultimas vontades de Amália, que deve dar voltas na sua tumba no Panteão. Onde está o Centro de Saude da Anadia, que Amália deixou escrito, querer que se fizesse? Porque é que a casa do Alentejo está abandonada? À espera que se esqueçam dela para a venderem?
Que é feito do dinheiro da Amália?
Como estão a ser administrados os bens de Amáklia, avaliados em 3 milhões de Contos? Tudo perguntas que gostaria de ver o advogado que Amália, em má hora escolheu , responder.... Premiar a Mariza?
Façam-me o favor!!! A Amália gostava da Teresa Salgueiro, essa sim, que o disse em várias ocasiões publicas e privadas. Quanto à Mariza, nunca se pronunciou em publico, porque era uma mulher bem educada.Em privado, disse-me a mim ( que me chamo Valeria Mendez) que não gostava da Mariza, achava-a uma cantora sem conteudo, debitava as palavras, servindo-se da voz, sem no entanto lhes dar interpretação.
E acrescentaria eu-Mariza é uma fadista de plastico.Um produto do marketing.Mais nada!!! E não me venham com a estoria da Inveja, que eu não tenho. E sabem porquê? Porque só faço o que me apetece, gosto de viver na Madeira, não tenho pachorra para estar em estudio gravando coisas, e só canto quando me apetece.É um estilo de vida que escolhi. E já tenho 40 anos! Não estou à espera de fazer carreira, como a Mariza. Capito????"
Está lançada a polémica.
O CDS/PP deverá apresentar hoje Maria José Nogueira Pinto como candidata autárquica à Câmara de Lisboa. A decisão final terá sido formalizada ontem à noite, numa reunião com o presidente centrista. Afastada fica assim a hipótese - que chegou a ser admitida pelo líder democrata-cristão - de ser o próprio Ribeiro e Castro a assumir a candidatura à autarquia da capital, nas eleições de Outubro próximo.
A forma como decorreu o 'dossier' autárquico em Lisboa, nomeadamente no que se refere às negociações com o PSD, está a merecer críticas de vários centristas, que acusam o presidente do partido - que conduziu pessoalmente o assunto -- de ter deixado arrastar todo o processo. "Acabou por colocar nas mãos de um independente todo o processo eleitoral do CDS em Lisboa", afirmou ao DN um responsável das estruturas locais do partido, sublinhando que a situação criada "dificulta e compromete" a candidatura democrata-cristã ao município da capital. "Deixaram-se passar os prazos daquilo que era razoável, quero ver onde vão agora arranjar cerca de 1000 candidatos para todos os órgãos, da câmara às juntas de freguesia", referiu a mesma fonte.
CDS/PP e PSD estiveram em negociações para uma candidatura conjunta à câmara de Lisboa, mas Carmona Rodrigues, candidato independente apoiado pelo PSD, acabou por dizer 'não' a uma coligação com os democratas-cristãos. Uma decisão que deveria ter sido tomada até final de Maio - a data inicialmente acordada -, mas que, depois de um pedido de adiamento da decisão por parte de Carmona Rodrigues, acabou por ser transmitida aos dirigentes centristas apenas na passada semana. "Não se devia ter deixado arrastar este assunto até tão tarde", referiu a mesma fonteao DN.
Críticas que deverão ganhar expressão hoje, numa reunião da assembleia concelhia do CDS de Lisboa, que analisará, precisamente, o processo autárquico e a forma como este foi conduzido até agora. A reunião, convocada por Orísia Roque (líder da concelhia), será presidida por Telmo Correia (o número um da assembleia concelhia) e contará com a presença de António Carlos Monteiro, líder da distrital de Lisboa.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias

'Manif' de 'skinheads' leva Corpo de Intervenção à rua
PSP explica hoje dispositivo de segurança preparado para sábado, com o objectivo de evitar conflitos abertos.Polícia irá mobilizar meios "visíveis" para acompanhar eventual manifestação.
Mais de duzentos manifestantes são esperados no próximo sábado, no Martim Moniz, em Lisboa, num protesto "contra o aumento da criminalidade", organizado pela Frente Nacional, um grupo de extrema-direita. Embora, oficialmente, a PSP remeta mais informações para esta tarde, o DN apurou que a polícia já está a preparar um dispositivo de segurança, para evitar confrontos. No entanto, o Governo Civil de Lisboa assegura que ainda não recebeu a comunicação do evento, como manda a lei.
Segundo fontes da PSP, ouvidas pelo DN, está previsto "um policiamento visível" na zona do evento, quer para evitar confrontos com eventuais "contra-manifestações" - organizadas ou espontâneas -, quer para prevenir a ostentação de símbolos nazis ou xenófobos, sobretudo num local conhecido pela afluência de vários grupos de imigrantes. Outro factor que está a ser avaliado pelas forças policiais é o jogo de futsal Benfica-Sporting, marcado para essa tarde. A PSP considera que muitos dos protestantes seguirão para o jogo.
As brigadas de investigação da GNR, que têm seguido o fenómeno nas zonas periféricas da cidade, margem sul, Loures ou Alenquer, consideram que estes grupos de manifestantes "são núcleos residuais, sem grande expressão, mas estão a aumentar" e "podem arrastar as camadas mais jovens", explorando "os sentimentos de insegurança".
Aliás, sobre o fenómeno do neonazismo em Portugal, o Serviço de Informações e Segurança (SIS) , no relatório de Segurança Interna de 2004, afirma que este está "circunscrito a pequenos focos de acção irregular, com manifestações públicas muito restritas e contidas. Algumas franjas políticas radicais, embora mantendo as suas convicções, não alargaram a sua base popular de apoio". Neste relatório as claques de futebol são referidas como um terreno fértil para a divulgação da ideologia.
Contactado pelo DN, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP remeteu para hoje à tarde a divulgação de mais detalhes sobre a intervenção da polícia no sábado. "Neste momento ainda estamos a recolher informações sobre a manifestação e está a ser montado o planeamento de acompanhamento", afirmou ao DN fonte do gabinete de relações públicas.
"Se o Governo civil não nos der conhecimento da comunicação, a manifestação não estará autorizada e, como tal, actuaremos em conformidade com a lei, identificando os promotores da acção", acrescentou o mesmo responsável.
No site do movimento, os responsáveis da Frente Nacional justificam a iniciativa como forma de contestar o aumento da "criminalidade dos gangs" em "mais de 400% nos últimos anos". O apelo, que surgiu ainda na sequência do arrastão na praia de Carcavelos, é dirigido "a todos, independentemente da sua ideologia ou filiação partidária, que querem mais justiça, mais liberdade e um efectivo combate à criminalidade, nas suas raízes e origens".
Ontem um elemento da organização da manif disse ao Correio da Manhã ter comunicado o evento junto do governo civil. Mas o chefe de gabinete da Governadora Civil de Lisboa, António Sardinha, assegurou ao DN que, até ao final do dia de ontem, não tinha dado entrada qualquer comunicação sobre a manifestação de sábado.
Segundo explicou o responsável, o Decreto-Lei 406/74, sobre o direito de reunião, determina que todas as manifestações ou desfiles devem ser comunicadas ao respectivo governo civil, "por escrito", com "uma antecedência mínima de 48 horas". Ou seja, "teoricamente, a comunicação - que não é um pedido de autorização - deve dar entrada amanhã [hoje]".
Para António Sardinha, o objectivo da lei é permitir ao governo civil e às autoridades competentes que tomem medidas "a propósito de trânsito ou percursos", de modo a "acautelar o bem-estar e segurança dos cidadãos". "Tem que se analisar sempre os objectivos, as circunstâncias e os percursos, em conjunto com todas as entidades. Tudo pode acontecer", disse o chefe de gabinete do governador civil.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
Do Que Lisboa Precisa, por Jorge Bacelar Gouveia, no Diário de Notícias.
O candidato apoiado pelo PSD à Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, apresenta, esta quinta-feira, a sua Comissão de Honra, a qual junta alguns indefectíveis do actual presidente da autarquia, Pedro Santana Lopes, e muitos críticos à sua actuação.
Segundo a edição desta quinta-feira do Correio da Manhã, entre os apoiantes de Carmona Rodrigues está, por exemplo, o ex-eurodeputado europeu Pacheco Pereira, o produtor e apresentador de televisão Nicolau Breyner, o ex-jogador de futebol Oceano e a actriz Marina Mota, entre outros.

O grupo de "heavy metal" britânico Iron Maiden actua hoje no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, onde festejará 25 anos de carreira, no âmbito de uma digressão europeia.
Trãnsito condicionado nas vias onde passará o cortejo fúnebre de Álvaro Cunhal.
A circulação de autocarros nas vias onde passará o cortejo fúnebre de Álvaro Cunhal, quarta-feira à tarde, estará sujeitos a condicionamentos, anunciou hoje a Carris. Em comunicado, a transportadora refere que serão afectadas as carreiras que circulam pela praça do Chile, rua Morais Soares, praça Paiva Couceiro e Alto de São João.
Serão abrangidos os autocarros 6, 7, 8, 10, 16, 17, 18, 30, 35, 42 e 107, acrescenta a Carris. O corpo de Álvaro Cunhal, que morreu segunda-feira, aos 91 anos, sai quarta-feira às 16:00 da sede do PCP/Lisboa, na Avenida da Liberdade, onde está em câmara ardente, para o cemitério do Alto de São João, onde será cremado.
O cortejo fúnebre a pé terá, contudo, início na praça do Chile. A Carris assegura que vai procurar minimizar os efeitos deste condicionamento de trânsito através da comunicação entre os motoristas, ligados por um sistema de voz e dados.
O Governo decretou que quarta-feira seja observado luto nacional, dada a «dimensão cívica e política» de Álvaro Cunhal.
Com a devida vénia ao Portugal Diário
O vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carmona Rodrigues, propôs na terça-feira a criação de «um fórum permanente de discussão das questões da cidade», noticia esta quarta-feira o Diário de Notícias.
De acordo com o jornal, uma das hipóteses para a localização deste espaço, aberto a todos, é o Pavilhão de Portugal, tendo a proposta sido apresentada no âmbito da revisão do Plano Director Municipal (PDM), cujo relatório final será formalmente discutido na comissão de Câmara já no próximo dia 28.
O futuro dos bairros clandestinos, a inventariação do património ou as cartas de ruído são algumas das inovações a ser debatidas, naquela que será uma nova abordagem territorial que incide na análise da cidade por quarteirão.
O presidente da autarquia, Santana Lopes, também presente na cerimónia, voltou a defender a construção em altura, acima dos oito andares, para libertar o espaço público.
Com a devida vénia ao Diário Digital

A dirigente democrata-cristã Maria José Nogueira Pinto vai ser a candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, anuncia, esta quarta-feira,o jornal A Capital.
Apesar da apresentação oficial do nome do candidato estar agendada apenas para a próxima quinta-feira, A Capital cita fontes democratas-cristãs para avançar com o nome da provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
A apresentação do candidato democrata-cristão a Lisboa, depois do fracasso da coligação com o PSD, terá lugar a partir das 12:00 horas, na sede nacional do CDS-PP.
Os dirigentes do CDS-PP de Lisboa vão reunir na próxima quinta-feira para analisar as razões do fracasso da coligação autárquica com o PSD, na capital.
A notícia surge na edição desta quarta-feira do Público, que refere ainda o facto de, no encontro, convocado pela presidente do CDS de Lisboa, Orízia Roque, marcarem presença os presidentes da distrital lisboeta, António Carlos Monteiro, e da Assembleia concelhia, Telmo Correia.
No dia 8 de Junho o vice-presidente da CML, António Carmona Rodrigues, foi o anfitrião da apresentação do novo projecto do realizador Carlos Saura, “Fados”, no Museu do Fado. Na ocasião estiveram presentes a vereadora da Cultura, Maria Manuel Pinto Barbosa, o prestigiado realizador espanhol Carlos Saura, e os fadistas Carlos do Carmo, Mariza e Camané.
Este projecto está a ser co-produzido pela Fado Filmes (representada por Luís Galvão Teles), e pela Duvídeo, em colaboração com as produtoras estrangeiras Zebra Producciones de Madrid (representada por António Saura), Continental Filmes da Galiza, e a VideoFilmes do Brasil.
O projecto “Fados” encerra uma trilogia dedicada às três formas ibero-americanas de expressão musical urbana do séc. XIX, da qual fazem parte “Flamenco”, de 1995, e “Tango”, candidato ao Óscar de melhor filme estrangeiro em 1998.
A supervisão musical está a cargo de Carlos do Carmo, e o filme conta também com a participação no elenco, da nova geração de fadistas, de Mariza e Camané. O filme será rodado em Lisboa com uma equipa maioritariamente portuguesa, e as filmagens, segundo o produtor Luís Galvão Teles, começam no início do próximo ano, para que o projecto possa ser apresentado ainda em 2006.
Em relação ao apoio dado pela autarquia, Carmona Rodrigues referiu que o projecto terá todos os apoios a nível logístico, de infra-estruturas, espaço público e segurança.
O autarca considerou o projecto “de grande interesse para a cidade de Lisboa e para Portugal, já que constitui um excelente meio de divulgação do Fado, com benefícios prováveis no âmbito da candidatura do Fado a Património Mundial da UNESCO”.
A Câmara vai promover a inserção na vida activa de 27 jovens, acolhendo-os em diversos serviços, através de estágios remunerados com a duração de 9 meses. O vice-presidente da Câmara de Lisboa, António Carmona Rodrigues, e o vereador dos Recursos Humanos, Moreira Marques, deram as boas-vindas a estes jovens.
Esta acção insere-se na medida Estágios Profissionais, do Instituto do Emprego e Formação Profissional, visando dotar os jovens de experiência prática em contexto laboral, complementar à sua qualificação académica.
Assim, os 27 jovens admitidos irão estagiar em diversos serviços municipais, tendo sido distribuídos por várias áreas, com destaque para a arquitectura (16). Os restantes distribuem-se por áreas como Biblioteca e Documentação, Topografia, Conservação e Restauro, Engenharia do Ambiente, Engenharia Civil, Urbanismo, Geografia e Planeamento Regional, Higiene e Segurança no Trabalho e Ergonomia.
Cada estagiário receberá mensalmente uma Bolsa de Formação no valor de 853,65 €, no caso dos Técnicos Superiores, ou 652,65 €, no caso dos Técnicos Profissionais. Em casos devidamente justificados, o estagiário poderá ainda ter direito a receber um subsídio de alojamento.
A Fundação Amália Rodrigues distinguirá, em Outubro, com o Prémio Internacional, a fadista Mariza, disse hoje à agência Lusa fonte da instituição, que adiantou que serão entregues outros 16 galardões.
Trata-se de uma iniciativa que se realiza este ano pela primeira vez e que visa distinguir anualmente 17 personalidades, em diferentes áreas da música, com o Prémio Amália Rodrigues, afirmou à agência Lusa António Manuel de Morais, do conselho de administração da Fundação.
"O Prémio Amália Rodrigues Internacional distingue Mariza como a artista que mais tem divulgado a música portuguesa além fronteiras", disse a mesma fonte.
A fadista Argentina Santos, com 50 anos de carreira, e o guitarrista Raul Nery, um dos primeiros acompanhantes de Amália, receberão o Prémio Amália Rodrigues Carreira, adiantou.
"O prémio é essencialmente distintivo, havendo algumas categorias, nomeadamente a de Revelação de Fado, que terá uma quantia pecuniária a definir", disse António Manuel de Morais.
Cada homenageado receberá uma estatueta em bronze simbolizando a figura de Amália Rodrigues, criada pela escultora Antonieta Roque Gameiro.
Os prémios Amália Rodrigues distinguirão personalidades nas seguintes categorias: Poeta, Compositor, Revelação Feminina e Masculina, Guitarra Portuguesa, Viola, Viola-baixo, Melhor Álbum, Melhor Intérprete Feminino e Masculino e ainda dois prémios Carreira, todos na área de Fado.
Serão ainda entregues os Prémios Amália Rodrigues Fado de Coimbra, Música Étnica e Música Sinfónica.
Os nomes serão oficialmente conhecidos em conferência de imprensa, na próxima segunda-feira à tarde.
Os distinguidos são escolhidos por um júri presidido pelo cantor de Coimbra Fernando Machado Soares e composto pela fadista Maria do Rosário Bettencourt, o jornalista Manuel Halpern, a gestora do Museu do Fado, Sara Pereira, e por António Manuel de Morais, da Fundação.
"A entrega dos prémio decorrerá durante um espectáculo de gala no Teatro São Luiz, em Lisboa, a 18 de Outubro", adiantou António Manuel de Morais.
Com a devida vénia à Lusa
Os dirigentes do CDS-PP/Lisboa vão reunir-se quinta-feira à noite para analisar as razões do fracasso da coligação autárquica com o PSD na capital, disse hoje à Lusa fonte do partido.
De acordo com a mesma fonte, "alguns dirigentes do CDS-PP em Lisboa estão incomodados com a forma como o presidente, Ribeiro e Castro, dirigiu o processo".
As críticas, explicou, dirigem-se sobretudo ao facto do presidente do partido ter deixado a decisão "totalmente nas mãos de Carmona Rodrigues", o candidato independente apoiado pelo PSD e actual vice-presidente do município.
Contactado pela Lusa, um dirigente do partido em Lisboa considerou mesmo que a direcção do CDS deu demasiado tempo ao PSD para decidir, colocando em risco uma "candidatura atempada" dos democratas-cristãos.
A reunião da assembleia concelhia da capital foi convocada pela presidente do CDS-PP/Lisboa, Orízia Roque, que convidou para participarem os presidentes da distrital lisboeta, António Carlos Monteiro, e da assembleia concelhia, Telmo Correia.
Telmo Correia foi o cabeça-de-lista nas eleições legislativas pelo círculo de Lisboa e disputou o último Congresso do partido com Ribeiro e Castro, saindo derrotado.
Na passada quinta-feira, o CDS-PP anunciou que não haveria coligação com o PSD para a Câmara Municipal de Lisboa, depois de os sociais-democratas terem comunicado a sua intenção de concorrer com listas próprias.
Quanto ao candidato democrata-cristão para a autarquia da capital, o partido promete apresentá-lo até ao final do mês, com Ribeiro e Castro a garantir que o nome escolhido "vai ser uma surpresa".
Na corrida para a Câmara de Lisboa, já estão, além de Carmona Rodrigues, o socialista Manuel Maria Carrilho, o comunista Ruben de Carvalho e o independente apoiado pelo Bloco de Esquerda José Sá Fernandes.
Com a devida vénia à Lusa
Dia 16, 23 e 30 de Junho no Castelo de S. Jorge não percam a peça de William Shakespeare "A Tempestade", dos Fatias de Cá/Tomar.
Alfama venceu pelo segundo ano consecutivo as marchas populares da noite de Santo António, em Lisboa, disse hoje à Lusa fonte da Câmara Municipal de Lisboa. Nos lugares imediatos ficaram os bairros de Mouraria e Alto do Pina.
Nos prémios de especialidade, Alfama ganhou o desfile na avenida, a cenografia, a coreografia e partilhou o figurino com Olivais e Alcântara.
O prémio de musicalidade foi ganho pela marcha do Alto Pina, que venceu também o de melhor composição musical, enquanto o de letra foi ganho pela Bica. O prémio para o melhor desempenho do cavalinho (músicos) foi partilhado pelas marchas da Mouraria e da Bica.
A lista das classificações das marchas é a seguinte: 1 - Alfama 2 - Mouraria 3 - Alto do Pina 4 ex-aequo - Alcântara e Marvila 6 ex-aequo - Olivais e Madragoa 8 - Bica 9 - S. Vicente 10 - Carnide 11 - Beato 12 - Castelo 13 - Bairro Alto 14 - Campolide 15 - Bela Flor 16 - Lumiar 17 - Benfica 18 - Ajuda 19 - Graça.
Com a devida vénia à Lusa

(A primeira Marcha. O 'Notícias Ilustrado' mostrava, a 13 de Junho de 1932, a sala do Capitólio cheia para receber três bairros de Lisboa)
No dia em que publicava a fotografia do "primeiro sorriso" de Oliveira Salazar, saudando o povo da varanda do seu gabinete do Ministério das Finanças, no Terreiro do Paço, o Notícias Ilustrado anunciava o primeiro concurso de marchas populares de Lisboa. "O povo, com todo o pitoresco da sua ingenuidade e com o calor da sua alegria expontânea, vai festejar a noite de Santo António; prepara os seus arcos alegóricos, marca as suas dansas e apresta-se para se apresentar no grande concurso." A promoção era feita poucas páginas depois de um especial sobre as comemorações do aniversário do 28 de Maio que incluía fotos de uma parada militar na Avenida da Liberdade, junto ao Parque Mayer, futuro palco do desfile dos bairros marchantes em disputa por um prémio.
Foi a 5 de Junho de 1932. Cerca de uma semana depois, na noite de 12 de Junho, a sala do Capitólio (na imagem) enchia para o desfile das colectividades em representação dos bairros de Alto do Pina, Campo de Ourique e Bairro Alto. "Um êxito popular em Lisboa", titulava o periódico.
No auge da sua popularidade, o regime encontrava, assim, uma fórmula que encaixava na perfeição num processo a que Daniel Melo, investigador de História Contemporânea do Instituto de Ciências Sociais, chamou de "folclorização do Estado Novo português". "As marchas populares constituem um exemplo singular de folclorização ambicionam instalar uma tradição lisboeta, mas paradoxalmente recorrem, num momento inicial, a elementos pretensamente folclóricos de proveniência exógena (rural), e só depois reforçam os traços directamente associados à cidade", defende o historiador num artigo que dedicou às marchas populares (in, Vozes de Portugal, ed. Celta).
A ideia original foi de José Leitão de Barros - então director do Notícias Ilustrado, realizador de cinema, promotor cultural e homem próximo de António Ferro (responsável pela política cultural do Estado Novo e criador do Secretariado da Propaganda Nacional). E foi a resposta a uma encomenda do director do Parque Mayer, Campos Figueira. Era preciso criar em Junho desse ano um espectáculo capaz de mobilizar a atenção dos lisboetas. Pensou, então, num concurso com os ranchos folclóricos dos bairros antigos de Lisboa tendo por base os tradicionais festejos dos santos populares. O convite a participar foi lançado às colectividades de cada bairro e a produção estaria a cargo do Parque Mayer. Mas o segredo da enorme mobilização popular foi a promoção.
Um acontecimento inédito era apresentado como fazendo parte da tradição numa altura em que, mais do que veicular ideias, importava distrair o povo, seguindo a cartilha cultural de António Ferro. Nas páginas do Notícias Ilustrado e do Diário de Lisboa, promotores oficiais da competição, aludia-se a isso mesmo. "Pelo entusiasmo que lavra entre os componentes daquelas colectividades, avalia-se desde já o sucesso formidável que vai ter a revivescência das velhas marchas populares que, de cada bairro da cidade, nas noites festivas dos Santos populares, se encontravam no chafariz da antiga rua Formosa" [actual rua de S. Bento], escreve o Notícias Ilustrado de 5/6/32. E o Diário de Lisboa do dia seguinte anunciava "marchas populares nocturnas, com seu carácter típico, as suas dansas, marcações, iluminações e ranchos movimentados" para as vésperas do dia de Santo António.
Vestindo trajes do Minho, Campo de Ourique venceu a primeira edição das Marchas Populares. Além do primeiro prémio, havia ainda distinções para a "Imponência", para a "Alegria" e para o "Pitoresco", qualidades caras ao sistema que era preciso valorizar e de que os jornais fizeram eco num misto de balanço e professia "Lançaram-se os fundamentos para uma grande festa anual, tipicamente portuguesa e popular, a organizar com extensão e superior critério, e a que a Câmara Municipal devia tomar a si." Não seria exactamente como profetizou o Diário de Lisboa, mas quase. O sucesso popular foi tal que, 15 dias depois, o concurso repetiu-se e haveria de regressar. Não no ano seguinte, mas em 1934. A criação de Leitão de Barros teve então direito a edição melhorada e aumentada. A autarquia chamou a si a organização e integrou-a no que chamaria de Festas da Cidade. Doze bairros, cada um com uma marcha, como mandava o rigoroso regulamento, saíram para a rua e desfilaram com música, traje e coreo- grafia inspirados num tema que se pretendia reconstituísse um uso ou costume local, e entoando canções que recuperavam o cariz popular, com letras sujeitas a aprovação por parte dos responsáveis autárquicos.
Em 1935, a Comissão Executiva das Festas de Lisboa - entretanto criada - sublinhava, num texto publicado no Notícias Ilustrado em 9/6 "idéa feliz esta de ir ao povo dizer-lhe como há-de fazer para transformar a sua alegria expansiva e rude no ritmo de uma obra de arte". Ensinou-se ao povo como se divertir e o povo assimilou. Em poucos anos, a cidade apropriou-se das marchas e vendia-as como símbolo de uma identidade que misturava o rural e o urbano, num postal que o cinema das décadas de trinta e quarenta ajudou a compor. Primeiro com A Canção de Lisboa, de Cotinelli Telmo (1933) e, mais tarde com O Pátio das Cantigas, de Francisco Ribeiro (1941) .
São várias as razões apontadas para esta rápida integração das marchas no calendário da cidade, muitas carecem de sustentação. Reforçam a identidade, alimentam a competição com base em antigas rivalidades bairristas e, apesar de serem uma novidade enquanto celebração do santo popular de Lisboa, convivem - e até potenciam - a tradição dos arraiais e bailes populares. Ainda segundo Daniel Melo, no texto atrás referido, estabelecem a continuidade com "um passado histórico conveniente" "Tendo em conta esta necessidade de ligação com o passado, as comemorações oficiais são, inicialmente, o núcleo central que serve de pretexto para convocar os momentos eleitos da história e para consolidar esta nova prática social."
Assim, em 1934, as marchas celebraram o 10 de Junho, então designado o Dia da Raça e de Camões; em 1940, assinalaram-se os Descobrimentos portugueses; 1947 foi o ano de comemorar a tomada de Lisboa aos Mouros; e 1973 foi tempo do Grande Desfile Popular do Mundo Lusíada... Em 1974, as marchas que desfilavam na Avenida eram marchas políticas e não houve concurso. Nem nos anos que se seguiram. Um vazio que não foi, no entanto, exclusivo da democracia. Desde o início, que a periodicidade das marchas de Lisboa foi irregular. Entre 1941 e 1946 houve um interregno (II Guerra Mundial), e durante a década de cinquenta foi muito intermitente. Em 1953, o criador da ideia, José Leitão de Barros, terá mesmo sugerido que as marchas acabassem de vez, acusando-as de se terem tornado repetitivas e "fúnebres". Exigia-se capacidade inventiva a um modelo que parecia saturado.
A discussão à volta da vocação das marchas e da sua viabilidade futura esteve sempre latente. Já nos anos noventa, questionou-se a sua eterna vocação "passadista" e o alegado desfasamento deste tipo de festividades em bairros com os de antigamente. Apesar disso, as marchas resistem, mais ou menos populares, com maior ou menor sofisticação, mas com o espírito de despique bairrista intacto.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
As marchas existem porque a cidade quer
Lisboa está em festa na rua. Turistas já vêm de propósito para ver os desfiles.
Campo de Ourique e Penha de França são dois bairros lisboetas que não vão desfilar este ano pela Avenida da Liberdade na noite de Santo António. Problemas logísticos e organizacionais estão na base da ausência de vulto destes dois típicos bairros alfacinhas na edição 2005 das marchas, integradas nas Festas de Lisboa. "Este ano estes dois bairros não conseguiram concretizar os objectivos necessários para fazer sair as marchas. A câmara vai tentar conhecer melhor a situação e ajudar no que for possível", disse ao DN Maria Louro, responsável da EGEAC, Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural.
Organizar uma marcha não é fácil. Trata-se de uma iniciativa totalmente voluntária das colectividades de cada bairro. "As marchas só existem se as colectividades quiserem", acrescentou. É certo que a câmara concede subsídios, mas a confecção dos fatos e outros adereços constitui um verdadeiro desafio à criatividade. Em 2004, o Município de Lisboa atribuiu 525 mil euros às 21 colectividades que participam nas Marchas Populares da capital. Mais 36 645 euros comparativamente ao ano de 2003. Este aumento de 7% relativamente ao ano de 2003 e de quase 19% em relação a 2002 deveu-se ao facto de as tradicionais festas serem uma aposta forte da CML numa altura em que a cidade recebeu o Rock in Rio - Lisboa e o Euro 2004.
Este ano, o total de subsídios ascendeu a 600 mil euros e os temas propostos foram a reconstrução pós-terramoto, Bocage, Rafael Bordalo Pinheiro e os 750 anos de Lisboa cidade capital. Na noite de Santo António, agrupados por bairros, os marchantes descem a Avenida da Liberdade parando nos cinco pontos de exibição pre-definidos. Um deles coincidirá com a bancada presidencial, colocada no quarteirão junto ao cinema S. Jorge. A câmara disponibiliza entre bancadas (10) e cadeiras, 8000 lugares sentados. A grande novidade de 2005 é a participação da Marcha dos Mercados. Concretizando uma aspiração com mais de dez anos, a Marcha dos Mercados, a segunda a desfilar na Avenida da Liberdade, é uma aposta do pelouro do Comércio e Abastecimentos e vai ao encontro do desejo dos comerciantes dos mercados, "constituindo também um reflexo da política de promoção e dinamização dessas estruturas comerciais", refere a autarquia. A Marcha dos Mercados, composta por 48 marchantes, todos eles comerciantes fornecedores e consumidores dos Mercados de Lisboa, é apadrinhada por dois dos seus comerciantes mais antigos. A nova marcha será acompanhada pelas músicas Mercados de Lisboa e Gente dos Mercados, que têm letra de Eugénia Ávila Ramos , música e arranjos da autoria de Rui Fingers e Ruben Alves. Os fatos são da autoria do estilista João Mourão e os ensaios estão a cargo de Rui Pinto. A importância estratégica das Marchas Populares para a promoção das Festas da Cidade é indiscutível. No site holandês Local Festivities, as comemorações dos Santos Populares nas Festas de Lisboa estão classificadas em 19.º lugar do ran-king, no total dos 50 melhores festivais europeus, posicionando-se à frente de outras manifestações europeias, como o Carnaval de Nice ou as Festas de Santo Isidro em Madrid. Ingleses e espanhóis são os turistas que mais procuram Lisboa nesta altura do ano para verem a cidade em festa na rua entre marchas e arraiais.
"As marchas são o eixo estruturante das Festas da Cidade e continuamos a apostar nesta tradição. Não é qualquer cidade que pode orgulhar-se de ter os seus bairros e cidadãos organizados, voluntariamente, para se apresentar à cidade. No total, esta manifestação genuína de Lisboa envolve 3500 pessoas", conclui Maria Louro.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
Mouraria
Parece piada, mas a rivalidade é séria. Na rua, ouve-se que, "se Alfama ganhar outra vez, temos o processo do manjerico dourado". Fernando Macedo, membro da direc- ção do Grupo Desportivo da Mouraria, explica que " para as pessoas do bairro, esta marcha será sempre a mais bonita". Os marchantes "são doentes por isto", garante.
Duas horas antes de começarem a desfilar, vão concentrar-se nas instalações onde ensaiaram até à exaustão. Depois, darão uma volta pelo bairro, cumprimentando todos os que estiverem à janela para os ver passar. "E são muitos a dizer que a Mouraria é linda", adianta Fernando Macedo. Porque "o bairrismo está sempre presente na vida destas pessoas, todos os dias do ano, e não apenas na altura dos santos populares", explica.
Para Reinaldo Ventura, coreógrafo e ensaiador da marcha da Mouraria, "uma marcha que ganha não tem de ser a melhor em tudo". Por isso, bate-se por uma boa classificação naquilo que lhe diz respeito o rigor na execução da marcha. Com a memória de dois primeiros lugares, em 1961 e 1981, este bairro sente que é já urgente voltar a ganhar.
Nascido na Mouraria, Fernando Santos, cenógrafo e autor do tema que a Mouraria apresenta hoje na Avenida, garante que, "se fosse preciso, já teria, hoje, uma ideia para as marchas do próximo ano". Isto porque leva "muito a sério o trabalho" e percorre as ruas de madrugada "para sentir a energia do bairro". Percebe, muitas vezes, o que poderá ser a marcha seguinte. "Não podemos brincar às marchas", explica.
Aos olhos de Fernando Santos, "a Mouraria tem um carisma especial". Por isso, quando criou o tema deste ano, soube que "ia mexer na sensibilidade das pessoas que viveram outros dias deste bairro". O respeito que tem por quem lá vive hoje é imenso, mas gosta do que é tradicional. "Se tivesse a certeza que o júri vai pelo que é mais tradicional, sabia que ganhávamos", explica.
"Podíamos ser megalómanos, mas a marcha não pode ser carnavalesca, ou o nosso trabalho deixa de ser honesto", diz o cenógrafo, confiante num bom desempenho do bairro. Apostado em fazer esquecer o 12.º lugar de 2004, vai apoiar os marchantes - a quem "só se podia pedir mais rigor se fossem bailarinos" - na hora de defenderem a tradição. "Muitos têm 20 anos, não sabem o que se passou nas ruas da Mouraria, mas isto também é didáctico", conclui.
Tema: Tascas da Mouraria; Padrinhos Ana Maurício e José Carlos Malato
Bairro Alto
Pode admitir-se que há uma "lógica bonita" na marcha que ganha. Manuel Domingues admite. Já marchou tudo pelo bairro, deu lugar aos novos e sabe render-se às evidências quando vê os outros vencer. Até porque "aqui o que interessa é o espírito bairrista, o amor pelo bairro". Mas, para ele, "quem ganhava este ano era o Bairro Alto". Só que "a força monetária" de alguns bairros é maior que "a força do amor por este".
Com o Tejo aos pés, "do cimo da gávea e sempre de atalaia", o Bairro Alto tem vislumbrado os mais diferentes cenários, garantem os marchantes. E é a memória daquilo que viu que vai levar até à Avenida da Liberdade. A coreografia está pensada há muito por Carlos Español. "Em 1966, a minha mãe desfilou grávida de mim, ia a cantar comigo na barriga, por isso, eu já sabia as marchas antes de nascer", diz.
Como um José Mourinho das marchas, o ensaiador preparou a sua equipa para ganhar. Com um apito ao pescoço, ditou as regras que hão-de ser cumpridas quando o concurso começar. "Fizemos o treino e o estágio, só nos falta entrar em campo", explica. O empenho é a sua maior exigência, escutada com atenção pelos que marcham "por amor à camisola".
Cátia Oliveira, de 18 anos, não nega o nervosismo com que tem de lutar antes da competição, mas usa a expressão - habiualmente associada ao futebol - para provar que é pela vitória do Bairro Alto que se esforça. Um esforço observado de perto pelo filho de seis meses, que assiste a todos os ensaios, embora durma durante grande parte deles.
Para Nuno Silva, de 23 anos, ter nascido no Bairro Alto é razão suficiente para querer fazer parte das festas populares de Lisboa. Marcha há já 13 anos, tendo cumprido todas as etapas. "Só desisto desta marcha quando ela ganhar", avança. E diz mais "Para mim, isto é um trabalho, saio do meu para vir para este, não me canso, estou a trabalhar pelo meu bairro."
Se o Bairro Alto não puder ganhar, Nuno quer ver Alfama ou a Madragoa de olhos postos no primeiro prémio. "A Bica é que não, porque são os nossos adversários mais directos", explica. Bairrismos à parte, o que interessa ao marchante é defender a força deste bairro, famoso pela agitada vida nocturna que oferece a Lisboa.
Tema: De Atalaia ao Tejo; Padrinhos Alice Pires e Octávio Matos
Alcântara
Alcântara ainda é do tempo em que as marchas se chamavam ranchos. Nunca falhou um concurso, embora não sejam os primeiros prémios que os fazem marchar sem cessar. Em boa verdade, este bairro nunca conheceu o sabor da vitória geral, apesar de já ter arrecadado segundos lugares e primeiros prémios no campo da cenografia, da coreografia e das letras.
Mas como a "esperança é a última a morrer" e "porque temos marcha para isso", quem sabe se não é este ano que a "medalha de ouro" vai para Alcântara. Fé não falta ao ensaiador Mário Rui Ferreira, que quando "entra no jogo é para ganhar". Mais reservada, a sua cunhada Lurdes Reis, de 43 anos e 16 a marchar, diz-nos, na qualidade de elemento da organização, que "o objectivo é dignificar o bairro. Se vier o primeiro lugar tanto melhor". Bem puxada, acaba por confessar que "este ano acredita muito na marcha". O desempenho no Pavilhão Atlântico deixou-a satisfeita, até porque "as pessoas gostaram muito de nós".
O mesmo espera que aconteça hoje à noite na Avenida quando, para além de marchar, a assistência se der conta de que "Alcântara (também) vem cantar" - canção gravada por Amália Rodrigues, que dá início ao desfile dedicado aos "Galegos nas festas de Santo Amaro". Um tema que, embora já tenha sido exibido há dez anos, é agora retomado para fugir às tradicionais homenagens às varinas, aos carvoeiros e aos marinheiros.
Ao som da gaita-de-foles, que integra o cavalinho (conjunto de 12 músicos), os marchantes "Com trajes regionais / Galegos do coração / Trazem Galiza à cidade / A Lisboa dão graça / Namoro e paixão". O tema visa homenagear esse povo que aderia em peso, juntamente com elementos do clero e da nobreza, à romaria de Santo Amaro que ainda hoje existe.
Por se tratar de danças galegas com coreografias específicas - aquelas que vão ser exibidas em torno da réplica da Capela de Santo Amaro - os ensaios começaram já em Março. Dia sim, dia sim. Ou melhor, todas as noites após os marchantes, entre 13 e 43 anos, abandonarem os seus postos de trabalho ou a escola. "Com boa vontade, tudo se faz. Difícil é arranjar marchantes masculinos e gerir a fraca verba", remata o ensaiador.
Tema: Galegos nas festas de Santo Amaro; Padrinhos Linda Rodrigues e Artur Garcia
Benfica
Este bairro vai homenagear os agricultores que trabalhavam a terra para fornecer frutas à capital. A história da marcha de Benfica começa em 1935 e desde então sucederam-se os prémios de alegria que foram atribuídos até 1989.
Tema: As Hortas de Benfica; Padrinhos Fernanda Freitas e José Figueira
Bica
Nas ruas da Bica, acredita-se que Lisboa aponta para um futuro glorioso e e se caracteriza por um presente onde a modernidade e a mudança acrescentam valor a um passado grandioso. A marchar desde 1954, o bairro celebra, este ano, a vontade de fazer renascer Lisboa. Tema Lisboa Renascida
Padrinhos: Maria João Quadros e António Pinto Bastos
Campolide
A passagem de 70 anos sobre a primeira participação de Campolide nas Marchas Populares de Lisboa é o mote para o tema que este ano apresenta na Avenida. O gesto é de homenagem a todos os que, desde 1935, organizam esta marcha.
Tema: 70 anos de Marcha; Padrinhos Cristina Oliveira e Óscar Branco
Castelo
Nas palavras de quem marcha, esta é a mais bela varanda da cidade. A lembrar o tempo em que as raparigas namoravam às janelas, os arcos deste ano homenageiam as varandas de Lisboa. A participar nas marchas desde 1982, o Castelo está apostado em melhorar a classificação de 2004, um sétimo lugar a saber a pouco.
Tema: Varanda do Tejo; Padrinhos Chiquita e Jorge Gabriel
Graça
A força bairrista da Graça vai ter nas vestes dos marchantes a sua maior expressão. Presença garantida nas marchas de Lisboa desde 1938, este bairro tenta, este ano, oferecer pela primeira vez aos seus habitantes o primeiro prémio.
Tema: A raça da Graça; Padrinhos Carla Andrino e Diogo Morgado
Mercados
A Associação dos Comerciantes nos Mercados de Lisboa juntam os seus clientes e fornecedores numa marcha que pretende recriar os arraiais com sardinha assada, dos anos 40 e 50, nos mercados. Este ano é a primeira vez que participam na marcha, apesar de não irem a concurso.
Tema: Arraial, sardinha assada; Padrinho Aurora Pontal de Brito e Jaime Dias
Infantil
As 68 crianças, que fazem parte da marcha infantil vão recrear as velhas profissões da capital. As meninas vão personificar vendedoras de limões enquanto os meninos serão pequenos limpa-chaminés. Este ano, vão trazer os arcos iluminados por velas, uma tradição já abandonada por todas as marchas.
Tema: As profissões de Lisboa; Padrinhos Ana Marta Ferreira e João Queiroga
S. Vicente
Este bairro traz como tema o terramoto de 1755. Recriando o abalo de terras e a reconstrução da cidade, esta marcha quer o primeiro prémio, que já não ganha há 65 anos.
Tema: Queda e ascensão da cidade de Lisboa; Padrinhos Cristina Areias e João Melo
Marvila
Com uma participação constante ao longo de 50 anos, 80 pessoas trabalham para que hoje consigam repetir a proeza de 2002 ganhar todas as categorias a concurso.
Tema: As Fogueiras de Santo António; Padrinhos Carolina Tavares e Fernando Monteiro
Madragoa
Com 22 anos de tradição, a Madragoa pretende, este ano, retratar as primeiras marchas de Lisboa. Segundo o responsável pela marcha, este bairro é o rei da tradição, já que é o que detém mais prémios.
Tema: Eterna Madragoa, Pérola de Lisboa; Padrinhos Susana Pinto e Marco Quelhas
Lumiar
As saídas para a horta, aos domingos e dias santos, de cantadores ou simples apreciadores de fado são evocadas pela marcha do Lumiar no desfile deste ano. Participante há apenas três anos, o bairro aposta em recriar um ambiente boémio na sua apresentação de 2005.
Tema: Fado fora de portas; Padrinhos Olívia e Fernando de Sousa

A "Sardinha" do designer Jorge Silva que em 2004 foi o ícone das Festas de Lisboa está este ano "menos pop", dizem os responsáveis da câmara da capital, que promove os eventos. Mas nem por isso o programa parece menos animado. Apesar da contenção orçamental, que também se fez sentir na organização, Lisboa vai estar a festejar na rua de Junho a Setembro.
De acordo com a empresa municipal directamente ligada à promoção das Festas, a EGEAC, espera-se que 4,5 milhões de pessoas entrem na festa. Além das marchas, que são um must, Lisboa em Festa 2005 tem para dar muita música e animação nas ruas de Lisboa, que durante estes quatro meses prima pelo tempo quente. O Castelo de São Jorge vai ser palco para a Festa do Fado, assim como a Torre de Belém para um concerto único da Orquestra Gulbenkian. O Anfiteatro Keil do Amaral, no Monsanto, volta a trazer nomes sonantes para concertos que se esperam memoráveis. Um dos mais aguardados será, sem dúvida, o que juntará Mariza a Jaques Morelenbaum, ainda com data a confirmar. Outro dueto de peso reunirá Gilberto Gil e Maria João. A música africana terá lugar destacado nestas festas com nomes como Ray Lema, Ali Farka ou Valdemar Bastos.
Música e cinema vão estar em destaque no Fórum Lisboa. Um ciclo de curtas-metragens e outro de concertos denominado "For U Music" animarão aquele espaço da Avenida de Roma.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
Entrevista do olissipógrafo José Sarmento de Matos ao Diário de Notícias de ontem, sobre as marchas de Lisboa.

Nascido em Lisboa no século XI, no ano de 1195, Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo, também conhecido como Santo António de Pádua (porque aí viveu) é um dos santos predilectos da devoção popular.
Aquele que é hoje venerado como o padroeiro de Lisboa começou por ser cozinheiro e só aos 25 anos é que ingressou na vida religiosa através da Ordem Franciscana. Conta-se que foi contemporâneo de São Francisco de Assis, ao quem chamava "meu bispo".
O início da vida missionária coincidiu com a data da sua ordenação como sacerdote, em 1220, tendo logo iniciado a missão de pregador. Estava previsto desempenhar esta tarefa em Marrocos, mas por razões de saúde foi obrigado a ficar na Europa, nomedamente em Itália, em Pádua. Na universidade desta cidade, bem como em Bolonha, Montpellier, Toulouse, Puy-en-Velay, foi professor de Teologia.
Dentro da Ordem Fraciscana exerceu o cargo de provincial (religioso encarregue de uma província) mas abdicou dele para se dedicar à pregação.
Percorreu a Europa pregando a fé em que acreditava tendo cativado multidões pelos seus sermões (que foram recolhidos no século XIX) e, segundo se crê, pelos milagres que operou ainda em vida.
O impacto da acção evangelizadora do Padre António foi tal que apenas onze meses após a sua morte foi canonizado pelo Papa Gregório IX. Já no século XX, o Papa Pio XII reconheceu-o como Doutor da Igreja pelo valor doutrinal dos seus escritos.
A nível popular trata-se de um dos santos mais conhecidos na Europa e no Brasil (onde chegou através da palavra dos Franciscanos) e é normalmente invocado como santo casamenteiro, protector dos pobres e a quem se recorre para ajudar a encontrar objectos perdidos.
António de Pádua morreu em 1231, tendo vivido os primeiros 25 anos da sua vida em Portugal e os restantes 11 em Itália e França.
Para os alfacinhas o Santo António é mais do que foi acima referido: é o Santo Padroeiro da cidade de Lisboa e por isso se comemora o feriado municipal a 13 de Junho.
Santo António: Santo Casamenteiro e Padroeiro de Lisboa
Festas e arraiais ganham novo alento com a aprovação por unanimidade da proposta do vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, da isenção de taxa de ocupação da via pública às zonas da cidade afectadas pelas obras da autarquia e que tradicionalmente são palco de arraiais e manifestações populares.
A proposta, que Carmona Rodrigues anunciou há dois dias, em visita ao Largo de S. Miguel, de isentar Alfama da taxa de ocupação da via pública, como compensação pelo incómodo provocado pelas obras de reabilitação que ali decorrem há meses, foi ontem aprovada em reunião camarária. A proposta original foi complementada por vereadores da oposição e, por sugestão destes, alargada aos bairros da Sé, Castelo, Mouraria, Bairro Alto e Bica, reconhecendo assim a sua importância nas festas da cidade e a sua contribuição para o turismo.
Tal como acontece com Alfama, os bairros agora contemplados com a isenção durante o mês de Junho, foram igualmente alvo de obras de reabilitação urbana, tendo suportado de forma idêntica os incómodos que os trabalhos sempre acarretam. A decisão baseia-se no facto de Junho ser o mês das festas de Lisboa, e se tratarem de bairros que tradicionalmente se manifestam durante este mês através de arraiais e outras festas populares que se estendem à via pública. Desta forma, a razão que legitimou a isenção em Alfama, não estaria servida se os restantes bairros não fossem igualmente abrangidos.
Com a devida vénia a A Capital

O vereador comunista da Câmara de Lisboa António Abreu vê com bons olhos que os casamentos de Santo António integrem num futuro próximo casais homossexuais, considerando que esta questão deve ter uma solução legal.
Questionado sobre se gostaria de ver casamentos entre pessoas do mesmo sexo naquele evento, António Abreu sublinhou que "é nesse sentido que se deve ir". "A iniciativa deve ir no sentido de contemplar a maior diversidade de relações entre as pessoas", disse o vereador à Lusa. Para que tal seja possível, a legislação em vigor tem de mudar.
"É uma questão dos dias de hoje que os órgãos deliberativos têm de encarar e resolver", afirmou o autarca que integrou o executivo municipal liderado pelo socialista João Soares, responsável pelo retomar da tradição dos casamentos de Santo António em 1997.
Para o vereador, uma solução legal que permita casamentos entre pessoas do mesmo sexo deve ser discutida "no mais curto espaço de tempo, à semelhança do que se tem vindo a passar noutros países".
Referindo-se à homossexualidade, o autarca considera que se trata de "uma situação de facto" e "há que não ter essas práticas escondidas, porque vêm desde há séculos ou milhares de anos e hoje as pessoas passaram a assumi-las, até com orgulho".
Os casamentos de Santo António foram criados em 1958 por iniciativa do jornal "Diário Popular" e suspensos com o 25 de Abril de 1974, sendo, segundo António Abreu, "uma bandeira propagandística do salazarismo". O vereador explicou que inverter esta imagem foi uma das condições para retomar do evento. António Abreu frisa que hoje a iniciativa é "um gesto de simpatia da câmara para com jovens, numa altura importante das suas vidas" que se traduz "num momento de festa".
Com a devdia vénia ao Público on line
A Polícia Municipal de Lisboa lançou uma operação de combate à venda ilegal de automóveis na via pública, da qual resultou a apreensão de 23 veículos, de acordo com fonte desta força de segurança.
A operação, denominada STAND, decorreu quarta-feira na Alameda das Linhas de Torres e na Rua de Belém com a Travessa da Praça, em Lisboa, e levou ao bloqueamento de 39 automóveis, 17 no primeiro local e 22 no segundo.
Deste total, 23 foram rebocados para o parque do Comando da Polícia Municipal de Lisboa, visto que os donos não se apresentaram no local.
Para levantar os carros rebocados para o estacionamento da polícia os proprietários terão de pagar os 60 euros referentes à multa, mais 50 euros do reboque e dez euros do parque.
Os donos que se apresentaram no local pagaram os 60 euros da multa e 30 do bloqueador.
Apesar da polícia saber que a maioria destes automóveis estão entregues a vendedores à consignação, estes não aparecem.
«O dono é que dá a cara» e paga a multa, explicou a fonte, acrescentando que a polícia também só entrega os carros aos seus proprietários.
Esta operação, que de acordo com a fonte terá continuidade, contou com 20 elementos da Polícia Municipal, apoiados por quatro carrinhas de bloqueadores, dois reboques e uma grua.
Com a devida vénia ao Diário Digital
O vice presidente da Câmara de Lisboa e candidato pelo PSD, Carmona Rodrigues, propõe amanhã na Assembleia Municipal a isenção da taxa de ocupação da via pública a quem queira montar arraiais populares em Alfama.
Manuel Maria Carrilho mostrou ontem o lado pessoal do candidato socialista à Câmara de Lisboa. Várias novidades, como o parqueamento móvel (via telefone, SMS) para a cidade, foram apresentadas. Mas a maior surpresa foi Bárbara Guimarães, ao vivo e em vídeo – com o filho Dinis Maria. Reaparecerá em campanha.
Com a devida vénia ao Correio da Manhã
A Câmara de Lisboa aprovou esta quarta-feira o plano e orçamento da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) para este ano, apesar dos votos contra dos vereadores socialistas e comunistas.
A proposta, subscrita pelo presidente da autarquia, Santana Lopes, foi apresentada esta quarta-feira na reunião do executivo, onde foi também apreciado o relatório do Conselho de Administração da EPUL e a proposta nele inserida de Aplicação de Resultados, bem como os documentos de prestação de contas.
A proposta acabou por ser aprovada pela maioria do PSD-CDS/PP, com sete votos contra dos socialistas e dos comunistas.
O vereador socialista Vasco Franco disse à Agência Lusa que o PS votou contra porque a discussão do orçamento já devia ter acontecido no final do ano passado e as contas em Abril deste ano.
«Questionámos vários aspectos da actividade da EPUL, inclusive a venda de um terreno em concurso público em Dezembro do ano passado para permitir que as contas apresentassem um resultado positivo», adiantou o vereador.
Segundo Vasco Franco, ainda só foi realizado o contrato de promessa de compra e venda e a empresa só recebeu ainda 10% do pagamento, como tal o valor total da venda não deve estar integrado nas contas da empresa.
Com a devida vénia ao Diário Digital
A Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Pombalina vai iniciar a sua intervenção no 2º semestre de 2005. As primeiras intervenções serão feitas em inóveis da R. de S. paulo e da R. do Arsenal, junto à Praça do Comércio.
Faz o Pedro, dando-nos conta diariamente das oportunidades na Feira do Livro.
Há Feirantes na Feira do Livro? Nem vê-los, por Patrick Bleese, no Anjos e Demónios.
Mais Um Ano de Feira do Livro, por Helena F. Monteiro, na Linha de Cabotagem.

A cooperativa de táxis lisboeta Retális, a maior do País, pediu o apoio do Governo para compra de equipamento GPS de localização de viaturas e sistemas de vídeo-vigilância, para aumentar a segurança dos profissionais, isto numa altura em que se aproxima novo aumento das tarifas de táxis.
Antes do desfile anual da Retális, o presidente da cooperativa, José Domingos, afirmou que os sistemas de segurança existentes, nomeadamente o vidro separador e as luzes de emergência, "não resolveram o problema".
Para José Domingos, a principal solução passa por um sistema de localização e comunicações por satélite (GPS), reivindicação que tem sido feita pela ANTRAL e pela Federação Portuguesa do Táxi. A instalação de localizadores nas cerca de 855 viaturas da cooperativa tem um custo de cerca de 1,75 milhões de euros, incomportável sem apoio estatal. "Metade [de apoio público] já seria muito bom", afirmou aquele responsável.
Outra medida desejada é a instalação de micro-câmaras nos táxis, um sistema "inibidor" que "reduziria muito a violência". Para José Domingos, a medida não levanta problemas de privacidade, pois as imagens captadas seriam apenas acessíveis às autoridades.
Segundo o presidente da Retális, ainda que não haja relatos de taxistas mortos ou feridos com gravidade no último ano na região de Lisboa, a situação de segurança vivida pelos profissionais é má, embora "na maioria das vezes [os assaltos] não aparecem na comunicação social".
Os taxistas do Porto realizaram a semana passada várias acções de protesto na cidade exigindo mais condições de segurança, na sequência do assassinato de um colega num assalto durante o dia.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
PSD e CDS-PP devem decidir esta semana se se apresentam coligados em Lisboa nas eleições de Outubro. Entretanto, os dois partidos já selaram cerca de 30 coligações autárquicas. "Estão fechados perto de trinta acordos, mas vários estão ainda a ser negociados", disse à Lusa o secretário-geral do PSD, Miguel Macedo.
Nas últimas eleições autárquicas, PSD e CDS-PP concorreram coligados em 43 municípios, mas em Lisboa tiveram candidatos próprios, com Pedro Santana Lopes a concorrer pelos sociais-democratas e Paulo Portas pelos democratas-cristãos.
Segundo Miguel Macedo, o dossier da capital está a ser tratado directamente pelos presidentes dos dois partidos, Marques Mendes e Ribeiro e Castro, e pelo candidato apoiado pelo PSD à Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues.
Membros do gabinete autárquico do CDS-PP garantiram que a questão ficará decidida esta semana, estando prevista uma reunião - ainda sem data - entre Marques Mendes e Ribeiro e Castro.
Após essa reunião, e seja qual for a decisão, deverá ser formalmente assinado o acordo-quadro entre os dois partidos, que seguirá as linhas gerais do texto firmado em 2001. Nesse acordo, estipulou-se que os votos obtidos pelas coligações entre os dois partidos fossem repartidos numa base de 80 por cento para o PSD e 20 para o CDS.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
O dirigente do PS António Costa defendeu sexta-feira à noite a fusão de freguesias e concelhos pouco povoados como forma de «racionalizar» recursos.
«Tem de acabar o tabu das fusões de freguesias e municípios. Mais de metade das freguesias têm menos de mil eleitores», salientou António Costa, que falava no Porto, num encontro com militantes socialistas para explicar as medidas do Governo destinadas a reduzir o défice das contas públicas.
António Costa realçou que «até nos centros urbanos há mais de 350 freguesias com menos de mil eleitores», o que justifica «um esforço de racionalização», aliado a «cortes nas estruturas burocráticas que já não têm razão de ser».
O ministro da Administração Interna referiu que o esforço de racionalização vai começar logo que terminem as auditorias aos ministérios e serviços desconcentrados da Administração Pública que o Governo decidiu realizar.
António Costa disse que «até ao final de 2007» terá de ser feita a harmonização de serviços desconcentrados, que passarão todos a funcionar com a mesma área de intervenção geográfica das actuais comissões de coordenação regional, e não na actual diversidade de níveis distritais, regionais ou sub-regionais.
O governante reconheceu que «ainda há muita dúvida no ar sobre o que vai ser feito» para reduzir o défice, pelo que esclareceu, nomeadamente, que o aumento gradual da idade de reforma na Função Pública (de 60 para 65 anos) vai ter em conta as especificidades de algumas profissões.
António Costa referiu que os professores em monodocência (só com uma disciplina a cargo) e os agentes de algumas forças de segurança vão exercer no final da sua carreira funções diferentes, mas «compatíveis com o seu estado de saúde».
«É evidente que para quem está no fim de linha é duro. Em vez de se reformar em cinco anos, reforma-se em 10», disse, justificando a medida com a necessidade de igualar a Função Pública ao regime geral da Segurança Social e de ajustar a idade da reforma à tendencialmente mais tardia entrada no mercado de trabalho.
O alargamento para os 65 anos (de forma faseada) da idade de reforma na Função Pública faz parte de um pacote de medidas de austeridade anunciadas pelo Governo para combater o défice, entre as quais estão a Revisão do actual sistema de carreiras e remunerações na função pública e a entrada em vigor, até ao final de 2006, de um novo regime, entre outras
Com a devida vénia ao Diário Digital
O candidato socialista à Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, pediu aos responsáveis da sua campanha que retirem 80 outdoors das ruas da capital, noticia este sábado o semanário Expresso.
O apelo de Carrilho deve-se ao que o candidato considera excesso de exposição mediática. «A campanha não deve ter o objectivo de invadir a cidade», disse Carrilho ao Expresso. Na próxima terça-feira, o candidato do PS irá expor as suas ideias para a cidade no Centro Cultural de Belém.
A Câmara de Lisboa aprovou esta sexta-feira por maioria o loteamento dos terrenos de Entrecampos, que viabiliza a permuta com o Parque Mayer e a hasta pública de parte da zona onde antes se situava a Feira Popular.
O loteamento, proposto pela vereadora do Licenciamento Urbanístico, Eduarda Napoleão, teve os votos contra do PS e do PCP, que consideraram que a operação não poderia ser autorizada sem a prévia aprovação do Plano de Alinhamento e Cérceas da Avenida da República, actualmente em elaboração.
Com a aprovação desta proposta, a Câmara de Lisboa pode avançar para a permuta dos terrenos privados do Parque Mayer, propriedade da Bragaparques, com parte dos terrenos municipais da Feira Popular, em Entrecampos.
Também a hasta pública da área remanescente do espaço antes ocupado pelo parque de diversões está apenas dependente dos prazos legais, podendo avançar ainda este mês ou no início de Julho, adiantou a vereadora à Lusa.
A permuta e a hasta pública são duas condições para viabilizar a requalificação do Parque Mayer, aprovada em Março pela Assembleia Municipal de Lisboa, mas a futura localização da Feira Popular, encerrada desde Outubro de 2003, continua por definir, sendo um dos locais possíveis o Parque Bela Vista, em Chelas.
A operação de loteamento hoje aprovada inclui a garantia, introduzida a pedido do presidente, Pedro Santana Lopes, de que os licenciamentos para construção só serão permitidos após a aprovação do Plano de Alinhamento e Cérceas da Avenida da República.
A vereadora Eduarda Napoleão assegurou no entanto que o loteamento «não põe em causa» os regulamentos e a legislação em vigor: «a operação prevê cérceas de 25 metros, mais baixas do que as alturas previstas para as áreas terciárias, de 30 metros».
Eduarda Napoleão salientou que, de acordo com a delegação de competências, teria poder para aprovar o loteamento sem que este tivesse de ser submetido ao executivo municipal, mas a vereadora decidiu levar a proposta a discussão.
«O Ministério Público considerou, a propósito de um loteamento que autorizei para Alcântara-Rio, que a proposta deveria ter sido aprovada pelos vereadores, por isso preferi trazê-la à Câmara, com o fundamento de que a operação salvaguarda os interesses públicos, a nível urbanístico, económico e social».
No final da reunião de hoje, os vereadores da oposição lamentaram a aprovação da operação de loteamento.
«A interpretação que fazemos da deliberação da Assembleia Municipal que aprovou a permuta dos terrenos é que o loteamento não deve ser feito antes da aprovação do Plano de Alinhamento e Cérceas», afirmou à Lusa o vereador socialista Vasco Franco.
Para o comunista Manuel Figueiredo, «foi aprovada uma proposta de loteamento para os terrenos de Entrecampos sem que tenha sido aprovado qualquer instrumento de planeamento urbanístico para aquela área».
A oposição na Câmara de Lisboa também contesta a solução urbanística proposta no loteamento, elaborado pelos arquitectos Frederico Valsassina e Manuel Aires Mateus.
«Pensamos que esta zona da cidade merecia mais reflexão e discussão e parece-nos que a solução proposta é um pouco monótona. Tem a vantagem de permitir uma certa transparência entre a Avenida da República e a Avenida 5 de Outubro, mas tem uma disposição dos edifícios um pouco repetitiva», afirmou Vasco Franco.
Os vereadores comunistas consideram que «a edificabilidade bruta é muito grande», além de se afirmarem «apreensivos quanto à eventual falta de espaços destinados à fruição pública».
Com a devida vénia ao Diário Digital

Homenagem.
O Belenenses lamentou hoje a morte do antigo internacional português e ex-jogador do clube de Bélem, José António, que faleceu quinta-feira à noite em Carcavelos durante um jogo de futebol entre amigos.
"É com enorme consternação e pesar que o Clube de Futebol Os Belenenses e os Belenenses SAD lamentam a trágica notícia do falecimento do seu ex-jogador e secretário técnico José António Conde Bargiela", refere a mensagem do site oficial do clube na Internet.
José António foi um dos maiores símbolos do clube da Cruz de Cristo nos anos 80, tendo iniciado a carreira futebolística no Grupo Desportivo de Carcavelos, passando depois pelo Estoril Praia e Benfica para vir a terminar o percurso como jogador no clube do Restelo.
"O destino foi injusto e levou a vida (aos 47 anos) a um dos ícones do futebol azul da memória recente enquanto fazia aquilo que mais gostava. José António faleceu enquanto jogava futebol num habitual grupo de amigos, deixando mais pobre o futebol português", avança a mensagem.
Considerado um dos melhores centrais portugueses da década de 80, José António fez a sua estreia na selecção das "quinas" no jogo que deu o apuramento de Portugal para o Mundial do México+86, ao vencer a Alemanha, em Estugarda, por 1-0.
José António integrou os convocados para a fase final da competição, terminando a sua participação na selecção nacional com a actuação no jogo que deu a vitória história a Portugal sobre a Inglaterra (1-0).
No Belenenses envergou a braçadeira de capitão no jogo em que a equipa do Restelo venceu a Taça de Portugal, em 1989, frente ao Benfica (2-1).
Com a devida vénia à Lusa
As curtas-metragens portuguesas estão em destaque a partir de hoje no Fórum Lisboa, numa Mostra que exibirá 59 filmes durante dois fins-de-semana consecutivos.
As curtas-metragens portuguesas estão em destaque a partir de hoje no Fórum Lisboa, numa Mostra que exibirá 59 filmes durante dois fins-de-semana consecutivos.
A iniciativa assume-se como "observatório", misturando filmes já premiados com estreias absolutas.
As sessões, que decorrem de hoje até dia 05 e de 09 a 12 de Junho, duram cerca de uma hora cada, misturando vários formatos, do Betacam ao vídeo de alta definição.
Como não houve Mostra de Curtas-metragens em 2004, este ano o programa inclui filmes produzidos durante os últimos dois anos, além de estrear filmes acabados já este ano, como "A Estrela", de António Duarte, e "Uma noite ao acaso", de Vítor Candeias, incluídos na sessão de abertura, que começa às 21:30.
Aos domingos haverá sessões ao meio-dia, com uma selecção feita especialmente para crianças. No dia 05, o mote é "Pintar, brincar, jogar" e os espectadores poderão ver "Bom Dia Benjamim", "A cor negra", "A ovelha azul" (feito por alunos de escolas do concelho do Fundão), "As coisas lá de casa" e "O outro lado do arco-íris".
A mostra será retomada na quinta-feira, dia 09, às 22:00. A última sessão, que incluirá "O Drama da Lapa", "O Paciente", "Hoje foi amanhã", "Um círculo perfeito" e "Undo", é no dia 12, às 17:00.
Com a devida vénia à Lusa

Uma exposição sobre os "Primeiros Modernismos em Portugal", que reúne obras de artistas do início do século XX, como Almada Negreiros e Amadeo de Souza-Cardoso, abre hoje ao público no Museu do Chiado, em Lisboa.
Uma exposição sobre os "Primeiros Modernismos em Portugal", que reúne obras de artistas do início do século XX, como Almada Negreiros e Amadeo de Souza-Cardoso, abre hoje ao público no Museu do Chiado, em Lisboa.
A exposição apresenta cerca de quarenta obras da colecção do Museu do Chiado de treze artistas que, segundo a comissária María Jesús Ávila, tentaram pequenas revoluções na arte portuguesa nas três primeiras décadas do século XX".
Do modernismo de Amadeo de Souza-Cardoso ao expressionismo de Mário Eloy e ao surrealismo de António Pedro, a mostra dá também a conhecer, pela primeira vez, um auto-retrato inacabado de Abel Manta, de 1925, adquirido este ano pelo Estado.
Em diálogo com esta mostra estará, também a partir de hoje no Museu do Chiado, uma exposição do escultor alemão Hein Semke, para assinalar os dez anos da morte do artista alemão, que viveu grande parte da sua vida em Lisboa.
No âmbito da Bienal LisboaPhoto 2005, o Museu do Chiado exibe ainda a primeira exposição individual em Portugal de Erwin Wurm, artista austríaco que trabalha a problemática da escultura através de modelos humanos retratados em fotografia, vídeo e instalação.
As três exposições estarão patentes no Museu do Chiado até 18 de Setembro.
Com a devida vénia à Lusa
Até à conclusão dos estudos exigidos pelo Ministério do Ambiente a Assembleia Municipal de Lisboa recomenda suspensão das obras do Túnel do Marquês.
A Assembleia Municipal de Lisboa recomendou hoje a suspensão das obras do Túnel do Marquês até à conclusão dos estudos exigidos pelo Ministério do Ambiente, uma possibilidade já afastada pelo vice-presidente da autarquia, Carmona Rodrigues.
Na deliberação do PS e na moção do Bloco de Esquerda, aprovadas por maioria com os votos contra das bancadas da direita, é defendida a paragem das obras junto à Praça do Marquês de Pombal, perto do túnel do Metropolitano de Lisboa, até à realização dos estudos ordenados pelo ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia.
Os documentos recomendam ainda que sejam concluídas as obras à superfície da Avenida Joaquim António de Aguiar, de forma a repor a circulação e diminuir o impacto negativo para os cidadãos.
As deliberações, não vinculativas, surgem na sequência da emissão pelo Ministério do Ambiente, no final de Abril, da declaração de impacte ambiental do Túnel do Marquês, que dava um parecer favorável à obra, mas condicionado à realização dos estudos de análise de risco e de tráfego e à execução de 40 medidas de minimização e programas de monitorização.
Em declarações aos jornalistas no final da reunião da Assembleia Municipal de Lisboa, o vice-presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, afastou a hipótese de suspender as obras, sustentando que "a empreitada é única e não parcelar". Na opinião do vice-presidente, "parar aqui ou ali, do ponto de vista dos custos, é igual".
Sublinhando que uma paragem das obras dá sempre lugar a uma indemnização, Carmona Rodrigues lembrou que a suspensão dos trabalhos durante mais de oito meses no ano passado, por ordem judicial, custou três milhões de euros de indemnizações aos empreiteiros. "A obra cumpriu todas as obrigações legais e também tem sido exemplar em termos de execução; não houve um deslizamento, uma ruptura, um acidente de trabalho ou qualquer imprevisto. Não há razão para parar, do ponto de vista da construção", sustentou.
Durante a sessão de hoje, o líder da bancada municipal do Bloco de Esquerda, Carlos Marques, perguntou ao vice-presidente se, enquanto engenheiro, considerava viável prosseguir com as obras enquanto são realizados os estudos de análise de risco e de tráfego. Carmona Rodrigues remeteu essa questão para o Ministério do Ambiente, que emitiu a declaração de impacte ambiental. "Essa pergunta deve ser feita ao Ministério do Ambiente, que não pode deixar de ter em atenção que promulgou uma declaração de impacte ambienta de uma obra que está a decorrer e que é legal", defendeu, acrescentando que a declaração emitida "parece que não atende ao facto de a obra estar a meio".
Questionado sobre se a câmara vai avançar com a impugnação da declaração, como foi admitido anteriormente, Carmona Rodrigues afastou essa hipótese. O vice-presidente disse desconhecer se já estão em elaboração os estudos recomendados pela declaração de impacte, justificando que essa é uma responsabilidade do vereador Pedro Pinto, que detém o pelouro das Obras, mas reafirmou que a autarquia vai cumprir rigorosamente as exigências da declaração de impacte ambiental.
Durante a sessão de hoje, os deputados municipais rejeitaram por maioria a constituição de uma comissão eventual na Assembleia Municipal de Lisboa para acompanhamento, fiscalização e avaliação da concretização de todas as medidas avançadas pela declaração de impacte ambiental, que ficará a cargo da já existente Comissão Permanente de Urbanismo, Rede Viária e Circulação, segundo uma proposta do PCP.
Os deputados comunistas entregaram um requerimento a pedir um esclarecimento à câmara municipal sobre questões levantadas pelo Tribunal de Contas relativamente à obra do Túnel do Marquês.
Carmona Rodrigues afirmou que o tribunal enviou 35 questões processuais para a autarquia, no âmbito da fiscalização da obra, depois de ter dado o visto inicial. "Vamos prestando contas ao tribunal ao longo da obra e até ao final", explicou.
Com a devida vénia ao Público
Devido às obras de substituição dos pontões do terminal do Terreiro do Paço os barcos do Seixal vão passar a atracar no Cais do Sodré a partir de sexta-feira
As carreiras fluviais do Seixal vão passar a atracar, a partir de sexta-feira, no Cais do Sodré, devido às obras de substituição dos pontões do terminal do Terreiro do Paço, que se prevê prolongarem por vários meses.
Em declarações à Lusa, a directora comercial do grupo Transtejo, Teresa Gato, disse que a alteração do percurso da carreira do Seixal, que habitualmente termina no Terreiro do Paço, se manterá enquanto durarem os trabalhos.
Segundo o presidente do Metropolitano de Lisboa, Mineiro Aires, as obras, que começam sexta-feira com a prospecção das condições marítimas para a instalação dos pilares sobre os quais vão assentar os novos pontões, poderão estar concluídas ainda este ano. "Esperamos que antes do próximo Inverno os pontões entrem em funcionamento", afirmou.
Os trabalhos de substituição dos pontões enquadram-se na empreitada de construção do novo interface de transportes do Terreiro do Paço, que incluirá ligações de metropolitano e barcos.
O presidente do grupo Transtejo, João Franco, explicou que as cinco novas estruturas "vão ficar assentes em estacas no rio", permitindo "melhorar substancialmente as condições de atracagem" dos barcos de passageiros que fazem a travessia entre as duas margens do Tejo.
Os quatro pontões que actualmente existem no terminal do Terreiro do Paço assentam em plataformas flutuantes, que oscilam mais em caso de condições climatéricas adversas, de acordo com a mesma fonte.
Em Outubro passado, os catamarãs que efectuam a ligação para o Barreiro foram impedidos, algumas vezes, de atracar no Terreiro do Paço por causa do mau tempo. Nessa altura, os grupos parlamentares do PCP e "Os Verdes" apresentaram um requerimento questionando o Governo sobre as obras nos pontões do cais do Terreiro do Paço. Sindicatos ligados ao transporte fluvial de passageiros criticaram os atrasos na colocação das novas estruturas.
Com a devida vénia ao Público
Os hospitais de Santa Cruz, Egas Moniz e São Francisco Xavier, em Lisboa, vão transformar-se no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental a partir de Janeiro do próximo ano, segundo o futuro presidente do conselho de administração da estrutura.
José Miguel Boquinhas disse hoje à agência Lusa que os principais objectivos desta transformação são "a obtenção de ganhos em eficiência e produtividade, bem como melhores resultados para os doentes com menores custos".
Até ao final do ano, o ex-secretário de Estado da Saúde está incumbido de criar as condições para formar um centro hospitalar com um só conselho de administração, ao qual deverá presidir.
Recentemente foram eleitos os presidentes dos conselhos de administração dos três hospitais: Rosário Fonseca para a unidade de Santa Cruz, João Nabais para o Egas Moniz e Alberto Rifes para o São Francisco Xavier.
A modificação acompanhará a transformação destes três hospitais com gestão empresarial (hospitais SA) em Entidades Públicas Empresariais.
Com a devida vénia ao Público
Há 36 bairros problemáticos na região da Grande Lisboa. Áreas de intervenção da PSP têm recebido um policiamento «musculado» desde os homicídios na Amadora. Polícia já deteve muitos dos criminosos. Agentes ainda recebem apoio psicológico mas agora já há mais voluntários para patrulhar a zona. Entrevista com o comandante da PSP de Lisboa.
Francisco Oliveira Pereira é Comandante da PSP de Lisboa desde Dezembro de 2003. À frente do maior comando de polícia do país, este oficial passou o pior dia da sua vida. A morte de três agentes fez rever a forma de actuar junto dos bairros chamados «problemáticos». Um desafio que o superintendente Oliveira Pereira não aceita perder.
Qual foi o seu melhor dia à frente do Comando de Lisboa.
O último dia do Euro 2004.
E o pior dia.
Os piores dias coincidiram com o assassinato brutal dos meus três agentes. Foi a pior altura da minha vida profissional, do comando e até da vida pessoal. Foi horrível.
Que medidas foram tomadas desde os homicídios dos três agentes da PSP na Amadora?
Pela forma e no contexto como foram assassinados os três agentes, o grau de ameaça subiu. Face a essa circunstância, aumentei e musculei todo o policiamento, mas isso não quer dizer que tenha alterado o tipo de policiamento que já havia sido implementado anteriormente .Mantive todo o policiamento anterior, nomeadamente o policiamento de proximidade, concretizado por patrulhas localizadas, contactos permanentes com as forças vivas e representativas dos bairros e inúmeras acções de prevenção com diversos públicos-alvo, como as crianças e os adolescentes e risco.
O problema dos bairros degradados é um problema grave e já tinha sido abordado e analisado pela PSP, mas é fundamentalmente, um problema social, até porque 90 por cento dos moradores são pessoas de bem mas há 10 por cento ¿ em termos gerais ¿ de indivíduos marginais que pensam que têm condições para actuar com alguma liberdade. Aliás, esses cerca de 10 por cento, muitas vezes têm habitações em zonas consideradas de bem; apenas utilizam o bairro para delinquir.
Quantos bairros problemáticos há na Grande Lisboa, na área da PSP?
Neste momento, em termos genéricos, há 36 bairros problemáticos, que se caracterizam pela hostilidade contra a polícia e contra os cidadãos que lá vivem.
O policiamento mais musculado tem resultado?
Tem, pois orientamos o esforço no sentido da detecção, identificação e detenção de indivíduos provocadores de instabilidade, tendo detido muitos deles, até porque este policiamento, além da elevada visibilidade é descontinuado o que faz com que os marginais sejam surpreendidos e fiquem receosos.
Como caracteriza o pessoal que trabalha na Amadora? É verdade que só vão para lá os homens menos bem classificados?
Muito profissionais, competentes e voluntariosos. A colocação de pessoal no Comando é feita com base na sua classificação de curso, e são os mais bem classificados que primeiramente escolhem a Divisão que pretendem, optando, claro, por aquela que fica mais próxima da área de residência.
Os agentes estão mais calmos?
Sim.
Ainda há pessoas com acompanhamento psicológico?
A própria esquadra está sob observação. O gabinete de psicologia mantém o apoio a alguns elementos em particular. Neste momento até já aparecem voluntários para irem para a Amadora.
O seu nome foi apontado para ser Director Nacional da PSP há pouco tempo. Está preparado para ser um dos próximos dirigentes da corporação?
Estou preparado para todas as funções. Já estou habituado a ser um putativo Director Nacional. Já aconteceu várias vezes e deixa-me um pouco constrangido.
Com a devida vénia ao Portugal Diário

Nos primeiros quatro meses do ano face ao mesmo período do ano passado, a criminalidade violenta na Área Metropolitana de Lisboa diminuiu 3,5 por cento nos primeiros quatro meses do ano face ao mesmo período do ano passado, informou hoje a PSP.
Em conferência de imprensa a propósito das medidas de segurança anunciadas para o final da Taça de Portugal, no próximo domingo, a porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, sub- comissária Paula Monteiro, anunciou que no mesmo período a criminalidade geral diminuiu em 12 por cento.
A responsável especificou ainda que todos os tipos de criminalidade violenta sofreram uma redução, designadamente o roubo por esticão, o assalto na via pública e a agressão física com o intuito de furto.
A área de actuação do Comando Metropolitano da PSP abrange um total de 9 municípios da AMP.
Com a devida vénia ao Portugal Diário