
O Olissipo vai de férias para Altura e poderá ser encontrado na paradisíaca praia da foto. Infelizmente não poderei usufruir de Agosto em Lisboa. Esse é sempre um tempo diferente, único, singular. Não se pode ter tudo.

A Capital e O Comércio do Porto vão fechar. Anunciou a Prensa Ibérica. 150 pessoas no desemprego. Lisboa fica sem o seu jornal.
«Se Lisboa fosse uma empresa, Carmona já tinha sido despedido»
Manuel Maria Carrilho não quer projectos megalómanos. Gestão de Carmona foi «dos mais negros períodos da história de Lisboa». Quanto à participação da mulher e do filho na campanha, candidato do PS diz que não quer ser «mais do que uma família normal»
Reproduzo a entrevista do candidato do PS à CML ao Portugal Diário.
«Nem túneis, nem casinos desnecessários.» Manuel Maria Carrilho quer marcar a diferença com a actual gestão camarária, caso vença as eleições autárquicas na capital em Outubro. Numa entrevista ao PortugalDiário, traça um retrato negro da cidade: «Lisboa está parada, bloqueada e abandonada.» Acusa Carmona de empobrecer a autarquia, mas não diz como pode gerar dinheiro.
Se vencer, herda uma autarquia com uma situação financeira complicada. Como se propõe gerar dinheiro na câmara?
A situação financeira é gravíssima. Durante a presidência de Carmona Rodrigues, a dívida da câmara a fornecedores duplicou face à de Santana Lopes e, hoje, já deve ascender aos 500 milhões de euros. Mesmo assim, Carmona insiste em fazer o projecto megalómano do Parque Mayer, que custará mais de 350 milhões de euros. E continua a gastar em propaganda da câmara milhões de euros, em cartazes, em folhetos, em painéis, em encartes, sem que isso nada beneficie os munícipes e a cidade. Se a câmara fosse uma empresa, certamente que Carmona Rodrigues há muito que tinha sido despedido.
O que é que o distingue de Carmona Rodrigues?
Distingue-nos a visão da cidade, e dos problemas das pessoas, e o sentido de responsabilidade. Comigo os lisboetas podem ter uma certeza: não haverá túneis ou casinos desnecessários e milionários para satisfazer caprichos pessoais ou bandeiras eleitorais nem prometerei arregaçar as mangas depois de ter estado quatro anos na câmara sem ter metido mãos à obra.
Em sondagens, a imagem de Santana mantém-se negativa. Carmona sofrerá com esta má imagem?
É normal que assim seja. Carmona Rodrigues sempre foi a sombra de Santana: amigo desde sempre, "número dois" nas listas para a câmara, vice-presidente. A imagem e o trabalho de um é a imagem e o trabalho do outro, tal como a responsabilidade é de ambos.
Porque quer ser presidente?
Para servir Lisboa e todos os que cá vivem, trabalham e estudam e para mudar o estado da cidade, depois destes quatro anos de gestão PSD/Carmona, que foram um dos mais negros períodos da história de Lisboa - todos nós hoje fazemos um retrato de Lisboa parada, bloqueada e abandonada. Custa-me ver o desleixo que reina: passeios cheios de carros e sem espaço para peões, falta de limpeza do espaço público, trânsito infernal agravado por obras desnecessárias e intermináveis, bairros degradados com o património, muitas vezes da própria câmara, descuidado e abandonado, insegurança nas ruas e nos transportes. Tudo isto dói, porque ao lado deste abandono se fazem negócios e obras de milhões com o dinheiro das pessoas sem que elas sejam por isso beneficiadas.
Quais são as qualidades essenciais a um autarca?
Ter uma visão, um rumo, um desígnio para Lisboa. Ter a competência de fazer, liderar e ser capaz de impor um rumo. E ser responsável. Para mim, a verdadeira responsabilidade das pessoas revela-se na forma como se assumem perante aqueles com quem se comprometeram. Ninguém pode esquecer que existem cinco candidatos mas um deles, Carmona, teve e tem máximas responsabilidades no que se passou na cidade nos últimos quatro anos: foi presidente e agora é vice-presidente da câmara. Estas eleições são assim um tempo de balanço e, também, um momento para concretizar a mudança que todos merecemos.
Foi criticado por incluir imagens do seu filho no vídeo de campanha. Ser pai de família é relevante nesta eleição?
Em eleições muito personalizadas, como são as autárquicas, sempre se achou normal, e sempre assim aconteceu, que as pessoas revelem interesse e queiram conhecer o ambiente mais familiar, mais pessoal, dos candidatos. O facto de ser pai de família não é relevante por si só, ou seja, não serve para qualificar uma pessoa como bom candidato ou não. Apenas ajuda a que as pessoas nos conheçam melhor. Tudo isso é o normal em todas as eleições e nós não somos, nem queremos ser, mais do que uma família normal.
Manuel Maria Carrilho anda a pé sempre que pode. E mesmo assim, não quer esconder os toxicodependentes que se injectam nos passeios à luz do dia. O candidato socialista à Câmara de Lisboa, em entrevista ao PortugalDiário, defende a introdução de salas de chuto e afirma que os arrumadores são um problema acessório. Antes disso, quer resolver o problema do estacionamento com parques nas "portas" da cidade.
Que meio de transporte é que utiliza normalmente?
Ando a pé, sempre que posso. Quando não "dá", uso os transportes públicos, como o metropolitano ou o táxi. O transporte público tem que ser o meio mais barato, mais rápido e mais racional. Raramente ando de automóvel próprio dentro da cidade.
Quer acabar com a profissão clandestina do "arrumador"?
Já apresentei propostas de construção de parques dissuasores nas "portas" da cidade, de redução para metade das entradas diárias de automóveis, de construção de mais parques com condições preferenciais para residentes, tendencialmente gratuitos à noite. De nada adianta abordar um problema acessório, como o dos arrumadores, sem resolver o problema principal, o do estacionamento.
Onde é não é preciso "mexer"? O que é que funciona bem?
O fado, o rio, as colinas e luz. E as pessoas, que funcionam sempre bem desde que motivadas e empenhadas devidamente.
O que julga serem as principais preocupações dos lisboetas?
É esta sensação de total abandono da cidade, que depois se revela em todos os campos: insegurança, degradação das condições de habitação e do património, falta de jardins e de espaço público, inexistência de estacionamento, trânsito caótico, despreocupação com os idosos, pobreza e toxicodependência. E ainda a forma como foram tratados os trabalhadores da câmara, o passivo galopante da autarquia, enfim, o total desgoverno interno que depois impede a câmara de fazer bem pelos lisboetas.
O que propõe fazer aos toxicodependentes que se passeiam pelas ruas da capital?
Compete à câmara ajudar a resolver o problema, não escondê-lo: só assim faz quem se move por intenções politiqueiras e não para ajudar a melhorar a vida das pessoas. Já apresentámos propostas integradas de apoio aos toxicodependentes, como o reforço das «equipas de rua» e dos «pontos de contacto» e a introdução, como experiência piloto, das salas de chuto. Esta, como a generalidade das questões sociais, é uma matéria onde o próprio PS tem tradições profundas de empenhamento e resolução.
O que é que funciona bem na cidade? Onde é não é preciso «mexer» em Lisboa?
O fado, o rio, as colinas e luz... E as pessoas, que funcionam sempre bem desde que motivadas e empenhadas devidamente.
Quanto mais sabe um autarca sobre determinadas matérias, em melhor posição está para discutir assuntos e resolver problemas junto dos técnicos. Que áreas é que domina com profundidade?
Há mais de um ano que me disponibilizei para mudar Lisboa e desde então tenho vindo a preparar-me intensamente. Julgo que tenho um amplo conhecimento técnico sobre a cidade. Mas, mais importante que isso, julgo que tenho uma excelente equipa de trabalho, com provas dadas no sector público e privado e nos mais variados domínios. E tenho uma visão para Lisboa. É tudo isso, e tudo isso junto, que faz com que as coisas aconteçam, como aconteceram - hoje é amplamente reconhecido - quando liderei durante cinco anos o Ministério da Cultura, com trabalho feito em centenas de autarquias por Portugal fora.
O seu pai foi presidente da Câmara de Viseu. O que é que aprendeu com ele sobre gestão camarária?
Aprendi muito. O essencial? Primeiro, que nada se consegue fazer numa cidade sem uma solução para resolver os problemas do presente e sem uma visão para o futuro. Segundo, aprendi a importância de ser responsável e de prestar contas aos munícipes. Terceiro, percebi que sem persistência nada se consegue fazer: com alguém já disse, o talento é um esforço prolongado.
Com a devida vénia ao Portugal Diário
«Há um interesse urbanístico para que fosse o mesmo proprietário, de forma a fazer um desenvolvimento de conjunto»
O vice-presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, justificou hoje o direito de preferência exercido pela Sociedade P. Mayer para comprar em hasta pública os terrenos municipais de Entrecampos com o interesse urbanístico.
Em declarações aos jornalistas à margem da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), Carmona Rodrigues afirmou existir "um interesse urbanístico" para que fosse a P. Mayer, propriedade da Bragaparques, a comprar a parte remanescente dos terrenos de Entrecampos onde funcionava a Feira Popular, uma vez que a empresa já era proprietária da outra metade da área.
"Há um interesse urbanístico para que fosse o mesmo proprietário, de forma a fazer um desenvolvimento de conjunto", disse Carmona Rodrigues, quando questionado sobre o direito de preferência exercido pela P. Mayer para adquirir 59 mil metros quadrados dos terrenos em hasta pública, na passada sexta-feira.
No início do mês, a empresa já tinha adquirido os restantes 61 mil metros quadrados daquela área, por permuta com a Câmara de Lisboa, que passou a ser proprietária dos terrenos do Parque Mayer antigamente detidos pela P. Mayer.
"É a Câmara de Lisboa que reconhece o direito de preferência a quem fez a permuta do Parque Mayer connosco", afirmou Carmona Rodrigues.
O vice-presidente adiantou que o reconhecimento deste direito surgiu na sequência de um pedido do vereador socialista Vasco Franco, que solicitou em reunião de câmara, como condição para a aprovação do PS do negócio que envolvia os terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular, que "houvesse uma declaração da Bragaparques a dizer que exerceria o direito de preferência".
Contactado pela Lusa, o vereador socialista desmentiu esta afirmação, garantindo que apenas pediu que a empresa expressasse a sua concordância com os contornos do negócio.
Segundo a acta dessa reunião de Câmara, lida à Lusa por Vasco Franco, o vereador pede a Carmona Rodrigues, então presidente da Câmara Municipal, "que solicitasse à Sociedade P. Mayer que expressasse o seu acordo com esta solução", que deveria depois ser enviada à Assembleia Municipal.
João Reis, assessor da Câmara de Lisboa, retirou, a pedido do próprio, as declarações de Carmona Rodrigues referentes a Vasco Franco, alegando que o vice-presidente cometeu um lapso, o que "é perfeitamente normal quando é confrontado por jornalistas à saída da reunião".
Na carta de concordância solicitada por Vasco Franco, e que foi dada a conhecer aos deputados municipais a 22 de Fevereiro, uma semana antes da aprovação do negócio por maioria na AML, a empresa afirma que o direito de preferência previsto na proposta "é entendido (Ó) como uma opção de compra atribuída à P. Mayer SA".
"Resulta do teor da proposta que, nos terrenos de Entrecampos, será adoptada uma solução urbanística integrada para todo aquele espaço, +em defesa do interesse municipal+. Assim sendo, a hasta pública deverá ser lançada em bloco, integrando todos os lotes remanescentes numa única oferta, tendo a P. Mayer SA direito de preferência na sua aquisição, a exercer nos termos legais", afirma nessa carta o administrador Domingos Névoa.
Segundo a autarquia, os restantes concorrentes à hasta pública tinham conhecimento do direito de preferência, que não contestaram, e a AML aprovou a proposta com conhecimento de causa desta questão.
Um jurista da Câmara que integrou a comissão da hasta pública afirmou ser "normal haver direito de preferência e perfeitamente legal".
à hasta pública, com base de licitação de 56 milhões de euros, concorreram seis empresas, tendo sido retiradas as duas propostas mais elevadas.
A empresa Barcelos & Fonseca apresentou duas propostas, no valor de 69.000.100 euros e 69.000.0001 euros, que retirou.
Depois desta decisão, a oferta mais elevada passou a ser a apresentada pela empresa João Bernardino, no valor de 61.950.000 euros, mas a P. Mayer, que oferecia 57.171.000 euros, cobriu o valor desta oferta, exercendo o direito de preferência.
Com a devida vénia ao Portugal Diário
Carmona Rodrigues e Ruben de Carvalho afirmam que Sá Fernandes já tinha conhecimento da marcação das «discussões» quando este os desafiou. Lista do independente apoiado pelo Bloco diz não «saber de nada»
Os candidatos à Câmara Municipal de Lisboa não se entendem quanto à marcação dos debates a realizar entre eles. Apesar de todos já se terem mostrado disponíveis para a realização das referidas "discussões" a dois, a verdade é que são dadas versões diferentes sobre o agendamento.
Na terça-feira, José Sá Fernandes, o candidato independente apoiado pelo Bloco de Esquerda às eleições autárquicas de 9 de Outubro, lançou o desafio aos restantes candidatos para a marcação de debates.
«Carmona Rodrigues reitera a disponibilidade para debates a dois, não esquecendo que estes já estão agendados», esclarece ao PortugalDiário José Aguiar, da candidatura do ainda vice-presidente da autarquia da capital. E prossegue: «Os debates entre todos os candidatos já estão agendados e Sá Fernandes sabia disto [na terça-feira]. Aliás, está inclusivamente marcado um entre o prof. Carmona e Sá Fernandes, a 7 de Setembro, na SIC Notícias».
Versão contrária tem Pedro Soares, "número dois" da lista de Sá Fernandes à autarquia da capital. Ao PortugalDiário explica que não tem conhecimento da marcação desses debates a dois. «Isso não é verdade e as acusações não fazem sentido. Admitimos que esteja no planeamento da SIC Notícias, mas nós não sabemos de nada», sublinha Soares, que acrescenta: «É preciso debater ideias e programas, e Sá Fernandes referiu isso mesmo. Carmona tem que ser confrontado, assim como os outros candidatos.»
O professor universitário considera que a candidatura de Sá Fernandes estava «preocupada com o facto de poderem não se realizar debates a dois, mas ainda bem que os outros candidatos se encontram disponíveis».
José Aguiar refere que, se «for positivo para a cidade», Carmona Rodrigues estará disponível para todas as discussões. «Agora se for só debate pelo debate, não faz sentido realizá-lo.»
O candidato da CDU, Ruben de Carvalho, partilha da mesma opinião da candidatura de Carmona. Em declarações ao PortugalDiário, refere que o desafio feito por Sá Fernandes é «completamente ridículo e caricato», porque «há semanas que sabe que a SIC Notícias marcou esses debates a dois, e que existiu concordância de todos. Sá Fernandes sabe perfeitamente que todos disseram que sim. Eu pergunto se ele já não se lembra que vai participar», questiona o candidato comunista.
Ruben de Carvalho considera que, apesar de faltar mais de um mês para os debates, torna-se evidente que os problemas a tratar são «o estado da autarquia, nos últimos quatro anos, a nível financeiro e orgânico, e também o que fazer com os compromissos assumidos com o arquitecto do Parque Mayer, Frank Gehry, e com a permuta de terrenos entre o mesmo e a Feira Popular».
Também os restantes candidatos, Manuel Maria Carrilho e Maria José Nogueira Pinto, já reagiram ao desafio do advogado. De acordo com declarações da candidatura socialista, este encontra-se disponível para participar em qualquer encontro. «Desde o primeiro momento, que [Carrilho] aceitou todos os convites para debates, a dois, a cinco, na rádio ou na televisão. O que é importante é procurar soluções para os problemas que afligem as pessoas de Lisboa e debater essas questões», sublinha à Lusa fonte da candidatura.
Fonte da candidatura de Maria José Nogueira Pinto revela que a candidata do CDS-PP «está e sempre esteve disponível para debates a dois, porque considera que o mais importante numa campanha, onde existem cinco candidatos, é o esclarecimento».
Até agora, registou-se um debate a cinco, na Antena 1, no dia 1 de Julho.
Com a devida vénia ao Portugal Diário
Os Ena Pá 2000 actuam no Fórum Lisboa esta quinta-feira. O espectáculo está integrado na iniciativa «For U Music II». O grupo de Manuel João Vieira sobe a palco em Lisboa pouco depois da edição do DVD da banda, onde é apresentado o eterno candidato à Presidência da Reública, o vocalista e líder da banda.
Com a devida vénia ao Diário Digital
A Câmara de Lisboa aprovou na quarta-feira por maioria o alargamento do condicionamento do trânsito à zona do Castelo de São Jorge, mas sem definir uma data concreta para a entrada em vigor da medida. A iniciativa, proposta pelo presidente da autarquia lisboeta, pretende melhorar a segurança e a qualidade de vida nesta zona, onde as ruas estreitas e o excesso de veículos dificultam a circulação, nomeadamente de carros de emergência.
«Os residentes têm direito a levar os seus carros, mas o bem fundamental é a circulação de ambulâncias e bombeiros, podendo também entrar os autocarros dos turistas», afirmou aos jornalistas o presidente da autarquia, Pedro Santana Lopes, à entrada da reunião pública de Câmara. Considerando que «aquele caos não pode continuar», o presidente frisou que «a Câmara de Lisboa não prescinde de um bem fundamental, que é a segurança de pessoas e bens».
Quanto a prazos para a concretização desta medida, Santana Lopes afirmou: «Se ficar pronto neste mandato, óptimo, senão, também não há problema». «É justo e devido avançar com esta medida, porque já tinha a solicitação do presidente da Junta de Freguesia do Castelo para alargar este regime a esta zona», disse o presidente.
A zona do Castelo seguir-se-á assim a outros bairros históricos onde o sistema de acesso condicionado a moradores e comerciantes já existe, como o Bairro Alto (Dezembro de 2002), Alfama (Agosto de 2003), Bica e Santa Catarina (Maio de 2004).
A área a condicionar ao trânsito está compreendida entre a Rua Costa do Castelo, Rua Milagre de Santo António, Rua da Saudade, Largo de São Martinho, Rua do Limoeiro, Largo da Portas do Sol e Rua de São Tomé.
Com a devida vénia ao Diário Digital
Deputado municipal independente, ex-CDS-PP, Rodrigo Mello Gonçalves escreveu uma carta à candidata dos populares à Câmara Municipal de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, na qual se insurge contra a campanha que a ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia está a protagonizar.
A notícia é avançada na edição desta quinta-feira do Diário de Notícias, que terá tido acesso à missiva de Mello Gonçalves, um ex-centrista que foi muito próximo de Paulo Portas e de Luís Nobres Guedes, e um apoiante de projectos como o Túnel do Marquês e o Parque Mayer. De resto, o ex-municipal centrista recorda a Nogueira Pinto que o CDS-PP sempre apoiou estes projectos e que, neste momento, a coligação com o PSD, em Lisboa, continua de pé.
«O CDS governou Lisboa, em coligação com o PSD, nestes últimos quatro anos; associou-se a projectos e propostas, defendendo-os nos órgãos autárquicos, fazendo balanços positivos do trabalho do executivo camarário e agora, subitamente, a candidatura de V. Exa. pretende surgir como se o CDS tivesse estado na oposição durante estes anos, na prática lavando as mãos das suas responsabilidades na gestão da cidade», afirma Mello Gonçalves, na missiva a que o DN teve acesso.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
Os britânicos Coldplay actuam no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, a 23 de Novembro, indica o site oficial da banda. O grupo apresenta o seu novo trabalho intitulado «X&Y».

Já imaginou a reconstrução de Lisboa depois do terramoto de 1755 feita à luz do simbolismo maçónico? Já lhe ocorreu que a célebre morte dos Távoras pode ter sido organizada segundo os rituais maçónicos? Tudo sob a batuta de Sebastião José de Cravalho e Melo, que ficou para a história como o Marquês de Pombal, com palácio ali em Oeiras, onde se fez retratar com mais dois irmãos...
O Maçon de Viena, livro da autoria de José Braga Gonçalves, é um romance histórico que constitui uma boa surpresa. De leitura irresistível, apesar de densa, revela-nos como tudo acontece por uma razão, ainda que não visível no imediato. Nota-se ainda, em certas entrelinhas, umas pintalgadas autobiográficas e, por vezes, é até impossível não reconhecer certas figuras contemporâneas que acompanharam o autor na saga da Universidade Moderna.
Como aquele irmão que todos os dias ao levantar repetia três vezes para o espelho: "Eu não sou maçon! Eu não sou maçon! Eu não sou maçon!". Quem não identifica um certo personagem vaidoso, que ainda permanece na penumbra, mas que quiçá não logre furtar-se à enigmática frase final do livro: "Quando um poderoso cai, os amigos querem que caia o mais baixo possível, esquecendo-se que, com ele, todos acabarão por cair um dia".
Este é um livro que muitos lerão, mas que poucos dirão que leram. Eu li e aconselho.
Um grupo de ex-bailarinos do Ballet Gulbenkian sobe ao palco do Teatro Camões, em Lisboa, no domingo para um "último encontro entre intérpretes e público", disse à agência Lusa a bailarina Cláudia Nóvoa.
Os 27 bailarinos que integravam o Ballet Gulbenkian - que no passado dia 05 foi extinta pelo conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian - apresentam no Teatro Camões o espectáculo "Cantata", do italiano Mauro Bigonzetti, e uma performance surpresa que contará com a interpretação ao vivo do grupo Danças Ocultas.
"A companhia acabou de uma maneira tão inesperada (que) todos sentimos a necessidade de uma última reunião em palco", explicou Cláudia Nóvoa, que faz parte do grupo que vai actuar domingo no Teatro Camões. Para a bailarina, este espectáculo é também uma forma de agradecer as manifestações de apoio que todo o elenco que fazia parte da companhia tem recebido por parte do público, entidades e figuras públicas.
"Para este espectáculo decidimos interpretar `Cantata' de Mauro Bigonzetti, uma peça de referência e que foi sempre tão aplaudida pelo público", disse.
Segundo Claúdia Nóvoa, na escolha da peça pesou também a disponibilidade de Mauro Bigonzetti e todos os seus co-autores que ofereceram aos bailarinos os direitos para que a obra seja apresentada. "A seguir fazemos uma improvisação que contará com a actuação do grupo Danças Ocultas que tantas vezes colaborou com a companhia", realçou a bailarina.
Claúdia Nóvoa salientou que esta reunião não é nenhuma manifestação de protesto (pela extinção da companhia) mas sim um último encontro com o público. Sobre o futuro dos bailarinos que integravam o Ballet Gulbenkian, a intérprete admite que é incerto e que todos procuram agora um novo rumo.
A Fundação Calouste Gulbenkian anunciou em comunicado no dia 05 de Julho a decisão do conselho de administração de extinguir a companhia de ballet criada há 40 anos, no âmbito de uma reestruturação e face ao novo enquadramento da dança em Portugal.
Ao anunciar a sua decisão, a Fundação disse que tem a intenção de reforçar a área da dança e da coreografia no âmbito do seu Programa de Criatividade e Criação Artística, instituir bolsas para o estrangeiro, fazer acções de formação e apoio a escolas e companhias através de ateliers e aulas com professores conceituados.
Com a devida vénia à Lusa
Artigo de Appio Sottomayor, em A Capital de hoje.
Appio Sottomayor
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Queixam-se alguns taxistas de serem, em certos dias e horas, pouco solicitados. A escassa afluência de passageiros levou mesmo muitos profissionais do volante a requerer ao Governo que providenciasse a existência de gasóleo a preço especial, o que lhes permitiria não elevar os preços e não afastar mais ainda a freguesia.
Lá terão as suas razões. Como utente diário dos transportes públicos, penso, porém, que deveriam os homens (e mulheres) dos táxis promover uma manifestação de agradecimento àquela empresa que tem sido a sua maior amiga nestes tempos de retenção: a Carris. Na verdade, a mais tradicional transportadora lisboeta vai sendo a mais fiel aliada daqueles que poderiam ser encarados como rivais.
A demonstração é simples: num domingo, estudam dois candidatos a utentes da Carris um determinado percurso e concluem que a carreira 32 é a indicada. Pouco previdentes, postam-se na paragem e aguardam, vendo passar, muito espaçadamente, autocarros para outros destinos. Até que uma súbita inspiração levou um dos expectantes a conferir tabelas: o 32 não anda aos fins- -de-semana. O recurso ao táxi foi a solução.
No mesmo dia, foi preciso apanhar a carreira 6, na Avenida Almirante Reis. Desta vez, a consulta foi prévia: a carreira circulava. Bom, "circulava" é uma forma de dizer. Como a pressa não era muita, decidimos esperar. Nos 35 a 40 minutos em que nos mantivemos na paragem, vimos quatro companheiros de espera mandarem parar outros tantos táxis e seguirem caminho. Quem é amigo?
A supressão e alteração de carreiras parece constituir a principal ocupação dos responsáveis do tráfego na transportadora alfacinha de superfície. Não há cérebro humano capaz de acompanhar a velocidade com que são feitas as mudanças nem há hipótese de criar hábitos e rotinas. Por exemplo: a Ajuda, bairro amplo e residencial, teoricamente servido por várias carreiras mas onde se passam horas nas paragens, viu agora desaparecer o autocarro 73. Noutras paragens, o 83 passa a ter dupla folga semanal.
Haverá inúmeros motivos para estas decisões. Mas convenhamos que se trata de uma estranha maneira de convidar as pessoas a deixarem o carro.
Candidato do PS à Câmara de Lisboa pode debater «a dois, a cinco, na rádio ou na televisão». O candidato do PS à Câmara de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, está disponível para participar em qualquer debate com os restantes candidatos à autarquia lisboeta, disse hoje à Lusa fonte da sua candidatura.
"Desde o primeiro momento, que [Manuel Maria Carrilho] aceitou todos os convites para debates, a dois, a cinco, na rádio ou na televisão. O que é importante é procurar soluções para os problemas que afligem as pessoas de Lisboa e debater essas questões", sublinhou a mesma fonte.
O candidato independente à Câmara Municipal de Lisboa apoiado pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, desafiou hoje os restantes candidatos à autarquia da capital para aceitarem debates a dois, considerando que estes seriam mais importantes do que os debates a cinco. O candidato do PS "regozija-se com esse desafio", frisou a fonte da candidatura de Manuel Maria Carrilho.
Também a candidata do CDS-PP respondeu positivamente ao desafio de José Sá Fernandes, tendo fonte da sua candidatura afirmado à Lusa que Maria José Nogueira Pinto "está e sempre esteve disponível para debates a dois, porque considera que o mais importante numa campanha onde existem cinco candidatos é o esclarecimento".
Até agora, apenas se registou um debate entre os cinco candidatos à Câmara de Lisboa, na Antena 1, a 01 de Julho, com Carmona Rodrigues (candidato independente apoiado pelo PSD), Manuel Maria Carrilho, Ruben de Carvalho (CDU), José Sá Fernandes e Maria José Nogueira Pinto.
Com a devida vénia ao Portugal Diário
Os Pop Dell`Arte actuam esta quarta-feira no Fórum Lisboa. O espectáculo está integrado na iniciativa «For U Music II», que apresenta ainda os Ena Pá 2000 na quinta-feira.
O regresso dos Pop Dell`Arte aos palcos constitui um forte atractivo esta noite. A banda apresentará, num espectáculo único, álbuns indispensáveis, como «Querelle», «Sonhos Pop» ou «Free Pop».
Com a devida vénia ao Diário Digital
O músico Pierre Aderne actua no B.Leza, em Lisboa, esta quarta-feira, às 23:00 horas. O cantor apresenta o seu álbum «Casa da Praia» em dois espectáculos agendados para Portugal.
O disco de Pierre Aderne é igualmente apresentado num espectáculo previsto para o Speakeasy, no dia 4 de Agosto, por volta das 22:00 horas.
No espectáculo previsto para o B.Leza, o músico prepara uma campanha de promoção do seu disco, sendo que os espectadores podem usufruir do registo em CD e bilhete de entrada por 6 euros.
Com a devida vénia ao Diário Digital
O arquivista Silvestre de Almeida Lacerda é o novo director do Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (IAN/TT), sucedendo no cargo ao professor catedrático e historiador de arte Pedro Dias, responsável pelo arquivo desde Fevereiro de 2004.
Silvestre Lacerda, de 46 anos, é técnico superior de arquivo e trabalha na Torre do Tombo desde 1992 como assessor no Arquivo Distrital do Porto.
O novo director toma posse esta quarta-feira, juntamente com Cecília Henriques, que será a nova subdirectora do IAN/TT e que é igualmente técnica superior de arquivo.
Ainda neste dia tomam também posse o novo director e subdirector do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (IPLB), Jorge Martins e Luís Raposo, respectivamente, bem como os quatro novos directores regionais do Ministério da Cultura.
Helena Coutinho ficará responsável pela cultura na região Norte de Portugal, enquanto António Pita será o novo delegado regional de cultura Centro. A sul José Nascimento será o novo responsável pela cultura no Alentejo e Gonçalo Couceiro vai liderar a direcção regional do Algarve.
Com a devida vénia ao Diário Digital

Depois dos Olivais, damos hoje a conhecer a história da famosa e célebre freguesia das Mercês, ela própria carregadinha de história, de histórias e de simbolismo na cidade. Recorremos para o efeito à Junta de Freguesia respectiva, cujo sítio nos permite conhecer esta bela terra originariamente composta de silvados e que hoje integra o centro histórico de Lisboa.

A fundação da Freguesia das Mercês representa o final de um litígio entre o Cabido da Sé e Irmandade do Templo de Santa Catarina, que durou de 1625 a 1632. Com efeito, foi em 1625 que, como corolário do grande desenvolvimento urbanístico da zona das Cardais (antes zona de pastio silvestre e abandonado, onde a vontade forte e a presistência dos religiosos Terceiros Franciscanos da Ordem de S. Francisco tinham construído um convento consagrado a Nossa Senhora de Jesus) e por influências dos paroquianos grados do local, foi pretendido criar a freguesia de Nossa Senhora das Mercês. Em 1 de Dezembro de 1632 foi, finalmente, resolvido o litígio, por intervenção do poder judicial e de autoridade régia, sendo criada a Freguesia de Nossa Senhora das Mercês, cuja área foi subtraída às freguesias de Santa Catarina e do Loreto, hoje Encarnação.
A primitiva sede da Freguesia das Mercês foi a Ermida da Ascenção de Cristo, construída no ano de 1500 e situada na Calçada do Combro. Decorridos vinte anos (1652) a sede da Freguesia passou para a Igreja de Nossa Senhora das Mercês, situada na Rua Formosa, hoje do Século, construída a expensas do primeiro padroeiro da freguesia, o Desembargador fo Paço Paulo Carvalho, ao qual sucedeu seu sobrinho Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, cujo o assento de baptismo, datado de 6 de Junho de 1699, consta do livro 2-B da freguesia das Mercês. Em 12 de Abril de 1835 e como consequência das extinções das ordens religiosas no período do liberalismo, a sede da freguesia transferiu-se para a Igreja do extinto Convento de Nossa Senhora de Jesus.
Desde a sua fundação várias foram as remodelações paroquiais e administrativas, as quais introduziram algumas alterações à delimitação geográfica da freguesia, pelo que no presente, a sua área não corresponde à de então, especialmente por ter sido devolvida a Santa Catarina a área que inicialmente lhe pertencia. Hoje a Freguesia das Mercês estende-se ao longo de uma área de 30 hectares e ocupa uma faixa significativa da zona histórica do Bairro Alto.
Mas, se a delimitação geográfica da freguesia não resistiu ao passar dos anos, o mesmo não se passou com a parte dos seus "edifícios nobres", os quais permanecem orgulhosos quer das suas fachadas quer dos papéis que desempenharam no passado. Descobri-los é descobrir as suas participações na história é tarefa sempre aliciante e entusiasmente.
A Igreja das Mercês (ou de Jesus) viu iniciada a sua construção nos princípios do século XVI e concluída em 1632, mas o edifício foi quase totalmente destruído pelo terramoto de 1755. O templo actual é reconstrução de Joaquim Oliveira. Na sua bela fachada encontra-se um nicho oval, por cima da galilé, que abriga uma imagem de Nossa Senhora de Jesus. O interior é magnífico, admiram-se bons azulejos, estuques, pinturas e retábulos de talha, dois dos quais do tipo sanefas, além de uma boa colecção escultórica.
Ligada a esta igreja encontra-se uma outra, a da Ordem Terceira. É um pequeno e elegante templo, finamente decorado, onde sobressai o retábulo da capela-mor. Ambos os templos se enquadram no antigo convento de Nossa Senhora de Jesus, que se estende desde o Hospital à actual Academia das Ciências, instalada aí em 1834.
A sua sala de Sessões, onde funcionou em 1895 após o incêndio do Palácio de S. Bento, a Câmara dos Deputados, é de uma grande beleza tanto pelas estantes que a envolvem como pelos bustos que a adornam e o tecto, pintado por Pedro Alexandrino, imprime dignidade ao conjunto. De destacar ainda a sua biblioteca com espécimes de grande valor e raridade.
Perto deste conjunto está o Liceu Passos Manuel, cuja construção se iniciou em 1903 e a primeira aula foi ali ministrada em 9 de Janeiro de 1911. Foi na altura considerado o melhor do País e o seu traço é de Resende Carvalheira.
Na esquina da Rua do Século com a Rua Eduardo Coelho localiza-se a Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Cardais, construção seiscentista. Sobre as portas da fachada principal abrem-se dois nichos com graciosa moldura barroca. O interior, além das boas talhas, contém Silhares de azulejos, assinados por um mestre holandês. Actualmente na parte conventual está instalado um asilo de cegos.
São também património da freguesia alguns palácios, palacetes e moradias, de elevado valor histórico e ou arquitectónico. Entre outros destacam-se o Palácio Ratton (hoje Tribunal Constitucional), na Rua do Século; o Palácio Mendia e o Palácio Alcácovas, ambos na Rua da Cruz dos Poais; o Palacete Marquês Fontes Pereira de Melo, na Rua de Poiais de S. Bento; o Palácio dos Cabedos (antigo Colégio Caliponense), e uma moradia dos finais do século XIX, ambos na Rua Eduardo Coelho; o Palacete de meados do século XIX (hoje Liga dos Amigos dos Hospitais), na Praça do Príncipe Real; e o Palácio seiscentista, onde nasceu e morreu o Visconde de Santarém, na Rua da Paz.
Há também na freguesia dois belos jardins; o jardim do Príncipe Real e o jardim da Praça das Flores. Ambos possuem parques infantis são circundados por edifícios com fachadas de rara beleza e valor patrimonial que transmitem ao conjunto praça/jardim um quadro fascinante. Quanto ao jardim do Príncipe Real, para além da majestosidade das suas ávores, possui um monumental lago e uma agradável esplanada. No seu subsolo existem interessantes galerias, que ligam umas com as outras. Do Príncipe Real pode ir-se até ao Largo de S. Carlos, ao Chafariz da Rua do Século, ao largo do Carmo ou à Rua Eduardo Coelho, junto ao Convento dos Cardais.
O Jardim da Praça das Flores reune todas as condições - é bonito, aprazível e refrescante - para crianças e adultos conviverem. Na zona adjacente à Praça das Flores há a destacar ainda o chafariz do mesmo nome, de planta poligonal, baixo e bem esquinado de pilastras encimadas de urnas.
Esta é uma breve imagem do património Histórico - Cultural da Freguesia das Mercês, no entanto não e este o único ponto de interesse aqui existente.
Os antiquários, nomeadamente das Ruas de S. Bento e Eduardo Coelho, as galerias de arte, os locais gastronómicos, desde as antigas e tradicionais tabernas até aos mais luxuosos restaurantes, fazem com que a Freguesia seja visitada por elevado número de forasteiros, tanto nacionais como estrangeiros.
Com a devda vénia ao sítio da Junta de Freguesia das Mercês
Os acidentes de viação no distrito de Lisboa provocaram, entre 1 de Janeiro e 24 de Julho, 96 mortes, uma subida de 50% face a igual período no ano passado, indicam os dados revelados esta terça-feira pela Direcção-Geral de Viação (DGV).
Segundo a DGV, o número de feridos graves em Lisboa diminuiu de 466 para 389 e o de feridos ligeiros de 4.991 para 4.560. No total de Portugal Continental, os acidentes de viação causaram 604 vítimas mortais, menos cinco do que no período homólogo. O número de feridos graves recuou de 2.410 para 1.873 e o de feridos ligeiros de 26.024 para 23.291.
O número de mortos devido a acidentes de viação aumentou nos distritos de Beja, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Lisboa, Portalegre, Setúbal, Viana do Castelo e Vila Real. O distrito do Porto, com menos 30 mortes, é o que apresenta uma evolução mais positiva.
Com a devida vénia ao Diário Digital
O trânsito vai estar cortado entre as 20:00 horas de hoje e as 12:00 de quarta-feira, no sentido Cais do Sodré- Alcântara, entre a Avenida 24 de Julho e os viadutos metálicos de Alcântara, para colocação de um novo pavimento.
Segundo um comunicado da EPAL, a colocação do novo pavimento surge na sequência da reparação de uma conduta de grandes dimensões, na Avenida da Índia, realizada na semana passada. A obra vai ser acompanhada por agentes da polícia que estarão no local a indicar os desvios aos automobilistas.
Com a devida vénia ao Diário digital
A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, «está e sempre esteve» disponível para debates a dois com os outros candidatos à autarquia lisboeta, disse à Lusa fonte da sua candidatura.
O candidato independente à Câmara Municipal de Lisboa apoiado pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, desafiou os restantes candidatos à autarquia da capital para aceitarem debates a dois, considerando que estes seriam mais importantes do que os debates a cinco.
«A dra. Maria José Nogueira Pinto está e sempre esteve disponível para debates a dois, porque considera que o mais importante numa campanha onde existem cinco candidatos é o esclarecimento», sublinhou a mesma fonte.
Até agora apenas se registou um debate entre os cinco candidatos à Câmara de Lisboa, na Antena 1, a 1 de Julho, com Carmona Rodrigues (candidato independente apoiado pelo PSD), Manuel Maria Carrilho (PS), Ruben de Carvalho (PCP), José Sá Fernandes e Maria José Nogueira Pinto (CDS-PP).
Com a devida vénia ao Diário Digital
O candidato independente à Câmara Municipal de Lisboa (CML) apoiado pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, desafiou os restantes candidatos à autarquia da capital para aceitarem debates a dois.
«Estou disponível para debates a cinco, mas julgo que o mais importante são os debates a dois», afirmou Sá Fernandes na apresentação das listas à Câmara e Assembleia Municipal da candidatura «Lisboa é gente».
Para o advogado, «Lisboa precisa de saber a verdade», manifestando a sua esperança de que Manuel Maria Carrilho, candidato do PS, e Carmona Rodrigues, independente apoiado pelo PSD, os únicos que mencionou, «aceitem este desafio».
Sá Fernandes desafiou ainda os outros candidatos a pronunciarem-se sobre o processo do Parque Mayer, que classificou de «escandaloso», depois de, em Julho, a CML ter concretizado uma escritura de permuta entre o Parque Mayer e metade dos terrenos da Feira Popular e a venda, em hasta pública, da restante metade.
«Como é possível que a Câmara tenha vendido os terrenos por muito menos dinheiro do que aquilo que valiam?», questionou.
José Sá Fernandes garantiu que irá apresentar o seu programa em Setembro e promete, até lá, «passear» pela diversidade lisboeta.
«Lisboa é o fado, mas também é o funáná, a morna. Lisboa é cozido à portuguesa, as sardinhas, mas também é cachupa», sublinhou o candidato, que promete lutar contra a discriminação e a existência de bairros periféricos na capital.
O número dois da lista de Sá Fernandes à Câmara lisboeta é Pedro Soares, membro da Comissão Permanente do Bloco de Esquerda, numa equipa onde pontuam muitos independentes e membros do Movimento Partido da Terra, como Paulo Trancoso, e da Renovação Comunista, como Paulo Fidalgo.
Para a Assembleia Municipal, a candidatura «Lisboa é gente» apresenta como número um a deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago, que criticou a gestão autárquica dos últimos quatro anos, de Pedro Santana e Carmona Rodrigues.
«Foi uma gestão absolutamente desnorteada, autoritária, à mercê de impulsos e megalomanias», criticou a deputada, lembrando que «Lisboa não é nem deve ser um troféu ou um trampolim político pessoal».
A candidatura protagonizada por José Sá Fernandes apresentou também a sua Comissão de Honra, da qual fazem parte nomes como o mandatário e realizador de cinema José Fonseca e Costa, o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, o sociólogo António Barreto, a nutricionista e ex-membro do Partido Revolucionário do Proletariado Isabel do Carmo, o cantor José Mário Branco e o responsável do SOS Racismo, Mamadou Ba.
No último andar de um hotel de Lisboa com vista para o Castelo de São Jorge, Sá Fernandes prometeu devolver Lisboa aos lisboetas e enunciou a diferença que o separa das restantes quatro candidaturas. «Esta candidatura só tem um interesse: Lisboa e a sua gente», disse.
Com a devida vénia ao Diário Digital
Automóvel Clube de Portugal lançou serviço nocturno de transporte de pessoas que não estejam em condições de conduzir. Projecto começou no início de Junho, mas ainda não afectou o negócio aos taxistas
ACP Noite é o nome do serviço nocturno, lançado pelo Automóvel Clube Portugal ACP), destinado ao transporte de pessoas que não se sintam em condições de conduzir, desde quem bebe demais a quem precisa de uma simples boleia.
«Oferecemos a condução segura do veículo do cliente, do próprio cliente e dos seus acompanhantes», explica o director do clube, Tiago Pinto Leite. «Destacamos a possibilidade de prevenir a condução sob o efeito do álcool, situações de fadiga, de ajuda na saída de um hospital ou a simples contratação de um motorista à hora».
O projecto surgiu no início de Junho e não passou despercebido aos taxistas. De acordo com Armando Lopes, membro da direcção da Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), «no início houve alguma preocupação mas até agora tem-nos passado ao lado». Habituados a uma profissão com «altos e baixos», a maioria dos taxistas «não acredita que este projecto venha a ter sucesso». «As pessoas já estão muito habituadas aos táxis», afirmou Armando Lopes.
No entanto, o ACP mostra-se optimista. Segundo o director, «os números superaram as expectativas, foram recebidas 580 chamadas a pedir informações e realizadas mais de 20 conduções». Embora os resultados sejam positivos, este projecto não tenciona fazer concorrência aos táxis. «Não creio que afecte os taxistas já que estamos a falar de situações de emergência», explica Tiago Pinto Leite. «Pretendemos dar maior comodidade e evitar que se guie quando não se está em condições para tal».
O custo das viagens varia entre os 15 e os 50 euros. «Os preços são bastante acessíveis estando muito próximos do que se paga por um táxi», elucidou o director do ACP. «Para os não sócios os valores são sensivelmente 20 por cento mais caros».
A semelhança dos preços do ACP Noite, em relação aos tarifários dos táxis, não preocupa a ANTRAL. «A crise é muita e o dinheiro é pouco, as pessoas só usarão esse serviço como último recurso», concluiu Armando Pires.
Por enquanto, o ACP Noite funciona das 22h às 05h e está disponível apenas em Lisboa, Sintra, Oeiras, Cascais, Almada e Costa da Caparica. «Já está a ser estudado o alargamento ao Grande Porto e Algarve», afirmou Tiago Pinto Leite. «Ainda no âmbito do transporte de pessoas estão a ser analisados outros serviços, tais como o transporte de crianças à escola e de filhos de sócios às discotecas».
Com a devida vénia ao Portugal Diário
Voluntários de Lisboa afastados dos incêndios: 25 homens e 5 viaturas estão prontos para ir para o terreno, mas não são accionados para fora do distrito.
Voluntários de Lisboa afastados dos incêndios.
Regimento de Sapadores Bombeiros e coordenador distrital garantem que estes meios têm de ficar de prevenção a Monsanto.
Bombeiros e comando não se entendem, mas os voluntários lamentam a falta de coordenação: «O País está a arder e nós estamos a ver pela televisão».
Neste momento existem 25 bombeiros voluntários e 5 viaturas na cidade de Lisboa pagas para ajudar no combate aos incêndios, mas que, desde Julho, quando mais fizeram falta, só saíram duas vezes para fogos na Malveira. Os voluntários estão revoltados com a situação e atiram a culpa para a «politização» dos bombeiros. O coordenador distrital de Lisboa dos bombeiros explica que saem quando é necessário e que a cidade não pode ficar desguarnecida.
Nas corporações de voluntários dos Lisbonenses, Lisboa, Beato e Olivais, Ajuda e Cabo Ruivo há grupos de primeira intervenção que se sentem frustrados por não poder ajudar os colegas. «Todos os dias estamos prontos para sair, mas estamos dependentes de ser accionados pelo Regimento de Sapadores Bombeiros [que coordena as operações em Lisboa]», explica o responsável de uma das corporações envolvidas, que prefere não se identificar «para não sofrer represálias».
«O certo é que estamos a ser pagos para estar a olhar para o boneco, porque o nosso serviço é sair para incêndio, quer no distrito, quer para qualquer zona do país, para ajudar no combate ou para render colegas que já estejam cansados», explica a mesma fonte. No ano passado, estes meios foram accionados para o Algarve, por exemplo.
O comandante do Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB) de Lisboa, António Antunes, explica que «essa foi uma situação de excepção», o que, a ver pela acção destes 25 homens, neste ano ainda não aconteceu. «Mas se for preciso saem em auxílio», garante. Além disso, «as viaturas que existem nessas corporações não estão preparadas para grandes distâncias. Há mais de 10 anos que os bombeiros de Lisboa não recebem novos meios. Estes grupos de intervenção ficam em Lisboa para poder libertar outros meios para ajuda aos incêndios», explica o comandante.
Com a devida vénia a A Capital

O vice-presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, vai propor depois de amanhã a assinatura de um protocolo que prevê que o valor da reciclagem dos tinteiros da autarquia reverta a favor da Fundação do Gil, que presta apoio a crianças.
A autarquia tem colocado recipientes de tinteiros nas suas várias instalações, recebendo um reembolso por cada embalagem enviada para reciclagem.
"De acordo com os dados do último ano, temos recebido por mês, em média, cerca de 220 euros mensais pela reciclagem dos tinteiros, ou seja, cerca de 2600 euros por ano", adiantou o vice-presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues.
Com o protocolo que vai propor na próxima reunião de Câmara, que se realiza esta quarta-feira, o autarca quer entregar a verba à Fundação do Gil, "uma instituição que pretende prosseguir a sua missão de apoiar e tornar melhor a vida de muitas crianças" que se encontram hospitalizadas.
"O valor é uma pequena ajuda, mas o que conta aqui é o acto em si, ou seja, este acordo é um bom exemplo de como uma instituição pública pode ajudar a preservar o meio ambiente e por outro lado apoiar uma instituição que presta assistência a crianças e jovens", sustentou.
A Fundação do Gil está actualmente a recuperar um edifício centenário abandonado há mais de 20 anos, situado no Parque da Saúde, na Avenida do Brasil, que será transformado num centro de acompanhamento pós-hospitalar.
O espaço permitirá acolher quatro bebés e 14 crianças até aos 12 anos que tiveram alta hospitalar, mas que não possam regressar à sua rotina familiar por necessitarem ainda de acompanhamento médico. Além dos quartos para as crianças, o edifício contará ainda com salas de convívio, de brinquedos e de estudo, atelier ocupacional, gabinetes de apoio e de psicologia, berçário e enfermaria.
Com a devida vénia ao Público on line
A CML vai colocar 50 armadilhas no Parque Florestal de Monsanto para combater uma praga de lagartas do pinheiro. A processionária, como é conhecida esta variante, ataca em fila indiana. Segundo a CML as armadilhas funcionam como uma isca, pois contêm feromonas sexuais, atarindo os machos às caixas e deixando as fêmeas sem parceiro, impedindo a reprodução das espécie.

Quando ao fim da noite deixa o Faia, restaurante onde há 14 anos canta fado, Anita Guerreiro mistura-se com os jovens de copo na mão, em pleno Bairro Alto, e desce a rua até à sua casa. Às vezes reconhecem-na. Chamam-lhe "avó Batanete". Entoam, desafinados, "cheira bem, cheira a Lisboa". Gritam "abençoada pastilha", lembrando um anúncio em que Anita participou. A fadista não se intimida com estas intervenções, sinal de que, ainda hoje, com quase 70 anos, mantém a sua popularidade.
"A televisão faz maravilhas. Conhecem-me em toda a parte, até no estrangeiro", confessa Anita Guerreiro que, depois de no ano passado ter comemorado os 50 anos de carreira, acaba de editar (pela Movieplay) uma antologia com 30 dos seus maiores êxitos no teatro de revista. Para que aqueles jovens que se metem com ela na rua possam alargar o seu repertório e começar (quem sabe?) a cantar também os refrões de Ai, ai Lisboa, Catavento ou Campinos do Ribatejo.
Na verdade, Anita chama-se Bebiana, em homenagem a uma prima que morreu muito jovem. Foi como Bebiana que, ainda miúda, começou a cantar e a dar nas vistas nos espectáculos da escola e da colectividade do seu bairro, o Sport Clube do Independente. Aos sete anos já era solista. "Fiz coisas muitos boas como amadora, nem sei se não terei feito números melhores como amadora do que como profissional", recorda. Foi também como Bebiana que em 1952 se apresentou a concorrer ao "Tribunal da Canção" do Expresso da Seis e Meia, um dos programas radiofónicos com mais sucesso na altura. Com 16 anos, a costureira que chegou ao Teatro Politeama acompanhada por uma vizinha ("fui às escondidas do meu pai") surpreendeu os responsáveis do programa - o apresentador Marcos Vidal e o maestro Miguel de Oliveira - e saiu de lá com um contrato na mão e um novo nome Anita Guerreiro.
Deixa os trapos para se tornar cantora actriz profissional. Passado pouco tempo - ainda menor e "entregue" à responsabilidade da cantora Maria Sidónio - já andava em digressão pelo país. "Tenho muito orgulho na minha vida mas, para mim, este trabalho é como se estivesse numa fábrica. Há muitas pessoas que pensam nisto como uma montra, e acho que fazem mal. Isto é um trabalho, que deixou de ser a coser e a fazer lingerie para passar a ser a cantar, que é o produto que talvez eu melhor venda", explica. Anita nunca estudou, nem teve aulas de canto. "É um dom inato. Ainda pensei ter aulas mas a professora recomendou-me que não o fizesse. Treinando a voz perderia os trinados, perderia o meu carisma", justifica- -se. "Aprendi com a experiência, coloco a voz à minha maneira, sei defender-me. E sempre tive muito cuidado com a dicção."
Desde o início da carreira, uma decisão tornou-se óbvia "A minha musa inspiradora, como de milhares de pessoas, era a Amália Rodrigues. E, como não tinha repertório, estreei-me com o Fado do Adeus e o Fado da Saudade. Mas, desde então, nunca mais cantei nada da Amália. Nunca quis cantar nada de ninguém. Tive muita sorte e, desde o início, apareceram pessoas a oferecer--me músicas e poemas. O que canto é tudo meu." Como se confirma na antologia agora publicada, quase só com criações de Anita Guerreiro (ou seja, músicas que se popularizaram primeiro na sua voz, como Cheira a Lisboa). Entre as músicas que interpreta sem lhe pertencerem encontram-se alguns fados de Helena Tavares, como A Rua dos Meus Ciúmes e Eu Cheguei Muito Depois (incluídos no disco). "A minha voz sempre foi facilmente identificada e eu nunca me pareci com ninguém senão comigo", garante.
Com uma vasta experiência no teatro de revista, Anita Guerreiro viveu os tempos áureos do Parque Mayer, "quando aquilo parecia uma feira, com as meninas dos tirinhos, o algodão doce e as farturas, e com os teatros todos a funcionar", recorda. "Ao fim-de-semana era lindo, o Parque estava cheio de pessoas." Naquele tempo, Anita estreava um fado numa noite e, no dia seguinte, ele já era cantado em Lisboa. "Olh'òs fados da Anita", apregoava o ceguinho que vendia as letras nas ruas. Agora, os tempos são outros. E, apesar de o disco se chamar 50 Anos de Teatro de Revista 1955-2005, a verdade é que há já muito tempo que a fadista não faz teatro. Fez várias telenovelas, entrou na série de televisão Batanetes e canta o fado, de segunda a sábado, no restaurante Faia, a sua segunda casa. Com 51 anos de carreira, Anita Guerreiro declara "Claro que a minha vida não são só alegrias, também tem tido revezes, mas estou feliz, sobretudo quando estou a cantar ou a representar."
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
Liderada pelo independente José Sá Fernandes, a candidatura «Lisboa é gente» apresenta, esta terça-feira, os integrantes das listas do Bloco de Esquerda à Câmara e Assembleia Municipal de Lisboa, assim como o mandatário da sua candidatura, José Fonseca e Costa.
Em comunicado, o BE anuncia que a apresentação terá lugar, a partir das 11:30 horas, no Hotel Lisboa Regency Chiado. Estão ainda previstas intervenções quer do mandatário da campanha, quer dos candidatos às presidências da autarquia, José Sá Fernandes, e da Assembleia Municipal, Ana Drago.
Vice-presidente da CML vai propor protocolo que prevê que o valor da reciclagem dos tinteiros da autarquia reverta a favor da Fundação.
Carmona Rodrigues, vai propor quarta-feira um protocolo que prevê que o valor da reciclagem dos tinteiros da autarquia reverta a favor da Fundação do Gil, que presta apoio a crianças.
A autarquia tem vindo a colocar recipientes de tinteiros pelas suas várias instalações, recebendo um reembolso por cada embalagem enviada para reciclagem.
"De acordo com os dados do último ano, temos recebido por mês, em média, cerca de 220 euros mensais pela reciclagem dos tinteiros, ou seja, cerca de 2.600 euros por ano", adiantou à Lusa o vice-presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues.
Com o protocolo que vai propor na próxima reunião de Câmara, que se realiza quarta-feira, o autarca quer entregar esta verba à Fundação do Gil, "uma instituição que pretende prosseguir a sua missão de apoiar e tornar melhor a vida de muitas crianças" que se encontram hospitalizadas.
"O valor é uma pequena ajuda, mas o que conta aqui é o acto em si, ou seja, este acordo é um bom exemplo de como uma instituição pública pode ajudar a preservar o meio ambiente e por outro lado apoiar uma instituição que presta assistência a crianças e jovens", sustentou.
A Fundação do Gil está actualmente a recuperar um edifício centenário abandonado há mais de 20 anos, situado no Parque da Saúde, na Avenida do Brasil, que será transformado num centro de acompanhamento pós-hospitalar.
O espaço permitirá acolher quatro bebés e 14 crianças até aos 12 anos que tenham tido alta hospitalar, mas que não possam regressar à sua rotina familiar por necessitarem ainda de acompanhamento médico.
Além dos quartos para as crianças, o edifício contará ainda com salas de convívio, de brinquedos e de estudo, ateliê ocupacional, gabinetes de apoio e de psicologia, berçário e enfermaria.
Com a devida vénia ao Portugal Diário
Candidatos da CDU à Câmara e Assembleia Municipal de Lisboa, Ruben de Carvalho e Modesto Navarro visitam esta segunda-feira as «Marionetas de Lisboa».
Em comunicado divulgado esta segunda-feira, a CDU revela que a visita, integrada nas acções de campanha dos dois candidatos, tem lugar cerca das 18:00 horas.
Com a devida vénia ao Diário Digital
Carmona Rodrigues já escolheu mandatário para a Juventude na sua campanha. Trata-se de Manuel Ramos, um jovem advogado invisual, que foi apresentado num espaço da sua candidatura na Av. 24 de Julho, Lisboa 4 All.

O artigo de Appio Sottomayor sobre "Histórias e Bastidores de um Palácio por Acabar". Com a devida vénia ao autor e a A Capital transcrevo este artigo sobre o Palácio da Ajuda.
De vez em quando, o palácio da Ajuda anda nas bocas do mundo. Quase sempre, tal acontece em ocasiões de cerimónia: ou porque há posse de novo Governo ou porque os mais altos órgãos do Estado decidem obsequiar com banquetes os visitantes de igual categoria. Mas também sucede - periodicamente como em alguns fenómenos astronómicos - que venha alguém lembrar que o edifício está eternamente por concluir ou que a zona circundante necessita ser requalificada.
Recentemente, foi um grupo de cidadãos, que se denomina de Fórum Cidadania, a lembrar a necessidade urgente de as autoridades competentes olharem com atenção e desejo de acção para a área envolvente do monumento. Tudo quanto está à roda do maior palácio lisboeta (e, segundo opiniões autorizadas, o único que merece amplamente a classificação de palácio real) carece de quem tome medidas e as ponha em prática: o jardim das Damas, a torre do Galo, as pedreiras que deitam para a Rua Eduardo Bairrada? Outra questão é a do acabamento - e já lá iremos.
DAS QUINTAS AO PALÁCIO REAL. Numa brevíssima viagem ao passado, lembre-se a história desta construção que domina a parte ocidental de Lisboa. Tudo começou com o desejo de D. João V de estender os domínios da Coroa para o arrabalde de Belém. Por ali comprou, pois, o monarca três quintas, pensando construir uma residência de Verão. Mas tudo foi ficando (já então...) em projecto.
Assim, só com D. José começa a história a valer. Este soberano apanhou tremendo susto com o terramoto que destruiu meia Lisboa, do qual escapou por andar passeando por terras de Belém. Achou assim segura a colina da Ajuda, que ficara ilesa do cataclismo, e lá mandou edificar o seu paço, inteiramente de madeira para que, se viesse a abater, não soterrasse os seus ocupantes. Ali fixou residência o soberano, obrigando na prática a que os fidalgos da Corte passassem a morar nas imediações; o próprio Sebastião José, futuro marquês de Pombal, lá arranjou casa. D. José manteve-
-se na sua "real barraca" até à morte, ocorrida em 1777.
Embora de madeira por fora, o paço da Ajuda continha riquezas no interior: tapeçarias, bons móveis, pinturas, tudo o que convinha a uma residência real. Mas o fogo, eterno inimigo dos edifícios lisboetas e das matas portuguesas, tudo consumiu em 1794, já reinava havia muito D. Maria I.
Pensou-se então na construção de um palácio "a sério" - e logo houve ideias de o edificar em Campolide ou Campo de Ourique, acabando por triunfar a Ajuda, já com tradição de morada real. Manuel Caetano de Sousa foi encarregado do plano, que, poucos anos depois, viria a ser confiado ao italiano Francisco Fabri e ao português José da Costa e Silva. As obras começaram em 1802, quando era príncipe regente D. João, futuro D. João VI.
E começou logo a grande série de interrupções nas obras: em 1807, quando das invasões napoleónicas, a Corte partiu para o Brasil, pararam os trabalhos; recomeçados com o regresso, deixaram a casa habitável, mas voltaram a parar em 1833. Depois entrou-se num "pára-arranca", com mais "pára" do que "arranca" até aos dias de hoje.
LOCAL DE CERIMÓNIAS E HABITAÇÃO. Para além dos soluços na construção, que o mantiveram inacabado até à actualidade, o palácio da Ajuda teve também funções intermitentes: foi servindo de habitação real umas vezes e como local próprio para as grandes cerimónias do Estado, noutras ocasiões. Assim, lá morou, no século XVIII, a infanta D. Isabel Maria, regente do reino. Mas os monarcas andaram por outras paragens (D. Pedro IV preferia Queluz; D. Maria II alternava as permanências nas Necessidades com as idas a Sintra, onde seu marido, D. Fernando, mandara edificar a Pena; D. Pedro V manteve-se nas Necessidades).
A Ajuda ia sendo sede de alguns grandes actos. D. Miguel, por exemplo, foi lá aclamado por nobreza, clero e povo. D. Pedro IV deslocou-se ao palácio para jurar a Carta Constitucional e assumir a regência em nome de sua filha, ainda menor. Mais tarde, D. Maria II celebrava ali as datas festivas da Corte, em dias de beija-mão. D. Pedro V foi aclamado na Ajuda e tornou-se a certa altura visita assídua - mas para conversar com o seu amigo e conselheiro, o escritor Alexandre Herculano, nomeado bibliotecário real.
Ou seja: as funções de habitação real autêntica só foram desempenhadas pelo palácio da Ajuda (descontando a sua versão de barraca), no tempo de D. Luís e de sua mulher D. Maria Pia. Lá nasceram os príncipes D. Carlos e D. Afonso e, falecido aquele monarca, sua viúva permaneceu no palácio, com o filho mais novo (D. Carlos, uma vez casado, fora para as Necessidades), até à proclamação da República.
EPISÓDIOS DOS BASTIDORES. Obviamente, foi do tempo de D. Luís e D. Maria Pia que ficaram as maiores recordações do palácio, transformado em casa viva nesse período. Alguns episódios ficaram mesmo anotados em livros, com relevo para o relato feito por um velho servidor do paço, Vital Fontes. Este homem, que acabou os seus dias numa casinha da Ajuda (onde havia de ser?) cometeu a façanha de estar ao serviço dos palácios reais ou (depois) presidenciais desde os últimos tempos de D. Pedro V até ao marechal Carmona. Discreto e respeitador, foi possível, mesmo assim, a um jornalista arrancar-lhe algumas confissões.
Contava ele, por exemplo, que a rainha Maria Pia teve, a princípio, alguma dificuldade em se relacionar com o feitio de D. Luís, sobretudo porque este, até ao nascimento dos príncipes, parecia não renunciar a algumas aventuras amorosas. Outro narrador chega mesmo a dizer que, quando amuava com o marido, a rainha se punha diante de uma vidraça que em breve estava embaciada com o bafo; aproveitava então para escrever com o dedo no vidro sempre a mesma frase: «não gosto do Luís». Mas o gosto pela arte, entre outros factores, unia o casal. A música e a pintura constituíam gostos comuns.
Conta Vital que D. Luís era "bom garfo", tendo a particularidade de fazer acompanhar as refeições com muito pão e manteiga.
Célebre ficou a antipatia que a rainha nutria pelo duque de Saldanha. Este, com o seu feitio intranquilo e pleno de rompantes, entrou uma vez, já noite alta, pelo palácio da Ajuda, pretendendo falar com o rei para este depor o Governo. Ouvindo barulhos estranhos, D. Maria Pia apareceu, de roupão, a saber o que se passava. Percebendo o insólito da situação, chispou de cólera e invectivou o marido: «Vossa Majestade não manda fuzilar este homem?». Foi D. Luís que acalmou os ânimos, dizendo para a mulher: «Que ideia, fuzilar o marechal Saldanha!». Aliás, tempos depois, era Saldanha o deposto...
Como se disse, depois da morte de D. Luís, ficaram no palácio a rainha viúva e seu filho D. Afonso. Era este um homem dotado de bom feitio e bonomia, apaixonado por desportos e pelo nascente automobilismo. De uma vez, ao entrar na Ajuda, tinha sido rendida a sentinela e esta era agora desempenhada por um soldado novato. Vendo aquele janota de chapéu às três pancadas, o galucho pediu-lhe: «o senhor, que deve trabalhar aqui, é que me podia avisar quando chegasse o senhor infante». «Então não o conhece?», perguntou D. Afonso. Ante a negativa, informou o magala: «Pois está na sua frente e seria bom deixá-lo passar.» Só então o pobre soldado atentou nas feições do sujeito que entrava.
Ainda valeu que o infante não aparecesse, como sucedia frequentemente, com as roupas e as mãos todas sujas do óleo do carro, ao qual dispensava boa parte do seu tempo.
PRESENTE E FUTURO. Museu desde 1938, o palácio sofreu grande susto em 1974 quando um incêndio destruiu parte da ala Norte. Vários planos surgiram para o acabar, o mais recente dos quais será o do arquitecto Gonçalo Byrne.
Mas, apesar de toda a sua majestade e de quantas colecções artísticas fazem parte do seu património, apesar mesmo de albergar o Ministério da Cultura, não se crê facilmente que seja desta que o Estado meta mãos à obra. Infelizmente!
A cantora canadiana Feist actua na noite desta segunda-feira (25 de Julho, pelas 21h00) no Fórum Lisboa, na capital portuguesa. Os bilhetes para o concerto na capital já se encontram esgotados, sendo que a artista se apresenta ao vivo na noite de terça-feira no Hard Club de Vila, a partir das 21h00, num espectáculo para o qual ainda existem entradas.
Com a devida vénia ao Diário Digital
A brasileira Ivete Sangalo é a artista escolhida para abrir a edição de 2006 do festival Rock In Rio-Lisboa, a decorrer na capital portuguesa no próximo ano. Segundo avançou a organização, a artista baiana actua a 27 de Maio. O festival vai decorrer no Parque da Bela Vista nos dias 27 e 28 de Maio e entre 2 3 de Junho de 2006.
Com a devida vénia ao Diário Digital
"Não farei visitas a feiras e mercados porque considero essas acções de campanha, típicas do terceiro mundo". "Acho que não se deve gastar muito dinheiro em campanha, fazer muita palhaçada". «Nunca andarei em mercados, ir incomodar as pessoas, dar sacos de plástico. Acho isso tudo muito mau. Tudo isso, só no terceiro mundo, onde não queremos estar".
São afirmações da candidata do CDS à Camara de Lisboa. Conclusão: para esta candidata o anterior candidato do CDS à Camara de lisboa é terceiro-mundista, incomoda as pessoas e é um especialista de palhaçadas. Depois do que o seu mandatário afirmou, é certo que o ambiente no CDS está do melhor...
A actuação da fadista Joana Amendoeira - considerada Revelação do Ano pela Casa da Imprensa - em Novembro no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa é editada terça-feira em CD pela CNM. O espectáculo realizou-se a 17 de Novembro e com Joana Amendoeira, 24 anos, estiveram em palco Pedro Amendoeira (guitarra portuguesa), Pedro Pinhal (guitarra clássica) e João Penedo (contrabaixo), para além do guitarrista Fontes Rocha.
Este guitarrista, que a fadista quis homenagear, acompanha-a num tema com música sua e letra de Mário Rainho, "Amor mais perfeito". O álbum, intitulado "Ao vivo em Lisboa", será também editado na China, Reino Unido, Bélgica, Holanda e Luxemburgo.
Joana Amendoeira interpretou neste espectáculo vários temas do seu repertório, nomeadamente dos poetas Tiago Torres da Silva ("Fado ao Deus-dará") e Hélder Moutinho ("Plantei um cravo à janela II") e recriou temas conhecidos noutras vozes, nomeadamente Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, Maria da Fé e Teresa Silva Carvalho.
Na opinião de Hélder Moutinho, Joana Amendoeira usa "a sua arte para divulgar o fado, como condição". Este ano Joana Amendoeira apresentou-se no Festival Strickly Mundial, em Montreal (Canadá). A fadista, que editou três CD, aposta numa carreira de compromisso "entre a tradição e a modernidade". "Há que entender o fado numa evolução natural que passa pela tradição, caminhando nos dias de hoje com as preocupações do presente", disse à Lusa.
O musicólogo Rui Vieira Nery considera que a fadista é dona de "uma voz belíssima de timbre quente, uma expressividade discreta mas requintada, uma recusa de qualquer registo artificial de auto- promoção que não seja o da conjunção simples entre palavras e música, voz e instrumentos".
Natural de Santarém, Joana Amendoeira participou na Grande Noite do Fado de Lisboa pela primeira vez em 1994, e no ano seguinte na Grande Noite do Fado do Porto.
Em 1998 deslocou-se pela primeira vez ao estrangeiro, actuado no âmbito do evento "Dias de Portugal", organizado pelo ICEP em Budapeste. Data de 1998 o seu primeiro CD, "Olhos Garotos".
Em 2000 actuou em São Paulo (Brasil), no âmbito das comemorações dos 500 anos da descoberta do Brasil, e editou o seu segundo álbum, "Aquela Rua". Em 2001 actuou nos Países Baixos, Itália, Alemanha, Hungria, Brasil, Estados Unidos e França, onde já estivera em 1999 com Carlos do Carmo. Aliás, a fadista acompanhou Carlos do Carmo, o ano passado em dois espectáculos, um em Viena e outro na sala principal do Concertgebouw em Amesterdão.
Com a devida vénia à Lusa
Dentro do espírito festivo da época em que se comemoram e exultam os Santos Populares no país, foram 300 as quadras recebidas na Câmara de Lisboa em honra daquele que é o Santo português mais conhecido no mundo inteiro, Santo António de Lisboa. A novidade na edição deste ano, foi a obrigatoriede de incluir na quadra um verso alusivo a Rafael Bordalo Pinheiro, no ano em que se assinalam os cem anos do seu desaparecimento.
Os prémios deste ano cifraram-se nos 1350 euros, distribuídos da seguinte forma: o primeiro classificado, Maria de Jesus Lemos Borges Vilhena, foi contemplado com a quantia de 500 euros, o segundo classificado, João Baptista Coelho, com 450 euros e o terceiro classificado, João Fernando Antunes Serrano, com 400 euros. Para além dos três primeiros classificados, o júri atribuiu 17 Menções Honrosas, premiadas com uma publicação sobre a cidade de Lisboa.
A presidência do júri coube à coordenadora do Grupo Permanente de Trabalho do Departamento de Património Cultural, Dr.ª Salete Salvado, sendo o restante júri constituído pelo representante da Divisão de Programação e Divulgação Cultural, Dr.ª Ana Caessa e pelo representante do grupo “Amigos de Lisboa”, D. Marília Homem Ferreira Abel.
Quadras vencedoras:
1º Prémio
Do atrevido Bordalo
Santo António ri brejeiro
Depois, p’ra se redimir
Rezou o responso inteiro
2ª Prémio
Do atrevido Bordalo
Que, nas Caldas, foi oleiro
Com verdadeiro regalo
Santo António ri brejeiro
3º Prémio
Do atrevido Bordalo
Santo António ri brejeiro
O cordelinho, ao puxá-lo,
Mostra o frade sem cueiro
Animação Cultural & Promoção da Leitura
Exposições
“Um Novo Site ao Serviço dos Leitores” - http://hemerotecadigital.cm.lisboa.pt
Exposição documental interactiva. A exposição tem por objectivo a divulgação desta nova biblioteca digital de publicações periódicas junto dos utilizadores da Hemeroteca Municipal. Pretende-se também que estes experimentem as funcionalidades e as ferramentas deste novo site, interagindo assim com ele, dêem sugestões, façam críticas, num projecto que pretende contar na sua construção com a colaboração dos utilizadores da biblioteca e do público em geral. Há ainda um lado pedagógico e formativo, que passa pela criação de conteúdos informativos sobre as metodologias utilizadas na Hemerotec@Digit@l, e pela criação de ateliês de trabalho sobre estes conteúdos.
Inauguração: 18 de Julho, às 18h30m. Em exibição até 31 de Agosto
Ateliês sujeitos a inscrição prévia em hemeroteca@cm-lisboa.pt. Local: Hemeroteca Municipal - Átrio
“Aquisições da Hemeroteca - 3ª Mostra Bibliográfica”
Inclui as colecções adquiridas em 2004 e 2005 no âmbito da politica de aquisições desta biblioteca.
Inauguração: 1 de Agosto, às 18h30m.
Em exibiçãi até 31 de Agosto
Local: Hemeroteca Municipal - Escadaria e Salas de Leitura
Colóquios/Conferências
“Conversas no Pátio - Da Política na Europa: que caminhos?”
Numa altura em que o futuro da Europa volta a estar no centro do debate público conversa-se aqui sobre os rumos políticos da Construção Europeia.
28 de Julho (quinta-feira), 18h45m
Local: Hemeroteca Municipal - Pátio
Felizmente o sonho de ter casa própria deixou de ser um problema. A EPUL acaba de lançar o concurso EPUL Jovem - Praça de Entrecampos, um empreendimento Facilitador de Vida no centro de Lisboa.
Nesta primeira fase serão comercializados 305 apartamentos, com tipologias que vão do T0 ao T3, com arrecadação e 1 lugar de estacionamento, destinado exclusivamente a jovens até aos 39 anos.
Situada entre as avenidas das Forças Armadas e Álvaro Pais, a Praça de Entrecampos desenvolve-se em torno de uma ampla e atraente praça central, sendo composta por três edifícios de habitação e dois de escritórios, localizando-se o comércio ao nível do rés-do-chão de todo o conjunto.
Do outro lado da praça fica o “Lisboa Arte Fórum”, um futuro espaço de arte contemporânea, que irá contribuir para uma nova dimensão cultural e urbana na capital. Para ter tudo à mão de semear, à sua porta ou ao virar da esquina!
A Praça de Entrecampos é a primeira solução imobiliária integrada promovida entre a EPUL e a Câmara Municipal de Lisboa, destinada a jovens e dotada de soluções inovadoras e tecnológicas.
A Câmara Municipal de Lisboa, na pessoa do seu vice-presidente, Professor Carmona Rodrigues, assinou ontem protocolos com seis associações de bombeiros voluntários de Lisboa, que viabilizam a atribuição de verbas àquelas instituições para as actividades do ano de 2005, num total de 389.500 euros.
Enrique La Calle, presidente do Comité Executivo do Barcelona Meeting Point, foi homenageado pela Câmara Municipal de Lisboa com a Medalha de Honra da Cidade, pelo apoio inestimável à participação da Cidade de Lisboa no certame. A cerimónia, que se realizou no dia 22 de Julho, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, foi conduzida por Pedro Santana Lopes, presidente da autarquia.
Com a devida vénia ao Centro Nacional de Cultura, em cujo sítio o Olissipo se abasteceu, faço hoje uma digressão pelos castiços pátios e vilas de Lisboa.
Desta vez vamos percorrer alguns recantos tão lisboetas, cuja origem se perde no tempo. Não há registo histórico do aparecimento dos primeiros pátios em Lisboa, mas sabe-se terem origem na civilização Árabe. Sendo esta uma sociedade de fortes laços comunitários, os pátios não só permitiam convivência entre vizinhos mas também, ler e ensinar o Corão num ambiente intimista. No séc. XII, aquando da conquista de Lisboa os pátios são transformados em quintas ou pequenas hortas. Lisboa era uma cidade que crescia sem planificação, para além das muralhas dispersando-se pelos vales do sopé da colina do Castelo e Alfama, com construções ao sabor das necessidades, sinais do tempo que haveriam de perdurar durante toda a Idade Média, e se prolongariam até ao Terramoto de 1755. O pátio medieval é um sucedâneo do pátio árabe, mantém os mesmos traços físico-urbanísticos e os mesmos propósitos sócio-comunitários, sendo as quintas e hortas de novo transformados em pátios.
A partir do séc. XV são vários os factores que levam ao aparecimento de novos espaços. A instalação da Corte no Terreiro do Paço altera o tecido social da colina, promovendo a deslocação dos grandes senhores constroem os seus palácios junto da Corte Real. Como consequência os pátios perdem o seu estatuto intimista para fazer parte da grande azáfama das cidades portuárias e comerciais. No entanto, é na parte mais antiga da cidade que se dão as alterações mais significativas: os pátios são ocupados por uma franja de população mais pobre, tornando-os menos próprios para habitação, aparecendo também novos tipos de pátios resultantes da ocupação de antigos pátios de palácios deixados no esquecimento.
Até ao século XX estes espaços irão funcionar como habitação assim como o próprio edifício, que por sua vez irá dar nome ao pátio. Com o surgimento da industrialização, a cidade de Lisboa recebe uma franja de população de operários. Procurando sítio para se alojarem, estas acomodações, geralmente fornecidas pelos próprios proprietários fabris, adquirem o nome de "vilas", que não são mais que pátios da era contemporânea, normalmente constituídas por dois ou três andares separadas por uma rua e isoladas do exterior por um portão. É neste século que a devida importância é dada aos pátios como espaço social importante no meio arquitectónico português, eles são feitos de figuras reais, de tristezas e alegrias à semelhança de quem os habita, mas é, enfim, na alegria que se potencia todo o valor destes organismos vivos.
Localizada no Largo da Graça, 82, foi construída em 1890. O edifício de grande imponência, ocupa uma área substancial do largo e apresenta a fachada exterior decorada de azulejos. O acesso faz-se por intermédio de um portão de ferro e, no seu interior, o largo é cercado por casas contíguas de dois e quatro pisos.
Localizada na Rua do Sol à Graça, trata-se de um conjunto constituído por rua larga com casas dos dois lados, proporcionando uma agradável sensação de luz e de espaço aberto. As casas, de um lado, são de dois pisos e do outro, de três pisos, com balcões de ferro. Os moradores deram-lhe um cunho bastante intimista decorando-os com plantas e flores.
Situada na Rua da Senhora da Glória, 142, a vila apresenta casas de dois e três pisos interligados por um conjunto de escadas e galerias, e amplo pátio que convida à vida comunitária.
Sito na Travessa das Mónicas e Calçada da Graça, fica num dos poucos edifícios que não ruíram com o terramoto - o Palácio dos Senhores da Trofa - cuja fachada principal mantém apesar de algumas transformações, o traçado do séc. XVII. O portal de entrada desemboca por um corredor sob o palácio e é sustentado por um arco de volta perfeita.
Localizado entre a Rua da Graça e a Rua da Senhora do Monte, é tipicamente operário, tendo sido mandado construir pelo proprietário da unidade fabril, Agapito da Serra Fernandes, para acomodar os seus trabalhadores, mediante o pagamento de renda. O edifício em si é constituído por dois pisos, alguns com galeria e escadas de acesso ao exterior, sendo ainda de notar a moradia do proprietário, vivenda com espaço ajardinado, afastada convenientemente do núcleo do bairro.
Terminemos estas incursões por pátios e vilas de Lisboa nos bairros do Castelo e Alfama. O bairro de Alfama, na encosta sul da colina do Castelo, conserva a urbanização medieval de influência árabe. O termo de origem moura Alfama significa "aglomeração" ou "refúgio" ou, segundo outros especialistas, "paço do concelho mourisco", marcando assim a sua proximidade com a antiga mesquita principal de Lisboa.
Com a conquista de Lisboa em 1147, Alfama foi povoada de cristãos, tendo os habitantes mouros sido deslocados para norte. É um bairro popular, com alguns importantes edifícios religiosos e cercado de palácios, acabando nos Armazéns históricos junto ao Tejo. O terramoto de 1755 pouco o afectou, sendo uma das zonas mais pitorescas da cidade.
Vem à memória o filme de 1942 realizado por Francisco Ribeiro, O Pátio das Cantigas, no qual a vizinhança, o mexerico, os amores e desamores que espelham aspectos ligados à vivência dos pátios, contrasta de alguma forma com um certo romantismo perdido, dos novos núcleos urbanos.
Situado na colina do Castelo, entre o Beco do Maldonado e a Travessa do Funil. Trata-se de uma dependência do antigo Palácio de Belmonte, cuja construção parece remontar ao século XV. Foi em tempos um edifício de grande imponência, embora muito do traçado original tenha sofrido alterações, quer impostas pelas ideias próprias da época quer pelo Terramoto. A entrada para o pátio processa-se através de um portal do século XVII. O pátio, é constituído por dois pisos tendo no piso superior ligação com o palácio. O piso inferior resulta da anexação das hortas existentes e é exemplo de como os espaços dos antigos palácios que povoavam esta área, foram aproveitados após a debandada da aristocracia para junto do Paço Real na Ribeira. Parte da construção é contígua a vestígios do muro da Alcáçova, e de troços significativos da Cerca Moura incluindo uma torre.
Adquiriu o nome da rua que lhe dá acesso e está situado dentro do recinto da Alcáçova. Corresponde ao antigo palacete pombalino, transformado em habitação comunitária. A área não se restringe ao palácio mas, também, aos antigos jardins. Todo o recinto está decorado com azulejos da segunda metade do séc. XVIII, sendo o muro do topo do pátio decorado com cenas bucólicas e campestres alusivas a dois santos: São Francisco de Borga e São Marçal. Nota ainda para o pavimento de seixos pretos e brancos formando motivos geométricos. Num dos muros do pátio pode ler-se uma inscrição de 1765.
Situado na Rua de Santa Cruz do Castelo, este pátio preserva muitas características mouriscas. O recolhimento é proporcionado pelo muro alto e as casas têm ligação ao exterior através de um portão. Nada falta ao pátio, desde um poço, horta e um local para animais. A habitação parece ter sido uma antiga casa apalaçada do século XVII, embora bastante modificada, o que não implica que essa seja a data da sua formação.
Igualmente conhecido por Pátio da Sociedade - localizado na freguesia de Santa Cruz do Castelo. O nome original deve-se a uma conhecida parteira da freguesia. O recinto pertence a uma antiga casa apalaçada do séc. XVII. Existem vestígios de traçado maneirista quer na fachada principal quer na posterior; nesta ultima, que dá acesso ao interior, podem observar-se, da época pombalina, painéis de azulejos. Encontra-se ainda uma casa de dois pisos que serve de moradia.
A entrada é na rua das Escolas Gerais. Acede-se a ele através de um portão em ferro aberto no muro alto, mostrando a integração do pátio no edifício do nº 3 desta rua. É um local de grande significado histórico visto ter sido aí fundada a primeira universidade em Lisboa a mando do rei D.Dinis, em 1290. No interior do pátio, encontravam-se as fundações desta universidade, no entanto, poucos são os vestígios que chegaram até nós, embora tenham sido identificados e inventariados no século passado. A origem do nome não é explícita, mas poderá dever-se ao facto de terem existido na zona diversos quintais. É um local onde a discrepância entre o valor histórico e a preservação de património é gritante.
Tem acesso pela rua do Paraíso. Considera-se como uma dependência do palácio que se encontra defronte e que pertenceu aos Curvos Semedos, hoje totalmente descaracterizada. Para ter acesso ao pátio é necessário envolver-se num corredor em forma de cotovelo. O interior esconde vestígios quinhentistas numa das habitações de dois pisos que possui uma escadaria em pedra.
Este pátio é identificado por Norberto de Araújo nas suas "Peregrinações em Lisboa" como Pátio das Canas e localiza-se no coração de Alfama, na Rua da Galé (perpendicular da Rua de São Miguel junto ao Largo de S. Rafael). Trata-se de um pátio onde a singeleza domina e o popular se mistura no bairrismo de Alfama. Na verdade muitos dos ambientes pitorescos e populares de Alfama abundam nestes pátios, mas são os becos, travessas, escadinhas, largos e calçadas que completam este conjunto tão singular de Lisboa.
As tasquinhas de comida regional e os concertos de música tradicional e de vários pontos do Mundo regressam esta noite ao Castelo de São Jorge, na 8ª edição da Festa da Cerveja, que se prolonga até dia 31.
O festival, que atrai todos os anos mais de 100.000 pessoas ao Castelo de São Jorge, é uma iniciativa da Central de Cervejas, com o apoio da Empresa Municipal de Gestão e Animação de Equipamentos Culturais (EGEAC), que gere o monumento.
Os concertos de música popular portuguesa e de várias nacionalidades decorrem este ano em dois palcos, instalados na Praça de Armas (com espectáculos entre as 20:30 e as 23.00) e no Castelejo, das 22:00 à 01:00.
Alguns dos artistas portugueses presentes neste evento, com concertos diários, são os Quadrilha, já com várias participações neste festival, Ronda dos Quatro Caminhos, José Barros e Navegante, Meninos D'Avó e Marenostrum.
Kelvis (Cuba), Tabanka Djaz (Guiné-Bissau), Serva La Bari (sevilhanas e flamenco), Dany Silva (Cabo Verde), Maria Alice (Cabo Verde), Lisa Haley and The Zydecats (Louisiana) e Totonho e Os Cabra (Brasil) são alguns dos nomes internacionais que integram o cartaz desta edição.
Com a devida vénia ao Portugal Diário

Medalhas de Honra para Pastéis de Belém e Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro
A Câmara Municipal de Lisboa, reunida no dia 20 de Julho nos Paços do Concelho, aprovou por unanimidade a atribuição da Medalha de Honra da Cidade à antiga Confeitaria dos Pastéis de Belém por ocasião do seu 165º aniversário e à, também centenária, Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro.
As propostas, subscritas pelo presidente da CML, Pedro Santana Lopes, visam distinguir duas casas que prestaram à Cidade de Lisboa “serviços de excepcional relevância”, como estabelece o Regulamento da Medalha Municipal.
A Confeitaria de Belém celebra no próximo mês de Setembro 165 anos de existência. O fabrico dos doces pastéis de nata a partir de uma “receita secreta” oriunda do Mosteiro dos Jerónimos permanece inalterável até hoje.
A Câmara de Lisboa reconhece, assim, a importância da Confetaria de Belém como pastelaria de excelência a nível de fabrico tradicional, como local de referência da gastronomia nacional e como ponto de interesse turístico.
A distinção pública da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro justifica-se pela sua acção junto da comunidade transmontana e alto-duriense radicada em Lisboa e pelo seu trabalho em prol da defesa e da divulgação dos valores patrimoniais, culturais e artísticos da região que representa, facultando à Cidade o conhecimento de uma outra realidade, rural e tradicional. A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro celebra este ano o seu 1º centenário.
Foram muitos os olivalenses da blogosfera que fizeram menção à história dos Olivais que publiquei no Olissipo. O Povo de Baha, o Apenas Mais Um, que fez soar o gong, A Pitucha em Bruxelas, a Guida Alves. A todos agradeço as simpáticas referências e os links entretanto feitos e já retribuídos. E que me desculpem se omiti alguém.
Eleições Autárquicas em Lisboa, por Nuno Fernandes Thomaz, no Semanário Económico.

Intervenção de Júdice desagrada a ex-dirigentes do CDS
Os ex-dirigentes do CDS-PP António Pires de Lima e Telmo Correia manifestaram hoje o seu desagrado com declarações do social-democrata José Miguel Júdice, mandatário de Maria José Nogueira Pinto, que chamou "populista" a Paulo Portas.
Na apresentação do programa da candidata do CDS-PP à autarquia lisboeta, José Miguel Júdice manifestou o desejo de que Nogueira Pinto seja eleita presidente da Câmara, mas sublinhou as dificuldades de tal objectivo.
"Se olharmos para as últimas eleições, em que o CDS se apresentou em Lisboa com um candidato populista com um traquejo oposicionista, vemos que não será fácil", afirmou José Miguel Júdice, referindo-se ao ex-líder do CDS-PP Paulo Portas.
A referência não agradou aos vários ex-dirigentes do CDS na plateia que, no final, fizeram questão de sublinhar o seu desagrado.
"Espero que a dra. Maria José Nogueira Pinto seja eleita, apesar do seu mandatário", afirmou o ex-vice- presidente do CDS António Pires de Lima.
Também Telmo Correia, número um na lista à Assembleia Municipal, expressou o seu descontentamento à Lusa.
"As pessoas quando vão a casa dos outros, se não têm boas coisas para dizer o melhor é ficarem calados", criticou, considerando "lamentável e acintosa" a referência de Júdice a "uma referência do partido".
Pires de Lima sublinhou ainda que José Miguel Júdice "tem feito questão de marcar a sua hostilidade em relação a figuras importantes do partido".
"Não é um factor de grande união como gostaria que fosse", disse.
Ainda assim, o deputado do CDS fez questão de sublinhar que Maria José Nogueira Pinto "merece o apoio de todas as pessoas do CDS, de todas as pessoas sérias em Lisboa".
"Apresentou uma equipa muito capaz, um excelente candidato à Assembleia Municipal. Com o apoio de todos nós, vai ser eleita e superar a votação conseguida em Lisboa há quatro anos", salientou.
Na sua intervenção, Júdice fez questão de sublinhar a sua militância no PSD e o seu apoio "à pessoa" de Maria José Nogueira Pinto.
"Se fosse outra pessoa, naturalmente que apoiaria o dr. Carmona Rodrigues, que tem qualidades inequívocas", sublinhou o ex-bastonário da Ordem dos Advogados.
José Miguel Júdice deixou ainda alguns +recados+ ao PSD, dizendo que entende a filiação partidária como "uma opção ideológica e não um colete-de-forças".
Pelos estatutos do PSD, ao apoiar uma candidatura adversária à dos sociais-democratas (protagonizada em Lisboa por Carmona Rodrigues), Júdice incorre num processo disciplinar que pode ter como consequência a cessação da sua inscrição no partido.
Questionado no final, Júdice não quis comentar este possível processo, dizendo apenas que "é diferente uma pessoa candidatar-se a um cargo electivo de apoiar uma pessoa", referindo-se às candidaturas independentes de Isaltino Morais e Valentim Loureiro.
Com a devida vénia à Lusa
Os norte-americanos Television actuam na Aula Magna, em Lisboa, no dia 2 de Setembro, às 21:30 horas. A banda de Nova Iorque regressa a Portugal depois de um espectáculo na Fundação Serralves, no Porto, a 5 de Junho de 2004, segundo revelou a promotora ao Diário Digital.
Um dos nomes mais representativos da new wave apresenta-se em Lisboa para um espectáculo único, em que álbuns como «Marquee Moon», de 1977, «Adventure», de1978, ou «Television», de 1992, serão revisitados.
A banda de Tom Verlaine separarou-se em 1978 voltando a reunir-se corria o ano de 1992. Os bilhetes para o espectáculo de Lisboa custam entre 27 e 30 euros.
Com a devida vénia ao Diário Digital

O Centro é uma Associação Cultural fundada em 1945, durante o Salazarismo, como um espaço de encontro e de diálogo entre os diversos sectores políticos e ideológicos, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar.
Desde o 25 de Abril de 1974, o CNC tem-se esforçado por transmitir uma noção de cultura sem fronteiras, quer disciplinares, quer geográficas. Ele tenta ser o elo de ligação entre aqueles cujos caminhos normalmente não se cruzam: velhos e jovens, artistas e empresários, sector público e privado. Grande parte da sua acção é dedicada à defesa do património cultural português, à divulgação do papel desempenhado pela cultura portuguesa no mundo, e à actualização das suas relações com outras culturas. Isto é feito através de exposições, de publicações, de cursos de formação, de viagens de estudo de âmbito cultural e de colóquios.
Para além das actividades dirigidas ao grande público o C.N.C. organiza ateliers infantis, acções de formação específica para jovens, professores e guias de turismo cultural, promove cursos livres abrangendo as mais diferentes áreas e presta serviços culturais a associações, empresas, autarquias e organismos públicos. A dimensão europeia tem vindo a adquirir peso crescente no CNC, que desenvolve projectos em parceria com congéneres de outros países europeus e acolhe estagiários e artistas estrangeiros ao longo do ano.
Corpos Gerentes: DIRECÇÃO-Presidente: Guilherme D`Oliveira Martins, Vice-Presidente: Maria Calado, Vogais: Alberto Vaz da Silva, Duarte Nuno Simões, Eduardo Oliveira Fernandes, Lourenço de Almeida e Mário Ruivo. ASSEMBLEIA GERAL: Presidente: Gonçalo Ribeiro Telles; 1º Secretário: Armando Santinho Cunha; 2º Secretário: Sidónio Paes. CONSELHO FISCAL: Presidente: António Borges de Carvalho, Vogais: João David Nunes, Fernando Catarino.
A Desfundação do Ballet Gulbenkian, por José Sasportes, no canal JL da Visaoonline.
UB40 é o nome do formulário que se preenche no Reino Unido quando se pede o subsídio de desemprego. O grupo de reggae diz representar a classe dos trabalhadores, apesar de ter sido a falta de emprego que uniu os músicos ingleses. Apesar dos músicos de Birmingham terem pouca ligação com a Jamaica, o país berço do reggae, muitos dos autores dos grandes clássicos de reggae enriquecido à custa dos UB40.
A banda gravou o seu primeiro álbum há 25 anos e vai apresentar o disco novo, "Who You Fighting For", esta noite no Coliseu de Lisboa. O PortugalDiário/Metro entrevistou Jimmy, o baterista, e Earl, o baixista.
A palavra «UB40» está relacionada com desemprego?
Eric: Sim. O nome da banda vem do formulário, UB40, que é necessário quando se pede o subsídio de desemprego. Nós estávamos todos desempregados na altura e foi por isso que tivemos tempo para formar uma banda e tocar todos os dias.
O que têm a dizer aos jovens desempregados em Portugal? A música é uma boa saída profissional?
Jimmy: Não. É muito imprevisível. Nós tivemos sorte. Há 25 anos, os músicos podiam fazer as coisas sozinhos, sem ser necessário recorrer às grandes empresas. O nosso primeiro álbum foi gravado pela nossa própria editora, que é algo que não se pode fazer actualmente.
Vocês dizem que representam a classe operária, mas agora são homens ricos.
Jimmy: O estatuto social não tem nada que ver com dinheiro, é uma questão de cultura. Há muita gente que pertence à classe operária que tem dinheiro. É o tipo de livros que uma pessoa lê, o tipo de programas de televisão que vê e o tipo de comida que come que a define socialmente.
Todos os membros da banda são «quarentões». O prazo dos UB40 ainda não expirou?
Jimmy: Pelo contrário! Sempre lutámos contra o racismo, e agora vivemos numa sociedade mais racista do que há 25 anos. As coisas andaram para trás, o que torna os valores que defendemos, como a integração social e racial, temas musicais ainda mais pertinentes.
Nunca foram alvo de críticas por serem uma banda de reggae com um vocalista inglês e ainda por cima branco?
Jimmy: Fomos criticados várias vezes por sermos brancos e não sermos jamaicanos. Mas reggae é uma linguagem internacional, como o inglês é uma língua internacional. As novas bandas portuguesas de hip hop também se estão a exprimir através a linguagem internacional do hip hop.
Gostam de hip hop?
Eric Reggae e hip hop, é tudo igual para nós. Ou melhor, é uma progressão natural. Nós compreendemos essa progressão.
Então os UB40 nada têm que ver com a Jamaica?
Jimmy: Não. Para nós, reggae era a música que ouvíamos nas ruas de Birmingham. Começámos a tocar reggae porque achámos o género musical acessível e simples. A maioria dos jovens na altura gostava de punk rock, mas para nós essas correntes eram demasiado complexas.
Mas os UB40 são bastante respeitados na Jamaica.
Jimmy: Curiosamente, muitos dos autores dos grandes clássicos de reggae enriqueceram à nossa custa. Nós fizemos vários «covers» de «hits» jamaicanos e sempre pagamos os direitos de autor aos compositores. Os músicos já estavam habituados a não serem pagos. Um dos grandes nomes da música jamaicana, agora não me recordo qual, disse-me que conseguiu comprar uma casa por nossa causa!
Lançaram o vosso 23º álbum em Junho: "Who You Fighting For". O que mudou na vossa música desde que começaram?
Jimmy: Somos melhores agora! Quando começámos, tínhamos uma ideia do que gostaríamos de tocar. Vinte e cinco anos depois, sabemos fazer as coisas bem. Estamos 100 por cento em controlo.
Com a devida vénia ao Portugal Diário
A cabeça-de-lista do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, apresenta esta quinta-feira o seu programa de candidatura à Câmara Municipal de Lisboa (CML), com promessas de boa administração dos recursos camarários e de saneamento das contas da autarquia.
Em carta aberta aos lisboetas, a que a Rádio Renascença teve acesso, Maria José Nogueira Pinto assume o ataque cerrado à actual gestão de Pedro Santana Lopes e Carmona Rodrigues, culpados pela forma desconfiada como os habitantes de Lisboa olham para a câmara, devido às constantes notícias de «dívidas colossais» e «obras colossais», que ninguém sabe muito bem para que servem.
Garantindo que os lisboetas não compreendem porque é que lhes prometem mais túneis e buracos, numa clara alisão ao Túnel do Marquês de Pombal, a ex-dirigente do CDS-PP refere que os habitantes da capital precisam de alguém com provas dadas de saber administrar bem, fazer contas e não desperdiçar dinheiros públicos, recordando a candidata o seu desempenho na Santa Casa da Misericórdia e na Maternidade Alfredo da Costa, onde – garante – cumpriu os seus compromissos e saneou as contas.
Caso seja eleita presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto promete acabar com o «monstro burocrático» que é actualmente a autarquia.
Com a devida vénia ao Diário Digital
Dupla Efeméride, o artigo de hoje de Appio Sottomayor, em A Capital, que com a devida vénia transcrevo.
O destino parece querer, às vezes, dar mostras de sentido de humor ou de gosto pelo capricho. Assim, no mesmo dia 20 de Julho, embora com um intervalo de 19 anos, morreram em Lisboa dois homens que, cada um a seu modo, influenciaram o destino de Portugal – e o mais curioso está no facto de as suas vidas se terem cruzado. Como se os fados determinassem que uma data os uniria novamente…
Na verdade, completam-se hoje 50 anos sobre o falecimento de Calouste Gulbenkian, o visionário do petróleo que funcionou para Portugal como mecenas e filantropo. Foi dos primeiros homens do mundo a aperceber-se do relevo que o petróleo iria ocupar no panorama da economia mundial e, simultaneamente, a entender o significado estratégico do Médio Oriente. Daí que tenha mobilizado os meios financeiros indispensáveis ao desenvolvimento da indústria ligada à extracção e comércio do líquido que iria fazer mover o mundo e, consequentemente, tenha sabido precaver-se com as percentagens dos respectivos lucros. Fixando-se em Portugal em 1942, acabaria por residir até à morte no lisboeta Hotel Avis e, em 1953, assinaria o testamento que permitiu a criação da Fundação com o seu nome, aquela que foi, na prática, durante muitos anos, o verdadeiro Ministério da Cultura. O País não teria sido o mesmo sem ela.
Fernando Fonseca, lisboeta de nascimento, viria a ser médico e professor universitário. Precursor dos estudos sobre o colesterol, revolucionário no combate às doenças infecto-contagiosas, autor de trabalhos sobre a diabetes, pioneiro no emprego da cortisona no combate à tuberculose, sobrou-lhe ainda tempo para ser um cidadão empenhado. Esteve ligado à criação deste jornal, em 1968, dadas as ligações de amizade que o ligavam aos seus fundadores. Portugal também não seria o mesmo sem ele. Morreu em 20 de Julho, no ano de 1974.
Mas, se outros predicados não possuísse o médico, bastar-lhe-ia, para ser lembrado com admiração, um facto determinante. Foi, graças a ele, que Calouste Gulbenkian ficou em Portugal: o financeiro não quis deixar quem lhe cuidava da saúde.
Caprichoso, o destino deu-lhes a morte no mesmo dia – mesmo com um intervalo de 19 anos.
Com a devida vénia a A Capital
"É claro que o ballet Gulbenkian não é indispensável. Na verdade, seguindo a visão liberal, nada na produção cultural é indispensável. Se o mercadinho não premiou, então que se lixe. O liberalismo, visto assim, é a ideologia do conformismo. Aliás, prova disso, é que nos blogues que se arvoram do liberalismo não se leu uma palavrinha de jeito sobre a matéria. Contrangimento ou indiferença? Inclino-me mais para a segunda hipótese.
Ora acontece que eu sempre vi os liberais deste país besuntarem a Gulbenkian de elogios. Cada vez que se falava da subsídio-dependência estimulada pelo Estado, vinha logo a seguir o grande elogio à fundação do velho arménio como instituição rigorosamente privada, totalmente independente dos dinheiros do Estado (dos “contribuintes”) que era capaz de produzir bens culturais (e científicos) de altíssimo calibre. A Gulbenkian provava a incompetência do Estado. E nem valia a pena tentar argumentar que a fundação tem ao seu dispor meios com que o Estado português nunca sonhou nem poderá sonhar.
Mas agora a Fundação fechou a sua companhia de dança. Os liberais encolhem os ombros: é o mercado e siga a Marinha. Mas se, entretanto, aparece alguém (no caso, Santana Lopes) a dizer que quer resolver o problema, então sim é um ai Jesus, aí vem a malandragem do Estado a querer “distorcer o mercado” metendo a sua imunda patorra onde não é chamado.
Evidentemente, não elogio Santana. A proposta que fez para este problema é – como outras anteriores (Parque Mayer, Túnel do Marques) – nada mais é do que simplesmente megalomana. Orçamentalmente, a CML não tem onde cair morta. Tem – ou deveria ter - milhentas outras prioridades à frente.
Portanto, a solução não é o Estado, admito-o perfeitamente. A solução são os privados. Não faltam neste país instituições riquíssimas para quem o ballet Gulbenkian poderia ser uma agradável peninha no chapéu. Fundações ou grupos bancários ou outros grupos económicos, o que fosse. Se o liberalismo fosse para levar a sério, isto já tinha acontecido.
Mas não. Desgraçamente, até agora nenhum “agente económico” se chegou à frente. Bailarinas sim. Mas só agarradas ao varão."
Escreveu o João Pedro Henriques no Glória Fácil
O presidente da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes, quer alargar à zona do Castelo de São Jorge o condicionamento do trânsito e do estacionamento, já em vigor nalguns bairros históricos da cidade.
A proposta de encerramento do bairro do Castelo ao trânsito automóvel será levada por Santana Lopes à próxima reunião pública de câmara, dentro de uma semana.
A zona do Castelo seguir-se-á assim a outros bairros históricos onde o sistema de acesso condicionado a moradores e comerciantes já existe, como o Bairro Alto (Dezembro de 2002), Alfama (Agosto de 2003), Bica e Santa Catarina (Maio de 2004).
A medida "visa a requalificação dos bairros nas áreas da segurança, da reabilitação e do espaço público e consequente promoção da qualidade de vida, propondo soluções integradas de transporte e estacionamento acompanhado por um regime específico para cargas e descargas", indica uma nota do gabinete do presidente da autarquia lisboeta.
Na opinião de Santana Lopes, o bairro do Castelo "caracteriza-se por uma reduzida dimensão dos quarteirões e uma elevada ocupação do solo, o que propicia um estacionamento desordenado, que impede a acessibilidade de veículos de socorro em casos de sinistro e o acesso a bocas de incêndio".
Esta realidade, sustenta o presidente, "dificulta a plena fruição do bairro por parte dos seus residentes e inúmeros visitantes, impedindo muitas o acesso às suas próprias habitações ou a zonas de lazer".
Com a devida vénia à RTP on line

A Lanalgo encontrou finalmente comprador. Depois de um primeiro leilão sem ofertas, os dois edifícios da Baixa lisboeta foram arrematados por 2,6 milhões de euros. Após a análise de oito ofertas, apresentadas em carta fechada, o prédio da Rua de Santa Justa onde se situavam os armazéns foi vendido por 1,733 milhões de euros. Valor que deverá ser suficiente para indemnizar os 109 ex-trabalhadores que aguardam há cinco anos por este desfecho.
"Isto é a prova de que vale sempre a pena lutar" , disse ao DN Tomás Zegre, ex-trabalhador da Lanalgo. Inicialmente preocupado com o valor base de licitação - 2,1 milhões de euros -, o responsável concluiu que o valor final foi positivo, porque vai resolver os problemas dos ex-trabalhadores.
O comprador não quis identificar-se, mas Tomás Zegre disse "que tudo indica que o edifício seja utilizado para um hotel ou para algo relacionado com a construção". Certezas só haverá depois da assinatura do registo provisório dos edifícios, o que deverá suceder dentro de oito a dez dias.
Até lá a Comissão de Credores terá de decidir se aceita a proposta final, mas Tomás Zegre acredita que a resposta será positiva. A Câmara de Lisboa e o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) têm ainda um prazo de dez dias para se pronunciar. Os dois organismos podem exercer o direito de compra, já que o valor dos prédios baixou 30% em relação à proposta inicial (3,75 milhões de euros). Tomás Zegre frisou, porém, que nenhuma das entidades "mostrou interesse até ao momento"
O pagamento aos trabalhadores deverá ocorrer apenas no final do primeiro trimestre de 2006. Até Maio será prematuro pensar nisso, porque as ordens de venda dependem de outras questões de ordem burocrática, a que se juntam a acumulação de processos e as férias judiciais.
Com a devdia vénia ao Diário de Notícias

O Presidente da República condecorou hoje o administrador e presidente honorário da Fundação Calouste Gulbenkian, Mikhael Essayan, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, no dia em que se assinalam 50 anos da morte do seu avô.
Na cerimónia, Jorge Sampaio lembrou os «relevantes serviços prestados a Portugal e à cultura portuguesa, quer no país, quer no estrangeiro», da Fundação e do seu administrador, que ocupa o cargo há 24 anos.
O Padrão dos Descobrimentos, em Belém (Lisboa), reabre ao público na sexta-feira, pelas 12:00 horas. Após trabalhos de reabilitação do monumento, os visitantes poderão agora aceder a mais dois pisos pelo elevador.
No interior do Padrão dos Descobrimentos encontra-se patente a exposição «Uma Epopeia do Gesso à Pedra», um percurso sintético dos Descobrimentos Portugueses e sua relação com as figuras retractadas no exterior do monumento. No auditório pode ser visto o filme «Lisbon Experience» sobre a história da cidade de Lisboa.
O Padrão dos Descobrimentos está aberto ao público de terça-feira a domingo das 10:00 às 18:00 (horário de Inverno) e das 10:00 às 19:00 (horário de Verão).
Com a devida vénia ao Diário Digital

É a primeira vez, desde há muitos anos, que o Teatro da Trindade apresenta espectáculos em Agosto. Esta é uma perspectiva de alargamento dos tempos de programação que têm a ver com o reconhecimento do importante papel que o turismo cultural pode representar nos dias de hoje. Por isso a legendagem do espectáculo em Inglês e Espanhol. O objectivo é conquistar público que vem visitar esta cidade procurando a sua história, o seu clima, os seus ambientes mais pitorescos e acrescentar essa dimensão da cidade.
No dia da estreia, 23 Julho, e até ao final da carreira do espectáculo, o Teatro da Trindade acolhe a Exposição "Dez Olhares sob a Cegueira" da Oficina de Fotografia do Departamento de Acção Social da Câmara Municipal de Lisboa e MEF (Movimento de Expressão Fotográfica). No dia 27 Julho às 18h00 é o lançamento oficial da banda sonora original do espectáculo: "Ensaio sobre a Cegueira, um Requiem pela Humanidade", de Jorge Salgueiro.

(antigo apeadeiro dos Olivais, antes das obras da Expo 98)
Hoje decidimos fazer uma breve digressão histórica pelos Olivais, onde Eça também ficcionou alguns episódios de Os Maias. Servimo.nos como fonte para isso de "Olivais, Retrato de um Bairro", de Helena Torres e Catarina Portas.

O brasão dos Olivais foi atribuído por decreto em 1860.
O escudo divide-se em duas partes, tendo na primeira as armas de Portugal, na segunda, o quartel superior apresenta a Rainha Santa Isabel ladeada pelo Rei D. Diniz e pelo Infante D. Afonso. No quartel inferior observa-se duas oliveiras. O escudo é encimado pela coroa real. Simboliza as tréguas que fez Santa Isabel entre o seu marido e o seu filho em 1323.
A mais populosa freguesia lisboeta remonta ao Séc. XIV, à data de 1397, quando o Arcebispo de Lisboa, D. João Anes, a 6 de Maio cria a paróquia e a freguesia no lugar onde teria sido construída nesse século a igreja da Praça.
A lenda então existente falava da aparição da virgem no tronco oco de uma oliveira. Por isso o templo lhe foi dedicado e para o futuro ficou Santa Maria dos Olivais, a igreja e a freguesia. Durante 300 anos, esse tronco foi guardado como relíquia no altar até desaparecer em 1700. Uma bula emitida em 1 de Junho de 1400 pelo Papa Bonifácio IX confirmava a existência da freguesia, justificada pela presença de gente em número já expressivo. Antes disso, encontram-se registos de propriedades agrícolas pertencentes a comunidades religiosas e a mouros. Foram encontrados vestígios de ocupação ainda mais remotos, quando em 1964 durante a construção da Av. Marechal Gomes da Costa as escavadoras colocaram a descoberto restos de povoação/necrópole neolítica (ossadas, cerâmicas, moedas e uma sepultura completa da época romana).
Mas Olivais Velho só começou a estruturar-se no século XVI com a construção das casas em redor da igreja matriz, nascendo assim o primeiro núcleo urbano da região, Santa Maria dos Olivais, habitada principalmente por agricultores. Estes trabalhavam nas propriedades dos arredores, pertencentes na maioria às comunidades religiosas. Nos Olivais, a primeira ordem religiosa a instalar-se foram os frades arrábidos que fundaram o convento de S. Cornélio em 1674 na Quinta da Nossa Senhora da Estrela e de S. João. As ruínas deste convento deram lugar ao Cemitério dos Olivais. Hoje, o único recolhimento religioso que permanece nos Olivais é o Convento dos Candeeiros, habitado pelas freiras Servas de Nossa Senhora de Fátima. Ainda hoje lá se encontram a nora, o resto de um aqueduto, as hortas e provavelmente o último olival dos Olivais.
A partir do século XVII, a nobreza começa a instalar-se nos Olivais, cativada pelo clima e "bons ares", ocupando algumas quintas até então pertença dos religiosos. Multiplicam-se as casas de campo e as quintas, as quais se ligavam por azinhagas: Quinta do Pinheiro, Vale do Alcaide, Quinta de Cortes, Morgado dos Marcos, entre outras. Dessa época apenas sobram duas quintas que conservam apenas as suas casas originais: Quinta do Contador Mor e a Quinta da Fonte do Anjo.
Na época áurea das quintas dos fidalgos, em finais do séc. XVIII, a povoação hoje conhecida por Olivais Velho era uma verdadeira aldeia. O terramoto, apesar de não ter provocado danos consideráveis, fizera ruir a igreja matriz, reconstruída logo de seguida. Só o cruzeiro ficou intacto. Nas traseiras da igreja o Campo da Feira passou a Rossio, o qual nas suas imediações viu crescer o casario e os primeiros arruamentos: a Rua das Casas Novas, a Calçadinha dos Olivais e a Rua Nova. A comunidade organizava-se agora num pequeno burgo, já não subsistindo exclusivamente do campo. Um registo de 1762 enumera entre as actividades dos seus habitantes: carpintaria, pesca, sapateiro, pedreiro, latoaria, entre outras. Perto do rio, vivia-se da pesca, extracção do sal e dos transportes fluviais. Os locais eram servidos por um pequeno ancoradouro denominado Porto de Sousa. Na freguesia já se viam algumas indústrias de saboaria, olaria e curtumes.
Em 1832-34, com Revolução Liberal, a aristocracia dá lugar a uma ascendente burguesia próspera no comércio e indústria, extinguindo as ordens religiosas. Em 1863, o Estado aboliu os morgadios, as quintas foram sendo abandonadas pela aristocracia e tomadas por rendeiros ou adquiridas por industriais. A instalação do caminho de ferro Lisboa-Carregado em 1856, provocou uma alteração radical nos Olivais. Dava-se início à era da indústria.
Em Setembro de 1852, Olivais passou a Concelho, o maior do país, como consequência de uma remodelação administrativa. Com 22 freguesias, estendia-se de Loures a Arroios, integrando o Lumiar, o Campo Grande, o Tojal, Sacavém, Bucelas e Beato.
Em 1875, no conjunto das suas 22 freguesias, contavam-se 43 fábricas: cortiça, estamparia, barro, moagem de farinha, sabão, tecidos de algodão, tabaco, entre outras actividades desenvolvidas. Nos Olivais concentravam-se principalmente as fábricas de estamparia e de tinturaria de algodões. Em 1874 inaugurou-se a fábrica que viria a modificar a vida de Olivais Velho: a fábrica de estamparias de Francisco Alves Gouveia, instalada na Rua das Casas Novas. Três anos após o seu início de actividade já empregava mais de duzentos operários. Para estes, em 1882, Francisco Gouveia mandou construir um bairro operário com habitações de renda económica ao lado da fábrica. Entretanto, o Concelho dos Olivais, dificilmente governável, teve a sua sede em cinco locais diferentes. Resistiu cerca de 30 anos, sendo extinto em 1886.
No início do século XX, quando a rua operária de Alves Gouveia ficou pronta, o Largo do Rossio mostrava toda a sua agitação, sendo bastante concorrido. Em 1891, inauguraram-se um chafariz e um coreto. Num palacete localizado à saída da Praça vivia a Viscondessa D. Maria Rosa da Veiga Araújo que fundou em 1896 um asilo para crianças pobres. Em sinal de gratidão o Largo do Rossio passou a ter o nome da Viscondessa.
A fábrica de Alves Gouveia acrescentou animação e gente. Naquela altura, faziam-se bailes, pic-nics, passeios a pé e assistiam-se aos concertos da banda da Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense, uma das instituições mais históricas dos Olivais, fundada em 1886. Faziam-se festas em honra de S. Sebastião, onde as ruas, a igreja e a Praça da Viscondessa se enfeitavam. Música, baile e fogo de artifício.
Foi em 1933 que o governo tomou medidas para resolver o problema de falta de habitação para os mais desfavorecidos. Assim nasceram diversos bairros, entre os quais o Bairro da Encarnação, planeado em 1940 pelo Arquitecto Paulino Montez. Trata-se de um bairro de pequenas moradias em estilo neo-tradicional português, com o formato peculiar de uma borboleta.
Também nos anos 40 são construídas uma série de estradas novas que ligam os Olivais ao centro de Lisboa. Em 1942 foi inaugurado o Aeroporto da Portela, e os aviões deixaram de aterrar no cais de hidroaviões. Olivais multiplicaram-se de prédios e o antigo foi-se degradando.
Foi em meados dos anos 50 que tudo começou a mudar. Cortaram-se as oliveiras, desapareceram as quintas, as hortas e as searas. Desapareceu a paisagem campestre.
No início dos anos 60, com base num projecto urbanístico com uma concepção muito própria e idealista, o bairro foi reconstruído, com uma finalidade social. Um decreto lei de 1959 obrigava a CML a construir habitação social em quantidade e rapidamente. A escolha do local recaiu sobre os Olivais, no qual a Câmara possuía uma quantidade grande de terrenos. A reforma urbanística começa pelo Olivais Velho, com o ajustamento do plano já existente de 1959. Em 1960 os novos edifícios estavam prontos a habitar. Os novos residentes eram na sua maioria de estratos sociais baixos. Em cerca de 1.890 fogos alojaram-se cerca de 8.500 habitantes. Nasceu o Vale do Silêncio, para atenuar os efeitos do cimento e proteger os blocos habitacionais dos cheiros provenientes da zona industrial. Apesar de as intenções serem de proteger as oliveiras sobreviventes, estas tinham já desaparecido quando da construção dos prédios. A segunda fase deste plano avançou nos finais do ano de 1959, com a intervenção nos Olivais Sul. A existência de massas sociais diferentes originou os seus problemas, o realojamento de pessoas que haviam vivido em barracas também não foi fácil. Era complicado adivinharem-se as reais necessidades dos futuros residentes. A falta de segurança nos Olivais talvez fosse vista como o principal problema, especialmente para os não residentes.
Quando o bairro foi terminado, ficou dotado de inúmeros espaços verdes, que exigem manutenção permanente e que importa não perder. A primeira visita ao bairro resulta numa noção de labirinto. Depois é possível compreender o sentido das ruas, a lógica das praças e o encaixe dos prédios nos espaços verdes. O aparecimentos do primeiro grande empreendimento comercial da zona - o Olivais Shopping Center - constitui um polo dinamizador. Inaugurado em 1995, oferecia uma importante componente residencial (4 torres de habitação com 192 fogos) e uma área comercial que pretendia responder às necessidades de compras dos habitantes dos Olivais. A sua ampliação em 1999, acrescenta-lhe mais duas torres (62 fogos e 30 escritórios) e o aumento da oferta comercial.
O final da década de noventa é marcado pelo aparecimento do metropolitano - Linha do Oriente, constituída por 7 estações com uma extensão de 6 quilómetros. Em 1998 é inaugurada a Estação de Metro dos Olivais. A organização da Expo'98 permitiu melhoramentos importantes nas principais vias rodoviárias (Av. Marechal Gomes da Costa, Av. Infante D. Henrique e Av. Estados Unidos da América) e o aparecimento de novos eixos (CRIL e a Ponte Vasco da Gama). A harmonia existe, a população tem orgulho do barulho das suas árvores e preza os seus espaço verdes. Dá gosto ser Olivalense. Dá gosto viver aqui.
Com a devida vénia ao sítio do Olivais Shopping Center
Cerca de um sexto (17%) dos habitantes de Lisboa diz não estar satisfeito com a qualidade de vida na capital portuguesa, indica um estudo realizado pela Comissão Europeia junto dos residentes em 31 cidades europeias, incluindo Lisboa e Braga.
Entre os lisboetas entrevistados, 12% diz estar relativamente insatisfeito com a vida em Lisboa e 5% afirma estar muito insatisfeito. Em Braga estes valores são de 4 e 1%, respectivamente.
Questionados sobre se a qualidade de vida na sua cidade irá melhorar nos próximos cinco anos, um terço dos alfacinhas manifesta o seu pessimismo, valor que é de 18% entre os bracarenses.
Os aspectos mais criticados pelos lisboetas são os transportes, com 46% de respostas desfavoráveis, o preço da habitação (71%), as oportunidades de emprego (87% considera difícil encontrar emprego) e os serviços de saúde, criticados por 54% dos inquiridos.
Os habitantes da cidade dos arcebispos criticam essencialmente os cuidados de saúde (51%), as oportunidades de emprego (78%), o preço da habitação (31%) e os
Com a devida vénia ao Diário Digital
A CDU de Lisboa anunciou hoje que quer impugnar junto dos tribunais o negócio que envolve os terrenos do Parque Mayer e de Entrecampos onde se situava a Feira Popular, acusando a Câmara Municipal de "gestão danosa".
Em comunicado hoje divulgado, a coligação de esquerda afirma que "todo o processo é abusivo" e representa um "verdadeiro esbulho do património municipal, de forma aberta e descarada".
A CDU critica a permuta entre o Parque Mayer, propriedade da Bragaparques, e parte dos terrenos municipais de Entrecampos, onde se situava a Feira Popular de Lisboa, e a venda em hasta pública da parte remanescente dos terrenos de Entrecampos àquela empresa, processo aprovado pela Assembleia Municipal de Lisboa (AML) no dia 01 de Março.
"Relativamente à permuta, a CDU vai interpor recurso no Tribunal de Contas e vai participar ao Ministério Público contra a Câmara de Lisboa, por gestão danosa", afirma a coligação, adiantando estar a estudar "os dados que conduzam à impugnação da hasta pública".
A CDU critica o facto de a permuta ter sido realizada antes da elaboração e aprovação de um plano de pormenor para o Parque Mayer, do Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE), e do Plano de Cérceas da Avenida da República, que permitissem "definir o valor dos terrenos".
Com a devida vénia à Lusa
Maria João Avillez entrevista Maria José Avillez. É o que se chama em sentido próprio conversa em família de chanata televisiva.
O ex-presidente do PSD e actual comentador da RTP, Marcelo Rebelo de Sousa, acusou, domingo à noite, o candidato do PS à Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, de ser o principal obstáculo à sua própria candidatura.
Em declarações proferidas no seu programa semanal «As Escolhas de Marcelo», o ex-líder social-democrata defendeu que Carrilho «suscita antipatia», facto que poderá tornar-se no principal obstáculo à eleição do ex-ministro da Cultura nos Governos de José Sócrates.
Registos dos doentes dos hospitais de São José, Capuchos e Desterro desapareceram! Computadores de três hospitais de Lisboa estão parados há dez dias.
O sistema informático do Centro Hospitalar de Lisboa, que abrange os hospitais civis de São José, Desterro e Capuchos, está totalmente paralisado desde o dia 8 deste mês, causando numerosos transtornos no funcionamento daquelas unidades de saúde.
De acordo com um médico do Hospital de São José, contactado pelo PÚBLICO, "a situação é grave porque, aparentemente, perdeu-se o registo de todos os doentes, não se sabendo ainda se há a possibilidade de os recuperar".
Ainda segundo este médico, as consultas externas e os internamentos estão a processar-se "de forma difícil", pois se o doente não tiver o cartão do hospital, com o código que lhe foi atribuído informaticamente, é quase impossível aceder ao seu processo clínico.
No entanto, ainda segundo declarações do mesmo médico, consultas, operações e internamentos, têm tido lugar, apesar da "grande confusão".
Pilar Vicente, clínica do Hospital de São José e membro da direcção do Sindicato dos Médicos da Zona Sul, confirmou ao PÚBLICO esta situação, explicando que a admissão de doentes nas urgências do hospital está a demorar muito mais tempo que o habitual, "pois o processo de inscrição é todo feito manualmente".
Segundo esta médica, há indicações de que a lista de espera de doentes para cirurgia terá sido apagada do sistema, mas não existe nenhuma confirmação nesse sentido. "Ninguém sabe ao certo o que vai acontecer ou quando é que esta situação estará resolvida", acresenta.
José Carneiro de Almeida, assessor de Nuno Cordeiro Ferreira, coordenador do grupo hospitalar dos Hospitais Civis de Lisboa, confirmou a avaria que se verifica no sistema informático e que abrange os três hospitais, referindo que existe uma "previsão de que tudo volte à normalidade já nesta segunda-feira".
"O sistema avariou totalmente há oito dias, tendo os técnicos de informática tentado de imediato resolver a situação, o que não foi possível. No início da semana contactou-se a empresa norte-americana que forneceu o sistema instalado no Centro Hospitalar de Lisboa e que, desde então, está a tratar da sua reparação, havendo a previsão de que a situação esteja resolvida já nesta segunda-feira", explicou.
Ainda segundo José Carneiro de Almeida, a avaria constitui um imprevisto cuja solução "não está nas mãos da administração do centro hospitalar" e "não tem tido qualquer efeito sobre o funcionamento normal dos serviços, excepto uma maior demora no registo dos doentes, que é feito manualmente". Segundo outras fontes, os pagamentos a fornecedores estão também suspensos desde o dia 8.
Com a devida vénia ao Público on line

Já imaginou a reconstrução de Lisboa depois do terramoto de 1755 feita à luz do simbolismo maçónico? Já lhe ocorreu que a célebre morte dos Távoras pode ter sido organizada segundo os rituais maçónicos? Tudo sob a batuta de Sebastião José de Cravalho e Melo, que ficou para a história como o Marquês de Pombal, com palácio ali em Oeiras, onde se fez retratar com mais dois irmãos...
O Maçon de Viena, livro da autoria de José Braga Gonçalves, é um romance histórico que constitui uma boa surpresa. De leitura irresistível, apesar de densa, revela-nos como tudo acontece por uma razão, ainda que não visível no imediato. Nota-se ainda, em certas entrelinhas, umas pintalgadas autobiográficas e, por vezes, é até impossível não reconhecer certas figuras contemporâneas que acompanharam o autor na saga da Universidade Moderna.
Como aquele irmão que todos os dias ao levantar repetia três vezes para o espelho: "Eu não sou maçon! Eu não sou maçon! Eu não sou maçon!". Quem não identifica um certo personagem vaidoso, que ainda permanece na penumbra, mas que quiçá não logre furtar-se à enigmática frase final do livro: "Quando um poderoso cai, os amigos querem que caia o mais baixo possível, esquecendo-se que, com ele, todos acabarão por cair um dia".
Este é um livro que muitos lerão, mas que poucos dirão que leram. Eu li e aconselho.
O DN acompanhou uma equipa da PSP num carro descaracterizado equipado com o sistema Provida 2000. Um radar que permite controlar qualquer viatura que se encontre à frente ou se cruze com o veículo de controlo, possibilitando a gravação de imagens. Foram vários os condutores apanhados em flagrante delito. Excesso de velocidade e desrespeito pela sinalização são as principais infracções detectadas. A circulação em Lisboa faz-se, na generalidade, de forma caótica. A maioria dos condutores não cumpre as regras de trânsito nem os limites de velocidade. As infracções ao Código da Estrada são sempre gravadas pela câmara de vídeo como prova.
Duas da manhã de sexta-feira. Um Honda Civic passa na Avenida Alfredo Bensaúde a 129 quilómetros/hora. Uma cena habitual, até porque aquela artéria de Lisboa se transforma, à noite, numa autêntica e perigosa pista de corridas para muitos adeptos do tunning. O que o condutor não esperava era que o veículo ultrapassado fosse um carro descaracterizado da PSP. A perseguição é imediata. "Grava. Estás a gravar?", pergunta o agente condutor para o que opera a câmara. Os bips denunciam o registo da infracção e do flagrante delito.
Mais à frente, o castigo para quem quebra as regras em 79 quilómetros/hora (o limite é de 50 km) 500 euros, mais 250 por alterações no veículo sem autorização. Primeiro ligam-se os "pirilampos", depois soa a sirene. Mesmo assim, o carro não pára. "O senhor condutor desligue o carro e saia da viatura", ordena o agente através do megafone. Do veículo sai um jovem com pouco mais de 20 anos, com um ar assustado. Os agentes mostram-lhe o vídeo onde está registada a sua proeza. Não há dúvidas. Para além das coimas, a viatura é apreendida e terá de ser submetida a uma inspecção extraordinária.
Mais à frente, o castigo para quem quebra as regras em 79 quilómetros/hora (o limite é de 50 km) 500 euros, mais 250 por alterações no veículo sem autorização. Primeiro ligam-se os "pirilampos", depois soa a sirene. Mesmo assim, o carro não pára. "O senhor condutor desligue o carro e saia da viatura", ordena o agente através do megafone. Do veículo sai um jovem com pouco mais de 20 anos, com um ar assustado. Os agentes mostram-lhe o vídeo onde está registada a sua proeza. Não há dúvidas. Para além das coimas, a viatura é apreendida e terá de ser submetida a uma inspecção extraordinária.
A caça aos infractores começou ao início da tarde. Num dos carros descaracterizado da Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa está montado o sistema Provida 2000, um dos mais modernos para a fiscalização rodoviária. Este sistema de radar permite controlar qualquer viatura que se encontre à frente, atrás ou se cruze com o veículo de controlo, possibilitando a gravação de todos as imagens.
A circulação na cidade de Lisboa faz-se, na generalidade, de forma caótica. A maioria dos condutores não cumpre as regras de trânsito nem os limites de velocidade. Independentemente da via onde circulam, andam sempre acima dos 50. Em plena hora de ponta, o radar apanha um condutor a mais de 120 quilómetros/hora no túnel do Campo Grande. "Nem reparei", diz o rapaz de 21 anos. As más notícias chegam logo a seguir "É uma infracção muito grave, com inibição de conduzir de dois meses a dois anos". O rapaz, que confessa ao DN que aquela não é a primeira vez que é apanhado em excesso de velocidade, mostra-se bastante preocupado, até porque nem três anos de licença de condução tem. Agora, pode ficar sem carta.
Pouco depois das 18.00, no Viaduto Duarte Pacheco, um BMW ganha balanço para a subida de Monsanto, na auto-estrada de Cascais (A5). Os olhos apurados e treinados, dos agentes de fiscalização já viram este filme vezes e vezes sem conta. Prepara-se a gravação. Contagem 120 quilómetros/hora. Limite: 50 km/h. Devido ao trânsito não se pode mandar encostar o automóvel. Mas a multa de 500 euros já está passada e segue pelo correio.
A noite já vai longa, é altura de mudar de carro descaracterizado, até para não queimar as viaturas. A PSP de Lisboa tem vários carros à paisana equipados com o sistema Provida 2000. É preciso ter mão nos carros, pois nunca se sabe o que se pode apanhar. Por isso, as equipas de agentes destacadas nos sistemas Provida têm um curso intensivo de seis meses sobre técnivas de condução defensiva e agressiva.
As corridas de tunning são habituais nas madrugadas de sexta-feira. As concentrações são sempre nos mesmo locais. Zona sul do Parque da Nações e Moscavide. Uma da manhã, zona de Moscavide. Um Polo G40, totalmente alterado, apercebe-se do carro da PSP. Lentamente vai ganhando terreno, depois acelera e passa o sinal vermelho. Mais à frente é interceptado. À multa por desrespeito à sinalização acrescem 250 euros por alterações não autorizadas e a apreensão da viatura para inspecção extraordinária. O relógio indica três da manhã. Não há tempo para mais. São horas de regressar à esquadra.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
É o tema do artigo de hoje de Appio Sottomayor, em A Capital, que com a devida vénia reproduzimos.
Lê-se que a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa vai ser ampliada, anunciando-se a construção de um novo pavilhão. A frequência universitária vai aumentando todos os anos e os edifícios das Escolas, que pareciam amplos e suficientes para muitos anos quando da sua inauguração, vão revelando pequenez. A evolução, felizmente, não pára.
O olhar para trás pode ser encarado de duas formas: ou se trata de uma maneira meio conformista meio doentia de ficar agarrado ao que passou, ou, mais saudavelmente, encaram-se os tempos vividos e as realizações feitas como lição para o presente e o futuro e, ao mesmo tempo, como tema de meditação sobre o caminho já percorrido. Neste sentido se fará uma breve e incompleta digressão por alguns sítios e edifícios de Lisboa que foram outras tantas instalações ao serviço do ensino superior. Vindas de tempos em que todos os alunos iam cabendo em prédios pequenos…
Tudo começou, como é sabido, com o Estudo Geral, fundado por D. Dinis e que as melhores fontes dizem ter sido instalado a princípio junto do actual Largo do Carmo, mais exactamente no sítio do palácio Valadares onde funciona há muito uma escola. Andou depois em bolandas a Universidade, oscilando frequentemente entre Lisboa e Coimbra, até que D. João III a fixou junto do Mondego. Tal não impediu que alguns pólos se fossem conservando na capital e outros surgindo também no Porto ou noutras cidades. No que a Lisboa diz respeito, lembremos, por exemplo, que os estudos de Medicina, Letras e outros tiveram longa tradição. No entanto, só com o advento da República decidiram os legisladores recriar uma Universidade e dar-lhe a devida estrutura. Facilmente se entende, porém, que as várias Escolas ficaram situadas em edifícios dispersos pela cidade. Teríamos de esperar pelos anos 50 do século XX para começar a ver concretizada a ideia de uma Cidade Universitária.
LETRAS EM JESUS. Foi D. Pedro V a promover a instituição em Lisboa de um Curso Superior de Letras, em 1859 (e, por esse motivo, uma estátua do rei que foi chamado de “esperançoso” figura junto da actual Faculdade, na Cidade Universitária). Renovada a Universidade de Lisboa em 1911, dela passou a fazer parte uma Faculdade de Letras, resultante do antigo curso superior e integrando os grupos de filologia clássica, românica e germânica, as ciências histórico-geográficas e as ciências filosóficas. A breve trecho, foi instalar-se a Escola no edifício do Convento de Jesus, onde já se encontrava, desde a expulsão das ordens religiosas em 1834, a Academia das Ciências. Este convento fora fundado em finais do século XVI e nele residiram os frades terceiros de Jesus. Ocupava a Faculdade a parte ocidental do edifício e lembram alguns dos seus frequentadores, além do mais, um belo friso de azulejos existente no claustro.
Como a entrada na Faculdade era feita através de uma rampa, uma das graças alfacinhas consistia em lembrar ser aquela a única escola superior onde começava por se descer – para subir na vida. As condições tornaram-se, a dada altura, francamente más e Letras foi, naturalmente, das primeiras Faculdades a ocupar lugar na nova Cidade Universitária, ao Campo Grande, no conjunto edificado entre 1955 e 1960.
Anteriormente, porém, já o Estado tinha feito diligências para tirar os letrados do casarão de Jesus. Esteve assim indigitado para servir de sede à Faculdade o antigo palácio da Quinta da Praia, em Belém, que fora propriedade dos marqueses de Marialva (sensivelmente onde hoje fica o Centro Cultural de Belém). Mas, comprado pelo então Ministério da Instrução, acabou por servir, durante uns anos, para o liceu D. João de Castro.
O CAMPO DE SANT´ANA. No Campo dos Mártires da Pátria – ao qual o vulgo continua a dar a tradicional e antiga designação de Campo de Sant´Ana, existiu, há algumas décadas, uma mini-cidade universitária. A atrevida classificação provinha do facto de ali coexistirem a Escola Médica e a Faculdade de Direito, dando azo a que os respectivos estudantes convivessem no jardim fronteiro e nos cafés das imediações. Segundo o Prof. Marcelo Caetano, queixavam-se os de Medicina da vastidão e dificuldade da cadeira de Anatomia, contrapondo os futuros juristas que “eles nunca tinham visto o Direito Administrativo” – disciplina leccionada pelo contador da história.
A Faculdade de Direito fora criada, no âmbito da Universidade de Lisboa, em 1913 e começou a funcionar, provisoriamente, na Escola Politécnica. Mas foi permanência de curta duração, já que as condições eram abaixo do mínimo. O Estado decidiu então alugar em 1914 um belo edifício situado no Campo dos Mártires da Pátria, no que foi considerada uma solução que optava pelo menos mau. O primeiro director da Faculdade, Afonso Costa, ministro da I República e um dos seus corifeus, esteve de acordo.
O prédio em questão fora mandado construir pelo visconde de Valmor, cujo escudo ficou aliás a encimar a escada principal. Tratava-se de um edifício apalaçado, onde, a partir de certa altura, só com muito boa vontade era possível fazer funcionar uma escola superior. Só a antiga sala de baile era suficientemente espaçosa para conter a cátedra e centena e meia de alunos. No piso superior, numa divisão comprida mas estreita, alinhavam-se as carteiras umas atrás das outras, o que levava os estudantes a baptizá-la de “carro eléctrico”. Na parte traseira ficava uma zona ajardinada, para a qual deitavam as instalações, obviamente acanhadas, da Associação Académica.
No primeiro piso, existia uma pequena capela, durante anos aproveitada como arrumação, mas recuperada a certa altura pela Juventude Universitária Católica que ali reinstituiu actos de culto.
Só em finais dos anos 50 se procedeu à mudança da Faculdade para a nova Cidade Universitária. Assim, muitos juristas no activo ainda frequentaram a velha casa do Campo de Sant’Ana – caso, por exemplo e entre muitos possíveis, do Presidente Jorge Sampaio. Hoje, no prédio que foi Faculdade, encontra-se a Embaixada da República Federal da Alemanha.
Em contrapartida, a Escola Médica, situada no topo Sul do Campo, continua em funções. Inaugurado o edifício em 1906, provém de história antiga: em 25 de Junho de 1825, em tempos de D. João VI, foi criada a Real Escola de Cirurgia que funcionava no Hospital de S. José. Mudou de nome em 1836, passando a chamar-se Escola Médica, designação que perdurou mesmo para além da criação da Universidade de Lisboa em Março de 1911.
Hoje funciona ali a Faculdade de Ciências Médicas, da Universidade Nova de Lisboa. (A Escola a que, por comodidade, chamaríamos de clássica, encontra-se no edifício do Hospital de Santa Maria). Como o edifício do Campo de Sant’ Ana foi construído propositadamente, não espantará que as instalações, sofrendo embora as alterações indispensáveis, tenham resistido ao tempo.
OUTROS MAIS. A Faculdade de Ciências é das mais recentes inquilinas da Cidade Universitária do Campo Grande. Na verdade, só há poucos anos abandonou o edifício da velha Escola Politécnica – criada em 1837 no lugar do Colégio dos Nobres – no qual permanecem alguns laboratórios e o Museu de História Natural, além do simpático vizinho que é o Jardim Botânico.
A Medicina Veterinária tinha escola própria desde 1830, tendo sido incorporada no Instituto Agrícola. Ao ser criada a Universidade, os dois ensinos foram separados: a parte agrícola passou a chamar-se Instituto de Agronomia e foi para a Tapada da Ajuda, onde se mantém; Veterinária ficou instalada nas imediações da Rua Joaquim Bonifácio, na Estefânia, em rua que veio a ter o nome da Escola. Lá foi erguido um monumento a Silvestre Bernardo Lima, antigo professor. As novas instalações ficam, como é sabido, na Rua Cid dos Santos.
As Belas Artes funcionaram longos anos no antigo convento de S. Francisco, na parte virada ao Largo da Biblioteca, lá sendo ministrados todos os cursos do ramo (da Arquitectura à Pintura). A mais recente cidade universitária lisboeta, instalada na Ajuda, permitiu uma visão mais desafogada.
Por aqui se fica, longe de esgotar o tema…
É o título de artigo hoje publicado no Público (link indidponível), por José Sá Fernandes, qem que acusa a CML de "corrupção moral" no caso da venda dos terrenos de Entrecampos.
"Ao senhor que faz este blogue deixo um desafio. Na passada quinta-feira foi retirada uma passagem aerea que permitia aos peões atravessar o auto-estrada junto ás bombas de gasolina, perto do viaduto Duarte Pacheco.
Esta passagem aerea foi colocada derivado a sucessivos acidentes de peões que pretendiam atravessar de Campo de Ourique para a Cascalheira(Campolide) e vice versa. Sem qualquer aviso prévio a Câmara de Lisboa dirigida por Carmona Rodrigues e Santana Lopes demonstraram mais uma vez o desprezo pelos seus municipes e o pouco cuidado que lhe merece a sua segurança.
É que as alternativas são atravessar o auto-estrada sujeitando-se a um atropelamento dar uma volta enorme. Este é o meu desafio para si que quer um blogue que seja um defensor dos interesses da população de Lisboa."
«Antípodas - Música do outro lado do mundo Portugal, Nova Zelândia, Austrália» é o nome do novo projecto musical que a OrchestrUtopica apresenta na terça-feira, dia 19 de Julho, pelas 21:30 horas, na Culturgest, em Lisboa.
De acordo com a edição desta segunda-feira do Jornal de Notícias, este concerto apresenta em estreia europeia a obra do compositor neo-zelandês, John Psathas, «Psysygysm», o compositor escolhido para escrever a música de abertura dos Jogos Olímpicos de Atenas.
Além de «Psysygysm», de John Psathas, o concerto conta com «Short Cuts» de Luís Tinoco; «Pascal´s Sphere», de Mary Finsterer; «Improviso sobre a incerteza», de Nuno G. Campos, e «Quattro», de Carlos Caires.
Com a devida vénia ao Diário Digital
Sindicato admite bloquear trânsito nas pontes do Tejo
Os vários sindicatos representativos das forças de segurança definiram novas formas de protesto contra as medidas do governo sobre o congelamento de carreiras e o fim dos sub-sistemas de saúde. O Sindicato dos Profissionais de Polícia admite bloquear o trânsito na ponte 25 de Abril, em Lisboa. A Associação Sócio-Profissional da PSP (ASPP) vai estar presente no dia 28 de Julho nas galerias do Parlamento.
A forma de protesto mais radical foi admitida pelo SPP, caso o Governo mantenha a proposta de aumento da idade da reforma para os profissionais da polícia. O sindicato admite bloquear o trânsito nas duas pontes sobre o Tejo, a 25 de Abril e a Vasco da Gana. "Não iremos aceitar as regras para o aumento da idade da reforma", declarou anteontem aos jornalistas o presidente do SPP, António Ramos.
Ontem à noite, o secretário de Estado adjunto da Administração Interna, José Magalhães, afirmou que, a verificar-se tal forma de protesto, isso seria "um crime impensável ".
Menos drástica na forma de protesto está a ASPP, que convocou os polícias para estarem presentes, no dia 28 de Julho, na Assembleia da República durante a discussão e votação da proposta do Governo que prevê o congelamento da progressão das carreiras na Administração Pública.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias

Lisboa foi a capital europeia escolhida para acolher a conferência europeia do gigante informático Microsoft - prevista para Janeiro de 2006 -, ultrapassando Viena.
A conferência anual europeia da Microsoft, que em este ano se realizou em Praga, é presidida por Bill Gates e reúne os líderes dos governos europeus e altos representantes das empresas do sector para discutir e avaliar os progressos no cumprimento da Agenda de Lisboa.
O anúncio foi realizado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) na noite de sexta-feira, tendo sido enaltecida a forma como o chefe da diplomacia nacional, Diogo Freitas do Amaral, comandou o processo.
Com a devida vénia ao Diário Digital
Manuel Salgado, o arquitecto que projectou (com Vittorio Gregotti) o CCB e um dos subscritores do manifesto eleitoral de Manuel Maria Carrilho para a Câmara de Lisboa, decidiu retirar o apoio ao candidato. Em artigo publicado na edição deste sábado do Expresso, o arquitecto alega «deficiências de carácter» como estando na origem da decisão.
Carrilho responde a Manuel Salgado com "defesa do interesse público"
O candidato do PS à autarquia de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, afirmou hoje estar "habituado" a críticas em relação ao seu carácter quando defende de forma "intransigente o interesse público face aos interesses privados".
Manuel Maria Carrilho respondia assim a um artigo de opinião publicado no semanário Expresso, em que o arquitecto Manuel Salgado anuncia ter retirado o apoio ao candidato socialista à Câmara Municipal de Lisboa, alegando "deficiências de carácter".
"Estou habituado há muito tempo, sempre que sou intransigente na defesa do interesse público face a interesses privados, a ouvir falar de deficiências de carácter", afirmou Carrilho, à margem de uma visita ao Mercado da Ajuda, em Lisboa.
O candidato garantiu que "também aqui Lisboa vai mudar claramente", explicando que "o interesse público é aquilo que prevalecerá" na sua candidatura e no seu mandato.
Depois da falta de acordo em relação a várias situações, nomeadamente quanto ao lugar a ocupar pelo arquitecto na lista de candidatura do PS, ficou combinado, segundo o artigo no Expresso, que Salgado assinaria o manifesto de apoio e a sua ausência na lista seria justificada por "compromissos profissionais".
Na semana passada uma notícia no mesmo jornal, citandoa uma fonte da candidatura do PS, justificava a ausência do arquitecto na lista por "um conflito de interesses" por o ateliê de Salgado ter "25 por cento da sua facturação em Lisboa".
Esta notícia deixou o arquitecto "indignado", diz o jornal, levando-o a interrogar-se "se um apoio político pode sobreviver a deficiências de carácter", tendo decidido retirar o apoio a Carrilho.
Com a devida vénia à Lusa

O realizador de cinema Stephen Frears, que dirigiu "Ligações Perigosas", dá hoje na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, uma aula aberta de Realização de Cinema, a primeira de um curso da instituição. O curso, a decorrer desde 04 de Julho e que é frequentado por 12 formandos, conta com a colaboração da London Film School e é supervisionado pelo argumentista Colin Tucker, professor da escola londrina.
Além de "Ligações perigosas", Stephen Frears realizou, entre outros, "A minha bela lavandaria", "Sammy and Rosie Get Laid", "The Snapper" e "Dirty Pretty Things". A sessão decorrerá na Sala Polivalente do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, em Lisboa.
Com a devida vénia à Lusa
A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, admitiu hoje apoiar um projecto de viabilização do Ballet Gulbenkian, em parceria com a Câmara de Lisboa e com a Fundação. Comentando o anúncio do presidente da Câmara de Lisboa, quinta-feira, de que vai propor conversações com o conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian para encontrar uma solução que preserve o legado do Ballet, Isabel Pires de Lima adiantou que irá aguardar por contactos, desde que envolvam a Fundação.
"Aguardo que a Câmara Municipal de Lisboa, em articulação com a Fundação Calouste Gulbenkian, contacte o Ministério, se assim o entender, no sentido de se estudar alguma solução", prometeu a ministra. "Estou a saber dessa iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa pela imprensa, que não é propriamente o meio mais normal", afirmou Isabel Pires de Lima, à margem da cerimónia de colocação da primeira pedra do Centro de Interpretação de Aljubarrota, em Porto de Mós.
Afirmando que "o Ministério está aberto a ouvir as propostas que, porventura, a Câmara de Lisboa em articulação com a Fundação, tenha a fazer", a ministra salientou, no entanto, que qualquer solução para o problema "não pode ser uma decisão precipitada".
Com a devida vénia à Lusa
O PS congratulou-se hoje com os resultados da venda em hasta pública dos terrenos onde funcionava a Feira Popular de Lisboa, enquanto o PCP e o Bloco de Esquerda consideraram o negócio "ilegal". A Câmara Municipal de Lisboa leiloou hoje de manhã 59 mil metros quadrados dos terrenos de Entrecampos, com base de licitação de 56 milhões de euros, que foram arrematados por cerca de 62 milhões de euros pela empresa P. Mayer Investimentos Imobiliários. No início do mês, a empresa, propriedade da Bragaparques, já tinha adquirido, por permuta com a Câmara de Lisboa, os restantes 61 mil metros quadrados do terreno.
Em declarações à Agência Lusa, o vereador socialista Vasco Franco congratulou-se com a receita para a autarquia da venda em hasta pública do terreno.
Com a devida vénia à Lusa
As negociações entre os feirantes da antiga Feira Popular e a Câmara Municipal de Lisboa para definir as indemnizações dos primeiros deverão estar concluídas na próxima semana, anunciou hoje Óscar Frutuoso, representante dos comerciantes. "Esperamos que na próxima semana consigamos finalizar a negociação", afirmou o feirante à margem da hasta pública de um lote de terrenos de Entrecampos onde funcionava a Feira Popular.
Um novo protocolo estabelecerá a verba definitiva e a forma de pagamento, estipulando ainda que os feirantes têm um mês para sair do recinto, além de lhes conferir direito de preferência num futuro parque de diversões. Segundo Óscar Frutuoso, a comissão arbitral, composta por um juiz do Tribunal da Relação, dois representantes da autarquia e dois feirantes, esteve reunida quinta-feira durante doze horas "para chegar a um acordo que interesse às duas partes".
Com a devida vénia à Lusa
Cerca de 400 mil pessoas visitaram o Castelo de S. Jorge durante o primeiro semestre deste ano, 80 por cento dos quais eram estrangeiros, anunciou hoje a EGEAC, empresa municipal responsável pela gestão do monumento. Segundo fonte da Empresa de gestão de equipamento e animação cultural (EGEAC), o actual sistema de ingressos no Castelo de S. Jorge permite apurar o número de visitantes e conhecer a sua nacionalidade.
Dos oitenta por cento dos estrangeiros que visitaram o Castelo de S. Jorge, os ingleses ocupam a primeira posição, com cerca de 135 mil visitantes (30,26 por cento), seguindo-se os espanhóis (15,26), os alemães (9,26) e os franceses (9,88). Cerca de 20 mil italianos visitaram o Castelo, enquanto os restantes 37 mil eram de outras nacionalidades.
Oitenta mil portugueses visitaram o Castelo de S. Jorge durante o primeiro semestre deste ano, informa a EGEAC.
Com a devida vénia à Lusa
É no domingo, no Estádio do Sport Lisboa e Benfica e será visto em 60 países.
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) em Lisboa vai passar a estar aberto ao público aos sábados, das 8:00 às 16:00 horas, com vista a agilizar o processo de renovação de autorizações de residência em atraso.
De acordo com uma nota emitida esta sexta-feira, as instalações do SEF da Direcção Regional de Lisboa, situadas na Avenida Augusto Aguiar, nº20, abrirão todos os sábados até à resolução de todos os processos de renovação em atraso.
A BragaParques comprou esta sexta-feira por mais de 60 milhões de euros os cerca de 60 mil metros quadrados da Feira Popular de Lisboa que foram neste dia a hasta pública, segundo a Rádio Renascença.
Agora, começarão a ser construídos naquele espaço entre 600 a 700 apartamentos, 40 mil metros quadrados para serviços e 16 mil metros quadrados para comércio, que estarão prontos para venda daqui dois anos.
Com a devida vénia ao Diário Digital
A candidata do CDS/PP à câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, anunciou esta sexta-feira que quer dar prioridade à reorganização dos serviços municipais e propôs dividir a cidade em seis a oito bairros administrativos.
No final da sua primeira visita de pré-campanha, às freguesias de Carnide e São Domingos de Benfica, Maria José Nogueira Pinto declarou aos jornalistas que a sua prioridade se for eleita presidente da câmara será «arrumar a casa» e condenou a prática de anunciar «promessas inexequíveis».
A ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa adiantou que pretende descentralizar os serviços da câmara e dividir Lisboa em seis a oito «bairros administrativos», mantendo as juntas de freguesia como «uma rede de maior proximidade com o cidadão».
«Politicamente, a descentralização da câmara, que é uma entidade macrocéfala, é um ponto muito sensível», considerou a democrata-cristã que, durante um encontro com o presidente da junta de freguesia de São Domingos de Benfica, Sérgio Lipari, considerou que se criou uma estrutura pesada «para se poder gerir dependências».
Maria José Nogueira Pinto disse que o diagnóstico dos problemas da capital «está mais do que feito» e insistiu na necessidade de melhorar a coordenação e a organização municipal, salientando que a sua candidatura não tem «obras extraordinárias» para prometer, «fantasias nem flores na lapela».
«O Túnel do Marquês é para os de fora, o Parque Mayer ainda não se sabe para quem é. Para os que nos interessam ainda não vimos nada», criticou a ex-deputada do CDS/PP.
«O que mais temos visto são promessas incumpridas», acrescentou.
Antes da visita à junta de São Domingos de Benfica, liderada pelo PSD, Maria José Nogueira Pinto visitou o Centro Paroquial e a Casa da Nossa Senhora do Rosário, naquela freguesia, e esteve na junta de freguesia de Carnide, presidida pelo PCP.
O número dois da lista do CDS/PP a Lisboa, o deputado Anacoreta Correia, acompanhou a candidata do partido e sublinhou o exemplo do apoio social à natalidade dado pelo Centro Paroquial de São Domingos de Benfica, «sobretudo num país que tem um dos maiores números de mulheres a trabalhar».
Maria José Nogueira Pinto, que apresentará o seu programa eleitoral dia 21, apontou como outras duas prioridades a «revitalização» da capital - por exemplo, incentivando a habitação jovem nas áreas mais envelhecidas - e fazer de Lisboa «uma cidade competitiva».
«O património histórico e as condições naturais lindíssimas da cidade, que estão debilitados, podem ser aproveitados para que Lisboa acolha grandes eventos, congressos e turismo de curta duração», afirmou.
«Nunca prometi o futuro, mas por onde passei fiz o futuro. Nunca saí de lado nenhum sem deixar o futuro feito. Mas comecei sempre por pegar na vassoura», frisou a ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Nas eleições autárquicas de 9 de Outubro, Maria José Nogueira Pinto terá como adversários Carmona Rodrigues (independente apoiado pelo PSD), Manuel Maria Carrilho (PS), Ruben de Carvalho (CDU) e José Sá Fernandes (independente apoiado pelo BE).
Com a devida vénia ao Diário Digital
Jorge Coelho subiu ao palanque para defender a mulher do candidato do PS a apresentadora de televisão, Bárbara Guimarães, das tentativas que disse estarem a ser feitas para a «condicionar». «Queria aqui deixar uma mensagem a alguém que estão a tentar condicionar: queria dizer à minha querida amiga Bárbara que o povo de Lisboa gosta de si, que o PS gosta de si», afirmou.
O homem do "aparelho" socialista não perdeu a oportunidade enviar recados. Jorge Coelho recordou que as eleições só se ganham depois de contados os votos e garantiu que o PS fiscalizará os resultados das autárquicas de Outubro. Numa clara alusão à polémica das últimas eleições autárquicas em Lisboa, nessa altura João Soares, que perdeu a autarquia lisboeta para Santana Lopes, acusou o PSD de ter manipulado os resultados a favor de Santana Lopes.
Com a devida vénia a A Capital
Criar um serviço de táxis gratuitos para os idosos. Transformar Lisboa numa cidade «verdadeira capital da criança». Construir oito novas praças e uma rede de parques de estacionamento. E aumentar o convívio entre os cidadãos. São promessas do candidato socialista à Câmara de Lisboa. Manuel Maria Carrilho apresentou formalmente a sua candidatura, quarta-feira à noite, perante cerca de 1500 militantes, no Centro de Congressos de Lisboa.
Os números falam por si. No dia em que a Justiça entra em período de férias, só nos Juízos de Execução de Lisboa - onde se resolvem os casos de cobrança de dívidas - estão 192 mil processos pendentes. A cada juiz estão distribuídos 17 mil processos, com excepção de um que, só a seu cargo tem 34 mil. Isto porque, apesar de estar estipulado, para estes juízos, um quadro de seis juízes, apenas cinco estão a exercer funções. O que equivale a dizer que um destes magistrados tem de trabalhar por dois.
Com a devida vénia a A Capital
1º Se és taxista, aproveita para passar à frente da tua sede de campanha em cada corrida.
2º Se és actor representa nos comícios e faz campanha no palco;
3º Se tens um restaurante distribui o programa eleitoral aos comensais com o pormenor do menú no verso;
4º Se és escultor faz-te uma estátua;
5º Se és pintor pinta-te um quadro;
Sá Fernandes vai impugnar junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa a hasta pública de uma parte dos terrenos da Feira Popular e a permuta de terrenos aprovada para o Parque Mayer. E diz que é a última vez que actua como advogado até às eleições. Sem comentários.
Uma explosão numa sub-estação eléctrica da EDP, junto a uma bomba de gasolina nas proximidades da Avenida de Roma, assustou os moradores daquela zona devido às chamas e ao estrondo, que foi ouvido em Benfica.
«Recebemos um apelo dos populares, que pensavam tratar-se de um incêndio na bomba de gasolina, às 10:31», disse à Agência Lusa fonte do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa. O estrondo foi tão intenso que se ouviu em Benfica, como testemunharam vários jornalistas da agência Lusa.
Os bombeiros acorreram de imediato à Rua Frei Amador Arreis, onde se localiza a bomba de gasolina, encontrando-se no local 16 homens apoiados por cinco viaturas. Fonte dos bombeiros adiantou que não há informações sobre vítimas.
Com a devida vénia ao Diário digital
Cartões e alguns sacos de lixo pretos fechados junto de contentores individuais despejados era hoje de manhã o cenário em algumas zonas de Lisboa, em dia de greve da Função da Função Pública.
Apesar da greve da Função Pública abranger também o pessoal da limpeza da câmara, a recolha de lixo na cidade de Lisboa foi, de uma forma geral, feita durante a noite, constatou a agência Lusa num périplo pela cidade.
Libério Domingues, responsável do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), disse à Lusa que a adesão à greve dos condutores das viaturas de recolha de lixo foi "fraca" durante o período da noite, rondando os 30 a 35 por cento.
O sindicalista justificou a fraca adesão de hoje com o facto destes trabalhadores já terem realizado uma greve há cerca de duas semanas, entre 27 e 30 de Junho.
Aqui e acolá, como na zona residencial de Campo de Ourique, viam-se hoje de manhã muito poucos contentores por vazar e no Rato, Avenida da Liberdade, Baixa, Praça de Espanha e Benfica apenas alguns cartões e sacos de lixo estavam por recolher.
Na Avenida da Liberdade, junto de contentores vazios estavam outros cheios, para depositar papel e cartões, cuja recolha é feita normalmente às quintas-feiras à noite.
O sindicalista do STML referiu também que a adesão foi maior, na ordem dos 60, 70 por cento, entre os trabalhadores que procedem durante a noite à recolha selectiva, à lavagem de ruas e à varredura mecânica.
A greve na Função Pública, que abrange um universo de mais de 700 mil trabalhadores, é convocada pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP), Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE/UGT) e Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI/independente).
Trata-se de um protesto contra a decisão do governo de congelar as promoções e progressões nas carreiras dos funcionários públicos, reduzir o salário durante a doença e aumentar gradualmente a idade de reforma, medidas tomadas pelo executivo para combater o défice público.
Com a devida vénia à RTP on line
A Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) apresenta domingo à noite no Anfiteatro Keil do Amaral, no Parque Florestal do Monsanto, "um repertório constituído por alguns êxitos comerciais do século XIX", disse fonte da instituição.
O concerto, que se integra nas Festas da Cidade de Lisboa, é dirigido pelo maestro Álvaro Cassuto e foram escolhidas peças cujas partituras tiveram grande procura comercial para serem tocadas, não só em cafés, como em salões literários e casas particulares.
A orquestra interpretará peças de Rossini, Bizet, Tchaikosvky e Strauss, que na segunda metade do século XIX "constituíram êxitos idênticos às músicas dos Beatles ou de Harold Arlen", disse à agência Lusa a mesma fonte.
A música apresentada é também referenciada como "trivial", dada a sua grande popularidade, "o que não impede de satisfazer os exigentes critérios de qualidade" alertou a mesma fonte da OML.
Na realidade estas partituras "estão entre as mais conhecidas do público contemporâneo", frisou.
Domingo, no Keil do Amaral, a OML irá interpretar a abertura de "La gazza ladra" de Rossini, excertos das suites I e II de Bizet, valsas dos bailados "A bela adormecida" e "Quebra-nozes" de Tchaikovsky e do austríaco Johann Strauss II, as valsas do "Imperador" e do "Danúbio Azul".
A orquestra, que festeja este ano o seu 10º aniversário, integra também o programa do 31º Festival de Música do Estoril, actuando segunda e terça-feira no Centro de Congressos, naquela localidade.
Segunda-feira à noite, sob a batuta de Álvaro Cassuto, a OML acompanha os Swingle Singers.
Do programa desta noite consta a abertura de "La gazza ladra", enquanto o grupo coral fundado na década de 1960 em Paris, interpretará a capella obras de Chic Corea, Rodgers, Harold Arlen, Duke Elligton, Porter, Joni Mitchel, Freddy Mercury e Paul McCartney.
Terça-feira, a OML realizará um concerto composto por obras de Bizet (excertos das suites I e II), António Vivaldi ("concerto para violino e violoncelo em Lá Maior"), Luigi Boccherini ("concerto nº 3 para violoncelo em Sol Maior, G.480") e a "Valsa do Imperador" de Johann Strauss II.
A interpretação do concerto que Boccherini escreveu ao serviço do Rei de Espanha, é um tributo a este compositor, falecido precisamente há 200 anos.
"Nesta obra há ainda grandes referências do barroco", salientou fonte da OML à Lusa.
Os solistas serão o violinista Alberto Lysy e o violoncelista Antonio Lysy, que são irmãos.
Com a devida vénia à RTP on line
Foi agora mesmo, perto de uma bomba de gasolina na Av. de Roma e ouviu-se em Benfica. Para já não há notícias de vítimas.
"Nunca deixei de apoiar boas medidas, venham elas de onde vierem", disse o candidato sobre a intenção do Governo de fazer um novo hospital em Lisboa. Marques Mendes conheceu Carmona Rodrigues quando ambos estiveram no Governo de Durão.
Carmona Rodrigues "é um candidato independente" que não é "um político tradicional". Ele próprio o sublinhou ontem na apresentação do seu programa à cidade. O PSD, que é o maior partido da oposição, aposta neste nome para ganhar a câmara. E porquê? Porque é o "mais capaz , o mais motivado e o que está melhor preparado para resolver os problemas de Lisboa", afirmou na ocasião o líder social- -democrata, Marques Mendes.
Tal como as suas linhas programáticas para Lisboa, também o candidato quer ser transversal à sociedade, produtor de consensos. Carmona foi claro nesta matéria. "O Governo quer fazer um hospital central na zona oriental de Lisboa, o Hospital de Todos os Santos? Pois bem, apoiarei essa medida. Nunca deixei de apoiar boas ideias, venham elas de onde vierem". E é neste capital que o PSD assenta a sua estratégia. " Em eleições os partidos são importantes, mas nas autárquicas as pessoas ainda são mais", disse Marques Mendes alinhando na mesma onda o discurso.
A presença de pessoas de diferentes quadrantes políticos (Margarida Martins, Pedro Feist, Simone de Oliveira, Manuela Ferreira Leite, Carlos Lopes) na cerimónia de apresentação da proposta eleitoral e o apoio explícito de Eduardo Marçal Grilo ao candidato ilustram bem a abrangência que Carmona e o PSD querem alcançar.
O programa propriamente dito foi coordenado directamente por Carmona Rodrigues e reflecte igualmente "contributos dos que vivem em Lisboa e que lhe fizeram chegar as suas opiniões. "É um programa que olha de uma forma menos ortodoxa para a resolução dos problemas de Lisboa", afirmou o candidato.
Procurando distanciar-se dos ecos populistas de outras eras, Carmona Rodrigues diz que as suas prioridades não são os grandes temas que é habitual destacar para bandeiras de campanha. "Para mim as prioridades são as pessoas. Quero partir da resolução dos problemas da casa, para a resolução dos problemas da rua, do quarteirão, do bairro e da cidade." A sua "principal e quase única promessa é a atenção às pessoas e aos seus problemas, seguida de competência, empenho e grande dedicação".
Comparando a cidade a um ser vivo em constante mutação, o candidato destacou algumas propostas transversais na resolução dos problemas da cidade.
Para a população de idosos propõe mais centros de dia, voluntariado e ajuda nas deslocações; para os jovens defende mais residências para universitários, centros de estudo abertos 24 horas por dia e mais acessibilidade para os cidadãos portadores de deficiências.
Enfatizando a "abertura" que caracteriza a sua candidatura e que promete ser a sua prática, Carmona reafirmou ainda a intenção de estabelecer um pacto de governabilidade com todas as forças políticas da cidade, para encontrar soluções para assuntos como a revisão do Plano Director Municipal, a reabilitação, o estacionamento e a reforma dos regulamentos desactualizados. "Há matérias fundamentais que não são de esquerda nem de direita. É necessário um entendimento muito alargado para resolver as questões inadiáveis da cidade", salientou. Na mesma linha de pensamento, o candidato apoiado pelo PSD disse querer estabelecer um "entendimento de governação" com todos os municípios da Área Metropolitana de Lisboa. Rejeitando "qualquer tipo de ingerência ou sobreposição de funções relativamente à Junta Metropolitana de Lisboa" (órgão representativo das autarquias da Área Metropolitana de Lisboa), Carmona Rodrigues sustenta que Lisboa pode dar o pontapé de saída para "pensarmos em conjunto o que pode ser feito em termos do plano estratégico ambiental, dos transportes rodoviários, ferroviários, portuários ou aeroportuários".
Apesar da distância que resguarda das bandeiras eleitorais e da mediatização, o candidato não renegou o passado e prometeu concluir projectos lançados na actual gestão. "Queremos dar prosseguimento a alguns projectos que vieram do passado. O Parque Mayer vai ser um projecto de grande qualidade, de animação cultural."
Com a devida vénia ao Diário de Notícias

A euforia que acompanha a chegada de Harry Potter and the Half-Blood Prince aos mercados mundiais é vivida também em Portugal por iniciativa da Livraria Bertrand (representada pela loja do Chiado), da Fnac (todas as lojas, de norte a sul do País) e da Livraria Bulhosa Livreiros (que disponibiliza igualmente todas as lojas). Recebendo em força aquele que será o lançamento do ano, as livrarias envolvidas abrem as portas já a partir das 24.00 de hoje para dar a conhecer a versão inglesa da Bloomsbury, a primeira disponível, com 608 páginas e duas capas diferentes (uma é considerada a edição adulta, outra a juvenil, o texto é idêntico em ambas). A versão portuguesa, com chancela da Editorial Presença, chegará no final de Outubro, com a tradução a cargo de Isabel Fraga, Manuela Madureira, Isabel Nunes e Alice Rocha.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
Santana Lopes afirma «respeitar» a decisão da Fundação de extinguir o Ballet Gulbenkian
O presidente da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes, anunciou hoje que vai propor conversações com o conselho de administração da Fundação Gulbenkian para encontrar uma solução que preserve o legado do Ballet Gulbenkian.
Numa nota do gabinete do autarca, hoje divulgada, Santana Lopes afirma que «os poderes públicos não podem assistir com indiferença ao desaparecimento de todo um património de excelência que deve ser preservado, incentivado e devidamente enquadrado».
Santana Lopes afirma «respeitar» a decisão da Fundação de extinguir o Ballet Gulbenkian e quer encetar conversações «no sentido de tentar encontrar uma solução».
O autarca afirma que a sua opinião é partilhada pela vereadora da Cultura, Maria Manuel Pinto Barbosa, a quem incumbiu de «conduzir o processo para tentar encontrar uma solução com a administração da Fundação Gulbenkian e com o director artístico da companhia, Paulo Ribeiro, bem como com outras instituições e personalidades ligadas a este sector».
Nesse sentido, indica o comunicado, nos últimos dias Santana Lopes «desenvolveu vários contactos exploratórios para estudar a viabilidade desta decisão nos planos artístico, financeiro e organizacional, estando agora disponível para conversações» com o Conselho de Administração da Fundação Gulbenkian.
A Fundação anunciou em comunicado, no passado dia 05 de Julho, a decisão do conselho de administração de extinguir o ballet, no âmbito de uma reestruturação e face ao novo enquadramento da dança em Portugal.
Quarta-feira, Rui Vilar, presidente do Conselho de Administração, afirmou aos jornalistas que esta decisão foi «unânime» e era «irreversível». Neste mesmo dia, ao final da tarde, um grupo de cidadãos protestou contra esta decisão nos jardins da sede da Fundação, em Lisboa.
Com a devida vénia ao Portugal Diário
Uma Fabulosa Sondagem, por João Carvalho Fernandes, no Fumaças.
Idiolecto Lisboeta, por Hmémnon, no Às Duas Por Três.
Este Carrilho, por A. Carvalho, no Egrégios, Avós, Infames Netos.
O Carrilho das Rotundas, por Martim Silva, no Mau Tempo no Canil
O Carmona da Abrangência, por Martim Silva, no Mau Tempo no Canil
Carmona quer criar mais residências universitárias, incentivando o arrendamento ou a venda em custos controlados.
O candidato do PSD à presidência da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, quer criar mais alojamentos para os estudantes universitários, incentivando o arrendamento ou a venda em custos controlados.
A iniciativa é uma das medidas a apresentar quinta- feira e que consta no programa da candidatura de Carmona Rodrigues, que concorre à presidência da Câmara da capital como independente pelo PSD, com o lema "Vamos a Isto Lisboa".
O actual vice-presidente da autarquia pretende propor a cooperativas que recuperem prédios municipais, transformando-os em residências para universitários, onde cada pessoa possa ter um quarto com casa-de-banho privativa, além de lavandaria e cozinha comuns.
Carmona Rodrigues acredita que é possível fazer cerca de cem "mini-repúblicas" neste regime.
O actual vice-presidente da autarquia pretende propor a cooperativas que recuperem prédios municipais, transformando-os em residências para universitários, onde cada pessoa possa ter um quarto com casa-de-banho privativa, além de lavandaria e cozinha comuns.
Carmona Rodrigues acredita que é possível fazer cerca de cem "mini-repúblicas" neste regime.
Apesar de Lisboa ser a maior cidade universitária do país, o alojamento é uma das principais preocupações, segundo um estudo feito pela candidatura de Carmona Rodrigues, baseado em inquéritos a universitários, que se queixaram também da falta de espaços permanentemente abertos para estudar e confessaram que chegam a fazê-lo no aeroporto.
O programa foi elaborado pelo próprio candidato, que recolheu alguns contributos em determinadas áreas junto de especialistas, tendo também realizado, ao longo de 15 dias, entrevistas a grupos de 10 a 12 lisboetas com perfis definidos, como estudantes, idosos, jovens, filhos de idosos.
As respostas destes grupos funcionam como um diagnóstico dos problemas sentidos pelos lisboetas e para os quais são apresentadas as propostas do programa de Carmona Rodrigues.
O programa está dividido em quatro grandes capítulos:
Viver em Lisboa: a Casa, a Rua, o Quarteirão, o Bairro, a Cidade; A Vida em Lisboa: A Cultura, o Turismo, o Comércio e a Restauração, o Desporto, a Noite; Capital da Inovação e Conhecimento, Universitária, das Energias alternativas, da Lusofonia, do Virtual e Empresarial, e, por fim, A Câmara Municipal de Lisboa.
Com a devida vénia ao Portugal Diário
Um mural de 44 metros de comprimento pintado por 250 crianças realojadas na Alta de Lisboa/Lumiar vai ser inaugurado sexta-feira no bairro da Cruz Vermelha, no âmbito do programa K'Cidade de combate à pobreza e exclusão social.
Depois de três meses de trabalho, que incluiu aulas de formação dadas por pintores, as crianças vão poder colocar os oito painéis de azulejos que vão ilustrar o mural, que intitularam "Eu e o meu bairro".
Os painéis foram imaginados, desenhados e pintadas pelas crianças e jovens, com idades entre os 4 e os 18 anos, que vivem nos bairros de realojamento da Alta de Lisboa, adianta a Fundação Aga Khan em comunicado.
Com a devida vénia à Lusa
OM Mau Exemplo Dos Candidatos, por Miguel Pinto, no Queimado no Momento
Pedância, por FG, no Descredito
O candidato do PSD à presidência da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, escusou-se quinta-feira a apontar prioridades eleitorais, elegendo como única bandeira a resolução dos problemas dos lisboetas.
«O meu discurso não vai ter aquelas bandeiras mediáticas que muitas vezes as pessoas procuram, não só nos discursos, mas também nos programas», afirmou hoje Carmona Rodrigues, durante a apresentação das suas propostas eleitorais, com o lema «Vamos a Isto Lisboa».
O candidato apresentou como mandatário da campanha Rui Machete, vice-primeiro-ministro do IX Governo Constitucional, deputado entre 1976 e 1995, ex-administrador do Banco de Portugal, fundador da SEDES (Associação para o Desenvolvimento Económico e Social) e presidente da Fundação Luso-Americana.
Escusando eleger a sua prioridade entre o trânsito, a limpeza urbana, o estacionamento, a segurança, a iluminação pública ou o ambiente, Carmona Rodrigues sustentou que «a prioridade é resolver os problemas das pessoas».
«O que nós queremos é eleger como bandeira a resolução dos problemas das pessoas», disse, frisando a sua preocupação em áreas como os idosos, os jovens, as pessoas com deficiência, o pequeno comércio, a reabilitação, o estacionamento e os transportes.
Carmona Rodrigues acrescentou que a sua «principal e quase única promessa é a atenção às pessoas e aos seus problemas, seguida de competência, empenho e grande dedicação».
O candidato, que concorre à presidência do município da capital como independente, apoiado pelo PSD, prometeu que irá prosseguir as obras lançadas pelo actual presidente, Pedro Santana Lopes, cuja equipa integra como vice-presidente.
«Queremos dar prosseguimento a alguns projectos que vieram do passado. O Parque Mayer vai ser um projecto de grande qualidade, de animação cultural e artística», afirmou.
Carmona Rodrigues reafirmou ainda a intenção de estabelecer um pacto de governabilidade com todas as forças políticas da cidade, para encontrar soluções para assuntos como a revisão do Plano Director Municipal, a reabilitação, o estacionamento e a reforma dos regulamentos desactualizados.
«Há matérias fundamentais que não são de esquerda nem de direita. É necessário um entendimento muito alargado para resolver as questões inadiáveis da cidade», salientou.
O candidato quer ainda estabelecer um «entendimento de governação» com todos os municípios da Área Metropolitana de Lisboa.
«É necessário pensarmos em conjunto o que pode ser feito em termos do plano estratégico ambiental, dos transportes rodoviários, ferroviários, portuários ou aeroportuários, do traçado da rede de alta velocidade ferroviária, ou a construção de infra-estruturas para mais tarde podermos avançar para uma candidatura a um grande evento desportivo ou cultural», sublinhou.
O candidato prometeu ainda não recusar «as boas ideias para a cidade, venham elas de onde vierem», como a construção de um novo hospital na capital, já avançada pelo Governo de José Sócrates.
O elogio ao vice-presidente da Câmara de Lisboa partiu do presidente do PSD, Marques Mendes, lembrando que, em eleições autárquicas, as pessoas contam mais que os partidos e que Carmona Rodrigues é um independente.
«Não lhe vamos pedir que deixe de sê-lo, mas apenas que seja igual a si próprio: activo, cumpridor, que honre os seus compromissos, que seja capaz de criar expectativas, confiança, auto-estima e orgulho entre os lisboetas», características que têm levado o candidato a receber o apoio de personalidades dos mais diversos quadrantes políticos.
Na cerimónia de hoje estiveram presentes os ex-ministros Manuela Ferreira Leite, Amílcar Theias, Figueiredo Lopes e Ferreira do Amaral, tendo ainda Vasco Graça-Moura e Pacheco Pereira como apoiantes desta candidatura.
O apoio veio também do ex-ministro do Governo de António Guterres, Marçal Grilo, e do ex-vereador da autarquia lisboeta e ex- dirigente do CDS-PP, Pedro Feist.
Com a devida vénia ao Diário Digital
Graças ao Rui este blogue passa a ser editado também em inglês. É um verdadeiro choque tecnológico ao vivo. Devo esclarecer que aproveitei para conceder a todos os blogues que se encontram devidamente linkados a mesma possibilidade, pelo que se o acesso se fizer aqui pelo Olissipo também poderão ser lidos em inglês. E não vos levo mais por isso... Já sabem: linkam a bandeirinha do Reino Unido e depois linkam na coluna da direita o vosso blogue.

Parte dos terrenos de Entrecampos onde estava localizada a Feira Popular de Lisboa vão a leilão na sexta-feira, com o valor base de 950 euros por metro quadrado, adianta esta quinta-feira a Rádio Renascença.
De acordo com a emissora, depois da permuta dos terrenos do Parque Mayer com os da Feira Popular, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai tentar agora vender os restantes 59 mil metros quadrados da feira.
Ainda segundo a Renascença, a decisão de avançar com o leilão foi tomada no passado mês de Março, altura em que os deputados da Assembleia Municipal aprovaram por maioria a proposta da autarquia. O PCP e Os Verdes votaram contra.
Com a devida vénia ao Diário Digital
Neste momento Carmona Rodrigues encontra-se no Hotel Arts em Lisboa, no Parque das Nações, apresentando o mandatário da sua candidatura, que é Rui Machete e dois apoiantes de peso: Marçal Grilo, antigo ministro da Educação do PS e Pedro Feist, antigo vereador do CDS na CML. O objectivo é vincar o carácter independente da sua candidatura e a capacidade política de obter apoios à direita e à esquerda. Marçal Grilo foi colega de Governo de Manuel Maria Carrilho.
Carta a Rui Vilar: a extinção da companhia "é um crime de lesa cultura".
Wanda Ribeiro da Silva, ex-bailarina e professora dos cursos de formação de bailarinos do Ballet Gulbenkian (BG), uma das fundadoras do BG, da Escola de Dança do Conservatório Nacional e da Escola Superior de Dança, docente coordenadora deste estabelecimento de ensino, membro da Elia e de júris internacionais de dança, escreveu uma carta a Rui Vilar, presidente do conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian, com conhecimento aos bailarinos e Comunicação Social, na qual exprime o seu repúdio pela extinção da companhia. O DN transcreve-a.
"É na qualidade de uma das fundadoras do Ballet Gulbenkian, senão na primeira, que me dirijo a V. Exa. Participei do nascimento. E, embora não venha mencionada na breve história do Ballet Gulbenkian, falha de investigação assaz vulgar no nosso país, a verdade é que foi a partir de um enorme esforço e determinação que se formou o Grupo Experimental de Ballet com o director Norman Mailer, o Grupo Gulbenkian de Bailado com o director Walter Gore e o Ballet Gulbenkian com os directores Milko Sparemblek, Jorge Salavisa, Iracity Cardoso e Paulo Ribeiro, o da sua memória. Todos, directores, bailarinos e professores, inteiramente subsidiados pela Fundação Gulbenkian. Foi graças à dimensão cultural da dra. Madalena Perdigão e dos artistas que a acompanharam, tanto na busca de instalações (eu própria contribui, durante algum tempo, com as instalações do meu estúdio particular e com os meus conhecimentos de bailarina e professora diplomada pela Royal Ballet School), como na internacionalização de uma das mais prestigiadas companhias de ballet do mundo, e aos seus saberes artísticos, que se contribuiu decisivamente para que esta companhia fosse o motor do desenvolvimento da dança em Portugal
O Ballet Gulbenkian revelou-se, também, como um incentivo à criação da Escola de Dança do Conservatório Nacional e da Escola Superior de Dança, bem como de outras companhias e escolas que, para além de terem no seu corpo de profissionais muitos ex-bailarinos do Ballet Gulbenkian, viam no BG uma imagem de referência.
Passou a valer a pena o esforço de uma formação e duma carreira artística, sobretudo antes da consolidação da Companhia Nacional de Bailado. Infelizmente, a Fundação também já estaria a dar sinais de pouco interesse no investimento cultural, como se observa há já algum tempo.
Baudelaire dizia que os portugueses tinham tanto ódio ao verde que cortavam todas as árvores. Eu diria que vão destruindo o que levou anos a crescer.
A história é inexorável.
O presidente da Administração Azeredo Perdigão ficará na história como o implementador da cultura e do Ballet Gulbenkian e V. Exa. ficará para a história como o administrador que acabou com o Ballet Gulbenkian.
Considero um crime de lesa cultura!
Trabalhei nessa Fundação durante trinta e anos como bailarina e professora.
Estou de luto!
Wanda Ribeiro da Silva
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
Cidadãos e profissionais da dança contra extinção. Administração ausente deixou manifestantes sem interlocutores.Palavras de ordem. Não só eram gritadas mas também vinham inscritas em 'T-shirts'.
"Não há nenhum responsável, ninguém vai dar a cara, foram todos embora". Carlos Piñello, bailarino, informava as centenas de pessoas presentes na concentração realizada, ontem, contra a extinção do Ballet Gulbenkian (BG), nos jardins da fundação, de que a carta , de profissionais da dança e cidadãos, pedindo explicações sobre aquela decisão, tinha sido deixada para entrega à administração, que se ausentara previamente. "Cobardes! Cobardes! Cobardes!" era a palavra de ordem gritada então, ao ritmo das palmas.
Segundo aquele membro da Companhia Nacional de Bailado, e subscritor da carta, aí é exigida uma explicação clara sobre "motivos exactos pelos quais a companhia foi extinta", na falta de razões consideradas convincentes, entre as que têm vindo a público. "Antes de vir para Portugal, a única entidade ligada à dança que conhecia daqui era o BG, um sonho para muitos bailarinos, mesmo estrangeiros, pela sua qualidade", contava-nos este espanhol, concluindo "Trata-se de um bem cultural precioso, por isso precisamos de justificações credíveis para a decisão".
Clara Andermatt, bailarina e coreógrafa, que passou pelo BG durante anos, sendo coreógrafa convidada posteriormente em vários programas, afirmava-nos a sua "grande tristeza e surpresa por isto acontecer quando a companhia estava com uma direcção e um programa de renovação". "A forma brutal como isto foi feito é um exemplo, não só para a área da dança, como para o País. Estes bailarinos arranjam emprego em qualquer lado, mas do que se trata é de uma companhia com toda a razão de existir, pela sua qualidade e pelo estatuto conquistado", rematava.
Elisa Ferreira, professora de dança e uma das mais prestigiadas bailarinas que passaram pelo BG, considera "não se tratar de uma questão económica, porque o bailado sempre deu prejuízo" - o que tem estado fora de causa - ,"mas de uma questão de educação e legado cultural". Entre os presentes, das mais diversas gerações, desde dezenas de crianças que estudam dança, até velhos espectadores e artistas de diversas áreas, a actriz e encenadora Fernanda Lapa, mãe das bailarinas Marta e Mónica Lapa, esta última, já falecida, que dirigia o Festival Danças na Cidade, comentava ao DN "Este é o estado de baixa cultura a que se chegou outra vez em Portugal e até na Gulbenkian, onde a administração deixou de ter pessoas cultas como o Pedro Tamen e outras".
Ontem também, continuaram a ser conhecidas posições de protesto e solidariedade com a equipa do BG. Entre elas, além da carta abaixo, um comunicado da equipa do Teatro Viriato, de Viseu, onde o BG fez a sua última apresentação "Não podemos aceitar facilmente que um país, que já é culturalmente pobre, continue a empobrecer irremediavelmente, permitindo a aniquilação fulminante de um dos maiores símbolos nacionais e internacionais do seu património cultural, que, para além de ter levado 40 anos a construir, nos parecia estar no caminho certo de uma necessária auto-renovação". Também o PCP se mostrou solidário com os profissionais do BG. Mas Rui Vilar, Presidente do Conselho de Administração da Gulbenkian, disse ontem à Lusa que a extinção anunciada foi decisão unânime e é"irreversível".
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
Jantar de apoio a Manuel Maria Carrilho juntou 1500 apoiantes. Carrilho criticou ontem de novo os últimos "quatro anos negros" para Lisboa.
O jantar que ontem reuniu na Junqueira 1500 militantes socialistas e simpatizantes constituiu uma "demonstração de unidade e de força do PS", conforme o definiu Jorge Coelho. E veio mesmo a calhar já que coincidiu com a divulgação de uma sondagem da Universidade Católica e da RTP que dá uma vantagem a Manuel Maria Carrilho (41 por cento) sobre Carmona Rodrigues (36 por cento).
"Força!" o hino do Euro 2004 na voz empolgante de Nelly Furtado foi a deixa para os desafios que se apresentam pela frente e encerrou o discurso de Manuel Maria Carrilho. Uma intervenção que não trouxe grandes novidades relativamente ao que já tem vindo a anunciar. Optando antes por avançar com "ideias simples e concretas com custos controláveis". O reforço da oferta de transportes públicos urbanos, a criação de uma rede de parques de estacionamento dissuasores nas entradas de Lisboa, a celebração de protocolos com os operadores de táxi para garantir um serviço permanente e gratuito de transporte de idosos, a criação de oito praças nos bairros de Lisboa no espaço de um mandato foram algumas das "ideias simples" de Carrilho.
"Lisboa não teve uma coligação à esquerda e esta parte dividida porque o PCP queria em 2005 uma coligação ao nível de 1985", disse Miguel Coelho líder da concelhia socialista na ofensiva política da noite. O que querem é ir a votos com o BE para verem quem ganha o campeonato da segunda divisão".
Mas a intervenção que marcou foi a do responsável pela coordenação das autárquicas. "Ninguém nos vai condicionar nesta campanha. Temos que contar com o nosso trabalho e quando se fala em condicionar quero aqui dizer à minha amiga Bárbara que o PS gosta de si e o povo gosta de si", disse arrancando aplausos das mesas onde se destacavam Carlos Monjardino, Jorge Gaspar, Judite Correia, Mísia, Torres Campos ou Maranha das Neves.
"Lisboa não teve uma coligação à esquerda e esta parte dividida porque o PCP queria em 2005 uma coligação ao nível de 1985", disse Miguel Coelho líder da concelhia socialista na ofensiva política da noite. O que querem é ir a votos com o BE para verem quem ganha o campeonato da segunda divisão".
Mas a intervenção que marcou foi a do responsável pela coordenação das autárquicas. "Ninguém nos vai condicionar nesta campanha. Temos que contar com o nosso trabalho e quando se fala em condicionar quero aqui dizer à minha amiga Bárbara que o PS gosta de si e o povo gosta de si", disse arrancando aplausos das mesas onde se destacavam Carlos Monjardino, Jorge Gaspar, Judite Correia, Mísia, Torres Campos ou Maranha das Neves.
Antes das palavras de Carrilho, o jantar foi antecedido de toda a cenografia de campanha. Música em crescendo, speaker a incentivar as bandeiras e a entrada triunfal de Carrilho acompanhado de Bárbara numa sala praticamente na penumbra. As propostas do candidato vieram depois no discurso videovigilância nos bairros inseguros, uma nova política de trânsito. Para preparar uma mudança efectiva Carrilho dramatizou: a opção é muito clara e simples, "ou Carmona ou Carrilho. Ou letargia ou mudança". Em jeito de balanço da administração anterior rematou: "Foram quatro anos negros para cidade". E sobre estes destacou sobretudo a "autopropaganda, nos encartes no canal televisivo onde se fala de obras que não se fizeram".
Como conclusão "Queremos reconquistar para Lisboa um verdadeiro sentimento de capital, em termos nacionais e internacionais. Queremos uma mudança uma Lisboa mais solidária, competitiva, cosmopolita é nesta ordem. É o apelo de futuro que sentimos."
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
O candidato da CDU à presidência da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Ruben de Carvalho, defendeu na quarta-feira em conferência de imprensa, «a absoluta necessidade de coordenação dos transportes na Grande Lisboa».
De acordo com a edição desta quinta-feira do Público, além da coordenação dos transpores na capital, o candidato da CDU defendeu a implementação da Autoridade Metropolitana de Lisboa.
Ruben de Carvalho aproveitou a oportunidade para lamentar o atraso na ligação do metro ao Aeroporto da Portela e para criticar a supressão de carreiras na Carris devido às dificuldades financeiras.
Com a devida vénia ao Diário Digital
O candidato socialista à Câmara de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, está à frente do candidato do PSD, Carmona Rodrigues, numa estimativa das intenções de voto para as autárquicas de Outubro, indica uma sondagem publicada hoje.
A sondagem realizada pela Universidade Católica aponta para uma vantagem de cinco pontos entre Maria Carrilho (41 por cento) e Carmona Rodrigues (36 por cento) depois de distribuídos os votos dos indecisos e votos em branco e sem contar com a abstenção.
No entanto, nas intenções directas de voto o candidato socialista perde para o independente que concorre pelo PSD (24 contra 22 por cento).
A estimativa dos resultados eleitorais que dá o favoritismo a Carrilho foi obtida "calculando a percentagem das intenções de voto em cada partido em relação ao total dos votos válidos - excluindo abstenção e não respostas - e redistribuindo indecisos e votos em branco com base numa segunda pergunta sobre intenção de voto", esclarece o Público.
O jornal refere que a apresentação destes resultados exige uma interpretação cautelosa quanto à disputa da presidência da maior Câmara do país, dado que 38 por cento dos inquiridos está indeciso ou diz que se vai abster.
Na sua análise, o Público considera também que a vantagem de Maria Carrilho na estimativa feita está assente em "alicerces pouco firmes" dado que o candidato do PS só está à frente do cabeça-de-lista do PSD porque o socialista consegue alguma vantagem entre os indecisos.
Ou seja, "uma boa parte dos indecisos quando questionada para qual dos candidatos se 'inclinava' optou pelo ex-ministro da Cultura", contudo este eleitorado pode ainda mudar de opinião ou nem sequer ir votar, adverte o Público.
O jornal nota igualmente que na intenção directa de voto, sem a distribuição dos indecisos, o candidato do PSD aparece à frente de Carrilho mas apenas por uma diferença de dois pontos percentuais, um valor que é inferior à margem de erro do estudo da Universidade Católica.
Outro dado desta sondagem mostra que Carmona Rodrigues é visto por cerca de um terço dos inquiridos como mais competente, honesto, carismático e com mais bom senso do que Maria Carrilho, que não chega a receber metade das percentagens do adversário nestes itens.
A sondagem foi realizada pelo Centro de Sondagens e Estudos de Opinião da Universidade Católica para a Antena 1, Publico e RTP nos dias 7, 8 e 11 de Julho passado. O estudo foi feito com base em 989 entrevistas e apresenta uma margem de erro máximo é de 3,1 por cento para um nível de confiança de 95 por cento.
Com a devida vénia à Lusa
As sub-regiões mais desfavorecidas da área de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) vão voltar a receber incentivos oriundos dos programas comparticipados pela União Europeia, mas a Grande Lisboa e a Península de Setúbal - zonas mais desenvolvidas da região - também vão beneficiar com as medidas ontem apresentadas, em Santarém, pelo Ministério da Economia.
Lisboa e Vale do Tejo encontrava-se desde Dezembro de 2002 sem direito aos incentivos gerais do País, em parte oriundos de Bruxelas, por ter deixado de pertencer aos programas para o 'Objectivo 1' comunitário, ou seja, por ter ultrapassado os 75% do rendimento médio europeu. No entanto, os empresários das sub-regiões mais atrasadas (Lezíria, Médio Tejo e Oeste) - sempre assinalaram a injustiça relativa de tal medida, só possível de lhes ser aplicada porque essas zonas coexistem na mesma região territorial que a capital do País. No próximo QCA esta questão não se colocará, porque as sub-regiões mais pobres de Lisboa e Vale do Tejo já foram entretanto destacadas da Grande Lisboa. No entanto, até agora, sem um qualquer voluntarismo governamental, tal não era possível, já que Bruxelas não deixa mudar as regras a meio do jogo.
Ontem, em Santarém, perante 400 empresários, Manuel Pinho apresentou as medidas de reafectação dos dinheiros do Prime que vão, entre outras, privilegiar a LVT. Segundo explicou ao DN Nélson Sousa, coordenador daquele programa, são "cerca de 900 milhões de euros, maioritariamente oriundos de reembolsos de empréstimos que o Estado tinha feito às empresas". A novidade é que estes retornos vão ser reafectados ao tecido produtivo, o que nos últimos dois anos e meio não tinha ocorrido. Nélson Sousa garantiu que este procedimento "não é contrário às normas comunitárias".
A questão da reordenação de Lisboa e Vale do Tejo tem muito que ver, aliás, com as novas políticas já publicitadas pelo actual Governo. Não faria sentido apostar muito em tecnologia e afastar dos incentivos gerais uma região que concentra 80% das 12 100 pessoas que trabalham em investigação e desenvolvimento em Portugal.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
Festival de música troca Sesimbra por Lisboa e muda de nome. Chemical Brothers e Kruder & Dorfmeister no cartaz.
O festival de música electrónica Hype@Meco mudou de nome e de local, com a quinta edição a decorrer sábado em Lisboa junto ao rio, rebaptizado de Hype@Tejo, com 11 horas de música e mais de dez artistas.
O cartaz mantém a mesma matriz das edições anteriores, centrado nas tendências electrónicas e de dança, mas o festival é transferido para um espaço mais urbano, virado para o rio e localizado na antiga Doca Pesca.
A promotora Música no Coração justifica a mudança de espaço com «a dificuldade de acesso e transportes para a Herdade do Cabeço da Flauta, no Meco».
Este ano, o cartaz do Hype@Tejo aposta no seguro, com a maioria dos nomes já conhecidos do público português, como os britânicos Chemical Brothers, o brasileiro DJ Dolores & Aparelhagem ou a dupla de produtores austríacos Kruder & Dorfmeister.
Na zona Doca Sound estão previstas as actuações de DJ Dolores & Aparelhagem, projecto de Hélder Aragão que lançou o disco «Aparelhagem», dos portugueses Blasted Mechanism e The Gift, do quarteto britânico Spektrum e dos Chemichal Brothers, que apresentam o álbum «Push the button».
No palco Ice Warehouse, será possível assistir às actuações de alguns dos artistas da editora discográfica G-Stone, criada por Peter Kruder e Richard Dorfmeister, tal como Rodney Hunter, que apresentará «The Hunter Files», e o austríaco Urbs, em estreia em Portugal.
O palco Lota Love é reservado aos DJ portugueses Dezperados e das rádios Antena 3 e Oxigénio. O início dos concertos e sessões de "djing" está previsto para as 20:00 de sábado, prolongando-se até às 07:00 de domingo e os bilhetes custam 30 euros
Com a devida vénia ao Portugal Diário
Lisboa e Viena são as duas últimas capitais europeias na corrida para acolher a conferência europeia do gigante informático Microsoft, prevista para o início de 2006, uma decisão que vai ser tomada sexta-feira à tarde.
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Diogo Freitas do Amaral, reuniu-se terça-feira à tarde (noite em Lisboa) em Nova Iorque, com Gerri Elliot, vice-presidente da Microsoft que tutela os contactos com governos estrangeiros. Durante uma escala técnica da sua visita oficial a Washington, Freitas do Amaral aproveitou o encontro para expor os argumentos favoráveis à escolha de Lisboa.
A decisão final da Microsoft vai ser tomada na sexta-feira à tarde, hora de Lisboa. A conferência anual europeia da Microsoft, que em 2005 se realizou em Praga, reúne os líderes dos governos europeus e altos representantes das empresas do sector para discutir e avaliar os progressos no cumprimento da Agenda de Lisboa.
Com a devida vénia ao Diário Digital
Watch and Learn, por Paulo Gorjão, no Bloguítica.
Os Trabalhos de Carmona Rodrigues, por Vasco Graça Moura, no Diário de notícias

O político e poeta Manuel Alegre festeja terça-feira, no Palácio Galveias, em Lisboa, 40 anos de vida literária que coincide com a primeira edição do livro de poemas "Praça da Canção". A nova edição, com a chancela das Publicações D.Quixote, é em formato de álbum com desenhos de José Rodrigues e prefácio da investigadora Paula Morão.
"Esta é uma edição varieteur, isto é fixa definitivamente o texto de Manuel Alegre", disse fonte da editora. A mesma fonte recordou "a importância desta obra que foi apreendida pela censura, mas vários exemplares passam de mão em mão em cópias clandestinas, manuscritas ou dactilografadas. Poemas seus, cantados por Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira, tornam-se emblemáticos da luta pela liberdade".
Terça-feira, na Biblioteca Central Municipal, no Palácio Galveias, além de Manuel Alegre, falarão sobre esta obra a catedrática de literatura Paula Morão e o jornalista José Carlos Vasconcelos, seguindo-se um espectáculo musical com a participação de Francisco Fanhais, José Manuel Mendes, Manuel Freire, Maria Ana Bobone, José Luís Nobre Costa, Jaime Santos, Manuel Alegre Portugal, Rogério Cardoso Pires e João Queirós.
O poeta é um dos mais cantados, entre os nomes que gravaram letras suas, além dos que participam no espectáculo, destacam-se Amália Rodrigues, Adriano Correia de Oliveira, José Afonso, Carlos do Carmo e Luís Cília, Janita Salomé e João Braga.
Natural de Águeda, onde nasceu em 1936, Manuel Alegre, actualmente deputado à Assembleia da República eleito pelo Partido Socialista pelo círculo de Lisboa, estudou Direito na Universidade de Coimbra, tendo-se envolvido em várias lutas académicas contra o regime política de então.
Cumpriu o serviço militar na Guerra Colonial em Angola, onde foi preso pela polícia política (PIDE) por se revoltar contra a guerra. Após o regresso exilou-se em Argel, onde desenvolveu actividades contra o regime de Salazar.
Em 1974, com a revolução de Abril, regressou definitivamente a Portugal. Ao título "Praça da Canção", editado em 1965, sucedeu-se "O Canto e as Armas" (1967) e "Um barco para Ítaca" (1971). Volta a publicar, tanto poesia como romance, só depois do 25 de Abril de 1974, nomeadamente, "Coisa amar (coisas do mar) (1976), "Nova do achamento" (1979), "Atlântico" (1981), "Babilónia" (1983), "Chegar aqui" (1984), "Aicha Conticha" (1984), "Com que Pena - Vinte Poemas para Camões" (1992), entre outros. Em 1999 editou o romance "A Terceira Rosa", que lhe valeu Prémio Fernando Namora.
Em 1999 foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa. Entre as várias condecorações e distinções de que foi alvo, Manuel Alegre recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, a Comenda da Ordem de Isabel, a Católica, de Espanha, a Medalha de Mérito do Conselho da Europa, de que é membro honorário, e a Medalha da Cidade de Veneza.
Com a devida vénia ao Portugal Diário
A ligação entre a Estrada da Luz e a Avenida Lusíada, junto à Loja do Cidadão, em Lisboa, vai ser aberta hoje à tarde, quase oito anos depois da inauguração daquela importante via, que liga a zona do Hospital de Santa Maria à Segunda Circular, Benfica e Carnide.
As obras do ramal de acesso à Estrada da Luz, que vão permitir a entrada e saída da Av. Lusíada, foram iniciadas apenas no fim do último mandato autárquico de João Soares, em 2001, mas foram suspensas no princípio do ano seguinte por Carmona Rodrigues, então responsável pelo pelouro do Trânsito.
Na origem dessa decisão do actual vice-presidente e candidato do PSD à Câmara de Lisboa esteve o entendimento de que o projecto deixado pelo anterior excecutivo só seria exequível mediante a ocupação de terrenos do Estado (Quinta Bensaúde), cuja cedência à autarquia nunca tinha sido negociada.
Carmona mandou reavaliar a situação, mas a sua entrada para o Governo de Durão Barroso fez com que ninguém mais se lembrasse do caso até há poucos meses. Recentemente, a câmara optou por assegurar a conclusão do ramal através de uma solução menos ambiciosa, que implicou a instalação de semáforos, mas dispensou a utilização dos terrenos da Quinta Bensaúde.
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Os deputados da Assembleia da República vão receber um dossier sobre o projecto imobiliário do Convento dos Inglesinhos entregue hoje no Parlamento por alguns dos moradores que contestam aquela construção no Bairro Alto.
A decisão foi tomada hoje pela Comissão da Educação, Ciência e Cultura depois de ouvir o cineasta José Fonseca e Costa, o arquitecto Raul Hestres Ferreira e Pedro Policarpo, que voltaram a criticar a construção de um condomínio de luxo no Convento dos Inglesinhos.
"A Assembleia da República é pouco ou nada competente nesta matéria. Tem é a capacidade política para agir. Por isso, vou dar conta da vossa pretensão e distribuir uma cópia por todos os deputados da documentação que deixaram", afirmou o presidente da comissão, o socialista António José Seguro.
A comissão vai também "oficiar a Câmara Municipal de Lisboa", entidade que autorizou a construção do empreendimento, "para que envie à comissão toda a informação possível".
"Assim, a Câmara de Lisboa tem um sinal político de que estamos interessados nesta matéria", afirmou António José Seguro.
No final da reunião, os representantes dos moradores contestatários manifestaram-se "muito satisfeitos por o parlamento se interessar sobre este assunto".
O grupo de moradores do Bairro Alto começou no ano passado uma campanha contra o projecto de construção de 42 fogos com tipologias entre T1 e T3, tendo organizado uma vigília e lançado uma petição na Internet, que reuniu mais de três mil assinaturas.
Os moradores, que defendem a recuperação do edifício seiscentista "para uso e fruição de todos os cidadãos", avançaram também com uma providência cautelar contra o projecto do Grupo Amorim.
A providência alertava para o perigo de destruição do jardim, de um muro pombalino, da antiga cozinha do convento e dos coros da igreja, assim como para o risco da obra poder prejudicar a estabilidade dos prédios vizinhos, bem como a forma do sítio.
No final de Abril deste ano, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa acabou por rejeitar a providência cautelar por "não ter ficado provado o fundado receio de constituição de uma situação de facto consumado ou da produção de prejuízos de difícil reparação para os interesses".
No entanto, o advogado José Sá Fernandes decidiu recorrer da decisão, não havendo ainda uma decisão do tribunal.
"Nós, enquanto moradores e cidadãos daquela rua, vamos bater-nos até ao limite das nossas possibilidades", reafirmou o cineasta José Fonseca e Costa à saída da reunião com a Comissão.
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O candidato do PS à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, vai intensificar as suas acções de pré-campanha eleitoral até ao final de Julho, juntando quarta-feira num jantar cerca de 1500 apoiantes.
No jantar da antiga FIL (Feira Internacional de Lisboa), o candidato irá apresentar «quatro propostas emblemáticas para concretizar na cidade até ao final do mandato» e reunirá à sua volta «nomes fortes do partido e da sociedade civil», referiu à agência Lusa um elemento da direcção de campanha de Manuel Maria Carrilho.
Além de Manuel Maria Carrilho, vão discursar o coordenador autárquico do PS, Jorge Coelho, a candidata à presidência da Assembleia da Municipal, Maria de Belém, o líder da concelhia do PS/Lisboa, Miguel Coelho, um representante da JS e um «convidado surpresa».
A candidatura aproveitará ainda para apresentar os 12 mandatários de Manuel Maria Carrilho e os candidatos socialistas que fazem parte das listas para a Câmara, Assembleia Municipal e assembleias de freguesia da capital.
«Uma das prioridades da campanha é ouvir as populações e promover a discussão dos problemas da cidade. Não deixaremos que se tente adormecer a participação dos lisboetas em relação aos seus problemas», declarou à agência Lusa um responsável da direcção de campanha da candidatura de Manuel Maria Carrilho.
Nesse sentido, após o jantar de quarta-feira, Manuel Maria Carrilho estará envolvido em contactos com a população até sábado, tendo já previstas deslocações quinta-feira (no período da manhã) aos bairros de Alvalade, Campo Grande e São João de Brito.
Na quinta-feira, na parte da tarde, o candidato socialista participa num debate temático na sua sede de campanha, na Avenida da República, sobre «as grandes cidades no século XXI».
No debate, que será moderado pelo presidente da Comissão de Coordenação e de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Fonseca Ferreira (também um dos 12 mandatários de Carrilho), estarão presentes os arquitectos Jordi Borja (Barcelona), Maurizio Marcelloni (Roma) e Carrilho da Graça.
«O auditório da sede de campanha de Manuel Maria Carrilho servirá para estes debates temáticos, num incentivo à participação das pessoas», sublinhou o mesmo elemento da direcção de campanha do ex-ministro da Cultura de António Guterres.
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Contra a extinção do Ballet Gulbenkian. Aqui.

Máquina das campanhas imparável até Outubro; Candidaturas com estratégias definidas mobilizam meios. Férias não são travão.
Escolha. O candidato e a mensagem são apresentados através de diversos meios. Os cartazes são, cada vez mais, a opção que acaba por ser transversal a todas as candidaturas
Nos 15 dias de campanha oficial joga-se o tudo ou nada de um trabalho que já vem sendo preparado . As ideias já fervilham nas cabeças pensadoras dos estrategos de campanha, mas o segredo é a alma do negócio. Em Lisboa, os cinco candidatos à presidência da maior autarquia do País têm nas suas máquinas eleitorais a retaguarda para atingir um único objectivo conseguir a vitória nas urnas. É por isso que quando se lhes pergunta quais os trunfos para passar a mensagem, esbarra-se com um sorriso. Invariavelmente a resposta é: "Isso é que eu não posso dizer..." Até é difícil saber se os candidatos vão de férias ou não.
Nas campanhas eleitorais e, especificamente nas autárquicas, muito centradas na personalidade dos candidatos, tal como no futebol, os adversários estudam-se, escondem as tácticas. Este é o denominador comum a todas as candidaturas. Sedes de candidatura, programas eleitorais, debates, out- doors, merchandising, media, são preocupações quotidianas dos que fazem a máquina trabalhar. E não pode haver paus na engrenagem. Não é por acaso que todas as candidaturas, sem excepção, têm a apoiá-las a estrutura e a logística dos partidos políticos. Apenas o candidato apoiado pelo PSD apresenta uma pequena nuance nos seus cartazes o símbolo do partido não aparece. Deliberadamente.
Os cinco candidatos à Câmara de Lisboa praticamente não vão ter férias, aproveitando todo o tempo precioso até 9 de Outubro. Carmona Rodrigues "não tem nada planeado", Sá Fernandes "talvez vá uma semana", embora não saiba quando, Ruben de Carvalho já foi, Manuel Maria Carrilho "não deverá ir" e Maria José "está de férias até terça-feira e depois de 1 a 7 de Agosto". Assim sendo, como todo o tempo é importante, as campanhas adaptam-se ao descanso dos lisboetas e alinham as suas "baterias" conforme os alvos vão, vêm... ou ficam.
Gabriela Seara, ex-chefe de gabinete do vice-presidente do município Lisboeta, é a directora da campanha de Carmona Rodrigues; Luís Bernardo, antigo assessor de José Sócrates, supervisiona a de Manuel Maria Carrilho; Carlos Chaparro, responsável da estrutura concelhia de Lisboa da CDU, apoia Ruben de Carvalho, Adelaide Lucas Pires faz a ligação da candidatura de Maria José Nogueira Pinto com a Imprensa e Pedro Soares, do Bloco de Esquerda, desempenha as mesmas funções na candidatura de Sá Fernandes.
Muita estratégia e mesmo muito suor e lágrimas vão ser gastos nesta campanha. No que à estratégia diz respeito, Gabriela Seara explica que a campanha de Carmona Rodrigues é marcada por quatro fase importantes. "A primeira é a de dar a conhecer o candidato e o seu programa; a segunda, a de apresentar a equipa; a terceira, a de mostrar as capacidades e competências de Carmona Rodrigues e a quarta, a de o pôr à prova bem como à exequibilidade das suas propostas". Luís Bernardo destaca na campanha d e Manuel Maria Carrilho o papel dos debates. "Queremos o máximo de debates. Essa vai ser a nossa estratégia. A cinco a dois. O que quiserem. São precisos muitos debates para avaliar o que foi feito em quatro anos e apresentarem-se propostas. Há seis temas principais de campanha, mas não revelo quais." A CDU não faz segredo das suas linhas de estratégia na campanha de Ruben de Carvalho "A denúncia acentuada das malfeitorias da direita na CML, apoiada pelo PS e pelo Bloco de Esquerda, em questões essenciais; e, por outro lado, o debate das 'Soluções para Lisboa'. Aproveitando a Festa do Avante, haverá debates e 'workshops' abertos,", referem os responsáveis.
Maria José Nogueira Pinto foi a última a entrar na corrida, por isso, sem perder tempo está a trabalhar no programa que apresenta a 21 de Julho. Quanto à estratégia e ao marketing, já se sabe que a candidata do CDS/PP não vai deixar que a vendam "como um sabonete ou uma margarina". E a sua campanha "não será uma colagem de temas mediáticos, uma réplica às ideias alheias ou um puro exercício de retórica".
José Sá Fernandes e o BE querem "transmitir uma mensagem com conteúdo a de que Lisboa é gente e que em primeiro lugar está o interesse público e não outros interesses", defende Pedro Soares. No seu entender, "as eleições ganham-se mais com ideias do que com marketing e a melhor forma de as transmitir é levar o candidato para o terreno. Sobretudo a partir de Setembro". É na rentrée que Sá Fernandes e o BE apostam forte na mobilização dos munícipes com quatro temas sobre Lisboa a cidade ecológica, reconstruída, da transparência e da proximidade. Depois de tudo isto, é esperar por 15 dias de campanha oficial nos quais - todos concordam - se joga o tudo ou nada.
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Carmona aposta nos contactos de rua:
Outdoors e minis (cartazes de menores dimensões) são os suportes convencionais para a transmissão da mensagem escolhidos pela candidatura de Carmona Rodrigues. "Mas a grande aposta vai ser o contacto de proximidade que o professor tanto gosta. Não se pense que ele vai andar por aí com grandes comitivas. Já há muito que anda no terreno, sem a companhia dos jornalistas e vai continuar, sempre com a presença de técnicos e de pessoas que conhecem os locais que visita", explica Gabriela Seara. "Vamos reduzir ao mínimo a utilização de materiais de campanha. T-shirts, bonés e bandeiras. É tudo", acrescenta.
Além de saber que há um limite imposto por lei para os gastos da campanha, "Carmona não acredita que as pessoas se deixem convencer por este tipo de materiais", sublinha a sua directora de campanha. Prevê-se a edição e distribuição de dois números do jornal de campanha, bem como a exibição de filmes em comícios e na apresentação do programa de candidatura, marcada já para dia 14. A utilização dos folhetos será outro meio complementar de propaganda. Além do contacto de proximidade, os comícios constituirão outra oportunidade para o candidato transmitir a mensagem aos apoiantes e indecisos. Os debates e o site (ainda em construção) www.lisboaparatodos.net fazem ainda parte da estratégia de meios.
Quanto a custos, a responsável da campanha assegura que a candidatura deverá cingir-se aos 503 mil euros, permitidos por lei.
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Carrilho investe na estratégia dos debates:
Na candidatura do socialista Manuel Maria Carrilho há "uma aposta forte na sua sede e na visibilidade deste espaço em relação à cidade", explica Luís Bernardo. "Queremos que tenha uma função de espaço de cidadania e, ao longo dos três meses, ali vai haver programação permanente. Muitas actividades para jovens, debates, lançamento de livros e iniciativas culturais", prossegue. Quanto aos meios de transmissão da mensagem do candidato, já se sabe os incontornáveis "outdoors, vídeos promocionais, site e boletins informativos muito simples".
É claro que a comunicação por excelência das ideias será através dos debates. "Queremos muitos debates. A dois, a cinco. Os que quiserem". E, além disso, é fundamental o contacto directo com o cidadão. "Vamos ter alguns elementos surpreendentes no que respeita a material de merchandising", diz Luís Bernardo aguçando o apetite sem revelar, contudo, pormenores. Haverá ainda vídeos promocionais aproveitando as visitas do candidato aos locais, durante a pré-campanha. Apesar dos acidentes de percurso iniciais em matéria de imagem do candidato, não há no seio do seu staff preocupação em trabalhar a sua imagem. " Será ele próprio, pois tem notoriedade, trabalho feito, enquanto ministro". O arranque da pré-campanha vai ser assinalado com um mega-jantar na FIL "para mobilizar o partido e para dar um sinal". A campanha terá pontos altos e um deles será a rentrée das férias e a rentrée política, promete Luís Bernardo.
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Nogueira Pinto recupera atraso na partida:
Foi a última a apresentar-se ao eleitorado como candidata à presidência da Câmara de Lisboa. Depois do logro das negociações para uma coligação com o PSD, o CDS/PP escolheu Maria José Nogueira Pinto para o lugar. Com todos os outros concorrentes no terreno, a ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa apressa-se agora para recuperar o atraso.
Como os tempos são de contenção, Maria José Nogueira Pinto deverá ficar com a sua sede de candidatura localizada num espaço do Largo do Caldas criado para esse fim, explicou ao DN, Adelaide Lucas Pires, responsável pela campanha. A racionalização de meios comanda, pois no mesmo edifício funciona também a sede do partido que a apoia.
No dia 21, Maria José Nogueira Pinto deverá apresentar o seu programa de candidatura num hotel de Lisboa. Até lá, prosseguem os trabalhos da estrutura partidária de forma a preparar o terreno para a candidata avançar em acções de campanha. A candidatura não descura as vantagens que as novas tecnologias oferecem e, assim já tem disponível um blogue lisboaemboasmaos.weblog.com.pt .
Maria José Nogueira Pinto vai recorrer ao capital de notoriedade que ao longo dos anos conseguiu desempenhando funções na área social em Lisboa, nomeadamente, como directora da Maternidade Alfredo da Costa e ainda como Provedora da Santa casa da Misericórdia. "As pessoas conhecem-me" afirmou sem rodeios a candidata quando se apresentou à corrida.
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Ruben avança com modelo convencional:
Ruben de Carvalho e a CDU apostam nos moldes convencionais de campanha. "Vão ser usados os materiais habituais, como os outdoors, os mupis e os painéis", esclarece José Carlos Mendes.
"Estamos a produzir três edições sucessivas do Jornal da Cidade e outras tantas de cada um dos jornais de freguesia. A CDU também já editou um kit de imprensa com a informação central destinada a jornalistas (programa, candidatos, currículos, fotos, etc.). Continua a produção de várias montagens em audio destinadas à animação dos locais de eventos da campanha", acrescenta aquele responsável, ilustrando assim a eficácia da conhecida máquina da CDU. No âmbito da preparação da Festa do "Avante!", e no que a Lisboa se refere, "temos um programa de produção de meios que abrange mais de 40 painéis e duas exposições, que, depois da Festa, vão circular pela Cidade. Ainda na Festa, haverá debates e workshops abertos, para duas linhas de trabalho, que são por um lado, a denúncia acentuada das malfeitorias da Direita na CML, apoiada pelo PS e pelo Bloco, em questões essenciais; e, por outro lado, o debate das 'Soluções para Lisboa'". Finalmente, a CDU aposta em duas linhas de produção de meios que "vão ser muito do agrado dos jovens: vamos abrir dois gmails para recolha de opiniões e discussão das 'Soluções' que são o nosso programa eleitoral, e vamos direccionar dois blogs para os temas da campanha", informa o responsável pela candidatura de Ruben de Carvalho.
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A candidatura de José Sá Fernandes quer estabelecer a diferença relativamente às concorrentes e o facto de não ter o habitual merchandising (material de propaganda para oferecer) é a prova de tal opção, como assegurou ao DN Pedro Soares. É que "o primado do marketing sobre as ideias tem dominado esta campanha, sobretudo com o candidato do PS e nós não queremos isso". O BE "pôs a sua estrutura ao serviço da candidatura de José Sá Fernandes, mas ela não é muito profissionalizada, por isso contamos muito com o voluntariado, sobretudo dos jovens", diz ainda. O BE parte animado para esta campanha com os resultados obtidos nas legislativas. "O BE abdicou de se responsabilizar directamente pela direcção da campanha e criou uma comissão que tem total autonomia. Este organismo é paritário na sua composição em termos de independentes e militantes do Bloco. E nela discutem-se as políticas, o programa, os meios de campanha e as listas de vereadores e deputados à Assembleia Municipal",
Em Agosto a campanha do candidato apoiado pelo BE vai ser feita sobretudo na rua, em esplanadas e nos jardins. Prevê-se ainda a exibição de filmes, a realização de concertos e a promoção de debates. Um jornal de campanha, desdobráveis e várias acções de rua vão pontuar a campanha em Setembro, quando o candidato se centrar na divulgação dos grandes eixos programáticos da sua candidatura. Está já disponível o, site www.josesafernandes.org. (link à direita na secção das eleições autárquicas).
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
A deputada municipal Ana Pires Marques, em 2001 pelo CDS-PP, enviou na segunda-feira uma carta à direcção do partido, anunciando a sua desvinculação do mesmo, de modo a poder apoiar a candidatura independente de António Carmona Rodrigues à Câmara Municipal de Lisboa (CML).
De acordo com a edição desta terça-feira do Público, que cita a ex-presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião da Pedreira, caso a coligação entre PSD e CDS-PP não fosse adiante, a deputada teria que deixar o seu partido.
«Foi muito difícil tomar a decisão de me divorciar de um partido no qual acredito e no qual me revejo, mas a minha amizade e admiração por Carmona Rodrigues falou mais alto», afirmou ao Público Ana Pires Marques.
Com a devida vénia ao Diário Digital
Para apoiar Carmona Rodrigues há quem no CDS se esteja a desfiliar. Em breve mais notícias.
«Se até ao fim do mandato as circunstâncias o determinarem, não é nada a que não esteja habituado», admitiu Carmona Rodrigues.
Carmona Rodrigues admite regressar à presidência da Câmara de Lisboa. O candidato independente, apoiado pelo PSD à autarquia lisboeta, afirmou ontem que poderá reassumir a liderança do município caso Pedro Santana Lopes decida ocupar o cargo de deputado na Assembleia da República. «Se até ao fim do mandato as circunstâncias o determinarem, não é nada a que não esteja habituado», disse Carmona Rodrigues, respondendo às perguntas dos jornalistas, à margem da inauguração de uma exposição sobre a revisão do Plano Director Municipal, na qual estava prevista a presença de Santana Lopes, que acabou por faltar à cerimónia.
O candidato à Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, acrescentou, no entanto, que esta não é uma questão que o preocupe. Carmona Rodrigues sublinhou ainda que, neste momento, está empenhado na sua candidatura à presidência da autarquia lisboeta e nas funções que desempenha na câmara.
Contactado pela a A Capital, o gabinete de Pedro Santana Lopes não quis comentar as declarações de Carmona Rodrigues alegando que o edil já não se encontrava na autarquia. Pedro Santana Lopes garantiu, no sábado, em declarações ao semanário Expresso, que não vai renunciar ao cargo de deputado. O actual autarca de Lisboa tem que assumir o lugar no Parlamento até dia 12 de Setembro, se não o fizer o ex primeiro-ministro perde o direito de voltar à Assembleia da República.
Com a devida vénia a A Capital
«A Ota é um tiro no pé na competitividade da cidade, caso não exista nenhum
aeroporto na Área Metropolitana de Lisboa», defende Carmona Rodrigues. Manuel Maria Carrilho é o único candidato à Câmara Municipal de Lisboa que defende a construção do novo aeroporto da Ota. «Lisboa é a capital do país. Não pode, por isso, ser indiferente ao facto do aeroporto da Portela estar a pouco tempo de atingir os limites de saturação em termos de passageiros», afirmou a A Capital o candidato socialista.
Carrilho sublinha que, tal problema, «coloca fortes restrições à capacidade de atracção turística - lazer e negócios - da cidade». O candidato do PS à Câmara de Lisboa chama, por isso, a atenção para a exigência de «compatibilizar a necessidade de encontrar uma forma de superação das restrições colocadas pela actual capacidade da Portela» com a importância da cidade «manter o potencial turístico que um aeroporto de proximidade garante».
O candidato do PSD, Carmona Rodrigues, defende, ao contrário de Carrilho, a manutenção da Portela e considera que o projecto da Ota mais não é que «um tiro no pé na competitividade da cidade de Lisboa», no caso, sublinha de «não existir nenhum aeroporto» na Área Metropolitana de Lisboa. «O essencial para a cidade de Lisboa e para a sua actividade económica é a manutenção do Aeroporto na Portela. Mesmo que venha a ser necessário construir um novo aeroporto nunca podemos abandonar a Portela», considera o actual vice-presidente da autarquia, recordando que a Ota «está fora da Área Metropolitana de Lisboa».
Carmona sugere, porém, a realização de «algumas obras no aeroporto da Portela que tem capacidade até 2019». «É, pois, um investimento desnecessário numa altura de contenção orçamental», critica.
Com a devida vénia a A Capital
É inaugurado o Museu do Chiado, em Lisboa.
Os mestres dos barcos da transportadora Soflusa iniciam esta segunda-feira uma greve de cinco dias por aumentos salariais que pode parar a travessia fluvial Barreiro-Terreiro do Paço (Lisboa) entre as 05:00 e as 09:00 e das 17:45 às 21:10.
Esta paralisação, a quinta em cerca de quatro meses por aumentos salariais, coincide com uma greve às horas extraordinárias por tempo indeterminado, que começou a 13 de Maio, mas que não tem provocado perturbações significativas na circulação entre as duas margens do Tejo.
Para tentar minimizar os incómodos dos utentes, a empresa decidiu disponibilizar transporte alternativo em autocarro desde o terminal fluvial do Barreiro até à estação dos barcos do Montijo, de onde partem carreiras da Transtejo para o Terreiro do Paço.
A greve parcial, de três horas por turno, é convocada pelo Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante (STFCMM), que reclama aumentos salariais de 60 a 80 euros.
O «braço-de-ferro» entre sindicato e empresa começou em finais de Março, altura em que os mestres paralisaram duas horas por turno para exigir idênticos aumentos.
O presidente do STFCMM, Albano Rita, afirmou anteriormente à Agência Lusa que os trabalhadores «continuam determinados na sua luta», dado que consideram injusto o facto de ganharem o mesmo vencimento que os seus subordinados, apesar de terem mais responsabilidades.
A administração da empresa admitiu discutir as questões salariais dos mestres, mas só após a revisão, em curso, do Acordo de Empresa.
Com a devida vénia ao Diário Digital
O vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carmona Rodrigues, defendeu a criação de um túnel para a Praça Duque de Saldanha, em Lisboa, tal como os existentes no Campo Pequeno e em Entrecampos, noticia esta segunda-feira o Correio da Manhã.
De acordo com o jornal, Carmona referiu que a construção deste túnel «é uma obra superficial, sem custos elevados e que não interfere com as obras do metro» que estão a ser efectuadas naquela zona.
Ainda segundo o autarca, a criação deste túnel justifica-se uma vez que 90% do tráfego passa pela Praça do Saldanha em direcção à Av.ª da República e à Av.ª Fontes Pereira de Melo quando a sua intenção é ir para o Campo Pequeno ou para o Marquês de Pombal.
Com a devida vénia ao Diário Digital
Os autarcas da Câmara Municipal de Lisboa (CML) que gerem empresas municipalizadas estão a ganhar acima do que a lei prevê, noticia esta segunda-feira o Correio da Manhã (CM).
De acordo com o jornal, os vereadores Helena Lopes da Costa, Eduarda Napoleão e Pedro Pinto tiveram mesmo, em 2002, 2003 e 2004, um rendimento bruto anual superior ao do Presidente da República.
Ainda segundo o CM, esta situação viola a Lei n.º 102, de 1998, que estabelece as remunerações dos titulares de cargos e funções públicas, excepto o presidente do Parlamento, não podem exceder 75% do abono anual ilíquido do Chefe de Estado.
No ano passado, Helena Lopes da Costa recebeu uma remuneração ilíquida de 107.992,89 euros, um valor que ultrapassa o limite de 75% estabelecido pela lei, que rondará os 101 mil euros, refere a publicação.
Em declarações ao CM, a vereadora afirmou não ter conhecimento da situação, remetendo a questão para o departamento jurídico da autarquia.
Também Eduarda Napoleão e Pedro Pinto apresentaram declarações com valores superiores aos permitidos por lei. Em declarações, a vereadora explicou que quando assumiu a presidência da Ambelis o seu salário como vereadora não foi reduzido de imediato para e, por isso, devolveu 16.869 euros.
Pedro Pinto afirmou ao CM que devolveu à autarquia 15 mil euros correspondentes aos meses que continuou a receber como se mantivesse o cargo de vereador a tempo inteiro.
Com a devida vénia ao Diário Digital

Rock In Rio: investimentos de 25 milhões de euros, o mesmo dinheiro aplicado na primeira edição, em 2004
A agência organizadora do Rock In Rio - Lisboa de 2006 anunciou hoje que o investimento no festival ascende a 25 milhões de euros, o mesmo dinheiro aplicado na primeira edição, em 2004.
Em comunicado, a agência Better World, dirigida por Roberta Medina, filha do mentor do Rock In Rio original, no Brasil, confirmou que já estão fechados "praticamente todos os patrocínios", entre os quais Millenium BCP, Sagres, Sumol/7Up, Vodafone, Renascença, Sapo e SIC.
A nova "cidade do Rock", o complexo a montar no Parque da Bela Vista, em Lisboa, para acolher cinco dias de festival, será apresentada em Setembro deste ano.
O Rock In Rio- Lisboa 2006 está marcado para 27 e 28 de Maio e de 02 a 04 de Junho do próximo ano.
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Casas da EPUL paradas
Jovens compradores esperam há anos por habitações em Lisboa, que já estão a pagar
Ana Tavares, foi uma das pessoas escolhidas, em 2003, no sorteio da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) para comprar uma das casas que iriam ser construídas no Paço do Lumiar. A advogada de 26 anos assinou, em Janeiro do ano passado, o contrato promessa de compra e venda da habitação, cujo início da construção estava previsto, «segundo indicação da imobiliária Imohífen», para finais de Janeiro deste ano.
Em declarações ao Metro, a advogada afirma que o pedido de alvará para a construção do loteamento foi feito no dia 24 de Fevereiro último, mas no terreno não há qualquer vestígio do empreendimento «até hoje». «O atraso na construção já tem pelo menos cinco meses e ainda não há previsão para quando irá começar», lamenta.
Apesar das reclamações feitas, logo em Fevereiro de 2005, para a imobiliária e para a própria administração da EPUL ainda não obteve qualquer resposta. «A Imohífen diz que tem de perguntar à administração da EPUL e que eles não respondem. Entretanto, 30 por cento do preço já está do lado de lá, e a cartinha quadrimestral a lembrar a tranche não se esquecem nunca de mandar.»
Habitações só em 2007
A data da escritura está prevista para 30 de Outubro de 2006, mas a EPUL já disse que o prazo dificilmente será cumprido e que o mais provável é só entregarem a casa no início de 2007. «Entretanto, quem tiver projectos pessoais, como casar, tem de deixar a vida em "stand-by" durante sei lá quantos anos. Recorrer ao arrendamento é pouco viável porque, enquanto se espera pela casa da EPU,L já se está a pagar o empréstimo ao banco.»
Hugo Xavier também foi contemplado com uma casa da EPUL mas no Parque das Olaias. Embora a localização mude, o problema mantém-se. O engenheiro, de 27 anos, assinou o contrato-promessa em 2002 e foi-lhe prometido que ia estar tudo pronto dentro de «no máximo» dois anos.
As obras ficaram prontas, mas algumas alterações ao projecto original fizeram atrasar a aprovação da licença de habitação na Câmara de Lisboa e, consequentemente, a entrega dos apartamentos. «As casas estão prontas desde Agosto ou Setembro do ano passado. Penso que já está tudo aprovado na câmara mas a EPUL ainda tem de pagar as alterações. A própria EPUL está a deixar que haja cedências e há pesoas que estão a verder as casas com mais valias.»
As obras ficaram prontas, mas algumas alterações ao projecto original fizeram atrasar a aprovação da licença de habitação na Câmara de Lisboa e, consequentemente, a entrega dos apartamentos. «As casas estão prontas desde Agosto ou Setembro do ano passado. Penso que já está tudo aprovado na câmara mas a EPUL ainda tem de pagar as alterações. A própria EPUL está a deixar que haja cedências e há pesoas que estão a verder as casas com mais valias.»
Outro empreendimento atrasado é o do Martim Moniz. A construção de 87 fogos, iniciada em Dezembro de 2002 e com conclusão prevista para Dezembro do ano seguinte, está suspensa desde 24 de Junho de 2003. Fonte da EPUL explicou ao Metro que a situação se deve a alterações no projecto decididas pelo actual executivo camarário de Santana Lopes: «O projecto estava concluído, mas a autarquia decidiu mudar alguns aspectos arquitéctónicos. Quando as obras estavam prontas a arrancar, uma inspecção do IPPAR encontrou no local uma muralha fernandina, que ainda atrasou mais os trabalhos.»
Martim Moniz sem data
A EPUL garante que todos os compradores dos fogos foram avisados dos atrasos na obra e que lhes foi dada a possibilidade de desistirem, situação que se verificou em poucos casos. A mesma fonte adiantou ainda que as obras no Martim Moniz já arrancaram, mas não definiu uma data para a conclusão dos trabalhos.
Quanto à situação dos empreendimentos do Paço do Lumiar e do Parque das Olaias não foi possível, até à publicação da notícia, obter qualquer informação da EPUL.
Com a devida vénia ao Portugal Diário

O Conselho de Ministros aprovou hoje um decreto que marca para o dia 09 de Outubro a data da realização das próximas eleições autárquicas - o único acto eleitoral que compete ao Governo fixar a data. A data é consensual entre os partidos, por permitir que o período de campanha eleitoral não decorra durante as férias.
Na passada sexta-feira, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva recebeu os partidos com representação na Assembleia da República (PS, PSD, PCP, CDS-PP, Bloco de Esquerda e "Os Verdes") e todos se manifestaram a favor da data de 09 de Outubro para a realização das eleições autárquicas.
Os partidos defenderam aquela data por permitir que o período de campanha eleitoral não decorra numa altura em que muitos portugueses se encontram de férias. O dia 09 de Outubro foi também o preferido pela Associação Nacional dos Municípios Portugueses e pela Associação Nacional de Freguesias.
A campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 9 de Outubro irá decorrer entre os dias 27 de Setembro e 7 de Outubro, de acordo com os prazos legais. O decreto que marca para 9 de Outubro a data da realização das próximas eleições autárquicas, o único acto eleitoral cuja marcação compete ao Governo, foi aprovado esta sexta-feira em Conselho de Ministros. O prazo para entrega das candidaturas nos tribunais de círculo termina a 16 de Agosto.
A tomada de posse dos novos executivos camarários deverá ocorrer no final do mês de Outubro.

Os 109 trabalhadores da empresa que aguardam há cinco anos pelos 1, 750 milhões de euros de indemnização vão ter de esperar até dia 18 de Julho.
Os 109 trabalhadores da Lanalgo que há cinco anos esperam pela sua indemnização de 1,7 milhões de euros vão ter de esperar até dia 18 de Julho para saber se há interessados na compra do edifício-sede da empresa, falida desde Junho de 2000, uma vez que no leilão de ontem ninguém cobriu os 2,5 milhões de euros de valor-base atribuídos ao imóvel.
Daqui a cerca de uma semana, os compradores interessados terão de entregar uma proposta em carta fechada com um valor que não pode ser inferior a 70% do valor mínimo estipulado, ou seja, 1, 750 milhões de euros. Depois de conhecidas as ofertas será realizado um novo leilão do prédio avaliado no final de 1999 por uma empresa independente e pelo próprio fisco em mais de cinco milhões de euros.
«Esperamos que nesse dia existam interessados e que processo fique encerrado», adiantou a A Capital o ex-trabalhador e dirigente sindical do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal - CESP, explicando que mesmo que o negócio fique concluído os trabalhadores só deverão ser ressarcidos durante o 1.º trimestre de 2006. Isto porque, explicou o sindicalista, nos dez dias seguintes à licitação, a Câmara de Lisboa e o Instituto Português do Património Arquitectónico - Ippar ainda podem exercer o seu direito de preferência sobre o imóvel classificado como sendo de interesse público; depois disso terão de ser feitos os registos o que só deverá acontecer no final do ano.
O pagamento da indemnização, no valor global de 1, 750 milhões de euros, porá fim a um longo processo de luta de trabalhadores, mas outros credores, entre os quais o Estado e uma dezena de bancos, não deverão ser ressarcidos dos mais de 20 milhões de euros de dívidas resultantes de «sucessivos actos de má gestão baseados em empréstimos à banca que a família Martins Fernandes, proprietária da empresa, praticou ao longo dos anos».
Com a devida vénia a A Capital
«Metaphora» é o nome da exposição de Frederica Bastide Duarte que será inaugurada na próxima quinta-feira, dia 14 de Julho, pelas 19:30 horas, na Livraria Assírio & Alvim, em Lisboa.
Patente até ao dia 12 de Agosto, a mostra poderá ser visitada de segunda a sexta-feira das 13:00 às 15:00 horas e das 14:00 às 19:00 horas.

Recolha selectiva lixo alargada a Benfica, Carnide e S. Domingos Benfica.
A Câmara de Lisboa alargou o sistema de recolha selectiva de lixo às freguesias de Benfica, Carnide e São Domingos de Benfica, anunciou o gabinete do vereador da Higiene Urbana, António Monteiro.
O novo sistema de recolha, que começou a ser implementado na semana passada, consiste na substituição dos ecopontos existentes por contentores diferenciados por tampas de cores diferentes, que são distribuídos em número superior e de modo a ficarem mais perto das habitações.
Os contentores destinados a lixo comum têm tampa cinzenta, enquanto os contentores para papel e cartão têm tampa azul e os de embalagens, tampa amarela.
"O objectivo é criar uma bateria de contentores e um vidrão com pilhão acoplado", segundo o assessor do vereador.
De acordo com a mesma fonte, "este novo sistema aposta no aumento dos pontos de deposição selectiva como forma de aumentar os quantitativos recolhidos selectivamente".
A recolha será realizada em dias distintos: às segundas, quartas, quintas-feiras e sábados para o lixo comum e para as embalagens, papel e cartão, à terça e sexta-feira.
O novo sistema serve os condomínios da Quinta das Laranjeiras e da Quinta das Mil Fontes, a Carris, o INETI, a Casa do Artista, o Pólo Tecnológico, o Regimento de Engenharia n.º 1, as Oficinas do Metropolitano, o Instituto Navarro de Paiva e as escolas superiores de Jornalismo e de Educação.
Também os bairros Padre Cruz, Charquinho, Pedralvas, Furnas, Quinta das Camareiras, EPUL, Novo de Carnide e a Quinta do Bom Nome, passam a ter este sistema, que está já a funcionar nos Olivais.
Com a devida vénia à Lusa
O Teatro Praga termina esta sexta-feira, pelas 21:30 horas, «Agatha Christie», uma peça sobre o vazio cuja ideia surgiu através de uma análise dos romances policiais da escritora.
Durante a peça, no palco desfilam actores e artistas plásticos, num jogo de polícias e detectives. O preço dos bilhetes varia entre os cinco e os 12 euros.

O território português encontra-se em situação de vigilância reforçada, sobretudo em Lisboa, em locais como o aeroporto e metropolitano, na sequência dos atentados terroristas registados esta quinta-feira em Londres, disse ao Diário Digital o chefe do gabinete Coordenador de Segurança do ministério da Administração Interna.
Com a devida vénia ao Diário Digital
"É triste acabar-se assim repentinamente com o Ballet Gulbenkian, companhia com um trabalho muito importante há 40 anos num determinado domínio da dança, mesmo que esteticamente possamos estar mais ou menos afastados dessa área." As palavras são de Cristina Santos, responsável pelo Fórum Dança, uma das organizações pertencentes à Rede, associação de estruturas para a dança contemporânea. Na sua opinião, o BG desenvolveu "um trabalho novo de enorme qualidade, até na sua relação com a comunidade da dança, num país onde praticamente não existe este tipo de agrupamentos". Trata-se de "um tipo de decisão abrupta e incompreensível, não se descortinando as verdadeiras razões que lhe presidem", acrescenta.
A Fundação Gulbenkian podia, no entendimento de Cristina Santos, "ter agido há muito nas áreas de apoio à dança; tem, aliás, existido uma política de regressão, veja--se o que aconteceu com a extinção do Acarte. Enquanto instituição, demitiu-se de investir numa dimensão contemporânea das artes performativas. Não me parece que o desaparecimento do BG vá determinar uma melhor actuação nesse sentido, embora considere muito louvável o que se pretende fazer. Não se entende como se substitui uma companhia por uma política de apoios." A Rede vai tomar posição pública sobre o fim do BG, explicitando também a sua solidariedade para com os bailarinos.
Clara Andermatt, ligada como coreógrafa ao Ballet Gulbenkian, afirma a sua tristeza e perplexidade perante a notícia, "não inesperada, mas abrupta" da extinção do BG " Estou chocada pela forma como a decisão foi comunicada aos bailarinos e ao director pouco antes de o comunicado seguir para as redacções. Esperemos que o plano de substituição da companhia por uma política de apoios valorize significativamente o panorama da dança contemporânea portuguesa. É frustrante para Paulo Ribeiro que o projecto tenha sido abortado. Todos sentíamos que havia necessidade de renovar, mas era preciso que houvesse meios e vontade."
Com a devdia vénia ao Diário de Notícias
"No estrangeiro o nome Gulbenkian é ligado ao Ballet"
Estavam quatro mil bilhetes vendidos para a nova temporada do Ballet, que morreu aos 40 anos
O jovem bailarino estrangeiro tira os óculos escuros e atira o último argumento "No meu país, o nome Gulbenkian não é associado a nenhuma fundação, mas sim à companhia de ballet. E se folhear a Agenda Cultural de Lisboa, o que vê na secção de dança? Espectáculos de bailarinos reformados, que estiveram no Ballet Gulbenkian."
Sentados à sombra do arvoredo dos jardins da fundação, um grupo de bailarinos fala com o DN sobre o fim da companhia, sob promessa de ninguém se identificar. Depois de horas de reunião, que juntou no estúdio os trabalhadores da dança, decidiram ontem criar um mail (balletgulbenkian@yahoo.com) para poderem falar com o público.
Depois das lágrimas choradas terça-feira, os rostos mostravam-se ontem desalentados. "Queremos mostrar a nossa tristeza de forma diplomática e dar a nossa opinião", alegava outro bailarino, sempre interrompido pelo telemóvel, de pessoas que queriam saber pormenores. É que o Ballet Gulbenkian, que em 2003 gastou 2,7 milhões de euros, tem mais de 25 bailarinos, dez administrativos, dois técnicos e três costureiras.
Todos queriam explicar a importância do Ballet Gulbenkian que, garantem, "está incluído entre os cinco melhores da Europa" e todos os anos recebia, do Conselho de Administração, "comunicações e prémios de excelência". Um dos elementos, inconformado, adiantava que "o poder da decisão [da extinção da companhia] não está à altura de perceber a perda irreparável na dança em Portugal".
No grupo dos bailarinos, cada caso é um caso o das jovens mães que tiveram crianças há pouco tempo, os "velhos" de 35 anos de idade e nove anos de casa (faltando um para complemento de reforma dado pela fundação) e os novos.
"Nesta altura do ano já não nos é possível fazer audições em lado nenhum. As temporadas são delineadas com muito tempo de antecedência", explica uma jovem bailarina, pormenorizando que o timing da profissão é muito preciso, porque "as companhias começam a delinear o trabalho entre Janeiro e Março, mas para a temporada do ano seguinte". E diziam "temos o ano perdido até Julho de 2006."
Outra revolta tem a ver com a garantia dada terça-feira por responsáveis, de que os bailarinos poderiam usufruir de uma aula de hora e meia por dia, o que lhes parece manifestamente pouco. "Seria só para aquecer..."
Mas o que mais lhes doeu foi a forma como tudo aconteceu. "A administração não deu a cara e o dia do anúncio foi escolhido a dedo, para ficar abafado pelas medidas do primeiro-ministro. Não se diz a uma companhia de dança que no minuto seguinte já não existe."
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
Um conjunto de "reputados" especialistas. "La créme de la créme". "As escolhas pessoais do candidato". É assim que os apoiantes de Carrilho resumem o conjunto de pessoas que o candidato quer para seus vereadores. Nuno Gaioso Ribeiro, 34 anos, é docente universitário e administrador de empresas, especialista na gestão de projectos e investimentos internacionais; Natalina Moura, licenciada em Ciência Geológicas e Professora Convidada da Universidade Independente tendo sido deputada; João Matias, 49 anos, é engenheiro electrotécnico, especialista em tecnologias de informação e comunicação e gestor de empresas; António Dias Baptista, 47 anos, é jurista e presidente do Grupo Municipal do PS em Lisboa (1998-2001 e 2002-2005). Estes são alguns dos nomes que foram aprovados ontem à noite e que põe fim às atribulações da feitura da lista do candidato do PS.
Entretanto, Manuel Maria Carrilho num encontro que ontem manteve com operadores e representantes sindicais do sector dos transportes na cidade de Lisboa, considerou ser possível reduzir para metade o tráfego de atravessamento na cidade . "É possível num mandato retirar metade dos carros particulares que entram em Lisboa. Só com a conclusão da CRIL será possível, até 2009, retirar 30 por cento do tráfego dessa natureza. A solução deve ser gradual, mas quatro anos é um período que permite fazê-lo. Entretanto, há várias soluções possíveis como os parques de estacionamento dissuasores, as vias verdes para veículos que transportem mais de um passageiro. A portagem à entrada das cidades deverá ser a última solução depois das todas as outras tentadas", acrescentou.
Segundo o candidato, o PS deverá ainda apresentar alterações ao diploma que criou a Autoridade Metropolitana de Transportes (AMT) de Lisboa. No entender de Carrilho, a AMT actual "é uma solução que se revelou altamente ineficaz.
Com a devdia vénia ao Diário de Notícias

O fadista Carlos do Carmo apresenta-se sábado à noite no Anfiteatro Keil do Amaral, no Parque do Monsanto, em Lisboa, tendo como convidados Bernardo Sassetti, Alexandre Frazão e Carlos Bica, além da Sinfonieta de Lisboa.
Em declarações à Agência Lusa, Carlos do Carmo disse que este espectáculo "vem ao encontro de um desejo antigo e é a possibilidade de cantar para as pessoas da cidade com músicos portugueses".
O criador de "Os putos" interpretará na primeira parte oito canções compostas si e para as quais desafiou o músico Bernardo Sassetti a fazer arranjos para um trio de jazz.
Será esse trio composto por Sassetti (piano) Carlos Bica (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria) que subirá ao palco com Carlos do Carmo para, entre outras canções, interpretar "No teu poema", "Estrela da tarde" e "Lobos e ninguém", ou temas mais recentes como como "Manhã", escrito por Pedro Abrunhosa, e "Navalha", por António Lobo Antunes.
"Reparei que dez por cento do meu repertório é composto por canções muito bonitas e que as pessoas ainda hoje retêm. Achei oportuno recuperar algumas e apresentá-las com novos arranjos", explicou o fadista.
Na segunda parte Carlos do Carmo interpretará alguns fados do seu repertório como "Casa do fado" ou "Canoas do Tejo", acompanhado pela Sinfonieta de Lisboa, sob a batuta de Vasco Pearce de Azevedo.
Além dos 40 músicos da Sinfonieta estarão também em palco Ricardo Rocha (guitarra portuguesa), Carlos Manuel Proença (viola) e Marino de Freitas (viola baixo).
Os arranjos para estes 10 fados que interpretará na segunda parte são de Pedro Moreira e de Pearce de Azevedo.
O músico Carlos Martins (saxfone) terá uma "participação especial" em cada uma das partes do espectáculo para acompanhar Carlos do Carmo numa canção e num fado.
"Esta é também uma maneira de mostrar na minha terra como temos tão excelentes músicos, todos eles portugueses, numa altura em que se tecem tantas críticas à música portuguesa", disse o fadista.
Filho da fadista Lucília do Carmo, falecida em 1998, Carlos do Carmo tem 42 anos de carreira e venceu há dois anos o Prémio José Afonso, que juntou a várias outras distinções.
Com a devdia vénia à Lusa
O arquitecto Frank Gehry não deverá receber qualquer tipo de indemnização caso o próximo presidente da Câmara de Lisboa, saído das eleições de Outubro, não opte por dar seguimento ao projecto de requalificação para o Parque Mayer gizado por este especialista.
A informação foi adiantada ontem pelo presidente do Município de Lisboa, Pedro Santana Lopes, à margem da reunião do executivo municipal, que garantiu que no contrato a assinar com o arquitecto canadiano, será inscrita uma cláusula de salvaguarda da autarquia, em que esta só terá de pagar a Gehry o trabalho por ele desenvolvido até essa data.
Com a devida vénia a A Capital
Escreve o João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos:
"De manhã, quando liguei o rádio do carro, estava a perorar o presidente do comité olímpico português, salvo erro o eterno Coronel Moura. Apanhei a prosa a meio, mas percebi o contexto. Tal como Londres, Paris, Nova Iorque ou Singapura, também Lisboa merecia organizar uns joguitos. O argumentário do Coronel era infalível. Resmas de postos de trabalho e a já célebre "auto-estima" estão sempre na "linha-da-frente". Por que não, dizia o Coronel, sermos candidatos em 2016 ou, digo eu, sempre por aí adiante até ao ano 3000, em nome desse extraordinário reforço sempre adiado da "auto-estima" nacional? A baboseira megalómana, quando ataca - e ataca forte -, custa muito a passar. O mais recente adepto da modalidade é o eng.º Mário Lino, das Obras Públicas. Mesmo ao arrepio da prudência voluntarista do primeiro-ministro, Lino quer a Ota, os comboios e o mais que puder juntar ao "bolo" cimenteiro. Se lhe falarem um bocadinho nos jogos olímpicos, ainda o vamos ver de mãos dadas com o Coronel Moura a correr atrás do nosso justo lugarzinho ao lado dos "grandes". Esta gente acha-se subtil e toma-se normalmente por "visionária". Pensa - julga - em "grande". Em suma, não se enxerga."

Baixa Pombalina candidata a Património Mundial.Dossier final será entregue no Comité Mundial do Património em Agosto ou Setembro.
O dossier final da candidatura da Baixa Pombalina a Património Cultural da Humanidade, que irá ser submetido à Comissão Nacional da UNESCO, foi hoje aprovada por unanimidade em reunião da Câmara de Lisboa.
A Baixa Pombalina faz parte desde o passado mês de Maio da Lista Indicativa Nacional destinada a candidaturas para além de 2006, elaborada por uma comissão interministerial constituída para o efeito pela Comissão Nacional da UNESCO.
O dossier final será entregue no Comité Mundial do Património em Agosto ou Setembro, anunciou a vereadora do Urbanismo, Eduarda Napoleão, que subscreveu a proposta debatida hoje na Câmara.
"Se a proposta for entregue até ao final do ano, pode ser analisada em 2006 e aprovada em 2007", adiantou a vereadora. Eduarda Napoleão defende que a Baixa deveria ser gerida apenas por uma entidade e que não deve haver "tantas instituições a pronunciar-se sobre o sítio".
"A candidatura da Baixa Pombalina a Património Mundial constitui um propósito da autarquia e uma oportunidade única para obter o reconhecimento internacional deste património histórico e monumental, que constitui parte integrante da alma e da identidade da nossa cidade", refere a proposta.
A área a classificar corresponde ao Plano de Reconstrução de Lisboa elaborado em 1756 - ano a seguir ao terramoto que destruiu a cidade - e aprovado em 1758 e compreende a zona baixa e central, que inclui, entre outras, as ruas Áurea, Augusta e dos Fanqueiros e as praças do Rossio, da Figueira e do Comércio.
A zona ribeirinha e a zona alta, que compreende o Chiado, são outras áreas a classificar, assim como a Ocidente, a zona envolvente a Chagas e Santa Catarina, e a Oriente, a zona confinante com a Rua de São Mamede.
Raquel Henriques da Silva, do Conselho Científico que acompanhou a preparação do dossier, salientou durante a reunião da Câmara a importância da existência de uma Zona de Transição da Baixa Pombalina.
Essa Zona de Transição destina-se a unificar as várias sub- zonas de protecção existentes, o impacto dos diversos sistemas de vistas sobre a zona a classificar e a protecção de áreas com importantes monumentos e vestígios históricos anteriores ao terramoto.
O dossier de candidatura, divulgado hoje, faz referência ao estado de conservação arquitectónica e às obras de restauração, revelando que, em toda a área estudada, dez a 15 por cento dos edifícios apresenta mau estado de conservação, cerca de 40 por cento encontra-se em estado razoável e 45 por cento em bom estado.
O estado de conservação do comércio tradicional também é focado no documento, observando que, apesar da "concorrência feroz" das grandes superfícies espalhadas pela cidade, a Baixa Pombalina tem conservado a variedade dos estabelecimentos comerciais.
O documento aponta ainda como principais fontes de deterioração ambiental da Baixa Pombalina "a alteração dos níveis freáticos na zona central da baixa induzida pela construção de caves" e a contaminação do ar e a poluição acústica provocada pelo trânsito.
O estudo refere que em Maio deste ano existiam na área a classificar 17 ruas com trânsito proibido e cinco com trânsito condicionado. Os desastres naturais que podem constituir uma possível ameaça para a integridade da baixa são os terramotos, os incêndios e inundações, acrescenta.
O presidente da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes, destacou a importância deste processo para Lisboa e o facto de ter reunido o consenso de todos os partidos. "É importante que toda a autarquia esteja unida nestas e noutras causas", sustentou.
A vereadora comunista Rita Magrinho considerou que "a proposta está muito bem elaborada e documentada". "É um proposta histórica e esperemos que possa contribuir para a resolução de alguns problemas na Baixa Pombalina", adiantou a vereadora.
A elaboração do dossier final da candidatura respeitou o formato e todos os parâmetros exigidos pelas directivas da Aplicação da Convenção Mundial do Património (UNESCO).
Com a devida vénia ao Portugal Diário

Vicente Moura volta a falar em candidatura de Lisboa: Presidente do Comité Olímpico de Portugal considerou que derrota de Madrid na corrida à organização dos Jogos Olímpicos permite candidatura portuguesa em 2016.
O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, considerou hoje que a derrota de Madrid na corrida à organização dos Jogos Olímpicos de 2012 permite uma candidatura de Lisboa à edição de 2016.
"Com esta derrota de Madrid, há que avançar sem medo de perder. Derrota seria não mostrarmos capacidade sequer para nos candidatarmos", disse Vicente Moura, intitulando-se um "adepto fanático" de uma candidatura lisboeta.
Vicente Moura fez estas considerações depois de ser conhecida a vitória de Londres na eleição realizada na 117ª Sessão do Comité Olímpico Internacional (COI), em Singapura, onde Madrid foi eliminada na terceira votação e Paris perdeu na quarta e última, por 54-50, após Moscovo e Nova Iorque terem sido afastadas nas duas rondas iniciais.
Presente no Festival Olímpico da Juventude Europeia, em Lignano Sabbiadoro, Itália, o presidente do COP disse que Londres, Paris e Madrid apresentaram excelentes propostas e todas podiam ter ganho, mas admitiu que, por razões pessoais, sentimentais e de proximidade, gostava de ter assistido ao triunfo da capital espanhola.
"Gostava que Madrid tivesse ganho, mas, por outro lado, o facto de tal não ter acontecido possibilita o lançamento de uma candidatura de Lisboa já para 2016. Não há que ter medo de perder, porque se trata de desporto e só um pode vencer", sublinhou.
Vicente Moura salientou ainda o "fair-play" no acatar das decisões, embora acredite que uma candidatura só pode ter aspectos positivos.
Quanto à vitória de Londres, o presidente do COP considerou-a "uma boa novidade para o olimpismo internacional", atendendo ao legado da capital britânica, que foi sede dos Jogos pela segunda vez em 1948, na primeira edição do pós-Guerra, num período de grandes carências.
"A própria população contribuiu, ao ceder as suas senhas de racionamento para a alimentação dos atletas. De certa forma, o Olimpismo estava em dívida com Londres", lembrou.
Com a devida vénia ao Portugal Diário
A fadista Mafalda Arnauth e o grupo de cordas Corvos apresentam-se em conjunto num espectáculo que decorre na Praça d`Armas, no Castelo de São Jorge, em Lisboa, esta sexta-feira (dia 8), às 22:00 horas.
A junção em palco das duas entidades musicais partiu de um convite da organização da Festa do Fado 2005. O espectáculo leva a cabo a interacção entre o universo do fado e outras linguagens musicais.
No espectáculo são interpretados alguns temas originais da fadista apresentados numa reinterpretação do conjunto de cordas em conjunto com os guitarristas de Arnauth.
O preço dos bilhetes é de 12,50 euros.
Com a devida vénia ao Diário Digital

O presidente da Câmara de Lisboa afirmou quarta-feira que está a ultimar o contrato com Frank Ghery, autor do projecto de requalificação do Parque Mayer, que excluirá indemnizações ao arquitecto se o próximo líder do Município recusar o projecto.
«Estamos a acabar o contrato definitivo com o arquitecto Frank Ghery», que apresentou a maqueta do projecto há dois anos, afirmou Pedro Santana Lopes aos jornalistas à margem da reunião de Câmara de hoje.
O autarca avançou que vai incluir no contrato «uma cláusula de salvaguarda que garanta que no caso de ganhar as eleições um candidato que não queira o projecto do arquitecto Frank Ghery, o município não fique onerado de ter de pagar-lhe uma indemnização, mas tão só pagar-lhe o trabalho que tenha realizado».
O Parque Mayer é desde segunda-feira propriedade da autarquia através da permuta de 61.000 metros quadrados de área de construção nos terrenos municipais de Entrecampos, onde funcionava a Feira Popular, por 50.000 metros quadrados de terreno no Parque Mayer, propriedade da Bragaparques.
A permuta do Parque Mayer foi aprovada em Março pela maioria dos deputados municipais, com os votos contra do PCP e do para tidos «Os Verdes».
«A escritura da permuta de terrenos é um documento histórico para o município de Lisboa», frisou Santana Lopes, exortando a comunidade artística a «tomar nas sua mãos, juntamente com a autarquia, o futuro do Parque Mayer».
O projecto de Frank Ghery, estimado em 117 milhões de euros, prevê a construção de três teatros, um anfiteatro, uma mediateca, um clube de jazz, e seis salas de ensaio, Santana Lopes recordou que o projecto Parque Mayer e o Túnel do Marquês foram alvo de «uma luta política feroz» durante o seu mandato, mas espera que seja quem for que ganhe as eleições «que a memória daquele sítio seja respeitada».
Questionado pelos jornalistas se se iria retirar da vida política, Santana Lopes afirmou: «quem é político nunca sai da política e como as coisas vão correndo, o reinício às vezes pode acontecer muito mais depressa do que se pensa».
«Sou deputado eleito e ainda não decidi em relação a isso o que é que faço», adiantou, salientando que vai tomar uma decisão final nas férias.
Com a devida vénia ao Diário Digital

Actual coreógrafo da Companhia Nacional de Bailado, Armando Jorge qualificou, na terça-feira, como «uma perda enorme» e «uma tragédia» o fim do Ballet Gulbenkian. Uma posição, de resto, partilhada por Olga Roriz, ex-coreógrafa da companhia.
Em declarações à TSF, o coreógrafo da Companhia Nacional de Bailado recordou que «nós tínhamos organizado a dança em Portugal em torno de duas companhias base, que se completavam: o Ballet Gulbenkian, mais contemporâneo, e a Companhia Nacional de Bailado, de cariz mais clássico», pelo que trata-se de «uma perda enorme».
Na opinião de Armando Jorge, «deveria transformar-se o Ballet Gulbenkian numa companhia privada subsidiada. Agora, terminar com esta companhia, que tem um dos melhores reportórios em termos internacionais, é uma tragédia para a cultura em Portugal».
Já a coreógrafa Olga Roriz, não tem dúvidas em afirmar que se trata de «uma grande perda para a cultura do País», embora não possa ser considerado uma surpresa, preferindo, por outro lado, olhar «o lado positivo e pensar que ao mesno tivemos 40 anos de Ballet Gulbenkian».
«Agora, ficamos à espera de ver o que a Fundação Gulbenkian, que tanto tem ajudado, vai fazer», refere ainda Olga Roriz, recordando que o Ballet Gulbenkian era, «de facto», «uma das melhores companhias a nível de reportório, pelo menos a nível europeu».
A Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) anunciou terça-feira que vai extinguir a sua Companhia de Dança criada há 40 anos e adaptar a intervenção nesta área às novas realidades.
O Ballet Gulbenkian é extinto «no quadro de reestruturação» da instituição e face à alteração do panorama da dança em Portugal, reconvertendo a Fundação o seu apoio nesta área, refere um comunicado do Conselho de Administração da Fundação.
A Fundação entende que «a sua acção será mais incisiva através de fórmulas renovadas, mais directamente dirigidas às necessidades que hoje se identificam neste domínio e mais consentâneas com o seu estatuto institucional», lê-se no comunicado.
A anunciada extinção do Ballet Gulbenkian, actualmente dirigido por Paulo Ribeiro e composto por 25 bailarinos e quatro estagiários, além dos quadros técnicos, será concretizada até Agosto de 2006.
Numa retrospectiva dos 40 anos da companhia, a Fundação recorda que visava, nessa altura, apresentar ao público português o reportório de dança contemporânea e proporcionar aos bailarinos e coreógrafos uma oportunidade profissional em condições de excelência.
«Quarenta anos depois, o panorama da dança em Portugal alterou-se profundamente» no que se refere à «criação, acesso ao reportório internacional e formação profissional», acrescenta.
O documento reconhece a necessidade de criação de condições para o bailado em Portugal e anuncia «modalidades alternativas que constituirão a base de um programa de [sua] intervenção» na dança.
Assim, a Fundação propõe-se reforçar a dança e a coreografia no âmbito do seu programa de criatividade e criação artística, instituir bolsas para formação académica no estrangeiro e ainda apoiar escolas e companhias através de ateliers e master classes e da vinda de professores visitantes.
Outros projectos são a criação de programas de apoio a digressões ao estrangeiro, tanto para companhias como para bailarinos e coreógrafos, e o convite a companhias estrangeiras para actuarem em Portugal, não só em Lisboa como noutros espaços «onde se verifica uma maior carência de espectáculos desta natureza».
No contexto desta reestruturação, a FCG avança ainda com a possibilidade de ponderar um esquema de apoio aos elementos do Ballet Gulbenkian que desejem «criar a sua própria companhia de dança».
O Ballet Gulbenkian foi fundado em 1965 e até 1969 a direcção artística esteve a cargo do coreógrafo britânico Walter Gore, com quem a companhia adquiriu e consolidou o profissionalismo.
Entre 1970 e 1975, a companhia tem como director artístico o croata Milko Sparemblek (1970-75), que a leva a voltar-se decididamente para a dança moderna, continuando, no entanto, a repor alguns clássicos cujas criações foram assinadas pelo próprio Sparemblek.
Jorge Salavisa, director artístico entre 1977 e 1996, imprimiu uma abertura da companhia à contemporaneidade, encorajou a revelação e apoiou o desenvolvimento da carreira de coreógrafos nacionais, fomentando, ainda, a formação de bailarinos portugueses através de cursos especiais anexos ao Ballet Gulbenkian.
Entre Março de 1996 e Julho de 2003, a direcção artística da companhia esteve a cargo da brasileira brasileira Iracity Cardoso. Ao longo deste 40 anos passaram pela companhia, entre outros Olga Roriz, Vasco Wallemkemp, Benvindo Fonseca e Rui Lopes Graça.
Com a devida vénia ao Diário Digital
O ciclo «Noites de Cultura» arranca esta quarta-feira, pelas 21:00 horas, na na esplanada do Beer Deck do Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa, adianta a Rádio Renascença.
De acordo com a emissora, a noite de estreia estará a cargo de Sérgio Godinho, que irá passar em revista os seus 30 anos de carreira.
Até ao final de Agosto, o Centro Vasco da Gama apresenta ao público um programa musical que dá especial atenção ao jazz e à música portuguesa.
Para todas as quartas-feiras de Julho, estão previstas as actuações de Joana Rios (13) e Bernardo Moreira Sexteto (20). O mês de Agosto abre com a actuação de Paulo Gonzo (3), seguindo-se o Trio de Mário Laginha (10), Sara Serpa (17) e o Quinteto de David Binney (24).
Ainda segundo a RR, o encerramento do ciclo está agendado para o dia 30 de Agosto, com a peça «Não te esqueças de puxar o autoclismo» de Rita Fernandes.
Com a devida vénia ao Diário Digital
A Redenção de Carrilho, por Miguel Gaspar, no Diário de Notícias.
Altos e Baixos Culturais, por Clara Ferreira Alves, no Diário Digital
A Câmara Municipal de Lisboa concretizou ontem a permuta dos terrenos do Parque Mayer, em Lisboa, com a celebração da escritura . Santana Lopes anunciou a novidade aos deputados municipais durante a sessão mensal que habitualmente põe o autarca a prestar contas.
"Na escritura de permuta assinada na manhã de ontem no Edifício Central do Município, no Campo Grande, com a P.Mayer -Investimentos Imobiliários SA, a autarquia transmite para a representada" lotes de terreno de Entrecampos por 54 milhões 626 mil e 720 euros. Por sua vez, a câmara recebe, pelo mesmo valor, "a totalidade dos terrenos do Parque Mayer", refere um comunicado do município.
A câmara de Lisboa passa a ser proprietária dos 20 800 metros quadrados daquele pedaço de terreno adjacente à Avenida da Liberdade. A autarquia recorda que o contrato agora celebrado "dá cumprimento às deliberações municipais de 4 de Fevereiro de 2005 e na Assembleia Municipal de 1 de Março de 2005".
Santana afirma que, quando foi eleito, "disse aos Lisboetas que resolveria o problema do Parque Mayer em oito meses", diz, salientando que logo no Verão de 2002 houve animação no local. E acrescenta "seguiram-se o veto do Presidente da República em Setembro e as votações contrárias da Assembleia Municipal onde, como se sabe, não tinha a maioria. Apesar da opinião pública ser maioritariamente a favor do Parque Mayer com o Casino - tal como indicavam todas as sondagens - algumas individualidades publicamente conhecidas juntaram-se às vozes contra."
Na altura de recolher "os louros" da vitória de um "processo difícil" o presidente da Câmara de Lisboa sublinha que todos os dias trabalhou "para este desfecho que garante também as contrapartidas de 30 milhões de euros do Casino de Lisboa". "Agora vamos desenvolver o projecto com que há muito sonhámos. Aquele cujo estudo prévio já foi apresentado por Frank Gehry em Julho de 2003 e mereceu o elogio generalizado", conclui.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
O Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa, pagou indevidamente perícias psiquiátricas e ajudas de custo no valor de cerca de 35 mil euros. As falhas foram reveladas hoje por uma auditoria do Tribunal de Contas relativa ao ano de 2003.
Segundo o Tribunal de Contas (TC), só parte da remuneração (até 50%) das perícias médico-legais requisitadas por autoridades judiciais aos profissionais do Hospital Miguel Bombarda (HMB) deverá ser entregue a estes, cabendo a restante percentagem ao hospital. Ainda assim, assinalam os auditores, não foi esta a regra aplicada no hospital.
Até ao final de Abril de 2003, as autoridades requisitantes das perícias ou pagavam directamente ao hospital, que entregava depois 80 por cento dos valores recebidos aos profissionais contra a apresentação de recibos verdes ou facturas de clínicas ou pagavam directamente aos profissionais que arrecadavam 100 por cento do valor das perícias. A partir de Maio desse ano, embora se mantivesse a distribuição de valores deliberada pelo conselho de administração do hospital (80% para o médico e 20% para o HMB), o hospital passou a facturar todas as perícias susceptíveis de serem pagas através das folhas de vencimentos.
O TC entende, no entanto, que face à legislação, a remuneração das perícias constitui receita do hospital, já que o trabalho desenvolvido por estes especialistas é executado no âmbito da sua relação funcional com o HMB. Assim sendo, «as situações descritas, incluindo aquelas em que havendo pagamento directo pelas autoridades requisitantes das perícias aos profissionais do HMB, o conselho de administração deste hospital se abstinha de determinar na respectiva facturação poderão gerar eventual responsabilidade financeira», adverte o tribunal. No total, foram efectuados pagamentos indevidos no valor de 26.101 euros a 27 profissionais do HMB.
Quanto às situação em que os próprios tribunais pagavam directamente aos peritos sem qualquer interferência do hospital e com desconhecimento do órgão de gestão, o relatório da auditoria salientou que sendo receita do HMB, «o respectivo órgão de gestão devia implementar medidas de controlo interno no sentido da remuneração das perícias serem pagas ao HMB».
A somar a estes pagamentos indevidos, os auditores consideram que deve ser reposto um valor de 8.575 euros relativo a ajudas de custo. O TC entende serem indevidos os abonos pagos ao pessoal do HMB que presta serviço no Centro de Saúde Almada e no Centro Integrado de Tratamento e Reabilitação em Ambulatório de Sintra, que tinha ajudas de custo diárias, excepto às quartas-feiras quando se encontravam na sede. Para os técnicos, a situação dos clínicos do HMB que prestam serviço em Almada e Sintra não origina o direito ao abono de ajudas de custos e de transporte, na medida em que os mesmos não se encontram deslocados do local onde efectivamente prestam serviço.
O parecer final do TC às contas e demonstrações financeiras da gerência de 2003 do HMB «é globalmente favorável com reservas». Além da não arrecadação de receitas provenientes da psiquiatria forense e do abono indevido de ajudas de custo e transporte, o TC refere a contabilização incorrecta de correcções efectuadas sobre facturas emitidas e não cobradas pelo HMB em anos anteriores.
Outra situação é relativa a omissões na facturação a terceiros (resultando em perda de receitas) porque não é registada na aplicação informática «SONHO» a totalidade dos cuidados de saúde prestados. Noutras situações, a falta de registo de cuidados é acompanhada pela não cobrança das respectivas taxas moderadoras.
Nas suas alegações, os responsáveis do hospital informaram que já estão em curso algumas medidas de correcção necessárias, designadamente na área de facturação a terceiros, através da alteração de procedimentos e instalação de equipamentos para prevenir a perda de receitas. Ainda assim, a resolução das limitações de algumas das aplicações informáticas utilizadas - como o «SONHO» - não depende do hospital.
Com a devdia vénia ao Expresso on line
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) editou um livro de dois volumes, intitulado «Uma Nova Cultura de Cidade», que não é nada mais do que um catálogo exaustivo da sua actuação neste mandato, nos domínios da conservação e reabilitação urbanas.
De acordo com a edição desta quarta-feira do Público, a par do lançamento deste livro, a autarquia está a promover uma exposição sobre a temática da reabilitação na Rua Garrett, nº 72 e a possibilitar, a todos os munícipes, visitas guiadas ao interior da recuperação do edificado lisboeta.
Segundo a obra da autarquia, em três anos de mandato, foram reabilitados 1.834 de 5.588 edifícios num total de investimento municipal que rondou os 130 milhões de euros.
Em declarações ao Público, a directora municipal de Conservação e Reabilitação Urbana, Mafalda Magalhães Barros, afirmou que com este livro, o Executivo camarário está «a prestar contas daquilo que defendeu para a cidade há três anos atrás».
Com a devida vénia ao Diário Digital
Candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto deverá apresentar a equipa que a acompanha e o programa da sua lista no próximo dia 21 de Julho.
O anúncio foi feito, segundo a edição desta quarta-feira do Jornal de Notícias, no blogue da candidatura (www.lisboaemboasmaos.weblog.com.pt) da dirigente democrata-cristã, lançado na terça-feira, no qual é ainda possível encontratr o discurso de apresentação da candidatura de Nogueira Pinto, assim como as principais notícias sobre a ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia.
Refira-se que, até ao momento, apenas se conhece o nome de um elemento da equipa de Nogueira Pinto, o do seu número dois, o vice-presidente do CDS-PP, Anacoreta Correia.
Actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes acusou, na terça-feira, o seu amigo de infância, vice-presidente e candidato ao seu lugar na câmara, Carmona Rodrigues, de ser o principal responsável pela situação em que se encontram as obras do túnel do Marquês de Pombal.
Segundo a edição desta quarta-feira do Correio da Manhã, Santana afirma que foi Carmona quem o aconselhou a não pedir um estudo de impacto ambiental para as obras do túnel do Marquês, tendo sido também Carmona o responsável pela preparação técnica e administrativa da obra.
Questionado na reunião da Assembleia Municipal pelo líder da concelhia de Lisboa do PS, Miguel Coelho, Santana terá afirmado ao socialista que «foi o Carmona Rodrigues e o secretário de Estado do Ambiente, José Eduardo Martins» quem o terão aconselhado a prescindir do estudo de impacto ambiental.
«Depois perguntei-lhe quem era o responsável pela execução da obra e ele, depois de se intitular “o pai do túnel”, disse que a preparação técnica e administrativa era do professor Carmona», afirmou ainda Miguel Coelho, ao CM.
Na opinião deste dirigente socialista, com as suas declarações, Santana Lopes só «confirmou o que nós já desconfiávamos: que é o professor Carmona o responsável pela situação em que se encontram as obras de construção do túnel».
Com a devida vénia ao Diário Digital
A candidatura de Maria José Nogueira Pinto já tem um blogue. Chama-se Lisboa em boas mãos e está aqui.

Candidato socialista diz que está contra o despesismo em acções de propaganda. O candidato do PS diz que vai ser diferente e que o actual executivo quer perpetuar-se no poder.
Manuel Maria Carrilho promete que o executivo municipal de Lisboa dirigido por si não gastará "um cêntimo que seja em actividades de auto-promoção". E vai mais longe "Comigo a Câmara Municipal de Lisboa voltará a estar ao serviço exclusivo dos munícipes e não à perpetuação dos seus dirigentes".
O compromisso foi assumido ontem numa acalorada cerimónia de inauguração da sede de candidatura do professor, em plena Avenida da República. Carrilho quis vincar ainda mais a diferença em matéria de despesas com marketing e avançou "O montante tão mal gasto em 2005 em actividades de propaganda da câmara será inteiramente direccionado em 2006 para a resolução dos graves problemas de Lisboa, nomeadamente com os idosos e com as crianças." A sala, que já estava a abarrotar de amigos e apoiantes, quase veio abaixo com os aplausos. O primeiro-ministro José Sócrates, que fez questão de estar presente para manifestar a sua confiança "no homem mais capaz de dar um novo impulso", foi dos mais entusiastas nas palmas.
Para José Sócrates as coisas estão muito claras pois a escolha dos lisboetas - é disso que se trata - só se pode fazer entre dois candidatos o da continuidade (Carmona Rodrigues ) e o da mudança (Manuel Maria Carrilho).
Daniel Sampaio, Maria João Seixas, Fonseca Ferreira, Beatriz Batarda, Elisa Ferreira, João Caraça, Ana Sara Brito, Fernando Nabais e Natália Umbelina são alguns dos nomes que apoiam a mudança e que se disponibilizaram para assumir o cargo de mandatários em áreas como a arte e juventude, cidadania, criança e escola, qualidade de vida, associativismo, bairros, dimensão metropolitana e lusófonia. Segundo Carrilho, os mandatários não são "mera formalidade pois estas áreas representam valores centrais ".
Procurando mostrar que o "método" enforma o seu projecto de candidatura e de cidade, Manuel Maria Carrilho disse que a abertura da sede aconteceu no momento certo a três meses das eleições. Depois das jornadas, depois da apresentação do programa e das 25 medidas. "Estamos na pré-campanha e sinal disso mesmo foi a realização do primeiro debate a cinco, muito esclarecedor, pois permitiu ver a incapacidade e o esgotamento do actual executivo de Lisboa", acrescentou.
Elegendo como alvo preferencial das críticas a gestão da dupla social-democrata Santana Lopes-Carmona Rodrigues, o candidato do PS disse que o seu mais directo opositor se encontra "agarrado ao poder sem soluções". Carrilho acusou mesmo Carmona Rodrigues de desfrutar de condições desiguais em relação aos outros candidatos, dando como exemplo a publicação paga pela autarquia de um encarte onde "se propagandeava aldrabices e embustes". Sobre a polémica dos últimos dias que envolveu a elaboração das listas para a vereação, Carrilho disse nada.
Desta vez, o candidato voltou a estar acompanhado da mulher que se ficou por uma aparição fugaz.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias

José Miguel Júdice é o mandatário da candidatura de Maria José Nogueira Pinto à Câmara de Lisboa. Em entrevista à TSF, a candidata pelo CDS-PP à autarquia da capital explicou os motivos da sua escolha, mas escusou-se a adiantar pormenores.
Na primeira entrevista após o anúncio formal da sua candidatura, Maria José Nogueira Pinto respondeu a perguntas sobre a saída do Aeroporto de Lisboa para a Ota e a catedral de Lisboa, construção que foi recentemente aprovada.
No entanto, Nogueira Pinto não quais revelar quais os nomes que vão fazer parte da sua candidatura à Câmara de Lisboa, prometendo apenas algumas «surpresas». Para já, apenas uma confirmação: José Miguel Júdice é o mandatário da campanha da candidata pelo CDS-PP à autarquia da capital.
Em declarações à TSF, Nogueira Pinto explicou por que escolheu o ex-bastonário da Ordem dos Advogados: «É uma pessoa que eu conheço há muitos anos e que acompanhou grande parte da minha vida.»
Sobre a decisão do Governo de avançar com um novo aeroporto a construir na Ota, Nogueira Pinto afirmou que, até ao momento, ainda não conhece nenhum documento que demonstre que a deslocalização do aeroporto é de absoluta necessidade, mostrando-se, deste modo, contra a medida.
Em relação às opções tomadas pela actual gestão camarária, Nogueira Pinto, que chegou a apelidar de «imbróglios» os projectos para a Feira Popular e o Parque Mayer, aplaude agora a construção de uma nova catedral na cidade.
Questionada sobre o adiamento da decisão em relação à casa Almeida Garrett, disse apenas tratar-se de uma matéria que pode ser retomada pela próxima gestão camarária.
Com a devida vénia à TSF on line
Pelo reconhecimento ao Ricardo Silva, que deixou um comentário na entrada sobre as eleições. Espero continuar a merecer a confiança de quem visita o Olissipo para saber mais sobre Lisboa, independentemente da opção eleitoral que vier a tomar e que aqui transparentemente divulgarei.
A Faculdade de Letras de Lisboa vai ter novo edifício, cujo projecto está orçado em oito milhões de euros e deverá abrir em 2011, disse hoje à agência Lusa o presidente do concelho directivo da faculdade. A construção da nova ala poente será feita numa área de 11.578 metros quadrados, tratando-se de um processo moroso, mas já em curso, adiantou Álvaro Pina.
O nova estrutura vai ter quatro pisos, um dos quais subterrâneo, e desenvolve-se em quatro blocos, com um espaço aberto no interior para jardim. Além de salas de aula, a nova ala vai ter de um auditório, bar, sala de convívio para alunos, salas de professores, laboratórios de línguas e salas de vídeos. Já houve transferência de verbas para a Reitoria para pagamentos e o presidente do conselho directivo prevê que as obras possam começar ao longo do ano lectivo 2006/07.
O edifício deve estar concluído em 2010, mas falta ainda conseguir verbas para o equipar, especificou. O auditório vai poder ser utilizado para sessões multimedia, teatro e cinema. A nova ala vai também a ser a sede de um centro de línguas, que tem funcionado em condições precárias, a nível de instalações, acrescentou Álvaro Pina.
Com a devdia vénia à Lusa
Carlos Mineiro Aires, Presidente do Conselho de Gerência do Metroplitano, anunciou que solicitou ao Procurador-Geral da República que mande investigar as suspeições levantadas pelo prof. Doutor Fernando Nunes da Silva, do IST, cujas declarações afirma terem posto em causa o bom nome do Metropolitano de Lisboa. Um caso a seguir com atenção.

Como prometi o Olissipo vai dedicar bastante espaço às próximas eleições autárquicas em Lisboa. Divulgando candidatos, candidaturas e programas. Desde há muitos anos que o concelho de Lisboa não assistia a uma disputa política tão interessante como a que vai ter lugar em Outubro. Julgamos mesmo que desde 1976 que os principais partidos não concorriam todos isolados com candidatos e programas próprios.
Depois de meditar sobre o assunto decidi que o Olissipo vai tomar partido. Brevemente anunciarei que candidato apoiará este blogue que, acima de tudo, ama Lisboa, para além de partidos, de pessoas e de campanhas eleitorais. Mas isso não impede que de uma forma clara o Olissipo publicite um apoio e um compromisso com uma das candidaturas. Como não impedirá que o Olissipo continue a reflectir nas suas entradas todos os assuntos que entender relevantes acerca de todas as candidaturas. Como tem feito até aqui. Quanto ao mais, em breve darei notícias.
Plano Verde - Garantir o sistema contínuo da estrutura ecológica de Lisboa no Corredor Radial entre Parque Eduardo VII e Monsanto, no Corredor Periférico (Quinta da Granja, Carnide, Paço Lumiar, Ameixoeira e Charneca), em Chelas, no Vale de Alcântara, na Margem Ribeirinha, nas Cumeadas da Avenida da Liberdade e na Estrutura Viária. Salvaguardar o sistema ecológico descontínuo (quintais, logradouros e hortas urbanas). Reinstalar os mercados locais. Constituir um sistema natural de escoamento de águas pluviais. Promover a despoluição do rio Tejo. Fazer a recolha doméstica de lixos separados.
Uma Nova Política de Circulação e Transportes - Limitar os carros em Lisboa e disciplinar o "estacionamento livre". Fazer parques de estacionamento para residentes. Assegurar a continuidade das linhas BUS. Criar ruas pedonais e limitar a velocidade. Reformular a sinalização. Parar o "Túnel do Marquês" após o desnivelamento dos cruzamentos da Rua Artilharia 1 e Rua Castilho. Completar a CRIL com o respeito pelos interesses da população vizinha. Estudar um modelo de gestão do trânsito que tarife a entrada de veículos automóveis privados em Lisboa (tendo por referência o modelo de Londres). Promover uma política integrada de transportes públicos e melhorar o seu desempenho ambiental (prioridade a eléctricos rápidos de superfície, uso de biocombustíveis, autocarros a hidrogénio). Executar uma rede ciclável.
Reabilitação Urbana - Promover planos de urbanização que salvaguardem o património da cidade, garantindo a participação pública na sua elaboração. Preservar a imagem da cidade vista do rio, não permitindo a construção de torres que a desfigurem. Parar a destruição da cidade antiga (reconstruir em vez de demolir; expropriar para integrar). Fomentar a qualidade no uso público da cidade. Recriar um Passeio Público na Avenida da Liberdade. Consagrar à utilização pública as arcadas e o piso térreo dos edifícios do Terreiro do Paço. Expropriar o Parque Mayer pelo seu justo valor, integrando-o no Plano Verde e ligando-o ao Jardim Botânico. Garantir uma Feira Popular em Lisboa. Preservar o Aqueduto das Águas Livres. Consagrar à utilização municipal os conventos da Graça, Arroios, Carmo, Loios e Janelas Verdes. Reavaliar os empreendimentos especulativos (Parque Mayer/Feira Popular; Braço de Prata; Artilharia 1; Alcântara- -Mar; Palácio da Ajuda; Jardins do Aqueduto; Martim Moniz; Vale de Santo António).
Uma Política Municipal de Habitação - Parar a construção de "guetos" sociais, apostando na disseminação do arrendamento público e promovendo a mobilidade residencial. Atenuar o efeito de fechamento dos bairros sociais. Criar um Mercado Social de Habitação, incentivando o arrendamento e a diversidade de soluções habitacionais, (re)vocacionando a EPUL e a GEBALIS ao serviço dessa política.
Uma Política Municipal de Cultura - Assegurar um teatro de revista permanente no Variedades e/ou no Maria Vitória e uma sala de music hall no Capitólio. Garantir a programação de um "teatro de repertório" no S. Luís ou Maria Matos. Assegurar estabilidade contratual às companhias teatrais já sediadas em espaços camarários. Garantir o acesso a espaços municipais, em regime rotativo, a companhias e projectos, profissionais e amadores. Disponibilizar espaços municipais para ensaios de teatro, dança e música. Promover a fruição dos cinemas desactivados. Apoiar a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a sua actuação diversificada na cidade. Desenvolver uma política de arquivo, que salvaguarde e disponibilize à população o acervo histórico de Lisboa. Instalar no Convento da Graça um Centro Cultural Municipal. Defender o Fado. Valorizar a diversidade social e cultural da cidade e o seu património natural (p. ex. a luz).
Escolas - Garantir, nas escolas públicas do 1.º ciclo, a universalidade do turno único e do acesso a refeitórios decentes. Negociar com o Governo a criação de equipas educativas, acabando com a monodocência e diversificando os conteúdos curriculares. Criar uma Bolsa Municipal de Professores para impedir interrupções e rupturas durante os períodos lectivos. Apoiar uma política de actividades de tempos livres nas próprias escolas.
Saúde - Fomentar programas de colaboração entre a autarquia, os Centros e Unidades de Saúde e as ONG, na prevenção e combate à violência doméstica, às doenças ligadas à alimentação e às dependências de consumos. Criar Unidades de Cuidados Continuados ou Terciários para convalescentes e outras situações transitórias, disponibilizando espaços municipais e articulando políticas com a Santa Casa da Misericórdia. Negociar com o Governo mais investimento em equipamentos e pessoal nos Centros e Unidades de Saúde.
Segurança - Envolver a comunidade em acções cívicas junto de grupos estigmatizados e associados ao crescimento da marginalidade urbana. Apostar no policiamento preventivo e de proximidade, instalando a Polícia Municipal nas esquadras de bairro desactivadas e alargando a sua área de acção. Sensibilizar os mass media para o combate à construção de imaginários de insegurança.
A Gestão ao Serviço da População - Criar Distritos Urbanos, assentes no agrupamento de freguesias, para onde serão transferidas competências camarárias. Simplificar os procedimentos camarários e fomentar uma eficiente informação de proximidade e on-line. Utilizar o concurso público para aumentar o poder de escolha da autarquia, acabando com favorecimentos discricionários. Publicitar os contratos celebrados pela autarquia. Lutar contra a corrupção. Promover auditorias às Empresas Municipais e às SRU, extinguindo-as ou reformulando-as em função do projecto para a cidade.
Participação e Exercício de Cidadania - Auscultar de forma efectiva a população em todos os planos e acções isoladas de relevo. Consagrar formas de participação no Orçamento Municipal, envolvendo freguesias e a população. Promover referendos locais nas escolhas estratégicas. Comprometer Lisboa com a Carta de Aalborg.
Lisboa ao alcance de um click! - Dotar Lisboa de uma infra-estrutura digital que assegure o acesso à Internet em banda larga no espaço público de Lisboa. Garantir equipamento informático em todas as escolas públicas do 1.º ciclo. Assegurar o acesso em banda larga na rede das bibliotecas públicas. Aprovar um programa de combate à info-exclusão. Construir um portal-âncora, gratuito, para livre acesso e instalação de páginas próprias das ONG e associações não lucrativas com intervenção em Lisboa. Transformar o site municipal num recurso efectivo de informação e comunicação. Utilizar software livre para todos os principais canais de contacto com a população.
Finanças Locais - Reequacionar a participação das autarquias nas receitas do Estado, aproximan-do-a dos níveis europeus. Impulsionar uma tributação mais onerosa dos prédios devolutos e dos terrenos expectantes urbanizáveis. Exigir uma alteração da tributação automóvel, de forma a reparti-la equilibradamente entre o momento da aquisição e o da circulação, revertendo esta última integralmente para os municípios.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias
A reconfiguração do modelo institucional da Casa Pia de Lisboa vai a Conselho de Ministros nos próximos meses, disse domingo o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, durante uma visita àquela instituição.
A Casa Pia de Lisboa, destinada a garantir a educação de crianças desprotegidas, está envolvida num escândalo de abusos sexuais contra alunos das suas escolas desde há quase três anos.
Depois de vir a público, a alegada prática de pedofilia contra estudantes originou um processo actualmente em julgamento, com sete arguidos, entre os quais o apresentador de televisão Carlos Cruz e o ex-provedor adjunto da instituição Manuel Abrantes.
«É necessário que haja uma decisão política
«É necessário que haja uma decisão política no sentido de reconfigurar, no que for imprescindível, o modelo institucional da Casa Pia, e conto que nos próximos meses possa levar a Conselho de Ministros uma resolução nesse sentido», disse Vieira da Silva, em declarações aos jornalistas no dia em que a instituição que tutela comemora 225 anos de existência.
Esta é a dimensão político-institucional do programa de reestruturação da Casa Pia actualmente em curso, o qual foi elaborado por uma comissão liderada por Roberto Carneiro e está pronto desde 2003.
A outra dimensão, que «já está em marcha» é uma dimensão institucional.
Neste âmbito, os caminhos apontam para a «valorização do seu papel [da Casa Pia] como instrumento de socialização de crianças e jovens junto da família e de outras instituições como a escola, na desmassificação de algumas valências e no reforço do papel de formação», referiu o ministro.
Veira da Silva assumiu o compromisso de fazer com que a reestruturação «possa prosseguir de forma eficaz, serena, que possa ter todos os recursos necessários a que essa transformação possa atingir os objectivos pretendidos».
«Estamos todos a trabalhar para que a reestruturação que está em curso possa estar concluída em tempo oportuno», declarou o ministro.
Para fazer com que «a instituição possa prosseguir de forma eficaz para atingir os objectivos que se pretendem, que a Casa Pia possa honrar os seus 225 anos como espaço de integração dos jovens», acrescentou.
A instituição tem actualmente 4.700 alunos distribuídos por 10 estabelecimentos de ensino.
Com a devida vénia ao Diário Digital
A direcção de campanha de Manuel Maria Carrilho, candidato do PS à Câmara Municipal de Lisboa (CML), pretende pedir, esta segunda-feira à noite, junto da Assembleia Municipal da capital, explicações sobre um prospecto da autarquia distribuído no domingo no interior do jornal Público.
Em declarações ao Correio da Manhã, fonte não identificada da direcção da campanha socialista considerou «um escândalo» a iniciativa, por entender que se trata «claramente de um prospecto publicitário; de campanha encapotada».
«Queremos saber quanto custou e quem pagou», advertiu a mesma fonte, que considera que tais documentos «não são admissíveis».
O prospecto em causa, intitulado «Conservação e Reabilitação Urbana – uma Nova Cultura de Cidade», alude a uma exposição patente na Rua Garret, em Lisboa.
Com a devida vénia ao Diário Digital
Candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto garantiu, no domingo, que tudo fará para que o principal aeroporto do País continue em Lisboa.
Segundo refere a edição desta segunda-feira do Correio da Manhã, a dirigente popular prepara-se assim para fazer frente ao Governo, que deverá anunciar em breve o futuro aeroporto internacional da Ota como parte do programa de investimentos para o período entre 2007 e 2009.
Com a devida vénia ao Diário Digital
A Câmara de Lisboa mandou encerrar as duas bombas de gasolina situadas na Segunda Circular, perto do aeroporto, uma por razões de segurança e outra por falta de licença, foi hoje anunciado.
Em comunicado, a autarquia presidida por Pedro Santana Lopes anunciou ter determinado "a deslocalização das duas bombas de gasolina da Repsol" na Segunda Circular.
Segundo a Câmara Municipal, a gasolineira localizada do lado do aeroporto será encerrada "por colocar em risco a segurança pública".
"A localização desta bomba no enfiamento da pista do aeroporto é uma situação não recomendável para a cidade de Lisboa, em termos de protecção civil, pois representa um perigo para a segurança de pessoas e bens", explica o município, adiantando que não existe qualquer situação semelhante noutras capitais europeias.
Este posto de abastecimento, que tem licença desde 1997, altura em que a Câmara era presidida por João Soares (PS/PCP), será transferido para um novo local, na sequência de negociações com a concessionária, garante a autarquia.
Quanto à gasolineira situada no lado oposto da Segunda Circular - do lado direito, na direcção Benfica-aeroporto - a Câmara de Lisboa afirma que o encerramento se deve à "falta de alvará de licença".
Com a devida vénia à RTP on line

Câmara investe no apoio ao Hospital de Júlio de Matos com a convicção de estar a ajudar populações da «Lisboa dos bairros», explicou o vice-presidente.
O Hospital de Júlio de Matos vai dispor de quatro novas residências temporárias para doentes de evolução prolongada com vista à sua integração na sociedade, anunciou ontem a Câmara Municipal de Lisboa (CML), pela voz do seu vice-presidente, Carmona Rodrigues, aquando da assinatura de um protocolo de cedência de espaços municipais.
Nos termos do protocolo, o hospital compromete-se a disponibilizar apoio especializado na consulta externa e nos exames complementares de diagnóstico e terapêutica na sua área geográfica de intervenção, sempre que a CML ou outra entidade municipal competente o solicite. Deve ainda colaborar em acções de informação e sensibilização ou na disponibilização do espaço físico do Parque Saúde de Lisboa para a realização de exposições ou eventos de outra natureza promovidos pela autarquia.
As instalações situam-se na Ameixoeira, em Lisboa, e foram cedidas pela autarquia no âmbito de um protocolo assinado ontem entre a autarquia e o hospital, devendo estar em funcionamento no prazo de seis meses. Nestes espaços, os doentes têm a possibilidade de viver em sociedade e mais tarde arrendar as suas próprias casas com os seus ordenados ou voltar para junto da sua família, disse à Lusa o director do Hospital de Júlio de Matos, Luís Gamito.
De acordo com Luís Gamito, a maioria dos doentes que vão para as Unidades de Vida Autónoma do Serviço de Reabilitação do Hospital de Júlio de Matos já está há algum tempo no hospital e não tem para onde ir porque não tem laços familiares e sociais ou porque a família é ausente.
Actualmente, existem cinco residências temporárias, quatro das quais funcionam no hospital - onde moram 38 doentes - e uma em São Bento, onde residem seis pessoas.
O psiquiatra adiantou que as novas unidades têm capacidade (no total) para cerca de dez doentes que vão ser seleccionados pelo serviço de reabilitação da unidade psiquiátrica, que fará o seu acompanhamento. Antes de irem para as Unidades de Vida Autónoma, os doentes são acompanhados nas unidades de transição que, além de proporcionarem ocupações aos doentes, procuram encaminhá-los para programas de formação.
Com a devida vénia a A Capital
No Render da Guarda, por Appio Sottomayor, em A Capital.
Quando, em 21 de Fevereiro de 1968, os ardinas começaram a apregoar o nome de A Capital, as reacções foram diversas: os consumidores mais antigos deste vício chamado jornal puxaram pelas memórias, a lembrar um velho vespertino, republicano e democrata, cuja vida fora interrompida 40 anos antes; outros, alheios aos bastidores da imprensa lisboeta, admiraram-se com o facto de surgir mais um título, numa época em que, só à tarde, eram publicados o República, o Diário de Lisboa e o Diário Popular; outros ainda, mais atentos, sabiam que se tratava da continuidade que Norberto Lopes e Mário Neves queriam dar a um trabalho conjunto de alguns anos (no referido Diário de Lisboa). Por força das personalidades dos dois jornalistas, pode dizer-se, sem risco de exagero, que A Capital veio para a rua, dispondo já de leitores interessados à partida.
Muita água correu desde então. Tal como o País e a vida em geral, teve este jornal altos e baixos, períodos de forte expansão e outros de algum apagamento. Tendo vivido, mais por dentro ou mais afastado, todas as suas fases, atrevo-me a fazer um brevíssimo balanço. E creio que algumas virtudes poderão ser postas em evidência. Em primeiro lugar, apresenta-se hoje como um resistente: viu quedarem-se pelo caminho vários títulos, alguns aparentemente mais credenciados. Depois, poderá gabar-se de, em todas as fases, ter procurado permanecer fiel ao lema imposto em 1968 e já herdado do jornal de 1910: servir o leitor corajosamente, sem dependências, com honestidade.
Nova fase começa hoje. Luís Osório afasta-se da direcção, depois de ter procedido a um trabalho de remodelação que fica necessariamente incompleto. Como cada cabeça tem direito a sua sentença, não virei dizer que estive sempre cem por cento de acordo com tudo. Tal não impede que entenda ter ele deixado uma marca bem impressa nesta casa e que fico com o travo amargo de ver alguém sair em plena marcha.
O novo director é outro jovem. Com suficiente sangue para arcar com a herança que recebe: um jornal que há mais de 37 anos procura servir o leitor de forma livre e honesta. Como crente, desejo-lhe o melhor - que Deus o ajude!
Com a devida vénia a A Capital
O DNA de hoje traz um trabalho sobre Bruce Bastin e a sua famosa colecção de 5.000 discos de fado, um património valioso que o próprio avalia em um milhão e cem mil euros.

O emblema do Sporting teve origem no Verão de 1905, nas conversas tidas em Cascais entre José Holtreman Roquette (José Alvalade), os primos José Roquette, António Rebelo de Andrade e D. Fernando de Castelo Branco (Pombeiro).
José Alvalade pede a D. Fernando Castelo Branco (Pombeiro), para autorizar a utilização do leão rompante do seu brasão como símbolo do clube. Pombeiro dá autorização, mas pede que o fundo não seja azul, igual ao brasão. Os quatro escolhem o verde, cor que expressa a esperança de sucesso do novo clube.
Em 1907 a Casa Anjos, de Lisboa, apresenta o símbolo: um emblema circular com um leão rompante sobre a inicial da palavra Club, com a inicial da palavra Sporting à esquerda e Portugal à direita, em prata, com fundo verde.

"Queremos que o Sporting seja um grande Clube, tão grande como os maiores da Europa». O voto foi formulado em 8 de Maio de 1906 por José Alvalade. Ao voto, juntou a cor verde da esperança. A história tem vindo a dar-lhe razão e, quase cem anos depois, o Sporting, consolidado por um passado ímpar, lança-se em novos e grandes desafios.
A 26 de Agosto de 1902, o Sport Club de Belas disputou o seu primeiro e único desafio de futebol, contra um grupo de Sintra, e venceu por 3-0. O desafio realizou-se em Seteais, onde «tinham sido instalados palanques e tribunas», conta Júlio de Araújo, depois presidente da Direcção. O Rei e a família assistiram ao que foi um acontecimento promovido por jovens aristocratas atraídos pelas emoções de um desporto, o Foot-Ball, já enraizado e popularizado em Inglaterra. O «Diário de Notícias» relatou que «num círculo compacto assistiam mais de quatro mil pessoas, cheias de animação e de interesse».
O Sport Club de Belas não era ainda o Sporting, mas os seus jovens animadores, Francisco Ponte e Horta Gavazzo e o irmão, José Maria da Ponte e Horta Gavazzo, acabavam de lançar uma dinâmica que se revelou irreversível. Belas era local de veraneio de numerosos jovens que residiam efectivamente em Lisboa, alguns deles na zona do Campo Grande.
Em reunião realizada quase dois anos depois, na Pastelaria Bijou, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, alguns deles decidiram retomar a experiência de Belas e fundar o Campo Grande Football Club. Estava-se em 1904, e o novo clube ficou com sede instalada num quarto do segundo andar do Solar dos Pinto da Cunha, edifício que ainda existe e faz a esquina entre a Alameda das Linhas de Torres e o Campo Grande propriamente dito. Além dos irmãos Gavazzo, participaram nessa reunião fundadora o jovem José Holtreman Roquette (José Alvalade), José Stromp e outros entusiastas da prática desportiva.
A imprensa anunciou, na ocasião, que o clube era «constituído por elementos de boas famílias». O Visconde de Alvalade, avô de José Alvalade, foi designado presidente, a título honorífico.
Futebol, esgrima, ténis, corridas, saltos, festas sociais e piqueniques foram as principais actividades dinamizadas pelo novo clube durante os primeiros dois anos de existência. Em 1906 os ambientes turvaram-se e gerou-se uma divisão entre os membros que defendiam uma instituição vocacionada para festas e actividades de convívio social e outros que insistiam na dedicação à vertente desportiva.
Saiba isto e muito mais sobre o Sporting Clube de Portugal aqui.

Morre Pina Manique.
Formado em Leis pela Universidade de Coimbra, ocupou diversos cargos, antes de ser designado Intendente-Geral da Polícia. Foi juiz do crime em diversos bairros de Lisboa, superintendente-geral de Contrabandos e Descaminhos, desembargador da Relação do Porto, desembargador dos Agravos da Casa da Suplicação.
Homem da confiança de Sebastião José de Carvalho e Melo, só foi, no entanto, nomeado Intendente-Geral da Polícia depois da queda do marquês de Pombal. Acumulou esse cargo com os de desembargador dos Agravos da Casa da Suplicação, contador da Fazenda, superintendente-geral de Contrabandos e Descaminhos e fiscal da Junta de Administração da Companhia de Pernambuco e Paraíba.
Em 1781, começou a funcionar no Castelo de São Jorge, em Lisboa, a Casa Pia, fundada por Pina Manique e destinada inicialmente a recolher mendigos e órfãos. Durante o reinado de D. Maria I, a sua acção como Intendente-Geral da Polícia orientou-se para a repressão das ideias oriundas da Revolução Francesa, designadamente através da proibição de circulação de livros e publicações e da perseguição a diversos intelectuais. A pedido de Napoleão Bonaparte, o regente D. João acabaria por demiti-lo. Faleceu dois meses depois de abandonar o cargo.

Os donos dos 19 restaurantes das Docas de Sto. Amaro queixaram-se ontem de estar a sofrer grandes prejuízos desde que começaram as obras do viaduto de Alcantara. A queda do volume de negócios ascende a 50%. A quebra de clientes ascende a 80%.
A+parentemente este problema fica a dever-se à ausência de sinalização para quem vem do Eixo Norte-Sul, da ponte e da Av. de Ceuta e que apenas se deparam com uma placa a dizer "Trânsito Interrompido", junto ao Café Café.
A "Operação Férias", que visa proteger as habitações enquanto os moradores estão ausentes nos meses de Julho, Agosto e Setembro, inicia-se hoje, sendo um serviço gratuito da Polícia de Segurança Pública (PSP).
Como aconselha a PSP, se for de férias, não hesite: desloque-se à esquadra mais próxima da sua residência, preencha um formulário e dê os esclarecimentos solicitados.
A acção da PSP traduz-se na vigilância das residências de forma sistemática e metodológica, verificando os aspectos exteriores de inviolabilidade do domicílio, e no alerta imediato do proprietário da habitação, ou o seu representante, em caso de anomalia.
A "Operação Férias", repetida anualmente, abarca todas as zonas cuja segurança esteja no âmbito da PSP, quer no Continente português, quer nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
Com a devdia vénia ao Público on line
«Concretizar um Projecto de Esperança» é o nome do livro que assinala os 225 anos da Casa Pia de Lisboa, que se comemoram no domingo, dia 3 de Julho. A obra foi apresentada na quinta-feira pela provedora da instituição, Catalina Pestana, noticia esta sexta-feira o Correio da Manhã.
De acordo com o jornal, a obra, cujo prefácio foi escrito pela provedora, tem como principal objectivo divulgar as várias iniciativas que estão a decorrer no âmbito da reformulação projectada pelo Conselho Técnico-Científico.
Na apresentação do livro, Catalina Pestana fez questão de prestar uma homenagem às alegadas vítimas do processo de abuso sexual de menores que envolve a instituição ao dizer que «eles são os heróis porque souberam quebrar o futuro».
Com a devida vénia ao Diário Digital
Está neste momento a decodrrer o primeiro debate entre os candidatos à Camara Municipal de Lisboa, na Antena 1 (serviço público...).