agosto 31, 2005

O PARADIGMA DA MÁ GESTÃO AUTÁRQUICA

A Camara Municipal de Lisboa achou-se incapaz de fiscalizar e cobrar com eficácia as tarifas de estacionamento da cidade. Para agilizar a gestão e supostamente ganhar mais, criou a EMEL. A EMEL é uma empresa municipal, cujos orgãos sociais são compostos por autarcas. Agora a EMEL sub-contratou uma empresa privada para as cobranças do dinheiro dos parquímetros. Chama-se Street Park e juridicamente é um consórcio sob a forma de agrupamento complementar de empresas. Chega de gozar com o contribuinte. Por que é que a CML não privatiza etsa função municipal? Para que é que é precisa afinal de contas a EMEL? Para dar tacho complementar a alguns cidadãos sem pelouro de vida. A EMEL é a empresa errada em Lisboa.

Publicado por jf em 07:32 PM | Comentários (354)

1 DE SETEMBRO

A partir de amanhã as autárquicas regressam ao Olissipo.

Publicado por jf em 06:46 PM | Comentários (0)

31 DE AGOSTO DE 1901

(foto pilhada no Xafarica)

Começavam a circular os primeiros carros eléctricos de Lisboa.

Publicado por jf em 11:50 AM | Comentários (1)

agosto 30, 2005

O REGRESSO

Lentamente Lisboa volta à melancolia da rotina. Cheira a Outono urbano e a folclore autárquico. As filas reengrossam de dia para dia. O barulho recupera os lugares entretanto ocupados pelos silêncios longínquos dos mares a uso. Lisboa é gente há muitos séculos. Nunca foi preciso ninguém para no-lo lembrar. É o fado que volta a gemer nos sonhos do que falta fazer.

Publicado por jf em 07:00 PM | Comentários (0)

VARANDAS DE LISBOA

Haverá preguiça? Ou estará o pessoal á espera do Mundial de 2006 na Alemanha?

Publicado por jf em 06:56 PM | Comentários (0)

agosto 29, 2005

IDEIAS DISPERSAS E EGRÉGIOS AVÓS

É o blogue da Sara. Merece ser visitado. E é o blogue do ACarvalho que não lhe fica atrás.

Publicado por jf em 03:26 PM | Comentários (0)

agosto 26, 2005

SERÁ DESTA?!

O Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) aprovou a construção de uma cobertura amovível na Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa, fechada para obras há seis anos, disse à Lusa o director-regional daquele organismo.

Com esta autorização, decidida por unanimidade pelo conselho consultivo do IPPAR no início do mês, as obras de recuperação da Praça de Touros deverão estar concluídas até Março, adiantou o director-regional de Lisboa do instituto, Flávio Lopes.

Com 112 anos, o monumento classificado como imóvel de interesse público, da autoria do arquitecto José Dias da Silva, é um exemplo característico da arquitectura revivalista neo-árabe, estando fechado ao público desde 1999 devido à falta de condições de segurança.

O projecto de reabilitação da praça, da responsabilidade da Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno (SRUCP), uma empresa privada, contempla a recuperação do edifício e a construção de um complexo que integra um espaço comercial com 70 lojas, oito cinemas e 1.250 lugares de estacionamento em três pisos subterrâneos, num custo total de 60 milhões de euros.

O sistema de cobertura, concebido pelo engenheiro Tiago Abecassis, abre ao centro, através do recuo de oito «fatias» de vidro sobre uma estrutura metálica, num espaço que corresponde a dois terços da área total da arena.

À volta da estrutura metálica haverá também um anel de vidro, o que dará a sensação de que todo o espaço está aberto quando a cobertura estiver recuada, sustentou o arquitecto.

Esta solução mereceu a aprovação do IPPAR, que chegou a recusar duas propostas anteriores de coberturas fixas, por considerar que não permitiriam a visibilidade do céu e desvirtuavam as características arquitectónicas do monumento.

«Esta estrutura metálica cumpre, de uma forma geral, as condicionantes que o IPPAR transmitiu aos promotores, integrando-se em termos arquitectónicos na praça. Além disso, não é muito visível do exterior e, no interior, não prejudica a fruição do espectador», explicou Flávio Lopes.

O IPPAR vai acompanhar a obra, de forma a garantir que a construção da cobertura é feita sem danos para o monumento.

Segundo os promotores, a cobertura permitirá realizar na praça, além das corridas de touros, outro tipo de espectáculos, como óperas, orquestras, concertos de música ligeira e teatro.

Um dos factores que levou o IPPAR a aprovar uma cobertura com estas características foi o facto de a estrutura melhorar as condições de fruição do espaço, afirmou o director-regional.

Com a devida vénia ao Diário Digital

Publicado por jf em 06:26 PM | Comentários (1)

agosto 24, 2005

24 DE AGOSTO DE 1879


(Entrada do Passeio Público do Rossio em meados do séc. XIX)

Começa a construção da Avenida da Liberdade.

"Há catorze anos, numa noite de verão no Passeio Público, em frente de duas chávenas de café [...], deliberámos reagir sobre nós mesmos e acordar tudo aquilo a berros, num romance tremendo, businado à Baixa das alturas do Diário de Notícias.! (Prefácio a O Mistério da Estrada de Sintra, 2ª ed., 1885)

Publicado por jf em 11:43 AM | Comentários (0)

agosto 23, 2005

POEMA OPORTUNO

«HOC OPUS HIC LABOR EST»

Eu conheço Lisboa, e tenho pena;
éden dos charlatães do todo o mundo;
lago formoso de mentiras lindas,
tem nas margens o amor, traição no fundo.

Rainha do Ocidente envolta em pó,
vaidosa de seus mil comendadores;
dos seus guanos e dos seus trapiches,
rica de realejos e credores.

Hospitaleira mãe do passeante,
Cícero do Marrare, audaz talento;
lanterna maga que alumia a estrada
que vai do botequim ao Parlamento.

Árvore a cuja sombra o pretendente,
em torno do ministro em vão suspira;
onde o memorial constante entoa
hinos sonoros que a barriga inspira.

Onde o talento se protrai de rastos,
e o charlatão pomposo se irradia
por entre os beleguins eleitorais,
potências do presente, heróis do dia.

Em ti o amor, Lisboa, é como o fósforo,
na juvenil endiabrada mão,
que morre, qual se acende, em breve instante,
sem faísca deixar do seu clarão.

San Bento palrador, contai os feitos
dos mil Catões da minha pátria bela;
quanto sangue leal nos teus combates
verte o senso comum e só por ela!

Oh! falem Coruscantes e Ravisius,
ala dos faladores tão secante!
conta, Zé de Morais, as sanguessugas,
que aliviam a Pátria agonizante.

De Lisboa os cataventos,
quem vos poderá pintar!
os políticos portentos,
que vem a Pátria salvar,
ricos de cores aos centos
de mil diversas bandeiras!
nobres peitos-prateleiras
dos antigos democratas,
a pedante mocidade,
e a cómica majestade
desses gordos pataratas!

(Canto V.)

Barão do Russado

(com os agradecimentos à M. P.)

Publicado por jf em 02:55 PM | Comentários (0)