setembro 30, 2005

MRPP CONTRA BROADWAY

O candidato do PCTP/MRPP à presidência da Câmara de Lisboa manifestou-se hoje contra a criação de uma "Broadway" no Parque Maye r com o pretexto de salvar o teatro de revista, que considerou "uma coisa datada ".

"A única coisa que estou contra é que se faça do Parque Mayer uma espéc ie de Broadway", disse à Lusa Carlos Paisana que hoje visitou o local.

Para o candidato, é importante que "não se utilize o Parque Mayer para salvar o teatro de revista, uma coisa datada, que já teve o seu tempo".

"Admitimos quanto muito manter uma sala de espectáculos para revista", disse.

O cabeça de lista do PCTP/MRPP admitiu a construção de uma Casa da Músi ca no local, à semelhança do equipamento inaugurado este ano no Porto, mas subli nhou que isso é apenas "uma ideia".

A acção de campanha do PCTP/MRRPP começou no Jardim Botânico, onde Carl os Paisana e uma comitiva de cinco militantes chamou a atenção para aquilo que c onsideram ser a degradação do espaço, que "não tem dinheiro para pagar a água pa ra a rega".

A falta de água daquele espaço verde foi confirmada a Carlos Paisana po r um funcionário do jardim.

O PCTP/MRPP, que concorre igualmente à Assembleia Municipal e às fregue sias do Beato, Olivais e Marvila, teve, nesta acção de campanha, poucas oportuni dades para distribuir propaganda política porque os locais visitados estavam pra ticamente desertos.

"Eu hoje já nem vinha para aqui namorar como aqueles", disse apontando para um casal de namorados sentados perto do lago do Jardim Botânico, que se enc ontra seco.

O candidato lamentou "o abandono" do espaço, sublinhando que a preserva ção dos jardins "pode ajudar a fixar a população em Lisboa".


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:48 PM | Comentários (7)

A QUEM DE DIREITO

O panfleto da campanha do CDS em Lisboa tem uma gralha. Escreve-se "poluição" e não "poluiçno". Como o lema do panfleto é "Fazer Bem Em Tempo Útil", talvez fosse boa ideia começar pelo próprio panfleto. Ou terá sido uma partididinha da gráfica?...

Publicado por jf em 12:55 PM | Comentários (2)

MOMENTOS (4)

Fonte: RTP

Publicado por jf em 12:35 PM | Comentários (0)

MOMENTOS (3)

Fonte: RTP

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MOMENTOS (2)

Fonte: RTP

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MOMENTOS (1)

Fonte: RTP

Publicado por jf em 12:32 PM | Comentários (0)

SÓCRATES DIZ QUE LISBOA TEVE MANDATO PERDIDO

De regresso à campanha eleitoral autárquica, depois de se ter afastado, o primeiro-ministro José Sócrates esteve, quinta-feira à noite, no mega-jantar da candidatura de Manuel Maria Carrilho, no Pavilhão Atlântico, para desferir um forte ataque a Santana Lopes e Carmona Rodrigues, por terem realizado «um mandato perdido» e sem obra.

«Como é que alguém se pode candidatar a Lisboa prometendo fazer aquilo que se revelou incapaz de realizar nos quatro anos anteriores?», questionou o secretário-geral do PS, em declarações reproduzidas na edição desta sexta-feira do Diário de Notícias. Perante cerca de 1900 convivas, José Sócrates defendeu que Portugal precisa de uma Lisboa «dinâmica» que sirva de «exemplo às restantes cidades», razão pela qual Carrilho é «a única alternativa para Lisboa».

O primeiro-ministro aproveitou então para falar sobre o desempenho do seu Governo, frisando que o seu Executivo «governa para todos e para nenhum grupo em especial», levando a cabo reformas que são «fundamentais» e que, caso fossem realizadas mais tarde, traduziriam-se «em mais custos» para a população. Mesmo assim, a oposição «limita-se a dizer mal do Governo», afirmou.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:49 AM | Comentários (0)

CDU CONTRA REESTRUTURAÇÃO DA CML

O candidato da CDU a Lisboa, Ruben de Carvalho, concluiu quinta-feira um dia dedicado aos serviços municipais, cuja reestruturação considerou um "fracasso", ideia apoiada pelas muitas críticas que ouviu dos cantoneiros da autarquia.

Num encontro nos Olivais com os empregados municipais no depósito de viaturas pesadas que acabou transformado em mini-plenário, Ruben de Carvalho acusou o executivo de "gastar dinheiro mal gasto" e de fomentar "um estado de espírito de protesto e revolta" entre os trabalhadores.

Os cantoneiros da autarquia, que se preparavam para entrar ao serviço, queixaram-se à comitiva da CDU da "falta de rádios na maior parte da frota", de castigos a dirigentes sindicais, de vínculos precários que se prolongam e de irregularidades na atribuição de regalias, como veículos de serviço.

Ruben de Carvalho reiterou críticas de "desorganização" à maioria de direita, sublinhando a necessidade de regularizar a situação financeira da Câmara, para o que "basta não gastar dinheiro mal gasto", disse.

A ampliação do quadro de pessoal é uma das reivindicações da CDU, que considera "um fracasso" a reestruturação dos serviços realizada no último mandato, por ter "aumentado a concentração de serviços, contribuindo para o aumento da burocratização e do tempo médio de respostas da Administração".

Numa declaração política lida por Ruben de Carvalho, a CDU critica a existência de vínculos laborais irregulares, a sub- aproveitação de trabalhadores com currículo superior e a demora nos concursos de promoção.

Entre as medidas defendidas pela CDU para os trabalhadores autárquicos está também a criação de novas creches e infantários para os filhos dos funcionários.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:47 AM | Comentários (0)

TAXA PARA TÁXIS NA PORTELA

A candidata do CDS-PP à Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, defendeu quinta-feira a criação de uma taxa especial para o serviço de táxis no aeroporto como forma de melhorar o tratamento dado aos tur istas.

A candidata do CDS-PP à Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, defendeu quinta-feira a criação de uma taxa especial para o serviço de táxis no aeroporto como forma de melhorar o tratamento dado aos tur istas.

"Sou a favor de uma taxa no aeroporto. É preferível que os taxistas rec ebam bem quem chega a Lisboa e isso custe mais caro, como acontece em todas as c idades do mundo, do que um taxista que está muitas horas no aeroporto e o turist a que quer fazer uma curta distância seja maltratado", explicou.

A candidata democrata-cristã jantou quinta-feira com cerca de vinte rep resentantes de quatro associações de táxis para ouvir as principais preocupações de uma das classes profissionais mais mediáticas durante a campanha autárquica a Lisboa.

Depois de terem tido encontros com os candidatos do PSD, PS e CDU, os t axistas tiveram agora oportunidade de expor as suas reivindicações a Maria José Nogueira Pinto, exigindo nomeadamente a colocação de um sistema de videovigilânc ia nas viaturas e o aumento da velocidade média no interior da cidade.

O presidente da Associação Nacional dos Transportadores em Automóveis L igeiros (ANTRAL), Florêncio Almeida, aproveitou ainda para expressar o seu apoio aos candidatos do CDS-PP e do PSD, considerando que "a candidatura de Maria Jos é Nogueira Pinto complementa a de Carmona Rodrigues".

Lamentando não ter sido convocado para os encontros que os restantes ca ndidatos organizaram com taxistas, o presidente da principal associação de táxis do país prometeu ignorar as outras candidaturas autárquicas a Lisboa.

"Como os outros candidatos ignoraram a ANTRAL, também os ignorarei agor a e no futuro. Não posso perdoar candidatos que pretendam candidatar-se à maior câmara do país, ignorando a maior associação de táxis", afirmou Florêncio Almeid a, apesar de garantir que a ANTRAL é "apolítica".

O líder do CDS-PP, Ribeiro e Castro, juntou-se ao encontro no final do jantar, aparecendo ao lado de Maria José Nogueira Pinto pela primeira vez desde o arranque da campanha eleitoral, apesar de não estar prevista a sua presença.

"Tenho andado pelo país apoiando várias candidaturas. Houve agora uma r eunião em Lisboa, eu soube desta iniciativa e tive o impulso de vir aqui mostrar mais uma vez o meu apoio a Maria José Nogueira Pinto", explicou o líder democra ta-cristão.

Para Ribeiro e Castro, "é fundamental que os taxistas tenham na Câmara de Lisboa alguém que compreenda os seus problemas e contribua para a sua resoluç ão".

Os taxistas "são sempre mediáticos, prestam um serviço indispensável à cidade, são grandes analistas políticos com grande poder de observação. São refe rências, células vivas numa cidade", justificou.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:46 AM | Comentários (1)

HOJE HÁ SONDAGEM

Duas sondagens publicadas hoje indicam que Carmona Rodrigues tem 14 pontos de vantagem sobre o socialista Manuel Maria Carrilho na luta pela Câmara de Lisboa.

Uma sondagem publicada hoje indica que Carmona Rodrigues tem 14 pontos de vantagem sobre o socialista Manuel Maria Carrilho na luta pela Câmara de Lisboa.

O candidato independente apoiado pelo PSD, Carmona Rodrigues, é o preferido dos lisboetas com 39,9 por cento das intenções de voto, contra os 25,7 por cento alcançados por Manuel Maria Carrilho, de acordo com a sondagem da Aximage publicada hoje pelo Correio da Manhã.

O candidato da CDU, Ruben de Carvalho, surge como terceira escolha (6,8 por cento), seguido do candidato do Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, (5,7 por cento) e da candidata do CDS/PP, Maria José Nogueira Pinto, (4,4 por cento).

Para o Correio da Manhã a vantagem de Carmona face a Carrilho terá a ver com o debate televisivo na SIC Notícias a 15 de Setembro, no final do qual o candidato socialista se recusou a cumprimentar o seu opositor.

De acordo com a sondagem, 53,1 por cento dos inquiridos diz que Carmona esteve melhor que Carrilho, enquanto apenas oito por cento preferiu a prestação do candidato socialista.

A sondagem da Aximage foi realizada entre 24 e 27 de Setembro através de 500 entrevistas telefónicas e apresenta um desvio padrão de 0,002 pontos.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:44 AM | Comentários (1)

ACTUAIS VEREADORES DESPEDEM-SE HOJE

A Câmara de Lisboa reúne-se hoje pela última vez antes das eleições autárquicas de 09 de Outubro, numa sessão pública em que o presidente propõe a atribuição da Medalha de Honra da Cidade ao Hot Clube de Portugal.

Na proposta, Carmona Rodrigues sublinha que o Hot Clube é o mais famoso e prestigiado clube de jazz português, que há 56 anos divulga e defende este género musical, tanto a nível nacional como internacional.

A proposta fundamenta-se também no facto de o espólio do clube se destinar a integrar um futuro museu do jazz.

O Hot Clube de Portugal, fundado por Luís Villas Boas, mantém vários agrupamentos musicais e por lá passaram nomes como Mário Delgado, António Pinho, Bernardo Sasseti, Mário Laginha, Pedro Moreira, Carlos Vieira, Carlos Barretto, Luís Tinoco, entre outros.

Os vereadores vão também pronunciar-se hoje sobre uma proposta da Vereadora Eduarda Napoleão destinada a apoiar a construção da residência oficial do Presidente da República Democrática de Timor- Leste, Xanana Gusmão.

Caso seja aprovado, o apoio será concedido através da transferência de 250.000 euros para a União das Cidades Capitais Luso- Afro-Americo-Asiáticas (UCCLA).

Da ordem de trabalhos consta igualmente uma proposta subscrita pelo presidente para ser atribuído um terreno à Fundação da Associação Nacional de Transportes Rodoviários (ANTRAL) destinado à construção de um centro de dia para taxistas e familiares.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:40 AM | Comentários (0)

setembro 29, 2005

CARRILHO PROMETE ESQUADRAS

O candidato do PS à Câmara de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, prometeu esta quinta-feira que, se for eleito, haverá cinco novas esquadras de proximidade na cidade, o que será conseguido através de «um entendimento com o Governo».

«No ano passado, o PS viabilizou o orçamento da câmara com a condição de haver cinco novas esquadras em Lisboa. Infelizmente, nada foi feito. Vamos retomar essa nossa ideia e fazer estas esquadras de proximidade», declarou Manuel Maria Carrilho aos jornalistas, no Bairro Bensaúde, nos Olivais.
O candidato socialista adiantou que uma das esquadras ficará localizada precisamente no Bairro Bensaúde, em Santa Maria dos Olivais, onde disse existirem equipamentos disponíveis para o efeito, e as restantes nas freguesias de Campolide, Ajuda, Ameixoeira e no Alto do Lumiar.

Questionado sobre como pode assegurar o funcionamento dessas novas esquadras, que depende do Ministério da Administração Interna (MAI), Carrilho respondeu que «antecipa-se a partir de 9 de Outubro um grande entendimento» da câmara de Lisboa «com o Governo».

«Neste domínio como noutros, o que é normal, porque somos do mesmo partido e trabalhamos a partir das mesmas ideias estratégicas, há muitas convergências. Acredito nessas convergências para resolver muitos dos problemas de Lisboa», afirmou.

Manuel Maria Carrilho disse ainda que «certamente» algumas dessas esquadras, que terá de se decidir se serão utilizadas pela Polícia Municipal, pela Policia de Segurança Pública (PSP) ou por ambas, serão inauguradas logo em 2006 e desdramatizou a questão do seu financiamento.

Num percurso de autocarro que durou mais de três horas, dedicado à segurança, Manuel Maria Carrilho deu outros exemplos do que pretende fazer na capital e de locais «bem identificados» onde poderá ser aplicada a videovigilância ou videocontrole que tem defendido.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 04:50 PM | Comentários (0)

CARRILHO DISCORDA DE CARMONA NO ESTACIONAMENTO

O candidato do PS à Câmara de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, contestou esta quinta-feira as propostas do seu adversário do PSD, Carmona Rodrigues, de criar 7.000 estacionamentos e construir parques no Martim Moniz e na Praça da Figueira.

Em declarações aos jornalistas, durante uma visita à freguesia de Alvalade, Manuel Maria Carrilho disse que os 7.000 lugares de estacionamento propostos por Carmona Rodrigues não permitem cumprir o rácio «um carro por cada fogo» existente em Lisboa. «Quando lhe perguntaram onde iria criar esses lugares, Carmona Rodrigues gaguejou e depois apontou o Martim Moniz e a Praça da Figueira, precisamente duas zonas onde não há indicação para serem construídos parques», criticou Carrilho.

Para defender a sua posição, o candidato do PS referiu «um estudo feito este ano e encomendado pela câmara municipal» da capital, intitulado «O desafio da mobilidade em Lisboa», que conclui serem necessários 11.300 lugares de estacionamento, «mesmo assim, tendo como base um carro por cada fogo».

De acordo com o estudo, acrescentou, são necessários novos parques de estacionamento em dez freguesias da cidade: Ajuda, Alvalade, Benfica, Campo de Ourique, Campolide, Estrela, Olivais, São Domingos de Benfica, São Vicente e Arroios.

Manuel Maria Carrilho comprometeu-se a construir parques nessas freguesias «ao longo de um mandato» e, em Alvalade, propôs que seja construído um parque de estacionamento «subterrâneo e também em altura» junto ao mercado.

«Fazemos as nossas propostas segundo os estudos que estão feitos. Isto não é uma questão de palpite», salientou.

Questionado sobre críticas feitas no Diário de Notícias (DN) desta quinta-feira pelo vice-presidente da câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, à presença da sua mulher, Bárbara Guimarães, uma figura da televisão, na campanha do PS, Manuel Maria Carrilho defendeu que estas «desqualificam que as faz».

«Todos andamos com as nossas famílias, tudo isso é normal», argumentou, acusando o PSD de recorrer a essa questão porque «não tem nada a dizer à cidade nem qualquer visão de futuro».

«Não me admira que quem está instalado e tem um balanço muito negativo, catastrófico, da sua acção, fique perturbado e venha com esta e com aquela desculpa. São desculpas de mau pagador», concluiu.

Na edição do DN, Fontão de Carvalho acusava o candidato socialista de utilizar a mulher como «técnica de campanha» porque «não tem programa próprio».

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 04:46 PM | Comentários (0)

CDS QUER TELE ALARME

A candidata do CDS-PP à presidência da Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, prometeu esta quinta-feira instalar um equipamento de tele-alarme ligado à Cruz Vermelha Portuguesa na casa de 35 mil idosos que vivem isolados. O equipamento, que estará ligado à Cruz vermelha Portuguesa, reduzirá a ansiedade dos idosos que vivem isolados e que têm pouca mobilidade.

«Este equipamento responde à ansiedade de idosos que vivem isolados e que têm pouca mobilidade. Não é uma solução muito cara, nem muito complicada e é um recurso já divulgado nas grandes cidades europeias», afirmou Maria José Nogueira Pinto no final de uma visita ao Centro de Dia do Alto do Pina.

Segundo a candidata democrata-cristã, o equipamento estaria ligado a uma central telefónica da Portugal Telecom e seria gerido por entidades como a Cruz Vermelha Portuguesa, que se deslocariam a casa do idoso sempre que este precisasse.

O tele-alarme seria fornecido pela autarquia, cabendo aos idosos um pagamento mensal estipulado de acordo com os seus rendimentos ou assegurado pela Segurança Social, no caso de idosos com baixos recursos económicos, adiantou Nogueira Pinto.

«Não seria bom terem um botão em vossas casas onde pudessem carregar quando tivessem um problema e vinha logo alguém? Isso ajudava- vos a continuar a viver nas vossas casas com menos medo», disse a candidata aos idosos do Centro de Dia do Alto do Pina, que logo acolheram a ideia com satisfação.

Além do tele-alarme, Maria José Nogueira Pinto prometeu ainda criar residências assistidas para idosos em bairros envelhecidos da cidade, onde se concentrariam alguns serviços comuns como lavandaria, serviço de refeições e assistência médica.

«As residências assistidas são prédios com T1 (duas asssoalhadas), porque os idosos precisam da sua privacidade, feitos nos bairros onde vivem para não serem desenraizados e com serviços comuns», explicou.

Só na Baixa a candidata popular promete criar quatro ou cinco residências assistidas até ao final da legislatura, considerando que este «é o melhor contributo que a câmara pode dar aos idosos».

As residências integram-se na operação de reabilitação urbana de zonas envelhecidas como a Baixa, sendo a infra-estrutura criada pela câmara em prédios devolutos e posteriormente gerida pela Segurança Social.

«Os idosos constituem 25 por cento da população da cidade. Nenhum presidente da Câmara de Lisboa pode não dar importância a um quarto da sua população», sublinhou a candidata.


Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 03:28 PM | Comentários (0)

JOÃO SOARES AJUDA CARRILHO

O antigo Presidente da Camara Municipal de lisboa, João Soares, arrasa Santana Lopes numa entrevista ao Portugal Diário. Mais reforços para Carrilho.

Publicado por jf em 03:26 PM | Comentários (1)

HERMETO NA CULTURGEST

O compositor brasileiro Hermeto Pascoal actua no próximo dia 8 de Outubro, pelas 21:30 horas, no Grande Auditório da Culturgest, em Lisboa. O músico será acompanhado por Fabio Pascoal, Marcio Bahia, Itiberê Zwarg, Vinícius Dorin e André Marques. Os bilhetes para o espectáculo custam 20 euros, sendo que para os jovens com menos de 30 anos de idade os ingressos custam cinco euros.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 02:56 PM | Comentários (1)

EXPRESSO ORIENTE NO FIM

O Festival Expresso Oriente termina no próximo sábado, dia 1 de Outubro, no Pequeno e Grande Auditório da Culturgest, em Lisboa. O Festival Expresso Oriente termina no próximo sábado, dia 1 de Outubro, no Pequeno e Grande Auditório da Culturgest, em Lisboa.

O Expresso Oriente coloca lado a lado culturas musicais com trajectos e razões históricas diversas, propondo a audição de nova música de ocidente a oriente num confronto aberto e plural, através de concertos e debates.
A edição deste ano do evento celebra a obra do compositor japonês Toru Takemitsu (no ano do seu 75º aniversário), apresentando um conjunto de obras deste compositor e debatendo a sua música. Os bilhetes têm o preço único de cinco euros.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 02:55 PM | Comentários (0)

HOJE À NOITE

Os Blind Zero e os Primitive Reason são as atracções musicais da noite de quinta-feira (pelas 21h30) no arraial de recepção ao caloiro do Técnico, em Lisboa. Os concertos realizam-se na avenida do complexo universitário e na noite de sexta-feira vão contar com a presença dos BodyRockers e Blasted Mechanism.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 02:54 PM | Comentários (0)

CDU JULGA QUE NUNCA GOVERNOU A CML...

O cabeça de lista da CDU em Lisboa, Ruben de Carvalho, acusou quarta-feira a maioria PSD/CDS-PP de criar "uma situação económica dramática" na autarquia, culpando também PS e Bloco de Esquerda (BE) pela "câmara falida".

Perante centenas de apoiantes que se reuniram num jantar na Voz do Operário, naquela que foi a iniciativa até agora mais concorrida da campanha da CDU em Lisboa, Ruben de Carvalho apelou ao voto para a coligação ter "uma eleição com a maior força possível", apelo feito também pelo dirigente comunista Francisco Lopes.

Assinalando um "crescendo" na campanha da CDU em Lisboa, Francisco Lopes frisou que "cada voto conta e cada voto significa mais um ou menos um vereador, um deputado municipal ou um eleito numa Junta de Freguesia", criticando a polarização da campanha em Lisboa em torno das candidaturas do PSD (Carmona Rodrigues) e do PS (Manuel Maria Carrilho).

"Temos uma câmara falida", acusou Ruben de Carvalho, afirmando que a dívida aos fornecedores da autarquia é hoje "quatro vezes superior" àquela que foi encontrada pelo actual executivo há quatro anos".

"Esta câmara, com o seu desinteresse e desresponsabilização, tem departamentos inteiramente paralisados, que não têm matéria-prima com que trabalhar, porque os fornecedores se recusam a fornecer", acusou, frisando que a câmara "não foi capaz de gerir a sua tesouraria".

O candidato criticou o executivo municipal por ter posto "uma multidão de assessores" na câmara sem preparação para a gestão autárquica, seguindo "critérios partidários", numa acção de "desmoralização" dos quadros da autarquia.

Obras "totalmente desnecessárias e prejudiciais" como o Túnel do Marquês, negócios de permutas "altamente lesivos" como no caso dos terrenos do Parque Mayer, que deram "milhões de contos de lucro a empresas privadas", e a "paralisação das relações com as colectividades e da assistência a toxicodependentes" fazem parte do diagnóstico negativo feito pelo candidato.

Ruben de Carvalho responsabilizou ainda a maioria de direita na Câmara de Lisboa pelo agravamento de problemas sociais e de segurança por não ter continuado da melhor maneira os Planos Especiais de Realojamento e por não ter exigido ao poder central "melhor policiamento e mais esquadras".

"Estes últimos quatro anos não resolveram, mas agravaram muitos problemas", sintetizou.

"Dezenas de medidas altamente gravosas foram possíveis porque o PS e o Bloco de Esquerda as deixaram tomar, e têm de ser responsabilizados", afirmou Ruben de Carvalho, que motivou assobios ruidosos quando referiu que o BE "deu uma ajuda preciosa" à vitória da direita nas últimas eleições ao "diluir o voto da esquerda".

Em relação ao PS, o candidato lembrou que os socialistas acabaram com a coligação com a CDU, quando "seria lógico mantê-la mesmo na oposição".

Sem maioria de esquerda na Assembleia Municipal, a partir das autárquicas de 2001, "as forças de esquerda passaram a funcionar por si próprias", referiu.

A estas acusações, Ruben de Carvalho contrapôs o "padrão de confiança" da CDU, afirmando que o resultado da coligação "marcará o que serão estas eleições" na Câmara de Lisboa, onde até o PS "só não fez política de direita quando esteve coligado com a CDU".

Francisco Lopes centrou o seu discurso em temas nacionais, acusando o executivo de maioria absoluta do PS de ter "defraudado os eleitores" após sete meses de governo, "agravando injustiças sociais, diminuindo o poder de compra", numa altura em que "os lucros da banca e dos grupos financeiros nunca foram tão elevados".

No entanto, as críticas do dirigente comunista centraram-se também no BE e no seu candidato a Lisboa, Sá Fernandes, que afirmou ir "copiar o pior do que há do presidencialismo e do individualismo, a marca fundamental do Bloco de Esquerda", ao contrário da "lógica de equipa" da CDU.


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 01:39 PM | Comentários (1)

MÚSICA NA FUNDAÇÃO

Rui Vieira Nery dá hoje uma entrevista ao Diário de Notícias, onde fala dos projectos da Gulbenkian para a música.

Como irá este programa influenciar a temporada de música?

Vamos criar espaços para programas mais especificamente direccionados para um público jovem. Também a orquestra poderá vir a envolver-se em produções que englobem as crianças.

Mas este é um esqueleto a manter?

Sim, mas com margem para se desenvolver. O que mudará mais será a composição da minitemporada e haverá mais concertos comentados. Este ano ainda há uma certa componente experimental, sujeita ao método de tentativa e erro e sujeita a correcções.

Pensam levar a orquestra às escolas?

É uma possibilidade a pensar. Queremos sobretudo trazer as pessoas à Fundação e quebrar aquele mito de que é um espaço fechado e elitista. Vamos abrir ao máximo as portas da casa e dos espaços de fazer música cá dentro.

Como faz uma escola para trazer cá uma ou mais turmas?

Contacta o secretariado, faz a marcação e preenche uma ficha de inscrição que enviará por fax ou mail. O Coro Gulbenkian não consta deste programa...

Circunstancialmente, não. Mas irá ser elemento importante em edições futuras, até pela relação fácil das crianças com o canto.

Quais foram os vossos modelos?

Os programas do Liceo de Barcelona e da Sinfónica de Londres, mas como referências remotas. A criação original, própria, é muito forte. Também pretendemos vir a formar formadores nesta área.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 01:34 PM | Comentários (0)

O BLOCO QUER A TAXA

E se de repente os automóveis passassem a pagar uma taxa para rodar no centro de Lisboa? É uma receita já aplicada em Londres e que José Sá Fernandes admite importar, no âmbito da "nova política de circulação e transportes" que apresenta como candidato do Bloco de Esquerda à Câmara de Lisboa.

Até ao final da próxima legislatura municipal, segundo refere o seu programa eleitoral, Sá Fernandes promete "lançar e concluir estudos de aplicabilidade de um modelo de gestão do trânsito que estabeleça uma taxa de entrada a veículos automóveis privados em Lisboa (tendo por referência o modelo de Londres), consignando essa receita à melhoria do serviço de transporte público".

Fará sentido a importação do modelo londrino? O presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, acha que não. "Sá Fernandes é um poeta. Não há comparação possível entre Lisboa e Londres, que tem um serviço excepcional de transportes públicos. Lá, ao contrário do que sucede cá, as pessoas não precisam de levar as viaturas particulares para o centro da cidade. Apenas 20% de Lisboa dispõe de corredores bus, quando as restantes capitais europeias têm, em média, 45% da sua superfície ocupada com estes corredores", diz Carlos Barbosa ao DN.

Um dos maiores entraves à circulação dos transportes públicos em Lisboa é o estacionamento anárquico. "As pessoas estacionam em segunda fila e bloqueiam o trânsito. Quem entra num autocarro nunca sabe a que horas vai chegar", observa o presidente do ACP. E acrescenta "O estacionamento à superfície em Lisboa, que é extremamente barato, devia ser muito caro. O estacionamento subterrâneo devia ser moderamente caro e o estacionamento nas entradas da cidade devia ser muito barato. Só isto dissuade as pessoas de levarem os carros para o centro."

O BE insiste não basta melhorar a rede de transportes - tal como em Londres, é também necessário "desencorajar o uso do transporte individual" no centro de Lisboa. E eis que surge uma sugestão acessória: "Portagens progressivas por número de passageiros transportados por veículo". Ideias, como se vê, não faltam. Entretanto, viaturas também não...

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 01:32 PM | Comentários (0)

PSD PREOCUPADO COM BÁRBARA

A entrada de Bárbara Guimarães na campanha de Manuel Maria Carrilho está a preocupar as hostes da candidatura do PSD à Câmara Municipal de Lisboa (CML), liderada por Carmona Rodrigues.

O DN sabe que a estrutura de campanha já discutiu informalmente o assunto, ao ponto de considerarem que desde o dia 18 - o dia em que a mulher de Carrilho se estreou na Feira do Relógio - a candidatura do PS "tem tido mais tempo de antena nas televisões."

Junto de Carmona Rodrigues fizeram-se medições de audiometria aos vários serviços noticiosos, tentando confirmar esta tese. Dados da Marktest-Mediamonitor a que o DN teve acesso, referentes ao período entre 19 e 27 de Setembro, acabam por não confirmar um acréscimo substancial de Carrilho nos vários telejornais por causa de Bárbara.

Ao DN, Fontão de Carvalho, candidato a vice-presidente da CML na lista de Carmona Rodrigues, comenta desta forma, o tratamento dado à candidatura de Carrilho "Os lisboetas sabem distinguir os candidatos de outros personagens da vida pública. É óbvio que não temos o mesmo tempo de antena que a outra candidatura. Mas isso não tem a ver com o PS, tem a ver com o candidato Carrilho. O dr. Mário Soares, por exemplo, suspendeu os artigos que escreve para não ser acusado de tratamento privilegiado. Já Eduardo Prado Coelho [primeiro suplente da lista socialista à CML] escreve despudoradamente em prol de Carrilho num diário". Sobre o "fenómeno Bárbara", Fontão de Carvalho diz que "quem não tem cão, caça com gato, que é como quem diz, quem não tem programa próprio usa outras técnicas de campanha. São técnicas que não adoptamos". E acrescenta que Carmona "continuará a pautar a campanha pela difusão de ideias e não pelo insulto ou demagogia baratos."

Na candidatura de Carmona sustenta-se que "a situação não é crítica, mas casos como este merecem que não se jogue para segurar o resultado, como se diz no futebol", diz fonte social-democrata. Outra fonte lembra que há estudos internos que dão agora uma "distância curta de dois ou três pontos" entre os dois candidatos.

Apesar da situação de 'alerta laranja', a candidatura não irá mudar a estratégia. Segundo Fontão, a ideia é manter "a campanha ao nível que os lisboetas merecem, transmitindo ideias e cumprindo a lei". Sobre a alegada apreensão e a campanha socialistas, diz "Preocupam-nos mais outras ilegalidades publicitárias cometidas pela candidatura do PS. No momento de votar os lisboetas sabem bem quem é o candidato. Não alinhamos em folclores, mas que existem, existem."

"Absolutamente normal". Carrilho tem sido acompanhado pela mulher nos contactos de rua, mas desdramatiza "Ela está na campanha como minha mulher, como estão as mulheres de todos os candidatos. É absolutamente normal."

Se o "factor Bárbara" preocupa o PSD, o "efeito presidente da câmara" preocupa o PS. Carmona alterna a sua qualidade de candidato com a de autarca o que, na opinião do staff de campanha de Carrilho, o deixa em vantagem . "E mistura os dois papéis", afirma a mesma fonte.

Outro facto que preocupa os socialistas é a recusa de Carmona em debater com Carrilho, pois esse é o ponto fraco do candidato do PSD, dizem os socialistas. Ainda ontem Carrilho insistia nessa tecla "Compreendo que ele não queira debater, não tem sentido de futuro e uma pessoa que tem medidas para o futuro quer debater, expô-las e discuti-las e ele não tem".

Fonte: Diário de Notícias

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O REGRESSO DO TABORDA

O Teatro Taborda reabre no próximo dia 5 de Outubro. A partir de Janeiro o Teatro, que fica na pitoresca Costa do Castelo, passará a albergar as companhias Teatro da Garagem e Teatro Meridional. Até final do ano o Teatro é dirigido por uma equipa provisória liderada por Paula Nascimento.

Teatro Taborda
Costa do Castelo, Nº 75 | 1100-178 Lisboa | Tel. 218 854 190 | Fax. 218 881 964
teatrotaborda@egeac.pt | www.egeac.pt


O Teatro Taborda foi inaugurado a 31 de Dezembro de 1870 numa homenagem, ainda em vida, ao célebre actor Francisco Taborda. A partir de 1916 deixa de funcionar estritamente como teatro, iniciando-se o processo da sua degradação. Foi adquirido em 1966 pela Câmara Municipal de Lisboa, que iniciou a sua recuperação em 1989, num projecto integrado de reabilitação urbana.

A reabilitação do edifício do Teatro Taborda e área envolvente, teve como principal objectivo a criação e dinamização de um espaço cultural, que pudesse constituir uma referência na dinâmica do bairro histórico em que se insere, a Mouraria, estabelecendo uma ponte para a cidade de Lisboa.

A reabertura do Teatro Taborda efectuou-se a 1 de Junho de 1995, ano em que a sua gestão é confiada à empresa municipal EBAHL , actual EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural E.M. . Para atingir a efectiva reabilitação urbana do espaço, iniciou-se a realização de um programa regular e continuado de actividades artísticas, integrando a apresentação de projectos e a realização de acções de formação, divulgação e promoção culturais.

Em 1997 é qualificado como Imóvel de Valor Concelhio a integrar na Carta Municipal do Património na área de intervenção do Plano de Urbanização da Mouraria, por se tratar de um dos únicos vestígios da vida cultural do Bairro e por ter ainda anexa uma ermida do século XVIII.

O Teatro Taborda integra um conjunto de espaços que permitem o funcionamento e realização articulada de várias actividades e dispõe de equipamento técnico de luz e som.

Actualmente, as instalações do Teatro Taborda encontram-se maioritária e temporariamente cedidas ao colectivo Artistas Unidos, em virtude da celebração de um contrato de acolhimento de iniciativas, de forma a permitir o desenvolvimento do seu projecto cultural, até que esteja concluído o processo de reabilitação do espaço municipal anteriormente ocupado por esta companhia.

Valências | Sala Principal | Sala de Exposições | Varandim | Sala de Ensaios | Foyer | C@fé Taborda

Áreas e Espaços

Sala Principal 150 lugares | Plateia (86 lugares) | Frisas (34 lugares) | Balcão ( 30 lugares)
Sala de Ensaios 3,8m (altura) x 7,8m (largura) x 10m (comprimento) | 78m2
Sala Exposições 86m2 | luz natural
Varandim 124 m2
Foyer Plateia 36,50m2
3 Camarins | 4,08m2 – 9,60m2 – 10m2

Caixa de Palco | 8m (altura) x 9m(largura/parede a parede) x 7m (profundidade)
Boca de Cena | 4,7m (altura/bambolina) x 6m (largura)


Acessos
Autocarro 37 | Eléctricos 12 - 28


Horários | das 14h00 às 24h00 | Encerra à Segunda-feira e nos dias 1 de Janeiro, 1 de Maio e 25 de Dezembro


Fonte: Sítio da Egeac

Publicado por jf em 01:04 PM | Comentários (0)

OML

A Orquestra Metropolitana de Lisboa apresentou a temporada 2005/2006. Pela primeira vez em 13 anos foi possível apresentar a programação para uma temporada comp+leta. Álvaro Cassuto é o Director Artístico até 2010.

Publicado por jf em 01:00 PM | Comentários (0)

MUSEU DO FADO

Fez sete anos de vida no passado dia 25 de Setembro. Nesse dia abriu pela primeira vez as suas portas. O balanço até agora é positivo: cerca de 19.000 visitantes ano. Neste momento está patente a exposição "O Fado por Stuart Carvalhais". Pode ser vista até final do do ano.

Museu do Fado
Largo do Chafariz de Dentro, Nº 1 | 1100-139 Lisboa | Tel. 218 823 470 | Fax. 218 823 478
museudofado@egeac.pt | www.egeac.pt


No Edifício do Recinto da Praia, frente ao Largo do Chafariz de Dentro, porta de entrada para o histórico Bairro de Alfama, instalou-se a Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa, inaugurada a 25 de Setembro de 1998. Nessa altura foi reabilitado o edifício do “Recinto da Praia”, a primeira estação elevatória de águas de Lisboa e aí instalada a Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa, no âmbito do projecto integrado do Chafariz de Dentro e da intervenção em toda a colina do Castelo.

Este equipamento cultural, inteiramente dedicado ao Fado e à Guitarra Portuguesa, constitui uma referência obrigatória no âmbito dos equipamentos culturais da cidade, promovendo aquela que é a sua expressão musical por excelência e integrando diversas áreas funcionais: um núcleo museológico com uma exposição permanente, um espaço de exposições temporárias, um Centro de Documentação, uma Loja, um Pequeno Auditório, uma Escola (Cursos de Guitarra Portuguesa e de Viola de Fado, Seminário de Letristas, e Gabinete de Ensaios para intérpretes), um restaurante/cafetaria.

A exposição permanente é um tributo ao Fado e aos seus autores e intérpretes, divulgando o seu historial a partir da Lisboa oitocentista. Ao longo do percurso museológico, o visitante é convidado a conhecer os diferentes ambientes onde o Fado foi protagonista: becos e vielas, tabernas e salões aristocráticos, o Teatro de Revista – que lançaria as bases do que viria a ser o Fado Canção – a Rádio e a Gravação Discográfica, o Cinema – onde “A Severa” marca o início do filme sonoro português – a Televisão – com a importante contribuição da RTP – e os ambientes das Casas de Fado. Está igualmente patente um importante espólio de exemplares de guitarras portuguesas, pertencentes a grandes mestres e construtores.


Valências | Núcleo Museológico – Exposição Permanente | Espaço Exposições Temporárias | Pequeno Auditório | Centro de Documentação | Escola | Loja | Restaurante/Cafetaria

Áreas e Espaços
Núcleo Museológico 180m2
Espaço Exposições Temporárias 160m2
Auditório | 90 lugares
Loja 40m2
Centro de Documentação 48m2
Escola 60m2

Palco do Auditório | 5m (comprimento) x 3,5m (largura) | 16,26m2


Acessos
Autocarros 9 - 25-A - 28 – 35 – 39 – 46 – 59 – 90 – 107 – 206 - 216


Horários
Museu | todos os dias das 10h00 às 18h00 (últimas admissões: 17h30) |Encerra nos dias 1 de Janeiro, 1 de Maio e 25 de Dezembro
Centro de Documentação | de Segunda a Sexta, das 14h00 às 18h00
Escola (todos os cursos) | de Segunda a Sexta, das 14h00 às 20h00

Fonte: Sítio da Egeac

Publicado por jf em 12:57 PM | Comentários (0)

setembro 28, 2005

CARRILHO MOBILIZA SÓCRATES

O secretário-geral do PS, José Sócrates, encontrou um espaço na agenda e vai estar presente, amanhã à noite, no jantar-comício de Manuel Maria Carrilho.

O líder socialista e primeiro-ministro mostrou-se sensível aos apelos que lhe vinham chegando da candidatura socialista à Câmara de Lisboa e alterou os seus planos minimalistas de participar apenas em duas acções de campanha - e em concelhos de pouco significado político.

Com a «ajuda» de Sócrates, os socialistas da capital esperam que o seu candidato recupere um pouco da popularidade perdida com o frente-a-frente com Carmona Rodrigues. Segundo um responsável da candidatura de Carrilho, o jantar-comício no Pavilhão de Portugal «será uma das principais demonstrações de força do PS em Lisboa». A presença de Sócrates vincula a direcção do partido a uma aposta que os socialistas teimam em considerar, apesar das sondagens, longe de perdida. «Será a quarta vez que José Sócrates participará em iniciativas da candidatura de Manuel Maria Carrilho, o que demonstra que a conquista da Câmara de Lisboa continua a ser um objectivo estratégico do partido», disse a mesma fonte.

Fonte: Expresso on line

Publicado por jf em 08:57 PM | Comentários (2)

MILAGRES?

Uma coligação que disse ter provas dadas na capital e que apresenta uma equipa «com mérito». O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou hoje que é possível uma vitória da CDU em Lisboa, uma coligação que disse ter provas dadas na capital e que apresenta uma equipa "com mérito".

Depois de subir a rua Morais Soares (freguesia de S.João) ao lado do cabeça de lista da CDU em Lisboa, Ruben de Carvalho, o líder comunista disse num pequeno comício na Praça Paiva Couceiro que a coligação PCP/Verdes/Intervenção Democrática (ID) parece que "anda encolhida", com vergonha de afirmar que pode ganhar a capital do país.

"Não é irracional, utópico ou discurso de comício pensar que os lisboetas podem dar uma vitória à CDU", afirmou, considerando depois que o PS não se apresenta em Lisboa como alternativa e que é um partido que vive de "slogans".

Critico também em relação ao Bloco de Esquerda, que, disse, acusa a CDU de representar o passado, Jerónimo de Sousa afirmou que dos 45 mil candidatos da coligação em todo o país nove mil são jovens com menos de 30 anos.

Desses 45 mil, acrescentou, 15 mil são independentes.

Já antes, ao longo da rua Morais Soares, numa freguesia governada por um presidente da CDU, Jerónimo de Sousa tinha garantido que era possível a vitória em Lisboa e que foi a "embriaguez hegemónica" do PS que, "olhando os resultados das legislativas", aplicou "de chapa o resultado" e decidiu concorrer sozinho.

Um caso, considerou, "de ambição desmedida".

Entre apertos de mão, beijos a abraços, a presença de Jerónimo de Sousa "apagou" por completo a figura do candidato da coligação à presidência da Câmara.

"Se dessem mais visibilidade ao Ruben ele era tão popular como eu", disse Jerónimo de Sousa, num dos poucos momentos em que os dois caminharam lado a lado, porque Ruben de Carvalho tinha de "perder mais tempo a falar com os eleitores", justificou.

Foi indiscutível a muito maior popularidade de Jerónimo de Sousa, principalmente junto das mulheres.

No comício, o candidato da CDU à Câmara de Lisboa acusou o PSD de ter nos últimos quatro anos feito todo o tipo de "tropelias" no executivo autárquico, como "despesas inqualificáveis", propaganda e auto-propaganda ou "saídas e entradas" (de pessoas).

Ruben de Carvalho acrescentou que muito do mau que o PSD fez poderia ter sido evitado se na Assembleia Municipal PS e PCP se tivessem juntado.

Mas na Assembleia Municipal "o PS em muitas circunstâncias votou com a direita", lamentou.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 08:15 PM | Comentários (0)

CARRILHO DENUNCIA CORRUPÇÃO

Acusações de corrupção e ilegalidades por Carmona ter permito a construção de um condomínio junto ao Aqueduto das Águas Livres.

O candidato do PS à Câmara de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, acusou hoje a autarquia, presidida por Carmona Rodrigues, de corrupção e ilegalidades ao permitir a construção de um condomínio junto ao Aqueduto das Águas Livres.

"Isto é um exemplo das ilegalidades e até mesmo corrupção que a Câmara tem efectuado", afirmou Manuel Maria Carrilho, durante uma breve visita à área onde está a ser construído o condomínio Lapa/Infante Santo, na freguesia dos Prazeres.

No caso de ganhar as eleições de 09 de Outubro, Carrilho garantiu o "embargo e a reposição da situação anterior".

O candidato do PS disse ainda que "a cidade está entregue aos interesses privados duvidosos" e que por essa razão se tem assistido "à degradação da qualidade de vida e do património da cidade".

A Assembleia Municipal de Lisboa recomendou a suspensão das obras do condomínio, mas estas prosseguem, segundo avançou o Expresso na edição do passado sábado, acrescentando que a autarquia ignorou esta recomendação.

O prosseguimento do projecto tem sido também contestado por grupos de moradores, que já recorreram aos tribunais para pedir a suspensão provisória da obra.

"Se foi declarado que existe 25 por cento de área a mais para a construção então está de certeza fora do Plano Director Municipal.

Não podemos aceitar que esteja a ser construído um prédio junto do muro do aqueduto que é monumento nacional", afirmou João Sacadura, um dos moradores que mais tem contestado o projecto.

Sobre as 309 medidas para Lisboa (para concretizar em 180 dias) anunciadas terça-feira pelo candidato apoiado pelo PSD, Carmona Rodrigues, Carrilho adiantou que leu as propostas e que as considera "desacreditadas".

Carrilho referiu-se ainda à recusa por parte de Carmona Rodrigues de um novo frente-a-frente entre os dois candidatos afirmando: "Compreendo que ele (Carmona Rodrigues) não queira debater, não tem sentido de futuro e uma pessoa que tem medidas para o futuro quer debater, expô-las e discuti-las e ele não tem".

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 08:13 PM | Comentários (0)

DESMENTIDO DE CARMONA

Carmona Rodrigues justificou a falta de autorização para a entrada de José Sá Fernandes no refeitório municipal alegando não ter recebido qualquer pedido de visita.

O presidente da Câmara de Lisboa e candidato apoiado pelo PSD justificou hoje a falta de autorização para a entrada de José Sá Fernandes (Bloco de Esquerda) no refeitório municipal alegando não ter recebido qualquer pedido de visita.

O candidato independente apoiado pelo Bloco de Esquerda (BE) foi inicialmente impedido de realizar hoje uma acção de campanha no refeitório da divisão municipal de serviços eléctricos e mecânicos, nos Olivais, onde a candidatura de Carmona Rodrigues (PSD) tinha também um almoço agendado.

Sá Fernandes criticou esta situação, alegando ter enviado no dia 23 ao presidente da autarquia uma carta solicitando autorização para realizar esta visita. Contudo, o candidato apoiado pelo BE acabou por ter permissão para almoçar no refeitório municipal.

"Os factos falam por si. É triste, é grave, mas é esta a democracia que temos. O exercício do cargo de presidente da câmara de Lisboa está a ter interferência na campanha", sustentou na altura José Sá Fernandes.

Em declarações aos jornalistas, Carmona Rodrigues rejeitou a acusação de Sá Fernandes.

"Era o que faltava a Câmara de Lisboa não autorizar qualquer iniciativa de uma candidatura", sublinhou o candidato apoiado pelo PSD, adiantando que os pedidos de visita dos restantes candidatos recebem autorização "na hora".

Sobre o facto de este pedido de Sá Fernandes não ter tido luz verde, Carmona explicou que a carta não chegou ao seu gabinete.

A candidatura de Carmona Rodrigues acabou por cancelar o almoço que tinha previsto no refeitório, justificando a alteração com a ausência do candidato a vereador Pedro Feist.

Questionado sobre se o cancelamento da sua iniciativa não poderá ser entendido como uma tentativa de evitar o confronto com o adversário bloquista, Carmona Rodrigues garantiu que não.

"Conheço-o há 30 anos. Era o que faltava andarmos a fugir uns dos outros", frisou.

"O Pedro Feist tem um especial empenho em ir lá, porque conhece todas as pessoas. Ele fazia questão de ir lá comigo, por isso iremos noutra altura", garantiu.

Carmona Rodrigues falava à margem de uma visita ao Palácio dos Coruchéus, em Alvalade, onde funciona a divisão municipal do património cultural e onde existem cerca de 50 ateliers que acolhem artistas da cidade, a maioria já idosos.

O candidato propôs que alguns espaços sejam transformados em residências temporárias para artistas estrangeiros que visitem Lisboa no âmbito de programas de intercâmbio cultural, adiantando que no próximo mês serão inaugurados espaços para jovens artistas na Bela Flor, em Campolide.

O alargamento do Museu da Cidade e a inclusão do espólio relativo ao século XX, nomeadamente dedicado a Duarte Pacheco, além da abertura dos museus municipais à hora de almoço são outras propostas do candidato do PSD.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 08:12 PM | Comentários (0)

SÁ FERNANDES ADERE À PROPOSTA DA NOVA DEMOCRACIA

O candidato do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Lisboa defende a extinção de seis empresas municipais e a integração dos funcionários nos serviços da autarquia, bem como a regularização dos 2500 trabalhadores a recibos verdes.

José Sá Fernandes considera que a Câmara pode poupar até três milhões de euros em quatro anos, «despedindo Conselhos de Administração» e acabando com as suas benesses. Considerando que «não existe qualquer razão para a câmara ter tantas empresas municipais», quando muitas vezes «existem departamentos na autarquia para o mesmo fim, o candidato apoiado pelo BE referiu que a sua existência só se justifica porque «têm sido usadas pelos partidos para colocar os seus militantes».

«As empresas municipais servem para fugir ao visto prévio do Tribunal de Contas e para fugir ao controlo político da assembleia municipal», adiantou o candidato.

Por isso, Sá Fernandes defende a extinção de seis empresas municipais - a EGEAC (gestão de equipamentos e animação cultural), a EMARLIS (águas residuais), EMEL (estacionamento) e as três Sociedades de Reabilitação Urbana.

Estas empresas representam, diz o candidato do BE, cerca de mil trabalhadores que poderiam ser integrados nos respectivos serviços das câmaras.

Sá Fernandes, que se reuniu esta quarta-feira de manhã com o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), ao princípio da tarde liderou um protesto simbólico frente aos Paços do Concelho «contra a maior mancha verde de Lisboa», uma forma irónica de definir os 2500 trabalhadores que a câmara mantém ao seu serviço com vínculo precário a recibos verdes.

E este, segundo afirmou, é um número aproximado, pois «como os vereadores podem fazer as suas próprias contratações», os serviços municipais não sabem, sequer, quantos empregados tem actualmente a Câmara de Lisboa.

O presidente do STML, Libério Domingues, diz que o sindicato só recebe o balanço social de 10.600 empregados, mas sabe que há mais.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 05:43 PM | Comentários (0)

LISBOA ÀS CORES

No Amnésia lava-se sempre a vista. No cromatismo excepcional e único de Lisboa.

Publicado por jf em 04:49 PM | Comentários (0)

A CML É COUTADA PRIVADA?

A campanha do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Lisboa foi impedida de entrar esta quarta-feira no refeitório dos trabalhadores da autarquia nos Olivais, onde o candidato do PSD e presidente do município tinha previsto um almoço.

Após alguma confusão, o director municipal de Ambiente Urbano, Silva Ferreira, responsável pela autorização de acções de campanha em espaços da autarquia, acabou por desbloquear a situação, permitindo a visita das duas campanhas ao refeitório da direcção municipal de serviços eléctricos e mecânicos, nos Olivais. Segundo o assessor de imprensa da campanha do BE, o pedido de autorização para o almoço do candidato, José Sá Fernandes, foi feito por escrito no dia 23, e tinha sido aceite verbalmente.

Silva Ferreira nega que os seus serviços tenham recebido qualquer pedido, por escrito ou verbal, e afirma que só foi informado da visita do BE esta quarta-feira de manhã, altura em que telefonou para a candidatura de Sá Fernandes para esclarecer a situação.

Aqui, as declarações voltam a divergir: o director municipal diz que apenas perguntou quantas pessoas integravam a comitiva que acompanhava Sá Fernandes, enquanto a assessoria do candidato afirma ter sido informada que não poderia almoçar, porque o refeitório não podia comportar as duas candidaturas em simultâneo.

«Os factos falam por si. É triste, é grave, mas é esta a democracia que temos. O exercício do cargo de presidente da câmara de Lisboa está a ter interferência na campanha», sustentou Sá Fernandes, em declarações aos jornalistas.

Silva Ferreira adiantou que o pedido para almoçar da campanha de Carmona Rodrigues (PSD) foi feito terça-feira à noite por fax e autorizado esta quarta-feira de manhã.

Questionado sobre o facto de Sá Fernandes comparecer no refeitório, apesar de alegadamente ter sido informado de que não poderia almoçar naquele local, o assessor do candidato do BE disse que «a Câmara Municipal de Lisboa não desmarca acções de campanha desta candidatura que foram previamente autorizadas».

A comitiva de Sá Fernandes acabou por entrar no refeitório por volta das 13:00horas, onde almoçou.

Cerca das 13:40 horas, os jornalistas que se encontravam no local foram informados por uma fonte da candidatura de Carmona Rodrigues de que o candidato social-democrata já não iria almoçar no refeitório.

A justificação apresentada pela mesma fonte foi o facto de o candidato a vereador Pedro Feist não poder participar na visita por motivos de saúde.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 03:32 PM | Comentários (0)

RAMIRO OSÓRIO EXPÕE

Uma exposição de pintura de Ramiro Osório, na qual o artista apresenta sobretudo obras mais recentes, usando o vidro como suporte, será inaugurada na sexta-feira, dia 30 de Setembro, na Galeria do Braço de Prata, em Lisboa.

«Pintura-Ramiro-Osório» dá o título à exposição composta por 24 trabalhos, 18 telas e seis acrílicos pintados sob o vidro, um suporte que recentemente decidiu explorar, como explicou em declarações à Agência Lusa.
«Tenho vindo a explorar diversos suportes, entre eles o papel, de início, depois a tela, o plástico, o látex e outros materiais recuperados«, referiu.

Nesta exposição surgem temas recorrentes: lábios, bocas e pirâmides aparecem associadas a t-shirts e boxers-shorts, cujo elo de ligação é o próprio autor.

As pirâmides e os zigurates (edifícios antigos construídos em degraus) representam civilizações milenares, enquanto as roupas interiores manifestam a sensualidade em vez dos corpos »que não estão lá explícitos, mas a langerie é apresentada em posições sexuais«.

Nascido em Lisboa, em 1939, Ramiro Osório estudou na Escola Nacional de Belas Artes de Paris, cidade onde viveu durante 22 anos.

Assume-se como um autodidacta na pintura, uma das suas múltiplas actividades, conjugada com a arquitectura, a escrita e a publicidade.

Tem exemplares do seu trabalho dispersos por colecções privadas em Portugal, Espanha, França, Itália, Países Baixos, Alemanha, Brasil e Argentina.

As mais recentes exposições individuais realizaram-se este ano no Centro de Arte Contemporânea de Almancil e há dois anos na Galeria da Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa.

Em mostras colectivas, esteve representado em 2000 na Galeria Mixx Insight, no Rio de Janeiro, em 1999 no Centro Cultural de Belém, em Lisboa e em 1998 também na Galeria da Sociedade Portuguesa de Autores, entre outras.

A exposição estará aberta ao público das 12:00 às 20:00 horas, de segunda-feira a sábado, até ao dia 7 de Outubro.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 02:06 PM | Comentários (0)

CARMONA ATÓNITO

O candidato do PSD à Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, criticou esta quarta-feira a proposta do adversário socialista Manuel Maria Carrilho de terraplanar o Parque Eduardo VII, afirmando-se «atónito com o projecto».

«Deixa-me atónito. Não sei o que se pretende. Estou preocupado com esse projecto», afirmou Carmona Rodrigues durante uma acção de campanha por Alvalade, referindo-se à proposta apresentada pelo candidato do PS e divulgada pelo jornal Público de transformar o terreno inclinado do Parque Eduardo VII num jardim em socalcos.
O candidato do PSD e presidente da autarquia disse ainda que a proposta de adaptar as rendas nos bairros sociais consoante os rendimentos dos moradores, avançada no programa de Manuel Maria Carrilho, «não é original nem inovadora, porque já foi apresentada pelo PSD na Câmara Municipal».

Carmona Rodrigues rejeitou também as críticas de Maria José Nogueira Pinto (CDS-PP), que terça-feira acusou o actual executivo camarário de «provincianismo», ao ter contratado o arquitecto norte-americano Frank Gehry para reabilitar o Parque Mayer.

«É o ecletismo que dá qualidade à cidade. As grandes cidades europeias competem entre si e isso passa por atrair os primeiros nomes da arquitectura mundial. Não significa que estejamos a tirar espaço aos arquitectos portugueses», disse, lembrando que Lisboa tem obras de «grandes arquitectos» como Siza Vieira e Frederico Valsassina.

Durante uma visita às freguesias de São João Brito e Alvalade, Carmona prometeu criar mais estacionamento para comerciantes e moradores, afirmando estar a analisar um projecto de construção de um parque subterrâneo nas traseiras do mercado de Alvalade.

«É um bairro onde há um défice de estacionamento para residentes», afirmou o candidato, prometendo ainda uma resposta mais rápida nas intervenções do espaço público, como a reparação da calçada e espaços verdes.

Ao som de gaitas de foles e música celta, Carmona Rodrigues cumprimentou comerciantes e moradores das avenidas de Roma e da Igreja, recebendo muitos votos de felicidades e de boa sorte, sempre acompanhado por uma grande comitiva, que empunhava figuras recortadas do candidato e bandeiras da candidatura, entre as quais apenas uma (tímida) bandeira laranja com o símbolo do PSD.

Pelo caminho, a campanha cruzou-se com uma comitiva da CDU, trocando votos de «bom trabalho» e cumprimentos.

«Um abraço ao Ruben», disse Carmona Rodrigues, referindo-se ao candidato comunista à Câmara de Lisboa.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 02:05 PM | Comentários (0)

POESIA

Um Desconhecido Em Lisboa, por Júlia Moura Lopes, em O Privilégio dos Caminhos

Publicado por jf em 02:00 PM | Comentários (1)

CCB EM LIVRO

É chegada a hora de o público poder apreciar as fotografias vencedoras do 5º Prémio Fotojornalismo VISÃO/Banco Espírito Santo. A partir de 29 de Setembro, as imagens estarão em exposição no CCB e, na mesma data, a VISÃO lança um livro com as melhores fotos do galardão. Veja as premiadas aqui.

Fonte: Visaoonline

Publicado por jf em 12:54 PM | Comentários (0)

CARMONA É PROVINVCIANO DIZ CDS

Devido à escolha do arquitecto Frank Gehry para reabilitar o Parque Mayer.

A candidata do CDS-PP à presidência da Câmara d e Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, acusou hoje de "provincianismo" o executivo social-democrata da autarquia devido à escolha do arquitecto Frank Gehry para r eabilitar o Parque Mayer.

"Há um provincianismo que leva a pensar que trazer um grande arquitecto estrangeiro nos promove, em vez de ter a lucidez de resolver pequenos problemas da cidade", afirmou Maria José Nogueira Pinto, no final de uma visita à escola básica nº31 do Lumiar.

A escolha do arquitecto Frank Gehry para a reabilitação do Parque Mayer foi anunciada em 2002 pelo ex-presidente da autarquia Pedro Santana Lopes, entr etanto substituído no cargo por Carmona Rodrigues, que também apoia a ideia.

A candidata democrata-cristã explicou que o principal objectivo da sua candidatura a Lisboa é "resolver pequenos problemas, tornar a cidade civilizada, pôr as coisas em ordem e fazer as pessoas felizes", em detrimento da realização de grandes obras ou eventos.

"Só depois disso, poderíamos ter Jogos Olímpicos ou rali Dacar", susten tou.

Maria José Nogueira Pinto escolheu dedicar o primeiro dia oficial de ca mpanha para as eleições autárquicas de 9 de Outubro às crianças e à identificaçã o de "problemas simples que não se resolvem".

Na escola básica do primeiro ciclo do Lumiar, a candidata ouviu as quei xas da associação de pais, que lamentou a falta de obras na cozinha do estabelec imento de ensino, a ausência de grades nas janelas e a limitação de vagas no ate lier de tempos livres.

Segundo Nogueira Pinto, a falta de respostas por parte da autarquia a e stes problemas leva à adopção de soluções transitórias, que se revelam mais cara s e menos eficientes.

"É mais caro ter um 'catering' do que fazer obras na cozinha, é mais ca ro ter computadores encaixotados por falta de segurança do que pôr grades nas ja nelas. Tudo sai mais caro quando a administração do dinheiro é mal feita", concluiu.

Para resolver este tipo de problemas, a candidata defendeu a necessidad e de criar bairros administrativos, que beneficiassem de uma transferência de co mpetências e de verbas actualmente concentradas na autarquia.


Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 12:03 PM | Comentários (0)

PARQUE MAYER SEM ESTUDO

Existe um parecer do Ippar de 2002 sobre projecto anterior de Frank Gehry. Novo desenho de 2003 ainda não foi apresentado a entidades competentes por «não estar em detalhe suficiente»

O processo do Parque Mayer fica à espera do vencedor das próximas eleições e de um novo parecer do Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar), que já se tinha pronunciado favoravelmente em 2002, sobre o «estudo prévio para a requalificação do Parque Mayer» - projecto entretanto substituído, em 2003. Desde essa data, a Câmara Municipal de Lisboa não voltou a pedir nenhuma reavaliação do Ippar, por o novo desenho de Frank Gehry «não estar em detalhe suficiente para enviar às entidades», como explica Miguel Palmeiro, assessor da autarquia.

Com novo ou velho projecto, há um aspecto «incontornável» para o parecer ser despachado favoravelmente pelo Ippar, como já avisava a entidade: a exigência de um estudo de impacte ambiental. «Quando definirmos [o projecto], serão efectuados esses estudos», admite Miguel Palmeiro. A proposta «irá evoluir ou não», dependendo afinal de quem sair vencedor a 9 de Outubro.

A Câmara Municipal de Lisboa tinha pedido um primeiro parecer técnico ao Ippar, em 2002. O instituto respondeu favoravelmente, exigindo a elaboração de vários estudos prévios. A Direcção Regional de Lisboa do Ippar esclarece, em nota enviada ao Portugal Diário, que «existem diversos estudos prévios analisados por este Instituto, desde 1995, sendo de facto em 2002 que foi apreciada a última proposta para a reabilitação do Parque Mayer». É esse documento que colocava vários entraves à construção do novo espaço, desenhado por Frank Gehry.

Apesar de registar, em 2002, «como positiva a retoma do processo de reabilitação da área em causa», o instituto apresentava, entre outras «preocupações prioritárias de carácter patrimonial», «a conservação, manutenção e reabilitação dos elementos classificados (Capitólio, Jardim Botânico)». E, no caso do teatro, o Ippar diz que «não resulta claro da memória descritiva o que se entende, objectivamente, por "reconstrução integral" do Capitólio».

No parecer do Ippar, a que o Portugal Diário teve acesso, enviado pelo vice-presidente do instituto, Paulo Pereira, à vereadora Eduarda Napoleão, no dia 14 de Novembro de 2002, é defendida a viabilização da proposta de requalificação do Parque Mayer, «condicionada» a estudos que esclareçam o que será feito ao edifício do Capitólio e «acerca dos impactes ambientais da construção nova no Jardim Botânico». O parecer especifica que sejam elaborados estudos hidrogeológico, «biológico e de arquitectura-paisagística», «das condicionantes de natureza micro-climática», de impacte ambiental e dos «esquemas de circulação e de articulação» entre o espaço e o jardim vizinho.

Hoje, com novo projecto, estas preocupações do Ippar terão de ser tidas em linha de conta. E se «não há estudos elaborados», como diz Miguel Palmeiro, «a câmara deverá elaborá-los, para que cumpram os requisitos».

Na campanha são os custos do projecto que motivam acusações entre os diferentes candidatos. A recuperação do Parque Mayer, que inclui espaços destinados a serviços, escritórios e comércio, «está estimada em 130 milhões de euros», valor que já inclui o custo do terreno, defende-se o actual presidente da autarquia e candidato pelo PSD, Carmona Rodrigues.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 12:01 PM | Comentários (0)

PINA BAUSCH EM LISBOA

Alegre, alegre no regresso a Lisboa, cidade de que retém momentos inesquecíveis. O rosto de Pina Bausch, a criadora que maior influência teve na dança europeia deste Serge Diaghilev, é um lago ondulante que se abre num sorriso trémulo, tímido. E foi no Jardim de Inverno do São Luiz que a coreógrafa alemã se reuniu, ontem, acompanhada de Peter Pabst - cenógrafo com quem trabalha há 25 anos - com os jornalistas por ocasião da estreia dos espectáculos Nelken (Cravos) e Ten Chi (Céu e Terra). As peças estreiam-se, respectivamente, amanhã e a 6 de Outubro, naquele teatro. O Tanztheater Wuppertal prolongará a sua estada na capital, actuando ainda nos dias 30, 1, 2, 7, 8 e 9.

Do diálogo com a comunicação social é sobretudo o silêncio que prevalece por entre a chuva de flashs. Pina não se deixa apanhar na cilada das palavras, elas escondem outras e falar pode ser uma pedra lançada num poço fundo. Labirintos as suas peças? "Receio que pudesse perder-me lá dentro e se me soubesse sem saída, entraria em pânico", comenta rindo. Exprime-se lentamente, quase se ouve a respiração pausada, deixando entrever um corpo por detrás da voz, esguio. Diz, referindo-se ao futuro da sua obra "Quero ir aonde nunca fui."

Recua na cadeira, entrando devagar no seu próprio dentro, quando são disparadas as perguntas de sempre "Que a motiva?" "Que a faz mover?" "Escolheu estas peças e não outras porquê?". Pára para pensar, consulta Peter Pabst, segue, deixando fluir o olhar azul-cobalto pela luz crua da sala: "A vida. É isso, quero falar sobre nós, sobre aquilo que vivemos enquanto seres humanos."

Talvez por isso tente, como explica, enquanto fuma um cigarro, captar "uma linguagem inaudível, algo que quase não conseguimos ouvir e tentamos encontrar. Movo-me à volta do desejo, do medo, dou espaço às pessoas." Escolheu, para apresentar em Lisboa, duas peças de tempos diferentes, Nelken, de 1982, e Ten Chi, de 2004, de forma a dar ao público margens de leitura "Quero que o público interprete, se abra."

Nelken é um puzzle de cenas, de situações no fluxo de uma infância onde habita tanto a inocência como a crueldade "Representámos esta peça tantas vezes, sofreu alterações e agora considero-a acabada, um todo." Vai conversando com Peter Pabst sobre o modo como surgem os seus trabalhos, pede ajuda num sorriso cúmplice. Adianta o cenógrafo: "Não há texto quando iniciamos uma produção, não há quase nada, depois Pina coloca questões, tentando criar, segundo ela própria, um material: "Selecciono, escolho enquanto pergunto, observo, falo com os bailarinos, oiço-os." Mesmo que mudem os pontos de partida, as ambiências, o modo de proceder é idêntico, bem como o que une ambos os criadores no gosto que possuem pelo rigor e pela atenção ao pormenor.

Nada se faz, segundo sublinham, sem a descoberta da natureza criativa dos bailarinos e, refere Pina, sem os laços afectivos relativamente a cada um deles" "Individualmente, são seres especiais para mim com algo de peculiar de que preciso". E assim trabalham, juntos, na exacerbação e na contenção das emoções.

Ten Chi surge, por outro lado, de várias estadas no Japão, onde a companhia actuou diversas vezes, mas Pina sabe que o artista encontra, pela imaginação, um feliz compromisso com o quotidiano, sem escapar ao seu destino. Esclarece então que, por mais que Tóquio passe pela peça, há "algo da nossa experiência, todo um desenho que surge do interior e se interliga com a cidade que nos inspira."

De Tóquio, trouxe a "simplicidade, o culto pela forma, a procura da essência das coisas e a vontade de as revelar." À primeira vista, conta, "ficamos com uma impressão de delicadeza, de que as pessoas que nos rodeiam não desejam impor os seus problemas. A hospitalidade é outra das suas características. Os japoneses não mostram as emoções, mas quando se está lá mais tempo, tornam-se temperamentais e alegres."

Depois há o som, a música, a comida, os sabores e os aromas e a atenção que Pina e a sua companhia tiveram perante os pormenores "É como se nos massajassem o corpo. Antes nunca pensaríamos que podemos sentir aqueles músculos todos. Temos em nós algo que desconhecemos e descobri-lo é como um despertar."

As peças surgem, portanto, de longos momentos vividos, tanto em comum como individualmente. Criar é a vida de Pina Bausch, sopro que pode nascer no escuro ou na luz, na tristeza ou no riso, de um inestimável e infinito deserto ou do júbilo de se estar vivo. "No fundo, confrontamo-nos com as nossas próprias relações, com aquilo que andamos a fazer juntos." E isso pode acontecer em Lisboa, em Madrid ou em Tóquio.

Fonte: Diário de Notícias

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MÚSICA NA GULBENKIAN

Formar novos públicos para a música erudita é o objectivo do novo projecto educativo Descobrir a Música na Gulbenkian, que é hoje apresentado na Fundação Gulbenkian, pelo seu presidente, Rui Vilar, acompanhado da administradora responsável pelo pelouro da música, Teresa Patrício Gouveia, pelo director-adjunto do serviço de música, Rui Vieira Nery, e por Catarina Molder, responsável pelas acções do projecto.

Dirigindo-se a um universo de destinatários que vai das crianças em idade pré-escolar aos jovens do ensino secundário, bem com aos adultos interessados em ampliar a sua cultura musical, o Descobrir a Música na Gulbenkian não quer ser "um programa de aprendizagem musical formal".

Antes uma aposta no "potencial de sedução da própria música", que se manifesta numa variedade de propostas e contextos que a cruzam com outras artes de forma sugestiva, estimulante e comunicativa para os vários níveis etários que se pretendem atingir e envolver nesta iniciativa.

O projecto, que envolve todo o serviço de música da Gulbenkian, incluindo os seus bolseiros, e ainda artistas e conferencistas convidados, está organizado em vários módulos visitas guiadas ao espaço de trabalho da Orquestra Gulbenkian; ateliers concebidos a partir da temporada de concertos da fundação, numa perspectiva interdisciplinar, envolvendo a dança e as artes plásticas; oficinas; uma minitemporada de concertos encenados e uma pequena ópera; concertos comentados pela Orquestra Gulbenkian; conferências e cursos livres para um público que pretende aprofundar os seus conhecimentos musicais sobre compositores cujas obras fazem parte da temporada de música 2005-2006.

O projecto Descobrir a Música na Gulbenkian é uma concepção original da equipa da fundação e pretende, na sua globalidade, funcionar como uma extensão pedagógica das actividades desta instituição.

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A FEIRA DAS PROMESSAS

A ideia partiu do engenheiro que se recandidata à presidência da Câmara de Lisboa. A pensar nos jovens, que até nem costumam ser eleitores assíduos. Carmona Rodrigues promete cinco mil novos apartamentos destinados ao arrendamento jovem. Para combater a contínua desertificação da capital, que nos últimos 20 anos perdeu mais de 300 mil habitantes.

"Iniciar os procedimentos e montar o modelo de financiamento para a construção de cinco mil fogos para arrendamento destinados a jovens a custos controlados" é a promessa concreta de Carmona, incluída no seu programa eleitoral". Onde serão edificados os apartamentos? Em terrenos municipais no Vale de Santo António, na freguesia de Marvila e na Coroa Noroeste da cidade.

Será um objectivo realista? O presidente da Associação dos Inquilinos Lisbonenses, Romão Lavadinho, desconfia. "Suponho que nessa promessa existirá alguma demagogia eleitoral. O número de fogos parece-me excessivo, dada a má condição financeira actual do município", disse ao DN este responsável, que representa mais de 25 mil inquilinos só na Área Metropolitana de Lisboa.

Embora incrédulo, Romão Lavadinho admite que a recuperação de casas para arrendar "deve ser uma das prioridades" do município. E recorda "Há muito tempo vimos defendendo que a Câmara de Lisboa e o próprio Estado devem dinamizar o mercado de arrendamento, o que não se consegue só pela acção dos privados." Mas, a seu ver, Carmona faria bem melhor em apostar na recuperação dos 40 mil fogos devolutos existentes na capital em vez de optar por novas edificações. "Uma vez recuperados, seriam postos no mercado de arrendamento, com rendas condicionadas."

Que verbas sustentarão a promessa de Carmona? "Preconizamos esta medida sem recurso ao orçamento municipal. A câmara deve integrar um fundo imobiliário com parceiros seleccionados que aceitem financiar a construção", informa a candidatura laranja, garantindo o arranque da operação nos primeiros 180 dias do novo mandato. Uma vez constituído o fundo imobiliário, a construção pode arrancar nos 12 meses subsequentes. E aguardar que os jovens não desesperem.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 11:44 AM | Comentários (0)

CARMONA TEM NÃO UMA, NÃO TRINTA, NÃO CEM, MAS EXACTAMENTE 309 MEDIDAS!

Depois digam lé que os políticos não são rigorosos nas contas e poupados na despesa das palavras... O candidato do PSD impõe compromisso e diz querer prestar contas em seis meses. António Carmona Rodrigues quer fazer uma "profunda renovação dos regulamentos municipais". Candidato apoiado pelo PSD quer comprar o Pavilhão de Portugal e lançar uma bienal de Arquitectura

"É um compromisso sobre o que podemos e devemos fazer nos primeiros meses" de mandato. Foi assim que Carmona Rodrigues definiu ontem, na sede da sua candidatura, as 309 medidas a concretizar em 180 dias se ganhar o direito de governar a Câmara Municipal de Lisboa (CML). Uma atitude, diz, para contrariar o que se passa na maior parte das vezes com os políticos "Depois de eleitos, acabam por criar um vazio."

O candidato apoiado pelo PSD - que adiantou querer "proceder a uma profunda renovação dos regulamentos municipais" para que estas e outras medidas sejam exequíveis - defende, na área da segurança, a assinatura de um protocolo com o Ministério da Administração Interna para a formação conjunta de agentes a integrar na Polícia Municipal, assim como a recuperação da "figura do guarda--nocturno". Para o embelezamento dos bairros, Carmona quer criar "Brigadas de Intervenção Rápida (BIR) com agilidade e rapidez adequada às necessidades de limpeza e higiene urbana" e o que chama de "bancos de voluntariado sénior por freguesia, que funcionem como zeladores do espaço público".

Na área da mobilidade, o candidato do PSD pretende negociar contratos com parques que promovam o "estacionamento periférico". Exemplos disso são os parques do Sporting, do Benfica e da Gare do Oriente, que funcionariam como "dissuasores" da entrada de carros em Lisboa. Isto para além de querer disponibilizar sete mil lugares de estacionamento para residentes por renegociação dos contratos com vários parques da cidade.

cinco mil fogos para jovens. É na reabilitação e no regresso de pessoas a Lisboa que se dão algumas das apostas mais arriscadas para Carmona realizar em apenas seis meses. Para já, assume a vontade de "iniciar os procedimentos e montar o modelo de financiamento para construção de cinco mil fogos para arrendamento destinados a jovens e jovens casais a custos controlados". E o "acelerar dos estudos técnicos" para reabilitar os bairros da Liberdade, Padre Cruz e da Boavista.

Outra das áreas mais ambiciosas deste programa dos 180 dias é a cultural. Carmona Rodrigues quer "concluir os procedimentos de aquisição do Pavilhão de Portugal", na zona da Expo; encomendar o projecto de arquitectura do Parque Mayer a Frank Gehry; trazer a colecção Berardo para a capital; instituir a Bienal de Arquitectura de Lisboa; criar o prémio literário municipal com o nome José Cardoso Pires; e lançar o Lisboa Film Comission, um festival de cinema.

Segundo o actual presidente da CML, "as pessoas não podem esperar muito tempo para verem estas medidas implementadas". Daí que o mesmo homem que diz ter cumprido "95%" do que foi proposto em 2001 queira ser posto à prova seis meses depois de ser eleito.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 11:43 AM | Comentários (0)

BÁRBARA GUIMARÃES EM CAMPANHA

No primeiro dia oficial de campanha eleitoral, Manuel Maria Carrilho fez o que fez melhor na pré- -campanha distribuiu panfletos e beijinhos pela rua, acompanhado pela mulher, Bárbara Guimarães.

O número, que se poderia chamar "Bárbara Guimarães e o marido" (com a devida vénia às vendedoras do Mercado 31 de Janeiro que lançavam a exclamação "Olha a Bárbara Guimarães e o marido!"), implica dois protagonistas, um transeunte e assessórios (panfletos para ele, rosas vermelhas para ela). É assim

Ela "Bom dia, posso oferecer- -lhe uma flor?"

(O transeunte ainda se está a recompor do espanto de ver a Bárbara Guimarães surgir-lhe à frente, ainda mais linda e sorridente do que na televisão, é de imediato abordado por Carrilho, que lhe entrega um panfleto de propaganda).

Ele "É para lembrar que temos eleições no dia 9 e eu gostava muito de poder contar com o seu voto para mudar a cidade." E pronto. Carrilho e Bárbara seguem para a enésima repetição das mesmas deixas, ela a empurrá-lo docemente com a mão no fundo das costas.

"A acompanhar". Com a mesma graciosidade com que responde à curiosidade do povo sobre o pequeno Dinis Maria ("Está óptimo!"), Bárbara recusa-se a falar aos jornalistas sobre o seu papel nesta campanha. "Estou só aqui a acompanhar o meu marido", repete. O papel é óbvio. Uma das candidatas à Junta de Freguesia de Alvalade, por onde a comitiva andou ontem, estava convencida que "a simpatia da Bárbara" vale votos. Se não valesse, não andava por ali.

Entre uma visita ao mercado e um passeio por Alvalade, Carrilho esteve na Zona J de Chelas, um dos bairros mais degradados da cidade, onde não fez campanha de rua, mas reuniu-se com a associação de moradores. No final, insistiu numa das ideias fortes do seu programa eleitoral, apresentado na véspera A necessidade de rever as rendas nos bairros sociais. "A Gebalis tem sido completamente insensível à crise económica", disse o socialista sobre a empresa municipal que gere os bairros sociais.

À saída da reunião, voltou a ser Bárbara Guimarães o centro das atenções. Três moradoras, não satisfeitas com o aceno que ela lhes lançou, desceram a pé do seu terceiro andar (coisa para mais de cinco minutos), só para darem um beijinho ao "senhor Carrilho e à menina".

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 11:41 AM | Comentários (0)

FERNANDA BAPTISTA

Vários dos êxitos da fadista Fernanda Baptista, nomeadamente "Fado toureiro" e "Saudades de Júlia Mendes", são reeditados num duplo CD pela Movieplay Portuguesa, a 03 de Outubro. O duplo CD reúne êxitos gravados pela fadista desde a década de 1960 à de 1980 para a etiqueta Riso&Ritmo, já extinta.

A gravação mais antiga, "Ai! Que saudade" (João Gomes/Carlos Rocha), data de 1967, sendo a fadista acompanhada pelo conjunto de guitarras de Jorge Fontes. A gravação mais recente é de 1981, "Meus amigos, isto é fado", um êxito seu na revista "Dentadinhas na maçã" no Teatro Laura Alves, em Lisboa, em 1974. Nesta edição, aquela que a imprensa qualificou de "maior voz do teatro de revista", surge acompanhada por várias orquestras, nomeadamente sob a direcção de Shegundo Galarza, Ferrer Trindade e Rocha Oliveira.

Fernanda Baptista integra actualmente o elenco do musical de Filipe la Feria "A Canção de Lisboa". "Fernanda Baptista é um exemplo de longevidade do êxito.
Poucos nomes se têm mantido como cabeça de cartaz e na plenitude das suas capacidades como ela", salientou à agência Lusa Julieta Estrela, presidente da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado (APAF).

Segundo a mesma fonte, a cantora "é dona de uma magnífica voz e criou êxitos que fazem a história do fado". Alguns desses êxitos, como "O fado está-lhe nas veias", "Ai, ai, Lisboa", "Fado para esta noite", "Trapeiras de Lisboa", "Fui ao baile", "Fado das sombras", "Um fado para Stuart" e "Fado da carta", serão incluídos no duplo CD que será editado a 03 de Outubro. Fernanda Baptista, 85 anos, estreou-se em 1945 na revista "Banhos de Sol".

Em declarações à Lusa a fadista afirmou: "A revista tinha excelentes compositores e letristas e as canções saíam para a rua com uma enorme facilidade. Tive de facto muitos êxitos". Ema Pedrosa, responsável pela selecção da antologia, disse à Lusa que, "se na sua altura fossem entregues discos de ouro e platina, Fernanda Baptista tinha os suficientes para forrar a casa, tantos os seus verdadeiros sucessos populares".

"A sua voz potente, brilhante e expressiva, de timbre e extensão invulgares, serviu os mais variados autores, no que ajudou a sua espontaneidade em palco e a maneira fácil de comunicar com o público", rematou. Ao longo de 56 anos de palcos, Fernanda Baptista participou em mais de 45 espectáculos de revista e opereta. Em 2003 o Presidente da República condecorou-a com a Ordem de Mérito, em 1999 a APAF tinha já distinguido com o diploma de Sócia de Mérito.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 11:36 AM | Comentários (1)

FRASES DE CAMPANHA (3)

"Como está o bébé?", popular para Bárbara Guimarães em campanha com o marido.

Publicado por jf em 11:34 AM | Comentários (1)

FRASES DE CAMPANHA (2)

"Lá para o Natal venho cá buscar um naperonzinho!", Ruben de Carvalho.

Publicado por jf em 11:33 AM | Comentários (1)

FRASES DE CAMPANHA (1)

"Sou fascinado pelo ponto cruz!", Ruben de Carvalho.

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28 DE SETEMBRO DE 1865

É inaugurado, em Lisboa, o Teatro do Príncipe Real, mais tarde Teatro Apolo.

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setembro 27, 2005

RUBEN COM TAXISTAS

O cabeça de lista da CDU à Câmara de Lisboa, Ruben de Carvalho, defendeu hoje a existência de uma central de compras para os taxistas da capital e melhores condições para as praças de táxis.

Num jantar que juntou cerca de uma centena de taxistas em Lisboa, Ruben de Carvalho afirmou que as soluções que a coligação PCP/Os Verdes apoia para os táxis e a mobilidade na cidade "não têm uma complexidade especial".

A CDU quer uma central de compras para que os taxistas lisboetas possam comprar mais baratos equipamentos de que precisam e defende melhores condições, nomeadamente de higiene, para as praças de táxis, "um local de trabalho", tal como os postos de rendição dos motoristas de outros transportes públicos.

O presidente da Federação Nacional do Táxi, Carlos Santos, manifestou o seu apoio à lista da CDU para a Câmara de Lisboa, pedindo uma "perspectiva mais solidária" dos responsáveis autárquicos em relação às "dificuldades do sector".

Mais faixas "bus", a central de compras e reorganização das praças de táxis foram algumas das reivindicações feitas por Carlos Santos, que afirmou apoiar a CDU porque tem "dúvidas entre o fazer e o prometer" de outras candidaturas, como a de Carmona Rodrigues (PSD), que à mesma hora juntou centenas de taxistas noutro jantar, recolhendo o apoio do presidente da ANTRAL.

Carlos Santos reclamou ainda as "medidas discriminatórias positivas" pr ometidas pelo Governo para os taxistas em relação ao preço dos combustíveis e be nefícios fiscais, frisando que "99 por cento" do sector dos táxis é constituído por "micro-empresas".

Ruben de Carvalho reiterou que as questões levantadas pelos profissiona is dos táxis são "medidas mais fáceis e possíveis" do que as exigidas por outros sectores.

Quanto à política da CDU para os transportes na capital, Ruben de Carva lho afirmou não se concentrar no parqueamento, preferindo abordar toda a "mobilidade" na cidade, com uma "acção coordenada de todos os interessados", dos operad ores de transportes aos utentes.

O candidato afirmou que os táxis de Lisboa "são dos melhores e mais seguros da Europa", referindo que os problemas no sector "não passam pela fiscalização" e destacando-o como um "importante serviço social" a que muitas pessoas recorrem "em situações de desespero".


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:52 AM | Comentários (1)

CDS QUER LISBOA FEMININA

A candidata do CDS-PP à presidência da Câmara d e Lisboa prometeu hoje tornar a cidade mais feminina, durante um jantar de mulhe res organizado para assinalar a primeira candidata à autarquia da capital em 20 anos.

"Tracei como meta tornar Lisboa mais humana e mais inteligente, o mesmo é dizer mais feminina", afirmou Maria José Nogueira Pinto, considerando que "as mulheres são os principais agentes da mudança em qualquer comunidade".

Para a candidata democrata-cristã, "a maioria das cidades foram desenha das por homens e para homens", estando, por isso, carenciadas de uma visão femin ina, mais pragmática e atenta aos problemas do quotidiano, nomeadamente às neces sidades das famílias, à insegurança e ao mau funcionamento dos serviços.

"Somos nós mulheres que desde sempre gerimos recursos escassos, fizemos os consensos úteis, estabelecemos as prioridades no quadro da vida comum", refe riu, salientando que quer "cuidar" da cidade, respeitando aquela que considerou ser a mais antiga missão das mulheres.

No jantar, que reuniu cerca de 200 mulheres, Maria José Nogueira Pinto prometeu criar condições para facilitar a compatibilização entre a vida familiar e a vida profissional, nomeadamente ao nível de serviços como creches, jardins- de-infância e ateliers de tempos livres para as crianças.

No discurso, que recusou ser apelidado de feminista, a candidata compro meteu-se ainda a tornar mais céleres os processos pendentes na Câmara, acabando com o desperdício de tempo.

"Como se explica que tantos processos se arrastem através de diferentes mandatos? Imaginem que tudo nas nossas casas também era adiado: as camas por fa zer, as panelas por lavar", afirmou.

A iniciativa, que reuniu personalidades como a empresária Fernanda Pire s da Silva, a publicitária Rosalina Machado, a provedora da Casa Pia, Catalina P estana, ou Cinha Jardim, serviu para assinalar a primeira candidatura feminina à Câmara de Lisboa desde 1985, altura em que concorreu a socialista Helena Torres Marques, nas eleições autárquicas ganhas por Nuno Abecassis (CDS).


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:51 AM | Comentários (2)

MAIS UMA BARREIRA

O Olissipo ultrapassou a barreira das duas mil entradas.

Publicado por jf em 10:49 AM | Comentários (5)

SEIS MESES PARA UM GABINETE!

O candidato do PSD à Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, quer criar nos primeiros seis meses de governação um gabinete de apoio a minorias étnicas e imigrantes, caso seja eleito presidente da autarquia. Fantástico!

Publicado por jf em 09:48 AM | Comentários (0)

UF!

A campanha oficial para as eleições autárquicas começou à meia-noite. É, pois, natural que o delírio doravanta aumente. Carmona Rodrigues, o tal candidato que reconhece que não é "homem de palavras", parece ter tomado a dianteira ao prommeter casas de banho. Como se a diorética e a evacuação fossem do foro político. Isto ccomeça bem. Lisboetas de todas as idades e condições: tendes prisão de ventre? Pedeceis de incontinência urinária? Dirigi-vos aos candidatos. Eles resolverão por certo tão incomodativas maleitas.

Publicado por jf em 09:44 AM | Comentários (0)

BLOCO DESFEITO

Sá Fernandes diz que é independente apoiado pelo Bloco. Há um ano que Bloco e candidato combinavam tão cirúrgica e espontânea coligação. O candidato diz que vai ganhar. Miguel Portas do Bloco diz que já é bom eleger vereador o independente do Bloco. Entendam-se. Se não nem Presidente, nem vereador, nem Bloco.

Publicado por jf em 09:42 AM | Comentários (0)

CARMONA PROMETE CASAS DE BANHO

O candidato do PSD à Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, prometeu segunda-feira criar um posto de abastecimento e instalações sanitárias exclusivos para os taxistas, reivindicações antigas dos profissionais do sector.

Num restaurante completamente lotado, com mais de 400 taxistas da ANTRAL, associação do sector, acompanhados por mulheres e filhos, o candidato apresentou segunda-feira à noite oito propostas e recebeu os aplausos, por vezes de pé, dos profissionais, que se repetiram durante todo o jantar, a par dos gritos "Carmona, Carmona".

O presidente da Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), Florêncio Almeida, começou por agradecer à actual vereação da autarquia, presidida por Carmona Rodrigues, a instalação do sistema GPS (sistema de localização por satélite) nos táxis, pedindo o alargamento desta medida.

O responsável pediu ainda um centro de dia para os taxistas idosos e suas famílias, uma central de compras de consumíveis e um posto de combustível, a revisão do transporte municipal gratuito "Lisboa Porta-a-Porta", a emissão de um carimbo que permita agilizar a substituição das viaturas e a criação de mais corredores destinadas aos transportes públicos.

Aos pedidos da ANTRAL, que, segundo Florêncio Almeida, vincula 2.800 dos quase 3.500 táxis da capital, Carmona disse "sim" e acrescentou mais propostas: a instalação de casas-de-banho nas praças, a possibilidade de transporte de passageiros de volta para Lisboa, quando os taxistas saem da cidade, e a não atribuição de licenças para táxis "enquanto o mercado não tiver condições para isso".

As únicas vaias que se ouviram durante a noite foi quando o presidente da ANTRAL falou de Manuel Maria Carrilho, para dizer que este candidato "nunca contactou" a associação.

Florêncio Almeida declarou o seu apoio à candidatura de Carmona Rodrigues, alegando que o candidato "respeita a acarinha a ANTRAL", apesar de não esclarecer se a sua posição vincula todos os taxistas da associação.

A nona promessa de Carmona Rodrigues foi, caso seja eleito, ir de táxi para a tomada de posse como presidente da Câmara Municipal, à semelhança do que fez há quatro anos, quando assumiu o cargo de vereador da autarquia.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 09:40 AM | Comentários (1)

27 DE SETEMBRO DE 2003

Morre o arquitecto José Lamas, 55 anos, responsável pelo projecto de requalificação da Mouraria.

Publicado por jf em 09:26 AM | Comentários (0)

27 DE SETEMBRO DE 1597

Um tremor de terra sacode Lisboa, atingindo particularmente a zona de Sta. Catarina.

Publicado por jf em 09:21 AM | Comentários (0)

setembro 26, 2005

CIDADANIA

Assuntos esquecidos pela campanha eleitoral. A acompanhar aqui. Uma bela ideia esta de mostrar a cidade não oficial.

Publicado por jf em 08:53 PM | Comentários (0)

CAOS

Duas horas e meia de Oeiras a Lisboa, foi quanto hoje demorei de manhã, de casa até ao trabalho. Durante o dia, uma girândola de ambulâncias circulava pela cidade, certamente em socorro de acidentados e necessitados. à hora do almoço dois atropelamentos na Av. da República a duzentos metros um do outro. Há dias em que a cidade parece o inferno de Dante. Nesses dias os estaleiros de quarteirão em quarteirão fazem-nos então lembrar que estamos perto de eleições. E o desespero quase nos leva a desejar que ninguém ganhe. Talvez a vida seja mais fácil...

Publicado por jf em 08:40 PM | Comentários (0)

LUPANAR NO BLEZA

Os portugueses Lupanar actuam no B.Leza, em Lisboa, esta quinta-feira (dia 29), às 23:00 horas. O grupo continua a apresentar o seu álbum de estreia intitulado «Abertura».

Após a primeira apresentação do disco no Santiago Alquimista, em Lisboa, no passado dia 26 de Junho, e passagens pela Fnac, a banda regressa aos espectáculos na capital. O grupo conta com a participação especial de Bíris (acordeão) e Luís Fernandes (percussão). O bilhete custa cinco euros.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 08:34 PM | Comentários (0)

DOMENICO+2 EM LISBOA

O projecto Domenico + 2 actua no Fórum Lisboa no próximo dia 21 de Outubro, às 22:00 horas. O álbum «Sincerely Hot» é apresentado por uma formação que inclui Moreno Veloso, filho do músico Caetano Veloso.

Domenico Lancelotti e Alexandre Kassin completam o trio de músicos que assumem a rotatividade do líder como uma forma de criação.
O primeiro disco a ser editado desta conjugação de músicos foi «Music Typewriter», assinado como Moreno + 2, e que teve «Sincerely Hot» como sucessor. O preço dos bilhetes varia entre os 15 e os 20 euros.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 08:33 PM | Comentários (0)

SCML PAGA RALI

O Departamento de jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) vai patrocinar o Lisboa-Dakar, anunciou a instituição esta segunda-feira em comunicado. A administração da SMCL decidiu canalizar 1,5 milhões de euros para a 28ª edição da prova rainha dos ralis.

O patrocínio, que se enquadra nas comemorações do primeiro aniversário do Euromilhões, deverá ainda ser formalizado numa protocolo entre a SCML e a organização do evento. A 28ª edição do Rali Dakar vai partir de Lisboa a 31 de Dezembro de 2005, estando a chegada à capital do Senegal prevista para 15 de Janeiro de 2006. A prova deverá atravessar cinco países africanos: Marrocos, Mauritânia, Mali, Guiné e Senegal. O percurso definitivo do Dakar 2006 será conhecido em Novembro.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 08:32 PM | Comentários (0)

MEIA MARATONA DE LISBOA POLÍTICA

O primeiro-ministro José Sócrates disse hoje que ouviu "muito poucos" apupos enquanto participava na mini-maratona integrada no programa da Meia-Maratona de Portugal, disputada entre a Ponte Vasco da Gama e o Parque das Nações, em Lisboa.

«Para quem diz que o Governo é impopular não notei nada. As pessoas foram muito simpáticas para comigo. É muito difícil participar numa corrida destas sem ouvir apupos, não ouvi muitos... mais incentivos», disse o chefe do Governo socialista, salientando o bom tempo propício para a corrida. «Gostei muito da reacção das pessoas», disse.

O evento contou coma participação de cerca de 17000 pessoas, entre elas alguns ilustres como o primeiro-ministro ou Manuel Maria Carrilho.

Sócrates terminou os cerca de oito quilómetros da mini-maratona com um tempo a rondar as 1:20 horas, muito atrás de Manuel Maria Carrilho, o candidato do Partido Socialista à presidência da Câmara Municipal de Lisboa.

Fonte: TSF on line

Publicado por jf em 08:28 PM | Comentários (0)

PS DESCE AS AVENIDAS

O candidato socialista à Câmara de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, foi hoje bem recebido pela maioria das pessoas com quem se cruzou num passeio pelas avenidas novas, em que mais uma vez esteve acompanhado pela mulher, Bárbara Guimarães.

Durante mais de uma hora, numa acção de pré-campanha que percorreu as avenidas da República, Miguel Bombarda e João Crisóstomo, a comitiva do PS distribuiu panfletos e rosas vermelhas e Manuel Maria Carrilho lembrou que as autárquicas são no dia 9 de Outubro, pedindo o voto dos lisboetas "para mudar a cidade".

Como resposta, Carrilho e a mulher ouviram palavras de apoio e promessas de voto, muitas de pessoas que se declaravam socialistas, e receberam cumprimentos e agradecimentos, alguns "por simpatia", mas também encontraram eleitores cépticos ou irritados com o PS.

"Vejam lá que eu virei a cara para não os ver", afirmou em voz alta uma idosa, depois de se desviar da comitiva socialista, junto a um quiosque.

"Já vai ter pesadelos esta noite", ironizou o líder da concelhia do PS de Lisboa, Miguel Coelho. "É isso mesmo", replicou a mulher.

Outro lisboeta, perante a promessa feita por Manuel Maria Carrilho de "mudar Lisboa", disse preferir esperar para "ver se muda ou não", enquanto uma mulher rejeitou as rosas socialistas justificando: "Já votei PS uma vez e enganei-me. Nunca mais".

"Vamos ganhar. Eu quero aqueles tipos daqui para fora o mais rápido possível", declarou, por outro lado, uma apoiante.

"O nosso futuro presidente. Vamos mudar muito, que isto está muito mal. Os políticos têm-se andado a portar muito mal, infelizmente. Há um descontentamento muito grande na população", disse outra.

A apresentadora de televisão Bárbara Guimarães, que se divertia com a reacção das pessoas e a tentar convencer os mais desinteressados a aceitar "uma flor" e, depois, um beijinho, foi confrontada com a recepção mais calorosa da manhã.

Perto da pastelaria "Valbom", uma mulher, "socialista desde sempre", pediu-lhe um autógrafo, mas fez questão que fosse na mesma página do caderno onde, há uns dias, Manuel Maria Carrilho tinha assinado, o que obrigou o candidato a parar para procurar entre as páginas a sua assinatura.

"Queria que ficasse o da Bárbara ao lado do seu. Agora posso ir com vocês, não posso?", perguntou, em seguida, a mulher, que não abandonou mais a frente da comitiva e a quem foi entregue uma bandeira do PS.

Pelo caminho, o candidato socialista à câmara de Lisboa ouviu ainda queixas de uma mãe cujo filho estava "a trabalhar a recibos verdes" e de um lojista que, em 15 minutos, tinha assistido a dois atropelamentos na Avenida da República.

"Isto é uma armadilha mortal, atravessar aqui", criticou o homem, a quem Carrilho disse conhecer a situação, por morar nas proximidades, e prometeu, se for eleito, "aumentar a temporização dos sinais".

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 08:25 PM | Comentários (0)

O ESPECIALISTA DAS CASAS DE CÂMBIO

A Polícia Judiciária anunciou hoje a detenção de um homem de 28 anos por suspeita da prática de pelo menos dez assaltos à mão armada em casas de câmbio em Lisboa.

O homem, de nacionalidade estrangeira e "sem antecedentes criminais conhecidos", foi detido sábado passado por elementos da Direcção Central de Combate ao Banditismo da PJ.

"O detido foi identificado e localizado na sequência de uma investigação que se vinha já desenvolvendo desde Dezembro de 2004, altura em que se iniciou um surto de assaltos à mão armada a casas de câmbio que teve o seu epílogo no início deste mês", refere a PJ em comunicado.

O assaltante actuava sempre sozinho e utilizava a rede do Metropolitano de Lisboa para as suas deslocações na cidade, adianta a Judiciária.

Segundo o comunicado, "foi possível apreender a arma utilizada e diversa documentação que comprova as movimentações financeiras subsequentes aos diversos assaltos".

O detido vai ser presente às autoridades judiciárias para interrogatório e eventual aplicação de medidas de coacção.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 08:21 PM | Comentários (0)

CDS CHAMA PERIGOSO A CARMONA

A candidata do CDS-PP à presidência da Câmara Municipal de Lisboa criticou hoje a candidatura do actual presidente da autarquia, do PSD, Carmona Rodrigues, classificando de "perigoso" o programa social-democrata para o município.

"O programa mais perigoso do ponto de vista político é o do professor Carmona Rodrigues. É um programa que diz que é tudo mau, que é tudo para fazer de novo, apesar de ele (Carmona) ter sido vice- presidente e ser agora presidente" da autarquia, afirmou Maria José Nogueira Pinto numa acção de pré-campanha no Chiado.

No percurso, a candidata democrata-cristã criticou ainda a existência de cargas e descargas a meio do dia e considerou que "há uma grande desorganização" na cidade, ao deparar-se com um camião do lixo "atravancado" cerca das 15:00 numa das principais ruas da zona, perto do Largo de Camões.

Acompanhada do segundo candidato do CDS-PP à Câmara de Lisboa, Anacoreta Correia, e de uma pequena comitiva composta por cerca de dez pessoas, Maria José Nogueira Pinto distribuiu folhetos aos transeuntes e visitou algumas das lojas mais tradicionais do Chiado como a Casa Havaneza, a livraria Bertrand ou a Casa da Sorte.

"Não é tanto de sorte que eu preciso. Precisava que a aquilo que eu digo chegasse a mais gente", considerou a candidata numa das mais famosas e antigas lojas de jogos e lotarias da cidade.

Apesar de lamentar que a sua mensagem não chegue a mais eleitores, Maria José Nogueira Pinto não aproveitou o passeio de hoje para divulgar o seu programa nas breves trocas de palavras com as pessoas que encontrou na rua.

"Boa tarde, eu sou Maria José Nogueira Pinto, candidata do CDS- PP à Câmara de Lisboa. Deixo-lhe aqui um papelinho com a minha apresentação", limitou-se a dizer aos transeuntes, a quem entregava o folheto partidário, num rápido percurso pelo Chiado, que durou pouco mais de meia-hora.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 08:20 PM | Comentários (0)

CARRILHO QUER BAIXAR RENDAS

O candidato do PS à câmara de Lisboa, Manuel Ma ria Carrilho, prometeu hoje diminuir as rendas de habitação em bairros sociais nos casos em que a situação económica dos inquilinos não lhes permita suportar o preço actual.

"Vamos activar os mecanismos de flexibilização de rendas, de acordo com aquilo que as pessoas podem efectivamente pagar nesses bairros. Isto é uma gara ntia que eu quero aqui deixar", declarou Manuel Maria Carrilho, durante a aprese ntação do seu programa eleitoral, na sede da candidatura do PS.

Carrilho recordou que essa flexibilização "está prevista no regulamento municipal mas não tem sido cumprida em relação às pessoas mais necessitadas" e prometeu ainda "reequipar os bairros sociais" em termos desportivos, culturais e de saúde.

"Já se fez muito nos bairros sociais, mas não foi neste executivo, que os deixou muito esquecidos e muitos deles totalmente abandonados, onde nunca nen hum dos presidentes de câmara nestes quatro anos pôs realmente os pés", acusou.

Manuel Maria Carrilho acusou igualmente a empresa municipal Gebalis de ter tido "uma gestão muito irresponsável em relação às necessidades das pessoas" que vivem nos bairros sociais.

No final do seu discurso, o candidato do PS considerou-se "a única alte rnativa real" ao actual presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, candidato apoia do pelo PSD, dando a entender que, caso vença com maioria relativa, fará acordos com outros partidos.

"As convergências necessárias se farão, porque a vontade de mudar Lisbo a é muito grande", disse, antes de insistir na participação eleitoral alegando q ue foi "por uma centena de votos que Lisboa entrou neste processo de decadência" .

O programa eleitoral de Carrilho inclui, na sua maioria, medidas que tê m sido anunciadas no período de pré-campanha, que termina hoje, mas também outra s propostas como "criar o provedor do idoso" ou estabelecer um protocolo com o M inistério da Educação para que exista "um serviço de saúde escolar" na capital.

Este serviço actuaria "no âmbito preventivo, no início dos períodos esc olares, e no âmbito do diagnóstico", por exemplo, relativamente à saúde oral, e de "pequenas intervenções cirúrgicas".

Carrilho respondeu às acusações de que demorou a apresentar o seu progr ama salientando que muitas das promessas foram feitas desde Junho e sustentando que o debate sobre as autárquicas tem-se centrado em torno delas.

"Diminuir para metade o número de carros em Lisboa, como é que isso ser á feito, a questão da videovigilância, se é boa ou não, o táxi social gratuito: isto é o que se tem discutido, as nossas propostas", alegou.

O ex-ministro da Cultura dedicou parte da sua intervenção a criticar o actual executivo social-democrata da câmara, que acusou de não ter "um rumo para Lisboa", fazer obras "de fachada" e ter apresentado um programa "de generalidad es".

"Só vemos cartazes espalhados pela cidade a dizer 'vai nascer', 'aqui v ai nascer'. Parece uma maternidade. É pena que não tenha nascido nada nestes qua tro anos", afirmou.

"É só propaganda que custa muitos milhões e é enganadora. Atrás dos 'po sters' está a degradação, está um embuste porque muitas vezes não se está a faze r ali nada", reiterou, aplaudido pelas dezenas de pessoas presentes na sede de c andidatura do PS.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 08:19 PM | Comentários (0)

BLOCO DENUNCIA ESGOTOS QUE VÃO PARA O TEJO

O candidato do Bloco de Esquerda (BE) à presidência da Câmara de Lisboa denunciou hoje que entre 25 a 30 por cento dos esgotos de Lisboa são libertados no rio Tejo sem receberem qualquer tratamento.

O sistema de tratamento de águas residuais da capital está à espera de ser completado desde o final do mandato de João Soares como presidente da autarquia, o que faz com que mais de metade dos esgotos da cidade que são despejados no Tejo não cumpra a legislação há mais de cinco anos.

Sá Fernandes apresentou o caso no Cais do Sodré, acompanhado pelo especialista João Bau, antigo presidente da EPAL (Empresa Pública das Águas de Lisboa) e da LISTRATA (empresa de Tratamento de Efluentes Urbanos de Lisboa), um independente ligado à Renovação Comunista e integrado na candidatura como número três na lista para a Assembleia Municipal.

"Em todos os mandatos, desde que o engenheiro (Nuno) Abecassis lançou o concurso para a construção das três ETAR, que o sistema de tratamento das águas residuais de Lisboa tem sempre avançado, ao ritmo das disponibilidades financeiras da câmara, e só neste mandato de Santana Lopes e Carmona Rodrigues é que o sistema parou completamente", referiu João Bau.

As águas do Tejo, desde Belém até ao Largo do Chafariz de Dentro, estão a ser poluídas pelos esgotos por tratar ou mal tratados de Lisboa e ainda de parte dos esgotos dos concelhos de Oeiras e da Amadora.

O problema radica no facto do interceptor que liga as três Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da capital permanecer incompleto, precisamente por faltar a colocação do troço que liga o Cais do Sodré com o Largo do Chafariz de Dentro.

De acordo com a explicação de João Bau, as grandes bacias da Avenida da Liberdade e da Avenida Almirante Reis, ou seja 25 a 30 por cento de águas residuais produzidas diariamente em Lisboa, misturam-se com as águas do Tejo sem qualquer tratamento.

"A maior parte não é visível aos olhos dos lisboetas porque são libertados por um emissor submarino a dezenas de metros abaixo da superfície", referiu Bau.

Sá Fernandes e João Bau mostraram aos jornalistas o pequeno lago de águas fétidas que existe frente ao Terreiro do Paço, junto às obras do metropolitano, bem como algumas condutas visíveis apenas durante a preia-mar.

Mas o problema aumenta porque a ETAR de Alcântara não está completa e neste momento apenas consegue fazer um tratamento primário dos esgotos, que apenas retira 45 a 50 por cento dos resíduos das águas, não cumprindo o que a lei exige para este tipo de afluentes.

Segundo a candidatura do BE, o processo encontra-se parado, porque não só a Câmara nada fez nestes quatro anos, como ainda impediu a SIMTEJO, a empresa intermunicipal destinada a fazer o tratamento das águas residuais em seis concelhos da bacia hidrográfica do Tejo (Lisboa, Loures, Amadora, Vila Franca de Xira, Odivelas e Mafra), de o fazer.

"Lisboa e Loures não entregaram a sua parte no capital da SIMTEJO contribuindo para o estrangulamento financeiro da empresa" que é detida maioritariamente (50,5 por cento) pela empresa pública Águas de Portugal, explicou João Bau.

Recentemente, chegou-se a um acordo e a câmara aceitou um acordo para pagar as suas dívidas à SIMTEJO de forma faseada nos próximos anos.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 08:17 PM | Comentários (0)

RUBEN QUER OS JOGOS

Os candidatos da CDU à Câmara de Lisboa defende ram hoje o regresso dos Jogos de Lisboa e o retomar dos apoios às colectividades da cidade, acusando a maioria PSD/CDS-PP de ter criado um "quadro negro" para o associativismo.

Num encontro que juntou os membros da lista autárquica da CDU e mais de uma centena de apoiantes e dirigentes de colectividades, a vereadora e candidat a Rita Magrinho elogiou as associações como "o que de melhor existe em convívio, fraternidade, cultura e voluntariado" e comprometeu-se a colaborar com elas par a ultrapassar o "quadro negro" vivido nos últimos anos.

Reactivar os Jogos de Lisboa, retomar os apoios às colectividades e ass ociações "com critério" e estabelecer protocolos para utilização de equipamentos da cidade são projectos da CDU, que critica a maioria da Câmara por ter privile giado os grandes clubes de futebol (Sporting e Benfica), por ter apoiado apenas "quatro ou cinco" colectividades e por ter travado a recuperação do Pavilhão Car los Lopes, disse à Rita Magrinho à Agência Lusa.

A vereadora afirmou que o executivo de direita "subestimou o movimento associativo, que era um suporte da intervenção popular e um parceiro no desenvol vimento de actividades culturais", cortando as parcerias entre a Câmara e as 53 juntas de freguesia, responsáveis pelo "fomento desportivo" que a CDU quer recup erar para a cidade.

Além de promover e dar condições para "30 mil praticantes" fazerem desp orto, as juntas eram responsáveis pelas "escolinhas" frequentadas por crianças, que tinham doze modalidades à escolha.

A maioria PSD/CDS-PP manteve os apoios, mas "sem critério", e entendeu que o desenvolvimento do desporto em Lisboa "não passava" pela recuperação do Pa vilhão Carlos Lopes, uma estrutura que "está a cair e onde qualquer intervenção vai custar mais dinheiro agora", disse Rita Magrinho.

O presidente da Associação de Colectividades de Lisboa e também candida to autárquico pela CDU, Fernando Alves, afirmou que nos últimos quatro anos, se assistiu a uma "inércia total" por parte da autarquia no apoio às colectividades , com "programas completamente esquecidos".

O cabeça de lista da CDU a Lisboa, Ruben de Carvalho, louvou o papel de sempenhado no diálogo com os poderes pelas associações, através das quais "ouve- se o povo e fala-se com o povo".

A CDU tem um programa para Lisboa que "garante e apoia outra cidade", a firmou, acrescentando que cabe às colectividades "um trabalho mais importante ai nda depois da vitória eleitoral", no sentido de continuar a trabalhar com "força e com vontade".

O encontro, que decorreu na Casa do Alentejo, contou com a presença de colectividades lisboetas como a Voz do Operário, Sociedade Musical União do Beat o, Clube de Pesca de Xabregas, Academia de Santo Amaro, Futebol Benfica, Unidos de Carnide ou Império Clube Português.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 08:16 PM | Comentários (0)

setembro 23, 2005

MATERNIDADE EM OBRAS

O Serviço de Urgências e o Bloco de Partos da Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, vão melhorar as condições oferecidas às grávidas com obras orçadas em 400.000 euros, para, disse hoje à Lusa o director da unidade.

Segundo o médico Jorge Branco, aqueles serviços vão ser transferidos segunda-feira para um local provisório dentro da maternidade para que possam realizar-se as obras necessárias nos próximos três meses.

As obras visam melhorias ao nível da humanização e conforto para as grávidas, afirmou o médico, acrescentando que se mantém a habitual assistência.

"Apenas os pais poderão não ter as mesmas condições de privacidade para assistir ao parto, mas temos de nos sacrificar todos um pouco para podermos beneficiar depois de melhores condições", referiu Jorge Branco.

A Maternidade Alfredo da Costa realiza cerca de 6.000 partos por ano.


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 06:20 PM | Comentários (0)

SOCIALISTA ATÉ DIZER CHEGA!

O candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Lisboa, José Sá Fernandes, defendeu esta sexta-feira que os proprietários de prédios devolutos paguem uma «taxa maior» como forma de os obrigar a recuperar as casas.

«Os fogos devolutos deviam ser alvo de uma taxa maior que os ocupados. Se os taxássemos, os proprietários punham-nos no mercado. Há 70 mil fogos devolutos em Lisboa porque andam todos a aguardar, à espera da melhor altura. Não se pode estar à espera», criticou. Sá Fernandes falava aos jornalistas durante uma visita à Rua do Vale, freguesia das Mercês, bairro em que mais de 70% da população tem mais de 50 anos, e que tem algumas dezenas de fogos devolutos.

Na Rua do Vale, alguns jovens do BE agarraram em rolos e trinchas e pintaram uma parte da fachada do número 22, um prédio vazio e fechado desde que há cinco anos morreu a última moradora.

«Vamos mostrar, com uma pequena brincadeira, como são as restaurações à Carmona Rodrigues. É pintar a fachada e pôr um tapume a dizer que estamos a reconstruir», afirmou Sá Fernandes, acrescentando que «com os 30 mil contos que Carmona Rodrigues gastou nos cartazes do Saldanha recuperava-se o prédio todo».

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 06:14 PM | Comentários (0)

AINDA O DEBATE DA QUERCUS

Carmona e Carrilho ultrapassam «quezília». Carmona Rodrigues e Manuel Maria Carrilho estiveram, esta quinta-feira, num debate sobre mobilidade urbana, promovido pela Quercus e, desta vez, tanto à entrada como à saída , os dois candidatos cumprimentaram-se, desdramatizando a situação anterior.

Manuel Maria Carrilho e Carmona Rodrigues cumprimentaram-se hoje e trocaram algumas palavras, isto uma semana depois de o candidato do PS à Câmara de Lisboa ter recusado apertar a mão ao seu adversário do PSD num debate na SIC.

Os dois candidatos encontraram-se num debate sobre mobilidade promovido pela associação ambientalista Quercus, no auditório da estação de metro de Picoas.

Carrilho entrou na sala, onde já se encontrava Carmona, e dirigiu-se ao seu opositor, com quem trocou algumas palavras, antes e depois do debate.

Após o frente-a-frente na SIC-Notícias há uma semana, Carrilho recusou apertar a mão a Carmona Rodrigues, alegando ter sido caluniado pela referência do candidato social-democrata à construção de uma casa-de-banho enquanto o socialista estava no Ministério da Cultura.

«Foi uma calúnia violenta. Tive de ouvir falar durante cinco anos de uma casa-de-banho que não fiz. Quando é dito assim, na televisão, tem efeitos corrosivos sobre uma pessoa», explicou Carrilho, adiantando que Carmona Rodrigues disse hoje desconhecer o processo de Carrilho contra o semanário Independente, que lançou a notícia.

Questionado sobre se Carmona se retractou, como Carrilho exigiu em conferência de imprensa, o socialista afirmou que «uma calúnia não se perdoa, corrige-se».

Quando confrontado sobre se havia pedido desculpa ao candidato do PS, Carmona Rodrigues disse «era o que faltava, pelo amor de Deus», garantindo que «houve razoabilidade» e que a polémica «já passou e ainda bem».

Debate morno

Após o encontro promovido há alguns meses pela Antena 1, os cinco candidatos à presidência da autarquia lisboeta reuniram-se hoje pela segunda vez num debate realizado sobre o Dia Europeu Sem Carros, que decorreu num tom morno.

Todos os candidatos, à excepção de Manuel Maria Carrilho, consideraram que a iniciativa, em que, nalgumas cidades, se impede a circulação de carros em algumas ruas, só faz sentido se for acompanhada de outras medidas.

Quanto à introdução de taxas à entrada na cidade, Maria José Nogueira Pinto (CDS-PP) e Ruben de Carvalho (CDU) rejeitam a proposta, que classificam como «cega», enquanto José Sá Fernandes (Bloco de Esquerda) e Carmona Rodrigues admitem o recurso a esta medida após estudos e o incentivo ao transporte público.

Carrilho considera que o tema «foi colocado de forma artificial na campanha», defendendo medidas como o cumprimento do regulamento do estacionamento.

Todos os candidatos concordaram quanto à necessidade de concluir o Eixo Norte-Sul e a CRIL para diminuir a entrada de veículos na cidade e reduzir a poluição atmosférica.

Num dia em que os transportes públicos são gratuitos e se pretende desincentivar o uso do transporte individual, apenas Manuel Maria Carrilho se deslocou de automóvel para o auditório da estação do Alto dos Moinhos, o que justificou com o facto de ter estado antes na Assembleia da República.

Nogueira Pinto, Carmona e Ruben de Carvalho usaram o metro enquanto Sá Fernandes preferiu o autocarro.

Fonte: TSF on line

Publicado por jf em 05:15 PM | Comentários (1)

YES!

O músico Jon Anderson, antigo vocalista e líder do grupo britânico de rock progressivo Yes, actua a solo no sábado em Lisboa, na Aula Magna da Universidade Clássica.

O músico e compositor britânico é conhecido pelo seu trabalho à frente dos Yes, mas quase desde a fundação do grupo, em 1968, manteve uma carreira paralela a solo e várias colaborações com outros artistas.

Em 1976 editou o álbum "Olias of Sunhillow", ao qual se seguiu uma dezena de outros trabalhos a solo, permeados por várias reaproximações e afastamentos dos Yes, entre os quais "Song of Seven" (1980), "In the city of angels" (1988) e "The promise ring" (1997).

Na década de 1980, a vertente rock progressiva sofreu uma variação para a música mais experimental e apetrechada de sintetizadores por conta da colaboração com o músico grego Vangelis, com quem editou quatro registos discográficos, como "Short Stories" (1980) e "Page of Life" (1990).

Antes de fundar os Yes, uma das mais bem sucedidas bandas de rock progressivo da década de 1970, Jon Anderson integrou os The Warriors.

O concerto em Lisboa insere-se numa digressão que o músico tem estado a fazer na Europa, que incluiu passagens por países nórdicos, Alemanha, Itália ou República Checa.

Depois de Portugal, Jon Anderson segue para Espanha, França, Bélgica, Holanda Reino Unido e Islândia.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 05:08 PM | Comentários (0)

A HISTÓRIA DE OS BELENENSES

Quem tiver curiosidade em conhecer a história, os grandes momentos, os dirigentes e tudo o mais, mesmo tudo, sobre Os Belenenses, pode encontrar aqui.

Publicado por jf em 04:59 PM | Comentários (0)

TUDO PARA QUEM QUISER SABER MAIS SOBRE OS BELENENSES

Uma síntese dos dados de referência sobre este histórico clube da capital.

CLUBE DE FUTEBOL “OS BELENENSES”

Fundação a 23 de Setembro de 1919

Condecorações

Instituição de Utilidade Pública
Comendador da Ordem Militar de Cristo
Oficial da Ordem de Benemerência
Ordem de Benemerência da Cruz Vermelha
Benemérito da Cruz de Malta
Medalha de Mérito Desportivo
Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa

Sede Social, Secretaria e Instalações Desportivas

Complexo Desportivo do Belenenses
1449-015 Lisboa
Portugal

Secretaria Geral

Complexo desportivo do Belenenses
1449-015 Lisboa
Portugal

Sala de Bingo

Av. João Crisóstomo, 15
1000-015 Lisboa
Portugal

Site Oficial

www.osbelenenses.com

Complexo Desportivo

Estádio do Restelo
Campo de Treinos - Relvado
Campo de Treinos - Relvado Sintético
Mini-Campo de Treinos - Pelado
Pavilhão Gimnodesportivo
Campo Polidesportivo
Ginásios
Complexo Olímpico de Piscinas

Empresas participadas

«Os Belenenses» - Sociedade Desportiva de Futebol, SAD
Beleminvest - Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA


CONTACTOS

Gerais

Estádio do Restelo
1449-015 Lisboa
Portugal

Tel. +351 210 341 480
Fax. +351 213 016 525

Secretaria Geral

Edifíco do Complexo Olímpico de Piscinas

email : secretaria@osbelenenses.com
Tel. +351 210 341 480
Fax. +351 213 016 525


Bingo

Tel. +351 213 191 550
Fax. +351 213 191 559

Secretaria das Piscinas

Tel. +351 213 011 143
Fax. +351 213 020 945

Secção de Andebol

Fax. +351 213 020 033

Secção de Basquetebol (Escolas)

Email: cfb_escolabasket@oninet.pt

Secção de Campismo
Horário : 2ª, 3ª, 4ª e 6ª feiras das 10:30h às 12:30h e das 14:30h às 17:00h

Tel. +351 210 341 425 ( D. Eva )

Secção de Natação

Tel. +351 210 341 403

Secção de Patinagem Artística

Tel. +351 210 341 480 ( Ext. 334 )

Publicado por jf em 04:57 PM | Comentários (0)

AS ORIGENS DE OS BELENENSES

Neste dia em que se comemora o 86º aniversário do Clube de Futebol «Os Belenenses», o site oficial publica um texto da autoria de Homero Serpa, sócio de mérito do clube e um dos mais respeitados jornalistas desportivos da actualidade.

«Origens», por Homero Serpa

O Belenenses nasceu em Belém já as folhas das árvores do Jardim Afonso de Albuquerque amareleciam e o nosso Tejo tinha dias de tons plúmbleos como o céu do Outono. Surgiu, assim, telúrico e na aparência fora da época da renovação da vida, uma flor desportiva em tons azuis. A flor cresceu regada pelo amor dos belenenses, transformando-se numa árvore vigorosa, do tronco brotaram os pedúnculos e destes os frutos do eclectismo. No ramo mais alto, uma cruz. Que pode ser símbolo do cristianismo, homenagem aos navegadores da grande epopeia das descobertas ou simplesmente um motivo muito ligado à praia de onde partiram as caravelas de Vasco da Gama e de outros capitães. A cruz de Cristo tem obviamente carga religiosa, respeitada e respeitável, mas na iconografia desportiva, na heráldica das nossas agremiações, oferece antes do mais a imagem do Belenenses. Uma imagem de luta, de carácter, de teimosia insulada de qualquer tipo de premoção para uns, de criação divina para outros. Mas este não é um facto que esteja em discussão porque se a religiosidade não deve ser discutida, o laicismo também não. A democracia é realmente o respeito dos cidadãos pelos cidadãos e nesta área nada deve ser imposto. Em termos de cor, para além do azul representar o mar infinito, era uma alternativa porque o Benfica equipava de vermelho e o Sporting de verde, logo havia que ser diferente, embora o branco tivesse sido proposto por uma facção dos fundadores, neste caso sobressairia da camisola a Cruz de Malta. Sempre a cruz como símbolo. A cruz significa dor e sacrifício, Cristo foi pregado a uma cruz, milhares de inocentes morreram nas fogueiras da Inquisição amarrados à cruz, a cruz, no entanto, se surge ligada ao sofrimento também resplandece a luz que reclama justiça exactamente porque é testemunha de injustiças. O Belenenses tem uma experiência vasta de crucificações dos seus anseios e, até, de conquistas, algumas vezes lhe roubaram o esforço e tentaram levar-lhe a alma. Feriram-no, não o mataram. Resistiu, resiste, reconfirma diariamente a cruz da sua devoção e sob ela, decussadas, as faixas azuis. Azuis do mar, caminhos da aventura, do heroísmo, da glória dos homens.

Com a devida vénia



Publicado por jf em 04:55 PM | Comentários (0)

PARABÉNS A OS BELENENSES!

Hoje faz 86 anos uma das mais prestigiadas instituições desportivas da cidade de Lisboa: O Clube de Futebol Os Belenenses. Parabéns do Olissipo.

Publicado por jf em 04:53 PM | Comentários (0)

TERÇA FEIRA VOLTA A HAVER BORLAS

Os museus, palácios, monumentos e sítios tutelados pelo Ministério da Cultura (MC) vão ter entrada gratuita na terça-feira para assinalar o Dia Mundial do Turismo, segundo uma nota oficial hoje divulgada.

De acordo com a mesma informação do gabinete da ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, a medida abrange os 29 museus tutelados pelo Instituto Português de Museus (IPM) e os monumentos, palácios e sítios da responsabilidade do Instituto Português do Património Arqueológico (IPPAR).

Por considerar que os factores de desenvolvimento económico e cultural "são indissociáveis", o Ministério adianta que esta medida se insere numa estratégia de "articulação entre política do turismo e política cultural".

Visa ainda, "em paralelo, a criação de novos pólos de interesse turístico e a conquista de novos públicos para as ofertas culturais disponíveis no nosso país".

Alguns museus nacionais já têm entradas gratuitas aos domingos, mas apenas durante o período da manhã.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 02:43 PM | Comentários (0)

DECO ALERTA

A Associação de Defesa do Consumidor DECO afirma que as «instalações de gás natural em Lisboa» correm o risco de «fugas explosivas». A conclusão faz parte de um estudo realizado em colaboração com a revista «ProTeste» e será divulgado na próxima terça-feira.

Os técnicos da DECO revelam ter visitado 37 habitações, tendo descoberto «um cenário muito pouco animador». Esta é a segunda vez que as instalações de gás natural na capital são alvo da atenção da associação. Em 2001, um outro estudo, publicado em Junho desse ano, mostrou que «a passagem do gás de cidade para o natural esteve longe de ser pacífica». À data, em 44 instalações só nove eram seguras

Fonte: Expresso on line

Publicado por jf em 02:40 PM | Comentários (0)

CDS ATÉ JÁ ESCOLHEU PELOURO...

A candidata do CDS/PP à presidência da Câmara Municipal de Lisboa (CML) terminou ontem uma ronda por três clubes que considera essenciais na capital - por promoverem o "desporto amador" - e assegurou que, se for eleita, gostava de ter um pelouro que englobasse a "Educação, Cultura, Desporto e Acção Social".

Depois de já ter ouvido os responsáveis do Oriental, Maria José Nogueira Pinto visitou as instalações do estádio da Tapadinha, sede do Atlético Clube de Portugal, e foi até à casa do Belenenses. No Atlético ouviu o presidente, Ângelo Mesquita, falar em "má distribuição dos dinheiros públicos" e observou a planta da reconversão total do estádio, orçamentada em cinco milhões de euros. Aí, tal como no Belenenses, a candidata popular defendeu que estas colectividades poderiam "servir de âncoras" para potenciar o desporto escolar e dos idosos, entre outras "funções sociais" a contratualizar com o Estado e a câmara.

Nogueira Pinto, que optou por não visitar os "grandes" de Lisboa, Sporting e Benfica, mostrou-se favorável ao agrupamento dos pelouros sociais da CML com as colectividades desportivas e culturais "Já escolhi, é uma área em que gostava muito de trabalhar."

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 10:20 AM | Comentários (0)

RECONCILIAÇÃO

Desta vez houve um prolongado aperto de mão. E até um abraço que parecia caloroso. Manuel Maria Carrilho e Carmona Rodrigues encontraram-se ontem, Dia Europeu da Mobilidade, num debate promovido pela associação ambientalista Quercus com os cinco candidatos autárquicos a Lisboa. E trataram de reparar as elementares falhas de cortesia que ficaram bem notórias no recente frente-a-frente na SIC Notícias.

Não houve pedidos de desculpas. Mas, segundo apurou o DN, Carrilho propôs ao adversário para "esquecerem" o incidente no estúdio de Carnaxide, o que mereceu a pronta concordância de Carmona.

Esta atmosfera distendida permitiu até alguns gracejos. À hora marcada, apenas faltava o candidato do Bloco de Esquerda no auditório do Metropolitano de Lisboa. "O Sá Fernandes vem a pé", brincou Carrilho, que ontem se mostrava muito sorridente. Falhou o vaticínio afinal o advogado que encabeça a lista do BE na capital deslocara-se de autocarro. Maria José Nogueira Pinto (CDS), Ruben de Carvalho (CDU) e Carmona tinham viajado de metro até ao auditório, situado na estação do Alto dos Moinhos. Só o socialista confessou ter ido de automóvel. Confissão politicamente incorrecta num debate que correu sob o signo da ecologia. E até algo contraditória, pois Carrilho promete "uma grande redução" do tráfego automóvel para "recuperar a qualidade de vida" em Lisboa. "Se for eleito presidente da Câmara, andarei fundamentalmente de transportes públicos", assegurou.

Durante cerca de hora e meia, perante cerca de 200 pessoas, os candidatos quase não falaram de política em abstracto, mencionando questões muito concretas, suscitadas pelos jornalistas Carla Castelo (da SIC) e Ricardo Garcia (do Público), moderadores do debate. Carmona, que tenta a reeleição com o apoio do PSD, foi o mais lacónico. Carrilho, o mais pessimista no diagnóstico, referiu-se à situação de "caos" na capital. Ruben, o mais bem disposto, arrancou algumas gargalhadas da assistência e Sá Fernandes procurou ser o mais falador, em despique directo com a candidata democrata-cristã.

Houve algumas convergências inesperadas. Ruben e Maria José entenderam-se quanto à necessidade de "desgovernamentalizar" a Autoridade Metropolitana de Transportes e na oposição a uma taxa de circulação de automóveis na zona histórica de Lisboa, proposta pelo BE. Também revelaram sintonia ao sublinharem que o automóvel "não deve ser encarado como um inimigo". Carrilho e Ruben convergiram nas críticas à política de estacionamento em geral e à gestão da EMEL em particular. Sá Fernandes e Nogueira Pinto querem trazer mais habitantes para a capital. Tanta sintonia provocou até um desabafo da democrata-cristã "Começa a ser difícil encontrar diferenças ideológicas!"

Que mais? Ruben atirou uma farpa a Carrilho, acusando o PS de ter acolhido com "alguma complacência" o polémico túnel do Marquês de Pombal. E Sá Fernandes exigiu um pedido de desculpas de Carmona ao arquitecto Ribeiro Telles, acusado pelo candidato laranja, na SIC Notícias, de ter apoiado construções no Vale de Alcântara. "Está em causa a honra de um homem sério", reclamou. Mas Carmona preferiu manter-se à margem de mais polémicas...

Sobraram algumas propostas. Sá Fernandes quer criar quatro linhas de eléctrico e um "bilhete único" que permita o acesso a parques de estacionamento periféricos. Carrilho e Ruben defendem novos meios tecnológicos para substituir os obsoletos parquímetros da cidade. Carmona reedita promessas do PSD em 2001, propondo mais linhas de transportes rápidos.

"Falta decisão política, decisão política, decisão política", enfatizou a candidata do CDS, que viu alguns dos seus apontamentos caírem ao chão. Carmona, cavalheiro, apanhou-os. "Para estes debates trazemos sempre mais papel do que é preciso", reagiu Maria José.

Fonte: Diário de Notícias


Publicado por jf em 10:19 AM | Comentários (1)

O PERFUME DO FADO

Amália Rodrigues irá dar nome a um novo perfume que será lançado no próximo ano, disse hoje à agência Lusa António Manuel de Morais, do conselho de administração da Fundação instituída pela fadista, que morreu em 1999.

"Estamos já em fase adiantada de negociações com uma empresa francesa e prevemos um lançamento já no próximo ano, não só em Portugal como na Europa, Estados Unidos e Japão", disse António Manuel de Morais. Segundo o responsável "o recipiente terá a forma de uma guitarra portuguesa", mas não adiantou quais as fragrâncias que o constituirão. Amália Rodrigues morreu a 06 de Outubro de 1999 tendo o seu testamento instituído uma Fundação com o seu nome para fins de solidariedade social. Nesse sentido, a colocação de um perfume com o nome da fadista, insere-se numa estratégia de angariação de fundos para "as obras sociais da Fundação, através da cobrança de direitos".

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:11 AM | Comentários (0)

PJ INVESTIGA INFANTE SANTO

Informa o Público de hoje que a Polícia Judiciária está a investigar suspeitas de corrupção e de tráfico de influências no licenciamento do Condomínio Residencial Lapa.

Publicado por jf em 10:08 AM | Comentários (0)

VIII FESTIVAL DE ORGÃO

Arranca hoje na Sé, às 21.30 h., com entradas livres. São 14 concertos em 10 igrejas até 10 de Outubro. Uma oportunidade única de lavar os ouvidos do ruído autárquico à mão d esemear e sem ter de pagar bilhete...

Publicado por jf em 10:05 AM | Comentários (0)

O LISBOÃOZINHO

No Tomarpartido. Em inglês.

Publicado por jf em 10:01 AM | Comentários (0)

setembro 22, 2005

AINDA O CÉLEBRE DEBATE

"Arrogância, s.f. (do lat. arrogante-). Em que há arrogância, altivo, soberbo, insolente || Que é valente, corajoso, intrépido, brioso || Soberba, altivez || Dito, acção soberba, insolência. [in GDLP, de José Pedro Machado].

Tudo é possível na/pela "arrogância", mas siga-se os seus passos e veremos que os protestos e o desassombro de muitos perante os sinais de tão infeliz "malvadez" são uma simplória satisfação de ressentimentos tardios. A "loucura moral" dos psicopatas da política, no sacudir das palavras grosseiras do putativo "arrogante" ou candidato, resulta quase sempre numa "ladainha" melíflua, mas descaradamente ardilosa na sua retórica, cega na sua pungente "dor" partidária e pouco misericordiosa em epítetos sobre essa "vil" prática. Daí que, e afinal, os insultados e caluniados somos sempre nós - os que não se iludem com facilidade. De certo modo, e a coberto da "etiqueta" ou do manual do politicamente correcto, os "castos" comentadores tentam resistir à sua "alienação" político-partidário. A patologia em todos estes casos de indignidade face ao bruto "meliante", ao exultado "arrogante", tão histrionicamente revelada ao "cidadão taberneiro" pelos "opinion-makers", é uma simples "psicose de defesa". Na melhor das hipóteses, uma simpática neurastenia.

Assim, não por acaso, o animoso debate Carmona versus Carrilho registou lastimosas análises sobre a alma do "bom" debate, que, evidentemente, alimentou toda a turba dos ressabiados da política. Depois de tosquiado o putativo "arrogante" ou "o grande ordinário", segundo a lisonja do eng. Carmona, não lhe foi sequer concedida qualquer desafronta, no desfecho do grande espectáculo. Ao que se presume, num pais civilizado, depois da copiosa chuva de "carinhos" e "meiguices" Carmonianos, a solenidade exigia que se trocasse cumprimentos afectuosos, no final. Mas nada disso aconteceu, como nos elucida a récita do politólogo-guru Ricardo Costa, como sempre inimitável no chocalho off-record & "sublime" na meditação das estratégias partidárias.

A partir daí, as queixas maviosas alastraram aos indígenas, que como se sabe têm por hábito levar e calar, desde os tempos de Cavaco & Guterres, até ao fadário de Barroso & Sócrates. E é bom de ver que a "bondade" destas observações levadas a cabo pela "milícia" dos comentadores do reyno, deixa de ser uma "luta" de (isentas) opiniões, para professarem complacentes alinhamentos político-partidários. Não há melhor perversidade. A "neurose de carácter" dos comentadores "dribla" qualquer um de nós e infesta tudo. Não há maneira de se lhe escapar. Resta levantar ... e fugir."

Texto do Masson, no seu excelente Almocreve das Petas.

Publicado por jf em 07:46 PM | Comentários (0)

FANNY ARDANT E COSTA GRAVAS EM LISBOA

Ela é uma mulher sofisticada, actriz de prestígio e presença carnal em obras de François Truffaut, Michelangelo Antonioni, Alain Resnais ou François Ozon. Ele é um cineasta grego que divide a crítica, nomeado para o Óscar de Melhor Realizador em 1969 pelo filme Z e que virá a Lisboa para apresentar Le Couperet, a sua mais recente longa-metragem. A 6 de Outubro, Fanny Ardant e Costa- -Gavras deslocam-se a Lisboa para participarem na 6.ª Festa do Cinema Francês, uma edição novamente organizada pelo Instituto Franco-Português (IFP), que se vai estender por quatro cidades do País - além de Lisboa e Porto, o novo cinema francês dá-se a conhecer também em Coimbra e Faro - e trazer consigo 32 filmes de sucesso, muitos dos quais primeiras obras de jovens realizadores.

"Na última edição tivemos cerca de seis mil pessoas na Festa do Cinema Francês. A progressão do evento tem sido regular e queremos estabilizá-lo", sublinhou o director do IFP, Philippe Reliquet, que assumiu, ontem em conferência de imprensa na sede do instituto (que será com o Fórum Lisboa o espaço para as sessões da capital), o "fanatismo pelo cinema" e a importância da França como país "que reflecte sobre" a sétima arte.

Entre a programação, destacam-se a comédia dramática produzida por Paulo Branco e dirigida por Michel Piccoli (cuja presença ainda está por confirmar), C'est Pas Tout à Fait La Vie Dont J'avais Rêvé, a nova obra de Patrice Chéreau Gabrielle, o drama psicológico La Moustache que esteve na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes 2005, ou a comédia de aventuras Arsène Lupin, produção grandiosa concebida a pensar no êxito que conta com Romain Duris (actor de De Tanto Bater o Meu Coração Parou que também está indicado para vir a Lisboa).

Aproveitando a presença de Fanny Ardant em Lisboa para participar também num concerto da fadista Mísia a propósito do disco Drama Box, a Cinemateca agendou uma sessão dupla escolhida pela actriz com os filmes Callas Forever e A Alma dos Guerreiros.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 05:25 PM | Comentários (0)

EMEL DIZ QUE TRIPLICA RECEITAS

O aumento da fiscalização dos parquímetros no centro de Lisboa terá intimidado os automobilistas prevaricadores o que fez triplicar nos últimos três meses as receitas da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), foi esta quinta-feira anunciado.

No passado dia 22 de Junho, a EMEL reforçou a fiscalização sobre os cerca de 500 parquímetros do eixo central de Lisboa, compreendido entre a Avenida da República e a Avenida da Liberdade, incluindo as ruas adjacentes, para combater os assaltos e vandalismos de que eram frequentemente alvo.

A medida surgiu na sequência de contratos assinados entre a EMEL e as empresas gestoras dos parquímetros de Lisboa, que prevêem que os equipamentos sejam inspeccionados e que seja retirado o dinheiro do seu interior com maior frequência.

Em declarações à Lusa, o administrador da EMEL, Leiria Pinto, revelou que a empresa «mais que triplicou as receitas por dia» devido às novas medidas implementadas naquela zona de Lisboa, que abrange 10.600 lugares.

«Há três meses a receita era, em média, de 70 cêntimos dia/lugar e actualmente é de 2,5 euros», sustentou o responsável.

Segundo Leiria Pinto, o equipamento tinha perdido a fiabilidade, a rotação não era suficiente e era preciso credibilizar o estacionamento.

O papel de garantir que as máquinas funcionem durante todo o seu período de tarifação cabe às empresas gestoras dos parquímetros de Lisboa, o que libertou funcionários da EMEL para actuarem noutras zonas da cidade, explicou o responsável.

O estado das máquinas, que frequentemente eram alvo de roubos e actos de vandalismo, é fiscalizado por um novo sistema da EMEL, que foi hoje apresentado e que pretende centralizar a toda informação dos parquímetros na cidade.

O novo sistema consegue monitorizar em tempo real cada parquímetro, o que poderá resolver questões como, por exemplo, saber quais as máquinas que foram ou estão a ser vandalizadas e quando falta papel, permitindo uma manutenção muito mais eficaz dos equipamentos.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, disse à Lusa que este sistema reduziu drasticamente o número de máquinas avariadas em Lisboa, que se situam agora nos cerca de 10% e «com tendência a diminuir».

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 04:31 PM | Comentários (0)

CARRILHO QUER DIA SEM CARROS EM 2006

O candidato do PS à Câmara de Lisboa lamentou esta quinta-feira que Lisboa seja «das poucas cidades da Europa onde não se faz o Dia Europeu sem Carros» e prometeu fazer cumprir esta iniciativa se for eleito.

«Hoje é Dia Europeu sem Carros e a cidade está cheia de carros», criticou Manuel Maria Carrilho, num debate com alunos do curso de Comunicação Social, na Universidade Católica. O candidato socialista prometeu que «para o ano» esta data será assinalada com mais expressão, comprometendo-se ele próprio a «dar o exemplo».

«Para o ano haverá Dia Europeu sem Carros e eu próprio darei o exemplo andando de transportes públicos. Um político deve dar o exemplo», salientou, lembrando a sua promessa de «reduzir para metade os carros que entram na cidade».

O Dia Europeu sem Carros celebra-se em toda a Europa e supõe normalmente o encerramento de algumas ruas ao trânsito (46 cidades e vilas portuguesas aderiram à iniciativa).

Numa sessão em que anunciou o seu compromisso de criar um museu de arte contemporânea na cidade, «junto ao rio», e «recuperar o Terreiro do Paço» mantendo a sua «função administrativa», o candidato do PS aludiu ao episódio do debate na SIC com Carmona Rodrigues, em que Carrilho se recusou a apertar a mão ao seu adversário.

O candidato lamentou o carácter «muito simplificador» da cobertura das campanhas eleitorais pela comunicação social.

«Quando se fala aprofundadamente sobre um tema, a comunicação social não se interessa (...) É preciso mudar a forma como se trabalha nestes períodos de pré-campanha eleitoral, dando mais atenção à substância», defendeu, sublinhando ter «um programa participado» que «tem sido apresentado à cidade».

Especificamente sobre o episódio do debate televisivo com Carmona Rodrigues, Carrilho justificou-o com «graves calúnias» lançadas pelo seu adversário, agravadas pelo facto de Carmona saber que «estava a mentir».

«Tenho o direito e o dever de não aceitar que isto aconteça. Não vou aceitar que o meu terceiro filho tenha de passar por aquilo que passaram os outros dois», disse, verberando contra os «políticos medíocres que recorrem à calúnia».

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 04:30 PM | Comentários (0)

MAIS PROMESSAS

O primeiro corredor intermitente, que alternadamente serve transportes públicos e privados, foi aberto esta quinta-feira na Alameda da Cidade Universitária e o segundo deverá funcionar na Estrada de Benfica dentro de quatro meses, anunciou o presidente da Câmara de Lisboa.

«É uma iniciativa pioneira a nível mundial e uma inovação tecnológica que irá estender-se numa segunda fase à Estrada de Benfica», disse Carmona Rodrigues à agência Lusa. O corredor na Alameda da Cidade Universitária, no sentido descendente, entre a Rua Gama Pinto e a Avenida do Campo Grande, vai permitir um maior escoamento de trânsito e melhorar a mobilidade nesta zona da cidade, acrescentou.

A Câmara de Lisboa decidiu abrir o novo corredor para assinalar a Semana de Mobilidade.

«Hoje é um dia muito significativo», porque este é o primeiro corredor do género a ser inaugurado em Portugal, salientou o autarca, adiantando que esta ideia faz parte de um projecto de um aluno do Instituto Superior Técnico, que foi coordenado pelo especialista em transportes, José Manuel Viegas.

Carmona Rodrigues explicou que o corredor só funciona quando se aproxima um autocarro, quando não há transportes públicos abre a todos os veículos.

Devido ao perfil dos arruamentos da cidade de Lisboa, que são na generalidade estreitos, este novo conceito de corredor BUS, se for bem sucedido, vai permitir alargar a rede de corredores BUS a outras zonas da cidade sem prejudicar o trânsito local individual.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 04:27 PM | Comentários (0)

22 DE SETEMBRO DE 1942

Sai o primeiro número do vespertino lisboeta Diário Popular.

Publicado por jf em 03:15 PM | Comentários (0)

AV. LIBERDADE ILEGAL

Num em cada três dias deste ano a Avenida da Liberdade, em Lisboa, ultrapassou os níveis de poluição atmosférica permitidos por lei, sendo a zona mais poluída da Europa, alertou hoje uma organização ambientalista.

"A Avenida da Liberdade registou este anos 124 dias em que foram ultrapassados os níveis de emissões de partículas inaláveis (poluente prejudicial à saúde), quando a lei só admite que durante um ano os valores sejam ultrapassados no máximo durante 35 dias", adiantou Hélder Spínola, presidente da Quercus.

Em Entrecampos, Lisboa, foram registados 84 dias em que esses valores foram ultrapassados, adiantou o ambientalista, acrescentando que estes dados são obtidos através de uma medição contínua feita pelas estações de monitorização da qualidade do ar.

"Os dados provisórios relativos a este ano apontam para uma situação preocupante em relação à qualidade do ar em Lisboa", salientou, explicando que esta situação decorre do tráfego, e em particular dos veículos movidos a gasóleo.

Para assinalar o Dia Europeu Sem Carros, a associação ambientalista efectuou, entre as 08:00 e as 10:00 de hoje, medições de ruído no Campo Grande e detectou valores muito acima do que é permitido por lei.

"Uma zona como esta, que é uma zona mista, o limite máximo são 65 decibéis e neste momento (09:30) estamos a registar 73.6 decibéis", salientou Hélder Spínola.

O responsável lembrou que a poluição sonora é um dos grandes problemas em termos ambientais, que tem repercussões ao nível da qualidade de vida das pessoas e da saúde pública, e que suscitam as maiores queixas dos cidadãos junto das associações de defesa do meio ambiente e das entidades competentes.

"Portugal devia cumprir o que está legislado a nível da poluição atmosférica, mas já não vai conseguir fazê-lo porque já atravessou largamente o máximo admissível", sublinhou.

Para cumprir as normas comunitárias nesta área, Portugal deve adoptar um conjunto de planos e programas que incluem medidas como o controlo do estacionamento, o incentivo à maior ocupação de veículos ou a proibição de circulação em certas zonas de viaturas antigas, por serem mais poluentes.

O ambientalista defende o fim do estacionamento gratuito e do estacionamento ilegal, "que ainda continua a acontecer uma forma muito frequente".

"Existem valores que apontam que um terço do estacionamento no centro da cidade de Lisboa não é pago e isto é um incentivo para as pessoas trazerem o carro", frisou.

Para diminuir os níveis de poluição atmosférica, é necessário ainda que se adoptem cada vez mais combustíveis menos poluentes que sejam alternativos ao gasóleo, como o gás natural e o gás GPL, acrescentou.


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 01:44 PM | Comentários (0)

METRO LIGADO À LINHA DE SINTRA

A linha azul do metro vai ficar ligada à linha de Sintra, a partir de 2009, através de um interface na Reboleira, anunciou hoje a secretária de Estado dos Transportes.

Para assinalar o Dia Europeu Sem Carros, Ana Paula Vitorino fez hoje o percurso de Metro entre as Laranjeiras e a estação Amadora/Este (Linha Azul), que está actualmente separada da estação ferroviária da Reboleira (linha de Sintra da CP) por apenas 250 metros, e aproveitou para anunciar a nova ligação.

"O túnel [do metro] já está construído até 250 metros da estação da Reboleira e a ligação deve entrar em funcionamento em 2009", disse a secretária de Estado.

Se todos os prazos forem cumpridos, a obra deverá começar em 2007, depois de concluídos os estudos de impacte ambiental e os concursos públicos de adjudicação.

A ligação e construção da estação e interface da Reboleira (com capacidade para estacionamento) têm um custo estimado de 50 milhões de euros.

Ana Paula Vitorino justificou a obra com a necessidade de melhorar a coordenação intermodal numa das freguesias mais densamente povoadas da Área Metropolitana de Lisboa.

"A Reboleira é uma freguesia com elevada densidade populacional. Estamos a identificar os pontos negros dos transportes nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto e os estudos determinaram que seria importante fazer a ligação entre estes dois eixos (ferrovia e metropolitano)", frisou a mesma responsável.

O Governo vai, entretanto, abandonar a ideia anunciada pelo ex- ministro social-democrata, António Mexia, de avançar com uma linha de metro para servir o centro histórico da cidade.

"A linha das Colinas foi desaconselhada do ponto de vista físico e de rentabilidade social e económica", afirmou a governante, argumentando que o sistema de mobilidade "não se consegue apenas à custa do Metro".

Ana Paula Vitorino adiantou que a Carris está a rever a rede no sentido de intensificar as ligações ao metro e estações ferroviárias e melhorar o serviço aos bairros.

A secretária de Estado sublinhou ainda a importância de coexistirem vários meios de transportes, "por que têm funções diferentes: uns servem como transportes de massas, outros para fazer a distribuição das pessoas".

O Governo está também interessado em melhorar a integração ao nível da bilhética, dos sistemas tarifários e de informação ao público.

A segurança é outra das preocupações."Vamos arranjar formas de promover a segurança nas paragens", declarou, o que deverá ser conseguido combinando videovigilância, iluminação e soluções arquitectónicas.

A secretária de Estado lembrou, por outro lado, que nem todas as responsabilidades incumbem ao Governo.

"Podemos promover a segurança, a coordenação, a regularidade e a fiabilidade, mas as competências das autarquias também devem ser salvaguardadas. Tem de haver uma política de estacionamento adequada e uma articulação entre o ordenamento do território e as estratégias de mobilidade".

Face à "insustentável taxa de utilização do transporte individual", Ana Paula Vitorino lamentou que o Dia Sem Carros não tivesse tido mais adesão por parte das autarquias, e sobretudo a ausência de Lisboa.

O ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações quis solidarizar-se com o evento oferecendo viagens gratuitas nos operadores de transportes públicos de Lisboa (barcos, comboios, autocarros e metropolitano).

Mas a iniciativa pecou por falta de divulgação. Na estação da Amadora/Este, apenas uma nota manuscrita e colada numa das máquinas de venda de bilhetes alertava para o facto. Na estação das Laranjeiras nada indicava que os utilizadores pudessem usufruir hoje de viagens gratuitas.


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 01:43 PM | Comentários (1)

RADIAL DA PONTINHA EM OBRAS

A Estradas de Portugal (EP) anunciou hoje que a circulação automóvel vai estar limitada a uma via de sexta a segunda-feira no IC 16 - Radial de Pontinha, junto ao Nó de Santo Elói, para obras de betonagem.

O trânsito fica condicionado naquela zona entre as 20:00 de sexta-feira e as 04:00 de sábado para a realização de trabalhos de betonagem do segundo tramo do tabuleiro esquerdo do viaduto V3 sobre o IC 16.

No sentido Sul - Norte (faixa de rodagem descendente), o tráfego vai processar-se numa única via de circulação, com uma largura útil de 3,15 metros, com mudança de faixa (basculamento).

No sentido inverso (faixa de rodagem ascendente), a circulação vai decorrer também numa única via com a mesma largura.

Entre as 04:00 de sábado e a mesma hora de segunda-feira, no sentido Norte - Sul (descendente), vai circular o trânsito apenas numa via com 3,50 metros de largura.

As obras vão estar sinalizadas e serão acompanhadas pela Brigada de Trânsito da GNR.

A construção desta empreitada é da responsabilidade da empresa Saguibelas/Auchan, acrescenta a EP em comunicado.


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 01:42 PM | Comentários (0)

VERDES QUESTIONAM CML SOBRE OBRAS NO BAIRRO ALTO

O deputado de «Os Verdes» José Luís Ferreira entregou esta quinta-feira na Assembleia da República um requerimento, através do qual o partido questiona a Câmara Municipal de Lisboa sobre a realização de obras no Bairro Alto sem consultar o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR).

A construção foi noticiada pela comunicação social, que avançou que a autarquia lisboeta licenciou pelo menos uma obra naquela área da capital, sem previamente consultar o IPPAR quanto ao projecto imobiliário.

De acordo com comunicado do partido ecologista, está em causa a obra «refere-se aos números 25 a 29 da Rua da Vinha e 52 a 54 da Rua Nova do Loureiro, numa área de construção de 2462 metros quadrados, para uso habitacional».

«Considerando que a licença terá sido emitida pela Câmara Municipal de Lisboa, em Julho de 2005 e que o Bairro Alto se encontra, desde 29 de Dezembro de 2004, em vias de classificação, esse procedimento [consulta do IPPAR] passou, a partir dessa data, a ser obrigatório», acusa «Os Verdes».

Esta negligência terá levado à apresentação de um requerimento por parte de Luís Ferreira, em que o mesmo pede à Câmara de Lisboa informações sobre a veracidade da notícia; em caso afirmativo, o mesmo questiona os motivos que levaram à omissão da consulta do IPPAR, e «quantas licenças para obras a realizar no Bairro Alto, susceptíveis de se enquadrarem na previsão legal que obriga a parecer prévio do IPPAR, foram emitidas pela autarquia desde o dia 1 de Janeiro de 2005».

Fonte: Jornal Digital

Publicado por jf em 01:31 PM | Comentários (0)

FALTA DE AUTORIDADE NO TRÁFEGO

«As Autoridades Metropolitanas de Transportes ainda não mostraram que existem», declarou ao EXPRESSO Online Hélder Spínola, da associação ambientalista Quercus, aproveitando o Dia Europeu sem Carros para denunciar a falta de intervenção das autarquias de Lisboa e do Porto perante os elevados níveis de tráfego e poluição.

Na zona do Campo Grande, em Lisboa (cidade que voltou a não condicionar o trânsito no Dia Europeu sem Carros), a Quercus registou hoje de manhã níveis de poluição sonora que se mantiveram sempre a cima dos 70 decibéis, ultrapassando o nível máximo permitido para zonas mistas de serviços (65) e residências (55). «É uma ultrapassagem preocupante, que se acentua quando se aproximam aviões a descerem para o aeroporto», referiu Hélder Spínola.

Quanto à qualidade do ar, os dados da Quercus mostram que zonas da capital como a Avenida da Liberdade e Entrecampos já ultrapassaram largamente os limites anuais de partículas poluentes inaláveis permitidos por lei, apesar de ainda faltarem três meses para o fim do ano.

«É uma situação clara e preocupante de poluição excessiva, que torna urgente implementar medidas que até já estão definidas», declarou o responsável da Quercus.

A organização ambiental acusa as autoridades metropolitanas de transportes de Lisboa e Porto de falta de actuação e de não levarem a cabo medidas que incentivem o uso dos transportes públicos, como a criação de uma «tarifação atraente e articulada» ou a melhoria do «conforto nos interfaces de transportes».

Estas são algumas das 10 medidas apresentadas hoje pela Quercus para a diminuição do tráfego automóvel e da poluição nos centros urbanos. A organização defende também o fim dos voos nocturnos no Aeroporto da Portela, mais faixas «bus» e o incentivo ao uso de combustíveis alternativos, nomeadamente através da criação de postos de abastecimento de gás natural.

O Dia Europeu sem Carros é hoje assinalado em 46 cidades e vilas portuguesas, que procuram desta forma levar os cidadãos a descobrirem outras formas de transporte e a viverem este dia sem sentirem restrições à sua mobilidade.

É também uma oportunidade para os municípios testarem medidas que promovam a mobilidade urbana, como novas linhas ou novos veículos de transportes públicos, aluguer ou empréstimo de bicicletas e partilha de viaturas.

Lisboa, apesar de hoje contar com transportes públicos gratuitos, voltou a não aderir à iniciativa de fechar as principais vias da cidade ao tráfego automóvel.

Os candidatos às autárquicas pela capital vão participar num debate sobre o futuro da mobilidade em Lisboa, promovido pela Quercus às 17h no auditório do Metro do Alto dos Moinhos.


Fonte: Expresso on line

Publicado por jf em 01:07 PM | Comentários (0)

CARMONA ABRE CAMPANHA AMANHÃ

O candidato do PSD à Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, vai abrir oficialmente a sua campanha com um comício na sexta-feira, 23 de Setembro.

De acordo com os serviços de imprensa da candidatura, o evento vai decorrer no Coliseu dos Recreios, Lisboa, a partir das 21h00. A seguir ao discurso de Carmona Rodrigues, sobem ao palco da sala lisboeta os GNR.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 01:01 PM | Comentários (0)

setembro 21, 2005

HOTEL DE CHARME NO CAMÕES

É hoje oficialmente inaugurado em Lisboa o Bairro Alto Hotel, um estabelecimento de luxo na linha dos pequenos hotéis de charme existentes nas maiores cidades mundiais. Fica no Largo Luís de Camões e tem 55 quartos e um terraço-esplanada que garante uma das melhores vistas sobre o Tejo da cidade.

Pedro Mendes Leal, um dos proprietários, conta que já há uns anos que andava à procura de um local para fazer "um boutique hotel", porque entendia que, ao contrário do que acontece em todas as capitais europeias, Lisboa tem pouca oferta hoteleira no seu centro histórico.

"Encontrámos este edifício, que já tinha sido um hotel, e pensámos que era o que andávamos à procura. Fizemos uma análise, o mais profunda possível, para que o projecto resultasse e para que pudéssemos ter a melhor oferta de compra, o que aconteceu há quatro anos", explica.

Posteriormente foi desenvolvido o projecto até à concretização da empreitada, tudo com a consultoria da empresa francesa GLA, especializada neste nicho de hotéis de charme e reconhecida mundialmente. José Pedro Vieira, decorador do Porto, foi o responsável pelo interior do hotel, que conta com 55 quartos, um restaurante, um bar não exclusivo a hóspedes, um ginásio, uma sala de massagens e um terraço-esplanada.

De acordo com Pedro Mendes Leal, o Bairro Alto Hotel, que faz parte da restrita rede dos Leading Hotels of the World - em Portugal só a integram o Hotel da Lapa, o Carlton, o Pestana Hotel, o Albatroz e o Hotel da Quinta do Lago -, apesar de estar aberto desde Junho, "em testes", só hoje é inaugurado.

No lugar onde está este hotel de cinco estrelas erguia-se a pequena Ermida do Alecrim, desaparecida com o terramoto de 1755 e cujo nome perdura na rua que liga o hotel ao Tejo. Em 1770, seguindo o plano de reedificação do Marquês de Pombal, foi construído no local da ermida o edifício com dois andares sobre lógias que hoje acolhe o hotel.

Depois da inauguração do Largo Luís de Camões, em 1860, o prédio foi alvo de remodelação, passando a ter três andares e uma mansarda sobre a qual se abririam umas águas furtadas. As janelas de soleira da mansarda, emolduradas a zinco, destacavam-se sobre a ardósia da nova cobertura, muito ao gosto francês da época e conferindo-lhe a imagem que ainda mantém.

Este edifício albergava uma hospedaria que tomou a designação de Hotel de l"Europe, administrado até 1912 por franceses. Sete anos depois, Alexandre de Almeida, hoteleiro que explorava também os hotéis do Buçaco, Frankfurt e Metrópole, submeteu à câmara um projecto de alterações e, em 1921, reabre com o nome Grand Hotel de l"Europe.

A partir dos anos 40 a denominação é substituída por Hotel Europa e, na década de 60, o estabelecimento começa a perder prestígio. Em 1980 encerra definitivamente as portas.

Pedro Mendes Leal, um dos proprietários, conta que já há uns anos que andava à procura de um local para fazer "um boutique hotel", porque entendia que, ao contrário do que acontece em todas as capitais europeias, Lisboa tem pouca oferta hoteleira no seu centro histórico.

"Encontrámos este edifício, que já tinha sido um hotel, e pensámos que era o que andávamos à procura. Fizemos uma análise, o mais profunda possível, para que o projecto resultasse e para que pudéssemos ter a melhor oferta de compra, o que aconteceu há quatro anos", explica.

Posteriormente foi desenvolvido o projecto até à concretização da empreitada, tudo com a consultoria da empresa francesa GLA, especializada neste nicho de hotéis de charme e reconhecida mundialmente. José Pedro Vieira, decorador do Porto, foi o responsável pelo interior do hotel, que conta com 55 quartos, um restaurante, um bar não exclusivo a hóspedes, um ginásio, uma sala de massagens e um terraço-esplanada.

De acordo com Pedro Mendes Leal, o Bairro Alto Hotel, que faz parte da restrita rede dos Leading Hotels of the World - em Portugal só a integram o Hotel da Lapa, o Carlton, o Pestana Hotel, o Albatroz e o Hotel da Quinta do Lago -, apesar de estar aberto desde Junho, "em testes", só hoje é inaugurado.

No lugar onde está este hotel de cinco estrelas erguia-se a pequena Ermida do Alecrim, desaparecida com o terramoto de 1755 e cujo nome perdura na rua que liga o hotel ao Tejo. Em 1770, seguindo o plano de reedificação do Marquês de Pombal, foi construído no local da ermida o edifício com dois andares sobre lógias que hoje acolhe o hotel.

Depois da inauguração do Largo Luís de Camões, em 1860, o prédio foi alvo de remodelação, passando a ter três andares e uma mansarda sobre a qual se abririam umas águas furtadas. As janelas de soleira da mansarda, emolduradas a zinco, destacavam-se sobre a ardósia da nova cobertura, muito ao gosto francês da época e conferindo-lhe a imagem que ainda mantém.

Este edifício albergava uma hospedaria que tomou a designação de Hotel de l"Europe, administrado até 1912 por franceses. Sete anos depois, Alexandre de Almeida, hoteleiro que explorava também os hotéis do Buçaco, Frankfurt e Metrópole, submeteu à câmara um projecto de alterações e, em 1921, reabre com o nome Grand Hotel de l"Europe.

A partir dos anos 40 a denominação é substituída por Hotel Europa e, na década de 60, o estabelecimento começa a perder prestígio. Em 1980 encerra definitivamente as portas.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 08:16 PM | Comentários (0)

AMANHÃ HÁ BORLAS

Os utentes dos transportes públicos de Lisboa e Porto vão poder viajar quinta-feira gratuitamente, uma iniciativa conjunta das várias empresas públicas no âmbito do Dia Europeu Sem Carros.

De acordo com uma nota do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, são grátis todas as viagens de metropolitano, de autocarro, de barco ou de comboio.

Esta acção abrange a CP, Carris, Metropolitano de Lisboa, Transtejo/Soflusa, STCP e Metro do Porto.

O Dia Europeu sem Carros, que se celebra quinta-feira em vários países e que tem em Portugal a adesão de 46 municípios, procura sensibilizar a população para a necessidade de um ambiente mais saudável.

Para o assinalar a associação ambientalista Quercus vai quinta-feira avaliar o ruído e a qualidade do ar em Lisboa, cidade que tem uma artéria considerada a mais poluída da Europa: a Avenida da Liberdade.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 06:56 PM | Comentários (1)

REVOLUÇÃO

Ruben de Carvalho esteve hoje com estudantes da Universidade Católica. A CDU aderiu ao interclassismo.

Publicado por jf em 06:52 PM | Comentários (0)

FEIRA DAS PROMESSAS

O candidato do PSD à Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, comprometeu-se hoje a criar 7.000 lugares de estacionamento para residentes e comerciantes nos três primeiros meses de governação, caso seja eleito presidente da autarquia.

O candidato do PSD à Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, comprometeu-se hoje a criar 7.000 lugares de estacionamento para residentes e comerciantes nos três primeiros meses de governação, caso seja eleito presidente da autarquia.

"Nos primeiros 90 dias irei disponibilizar 7.000 lugares de modo a permitir estacionamento nocturno e aos fins-de-semana nos parques públicos, com avenças mensais não superiores a 25 euros", anunciou hoje Carmona Rodrigues, em conferência de imprensa na sua sede de candidatura.

O candidato social-democrata e actual presidente da Câmara de Lisboa explicou que medida será possível através da negociação dos contratos de concessão com as empresas que exploram estes espaços.

Outra proposta em matéria de ambiente e mobilidade passa pelo levantamento das zonas passíveis de serem transformadas em estacionamento provisório, enquanto aguardam licenciamento para a construção de empreendimentos.

A atribuição de dísticos de estacionamento da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) a comerciantes, como forma de incentivar o pequeno comércio, o combate ao estacionamento em segunda fila em áreas prioritárias, o alargamento do transporte gratuito Lx Porta-a-Porta e a sensibilização da Carris para criar carreiras em zonas com falta de transportes públicos são outras propostas que Carmona Rodrigues quer desenvolver no início do mandato.

O candidato pretende ainda criar corredores destinados a transportes públicos e em regime intermitente, medida que a Câmara de Lisboa vai lançar quinta-feira, no âmbito do Dia Europeu Sem Carros.

"Vamos ensaiar e apresentar um novo corredor BUS que funciona em 'time-sharing`, na Alameda da Cidade Universitária", anunciou o candidato, referindo-se a uma iniciativa que vai apresentar enquanto presidente da Câmara de Lisboa.

Questionado sobre se considera existir alguma confusão de papéis entre as funções de presidente da autarquia e de candidato, Carmona Rodrigues disse não querer "puxar os pergaminhos para a Câmara".

"São questões da cidade e que vêm numa continuidade de acção", afirmou.

Carmona Rodrigues falava no âmbito de uma conferência de imprensa em que anunciou ter participado na consulta pública lançada pela Comissão Europeia, cujo prazo termina hoje, sobre a estratégia europeia de ambiente urbano.

"Foi dada a oportunidade, por parte dos poderes públicos, de os cidadãos participarem na elaboração de uma política pública. Esta candidatura aceitou o desafio e enviou o seu contributo", salientou.

O presidente da autarquia lisboeta lamentou que o governo português não tenha promovido o debate.

Na opinião de Carmona Rodrigues, "este debate da União Europeia não teve o melhor acolhimento por parte das entidades responsáveis, tendo existido um grande desconhecimento das associações e câmaras municipais".

"O Governo terá passado ao lado, não fazendo o seu papel de incentivar o debate. É pena que Portugal tenha tido uma pequena participação", sustentou.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 05:59 PM | Comentários (2)

RUBEN CONTRA GESTÃO POR ASSESSORES

O candidato da CDU à presidência do Câmara de Lisboa, Ruben de Carvalho, afirmou hoje que o município está a ser gerido por "assessores políticos" sem experiência de gestão autárquica que ultrapassam os procedimentos exigidos.

"A gestão quotidiana passou a ser feita por estes assessores que pouco ou nada sabem de gestão autárquica, que fazem ofícios e despachos ultrapassando a estrutura da câmara, os directores de serviço, os técnicos, os chefes de divisão", acusou.

Ruben de Carvalho falava na faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Católica de Lisboa, onde apresentou algumas das linhas do programa da CDU para a câmara, perante uma plateia de algumas dezenas de estudantes.

O candidato comunista disse que uma das prioridades da CDU é "pôr a câmara a funcionar", já que, insistiu, quando Pedro Santana Lopes chegou à autarquia contratou assessores cuja acção se sobrepõe às competências dos funcionários camarários.

"Quando Pedro Santana Lopes ganhou [em 2001], de forma inesperada, pensou que iria encontrar uma câmara cheia de bolcheviques e encheu os gabinetes de assessores. A câmara tem hoje um número de assessores que nunca teve na vida", afirmou.

"Há que acabar com a política de admissões políticas inaceitáveis. São centenas de assessores ao mais variado nível, com ordenados na ordem dos 2,3 e 4 mil euros por mês. É uma situação que é preciso regularizar", afirmou.

Em consequência, acrescentou, há "uma burocratização caótica" e "os trabalhadores, os chefes de divisão, os técnicos, estão desmotivados".

Para Ruben de Carvalho, "pôr a câmara a funcionar" é também necessário para pôr em dia as contas da autarquia, cujas dívidas a fornecedores "ascendem a cerca de 40 milhões de euros".

Munido de gráficos, Ruben de Carvalho procurou demonstrar aos alunos que o endividamento da autarquia "atingiu o pico" na gestão do ex-presidente da câmara Pedro Santana Lopes e Carmona Rodrigues, actual presidente e candidato do PSD a Lisboa.

Apenas dois estudantes fizeram perguntas ao candidato. Uma sobre "o que fazer" para pôr as contas da câmara em dia, e outra sobre a dificuldade de os jovens conseguirem comprar casa em Lisboa a preços acessíveis.

Na resposta, Ruben de Carvalho insurgiu-se contra o rumo que tomou a EPUL (Empresa Pública de Urbanização de Lisboa) com a gestão social-democrata.

"A EPUL serve hoje para tudo menos para o fim a que se destina. Serve para fazer negócios com o Benfica, com bombas de gasolina, para pagar ao arquitecto Frank Gehry, menos para fazer aquilo que é o seu objectivo, a criação de habitação a preços acessíveis para jovens", lamentou.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 05:58 PM | Comentários (0)

PRIMEIRA PEDRA DA ESQUADRA DA ALTA DE LISBOA

A Câmara Municipal lança sexta-feira a primeira pedra da construção de uma esquadra da PSP na Alta de Lisboa, no Lumiar, numa zona onde se regista alguma criminalidade, foi hoje anunciado.

Em comunicado hoje divulgado, o gabinete do presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, adianta que a nova esquadra vai situar- se na Avenida Helena Vieira da Silva, junto ao parque de material e oficinas do Metro e perto da Quinta das Conchas e do Parque Urbano Sul.

Orçadas em 2,5 milhões de euros, as obras da esquadra são da responsabilidade da Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL), como uma contrapartida da urbanização que a empresa está a construir naquela zona da cidade, prevendo-se que esteja concluída dentro de ano e meio.

Com uma área total de mais de 7.000 metros quadrados, o edifício, com quatro pisos, irá albergar uma esquadra, uma zona para a Brigada de Acidentes, além de áreas para operações de segurança, logística e apoio geral, quartos de detenção, administração e finanças, ginásio, carreira de tiro, garagem e zona de parada.

Segundo a Câmara de Lisboa, a nova esquadra "irá servir toda a zona da Alta de Lisboa, em forte crescimento, onde já vivem mais de 20.000 pessoas e onde se espera que venham a viver até 2015 cerca de 60.000 pessoas".

A esquadra deverá ainda dar resposta a toda a zona do Lumiar, articulando-se com as esquadras de Telheiras e do Bairro da Cruz Vermelha.

Moradores da nova urbanização da Alta de Lisboa têm-se queixado de insegurança no bairro, em sequência de realojamentos que a autarquia realizou naquela zona residencial.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 05:56 PM | Comentários (0)

DUARTE PACHECO FECHA

A circulação na Avenida Engenheiro Duarte Pacheco junto a Campo de Ourique vai estar interdita na próxima madrugada, devido a obras relacionadas com o Túnel do Marquês, anunciou a Câmara de Lisboa.

A interrupção do trânsito vai ocorrer entre a 01:00 e as 05:30 de quinta-feira, devido à recolocação da passagem pedonal da Avenida Engenheiro Duarte Pacheco, na descida da Pimenteira, na saída para Campo de Ourique e junto ao Liceu Francês.

Na Rua do Arco do Carvalhão, o trânsito ficará condicionado, mas a circulação mantém-se nos dois sentidos, adianta a Câmara de Lisboa, em comunicado.

A autarquia recomenda como alternativas à circulação, no sentido Cascais-Lisboa, a CRIL e o Eixo Norte-Sul para os automobilistas que se dirigem para o norte da cidade, a Avenida Calouste Gulbenkian para quem pretende aceder ao centro e a Marginal, a Avenida da Índia ou a 24 de Julho se o destino for a Baixa.

Para quem atravessa a Ponte 25 de Abril, o percurso recomendado na direcção do norte da cidade é o nó de Sete Rios, eixo Norte/Sul ou o nó da Segunda Circular.

Os veículos que se dirigem para o centro da cidade devem utilizar a Avenida Calouste Gulbenkian e a Praça de Espanha, e a saída de Alcântara para a zona ribeirinha.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 05:54 PM | Comentários (0)

VITAL REMAINS

Os Vital Remains apresentam-se no Mercado da Ribeira, em Lisboa, pelas 21h30 horas.

O lendário grupo norte-americano de death metal Vital Remains, actualmente com a participação de Glen Benton na voz, regressa a Portugal nesta quarta-feira, actuando em Lisboa.

A primeira parte é assegurada pelos suecos Nominon e os franceses Ashura. A festa prossegue até às 4h00 horas com o dj Jó. Na quinta-feira, dia 22, o grupo norte- americano segue para Branca, em Colinas. O espectáculo tem início às 20h00 horas e terá como banda de suporte os portugueses Angriff.

Os bilhetes custam entre 15 euros (venda antecipada/reservas) e 18 euros (no próprio dia no local) e podem ser adquiridos no Dark Doll, em Lisboa, e Oblivion, no Porto.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 04:38 PM | Comentários (0)

UMA NOTE COM ELLA

A companhia Lisboa Ballet Contemporâneo apresenta na sexta-feira, dia 23 de Setembro, no Teatro Camões, em Lisboa, o espectáculo de Benvindo Fonseca «Uma Noite com Ella», bailado inspirado na música da diva do jazz Ella Fitzgerald.

O espectáculo, que a companhia estreou em 2003 no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, é, segundo o coreógrafo Benvindo Fonseca, um tributo à vida e música de Ella Fitzgerald, falecida em 1996. O coreógrafo e director artístico da companhia disse à Agência Lusa que este espectáculo é «um tributo à diva do jazz e ao mesmo tempo um hino ao amor e às várias formas de amar».

«Uma Noite com Ella» surgiu de uma paixão que o coreógrafo tem pela música da cantora norte-americana Ella Fitzgerald, que costumava ouvir na sua infância no Niassa, Moçambique. «O meu pai costumava reunir a família aos fins-de-semana e colocava músicas de Billie Holliday, Sarah Vaughn, Ella Fitzgerald, Louis Armstrong e Nat King Cole», recordou o coreógrafo.

«Com o tempo aprendi a amar a música de Ella Fitzgerald, a sua voz de anjo que ainda hoje me transporta para um mundo de amor, inspirador e mágico», afirmou. Benvindo Fonseca considera que «Uma Noite com Ella» incide e reflecte sobre os relacionamentos amorosos e sobre as várias formas de amar.

No espectáculo, os bailarinos relacionam, através da música da diva do jazz, momentos da vida de Ella Fitzgerald e do próprio Benvindo Fonseca. O espectáculo será interpretado pelos bailarinos Alessandra Cito, Ana Santos, Ângela Eckart, Débora Queiroz, Isadora Ribeiro, Hugo Martins, Marcelo Magalhães e Nuno Gomes.

«Uma Noite com Ella» conta com as participações especiais dos cantores Marta Plantier e Fernando Ferreira e do saxofonista Eddy Jam. O custo dos bilhetes para os espectáculos, que podem ser vistos sexta-feira e sábado no Teatro Camões, em Lisboa, varia entre os cinco e os 20 euros.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 12:30 PM | Comentários (0)

A LER

Estratégia Europeia de Ambiente Urbano, por António Carmona Rodrigues
A CDU e o Desporto em Lisboa
Ruben de Carvalho e a Baixa Pombalina
Os Carroceiros de Lisboa, por Filipe Luís, na Visaoonline

Publicado por jf em 12:27 PM | Comentários (0)

AINDA O AUDI DE SANTANA

A viatura, usada por Santana Lopes como presidente da Câmara de Lisboa, vai ser vendida em hasta pública. O objectivo é obter a melhor oferta para um carro que muito polémica deu.

O ex-primeiro-ministro, antes de renunciar ao mandato autárquico procurou saber quanto dariam pelo Audi A8 4.2 TDI Quattro azu-escuro. Segundo apurou o CM apareceram dois interessados, mas só queriam desembolsar cerca de 40 mil euros.

Ora, o carro foi comprado a 26 de Agosto de de 2003 e custou aos cofres da Câmara da capital a módica quantia de 99 800 euros. Bem longe das ofertas recebidas pela edilidade para a sua compra, mesmo para uma viatura em segunda mão.

Santana Lopes saiu e Carmona, mal tomou posse, teve de decidir. Que se promova os “procedimentos legais que permitam a obtenção da proposta mais favorável”, lê-se nas indicações que actual edil deu aos seus serviços no passado dia 12.

O carro esteve sempre envolto em polémica desde a sua aquisição. A oposição questionou o montante gasto para um automóvel normalemente requerido para cargos de chefia de Estado.

Quando Santana Lopes chegou a primeiro-ministro e Carmona Rodrigues tomou conta da Câmara na sua ausência, a referida viatura foi arrumada numa garagem camarária. E não foi usado pelo então edil.

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por jf em 11:06 AM | Comentários (0)

A MADRUGADA DE CARRILHO

Foi visivelmente cansado mas “fisicamente bem” que Manuel Maria Carrilho terminou, às 9h00 de ontem, a acção ‘24 horas ao ritmo de Lisboa’. Depois de ter confirmado que “todos os problemas da cidade estão já identificados”, Carrilho disse que, com esta maratona, mostrou a sua disponibilidade e empenho para o cargo de presidente da Câmara.

As visitas aos mercados Abastecedor de Lisboa (MARL) e da Ribeira, realizadas de madrugada, foram marcadas por queixas dos comerciantes.

Sublinhando que “um candidato deve ser capaz de seguir este ritmo”, Carrilho frisou o abandono a que estão votados o Jardim do Campo Grande e a Baixa, esta durante a noite, e referiu ter encontrado “muita esperança na mudança”. E é essa esperança que tem capacitado muitas pessoas a darem respostas capazes, disse, referindo-se ao Centro de Saúde de Sete Rios e à Associação Pró-Infância, nos Anjos. O centro, visitado já pelas 8h00, solicitou “inúmeras vezes à Câmara um minibus para transportar os utentes da extensão de S. Domingos de Benfica”.

Além deste pedido, Carrilho tomou conhecimento das queixas dos comerciantes de pescado do Mercado Abastecedor de Lisboa (muito afastado do porto e com acessos muitíssimo precários) do Mercado da Ribeira, onde numa ala inaugurada há uma semama os pombos defecam em cima dos produtos hortícolas e frutícolas, pois não foram criadas medidas para impedir a sua entrada no recinto, e ouviu um taxista queixar-se do Martim Moniz: “A cena mais insólita que vi: três tipos a injectarem-se perto de um carro da Polícia Municipal, onde estavam dois agentes a dormir”.

O candidato viajou ainda no primeiro metro da manhã, transporte que “abre as portas muito tarde”, gritaram-lhe. E foi no metro que ouviu: “Olha quem é ele. Chulo. Eu cá não voto. São todos uns chulos”.

ENCONTRO COM MENEZES E LOPES COSTA

Inesperado foi o encontro entre Carrilho e Luís Filipe de Menezes, que estava acompanhado pela ex-vereadora santanista, Helena Lopes da Costa, no bar Speak Easy, onde se encontravam também o chefe de Gabinete de Marques Mendes, líder do PSD, Pedro Vinha da Costa, e o presidente da Câmara de Gouveia, Álvaro Amaro, igualmente social-democrata.

Carrilho cumprimentou Menezes e beijou Lopes da Costa, quando entrou no bar para usar a casa de banho. A conversa, rápida, foi contudo animada e muito comentada pelos presentes, que assistiram sem dar o ‘flanco’.

SOCIALISTAS SÓ EM ACÇÕES ESPORÁDICAS

As 24 horas não foram acompanhadas por todos aqueles que costumam integrar a comitiva de Carrilho. Muito notada foi a ausência de Miguel Coelho, presidente da Concelhia de Lisboa do PS, que só apareceu na visita ao Campo Grande no final do dia de anteontem. Também o director de campanha, Luís Bernardo – o homem da ideia – não acompanhou o seu candidato, encontrando-o no bar nocturno visitado. Já Maria de Belém optou por acompanhar o candidato ao Hospital D. Estefânia.

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por jf em 11:04 AM | Comentários (0)

O PSD CONCORRE?...

António Carmona Rodrigues dedicou todo o dia de ontem a questões sociais, tendo passado pelas freguesias de Campolide e Nossa Senhora de Fátima, onde visitou a Associação Abraço, e disse à saída, ladeado por Margarida Martins, que a "sida não deixou de existir."

Uma jornada em que o candidato independente à Câmara Municipal de Lisboa (CML) apoiado pelo PSD se fez acompanhar por vários dirigentes laranja da capital e candidatos da sua lista, como Amaral Lopes, António Proa e Sérgio Lipari, mas onde não surgiram quaisquer motivos de campanha alusivos aos sociais-democratas.

Bandeiras, autocolantes, pins e toda a parafernália de campanha só referiam o slogan "Lisboa Para Todos" e, apesar de o próprio secretário-geral da JSD, Rodrigo Saraiva, ter acompanhado a tarde nas ruas, nem os "jotas" aparentavam alguma ligação com o PSD. Ao ponto de potenciais eleitores se virarem para apoiantes da candidatura, incrédulos "É do PS? Se é não quero nada...". Confrontada com esta estratégia, fonte ligada à campanha reconhece: "É assim, faz parte do que foi definido."

Partido à parte, Carmona Rodrigues andou por Campolide, onde era suposto visitar a Escola 13 e o Lar de Campolide, mas foi no Centro Recreativo e Cultural do Bairro da Calçada dos Mestres que se deteve. Acompanhado pela actriz e cantora Simone de Oliveira e por Jorge Teixeira dos Santos, candidato do PSD à junta, Carmona distribuiu cumprimentos porta-a- -porta, café a café. A dada altura cruzou-se com o maestro Vitorino d' Almeida, apoiante confesso de Manuel Maria Carrilho, e até aí o aperto de mão foi caloroso. Decididamente, o candidato que se assume como um "não-político" está cada vez mais... político.

Nas instalações do Centro Recreativo, Carmona distribuiu bolas de futebol com o logo da candidatura a jovens jogadores do clube da casa e do... Santana Futebol Clube. Aqui ficou também a saber-se que o actual presidente da junta, eleito pelo PS, Carlos Alberto dos Santos, está agora com o candidato do PSD. Da parte da manhã, mas enquanto presidente da Câmara de Lisboa, Carmona esteve com Maria José Ritta numa iniciativa com a Fundação Infantil Ronald Mc Donald.

marçal grilo apoia. No dia em que Carmona Rodrigues apresenta a sua contribuição para a estratégia da União Europeia sobre ambiente urbano, a candidatura ganha o apoio de Marçal Grilo, ministro da Educação de 1995 a 1999 (com António Guterres), que está com Carmona Rodrigues, em detrimento do seu antigo colega do Executivo Manuel Maria Carrilho.


Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 10:56 AM | Comentários (0)

A LER

A Maratona de Carrilho, por Luís Delgado, no Diário de Notícias

Publicado por jf em 10:54 AM | Comentários (0)

CARMONA VENDE CARRO DE SANTANA

A viatura adquirida pelo ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes, que tanta contestação levantou junto da oposição, devido ao montante despendido na sua aquisição (99.800 €), vai ser vendido em hasta pública, por decisão do seu sucessor, Carmona Rodrigues.

A notícia é avançada na edição desta quarta-feira do jornal Correio da Manhã, que refere que o automóvel, um Audi A8 4.2 TDI Quattro, tem estado arrumado numa garagem camarária desde a saída de Pedro Santana Lopes, uma vez que Carmona Rodrigues ter-se-á sempre recusado a utilizá-lo.
Contudo, apesar da vontade da autarquia em desfazer-se da viatura, até ao momento, apenas dois interessados fizeram propostas de compra e ambas por valores muito baixos, na ordem dos 40 mil euros.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 10:51 AM | Comentários (0)

MARÇAL GRILO COM CARMONA

Candidato independente à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, mas com o apoio do PSD, Carmona Rodrigues recebe, esta quarta-feira, um apoio de peso, vindo da área socialista: Marçal Grilo, ex-ministro da Educação entre 1995 e 1999.

Publicado por jf em 10:49 AM | Comentários (0)

ARRUADA DE SÁ FERNANDES

Candidato independente à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, mas com o apoio pelo Bloco de Esquerda, o advogado José Sá Fernandes realiza, esta quarta-feira, uma visita aos antigos terrenos da Galp, no Parque das Nações. Para a parte da tarde está prevista uma arruada.

Na visita aos terrenos da Galp, entretanto adquiridos pelo empresário Luís Filipe Vieira, José Sá Fernandes será acompanhado pelo líder do BE, Francisco Louçã.
Relativamente à arruada, que deverá ter início cerca das 15:00 horas, sairá do Largo de Camões e terminará na Rua Augusta, passando pelo Rossio.

Até final da presente semana, José Sá Fernandes tem ainda agendadas a participação, na quinta-feira, numa acção de teatro de rua (15:00 horas, junto ao Campo Pequeno), assim como a realização, na sexta-feira, de uma palestra na Universidade Católica (11:30 horas), com vista à apresentação das propostas da sua candidatura para os jovens de Lisboa.

Às 15:00 horas, o candidato apoiado pelo BE promove mais uma acção de campanha com o objectivo de denunciar a situação dos prédios devolutos na capital portuguesa.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 10:48 AM | Comentários (0)

O TERRAMOTO

Recordado no Luminescências.

Publicado por jf em 10:36 AM | Comentários (0)

setembro 20, 2005

PARA MAIS TARDE RECORDAR

O debate de Lisboa.

Publicado por jf em 06:18 PM | Comentários (0)

A NÃO PERDER

Instantâneos de campanha em Lisboa. Aqui.

Publicado por jf em 06:13 PM | Comentários (0)

MAIS HIGIENE NOS MERCADOS MUNICIPAIS

Os consumidores dos mercados municipais de Lisboa têm, a partir de hoje, comerciantes mais habilitados para os servir a nível da higiene e segurança alimentar após terem participado numa acção de formação promovida pela autarquia.

Os consumidores dos mercados municipais de Lisboa têm, a partir de hoje, comerciantes mais habilitados para os servir a nível da higiene e segurança alimentar após terem participado numa acção de formação promovida pela autarquia.

Dos 1.500 comerciantes que existem nos mercados municipais de Lisboa, 700 participaram no curso sobre "Higiene e Segurança Alimentar", cujos certificados são entregues hoje, disse à Agência Lusa a vereadora com o pelouro das Actividades Económicas, Ana Sofia Bettencourt.

"Estas acções de formação, que incluíram várias turmas ao longo deste ano, contribuem para uma melhoria da qualidade do serviço prestado aos consumidores que deles usufruem", salientou a vereadora.

Ana Sofia Bettencourt adiantou que a participação no curso superou as expectativas, havendo mais 700 comerciantes em fila de espera.

Para responder aos pedidos dos comerciantes, a autarquia vai realizar outra acção de formação, em colaboração com a Associação de Comerciantes e Mercados de Lisboa (ACML), no próximo ano.

Em declarações à Lusa, a presidente da ACML, Luísa Carvalho, adiantou que os comerciantes têm de estar preparados para saber como manipular os alimentos de acordo com a legislação vigente.

Segundo a responsável, muitos comerciantes têm hábitos antigos que é preciso mudar e, para isso, é preciso que alguém lhes ensine como agir.

Luísa Carvalho contou que muitos comerciantes antes de participarem na acção de formação pensavam que ia "ser uma perda de tempo", mas no final todos consideraram que foi "muito útil" e até pediram a realização de mais cursos.

O curso foi dado por médicos veterinários e engenheiros alimentares, que depois da formação se deslocavam aos mercados para corrigirem o que estava mal, acrescentou.

Além da entrega dos certificados aos comerciantes, a autarquia vai ceder hoje um espaço no Mercado 31 de Janeiro, na rua Engenheiro Vieira da Silva, para a sede da Associação dos Comerciantes nos Mercados Municipais.

Nesse espaço, será criado um centro de apoio aos sócios, um auditório para acções de formação e um recinto desportivo.

"A associação não tinha instalações e o plano de actividades é grande, por isso a autarquia cedeu o espaço no Mercado 31 de Janeiro", adiantou Ana Sofia Bettencourt, salientando a importância de fomentar o associativismo entre os comerciantes que exercem a sua actividade nos Mercados Municipais.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 05:08 PM | Comentários (0)

VIGILÂNCIA VIGIADA

Mais de 60 locais onde empresas de segurança privada desempenham funções e 223 vigilantes foram fiscalizados, no âmbito de uma operação policial realizada durante seis dias em Lisboa, anunciou hoje a PSP.

A operação, realizada pelo Comando Metropolitano de Lisboa e a Brigada Fiscal da Segunda Divisão da PSP decorreu entre as 09:00 do dia 12 de Setembro e as 18:00 de domingo, adiantou à Agência Lusa a fonte policial.

As acções de fiscalização desenvolveram-se em 66 locais, com maior incidência nas grandes superfícies comerciais e em portas de edifícios.

Segundo a PSP, foram fiscalizados 223 vigilantes e levantados 41 autos de contra-ordenação por falta de carteira profissional, ausência de cartão na farda, cartão caducado, falta de uniforme e uso de peças de uniforme não autorizado.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 05:04 PM | Comentários (1)

BOTA E PERDIGOTA

Ir à AMI e falar sobre o túnel do Marquês, ou Sá Fernandes e a sua obsessão... Aconteceu no dia de campanha de hoje.

Publicado por jf em 04:26 PM | Comentários (0)

MTV AWARDS: ESPERAM-SE MILHARES

A entrega dos Prémios Europeus de Música da MTV, agendados para Novembro em Lisboa, vão potenciar o turismo na capital.

A entrega dos Prémios Europeus de Música da MTV, agendados para Novembro em Lisboa, vão potenciar o turismo na capital, com a estação europeia a fazer sete mil reservas de hotel, afirmou hoje o vice-presidente da MTV Europe.

Em conferência de imprensa em Lisboa, Richard Godfrey elogiou as potencialidades de Lisboa para acolher a 12ª edição dos "MTV Europe Music Awards" e a equipa da MTV Portugal por ter apresentado uma candidatura "agressiva e profissional".

Em Lisboa estarão milhares de músicos, convidados, elementos dos diferentes canais da MTV e cerca de 700 jornalistas de todo o mundo para assistir a um dos principais eventos anuais do canal de televisão.

Também o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, afirmou hoje que "Lisboa tem um potencial muito grande por explorar" e que a importância do evento da MTV está ao nível do Euro+2004, o campeonato europeu de futebol, ou do Mundial de Vela, que Portugal acolhe em 2007.

"É preciso associar o país a uma imagem de modernidade e dirigido para um segmento mais jovem", reforçou o secretário de Estado.

Além da cerimónia de entrega dos prémios, que decorrerá a 03 de Novembro no Pavilhão Atlântico, o evento inclui uma programação paralela de varias iniciativas sempre ligadas à música.

Nas cinco semanas que antecedem a entrega dos prémios, Leiria, Coimbra, Braga, Porto, Madeira e Algarve vão acolher festas de apresentação da MTV com actuações de vários disc-jockeys, entre os quais DJ Vibe e Mylo.

Em Lisboa, entre os dias 28 e 30 de Outubro estão agendados três concertos no Parque das Nações, cujo cartaz não foi ainda desvendado, e a 01 de Novembro, nas vésperas da entrega dos prémios, decorrerá no Pavilhão de Portugal o "Free Your Mind Day".

Esta última iniciativa pretende reunir as associações e entidades de defesa dos direitos humanos que venceram as últimas edições do prémio Free Your Mind, atribuído anualmente pela MTV.

Nesse dia será anunciado o vencedor do prémio deste ano.

Os Prémios Europeus de Música da MTV serão transmitidos em directo em todos os canais da MTV Networks, com uma audiência estimada em cerca de mil milhões de telespectadores, fazendo do evento uma "plataforma global", referiu Richard Godfrey.

Pelo Pavilhão Atlântico vão passar dezenas de artistas internacionais, com o director do canal Portugal, Lorenzo de Stefani, a prometer "um cartaz meteórico e estelar".

Os nomeados para as diferentes categorias dos prémios, incluindo o galardão português, o anfitrião e as actuações que estão previstas para a noite de entrega dos prémios só serão conhecidos no dia 27 de Setembro, numa conferência de imprensa em simultâneo em Lisboa e em Londres.

A 12ª edição dos prémios conta com o patrocínio oficial da Vodafone e da Ripley Blue Jeans, além das parcerias com a RTP, que irá retransmitir a cerimónia, a rádio Antena 3 e o jornal Metro.

Em Lisboa já é visível a campanha de promoção dos "MTV Europe Music Awards", cujo logótipo principal, em branco e azul ou vermelho, inclui o nome de Lisboa escrito em língua portuguesa.

A campanha internacional, que será estendida a toda a Europa, incluirá cartazes com imagens de Lisboa e a personagem "Pat", uma celebridade peluda e de grande estatura que personifica a celebridade rock.

No final deste mês será lançada a segunda fase da campanha publicitária, com vários "spots" publicitários gravados em Lisboa, em que "Pat" surge acompanhado de 50 jovens portugueses.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 03:20 PM | Comentários (0)

CLARA PINTO CORREIA LANÇA LIVRO

«No meio do nosso caminho» é o nome da obra de Clara Pinto Coelho que é apresentada na quinta-feira, dia 22 de Setembro, no auditório da FNAC do Chiado, em Lisboa. Editado pela Oficina do Livro, o novo romance da escritora será apresentado pelas 19:00 horas. A obra conta com testemunhos dos professores João Costa, Helena Marujo e Luís Miguel Neto.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 03:18 PM | Comentários (0)

UMA BOA OPORTUNIDADE

As Galerias Romanas da Rua da Prata, em Lisboa, vão estar abertas ao público nos próximos dias 23, 24 e 25. As visitas gratuitas decorrem entre as 10.00 e as 13.00, e as 14.00 e as 18.00, com encontro junto ao nº 77 da Rua da Conceição. Esta construção romana de entre o século I a.C. e o século I d.C. costuma estar submersa durante todo o ano.

Publicado por jf em 01:12 PM | Comentários (0)

CARRILHO OPTIMISTA

O candidato socialista à Câmara de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, afirmou esta terça-feira que parte para uma nova fase da campanha eleitoral com «natural optimismo», depois do «bom acolhimento» que sentiu durante uma iniciativa que durou 24 horas.

«A reacção é muito boa, o acolhimento é muito bom, encaro a próxima fase da campanha com natural optimismo», afirmou o cabeça-de-lista do PS à câmara de Lisboa, num pequeno almoço com jornalistas na sede da candidatura para assinalar o fim da iniciativa «24 horas ao ritmo de Lisboa».

A iniciativa começou segunda-feira às 09:00, no Túnel do Marquês, prosseguiu com uma visita às instalações da câmara municipal de Lisboa, ao Centro de apoio aos imigrantes, a mercados e incluiu passeios no Jardim do Campo Grande e pela baixa da cidade.

«No essencial há uma coisa que me reconforta. Estão bem identificados os problemas de Lisboa», afirmou Manuel Maria Carrilho, frisando que a iniciativa permitiu demonstrar que «Lisboa não padece de falta de diagnóstico».

«Lisboa não padece de falta de diagnóstico. Lisboa padece de falta de acção. O imperativo é agir para mudar a situação da cidade e das pessoas», disse.

Visivelmente cansado, mas «fisicamente bem», Manuel Maria Carrilho destacou como pontos positivos o Centro de Saúde de Sete Rios, que visitou cerca das 08:00 horas, e o Centro de Apoio aos Imigrantes, que visitou na segunda-feira à tarde.

«Nós queremos construir uma Lisboa melhor, mais inclusiva. A principal aposta é Lisboa para residentes mas também temos que nos preocupar com os que vêm trabalhar cá», disse.

Como aspectos negativos, Carrilho apontou o «abandono» da cidade que disse ter verificado quando passeou ao final da tarde de segunda-feira no Jardim do Campo Grande, e à noite, pela Rua Augusta, Praça da Figueira e Rossio.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 01:06 PM | Comentários (0)

MCTES SUSPENDE PARCERIA: EXPOSIÇÃO EVOCATIVA DO TERRAMOTO EM RISCO

Informa-nos o Actual (Expresso) que o Ministério de Mariano Gago suspendeu a parceria com a Camara Municipal de Lisboa com vista à realização da exposição evocativa do terramoto de 1755. O projecto inicial estava orçado em 2 milhões d eeuros, cabendo à autarquia pagar 500.000 euros. A autarquia garante ainda as obras na antiga estação dos CTT no Terreiro do Paço, bem como a digitalização da maqueta de Lisboa antes do terramoto. Uma coisa é certa: nesta altura do campeonato, já estamos em Setembro d e2005, ainda não há a garantia da realização da exposição. Esperemos que esta exposição não se torne a Casa da Música de Lisboa...

Publicado por jf em 12:00 PM | Comentários (0)

ENTREVISTA DE RUBEN DE CARVALHO

Ruben de Carvalho alerta para política «desastrosa» nas finanças da autarquia. Candidato da CDU aponta como prioridade a criação de um mercado habitacional acessível aos mais jovens. Parque Mayer deve privilegiar a «componente do teatro».

O que é preciso mudar na câmara de Lisboa?
É preciso pôr cobro a uma política que consideramos desastrosa e que foi a seguida nos últimos quatro anos. Do ponto de vista económico, há elementos muitíssimo inquietantes: a autarquia acumulou uma dívida de que não há memória. Também é imperioso repor a legalidade de muitos processos: Plano Director Municipal; Parque Mayer; Túnel do Marquês. . .

Qual a solução da CDU para a desertificação da cidade?
É fundamental criar um mercado habitacional acessível aos mais jovens. É preciso fazê-los regressar à cidade, através da oferta de casas mais baratas. Esse mercado habitacional passa pela construção, mas também pela reabilitação urbana, já que existem 40 mil casas devolutas em Lisboa. É uma forma de dar uma nova vida aos bairros históricos.

Que incentivos vão ter os jovens para poderem adquirir ou alugar casa em Lisboa?
Os incentivos têm que girar à volta de questões de ordem económica. Nada impede que a câmara municipal tenha um papel de diálogo com as instituições financeiras, o que não tem sido feito.

É possível criar mais empregos na cidade?
Lisboa tem condições para a instalação de outro tipo de actividades económicas, ligadas à investigação científica e às novas tecnologias. Existe no próprio Plano Director Municipal áreas vocacionadas para actividades deste género.

Se for eleito, o que se propõe fazer para combater a crescente insegurança de que padece a cidade de Lisboa?
Há situações onde se justifica a videovigilância, só que esta não resolve coisa nenhuma, dado que não impede o delito, é somente um elemento dissuasor. O primeiro factor de segurança é o urbanismo. O desertificar uma determinada zona é criar um pólo de insegurança. Se não há transportes colectivos e zonas desportivas, a segurança agrava-se. Também se devem prosseguir os planos de toxicodependência, que esta maioria abandonou por completo. Por último, é o funcionamento das forças de segurança. A Polícia Municipal devia ter 800 homens e só tem 400. Se tivesse os efectivos completos permitia-lhe fazer um policiamento constante e de proximidade.

Qual a solução que tem para os «guetos» da cidade?
Esses sítios normalmente têm vários problemas de ordem social, como o desemprego e desenraizamento. Há que ter intervenções ao nível dos departamentos de acção social da câmara e de articulação com outras entidades, como a Misericórdia.

O que quer fazer na área ambiental?
A primeira coisa que há a fazer é cuidar daquilo que existe. O Campo Grande está num estado lamentável, e é um dos principais «pulmões» desta cidade. Temos que reactivar os planos sobre a estrutura verde da cidade, que foram feitos pela coligação PS/CDU. O trabalho está concluído, basta abrir a gaveta e tirá-los cá para fora.

Quais os benefícios futuros que diz que o Túnel do Marquês pode ter se for encerrado na Rua Castilho?
Fizemos essa proposta quando o problema já estava em cima da mesa. O problema foi ter-se criado esse disparate, dado que tem perigos e corresponde ao contrário daquilo que a resolução dos problemas de trânsito de Lisboa exige. O túnel tem vantagens fazendo o desnivelamento na rua Artilharia 1.

Como quer ver ocupado o Parque Mayer?
Vemos o Parque Mayer como um espaço cultural, onde deve ser privilegiado a componente do teatro. Somos bastante críticos com o pré-projecto do arquitecto Frank Gehry, que custou 2,5 milhões de euros, o que não são propriamente trocos. Foram aprovadas taxas de edificabilidade que inevitavelmente vão envolver a demolição do Capitólio. Estamos bastante inquietos em relação à construção das torres, que podem ter consequências ambientais.

O candidato da CDU à câmara de Lisboa quer «arrumar a casa», para a pôr de novo a funcionar. Para isso, diz ser fundamental pôr cobro à política «desastrosa» dos últimos quatro anos. Ruben de Carvalho acusa o PS de estar sempre com a direita, excepto quando está coligado com o PCP. Criar um mercado habitacional acessível aos mais jovens, para os trazer de volta à cidade, é uma das prioridades do candidato que não esquece a segurança, o ambiente, o Túnel do Marquês e o Parque Mayer.

Quais são os três maiores problemas da câmara dos últimos quatro anos?
É necessário pôr novamente a câmara a funcionar, ouvir os trabalhadores, detectar o que está mal. Actualmente há uma desmotivação e uma desautorização das chefias e dos trabalhadores em geral, que foram ultrapassados por uma multidão de assessores globalmente incompetentes, que encheram os gabinetes dos vereadores, transpondo todo o funcionamento normal da autarquia. Esta maioria interrompeu uma série de processos em curso, como os da toxicodependência e reabilitação urbana, que tem sido apontada com uma das grandes vitórias desta gestão, o que é completamente falso. É preciso arrumar a casa, para depois se passar à prática, corrigindo situações gravosas.

Quem é o maior responsável dessa situação «gravosa»?
É evidente que aquilo que se faz na câmara é da responsabilidade do presidente, Pedro Santana Lopes, e do vice-presidente, Carmona Rodrigues. Não há volta a dar...

Em que é que o programa «Soluções para Lisboa» é melhor que os outros?
É mais sério e realista e põe a tónica no interesse colectivo. O enfoque está no urbanismo, transportes, saúde, cultura, assistência social, educação, desporto. O que nos difere é a descentralização: a eficácia do trabalho do município está na articulação com as juntas de freguesia. Actualmente, existe uma governação afastada dos munícipes.

Reitera a ideia de que o PS e o BE têm apoiado a política da coligação PSD/CDS-PP?
Nos últimos quatro anos, mais de 70 por cento das medidas propostas por este município foram aprovadas pela CDU. O problema são os restantes 30 por cento, que constituem o núcleo dos erros cometidos pela maioria PSD/CDS. Muitos desses erros só foram tornados possíveis pelo voto favorável do PS e do BE, ou então pela abstenção. O Túnel do Marquês só é possível porque o PS se absteve. A permuta dos terrenos do Parque Mayer com os de Entrecampos, só foi possível porque o PS e o BE votaram ao lado do PSD e CDS. Se se fizer a história da actuação do PS na câmara de Lisboa verificar-se-á que, excepto nos 12 anos em que esteve coligado com o PCP (a partir de 1990), sempre esteve com a direita. O PS só faz política de esquerda quando está coligado com o PCP. A garantia de uma política de esquerda em Lisboa passa inevitavelmente pelo PCP.

É um crítico das Empresas Municipais e das Sociedades de Reabilitação Urbana. Porquê?
A CDU não tem objecções às empresas municipais, uma vez que podem ser funcionais para a gestão municipal. Temos o caso da EPUL que se transformou noutra operadora imobiliária em Lisboa. Estas empresas também contribuem para a traficância de lugares. O que é necessário é vermos se estão a cumprir os objectivos e se estão a ser geridas dentro da legalidade. Depois as medidas a tomar podem passar pela extinção ou pela correcção do que estiver mal. Já as Sociedades de Reabilitação Urbana vivem aliadas da população e servem para os negócios de distribuição de lugares. Só servem objectivos políticos de troca de favores, nomeadamente entre PS e PSD. A EPUL, a EGEAC e a Gebalis, foram objecto desses acordos. Em nosso entender, as SRUs são para acabar.

Ruben de Carvalho quer desmotivar o acesso do automóvel a Lisboa. Comunista defende entrada, com urgência, de uma autoridade metropolitana de transportes. E diz que PS queria a «casa toda e colocar CDU no patamar da escada».

Defende que a melhor localização para a Feira Popular é na Docapesca de Belém. Não acha que o espaço deve estar numa zona central da cidade?
A localização de um equipamento destes tem que ser bem pensado, porque no centro da cidade pode ser um elemento perturbador. Daí sugerirmos a Docapesca. Tem boas acessibilidades, tem espaço. E tem uma coisa que achamos importante que é a proximidade do rio. Os traços essenciais são para manter, como a restauração tradicional e os divertimentos mecânicos. Mas é evidente que é para melhorar.

O que pretende fazer a nível educacional na cidade? Quantas escolas pretende criar?
Exigimos que o município seja dotado de meios. Manteremos a política anterior de dar às escolas as condições de funcionamento que consideramos exemplares. Por enquanto, não existe em Lisboa necessidade de abertura de mais instituições.

O que pretende fazer em relação à rede de transportes públicos?
Há que criar medidas para desmotivar o acesso do automóvel a Lisboa, melhorar os transportes públicos e disciplinar o trânsito e o estacionamento. Defendemos com urgência a entrada em funcionamento de uma entidade que na teoria já existe, e que é a autoridade metropolitana de transportes. Os problemas de mobilidade não se confinam somente a Lisboa, dado que na cidade funciona um conjunto de operadores que só muito indirectamente têm a ver com a autarquia: Metro, Carris, Fertagus, Transtejo, Refer. Aponto dois problemas de grande gravidade, que esta câmara foi incapaz de resolver: conclusão da CRIL e do eixo Norte-Sul. Segundo os estudos, a conclusão destas obras pode retirar do centro de Lisboa 140 mil viaturas diárias. Uma das propostas do nosso programa, e que parece que vai finalmente ser posta em prática, é o prolongamento da Linha Vermelha do metro, que vai ser estendida do Parque das Nações até à Portela. Tem-se discutido muito a questão do aeroporto, mas nós defendemos a sua manutenção em Lisboa.

Qual a sua opinião sobre as taxas de entrada na cidade de Lisboa?
Só em última instância. As taxas não são relevantes para retirar uma grande percentagem de viaturas da cidade. Daquilo que conheço, a experiência de Londres não tem sido particularmente bem sucedida, e existe uma grande polémica em relação à sua eficácia e legitimidade. Não creio que seja uma solução. A ver vamos, mas em princípio não.

Qual a sua opinião sobre os candidatos à autarquia da capital?
A acção política de Manuel Maria Carrilho é pautada por aspectos negativos. Desde logo, não deixo de lhe atribuir responsabilidades pelo facto de não haver uma coligação em Lisboa. O PS recusou-se a aceitar a nossa proposta para a autarquia. Queriam ficar com a casa toda e colocar-nos no patamar da escada. Também não lhe conheço características políticas e mesmo pessoais para um cargo deste género. Isto não são situações para cavaleiros andantes e para pessoas sozinhas, bem pelo contrário. Pior ainda relativamente a José Sá Fernandes, porque governar a câmara não é propriamente levantar processos. Já Carmona foi responsável pelos últimos quatro anos. Não há mais nada a acrescentar. É tão responsável como Pedro Santana Lopes e em alguns aspectos ainda mais, como por exemplo no agravamento da situação financeira da câmara. Maria José Nogueira Pinto é sem dúvida um quadro capaz e trabalhador. Mas tem dois problemas, dado ser uma mulher com uma visão de direita e é candidata de um partido inteiramente comprometido com a política dos últimos quatro anos.

Se não vencer as eleições, quem poderá ser o melhor autarca para Lisboa?
Se concorro para presidente da câmara, é porque acho que a melhor solução sou eu. Ganhe ou não, o fundamental é o resultado que tivermos, porque o que vai ditar a política que a seguir em Lisboa nos próximos quatro anos é o resultado da CDU. Quando a CDU está, há uma política que serve Lisboa e os lisboetas. Quando não está, é a política dos interesses imobiliários, das benesses...

Ruben de Carvalho alerta para política «desastrosa» nas finanças da autarquia. Candidato da CDU aponta como prioridade a criação de um mercado habitacional acessível aos mais jovens. Parque Mayer deve privilegiar a «componente do teatro»

O que é preciso mudar na câmara de Lisboa?
É preciso pôr cobro a uma política que consideramos desastrosa e que foi a seguida nos últimos quatro anos. Do ponto de vista económico, há elementos muitíssimo inquietantes: a autarquia acumulou uma dívida de que não há memória. Também é imperioso repor a legalidade de muitos processos: Plano Director Municipal; Parque Mayer; Túnel do Marquês. . .

Qual a solução da CDU para a desertificação da cidade?
É fundamental criar um mercado habitacional acessível aos mais jovens. É preciso fazê-los regressar à cidade, através da oferta de casas mais baratas. Esse mercado habitacional passa pela construção, mas também pela reabilitação urbana, já que existem 40 mil casas devolutas em Lisboa. É uma forma de dar uma nova vida aos bairros históricos.

Que incentivos vão ter os jovens para poderem adquirir ou alugar casa em Lisboa?
Os incentivos têm que girar à volta de questões de ordem económica. Nada impede que a câmara municipal tenha um papel de diálogo com as instituições financeiras, o que não tem sido feito.

É possível criar mais empregos na cidade?
Lisboa tem condições para a instalação de outro tipo de actividades económicas, ligadas à investigação científica e às novas tecnologias. Existe no próprio Plano Director Municipal áreas vocacionadas para actividades deste género.

Se for eleito, o que se propõe fazer para combater a crescente insegurança de que padece a cidade de Lisboa?
Há situações onde se justifica a videovigilância, só que esta não resolve coisa nenhuma, dado que não impede o delito, é somente um elemento dissuasor. O primeiro factor de segurança é o urbanismo. O desertificar uma determinada zona é criar um pólo de insegurança. Se não há transportes colectivos e zonas desportivas, a segurança agrava-se. Também se devem prosseguir os planos de toxicodependência, que esta maioria abandonou por completo. Por último, é o funcionamento das forças de segurança. A Polícia Municipal devia ter 800 homens e só tem 400. Se tivesse os efectivos completos permitia-lhe fazer um policiamento constante e de proximidade.

Qual a solução que tem para os «guetos» da cidade?
Esses sítios normalmente têm vários problemas de ordem social, como o desemprego e desenraizamento. Há que ter intervenções ao nível dos departamentos de acção social da câmara e de articulação com outras entidades, como a Misericórdia.

O que quer fazer na área ambiental?
A primeira coisa que há a fazer é cuidar daquilo que existe. O Campo Grande está num estado lamentável, e é um dos principais «pulmões» desta cidade. Temos que reactivar os planos sobre a estrutura verde da cidade, que foram feitos pela coligação PS/CDU. O trabalho está concluído, basta abrir a gaveta e tirá-los cá para fora.

Quais os benefícios futuros que diz que o Túnel do Marquês pode ter se for encerrado na Rua Castilho?
Fizemos essa proposta quando o problema já estava em cima da mesa. O problema foi ter-se criado esse disparate, dado que tem perigos e corresponde ao contrário daquilo que a resolução dos problemas de trânsito de Lisboa exige. O túnel tem vantagens fazendo o desnivelamento na rua Artilharia 1.

Como quer ver ocupado o Parque Mayer?
Vemos o Parque Mayer como um espaço cultural, onde deve ser privilegiado a componente do teatro. Somos bastante críticos com o pré-projecto do arquitecto Frank Gehry, que custou 2,5 milhões de euros, o que não são propriamente trocos. Foram aprovadas taxas de edificabilidade que inevitavelmente vão envolver a demolição do Capitólio. Estamos bastante inquietos em relação à construção das torres, que podem ter consequências ambientais.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 11:37 AM | Comentários (0)

MAIS AUTÁRQUICAS

É um mais um sítio imprescindível para acompanhar as eleições autárquicas. É do grupo Impres e pode ser visitado aqui.

Publicado por jf em 11:03 AM | Comentários (0)

CARRILHO PREPARA PROGRAMA

O candidato do PS à presidência da Câmara de Lisboa deu hoje por terminada a parte da campanha dedicada prioritariamente à identificação dos problemas da cidade, pretendendo agora concentrar a comunicação na apresentação do seu programa.

A nova fase da campanha do PS em Lisboa foi anunciada por Manuel Maria Carrilho no Hospital D. Estefânia, a meio da sua visita de 24 horas consecutivas a instituições da cidade.

"Nestes contactos, tenho encontrado apenas um ou outro facto imprevisto, porque os problemas da cidade são conhecidos e o que faltam são as respostas", declarou o ex-ministro da Cultura de António Guterres, tendo ao seu lado a candidata do PS à presidência da Assembleia Municipal de Lisboa, Maria de Belém.

De acordo com a candidatura socialista, a nova fase da campanha terá um dos seus momentos altos já na sexta-feira, quando Manuel Maria Carrilho apresentar um conjunto de medidas para as áreas da cultura, inovação e investigação científica.

Na segunda-feira, será a vez do candidato apresentar formalmente o seu programa para a autarquia, numa iniciativa que juntará apenas a equipa autárquica socialista, "especialistas" e a comunicação social.

Sobre a maratona de 24 horas consecutivas de visitas a instituições da capital (iniciada às 09:00 de segunda-feira), o candidato do PS à presidência da Câmara de Lisboa referiu que se destinou sobretudo "a seguir os problemas e os ritmos de Lisboa".

Após ter jantado na noite de segunda-feira com os Bombeiros Sapadores de Lisboa, Manuel Maria Carrilho passeou depois pelas ruas quase desertas da baixa de Lisboa, zona em que visitou uma esquadra da polícia e onde reiterou a importância das práticas de vídeo vigilância.

Da baixa da cidade, a comitiva socialista dirigiu-se para o Martim Moniz, na Freguesia do Socorro, com três mil eleitores e dez mil residentes - o que demonstra o peso da comunidade imigrante.

Manuel Maria Carrilho entrou num espaço anexo de um centro comercial a cheirar intensamente a urina, acompanhou o trabalho de uma associação privada de assistência aos sem abrigo e ouviu um taxista queixar-se da frequência de assaltos naquela zona da cidade.

"No outro dia, vi a cena mais insólita da minha vida: três tipos a injectarem-se junto a um carro da polícia municipal, onde estavam dois agentes a dormir", contou o taxista a Manuel Maria Carrilho.

Depois do Martim Moniz e antes da visita ao Hospital D.

Estefânia, a comitiva que acompanhava o candidato do PS subiu um pouco da Avenida Almirante Reis até à entrada do Intendente, mas também nessa zona poucas pessoas estavam na rua.

Maior animação aconteceu na chegada a um dos estabelecimentos nocturnos da zona ribeirinha do Tejo, não tanto pela música jazz, mas pelo tipo de frequência.

Logo à entrada do bar, Manuel Maria Carrilho encontrou dois dos mais importantes colaboradores do presidente do PSD, Marques Mendes: o chefe de gabinete do líder social-democrata, Pedro Vinha da Costa, e o presidente da Câmara de Gouveia, Álvaro Amaro.

Mais ao fundo do mesmo bar, estava a cúpula dos opositores internos de Marques Mendes no último congresso do PSD: o presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, e a ex-vereadora da Câmara de Lisboa Helena Lopes da Costa, que foi afastada por Carmona Rodrigues das listas de candidatos do PSD na capital.

Manuel Maria Carrilho entrou no bar em passo rápido, passou sem reparar junto ao grupo "mendista", deu um vigoroso aperto de mão a Luís Filipe Menezes e um beijinho a Helena Lopes da Costa.

Seguiu-se uma curta conversa (mas muito animada) entre Carrilho e Menezes, inaudível para os jornalistas, mas bem mais cordial do que aquela que o candidato socialista teve quinta-feira à noite na SIC Notícias com Carmona Rodrigues, o candidato independente pelo PSD à câmara de Lisboa.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:57 AM | Comentários (0)

LINHA AZUL PAROU

A circulação na Linha Azul do Metropolitano de Lisboa (Amadora-Este/Baixa-Chiado) foi restabelecida às 09:43 de hoje, depois de ter estado parada cerca de meia hora devido a uma avaria numa composição, segundo fonte da empresa. A composição que seguia na via descendente, sentido Amadora- Este, teve uma avaria às 09:09 na estação do Jardim Zoológico, o que obrigou à interrupção da circulação.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:49 AM | Comentários (0)

setembro 19, 2005

CARRILHO FAZ DIRECTA

O candidato do PS à Câmara de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, vai hoje participar na vida nocturna da capital, através da iniciativa «24 horas ao ritmo de Lisboa».

Manuel Maria Carrilho iniciou hoje o dia de campanha às 9 horas da manhã, junto à Praça do Marquês de Pombal, e só terminará de passear pela cidade, à mesma hora, na manhã do dia seguinte. Segundo o director de campanha do candidato socialista, Luís Bernardo, a ideia é «acompanhar o ritmo da cidade durante a noite, ou seja, visitar locais e conhecer pessoas que trabalham em horários diferentes da maioria da população».

Depois de um jantar relâmpago no Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, Carrilho seguirá para o Bairro do Rego, onde irá decorrer uma apresentação dos candidatos. Igualmente previsto está um passeio a pé pela baixa lisboeta, que inclui a visita a uma esquadra de polícia e o acompanhamento de uma equipa de apoio a Sem-Abrigo. Mais tarde, depois de passar pelo Hospital D. Estefânia, Carrilho ainda terá tempo para conversar com alguns jovens no bar «Speak Easy», visitar a gráfica de um jornal e passar por diversos serviços que se encontram abertos durante a noite, como a Fábrica do Pão (na Calçada da Tapada da Ajuda) e as bombas de gasolina da Av. de Ceuta.

Por volta das 4 horas da manhã, será a vez do Mercado Abastecedor de Lisboa receber Carrilho, que seguidamente visitará também o Mercado da Ribeira. O dia terminará com uma viagem de metro, uma visita às instalações da RTP e Antena 1, uma visita ao Centro de Saúde de Sete Rios e, por último, um pequeno almoço na sede de candidatura, marcado com a imprensa para as 9 da manhã, onde o candidato socialista fará um balanço das últimas 24 horas.


Fonte: Expresso on line

Publicado por jf em 07:56 PM | Comentários (0)

KREMLIN JÁ NÃO FECHA

O presidente da Câmara de Lisboa suspendeu a ordem de encerramento da discoteca Kremlin por não haver informação actualizada sobre o espaço, dado que a última vistoria foi há cerca de três anos, anunciou hoje a autarquia.

A Câmara de Lisboa notificou na quarta-feira a empresa RM, que explora a discoteca, para suspender a actividade no prazo de 48 horas, através de um despacho assinado no passado dia 31 pela vereadora com o pelouro do Licenciamento das Actividades Diversas da autarquia, Ana Sofia Bettencourt.

Em declarações à Agência Lusa, uma fonte do gabinete do presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, explicou que "todos os procedimentos que colmatavam com a ordem do fecho da discoteca não foram inteiramente observados".

"A última vistoria que fizemos foi há cerca de dois ou três anos e não temos informação actualizada", sustentou a mesma fonte, adiantando que antes de avançar com a decisão de encerrar o espaço é preciso fazer uma nova inspecção.

Segundo o gabinete de Carmona Rodrigues, já "foi ordenada uma vistoria nas próximas 48 horas ao espaço para actualizar essa informação".

Por outro lado, acrescentou, tem de ocorrer uma audiência prévia para que os proprietários possam apresentar os seus argumentos, o que também não ocorreu.

De acordo com a mesma fonte, esta audiência será marcada em breve com a Direcção Municipal de Actividades Económicas.

Esta é a terceira vez que a Câmara de Lisboa manda encerrar o espaço nocturno por razões de segurança, tendo o primeiro despacho sido assinado a 16 de Agosto de 2001, no mandato de João Soares, pela então vereadora Margarida Magalhães.

O segundo despacho foi assinado em Outubro de 2002, já no mandato de Pedro Santana Lopes, pela vereadora Eduarda Napoleão e o terceiro no passado dia 31 pela vereadora Ana Sofia Bettencourt.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:14 PM | Comentários (0)

POLÉMICA NO KREMLIN

A sociedade Abílio Fernandes, alegada proprietária do prédio onde funciona a discoteca Kremlin, em Lisboa, lamentou hoje a suspensão do encerramento decretada pela Câmara Municipal, uma decisão que considerou "ilegal e lesiva dos interesses" da cidade.

O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, suspendeu a ordem de encerramento da discoteca Kremlin, emitida no dia 31 de Agosto pela vereadora com o pelouro do Licenciamento das Actividades Diversas, Ana Sofia Bettencourt.

Carmona Rodrigues justificou a decisão com o facto de "não terem sido observados todos os procedimentos que colmatavam no fecho da discoteca", nomeadamente a realização de uma vistoria e de audiência prévia, que deverão ocorrer nos próximos dias.

Em declarações à Lusa, Carlos Barroso, advogado da sociedade Abílio Fernandes, lamentou a decisão do presidente da autarquia.

"Como cidadão, fico desiludido", disse à Lusa o representante, acrescentando que a decisão "é ilegal e lesiva dos interesses da cidade".

"Já duas vereações camarárias de cores políticas diferentes consideraram que a segurança dos utentes estava em causa, mas o espaço mantém-se aberto", sublinhou.

Na opinião de Carlos Barroso, não existe qualquer justificação para que a Câmara de Lisboa realize agora estes procedimentos, alegando que a RM, empresa que explora o espaço, já foi ouvida numa audiência prévia em 2001, altura em que foi emitido o primeiro despacho de encerramento.

"Porque é que Carmona Rodrigues não se lembrou de que deveria ter feito a vistoria antes do novo despacho?", questionou.

A sociedade, que mantém um diferendo em tribunal com a RM, propriedade de João Rocha, quanto à titularidade do espaço, já anunciou a intenção de interpor uma providência cautelar contra a Câmara Municipal, admitindo ainda avançar com uma acção de responsabilidade civil "contra a autarquia e todos aqueles que impediram o cumprimento dos despachos".

A Lusa tentou obter uma reacção da RM, mas a empresa remeteu quaisquer comentários para terça-feira.

Esta é a terceira vez que a Câmara de Lisboa manda encerrar o espaço nocturno por razões de segurança, tendo o primeiro despacho sido assinado a 16 de Agosto de 2001, no mandato de João Soares, pela então vereadora Margarida Magalhães.

O segundo despacho foi assinado em Outubro de 2002, já no mandato de Pedro Santana Lopes, pela vereadora Eduarda Napoleão e o terceiro no passado dia 31 pela vereadora Ana Sofia Bettencourt.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:11 PM | Comentários (0)

O BLOCO, O LNEC E O TÚNEL

«Nós temos que saber a verdade. Existe ou não existe projecto? Mostrem o projecto e a aprovação», exige Sá Fernandes.

«Nós temos que saber a verdade. Existe ou não existe projecto? Mostrem o projecto e a aprovação», exige Sá Fernandes

O candidato do Bloco de Esquerda à Câmara de Lisboa exigiu esta segunda-feira que sejam divulgados os pareceres do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) sobre o cruzamento do túnel do Marquês de Pombal com a estação de metro.

«Nós temos que saber a verdade. Existe ou não existe projecto? Mostrem o projecto e a aprovação do LNEC», exortou José Sá Fernandes, considerando que, «com base nos dados disponíveis», «ainda não autorizou o túnel a passar por cima do Metropolitano».

O eventual silêncio da Câmara sobre o projecto e a autorização pelo LNEC relativos ao túnel significará, no entender do candidato bloquista, que o projecto «não pode ser concluído».

«Se não houver autorização do LNEC o melhor é o túnel parar junto à rua Castilho», sublinhou, à margem de uma visita à sede nacional da Assistência Médica Internacional (AMI), acompanhado pelo líder Bloco, Francisco Louçã.

Na visita às instalações da organização não-governamental, Sá Fernandes ouviu as queixas do presidente da AMI, Fernando Nobre, relativamente à segurança naquela zona degradada da cidade - Marvila.

No final da visita, Fernando Nobre adiantou mesmo estar «a equacionar seriamente» mudar a sede da organização para «outra zona da área metropolitana de Lisboa"», tendo já «apalavrado um terreno» com a Câmara de Cascais.

«Estamos a equacionar seriamente sairmos daqui para irmos para outra zona da Área Metropolitana de Lisboa onde possamos dormir com maior tranquilidade», disse.

Em resposta, Sá Fernandes manifestou a sua oposição à transferência da sede da AMI e prometeu lutar contra o «projecto de especulação imobiliária» previsto para aquela zona da cidade.

«Não quero, como lisboeta, que a AMI, que é uma das nossas grandes instituições, saia aqui de Marvila ou que tenha problemas destes. Tem que se requalificar isto urgentemente», sublinhou.

De resto, o candidato defendeu a necessidade de anular o projecto imobiliários previstos para aquela zona da cidade e de, em alternativa, privilegiar a «intervenção social».

«O que está previsto para aqui é ainda pior. Vamos ter aqui uma situação tipo Brasil, com condomínios fechados, com arame farpado, segurança, e depois estes guetos sociais», considerou.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 05:28 PM | Comentários (0)

O FUTURO DO TÚNEL SEGUNDO CARRILHO

O candidato do PS à Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, esclareceu esta segunda-feira que vai manter a parte já construída do Túnel do Marquês, mas sem prosseguir a obra pela Avenida Fontes Pereira de Melo.

Numa acção de pré-campanha intitulada «24 horas ao ritmo de Lisboa», iniciada na rotunda do Marquês de Pombal, junto ao túnel que está em construção e termina na terça-feira de manhã, Manuel Maria Carrilho disse aos jornalistas que vai aproveitar aquela obra, apesar de discordar dela.
«O que está feito, está feito. Vamos tentar optimizá-lo para a fluidez do trânsito em Lisboa. O que não está feito para cima e que nos parece perigoso e um erro quanto ao objectivo de haver menos carros em Lisboa não será feito», declarou o candidato do PS aos jornalistas.

«Queremos minorar os seus prejuízos e maximizar as suas vantagens», resumiu, relembrando que tem como objectivo «reduzir para metade o número de automóveis que entram em Lisboa».

Embora sem prosseguir o túnel pelas avenidas Fontes Pereira de Melo e António Augusto de Aguiar, Manuel Maria Carrilho admitiu aproveitar também o troço actualmente em obras na rotunda do Marquês de Pombal, mas apenas para a saída de carros da capital.

«Este troço aqui, entre os dois lados do Marquês, poderá ser só de saída de Lisboa e não um troço de entrada.

Os nossos técnicos estão a estudar essa hipótese e há de resto um parecer da câmara que a sugere», afirmou, sublinhando que o projecto para essa ligação «ainda não está feito».

Acompanhado de Dias Baptista, candidato à Assembleia Municipal de Lisboa, e do secretário-geral da Juventude Socialista (JS), Pedro Nuno Santos, Manuel Maria Carrilho seguiu para o alto do Parque Eduardo VII, onde prometeu «fazer em 2006 uma grande feira internacional do livro».

«Temos de deixar de ter esta Feira do Livro paroquial e ter uma grande feira de afirmação desde logo ibérica», defendeu o socialista, comprometendo-se a promover uma feira internacional que terá «cada ano um país tema» e a presença de «escritores estrangeiros».

No alto do Parque Eduardo VII, Manuel Maria Carrilho contestou a manutenção de um pavilhão desde a última Feira do Livro, que disse custar «100 mil euros por mês para não ter nenhuma actividade» e exigiu «uma explicação» para essa situação ao executivo camarário de Carmona Rodrigues.

A propósito das despesas da autarquia, o candidato do PS retomou a acusação feita no debate na SIC Notícias com Carmona Rodrigues de que o presidente da câmara duplicou salários de assessores «de dois mil para quatro mil euros».

«Na altura desmentiu e agora anuncia-se um inquérito para saber como esses papéis saíram da câmara. O problema não é como saíram, é como se fizeram esses contractos com o prejuízo dos munícipes», argumentou, considerando que o executivo do PSD «especializou-se em gastar mal o dinheiro público».

Antes de almoçar nas instalações da câmara, em Alcântara, Carrilho esteve no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), na Ajuda, onde recebeu queixas do presidente do conselho directivo, João Bilhim, de falta de transportes públicos e de insegurança naquela zona.

«Vamos conseguir resolver esses problemas», assegurou Manuel Maria Carrilho, que propôs para Lisboa o conceito de «capital criativa, com uma estratégia aglutinadora das várias actividades e indústrias competitivas» para dar «um contributo importante para o desenvolvimento do país».

As 24 horas de campanha de Carrilho incluem esta segunda-feira à tarde um passeio pelo jardim do Campo Grande, uma visita ao hospital D. Estefânia, uma visita a um bar, de madrugada, e termina, já na terça-feira de manhã, com uma visita ao centro de saúde de Sete Rios.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 05:23 PM | Comentários (0)

PROMESSAS DE CARMONA

O candidato do PSD à Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, prometeu hoje que a construção do futuro complexo desportivo do Clube Oriental arrancará em breve, uma ambição antiga daquela colectividade.

«Será construído de raiz um complexo desportivo no Vale Fundão, próximo da zona onde se situa actualmente o campo do Clube Oriental de Lisboa», afirmou Carmona Rodrigues, durante uma visita às instalações da colectividade, espalhadas por três espaços distintos. Segundo o candidato apoiado pelo PSD e presidente da Câmara de Lisboa, a solução «tem sustentabilidade e poderá começar em breve», não representando custos para a autarquia.

O projecto será desenvolvido pela Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), que irá criar habitação para jovens destinada a arrendamento a custos controlados na zona actualmente ocupada pelo campo do Oriental, comprometendo-se a construir o complexo desportivo no Vale Fundão.

O projecto prevê a construção de um campo em relva natural, dois campos de treinos, um pavilhão polidesportivo e alguns campos de ténis, explicou José Nabais, presidente do Clube Oriental, colectividade criada em 1946 e que reúne cerca de 2.500 associados, dos quais 850 são atletas, nas modalidades de futebol, andebol, ginástica, futsal, secção náutica, pesca desportiva e campismo.

«O clube tem necessidade de melhorar as suas infra-estruturas, porque a orientação actual do campo inviabiliza a realização de jogos oficiais», explicou Carmona Rodrigues, sublinhando a importância do futuro complexo para aquela zona da cidade, que está actualmente em crescimento.

Na opinião do candidato, é necessário dotar a zona oriental da cidade de «equipamentos, infra-estruturas e transportes», numa área que Carmona Rodrigues quer destinar à classe média.

Sobre a intenção, apresentada esta segunda-feira, de Manuel Maria Carrilho (PS) de realizar uma Feira Internacional do Livro, Carmona Rodrigues disse desconhecer a proposta, reafirmando que o programa do candidato socialista ainda não foi apresentado.

Carmona escusou-se ainda a comentar a iniciativa de Carrilho, que realiza esta segunda e terça-feira acções de pré-campanha ao longo de 24 horas, afirmando apenas estar concentrado nas suas próprias acções e em trabalhar com a sua equipa.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 05:21 PM | Comentários (0)

RUI VELOSO

O cantor Rui Veloso anunciou esta segunda-feira o seu apoio às candidaturas de Carmona Rodrigues (independente pelo PSD) e de Francisco Assis (PS) às presidências das câmaras de Lisboa e Porto, respectivamente.

Numa mensagem destinada ao site da candidatura de Francisco Assis, Rui Veloso justifica o apoio ao líder distrital do Porto do PS pela sua experiência autárquica, seriedade, decisão, «boa equipa» e «coragem de romper com o passado nebuloso e retrógrado».

«Rui Rio [actual presidente da Câmara do Porto e candidato pela coligação PSD/CDS-PP] carrega consigo um capital de seriedade, por várias razões inquestionável, um bom exemplo para todos, inclusos políticos e autarcas. No entanto, não chega», refere o cantor.

Para Rui Veloso, «um líder tem que ter o talento de escolher uma boa equipa» e, no Porto, «está às vistas que nos últimos quatro anos a equipa falhou».

Em declarações à rádio TSF, Rui Veloso disse que, no caso da Câmara de Lisboa, apoia a candidatura de Carmona Rodrigues, porque, em sua opinião, mais importante do que os partidos são as pessoas que se candidatam.

Rui Veloso nasceu em Lisboa, em 1957, mas mudou-se com a família para o Porto aos três meses de idade, regressando à capital na década de 1990.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 05:20 PM | Comentários (0)

CÃES EM MONSANTO

Monsanto viveu ontem um "dia de cão" com a tentativa de estabelecer um recorde do Guiness para o maior passeio canino do mundo, iniciativa apoiada pela Câmara de Lisboa que precisa de pelo menos 5018 cães.

A iniciativa, no âmbito de uma campanha de sensibilização de uma marca de produtos para animais, pretende quebrar o recorde do maior passeio de cães, com 5017 participantes, registado no ano passado em Inglaterra.

Com arranque marcado para as 14h30 junto à Faculdade de Medicina Veterinária, no Parque Florestal de Monsanto, onde serão efectuados os registos dos participantes, os participantes realizaram depois uma caminhada, que terminou no auditório Keil do Amaral.

O maior passeio de cães foi organizado pela primeira vez por Tony Carlisle de Newcastle, Inglaterra, tendo registado uma adesão de 327 cães.

Fonte: Público

Publicado por jf em 01:20 PM | Comentários (0)

CARRILHO AO RITMO DE LISBOA

Manuel Maria Carrilho está a efectuar visitas a diversos locais e instituições da capital, numa "acção" que decorrerá durante 24 horas denominada "Ao Ritmo de Lisboa".

Esta manhã, no Túnel do Marquês, reafirmou que se fôr eleito o "Túnel não será prolongado até à av. Fontes Pereira de Melo" referindo que, neste momento, nem sequer existe projecto. Para Manuel Maria Carrilho, o Túnel serve para estimular a entrada de mais automóveis na cidade, o que é contra os interesses da população residente e a qualidade de vida na cidade.

Logo a seguir, no Pavilhão da Feira do Livro, o candidato mostrou o que considera ser um exemplo de despesismo da CML. "O Pavilhão aqui existente custa cerca de cem mil euros por mês" - disse Carrilho que salientou "o contraste entre este despesismo e o abandono que se vê em muitos bairros da capital". A Feira do Livro, em seu entender, deve afirmar-se como uma "Feira Internacional do Livro" que atraia escritores e editores estrangeiros como uma das formas de projectar Lisboa no mundo.

Depois do Parque Eduardo VII, a comitiva deslocou-se ao ISCP, onde foi recebida pelo director, João Bilhim, e pela presidente da Associação de Estudantes, Sofia Ferreira. Aquele Instituto vive com problemas graves de "segurança" nas zonas circundantes e com dificuldades com a ligação à "Rede de Transportes Públicos". Para Manuel Maria Carrilho, a CML deveria assumir responsabilidades de promoção de mais segurança e de melhor mobilidade a estudantes, docentes e funcionários não-docentes, criando condições para que a "rede de transportes públicos" sirva efectivamente quem precisa.

No âmbito do seu projecto "Lisboa Criativa", Carrilho, para além de referir as questões de segurança e de transportes, salientou a importância da CML "promover" residências universitárias e salas de estudo, no âmbito de parcerias com universidades - tendo em vista um futuro melhor e mais competitivo.

Fonte: sítio da candidatura de Manuel Maria Carrilho

Publicado por jf em 01:11 PM | Comentários (0)

CARRILHO CONFIANTE

Manuel Maria Carrilho manifestou-se, este sábado, convicto na vitória à Câmara de Lisboa para continuar o trabalho dos anteriores presidentes socialistas. Referindo-se ao debate na quinta-feira, na SIC-Notícias, o candidato do PS disse ainda que a «calúnia» não pode voltar às eleições.

«Queremos retomar e continuar o trabalho (de Jorge Sampaio e João Soares)», afirmou o candidato na sua intervenção na Convenção Nacional Autárquica.

No entender de Maria Carrilho, com a presidência de Santana Lopes e Carmona Rodrigues, os «problemas agravaram-se» no trânsito, com os idosos, na reabilitação urbana e na segurança.

Carrilho indicou que o seu projecto dará uma especial atenção aos idosos, que representam um terço da população da capital.

Fim à «calúnia»

Numa alusão ao debate de quinta-feira, na SIC-Notícias, com o candidato social-democrata, Maria Carrilho afirmou que a «calúnia não pode voltar às eleições» para que «não se repita o que se passou nas últimas legislativas».

«Quem tem medo do debate e não quer prestar contas, sente-se incomodado», disse, visando o candidato Carmona Rodrigues.


Fonte: TSF

Publicado por jf em 10:49 AM | Comentários (0)

ENTREVISTA DE SÁ FERNANDES

Candidato independente apoiado pelo Bloco de Esquerda tem como prioridade «trazer as pessoas de volta a Lisboa». Sobre Carrilho diz que «não tem programa, mas umas ideias nuns cartazes, umas fantasias lilases». Quanto a Carmona, fala em «desgraça». É numa entrevista ao Portugal Diário.

«A luta continua». Mas agora na câmara de Lisboa. Sá Fernandes concorre para ser presidente, mas não rejeita o lugar de vereador. Diz apresentar um programa «abrangente», que tem como prioridade «trazer as pessoas de volta para Lisboa». A isto chama «fazer uma política a sério». Quer resolver os problemas da capital e, por isso, apresenta soluções para o Parque Mayer, CRIL, feira popular, habitação, ambiente, cuidados de saúde primários... Quer também extinguir algumas empresas municipais. Sobre Carrilho diz que «não tem programa, mas umas ideias nuns cartazes, umas fantasias lilases, demagógicas». E em relação a Carmona classifica os últimos anos como uma «desgraça. Não se fez nada e as coisas ainda ficaram piores».

Quais os pontos-chave da sua candidatura?
Lisboa perdeu nos últimos 20 anos 200 mil pessoas, ou seja, um terço da sua população. Portanto, a grande prioridade é trazer essas pessoas de volta. Isso assenta em três vectores: uma cidade revitalizada, através de uma nova política de habitação, onde todas as pessoas deverão viver em todos os sítios; acreditar que a estrutura ecológica da cidade, que é obrigatória por lei, deve ser completada de uma maneira eficaz; e o rigor: temos que ser rigorosos e transparentes na gestão da câmara. Tudo o que se passa na autarquia tem que estar na net. Não sou contra as empresas municipais, mas têm de ser extintas algumas que não servem para nada. Existem apenas para fugir ao controlo do Tribunal de Contas e da Assembleia Municipal e para servir de troca de lugares entre PS e PSD.

Quais foram para si os maiores problemas da autarquia lisboeta nos últimos quatro anos?
Falta de rigor e transparência. Veja-se o caso do Parque Mayer, em que se está a trocar um terreno que vale muito pouco por um que vale muito. Apesar de a câmara ter duas ofertas superiores, 1,4 milhões de contos superior à terceira proposta, acabou por aceitar esta. Também se gastou muito dinheiro numa pseudo-reabilitação. Fez-se uma política de fachada em vez de uma política a sério, que era trazer pessoas para a cidade. Não houve incentivos para ocupação de fogos devolutos. Depois colocou-se em causa o «plano verde». Dizem que precisamos muito dessa estrutura ecológica, mas depois fazem tudo para que não se concretize.

Em que é que o seu projecto é melhor do que o dos outros candidatos?
O meu programa é muito completo, muito abrangente. Neste momento, Manuel Maria Carrilho não tem programa, mas umas ideias nuns cartazes, umas fantasias lilases, que são completamente demagógicas. O meu projecto concretiza as coisas, aborda todos os problemas da cidade e acho que é o melhor. Em relação a Carmona Rodrigues nem vale a pena distinguir, porque estes últimos quatro anos foram de desgraça em Lisboa. Não se fez nada e as coisas ainda ficaram piores. A questão dos imigrantes e dos toxicodependentes distinguem-me claramente da Maria José Nogueira Pinto, embora a perceba em termos sociais, onde tem ideias muito boas. Já Ruben de Carvalho tem uma visão dos bairros sociais, da toxicodependência e da estrutura ecológica diferente da minha.

O que o levou a aceitar o convite do Bloco?
Fui convidado por uma série de independentes, desde Gonçalo Ribeiro Telles, António Barreto, Rui Vieira Nery, Virgílio Castelo, actores, sociólogos, professores ou arquitectos, que disseram que chegou à altura de haver uma «lufada de ar fresco». Havia uma convergência de ideias para Lisboa e eu ponderei isso. Depois eu e o BE, o Partido da Terra e a Renovação Comunista fizemos um programa para a cidade, que é o que nos une.

Se for eleito vai assumir o lugar de vereador?
Concorri às eleições para ser presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Os lisboetas decidem se é ou não como vereador. Uma coisa é certa, eu não apoio ninguém a pensar em lugares de vereador ou de empresas municipais, como foi notório no caso de Carmona a oferecer lugares de consultadoria para obter apoios do PND.

Acha que os eleitores compreendem as suas lutas pessoais (Túnel do Marquês, Parque Mayer, metro do Terreiro do Paço...) e o facto de hoje aparecer associado a um partido político?
Acho que as pessoas compreendem, porque no fundo era uma luta cívica. É um bocado como que dizer «a luta continua», mas agora de outra maneira. É perceberem que o candidato quer resolver os problemas de Lisboa e que se façam as coisas bem feitas.

O que pensa fazer no Túnel do Marquês?
Ainda não foi dada autorização para o túnel ser concluído, nomeadamente a passagem do Marquês para a Fontes Pereira de Melo. São os técnicos que vão dizer se é possível ou não. Já se conseguiu 41 medidas minimizadoras por causa da segurança, uma vez que já se fez a avaliação de impacto ambiental que eu exigi. Isto já é uma vitória. Também acho que tem de se fazer uma coisa fundamental: uma análise de risco. Se esses estudos disserem que é melhor o túnel acabar já, como provavelmente irão dizer, o túnel terá que ser até à Rua Castilho.

Considera que a melhor solução para o Parque Mayer passa pela expropriação e posterior reconversão. O que deverá ser feito neste espaço?
Defendemos uma expropriação pelo justo valor. Deve ser reconstruído o Capitólio, que é o teatro que existe lá dentro e o teatro Variedades. Se voltarmos a trazer a escola de cinema da Amadora e dermos melhores condições ao «Hot Club» ficamos com esta linha mágica: cinemateca do São Jorge, que infelizmente está fechada, Parque Mayer, com a escola de cinema e depois a ligação do Jardim Botânico ao Parque Mayer e à Av. da Liberdade.

Qual pensa ser a melhor localização para a Feira Popular? O que gostava de fazer?
Gostava que a Feira Popular tivesse como tema Lisboa, que fosse uma feira temática. Era uma maneira de mostrar Lisboa brincando. Queríamos que esta fosse melhor, bem arranjada, mas tradicional, com os seus restaurantes e as suas sardinhas. Pretendemos que a sua localização futura seja discutida com a população.

Quer uma cidade mais verde. O que pretende fazer?
É fundamental termos uma estrutura ecológica, não só para a fixação das poeiras, para a circulação da água, mas também como sítios de recreio e lazer e de ligação entre as várias «Lisboas». Se conseguirmos ligar o Parque Eduardo VII a Monsanto e Benfica à Charneca do Lumiar é bom para a cidade, é importante para a sua «respiração. Não se percebe como não se ligou ainda por ciclovia ou por caminho pedonal Belém ao Parque das Nações. Os jardins da cidade não podem encontrar-se no estado em que estão. Tratar deles é uma prioridade. Em Lisboa existem muitos sítios com quarteirões com algumas zonas verdes e isso é fundamental, porque são «respiradores» e «sumidores» de CO2. Por exemplo, temos a Av. da Liberdade que é a mais poluente da Europa.

Como é que pensa reduzir o número de veículos que entram em Lisboa?
Temos que apostar decididamente nos transportes públicos. É inacreditável termos cada vez menos carreiras. Como é que se quer dar qualidade de vida às pessoas se há locais que estão isolados, e que não têm ligações verdes ao resto da cidade. O meu programa arrisca nesse sentido. Damos propostas concretas. Temos igualmente que resolver o estacionamento para residentes em muitas zonas. Tratarmos isso não como um negócio, mas como uma necessidade para muitas pessoas. Há 700 mil carros em Lisboa, 450 mil vêem de fora. Se houver menos carros, os transportes públicos andam melhor. Um estudo para saber se é viável a cobrança de taxas à entrada da cidade demora no mínimo três anos, e portanto temos que o fazer desde já. Este sistema já foi aplicado em Londres e com resultados. O dinheiro de uma eventual taxa é para ser aplicado nos transportes públicos. O facto de passar a existir um bilhete único que dê para o estacionamento e para os transportes públicos é uma coisa muito importante. Servirá de incentivo para que as pessoas coloquem os carros em parques à entrada de Lisboa.

Qual é a sua proposta para completar a CRIL?
Há anos que andamos a dizer que a CRIL deve ser fechada, para retirar muitos carros de Lisboa. Carmona Rodrigues disse que em 300 dias a fechava, mas não fez nada. Deve ser fechada através de um túnel, da Buraca até à Pontinha (com cerca de 600 metros), porque assim também se salvaguarda o aqueduto das Águas Livres e minimiza todos os aspectos negativos para a população.

O que se propõe fazer para despoluir o rio Tejo? Quanto é que isso vai custar?
É um projecto que não tem a ver só com Lisboa. Temos de melhorar rapidamente a ETAR de Alcântara. É um projecto caro, que deve andar pelos oito ou nove milhões de contos, mas é fundamental. Depois é preciso reformular o interceptor da zona ribeirinha. Quando as estações de tratamento estiverem a funcionar, as descargas para o rio ficam resolvidas.

Como pensa travar o abandono da cidade? Quais os locais que quer repovoar?
Se há 70 mil fogos devolutos na cidade é preciso reabitá-los. Temos que taxar essas habitações de uma maneira superior às que não são devolutas. Se em todos os loteamentos que fizer, mesmo os da reabilitação, 20 por cento forem para habitação a custos controlados, aí está uma maneira de trazer pessoas para Lisboa.

Qual a solução para os «guetos» da cidade?
A câmara tem que intervir na política habitacional, nomeadamente através da junção da EPUL e da Gebalis, para poder intervir no mercado. Temos que equipar os bairros sociais com aquilo que falta: centros de saúde, escolas e uma estrutura verde que os vai ligar.

O que pretende fazer a nível educacional na cidade?
As escolas sob a alçada da câmara devem ter um turno único, ou seja, a manhã e a tarde ocupados, o que facilitaria muito a vida dos pais e das próprias crianças. Pretendemos também ter refeitórios condignos para todos e investir nas novas tecnologias. É muito importante fixar algumas escolas dentro da cidade, porque é uma forma de chamar pessoas. Também deve haver creches nocturnas, para que os pais tenham onde deixar as crianças.

Para além do centro de saúde de Chelas, pretende abrir mais algum?
Uma extensão do posto de saúde do Lumiar para Alta de Lisboa é fundamental, já que houve um acréscimo de população nesta zona e o posto continua a ser o mesmo. Têm que se fazer igualmente mais extensões em alguns sítios. Neste momento existem 12 centros de saúde e penso que dobrar este número seria importante.

Quer dotar Lisboa de uma infraestrutura de Internet num espaço público. Tem ideia dos custos que isso representa? Quantos espaços vão ser incluídos?
Cada espaço (onde se tem acesso somente através de um portátil) terá um custo de 700 euros. Para já queremos 50 espaços públicos e evoluir, posteriormente, para toda a cidade. Defendemos igualmente espaços de Internet gratuitos nas bibliotecas municipais.

O que pretende ver alterado na actual lei das finanças locais?
Na Europa a distribuição do Orçamento de Estado para as autarquias é maior do que em Portugal. Queremos aproximar-nos. O imposto municipal deve ser superior para os fogos devolutos. O de circulação automóvel deve ser rectificado, de maneira a que seja pago anualmente. Estas medidas melhorariam substancialmente as receitas da câmara. Em relação às despesas, extinguir algumas empresas municipais, fazendo com que haja uma «central de compras» para toda a câmara, pouparia muito dinheiro.

O que pretende fazer para combater a crescente insegurança em Lisboa?
Este problema não se resolve com vídeovigilância, mas sim em reabitar a cidade. Também passa por melhor iluminação e por haver uma polícia municipal descentralizada, que intervenha junto do cidadão, no sentido da proximidade e não andar por aí a multar carros. Acredito, pontualmente, na vídeovigilância em multibancos ou no metro. Um dos grandes problemas da segurança são os toxicodependentes. E, por isso, tem que haver uma política real junto deles.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 10:18 AM | Comentários (0)

NOVO DEBATE CARMONA-CARRILHO

O escaldante frente-a-frente televisivo de quinta-feira passada entre Carmona Rodrigues e Manuel Maria Carrilho, na SIC Notícias, deverá repetir-se nas próximas semanas, já em pleno período oficial de campanha eleitoral autárquica, desta vez na TVI. O subdirector de informação de estação de Queluz, Mário Moura, confirmou ontem ao DN que essa possibilidade está em cima da mesa e que hoje mesmo a TVI vai tomar uma decisão final sobre o assunto.

A TVI já tinha em Julho passado sondado as duas candidaturas para saber da disponibilidade para um duelo a dois, mas só nos últimos dias (já depois do polémico confronto na estação de Carnaxide) é que o assunto voltou verdadeiramente a ser tratado. Agora, seguramente, com maior possibilidade de obter boas audiências, depois da troca de acusações entre o social-democrata e o socialista, que culminou na recusa de Manuel Maria Carrilho de cumprimentar o seu opositor, no final do debate, levando a que Carmona Rodrigues o apelidasse de "grande ordinário".

A candidatura de Carrilho "aceitou todos os pedidos de debate", e já há bastante tempo, disse ao DN Luís Bernardo, da campanha socialista . Mas do lado de Carmona Rodrigues a resposta só veio depois do duelo da semana passada. E depois de Carrilho insistir na necessidade de mais discussões.

"Falta esclarecimento dos problemas de Lisboa e nós aceitamos todos os debates, não mudamos de critério", acrescentou aquele responsável da campanha socialista.

Do outro lado, Cunha Vaz, responsável pela campanha do actual presidente da autarquia da capital, disse ao DN que Carmona Rodrigues está "disponível para debates, caso haja programas". Ou seja, caso Carrilho apresente o seu programa eleitoral, o que não fez até esta data.

Carrilho responde garantindo que vai finalmente apresentar o seu programa eleitoral na próxima segunda-feira, véspera do início do período oficial de campanha eleitoral autárquica (começa a 27 de Setembro). "Somos nós que definimos os nossos timings", adiantou Luís Bernardo ao DN, sublinhando que na preparação do documento estiveram envolvidos "mais de 500 especialistas" em diversas áreas.

Além deste provável e escaldante duelo na televisão, está ainda previsto um outro confronto televisivo, mas desta feita a cinco. Será na RTP no dia 6 de Outubro, mesmo na recta final da campanha. Aí, além do socialista e do social-democrata, estarão presentes os candidatos da CDU, Ruben de Carvalho, do CDS/PP, Maria José Nogueira Pinto, e do Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes.

disponibilidade mitigada. Se no caso das televisões o panorama dos debates entre os candidatos na capital se alterou nos últimos dias, no caso das rádios nacionais tudo está na mesma. E aqui, a disponibilidade revelada por Carmona Rodrigues aparece substancialmente mitigada. É que o candidato do PSD recusou dois debates aos microfones da TSF. Quer o frente-a- -frente com Carrilho, quer o debate mais alargado, a cinco. Este debate a cinco, mas que só vai ter quatro participantes, irá mesmo assim para o ar, no próximo dia 30.

Na RDP, que só pediu debates a cinco (serviço público oblige), já se realizou um debate entre todos os candidatos, em Julho, tendo na altura ficado acertado um outro, que está marcado para 7 de Outubro. Também aqui Carmona Rodrigues não vai comparecer. E também aqui o debate vai realizar-se, embora reduzido a quatro...

Quanto à Rádio Renascença, vai realizar um debate a cinco, já na próxima segunda-feira. Neste caso, Carmona Rodrigues decidiu comparecer.

Depois do debate de quinta-feira, os dois principais candidatos continuaram a troca de acusações. Carrilho veio exigir um pedido público de desculpas ao seu adversário, por ter levantado suspeitas quanto a um caso já resolvido pelos tribunais, e a seu favor (as célebres obras no Ministério da Cultura). Do lado de Carmona a versão é outra. "Temos sido insultados desde o início da campanha. Carmona não tinha era reagido até ao debate", afirmou Cunha Vaz.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 10:07 AM | Comentários (0)

CARRILHO EXIGE

Carrilho exige pedido de desculpa a Carmona. Candidatura de Carmona Rodrigues não comenta pedido de desculpas de Manuel Maria Carrilho.

Manuel Maria Carrilho acusou ontem o actual presidente da Câmara de Lisboa de o ter caluniado no debate a dois na SIC Notícias, na quinta-feira à noite, exigindo desculpas de Carmona Rodrigues.

Em causa está uma referência do candidato do PSD que, durante o frente-a-frente, perguntou a Carrilho qual o custo de umas obras que este teria mandado fazer na casa de banho do seu gabinete, no Palácio da Ajuda, quando era ministro da Cultura. Esse alegado despesismo de Carrilho fez manchete do Tal & Qual em 1997 mas, conforme o socialista demonstrou ontem, em conferência de imprensa, ficou provado em tribunal que a notícia era falsa e os autores retrataram-se. "Carmona Rodrigues fez uma calúnia com conhecimento perfeito que esta não tinha fundamento", afirmou Carrilho, acusando o seu adversário de "má fé" e exigindo-lhe que peça desculpas. Contactada pelo DN, a candidatura de Carmona Rodrigues não comentou a exigência de Carrilho. Segundo fonte próxima do candidato do PSD, "não há nada a acrescentar", até porque Carmona só fez uma pergunta quanto custaram as obras nas casas de banho?

Este foi apenas um dos muitos momentos de tensão do debate de hora e meia, pontuado por acusações de ambas as partes, com os candidatos a atropelarem-se boa parte do tempo e a não deixar falar o oponente. De tal maneira que, no final, quando ambos saíam do estúdio, Carmona estendeu a mão para cumprimentar Carrilho e este virou as costas. "Grande ordinário!", exclamou o autarca.

"Quem não se sente não é filho de boa gente", respondeu ontem Carrilho, para justificar não ter apertado a mão ao adversário. Tal como tinha prometido durante o frente-a-frente, Carrilho apresentou ainda aos jornalistas documentos que provam várias afirmações que fez no debate e que foram contestadas por Carmona contratos de avença de assessores do autarca cujo vencimento foi duplicado, o contrato celebrado com a EMEL que, segundo Carrilho, "é lesivo do interesse público", a promessa de Carmona demolir o Bairro da Liberdade, ou o desinvestimento da autarquia em reabilitação urbana.

mais debates, diz carrilho. Num debate pobre de ideias, Carmona insistiu na sua qualidade de engenheiro para desacreditar Carrilho sempre que este falava de obras públicas. "Não sabe fazer contas", "não percebe de trânsito nem de engenharia", repetia o social-democrata, que recorreu várias vezes à herança de João Soares para diminuir as críticas do socialista.

"De 2001 para trás, já foi julgado, o balanço que importa fazer é de 2001 para cá", insistiu Carrilho, que acusou Carmona de despesismo - citou o projecto do Parque Mayer ou a autopromoção da câmara - e de nada ter feito pela cidade em quatro anos. "Não fez nada. Nada, nada, nada, nada", repetiu. A obra que Carmona ia apresentando ia sendo demolida pelo oponente, que não encontrou um único ponto positivo na actual gestão social-democrata. O autarca pagou na mesma moeda e classificou de "generalidade" ou "disparate" todas as propostas de Carrilho.

No balanço do debate, ninguém se mostrava em condições de cantar vitória. Entre os socialistas havia quem criticasse a Carrilho não ter apertado a mão ao adversário, mas também havia quem se mostrasse satisfeito porque "caiu a máscara de Carmona Rodrigues".

Apesar de tudo, Carrilho reafirmou que está disponível para mais debates a dois. Carmona não aceita, e, até às eleições, só haverá dois debates a cinco.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 09:56 AM | Comentários (1)

A LER

Um Debate Contaproducente, por Miguel Gaspar, no Diário de Notícias

Publicado por jf em 09:54 AM | Comentários (0)

setembro 17, 2005

CARRILHO NA PICHELEIRA

O candidato socialista à presidência da Câmara de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, procurou transmitir uma imagem de simpatia e de humildade esta sábado, distribuindo apertos de mão a todos os populares que encontrou nas ruas da Picheleira.

Durante uma acção de campanha pela Freguesia do Beato, Manuel Maria Carrilho tentou atenuar os efeitos do debate crispado que travou com o candidato apoiado pelo PSD, Carmona Rodrigues, quinta-feira à noite, na SIC Notícias. No entanto, muitos dos populares com quem falou tinham ainda bem presente na memória a cena final desse debate, quando Carrilho virou as costas a Carmona Rodrigues, recusando-lhe um aperto de mão.

Numa freguesia em que os socialistas tiveram mais de 44% de votos nas últimas eleições legislativas, Carrilho ouviu garantias de voto no PS por parte de algumas pessoas, mas também foi confrontado com comentários de reprovação à forma como discutiu com Carmona Rodrigues ao longo do frente-a-frente televisivo.

Em declarações aos jornalistas, o ex-ministro da Cultura de António Guterres desvalorizou as consequências do modo como decorreu o debate com Carmona Rodrigues. «Vocês viram aqui muita gente a estender-me a mão e a cumprimentar-me. Gosto muito de cumprimentar pessoas sérias», disse.

Acompanhado por candidatos do PS à Junta de Freguesia do Beato e por cerca de uma dezena de elementos da Juventude Socialista, Manuel Maria Carrilho escutou atentamente todas as queixas dos populares em relação à acção da Câmara Municipal de Lisboa.

Um pouco por todo o lado da Freguesia do Beato as pessoas queixaram-se da falta de limpeza das ruas, da degradação dos espaços públicos e da ausência de qualquer investimento público naquela área de Lisboa.

Após uma curta visita a um mercado degradado do Beato - uma vendedora tinha os seus peixes quase totalmente cobertos por moscas -, o candidato socialista aproveitou para prometer um plano de reabilitação para este tipo de espaços.

Se vencer as eleições para a Câmara de Lisboa, o candidato do PS garantiu que a autarquia intervirá na criação de condições higiénicas em todos os mercados da capital.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 04:55 PM | Comentários (0)

17 DE SETEMBRO DE 1768

Morre Manuel da Maia, figura determinante na reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755

Publicado por jf em 04:54 PM | Comentários (0)

setembro 16, 2005

CARRILHO MOSTRA PAPÉIS

O candidato do PS à de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, considerou-se caluniado pelo candidato do PSD, durante o debate da SIC-Notícias, quinta-feira à noite, e exigiu a Carmona Rodrigues um pedido de desculpa.

Em conferência de imprensa, a candidatura dos socialistas passou em vídeo a parte do debate em que Carmona Rodrigues acusou Manuel Maria Carrilho de «despesismo» enquanto ministro da Cultura (entre 1995 e 2000) e insistiu em saber quanto custaram as obras numa casa de banho daquele Ministério.
Para o encontro com os jornalistas, o candidato do PS apresentou uma fotocópia da resolução da sexta vara cível do Tribunal de Lisboa (datada de Julho de 2002), na qual os réus, que levantaram o caso das obras na casa de banho do Ministério da Cultura, apresentam as suas desculpas a Manuel Maria Carrilho.

«Carmona Rodrigues utilizou contra mim (no debate na SIC- Notícias) uma calúnia, tendo perfeito conhecimento de que estava a dizer uma calúnia, mostrando uma enorme má-fé», acusou o ex-ministro da Cultura de António Guterres.

«Tal como aconteceu com os réus desse caso, exijo também a Carmona Rodrigues um pedido de desculpa», acrescentou, embora não esclarecendo se tenciona avançar com um novo processo judicial caso o candidato apoiado pelo PSD não corresponda ao seu repto.

«Tratou-se de uma calúnia destinada a esconder a debilidade da sua argumentação», observou Carrilho, usando depois este caso do debate para justificar a razão por que se recusou a cumprimentar Carmona Rodrigues no final da discussão televisiva.

Na conferência de imprensa, Manuel Maria Carrilho também apresentou fotocópias de documentos da Câmara Municipal de Lisboa e de recortes de jornais para procurar provar as acusações que fizera no debate da SIC Notícias a Carmona Rodrigues.

Num dos pontos mais controversos do debate, Carrilho acusou Carmona de ter duplicado remunerações aos seus adjuntos na autarquia, ataque que o candidato do PSD rejeitou em absoluto. Hoje, o «número dois» da candidatura socialista, Nuno Ribeiro, distribuiu aos jornalistas as adendas dos contratos de avença celebrados na gestão de Carmona Rodrigues enquanto presidente da Câmara de Lisboa e que duplicaram os valores dos contratos originais, na sua maioria celebrados no período inicial em que Pedro Santana Lopes foi presidente da autarquia.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 08:19 PM | Comentários (3)

CARMONA DESVALORIZA RISCO

O presidente e candidato à câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, desvalorizou hoje as notícias sobre o risco de colapso do caneiro de Alcântara e criticou o tom "alarmista" das mesmas em período de pré-campanha eleitoral.

O semanário Tal&Qual indicava hoje que "o caneiro de Alcântara, o principal colector de águas pluviais e residuais da cidade, que atravessa no subsolo a húmida bacia de Alcântara desde a Damaia até ao Tejo, numa distância de 9,5 quilómetros, está em risco de colapso", citando um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil datado de 2004.

De acordo com o jornal, se tal acontecesse, a derrocada ou abatimento de terrenos poderiam afectar as estruturas da Ponte 25 de Abril.

"A notícia não é notícia. Surge numa altura de campanha com vontade criar algum alarmismo e polémica", disse Carmona Rodrigues durante uma deslocação à Aliança Evangélica Portuguesa para uma reunião com os responsáveis desta igreja.

Carmona Rodrigues salientou que o estudo "é conhecido há quase dois anos" e lamentou que "se tragam a lume neste período de pré- campanha eleitoral situações que possam criar sentimentos de insegurança nas pessoas", estabelecendo um paralelismo entre estas notícias e as que foram divulgadas há cerca de quatro anos a propósito dos "buracos na Baixa".

"Criou-se nessa altura um ambiente de insegurança e alarmismo por causa dos buracos", comentou.

O autarca garantiu que todas as recomendações do LNEC foram seguidas e que a câmara tem prestado "a maior atenção a este assunto", desde que foi feita uma primeira intervenção no caneiro de Alcântara, ainda no tempo do executivo de João Soares.

Carmona Rodrigues sublinhou ainda que "não existia nenhum levantamento sobre a situação de segurança estrutural do caneiro" e que foi o actual executivo que, pela primeira vez, procedeu à sua elaboração.

"Estamos a fazer um estudo integrado de todo o caneiro para obter um conhecimento rigoroso sobre a situação e identificarmos as prioridades", declarou.

O presidente da câmara de Lisboa lembrou que "o caneiro é uma obra muito grande" e que "não havia nenhum levantamento que dissesse quais os troços em risco".

"Em Maio deste ano, o LNEC entregou o primeiro relatório de progresso sobre a segurança estrutural que detectou uma situação que poderia configurar algum risco num troço junto ao Aqueduto e actuámos imediatamente".

Carmona Rodrigues assinalou que, ao contrário do que refere o Tal& Qual, o caneiro "não tem nada a ver com os pilares da ponte 25 de Abril.

A câmara esclareceu hoje num comunicado que o troço do caneiro referido no documento do LNEC e que carece de intervenção situa-se sob a linha da Refer junto à ponte de Santana, imediatamente a montante da ETAR de Alcântara e não debaixo dos pilares da ponte 25 de Abril que estão a mais de dois quilómetros de distância.

Questionado sobre críticas à "forma casuística" como têm sido feitas as obras e intervenções no caneiro, o autarca respondeu que "para haver obras concertadas tem de haver um plano".

"Onde estavam os planos anteriores? Fomos nós que mandámos fazer um levantamento exaustivo e decidimos elaborar um plano de drenagem da cidade. Para haver planeamento é preciso haver conhecimento", frisou.

Carmona Rodrigues disse ainda que gostaria de devolver partes da ribeira de Alcântara (que actualmente corre no caneiro) à cidade de Lisboa, correndo "à superfície como era há alguns anos".

"Estamos a trabalhar neste projecto. Isso, sim, seria uma verdadeira obra de reabilitação urbana e ambiental", afirmou o candidato autárquico apoiado pelo PSD.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 06:25 PM | Comentários (1)

MARIA MATOS JÁ TEM DIECTOR

O actor Diogo Infante vai ser o novo director artístico do Teatro Maria Matos, que deverá reabrir no primeiro trimestre de 2006, anunciou hoje a vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, Maria Pinto Barbosa.

O anúncio foi feito durante a apresentação da temporada 2005/06 do Teatro São Luiz, em Lisboa, instituição tutelada pela autarquia, através da EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural.

Em declarações à Agência Lusa, Maria Pinto Barbosa adiantou que, após o convite que lhe foi feito pela Câmara, Diogo Infante "aceitou apresentar um projecto para o Teatro Maria Matos", na sequência do convite da vereadora.

"É uma aposta da câmara numa nova geração de artistas", disse Maria Pinto Barbosa, acrescentando que aquele teatro deverá abrir em Fevereiro ou Março de 2006, depois obras de beneficiação que rondam os 1,9 milhões de euros.

Diogo Infante tem uma participação prevista para a próxima temporada do São Luiz como narrador do espectáculo "O Violino Cigano", no âmbito do evento Contos com Música, realizado em parceria com a Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Encerrado desde o final do ano passado para obras, o Teatro Municipal Maria Matos, com 570 lugares, está a ser remodelado desde Agosto passado.

A autarquia decidiu efectuar uma renovação do teatro, para o tornar mais funcional em termos das recentes normas de acessibilidade, eliminação de barreiras arquitectónicas e segurança.

Outro dos espaços culturais que deverá reabrir ainda este ano, a 04 de Outubro, é o Museu Rafael Bordalo Pinheiro, indiciou Maria Pinto Barbosa.

Encerrado ao público desde 1999, na sequência de problemas estruturais provocados pela construção de um imóvel em terrenos contíguos, o museu detém o principal fundo museológico em cerâmica, desenhos e iconografia da obra do maior caricaturista português.

As obras de remodelação custaram um milhão de euros e incluíram a requalificação do acervo, digitalização das obras e melhoria dos espaços envolventes.

Na apresentação da temporada do Teatro São Luiz, Maria Pinto Barbosa, emocionada com a aproximação do fim do mandato, fez um balanço do trabalho da autarquia na área cultural.

"A oferta cultural da cidade é hoje extremamente rica, e a cultura contemporânea ultrapassa os centros tradicionais", referiu, nomeando equipamentos desta área que a autarquia tutela.

Bibliotecas, museus, teatros, arquivos e diversos monumentos da capital, como o Castelo de São Jorge, que foi visitado este ano por cerca de 600 mil pessoas, "são equipamentos que requerem enormes recursos e há que traçar prioridades", justificou a responsável.


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 04:28 PM | Comentários (0)

PERITO GARANTE RISCO NA PONTE

«É impossível porque não há relação geométrica entre o caneiro e as estruturas da ponte». Engenheiro especialista em estruturas salienta, no entanto, que uma ruptura pode afectar os acessos à 25 de Abril, como o viaduto que atravessa Alcântara. E lembra acidentes já ocorridos naquela zona.

Obras no caneiro de Alcântara deviam ter sido feitas «ontem»

O risco de que um abatimento no caneiro de Alcântara prejudique a estrutura da ponte 25 de Abril é nulo, disse hoje à agência Lusa João Appleton, engenheiro especialista em estruturas.

De acordo com João Appleton, a queda da ponte por problemas no caneiro «é impossível porque não há relação geométrica entre o caneiro e as estruturas da ponte», assentes no rio Tejo.

O semanário Tal&Qual cita hoje um relatório do laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) de Janeiro de 2004, solicitado pela Câmara de Lisboa, que revela a necessidade de uma intervenção urgente no caneiro de Alcântara devido a fissuras e rachas detectadas num troço a montante da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara.

O semanário escreve em manchete que há risco de «derrocada iminente nos acessos à ponte», acrescentando que «a ligação ferroviária que atravessa o Tejo pode cair, caso o caneiro de Alcântara ceda».

João Appleton, engenheiro especialista em estruturas que integrou o Conselho Superior das Obras Públicas, explicou à agência Lusa que os pilares da ponte não estão assentes no caneiro, de forma que um abatimento do caneiro não provocaria a queda da ponte.

No entanto, salienta que uma ruptura deste sistema colector de águas «pode sim afectar os acessos à ponte que tenham relação com o caneiro», nomeadamente o viaduto que atravessa a zona de Alcântara.

Appleton sublinhou ainda que este problema não é de hoje e que «já se sabe há muito tempo que o caneiro tem uma extensão muito grande danificada e que uma ruptura do caneiro pode influenciar o acesso à ponte», tendo já sofrido obras de intervenção isoladas.

João Aplleton realçou que já em Outubro de 1999 um abatimento de parte do caneiro de Alcântara cortou o trânsito na ligação do Eixo Norte-Sul à Avenida Calouste Gulbenkian durante cerca de um ano.

Mais recentemente, um abatimento no caneiro de Alcântara junto ao bairro da Liberdade, Campolide, «engoliu» em Novembro de 2003 um autocarro estacionado sem passageiros.

O relatório do LNEC referido pelo semanário Tal&Qual indica que «o caneiro de Alcântara, o principal colector de águas pluviais e residuais da cidade, que atravessa no subsolo a húmida bacia de Alcântara desde a Damaia até ao Tejo, numa distância de 9,5 quilómetros, está em risco de colapso».

O documento refere também que «dada a localização desta infra- estrutura em zonas extremamente sensíveis, nomeadamente sob estruturas várias e ferroviárias importantes (por exemplo a Avenida de Ceuta e o comboio para a Ponte 25 de Abril), deverá ser associada a mais elevada prioridade de intervenção para a correcção das anomalias detectadas».

O caneiro de Alcântara, que resultou da canalização da ribeira com o mesmo nome, realizado há cerca de 60 anos, tem início na Damaia, atravessa Benfica e desagua no Tejo.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 04:23 PM | Comentários (0)

CML DESMENTE LNEC

A Câmara de Lisboa nega que os problemas identificados no relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) sobre o caneiro de Alcântara ponham em causa as linhas ferroviárias da REFER na Ponte 25 de Abril.

A Câmara de Lisboa nega que os problemas identificados no relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) sobre o caneiro de Alcântara ponham em causa as linhas ferroviárias da REFER na Ponte 25 de Abril.

O semanário Tal & Qual divulgou esta sexta-feira um relatório do LNEC, solicitado pela Câmara de Lisboa (CML), que concluiu em Janeiro de 2004 que era necessária uma intervenção urgente devido a anomalias detectadas num troço do caneiro a montante da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara.
De acordo com o relatório do LNEC, «o caneiro de Alcântara, o principal colector de águas pluviais e residuais da cidade, que atravessa no subsolo da húmida bacia de Alcântara desde a Damaia até ao Tejo, numa distância de 9,5 quilómetros, está em risco de colapso».

«É totalmente falso que os problemas identificados pelo relatório encomendado pela autarquia ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil em 2004 ponham em causa as linhas ferroviárias da Refer na Ponte 25 de Abril», refere a CML num comunicado.

Na nota de esclarecimento, a autarquia repudia «veementemente o tom alarmista na notícia que pode gerar o medo e a insegurança por quem passa na Ponte 25 de Abril».

Segundo a CML, o troço do caneiro referido no documento do LNEC, e que carece de intervenção, situa-se sob a linha da Refer junto à ponte de Santana, imediatamente a montante da ETAR de Alcântara e não debaixo dos pilares da ponte 25 de Abril que estão a mais de dois quilómetros de distância.

Refere ainda que o contrato de concessão da empresa a quem foi concessionado o tratamento dos rios Tejos e Trancão, a Simtejo, de 2001 estabelece como contrapartida à CML a realização de obras no caneiro, a montante da ETAR de Alcântara até ao valor de nove milhões de euros.

Nesse sentido, a Simtejo lançou um concurso público no início de 2003, tendo um valor de cerca de 3,7 milhões de euros para intervenção no troço de 400 metros, referido no artigo do Tal & Qual, por solicitação do então vice-presidente Carmona Rodrigues.

Em consequência da aprovação do acordo de viabilidade pelos seus accionistas (Águas de Portugal, municípios da Amadora, Lisboa, Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira), a Simtejo, entre Março e Abril deste ano, adjudicou a elaboração do projecto de execução dos levantamentos topográficos e das respectivas sondagens, elementos necessários para a realização da obra.

Com a aprovação pelo município de Lisboa, em sede de reunião de Câmara e Assembleia Muncipal, em Junho e Julho deste ano, respectivamente, do referido acordo de viabilidade, a Simtejo adjudicou a globalidade da obra à empresa Alves Ribeiro, tendo procedido à respectiva consignação em 15 de Agosto.

«Prevê-se que a sua execução se prolongue até ao Verão do próximo ano», salienta a autarquia no comunicado, acrescentando que o referido troço do caneiro tem sido seguido por duas equipas do LNEC a pedido da REFER, que acompanha aquela zona desde 1999, e da Câmara de Lisboa.

A CML lembra ainda que o próprio Município interveio no caneiro nas obras de reparação aquando da queda do autocarro, em Novembro de 2003, no bairro da Liberdade, a 15 de Dezembro de 2003, e a título preventivo e na sequência das recomendações propostas no relatório de Janeiro do ano passado, na Avenida Calouste Gulbenkian, em Maio de 2005.

Todas estas intervenções tiveram um custo aproximado de 3,3 milhões de euros.

Em simultâneo, a CML realizou obras de reabilitação de 34 acessos ao caneiro entre Janeiro e Maio deste ano, possibilitando o acesso fácil a toda esta estrutura, para posterior intervenção no interior da estrutura.

Neste momento, e por via destas obras, estão a ser realizadas inspecções sistemáticas de técnicos da Câmara de Lisboa ao longo de todo o caneiro e sua posterior reabilitação, acrescentou

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 04:20 PM | Comentários (0)

SOBRE OS OUTDOORS EM LISBOA

Ler Eduardo Cintra Torres, no Jornal de Negócios.

Publicado por jf em 04:16 PM | Comentários (0)

NOTAS SOBRE UM DEBATE

O debate de ontem foi excessivamente insultuoso e gritado e deve ter conduzido muitos eleitores a mudar de programa, isto é, de canal. Se é certo que pela primeira vez Carmona perdeu o sorriso que era sua tradicional companhia, porque pela primeira vez foi efectiva e eficazmente apertado, Carrilho revelou excessiva agressividade que se revela antipática para o telesespectador.

Quanto à parte do debate que me disse directamente respeito, só tenho um comentário a fazer: preocupa-me e assusta-me a frieza gélida com que Carmona diz que é mentira o que ele próprio afirmou em entrevista à Sábado. Feitios.

Publicado por jf em 11:37 AM | Comentários (14)

LNEC INSISTE NA URGÊNCIA

O presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Carlos Matias Ramos, reiterou hoje a necessidade de obras urgentes no caneiro de Alcântara, num troço junto aos pilares da Ponte 25 de Abril, mas admitiu que é uma intervenção difícil.

Um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), solicitado pela Câmara Municipal de Lisboa, a que o semanário Tal&Qual diz ter tido acesso, concluiu em Janeiro de 2004 que era necessária uma intervenção urgente devido a anomalias detectadas num troço a montante da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara.

De acordo com o relatório do LNEC, "o caneiro de Alcântara, o principal colector de águas pluviais e residuais da cidade, que atravessa no subsolo a húmida bacia de Alcântara desde a Damaia até ao Tejo, numa distância de 9,5 quilómetros, está em risco de colapso".

Em declarações à TSF, Carlos Matias Ramos admitiu que a "intervenção no caneiro não é nada fácil", mas salientou que as obras já deviam ter sido feitas, "se possível ontem".

"A intervenção no caneiro não é nada fácil, porque está a uma profundidade grande e os acessos muitos deles estavam deteriorados, abandonados", adiantou.

O responsável admitiu que é difícil trabalhar nas câmaras de visita, que permitem o acesso lateral, porque "tem inclinações grandes nalguns troços, é um ambiente agressivo, porque transporta águas residuais", mas, acrescentou, "isso não invalida que tem de ser feito".

No entanto, em declarações à Rádio Renascença Carlos Matias Ramos disse que a situação "não é para alarmismo".

"Não é para alarmismos nenhuns, não é nada disso. O que se chama a atenção é que aquela zona está mais fragilizada que outras e que a sua fragilização a acontecer pode induzir situações deste tipo", sustentou.

O responsável lembrou à TSF que o LNEC manteve uma reunião com o presidente da Câmara de Lisboa Pedro Santana Lopes, onde o informou da situação, garantindo que "o presidente da câmara estava alertado e sensibilizado".

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 11:26 AM | Comentários (0)

HÁ DOIS ANOS????

O Laboratório de Engenharia Civil alertou a Câmara de Lisboa há quase dois anos para o risco de colapso do caneiro de Alcântara, que poderia afectar a ponte 25 de Abril, e recomendou obras urgentes que não foram feitas.

O Laboratório de Engenharia Civil alertou a Câmara de Lisboa há quase dois anos para o risco de colapso do caneiro de Alcântara, que poderia afectar a ponte 25 de Abril, e recomendou obras urgentes que não foram feitas.

Um relatório solicitado pela Câmara Municipal de Lisboa ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), a que o jornal «Tal&Qual» diz ter tido acesso, concluiu em Janeiro de 2004 que era necessária uma intervenção urgente devido a anomalias detectadas num troço a montante da Estação de Tratamento de Águas Residuais de Alcântara.

De acordo com o relatório do LNEC, «o caneiro de Alcântara, o principal colector de águas pluviais e residuais da cidade, que atravessa no subsolo a húmida bacia de Alcântara desde a Damaia até ao Tejo, numa distância de 9,5 quilómetros, está em risco de colapso».

O semanário escreve que, se tal acontecer, a derrocada ou abatimento de terrenos podem afectar as estruturas da Ponte 25 de Abril.

O relatório, datado de 1 de Janeiro de 2004, referente a um troço de 400 metros a montante da ETAR de Alcântara, aponta «a necessidade de uma intervenção urgente pois está localizado numa zona de risco, junto aos pilares da Ponte 25 de Abril, por onde os comboios iniciam a travessia do Tejo».

O documento refere que «dada a localização desta infra-estrutura em zonas extremamente sensíveis, nomeadamente sob estruturas várias e ferroviárias importantes (por exemplo a Avenida de Ceuta e o comboio para a Ponte 25 de Abril), deverá ser associada a mais elevada prioridade de intervenção para a correcção das anomalias detectadas».

Segundo o »Tal&Qual», «esta situação já seria conhecida desde o mandato de João Soares» e o vereador Rui Godinho terá alertado o então presidente da Câmara de Lisboa de que existiam rachas debaixo da ponte, no Vale de Alcântara, na altura a 350 metros a montante deste troço de 400 metros do relatório do LNEC. Na altura, escreve o jornal, foram feitos remendos.

Com a eleição de Pedro Santana Lopes para a presidência da Câmara e na sequência da detecção das fissuras no troço de 400 metros que liga à ETAR, com consequente cedência do terreno, a autarquia solicitou o relatório ao LNEC.

A inspecção resultou no relatório que o Tal&Qual agora publicou. Mais de ano e meio depois, aquela que é uma das mais antigas e problemáticas secções do colector de águas continua a aguardar por obras de consolidação.

O caneiro de Alcântara, que resultou da canalização da ribeira com o mesmo nome, realizado há cerca de 60 anos, tem início na Damaia, atravessa Benfica e desagua no Tejo.

De acordo com o «Tal & Qual», são vários os troços em que têm sido detectadas fissuras, acumulação de sedimentos e outras anomalias, alvo de intervenções esporádicas.

Contactada pelo semanário, a Estradas de Portugal, organismo responsável pela estrutura rodoviária da travessia do Tejo, alega que o «caneiro de Alcântara é da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa», pelo que deverá ser a autarquia a responder sobre as eventuais «implicações com outras construções».

A assessoria de Carmona Rodrigues assegurou ao jornal que no seguimento de um acordo de liquidação de dívidas, a obra já se encontra adjudicada à Simtejo.

O assessor João Reis disse que a obra «ainda não começou, mas já está em fase técnica, com sondagens e levantamentos topográficos».

Por seu turno, fonte da Águas de Portugal disse ao jornal que «a Simtejo é dona, não empreiteira da obra, que foi adjudicada à Alves Ribeiro que neste momento está a proceder ao levantamento topográfico».

A mesma fonte disse que o início das obras, consideradas «urgentes» e «prioritárias» pelo relatório do LNEC de Janeiro do ano passado, «ainda não tem data marcada» e que «só a 15 de Agosto deste ano foi adjudicada» à empresa Alves Ribeiro.

Fonte: Expresso on line

Publicado por jf em 11:22 AM | Comentários (1)

FRENTE-A-FRENTE

Carrilho e Carmona travaram debate agressivo na SIC Notícias . O debate entre os dois principais candidatos à câmara de Lisboa ficou marcado por insultos, acusações e ataques pessoais. No frente-a-frente de ontem à noite, na SIC Notícias, Carmona Rodrigues e Manuel Maria Carrilho discutiram temas como o túnel do Marquês e o novo casino.

Foi um debate crispado o de ontem à noite na SIC Notícias entre Carmona Rodrigues e Manuel Maria Carrilho. No último dos debates autárquicos sobre Lisboa trocaram-se acusações, críticas e falou-se pouco dos problemas da capital. O túnel do Marquês e o novo casino da cidade foram dois dos temas mais quentes.

A desertificação de Lisboa foi outro dos temas mais debatidos no debate, que arrancou com acusações de Manuel Maria Carrilho sobre despesas na Câmara.

A discussão foi renhida até ao fim e nem mesmo no momento da despedida a tensão entre os dois candidatos desanuviou.

Carmona Rodrigues (já de pé e pronto para abandonar o estúdio da SIC) aproximou-se de Manuel Maria Carrilho, estendendo-lhe a mão para o cumprimentar, mas este recusou o aperto de mão. "Ordinário", desabafou Carmona Rodrigues, dirigindo-se ao candidato socialista que, entretanto, lhe tinha voltado as costas.

Duelo de palavras

Logo na sua intervenção inicial, Carmona Rodrigues disse estar a ser vítima "de insultos de carácter pessoal" por parte de Manuel Maria Carrilho, desafiando depois o candidato socialista a repeti-los "cara a cara".

"Quem não tem hábitos democráticos, não consegue ouvir os outros", ripostou o candidato do PS, dizendo que a sua primeira medida, se for eleito presidente da Câmara, "será a de cancelar todos os contratos da autarquia para auto-propaganda".

"Em Lisboa houve um despesismo descontrolado", apontou Manuel Maria Carrilho, dizendo que só o estudo prévio do arquitecto Frank Gery para o parque Mayer terá custado 2,5 milhões de euros.

"Quem gasta em propaganda é Manuel Maria Carrilho, que espalhou pela cidade mais de 250 outdoors muitos meses antes das eleições", contrapôs o candidato apoiado pelo PSD, argumentando depois que as despesas da Câmara de Lisboa com publicidade "têm baixado".

Ainda na discussão sobre qual dos dois candidatos é mais despesista, Carmona Rodrigues fez uma alusão ao preço da umas obras numa casa de banho do Ministério da Cultura, que terão sido realizadas quando Manuel Maria Carrilho tutelava esta pasta no Governo de António Guterres.

Carrilho mostrou-se indignado "com a calúnia" e referiu a Carmona que essa polémica foi a tribunal, tendo saído do processo "completamente ilibado".

"Quanto pagou pela casa de banho", insistiu o candidato apoiado pelo PSD, o que levou o socialista a elevar o seu tom de voz, atacando o social-democrata. "O nível da sua argumentação revela bem o seu carácter", reagiu Carrilho.

Carrilho faz acusações de corrupção

Carmona Rodrigues e Manuel Maria Carrilho voltaram a trocar acusações graves no final do debate, depois de o socialista ter acusado o candidato apoiado pelo PSD de ter "perdido toda a credibilidade ao prometer empregos pós-eleitorais".

Manuel Maria Carrilho disse mesmo que o caso demonstra que se está perante "um verdadeiro mensalão" (caso de corrupção em investigação no Brasil) e que essas promessas de Carmona Rodrigues haviam sido feitas aos dirigentes do Partido da Nova Democracia, Manuel Monteiro e Jorge Ferreira.

"Isso é uma calúnia e não lhe admito", reagiu Carmona Rodrigues, contrapondo que o arquitecto Manuel Salgado se afastou da lista de Manuel Maria Carrilho alegando "falta de carácter" da parte do candidato do PS à presidência da Câmara de Lisboa.

Mesmo na última pergunta feita pelo jornalista aos dois candidatos - sobre que partido cada um teria como parceiro privilegiado se vencesse as eleições -, se manteve a tensão.

"Se for eleito presidente da Câmara, vou servir Lisboa e não servir-me dela como fizeram Pedro Santana Lopes e Carmona Rodrigues", afirmou Manuel Maria Carrilho.

"Blasfémia, isso não aceito", ripostou o candidato apoiado pelo PSD.

Os problemas de Lisboa

Na discussão de temas como a educação, reabilitação urbana, cultura, construção do túnel do Marquês de Pombal, ou gestão de empresas municipais, o candidato do PS acusou o actual executivo camarário de paralisia.

Manuel Maria Carrilho acusou igualmente o executivo camarário de ter concedido a alguns dos seus principais colaboradores "privilégios inacreditáveis" em termos salariais.

Na questão da segurança, Manuel Maria Carrilho defendeu a introdução da vídeo vigilância, que Carmona Rodrigues apenas disse aceitar em alguns pontos críticos em termos de segurança.

Carmona Rodrigues atacou depois o Governo socialista pela sua política em relação aos agentes de segurança e aos militares.

"Não vamos agora falar do Governo", protestou Carrilho, o que motivou um desabafo de Carmona Rodrigues. "Não quer falar do Governo, porque não lhe dá jeito", comentou o candidato apoiado pelo PSD, queixando-se logo a seguir da herança que recebeu da anterior câmara PS/PCP ao nível do estacionamento e da degradação das zonas históricas da capital.

"Não houve reabilitação urbana na cidade. Houve multiplicação de painéis a dizer que houve reabilitação urbana", contra-atacou Carrilho.


Fonte: SIC

Publicado por jf em 10:58 AM | Comentários (0)

16 DE SETEMBRO DE 1855

São inauguradas, em Lisboa, as primeiras estações de telégrafo (Terreiro do Paço, Cortes e Necessidades).

Publicado por jf em 10:45 AM | Comentários (0)

setembro 15, 2005

BICICLETAS À BORLA

O transporte de bicicletas vai ser gratuito durante a Semana Europeia da Mobilidade nos transportes públicos de Lisboa e Porto, numa iniciativa do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC) para comemorar este evento.

A Semana Europeia da Mobilidade, que este ano decorre sob o lema "Ir e vir, de outro modo" começa sexta-feira e termina a 22 de Setembro, Dia Europeu sem Carros.

O MOPTC aderiu à iniciativa e pretende incentivar a utilização dos transportes públicos e a mobilidade dos passageiros, permitindo levar gratuitamente as bicicletas nos comboios, metro, autocarros e barcos de Lisboa e Porto.

CP (comboios suburbanos de Lisboa e Porto), Carris, Metropolitano de Lisboa, Transtejo/Soflusa, STCP e Metro do Porto são os operadores públicos de transporte disponíveis.

A Semana Europeia da Mobilidade é celebrada em Portugal por 18 autarquias: Almada, Angra do Heroísmo, Aveiro, Cascais, Chaves, Leiria, Manteigas, Mealhada, Oeiras, Oliveira de Azeméis, Pinhel, Portalegre, Porto, Serpa, Torres Vedras, Trofa, Viana do Castelo e Vila Real de Santo António.

Os municípios vão comemorar a semana com um conjunto de actividades desportivas, lúdicas e culturais e medidas que visam incentivar o uso dos transportes alternativos ao carro, das quais pelo menos uma deverá ter carácter permanente.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:17 PM | Comentários (0)

FORUM CRITICA DESPERDÍCIO

Um movimento de lisboetas criticou hoje a iniciativa de lavar a Avenida da Liberdade duas vezes por dia para combater a poluição, que classificou como "um desperdício de água" e que contribuirá para poluir o rio Tejo.

A Avenida da Liberdade, considerada a zona mais poluída da Europa, vai ser lavada duas vezes por dia a partir de hoje e até ao fim do mês, no âmbito de um estudo da Universidade Nova de Lisboa que visa avaliar o impacto desta acção na redução da poluição provocada pelo tráfego automóvel.

"Água a dobrar sobre o asfalto significará em primeiro lugar desperdício de água, em ano de seca, e numa cidade em que o Jardim Botânico, o Zoo e os canis e gatis têm sistematicamente imensa falta de água", afirma o movimento Fórum Cidadania Lisboa, em comunicado hoje divulgado.

Para o grupo de lisboetas, que classifica a decisão como "estapafúrdia", a acção vai provocar a sobrecarga das sarjetas da avenida, "tradicionalmente hiper-entupidas, o que só significa passeios inundados".

"A dupla lavagem do asfalto significará meter o lixo dentro do Tejo. Por isso, esta medida só significa uma coisa: as partículas poluidoras podem ficar satisfeitas pois poderão tomar banho duas vezes ao dia", sustenta o fórum.

Os cidadãos lisboetas defendem outras medidas para combater a poluição, como a criação de parques de estacionamento dissuasores ao redor de Lisboa, a construção de linhas de metro de superfície até à periferia, o restabelecimento de linhas de eléctricos nos principais eixos de Lisboa e o fecho de "parte significativa" da Avenida da Liberdade ao trânsito.


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:16 PM | Comentários (1)

A LER

Videovigilância É Uma Boa Ideia, por Jorge Bacelar Gouveia, no Diário de Notícias

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LISBOA COM MENOS INVESTIMENTO

Entre 1995 e 2002, o acréscimo de investimento na região de Lisboa está bastante abaixo da média nacional, de 8,3 por cento, e é o mais baixo crescimento regional.

Entre 1995 e 2002. Acréscimo de investimento está bastante abaixo da média nacional, de 8,3 por cento, e o mais baixo crescimento regional

O investimento na região de Lisboa cresceu 5,2 por cento ao ano entre 1995 e 2002, bastante abaixo da média nacional, de 8,3 por cento, e o mais baixo crescimento regional, indicou hoje o INE.

A região Norte apresentou também um crescimento da formação bruta de capital fixo (FBCF, investimento) inferior à média nacional no período 1995-2002, com um acréscimo médio anual de 7,9 por cento.

Todas as outras regiões apresentaram no período em análise um aumento médio anual de FBCF a dois dígitos e acima da média nacional: Madeira (15,7 por cento), Alentejo (15,1 por cento), Algarve (13,4 por cento) e Açores (12,7 por cento).

No entanto, o investimento efectuado na região de Lisboa representou no período 1995-2002 mais de dois quintos (40,5 por cento) do investimento realizado em Portugal, seguindo-se as regiões Norte (25,5 por cento) e Centro (17,3 por cento).

A FBCF no Alentejo representou no período em análise 7,1 por cento do investimento realizado em Portugal, no Algarve 3,6 por cento, na Madeira 3,5 por cento e nos Açores 2,5 por cento.


Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 05:42 PM | Comentários (0)

CARMONA TEM CULTURA DO DISFARCE

O candidato do PS à Câmara Municipal de Lisboa (CML), Manuel Maria Carrilho, criticou a candidatura do candidato do PSD, Carmona Rodrigues, afirmando que este usa uma «cultura do disfarce», avança a TSF.

Em entrevista à emissora, além de considerar que o seu adversário directo tem «cultura de disfarce», o candidato socialista fixou ainda como objectivo a redução para metade da entrada de carros em Lisboa.

«No caso de Carmona Rodrigues, por quem eu tenho apreço, tem uma cultura do truque, do evitar e do sorrir. Penso que a política não precisa da cultura do disfarce que ele tem», explicou Manuel Maria Carrilho.

ainda em entrevista, Carrilho aproveitou ainda para pedir que os lisboetas não dêem apoio aos candidatos da Esquerda, apelando ao voto útil na sua candidatura para evitar o triunfo de Carmona Rodrigues.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 12:22 PM | Comentários (1)

RETRATO AUTÁRQUICO DO DISTRITO DE LISBOA

A lusa está divulgar sínteses da actual situação eleitoral das autarquias locais do país. Com a devid avénia o Olissipo publica o retrato do distrito d elIsboa. Para os curiosos compararem o antes e o depois na noite de 09 de Outubro.

O PS governa oito concelhos do distrito de Lisboa, onde o PSD é o segundo partido, com sete câmaras, três delas em coligação com o CDS-PP e com o PPM.

A CDU tem maioria em apenas uma câmara municipal.

O distrito de Lisboa tem 16 concelhos, cuja caracterização política é feita de seguida.

Concelhos ALENQUER:

Área: 304 km2 População: 41.940 habitantes Freguesias: 16 (Abrigada, Aldeia Galega da Merceana, Aldeia Gavinha, Alenquer-Santo Estêvão, Alenquer-Triana, Cabanas de Torres, Cadafais, Carnota, Carregado, Meca, Olhalvo, Ota, Pereiro de Palhacana, Ribafria, Ventosa, Vila Verde dos Francos).

Autárquicas 2001 (Câmara Municipal - 7 mandatos) Eleitores: 30.820 Votantes: 17.887 (58%) Brancos: 463 (2,6%) Nulos: 244 (1,4%) PS - 8.851 (49,5%) - 4 mandatos PSD - 4.456 (24,9%) - 2 mandatos CDU - 3.411 (19,1%) - 1 mandato CDS-PP - 462 (2,6%) Presidente eleito: Álvaro Joaquim Gomes Pedro.

Autárquicas 2005:

Eleitores: 31.293 Candidatos:

PS - Álvaro Joaquim Gomes Pedro.

PSD/CDS-PP/PPM/MPT - Nuno Coelho.

CDU - José Manuel Catarino.

AMADORA:

Área: 24 Km2.

População: 176.670 habitantes.

Freguesias: 11 (Alfornelos, Alfragide, Brandoa, Buraca, Damaia, Falagueira, Mina, Reboleira, S. Brás, Venda Nova, Venteira).

Autárquicas 2001 (Câmara Municipal - 11 mandatos) Eleitores: 148.771 Votantes: 70.972 (47,7%) Brancos: 1.821 (2,6%) Nulos: 1.073 (1,5%) PS - 32.298 (45,5%) - 6 mandatos PSD/CDS-PP - 17.507 (24,7%) - 3 mandatos CDU - 15.138 (21,3%) - 2 mandatos BE - 1.337 (1,9%) PCTP/MRPP - 1.169 (1,6%) MPT - 629 (0,9%) Presidente eleito: Joaquim Moreira Raposo.

Autárquicas 2005:

Eleitores: 144.615 Candidatos:

PS - Joaquim Moreira Raposo.

PSD/CDS-PP/PPM - António Ernesto Neto da Silva.

CDU - João Barnardino.

BE - Diana Andringa.

ARRUDA DOS VINHOS:

Área: 78 km2 População: 10.911 habitantes Freguesias: 4 (Arranhó, Arruda dos Vinhos, Cardosas, Santiago dos Velhos).

Autárquicas 2001 (Câmara Municipal - 5 mandatos):

Eleitores: 8.143 Votantes: 5.257 (64,6%) Brancos: 93 (1,8%) Nulos: 57 (1,1%) PSD - 2.584 (49,1%) - 3 mandatos PS - 1.873 (35,6%) - 2 mandatos CDU - 650 (12,4%) Presidente eleito: Carlos Manuel Cruz Lourenço.

Autárquicas 2005:

Eleitores: 8.499 Candidatos:

PSD - Carlos Manuel Cruz Lourenço.

PS - José Augusto Almeida.

CDS-PP - Carlos Manuel Mendes Dias.

AZAMBUJA:

Área: 263 Km2 População: 21.332 habitantes Freguesias: 9 (Alcoentre, Aveiras de Baixo, Aveiras de Cima, Azambuja, Maçussa, Manique do Intendente, Vale do Paraíso, Vila Nova da Rainha, Vila Nova de S. Pedro).

Autárquicas 2001 (Câmara Municipal - 7 mandatos) Eleitores: 16.745 Votantes: 10.478 (62,6%) Brancos: 275 (2,6%) Nulos: 162 (1,6%) PS - 4.620 (44,1%) - 4 mandatos CDU - 2.930 (28%) - 2 mandatos PSD - 2.097 (20%) - 1 mandato BE - 211 (2%) CDS-PP - 183 (1,8%) Presidente eleito: Joaquim António S. Neves Ramos.

Autárquicas 2005:

Eleitores: 16.676 Candidatos:

PS - Joaquim António S. Neves Ramos.

CDU - António José Nobre.

PSD - Carlos Lourenço.

CDS-PP - Pedro Manuel Duarte Monteiro.

CADAVAL:

Área: 175 Km2.

População: 14.254 habitantes.

Freguesias: 10 (Alguber, Cadaval, Cercal, Figueiros, Lamas, Painho, Peral, Pêro Moniz, Vermelha, Vilar).

Autárquicas 2001 (Câmara Municipal - 7 mandatos) Eleitores: 12.034 Votantes: 7.418 (61,6%) Brancos: 134 (1,8%) Nulos: 120 (1,6%) PSD - 3.378 (45,5%) - 4 mandatos PS - 3.274 (44,1%) - 3 mandatos CDU - 284 (3,8%) CDS-PP - 228 (3,1%) Presidente eleito: Aristides Lourenço Sécio.

Autárquicas 2005:

Eleitores: 12.003 Candidatos:

PSD - Aristides Lourenço Sécio.

PS - Maria João M. Pacheco Botelho.

CDU - Ricardo Miguel.

CDS-PP - Álvaro Coimbra Maia Nunes.

CASCAIS:

Área: 97 Km2.

População: 178.985 habitantes.

Freguesias: 6 (Alcabideche, Carcavelos, Cascais, Estoril, Parede, São Domingos de Rana).

Autárquicas 2001 (Câmara Municipal - 11 mandatos) Eleitores: 146.436 Votantes: 69.375 (47,4%) Brancos: 2.520 (3,6%) Nulos: 1.182 (1,7%) PSD/CDS-PP - 36.211 (52,2%) - 7 mandatos PS - 20.328 (29,3%) - 3 mandatos CDU - 6.376 (9,2%) - 1 mandato BE - 1.456 (2,1%) MPT - 701 (1%) PCTP/MRPP - 601 (0,9%) Presidente eleito: António d+Orey Capucho.

Autárquicas 2005:

Eleitores: 147.349 Candidatos:

PSD/CDS-PP - António d+Orey Capucho.

PS - Fernando José V. Arrobas da Silva.

CDU - Pedro Mendonça.

BE - Cecília Honório.

LISBOA:

Área: 85 km2.

População: 540.022 habitantes Freguesias: 53 (Ajuda, Alcântara, Alto do Pina, Alvalade, Ameixoeira, Anjos, Beato, Benfica, Campo Grande, Campolide, Carnide, Castelo, Charneca, Coração de Jesus, Encarnação, Graça, Lapa, Lumiar, Madalena, Mártires, Marvila, Mercês, Nossa Senhora de Fátima, Pena, Penha de França, Prazeres, Sacramento, Santa Catarina, Santa Engrácia, Santa Isabel, Santa Justa, Santa Maria de Belém, Santa Maria dos Olivais, Santiago, Santo Condestável, Santo Estêvão, Santos-o-Velho, S.

Cristóvão e S. Lourenço, S. Domingos de Benfica, S. Francisco Xavier, S. João, S. João de Brito, S. João de Deus, S. Jorge de Arroios, S.

José, S. Mamede, S. Miguel, S. Nicolau, S. Paulo, S. Sebastião da Pedreira, S. Vicente de Fora, Sé, Socorro).

Autárquicas 2001 (Câmara Municipal - 17 mandatos) Eleitores: 567.867 Votantes: 312.391 (55%) Brancos: 5.902 (1,9%) Nulos: 3.844 (1,2%) PSD/PPM - 131.135 (42%) - 8 mandatos PS/CDU - 130.279 (41,7%) - 8 mandatos CDS-PP - 23.584 (7,5%) - 1 mandato BE - 11.877 (3,8%) PCTP/MRPP - 2.419 (0,8%) PH - 1.352 (0,4%) MPT - 1.347 (0,4%) PNR - 652 (0,2%) Presidente eleito: Pedro Miguel Santana Lopes.

Autárquicas 2005:

Eleitores: 537.357 Candidatos:

PSD - António Carmona Rodrigues.

PS - Manuel Maria Carrilho.

CDU - Ruben de Carvalho.

CDS-PP - Maria José Nogueira Pinto.

BE - José Sá Fernandes.

LOURES:

Área: 169 Km2.

População: 199.713 habitantes.

Freguesias: 18 (Apelação, Bobadela, Bucelas, Camarate, Fanhões, Frielas, Loures, Lousa, Moscavide, Portela, Prior Velho, Sacavém, Santa Iria de Azóia, Santo Antão do Tojal, Santo António dos Cavaleiros, S. João da Talha, S. Julião do Tojal, Unhos).

Autárquicas 2001 (Câmara Municipal - 11 mandatos) Eleitores: 161.538 Votantes: 88.078 (54,5%) Brancos: 2.729 (3,1%) Nulos: 1.558 (1,8%) PS - 32.604 (37%) - 5 mandatos CDU - 27.543 (31,3%) - 4 mandatos PSD - 17.004 (19,3%) - 2 mandatos CDS-PP - 3.276 (3,7%) BE - 1.365 (1,6%) PCTP/MRPP - 1.239 (1,4%) MPT - 760 (0,9%) Presidente eleito: Carlos Alberto Dias Teixeira.

Autárquicas 2005:

Eleitores: 159.572 Candidatos:

PS - Carlos Alberto Dias Teixeira.

CDU - Adão Barata.

PSD - Miguel Frasquilho.

CDS-PP - Ana Borges de Castro.

BE - Victor Franco.

LOURINHÄ:

Área: 140 Km2.

População: 24.282 habitantes Freguesias: 11 (Atalaia, Lourinhã, Marteleira, Miragaia, Moita dos Ferreiros, Moledo, Reguengo Grande, Ribamar, Santa Bárbara, São Bartolomeu dos Galegos, Vimeiro).

Autárquicas 2001 (Câmara Municipal - 7 mandatos) Eleitores: 19.689 Votantes: 12.330 (62,6%) Brancos: 257 (2,1%) Nulos: 170 (1,4%) PS - 6.345 (51,5%) - 4 mandatos PSD - 4.780 (38,8%) - 3 mandatos CDS-PP - 422 (3,4%) CDU - 356 (2,9%) Presidente eleito: José Manuel Dias Custódio.

Autárquicas 2005:

Eleitores: 20.101 Candidatos:

PS - José Manuel Dias Custódio.

PSD/CDS-PP - Raúl Leitão.

CDU - Telmo Bento Ferreira.

MAFRA:

Área: 292 Km2.

População: 59.798 habitantes.

Freguesias: 17 (Azueira, Carvoeira, Cheleiros, Encarnação, Enxara do Bispo, Ericeira, Gradil, Igreja Nova, Mafra, Malveira, Milharado, Santo Estêvão das Galés, Santo Isidoro, S. Miguel de Alcainça, Sobral da Abelheira, Venda do Pinheiro, Vila Franca do Rosário).

Autárquicas 2001 (Câmara Municipal - 7 mandatos) Eleitores: 40.270 Votantes: 24.623 (61,1%) Brancos: 615 (2,5%) Nulos: 346 (1,4%) PSD - 12.796 (52%) - 4 mandatos PS - 9.078 (36,9%) - 3 mandatos CDU - 1.020 (4,1%) CDS-PP - 543 (2,2%) PNR - 225 (0,9%) Presidente eleito: José Maria Ministro dos Santos.

Autárquicas 2005:

Eleitores: 42.438 Candidatos:

PSD - José Maria Ministro dos Santos.

PS - José Romano.

CDU - José João Costa.

CDS-PP - Alves Pardal.

ODIVELAS:

Área: 26 Km2.

População: 141.182 habitantes.

Freguesias: 7 (Caneças, Famões, Odivelas, Olival de Basto, Pontinha, Póvoa de Santo Adrião, Ramada).

Autárquicas 2001 (Câmara Municipal - 11 mandatos) Eleitores: 111.492 Votantes: 59.484 (53,4%) Brancos: 1.484 (2,5%) Nulos: 947 (1,6%) PS - 24.409 (41%) - 5 mandatos PSD - 16.836 (28,3%) - 4 mandatos CDU - 11.905 (20%) - 2 mandatos CDS-PP - 2.172 (3,6%) BE - 852 (1,4%) PCTP/MRPP - 661 (1,1%) MPT - 218 (0,4%) Presidente eleito: Manuel Porfírio Varges.

Autárquicas 2005:

Eleitores: 110.398 Candidatos:

PS - Susana Fátima Carvalho Amador.

PSD - Fernando Ferreira.

CDU - Ilídio Ferreira.

CDS-PP - João Rebelo.

BE - Nuno Ramos de Almeida.

OEIRAS:

Área: 46 Km2.

População: 167.096 habitantes.

Freguesias: 10 (Algés, Barcarena, Carnaxide, Caxias, Cruz Quebrada- Dafundo, Linda-a-Velha, Oeiras e S. Julião da Barra, Paço de Arcos, Porto Salvo, Queijas).

Autárquicas 2001 (Câmara Municipal - 11 mandatos) Eleitores: 137.226 Votantes: 66.389 (48,4%) Brancos: 1.709 (2,6%) Nulos: 814 (1,2%) PSD - 36.514 (55%) - 7 mandatos PS - 15.751 (23,7%) - 3 mandatos CDU - 6.674 (10,1%) - 1 mandato CDS-PP - 2.315 (3,5%) BE - 1.919 (2,9%) MPT - 368 (0,6%) PCTP/MRPP - 325 (0,5%) Presidente eleito: Isaltino Afonso Morais.

Presidente actual: Teresa Maria Silva Pais Zambujo.

Autárquicas 2005:

Eleitores: 137.202 Candidatos:

PSD - Teresa Maria Silva Pais Zambujo.

Lista I - Isaltino Afonso Morais.

PS - Emanuel Martins.

CDU - Amílcar Silva Campos.

CDS-PP - Isabel Sande e Castro.

BE - Miguel Pinto.

SINTRA:

Área: 319 Km2.

População: 398.992 habitantes.

Freguesias: 20 (Agualva, Algueirão-Mem Martins, Almargem do Bispo, Belas, Cacém, Casal de Cambra, Colares, Massamá, Mira-Sintra, Monte Abraão, Montelavar, Pêro Pinheiro, Queluz, Rio de Mouro, S. João das Lampas, S. Marcos, Sintra-Santa Maria e São Miguel, Sintra-S.Martinho, Sintra-S. Pedro de Penaferrim, Terrugem).

Autárquicas 2001 (Câmara Municipal - 11 mandatos) Eleitores: 255.801 Votantes: 124.943 (48,8%) Brancos: 3.089 (2,5%) Nulos: 1.764 (1,4%) PSD/CDS-PP - 48.933 (39,2%) - 5 mandatos PS - 45.516 (36,4%) - 4 mandatos CDU - 19.699 (15,8%) - 2 mandatos BE - 3.367 (2,7%) PCTP/MRPP - 1.551 (1,2%) MPT - 1.024 (0,8%) Presidente eleito: Fernando Jorge Loureiro de Roboredo Seara.

Autárquicas 2005:

Eleitores: 265.394 Candidatos:

PSD/CDS-PP - Fernando Jorge Loureiro de Roboredo Seara.

PS - João Barroso Soares.

CDU - José Manuel Baptista Alves.

BE - João Silva.

SOBRAL DE MONTE AGRAÇO:

Área: 52 Km2.

População: 9.555 habitantes.

Freguesias: 3 (Santo Quintino, Sapataria, Sobral de Monte Agraço).

Autárquicas 2001 (Câmara Municipal - 5 mandatos) Eleitores: 6.823 Votantes: 3.948 (57,9%) Brancos: 127 (3,2%) Nulos: 66 (1,7%) CDU - 2.277 (57%) - 4 mandatos PS - 948 (24%) - 1 mandato PSD/CDS-PP - 530 (13,4%) Presidente eleito: António Lopes Bogalho.

Autárquicas 2005:

Eleitores: 7.044 Candidatos:

CDU - António Lopes Bogalho.

PS - Pedro José Cardoso Pereira.

PSD/CDS-PP/PPM - Carlos Amaro.

TORRES VEDRAS:

Área: 407 Km2.

População: 74.839 habitantes.

Freguesias: 20 (A dos Cunhados, Campelos, Carmões, Carvoeira, Dois Portos, Freiria, Maceira, Matacães, Maxial, Monte Redondo, Outeiro da Cabeça, Ponte do Rol, Ramalhal, Runa, S. Pedro da Cadeira, Silveira, Torres Vedras-S. Pedro e S. Tiago, Torres Vedras-Santa Maria do Castelo, Turcifal, Ventosa).

Autárquicas 2001 (Câmara Municipal - 9 mandatos) Eleitores: 58.834 Votantes: 33.055 (56,2%) Brancos: 722 (2,2%) Nulos: 449 (1,4%) PS - 13.778 (41,7%) - 4 mandatos PSD - 13.707 (41,5%) - 4 mandatos CDU - 3.373 (10,2%) - 1 mandato CDS-PP - 1.026 (3,1%) Presidente eleito: Jacinto António Franco Leandro.

Presidente actual: Carlos Manuel Soares Miguel.

Autárquicas 2005:

Eleitores: 59.943 Candidatos: Carlos Manuel Soares Miguel.

PS - Carlos Manuel Soares Miguel.

PSD - João Pistacchini Calhau.

CDU - Joaquim Caetano Dinis.

CDS-PP - Mariana Marques dos Santos.

VILA FRANCA DE XIRA:

Área: 318 Km2.

População: 130.626 Freguesias: 11 (Alhandra, Alverca do Ribatejo, Cachoeiras, Calhandriz, Castanheira do Ribatejo, Forte da Casa, Póvoa de Santa Iria, S. João dos Montes, Sobralinho, Vialonga, Vila Franca de Xira).

Autárquicas 2001 (Câmara Municipal - 9 mandatos) Eleitores: 95.500 Votantes: 50.008 (52,4%) Brancos: 1.204 (2,4%) Nulos: 601 (1,2%) PS - 23.322 (46%) - 5 mandatos CDU - 14.229 (28,4%) - 3 mandatos PSD - 8.487 (17%) - 1 mandato CDS-PP - 1.229 (2,6%) BE - 866 (1,7%) Presidente eleito: Maria Luz Gameiro Beja Ferreira Rosinha.

Autárquicas 2005:

Eleitores: 98.708 Candidatos:

PS - Maria da Luz Gameiro Beja Ferreira Rosinha.

CDU - Carlos Coutinho.

PSD/CDS-PP - Vasco Rato.

BE - Maria José Vitorino.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 11:35 AM | Comentários (0)

EXPERIMENTA

A quarta edição da Bienal Experimenta Design arranca hoje em Lisboa dedicada ao tema "O Meio é a Matéria", com exposições e conferências que dão a conhecer o design português.

Como plataforma de pesquisa, a bienal propõe explorar o conceito do que está entre "quem produz e quem consome", à luz de projectos como "Catalysts!" e "My World, New Crafts".

"Catalysts!", que estará patente no Centro Cultural de Belém, abordará o design de comunicação e o design gráfico, em que a matéria é a linguagem visual.

Num pavilhão montado na Estufa Fria estará "My World, New Crafts", uma proposta de parcerias entre portugueses e britânicos que revela uma geração de designers que utilizam metodologias dos artesãos.

A estas duas propostas a Bienal junta "A Casa Portuguesa", na Cordoaria Nacional, projecto que resulta de um desafio lançado a jovens arquitectos para pensarem a casa portuguesa numa nova realidade.

Quem passar pela estação do Rossio poderá ver "(P)", uma mostra de design português de 1990-2005, e na Culturgest será exibido um ciclo de cinema, designado "Designmatography IV", dedicado à temática da bienal.

A complementar as exposições, a Experimenta Design integra vários debates e conferências, que contam com convidados como o conhecido designer francês Phillipe Starck.

Este ano, a participação internacional na bienal é alargada à Suécia, Macau e Espanha, aos quais se juntam colaborações internacionais que vêm de edições anteriores com Itália, Reino Unido, Holanda e França.

Com o tema " O Meio é a Matéria", a Bienal 2005 fecha um ciclo iniciado em 2001, em que se pretendia reflectir sobre os modos de produção cultural, e que prosseguiu em 2003 com o tema "Para Além do Consumo".

A Experimenta Design, que termina a 30 de Outubro, conta com um orçamento de 1,8 milhões de euros, menos 800 mil euros que a edição de 2003.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 11:32 AM | Comentários (0)

AVENIDA LAVADA

A Avenida da Liberdade em Lisboa começa hoje a ser lavada duas vezes por dia no âmbito de um estudo para avaliar o impacto da lavagem na zona mais poluída da Europa.

Durante o estudo - que decorre até ao final do mês e é coordenado por Francisco Ferreira, professor do Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa - a avenida vai ser lavada também à hora de almoço, além da lavagem habitual durante a noite.

Segundo Francisco Ferreira, também dirigente da associação ambientalista Quercus, a Avenida da Liberdade é considerada a zona mais poluída da Europa, de acordo com os resultados da estação de monitorização ali instalada e que são remetidos para a União Europeia.

O tipo de poluição ali detectada decorre do tráfego, e em particular dos veículos movidos a gasóleo, registando-se "níveis muito elevados de partículas inaláveis", disse o responsável à Lusa.

Para cumprir as normas comunitárias nesta área, Portugal deve adoptar um conjunto de planos e programas que incluem medidas como o controlo do estacionamento, o incentivo à maior ocupação de veículos ou a proibição de circulação em certas zonas de viaturas antigas, por serem mais poluentes.

"Uma das medidas é a lavagem das ruas, que resultou nuns casos e noutros não", afirmou Francisco Ferreira, justificando assim a realização deste estudo.

Apesar de ser considerada a via mais poluída da Europa, nem tudo são más notícias para a Avenida da Liberdade, que foi considerada a nona rua mais luxuosa do mundo, segundo um estudo da Excellence Mystery Shopping, publicado quarta-feira na revista Veja, que distingue ainda locais como os Campos Elísios (Paris) e a 5ª Avenida (Nova Iorque).

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 11:28 AM | Comentários (0)

setembro 14, 2005

CDU DIZ QUE PS GANHA LISBOA

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou hoje que o principal objectivo da CDU em Lisboa nas autárquicas de 9 de Outubro, é obter um resultado "incontornável" que impeça a maioria absoluta do PS na câmara.

"A CDU vai ser uma força incontornável para impedir a maioria absoluta do PS. Para isso é fundamental o reforço da votação, mais votos, mais mandatos, na câmara, na assembleia municipal e nas juntas de freguesia", afirmou Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral do PCP acompanhou hoje o cabeça de lista da CDU (PCP/PEV) à Câmara de Lisboa, Ruben de Carvalho, numa mini "arruada" desde o Largo do Chiado até à Rua Augusta, na baixa de Lisboa, que teria passado discreta não fosse a banda de música.

Trauteando discretamente o "cheira bem, cheira a Lisboa", Jerónimo de Sousa e comitiva foram alvo da curiosidade de turistas, mas, à sua passagem, poucos foram os comerciantes locais ou transeuntes que aceitaram a propaganda distribuída.

Apesar disso, em declarações aos jornalistas, Jerónimo de Sousa destacou o "ambiente de simpatia" pela CDU que disse ter sentido e que "permite esperar um bom resultado", sem no entanto quantificar uma meta eleitoral.

Já no final do passeio, o líder do PCP atacou o PS, afirmando que os socialistas tiveram "uma posição sectária de querer tudo e mandar em tudo" aquando da falhada renegociação do acordo de coligação PCP/PS em Lisboa, que vigorava desde 1989.

Para evitar "o sectarismo" e uma maioria absoluta do PS na câmara, Jerónimo de Sousa apelou ao voto em Ruben de Carvalho, afirmando esperar um resultado "incontornável", já que "a CDU é a única força que marca a diferença no serviço público" com "honestidade e competência".

Por seu lado, Ruben de Carvalho apresentou as propostas da CDU para a revitalização da baixa da cidade e acusou a maioria PSD na autarquia de "pouco ou nada" ter feito na zona desde que há um ano a câmara aprovou, por unanimidade, a inscrição da baixa pombalina nas futuras candidaturas a Património Mundial da Humanidade.

"Para que este processo avançasse, era necessário que o trabalho de revitalização continuasse, mas pouco ou nada foi feito", afirmou, acusando Santana Lopes, ex-presidente da autarquia, e Carmona Rodrigues, actual presidente e candidato do PSD à câmara, de confundirem recuperação do património com a construção de condomínios fechados.

O candidato comunista criticou a maioria social-democrata na câmara por ter "desaproveitado" as capacidades técnicas da autarquia ao atribuir a maioria das competências às sociedades de recuperação urbana, que disse funcionarem para "servir clientelas do PS e do PSD".

Ruben de Carvalho defendeu que "se garanta à partida que não são retiradas da Praça do Comércio actividades institucionais como ministérios e outras actividades, que contribuem para manter o comércio local".

O candidato da CDU propôs a realização de um inventário para distinguir quais os prédios pombalinos dos que não o são, de forma a organizar o tipo de intervenção urbanística adequada, e que se dê "particular atenção ao estudo do estacionamento para moradores da baixa".


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:58 PM | Comentários (0)

AMANHÃ NA SIC NOTÍCIAS

O debate decisivo entre Carmona e Carrilho. A não perder.

Publicado por jf em 08:45 PM | Comentários (1)

EM BREVE NO OLISSIPO

A história da freguesia de N. Srª de Fátima.

Publicado por jf em 08:12 PM | Comentários (0)

CARMONA JANTOU COM DESPORTISTAS

Carmona Rodrigues juntou à mesa, no Grill do Campo Pequeno, dia 12 de Setembro, cerca de 500 pessoas ligadas à vida desportiva da cidade e do país. Neste encontro, onde marcaram presença representantes de mais de 100 colectividades desportivas da Cidade de Lisboa e mais de 100 personalidades ligadas ao Desporto, como Eusébio, o Prof. Mário Moniz Pereira, Carlos Lopes, José Roquette, Mário Dias, João Lagos, Oceano, Paulo de Andrade ou Vicente de Moura, Presidente do Comité Olímpico Português, Carmona Rodrigues salientou a importância que atribui ao desporto no seu programa eleitoral e anunciou importantes medidas para todas as colectividades desportivas da Cidade de Lisboa. Leia aqui o discurso na íntegra.

Publicado por jf em 07:36 PM | Comentários (0)

UTENTE CAIU AO METRO

A circulação nas linhas Verde e Amarela do Metropolitano de Lisboa esteve quarta-feira interrompida durante 45 minutos, devido à queda de um passageiro à linha na estação do Campo Grande, disse à agência Lusa fonte da empresa.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:12 PM | Comentários (0)

CUIDADO! ANDAM REVOLUCIONÁRIOS À SOLTA...

O candidato do PSD à Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, prometeu quarta-feira uma «revolução» no licenciamento urbanístico, através da criação de um gestor do processo ou a análise do projecto consoante a sua dimensão.

Num almoço com a Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII), Carmona Rodrigues propôs 12 medidas para agilizar o licenciamento urbanístico da Câmara de Lisboa, um processo que os promotores classificam como «a via-sacra».

Para o candidato social-democrata, «enquanto o tempo perdido nas burocracias for superior ao tempo da obra é sinal de que algo vai mal».

Mais de 6.000 processos entram por ano na Câmara de Lisboa, entre pedidos de viabilidade, de licenciamentos vários, de loteamentos ou de autorizações, passando todos de igual modo pela «escada piramidal e sinuosa da máquina autárquica até ao vereador» responsável, disse o candidato e actual presidente do município.

«Hoje, um licenciamento simples exige obrigatoriamente a execução de 68 procedimentos burocráticos», situação que leva muitas vezes o promotor a «desesperar», afirmou Carmona Rodrigues, que já anunciou que se for eleito a 9 de Outubro, assumirá o pelouro do urbanismo.

O presidente da APPII, Polignac de Barros, queixou-se do «cansaço e desilusão dos imobiliários», defendendo a «necessidade urgente de rever o estado caótico do funcionamento interno da Câmara de Lisboa» nesta área.

«É fundamental queimar etapas, encurtar as estações e implementar um gestor do processo», disse.

Uma das medidas propostas por Carmona Rodrigues passa pela distinção dos processos em quatro categorias, em função da sua dimensão, valor e complexidade, desde projectos de alterações simples no interior das casas aos projectos «estruturantes e com impacto numa área da cidade, que exigem planos de ordenamento e análises bastante rigorosas».

O licenciamento dos projectos de primeira, segunda e terceira categorias, que representam 90% do total dos que dão entrada, seriam autorizados por chefias intermédias, cabendo ao vereador apenas a análise dos mais complexos.

Para estes casos, Carmona Rodrigues propõe a criação da figura do «gestor do processo», alguém que «dá a cara pelo projecto junto de quem o meteu na Câmara».

A partilha da informação do processo dentro da câmara, de modo a evitar que o licenciamento pare porque o funcionário responsável está de férias ou de baixa, a realização de reuniões prévias para informar o promotor dos elementos que têm de ser incluídos ou a extinção do departamento de projectos especiais criado por João Soares, com vista à «desburocratização e transparência», são algumas das propostas do PSD.

A revisão do Plano Director Municipal (PDM), actualmente em curso, será alvo de debate pelo futuro executivo logo no início do mandato, anunciou.

O candidato defendeu ainda a apresentação dos projectos já depois de obtido parecer positivo de entidades externas competentes, a recolha apenas dos pareceres «efectivamente obrigatórios», a junção de procedimentos num só processo, a publicação de um documento com todos os regulamentos municipais e o atendimento aos munícipes duas vezes por semana.

Para Carmona Rodrigues, «deve haver uma separação clara entre licenças de demolição e aprovação de processos e obra, porque para a cidade é mais benéfica a demolição de um prédio que poderá ameaçar a segurança pública e em seu lugar colocar um estacionamento provisório ou um espaço verde».

A responsabilização dos promotores é outra das propostas, com a qual Carmona promete impedir a entrega de projectos por arquitectos cujos processos sistematicamente violem o PDM e punir os empreiteiros que avancem com a construção antes da emissão da licença de utilização.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:11 PM | Comentários (0)

RUBEN ACREDITA

A TSF emitiu, esta quarta-feira, a entrevista a Ruben de Carvalho, candidato do PCP, à Câmara de Lisboa, nas próximas eleições autárquicas.

Falhadas as negociações para a coligação com o PS, Ruben de Carvalho foi o candidato escolhido pelo PCP para a Câmara de Lisboa.

Crítico da actual gestão municipal, acredita num bom resultado do partido que representa. Nesta visita por Lisboa o candidato comunista escolheu o miradouro de Santa Catarina e a zona de Alcântara para falar dos principais problemas da cidade.

«O chamado problema de trânsito da cidade é apenas um dos aspectos de um conjunto de problemas mais vasto que merece a designação tecnicamente consensual de problemas de mobilidade na cidade», adiantou Ruben de Carvalho, nesta entrevista, emitida esta quarta-feira na TSF.

Fonte: TSF

Publicado por jf em 06:27 PM | Comentários (0)

SANTANA LOPES NUNCA EXISTIU

Carmona Rodrigues foi uma das estrelas da Convenção Autárquica do PSD no passado Sábado. Na sua intervenção declarou admirar os grandes líderes do PSD "como Sá Carneiro, Balsemão ou Cavaco Silva". Sobre Santana Lopes nada... Mais à frente, Carmona lança outra farpa a Santana a afirmar que não aceita que o julguem pelo que não o deixaram fazer... mas não explicou quem não o deixou fazer. Terá sido quem o levou para ministro de Durão Barroso?

Conclusão: Santana Lopes é um espectro!

Publicado por jf em 12:32 PM | Comentários (0)

ELES ANDARAM POR AQUI...

Foi nas avenidas novas.

Publicado por jf em 12:28 PM | Comentários (0)

NOGUEIRA PINTO CONTRA OTA

"Lisboa tem de ser ouvida quanto à questão da deslocalização do aeroporto da Portela para a Ota, bem como a autarquia lisboeta, os agentes económicos e os representantes das empresas", afirmou Maria José Nogueira Pinto, à margem da audição parlamentar sobre "As Grandes Opções de Infra-estruturas e o Turismo como factor competitividade para Lisboa".

A candidata disse que não conhece qualquer estudo sobre a matéria e teve a confirmação neste encontro, pela voz do presidente da Confederação Portuguesa de Turismo, de que também os associados do sector não estão a ser informados sobre o impacto da medida.

Nogueira Pinto considerou que, "sendo o aeroporto um dos factores de competitividade determinante para a cidade", a sua deslocalização terá efeitos bastante negativos para a capital.

Fonte: Público

Publicado por jf em 12:26 PM | Comentários (0)

POSIÇÃO

O Olissipo declara que é favorável à proposta de Manuel Maria Carrilho de instalar video-vigilância, nos termos em que o candidato o explicou no debate com Ruben de Carvalho na SIC Notícias, sobretudo na área limítrofe das escolas. Sem complexos.

Publicado por jf em 12:23 PM | Comentários (0)

DÍVIDAS, DÍVIDAS, DÍVIDAS...

«Durante o mês de Outubro serão pagos mais de 100 milhões de euros aos fornecedores», garante o responsável das Finanças

O vereador das Finanças da Câmara de Lisboa disse esta terça-feira ser possível pagar parte da dívida da autarquia, superior a 200 milhões de euros, com as duas hastas públicas previstas de terrenos em Alcântara e no Rego.

«Durante o mês de Outubro serão pagos mais de 100 milhões de euros aos fornecedores. Os outros 100 milhões de euros da dívida poderão ser pagos com as hastas públicas dos terrenos municipais do Rego e do chamado triângulo dourado em Alcântara», afirmou o responsável das Finanças, Pedro Pinto, durante a reunião da Assembleia Municipal de Lisboa (AML).

Em declarações aos jornalistas, o vereador afirmou que a dívida da autarquia a fornecedores «é ligeiramente superior a 200 milhões de euros», apesar de estar ainda a apurar o valor total.

Pedro Pinto garantiu ter «meios à volta de 100 milhões de euros para efectuar neste momento pagamentos», considerando que a Câmara poderá ganhar «entre 100 a 130 milhões com as duas hastas públicas que estão previstas».

O vereador sustentou «o problema da Câmara de Lisboa não é a situação financeira», considerando que «o pior, no futuro, vão ser os orçamentos, que têm deixar de ser tão elevados».

«A Câmara tem de baixar os orçamentos, para os adequar às receitas, até porque a autarquia já não pode recorrer ao endividamento», referiu.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 11:26 AM | Comentários (0)

SOCIALISTAS POR TODO O LADO

O deputado socialista Rui Cunha toma posse esta quarta-feira como provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), numa cerimónia presidida pelo ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva. De acordo com a edição desta quarta-feira do Correio da Manhã, Rui Cunha sucede assim a Maria José Nogueira Pinto, candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 11:07 AM | Comentários (2)

setembro 13, 2005

CARRILHO QUER INVESTIR NAS ESCOLAS PRIMÁRIAS

O candidato do PS à Câmara de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, prometeu hoje duplicar o orçamento aplicado pela autarquia nas escolas primárias e considerou este objectivo uma prioridade do seu programa para a capital.

"Num mandato de quatro anos vamos duplicar o investimento nas escolas, vamos tornar escolas primárias de Lisboa exemplares a nível nacional", afirmou Manuel Maria Carrilho durante uma visita à escola básica do 1º Ciclo nº 54, em Marvila.

O candidato socialista lamentou que do "actual orçamento de 803 milhões de euros apenas 0,8 por cento é usado na área das escolas" e acusou o executivo camarário de Carmona Rodrigues, que se candidata pelo PSD, de demonstrar "desprezo e desinteresse".

"As escolas e as crianças são prioridade, os nossos objectivos são tornar as escolas mais capazes e exemplares, com melhores equipamentos apostar na formação, na saúde e na segurança", concluiu.

Na segunda-feira, Manuel Maria Carrilho acusou o presidente da Câmara de Lisboa e candidato do PSD, Carmona Rodrigues, de ter ignorado, nas escolas da capital, o programa do Governo de promoção do ensino do inglês e das novas tecnologias no ensino básico.

"É um escândalo o desinteresse demonstrado pela Câmara Municipal de Lisboa em relação ao programa do Governo para a introdução do ensino de inglês nas escolas do ensino básico", afirmou.

Ao fim do dia, a Câmara de Lisboa classificou, em comunicado, como "totalmente falsas" as acusações do candidato do PS, e considerou "lamentável que um candidato à presidência da Câmara faça afirmações infundadas e que não correspondem à verdade, para além de colocarem em causa o empenho dos técnicos dos serviços de Educação da Câmara de Lisboa".

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 03:44 PM | Comentários (0)

NOITE HISTÓRICA

Promete vir a ser um dos momentos do ano. O Pavilhão Atlântico (Lisboa) vai acolher a 18 de Dezembro um espectáculo com os Village People e Boney M. O evento, denominado Noite Disco Fever, traz a Portugal dois dos principais nomes do disco sound. Os preços dos bilhetes variam entre os 27,50 euros e os 32,50 euros.

Fonte: Diário Digital


Publicado por jf em 03:37 PM | Comentários (0)

KRUZENSTERN EM STA. APOLÓNIA

Uma das maiores embarcações do mundo vai chegar ao Cais de Santa Apolónia, em Lisboa, na quinta-feira. Com bandeira russa, o «Kruzenstern» estará em águas nacionais até à próxima segunda-feira.

Construído em 1926, o «Kruzenstern» tem 114,5 metros de comprimento e mastros com 56 metros de altura, com 31 velas. Actualmente propriedade da Academia Estatal da Marinha de Pesca da região do Mar Báltico, a embarcação já percorreu um total de 800.000 milhas marinhas.

Presença constante em regatas de relevo, o navio-escola ganhou fama mundial nos anos 95 e 96, depois de concluir a viagem de circum-navegação em homenagem ao 300º aniversário da Marinha Russa. A viagem durou 308 dias, com paragens em 18 portos.

A presença do navio-escola no nosso país será assinalada por uma conferência do embaixador da Rússia em Portugal, Bakhtier Khakimov, e pela tripulação do «Kruzenstern» sobre os objectivos e o programa da visita da embarcação e pelas relações russo-portuguesas actuais.

Fonte: Expresso on line

Publicado por jf em 01:06 PM | Comentários (0)

RIR NO CCB

A edição deste ano do Festival Internacional de Humor de Lisboa realiza-se entre os dias 10 e 13 de Novembro no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa. Produzido pela Comed´in, o festival apresentará espectáculos internacionais com a genialidade e eficácia de grandes comediantes em forma de one man show e stand-up comedy.

O programa do festival é o seguinte:

Dia 10: Elliot - «Rock Comedy Show», às 21:00 horas
Dia 11: Clownic - «Slastic», às 21:00 horas
Dia 12: Rainer Hersch - «All Classical Music Explained», às 16:30 horas e Sérgio Rabello - «O Prazer É Todo Seu», às 21:00 horas
Dia 13: Compagnie Fiat Lux - «Strike», às 21:00 horas e Anne Roumanoff -«Super Mulher», às 16:30 horas com interpretação de Ana Brito e Cunha

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 12:59 PM | Comentários (0)

NO POLITEAMA, A NÃO PERDER

O novo musical do encenador Filipe La Féria, «A Canção de Lisboa», baseado no filme homónimo realizado em 1933 com Vasco Santana e Beatriz Costa, vai estrear no sábado, dia 17 de Setembro, no Teatro Politeama, em Lisboa.

O autor do musical «Amália», sobre a vida da diva do fado, escolheu o filme de Cottinelli Telmo pelo sucesso que a longa-metragem continua a ter entre as diversas gerações de espectadores. A intenção do encenador naquele que considera o seu espectáculo mais ambicioso é fazer «uma homenagem a Lisboa e ao humor português», com «um espectáculo optimista e anti-depressivo».

«Amália», cuja nova encenação se manterá até final de Setembro no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, ultrapassou um milhar de representações e já foi visto por seis milhões de pessoas em Portugal e no estrangeiro, segundo dados da produção. O novo musical de La Féria, autor da cenografia, é baseado no argumento de «A Canção de Lisboa», da autoria de Cottinelli Telmo e José Galhardo, que relata as aventuras de um estudante cábula sustentado por duas tias da província.

O estudante, interpretado por Vasco Santana, em vez de se dedicar à Medicina, prefere namorar e frequentar os arraiais da capital até ser desmascarado pelas tias. «A Canção de Lisboa» foi o primeiro filme sonoro totalmente produzido em Portugal, e quando estreou, a 07 de Novembro de 1993, no Teatro São Luís, teve grande sucesso. Para o elenco do espectáculo, Filipe La Féria convidou Anabela, Miguel Dias, Sofia Duarte Silva, Nuno Guerreiro, Manuela Maria, Helena Rocha, Joel Branco, Francisco Sobral, Inês Santos, David Ventura, Tiago Diogo e Rosa Areia.

Um total de 50 actores, cantores e bailarinos integra este espectáculo com coreografia de Luís Moreira, Kim Ribeiro, João Petrucci e Michel, professor de sapateado. A direcção vocal é de António Leal, a orquestra é dirigida pelo maestro Mário Rui, os figurinos são de Victor Pavão dos Santos, executados por Laurinda Farmhouse e José Carlos Almeida.

«Passa por mim no Rossio», «A Casa do Lago», «Maldita Cocaína», «My Fair Lady», «Maria Callas», «A minha tia e eu», «A menina do mar» e «A Rainha do Ferro Velho» foram outras das produções de La Feria que atraíram o grande público. O último espectáculo de Filipe La Féria, a comédia «A Rainha do Ferro Velho», continua em digressão. A ante-estreia de «A Canção de Lisboa» está marcada para sexta-feira.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 12:54 PM | Comentários (2)

DEBATE NA 5ª FEIRA

O debate entre os principais candidatos a Lisboa, Carmona Rodriques (PSD) e Manuel Maria Carrilho (PS) , na SIC Notícias, foi adiado para quinta-feira, às 22.30. Para hoje, no mesmo canal, está marcado o frente-a-frente entre Ruben de Carvalho (CDU) e 0 social-democrata Carmona Rodrigues.

Publicado por jf em 12:51 PM | Comentários (3)

FONTE CONTINUA SEM DAR LUZ

A reactivação da fonte monumental da Alameda D. Afonso Henriques, que tinha sido anunciada para o dia 11 de Setembro, foi adiada para data a definir, adianta a edição desta terça-feira do Público. Em declarações ao jornal, o assessor de imprensa do gabinete da presidência da câmara garantiu o adiamento da cerimónia de reactivação não se deve a «nenhum problema com a obra». Orçada em cerca de 1,2 milhões de euros, a obra deverá estar totalmente acabado nos próximos dias, acrescentou o assessor.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 11:15 AM | Comentários (0)

CML DESMENTE CARRILHO

A Câmara de Lisboa classificou segunda- feira à noite como "totalmente falsas" as acusações do candidato do PS Manuel Carrilho de que a autarquia ignorou o programa de Governo de promoção do ensino do inglês no ensino básico.

Manuel Maria Carrilho afirmou segunda-feira que "é um escândalo o desinteresse demonstrado pela Câmara Municipal de Lisboa em relação ao programa do Governo para a introdução do ensino de inglês nas escolas do ensino básico".

No dia em que começou o ano lectivo, o candidato do PS lembrou ainda que o ensino básico é tutelado pelas câmaras municipais e que a autarquia de Lisboa "não aderiu" às medidas do executivo para a ocupação de tempos livres dos alunos com actividades extra- curriculares.

Num esclarecimento enviado à Agência Lusa, a Câmara de Lisboa (CML) classificou estas acusações como "totalmente falsas" e considerou "lamentável que um candidato à presidência da Câmara teça afirmações infundadas e que não correspondem à verdade, para além de colocarem em causa o empenho dos técnicos dos serviços de Educação da Câmara Municipal de Lisboa".

No documento, proveniente do gabinete da presidência da autarquia, a Câmara lembra que cabe a cada um dos Agrupamentos da cidade de Lisboa definir o modelo de gestão das respectivas escolas, de forma a garantir que estas cumpram o programa definido pelo Governo para a generalização do ensino de Inglês nos 3º e 4º anos do primeiro ciclo do ensino básico.

O regulamento não estabelece que os municípios sejam declarados parceiros privilegiados com os Agrupamentos nem contempla acordos tripartidos obrigatórios.

Embora seja da competência de cada Agrupamento decidir o seu modelo de gestão, a Câmara Municipal de Lisboa tomou a iniciativa de realizar diversas reuniões de trabalho com os 28 Agrupamentos e as duas Unidades educativas, Organizacionais e de Gestão/Agrupamentos horizontais com o objectivo de garantir a implantação deste programa, refere o comunicado.

"Sendo esta medida importante para as crianças da cidade de Lisboa, a Câmara desde a primeira hora assumiu-se como parceira para a prossecução do mesmo programa", sublinha a CML.

Em Julho, a CML comunicou a todos os presidentes de Comissões Executivas dos Agrupamentos de escolas que "a autarquia de Lisboa será parceira na implementação deste programa através da cedência de instalações (da escola ou em equipamentos municipais de proximidade, ou não havendo alternativa, noutro tipo de instalações) bem como na aquisição de material didáctico e livros." Em relação às novas tecnologias, a Câmara de Lisboa esclarece que instalou um computador equipado com impressora por cada sala de aula nas escolas do ensino básico, totalizando assim cerca de 720 computadores e respectivos softwares por todas as escolas do ensino básico da Cidade de Lisboa.

Segundo a autarquia, numa rede de cerca de 95 Escolas Básicas, a câmara tem uma resposta de complemento de horários de cerca de 60 ATL's, contrastando com os 16 que tinha no Executivo anterior.

"Uma vez que nem todas as escolas terão capacidade para cumprir o Programa do Governo em relação aos horários de tempos livres (funcionamento até às 17:30), a CML manterá todas as respostas de complemento de horário escolar até ao final de Dezembro de 2005 para avaliar a situação e assegurar tranquilidade aos pais e às crianças, equacionado esta medida para além desta data, enquanto não houver resposta dos agrupamentos", acrescenta.

Com a devida vénia à Lusa

Publicado por jf em 11:12 AM | Comentários (0)

setembro 12, 2005

PRÉMIO VALMOR: O CATÁLOGO

Este catálogo contém uma apresentação cronológica do Prémio Valmor, Menção Honrosa ou/e Prémio Municipal de Arquitectura, entre1902 e 2002. Os textos sobre todos os edifícios premiados são acompanhados pela fotografia antiga e actual, fotografia do local com a nova edificação, nos casos em que existiu demolição, data de atribuição, tipo de prémio, designação, localização, autorias e membros do júri.

“ Lisboa Prémio Valmor”

Título: “ Lisboa Prémio Valmor”
Edição: Câmara Municipal de Lisboa – Pelouro de Licenciamento Urbanístico e Reabilitação Urbana
Coordenação de Projecto: António Pereira da Silva, Carlos Pietra Torres, Mafalda Magalhães de Barros, Teresa Arriaga, Teresa Costa Reis
Número de páginas: 174 p.
Dimensões: 30 x 23 cm
Data: Maio 2004
ISBN: 972-98786-7-6

Preço: 75 €
Locais de Venda:
§ Livraria Municipal, Av. da República, 21-A, Lisboa
§ Centro de Informação Urbana de Lisboa (CIUL), Rua Viriato, n.º 13, Núcleo 6E, 1º, Lisboa


Publicado por jf em 08:22 PM | Comentários (1)

A HISTÓRIA DO PRÉMIO VALMOR (12)

O Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura referente ao ano de 2000 coube ao Edifício C8 Departamento de Física e Química da Faculdade de Ciências [109], um projecto do arquitecto Gonçalo Byrne para a Faculdade de Ciências da Universidade Clássica de Lisboa, situado na Cidade Universitária, Campo Grande.

O edifício C8 (...) insere-se num contexto pouco definido, em que aos condicionamentos resultantes da exiguidade do terreno e dos critérios de implantação dos edifícios vizinhos, se junta a indefinição ao nível do pIano desta zona da Cidade Universitaria de Lisboa. O novo edifício procura assumirem essa realidade e de certo modo transformá-Ia, introduzindo novas nexos no contexto precedente, e caracterizando com mais precisão o espaço urbano envolvente e as relações do seu próprio conteúdo com o0 dos edifícios e espaços públicos circundantes». in Memoria Descritiva.

A Menção Honrosa coube a um conjunto de edifícios de escritórios [110], situados na Avenida Torre de 3elem, 17 a 19, um projecto dos arquitectos José Silva Pires, Fernando Pinto Coelho e César Barbosa para Criterium Sistemas Informáticos, Lda..

Pretendeu-se que os edifícios projectados, mesmo sendo destinados ao uso terciário, se identificassem formalmente e volumetricamente com as moradias e outros edifícios envolventes (...). Deste modo, as cérceas não ultrapassam a media das cérceas da Av. da Torre de Belém (...).» Houve cuidado para «que a área verde disponibilizada fosse conseguida, não só através da manutenção de terreno permeável, mas também através de terra vegetal colocada sobre a laje da garagem (. ..).»in Memoria Descritiva.

O Premio Valmor e Municipal de Arquitectura de 2001 foi atribuído ao edifício Atrium Saldanha [111], situado na Praga Duque de Saldanha, 1, Avenida Casai Ribeiro, 63, Rua Fernão Lopes, 4, Rua Engenheiro Vieira da Silva, 18, e Avenida Fontes Pereira de Melo, 44, um projecto dos arquitectos João Paciência e Ricardo Bofill para IMOSAL, SA..

O estudo geométrico, proporção e equilíbrio proporciona, quer numa organização da planta quer nos alçados, criação «inevitável de um grande vazio interior que viria a definir-se sob a forma de um grande semicírculo..), envolvido em altura par plateias virtuais múltiplas e troneo-cónicas, dramatizando deste forma o efeito etnográfico pretendido».

O átrio tem assim, no «elemento gerador fundamental de toda a espacialidade interior do objecto "arquitectónico", conferindo-Ihe toda a sua singularidade.A estabilidade e equilíbrio do edifício são conseguidos através de marcação «das esquinas do quarteirão com um desenho mais fechado e materiais vivamente mais pesados», o que confere uma definição das «balizas dos diferentes troços e da praça» que o delimitam.

A marcação de linhas horizontais de dois em dois pisos «entaladas entre os torreões das esquinas estabiliza a fachada e conferem sentido à forma geral». in revista Imobiliária.

Foram atribuídos, para o ano de 2002, dois Prémios Valmor e Municipal de Arquitectura e uma Menção Honrosa.

Um dos prémios foi atribuído ao Edifício da Reitoria da U. 'N. L [112]. Localizado no Campus de Campolide é um projecto dos irmãos Manuel e Francisco Aires Mateus para a Universidade Nova de Lisboa.

0 terreno e um promontório junto a uma das principais entradas de Lisboa. 0 espaço é regrado pelo antigo ( .) colégio dos Jesuítas. (...) O programa prevê dois grupos de espaços muito distintos: funções administrativas, arrumadas, na torre (...); funções representativas, com grandes áreas, a instalarem-se no embasamento. A construção emergente e da mesma altura do colégio de três pisos, desenhando-se a fachada em pedra branca de forma a não permitir a leitura dos seus muitos níveis. (...) Sob esta praça, os espaços representativos são esculpidos recorrendo à sobreposição dos três níveis, sabre os quais se opera tridimensionalmente.» in Memoria Descritiva.

O outro Premio \/almor e Municipal de Arquitectura, atribuído em ex-aequo, coube ao Edifício II do I.S.C.T.E. (113), localizado na Avenida Professor Aníbal Bettencourt, na Cidade Universitária, um projecto de Raul Hestnes Ferreira para a Universidade Nova de Lisboa.

O Edifício do ISCTE II constitui a última fase do Complexo ISCTE na área da Cidade Universitária (…). N ausência dum plano para a expansão da instituição (…) processou-se em função dos programas, áreas de implantação e meios disponíveis, tendo em conta as exigências da instituição e a época da execução de cada projecto, havendo (…) conceitos básicos que presidiram a concepção dos edifícios, apoiados na forma construtiva, em que foi dominante a utilização do betão armado. Os espaços principais são para alem do átrio acessível de varias direcções e a vários níveis, com uma dominante vertical, um Auditório (...), Anfiteatro (…) a Biblioteca Central do ISCTE, salas de aula, gabinetes, laboratórios e espaços multimédia, zonas de convívio e refeições. (.) Dada a dimensão do edifício e a necessidade de se harmonizar com a envolvente, ele expressa-se de modo diversificado (…).

A norte, assume a importância do seu posicionamento num ponto elevado da Cidade Universitária, enquanto a poente se compatibiliza com o edifício inicial do ISCTE garantindo uma comunicação através de um Passadiço em betão. Por último, a suI, delimita a Praga Central do CTE. (…).

Embora cada corpo edificado do ISCTE tenha a sua individualidade (…) existem pontos de contacto formais entre eles» in Memoria Descritiva. A Menção Honrosa, atribuída ao Edifício Picoas Plaza [114], localizado na esquina da Rua Tomas Ribeiro com a Rua Viriato, é um projecto dos arquitectos Manuela Abrantes Geirinhas (1960) e Jorge Carvalho Ribeiro (1959) para J. A. Santos Carvalho SA.

Trata-se de «um projecto para o quarteirão da Garagem Militar, na Rua Tomas Ribeiro esquina com a Viriato (…) Verificamos a previsão de uma praça interior ao lote, que adoptámos como elemento estruturante do Projecto (...) qualificando-a através da criação de jardins, esplanadas e lagos, simultaneamente eliminando contacto com o tráfego ruidoso da Rua Viriato .(...) O edifício que nos propusemos projectar possui alguma complexidade funcional por coexistirem nele 50 apartamentos (...),2 edifícios de escritórios e serviços (...), um centro comercial (...) e estacionamentos (...). No desenvolvimento do projecto teve-se em conta a integração (…) de duas fachadas antigas que devendo ser (…) recuperadas, foram dotadas de acessórios formais diferentes dos preexistentes (.. .). Como elemento de ligação entre os edifícios "antigos" e os volumes novos projectou-se um edifício despojado e neutro, a fim de permitir

Publicado por jf em 08:18 PM | Comentários (0)

A HISTÓRIA DO PRÉMIO VALMOR (11)

Em 1990 0 Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura foi atribuído a um conjunto de residências [91] , localizadas na Rua do Século, 107-109, Rua da Academia das Ciências, 2, e Travessa da Horta, 2-6, um projecto dos arquitectos João Paiva Raposo de Almeida, Pedro Lancastre Ferreira Pinto e Pedro Emauz e Silva, para a SINVAC Sociedade de Investimentos Imobiliários e Industriais Lda..

Reorganizando todo o espaço de um dos antigos palacetes existente na zona, aproveita volumetrias de edifícios preexistentes, reformulando-as e ampliando-as, tratando-o como um condomínio fechado sob diversas formas.

Diz 0 júri «que este projecto introduz de uma forma sensível novos valores numa zona antiga da cidade». Neste mesmo ano foi também atribuída uma Menção Honrosa a um prédio misto [92] (habitação/comercio), um projecto dos arquitectos José Lobo de Carvalho e João Paiva Raposo de Almeida para HCI-Construções, Lda., situado na Avenida 5 de Outubro, 250, esquina com a Avenida das Forças Armadas, 22. Sobre este projecto 0 júri refere que «.. reinterpreta o problema das esquinas num quarteirão das Avenidas Novas, podendo representar um valor paradigmático>.

Em 1991 0 Premio Valmor e Municipal de Arquitectura coube a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa [93], um projecto do arquitecto Manuel Mendes Tainha para a Universidade de Lisboa, situada na Alameda da Universidade, Cidade Universitária.

O edifício apreende 0 sítio relacionando-se com a formalidade da alameda e com a informalidade da antiga Rua do Malpique, aproveitando tal facto para resolver a relação entre os eixos de modo a organizar os dois sectores, a partir de entradas/fachadas diferentes.

Uma Menção Honrosa foi atribuída a um edifício de habitação [94], situado na Avenida Mª Helena Vieira da Silva, 14, e Rua Professor Salazar de Sousa, 22, um projecto do arquitecto Luiz Amilcar de Almeida Moreira para Vitor Silva Ribeiro, Irmãos Lda., SOTIF, SCO, VAR e LERIMO.

No ano de 1992 não foi atribuído qualquer Premio Valmor e Municipal de Arquitectura.

Em 1993 0 Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura foi atribuído ao Complexo das Amoreiras [95],um projecto do arquitecto Tomas Cardoso Taveira para Empreendimento Urb. Torres das Amoreiras, Lda., Mundicenter-Soc. Imobiliária SA e LONLIS-Emp. Imobiliários Amoreiras SA, situado na Avenida Duarte Pacheco, lotes 7-7 A.

Conjunto situado num ponto alto de Lisboa, a sua imagem tornou-se num ponto de referência da cidade. Obra pertencente a arquitectura Post-Moderna, nela se encontram referencias ao lugar onde foi implantada e ao uso da cor que aqui se toma inovador.

Apesar de só terem sido apresentadas algumas das parcelas, 0 júri decidiu atribuir 0 prémio a todo o complexo, considerando que ele conferiu uma nova singularidade à cidade de Lisboa.

Também em 1993 foram atribuídas duas Menções Honrosas. Uma delas premiou a Escola Superior de Comunicação Social [96], um projecto do arquitecto João Luís Carrilho da Graça para 0 Instituto Politécnico de Lisboa, situado na Rua Carolina Michaelis de Vasconcelos. É de destacar 0 enquadramento e a relação do edifício com 0 sítio. 0 seu corpo pousa sobre uma colina na Quinta de Marrocos, no meio de uma densa zona urbana, desenvolvendo-se ao longo da sua extensão. 0 ambiente proporcionado pela envolvente leva 0 autor a usar 0 ângulo recto, numa tentativa de impedir a sua diluição na paisagem.

Nesta obra 0 júri destaca a «expressa tendência da arquitectura de uma geração mais recente... de modo peculiar na procura de novas soluções arquitectónicas».

Outra Menção Honrosa coube ao Instituto para 0 Desenvolvimento de Gestão Empresarial (ISCTE) [97], um projecto do arquitecto Raul Hestnes Ferreira para 0 ISCTE (Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa), situado na Avenida Professor Aníbal Bettencourt.

O júri destaca desta obra a« ...linguagem depurada, criando um ritmo harmónico a partir da fenestração e dos elementos verticais, com domínio total da composição…(numa) fidelidade à expressão plástica do movimento moderno”
Em 1994 0 Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura foi atribuído a um edifício de habitação [98] situado na Rua Professor Cavaleiro Ferreira, 4, e Rua José Escada, 3, um projecto do arquitecto João Ângelo Paciência para a Habiparque-Cooperativa de Habitação CRL. Sobre este edifício, 0 júri destaca a «aplicação da cultura e praxis arquitectónica num programa habitacional, normalmente espartilhado por regulamentos e pressões diversas». Considera ainda 0 edifício como um «notável discurso com inovação, plasticidade, rigor e criatividade».
Foi ainda atribuída uma Menção Honrosa ao edifício do Banco Nacional Ultramarino [99], um projecto do arquitecto Tomas Cardoso Taveira para 0 Banco Nacional Ultramarino.

Ocupando um Local importante na estrutura da cidade, 0 júri destaca nesta obra a utilização de um «...elemento mítico do imaginário popular, a guitarra (...) impondo-se de forma marcante e inovadora no quotidiano da cidade».
No ano de 1995 nenhum Premio Valmor e Municipal de Arquitectura foi atribuído.

Em 1996 0 júri decidiu atribuir apenas uma Menção Honrosa ao edifício da Companhia de Seguros Metrópole SA [100] situado na Rua Barata Salgueiro, 41, um projecto do arquitecto Henrique Lami Tavares Chico para a Companhia de Seguros Zurich, S.A.

Trata-se de um edifício de escritórios nos quais se recupera uma fachada do início do século e se acrescenta um novo volume.

Sobre este edifício 0 júri considera-o um «projecto (que) expressa um acto correcto de reinterpretação do edifício num evidente respeito pelo existente, valorizando e adaptando 0 imóvel a novos usos, mantendo a matriz».
A partir de 1997 não foram atribuídos prémios. Em 2003/2004 foram estes concedidos retroactivamente.

O Prémio Valmor de 1997 coube ao Edifício Bagatela (101), um projecto dos arquitectos João M. H. Duarte Ferreira e Miguel Sousa para o Pátio Bagatella Empreendimentos Imobiliários S.A., situado na Rua Artilharia Um, 45-51, esquina coma Travessa da Légua da Póvoa, 11-17, tendo os projectos de execução sido ultimados em 1993 e a obra concluída em 1996.
«Com um programa multifuncional, de habitação, escritórios e comércio, o projecto teve como intenção dominante a criação de um conjunto de espaços exteriores comuns, semi-públicos ou privados, articulando percursos, galerias e pracetas (…)” in Memória Descritiva do Projecto.

Foi, ainda atribuída uma Menção Honrosa ao Edifício Administrativo da Parque Expo [102], um projecto dos arquitectos João de Almeida, Pedro Ferreira Pinto e Pedro Emauz Silva, Grupo Arqui Ill, para Parque Expo S.A, situado na Avenida D. João II, lote 1.07.2.1.

«A sua localização central dentro do quarteirão corresponde a uma opção de utilização condominal futura (...) garantindo um percurso pedonal pela transversal do conjunto. Não se escamoteando uma certa carga simbólica na composição que permitisse relaciona-Io com o tema dos Oceanos, ao utilizar elementos como velas em toldos e difusores e, finas redes brancas nas protecções solares das fachadas, procuramos conceber um Edifício que se comportasse de forma correcta em face das exposições solares principais (...). A criação de um Átrio coberto em vidro, de grandes dimensões (...) corresponde à selecção de conceitos de Ventilação natural e de Displacement ventilation.» in Memoria Descritiva do projecto.

Em relação ao ano de 1998, foram premiados quatro edifícios concebidos para a exposição, dois com Premio Valmor e dois com Menção Honrosa. Um quinto prémio, também Menção Honrosa, coube ao Edifício Vitoria.

Um dos edifícios premiados com o Premio Valmor foi o Pavilhão de Portugal [103], localizado na Alameda dos Oceanos, lote 2.12.01, um projecto do arquitecto Álvaro Siza Vieira para a Parque Expo S.A. «O edifício é constituído por dois corpos separados por uma junta de construção: Corpo A Coberto suspenso de dois pórticos (...). Este coberto define uma ampla área destinada a actos públicos e representações (...)servindo também como espaço de acesso ao Pavilhão.

Corpo B Edifício de dois pisos e cave (...). Os três pisos do edifício designado por Corpo B desenvolvem-se em torno de um pátio (.. .), aterrado ate a cota do rés-do-chão (...). O Corpo B está longitudinalmente dividido em duas áreas: - Área Expositiva, do lado Poente; - Área Nascente, voltada ao rio.» in Memoria Descritiva.

O outro edifício premiado com o Valmor foi o Pavilhão do Conhecimento dos Mares [104]. Situado na Alameda dos Oceanos, lote 2.09.02, e um projecto do arquitecto João Luis Carrilho da Graça para a Parque Expo S.A.. «É constituído fundamentalmente por um volume vertical, (...) o centro do espaço expositivo e por um outro horizontal rasgado por um pátio de acesso. (..,.) O volume vertical e o horizontal suspenso cruzam-se megaliticamente em betão branco. (...) 0 acesso ao edifício faz-se a partir da Praça Central onde rampas em espiral definem o percurso ate ao Átrio da Entrada» in Memoria Descritiva.

Em relação as Menções Honrosas, uma foi atribuída ao Oceanário e Edifício de Apoio [105], situado na Esplanada D. Carlos I, lote 2.09.02, Doca dos Olivais, um projecto do arquitecto Peter Chermayeff para Oceanário de Lisboa SA..
Ocupa «um lugar central em plena doca dos Olivais, de forma a desenvolver 0 edifício de maneira similar a uma embarcação (...) cuja principal característica fosse a omnidireccionalidade da sua própria forma e, também, a capacidade de se erguer da água como (...) um gigantesco compasso orientado simultaneamente aos quatro quadrantes (...). Em terra, um segundo edifício, que se liga ao primeiro através de uma ponte pedestre (...) garante todas as restantes funções» in Memoria Descritiva.

Outra Menção Honrosa foi atribuída ao Pavilhão Multiusos [106], um projecto dos arquitectos Regino Cruz e Nicholas Jacobs (SOM) para Atlântico, situado na Alameda dos Oceanos, lote 2.13.01, «Tratando-se de um edifício de grande volume, reduziu-se a percepção da sua imagem exterior, assumindo [uma] cota de implantação (...) abaixo do nível do solo (...). De um modo geral, caracteriza-se esta solução por: enaltecimento da imagem exterior do Pavilhão, peia escadaria circundante (...), cobertura da construção de curva branda (...), criação de ampla área de circulação e convívio» in Memoria Descritiva.

Por fim, a ultima Menção Honrosa deste ano coube ao Edifício Vitoria [107], um projecto do arquitecto Fernando C. da Silva Pinheiro para Vitoria Seguros, S.A. Situado na Avenida da Liberdade, 196 a 200, apresenta uma linguagem moderna que teve em conta condicionalismos próprios de uma zona urbana delicada, em fase de transformação.

Relativamente ao ano de 1999, o júri decidiu apenas atribuir uma Menção Honrosa à Faculdade de Medicina Veterinária [108], um projecto do arquitecto João Lúcio Lopes para a Universidade Técnica de Lisboa, situado na Rua Professor Cid dos Santos, no Alto da Ajuda, obra realizada entre 1995 e 1998.
«Construiu-se o edifício como se fosse um conjunto urbana: definiram-se percursos, atravessamentos, ruas, praças, enquadramentos, transparências e opacidades. Tipologias diversas, para vários programas de ocupação, enquadram soluções arquitectónicas diferenciadas num conjunto que se pretendeu marcadamente unitário» in Memoria Descritiva

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A HISTÓRIA DO PRÉMIO VALMOR (10)

Em 1980, voltou a ser premiado um edifício de escritórios (68), à semelhança do que tinha acontecido em 1971. Desta vez, volta a tratar-se de um edifício de gaveto situado no cruzamento da Rua Castilho n.º 223-233 com a Rua D. Francisco Manuel de Melo n.º 2-8, da autoria dos Arqt.ºs Manuel Salgado, Sérgio Coelho e Penha e Costa. Neste edifício, cuja promotora foi a Companhia Imobiliária de Turismo, Comitur, encontra-se, sobretudo, uma nítida preocupação para com a valorização do espaço, da qual resulta uma maior interiorização do público em todas as áreas do edifício. Esta interiorização procura fundamentalmente uma maior vivência dos espaços, e não o simples armazenamento de áreas de trabalho sem qualquer atractivo. Apesar do conceito inicial dos autores ainda estar implícito, actualmente, muito dos aspectos acima referidos já se perderam por completo na sequência das posteriores alterações que foram introduzidas e que a médio prazo levaram a uma alteração radical da estrutura do edifício.

No ano de 1981 o Prémio Valmor volta a não ser atribuído e dá-se início a uma nova fase na história dos Prémios, consequência das significativas alterações de que foi alvo o seu Regulamento. Deste modo, passou a ficar associado ao Prémio Valmor o Prémio Municipal de Arquitectura, permitindo, não só a atribuição de uma verba consideravelmente superior, como também uma maior dependência do Poder Político Camarário. Esta dependência ficará patente na modificação introduzida na composição do Júri que a partir de agora passará a contar com dois membros pertencentes à Câmara Municipal de Lisboa, um dos quais, o próprio Presidente da Câmara que passará a presidir todo o Júri.
O Prémio relativo ao ano de 1982 foi apenas atribuído em 1984, sendo a primeira obra a ser destinguida com o novo Regulamento em vigor. O conjunto habitacional da Encosta das Olaias (69), foi a obra escolhida, da autoria do Arqt.º Tomás Taveira, promovida por Fernando Martins. Caracterizada por uma excessiva rentabilização do solo disponível, a Encosta das Olaias destaca-se do tecido urbano da cidade, não pela originalidade das soluções arquitectónicas apresentadas, mas por uma implantação bastante compacta disposta ao longo das vias. Apresenta-se aqui uma arquitectura entendida enquanto espectáculo, com formas e cores exuberantes.

Deste conjunto faz ainda parte um bloco de comércio e escritórios e também um hotel, construídos posteriormente.

Relativo ao ano de 1982, foi também destinguido mais um edifício, neste caso uma Menção Honrosa, para a Escola Secundária José Gomes Ferreira (70), projectada pelos Arqt.ºs Raul Hestnes Ferreira, Jorge Gouveia e José Teixeira. Esta escola, localizada em Benfica, em paralelo com o conjunto habitacional de Tomás Taveira, levanta uma polémica entre uma Arquitectura de maior visibilidade através da cor, forma e dimensão urbana, e outra mais ponderada, verificada até então. Caracterizada por uma enorme clareza compositiva garantida pela utilização de geometrias elementares, transporta para o exterior uma imagem forte com uma dimensão que confere ao conjunto uma certa monumentalidade digna de referência.

Em contraste com o grande impacto das construções acima referidas, em 1983 não foi atribuído nenhum Prémio Valmor, mas apenas uma Menção Honrosa à remodelação (71) de uma habitação na Graça, da autoria dos Arqt.ºs António Marques Miguel, Manuel Graça Dias e António de Campos Barbosa Magalhães. Esta intervenção no n.º 46 da Rua da Senhora do Monte, praticamente invisível do exterior, destaca-se “pelo sentido de integração dos espaços interiores renovados, servindo as necessidades actuais sem prejuízo da forma existente”.
O edifício do Banco Fonsecas & Burnay (72) situado na Rua Castilho, esquina com a rua Barata Salgueiro, propriedade do banco acima referido, foi distinguido com o Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura relativo ao ano de 1984. À equipa autora, composta por sete arquitectos, chefiada pelo Arqt.º Pedro Tojal, o Júri teceu inúmeros elogios: “… um projecto bem desenhado e bem concebido, uma peça que marca uma época…”, que se destaca pela adopção de uma solução plástica e cromaticamente exuberante, num sítio particularmente complexo.

Em 1984 foi também atribuída uma Menção Honrosa ao Edifício Gemini (73), na Quinta das Freiras em Entre-Campos. Trata-se de um conjunto de dois Blocos Habitacionais unidos por um Centro Comercial, da autoria do Arqt.º João Monteiro Andrade e Sousa. Uma tipologia que nesta década se desenvolveu sob as mais diversas formas e dimensões um pouco por toda a cidade de Lisboa.
O ano de 1985 apresentou, até à data, um número recorde de obras premiadas. Ao todo foram dois Prémios Valmor ex-aequo e três Menções Honrosas.

Um dos edifícios premiados com o Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura foi o edifício de escritórios (74) do Banco Credit Franco Portugais, actual EDP, situado no cruzamento da Rua Castelo Branco n.º 46 com a Rua Actor Tasso n.º 13. Este edifício, da autoria dos Arqt.ºs Eduardo Paiva Lopes e Manuel Silva Fernandes, é uma obra bastante discreta quer no desenho da fachada, quer na organização do espaço interior, contrastando em muito com a exuberância do edifico acima referido, premiado no ano anterior.

A outra obra premiada com o galardão máximo foi um conjunto habitacional (75) no Lumiar, da autoria do Arqt.º Sérgio Menezes de Melo. Esta obra, de iniciativa camarária que teve como promotora a EPUL (Empresa Pública de Urbanização de Lisboa), caracteriza-se por um grande conjunto urbano, formado por mais do que um edifício onde, quase todos, se apresentam com áreas comerciais que muito ficam a dever a uma solução de contornos ideais.
Relativamente às Menções Honrosas atribuídas, uma foi para o INETI (76) (Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial), da autoria dos Arqt.ºs José Mantero e João Mota Guedes, localizado na Estrada do Lumiar. Outra foi para um edifício de habitação (78) na Estrada do Poço do Chão em Carnide, do Arqt.º Rodrigo Rau cuja promotora foi a EPUL. Sendo a última atribuída à recuperação (77) de uma moradia no Largo da Oliveira n.º 4-4B, projectada pelo Arqt.º Armando de Matos Salgueiro, sob a promoção da Companhia de Seguros Império.

No ano de 1986 um outro conjunto habitacional (79) foi premiado, mas neste caso apenas com a Menção Honrosa, tendo ficado o prémio principal por atribuir. Quanto à Menção, da autoria do Arqt.º Rodrigo Rau, trata-se de mais uma obra da promotora EPUL, que na altura constituía já uma das empresas que maior contributo trazia à cidade, pela qualidade de arquitectura que as suas obras apresentavam. Neste conjunto de formas pouco extravagantes, a zona comercial, ao nível do piso térreo, não é esquecida.

O ano de 1987 ficou marcado pela atribuição de um Prémio Valmor ao Instituto Jacob Rodrigues Pereira (80) e de três Menções Honrosas.

Em relação ao edifício que mereceu o Prémio, trata-se de um equipamento educativo, de carácter excepcional, pelo tipo de pessoas a que se destina. Segundo o Júri “…integra-se perfeitamente no conjunto pela função que desempenha como centro para deficientes, pelo cuidado posto na concepção dos espaços interiores e por se tratar de um projecto de equipamento público notável”. Da autoria do Arqt.º Rui de Sousa Cardim, cuja promotora foi a Casa Pia de Lisboa, localiza-se na Rua D. Francisco de Almeida n.º1, uma das principais obras de referência desta década.

As Menções Honrosas atribuídas em 87 premiaram ainda um conjunto habitacional (81) dos Arqt.ºs Nuno Teotónio Pereira, Nuno Portas e Pedro Botelho, situado na Rua Diogo Silves n.º 18; uma recuperação (82) de um prédio de habitação no Largo do Rilvas n.º 1-1A, da autoria do Arqt.º João Raposo de Almeida; e por último, um outro prédio de habitação (83) de construção original, projectado pelos Arqt.ºs António Flores Ribeiro e Diogo Lino Pimentel, para a Rua dos Navegantes n.º 38-38B.

O Prémio Valmor de 1988 foi atribuído por unanimidade ao edifício do Lloyds Bank (84), na Av. da Liberdade n.º 222, cujo projecto pertencente ao Arqt.º António Augusto Nunes de Almeida, foi requerido pelo Lloyds Bank Plc. Este edifício, muito elogiado na altura pelo Presidente de Câmara, é um exemplo da boa construção que se fazia na cidade, pelas referências modernistas patentes nas suas formas.

Além do edifício da Av. da Liberdade, foram também premiados com Menção Honrosa dois prédios de habitação e uma moradia unifamiliar, segundo o Júri “…representativos de cada uma das tipologias seleccionadas e já previamente escolhidas”. Assim sendo, a Residência Paroquial de São Tomás de Aquino (85), da autoria dos Arqt.ºs José Eduardo Pires Marques, Nuno Moreira de Carvalho e José Barbedo de Magalhães, situada na Rua Ginestal Machado n.º13, foi uma das premiadas, tal como o edifício (86) localizado na Rua Gonçalo Nunes n.º 31-45, pertencente à EPUL, projectado pelos Arqt.ºs Nuno Teotónio Pereira e João Paciência. A moradia unifamiliar (87) do Arqt.º Vítor Manuel Afonso Alberto, construída na rua S. João Dias n.º 15, propriedade da EPUL, também se inclui no conjunto de edifícios premiados com a Menção Honrosa.

Em 1989 o Prémio Valmor foi atribuído ao conjunto habitacional (88), promovido pela Cooperativa Coociclo. O projecto da autoria dos Arqt.ºs Duarte Nuno Simões, Maria do Rosário Venade, Maria Teresa Madeira da Silva, Nuno da Silva Araújo Simões e Sérgio Almeida Rebelo, foi o primeiro ser premiado como um todo. Até à data muitos outros conjuntos habitacionais foram premiados, mas em termos legais o Prémio só era atribuído a um dos edifícios que o constituía.

Localizado na Rua Professor Queiroz Veloso n.º 2-38, o bairro integra 30 habitações, compostas por moradias em banda que foram implantadas numa área de 3.300 metros quadrados. Com este conjunto, tornou-se possível harmonizar convenientemente o espaço privado familiar com o espaço público, criando-se um território intermédio, que constitui, cada vez mais, um aspecto fundamental para a criação de boas soluções para a habitação urbana. A ocupação do conjunto que se apresenta disposta em três bandas paralelas às ruas, deixa o espaço interior do quarteirão livre para o convívio e lazer dos seus habitantes.

Neste ano foram ainda atribuídas duas Menções Honrosas a edifícios de habitação: um situado na Rua Professor Mark Athias n.º 4-6 (90), da autoria dos Arqt.ºs João Lopes da Silva, Luís Serrano Rodrigues e Rui Ferreira; e outro, que se apresenta como um restauro, dos Arqt.ºs João Vaz Pires, César Barbosa e Fernando Pinto Coelho, localizado na Rua do Quelhas n.º 48 (89), cuja promotora foi a Sociedade de Construção Civil Restauro.

Outros acontecimentos nesta década:

1980/85– Complexo das Amoreiras, Tomás Taveira
1983– XVII Exposição de Arte, Ciência e Cultura do Concelho da Europa; Intervenção na Casa dos Bicos, Manuel Vicente e José Santa-Rita ; Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém classificados como Património da Humanidade
1984– Edifício «Totobola» (IADE), Tomás Taveira
1985– Sede da Caixa Geral de Depósitos, Campo Pequeno, por Arsénio Cordeiro
1988– Incêndio no Chiado

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A HISTÓRIA DO PRÉMIO VALMOR (9)

A década de setenta teve início com a atribuição de um Prémio Valmor situado no cruzamento entre a Avenida dos Estados Unidos da América n.º 53-53G e a Rua Coronel Bento Roma n.º 12A-12E. Este edifício de utilização mista (61), cuja promotora foi a Sociedade Construtora Fernando Pires Coelho Lda., contempla nos pisos térreos as zonas destinadas ao comércio, e nos pisos superiores toda a habitação.

Relativamente à escolha deste prémio muito se tem especulado, ao referir-se que a sua atribuição se destinou mais a prestar homenagem à carreira do arquitecto autor, Leonardo Rey Colaço de Castro Freire, que pouco tempo depois faleceria, e não tanto a premiar especificamente a obra.

No ano de 1971 foi atribuído um dos Prémios mais polémicos de sempre. Propriedade de Nuno Franco de Oliveira e autoria dos Arqt.ºs Nuno Teotónio Pereira e João Braula Reis, ergueu-se na Rua Braancamp n.º 9 o Edifício “Franjinhas” (62), assim denominado pelo aspecto resultante do esquema adoptado como protecção solar das janelas. Na altura, o júri justificou a sua escolha pela «posição corajosamente polémica que o edifício assume no panorama da edificação urbana», considerando todo o projecto de uma extrema qualidade.

Tal como no edifício acima referido, existe uma utilização mista, onde se procura recuperar a galeria de lojas aberta à Rua, sendo que, em relação ao anterior, difere no espaço destinado à habitação, que aqui dá lugar a escritórios.
Dadas as polémicas despertadas em torno do Edifício “Franjinhas”, nos anos de 1972 a 1974 não foram atribuídos quaisquer Prémios. Neste período levantou-se pela primeira vez a questão da datação das obras, problema que se foi complicando com a progressiva burocratização dos serviços. As inúmeras questões levantadas, que punham em causa o próprio Regulamento dos Prémios, fizeram com que se deteriorassem as relações entre a Câmara Municipal de Lisboa e o Sindicato dos Arquitectos, «prejudicando a política de valorização da arquitectura citadina que constitui o objecto do referido prémio».
Em 1975 voltou-se à atribuição do Prémio, curiosamente, a duas obras: Sede, Jardins e Museu da Fundação Calouste Gulbenkian (63) e Igreja do Sagrado Coração de Jesus (64).

Em relação à primeira, situada na Av. de Berna, propriedade da Fundação Calouste Gulbenkian, destaca-se uma interligação entre jardins e espaços arquitectónicos, notável num sentido de organicidade. O conjunto, concebido pelos Arqt.ºs Ruy Jervis Athouguia, Alberto Pessoa, Pedro Cid, Gonçalo Ribeiro Teles e António Barreto, foi pensado como um todo organizado, onde os serviços se interpretam com naturalidade e onde o público circula livremente sem sectores rígidos delimitados. Pela primeira vez era atribuído o Prémio, não só a um edifício isolado, mas também a todo um conjunto que incluía, além do edificado, todo o espaço exterior de enorme valor paisagístico.

A segunda obra notavelmente reconhecida, da autoria dos Arqt.ºs Nuno Teotónio Pereira e Nuno Portas, pertencente ao Patriarcado de Lisboa, destaca-se pela preocupação relacionada com o tratamento dos espaços de circulação. Assim sendo, o percurso que liga a Rua Camilo Castelo Branco a uma outra bastante desnivelada da anterior, integra-se perfeitamente com os diversos espaços do próprio edifício. A Igreja do Sagrado Coração de Jesus mostra a vontade de se relacionar com uma malha urbana que, aqui se casa, com as preocupações da nova Arquitectura religiosa. Segundo os autores: “os corpos do conjunto, igreja propriamente dita e outros serviços, tinham de realizar a amarração à cidade que tínhamos à volta”.

Em 1976 e 1977 houve um novo interregno na atribuição dos Prémios.

O ano de 1978 ficou marcado pela escolha de três edifícios: um Prémio Valmor distinguindo um conjunto habitacional (65), situado na Rua Maria Veleda n.º 2-4 e duas Menções Honrosas.

No que se refere ao edifício premiado, cuja promotora foi a Sociedade Geral de Empreitadas, caracteriza-se por uma volumetria monótona, em que as atenções se voltam para a sobrevalorização de aspectos relativos ao bom equipamento técnico dos apartamentos, esquecendo-se as preocupações inerentes ao tratamento dos espaços que permitem o enriquecimento e a qualidade. A pobreza de todo o edificado, da autoria do Arqt.º Fernando Silva, poderá dever-se a uma atitude passiva perante a envolvente construída, uniformizando-se e perdendo-se naquela.

Quanto às duas Menções Honrosas atribuídas regista-se, tanto no prédio de escritórios (67) do Arqt.º Fernando Eugénio Ressano Garcia, como na moradia unifamiliar (66) do Arqt.º Fernão Lopes Simões de Carvalho, a mesma simplicidade formal e o mesmo traço arquitectónico que possui o principal premiado deste ano.

Outros acontecimentos nesta década:

1971/72 – Plano para o Alto do Restelo, Nuno Teotónio Pereira e Nuno Portas
1974 – Plano de Telheiras, por P. Vieira de Almeida e A Pita
1975 – Edifício da sede da Sociedade Portuguesa de Autores, por B. Costa Cabral
1976/79 – Edifício «Pantera Cor-de rosa», Gonçalo Byrne e Reis Cabrita
1978/80 – Escola Secundária de Benfica, R. Hestnes

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A HISTÓRIA DO PRÉMIO VALMOR (8)

1961 O Prémio Valmor não foi atribuído. Em 1962, o Arq. Francisco Keil do Amaral é premiado com o Valmor, sendo o único existente em sua carreira.

Tal facto resultou da sua obra, o Edifício de Habitação promovido por Ernesto da Silva Brito, situada na Rua Almirante António Saldanha, nº 44 (Restelo), na Freguesia S. Francisco de Xavier.

Nesta pequena moradia verifica-se que o arquitecto ao usufruir do declive apresentado pelo terreno proporciona espaços com certa intimidade, revelando uma elaboração cuidada com os pormenores e com a escolha dos materiais, que reflectem a coerência e a economia dos meios manifestados.

Apesar do uso de materiais e formas simples e equilibradas, como é hábito deste arquitecto, nota-se influências de arquitectura nortenha principalmente, quando se refere no tratamento das coberturas.

(1962-1967) O Prémio Valmor não foi atribuído.

Em 1967 recebeu título de Prémio Valmor o edifício de habitação projectado pelo Arq. Nuno Teotónio Pereira e do Arq. António Pinto Freitas, situado na Rua General Silva Freire, nº 55 – 55 A (Olivais Norte) pertencente à Freguesia St.ª Maria dos Olivais. Esta obra teve como promotor; a Sociedade Cooperativa “O Lar Familiar”

Outros acontecimentos nesta década:

1960– Plano dos Olivais, início das 1as construções, Rafael Botelho e Carlos Duarte
1961– Estudo do arquitecto Carlos Ramos para o Campo Pequeno; Biblioteca Nacional, inauguração, Pardal Monteiro
1962/66– Ponte 25 de Abril
1962/70– Palácio da Justiça, Andresen/Godinho
1965/69– Edifício «Franjinhas», Nuno Teotónio Pereira
1967– Plano de Chelas, início das construções, Francisco Silva Dias
1969 – Inauguração da sede da Fundação Calouste Gulbenkian, Alberto Pessoa, Pedro Cid e Ruy Jervis d’Athouguia

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A HISTÓRIA DO PRÉMIO VALMOR (7)

O Prémio Valmor de 1950 foi atribuído a uma moradia do Restelo, de Joaquim Cantante Mota, situada na R. Duarte Pacheco Pereira, nº37 (encosta da Ajuda) na freguesia de St.ª Maria de Belém. Projectada pelo Arq. Alberto José Pessoa, esta moradia afirma-se como o primeiro exemplo de uma composição manifestamente moderna, como bem merecedora de distinção de prémio.
Caracterizada por dimensões modestas é ocultada pelas sebes e arbustos e sem qualquer identificação que a faça sobressair das outras moradias, passa despercebida.

Em 1950 é atribuído o Prémio Municipal de Arquitectura ao Cinema São Jorge (52), situado na Av. da Liberdade, nº 175.

Sendo uma encomenda da Sociedade Anglo-Portuguesa de Cinemas, o Cinema S. Jorge, projectado pelo Arq. Fernando Silva, é considerado uma novidade na arquitectura central de Lisboa. A opção por obras modernas teve continuidade neste período , que foi igualmente marcado por uma irregularidade de prémios atribuídos e por uma clara oposição “ideológica” entre os do antigo regime e os das obras «politicamente» diversas.Em 1951, o Prémio Municipal de Arquitectura foi atribuído a uma obra do Arq. Francisco Caetano Keil do Amaral (1910-1975).

Esta obra situada na Avenida D. Vasco da Gama, nº2 na freguesia St.ª Maria de Belém, traduz uma nova tendência expressa na arquitectura e urbanismo.
A moradia unifamiliar (53) manifesta particularidades próprias do cliente António de Souza Pinto, presentes na disposição do espaço e na decomposição da multidimensionalidade dos elementos das fachadas. Sem dúvida funcionalista,apresenta volumetria geral menos rígida. A concepção da casa é sujeita à melhor orientação solar possível e às necessidades próprias.
Em 1952 recebeu título de Prémio Valmor o prédio de habitação (54) projectado pelos Arqts. Fernando Silva e o Arq. João Faria da Costa, situado Av. do Restelo, nº 23 – 23A. Esta obra teve como promotor Américo Serpa e Melo Queiroz.

A progressiva tercialização, evidente a partir da década de 60, traduziu-se na discrepância entre o planeamento traçado e a situação real dos bairros de barracas que caracterizavam os arredores da capital. Perante tais problemas urbanos, tornou-se urgente por parte da Câmara, Municipal de Lisboa, a realização de Planos de Urbanização.

O prémio Municipal de Arquitectura de 1954 distinguiu uma das mais inovadoras experiências que se caracterizou por aplicar os novos princípios do urbanismo moderno estabelecidos na Carta de Atenas (1933). Os Edifícios de Habitação do chamado Bairro das Estacas situa-se na Rua Bulhão Pato, nº 2-14 (Bairro das Estacas) na freguesia de Alvalade.

Esta encomenda, feita pela Câmara Municipal de Lisboa aos arquitectos Ruy Jervis Athouguia (1917-) e Sebastião Pedro Leal Formosinho Sanches (1922-), incidiu na alteração de dois quarteirões previstos no “ Plano de Urbanização do sítio de Alvalade”.A proposta, baseada num conjunto de blocos de edifícios, paralelos entre si mas perpendiculares ao eixo viário, representa um traçado racionalista em trocar de tradicionais quarteirões que eram previstos.
Os blocos assentes sobre “pilotis” permitiram a criação de uma extensa superfície verde, que qualificou uma pequena parte da cidade, onde a separação de percursos é constante. Cada habitação, em “duplex” ou não, tem acesso a uma espaçosa varanda que recebe sol nascente ou Poente.
Em 1956 o prémio municipal coube ao Conjunto Habitacional (56) situados na Av. Infante Santo, nº 70 (Bloco nº2) pertencentes à freguesia da Lapa.Este conjunto foi desenvolvido pelos arquitectos; Alberto José Pessoa, Hernâni Guimarães Gandra (1914-1988) e João Abel Carneiro de Moura Manta; sendo o promotor a Câmara Municipal de Lisboa.

Caracterizou-se, tal como o chamado Bairro das Estacas, dentro de uma linguagem moderna, em que os edifícios surgem, mais uma vez, perpendiculares ao eixo da via, contrariando o desenho tradicional proposto no plano.

Em 1957 o prémio municipal vai para o Conjunto Habitacional (57) da Av. da Estados Unidos da América, nº 12-40 A (antigo Lote 367) na freguesia S. João de Brito. Este facto acontece depois de conquistada a imagem provinciana do primeiro momento de Alvalade. Mais uma vez, a Câmara Municipal de Lisboa foi o cliente.

Neste projecto os arquitectos Manuel Maria Cristóvão Laginha (1919-1985), Pedro Anselmo Freire Braancamp Cid (1925-1983) e João de Barros Vasconcelos Esteves (1924-); encontravam-se a desenvolver os princípios da cidade em movimento. Desta forma, a longa série de blocos perpendiculares ao eixo da via e assentes sobre pilotis, permitiu a continuidade das plataformas ajardinadas e dos percursos pedonais.

A década de 50 também ficou marcada por um considerável crescimento do trabalho liberal, para Organismos Oficiais, Câmaras Municipais, Caixas de Providência, novos empreendimento … sendo ensaiados novos princípios de concepção de espaço urbano.

O Valmor de 1958, coube ao Edifício dos Laboratórios Pasteur (58), situado na Av. Marechal Gomes de Costa, sendo o proprietário Virgilio Leitão. Um projecto de Carlos Manuel Oliveira Ramos, considerado um dos pioneiros da arquitectura Moderna em Portugal.Até à data, é a 1ª vez que se distingue um edifício Industrial com o Prémio Valmor. Sendo este edifício de boa qualidade, está entre as mais expressivas obras representantivas da arquitectura desse período.

Este edifício Industrial é marcante na evolução da arquitectura do séc. XX pois revela a imagem funcionalista da arquitectura moderna mais directamente ligada às necessidades imediatas da produção mecanista, espécie de modelo estrutural económico.

Este integra-se perfeitamente dentro dos cânones da arquitectura internacional, possui formas geométricas simples, implantação liberta do alinhamento da rua (característica rara), que divulga a implantação subordinada a melhor orientação.Actualmente funciona como Universidade Independente.

Em 1959 O Prémio Valmor não foi atribuído. A interrupção na atribuição do Valmor estava relacionado com o facto de o júri lamentar a falta de qualidade das obras que lhe eram apresentadas perante as condições normais do prémio.

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A HISTÓRIA DO PRÉMIO VALMOR (6)

Nesta década conturbada foram atribuídos oito Prémios Valmor. Foi também nesta década que se instituíram os Prémios Municipais de Arquitectura, a partir de 1943 e perdurariam até à década seguinte, tendo-se fundido com o Valmor em 1982.

Nesta década conturbada foram atribuídos oito Prémios Valmor. Foi também nesta década que se instituíram os Prémios Municipais de Arquitectura, a partir de 1943 e perdurariam até à década seguinte, tendo-se fundido com o Valmor em 1982.

Edifício enquadrado na estética modernista, concebido para alojar a administração, a redacção, um hall para o público e também as instalações industriais do jornal, destacam-se na fachada para a avenida elementos características da linguagem moderna como a iluminação fluorescente (no lettering) e no uso de elementos gráficos no edifício. De notar o tratamento da fachada, que contém uma torre facetada encimada por um farol (que se acende à noite) e também o corpo correspondente ao grande hall para o público, no qual se encontram três murais de Almada Negreiros, rasgado pelas grandes montras.

Actualmente destina-se ao uso para o qual foi inicialmente projectado.
Em 1941 a Prémio Valmor não foi atribuída, situação que ocorre novamente em 1948.

Em 1942 foi premiado um edifício de habitação (39) para rendimento localizado na Rua da Imprensa, 25 com projecto do arquitecto António Maria Veloso dos Reis Camelo para Acácio e Vieira, Lda. Edifício de expressão modernista é interessante pela volumetria das fachadas lateral e posterior. Destina-se ainda a habitação.

O edifício de habitação premiado em 1943 e os edifícios premiados nos anos seguintes são exemplos bastante representativos do chamado estilo “Estado Novo”. Neste período vão premiar-se obras que primem pelo tradicionalismo, não se esperando quaisquer inovações nas obras submetidas a avaliação pelo júri. Assim, a obra premiada neste ano, um edifício de habitação (40) situado na Avenida Sidónio Pais, 6, com projecto dos arquitectos Raul Rodrigues Lima e Fernando Silva (1914-1983) para António Cardoso Ferreira, cumpre o pretendido.

É também neste ano, 1943, que pela primeira vez é entregue o Prémio Municipal de Arquitectura. Premiou-se nesse ano um edifício de habitação (41) situado na Avenida António Augusto de Aguiar, 9, com projecto do arquitecto Miguel Simões Jacobetty Rosa, cujo proprietário era Adriano da Costa Carvalho. Actualmente funciona neste edifício a Sociedade Industrial de Exploração de Hotéis Lda.

Pela primeira vez, em 1944, o Prémio Valmor e o Prémio Municipal de Arquitectura distinguem o mesmo edifício. Trata-se de uma moradia (42) situada na Avenida Pedro Álvares Cabral, 67 cujo autor e proprietário era o arquitecto Luís Ribeiro C. Cristina da Silva (1896-1976). Com uma volumetria densa e pesada e simplicidade decorativa, mantém a função original.
Em 1945 o Prémio Valmor foi atribuído a um edifício de habitação (43) localizado na Avenida Sidónio Pais, 14, propriedade de Ferreira & Filho, Lda., com projecto de arquitectura de António Maria V. dos Reis Camelo. Construído no estilo “Estado Novo”, tem um aspecto sólido e algo monótono, com uma fachada em duas cores. O torreão de entrada do edifício eleva-se mais um piso que o restante edifício, sendo rematado por pináculos e telhado com grande inclinação. Mantém a função original.

O premiado com o Municipal de Arquitectura deste ano trata-se de um edifício de habitação (44) situado na Praça Duque de Saldanha, 31, um projecto do arquitecto João Simões (1908-?) para José Alexandre Matos, enquadrado dentro do estilo da época. Mantém a função original.

Em 1946 coube o Prémio Valmor a um edifício de habitação (45) situado na Avenida Casal Ribeiro, 12, propriedade de Fortunato Cardoso Nunes e Saúl Saragga com projecto do arquitecto Fernando Silva. Ao contrário dos premiados nos anos anteriores, o júri optou por um edifício modernista. Serve o propósito de origem, edifício habitacional com estabelecimento comercial no piso térreo.

O Prémio Municipal de Arquitectura desse ano coube a uma moradia (46) situada na Rua D. Francisco de Almeida, 9, propriedade de Maud Santos Mendonça e projecto de arquitectura de Carlos João Chambers Ramos (1897-1969). Actualmente funciona aqui a Embaixada da Argélia.

Em 1947 foi premiada, com o Prémio Valmor, uma moradia (47) situada na Rua S. Francisco Xavier, 8, que o arquitecto Jorge de Almeida Segurado (1898-1990) projectou para si próprio. Construção elegante de um piso e rodeada de jardim, sofreu alterações na sua estrutura em 1960. Actualmente funciona aqui a Embaixada da Tailândia.

O edifício de habitação (48) premiado com o Prémio Municipal de Arquitectura em 1947 enquadra-se na estética do chamado “Português Suave”, apresentando características da arquitectura residencial do Estado Novo. Situado na Avenida Sidónio Pais, 16, com projecto de arquitectura de Porfírio Pardal Monteiro para Sousa e Campos, Lda. é semelhante a um edifício da mesma rua premiado com Valmor em 1945, mantendo a sua função original.
Em 1949 o Prémio Valmor foi atribuído a um edifício de habitação (49) com o piso térreo ocupado por estabelecimento comercial, situado na Rua Artilharia Um, 105, um projecto do arquitecto João Simões para a Companhia de Seguros Sagres.

Modelo de referências da arquitectura do Estado Novo, cruzando modelos do século XVIII com a arquitectura tradicional portuguesa. Mantém a função original.

O Prémio Municipal de Arquitectura foi atribuído a um edifício habitacional (50) situado no Largo de Andaluz, 15, um projecto dos arquitectos José Lima Franco (?-?) e Dário Silva Vieira (?-?) para o promotor Manuel José Vieira. Mantém a função original.

Outros acontecimentos nesta década:

1940 – Exposição do Mundo Português, sob a orientação geral de Cottinelli Telmo
1940/42– Café Cristal, de Cassiano Branco
1943 – Estudo de Faria da Costa para o Martim Moniz
1945 – Laboratório Sanitas, Rodrigues Lima disponibilizar; Plano para o Parque Eduardo VII, Keil do Amaral; Edifício da Standard Electric, com projecto do arquitecto Cottinelli Telmo
1946 – Conclusão da 1ª fase de construção do aeroporto, início da sua ampliação; Projecto do Bairro da Encarnação, Paulino Montês
1946/51– Igreja do Santo Contestável, pelo arquitecto Vasco Regaleira
1947 – Plano de urbanização do Bairro de Alvalade; Início da construção do «Bairro de S. Miguel», Miguel Jacobetty Rosa e Sérgio Gomes
1949/53 – Igreja de São João de Deus, António Lino

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A HISTÓRIA DO PRÉMIO VALMOR (5)

O primeiro Prémio Valmor atribuído nesta década, em 1930, coube a uma moradia (33) na Rua Castilho, 64-66, um projecto do arquitecto Raul Lino da Silva (1879-1974) para Sacadura Cabral, que não viria a ocupá-la, tendo sido vendida nesse mesmo ano a Manuel Duarte. Esta moradia reflectia as preocupações do arquitecto com a temática da «casa portuguesa», sobre a qual se debruçou durante vários anos, traduzidos nas formas arquitectónicas portuguesas tradicionais, com jardim circundante e o uso de elementos característicos como o alpendre, os beirais, as cantarias e o azulejo. Demolida em 1982, as cantarias, colunas e portões foram posteriormente utilizados na construção do Pátio Alfacinha. Actualmente o espaço é ocupado por um parque de estacionamento.

O primeiro Prémio Valmor atribuído nesta década, em 1930, coube a uma moradia (33) na Rua Castilho, 64-66, um projecto do arquitecto Raul Lino da Silva (1879-1974) para Sacadura Cabral, que não viria a ocupá-la, tendo sido vendida nesse mesmo ano a Manuel Duarte. Esta moradia reflectia as preocupações do arquitecto com a temática da «casa portuguesa», sobre a qual se debruçou durante vários anos, traduzidos nas formas arquitectónicas portuguesas tradicionais, com jardim circundante e o uso de elementos característicos como o alpendre, os beirais, as cantarias e o azulejo.
Demolida em 1982, as cantarias, colunas e portões foram posteriormente utilizados na construção do Pátio Alfacinha. Actualmente o espaço é ocupado por um parque de estacionamento.

Nesse ano foi também atribuída uma Menção Honrosa a um edifício de habitação (34) na Avenida da República, 54, com projecto de Porfírio Pardal Monteiro (1879-1957) para Isidoro Sampaio de Oliveira. Edifício de características modernistas, foi demolido em 1962, dando lugar a um edifício de escritórios.

Em 1931 foi premiado um edifício (35) situado na Rua de Infantaria 16, 92-94, da autoria dos arquitectos Miguel Simões Jacobetty Rosa (1901-1970) e António Maria Veloso dos Reis Camelo (1899-1985) para o pintor Manuel Roque Gameiro. Construção modernista, que não reuniu a unanimidade do júri, sofreu alterações na sua estrutura em 1957, com o acréscimo de dois pisos, que tornaram o edifício premiado irreconhecível.

Entre os anos de 1932 e 1937 nenhum Prémio Valmor foi atribuído. (procurar actas do júri nestes anos)

Após 6 anos sem atribuir nenhum prémio, no ano de 1938 é premiado o primeiro edifício não habitacional, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (36), situada no cruzamento das avenidas Avenida Marquês de Tomar e Avenida de Berna, um projecto do arquitecto Porfírio Pardal Monteiro para a Arquiconfraria do Santíssimo Sacramento de S. Julião.

Única igreja modernista de Lisboa e um dos mais interessantes edifícios deste tipo, causou polémica quando inaugurada. Valeu a intervenção do Cardeal Patriarca de Lisboa, que veio a público defendê-la chamando-lhe “igreja moderna bela”.

Construída em betão armado e com uma nave central com arcos ogivais, conta com a participação de vários artistas plásticos, entre os quais Almada Negreiros (vitrais), Francisco Franco (escultura do Apostolado na fachada) e Leopoldo de Almeida (imagens de Nª Sra. De Fátima e S. João Baptista).

No ano de 1939 foi premiada uma moradia (37) na Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, 52, um projecto dos arquitectos Carlos (1887-1971) e Guilherme Rebelo de Andrade (1891-1969) para Bernardo Nunes da Maia.

Construção sóbria e algo pesada, com decoração de inspiração tradicional, é um dos primeiros trabalhos no qual os irmãos Rebelo de Andrade ensaiam o estilo “D. João V”, presente em muitos edifícios por eles projectados depois.

Outros acontecimentos nesta década:

Anos 30 – Construção da Alameda Afonso Henriques; Bairro Azul
1930 – Cinema Eden, do arquitecto Cassiano Branco
1934 – Casa da Moeda, de Jorge Segurado; Hotel Vitória, de Cassiano Branco; Elaboração de novo projecto para a criação do Parque Florestal de Monsanto
1935 – Lisboa estende-se já até Algés, Poço do Bispo, Ajuda, Campolide, Benfica, Carnide, Lumiar e Areeiro.
1937 – Projectos dos bairros de habitação económica da Ajuda da autoria de Paulino Montês; Café Portugal, de Cristino da Silva
1938/40 – Cinema Cinearte, de Rodrigues Lima
1938/43 – Praça do Areeiro, do arquitecto Luis Cristino da Silva
1938/43- Plano “De Gröer”
1939/45 – Segunda Guerra Mundial

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A HISTÓRIA DO PRÉMIO VALMOR (4)

No ano de 1920 o Prémio Valmor não foi atribuído. A obra galardoada em 1921 com o Prémio Valmor foi o restauro de um Palácio Setecentista (28) na R. Cova da Moura, nº 1 projectado por Tertuliano Marques (1883-1942) e pertencente a João Ulrich. Até à data tinha sido o único caso de atribuição do prémio a um restauro, considerado significativo “por se desenvolver dentro de uma arquitectura tradicionalista portuguesa das mais belas”.

Apesar de ainda existir, foi profundamente modificado e acrescentado em 1950 e adaptado para ali funcionar uma dependência do Ministério da Defesa.
Em 1922 o Prémio Valmor também não foi atribuído.

Em 1923 o Prémio Valmor foi atribuído a um edifício de habitação (29) sito na Av. da República, 49 com projecto da autoria de um dos arquitectos da nova geração, Pardal Monteiro (1897-1957), sendo Luís Rau o seu proprietário.
Resistindo à renovação da Avenida este edifício surge apertado entre dois caixotes que o diminuem.

Com a fachada recentemente pintada de amarelo, funciona ali um externato e as lojas estão ocupadas.

Os anos de 1924 a 1926 foram marcados por uma profunda crise interna da Câmara de Lisboa, o que esteve certamente na origem da não atribuição do Prémio Valmor nesses anos.

Em 1927 o Prémio Valmor foi atribuído à Pensão Tivoli (30) situada na Av. da Liberdade, nºs 176-180, pertencente a José de Sousa Brás, devendo a sua arquitectura a Manuel Norte Júnior.

Este edifício é marcadamente urbano, tem a frente muito reduzida onde é ocupada toda a profundidade do terreno e completamente abolido qualquer espaço livre.

Esta obra foi alterada logo em 1930. Sendo ampliada a Pensão deu lugar ao Hotel Lis que foi demolido em 1980 à excepção da fachada. Esta esteve amparada por uma cintura de ferro e depois foi integrada no Tivoli Fórum.
O Prémio Valmor de 1928 coube ao Palacete Vale Flor (31) na Calçada de Stº Amaro, 83-85, projectado pelo Arqº Pardal Monteiro sendo a Sociedade Agrícola Vale Flor sua proprietária.
Era uma habitação isolada de estrutura ainda bastante clássica.

O júri recomendou a moradia com jardim como um “modelo de um género de construções que muito conviria desenvolver nas encostas de Lisboa, para interromper com manchas de verdura a monotonia do casario banal e para multiplicar os terraços de onde se possam desfrutar os incomparáveis panoramas da cidade”. Foi demolido em 1953 para dar lugar a um edifício de habitação.

Em 1929 o Prémio Valmor foi para uma moradia unifamiliar (32) pertencente a Félix Lopes e cujo projectista foi Pardal Monteiro.

Esta moradia situa-se na Av. 5 de Outubro, nºs 207-215 e utilizava uma linguagem de formas art deco e foi considerado “um belo exemplar da arquitectura moderna, impondo-se pelo equilíbrio das suas proporções, pela harmonia da sua decoração”. Bem conservada, a moradia tem as duas garagens adaptadas a uma repartição pública.

Outros acontecimentos nesta década:

1920 – Início das obras no Bairro Social da Ajuda
1924 – Teatro Tivoli, Raul Lino.
1925 – Primeiro Salão de Outono da Sociedade de Belas-Artes
1926 – Bristol Club e Pavilhão de rádio do Instituto de Oncologia, Carlos Ramos; Cinema Capitólio, Cristino da Silva
1927/35 – Instituto Superior Técnico, Pardal Monteiro
1928 – Estação do Cais do Sodré, Pardal Monteiro; Stand Rios de Oliveira, Cassiano Branco

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A HISTÓRIA DO PRÉMIO VALMOR (3)

Em 1910 o Prémio Valmor foi atribuído a um edifício de habitação (14) sito na Av. Fontes Pereira de Melo, 30. O autor do projecto foi o Arqº Ernesto Korrodi (1870-1944), Suíço naturalizado Português, e o edifício pertencia a António Macieira.Este edifício reflectia um certo gosto provinciano com a sua entrada abrindo para um estreito corredor lateral. Demolido em 1961 deu lugar ao edifício do Teatro Villaret.

O Prémio Valmor em 1911 também foi atribuído a um edifício de habitação (15). Este situa-se no nº 25 da Rua Alexandre Herculano. O projecto é da autoria do Arqº Miguel Ventura Terra (1866-1919) e o proprietário era António Tomás Quartim.

Considerado um excelente modelo de arquitectura urbana, este edifício apresentava um nobre estilo, incorporando diversos materiais e demonstrando uma notória influência parisiense.

Actualmente encontra-se em bom estado e funciona aqui uma Conservatória do Registo Civil.

Em 1912 houve um Prémio Valmor e uma Menção Honrosa atribuídos a duas moradias unifamiliares, a Villa Sousa (16), que se situa na Alameda das Linhas de Torres, 22 e a moradia (17) situada na Praça Duque de Saldanha, nº 12, respectivamente.

Ambos os projectos pertencem ao Arqº Manuel Norte Júnior (1878-1962) e o proprietário da Villa Sousa era José Carreira de Sousa e da moradia do Saldanha Nuno de Oliveira.

A Villa Sousa possuía um grande jardim e destacava-se pela harmonia e elegância do seu torreão. Actualmente encontra-se arruinada ficando reduzida à fachada e algumas paredes.

A moradia do Saldanha, com três pisos e cantarias de pedra contrasta com as fachadas envidraçadas que envolvem a praça, apresentando-se em bom estado de conservação.

Também o ano de 1913 contempla dois edifícios, o Prémio Valmor atribuído a um edifício de habitação (18) na Av. da República, 23 cujo proprietário era José dos Santos e arquitectura de Miguel Nogueira Júnior (1883-1953), e uma Menção Honrosa a uma moradia unifamiliar, a Casa Pratt (19) na Av. António Augusto de Aguiar, nº 3 propriedade de Clementina Pratt e arquitectura de Miguel Ventura Terra.

O edifício vencedor do Prémio Valmor, na Av. da República, ostenta uma forte influência da Arte Nova e Neo-Romântica. Foi recentemente renovado servindo agora como sede a uma Instituição Bancária.

A moradia distinguida com a Menção Honrosa encontra-se bem conservada e é hoje a sede da Ordem dos Arquitectos.

No ano de 1914 o Prémio Valmor também foi atribuído a uma moradia unifamiliar (20) na Av. Fontes Pereira de Melo, nº 28 pertencente a José Marques e cuja arquitectura se deve ao Arqº Manuel Norte Júnior.

A escolha deste prémio impôs-se pela "originalidade e disposição engenhosa da fachada principal e pela exuberância da decoração".

Bem conservada, funcionam aqui os Serviços Metropolitanos de Lisboa.
Ainda em 1914 foram distinguidas mais três obras com Menções Honrosas, duas delas atribuídas a projectos idealizados por não arquitectos e cujos edifícios já foram demolidos. Referimo-nos a duas habitações unifamiliares, uma na Rua Pascoal de Melo, nº 5-7 (23) e outra na Rua Cidade de Liverpool, 16 (22) pertencente a José Simões de Sousa. Os seus autores foram o "condutor de obras públicas" António da Silva Júnior e o "desenhador" Rafael Duarte de Melo, respectivamente.

A terceira Menção Honrosa também foi para uma moradia unifamiliar (21) situada no Campo Grande, 382 pertencente a Artur Magalhães com Arquitectura de Álvaro Machado (1874-1944).

Nesta escolha o júri considerou que as "duas fachadas de estilização portuguesa recomendam-se".

Actualmente é o Museu Rafael Bordalo Pinheiro.

Em 1915 a distinção com o Prémio Valmor já contempla um edifício em altura (24) que se situa na Av. da Liberdade, nºs 206-218. O autor do projecto foi o Arqº Manuel Norte Júnior e o edifício pertencia a Domingos da Silva.

Trata-se de um edifício com uma implantação pouco usual com frente para duas ruas paralelas, tendo o júri salientado que a "importante composição e opulência decorativa engrandecem aquela nossa primeira promenade".
Necessitando de limpeza, tem actualmente o piso térreo ocupado por um concessionário de automóveis.

O Prémio Valmor em 1916 foi para o edifício de habitação (25) na Rua Tomás Ribeiro, nºs 58-60 pertencente a Rita de Matos e Dias com projecto do Arqº Miguel Nogueira Júnior.

É um prédio de rendimento destinado a habitação, com lojas no piso térreo, tendo sido reconhecido mérito à "dificuldade do gaveto" e manifestando-se agrado pelo "feliz remate decorativo".

Hoje o edifício ainda se encontra em bom estado de conservação.

Em 1917 o Prémio Valmor também foi atribuído a um edifício de habitação (26), composto por cinco pisos, na Rua Viriato, nº 5 que pertencia a António Macieira Júnior e cuja arquitectura se deve a Ernesto Korrodi.

Apesar de o júri ter hesitado, referindo que "parte dos materiais empregados na fachada (...) estão mascarados com argamassa, do qual resulta não se conhecer logicamente a função da parte estrutural da obra", considerou que este seria um "belo edifício (...) quanto à composição da fachada, como (...) da planta (...) com detalhes felizes".

Actualmente apresenta-se em estado muito degradado.
O Prémio Valmor não foi atribuído em 1918. Possivelmente reflexo da instabilidade política-económica e social que marcava a vida do país e se reflectia deste modo na capital.

Em 1919 o Prémio Valmor mais uma vez foi atribuído a uma moradia unifamiliar (27) situada na Av. Duque de Loulé, nº 47 que pertencia a Alfredo May de Oliveira com projecto do Arqº Álvaro Machado.

Esta moradia possuía três pisos de linhas sóbrias e era uma obra de estrutura essencialmente urbana.

Demolida em 1961 deu lugar a um edifício com sete andares e lojas.

Outros acontecimentos nesta década:

1910 – Instauração da República. Até 1910, realiza-se na zona do Campo Grande uma das mais importantes feiras de Lisboa.
1914 – Projecto de monumento ao Marquês de Pombal por F. Santos, A Couto e A Bermudes
1914/18 – Primeira Guerra Mundial
1919 – Início das obras no Bairro Social do Arco Cego

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A HISTÓRIA DO PRÉMIO VALMOR (2)

O Prémio Valmor de 1902 foi atribuído ao Palácio Lima Mayer (1), uma construção de 1901, situada na Avenida da Liberdade fazendo esquina para a Rua do Salitre e da qual Adolfo de Lima Mayer era proprietário. O arquitecto foi Nicola Bigaglia (?-1908), italiano radicado em Portugal.

O Prémio Valmor de 1902 foi atribuído ao Palácio Lima Mayer (1), uma construção de 1901, situada na Avenida da Liberdade fazendo esquina para a Rua do Salitre e da qual Adolfo de Lima Mayer era proprietário. O arquitecto foi Nicola Bigaglia (?-1908), italiano radicado em Portugal.

A propriedade incluía, para além do edifício, um extenso jardim, no qual, em 1921, se edificou o Parque Mayer.

Actualmente funcionam no edifício serviços da Embaixada/Consulado de Espanha.

O Prémio de 1903 coube a um edifício, a Casa Ventura Terra (2), na Rua Alexandre Herculano, 57, do qual Miguel Ventura Terra (1866-1916) foi o arquitecto e proprietário.

Edifício com decoração sóbria, vãos esguios com persianas articuladas de recolha lateral, elementos que o distinguiram dos edifícios da altura.
Destaque ainda para o friso superior de azulejos pintados no estilo Arte Nova.
Mantém a função original, habitação para rendimento.

Em 1904 o júri decidiu não atribuir o Prémio Valmor, por considerar que «nenhum dos prédios concluídos em Lisboa durante o ano findo reúne o conjunto de condições artísticas essenciais para ser classificado em mérito absoluto», propondo apenas duas Menções Honrosas.

Uma delas, a Casa Lambertini (3), cujo proprietário Michelangelo Lambertini exprimiu a sua revolta apelando mesmo à Câmara no sentido desta anular a decisão, localiza-se na Avenida da Liberdade, 166-168, tendo por arquitecto Nicola Bigaglia, anteriormente distinguido.

Edifício concebido para cumprir as condições do testamento do Visconde, inspira-se na Renascença Veneziana, o estilo Lombardesco, com uma decoração em mosaicos, executados em Veneza, inspirada na Igreja de S. Marcos.

Actualmente em bom estado de conservação, destina-se a habitação e escritórios.

A segunda Menção Honrosa coube a um edifício de habitação (4), também na Avenida da Liberdade (262-264), que teve como arquitecto Jorge Pereira Leite e cujo proprietário era António José Gomes Netto.

Apesar de ser um edifício premiado, a sua fachada encontra-se degradada. Mantém a função original.

Em 1905 foi premiada a Casa Malhoa (5), localizada na Avenida 5 de Outubro, 6-8, edifício que serviu de habitação e também atelier ao pintor José Malhoa, seu proprietário, um projecto do arquitecto Manuel Norte Júnior (1878-1962). Edifício no seu conjunto equilibrado, influenciado pelas linhas Arte Nova, sendo visível nas serralharias dos muros, varanda e portões, e também nas decorações em azulejos nos frisos. A grande janela em ferro, que iluminava o atelier do pintor, é um dos elementos de relevo na composição da fachada onde se insere.

Em 1933 o edifício foi adquirido pelo Dr. Anastácio Gonçalves, que o doou ao Estado, sendo actualmente a Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves.

Em 1906 o prémio coube à Casa Viscondes de Valmor (6), propriedade da Viscondessa de Valmor, localizada na Avenida da República, 38, e com projecto de Miguel Ventura Terra.

Segundo o júri, o imóvel proporciona uma «(...) perspectiva agradável do cruzamento de duas artérias (...)». Realça ainda «(...) a boa e lógica proporção (...)» das suas formas. Edifício elegante e agradável, bem conservado, encontra-se revestido a pedra clara, possuindo também, um frontão central com painel de azulejo, decorado com motivos Arte Nova.

Actualmente é a sede do Clube dos Empresários.

Em 1907 foi a vez de uma moradia, a chamada Casa Empis (7), na Avenida Duque de Loulé, 77, propriedade de Ernesto Empis e arquitectura de António Couto de Abreu (1874-1946). Edificado em estilo Francisco I, inspirado na Renascença Francesa, lembrava o castelo de Blois e a casa de Diana de Poitiers. Foi o primeiro edifício premiado com Valmor a ser demolido, em 1954, ocupando actualmente o seu lugar um edifício de 7 andares.

Em 1908 premiou-se, pela primeira vez, um edifício de rendimento (8) cujo piso térreo era ocupado por estabelecimentos comerciais. Edifício de gaveto, localiza-se na Avenida Almirante Reis, 2-2K, propriedade de Guilherme Augusto Coelho com projecto de Arnaldo R. Adães Bermudes (1864-1948). De destacar a decoração em motivos Arte Nova, com elementos em ferro forjado e painéis de azulejo, e ainda a cúpula que remata o edifício.

Actualmente um pouco degradado, mantém a função original.

Houve também uma Menção Honrosa, em 1908, atribuída a um prédio (9) na Avenida da República, 36, propriedade de Henrique Pereira Barreiros e arquitectura de Manuel Norte Júnior. Foi demolido nos anos 1949-1950, dando lugar a um prédio de habitação com 8 andares e lojas no piso térreo.

No ano de 1909 foram entregues quatro prémios, três dos quais Menções Honrosas.

Nesse ano o Prémio Valmor coube ao Palacete Mendonça (10), na Avenida Marquês de Fronteira, 18-28, um projecto do arquitecto Miguel Ventura Terra para Henrique José Monteiro Mendonça. Edificado no alto do Parque Eduardo VII e um pouco recuado em relação à via pública possui uma fachada simérica e de expressão algo italianizante. O júri destacou ainda a “loggia”, afirmando mesmo que «(...) deveria ser mais amplamente adoptado no nosso pais (...)».
Dos edifícios premiados com Menção Honrosa apenas um deles, um Palacete (12), na Rua do Sacramento à Lapa, 34, do arquitecto Arnaldo R. Adães Bermudes e propriedade do Conde de Agrolongo se encontra ainda em bom estado de conservação e destinado a habitação. O edifício (13) da Rua Tomás Ribeiro com projecto do arquitecto António C. Abreu, propriedade de João António Marques Sena foi demolido em 1954, ocupando agora o seu lugar um edifício de escritórios e o edifício (11) da Avenida Duque de Loulé, 72-74, da autoria de Adolfo A. Marques da Silva (1876-1939) para Fortunato Jorge Guimarães, teve um destino semelhante. Demolido em 1965 para dar lugar a um edifício com vários andares e lojas.

Outros acontecimentos nesta década:

1902 – Inauguração do elevador de santa Justa;
1903 – Publicação do novo regulamento de salubridade para as construções urbanas;
1904 – Aprovação do Plano Geral de Melhoramentos, apresentado pelo engenheiro Ressano Garcia (1847-1911);
1905 – Desenvolvimento das construções ao longo da Avenida Fontes Pereira de Melo e da futura Avenida da República;
Jardim Zoológico, nas Laranjeiras, Raul Lino;
1907 –Animatógrafo do Rossio;
1908 - Projecto para o Parque Eduardo VII de Ventura Terra;

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A HISTÓRIA DO PRÉMIO VALMOR (1)

Conforme já antes anunciei, o Olissipo começa a hoje a contar a história do Prémio Valmor. Os materiais foram colhidos no sítio da Camara Municipal de Lisboa. A apresentação do Prémio é da autoria da Vereadora Maria Eduarda Napoleão.

Instituído há um século, o Prémio Valmor surge na sequência de indicações deixadas no testamento do segundo e último visconde de Valmor, Fausto Queiroz Guedes, diplomata, político, membro do Partido Progressista, par do reino, governador civil de Lisboa e grande apreciador de belas artes.

Falecido em França em 1878, segundo o seu testamento, uma determinada quantia de dinheiro era doada à cidade de Lisboa de modo a criar-se um fundo. Este passaria a constituir um prémio a ser distribuído em partes iguais ao proprietário e ao arquitecto autor do projecto da mais bela casa ou prédio edificado.

Surge assim, com o nome do seu instituidor, o Prémio Valmor de Arquitectura, cuja atribuição era da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa, ficando esta sob fiscalização do Asilo de Mendicidade de Lisboa. A Câmara elaborou então um regulamento segundo o qual seria anualmente nomeado um júri de três membros, todos arquitectos, que avaliariam as várias edificações.
Adaptando-se a mudanças, quer de mentalidade, quer no modo de fazer arquitectura, quer ainda a nível de regulamento, é um dos mais prestigiados prémios de arquitectura em Portugal.

O Prémio Valmor continua a ser sinónimo de uma certa qualidade arquitectónica que reflecte, tanto pelos bons como pelos maus exemplos, os gostos dominantes das diferentes épocas.

Após uma primeira proposta de regulamento apresentada por Duarte Pacheco, então presidente da Câmara Municipal de Lisboa e Ministro das Obras Públicas, o Prémio Municipal de Arquitectura viria a ser oficialmente instituído em 1943.
Partilhando muitas semelhanças com o Valmor, durante os anos em que foi atribuído, 1943-1957, o Prémio Municipal de Arquitectura premiaria obras de qualidade muito diversa mas geralmente mais modernas dos que as galardoadas pelo Prémio Valmor.

Apesar de um primeiro regulamento apenas contemplar edifícios de habitação, foi posteriormente alterado, permitindo assim um alargamento a qualquer tipo de edificação.

Este prémio foi recuperado em 1982, estando desde essa altura associado ao Valmor passando a designar-se desde então Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura.

Em 2003 o regulamento foi novamente alterado, passando a incluir um prémio para Arquitectura Paisagista.

A partir de 1997, o Município de Lisboa não atribuiu o prémio Valmor e Municipal de Arquitectura. O actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. Pedro Santana Lopes, regularizou esta situação ao reestruturar o regulamento de tal galardão e ao outorgar, em 2003, o Prémio de 2002, e, no início de 2004, os Prémios de 1997 a 2001.

No que respeita à reformulação do regulamento, o mesmo passou a incluir, pela primeira vez a área de Arquitectura Paisagista, tendo assim este prémio adquirido uma nova dimensão.

Publicado por jf em 07:54 PM | Comentários (0)

MORREU OLGA QUINTANILHA

A arquitecta Olga Quintanilha, primeira presidente da Ordem dos Arquitectos (OA), faleceu domingo em Lisboa, com 63 anos, vítima de doença prolongada, revelou hoje à agência Lusa fonte da OA.

O corpo de Olga Quintanilha está em câmara ardente na sede da Ordem dos Arquitectos, de onde sairá o funeral, terça-feira às 12:00, para o cemitério dos Olivais.

Autora do recente projecto dos edifícios Twin Towers, em Lisboa, Olga Quintanilha teve um papel preponderante na criação da Ordem dos Arquitectos, anteriormente denominada Associação de Arquitectos Portugueses, salientou a mesma fonte.


Com a devida vénia à Lusa

Publicado por jf em 06:38 PM | Comentários (2)

CARMONA CONTRA VIDEO-VIGILÂNCIA

Carmona Rodrigues, candidato apoiado pelo PSD à presidência da Câmara de Lisboa, mostrou-se hoje contra a videovigilância defen dida pelo seu adversário socialista, Manuel Maria Carrilho, e propôs que a inseg urança se combata com inclusão social e emprego.

"Não concordo com o `big brother`", afirmou Carmona Rodrigues, referind o-se à proposta de Carrilho de instalar câmaras nas zonas perigosas da cidade, d urante um almoço num hotel de Lisboa com as câmaras de comércio luso-francesa, l uso-alemã, luso-britânica e Portugal-Holanda.

Para Carmona Rodrigues, "a instalação de câmaras de vigilância é uma me dida lesiva da liberdade individual dos cidadãos", apesar de admitir este recurs o numa situação de "insegurança muito grave".

"Sou contra avançar com modelos quase repressivos como esse", sustentou .

Na opinião do candidato social-democrata, a insegurança "aparece devido a um mau desenho urbano", a existência de guetos ou zonas desabitadas, o desemp rego ou um "mau realojamento", realidades que "estão na base da delinquência".

O aumento da segurança passa por, na sua opinião, "dar vida à cidade, d urante a semana e o fim-de-semana, de noite e de dia, aumentar a iluminação e re forçar os meios policiais".

Questionado sobre se admitiria instalar câmaras em bairros problemático s da cidade, o candidato social-democrata rejeitou essa possibilidade, defendend o a "inclusão social, a oferta de emprego e de equipamentos".

Carmona escusou-se a comentar as declarações de Manuel Maria Carrilho, que numa visita às Avenidas Novas, acusou o ainda presidente da Câmara de Lisboa de ter ignorado, nas escolas da capital, o programa do Governo de promoção do e nsino do inglês e das novas tecnologias no ensino básico.

"Não vou comentar. Essa pessoa faz uma acusação todos os dias. Não é es sa a minha forma de estar na política", disse.

Durante o almoço, o candidato social-democrata apresentou algumas das s uas ideias para Lisboa, entre as quais a reabilitação do Bairro da Liberdade, em Campolide, uma medida que afirma querer avançar nos primeiros seis meses de gov ernação da cidade.

Carmona Rodrigues defendeu ainda a criação de habitação para a classe m édia, e em particular para os jovens, "para que não saiam da cidade e para que n ão se corra o risco de ter uma sociedade bipolarizada", adiantando, entre os esp aços para esta oferta, o Vale de Santo António, Chelas, a Alta de Lisboa e o cen tro da cidade.

A competitividade e a capacidade de atrair investimento e grandes event os desportivos e culturais foram ideias referidas por Carmona, que adiantou quer er a capital "no `top 10` das cidades para acolher sedes de empresas", além de d efender a "afirmação da capacidade intelectual e de prestação de serviços de que Lisboa pode ser um grande centro exportador".

O candidato reafirmou a sua intenção de, caso seja eleito presidente, a ssumir os pelouros do turismo e do urbanismo, "para que os processos sejam mais ágeis e os investimentos não emperrem".

"Depois de uma aposta que se fez nos últimos anos na quantidade, é altu ra de investir na qualidade de vida, da habitação, do espaço público, da oferta de equipamentos e dos espaços verdes", sublinhou.


Com a devida vénia à Lusa

Publicado por jf em 06:33 PM | Comentários (0)

KREMLIN EM TRIBUNAL?

A sociedade Abílio Fernandes, que alega ser proprietária do imóvel onde funciona a discoteca Kremlin, ameaça interpor uma providência cautelar no Tribunal Administrativo contra a Câmara de Lisboa se o espaço não for encerrado.

Apesar da autarquia já ter decretado o encerramento do espaço por razões de segurança por três vezes, a discoteca permanece em funcionamento e o alegado proprietário diz temer as consequências de um eventual acidente.

A vereadora com o pelouro do Licenciamento das Actividades Diversas da autarquia, Ana Sofia Bettencourt, decretou o encerramento da discoteca, num despacho de 31 de Agosto, por questões de segurança e salvaguarda dos seus clientes.

Em declarações à agência Lusa, uma fonte do gabinete da vereadora Ana Sofia Bettencourt adiantou que o despacho já seguiu para a Polícia Municipal, estando o encerramento do espaço «para breve».

A mesma fonte explicou que além da falta de segurança a autarquia não podia emitir a licença de utilização por estar a decorrer um processo em tribunal para apurar a titularidade do espaço nocturno, disputada por Abílio Fernandes e João Rocha, que explora a discoteca.

O advogado da sociedade Abílio Fernandes, Carlos Barroso, adiantou, por seu turno, à Lusa, que pôs uma intimação no Tribunal Administrativo de Lisboa para obter documentos sobre o processo de encerramento da discoteca, que a câmara não cedeu.

«Se o Kremlin não for encerrado até nós recebermos a reposta à intimação, vamos nós recorrer ao Tribunal Administrativo com uma providência cautelar contra a Câmara de Lisboa para encerrar a discoteca por ordem do tribunal», sublinhou.

Carlos Barroso lembrou que esta é a terceira vez que a autarquia manda encerrar o Kremlin por questões de segurança, sem que tal aconteça.

O primeiro despacho foi assinado a 16 de Agosto de 2001, no mandato de João Soares, pela então vereadora Margarida Magalhães, o segundo em Outubro de 2002, já no mandato de Pedro Santana Lopes, pela vereadora Eduarda Napoleão e o terceiro no passado dia 31 pela vereadora Ana Sofia Bettencourt.

«Quando a Polícia Municipal ia encerrar a discoteca em 2001 recebeu um fax da vereação de Vasco Franco para devolver todo o expediente para o chefe de gabinete do presidente da autarquia (João Soares)», contou à Lusa Carlos Barroso.

A 4 de Outubro de 2002, a Polícia Municipal tentou cumprir a ordem de encerramento da discoteca, mas mais uma vez esta não foi concretizada, acrescentou.

«Sistematicamente pedimos explicações à autarquia, mas são sempre negadas e no caso de haver uma derrocada diz respeito ao proprietário do imóvel», disse o advogado, adiantando que Abílio Fernandes está registado na Conservatória do Registo Predial como o único titular da propriedade.

Carlos Barroso avançou ainda que está a ponderar intentar uma acção de responsabilidade civil por omissão de actos de gestão pública contra a Câmara de Lisboa, o antigo presidente da autarquia João Soares e Pedro Santana Lopes, bem como os vereadores que assinaram os despachos que nunca foram cumpridos.

Entretanto, o advogado pediu audiências ao presidente da autarquia, à vereadora Ana Sofia Bettencourt e aos candidatos à Câmara de Lisboa, mas ainda não obteve resposta.

Com a devida vénia à Lusa

Publicado por jf em 04:54 PM | Comentários (0)

CARRILHO ACUSA CARMONA DE IGNORAR O ENSINO

Manuel Maria Carrilho acusou segunda-feira o presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, de ter ignorado, nas escolas da capital, o programa do Governo de promoção do ensino do Inglês e das novas tecnologias no ensino básico.

As acusações do candidato socialista à presidência da Câmara de Lisboa foram feitas no final da sua primeira acção de rua de campanha, que decorreu entre o Campo Pequeno e o Saldanha, na qual estiveram presentes a sua mulher, Bárbara Guimarães, e a candidata do PS à presidência da Assembleia Municipal de Lisboa, Maria de Belém.

«É um escândalo o desinteresse demonstrado pela Câmara Municipal de Lisboa em relação ao programa do Governo para a introdução do ensino de Inglês nas escolas do ensino básico», afirmou.

No primeiro dia do novo ano lectivo, Manuel Maria Carrilho aproveitou para lembrar que o ensino básico é tutelado pelas câmaras municipais e que a autarquia de Lisboa «não aderiu» às medidas do executivo para a ocupação de tempos livres dos alunos com actividades extra-curriculares.

«Se vencer as eleições para a Câmara de Lisboa, a minha primeira prioridade serão as escolas. Quero que as escolas da capital do país sejam um exemplo nacional em termos de formação, em termos de qualidade de instalações e de segurança», sublinhou o ex-ministro da Cultura de António Guterres.

Ao fim da manhã, durante quase duas horas, Manuel Maria Carrilho e Bárbara Guimarães distribuíram centenas de rosas a pessoas que demonstraram estar ainda pouco sensibilizadas para a realização de eleições autárquicas a 9 de Outubro.

A comitiva socialista percorreu a Avenida 5 de Outubro sem farra e, quase sempre, em silêncio, com a apresentadora de televisão a ser recebida com grande simpatia, sobretudo por parte de senhoras idosas.

Ao longo do percurso, o candidato socialista à Câmara de Lisboa procurou transmitir sempre uma imagem de simpatia, mesmo quando as pessoas fugiam a qualquer contacto com o grupo de apoiantes que o acompanhava.

Ao início da manhã, Manuel Maria Carrilho esteve reunido com o presidente da Assistência Médica Internacional (AMI), Fernando Nobre, e visitou nas Olaias o centro de acolhimento desta entidade.

Fernando Nobre referiu ao candidato do PS que o centro de acolhimento serve diariamente cerca de cem pessoas, na sua maioria imigrantes africanos e eslavos, e queixou-se da falta de meios para responder à procura por parte de gente carenciada.

«No momento em que a Câmara de Lisboa gasta oito milhões de euros em propaganda para auto-promoção, deparamo-nos com situações destas. Os gastos em propaganda são uma ofensa e provam que esta Câmara Municipal não tem qualquer perspectiva de intervenção social na cidade», acusou Carrilho.

Com a devdia vénia à Lusa

Publicado por jf em 04:52 PM | Comentários (0)

"O GRANDE CRIADOR" ESTREIA NO CHAPITÔ

A Companhia do Chapitô estreia na quinta-feira, dia 15 de Setembro, «O Grande Criador», espectáculo baseado em histórias bíblicas que retrata um Deus humanizado e confrontado com os problemas relativos à criação do mundo e do homem.

Com encenação de John Mowat, esta comédia conta com a interpretação de Jorge Cruz, José Carlos Garcia e Rui Rebelo. Criada em 1996, em Lisboa, a Companhia do Chapitô tem vindo a desenvolver um tipo de teatro do gesto, também designado por teatro físico, com o objectivo de tornar a comunicação em palco o mais universal possível.

Este sistema de composição tem sido explorado por John Mowat, que já criou para a companhia os espectáculos «O Café», «Leonardo», «Romeu e Julieta», «Don Quixote», «Tartufo» e «Talvez Camões».

O encenador coloca os elementos vocais, instrumentais, gestuais, rítmicos e plásticos ao mesmo nível do texto e ao serviço da comunicação, estimulando desta forma a imaginação do público.

A Companhia do Chapitô, que cumpre no próximo ano uma década de existência, tem vindo a desenvolver um trabalho social ligado às artes com crianças de rua.

Este trabalho foi recentemente seleccionado por Bruxelas como o melhor projecto solidário pelo Solidar Silver Rose Awards 2005, que será entregue a Teresa Ricou, responsável pelo Chapitô, no Parlamento Europeu a 8 de Novembro.

Com a devida venia a Lusa

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14 MEDIDAS PARA MELHORAR A ESTÉTICA DE LISBOA

Um movimento de cidadãos lisboetas enviou esta segunda-feira aos candidatos à Câmara de Lisboa 14 propostas para melhorar a estética da cidade, como a preservação das varandas e a demolição de «mamarrachos» como os edifícios da Docapesca.

«Ninguém se importa com os buracos, com o barulho ou com a estética da cidade», disse à Agência Lusa Paulo Ferrero, do Fórum Cidadania Lisboa, adiantando que são temas esquecidos nos discursos dos candidatos às eleições autárquicas. Em comunicado, o Fórum Cidadania afirma que os lisboetas ficariam muito «satisfeitos» se tivessem «uma Lisboa mais estética daqui a quatro anos».

Para isso, o movimento de lisboetas apresentou aos candidatos «14 propostas simples, na sua maior parte já consignadas na lei ou já pensadas pelo nosso vizinhos mais próximo, mas que, por razões que a razão desconhece, ninguém cumpre ou faz cumprir».

Uma das medidas defendidas pelo movimento é a preservação das varandas em vez das marquises, fazendo «cumprir a lei e incutindo bom gosto e bom senso a senhorios e inquilinos». Retirar os aparelhos de ar condicionado das varandas e fachadas, as antenas de televisão a quem tiver TV Cabo, preservar as portadas nas janelas e manter a calçada portuguesa bem conservada são outras das medidas apresentadas pelo movimento.

Para tornar Lisboa «verdadeiramente europeia», o Fórum Cidadania considera ainda que devem ser demolidos «alguns mamarrachos emblemáticos de Lisboa». «Aproveitando o impacto mediático e social da demolição da Torralta, em Tróia, é preciso começar a implodir e explodir vários dos mamarrachos de Lisboa, a começar pelos dois centros comerciais do Martim Moniz, mais o antigo mercado do Chão do Loureiro, os edifícios da Docapesca, os terminais de contentores de Alcântara e Santos, etc., etc.«, refere o movimento no comunicado.

O Fórum Cidadania defende também a requalificação do «vergonhoso» terminal rodoviário de Campo Grande, «onde turistas (e não turistas) tomam o autocarro para Mafra ou para Óbidos».

«Os horários e os destinos das carreiras são escritos à mão em folhas A4, ninguém respeita as passadeiras de peões, os autocarros são de antanho, as escadas de ligação ao Metro estão decrépitas, o conceito de «interface» é surrealista, enfim, é Lisboa no seu pior! É preciso acabar com isto!», sublinha o movimento de cidadãos lisboetas. Entre outras medidas, o Fórum Cidadania reivindica ainda a substituição imediata das árvores arrancadas e «decepadas» em Lisboa, o fim dos postos de venda de combustíveis em zonas residenciais e quer acabar com a transformação dos espaços deixados por prédios devolutos em parques de estacionamento a céu aberto.

Com a devida vénia à Lusa

Publicado por jf em 02:35 PM | Comentários (0)

SÁ FERNANDES NAO TROCA APOIOS POR LUGARES

José Sá Fernandes não disponível para trocar apoios por lugares quaisquer que eles sejam. Em entrevista à TSF, o candidato apoiado pelo BE admitiu a possibilidade de vir a haver para taxas para entrada em Lisboa, mas nunca antes de um estudo.

O candidato à Câmara Municipal de Lisboa apoiado pelo Bloco de Esquerda admitiu entendimentos caso não vença as eleições autárquicas na capital, mas assegurou que não está disponível para troca de lugares.

«Não dou apoio em troca de lugares de vereação ou em empresas municipais. Isso é uma garantia que dou. Mas estou nestas eleições para ganhar», afirmou José Sá Fernandes, em entrevista à TSF.

O advogado disse ainda que «as pessoas têm de perceber que há alternativas e que é melhor que as haja», após ter-se mostrado contra o facto de PSD e PS dominarem sempre este tipo de eleições.

«Neste caso especifico, comparando os programas, esta candidatura é muito forte, muito completo e com uma excelente equipa. Acredito nisto e acredito que é uma candidatura abrangente muito pensada e muito estudada em muitas áreas», acrescentou.

José Sá Fernandes, que considerou que nenhuma das medidas que propõe é «fantasia», admitiu ainda a existência de taxas para se entrar em Lisboa, à semelhança do que acontece em Londres e do que vai acontecer em Estocolmo, mas nunca antes de um estudo.

«Primeiro temos de dar às pessoas as alternativas que são os transportes públicos. Aqui tem de se ter coragem: se houver uma boa rede de transportes, se eu sei que em Lisboa não cabem mais carros, uma das possibilidades é pensar numa forma de dificultar a entrada de carros em Lisboa», explicou.

Com a devdia vénia à TSF on line

Publicado por jf em 01:36 PM | Comentários (0)

CAMPANHA SUSPENSA

A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa (CML), Maria José Nogueira Pinto, suspendeu a sua campanha eleitoral durante o dia desta segunda-feira por motivos de saúde. Segundo um comunicado emitido esta segunda-feira pelo partido, a agenda da campanha «Lisboa em boas mãos» deverá ser retomada na terça-feira, dia 13 de Setembro.

Com a devida vénia ao Diário Digital

Publicado por jf em 01:08 PM | Comentários (0)

MEGA-BANDEIRA

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, hasteou, no alto do Parque Eduardo VII, uma mega bandeira nacional, um projecto emblemático da autarquia que pretende "valorizar os símbolos nacionais".

Com 240 metros quadrados, a gigantesca bandeira foi hasteada num mastro de 35 metros de altura, na presença do ex-presidente da autarquia Pedro Santana Lopes e de João Pessoa e Costa, presidente da Ambelis - Agência para a Modernização da Base Económica de Lisboa.

Fonte da autarquia referiu que a Ambelis realizou o estudo técnico do projecto a pedido de Santana Lopes e também conseguiu patrocínio para criar "a maior bandeira nacional existente no país", com uma dimensão de 20 por 12 metros.

Carmona Rodrigues sublinhou que o projecto surgiu "desde o início do mandato, não era prioritário mas emblemático".

A bandeira "representa o orgulho de sermos portugueses e, por outro lado, é um bom presente para a cidade, que cumpre 750 anos como capital do país", sublinhou.

Por seu turno, Santana Lopes explicou aos jornalistas que logo após ter deixado o Governo e regressado à câmara, sugeriu a Carmona Rodrigues que se mandasse fazer uma grande bandeira nacional para hastear em Lisboa, "à semelhança do que acontece na maioria das capitais europeias".

"É uma manifestação de confiança no futuro de Portugal e exalta as virtudes do são patriotismo", afirmou Santana Lopes, acrescentando que quis marcar desta forma o último dia do seu mandato na autarquia.

Em conjunto com o actual presidente da autarquia, foi escolhida uma zona bem visível de Lisboa, tendo ambos optado pelo alto do Parque Eduardo VII, acrescentou.

Com a devida vénia à Lusa

Publicado por jf em 09:42 AM | Comentários (1)

setembro 09, 2005

BEM VISTO

E agora Carmona?

Publicado por jf em 06:26 PM | Comentários (0)

O ROSSIO

Histórias de sítios, de gente, de costumes. A praça central de Lisboa a não perder hoje na DNA, a revista das sextas-feiras do Diário do Notícias.

Publicado por jf em 06:21 PM | Comentários (0)

COMEÇOU A CONSTRUÇÃO DA NOVA BIBLIOTECA E DO NOVO ARQUIVO MUNICIPAIS DE LISBOA

A futura Biblioteca e Arquivo Municipal Central de Lisboa começou hoje a ser construída no Vale de Santo António, em Chelas. O novo edifício vai suceder ao Palácio Galveias, no Campo Pequeno, que deixou de ter capacidade para acolher a biblioteca central.

Da autoria dos arquitectos Alberto Souza Oliveira e Manuel Aires Mateus, o projecto contempla um complexo com 43 mil metros quadrados, distribuídos por onze pisos que vão acolher a biblioteca central, todo o arquivo municipal, um centro de convenções com dois auditórios, salas de exposição, espaços de lazer e restauração.

O futuro edifício, que custará à câmara cerca de 30 milhões de euros e cuja conclusão está prevista para 2008, vai disponibilizar em formato digital o arquivo municipal, o segundo maior do país, com 22 mil metros, que reúne documentos desde o século XII.

"A cidade é servida por uma rede de 18 bibliotecas, das quais doze são generalistas, sob tutela directa da Câmara de Lisboa", explicou hoje a vereadora da Cultura da autarquia, Maria Manuel Pinto Barbosa, durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra da obra.

Segundo a responsável, a dispersão dos equipamentos municipais pela cidade e a actualização dos serviços oferecidos aos munícipes justificou a construção do complexo, "uma necessidade que nos anos 50 do século passado já era falada".

A solução permitirá também melhorar a situação do arquivo, que se encontra disperso por três locais - o bairro da Liberdade, o Arco do Cego e a Rua da Palma - e em instalações deficientes, "com problemas de inundações, falta de circulação de ar e sem luz natural".

Estruturado como um "grande quarteirão" com praças e terraços, caminhos e ruas, vilas e becos, o edifício é concebido tendo como referência o Tejo, para onde estão voltados os terraços e a área de leitura.

Nos pisos mais baixos estão instalados os depósitos, o arquivo e a biblioteca de herança bibliográfica, que representam a "estrutura de suporte de todo o edifício", explicaram os arquitectos, adiantando que a cada piso corresponderão temas distintos, como os estudos da cidade, a família, as tecnologias ou o saber.

A primeira fase da obra - escavação e construção dos muros de contenção - foi adjudicada à Somague, sendo lançado em Janeiro do próximo ano um concurso público correspondente à segunda fase - estruturas de betão, alvenarias, acabamentos e instalações electro- mecânicas.

O projecto da biblioteca está integrado no plano de urbanização do Vale de Santo António, a desenvolver pela Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), numa superfície de 45 hectares entre a Penha de França, o Alto de São João e o rio Tejo.

A área a construir é de cerca de 400 mil metros quadrados, incluindo vários equipamentos, como um centro cívico, um parque verde, campos de jogos e pavilhões gimno-desportivos.

Na opinião do ex-presidente da autarquia, Pedro Santana Lopes, a biblioteca e o arquivo "vão ser uma peça-âncora, um instrumento de requalificação de toda esta zona da cidade, que é tão desconhecida dos lisboetas".

A apresentação desta obra era uma das iniciativas públicas de Santana Lopes agendada para esta semana, que acabou por contar com a presença de Carmona Rodrigues já na qualidade de presidente, enquanto o ex-presidente participou como deputado da Assembleia da República eleito por Lisboa.

Com a devida vénia ao Público on line

Publicado por jf em 02:39 PM | Comentários (1)

CARMONA TAMBÉM É CONTRA A TAXA

O candidato do PSD à Câmara de Lisboa afirmou-se esta sexta-feira contra a instalação de taxas à entrada de automóveis na capital, defendendo outras medidas de regulação do trânsito, como a construção de parques de estacionamento dissuasores.

A introdução de uma taxa à entrada de automóveis em Lisboa é prevista no programa eleitoral do candidato apoiado pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, e admitida por Manuel Maria Carrilho (PS) apenas como «medida limite», enquanto Maria José Nogueira Pinto (CDS-PP) contesta essa possibilidade. Para mim não», afirmou aos jornalistas o candidato apoiado pelo PSD e presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues.

Na opinião do candidato, «há outras medidas a fazer para regular e disciplinar o trânsito», como a construção de parques de estacionamento para dissuadir a entrada na cidade por automóvel.

Outras propostas de Carmona Rodrigues incluem a melhoria do terminal intermodal de Sete Rios e a articulação com a Autoridade Metropolitana de Transportes, que o candidato disse lamentar que «esteja em águas de bacalhau».

Uma maior facilidade de estacionamento para residentes e comerciantes, o aumento da fiscalização do parqueamento ilegal ou o alargamento do pagamento da EMEL através do sistema Via Verde são outras medidas defendidas pelo candidato.

Carmona Rodrigues falava aos jornalistas à margem de um encontro com a Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, no Café Nicola, em que defendeu ser «fundamental» a reactivação da Agência da Baixa-Chiado, criada por João Soares, anterior presidente da autarquia lisboeta.

«É fundamental o papel da agência para ter um cuidado especial sobre este espaço, que é o coração de Lisboa», sustentou o candidato, para quem é necessária «uma entidade especial para um local especial».

A reactivação da agência é defendida pela Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, um dos membros daquela entidade, composta também pela Câmara de Lisboa, o Metro e associações de comerciantes.

«O objectivo é atrair ainda mais actividades económicas para a Agência, com o objectivo de promover, divulgar e animar a Baixa, que fazendo um levantamento dos espaços vazios e contactar marcas que aqui se pudessem instalar», sustentou o presidente da Associação de Dinamização, José Quadros.

Para o número dois da lista do PSD, Fontão de Carvalho, há «condições únicas para fazer um centro comercial ao livre».

Na opinião do dirigente da associação, a dinamização do comércio é o primeiro passo para o repovoamento desta zona da cidade, que depende da reabilitação dos edifícios.

Fontão propôs a instalação na Baixa de uma loja municipal que concentre os serviços das câmaras dos concelhos circundantes, dirigido às pessoas que trabalham em Lisboa mas moram fora da capital, uma ideia aplaudida pela Associação de Dinamização.

Carmona Rodrigues divulgou ainda os resultados da monitorização, iniciada há dois anos, dos caudais subterrâneos da Baixa, que revelaram que os níveis não variaram com as obras do metro do Terreiro do Paço ou a construção de parques subterrâneos, e que a qualidade da água é boa.

«Há grandes bolsas de água de Castelo de Bode na Baixa, o que significa que as condutas da Epal têm fugas, o que é uma dor de alma neste período de seca», revelou.

O reforço da segurança, a instalação de um «bom hotel», a reabilitação urbana, o fecho ao trânsito da Rua dos Bacalhoeiros, Rua da Padeira e do Campo das Cebolas e a atracagem da Sagres e da fragata Dom Fernando II e Glória, através da recuperação da doca seca do arsenal da Marinha, são outra propostas de Carmona Rodrigues para a Baixa Pombalina, zona candidata à classificação como património mundial da UNESCO.

«A candidatura colocou a fasquia mais alta e não podemos voltar atrás, porque é uma afirmação de responsabilidade. Há que perpetuar a qualidade perante a UNESCO e os portugueses», defendeu.

Com a devida vénia à Lusa

Publicado por jf em 02:33 PM | Comentários (0)

ISTO É QUE É METER ÁGUA...

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) inaugura esta sexta-feira, entre as 15:00 e as 19:00 horas, cinco piscinas na cidade, adianta a autarquia em comunicado.

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) inaugura esta sexta-feira, entre as 15:00 e as 19:00 horas, cinco piscinas na cidade, adianta a autarquia em comunicado.

As cerimónia de inauguração arrancam às 15:00 horas na Piscina do Oriente, nos Olivais, seguida às 16:00 horas pela inauguração da Piscina do Vale Fundão, em Marvila.
Pelas 17:00 horas será inaugurada a Piscina da Ameixoeira e, uma hora mais tarde, será inaugurada a Piscina Municipal do Restelo.

Para as 19:00 horas está agendada a inauguração da piscina do Clube Nacional de Natação, na Rua de São Bento.

Publicado por jf em 01:23 PM | Comentários (0)

ENTRECAMPOS EM TRIBUNAL

A Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT), uma das entidades para as quais foi remetido o dossier relativo à venda em hasta pública dos terrenos de Entrecampos, decidiu enviar o processo para tribunal.

De acordo com a edição desta sexta-feira do Público, a decisão já foi comunicada ao presidente da AML, Modesto Navarro, através de um ofício que dava a conhecer que o processo foi remetido para a primeira instância do TIC.

Publicado por jf em 10:04 AM | Comentários (0)

EPUL ARRECADA 245.000

A Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) arrecadou cerca de 245 mil euros com as taxas de inscrição que cobrou aos jovens candidatos à compra das casas que vai construir em Entrecampos.

De acordo com a edição desta sexta-feira do Público, até à data as taxas de inscrição eram devolvidas a todos aqueles a quem o sorteio não atribuísse casa. Contudo, as regras do concurso mudaram e o dinheiro não foi reembolsado.

As inscrições - 25 euros por via electrónica e 50 para as inscrições presenciais – levaram a EPUL a arrecadar 245 mil euros amealhados com os mais de nove mil candidatos aos 305 apartamentos disponíveis.

Segundo o Público, a verba destinou-se a custear os elevados gastos administrativos em que a empresa incorre com a organização e divulgação do concurso e com a realização do respectivo sorteio.

Com a devida vénia ao Diário Digital

Publicado por jf em 10:03 AM | Comentários (0)

RESIDÊNCIAS PARA UNIVERSITÁRIOS

O candidato apoiado pelo Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, defendeu quinta-feira a criação de residências universitárias, requalificando alguns edifícios que são património da autarquia.

José Sá Fernandes propôs também a criação de espaços de estudo, abertos 24 horas por dia, na zona ribeirinha da cidade. Numa reunião com as associações de estudantes do Instituto Superior Técnico e do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, o candidato defendeu ainda «o acesso generalizado à banda larga (Internet), via wireless um pouco por toda a cidade», como jardins públicos e outros espaços propícios a estudo, disseram à Lusa as associações de estudantes.

Na reunião, no Instituto Superior Técnico (a segunda dos estudantes com candidatos à Câmara de Lisboa), os alunos queixaram-se da falta de segurança e de locais de estudo, além de problemas de mobilidade, nomeadamente na região da Ajuda, onde se concentram os diversos institutos e faculdades da Universidade Técnica de Lisboa.

O candidato, explicaram os estudantes à Lusa, defendeu o reforço da iluminação em zonas criticas da cidade, a criação de uma linha de eléctrico para a Ajuda e um cartão único de acesso a todos os transportes e estacionamentos de Lisboa, com condições especiais para estudantes.

Com a devida vénia ao Diário Digital

Publicado por jf em 10:02 AM | Comentários (0)

UM BLOGUE IMPRESCINDÍVEL

Para quem quer seguir todas as peripécias das eleições autárquicas em Lisboa, este é um blogue que deve visitar todos os dias: As Eleições Autárquicas Em Lisboa.

Publicado por jf em 09:30 AM | Comentários (1)

setembro 08, 2005

MARIA JOSÉ CONTRA A TAXA

A candidata do CDS-PP à presidência da Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, contestou esta quinta-feira a ideia de introduzir uma taxa à entrada de automóveis na capital, considerando que a medida é «fácil, mas muito injusta».

A introdução de uma taxa à entrada de automóveis em Lisboa é prevista no programa eleitoral do candidato apoiado pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, e admitida pelo candidato do PS, Manuel Maria Carrilho, apenas como «medida limite».

O programa eleitoral do candidato do PSD e actual presidente da câmara, Carmona Rodrigues, é omisso em relação a uma eventual portagem para os carros que entrem em Lisboa - medida que é aplicada em cidades europeias como Londres.

«Uma percentagem das pessoas utiliza o carro para entrar em Lisboa por necessidade e outra percentagem utiliza-o por egoísmo. A taxa é uma medida cega, uma medida fácil, mas muito injusta», declarou Maria José Nogueira Pinto à agência Lusa, depois de uma visita ao Centro de Recursos Multicultural, no bairro Padre Cruz.

A candidata do CDS-PP à Câmara de Lisboa argumentou que «existem ainda condições que não estão preenchidas» para que as pessoas possam não se deslocar de carro à capital, como a construção de parques dissuasores e «uma sequência correcta de transportes públicos», sem as quais não deve ser ponderada a introdução de uma taxa.

«Todos os dias há 400 mil carros que entram em Lisboa. É preciso criar essas condições e fazer pedagogia», contrapôs, salientando que actualmente, «o automóvel pode ser o meio mais económico e eficaz para uma família de classe média-baixa se desloc