A Carris vai reforçar terça-feira, Dia de Todos-os-Santos, a oferta de transporte com destino aos cemitérios de Lisboa para responder à afluência geralmente registada nessa data, anunciou hoje a empresa.
Em comunicado, a empresa anuncia que o reforço decorrerá entre as 09:00 e as 18:00 e abrangerá as carreiras 16, 18, 24, 27, 33, 42, 60 e 65, que servem os cemitérios da Ajuda, Alto de São João, Benfica, Carnide, Lumiar, Olivais e Prazeres, entre as 09:00 e as 18:00.
Segundo a Carris, o cemitério da Ajuda é servido pelas carreiras 27 (Restelo/Marquês de Pombal), 29 (Algés/Bairro Padre Cruz), 60 (Olaias/Cemitério Ajuda) e o E18, que faz o percurso entre a Rua Alfândega e o cemitério.
Por seu turno, as carreiras 18 (Chelas/Campo Ourique) e 42 (Bairro Madre Deus/Casalinho Ajuda) servem o cemitério de Alto São João.
O cemitério de Benfica é servido por quatro autocarros, nomeadamente o 24 (Alcântara/Pontinha), o 29 (Algés/Bairro Padre Cruz), o 33 (Campo Mártires da Pátria/Benfica) e o 65 (Colégio Militar/Benfica) O autocarro 68 estabelece a ligação entre a Estação do Oriente e o Cemitério Carnide, enquanto a carreira número três (Charneca/Bairro de Santa Cruz) serve o cemitério do Lumiar.
As carreiras 21 (Saldanha/Estação do Oriente) e 105 (Praça do Comércio/Quinta Morgado) fazem a ligação ao cemitério dos Olivais.
O cemitério dos Prazeres é servido pelos autocarros números 9 (Estação de Santa Apolónia/Campo Ourique), o 18 (Chelas/Campo Ourique), o 74 (Rua da Alfândega/Gomes Freire) e o E28 (Martim Moniz/Campo de Ourique).
Fonte: Lusa
Já o papel, ou a falta dele, da Camara Municipal de Lisboa, na evocação do terramoto é verdadeiramente lamentável. A cereja do bolo: até a Livraria Municial está fechada. Com um papelinho à porta informando que devido à tolerância de ponto a livraria está encerrada. Eis um bom exemplo da falta de alma da Camara e da falta de dinâmica dos dos seus serviços. Saberão o significado do que aconteceu há 250 anos?...

Excelente a emissão especial de hoje da RDP Antena 1, dedicada ao terramoto de Lisboa. Verdadeiro serviço público.
Um movimento de cidadãos lisboetas entregou ao presidente da Câmara de Lisboa dezasseis propostas para melhorar a cidade e a qualidade de vida dos munícipes ao nível da mobilidade, espaços verdes e salvaguarda do património.
O documento, hoje divulgado, é da autoria do Fórum Cidadania e foi entregue ao presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, na cerimónia da posse do novo executivo camarário, na passada sexta-feira.
«Durante a campanha eleitoral, o professor Carmona Rodrigues apelou à cidadania e nós esperamos agora poder discutir estas propostas com a autarquia para melhorar a qualidade de vida dos lisboetas», disse hoje à Agência Lusa Pedro Policarpo, do Fórum Cidadania.
Pedro Policarpo adiantou que as propostas que constam do documento foram lançadas para debate durante este ano, mas nunca obtiveram resposta da autarquia.
«Esperamos que estes quatro anos sejam completamente diferentes dos anteriores», afirmou Pedro Policarpo, esperando que o actual mandato «dê ouvidos aos cidadãos no que são os desejos para a cidade».
Entre as propostas que constam do documento, de 33 páginas, o Fórum Cidadania defende a criação de planos de pormenores para o Paço do Lumiar, que transforme a zona entre o Museu do Traje e o Largo de São Sebastião num «oásis de turismo de qualidade», e para a área envolvente do Palácio da Ajuda.
O movimento pretende também que os 1.276 metros da Avenida da Liberdade se tornem um local de passeio e diversão, mas também de residência e serviços.
«A avenida é o único boulevard de Lisboa, mas já não tem nem 10% da traça e da qualidade de vida dos tempos dos nossos pais», refere o movimento, sublinhando que 90% do edificado antigo nesta artéria já não existe e o que resta está em risco de desaparecer.
Para o Fórum Cidadania, também é preciso resolver os «vários conflitos» que afectam a praça do Príncipe Real, «um dos locais mais bonitos de Lisboa».
Entre as medidas defendidas para este local, o movimento realça o cancelamento do actual projecto de reconversão do Palacete Ribeiro da Cunha em hotel de charme e a reposição «urgente» do eléctrico número 14 (linha Cais do Sodré-Amoreiras).
O Fórum Cidadania propõe ainda a transformação de zonas não urbanizadas ou semi-urbanas com espaços livres e com grande potencial de renovação «estilo Expo 98» em «zonas de oportunidade».
Com estas características, o movimento aponta Pedrouços (Docapesca), as zonas ribeirinhas entre a Praça do Comércio e o Parque das Nações e ao longo da 24 de Julho, o Vale de Santo António, em Chelas, Alcântara, a zona do aeroporto e a zona ribeirinha entre o Cais do Sodré e a Casa dos Bicos.
O movimento alerta ainda para os «símbolos» da cidade que estão abandonados e que precisam de ser recuperados urgentemente, como é o caso do Arco da Rua Augusta.
«É uma peça de beleza única», que está «degradado, preto de tão sujo, com a pedra lascada, poluída e com as suas câmaras interiores votadas a armazém de materiais de construção», sustenta o Fórum Cidadania.
Fonte: Lusa
Lisboa Antiga, por André Abrantes Amaral, em O Observador.
Memória do Terramoto de 1755: Centro Cultural de Lisboa Pedro Hispano promove actividades e Igrejas da Baixa mostram as recuperações.
“Lisboa antes do terramoto de 1755” e “O Terramoto cultural Pombalino” serão os temas de duas conferências promovidas pelo Centro Cultural de Lisboa Pedro Hispano, a realizar dia 31 de Outubro e 2 de Novembro respectivamente e que terão como oradores Pedro Picoito e José Eduardo Franco.
No dia 1 de Novembro, Dia de Todos os Santos, nos 250 anos do terramoto, haverá na Igreja da Madalena, às 16 horas, um concerto e apresentação do restauro em curso na Igreja da Madalena. Três horas depois, na Igreja de S. Nicolau, D. Manuel Clemente, bispo auxiliar de Lisboa celebrará a Eucaristia e haverá a apresentação da nova fase do restauro na Igreja de S. Nicolau.
No dia 2 de Novembro, Dia de Fiéis Defuntos, na Igreja da Encarnação haverá um concerto Requiem de Mozart. Dia 5 de Novembro, na Igreja da Conceição Velha haverá uma missa na inauguração do restauro da capela-mor da Igreja da Conceição Velha. Às 21h 30 do mesmo dia será a Inauguração do restauro da Basílica dos Mártires e apresentação da Missa inédita de Nossa Senhora dos Mártires, composta por João José Baldi, pela Capela de Santa Cruz (coro e orquestra).

Embora os portugueses de Hamburgo se orgulhem da sua origem ibérica, da sua língua e da sua cultura, recusam sempre a ideia de regressar a sua velha pátria. Os seus parentes que vivem como cristãos-novos, em Portugal, informam-nos regularmente sobre a situação política do país. O grande terramoto de 1755 que devastou a cidade de Lisboa, foi visto por muitos portugueses de Hamburgo como um castigo de Deus. Para o rabino Jacob Bassan (1704-1769), o terramoto de Lisboa é um castigo de Deus.
É dia 1 de Todos os Santos e a manhã de sábado, 1 de Novembro de 1755, surgiu límpida e amena, ainda a lembrar um longo Verão sem pinga de chuva. "Os ares da atmosfera estavão mui subtis e puros", registou um lisboeta. "Fazia um tempo sereno e o céu não tinha uma nuvem", descreveu um comerciante inglês.
A temperatura ronda os 18 graus. É dia de missas e o povo de Lisboa - muita da nobreza ainda goza o bom tempo fora da cidade - enche as igrejas. D. José passou a noite na Real Casa de Campo de Belém e conta ir aos Jerónimos.
Pouco depois das nove e meia, "um rugido surge das entranhas da terra", como o "som de carruagens conduzidas com violência". Um abalo sacode Lisboa por minuto e meio. Pouco depois, a terra volta a tremer com mais força durante mais de dois minutos. Os edifícios, muitos de três e quatro andares, começam a ruir com estrondo. A acalmia dura um minuto. Segue-se nova réplica, "que dura uma eternidade" - três minutos. O pico da crise sísmica teve três impulsos, demorou nove minutos e, sabe-se hoje, terá tido uma magnitude de 8,7 da escala de Richter.
Um inglês, residente numa casa de quatro pisos, descreve assim os primeiros momentos do abalo: "o movimento era tão violento que eu me mantinha de pé com dificuldade. Toda a casa rachava à minha volta, as telhas chocalhavam lá no cimo; as paredes despedaçavam-se por todos os lados. (...) ouvi aterrorizado a queda das casas à volta e os gritos e choros de pessoas vindos de todos os lados".
Danos incalculáveis
Grande parte de uma das mais opulentas capitais da Europa está no chão. Pouco resta da parte baixa, do Rossio ao Terreiro do Paço as muitas casas de três e quatro andares e os casebres dos bairros sobrepovoados que acompanhavam as colinas vieram por aí abaixo.
Os símbolos também caem: o Palácio Real da Ribeira, com os seus armazéns de especiarias e a sua grande biblioteca, desabou em parte e, no Rossio, ruiu o da Inquisição - hoje lembrado na varanda de pedra retirada dos escombros que decora a sede do Grémio Lusitano, do outro lado da praça.
Dos 65 conventos de Lisboa, só cinco ficam em condições de dar abrigo aos milhares de desalojados. No Carmo ficam de pé os arcos góticos, mas as abóbadas despenham-se sobre os crentes que assistiam à missa. Mais de 30 palácios vêm abaixo, como o dos duques de Bragança, o maior de Lisboa (ao fundo da Rua António Maria Cardoso). Cai a Ópera do Tejo, perto da Ribeira das Naus, inaugurada apenas há sete meses. Caem prisões, como a do Tronco e do Limoeiro. Os seis hospitais da cidade estão no chão. No grandioso Hospital de Todos os Santos, no lado nascente do Rossio, dez acamados ficam sob os escombros. Das cerca de 20 mil casas de Lisboa, mais de duas mil foram destruídas e apenas três mil continuam habitáveis. As freguesias mais afectadas são S. Miguel, Sto. Estêvão, S. Paulo, S. Nicolau, Sta. Catarina, Mártires, Sacramento e Encarnação. Das 40 igrejas paroquiais (algumas de interiores riquíssimos, como a Patriarcal) 35 ficam destruídas.
Em Alcântara a terra fende-se, libertando "um vapor sulfuroso". Coisa admirável: o aqueduto, acabado sete anos antes, aguenta-se.
O céu azul desapareceu sob a poeira escura dos aluimentos e a calma do dia santo sob os gritos dos sobreviventes. O resto é um monte de ruínas.
Thomas Chase, outro britânico que sobreviveu, apesar do quarto andar em que se encontrava ter ruído, descreve o que vê ao sair à rua logo após os primeiros tremores: "as pessoas estavam todas em oração, cobertas de pó, e a luz aparecia como se tivesse estado um dia muito escuro". "Nesta aflição se ouviam fervoríssimas confissões em público de culpas cometidas", refere outro testemunho.
Outro comerciante, de origem francesa, Jácome Ratton, é quase cinematográfico quando descreve a surpresa com que, ao sair à rua, pôde observar as pessoas correndo ainda em camisa no interior das casas cujas paredes fronteiras desabaram.
Nas ruas correm sobreviventes desvairados, fugindo dos desabamentos que se sucedem. E "nem havia distinção de sexo, idade, nascimento ou fortuna" (mercador Thomas Jacomb). Outros procuram nos escombros familiares aprisionados. Uma menina loura de três anos sobreviverá sete horas ferida sob os escombros. Procura-se segurança nos poucos largos e praças, no alto de Sta Catarina, na Cotovia (ao Príncipe Real), no Campo Grande.
Os que vão para as bandas do rio - uma multidão junta-se no Terreiro do Paço, onde se vêem "pessoas quase nuas" e padres ainda paramentados, e também no Largo de S. Paulo - são colhidos por uma onda enorme que por pouco afogava os vigias do Bugio.
Não se sabe ao certo, mas o sismo terá vitimado dez mil dos cerca de 250 mil habitantes de Lisboa, sobretudo gente das classes mais baixas dos bairros populosos - S. Nicolau, Sta Justa, Socorro, Santos, Encarnação, Alfama ou Castelo. Entre a comunidade britânica, a maior da cidade, registam-se 77 vítimas. Contam-se pelos dedos as figuras de grande destaque que sucumbiram aos abalos. O embaixador de Espanha, entalado sob escombros, é uma delas. Os prejuízos - escreve-se na História de Lisboa, de Dejanirah Couto - ultrapassarão 1500 milhões de libras.
Depois da terra, o mar
Noventa minutos depois do terramoto, seriam umas 11h00, dá-se uma forte réplica e o Tejo, que estava na vazante, retira-se para o largo, ao ponto de se lhe ver o fundo, para logo voltar numa vaga enorme com "mais de 20 pés de altura" (seis metros), varrendo de lama e restos de embarcações as zonas baixas.
"Enquanto a multidão estava reunida próximo da margem do rio, a água subiu a uma altura tal que ultrapassou a inundou a parte baixa da cidade... os barqueiros ao serem sacudidos dos barcos para terra pelo subido avanço da água, saltaram para a margem para se salvarem, sendo os seus barcos imediatamente levados pelo mar em retirada, que vazou e encheu, vazou e encheu, em quatro ou cinco minutos... Foi surpreendente observar vários navios grandes, que estavam em seco na Boavista, a desencalhar e a serem levados rio abaixo" (comandante de navio inglês). Segundo o embaixador dos Países Baixos em Lisboa, "no rio a maré subiu e desceu cinco ou seis vezes".
No Tejo apareceu "uma enorme massa de água a erguer-se como uma montanha" que arrastou muitos com ela. Alguns barcos fundeados, apanhados em redemoinhos, mergulham a pique no fundo. A zona de Belém foi das mais inundadas. O pároco da Cruz Quebrada regista que o mar "três vezes entrou pela terra dentro" e "com tanto ímpeto que botou abaixo as guardas da ponte".
Depois do mar, o fogo
Horas depois dos abalos, outro véu encobre o céu azul. Os círios e as velas dos altares e os fogões das casas atearam fogos que lançam no ar rolos negros de fumo. Arde o palácio do marquês de Louriçal, arde a Igreja de S. Domingos, arde a Boa Hora. A brisa de Nordeste junta os fogos isolados.
As cinzas volteiam no ar para se depositarem pelas ruas e praças. Os muitos vagabundos e marginais que rondavam as vielas, ou fugiram das cadeias, assustam com falsos alarmes os moradores que encontram, assaltam-lhes as casas danificadas e propagam os incêndio. Um francês desertor (da Guerra da Sucessão da Áustria) confessará mais tarde ter deitado fogo à riquíssima Casa da Índia. Um "mouro" da cadeia da Galé que ateara chamas em sete sítios. Mas o saque não dura muito. Seis novas forcas são erguidas em Lisboa e com elas "cessou com brevidade o escândalo de tantos roubos", regista em 1758 o arquivista da Torre do Tombo Moreira de Mendonça. Nesse Novembro, 34 suspeitos de pilhagem serão enforcados.
As casas de madeira, que tinham aguentado de pé, sucumbem às chamas. À tarde, a cidade é "um gigantesco braseiro". O incêndio lavra cinco dias e vê-se de Santarém. Chegara "o último dia do mundo", dirá Voltaire. Entontecidas pelo espanto e pelo fumo, assustadas pelos boatos - o terramoto ia repetir-se, o paiol do Castelo ia rebentar - milhares de pessoas em fuga entopem as saídas da cidade. Fogem para os arredores e para as quintas.
De tarde, o centro de Lisboa fica deserto. Só um oficial adolescente, cujos soldados desertaram, se mantém no posto de guarda à Casa da Moeda.
O padre Manuel Portal, que em 1756 escreveu uma História da Ruína da Cidade de Lisboa, estava na Rua Nova do Almada quando se deu o desastre: "Fiquei enterrado, porém sem pedra nem pau me dar na cabeça. Nesta ruína estive enterrado até acabar o terramoto". É salvo por outros membros da sua congregação. Com uma perna ferida é levado em braços por dois homens. Dali até às portas de Santa Catarina (ao Camões) é só escombros. "Voltei ao Loreto, pelo impedimento que achei na travessa da Trindade pois estava derrubada a igreja... Cheguei a São Pedro de Alcântara não encontrando senão mortos e ruínas", descreve.
A vida continua
A cidade pasmou-se e horrorizou-se com a extensão do desastre, mas hoje considera-se que o número de vítimas foi pequeno para a magnitude do abalo.
"Tivesse a consternação geral sido menor, não só muitas vidas como bens poderiam ter sido salvos", critica o comerciante britânico já citado, incomodado com o espectáculo de muita gente, entre cada abalo, "a atormentar os moribundos" com ladainhas e gritos de misericórdia. Só terão acalmado com a notícia de uma aparição da virgem na Penha de França "acenando um lenço branco ao povo".
Lisboa vai tornar-se um enorme acampamento, com tendas feitas de velas vindas da Ribeira das Naus ou os tapetes tirados das casas.
Os padres rondarão as ruínas e à dor juntarão o medo, dizendo que o desastre foi castigo divino e exigindo penitências. Já tinham feito o mesmo em 1531. O futuro ser-lhes-á propício: nos seis meses seguintes serão sentidas mais 250 réplicas. Antes de ser queimado, o missionário Malagrida opunha-se mesmo à reconstrução de Lisboa, que Deus destruíra devido à brandura para com os hereges. Havia mesmo quem acusasse os que se tentavam recompor de "lutar contra o Céu". Para outros, como Cavaleiro (Francisco Xavier) de Oliveira, fora a beatice lusitana e a Inquisição a causa do castigo.
É "notável que um desastre desta dimensão não tenha resultado em fome generalizada ou epidemias", mesmo tendo em conta a cremação causada pelo incêndio de Lisboa, nota o geofísico João Duarte Fonseca na sua obra 1755 O Terramoto de Lisboa. No próprio dia 1 de Novembro dois vereadores foram mandados para o Terreiro do Paço e a Ribeira distribuir à população comida arrancada às ruínas, peixe do Tejo e mantimentos vindos do termo de Lisboa. "Para obstar à especulação foi determinado por edital aos comerciantes que mantinha actividade que os preços dos mantimentos deveriam ser os correntes no fim do mês de Outubro", refere.
O rei fica tão abalado que não voltará a Lisboa nos 20 anos seguintes. E nunca mais habitará casa de alvenaria, preferindo um palácio de madeira, na Ajuda.
Fonte: Público on line

Passados 250 anos do terramoto que arrasou quas e toda a cidade, as ruas da Baixa contêm ainda testemunhos da catástrofe e do po vo que reergueu Lisboa dos escombros.
Apesar de o sismo ter apagado por completo grande parte da cidade, a re construção teve o cuidado de manter a simbologia e as referências de cada zona.
O poder manteve-se na zona da cidade onde estava antes da catástrofe, a s igrejas foram reconstruídas sobre os escombros das suas antecessoras e as ruas ganharam os nomes dos ofícios daqueles que ali viviam e trabalhavam.
Após a destruição causada pelo terramoto na manhã de 01 de Novembro de 1755, seguido por um "tsunami" e um incêndio que durou seis dias, poucos vestígi os restaram da zona hoje conhecida como Baixa Pombalina.
O pouco que ficou acabaria por ser arrasado para formar um aterro que e levou o nível das ruas, restando escassos exemplos da arquitectura pré-terramoto .
"Na altura não existia a ideia de conservação ou restauro arquitectónic o, mas ocorreu uma tentativa de conservação dos significados", explicou à Lusa J oão Mascarenhas Mateus, coordenador da candidatura da Baixa Pombalina a patrimón io da Humanidade.
Se ali estava instalada a sede do poder, no Paço da Ribeira, no Terreir o do Paço, a Alfândega e a Casa da Índia naquele que era um entreposto comercial do império, a Igreja, através do Hospital de Todos-Os-Santos, do Palácio da Inq uisição e das dezenas de igrejas disseminadas, todas essas presenças foram manti das aquando da reconstrução.
"O significado desses poderes tenta ser preservado, a par de uma operaç ão urbanística de características muito modernas à época", descreveu o responsáv el.
As igrejas que não ruíram por completo foram modernizadas e mantêm-se a té hoje, como a do Loreto, a da Encarnação e a da Misericórdia.
A Igreja de São Domingos foi reedificada com o pórtico da Capela do Paç o Real, destruída pelo terramoto.
Algumas igrejas, como a de São Nicolau, foram reconstruídas nas imediaç ões do espaço que antes ocupavam, enquanto outras seriam "incorporadas" no contí nuo de fachadas dos prédios entretanto construídos, sofrendo alterações como a r eorientação das suas entradas para que passassem a coincidir com o resto da rua, como é o caso da Igreja da Conceição Velha.
O Convento do Carmo é hoje um dos principais testemunhos da destruição causada pelo terramoto.
O edifício chegou a ser alvo de uma "tentativa fracassada de recriar o traçado gótico anterior", mas acabaram por restar apenas as ruínas, numa antecip ação "muito precoce" do movimento romântico que floresceria anos mais tarde, lê- se no dossier entregue à Unesco no âmbito da candidatura.
O poder mantém-se no Terreiro do Paço: o Paço Real é substituído por ed ifícios como a Secretaria-Geral do Reino, depois de Dom José ter preferido insta lar-se na "Real Barraca", toda em madeira, na Ajuda, recusando-se a voltar a viv er num edifício de alvenaria.
A memória de quem trabalhava e ocupava a Baixa no pré-terramoto é també m conservada, através da toponímia: as ruas recebem os nomes de diversas profiss ões e ali são reservados locais para que os comerciantes se reinstalem, à medida que a recuperação avança.
E, apesar de nunca mais ter lá existido um Paço, e de o terreiro ter da do lugar a uma praça perfeitamente geométrica, ainda hoje são poucos os que pref erem a designação Praça do Comércio à expressão que era utilizada há 250 anos.
"É um privilégio passear pelas ruas da Baixa e ver cidades sobrepostas, o que dá também a ideia de que Lisboa é uma cidade interminável", sustentou, em entrevista à Lusa, o historiador Rui Tavares, autor do livro "O Pequeno Livro d o Grande Terramoto", editado esta semana.
Também através da literatura o terramoto chegou aos nossos dias, disse à Lusa Elsa Rodrigues dos Santos, presidente da Sociedade de Língua Portuguesa.
Desde o texto encomendado de Camilo Castelo Branco ao livro escrito por Mário Domingos, o Marquês e o terramoto são figuras principais na literatura e em livros de história, nomeadamente de Veríssimo Serrão, Oliveira Martins, Alexa ndre Herculano ou Agustina Bessa-Luís.
"Foi um acontecimento com repercussões ao nível do pensamento e da líng ua", sublinhou.
O historiador Rui Tavares considera ainda que a memória da catástrofe p erdurou no imaginário dos lisboetas durante estes dois séculos e meio.
"A memória não se perdeu, bem pelo contrário. O terramoto teve uma long a duração ao nível das mentalidades. Lisboa tem a tradição de esperar por uma ca tástrofe igual à de 1755", sustentou.
Fonte: Lusa
O sábado 01 de Novembro de 1755 amanheceu calmo e agradável e nada fazia adivinhar a tragédia que se preparava. As pessoas diri giram-se às igrejas para rezar, no Dia de Todos-os-Santos, e muitas acabaram por encontrar ali a morte, no dia do terramoto.
Aos três abalos que se sucederam em menos de dez minutos seguiu-se um " maremoto" e um incêndio que se prolongou por cinco ou seis dias, com efeitos mai s devastadores do que o próprio terramoto.
Apenas três dias após a catástrofe, o núncio Filippo Acciaiuoli envia u ma carta ao seu irmão, no Vaticano, da "desolada terra que na passada sexta-feir a era Lisboa", segundo documentos lançados recentemente pela editora Alêtheia.
A catástrofe foi tão forte que estabeleceu um novo máximo na escala de Richter: cerca de 8,75 ou 09 graus.
O terramoto, cujas réplicas se prolongaram por mais de duas semanas, te ve também efeitos no Algarve, no sudoeste de Espanha e no norte de África e foi sentido em toda a Europa.
Das 200 a 300 mil pessoas que viviam na cidade, terão morrido cerca de 15.000, defende o historiador Rui Tavares, ou cerca de 30.000, 40.000 ou mesmo 6 0.000, segundo outros números.
De acordo com relatos da época, dois terços da cidade foram arrasados, e ficaram totalmente destruídos edifícios como o Paço Real, o Palácio da Inquisi ção, a Alfândega, a Casa da Índia ou o Senado da Câmara, a Real Ópera, com apena s sete meses, além de vários ministérios, tribunais, cadeias, igrejas, mosteiros , conventos e palácios, descreve João Duarte Fonseca, no livro "1755 - O Terramo to de Lisboa".
"De 65 conventos, só 11 ficaram habitáveis. De sete albergues de acolhi mento, só um podia ser habitado depois da catástrofe. Nenhum dos seis hospitais escapou ao incêndio. 33 palácios das maiores famílias do reino foram destruídos" , narra o dossier de candidatura da Baixa Pombalina a património da Humanidade.
Se os efeitos físicos do cataclismo atingiram quase toda a Europa, a di scussão filosófica e intelectual que se seguiu teve consequências mais duradoura s, envolvendo pensadores como Voltaire, que escreveu, sobre o tema, "O Poema sob re o Desastre de Lisboa" e "Cândido ou o Optimismo", Rousseau e Kant, que debati am a origem do sismo: um castigo divino ou de responsabilidade humana.
Como defende o historiador Rui Tavares, o terramoto foi "um acontecimen to total", porque afectou todas as esferas, da política à religião e ao urbanism o, com expressões na filosofia mais erudita e nos gestos do quotidiano.
Nos dias seguintes à catástrofe, debateu-se o que fazer daquela cidade arruinada.
Entre a possibilidade de construir uma nova cidade entre Alcântara e Pe drouços e a hipótese de reconstruir a zona tal como era antes do terramoto, deci diu-se arrasar toda a área, usando o entulho para subir o nível do solo e conceb er um novo plano urbanístico.
"Concebeu-se um desenho urbano, planeou-se uma estandardização dos elem entos arquitectónicos, definiram-se as infra-estruturas de saneamento e de circu lação viária", explicou à Lusa o coordenador da candidatura da Baixa Pombalina, Mascarenhas Mateus.
A protecção anti-sísmica e contra incêndios foi na altura um aspecto in ovador, com o recurso à gaiola pombalina, uma estrutura de madeira introduzida n o miolo das paredes, conferindo elasticidade ao edifício, e as paredes corta-fog os entre os edifícios.
"A Baixa Pombalina é um modelo da reconstrução iluminada de uma cidade depois de um cataclismo natural. É a afirmação da capacidade racional do Homem c ontra a adversidade, mas também da clarividência", sustentou Mascarenhas Mateus.
Na opinião de Rui Tavares, autor d` "O Pequeno Livro do Grande Terramot o", recentemente publicado, o "desastre de Lisboa" é a "primeira catástrofe mode rna" da história.
"Há um momento de viragem, quando passa a ser dominante a ideia de que as catástrofes podem ter uma origem natural, e não apenas divina, mas têm de ter uma resposta humana", explicou à Lusa.
Segundo o historiador, "a grande lição do terramoto é a tentativa de pr eparar melhor a sociedade para as catástrofes naturais".
Se, como defende, o desastre chegou aos dias de hoje através da memória colectiva, o desafio que se coloca actualmente aos decisores, mas também à comu nidade, é a "preservação da noção do risco numa cidade em que as ocorrências des te tipo são muito espaçadas no tempo".
E questiona: "Como preparar as pessoas para algo que não está ao virar da esquina?"
Fonte: Lusa
A introdução da gaiola pombalina e de sistemas anti-incêndio são alguns dos legados do terramoto de 1755, cujas lições, 250 ano s depois, continuam actuais na engenharia, no urbanismo, na ciência e na respost a a catástrofes.
Se o terramoto foi uma calamidade, que causou milhares de mortos e arra sou quase dois terços de Lisboa, foi também responsável pelo desenvolvimento de regras e conceitos que hoje continuam actuais.
No pensamento urbanístico e arquitectónico, o plano pombalino de recons trução revelou "traços de modernidade que ainda hoje estão presentes", defendeu Francisco Silva Dias, antigo presidente da Associação dos Arquitectos, entidade que precedeu a actual Ordem.
Os arruamentos de herança muçulmana, que cresciam ao sabor do terreno e do costume, foram substituídos por "uma ideia global de cidade" concebida pelo Marquês de Pombal, que, à época, implementou o princípio da periquação, que cons iste na atribuição de novos terrenos, semelhantes em dimensão, mas em localizaçõ es diferentes das originais.
"Foi uma coisa extraordinária e o Marquês fez assim, sem espinhas. Os a utarcas, os urbanistas e os munícipes que hoje tentam manejar o conceito de peri quação podem adivinhar o alcance da medida", sustentou o arquitecto, em declaraç ões à Lusa.
A modernidade do plano pombalino revela-se também na "antecipação do co nceito de protecção civil", com a construção de prédios com menos altura e ruas mais largas, para que, em caso de derrocada, os carros de socorro conseguissem p assar, minimizando danos humanos e materiais.
Foi com o mesmo objectivo que se introduziu a "gaiola pombalina", uma e strutura de madeira que integrava o miolo dos edifícios, conferindo-lhes estabil idade, além das "mãozinhas", umas peças de madeira que ligavam a estrutura do pr édio à fachada e que se partiam caso esta ruísse, evitando assim o colapso total do edifício.
A protecção contra incêndios foi também tida em conta, com a criação de paredes corta-fogos entre os edifícios, que entretanto passaram a ser construíd os com peças pré-fabricadas e a incluir esgotos.
"As regras anti-sísmicas aplicadas na reconstrução de Lisboa nas década s seguintes ao terramoto são a primeira inspiração para a regulamentação que exi ste hoje", afirmou à Lusa Ema Coelho, chefe do núcleo de engenharia sísmica e di nâmica de estruturas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
No entanto, explica a especialista, também vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica (SPES), as gerações seguintes foram descurando estas regras, culminando nas construções em alvenaria do início do século XX, a s estruturas "mais vulneráveis" aos sismos.
Só em 1958 é que surgiu a primeira legislação anti-sísmica dos tempos m odernos, estando actualmente em vigor o Regulamento de Segurança e Acções em Est ruturas de Edifícios e Pontes, de 1983.
A Comissão Europeia está neste momento a produzir o Eurocódigo, numa te ntativa de normalizar as legislações anti-sísmicas dos estados-membros, que será posteriormente aplicado a cada país.
Apesar da regulamentação avançada que existe em Portugal, a engenheira Ema Coelho alerta que não há legislação sobre regras anti- sísmicas na reabilita ção dos prédios antigos, quando, "com um pequeno investimento adicional seria po ssível dar segurança sísmica".
Já na construção nova, a fiscalização dos projectos e das obras, compet ência exclusiva das autarquias, é insuficiente.
"Se é aplicada ou não a regulamentação, não é possível saber.
Não existe um controlo efectivo", considera Ema Coelho, que se manifest a também preocupada com a ausência de cuidados anti-sísmicos nas construções cla ndestinas e com o uso de materiais de construção pré-fabricados, que exigem cuid ados acrescidos nas ligações.
Esta realidade, aliada às intervenções desregradas nos prédios da Baixa que desvirtuaram a estrutura pombalina, cria um panorama "assustador", quando é certo que "pode e vai acontecer um acontecimento de grande intensidade", frisa a especialista.
Apesar dos grandes conhecimentos desenvolvidos na época, o bastonário d a Ordem dos Engenheiros, Fernando Santo, não hesita em afirmar que "hoje, um sis mo como o de 1755 poderia ter efeitos semelhantes".
Segundo o responsável, não existe diferenciação na competência profissi onal dos técnicos que podem dirigir obras em zonas sísmicas.
Por outro lado, vulgarizou-se o uso de sistemas informáticos que aprese ntam os cálculos, uma situação que "pode pôr em causa o resultado, se não houver uma análise crítica dos dados", alerta Fernando Santo, criticando ainda a pouca importância dada aos projectos de estruturas, que valem 15 vezes menos que o va lor da mediação imobiliária.
"Não estamos a dar a devida importância à engenharia de prevenção", con sidera o bastonário, que defende "mais importância ao projecto e à obra, técnico s qualificados para esse efeito, mais fiscalização e a penalização daqueles que eventualmente não cumpram as suas obrigações".
Os dias que se seguiram ao terramoto revelaram a capacidade de resposta às catástrofes. A prioridade foi "enterrar os mortos, cuidar dos vivos", uma fo rma de evitar a propagação das doenças.
"Foi o primeiro desastre em que o Estado chamou a si a responsabilidade de organizar a resposta de emergência, introduzindo- se desse modo um elemento de modernidade na gestão das catástrofes", sustenta João Duarte Fonseca, no livr o "1755 - O Terramoto de Lisboa".
Se, na altura, o Marquês de Pombal liderou a maioria das decisões, actu almente a resposta de emergência depende da coordenação de diversas entidades mu nicipais, regionais e nacionais, conforme a gravidade da calamidade, com organis mos privados.
Lisboa é o único concelho do país que dispõe de um plano de emergência para o risco sísmico, que define todo o planeamento e prioridades de intervenção .
O documento, coordenado pela autarquia, prevê também a actuação e artic ulação entre as várias entidades, nomeadamente hospitais, emergência médica, ope radores de transportes e de comunicações e grupos de voluntários, explicou à Lus a o chefe de divisão de protecção civil da Câmara Municipal, Vítor Vieira.
O objectivo do plano é, à semelhança do que aconteceu no século XVIII, uma resposta célere: nas primeiras 72 horas realizam-se operações de intervenção imediata, seguindo-se as primeiras medidas para reorganizar o tecido social.
"Todas as entidades envolvidas estão habituadas a colaborar entre si na s pequenas emergências do quotidiano, como um incêndio numa casa ou um problema numa conduta, e desse trabalho tira-se a ilação para a grande emergência. A prot ecção civil não está fechada", frisou, recordando que este organismo promove reg ularmente acções de sensibilização à população sobre a forma de proceder nessas situações.
Na opinião do responsável, não é possível estabelecer uma comparação en tre a calamidade de 1755 e uma ocorrência do género nos dias de hoje.
"É tudo diferente. As organizações têm as missões mais clarificadas, os meios são mais potentes e a realidade da cidade é totalmente diferente. Na altu ra, não deve ter havido qualquer preparação prévia. Neste momento existe", friso u.
O legado do "desastre de Lisboa", como lhe chamou Voltaire, passa ainda pelo impulso que deu ao nascimento da sismologia moderna.
Até meados do século XVIII, a teoria predominante era a de Aristóteles, que atribuía este fenómeno a ventos subterrâneos, canalizados em vastas redes d e cavernas, descreve o especialista em geofísica João Duarte Fonseca.
Após o acontecimento, Kant avançou com a "sugestão de que a fonte do te rramoto pode estar numa região distinta daquela onde os seus efeitos são sentido s", uma ideia acentuada por diversas descrições de ingleses residentes em Lisboa .
"Surgem pela primeira vez separados o processo que produz o terramoto e o processo que leva os seus efeitos até grandes distâncias", defende João Duart e Fonseca, no livro.
O inquérito do Marquês de Pombal solicitando relatos pormenorizados da ocorrência, "foi a primeira iniciativa de descrição objectiva no campo da sismol ogia", razão pela qual ele é considerado "o precursor da ciência da Sismologia", sustenta o texto da candidatura da Baixa Pombalina à UNESCO.
Fonte: Lusa
Os utilizadores dos parques de merendas de Lisboa reciclaram este ano mais 10 toneladas de lixo em relação a 2004, tendo contribuído para isso a colocação de pequenos ecopontos nestes locais, anunciou a autarquia.
Os parques de merendas são locais onde se produz muito lixo, como copos, pratos e talheres de plástico utilizados nos piqueniques, pelo que a autarquia decidiu reforçar no passado mês de Maio a presença de pequenos ecopontos nestes recintos.
Uma fonte do Espaço Monsanto explicou à agência Lusa que já existiam grandes contentores de recolha selectiva do lixo nos dez parques de Lisboa e que colocação dos ecopontos teve como objectivo ficarem mais próximos dos utilizadores.
Um objectivo que segundo a fonte do Espaço Monsanto foi conseguido: "houve um grande cuidado dos utentes na selecção do lixo e também de quem faz a recolha".
Segundo dados da Câmara Municipal de Lisboa, o papel/cartão foram os resíduos que registaram um maior aumento, tendo sido recolhidos este ano cerca de 31 mil toneladas, mais cinco mil do que em 2004.
A recolha de embalagens de plástico também registou um aumento, tendo passado de 10.500 em 2004 para 14 mil no corrente ano, tal como o vidro que subiu de 6.000 para 7.500. No total, nos primeiros 10 meses deste ano foram recolhidos nos parques de Lisboa cerca de 53.500 toneladas de resíduos sólidos urbanos, mais 10 mil que no ano anterior.
Entre 1 de Maio até hoje, cerca de 8.000 pessoas participaram em 66 piqueniques nos parques de Lisboa: Bela Vista, Vale do Fundão, Quinta das Conchas, Madre de Deus, José Gomes Ferreira, Alto da Serafina, Moinhos de Santana, Calhau, Alvito e Bensaúde.
Destes piqueniques apenas três decorreram fora do Parque Florestal do Monsanto: dois no Parque José Gomes Ferreira e um na mata de Madre de Deus.
Entre Novembro de 2004 e Abril deste ano apenas se registaram quatro piqueniques em Monsanto.
Fonte: Lusa
Ninguém sabe ao certo quantos são. Em Lisboa, pensa-se que sejam mais de 900 sem-abrigo. A Segurança Social vai fazer o primeiro levantamento. Mas há anos que o único conforto é o trabalho dos voluntários, que lhes tratam das feridas do corpo e da alma.
"São cada vez mais os idosos que encontramos à noite. Vivem sozinhos e esta é uma oportunidade de saírem do isolamento"
O cacau quente conforta o estômago e aquece o corpo, mas são as conversas, os desabafos escutados pacientemente pelos voluntários, que dão alento ao espírito. Ali todos se conhecem, e às quartas-feiras, quando passa a unidade móvel dos Médicos do Mundo, a Praça da Alegria, em Lisboa, sem tecto nem paredes, quase parece uma casa.
Os Médicos do Mundo criaram o projecto Noite Saudável em 2001 para ajudar uma população cujo número real ainda não é perfeitamente conhecido. Sabe-se que, em 2004, um estudo da câmara de Lisboa determinou existirem 931 sem-abrigo em Lisboa. Tanto que o Instituto da Segurança Social está a fazer o primeiro levantamento a nível nacional, cujos resultados devem ser divulgados em 2006.
Todas as quartas-feiras, das 20.00 às 24.00, a unidade móvel dos Médicos do Mundo estaciona a carrinha na Praça da Alegria. Naquela noite, a novidade é o cacau quente. E, tão ou mais importante que os cuidados de saúde prestados a cada um que ali se abeira, é a confiança que se estabelece e os sorrisos que se arrancam a quem nada tem. "Para nós não são os sem-abrigo... são o António, o José. Conhecemo-los e é importante que saibam que podem contar connosco", diz Paula Fernandes, responsável pelo projecto.
Cabe sempre mais um
O ambiente é familiar, todos se tratam pelo nome, como se fossem vizinhos desde sempre. Mas nem por isso os novos inquilinos são olhados com desconfiança ou postos de parte. "Se não puser problemas, qualquer um que venha é bem aceite. Por isso estamos cá todos", diz Pedro Nóbrega, que vive num banco da praça há mais de dez anos. É difícil saber com certeza o que o trouxe para a rua. As frases são confusas e sem muita ligação, intercaladas com momentos de um silêncio pesado. "Desorientei-me por causa de uma mulher e, por isso, estou com os camaradas. Mas tenho um filho de 16 anos e ainda hoje somos amigos".
Depois da separação começou a viajar. Foi imigrante em Espanha, França e Alemanha, países para onde ainda vai trabalhar de forma sazonal. "Lisboa é uma grande cidade, mas também muito pequenina para nós. Não chega para ganhar dinheiro". Mesmo assim, "nunca precisei de esmolas de ninguém", diz com orgulho. Ao filho, "nunca lhe faltou nada. Parte do que ganho é sempre para ele", diz. Nos intervalos deste vai e vem constante pela Europa, a rua é sempre o hotel escolhido. "Sempre que venho telefono à família para saber se está tudo bem. E depois fico por aqui, a curtir com eles", diz apontando na direcção dos bancos de jardim.
Fugir da solidão
Mas não são só os que vivem na rua que dão vida a esta praça. "São cada vez mais os idosos que encontramos à noite. Vivem sozinhos e esta é uma oportunidade de saírem do isolamento", diz Paula Fernandes. É o caso de Avelino Marques que todas as quartas-feiras vem à unidade móvel dos médicos do mundo para medir a tensão. Não é sem-abrigo, mas o dinheiro também não abunda - à reforma de 210 euros tira-lhe, todos os meses, 195 para pagar o quarto onde vive. Aos restantes 15 euros junta-lhes mais 100 que a Misericórdia lhe dá e assim vai vivendo. De segunda a sábado, faz as refeições numa das dependências da Santa Casa, na companhia de mais idosos em situação semelhante.
Um dia, há uns anos, teve que sair de casa para tratar da mãe, que adoecera. "A minha mulher não queria a minha mãe lá em casa, e eu tinha que tratar dela... tive que sair." Hoje vive sozinho. Há sete anos que não falava com a filha, contacto que reatou há pouco tempo. Em breve vai partir para a Alemanha, onde a filha é imigrante, e reencontrar o que lhe resta da família. Mas não por muito tempo. "Vou só por um mês, depois volto para cá. Estou é com medo da viagem de avião... e logo eu que andei tanto de avião!"
Assim que acaba de falar o rosto transfigura-se. Os olhos pequeninos brilham mais, o sorriso doce ganha a dimensão de um sonho, e as palavras saem em catadupa, naquele tom de voz de contador de histórias à volta da lareira. Um olhar mais atento e o pin em forma de bola de futebol na lapela do casaco verde denuncia-o. Marques foi jogador de futebol. "Do Sporting", diz com orgulho. "Era defesa esquerdo e chamavam-me o homem do lencinho por jogar sempre com um lencinho. Ganhei quatro campeonatos, duas taças de Portugal e uma Taça do Século".
Mais do que do presente, das dificuldades que tem ou não, é destes anos de glória que Marques gosta de falar. Ainda conheceu a equipa dos famosos cinco violinos - Vasques, Albano, Travassos, Peyroteo e Jesus Correia - que encantou por essa Europa fora. "Era com o Travassos que me dava melhor. Um dia estávamos no jardim do Campo Grande a jogar à bola e fomos presos - naquele tempo nem podíamos jogar à bola. Fomos para a esquadra do Campo Grande mas quem lá estava era o chefe Camilo, um grande sportinguista, que nos deixou sair logo." Podia estar horas a falar do tempo de futebolista e isso nota-se. Desfia cada memória ao pormenor, e o olhar perde-se na saudade. Hoje ainda vai ver todos os jogos a Alvalade, porque tem cartão vitalício, de acesso gratuito. "Mas já não é a mesma coisa", lamenta.
Viver os dois lados
Micola é voluntário dos Médicos do Mundo há dois anos. Veio da Ucrânia há cinco para fugir da pobreza. "A gente lá não sabe nada de Portugal, mas quando se abriram as fronteiras todo o mundo fugiu da pobreza o mais que pôde. E depois de Portugal já não há para onde fugir, é só oceano", diz meio a brincar meio a sério. Micola não tem mais de 30 anos. O rosto redondo, os olhos azuis e o sorriso permanente, dão-lhe um ar bonacheirão e bem disposto. No seu país natal trabalhava "para o governo, era assistente de deputado no Parlamento", aqui, quando chegou, veio trabalhar "de picareta e pá". Fugiu da miséria, mas a realidade que encontrou não foi bem a que sonhara - o patrão não lhe pagava e, em pouco tempo, estava sem emprego. "Nunca dormi na rua, mas cheguei a apanhar comida do lixo." E foi numa das noites em que tentava encontrar alguma coisa para comer que um estranho teve um gesto que Micola não esquece. "Era perto do Natal e vi alguém aproximar-se a dizer 'prenda, prenda'. No início tive medo, mas depois ele deu-me uma garrafa de vinho e um pouco de tudo o que se come no Natal." Ainda hoje, quando fala do assunto, os olhos muito azuis de Micola se comovem. "Não me conhecia. Viu-me da janela procurar comida no lixo e, só por bondade, veio ajudar-me."
O voluntariado apareceu meio por acaso na vida deste imigrante. "Eu estava na igreja e veio a enfermeira Fátima pedir-me ajuda para traduzir um estrangeiro que ela não percebia. Ela é uma senhora muito especial. Tem 63 anos, mas é muito enérgica, rápida, é uma enfermeira de guerra. É uma pessoa muito feliz e magnética... fiz-me voluntário quase de imediato". Agora conduz a unidade móvel dos Médicos do Mundo e ajuda nas traduções com os imigrantes de leste.
Hoje a realidade é outra, Micola já tem outro emprego, numa empresa de aspiração central e, por isso decidiu partilhar com os outros o que lhe sobra - tempo. "Trabalho das 6.00 às 24.00. Assim nem tenho que pensar no que fazer com o tempo livre. E ajudar é sempre bom", diz com uma gargalhada.
Fonte: Diário de Notícias
Lisboa é das capitais mais expostas a agentes cancerígenos. Estudo europeu avaliou seis cidades e revela que lisboetas são dos que respiram mais poluição. Relatório da Comissão Europeia, concluído em Setembro, refere que trânsito e tabaco são dos agentes mais poluentes nas cidades. Atrás de nós, só mesmo Bucareste.
Lisboa é a segunda cidade, em seis analisadas, com maior exposição anual a benzeno, um agente poluente cancerígeno. De acordo com um estudo realizado pela Comissão Europeia (CE), concluído no final de Setembro, os habitantes de Bucareste são os mais sujeitos a este tipo de poluição, que deriva sobretudo do trânsito e do tabaco. Os números resultam de uma estimativa - elaborada a partir de uma medição diária, em pessoas, ambientes interiores e exteriores - em seis capitais europeias, onde se encontram ainda Dublim, Bruxelas, Madrid e Liubliana.
O projecto PEOPLE (Population Exposure to Air Pollutants in Europe), do Centro de Investigação Comum (CIC) da CE, estima que anualmente os habitantes de Dublim estão sujeitos a menos de metade da poluição que afecta os lisboetas. Assim, enquanto a capital da Irlanda tem 2,9 microgramas por metro cúbico, Lisboa tem 6,1. Bruxelas e Madrid apresentam ambas 5,1 microgramas, enquanto Liubliana tem 5,5. Bucareste é de longe a mais poluída, com uma exposição anual estimada de 12,9 microgramas.
A escolha deste agente para iniciar a monitorização da exposição humana justifica-se pelo facto de o benzeno - um agente directamente relacionado com o aparecimentos de leucemias - ter sido o primeiro poluente cancerígeno a ser regulamento pelas directivas comunitárias relativas à qualidade do ar, que impõem um limite de cinco microgramas.
Estes números resultam de uma medição diária efectuada em cada uma das seis cidades. Nos valores médios das medições efectuadas, Lisboa não excede os limites (assim como as restantes, exceptuando Bucareste). O mesmo já não se passa, contudo, nas áreas de trânsito mais intensas da capital portuguesa. Assim, no Campo Grande e nas áreas entre Santa Isabel e Coração de Jesus, entre S. Jorge de Arroios, Anjos e Penha de França, as concentrações encontradas (variando entre 5,8 e 7,9 microgramas) são superiores aos limites estabelecidos pela directiva comunitária.
Para Robert Field, investigador do CIC, as diferenças entre Lisboa, Madrid ou Bruxelas não são muito significativas. "Penso que Lisboa é semelhante a outras cidades europeias de média dimensão", explica, exceptuando Dublim e Bucareste. Mas um dado significativo do estudo reside no facto de demonstrar que "é possível prever a exposição humana ao benzeno, a partir da rede de monitorização física que existe nos centros urbanos".
Os dados recolhidos demonstram que a exposição humana a benzeno é, para quem circula na cidade, duas vezes superior ao nível-base de concentração no meio urbano. Este estudo aponta ainda que os utilizadores de carros têm maiores níveis de exposição, assim como os fumadores. As crianças estão sujeitas a níveis semelhantes de benzeno aos dos cidadãos não fumadores que normalmente se deslocam à cidade, para trabalhar ou para ir às compras.
A avaliação dos níveis de poluição nas seis cidades europeias começou em 2002, em Lisboa e Bruxelas, e terminou em 2004, em Bucareste, tendo o relatório final do projecto sido terminado no mês passado. Os participantes foram cidadãos anónimos, que, com um pequeno tubo ao peito para medir a poluição, se deslocavam pela cidade (os chamados commuters) num dia normal de actividade. O estudo usou como controlo um grupo de pessoas que não saíram de casa e avaliou a qualidade do ar em cafés, lojas e escolas.
As diferenças entre cidades estão ao nível das condições meteorológicas, infra-estruturas e dimensão. Robert Field assinala que "os commuters comportam-se de forma diferente e em diferentes infra-estruturas". Mas em todas as capitais foi visível que as maiores concentrações de benzeno estão associadas a grandes cruzamentos de trânsito. Lisboa regista grande concentração de fumo passivo.
Fonte: Diário de Notícias
As comemorações musicais dos 250 anos do Terramoto começam já esta noite às 21.00, na recepção do Centro de Reuniões do CCB, "escuridão e efeitos de luz conjugar-se-ão para criar um ambiente evocativo dum templo", disse ao DN João Ludovice, responsável pela iniciativa, "que se pretende venha a ser o início de um ciclo regular na actividade da instituição, assim o permita o orçamento do próximo ano": chama-se "Concertos da Patriarcal" e toma por nome "a instituição sacro-musical que funcionou entre 1713 e o triunfo liberal e que era o centro principal de formação de instrumentistas em Lisboa e um dos principais promotores de concertos". Falando de "uma aposta do CCB", Ludovice afirma: "Queremos apoiar os bons agrupamentos portugueses de música antiga que já existem hoje, divulgar a música e os compositores que estiveram ligados à Patriarcal e 'espicaçar' a investigação musicológica e a edição moderna das obras".
Dada a data, este concerto preliminar será preenchido com a obra Mattutini 'de Morti ('Matinas do Ofício de Defuntos'), "obra para solistas, coro e orquestra de David Perez, com texto muito bem ilustrado musicalmente e que irá decerto impressionar", explica Ludovice. David Perez (1711-1778) foi mestre da Capela Real de D. José I. Intérpretes serão a Capela Joanina e o agrupamento Flores de Música, dirigidos por João Paulo Janeiro. Repete amanhã, à mesma hora. A escolha do grande hall do Centro de Reuniões explica-a Ludovice "por ser o local de acústica mais parecida com a de uma igreja que, segundo os entendidos, existe no CCB", e graceja "só vai faltar o incenso!...".
Também hoje, a Orquestra Metropolitana de Lisboa faz na igreja de Santa Maria (Barreiro) um concerto com participação do soprano Sandra Medeiros e do mezzo Francine Romain e direcção de Jorge Matta, responsável pela escolha das obras em programa, todas elas tocadas por alturas do cataclismo Abertura e Marchas da ópera Alessandro nell'Indie, a obra que estreou a chamada Ópera do Tejo, destruída escassos sete meses depois de inaugurada. As outras obras são os motetes Per ogni tempo, de António Teixeira e Stellae in coelis obscurantur, de João de Sousa Carvalho, do qual se ouvirão ainda excertos do primeiro Te Deum. Ainda a Abertura de La Clemenza di Tito, de Mazzoni - esta, o Perez e o Te Deum serão dados em primeiras audições modernas. Repete amanhã (21.30), na igreja de S. Domingos (Baixa) e dia 2, em Alcácer.
Do Patriarcado, três manifestações musicais um concerto amanhã (16.00), na igreja da Madalena; o Requiem de Mozart, por Coro e Orquestra Gulbenkian (dia 2, às 21.30), na igreja da Encarnação; e dia 5 (21.30), faz-se a inauguração do restauro da Basílica dos Mártires com um concerto pela Capela de Santa Cruz (coro e orquestra) onde será apresentada a inédita Missa de Nossa Senhora dos Mártires, de João José Baldi (1770-1816).
Fonte: Diário de Notícias

Tem pele branca, mas a voz de um cantor negro. Um corpo um tanto pesado, mas a delicadeza de uma pluma. Um percurso underground, mas uma música perfeitamente capaz de seduzir qualquer um. Chama-se Antony e de um entendimento entre aparentes contrários fez nascer uma atitude artística e uma música que de si fazem já a grande revelação de 2005.
Poderíamos dizer, talvez, confirmação, já que o seu primeiro disco, Antony And The Johnsons, data de 2000, desde logo cativando atenções num circuito mais atento, gerando imediato culto liderado pelos entusiasmos de Lou Reed e Laurie Anderson. Contudo, coube ao seu segundo álbum, I'm A Bird Now, editado já este ano, o papel de o revelar publicamente, acima desse pequeno nicho que até aí o conhecia. Há alguns meses visitou-nos por três noites, salas apinhadas de uma carga emocional como há muito se não via por estes lados. Hoje, com a recente vitória do Mercury Prize britânico nas mãos, e um nome ainda mais sólido e elogiado, regressa para um serão de canções no Coliseu dos Recreios.
Uma voz de sonho, de puro assombro, teatral mas sóbria (como a sua própria postura actual em palco), herdeira de paixões por Otis Redding e Nina Simone, faz de Antony um dos mais cativantes autores e intérpretes da nova geração. Apesar de britânico na origem, cedo rumou aos Estados Unidos, onde o teatro o cativou, mas a música mais tarde o conquistou. Embebido na calda de referências e experiências do underground nova-iorquino de 90, integrado entre trupes de teatro experimental e performers, entre músicos e travestis, mulheres estranhas e punks, Antony começou por se fazer notar por David Tibert, dos Current 93, através de cuja editora se estreou em 2000. Apadrinhado por Lou Reed, que o descobriu depois de escutar o seu espantoso álbum de estreia, acabou não só a cantar no álbum The Raven (de Reed), como na digressão que se lhe seguiu. A elite musical mais atenta de Nova Iorque adoptou-o, colocou-o no mapa. E, na hora de gravar I'm A Bird Now , nomes como os de Rufus Wainwright, Devendra Banhart, Boy George (um ídolo de adolescência) e o próprio Lou Reed não se fizeram rogados a participar em duetos que asseguram valor acrescentado a um álbum de excepção, que a crítica cotou já entre os melhores deste ano.
Frágil, belo, pleno de íntimas imagens emocionais, I'm A Bird Now ultrapassou as fronteiras dos géneros, cantou ansiedade, solidão, a identidade sexual. As canções, verdadeiras manifestações de uma alma (leia-se soul) sensível e confessional, são pequenos monumentos de escola clássica, herdando traços que Antony colheu em vozes e obras de eleição que tanto admira. O disco reduziu a ainda intensidade quase barroca das molduras que serviam as canções do primeiro álbum, despindo os novos temas à essência primordial de uma música estruturalmente aceite em delicadas linhas para piano e pontuais cordas, sobre as quais esvoaça a voz de Antony.
Em Fevereiro, quando editou o álbum, nem ele nem o seu mais acérrimo admirador esperariam que tamanha recepção e admiração acabaria por cativar globalmente. Não tem parado, agenda de concertos quase sem folgas, e em permanente actualização. Portugal já o viu por várias vezes, as suficientes para o próprio Antony aqui ter já descoberto o fado, cujo espírito, disse, em entrevista ao DN, traduz uma sensação que lhe parece ser semelhante à que move as pessoas por todo o mundo.
O regresso faz-se hoje no Coliseu dos Recreios. Na primeira parte, pelas 21.00 horas, actua o projecto Cuirrituck Co., de Kevin Baker. Mas as estrelas da noite serão Antony And The Johnsons, em formato de banda completa. Em Maio, além de temas dos dois álbuns, do EP The Lake, e inéditos seus, Antony ofereceu-nos ainda belas versões de temas de Lou Reed, Moondog, Nico e Leonard Cohen. Que delícias em forma de canção nos reservará para hoje?
Fonte: Diário de Notícias
É inaugurado o novo porto de Lisboa.
Sim, estas pedras choram
e sofrem as memória do pavor.
Não, estes pássaros voam
e trazem os sons secos da dor.
Sim, o ar que respiro está triste
a ver a lembrança malvada
pousada no registo em riste
da morte impante e esfomeada.
Sim.
A vice-presidente do PSD Paula Teixeira da Cruz foi hoje eleita presidente da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), onde os deputados social-democratas detêm maioria absoluta.
Com 51 votos a favor, 15 contra e 32 abstenções, a AML passará a ser presidida por Paula Teixeira da Cruz, cabeça-de-lista do PSD à AML.
Os deputados municipais elegeram ainda como primeiro secretário da mesa da AML Jorge Antas e como segundo secretário Nelson Pinto Antunes, ambos do PSD.
O presidente da AML cessante, Modesto Navarro, deu hoje posse aos 107 deputados municipais e aos 17 vereadores eleitos, numa cerimónia que se prolongou por mais de três horas no Salão Nobre dos Paços do Concelho, manifestamente insuficiente para as quase 500 pessoas presentes, entre as quais muitos funcionários da autarquia.
Só a sessão de cumprimentos aos vereadores eleitos prolongou- se por quase duas horas.
Ao contrário do que aconteceu no mandato que termina agora, a direita terá a maioria, com os 56 deputados eleitos pelo PSD (33 por inerência do cargo de presidente de junta de freguesia e 23 por votação directa).
O PS, encabeçado por Maria de Belém, terá 28 assentos na AML (12 por inerência e 16 eleitos directamente), enquanto a CDU, que teve Modesto Navarro como cabeça de lista, conseguiu 15 deputados, dos quais oito são presidentes de juntas de freguesia.
O Bloco de Esquerda viu aumentar a sua bancada de dois para cinco deputados, com Ana Drago como cabeça de lista, enquanto o CDS-PP elegeu três deputados municipais.
Fonte: Portugal Diário
O DNA de hoje é dedicado ao terramoto. Uma edição para ler e guardar. Já a Visão de ontem também inclui um suplemento dedicado ao assunto com artigos de excelente qualidade, designadamente o de Appio Sottomayor.
A Camara Municipal de Oeiras tem um programa evocativo do terramoto de 1755.
12 Novembro
Palácio Marquês de Pombal - Salão Nobre / 16h.
Apresentação do Programa
Lançamento do Livro: 1755 - A Memória das Palavras
Apresentação do site www.oeirasterramoto1755.com
17 Novembro
Palácio dos Aciprestes / 15h.
Conferência Fundação Marquês de Pombal
O Marquês de Pombal e o Terramoto de 1755
24.25.26 Novembro
Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras
VII Encontro de História Local
O Terramoto de 1755 - Oeiras e o Ocidente de Lisboa
15 Dezembro a 31 de Janeiro
Galeria Municipal Lagar de Azeite
EXPOSIÇÃO: 1755 A Terra Tremeu, O Mar Transbordou
Inauguração e lanlamento do catálogo e DVD - 15 de Dezembro, 21h30
Fonte: Camara Municipal de Oeiras
A equipa de autarcas eleita para liderar a Câmara e a Assembleia Municipal de Lisboa nos próximos quatro anos toma hoje posse, após duas alterações à data da cerimónia.
O presidente cessante da Assembleia Municipal, Modesto Navarro, irá dar posse aos vereadores eleitos nas autárquicas de 09 de Outubro, seguindo-se, nos Paços do Concelho, a eleição da mesa da Assembleia Municipal, da qual sairá o próximo presidente deste órgão autárquico.
A cerimónia da posse chegou a estar prevista para os dias 03 e 05 de Novembro, estando agora marcada para hoje, às 20:30, no edifício dos Paços do Concelho.
Modesto Navalho não esclareceu as razões da última alteração, tendo atribuído a primeira a "problemas com algumas pessoas que iriam tomar posse".
A lista do PSD à Câmara de Lisboa, encabeçada pelo candidato independente Carmona Rodrigues, venceu as eleições autárquicas com 119.837 votos (42,43 por cento), obtendo oito mandatos.
O PS, cujo cabeça de lista foi Manuel Maria Carrilho, elegeu cinco vereadores, ao ter 75.022 votos (26,56 por cento), enquanto a CDU, cujo candidato à presidência era Ruben de Carvalho, obteve dois vereadores (32.254 votos, ou seja, 11,42 por cento).
José Sá Fernandes (independente apoiado pelo Bloco de Esquerda) foi eleito com 22.342 votos (7,91 por cento), e a candidata do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, conseguiu ser eleita, com 16.723 votos (5,92 por cento).
O futuro executivo da Câmara Municipal de Lisboa deverá ser constituído, pelo PSD, pelo presidente Carmona Rodrigues, Fontão de Carvalho (vice-presidente), Marina Ferreira, Pedro Feist, Gabriela Seara, António Proa, José Amaral Lopes e Sérgio Lipari.
Os vereadores socialistas deverão ser Manuel Maria Carrilho, Nuno Gaioso Ribeiro, Madalena Moura, João Matias e Dias Baptista, enquanto os representantes da CDU serão Ruben de Carvalho e Rita Magrinho.
Sá Fernandes será o eleito pelo BE e Maria José Nogueira Pinto irá representar o CDS-PP.
Na Assembleia Municipal, a direita terá a maioria, ao contrário do que aconteceu no mandato que termina agora, com os 56 deputados eleitos pelo PSD (33 por inerência do cargo de presidente de junta de freguesia e 23 por votação directa), cuja cabeça de lista foi a vice-presidente do partido Paula Teixeira da Cruz.
O PS, encabeçado por Maria de Belém, terá 28 assentos na AML (12 por inerência e 16 eleitos directamente), enquanto a CDU, que teve Modesto Navarro como cabeça de lista, conseguiu 15 deputados, dos quais oito são presidentes de juntas de freguesia.
O Bloco de Esquerda viu aumentar a sua bancada de dois para cinco deputados, com Ana Drago como líder do grupo municipal, enquanto o CDS-PP elegeu três deputados municipais.
Fonte: Lusa
Carmona Rodrigues vai tomar posse na sexta-feira como presidente da Câmara de Lisboa mas a pasta da Educação e Desporto continua por atribuir. O candidato independente apoiado pelo PSD convidou Maria José Nogueira Pinto para o cargo mas esta rejeitou e exigiu a Habitação Social e Acção Social.
Carmona venceu as eleições mas não obteve a maioria pelo que necessita de o apoio de um dos vereadores eleitos nas listas adversárias.
Segundo a rádio Renascença, Carmona Rodrigues ofereceu à candidata do CDS-PP a pasta da Educação e do Desporto, mas Maria José Nogueira Pinto recusou e exigiu a Habitação Social e a Acção Social, duas pastas apetecíveis pelo peso que têm junto das populações mais carenciadas.
O PSD faz, no entanto, questão de não perder essas duas pastas porque estas permitiram, desde 2001, uma forte incidência do partido nos bairros sociais da cidade.
Fonte: Diário Digital

Cruzeiros que duram o tempo de uma refeição com vista panorâmica da cidade. Eu já fiz e aconselho. É um momento de encantamento.
De dia a cidade revela toda a sua luminosidade, a luz que se estende pelas ruelas, o brilho das cores dos prédios de traça antiga, a pedra branca dos monumentos, os jogos de cores reflectido nas águas do Tejo. À noite, quando as luzes se acendem, descobre-se o Padrão dos Descobrimentos, a Torre de Belém, o Cristo Rei, o Palácio das Necessidades, o Arco do Terreiro do Paço, a cúpula do Panteão Nacional, os edifícios de arquitectura moderna do Parque das Nações. Lisboa revelada assim, vista do rio, ganha outra dimensão. A cidade marítima descobre-se num cruzeiro de três horas, com refeições a bordo e animação. Chama-se Lisboa Vista do Tejo e está ancorado à espera de "tripulantes" em Alcântara.
O projecto arrancou em 2003 por conta de um sonho de criar uma empresa de cruzeiros no Tejo. Teve altos e baixos, como as marés. Mas persiste com o mesmo encanto inicial. Apurou-se o serviço e a cozinha está agora a cargo do chefe Luís Gaspar. O navio, com decoração de Miguel Câncio Martins (que decorou, entre outros, o Buda Bar de Paris) apostou nos tons de azul e nos materiais clássicos.
O navio parte às 20.00 para jantares, desde que haja um número mínimo de reservas. A bordo tem um bar (apenas os aperitivos estão incluídos no preço) e a sala de refeições onde é servido o jantar (entra-da, prato principal e sobremesa) com música ao vivo, ora mais calma a embalar conversas, ora mais animada a desafiar para um pezinho de dança. Muitas vezes os passageiros perdem-se na paisagem, outras esquecem-se que navegam no Tejo, já que mal se sente o baloiçar do navio. Fica por 80 euros por pessoa. Há ainda a possibilidade de organizar passeios ou eventos especiais com capacidade até 250 pessoas. Para já, está agendado o final de ano a bordo com jantar, paragem no rio para ver o fogo-de-artifício, réveillon a bordo e ceia. Custa 175 euros por pessoa.
Fonte: Diário de Notícias
O vereador da câmara de Lisboa Sá Fernandes declarou que vai ser hoje interposta no Tribunal Administrativo de Lisboa uma providência cautelar para suspender a venda de lotes de terrenos da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) no vale de Santo António, em Chelas, considerada lesiva para Lisboa.
A iniciativa partiu de um grupo de pessoas que não quiseram identificar-se. «A entrada da providência cautelar não traz prejuízos absolutamente nenhuns, traz a vantagem de evitar o comprometimento desta zona e avisar os privados que estão interessados nos terrenos», revelou o advogado em conferência de imprensa.
A EPUL lançou a 26 de Setembro um processo de venda de 20 lotes de terreno, agrupados em três conjuntos, devendo a abertura das propostas ocorrer na quinta-feira. Sá Fernandes acrescenta que «esta acção da EPUL ignora a impossibilidade de construção nesses terrenos, de anterior propriedade do município de Lisboa, sem que esteja previamente aprovado o respectivo plano de urbanização».
Para Sá Fernandes, a empresa está a condicionar o loteamento e o plano de urbanização futuro, sem contar que a área está integrada numa zona de sismos e abrangida pelos estudos do designado Plano Verde de Lisboa. «Construir em zonas com linhas de água pode ter consequências», afirma.
O vereador acrescenta que já foi feita a venda ou assinado um contrato de promessa de compra e venda de um lote de terreno com cerca de 40 mil metros quadrados para a construção de um centro comercial. «A câmara de Lisboa tem de tomar uma decisão sobre esta matéria e questionar como se justifica uma acção desta.»
Fonte: Expresso on line

O número de Novembro da edição portuguesa da National Geographic. O tema de capa é o terramoto de 1755. O atractivo é uma separata com o mapa da Lisboa pré-terramoto.

É a 1 de Novembro. Em memória das vítimas do terramoto de 1755. Na próxima terça-feira os sinos de Lisboa vão tocar em simultâneo às 09.30 horas da manhã. O terramoto faz 250 anos.
A cantora Jacinta e o saxofonista e produtor Greg Osby actuam no próximo dia 25 de Novembro na Aula Magna, em Lisboa.
De acordo com um comunicado emitido na terça-feira, o concerto serve de apresentação, em estreia absoluta, do álbum «Daydream», gravado em Nova Iorque. O novo trabalho será lançado em breve pela EMI e o concerto é a oportunidade para se ver ao vivo a banda que gravou o álbum produzido pelo saxofonista.
Além do produtor, Jacinta far-se-á acompanhar por James Weidman (piano), Matt Brewer (contrabaixo) e Rodney Greene (bateria). Os bilhetes estão à venda nas lojas FNAC e na Ticketline por preços que variam entre os 22 e os 30 euros.
Fonte: Diário Digital
A baixa lisboeta desceu três posições entre as zonas de comércio mais caras do mundo, surgindo agora na 31.ª posição do ranking elaborado pela consultora imobiliária global Cushman & Wakefield Healey & Baker.
Com a liderança da classificação ainda e sempre na posse da nova-iorquina 5.ª Avenida, onde cada metro quadrado custa a módica quantia de 11.558 €, o estudo destaca ainda a subida ao segundo lugar da Causeway Bay, em Hong-Kong (9.625 € o metro quadrado), ultrapassando aquela que era até aqui a segunda zona de comércio mais cada do mundo – A Avenida dos Campos Elíseos, em Paris, com um custo por metro quadrado de 6.628 €.
Quanto ao caso português, a baixa lisboeta apresentava, em 2005, um custo de 1.140 € por metro quadrado, enquanto, por exemplo, a Avenida de Roma quedava-se pelos 600 €.
Já no Porto, a Rua de Santa Catarina é descrita como a zona de comércio mais cara na Invicta, custando cada metro quadrado 756 €. Na Avenida da Boavista, o preço não ultrapassa os 420 €.
Fonte: Diário Digital
Lisboa do Séc. XXI Plano a Longo Prazo, por Garcia dos Santos, no Diário de Notícias.

É inaugurado o novo Estádio do Sport Lisboa e Benfica.

Lisboa é conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques. O Olissipo publica a carta de um cruzado que participou na conquista de Lisboa, de autoria ainda hoje incerta, mas cuja autenticidade é geralmente aceite.
Carta do cruzado R. com base nas traduções referenciadas na lista de fontes. Com a pregação da segunda cruzada por São Bernardo de Claraval, em 1146 na basílica de Vézelay, com intenção de enviar um grande exército para defesa dos territórios francos na Palestina atacados pelos turcos seljúcidas, uma parte das forças de cruzados, que do Nordeste da Europa se dirigiam por mar para o Médio Oriente, foram aliciados a ajudarem o mais recente rei da Cristandade, D. Afonso Henriques, a combater os infiéis. Este é o relatório que o cruzado R[aul] mandou a Osb[erto] de Baldr[eseia] (Bawssey), que é a interpretação mais recente, ou que Osb[erto] de Baldr[eseia] mandou a R. Como escreveu Alfredo Pimenta, «o autor, fosse Osberno ou fosse R., parece ter sido padre; era inglês ou normando; e entrou com certeza na conquista de Lisboa. E isso é o que importa acima de tudo.» 1
Nota: Algumas das ligações no texto remetem para entradas no «Portugal - Dicionário histórico».
O Cerco de Lisboa, por Roque Gameiro
A Conquista de Lisboa aos Mouros
A Osberto de Bawdsey,
R.
As minhas saudações !
Assim como temos por certo que será vosso grande desejo ir sabendo o que se passa connosco, sem sombra de dúvida podeis estar seguro de dar-se o mesmo entre nós a vosso respeito. Por isso vos manifestaremos por escrito as venturas ou adversidades desta nossa viagem e bem assim os feitos, os ditos, ou tudo o que, durante ela, virmos ou ouvirmos e for digno de relato.
[...]
Expedição a Almada. Represálias
Sucedeu ... que certo dia alguns dos nossos passaram o Tejo para irem pescar do lado de Almada 2. Efectivamente, o areal daquela praia era mais favorável para os pescadores. Caíram sobre eles os mouros daquela zona, mataram bastantes e levaram com eles alguns cativos, cinco dos quais eram bretões. Os nossos ficaram indignados com isso e, discutido o assunto entre todos, foi decidido que duzentos cavaleiros com quinhentos peões seriam enviados a Almada para a saquearem. À hora de fazerem a travessia, os colonienses 3 e os flamengos, por má vontade ou por receio, ou por outro motivo que não conheço, retiraram os seus do nosso grupo para não atravessarem. Por essa razão, os normandos, os ingleses e os que se mantinham connosco e estavam do nosso lado, malogrados na constituição de grupo que abrangesse a todos, entregaram a expedição prevista a Saério de Archelle 4 com uns trinta cavaleiros e uma centena de peões, para mais. Depois de terem matado em combate mais de quinhentos mouros, trazendo cerca de duzentos cativos e mais de oitenta cabeças, o que não deixou de ser motivo de grande alegria para os nossos e de grande abatimento dos inimigos, regressaram eles vitoriosos no mesmo dia, tendo perdido um apenas dos nossos.
Quando os mouros, ao olharem das muralhas, avistam as cabeças espetadas nas lanças, saem ao encontro dos nossos a pedir que lhes entreguem as cabeças cortadas. Tendo-as recebido, em pranto e clamor prolongado, levam-nas para dentro das muralhas. Ouviu-se por toda a noite uma voz de dor e uma lamúria magoada de pranto por quase todas as partes da cidade. O facto é que por tal acto de ousadia tão preclaro ficámos a ser de extremo terror para os inimigos pelo tempo fora, enquanto que, para os colonienses, para os flamengos e para os portugueses, isso era factor de honra. Livre ficava a partir de então o caminho para atravessar até Almada.
Inicia-se a construção de uma torre móvel e a escavação de uma mina
( 16 de Outubro )
É então que, por sua vez, os nossos se empenham mais no trabalho e se lançam a escavar um fosso subterrâneo entre a Torre e a Porta de Ferro 5, com o fim de deitarem abaixo a muralha 6. Porque estava demasiado acessível aos inimigos, ao ser descoberta depois de iniciado o cerco à cidade, foi extremamente danosa para os nossos, tendo-se gasto muitos dias a defendê-la sem êxito. Além disso, são levantadas pelos nossos duas balistas: uma, colocada junto à margem do rio era accionada pelos marinheiros, outra situada frente à Porta de Ferro estava às ordens dos cavaleiros e dos seus acompanhantes. Estavam todos eles organizados em grupos de cem e, mal se ouvia o sinal para saírem os primeiros cem, outros cem entravam; de forma que no espaço de dez horas tinham sido disparadas cinco mil pedras. Acção desta natureza extenuava extremamente os inimigos. É então a vez de os normandos, os ingleses e os que com eles se encontravam começarem a fazer uma torre móvel de 83 pés de altura 7. Os colonienses e os flamengos recomeçam a escavar novo fosso subterrâneo frente à muralha da parte mais alta do castelo a fim de a deitarem abaixo; era uma construção de merecer elogios, com cinco entradas, com um pouco menos de 40 côvados de largura na frente, e concluíram-na em menos de um mês 8.
Entretanto, a fome e o mau cheiro dos cadáveres (com efeito, faltava sítio para sepultar dentro da cidade) angustiavam pateticamente os inimigos. Dava-se até o caso que os restos lançados dos navios junto das muralhas eram levados pelas águas e eram recolhidos para comer.
Aconteceu com isso algo que provoca riso, como foi o caso de uns flamengos que montavam vigia no interior das ruínas de umas casas e, depois de terem comido figos até ficarem saciados, deixaram uma porção deles naquele sítio; aperceberam-se disso quatro mouros e como aves que se precipitam para o isco, às escondidas e pé ante pé aproximaram-se; advertindo nisso, os flamengos (que era para os atraírem que costumavam com bastante frequência espalhar restos daquela natureza por aqui e por ali), acabaram, no caso, por estender umas redes nos sítios costumados e apanharam três dos mouros que nelas se deixaram envolver. O caso foi depois motivo de grande galhofa.
Desmoronamento dum lanço da muralha; avança a torre móvel
Minada, pois, a muralha e atafulhada com lenha para arder, nessa mesma noite, ao cantar do galo, um pano das muralhas de cerca de trinta côvados ruiu por completo.9
No entanto, já antes, se tinham ouvido os mouros que estavam de vigia às muralhas gritarem angustiados que, para porem fim de imediato a um trabalho ininterrupto, estavam dispostos a partilhar o dia supremo com a morte e que não tinham medo de a enfrentar, mas seria para eles satisfação máxima se eles se trocassem a si mesmos pelos nossos. Na realidade, era fatal ir até um ponto de onde era inevitável não voltar; em boa verdade, se em qualquer parte a vida acabasse bem, não se diria que ela era breve; de facto, duraria quanto devia, não quanto podia e não seria contada por quanto tempo tinha durado, mas pelo modo como tinha corrido bem, e impor-lhe-iam apenas uma cláusula boa.
Os mouros, pois, acorrem todos, cada de sua parte, a defender a brecha da muralha, tapando-a com uma barreira de cancelas. Foram então os colonienses e os flamengos e tentaram entrar, mas foram rechaçados. Efectivamente, embora a muralha tivesse ruído, à configuração do terreno impedia-lhes a entrada pelo simples aterro existente. No entanto, como não podiam atacá-los de perto, atormentavam-nos com o arremesso de setas incessantes e violentas, de tal forma que eles, para se defenderem e como que evitando não ficar feridos, ao manterem-se imobilizados, pareciam ouriços de espinhos.
Assim se defenderam dos atacantes até à hora prima do dia, altura em que estes se retiraram para os seus acampamentos.
Por sua vez, os normandos e os ingleses, que vêm armados para renderem os seus companheiros, aprestam-se para tomarem em primeira-mão a entrada aos inimigos que já houvessem sido feridos e estivessem esgotados. No entanto, ainda que impressionados com a vozearia, foram impedidos de o fazerem pelos comandantes dos flamengos e dos colonienses, os quais instavam connosco para que intentássemos a entrada, com as nossas máquinas, por onde quer que fosse possível, pois diziam que aquela abertura fora conseguida por eles e não por nós. Desta forma, porém, são rechaçados da entrada por todos os modos durante alguns dias.
Finalmente foi levada a bom termo a nossa máquina de guerra, envolvida a toda a volta por vimes e couro de boi para evitar que fosse atingida pelo fogo ou pela violência das pedras. Foi além disso intimado a todos os dos navios que fizessem mantas de guerra e abrigos entrançados com varas.
Exortação final e missa campal ( 19 de Outubro )
No domingo seguinte, pois, estando já a postos os aprestos de defesa, chama-se o arcebispo para dar a bênção ao empreendimento. Acabada a oração e feita a aspersão da água benta, determinado sacerdote, com a relíquia do Santo Lenho do Senhor nas mãos, pronunciou o seguinte sermão:
(...) [Que terminou dizendo,]
«O Deus da paz e do amor, que faz de dois um só e nos entregou reciprocamente uns aos outros, Ele que levanta da terra o necessitado e do esterco ergue o pobre, Ele que escolheu a David, seu servo, e o foi buscar aos rebanhos de ovelhas, embora fosse o mais novo dos filhos de Jessé, Ele que aos evangelizadores dá a palavra de grande eficácia para aperfeiçoamento da sua pregação e manifestação da sua obra, mantendo as nossas mãos na sua vontade, nos dirija e nos receba com glória; Ele mesmo governe quem nos governa para podermos [ensinar] o seu rebanho com disciplina e não com os instrumentos de um pastor desorientado. Seja Ele a dar valor e fortaleza ao seu povo, seja Ele a apresentar a si mesmo um rebanho purificado e resplandecente e em tudo imaculado e digno dos apriscos celestes, onde há uma morada para os que se alegram nos esplendores dos santos, de tal modo que no seu templo todos nós, grei e pastores, cantemos glória a Jesus Cristo, Nosso Senhor, a quem é devida glória pelos séculos dos séculos. Ámen.»
A grande torre móvel vai-se aproximando das muralhas
A esta palavras, todos caíram de bruços com gemidos e lágrimas nos seus rostos. De novo, à ordem do sacerdote, todos se levantaram e foram abençoados pela veneranda relíquia da Cruz do Senhor, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Assim, rogando em altas vozes o auxílio divino, aproximaram finalmente a máquina da frente da muralha, a uma distância de uns quinze côvados.
Aí morreu um dos nossos atingido por uma pedrada de funda atirada das muralhas. No dia seguinte 10, de novo, a máquina é deslocada para junto da torre que fica situada num recanto da cidade frente ao rio 11.
Os inimigos, porém, levaram igualmente para ali todos os seus aprestos de defesa. Logo que isso descobrimos, com facilidade fizemos fracassar os seus planos, pois os nossos desviaram a máquina para a direita frente ao rio e ultrapassaram a torre uns vinte côvados junto à muralha perto da Porta Férrea 12 que está voltada para a torre. Aí os nossos besteiros e frecheiros repeliram da dita torre os inimigos que não conseguiam aguentar o ritmo das setas, pois a torre ficava a descoberto pela parte posterior que está voltada para a cidade.
O combate final
Afugentados os inimigos da torre e da muralha, vizinha da nossa máquina, com a chegada da noite descansámos um pouco, tendo todos regressado ao acampamento, mas deixando de guarda cem cavaleiros dos nossos e cem dos franceses, com frecheiros e besteiros e alguns jovens ligeiramente armados.
Ora, na primeira vigília da noite, a maré-cheia envolveu a máquina e impedia que os nossos tivessem caminho para sair ou para entrar. Tendo os mouros descoberto que a maré nos isolava, a pé, atacaram a máquina com duas companhias de homens através da dita porta, enquanto outros, em multidão inacreditável, por cima das muralhas, tendo acarretado materiais de lenha com pez, estopa e azeite com substâncias incendiárias de toda a espécie, começam a atirá-los à nossa máquina. Outros ainda lançavam sobre nós uma chuva insuportável de pedras.
Havia, porém, debaixo das asas da máquina, entre ela e a muralha, um abrigo de vimes que em língua vulgar toma o nome de gato valisco 13, em que se mantinham sete mancebos da província de Ipswich que tinham trazido sempre esse abrigo atrás da máquina. Ali debaixo, juntamente com os que se encontravam em andares inferiores, alguns dos nossos procuravam, tanto quanto lhes era possível desfazer os materiais inflamáveis, mas em vão. Outros, por seu lado, tendo aberto covas debaixo da máquina e aí permanecendo, dispersavam as bolas de fogo. Uns, nos andares cimeiros, através de postigos regavam de cima os couros que se retesavam; aí havia uns renques de vassouras de cauda, pendentes da parte de fora, que molhavam toda a máquina. Os restantes, porém, dispostos em linha de batalha, resistiam com ardor aos que tinham avançado desde a porta.
Foi assim a máquina defendida nessa noite em esforço digno de admiração, por um punhado dos nossos, sob a ajuda de Deus, sem grandes feridas, enquanto a maior parte dos mouros, pelo contrário, mais de perto ou mais de longe, tinham caído mortos.
Ao romper da manhã 14, a nossa máquina, com a subida da maré fica novamente isolada. Novamente surgem os mouros ao nosso encontro, uns, vindos pela porta, abatem-se sobre os nossos (foi neste embate que o comandante das galés do rei foi ferido e veio a morrer), outros, a partir das muralhas, atiram sobre. os nossos uma chuvada de pedras, pois que tinham para aí acarretado as balistas. Além disso sobre as nossas máquinas, que apenas ficam a uma distância de oito pés das muralhas, lançam baldes repletos de materiais inflamados em tal quantidade que é mais que difícil dizer quanto trabalho, suor, golpes e feridas sem número aguentaram na maior parte do dia, sem terem qualquer apoio dos companheiros.
Até o nosso especialista dos engenhos 15 ficou ferido numa perna por causa de uma pedra e deixou-nos privados de qualquer esperança no seu apoio. Também os franceses, ao verem-se rodeados de água, e estando ou feridos ou fazendo-se feridos, uns atirando com as armas, outros ficando com elas, optam vergonhosamente por fugir e passar um vau, não ficando mais que seis de todos eles. Finalmente, na baixa-mar, os inimigos, já cansados, abandonam o combate, desiludidos de qualquer expectativa de futuro. Por sua vez, os nossos cavaleiros e aqueles que tinham sido escolhidos para guardarem a máquina, uma vez entrados outros dos seus apoiantes a rendê-los, deixam aquele lugar, depois de terem estado dois dias e uma noite, sem tirarem as armas, a defender a máquina em angústia quase insuportável.
A Lisboa mourisca rende-se aos cristãos. ( 21 de Outubro, 3.ª feira ). 16
Cerca, porém, hora décima, na baixa-mar, os nossos juntam-se na praia para aproximarem a máquina até quatro pés das muralhas e assim lançarem uma ponte com maior facilidade. A defender esta parte da muralha chegam os mouros vindos de toda a parte. Ao verem, porém, a ponte já içada uns dois côvados e nós já prestes a entrar, como se nem a vida viesse a ser deixada aos vencidos, gritam em grandes brados e, à nossa vista, depõem as armas, baixam os braços e suplicam tréguas, ao menos até ao dia seguinte.
Intervindo Fernão Cativo 17, por parte do rei, e Hervey de Glanville 18, pela nossa, foram concedidas tréguas e recebidos logo de seguida cinco reféns, tendo sido acordado em como durante a noite não atacariam as nossas máquinas ou como eles, entretanto, não procederiam a qualquer reparação que revertesse em nosso prejuízo; além disso, durante a noite, deviam deliberar como é que nos entregariam a cidade no dia seguinte; se é que era assim que queriam decidir entre eles, pois, caso contrário, o resto ficaria sujeito à sorte das armas.
Ferrão Cativo e Hervey de Glanville, por sua parte, sendo já quase a primeira vigília da noite, recebem reféns e entregam-nos ao rei. Foi isso motivo de grande discórdia, pelo facto de não os terem entregues aos nossos, pois consideravam que através deles se prepararia uma traição por parte do rei, admitindo que era hábito seu assim proceder, e por isso mostravam-se indignados contra Fernão Cativo e Hervey de Glanville.
Conferência sobre o modo de rendição ( 22 de Outubro )
De madrugada, pois, convocando os colonienses e os flamengos, os nossos condestáveis juntamente com os anciãos, dirigem-se ao acampamento do rei, para ouvirem o que aqueles embusteiros teriam deliberado. Interrogados, são favoráveis a entregarem a cidade ao rei e a deixarem o ouro, a prata e outros haveres dos habitantes da cidade nas nossas mãos. Para darem a isto uma resposta, os nossos saem fora.
Treme então, até definhar, o antigo inimigo, ao sentir que finalmente vai ficar despojado do velho direito. Contra todos e através de todos, excita os vasos da iniquidade. A tal ponto se encarniça o vírus da maldade que dificilmente ou irremediavelmente alguém chega algum dia a concordar com o outro, ficando em ruptura mútua. De facto, ao chegarem já perto da entrada das portas, se não fosse o nosso Deus contrapor a sua dextra de propiciação, a boa harmonia ter-se-ia rompido. Efectivamente usou sempre Ele para connosco de clemência da sua bondade desde o início da nossa associação, a tal ponto que, quando já os nossos chefes abandonavam o leme da governação por múltiplas e desesperadas causas de divisão, era então que a brisa do Espírito Santo, trazendo a sua inspiração e como que fazendo reverberar as nuvens caliginosas do temporal com a vibração de um raio de sol do meio-dia, tornava mais agradáveis os laços da concórdia que regressava.
Foi o caso que, quando estávamos em assembleia para darmos a nossa resposta, os nossos marinheiros, com outros tresloucados a eles semelhantes, se juntam na praia em conspiração montada por um certo sacerdote de Bristol, homem sacrílego; efectivamente, tratava-se de alguém de costumes mais que reprováveis, como algum tempo depois tivemos conhecimento por ter sido apanhado a roubar. Começaram eles paulatinamente a incitar à revolta, desde simples falas até chegarem a vociferar, para declararem que era indigno que tantos e tão grandes homens, ilustres na sua terra e nos feitos militares, se sujeitassem a estar a mando de uns poucos reunidos em assembleia, aos quais, nas circunstâncias presentes, não seria propriamente necessário conselho, mas valentia. Na realidade, os que tinham até ali chegado, trazidos pelo Espírito Santo fosse o que fosse que tivessem. feito, tinham agido de modo excelente, sob a sua inspiração. Ora, entre os seus magnates não se registava assembleia ou empreendimento que alguma vez não tivessem sido em vão. Efectivamente, sem eles, tinha sido tomado o arrabalde, sem eles saberem tinha sido submetida Almada; se, como convinha, se tivessem deixado levar pelo seu entusiasmo, já há muito, diziam, teriam tomado conta da cidade ou teriam tido alguma vantagem maior.
Reflexões
Mas que havemos de dizer de homens que injuriam desta maneira, senão que há uma certa capacidade naturalmente implantada nos maus comportamentos de tal modo que o crime de uns poucos deslustra a inocência de muitos e que, em contrapartida, a escassez dos bons, ainda que queira, não consegue desculpar os crimes de muitos? Todavia, quem não se irritará ao ver que a virtude sincera fica manchada pela alegação de vícios, quando não conseguem discernir o que querem ou deixam de querer nem o que lhes agrada nas coisas boas ou o que lhes desagrada nas coisas más? Se vêem uma pessoa humilde, chamam-lhe abjecto; se anda de cabeça levantada, pensam que é por soberba; se é menos instruído, consideram que deve ser posto a ridículo devido à sua falta de conhecimentos; se tem alguma ciência, dizem-no inchado por causa do saber; se é severo, têm-lhe horror porque é cruel; se é indulgente, culpam-no por facilitar; se é simples, desprezam-no como se fosse estúpido; se é áspero, evitam-no como a um malicioso; se é diligente, consideram-no escrupuloso; se é vagaroso, julgam-no negligente; se é perspicaz, têm-no por ambicioso; se é sossegado, chamam-lhe preguiçoso; se é parco, clamam que é avaro; se, quando come, fica saciado, condenam-no por comilão; se faz jejum na comida, falam dele como dissimulado; ao que anda em liberdade condenam-no como criminoso; ao modesto, como homem rude; aos que são pessoas de rigor por causa da austeridade não os estimam; os mansos por afabilidade para eles são pessoas vis. Se alguém vive de outra maneira, ainda que os seus comportamentos sejam sempre de boa qualidade, ao serem espicaçados pelas línguas dos maldizentes, ficarão dependurados de anzóis de duas pontas.
Apaziguamento de tensões entre cruzados
O alvoroço deste tumulto é, pois, dirigido contra Hervey de Glanville, que tinha entregue os reféns ao rei e não a eles e tinha bem assim deixado alguns deles fora da atribuição dos dinheiros da cidade, como se eles fossem de outra raça. Mais de quatrocentos correm para fora dos acampamentos e, de armas na mão, procuram-no por todo o lado, ainda mesmo onde sabem que ele não está, clamando em altas vozes: "fora o ímpio, castigue-se o traidor"!
Tendo tomado conhecimento disto, quando estávamos no acampamento do rei, alguns dos nossos anciãos tomaram a iniciativa de lhes ir ao encontro para reprimirem estes assomos de violência. Logo que eles voltaram, reunimo-nos para respondermos ao que anteriormente estava em causa.
Os reféns, por sua parte, tendo-se dado conta de que os nossos tinham entrado em disputas, dissimulam e intentam retractar-se das palavras da primeira proposta. Ao rei e aos seus homens diziam que pretendiam guardar a sua palavra e manter todas as promessas que anteriormente nos tinham afiançado; aos nossos, nem com a morte algo fariam, pois tinham-se apercebido que éramos corruptos, desleais, sem piedade, cruéis, que nem os nossos próprios senhores poupávamos. Tudo isto deixou os nossos prostrados na maior vergonha.
De novo se voltou a conselho com o rei; passou-se nisso a maior parte do dia e ao fim anuíram os reféns no seguinte: o alcaide, com um genro seu, ficaria de posse de todos os seus bens em liberdade e todo e cada um dos homens da cidade ficaria com o que tinham para comer e a cidade render-se-ia; de contrário, tentariam a sorte das armas.
Acordo de actuação em concertação com o rei português
Os normandos e bem assim os ingleses, para quem os incidentes de guerra tinham sido particularmente gravosos, cansados do longo cerco, diziam que seria razoável aceder e que não seria honesto antepor o dinheiro ou os víveres à honra de tomar a cidade.
Os colonienses e os flamengos, por sua parte, com a sua inata cupidez de deitar a mão, lembravam o desgaste de uma longa viagem e a perda dos seus bens como o longo caminho a percorrer ainda, argumentavam que não era admissível deixar alguma coisa aos inimigos. Chegados a este ponto de discussão, por último, acediam a que todos os haveres e mantimentos do alcaide lhe fossem concedidos, com excepção de uma égua árabe que o conde de Aerschot 19 cobiçava para si e se propunha tirar-lhe sob que pretexto fosse. Finalmente, a este respeito, a opinião deles tornou-se inabalável, os nossos suportavam-na com grande indignação.
A noite põe termo à reunião, os reféns mantêm a sua opinião, os francos dispõem-se a qualquer das alternativas, à paz ou à guerra.
No dia seguinte, porém, decidiram tentar a entrada na cidade à força das armas e voltaram todos ao acampamento. Entretanto os colonienses e os flamengos mostram-se indignados, porque parecia que o rei era benevolente para com os reféns, e saem armados dos acampamentos para, à força, roubarem os reféns ao acampamento do rei e se vingarem neles. Gera-se confusão e embate de armas por todo o lado.
Nós, pela nossa parte, estando no meio, entre o rei e os acampamentos dos outros, e esperançados em que se voltasse a parlamentar, fizemos saber ao rei o que se preparava. Porém, o duque de Flandres e o conde de Aerschot, dando-se conta do motim, armam-se também e a custo travam o levantamento dos seus.
O rei fica descontente
Apaziguado o motim, seguidamente, vão ter com o rei para uma conciliação em favor dos seus, declarando que estavam completamente fora do acontecido. Garantida que foi por parte deles a sua segurança, o rei, uma vez serenado o ânimo, manda que os seus deponham as armas, assegurando firmemente que deixaria para o dia seguinte o cerco, mas não posporia a sua dignidade à tomada da cidade; antes, pelo contrário, dizia, tudo consideraria de menos se ficasse sem ela; no entanto, que se sentia atingido por aquelas injúrias, e nada mais queria em comum com homens corruptos, sem contenção, e dispostos a tudo.
Tendo a custo serenado finalmente o ânimo, anuiu a que se deliberasse sobre o que pretendia para o dia seguinte. Deliberou-se, pois, que no dia seguinte todos os nossos chefes, de uma parte e de outra, por si e pelos seus, prometessem manter fidelidade ao rei enquanto permanecessem na sua terra.
Confirmado isto por ambas as partes, anuiu-se ao que no dia anterior os mouros tinham pedido relativamente à rendição da cidade. Decidiu-se, pois, entre nós, que 140 homens de armas dos nossos e 160 dos colonienses e flamengos entrariam antes dos outros na cidade e que ocupariam pacificamente a fortaleza do castelo superior, por forma que os inimigos pudessem trazer os dinheiros e todos os seus haveres, comprovados, sob juramento, perante os nossos; feita assim a recolha, a cidade seria depois inspeccionada pelos nossos: se algo mais do que o alegado fosse encontrado com alguém, o dono em cuja casa fosse achado pagaria com a vida. Deste modo, depois de espoliados, todos seriam mandados em paz para fora da cidade.
Entrada solene na cidade ( 25 de Outubro )
Aberta, pois, a porta e dada autorização de entrarem, os colonienses e os flamengos, concebendo um astucioso ardil, solicitam aos nossos que seja deles a honra de serem os primeiros a entrar. Dada, pois, a anuência para tal efeito e chegada a ocasião, fazem entrada mais de duzentos com os que anteriormente haviam sido designados, fora outros que se tinham intrometido pela brecha da muralha que ficava à sua mercê da parte em que se encontravam, enquanto ninguém dos nossos, que não fosse dos designados, presumira proceder à entrada. 20
À frente, pois, ia o arcebispo e os outros bispos com a bandeira da Cruz do Senhor e a seguir entram os nossos chefes juntamente com o rei e os que para este efeito tinham sido escolhidos.
Oh! Quanta não foi a alegria de todos! Oh! Quanta não foi a honra especial que todos sentiam! Oh! Quantas não foram as lágrimas que afluíam em testemunho de alegria e de piedade, quando todos viram colocar no mais alto da fortaleza o estandarte da Cruz salvífica em sinal de sujeição da cidade, para louvor e glória de Deus e da santíssima Virgem Maria. O arcebispo e os bispos com o clero e todos os outros, não sem lágrimas de júbilo, cantavam o Te Deum laudamus com o Asperges me e orações de devoção.
Entretanto, o rei dá a volta a pé pelas muralhas do castelo cimeiro.
Desmandos de alguns cruzados
Os colonienses e os flamengos, ao lobrigarem na cidade tantas oportunidades de se saciarem não respeitam qualquer observância de juramento ou de palavra dada. Correm por aqui e por ali, saqueiam, arrombam portas, espreitam pelos interiores de qualquer casa, assustam os habitantes e, contra o direito divino e humano, infligem-lhes injúrias, dispersam vasilhames e roupas, actuam sem respeito contra as donzelas, põem no mesmo prato da balança o lícito e o ilícito, às escondidas tudo subtraem, mesmo o que deveria ficar em comum para todos. Ao bispo da cidade, um ancião de muitos anos, cortam-lhe o pescoço, contra o direito divino e humano 21. Aprisionam o próprio alcaide da cidade, depois de lhe terem tirado tudo de casa. A pequena égua, de que falámos acima, o próprio conde de Aerschot a arrebatou com as suas mãos. Tendo ele sido intimado pelo rei e por todos os nossos a entregá-la, reteve-a com tanta obstinação que o próprio alcaide disse que a sua pequena égua ao urinar sangue tinha perdido um potro, exprimindo de maneira astuta a fealdade de uma acção obscena.
O êxodo dos habitantes
Os normandos e os ingleses, que tinham em máximo apreço a palavra dada e o respeito divino, observavam onde poderia levar uma actuação destas e permaneciam quietos no lugar que lhes fora determinado, preferindo manter as mãos limpas de qualquer roubo a violarem os princípios de solidariedade firmada por um juramento de fidelidade.
A atitude tomada deixou grandemente cobertos de opróbrio o conde de Aerschot e Cristiano com os seus nobres, cuja cupidez ficava à vista de todos, sem equívocos, depois de terem com toda a evidência atirado para trás das costas o seu juramento.
No entanto, voltando finalmente a si, com pedidos insistentes, suplicaram junto dos nossos que fossem os nossos, juntamente com os seus, a congregar as restantes partes da cidade para uma partilha pacífica, de tal forma que, depois de aceites as respectivas partilhas, debatessem em paz as injúrias e as subtracções de todos, estando eles dispostos a emendarem o que indevidamente se tinham antecipado a retirar.
Espoliados, pois, os inimigos na cidade, foram vistos sair, sem despegar, pelas três portas, desde o início da manhã de sábado até à quarta-feira subsequente, em tão grande multidão de gente que era como se nela tivesse confluído a Espanha inteira.
Verificou-se seguidamente um prodígio que causou muita admiração: os alimentos dos inimigos que antes da conquista da cidade e ao longo de quinze dias se haviam revelado intragáveis por cheiro insuportável, pudemos saboreá-los pouco depois, já que tanto para nós como para eles se apresentavam bons e agradáveis.
Saqueada, pois, a cidade, foram encontradas em fossas cerca de oito mil cargas de trigo e de cevada, enquanto as de azeite eram de uns doze mil sextários 22.
Relativamente às observâncias da sua religião, logo depois vimos com os olhos o que acima tínhamos referido. Efectivamente, no seu templo, que se levanta em sete ordens de colunas com outras tantas abóbadas, foram encontrados uns duzentos cadáveres dos que ali tinham morrido, fora mais oitocentos doentes que aí haviam ficado no meio daquela imundície e na sua fealdade.
Restauração da diocese de Lisboa, com novo bispo; purificação da mesquita
( 1 de Novembro ).
Tomada, pois, a cidade, após dezassete semanas de cerco, os habitantes de Sintra fizeram oferta da guarnição do seu castelo e entregaram-se ao rei. Por sua vez, o castelo de Palmela foi abandonado pela sua guarnição e foi tomado pelo rei já sem ninguém. Rendidas, pois, todas as fortalezas que nas redondezas estavam ligadas à cidade, foi celebrado o nome dos francos por todas as terras de Espanha e abateu-se o terror sobre os mouros aos quais ia chegando a notícia destes acontecimentos.
Seguidamente, foi eleito para a sede episcopal um dos nossos, Gilberto de Hastings 23, tendo dado o seu assentimento para a eleição o rei, o arcebispo, os bispos, o clero e todos os leigos. No dia em que se celebrava a Festa de Todos os Santos, em louvor e honra do nome de Cristo e da Sua Santíssima Mãe, foi feita a purificação do templo pelo arcebispo e por mais quatro bispos sufragâneos 24 e restaurada a diocese como sede do episcopado, com os seguintes castelos e terras: para além do Tejo, o castelo de Alcácer, o castelo de Palmela, a zona de Almada; aquém do Tejo, o castelo de Sintra, o castelo de Santarém, o castelo de Leiria. Os limites vão do castelo de Alcácer até ao castelo de Leiria e do mar, a ocidente, até à cidade de Évora.
A situação miserável dos mouros
Sobreveio seguidamente uma peste tão grande entre os mouros que pelas vastidões dos ermos, pelas vinhas e pelas aldeias e praças, bem como pelas casas em ruínas jaziam inúmeros milhares de cadáveres à mercê das feras e das aves; os que ainda tinham vida, semelhantes a fantasmas que andassem errantes à face da terra, abraçavam-se ao sinal da cruz e beijavam-no, confessavam que Maria, cheia de bondade, é a bem-aventurada Mãe de Deus, de tal modo que em tudo o que fazem ou dizem, mesmo nos momentos extremos, misturam invocações a Maria boa, boa Maria e lhe dirigem apelos angustiados.
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Notas:
1. O problema é decidir qual foi a regra seguida pelo escritor no endereçamento da carta. De acordo com as regras da epistolografia clássica escrevia-se o remetente em primeiro lugar, mas com o cristianismo a regra inverteu-se, passando a escrever-se primeiro o destinatário e só depois o remetente, para provar submissão. A carta, escrita em latim, começa «Osb. de Baldr. R. salutem», e pode ser traduzida: «A Osb[erto] de Bawdsey, R[aul]. As minhas saudações!», como faz a tradução de 2001, ou «A Osb[erto] de Baldr[esseia] R. Saúde», como faz a de 1936. (regressar)
2. Localidade na margem esquerda do Tejo, na «outra banda», em frente de Lisboa. (regressar)
3. Membros do contingente alemão que se concentrou em Colónia e de lá saiu em Abril de 1147. (regressar)
4. Saério de Archelles era um dos quatro condestáveis que comandavam o contingente inglês e normando, sendo encarregue de uma parte dos navios da frota. (regressar)
5. A Porta de Ferro ficava no actual Largo de Santo António da Sé, segundo José da Felicidade Alves, Conquista de Lisboa aos Mouros em 1147, nota 45. (regressar)
6. O fosso ficava «na extensão da Rua da Padaria, entre o Largo de Santo António da Sé e a esquina junto ao arco da rua das Canastras», segundo José da Felicidade Alves, ob.cit, pág. (regressar)
7. Segundo outra fonte, A Carta do Cruzado Arnulfo a Milão, publicada também por José Augusto de Oliveira, na edição de 1936, a torre terá sido projectada por um engenheiro de Pisa e construída com o apoio do rei, tendo 25 metros de altura (83 pés). (regressar)
8. Situava-se entre o Limoeiro e a Calçada de São João da Praça, segundo A. Vieira da Silva, A Cerca Moura de Lisboa, p.43. (regressar)
9. Seria na zona de Alfama, perto das Portas do Sol, e a muralha teria cerca de 60 metros de extensão. (regressar)
10. 20 de Outubro. (regressar)
11. Torre da Cerca Moura. (regressar)
12. Devia ser a futuramente conhecida por Porta do Mar, actualmente Arco Escuro, e não a Porta de Ferro. (regressar)
13. Ou «galês». A Gata era uma máquina que servia para minar na raiz dos muros. (regressar)
14. 21 de Outubro. (regressar)
15. Possivelmente o engenheiro de Pisa que tinha construído a torre. (regressar)
16. Ás 4 horas da tarde de 21 de Outubro, 3.ª feira, Festa das Onze Mil Virgens. (regressar)
17. Fernão Cativo era o alferes-mor do Rei. (regressar)
18. Hervey de Glanville era outro dos quatro condestáveis que comandavam os cruzados ingleses e normandos, especificamente encarregue da direcção dos homens de Norfolk, sendo provavelmente familiar do autor da carta. (regressar)
19. O conde Arnaldo de Aerschot, da Flandres, comandante das forças de cruzados vindos do Império germânico, ou romano como se dizia na época, era sobrinho do duque Godofredo I da Baixa-Lotaríngia. (regressar)
20. De facto tanto pode ter sido em 24, uma sexta-feira, como a 25 de Outubro. Existe discrepância nas outras fontes. (regressar)
21. Quer isto dizer que havia um bispo moçárabe de Lisboa. A existência de uma comunidade cristã na Lisboa mourisca é pouco conhecida, mas teria o seu culto na igreja de Santa Cruz do Castelo. (regressar)
22. Cargas e cestos eram medidas muito variáveis de sólidos e líquidos. (regressar)
23. A escolha de um bispo inglês terá sido devido à importância do apoio das forças desse país, ou por motivo dos jogos da dependência eclesiástica entre Mérida, Santiagp de Compostela e Braga. Os documentos atestam a sua actividade à frente da diocese de Lisboa de 1148 a 1162. O bispo que voltou a Inglaterra em 1150 a pedir apoio possivelmente para a conquista de Alcácer do Sal, terá morrido em 1166. (regressar)
24. Isto é, bispos sufragâneos de Braga. (regressar)
Fontes:
Portugaliae Monumenta Historica. Scriptores, I, org. de Alexandre Herculano, Lisboa, Academia das Ciências de Lisboa, 1856, págs. 392 a 405
Conquista de Lisboa aos Mouros (1147) Osberno, trad. de José Augusto de Oliveira, pref. de Augusto Vieira da Silva, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 1935 (2.ª ed., 1936);
Charles Wendell David, De Expugnatione Lyxbonensi: The Conquest of Lisbon edited from the unique Manuscript in Corpus Christi College, Cambridge, with a Translation into English, Nova Iorque, Columbia University Press, 1936;
Alfredo Pimenta, «A Conquista de Lisboa», in Fontes Medievais da História de Portugal, Lisboa, Sá da Costa («Clássicos Sá da Costa»), 1948;
Conquista de Lisboa aos Mouros em 1147. Carta de um Cruzado inglês que participou nos acontecimentos, apres. e notas de José da Felicidade Alves, Lisboa, Livros Horizonte («Cidade de Lisboa, 4»), 1989;
A Conquista de Lisboa aos Mouros. Relato de um Cruzado, ed., trad. e notas de Aires A. Nascimento, introd. de Maria João V. Branco, Lisboa, Vega («Obras clássicas da Literatura Portuguesa. Literatura Medieval, 96»), 2001
Fonte: O Portal da História
Como se atribui um determinado nome a uma rua de Lisboa? Em Lisboa, os nomes das ruas são atribuídos mediante proposta aprovada em sessão da CML.
Esta proposta tem de ter antes o parecer favorável da Comissão Municipal de Toponímia, após auscultação da opinião da Junta de Freguesia respectiva.
Sempre que a CML inaugura um novo arruamento, publica uma brochura que conta a história da figura, facto, instituição ou tradição local que está a ser homenageada na toponímia de Lisboa.
A toponímia de Lisboa é actualmente regulada de acordo com a Postura Municipal sobre Toponímia e Numeração de Polícia, aprovada pela Assembleia Municipal em 1990/05/17, e com as alterações introduzidas pela Deliberação nº 106/CM/2003 (publicada no Boletim Municipal nº 473, de 13/03/2203).

Pintada directamente nas fachadas dos prédios, a preto com letras brancas, ou em azulejo clássico, para os arruamentos de bairros típicos da capital, como Alfama e Castelo.

Placa de pedra com letras pretas fixadas nas fachadas dos prédios, para os diversos arruamentos.

Placa de pedra com letras pretas ou douradas, de tipo romano, fixadas com pregos metálicos bronzeados, para os arruamentos da Baixa Pombalina, como na Rua Augusta ou Rua de S.Julião.

Placa de pedra com letras pretas, assente sobre pilar, para os arruamentos onde não existem prédios de gaveto nos pontos de acesso, como no Bairro do Restelo.

Placa em azulejos com bordadura a rectângulos esquartelados a preto e branco e encimados pelo brasão da cidade, como sucede na Rua Ernesto Bairrada.
Terá lugar entre os dias 5 e 13 de Novembro, o Congresso Internacional para a Nova Evangelização (ICNE), um evento organizado pelo Patriarcado de Lisboa e que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.
Este evento será constituído por diversas iniciativas que irão decorrer um pouco por toda a Cidade de Lisboa, nomeadamente Praça do Rossio, Praça da Figueira, Largo de São Domingos, Rua Augusta, Jerónimos, Gare do Oriente, Centro Comercial Colombo e Centro Comercial das Amoreiras.

A Câmara Municipal de Lisboa já se tornou uma presença assídua nas mais prestigiadas feiras internacionais e nacionais de urbanismo e cidades: Mercado Internacional dos Profissionais de Imobiliário (MIPIM) - Cannes, Feira e Congresso Internacional de Cidades (URBIS) - S. Paulo, Barcelona Meeting Point (BMP) - Barcelona, e claro, o Salão Imobiliário de Lisboa (SIL), que se realizará nos próximos dias 3 a 6 de Novembro, na FIL - Parque das Nações.
Na sequência da estratégia de afirmação nacional e internacional e de divulgação dos projectos desenvolvidos, a Câmara Municipal de Lisboa vai estar presente, pela 8ª vez consecutiva, no Salão Imobiliário de Lisboa (SIL), reconhecido por investidores e considerado um dos mais importantes do mercado nacional no sector do urbanismo, imobiliário, planeamento e reabilitação urbana.
O sucesso da edição 2004 destacou-se das anteriores pela dinâmica aplicada no desenvolvimento deste projecto: a parceria entre a AIP/FIL e a CML, através de um protocolo de cooperação com vista à organização conjunta do SIL no biénio 2004/2005 e a constituição de uma Comissão Organizadora que reunindo um conjunto de peritos do sector empresarial e da autarquia de Lisboa com grande experiência e conhecimento no sector imobiliário.
Pretende-se posicionar o Salão Imobiliário de Lisboa a par das mais prestigiadas feiras internacionais na área do imobiliário, cumprindo os seguintes objectivos:
· realização de um salão imobiliário nacional de referência ibérica, garantido a participação de instituições financeiras, promotoras, mediadoras, consultores e avaliadores, gabinetes de arquitectura e projecto, ou de urbanismo;
· participação dos municípios com os seus mais emblemáticos projectos - empreendimentos imobiliários, turísticos, de desenvolvimento urbanístico, infra-estruturas, equipamentos e projectos de planeamento e gestão do território;
· internacionalização do Salão através da potenciação da vertente atlântica, com enfoque no potencial do mercado do Brasil; afirmação da vertente profissional do SIL, através da criação de um Fórum de Negócios que reuna os operadores e investidores nacionais e internacionais.
Sob o lema “Lisboa, Uma Cidade diferente”, a presença da CML no SIL 2005 dá continuidade a uma estratégia de desenvolvimento assente numa cidade viva (de bairros e para as pessoas viverem), numa cidade activa (de empreendedores, competitiva e sustentada) e numa cidade criativa (de culturas e cosmopolita), apostada em atrair investidores e posicionar-se a par das principais capitais e numa cidade inovadora (de modernidade e eficiência administrativa).
O stand da CML (stand 1A 02 - Pavilhão 1) ocupa uma área de 270 m2 onde os visitantes poderão apreciar diversos painéis informativos, consultar a maqueta de Lisboa, visualizar filmes e obter informações variadas. Aqui serão apresentados um conjunto de projectos e medidas que têm vindo a ser desenvolvidos: a reabilitação urbana dos bairros históricos; os programas de reabilitação urbana promovidos pela EPUL; a criação de melhores acessibilidades (ex.: Av. Santos e Castro e Túnel da Av. Infante D. Henrique); os novos empreendimentos (ex.: Jardins de Braço de Prata e Campolide Parque); a valorização do património ambiental (ex.: Parque Urbano Encosta de Alcântara); os novos equipamentos e infra-estruturas (ex.: Complexo Desportivo do Alto do Lumiar, Arquivo Municipal de Lisboa) e os novos serviços de apoio à comunidade (ex.: Unidade Móvel de Saúde, recolha selectiva Porta a Porta, Autocarro da Juventude).
A par da exposição irá decorrer a II Conferência Salão Imobiliário de Lisboa, no dia 3 de Novembro, onde serão debatidas as temáticas “Sinergias do Mercado imobiliário Ibérico” e “Apostar no Mercado Imobiliário de Turismo”, e a Conferência InBrasil, no dia 4 de Novembro, sobre as temáticas “Investir em Mercado Imobiliário de Turismo”, “Os aspectos legais no Investimento Imobiliário no Brasil” e onde se poderá assistir a várias apresentações dos Estados do nordeste.
A representação oficial da Câmara Municipal de Lisboa será assegurada pelo Prof. António Carmona Rodrigues, presidente da CML, que oferecerá um jantar no qual está prevista a entrega dos Prémios SIL 2005.
Fonte: CML

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, e o Presidente da República da Eslováquia, Ivan Gasparovic, procederam, no dia 24 de Outubro, ao descerramento da placa toponímica da Avenida Cidade de Bratislava. Presentes na cerimónia estiveram, também, o vereador Fontão de Carvalho e o presidente da Junta de Freguesia de Marvila, Augusto Pereira.
Por ocasião da visita do Chefe de Estado do Eslováquia a Lisboa, a cidade retribui a sua homenagem a Bratislava, uma das mais jovens capitais europeias que lutou ao longo da história para manter a sua identidade. A consagração da Cidade de Bratislava na Toponímia de Lisboa, através da atribuição do seu nome a uma rua, na freguesia de Marvila, pretende estreitar os laços de amizade entre os dois povos e reforçar a cooperação bilateral entre os dois países.
Para Carmona Rodrigues, atribuir o nome desta cidade a uma avenida de Lisboa é “um motivo de orgulho e satisfação”, já que se traduz no “reconhecimento dos laços históricos entre as duas cidades e no fortalecer a cooperação futura no âmbito da União Europeia”. “Lisboa e Bratislava partilham um futuro comum, os mesmos foros de diálogo e concertação social. Assim, aproximar cidades e as suas gentes, é o caminho acertado e um insubstituível contributo para esta Europa que se quer mais próxima das pessoas e dos seus cidadãos”, acrescentou o autarca.
Já Ivan Gasparovic considera que esta acção “representa uma aproximação simbólica entres os dois países” e sublinha que “dar o nome da capital da Eslováquia a uma avenida da mais importante cidade portuguesa é um gesto muito simpático, tendo em conta que, há muito pouco tempo, a Eslováquia era um país quase desconhecido”.
Fonte: CML

A fadista Mísia vai apresentar esta quinta-feira o seu novo álbum, "Drama Box", no Teatro Dona Maria II.
O concerto contará com a participação especial da actriz francesa Fanny Ardant, que lerá o poema de Vasco Graça Moura, "Fogo Preso".
Para além da participação de Fanny Ardant, que participou no filme "Oito Mulheres", o álbum conta também com a participação de Maria de Medeiros, Ute Lemper e Cármen Maura.
Para além do texto de Vasco Graça Moura, há obras de José Saramago, Natália Correia, Rosa Lobato Faria, Paulo José Miranda e José Luís Peixoto.
O disco, que já foi apresentado em Junho, no Maxime, em Lisboa, tem fados, boleros e tangos e é dedicado à mãe da fadista, bailarina de dança clássica espanhola que vive em Barcelona.
Mísia, que foi condecorada com a Ordem das Artes e Letras de França, já actuou em palcos internacionais como o Olympia, em Paris, e o Queen Elizabeth II Hall, em Londres.
Fonte: Lusa

Ano após ano, o Lapa Palace Hotel é colocado nas listas dos melhores hotéis do mundo. Elogiam-lhe o conforto, o serviço e a exclusivi-dade, que caracterizam a famosa cadeia internacional Orient-Express. O elegante edifício cor-de- -rosa situado na zona das embaixadas na Lapa, não deixa perceber a grandiosidade dos interiores e os vastos jardins que esconde.
Começou por ser uma casa de habitação particular, mandada construir em 1870, e uns anos mais tarde, em 1883, os condes de Valenças que a adquiriram decidem transformá-la num belo palácio. Para os interiores foram chamados artistas conceituados da época, como Rafael Bordalo Pinheiro e Columbano. Rafael criou para o palácio peças de mobiliário e azulejos, enquanto o irmão se encarregou de pintar as paredes e o tecto do salão de baile original (que é hoje a Sala Columbano), desenvolvendo o tema da dança através do tempo e retratando, como tão habilmente sabia fazer, muitas figuras ilustres da alta sociedade lisboeta, como o conde de Arenoso ou o visconde de Santarém. O palácio continuou a ser propriedade privada até 1992, altura em que foi vendida à família Simões de Almeida, que o transformou no Hotel da Lapa.
Adquirido em 1998 pela Orient Express Hotels, sofreu obras de beneficiação e ampliação. Ainda hoje se preservam os trabalhos dos dois artistas, da mesma forma que os de mais interiores guardam mobiliário original e outro recriado ao estilo D. João V, D. Maria I e D. José.
Dormir num dos 109 quartos do Lapa Palace Hotel pode custar entre 350 euros de um quarto com vista jardim e 2500 euros a noite se optar pela suite Conde de Valenças, esse é o preço de experimentar o requinte de lugares de eleição. E se por cá o Lapa Palace acaba por ser tantas vezes esque- cido, internacionalmente é apontado como um dos melhores hotéis do mundo. No ano passado ficou classificado em 28.º lugar no Top 50 a nível europeu pela conceituada revista Condé Nast Traveller, especializada em viagens e hotéis, e integrou a Lista de Ouro da publicação anual da mesma revista, por indicação dos leitores.
O hotel tem outros requintes, como a esplanada que abre de Verão junto à piscina para refeições mais leves e frescas, ou a sala de chá com uma selecção dos Melhores Chás do Mundo, que atraem as senhoras nas tardes frias de Inverno para dois dedos de conversa, ou todas as sensações que se podem experimentar no spa, entre massagens e tratamentos de beleza, com produtos exclusivos La Prairie. Motivos não faltam para conhecer este hotel. E quando há festa por aqui, é certo que terá a beleza dos melhores bailes, como em Paris, Viena ou mesmo o exotismo de um Carnaval em Veneza. Talvez seja essa a razão por que é escolhido por artistas, monarcas e figuras ilustres das mais diversas áreas para aqui ficarem sempre que visitam Lisboa.
Fonte: Diário de Notícias
Calendário de eventos na área da gastronomia.
Semana gastronómica
de 22 a 29 de Outubro
Aula de cozinha terça, às 09.30
Giorgio Damasio (ver pág. ao lado)
Semana gastronómica
de 26 de Novembro a 3 de Dezembro
Aula de cozinha 30 de Novembro
Jacques Le Divellec
(França)
É um homem dos sabores que vêm do mar. Depois de frequentar a École Hôtelière de Clermont Ferrand, abriu o seu primeiro restaurante, o La Bressane. Seguiu- -se um bistrô no portinho de La Rochelle. Mais tarde, no Esplanade des Invalides, em Paris, ganhou fama e fez sucesso, alcançando duas estrelas Michelin.
Semana gastronómica
de 14 a 21 de Janeiro 2006
Aula de cozinha 17 de Janeiro
Pierre Bertranet
(França)
Coleccionador de estrelas é o que se pode dizer deste francês. Passou pelo Maxim, o Drouant e o hotel Ritz de Paris, até que abriu o restaurante parisiense Moulin de la Gorce, mas foi com o L'imaginaire, em Terrasson, em 1995, que conquistou a sua primeira estrela. Mas, hoje, ambos detêm a mesma distinção à entrada dos restaurantes.
Semana gastronómica
de 25 de Fevereiro a 4 de Março
Aula de cozinha 28 de Fevereiro
Claude Troisgros
(Brasil)
Há dois lugares sobejamente conhecidos pela cozinha deste chefe o restaurante com o seu nome no Rio de Janeiro e o Blue Door em Miami Beach. Aprendiz de Paul Bocuse, com apenas 16 anos, trabalhou depois nos melhores restaurantes europeus. Hoje colecciona prémios e atrai as atenções de gente influente como Bill Clinton ou o Presidente Lula.
Semana gastronómica
de 17 a 22 de Abril
Aula de cozinha 18 de Abril
Serge Vieira (França)
Lusodescendente, chamou as atenções quando venceu o Bocuse d'Or este ano, com apenas 28 anos, mas já antes tinha arrebatado alguns prémios importantes. Desde Março é o n.º 2 de Regis Macon.
Semana gastronómica
de 20 a 27 de Maio
Aula de cozinha 23 de Maio
Franco Louise
(Itália)
Durante muito tempo teve lugar cativo na cozinha do Lapa Palace, depois de ter estado no Hotel Cipriani, em Veneza. Aqui, lançou o Ristorante Hotel Cipriani e surpreendeu com a sua cozinha. Pôs em funcionamento a Escola de Cozinha, em 2002, onde agora volta. Actualmente, é chefe executivo no Hotel Caruso, em Ravello, uma das mais recentes aquisições da Orient-Express.
*As aulas custam 120 euros e incluem almoço de degustação.
Festival das trufas-brancas de Alba
Até 27 de Novembro
As trufas-brancas de Alba, verdadeiros "diamantes brancos" para os gourmets, estão de regresso ao Lapa Palace. Combinação de sabor delicado e aroma envolvente e intenso, são servidas em lâminas, cortadas na hora com tagliolini, risotto ou rosette de vitela.
Fonte: Diário de Notícias
O sucesso já vem de antes, desde que começou a funcionar em 2002 a Escola de Cozinha do Lapa Palace que sempre colheu muitos participantes. Agora, no âmbito das Semanas Gastronómicas, o hotel traz a Lisboa conceituados chefes de cozinha, que apresentam alguns pratos seus no Ristorante Hotel Cipriani e leccionam uma aula na Escola de Cozinha, onde revelam todos os segredos do seu sucesso. Por aqui já passaram este ano Stephen Templeton, do Hotel Mount Nelson, na Cidade do Cabo, África do Sul, e, mais recentemente, Francesco Carli, do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, Brasil.
Aquando da sua vinda, Francesco Carli explicava que a ideia é "desmistificar a cozinha, que é algo que tem que ser feito com prazer". É isso que quem frequenta as lições procura. As caras repetem-se de aula para aula e agora já são conhecidos que se revêem num ameno convívio. O que os move? "A curiosidade de aprender, de ver como se faz. Perceber que, afinal, aquele prato que parece tão complicado, afinal, é simples de confeccionar, é uma questão de paciência e de aplicar passo a passo o que aprendemos", explica uma aluna.
Na última aula também Maria de Lourdes Modesto, especialista em gastronomia, que habitualmente assina uma crónica na página da Boa Vida do Guia DN, estava na assistência, porque costuma acompanhar as iniciativa que se referem à cozinha. "Os nossos chefes teriam muito para aprender aqui", sublinha. Mas nem um esteve presente, como reparou. "Valorizamos muito o que fazemos e não olhamos para o trabalho daqueles com que se pode aprender mais. Esse é o problema dos actuais chefes de cozinha em Portugal." Acompanhando atentamente todos os passos de Francesco Carli na elaboração de cada um dos pratos elogiou-lhe a técnica "muito clássica" e o bem fazer "como se vê pouco".
E não se julgue que as aulas deste gabarito são só para "gente rica", apesar do preço há quem prefira economizar e investir nestes ensinamentos "Para quem aprecia realmente cozinhar, estas aulas são um investimento que trará os seus frutos à mesa lá de casa", refere uma jovem aluna. "São uma terapia", refere outra, "quando aqui estamos, esquecemo-nos de todos os problemas, das dietas e de tudo o que nos inquieta no dia-a-dia", sublinha outra participante.
RESTAURANTE. Mesmo quem não pernoita no hotel não resiste à cozinha do Ristorante Hotel Cipriani - nome que foi buscar ao famoso hotel de Veneza, ícone da cadeia internacional Orient-Express -, que tem actualmente como chefe executivo o genovês Giorgio Damasio. Longe de ser um simples e enfadonho restaurante de hotel, apresenta uma cozinha sofisticada com sabores de inspiração mediterrânica, em que não faltam alguns clássicos da gastronomia portuguesa, reinterpretados e apresentados de uma forma moderna.
Na sala de refeições, de ambiente clássico, todos os detalhes são cuidados ao pormenor e há uma discrição que encanta os clientes. Todo o conjunto valeu ao Ristorante Hotel Cipriani o primeiro lugar no que refere à qualidade da comida em Lisboa, de acordo com o Zagat Guide de 2005, considerado um "guru dos gourmets". Na justificação, pode ler-se "Este italiano, com uma cozinha sumptuosa, inventiva e magnificamente apresentada, foi votado o n.º 1 para se comer em Lisboa; enquanto alguns consideram este espaço, que à noite se apresenta à luz das velas, 'formal', muitos deliram com o ambiente 'sofisticado' e sentem-se no seio do luxo."
O Ristorante Hotel Cipriani tem vindo a conquistar um lugar de destaque na gastronomia nacional desde que abriu portas em 1999, pela mão do anterior chefe, Franco Louise, que na altura transitou do Cipriani em Veneza para Lisboa, e que ainda este ano voltará à capital portuguesa para fechar com "chave d'ouro" as Semanas Gastronómicas. Nessa ocasião, o chefe vai dar uma aula, que promete ser concorrida, já que é um dos mais aguardados regressos por parte dos alunos que se habituaram a vê-lo a leccionar na Escola de Cozinha.
Fonte: Diário de Notícias
Italiano de Génova, Giorgio Damasio (à dta.) tem formação em Ciências Políticas, mas a cozinha sempre foi uma paixão maior. Aprendeu com a mãe a dar os primeiros passos, depois, concluiu o Curso Geral de Cozinha no Instituto Hoteleiro, em Itália. No seu currículo constam o estágio no Hotel Cipriani, a passagem pela Madeira, onde trabalhou no Reid's Palace, e a colaboração com Enrico Derflingher, chefe pessoal da princesa Diana e detentor de uma estrela Michelin durante quase uma década, no restaurante La Terraza, do Hotel Eden, nomeado em várias ocasiões como Melhor Restaurante do Ano em Itália. Casado com uma portuguesa, também ela chefe de cozinha do Restaurante Le Pavillon, no Lapa Palace, Giorgio é fiel aos produtos frescos e sazonais, aos sabores, aromas e tradições portuguesas. Na aula que vai conduzir, terça-feira, revela como preparar uma flor de courgette recheada com miolo de sapateira, um risotto com amêijoas e coentros, um mil-folhas de atum com feijão-frade e cebola-roxa e, para sobremesa, um bavaroise de alcaçuz com pêra-rocha e vinho tinto.
Fonte: Diário de Notícias
A cerimónia de entrega dos MTV Europe Music Awards chega ao nosso país com reduzida participação da MTV Portugal e sem o envolvimento das editoras que representam os artistas internacionais em Portugal.
Algumas delas, de resto, tomaram conhecimento da presença dos músicos através da comunicação social. Todo o evento, a realizar a 3 de Novembro no Pavilhão Atlântico (Lisboa), é preparado pela equipa de produção da MTV europeia, conceito e espectáculo exportado para Lisboa, que apenas "fornece" o Pavilhão Atlântico, quartos de hotel, transportes, refeições.
João Ruas, da MTV Portugal, confirmou ao DN que a influência da "filial" lusa da MTV na entrega dos prémios é "muito reduzida. Resume-se a algum apoio logístico local, já que a estrutura é totalmente montada pela equipa europeia." A MTV Portugal é apenas responsável pela organização dos eventos que antecedem a entrega dos prémios três concertos MTV Live'n'Loud e o Free Your Mind Day, a 1 de Novembro (ver caixa). Contudo, João Ruas adiantou ao DN que "os ensaios para o evento principal começam no dia 31 de Outubro, segunda-feira, e continuam a 1 de Novembro. O ensaio-geral está marcado para a véspera o espectáculo. Alguns dos artistas internacionais deverão, portanto, estar já presentes em Lisboa a partir de dia 31." Quanto à montagem do espectáculo no Pavilhão Atlântico, João Ruas avança que deverá começar durante a próxima semana.
Sobre a vinda a Lisboa dos nomes que vão actuar e apresentar a cerimónia da MTV, não são conhecidos pormenores quanto às datas de chegada e partida nem detalhes sobre as respectivas estadias. Tudo é organizado pela equipa europeia de produção dos prémios MTV. Contudo, o DN sabe que alguns dos hotéis da capital habitualmente escolhidos por celebridades internacionais têm já a sua lotação esgotada para 3 de Novembro (e reservas condicionadas nos dias anteriores). Junto de algumas agências de viagens, o DN apurou também que se aguarda uma considerável presença de turistas estrangeiros em Lisboa na primeira semana de Novembro, restando reduzido número de vagas na grande maioria dos hotéis da capital.
A segurança será também dado a considerar durante os primeiros dias do próximo mês em Lisboa. Eduardo Ferreira, coordenador habitual da segurança de alguns dos maiores eventos musicais em Portugal, revelou ao DN que "todos os aspectos que rodeiam a segurança da cerimónia estão certamente a cargo da equipa europeia da MTV que, eventualmente, poderá actuar com a articulação de alguns profissionais portugueses". Eduardo Ferreira não faz parte, até ao momento, desse potencial grupo mas adiantou-nos que irá coordenar "a equipa que estará presente num jantar com vários artistas e convidados e que irá acontecer no dia seguinte à cerimónia de entrega dos prémios", sobre o qual não adiantou mais pormenores. Quanto à segurança particular de cada uma das "estrelas" internacionais, Eduardo Ferreira lembra que "é habitual os artistas trazerem as suas equipas privadas. O que pode acontecer com equipas nacionais é estas ficarem responsáveis por uma relação intermédia, com jornalistas e outras entidades."
Alison Goldfrapp, Britanny Murphy, Jared Leto, Sean Paul, Shaggy e o actor Gael Garcia Bernal são os últimos nomes confirmados como apresentadores de vários dos prémios a entregar na noite de 3 de Novembro e que se juntam a Sacha Baron Cohen (também conhecido como Ali G) na pele de Borad Sadgieyv, o anfitrião da gala. Da mesma forma, as Pussycat Dolls foram recentemente adicionadas à lista de artistas a actuar no Pavilhão Atlântico. Estavam já confirmados, Akon, Black Eyed Peas, Coldplay, Foo Fighters, Green Day, Pussycat Dolls, Robbie Williams, Shakira e System of a Down. A actuação de Madonna é a mais aguardada. Depois de dois concertos esgotados no ano passado, a cantora regressa a Lisboa para a primeira apresentação oficial do seu novo single, Hung Up, primeiro avanço de Confessions On A Dancefloor, álbum a editar a 15 de Novembro.
Os bilhetes para a cerimónia de entrega dos MTV Europe Music Awards esgotaram em cerca de três horas, no mesmo dia em que foram colocados à venda. Cerca de 60 mil utilizadores acederam ao site do Pavilhão Atlântico, onde os ingressos estiveram disponíveis em primeira mão. A entrega dos prémios da MTV europeia chega ao nosso país 11 anos depois da primeira edição e dois anos após o lançamento da MTV Portugal.
Fonte: Diário de Notícias
«Before the Flood», de Yan Yu e Li Yifan e «Alimentation Générale», de Chantal Briet ganharam ex-aequo o Grande Prémio DocLisboa Odisseia.
"Before the Flood", de Yan Yu e Li Yifan (China), e "Alimentation Générale", de Chantal Briet (França), ganharam ex-aequo o Grande Prémio DocLisboa Odisseia, revelou a organização do certame.
O prémio tem o valor de 5.000 euros e foi atribuído pelo júri Internacional à Melhor Longa-Metragem Documental.
O mesmo júri - composto por Tue Steen Müller (Dinamarca), Ross McElwee (EUA), Teresa Villaverde e Augusto Seabra (Portugal) e Anna Glogowski (França/Brasil) - elegeu também "Samagon" dos alemães Eugen Schlegel e Sebastian Heinzel, como vencedor do galardão DocLisboa Jameson, que distingue a Melhor Curta Documental com 3.000 euros.
O documentário "Before the Flood" recebeu também o prémio DocLisboa Adobe para a Melhor Primeira Obra Documental, no valor de 3.000 euros, por decisão do júri da Competição Nacional e das Primeiras Obras.
Este júri, que incluía Cristina Piccino (Itália), Kristina Schulgin (Finlândia), Miguel Gonçalves Mendes (Portugal), atribuiu ainda uma menção especial a "Samagon" e premiou "Falta-me", de Cláudia Varejão, com uma Menção Especial 1ª obra.
Coube também ao júri da Competição Nacional e das Primeiras Obras escolher os vencedores do DocLisboa Tóbis e do DocLisboa Atalanta Filmes para o Melhor Documentário Português.
O DocLisboa Tóbis para o Melhor Documentário Português, no valor de 4.500 euros em edição vídeo, foi para "Gosto de Ti Como És", de Sílvia Firmino, e o DocLisboa Atalanta Filmes para o Melhor Documentário Português, cujo prémio é a distribuição da película nas salas de cinema, coube a "Natureza Morta" de Susana de Sousa Dias.
"Gosto de Ti Como És" granjeou também a Sílvia Firmino o galardão DocLisboa IPJ para o Melhor Filme Português, no valor de 1.500 euros e atribuído pelo júri Escolas, composto por Ana Rita Sousa, Sérgio Camões e Wu Yan Li.
Por seu lado, o júri Investigações - que integrava Helena Torres e Joaquim Vieira (Portugal) e Ike Bertels (Holanda) - seleccionou "Massaker", uma co-produção da Alemanha, França, Suíça e Líbano, como vencedora do DocLisboa Grande Reportagem para o Melhor Documentário de Investigação.
A película, assinada por Monika Borgmann, Lokman Slim e Hermann Theissen, arrecadou 2.500 euros com o prémio.
Os mesmos jurados atribuíram uma Menção Especial a "Occupation: Dreamland", realizado pelos norte-americanos Garrett Scott e Ian Olds.
Quanto ao DocLisboa IPJ para a Melhor Longa-Metragem Documental em Competição Internacional, de 1.500 euros, coube a "By the Ways (A Journey with William Eggleston)", um trabalho chegado de França pela mão de Vincent Gérard e Cédric Laty.
Este galardão foi atribuído pelo júri Universidades, composto por André Moura Guedes (IADE), Rita Macedo (Universidade Lusófona), Cláudio Rocha (ETIC), Márcia Neto (Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes), Joana Pimenta (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa).
O festival DocLisboa 2005, dotado com um investimento de 258 mil euros, tinha por tema principal "Histórias da Europa:
Nacionalismos, Identidades e Fronteiras" e apresentou 90 filmes, dos quais 15 portugueses.
Fonte: Portugal Diário

É inaugurada a Basílica da Estrela.
O túnel ferroviário do Rossio, em Lisboa, era encerrado à circulação, durante a noite, por questões de segurança.

É inaugurado, em Lisboa, o Teatro Maria Matos, com a peça "Tombo do Inferno", de Aquilino Ribeiro.

Um grupo de comerciantes das Avenidas Novas em Lisboa lançou uma campanha para revitalizar aquela zona da cidade e atrair novos clientes através de folhetos, ciclos de cinema e encontros dedicados à poesia e à música.
O projecto de "marketing" local surgiu há cerca de um ano por iniciativa de dois comerciantes das Avenidas Novas - Almirante Reis, Estados Unidos da América, 5 de Outubro, Berna e Fontes Pereira de Melo - explicou à Lusa Madalena Avillez, da Oficina Criativa, responsável pela organização do projecto.
Com o lema "Avenidas Novas - Lisboa a Abrir", a iniciativa pretende chamar a atenção para o comércio de rua e contrariar a tendência dos centros comerciais, aliando à vertente comercial a cultura local, através de intelectuais da zona, "com uma enorme pujança criativa". Pretende-se "reencontrar o prazer de respirar devagar, de passear devagar, por uma Lisboa esquecida que merece voltar a ser olhada como o espaço nobre" da cidade, disse Margarida Avillez.
Nestas Avenidas existem cerca de 250 estabelecimentos comerciais, revela um estudo realizado pelo movimento, que pretende criar, até ao final do ano, uma associação de comerciantes, tendo já recolhido mais de 30 inscrições. "Pela primeira vez, um pequeníssimo grupo de comerciantes resolve pegar nas suas dificuldades e tentar ultrapassá-las, sem estar à espera de subsídios", salientou Margarida Avillez.
Depois do lançamento de uma brochura no Natal do ano passado, a edição 'zero' do Guia, seguiu-se o lançamento mensal de folhetos com entrevistas, novidades sobre o movimento e conselhos aos comerciantes.
Recentemente foi lançado o primeiro número do Guia, uma brochura de distribuição gratuita em português e inglês, que inclui uma entrevista com o fotógrafo Gérard Castello Lopes, que recorda as tertúlias no café Vává, além de artigos sobre algumas lojas situadas nas Avenidas Novas e recomendações de compras.
Nos meses de Outubro e Novembro, os comerciantes promovem um "Ciclo de Cinema e Cultura ao Pequeno-Almoço", de entrada gratuita, com o visionamento de filmes ou leituras de poemas aos sábados de manhã no Cinema Londres.
As "Tardes Calmas" são dedicadas à música, com sessões de jazz no átrio do Hotel Roma e, no dia 17 de Dezembro, a Igreja de São João de Deus, na Praça de Londres, acolhe um concerto de Natal interpretado pelo coro de Santa Maria de Belém.
Os comerciantes só lamentam a falta de interesse da Câmara de Lisboa na iniciativa.
"Fizemos vários contactos com a Câmara, apresentámos o projecto duas vezes, mas nunca obtivemos qualquer resposta. Tenho a esperança de que no próximo ano a Câmara não nos volte a votar ao esquecimento", disse Margarida Avillez.
Fonte: Público on line

(O Alcorão, Surata da Abertura)
Começa hoje na Mesquita de Lisboa, ao Bairro Azul, a 12.ª Feira do Livro Islâmico, organizada pela editora Al Furquán, que apresenta cerca de 200 títulos em português, sete dos quais acabados de lançar no mercado.
Segundo Yossuf Adagmy, proprietário da editora, a feira tem vindo, de ano para ano, a ser visitada cada vez mais por não muçulmanos, curiosos de saberem mais sobre a cultura islâmica e até para encontrar explicações para os vários conflitos que se têm vindo a registar na zona do Golfo.
"O número de não muçulmanos já ultrapassa mesmo o de muçulmanos. No ano passado vendemos cerca de mil livros, a membros da comunidade islâmica, alguns vindos de propósito de vários pontos do país, mas, no essencial, os compradores foram curiosos, estudantes, professores, jornalistas e até advogados e juízes. Chegámos mesmo a ter visitantes da Madeira e dos Açores, que se deslocaram de propósito a Lisboa para visitar a feira", explica o editor.
O certame, que se realiza sempre nos últimos dias do Ramadão, apresenta livros a preços muito baixos, que vão de 1,5 euros até ao máximo de dez euros, para além de outras curiosidades, como relógios despertadores em forma de mesquita, o Alcorão em CD ou posters e quadros de locais sagrados.
Yossuf Adagmy é o autor e tradutor de grande parte dos títulos à venda, mas também se encontram livros do Brasil e de Moçambique, por exemplo. Mas a obra de referência e a mais procurada nos últimos anos, segundo o organizador, é A Bíblia, o Alcorão e a Ciência, do biólogo francês Maurice Bucaille.
E se estes livros são pouco vistos nas livrarias, o editor garante que não é por falta de solicitações, mas sim porque uma "péssima experiência" com algumas distribuidoras o levam a querer evitar novas situações desagradáveis. Actualmente, responde a alguns pedidos através de encomenda postal, mas sempre em número muito reduzido.
Fonte: Público on line

Evento subordinado ao amor realiza-se quinta-feira na Culturgest, em Lisboa. Luís de Camões, David Mourão-Ferreira, Florbela Espanca e Eugénio de Andrade são alguns dos poetas "presentes" na Maratona de Leitura subordinada ao amor, a realizar quinta-feira na Culturgest, em Lisboa, informou hoje a instituição.
Helena Torrado, Ricardo Carriço, António Mega Ferreira, Vítor Nobre, José Pedro Borges, Margarida Lages, Hobbes Góbiras, Patrícia Blazquez, Miguel Lobo Antunes, Ana Brito e Cunha e Patrícia Brito e Cunha contam-se entre os participantes, que ficarão encarregues das leituras.
Além de poetas clássicos portugueses que cantaram o amor, serão também lidos poemas de outros autores como Manuel Alegre, Alda Lara, da "Odisseia" de Homero, de "Amor" de Mega Ferreira.
"D.Quixote de La Mancha" e a "Ode a las Cosas" de Pablo Neruda são outras das obras de que serão lidos excertos.
A iniciativa - a realizar entre as 15:00 e as 19:00 com entrada livre - não é inédita e integra a realização de um "Atelier de Sombras" a cargo do serviço educativo da Culturgest especialmente vocacionada para as crianças.
Neste atelier, as crianças farão um teatro de sombras baseado num conto de Hans Christian Andersen.
Um "Cantinho do Leitor", em que os visitantes podem participar nas leituras, e um "Cantinho porta /palco" estão também contemplados no programa da Maratona de Leitura.
Fonte: Portugal Diário

A polémica mantém-se e já chegou às páginas da revista «Science», mas, por enquanto, só existe algum consenso quanto à localização da principal rotura que provocou a catástrofe. Ela tem um nome bem sugestivo: Falha Marquês de Pombal. Ainda no dia dos horrores, em que o fogo e a água se juntaram à terra para destruir Lisboa e uma parte do país, o Governo, no qual se distinguiu o ministro Carvalho e Melo, deu as respostas necessárias com a rapidez que a situação exigia: «Enterrar os mortos, cuidar dos vivos».
Evitar a propagação de doenças, tratar dos transportes e do acesso às zonas do desastre, do abastecimento da população atingida, da segurança. Eis as questões logísticas que, com algumas diferenças, se põem hoje às comunidades humanas concentradas em grandes metrópoles, seja em Nova Orleães ou em Islamabade.
E, depois, é preciso recomeçar. Tal como aconteceu em Lisboa, onde ressurgiu uma cidade voltada para o futuro, inovadora, no ambiente cultural que se criou e até na construção anti-sísmica, outro sinal da evidente modernidade pós-1755. Essa construção surgida na Baixa lisboeta, património que hoje volta a ser ameaçado pelas alterações feitas às estruturas dos edifícios, as chamadas «gaiolas» pombalinas. De tal maneira que muitos especialistas consideram não estar Lisboa e outras regiões do país, como o Algarve, preparadas para um grande terramoto.
Versão integral na edição nº 1721
Destacável com textos de Nair Alexandra, Virgílio Azevedo e Daniel Tércio
Fonte: Expresso on line
A Videoteca Municipal de Lisboa e a ECAN - Equipa de Contacto e Acolhimento Nocturno da Câmara Municipal de Lisboa vão realizar, de Outubro de 2005 a Junho de 2006, um ciclo de sessões/debate sobre a temática da exclusão social. O objectivo é, a partir da exibição de um filme, promover a discussão do tema escolhido para cada sessão junto de técnicos e público em geral.
Para a primeira sessão, a ter lugar no próximo dia 25, foram convidados para o debate João César das Neves (economista e professor catedrático) e Augusto Mateus (professor catedrático e ex-ministro da economia).
Programa
1ª sessão > 25 Outubro > Às voltas com a Economia: Investimento e transformação, a pessoa e suas relações.
Filme > ÀS SEGUNDAS AO SOL, Fernando León de Aranoa
2ª sessão: 29 de Novembro > Justiça e Liberdade. Que ética!
Filme: PEÇO A PALAVRA, Frank Capra
3ª sessão: 13 de Dezembro > Minorias étnicas: aumentar a equidade.
Filme > A PROMESSA, Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne
4ª sessão: 31 de Janeiro > Saúde Mental... um fenómeno atemporal.
Filme > VOANDO SOBRE UM NINHO DE CUCOS, Milos Forman
5ª sessão: 28 de Fevereiro > Alcoolismo, Toxicodependência: As margens do social.
Filme > CHAPPAQUA, Conrad Rooks
6ª sessão: 28 de Março > Media e Opinião pública: Liberdade destruída.
Filme > O MUNDO A SEUS PÉS, Orson Wells
7ª sessão: 18 de Abril > Sexualidade... a libido oculta.
Filme > SWIMMING POOL, François Ozon
8ª sessão: 16 de Maio > Cidadania - Uma certa ideia de homem.
Filme > BARAKA, Ron Fricke
9ª sessão: 30 de Maio > A cidade exposta - Urbanismo e espaço público.
Filme > O MEU TIO, Jacques Tati
10ª sessão: 27 de Junho > O amor... a seratonina da relação
Projecção de fotografias seguida de debate
A entrada é livre
Videoteca Municipal de Lisboa
Largo do Calvário, 2 1300-113 Lisboa
Tel. 213610220
Fax: 213610222
www.videotecalisboa.org
geral@videotecalisboa.org
Fonte: CML

Quase 70 hectares do Parque Florestal de Monsanto classificados como Arvoredo de Interesse Público
A Direcção Geral dos Recursos Florestais, sob proposta da Câmara Municipal de Lisboa, classificou recentemente como Arvoredo de Interesse Público 46,6 hectares de três pequenos bosques de azinheiras e sobreiros e 19,1 hectares de dois outros bosques de zambujeiro, no Parque Florestal de Monsanto, num total de 65,7 hectares.
A classificação, publicada em Diário da República de 14 de Outubro, resulta do esforço da autarquia em reforçar o estatuto de protecção das áreas mais ricas do Parque Florestal de Monsanto e junta-se a outra atribuída em 2000 a 2,66 hectares do Pinhal das Canárias, a maior mancha de pinhal desta espécie no país (1.400 árvores), também a pedido da CML.
Os pequenos bosques (bosquetes) foram agora classificados pelo facto de possuírem uma flora rica, o que permite a existência de uma fauna associada também diversificada.
Há que salientar que se tratam de espécies autóctones, originárias do clima mediterrâneo e que surgem em solos basálticos, no caso dos sobreiros, e calcários, no caso dos zambujeiros.
Entre as zonas classificadas, destacam-se as áreas envolventes do Parque Recreativo da Serafina, Espaço Monsanto, Moinhos do Mocho, Parque de Campismo de Monsanto e parte da Zona Vedada que vão ser devidamente sinalizadas.
Fonte: CML
A Câmara Municipal de Lisboa, habitualmente presente nas mais prestigiadas feiras internacionais de urbanismo e cidades, vai estar, pela 9ª vez consecutiva, no Barcelona Meeting Point 2005 (BMP), reconhecido por investidores e considerado um dos mais importantes certames do mercado internacional do sector do urbanismo e do imobiliário.
Organizado pelo El Consorci da Zona Franca de Barcelona, a feira decorre numa área de 18 mil m2, onde se esperam mais de 18 mil visitantes, a participação de 3 300 empresas e de 7 países expositores.
O stand de Lisboa, estrategicamente localizado junto às cidades de Madrid e Barcelona, tem uma área total de 500 m2 igualmente repartidos entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Ambelis. No espaço multiusos da CML os visitantes poderão consultar diversos conteúdos informativos, navegar na maqueta de Lisboa, visualizar diversos filmes e obter informações variadas.
No âmbito de uma estratégia de internacionalização da Cidade e de divulgação dos projectos desenvolvidos, Lisboa vai apresentar-se uma vez mais sob o lema “Visão Estratégica para a Cidade de Lisboa”. A presença no BMP 2005 dá continuidade a uma estratégia de desenvolvimento assente numa cidade viva (de bairros e para as pessoas viverem), numa cidade activa (de empreendedores, competitiva e sustentada), numa cidade criativa (de culturas e cosmopolita), apostada em atrair investidores e posicionar-se a par das principais capitais e numa cidade inovadora (de modernidade e eficiência administrativa).
O objectivo principal da presença de Lisboa no BMP 2005 é a captação de investimento e a promoção institucional de Lisboa, apresentando um conjunto de projectos e medidas que têm vindo a ser desenvolvidos: a reabilitação urbana dos bairros históricos; os programas de reabilitação urbana promovidos pela EPUL; a criação de melhores acessibilidades (ex.: Av. Santos e Castro e Túnel da Av. Infante D. Henrique); os novos empreendimentos (ex.: Jardins de Braço de Prata e Campolide Parque); a valorização do património ambiental (ex.: Parque Urbano Encosta de Alcântara); os novos equipamentos e infra-estruturas (es: Complexo Desportivo do Alto do Lumiar, Arquivo Municipal de Lisboa) e os novos serviços de apoio à comunidade (ex.: Unidade Móvel de Saúde, recolha selectiva Porta a Porta, Autocarro da Juventude).
Outros dos objectivos da representação passam pelo reforço da cooperação internacional, recolha e troca de informação e experiências sobre os modelos de gestão das cidades.
A representação oficial da Câmara Municipal de Lisboa será assegurada pelo Prof. António Carmona Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e pela Dr.ª Maria Eduarda Napoleão, vereadora do Pelouro do Licenciamento Urbanístico e Reabilitação Urbana, que participarão no “Jantar de Presidentes”, oferecido pelo Sr. Joan Clos, presidente de Câmara de Barcelona, no dia 26 de Outubro.
Fonte: CML
Pintura, escultura, desenho, instalações, fotografia e vídeo. A arte contemporânea vai mostrar-se no seu melhor em Lisboa no fim de Novembro na 5.ª edição da Arte Lisboa. O maior evento do género em Portugal foi apresentado esta terça-feira, com uma nova dinâmica e com o objectivo maior de se afirmar como um dos principais acontecimentos da arte contemporânea na Península Ibérica.
Com um espaço de sete mil metros quadrados, a Arte Lisboa 2005 conta com a participação de 60 galerias, 15 das quais estreantes. E se a grande maioria é nacional, este ano registou-se uma forte participação estrangeira. Dos 29 galeristas de sete países que se propuseram a expor em Lisboa, a Comissão de Selecção – constituída pelo presidente da Associação Portuguesa de Galerias de Arte (APGA), Pedro Reigadas, e por representantes de galerias nacionais e espanholas – escolheu 18, sobretudo espanhóis, mas também alemães, brasileiros e um russo.
A edição de 2005 assume-se como o início de um novo ciclo. Pela primeira vez, com o alto patrocínio do Presidente da República, Jorge Sampaio, este ano foi estabelecida uma Comissão Consultiva para definir e apoiar as linhas gerais da Arte Lisboa com o objectivo de a reafirmar no panorama da arte contemporânea, entre os galeristas, artistas, coleccionadores e críticos. E a organização, uma parceria da Feira Internacional de Lisboa (FIL) e da Associação Industrial Portuguesa (AIP), aposta na promoção e divulgação para aumentar o número de visitantes.
Até porque, ao mesmo tempo, há a grande vontade de abrir o mundo da arte contemporânea a outros públicos, atraindo novos coleccionadores, explicou o presidente da APGA, Pedro Reigadas. «A feira propicia ao público a possibilidade de visitar as várias galerias no mesmo espaço», criando uma maior dinâmica de vendas. E numa altura em que o mercado começa a ressentir-se da crise geral que o País atravessa, esta é também uma boa oportunidade de compra, uma vez que «haverá seguramente em exposição boas peças inéditas» até agora praticamente desconhecidas, adiantou.
O responsável, que também participa na feira com a galeria Arte Periférica, acredita que há boas perspectivas para a edição de 2005. Considerando que esta «é sobretudo uma forma de divulgar o nome dos artistas», Pedro Reigadas afirma que o sucesso ou não do evento só pode ser feito no fim, e não pode ser avaliado apenas com o cálculo dos lucros. «Há pessoas que vêm à feira e não compram nada mas depois vão à galeria e tornam-se clientes fiéis», sublinhou.
Além da convencional exposição e venda de trabalhos, da Feira fazem também parte dois dias de debates sobretudo sobre as questões do sector. Os coleccionadores e jornalistas estrangeiros terão também a possibilidade de visitar os ateliers de alguns artistas, e nem as crianças foram esquecidas. Para elas foi criado o Arte Lisboa Kids, um espaço com acções lúdicas e pedagógicas.
A Arte Lisboa 2005 vai ser inaugurada oficialmente no dia 23 de Novembro, mas a abertura ao público em geral acontece apenas a 24. Os visitantes podem ir ao Pavilhão 4 da FIL até à segunda-feira seguinte, 28, das 18:00 às 22:00 horas.
Fonte: Lusa
Pelo menos 200 pessoas são esperadas na manifestação nacional que o Grupo Direito à Habitação da Solidariedade Imigrante (GDHSI) convocou para sábado, em Lisboa, disse hoje à Agência Lusa fonte da organização.
«Contamos com 200 pessoas, no mínimo, para protestarem contra a forma como estão a ser feitas as demolições em alguns bairros carenciados», indicou Sílvia Almeida, da associação Solidariedade Imigrante.
De acordo com a responsável, 200 é também o número de casas que estão para ser demolidas, no âmbito do Programa Especial de Realojamento, nos bairros com que o GDHSI trabalha.
Segundo Sílvia Almeida, os bairros em causa são a Azinhaga dos Besouros e Fontainhas (Amadora), Marianas e Fim do Mundo (Cascais) e Quinta da Serra (Loures).
A responsável acusa as autarquias de não apresentarem aos moradores «alternativas sustentáveis» às demolições.
«Uma das alternativas propostas é o pagamento, pelas câmaras, de dois ou três meses de aluguer no mercado normal de habitação. Ninguém aceitou ainda porque as pessoas não têm condições de suportar as rendas», explicou. Para a responsável, «esta é uma solução de penso rápido».
Fonte: Lusa

A cidade de Lisboa vai ser consagrada a Nossa Senhora de Fátima em 12 de Novembro, no âmbito do Congresso Internacional para a Nova Evangelização, que decorrerá na capital portuguesa de 05 a 13 do próximo mês.
Imagem da Virgem será levada à capital. A cidade ficará sob protecção de Nossa Senhora após uma procissão de velas. Segundo informação do Santuário de Fátima, a imagem da Virgem que habitualmente se encontra na Capelinha das Aparições, na Cova da Iria, será levada a Lisboa dia 12 de Novembro, ocorrendo o acto de colocar a cidade sob protecção de Nossa Senhora de Fátima após uma procissão de velas.
A coroa, na qual foi incrustada a bala que feriu o Papa João Paulo II no atentado na Praça de S. Pedro, em Roma, acompanhará a imagem.
Ainda segundo o Santuário, as celebrações religiosas terão início cerca das 17:00, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, seguidas de uma procissão de velas pelas principais ruas do centro de Lisboa, em direcção à Praça dos Restauradores, local onde será feita consagração à Virgem.
A última saída desta imagem de Nossa Senhora de Fátima do Santuário ocorreu em Outubro de 2000, para a consagração do novo milénio à Virgem Santíssima, em Roma.
Esta será a nona saída da imagem que se encontra na Capelinha das Aparições.
De acordo com dados fornecidos pelo Serviço de Estudos e Difusão (SESDI) do Santuário de Fátima, a primeira viagem da imagem de Nossa Senhora de Fátima da Capelinha das Aparições decorreu entre 07 e 13 de Abril de 1942, para o encerramento de um congresso promovido pelo Conselho Nacional da Juventude Católica Feminina.
A segunda saída aconteceu por ocasião do tricentenário da proclamação de Nossa Senhora da Conceição como Padroeira de Portugal, em 1946. A imagem saiu do Santuário de Fátima na manhã de 22 de Novembro e regressou a 24 de Dezembro, após um périplo pela Estremadura e Ribatejo.
A terceira saída teve lugar entre Outubro de 1947 e Janeiro de 1948. Nesta ocasião, a imagem peregrinou pelo Alentejo e Algarve, passando a fronteira luso-espanhola por duas vezes.
Por ocasião do Congresso Mariano Diocesano de Madrid, a imagem da Capelinha das Aparições fez a sua quarta viagem, à capital espanhola, passando por outras localidades, entre 22 de Maio e 02 de Junho de 1948.
Entre 09 de Junho e 13 de Agosto de 1951, aconteceu a quinta saída, com a visita a todas as paróquias da Diocese de Leiria.
Por ocasião da inauguração do Monumento a Cristo Rei, a 17 de Maio de 1959, a imagem visitou novamente Lisboa e Almada. Foi a sexta saída do Santuário de Fátima.
A pedido do Papa João Paulo II, a imagem foi levada a Roma, no dia 24 de Março de 1984, onde, um dia depois, na Praça de S. Pedro, se fez a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria.
Foi nesse dia, a 25 de Março de 1984, que João Paulo II entregou ao então Bispo de Leiria-Fátima, D.
Alberto Cosme do Amaral, a bala que o tinha atingido no atentado de que tinha sido vítima a 13 de Maio de 1981.
A imagem voltaria ao Vaticano a 08 de Outubro de 2000, para, na presença de 1.500 bispos de todo o mundo, o Papa João Paulo II consagrar o novo milénio à Virgem Santíssima.
Fonte: Portugal Diário
A exposição do World Press Photo 2005 termina no próximo domingo, dia 23 de Outubro, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa. A mostra reúne cerca de 200 fotografias que retratam os mais importantes eventos de 2004 a nível mundial. No mesmo local está patente a mostra do 5.º Prémio Fotojornalismo Visão/BES, galardão nacional de maior prestígio em fotografia para Imprensa.
Patente de terça-feira a domingo, das 10:00 às 19:00 horas, a mostra poderá ser vista por 3,50 euros, sendo que os estudantes e os maiores de 65 anos de idade têm desconto de 50%. Para as crianças até aos 12 anos, os ingressos custam 0,50 euros.
Fonte: Diário Digital
«Uma Vida Francesa» é o nome da obra de Jean-Paul Dubois que será lançada no próximo dia 27 de Outubro, pelas 18:30 horas, no Instituto Franco-Português, em Lisboa. Editada pela Asa, a obra venceu o Prémio Femina em 2004 e será apresentada por Francisco José Viegas. A cerimónia de apresentação de «Uma Vida Francesa» contará com a presença do seu autor.
Fonte: Diário Digital

Segundo a lenda, o fidalgo português Martim Moniz morria entalado numa das portas do Castelo de Lisboa, permitindo a entrada na fortaleza e a conquista da cidade. A notícia aparece no "nobiliário de D. Pedro".
A britânica Ms Dynamite actua em Lisboa no próximo dia 29 de Outubro. O espectáculo da artista está integrado na programação de «Lisbon Live`n`Loud», que decorre sob a Pala do Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, em Lisboa.
A cantora R&B editou o seu último álbum «Judgement Days» este ano.
Niomi McLean-Daley (verdadeiro nome de Ms Dynamite) venceu o Mercury Music Prize graças ao álbum «A Little Deeper», de 2002.
A programação prevista para os dias que antecedem a cerimónia maior, agendada para o dia 3 de Novembro, é a seguinte:
28 de Outubro - «World Music Night»
- DJs
- MTV Best African Nominees
- Terrakota
- Gentleman
29 de Outubro - «Urban Hip-Hop Night»
- DJs
- Sagas, Sam The Kid, Nel Assassin
- Expensive Soul
- Boss AC
- Ms Dynamite
31 de Outubro - «Indie Night»
- Mesa
- Wraygunn
- Blasted Mechanism
Fonte: Diário Digital
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Quem tiver curiosidade pode ver a história de Kazan aqui.

A Grande Ópera de Kazan, originária da república da Tartária (Rússia), apresenta hoje, no Centro de Artes da Figueira da Foz, e de 20 a 22 de Outubro no Coliseu dos Recreios (Lisboa) a óper a "Carmen", de Bizet.
Fundada em 1939, no âmbito do Teatro Académico Estatal da Tartária, o e lenco da Grande Ópera de Kazan inclui uma mistura de experientes cantores, nomea damente masculinos, pontuados por outros mais jovens, principalmente nas vozes f emininas.
A direcção musical da companhia está a cargo de Renat Salavatov, antigo maestro da Ópera Real da Suécia, sedeada em Estocolmo, e ex-director de orquest ra da Ópera de Munique (Alemanha).
"Carmen", com música de Georges Bizet e argumento Henri Meilhac e Ludov ic Helévy, foi estreada em Paris, em 1875, sendo uma das óperas mais cantadas de sempre.
Kazan, actual capital da Tartária, república de Federação Russa, fica s ituada a cerca de 800 quilómetros a sul de Moscovo, junto ao rio Volga, sendo co nsiderada um importante centro industrial e cultural.
A cidade, a maior da Tartária, com pouco mais de um milhão de habitante s, é composta por uma população originária de 77 diferentes grupos étnicos.
Na república da federação Russa, cujo território ocupa cerca de três qu artos da área de Portugal continental, existem 16 teatros profissionais, uma orq uestra sinfónica estatal, 27 museus e 1.800 bibliotecas, entre outros equipament os culturais.
Fonte: Portugal Diário
Vale a pena visitar esta entrada no A Nova Floresta, sobre este bairro de Lisboa.
O nome já o indica, mas nem sempre se repara nisso a Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) é a orquestra da Área Metropolitana de Lisboa, a chamada Grande Lisboa, e a região à sua volta. É para actuar neste espaço geográfico que a OML está particularmente vocacionada desde a sua formação. Vocação que mais se reforça se repararmos que um dos suportes fundamentais da formação é constituído pelos chamados promotores regionais, um conjunto de 15 autarquias desta região, desde Caldas da Rainha, a norte, até Alcácer do Sal, a sul.
A temporada 2005/06 da Metropolitana, já desenhada pelo maestro Álvaro Cassuto, director artístico da orquestra desde Dezembro último, e aprovada pelos promotores regionais e institucionais, quer exactamente reafirmar esse papel da OML como "a" Orquestra de Lisboa e da região que a circunda.
E isto através de concertos em que se apresentam precisamente como orquestra - de dimensão clássica (cerca de 40 elementos) no caso da OML propriamente dita, e de dimensões sinfónicas, quando se lhe junta, parcial ou totalmente, a Orquestra Académica Metropolitana (OAM), formação que reúne os alunos dos cursos superiores de instrumento da Academia Nacional Superior de Orquestra (ANSO), topo da pirâmide pedagógica do projecto da Metropolitana/Associação Música, Educação e Cultura.
Este modelo substitui o anterior, que atomizava o conceito de orquestra numa profusão de concertos por pequenas formações de câmara um pouco por toda a "zona de influência" da OML. Os recitais de câmara vêem ser-lhes reservadas no novo modelo seis semanas ao longo da temporada.
A afirmação desta nova "cara" da Metropolitana passa pela política de convites a solistas e a maestros (todos os maestros são convidados, uma vez que a orquestra deixou de ter maestro titular) para virem actuar com ou dirigir a OML ao longo deste ano. Tal como passa pela fixação de espaços de actuação da orquestra, espaços estes associados a dias da semana fixos, como meio de criar hábitos no público potencial e de o fidelizar. E passa ainda pela associação, sempre que possível, dos concertos a ciclos ou a temas, como forma de criar e articu- lar fios condutores na temporada.
Assim, às sextas-feiras, temos os "Concertos na Sociedade de Geografia" (ao lado do Coliseu dos Recreios), sempre às 21.30; aos sábados à tarde (17.00) ouve-se "A Metropolitana no Casino Estoril"; e no dia seguinte, à mesma hora, apresenta-se "A Metropolitana aos Domingos", pode ser na Aula Magna, no CCB ou noutros espaços que "puxem" público.
Na Sociedade de Geografia tem sede o ciclo Mozart da orquestra, uma série de 14 concertos com muitas das grandes obras-primas e mais populares obras do famoso Amadeus, cujos 250 anos do nascimento se celebram em 2006.
No Casino Estoril, a OML tocará sobretudo clássicos populares e acessíveis; e os concertos de domingo terão, sempre que possível, um tema, que poderá ser um país, uma efeméride ou uma data especial - e como o primeiro de Janeiro calha a um domingo, a OML fará pela primeira vez um Concerto de Ano Novo, com uma convidada especial o soprano Elisabete Matos, a cantora lírica portuguesa mais conceituada na cena internacional.
Os próximos concertos, já nos dias 31 deste mês e 1 e 2 de Novembro, assinalam os 250 anos do Terramoto de 1755, com um programa que reúne obras tocadas na época, incluindo três primeiras audições modernas.
Outros concertos terão por tema países como Espanha, Noruega, Rússia, Alemanha, França e Reino Unido; ou datas especiais, como os já citados Terramoto e Ano Novo e também o Natal, o início da Primavera, a Páscoa ou o aniversário da Metropolitana. A orquestra irá ainda participar no Festival Península de Músicas (Oeiras), na Festa da Música, no Festival Luís de Freitas Branco e no Festival do Estoril, e não esquecerá os cem anos do nascimento de Fernando Lopes Graça e de Armando José Fernandes.
Haverá ainda colaborações com o Teatro São Carlos, o São Luiz, a RDP/Antena 2 (concerto transmitido em directo para a União Europeia de Rádios), o Coliseu do Porto e o CCB (Festa da Música).
Para os promotores regionais, a Orquestra aposta em concertos de descentralização ao longo de toda a temporada, com programas, ora comuns aos das grandes salas, ora pensados especificamente para cada um deles.
Por tudo isto, com uma oferta tão generosa, programas tão atractivos (ver coluna ao lado), espaços convidativos e preços acessíveis (só há entradas pagas no CCB e no Casino Estoril), tem muitas oportunidades para começar ou alargar a sua cultura musical.
Fonte: Diário de Notícias

O maestro Álvaro Cassuto é, desde Dezembro de 2004, director artístico da Orquestra Metropolitana de Lisboa e foi já nessa qualidade que elaborou a temporada 2005/06. Ele próprio explica "Cabe-me fazer a programação da orquestra, escolher artistas, repertório e espaços de actuação, aconselhar a periodicidade dos concertos, isto é, toda a gestão artística nas vertentes de planificação e organização".
Mas, mais que um planificador, Álvaro Cassuto é antes de tudo um maestro e esse lado também é "tido e achado" "Dirijo a orquestra enquanto maestro convidado, portanto em pé de igualdade com os outros maestros convidados, mas posso escolher os concertos que quero dirigir. No caso das gravações discográficas [a Orquestra Metropolitana gravou há um mês um CD para a editora low price Naxos/ /Marco Polo, com sinfonias de Dittersdorf, contemporâneo vienense de Mozart], serei eu a dirigir, porque sou o único que tem uma ligação umbilical com a instituição e, portanto, é do meu foro a responsabilidade pela qualidade e desenvolvimento artístico da orquestra".
Um dos vectores do projecto da Orquestra até 2010 é o seu progressivo aumento até atingir dimensão sinfónica (cerca de 80 elementos, o dobro dos actuais). "Bom, este ano já temos mais um violinista!", diz Cassuto, meio a sério, meio a brincar. "A ideia é essa, mas o dinheiro não é elástico", confessa, realista. "O importante neste momento é que a orquestra se afirme no quadro deste projecto e o consolide, porque é essa a nossa aposta."
Mas há o outro lado. "Privilegiar concertos com a orquestra significa que há mais despesa, porque é preciso um maestro, um solista, alugar sala, etc. Mas penso que é preferível ir por aqui a aumentar a dimensão da orquestra, com o risco de depois já não sobrar dinheiro para realizar concertos em número aceitável. E as orquestras não se fizeram para estarem paradas, fizeram-se para estarem a actuar!"
Comparando a gestão de uma orquestra a um edifício - "constroem-se pondo pedra sobre pedra" - Cassuto aponta luzes "Vamos ver como as coisas funcionam, como irá ser o orçamento executado e, se tudo correr bem, talvez lá para meados de 2006 se pense nisso..."
Quisemos saber se os músicos haviam sido tidos em conta no processo de planificação desta temporada "Com certeza! Houve uma reunião com eles no quadro do Conselho Artístico e houve um grande entusiasmo e aplauso pela decisão de se fazerem mais concertos orquestrais. Para eles, esta nova intensidade é prova de vitalidade e de que estão no bom caminho, depois dos tempos difíceis que atravessaram". E remata, com alguma ironia: "Quem toca é a orquestra e não se pode ir contra a vontade deles..."
A ligação com a prestigiada e popular editora discográfica Naxos é para continuar. "Eles pediram-me para gravar sete sinfonias de Michael Haydn, mas ainda não está uma data decidida. Com a nossa temporada já definida, talvez só em Setembro do próximo ano", pensa. Anunciando que talvez façam até mais que um CD.
A ligação do maestro à Naxos já vem de trás e iniciou um novo capítulo com a gravação de obras orquestrais de Luís de Freitas Branco. "Fiz agora o primeiro CD [chegará ao mercado no início de 2006] com a Sinfonia n.º 1, a Suite Alentejana n.º 1 e o Fandango Ribatejano. A ideia é centrar cada disco numa sinfonia e completá-lo com obras orquestrais relevantes". Este CD foi gravado com a Filarmónica de Moscovo, orquestra "muito boa, sem dúvida" e que se deu "lindamente com a música - nesse aspecto, não houve qualquer problema".
Com o Festival Freitas Branco a decorrer em Lisboa e Porto, estranhamos a ausência do maestro Cassuto. "Não, não estranho nada. Fui convidado para dirigir um concerto no dia de abertura do festival, mas os fundadores e promotores consideraram que era preferível abrir a nossa temporada com o concerto de fados com Kátia Guerreiro. E, para mim, o festival tem uma importância relativa o importante é que as obras dum compositor sejam regularmente tocadas e que existam em disco." Quanto ao concerto, realiza-se em Maio e será dirigido pela Joana Carneiro.
Fonte: Diário de Notícias
Quem estiver interessado pode saber aqui onde e quando ouvir a Orquestra Metropolitana de Lisboa nos próximos meses.
250 anos do terramoto
O maestro Jorge Matta mais duas solistas vocais num programa com obras da época, incluindo António Teixeira e Sousa Carvalho
Datas 31/10, 1 e 2/11
Locais Lisboa (dia 1), Alcácer do Sal (dia 2)
homenagem a espanha
O maestro e compositor Cristóbal Halffter e o guitarrista Ricardo Gallén num programa que inclui o Concerto de Aranjuez de Rodrigo e El Amor Brujo, de Manuel deFalla
Datas 11-13/11
Locais Casino Estoril (dia 12), Aula Magna (dia 13)
programa russo
Metropolitana e Académica Metropolitana juntas para tocarem, entre outras obras, a Shéhérazade, de Rimsky-Korsa- kov. Dirige Joana Carneiro
Datas 10 e 11/12
Locais Casino Estoril (dia 11), Aula Magna (dia 12)
concertos de natal
Quebra-Nozes de Tchaikovsky e obras de Eurico Carrapatoso, das quais O meu poemário infantil em estreia absoluta e transmitido via rádio em directo para toda a Europa. Dirige Brian Schembri e participação do Coro Ricercare
Datas 16-18 e 20/12
Locais Azambuja (16), Lisboa (17 e 18), Montijo (dia 20)
concerto de ano novo
Com soprano Elisabete Matos (programa a anunciar)
Datas 1 a 4 de Janeiro
Locais Lisboa (dias 1 e 4)
homenagem à alemanha
Obras de Wagner e a Sinfonia Eroica de Beethoven, dirigidas por Michael Zilm (dirige por seis vezes a Metropolitana ao longo da temporada)
Datas 21 e 22 de Janeiro
Locais Casino Estoril (dia 21), Grande Auditório CCB (dia 22)
contos musicados
Duas encomendas da Metropolitana a Pedro Faria e Luís Tinoco. Diogo Infante e Miguel Guilherme são os narradores
Datas de 9 a 19 de Março
Local Teatro São Luiz
concerto de primavera
O austríaco Peter Guth dirige as clássicas valsas e polkas da família Strauss
Datas 25 e 26 de Março
Locais Casino Estoril (25) e Coliseu do Porto (26)
concerto de páscoa
O Requiem de Mozart, com o Coro da Sé do Porto.
Datas 7 e 8 de Abril
Locais Coliseu do Porto (dia 7), Sé de Lisboa (dia 8)
festa da metropolitana
Aniversário com Joana Carneiro e Pedro Carneiro
Datas 9 e 10 de Junho
Locais Aula Magna (dia 10)
Fonte: Diário de Notícias

A cidade de Lisboa terá uma extensão do Museu russo Hermitage, um dos mais famosos do Mundo, em 2010, ano em que se comemora o centenário da República Portuguesa, disse esta quinta-feira à Agência Lusa a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima.
Isabel Pires de Lima esteve reunida na quarta-feira com o vice-ministro da Cultura russo, com o presidente do Museu Hermitage, Mikhail Piotrovski, e com a Agência russa de Cultura e Cinema, onde foi negociado um acordo para implantar em 2010 em Lisboa uma extensão do Museu Hermitage, um dos maiores a nível mundial.
A ministra da Cultura iniciou na segunda-feira uma visita oficial à Rússia definida por Lisboa como uma «ofensiva diplomática» para promover a maior cooperação cultural em que participam também os ministros dos Negócios Estrangeiros, Diogo Freitas do Amaral, e da Economia, Manuel Pinho.
«Na quarta-feira houve uma primeira conversa com responsáveis e o protocolo de intenções será assinado até à Primavera de 2006», disse Isabel Pires de Lima à Lusa.
Fonte: Lusa
O CDS está a ver a vida a andar para trás na CML. Então não há quem faça os mais desvairados palpites sobre a que vereador vai Carmona Rodrigues buscar a maioria absoluta que não teve nas urnas?
Os dois troços do túnel do Marquês, o que vinha das Amoreiras e o da Avenida Fontes Pereira de Melo, ficaram esta quarta-feira ligados, depois do derrube de um muro de dois metros de largura que os separava.
Eram 13:00 horas quando as máquinas retroescavadoras derrubaram a barreira que separava os dois túneis, em construção há dois anos, um acto aplaudido pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues e pelos responsáveis pela obra.
«Em termos de escavação, o túnel fica ligado», afirmou o coordenador responsável pela obra, Vítor Damião, durante a visita às obras no interior do Túnel do Marquês.
Com esta ligação, ficam abertos 900 metros de túnel, de um total de 1.275 metros, ficando por concluir um quarto da obra, anunciou Vítor Damião.
Um troço, com cerca de 200 metros, é a céu aberto e já estava concluído, faltava ligá-lo ao troço que vai das Amoreiras até ao Marquês de Pombal, que tem sido escavado pelo interior através do método invertido, que consiste em colocar primeiro as estacas e a laje de cobertura, sendo a escavação feita posteriormente, explicou.
«A barreira que quebrámos foi a ligação entre esses dois troços do túnel», sustentou Vítor Damião, adiantando que na terça-feira tinha sido derrubada a barreira de saída para o Marquês de Pombal.
Segundo o responsável, falta agora escavar, no túnel principal, 90 metros até à entrada e 75 metros até à rampa de saída para a Avenida Fontes Pereira de Melo.
Faltam ainda concluir 350 metros até à rampa de saída da rua António Augusto de Aguiar, cuja frente de trabalho deverá começar para a semana, o que poderá causar algum condicionamento de tráfego.
«Agora vai ser mais fácil trabalhar porque já temos vários locais por onde podemos entrar e sair», comentou.
Questionado pelos jornalistas sobre quando o túnel fica concluído, Vítor Damião afirmou que, apesar de ser «uma obra complexa», deverá esta terminada, a nível da construção civil, no primeiro trimestre de 2006.
«Em termos de equipamentos ainda não é possível adiantar uma data porque são precisos testes, que são complexos, e o túnel só abrirá quanto tiver todas as condições de segurança», sublinhou.
O presidente da Câmara de Lisboa, que simbolicamente atravessou a ligação dos dois túneis, congratulou-se com o decorrer dos trabalhos, lembrando que se a obra não tivesse estado parada durante nove meses devido à providência cautelar interposta pelo advogado José Sá Fernandes a obra já estaria concluída.
«Os atrasos devem-se a isso e não propriamente a atrasos de obra», afirmou Carmona Rodrigues, adiantando que, apesar da sua «complexidade», «não trouxe surpresas ou aqueles imprevisto que por vezes ocorrem de desabamento ou de circunstâncias que não estavam previstas no projecto».
O autarca disse ainda que «a ligação visual ao Marquês de Pombal também é muito importante simbolicamente».
«A laje da parte norte do Marquês já foi betonada e estamos satisfeitos por agora começar a ser mais visível a parte da construção civil que está numa fase bastante adiantada», acrescentou.
Fonte: Lusa
A Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) deitou recentemente para o lixo o Plano de Urbanização do Vale de Santo António, que tinha encomendado e pago ao arquitecto Vasco Costa e que promoveu mundo fora, em várias feiras imobiliárias. Dois anos perdidos com um projecto que começou por defender para depois rejeitar sem qualquer explicação e o pagamento dos honorários ao arquitecto, indemnização incluída, é o balanço de um processo com vários contornos pouco claros.
Abrangendo uma vasta área de 45 hectares, entre a Penha de França e o rio, a chamada zona do Vale de Santo António deveria vir a acolher nada menos que dez mil novos residentes e 12 mil trabalhadores, de acordo com os planos de Vasco Costa, que começaram a ser divulgados em 2003. Habitação, escritórios, um centro comercial, um estádio, um centro de convenções, uma grande biblioteca e um hotel faziam parte do projecto apresentado pela autarquia e pela empresa municipal em várias feiras imobiliárias internacionais.
No entanto, há cerca de três meses, a EPUL, detida na totalidade pela câmara, rescindiu o contrato que tinha com Augusto Vasco Costa, que havia sido escolhido pelo então presidente do município, Santana Lopes, sem qualquer concurso. À decisão não terão sido alheias as críticas de excesso de densidade de construção e de falta de espaços verdes do projecto, sempre refutadas pelo seu autor.
O projecto foi então entregue ao arquitecto Manuel Fernandes Sá, que diz que o seu trabalho se encontra ainda numa fase muito incipiente. Questionado sobre se aproveitará algo do que foi desenvolvido por Vasco Costa, este arquitecto responde que o seu projecto se está a desenvolver em moldes "completamente diferentes".
Ao longo das últimas três semanas o PÚBLICO tentou obter esclarecimentos da EPUL sobre a matéria. Sem sucesso. Vasco Costa é parco em palavras. "Aceito perfeitamente que, tendo mudado os responsáveis da EPUL, tenha mudado a opinião sobre o meu trabalho", diz, apesar de a administração da empresa municipal já ter sido modificada há mais de um ano.
O arquitecto não revela quanto lhe pagou a empresa municipal pelo trabalho que deitou para o lixo, montante que incluiu uma indemnização pela rescisão antecipada do contrato. "Não foi nada de transcendente", refere apenas.
"Falta de seriedade da gestão camarária"
Entretanto, o advogado Sá Fernandes, que dentro em breve tomará posse como vereador da Câmara de Lisboa pelo Bloco de Esquerda, condenou ontem a venda de lotes de terreno a construtores civis que a EPUL está a promover no Vale de Santo António. Numa conferência de imprensa destinada a falar do seu futuro desempenho como autarca, Sá Fernandes explicou que não há, aparentemente, nenhum plano aprovado para o local que caucione esta venda de lotes. Pelo contrário: o plano que estabelece a estrutura ecológica municipal, de que é autor o arquitecto paisagista Ribeiro Telles, estabelece níveis de construção muito inferiores aos previstos pela EPUL. Só que este último plano também não está ainda aprovado, por fazer parte da revisão do plano director municipal, que se encontra atrasada.
"Se os construtores comprarem os lotes, para os quais estão previstos prédios de oito andares, como é que depois os tiramos de lá?", interroga Sá Fernandes. "E quem é que aprovou este loteamento? Como o fez?" O advogado fala de "falta de seriedade da gestão camarária" e de um "abuso gigantesco" em toda a questão. O concurso para a venda dos lotes está marcado para o próximo dia 26.
Ribeiro Telles diz que avançar com a urbanização nos moldes previstos significa correr o risco de inundações quando o mega-empreendimento estiver pronto, uma vez que naquela zona passam duas linhas de água - uma crítica que também já tinha sido refutada pelo autor do plano encomendado, promovido e agora rejeitado pela EPUL, que prometeu manter as características daquele vale, designadamente ao nível da circulação das águas.
Uma das dúvidas que subsiste neste imbróglio é se os lotes à venda correspondem ao plano de Vasco Costa, ao de Manuel Fernandes Sá, ou a nenhum deles. Quer um arquitecto quer outro dizem ignorar tudo o que a isso diz respeito.
O advogado Sá Fernandes vai agora consultar o processo relativo ao Vale de Santo António, para apurar da sua legalidade.
Fonte: Público on line
O troço do túnel do Marquês de Pombal que corre sob a Rua Joaquim António de Aguiar deverá estar concluído a tempo de abrir ainda este ano, disse ontem o presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues.
O autarca visita a obra hoje de manhã para assistir aos trabalhos de escavação que, por volta das 12h30, farão a ligação entre o troço que vem das Amoreiras até à entrada da Rotunda e o troço que foi escavado a céu aberto entre a entrada da Av. Fontes Pereira de Melo e o Marquês. Este segundo troço, no quadrante Norte da placa circular, que será posteriormente tapado, desemboca sob a Fontes Pereira de Melo, na zona crítica do túnel, que ali se encontra com a linha do Metropolitano.
Actualmente, disse Carmona Rodrigues, está a ser medida a descompressão dos terrenos em que a galeria ferroviária da Linha Amarela está envolta. O Laboratório Nacional de Engenharia Civil está a acompanhar os trabalhos, devendo em breve apresentar um parecer sobre esta parte da obra rodoviária, que passará a 50 centímetros do túnel do Metro.
No mês passado, Mineiro Aires, administrador do Metropolitano de Lisboa, disse esperar que sejam encontradas "as melhores soluções" para o cruzamento das duas estruturas. "Se não forem exequíveis ou tiverem um risco mal calculado", afirmou, "o Laboratório Nacional de Engenharia Civil e o Metro não deixarão ir para a frente".
Actualmente decorre a elaboração de análises de risco e de tráfego do túnel do Marquês, segundo informou a Câmara Municipal de Lisboa. No Tribunal Administrativo e Fiscal deverá começar em breve o julgamento de uma queixa apresentada pelo advogado, e agora vereador, José Sá Fernandes, que alega ilegalidade da obra lançada por Santana Lopes.
Fonte: Público on line

Os bilhetes para o espectáculo dos MTV Europe Music Awards, no próximo dia 3 de Novembro no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, esgotaram «em poucos minutos», adianta um comunicado emitido ao final do dia de terça-feira pela organização.
De acordo com o mesmo, citado esta quarta-feira pelo Público, em apenas três horas foram registados 60 mil acessos ao site do Pavilhão Atlântico, facto que provocou uma avaria temporária no sistema.
Fonte: Diário Digital
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carmona Rodrigues, afirmou na terça-feira que o novo executivo camarário deverá tomar posse no próximo dia 2 de Novembro.
De acordo com a edição desta quarta-feira do Correio da Manhã, o autarca assinou na terça-feira um protocolo que prevê o pagamento da dívida da autarquia à Expo. Ainda segundo a publicação, a dívida é de 144 milhões de euros e será liquidada em 36 prestações semestrais.
Fonte: Diário Digital
O pelouro do urbanismo da CML ficará á responsabilidade de Cramona Rodrigues.
A gestão urbana dos espaços de utilização pública da zona de intervenção da sociedade Parque Expo, situados no concelho de Lisboa, deverá ser "brevemente" transferida em definitivo para a Câmara de Lisboa, anunciou ontem o presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, após assinar um protocolo em que se compromete a pagar uma dívida de cerca de 144 milhões de euros à Parque Expo.
Este montante, que será pago em 36 prestações semestrais de cerca de quatro milhões de euros cada, refere-se, segundo o acordo estabelecido, "ao valor em dívida do município à Parque Expo, resultante de intervenções desta empresa na mesma zona de intervenção e seus acessos, bem como expropriações necessárias à realização dos acessos e construção da Gare Intermodal de Lisboa , cuja responsabilidade competiria, total ou parcialmente", à autarquia.
Sobre este acordo, o presidente do conselho de administração da Parque Expo, Rolando Borges Martins, considerou ser "um passo importante num processo longo e que ainda vai a meio". Explicou que "as contas estão feitas até ao final de 2004, mas ainda faltam as de 2005 e finalmente o processo de entrega de bens e infra-estruturas e a transferência da gestão urbana dos espaços de utilização pública". Pelas suas contas, "talvez dentro de seis meses fique tudo concluído".
Mais optimista, Carmona Rodrigues prevê que ainda seja possível concretizar tudo isto "até ao final do ano". Anunciou que a gestão urbana dos espaços de utilização pública "transitará primeiro do Parque das Nações para uma unidade de projecto provisória até a câmara absorver na totalidade esses equipamentos e serviços".
Neste processo de transferência do Parque das Nações para a autarquia não transitam edifícios, mas apenas equipamentos, como jardins, parques de estacionamento, galeria técnica e outras estruturas de utilização pública.
Carmona Rodrigues garantiu "a todos os moradores e comerciantes do Parque das Nações que a Câmara de Lisboa se irá empenhar para manter e até melhorar o nível de serviço urbano que tem sido prestado na zona pela Parque Expo", desde 1998.
Indefinido está ainda o futuro de três dezenas de trabalhadores da Parque Expo que se encarregam pela gestão de trânsito no recinto, disse Rolando Borges Martins, adiantando que "também falta definir quando serão efectuadas e quem pagará as obras para reabilitar a marina do Parque das Nações". Em curso encontram-se, "embora numa fase mais atrasada", as negociações com a Câmara de Loures para se determinar o valor em dívida que aquela autarquia terá de pagar à Parque Expo.
Fonte: Diário de Notícias

Um dos compositores mais cantados da música portuguesa, Jorge Fernando actua esta noite às 21.30 no Fórum Lisboa, num espectáculo que servirá para comemorar 30 anos de carreira. O concerto contará com Argentina Santos como convidada e servirá também para apresentar o seu novo álbum, Memória e Fado.
Ao longo do percurso iniciado profissionalmente com apenas 16 anos, este guitarrista, produtor e compositor trabalhou com os maiores nomes de várias gerações de fadistas. Amália Rodrigues, Mariza, Camané ou Ana Moura destacam-se entre os nomes com quem colaborou. Para além disso, iniciou uma carreira a solo nos anos 80 que chegou aos 200 concertos por ano, por alturas de Umbadá.
No novo disco, Memória e Fado, apresenta duetos e colaborações, além de um excerto de uma actuação ao vivo de Amália Rodrigues, em 1994, incluída no tema Vida. Gravado em Portugal e no Brasil, o disco contém ainda quatro versões e deve ser alvo de uma aposta no mercado internacional.
Recuando até ao princípio da carreira de Jorge Fernando, a sua memória diz que com a tenra idade de quatro anos já acompanhava o avô a cantar fado nas noites de Lisboa. Mas foi com 16 anos que teve a sua primeira experiência a sério, quando trabalhou com Fernando Maurício, considerado o "rei" do fado. Aí deixou definitivamente para trás a sua carreira de futebolista, onde chegou a internacional júnior.
Jorge Fernando recorda o momento em que conheceu essa figura marcante do fado "Estava a ensaiar numa garagem e disseram- -me que estava ali o Fernando Maurício. Quis conhecê-lo e mal o ouvi foi paixão absoluta. Passado pouco tempo estava a tocar para ele." Daí até começar a tocar com Amália Rodrigues passou pouco tempo. "Quando tinha 19 anos, conheci o Alcino Frazão - já falecido -, que é seguramente um dos maiores guitarristas da história do fado, e começámos a tocar . Passado um ano, estava no grupo da Amália. Uma vez substituí o Alcino Frazão numa actuação com o Carlos Gonçalves e ele convidou-me para tocar com a Amália."
Partilhar os palcos com a maior voz do fado foi um privilégio que poucos tiveram oportunidade de viver. Jorge Fernando viaja na memória e descreve esses momentos. "Não é fácil chegar ao convívio com uma pessoa com a inteligência da Amália. Eram lições constantes de vida. O Jorge Fernando de hoje não seria o mesmo sem ter conhecido a Amália e o seu grupo. "
O estatuto de músico de referência fez com que Jorge Fernando acompanhasse artistas de gerações distintas. Ele considera, contudo, que as diferenças estão apenas na "maneira de viver o fado", porque este "continua a ser a expressão de um alma colectiva". "Mudou a forma, mas não o conteúdo", conclui.
Da nova geração de fadistas, trabalhou, entre outras cantoras, com Ana Moura e Mariza e garante que ambas podem vir a ter um percurso semelhante ao de Amália. "Poderão conseguir uma carreira parecida com a da Amália, o que não quer dizer que sejam Amálias. Hoje, os fadistas têm um poder mediático que a Amália não tinha e, por isso, estão em vantagem."
Mas é a carreira a solo que Jorge Fernando recorda hoje. Um percurso que se iniciou a convite de "três jovens". O reviver da história na primeira pessoa "Eu costumava tocar no Embuçado, e um dia três jovens que estavam comovidos até às lágrimas chamaram-me. Eram o António Emiliano, o Pedro Ayres Magalhães e o Miguel Esteves Cardoso, que me convidaram para a sua editora (Fundação Atlântica). Só que entretanto a Valentim de Carvalho também me convidou e aceitei uma carreira a solo, que não correu como eu gostaria."
Umbadá foi a canção que se tornou mais popular no seu repertório e foi concorrente ao Festival da Canção de 1985, o que não o envergonha "Tenho o maior orgulho nessa canção. Hoje teria feito de forma diferente mas não deixaria de a gravar. O Jorge Fernando que trabalha hoje com alguns dos maiores músicos de sempre não é o mesmo do Umbadá."
Uma afirmação que pode ser sustentada no novo disco, onde o fado é apenas uma base para colaborações com músicos de renome mundial. A confirmar hoje em palco.
Fonte: Diário de Notícias
Poder-se-á considerar que a criação da Polícia Municipal em Portugal remonta a 1891, data em que é recebido, na Câmara Municipal de Lisboa o ofício nº 2045/91, de 12 de Setembro, do Governador Civil Interino do Distrito de Lisboa que colocava na autarquia 2 guardas do Corpo da Polícia Cívica de Lisboa, nos termos da lei vigente na época.
A 1 de Outubro de 1891 a CML iniciou o pagamento integral dos vencimentos dos 2 guardas destacados.
Na sessão camarária de 23 de Julho de 1931, foi proposta a organização da Polícia Municipal com agentes privativos, recrutados entre os elementos da Polícia Cívica superintendendo nessa corporação um oficial do Exército, que viria a tomar posse em 1 de Novembro do mesmo ano.
Pela legislação em vigor em Portugal, a Polícia Municipal, existente nas cidades de Lisboa e Porto, é um corpo especializado, armado e uniformizado, constituído por oficiais e agentes da Polícia de Segurança Pública, requisitados ao C.G./PSP, pelas Câmaras Municipais as quais suportam os seus encargos financeiro, quer com pessoal, quer com a aquisição dos diferentes meios materiais necessários para a prosecução da sua missão.
Pela última revisão constitucional, que originou a Lei Constitucional nº 1/97 de 20 de Setembro, no seu art.º 237º nº3 "Descentralização Administrativa" prevê as atribuições das Polícias Municipais, conferindo-lhes a missão de cooperar com as forças e serviços de segurança na manutenção da tranquilidade pública e na protecção das comunidades locais, dependentes do Presidente da Câmara.
Fonte: CML
A 3ª edição do Vídeo Run de Lisboa será apresentada na Videoteca Municipal de Lisboa, no dia 20 de Outubro às 21h30. A Vídeo Run de Lisboa é a terceira edição de uma maratona de vídeo digital, realizada em apenas 48 horas, organizada pela Restart - Escola de Criatividade e Novas Tecnologias que decorreu em Lisboa de 16 a 18 de Setembro. No dia 20 de Outubro, após a apresentação dos 18 filmes, com duração de 3 minutos cada, decorrerá a cerimónia de entrega de prémios. A entrada é livre.
FILMES
O ESPECIAL- Diogo Tavares, Hugo da Nóbrega e Luís Pereira
WHAT’S HE BUILDING IN THERE? - Mário Mateus Araújo
SPY DER MANN - Lina Galrito e Fabrice Pinto - 2º Prémio
212224771 - Marco Neves, Marco Soares e Marta Horta
BED DAYS - António Faria, André Gaspar, Guilherme Afonso e Francisco Dias
VORTEX - Mónica Fraga e Martin Gerhardt
TOBIAS, O PÁSSARO QUE TEM VERTIGENS - Sandra Gomes e Nelson Gameiro
MIND VERTIGO - Vasco Portugal e Vasco Santos - Prémio Especial do Júri Melhor Montagem
INNER FALL - Mariana Pinto Coelho, Teresa Pinto Bastos, Luísa Santos e Maria Seruya
MURPHY MORREU - Francisco de Jesus, Valter Dias e Carlos Ruas
UM.ZERO - Frederico Bastos
ESCARGOT - João Moura, João Oliveira, Nuno Moço e Tiago Abreu
UNA LACRIMA CADUTA - Carlota Gonçalves e Possidónio Cachapa - 3º Prémio
LOU(CURA) - Margarida Catrola, Tânia Belo e Renata Castro
V. MEMORY - José Luís de Matos e Sara Abrantes
OF.BALANCE - Edgar Santinhos e João Biscaia - 1º lugar ex-aequo
DÉCIMO SEXTO - Sofia Pimentão, Maria Romero, Ana Rita Ochoa, Tiago Lourenço e José Borges
L.M.S. - Maria Carita, Nuno Baptista, Paula Diaz Gonzalez - 1º lugar ex-aequo
Videoteca Municipal de Lisboa
Largo do Calvário, 2 1300-113 Lisboa
Tel. 213610220
Fax: 213610222
www.videotecalisboa.org
geral@videotecalisboa.org
Fonte: CML

A exposição de pintura da artista plástica Sofia Saraiva, vai estar patente ao público no Centro de Documentação do Edifício Central do Município (Campo Grande, nº 25, 1º), entre os dias 21 de Outubro a 2 de Novembro. A inauguração oficial vai ter lugar no dia 20 de Outubro, pelas 17h00.
Sofia Saraiva, concluiu o Curso de Pintura da Sociedade Nacional de Belas Artes no ano lectivo de 2002/2003, sob orientação dos pintores Jaime Silva e Mário Rita.
Participou em diversas exposições tais como o concurso de pintura e Escultura Artur Bual em 2005; no ano de 2004 obteve um Certificado de Participação no II Certame Internacional de Artes Plásticas “Aires de Córdoba”; em 2003 participou na Exposição Individual na Caixa Geral de Depósitos - Avenida João XXI; no ano de 2002 esteve também presente na Exposição Individual na Caixa Geral de Depósitos, em Oeiras e ainda nos anos de 2001, 2002 e 2003 participou nas Exposições de final de ano da SNBA.
A exposição poderá ser visitada de 2ª a 6ª feira, entre as 08h00 e as 20h00.
Fonte: CML
Foi lançado o número 5 (edição especial) da LXF – Lisboa Futura, revista do Peçouro do Licenciamento Urbanístico e Reabilitação Urbana da Câmara Municipal de Lisboa, dirigida pela vereadora Eduarda Napoleão.
Com editorial de José Sarmento de Matos, seu director editorial, a revista, de 124 páginas, dedica grande parte do seu espaço ao dossier da candidatura a Património Mundial da Baixa Pombalina.
Na secção Lisboa Viva, Alfama e Mouraria recebem o destaque deste número, com peças sobre alguns dos agentes sociais, económicos e culturais que dinamizam a vida destes bairros. A secção Lisboa Activa debate questões de competitividade e da Universidade na cidade. A secção Lisboa Criativa debruça-se sobre vários eventos que tiveram a cidade por palco, entre os quais a Moda Lisboa, a Feira do Livro e a Experimente Design.
No entanto, a par do dossier sobre a Baixa Pombalina, a grande força deste número incide sobre os diversos projectos e planos estratégicos, de que se destacam os respeitantes a:
- Agência Europeia de Segurança Marítima (do arquitecto Manuel Taínha, para o Cais do Sodré);
- Aterro da Boavista (conjunto de edifícios e espaço público, pelo arquitecto Norman Foster);
- Espaços Mirandela e Carris em Alcântara-Santo Amaro (projectos autónomos no perímetro do projecto urbanístico Alcântara XXI, pelos arquitectos Frederico Valsassina e Manuel Aires Mateus);
- Novalcântara (também no âmbito do estudo urbanístico Alcântara XXI, empreendimento de habitação e escritórios, concebido pelo arquitecto Mário Sua Kay);
- Alcântara-Mar (projecto maioritariamente pra habitação, inserido no Alcântara XXI, em terrenos municipais, junto ao futuro interface de transportes, da autoria do arquitecto Jean Nouvel);
- Pinhol (ainda em Alcântara XXI, projecto de habitação e terciário, dos arquitectos Frederico Valsassina e Manuel Aires Mateus);
- Praça de Entrecampos (projecto de uma nova praça, junto à Avenida das Forças Armadas, com vocação jovem e ligação ao pólo universitário, da Promontório Arquitectos);
- Parque Mayer (centro de arte e cultura nos terrenos do antigo Parque, agora de propriedade municipal, encomendado ao arquitecto Frank Ghery);
- Campolide Parque (projecto de habitação e espaço público, segundo os conceitos de quarteirão aberto para praça, doa arquitectos José Soalheiro, Teresa Castro e Michel Mossessian);
- Jardins do Braço de Prata, projecto de habitação em ruas perpendiculares ao rio, pelo arquitecto Renzo Piano);
- Área Envolvente do Palácio da Ajuda (valorização do espaço público e viário, segundo estudo do arquitecto Gonçalo Byrne)
- PUZRO (Plano de Urbanização da Zona Ribeirinha Oriental) e PUALZE (Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente).
A revista, de esmerado apuro gráfico e design atractivo (direcção de arte de Jorge Silva e concebida na Silva!Designers), tem uma tiragem de 2000 exemplares e gestão comercial da SRU Baixa Pombalina, Sociedade de Reabilitação Urbana, EM, e tem um preço de capa de 8,50 €.
Fonte: CML
Os concorrentes da terceira edição do Rally de automóveis clássicos, que liga as capitais inglesa e portuguesa, foram recebidos no dia 17 de Outubro, na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho, pelo vereador Fontão de Carvalho.
O vereador considerou este tipo de iniciativas “muito importantes para o turismo”, não só da cidade, mas do país, salientando a “boa capacidade organizativa” do mesmo, traduzida em grandes eventos recentes.
Os concorrentes do Rally London-Lisbon Classic Reliability & Touring Trial começaram a chegar a Lisboa por volta das 15h, depois de uma viagem de oito dias que os trouxe desde Greenwich, em Inglaterra, até Lisboa. Pelo meio ficou uma travessia por Espanha, onde em Bilbao se juntaram aos participantes continentais. Entraram em Portugal por Vila Real, de onde desceram ao longo da costa litoral até Lisboa. Os automóveis clássicos estiveram expostos durante a tarde na Praça do Comércio, onde quem passava podia apreciar as belas máquinas de outros tempos.
De entre os vários episódios e aventuras que uma prova deste género proporciona, Peter Nerdin, o representante da Historic Endurance Rallying Organization (HERO), destaca um em que o Alfa Romeo Giulia Sprint GT (1965) da dupla David Strand / Jim Thomas caiu de uma ribanceira, sendo posteriormente recolhido com a ajuda de um agricultor local, tendo conseguido ainda assim terminar a prova.
Peter Nerdin ofereceu a Fontão de Carvalho uma medalha de ouro destinada aos vencedores do Rally e ainda uma peça em cristal, feita para assinalar o evento. O representante da HERO fez elogios à polícia municipal pela assistência prestada à chegada à capital e referiu à boa relação existente entre Londres e Lisboa, salientando a amabilidade com que o nosso país sempre os acolhe e a simpatia e o gosto que todos os participantes nutrem por Portugal, por Lisboa e pela sua população “muito hospitaleira”.
Fonte: CML

A fadista Mafalda Arnauth actua no Centro Cultural de Belém no próximo dia 4 de Novembro, às 21:30 horas. A cantora apresenta o seu último álbum, intitulado «Diário».
Mafalda Arnauth conta já com cinco discos editados sendo considerada um dos nomes mais importantes da vaga de «novo fado». No espectáculo a cantora é acompanhada por Paulo Pereira (guitarra portuguesa), Ramon Maschio (guitarra clássica), Luís Pontes (guitarra clássica) e Ricardo Cruz (baixo acústico). O preço dos bilhetes varia entre os 10 e os 20 euros.
Fonte: Diário Digital
Está a um vereador da maioria absoluta em Lisboa. A 15 dias da tomada de posse, Carmona ainda não distribuiu pelouros, nem anunciou coligações. Escolha óbvia recai sobre Nogueira Pinto, mas nos bastidores há elementos do PSD a puxar pelo PCP.
Carmona Rodrigues venceu a Câmara Municipal de Lisboa. Mas sem maioria absoluta. Conquistou oito vereadores para o PSD e está a um de formar maioria absoluta. Conseguiria a maioria absoluta com um acordo com Maria José Nogueira Pinto. Juntos, PSD e CDS-PP têm nove vereadores, contra os oito da oposição - o PS tem cinco, o PCP dois e o Bloco de Esquerda um.
A vereadora do CDS é a escolha mais óbvia para este candidato que fez parte do Governo de coligação PSD/CDS-PP e governou a autarquia da capital com a ajuda do CDS, nas últimas eleições.
Ao PortugalDiário, um elemento da direcção do CDS-PP reforçava a ideia de que Nogueira Pinto era a «escolha certa» para quem reconhece que a coligação nos últimos quatro anos correu bem. «Era difícil explicar aos sociais-democratas que agora a escolha para formar o executivo camarário iria para outro partido, quando PSD e CDS-PP têm um passado recente de boa colaboração».
O PortugalDiário soube que dentro do PSD há dirigentes que defendem que Carmona Rodrigues deve optar pela ajuda do PCP para dirigir a Câmara de Lisboa, em detrimento da coligação à direita. Assim, e à semelhança do que Rui Rio fez no Porto, o recém-eleito presidente alfacinha poderia optar por formar o executivo camarário com o vereador eleito pela CDU, Ruben de Carvalho, deixando de lado a centrista Maria José Nogueira Pinto.
Mas, como dirigentes do PSD, afirmaram ao PortugalDiário, Carmona Rodrigues é «independente», e está mais preocupado com Lisboa do que com «gestão partidária dos recursos». Frases que recordam a realização das listas do PSD de candidatura à autarquia - onde a polémica foi muita -, levando Carmona admitir que «desconhece as lógicas» dos partidos.
Em declarações à Lusa, o assessor do presidente da autarquia garantiu que «o professor vai contactar todas as forças políticas, e obviamente também o CDS-PP, com quem teve uma coligação nos últimos quatro anos e que correu bem».
Nogueira Pinto já fez saber que está à espera do telefonema de Carmona e está disposta a fazer um acordo pós-eleitoral com o PSD. Sá Fernandes já avisou que está de fora desta contabilidade, e o PS também foi dizendo que assume o seu papel de oposição. O PCP não pôs de parte qualquer negociação, preferindo aguardar.
Desta feita, sem BE e PS, sobram CDS e PCP. Carmona Rodrigues, logo na segunda-feira seguinte às eleições, repetiu a ideia do «pacto de governação com todos» publicitado durante a campanha, o que poderá levar o autarca a angariar para um executivo «desenhado a lápis» os dois elementos do CDS e PCP.
Afinal, apesar das divergências de ideias, Nogueira Pinto e Ruben de Carvalho dão-se bem. A candidata do CDS referiu em entrevista ao PortugalDiário, antes das eleições, que «nas autarquias as questões ideológicas esbatem-se» e que «se fosse eleita, convidava Ruben de Carvalho para a equipa». Sem ter conquistado a presidência da câmara, a democrata-cristã é vereadora e com um lugar à espera, entre as cadeiras que Carmona tem gerido. Ruben poderia completar este executivo dando ao governo de Carmona a quantia de 10 vereadores.
Entre os vereadores eleitos nas listas do PSD, o PortugalDiário sabe que Pedro Feist poderá ficar com o pelouro da Higiene Urbana e Desporto, Fontão de Carvalho com as Finanças, Amaral Lopes com a Cultura, Carmona Rodrigues fica com Urbanismo e Turismo e Gabriela Seara com a Reabilitação Urbana. Faltam pelouros, vereadores eleitos pelo PSD e, sobretudo, as decisões de Carmona que tem 15 dias para arrumar a casa, até à tomada de posse.
Fonte: Portugal Diário
A história da freguesia de N. Srª de Fátima.
As portas do Armazém 23, no Cais da Matinha em Lisboa abriram-se no dia 13, ao final da tarde, para dar início à edição Desire, a 25ª da Moda Lisboa, que nos antecipa a Moda para a próxima estação Primavera-Verão.
A festa faz-se com um total de 23 desfiles, acompanhados por inúmeras actividades paralelas, distribuídos por quatro dias (até dia 16) que apelam ao Desejo e promovem o país e a moda Made in Portugal aquém e além fronteiras.
Na opinião dos organizadores e almas do evento Eduarda Abbondanza e Mário Matos Ribeiro «quando o desejo se transforma, o Acontecimento nasce e tudo se inscreve» e acrescentam «é o acontecimento inundado pelo desejo. Foi o desejo que contemplou o projecto. É o desejo que nos envolve neste movimento perpétuo de fazer mais e melhor (...) é o desejo que nos inspira e orienta».
Às 17.h30, assistimos à inauguração da exposição «Customized Paper jacket» da marca Nike com a apresentação de vinte e quatro casacos de papel Nike Windrunner customizados por 24 criativos. Seguiram-se os desfiles de Storytailors, Ricardo Dourado (LAB), Lidija Kolovrat e Dino Alves que surpreenderam pela fantasia ambição, peças depuradas e exuberância.
ModaLisboa Desire continuou na sexta-feira com os desfiles de Alves/Gonçalves, Aleksandar Protich (LAB), Miguel Vieira, Alexandra Moura e Lion of Porches. Sábado promete ser um dia cheio com maior número de consagrados como Katty Xiomara, Maria Gambina, José António Tenente e Ana Salazar para acabar em beleza, no domingo, com a marca Lanidor e os também aclamados Luís Buchinho, Anabela Baldaque e Nuno Baltazar.
Fonte: Expresso on line

Harry Potter, o jovem feiticeiro, vai estar esta noite no Convento do Carmo a apresentar o seu novo livro. Potter continua um verdadeiro mágico do marketing e parece longe de perder a sua capacidade de enfeitiçar uma imensa legião de leitores. A Editorial Presença explicou ao EXPRESSO On Line, o que irá acontecer no lançamento de «Harry Potter e o Príncipe Misterioso».
O que podem esperar os 500 convidados que vão participar esta noite no lançamento do livro «Harry Potter e o Príncipe Misterioso» no Convento do Carmo?
Não queremos revelar muito, a fim de não quebrar a surpresa, mas haverá bastante interactividade e dinâmica, com blocos de animação a sucederem-se uns aos outros. O evento começa às 22 horas e a apoteose irá dar-se com a contagem decrescente para a meia-noite, altura em que o livro é colocado à venda em alguns locais, como as FNAC e as livrarias Bertrand.
O sucesso do lançamento do anterior livro de Potter, no Panteão Nacional, levou-vos a repetir a experiência agora no Convento do Carmo?
Em termos mediáticos o anterior lançamento foi considerado, pela Prisma Awards, o melhor evento do ano. Foi organizado através da agência de projectos de imagem e marcas Única e resultou muito bem junto dos leitores e da sociedade portuguesa no geral, devido ao destaque mediático que alcançou. Daí termos voltado a organizar este lançamento através da Única. O nosso objectivo é pôr toda a gente a falar de Harry Potter e projectar ainda mais o fenómeno.
A utilização da agência e todo o aparato em torno do lançamento deve-se a Harry Potter ser um caso especial?
A própria originalidade do evento é para criar uma distanciação em relação ao circuito normal dos lançamentos e das livrarias. Já fizemos outros lançamentos em bares e discotecas, mas Harry Potter é um caso muito particular, com um público alvo dos 8 aos 88 anos, daí que tenhamos voltado a organizar o lançamento num imóvel classificado.
Declarações de Inês Mourão, do departamento de Comunicação e Relações Públicas da Editorial Presença.
Fonte: Expresso on line
O Pavilhão Atlântico apresentou uma nova porta de entrada no seu site em que permite a venda de bilhetes online. A nova faceta está disponível a partir desta sexta-feira. A nova modalidade permite igualmente escolher o lugar preciso que o comprador pretende para assistir aos espectáculos.
Entre outros eventos previstos, o Pavilhão Atlântico recebe brevemente os MTV Europe Music Awards (3 de Novembro), Coldplay (23 de Novembro) e The Black Eyed Peas (8 de Dezembro).
Fonte: Diário Digital

O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, mantém a intenção de contactar todas as forças políticas eleitas domingo para o executivo municipal, nomeadamente o CDS/PP, que esteve coligado com o PSD no anterior mandato.
A vereadora do CDS/PP na autarquia, Maria José Nogueira Pinto, afirmou hoje à Lusa estar «disponível para assegurar a governação da Câmara Municipal de Lisboa, dentro de princípios de razoabilidade a ser discutidos», mas continua à espera de um contacto de Carmona Rodrigues.
Em declarações à Lusa, o assessor do presidente da autarquia disse que «muito em breve Carmona Rodrigues irá contactar o CDS, tal como irá contactar os outros partidos», procurando obter pactos que viabilizem a governação da cidade .
«O professor [Carmona Rodrigues] mantém tudo o que disse na campanha. Vai contactar todas as forças políticas, e obviamente também o CDS/PP, com quem teve uma coligação nos últimos quatro anos e que correu bem», adiantou a mesma fonte.
O PSD ganhou as eleições autárquicas de domingo, elegendo oito dos 17 vereadores, e conseguiria a maioria absoluta com um acordo com Maria José Nogueir a Pinto.
Juntos, PSD e CDS/PP têm nove vereadores, contra os oito da oposição - o PS tem cinco, o PCP dois e o Bloco de Esquerda um.
Fonte: Lusa

A vereadora do CDS/PP na Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, disse sexta-feira à Lusa que está disposta a fazer um acordo pós-eleitoral com o PSD e que continua à espera de um contacto do presidente da autarquia, Carmona Rodrigues.
«Como disse durante a campanha, estou disponível para assegurar a governação da Câmara Municipal de Lisboa, dentro de princípios de razoabilidade a ser discutidos. Mas quem ganhou as eleições é que tem que falar», afirmou Maria José Nogueira Pinto à Lusa.
«Até ao momento, o meu telemóvel não recebeu essa chamada», acrescentou.
O PSD ganhou as eleições autárquicas de domingo, elegendo oito dos 17 vereadores, e conseguiria a maioria absoluta com um acordo com Maria José Nogueira Pinto.
Juntos, PSD e CDS/PP têm nove vereadores, contra os oito da oposição - o PS tem cinco, o PCP dois e o Bloco de Esquerda um.
Logo na segunda-feira, dia seguinte às eleições, o presidente eleito, Carmona Rodrigues, reiterou a proposta de conversações com os partidos para estabelecer um pacto de governação, tendo dito que não iria falar apenas com o CDS/PP.
Fonte: Lusa
O Departamento de Protecção Civil (DPC) da Câmara Municipal de Lisboa apresentou esta tarde, no Centro de Informação Urbana da cidade, em Picoas, o filme de animação "Quando a Terra Tremer...", destinado à sensibilização e orientação de crianças para a eventualidade da ocorrência de um sismo.
Guiados pelo cão "Tinoni", pelo jovem "Bruno" e pelo passarinho "Aviso", um grupo de crianças assistiu às instruções sobre o que fazer antes, durante e depois da ocorrência de um sismo.
O filme, que contou com o patrocínio da União Europeia, será distribuído gratuitamente em escolas e infantários públicos a partir de 2006.
Segundo Ana Lencastre, do DPC, as crianças foram escolhidas como público-alvo devido à sua "maior facilidade de aprendizagem" e pela "possibilidade de partilharem os conhecimentos adquiridos com familiares ou amigos".
Os alunos que assisitiram ao filme são do 3º ano da Escola João dos Santos de Marvila, que foi escolhida por dar formação sobre segurança aos professores e por promover anualmente simulações de emergência, segundo a directora da escola, Irene Gonçalves.
No próximo dia 1 de Novembro cumprem-se 250 anos sobre o terramoto que abalou Lisboa, em 1755, e que terá provocado 60 mil mortos.
De acordo com um estudo de Cansado Carvalho, chefe do Grupo de Estudos e Equipamentos de Engenharia Sísmica do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, grande parte das construções em Portugal apresentam "insuficiente resistência sísmica".
Algumas medidas a tomar em caso de sismo:
Antes
Preparar um “kit” de emergência com enlatados, água, lanterna, rádio, pilhas, "kit" de primeiros socorros e medicamentos essenciais
Aparafusar a mobília à parede
Arrumar os objectos mais pesados nas prateleiras inferiores dos móveis
Combinar em família um local de encontro para depois do sismo, caso se separem
Durante
Dentro de casa:
Afastar-se de janelas, espelhos e móveis
Abrigar-se debaixo de uma mesa, cama ou porta
Fora de casa:
Se for a pé, manter-se afastado de postes de electricidade, edifícios, janelas e varandas
Se for de carro, parar num local amplo, longe de tudo o que possa desabar
Depois
Manter a calma
Se estiver em casa, desligar a água, luz e gás
Dirigir-se ao local de encontro combinado
Evitar andar na rua para não atrapalhar as equipas de emergência
Estar preparado para possíveis réplicas
Fonte: Público on line
"Sete das famílias encontram-se na residência de familiares e duas estão em pensões. É uma situação provisória, dado que a autarquia vai arranjar-lhes uma nova habitação", disse à Lusa uma fonte da Câmara.
Um prédio municipal situado na Rua Josefa de Óbidos, em Lisboa, foi hoje desocupado por "apresentar condições avançadas de degradação", tendo sido realojadas nove famílias.
O prédio com o número 27 da Rua Josefa de Óbidos "em princípio é para demolir, pois o seu estado de degradação não permite recuperação".
Um morador de outro prédio da Rua Josefa de Óbidos disse que o interior do prédio agora desocupado "estava a ceder".
Os serviços da Câmara de Lisboa colocaram gradeamentos em redor do prédio para impedir a aproximação de pessoas e veículos, encontrando-se o local a ser vigiado pela Polícia Municipal.
Fonte: Público on line
PSD e CDS entendem-se na Camara Municipal de Lisboa.
Ruben de Carvalho, vereador eleito pela CDU para a Câmara Municipal de Lisboa (CML), rejeita aceitar qualquer pelouro que lhe venha a ser proposto pelo presidente, Carmona Rodrigues. Manuel Maria Carrilho, eleito pelo PS, e José Sá Fernandes, eleito pelo BE, também já expressaram a sua recusa na aceitação de qualquer pelouro, o que só deixa ao PSD a possibilidade de aliança com a vereadora do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, para conseguir a maioria absoluta na CML.
O vereador comunista diz que não aceitará qualquer pelouro, o que, garante, já deixara bem claro durante a campanha eleitoral, quando, inclusive, chamou taxativamente “mentiroso” ao dirigente do PS Miguel Coelho, que afirmou existirem acordos entre o PSD e a CDU com vista à atribuição de pastas. Ruben de Carvalho diz que essa insinuação também lhe foi feita pelo bloquista Sá Fernandes, que recebeu a mesma resposta que o líder socialista.
Apenas a vereadora democratacristã parece não fechar a porta a Carmona Rodrigues. “Dentro de um quadro de razoabilidade, asseguramos a governabilidade da cidade, o que é muito importante, porque é a capital do país e dessa boa relação dependem muitos milhares de pessoas. Só que qualquer tipo de entendimento terá de passar por condições que me permitam não defraudar as expectativas do eleitorado que votou em mim”, explicou ontem Maria José Nogueira Pinto.
Carmona insiste em reunir-se com PS, CDU e BE
Apesar das sucessivas recusas, Carmona Rodrigues quer ouvir de viva voz a posição dos vereadores de esquerda, não abdicando de se reunir com eles. “Independentemente das tomadas de posição dos vereadores eleitos pelo PS, CDU e BE, Carmona Rodrigues entende ser muito importante cumprir o que prometeu durante a campanha, que é reunir-se com todas as forças políticas e procurar um pacto de governabilidade, que poderá passar pela atribuição de pelouros”, disse ao PÚBLICO João Reis, assessor da presidência da CML.
Ainda segundo este responsável, as conversações com os diferentes partidos políticos deverão estar concluídas até ao final do mês, a tempo da tomada de posse do novo executivo.
A mesma posição é defendida por Paula Teixeira da Cruz, deputada eleita para a Assembleia Municipal de Lisboa — onde o PSD conquistou a maioria, com 56 eleitos num universo de 107 — e membro da direcção nacional do PSD, que considera que o diálogo com todos os partidos é essencial.
“Tem que se continuar a aprofundar o esforço com todas as forças políticas, para tentar a mais eficaz governabilidade da cidade. Não há desistências nesta procura”, diz.
António Preto, presidente da distrital de Lisboa do PSD, não comenta a possibilidade de a única aliança possível se desenhar à direita. Diz apenas que a decisão compete a Carmona Rodrigues, “uma pessoa sensata que encontrará soluções para a governabilidade da cidade”.
António Carlos Monteiro, presidente da distrital de Lisboa do CDS-PP, não quis ontem prestar declarações, por considerar que “o momento não é oportuno”.
O PSD ganhou a Câmara de Lisboa, elegendo oito vereadores, o que não lhe dá a maioria absoluta, já que o PS conseguiu eleger cinco, a CDU dois e o BE e o CDS-PP um cada. Maiorias absolutas “laranja” em Lisboa só mesmo na Assembleia Municipal, onde o PSD elegeu um total de 56 membros (23 deputados municipais e 33 presidentes de junta de freguesia), enquanto o PS conseguiu 28 lugares, a CDU 15, o BE cinco e o CDS-PP três.
Fonte: Público on line

Primeiro chegou o calendário.
Desfilie abstracto de um certo imaginário.
Depois assentou o vento.
Ar viajante que dá alento.
Do vento saltaram folhas secas.
Rebentou de seguida a chuva,
logo a seguir à apanha da uva.
Hoje, vi o homem das castanhas.
Sem ambiguidades estranhas,
Nem perguntas a mecas,
concluí, enfim, que chegou o Outono à cidade.
Verdade.

Ao fim de treze anos de carreira, os Clã lançam finalmente o seu primeiro álbum ao vivo. É um cd duplo com a vitalidade e garra que a banda de Manuela Azevedo sempre mostrou em palco. «Clã Vivo» é apresentado esta noite num concerto no Santiago Alquimista, em Lisboa.
«Clã Vivo» é um álbum que surge num ponto alto do percurso da banda, após a edição de «Rosa Carne» (considerado um dos seus melhores álbuns) e da bem sucedida participação da dupla Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves no projecto Humanos, onde recriaram alguns temas inéditos de António Variações.
O álbum reúne gravações de concertos realizados entre 2000 e 2004, mas é centrado sobretudo nas actuações de apresentação de «Lustro» (em 2001 na Aula Magna) e de «Rosa Carne» (em 2004 no Centro Cultural Olga Cadaval), contando com uma série de convidados especiais como Maria João, Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta), Manel Cruz (Pluto e ex-Ornatos Violeta) e o brasileiro Arnaldo Antunes.
Ao longo dos 24 temas eles viajam entre a sonoridade que faz a marca dos Clã, das suas baladas pop à sua faceta mais roqueira. Mas este é também um trabalho de cumplicidades. E para além de contar com a participação de alguns convidados especiais nos concertos, os Clã interpretam também temas criados em conjunto com músicos como Rui Veloso, Carlos Tê ou Sérgio Godinho, ou mesmo uma incursão pela música dos Xutos, com a versão de «Conta-me Histórias».
O concerto de apresentação é às 21h30 no Santiago Alquimista.
Fonte: Expresso on line
Todos os 40 trabalhadores do Ballet Gulbenkian já chegaram a acordo com a Fundação para a rescisão do contrato, na sequência da extinção da companhia, revelou esta quinta-feira à Agência Lusa fonte da entidade.
De acordo com a mesma fonte, as negociações, cujo prazo terminou no final de Setembro, decorreram de forma «muito individual», mas, independentemente da categoria profissional, cada trabalhador recebeu, no mínimo, quatro anos de salários. Além disso, no âmbito do acordo, os trabalhadores do Ballet Gulbenkian - entre deles 27 bailarinos - têm ainda direito a receber os salários até final de Agosto de 2006, data em que a companhia de dança se extinguirá definitivamente.
Quinze colaboradores, alguns dos quais encontraram outro emprego e outros que pretendem avançar com um projecto próprio, preferiram receber de imediato o valor por inteiro, indicou a fonte, escusando-se a revelar os montantes envolvidos nas negociações.
Paralelamente, a Fundação Calouste Gulbenkian está a apoiar a qualificação profissional de alguns funcionários através de cursos de formação.
A 5 de Julho deste ano, o conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian anunciou a extinção da companhia, criada há 40 anos, justificando a decisão com uma reestruturação da instituição.
Esta decisão, justificada ainda com «a alteração do panorama da dança em Portugal», causou surpresa na comunidade de profissionais da dança e até protestos por parte de diversas entidades privadas e partidos políticos.
Calouste Sarkis Gulbenkian faleceu há 50 anos, tendo deixado em Portugal uma fundação com o seu nome, criada em 1956, que se tem dedicado às áreas da arte, da beneficência, educação e ciência.
Fonte: Lusa
Os museus de Lisboa encerrados ainda não têm data de abertura prevista.
No Museu da Arte Popular estão a decorrer obras de reconstrução da cobertura. O interior do edifício também está a ser renovado¿, explica ao METRO, Manuel Oleiro, do Instituto Português de Museus (IPM). O responsável garante que o espaço vai reabrir ao público dentro de um ano.
A mesma sorte não tem a Casa-Museu Mestre João da Silva. Encerrada há mais de um ano, a instituição pertença da Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), está envolvida numa disputa jurídica, não pela propriedade, mas pela gestão. António Silva, director de serviço da SNBA, esclarece que estava a ser gerida pela filha do artista.
¿Depois da morte da se-nhora,a gestão ficou entre-gue a uma pessoa que não era da confiança da SNBA. É esse diferendo que está a ser tratado.¿
O espaço foi habitação e atelier, entre 1930 e 1960, do escultor João da Silva, que deixou uma obra na história da ourivesaria, escultura, numismática e medalhística portuguesa. ¿O museu está encerrado desde o dia 24 de Junho de 2004 e não se sabe quando vai abrir. Todos sabemos da morosidade dos tribunais portugueses¿, diz António Silva.
Um dos museus mais procurados de Lisboa é o do traje, que está, hoje em dia, encerrado parcialmente. ¿Há zonas que estão abertas ao público, nomeadamente a parte das lojas e restauração. Estão a decorrer obras de re-modelação das infra-estruturas e vai abrir sem restrições em meados de 2006¿, afirma Manuel Oleiro.
O Museu de Electricidade ocupa as instalações da antiga Central Tejo que forneceu energia eléctrica à cidade durante entre 1908 e 1951.
Conserva ainda as caldeiras de alta pressão e os edifícios, restaurados, estão classificados como património nacional. Os lisboetas não podem, porém, visitar o museu porque está fechado para obras. Ainda sem data definida de reabertura, as previsões apontam para que em Janeiro de 2006 o espaço seja devolvido à cidade.
Os três museus preferidos Inaugurado em Junho de 1998, o Museu de Cera tem cerca de 165 figuras e homenageia personalidades e episódios da história de Portugal e da humanidade. Segundo o site da Câmara Municipal de Lisboa, este é mais um museu que tem as portas trancadas. Até ao fecho desta edição não foi possível saber as causas do encerramento.
De acordo com o IPM, de Janeiro a Maio de 2005, 77 857 pessoas visitaram o Museu Nacional dos Coches. O segundo mais procurado, em Lisboa, é o Museu Nacional de Arte Antiga, com 48 904 visitantes, seguido do Museu Nacional do Azulejo que recebeu mais de 29 3oo pessoas.
Apesar dos números, Manuel Oleiro considera que os portugueses deviam ir mais aos museus. ¿Quando vamos ao estrangeiro visitamos. Aqui deixamos para o dia seguinte.
Fonte: Portugal Diário
O Presidente da República portuguesa, Manuel de Arriaga, coloca a primeira pedra no edifício de A Voz do Operário, em Lisboa.

É criada a Guarda Nacional Republicana, reunindo as Guardas Municipais de Lisboa e Porto.
Lisboa era sacudida por um terramoto. Um mau prenúncio de 1755...

A fadista Lenita Gentil lança esta semana o seu novo álbum, "Outro lado do fado", que inclui temas inéditos, nomeadamente de Mário de Sá-Carneiro, adaptados a músicas do fado tradicional, e temas criados por Amália Rodrigues. Novo álbum inclui temas inéditos de Mário de Sá-Carneiro e temas criados por Amália Rodrigues.
"Versos de amor", de Sá-Carneiro, é um dos inéditos que Lenita Gentil canta com música de Marques do Amaral.
Outro dos inéditos tem a assinatura de António Rocha, "Findar em teus braços", na música do fado Andaluz de autoria de Jaime Tiago dos Santos.
Do repertório de Amália recupera dois temas, "Maldição" (David Mourão-Ferreira/Alfredo Marceneiro) e "Fria Claridade" de Pedro Homem de Mello, que Lenita Gentil interpreta na música do fado Mouraria, e não na sua música original de José Marques do Amaral.
Para o estudioso de fado Luís de Castro "este é um dos melhores discos de fado tradicional, editado este ano".
Em declarações à agência Lusa, Luís de Castro salientou que "Lenita surge com um grande fulgor e com a capacidade de interpretação que é, aliás, seu apanágio".
"Senhora de uma voz potente e bonita, Lenita não cede neste CD à tentação de um registo apenas de voz mas molda-a a uma interpretação sentida e pungente".
Luís de Castro, membro do grupo de consultores da candidatura do fado a património da Humanidade, referiu a utilização de músicas tradicionais como o fado Vitória ou o fado Andaluz para letras novas, "sem em nada desvirtuar e, pelo contrário, demonstrando como se pode inovar a tradição reinventando-a liricamente".
Na música do fado Vitória, de autoria de Joaquim Campos, Lenita Gentil interpreta "Sou livre" de António Luís Portugal.
Neste álbum, editado pela Ovação, Lenita Gentil é acompanhada por Fernando Silva (guitarra portuguesa), Jaimes Santos (viola) e Joel Pina (viola-baixo).
Lenita Gentil, com uma carreira de 35 anos, foi das primeiras cançonetistas a gravar fado atraída pela sonoridade da guitarra portuguesa, como afirmou à Lusa.
Luís de Castro considerou por seu turno que Lenita Gentil "soube imprimir ao fado uma dinâmica própria e pessoalíssima, recriando fados conhecidos, soube sempre dar-lhes a sua interpretação sem nunca imitar ninguém".
"A versatilidade e potencialidade da voz de Lenita permite-lhe abordar, tanto o fado, como a canção coimbrã e a ligeira, e neste CD afirma-se plenamente como uma grande fadista", rematou.
Em Julho passado, a Movieplay Portuguesa revisitou a carreira da intérprete com a edição em duplo CD de alguns dos seus êxitos.
Natural da Marinha Grande, Lenita Gentil iniciou a sua carreira aos 16 anos aos microfones dos Emissores Reunidos do Norte, no Porto, pela mão do maestro Resende Dias.
Participou em vários festivais, tanto nacionais como estrangeiros, designadamente da Figueira da Foz, que venceu em 1967, o da RTP (em 1971 e 1989), de Aranda del Duero (que venceu em 1966 e 1968), México, Polónia, Roménia e nas Olimpíadas da Canção na Grécia, onde recebeu o Prémio da Crítica.
Em 1968 ganhou o Óscar da Imprensa, no mesmo ano em que venceu o Festival da Canção da Costa Verde, que se realizava no Casino de Espinho.
Fonte: Portugal Diário
Dez prédios já evacuados estão ameaçados por um grua em risco de cair numa rua em Lisboa, mas os trabalhos de desmontagem da estrutura começaram pelas 21:00, disse fonte do Serviço Municipal de Protecção Civil.
Inicialmente, uma fonte do Regimento de Sapadores de Bombeiros tinha dito à Agência Lusa que eram dois os prédios ameaçados, mas essa informação foi corrigia pelo Serviço Municipal de Protecção Civil (SMPC) de Lisboa.
Trata-se de dez prédios ameaçados nas ruas do Salitre e Rodrigo da Fonseca, sendo que na primeira artéria os edifícios são essencialmente de comércio.
Os residentes dos prédios evacuados estão a ser encaminhados para o Hotel Altis (Lisboa), onde se encontram dois psicólogos, do INEM - Instituto Nacional de Emergência Médica - e do SMPC.
Até às 21:00, 37 pessoas, de 14 famílias, tinham comparecido na recepção do Hotel Altis, onde se encontram os psicólogos, disse à Lusa fonte do SMPC.
A fonte admitiu que o número de pessoas possa aumentar, dado que "muita gente chega do trabalho só à noite".
O SMPC ainda não sabe se será necessário que os residentes dos dez prédios passem a noite no Hotel Altis, uma vez que se prevê que o trabalho de desmontagem da grua em risco esteja concluído pelas 23:00.
O problema foi detectado na tarde de hoje, quando uma grua fixa "de cerca de 60 toneladas" ficou em desequilíbrio na Rua Rodrigo da Fonseca por ter havido uma "cedência de terras" no local de apoio, fazendo-a descair.
Uma segunda grua, móvel, foi levada para o local, para resolver o problema, mas "quando se iniciavam os trabalhos, a primeira grua rodou e encostou-se à segunda (móvel)", que deixou de poder funcionar.
Foi depois enviada para o local uma terceira grua móvel, para desmontar a grua fixa.
Às 21:40, a Rua Rodrigo da Fonseca ainda estava fechada ao trânsito.
Além dos Sapadores de Lisboa e da Protecção Civil Municipal permanecem no local elementos do INEM e engenheiros da obra onde está a grua.
Para esta madrugada o Instituto de Meteorologia prevê a ocorrência de ventos fortes.
Fonte: Lusa
Lisboa conheceu segunda-feira, nalgumas horas, um nível de precipitação maior do que o que foi registado em Novembro e Dezembro do ano passado, mas ainda assim não chega para escapar à seca.
Entre as 21:00 de domingo e as 15:00 de hoje caíram 33 milímetros de chuva em Lisboa, 13 dos quais numa só hora, muito acima dos 26 milímetros registados ao longo dos dois últimos meses de 2004, disse à Lusa Fátima Espírito Santo do Instituto de Meteorologia (IM).
Acima deste valor, só mesmo os 39 milímetros registados em Março de 2005, distribuídos ao longo de todo o mês, num ano em que os valores da precipitação têm sido muito inferiores ao normal, ou mesmo zero, como em Janeiro.
Lisboa foi hoje a estação do IM que registou maior quantidade de precipitação, mas a chuva caiu também com intensidade na faixa centro-Sul de Portugal, sobretudo abaixo do Tejo, com 10 milímetros de chuva em Beja e 23 em Faro.
Terça e quarta-feira deverá manter-se o mau tempo, com chuva e trovoada, mas na quinta-feira prevê-se períodos de céu limpo, embora com os termómetros a baixar.
A tendência para o aumento de nebulosidade e ocorrência de precipitação só volta a partir de domingo e deverá manter-se até ao dia 19.
No entanto, a chuva não é suficiente para passar de uma situação de seca para uma situação normal.
"Para que isso acontecesse seria preciso quantidades de precipitação muito superiores aos valores médios", assinalou a técnica do IM.
Por exemplo, em Lisboa, a média para o mês de Outubro corresponde a 55 milímetros.
"Para as regiões do Sul, teriam de ocorrer valores superiores a 150 milímetros e para o Norte superiores a 200", acrescentou Fátima Espírito Santo.
Apesar de tudo, "existem sempre alguns efeitos benéficos" dado que a chuva serviu para já para apagar os fogos, molhar os solos e fornecer às plantas alguma humidade.
Na semana passada, altura em que foi divulgado o relatório quinzenal da Comissão para a Seca 2005, todo o país estava afectado por algum grau de seca, com 61 por cento em seca "extrema" e 36 por cento em seca considerada severa.
Fonte: Lusa
Carrilho atribui derrota à dispersão de votos à esquerda e diz encarar a derrota «com a maior das serenidades», pois cumpriu o seu dever e ter preparado «um bom programa, o mais discutido e mais participado».
O candidato socialista à presidência da Câmara de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, atribuiu hoje a sua derrota nas eleições autárquicas à dispersão de votos nos partidos à esquerda do PS.
«Não conseguimos que o nosso sonho se tornasse realidade, uma vez que o voto se dispersou à esquerda. Apesar de minoritária, será a continuidade que vai permanecer», afirmou Carrilho, na sua sede de candidatura.
O candidato disse ainda encarar a derrota «com a maior das serenidades», afirmando ter cumprido o seu «dever» e ter preparado «um bom programa, o mais discutido e mais participado».
Fonte: Portugal Diário
Maria José Nogueira Pinto congratulou-se hoje com a sua eleição para a câmara de Lisboa e garantiu que dará o seu melhor como vereadora.
«Estarei como vereadora na câmara de Lisboa onde darei o meu melhor, prosseguindo na câmara com as responsabilidades que os votos de tantos lisboetas me deram», afirmou Maria José Nogueira Pinto.
Numa pequena declaração após o discurso do líder do partido, Ribeiro e Castro, na sede do CDS/PP em Lisboa, a autarca eleita pelo CDS/PP afirmou que trabalhará «com gosto e afinco».
«Trabalharei com gosto e afinco e quero agradecer a todos os lisboetas que me receberam e falaram comigo e às instituições que me abriram as portas durante a campanha», afirmou, suscitando aplausos de alguns elementos da Juventude Popular.
Sem nada prometer, a não ser cumprir «os compromissos úteis» a que se propôs, Maria José Nogueira Pinto foi a única democrata-cristã com discurso de vitória na noite eleitoral no Largo do Caldas.
O partido tem actualmente apenas uma presidência de câmara, Ponte de Lima, tendo perdido as do Corvo (Açores) e Oliveira do Bairro.
Fonte: Diário Digital
Garantida a eleição para vereador da Câmara Municipal de Lisboa, o candidato independente apoiado pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, mostrou-se satisfeito com o sucedido, garantindo, ao mesmo tempo, que vai ser «um vereador atento» e «oposição a Carmona Rodrigues» dentro da câmara.
Visivelmente satisfeito com os resultados, Sá Fernandes garantiu, em declarações reproduzidas na edição desta segunda-feira do Diário de Notícias, que «era o nosso objectivo e conseguimos», pelo que, a partir de agora, «vou ser um vereador atento e serei oposição a Carmona Rodrigues».
Sublinhando que apenas se compromete com o seu programa e com a defesa dos interesses de Lisboa, não rejeitando, contudo, aprovar outras propostas desde que consentâneas com as suas, o advogado desabafou ainda, afirmando que «agora já não vou ter de esperar cinco meses para consultar um processo. E será mais fácil ser o provedor dos lisboetas».
Fonte: Diário Digital
Estabelecer um pacto de governação com todos os partidos e retirar os cartazes eleitorais da cidade são as duas primeiras medidas anunciadas hoje pelo presidente eleito da câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues. No primeiro dia de trabalho como edil, Carmona Rodrigues deu ainda algumas explicações sobre o dito pacto: «Não vou ter preferência de partido. Vou falar com todos e ver quais se identificam connosco no projecto para a cidade.»
Estabelecer um pacto de governação com todos os partidos e retirar os cartazes eleitorais da cidade são as duas primeiras medidas anunciadas hoje pelo presidente eleito da câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues. No primeiro dia de trabalho como edil, Carmona Rodrigues deu ainda algumas explicações sobre o dito pacto: «Não vou ter preferência de partido. Vou falar com todos e ver quais se identificam connosco no projecto para a cidade.»
O PSD e o CDS-PP reconquistaram a maioria na autarquia, com a eleição de oito vereadores social-democratas e uma vereadora democrata-cristã, enquanto a esquerda elegeu oito vereadores, entre os quais o primeiro do Bloco de Esquerda. A governabilidade da câmara de Lisboa depende agora de Maria José Nogueira Pinto. Se recusar um acordo pós-eleitoral com o PSD, Nogueira Pinto servirá durante o mandato como «fiel da balança» entre os social-democratas (oito vereadores) e a esquerda, pois PS, CDU e Bloco de Esquerda também totalizam oito mandatos.
Hoje, Carmona Rodrigues vai passar o dia na autarquia e pagar uma promessa à freguesia de Santa Engrácia. «Foi o primeiro sítio onde fui fazer campanha há quatro anos, quando ainda era um ilustre desconhecido», justificou o autarca. Até à tomada de posse, cuja data ainda não foi anunciada, Carmona Rodrigues pretende fazer a distribuição dos pelouros, falar com os partidos políticos e conhecer melhor os eleitos para as juntas de freguesia.
Fonte: Expresso on line
A CDU deverá ganhar ao PS a presidência da Junta Metropolitana de Lisboa, após as eleições autárquicas de domingo, em que a coligação de esquerda conquistou oito dos 18 municípios da Área Metropolitana, contra cinco dos socialistas.
Na Área Metropolitana de Lisboa (AML), a coligação PCP-Verdes ganhou em oito concelhos, dos quais Alcochete, Barreiro e Sesimbra foram conquistados ao PS, e manteve a presidência das câmaras de Almada, Moita, Palmela, Seixal e Setúbal.
Os socialistas conservaram as autarquias da Amadora, Montijo, Vila Franca de Xira, Odivelas e Loures. Lisboa, Sintra, Mafra e Cascais continuam a ser presididos pelo PSD, que perdeu a câmara de Oeiras para o independente Isaltino Morais.
Nas anteriores eleições autárquicas, o PS obtivera nove municípios, enquanto PSD e CDU conseguiram cinco câmaras. A Junta Metropolitana de Lisboa era liderada por Maria da Luz Rosinha (PS), presidente agora reeleita da Câmara de Vila Franca de Xira.
2005 2001
inscritos 536450 567867
votantes 282443 52,65 312391 55,01
brancos 7538 2,67 5902 1,89
nulos 4733 1,68 3844 1,23
PRESIDENTE DA CAMARA - PPD/PSD - António Pedro de Nobre Carmona Rodrigues
CÂMARA MUNICIPAL - CONCELHO - LISBOA
2005 Votos % Mandatos Presid. 2001 Votos % Mandatos Presid.
PPD/PSD 119837 42,43 8 1 PPD/PSD-PPM 131135 41,98 8 1
PS 75022 26,56 5 PS-PCP-PEV 130279 41,70 8
PCP-PEV 32254 11,42 2 CDS-PP 23584 7,55 1
B.E. 22342 7,91 1 B.E. 11877 3,80
CDS-PP 16723 5,92 1 PCTP/MRPP 2419 0,77
PCTP/MRPP 2689 0,95 P.H. 1352 0,43
P.N.R. 798 0,28 MPT 1347 0,43
P.H. 507 0,18 P.N.R. 652 0,21
2005 2001
inscritos 536450 567867
votantes 282433 52,65 312383 55,01
brancos 7735 2,74 6633 2,12
nulos 4676 1,66 3760 1,20
ASSEMBLEIA MUNICIPAL - CONCELHO - LISBOA
2005 Votos % Mandatos 2001 Votos % Mandatos
PPD/PSD 107917 38,21 23 PS-PCP-PEV 129852 41,57 24
PS 77789 27,54 16 PPD/PSD-PPM 124457 39,84 23
PCP-PEV 36569 12,95 7 CDS-PP 27100 8,68 5
B.E. 26434 9,36 5 B.E. 15099 4,83 2
CDS-PP 17700 6,27 3 PCTP/MRPP 2733 0,87
PCTP/MRPP 3613 1,28 MPT 1970 0,63
P.N.R. 779 0,25
Manuel Maria Carrilho, e a comitiva cantaram «cheira bem, cheira a Lisboa» e gritaram «vitória».
O PS mobilizou hoje dezenas de apoiantes para a última acção de rua na capital, no Chiado, onde o candidato socialista, Manuel Maria Carrilho, e a comitiva cantaram "cheira bem, cheira a Lisboa" e gritaram " vitória".
No final da arruada, que desceu a Rua Garrett até ao Rossio e terminou perto do Terreiro do Paço, Manuel Maria Carrilho subiu a um pequeno palco e decl arou: "É bom ver esta Rua Augusta cheia de certeza na vitória que vamos ter nas eleições do próximo domingo".
"Vitória, vitória, vitória", gritaram os mais de cem militantes e simpa tizantes da candidatura do ex-ministro da Cultura, enquanto Manuel Maria Carrilh o desceu para o meio das pessoas e pôs os dedos em "V".
"Depois, abriremos todo o nosso espírito a uma plataforma que venha a m udar Lisboa nos próximos quatro anos", prometeu, confiante.
A última acção de rua do PS em Lisboa acabou ao som da música do filme "O Gladiador", que animou a última campanha socialista para as legislativas, com Carrilho de volta ao palco com a mulher, a apresentadora de televisão Bárbara G uimarães, e a cabeça de lista à Assembleia Municipal, Maria de Belém, ao lado.
Antes, a comitiva do PS passou pelo Chiado e pela Baixa em menos de uma hora, enchendo as ruas, e, ao som da banda que tem estado em todas as acções de rua, Carrilho, Bárbara e Maria de Belém foram batendo palmas e cantando a march a "cheira bem, cheira a Lisboa".
A dois dias das eleições autárquicas e com sondagens contraditórias qua nto ao vencedor na capital (PS ou PSD), muitos militantes deslocaram-se até ao c afé "A Brasileira", onde há minutos tinha passado precisamente Carmona Rodrigues .
"Carrilho avança para a mudança, Carrilho avança", repetiu, exaltada, u ma socialista, durante todo o percurso, enquanto um homem não parou de dizer "aq ui só vai um, o PS e mais nenhum".
A concentração de apoiantes gerou alguma tensão - o líder da concelhia socialista de Lisboa, Miguel Coelho, tirou do caminho à força um homem com a ba ndeira do PS - e limitou os contactos entre o candidato e a população.
Ainda assim, Carrilho e Bárbara Guimarães acenaram e voltaram a distrib uir beijos e panfletos.
Fonte: Portugal Diário
A Xafarica. Indispensável para recordar a Lisboa do passado. E retribui-se o link do Da Pororoca Ao Tejo.

Ex-secretário-geral do PS esteve ao lado do candidato à câmara de Lisboa. Socialista disse que esta foi a última acção político-partidária dos próximos anos.
O ex-secretário-geral do PS Ferro Rodrigues esteve hoje ao lado do candidato socialista à câmara de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, num almoço de campanha, que disse ser provavelmente a sua última acção político-partidária dos próximos anos.
Em Agosto, Ferro Rodrigues foi nomeado pelo Governo chefe da delegação portuguesa junto da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) , em Paris, para onde deverá partir no próximo mês.
"Estar aqui é talvez a última acção político-partidária em que particip o nos próximos anos", declarou Ferro Rodrigues aos jornalistas, à entrada para u m almoço no restaurante "Trindade", depois de apelar ao voto útil no PS, em Lisb oa, "para que a cidade possa mudar".
"No mês que vem estarei em Partis, com o mandato de deputado suspenso", acrescentou o ex-ministro de António Guterres, que substituirá o democrata-cris tão Basílio Horta na chefia da delegação portuguesa junto da OCDE.
Questionado sobre se Manuel Maria Carrilho é "o candidato possível" ou "o candidato ideal" à câmara de Lisboa, Ferro Rodrigues escusou-se a responder à questão, mas declarou ir votar no PS "com toda a convicção".
"Não é tempo para falar do passado", disse o dirigente socialista, que chegou a ser apontado como possível candidato do partido à autarquia da capital, mas optou por não se candidatar.
Sobre a campanha de Carrilho, Ferro Rodrigues descreveu-a como "difícil ", salientou que "as sondagens apontam para uma maioria de esquerda na qual o PS é o partido mais forte", mas lembrou também que, na capital, os socialistas con correm "sem coligação, pela primeira vez em muitos anos".
Fonte: Portugal Diário
Garante Nogueira Pinto, candidata do CDS à Câmara de Lisboa, referindo-se aos 7,5 por cento alcançados pelo ex-líder nas autárquicas de 2001.
A candidata do CDS-PP à Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, considerou hoje que qualquer votação inferior aos 7,5 por cento alcançados pelo ex-líder Paulo Portas nas autárquicas de 2001 é "um mau resultado".
"Seria certamente um mau resultado", afirmou a candidata numa acção de rua na Almirante Reis, adiantando estar com muita expectativa para a noite eleitoral de domingo.
Segundo Maria José Nogueira Pinto, "há muitos factores psicológicos" que podem determinar o resultado das eleições de domingo, nomeadamente a "confusão" que algumas pessoas estabelecem entre autárquicas e legislativas.
"As pessoas às vezes confundem as coisas e pensam que só pode ganhar um. Não percebem que se não votarem em mim, apenas substituem por mim o sétimo ou oitavo [da lista] do professor Carmona Rodrigues", explicou, numa tentativa de combater o voto útil da direita na candidatura social-democrata a Lisboa.
No último dia de campanha, a candidata recebeu, pela segunda vez, o apoio do líder do partido, José Ribeiro e Castro, que apelou ao voto na candidatura democrata-cristã, considerando que Maria José Nogueira Pinto "é uma mulher de confiança, que impressionou pela sua seriedade".
"Ganhou todos os debates. Todos os comentadores independentes o dizem, todos os lisboetas o comentam", disse Ribeiro e Castro, reafirmando que o objectivo do partido é reforçar o número de autarcas a nível nacional.
Na última acção de rua antes do encerramento da campanha, que será marcado por uma caravana automóvel, a candidata democrata-cristã foi acompanhada por uma comitiva de cerca de 30 pessoas que agitaram bandeiras, tocaram buzinas e entoaram cânticos, contrariando o estilo discreto das últimas duas semanas.
Para Maria José Nogueira Pinto, que hoje na Almirante Reis recebeu o apoio inesperado de três jornalistas da Rádio Nacional de Angola deslocados a Portugal para fazer a cobertura das eleições, a campanha foi "comedida" e marcada por muita moderação, uma vez que "qualquer desperdício de meios é um insulto aos lisboetas".
"Não demos jantaradas, não cantámos fado, não distribuímos bolas de futebol. No dia em que eu acreditar que se der uma bola de futebol ganho um voto, nunca mais sou candidata a coisa nenhuma em Portugal".
Fonte: Portugal Diário
Na corrida a Lisboa, as campanhas apostam em arruadas durante a tarde, e derradeiros discursos de comícios e jantares. Ferro dá uma mão a Carrilho e Marques Mendes a Carmona. Recorde aqui as propostas dos candidatos
As sondagens dão a vitória a Carmona Rodrigues, que está, no entanto, longe de uma maioria absoluta. O mandato fica, desta forma, condicionado a negociações com as outras forças políticas. O METRO recorda, no último dia de campanha, as propostas dos candidatos.
«Lisboa para todos»
Carmona Rodrigues, actual presidente da Câmara de Lisboa e candidato apoiado pelo PSD, traçou um plano para os primeiros 180 dias de governação, caso seja eleito. Entre as várias medidas, Carmona prometeu apostar na melhoria da mobilidade através da criação de três parques dissuasores à entrada da cidade, logo nos primeiros 90 dias.
O candidato quer ainda continuar a apostar na reabilitação de edifícios abandonados e na formação de mais agentes da PSP para integrarem a Polícia Municipal. Carmona assinala hoje o fim da campanha com um comício, às 19h, no Pavilhão Atlântico, no Parque das Nações.
«Mudar Lisboa»
Manuel Maria Carrilho é quem encabeça a lista do Partido Socialista à autarquia. Caso vença as eleições, o candidato quer investir «nas indústrias do futuro», criar emprego e trazer jovens para o centro da capital, bem como pôr a câmara on-line para melhorar o atendimento ao munícipe.
Um programa integrado de garantias sociais e a aposta no desenvolvimento urbano «do século XXI» através da articulação de aspectos ambientais, sociais, arquitectónicos e económicos, são outras prioridades. O candidato termina hoje as acções de campanha, às 19h30, num jantar com jovens no mercado da Ribeira.
«Lisboa é gente»
Conhecido pelas batalhas contra grandes obras como o túnel do Marquês, José Sá Fernandes, candidato apoiado pelo Bloco de Esquerda, centra as suas prioridades no ambiente. Despoluir o rio Tejo, construir o corredor de Monsanto e do parque periférico (Quinta da Granja), e plantar uma árvore por cada bebé nascido em Lisboa, são três das suas medidas mais emblemáticas.
O candidato pretende ainda reduzir o número de carros em Lisboa e proporcionar passeios e praças onde se possa passear. O candidato estará às 11h30 numa arruada de ciclistas pela cidade, e termina a campanha às 0h no Bairro Alto.
«Soluções para Lisboa»
Ruben de Carvalho é o jornalista-político que corre pela CDU. O comunista apresenta um programa virado para os problemas urbanísticos da capital, sobretudo a especulação imobiliária.
Dessa forma, os princípios da sua candidatura viram-se para o aumento do emprego em Lisboa, reorganização do espaço público, trânsito, estacionamento e transportes, melhorando as entradas na cidade, incrementando os estacionamento e melhorando a articulação entre transportes públicos. Promete ainda a solução para «a grave situação financeira da câmara».
«Lisboa em boas mãos»
A candidata do CDS/PP, Maria José Nogueira Pinto, foi quem mais deixou de lado as críticas às obras na cidade, apostanto no debate de questões sociais. A candidata quer respostas para as famílias necessitadas, combater a pobreza e apostar na classe media. Outra das batalhas que, a ser eleita, Nogueira Pinto quer enfrentar, é a situação financeira da câmara.
A democrata-cristã teme «desagradáveis surpresas» devido aos compromissos assumidos pelo actual executivo. Para encerrar a campanha, a candidata marcou uma concentração, às 19h30, na Cidade Universitária, seguida de um desfile pela capital.
Sondagem RTP/UC
- Carmona Rodrigues (PSD): 36 por cento
- Manuel Maria Carrilho (PS): 31 por cento
- José Sá Fernandes (BE): 10 por cento
- Ruben Carvalho (CDU): 10 por cento
- Nogueira Pinto (CDS/PP): sete por cento
- Indecisos: 16 por cento
Fonte: Portugal Diário
Ao Portugal Diário, sobre a candidatura a Lisboa, e não só.
O voto útil pode ser na sua candidatura? Pensando que pode fazer maioria com o PSD...
O voto útil é em Lisboa. Se o objectivo for dar maioria a um partido, esquecendo-se de quem é o candidato a presidente da câmara, quem é a equipa e qual o programa, Lisboa vai ficar abandonada. Se Lisboa pensar em si, e que quatro anos de abandono sobre quatro anos de abandono não são oito anos de abandono, mas o cúmulo de atraso irrecuperável, tentará formar um "mix" para governar a câmara. Porque ninguém leva a taça sozinho.
As últimas sondagens dão o professor Carmona à frente. É possível um "mix" que integre Maria José Nogueira Pinto e Ruben de Carvalho?
[Risos]... Se eu fosse o professor Carmona acharia que sim. Acho que deve valorizar quem tem competências para gerir a cidade.
E o caso do Ruben de Carvalho também é esse...
Claro que sim. E depois as autárquicas têm uma coisa muito interessante. A questão ideológica e partidária, esbatem-se. Se fosse presidente da câmara, chamaria Ruben de Carvalho. Não o quero comprometer, mas acho que ele vinha.
A autarquia do Porto funciona com PSD, CDS e o «fiel da balança», na aprovação de alguns projectos, tem sido Rui Sá, da CDU. Lisboa poderia funcionar assim?
Funcionaria muito bem. Dada a situação em que está Lisboa e a tarefa ciclópica em que está Lisboa acho que era importante que quem ganhasse pudesse formar uma equipa com as listas que tem à sua volta. Com os melhores e os elementos mais adequados para cada tarefa. Começava-se já com um programa que nas primeiras cinco páginas só tivesse medidas consensuais entre todos os candidatos. Diziamos aos lisboetas: temos aqui um programa tão consensual quanto possível e uma vereação que reúne o melhor de Lisboa. As cinco candidaturas permitem isso: todas elas são ricas, têm ideias.
Terá um melhor resultado do que Paulo Portas?
Não se podem fazer essas comparações. Há quatro anos, a esquerda ia coligada, por exemplo. Logo, esse tipo de contas não é possível com circunstâncias diferentes. Em todo o caso, gostaria muito de ganhar a câmara. Não conseguindo, gostaria que mais do que um de nós chegasse à autarquia. Ou seja, que o eng.º Miguel Anacoreta Correia também entrasse. Ele é especialista em infraestruturas, urbanismo. Eu tenho competências na área social, cultura, educação e gestão. Cobrimos uma área de competências muito vastas.
Tem sido elogiada pela campanha que tem feito. Tanta consensualidade dá votos?
Parece que toda a gente tem apreciado a campanha. É importante que a campanha seja considerada séria, rigorosa, consistente. Pelo que vejo dizerem candidatos e adversários de esquerda, insuspeitos, a campanha do CDS leva boa nota. Se dá votos, não sei...
Dr. Paulo Portas é um candidato presidencial?
Não.
Nogueira Pinto acredita que Lisboa pode vir a competir com Madrid pelas sedes de multinacionais. Candidata popular à Câmara de Lisboa diz que os últimos quatro anos de presidência PSD/CDS-PP representam um conjunto «de políticas erráticas»
Porque é que os lisboetas podem ter confiança em si?
Por tudo aquilo que eu fiz ao longo da minha vida profissional e politica, porque tudo aquilo que foi posto nas minhas mãos, várias coisas de envergadura, organizações que estavam em muito mau estado, foi possível, no fim, devolvê-las em bom estado. Aquilo que puseram nas minhas mãos foi devolvido em melhores condições. Daí o ¿Lisboa em Boas Mãos¿, que é um slogan escolhido por mim. Eu sei que se puserem Lisboa nas minhas mãos eu farei o possível e o impossível para devolver Lisboa aos lisboetas em quatro anos e em melhores condições. A confiança é um aspecto muito importante para mim porque sempre entendi que em mandatos em que fui só nomeada, que era um acto de confiança e porque tinha de dar provas de que essa confiança nunca seria ferida. Como eu sempre trabalhei para as pessoas, também um mau trabalho meu tem impacto negativo em milhares e milhares de pessoas. Se eu introduzir uma coisa boa, isso terá um impacto positivo em muita gente.
A prioridade da candidatura é a capital ou os lisboetas?
Quando eu cheguei a esta campanha havia quatro temas: túnel do marques, parque Mayer, feira popular e o casino. Neste momento, toda a gente fala em arrumar a casa, nas finanças da câmara. Eu parto de um conceito de cidade que é um espaço comunitário onde vivem grupos muito diversos, com necessidades e problemas específicos que é preciso resolver. O factor urbanístico tem de ser um instrumento ao serviço da melhor qualidade de vida dessa colectividade. Por conseguinte, fiz a fotografia recorrendo aos Censos de 2001 e penso que não há uma Lisboa competitiva se o capital humano não tiver sido cuidado e não tiver as condições para ser ele próprio factor dessa competitividade. Não posso separar a capital do país da cidade de Lisboa das pessoas que aqui vivem. Gostaríamos de ter uma cidade mais competitiva. É uma versão de Lisboa que recusa o crescimento e vai buscar o desenvolvimento sustentado.
Qual é o balanço que faz destes últimos quatro anos de presidência?
O grande problema foi não ter existido um programa de governação, mas sim ter-se governado na base de um programa eleitoral. Vejo que os programas continuam a ter muita coisa, o meu por acaso não, e depois quando se começa a governar, que é muito diferente de fazer campanha, existem constragimentos que obrigam a estabelecer prioridades . O que aconteceu? As prioridades foram mal estabelecidas. O caso do túnel [do Marquês] é para os de fora; o parque Mayer é um acto de megalomania. Destes quatro anos temos algumas políticas positivas, mas o conjunto são politicas erráticas, que não conduzem a nada. Para termos um resultado positivo ao fim de quatro anos temos de ser realistas. Há que estabelecer prioridades e dizer que não há capacidade para mais. As prioridades que temos são poucas e é nessas que nos fixamos, para no mandato seguinte podermos ser mais ambiciosos e estabelecer outras prioridades. Nós não podemos estar a dizer às pessoas que não têm qualidade de vida em Lisboa, em nome de um futuro remoto não vos vamos dar já respostas para o vosso quotidiano.
Quais são, então, as prioridades imediatas?
Começam por uma coisa muito simples que é preparar a câmara para ter capacidade de resposta para ser a entidade que operacionaliza o programa. É preciso sanear financeiramente a câmara. Depois, acho que Lisboa precisa de ser revitalizada, repovoada. Só 35 por cento dos 500 mil activos residem em Lisboa e este é um dos problemas que está na génese dos transportes, da mobilidade, do ambiente, do caos instalado. É preciso trazer classe média activa para Lisboa.
Maria José Nogueira Pinto, candidata do CDS/PP à câmara Municipal de Lisboa, recorda os tempos à frente da Santa Casa da Misericórdia, explica como não era possível continuar e como o Lisboa-Dakar nunca seria financiado enquanto dirigisse a instituição. Confessa que hesitou durante meses por causa das crianças, mas tem esperança de que o trabalho que foi realizado não volte atrás.
O trabalho nas Misericórdias era mais fácil?
As Misericórdias não têm a dimensão de Lisboa. A misericórdia tem vertentes diferentes: controlar a despesa (estou habituada), fazer dinheiro (estou habituada), começar a olhar para uma grande património imobiliário e encontrar formas modernas de gerir esse património, vender produtos ¿ com os jogos -, e uma componente de saúde e social. E muitos interesses, riscos de corrupção¿
Se foi consensual que fez um bom trabalho, porque não continuou? Apenas porque é um cargo de nomeação e mudando o partido é preciso mudar as pessoas nas instituições?
Os governos têm o direito de nomearem quem querem. E temos que ser justos: houve um convite para ficar. Só que as condições em que eu ia ficar... dou-lhe um exemplo: agora estaria a dar cinco milhões de euros para o Lisboa-Dakar. E as pessoas sabem que isso eu não faria. Porque não faz parte da minha maneira de ser. Nem sou pressionável. Portanto, iria arranjar um imbróglio quatro meses depois e demitir-me-ia, claro... Assim, poupamos esse trabalho todo.
As crianças da Santa Casa da Misericórdia é que não se podem demitir e não pensam nesses pormenores políticos...
Tive problemas de consciência muito duros que me levaram a meses de hesitação. Uma vez, um miúdo perguntou-me quem ia para o meu lugar quando eu morresse. E aí percebi que para as crianças eu ficaria para sempre. Mas a Santa Casa não é minha e procurei não tornar-me insubstituível. Eu torno-me dispensável: um bom trabalho é aquele em que eu saio e tudo vai rolar sem mim. Quando eu saio e tudo se desmorona. É porque eu falhei. Tudo foi dado às pessoas para estarem preparadas. E penso que não voltará atrás os melhores alunos frequentarem colégios particulares; nem a introdução de uma componente lúdica ¿ do estudo que fizemos o que fica são os bons momentos (e são esses momentos que apagam a rejeição de que foram vítimas); nem irá regredir as viagens que os meninos passaram a fazer. Ficou para 2006 agendado uma viagem aos Estados Unidos, como prémio de comportamento e resultado ¿ espero que cumpram. Começamos por Madrid, porque não havia dinheiro para mais, depois o destino foi Londres, e finalmente uma viagem no Criola. Tenho que acreditar que tudo vai continuar. Assim, como puderem comprar as suas roupas, a partir de uma determinada idade. E não andarem com sapatos de terceiros. Ganharem auto-estima, o que é fundamental. Senão, eu fracassei: fui dar-lhes uma coisa para depois alguém a retirar.
Fonte: Portugal Diário
A FLAD e o Público vão editar uma edição comemorativa do grande terramoto de 1755. A obra é editada em quatro volumes e os primeiros sairão a 01 e a 08 de Novembro.
José Sá Fernandes: o candidato processual que desaparecerá quando a instância se extinguir. Fora das providências cautelares o Bloco tem menos encanto. Ruben de Carvalho: a Festa do Avante poderá ir para a Bela Vista? Manuel Maria Carrilho: altos e baixos. Maria José Nogueira Pinto: eusou.com. Carmona Rodrigues: por caridade, apresentem-lhe o amigo Santana Lopes.
Um Debate Civilizado, por Rui Costa Pinto, no Quando o Blog Bate Mais Forte
A discussão sobre o Túnel do Marquês marcou o d ebate de quinta-feira, na RTP1, entre os cinco candidatos à câmara de Lisboa, op ondo o presidente da autarquia e candidato do PSD ao PS, CDU, CDS-PP e BE.
Em directo do Museu da Carris e moderado pelos jornalistas José Alberto Carvalho e Judite de Sousa, o debate centrou-se sobretudo nas questões do trâns ito na capital e grande parte do tempo foi gasto em torno da decisão do executiv o PSD de construir o Túnel do Marquês.
Ao longo de cerca de duas horas, os cinco candidatos debateram cordialm ente, com poucas interrupções, e concordaram nos objectivos de aumentar a divers idade e a mistura socio-económica dos habitantes de Lisboa e melhorar os equipam entos dos bairros sociais.
Os candidatos do PS, Manuel Maria Carrilho, do PCP, Ruben de Carvalho, do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, e do Bloco de Esquerda (BE), José Sá Ferna ndes, consideraram aquela obra "um erro", por motivos de mobilidade ou financeir os.
O presidente da Câmara Municipal e candidato apoiado pelo PSD, Carmona Rodrigues, que confessou que, antes da campanha eleitoral, "nunca tinha ido visi tar o interior do túnel", defendeu que este tem "condições de segurança" e alego u que não aumenta a entrada de automóveis na cidade.
No entanto, José Sá Fernandes contrapôs que "a câmara ainda não entrego u os estudos de análise de risco e de análise de tráfego" e Manuel Maria Carrilh o disse que o túnel significa "trazer a A5 até ao centro de Lisboa", contribuind o para um aumento do tráfego.
Por outro lado, Ruben de Carvalho e Nogueira Pinto argumentaram que a p rioridade para melhorar a circulação na capital são "as circulares" e discordara m do investimento naquela obra, com o candidato comunista a lembrar que esta cus tou "no mínimo 20 milhões de euros" - um número que não foi contestado por Carmo na Rodrigues.
Depois de os moderadores o terem questionado sobre se lhe é indiferente a gestão camarária ser do PSD ou do PS, Ruben de Carvalho respondeu que quer co mbater "uma política de direita seja ela posta em prática por quem for", mas Jos é Sá Fernandes quis saber se o candidato da CDU "aceita ser vereador de Carmona Rodrigues".
"Não, não aceito", esclareceu o comunista, recordando que Sá Fernandes "felicitou Santana Lopes e a nova maioria e depositou nela as maiores esperanças , quando foi eleita", em 2001.
"Não depositei nenhumas esperanças na vitória de Santana Lopes nem depo sito esperanças na vitória de Carmona Rodrigues", acrescentou Ruben de Carvalho.
Em matéria de trânsito, o executivo social-democrata voltou a ser criti cado, com o candidato da CDU a sublinhar que "nos últimos quatro anos, o número de carros que entram em Lisboa agravou-se em 13 mil".
Carmona Rodrigues contrapôs que, neste mandato, "foi criada a Autoridad e Metropolitana de Transportes", embora reconhecendo que esta não está em funcio namento, enquanto Carrilho explicou como pretende diminuir para metade a entrada diária de viaturas na capital.
O candidato do PS sustentou que 150 mil entradas serão evitadas com a c onclusão da CRIL - uma responsabilidade do Governo - e as restantes com a fiscal ização do estacionamento ilegal, "uma política articulada de transportes" e "o a largamento das faixas de Bus", destinadas aos transportes públicos.
José Sá Fernandes voltou a ser o único candidato à Câmara de Lisboa a p ropor uma taxa para os carros que entrem na cidade, cujo dinheiro "reverterá par a os transportes públicos", e defendeu ainda que a Carris e o Metro "se tornem e mpresas municipais como acontece em Londres ou Paris".
Maria José Nogueira Pinto destacou a necessidade de se combater os "gue tos" de habitação social e de habitação para classe média-alta e de "parar as no vas construções", investindo na reabilitação como forma de repovoar a cidade.
A necessidade de uma "política de mistura" e de recuperação urbana foi subscrita pelos candidatos do PS, CDU e BE, que acusaram a câmara de inacção nes tes domínios, mas Carmona Rodrigues replicou que "toda a gente vê a quantidade d e prédios que estão em reabilitação" na cidade.
"Gastou-se menos dinheiro público e está-se a fazer mais" do que o ante rior executivo PS/CDU, alegou o candidato apoiado pelo PSD, que apontou ainda a criação de "cinco mil fogos" para trazer gente para Lisboa, sendo o único a afir mar-se favorável à construção de novas habitações na cidade.
Fonte: Lusa
O candidato do PSD à Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, tanto surge nas sondagens com 10 pontos percentuais de avanço em relação ao adversário socialista, como em ligeira desvantagem numa situação de empate técnico.
As várias sondagens divulgadas quinta-feira e hoje apresentam valores muito diferentes para as autárquicas em Lisboa, mas são mais consensuais quanto aos resultados no Porto, onde o empate técnico se verifica em todos os estudos.
A pesquisa da Eurosondagem para a Rádio Renascença/SIC/Expresso, hoje divulgada, dá Carmona Rodrigues como vencedor das autárquicas de domingo, com uma vantagem de 10 pontos percentuais sobre o socialista Manuel Maria Carrilho.
Já na sondagem da Intercampus divulgada quinta-feira pela TVI Carrilho surge com ligeira vantagem (34,7 por cento contra 34,3 por cento), mas em situação de empate técnico, uma vez que a margem de erro é de 3,1 por cento, numa amostragem de 1.001 entrevistas.
Carmona Rodrigues volta a surgir como vencedor na sondagem da Universidade Católica divulgada quinta-feira pela RTP, estudo que dá ao candidato do PSD uma vantagem de cinco pontos percentuais sobre Manuel Maria Carrilho.
A terceira força política em Lisboa também não é consensual nas várias sondagens.
No caso da Eurosondagem, o Bloco de Esquerda, com José Sá Fernandes, surge como a terceira força política, com 9,1 por cento, seguido da CDU, com Ruben de Carvalho (7,7 por cento), e Maria José Nogueira Pinto, pelo CDS-PP, com 5,1 por cento.
Já na sondagem da Intercampus, a CDU mantém-se como terceira força política, com 12 por cento das intenções de voto, o Bloco alcança 6,9 por cento e Nogueira Pinto conquista 4,9 por cento das preferências.
No estudo da Universidade Católica, realizado com 2.401 inquéritos validados, Ruben de Carvalho e Sá Fernandes aparecem empatados, ambos com 10 por cento das intenções de voto, seguidos da candidata do CDS-PP, com sete por cento.
Fonte: Lusa
O candidato do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Lisboa garantiu hoje, no comício de encerramento da campanha, na Casa do Alentejo, que quando for eleito vereador não irá dar "descanso" ao próximo presidente da autarquia.
"Sabemos que a partir do dia 09 não lhes daremos tréguas, não lhes daremos descanso", disse Sá Fernandes, para entusiasmo da plateia de centenas de apoiantes que antes assistiu em directo, num ecrã gigante, ao debate dos cinco candidatos por Lisboa, transmitido pela RTP.
Animado pelas sondagens que lhe garantem um lugar na vereação e abrem hipóteses à eleição de um segundo vereador, Sá Fernandes começou o seu discurso já passava das 00:00 de hoje.
"Darei os parabéns a quem vencer, mas não pactuarei com o eng. Carmona Rodrigues se for ele o presidente da Câmara de Lisboa", garantiu.
Sá Fernandes, que pretende "dar voz a cada um dos lisboetas, mas, principalmente" aos "que não têm tido voz", fez uma promessa aos presentes: "Não os largaremos, terão de nos aturar".
"Poderão até chamar-me, como no programa de televisão, Sarna Fernandes, que não me importo e até gosto, porque a mim ninguém me chamará Pôncio Pilatos", afirmou o candidato independente apoiado pelo BE.
Durante o seu discurso, Sá Fernandes considerou que Carmona Rodrigues é "igual a Santana Lopes" e referiu que Manuel Maria Carrilho "compreendeu tarde demais que a política não se resume às revistas cor-de-rosa".
Ruben de Carvalho "foi discreto, tão discreto que não sabemos se irá apoiar Carmona Rodrigues no próximo executivo", prosseguiu o candidato apoiado pelo BE, garantindo que a sua candidatura é a única da qual as pessoas "já sabem o que as espera".
O voto no BE em Lisboa, reiterou Sá Fernandes, é o único "voto de clareza", pois "em democracia, não há cheques em branco".
Sá Fernandes garantiu que a sua candidatura não será "muleta de Carmona Rodrigues", facto que não se poderá dizer do voto na CDU.
"Não sabemos se ao ir para Ruben de Carvalho irá por arrasto para Carmona Rodrigues", sublinhou.
Fonte: Lusa
As campanhas do PS, PSD e CDU deverão cruzar-se hoje em arruadas no Chiado, em Lisboa, enquanto o líder do CDS-PP encerra a cam panha em Mirandela e Francisco Louçã estará na Margem Sul.
O último dia de campanha eleitoral leva o presidente do PSD, Luís Marqu es Mendes, de Torres Vedras a Algés, antes de se juntar ao cabeça de lista por L isboa, Carmona Rodrigues, para uma arruada no Chiado, e de se deslocar a Rio de Mouro, para encerrar a jornada com um jantar/comício no Pavilhão Atlântico.
O coordenador nacional autárquico do PS, Jorge Coelho, ajuda o cabeça d e lista à capital, Manuel Maria Carrilho, a cumprir o ritual socialista de campa nha de descer o Chiado, antecedido pelo tradicional almoço na cervejaria Trindad e, e estará à noite no Porto para um comício na Praça da Ribeira.
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, participa na campanha da CDU em Almada, de manhã, seguindo para Paio Pires, onde almoça, desce depois o C hiado, em Lisboa, volta a Almada para jantar e regressa mais uma vez a Lisboa pa ra um comício/festa na Aula Magna.
O líder democrata-cristão, Ribeiro e Castro, começa o dia em Rio de Mou ro, no concelho de Sintra, participa numa arruada pela Avenida Almirante Reis, e m Lisboa, volta a norte para Albergaria-a-Velha e conclui a campanha com um comí cio em Mirandela.
Quanto ao Bloco de Esquerda, o coordenador nacional, Francisco Louçã, v ai estar de manhã na lota de Sesimbra, passa por uma arruada no Barreiro à tarde e encerra a campanha com um jantar em Algés.
Em Lisboa, Manuel Maria Carrilho encerra oficialmente a campanha social ista num jantar com jovens no Mercado da Ribeira.
Antes da arruada na Baixa, o cabeça de lista da CDU, Ruben de Carvalho, ainda tem contactos com a população agendados para a zona da Estefânia.
O candidato do Bloco de Esquerda a Lisboa, Sá Fernandes, começa o dia n uma arruada com ciclistas no Saldanha, passa à tarde pela Casa do Artista, Alfam a, estará com Francisco Louçã em Algés para o jantar de encerramento e depois ai nda tem passagem marcada pelo Bairro Alto.
Pelo CDS-PP, a cabeça de lista, Maria José Nogueira, acompanha o líder democrata-cristão na arruada pela Almirante Reis e depois integra uma caravana a utomóvel, à noite.
Fonte: Lusa
Lisboa é a décima quarta melhor cidade europeia para instalar um negócio. A capital portuguesa subiu dois lugares neste ranking, liderado por Londres.
É preciso promover a imagem de uma cidade para atrair bons negócios. Esta é a fórmula de sucesso. E Lisboa parece estar a passar para fora um bom postal para chamar novos investidores. Está agora um pouco acima do meio de uma tabela onde se encontram 30 cidades europeias.
O ano passado encontrava-se em 16º posto. Agora, subiu dois degraus e fixou-se no 14º lugar. Uma lista liderada por Londres. Seguem-se Paris, Frankfurt, Bruxelas e Barcelona.
Mesmo assim, a capital portuguesa fica à frente de cidades de peso como Roma, Copenhaga, Hamburgo ou Manchester. Este estudo da Cushman & Wakefield Healey & Baker, uma empresa internacional de consultoria, coloca Lisboa como a melhor opção em termos de qualidade e preço para se instalar um escritório. O mesmo já não se pode dizer da qualidade as telecomunicações: a capital portuguesa fica em 24º lugar.
Há ainda uma nota de destaque para Praga, Madrid, Barcelona e Berlim. Estas são as cidades que mas subiram no ranking desde a primeira edição, em 1990.
Este estudo é feito com base em entrevistas a administradores e executivos responsáveis pela localização de 500 empresas seleccionadas entre as maiores da Europa.
Fonte: SIC on line
Depois de ter sido recebido com algumas criticas elogiosas na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, «Alice» - a primeira longa-metragem do realizador Marco Martins - chega hoje aos cinemas portugueses. É um filme rodado em Lisboa e que é baseado numa história verídica, de uma família que se vê confrontada com o desaparecimento da sua filha.
A película gira em torno do drama que subitamente recai sobre essa família e sobre as diferentes reacções que o pai (protagonizado por Nuno Lopes) e a mãe (Beatriz Batarda) vão ter perante o desaparecimento de Alice. Enquanto que o pai se vai gradualmente desacreditando de tudo à sua volta e se centra obsessivamente na esperança de reencontrar a filha, a mãe mantém a sua confiança no sistema, mas a determinada altura o seu comportamento acaba por a levar a uma crise de histeria.
«Alice» é um filme sobre a esperança e o desespero desses pais, mas é também um filme sobre Lisboa, sobre o anonimato e a frieza desoladora da grande cidade.
Entre os principais papeis, destaca-se ainda a interpretação de Miguel Guilherme.
Fonte: Expresso on line
Lisboa E As Outras, por Luiz Carvalho, no Expresso on line
Manuel Maria Carrilho recuou um passo na convicção com que, há três meses, apostava na vitória. Em entrevista ao EXPRESSO, na edição de amanhã, o candidato do PS, embora afirme continuar a acreditar na «vontade de mudança» dos eleitores da capital, prefere não embandeirar em arco.
Quem o ouça, aliás, e compare com intervenções anteriores, percebe uma inédita moderação no seu discurso. Sem apontar o dedo a nada nem a ninguém (assume-se como «o primeiro responsável», sejam quais forem os resultados que venha a obter no domingo), Carrilho prefere apelar ao voto útil, lembrando aos lisboetas «a lição de 2001, quando tantos votos se desperdiçaram fazendo eleger a direita» e garantindo que, se for eleito, estará disponível para constituir depois a aliança à esquerda que não foi possível antes.
Fonte: Expresso on line
Lisboa vai acolher pela primeira vez, em Maio do próximo ano, o «Lisboa Meeting Point», uma das maiores feiras de imobiliário da Europa que tem decorrido em Barcelona, Espanha, através de um protocolo assinado hoje.
O protocolo, que visa a realização anual, até 2010, do Salão e Conferência Internacional dedicado ao produto imobiliário turístico em Lisboa, foi assinado entre a autarquia, a Ambelis - Agência para a Modernização Económica de Lisboa e o Barcelona Meeting Point.
Fonte: Diário Digital

A estreia mundial do novo single de Madonna, «Hung Up», decorre na actuação da cantora prevista para o Pavilhão Atlântico, em Lisboa, integrada nas cerimónias do MTV Music Awards. O evento está agendado para 3 de Novembro.
O primeiro single do décimo álbum da carreira da artista, intitulado «Confessions on a Dance Floor», é dado a conhecer a uma assistência estimada na ordem de mil milhões de espectadores por todo o mundo. A cerimónia conta ainda com as presenças em palco dos Coldplay, Foo Fighters, Green Day, entre outros.
Fonte: Diário Digital
O candidato socialista à câmara de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, comprometeu-se hoje a, se for eleito, "dar o exemplo" quanto à remoção de barreiras arquitectónicas para tornar a cidade mais acessível aos deficientes.
"A câmara procurará dar o exemplo, estar à frente", declarou Manuel Maria Carrilho, durante uma visita à Associação de Deficientes das Forças Armadas (ADFA), adiantando que será adoptado "um programa de emergência que melhore a circulação nos passeios".
"Vamos mudar a cidade deste ponto de vista, tornando a vida de todos mais fáceis", garantiu o candidato do PS, num pequeno discurso na cantina da associação, depois de o presidente da ADFA, Manuel Patuleia Mendes, se ter queixado das "barreiras enormes para cegos e para paraplégicos" em Lisboa.
Patuleia Mendes aproveitou a presença de Carrilho para pedir o apoio da câmara à candidatura da ADFA "ao programa EQUAL, da União Europeia, que financia a remoção de todas as barreiras arquitectónicas de um bairro", no caso, "o bairro do Lumiar".
Manuel Maria Carrilho não respondeu em concreto a essa proposta, mas prometeu "reunir mais" e "ouvir mais" as associações de deficientes se vencer as eleições de domingo e, questionado por um membro da associação, garantiu que deixará de haver estacionamento ilegal na capital.
"Em relação ao estacionamento, a lei em Lisboa vai passar a ser cumprida", disse o ex-ministro da Cultura, defendendo que o aumento da fiscalização "do estacionamento selvagem" desimpedirá os lugares reservados a deficientes que muitas vezes se encontram ocupados.
"Se com o cumprimento da lei esse problema não se resolver, é de alargar os espaços reservados" e a "discriminação positiva", acrescentou, admitindo aceitar "ponderar" a proposta feita pelo membro da ADFA para que a EMEL "não bloqueie nem multe" em nenhuma situação os carros identificados com o cartão de deficiente.
à entrada para a ADFA, interrogado por Patuleia Mendes sobre as suas expectativas quanto aos resultados das autárquicas, Carrilho escusou-se a fazer palpites. "Prognósticos só depois do jogo, não é?", replicou o presidente da associação.
"Só depois", confirmou o candidato socialista, que, acompanhado pela mulher, a apresentadora de televisão Bárbara Guimarães, e pela comitiva do PS, ficou cerca de 40 minutos na associação e acompanhou durante alguns minutos o almoço dos militares.
Fonte: Lusa
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, a nimou hoje a campanha da CDU em Lisboa, numa arruada por Alfama onde se mostrou convicto de um "apoio crescente" à coligação, que "não há sondagem que traduza".
Num pequeno comício no fim do percurso, Jerónimo de Sousa afirmou que " cresce o apoio à CDU a dois dias do fim da campanha", manifestando a "esperança de ganhar votos até à beira das urnas".
Depois do percurso pelas ruas de Alfama, o líder comunista afirmou que "não há sondagem que possa acolher" a "simpatia e a esperança" manifestada pela população.
O cabeça de lista por Lisboa da CDU, Ruben de Carvalho, apelou a uma "f orte votação da CDU", afirmando que "a campanha demonstra que isso é possível".
Segundo Ruben de Carvalho, o objectivo da coligação PCP/Verdes é ser "u ma força determinante na câmara" e a campanha recolheu "um vasto apoio, que corr esponde à gravidade dos problemas" pelos quais responsabiliza a maioria de direi ta com a "cumplicidade" do PS.
"A presidência da câmara não é a única forma de ser determinante", fris ou.
O candidato desvalorizou sondagens que apontam um grande número de inde cisos a apenas três dias das eleições, afirmando que o que o preocupa "são resul tados".
Recebido com simpatia por praticamente toda a gente a quem se dirigiu, Jerónimo de Sousa destacou a "riqueza incontornável" que é para si o "contacto c om as pessoas", notando que "há políticos que falam muito e ouvem pouco".
"Se a simpatia se transformasse em votos, tínhamos um resultado históri co", disse Jerónimo de Sousa, argumentando com o "grande património" de obra da CDU em Lisboa para apelar ao voto.
Atlético, Jerónimo de Sousa trepou muros, subiu a um eléctrico para cum primentar o guarda-freio e não poupou beijos e apertos de mão a quem estava na r ua e aos lojistas, atraindo a atenção dos habitantes de Alfama, muitos dos quais acompanharam à janela a ruidosa passagem da comitiva, acompanhada de uma banda.
Os turistas tiveram uma amostra da campanha política à portuguesa, com marchas populares e os inevitáveis slogans: "A CDU avança com toda a confiança" foi dos mais ouvidos.
Questionado sobre o cansaço após dez dias de campanha, Jerónimo de Sous a disse que "só cansa depois da etapa final", e depois de uns dias de descanso, estará pronto para a outra corrida, a das presidenciais.
"Este é que é o nosso presidente!", adiantava-se já uma popular, dirigi ndo-se a Jerónimo de Sousa.
Os habitantes que abordaram Jerónimo de Sousa e Ruben de Carvalho, acom panhados por uma comitiva de mais de cem pessoas, queixaram-se da falta de fisca lização do trânsito e estacionamento em Alfama desde que o acesso ao bairro foi condicionado e das más condições das casas.
Numa das ruas, uma faixa afixada numa janela "agradecia" à Câmara o fac to de Lisboa estar "mais bonita para as eleições", mas queixava-se do barulho de obras "à noite e ao fim de semana".
Na sexta-feira, o líder do PCP volta a acompanhar a CDU em Lisboa, numa arruada pelo Chiado, e no comício-festa que marca o encerramento da campanha, n a Aula Magna.
Fonte: Lusa

O candidato do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Lisboa mostrou hoje as contradições de Carmona Rodrigues através de um vídeo em que se contrapõem declarações do candidato do PSD às provas que alegadamente o contrariam.
O candidato do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Lisboa mostrou hoje as contradições de Carmona Rodrigues através de um vídeo em que se contrapõem declarações do candidato do PSD às provas que alegadamente o contrariam.
Evitando sempre referir a palavra mentira, mesmo tendo em conta que o vídeo apresentado se chama "O Polígrafo", José Sá Fernandes afirmou que as imagens se destinavam a enumerar "uma série de situações durante o debate político em que o engº Carmona Rodrigues tentou contrariar os factos".
Ocupado em grande parte com o tema do túnel do Marquês, "O Polígrafo" é composto por imagens retiradas dos debates a dois com os candidatos à câmara de Lisboa promovidos pela SIC-Notícias.
Nas imagens pode ver-se o candidato do PSD a defender-se na questão da grande inclinação do túnel e a garantir que os riscos sísmicos foram salvaguardados pela obra.
Opinião que é desmentida pelo relatório de avaliação do Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação, onde se pode ler que "não é efectuada uma correcta avaliação do risco sísmico" no projecto da obra.
No Parecer da Comissão de Avaliação do Processo de Avaliação do Impacto Ambiental do Túnel do Marquês, datado de Abril de 2005, está escrito "que o risco sísmico não poderá ser negligenciado", "atendendo à perigosidade sísmica" de Lisboa, "uma das zonas de maior risco sísmico do território continental português".
O vídeo fala também da carta publicada no diário Público pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, apoiante da candidatura de Sá Fernandes, em que este desmente Carmona Rodrigues em relação ao seu apoio à construção no Vale de Alcântara e ao facto de ter sido Santana Lopes e não João Soares a fazer cessar a colaboração da autarquia com o arquitecto e a Universidade de Évora.
"Quem procede, como o engº Carmona Rodrigues procedeu, tem de sofrer as consequências políticas. É inconcebível que se proceda desta maneira ainda para mais conhecendo os factos", adiantou Sá Fernandes na conferência de imprensa.
Confiante em que vai ser eleito vereador, o candidato apoiado pelo BE reiterou que não está disposto a colaborar com o candidato apoiado pelo PSD, se este for eleito presidente da câmara.
"Já disse que me é impossível ser vereador do eng. Carmona Rodrigues por causa destes quatro anos desgraçados de Lisboa", disse Sá Fernandes.
"É a noite e o dia: o que propomos e o que foi feito e se anuncia [no programa da candidatura do PSD para Lisboa] é a noite e o dia", concluiu Sá Fernandes.
Fonte: Lusa
Melhorar as regras de funcionamento e de criação de restaurantes, bares e estabelecimentos congéneres são os objectivos do protocolo que vai ser hoje assinado entre a Câmara de Lisboa e a Associação da Restauração e Similares de Portugal.
O protocolo tem como objectivo principal a regulação das relações e do sistema de comunicação entre a câmara e a associação do sector. Com a assinatura do documento, as duas partes pretendem alcançar uma crescente qualidade e competitividade dos serviços prestados aos clientes.
Através desta iniciativa, será criado um conjunto de mecanismos que facilitem a actividade e controlem os estabelecimentos de restauração e de bebidas que operam na capital. Entre essas medidas, conta-se o apoio aos empresários do ramo, com vista à candidatura de eventuais subsídios comunitários que venham a ser criados. Para além destas áreas, o acordo prevê a existência de um gabinete de apoio ao empresário, para agilizar os processos a remeter aos serviços autárquicos.
A elaboração de um manual do empresário com divulgação da legislação e regras aplicáveis é outra das acções previstas para a requalificação da actividade.
Fonte: Público on line
O filme "Le Couperet" de Costa-Gavras inaugura hoje em Lisboa a 6ª Festa do Cinema Francês, que se prolonga até 03 de Novembro e prevê a apresentação de 29 películas.
Sondagem revela que governabilidade em Lisboa fica condicionada a negociações com outros partidos. Carmona Rodrigues ganha as eleições em Lisboa, mas a governabilidade do município fica condicionada a negociações com outras forças políticas. A este cenário, traçado pela sondagem JN/TSF/Marktest, realizada sexta-feira e sábado passados, já não estavam os lisboetas habituados. Em eleições autárquicas, a maioria absoluta é a regra desde a vitória de Jorge Sampaio, em 1989.
Com cerca de um terço dos eleitores ainda sem opção definida, o sucessor de Santana Lopes impõe-se claramente a Manuel Maria Carrilho. Beneficiará do facto de a Esquerda se apresentar dividida - pela primeira vez desde 1985 não há coligações. Mas o previsível sucesso também residirá na imagem mais técnica do que política que Carmona transmite.
O candidato independente que encabeça a lista social-democrata pode, com a extrapolação de resultados, atingir 38,2 por cento. Supera o resultado alcançado pelo PSD em 1993, mas fica aquém dos 44,8 por cento de 1985.
A vantagem de Carmona Rodrigues sobre o candidato socialista, susceptível de se fixar entre 7 e 11 pontos percentuais (vantagem adquirida atingida após a distribuição de indecisos), não é suficiente para que o PSD ponha e disponha no Executivo. Por isso, o papel dos pequenos partidos pode ganhar relevância.
O «efeito Bárbara Guimarães» e a estratégia de «colar» Carmona à gestão santanista não estão a dar frutos, a avaliar pelos dados deste estudo de opinião. Manuel Maria Carrilho, que nem envolvendo a mulher na campanha mobiliza o eleitorado masculino, pode, na melhor das hipóteses, chegar aos 27,2 por cento.
Na árdua luta por um lugar no Executivo municipal, bloquistas, comunistas e democratas-cristãos estão virtualmente empatados. É provável que o taco-a-taco se mantenha até domingo: após a distribuição de indecisos, o estudo realizado pela Marktest atribui 9,2 por cento ao BE e à CDU e 8 por cento ao CDS/PP.
O que autoriza o prognóstico de que os três cabeças de lista serão eleitos, a menos que uma maré de voto útil nos dois maiores blocos lhes estrague a festa.
Fonte: Portugal Diário
Morre a fadista Amália Rodrigues. Lisboa chorou.

Uma biblioteca por bairro, quer Maria José, o ilusionista Carmona, diz José, queixas da CRIL em Benfica ouviu Ruben, banho de simpatia de Bárbara nos mercados, brigadas públicas nascem em delírio de campanha com Carmona por pai, Sócrates ajuda à festa falando algures sobre Lisboa, já para Carrilho os animais não votam mas devem ser bem tratados, Ruben quer parar demolições em Campolide, Maria José denuncia degradação da Expo, para Sá Fernandes Carmona é pior que Santana, Carmona julga que não é assim e quer criar o Provedor de Bairro, Maria José insiste é em limpeza de ruas e iluminação nocturna e já agora Carlos Paisana que também é gente vai amanhã à Feira da Ladra. E não irá certamente à paisana, mas levará a camisola do MRPP vestida. Digam lé que isto não é uma tontura...

A campanha está quase no fim. No próximo domingo o país vai eleger 308 Presidentes de Camara em 308 concelhos. Portugal nunca viu uma campanha assim. Mortos, tiros a caravanas, panfletos anónimos, candidatos arguidos, parece de repente que voltámos aos tempos gloriosos do oeste americano, onde uma bala valia mais do que a vida.
Em Lisboa, a campanha acalmou, depois do escaldante debate entre Carmona e Carrilho. Ainda há mais um debate na RTP para o tira-teimas final. O primeiro continua favorito, apesar de ter feito o suficiente para não merecer confiança política de uma mosca. O segundo fez entrar Bárbara Guimarães na campanha. Maria José protesta não visitar feiras e mercados como se o povo tivesse lepra política. Sá Fernandes, o candidato processual, aguarda apenas que a instância se extinga para pagar as custas. Ruben lá vai levando a cruz vermelha às costas nos intervalos da Festa do Avante, sem chama, sem novidade, monocórdico e, no assumir de responsabilidades passadas da CDU na gestão da Camara igualzinho aos outros.
Eu nasci e vivi 30 anos em Lisboa. Trabalho em Lisboa. Mas, felizmente, sou eleitor em Oeiras. Não se me porá assim a difícil opção de ter de escolher um deste naipe. Seja qual fôr o resultado apenas desejo que quem ganhar veja o seu caminho iluminado pelo amor a esta cidade luz, alma de um destino, fado de um país. Lisboa merece muito melhor do que isto.