dezembro 23, 2005

FÉRIAS DE NATAL

O Olissipo deseja a todos os seus amigos e leitores um Santo Natal e um Ano Novo Cheio de Paz e Felicidade.

Publicado por jf em 10:27 AM | Comentários (6)

dezembro 22, 2005

A TMDP JÁ CHEGA PARA O GASTO...

Carmona Rodrigues, afasta por completo a hipótese de aplicar portagens à circulação automóvel em Lisboa, como sugeriu ontem o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

O objectivo desta ideia era melhorar a qualidade do ar da cidade, mas o autarca de Lisboa sustenta que o problema terá de ser resolvido de outras maneiras.

«Essa medida é possível mas achamos que há outras medidas que devem ser tomadas e testadas antes de ser partir para essa hipótese. Não esta nos nossos planos implementar essa medida», disse o presidente da câmara.

Carmona Rodrigues anunciou ainda algumas medidas de circulação automóvel já para Janeiro.

«Vamos negociar com as concessionárias dos estacionamentos junto das principais estações de metro para motivar as pessoas a utilizar os transportes públicos, e vamos continuar a impor medidas restritivas de circulação em zonas históricas», explicou.


Fonte: TSF on line

Publicado por jf em 08:11 PM | Comentários (0)

CIDADÃOS!

A Camara Municipal de Lisboa quer ir-nos ao bolso. Aprovou uma coisa chamada Taxa Municipal de Direito de Passagem para todos os assinantes da Portugal Telecom. O Presidente da Camara diz que a lei que o permite está mal feita, mas vai prevalecer-se da sua aplicação. Isto porque a CML está com a corda na garganta porque gasta mal o nosso dinheiro. Os cidadãos em Portugal são essencialmente contribuintes. Mais uma vez estão a ir ao seu bolso.

Publicado por jf em 08:05 PM | Comentários (0)

PRESÉPIOS (2)

(Patriarcado de Lisboa)

Publicado por jf em 07:45 PM | Comentários (0)

PRESÉPIOS (1)

(Patriarcado de Lisboa)

Publicado por jf em 07:44 PM | Comentários (0)

O CCB EM 2006

Centenário de Lopes Graça entre os eventos do CCB para 2006.

De 17 de Fevereiro a 14 de Maio são apresentadas telas da pintora mexicana Frida Kahlo. Esta exposição é a mesma que esteve patente na Tate Modern de Londres

A coreografia que Clara Andermatt apresentou na Capital Nacional da Cultura, concertos alusivos ao centenário de Lopes Graça e uma exposição de Frida Kahlo são propostas do Centro Cultural de Belém para o próximo ano.

A música começa no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, logo no dia 7 de Janeiro, com um programa comentado que inclui os compositores Vianna da Motta, António Vitorino d'Almeida e Ennio Morricone.

A «Primeira cantata do Natal», de Fernando Lopes Graça - cujo centenário do nascimento se celebra durante todo o próximo ano -, é apresentada dia 08 Janeiro, no Grande auditório, pelo coro Voces Caelestes, dirigido pelo maestro Sérgio Fontão.

Ainda inserido nas comemorações do nascimento de Lopes Graça, realiza-se no Pequeno Auditório, dia 25 de Janeiro, o primeiro de seis recitais para canto e piano com o pianista João Paulo Santos.

A soprano Dora Rodrigues interpretará poetas do Grupo Presença com música de Lopes Graça.

Na área da música clássica está ainda agendada a apresentação da integral da obra de Jorge Peixinho para piano, dia 29 de Janeiro, por Francisco Monteiro, que encerra o ciclo dedicado a este compositor português.

No dia 11 de Fevereiro, Enrico Onofri dirige a orquestra barroca Divino Sospiro para interpretar obras de Johann Sebastian Bach e António Vivaldi.

A Orquestra Metropolitana de Lisboa apresenta-se dia 22 de Janeiro, no Grande Auditório do CCB, para interpretar compositores germânicos, nomeadamente Wagner e Beethoven. A direcção de orquestra é de Michael Zilm, que voltará a dirigir a orquestra dia 19 de Fevereiro para interpretar obras de compositores franceses.

No dia seguinte, a Associação Guilhermina Suggia promove um concerto de homenagem àquela que é considerada uma das maiores violoncelistas portuguesas. Em palco estarão Paulo Gaio Lima e Irene Lima para interpretar obras de Emanuel Moór, Julius Klengel e Servais.

Na Boxmúsica é apresentada, dia 26 de Fevereiro, em estreia absoluta, a obra de Fernando M. Lobo «Super nuber rosarum flores». O instrumentista será António Carrilho (flauta de bisel).

O «Requiem à memória de Passos Manuel», de Eurico Carrapatoso, é apresentado dia 19 de Janeiro, no Pequeno Auditório, pela Orquestra Nacional do Porto, sob a direcção de Marc Tardue.

O II Festival da Guitarra Clássica tem o seu início marcado para 27 de Fevereiro, prolongando-se até 03 de Março.

A cantora de jazz Patrícia Barber volta este ano ao CCB, onde se apresenta dia 23 de Janeiro.

Ainda na área da música, dia 18 e 19 o Grande Auditório é palco da Gala Vienense de Strauss. A orquestra K&K será dirigida pelo maestro Matthias Kendlinger, sendo as valsas e polcas dançadas pelo Ballet austríaco K&K, com coreografia de Gerlinde Dill.

Na área da dança, a nova criação de Clara Andermatt, «O grito do peixe», estreada em Faro no âmbito da Capital Nacional de Cultura, é apresentada dia 11 de Janeiro no Grande Auditório.

Por esta sala passará também, de 26 a 31 de Janeiro, o Ballet Nacional de Espanha. O BES Photo volta a marcar presença no CCB, de 20 de Janeiro a 05 de Março, na Galeria 2.

De 17 de Fevereiro a 14 de Maio, na Galeria 1, comissariada por Josefina Gracá Hernandez, são apresentadas telas da pintora mexicana Frida Kahlo. Esta exposição é a mesma que esteve patente na Tate Modern de Londres e na Fundação da Caixa Galicia, em Santiago de Compostela.


Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 07:25 PM | Comentários (0)

PALÁCIO RESPIRÁVEL

O ar que se respira no Palácio da Justiça, cujo sistema de aquecimento está revestido com uma substância cancerígena, não representa perigo para a saúde pública, indicam análises feitas no local pelo Instituto Ricardo Jorge (IRJ).

Segundo o presidente do Instituto de Gestão Financeira e Patrimonial da Justiça, António Morais, o IRJ mediu os níveis de contaminação do ar devido à existência de amianto em tubagens do edifício, concluindo não haver perigo para a saúde pública.

A notícia de que as tubagens de aquecimento do Palácio da Justiça em Lisboa, onde trabalham mais de 700 pessoas, continham amianto foi hoje avançada pelo Diário de Notícias.

O jornal adianta que o Ministério da Justiça já mandou remover o produto.

António Morais, em declarações à Agência Lusa, disse que a decisão de remover o amianto foi também para "retirar a carga emocional" que a presença de tal produto comporta, visto que nas análises feitas ao ar que se respira no edifício não concluíram por qualquer perigosidade.

A empresa que vai remover o amianto começou hoje a trabalhar, tendo já mantido no local uma reunião com a Inspecção Geral do Trabalho, para se decidir a melhor forma de retirar o produto.

António Morais disse que os trabalhos nos quatro quilómetros de condutas com amianto vão decorrer de forma faseada até Abril do próximo ano e custarão cerca de 1,5 milhões de euros.

O responsável salientou que a remoção de amianto obedece a legislação própria e que o material terá de ser tratado no estrangeiro, já que em Portugal não há meios para o fazer.

Para salvaguardar a segurança dos trabalhadores, e evitar nomeadamente a inalação de partículas de amianto, os locais onde a empresa efectuar a remoção serão fechados ao público, disse António Morais, frisando que a segurança será acautelada a todo o momento.

A remoção do amianto é "uma medida cautelar" e foi decidida ainda antes de se saber os resultados das análises ao ar feitas pelo IRJ.

O amianto é uma substância cujo uso é actualmente proibido na construção, embora tenha sido muito utilizado, principalmente na década de 60.

Conhecido pela resistência ao fogo, era usado nomeadamente em edifícios públicos até se descobrir ser uma substância cancerígena.


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:22 PM | Comentários (0)

SAFA!

Uma mulher de 40 anos morreu quarta-feira afogada no rio Tejo ao cair do cacilheiro em que viajava, num acidente cujas circunstâncias e responsabilidade a Transtejo está ainda a apurar, disse hoje fonte da transportadora.

Publicado por jf em 07:20 PM | Comentários (0)

AFINAL HÁ NEVÃO...

A Câmara de Lisboa autorizou hoje o primeiro nevão artificial no Marquês de Pombal, considerando que estão reunidas as condições de segurança para o início da iniciativa, previsto para quarta-feira, disse à Lusa fonte municipal.

O porta-voz da Câmara Municipal de Lisboa, João Reis, anunciou que a autorização já foi enviada ao Banco Espírito Santo (BES), promotor da iniciativa, podendo os primeiros flocos de neve começar a cair assim que a empresa o entenda.

"Estão reunidas as condições de segurança de pessoas e bens para que o evento se realize no Marquês de Pombal", afirmou João Reis, acrescentando que a documentação solicitada foi hoje entregue pelo BES na Câmara e analisada pelos serviços.

Quarta-feira, o BES afirmou, num comunicado enviado às redacções 20 minutos antes da hora prevista para o início do evento (18:00), que "a acção `Neve no Marquês` tinha sido adiada até data a comunicar brevemente", sem apresentar quaisquer justificações.

Segundo disse à Lusa na altura o porta-voz da autarquia, o BES não tinha entregue alguns documentos necessários, nomeadamente uma declaração da PSP a garantir que vai assegurar a circulação rodoviária na rotunda durante os "nevões", um pedido de licença de ruído e uma declaração de compatibilidade ambiental.

O "nevão" deverá começar a cair a qualquer momento e até dia 02 de Janeiro, sobre os automobilistas e transeuntes que passarem pela rotunda do Marquês de Pombal.

A neve será lançada por dois canhões a partir do topo do edifício que o BES possui junto à rotunda, entre as 18:00 e as 21:00 durante a semana e das 17:00 às 22:00 aos fins-de-semana.

A iniciativa do BES, em conjunto com a agência de publicidade BBDO e a agência de eventos Stress Less, pretende "proporcionar aos lisboetas `in loco` e aos portugueses em geral, através da televisão, momentos de lazer originais", segundo um comunicado da empresa.

Os interessados em obter fotografias do momento poderão utilizar uma "varanda" que será instalada para esse efeito junto à estátua do Marquês.


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:18 PM | Comentários (0)

COP GANHA TERRENO

A Câmara de Lisboa oficializou ontem, em escritura pública, a cedência em direito de superfície do terreno onde está instalada a sede do Comité Olímpico de Portugal (COP).

«Foi a concretização legal da ocupação do espaço, por cedência gratuita da Câmara, que inclui não só os terrenos da sede, mas também a área circundante», disse à agência Lusa o presidente do COP, Vicente Moura. Sublinhou ainda que este passo permitirá ao COP «melhorar a área envolvente em termos urbanísticos» e que outros espaços, destinados à construção do museu olímpico e de outras instalações, estão em fase de processo, já aprovado pela autarquia.

O presidente da CML, Carmona Rodrigues, deseja que o museu esteja construído antes do ano do centenário do COP, quando em 2009 se completar o século de existência do movimento olímpico em Portugal.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 06:12 PM | Comentários (0)

NATAL FRACO NO COMÉRCIO

A época natalícia não tem presenteado o comércio local lisboeta com um aumento significativo das vendas. Os proprietários das lojas de Campo de Ourique e da Avenida de Roma, por exemplo, apontam o dedo à concorrência das grandes superfícies, à pobreza das iluminações de Natal e ao baixo nível de vida dos potenciais clientes. "Este ano, as decorações das ruas estão muito pobres, quase que não se dá por nada", disse, ao JN, Fátima Rodrigues, lojista da Rua Ferreira Borges.

Campo de Ourique sempre foi um bairro bastante vivenciado pela população e de uma grande actividade comercial. Porém, o cenário tem sofrido grandes alterações. "Apesar destes dias de sol, as pessoas preferem ir a um centro comercial porque lá encontram de tudo", salientou aquela comerciante. E adiantou "As habitações vendem-se aqui num ápice, ainda os prédios não estão construídos e já estão reservados. Mas isso não se reflete no comércio".

A mesma opinião é corroborada pela sócia de uma perfumaria situada no mesmo bairro. Para aquela comerciante, "a instalação de lojas de pouca qualidade, a falta de estacionamento e as iluminações paupérrimas deste ano" são factores decisivos para a falta de clientes. E, claro, "que as pessoas têm menos dinheiro".

Apesar das dificuldades, os comerciantes daquele bairro prometem não baixar os braços e, como disse ao JN Bernardo Vilar, de uma loja de originais produtos de casa-de-banho, "está a tentar-se transformar Campo de Ourique num grande centro comercial ao ar livre". Para o efeito, foi recentemente lançada uma revista onde constam as lojas da zona, produtos que comercializam, localização e sugestões.

Na Avenida de Roma, as lojas vazias são também uma constante desta época natalícia. Desconsolados, os comerciantes queixam-se da situação que consideram "bem pior do que a do ano passado, principalmente nestes últimos três meses", confessou, ao JN, Maria Luísa, de uma loja de roupas.

Não fossem "os clientes fiéis e outros que lá vão aparecendo e o melhor seria fechar o estabelecimento", rematou a comerciante, defendendo que "a criação de mais factores de atracção na zona é fundamental" para revitalizar o comércio.

Contactado pelo JN, o vice-presidente da União das Associações de Comerciantes do Distrito de Lisboa, Vasco de Melo, concordou que, no geral da cidade, "se verificou uma quebra de cerca de 10% nas vendas". Quanto às decorações de Natal, aquele responsável afirmou "que é difícil agradar a gregos e a troianos". Tanto mais, alegou, "que o investimento, partilhado pela União e autarquia, é grande".

Vasco de Melo atribui também a quebra verificada no comércio local "à diminuição do nível de vida das pessoas e à concorrência das grandes superfícies". O que fazer, questionou, "quando até os CTT, que são uma empresa pública, também já vendem electrodomésticos?". E em tom de desabafo, rematou "Gerir isto tudo é muito complicado".


Fonte: Jornal de Notícias


Publicado por jf em 06:10 PM | Comentários (0)

ALMIRANTE REIS COM COMÉRCIO

Outra zona da cidade que não encaixa no quadro transmitido ao JN pelos comerciantes do bairro de Campo de Ourique e da Avenida de Roma, é a Avenida Almirante Reis. Ao longo daquela via, são muitos os estabelecimentos que se encontram cheios de pessoas que procuram o presente ideal a preços mais acessíveis.

São lojas que têm quase tudo, desde roupas, brinquedos a artigos de cozinha e que mais facilmente realizam os sonhos de quem tem menos posses. "Há um mês para cá que temos recebido muitos clientes", disse, ao JN, Pedro Romão, de uma loja onde se vendem tapetes, cestos, roupas, velas e vários artigos de decoração. "Muita gente acaba por comprar quase tudo aqui, porque praticamos preços mais baixos", confessou o comerciante. Para completar a oferta, na loja não faltam caixinhas, papel e fitas coloridas para embrunhar os presentes natalícios.

Muitos dos estabelecimentos da Avenida Almirante Reis ostentam produtos comprados, por atacado, no Centro Comercial da Mouraria (no Martim Moniz) que funciona como pólo de distribuição para muitas zonas da cidade. Já são inclusivamente muitos os comerciantes que se queixam da concorrência desssas lojas "de menor qualidade". Mas o certo é que a proliferação dos produtos que, todas as semanas, chegam ao Martim Moniz, é uma realidade que se está a instalar um pouco por todo o lado.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 06:09 PM | Comentários (0)

ÁRVORE FAVORECE COMÉRCIO

Nesta quadra, nem tudo tem sido negro no mundo do comércio local lisboeta. Os lojistas da Baixa Pombalina, Lisboa, têm dado graças à árvore de Natal, instalada no Terreiro do Paço, e às decorações das ruas, pela melhoria dos seus respectivos negócios.

Com efeito, os milhares de pessoas que todos os dias, particularmente durante os fins-de-semana, visitam a maior árvore de Natal da Europa, acabam por entrar nos estabelecimentos. "Foi um valor acrescentado muito grande para a Baixa", disse, citado pela agência Lusa, Lusa, Manuel Lopes, membro da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, entidade que promove iniciativas culturais e comerciais para revitalizar aquele centro histórico candidato a Património Mundial da Unesco.

Apesar de o pinheiro artificial "plantado" junto ao Tejo ser a grande atracção, para o aumento do sucesso comercial dos lojistas da Baixa durante este período, também têm contribuído, na opinião daquele responsável, as iluminações natalícias. Tudo isto, adiantou Manuel Lopes ,"trouxe à Baixa muitas famílias, que aproveitam a ocasião para passear, beber um café e fazer compras".

A afluência àquela zona da cidade é, aliás, bastante visível, para quem ali se deslocar. E há "prendas" para todos os gostos e, sobretudo, para todas as bolsas. Da Rua do Ouro à dos Fanqueiros, e da Rua da Prata ao Chiado.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 06:05 PM | Comentários (0)

ACNE URBANO

A Câmara de Lisboa vai lançar, no próximo dia 28, um plano de segurança rodoviária para definir quais são os pontos da cidade onde se registam mais acidentes.

Os objectivos do plano ‘Lisboa Capital de Segurança Rodoviária’ passam pela intervenção nos chamados ‘pontos negros’ e ainda por uma vertente pedagógica, a fim de apelar aos condutores e aos peões para uma mudança de comportamentos.

“Os estudos da Direcção-Geral de Viação (DGV) indicam os locais onde há mais acidentes, mas não referem pontos específicos”, disse ao Correio da Manhã fonte do gabinete da vereadora da Mobilidade, Marina Ferreira. “Por exemplo o Campo Grande é uma zona de risco, mas em que parte?” questionou a mesma fonte.

O plano que vai ser lançado pretende responder a questões como esta, para que a Câmara possa actuar com a sinalização e a semaforização necessárias. Por outro lado, e de acordo com a mesma fonte, “a questão da segurança rodoviária envolve toda a sociedade civil”.

Assim sendo, o plano ‘Lisboa Capital de Segurança Rodoviária’ passa também por uma vertente pedagógica. “Vão ser feitas acções de sensibilização junto dos alunos dos 1º, 2º e 3º Ciclos, para aprenderem os comportamentos que devem adoptar quando circulam em Lisboa”, disse. Já a campanha ‘100% Cool’, integrada neste projecto, será direccionada para os alunos do ensino secundário – a campanha visa incentivar os jovens a escolher um condutor que não beba álcool durante as saídas nocturnas.

Contactado pelo CM, o presidente da Associação do Cidadão Auto-mobilizado (ACA-M) considerou que o “problema é mais profundo” do que aquele que o plano da autarquia visa resolver. “O problema é o império de engenheiros de tráfego que para resolverem problemas de circulação não têm em consideração moradores e comerciantes”, disse Manuel João Ramos. “Quando alargaram a Avenida de Berna não pensaram que havia ali uma universidade, uma igreja, um centro cultural ou um hospital. Tal como na Avenida 24 de Julho, onde licenciaram bares numa via rápida”, disse.

O responsável pela ACA-M criticou ainda o sistema informático ‘Gertrude’ – que controla os semáforos de Lisboa – porque considera “um incentivo à velocidade”. Problemas que a autarquia diz serem resolvidos com o plano, cujo trabalho de campo decorrerá em 2006, não sendo ainda conhecida a data de conclusão.

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por jf em 09:51 AM | Comentários (0)

JOSÉ RÉGIO

Fado português

O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

Ai, que lindeza tamanha,
meu chão, meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.

Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.

Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.

Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

José Régio

Em 1969, morria o escritor português José Régio.

Publicado por jf em 09:49 AM | Comentários (0)

dezembro 21, 2005

2,3% DE AUMENTO NOS TRANSPORTES

O Governo fixou hoje em 2,3 por cento, em linha com a inflação prevista, o «tecto» dos aumentos médios das tarifas de transportes públicos no próximo ano.

Em comunicado, o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações adianta que, autorizada a actualização máxima, a tabela de preços para 2006 será agora definida e poderá ser aplicada pelos transportadores a partir de 1 de Janeiro.

Em anos anteriores, o aumento dos transportes públicos entravam normalmente em vigor em Fevereiro ou Março. Este ano, o Governo aumentou duas vezes as tarifas dos transportes públicos, em Maio e em Novembro.

Em Maio, o aumento foi de 3,7 por cento, resultante da actualização anual das tarifas. Face à subida do preço dos combustíveis, o Governo decidiu aumentar em média 3,98 por cento as tarifas dos transportes públicos, em Novembro.

Esta subida incluiu uma compensação às empresas para fazer face ao aumento do preço dos combustíveis.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 10:11 PM | Comentários (0)

A BRASILEIRA DE LISBOA LANÇADO EM COIMBRA!

As histórias do emblemático café "A Brasileira", desaparecido da baixa coimbrã em finais do século XX, constam de um livro escrito por Alberto Vilaça, que foi lançado em Coimbra.

"À mesa d`A Brasileira - Cultura, Política e Bom Humor" é o título da obra, que foi apresentada na Casa Municipal da Cultura por José Carlos Vasconcelos e Abílio Hernandez, amigos do autor e frequentadores do café nas recuadas décadas de 60 e 70 do século XX.

"A Brasileira foi uma casa, um lugar, era a ligação aos amigos e o local a partir do qual víamos o mundo", afirmou José Carlos Vasconcelos, director do Jornal de Letras e antigo estudante de Coimbra.

Durante mais de cinco décadas foi um dos cafés míticos da cidade de Coimbra, constituindo um "importante lugar de convívio e debate, onde se reuniam várias tertúlias de diferentes afinidades, ideológicas ou outras", segundo o autor.

"A Brasileira para nós foi uma espécie de centro do mundo que nos ligava ao local, mas nos projectava no universal", refere ainda José Carlos Vasconcelos.

O professor Abílio Hernandez Fernandes, outro dos frequentadores assíduos d`A Brasileira, afirmou que era ali que "cultivávamos e forjávamos amizades", lamentando que se tenham perdido as tertúlias na cidade.

"O livro faz o registo do quotidiano e das memórias de uma imensa comunidade que teve em comum uma experiência", sublinhou o ex- director de Coimbra 2003 Capital Nacional da Cultura.

"à mesa d`A Brasileira - Cultura, Política e Bom Humor" é uma obra que ultrapassa as 200 páginas, lançada pela nova editora Calendário, que se estreia na edição de livros.

A publicação é o retrato vivo de uma época, de pessoas, e de histórias contadas de forma despretensiosa e divertida por Alberto Vilaça, de 74 anos.

Nascido em Coimbra, em 1929, exerceu a profissão de advogado e desenvolveu uma intensa actividade antifascista, tendo, por isso, sido preso por seis vezes pela PIDE.

Após o 25 de Abril, presidiu à Junta Distrital de Coimbra e durante vários anos integrou a Assembleia Municipal da cidade e a Comissão de Toponímia, eleito nas listas do PCP, ao qual aderiu em 1949.

Citando a frase de Júlio Dantas "recordar é viver", o autor confessou na apresentação da sua obra que "a tarefa de ir mexer na memória e buscar episódios foi algo de muito estimulante".

Alberto Vilaça explicou que a ideia deste livro nasceu logo após o encerramento d`A Brasileira, em 1995, por iniciativa e incentivo da sua mulher Natércia.


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:06 PM | Comentários (0)

RIDÍCULO

O excesso de marketing pode matar. Esta coisa de descarregar neve artificial no martirizado Marquês de Pombal é das tais ideias que, se começam a correr mal, como é o caso, viram-se facilmente para com quem as promove. Por este andar e com o frio que está ainda neva a sério em Lisboa antes do BES conseguir vestir o Marquês de branco...

Publicado por jf em 07:04 PM | Comentários (0)

TERREIRO DO PAÇO FECHA PARA O FIM DO ANO

Em Lisboa, a Praça do Comércio fecha ao trânsito dia 31 para festa de fim de ano

A Praça do Comércio vai estar encerrada ao trânsito na noite de 31 de Dezembro, devido ao espectáculo de fim de ano e exibição de fogo de artifício, anunciou hoje a Câmara Municipal de Lisboa. O trânsito vai ser interditado às 22:00, por cerca de quatro horas, para a realização da tradicional festa de fim de ano na cidade.

As alternativas de circulação para o trânsito geral são as seguintes: Sentido Nascente - Poente e Centro da Cidade: Avenida Infante Dom Henrique - Campo das Cebolas - Rua da Alfândega - Rua da Madalena - Rua do Comércio - Rua da Prata - Rossio.

Para evitar a acumulação de trânsito nestas vias, a autarquia aconselha os automobilistas com destino à zona poente a fazer o desvio para o interior a partir da Avenida Mouzinho de Albuquerque.

Sentido Poente - Nascente e Centro da Cidade: Avenida 24 de Julho - Cais do Sodré - Rua do Alecrim.

Para evitar a sobrecarga destas vias, a câmara aconselha os condutores com destino à zona nascente a fazerem o desvio para o interior a partir da Av. D. Carlos I.

O trânsito proveniente da Avenida da Liberdade efectuará a inversão de marcha no Rossio.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:00 PM | Comentários (0)

NEVÃO ADIADO

O primeiro nevão artificial no Marquês de Pombal, marcado para hoje às 18:00, foi adiado pela empresa promotora, depois de a Câmara de Lisboa ter remetido para mais tarde uma decisão sobre o assunto.

Em comunicado, enviado 20 minutos antes da hora prevista, o Banco Espírito Santo (BES) afirma apenas que "a acção `Neve no Marquês` foi adiada até data a comunicar brevemente", sem apresentar quaisquer justificações.

Em declarações à Lusa, o porta-voz da autarquia lisboeta, João Reis, disse que o banco, que pretendia realizar "nevões" diários sobre o Marquês durante duas semanas, já entregou alguns dos esclarecimentos solicitados pela autarquia.

Apesar disso, sublinhou a mesma fonte, faltam ainda alguns elementos, nomeadamente uma declaração da PSP a afirmar que vai assegurar a circulação rodoviária na rotunda durante os "nevões", um pedido de licença de ruído e uma declaração de compatibilidade ambiental.

A autarquia lisboeta "está empenhada e de boa vontade", mas "é humanamente impossível dar autorização para hoje", uma decisão que já foi comunicada à empresa promotora do evento.

"Mesmo que cheguem estes elementos em falta, não haverá tempo para emitir o parecer da Câmara", disse o porta-voz do município, lembrando que o pedido de licenciamento para esta iniciativa só chegou à autarquia terça-feira às 15:00.

A falta de decisão da autarquia não implica no entanto que os nevões estejam "comprometidos", acrescentou a mesma fonte.

O BES anunciou segunda-feira a realização de "nevões" diários a partir do topo do edifício que possui junto à rotunda do Marquês de Pombal, entre as 18:00 e as 21:00 nos dias úteis e das 17:00 às 22:00 aos fins-de-semana, a partir de hoje e até 2 de Janeiro.

A iniciativa seria acompanhada por momentos musicais e pela colocação de uma tela gigante com motivos de neve.


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 06:56 PM | Comentários (0)

A DEFESA DOS PLÁTANOS

Moradores do Bairro Azul e a junta de Freguesia de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa, pretendem impedir o eventual derrube de três plátanos, previsto pelas obras de prolongamento da linha vermelha do Metropolitano.

Os deputados da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovaram ontem uma moção subscrita pelo presidente da junta de freguesia, Nelson Antunes (PSD), que pede à autarquia lisboeta que "não autorize que o Metropolitano de Lisboa possa abater os plátanos", situados no cruzamento da rua Marquês da Fronteira com as avenidas António Augusto de Aguiar e Ressano Garcia.

"A pretensão do Metropolitano de Lisboa é derrubá-los. Estão num local de passagem, de convívio e de encontros", sublinha Nelson Antunes, na proposta.

Na opinião do presidente da freguesia, numa altura em que está a decorrer a revisão do Plano Director Municipal, o plano de pormenor da Praça de Espanha e Avenida José Malhoa, o projecto urbano campus de Campolide e a classificação de bem cultural como conjunto de interesse municipal do Bairro Azul, "será de todo inqualificável que qualquer obra possa pôr em causa a frente" deste bairro.

O presidente do Metro, Mineiro Aires, esclareceu que ainda não há uma decisão sobre este assunto e explicou que está previsto que passe um túnel sob a zona onde se localizam os plátanos.

"Ou se abatem ou morrerão", afirmou o responsável, garantindo que a questão "está a ser analisada internamente e com a Câmara e a junta de freguesia", para tentar encontrar soluções alternativas.

A Comissão de Moradores SOS Bairro Azul está a promover um abaixo-assinado, que já recolheu cerca de 400 assinaturas, contra o derrube dos plátanos.

No documento, os moradores sublinham que as árvores estão "em bom estado fitossanitário e funcionam para o bairro como uma barreira de protecção da intensa poluição atmosférica e sonora".

Caso não seja possível evitar o abate das árvores, a comissão defende que seja previsto um projecto de reflorestação após as obras, "para que aquela zona não fique depois uma terra de ninguém", disse Ana Alves Sousa, do movimento de residentes do Bairro Azul.

Mineiro Aires frisou que a empresa "não é insensível" e procura sempre "as soluções que causem menor impacto ambiental", mas o presidente da empresa considerou que "estas obras implicam sacrifícios".

O responsável sublinhou que a obra se desenvolve ao longo de vários quilómetros, pelo que não é "de crer que não haja impactos ou algumas implicações".

O presidente do Metro adiantou que, caso não haja solução, serão adoptadas "medidas de compensação".

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 06:29 PM | Comentários (0)

CML AINDA NÃO AUTORIZOU NEVE

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) ainda não tinha autorizado ontem a instalação dos dois canhões de neve artificial que hoje, pelas 18h, deviam começar a debitar grandes quantidades de flocos na zona da rotunda do Marquês de Pombal, por não ter recebido garantias do promotor de que estão reunidas todas as condições de segurança.

O pedido do promotor da iniciativa, o Banco Espírito Santo (BES), só ontem deu entrada na câmara, apesar de o anunciado "nevão" ter sido publicitado como um facto consumado na passada segunda-feira. Segundo o BES, a queda de neve ocorrerá todos os dias até 2 de Janeiro, entre as 18h e as 21h. Aos fins-de-semana, o lançamento de neve a partir de canhões colocados no cimo de um edifício no Marquês de Pombal será feito entre as 17h e as 22h.

Os pelouros do Trânsito e do Espaço Público da autarquia estiveram ontem durante toda a tarde a analisar o pedido do BES, tendo decidido adiar a resposta por falta de elementos. Segundo João Reis, assessor do gabinete da presidência da CML, só depois de o banco enviar os documentos que faltam - composição química do material que se transforma em neve, seguro de responsabilidade civil, uma planta da área de impacto e uma declaração sobre condições de segurança de pessoas e bens - é que os serviços se pronunciarão sobre a autorização.

A Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados (ACAM) é que não ficou convencida com a promessa de neve e requereu, ainda ontem, à CML, esclarecimentos sobre o assunto.

A ACAM pretende saber se a autarquia mandou fazer ou tem conhecimento de alguns estudos de segurança rodoviária que permitam garantir que o lançamento da neve artificial sobre o asfalto não irá provocar despistes, colisões ou atropelamentos. Por outro lado, também pretende ser informada sobre quem se responsabilizará no caso de virem a ocorrer acidentes na sequência da iniciativa.

BES garante segurança

Para o BES, no entanto, "não existe nenhum perigo para os peões nem para o trânsito automóvel, uma vez que a neve artificial é lançada para o ar e desfaz-se antes de chegar ao solo", fez saber ontem o banco através do seu gabinete de imprensa. "Não ficam resíduos, nem sólidos nem líquidos, no piso, como tem sido comprovado em inúmeras experiências semelhantes que têm ocorrido no estrangeiro", garantiu ainda. O BES desmente igualmente a câmara em relação ao pedido de autorização para o lançamento da neve artificial, garantindo que o mesmo "foi feito à autarquia com antecedência, ou seja, há alguns dias, e foi concedido de imediato". A verdade é que a situação gerou ontem grande perplexidade e mal-estar entre responsáveis municipais, que foram apanhados de surpresa pelo anúncio da iniciativa na imprensa.

O equipamento que será utilizado para a produção e lançamento de neve prevê duas estruturas especiais, denominadas canhões, colocadas no topo de um edifício do banco, no Marquês de Pombal, que disparam através de pressão a matéria que, em contacto com o ar, se transforma em flocos.

Entre técnicos e pessoal de apoio, estão 50 pessoas envolvidas nesta operação, que representa um investimento de dez mil euros, ainda de acordo com o gabinete de comunicação do BES.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 06:27 PM | Comentários (0)

LISBOA FAVORECIDA

Lisboa já não é considerada região desfavorecida. Restantes regiões de Portugal continuam a ser consideradas «desfavorecidas» e, como tal, «elegíveis» para ajudas estatais, mas menores do que as que podiam ser concedidas até agora.

As empresas da região de Lisboa deverão deixar de ser contempladas com ajudas públicas, segundo as directrizes hoje adoptadas pela Comissão Europeia sobre as ajudas regionais para 2007/2013, que privilegiam as regiões mais desfavorecidas.

As restantes regiões de Portugal continuam a ser consideradas «desfavorecidas» e, como tal, «elegíveis» para ajudas estatais, mas menores àquelas que podiam ser concedidas até agora.

O documento adoptado por Bruxelas fixa as regras segundo as quais são autorizadas ajudas estatais que favoreçam o desenvolvimento das regiões mais desfavorecidas, e Lisboa deixou de ser assim considerada, dado o rendimento por habitante ser superior a 75 por cento da média comunitária.

Todavia, as ajudas poderão continuar a abranger, em diferentes graus, três quartos (76,6 por cento) da população de Portugal, pois todas as restantes regiões continuam abrangidas, incluindo a Madeira e o Algarve, apesar de nestes dois casos o rendimento por habitante já ser superior a 75 por cento da média da União Europeia.

No caso do Algarve, a região beneficiará do denominado «efeito estatístico», que tem em conta o aumento da riqueza relativa fruto da adesão de 10 novos Estados-membros, que figuram entre os mais pobres da UE (ou seja, o PIB é agora superior a 75 por cento da média da UE a 25, mas inferior à média da UE a 15).

No entanto, o nível das ajudas vai baixar em todas as regiões de Portugal, já que as novas directrizes de Bruxelas estabelecem três categorias de riqueza das regiões.

A região Norte, região Centro e Alentejo estão inseridas na categoria em que o Produto Interno Bruto (PIB) regional é inferior a 75 por cento da média comunitária, mas superior a 60 por cento, o que leva a que a taxa máxima de ajudas às grandes empresas se fixe nos 30 por cento (e não 40 a 50 por cento, como até agora).

No caso da Madeira e Açores, regiões que beneficiam do seu estatuto de periféricas, as comparticipações estatais podem atingir os 50 por cento.

A comissária europeia com a pasta da Concorrência, Neelie Kroes, considerou hoje que estas directrizes sustentam os objectivos da coesão e contribuem para atingir o objectivo do plano de acção no domínio das ajudas de Estado, que passam por «menos ajudas e melhor direccionadas».

A aplicação das novas linhas directrizes da Comissão para as ajudas regionais corresponde ao próximo período das Perspectivas Financeiras (2007/2013), sobre as quais os 25 chegaram a acordo na madrugada do passado sábado.


Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 06:01 PM | Comentários (0)

ASSEMBLEIA METROPOLITANA JÁ TEM PRESIDENTE

O escolhido foi o socialista João Serrano. Eleição do presidente da Junta Metropolitana adiada para 19 de Janeiro.

O socialista João Serrano foi eleito terça-feira presidente da Assembleia Metropolitana de Lisboa, o órgão deliberativo da Grande Área Metropolitana de Lisboa (GAML), para o mandato 2005-2009, anunciou hoje aquele órgão.

A cerimónia de posse da Assembleia Metropolitana decorreu terça-feira ao final da tarde, a que se seguiu a eleição de João Serrano, da Assembleia Municipal da Amadora, com 53 votos a favor e um nulo.

Como vice-presidentes foram eleitos o comunista João Afonso Luz, da Assembleia Municipal de Setúbal, e Joaquim Sardinha (PSD), da Assembleia Municipal de Mafra.

Para terça-feira estava igualmente prevista a eleição do líder da Junta Metropolitana de Lisboa, a escolher entre os 18 presidentes das autarquias que integram a Grande Área Metropolitana, mas a votação foi adiada, a pedido do PSD, para dia 19 de Janeiro.

A tradição tem sido, até agora, a de atribuir a chefia da JML ao partido com mais municípios na Área Metropolitana de Lisboa, que é, neste mandato, a CDU, com oito concelhos, mas a Câmara de Lisboa já defendeu que deverá ser a capital a liderar este órgão, «para que as políticas para a GAML se possam concretizar».


Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 05:59 PM | Comentários (0)

CHAPITÔ REINSERE

A companhia «Chapitô», dirigida pela actriz Teresa Ricou, e o Instituto de Reinserção Social (IRS) assinam hoje um acordo válido por 10 anos que reforça uma parceria de décadas em projectos de animação cultural para jovens delinquentes.

O protocolo visa contribuir para o «enquadramento educativo e/ou formativo de menores» sujeitos a intervenção do IRS, mediante o desenvolvimento pelo Chapitô - Colectividade Cultural e Recreativa de Santa Catarina de actividades «lúdico-educativas, de animação de tempos livres e de formação pré-profissional e profissional».

Os destinatários do acordo são menores delinquentes em cumprimento de medidas tutelares educativas institucionais (internados nos centros educativos do IRS) ou não institucionais (sujeitas a acompanhamento educativo ou a outras medidas judiciais como tarefas a favor da comunidade), executadas na área regional de Lisboa e Vale do Tejo.

Nos termos do protocolo, o «Chapitô» abriga-se a assegurar anualmente «o funcionamento de ateliers lúdico-culturais e pré- profissionalizantes de natureza artística e oficional» relativamente a jovens residentes nos centros educativos.

Compromete-se ainda a apoiar a produção de «festas e espectáculos» e colaborar com o IRS no acompanhamento da execução das medidas.

O IRS, por seu lado, compromete-se a proceder ao encaminhando dos jovens para o «Chapitô» e assegurar a supervisão técnica das actividades desenvolvidas por esta colectividade cultural.

O acordo é também assinado pelo Instituto de Gestão Financeira e Patrimonial da Justiça (IGFPJ), que cede ao «Chapitô», a título gratuito e precário, a utilização das instalações de um conjunto de edifícios sitos na Rua Costa do Castelo, em Lisboa.

O acordo hoje celebrado pretende manter e prosseguir uma antiga parceria com o «Chapitô» no desenvolvimento de políticas e estratégias para a prevenção da marginalidade social e da criminalidade, bem como para a integração e reinserção de menores e jovens, no âmbito da vigência da Lei Tutelar Educativa para jovens delinquentes.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 01:04 PM | Comentários (0)

O NEVÃO DO MARQUÊS

Banco Espírito Santo pretende realizar nevões artificiais sobre a rotunda do Marquês de Pombal. A Câmara de Lisboa vai pedir ao Banco Espírito Santo (BES) esclarecimentos adicionais sobre a pretensão da empresa de realizar nevões artificiais sobre a rotunda do Marquês de Pombal, prevista a partir de quarta-feira.

Fonte municipal adiantou à Lusa que "não houve condições para dar uma resposta" ao pedido de licenciamento deste evento do banco, que só chegou hoje à tarde à autarquia lisboeta.

De acordo com a mesma fonte, o pedido de autorização "não é explícito quanto às características da iniciativa", pelo que a Câmara Municipal pediu ao BES que especifique qual a composição química da substância que vai simular os flocos de neve.

A Câmara de Lisboa quer ainda que a empresa apresente um seguro de responsabilidade civil, uma planta da área de impacto do "nevão" e uma declaração das autoridades competentes sobre as condições de segurança de circulação de pessoas e bens naquela zona.

Hoje à tarde a Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA- M) enviou um requerimento à presidência da autarquia lisboeta e à administração do BES, questionando sobre a existência de um estudo de risco de segurança rodoviária.

Na opinião da associação, esta iniciativa poderá "causar um aumento e agravamento dos despistes, colisões e atropelamentos na zona".

A iniciativa do BES, prevista a partir de quarta-feira e até dia 02 de Janeiro, prevê a realização de nevões artificiais a partir do topo do edifício do banco junto à rotunda do Marquês de Pombal, entre as 18:00 e as 21:00 nos dias úteis e das 17:00 às 22:00 aos fins- de-semana.

Contactada pela Lusa, fonte do BES remeteu para mais tarde qualquer comentário sobre esta matéria.


Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 10:15 AM | Comentários (1)

TMDP APROVADA

Imposto incide 0,25 por cento sobre as facturas de telecomunicações dos munícipes.

O PSD de Lisboa viabilizou hoje a cobrança de uma nova taxa municipal, que incide 0,25 por cento sobre as facturas de telecomunicações dos munícipes, apesar dos apelos da oposição para que a lei seja revista pelo Governo.

Os deputados da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovaram hoje ao início da noite, com os votos contra do PS, PCP, Partido Ecologista "Os Verdes" e Bloco de Esquerda (BE), um percentual de 0,25 por cento sobre a taxa municipal de direitos de passagem, que incide sobre as facturas das telecomunicações, a cobrar aos munícipes.

O vice-presidente da Câmara de Lisboa e responsável pelas Finanças, Fontão de Carvalho, admitiu que "seria mais correcto" que a taxa, que pretende compensar a autarquia pelo uso do subsolo, fosse paga pelos operadores das telecomunicações fixas, mas salientou que a lei aprovada em 2004 prevê a cobrança nas facturas dos utentes.

De acordo com Fontão de Carvalho, trata-se de "uma receita extremamente importante para a Câmara, numa altura em que há cada vez mais restrições ao endividamento das autarquias", estimando que esta taxa represente uma verba de cinco milhões de euros no próximo ano.

PCP e Bloco de Esquerda pediram a retirada da proposta e defenderam que o Governo reveja a lei, de forma a que a taxa passe a ser cobrada directamente aos operadores de telecomunicações fixas, como a Portugal Telecom, uma intenção rejeitada pelos deputados do PSD, que têm a maioria na AML.

Na opinião do deputado comunista Feliciano David, esta taxa "é injusta, inadequada e inaceitável", uma vez que mantém "a situação de privilégio de isenção" de empresas como a PT.

Também para os deputados bloquistas, "os operadores ficam isentos de qualquer pagamento pela utilização do território", obrigando-se os munícipes a "pagar uma estranha taxa municipal sobre um factor de produção do operador".

A deputada socialista Marta Rebelo sugeriu que, ao invés desta taxa municipal, seja aplicada a taxa de utilização do subsolo aos operadores.

"Não nos parece que em rigor juridico-financeiro o sujeito passivo desta taxa municipal seja em algum momento o consumidor", frisou a deputada do PS, para quem "não há obrigação de cobrar a taxa municipal".

Fontão de Carvalho ripostou, argumentando que a Assembleia Municipal aprovou em 2004, sem votos contra, a cobrança desta taxa, tratando-se hoje apenas de fixar o percentual.

"Trata-se de uma taxa de 0,25 por cento. Se houver uma conta de telefone de cem euros, o consumidor passa a ter um acréscimo de 25 cêntimos", exemplificou o autarca, defendendo que "a lei confere a possibilidade de fixar ou não fixar a taxa, mas esta assembleia aprovou-a".


Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 10:13 AM | Comentários (1)

AINDA A BRASILEIRA

O leitor Rui David enviou o seguinte comentário sobre A Brasileira:

"o local é mítico, sem dúvida. talvez para manter a tradição, o serviço é medíocre, a higiene segue os padrões do século dezanove ( casas de banho perfeitamente abjectas, dá ideia que não existe direcção de saúde em lisboa). Não se pedia uma coisinha bela e asséptica como o Majestic, ou um requinte beto da lisboa das avenidas como a versalhes, mas há um mínimo de decência que os gestores da casa deveriam ser obrigados a cumprir. Por respeito ao local."

O Rui tem toda a razão. O Olissipo assina por baixo. O espaço devia ter outro balanço e sobretudo mais higiene.

Publicado por jf em 09:50 AM | Comentários (1)

RITA NO COLISEU

A portuguesa Rita Guerra actua no Coliseu de Lisboa a 27 de Março, para apresentar o álbum «Rita», que já vendeu quase 40 mil unidades, de acordo com a edição desta quarta-feira do Correio da Manhã. O concerto será uma das poucas oportunidade para ver Rita Guerra ao vivo fora do Casino Estoril. Os bilhetes custam entre os 20 e 50 euros e encontram-se à venda no Coliseu de Lisboa, agências Abep e Alvalade.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 09:46 AM | Comentários (0)

MAIS ESTUDOS, AGORA SOBRE A PORTELA

A Assembleia Municipal de Lisboa vai pedir estudos de impacte ambiental e de risco de acidente aéreo sobre o aeroporto da Portela. Recomendação partiu do partido «Os Verdes». A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou hoje por maioria uma proposta dos Verdes que recomenda que sejam realizados estudos de impacte ambiental e de risco de acidente aéreo sobre o aeroporto da Portela.

A recomendação do grupo municipal do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) foi aprovada hoje com os votos favoráveis dos deputados de esquerda e do CDS-PP e com a abstenção do PSD.

A moção do partido ecologista apela à autarquia lisboeta que diligencie junto das "entidades competentes" - ministérios do Ambiente e das Obras Públicas e Transportes e a ANA - para que realizem "com a máxima brevidade, estudos de impacto ambiental sobre o ar, o ruído e a contaminação de solos e água subterrânea, bem como de avaliação do risco do acidente aéreo na área de influência do aeroporto da Portela".

A proposta surge na sequência do anúncio do Governo do PS de construir um novo aeroporto da Ota e o consequente encerramento do aeroporto da Portela.

Com estes estudos, defende o PEV, é possível dotar "as autoridades e os cidadãos do conhecimento necessário para as tomadas de decisão", de forma a "esclarecer o posicionamento - adiamento ou não, manutenção e/ou relocalização - sobre o aeroporto de Lisboa".

Também na reunião da AML de hoje, os deputados municipais aprovaram por maioria, com a abstenção do PCP, PEV e Bloco de Esquerda (BE), uma moção do PSD que apela ao ministério da Saúde para que disponibilize "informação sobre a calendarização de encerramento dos hospitais" de São José, Santo António dos Capuchos e Santa Maria do Desterro, uma medida do Governo socialista recentemente anunciada.

A AML pede ainda que seja divulgada "a programação prevista para a construção de hospitais de substituição" e que a autarquia lisboeta acompanhe "permanentemente" o processo de encerramento dos três hospitais.

Na mesma reunião da Assembleia Municipal, os deputados do PSD, CDS-PP e Partido Popular Monárquico (PPM) rejeitaram propostas do PS e do BE para que a construção do Túnel do Marquês fique concluída a seguir aos desnivelamentos das ruas da Artilharia Um e Castilho, na Rua Joaquim Augusto de Aguiar.

A moção socialista defendia que a câmara "desista de uma vez por todas de avançar com uma obra no troço cuja segurança total não está garantida".

Por seu lado, o BE defende que o troço já concluído - até à rotunda do Marquês - "só deve ser aberto à circulação automóvel após ter sido entregue e aprovado o plano de segurança rodoviária", um documento entendido pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) "como instrumento essencial para a salvaguarda do funcionamento do próprio túnel em condições minimamente aceitáveis".

Durante a sessão da AML, o vice-presidente da autarquia, Fontão de Carvalho, reafirmou que uma parte do túnel do Marquês, à excepção da zona na Avenida Fontes Pereira de Melo sobre a linha amarela do Metro e a saída para a Avenida António Augusto de Aguiar, estará em condições de abrir ao tráfego em Março do próximo ano.

O responsável garantiu ainda que a abertura deste troço "só deverá ocorrer depois do departamento de tráfego aprovar o plano de segurança rodoviária".


Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 09:39 AM | Comentários (0)

SANTANA

O mexicano Carlos Santana é o primeiro nome confirmado no Rock in Rio-Lisboa, a decorrer no Parque da Bela Vista a 26 e 27 de Maio e a 2, 3 e 4 de Junho. O Correio da Manhã apurou que o músico irá actuar a 2 de Junho, o primeiro dia do segundo fim-de-semana no festival. Santana regressa pela terceira vez a Portugal, desta vez para apresentar o seu novo álbum, «All That I Am», lançado recentemente no mercado. Os bilhetes para o Rock in Rio-Lisboa custam 53 euros por dia.

Fonte: Diário Digital


Publicado por jf em 09:38 AM | Comentários (0)

ELEIÇÕES ADIADAS PARA 19 DE JANEIRO NA JML

A eleição da presidência e vice-presidência da Junta Metropolitana de Lisboa (JML) foi ontem adiada para o dia 19 de Janeiro, segundo uma proposta do PSD aprovada por unanimidade por todas as forças políticas representadas.

A presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha (PS), disse aos jornalistas, a seguir à primeira reunião da JML, que o PSD pediu «tempo para reflectir», o que foi recebido «com concordância geral» pelos eleitos do PSD, PS, CDU e do grupo de cidadãos eleitores «Isaltino, Oeiras Mais à Frente». Maria da Luz Rosinha afirmou que não foi ainda apresentada qualquer lista para a liderança da JML.

Os presidentes das 18 câmaras municipais que integram a Grande Área Metropolitana de Lisboa (GAML) participaram hoje naquela que foi a primeira reunião do seu órgão executivo, a Junta Metropolitana, e para a qual estava prevista a eleição da presidência.

A tradição tem sido, até agora, a de atribuir a chefia da JML ao partido com mais municípios na Área Metropolitana de Lisboa, que é, neste mandato, a CDU, com oito concelhos.

A Câmara de Lisboa já defendeu no entanto que deverá ser a capital a liderar a Junta Metropolitana, «para que as políticas para a GAML se possam concretizar».

«É importante que haja uma liderança forte e que essa liderança seja feita pelo município que está no centro» desta área, disse Fontão de Carvalho, vice-presidente da autarquia.

Para que o presidente da autarquia lisboeta, Carmona Rodrigues, seja eleito, é necessário um acordo entre o PS, que detém cinco concelhos, e o PSD, que lidera quatro municípios, mas na semana passada o autarca revelou que este acordo ainda não tinha sido alcançado, apesar de já terem sido realizados alguns «contactos entre autarcas».

À saída da reunião, o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, que concorreu como independente, escusou-se a indicar aos jornalistas o seu sentido de voto, alegando que «ninguém ainda se candidatou».

No entanto, o autarca que concorreu à margem do seu ex-partido, o PSD, admitiu estar «livre que nem um passarinho» no seu sentido de voto.

Isaltino Morais recordou que a tradição da JML tem sido a força política que tem mais municípios presidir, mas admitiu que «pode haver outras soluções».

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 09:36 AM | Comentários (0)

dezembro 20, 2005

HOSPITAIS SEM CONDIÇÕES

Mais de metade dos hospitais de Lisboa e Vale do Tejo têm más instalações, o que chega em alguns casos a representar perigo de segurança para os utentes e profissionais de saúde, revela um relatório avançado esta terça-feira pelo Público. O documento a que o jornal teve acesso foi apresentado ontem ao ministro da Saúde, Campos Correia.

Segundo o Plano de Acções Prioritárias, das 21 unidades hospitalares da região, 13 têm as suas instalações em mau estado. Apenas oito se consideram estar em bom estado ou com instalações adequadas à prestação de cuidados. O jornal refere o caso dos hospitais Pulido Valente e de Santa Cruz, como bons exemplos. No pólo oposto está o Hospital de São José, cuja «estrutura física dos edifícios é foco de insegurança, de que é exemplo o incêndio ocorrido no início de 2005 e que destruiu as instalações do trauma room».

Também no Curry Cabral «a generalidade das instalações estão extremamente degradadas e sem as condições mínimas de funcionamento», e no hospital infantil Dona Estefânia, considera-se que as instalações são «desadequadas, não possuindo, sequer, os necessários apoios, médicos e de enfermagem, nos internamentos».

A comissão técnica de sete elementos responsável pelo relatório deverá apresentar durante o próximo ano propostas concretas para o encerramento de algumas unidades, adianta o jornal. Uma consequência da inauguração dos hospitais construídos até 2010 – Loures, Cascais, Vila Franca de Xira e um na zona oriental de Lisboa, o Hospital de Todos os Santos.

O relatório só não revela quais as unidades a encerrar, mas o ministério já adiantou que o Hospital do desterro encerra no primeiro trimestre zde 2006.São José e os Capuchos esperam até ao nascimento do novo hospital.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 10:43 AM | Comentários (0)

dezembro 19, 2005

ELEIÇÕES NA JUNTA METROPOLITANA NA 3ª FEIRA

Os presidentes das 18 Câmaras municipais da Grande Área Metropolitana de Lisboa (GAML) elegem na terça-feira o presidente do seu órgão executivo, a Junta Metropolitana, cargo reivindicado pela autarquia lisboeta.

Às 18:00 decorrerá a cerimónia de investidura dos membros da Junta Metropolitana de Lisboa (JML), seguindo-se a eleição do presidente e dos dois vice-presidentes deste órgão.

A tradição tem sido, até agora, a de atribuir a chefia da JML ao partido com mais municípios na Área Metropolitana de Lisboa, que é, neste mandato, a CDU, com oito concelhos.

A Câmara de Lisboa já defendeu no entanto que deverá ser a capital a liderar a Junta Metropolitana, «para que as políticas para a GAML se possam concretizar».

«É importante que haja uma liderança forte e que essa liderança seja feita pelo município que está no centro» desta área, disse Fontão de Carvalho, vice-presidente da autarquia.

Para que o presidente da autarquia lisboeta, Carmona Rodrigues, seja eleito, é necessário um acordo entre o PS, que detém cinco concelhos, e o PSD, que lidera quatro municípios, mas na semana passada o autarca revelou que este acordo ainda não tinha sido alcançado, apesar de já terem sido realizados alguns «contactos entre autarcas».

Também esta tarde ocorre a instalação dos 55 deputados da Assembleia Metropolitana de Lisboa, o órgão deliberativo da GAML, eleitos na semana passada, seguindo-se a eleição do presidente e do vice-presidente.

O PS venceu a eleição, com 19 mandatos, a CDU conseguiu 17 mandatos, o PSD teve 14 mandatos, o BE quatro e o grupo de cidadãos eleitores «Isaltino, Oeiras Mais à Frente» obteve um mandato.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 11:22 PM | Comentários (0)

CML TOMA MEDIDAS NA 24 DE JULHO

A Câmara de Lisboa vai alterar os sinais e semáforos da avenida 24 de Julho a partir de hoje, para tentar tornar mais segura uma zona que registou duas mortes por atropelamento em duas semanas.

Na madrugada de sábado ocorreu o segundo atropelamento mortal em dez dias, numa passadeira da avenida, junto ao bar Gringo`s, que provocou também um ferido grave.

Segundo fonte da autarquia, vão ser reforçados os avisos de perigo de acidente nos dois lados da avenida 24 de Julho, e junto à passadeira onde se deram os atropelamentos.

Na estação de Santos serão colocadas bandas cromáticas no asfalto que obrigam os carros a abrandar. A Câmara vai também mudar o funcionamento dos semáforos, coordenando o que existe junto à passadeira - que só dava passagem aos peões carregando num botão - com o resto do sistema.

Os semáforos vão ser reprogramados para que durante a noite fiquem menos tempo verdes para os automóveis, obrigando-os a parar mais vezes e a reduzir a velocidade.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 11:00 PM | Comentários (0)

A BRASILEIRA (1)

No dia 19 de Novembro de 1905, fez há pouco tempo 100 anos, abriu as suas portas um estabelecimento comercial no Chiado chamado A Brasileira. O seu fundador e proprietário foi Adriano Telles e nele se vendia o mais genuíno e puro café do Brasil. Este produto não constava dos hábitos lisbonenses da época, muito menos dos hábitos nacionais. era até d ebom tom as donas de casa evitarem e não apreciarem tal brasileirice.

Hoje é sobretudo conhecida pela estátua de Fernando Pessoa, á mercê dos elementos e dos turistras de ocasião na esplanada. Está patente uma exposição sobre a história do local junto à mesma esplanada onde o Poeta descansa. Está a sair um livro A Brasileira-100 Anos". O ano do centenário assistirá também a colóquios e a um ciclo de exposições trimestrais.

Publicado por jf em 10:58 PM | Comentários (1)

A BRASILEIRA (2)

O estabelecimento colheu nome do facto de vender os mais variados produtos brasileiros. O seu fundador vivera no Brasil e tinha grandes facilidades nas importações desses produtos. Goiabada, tapioca, pimentinhas, chá, farinhas e variada selecção de vinhos azeites, de tudo se comprava n'A Brasileira.

Publicado por jf em 10:50 PM | Comentários (0)

A BRASILEIRA (3)

Para divulgar o café brasileiro, Adriano Telles começou por oferecer ao balcão uma chávena do aromático líquido aos clientes , bem como um pequeno panfleto que ensinava a preparar a bebida. Imprimia também um jornal publicitário gratuito, onde se anunciavam os produtos do estabelecimento e pequenos fait-divers. Na altura o quilo do café custava 720 reis. Com o sucesso alcançado, telles decide construir uma Sala de Café em 1908. Não existia mais nenhuma na altura. E a elite da cidade caiu toda por lá.

Publicado por jf em 10:48 PM | Comentários (0)

A BRASILEIRA (4)

A partir de 1920, A Brasileira torna-se o maior centro de cavaqueira de Lisboa. Todas as forças sociais e políticas ali se encontravam e reuniam. Integralistas, Carbonários, Artistas. Advogados, médicos, jornalistas, revolucionários, pintores, escritores. Ah! E também o povo...

Publicado por jf em 10:43 PM | Comentários (0)

A BRASILEIRA (5)

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A BRASILEIRA (6)

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A BRASILEIRA (7)

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A BRASILEIRA (8)

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A BRASILEIRA (9)

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A BRASILEIRA (10)

Publicado por jf em 10:31 PM | Comentários (0)

ORÇAMENTO DA CML PARA 2006

Verbas para investimento sofrem quebra de 30% a 40% abrindo caminho a parcerias público-privadas. Orçamento do município de Lisboa para 2006, que deverá ser discutido em reunião de câmara durante esta semana, prevê um corte no investimento na ordem dos 30% a 40%.

“Não temos dinheiro para cumprir com todas as necessidades que a cidade tem”, diz Fontão de Carvalho, que aponta as parcerias público-privadas (PPP) como a única alternativa para garantir a realização de obras, neste contexto.
No próximo ano, o Orçamento da Câmara vai ser reduzido para os 650 milhões de euros, aproximadamente. Como “as despesas de funcionamento são mais rígidas, tenho de reduzir mais no investimento”, o que significa, “seguramente, um corte na ordem dos 100 a 150 milhões de euros”.
Segundo o autarca, a câmara tem capacidade de gerar receitas de 500 milhões de euros. Com despesas de funcionamento a rondar os 380 milhões de euros, restam 100 a 120 milhões de euros para o plano de actividades, que, em conjunto com receitas extraordinárias e venda de património (ver caixa ao lado) fará aumentar o plano de actividades para os 250 milhões de euros, sensivelmente. Fontão de Carvalho diz que, neste momento, ainda não consegue definir o investimento por área de intervenção, mas sublinha que “todos os sectores sofrerão reduções”.
Com estes constrangimentos financeiros em pano de fundo, o Executivo camarário vai apostar no estabelecimento de parcerias publico-privadas (PPP). Esta é a modalidade escolhida para a construção de cinco mil fogos de arrendamento para jovens prometidos durante a campanha eleitoral, para a construção do novo edifício da CML (ver caixa ao lado), na construção, reabilitação e manutenção de escolas que estão a precisar de intervenção e em múltiplos equipamentos desportivos e culturais, como é o caso do Cinema S. Jorge. Quanto a estes projectos em concreto, Fontão de Carvalho diz estar ainda a “iniciar todo o processo de concretização dos modelos”, mas estima avançar com alguns contratos já no decurso do primeiro semestre.
Questionado sobre os ónus futuros que as PPP costumam criar para as autarquias, o vice-presidente da CM responde que esta “é a única maneira que tenho de fazer as obras e pôr os equipamentos a funcionar quando é necessário” e que a negociação dos contratos terá em conta que “o objectivo é libertarmo-nos de ónus actuais, não criando ónus futuros”. No caso das escolas e do novo edifício da CML, a ideia é que os privados façam a construção, reparação e manutenção dos edifícios, tendo por contrapartida o pagamento de uma renda por parte da CML. Nos outros casos, como o do S. Jorge, é que os privados fiquem a fazer a exploração do espaço.

Radiografia às prioridades da CML

A CML tem vivido acima das suas possibilidades. Até aqui, o Orçamento tem rondado os 800 milhões de euros, mas em 2006 o objectivo é adequar o Orçamento à capacidade de gerar receitas próprias, isto é, reduzi-lo para os 600/650 milhões de euros. Isto vai implicar fortes reduções quer no investimento (ver texto) quer nas despesas correntes. Paralelamente, e uma vez que a CML se encontra impedida de recorrer à banca para contrair crédito, vão recorrer a receitas extraordinárias. Fica, então, a estratégia da CML passo a passo:

1. Cortes na despesa corrente

- Central de compras: concentrar as compras todas numa só unidade, com vista à obtenção de sinergias na negociação dos preços com os fornecedores e reduzir o custo da compra é um dos projectos em que a CML já está a trabalhar e que espera que dê resultados concretos já em 2006.
- Renegociação de seguros: harmonizar a política de seguros e concentrar todas as apólices na mesma seguradora é outra das medidas onde a CML espera tirar proveito da sua capacidade negocial. Até agora, cada área faz os seus próprios seguros, sem que haja uma política global nesta matéria. Fontão de Carvalho diz que a seguradora vai ser escolhida por concurso, e que este deverá ser lançado em 2006.
- Custos com pessoal: o Executivo pretende reduzir os custos com pessoal através da contenção das prestações suplementares e das horas extraordinárias. Fontão de Carvalho diz que a CML não tem condições de prescindir dos cerca de 11 mil funcionários que tem, independentemente do vínculo laboral que mantenham com a câmara.
- Construção de um edifício para concentrar os serviços: é um projecto a quatro anos, que, segundo o vice-presidente da CML, “vai permitir reduzir substancialmente os custos com instalações e conferir maior eficiência no serviços ao munícipe”. Fontão de Carvalho não quer adiantar muitos pormenores, porque o projecto “ainda está a ser estudado” e porque quer discuti-lo “com os sindicatos, os trabalhadores, e pedir a colaboração dos mesmos na procura da solução final”. Por isso, apenas desvenda que passará pela “construção de um edifício num terreno que a CML tem numa zona central de Lisboa”. Actualmente os serviços da câmara estão dispersos por “dezenas de edifícios, espalhados pela cidade”, sendo o objectivo concentrá-los (aos possíveis) num espaço só. A eventual incorporação dos serviços que actualmente estão no Campo Grande neste novo espaço, a construir, também está a ser avaliada: “ainda não sei se se manterá se será incorporado neste novo edifício. Depende das conclusões a que chegarmos”, diz Fontão de Carvalho.

2. Cortes no investimento e transferências

- Corte de 30% a 40% no investimento
- Redução dos apoios às colectividades: Fontão de Carvalho diz que vai cumprir todos os contratos que vêm de trás, mas que a assinatura de novos apoios deverá sofrer um uma redução na ordem dos 20% a 30%. “A CML não tem dinheiro para dar o apoio ao nível que tem dado no passado”, justifica.

3. Gestão de receitas

- Adopção da contabilidade analítica: “A CML tem muito a cultura da gestão da despesa e mas não tem cultura da gestão da receita, e é preciso que a adquira”, diz o vice presidente da CML. Por isso, uma das apostas para 2006 passa pela adopção de novos sistemas de informação e de contabilidade analítica. Deste modo, será possível “responsabilizar os serviços pela obtenção das receitas”.

4. Receitas extraordinárias

- Venda de património: o Orçamento para 2006 vai prever uma receita de 100 a 150 milhões de euros com a venda de património, oriunda da alienação de habitações sociais aos inquilinos e venda de alguns terrenos que estão disponíveis para construção. Incluem-se neste último grupo as parcelas do Casal Vistoso, do Bairro das Furnas e do Alto dos Moinhos, entre outros. Fontão de Carvalho diz que assim que os alvarás de loteamento forem aprovados, há condições de os pôr em hasta pública. Além disso, “pode haver também alguns edifícios para vender”.

- Titularização de rendas de habitação social ou outras: é um caminho que é peremptoriamente afastado: “Não pretendemos avançar por aí! Trata-se de antecipação de receitas que criam um ónus para o futuro”, justifica o responsável.

Fonte: Diário Económico

Publicado por jf em 05:20 PM | Comentários (0)

ENTREVISTA COM FONTÃO DE CARVALHO

“Governo não pode tomar decisões sem nos passar cartão” . OTA, fecho de três hospitais e nova ponte foram decididos sem ouvir a CML.

O Governo está a tomar decisões estratégicas para a cidade de Lisboa sem consultar a Câmara, diz Fontão de Carvalho. Projectos como a OTA, o encerramento dos hospitais de S. José, Capuchos e Desterro ou a construção da nova ponte Chelas-Barreiro foram anunciados à revelia da CML. O vice-presidente da autarquia da capital não poupa críticas ao Governo, a quem acusa de levar a cabo uma “anulação completa do Poder Local”.

De onde vêm os problemas financeiros da CML?
O nosso grande drama está no facto de nos terem vedado o acesso ao crédito bancário. A CML tem um ‘rating’ igual ao da República, condições únicas na banca, e grande margem para se endividar, do ponto de vista da gestão. Mas porque há uma Lei cega, igual para todos, que não atende às especificidades para cada um, não podemos realizar obra. Se a Administração Central se pode endividar, porque é que a Administração Local não pode?

Responsabiliza o Governo pelos cortes no investimento que vão fazer?
Claro! Se não nos deixam ir buscar dinheiro à banca, se perdemos os fundos comunitários e não nos compensam via PIDDAC, então não podemos fazer investimento público! Nós não temos outras formas de financiamento, além da receita corrente e normal. Condicionam as câmaras na forma de angariar meios para intervirem na cidade, não transferem as verbas todas, e tomam decisões sobre investimentos na cidade, sem nos consultarem!

Como por exemplo?
O Governo anunciou agora que vai substituir três hospitais em Lisboa. Mas nada disto é trabalhado com a CML. O Governo decide, não pergunta nada. Faz-me lembrar o que aconteceu com a OTA.

Não se justifica por serem projectos financiados centralmente?
Mas são fundamentais para a cidade! Então nós andamos a apostar numa estratégia de angariação de mais turistas, e agora de repente tiram-nos o aeroporto sem nos dizer nada? Até se podem arranjar todas as justificações e mais alguma para tirar a Portela, mas as decisões não podem ser tomadas à revelia da CML. Nunca ninguém chegou ao pé da CML, mostrou os estudos e apresentou a estratégia. O Governo também já veio dizer que tem projectos para o terreno da Portela, mas como é que pode ter projectos se existe um PDM feito e aprovado pela CML que diz o que se pode e não pode fazer ali? E pior: aqueles terrenos foram pagos pela CML! E o Governo vai dispor de uns terrenos que nem sequer pagou? Eu acho isto inadmissível!

Há falta de sintonia entre a CML e o Governo?
Há, claro que há. Também já vieram anunciar uma nova ponte, mas não nos passaram cavaco. Outro exemplo: desde Abril que a CML nomeou o seu representante no Conselho de Administração do Metro de Lisboa, e o Governo não só não o nomeou como não nos justificou a atitude. O Governo não pode tomar decisões sem passar cartão à CML. Isto é uma anulação completa do poder local.

O Governo tem tido um discurso descentralizador…
... mas a prática colide com esse discurso. Nós pasmamos!

Perfil: Braço direito de Carmona

Carlos Fontão de Carvalho é o braço direito de Carmona Rodrigues na CML. O lugar de destaque que conquistou causou algum incómodo em sectores do PSD que criticaram o a atribuição de um cargo tão relevante a um independente. Revisor de contas e professor universitário, Fontão de Carvalho, já tinha estado ao lado de Carmona quando este substituiu Santana Lopes na presidência da Câmara, mas voltou a recuar para a posição de independente com o regresso de Santana. Antes disso, foi vereador das Finanças de João Soares. Num e noutro caso, garante que foi guiado pela amizade.

Fonte: Diário Económico

Publicado por jf em 05:17 PM | Comentários (0)

CML ESTUDA EMPRESAS MUNICIPAIS

A Câmara de Lisboa quer reformular o modelo de funcionamento da autarquia. Em entrevista ao Diário Económico, Fontão de Carvalho, vice-presidente da CML, adianta que no próximo ano estarão concluídos os estudos sobre o futuro das empresas municipais. Em cima da mesa, está a hipótese de encerramento de algumas ou, em alternativa, a entrada de privados no seu capital. Por outro lado, o muncípio vai avançar com parcerias público-privadas para compensar a quebra no investimento em 2006.

Fonte: Diário Económico

Publicado por jf em 05:13 PM | Comentários (0)

ESTAÇÃO DO ROSSIO SÓ EM SETEMBRO DE 2006

A Estação do Rossio deverá reabrir ao público em Setembro do próximo ano, avança a Rádio Renascença. Depois de ultrapassado o embargo da Câmara às obras do edifício, os trabalhos avançam, devendo o túnel ferroviário reabrir na mesma altura.

A Câmarqa Municipal embargou a obra em a 14 de Novembro, por falta de acordo com a Refer quanto ao tamanho do espaço lúdico e cultural. A empresa aceitou por fim os 1900 metros quadrados exigidos pela autarquia.
A renovada estação deverá oferecer um vasto leque de serviços. Além de ser o terminal ferroviário da linha de Sintra, terá ainda um espaço de lazer com várias esplanadas, uma área de serviços e uma valência lúdica e cultural. O custo total da obra deverá ficar pelo 7,5 milhões de euros.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 02:00 PM | Comentários (0)

965 MILHÕES

O valor dos terrenos do aeroporto da Portela pode ascender, a preços de 2004, a 965 milhões de euros, estima a Espírito Santo Research, um departamento do Banco Espírito Santo (BES). Este montante, que a confirmar-se ultrapassa o investimento realizado na ponte Vasco da Gama (que foi de 897 milhões de euros), é uma das causas para a longa "batalha" judicial pela propriedade daquela área, que opõe a Câmara Municipal de Lisboa ao Estado português.

As contas realizadas pelo banco, divulgadas num estudo sobre o "Desenvolvimento integrado das infra-estruturas de transporte em Portugal", assumem que os 640 hectares (6.404 mil metros quadrados) de terrenos do aeroporto lisboeta valerão 500 euros por metro quadrado, mas que 40 por cento desta área total não será comercializável - percentagem semelhante à densidade urbanística da Expo. Quanto aos quase 260 hectares de área comercializável, segundo a mesmo documento, calculou-se um custo de limpeza de 322 milhões de euros (50 euros por metro quadrado).

No entanto, a confirmação destas estimativas está dependente da revisão do plano director municipal, a efectuar pela Câmara Municipal de Lisboa quando os voos forem transferidos para a Ota, em 2017. Por enquanto, toda aquela área está classificada como domínio público aeroportuário, pelo que não é urbanizável.

O valor destes terrenos, se ficarem incluídos no património da empresa concessionária dos aeroportos, serão "um encaixe financeiro muito significativo" quando a ANA-Aeroportos de Portugal for privatizada, lembra a equipa que elaborou o estudo do BES. Desde o final dos anos 80 que a repartição desta propriedade anda "embrulhada" em processos e recursos judiciais, que envolvem a autarquia, o Estado português, a ANA e a TAP. Em 1989, a companhia aérea tornou-se titular dos terrenos onde tem as suas instalações, devido a um decreto-lei em que o Governo cavaquista desanexou os 22,45 hectares do chamado "reduto TAP" do domínio público aeroportuário.

Recentemente, o actual presidente da ANA, Guilhermino Rodrigues, anunciou que o Estado irá criar uma sociedade de capitais cem por cento públicos, que ficará com todos os activos e passivos da Portela, incluindo os terrenos libertados pela abertura do novo aeroporto da Ota. Os cálculos apontam para cerca de 400 hectares, já que se prevê que as instalações da empresa aeroportuária e da TAP ali se mantenham.

CML "dona" de quase tudo

Entretanto, um levantamento já realizado indica que mais de 80 por cento dos terrenos da Portela foram atribuídos à Câmara Municipal de Lisboa quando se preparava a construção do aeroporto, que abriu em 1942, e apenas 0,1 por cento estão em nome da ANA. A restante fatia pertence ao Estado (18,2 por cento). Estes são elementos fornecidos pelo mesmo estudo da Espírito Santo Research, datado do final de 2004, que cita informações da própria concessionária dos aeroportos.

A forma como se realizou o processo de registo de propriedade, nos anos 30, levanta no entanto dúvidas até hoje. O responsável pela compra e expropriação das parcelas foi Duarte Pacheco, que na altura acumulava o cargo de ministro das Obras Públicas com o de presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Esta sobreposição de pelouros fez com que ficasse pouco claro quem entrava com o dinheiro: se o próprio Estado português ou se a autarquia.

Os encargos com a construção da nova infraestrutura deveriam ser divididos, por se tratar de "um melhoramento de interesse geral" cuja execução se tornava "cada vez mais urgente", determinou um decreto-lei publicado em Julho de 1938. O Governo de então deveria colaborar com a Câmara na concretização do projecto, "assegurando-lhe uma justa participação financeira nos encargos das obras".

Com efeito, entre outras comparticipações, estipulou-se que 50 por cento dos gastos com aquisições e expropriações seriam assegurados pelos cofres públicos, numa altura em que a autarquia já tinha preparado "um grande número de acordos com os respectivos proprietários [dos terrenos] e efectuado muitos deles", indica o preâmbulo do mesmo diploma. Por conta dessa participação, foi desde logo aprovado o pagamento de um montante pelo Estado, que na época ascendeu a seis milhões de escudos.

Fonte. Público on line

Publicado por jf em 10:03 AM | Comentários (0)

IPPAR CONTRA OBRAS NO HOTEL BORGES

O IPPAR e a CML estão a averiguar eventuais danos em património classificado no Hotel Borges. A CML determinou a realização de uma vistoria há sete meses, que ainda não se realizou. O prédio onde etsá instalado o Hotel está classificado como imóvel de interesse público desde 1997. O imóvel pombalino alberga ainda outros estabelecimentos comerciais carismáticos, além do Hotel fundado no século XIX. A Brasileira, a David & David, a Bénard e a Sá da Costa. Recorde-se que Oliveira Salazar foi hóspede do Hotel em 1921, logo após ter sido eleito deputado.

Fonte: Actual (Expresso)

Publicado por jf em 09:56 AM | Comentários (0)

dezembro 18, 2005

(NÃO) CHAMEM A POLÍCIA

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, alertou hoje para a falta de efectivos da Polícia Municipal, uma situação que considerou "preocupante" e que já transmitiu ao Ministério da Administração Interna (MAI).

"A Polícia Municipal tem meios e agentes extremamente insuficientes", disse Carmona Rodrigues, acrescentando que esta circunstância é "preocupante" e limita acções de vigilância, nomeadamente nas zonas mais atingidas pela sinistralidade rodoviária.

"Tenho vindo a sensibilizar o Ministério da Administração Interna para a necessidade de um reforço do corpo de polícias municipais e esperamos que em breve o MAI compreenda a necessidade de mais meios humanos para a Polícia Municipal", sublinhou.

Segundo Carmona Rodrigues, actualmente a Polícia Municipal tem metade dos efectivos que deveria ter, já que estão previstos cerca de 800 e tem "menos de 400".

"O número desejável é de 1.200", sublinhou Carmona.

O autarca disse ainda que o reforço do policiamento é apenas uma das vertentes de um plano para prevenir a sinistralidade rodoviária em Lisboa.

Carmona Rodrigues revelou estar a ser elaborado um "levantamento exaustivo" e integrado para identificar "os pontos negros da cidade" e as melhores medidas de prevenção ao nível da sinistralidade, que deverá ser apresentado dentro de três semanas, para que comece a dar resultados já em Janeiro.

"Queremos apetrechar essas zonas com mais sistemas de controlo automático de velocidade, através de radar e outras medidas específicas", disse Carmona, salientando ainda entre estas medidas o reforço da sinalização horizontal e das lombas que já existem nesses locais.

"A Avenida 24 de Julho está a ser avaliada numa extensão que vai do Cais de Sodré a Alcântara, assim como outras zonas igualmente com grande sinistralidade", exemplificou.

Duas pessoas ficaram em estado grave na passada quinta-feira ao serem atropeladas na Avenida 24 de Julho, numa passadeira de peões frente a um bar.

Nove dias antes, um outro atropelamento no mesmo local provocou um morto e um ferido grave.

O autarca salientou a importância de medidas de consciencialização, como a campanha "100% Cool", em que um membro do grupo se compromete a não beber álcool nas saídas à noite, de forma a poder conduzir em segurança os amigos no regresso a casa.

Lembrou ainda que na última semana a autarquia celebrou um protocolo com a Associação Nacional de Bebidas Espirituosas para o reforço de iniciativas como esta junto dos jovens frequentadores das zonas de bares e divertimento nocturno.

O autarca falava hoje à margem da cerimónia de abertura do túnel de desnivelamento entre a Avenida Infante D. Henrique e a Avenida Marechal Gomes da Costa, em Lisboa.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 05:03 PM | Comentários (0)

18 DE DEZEMBRO DE 1878

Desmoronava-se a torre central do Mosteiro dos Jerónimos, em Belém.

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dezembro 17, 2005

TAMBÉM A LER

O Lugar de Sete Rios, no Bic Laranja.

Publicado por jf em 06:15 PM | Comentários (0)

A LER

A resposta do Forum à resposta da carris ao Forum, no Cidadania lx.

Publicado por jf em 06:12 PM | Comentários (0)

DESNIVELAMENTO

O desnivelamento da Avenida Infante D. Henrique com a Avenida Marechal Gomes da Costa, em Lisboa, será aberto ao trânsito amanhã, anunciou a autarquia. Iniciada em Abril do ano passado, a obra consistiu na execução de uma passagem inferior em túnel e em rampas de acesso ao longo da Avenida Infante D. Henrique.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 06:10 PM | Comentários (0)

HOSPITAL NO VALE DE CHELAS

Hospital no Vale de Chelas. Centro Hospitalar Desterro vai encerrar "em breve" porque "não tem condições de funcionamento viáveis". S. José, Capuchos e Santa Marta agregados no futuro Oriental,

O hospital do Desterro "não tem condições de funcionamento viáveis e vai ser desactivado muito em breve", confirmou o ministro da Saúde, Correia de Campos, ontem, na Assembleia da República, ao mesmo tempo que negou o encerramento de serviços especializados prestados nesta unidade, nomeadamente de Urologia e Dermatologia.

Questionado pela deputada Teresa Caeiro (CDS/PP), o governante considerou que esta "não é uma notícia de morte, mas de ressurreição". O objectivo do Governo é "encerrar a prazo quatro unidades hospitalares" - além do Desterro, também Capuchos, S. José e Santa Marta - e de "as transformar num novo hospital, que tem planos de instalação e terrenos reservados há 40 anos, no Vale de Chelas, que é o Hospital Oriental de Lisboa", explicou Correia de Campos.

Das três vezes que passou pelo Executivo, o governante apelou aos respectivos autarcas da capital para que assegurassem o terreno para a construção do novo hospital, nomeadamente a Carmona Rodrigues.

"Estou em contacto e tenho a satisfação de estar em total consonância com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa nesta matéria", confessou, satisfeito, o ministro. "Vamos muito provavelmente construir o Hospital Oriental de Lisboa", acrescentou.

Bernardino Soares (PCP) quis então saber se os serviços prestados no Desterro, como Urologia e Dermatologia, iriam encerrar, mas Correia de Campos garantiu que não. "Faremos o acolhimento dessas duas especialidades nos locais que existem, nomeadamente nos dois hospitais em que vão ser integrados", os de S. José e dos Capuchos.

Para já, o Executivo vai "rever a composição do centro hospitalar oriental de Lisboa, para agregar" os Capuchos, S. José e Santa Marta.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 06:09 PM | Comentários (0)

SEMI-POLÍCIA

Polícia Municipal funciona com metade dos efectivos. Câmara propôs suportar custos de formação de 250 novos agentes, mas não obteve resposta do Governo. Quadro orgânico é de 857 elementos, mas só 344 lugares estão preenchidos. Falta de recursos humanos obriga a uma grande "ginástica" em termos de recursos humanos, para responder a todas as solicitações.

A Câmara de Lisboa propôs, em Março, ao Governo, suportar o custo de formação de 250 novos agentes da PSP, que posteriormente integrassem a Polícia Municipal (PM), mas até ao momento não obteve qualquer resposta. Enquanto isso, o efectivo daquele corpo policial tem vindo a diminuir de dia para dia. Ainda esta semana, quatro elementos passaram à situação de pré-reforma e só um foi substituído.

De acordo com a lei, o efectivo da PM de Lisboa (assim como do Porto) é constituído por agentes e oficiais requisitados à PSP pela Câmara, que suporta os encargos financeiros com o pessoal e com o equipamento necessário ao desempenho das suas funções.

O quadro orgânico da corporação de Lisboa é de 857 elementos mas, actualmente, só 344 lugares estão preenchidos, o que obriga a uma grande "ginástica" em termos de gestão dos recursos humanos.

Em Março, a autarquia propôs ao Governo suportar as despesas de formação de 250 novos polícias. A contrapartida seria que os agentes fossem depois integrados no quadro da PM. Na altura, a Câmara calculou que a formação de cada agente custaria 39,41 euros por dia, o que perfazia 9852,5 euros no total. O objectivo era aproveitar o curso de formação de agentes que se iniciou em Novembro, na Escola Prática de Polícia, em Torres Novas, mas a falta de resposta por parte do Governo inviabilizou essa hipótese.

Em análise

Fonte do Ministério da Administração Interna disse, ao JN, que o actual presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, abordou essa questão "informalmente" com António Costa há pouco tempo, tendo sido informado de que o assunto está a ser analisado pela Direcção Nacional (DN) da PSP.

Carmona Rodrigues confirmou que enviou um ofício ao Governo, "há algumas semanas, a pedir que sejam contempladas as necessidades urgentes da cidade", referindo-se ao facto de o quadro da PM estar "muito pouco preenchido" e de o próprio Comando Metropolitano da PSP de Lisboa também ter "muitas carências". O autarca tem informações de que o assunto está a ser analisado pela directora-nacional adjunta da PSP, de quem aguarda resposta "nos próximos dias".

Carmona Rodrigues espera que o Governo tenha com a Câmara de Lisboa a mesma atitude de colaboração que considera que a autarquia tem tido com o Ministério da Administração Interna. E lembrou que, recentemente, a autarquia disponibilizou instalações do município para a instalação da 1ª Divisão da PSP, cujas instalações ameaçavam ruir (ver caixa ao lado).

O JN tentou obter informações sobre o andamento do processo junto da DN da PSP, mas não foi possível até ao fecho desta edição, apesar das várias tentativas.


A sede da 1ª Divisão da PSP de Lisboa vai ser instalada, provisoriamente, no antigo Tribunal Tributário, situado na Rua Gomes Freire, no final de Janeiro, adiantou o comandante Metropolitano. De acordo com o superintendente Oliveira Pereira, na próxima semana será assinado o protocolo de cedência entre a Câmara de Lisboa (proprietária do edifício) e a Polícia, arrancando de imediato as obras de adaptação do imóvel às novas funções. Recorde-se que a 1.ª Divisão da PSP funcionava num edifício centenário na Rua das Taipas, que foi evacuado de emergência em Outubro, devido ao risco iminente de derrocada. Desde então, os 98 elementos afectos àquela unidade têm estado sedeados na 15.ª esquadra, em Santa Apolónia. No final de Janeiro, deverão ser transferidos para o antigo Tribunal Tributário, embora o objectivo seja instalar aquela divisão no Palácio da Folgosa, na Rua da Palma. Trata-se de um imóvel do século XIX, também propriedade da autarquia, cedido à PSP no âmbito de um acordo assinado entre as duas partes em Maio passado. O projecto de adaptação do espaço está a ser gizado pelo GEPI (Gabinete de Estudos e Planeamento de Instalações) do Ministério da Administração Interna, não havendo ainda data para o início das obras.

PSP das Taipas muda para a Gomes Freire em Janeiro

Enquadramento

Fundação

Os primeiros polícias municipais começaram a trabalhar em 1891, quando o então Governador Civil Interino do Distrito de Lisboa colocou ao serviço da Câmara dois elementos da Polícia Cívica, cujos vencimentos eram suportados pela autarquia. Em Julho de 1931, foi aprovada em reunião de Câmara a criação de um corpo de Polícia Municipal.

Alteração

Com a lei n.º 32/94, de 29 de Agosto, são criadas as polícias municipais de Lisboa e do Porto, cujo efectivo é requisitado à PSP. As despesas com os vencimentos e equipamentos necessários ao seu funcionamento são suportadas pelas Câmaras.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 06:06 PM | Comentários (0)

DEPECHE MODE

Os The Bravery regressam a Portugal em Fevereiro, abrindo o concerto dos Depeche Mode agendado para dia 8 no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. Os últimos bilhetes para o concerto são colocados à venda neste sábado nas lojas FNAC, no Pavilhão Atlântico e nos locais habituais. Os Depeche Mode vêm a Portugal promover o novo álbum, «Playing The Angel».


Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 05:53 PM | Comentários (0)

CLARINETES DE LISBOA

O Quarteto de Clarinetes de Lisboa apresenta segunda-feira à noite, no Palácio Foz, o seu primeiro CD, "Percursos" que inclui uma selecção de fados de José Santos Rosa, com arranjos para clarinete do compositor.

O quarteto, constituído por Nuno Silva, Joaquim Ribeiro, Rui Martins e Luís Gomes, foi criado há 17 anos, quando os músicos ainda eram alunos do Conservatório.

Além da selecção de fados, o CD, editado pela Casa de Pautas Cardoso e Conceição, inclui "Quarteto" de Tomaso Albinoni, "Concert d'aujourd'hui" da Historia do Tango de Astor Piazzola e "Polka da Risota" de José Santos Rosa.

Os arranjos para clarinete da obra de Albinoni são de Jean Sthilde.

O Quarteto, constituído como Associação Cultural Cultivarte, ao abrigo de um protocolo com a Câmara de Lisboa, tem desenvolvido projectos pedagógicos de divulgação musical em várias escolas da cidade, disse à Lusa Nuno Silva.

Esta associação organiza desde há oito anos os Encontros Internacionais de Clarinete de Lisboa.

Em Fevereiro de 2006, clarinetistas de todo o mundo voltarão a encontrar-se em Lisboa, sob os auspícios desta associação.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 05:31 PM | Comentários (0)

BRINQUEDOS NOVOS

O parque infantil da Mata de S. Domingos de Benfica vai ser equipado com brinquedos novos de forma a devolver aos lisboetas uma espaço de recreio "seguro e apelativo", anunciou hoje a autarquia.

As obras de requalificação "eram necessárias por uma questão de segurança para os utilizadores do espaço e porque os equipamentos/brinquedos que ali existiam não se encontravam de acordo com a legislação actual", adiantou o vereador do Ambiente, Espaços Verdes e Espaço Público, António Prôa.

Um dos problemas dizia respeito aos brinquedos, nomeadamente baloiços, escorregas e uma cabana, que eram feitos em toros de madeira, não respeitando a lei, e às áreas de segurança que também não eram respeitadas.

Orçada em cerca de 83 mil euros, a obra arrancou esta semana e consiste na substituição daqueles equipamentos por outros mais seguros (aço e inox), modernos e criativos, e do pavimento, que vai passar a ser de borracha.

A obra, a cargo da Divisão de Matas do Parque Florestal do Monsanto, deverá ficar concluída em finais de Março/início de Abril e integra ainda a criação de um acesso pedestre directo ao Parque Infantil, onde antigamente existia um talude muito íngreme e de difícil passagem.

O espaço será vedado, conforme obriga a lei, e terá um bebedouro e papeleiras.

A par desta requalificação, a Câmara de Lisboa tem vindo também a desenvolver, através da Direcção Municipal de Ambiente Urbano, um plano de intervenção para a remodelação e recuperação dos parques infantis de Lisboa, de forma a assegurar a qualidade destas áreas de jogo e de recreio da cidade e de os adaptar à legislação em vigor.

Para o vereador António Proa, "a manutenção das condições de segurança dos equipamentos de recreio e da qualidade do espaço envolven>te é sem dúvida uma prioridade".

A Direcção Municipal de Ambiente Urbano é responsável pela manutenção de 116 parques infantis, estando completamente funcionais 112.

Encontram-se ainda em projecto e em fase de concurso cerca de 14 parques infantis, entre os quais os dois do Jardim da Estrela.

A maioria destes parques corresponde a espaços onde já existiram áreas de recreio que foram desactivadas e objecto de novos projectos de qualificação.

Além dos critérios de segurança implícitos, considera-se essencial, nas intervenções nos parques infantis, a necessidade de implantar espaços adaptados a novas formas de brincar, na tentativa de abranger todos os potenciais utilizadores, nomeadamente aqueles de mobilidade condicionada, explica a Câmara.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 05:28 PM | Comentários (0)

dezembro 16, 2005

OTA PREJUDICA TURISMO DE LISBOA

Sector vê de forma «negativa» a deslocalização do aeroporto. 50 quilómetros de distância entre cidade e aeroporto afastam 16 por cento de turistas. Relatório sugere alternativa: um comboio expresso que em 30 minutos traga visitantes para o centro da capital

Encomendado novo estudo sobre impacto da Ota no turismo

O estudo sobre o impacto da Ota no turismo de Lisboa anuncia que a maioria dos profissionais do sector turístico da capital vê de forma negativa a ida do aeroporto para a Ota.

No estudo, realizado em 2000, a consultora Roland Berger & Partners, apura que 79 por cento dos operadores de viagens, 50 por cento das companhias de aviação e 74 por cento dos profissionais do sector fazem uma má avaliação da deslocalização do aeroporto. Sobretudo porque, em 1998, ficou definido que a grande aposta do Turismo de Lisboa seriam os short-breaks e o turismo de negócio. Para os quais a proximidade do aeroporto ao centro da cidade é o argumento mais forte. O mesmo relatório sugere um novo rumo para o sector: estadias mais longas, maior qualidade e promoções.

O relatório, que está finalmente, disponível no site da Naer SA, conclui que o encerramento do aeroporto da Portela, e a ida da infra-estrutura aeroportuária para fora da cidade, é prejudicial e significa uma perda na ordem dos 16 por cento de visitantes. São os que se informam e consideram que a distância entre o aeroporto e o centro da cidade é fundamental. Perante uma distância de 50 quilómetros, optariam por não «vir» a Lisboa.

O estudo reconhece, por exemplo, que a saída do aeroporto de Lisboa torna os acessos à cidade fundamentais para que esta não perca competitividade no mercado e exemplifica com dois casos de sucesso: Munique e Oslo. Refere ainda um comboio expresso, com uma viagem máxima de 30 minutos, como a melhor opção para os turistas chegarem ao centro de Lisboa. Isto porque é preciso ter em consideração que 79 por cento dos turistas que visitam Lisboa usam o avião.

Outra conclusão do estudo revela que Espanha, Brasil e Alemanha representam 50 por cento das dormidas em Portugal e que Brasil e Estados Unidos ocupam 25 por cento das camas na capital.

Finalmente publicado

A existência do estudo foi divulgada pelo jornal semanário O Independente, a 18 de Novembro, e confirmada pelo presidente da NAER SA, Guilhermino Rodrigues. Todavia, a acusação de ocultação propositada do relatório foi desmentida e justificada. «O estudo não é da NAER, nem por esta entidade foi encomendado», afirmou Guilhermino Rodrigues. O dono do relatório é a Associação de Turismo de Lisboa.

O presidente da NAER afirmou ainda ter sido encomendado à Neoturis, um novo estudo sobre o impacto da Ota no turismo de Lisboa, porque estavam «conscientes que desde de 2000, até agora, muita coisa tinha mudado».

Fonte: Portugal Diário

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CIVIS VÃO MESMO FECHAR

O ministro da Saúde esteve esta sexta-feira no parlamento para responder a perguntas dos deputados. Correia de Campos confirma o encerramento dos hospitais dos Capuchos, Desterro e São José mas explica que estes hospitais só vão encerrar quando abrir o novo hospital Oriental de Lisboa, em Chelas.

Com ironia, o ministro sublinha aos deputados que esta «não é nenhuma notícia de morte, mas sim de ressurreição».

«O que se trata é de encerrar a prazo três unidades hospitalares e de as transformar num novo hospital, que tem planos de instalação e terrenos reservados há 40 anos», salienta Correia de Campos.

O ministro aproveitou esta sessão de perguntas e respostas para rejeitar qualquer responsabilidade no atraso da construção do novo hospital pediátrico de Coimbra.

Correia de Campos atribui as culpas ao anterior Governo e anuncia que vai exigir o esclarecimento total dos factos que levaram a este atraso.


Fonte: TSF on line

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A LER

Fados, por Eduardo Damaso, no Diário de Notícias

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CARRIS CONTRA FORUM

O director da Carris refutou, ontem, as acusações de mau funcionamento avançadas pelo Fórum Cidadania Lisboa e afirmou o empenho da empresa de transportes em reduzir o tempo das deslocações. José Maia contestou a proposta, avançada pelo movimento, de distribuição de carreiras em malha, com autocarros a circular em linhas na latitude e outros na longitude.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 09:35 AM | Comentários (0)

SÁ FERNANDES ATACA CML

O vereador do Bloco de Esquerda na Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, responsabilizou, ontem, a autarquia e o empreiteiro responsável pela obra no Convento dos Inglesinhos pela derrocada de um muro exterior, ocorrida na madrugada de anteontem.

"Mais uma vez Lisboa perdeu parte do seu património e a responsabilidade é das pessoas que estão a fazer a obra e da Câmara de Lisboa, que mais uma vez não esteve atenta à preservação do património", afirmou Sá Fernandes, em conferência de Imprensa, junto ao Convento dos Inglesinhos. Um dos muros exteriores e a chaminé do edifício ruíram parcialmente na madrugada de anteontem, e ainda ontem havia escombros na calçada do Cabra, que foi entretanto vedada. O vereador eleito pelo BE anunciou que vai requerer à autarquia uma visita à obra e que vai pedir responsabilidades na próxima reunião de Câmara, quarta-feira, por considerar que não se pode continuar "com este laxismo".

"Vou requerer uma visita ao local porque é visível que há outros elementos arquitectónicos que era obrigatório serem preservados e que aparentemente foram destruídos, como é o caso de alguns tectos", adiantou o autarca.

O vereador manifestou-se ainda preocupado com a segurança no local, afirmando que a rua onde caiu parte do muro estava aberta ao público e poderia ter acontecido um acidente grave. Contactada pela agência Lusa, uma fonte da Câmara assegurou que "tem acompanhado regularmente a fiscalização".

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 09:34 AM | Comentários (0)

PÃO PARTA TODOS

"Pão de Todos. Para todos" é o lema da iniciativa de solidariedade da Associação Cais, que até ao próximo domingo vai distribuir gratuitamente pão, na Baixa pombalina. Dez mil pães, por dia, serão oferecidos a todos aqueles que se deslocarem à Praça da Figueira, em Lisboa, a uma padaria montada especialmente para o evento, na sua segunda edição.

Ontem foi o dia da abertura e centenas de pessoas começaram cedo a abeirar-se do local. Broa de milho, pão de centeio e pão com chouriço, acabados de sair do forno, foram as iguarias que a Associação Cais quis partilhar com os lisboetas e ainda ofereceu um pão muito especial em forma de mapa de Portugal.

"Tão bonito. Estou desejosa por comer uma fatia do Algarve", brincava Laurinda Dias, uma septuagenária que mal soube da iniciativa da Cais correu para a Baixa. "Vim logo, pois! É pena não poder levar também para casa. Tenho uma família grande e os 214 euros de reforma que ganho, às vezes, nem chegam para o pão".

Também Adília Mendes, de 71 anos, saboreava satisfeita uma broa de milho. "Já tinha ouvido falar desta distribuição de pão e este ano vim ver. Está muito saboroso e amanhã venho outra vez", realçou.

António Abreu é o responsável pela produção dos cerca de 40 mil pães que serão fabricados na padaria improvisada. Responsável pelas matérias-primas numa empresa de panificação, António Abreu não quis dar as receitas culinárias, mas adiantou que vai utilizar cerca de 300 quilos de farinha. "É com muito orgulho que me junto a esta iniciativa e estou muito feliz por poder contribuir para levar alguma alegria a pessoas mais carenciadas", salientou.

Para além da distribuição do alimento, a associação organizou ainda várias actividades, que vão desde performances artísticas, workshops e ainda à elaboração de um pinheiro de Natal, decorado com enfeites produzidos em massa de pão.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 09:33 AM | Comentários (0)

O FUTURO DA ESTAÇÃO DO ROSSIO

Estação do Rossio renovada vai acolher espaço cultural. Câmara e Refer já chegaram a acordo quanto às valências da gare e o embargo à obra de transformação dos interiores foi levantado Ministério da Cultura analisa a iniciativa. A obra em curso na estação do Rossio prevê a requalificação interior e exterior do edifício, bem como do Largo Duque de Cadaval

ACâmara Municipal de Lisboa (CML) e a Rede Ferroviária Nacional (Refer) já chegaram a acordo quanto à utilização futura do edifício da estação ferroviária do Rossio, cujas obras de adaptação tinham sido embargadas pela autarquia, no passado dia 14 de Novembro, alegando que a obra não tinha alvará. Carmona Rodrigues, presidente da Câmara, disse, ao JN, que o problema já está ultrapassado e o porta-voz da Refer confirmou que as obras foram retomadas na passada terça-feira.

O presidente da CML disse que "a Refer apresentou uma alteração ao projecto original", que vai de encontro às pretensões da autarquia fazer com que aquele edifício emblemático, situado no coração de uma zona nobre da cidade, possa ser utilizado como um pólo cultural e seja "uma mais- valia para a cidade". O autarca revelou ter falado da ideia à ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, que ficou "muito satisfeita" e "tem muito boas ideias para o edifício".

O Ministério da Cultura confirmou o apoio, mas revelou que a ideia ainda está a ser "analisada". "Estamos a ponderar o que se pode fazer. Nada está definido", disse fonte do Ministério, garantindo que "é sempre importante criar novos pólos culturais de interesse".

Rui Reis, porta-voz da Refer, explicou que a alteração em causa se refere ao "alargamento" da área que estava destinada a espaço cultural aos mil metros quadrados em zonas de circulação foi agora acrescentada uma zona fechada, com cerca de 900 metros quadrados. De acordo com o responsável, o espaço deverá ficar situado no piso 2 da estação, no átrio junto ao terminal das linhas de comboio. A entrada nobre continuará a ser, contudo, no rés-do-chão, virada para o Rossio, onde também continuará a haver exposições.

Segundo Rui Reis, as restantes valências previstas no projecto - de criação de um centro de serviços e de uma zona de lazer com esplanadas no Largo Duque de Cadaval - mantêm-se. Aquele responsável garante que "a Câmara e a Refer estão em sintonia" quanto à importância de reabilitar a envolvente e o edifício, com projecto do arquitecto José Luís Monteiro e construído em 1886/87. A obra está a cargo da Invesfer, uma participada da Refer, custa 7,5 milhões de euros e deve ficar pronta em Setembro.


A reabertura da renovada estação ferroviária do Rossio deverá coincidir com a entrada em funcionamento do túnel do Rossio, fechado à circulação desde 22 de Outubro de 2004, devido ao perigo de derrocada. A última data avançada para a reabertura é Setembro de 2006, altura em que a Refer prevê que esteja também concluída a renovação da estação e da envolvente, projectada pelo ateliê Broadway Malyan.

Quando foi fechado à circulação, previa-se que o túnel reabrisse em Junho do próximo ano. Recorde-se que, para acelerar o processo, o Governo prescindiu da realização de concurso público, optando por consultar várias entidades e fazer um ajuste directo.

A obra foi adjudicada, em Junho, ao consórcio Teixeira Duarte/Epos/Somafel, por 31,780 milhões de euros, tendo sido iniciada em Julho.

Face à gravidade das anomalias identificadas em quatro zonas distintas do túnel, está programada uma intervenção estrutural numa extensão de 1226 metros, com a construção de uma nova estrutura em betão armado. Outra das intervenções passa pela construção, em toda a extensão (2613 metros), de uma plataforma de via contínua em betão, onde serão embebidos os carris, que irá permitir, em caso de necessidade, o acesso rodoviário de veículos de emergência. Do projecto fazem ainda parte a construção de uma via escapatória vertical, a instalação de novos sistemas de ventilação e desenfumagem e um sistema de monitorização automática.

Ficha

Obra de reabilitação

A obra na estação do Rossio, iniciada em Setembro, prevê a criação de uma zona de serviços, a requalificação do interior e exterior do edifício e a requalificação da Praça Duque de Cadaval, transformando-a numa zona de lazer.

Cultura ainda em estudo

Ninguém sabe ao certo qual a utilização cultural que será dada ao edifício. Carmona chegou a falar na colecção Berardo, mas a hipótese já foi afastada. O autarca fala agora em exposições de pintura, arte e concertos de música.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 09:32 AM | Comentários (0)

dezembro 15, 2005

NOVA CASA PIA

O Conselho de Ministros aprovou hoje os princípios do processo de reestruturação da Casa Pia de Lisboa, estabelecendo também um regime institucional transitório, no qual Catalina Pestana se mantém como provedora da instituição.

No final da reunião do Conselho de Ministros, o titular da pasta da Presidência, Pedro Silva Pereira, salientou que o decreto que estabelece um regime institucional e patrimonial transitário para a Casa Pia de Lisboa prevê a manutenção do cargo de provedor da instituição.

"Catalina Pestana mantém-se no cargo de provedora da Casa Pia de Lisboa, competindo-lhe a representação protocolar e em juízo daquela instituição", referiu o ministro da Presidência.

No entanto, como refere o comunicado do Conselho de Ministros, ficam desde já "extintos" os cargos de provedor adjunto da Casa Pia de Lisboa.

Quanto ao processo de reestruturação da Casa Pia de Lisboa, Pedro Silva Pereira referiu que a resolução aprovada em Conselho de Ministros "dá seguimento às instruções dadas pelo Conselho Técnico Científico da Casa Pia de Lisboa", estrutura liderada pelo ex-ministro da Educação Roberto Carneiro.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, o processo de reestruturação terá um "período de transição de um ano, prorrogável por mais quatro meses".

Esse período de transição, segundo o executivo, "caracteriza- se pela criação de um modelo institucional e transitório", que se desenvolverá numa primeira fase pela tentativa de "conjugar a gestão corrente da instituição com a preparação das soluções institucionais e pedagógicas a adoptar em termos definitivos".

Na segunda fase, será "definido o novo modelo institucional da Casa Pia de Lisboa, fixando a respectiva orgânica interna, bem como as prioridades do seu modelo de desenvolvimento".

Na terceira e última fase, acrescenta o Governo, a tarefa será a da concretização das soluções que vierem a ser definidas "em cumprimento dos objectivos e princípios orientadores".


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 09:49 PM | Comentários (0)

NATAL NO METRO

Ursos polares, renas e pais-natal vão surgir nas estações e comboios do Metropolitano de Lisboa, num programa de animação que começa hoje e que inclui música e surpresas para as crianças.

As estações de interface - Marquês de Pombal, Campo Grande, Alameda e Cais do Sodré - vão estar decoradas com ilhas temáticas, povoadas por renas, bonecos de neve e ursos polares, uma iniciativa que pretende proporcionar "um acolhedor ambiente de Natal", anuncia hoje o Metro, em comunicado.

Os corredores, átrios e comboios vão também encher-se de música popular e erudita, interpretada por coros, duos, solistas, bandas e grupos, enquanto pais-natal vão distribuir pequenas surpresas às crianças.

As animações decorrem até dia 23 nas estações de interface, as que têm maior movimento, entre as 16:30 e as 19:30 nos dias úteis, enquanto no fim-de-semana as acções terão lugar nas estações da Baixa- Chiado, Colégio Militar, Oriente, Rossio e São Sebastião, das 14:00 às 19:00.


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 09:47 PM | Comentários (0)

FEIRANTES À ESPERA

Fontão de Carvalho, vice-presidente da Câmara de Lisboa, reiterou ontem a sua vontade em cumprir o prazo limite estabelecido para atribuição de compensações financeiras aos comerciantes da extinta Feira Popular, no valor global de cerca de 20,4 milhões de euros, mas alertou para a necessidade de estes chegarem a um acordo quanto às verbas que cabem a cada um.

"A Câmara aprovou o valor global e não a distribuição. Ou há unanimidade da parte dos feirantes ou a Câmara terá de estabelecer critérios e aprovar a forma dessa distribuição", referiu o responsável, deixando a ideia de que sem unanimidade o processo pode arrastar-se.

O valor da indemnização foi aprovado e discutido com a associação de feirantes e resultou de uma listagem, caso a caso, elaborada por uma comissão arbitral (são 194 contratos no total). O dinheiro destina-se a compensar os feirantes pelo encerramento do parque de diversões, ocorrido há dois anos.

O vereador José Sá Fernandes, que pediu esclarecimentos sobre o processo na reunião privada do executivo, alegou que o desacordo de alguns feirantes não impede o pagamento das indemnizações aos que aceitam as verbas, já que a proposta aprovada pela Câmara inclui o valor total e os critérios de avaliação dos contratos.

Sá Fernandes chamou a atenção para o facto de os feirantes estarem, há cerca de dois anos, "impossibilitados de exercer a sua actividade profissional, sem lhes ter sido atribuída qualquer contrapartida financeira".

Fonte: Jornal de Notícias

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DERROCADA PARCIAL NOS INGLESINHOS

Derrocada parcial afecta Convento dos Inglesinhos
construção Chaminé ruiu, assim como o muro virado para a Calçada do Cabra, ao início da noite de anteontem Vozes contra condomínio de luxo no local manifestaram indignação

A base da chaminé do edifício central do Convento dos Inglesinhos e o muro que dá para a Calçada do Cabra, no Bairro Alto, em Lisboa, ruíram, ontem de madrugada. O estrondo foi grande e assustou os moradores dos prédios vizinhos. "Estava a dormir quando ouvi o barulho. Até pensei que a casa aqui em frente, que também está muito velha, tinha caído", contou, ao JN, a moradora do número 22.

Além do incómodo que a polémica construção de um condomínio de luxo no antigo convento do século XVII tem provocado no quotidiano da população local, há também quem tema repercussões no edificado da zona envolvente, que se encontra bastante degradado "Estas casas estão tão velhas que com os movimentos da obra ainda se desmoronam", adiantou a mesma residente.

O palco da derrocada, onde cerca das 1.30 horas acorreram os Sapadores Bombeiros e a Protecção Civil Municipal, encontrava-se ao princípio da tarde de ontem vedado à circulação viária e de peões. Segundo o proprietário de um estabelecimento de encadernações, o entulho foi recolhido durante a manhã. "O pessoal da empresa que está a fazer a obra esteve aqui a limpar isto. Estava tudo cheio de pedras", contou.

Indignação

O projecto de construção de três conjuntos residenciais de luxo no Convento dos Inglesinhos suscitou, desde o início, manifestações de protesto dos moradores e dos elementos do Fórum Lisboa e Cidadania. Saliente-se que, no passado mês de Setembro, o recurso que tinha sido interposto por José Sá Fernandes (actual vereador do BE) e pelo cineasta Fonseca e Costa, no sentido de suspender a eficácia do licenciamento, foi considerado improcedente pelo Tribunal Administrativo Sul. O mesmo caminho já tinha seguido a providência cautelar contra a autarquia.

Agora foi com "indignação" que Fonseca e Costa, morador na zona, comentou o desmoronamento. "Isto está tudo entregue à especulação imobiliária" e "é lamentável a Câmara ter o descaramento de mandar fixar placas em todo o lado, onde garante zelar pelo nosso bem estar, pois muitas vezes queremos sair da rua de carro ou a pé e não conseguimos". Afinal, rematou, "quem manda neste país é quem tem dinheiro e não as entidades em que votamos".

Também Paulo Ferrero, do Fórum Lisboa e Cidadania, considerou "uma vergonha" o que está a acontecer "Já está tudo esventrado e as entidades competentes não ligam ao assunto", desabafou.

Contactada pelo JN, fonte do pelouro do Urbanismo da Câmara limitou-se a dizer que "a autarquia fiscaliza o licenciamento, mas é o empreiteiro, a Edifer, que fiscaliza a obra". O departamento de marketing da Edifer explicou, por seu turno, que "é a Amorim Imobiliária que presta explicações". Desta ninguém respondeu.

Vozes

José Sá Fernandes

Vereador

O que está a acontecer ao Convento dos Inglesinhos é escandaloso. Aquele conjunto arquitectónico é um elemento fantástico do nosso património. Até dá vontade de chorar."

Fonseca e Costa

Cineasta e morador

Além da destruição do convento, estão a construir outro condomínio privado mesmo em frente, em vez de reconstruírem o que está degradado. Isto são só negociatas."

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 08:39 PM | Comentários (0)

EMPATE

A nomeação do vereador Amaral Lopes para presidente da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) mereceu um empate e a votação será repetida na próxima reunião. Foi ainda rejeitada a a transferência de verba para a EGEAC destinada a apoiar um filme sobre o fado, do cineasta Carlos Saura. A Oposição pretende mais informações sobre o projecto.

Publicado por jf em 08:38 PM | Comentários (0)

OUTRA STA. ENGRÁCIA?

Obras no túnel do Marquês sem prazo para conclusão. Trabalhos junto à galeria do metro não podem avançar sem um reforço estrutural, como recomenda um relatório do LNEC. Câmara quer abrir o troço já feito até final de Março. Câmara vai ter que convencer o Metro a considerar prioritárias obras na galeria da Linha Amarela.

Uma boa parte da empreitada de construção do túnel do Marquês pode ter caído num impasse de desfecho imprevisível. Fontão de Carvalho, vice-presidente da Câmara de Lisboa, admitiu ontem que a calendarização dos trabalhos junto ao túnel da linha amarela do metro só poderá ser acertada depois de o Metropolitano de Lisboa definir a intervenção necessária num troço da galeria que apresenta fissuras.

O impasse decorre de uma recomendação de peritos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que expressam, de forma clara, que as obras do túnel do Marquês, em concreto na Avenida António Augusto Aguiar, não devem avançar sem uma intervenção na estrutura do metro.

"Só em função da calendarização do metro é que podemos definir prazos", disse Fontão de Carvalho à saída de uma reunião do executivo que decorreu à porta fechada e onde o túnel foi um dos temas debatidos. Não havendo risco de colapso na galeria do metro, a transportadora já veio a público dizer que a intervenção não é prioritária. Adivinha-se também um diferendo sobre quem pagará a obra.

Ainda assim, Fontão de Carvalho acredita ser possível abrir ao público, até Março, um troço do túnel, designadamente a parte construída sob a Rua Joaquim António de Aguiar e outra na Avenida Fontes Pereira de Melo.

Sobre a decisão do Tribunal de Contas, que recusou visar trabalhos a mais, o vice-presidente revelou que não vai haver recurso. Em causa estão questões como sondagens adicionais e telas publicitárias junto à obra. Como há dúvidas sobre a quem compete pagar estes trabalhos (se a Câmara ou o empreiteiro da obra), o caso foi entregue ao Tribunal Arbitral.

José Sá Fernandes, vereador eleito pelo BE, que ontem levantou várias questões sobre o túnel, já fez saber que vai solicitar, para Janeiro, uma reunião extraordinária do executivo para debater o futuro da obra.

Na sua óptica, o desfecho da empreitada "é cada vez mais incerto". Acredita que pode mesmo ficar pela metade, tendo como limite a rotunda do Marquês de Pombal. Acusou ainda o presidente Carmona Rodrigues de ocultar as informações dos vários relatórios do LNEC por razões eleitorais. "Percebem-se agora os motivos de todo o secretismo que tem envolvido o processo, mas nem dessa forma se conseguiu evitar aquilo que é óbvio a data de conclusão não será cumprida", salientou Sá Fernandes.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 08:37 PM | Comentários (0)

EUNICE E OML JUNTOS E AO VIVO

Metropolitana será dirigida pelo maestro Brian Schembri, cabendo à actriz a narração da história que esteve na origem da música composta por Pyotr Ilyich Tchaikosvsky.

A Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) apresenta sexta-feira e sábado, na Azambuja e em Lisboa respectivamente, a peça «O quebra-nozes» com a participação da actriz Eunice Muñoz.

A orquestra será dirigida pelo maestro Brian Schembri, cabendo à actriz a narração da história que esteve na origem da música composta por Pyotr Ilyich Tchaikosvsky.

O compositor russo inspirou-se num conto de E.T.A. Hoffman para escrever a música para um bailado, habitualmente apresentado na época natalícia.

Eunice Muñoz lerá uma adaptação do conto de Hoffman feita por Margarida Fonseca Santos.

Além da suite orquestral de Pyotr Ilyich Tchaikosvsky a OML acompanhará a soprano Angélica Neto e o Coro Ricercare na interpretação de «Magnificat em talha dourada» de Eurico Carrapatoso.

Esta peça, dedicada pelo compositor a Angélica Neto, é, segundo o próprio, «plena de alegria e cheia de folia estilística».

Na Azambuja, sexta-feira à noite, a OML apresenta-se no auditório da EPAC e sábado na Igreja de São Domingos, em Lisboa.

O mesmo programa é apresentado terça-feira no Cine-Teatro Joaquim de Almeida, na cidade do Montijo.

Entretanto, a OML estreia domingo, na Aula Magna, em Lisboa, uma outra peça de Carrapatoso, «O meu poemário infantil», uma encomenda da RDP2 ao compositor.

Trata-se de uma estreia absoluta da peça do compositor português que, segundo afirmou, se preocupou «em captar as sugestões comportamentais dos vários bichos, as inflexões dos seus gestos mais característicos».

Esta obra de Eurico Carrapatoso inspira-se nos textos infantis de Violeta Figueiredo, inseridos na obra «Fala bicho», sendo a OML dirigida pela batuta de Brian Schembri.

O concerto da OML será transmitido em directo pela UER (União Europeia de Rádios) e conta ainda com a participação de Angélica Neto, do tenor João Rodrigues e do Coro Ricercare.

A transmissão para a Europa insere-se num protocolo firmado em Abril entre a AMEC (Associação de Música Educação e Cultura), que tutela a OML, e a Radiodifusão Portuguesa (RDP).


Fonte: Portugal Diário

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DOAÇÃO DE SE LHE TIRAR O CHAPÉU

O ensaísta e crítico de arte José- Augusto França entrega sexta-feira à Biblioteca Nacional parte do seu espólio, nomeadamente a correspondência que trocou com algumas personalidades da vida cultural portuguesa.

Segundo a Biblioteca Nacional, trata-se de «um valiosíssimo espólio que muito enriquecerá os fundos» do seu Arquivo da Cultura Portuguesa Contemporânea.

Além da correspondência, José-Augusto França entrega três manuscritos de António Sérgio, Eduardo Lourenço e Jorge de Sena, que integraram o «Uni-Bi-Tri-Tetra-Pentacórnio», um conjunto de publicações de que foi editor, e reuniu além destes, autores como Sophia de Mello Breyner, António Sérgio, Almada Negreiros ou Alexandre O'Neil.

A Biblioteca Nacional (BN) prevê realizar em Dezembro d e 2006 uma exposição evocativa deste conjunto de publicações, por ocasião do cinquentenário da sua edição.

Ao longo da sua carreira, José-Augusto França, 83 anos, foi professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa, presidente do Instituto da Língua e Cultura Portuguesa e da Academia de Belas Artes e também director do Centro Cultural Português, em Paris, da Fundação Calouste Gulbenkian.

De 1971 a 1997 dirigiu a revista Colóquio-Artes, editada pela Fundação Gulbenkian.

O investigador, doutorado em História e em Letras, respectivamente em 1962 e 1969, pela Universidade Sorbonne, de Paris, tem várias obras publicadas, sendo considerado um dos maiores especialistas em arte contemporânea portuguesa.

Parte da sua colecção de pintura foi doada o ano passado a Tomar, a sua cidade natal, para a constituição de um museu.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 08:14 PM | Comentários (0)

O FUTURO DOS HOSPITAIS CIVIS

O encerramento dos velhos hospitais civis de Lisboa - que incluem o Desterro, Capuchos e S. José - é uma das hipóteses que está a ser estudada pelo Ministério da Saúde (MS). Mas tal só acontecerá, quando houver alternativas, o que passa pela construção de novas unidades hospitalares da capital com base em parcerias público-privadas.

O ministro da Saúde, Correia de Campos, constituiu em Agosto deste ano uma comissão para estudar "o reordenamento das capacidades hospitalares da cidade de Lisboa", cujas conclusões serão conhecidas até ao final do ano.

Uma coisa é certa, comenta o porta-voz do Ministério da Saúde, Miguel Vieira, "a oferta de serviços de saúde de Lisboa é caótica, não corresponde às necessidades". Há, por exemplo, "camas em excesso", diz.

O porta-voz afirma que é há muito uma evidência que a condições destes hospitais são precárias e serão para substituir. Mas a data de encerramento de 2009, ontem avançada pelo "Diário Económico", não é realista.

O encerramento destas unidades está dependente da construção dos novos hospitais construídos em regime de parcerias público-privadas. Está ainda a ser estudada a possível construção do Hospital de Todos os Santos, na zona oriental de Lisboa (Chelas), que viria permitir o encerramento ou reconversão destas três unidades, junta. Em cima da mesa está, por exemplo, a transformação do Hospital dos Capuchos em unidade de cuidados continuados, admite o porta-voz.

A hipotética construção tanto do hospital de Chelas como um outro na Margem Sul do Tejo - o Seixal foi referido várias vezes por Correia de Campos - está dependente de um outro estudo, encomendado à Escola de Gestão do Porto e que deverá estar concluído no início do ano.

Movimento de Utentes critica Governo

Correia de Campos pôs em causa os dez hospitais que deveriam ser construídos em parcerias público-privadas idealizados pelo anterior Governo. Sendo já certo que quatro avançarão - Loures, Cascais, Braga e Vila Franca de Xira -, o estudo, coordenado pelo economista Daniel Bessa, irá definir quais deverão avançar de seguida.

Os restantes hospitais que integravam o programa idealizado pelo anterior Governo - Gaia, Algarve, Vila do Conde-Póvoa de Varzim, Guarda, Évora e Sintra - vão ter de aguardar pelos estudos técnicos.

O regime de parcerias visa transferir para os privados, através de contratos de gestão, a concepção, construção e exploração de unidades de saúde (por um período de 30 anos) e a prestação de cuidados de saúde (por dez anos).

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos apresentou ontem a sua "total oposição à pretensão do Governo em encerrar os hospitais". Em nota de imprensa defende que "o que se pretende é entregar aos grandes grupos económicos importantes sectores da saúde".

Já o Bloco de Esquerda (BE), em comunicado, lamenta que o anúncio seja feito "sem se conhecerem as prioridade do Ministério da Saúde para a modernização e requalificação da rede hospitalar e a sua articulação com os sistemas locais de saúde".

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 11:54 AM | Comentários (0)

DESTERRO FECHA EM FEVEREIRO

O Hospital do Desterro, que integra o Centro Hospitalar de Lisboa, vai ser encerrado até ao final de Fevereiro do próximo ano, sem prejuízos para a capacidade assistencial, disse o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

António Gomes Branco, presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, afirmou à Lusa que a decisão foi tomada por esta entidade em Setembro e confirmada pelo ministro da Saúde, Correia de Campos, em Novembro, tendo posteriormente sido transmitida ao conselho de administração da unidade de saúde.

A decisão é justificada por, "de uma forma sustentada", se verificar nesta unidade hospitalar uma "taxa de ocupação relativamente baixa" das suas 150 camas, aliada aos custos que representa a manutenção da tecnologia hospitalar num edifício centenário, disse António Branco.

O presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo acrescentou que o conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa tem autonomia para gerir o processo de encerramento do Hospital do Desterro e que, à partida, se procurará a concentração dos seus serviços nas restantes duas unidades do grupo - o Hospital de S. José e o dos Capuchos.

A medida "tem a ver com uma preocupação pública do Ministério da Saúde e das suas estruturas de cortar em tudo o que é identificado como desperdício", argumentou António Gomes Branco.

"Oportunidade de poupar sem alterar o perfil assistencial"

Pelo que o encerramento do Hospital do Desterro é encarado como "uma oportunidade de poupar sem alterar o perfil assistencial" do Centro Hospitalar de Lisboa e "sem se ficar à espera de uma reorganização mais vasta" das unidades de saúde da região de Lisboa, pormenorizou.

O mesmo responsável precisou também que "os dados do próprio concelho de administração [do Centro Hospitalar de Lisboa] indicam esta possibilidade" e defendeu que a medida é igualmente uma "oportunidade para obter ganhos em eficiência".

O destino a dar ao edifício do Hospital do Desterro, após o seu encerramento, "não está identificado", afirmou ainda António Gomes Branco.

Os hospitais de S. José, Capuchos e Desterro foram agregados no Centro Hospitalar de Lisboa em Janeiro do ano passado, com o objectivo de "potenciar, através de uma gestão comum, as capacidades disponíveis nas unidades hospitalares", com "complementaridade assistencial" e "dando-se resposta às várias insuficiências de rentabilização de recursos".

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 11:48 AM | Comentários (0)

EMEL

Já encontraram a escritura pública de constituição da empresa?

Publicado por jf em 09:41 AM | Comentários (0)

dezembro 14, 2005

A PÍLULA PARA POMBOS

A CML vai distribuir mais de cem toneladas de milho com contraceptivo aos pombos, uma medida que visa reduzir a proliferação desta espécie. A Câmara de Lisboa vai distribuir mais de cem toneladas de milho com contraceptivo aos pombos da cidade, uma medida que visa reduzir a proliferação desta espécie, segundo uma proposta hoje aprovada por unanimidade pelo executivo autárquico.

A proposta, subscrita pelo vereador da Higiene Urbana, Pedro Feist, prevê a compra de 108.000 quilos de milho impregnado com contraceptivo, pelo custo de 235 mil euros. Esta medida integra o programa de controlo da população de pombos, desenvolvido pela autarquia lisboeta, e visa diminuir a população de pombos, "reduzindo a taxa de reprodução", sem recorrer a métodos mais cruéis. A distribuição da "pílula" será realizada em duas fases, na Primavera e no Outono.

"A população de pombos cresceu de forma assustadora", disse hoje aos jornalistas o vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, no final da reunião privada do executivo camarário. De acordo com o responsável, não existem actualmente quaisquer problemas de transmissão da gripe das aves aos pombos da cidade, cuja quantidade não está estimada.

Fonte: Portugal Diário

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MAIS UM TROÇO EM MARÇO

O troço do Túnel do Marquês até à rotunda e uma parte na Avenida Fontes Pereira de Melo deverão abrir ao público até Março do próximo ano, revelou hoje o vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho.

Em declarações aos jornalistas à saída de uma reunião à porta fechada do executivo camarário, Fontão de Carvalho explicou que parte do túnel «tem condições para abrir até Março» de 2006, referindo-se a toda a parte já construída sob a Rua Joaquim António de Aguiar, que terá duas saídas para a rotunda do Marquês de Pombal, e à entrada no túnel na Avenida Fontes Pereira de Melo, no sentido descendente.

A construção da saída nesta avenida no sentido ascendente e da saída para a Avenida António Augusto de Aguiar permanecerá em suspenso, devido à necessidade de o Metro realizar previamente obras de reforço da estrutura do túnel da Linha Amarela, que apresenta fissuras, de acordo com uma recomendação do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

Os vereadores da oposição na Câmara, liderada por Carmona Rodrigues (PSD), questionaram hoje o executivo sobre uma nova calendarização das obras de construção do túnel do Marquês, mas o futuro desta obra depende da intervenção do Metro.

«Só em função da calendarização do Metro é que poderemos definir prazos», sustentou Fontão de Carvalho.

Questionado sobre a recusa do visto pelo Tribunal de Contas a trabalhos considerados adicionais, o vice-presidente afirmou que a autarquia não pretende recorrer da decisão do tribunal.

Em causa estão as telas colocadas à volta da obra durante o campeonato europeu de futebol, no Verão de 2004, durante a presidência de Pedro Santana Lopes, que o empreiteiro considerou como «trabalhos a mais», uma questão agora recusada pelo Tribunal de Contas.

«A própria Câmara tem muitas dúvidas e por isso enviou a questão para o tribunal arbitral», que irá decidir qual o pagamento devido pela autarquia ao construtor.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:10 PM | Comentários (0)

CLUBE ESTEFÂNIA

A peça «Por Uma Noite», baseada no filme «Antes do Amanhecer», de Richard Linklater, está em cena de quarta-feira a sábado, pelas 21:30 horas, no Clube Estefânia, em Lisboa. Interpretada por Margarida Vila-Nova e Ricardo Pereira, a peça conta a história de dois jovens que se conhecem num comboio e que passam uma noite juntos. Os bilhetes para o espectáculo têm o preço único de 12 euros.

Fonte: diário Digital

Publicado por jf em 10:13 AM | Comentários (0)

PRÉMIO RECRIA

Três edifícios de zonas históricas de Lisboa vão receber, esta tarde, no Museu de Macau, o prémio Recria pela qualidade da reabilitação a que foram sujeitos, anunciou o Instituto Nacional da Habitação (INH), que promove a iniciativa. A sétima edição do prémio decidiu atribuir o primeiro lugar a um edifício de arquitectura tradicional, construído em 1890 na Lapa. O segundo lugar foi atribuído à reabilitação efectuada num edifício igualmente com cerca de 120 anos, em São Bento, e o terceiro premiou a intervenção num anexo de um palacete da Mouraria, datado de 1539.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 10:11 AM | Comentários (0)

TÚNEL DO REGO É HOJE INAUGURADO

O túnel do Rego, uma obra há muito programada e iniciada em Março de 2004, será hoje inaugurado pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues. O túnel, orçado em quatro milhões de euros, pretende ser uma alternativa à Avenida 5 de Outubro, fazendo com que a ligação entre a Avenida Álvaro Pais e a Praça de Espanha possa ser feita através da Rua Sousa Lopes, Rua da Beneficiência e Avenida de Berna. No sentido oposto, a circulação faz-se pela Santos Dumont e Rua Sousa Lopes.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 09:42 AM | Comentários (0)

14 DE DEZEMBRO DE 1918

Sidónio Pais é assassinado em Lisboa.

Publicado por jf em 09:38 AM | Comentários (0)

13 DE DEZEMBRO DE 1967

Um incêndio destruiu o Teatro Avenida em Lisboa.

Publicado por jf em 09:36 AM | Comentários (0)

LIXO NAS RUAS

Nas zonas dos Olivais, Benfica e Avenida Infante Santo, em Lisboa, o lixo não foi recolhido ontem devido à greve dos trabalhadores da Administração Local, revelou fonte do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML).

Libério Domingues adiantou que naquelas zonas a adesão à greve, que hoje continua, foi de 100%, ou seja, não houve qualquer recolha de lixo, nem limpeza das ruas. O sindicalista adiantou que, em termos globais, na Câmara de Lisboa «a adesão à greve no período da noite se situou nos 73% e no período do dia em 70%».

Especificou que dos 140 trabalhadores do Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos que deveriam estar ao serviço no período da noite, 91 fizeram greve. De dia, em 100 trabalhadores, 73 aderiram à paralisação. Nas oficinas de reparação e manutenção mecânica da frota municipal deviam estar a trabalhar 117 funcionários, mas 86 fizeram greve. Segundo o sindicalista, a adesão à greve dos condutores das viaturas de recolha de lixo foi de 65%.

Libério Domingues adiantou que «os efeitos da greve são visíveis na cidade».

Os trabalhadores da administração local exigem aumentos salariais de 5,5%, melhores condições de trabalho, a revisão e progressão de carreiras e contestam a reforma aos 65 anos. A greve foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) e pelo STML.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 09:35 AM | Comentários (0)

EGEAC MUDA ADMINISTRADORES

O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, vai propor hoje a nomeação do vereador José Amaral Lopes para a presidência da empresa municipal de Cultura (EGEAC), substituindo a actual administração, liderada pela ex- vereadora Maria Manuel Pinto Barbosa.

Carmona Rodrigues vai ainda propor a manutenção de Rui Andrade como vogal executivo da administração da empresa municipal, que transitará da anterior gestão, considerando que a sua «experiência na área financeira se revela uma mais valia». Para vogal não executivo, o presidente sugere a nomeação de Manuela Correia.

O novo conselho deverá assim substituir os actuais administradores, nomeadamente a ex-vereadora da Cultura Maria Manuel Pinto Barbosa e Maria Louro, que se mantinha na gestão da EGEAC desde a presidência de João Soares e que fora reconduzida pelo anterior presidente da autarquia, Pedro Santana Lopes.

Uma proposta que chegou a estar prevista para a reunião camarária da passada quarta-feira, mas que acabou por ser retirada, previa também a substituição da ex-vereadora Eduarda Napoleão na administração da Empresa Municipal de Urbanismo de Lisboa (EPUL).

Maria Manuel Pinto Barbosa e Eduarda Napoleão integraram o grupo composto por cinco vereadores social-democratas do anterior executivo da Câmara de Lisboa que contestaram, junto do líder do PSD, Marques Mendes, a escolha de Carmona Rodrigues para ser o candidato à autarquia da capital.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 09:34 AM | Comentários (0)

HÁ QUEM QUEIRA NOVA REDE DA CARRIS

Um movimento de lisboetas propôs ontem a adopção pela Carris de um sistema de distribuição de carreiras em malha, que permitiria aos utentes "esperar três vezes menos" por um autocarro do que actualmente. Em comunicado, o Fórum Cidadania Lisboa propõe uma alteração da filosofia da rede de transportes de superfície - actualmente segundo o sistema de ponto-para-ponto - para uma "distribuição espacial de carreiras que simule uma malha".

"Se tivermos uma malha de autocarros que circulam em linhas na latitude e outros que circulam em linhas na longitude, para nos deslocarmos de um ponto para outro, temos no máximo um transbordo", defende o movimento.

Os transportes de maior capacidade circulariam nos eixos mais importantes, enquanto no espaço entre estas vias seriam utilizados veículos mais pequenos, destinados a servir utentes dentro dos bairros e a transportar passageiros até à "malha" principal.

O Fórum reage assim ao estudo divulgado na semana passada em Bruxelas, que revelou que Portugal é dos países da União Europeia onde se espera mais tempo pelo autocarro. De acordo com o mesmo documento, Lisboa é das cidades portuguesas incluídas no estudo onde o tempo de espera é menor (11,22 minutos).

A agência Lusa tentou obter uma reacção da administração da Carris, mas tal não foi possível em tempo útil.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 09:33 AM | Comentários (0)

dezembro 12, 2005

O DÉFICE CRÓNICO (1)

Custos operacionais e investimentos elevados: Metro de Lisboa apresenta "défices crónicos" todos os anos.

As receitas de bilheteira do Metro de Lisboa "são manifestamente insuficientes" para cobrir os seus custos operacionais e o esforço financeiro anual da empresa "ultrapassa largamente" o que tem sido assumido e orçamentado pelo Estado, segundo um relatório do Tribunal de Contas (TC).

Publicado por jf em 10:53 PM | Comentários (0)

O DÉFICE CRÓNICO (2)

De acordo com uma auditoria do TC, o "défice crónico" do Metro de Lisboa (ML) resulta, em parte, de um "desajustamento tarifário que persiste por imperativo de uma política social definida pelo Governo".

Publicado por jf em 10:52 PM | Comentários (0)

O DÉFICE CRÓNICO (3)

Outro motivo apontado pela equipa de auditores é "uma grelha desactualizada de repartição de receitas" provenientes dos passes intermodais, "penalizadora para a empresa" e que, a manter-se, "fará com que o ML tenha acrescidos prejuízos com a extensão" da rede, nomeadamente quando sai da tradicional coroa L e passa para a L1, como são os casos das extensões a Odivelas e Amadora.

Publicado por jf em 10:52 PM | Comentários (0)

O DÉFICE CRÓNICO (4)

As conclusões constam da auditoria ao projecto Empreendimento Campo Grande/Odivelas, do Programa de Despesas e Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) Redes de Metropolitano.

Publicado por jf em 10:51 PM | Comentários (0)

O DÉFICE CRÓNICO (5)

O documento frisa ainda os pesados investimentos em infra-estruturas requeridos por este tipo de transporte, bem como a "inexistência de uma contratação explícita com o Estado" relativamente ao serviço público que o ML presta.

Publicado por jf em 10:50 PM | Comentários (0)

O DÉFICE CRÓNICO (6)

"Verificou-se uma sub-orçamentação anual nos oito Orçamentos do Estado de 1997 a 2004 que variou entre 251,7 e 384,7 milhões de euros", aponta o TC.

Publicado por jf em 10:50 PM | Comentários (0)

O DÉFICE CRÓNICO (7)

"Apesar disso, no quadro das condições vigentes, o esforço financeiro total anual requerido para a viabilidade do ML tem permanecido constante nos dois euros por ano e passageiro transportado", lê-se no relatório.

Publicado por jf em 10:49 PM | Comentários (0)

O DÉFICE CRÓNICO (8)

Sobre o projecto auditado, o TC afirma que o custo total da extensão da Linha Amarela - Campo Grande/Odivelas - estimado na fase de estudo prévio pela Direcção-Geral dos Transportes Terrestres, em 1998, foi de 210 milhões de euros. Só que o custo final da obra foi de 338 milhões, o que "representa um desvio de 61 por cento", indica o relatório.

Publicado por jf em 10:48 PM | Comentários (0)

O DÉFICE CRÓNICO (9)

O último ajuste no orçamento aprovado indicava um custo total para o empreendimento de 332 milhões de euros.

Publicado por jf em 10:48 PM | Comentários (0)

O DÉFICE CRÓNICO (10)

A análise da amostra de estudos, projectos, fiscalização e coordenação de obra ajustados directamente à Ferconsult "evidencia ineficiência desta nas funções contratadas, falta de rigor negocial do Metropolitano nos contratos firmados com a mesma" e "falta de controlo sobre os custos facturados pela Ferconsult".

Publicado por jf em 10:47 PM | Comentários (0)

O DÉFICE CRÓNICO (11)

O TC ressalva que a situação tem vindo a ser modificada pelo actual conselho de gerência do ML, tendo sido alterado o modelo organizacional e de actuação da Ferconsult, tal como o modo de relacionamento entre as empresas.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 10:46 PM | Comentários (0)

TMDP

Existem fundadas dúvidas sobre a legalidade desta taxa, designadamente por poder conter uma dupla tributação, ilegal e inconstitucional. Os municípios, carentes de receitas e de boa gestão, julgam ter descoberto na cobrança desta taxa um maná financeiro. Quem paga as favas é o consumidor na factura mensal. Atenção lisboetas: talvez se justifique uma acção cívica contra a cobrança desta taxa. Será muito curioso ver a posição que vão tomar os partidos da oposição camarária.

Publicado por jf em 10:23 PM | Comentários (0)

TMDP EM LISBOA

O vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, vai propor quarta-feira a aplicação de uma taxa de 0,25% sobre a factura das telecomunicações dos munícipes, criando a Taxa Municipal de Direitos de Passagem.

A proposta do vice-presidente, responsável pelo pelouro das Finanças, será discutida pelo executivo camarário em reunião privada na próxima quarta- feira e, caso seja aprovada, será depois submetida à Assembleia Municipal de Lisboa.

A taxa municipal, criada pela Lei 5/2004, de 10 de Fevereiro do ano passado, diz respeito aos direitos e encargos relativos à implantação, passagem e atravessamento de sistemas, equipamentos e outros recursos das empresas de comunicações, como a Portugal Telecom, TMN, Vodafone ou Optimus, e TV Cabo.

O valor a cobrar é calculado com base na aplicação de 0,25% sobre a facturação mensal enviada aos clientes.

As empresas «estão obrigadas a incluir nas facturas dos clientes finais, e de forma expressa, o valor da taxa a pagar», segundo o site da Autoridade Nacional de Comunicações (ICP-ANACOM), entidade responsável pelo regulamento que define os procedimentos a adoptar quanto à cobrança e entregas mensais, ao município, das receitas provenientes da cobrança da taxa.

De acordo com a ANACOM, quase 80 municípios do país aplicam a taxa municipal de direitos de passagem, mas apenas no concelho de Torre de Moncorvo o valor cobrado é de 0,10%, enquanto em todas as outras câmaras situa-se nos 0,25%.


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:18 PM | Comentários (0)

FUNCIONÁRIOS DA CASA PIA REIVINDICAM

Meia centena de funcionários da Casa Pia concentraram-se hoje frente ao Ministério do Trabalho para apresentar reivindicações ao Governo, nomeadamente a entrada nos quadros da instituição de 130 trabalhadores com vínculos precários, alguns há mais de dez anos.

Ao som de músicas de intervenção, os trabalhadores estiveram reunidos durante toda a manhã no jardim da Praça de Londres, tendo terminado a jornada de luta com a entrega no Ministério de uma moção com os seis principais problemas que pretendem ver resolvidos pelo ministro do Trabalho e Solidariedade Social, José Vieira da Silva.

A integração dos trabalhadores com vínculos precários foi uma das exigências expressas na moção e que, segundo um delegado sindical, já tinha sido denunciada ao Ministério em Abril.

«Em Março, o sindicato esteve reunido com a Provedora da Casa Pia e foi feita uma acta que identificava todos os problemas. A acta foi enviada para o ministro em Abril, mas até hoje nada nos foi dito», disse à Agência Lusa o sindicalista Alcides Teles.

Segundo Alcides Teles, em situação irregular estão dezenas de trabalhadores a recibos verdes, «alguns há mais de dez anos», além dos mais de 60 educadores contratados após o escândalo da Casa Pia.

«Na altura, decidiram contratar técnicos de educação por períodos de um ou dois anos. Muitos deles continuam a trabalhar mesmo já tendo caducado os contratos a termo», afirmou o sindicalista.

Para resolver o problema, o Ministério decidiu abrir um concurso público para a integração nos quadros da instituição de 53 técnicos de educação.

No entanto, o sindicalista defendeu que o «processo foi mal conduzido», uma vez que «o concurso público não salvaguarda a entrada dos trabalhadores que já lá estão» e prevê a entrada de menos educadores do que os inicialmente contratados.

«A escolha dos candidatos devia ser feita não apenas com base no curriculum, como vai acontecer, mas sim através de uma entrevista, para não falar que deveria ter uma cláusula de salvaguarda para os funcionários que já lá estão», criticou.

Outra reivindicação é a aposta na formação profissional dos educadores de juventude, que exercem as mesmas funções que os técnicos de educação, mas auferem ordenados mais baixos por não terem as mesmas habilitações académicas.

Também os formadores, que dão aulas de formação profissional em cursos como relojoaria, pintura ou carpintaria, consideram urgente a frequência de cursos de actualização das áreas que leccionam para que possam aceder ao estatuto de «Técnicos de Formação».

A reestruturação da carreira das «senhoras de apoio», nome pela qual são conhecidas na Casa Pia, é outras das exigências dos manifestantes, que lamentam que «quem trabalha nos lares da Casa Pia, dando todo o tipo de apoio aos jovens, não tenha um estatuto equivalente aos restantes trabalhadores do estado», lembrou Alcides Teles.

«A Carreira de Auxiliar de Apoio Residencial deve ser equiparada ao Decreto Lei 414/99, de forma a acabar com o tratamento desigual que as senhoras de apoio têm sido sujeitas», disse o sindicalista, explicando que esta discriminação se traduz numa redução de cerca de 200 euros no salário mensal.

Os manifestantes criticam ainda a não participação dos trabalhadores no processo de reestruturação que está a decorrer na Casa Pia, no âmbito do estudo apresentado em 2004 pela comissão encomendada por Roberto Carneiro.

Se os trabalhadores concordam com algumas das medidas já aplicadas, como a redução do número de alunos por lar e a criação de lares fora da instituição para os mais velhos, temem outras decisões como a possível venda de património e a transferência de alunos para outras escolas públicas.

As reivindicações, expressas na moção, foram entregues ao adjunto do chefe de gabinete do ministro, a quem foram pedidas «respostas por escrito para saber o que vai ser feito», disse Luís Esteves, um dos funcionários da Casa Pia que hoje entregou o documento.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:26 PM | Comentários (1)

LIXO: CML APELA

A Câmara de Lisboa apelou hoje aos munícipes para que evitem colocar lixo nos contentores na terça e quarta-feira devido à greve dos trabalhadores da administração local, que vai afectar o serviço de recolha. Em comunicado, a autarquia refere que a greve «poderá ter efeitos na Câmara e seus trabalhadores, designadamente no que se refere à norma actividade de remoção dos resíduos». Para minorar as consequências na paralisação, a Câmara solicita aos lisboetas «que evitem [nos dias da greve] colocar à remoção os seus resíduos domésticos».

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 07:25 PM | Comentários (0)

O VISITANTE 10.000.000 (1)

Oceanário prepara recepção ao visitante número 10.000.000.

O Oceanário de Lisboa vai preparar na quinta-feira um dia cheio de surpresas para comemorar a recepção do visitante número 10 milhões, anunciou hoje aquela instituição.

Publicado por jf em 07:22 PM | Comentários (0)

O VISITANTE 10.000.000 (2)

Em comunicado, o Oceanário adianta que irá receber quinta-feira o visitante 10 milhões - «cifra emblemática, já que, basicamente, corresponde à população portuguesa» - dia em que promete organizar «diversas surpresas para todos quantos visitem o aquário».

Publicado por jf em 07:21 PM | Comentários (0)

O VISITANTE 10.000.000 (3)

Cada visitante receberá uma surpresa e terá a possibilidade de se candidatar a ser o visitante 10 milhões.

Neste dia, os educadores marinhos estarão em pontos estratégicos «para desvendar alguns dos segredos do aquário», numa festa que contará com a presença de todos os embaixadores dos oceanos.

Com a única manta em exposição na Europa e o único diabo-do-mar em exposição no Mundo, o Oceanário de Lisboa alberga oito mil animais de quinhentas espécies, cinco habitats, sete milhões de litros de água e utiliza 170 toneladas de sal por ano.

Publicado por jf em 07:19 PM | Comentários (0)

O VISITANTE 10.000.000 (4)

Construído para a Expo`98, o então conhecido como Pavilhão dos Oceanos foi visitado por 3.176.895 pessoas durante os quatro meses da exposição.

O recorde diário de visitantes foi fixado no dia 16 de Agosto de 2003, com 7.866 pessoas.

Publicado por jf em 07:18 PM | Comentários (0)

O VISITANTE 10.000.000 (5)

Projectado pelo arquitecto Peter Chermayeff, o Oceanário recebeu uma menção honrosa do Prémio Valmor (1998), o Prémio Internacional de Ciência Chiara na Europa e o Prémio EMAS (Eco-Management and Audit Scheme) 2005.

Em 1998 foi distinguido como um dos 10 Melhores Eventos Científicos pela revista norte-americana Time e, em 2002, foi referido como um dos 30 Motivos do Orgulho Português, pelo semanário Expresso

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:17 PM | Comentários (0)

GREVE DO LIXO NA 3ª E NA 4ª

A Câmara Municipal de Lisboa apelou hoje aos munícipes para que terça e quarta- feira evitem colocar o lixo nos contentores devido à greve dos trabalhadores da administração local, que vai afectar o serviço de recolha. A greve convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local para os próximos dois dias visa aumentos salariais de 5,5 por cento, melhores condições de trabalho, revisão e progressão de carreiras e contestar a aposentação aos 65 anos.

Os trabalhadores reivindicam também suplementos de insalubridade e risco para os trabalhadores da recolha de lixo. Em comunicado, a autarquia refere que a greve "poderá ter efeitos na câmara e seus trabalhadores, designadamente no que se refere à norma actividade de remoção dos resíduos". Para minorar as consequências na paralisação, a CML solicita aos lisboetas "que evitem [nos dias da greve] colocar à remoção os seus resíduos domésticos".

"Os Serviços de Higiene e Limpeza na Câmara Municipal envidarão todos os esforços no sentido de minorar as eventuais anomalias que possam vir a verificar-se na limpeza da cidade", acrescenta o comunicado.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 11:36 AM | Comentários (1)

A LER

A Feira do Relógio, pelo José, no Tese & Antítese.

Publicado por jf em 11:28 AM | Comentários (0)

O MUSEU DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Inaugurado há pouco mais de um ano, o Museu da Presidência da República (MPR), no Palácio de Belém, em Lisboa, pretende ser, nas palavras do Presidente Jorge Sampaio, «uma porta aberta do Palácio e do órgão de soberania aí sedeado».

Objectivo é dar a conhecer a instituição presidencial, os seus titulares e a sua história. Procuram uma «interacção aprofundada e criativa com o público», maioritariamente jovem. O PDiário deixa-lhe uma sugestão de visita para este fim-de-semana

No discurso que proferiu aquando da abertura da mostra, a 5 de Outubro de 2004, Sampaio deixou claro que as pessoas eram «a sua peça principal». E foram perto de 88 mil as que, durante o primeiro ano, visitaram o espaço criado pelo arquitecto Carrilho da Graça e dirigido por Diogo Gaspar.

Este número, atendendo à especificidade da temática e ao facto de ser recente, deixa o director Diogo Gaspar, em conversa com o PortugalDiário, bastante satisfeito. «Um museu não se faz num ano», sublinha, aproveitando o ensejo para realçar o contributo dado pelo Chefe de Estado para a grande visibilidade mediática de que o MPR goza.

Uma das principais características deste projecto, dedicado à instituição presidencial, à sua história e titulares, reside na forma inovadora como a informação é disponibilizada ao público, maioritariamente constituído por estudantes (65 por cento do total dos ingressos).

O percurso ao longo da história portuguesa contemporânea, política e constitucional, é mais fácil, e, acreditamos, mais lúdico, com o recurso a dispositivos electrónicos interactivos, como o «livro mágico» (segundo piso, parte final).

Esta componente tecnológica, articulada com uma vertente museológica mais tradicional, não é entendida como uma mais-valia por Diogo Gaspar. É, outrossim, um mecanismo, como tantos outros, de, mais eficazmente, dar a conhecer o universo que o museu se propõe visitar, diz Gaspar.

A exposição contempla sete pequenos núcleos distribuídos por dois pisos, dos quais destacamos o relativo aos presentes de Estado recebidos pela Presidência da República desde 1910 e um outro dedicado aos retratos dos diferentes presidentes, de Spínola a Soares, passando por Ramalho Eanes.

As actividades do MPR não se confinam às instalações sobranceiras ao Tejo, na Praça Afonso de Albuquerque. Só em Lisboa, estão patentes, até 23 de Dezembro, duas exposições: uma dedicada às primeiras-damas, no Palácio Pombal, ao Chiado; outra, na Galeria de pintura do rei D.Luís, no Palácio da Ajuda, que recria diferentes ambientes da residência oficial do Presidente da República.

Com 21 funcionários, o MPR vive sobretudo do mecenato. Mas existem outras fontes de rendimento, como a venda de livros (só até Fevereiro do próximo ano serão publicadas 28 obras monográficas com a chancela do museu); os produtos de merchandising disponíveis na loja (canetas, postais, camisolas, entre outros); as entradas cobradas e, ainda, as verbas oriundas do orçamento da Presidência.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 11:24 AM | Comentários (0)

dezembro 11, 2005

MORADORES DA ACTOR TABORDA PREOCUPADOS

Os moradores dos prédios situados na Rua Actor Taborda, em Lisboa, andam assustados. Desde que começaram as escavações no terreno onde se erguia a antiga Vila Almeida, na Rua Engenheiro Vieira da Silva, "as paredes e tectos das habitações começaram a abrir brechas", disse, ao JN, Mónica Morena, moradora no rés-do-chão do número 41. Os Sapadores Bombeiros já chegaram mesmo a "aconselhar a não utilização das cozinhas, casas-de-banho e varandas", adiantou, mostrando os danos causados pela construção do empreendimento da Turismadeira.

Os primeiro sinais dos estragos já são visíveis nas paredes das divisões mais afastadas do muro que divide o prédio do local da obra, isto é, na parte da casa que dá para a Rua Actor Taborda. Porém, à medida que se caminha na direcção do pequeno logradouro da habitação de Mónica Morena, o cenário agrava-se substancialmente. "Está tudo aberto", diz a moradora, apontando para a degradação dos tectos, paredes e pavimentos.

No pequeno quintal, já foram inclusivamente montados pilares de sustentação pelo empreiteiro que está a fazer a escavação (Rodio), no sentido de evitar o pior. Aliás, tem sido, de acordo com Mónica Moreno, "um engenheiro dessa empresa e os Sapadores Bombeiros os únicos a dar alguma resposta aos pedidos de ajuda dos moradores". Porque, garantiu, "até já fiz uma diligência junto do presidente da Câmara e não obtive qualquer resposta. E a Turismadeira também não diz nada".

Além do estado de alerta constante a que estão sujeitos, os moradores receiam que, no final das obras, ninguém se responsabilize pelos danos causados. "Era importante existir um documento camarário que nos garantisse que a Turismadeira terá de repor a normalidade nas habitações afectadas", argumentou Mónica Moreno.

Também Prazeres dos Reis, proprietária do terceiro andar, vive em constante sobressalto desde os primeiros dias de Setembro. "Os canos da cozinha rebentaram, o chão levantou e está tudo partido", disse ao JN, mostrando o buraco existente na parede da cozinha. Deixando cair os braços em sinal de desalento, Prazeres dos Reis acrescenta "Estamos desmotivados, e o que faz impressão é a Turismadeira manter-se distante disto tudo".

No andar de cima, o cenário é igualmente desolador. A residir no local há 54 anos, Joaquim Oliveira tem os tectos cheios de fita adesiva e o "coração muito apertado. Principalmente à noite", confessou.

Contactada pelo JN, fonte do gabinete do vereadora Gabriela Seara (Urbanismo) começou por explicar que a obra «se encontra na fase final de contenção periférica do terreno envolvente. Os empreiteiros têm autorização camarária para as escavações até à cave, mas para o piso menos zero ainda não».

Segundo a Câmara, a fiscalização camarária considera "não haver risco de ruína". Garante ainda que "o empreiteiro tem feito a monitorização das casas. Se acontecer alguma coisa é logo dado alerta". A zona que se encontra em pior situação "é a de um logradouro, de construção clandestina, no rés-do-chão do número 41". Só depois do projectado hotel estar construído é que "os danos serão avaliados. E, nessa altura, o dono da obra terá de dialogar com os proprietários", concluiu Isabel Athaíde.

Saliente-se que o Regimento de Sapadores Bombeiros já foi chamado várias vezes aos prédios da Rua Actor Taborda e que existem relatórios relativos a cada uma das vistorias. Além disso, há moradores que têm fotografado a evolução da situação.


Contactado, pelo JN, Manuel Justino, da Turismadeira - Construção Civil, Promoção de Empreendimentos Turísticos SA - começou por afirmar que "a primeira responsabilidade do que está a acontecer é da empresa que está a fazer a obra, a Rodio". Manuel Justino, tentou também furtar-se a qualquer resposta "Não sou o dono da Turismadeira, mas também não vou dar o nome ou contacto da pessoa que manda na empresa". O empresário acabou, no entanto, por garantir a reposição da normalidade: "Vamos reparar os danos que a obra causou nas casas dos prédios vizinhos". Apesar de tudo, argumentou,"os prédios são velhos e muitos deles degradaram-se mais por causa disso". Considerando "normal o que está a acontecer", Manuel Justino acrescentou que "se está a tentar fazer o melhor possível" e que "o empreiteiro está a acompanhar todo o processo".

Turismadeira garante repor normalidade no final da obra

Antecedentes

Vila Almeida

Vila foi construída em 1909 com o propósito de alojar os trabalhadores da antiga Empresa Metalúrgica Lisbonense Lda. Diz-se que a estrutura metálica do imóvel era da autoria de Gustav Eiffel.

Património

A antiga vila, classificada como de interesse municipal, esteve várias décadas sem qualquer intervenção até que foi comprada pela Turismadeira que ali pretendia construir um hotel.

Queixas

Famílias que ali habitavam queixavam-se da degradação do imóvel e dos "actos de vandalismo" que, alegavam, eram "praticados por pessoas ligadas à empresa" para acelerar a saída dos inquilinos.

Realojamentos

Inquilinos acabaram por ser realojados depois dos bombeiros terem declarado ruína iminente.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 08:27 PM | Comentários (0)

GUILHERME COSSOUL: 120 ANOS

A Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, escola por onde passaram actores como Henrique Viana ou Raul Solnado, inicia segunda-feira as comemorações do seu 120º aniversário, numa iniciativa que visa apelar à construção de uma nova sede.

Apesar de o aniversário ter ocorrido a 07 de Setembro, a direcção resolveu comemorá-la de 12 a 18 de Dezembro «por ser mais fácil reunir as pessoas» e para «chamar a atenção para a necessidade de uma nova sede», disse à Lusa Élio Luís, presidente da direcção da Guilherme Cossoul.

«A Guilherme Cossoul foi uma grande escola de Cultura em Portugal e pretende continuar a sê-lo, mas para isso precisa de uma nova sede», sublinhou Élio Luís, mencionado nomes como Jacinto Ramos, José Viana, Raul Solnado, Henrique Viana e Luís Alberto, entre outros, que «fazem parte da história da sociedade».

Uma nova sede que a direcção da sociedade vê como um sonho, mas que Élio Luís «espera concretizar», porque apesar de a associação estar em litígio com o proprietário do edifício, acalenta a «esperança» de que a Câmara de Lisboa «não deixe morrer a instituição».

A comemoração dos 120 anos da instituição inclui uma exposição retrospectiva e a leitura de textos do Nobel da Literatura 2005, Harold Pinter, cuja estreia em Portugal ocorreu naquele palco em 1963.

Raul Solnado e Henrique Viana - que «nasceram» para o teatro na Guilherme Cossoul, tal como o actor Luís Alberto, entre outros - participarão na iniciativa «Filocafé - Guilherme Cossoul 120 anos», a decorrer dia 14, a partir das 22:00, que conta com a presença de outras personalidades ligadas à sociedade.

«Uma verdadeira escola para o teatro e para a vida», foi como Raul Solnado e Henrique Viana definiram a Guilherme Cossul em declarações .

Fundada em 1885 por 47 músicos amadores, em homenagem ao compositor e maestro Guilherme Cossoul, que morrera cinco anos antes, foi o Grupo Dramático homónimo, criado em 1893 por José Jorge Silva e mais tarde continuado pelo pedagogo e autor teatral Raul dos Santos Braga, que a prestigiou.

Um prestígio que, após a experiência de renovação empreendida a partir de 1945 por Jacinto Ramos, José Viana, Varela Silva, Romeu Correia, José Terra e pelo arquitecto Conceição e Silva valeu à Guilherme Cossoul ser considerada «o princípio de tudo» no arranque do moderno teatro português.

«Conservatório da Esperança» foi o cognome dado à Guilherme Cossoul pelo crítico teatral Jorge de Faria e corroborado por Henrique Viana«, por estar localizada na Avenida D. Carlos I.

«Se sou actor, devo-o à Guilherme Cossoul, pois foi aí que comecei a minha carreira e a ela devo a minha formação como homem», disse Henrique Viana à Lusa, sublinhando a «camaradagem e o espírito de solidariedade» característicos da instituição.

Sócio da Guilherme Cossoul há 48 anos, com o número 8, Henrique Viana não esquece a sua «segunda casa, onde leu as grandes obras e os grandes autores», nem quando pisou o palco pela primeira vez.

«Amanhã há récita», de Varela Silva, foi a peça em que se estreou, juntamente com Luís Alberto, corria o ano de 1956.

Ainda como amador na Guilherme Cossoul integrou o elenco de «O dia seguinte», de Luís Francisco Rebello, e «Catão», de Almeida Garrett, até que «a grande senhora do teatro, Amélia Rey Colaço» o convidou para fazer um «teste» no Nacional D. Maria II.

«Ser actor profissional era algo que nunca me passara pela cabeça», enfatizou.

Também Raul Solnado «não esquece» a «paixão» que desde 1946 nutre pela instituição em frente da qual residia e que classifica como «um local de teatro de excelência», onde chegou a «lavar paredes, tectos e chão».

Um local de excelência que Jacinto Ramos ajudou a guindar à ribalta quando, em 1963, encenou a peça «O Monta-cargas», de Harold Pinter, numa tradução de Luís de Sttau Monteiro com cenários do pintor João Vieira, do conhecido Grupo do Café Gelo, que integrava criadores como Herberto Helder ou Mário Cesariny.

O facto de ter sido a Guilherme Cossoul a estrear Harold Pinter em Portugal é um dos motivos para os Artistas Unidos se associarem às comemorações com a leitura de textos do autor britânico este ano galardoado com o Nobel.

Uma sessão de curtas-metragens de realizadores portugueses (dia 13), «Músicas na Guilhas», com a participação de João Gil (dia 15), entre outros, e duas representações de «Casa de Mulheres», de Dacia Maraini, do grupo de teatro da sociedade, altaCena, (dias 16 e 17) e um almoço convívio encerram as comemorações dos 120 anos da Guilherme Cossoul.

Com um memorial onde pontuam nomes como Alina Vaz, Glícinia Quartin, Artur Semedo, Rogério Paulo, Carlos Avillez, Filipe Ferrer (na altura Filipe França), Carlos Néry, Fernanda Alves, Calvet da Costa, Bartolomeu Cid, Rogério Ribeiro, Lima de Freitas e João Veiga, a Guilherme Cossoul prepara-se agora para uma «viver uma nova fase».

«Uma nova fase que visa devolver à Guilherme Cossoul a força, importância e referência cultural que teve nos dois séculos anteriores», concluiu Élio Luís.

Fonte: Lusa

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CONSOADA DA ABRAÇO

A associação Abraço, que apoia pessoas infectadas ou afectadas pelo vírus da imunodeficiência humana, está a promover uma acção de recolha de alimentos para contribuir para a consoada das famílias por si apoiadas.

Intitulada «Consoada de Natal», esta iniciativa da Abraço desenvolve-se em Lisboa, Setúbal, Gaia e na Madeira. A associação apela à solidariedade dos portugueses no sentido de oferecerem os alimentos tradicionais desta época, nomeadamente o bacalhau, azeite, grão, fruta em calda, compotas, queijo e frutos secos, entre outros.

Os produtos deverão ser entregues nas instalações da Abraço nas diferentes localidades.

Fonte: Lusa

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dezembro 10, 2005

LUDOTECA DE NATAL

Está a funcionar desde o dia 8 de Dezembro uma Ludoteca de Natal na Praça da Figueira, um espaço lúdico-didáctico para crianças dos 4 aos 13 anos, organizado pelo Departamento de Educação e Juventude da CML, em colaboração com a Associação de Dinamização da Baixa Pombalina. A Ludoteca funciona todos os dias entre as 10h00 e as 19h00, até ao dia 23 de Dezembro.

Esta iniciativa possibilita que os pais que vão às compras na Baixa possam deixar os seus filhos em segurança, ocupando o tempo em actividades adequadas. Os jogos, as pinturas, as modelagens, os filmes, e algumas sessões especiais de expressão dramática, musical e dança, farão parte da animação que não deixará indiferentes as crianças que passem na Baixa durante esta época.


Fonte: CML

Publicado por jf em 03:37 PM | Comentários (0)

HOMENAGEM A JOÃO AMARAL

No dia 7 de Dezembro de 2005, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, realizou-se a cerimónia de lançamento do livro “João Amaral, In Memoriam”, que reúne textos inéditos do deputado comunista e presidente da Assembleia Municipal de Lisboa até à data da sua morte, Janeiro de 2003.

Esta cerimónia foi presidida por Carmona Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e contou com a presença de familiares e amigos de João Amaral, e de muitas personalidades da vida política nacional, como o Presidente da República, Jorge Sampaio, o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, a presidente da Assembleia Municipal, Paula Teixeira da Cruz, João Soares, Manuel Alegre, Francisco Louça, entre muitos outros.

Marcaram também presença, o vice-presidente Fontão de Carvalho, bem como os vereadores Pedro Feist, Sérgio Lipari, Manuel Maria Carrilho, Ruben de Carvalho, Rita Magrinho e Maria José Nogueira Pinto, e personalidades do mundo do espectáculo próximas de João Amaral, como Ruy de Carvalho.

Além de textos inéditos de João Amaral, este livro reúne diversos testemunhos de individualidades como o Presidente da República, Jorge Sampaio, Almeida Santos, Carmona Rodrigues, Carvalho da Silva, Manuel Alegre, Santana Lopes, João Soares, Francisco Louçã, entre outros.

O livro foi apresentado por Carlos Brito, amigo de longa data de João Amaral, que considerou esta obra como um “reencontro com o homem João Amaral, democrata e revolucionário desde a juventude, militante comunista clandestino, combatente da mudança e da renovação do PCP, e a par de tudo isto, o munícipe de Lisboa, que se apaixonou pela cidade, lutando pelas suas causas, um homem que não se contentava em explicar o mundo, que queria mudá-lo para melhor”.

Para o presidente da CML, Carmona Rodrigues, João Amaral “será sempre uma memória e uma saudade permanente, pela sua coragem, inconformismo e pela sua nobreza de carácter”. O autarca considera que o facto de ter sido empossado por João Amaral “eleva o sentido de responsabilidade destas minhas funções, porque foi uma pessoa que honrou esta cidade e a Câmara Municipal de Lisboa”.

O livro foi editado pela D. Quixote e vai estar à venda a partir do mês de Janeiro.

Fonte: CML

Publicado por jf em 03:36 PM | Comentários (0)

TERREIRO DO TRIGO SEM CARROS

A circulação de veículos vai ser proibida a partir da próxima segunda-feira na Rua do Terreiro do Trigo, em Alfama, Lisboa, devido a trabalhos na via, informou hoje a Câmara Municipal de Lisboa. Numa nota, a autarquia refere que o acesso de trânsito à Rua do Terreiro do Trigo vai estar vedado nos dois sentidos "por motivos de trabalhos de substituição de colectores". A proibição da circulação de veículos prolonga-se até 07 de Fevereiro do próximo ano, acrescenta a autarquia.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 03:30 PM | Comentários (0)

dezembro 09, 2005

MAIORIA GOSTA

Mais de 75% dos residentes na área metropolitana de Lisboa sente-se satisfeito de viver na capital portuguesa, embora igual percentagem sinta alguma insegurança, indica um estudo da União Europeia que avaliou as condições de vida em 258 cidades de 27 países europeus.

A auditoria às condições de vida urbana na Europa coloca Braga entre as melhores classificadas em termos da satisfação dos residentes de 31 cidades seleccionadas para este indicador de «percepção» de satisfação. Na cidade minhota, apenas uma pequena parte do último quartil discorda «fortemente, ou de alguma forma» que as condições de vida oferecidas pela cidade sejam satisfatórias.

Relativamente a Lisboa, a maioria dos residentes (mais de 75%) concorda «fortemente, ou de alguma forma» que é bom viver na capital, enquanto uma percentagem inferior ao último quartil da amostra discorda (muito ou em parte) que as condições de vida sejam satisfatórias em Lisboa.

Em termos de percepção da segurança, mais de 25% «raramente ou nunca» sente segurança, enquanto outros 50% sente insegurança «algumas vezes». Este total de mais de 75% de inseguros deixa menos de um quartil com a percepção de estar em permanente segurança.

O extenso estudo, divulgado pela direcção-geral de Política Regional da Comissão Europeia, pretende fornecer indicadores para eventuais comparações em função de 333 variáveis. Para esta auditoria foram consideradas 123 cidades com mais de 250 mil habitantes, e outras 135 com densidade entre 50 mil e 250 mil habitantes.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 12:52 PM | Comentários (0)

PRÉ-PUBLICAÇÃO

Uma das primeiras entradas do Olissipo foi uma sinopse histórica de Lisboa. Em breve publicarei uma história desenvolvida de Lisboa.

Publicado por jf em 10:06 AM | Comentários (0)

NATAL NO PRÍNCIPE REAL

Colares, pulseiras, chapéus, carteiras ou bonecos estão entre as centenas de peças criadas pela mão de mais de uma centena de artesãos que desde ontem integram a Feira de Natal do Príncipe Real, nas instalações do Centro de Cultura e Desporto dos Trabalhadores da Administração Fiscal.

Publicado por jf em 09:32 AM | Comentários (0)

EM SANTOS, ATÉ À MEIA-NOITE

As nove lojas do bairro lisboeta de Santos que recentemente criaram a associação de comerciantes Santos Design District (SDD), destinada a promover o comércio do mobiliário de marca e decoração no bairro, vão estar hoje de portas abertas das 12h até à meia-noite.

Além do horário alargado, as lojas afectas à SDD vão também ter "uma forma muito especial de receber os seus clientes". Cada uma delas apresentará diversos tipos de animação no seu interior, como encenações teatrais, concursos e cocktails.

"É uma forma diferente do habitual para receber os clientes", explica Inês Morais, consultora de comunicação da associação. As lojas que constituem o núcleo fundador da SDD são a Armani Casa, Ligne Roset, Boffi, Santos da Casa, Conceição Vasco Costa, Domo, Loja do Banho, Paris Sete, Steinwall, York House e A. da Costa Cabral.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 09:16 AM | Comentários (1)

O DISCURSO DO PORTO PIREU

O governo que estava em funções no princípio de 1840, tinha sido nomeado em 26 de Novembro de 1839, era dirigido pelo general José Lúcio Travassos Valdez, 1.º barão e 1.º conde de Bonfim, setembrista moderado, que tinha derrotado em Julho de 1837 a Revolta dos Marechais, e incluía no seu elenco Rodrigo da Fonseca Magalhães e António Bernardo da Costa Cabral.

Este período, que vai de 1839 até 1842, ano em que a Carta foi restaurada, por Costa Cabral, ficou conhecido pela Ordem, que foi uma tentativa bastante precária dos políticos centristas tentarem conter os radicais, no interior das instituições criadas pela Constituição de 1838.

Os radicais eram o grupo político que reclamava uma Constituição mais democrática, e que por isso defendiam (1) o alargamento do corpo eleitoral e a introdução de eleições directas; (2) a redução dos poderes do estado não electivos; (3) a limitação das prerrogativas reais, e (4) a clara subordinação do executivo ao Parlamento. A Constituição de 1838, não tinha dado resposta às suas preocupações, pois mantinha substancialmente da mesma maneira os poderes definidos pela Carta Constitucional.

Almeida Garret, deputado pela Ilha Terceira, e membro do partido setembrista, pretende mostrar aos radicais a necessidade do censo eleitoral, assim como da cooperação com a nova ordem vigente.

O discurso do Porto Pireu está aqui integralmente transcrito.

Publicado por jf em 09:04 AM | Comentários (0)

QUEM FOI ALMEIDA GARRETT

Nasceu no Porto, em 4 de Fevereiro de 1799 e morreu em Lisboa em 9 de Dezembro de 1854. Filho segundo do selador-mor da Alfândega do Porto, acompanhou a família quando esta se refugiou nos Açores, onde tinha propriedades, fugindo da segunda invasão francesa, realizada pelo exército comandado pelo marechal Soult que entrando em Portugal por Chaves se dirigiu para o Porto, ocupando-o.

Passou a adolescência na ilha Terceira, tendo sido destinado à vida eclesiástica, devendo entrar na Ordem de Cristo, por intercedência do tio paterno, Frei Alexandre da Sagarada Família, bispo de Malaca e depois de Angra.

Em 1816, tendo regressado a Portugal, inscreveu-se na Universidade, na Faculdade de Leis, sendo aí que entrou em contacto com os ideais liberais. Em Coimbra, organiza uma loja maçónica, que será frequentada por alunos da Universidade como Manuel Passos. Em 1818, começa a usar o apelido Almeida Garrett, assim como toda a sua família.

Participa entusiasticamente na revolução de 1820, de que parece ter tido conhecimento atempado, como parece provar a poesia As férias, escrita em 1819. Enquanto dirigente estudantil e orador defende o vintismo com ardor escrevendo um Hino Patriótico recitado no Teatro de São João. Em 1821, funda a Sociedade dos Jardineiros, e volta aos Açores numa viagem de possível motivação maçónica. De regresso ao Continente, estabelece-se em Lisboa, onde continua a publicar escritos patrióticos. Concluindo a Licenciatura em Novembro deste ano.

Em Coimbra publica o poema libertino O Retrato de Vénus, que lhe vale ser acusado de materialista e ateu, assim como de «abuso da liberdade de imprensa», de que será absolvido em 1822. Torna-se secretário particular de Silva Carvalho, secretário de estado dos Negócios do Reino, ingressando em Agosto na respectiva secretaria, com o lugar de chefe de repartição da instrução pública. No fim do ano, em 11 de Novembro, casa com Luísa Midosi.

A Vilafrancada, o golpe militar de D. Miguel que, em 1823, acaba com a primeira experiência liberal em Portugal, leva-o para o exílio. Estabelece-se em Março de 1824 no Havre, cidade portuária francesa na foz do Sena, mas em Dezembro está desempregado, o que o leva a ir viver para Paris. Não lhe sendo permitido o regresso a Portugal, volta ao seu antigo emprego no Havre. Em 1826 está de volta a Paris, para ir trabalhar na livraria Aillaud. A mulher regressa a Portugal.

É amnistiado após a morte de D. João VI, regressando com os últimos emigrados, após a outorga da Carta Constitucional, reocupando em Agosto o seu lugar na Secretaria de Estado. Em Outubro começa a editar «O Português, diário político, literário e comercial», sendo preso em finais do ano seguinte. Libertado, volta ao exílio em Junho de 1828, devido ao restabelecimento do regime absoluto por D. Miguel. De 1828 a Dezembro de 1831 vive em Inglaterra, indo depois para França, onde se integra num batalhão de caçadores, e mais tarde, em 1832, para os Açores integrado na expedição comandada por D. Pedro IV. Nos Açores transfere-se para o corpo académico, sendo mais tarde chamado, por Mouzinho da Silveira, para a Secretaria de Estado do Reino.

Participa na expedição liberal que desembarca no Mindelo e ocupa o Porto em Julho de 1832. No Porto, é reintegrado como oficial na secretaria de estado do Reino, acumulando com o trabalho na comissão encarregada do projecto de criação do Códigos Criminal e Comercial. Em Novembro parte com Palmela para uma missão a várias cortes europeias, mas a missão é dissolvida em Janeiro e Almeida Garrett vence abandonado em Inglaterra, indo para Paris onde se encontra com a mulher. Só com a ocupação de Lisboa em Julho de 1833, consegue apoio para o seu regresso, que acontece em Outubro. Em Novembro é nomeado secretário da comissão de reforma geral dos estudos. Em Fevereiro do ano seguinte é nomeado cônsul-geral e encarregado de negócios na Bélgica, onde chega em Junho, mas é de novo abandonado pelo governo. Regressa a Portugal em princípios de 1835, regressando ao seu posto em Maio. Estava em Paris, em tratamento, quando foi substituído sem aviso prévio na embaixada belga. Nomeado embaixador na Dinamarca, é demitido antes mesmo de abandonar a Bélgica.

Estes sucessivos abandonos por parte dos governos cartistas, levam-no a envolver-se com o Setembrismo, dando assim origem à sua carreira parlamentar. Logo em 28 de Setembro de 1836 é incumbido de apresentar uma proposta para o teatro nacional, o que faz propondo a organização de uma Inspecção-Geral dos Teatros, a edificação do Teatro D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática. Os anos de 1837 e 1838, são preenchidos nas discussões políticas que levarão à aprovação da Constituição de 1838, e na renovação do teatro nacional.

Em 20 de Dezembro é nomeado cronista-mor do Reino, organizando logo no princípio de 1839 um curso de leituras públicas de História. No ano seguinte o curso versa a «história política, literária e científica de Portugal no século XVI».

Em 15 de Julho de 1841 ataca violentamente o ministro António José d'Ávila, num discurso a propósito da Lei da Décima, o que implica a sua passagem para a oposição, e o leva à demissão de todos os seus cargos públicos. Em 1842, opõem-se à restauração da Carta proclamada no Porto por Costa Cabral. Eleito deputado nas eleições para a nova Câmara dos Deputados cartista, recusa qualquer nomeação para as comissões parlamentares, como toda a esquerda parlamentar. No ano seguinte ataca violentamente o governo cabralista, que compara ao absolutista.

É neste ano de 1843 que começou a publicar, na Revista Universal Lisbonense, as Viagens na Minha Terra, descrevendo a viagem ao vale de Santarém começada em 17 de Julho. Anteriormente, em 6 de Maio, tinha lido no Conservatório Nacional uma memória em que apresentou a peça de teatro Frei Luís de Sousa, fazendo a primeira leitura do drama.

Continuando a sua oposição ao Cabralismo, participa na Associação Eleitoral, dirigida por Sá da Bandeira, assim como nas eleições de 1845, onde foi um dos 15 membros da minoria da oposição na nova Câmara. Em 17 de Janeiro de 1846, proferiu um discurso em que considerava a minoria como representante da «grande nação dos oprimidos», pedido em 7 de Maio a demissão do governo, e em Junho a convocação de novas Cortes.

Com o despoletar da revolução da Maria da Fonte, e da Guerra Civil da Patuleia, Almeida Garrett que apoia o movimento, tem que passar a andar escondido, reaparecendo em Junho, com a assinatura da Convenção do Gramido.

Com a vitória cartista e o regresso de Costa Cabral ao governo, Almeida Garrett é afastado da vida política, até 1852. Em 1849, passa uma breve temporada em casa de Alexandre Herculano, na Ajuda. Em 1850, subscreve com mais de 50 outras personalidades um Protesto contra a Proposta sobre a Liberdade de Imprensa, mais conhecida por «lei das rolhas». Costa Cabral nomeia-o, em Dezembro, para a comissão do monumento a D. Pedro IV

Com o fim do Cabralismo e o começo da Regeneração, em 1851, Almeida Garrett é consagrado oficialmente. É nomeado sucessivamente para a redacção das instruções ao projecto da lei eleitoral, como plenipotenciário nas negociações com a Santa Sé, para a comissão de reforma da Academia das Ciências, vogal na comissão das bases da lei eleitoral, e na comissão de reorganização dos serviços públicos, para além de vogal do Conselho Ultramarino, e de estar encarregado da redacção do que irá ser o Acto Adicional à Carta. Em 25 de Junho é agraciado com o título de Visconde, em duas vidas.

Em 1852 é eleito novamente deputado, e de 4 a 17 de Agosto será ministro dos Negócios Estrangeiros. A sua última intervenção no Parlamento será em Março de 1854 em ataca o governo na pessoa de Rodrigo de Fonseca Magalhães.

Morre devido a um cancro de origem hepática, tendo sido sepultado no Cemitério dos Prazeres.

Publicado por jf em 09:02 AM | Comentários (0)

09 DE DEZEMBRO DE 1854

Morre o escritor e político português Almeida Garrett, defensor do Liberalismo, promotor da reforma do ensino artístico, fundador do Conservatório Nacional e do Teatro D.Maria II.

Publicado por jf em 08:59 AM | Comentários (0)

dezembro 08, 2005

DE LISBOA AO MARANHÃO

A operadora turística TerraBrasil, participada pelo grupo Pestana, vai iniciar um voo charter semanal entre Lisboa e São Luís, capital do estado brasileiro do Maranhão, foi hoje divulgado.

Os voos serão semanais, com saída de Lisboa, a partir do próximo ano, segundo avançou o secretário de Turismo do Estado do Maranhão, Aírton Abreu, em declarações à imprensa brasileira.

AA operadora turística portuguesa já opera voos em três capitais da região Nordeste do Brasil, nomeadamente Natal (Rio Grande do Norte), Fortaleza (Ceará) e Salvador (Bahia).

Actualmente, Portugal é o quinto maior emissor de turistas estrangeiros para o Brasil, apenas atrás da Argentina, Estados Unidos, Alemanha e Uruguai. No ano passado, dos 4.090 milhões de turistas estrangeiros que visitaram o Brasil, 228.153 eram portugueses. A projecção oficial é que o Brasil receberá 4,7 milhões de turistas estrangeiros em 2005, um aumento de 15 por cento face ao ano passado.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 04:42 PM | Comentários (0)

REGO QUER MELHORES TRANSPORTES (1)

A senhora da padaria, o empregado do talho, a funcionária da tabacaria e um grupo de reformados do Bairro do Rego uniram-se num movimento cívico para melhorar a qualidade de vida naquela zona lisboeta, maioritariamente pobre e envelhecida.

Depois de terem conseguido uma estação de correios e um Centro de Dia, os moradores do bairro estão agora empenhados numa nova luta:

a instalação de painéis electrónicos informativos nas paragens dos autocarros, a alteração do percurso da carreira 31 e a paragem no bairro dos autocarros 54 ou 55.

Com os esforços de todos, o movimento conseguiu em apenas 15 dias recolher mais de 1.600 assinaturas pela causa.

De pastas debaixo do braço, os septuagenários Virgílio Pardal e Américo Saraiva calcorrearam, esta semana, a cidade para fazer chegar o abaixo-assinado às mãos do presidente da Câmara, da Administração da Carris, dos responsáveis do Ministério das Obras Públicas, dos deputados da Assembleia Municipal e dos vogais da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima.

"Aqui no bairro só passa a carreira 31 que antigamente ia até ao Rossio. Entretanto, o percurso foi reduzido até aos Restauradores e agora termina na Praça de Espanha. Uma das nossas exigências é que o percurso volte a terminar nos Restauradores", contou à agência Lusa Américo Saraiva.

Publicado por jf em 04:40 PM | Comentários (0)

REGO QUER MELHORES TRANSPORTES (2)

Para os moradores, "na maioria idosos e com graves dificuldades financeiras", o actual trajecto do 31 obriga os utentes a mudar de autocarro mais de uma vez até chegar ao destino, além de representar um aumento do custo da viagem para os que não têm passe, recordou Américo Saraiva.

No rol das reivindicações dos residentes, já habituados a estas lutas, consta ainda a instalação de painéis informativos em algumas das paragens.

"Nunca sabemos a que horas vai chegar a carreira, porque basta um carro a impedir a circulação para ficarmos horas à espera. Muitas vezes acabamos por ir a pé", acrescentou Virgílio Pardal.

Nos últimos anos, o bairro cresceu e recebeu novos habitantes graças à "transformação" de pequenas vivendas em altos edifícios e à construção de habitações municipais para realojar quem vivia em barracas.

Com os novos moradores vieram também os automóveis que gradualmente foram ocupando parques de estacionamento, passeios e até as estradas, transformando o bairro num "verdadeiro pandemónio".

Publicado por jf em 04:39 PM | Comentários (0)

REGO QUER MELHORES TRANSPORTES (3)

"Há ruas onde já se tornou um hábito estacionar em segunda fila na faixa de rodagem", lamentou por seu turno Américo Saraiva, sublinhando que o estacionamento irregular impede a circulação dos transportes públicos.

Para os signatários, a "simples" instalação de painéis electrónicos em algumas das 16 paragens existentes entre o Bairro do Rego e a Praça de Espanha seria uma "ajuda preciosa".

Os moradores pedem ainda que a carreira 54, que liga o Campo Pequeno a Alfragide, faça uma paragem na Avenida das Forças Armadas, entre a Embaixada dos Estados Unidos da América e o Hotel Metropolitan, uma reivindicação que facilitaria também a vida aos turistas.

"Não imagina a quantidade de estrangeiros que saem do hotel e andam às aranhas sem ver um único transporte para se deslocarem. Nem parece que vivemos num país europeu do século XXI", criticou Américo Saraiva.

Publicado por jf em 04:37 PM | Comentários (0)

REGO QUER MELHORES TRANSPORTES (4)

A utilização das paragens do 31 pelo autocarro 54 ou 55 é a outra exigência feita no abaixo-assinado, para que "o Rego passe a ter uma maior frequência de transportes".

Esta é a nova luta dos moradores do Bairro do Rego que acreditam que não vão sair derrotados, depois da vitória na guerra pela construção de uma "excelente" estação de correios e de um Centro de Dia, que este mês começou a oferecer refeições.

"Se as entidades oficiais não avançam, então avança o povo. E o povo somos nós, que não desistimos de lutar pelos nossos interesses enquanto cidadãos", concluiu Américo Saraiva.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 04:36 PM | Comentários (0)

BLACK EYED PIE NO ATLÂNTICO

Os norte-americanos Black Eyed Peas trazem hoje a Lisboa pela terceira vez este ano o seu hip-hop misturado com ritmos latinos e funk, apresentando-se ao vivo no Pavilhão Atlântico, com primeira parte dos Flipsyde.

Depois de uma estreia no festival Super Bock Super Rock e de uma actuação breve nos prémios da MTV Europa em Novembro, também no Pavilhão Atlântico, onde ganharam o prémio para Melhor Artista Pop, este é o primeiro concerto em nome próprio dos Black Eyed Peas em Portugal.

"Monkey Business" é o último álbum do grupo, cujo núcleo duro é composto por Fergie, Will.I.Am, Apl.de.Ap, e Taboo, mas que ao vivo se apresenta com uma série de instrumentistas, sempre em clima de festa.

"Don't Phunk With My Heart" ou "Where Is The Love" são alguns dos êxitos da banda, que se formou em Los Angeles no final dos anos 90 e conquistou popularidade com o seu terceiro registo, "Elephunk".

"Monkey Business" é o quarto álbum de estúdio, contando com convidados como James Brown e Sting.

Na primeira parte do espectáculo actuarão os Flipsyde, cuja base sonora é também o hip-hop.

Os bilhetes para o concerto, com começo marcado para as 20:00, custam entre 24 e 34 euros.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 04:20 PM | Comentários (0)

A LER

O Convento de N. Sra. das Portas do céu, por sfig, no Telheirasvirtual.
Tesouros Escondidos: a igreja da Pena, no Cidadania Lx.
O Restelo em 1940, por ramos, em A Xafarica.

Publicado por jf em 04:17 PM | Comentários (0)

O RAPTO DO SERRALHO ESTREIA AMANHÃ

O Teatro Nacional de São Carlos estreia na sexta-feira a ópera "O Rapto do Serralho", de Wolfgang Amadeus Mozart, numa produção do encenador Giorgio Strehler, falecido em 1997.

Ópera de Mozart sobe ao palco numa produção do encenador Giorgio Strehler, falecido em 1997.

A ópera "O Rapto do Serralho", em três actos com libreto de Gottlieb Stephanie, estreia sexta-feira às 20:00 horas, seguindo-se apresentações nos dias 11, 13, 15 e 17.

A direcção musical da ópera está a cargo de Júlia Jones e Mattia Testi é responsável pela encenação, que repõe a produção de Giorgio Strehler.

"O Rapto do Serralho" estreou a 16 de Julho de 1782 no Burgtheater de Viena, na Áustria, tendo sido apresentada pela primeira vez em Portugal no Teatro Nacional de São Carlos a 24 de Fevereiro de 1953.

A obra foi elaborada por Mozart sob a forma de "singspiel", género que alterna o canto com os diálogos falados.

Na ópera, cuja acção se desenrola na Turquia, Mozart aborda temas como a paixão e a clemência.

"O Rapto do Serralho" narra a história de Belmonte, um nobre espanhol, que desembarca na costa turca em busca da noiva Konstanze, raptada por piratas juntamente com a sua criada Blonde.

Konstanze, Blonde e o noivo desta Pedrillo foram vendidos como escravos ao Paxá Selim, do qual permanecem reféns no início da ópera.

Durante o cativeiro, e enquanto Selim e Osmin, o guarda do serralho, cortejam Konstanze e Blonde, Belmonte com ajuda de Pedrillo consegue entrar no palácio.

Após o reencontro e reconciliação dos dois apaixonados, Konstanze e Belmonte são travados na fuga por Osmin.

No final, num verdadeiro acto de clemência, o Paxá Selim ordena a libertação dos prisioneiros e deixa-os partir.

O elenco que "vai dar vida" a "O Rapto do Serralho" reúne alguns dos mais reconhecidos intérpretes internacionais do panorama lírico.

Em palco vão estar a soprano Iride Martinez (Konstanze), o tenor Bruce Ford (Belmonte), o baixo Bjarni Thor Kristinsson, a soprano Whal Ran Seo, o actor Karl-Heinz Macek (Paxá Selim), o jovem tenor português Mário João Alves e Marco Melini (criado mudo).

A produção conta ainda com a participação da Orquestra Sinfónica Portuguesa e do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, que serão dirigidos pelo maestro titular Giovanni Andreoli.


Fonte: Portugal Diário

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08 DE DEZEMBRO DE 1792

Começava a construção do Teatro de S.Carlos.

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08 DE DEZEMBRO DE 1720

Gravura de Vieira Lusitano para a Academia Real de História Portuguesa

Foi fundada em Lisboa, por decreto de D. João V, de 8 de Dezembro de 1720, sendo inspirada a fundação por D. Manuel Caetano de Sousa. Estabeleceu-se numa das salas do palácio dos duques de Bragança. Os estatutos foram confirmados por decreto de 4 de Janeiro de 1721, e neles se ordenava que houvesse 50 académicos de número, os quais se encarregavam de escrever a História eclesiástica, militar e civil do país. A divisa da Academia Real de História Portuguesa era a frase latina restituet omnia. As publicações deste instituto eram isentas de qualquer censura que não fosse a dos seus 4 censores privativos.

Em 1736, começou esta academia em decadência, qté que terminou de todo, Entre os seus sócios contavam-se muitos homens notáveis: D. Manuel Caetano de Sousa, os marqueses de Abrantes, de Alegrete, de Fronteira, de Valença, o conde da Ericeira, D. António Caetano de Sousa, Manuel Teles da Silva, Diogo Barbosa Machado, Alexandre Ferreira, Jerónimo Contador Argote, Raphael Bluteau, Padre António dos Reis, etc. Esta academia deixou uma colecção de 15 vol. (1721-1736) de memórias e documentos, e muitas outras dos seus sócios, entre as quais a História de Malta, por Frei Lucas de Santa Catarina; Memórias de D. Sebastião, por Diogo Barbosa Machado; História dos Templários, por Alexandre Ferreira; História cronológica da casa real, por D. António Caetano de Sousa, as obras de Bluteau, etc.

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O PESSOAL CURTE MESMO A TELA

Lisboa é das cidades europeias onde mais se vai ao cinema.

Lisboa é das cidades europeias onde mais se aprecia a "sétima arte", com cada residente a ir em média quase 10 vezes por ano ao cinema, revela um estudo hoje divulgado em Bruxelas pela Comissão Europeia.

Em contrapartida, os lisboetas vão, em média, menos de uma vez por ano ao teatro, o que deixa a capital portuguesa no 73º lugar da lista.

Estes dados estão incluídos na "Auditoria Urbana 2005 - indicadores chave sobre as condições de vida nas Cidades Europeias", um levantamento dos mais diversos indicadores sobre a qualidade de vida em 258 cidades dos 25 Estados-membros da União Europeia - entre as quais oito portuguesas -, e ainda da Roménia e da Bulgária.

De acordo com os dados (quase todos do ano de 2001) compilados pela Direcção-Geral de Política Regional, referentes à cultura e recreação, os lisboetas vão em média 9,29 vezes por ano ao cinema, o que coloca a capital portuguesa no quarto lugar de um "ranking" liderado pela cidade do Luxemburgo (16,47 idas ao cinema), seguido de Paris (13,63) e Liége, na Bélgica (11,27).

A segunda cidade portuguesa, das oito incluídas no estudo, onde há mais o hábito de ir ao cinema é o Funchal (média de 4,17), que curiosamente tem uma maior oferta do que Lisboa em termos de capacidade (26,21 cadeiras por 1.000 residentes, contra 22,98 da capital).

De acordo com estes dados, os portuenses vão às salas de cinema apenas 1,40 vezes por ano, em média, o que coloca o Porto no 139º lugar da lista.

Já no que respeita ao teatro, em média os lisboetas vão assistir a uma peça apenas 0,61 vezes por ano, e os portuenses 0,32 vezes, o que coloca Lisboa e Porto respectivamente nos 73º e 110º lugares do "ranking", encabeçado pela cidade belga de Liège (6,97).

Relativamente a visitas aos museus, Lisboa volta a surgir no "top-10" da lista, em concreto na sétima posição, com uma média de 6,05 visitas/ano por residente, e o Porto surge no 47º lugar, com uma média de 2,21 visitas.

A nível de literatura, Lisboa e Porto surgem entre as 10 cidades da União Europeia com um maior número de bibliotecas públicas - Lisboa, com 339, surge na segunda posição, apenas atrás de Londres, e o Porto, com 113, na sexta -, e Coimbra no 13º lugar, com 80.


Fonte: Lusa

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dezembro 07, 2005

LIÇÃO DA NOITE

Nem todos os diabos vencem em todos os infernos.

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GLÓRIA


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FESTA

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SITUAÇÃO DA HEMEROTECA VEM DETRÁS

A degradação do Palácio Marquês de Tomar há muito que exige atenção por parte das entidades competentes, designadamente da Câmara de Lisboa. Já em 2003, Álvaro Matos, coordenador da Hemeroteca, afirmava, ao JN, que além da cobertura que tinha sido colocada para evitar o aumento dos problemas, eram consideradas prioritárias acções mais profundas e eficazes contra as maleitas que afectam o edifício.

Segundo aquele responsável, as obras na cobertura do imóvel permitiriam a instalação e entrada em funcionamento de um laboratório de restauro e conservação, uma valência tida como fundamental dado o facto de existirem muitas publicações que necessitam de particular atenção.

Álvaro Matos garantiu ainda que "já se estava a trabalhar na área dos primeiros socorros". Uma das hipóteses seria "a constituição de um depósito de retaguarda, de preferência perto do palácio, e o investimento em suportes alternativos como a microfilmagem e digitalização das publicações, nomeadamente das que necessitam ser mais preservadas".

Já em Março deste ano, numa visita ao Bairro Alto, o actual presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, inscreveu no seu rol de intenções a instalação da Hemeroteca no Palácio dos Condes da Atalaia. Concretizada a transferência do acervo e serviços, o Palácio dos Marqueses de Tomar (Hemeroteca) seria alvo de uma intervenção profunda, com vista ao seu funcionamento futuro. A.F

Fonte: Jornal de Notícias

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HEMEROTECA FECHOU

O risco de derrocada do palácio do Bairro Alto onde se encontra fez encerrar ontem a Hemeroteca de Lisboa, que é a segunda maior biblioteca de publicações periódicas do país. Uma peritagem a efectuar hoje traçará um diagnóstico definitivo sobre a necessidade de o edifício permanecer encerrado por razões de segurança.

Com uma média de 130 a 140 utilizadores por dia, a hemeroteca - que disponibiliza jornais, revistas e outros periódicos desde 1715 até aos dias de hoje - já nem sequer devia estar no velho Palácio Marquês de Tomar. Mas atrasos de vária ordem nas obras do edifício do jornal Record, para onde devia ter mudado há dois meses, fazem com que os 500 mil volumes de publicações que compõem o acervo da instituição estejam em risco de ficar sem casa.

Paradas há cerca de três meses, as obras no antigo Record, na Rua da Atalaia, também no Bairro Alto, só ficarão prontas daqui a um ano, na melhor das hipóteses. Os trabalhos de reforço da estrutura do edifício, destinados a prepará-lo para a pesada tarefa de acolher parte do acervo da hemeroteca, ainda nem sequer começaram. Farão parte de uma segunda empreitada, cujo concurso não foi ainda lançado. A Câmara de Lisboa, de que a instituição depende, não sabe explicar por que razão foi interrompida a obra que se encontrava em curso.

Os seus frequentadores não vão ter de esperar um ano ou mais para voltarem a poder consultar jornais e revistas antigos caso a peritagem de hoje - que será efectuada por engenheiros da autarquia - decida o encerramento do palácio ao público, assegura o director da Hemeroteca de Lisboa, Álvaro Matos.

Parte das publicações aqui disponíveis podem também ser consultadas na Biblioteca Nacional, no Campo Grande. Por outro lado, existe a possibilidade de os jornais e revistas requisitadas pelos leitores passarem a ser consultados noutras bibliotecas municipais da cidade, enviados para ali pela hemeroteca. A consulta só poderá, no entanto, ocorrer 24 a 48 horas após o pedido ser feito.

Mau tempo potenciou riscos

Foi nesta segunda-feira que os responsáveis da hemeroteca detectaram novas e preocupantes fissuras no já degradado Palácio Marquês de Tomar. Nalgumas paredes, os testemunhos ali colocados - peças habitualmente postas sobre as rachas dos edifícios para detectar eventual perigo de desmoronamento - apresentavam-se deslocados, embora não estivessem partidos. Segundo um comunicado da Câmara de Lisboa, para isso terão contribuído as condições climatéricas que se fizeram sentir nas últimas semanas.

"Por razões de segurança, e para evitar danos materiais e pessoais, o pelouro da Cultura determinou o encerramento temporário da hemeroteca", explica o documento. "A decisão decorre de uma avaliação feita pelos Sapadores Bombeiros. O diagnóstico preliminar indica a possibilidade de uma derrocada iminente de parte das áreas públicas e de depósito do edifício."

Quando a hemeroteca se mudar finalmente para a Rua da Atalaia, de onde só sairá depois de o palácio estar completamente recuperado, o que demorará vários anos, os leitores terão vida dificultada. O edifício do Record não tem capacidade suficiente para albergar todo o acervo da instituição, pelo que só estarão disponíveis para consulta imediata as publicações habitualmente mais requisitadas. As restantes colecções ficarão armazenadas noutro local e a sua leitura terá de ser pedida com antecedência.

Fonte: Público on line

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DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIAS COM NOVA PROPOSTA

O presidente da Câmara de Lisboa, António Carmona Rodrigues, propõe hoje em reunião extraordinária do executivo uma nova delegação de algumas competências urbanísticas, nomeadamente o licenciamento de projectos até 40 mil metros quadrados.

As competências voltam, pela quarta vez, a ser debatidas pelos vereadores, depois de a oposição, que tem maioria no executivo, ter rejeitado delegar no presidente algumas matéria relativas a urbanismo.

PS, CDU, Bloco de Esquerda e CDS-PP pretendiam assim manter na Câmara as competências para o licenciamento de loteamentos e grandes projectos, mas Carmona Rodrigues (PSD) acusou a oposição de deixar a autarquia "ingerível".

Segundo o executivo social-democrata, nem o presidente nem qualquer vereador ficaram com competências para licenciar pequenas obras, como alterações no interior de casas, cabendo estas decisões ao colégio de vereadores.

Na última reunião da Câmara de Lisboa, na passada quarta- feira, a vereadora Gabriela Seara, que auxilia o presidente no urbanismo, apresentou 92 propostas relativas a pequenas obras.

CDU e BE apresentaram na mesma reunião novas delegações de competências urbanísticas, que pretendiam atribuir ao presidente a capacidade de licenciar pequenas intervenções, mas as propostas não chegaram a dar entrada, o que não impediu, no entanto, uma discussão prolongada sobre o assunto.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:02 AM | Comentários (0)

dezembro 06, 2005

BUSCAS NA CML

A Câmara Municipal de Lisboa está a ser alvo de buscas pela Polícia Judiciária, estando os inspectores a revistar os departamentos do Urbanismo e Património, no Campo Grande. Em causa estão os negócios do Parque Mayer e da Feira Popular.

A notícia foi avançada pela SIC, que adianta estarem também a sofrer buscas os escritórios da Bragaparques.

Fonte: Expresso on line

Publicado por jf em 08:00 PM | Comentários (0)

FEIRA POPULAR TAMBÉM INVESTIGADA

A Câmara de Lisboa está a ser investigada pela Polícia Judiciária pela venda dos terrenos da Feira Popular à empresa Bragaparques. A PJ já efectuou buscas aos departamentos do Urbanismo e do Património da autarquia, situados no Campo Grande, bem como aos escritórios da empresa, em Braga e em Lisboa.

De acordo com a SIC Notícias, a investigação em curso teve início este Verão, após denúncias de vereadores da oposição na autarquia sobre alegados crimes de corrupção, tráfico de influências e abuso de poder na venda dos terrenos, que terão lesado o erário público. Não foram ainda apontados quaisquer suspeitos neste caso.

Em causa esteve a compra pela empresa Parque Mayer, detida pela sociedade bracarense Bragaparques, de um lote de terreno da antiga Feira Popular por 61,95 milhões de euros, em hasta pública.

No passado dia 15 de Julho, a Câmara de Lisboa leiloou 59 mil metros quadrados dos terrenos de Entrecampos, com a base de licitação de 56 milhões de euros, que foram arrematados pela empresa P. Mayer Investimentos Imobiliários, que já tinha adquirido, por permuta, outros 61 mil metros quadrados do terreno.

A empresa trocou os 50 mil metros quadrados de terreno que detinha no Parque Mayer, junto à Avenida da Liberdade, pelo terreno de 61 mil metros quadrados de Entrecampos, propriedade da autarquia.

As seis empresas que compareceram a leilão apresentaram propostas de licitação que variaram entre os 57 milhões de euros e os 69,1 milhões de euros, mas esta última acabou por ser retirada pela própria empresa depois de ter sido tornada pública juntamente com as restantes ofertas.

Depois desta decisão, a oferta mais elevada passou a ser a apresentada pela empresa João Bernardino, no valor de 61,95 milhões de euros, que assim arrematou a compra. No entanto, a empresa Parque Mayer, que tinha apresentado a oferta mais baixa, acabou por exercer o direito de preferência por já ser proprietária da outra parcela do terreno.

O advogado José Sá Fernandes liderou a contestação ao negócio decidido por Carmona Rodrigues, que na altura ainda não assumia a presidência da Câmara, alegando que a venda tinha lesado o erário público em sete milhões de euros.

Pouco depois, a Assembleia Municipal de Lisboa entregou para análise o dossier relativo à hasta pública dos terrenos da Feira Popular à Procuradoria-Geral da República, Tribunal de Contas e Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT). O então presidente da autarquia, Santana Lopes, em resposta às críticas sobre a venda dos terrenos, decidiu igualmente enviar o processo para as três entidades. Por sua vez, o IGAT decidiu enviar o processo para tribunal. Aguarda-se ainda uma resposta judicial.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 07:58 PM | Comentários (0)

CML DIZ-SE TRANQUILA

A Câmara de Lisboa (CML) e a Bragaparques confirmaram hoje que a Polícia Judiciária está a investigar a permuta dos terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular, mas manifestaram-se «tranquilas» quanto à legalidade do processo.

A televisão SIC noticiou hoje que inspectores da Polícia Judiciária de Lisboa estiveram nos departamentos do Urbanismo e do Património da Câmara de Lisboa e nos escritórios da Bragaparques, em Braga.

Numa conferência de imprensa realizada hoje à tarde nos Paços do Concelho, o vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, confirmou a notícia e considerou «normalíssimo que a Polícia Judiciária venha agora investigar» o processo.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 07:53 PM | Comentários (0)

PJ INVESTIGA PARQUE MAYER

PCP e Bloco de Esquerda aplaudiram hoje a realização de investigações pela Polícia Judiciária (PJ) à hasta pública dos terrenos da Feira Popular e à permuta com o Parque Mayer, processos que consideram "lesivos" para Lisboa.

Vereador do Bloco de Esquerda considera que investigação vai permitir uma maior «transparência, seja o resultado que for». Em declarações à Lusa, o vereador do Bloco de Esquerda (BE) no executivo lisboeta, José Sá Fernandes, afirmou-se "satisfeito" com esta diligência da PJ, considerando que vai permitir uma maior "transparência, seja o resultado que for".

Também Carlos Chaparro, da direcção da organização regional de Lisboa do PCP, defendeu que "todas as diligências são positivas para a cidade".

O vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, e a Bragaparques, antiga proprietária dos terrenos do Parque Mayer, em Lisboa, confirmaram hoje que a PJ está a investigar a permuta dos terrenos e a hasta pública, mas manifestaram-se "tranquilas" quanto à legalidade do processo.

Em causa está a permuta dos terrenos privados do Parque Mayer com parte dos terrenos municipais da Feira Popular, em Entrecampos, que passaram para a posse da Bragaparques, segundo uma proposta do então presidente do município, Carmona Rodrigues, aprovada na Assembleia Municipal de Lisboa (AML) por maioria, apenas com os votos contra do PCP e dos Verdes.

A Bragaparques passou a deter a totalidade da área anteriormente ocupada pelo parque de diversões, depois de ter exercido direito de preferência na hasta pública, realizada em Julho, para adquirir a parte restante dos terrenos de Entrecampos.

Na altura, a oposição e a AML contestaram o negócio, alegando não ter aprovado qualquer direito de preferência à Bragaparques.

O advogado José Sá Fernandes, actual vereador na autarquia apoiado pelo Bloco de Esquerda (BE), pediu a anulação da hasta pública e da permuta de terrenos.

A CDU fez, no dia 01 de Agosto, participações ao Tribunal Administrativo de Lisboa e à directoria da PJ.

Também o anterior presidente da AML, Modesto Navarro, anunciou a intenção de pedir a fiscalização do processo, mas o então presidente do município, Pedro Santana Lopes, antecipou-se, pedindo à Procuradoria-Geral da República (PGR), Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT) e Tribunal de Contas que investigassem o processo.

"Temos informação de que na base desta acção da PJ possam estar as nossas participações", disse hoje à Lusa Carlos Chaparro.

Carlos Chaparro considera que o negócio "claramente prejudicou o erário público" e que "o interesse público foi posto em causa porque foi sobrevalorizado o interesse privado".

Na opinião dos comunistas, "Carmona Rodrigues, mas também o PSD, O CDS, O PS e o BE são co-responsáveis pela delapidação dos bens da cidade" e por um processo com "contornos muito pouco claros, em que foi usado um direito de preferência que não existe legalmente porque não foi aprovado nem pela Câmara nem pela Assembleia Municipal".

Para Sá Fernandes, o negócio foi "lesivo para os interesses de Lisboa", porque consistiu numa "troca de ouro por carvão".

"É no mínimo esquisito um direito de preferência que não aparece em nenhuma deliberação da Câmara", sustentou o deputado bloquista.

Numa conversa com jornalistas, o vice-presidente da autarquia considerou hoje "normalíssimo" que a PJ esteja a efectuar diligências, e disse presumir que o pedido de informação da PJ esteja relacionado com a solicitação de fiscalização feita por Santana Lopes, "não tendo absolutamente nada a esconder neste processo".

Garantindo que a autarquia está de "consciência tranquila", Fontão de Carvalho afirmou que "não há nenhum problema do ponto de vista da Câmara Municipal quanto à forma como decorreu a hasta pública e a permuta dos terrenos".

Sobre o exercício do direito de preferência pela Bragaparques na hasta pública, Fontão de Carvalho disse que essa foi "uma condição" que a Câmara de Lisboa aceitou, considerando que "fazia sentido que todo o projecto para aquela zona fosse desenvolvido pelo mesmo promotor".

Fonte: Portugal Diário

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NOVO PORTAL DA CML

O Departamento de Bibliotecas e Arquivos da Câmara Municipal de Lisboa (CML) lançou na passada sexta-feira o portal Revelar Lx, desenvolvido no âmbito de um projecto europeu que pretende disponibilizar informação documental e iconográfica sobre a herança cultural das principais cidades do Velho Continente.

De acordo com a edição desta terça-feira do Público, o portal está disponível em http://revelarlx.cm-lisboa.pt e nele os visitantes podem obter informação sobre acontecimentos que tiveram lugar em Lisboa ou saber pormenores vários sobre a história e arquitectura de todos os monumentos.

Actualmente, os conteúdos encontram-se na sua maioria em português, mas pretende-se que a informação seja em breve disponibilizada em várias línguas e de fácil acesso a visitantes estrangeiros.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 11:03 AM | Comentários (0)

dezembro 05, 2005

4 MILHÕES

«Quebra da oferta de comboios, diminuição do índice de pontualidade, sobrelotação das composições, diminuição do número de passageiros e degradação da imagem» são alguns dos prejuízos sofridos pela CP, explica o Tribunal de Contas.

Dívida do Estado à CP é superior a 17 milhões de euros

O encerramento do túnel do Rossio, em Lisboa, custa quatro milhões de euros à CP - Comboios de Portugal por ano, segundo o relatório do Tribunal de Contas, divulgado hoje, da auditoria feita à transportadora ferroviária.

«O encerramento do túnel em 22 de Outubro de 2004, acarretou um conjunto de prejuízos financeiros para a CP devido à quebra da oferta de comboios, diminuição do índice de pontualidade, sobrelotação das composições, diminuição do número de passageiros e degradação da sua imagem», explica o TC.

«Este prejuízo está estimado, pela CP, em cerca de 4 milhões de euros por cada ano de encerramento», adianta.

A empresa apresentou um protocolo à Refer, gestora da infra- estrutura ferroviária, para formalizar os termos da compensação decorrentes deste impacto, mas a Refer ainda não concordou com esses termos, revela.

O TC insta o Estado a «fomentar a imediata celebração» desse acordo «satisfatório aos interesses comerciais de ambas» as empresas.


Fonte: Portugal Diário

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AS MÁQUINAS QUE ENGANAM

Já todos sabemos quanto temos de pagar pelo "luxo" de estacionar uma viatura nas ruas de Lisboa. Uma tarefa, aliás, cada vez mais complicada e mais cara. Mas as máquinas da EMEL não ajudam. Ao contrário, só complicam e até parece que são sempre contra o utente. Por isso, mantenha-se atento e verifique sempre, mas sempre, se o tempo inscrito no ticket corresponde ao valor em moedas que introduziu na máquina. E surpreenda-se!

Fonte: Diário de Notícias

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CARRILHO PERDE PODER

Candidato do PS à Câmara Municipal de Lisboa nas últimas eleições autárquicas, corrida em que terminou derrotado, Manuel Maria Carrilho viu ser-lhe retirado protagonismo na bancada socialista da autarquia.

Segundo a edição desta segunda-feira do Diário de Notícias, Dias Baptista, ex-deputado municipal agora vereador vai passar a ser o responsável pela ligação entre a bancada e o secretariado da concelhia socialista, ficando igualmente com a tarefa de ligação entre a bancada no executivo e os deputados eleitos pelo PS para a Assembleia Municipal de Lisboa.

«Perdemos as eleições e o prof. Carrilho tem agora um papel igual a qualquer outro vereador eleito pelo PS para o município de Lisboa. Com os mesmos direitos e deveres», afirmou Dias Baptista, em declarações ao DN, em que criticou igualmente a actuação do seu colega de bancada, Nuno Gaioso Ribeiro, que terá subscrito uma moção do PCP «sem ter falado primeiro comigo. Perdi a confiança política nele».

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 07:59 PM | Comentários (0)

AMT'S COM MAIS PODERES

O ministro das Obras Públicas e Transportes, Mário Lino, vai reforçar os poderes das Autoridades Metropolitanas de Transportes, por considerar que os modelos actuais não funcionam, tarefa que deverá estar concluída no primeiro trimestre do próximo ano.

«O nosso objectivo é que as Áreas Metropolitanas de Transportes tenham um estatuto e capacidade de planeamento, coordenação e intervenção», afirmou Mário Lino à margem da conferência «Transporte Público de Passageiros nas áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto».

As Autoridades Metropolitanas de Transportes de Lisboa e Porto foram criadas no final de 2003 e regulamentadas cerca de um ano depois, mas na prática nunca chegaram a funcionar, conforme admitiu o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

«As áreas metropolitanas de transportes tiveram um período de instalação, mas nunca entraram em funcionamento», afirmou Mário Lino, considerando que o estatuto do actual modelo «é vago e não confere verdadeiros poderes e autoridades».

O actual modelo «precisava de ser remodelado e é isso que vamos fazer», salientou.

Na sua intervenção na conferência, o ministro adiantou que o Governo tem vindo a trabalhar nesta matéria de modo a garantir «a oferta e a sustentabilidade de um serviço público de transporte de qualidade».

Para tal, defendeu, é importante que sejam criadas condições de funcionamento às Autoridades Metropolitanas de Transportes de Lisboa e do Porto.

«As Autoridades Metropolitanas devem exercer activamente as funções de planeamento e coordenação requeridas, regulando aquele tipo de mercados, supervisando o cumprimento das regras técnicas e dos níveis de serviço estabelecidos e contratualizando a prestação de obrigações de serviço público mediante procedimentos onde a concorrência tenha uma função instrumental, como é preconizado pelas instituições europeias», acrescentou.

Na conferência, organizada pela Associação Portuguesa do Centro Europeu das Empresas com Participação Pública e/ou de Interesse Económico Geral (APOCEEP), o ministro lembrou que cerca de 40% da população portuguesa vive ou trabalha nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto.

No entanto e apesar do intenso investimento que se efectuou nos transportes públicos nestas áreas, não se evitou a sua perda de quota de mercado, apesar de «ser razoável» no contexto europeu, afirmou Mário Lino.

«Este fenómeno e o do uso excessivo do transporte individual apelam à urgência de políticas de mobilidade mais integradas que as do passado, articulando as políticas de ordenamento urbano e territorial com as políticas de transportes, através de instrumentos correctores e reguladores política e economicamente viáveis», defendeu.

Por outro lado, acrescentou, «as consequências negativas do actual sistema de mobilidade, em termos energéticos, ambientais e de sinistralidade, com reflexos na qualidade de vida das populações, também exigem soluções».

É nesse sentido que o Governo procura concertar, em cada uma das Áreas Metropolitanas, a actuação dos respectivos operadores, públicos e privados, de modo a que as suas redes, funcionando com as infra-estruturas e frotas existentes, melhorem a curto prazo a cobertura do espaço urbano e suburbano, acrescentou.

Fonte: Lusa

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BILHETES VÁLIDOS POR 15 DIAS


Os bilhetes pré-comprados do Metropolitano de Lisboa vão ser válidos até 15 dias após a introdução de novos preços. Estes títulos de transporte poderão ainda ser trocados por novos bilhetes, descontados do respectivo valor, até 30 dias após a introdução de novas tarifas.

A medida foi divulgada hoje pela Provedoria de Justiça, que se insurgiu contra os 90 dias de validade até aqui admitidos pela empresa. Num documento enviado à imprensa, o gabinete do provedor adianta que «o ministro Obras Públicas, Transportes e Comunicações determinou ao Conselho de Gerência do Metropolitano de Lisboa que recuasse na alteração que introduziu, devendo eliminar a indicação do prazo de validade constante dos bilhetes». Assim sendo, os bilhetes do metro são válidos até que novos preços surjam e o Metropolitano fica obrigado pela tutela a «aceitar, até à próxima alteração tarifária, a troca dos títulos cuja data de validade tenha entretanto caducado», lê-se ainda no documento.

Fonte: Expresso on line

Publicado por jf em 07:57 PM | Comentários (0)

dezembro 04, 2005

AS EMPRESAS MUNICIPAIS OUTRA VEZ

Quatro meses depois da polémica tentativa de aquisição de apoio da Nova Democracia por Carmona Rodrigues com um lugar na administração de uma empresa municipal, a que se chamou e bem, o mensalão lisboeta, eis que o mesmo personagem e o dirigente do PS de Lisboa, andam a fazer negócio com as mesmas empresas para que Carmona garanta com ordenados o que não conseguiu com os votos.

Sabemos que PS e PSD são exactamente iguais na voracidade clientelar e despesista. Mas que a falta de pudor político chegasse a este extremo é que ninguém suporia, apenas dois meses depois de Carmona ter ganho umas eleições fazendo passar a imagem do político sério e desprendido.

Impõe-se, a ser verdade a notícia de hoje do Correio da Manhã, uma palavra de Manuel Maria Carrilho, que na altura denunciou o limiar da corrupção na candidatura de Carmona relativamente ao episódio ocorrido com a Nova Democracia.

Publicado por jf em 02:18 PM | Comentários (0)

PS LISBOA NEGOCEIA TACHO COM CARMONA

Há uma fractura na vereação socialista da Câmara de Lisboa. De um lado estão os ‘carrilhistas’ (Manuel Maria Carrilho, Nuno Gaioso Ribeiro e Isabel Seabra), do outro os afectos à Concelhia do PS (Dias Baptista e Natalina Moura). Estes viabilizaram já o negócio da EPUL (Empresa Municipal de Urbanização de Lisboa) no Vale de Santo António, em Chelas, depois de o presidente da Concelhia socialista, Miguel Coelho, ter andado a sondar os camaradas, perguntando-lhes se estariam interessados num cargo numa empresa municipal, apurou o CM.

Coelho sondou muitos, esquecendo-se, no entanto, dos três ‘carrilhistas’. E Dias Baptista chegou a ser indicado para a administração da EMEL (Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa), mas ao CM disse que “mesmo que fosse convidado não aceitaria” porque é vice-presidente do Instituto de Meteorologia.

A verdade é que os socialistas têm já uma forte presença nas empresas municipais e pretendem mantê-la. Por exemplo, Leiria Pinto esteve na administração da EMEL até ser, recentemente, nomeado pelo Governo para a CP; Rosa do Egipto, presidente socialista da Freguesia de Santa Maria dos Olivais, está na administração da SRU (Sociedade de Reabilitação Urbana) Oriental e Sérgio Cintra no conselho de administração da SRU Ocidental.

A HISTÓRIA MAL CONTADA DE UMA PROPOSTA

Os ‘carrilhistas’, a CDU, o BE e o CDS-PP queriam inviabilizar a constituição de contratos de promessa de compra e venda dos lotes do Vale de Santo António, pela EPUL, pois ainda não há Plano de Urbanização da zona. Mas o negócio, entre a EPUL e Bernardino Gomes (construtor que tem terrenos em Alcântara), foi viabilizado pelos vereadores socialistas afectos à Concelhia, Dias Baptista e Natalina Moura. O primeiro, na altura, justificou o seu voto com “o estado de graça” a que, diz, Carmona tem direito por ter sido eleito recentemente.

Baptista acusou ainda o seu colega de bancada Nuno Gaioso Ribeiro por este ter assinado uma proposta com a CDU sem o informar. Mas o CM sabe que Baptista e a Concelhia do PS tiveram conhecimento da proposta uma semana antes da sua votação, quarta-feira. Mais, Baptista, Miguel Coelho e Rosa do Egipto encontraram Gaioso no passado domingo e nada lhe disseram; optaram por divulgar o desacordo na Comunicação Social.

Fonte: Correio da Manhã

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PASSEIO PÚBLICO MELHORADO

Prestígio Autarquia e Ambelis pretendem dinamizar o eixo central da cidade e já traçaram um plano de revitalização. Comerciantes deram sugestões e solicitam aumento da segurança. Para que os passeios possam ser devolvidos aos peões, o estacionamento à superfície irá desaparecer. Em alternativa, serão criados novos parques subterrâneos. É a Avenida da Liberdade em mudança.

Alargar os passeios laterais da Avenida da Liberdade, deixando uma faixa de circulação viária condicionada, criar áreas pedonais com trânsito condicionado, reabilitar os edifícios degradados da zona, para atrair novos habitantes e impulsionar a fixação de actividades económicas (criando mais espaços comerciais virados para a rua e alargamento de horários) e culturais prestigiadas.

Estes são alguns dos objectivos contemplados no Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE), um projecto da Câmara de Lisboa (CML) e da Ambelis (Agência para a Modernização da Base Económica de Lisboa), que pretende revitalizar a zona e devolver à Avenida o prestígio e a centralidade de outros tempos. Em colaboração com vários operadores económicos da zona, foi feito um levantamento sobre os pontos fortes e fracos da Avenida da Liberdade e daí surgiram os objectivos principais para a sua reabilitação.

Durante o primeiro trimestre do próximo ano vai desencadear-se o projecto de alargamento dos passeios laterais. Quando tudo estiver concluído o estacionamento à superfície terá desaparecido, sendo substituído por parques subterrâneos. As esplanadas que hoje existem também serão requalificadas. A intenção é beneficiar o comércio e devolver as vias laterais aos peões.

Os comerciantes, que foram desafiados a prolongar o horário de funcionamento dos seus estabelecimentos, tomaram conhecimento do PUALZE e também deram as suas sugestões. "Eles querem a revitalização, mas também querem segurança", explicou Teresa Craveiro, directora do Departamento de Planeamento Estratégico da CML. Foi neste contexto que se optou, nomeadamente, por melhorar a iluminação.

Aquela responsável adiantou ainda que foi feito um levantamento dos fogos devolutos da zona, em especial nas ruas de Santa Marta e S. José, que serão recuperados. "Queremos aumentar a residencialidade e trazer jovens", afirmou.

Para João Pessoa e Costa, presidente da Ambelis, a revitalização da Avenida e a defesa do comércio tradicional é muito importante. Afirma existirem outras zonas em Lisboa que vão merecer a atenção da agência e receber intervenções de requalificação."Vamos envolver-nos fortemente nisso. Já existe um acordo com o banco Efisa, para a criação de um fundo de capital de risco", adiantou ao JN.

Fonte: Jornal de Notícias

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KATIA

A fadista Katia Guerreiro acompanhada por Paulo Valentim (guitarra portuguesa), João Veiga (viola) e Rodrigo Serrão (contra baixo e baixo acústico), apresenta na próxima sexta- feira e sábado o seu novo álbum, no Teatro São Luiz, em Lisboa.

O novo álbum, «Tudo ou nada», é editado pela Som Livre, tendo sido posto à venda na segunda quinzena de Outubro, entrando directamente para o 8º lugar da tabela de vendas. Este álbum é uma afirmação de que quero fazer fado e é neste meio que me entrego e me entendo», disse à agência Lusa Katia Guerreiro.

Justificando o título escolhido, retirado de um fado assinado por João Veiga, Katia Guerreiro enfatizou: «Não sei fazer nada pela metade, ou sou ou não sou, e este álbum é a minha afirmação de que estou em pleno no fado».

Para a fadista, «o grande teste deste trabalho é o público». Todavia, reconheceu não ter «uma agenda tão preenchida de espectáculos por vontade própria», até porque, além da carreira de fadista, Katia afirmou continuar a querer exercer medicina.

Neste novo álbum a fadista volta a interpretar um tema de António Lobo Antunes, «Disse-te adeus à partida», na música do fado solene de Alberto Correia, e a visitar o repertório de Amália, de que interpreta «Saudades do Brasil em Portugal» (Vinicius de Moraes).

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 02:00 PM | Comentários (0)

BIWOT E ELENA

O queniano Phillip Biwot, em masculinos, e a russa Elena Kozhevnikova, em femininos, venceram hoje a maratona de Lisboa, que consagrou João Marques (Conforlimpa) e a debilitada Fátima Silva (CD Póvoa) como campeões nacionais.

Estreante na distância, Biwot cumpriu o percurso desenhado na zona ribeirinha e na baixa de Lisboa, com partida e chegada na Praça do Comércio, em 2:18:22 horas, relegando para as posições seguintes o marroquino Yousef El Kalay (2:19.02) e o polaco Krzysztof Przybyla (2:19.40).
João Marques completou a prova no sexto posto, em 2:24.48, sagrando-se campeão nacional à frente Manuel Ferreira e Heitor Gomes, sétimo e oitavo respectivamente.

No sector feminino, Fátima Silva, que se sagrou campeã nacional pela sexta vez, foi afectada por problemas de vesícula e não conseguiu repetir a vitória no ano passado, passando o «testemunho» à russa Elena Kozhevnikova, que cumpriu o percurso em 2:41.57, quase menos quatro minutos do que a portuguesa (2:45.44). A polaca Janina Malska, terceira, gastou 2:51.57.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 01:59 PM | Comentários (0)

dezembro 03, 2005

AGENDA DE CONCERTOS

De hoje a dia 8.

Sábado, dia 3

Prince Wadada
Lisboa, Clube Mercado, 22h00


Cherry Bomb João, Juan`s Rock n Roll Racket
Lisboa, Lux Frágil, 23h00

Domingo, dia 4

dEUS
Lisboa, Aula Magna, 21h00

Johnny, Rui Murka
Lisboa, Clube Mercado, 17h00

Segunda-feira, dia 5

dEUS
Lisboa, Aula Magna, 21h00

Quarta-feira, dia 7

Less du Neuf, DJ Nel`Assassin
Lisboa, Clube Mercado, 23h00

Quinta-feira, dia 8

Black Eyed Peas
Lisboa, Pavilhão Atlântico, 20h00

Old Jerusalem
Lisboa, Lounge, 23h00

Cacique 97, Johnny
Lisboa, Clube Mercado, 23h00

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 06:43 PM | Comentários (0)

A MAIS VELHA PROFISSÃO NO D. MARIA

A peça «A Mais Velha Profissão», de Paula Vogel, com encenação de Fernanda Lapa, estreia no Teatro Nacional D. Maria II dia 29 de Dezembro, numa co-produção desta instituição com a Escola de Mulheres.

Trata-se de uma das cinco novas criações inseridas na temporada do Teatro Nacional D. Maria II de 2005/06, e terá a colaboração de António Lagarto no desenho de cenários e figurinos. O elenco conta com nomes destacados do teatro português no feminino como Glória de Matos, Lia Gama, Lurdes Norberto, Fernanda Montemor e Glicínia Quartin.

A acção da peça desenrola-se num banco de jardim na Verdi Square, Broadway, em Nova Iorque, em 1981, pouco depois da eleição de Ronald Reagan para presidente dos Estados Unidos da América.

As cinco personagens são prostitutas - a mais nova com 72 anos - em final de carreira: Mae, a madame, Úrsula, Lillian, Vera e Edna, as meninas que para ela trabalham.

Paula Vogel, Prémio Pulitzer, utiliza as suas personagens para polemizar sobre a situação económica da mulher numa sociedade predominantemente masculina.

«A Mais Velha Profissão», com tradução de Pedro Cavaleiro e Graça Correia, tem direcção musical de Jeff Cohen, desenho de luz de Nuno Meira e voz e locução de Luís Madureira.

No dia 31 de Dezembro, o D.Maria II organiza uma passagem do ano no teatro com um espectáculo seguido de ceia no Salão Nobre, onde haverá música ao vivo.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 06:41 PM | Comentários (0)

FADO HOJE NO S. LUÍS

A 54ª Grande Noite do Fado realiza-se hoje no Teatro São Luiz, em Lisboa, homenageando a Casa da Imprensa com o Prémio Carreira a fadista Maria Amélia Proença e o guitarrista Fontes Rocha.

A concurso estarão 24 candidatos, distribuídos nas categorias de intérpretes, juniores e seniores, e instrumentistas.

A Casa de Imprensa vai homenagear com o Prémio Carreira a fadista Maria Amélia Proença e o guitarrista Fontes Rocha.

Na categoria de instrumentistas, guitarra portuguesa e viola, foram apurados quatro finalistas.

Na de intérpretes juniores foram apurados oito finalistas, quatro de cada sexo, representando diferentes associações.

Os finalistas seniores são 12, sendo nove mulheres e três homens.

Os vencedores serão escolhidos por um júri constituído pelo poeta Mário Raínho, o músico Nuno Nazareth Fernandes, o especialista de fado Luís de Castro e a gestora do Museu do Fado, Sara Pereira.

A noite de hoje marca ainda o regresso aos palcos de Artur Batalha, vencedor da Grande Noite do Fado de 1971.

A Casa da Imprensa premeia também outros nomes que se têm destacado no Fado.

O Troféu Neves de Sousa passa este ano, por decisão da Casa da Imprensa, a distinguir trabalhos continuados na área de investigação e divulgação do fado de pessoas ou instituições, e será entregue ao investigador e fadista José Manuel Osório.

O fadista Ricardo Ribeiro, já este ano distinguido com o Prémio Revelação Amália Rodrigues, recebe idêntica distinção pela Casa da Imprensa.

O guitarrista José Manuel Neto, que tem acompanhado vários fadistas, nomeadamente Camané e Maria Amélia Proença, é distinguido com o Troféu Francisco Carvalhinho.

O Prémio Casa de Fados, instituído há dois anos, será entregue ao Restaurante Típico A Severa, no Bairro Alto, em Lisboa, fundado em 1955.

Fonte: Portugal Diário

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03 DE DEZEMBRO DE 1995

Morre o fadista Manuel de Almeida, com 73 anos.

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03 DE DEZEMBRO DE 1985

É inaugurado o Museu de Etnologia, em Lisboa.

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03 DE DEZEMBRO DE 1956

Começava um novo período de emissões experimentais da RTP, a partir dos Estúdios do Lumiar, em Lisboa.

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ANTÓNIO PRETO ACUSADO

O deputado e líder do PSD-Lisboa, António Preto, acaba de ser acusado pelo Ministério Público (MP) pelo crime de fraude fiscal. A notícia é avaçada este sábado pelo semanário Expresso.

António Preto foi formalmente acusado do crime de fraude fiscal pelo Ministério Público. O deputado viu investigada a origem dos seus rendimentos e o destino de avultadas quantias que terá recebido de um empresário de Lisboa.

António Preto terá recebido 40 mil euros numa mala.

O MP investigou a origem dos seus rendimentos e o destino de avultadas quantias de dinheiro em notas, que este teria recebido - em malas -, de um empresário de Lisboa.

De acordo com a notícia do Expresso, António Preto é acusado do crime de fraude fiscal, não tendo sido possível apurar se se mantiveram as acusações de corrupção activa, branqueamento de capitais e tráfico de influências que deram origem às investigações.

Contactado pelo semanário, o líder do PSD/Lisboa respondeu «estranhar que haja conhecimento de coisas que ele não sabe».

O processo remonta a 2003, após as autoridades descobrirem que este teria recebido, por três vezes, dinheiro num total de 40 mil euros, entregues numa mala no seu escritório de advogados.

António Preto terá então alegado que o dinheiro se referia a pagamento de honorários enquanto advogado do referido empresário, Virgílio Sobral de Sousa, e que sempre passara os referidos recibos. Outra das justificações apresentadas pelo deputado foi de que, à época, necessitou de liquidez para financiar a sua campanha no PSD/Lisboa.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 01:58 PM | Comentários (0)

dezembro 02, 2005

O MUSEU DO CARMO

Jorge Sampaio, Presidente da República, marcou ontem presença no lançamento do livro "Construindo a Memória", no Convento do Carmo, em Lisboa. A obra, a cargo da Associação dos Arqueólogos Portugueses e com custo de capa de 78,75 euros, apresenta como objectivo mostrar a riqueza local do edifício assim como realçar a remodelação integral do Museu do Carmo, processo desenvolvido nos últimos anos. Carmona Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e Mário de Carvalho, secretário de Estado da Cultura, também estiveram presentes na cerimónia.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 12:25 PM | Comentários (0)

UM ÍCONE

A primeira loja foi inaugurada em Junho de 1925. Edifício da antiga fábrica, na Avenida Almirante Reis, será remodelado. A cervejaria da Avenida Almirante Reis continua a ser uma referência em termos gastronómicos.

Desde 1972 que José Bárbara, 75 anos, faz da cervejaria Portugália, da Avenida Almirante Reis, a sua segunda casa. É aqui que todos os dias vem tomar café e "uma ou outra cerveja". De vez em quando, aproveita também para matar saudades do famoso bife ou de "um bom marisco". "Infelizmente, não tantas quantas as desejadas, devido a problemas de saúde", diz.

Apesar de o grupo Portugália ter aberto mais cinco lojas em Lisboa (na sequência de uma política de expansão iniciada em 1997), este industrial corticeiro, natural de Faro, mantém-se fiel à mais antiga. "Porque é a que está mais próxima de casa e por uma questão de hábito. Fechei aqui muitos negócios", justifica.

Para muitas pessoas, a Portugália da Avenida Almirante Reis - que este ano comemora 80 anos - continua a ser, em termos gastronómicos, uma referência da cidade de Lisboa. O famoso "bife à Portugália" e as imperiais são os produtos mais procurados.

"Temos muitos clientes de outros pontos do país, principalmente quando há jogos de futebol", conta António Nogueira, 48 anos, chefe de sala desde 1999. "Muitos estudantes do Instituto Superior Técnico fazem também aqui as suas festas de formatura".

José Bárbara refere que, actualmente, o ambiente da Portugália "é muito mais heterogéneo" do que quando começou a frequentar a cervejaria. Nesses tempos, o restaurante era frequentado por uma determinada elite cultural e política. "Hoje, qualquer pessoa vem à Portugália", frisa.

Este industrial recorda com alguma saudade a sala de bilhar que existia no segundo andar do edifício, onde passava algum tempo. Desde 2003 que esse espaço está encerrado. "Não nos compensava em termos financeiros. Actualmente, só é utilizado em ocasiões especiais e para refeições de grupos grandes", explica Maria Martins, responsável pela área de Marketing.

O grupo Portugália tem, actualmente, 14 cervejarias em todo o país e o objectivo é continuar a expandir-se, estando prevista já para o próximo ano a abertura de mais restaurantes tradicionais e novas lojas multi-conceito, como aquela que foi inaugurada, em Maio passado, no Fórum Montijo."Tratam-se de espaços onde se conjugam o Balcão da Portugália e Il Mercato di Pasta", adianta, ao JN, Maria Martins.

Também está a ser estudado um projecto de renovação do edifício onde funcionou durante muitos anos a fábrica de cerveja, mas Francisco Lucena, director coordenador de operações da Portugália, afirma que "ainda é cedo" para se falar neste assunto. Apenas adianta que o futuro daquele espaço - onde ainda funciona a primeira cervejaria inaugurada pelo grupo - nada terá a ver com a área de restauração.

O imóvel, datado da primeira década do século XX, tem uma área de construção de cerca de 15 mil metros quadrados e abrange as ruas António Pedro e Marques da Silva e as avenidas Pascoal de Melo e Almirante Reis.

Números:

14

cervejarias A maioria dos estabelecimentos de restauração do grupo Portugália situa-se em Lisboa (6), mas existem também cervejarias em Cascais (2), no Porto (2), em Oeiras, Almada, Setúbal e Faro. Além das cervejarias, o grupo detém uma loja de serviço rápido de refeições no Montijo - o Balcão da Portugália - e quatro restaurantes da marca "Il Mercato di Pasta", de comida italiana. O volume de facturação do grupo, em 2004, rondou os dois milhões de euros.

500

colaboradores trabalham no grupo Portugália, entre gerentes, cozinheiros, ajudantes de cozinha e empregados de mesa.

2

milhões de clientes frequentaram, no ano passado, as cervejarias do grupo Portugália. Ao todo, foram servidas 1.900.000 refeições.

2 500 000

imperiais - entre loiras, mistas e morenas - são vendidas anualmente nos estabelecimentos do grupo, o que equivale a 490 mil litros de cerveja por ano, ou seja, a 1350 litros por dia.

1 200 000

bifes à Portugália - o prato mais requisitado - são vendidos todos os anos, o que representa 200 toneladas de carne, o equivalente a 16.600 cabeças de gado. São ainda confeccionados 180 mil litros do famoso molho da casa.

100 000

quilos de marisco dos mais variados tipos são vendidos nas cervejarias Portugália. Os mais procurados são a sapateira e o camarão.

Sala de estar de artistas e políticos

A primeira cervejaria Portugália foi inaugurada no dia 10 de Junho de 1925 num espaço anexo à fábrica de cerveja com o mesmo nome, na Avenida Almirante Reis, em Lisboa. A ideia de vender cerveja avulso surgiu do facto de os distribuidores desta bebida esperarem muito tempo pelo enchimento dos barris. A fábrica laborava já desde 1913, num edifício projectado pelo arquitecto António Rodrigues da Silva Júnior e cuja área de construção rondava os 15 mil metros quadrados. Inicialmente, designava-se Fábrica de Cervejas Germânia, mas com o eclodir da Primeira Guerra Mundial e o sentimento anti-alemão que existia no país, passou a chamar-se Portugália. Tratava-se de um negócio conjunto das famílias Carvalho Martins e Carvalho Vinhas, que ainda hoje se mantém. A partir da década de 50, a cervejaria passou a ser um dos locais preferidos de determinadas camadas da sociedade lisboeta, principalmente, de artistas, desportistas e políticos. Em 1952, foram feitas obras de alargamento da principal sala de refeições, no rés-do-chão, tendo sido aproveitado também para criar uma sala de bilhar no segundo andar e um terraço para cinema ao ar livre, no terceiro piso, valências que já não existem. Foi no terraço, por exemplo, que foi gravada uma das cenas do filme "A Canção de Lisboa". A Portugália foi ponto de encontro de várias figuras da cultura portuguesa, entre as quais, Carlos Zel, Amália Rodrigues, Raul Solnado, Vasco Santana e Simone de Oliveira.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 12:21 PM | Comentários (0)

MAIS UMA GREVE, PONTE À FORÇA

Esta manhã, entre as 06:00 e as 09:00, as ligações entre Barreiro e Terreiro do Paço (Lisboa) estiveram paradas e entre as 17:00 e as 20:00 voltará a haver perturbações.

Os trabalhadores da Soflusa cumprem hoje duas horas de greve por turno contra diferenças salariais.

De manhã, a empresa disponibilizou aos passageiros transporte alternativo em autocarro desde o terminal fluvial do Barreiro até à gare do Seixalinho, no Montijo, de onde partem barcos para Lisboa. Carneiro de Almeida, assessor de imprensa do grupo Transtejo, disse à Agência Lusa que os transportes alternativos funcionaram normalmente, evitando grandes aglomerações de passageiros nos cais de embarque.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF) acusa a administração da Soflusa de ter promovido "uma distorção salarial", ao decidir há duas semanas atribuir um subsídio de chefia aos mestres dos barcos que aumenta o seu vencimento em cinco por cento.

Carneiro de Almeida salienta que o subsídio de chefia "é justo", uma vez que os mestres das embarcações "têm responsabilidades acrescidas" nas funções que desempenham.


Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 12:18 PM | Comentários (0)

LISBONS ADIADO PARA 2007

O encontro em Lisboa dos municípios norte-americanos com o nome da capital portuguesa, que estava projectado para Junho de 2006, foi adiado para Junho de 2007, anunciou o coordenador do projecto.

"Devido a uma conferência internacional que se realiza em Lisboa por volta de 13 de Junho de 2006 não foi possível obter quartos em hotéis de cinco estrelas como estava programado e assim o projecto será adiado para Junho de 2007", explicou Luís Lourenço, também responsável da TAP Portugal para o mercado norte-americano de lazer.

O projecto de juntar em Lisboa delegações das "Lisbons" dos Estados Unidos foi anunciado no princípio de Novembro quando decorriam os contactos preliminares para o concretizar em Junho de 2006 por altura do feriado municipal da capital portuguesa.

O evento, agora adiado para Junho de 2007, continua a ser preparado pela delegação da TAP Portugal nos Estados Unidos, em colaboração com o ICEP, a Câmara Municipal de Lisboa, a Agência Abreu e os hotéis lisboetas Tivoli e Mundial.

Segundo disse Luís Lourenço, "o objectivo é promover o destino Portugal, mas também o intercâmbio comercial entre Lisboa, Portugal, e as Lisbons dos Estados Unidos".

De acordo com o Census Bureau norte-americano, há nos Estados Unidos 24 localidades, de nível administrativo diverso, com o nome de "Lisbon" ou "New Lisbon", mas nem todas têm governo próprio.

Não se conhecem as razões de cada "Lisbon" para adoptar o nome da capital portuguesa, mas o de algumas surgiu por força de circunstâncias especiais.

A Lisbon do estado de Connecticut deve o seu nome ao importante comércio desenvolvido no século 18 com a capital portuguesa por parte de dois dos seus residentes, os irmãos Herzekiah e Jabez Perkins.

A Lisbon de Maryland, fundada no início do século 19, quis evocar a memória da cidade europeia que o terramoto de 1755 quase tinha reduzido a cinzas.

A Lisbon de New Hampshire, depois de se chamar Concord e Gunthwaite, adoptou o nome de Lisbon em 1824 em homenagem ao coronel William Jarvis, cônsul norte-americano em Lisboa.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:03 AM | Comentários (0)

E HOJE HÁ PASOLINI...

A demonstração de que "o poder, a moral e a norma sempre tentaram anular a diferença" esteve na base da encenação de "Orgia", de Pasolini, que hoje sobe à cena no Teatro Nacional D. Maria II, Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, o encenador da peça, João Grosso, disse que os "pressupostos" que determinaram a escolha da peça foram a "necessidade de manter uma consciência política" e de demonstrar que "o poder, a norma e a moral sempre tentaram anular a diferença, no seu sentido mais lato e mais revolucionário".

Porque "esta sociedade, aparentemente de prazer, muitas vezes nos faz esquecer" o essencial, enfatizou João Grosso, que também integra o elenco de "Orgia", escrita por Pasolini em 1968.

Com espectáculos de terça-feira a sábado às 21:00, e não às 21:45 como inicialmente foi anunciado, e aos domingos às 16:15, "Orgia" está em cena na Sala Estúdio até 18 de Dezembro, regressa de 27 a 30, e é reposta de 11 de Janeiro a 19 de Fevereiro, disse à Lusa fonte do Teatro Nacional.

Pier Paolo Pasolini, que se distinguiu pela obra poética, ensaística, cinematográfica e de ficção, nasceu a 05 de Março de 1922, em Bolonha (Itália), e apareceu morto a 02 de Novembro de 1975, num descampado em Ostia.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:02 AM | Comentários (0)

02 DE DEZEMBRO DE 1964

O Teatro Nacional de D.Maria II era destruído por um incêndio.

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dezembro 01, 2005

O PALÁCIO DA INDEPENDÊNCIA

Fonte: SHIP

Publicado por jf em 10:54 PM | Comentários (1)

A LER

A crónica da reconquista da independência nacional em 01 de Dezembro de 1640, contada pelo Alfacinha.

Publicado por jf em 10:51 PM | Comentários (0)

O CIRCO CHEGOU A LISBOA

Estreou hoje o grande circo de Vitor Hugo Cardinalli. A cidade ambulante que todos os anos se instala na zona da Expo, com dezenas de roulotes de artistas e toda a bicharada para encantar as crianças, aí está. Vão ser semanas de sonho e desafio à coragem em cima do arame, para delícia de avós e petizes, como é da praxe dizer.

Fonte: Expresso on line


Publicado por jf em 10:45 PM | Comentários (0)

CDU ACUSA PS

A CDU de Lisboa acusou hoje o PS de viabilizar propostas da liderança PSD na Câmara de Lisboa, depois de dois vereadores socialistas terem permitido a aprovação, quarta-feira, de um projecto da empresa municipal de urbanização EPUL.

Os vereadores socialistas Dias Baptista e Natalina de Moura abstiveram-se quanto às propostas da oposição que pretendiam suspender a venda de lotes de terreno no Vale de Santo António, que foram objecto de um concurso da EPUL (Empresa Pública de Urbanização de Lisboa).

"Dois dos vereadores do PS, abstendo-se, ao arrepio de toda a oposição e de três outros vereadores do PS, viabilizaram uma situação que +permite+ todas as ilegalidades", acusa a coligação lidera pelo PCP, em comunicado.

O vereador do PS, Nuno Gaioso Ribeiro, e os vereadores da CDU, Ruben de Carvalho e Rita Magrinho, o vereador do Bloco de Esquerda (BE), José Sá Fernandes, e a vereadora do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, apresentaram na sessão pública de Câmara propostas a defender a suspensão dos contratos de promessa de compra e venda.

A oposição defendia que estes actos ficassem suspensos até à realização de um plano de urbanização para aquela zona, cuja elaboração foi aprovada por unanimidade.

Segundo a CDU, com a abstenção de dois dos seus vereadores, o PS "deixou patente a sua divisão e um objectivo estratégico:

viabilizar a continuidade dos negócios ilegais do PSD que marcaram o mandato anterior".

"Fica assim bem claro por que razão não podia haver coligação de esquerda: os negócios ficariam em causa", afirma ainda a CDU.

Para a CDU, a "continuar este estado de coisas, [o presidente] Carmona Rodrigues pode, a partir de agora, dizer que ganhou as eleições para a Câmara de Lisboa por maioria absoluta. Não porque os eleitores de Lisboa lha tenham conferido nas urnas, mas porque o PS lha entregou".

Com esta situação, a CDU considera que ficou "clara a dinâmica futura do PS de dar cobertura às políticas de direita na CML, como já o fez durante o mandato anterior em questões centrais" como o Parque Mayer ou o Túnel do Marquês.


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 08:35 PM | Comentários (1)

POETA PRESENTE (41)

Algumas das obras mais emblemáticas de Fernando Pessoa, de que se destaca a «Mensagem» passarão a ser de domínio público a partir de 1 de Janeiro, avança o Correio da Manhã esta quinta-feira. «Ficções do Interlúdio» e «O Banqueiro Anarquista» são outros títulos que deixam de estar sujeitos a direitos de autor, já que se passaram 70 anos desde a morte do poeta.

Em declarações ao jornal, Lúcia Pinho e Melo, da Assírio e Alvim (editora da obra de Pessoa), apenas deixam de estar abrangidas pelos direitos de autor as obras publicadas pelo escritor em vida ou aquelas que já existiam no mercado, em 1997, quando a editora assinou um contrato com os herdeiros do poeta. Desde então, a Assírio e Alvim passou a ser a principal gestora dos direitos de edição e tradução da obra completa de Pessoa.
Assim, adianta a responsável, a maioria das obras de Fernando Pessoa continuam sujeitas ao pagamento de direitos conexos, equiparáveis aos direitos de autor. Entre estas obras contam-se o «Livro do Desassossego», a «A educação do Estóico».

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 07:57 PM | Comentários (0)

POETA PRESENTE (40)

O Quinto Império

Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!

Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raíz --
Ter por vida sepultura.

Eras sobre eras se somen
No tempo que em eras vem.
Ser descontente é ser homem.
Que as forças cegas se domem
Pela visão que a alma tem!

E assim, passados os quatro
Tempos do ser que sonhou,
A terra será teatro
Do dia claro, que no atro
Da erma noite começou.

Grécia, Roma, Cristandade,
Europa -- os quatro se vão
Para onde vai toda idade.
Quem vem viver a verdade
Que morreu D. Sebastião?

Fernando Pessoa, in Mensagem

Publicado por jf em 07:51 PM | Comentários (0)

POETA PRESENTE (39)

Já não me importo

Já não me importo
Até com o que amo ou creio amar.
Sou um navio que chegou a um porto
E cujo movimento é ali estar.

Nada me resta
Do que quis ou achei.
Cheguei da festa
Como fui para lá ou ainda irei

Indiferente
A quem sou ou suponho que mal sou,

Fito a gente
Que me rodeia e sempre rodeou,

Com um olhar
Que, sem o poder ver,
Sei que é sem ar
De olhar a valer.

E só me não cansa
O que a brisa me traz
De súbita mudança
No que nada me faz.

Fernando Pessoa

Publicado por jf em 07:50 PM | Comentários (0)

POETA PRESENTE (38)

Horizonte

O mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério
'Splendia sobre sobre as naus da iniciação.

Linha severa da longínqua costa ---
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em árvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,
Onde era só, de longe a abstracta linha.

O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esp'rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte ---
Os beijos merecidos da Verdade.

Fernando Pessoa


Publicado por jf em 07:50 PM | Comentários (0)

POETA PRESENTE (37)

De Ricardo Reis, Segue o teu destino...

Segue o teu destino

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

Ricardo Reis

Publicado por jf em 07:49 PM | Comentários (0)

POETA PRESENTE (36)

De Alberto Caeiro, Às vezes...

Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta

Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Porque sequer atribuo eu
Beleza às coisas.

Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então porque digo eu das coisas: são belas?

Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,
Perante as coisas que simplesmente existem.

Que difícil ser próprio e não ser senão o visível!

Alberto Caeiro


Publicado por jf em 07:47 PM | Comentários (0)

POETA PRESENTE (35)

De Álvaro de Campos, Tabacaria.

TABACARIA

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho genios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, para o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei que moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheco-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

Álvaro de Campos


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POETA PRESENTE (28)

Revista editada pela Casa Fernando Pessoa em co-edição com a Contexto Editora. Espelho das actividades da Casa Fernando Pessoa, a Tabacaria divulga também poesia portuguesa e estrangeira (de preferência inéditos) assim como ensaios. A vertente das artes plásticas é traduzida por trabalhos tão diversos como a escultura, a fotografia, o desenho e a pintura de autores consagrados ou de novos talentos.

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POETA PRESENTE (27)

Serviços disponíveis : Leitura de presença
Serviço de fotocópia
Pesquisas bibliográficas a pedido
Catálogo automatizado disponível ao utilizador

Condições de acesso : sem restrições

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POETA PRESENTE (26)

A biblioteca pessoana activa e passiva contêm, para além da obra do Poeta, tudo o que sobre ele e a sua obra tem sido escrito e tem sido possível adquirir.

A biblioteca de Poesia incluí uma amostra representativa da Poesia do séc. XX, portuguesa e estrangeira, em versões portuguesa e traduções.

Fundos Documentais: bibliografia portuguesa e estrangeira, cujo o espólio inclui, monografias, publicações em série correntes, documentos sonoros, documentos visuais e audiovisuais, música, não esquecendo a Biblioteca pessoal do poeta com cerca de 1200 exemplares (acesso reservado).

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POETA PRESENTE (25)

A biblioteca é composta por três núcleos :

A biblioteca pessoal de Fernando Pessoa, a biblioteca pessoana activa e passiva e um núcleo de Poesia portuguesa e estrangeira.

A biblioteca pessoal de Fernando Pessoa - parte do espólio do poeta adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa à família deste - inclui cerca de 1200 exemplares anotados à mão pelo poeta sobre temas da sua predilecção como poesia, hermetismo, matemática, religião, filosofia, etc.

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Dispõe ainda de um Restaurante / Cafetaria no qual se poderá fazer uma pausa e almoçar ou jantar.




Para além disso, a actividade da Casa estende-se ainda à Edição. Neste campo destaca-se a publicação da Revista Tabacaria - revista de Poesia e Artes Plásticas, em parceria com a Contexto Editora que, para além de reflectir as actividades da Casa, é um veículo de divulgação da poesia e de todas as artes que com ela dialogam. São ainda promovidas visitas guiadas que permitem conhecer este espaço e as suas actividades, bem como os primeiros passos na vida e obra de Pessoa.


Publicado por jf em 07:30 PM | Comentários (0)

POETA PRESENTE (22)

Para além disso, a actividade da Casa estende-se ainda à Edição. Neste campo destaca-se a publicação da Revista Tabacaria - revista de Poesia e Artes Plásticas, em parceria com a Contexto Editora que, para além de reflectir as actividades da Casa, é um veículo de divulgação da poesia e de todas as artes que com ela dialogam.
São ainda promovidas visitas guiadas que permitem conhecer este espaço e as suas actividades, bem como os primeiros passos na vida e obra de Pessoa.


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POETAS PRESENTE (21)

Pode ver-se em exposição permanente, a cómoda de Pessoa e a estante onde conservava os livros e alguns dos objectos pessoais. Também, tem sido uma das orientações da Casa reunir peças de iconografia pessoana, estando muitas delas em exposição permanente, como é o caso do "Retrato de Fernando Pessoa no Café Irmãs Unidos" de Almada Negreiros, datado de 1954. A Casa Fernando Pessoa conta também com uma Biblioteca inteiramente vocacionada para a poesia nacional e estrangeira, na qual assume um papel de relevo o espólio literário pessoal do poeta.

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POETA PRESENTE (20)

Nesta cómoda, Pessoa diz ter escrito o livro de Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos, numa só noite.

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POETA PRESENTE (19)

A Casa Fernando Pessoa é um espaço cultural polivalente, assumindo várias vertentes tais como casa da poesia, biblioteca, espaço para exposições temporárias e para conferências. A Casa oferece um vasto leque de actividades culturais, como sessões de leitura de poesia, encontros de poetas, conferências temáticas, workshops, exposições de artes plásticas, performance musicais, etc. É também reservado a este espaço um papel de preservação dos objectos e móveis que pertenceram ao poeta e que são actualmente património municipal.

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POETA PRESENTE (18)

Inaugurada a 30 de Novembro de 1993, a Casa Fernando pessoa tem desenvolvido uma actividade pioneira na divulgação da obra de Fernando Pessoa e da sua íntima relação com a cidade de Lisboa, bem como na divulgação da poesia portuguesa e estrangeira.

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POETA PRESENTE (17)

O único espaço preservado na sua originalidade é o quarto que foi ocupado pelo poeta. Estando vazio, permite que periodicamente seja recriado por artistas convidados. Por este espaço já passaram muitos nomes das Artes Plásticas portuguesas e estrangeiras.

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POETA PRESENTE (16)

O edifício, adquirido pela CML, foi totalmente remodelado para instalar a primeira Casa de Poesia em Portugal. A arquitecta Daniela Ermano, com a colaboração de especialistas da obra Pessoana, foi responsável pela reconstrução, mantendo a fachada original e adaptando o edifício à sua nova funcionalidade. Designers portugueses, nomeadamente Tomás Taveira, Daciano da Costa, Ângela Ladeiro, Nuno Ladeiro e Helena Ladeiro, foram convidados a criar o mobiliário da casa.

Publicado por jf em 07:25 PM | Comentários (0)

POETA PRESENTE (15)

A Casa Fernando Pessoa é um espaço cultural da Câmara Municipal de Lisboa / Cultura criado em homenagem ao poeta e concebido como Casa da Poesia. Situa-se na Rua Coelho da Rocha 16, em Campo de Ourique, no prédio onde Fernando Pessoa ocupou, entre 1920 e 1935, o 1º andar direito.

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POETA PRESENTE (14)

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POETA PRESENTE (13)

Lisboa tem uma Casa de Fernando Pessoa. A Casa de Fernando Pessoa tem um sítio. De onde o Olissipo colheu as informações e as imagens com que agora homenageia o dono da casa. O Poeta presente.

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POETA PRESENTE (12)

“Fernando António Nogueira Pessoa, filho de Maria Madalena Pinheiro Nogueira e de Joaquim de Seabra Pessoa, nasce no número 4, quarto andar, do Largo de S. Carlos, às 3 e 20 da tarde de 13 de Junho de 1888. Aqui viverá até aos cinco anos e deste local vai guardar as principais memórias que, mais tarde, lhe surgirão ligadas à parte mais feliz da infância. Adulto retomará na escrita, vezes sem conta, referências que facilmente podem ser remetidas para um arquétipo de passado cujas fronteiras se assemelham às desta zona temporal e geográfica.” por Marina Tavares Dias

No seguimento das edições dedicadas a Lisboa, de que se destaca a colecção Lisboa Desaparecida e Lisboa de Eça de Queiroz, a Quimera publica (em português e inglês) um percurso pessoano pela cidade, guiado pela olisipógrafa Marina Tavares Dias.

Profusamente ilustrado com fotografias e postais de época, revisitam-se as moradas e os locais de trabalho do poeta, os cafés e as ruas da cidade que o viu nascer e morrer.

Como sempre acontece nas obras da autora, o leitor é guiado através de uma escrita elegante e inteligente que, afastando-se da complexidade ensaística, não descura nunca o rigor documental, convidando-nos a uma interessante viagem por Lisboa agora revisitada através da vida e da obra do poeta.

Fonte: Quimera Editores

Publicado por jf em 07:19 PM | Comentários (0)

POETA PRESENTE (11)

1888
Nasce Fernando Antônio Nogueira Pessoa, em 13 de junho, no Largo de São Carlos, em Lisboa.

1893
O pai morre de tuberculose. A família é obrigada a leiloar parte de seus bens.

1894
Fernando Pessoa cria seu primeiro heterônimo, Chevalier de Pas.

1895
Escreve o seu primeiro poema, intitulado À Minha Querida Mamã. A mãe casa por procuração com o comandante João Miguel Rosa, cônsul de Portugal em Durban.

1896
Parte com a mãe e um tio-avô para Durban.

1897
Faz o curso primário na escola de freiras irlandesas da West Street. No mesmo instituto, faz a primeira comunhão.

1899
Ingressa na Durban High School, onde permanecerá durante três anos e será um dos primeiros alunos da turma. Cria o heterônimo Alexander Search.

1901
É aprovado com distinção no seu primeiro exame. Escreve os primeiros poemas em inglês. Parte com a família para Portugal.

1902
A família retorna a Lisboa em junho. Em setembro, Pessoa volta sozinho para a África do Sul. Tenta escrever romances em inglês.

1903
Submete-se ao exame de admissão à Universidade do Cabo da Boa Esperança. Não obtém uma boa classificação, mas tira a melhor nota entre os 899 candidatos no ensaio de estilo inglês.

1904
Termina seus estudos na África do Sul.

1905
Vai de vez para Lisboa, onde passa a viver com uma tia. Continua a escrever poemas em inglês.

1906
Matricula-se no Curso Superior de Letras. A mãe e o padrasto retornam a Lisboa e Pessoa volta a morar com eles.

1907
A família retorna mais uma vez a Durban. Pessoa passa a morar com a avó. Desiste do Curso de Letras. Em agosto a avó morre e lhe deixa uma pequena herança.

1908
Começa a trabalhar como correspondente estrangeiro em escritórios comerciais.

1910
Escreve poesia e prosa em português, inglês e francês.

1912
Pessoa estréia como crítico literário, provocando polêmicas junto à intelectualidade portuguesa.

1913
Intensa produção literária. Escreve O Marinheiro.

1914
Cria os heterônimos Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro. Escreve os poemas de O Guardador de Rebanhos e também O Livro do Desassossego.

1915
Sai em março o primeiro número de Orpheu.

1918
Pessoa publica poemas em inglês, resenhados com destaque no ``Times''.

1920
Conhece Ophélia Queiroz. Sua mãe e seus irmãos voltam para Portugal. Em outubro, atravessa uma grande depressão, que o leva a pensar em internar-se numa casa de sáude. Rompe com Ophélia.

1921
Funda a editora Olisipo, onde publica poemas em inglês.

1925
Morre em Lisboa a mãe do poeta, em 17 de Março.

1929
Volta a se relacionar com Ophélia.

1931
Rompe novamente com Ophélia.

1934
Publica Mensagem.

1935
Em 29 de novembro, é internado com o diagnóstico de cólica hepática. A sua última frase, escrita em inglês, diz: "I know not what tomorrow will bring''. Morre no dia 30.

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POETA PRESENTE (10)

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POETA PRESENTE (6)

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POETA PRESENTE (4)

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POETA PRESENTE(2)

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POETA PRESENTE (1)

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NOVO SISTEMA DE RECOLHA DE LIXO EM CARNIDE

Um sistema de recolha porta-a-porta de lixo indiferenciado e para reciclagem vai ser instalado no núcleo histórico de Carnide, Lisboa, anunciou o vereador da Higiene Urbana. A medida, que vai começar a ser aplicada no dia 30 de Janeiro, pretende "aproximar os locais de deposição dos resíduos indiferenciados e valorizáveis o mais possível dos cidadãos", segundo fonte do gabinete do vereador Pedro Feist.

Com o novo sistema, todas as habitações e estabelecimentos comerciais passarão a utilizar sacos pretos para resíduos indiferenciados, sacos amarelos para embalagens e azuis para papel/cartão. Os edifícios com condições para tal passarão a dispor de contentores com tampas de cores diferentes, fornecidos gratuitamente pela Câmara.

A recolha dos resíduos indiferenciados, nos sacos pretos e contentores de tampa cinzenta, passará a ser efectuada às terças, quintas e sábados, enquanto a recolha das embalagens de plástico, metal e cartão para líquidos alimentares, nos sacos e contentores amarelos, terá lugar todas as segundas e sextas-feiras.

O papel, nos sacos e contentores azuis, será removido às quartas-feiras, e os estabelecimentos comerciais poderão fazer a entrega do cartão produzido em fardos, devidamente acondicionados, nos dias destinados à remoção.

Os estabelecimentos de restauração e similares já dispõem de recolha selectiva porta-a-porta de matéria orgânica, com uma periodicidade diária, de segunda-feira a sábado, executada pela Valorsul, ao abrigo de uma parceria estabelecida entre a Câmara Municipal e aquela empresa, para a valorização da fracção orgânica dos resíduos produzidos na capital.

Fonte: Jornal de Notícias

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SCML ABRE TERCEIRO CENTRO DE APOIO A PORTADORES DE HIV

Só na capital são mais de 700 as pessoas portadoras de HIV referenciadas pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) e às quais a instituição presta cuidados. O número foi, ontem, avançado por Rui Cunha, provedor da SCML, durante a inauguração do Centro de Acompanhamento e Vigilância Terapêutica (CAVT), na Avenida Almirante Reis. Este é o terceiro equipamento - que pretende apoiar os indivíduos infectados e as suas famílias -, que a instituição abre em Lisboa.

"Os portadores de HIV residentes em Lisboa merecem e têm de ser apoiados", considerou Rui Cunha. "É obrigação da Santa Casa dar-lhes assistência e qualidade de vida".

De acordo com aquele responsável, o novo centro vai funcionar "na sua capacidade técnica até ao limite", até porque se encontra localizado numa zona de Lisboa onde existem muitas pessoas atingidas pela doença, quer por via da toxicidependência, quer pela da prostituição.

O novo CAVT, que vai funcionar das 8 às 18 horas, tem como valências um centro de dia para 50 utentes, e apoio domiciliário de retaguarda, para 60 pessoas que vivam na cidade de Lisboa. Nas instalações da Avenida Almirante Reis existe ainda a possibilidade da toma assistida, que vai abranger 30 utentes, e acompanhamento na acção terapêutica.

O centro vai funcionar em interacção com todos os serviços da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e com os centros de saúde, hospitais e centros de atendimento a toxicodependentes, privilegiando sempre o acompanhamento psicossocial.

"Todos os utentes que aqui se dirijam, dentro de horário de funcionamento do centro, serão atendidos, mesmo sem marcação", explicou a responsável pelo CAVT, Cláudia Agosto.

Para o provedor da SCML, "a qualidade é uma prioridade" e por isso mesmo a sua intenção é a criação de mais centros e residências. Um trabalho moroso que Rui Cunha reconhece ter de ser feito "ao longo do tempo". "Vamos continuar a apoiar os doentes de Lisboa", garantiu.

O responsável informou ainda que a instituição que dirige vai encetar um programa de requalificação dos seus espaços e equipamentos. E que depois haverá uma candidatura para "que sejam certificados com qualidade".

Número

766

Pessoas infectadas com o víruis HIV e residentes em Lisboa são apoiadas pela Santa Casa da Misericórdia. Rui Cunha, provedor da instituição, reconhece, no entanto, que existirão muito mais doentes na capital, que não estão referenciados.

Voluntário "devolve" ajuda dada

Com 37 anos, Júlio Peixoto é seropositivo há 20. "Contraí a doença através de relações sexuais", conta, com a naturalidade de quem já o fez inúmeras vezes. Com orgulho mal disfarçado, diz que tem a ficha com o número dois na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML). "Um dia senti-me mal e fui para o hospital. Descobri que sou seropositivo e recorri aos serviços da SCML. Aliás, eu sou filho da Misericórida, porque fui abandonado e criado na instiuição.".

Dpois de ter recuperado, Júlio dedicou-se a ajudar os que o ajudaram. Participou na abertura da primeira residência da SCML para pessoas infectadas com o vírus do HIV, a de Santa Rita de Cássia. "Só tenho a agradecer tudo o que fizeram por mim", reforça. Hoje em dia tem a sua casa, casou e tem um emprego fixo, mas continua como voluntário da instituição. Ontem estava presente na inauguração do novo centro.


Fonte: Jornal de Notícias


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VEREADORES DO PS EM LISBOA EM PÉ DE GUERRA

A decisão de Nuno Gaioso Ribeiro, vereador do PS, de subscrever uma proposta com os vereadores do PCP, Rita Magrinho e Ruben de Carvalho - contestando a actuação da EPUL no Vale de Santo António - incendiou os ânimos entre os vereadores socialistas e mostrou o clima de divisão que se vive no gabinete. Dias Baptista, vice-presidente da concelhia do PS Lisboa e vereador na CML, não gostou de ser surpreendido com a decisão e disse aos jornalistas que tinha "perdido a confiança política" no companheiro de bancada. "Não admito que um camarada meu subscreva uma proposta com dois vereadores do PCP sem que me tenha avisado", disse, considerando que se tratou de um comportamento "absolutamente inaceitável". "Acho que foi uma traição", disse, sublinhando que esta é uma posição pessoal, mas que a concelhia se poderá pronunciar sobre o assunto. Dias Baptista disse, contudo, que acredita que "será possível utrapassar este episódio" e que todos os vereadores irão "trabalhar em conjunto". Carrilho recusou pronunciar-se, enquanto Isabel Seabra apoiou a decisão de Gaioso.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 06:36 PM | Comentários (0)

VALE DE STO. ANTÓNIO VIABILIZADO

EPUL autorizada a celebrar contratos promessa para zona onde não existe plano de urbanização. Carmona tem dois pareceres que atestam legalidade da operação.

Porta aberta a novas construções junto ao Bairro do Vale de Santo António

Acelebração de um conjunto de contratos de promessa de venda de lotes de terreno, pela Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), no Vale de Santo António foi ontem viabilizada com a abstenção de dois vereadores do PS, que permitiram que as propostas de suspensão da operação - subscritas pelo BE, CDS-PP, PCP e por um vereador socialista, Nuno Gaioso Ribeiro - fossem chumbadas pela maioria dos votos do executivo da Câmara Municipal de Lisboa.

Ao JN, Dias Baptista - que juntamente com Natalina Moura viabilizou a operação - justificou a abstenção com o facto de entender que a operação "não tem riscos de maior" e lembrando que operações semelhantes foram levadas a cabo em anteriores mandatos. "Eu tenho memória", disse, justificando ter votado em desacordo com a maioria dos outros colegas de bancada, com quem as relações parecem estar "azedas" (ver caixa).

A discussão em torno da polémica urbanização do Vale de Santo António foi promovida pelos vereadores da Oposição, que contestam a operação devido à inexistência de um plano de urbanização para a zona. "É uma situação completamente ilegal", disse Ruben de Carvalho, do PCP, insistindo que "não se conhecem quaisquer termos de referência" ou prazos para a concretização do plano, da responsabilidade da autarquia.

Em seu entender, "a assinatura destes contratos pode vir a ser profundamente lesiva para o município", visto que, caso não se possam cumprir os compromissos, "podem vir a dar origem a pedidos de indemnização". Sá Fernandes, eleito pelo BE, considera que este é "um risco muito sério" e apelou a todos os vereadores - num recado ao PS - que considerassem bem a votação.

Maria José Nogueira Pinto, do CDS-PP, defendeu que a assinatura dos contratos, antes da aprovação do plano de urbanização, "vai coartar a liberdade de apreciação do plano na CML", na medida em que podem estar em causa pedidos de indemnizações. Além disso, considera que se trata de "uma péssima prática em relação à transparência orçamental da EPUL".

Para refutar as preocupações da Oposição, Carmona Rodrigues invocou dois pareces jurídicos, elaborados por entidades externas, "que corroboram a legalidade do processo" e defendem que os contratos não terão direito a indemnizações. "Parece-me que estamos suficientemente descansados sobre a legalidade e a defesa dos interesses da CML", disse, garantindo que "nada será feito no Vale de Santo António que não cumpra os requisitos legais". Carmona comprometeu-se a levar à câmara em Janeiro os termos de referência do plano, que deverá ser apresentado no fim do primeiro semestre de 2006. O plano está a ser elaborado pelo arquitecto Fernandes de Sá.

Vozes

Carmona Rodrigues

Presidente Câmara de Lisboa

Nada virá a ser feito no Vale de Santo António ou noutra zona da cidade que não cumpra os procedimentos legais normais. Estamos descansados sobre a legalidade deste processo."

Ruben de Carvalho

Vereador do PCP

Não há parecer de nenhum jurista que dê fundamento e segurança à celebração de contratos de promessa que só podem ser viabilizados por um plano de urbanização."

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 06:35 PM | Comentários (0)