janeiro 30, 2006

CML DISCUTE ORÇAMENTO AMANHÃ

Os vereadores da Câmara Municipal de Lisboa (CML) discutem terça-feira o orçamento para 2006, de 850 milhões de euros, que elege a reabilitação urbana como prioridade e que o vice-presidente da autarquia afirma ser «de contenção».

Com uma verba total de 850 milhões de euros, o orçamento para 2006 representa um acréscimo relativamente ao do ano passado, na ordem dos 814 milhões de euros.

Segundo o vice-presidente da CML e responsável pelo pelouro das Finanças, Carlos Fontão de Carvalho, a verba «não é efectivamente» no valor de 850 milhões de euros, já que, como explicou, 150 milhões de euros dizem respeito a operações de permuta, «o que não corresponde a fluxos financeiros».

«Se retirarmos esse efeito das operações de permuta, o orçamento financeiro é da ordem dos 700 milhões de euros», o que representa menos dinheiro que no ano passado, disse à Lusa.

Fontão de Carvalho sustenta que este é «um orçamento de contenção», que prevê uma redução das despesas «para permitir uma regularização da situação financeira» da autarquia, cuja dívida a fornecedores ascende a 180 milhões de euros.

De acordo com o responsável pelas Finanças, «tentou-se uma redução com as despesas de funcionamento», nomeadamente nas despesas de pessoal e de aquisição de bens e serviços.

Também o plano de actividades contempla uma quebra: «há menos investimento para 2006», referiu o vice-presidente, acrescentando que «as despesas com investimentos terão maior reflexo nos próximos anos».

O objectivo é, adiantou, «chegar ao final do ano com uma situação bastante mais equilibrada que a actual», reduzindo em cerca de 60 milhões de euros a actual dívida aos fornecedores.

O executivo, liderado por António Carmona Rodrigues (PSD), prevê que a venda de património irá levar aos cofres da autarquia 200 milhões de euros, que serão «afectos prioritariamente à redução».

Quanto a prioridades, a reabilitação urbana é a área que recebe a maior fatia (100 milhões de euros), da qual 60 milhões de euros são destinados ao Parque Mayer.

Sessenta milhões de euros são também a verba dedicada a aquisições e expropriações para o prolongamento do Eixo Norte-Sul e para o desenvolvimento da Alta de Lisboa.

Também os serviços urbanos, que abrangem áreas como a higiene e limpeza urbana, espaços verdes e cemitérios, recebem uma «parte significativa do orçamento», tal como as infra-estruturas viárias e mobilidade.

Fontão mostrou-se confiante na aprovação do orçamento, sublinhando que é «adequado à realidade e à situação financeira» da CML, e que «permite tratar o resto do mandato com maior tranquilidade».

O documento não deverá ser chumbado, já que o PSD tem maioria no executivo camarário (em coligação com o CDS-PP) e na Assembleia Municipal de Lisboa (AML).

No ano passado, a oposição de esquerda, que tinha maioria na AML, chumbou o orçamento, num acto inédito que, segundo Fontão de Carvalho, «tornou mais difícil a gestão financeira».

A Lusa tentou obter uma posição dos vereadores da oposição, mas PS e CDU remeteram quaisquer declarações para depois da reunião extraordinária do executivo, tendo apenas o Bloco de Esquerda (BE) comentado o documento.

Em comunicado, o vereador eleito pelo BE, José Sá Fernandes, critica o orçamento apresentado, classificando-o como «incumprível».

O vereador bloquista promete sugerir rectificações ao documento, «que visem a possibilidade de uma verdadeira reabilitação da cidade e a obtenção de mais receitas, que não passem pela sobrecarga dos munícipes em termos de taxas municipais ou outras receitas».

Sá Fernandes considera que, apesar de o orçamento previsto ser superior ao do ano passado, «não significará, muito provavelmente, mais investimento da Câmara de Lisboa na cidade», defendendo que «a realização de receitas extraordinárias estão com uma previsão inflaccionada».

Fonte: Lusa

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LEGADO DE NUNO ABECASIS

Realizou-se no dia 16 de Janeiro, na Fundação Cidade de Lisboa, a cerimónia de formatura de 11 bolseiros do Colégio Universitário da Cooperação - Nuno Krus Abecasis.

Nesta cerimónia, para além de diversas personalidades ligadas ao mundo académico, empresarial, cultural e artístico, estiveram presentes o Eng.º Álvaro Pinto Correia e o Prof. Eduardo Arantes e Oliveira, presidente da Fundação Cidade de Lisboa e administrador, respectivamente e o vice-presidente da CML, Fontão de Carvalho.

Carmona Rodrigues fez questão de relembrar Nuno Krus Abecasis, “o grande homem que foi o mentor deste projecto, um projecto que felizmente triunfou”. “Krus Abecasis não se limitou a criar ou garantir condições de acessibilidade à educação. A sua visão foi mais ambiciosa, lançar um projecto que visa formar homens e mulheres nas dimensões cultural, ética e moral num ambiente familiar, de convívio e de inter ajuda, possibilitando ao mesmo tempo o regresso dos formandos aos seus países de origem, integrados profissionalmente, contribuindo assim para que eles próprios se tornem agentes de mudança e impulsionadores de uma nova e desejada dinâmica cultural”, acrescentou.

O presidente da Câmara de Lisboa adiantou que, com o intuito de aproximar os países de expressão lusófona, está actualmente em desenvolvimento a criação de um gabinete que possa servir junto da autarquia de Lisboa como “uma porta para melhor interagir e dialogar com quem cá está a trabalhar ou a estudar”, sendo que o seu funcionamento deverá ser garantido por cidadãos de países de língua oficial portuguesa.

O projecto desenvolvido pelo Colégio Universitário da Cooperação - Nuno Krus Abecasis, que funciona há 15 anos consecutivos, visa formar e pôr à disposição dos seus países de origem quadros universitários com uma sólida formação ética, cultural, humana, científica e profissional, capazes de se tornarem nos motores do desenvolvimento daqueles mesmos países.

À entrada do edifício onde funciona o Colégio pode ler-se a seguinte frase, da autoria de Krus Abecasis: “ Ao nascer, todo o homem embarca nesta aventura de construir o mundo”. Até ao momento já foram atribuídas 409 bolsas de estudo, para a frequência de universidades portuguesas, ao nível da licenciatura, pós-graduação, mestrado e doutoramento. Estas bolsas são apoiadas por mecenas, sempre que possível na área científica do curso do respectivo bolseiro, tornando-se assim mais fácil o contacto destes com a Instituição mecenática através da realização de estágios, o que proporciona aos bolseiros, simultaneamente, com formação académica, uma experiência profissional prática na área em que virão a exercer as suas actividades.

Este projecto tem ainda por objectivo aproximar a comunidade lusófona e criar laços de ligação aos níveis social, económico e cultural.

Fonte: CML

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HOJE, EM CARNIDE

A implementação da recolha porta-a-porta de resíduos indiferenciados e valorizáveis no núcleo histórico de Carnide terá início no dia 30 de Janeiro de 2006. Esta iniciativa está incluída no “pacote” das 309 medidas a concretizar nos primeiros 180 dias de governação anunciadas pela candidatura de Carmona Rodrigues.

Esta medida insere-se numa estratégia de aproximar os locais de deposição dos resíduos indiferenciados e valorizáveis o mais possível dos cidadãos, possibilitando que os ecopontos e contentores de utilização colectiva para resíduos indiferenciados actualmente utilizados, possam ser gradualmente eliminados da via pública, tornando os sistemas de deposição dos RSU cada vez mais cómodos, contribuindo para o aumento da participação dos cidadãos no esforço da reciclagem, de modo a serem alcançadas as metas impostas pela União Europeia.

A recolha selectiva porta-a-porta, agora alargada a mais uma zona de Lisboa e que o Município irá implementar progressivamente em toda a cidade, revelou-se uma opção benéfica para todos, munícipes e Câmara Municipal, nomeadamente em relação aos custos a ela associados.

O sistema de deposição de RSU no Núcleo Histórico de Carnide passará a utilizar sacos pretos para resíduos indiferenciados, amarelos para embalagens e azuis para papel/cartão, distribuídos gratuitamente a todas as habitações e actividades económicas (com produções inferiores a 50 l/dia) localizadas no núcleo histórico, nas quais não seja possível instalar contentores por falta de espaço.

Os edifícios que possuem condições para armazenar contentores, passarão a dispor deste equipamento, com tampas de cores diferentes, fornecido gratuitamente pelo Município.
Os estabelecimentos comerciais poderão fazer a entrega do cartão produzido em fardos, devidamente acondicionados, nos dias destinados à remoção deste material.

A recolha dos resíduos indiferenciados (sacos pretos e contentores de tampa cinzenta) passará a ser efectuada às 3ª, 5ª e Sábados. A recolha das embalagens de plástico, metal e cartão para líquidos alimentares (sacos amarelos e contentores com tampa da mesma cor) passará a ser efectuada às 2ª e 6ª Feiras e a do papel (sacos azuis e contentores com tampa azul) às 4ª Feiras.

A remoção irá ser executada em horário diurno, a partir das 6:00.
É ainda de salientar que os estabelecimentos de restauração e similares já dispõem de recolha selectiva porta-a-porta de matéria orgânica, com uma periodicidade diária (de 2ª Feira a Sábado), executada pela Valorsul, ao abrigo da parceria estabelecida entre o Município e aquela empresa para a valorização da fracção orgânica dos resíduos produzidos na capital.

Fonte: CML

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150º ANIVERSÁRIO DA ASSOCIAÇÃO NAVAL DE LISBOA

A Sala do Arquivo dos Paços do Concelho foi o cenário da recepção que o presidente da Câmara Municipal de Lisboa ofereceu à Associação Naval de Lisboa, no dia 17 de Janeiro, por ocasião da apresentação do programa de comemorações dos seus 150 anos e do lançamento de um livro que assinala a efeméride. António Carmona Rodrigues destacou a importância da realização em Lisboa de grandes eventos náuticos, como forma de projectar Lisboa internacionalmente.

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ANL (2)

Coube a Carlos Ribeiro Ferreira, Comodoro e Presidente do Conselho Geral da Associação, a apresentação do livro “Associação Naval de Lisboa - 150 Anos de História”, que ofereceu ao presidente da Câmara, juntamente com a cópia de um antigo documento sobre as primeiras regatas. Recordando alguns aspectos da História da Associação (fundada pelo impulso do rei D. Pedro V e então designada Real Associação Naval de Lisboa, até mudar para a denominação actual em 1911), Carlos Ribeiro Ferreira salientou a dupla vocação da Associação pelo Tejo e pelo Atlântico, coroada pela maior empresa que concretizou - o cruzeiro de volta ao mundo em 1997-8, para assinalar a Expo’98. o seu principal objectivo.

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ANL (3)

Ao reafirmar a fidelidade ao espírito inicial e às gloriosas tradições da Associação (a promoção da vela, do remo e da construção naval de recreio e desporto, cuja simbologia consta, aliás, no seu emblema), Ribeiro Ferreira referiu o seu empenho para que este programa de comemorações constitua “um ano inesquecível para o desporto náutico português”.

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ANL (4)

O programa das comemorações foi detalhadamente apresentado pelos responsáveis das secções de vela e de remo, respectivamente, António Guimarães Lobato, vice-comodoro, e André Bettencourt da Câmara Correia, vice-comodoro. Assim, o momento alto das comemorações será o Desfile Náutico no Rio Tejo, da Doca de Santo Amaro à Torre de Belém, no dia 30 de Abril, dia do próprio aniversário da Associação. Em Julho, será a vez de arrancar a primeira edição da Regata de Vela Oceânica “Atlantic Meeting” - que começa por estabelecer a ligação a Lisboa dos veleiros vindos de Cork (Irlanda), La Rochelle (França), Bayona/La Coruña e Cádiz (Espanha), com partida faseada a partir no dia 20 e chegada a Lisboa a 26, e que prossegue depois, com partida de Lisboa a 31 desse mês de Julho, até à Ilha da Madeira, onde as embarcações são esperadas no dia 6 de Agosto.

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ANL (5)

No remo, a prova mais importante no âmbito destas comemorações será a segunda edição da Lisboa Classic Regatta, que decorrerá na pista da Junqueira, no Rio Tejo, nos dias 7 e 8 de Outubro, para embarcações de quatro e oito remadores. Depois de, no ano passado, a primeira edição ter trazido a Lisboa algumas das melhores formações europeias de remo (tendo a equipa lisboeta, algo surpreendentemente, vencido a prova), este ano a regata contará também formações dos Estados Unidos, Brasil, Austrália e Canadá (num total de cerce de 300 atletas) e com o aliciante da prometida desforra da mítica selecção da Universidade de Cambridge que, no ano passado, foi batida pela equipa de Lisboa.

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ANL (6)

A cerimónia foi encerrada pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Carmona Rodrigues, que, na sua intervenção, destacou a importância dos desportos náuticos no processo de se “criar condições para atrair as pessoas ao rio”, numa cidade que ainda vive dele afastada. Considerando o estuário do Rio Tejo - o maior da Europa - “um recurso paisagístico, ambiental e turístico” de grande relevância, o edil lisboeta considera importante que ele chame a Lisboa grandes eventos, como aqueles que agora a Associação Naval de Lisboa vai promover.

No mesmo sentido, o autarca referiu que a dinâmica de projecção internacional de Lisboa como cidade competitiva passa pela valorização deste recurso, salientando o empenho da autarquia na criação de um Centro de Actividades Náuticas na nossa zona ribeirinha. Sublinhando o sucesso que constituiu, no ano passado, a Lisboa Classic Regatta, que contou com o apoio da CML, Carmona Rodrigues congratulou-se pela existência em Lisboa de uma “grande escola de virtudes” que é a sua Associação Naval, a quem deixou os seus votos de “bons ventos”.

Fonte: CML

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VOLUNTÁRIOS

Muitos lisboetas acorreram domingo ao Centro de Apoio no Regueirão dos Anjos, em Lisboa, oferecendo-se como voluntários para apoiar os sem-abrigo da capital, revelou hoje fonte camarária. Os voluntários, acrescentou a mesma fonte, trabalham ao lado de organizações e instituições que já anteriormente desenvolviam acções idênticas.

Hoje, três estações do metropolitano de Lisboa (Alameda, Rossio e Sete-Rios) vão manter-se abertas durante a noite, para acolher os sem-abrigo, devido às baixas temperaturas que se fazem sentir em Lisboa.

Cerca de sessenta sem-abrigo acorreram já ao centro de apoio instalado na Rua do Regueirão dos Anjos, 68, onde estão a ser servidas sopas, bebidas quentes e sandes. Outras 14 pessoas que procuravam um local para passar a noite foram encaminhadas para um outro centro, no Beato.


Fonte: Lusa

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janeiro 29, 2006

EMERGÊNCIA EM LISBOA

A Câmara de Lisboa accionou um plano de contingência devido ao agravamento das condições climatéricas e vai abrir um centro e três estações de metro para apoiar os sem-abrigo, disse à agência Lusa fonte da autarquia.

Os sem-abrigo podem dirigir-se a um centro de apoio no Regueirão dos Anjos, com capacidade para 200 pessoas, e abrigar-se nas estações do Metropolitano do Socorro, Baixa-Chiado e Sete Rios que vão estar abertas durante toda a noite, acrescentou fonte do gabinete do vereador com o pelouro da Acção Social, Sérgio Lipari Pinto. A autarquia mobilizou também a Polícia Municipal e já tem equipas na rua a recolher pessoas.

Às 15:00 estavam 0,5 graus em Lisboa, abaixo dos 4 graus que o Instituto de Meteorologia previa como temperatura mínima, e caía neve na cidade, bem como noutros dez concelhos do distrito.

Fonte: Lusa

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A ÚLTIMA VEZ

Foi em 1957. Esta é uma imagem da Alameda D. Afonso Henriques. É de Rui Pires Leitão.

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ESTÁ NEVAR OUTRA VEZ EM LISBOA

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29 DE JANEIRO DE 2005

Um incêndio destruía grande parte dos arquivos do Liceu Camões.

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29 DE JANEIRO DE 1921

Morre o poeta Gomes Leal.

António Duarte Gomes Leal (1848-1921) nasceu em Lisboa, filho ilegítimo de um funcionário do Estado. Frequentou o Curso Superior de Letras, não chegando a terminá-lo. Ao ler as obras de Marx, Darwin, Renan e Proudhon, entusiasma-se com o socialismo, aproximando-se ideologicamente de Antero de Quental e Oliveira Martins. Poeta e jornalista, caiu na miséria nos últimos anos da sua vida, sobrevivendo da caridade alheia. Escreveu: O Tributo de Sangue (1873), A Canalha (1873), Claridades do Sul (1875), A Fome de Camões (1880), A Traição (1881), O Renegado (1881), História de Jesus (1883), O Anti-Cristo (1886), Fim de Um Mundo (1900), A Mulher de Luto (1902), A Senhora da Melancolia (1910).

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ESTÁ A NEVAR EM LISBOA!

Não acontecia, salvo erro, desde 1957.

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29 DE JANEIRO DE 1505

Morre Frei Miguel Contreiras, confessor da rainha D.Leonor e seu aliado na fundação da Misericórdia de Lisboa.

Foi durante a ausência de D. Manuel I, na sua deslocação a Castela com sua mulher a rainha D. Isabel, que D. Leonor, à data com quarenta anos, viúva de D. João II e irmã do novo monarca e regente de Portugal, funda, a Irmandade de invocação a Nossa Senhora da Misericórdia a 15 de Agosto de 1498, na capela de Nª Sr.ª da Terra Solta, nos claustros da Sé Patriarcal, em Lisboa.

Os confrades presentes nesta cerimónia, segundo a tradição foram: João Rodrigues Ronca, Cotim do Paço, flamengo, João Rodrigues, cerieiro, o livreiro Gonçalo Fernandes, um valenciano broslador e Frei Miguel Contreiras, frade Trinitário de origem Espanhola e confessor de D. Leonor e seu grande inspirador.

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BURRO MIRANDÊS VISITA LISBOA

Arruada: gaiteiros e pauliteiros de Miranda do Douro desfilaram desde o Castelo até ao Chiado. Burro mirandês também andou a passear. A iniciativa alertou para o risco de extinção que ameaça esta espécie da região transmontana.

"Isto é uma manifestação contra o Governo?", perguntava a alguém uma mulher supreendida pelo desfile de burros mirandeses e Gaiteiros e Pauliteiroz de Miranda do Douro, ontem, pelas ruas da Baixa lisboeta. Depois de elucidada, seguiu caminho, sem prestar muita atenção à arruada que, durante a tarde, se desenrolou entre o Castelo de S. Jorge e o Chiado.

A iniciativa foi organizada pela EGEAC (empresa municipal responsável pela animação cultural da cidade) e a associação Sete Sóis Sete Luas e realizou-se no âmbito da exposição "Hardware+Software=Burros", que está patente no Castelo de S. Jorge até terça-feira (ver caixa).

Foram poucos os transeuntes que ficaram indiferentes ao desfile de burros mirandeses, deviamente trajados, e às actuações dos 22 pauliteiros e gaiteiros. Alguns foram propositadamente a Lisboa para assistir à arruada, como foi o caso do pequeno Francisco Pereira da Silva, de oito anos. Embora alérgico ao pêlo dos animais, fez questão de fotografar os burros que se passearam pela cidade.

Também Patrícia Vieira levou a família para assistir ao desfile. "Soube da arruada pelos jornais e decidi assistir. Não conheço Miranda do Douro, mas já tenho ouvido falar do burro mirandês e do perigo que corre de extinção", disse.

Segundo Bárbara Fráguas, da associação de protecção deste tipo de animais, existem em Portugal 800 fêmeas desta espécie, "algumas das quais com problemas reprodutivos", o que é "manifestamente pouco" para garantir a sua continuidade no futuro.

Actividades

Espectáculo

Hoje, entre as 10.30 e as 12 horas, os gaiteiros e pauliteiros de Miranda do Douro voltam a actuar, mas desta vez dentro das muralhas do Castelo de São Jorge.

Curso

Para aqueles que quisessem conhecer melhor a língua mirandesa, este fim-de-semana realizou-se um curso de iniciação, gratuito, noCastelo de S. Jorge.

Exposição

Até terça-feira, ainda é possível ver a exposição "Hardware+Software=burros", da autoria do fotógrafo italiano Oliviero Toscani, também no castelo.

Fonte: Jornal de Notícias

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GANSOS VOLTAM À MÃE

Seis dezenas de "gansos" escolheram acabar os d ias junto da mãe que os acolheu no início da vida e vivem na Associação Casapian a de Solidariedade, rodeados de obras de arte de antigos alunos e de memórias da instituição.

Almejada há décadas por gerações de alunos da Casa Pia, a Associação Ca sapiana de Solidariedade (ACS) foi inaugurada em Outubro passado para apoiar "a integração social e comunitária da família casapiana, a sua protecção na velhice e em todas as situações de falta ou diminuição da capacidade para o trabalho".

Um dos casapianos que mais defendeu a criação desta associação é August o Poiares, o mais antigo ex-aluno vivo e que sempre lutou por "uma instituição o nde os casapianos tivessem, no final da vida, o mesmo que tinham tido no seu iní cio dentro dos muros da Casa Pia: o amparo".

Amparo que 60 antigos alunos e trabalhadores da Casa Pia de Lisboa, seu s familiares e amigos encontram nesta "casa dos afectos", como lhe chama o presi dente da ACS, Luís Vaz, recentemente empossado.

A ACS fica situada em Lisboa, num edifício desenhado pelo arquitecto ca sapiano Cândido Palma de Melo e localizado em terrenos cedidos pelo Casa Pia Atl ético Clube, outra instituição da Casa Pia de Lisboa.

No interior do edifício constam centenas de obras de arte doadas por ar tistas plásticos casapianos como Martins Correia, Gil Teixeira Lopes, Hélder Bat ista, Maria Matilde Marçal, Francisco de Aquino, entre muitos outros. Como uma grande casa onde vive uma grande família, a ACS organiza os se us horários consoante as actividades dos seus residentes. Os residentes e funcionários passam o dia entre a limpeza dos quartos e dos espaços comuns, a preparação das refeições, as actividades lúdicas e ocupac ionais, as consultas na biblioteca ou as idas ao cabeleireiro.

Um centro de fisioterapia - gerido por um grupo privado na área da saúd e - proporciona ainda aos residentes ou visitantes serviços vários, contando com uma piscina e um ginásio. Igualmente disponível na ACS está um centro médico que conta com a pres ença permanente de um enfermeiro e visitas regulares de um médico.

O director da ACS, Luís Vaz, disse à Agência Lusa que um dos seus princ ipais objectivos é tornar os utentes mais participativos nas actividades da ACS.

Um dos exemplos dessa participação é dado por Agostinho Ribeiro que, co m 82 anos, é responsável pela irrepreensível organização da biblioteca da associ ação que conta com 2.000 títulos devidamente registados em ficheiros por obra e autor. "A Casa Pia é a minha casa. Fui para lá com 12 anos e nunca deixei de p articipar nas várias iniciativas da instituição", contou orgulhoso à Lusa.

O passado comum de casapiano une os residentes no lar da ACS, onde o pe sadelo da pedofilia não tem lugar nas conversas, apesar de continuar a dominar m uitas das notícias televisivas que são seguidas atentamente por todos. Para um futuro breve, a ACS aposta na criação de uma unidade que preste serviços de apoio domiciliário aos utentes da área envolvente, conforme disse L uís Vaz.

O objectivo desta aposta é "acompanhar os casapianos - ex-alunos, ex-tr abalhadores e seus familiares - que precisem de ajuda, mas não queiram sair das suas residências", adiantou.

A ligação dos antigos alunos à Casa Pia não termina com a sua morte. Mu itos casapianos doam à instituição o seu espólio, existindo ao longo do edifício várias obras de arte e até mobílias que foram deixadas em testamento à institui ção.

Nesta "casa dos afectos", a imagem do ganso - o símbolo dos casapianos - é permanente, seja em pinturas, esculturas ou nas lapelas de muitos utentes e funcionários. Apesar de terem visto o nome da Casa Pia associado ao crime da pedofili a, os casapianos ainda acreditam na credibilidade da instituição.

Como escreveu o ex-aluno casapiano José dos Santos Pintos, no livro "A Feliz Sementeira", "muitos apresentam a sua condição de casapianos como penhor d e honestidade e competência nas mais diversas manifestações da vida activa, desd e a fábrica ou a repartição até ao gabinete ministerial ou à cátedra universitár ia, quer em Portugal quer por esse mundo fora".

Fonte: Lusa

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janeiro 28, 2006

MIRANDA

Sai hoje do Castelo da S. Jorge em direcção à Baixa a arruada mirandesa, de que aqui no Olissipo já dei conta. Durante o fim de semana há aulas de mirandês no Castelo para quem quiser aprender.

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28 DE JANEIRO DE 1835

Realizava-se, na Sé de Lisboa, o primeiro casamento de D.Maria II.

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PAVILHÃO ATLÂNTICO

Mais de sete milhões de pessoas já participaram em eventos organizados no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, um misto de nave espac ial, caranguejo-ferradura e nau quinhentista inaugurado durante a Expo'98 e que está em permanente evolução.

Acolhendo concertos a espectáculos de família, da apresentação de novos modelos de automóveis a eventos equestres, de campeonatos mundiais de diversas modalidades a musicais e encontros religiosos, o Pavilhão Atlântico "é construíd o todos os dias", afirmou o administrador-delegado, João Gonçalves, numa entrevi sta à Lusa.

A organização da exposição mundial de 1998 transformou a zona ribeirinh a ocidental de Lisboa, mas foi também a oportunidade de criar "uma sala com um c onceito diferente" na capital, que permitisse colmatar a falta de uma "sala poli valente para acolher espectáculos, congressos e acontecimentos desportivos de gr ande envergadura".

Projectado pelo arquitecto português Regino da Cruz, em parceria com o gabinete internacional SOM (Skidmore, Owings & Merril), a estrutura do Pavilhão Atlântico, orçado em menos de 11 milhões de euros, lembra, no exterior, a forma de um caranguejo-ferradura, espécie marinha com mais de 200 milhões de anos. O interior, em madeira, recorda uma nau do século XVI, numa alusão aos Descobrimentos portugueses.

Durante os 132 dias da Expo'98, pelo então Pavilhão da Utopia passaram heróis míticos como Hércules ou os Deuses do Olimpo, num espectáculo que evocava os "medos, mitos e lendas" e que proporcionava uma abordagem ao "lado mágico, o nírico e simbólico" do mundo marinho. Ao espectáculo "Oceanos e Utopias", repetido quatro vezes por dia, assi stiram mais de três milhões de pessoas. A Expo'98 terminou, mas o pavilhão continuou a funcionar.

Fonte: Lusa

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janeiro 27, 2006

LISBOETICES

"O pequeno tsunami de Santa Apolónia, provocado pelo rebentamento de uma conduta da EPAL, demonstra como Lisboa é uma cidade que não foi bombardeada pela Segunda Guerra Mundial. Aliás, a própria tubagem que faz circular o que importamos da barragem de Castelo de Bode para as torneiras, talvez ainda venha da monarquia liberal, quando a Companhia das Águas Livres era dirigida por um conhecido miguelista, também chefe do partido legitimista, pelo que é de investigar se não anda por aí o dedo de um qualquer fantasma do Remexido, contra a restauração do cabralismo que se pronuncia, transformando os ordeiros, esses traidores do setembrismo, numa nova ditadura do "status quo".

José Adelino Maltez, em Sobre O Tempo Que Passa

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GREVE NO TEJO

A travessia fluvial entre o Barreiro e o Terreiro do Paço, em Lisboa, está paralisada desde as 5:15 devido à greve do pessoal marítimo da Soflusa convocada para hoje, disse à Agência Lusa fonte sindical.

"Toda a actividade fluvial da Soflusa está parada", afirmou José Manuel Oliveira, presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF), uma das estruturas que convocaram a greve em protesto contra as diferenças salariais.

De acordo com o sindicalista, "todos os trabalhadores abrangidos pelo pré-aviso estão em greve, pelo que desde a primeira carreira da manhã que não há circulação".

A greve, convocada por três sindicatos do sector dos transportes fluviais de passageiros, realiza-se em dois períodos diferentes: entre as 5:15 e as 8:55 e entre as 17:30 e as 20:20.

Durante esses períodos, será disponibilizado transporte alternativo em autocarros desde o terminal do Barreiro até ao Montijo, de onde partem barcos da Transtejo para Lisboa.

Na semana passada e no dia 09 de Janeiro, a greve parcial afectou a ligação entre as duas margens do Tejo na hora de ponta.

Os trabalhadores da Soflusa estão em protesto contra as diferenças salariais que a empresa considera justificáveis.

O SNTSF acusa a administração da Soflusa de ter promovido "uma distorção salarial" ao decidir em Novembro, com o acordo de um outro sindicato, a atribuição de um subsídio de chefia ao mestre das embarcações, que representa um acréscimo de cinco por cento no seu vencimento.

A Soflusa decidiu atribuir esse subsídio devido à responsabilidade que os mestres das embarcações exercem.

Às 7:15 de hoje, os trabalhadores da Soflusa estavam reunidos em plenário para discutir novas greves em Fevereiro ou Março, caso a empresa se mantenha irredutível nas suas posições.


Fonte: Lusa

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OLHARES NO CHAPITÔ

O Chapitô realiza hoje e sábado em Lisboa mais uma edição da mostra de vídeo "+ Olhares", dedicada este ano ao tema dos "Desequ ilíbrio(s)" e que apresenta pela primeira vez filmes feitos com câmara de telemóveis.

O programa inclui filmes de países como os Estados Unidos, Iraque, Cost a Rica ou Brasil, mas a novidade são os "pocket videos", uma "forma artística em ergente".

As imagens captadas por câmaras de telemóveis de última geração e de má quinas fotográficas digitais, "já considerados a nova tendência", constituem tam bém novos filmes a integrar esta mostra.

Teresa Ricou, directora do Chapitô, explica que o programa da mostra "é bastante alargado, com o tema dos desequilíbrios, que podem ser sociais, financ eiros, tecnológicos".

A edição deste ano, que conta com textos sobre o tema de Rui Zink, Gonç alo M.Tavares, José Luís Peixoto ou Miguel Castro Caldas, tem ainda a participaç ão da Vodafone.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 09:41 AM | Comentários (0) | TrackBack

PANORAMA COMEÇA HOJE NO ROMA

A primeira Mostra do Documentário Português, "Panorama", que durante dez dias irá exibir 90 filmes, começa hoje no Fórum Lisboa (antigo Cinema Roma).

O programa inclui os quatros documentários realizados por Manoel de Oli veira: "Douro, faina fluvial" (1931) e "O pintor e a cidade" (1956), que vão abr ir o certame, e "O pão" (1959) e "As pinturas do meu irmão Júlio" (1965), na ses são de encerramento, a 05 de Fevereiro.

Os filmes seleccionados espelham a produção portuguesa dos anos de 2004 e 2005, tanto institucional, como de independentes e de escolas, nomeadamente d a Universidade Lusófona e da Universidade Católica do Porto.

"Panorama" é organizado pela Videoteca Municipal de Lisboa e pela APORD OC, Associação pelo Documentário, responsável pelo DOCLisboa, Festival Internaci onal do Documentário que o ano bateu o recorde de público com espectadores.

Em Helsíquia exibem-se documentários portugueses numa secção especial d o DocPoint, Festival Internacional do Documentário, a decorrer até domingo.

Entre as sete películas a apresentar incluem-se "Gosto de ti como és" d e Sílvia Firmino (Prémio Melhor Documentário Português no Festival DOCLisboa do ano passado) e "Natureza morta" de Susana Sousa Dias (Prémio de Distribuição do mesmo Festival).

Fonte: Lusa

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janeiro 26, 2006

BARREIRO PRESIDE À JML

O comunista Carlos Humberto de Carvalho, autarca da câmara do Barreiro, foi hoje eleito presidente da Junta Metropolitana de Lisboa, com o voto favorável de 11 dos 18 líderes dos municípios que integram a Grande Área Metropolitana de Lisboa.

Para as vice-presidências da junta foram eleitos - também com 11 votos a favor, seis contra e uma abstenção - Carlos Teixeira (PS), presidente da câmara de Loures, e José Ministro dos Santos (PSD), presidente da câmara de Mafra, anunciou Carlos Humberto de Carvalho, eleito pela CDU.

As eleições para a presidência da Junta de Metropolitana de Lisboa já tinham sido adiadas duas vezes por falta de consenso entre PS, PSD e CDU.

«Foi difícil, houve momentos de discordância, de afirmação de posições, houve quem afirmasse [caso da CDU] que era necessário continuar o processo anterior, ou seja, a força política que tinha mais presidências de câmara devia ter a presidência da JML e houve outros presidentes [PSD] que tinham outra opinião», afirmou o também presidente da câmara do Barreiro.

«Houve um percurso de reflexão, de opiniões e da construção da solução a que se chegou hoje», acrescentou no final da votação o novo presidente da junta, que substitui no cargo a socialista Maria da Luz Rosinha.

Foi uma «solução consensual» resultante de um «processo de construção entre 18 presidentes de câmara que têm as suas dificuldades, opções até político-partidários, mas chegou-se a uma posição final que nos agrada registar e estamos todos empenhados neste grande barco que é a Área Metropolitana de Lisboa», disse Carlos Humberto de Carvalho.

Segundo o Regimento Interno e de Funcionamento da Junta Metropolitana de Lisboa, a eleição para a presidência daquele órgão executivo da Grande Área Metropolitana de Lisboa (GAML), que esteve agendada pela primeira vez para 20 de Dezembro, deveria ser feita por escrutínio directo, mediante a apresentação de listas conjuntas.

No entanto, devido à falta de consenso político, a eleição de hoje foi feita por voto secreto uninominal.

Carlos Humberto de Carvalho afirmou que «a diferença de

opiniões [entre os vários partidos] foi muito afirmada em alguns momentos, mas houve o momento em que foi preciso decidir e então optou-se por ir a votos, cada um não abdicando da sua posição».

O presidente da câmara de Lisboa - que defendia ser a capital a liderar a JML mas que na quarta-feira anunciou a sua desistência da corrida à presidência - lamentou não ter sido apresentada qualquer lista conjunta que desse «mais força e mais coesão à própria junta».

«Foi a eleição possível, tinha de se eleger uma junta e conseguimo-lo hoje desta forma, suspendendo o regimento de funcionamento para poder haver uma eleição directa porque não foi apresentada nenhuma lista conjunta», afirmou Carmona Rodrigues aos jornalistas.

Para o autarca, esta eleição «pode dar uma nota de alguma fragilidade» à Junta Metropolitana de Lisboa.

Carmona Rodrigues defende que é preciso uma «junta coesa», numa altura em que se espera, conforme já foi anunciado pelo Governo, uma proposta de alteração de competência das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

«Era desejável que tivesse aparecido uma lista conjunta que desse mais força e mais coesão à junta. Não foi possível, houve uma eleição directa, mas de qualquer modo estão representadas as três forças políticas na presidência e vice-presidência e da minha parte estarei aqui para colaborar e defender os interesses da junta», salientou.

Carmona Rodrigues explicou quarta-feira a sua desistência da corrida à liderança da junta por considerar que não estavam reunidos todos os pressupostos essenciais para que se possa construir um forte projecto para a Junta Metropolitana que defenda de forma clara, eficaz e coesa os interesses dos cidadãos residentes da Grande Área Metropolitana de Lisboa.

O autarca adiantou hoje que a CDU não estava disponível para participar numa lista conjunta por entender que se devia respeitar a tradição de a junta ser presidida pelo agrupamento político com mais câmaras.

Para Carmona Rodrigues, uma lista que não tivesse os três partidos (PS, CDU, PSD) iria fragilizar muito a junta.

Como prioridades para o seu mandato à frente da JML, Carlos Humberto de Carvalho elegeu as questões sociais, ambientais, do planeamento do território e de mobilidade.

«Nós vivemos numa grande região com muitos problemas de carácter social de dimensão preocupante», afirmou o responsável, adiantando que a JML tem de ter uma atitude activa, exigente e interventiva relativamente a estas questões.

O presidente da câmara do Barreiro considerou as competências da JML «limitadas», defendendo que este órgão deve ser transformado num órgão metropolitano em defesa da população, dos cidadãos e dos 18 municípios que integram a GAML.

Carmona Rodrigues também defende mais poderes para a junta: «Todos nós temos consciência de que algo tem de mudar para dar mais força ao associativismo municipal na Área Metropolitana de Lisboa.»

«Queremos que sejam reforçadas as capacidades e competências de JML e, portanto, vamos trabalhar junto do Governo para que isso saia reforçado», acrescentou.

Fonte: Expresso on line

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EPAL ASSUME

O porta-voz da Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL), José Manuel Zenha, garantiu que a empresa vai responsabilizar-se por todos os danos causados pelo rebentamento da conduta ocorrido hoje na rua do Paraíso, perto de Santa Apolónia, em Lisboa.

O rebentamento da conduta de 80 centímetros de diâmetro, registado cerca das 8h40 danificou 60 viaturas, inundou o piso térreo do Hospital da Marinha, assim como um número ainda indeterminado de lojas e residências.

De acordo com o porta-voz da EPAL, todos os danos provocados por este incidente serão cobertos pela empresa, incluindo os eventuais estragos no Hospital da Marinha, onde a inundação no piso térreo afectou oito serviços.

Na zona onde ocorreu a rotura, segundo a directora dos Serviços de Protecção Civil, Ana Lencastre, estão três técnicos a fazer a recolha de informação junto dos proprietários das viaturas, habitações e lojas atingidas pela água.

No momento do rebentamento da conduta estavam a ser libertados cinco mil litros de água por segundo que só uma hora depois, segundo José Manuel Zenha, foi possível estancar.

A conduta em causa, adiantou o porta-voz da EPAL, tinha já cerca de 50 anos e a sua substituição estava prevista no plano da empresa de renovação de 480 quilómetros de condutas até 2010.

Na sequência deste acidente, toda a zona da baixa de Santa Apolónia ficou privada de abastecimento água.

A força e pressão da água arrastou dezenas de carros estacionados na zona e provocou o abatimento de parte do piso da rua do Mirante e da Calçada do Cardeal, onde muitas viaturas estavam estacionadas.

Segundo o major Carlos Fernandes, dos Sapadores de Bombeiros de Lisboa, cerca de 60 automóveis ficaram danificados, tendo as águas provocado também a inundação da Estação dos Correios da rua dos Caminhos-de-Ferro, assim como de uma oficina de madeiras e de uma farmácia.

Só na calçada do Cardeal, pelo menos 30 carros foram arrastados pelas águas e cinco ficaram dentro da abertura no solo provocada pelo rebentamento da conduta.

Fonte: Expresso on line

Publicado por jf em 08:09 PM | Comentários (0) | TrackBack

HOSPITAL DA MARINHA EVACUADO

A ruptura de uma conduta de grande débito da EPAL, na Calçada do Cardeal, em Santa Apolónia, Lisboa, motivou o corte do trânsito naquela rua e na zona envolvente e obrigou à evacuação dos dois pisos mais baixos do Hospital da Marinha, no Campo de Santa Clara. O trânsito está cortado.

Publicado por jf em 11:23 AM | Comentários (2) | TrackBack

DESAVENÇAS

Vai mau o clima na maioria laranja da CML. Parece que a Presidente da Assembleia Municipal não quer fazer fretes ao Executivo. Não tarda ainda a convidam para uma administraçãozita de uma empresa municipal qualquer...

Publicado por jf em 11:01 AM | Comentários (0) | TrackBack

MISTÉRIO

O que terá feito Maria José Nogueira Pinto mudar de posição no que diz respeito à casa de Almeida Garrett? Antes era contra o que se está a fazer. Agora é a favor...

Publicado por jf em 10:49 AM | Comentários (0) | TrackBack

CASA GARRETT CONDENADA OUTRA VEZ

A maioria dos vereadores da Câmara de Lisboa re jeitou quarta-feira à noite uma proposta de José Sá Fernandes (Bloco de Esquerda ) para impedir qualquer licenciamento que alterasse a casa de Almeida Garrett, c uja demolição está quase concluída.

O vereador apoiado pelo Bloco de Esquerda (BE) apresentou na reunião pú blica do executivo municipal uma proposta que propunha "não autorizar a demolição" do prédio onde morreu o escritor Almeida Garrett, em Campo de Ourique, "nem a alteração da sua configuração externa nem nenhum licenciamento" que permita mud anças na estrutura do edifício.

A 06 de Janeiro começou a ser demolido o prédio de dois andares, de que no início da semana apenas sobrava o rés-do-chão, estando previsto para o local um prédio de habitação de cinco pisos, promovido pelo proprietário do imóvel, o actual ministro da Economia, Manuel Pinho.

O vereador propunha ainda a suspensão "de imediato de quaisquer actos de demolição em curso", além de defender a colocação na fachada principal de uma "inscrição em que conste o facto de ter sido o imóvel onde viveu e morreu Almeid a Garrett".

A criação de uma comissão para analisar as propostas sobre o futuro do edifício era outra sugestão de Sá Fernandes, que justificou ter apresentado a in iciativa apenas quarta-feira, mais de duas semanas após o início da demolição, c om o facto de a reunião pública ser a primeira em que tal foi possível.

Tendo verificado que a maioria das deliberações que sugeria já não fazi a sentido, por extemporâneas, o vereador bloquista submeteu apenas a votação o i mpedimento de qualquer licenciamento "que altere a configuração externa" do imóv el, algo que ocorreu em 2001, segundo Gabriela Seara (PSD), responsável pelo pelouro do Urbanismo.

A medida foi chumbada com os votos contra da maioria PSD/CDS-PP e com d uas abstenções do PCP, tendo apenas merecido o voto favorável de Sá Fernandes.

O vereador comunista Ruben de Carvalho ainda se mostrou disponível para aprovar a manutenção de uma inscrição alusiva à passagem de Garrett por aquela casa, uma medida também já garantida pelo vereador da Cultura, José Amaral Lopes , mas Sá Fernandes preferiu não propor esse ponto da proposta à votação.

O socialista Dias Baptista sustentou que a discussão, que ocorreu ao fi m de quase dez horas de reunião, era "inútil", depois de a demolição já estar em fase tão avançada.

Amaral Lopes reafirmou que "o património não é por si só valioso", aleg ando que nem os azulejos azuis e brancos que antes cobriam a fachada eram os ori ginais, e considerou ser "mais vantajoso" esperar pelo parecer da comissão event ual de acompanhamento do processo criada terça-feira pela Assembleia Municipal d e Lisboa.

O Museu da Cidade vai receber a lápide que antes estava afixada na fach ada do prédio e que dava conta da morte de Garrett naquele local, além de uma pl aca de azulejos e das cantarias, enquanto no futuro edifício será assegurada uma referência ao escritor, através da inscrição de um busto em baixo-relevo ou de uma frase do autor de "Viagens na Minha Terra", garantiu a autarquia.

Sá Fernandes lamentou que "isto tenha acontecido e que não se tenha tra vado a demolição nos últimos sete ou oito dias", como solicitou ao presidente an tes de entregar a proposta, considerando que "houve muito pouca diligência" da p arte do executivo municipal.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 09:44 AM | Comentários (0) | TrackBack

URBANIZAÇÃO DO VALE DE STO. ANTÓNIO APROVADA

O executivo da Câmara de Lisboa aprovou quarta- feira à noite por maioria a realização de um plano de urbanização para o Vale de Santo António, em Chelas, uma proposta contestada pelos vereadores da oposição.

O arquitecto responsável pela elaboração do plano, Manuel Fernandes de Sá, apresentou durante a reunião camarária pública os estudos que já desenvolveu para a área, tendo a proposta sido aprovada pela maioria PSD/CDS-PP liderada po r António Carmona Rodrigues, enquanto José Sá Fernandes (Bloco de Esquerda) voto u contra e os vereadores do PS e do PCP se abstiveram.

Segundo Fernandes de Sá, a zona, com cerca de 45 hectares, "tem uma loc alização muito central e uma acessibilidade cada vez mais fácil", constituindo " uma situação de oportunidade", mas que necessita de uma "intervenção forte, que seja um motor de transformação desta área".

O projecto já desenvolvido pelo arquitecto contempla a integração de eq uipamentos previstos para a zona como a Biblioteca Municipal Central, já em cons trução, ou o mosteiro de Santos-o-Novo, e prevê uma capacidade de construção que representa "cerca de metade" daquilo que é previsto pelo Plano Director Municip al (PDM), adiantou o responsável.

O plano, que pretende "contribuir para a criação de uma identidade próp ria da área", inclui ainda um vale-jardim com cerca de quatro hectares, um parqu e multigeracional, um espaço desportivo com um campo de futebol e destinado à in stalação dos clubes desportivos locais, além de pequenos equipamentos de apoio l ocal às crianças e terceira idade.

O vereador comunista Ruben de Carvalho lamentou que o arquitecto tenha iniciado o trabalho sem que tivessem sido aprovados os termos de referência que orientam a elaboração do plano de urbanização do Vale de Santo António, o que só aconteceu quarta-feira.

"Havia o compromisso de trazer aqui os termos de referência para o Vale de Santo António, e teríamos muitas oportunidades de conhecer o projecto do arq uitecto. Primeiro vêm à Câmara os termos de referência e depois disso a Câmara e ncarrega alguém de fazer um estudo que, depois, volta à Câmara para ser aprovado ", sublinhou Ruben de Carvalho, para quem "estes termos de referência foram feit os ao contrário".

A mesma posição teve o vereador apoiado pelo Bloco de Esquerda (BE), Sá Fernandes, que disse ter percebido, com a apresentação dos estudos pelo arquite cto, que "já está tudo acertado e que a Câmara Municipal já tem tudo feito".

A vereadora socialista Isabel Seabra considerou que os termos de referê ncia propostos são "vagos" e sustentou que "poder-se-ia ter ido muito mais longe e para que se discutisse com o arquitecto algumas opções que ainda têm flexibil idade". "Aquilo que temos agora representa apesar de tudo um grande esforço. Nã o deveríamos desencorajar o passo que se deu. Se no anterior mandato não se vira m termos de referência, agora já estamos a ver e isso é tranquilizante", defende u por seu lado a vereadora democrata-cristã Maria José Nogueira Pinto.

O presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, afirmou que o estudo apre sentado não é o plano de urbanização final, que ainda vai ser desenvolvido pelo arquitecto ao longo de um ano, mas salientou "o que foi mostrado foi o trabalho que começou há muito tempo", depois de a Empresa Municipal de Urbanização de Lis boa (EPUL) ter sido incumbida de liderar este processo.

Os vereadores aprovaram também por maioria, com os votos contra do PS e do Bloco e a abstenção do PCP, a realização de um plano de pormenor para o quar teirão a poente da Gare do Oriente, proposto pela vereadora do Urbanismo, Gabrie la Seara.

"Este território não só constitui um dos principais acessos ao Parque d as Nações, como dispõe de um conjunto de importantes equipamentos de utilização colectiva que importa enquadrar e dignificar", numa zona que sofreu grandes alte rações após a realização da Expo'98 devido à construção de diversas infra-estrut uras, sustenta a proposta.

O plano de pormenor tem como objectivo "garantir a permeabilidade da ma lha urbana, fomentando as acessibilidades pedonais e planos de alinhamento que p ermitam uma maior fruição do espaço público e dos equipamentos bem como dimensio nar a oferta de estacionamento", acrescenta.

O vereador comunista Ruben de Carvalho alertou para o facto de esta ser uma área "particularmente sensível", tratando-se da zona de onde é possível "te r a grande perspectiva da Gare do Oriente", do arquitecto Santiago Calatrava.

Também Isabel Seabra (PS) disse desconhecer "o que se pretende fazer al i", mas afirmou estar "aterrorizada" quanto à situação da gare, "que é uma peça de arquitectura lindíssima".

Sá Fernandes questionou o executivo quanto ao Plano de Urbanização da Z ona Ribeirinha Oriental (PUZRO), actualmente em elaboração e que abrange aquela área, manifestando-se preocupado com o parecer desfavorável emitido recentemente pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tej o.

A vereadora Gabriela Seara afirmou que "o que se vai fazer ali vai ser definido nos termos de referência", também aprovados quarta-feira, e garantiu qu e o plano de pormenor e o PUZRO "não se condicionam mutuamente".

Fonte: Lusa

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26 DE JANEIRO DE 1531

Um terramoto destruiu parte da cidade de Lisboa.

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janeiro 25, 2006

25 DE JANEIRO DE 1906

D. Carlos assina o Decreto que cria o Jardim Tropical. Saiba tudo aqui.

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A HISTÓRIA DO HOMEM EM LISBOA

O livro "A História do Homem", de Robin Dunbar, que a Quetzal coloca nos escaparates livreiros quarta-feira, vai ser lançado no Museu Bocage, em Lisboa, a 11 de Fevereiro.

A escolha da data não é casual - a editora pretendia apresentar a obra e realizar um encontro sobre a evolução do Homem no Dia de Darwin (12 de Fevereiro) mas, como este será um domingo, optou pela véspera.

A obra será apresentada por Eugénia da Cunha, investigadora do Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra e organizadora do mestrado em Evolução Humana, no Museu Bocage - Museu e Laboratório Zoológico e Antropológico.

A sessão pública incluirá uma conversa sobre a história da evolução humana, recolhendo os contributos de especialistas em áreas distintas do conhecimento, caso da Biologia, Genética, Psiquiatria e Filosofia.

Em "A História do Homem", Robin Dunbar evoca os últimos contributos da Genética, dos Estudos Comportamentais e da Psicologia para definir o que nos torna únicos e nos distingue de outras espécies, como os símios.

Partindo de pinturas de bisontes e de cavalos descobertas em 1879 numa gruta do Norte de Espanha, o autor estabelece uma ponte para as mentes dos nossos antepassados e daí vai avançando para a complexidade do ser actual.

Defensor de que foi a evolução da complexidade social que determinou o aumento do cérebro e o despertar da consciência humana, Dunbar acredita que o ser humano consegue relacionar-se de forma pessoal com um máximo de 150 pessoas.

O cientista, que neste livro cruza dados de diversas áreas do conhecimento, analisa também a forma como a estabilidade da evolução humana pode estar ligada à religião enquanto fenómeno de coesão social.

Nesse sentido, o investigador coloca a hipótese de o racionalismo ameaçar a estabilidade social e questiona se a emergência de fundamentalismos religiosos não estará em busca de alguma forma de equilíbrio.

Robin Dunbar é docente de Psicologia Evolucionista na Universidade de Liverpool e bolseiro nas universidades de Cambridge e de Estocolmo, tendo por principais interesses a evolução da consciência humana e o estudo dos sistemas sociais de primatas humanos e não-humanos.

É autor dos volumes "The Trouble of Science" e "Grooming, Gossip and the Evolution of Language".


Fonte: Lusa

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FUNDAÇÃO D. PEDRO IV

A Fundação D. Pedro IV, que gere mais de mil casas em Lisboa cujos moradores contestam o recente aumento das rendas, garantiu hoje que os valores das mensalidades foram definidos após um levantamento de rendimentos dos agregados familiares.

Os protestos dos moradores dos bairros dos Lóios e Amendoeiras, em Marvila, levaram terça-feira à criação de uma comissão eventual de acompanhamento pela Assembleia Municipal de Lisboa para analisar a situação.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Fundação, Canto Moniz, afirmou hoje que um aumento de 100 por cento numa renda parece um escândalo, se não for tido em conta que pode corresponder a uma actualização de três para seis euros e que as rendas estiveram paradas durante 30 anos.

"As rendas deveriam ter sido aumentadas todos os anos e não foram. O que se constata - e felizmente - é que há rendimentos muito superiores a 1975", frisou o responsável pela Fundação.

"O salário mínimo cresceu 19 vezes. A nossa renda média cresceu apenas sete vezes", disse Canto Moniz.

A Fundação gere 1.500 fogos naqueles bairros, anteriormente geridos pelo Estado, e a polémica levou também o vereador do Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, a anunciar dia 23 a intenção de apresentar uma proposta para o "cabal esclarecimento quanto aos termos em que foi feita a transferência de propriedade" do Instituto de Gestão e Alienação do Património do Estado (IGAPHE) para a Fundação.

O presidente da Fundação exemplificou que, para quem esteja a pagar 3,32 euros, auferindo mais de 2.000 euros por mês, a renda passa para 250 euros ou 280 euros, de acordo com a tipologia da casa em que habita.

Segundo Canto Moniz, a taxa de esforço máxima não passa dos 18 por cento.

Canto Moniz garantiu que a renda actualizada média, feita em Janeiro, é de 65 euros, igual à renda da GEBALIS, empresa que gere os bairros municipais de Lisboa, e sublinhou que uma outra IPSS em Leiria tem uma renda média de 61 euros.

"As rendas que a Fundação aplicou estão dentro dos parâmetros médios", frisou.

O presidente da Fundação referiu que no bairro das Amendoeiras os moradores tinham rendas ainda mais baixas do que nos Lóios, onde há mais pessoas carenciadas e reiterou que a renda aplicada "é perfeitamente social".

Canto Moniz disse ter conhecimento de um caso de uma pessoa que faz parte da comissão de moradores com um rendimento de 2.039 euros, que deve pagar uma renda de 250 euros: "ou seja, tem uma taxa de esforço de 12 por cento".

"O que é um escândalo são as rendas de três e 10 euros que se praticavam", afirmou Canto Moniz, adiantando que qualquer pensionista do regime geral paga 7,2 euros e, no caso de ser um casal de pensionistas, a renda não chega aos 32 euros.

Canto Moniz questionou a justiça de um pensionista pagar oito euros, "e ao lado dele um pessoa que tem um rendimento superior a 2.000 euros pagar 10 euros" de renda.

O presidente da Fundação afirmou ainda que existem vários moradores que não entregaram a documentação necessária ao cálculo da renda, sendo que, para estes casos, a lei determina a aplicação do preço técnico, que é o máximo.

Canto Moniz criticou que estas pessoas vão depois queixar-se para a Comunicação Social e questionou "quem terá inspirado" os moradores "a não entregar" os documentos.

"Muitas pessoas não entregaram os documentos, daí haver muitas rendas técnicas. Quando foi a revisão das rendas, todas aquelas que a lei dizia que estavam calculadas por cima, a Fundação desceu-as", disse.

Canto Moniz explica assim que pessoas que tinham uma renda de três euros passem a pagar 100 euros, por não apresentarem os documentos.

"Se vierem ter connosco e nos mostrarem os comprovativos de rendimento, como muitos têm feito, imediatamente fazemos a actualização", indicou.

Moradores dos bairros dos Lóios e Amendoeiras manifestaram-se em meados de Janeiro contra o aumento, que classificaram de "brutal e repentino", anunciando que afectava mais de 1.400 famílias carenciadas.


Fonte: Lusa

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PCP QUER EMBARGAR ALCANTARA-RIO

Os vereadores do PCP na Câmara de Lisboa anunciaram hoje que vão pedir ao Ministério Público o embargo da construção da terceira fase do projecto Alcântara-Rio, alegando que a licença da obra foi declarada nula.

O projecto já foi embargado o ano passado pelo MP, mas as obras continu aram, denunciaram os vereadores comunistas do município da capital.

Numa carta ao presidente da autarquia lisboeta, Carmona Rodrigues (PSD) , e hoje divulgada à comunicação social, os vereadores Rita Magrinho e Ruben de Carvalho (PCP) informam que vão "proceder junto do Ministério Público (MP) no Tr ibunal Administrativo e Fiscal de Lisboa para que este accione os dispositivos d e concretização do embargo e proceda conforme a situação criada".

Em causa está a terceira fase do projecto Alcântara-Rio, na zona do ant igo hipermercado Pingo doce, na Avenida de Ceuta, cujo licenciamento os vereador es comunistas consideram ilegal.

Aprovado no anterior executivo camarário, liderado por Pedro Santana Lo pes, o projecto "foi objecto de uma denúncia" do PCP ao MP, em que eram referida s "as demolições claramente ilegais no local".

Em Abril passado, o MP propôs uma "acção administrativa especial de imp ugnação" do despacho de licenciamento da obra, alegando que a então responsável pelo urbanismo na autarquia, a ex-vereadora Eduarda Napoleão, não tinha competên cia para decidir sobre o projecto.

O pedido de nulidade do despacho "liminarmente implica o embargo da obr a", adianta a carta dos comunistas, mas o despacho da vereadora, que Santana Lop es reconheceu conter alguns "vícios", foi na altura ratificado pela maioria PSD/ CDS-PP.

"A proposta não é passível de produzir quaisquer efeitos. Como é eviden te, não é possível ratificar um acto nulo", sustentam os vereadores do PCP, que adiantam que "o recomeço das obras foi feito invocando um acto nulo e contrarian do frontalmente uma decisão de embargo do MP válida e em vigor, fazendo incorrer em desobediência a Câmara de Lisboa e a empresa construtora".

A vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara, remeteu para quinta-feira um esclarecimento sobre este assunto. O executivo autárquico adiou hoje, em reunião pública de Câmara, a vota ção de uma proposta de alienação de um edifício municipal localizado numa zona p ara onde está prevista a construção da segunda fase deste projecto.

O valor proposto para a venda, de cerca de 600 mil euros, foi contestad o pelos vereadores da oposição, que alegaram que o custo do prédio está estimado no dobro.


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 08:08 PM | Comentários (0) | TrackBack

JORGE COELHO DEMITE-SE

Jorge Coelho demitiu-se hoje de coordenador de um grupo de trabalho da Associação de Turismo de Lisboa (ATL), um dia depois de a Assembleia Municipal (AM) da capital ter contestado a sua escolha para o cargo.

A aprovação de uma moção na AM, na terça-feira, contra a sua nomeação foi o principal motivo invocado pelo deputado do PS na carta de demissão enviada ao presidente da ATL, Fontão de Carvalho.

Jorge Coelho demite-se por considerar que não estão «minimamente criadas as condições necessárias» para continuar o seu trabalho no grupo de trabalho e que irá estudar, entre outras questões, a promoção turística da capital e as contrapartidas da construção do casino.

O ex-ministro das Obras Públicas escreveu ainda que o convite para o grupo de trabalho da ATL foi «profissional» e não político, desdramatizando as divergências de opinião quanto ao novo aeroporto da Ota.

A questão do aeroporto da Ota e a posição de Jorge Coelho foi um dos argumentos usados pelo PSD, na AM, para contestar a sua escolha para o grupo de trabalho.

«A escolha para seu coordenador de uma personalidade influente ao mais alto nível na vida política nacional e simultaneamente um dos maiores defensores do que se considera o golpe mais negativo para o turismo de Lisboa, o aeroporto da Ota, não pode deixar de preocupar os órgãos autárquicos», sustenta a moção aprovada terça-feira e subscrita pelo deputado social-democrata Victor Gonçalves, referindo-se a Jorge Coelho.


Fonte: Expresso on line

Publicado por jf em 07:06 PM | Comentários (0) | TrackBack

CARMONA NÃO QUER JML

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), António Carmona Rodrigues, descartou esta quarta-feira candidatar-se à presidência da Junta Metropolitana de Lisboa (JML).

Num comunicado difundido esta quarta-feira, o autarca justifica a sua atitude com o facto de «no actual momento não estarem reunidos todos os pressupostos» que considera «essenciais para que se possa construir um forte projecto para a Junta Metropolitana de Lisboa».

Assim, Carmona Rodrigues refere que deve «privilegiar» a sua acção «à frente da presidência da CML» e como vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).


Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 06:59 PM | Comentários (1) | TrackBack

DESLEIXO

Painel de azulejos localizado junto do viaduto da Av. Estados Unidos da América que ladeia o Parque da Bela Vista, da autoria de Rolando Sá Nogueira. (Lembrança de becos & companhia e amnésia. ) Será que vai ser preciso colocar a imagem todos os dias até que alguém vá lá alguém compor o que se está a estragar?

Via Abrupto

Publicado por jf em 12:54 PM | Comentários (1) | TrackBack

MIRANDÊS EM LISBOA

No fim-de-semana, Lisboa vai "transformar-se" na capital da cultura transmontana. Para assinalar o encerramento da exposição "Hardware + Software = Burros", a EGEAC e a Associação Sete Sóis Sete Luas promovem uma arruada, com pauliteiros e gaiteiros de Miranda a desfilar pelas ruas da cidade, acompanhados por burros mirandeses.

A arruada está marcada para as 14 horas de sábado, com início no Castelo de São Jorge. "Escoltados" por seis burros mirandeses, os 22 gaiteiros e pauliteiros vão descer para a Igreja de Santo António, onde vão fazer uma primeira actuação. O cortejo prossegue até à Rua Augusta e depois para o Rossio e Rua do Carmo onde haverá outras actuações. O regresso ao castelo está previsto para as 17.30 horas. No domingo, volta a haver um espectáculo entre as 10.30 e as 12 horas.

Durante o fim-de-semana, também será possível frequentar um curso de iniciação ao mirandês, ministrado por Amadeu Ferreira. As inscrições estão limitadas a 30 participantes.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 10:07 AM | Comentários (0) | TrackBack

FERCONSULT ESTUDA METRO

Oconselho de administração da Ferconsult - empresa de consultoria, estudos e projectos de engenharia de transportes integralmente detida pelo Metropolitano de Lisboa (ML) - esteve reunido, ontem de manhã, para discutir uma eventual alteração do modelo interno de gestão, na sequência de sucessivas notícias e relatórios do Tribunal de Contas que apontaram críticas ao funcionamento da sociedade anónima.

De acordo com a edição de sexta-feira do semanário O Independente, a proposta que terá sido discutida vai no sentido de o conselho de administração da Ferconsult, composto por três elementos, passar a funcionar como um órgão colegial sempre que seja necessário tomar decisões.

Contactado pelo JN, ontem à tarde, Mineiro Aires, presidente do ML e da Ferconsult, escusou-se a revelar quaisquer detalhes sobre o que foi discutido na reunião, alegando terem sido tratados "assuntos internos" da empresa. Referiu, apenas, que a Ferconsul retomou a "normalidade e a tranquilidade" desejadas e que uma eventual mudança no modelo de gestão "não é um assunto relevante".

Ainda segundo o mesmo responsável, as notícias publicadas nos últimos tempos não passaram de um "atentado" contra a sua pessoa, por ter tomado decisões que visaram "corrigir medidas incorrectas" e "defender o interesse dos cidadãos contribuintes" desde que assumiu o cargo, em Outubro de 2003. O mandato de Mineiro Aires à frente do ML e da Ferconsult termina no próximo mês de Outubro.

Recentemente vieram a público notícias que davam conta do facto de a monitorização do túnel entre o Poço da Marinha e o Terreiro do Paço ter sido adjudicada à SPGO, empresa da qual o presidente da ML (e por inerência, da Ferconsult) foi já accionista. O Ministério das Obras Públicas abriu um inquérito, a pedido do Metro.

Polémica que se seguiu à divulgação, em Dezembro, de um relatório do Tribunal de Contas que, além de apontar uma derrapagem de 61% no custo de expansão da Linha Amarela, acusava a Ferconsult (que teve a coordenação geral da obra) de "falta de rigor" nos contratos e "ineficiência".

Ontem, foi divulgada pelo Tribunal de Contas uma auditoria financeira ao Programa Operacional de Acessibilidades e Transportes (POAT) que volta a apontar falhas à referida obra de prolongamento entre o Campo Grande e Odivelas, ao detectar alegadas irregularidades em quatro contratações.

O Tribunal de Contas afirma que estas alegadas falhas "configuram a violação" de artigos do regulamento da Comunidade Europeia sobre o princípio da compatibilidade, o que "poderá originar a não elegibilidade dos investimentos delas decorrentes".

*Com Agência Lusa

Ferconsult

Criação

Fundada em 1991, é uma sociedade anónima que teve origem na Direcção de Projectos e Obras do Metro de Lisboa, o único accionista.

Obras

Além de ter participado em vários projectos de expansão da rede do metro de Lisboa, esteve envolvida nos metros do Porto, Sul do Tejo e do Mondego (em consórcio) e na construção da Gare do Oriente.

Actividade Em 2003, o volume de negócios da empresa ultrapassou os 12,5 milhões de euros.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 10:05 AM | Comentários (0) | TrackBack

AML ESTUDA CASO DA CASA

Os deputados da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovaram hoje por unanimidade a constituição de uma comissão para analisar o processo da casa onde morreu Almeida Garrett, uma proposta da presidente deste órgão autárquico (PSD).

As bancadas do PS e do Bloco de Esquerda tinham apresentado moções a contestar a demolição, iniciada a 06 de Janeiro, da casa, situada na Rua Saraiva de Carvalho, em Campo de Ourique, mas retiraram as propostas depois de a presidente da AML, Paula Teixeira da Cruz, ter sugerido a criação de uma comissão eventual de acompanhamento dos procedimentos administrativos que recaíram sobre a casa de Almeida Garrett e das medidas necessárias à preservação da memória do escritor.

A presidente da Assembleia Municipal apresentou esta proposta depois de ter pedido à Câmara de Lisboa, já após o início da demolição, que o processo fosse suspenso "para que fosse envolvido o proprietário da casa (o ministro da Economia, Manuel Pinho), que tem direitos adquiridos, e para que fosse procurada uma solução", explicou à Lusa Paula Teixeira da Cruz.

A suspensão da casa de dois andares nunca parou, restando actualmente apenas o rés-do-chão do edifício.

"A Câmara tem toda a legitimidade. Parar uma demolição não é fácil, mas questiono o processo e por isso propus a constituição da comissão eventual e agora a Assembleia Municipal também quer acompanhar as medidas para preservação da memória de Garrett", afirmou a responsável.

Paula Teixeira da Cruz considera que "houve muita desatenção de todos", já que a casa estava vazia há vários anos, mas defende ser preferível a "preservação integral do património", numa cidade onde "há tão pouco património cultural".

A Câmara de Lisboa autorizou a demolição do imóvel no mandato anterior, tendo a decisão sido suspensa por seis meses pelo ex- presidente Pedro Santana Lopes.

No lugar do prédio vai surgir um edifício de habitação de cinco andares, onde a memória da passagem do escritor por aquela casa será preservada com a inscrição de um poema ou do busto de Garrett na fachada, uma solução que a autarquia está a estudar com o arquitecto responsável pelo projecto, Manuel Tainha.

A lápide anteriormente afixada na fachada do prédio e que dava conta da morte de Garrett naquele local, bem como azulejos do prédio, serão instalados no Museu da Cidade, segundo anunciou recentemente a Câmara Municipal.


Fonte: Lusa

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janeiro 24, 2006

ELE HÁ DESTINOS...

Parece que o destino esteve à espera do regresso de Cavaco Silva para haver aumentos nas portagens das pontes...

Publicado por jf em 11:11 PM | Comentários (0) | TrackBack

PORTAGENS DAS PONTES AUMENTAM?

As portagens das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama, em Lisboa, poderão aumentar 11 e 30 cêntimos, respectivamente, se os ministros das Finanças da União Europeia decidirem hoje o aumento da taxa de IVA de que beneficiam alguns serviços de mão-de-obra intensiva em Portugal.

Os responsáveis pelas Finanças dos 25 irão analisar uma proposta de compromisso apresentada por Viena que prevê o prolongamento até 2010 da taxa reduzida de IVA a alguns serviços, sem assim estender esse benefício à restauração, como pretendia a França, ou às portagens, como defende Portugal.

Só "se a França insistir no problema da restauração é que eu terei legitimidade para levantar o caso português", disse Teixeira dos Santos.

A taxa reduzida de IVA no serviço de portagens das pontes sobre o Tejo é alvo de uma acção no Tribunal de Justiça dos 25, no Luxemburgo. A Comissão Europeia sustenta que Lisboa deve aplicar a taxa normal de 21 por cento de IVA em vez da reduzida de cinco por cento.

Os ministros das Finanças da UE irão tentar chegar a acordo sobre a taxa reduzida depois de os chefes de Estado e de Governo da UE terem sido incapazes de alcançar um compromisso em Dezembro passado.

Fonte: Público on line

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MORREU RUI ANDRADE

Rui Andrade morreu esta manhã no Hospital de Santa Maria, depois de ter sido vítima de um acidente vascular cerebral.

Rui Andrade, o último dos Parodiantes de Lisboa, morreu hoje de manhã no Hospital de Santa Maria, aos 84 anos, depois de ter sido vítima de um acidente vascular cerebral no sábado.

O funeral de Rui Andrade realiza-se amanhã, pelas 11h00, no centro funerário Santa Joana Princesa, em Alvalade (Lisboa), informa a Lusa.

Rui Andrade fazia parte da equipa que, a 18 de Março de 1947, fez nascer Os Parodiantes de Lisboa, criando o programa com maior longevidade na rádio portuguesa.

O grupo - constituído pelos irmãos Rui e José Andrade, e que contava ainda com Eduardo Ferro Rodrigues, Manuel Puga, Mário Ceia, Mário de Meneses Santos, Benjamim Veludo e Santos Fernando - começou com o programa "Parada da Paródia", na Rádio Peninsular.

Seguiu-se o lançamento de novos programas, ainda nos Emissores Associados de Lisboa, e nasceu o "Graça com Todos", no Rádio Clube Português, que ficou "no ar" durante 50 anos, até 1997, ano em que Rui Andrade decidiu terminar com a actividade dos Parodiantes de Lisboa.

Fonte: Público on line

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O METROPOLITANO CONTINUA NA BERLINDA

Foram detectadas irregularidades em quatro contratações do projecto de prolongamento Campo-Grande/Odivelas da linha amarela do Metro de Lisboa, numa auditoria financeira ao Programa Operacional de Acessibilidades e Transportes (POAT).

Segundo o relatório da auditoria ao POAT «verificou-se a ocorrência de irregularidades em quatro contratações» daquele projecto, uma relacionada com a violação do princípio da estabilidade e três relativas a «procedimentos concursais incorrectos».

O Tribunal de Contas afirma que as irregularidades «configuram a violação» de artigos do regulamento da Comunidade Europeia sobre o princípio da compatibilidade, o que «poderá originar a não elegibilidade dos investimentos delas decorrentes». O tribunal avança também que, em 2003, foram pagos cerca de cinco milhões de euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional com base nestas contratações.

A empresa aguarda ainda por uma decisão das autoridades europeias quanto aos fundos disponibilizados, não tendo qualquer indicação sobre a data em que será conhecida a decisão de Bruxelas.

Para já, o Metro de Lisboa desdramatiza a questão, afirmando que «esta já tem algum tempo e não parece nada de muito trágico».

Fonte: Expresso on line

Publicado por jf em 10:00 PM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 23, 2006

NOVO MUSEU EM LISBOA

O Museu do Oriente deverá abrir em Lisboa no primeiro trimestre do próximo ano, com um espólio de 14 mil peças ligadas aos países orientais e à influência portuguesa, disse à Lusa o presidente da Fundação Oriente.

"A construção deverá estar concluída no final do ano, e depois é necessário deslocar as peças para lá", explicou Carlos Monjardino, presidente da Fundação Oriente, responsável pelo projecto.

Situado junto ao rio Tejo na zona de Alcântara, o edifício Pedro Álvares Cabral, que vai acolher o futuro Museu do Oriente, começou a ser construído em 1939, tendo albergado armazéns de bacalhau.

O museu, orçado em mais de 20 milhões de euros, incluirá uma área para exposições de mais de 7.000 metros quadrados e uma zona de reservas para os objectos que não estão em exposição.

Segundo Carlos Monjardino, o custo do museu, que inclui a aquisição e transformação do edifício, tem sido suportado pela fundação, que espera receber uma comparticipação das entidades oficiais, nomeadamente através do Programa Operacional de Cultura.

O edifício, cuja adaptação está a ser projectada pelos arquitectos Carrilho da Graça e Rui Francisco, contempla ainda um auditório com capacidade para 400 pessoas, um restaurante e lojas onde serão vendidas reproduções das peças expostas, livros e edições da Fundação Oriente.

O espólio do Museu do Oriente inclui uma grande colecção, "que pertencia a um senhor de Hong-Kong e que foi oferecida à fundação por uma associação francesa", com quase 11 mil peças de arte popular de toda a Ásia dos séculos XIX e XX.

"Trata-se de um dos maiores acervos deste tipo na Europa", e que será exibido por tópicos, adiantou Carlos Monjardino.

O Museu do Oriente irá apresentar ainda a colecção da Fundação Oriente de objectos, datados dos séculos XVI e XVII, que testemunham a influência da cultura portuguesa nos vários países do Oriente, como a Índia, o Japão ou Timor.

Este espólio, que inclui desde mobiliário a pinturas, biombos ou esculturas, "tem estado armazenado e a ser revisto peça a peça", estando alguns restauros a ser realizados, adiantou Carlos Monjardino.

Se a maior parte do espólio será "imutável", o espaço museológico terá ainda exposições temporárias, no âmbito de protocolos com outros museus do Mundo, explicou o presidente da Fundação Oriente, que se confessa "muito entusiasmado" com o projecto, um dos principais objectivos da criação da instituição, há 18 anos.


Fonte: Portugal Diário

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ASSEMBLEIA MUNICIPAL

O PS fará discutir na reunião de amanhã da Assembkeia Municipal de Lisboa a intervenção da CML nos bairros sociais e a questão da TMDP.

A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) discute terça-feira uma moção do PS que recomenda ao Município presidido pelo PSD que intervenha nos bairros sociais do Condado e Amendoeiras, em Marvila, uma freguesia com «graves problemas habitacionais».

Na moção, o PS recomenda também à Câmara de Lisboa que obrigue os senhorios a fazerem obras de recuperação e beneficiação nas habitações particulares e que as habitações de cooperativas em Marvila, a que a Câmara tem direito ao abrigo da cedência dos terrenos, sejam para os moradores desta freguesia.
«Nos últimos anos temos vindo a assistir a um envelhecimento cada vez maior do parque habitacional de Lisboa verificando-se uma crescente deterioração do edificado, principalmente o de índole particular, onde se constata uma enorme falta de escrúpulos por parte de alguns senhorios, que preferem continuar a deixar degradar os seus prédios, do que investirem na sua recuperação», afirmam os socialistas.

Exemplo desta situação é a freguesia de Marvila, que «tem graves problemas habitacionais, quer a nível camarário, quer a nível de prédios particulares», acrescentam.

O PS salienta ainda que, apesar da construção social ter acabado nos últimos anos com grandes aglomerados de barracas, «continua a haver uma enorme falta de habitações sociais».

Outra moção dos deputados socialistas prende-se com a casa onde viveu e faleceu o escritor Almeida Garrett, em Campo de Ourique, que está a ser demolida.

O Grupo Municipal do Partido Socialista solicita ao presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, que determine «com carácter de urgência a suspensão dos trabalhos de demolição» e que «desenvolva todos os esforços no sentido de cumprir as suas promessas eleitorais, encontrando uma solução definitiva que salvaguarde a preservação da Casa Almeida Garret».

Os socialistas apelam ainda a Carmona Rodrigues, que «demonstrou ter esquecido o compromisso que assumira durante a campanha eleitoral ao autorizar a demolição da Casa Almeida Garret», que se comprometa em reconstruir a parte que já foi indevidamente demolida e garanta a preservação da fachada do edifício.

A Assembleia Municipal discutirá ainda outra moção do PS que apela a Carmona Rodrigues para que diligencie junto da Assembleia da República e do Governo, com vista à revisão do normativo referente à Taxa Municipal de Direitos de Passagem (TMDP) «dadas as dificuldades da sua aplicação, tal como actualmente em vigor».

No passado dia 20 de Dezembro, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou uma proposta do PSD que viabilizava a cobrança desta taxa municipal, que incide 0,25 por cento sobre as facturas de telecomunicações dos munícipes, apesar dos apelos da oposição para que a lei fosse revista pelo Governo.

O PS considera que «a TMDP deverá ser cobrada não aos clientes finais, mas aos operadores que fornecem serviços de comunicações electrónicas, posição em favor da qual colhem argumentos jurídicos mas também argumentos da mais elementar justiça».

Fonte: Lusa

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23 DE JANEIRO DE 1777

Passa hoje mais um aniversário do incêndio da Trafaria, um dos mais cruéis episódios do consulado do Marquês de Pombal e do Intendente Pina Manique.

Diogo Inácio ganhou fama como magistrado no Castelo, sendo ao mesmo tempo implacável e zeloso na perseguição dos contrabandistas. Conquistou assim as boas graças do Marquês de Pombal que o nomeou superintendente geral dos contrabandos e descaminhos, e contador da fazenda. 0 Marquês de Pombal confiava tanto no seu zelo que em 1777, quando se tratou de assaltar a Trafaria para apanhar os refractários que se tinham ali escondido, encarregou Pina Manique dessa comissão, lembrado talvez do zelo de que ele dera provas por ocasião do recrutamento de 1762. Manique justificou perfeitamente a confiança do Marquês de Pombal, porque cumpriu à risca as suas ordens, e com uma crueldade digna do homem que dessa missão o incumbira, deitou fogo ás casas desses pobres pescadores de forma que não pudesse escapar nem um só dos refractários, que vinha prender, senão resignando-se a morrer queimado.

Publicado por jf em 03:18 PM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 21, 2006

O FUTURO?

Soube por aqui que um banco acaba de ser substituído por uma loja de chineses. No Largo do Corpo Santo, em Lisboa.

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D. AMÉLIA

Quadro da Rainha D. Amélia vai a leilão em Lisboa.

Porcelanas da China, louça das Caldas da raínha, pratas e uma pintura da rainha D. Amélia, são algumas das peças que serão leiloadas entre segunda-feira e quinta-feira em Lisboa.

Ao todo, são 1.342 lotes de pintura, arte lusíada, pratas, porcelanas da China, jóias, arte sacra, entre outros artigos, que vão à praça em quatro sessões diárias que decorrerão na sede da leiloeira Cabral Moncada. Serão licitadas várias pinturas, desenhos, aguarelas e gravuras de vários artistas como Martins Gomes, Lazaro Lozano, Francisco José de Resende.

Um dos lotes para leilão é um quadro atribuído à Rainha D. Amélia, cujos dotes de pintura do marido, rei D. Carlos I, eram bastante conhecidos. A pintura, intitulada "pagem" tem uma base de licitação de 1.500 euros. Para coleccionadores ou apreciadores de antiguidades, são vários os lotes datados dos séculos XVII a XX, desde porcelanas europeias e da Companhia das Índias a peças de mobiliário português e estrangeiro.

Fonte: Lusa

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DECO GANHA À KAPITAL

A Deco congratulou-se, ontem, com a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa num processo de difamação movido pelos proprietários da discoteca "Kapital", na sequência de um estudo realizado em 2003 pela associação de defesa do consumidor. O estudo, publicado na revista Proteste, incidia nas condições de segurança de discotecas e dava uma má classificação à "Kapital", em Lisboa, defendendo o encerramento do estabelecimento para obras.

Os responsáveis da discoteca reagiram e processaram a Deco por alegadas afirmações difamatórias, considerando que houve intenção de prejudicar a "Kapital". "O Ministério Público nunca defendeu esta posição da 'Kapital' e o Tribunal da Relação de Lisboa veio definitivamente considerar que a discoteca não tinha razão", anunciou ontem a Deco.

A queixa-crime foi apresentada contra dois colaboradores da Deco/Proteste, que o tribunal considerou terem agido "no exercício do direito de informar, de boa fé, convictos da veracidade das afirmações feitas". O estudo, intitulado "Discotecas lisboetas ao som da insegurança", chumbava 10 dos 11 espaços analisados e atribuía a classificação de "mau" à "Kapital", "Frágil" e "Incógnito", recomendando o encerramento para obras.

À lusa o jurista da Deco, Luís Silveira, disse que a "Kapital" não conseguiu provar que houve intenção de prejudicar a discoteca, sendo esta a única questão apreciada pelo tribunal. O administrador da "Kapital", Paulo Dâmaso, insiste que "houve má fé" e que a notícia "causou prejuízos muito elevados", pelo que irá recorrer "até chegar ao Supremo Tribunal de Justiça".

Fonte: Jornal de Notícias

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EPUL COMETE ILEGALIDADE?

Os parques de estacionamento de Telheiras geridos pela Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) praticam, nos dias de jogos no estádio do Sporting, uma tarifa única de 4,80 euros, situação que a DECO classifica de "abusiva". Comerciantes, moradores e alguns adeptos mostram-se descontentes com esta prática, que a empresa justifica com o "movimento acrescido de estacionamento" nestes dias.

A Praça Central de Telheiras dispõe de dois estacionamentos, propriedade da EPUL, com um total de 267 lugares públicos e 513 lugares privados, destinados a residentes e proprietários deste empreendimento. Nos dias comuns, apenas o parque 1, com entrada junto à estação de Metro de Telheiras, está aberto, com uma oferta de 158 lugares. O outro, com entrada pela rua Prof. Eduardo Araújo Coelho, só abre nos dias de jogo.

Em ambos os parques, o valor cobrado é de 60 cêntimos por hora, estando definido como máximo por dia 4,80 euros. Nos dias de jogos do Sporting, devido ao acréscimo de movimento, as duas entradas são abertas, altura em que o normal cartaz de preços é tapado por uma informação em que se lê "Hoje, tarifa diária única 4,80".

À Lusa, Margarida Moura, jurista da Associação de Defesa dos Consumidores (Deco), diz que a situação é "nitidamente abusiva". "Eventualmente poderá constituir um crime de especulação"", considerou, sustentando que a medida visa "obter um lucro" que, na opinião da DECO, é "ilegítimo".

Fonte: Jornal de Notícias

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BOLANDAS

Os comerciantes da antiga Feira Popular de Lisboa continuam em pé-de-guerra por causa das divergências quanto à fórmula de distribuição da indemnização camarária de 20,4 milhões de euros. E a Câmara recusa-se a pagar, enquanto não houver entendimento.

Para acabar de vez com a confusão que, na passada quarta-feira, descambou em ameaças e agressões entre comerciantes, Óscar Frutuoso, membro da Direcção da Associação de Feirantes, disse que "vai ser proposto à autarquia que sejam pagas as indemnizações a quem está de acordo. Sendo que a associação ficará fiel depositária da verba respeitante aos que estão contra".

Se assim não for, adiantou, "a Câmara deve chamar a si o processo e pagar de acordo com o documento elaborado pela Comissão Arbitral, que foi aprovado pelo Executivo e pela Assembleia Municipal". Aliás, adiantou, "no gabinete do vice-presidente, Fontão de Carvalho, já foi entregue um dossiê onde proprietários de 120 contratos afirmam estar de acordo com a distribuição das indemnizações definida nessa proposta".

Óscar Frutuoso, que afirma não perceber a atitude da autarquia, depois de "ter sido agredido" e de ter "encontrado os pneus do carro esfaqueados", solicitou segurança aos responsáveis municipais. "Há aqui uma grande instabilidade e um clima de intimidações", acusa.

Fonte: Jornal de Notícias

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PROVEDORAS DE BAIRRO

Anunciado durante a campanha eleitoral pelo actual presidente da Câmara de Lisboa (CML), Carmona Rodrigues, o projecto de criar "provedoras de bairro" - figuras conhecidas do grande público que iriam ser porta-vozes dos moradores - ainda não está a funcionar. Mas a vereadora Gabriela Seara, mentora desta ideia, garante que ela será posta em prática até Junho, pelo menos nos bairros que vão ser sujeitos a uma "reabilitação integral".

Em causa estão, segundo adiantou, as casas de alvenaria dos bairros Padre Cruz e Boavista e o Bairro da Liberdade, em Campolide. Segundo a vereadora, neste momento estão a ser definidos os modelos de intervenção - que incluem o levantamento do número de agregados a realojar, a localização dos novos edifícios e a calendarização das obras - que deverão ser apresentados ao Executivo camarário até ao fim de Fevereiro.

Depois, o objectivo de Gabriela Seara é abrir gabinetes de requalificação e reconversão em cada um dos bairros, onde os moradores terão acesso à informação e onde deverão começar a "trabalhar" as primeiras provedoras. Neste momento, disse ao JN, ainda é prematuro dizer quais vão ser as pioneiras, mas a autarca garante que conta com as personalidades avançadas na altura Simone de Oliveira, Anita Guerreiro, Margarida Martins, Luísa Castel-Branco, Marina Mota, Glória de Matos e Amarilis Taveira.

Contactada pelo JN, a vereadora responsável pelo pelouro da Habitação, Maria José Nogueira Pinto, disse que, embora não seja adepta da figura do "provedor", admite que a ideia possa funcionar em determinados bairros onde há problemas de integração. "A existência de uma figura pública pode ser um agente catalisador, quer dentro quer fora do bairro", disse, adiantando que, em seu entender, estas personalidades vão funcionar como "mediadores". A vereadora defende que a criação destas figuras terá de ser vista "caso a caso", pelo que não avança um bairro onde gostasse de ter estas mulheres a trabalhar.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 12:07 PM | Comentários (0) | TrackBack

FADO FALADO

João Villaret : Fado falado
Letra e música: Aníbal Nazaré; Nelson de Barros

Fado Triste
Fado negro das vielas
Onde a noite quando passa
Leva mais tempo a passar
Ouve-se a voz
Voz inspirada de uma raça
Que mundo em fora nos levou
Pelo azul do mar
Se o fado se canta e chora
Também se pode falar

Mãos doloridas na guitarra
que desgarra dor bizarra
Mãos insofridas, mãos plangentes
Mãos frementes e impacientes
Mãos desoladas e sombrias
Desgraçadas, doentias
Quando à traição, ciume e morte
E um coração a bater forte

Uma história bem singela
Bairro antigo, uma viela
Um marinheiro gingão
E a Emília cigarreira
Que ainda tinha mais virtude
Que a própria Rosa Maria
Em dia de procissão
Da Senhora da Saúde

Os beijos que ele lhe dava
Trazia-os ele de longe
Trazia-os ele do mar
Eram bravios e salgados
E ao regressar à tardinha
O mulherio tagarela
De todo o bairro de Alfama
Cochichava em segredinho
Que os sapatos dele e dela
Dormiam muito juntinhos
Debaixo da mesma cama

Pela janela da Emília
Entrava a lua
E a guitarra
À esquina de uma rua gemia,
Dolente a soluçar.
E lá em casa:

Mãos amorosas na guitarra
Que desgarra dor bizarra
Mãos frementes de desejo
Impacientes como um beijo
Mãos de fado, de pecado
A guitarra a afagar
Como um corpo de mulher
Para o despir e para o beijar

Mas um dia,
Mas um dia santo Deus, ele não veio
Ela espera olhando a lua, meu Deus
Que sofrer aquele
O luar bate nas casas
O luar bate na rua
Mas não marca a sombra dele
Procurou como doida
E ao voltar da esquina
Viu ele acompanhado
Com outra ao lado, de braço dado
Gingão, feliz, levião
Um ar fadista e bizarro
Um cravo atrás da orelha
E preso à boca vermelha
O que resta de um cigarro
Lume e cinza na viela,
Ela vê, que homem aquele
O lume no peito dela
A cinza no olhar dele

E o ciume chegou como lume
Queimou, o seu peito a sangrar
Foi como vento que veio
Labareda atear, a fogueira aumentar
Foi a visão infernal
A imagem do mal que no bairro surgiu
Foi o amor que jurou
Que jurou e mentiu
Correm vertigens num grito
Direito ou maldito que há-de perder
Puxa a navalha, canalha
Não há quem te valha
Tu tens de morrer
Há alarido na viela
Que mulher aquela
Que paixão a sua
E cai um corpo sangrando
Nas pedras da rua

Mãos carinhosas, generosas
Que não conhecem o rancor
Mãos que o fado compreendem
e entendem sua dor
Mãos que não mentem
Quando sentem
Outras mãos para acarinhar
Mãos que brigam, que castigam
Mas que sabem perdoar

E pouco a pouco o amor regressou
Como lume queimou
Essas bocas febris
Foi um amor que voltou
E a desgraça trocou
Para ser mais feliz
Foi uma luz renascida
Um sonho, uma vida
De novo a surgir
Foi um amor que voltou
Que voltou a sorrir

Há gargalhadas no ar
E o sol a vibrar
Tem gritos de cor
Há alegria na viela
E em cada janela
Renasce uma flor
Veio o perdão e depois
Felizes os dois
Lá vão lado a lado
E digam lá se pode ou não
Falar-se o fado.

Publicado por jf em 11:54 AM | Comentários (0) | TrackBack

21 DE JANEIRO DE 1961

Morria o actor português João Villaret.

Publicado por jf em 11:48 AM | Comentários (1) | TrackBack

janeiro 20, 2006

A LER

A Igreja de Sta. Engrácia, por João Carvalho Fernandes, no Fumaças

Publicado por jf em 12:06 PM | Comentários (0) | TrackBack

TRIBUNAL DE CONTAS ATENTO ÀS EMPRESAS MUNICIPAIS

Bela iniciativa esta.

Publicado por jf em 11:55 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 19, 2006

VISITAS

O Xatoo, aliás em excelente blogue, passou cá pelo tasco. Agradeço as referências.

Publicado por jf em 12:27 PM | Comentários (0) | TrackBack

A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (40)

No âmbito do relacionamento institucional com o Governo recebe, à quinta-feira, o Primeiro-Ministro. O palácio ganhou um terceiro acesso à Sala do Conselho de Estado a bem da operacionalidade das recepções e audiências acima referidas.

Obras de restauro e beneficiação foram feitas no palacete anexo hoje sede da Casa Civil, Casa Militar e Serviços da Presidência da República, criados progressivamente a partir de 1911. Obter maior funcionalidade nos espaços e informatizar os serviços no palácio determinaram as obras efectuadas.

O acesso ao público foi, também, implementado com as exposições alusivas ao Natal, na quadra respectiva, em 1996 e 1997, e com a autorização para visitas quando não decorrem actividades oficiais.

À abertura do espaço presidencial, marcada por manifestações culturais desde Ramalho Eanes sucede, com Jorge Sampaio, a abertura virtual da Casa de Belém aos habitantes do planeta que navegam na Internet. A dimensão internacional assumida pelo palácio ao longo dos séculos torna-se, agora, mundial.

Publicado por jf em 10:29 AM | Comentários (0) | TrackBack

A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (39)

Como Presidente da República continua a habitar a sua casa seguindo uma tradição preconizada por Teófilo Braga. Vai a Belém, todos os dias, onde exerce funções constitucionais no gabinete, a seguir à Sala Azul.

É também, no palácio que recebe os chefes de Estado, o Corpo Diplomático e outras entidades estrangeiras, as individualidades políticas nacionais e os representantes da sociedade civil.

Publicado por jf em 10:28 AM | Comentários (0) | TrackBack

A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (38)

A actividade desenvolvida projecta-o internacionalmente como embaixador extraordinário à Assembleia Geral da ONU (1974), secretário de Estado da Cooperação Externa (1975), primeiro membro português da Comissão dos Direitos do Homem do Conselho da Europa (entre 1979-1984). No decurso dos dois mandatos à frente da Câmara Municipal de Lisboa (1989-1995) preside também a organizações referentes às Cidades Capitais de Língua Portuguesa, Ibero-Americanas, Eurocidades e Federação Mundial das Cidades Unidas.

Publicado por jf em 10:27 AM | Comentários (0) | TrackBack

A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (37)

A partir de 14 de Janeiro de 1996, eleito Presidente da República, à primeira volta, o Dr. Jorge Sampaio entra, por sua vez, na continuidade da história do Palácio de Belém.

O seu passado, desde os tempos de intervenção académica (1959-1962), revela uma intensa luta política inteligentemente conduzida, dentro do país, e muito centrada na defesa dos direitos fundamentais nomeadamente o da liberdade de expressão.

Publicado por jf em 10:26 AM | Comentários (0) | TrackBack

A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (36)

Em 1986, à segunda volta, é o Dr. Mário Soares que ganha as eleições presidenciais. Com uma longa história de luta política, desde 1946, regressa do exílio em França, em 28 de Abril de 1974, participa em vários governos, antes e depois de formar o I Governo Constitucional integrando, entretanto, o processo de independência das colónias e a adesão à Comunidade Económica Europeia.

Vai ser o primeiro civil depois de 60 anos de presidentes da República militares. Nunca habitará a residência de Belém onde exerce funções inerentes ao cargo e as projecta para as "presidências abertas" pelo país.

A residência permanecerá como no tempo do general Eanes mas a zona paisagística altera-se. Abrem-se passagens no Jardim das Tileiras para o Pátio dos Bichos e para o Jardim do Ultramar. O Jardim da Cascata foi palco de actividades culturais.

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A HISTÒRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (35)

No segundo mandato passa a funcionar como garagem um armazém do Exército atrás do Pátio das Damas, a Sala de Jantar oficial do palácio retoma as antigas funções, o Museu da Presidência transitará para outro local do edifício e constrói-se uma galeria, à esquerda de quem entra na Sala das Bicas, destinada a albergar os retratos dos presidentes, iniciados por Columbano e continuados por diferentes pintores. Antes podiam ver-se na Sala Império ou Sala D. João V (Sala dos Retratos ou dos Presidentes).

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (34)

Durante a permanência de Eanes no Palácio, na área oficial far-se-ão pequenas modificações a começar pelo gabinete de trabalho do Presidente que muda para a antiga Sala do Conselho de Estado, sobre o Pátio das Damas.

Em 1980, a Sala de Jantar, não utilizada, transforma-se no Museu da Presidência expondo-se aí os presentes oferecidos ao Presidente da República, por chefes de Estado, em visitas oficiais.

Durante os dois mandatos o Presidente sai, nos fins-de-semana pelo País, ou vai correr, por vezes aos domingos, acompanhado pela família na antiga quinta do palácio, o Jardim do Ultramar. Mercê dos acontecimentos políticos não sai de Belém durante as férias.

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PGAML ELEITO HOJE

Os presidentes das 18 câmaras municipais da Grande Área Metropolitana de Lisboa (GAML) deverão eleger hoje o presidente do seu órgão executivo, a Junta Metropolitana, cargo reivindicado pela autarquia lisboeta.

A eleição da presidência e vice-presidência da JML esteve agendada para 20 de Dezembro, dia da primeira reunião daquele órgão, mas foi adiada segundo uma proposta do PSD aprovada por unanimidade por todas as forças políticas representadas.

Na altura, a presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha (PS), disse aos jornalistas que o PSD pediu «tempo para reflectir», o que foi recebido «com concordância geral» pelos eleitos do PSD, PS, CDU e do grupo de cidadãos eleitores «Isaltino, Oeiras Mais à Frente».

A tradição tem sido, até agora, a de atribuir a chefia da JML ao partido com mais municípios na Área Metropolitana de Lisboa, que é, neste mandato, a CDU, com oito concelhos.

A Câmara de Lisboa já defendeu no entanto que deverá ser a capital a liderar a Junta Metropolitana, «para que as políticas para a GAML se possam concretizar».

«É importante que haja uma liderança forte e que essa liderança seja feita pelo município que está no centro» desta área, disse Fontão de Carvalho, vice-presidente da autarquia.

Para que o presidente da autarquia lisboeta, Carmona Rodrigues, seja eleito, é necessário um acordo entre o PS, que detém cinco concelhos, e o PSD, que lidera quatro municípios.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:04 AM | Comentários (0) | TrackBack

MERCADO DA AJUDA ABRE HOJE

O mercado municipal da Ajuda, em Lisboa, que ab re hoje ao público, vai permitir o realojamento dos comerciantes do antigo espaç o ali existente e retirar da rua os vendedores ambulantes, garantindo melhores c ondições de higiene e segurança alimentar.

Segundo a Câmara de Lisboa, a construção do novo mercado teve por objec tivo realojar os comerciantes do antigo mercado e dos actuais vendedores do aglo merado de venda ambulante da Travessa da Boa-Hora, "que ali exercem a sua activi dade comercial em condições pouco consonantes com as actuais exigências em matér ia de segurança alimentar".

Com dois pisos, o mercado tem 60 lugares para venda de peixe e de fruta s e legumes, e 90 para roupas, calçado e quinquilharia, além de 17 lojas, inclui ndo um restaurante, uma pastelaria e talhos.

O espaço dispõe ainda de estacionamento, vestiários para comerciantes, recolha de lixo, arrecadações, máquina de gelo e câmaras frigoríficas.

"Este novo mercado é a resposta do actual executivo camarário aos ansei os e necessidades" da população envelhecida daquela zona, além de permitir "aos comerciantes dispor de um moderno mercado de condições higiénicas e sanitárias p ara venda de produtos alimentares", sustenta a autarquia lisboeta.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 09:52 AM | Comentários (0) | TrackBack

"À MANHÃ" ESTREIA HOJE NO S. LUIZ

A peça "à manhã" do escritor José Luís Peixoto, vencedor do Prémio Jovens Criadores 1997, estreia hoje no palco do Teatro São Luiz, em Lisboa, com encenação de Natália Luiza e Miguel Seabra.

O elenco da peça - com música original de Fernando Mota - é constituído por Carla Galvão, Carla Maciel, Paula Diogo, Pedro Diogo e Romeu Costa.

Segundo a produção, este é "um espectáculo que pretende reflectir sobre a esperança e a vontade diária de construir o futuro, repensando a nossa identidade enquanto povo e cultura".

Esta é uma co-produção do Teatro Meridional com o Teatro Municipal de São Luiz.

José Luís Peixoto estreou-se em 2000 com a pequena ficção "Morreste-me", publicada em edição de autor.

Ainda nesse mesmo ano, publicou o romance "Nenhum Olhar" com o qual ganhou o Prémio José Saramago 2001.

Publicou já vários títulos tanto na área da poesia como romance e prosa, além de colaborar assiduamente em várias revistas portuguesas e estrangeiras.

José Luís Peixoto, 31 anos, nasceu em Galveias (Portalegre) e é licenciado em Línguas e Literaturas Modernas.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 09:51 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 18, 2006

50 ANOS DE GULBENKIAN

Programa inclui diversas exposições, espectáculos, cinema, novos prémios e um grande fórum multidisciplinar sobre «o Estado do Mundo».

A Fundação Calouste Gulbenkian comemora 50 anos em Julho com um vasto programa que incluirá diversas exposições, espectáculos, cinema, novos prémios e um grande fórum multidisciplinar sobre «O Estado do Mundo».

O programa das comemorações foi hoje apresentado à comunicação social pelo presidente da instituição, Rui Vilar, que recordou a importância da criação da Fundação, um acontecimento que «parecia improvável» em Portugal, em 1956.

«Foram cinquenta anos de profundas mudanças verificadas no país e também na própria Fundação», recordou o responsável, dando como exemplo o surgimento da instituição ainda durante a ditadura, a crise social de Maio de 1968, as crises petrolíferas de 1973 e 1979, a revolução do 25 de Abril e a adesão de Portugal à Comunidade Europeia.

As comemorações - que decorrem de 18 de Julho deste ano e ao longo de 2007 - têm essencialmente como objectivo «homenagear o gesto de Calouste Gulbenkian e todas as pessoas que deram corpo à instituição, nomeadamente o seu primeiro presidente, José de Azeredo Perdigão», acrescentou Rui Vilar.

Calouste Sarkis Gulbenkian, um arménio nascido em Istambul que recebeu uma educação ocidental e viveu sobretudo em Londres, onde adquiriu a nacionalidade inglesa, «escolheu Portugal, país que o acolheu em tempo de guerra, para deixar parte da sua fortuna e da sua extraordinária colecção de arte».

Essa vontade culminou na criação da Fundação - depois da sua morte, em Lisboa, 1955, aos 86 anos - entidade cujos estatutos consagram sobretudo quatro áreas de intervenção: beneficência, arte, educação e ciência.

Rui Vilar comentou que, para a Fundação, «o momento é de celebração, mas também de balanço e reflexão, lançando as perspectivas de futuro».

Nesta perspectiva, a entidade convidou o investigador do Instituto de Ciências Sociais António Barreto para criar uma equipa que se dedicará a escrever a história e a avaliação do papel e impacto da actuação da instituição na sociedade portuguesa durante esse meio século.

«Será um excelente ponto de partida para pensar o que deve ser a Fundação nos próximos 50 anos», comentou o presidente.

Fonte: Portugal Diário

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A LER

Casa Garrett, Isto é Zero!, no Cidadania Lx.

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janeiro 17, 2006

A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (33)

Em 27 de Junho de 1976, Ramalho Eanes, coordenador da acção militar em 1975, depois chefe do Estado-Maior do Exército, será eleito Presidente da República. Continua a viver na sua casa do Bairro Madre de Deus donde, por razões de eficácia política, se mudará para o Pavilhão da Arrábida, objecto de obras e remodelações. Vêm móveis do Palácio da Ajuda, da Cidadela de Cascais e quadros de museus escolhidos, oficialmente, pela esposa do Presidente, Dr.ª Manuela Eanes, para conferir à residência oficial o aspecto do lar duma família, onde não faltam as flores provenientes do Jardim Colonial agora designado do Ultramar.

O filho mais novo do casal, Miguel, será baptizado na capela, atrás da Sala Dourada, como D. Luís Filipe e o irmão, D. Manuel, último rei de Portugal.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (32)

As eleições para a Assembleia Constituinte, em 25 de Abril de 1975, trarão a vitória aos moderados. As colónias africanas da Guiné, Cabo Verde, Moçambique, Angola e São Tomé e Príncipe deixarão de ter administração portuguesa. Na Ásia, Timor será ocupada pela Indonésia.

Neste tempo, manifestações variadas acorrem ao exterior do Palácio de Belém e há gente acampada, comendo e dormindo no largo fronteiriço, aliás espaço de feira entre 1892 e 1907.

O Presidente, segundo a tradição da Casa, recebia os manifestantes ao gradeamento do mirante, onde acaba o Jardim do Buxo ou Jardim Grande, que tem hoje a poente, a Casa da Guarda e o Pátio das Equipagens e já existia em vida dos dois primeiros proprietários do palácio: D. Manuel de Portugal e o conde de Aveiras, D. João da Silva Telo de Meneses.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (31)

O Palácio de Belém torna-se o centro das atenções, alberga soldados armados, dá lugar a reuniões e audiências, simples curiosos vêm até ao Pátio das Damas, subindo, a partir da Praça Afonso Albuquerque, a rampa a nascente.

A situação política torna-se confusa como é próprio dos momentos da revolução. A direita e a esquerda convergem para o Palácio de Belém no dia 28 de Setembro de 1974.

A partir daí desencontros de opinião que envolvem a Junta de Salvação, a Comissão Coordenadora do MFA e o Presidente da República conduzirão este último à Sala do Conselho de Estado, para ler, mediaticamente, o discurso de renúncia ao cargo.

Nessa mesma sala tomará posse Costa Gomes que no palácio vai morar com a mulher e um filho, enquanto Vasco Gonçalves chefia o Governo.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (30)

O segundo propõe em Fevereiro de 1974, no livro "Portugal e o Futuro", uma federação de estados dada a impossibilidade de uma solução militar para a guerra colonial.

Américo Tomás não voltará ao Palácio de Belém depois de 24 de Abril desse ano e no dia 27 segue para o Funchal com o ex-presidente do Conselho que no dia 25, à tarde, no Quartel do Carmo, entregará o poder ao general Spínola, depois de, durante a madrugada, várias unidades do exército e da marinha terem ocupado, sem resistência, em Lisboa, a rádio, a televisão e alguns ministérios. O Palácio de Belém, terá na sequência da "Revolução dos Cravos" (25 de Abril de 1974) um grande papel a desempenhar.

No dia 15 de Maio de 1974, é o general Spínola designado Presidente da República pelo poder instituído - a Junta Militar.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (29)

A residência, que continua no Pavilhão da Arrábida, será utilizada pelo Presidente para recepções íntimas ou simplesmente para mudar de fato. Na Sala de Jantar oficial do palácio, junto à Sala das Bicas, haverá almoços e jantares para gente diversa desde professores a artistas.

Chega a década de 60 com o início da guerra que marcará a derrocada do Império, a crise académica de 1962, a impaciência de empresários, contestações de católicos à hierarquia personificada no cardeal Cerejeira, amigo pessoal do presidente do Conselho e a queda deste, no Forte de Santo António - Estoril, de uma cadeira de lona que se parte e marca o fim duma carreira política oficial de 40 anos.

Marcelo Caetano é o novo chefe do Governo, a agitação continua atingindo agora os quartéis e em especial os capitães. Mas também generais da chefia do Estado-Maior: Costa Gomes e Spínola.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (28)

Francisco Craveiro Lopes será aconselhado por Salazar a estabelecer residência no Palácio de Belém - Pavilhão da Arrábida - até aí ocupado pela Casa Civil, já que no Anexo se haviam instalado os serviços da Casa Militar do chefe de Estado. Todos os domingos, pela manhã, a partir de 1952 (depois das obras) o presidente do Conselho e o Presidente da República têm encontro marcado em Belém, onde se respira agora uma vivência familiar.

Diz-se a uma certa altura, que o Presidente é simpatizante do ministro da Presidência, Marcelo Caetano, de tendência liberal. Não será, por isso, reeleito. A esposa morre-lhe no Palácio de Belém em 1958 e das eleições desse ano emergirá o contra-almirante Américo Tomás depois de forte campanha oposicionista em que se destaca a candidatura do general Humberto Delgado, recém-chegado de Washington onde permanecera cinco anos como adido militar e aeronáutico.

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A HISTÒRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (27)

Por essa altura, o Palácio de Belém terá um hóspede ilustre, o duque de Kent, filho mais novo e representante do rei inglês Jorge V que ocupará o quarto, destinado a Afonso XIII, onde tinham passado a realizar-se as sessões do Conselho de Estado.

A vitória das democracias, no fim da II Grande Guerra, trouxe a primeira crise do regime salazarista com a criação do Movimento de Unidade Democrática que, integrando a oposição de várias expressões e tendências políticas, conduziu, em 1949, à candidatura abortada do General Norton de Matos e à recondução do General Carmona que ao morrer, em 1951, tinha ocupado a Presidência durante um quarto de século.

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A HISTÒRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (26)

O cariz nacionalista e colonialista do Estado Novo expressar-se-á na Exposição do Mundo Português, entre Belém e Pedrouços, a partir de 23 de Junho de 1940, destinada a comemorar um duplo centenário: a Fundação de Portugal (1140) e a Restauração de Portugal (1640).

Na antiga Quinta do Outeiro das Vinhas, agora Jardim Colonial, funcionou a Secção Colonial da Exposição figurando aí paisagens naturais e humanas e etnografia das colónias africanas e asiáticas.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (25)

Ensaia-se entretanto o modelo do Estado Novo, com o Dr. Salazar na chefia do Governo desde 1932. Um conjunto de direitos cívicos e humanos será suprimido em favor de uma política de obras públicas enquanto o desenvolvimento da economia fica associado ao controlo governamental. O chefe de Estado, segundo a Constituição de 1933, pouco mais terá que fazer internamente do que presidir a cerimónias oficiais. No exterior, representa o país. O general Carmona só vai a Belém despachar e nos dias de Ano Novo recebe cumprimentos na Sala Azul.

Publicado por jf em 11:36 AM | Comentários (0) | TrackBack

A HISTÒRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (23)

Mendes Cabeçadas será ultrapassado pelo general Gomes da Costa, que encarna forças da direita. Instala-se em Belém, no mês de Junho, com toda a família incluindo os netos pequenos. O palácio assume um aspecto de profunda desordem. Em 11 de Julho, o general, compelido a embarcar no Carvalho Araújo para os Açores, deixa em seu lugar, designado pelo Quartel-General, Óscar de Fragoso Carmona que nunca habitou o Palácio de Belém, depois de investido no cargo de Presidente da República em Abril de 1928, 12 dias antes da posse do ministro das Finanças - Salazar.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (22)

A década de 20 é de crise por todo o lado e Portugal não escapa. Teixeira Gomes, embaixador de Portugal em Londres, vai ser o novo Presidente. É servido em Belém, onde reside, pelo seu cozinheiro inglês, veste como um aristocrata, passeia no Rolls-Royce oficial. Mas a instabilidade que se vivia levou-o a resignar abandonando para sempre o país (17 de Dezembro de 1925). A completar o mandato vem de novo Bernardino Machado que se dividirá, agora, entre o Palácio de Belém e a casa da Cruz Quebrada onde mora a família. A ela regressará em 31 de Maio de 1926 depois de ter escrito no Palácio de Belém, a carta de resignação que entrega o poder do Estado ao oficial de Marinha Mendes Cabeçadas representante das forças armadas insurrectas.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (21)

O Presidente da República que se segue é monárquico: o contra-almirante Canto e Castro. A agitação não pára. Mas o Presidente sairá bem visto pelos republicanos tendo habitado, sem a família, o Palácio de Belém, por um curto período. Dará lugar, ainda em 1919, a António José de Almeida, o primeiro a cumprir integralmente o mandato, até 1923, sem nunca viver em Belém onde se desloca duas vezes por semana nas funções oficiais. Recebe aí o rei da Bélgica e o príncipe do Mónaco.


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A HISTÒRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (20)

Sidónio Pais, eleito Presidente em Janeiro de 1918 na sequência dum acto revolucionário, traz à República uma nova perspectiva, a da predominância do executivo. Vive também algum tempo no Palácio de Belém, por razões de segurança, até ao atentado que o vitimou, na Estação do Rossio, em 14 de Dezembro de 1918.

Será embalsamado no seu quarto do Anexo e exposto ao público na área oficial do Palácio de Belém, na Sala Luís XV, hoje Sala Azul onde brilha um lustre, peça única, encimado por grandiosa águia bicéfala coroada, rematado ao centro por uma coroa maior, oferecido a D. Carlos pelo imperador Francisco José da Áustria. Foi esta a sala particular de D. Amélia em 1886-1889.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (19)

À queda do Presidente Manuel de Arriaga pela revolução de 14 de Maio de 1915, passa de novo pelo Palácio de Belém, durante quatro meses, o Dr. Teófilo Braga.

Bernardino Machado, um Presidente de olhos expressivos e sobrancelhas carregadas, cumprimentador, ao contrário dos antecessores, gosta da ideia de viver em Belém e muda-se para o 1.º andar do Anexo. Transforma o palácio num centro social, entrega a política a Afonso Costa, dá muitas festas e gasta sem conta. Durante o seu mandato, 1916, a antiga área de serviços, no Palácio do Pátio das Vacas, dá lugar ao Museu Agrícola Colonial no jardim do mesmo nome. Em 1917 vão portugueses à Grande Guerra, há aparições em Fátima, a vida encarece, a agitação social aumenta.

Publicado por jf em 11:23 AM | Comentários (0) | TrackBack

A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (18)

Manuel de Arriaga assinava ainda a cedência do Palácio do Pátio das Vacas, onde funcionavam serviços, e das antigas cozinhas para ampliação do Museu dos Coches, na direcção da Calçada da Ajuda. Os banquetes que o Presidente ofereceu nesse ano, entre eles o do aniversário da proclamação da República, foram cozinhados no pavilhão do lado poente, designado por Arrábida, a construção mais antiga do conjunto (outrora hospício de franciscanos arrábidos) onde, por obras de 1887, se acrescentara um andar bem iluminado, com fogão para aquecimento - o atelier onde D. Carlos e D. Amélia pintavam em 1886-1889. Com as transformações de 1912 o Palácio de Belém deixava de estar integrado no espaço próprio de uma quinta de recreio.

Publicado por jf em 11:21 AM | Comentários (0) | TrackBack

A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (17)

Quando o Partido Republicano se cindia (1912) dando origem ao Partido Democrático liderado por Afonso Costa, ao Evolucionista de António José de Almeida e ao Unionista de Brito Camacho também a área do Palácio de Belém se via truncada: o terreno da quinta foi cedido ao Jardim Colonial, criado em 1906.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (16)

Dez meses passados, eleito ao terceiro escrutínio pelo órgão legislativo - Congresso da República -, toma posse o advogado açoreano Manuel de Arriaga. Será o 1.º Presidente, mas só em 1912, a habitar - a seu pedido e por razões de funcionalidade - instalações do palácio: o 1.º andar do palacete anexo.

Pagava 100 escudos pelo aluguer e verificava todos os dias a contradição entre a prática das decisões dos políticos, ratificadas em Belém, e os amplos poderes que a Constituição de 1911 lhe atribuíra. Já no Palácio de Belém festejou, em Setembro, o casamento da filha mais nova, Maria Adelaide, com o Dr. Daniel Ferreira Júnior.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (15)

Proclamada a República, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa, a 5 de Outubro de 1910, sairá na Ilustração Portuguesa de 24 do mesmo mês, uma entrevista ao chefe de Governo Provisório, realizada na sala do Conselho de Estado do Palácio de Belém, por Rocha Martins. O Dr. Teófilo Braga, interrogado acerca do futuro diz: "Existirá um palácio como a Casa Branca da América do Norte e ali irá o presidente que terá a sua residência particular[...]". "Temos muita coisa para resolver[...]", "somos do povo e como ele devemos viver!".

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janeiro 16, 2006

INSEGURANÇA NA BAIXA POMBALINA

Preocupados e com receio de encontrarem de manhã as suas lojas arrombadas e despojadas de mercadoria, comerciantes da Baixa lisboeta exigem mais policiamento na zona, principalmente durante a noite. A mesma opinião é defendida pelo presidente da Junta de Freguesia de S. Nicolau, António Manuel, que solicita reforço policial e até propõe a instalação de sistemas de videovigilância nas ruas mais problemáticas.

Exigências que se mantêm, apesar da PSP negar algum aumento do número de ocorrências criminais na zona e garantir que, "desde há alguns meses, foi reforçado o policiamento com agentes à civil para apanharem os ladrões em flagrante delito". Fonte da PSP de Lisboa salienta que "se têm feito várias operações na Baixa com bons resultados".

O receio dos comerciantes aumentou no mês passado, depois de, há cerca de cinco semanas, se terem registado três casos de furto em estabelecimentos em três noites seguidas, soube o DN junto da PSP. Na sequência destes casos, na esquadra da Praça do Comércio - responsável pela área da Baixa - foi recebido um abaixo-assinado de comerciantes a exigir reforço policial.

Como resposta, e ainda de acordo com fonte policial, aquela esquadra passou a mobilizar durante o dia "seis patrulheiros e uma equipa de intervenção rápida com oito elementos, enquanto antes o policiamento era feito só por quatro patrulheiros". À noite, a Baixa é vigiada por "um ou dois polícias e um carro-patrulha com dois agentes".

"Mantém-se a preocupação"

E é precisamente no período da noite que os comerciantes apontam falhas no policiamento. Manuel Sousa Lopes, dirigente da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina e proprietário de uma loja na área, diz ao DN que "agora não há mais insegurança do que antes. A situação mantém-se estável. Continuam a ocorrer furtos e roubos aqui, tal como sucede noutros locais da cidade".

Por isso mesmo, "mantém-se a preocupação", confessa Manuel Lopes, considerando que "deveria haver mais policiamento, não com um polícia em cada esquina, mas com mais vigilância. Por ser uma zona muito turística e muito frequentada, deve ter uma atenção especial em termos de policiamento".

Também a sua loja já foi visitada por ladrões. "Há cerca de um mês, à noite, partiram a vitrine e levaram duas camisolas da montra. Foram mais avultados os estragos causados do que o valor dos artigos furtados", observa o comerciante, considerando que "a vigilância policial à noite não é suficiente, porque o espaço comercial da Baixa é muito grande".

Mais exigente é o presidente da Junta de Freguesia de S. Nicolau, António Manuel, que solicita às entidades responsáveis - PSP e Governo Civil de Lisboa - "um policiamento específico durante 24 horas, abrangendo não só as ruas principais mas também as secundárias, para tornar a Baixa na zona mais segura da cidade". Na sua opinião, "é preciso ver polícias fardados na rua para darem um sinal de segurança e servirem como factor de dissuasão para afastar os ladrões".

Uma ausência policial que terá facilitado visitas nocturnas indesejáveis à Loja Sol, recheada de electrodomésticos e aparelhagens de som e imagem. César Ribeiro, proprietário deste estabelecimento da Rua da Assunção, lembra que na última década "isto esteve calmo, mas em 2005 complicou-se. Depois do Verão houve uma série de furtos, sempre de madrugada. Já por duas vezes partiram a montra desta loja. Uma vez levaram equipamento no valor de sete mil euros. Da outra, roubaram quatro mil euros em material".

Na mesma rua, o quiosque de jornais e revistas de Vítor Bonifácio também "já foi assaltado três vezes. Aquilo só acabou quando colocámos cadeados de aço, mais difíceis de arrombar do que as fechaduras que tínhamos antes". Denuncia ser "frequente arrancarem os telemóveis das mãos das pessoas e fugirem. Depois, utilizam os telemóveis para avisarem uns aos outros onde estão os polícias e aproveitam para ir roubar noutra rua. Também costumam rebentar as cabinas telefónicas para tirar as moedas".

Fonte: Diário de Notícias

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janeiro 15, 2006

A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (14)

D. Carlos vai aceitar a formação de um governo ditatorial - o de João Franco o que concorrerá para o regicídio, que vitimou também o príncipe herdeiro, em 1 de Fevereiro de 1908. O rei de Portugal, D. Manuel II, tem 19 anos. A sua família mais próxima além do tio, D. Afonso, é a mãe e a avó, D. Maria Pia de Sabóia. A revolução republicana aproxima-se mais e mais.

No Palácio de Belém, convertido em palácio de hóspedes, oficialmente desde 1908, decorre, na noite de 3 de Outubro de 1910, um banquete oferecido pelo Presidente da República do Brasil, marechal Hermes da Fonseca. Está presente o rei, alguns ministros, representantes do corpo diplomático, o comandante da Divisão de Lisboa e o das Guardas Municipais.

É o último banquete sob a égide da Monarquia. No dia 4 de Outubro a família real seguirá para o palácio - convento de Mafra deixando o país, 24 horas depois, no iate "Amélia", pela Ericeira, rumo a Gibraltar. O Palácio de Belém vai entrar em sintonia com os novos tempos e assumirá o carácter oficial de sede da soberania do Estado.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (13)

Em 1903 Belém continua a aderir aos progressos da técnica e instalam-se telefones no palácio onde os hóspedes notáveis desfilam e dormem no antigo quarto de D. Amélia. Incluem-se o imperador da Alemanha Guilherme II, o rei de Inglaterra Eduardo VII e o presidente francês Émile Loubet.

Em 1905, a área do palácio sofre cortes a favor do Estado. O picadeiro torna-se Museu dos Coches por iniciativa de D. Amélia, para conservar, no surto dos transportes novos, um rico património em que se contam, além das carruagens, peças variadas desde arreios e selas até instrumentos musicais da Charamela Real.

Na mesma altura foram cedidas ao Exército para quartéis as cavalariças que, na Calçada da Ajuda, continuavam o Picadeiro Real. No País, a propaganda e a projecção dos republicanos vai em aumento desde os fins do século XIX.

A instável situação financeira acentuada por crises internacionais contribui para afectar o rotativismo dos partidos monárquicos, enquanto o Partido Republicano Português avulta pela voz do tribuno Afonso Costa.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (12)

Numa viagem pela Europa, seduzida, ao tempo, pela partilha de territórios coloniais, D. Carlos e D. Amélia compraram roupas novas para o palácio. Os dois filhos do casal vão nascer em Belém: D. Luís Filipe (1887) e D. Manuel (1889), que vem ao mundo um ano antes do Ultimato Inglês acerca das terras do Mapa Cor-de-Rosa.

À morte de D. Luís (1889) o Palácio de Belém vocaciona-se exclusivamente para receber visitas. Primeiro, o conde de Paris e o filho, o duque de Orleães.
Na intenção de albergar as comitivas dos hóspedes vão ser demolidas as construções entre o edifício principal e o picadeiro dando origem, em 1902-1903, ao palacete projectado por Rosendo Carvalheira - o Anexo - que recebeu a comitiva do rei Afonso XIII de Espanha depois de equipado com candeeiros alemães e móveis londrinos da Casa Maple. No sótão, destinado aos criados, ficaram peças de A Económica, do Porto.

O carro eléctrico já circula em Belém desde 1901. A estátua na praça, agora Afonso de Albuquerque, foi colocada lá nesse ano.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (11)

Em Belém vão morar, desde o seu casamento, em 1886, D. Carlos e D. Amélia de Orleães, herdeiros da Coroa. Para os receber houve obras de remodelação em que colaboraram dois grandes nomes da pintura portuguesa: José Malhoa e Columbano.

A zona privada da residência, no edifício principal, situou-se na ala a oriente. A Sala Azul, comunicante com o quarto de D. Amélia, pintaram-se no tecto apainelado os escudos de Bragança e Orleães. A antiga Sala do Relógio foi compartimentada resultando o gabinete de trabalho de D. Carlos e o seu quarto de dormir, junto do da esposa.

Partes comuns, outros salões do andar nobre foram destinados a recepções - Sala D. João V e Sala Dourada. A Sala das Bicas continuou como átrio de entrada, junto da Sala de Jantar e da pequena casa dos aparadores.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (10)

Naturalmente, Belém é local privilegiado de passeio para o lisboeta desses tempos. Às tardes, no largo, desfilam as modas que vêm de França. Vende-se rapé fresco junto ao Chafariz da Bola, Chão Salgado, a dois passos do palácio.

Os transportes públicos terrestres já servem aquela área: as carruagens de tracção animal da Companhia Omnibus, o carro a vapor que, nos fins-de-semana, leva muita gente às praias de Pedrouços e Algés. O comboio, inaugurado em 1890, do Cais do Sodré a Cascais, sobrepõe-se aos "vapores" do Tejo e leva de vencida o embarcadouro, arrasado pelo aterro que ampliou o largo fronteiriço ao palácio.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (9)

O monarca é, agora, D. Luís I. Casará em 1862 com uma filha do soberano futuro unificador da Itália, Vítor Emanuel. E não se sente atraído por Belém, onde só há-de frequentar o Picadeiro para ver como o coronel Vitor Machado doma os potros que o rei cavalgará. O palácio vai ter iluminação a gás, desde 1864, abastecido pela Companhia Lisbonense, da especialidade. Não deixou de ser belo, tem um aspecto acolhedor e o sítio manteve-se aprazível no galgar dos séculos.

É o ideal para receber hóspedes que vêm do estrangeiro e se sucedem, nas décadas de 60 e 70, acompanhando vicissitudes das monarquias europeias, nos tempos conturbados de fim de século, como que esboçando a apetência republicana deste palácio. Protegidos pela guarda do Regimento de Infantaria I estiveram em Belém o italiano duque de Aosta, cunhado do rei, os condes d'Eu e os duques de Nemours e Alençon, a rainha Isabel II de Espanha, o duque de Saxe Coburgo Gotha casado com a princesa Leopoldina do Brasil, o príncipe de Gales, Eduardo Alberto.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (8)

Com D. Pedro V, o rotativismo político funciona. O engenheiro Fontes Pereira de Melo assume o novo Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria. O caminho de ferro avança pelo país, em perspectiva de entendimento com a Europa mais industrializada.

Em 1860, a 12 de Setembro, o Palácio de Belém assiste à noite de núpcias de D. Antónia Maria que vira nascer quinze anos antes. A infanta, acompanhada pelo marido, o príncipe Leopoldo de Hohenzolern, embarcará para Antuérpia no dia seguinte, na corveta Bartolomeu Dias comandada pelo irmão, D. Luís.

Mas a morte, ataviada de febres e de cólera, vai chegar ao Palácio de Belém em 1861. Vitima lá dois irmãos de D. Antónia Maria: D. Fernando e D. João. O rei, D. Pedro V, a seguir à esposa, também não sobreviverá. O povo fala em crimes políticos, agita-se na capital, manifesta-se em Belém. Correm boatos de fantasmas dos infantes nos jardins do Paço.

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A HISTÓRIA DA PALÁCIO DE BELÉM (7)

A partir de 1839, D. Maria II escolherá Belém para os Bailes de Inverno da Corte. Contratam-se músicos, imprimem-se convites, entram móveis, molduras e sedas, encomendam-se flores para Queluz. Na baile de 11 de Janeiro de 1842, 722 velas iluminam o palácio. No Verão recebem-se, em Belém, hóspedes estrangeiros: a rainha Adelaide Amélia, viúva de Guilherme IV de Inglaterra, o príncipe de Joinville, o Duque de Nemours e o de Aumales.

E entre 1842-1843 quando se restaura a Carta e Costa Cabral forma governo, do Palácio de Belém saem produtos (laranjas, feijão verde e hortaliças) para outros palácios reais - Queluz, Necessidades. Obras neste último trazem a família real para Belém durante dois anos (1844-1846). Aí nascerá D. Antónia, a quinta dos onze filhos da rainha e do rei consorte D. Fernando de Saxe Coburgo Gotha. Fazem-se pequenas obras no palácio para o baptizado.

Mudará, entretanto, o nome da antiga Praça de Belém para Praça D. Fernando. De regresso ao Palácio das Necessidades, a rainha manda ampliar, em Belém, a Sala do Baile, na ala oriental, inaugurada em 15 de Fevereiro de 1852.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (6)

Mas a beleza e a vida, no palácio, não desapareceram. Em 1817, as cavalariças, a oriente-norte, continuam a servir, há pássaros nos viveiros e feras nas jaulas. Depois do regresso da realeza, no ano a seguir à revolução liberal, o Palácio de Belém anda na boca do povo, em 1826, atribuindo-se a morte de D. João VI a uma laranja envenenada que teria comido na quinta.

Em 1828, D. Miguel sai de Viena de Áustria, desembarca no Cais de Belém e porfia no absolutismo real até 1834. Restaura o constitucionalismo seu irmão, o rei D. Pedro, antigo imperador do Brasil, que depressa morre dando lugar a D. Maria, a II. Enfrentará, esta, uma luta continuada entre os partidários da primeira Constituição (1822), e os defensores da Carta Constitucional (1826) que preserva mais o poder real. Um episódio relevante dessa luta, com alguma dimensão europeia, ocorre no Palácio de Belém entre a rainha que quer a Carta e maior poder da Coroa e o chefe, vintista, do Governo decorrente da revolução do 9 de Setembro de 1836 - Manuel da Silva Passos. A rainha cede. Foi a Belenzada.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (5)

As cavalariças e as cocheiras de Belém são utilizadas embora a rainha viva na Ajuda e, em 1787, projecta-se um novo Picadeiro, sob o risco do italiano Giacomo Azzolini, por inspiração do futuro rei. Com frente para a Praça de Belém e a Calçada da Ajuda surge, assim, um palacete neo clássico com decoração rocaille (Museu dos Coches).

Chegava o século XIX. D. João era regente por doença incurável da rainha-mãe. Avizinhavam-se as invasões napoleónicas na sequência da Revolução Francesa. Por segurança da Coroa, foi do cais do Palácio de Belém que a família real portuguesa transitou à colónia do Brasil.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (4)

Mas a primeira rainha que no Palácio de Belém habitou, entre 1700 e 1701, por gentileza dos condes de Aveiras, não cuidaria tanto de divertir-se, cansada de uma vida já vivida. Voltava de Inglaterra, esposa do falecido rei Carlos II, infanta de Portugal, D. Catarina de Bragança. Casa e quinta para amores do rei D. João V diz a tradição que Belém foi.

Catástrofes viriam também - o terramoto e maremoto de 1755 que, por receio de repetição, fará morar em tendas, no Jardim Grande, por largos meses, a família real. Será a partir do Paço de Belém que o ministro de D. José I, o marquês de Pombal, tomará as primeiras medidas dirigidas a Lisboa.

Três anos mais tarde, D. José, no regresso de um encontro galante com uma senhora nobre, sofreu um atentado. Presos e julgados, vários elementos da alta nobreza serão mortos no terreiro do Palácio de Belém, queimados e as cinzas atiradas ao Tejo. O poder do rei iria, assim, consolidar-se também com a saída dos Jesuítas pelo Cais de Pedra que servia o Palácio de Belém desde 1753.

Com D. Maria I fazem-se obras, passa a haver água encanada, constroem-se viveiros rococó para pássaros exóticos, no Jardim da Cascata, e a Corte dá festas com fogos nas noites de São João e São Pedro.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (3)

A atracção do mosteiro, a água fácil e a beleza do sítio explicam a construção pelo fidalgo D. Manuel de Portugal, em terras aforadas, já pelo meio do século XVI, de um palácio que, por herança indirecta, passará aos condes de Aveiras no século XVII e será comprado pelo rei D. João V na primeira metade do XVIII, compra que parece obedecer a um plano de posse duma vasta área a ocidente da capital onde a nata dos fidalgos se empenha em possuir quintas de recreio que miram o Tejo e o aproveitam como fonte de alegres lazeres. Diz a Gazeta de Lisboa (12 de Outubro de 1715) acerca da esposa de D. João V: "saiu a divertir-se nas faluas reais pelo Tejo abaixo [...]" até cerca do lugar de Belém.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (2)

O Palácio, hoje sede da Presidência da República Portuguesa, tem, atrás de si, uma longa história. Trata-se de um conjunto arquitectónico e paisagístico onde avulta um edifício central de cinco corpos com frente para o rio Tejo.

A um primeiro palacete, para nascente do Pátio das Damas - o Anexo - segue-se, na viragem para a Calçada da Ajuda, outra construção - o Picadeiro Real, hoje Museu dos Coches. Para poente desenvolvem-se os conjuntos do Pátio dos Bichos, do pavilhão da Arrábida e do Jardim da Cascata. Na direcção do sul estende-se o Jardim Grande que termina num mirante cujo gradeamento prolongado para nascente e poente encontra dois pequenos pavilhões outrora designados "casas de recreação".

Localizado em Belém de Lisboa, palácio de reis e presidentes da República, chamado "das leoneiras" no século XVIII, parece ter como emblema o leão - símbolo solar que alia a Sabedoria ao Poder - representado além das jaulas, diante do sul, no Pátio dos Bichos, em, pelo menos, duas fontes e duas bicas.

Referências à sua história mais antiga começam a partir das navegações para a Índia, com o projecto de construção do Mosteiro dos Jerónimos e a posse das terras em redor pelos frades respectivos, nos séculos XV-XVI.

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A HISTÓRIA DO PALÁCIO DE BELÉM (1)

Como oportunamente pré-anunciado, o Olissipo inicia hoje a publicação da história do Palácio de Belém, onde moram os Presidentes da República. Desde já se assinala que esta história, que publicarei ao longo da semana, resulta das informações disponíveis no sítio da Presidência da República, e resulta do trabalho das Dr.ª Maria José Guerreiro Duarte e Dr.ª Maria Helena Pais de Sousa.


Fontes / Bibliografia:

História Anual Cronológica e Política, Pascoal da Silva, Lisboa Ocidental, 1715.
Ilustração Portuguesa, n.º 244, 1910.
Ilustração Portuguesa, n.º 344. 1912.
CHEVALIER, Jean, Dicionário de Símbolos, trad. Cristina Rodrigues, Lisboa, Teorema, 1994.
SANTANA, Francisco, dir., Dicionário da História de Lisboa, Carlos Quintas e Associados, 1994.
SERRÃO, Joel, dir., Dicionário da História de Portugal, Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1963.
DIAS, José, Belém e Arredores, Lisboa, 1940.
DIAS, Marina Tavares, Lisboa Desaparecida, Coimbra, Quimera Editores, 1990.
NÉU, João B. M., Em Volta da Torre de Belém, Lisboa, Livros Horizonte, 1994.
OLIVEIRA MARQUES, A. H., História de Portugal, vols. I, II, III, Lisboa, 1973, 1981.
SARAIVA, José António, O Palácio de Belém, 2.ª edição, Editorial Inquérito, 1991.
VIDAL, Angelina, Lisboa Antiga e Lisboa Moderna, Lisboa, Tipografia da Gazeta de Lisboa, 1900.

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POLÍCIA ABRE CAÇA AO TUNNING

Quando se sentou ao volante do seu Audi S4 amarelo para ir "dar um passeio com três amigas", Orlando David nem imaginava a noite que o esperava. Começou por ficar parado no trânsito da 2.ª Circular, depois foi mandado parar num dos 12 postos de fiscalização que a PSP de Lisboa montou, na madrugada de ontem, naquela estrada, e "como se não bastasse", diz, o "meu carro foi apreendido", desabafou ao DN. O objectivo da megaoperação era controlar todas as infracções, principalmente os carros modificados (tunning) e a condução sob efeito de álcool.

O carro, um "superdesportivo", como Orlando David lhe gosta de chamar, ficou de imediato apreendido devido às modificações da viatura, que de acordo com a PSP "punham em causa a segurança do veículo". O jovem condutor, de 21 anos, foi ainda multado em 250 euros mas garantiu ao DN que não vai pagar. "O carro é alemão e vem assim de origem. O que é que a PSP percebe disso? Não conhece o carro. Devia haver nestas operações um técnico da Direcção-Geral de Viação que percebesse do assunto minimamente", frisou.

Sorte igual tiveram ontem 50 condutores, que viram as suas "bombas" - nome dado a estes carros todos artilhados - serem rebocadas para o parque da PSP. "Esta foi a maior apreensão de sempre deste tipo de veículos", disse ao DN a subcomissária Paula Monteiro, da PSP de Lisboa.

Para recuperarem os veículos, os proprietários têm agora que pagar uma multa de, no mínimo, 250 euros, mais a estada da viatura no parque. "Os carros terão ainda de ser sujeitos a uma inspecção extraordinária na Direcção-Geral de Viação, por alteração das características originais das viaturas", sublinhou o comissário Oliveira, responsável operacional.

A operação decorreu na sequência de inúmeras queixas sobre a condução perigosa e as corridas a alta velocidade que ali se realizam, explicou a PSP.

Vidro partido

O Bruno Maria, 21 anos, começou por reagir calmamente à operação stop. Até aceitou bem o facto de o seu veículo ser apreendido por estar rebaixado. Mas foi quando lhe disseram que tinha de ir de táxi para casa que perdeu o controlo. "Sou voluntário da AMI, venho do Porto passar o fim-de-semana a casa e fazem-me isto? Este carro é meu e utilizo-o para o serviço e agora levam-mo? Porquê?", interroga, garantindo que "não vou de táxi". Já demasiado enervado para falar, o condutor tirou malas da bagageira e atirou a porta com tanta força que partiu o vidro traseiro. "E agora quem me paga isto?", perguntou a um agente.

Desobediência

Passava já das três da manhã. Os carros estavam desligados e eram já poucos os donos que aguardavam pelo veredicto final. Há três horas que um jovem, acompanhado de uma rapariga, se recusava a sair da viatura, apesar das várias ordens dos agentes. Foi o último a ser "atendido". E, não fosse ele tentar fugir, o seu carro ficou propositadamente "encravado" entre dois carros da PSP. "Ou sai a bem ou a mal", disse-lhe o agente. E o rapaz lá saiu e viu o seu carro ser rebocado.

Fonte: Diário de Notícias

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FRAGATEIRO REAGE

Carlos Fragateiro, que sexta-feira assumiu a direcção do Teatro Nacional D. Maria II, afirmou ontem ao Expresso que as resistências da classe artística à sua nomeação "não [o] incomodam nada". Indignou-se ainda pelo facto dos "críticos de teatro" a elas se terem associado, concluindo que seriam "mero pretexto para […] atingir a ministra da Cultura".

Ora, dos "críticos" sei pouco (aliás, até à data, a presidência da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, ocupada por Maria Helena Serôdio e Paulo Eduardo Carvalho, nada disse acerca deste episódio lamentável). E se "este" crítico interveio - questionando o modelo sugerido por Fragateiro -, fê-lo justamente porque acompanhou, nos últimos anos, a sua programação para o Teatro da Trindade e o trabalho de António Lagarto, nos vários cargos que desempenhou.

Nem sempre secundei as escolhas de Lagarto para o D. Maria e fi-lo sentir nas críticas aqui publicadas. Mas, nesta entrevista, Fragateiro volta a demonstrar a vacuidade do seu programa. A insistência numa "arca" misteriosa de dramaturgia portuguesa (que só se deseja que permaneça escondida, a julgar pelo que se viu no Trindade); a confusão entre escolhas próprias dum Teatro Nacional e a necessidade de animar cine-teatros semeados, ao acaso, pelo país; a "inteligência" e a "sensibilidade" como tópicos de renovação (não era o que Lagarto vinha fazendo?); e surpresas como a "equipa multidisciplinar de reflexão" ou colaborações de Demarcy-Mota e Sanches Sinisterra - quanto custarão? - são dados a antecipar que tudo o que Lagarto conquistou para o D. Maria, incluindo o público, será de novo posto em causa. Valerá a pena?

Fonte: Diário de Notícias

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15 DE JANEIRO DE 1994

(foto repigada do blogue do Wolfie)

É inaugurado o Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Lisboa.

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COW PARADE

Trezentas pessoas já apresentaram propostas para pintar as cerca de cem esculturas de vacas que vão "visitar" Lisboa em Maio, num concurso que termina no fim deste mês, disse à Lusa fonte da organização.

A CowParade, "o maior evento de arte pública do Mundo", decorre em Lisboa entre 15 de Maio e o final de Agosto, depois de ter "visitado" cerca de 25 cidades estrangeiras.

De pé, deitadas ou a pastar, as vacas vão ser espalhadas pelas principais ruas da cidade, depois de terem sido pintadas, vestidas ou decoradas por artistas convidados e pelo público em geral que participar no concurso, que decorre até 31 de Janeiro.

"Qualquer pessoa pode concorrer, desde o amador ao profissional", disse à Lusa José Cardoso, director-geral da Desejos Sem Limites, uma das empresas organizadoras da iniciativa, que tem como filosofia a "democratização da arte".

Segundo o responsável, a Sociedade Nacional de Belas Artes tem procurado a participação de artistas plásticos portugueses, tendo também sido dirigidos convites a universidades e instituições ligadas às artes.

Em Portugal, a CowParade tem como lema "Pelas artes, por causas e por sorrisos", o que traduz as três vertentes que pretende abranger: artística, social e de entretenimento.

"Aproveitamos o grande impacto para alertar para o mecenato e para as causas", explicou José Cardoso.

Isto porque não só os artistas podem participar. Também há lugar para patrocinadores, que, por 7.500 euros podem adoptar uma vaca e contribuir assim para aumentar o número de esculturas espalhadas pela cidade, que a organização espera que atinja uma centena.

No final do evento, as vacas serão leiloadas, revertendo a verba para o projecto MecenatoNet, que abrange a AMI, Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), Chapitô, Cruz Vermelha Portuguesa, Espaço T, Escoteiros de Portugal e Liga dos Bombeiros Portugueses.

Se a CowParade só chega em Lisboa em Maio, várias actividades ligadas ao evento vão "invadir" todo o país já a partir de Fevereiro, adiantou José Cardoso.

Os centros comerciais da Sonae Sierra, empresa que se associou ao evento, vai ter a partir de 15 de Fevereiro ateliês destinados às crianças, enquanto escolas do primeiro ciclo de Portugal continental, Açores e Madeira vão ter a sua "própria" CowParade, com os alunos a pintar vacas em papel, com que poderão decorar as suas salas de aula.

Um ateliê de pintura ao vivo, aberto ao público, vai funcionar num espaço cedido pelo Metropolitano de Lisboa, em Sete Rios, entre 18 de Março e 27 de Abril, estando também previstas viagens a Lisboa cedidas pelo Metro e pela CP a crianças de todo o país, adiantou a mesma fonte.

Outra iniciativa associada à exposição será o "Hospital das Vacas", que vai funcionar no Hospital D. Estefânia e que vai receber as vacas que possam sofrer "lesões" durante a permanência nas ruas, funcionando com um serviço de "ambulância permanente", "médicos" e "enfermeiros".

Criada em 1998 na Suiça, a CowParade recolheu até hoje 11 milhões de euros para causas sociais, tendo produzido até ao momento 4.000 vacas que foram vistas por 100 milhões de pessoas.

Fonte: Lusa

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LUMINES

Parabéns ao Luminescências pelo segundo aniversário. Que conte muitos.

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janeiro 14, 2006

A CAQUINHA URBANA

Não tenho nada contra quem passeia cãezinhos. Por mim, reguardo-me para mais úteis lazeres, mas enfim, cada um faz o que lhe dá na realíssima gana. É liberal ser assim...

Agora, que os ditos, ao serem passeados pelos donos besuntem de cacas várias os passeios, as árvores, os canteiros, as raras relvas camarárias, os rebordos das vias de comunicação em que a que a convivência urbana nos condena, já me permito liberalmente considerar pré-civilização.

A razão é simples. Para não terem de limpar na sua casa a fedunta caquinha dos bichos, os donos remetem-nos os extractores defecantes para as ruas onde esperam que almeidas de todos os apelidos limpem a merda que se recusam a limpar nas suas casas.

Aviso político: jamais votarei contra Carmona Rodrigues por ele não ser capaz de assegurar tanta mulher de limpeza quanta a necessária para higienizar civicamente os donos das criaturas canilóides.

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D. MARIA II JÁ TEM NOVO DIRECTOR

A Assembleia Geral (AG) que decorreu ontem de manhã, à porta fechada, com os accionistas da sociedade anónima de capitais públicos que gere o Teatro Nacional D. Maria II (Ministério da Cultura e Ministério das Finanças) aprovou a destituição de António Lagarto, até agora director artístico e presidente do Conselho de Administração daquela entidade. Lagarto será substituído, com efeitos imediatos, por Carlos Fragateiro, actual director do Teatro da Trindade e foco da discórdia que lavra, desde há uma semana, no meio artístico.

Na AG foram ainda eleitos os restantes órgãos sociais para o triénio 2006/08. Segundo um comunicado emitido pelo Ministério da Cultura, o cenógrafo José Manuel Castanheira será vogal do Conselho de Administração (no lugar de Luís Chaby Vaz), enquanto Isabel Abel André, responsável pela área financeira, "transita da anterior para a nova equipa directiva".

Tal como a ministra Isabel Pires de Lima antecipara na véspera, ao ser interrogada na Comissão Parlamentar de Cultura, Ciência e Educação, a AG também decidiu reduzir para metade os vencimentos dos novos responsáveis, a partir de agora equiparados ao que ganham os directores de institutos públicos.

Na sua ida à Assembleia da República, Pires de Lima criticou explicitamente o salário de Lagarto (6000 euros, mais viatura), comparando-o com a situação de Ricardo Pais, do Teatro Nacional de São João (Porto), que receberá metade daquele valor. Recorde-se que o São João tem sido apontado pela tutela como "o exemplo a seguir".

Fonte: Diário de Notícias

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ARTE ANTIGA-CML

OMuseu Nacional de Arte Antiga (MNAA) poderá estabelecer em breve um protocolo inédito com a Câmara Municipal de Lisboa, que além do apoio à programação contempla a revitalização daquela zona das Janelas Verdes. E esta é apenas parte da estratégia para dinamizar uma instituição que, em 2005, conseguiu bater o seu recorde de público e cativar mais de 104 mil pessoas.

José Amaral Lopes, vereador da Cultura, considera que ainda é cedo para comentar. Mas Dalila Rodrigues, directora do MNAA desde Novembro de 2004, avança ao DN que esta nova parceria deverá traduzir-se no "apoio ao museu, resolução dos problemas de acessibilidade (como o estacionamento no Largo 9 de Abril), divulgação das iniciativas através da cedência de suportes da CML e dinamização do Largo Dr. José de Figueiredo". Neste último espaço poderá instalar-se uma esplanada. A repetição dos desfiles de moda das Manobras de Maio é outro projecto em fase de negociação.

Mais parcerias

"O museu, antes de mais, é um equipamento cultural fundamental da cidade", recorda a directora, justificando assim a aposta no envolvimento de instituições e empresas. É o caso da festa organizada em parceria com a discoteca Lux no Dia Internacional dos Museus, testada em 2005 e com repetição já assegurada a 18 de Maio. Dois dias mais tarde, a Noite dos Museus volta a abrir a casa para visitas guiadas a horas tardias.

Com um apoio mecenático do Millennium BCP válido por três anos - que garante ao MNAA, até 2008, uma verba anual de 500 mil euros para programação, permitindo trazer a Lisboa grandes exposições internacionais (ver texto ao lado) -, Dalila Rodrigues quer "explorar ainda mais a parceria". Nomeadamente, para conservação do acervo e aquisição de obras.

Foi também com o apoio de empresas como a Cin, MTGDecor ou Interescritório que o MNAA conseguiu remodelar algumas das suas salas e renovar núcleos expositivos. Ou, ainda, tirar partido da área de passagem onde funcionava a loja/livraria e bar, junto à entrada principal, adaptando-a às novas exigências. O bar, a inaugurar em breve, foi remodelado e terá mobiliário de design contemporâneo, como os cubos de madeira que Rem Koolhaas desenhou para a Casa da Música e que já servem de bancos no Salão Nobre. A loja, mais arejada, explora as potencialidades de novos produtos, como os sacos feitos com telões reciclados que anunciavam exposições no exterior. Também a livraria deverá sofrer uma remodelação.

O reforço das actividades, a abertura da porta que dá para a Rua das Janelas Verdes e as visitas guiadas em horário pós-laboral para empresas (que pagam as horas extraordinárias) são, para a directora, o segredo do êxito deste museu que aumentou a frequência em 28%, de 2004 para 2005, ultrapassando a fasquia dos 102.293 visitantes de Lisboa'94.

Fonte: Diário de Notícias

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CARMONA DEVE EXPLICAÇÕES À CIDADE

"O presidente da Câmara de Lisboa deve uma explicação à cidade" sobre as contradições que envolvem o dossier Casa de Garrett, nomeadamente no que respeita à alegada ausência de impedimentos à demolição do imóvel.

Em declarações ao DN, no âmbito de trabalho que publicaremos em breve, Raquel Henriques da Silva, historiadora da arte, arquitectura e urbanismo oitocentistas e docente universitária, considera que essa palavra é devida não apenas porque ela é "vital em democracia" e "as pessoas exerceram o seu dever de cidadania" em "petições, artigos e chamadas de atenção", mas também porque "há uma lição a tirar deste processo", que classifica como "inacreditável". Recorde-se que, em despacho assinado em Agosto de 2005, Carmona Rodrigues, então vice-presidente do município, classificara a demolição do imóvel - iniciada na semana passada, com o seu aval - como "uma perda irreparável" para a cidade de Lisboa.

Uma perda que, lembra a investigadora, é mais uma numa "sucessão de lutos" que fazem de Portugal um caso à parte no contexto europeu - pela "falta de critérios, substância e reflexão" sempre que uma peça do seu património se perde, pela dificuldade em assumir-se que, "numa cidade histórica, o património é uma questão vital, que tem de enformar todas as políticas". A casa de Garrett, lembra Raquel Henriques da Silva, "não vai ser, infelizmente, o último bem que vai ser problemático porque não estava protegido". Por outro lado, refere, "dadas as contradições do processo, é legítimo ficar-se em dúvida sobre se o comportamento [a nível institucional] teria sido o mesmo se o proprietário fosse outro".

Demolição irreversível

Em nota emitida na tarde de ontem, o gabinete do vereador José Amaral Lopes anunciou ter sido "possível chegar a um acordo" entre município, proprietário e projectista "que permita salvaguardar a memória de Garrett" no projecto de construção nova a implantar no n.º 68 da Rua Saraiva de Carvalho. "Ficou acordado", lê-se, "que se irão realizar intervenções na fachada do edifício que visam encontrar uma solução que preserve e evoque de forma evidente aquele que foi um dos grandes vultos da cultura nacional".

Com este acordo, lê-se ainda, "a Câmara pretende assegurar no local a memória do escritor, não deixando, no entanto, de respeitar os direitos dos proprietários". Relativamente à lápida que, ao longo de 150 anos, identificou aquela como a última casa de Garrett - e que, tudo indica, será o único elemento de origem que sobreviverá à sua destruição -, a autarquia informa que o seu destino será o Museu da Cidade.

No início da semana, a presidente da Assembleia Municipal, Paula Teixeira da Cruz, solicitara a suspensão imediata da demolição, na sequência de encontro com representantes do Forum Cidadania Lisboa, pedido que o executivo camarário recusou.

Fonte: Diário de Notícias

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ALKANTARA EM RISCO

Quando em 1999 começaram os primeiros realojamentos do Casal Ventoso para o bairro da Quinta do Cabrinha, em Alcântara, Lisboa, nasceu dentro do bairro o projecto Alkantara (reconhecido como Instituição Particular de Solidariedade Social), com o objectivo de minimizar a exclusão social a que os habitantes estariam sujeitos.

Agora, quase sete anos passados, Filipe Santos, coordenador do projecto - gerido pela autarquia e financiado pelo programa da União Europeia Urban II -, confessa-se "cansado" de tentar remar contra a maré falta de diálogo por parte da Câmara de Lisboa (CML) e a crónica dificuldade em conseguir receber as verbas provenientes da UE (que são em primeiro lugar transferidas para a autarquia e depois transitam para as instituições que se candidataram ao Urban II).

"Em Dezembro tínhamos a haver 70 mil euros. Na última reunião de Câmara de 2005 [a 28 de Dezembro] foi aprovada uma proposta extra-agenda, para a transferência de 50 mil euros", explica. Ficariam por receber 20 mil euros.

Dois dias depois, Filipe Santos recebeu um telefonema do Director Municipal da Acção Social, a solicitar um certidão actualizada da Segurança Social. "Entregámos a certidão no dia 2, mas só foi transferido 75% da verba aprovada", afirma. Ficaram 12 500 euros por entregar.

Empréstimo

"À partida, com a aprovação da candidatura, é transferido 40% da verba. Aqui nunca aconteceu, o dinheiro sempre ficou na Câmara", acusa Filipe Santos. "Já tivemos de pedir um empréstimo ao banco e pagar juros, quando o nosso dinheiro deve andar aí em qualquer sítio".

O responsável queixa-se também da falta de interlocutores e aponta, mais uma vez, o dedo à autarquia. "Durante quatro anos a vereadora Helena Lopes da Costa nunca veio aqui. Nunca consegui falar com ela. Os presidentes Santana Lopes e Carmona Rodrigues também nunca cá vieram. Como é que se pode manter este projecto se não sabem como funciona?", questiona.

Com todas estas dificuldades e sem saber como será o futuro, o projecto Alkantara continua a ajudar a população sénior dos realojados do Casal Ventoso. Ao todo são 240 os idosos que recebem o apoio do projecto. Muitos frequentam o Centro de Convívio, onde levam a cabo várias actividades.

No Natal houve festa e na passada quinta-feira, por exemplo, confeccionavam-se os trajes para usar no corso de Carnaval, em Torres Vedras. Existem ainda aulas de alfabetização e ateliês de saúde preventiva. É prestado apoio domiciliário a 14 pessoas (número que poderá variar, uma vez que podem ser acamados devido à idade ou por causa de algum acidente). "A nossa preocupação e satisfação são os realojados do casal Ventoso", resume Filipe Santos.


A Câmara Municipal de Lisboa, através do gabinete do vereador Fontão de Carvalho, responsável pelas Finanças da autarquia, garantiu ao JN que o dinheiro em falta - 12 500 euros dos 50 mil aprovados na reunião do executivo camarário de 28 de Dezembro de 2005 - vai ser transferido em breve para os cofres do Projecto Alkantara. "O dinheiro existe e vai ser transferido o mais rapidamente possível", garantiu fonte do gabinete . "A situação vai ser regularizada" rapidamente, promete.

No entanto, quanto à outra queixa do coordenador do projecto, o psicólogo Filipe Santos, sobre a falta de diálogo por parte da autarquia, não foi possível apurar a quem recorrer para colmatar esta lacuna. "Neste momento existe um misto de competências", declarou fonte do gabinete do vereador da Acção Social, Sérgio Lipari Pinto (o autarca que apresentou a proposta para a transferência de verba na última reunião pública do ano passado). "Por ser um projecto integrado no programa Urban II, é reabilitação urbana. E essa área pertence à vereadora Gabriela Seara". Assim, na prática não se sabe a qual dos dois vereadores cabe a responsabilidade do Projecto Alkantara. "Mas essa questão está a ser coordenada", ressalvou a mesma fonte.

Câmara diz que situação será normalizada em breve

Ficha

Luto O processo de luto pela perda das casas do Casal Ventoso nunca foi feito pelos realojados. Filipe Santos garante que a maior parte das pessoas sente que perdeu uma vida e a comunidade que existia também se perdeu. "É necessário perguntar à população como se sente, que haja discussão sobre o assunto". O luto só poderá ser feito depois das pessoas falarem e analisarem a sua perda.

Ajuda

Para além do centro de convívio, frequentado por idosos, a restante população recorre ao projecto para pedir ajuda - enviar um fax ou preencher um formulário são alguns exemplos.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 03:00 PM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 13, 2006

DESTRÓIEM-LHE A CASA MAS DÃO-LHE PLACAS...

A placa evocativa da presença de Almeida Garrett na casa onde morreu, em Campo de Ourique, vai integrar o espólio do Museu da Cidade, anunciou o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa (CML), José Amaral Lopes.

"No dia 9 de Dezembro de 1854 falleceo n`esta caza o poeta portugues Visconde D`Almeida Garrett", lê-se na placa, colocada na fachada do edifício situado na rua Saraiva de Carvalho, em Campo de Ourique, que começou a ser demolido há uma semana.

Em comunicado hoje divulgado, Amaral Lopes adianta que a memória de Almeida Garrett vai ser preservada no edifício, após um acordo entre a Câmara de Lisboa, o proprietário da casa e o arquitecto responsável pelo projecto.

O vereador informa ter ficado acordada a realização de "intervenções na fachada do edifício", com o objectivo de preservar e evocar "de forma evidente aquele que foi um dos grandes vultos da cultura nacional".

Segundo o vereador, "esta solução encontra-se neste momento em estudo pelo responsável do projecto", da autoria do arquitecto Manuel Tainha.

"Por comum acordo ficou também decidido que os técnicos da Divisão de Património Cultural da Câmara de Lisboa irão acompanhar a proposta de intervenção no edifício que vier a ser apresentada", adianta Amaral Lopes.

O vereador sublinha que este acordo permite ainda "preservar os legítimos direitos dos proprietários", o actual ministro da Economia, Manuel Pinho, lembrando que os pareceres do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) e dos "serviços competentes" da Câmara Municipal não apontaram "nenhum impedimento sólido que inviabilizasse a prossecução do projecto aprovado para aquele imóvel".

Estes pareceres, acrescenta, revelaram a ausência "de qualquer espólio do escritor no edifício", que se encontrava "em adiantado estado de degradação".


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:33 PM | Comentários (1) | TrackBack

INGLESINHOS: BLOCO PEDE EMBARGO

O vereador do Bloco de Esquerda na Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, pediu hoje o embargo da transformação do Convento dos Inglesinhos num condomínio de habitação, alegando que a obra viola o projecto aprovado.

Em comunicado, o vereador independente eleito pelo Bloco de Esquerda afirma que "os indícios e as provas são evidentes" no sentido de não ser permitido à Highgrove, empresa do grupo Amorim responsável pela obra, demolir "as coberturas e as mansardas" do edifício.

"As mansardas desapareceram. Qualquer pessoa que passe lá pode ver isso", disse à Lusa o vereador, que, enquanto advogado, interpôs uma providência cautelar contra a construção do empreendimento imobiliário naquele edifício do século XVII.

Segundo Sá Fernandes, os projectos apresentados pela Highgrove à Câmara de Lisboa não prevê a demolição destas estruturas do Convento dos Inglesinhos, respeitando várias informações dos serviços municipais nesse sentido.

"Lembre-se que o conjunto Bairro Alto está em vias de classificação, pelo que, a destruição destes elementos arquitectónicos torna ainda mais grave a situação", refere o comunicado do vereador bloquista.

Classificando o caso como "intolerável", Sá Fernandes solicita à vereadora Gabriela Seara, responsável pelo pelouro do Urbanismo, "que diligencie no sentido de embargar a obra em apreço".

No comunicado, o bloquista volta a referir o desaparecimento de algumas folhas, relativas às plantas dos pisos sete e oito, do processo "entregue pela câmara municipal" junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa.

Depois de ter alertado para esta situação na última reunião camarária, Sá Fernandes anunciou que vai participar este desaparecimento ao Departamento de Investigação e Acção Penal.

Contactado pela Lusa, o gabinete da vereadora Gabriela Seara afirmou que o processo está a ser acompanhado. "Quando tivermos todos os dados do processo, que está em tribunal, falamos. Não andamos a reboque do vereador Sá Fernandes", sustentou fonte do gabinete de Gabriela Seara.


Em comunicado, o vereador independente eleito pelo Bloco de Esquerda afirma que "os indícios e as provas são evidentes" no sentido de não ser permitido à Highgrove, empresa do grupo Amorim responsável pela obra, demolir "as coberturas e as mansardas" do edifício.

"As mansardas desapareceram. Qualquer pessoa que passe lá pode ver isso", disse à Lusa o vereador, que, enquanto advogado, interpôs uma providência cautelar contra a construção do empreendimento imobiliário naquele edifício do século XVII.

Segundo Sá Fernandes, os projectos apresentados pela Highgrove à Câmara de Lisboa não prevê a demolição destas estruturas do Convento dos Inglesinhos, respeitando várias informações dos serviços municipais nesse sentido.

"Lembre-se que o conjunto Bairro Alto está em vias de classificação, pelo que, a destruição destes elementos arquitectónicos torna ainda mais grave a situação", refere o comunicado do vereador bloquista.

Classificando o caso como "intolerável", Sá Fernandes solicita à vereadora Gabriela Seara, responsável pelo pelouro do Urbanismo, "que diligencie no sentido de embargar a obra em apreço".

No comunicado, o bloquista volta a referir o desaparecimento de algumas folhas, relativas às plantas dos pisos sete e oito, do processo "entregue pela câmara municipal" junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa.

Depois de ter alertado para esta situação na última reunião camarária, Sá Fernandes anunciou que vai participar este desaparecimento ao Departamento de Investigação e Acção Penal.

Contactado pela Lusa, o gabinete da vereadora Gabriela Seara afirmou que o processo está a ser acompanhado. "Quando tivermos todos os dados do processo, que está em tribunal, falamos. Não andamos a reboque do vereador Sá Fernandes", sustentou fonte do gabinete de Gabriela Seara.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 07:27 PM | Comentários (0) | TrackBack

CASA VIRTUAL DE GARRETT

Gorada a tentativa de impedir a demolição da casa do escritor no bairro lisboeta de Campo de Ourique, manifesto a circular na internet propõe agora a construção de uma casa virtual que reúna as suas obras do autor de «Viagens na Minha Terra»

A criação de uma casa virtual de Almeida Garrett, que reproduza o edifício em Campo de Ourique, Lisboa, que começou a ser demolido na semana passada, é a proposta de um manifesto que está a circular na Internet.

O manifesto «Por uma Casa de Garrett», que está a circular por correio electrónico e que se encontra no blogue www.casadegarrett.blogspot.com, propõe a construção de uma casa virtual que reúna as suas obras, depois de a casa onde o escritor morreu ter começado a ser demolida, para dar lugar a novas habitações.

«Esta casa seria, desde logo, uma reconstrução virtual a três dimensões da casa da Rua Saraiva de Carvalho (em Campo de Ourique), que assim ficaria preservada para memória futura», sugere o manifesto, subscrito por Vera Futscher Pereira e Jorge Colaço.

Reunindo «obras de Garrett, disponibilizadas on-line, textos, ensaios, iconografia, bibliografia, links», seria um local «em que se poderia entrar e visitar», a partir de qualquer casa, escola, biblioteca ou universidade.

Para transformar esta casa num «organismo cultural vivo», os responsáveis do manifesto pedem a colaboração de «gente e de competências: designers, webdesigners, fotógrafos, engenheiros, arquitectos e estudantes de arquitectura, professores, escritores e pessoas de boa vontade».

Também em comunicado hoje divulgado, o Fórum Cidadania Lx, grupo de cidadãos responsável pela recolha de mais de 2.300 assinaturas numa petição a defender a preservação da casa onde morreu Almeida Garrett, apela à autarquia lisboeta que recorra à expropriação da casa da Rua Saraiva de Carvalho.

O movimento de lisboetas, que integra a «Plataforma SOS Casa Garrett», defende que a Câmara de Lisboa «abra de imediato o processo de classificação da casa como imóvel de interesse concelhio», como recomendado pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR).

A plataforma defende ainda «negociações imediatas» entre o município e o proprietário do prédio, o actual ministro da Economia, Manuel Pinho.

Em declarações aos jornalistas quarta-feira, a vereadora do Urbanismo da autarquia, Gabriela Seara, afirmou que a decisão de demolir a casa é «irreversível».

«Todos os pareceres obrigatórios para o assunto apontaram no sentido de não haver interesse na manutenção da casa e não se conseguiu encontrar solução alternativa para um projecto de preservação e musealização», sustentou a vereadora.

Gabriela Seara revelou que Manuel Taínha, arquitecto responsável pelo projecto de habitação, já se «comprometeu a preservar a memória do escritor naquele local», uma solução que pode passar pela inscrição de um busto de Almeida Garrett em baixo relevo na fachada ou de excertos de poemas do autor.


Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 10:26 AM | Comentários (2) | TrackBack

ASSEMBLEIA GERAL NO D. MARIA II

A Assembleia-Geral do Teatro Nacional D. Maria II (TNDM), onde deverá ser aprovada a substituição do director artístico e presidente do conselho de administração, António Lagarto, realiza-se sexta-feira, revelou hoje à Agência Lusa fonte oficial.

À porta fechada, da ordem de trabalhos consta uma proposta de substituição do director artístico António Lagarto por Carlos Fragateiro, actual director do Teatro da Trindade, também em Lisboa

De acordo com uma fonte do Ministério da Cultura, a reunião decorre a partir das 10:30, naquela entidade, em Lisboa, e realiza-se «à porta fechada».

Da ordem de trabalhos da Assembleia-Geral do Teatro, constituído como sociedade anónima em 2003, consta uma proposta de substituição de António Lagarto por Carlos Fragateiro, actual director do Teatro da Trindade, também em Lisboa.

Esta passagem de testemunho do director do TNDM, tornada pública na semana passada, gerou protestos por parte de algumas centenas de personalidades do sector da cultura, que realizaram uma vigília e lançaram um abaixo-assinado contra a substituição.

Hoje, a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, ouvida pela Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, justificou aos deputados a saída de António Lagarto por aquela instituição «não estar a cumprir a sua missão de serviço público».

A ministra do governo socialista respondia a críticas dos grupos parlamentares do PSD, CDS-PP e PCP sobre a forma «pouco curial» como tinha decorrido a substituição, alegando António Lagarto que tinha sabido pela imprensa.

Perante os parlamentares, a governante defendeu a necessidade do TNDM «abrir-se à comunidade, reconciliar-se com a cidade, conquistar públicos diversificados e oferecer uma componente de dramaturgia clássica e contemporânea portuguesa».

Isabel Pires de Lima justificou esta filosofia para o teatro nacional no âmbito de uma «política de defesa do património, da língua e identidade portuguesas».

Sustentou ainda que era dever da tutela «dar orientações políticas e culturais sobre as linhas gerais do que deve ser a acção de um teatro nacional sem imiscuir-se nas orientações estéticas», que, considerou, devem caber ao director artístico.

Na reunião da Assembleia-Geral do TNDM também será proposta a substituição de Luís Chaby Vaz pelo cenógrafo José Manuel Castanheira, sendo reconduzida a jurista Isabel Abel André, responsável pela área financeira.


Fonte: Portugal Diário

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O PROCESSO DOS TÁVORAS (1)

O Processo dos Távoras foi um escândalo político português do século XVIII. Os acontecimentos foram desencadeados pela tentativa de assassínio do Rei D. José I em 1758, e culminaram na execução pública de toda a família Távora e seus parentes próximos em 1759. Alguns historiadores interpretam o assunto como uma tentativa do primeiro-ministro Sebastião de Melo (Marquês de Pombal) de limitar os poderes crescentes de famílias da alta nobreza.

Publicado por jf em 10:17 AM | Comentários (0) | TrackBack

O PROCESSO DOS TÁVORAS (2)

No seguimento do terramoto de Lisboa de 1 de Novembro de 1755, que destruiu o palácio real, o rei D. José I vivia num grande complexo de tendas e barracas instaladas na Ajuda, às saídas da cidade. Este era o presente centro da vida política e social portuguesa.

Apesar de constituírem acomodações pouco espetaculares, as tendas da Ajuda eram o centro de uma corte tão glamorosa e rica como a de Versalhes de Luís XV de França. O rei vivia rodeado pela sua equipa administrativa, liderada pelo primeiro-ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, e pelos seus nobres. O primeiro-ministro era um homem severo, filho de um fidalgo de província, com algum rancor para com a velha nobreza, que o desprezava. Desavenças entre ele e os nobres eram frequentes e toleradas pelo rei, que confiava em Sebastião de Melo pela sua liderança competente após o terramoto.

D. José I era casado com Mariana Vitoria de Borbón, princesa espanhola, e tinha 4 filhas. Apesar de ter uma vida familiar alegre, (o rei adorava as filhas e apreciava brincar com elas e levá-las em passeio), D. José I tinha uma amante: Teresa Leonor, mulher de Luís Bernardo, herdeiro da família de Távora.

A Marquesa Leonor de Távora e o seu marido Francisco Assis, conde de Alvor (e antigo vice-rei da Índia), eram as cabeças de uma das famílias mais poderosas do reino, ligadas às casas de Aveiro, Cadaval e de Alorna. Eram também inimigos cerrados de Sebastião de Melo. Leonor de Távora era uma mulher política, preocupada com os negócios do Reino, entregue a seu ver a um novo-rico sem educação. Ela era também uma devota católica, com forte afiliação aos jesuítas, tendo como confessor um deles, Gabriel Malagrida.

Publicado por jf em 10:16 AM | Comentários (0) | TrackBack

O PROCESSO DOS TÁVORAS (3)

Na noite de 3 de Setembro de 1758, D. José I seguia incógnito numa carruagem que percorria uma rua secundária nos arredores de Lisboa. O rei regressava para as tendas da Ajuda de uma noite com a amante. Pelo caminho, a carruagem foi interceptada por três homens, que dispararam sobre os ocupantes. D. José I foi ferido num braço, o seu condutor também ficou ferido gravemente, mas ambos sobreviveram e regressaram à Ajuda.

Sebastião de Melo tomou o controle imediato da situação. Mantendo em segredo o ataque e os ferimentos do rei, ele efectuou um julgamento rápido. Poucos dias depois, dois homens foram presos e torturados. Os homens confessaram a culpa e que tinham tido ordens da família Távora, que estava conspirando pôr o duque de Aveiro, José Mascarenhas, no trono. Ambos foram enforcados no dia seguinte, mesmo antes da tentativa de regicídio ter sido tornada pública. Nas semanas que se seguem, a marquesa Leonor de Távora, o seu marido, o conde de Alvor, todos os seus filhos, filhas e netos foram encarcerados. Os conspiradores, o duque de Aveiro e os genros dos Távoras, o marquês de Alorna e o conde de Atouguia foram presos com as suas famílias. Gabriel Malagrida, o jesuíta confessor de Leonor de Távora foi igualmente preso.

Publicado por jf em 10:15 AM | Comentários (0) | TrackBack

O PROCESSO DOS TÁVORAS (4)

Foram todos acusados de alta traição e de regicídio. As provas apresentadas em tribunal eram simples: a) As confissões dos assassínos executados, b) A arma do crime pertencia ao duque de Aveiro e c) O facto de apenas os Távoras poderem ter sabido dos afazeres do rei nessa noite, uma vez que ele regressava de uma ligação com Teresa de Távora, presa com os outros. Os Távoras negaram todas as acusações mas foram condenados à morte. Os seus bens foram confiscados pela coroa, o seu nome apagado da nobreza e os brasões familiares foram proibidos.

A sentença ordenou a execução de todos eles, incluindo mulheres e crianças. Apenas as intervenções da Rainha Mariana e de Maria Francisca, a herdeira do trono, salvaram a maioria deles. A marquesa, porém, não seria poupada. Ela e outros acusados que tinham sido sentenciados à morte foram torturados e executados publicamente em 13 de Janeiro de 1759 num descampado perto de Lisboa. A execução foi violenta mesmo para a época, as canas das mãos e dos pés dos condenados foram quebradas com paus e as suas cabeças decapitadas e depois os restos dos corpos queimados e as cinzas deitadas ao rio Tejo. O rei esteve presente, juntamente com a sua corte, absolutamente desnorteada. Os Távoras eram seus semelhantes, mas o rei quis que a lição fosse aprendida e para que nunca mais a nobreza se rebelasse contra a autoridade régia.

Publicado por jf em 10:14 AM | Comentários (0) | TrackBack

O PROCESSO DOS TÁVORAS (5)

O palácio do Duque de Aveiro, em Belém, Lisboa foi demolido e o terreno salgado, simbolicamente, para que nunca mais nada ali crescesse. No local, hoje chamado Beco do Chão Salgado, existe um marco alusivo ao acontecimento mandado erigir por D. José com uma lápide que pode ser lida . As coroas da família Távora foram picadas e o nome Távora foi mesmo proibido de ser citado.aqui.

Gabriel Malagrida foi queimado vivo alguns dias depois e a ordem dos jesuítas declarada ilegal. Todos as suas propriedades foram confiscadas e os jesuítas expulsos do território português, na Europa e no Ultramar (o filme "A missão" retrata a expulsão de uma comunidade jesuíta da floresta brasileira). A família Alorna e as filhas do Duque de Aveiro foram condenadas a prisão perpétua em mosteiros e conventos.

Sebastião de Melo foi feito Conde de Oeiras pelo seu tratamento competente do caso, e posteriormente, em 1770, obteve o título de Marquês de Pombal, o nome pelo qual é conhecido hoje.

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O PROCESSO DOS TÁVORAS (6)

A culpa ou inocência dos Távora é ainda debatida hoje por historiadores portugueses. Por um lado, as más relações entre a alta nobreza e o rei estão bem documentadas. A falta de um herdeiro masculino ao trono era motivo de desagrado para muitos, e o Duque de Aveiro era de facto uma opção.

Por outro lado, alguns referem uma coincidência: com a condenação dos Távora e dos Jesuítas, desapareceram os inimigos de Sebastião de Melo e a nobreza foi domada. Adicionalmente, os acusados Távora argumentaram que a tentativa de assassínio de D. José I teria sido um assalto comum, uma vez que o rei viajava sem guarda nem sinais de distinção numa perigosa rua de Lisboa.

Outra pista de suposta inocência é o facto de nenhum dos Távora ou familiares terem tentado escapar de Portugal nos dias que se seguiram ao atentado.

Publicado por jf em 10:12 AM | Comentários (0) | TrackBack

O PROCESSO DOS TÁVORA (7)

Culpados ou não, as execuções dos Távora foram um acontecimento desvastador para Portugal. Numa altura em que a pena de morte já estava em desuso, a execução de uma família prestigiada constituiu um choque. A futura rainha Dona Maria I ficou tão afectada pelos eventos que aboliu a pena de morte (excepto em estado de guerra) tão cedo como pode, quando chegou ao trono. Portugal terá sido um dos primeiros países do mundo a fazê-lo.

O desprezo da rainha pelo primeiro-ministro de seu pai foi absoluto. Ela removeu-lhe todos os poderes e expulsou-o de Lisboa. Foi emitido um decreto proibindo a sua presença a uma distância inferior a 20 milhas da capital.

Fonte: Wikipedia

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DE UNIVERSIDADE A CONDOMÍNIO

O edifício-sede e o «Pólo das Artes» da Universidade Moderna, em Belém, Lisboa, vão dar lugar a um empreendimento habitacional de luxo, orçado em cerca de 46 milhões de euros, avança a edição desta sexta-feira do Diário de Notícias.

Em declarações ao jornal, Moisés Broder, da Incentinveste - Imobiliária e Investimentos, Lda, empresa que vai adquirir as instalações da Dinensino, o projecto será «um dos ex-libris da cidade», com a construção entregue a «uma das grandes construtoras do país».

Embora o pedido de licenciamento do projecto ainda não tenha entrado na Câmara de Lisboa, o empresário garante que contactos já feitos levam a acreditar que o projecto será aprovado, pois, «obviamente, não fariamos o negócio sem essa expectativa».

Quanto ao número de fogos habitacionais, está também por definir, dependendo «das tipologias: se teremos mais apartamentos T4 do que T3, mais T3 do que T2». Importante, frisou, é que «o essencial» do projecto está definido e deverá ser a apresentado ao público «brevemente».

Ainda segundo o DN, o negócio, que envolve ainda a cedência de um edifício na Rua dos Lusíadas, também na capital, e o Pólo de Setúbal da Dinensino, vai render à universidade 15,5 milhões de euros, montante que permitirá à Moderna pagar posteriormente à Incentinveste 12,5 milhões por novas instalações, que serão integradas no futuro emprendimento. Ou seja, a universidade encaixa apenas 2, 5 milhões de euros.

O acordo com vista ao avançar do negócio terá sido aprovado há uma semana, em assembleia geral de cooperantes da Dinensino, tendo ficado assegurado a manutenção das aulas nas actuais instalações enquanto durarem as obras do empreendimento.

Entretanto, na mesma assembleia geral terá sido igualmente aprovada a venda à Universidade Lusófona das instalações do Porto, anunciada há quase um ano mas ainda não concretizada, num negócio que renderá à Moderna sete milhões de euros.

Fonte: Diário Digital

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janeiro 12, 2006

O METRO

Um Ministro Com Azar, Mineiro no Metro, Quando O Guarda Monta Guarda a Si Próprio e Metro e Inspecções, DN e Imprecisões, todos por Miguel Abrantes, Na Camara Corporativa.

Publicado por jf em 11:18 PM | Comentários (0) | TrackBack

CARLOS PINTO COELHO

O jornalista Carlos Pinto Coelho lança, no próximo dia 17, às 18:30, no Pestana Palace Hotel, em Lisboa, um novo livro de fotografias, tiradas por todo o mundo, com o título «A Meu Ver».

A notícia surge na edição desta quinta-feira do Diário de Notícias, que refere ainda que as fotos são acompanhadas de textos inéditos, da autoria de nomes como José Saramago, Óscar Lopes, Fernanda Botelho, Luís Forjaz Trigueiros, António Alçada Baptista, Mafalda Leite, Fernando Dacosta, António Manuel Couto Viana e Maria Teresa Horta, entre outros. Editado pela ASA e com um prefácio de Gérard Castello Lopes, o livro será apresentado por José Carlos de Vasconcelos e António Homem Cardoso.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 03:44 PM | Comentários (0) | TrackBack

SUBTERRÂNEOS

OMinistério das Obras Públicas vai proceder a uma inspecção à obra adjudicada à SPGO pela Ferconsult, para a monitorização topográfica do troço em túnel entre o Paço da Marinha e a estação do Terreiro do Paço, a pedido do presidente do Metro de Lisboa, após a notícia ontem divulgada pelo DN de adjudicação da obra sem recurso a concurso público.

Ana Paula Vitorino, secretária de Estado dos Transportes, confirmou ao DN a realização de uma inspecção à obra, e adiantou que será realizada por um organismo do Ministério dos Transportes.

A decisão, disse Ana Paula Vitorino " não invalida que o presidente do Metro de Lisboa não continue a merecer a confiança do Governo. Pelo menos até que se conclua ter existido algum acto que não devesse ter existido".

Em declarações aos jornalistas, à saída da Comissão de Obras Públicas, Mário Lino, ministro dos Transportes, disse que "está a acompanhar o caso". E considerou que "for verdade é grave". Ao DN o presidente do Metro de Lisboa, Mineiro Aires, afiançou que "tem a confiança total do Governo".

A secretária de Estado dos Transportes disse ainda ao DN que o metropolitano foi alvo de várias inspecções por parte da Inspecção Geral de Finanças e da Inspecção Geral das Obras Públicas Transportes e Comunicações entre 2004 e 2005. Recentemente Ana Paula Vitorino assinou vários despachos para apurar a situação financeira da empresa e a derrapagem das obras e os sobrecustos das empreitadas. No final de Junho, a administração do Metro tem de responder às solicitações da governante.

O presidente do metropolitano de Lisboa, Mineiro Aires, diz que está a ser alvo de uma campanha para denegrir o seu "bom nome". Na sua opinião, em declarações que fez ontem ao DN, "o Metro de Lisboa é um antro de esquemas instalados". Considera que está a "pagar por ter posto cobro a uma série de barbaridades dentro da empresa".

Em causa, no inquérito que agora vai avançar, está a atribuição de uma obra no valor de 1,5 milhões de euros (e não 1, 5 mil milhões como o DN erradamente escreveu na edição de ontem) pela Ferconsult à SPGO - Sociedade de Projectos e Gestão de Obras, no dia 20 de Janeiro de 2005, sete dias depois (13 de Janeiro) de o Metro de Lisboa ter celebrado com a mesma Ferconsult um contrato por adjudicação directa para a prestação do mesmo serviço, no valor de 1,8 milhões de euros.

Contudo, já no dia 3 de Janeiro de 2005 a SPGO estava a prestar a monitorização topográfica da obra. Isto é, a sociedade começou a prestar os serviços de instrumentação e topografia dez dias antes de o Metro ter celebrado com a Ferconsult o contrato para a realização da monitorização da obra em causa, e que faz parte do plano de expansão da linha azul de metropolitano.

A Ferconsult possui um departamento interno estruturado para a prestação directa deste tipo de serviços, pelo que por contrato só teve conhecimento de que iria precisar de fazer a subcontratação a 13 de Janeiro, disse ao DN fonte da empresa detida a 100% pelo Metro de Lisboa. A mesma fonte da sociedade salienta que "não tem qualquer relevo jurídico vir agora sustentar-se que em Dezembro de 2004 a Ferconsult contratualizou com a SPGO aquela prestação de serviços , uma vez que o contrato entre o Metro e a Ferconsult só é asinado posteriormente".

A SPGO foi escolhida sem concurso, nem consulta ao mercado pela Ferconsult uma vez que a empresa detida a 100% pelo Metro não se encontra sujeita às regras dos concursos, diferentemente do que se passa com o metropolitano que, sendo empresa pública, tem de fazer concurso para obras superiores a 125 mil euros.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 03:31 PM | Comentários (0) | TrackBack

SUBTERRÂNEOS (1)

O Metro de Lisboa, presidido por Mineiro Aires, atribuiu uma obra sem concurso público a uma empresa, a Ferconsult, que por sua vez subcontratou uma sociedade da qual foi sócio, tendo cedido a sua quota em 2000, ou seja, dois anos antes de assumir a presidência da empresa pública.

O DN tentou, até à hora de fecho desta edição, esclarecer esta situação com Mineiro Aires, mas o presidente do metropolitano de Lisboa não se mostrou disponível.

A 13 de Janeiro de 2005 o Metro de Lisboa adjudica directamente, e como tal sem concurso público, um contrato no valor de 1,8 mil milhões de euros para a monitorização topográfica do troço entre o Poço da Marinha e a estação do Terreiro do Paço à Ferconsult. Esta sociedade é detida a 100% pelo metropolitano de Lisboa e é igualmente presidida por Mineiro Aires.

Por sua vez, a Ferconsult adjudica, também directamente, essa mesma obra no dia 20 de Janeiro à SGPO-Sociedade de Projectos e Gestão de Obras, pelo valor de 1,5 mil milhões de euros, ficando aparentemente com uma margem de 300 mil euros.

A SPGO, de acordo com os documentos que o DN teve acesso, foi criada em 1990 por António Mesquita Machado e Paulo Jorge Machado. Em 1991 foi parcialmente adquirida pelo actual presidente do Metro de Lisboa, Mineiro Aires que vende a sua posição em 2000, dois anos antes de liderar a empresa do metropolitano de Lisboa. Os compradores desta sua posição são os sócios que fundaram a empresa em 1990.

Ainda que o contrato com a Ferconsult só tenha sido assinado a 13 de Janeiro, a SPGO iniciou as obras de monitorização no dia 3 Janeiro, altura em que aparentemente não existia qualquer documento que validasse os seus trabalhos.

A entrega da obra à Ferconsult não precisava, ao que tudo indica, de concurso público por pertencer a 100% ao Metro. Por sua vez, a Fersconsult, sendo uma sociedade anónima, ainda que de capitais públicos, não necessita de lançar um concurso público, podendo assim fazer adjudicações directas.

"O Metro de Lisboa pagou à Ferconsult mais 300 mil euros para a obtenção de uma prestação de serviços do que aquilo que pagaria se tivesse, por via directa, contratualizado os serviços de monitorização do mesmo troço", disse ao DN fonte da Ferconsult. Acrescenta ainda a mesma fonte que com a utilização da Ferconsult, como intermediária, o Metro "não precisou de o fazer por via de um concurso público". Mas ao ser uma EP (empresa pública) o Metro de Lisboa é "obrigado a lançar concurso público acima dos 125 milhões de euros".

Ao ser uma SA (sociedade anónima) a Ferconsult rege-se pelo código das sociedades do direito privado, e pode adjudicar obras sem necessidade de concursos públicos.

Para a mesma fonte da Ferconsult "a empresa vendeu uma semana depois o mesmo produto, sem lhe acrescentar qualquer mais-valia, pelo valor de 300 mil euros". O mesmo responsável questiona o destino dos 300 mil euros que a empresa do Metro acabou por encaixar.

Fonte: Diário de Notícias

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MUSEU NO PAVILHÃO?

O projecto cultural mais ambicioso que Carmona Rodrigues, presidente da Câmara de Lisboa, quer anunciar aos 180 dias de mandato é a criação de um centro de arte contemporânea, pensado em parceria com o Governo, para o Pavilhão de Portugal. A jóia da coroa desse centro pode vir a ser o acervo do Museu do Design, que se encontra no CCB e é propriedade municipal.

Esta é uma das novidades que a autarquia está a preparar para 2006. Há outros projectos culturais que vão ser anunciados, que envolvem a reformulação dos teatros municipais, o Chiado de Fernando Pessoa, as ruínas do Carmo e o Cinema São Jorge, entre outros.

"A nossa aposta é o sector da cultura para a valorização da cidade, ideia que o presidente da Câmara tem reiterado várias vezes. A cultura pode dinamizar, também, do ponto de vista económico", revela ao DN o vereador do PSD para a Cultura, José Amaral Lopes.

O orçamento para o sector será, segundo o responsável, "de cerca de 30 a 32 milhões de euros", mas acalenta a esperança de que "até pode vir a ser mais". O vereador do pelouro quer também atrair mecenas para os projectos que a autarquia vier a desenvolver este ano e nos seguintes. José Amaral Lopes acha que "há interesse em participações e parcerias", desde que "as entidades públicas não sejam tão burocráticas e pouco ágeis".

O vereador disse ao DN que vai apostar na valorização da Colecção Francisco Capelo, que deu origem ao Museu do Design no CCB, para a integrar no futuro centro de arte contemporânea. "Como não há nenhuma instituição portuguesa que tenha, do ponto de vista de comparação internacional, um acervo visitável no domínio da arte contemporânea, nós temos de o ajudar a construir e valorizar."

A aquisição do Pavilhão de Portugal é um objectivo do município para este grande projecto "que irá englobar o design, a arquitectura e a arte contemporânea". O projecto pressupõe uma parceria com o Governo, embora José Amaral Lopes considere que "a câmara está directamente empenhada e responsável pelo assunto". Apesar do Museu do Design se encontrar no Centro Cultural de Belém [sendo o núcleo mais visitado], o vereador sublinha que "o que for espólio da câmara, a câmara ficará com ele, sem dúvida nenhuma".

Sobre os acervos de arte contemporânea que possam vir a acompanhar a colecção Francisco Capelo, Amaral Lopes revelou haver "colecções disponíveis para a Câmara, como a Paço d'Arcos e outras".

Os teatros municipais serão alvo de atenção. Diogo Infante é considerado a pessoa certa para o Teatro Maria Matos "tem experiência e capacidade para motivar novos públicos", e a vereação está "empenhada em ajudar a melhorar as condições da Maria do Céu Guerra no Cineteatro A Barraca, e do Teatro da Comuna, com o João Mota, porque são equipamentos onde a câmara tem responsabilidades". O Teatro São Luís deverá contar "com uma salvaguarda para programações com um prazo maior, para rentabilizar".

O Teatro Maria Matos, garante o vereador, "deverá abrir no dia 27 de Março, o Dia Mundial do Teatro, não como um capricho, mas simbolismo".

Para as ruínas do Carmo, embora não sejam propriedade do município, há projectos para a montagem de uma ópera no local.

Também o Cinema São Jorge se encontra debaixo de olho. Amaral Lopes diz não fazer sentido "que um dos melhores equipamentos no centro da cidade esteja fechado". Já houve reuniões com investidores e arquitectos para "continuar a ser usado como a casa do cinema, e associar novas formas de expressão de videoarte e digitais, e transformar o local num sítio da moda".

Outra das ideias que a autarquia quer trabalhar é a associação do Chiado com a Baixa e a memória de Fernando Pessoa. "Porque não juntar em eventos, cujo pano de fundo seja o poeta, o café Martinho da Arcada, a taberna onde o Pessoa ia e aquela zona do São Carlos?"

A Feira do Livro continuará a ser apoiada pelo município, que tem vontade de "dar um empurrãozinho", segundo o vereador, para "fazer com que apeteça ir lá". Quanto a orçamentos, o responsável pela Cultura lembra que já têm os equipamentos, o mais caro. "O dinheiro é fundamental, mas não condicionante."


Fonte: Diário de Notícias

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AJUDA QUER AJUDA

Um grupo de moradores da Freguesia da Ajuda, em Lisboa, vai entregar hoje um abaixo-assinado com cerca de três mil assinaturas ao ministro da Administração Interna, a exigir medidas que aumentem a segurança naquela zona. Os moradores queixam-se de um "aumento da criminalidade e insegurança que se vem verificando na freguesia".

Fonte: Jornal de Notícias

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HEMEROTECA TEM CASA PROVISÓRIA

A partir da próxima segunda-feira, a Hemeroteca Municipal de Lisboa passa a funcionar, provisoriamente, nas instalações do Gabinete de Estudos Olisiponenses, na Estrada de Benfica. Os serviços da Hemeroteca, no Bairro Alto, foram encerrados no dia 5 de Dezembro, depois de o tecto do primeiro piso ter abaulado e uma vistoria dos Sapadores Bombeiros ter alertado para o risco de derrocada.

Ainda antes do encerramento forçado, estava já prevista a transferência da Hemeroteca para o Palácio dos Condes de Atalaia (antiga sede do jornal desportivo "Record"). Contudo, o edifício precisa de obras de adaptação, que só deverão estar concluídas no final deste ano ou em 2007. A autarquia diz estar a efectuar "osprocedimentos necessários pelos serviços competentes para que, brevemente, possam ser reiniciadas as obras".

Em comunicado, a câmara explica ter optado, para a fase de transição, por um equipamento "com facilidade de acesso" e "já dotado de infra-estruturas destinadas a assegurar eficazmente os serviços".

Contudo, apenas será disponibilizado "um serviço mínimo" de consulta, que inclui referência orientada, requisição de documentos por e-mail, disponibilização de documentos no prazo de 24 horas, consulta local e reprodução de publicações. Podem ainda ser feitas requisições online, através do endereço geo.referencia@cm-lisboa.pt.

A publicação mais antiga do acervo da Hemeroteca - utilizada maioritariamente por estudantes de cursos de Ciências Sociais e Humanas e investigadores nacionais e estrangeiros - é o número 1 da "Gazeta de Lisboa", datado de 1715.

Fonte: Jornal de Notícias

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A VERGONHA É IRREVERSÍVEL

A demolição da casa onde viveu e morreu o escritor Almeida Garrett, na Rua Saraiva de Carvalho, em Lisboa, "é irreversível", apesar da presidente da Assembleia Municipal, Paula Teixeira da Cruz, ter anteontem pedido a sua suspensão, depois de um encontro com representantes do Fórum Cidadania Lisboa que defendem a preservação do edifício. Apelo: Presidente da Assembleia Municipal pediu a suspensão dos trabalhos, mas o executivo não recua na decisão.

"A decisão não foi fácil, mas há decisões que são irreversíveis", disse ontem Gabriela Seara, vereadora responsável pela Reabilitação Urbana, adiantando que irá explicar todo o processo e justificar a decisão do executivo a Paula Teixeira da Cruz.

Segundo a vereadora, "todos os pareceres obrigatórios e decisivos para o assunto apontaram no sentido de não haver interesse suficiente para a manutenção da casa" e, durante os seis meses em que a licença de demolição esteve suspensa, "não se conseguiu encontrar uma solução alternativa com outros parceiros para um projecto de preservação e musealização".

A vereadora admite que "todos os serviços dizem que é importante preservar a memória" do edifício, mas que nada justificava a compra dos direitos já adquiridos por Manuel Pinho, ministro da Economia e proprietário do imóvel. G. P.

Memória será mantida

Manuel Tainha, o arquitecto responsável pelo novo projecto, já se reuniu com o vereador da Cultura, Amaral Lopes, e comprometeu-se a preservar, no novo edifício, a memória do escritor.

Fazer levantamento

Por sugestão dos vereadores comunistas, deverá ser constituído um grupo de trabalho que irá fazer um levantamento do património que importa preservar.

Fonte: Jornal de Notícias

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POIS! É PRECISO GARANTIR O TACHINNHO

A Empresa Municipal das Águas Residuais de Lisboa (EMARLIS) não vai ser extinta porque a Câmara "tem um projecto para a empresa". A garantia foi ontem deixada pelo vice-presidente da autarquia, Fontão de Carvalho, que admitiu que, nos últimos anos, a empresa teve uma actividade "muito reduzida". O PCP tinha apresentado uma proposta de extinção da empresa, mas acabou por adiá-la. Fontão de Carvalho garante que "faz todo o sentido que a EMARLIS continue a funcionar", adiantando que a empresa irá trabalhar na monitorização das águas residuais, manuentenção da rede de colectores e plano de drenagem da cidade. Anunciou também que, a médio prazo, a câmara está apostada em assumir a distribuição da água aos munícipes, deixando de ser a EPAL a fazê-lo.

Fonte: Jornal de Notícias

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O MISTÉRIO DO CONVENTO

Denúncia: Sá Fernandes diz que desapareceram folhas do processo de transformação dos Inglesinhos. Câmara contesta "clima de suspeição".Em causa estão plantas de mansardas que já foram demolidas

Overeador eleito pelo Bloco de Esquerda (BE) na Câmara Municipal de Lisboa (CML) denunciou, ontem, o desaparecimento de várias folhas do processo relativo à construção de um condomínio de habitação no Convento dos Inglesinhos, em Lisboa, propriedade do Grupo Amorim, o que, em seu entender, pode ter "relevância criminal". O alerta, feito na reunião semanal do executivo, apanhou de surpresa a vereadora da Reabilitação Urbana, Gabriela Seara, que se comprometeu a averiguar o que se está a passar.

Ao JN, o vereador do BE disse que, na semana passada, quando consultou o processo no tribunal, já depois dos serviços municipais o terem feito no âmbito de uma acção de fiscalização à obra que está em curso, apercebeu-se de que faltam várias páginas. Segundo ele, os documentos correspondem às plantas dos pisos 7 e 8, onde se situam as mansardas que, de acordo com o projecto licenciado pela câmara, deveriam ter sido preservadas e "já foram destruídas".

O vereador exige que a autarquia apure quem são os responsáveis pelo desaparecimento e questiona como é possível estar em curso uma fiscalização se não existem todos os documentos do processo. "Este facto é indesmetível", garante, interrogando-se por que razão não terá sido a vereadora informada pelos serviços do desaparecimento.

Em seu entender, há "indícios de que existe uma violação ao projecto licenciado", pelo que quer saber como é que a autarquia tenciona actuar sobre o dono da obra.

Aos jornalistas, Gabriela Seara mostrou-se surpresa com a situação e acusou Sá Fernandes de manter o executivo num "constante clima de suspeição". "É um clima de suspeição intolerável. Já não tem cariz político. São os próprios técnicos que consultaram o processo que estão sob suspeição", disse.

Também ontem, Sá Fernandes anunciou ter pedido "escusa" quanto à discussão deste licenciamento - bem como das matérias relativas ao Túnel do Marquês e à permuta do Parque Mayer - porque não quer que as acções que promoveu enquanto advogado sejam usada como "desculpas" para não lhe ser facultado o acesso a toda a informação sobre estes processos.

Fonte: Jornal de Notícias

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SERRALVES EM LISBOA

A partir de hoje, a Fundação de Serralves irá realizar a primeira grande mostra em Lisboa. O poder da arte» reúne oitenta obras de 50 artistas nacionais e contemporâneos, trabalhos que vão estar em exposição na Assembleia da República.

A exposição vai apresentar obras de pintura, escultura, instalação, livros de artista e vídeo que irão permitir, segundo o presidente da fundação, «um diálogo de confronto com o espaço onde são apresentadas».

João Fernandes explicou que o «O poder da arte», «é uma experiência que conduzirá à redescoberta da Assembleia da República como espaço arquitectónico e como instituição».

A exposição vai estar patente até o dia 16 de Abril e vai contar com as obras de alguns artistas consagrados tais como Paula Rêgo, Júlio Pomar, Rui Chafes, Juan Muoz ou Claes Oldemburg.

Fonte: Expresso on line

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VOAR ENTRE LISBOA E MADRID POR 60 EUROS

A companhia aérea espanhola de baixo custo Vueling anunciou quarta-feira a inauguração de um voo diário entre Lisboa e Madrid, a partir de 20 de Fevereiro. A operadora, «que já voa entre Lisboa e Barcelona, prevê transportar 80 mil passageiros nesta rota até ao final do ano, com a realização de 600 voos», afirmou o director-geral da empresa, Lazaro Rós, numa conferência de imprensa, em Lisboa.

Segundo o gestor, a Vueling está a apostar em Lisboa e no aumento das rotas para esta cidade porque, desde que passou a voar para a capital portuguesa ligando-a a Barcelona, teve «uma resposta muito positiva» da parte dos passageiros.

«O preço do bilhete é de 60 euros, incluindo tarifas, enquanto que o preço de promoção será de 10 euros», acrescentou.

«O objectivo da Vueling é o de reduzir para menos de metade o preço médio dos bilhetes praticado pelo resto dos operadores», explicou o responsável.

Os passageiros viajarão num Airbus A320 com 180 lugares e que fará as ligações Madrid-Lisboa com partida às 13h20 e chegada às 13h30 e Lisboa-Madrid entre as 14h55 e as 17h05.

O director-geral da Vueling assegurou que a rota entre Lisboa e Barcelona «está consolidada e é um sucesso», tendo a companhia realizado 400 voos e transportado mais de 50 mil passageiros.

Com sede social em Barcelona, a Vueling tem como accionistas a Apax Partners, empresa europeia líder no sector de fundos de capital de risco, com 40 por cento do capital da companhia, a Inves Hemisfério, do grupo Planeta, com 30 por cento, o presidente da Jet Blue Airwais, com 7 por cento, e a equipa de gestão da companhia, liderada por Carlos Muñoz, com 23 por cento.

Lazaro Rós referiu também que a Apax Partners, como sociedade de investimento, poderá quando achar conveniente «sair do capital» e dispersar a sua posição em bolsa, mas «nada está decidido».

Constituída a 11 de Fevereiro de 2004, o primeiro voo da Vueling teve lugar a 1 de Julho desse ano, operando a rota Barcelona-Ibiza.

Desde então abriu 15 destinos e 20 rotas, operando mais de 12.200 voos e transportando, no segundo ano de vida, mais de 1,23 milhões de passageiros, mais do dobro do estimado pela transportadora.

«Os lucros da companhia no primeiro semestre do ano passado elevaram-se a 49 milhões de euros e a previsão aponta para que feche o exercício de 2005 com lucros da ordem dos 115 milhões de euros», adiantou o director-geral da Vueling.

A companhia trabalha em regime de «leasing» com nove aviões, que deverão passar a 10 já em Fevereiro, terminando o ano com 16 unidades A320.

Fonte: Expresso on line

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O QUE VIEGAS QUER

Francisco José Viegas, o novo director da Casa Fernando Pessoa (CFP), quer o equipamento mais visível na cidade, para públicos distintos, com muitos estudantes, e ponto de encontro para poetas e escritores, portugueses e estrangeiros.

"Planear e executar a programação da Casa Fernando Pessoa é um desafio fascinante. Mas há que tomar contacto com as potencialidades da casa e confrontá-las com os projectos. Tenho ideias alinhadas mas não são definitivas", disse ontem o jornalista e escritor, na conferência de imprensa em que o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, José Amaral Lopes, o apresentou como sucessor de Clara Ferreira Alves, que se demitiu na semana passada.

O responsável, que deve entrar em funções no dia 1 de Fevereiro, quer que a CFP seja "mais aberta", com "ateliers para os jovens das escolas de Lisboa", e local de encontro "para os amantes da poesia e da literatura". Um projecto, disse, que também passe por convidar autores estrangeiros "para escreverem sobre Lisboa".

Com a promessa de apresentar um programa detalhado dentro de mês e meio, Francisco José Viegas mostra-se "entusiasmado com o projecto" que sublinha ser de continuação das anteriores responsáveis. Sobre Clara Ferreira Alves, diz ter feito um "trabalho notável".

A divulgação de Fernando Pessoa nos PALOP e Brasil deverá ter, segundo o novo responsável, "especial atenção", dando destaque ao mote "Lisboa, cidade de Pessoa".

Os constrangimentos financeiros de que se queixou a antecessora não incomodam Viegas. "As limitações orçamentais não me afligem. Nesta fase da vida portuguesa temos de partir para um trabalho sem queixumes. Ou então não vale a pena."

O novo director tem a promessa por parte da vereação da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, de um pequeno reforço no orçamento e novos recursos humanos que virão da própria autarquia.

O jornalista pretende ainda relançar a revista Tabacaria, com periodicidade trimestral, e novo grafismo.

"A Tabacaria é um ícone da Casa Fernando Pessoa que importa reactivar porque se tornou única no panorama português".

Acordo na Casa Garrett

Já há acordo para que o futuro edifício que substituirá em Campo de Ourique, em Lisboa, a Casa Almeida Garrett, inclua na sua fachada a referência de que o escritor viveu ali o último ano da sua vida. As partes envolvidas chegaram a acordo na reunião que decorreu ontem de manhã entre o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, o advogado dos proprietários do edifício, e o arquitecto Manuel Taínha.

"A câmara procurou sensibilizar proprietários e autores do projecto para terem em atenção a preservação da memória de Almeida Garrett. Ficaram de nos apresentar uma proposta, se calhar mais visível, mais artística e mais notória. O espaço arquitectónico de intervenção contemporânea vai permitir essa chamada de atenção", revelou, ao DN, Amaral Lopes.

O mesmo nos foi confirmado pelo arquitecto Manuel Taínha, responsável pelo projecto. "A minha equipa vai apresentar a proposta para a fachada, de forma que se veja. Achei muito bem e prontifiquei-me logo a isso. No projecto inicial previa-se incluir a placa antiga, mas agora vamos pensar em mais alguma coisa", especificou ao DN.

O arquitecto referiu que o edifício de quatro pisos "não se destina a habitação de luxo, mas sim a casas confortáveis". No enorme jardim, que conta com um pequeno pavilhão, será instalado un petit coin japonês, mas apenas como referencia poética, de acordo com o arquitecto Manuel Taínha.

Deverá terminar assim a polémica sobre a Casa Almeida Garrett, que envolveu, nos últimos tempos manifestações, abaixo-assinados e outros protestos.

Fonte: Diário de Notícias

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PESSOA, CASA

Eu também acho que a Casa de Fernando Pessoa ficou a ganhar com a troca e será melhor governada.

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janeiro 10, 2006

VIEGAS NA CASA DE PESSOA

O jornalista e escritor Francisco José Viegas é o novo director da Casa Fernando Pessoa, sucedendo a Clara Ferreira Alves, que se demitiu na semana passada do cargo que ocupava há quatro anos. O novo responsável da instituição diz encarar o desafio com grande «entusiasmo».

Em conferência de imprensa, o vereador da Cultura da Câmara de Lisboa, José Amaral Lopes, apresentou o novo responsável da Casa Fernando Pessoa, destacando «a sensibilidade académica e científica e capacidade de comunicação».

Por seu lado, Francisco José Viegas diz encarar com «grande entusiasmo» a tarefa que o espera.

«É um desafio fascinante poder dirigir uma instituição com grande prestígio. É um valor acrescentado para uma pessoas como eu que gosta de fazer coisas e de as pôr em movimento», afirmou.

Francisco Viegas garantiu ainda que pretende prosseguir o trabalho realizado, nomeadamente a «divulgação da Casa no mundo, acompanhando estudos, publicações e realizações culturais, em particular nos países africanos de língua portuguesa e no Brasil».

Fonte: TSF on line

Publicado por jf em 06:20 PM | Comentários (2) | TrackBack

DESTINOS

Lisboa vive a tremer.
O Património é para abater.
A atmosfera é para suar.
A vida é para adiar.

E, de repente, tudo treme
em Lisboa.

O fado era para cantar.
O Sol devia brilhar.
O rio era para correr.

E, de repente, tudo treme
em Lisboa.

Publicado por jf em 11:41 AM | Comentários (0) | TrackBack

A LER

Postal Aberto ao Eng. Carmona, por Pedro Guedes, no Último Reduto
A Cidade Tal Qual É, idem.
Um Ligeiro Tremor, por José António Barreiros, em A Revolta das Palavras

Publicado por jf em 11:18 AM | Comentários (0) | TrackBack

OUTRO SISMO

Um sismo de magnitude 5 na escala aberta de Richter foi sentido hoje de madrugada na região de Lisboa, sem notícia de vítimas ou danos, anunciou o Instituto de Meteorologia. Trata-se de uma réplica do outro abalo que havia sido registado durante a tarde.

O novo abalo ocorreu às 1h09, com epicentro a cerca de 470 quilómetros para oeste de Cabo de São Vicente.

Foi sentido com intensidade máxima II/III (escala de Mercalli m odificada) na região de Lisboa.

Na tarde de segunda-feira (às 16h40) tinha-se registado o primeiro tremor de terra com magnitude de 5,1 na escala aberta de Richter, tendo sido sentido na Área Metropolitana de Lisboa e na zona de Lagos, no Algarve.

Fonte: Expresso on line

Publicado por jf em 10:47 AM | Comentários (0) | TrackBack

FEIRA POPULAR AINDA ÀS VOLTAS

O vereador do Bloco de Esquerda (BE) na Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, vai propor quarta-feira que a indemnização aos comerciantes da Feira Popular seja paga individualmente, devido à falta de acordo entre os feirantes.

A autarquia lisboeta aprovou no ano passado o pagamento de 20,4 milhões de euros aos cerca de 200 comerciantes, devido ao encerramento da Feira Popular de Lisboa, em Outubro de 2003. Esta verba foi acordada entre o município e a associação de feirantes, no âmbito de uma comissão negociadora, e deverá ser paga no dia 15 de Janeiro.

Na proposta, que será debatida em reunião privada do executivo camarário, o vereador independente apoiado pelo BE afirma que «existe um diferendo entre diversos feirantes e a respectiva associação» quanto ao valor a atribuir a cada um.

Sá Fernandes sublinha que vários comerciantes «já manifestaram junto da Câmara Municipal de Lisboa que aceitam o valor da indemnização que lhes foi fixado pelo último relatório da comissão negociadora da Feira Popular e já reclamaram o respectivo pagamento».

«É da mais elementar justiça que seja disponibilizada a respectiva verba àqueles que aceitem o valor correspondente à avaliação individual que foi elaborada pela competente comissão negociadora», sustenta.

O vereador bloquista defende ainda na proposta que a verba a pagar aos comerciantes deverá ficar assente no orçamento de 2006 da autarquia, que ainda não foi discutido pelo executivo.

Em declarações recentes aos jornalistas, também o vice-presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Fontão de Carvalho, afirmou que alguns comerciantes discordam da distribuição que lhes é atribuída.

«A Câmara aprovou o valor global e não a distribuição. Ou há unanimidade da parte dos feirantes ou a Câmara terá de estabelecer critérios e aprovar a forma de distribuição», adiantou o vice- presidente.

Fonte: Lusa

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janeiro 09, 2006

ABRIR PISCINAS EM FEVEREIRO SERÁ COMO FECHAR PRAIAS EM AGOSTO?

As quatro piscinas municipais de Lisboa que o ex-presidente Santana Lopes inaugurou há exactamente quatro meses, pouco antes das eleições autárquicas - Oriente, Vale Fundão, Ameixoeira e Restelo - só em meados de Fevereiro deverão estar em condições de abrir ao público.

A estes equipamentos vão juntar-se outros, em fase final de obra, apurou o JN junto de uma fonte do gabinete do vereador Pedro Feist, responsável pelo pelouro das Obras Públicas e Desporto.

Das quatro piscinas já construídas, segundo o lema "Uma piscina em cada bairro", três estão preparadas para abrir. A excepção é a do Restelo, devido a um defeito de construção. "Alguns azulejos do fundo da piscina levantaram. Cabe ao empreiteiro arranjar e perceber se a anomalia se deve à existência de uma junta de dilatação ou ao material de colagem", avançou a mesma fonte. Ainda assim, a Câmara Municipal conta ter o problema resolvido no próximo mês.

Ouvir juntas e clubes

Segundo a autarquia, estes equipamentos estão fechados devido à necessidade de um maior planeamento junto dos utentes, de um modelo de gestão adequado e a problemas específicos entretanto detectados. "A do Campo de Ourique está na área de influência de duas juntas. A da Ameixoeira está na 'jurisdição' da freguesia da Ameixoeira e da Charneca. Pode abrir já, mas está num local com pouca habitação e onde há um grande sentimento de insegurança", explica. Acresce o facto de as piscinas terem bares que não foram concessionados. O mais certo é que tenham que ser objecto de um concurso público.

A seu ver, "a abertura destes espaços terá que ser bem discutida, com todas as freguesias, colectividades, muitas delas eclécticas, associações e federações da modalidade, no sentido de melhor servir as pessoas interessadas". E acrescenta "Estamos a fazer contactos, mas são coisas que não se resolvem de um dia para o outro".

Não está posta de parte a hipótese de, em resultado do diálogo com todas as entidades envolvidas, a gestão das piscinas ser entregue a diferentes organismos. Umas poderão ficar na alçada da Câmara, outras dependentes das juntas ou de colectividades. "Se calhar, até podia abrir as piscinas já, mas era um pouco incoerente fazê-lo sem ouvir os interessados", sublinha.

Mais cinco para inaugurar

Em Fevereiro, e para além das quatro piscinas já prontas, outras serão inauguradas, como a do Casal Vistoso, Bairro da Boavista, Campo de Ourique, Rego e Alvito. Esta última, situada junto às instalações desportivas do Atlético Clube de Portugal, tem a empreitada mais atrasada, pelo que abrirá mais tarde.

O JN apurou que a Câmara está ainda a desenvolver projectos para a criação de pavilhões gimnodesportivos junto às piscinas do Restelo, Oriente, Vale Fundão e Campo de Ourique, por entender que estão implantadas em zonas carenciadas em oferta desportiva.

A abertura destes novos equipamentos está ainda a ser planeada em função do fecho temporário de piscinas antigas e degradadas, onde há uma necessidade urgente de programar obras, avançou a fonte do gabinete do vereador Pedro Feist. "A do Areeiro terá que ser reformulada. A dos Olivais tem uma piscina de 50 metros que está fechada e muito obsoleta. A do Campo Grande, no jardim, precisa de obras", citou como exemplos.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 07:59 PM | Comentários (2) | TrackBack

SISMO EM LISBOA

Um sismo de magnitude 5.1 na escala de Richter foi sentido na região de Lisboa às 16:40, informou esta segunda-feira o Instituto de Meteorologia (IM). Em declarações à Lusa, fonte do departamento de geofísica e sismologia adiantou que «foi registado nas estações da rede sísmica do continente um sismo de magnitude 5.1 na escala de Richter», com epicentro a cerca de 450 quilómetros a Oeste do Cabo de São Vicente. «De acordo com a informação disponível, o sismo foi sentido na região de Lisboa com intensidade três na escala de Mercalli modificada», segundo um comunicado do IM. O sismo terá sido mais sentido por pessoas que se encontravam em pisos altos. O instituto deverá emitir novos comunicados caso a situação se justifique, acrescentou a mesma fonte.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 07:34 PM | Comentários (0) | TrackBack

TACHINHOS COM NOVAS TAMPAS

Finalmente uma parcela da despesa municipal inútil foi eleita.

Os vereadores da Cultura, José Amaral Lopes, e da Mobilidade, Marina Ferreira, foram hoje eleitos em reunião extraordinária da Câmara de Lisboa para presidir, respectivamente, às empresas municipais EGEAC e EMEL, anunciou a autarquia.

Durante a reunião foi ainda eleito, o vice-presidente da autarquia, Fontão de Carvalho, para presidir à Associação de Turismo de Lisboa e os órgãos sociais da Empresa Municipal de Águas Residuais de Lisboa (EMARLIS) e da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL).

Todos os órgãos sociais das quatro empresas municipais e da Associação Turismo de Lisboa foram propostos pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Carmona Rodrigues, e aprovados hoje com votos secretos pela maioria dos vereadores, anunciou Fontão de Carvalho em conferência de imprensa nos Paços do Concelho.

A nomeação de Amaral Lopes para presidente da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), substituindo no cargo a antiga vereadora Maria Manuel Pinto Barbosa, e dos restantes membros foi aprovada com 11 votos a favor.

Marina Ferreira foi eleita presidente da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), sucedendo no cargo a João Oliveira e Silva, com 11 votos a favor dos vereadores, adiantou o vice-presidente da autarquia.

A proposta de nomeação de João Manuel Pereira Teixeira para presidente do Conselho de Administração da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa, substituindo a antiga vereadora do Urbanismo Eduarda Napoleão, também foi aprovada com 11 votos a favor.

A maior parte dos membros nomeados para a Empresa Municipal de Águas Residuais de Lisboa (EMARLIS) foi eleito com 10 votos a favor, tendo sido reconduzido no cargo Manuel Lacerda.

Antes da votação dos órgãos sociais da EMARLIS, o PCP apresentou uma proposta para que a votação fosse adiada, com o argumento de que vai ser discutida na próxima reunião de câmara, quarta-feira, uma proposta do Partido Comunista para extinguir a empresa.

Segundo Fontão de Carvalho, a proposta foi chumbada com nove votos contra do PSD e CDS-PP e sete votos a favor da oposição.

O vice-presidente da autarquia explicou que a proposta foi chumbada porque mesmo que a empresa fosse extinta, o que pode demorar anos, «era necessário recompor o conselho de administração da empresa», actualmente apenas com um membro.

Por outro lado, acrescentou, «a posição da autarquia não é pela extinção da EMARLIS».

«Nós temos um projecto de relançamento da empresa, que passa por a SIMTEJO [empresa concessionária do Sistema Multimunicipal de Saneamento do Tejo] tratar das águas residuais em alta, os grandes colectores e estações de tratamento de águas residuais, e a EMARLIS ficar com as ligações às casas das pessoas», acrescentou.

Fontão de Carvalho anunciou ainda que foi eleito para presidir a Associação de Turismo de Lisboa, substituindo o anterior vereador Pedro Pinto, com 11 votos a favor, duas abstenções e dois votos contra.

O vice-presidente da autarquia lembrou que os mandatos das empresas municipais caducam com os mandatos autárquicos e que tinham de começar a trabalhar, sendo, neste momento, as quatro que estavam em condições para serem nomeadas.

Por nomear, ficam ainda os conselhos de administração da Sociedades de Reabilitação Urbana (SRU) e da Gebalis (Gestão dos Bairros Municipais de Lisboa), cuja tutela foi atribuída na semana passada à vereadora do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto.


Fonte: Agência Financeira

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CONTINUA A POLÉMICA NO D. MARIA

O secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho, acusou hoje o director demissionário do Teatro Nacional D. Maria I I, António Lagarto, de "faltar à verdade" ao afirmar que só soube da sua saída a través da imprensa.

Mário Vieira de Carvalho disse que se reuniu com António Lagarto no pas sado dia 28 de Dezembro, tendo-lhe então comunicado que iria ser demitido da pre sidência do conselho de administração da instituição, onde se encontrava desde 2 003.

Vieira de Carvalho falava em conferência de imprensa conjunta com a min istra da Cultura, Isabel Pires de Lima, convocada para prestar esclarecimentos s obre a situação do Teatro Nacional D. Maria II (TNDM).

Na sexta-feira, na sequência de uma notícia do jornal "Público" sobre a substituição de António Lagarto por Carlos Fragateiro, director do Teatro da Tr indade, o Ministério da Cultura confirmou à Lusa que a proposta iria ser um dos pontos em agenda da Assembleia Geral do teatro esta semana.

Durante o fim-de-semana, diversas personalidades da área da cultura, so bretudo do teatro, fizeram uma vigília em frente ao TNDM, em Lisboa, protestando contra a forma como António Lagarto foi substituído, e lançaram na Internet um abaixo-assinado com o mesmo objectivo.

Hoje, o secretário de Estado da Cultura disse ter visitado o teatro "em inícios de Junho" de 2005, onde constatou algumas preocupações do Conselho de A dministração da entidade, e que no 06 de Julho enviou por escrito "algumas inter rogações" que até à presente data "não foram respondidas".

As interrogações do secretário de Estado prendiam-se com um plano de de senvolvimento daquele teatro, a necessidade de dar maior relevo à dramaturgia po rtuguesa clássica e contemporânea, e ainda uma maior abertura à comunidade onde se insere.

O governante queria também conhecer as estratégias de internacionalizaç ão da direcção do teatro e da sua integração na Rede Nacional de Cine-Teatros.

Outra das preocupações de Vieira de Carvalho foi o facto do TNDM ter pe rdido no ano passado o mecenato de 750 mil euros, da PT, e "não ter um plano par a mobilizar vontades da sociedade civil" como acontece com outros teatros nacion ais, nomeadamente o S. Carlos e Teatro S. João.


Fonte: Portugal Diário

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A LER

Lisboa e Porto, Olhares Cruzados, por Carlos Furtado, no Nortadas.

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09 DE JANEIRO DE 1992

A GNR iniciava o patrulhamento a cavalo de várias zonas de Lisboa.

Publicado por jf em 04:48 PM | Comentários (0) | TrackBack

VIGÍLIA NO D. MARIA II

Cerca de 80 pessoas, entre as quais actores e encenadores, concentraram-se hoje à noite à porta do Teatro Nacional D. Maria II, Lisboa, numa vigília de apoio ao director António Lagarto, que deverá ser substituído na próxima semana.

Na passada sexta-feira fonte do Ministério da Cultura disse à Agência Lusa que o director do Teatro Nacional D.

Maria II, António Lagarto, à frente da instituição desde 2003, deverá ser substituído na próxima semana por Carlos Fragateiro, actual responsável do Teatro da Trindade.

Na vigília desta noite, convocada através de correio electrónico e mensagens de telemóvel, várias actrizes presentes mostraram-se indignadas com a notícia de substituição do director artístico do teatro.

Lia Gama, uma das actrizes que protagoniza a peça "A Mais Velha Profissão", actualmente em cena no D.Maria II, disse à Agência Lusa estar "ofendidíssima" com a situação.

Para a actriz, António Lagarto é um "grande cenógrafo" e "tem feito o melhor que pode" na direcção do teatro, não havendo "nenhuma razão para que seja substituído antes de cumprir o seu mandato até ao fim".

Esta opinião é também partilhada por Fernanda Lapa, encenadora da peça actualmente em cena naquela sala, que acrescentou: "sem estabilidade não é possível fazer-se um bom trabalho" no D.Maria.

"O teatro estava a tomar um rumo e existe uma boa relação humana e de trabalho. É incompreensível uma situação destas", sublinhou a encenadora, que tem "esperança que a notícia (da substituição de António Lagarto) não passe de um grande equívoco".

A actriz Glória de Matos, outra protagonista da peça "A mais velha profissão" fez questão de marcar presença na vigília para demonstrar o seu apoio a António Lagarto, mas também ao teatro e à cultura, "que não devem ser tratados assim".

"Não têm respeito pelo teatro e pelo trabalho que estamos a fazer", afirmou a actriz, salientando que esta decisão do Governo "pôs em desassossego" toda a companhia teatral que tem tido reconhecimento público e trouxe pessoas para assistir à peça que há muito tempo não iam ao D. Maria II.

Maria José, outra protagonista da peça actualmente em cena confessou que a situação a "deixa "triste", principalmente porque António Lagarto é "um homem que sabe tratar os artistas de uma maneira que hoje já é difícil de encontrar".

No final do espectáculo de hoje, as actrizes da peça em cena no D. Maria, Lia Gama, Maria José, Fernanda Montemor, Gloria de Mattos e Lurdes Norberto leram uma carta de protesto que vão dirigir ao primeiro-ministro, José Sócrates, a manifestar a sua oposição à decisão do Governo de substituir António Lagarto.

Na carta, que também foi lida por Lia Gama na vigília, as actrizes afirmam que "tem sido visível e meritório o esforço" de António Lagarto, no "sentido de dotar a instituição de uma vitalidade e capacidade de atracção de públicos diversos".

"Em tempo de manifesta restrição de verbas para a cultura e de recessão económica do país, ainda nos parece mais insensato proceder-se a rupturas drásticas, repentinas, mal equacionadas nas suas razões fundadoras e sem uma perspectiva cultural alternativa que seja sólida e credível, as quais só lesarão mais uma vez esta instituição", afirmam as actrizes na carta.

Cerca de 20 personalidades da cultura, incluindo o actor/encenador Luís Miguel Cintra, recente vencedor do Prémio Pessoa, criticaram também hoje em carta aberta ao primeiro-ministro a "política contraditória e de solavancos" seguida pela ministra da tutela, Isabel Pires de Lima e lançaram uma abaixo-assinado que vai estar a partir de segunda-feira na Internet para recolher mais assinaturas.


Fonte: Portugal Diário

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MAIS UMA GREVE DA SOFLUSA

A ligação fluvial entre o Barreiro e o Terreiro do Paço, em Lisboa, esteve parada entre as 5:15 e as 8:55 de hoje devido a uma greve do pessoal marítimo da Soflusa, que teve adesão total, disse fonte sindical.

De acordo com o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, José Manuel Oliveira, a paralisação contra diferenças salariais devido aos subsídios de chefia registou uma adesão total.
«Os 30 trabalhadores que integram o turno da madrugada aderiram à greve, o que parou a travessia fluvial entre o Barreiro e o Terreiro do Paço, em Lisboa», disse José Manuel Oliveira.

Contactada pela agência Lusa, a Soflusa - empresa com a concessão da ligação fluvial Barreiro-Lisboa - remeteu para mais tarde números sobre a adesão à greve.

A greve de duas horas por turno, que está marcada para decorrer entre as 05:15 e as 08:55 e as 17:30 e as 20:15, prolonga-se nos próximos dias 18 e 27 e é convocada por três sindicatos do sector dos transportes fluviais de passageiros.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário acusa a empresa (ex-CP) de ter promovido uma «distorção salarial» ao decidir em Novembro passado, com o acordo de outro sindicato, a atribuição de um subsídio de chefia apenas aos mestres das embarcações.

A empresa tem argumentado que a atribuição do subsídio é justa, uma vez que os mestres das embarcações têm «responsabilidades acrescidas» nas funções que desempenham.

Em declarações à agência Lusa José Manuel Oliveira afirmou que nem a empresa, nem o Ministério do Trabalho, ao qual foi pedida intervenção, se mostraram disponíveis para resolver o conflito.

A greve é convocada pelo SNTSF, pelo Sindicato da Mestrança e Marinhagem da Marinha mercante, Fogueiros de Terra e Energia e pelo Sindicato da Marinha mercante, Agências de Viagens, transitários e Pescas.

A 02 de Dezembro, os trabalhadores da Soflusa paralisaram duas horas por turno, pelos mesmos motivos, levando á interrupção da travessia entre Barreiro e Terreiro do Paço nas horas de ponta.

No ano passado, os mestres já tinham feito greve durante vários meses por aumentos salariais.

Fonte: Lusa

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CASA DE GARRETT VAI À ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Representantes do movimento cívico Forum Cidadania Lisboa serão recebidos, amanhã, pela actual presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Paula Teixeira da Cruz. O encontro, solicitado na quarta-feira com carácter de urgência, encontra-se agendado para as 13.00, e em cima da mesa estará o dossier casa de Garrett, desta feita num cenário de demolição em curso. Em Abril do ano passado, recorde-se, aquele orgão pronunciara-se contra o desaparecimento do imóvel.

Os trabalhos de demolição, iniciados na manhã de sexta-feira, prosseguiram ontem. A meio da tarde, altura em que o DN esteve no local, a entrada "em obra" estava já fechada a cadeado e, no espaço fronteiro, reservado um espaço para o respectivo contentor de entulhos. Moradores nas imediações referiam que mais azulejos da fachada, agora integralmente ocultada pelas redes de protecção, haviam sido destruídos durante o período de laboração e lamentavam que a recuperação da casa, há 150 anos ali implantada, não tivesse sido a via seguida.

Embora com dificuldade para quem está ao nível da rua, perceptível era também que a balaustrada que a rematava havia sido destruída praticamente na íntegra. "Como é possível um crime destes?", e "o que vão fazer aos azulejos que a casa tinha?" eram algumas das interrogações expressas por quem passava pelo n.º 66-68 da Rua Saraiva de Carvalho, de automóvel ou a pé. Outra dúvida recorrente prendia-se com o destino a dar à lápida que identificava esta como a última casa do escritor e "para que servirá ela" quando o edifício desaparecer.

Afixado na rede de protecção, um aviso idêntico ao aposto em finais de Junho de 2005 volta a indicar que o alvará de construção, para fins de habitação, foi emitido pela Câmara de Lisboa a 26 de Abril desse ano, sendo titular desse alvará a empresa Pilar Jardim - Gestão Imobiliária, Lda. O novo imóvel terá cinco pisos acima da cota de soleira e um no subsolo, sendo de 18 meses o prazo de execução. Tal como antes acontecera, os campos relativos a volumetria e cércea - que ultrapassará a média de três pisos comum aos edifícios que compõem a mesma frente de rua - não foram preenchidos neste novo aviso.

Perante a celeridade dos trabalhos e o aproximar da sua irreversibilidade, o Forum Cidadania Lisboa voltou a reforçar o seu apelo a José Sócrates, por considerar que, "nesta hora", afirma em comunicado, "apenas o primeiro-ministro pode corrigir este processo". Um processo que o movimento classifica como "repugnante e ignóbil", renovando a sua crítica ao modo "inoperante" como o dossier foi gerido a nível institucional, da autarquia ao Ministério da Cultura/Ippar.

Também o Centro Nacional de Cultura (CNC), em nota constante do seu portal na Internet, classificou a demolição da casa onde Garrett faleceu como "um grave atentado à memória da cidade de Lisboa e desrespeito por um dos maiores vultos da cultura portuguesa". Na mesma nota, o CNC recorda ainda a posição tomada pelo Grémio Literário - de que o escritor foi um dos sócios fundadores -, entidade que, recorde-se, irá realizar após as eleições presidenciais um encontro para debater este caso, reunindo especialistas nos campos do património, história da arte e literatura.

Fonte: Diário de Notícias

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janeiro 08, 2006

CARMONA CONTRATA COELHO

O dirigente socialista Jorge Coelho foi contratado para trabalhar como consultor na Associação de Turismo de Lisboa (ATL). Ao JN, o vice -presidente da Câmara da capital, Fontão de Carvalho e presidente indigitado da ATL confirmou que o deputado vai integrar uma comissão, que definirá as orientações do turismo da capital.

Fontão de Carvalho justificou a escolha do socialista, por ser uma pessoa "não muito ligada ao turismo, mas que poderá trazer ideias novas à comissão", que será composta por várias pessoas com conhecimentos na área. "E ninguém pode negar o conhecimento que Jorge Coelho tem da cidade de Lisboa", declarou.

O facto de Jorge Coelho poder fazer a articulação entre a autarquia e o governo, apresentando a posição (negativa) da Câmara sobre a transferência da aeroporto da Portela para a Ota, foi outro dos factores apontados pelo vice de Carmona Rodrigues.

Sobre os honorários do deputado, Fontão de Carvalho não quis entrar em pormenores. "Não vão, com certeza, ser significativos", afirmou, adiantando que os custos da recém-criada comissão - que apenas funcionará durante escassos meses - também não serão expressivos.

Fonte: Jornal de Notícias

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CML À DISTÂNCIA DE UM CLICK

Os lisboetas podem a partir de hoje dizer o que está mal no seu bairro ou dar uma sugestão sobre o que gostariam de ver melhorado através de um espaço da Internet criado pela autarquia para «ouvir os munícipes».

«A Câmara de Lisboa pretende desenvolver cada vez mais uma política de proximidade com os cidadãos e ouvir as suas opiniões e sugestões», disse à Agência Lusa uma fonte do gabinete do vereador do Ambiente, Espaços Verdes e Espaço Público, António Proa.
No blog do vereador do Ambiente, os lisboetas podem ter acesso a informação sobre a sua cidade e deixar as suas opiniões, sugestões e contributos sobre os diversos assuntos relacionados com a capital.

«Os munícipes podem por exemplo comentar e obter respostas sobre o que está previsto para o jardim do seu bairro, alertar para o problema do buraco da sua rua ou simplesmente fazer uma sugestão sobre o que gostariam de ver melhorado», salienta a autarquia.

Para a câmara, «a participação activa dos lisboetas é imprescindível na exigência da qualidade e funcionalidade de espaços que são de todos e para todos».

O blog http://antonioproa.blogspot.com até agora em fase experimental, reflecte «uma clara aposta do vereador António Prôa na proximidade com os munícipes e com os seus representantes autárquicos», tendo como objectivo «tornar Lisboa uma cidade mais moderna, dinâmica e acolhedora», acrescenta.

Os munícipes poderão ainda escrever directamente para o e-mail do vereador: «ver.antonio.proa@cm-lisboa.pt».

O blog, que pretende ser mais um canal de informação, permite ainda aos munícipes o acompanhamento das iniciativas e projectos em curso na cidade, além de disponibilizar um link para o site da Câmara Municipal de Lisboa, onde podem ter acesso aos mais diversos assuntos sobre a capital.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 05:38 PM | Comentários (0) | TrackBack

CLARA FERREIRA ALVES DEMITE-SE DA CASA DE FERNANDO PESSOA

Cansaço. Esta a principal razão apontada por Clara Ferreira Alves para deixar a direcção da Casa Fernando Pessoa (CFP), cargo para que foi convidada há quatro anos, pouco depois de Pedro Santana Lopes assumir a gestão da Câmara Municipal de Lisboa (CML). "Não suporto mais a irracionalidade burocrática do modelo administrativo da casa. Quero tempo para escrever", disse ontem ao DN, horas depois de ter apresentado pessoalmente a demissão numa conversa com o director municipal da Cultura, Rui Pereira. Também ontem comunicaria a decisão, por carta, ao presidente da autarquia, Carmona Rodrigues.

"A casa tem uma estrutura administrativa que não funciona, depende de vários departamentos. Não consigo trabalhar mais dessa forma", precisou a jornalista, queixando-se de ter sido "abandonada pela anterior vereação da Cultura". Sublinha, no entanto, que nesta decisão "não há nenhuma disputa com o actual vereador".

Um dos objectivos anunciados por Clara Ferreira Alves quando assumiu a gestão da CFP foi o de a transformar numa fundação. Em 2003, por ocasião dos dez anos da instituição, Pedro Santana Lopes tornou essa intenção numa promessa, anunciando publicamente a vontade de dar mais autonomia àquele espaço cultural. "Estamos a criar condições para que a casa tenha um funcionamento mais ágil", disse o então autarca.

Na discussão do projecto de estatutos, o principal fundador seria a CML e a fundação combinaria capitais públicos e privados, rentabilizando as suas actividades. Um ano depois, tudo deveria estar no papel. Mas o facto é que decorreram mais de dois anos e nada aconteceu. "Era fundamental que houvesse dinheiro privado e isso não foi possível", declarou Clara Ferreira Alves para justificar a saída.

Num balanço de quatro anos de gestão da CFP, a jornalista considera ter feito "um bom trabalho". Salienta as conferências, as sessões de poesia, o relançar da revista Tabacaria, apoio a workshops com artistas plásticos e músicos, protocolos internacionais, onde destaca o intercâmbio com países de língua oficial portuguesa ou com o Instituto Cervantes. "São projectos que gostava que tivessem continuidade", sublinhou. Também por eles se deverá manter em funções até ao final do mês "Quero ajudar quem vier a inteirar-se da situação desta casa." O diagnóstico que deixa, contudo, está longe de ser brilhante: "O último ano foi caótico. Todo o trabalho foi suspenso. Não houve dinheiro nem há orçamento", garante.

"Precipitação". Mostrando-se surpreendido e garantindo não lhe ter chegado qualquer pedido de demissão, o vereador da Cultura da CML considerou precipitada a decisão de Clara Ferreira Alves . Em declarações ao DN, José Amaral Lopes justificou a falta de decisão em relação à CFP com a recente entrada em funções do executivo camarário. "Contávamos apresentar uma proposta de actividades e objectivos nas próximas semanas, antes da discussão do plano de actividades e orçamento da CML", adiantou. Quanto ao futuro daquele espaço cultural, Amaral Lopes afirmou a intenção de "apresentar um projecto concreto de objectivos e actividades". Considerou ainda haver "excelentes motivos para acreditar no projecto da CFP". E concluiu "Em todas as estruturas da cultura é normal a insatisfação, porque os recursos são sempre escassos face aos nossos objectivos e ambições. A CFP não será excepção."

A demissão de Clara Ferreira Alves surge na semana em que a jornalista fez duras críticas à gestão de Isabel Pires de Lima na crónica que assina semanalmente no Expresso. A gestão da CFP não depende em nada da ministra da Cultura, sendo tutelada em exclusivo pela CML, mas o artigo tem uma leitura mais abrangente. "Em Portugal cada vez vai haver maior escassez de pessoas com capacidade para ocupar cargos de gestão pública", comentou ao DN, referindo-se novamente à burocracia por detrás das instituições.

Fonte: Diário de Notícias

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"UM ACTO IGNÓBIL", DIZ JOSÉ AUGUSTO FRANÇA

A última casa de Almeida Garrett, a Campo de Ourique, em Lisboa, é, já, irreconhecível. A meio da tarde de ontem, da sua fachada, ocultada por uma densa mancha de andaimes e redes que apressadamente se fecharam perante a presença de repórteres fotográficos e operadores de imagem no local, apenas o remate era visível ao nível da rua. Apesar dos apelos, intensificados nos últimos dias, para que o imóvel fosse poupado, a sua demolição está em curso, desta vez de forma irreversível. Convertida em estaleiro de obra, parte dos azulejos que a revestiam exteriormente foram já ontem destruídos.

Apanhado de surpresa por uma obra iniciada a uma sexta-feira e desde sempre esperançado de que o desfecho pudesse ser outro, o historiador José-Augusto França não escondia a sua "profunda mágoa e indignação" perante a precipitação dos acontecimentos. Classificando a perda desta casa como "um acto ignóbil do ponto de vista moral" e "um erro político crasso", "tanto mais grave" porque envolvendo detentores de cargos governativos, José-Augusto França considerou, em declarações ao DN, que, "a partir deste momento, foi dado um argumento de ouro" a quantos pretendam seguir o mesmo caminho "Não haverá 'pato-bravo' em Portugal a quem possa ser recusado seja o que for. Eles dirão sempre 'se deixaram um ministro fazer, eu também poderei fazer'." O actual proprietário da casa onde Garrett faleceu é, recorde-se, o ministro da Economia, Manuel Pinho, que em seu lugar pretende erguer um bloco de apartamentos de luxo.

"Estamos perante um encadeado de erros crassos e uma insensibilidade moral que me aflige", frisou José-Augusto França, lamentando quer a actuação do município quer a actuação do Governo. Não apenas do ministro-proprietário - cujo comportamento, considerou, "vem lançar uma mancha sobre o Governo e o Partido Socialista" -, mas também de José Sócrates. Lamento maior, recorda, porquanto nunca escondeu ser essa a sua filiação política. José- -Augusto França lamenta ver também o arquitecto Manuel Taínha - autor do projecto do novo empreendimento - envolvido neste caso, "um homem com um percurso honesto, sério e valioso e que chega aos 80 anos - somos da mesma geração - e faz uma coisa destas".

O historiador, que se demitiu há alguns meses do Comité do Património Mundial por considerar que "um País que internamente permite uma situação destas não pode julgar os outros", e que recentemente devolveu a Medalha de Honra da Cidade em sinal de protesto pela forma como o município actuou, afirma também que o País "perdeu qualquer autoridade moral para se pronunciar em matéria de património". A forma como o dossier casa de Garrett foi gerido pelos organismos públicos, sublinha, dificilmente se veria, nos dias de hoje, noutro país europeu.

José-Augusto França não abdicará da sua "serenidade de espírito" e da sua "máquina de escrever", estando a preparar com o seu editor "um livro negro sobre a casa de Garrett". Em preparação está, também, "uma mesa-redonda, a realizar no Grémio Literário, após as eleições presidenciais, reunindo individualidades na área do património e da história da arte e da literatura" para debater este caso.

Também o Forum Cidadania Lisboa (FCL), que recentemente apelara à intervenção do primeiro-ministro no caso, não esperava este desfecho súbito. Pedro Policarpo, daquele movimento cívico, considera estarmos perante "uma derrota da cidade e das gerações vindouras", não havendo dúvidas, perante "o processo de obra em curso, muito diferente do ocorrido no Verão" - pouco antes de Pedro Santana Lopes ter ordenado a suspensão, agora levantada, da licença de demolição do imóvel -, que o rumo a seguir é agora irreversível.

Na quarta-feira, o FCL solicitou à actual presidente da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), Paula Teixeira da Cruz, uma reunião com carácter de urgência, cujo agendamento continua a aguardar, "e que de pouco valerá depois de a casa estar no chão", lembrou Pedro Policarpo ao DN. O FCL pretende ver esclarecidas "as muitas contradições que envolvem este caso", nomeadamente o porquê de, a 4 de Agosto último, Carmona Rodrigues, actual presidente da Câmara de Lisboa, ter assinado um despacho no qual se refere que a demolição da última casa de Garrett "significaria a perda irreparável de um valor patrimonial da cidade" e no qual se "reconhece a grave lesão para o interesse público" que o seu desaparecimento acarretaria - posição contrária à que o executivo municipal assumiu nos últimos dias.

Fonte: Diário de Notícias

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D. MARIA II AO RUBRO

António Lagarto está demitido, nas intenções do Ministério da Cultura (MC), da direcção artística do Teatro Nacional D. Maria II (TNDM II) e da presidência do conselho de administração da respectiva sociedade anónima de capitais públicos. Mas garante ao DN não saber mais do que leu ontem no Público, que ouvia o seu anunciado substituto, Carlos Fragateiro, director do Teatro da Trindade (Inatel), em Lisboa.

O MC cria condições para concretizar uma "decisão" que "carece de aprovação em assembleia geral" da SA. Considera que António Lagarto foi informado da intenção de substituí-lo, em audiência do passado dia 28, no Palácio da Ajuda, com o secretário de Estado (SEC) Mário Vieira de Carvalho. Mas esta versão do encontro, comunicada ao DN por uma assessora do Gabinete da ministra Isabel Pires de Lima, diverge da que Lagarto nos transmitiu. Segundo o cenógrafo e figurinista, o SEC manifestar-lhe-ia desagrado perante relatório e contas de 2004. Porém, abrangendo a informação apenas meio ano, ficara o director de enviar-lhe "mapa completo de 2004 e já todo o ano de 2005". Assim é que ontem, já ao fim da tarde, o director do TNDM II continuava a insistir no seu desconhecimento oficial da substituição.

Carlos Fragateiro e António Lagarto falaram ao DN, enquanto a citada fonte ministerial ressalvava "A decisão [do MC] carece de aprovação em assembleia geral; formalmente não está confirmada, o que é inerente ao estatuto da sociedade anónima." À Lusa, fora anunciada, por um lado, a substituição "na próxima semana" e, por outro, a formalização "durante a assembleia geral do TNDM II" - "sem precisar a data da reunião", concluía a agência. Ao DN, Carlos Fragateiro admitiu que "as datas dependem do ministério" e António Lagarto declarou: "Podem destituir-me amanhã, mas não posso deixar de apresentar contas em Março, na assembleia geral."

O MC esclarecia, então, que essa AG de Março será "ordinária", mas "decorrerá, na próxima semana, uma assembleia extraordinária, solicitada pelo MC, que tem como um dos pontos de agenda a substituição de António Lagarto por Carlos Fragateiro. Outro ponto é a redução salarial dos quadros dirigentes do TNDM II, para equipará-los aos dos institutos públicos, pois na SA têm ordenados mais altos". Contudo, nada é adiantado sobre mudança do modelo SA - criado em 2004 para contornar a rigidez da contabilidade pública, incompatível com este tipo de instituições, para agilizar a gestão e, ainda, como teste para os outros teatros nacionais (S. João e São Carlos).

mudanças."Venho tendo conversas com o professor Mário Vieira de Carvalho, já desde muito antes de ele ser secretário de Estado", esclarece-nos o director indigitado para o TNDM II, adiantando que dois tópicos importantes nessa entente são, por um lado, a criação de uma companhia portuguesa de ópera, envolvendo o Trindade e o Coliseu do Porto, e, por outro, o desenvolvimento das dramaturgias portuguesas.

Assim, o projecto de programa do próximo director a estabelecer--se no Rossio incluirá textos portugueses, entre "trabalho permanente de confronto com os grandes clássicos". Isto para que "no final do mandato haja algo de consistente na dramaturgia portuguesa". Mandato que assumirá por escolha governamental, mas, garante, tentando "que haja concursos públicos, para preencher o cargo, e avaliação final", como diz que será avaliado por "estes nove anos no Trindade". Mais um teatro que "vai fechar para obras".

baLAnçO. "Lamento isto, porque é uma infelicidade para esta casa e estas casas não se gerem assim, com os pés", era a declaração final de António Lagarto, caso se confirmasse a sua demissão, quando nos comentava "Já atendi ao telefone toda a gente, menos o Ministério da Cultura." E, lembrando que "nenhum trabalho se faz sem tempo num teatro", adiantava vários exemplos, a começar pelo do Porto (Ricardo Pais vai em oito anos, de dois mandatos interpolados). Para vincar: "Enquanto gestores, temos grande brio num exercício com saldo positivo fantástico para 2006."

Mesmo tendo perdido o mecenato exclusivo da PT, enquanto avançava com patrocínios pontuais, para "331 acções 216 de espectáculos e 115 outras, num ano". A entrar em semana de cartaz pleno, quatro espectáculos em espaços diferentes, das 11.00 às 21.30.

reacções. Luís Miguel Cintra "A actuação do Fragateiro no Trindade é mediana, para não dizer medíocre, com fracas ambições artísticas. Receio que isso aconteça também no D. Maria." Para Jorge Silva Melo, "isto é reflexo do populismo que está a integrar a classe dominante. Quando virmos Quim Barreiros a actuar no São Carlos, não nos poderemos admirar."

Fonte: diário de Notícias

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A PRIMEIRA PROCISSÃO DO ANO

Num ano da graça de Nosso Senhor, no século XVII, quando os operários escavavam os caboucos da nova casa do alcaide-mor de Lisboa, Conde de Monsanto, no Largo do Poço do Borratém, aconteceu o milagre: entre as pazadas de terra surgiu uma Imagem de Nossa Senhora.

A tradição popular logo a invocou como Nossa Senhora da Pobreza. E o alcaide-mor entendeu levar a Imagem para a Igreja de Santa Cruz do Castelo. Com ela foi o culto, que ainda hoje se mantém.

A imagem original perdeu-se no terramoto de 2 de Novembro de 1755 e o culto simbolizou-se, então, na actual representação: uma Nossa Senhora da Conceição, também simples – talvez demasiado para o gosto barroco da época, o que reforçou a invocação de Nossa Senhora da Pobreza. Hoje, os católicos festejam a Epifania do Senhor (revelação aos homens). A Imagem da Nossa Senhora, assim como a do Menino Jesus, sob o pálio, sai em procissão, às 16 horas, pelas ruas do Bairro de Santa Cruz do Castelo. A primeira da cidade, em cada ano.

CULTOS MARCANTES

“Quando iniciámos, em 1994, a recuperação da Igreja de Santa Cruz do Castelo, quisemos também restaurar os cultos a ela associados”, conta Jorge Teles, responsável pela procissão.

“Nesta igreja, são marcantes e marcados por procissões três pontos altos da vida de Jesus: este da Epifania, a do Senhor da Boa Morte, na sexta-feira Santa, e a de Santa Cruz e S. Jorge, no final de Maio, que assinala a ressurreição e vitória de Jesus”, acrescentou aquele professor de História.

Fonte: Correio da Manhã

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08 DE JANEIRO DE 1933

(foto tirada do Bic Laranja)

É inaugurado, em Lisboa, no Campo Grande, o monumento aos Heróis da Guerra Peninsular.

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janeiro 06, 2006

MANUEL PINHO, 1-PATRIMÓNIO CULTURAL, 0

Publicado por jf em 08:22 PM | Comentários (2) | TrackBack

PARA A POSTERIDADE

O que disse o Ministério da Cultura em Junho de 2005.

Ministério da Cultura

Comunicado à imprensa

«Casa Almeida Garrett»

O Conselho Consultivo do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), reunido em Lisboa no passado dia 21 de Abril, analisou a situação relativa ao imóvel onde Almeida Garrett viveu na fase final da sua vida, situado em Campo de Ourique.

Os membros reunidos concluíram que a referida casa não reúne as condições necessárias para, do ponto de vista arquitectónico, ser classificada como Património Nacional.

Contudo, sendo sensível ao valor simbólico que a mesma representa, enquanto local de memória associado a um dos maiores vultos da literatura portuguesa, o Concelho Consultivo do IPPAR decidiu solicitar à Câmara Municipal de Lisboa (CML) que reaprecie o imóvel, tendo em vista a sua classificação municipal.

O Ministério da Cultura (MC) confirma e reitera a decisão do Conselho Consultivo do IPPAR. A seu propósito, faz notar o seguinte:

1- A sociedade civil, tendo já vindo a público demonstrar o seu empenho na preservação deste lugar de memória, poderá organizar-se no sentido de sensibilizar a CML para a importância de rever a sua posição;

2- Esta dinamização da sociedade civil poderá eventualmente passar pela criação de parcerias e pela concessão de apoios visando a definição de um destino adequado para o edifício, de modo a salvaguardar a sua componente simbólica;

3- Uma solução harmoniosa poderá passar por uma negociação directa com o seu proprietário. Uma hipótese seria sugerir a permuta daquele espaço por um outro que seja propriedade da CML;

4- O avançado estado de degradação do imóvel, com risco de incêndio e de derrocada interior numa zona de elevada densidade populacional, requer uma resolução urgente.

Fonte: Portal do Governo

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ADEUS

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COMEÇOU A DEMOLIÇÃO!

A demolição do edifício é o culminar de um longo processo de avanços e recuos na decisão de deitar abaixo o imóvel situado nos números 66 a 68 da Rua Saraiva de Carvalho, a Campo de Ourique

A casa onde viveu e morreu o escritor Almeida Garrett, em Campo de Ourique, Lisboa, começou hoje a ser demolida, disse à agência Lusa um membro do movimento Fórum Cidadania.

A demolição do edifício é o culminar de um longo processo de avanços e recuos na decisão de deitar abaixo o imóvel situado nos números 66 a 68 da Rua Saraiva de Carvalho.

«A casa de Garrett está neste momento a ser demolida», lamentou à Lusa Pedro Policarpo, do Fórum Cidadania que tem promovido várias iniciativas para evitar a demolição do imóvel.

Em comunicado, o movimento de cidadãos lisboeta apela a todos os portugueses para que intercedam junto do primeiro-ministro, José Sócrates, a fim de evitar esta situação.

«Perante o analfabetismo crónico de quem tem dependido este processo lamentável - Câmara de Lisboa, Ministérios da Cultura e proprietário -, julgo que só há neste momento uma pessoa capaz de travar este processo, que é o primeiro-ministro», salienta o movimento em comunicado.

O edifício que hoje começou a ser destruído vai dar lugar a um condomínio de habitação com apartamentos luxuosos, promovido pelo proprietário do prédio, o actual ministro da Economia, Manuel Pinho.

Depois de a demolição do prédio ter sido autorizada pela autarquia lisboeta em 2004, o Fórum Cidadania, um movimento de cidadãos lisboetas, recolheu mais de 2.300 assinaturas numa petição a defender a preservação do edifício e a sua transformação numa casa-museu dedicada à memória do escritor de «Viagens na Minha Terra».

O então presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes, mandou suspender em Junho do ano passado a autorização para demolir a casa, uma decisão que vigorou por seis meses, prazo que terminou na semana passada.

Na altura, o então vice-presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, considerou que «a demolição do referido imóvel significaria a perda irreparável de um valor patrimonial da cidade de Lisboa e de um exemplo vivo da História de Portugal, atentando igualmente contra o ambiente urbano».

Como actual presidente do executivo camarário, Carmona Rodrigues justificou a decisão de autorizar o proprietário a demolir o imóvel com a inexistência de interesse da autarquia na preservação do edifício, além da falta de dinheiro para a sua transformação numa casa-museu, a aquisição de um espólio e o pagamento de contrapartidas a Manuel Pinho.

A autarquia recorda também que o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) não classificou o edifício, tendo apenas recomendado a sua classificação como edifício de interesse municipal, mas já depois de emitida a autorização da demolição.

Fonte: Portugal Diário

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D. MARIA II TEM NOVO DIRECTOR

Carlos Fragateiro será o novo director do Teatro Nacional D. Maria II, segundo fonte do Ministério da Cultura citada pela agência Lusa. O cargo era, até aqui, ocupado por António Lagarto que foi dispensado sem ter sido apresentada qualquer justificação.

O Ministério da Cultura não apresentou, até ao momento, qualquer explicação para a substituição do director do Teatro Nacional D. Maria II, António Lagarto.

Esta substituição foi noticiada esta sexta-feira, pelo jornal «Público». O jornal adiantou que António Lagarto será substituído por Carlos Fragateiro, uma informação entretanto confirmada à agência Lusa por fonte do Ministério da Cultura.

A mesma fonte precisou que a substituição será formalizada na próxima semana durante a assembleia-geral do Teatro D. Maria II, mas não precisou a data da reunião.

Contactado pela TSF, o gabinete da ministra também não apresentou qualquer explicação para esta substituição e remeteu qualquer esclarecimento e informação sobre o assunto para a referida assembleia-geral.

Durante essa assembleia, avançou o Ministério, será também apresentado o novo modelo de gestão do Teatro Nacional D. Maria II que é, desde há dois anos, uma sociedade anónima de capitais públicos.

António Lagarto desconhece demissão

Ouvido pela TSF, António Lagarto diz ter sido surpreendido pela notícia do jornal e que nada sabe sobre o seu afastamento do cargo.

«Afastar-se as pessoas ao fim de tão pouco tempo, quando não há tempo suficiente para consolidar um projecto não é um modo de se evoluir», disse, lembrando que é a «quarta cabeça directiva à frente» do D. Maria.

«Do ponto de vista de gerência não há nenhuma empresa rica e com muitos fundos que possa sempre sobreviver a estes impactos. E é isto que eu me pergunto, porque é que isto acontece outra vez?».

O cenógrafo António Lagarto dirige o Teatro Nacional D. Maria II desde 2003, a convite do então ministro da Cultura, Pedro Roseta.

Carlos Fragateiro dirige há quase uma década o Teatro da Trindade, gerido pelo INATEL, instituição de que foi vice-presidente entre 1996 e 1999.

Citado pelo jornal «Público», Carlos Fragateiro anunciou a intenção de levar à cena do Teatro Nacional D. Maria II apenas dramaturgos portugueses.


Fonte: TSF on line

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ESPECIALISTA CONTRA DEMOLIÇÃO

A demolição da casa em que Garrett faleceu constituirá uma perda irreversível, numa cidade, como Lisboa, "que vem perdendo memórias importantes". Em declarações ao DN, Ofélia Paiva Monteiro, uma das principais especialistas na obra de Garrett, nomeadamente no quadro do trabalho que, há largos anos, vem desenvolvendo na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, disse encarar esse desaparecimento "com grande pena", como investigadora e como cidadã.

Em particular porque a casa de Santa Isabel, hoje Rua Saraiva de Carvalho, na qual o poeta viveu o "período terminal da sua doença", foi justamente "aquela para a qual projectou uma vida outra"; em particular também porque "temos dela uma descrição de raro detalhe", deixada pelo seu biógrafo, Francisco Gomes de Amorim, e que, sublinha, poderia ser a chave "para reconstituir" o que foram os seus interiores e decoração.

"Seria óptimo que a última residência de Garrett fosse convertida em casa de memória", referiu ainda Ofélia Paiva Monteiro, lembrando que outros usos para o imóvel, todos eles sob a égide do poeta e condizentes com o seu perfil e valor, poderiam ser encontrados, "como um centro de estudos ou uma biblioteca consagrados ao século XIX".

Apesar dos múltiplos apelos - extensivos à comunidade académica, nomeadamente pela voz de José-Augusto França e de Raquel Henriques da Silva - para que a última casa de Garrett seja poupada, o presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, reafirmou ontem que autarquia e proprietário - o actual ministro da Economia, Manuel Pinho - "não vão recuar" e que o imóvel será mesmo demolido.

Numa tentativa mais para evitar essa perda, o Forum Cidadania Lisboa vai publicar na Internet e na Imprensa um anúncio, sob o título "Casa de Almeida Garrett - Procura-se Mecenas". No anúncio, que constitui um claro repto à sociedade civil, o Forum aponta como pré-requisitos um "abnegado espírito altruísta" e a "disponibilidade para pagar pela casa as mais-valias exigidas pelo proprietário, incluindo o projecto de arquitectura aprovado" pelo município. O mecenas que se procura poderá contar, por outro lado, com "total empenho de mais de 2300 cidadãos assinantes da petição em prol da Casa de Garrett", lê-se em comunicado, em particular na "procura de espólio" e na "definição e execução de projecto de exploração do espaço".

Fonte: Lusa

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janeiro 05, 2006

"PANORAMA"

A primeira Mostra do Documentário Português, «Panorama», a acontecer em Lisboa de 27 de Janeiro a 5 de Fevereiro, inclui uma homenagem a Manoel de Oliveira, disseram hoje os organizadores.

«Panorama» é organizado pela Videoteca Municipal de Lisboa e pela APORDOC, Associação pelo Documentário, responsável pelo DOCLisboa.

A mostra, que se realizará no Fórum Lisboa, apresentará cerca de 90 documentários feitos por portugueses, divididos em 11 temáticas e ainda uma secção dedicada ao realizador Manoel de Oliveira, com a apresentação de quatro documentários seus.

«Douro, faina fluvial» (1931), «O pintor e a cidade» (1956), «O pão» (1959) e «As pinturas do meu irmão Júlio» (1965) serão os documentários a exibir na sessão de abertura e na de encerramento.

Os filmes a apresentar na mostra espelham a produção portuguesa dos anos de 2004 e 2005, tanto institucional, como de independentes e de escolas, nomeadamente da Universidade Lusófona e da Universidade Católica do Porto.

«Panorama» é organizado pela Videoteca Municipal de Lisboa e pela APORDOC, Associação pelo Documentário, responsável pelo DOCLisboa, Festival Internacional do Documentário que o ano passado bateu o recorde de público com 11 mil espectadores.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 07:27 PM | Comentários (0) | TrackBack

CASA DE GARRETT: DEMOLIÇÃO DIZ CARMONA

O presidente da Câmara de Lisboa, reafirmou quinta-feira que a casa onde viveu e morreu o escritor Almeida Garret vai mesmo ser demolida, alegando que os pareceres não reconhecem valor cultural e patrimonial suficiente para que seja preservada.

«Nem a Câmara de Lisboa, nem o proprietário vão voltar atrás», afirmou Carmona Rodrigues, quando questionado hoje pelos jornalistas sobre a existência de um parecer da Directora Municipal de Conservação e Reabilitação Urbana (DMRU) no sentido da manutenção e preservação do edifício.

Contactada pela Agência Lusa, Isabel Athayde Cordeiro, assessora da vereadora do Urbanismo, afirmou que este parecer da então directora do DMRU Mafalda Magalhães de Barros não era vinculativo e por isso não faz parte do processo principal da Casa Garrett.

O parecer foi emitido em Junho de 2004, depois de ter sido feita uma vistoria à casa, e apontava para a necessidade de obras de recuperação devido ao estado de degradação do imóvel situado nos números 66 e 68 da Rua Saraiva de Carvalho, em Campo de Ourique.

Segundo Isabel Athayde Cordeiro, o parecer foi emitido seis meses depois de ter sido assinado o despacho de deferimento da demolição da casa (a 26 de Janeiro de 2004).

A assessora esclareceu que do processo principal da Casa Garrett consta um parecer do Núcleo de Estudos Patrimoniais e um parecer do departamento da vereação da cultura da autarquia que não reconhecem valor patrimonial e cultural para que a casa seja preservada.

«Existia ou não um valor do imóvel que exigisse uma atitude da Câmara de Lisboa? Nunca houve esse valor», afirmou Carmona Rodrigues em conferência de imprensa nos Paços do Concelho, onde anunciou a coligação com o CDS/PP.

Carmona Rodrigues assegurou que a memória do escritor vai ser preservada pela autarquia, apoiando iniciativas de homenagem a Almeida Garrett.

A demolição da casa foi anunciada no dia 28 Dezembro pela vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara.

A decisão teve como base a inviabilidade financeira da autarquia para adquirir o imóvel, reabilitá-lo e manter uma casa museu e os pareceres dos serviços da autarquia.

Para o espaço actualmente ocupado pelo edifício está prevista a construção de um condomínio de habitação, promovido pelo proprietário do prédio, o actual ministro da Economia, Manuel Pinho.

Depois de a demolição do prédio ter sido autorizada pela autarquia lisboeta em 2004, o Fórum Cidadania, um movimento de cidadãos lisboetas, recolheu mais de 2.300 assinaturas numa petição a defender a preservação do edifício e a sua transformação numa casa-museu dedicada à memória do escritor de «Viagens na Minha Terra».

O então presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes, mandou suspender em Junho do ano passado a autorização para demolir a casa, uma decisão que vigorou por seis meses, prazo que terminou a 28 de Dezembro, e que motivou uma providência cautelar interposta pelo proprietário.

O Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) não classificou o edifício, tendo apenas recomendado a sua classificação como edifício de interesse municipal, mas já depois de emitida a autorização da demolição.

Fonte: Lusa

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SÓ DESTA? E AS OUTRAS?!

Os vereadores do PCP da Câmara de Lisboa vão propor em reunião municipal a extinção da empresa municipal de águas residuais, Emarlis, que dizem ser um "sorvedouro de dinheiros públicos".

Na proposta, os vereadores comunistas Ruben de Carvalho e Rita Magrinho sustentam que a Emarlis, criada em 1996, ficou sem objecto de actividade desde a fundação da Simtejo - Sistema Multimunicipal de Saneamento do Tejo e Trancão, em 2001.

"A Emarlis tinha por objecto principal a gestão do serviço público de recolha, tratamento e rejeição de efluentes do município de Lisboa através de rede fixa, abrangendo a construção, reparação e manutenção das unidades de tratamento e reciclagem das águas residuais urbanas", lê-se na proposta, que será debatida na próxima reunião do executivo autárquico.

Por outro lado, a Simtejo tem como competências a "construção, extensão, reparação, manutenção e melhoria das obras e equipamentos de recolha de efluentes dos municípios".

"A criação desta empresa esvaziou o conteúdo útil do objecto da Emarlis por abranger no essencial a mesma área de intervenção" da Simtejo, empresa que recebeu em 2002 "todos os meios técnicos e humanos anteriormente afectos" à empresa municipal, que "desde então existe apenas com o seu conselho de administração, sem que se tenha redefinido o seu objecto", segundo a CDU.

Os vereadores comunistas propõem assim a extinção da empresa municipal e a salvaguarda de "eventuais" contratos de trabalho, com a integração dos trabalhadores noutras empresas municipais ou procurando para tal o acordo com outras entidades, como a Simtejo.

Na próxima reunião extraordinária da Câmara de Lisboa, que decorre segunda-feira, os vereadores vão discutir a nomeação dos órgãos sociais da Emarlis, proposta pelo presidente da autarquia, António Carmona Rodrigues (PSD).

Fonte: Lusa



Publicado por jf em 07:01 PM | Comentários (0) | TrackBack

CATARATAS DE TACHOS

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, vai propor segunda-feira em reunião extraordinária do executivo a nomeação dos órgãos sociais de quatro empresas municipais e da Associação de Turismo de Lisboa.

Para presidente da administração da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), o presidente da autarquia, António Carmona Rodrigues, propõe a nomeação de João Manuel Pereira Teixeira, que substituirá Eduarda Napoleão, vereadora do Urbanismo no anterior mandato.

Segundo a proposta de Carmona Rodrigues, que tem efeito a partir de segunda-feira, os vogais da administração desta empresa - Arnaldo João e Maria Luísa Amado - serão reconduzidos.

Para presidente da administração da Empresa municipal de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) é proposta a nomeação do vereador da Cultura, José Amaral Lopes, que substituirá a antiga vereadora Maria Manuel Pinto Barbosa.

Um dos vogais desta empresa municipal, Rui Andrade, será reconduzido, sendo ainda proposto o nome de Maria Manuela Correia para vogal não executivo.

Maria Louro, que estava na administração da EGEAC desde a presidência de João Soares (PS) na autarquia e que foi reconduzida pelo anterior presidente Pedro Santana Lopes, sairá da empresa.

A vereadora da Mobilidade, Marina Ferreira, sucederá a Carlos Oliveira e Silva na presidência da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), de acordo com a proposta do presidente da Câmara.

O vogal da administração Tiago Pessoa deverá manter-se no cargo, sendo nomeado José Manuel Caetano Gomes.

à frente da Empresa Municipal de Águas Residuais de Lisboa (EMARLIS) deverá manter-se Manuel Lacerda.

Na Associação de Turismo de Lisboa é proposta a substituição do presidente, o anterior vereador com este pelouro, Pedro Pinto, pelo actual vice-presidente da autarquia, Carlos Fontão de Carvalho.

A nomeação dos órgãos sociais das empresas municipais vai ser debatida já com a maioria PSD/CDS-PP no executivo camarário, anunciada hoje em conferência de imprensa por Carmona Rodrigues.

Confrontado pelos jornalistas sobre se a reunião extraordinária foi marcada depois do acordo com a vereadora Maria José Nogueira Pinto, Carmona Rodrigues afirmou peremptoriamente que não.

Segundo o presidente da autarquia, o pedido de agendamento da reunião extraordinária já estava feito quando decorreram as negociações com o CDS/PP.

Carmona Rodrigues esteve reunido quarta-feira à tarde com a vereadora do Partido Popular, Maria José Nogueira Pinto, e no decorrer desse encontro atribuiu-lhe o pelouro da Habitação Social e a tutela da GEBALIS - Gestão de Bairros Municipais de Lisboa, anteriormente da vereadora Gabriela Seara.

Maria José Nogueira Pinto irá ainda tutelar um comissariado que terá como missão articular e coordenar todos os serviços e entidades dependentes da autarquia que intervêm na zona da Baixa- Chiado, com o objectivo de estabelecer uma estratégia de intervenção.

A vereadora do CDS-PP irá também coadjuvar Carmona Rodrigues na redefinição do papel da câmara na União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA).


Fonte: Lusa


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 06:59 PM | Comentários (0) | TrackBack

CDS CONSEGUE PELOURINHO

Maria José Nogueira Pinto vai assumir o pelouro na Habitação Social na Câmara Municipal de Lisboa (CML), anunciou hoje o executivo camarário. A principal missão da vereadora do CDS será dirigir um Comissariado que tem por objectivo coordenar as várias entidades que intervêm na baixa lisboeta.

O PSD e o CDS-PP chegaram a um acordo ontem ao final da tarde após terem sido retomadas as negociações esta semana, depois de interrompidas em Novembro. Depois de algumas reuniões Carmona Rodrigues decidiu atribuir a Maria José Nogueira Pinto o pelouro da Habitação Social e a tutela da Gebalis - Gestão de Bairros Municipais de Lisboa. Os dois partidos decidiram ainda criar um comissariado que terá como missão articular e coordenar todos os serviços e entidades dependentes da CML que intervêm na Baixa-Chiado.

Durante estes quatro anos de mandato o gabinete, que será constituído por um «número reduzido de pessoas de reconhecido mérito público», vai estabelecer a estratégia de intervenção integrada nas vertentes urbanística, económica, social e cultural. A acção do grupo terá antes de ser aprovada pela CML.

Em conferência de imprensa, o presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, esclareceu tratar-se de um acordo «congregador de vontades» e que visa «uma partilha de responsabilidades e de tarefas para uma cidade com mais estabilidade». Carmona garantiu ainda um «total grau de autonomia» entre os dois partidos.

Dois meses depois de tomar posse, o autarca considera que o acordo com o CDS surgiu agora por uma questão de «timing», alegando que a Câmara esteve a «amadurecer a ideia».

Carmona justificou ainda a constituição do Comissariado dizendo que a Baixa-Chiado é uma área prioritária na Câmara assim como a reabilitação urbana da capital.

Maria José Nogueira Pinto rejeitou a ideia de «vitória» ao assumir esta pasta dizendo que sempre se mostrou interessada em «participar na governabilidade na Câmara, mas num quadro de razoabilidade». Ao assumir o pelouro da Habitação Social, a vereadora do CDS diz que mantém os princípios que nortearam a sua campanha: «o respeito pelo nosso eleitorado, conseguir uma posição digna para o partido e assumir uma área de intervenção consistente».

Nogueira Pinto recusa ainda a ideia de ver o «curto espaço de tempo em que fui vereadora como um período morto», justificando que «na oposição também se pode fazer um bom trabalho na cidade».

A vereadora tem como prioridades «cruzar a questão urbanística com a social, fazer a integração das pessoas e agarrar o coração desta cidade de outra maneira».


Nas eleições autárquicas o PSD conseguiu apenas eleger oito vereadores dos nove que são necessários para assumir a governação. Maria José Nogueira Pinto reclamou desde o primeiro momento a pasta da Habitação Social, mas o executivo camarário rejeitou de início.

Fonte: Lusa

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A VIGÍLIA

Cerca de 25 pessoas estavam às 00:30 concentradas em frente da casa onde morreu Almeida Garrett, em Campo de Ourique, Lisboa, numa vigília organizada pelo Bloco de Esquerda para contestar a demolição do edifício, disse fonte do partido.

Rita Silva, assessora do Bloco, afirmou à Agência Lusa que o movimento contra a demolição do imóvel, autorizada pela Câmara de Lisboa na semana passada, "está motivado" e que "não vão ficar por aqui as actividades" contra a decisão do município, concertadas com outras associações.

"Queremos que a Câmara insista no processo de suspensão da demolição e faça um estudo para saber que meios são necessários para recuperar a casa", afirmou.

"O presidente da Câmara mudou de ideias" em relação à demolição "e não sabemos em que se baseou para tomar essa decisão", adiantou Rita Silva.

Para o espaço actualmente ocupado pelo edifício está prevista a construção de um condomínio de habitação, promovido pelo proprietário do prédio, o actual ministro da Economia, Manuel Pinho, mas os o partido e os moradores defendem que outro uso seja dado ao espaço.

"Praticamente não existem equipamentos culturais em Campo de Ourique e este seria um espaço ideal para uma biblioteca ou um centro cultural", defende a responsável do Bloco de Esquerda.

Participam também na vigília elementos do Fórum Cidadania Lx, que integra a plataforma "SOS Casa Garrett", juntamente com a Junta de Freguesia de Santa Isabel, o Centro Nacional de Cultura, a Sociedade Portuguesa de Autores, o Grémio Literário e o Pen Clube.

A demolição do prédio foi autorizada pela autarquia lisboeta em 2004 e em Junho de 2005 o então presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes, mandou suspender a autorização por seis meses, prazo que terminou na semana passada e que motivou uma providência cautelar interposta pelo proprietário.

Depois de ter defendido a suspensão em 2005, o agora presidente do município, Carmona Rodrigues, justifica a decisão de autorizar o proprietário a demolir o imóvel com a inexistência de interesse da autarquia na preservação do edifício, além da falta de dinheiro para a transformação numa casa-museu, a aquisição de um espólio e o pagamento de contrapartidas a Manuel Pinho.

A autarquia recorda também que o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) não classificou o edifício, tendo apenas recomendado a sua classificação como edifício de interesse municipal, mas já depois de emitida a autorização da demolição.

Em comunicado hoje divulgado, a recém-criada plataforma anunciou ter pedido à presidente da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), Paula Teixeira da Cruz, uma reunião "com carácter de urgência", destinada a "denunciar as contradições do processo e estabelecer prioridades para que se possa salvar a casa".

O Fórum Cidadania Lx vai publicar na imprensa um anúncio à procura de um mecenas para esta casa, "disposto a substituir-se à Câmara Municipal de Lisboa e ao Governo, que se demitiram da responsabilidade de preservar o património colectivo e promover o legado de Almeida Garrett".

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 09:51 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 04, 2006

O NEGÓCIO

As consultoras imobiliárias Aguirre Newman e Cushman & Wakefield Healy & Baker confirmaram esta quarta-feira a venda à Allianz do edifício de escritórios situado em Entrecampos, em Lisboa, por 43,4 milhões de euros. Esta é a maior operação do ramo imobiliário realizada em Portugal no ano passado. O imóvel é composto por três edifícios e tem uma superfície de 11.300 metros quadrados. A totalidade do imóvel está arrendada à Portugal Telecom.

Fonte: Dinheiro Digital


Publicado por jf em 06:28 PM | Comentários (0) | TrackBack

A LER

A Casa de Almeida Garrett, por Isabel Faria, no Troll Urbano.

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FEIRA DA LADRA

No Fumaças.

Publicado por jf em 10:20 AM | Comentários (0) | TrackBack

04 DE JANEIRO DE 1837

Em 1837, era extinto o Colégio dos Nobres, fundado em 1761.

Publicado por jf em 10:08 AM | Comentários (0) | TrackBack

04 DE JANEIRO DE 1863

Possidónio da Silva funda a Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Lisbonenses, a primeira do género em Portugal.

Publicado por jf em 10:06 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 03, 2006

IMPERDÍVEL

O nevão de Lisboa, nos idos de 1945, no Bic Laranja, em tons de branco.

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BOAS VINDAS

Ao Bidão Vil, blogue do Rui, já devidamente linkado no respectivo local. Mais um blogue de e para Lisboa.

Publicado por jf em 07:58 PM | Comentários (0) | TrackBack

S. JORGE REABRE TEMPORARIAMENTE

O Cinema São Jorge, em Lisboa, vai reabrir temporariamente na Primavera para acolher alguns festivais de cinema, voltando depois a fechar para "obras mais profundas", anunciou hoje a Câmara Municipal.

Segundo um comunicado do pelouro da Cultura, o espaço, encerrado há mais de um ano, deverá acolher a realização do festival internacional de cinema documental Doc Lisboa, e o Festival de Cinema Gay e Lésbico.

Outra iniciativa prevista para o Cinema São Jorge, gerido pela Empresa municipal de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), é o Festival Internacional de Cinema Digital, cuja primeira edição decorreu o ano passado em Tóquio, no Japão.

Está ainda a ser equacionada a hipótese de o São Jorge acolher também o festival de cinema independente Indie, que em anos anteriores decorreu no Fórum Lisboa, adiantou fonte do gabinete do vereador da Cultura, José Amaral Lopes.

Para que o espaço, inaugurado em 1950, possa acolher estes eventos, a autarquia vai realizar algumas obras no telhado e nas instalações eléctricas, "que garantam todas as condições técnicas e de segurança" para a utilização do cinema.

Segundo o gabinete de Amaral Lopes, ainda não está definido o período em que o São Jorge irá reabrir ao público, já que os prazos dependem da calendarização dos diversos eventos, ainda a definir.

O porta-voz da EGEAC sublinhou que a decisão do vereador da Cultura permitirá "retomar a tradição do Cinema São Jorge de acolher preferencialmente festivais de cinema".

"Conciliar a existência de zonas dedicadas a programas de interesse público com espaços que sejam interessantes e rentáveis para os privados é um dos objectivos definidos no novo projecto de dinamização e rentabilização do equipamento municipal da Avenida da Liberdade", adianta o comunicado.

O Cinema São Jorge fechou em Dezembro de 2004, devido a falta de condições de segurança.

Fonte: Lusa

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SÁ FERNANDES FICA À PORTA

O vereador do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Lisboa, José Sá Fernandes, foi hoje impedido, pela segunda vez, de visitar as obras no Convento dos Inglesinhos. Uma situação que considerou «insólita», uma vez que tinha autorização da autarquia.

Eram 10h30, quando Sá Fernandes, o vereador da Cultura, Amaral Lopes, e o vereador socialista Dias Baptista chegaram ao Convento dos Inglesinhos para visitar a obra, com os serviços técnicos da câmara, tendo sido impedidos de entrar pelo porteiro, que disse ser proibida a entrada de estranhos.

«Porque é que não nos deixam entrar», questionou Sá Fernandes, frisando ser vereador da câmara e, tal como os outros autarcas presentes, estar interessado em visitar a obra para verificar se está a ser executada segundo o que foi licenciado pela autarquia.

«Isto não é um interesse pessoal, é um interesse de todos nós perante uma obra que já foi discutida e que está inserida numa área [Bairro Alto] em vias de classificação», sustentou.

José Sá Fernandes enviou no passado dia 29 de Dezembro - poucos dias depois de ter sido impedido de entrar na obra - um despacho à vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara, a dar conhecimento da visita que iria realizar hoje e a sugerir que os restantes vereadores participassem na deslocação.

«Falei com a vereadora Gabriela Seara estava tudo conforme, tanto assim que foram avisadas todas as forças políticas para poderem, numa atitude transparente, visitar a obra e chegamos aqui todos e não podemos vê-la. Isto não é normal», salientou o autarca.

Sá Fernandes disse ainda que a única informação que tinha era de que a visita tinha sido cancelada segunda-feira à noite.

«Contactei com o Gabinete do Bairro Alto e falei com o arquitecto Nuno Morais, que me disse que recebeu, ontem (segunda-feira), ao fim do dia, um telefonema da Gestão Urbanística da câmara a dizer que afinal a visita tinha sido cancelada», afirmou.

Contactado pela agência Lusa, o porta-voz da câmara de Lisboa, João Reis, afirmou que a proibição da visita dos vereadores foi da responsabilidade dos proprietários da obra, alegando que apenas os serviços técnicos da autarquia têm competência para fiscalizar a obra.

O promotor da obra, a empresa Highgrove, do Grupo Amorim, apresentou à câmara um requerimento destinado a impedir o vereador José Sá Fernandes de visitar a obra, pedido que teve parecer favorável dos serviços jurídicos da autarquia.

No requerimento, o promotor da obra alega que José Sá Fernandes interpôs uma providência cautelar por duvidar da legalidade da obra e, quando foi eleito vereador, não desistiu da acção.

«Apesar do parecer [dos serviços jurídicos], o presidente da câmara não emitiu qualquer posição sobre este requerimento», afirmou João Reis.

Fonte: Expresso on line

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ANTÓNIO MEGA FERREIRA

Jornalista e escritor, um dos responsáveis pela Expo 98, sucede a Fraústo da Silva, pondo fim a cerca de 10 anos de mandato.

António Mega Ferreira vai ser o quarto presidente do Centro Cultural de Belém, pondo fim a cerca de 10 anos de mandato de Fraústo da Silva.

Inaugurado a 21 de Março de 1993, o Centro Cultural de Belém esteve rodeado de polémica desde a construção, com agentes culturais e estudos a porem em causa a sua viabilidade e a derrapagem nas contas a levar a um inquérito parlamentar.

Manuel Salgado e Vittorio Gregotti foram os arquitectos escolhidos para o projecto, que incluía os módulos Centro de Reuniões, Centro de Exposições e Centro de Espectáculos e ainda uma Zona Hoteleira e Equipamento Complementar, que acabaram por não ser construídos.

A Fundação das Descobertas, o organismo que inicialmente geria o CCB, foi presidida por Coelho Ribeiro, que se demitiu ainda antes da inauguração.

Antero Ferreira sucedeu-lhe e ficou até Março de 1996, altura em que Fraústo da Silva tomou posse.

A decisão de construir o CCB foi tomada em 1988, e a obra foi pensada para acolher a presidência portuguesa da então CEE, em 1992.

De um custo estimado inicialmente em 35 milhões de euros, a obra acabou por custar quase 200 milhões de euros.

Um inquérito parlamentar às obras acabou por terminar "inconclusivo" em 1991.

Apesar das polémicas à volta da obra e das dificuldades de financiamento iniciais, o Centro acabou por se impor no panorama cultural português, acolhendo regularmente iniciativas como a Festa da Música e a exposição World Press Photo.

Fonte: Portugal Diário

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CCB

O Governo exonerou Fraústo da Silva de Presidente da Fundação que gere o Centro Cultural de Belém e vai nomear António Mega Ferreira para o mesmo cargo.

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03 DE DEZEMBRO DE 1787

É inaugurado o Observatório Astronómico da Academia de Ciências de Lisboa, no Castelo de São Jorge.

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janeiro 02, 2006

CREMAÇÃO AUMENTA

A CML vai instalar dois fornos crematórios no cemitério dfe Carnide e um no dos Olivais.Serão concessionados a privados através da realização de concurso público. Funcionarão a partir de 2008. Em 2005, até Setembro, dos 7969 funerais realizados em Lisboa, 2917 foram cremações. Está a mudar o ritual da morte na cidade de Lisboa.

Fonte: Público

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LER, LER, LER

Pequeno roteiro de algumas bibliotecas de Lisboa.

Alvalade

Rua Teixeira de Pascoaes, 10. Tel. 218 453 390.

De segunda a sexta (10.00-18.00) e sábado (11.00-18.00)

Belém

Rua da