fevereiro 27, 2006

A LER

O estacionamento gratuito em parques privados, por Carlos Medina Ribeiro, no Sorumbático.

Publicado por jf em 08:47 PM | Comentários (6)

LEONOR COUTINHO SOMA APOIOS

Leonor Coutinho vai apresentar a sua candidatura ao PS-Lisboa na próxima quarta-feira

Leonor Coutinho vai apresentar quarta feira, dia 1 de Março, a sua candidatura à concelhia do PS-Lisboa contra o actual presidente Miguel Coelho. A ex-secretária de Estado da Habitação e Comunicações revelou ao CM que vai começar a enviar hoje uma carta aos militantes de Lisboa a explicar as razões da sua candidatura às eleições marcadas para o próximo dia 17.

Por “uma questão de respeito para com os militantes”, Leonor Coutinho recusou-se a revelar o conteúdo da carta, mas adiantou que se candidata porque “é importante que haja uma alternativa a Miguel Coelho” e porque muita gente lhe tem manifestado o apoio”.

Entre os socialistas que a apoiam e que, segundo disse, “não se revêem em Miguel Coelho” estão pessoas próximas de João Soares, como por exemplo Fernando Saraiva, ex-presidente da Junta de Benfica e ex-presidente da EPUL; e de Jorge Sampaio, como Sara Amâncio, que foi vereadora quando Sampaio foi presidente da Câmara de Lisboa.

Leonor Coutinho apontou também o nome de Murteira Nabo, actual presidente da Galp e vereador na Câmara no final dos anos 70; Clara Mendes, presidente da Faculdade de Arquitectura de Lisboa; Guilhermino Rodrigues, ex-presidente da ANA, administrador do Metro e ex-secretário de Estado dos Transportes; Consiglieri Pedroso, ex-secretário de Estado do Equipamento; Ana Benavente, ex-secretária de Estado da Educação; Vera Jardim, ex-ministro da Justiça; Fernando Pereira Marques, escritor e ex-dirigente da FAUL; Maria Belo, ex-deputada e Grã-Mestre da Grande Loja Maçónica Feminina Portuguesa; e António Fonseca Ferreira, presidente da CCDR de Lisboa. Entre os apoiantes de Leonor Coutinho contam-se ainda Filipe Lopes e José Leitão, opositores de Miguel Coelho nas anteriores eleições, e Ana Sara Brito, coordenadora do movimento de Manuel Alegre.

Segundo Leonor Coutinho, o PS de Lisboa, sob a liderança de Miguel Coelho (há nove anos que lidera o PS-Lisboa), “desviou-se da linha da gestão traçada por Jorge Sampaio e João Soares quando desempenharam o cargo de presidente da Câmara da capital.

"TENHO OS ELEITOS"

Miguel Coelho apresentou a recandidatura ao 5.º mandato no passado dia 20, quando, por carta, informou os militantes da sua decisão tomada após “uma profunda reflexão”.

Coelho adianta na missiva que avança por dois motivos: manter a concelhia na “primeira linha” do combate político do PS que “governa o País num quadro de grandes dificuldades e teve de optar por uma política de grande rigor” e não interromper “o trabalho político e o debate sério e profundo que desenvolvemos em Lisboa”, continuando” uma política de oposição firme e responsável”.

O candidato promete ainda “dar maior relevo ao Fórum Cidade”. Contactado pelo CM, Coelho garante que tem “o apoio dos eleitos”, especificando que onze dos 12 presidentes das juntas socialistas apoiam-no (não é apoiado pelo presidente da Freguesia das Mercês), assim como 14 dos 17 coordenadores. “E tenho ainda o apoio de Maria de Belém, Ana Paula Vitorino [secretária de Estado dos Transportes], Vasco Franco [deputado que foi vereador da Habitação] e Marcos Perestrelo [secretário nacional do PS]”.

Fonte: Correio da Manhã

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A OEIRIZAÇÃO DE LISBOA

Um Caso Exemplar, por Rui Costa Pinto, no Mais Actual.

Publicado por jf em 11:16 AM | Comentários (0)

TABORDA

O Teatro da Garagem é a nova companhia residente do Teatro Taborda. O desafio foi lançado pela CML e pela EGEAC, a partir de uma ideia da anterior vereadora da Cultura, Maria Manuel Pinto Barbosa.

Fonte: CML

Publicado por jf em 01:09 AM | Comentários (0)

LISBOA-RIO DE JANEIRO

Carmona Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e César Epifácio Maia, prefeito da cidade brasileira do Rio de Janeiro, assinaram, no dia 22 de Fevereiro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, um Protocolo de Cooperação para as áreas de Renovação Urbana, Cultura e Acção Social, que tem como objectivo reforçar os laços de amizade e solidariedade entre as duas cidades, promover o desenvolvimento conjunto e fomentar o intercâmbio e a troca de experiências administrativas.

Presentes, também, na cerimónia estiveram os vereadores José Amaral Lopes, responsável pelo pelouro da Cultura, Sérgio Lipari Pinto, responsável pela Acção Social, e o secretário-geral da União das Cidades Capitais da Língua Portuguesa (UCCLA), Francisco Lopo de Carvalho.

Para Carmona Rodrigues, o acordo assinado “relança uma dinâmica de interacção entre as duas cidades na área da reabilitação urbana, planeamento urbano e acção social”. “O acordo dá expressão a um entendimento já longo entre Lisboa e o Rio de Janeiro, duas cidades geminadas”, acrescentou o autarca.

As duas cidades são geminadas desde 1980, altura em que foi assinado o Acordo de Geminação, tendo vindo a desenvolver um programa de intercâmbio, promovendo o desenvolvimento conjunto e a cooperação técnica nas diversas áreas de interesse das administrações municipais.

Ao abrigo deste acordo, e prevendo a deslocação de técnicos entre as duas cidades, já em Março terão início as obras de reabilitação da Sé do Rio de Janeiro, que contarão com a ajuda da Câmara Municipal de Lisboa. Epitácio Maia adiantou que está a contar “com a experiência de Lisboa na área da reabilitação urbana para ajudar a restaurar monumentos e edifícios antigos do Rio de Janeiro”.

Fonte: CML

Publicado por jf em 01:07 AM | Comentários (0)

PROTECÇÃO CIVIL

No dia 1 de Março, pelas 15h30, no auditório Fórum Lisboa, por ocasião do Dia Mundial da Protecção Civil, o Departamento de Protecção Civil do Município de Lisboa promove a apresentação do documentário Centauro 2005 - Simulacro de Protecção Civil.

Publicado por jf em 01:06 AM | Comentários (0)

MARCHAS 2005: PRÉMIOS ENTREGUES

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Carmona Rodrigues, esteve presente na entrega dos prémios das Marchas Populares de Lisboa 2005, que se realizou no dia 24 de Fevereiro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. A marcha de Alfama foi a grande vencedora pelo segundo ano consecutivo neste desfile da Avenida da Liberdade.

Também Alfama arrecadou os prémios de desfile na Avenida, cenografia e coreografia, nesta última especialidade a posição foi partilhada com Alcântara e Olivais. A Marcha do Alto do Pina conquistou o prémio de musicalidade e melhor composição musical. Bica recebeu o prémio da melhor letra, repartindo Mouraria e Bica o de melhor cavalinho.

O inicio da cerimónia foi pautado pela actuação dos meninos da Voz do Operário que interpretaram os temas musicais “O Calendário” e a “ A Marcha mais alegre da Avenida” sendo posteriormente entregues os prémios às respectivas Marchas.

O presidente da CML salientou que as Marchas Populares são como “o ponto alto na vida da cidade de Lisboa”, que tiveram o seu início em 1932, pela mão do cineasta, dramaturgo, jornalista e decorador, José Leitão de Barros que pôs os seus muitos e variados talentos ao serviço de mais uma iniciativa sua, a criação das Marchas Populares de Lisboa.

Carmona Rodrigues referiru a importância destas festas, porque, em sua opinião, traduzem uma "atitude cultural muito antiga na cidade de Lisboa que é a vida de bairros, a vida das colectividades no seio dos bairros onde estão inseridas, que é uma experiência única, que fortalece o enraizamento social da comunidade alfacinha".

“Nos últimos anos tem havido uma adesão crescente nesta festividade e é com enorme satisfação que podemos dizer que este ano ainda vamos ter mais uma marcha a concurso, a Marcha de Santa Engrácia”, anunciou o autarca, sublinhando ainda o encanto desta festa, que “passeia na Avenida da Liberdade durante horas, um colorido, uma vida, uma animação, uma alegria, um convívio salutar entre todas as pessoas, que é aquilo que nós desejaríamos que fosse possível ter todo o ano em Lisboa”.

Na ocasião, o presidente da EGEAC e vereador do pelouro da cultura, José Amaral Lopes, proferiu algumas palavras de agradecimento a “todos aqueles que ajudam a preservar e a valorizar este património da cidade, contributo este que é essencial à criação de uma identidade própria de Lisboa e dos seus bairros”. O vereador referiu-se às Marchas Populares enquanto “património e tradição da cidade de Lisboa” e mostrou empenho em melhorar “este marco da cidade procurando internacionalizar estas festas da cidade de Lisboa”.

Na cerimónia, estiverem ainda presentes, os vereadores Fontão de Carvalho, Gabriela Seara, António Prôa e Sérgio Lipari Pinto, o administrador da EGEAC, Rui Andrade, os júris da edição das Marchas Populares de 2005, Fernando Alves, Juan Soutullo, Mariana Sá Nogueira, Duarte Ivo Cruz, Carlos Martins, Pedro Moreira, José Sarmento Matos e Tela Leão, bem como os representantes de todas as marchas participantes.

Na ocasião, foi também apresentado, o CD das Marchas Populares 2005, produzido pela EGEAC.


Em termos gerais, a classificação ficou assim ordenada:
1º Alfama
2º Mouraria
3º Alto do Pina
4º Alcântara e Marvila (ex-aequo)
6º Olivais e Madragoa (ex-aequo)
8º Bica
9º S. Vicente
10º Carnide
11º Beato
12º Castelo
13º Bairro Alto
14º Campolide
15º Bela Flor
16º Lumiar
17º Benfica
18º Ajuda
19º Graça


Fonte: CML

Publicado por jf em 01:04 AM | Comentários (0)

fevereiro 26, 2006

AS URBANIZAÇÕES DA MORTE

Artigo de Vasco Pulido Valente no Público, via Jumento.

"A Câmara Municipal de Lisboa resolveu fazer um leilão de jazigos do Cemitério do Alto de S. João e do Cemitério dos Prazeres e ainda de terrenos já "loteados" para novos jazigos no do Alto de S. João. A câmara chama aos cemitérios, muito apropriadamente, "urbanizações funerárias". Perto de 50 pessoas foram ao leilão e o metro quadrado chegou aos 8375 euros (num caso especialíssimo) e não desceu abaixo de 2500, mesmo na categoria inferior de "ossários-columbários". Nada mau, se considerarmos que o valor médio do metro quadrado em habitação para vivos, na Área Metropolitana de Lisboa, é de 1500 euros. Para seu gozo neste tempo de austeridade, a câmara encaixou mais de meio milhão, apesar de não ter vendido tudo. Este amor pelos fiéis defuntos não deixa de ser estranho em 2006. Parece que, em matéria de mortos, Portugal também não se conseguiu "modernizar".

O jazigo é, por excelência, um monumento da sociedade burguesa. O estilo varia, como é sabido: neogótico, neoclássico, neo-romântico, "Raul Lino" e por aí fora. Mas nunca varia a intenção: a de homenagear e perpetuar um homem venerável (ou mais raramente uma mulher) e uma família. A propriedade de um jazigo nos Prazeres, ou no Prado do Repouso do Porto, era um símbolo indispensável de ascensão social. Muita gente ambicionava a grande honra de um jazigo próprio e trabalhava a vida inteira para o vir a ter: com brasão, se possível, ou, pelo menos, com estatuária alegórica às virtudes que o haviam outrora ornamentado - a Fidelidade, a Caridade, a Justiça, a Fé. A vala comum para os muito pobres, sem nome ou distinção, e a campa rasa para a pequena burguesia conservavam na morte a hierarquia do mundo.

Ontem, o leilão da câmara interessou os jornais de Lisboa, porque o jazigo é um anacronismo. Ninguém seriamente acredita na imortalidade da alma ou na ressurreição da carne. A família, como coisa perene, desapareceu. O igualitarismo não percebe ou aceita o valor da superioridade que dura e se transmite. E toda a gente, obcecada pela saúde e a juventude do corpo, esconde e nega a morte. A morte, degradada em incidente hospitalar, para comodidade do próximo, é quase invisível. Os mortos, que atrapalham e deprimem, são expeditivamente despachados para o primeiro incinerador. A câmara criou um "núcleo museológico" nos Prazeres. Qualquer dia, nos Prazeres só há o "núcleo", não há o cemitério. Uma pena."

Publicado por jf em 11:18 PM | Comentários (0)

CARRILHO ABANDONA VEREAÇÃO?

Manuel Maria Carrilho pode estar mesmo de saída do executivo da Câmara Municipal de Lisboa, onde é vereador sem pelouro atribuído. Ao que tudo indica, irá preferir sentar-se na bancada do Partido Socialista na Assembleia da República, colocando assim de parte as funções de vereador na autarquia lisboeta.

Tal como o NM noticiou na sua edição de ontem, Carrilho tem estado afastado da discussão de temas importantes para o município lisboeta. Quando esteve em aprovação o orçamento para 2006, o vereador socialista esteve no início da reunião camarária mas passado pouco tempo ausentou-se devido “a compromissos na Assembleia da República”. Já na última reunião camarária [realizada no dia 22 de Fevereiro] nem sequer compareceu, mesmo sabendo que em discussão estaria a aprovação de planos tão importantes como o Plano de Pormenor de Alcântara.

Contactado pelo NM, Dias Baptista, vereador socialista, referiu que, desta vez, a ausência do vereador Manuel Maria Carrilho deveu-se ao facto de “estar ausente no estrangeiro a preparar um trabalho a apresentar na Assembleia da República”.

Dias Baptista admite assumir papel de porta-voz

Questionado sobre se essas faltas são premunição de algo, Dias Baptista negou. “A ausência de Manuel Maria Carrilho das grandes discussões é uma coincidência. Não se pode tirar nenhuma conclusão política sobre estas faltas”, garantiu.

No entanto, a verdade é que Dias Baptista tem assumido o cargo de porta-voz do partido nas reuniões públicas da Câmara Municipal de Lisboa, quando Carrilho está em falta. E esta é uma situação que pode muito bem acontecer no futuro. O vereador “rosa” admitiu que na ausência do porta-voz natural, eleito pelo povo, “poderá chamar a si a responsabilidade desse papel”.

Fonte: Notícias da Manhã

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A DOIS MESES DE ABRIR O CASINO DE LISBOA...

“Contrato entre a Betandwin e a Liga de Futebol é nulo e ilegal”

A dois meses da abertura do novo Casino Lisboa, Mário Assis Ferreira, vice-presidente da Estoril Sol, diz que o número de casinos existente em Portugal é o ideal e que este equilíbrio não deve ser quebrado por falta de fiscalização. Críticas, duras, só mesmo ao Estado e à Betandwin, que acusa de estar a operar ilegal e clandestinamente no País. E ao Euromilhões, que induz nas gerações mais novas a ideia de que se “consegue ganhar a vida sem trabalhar”..

De que forma é que o Euromilhões está a afectar os casinos?
Nos termos em que está a ser maciçamente publicitado, quer pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), quer pelo sensacionalismo dos prémios, tem provocado inevitavelmente um impacto negativo sobre as apostas de casinos, ao nível da estagnação das receitas. Embora os públicos-alvo de um e outro sejam, na sua maioria, diferentes. Independentemente do impacto económico, o Euromilhões tem um impacto jurídico a curto prazo. Portugal tem mantido uma política coerente desde 1927, quando a exploração de jogos de fortuna e azar foi autorizada, que assenta no princípio de que o jogo deve ser contido. Mas, graças à pressão de alguns países da UE, por sua vez pressionados por operadores americanos que querem entrar na Europa, Portugal está na mira da tentativa de incluir o jogo na próxima directiva sobre comércio e serviços [Bolkestein]. Por isso, até 2010, o jogo pode ser liberalizado.

Antes disso, o Euromilhões vem, então, abrir um precedente...
Este concurso está e irá criar ao Governo português um enorme embaraço na defesa e preservação do princípio da soberania na aplicação da Lei do Jogo e na territorialidade da sua aplicação. A partir deste momento, é muito complicado para o Governo defender em simultâneo os monopólios que criou (casinos e jogos da SCML) e a publicitação maciça deste tipo de jogos. A SCML fez muito bem ao conseguir convencer o Governo da época [2004] a apoiar o Euromilhões, mas muito mais grave é o que se passa em relação à passividade e inoperância do Governo actual face aos casinos cibernéticos da Betandwin. Aqui, estamos perante uma flagrante ilegalidade e clandestinidade. E a publicidade que lhes é feita, a longo prazo, só beneficia os casinos. Vai-se difundindo na mentalidade portuguesa, especialmente junto dos menores de 18 anos, a ideia de que se consegue ganhar a vida sem trabalhar e que basta jogar em que quer que seja para se ser rico. Isso cria uma sensação de facilitismo que beneficiará os casinos no futuro por uma mentalidade quase “Casino Portugal, SA”. Quem me conhece, sabe que esta afirma ção é sincera.

Apesar dessa acusação, porque é que a Betandwin continua a fazer publicidade e a patrocinar a Superliga de futebol?
Basta conhecer a Lei do Jogo para perceber que aquele contrato com a Liga Portuguesa de Futebol (LPF) é nulo, ilegal e juridicamente inexistente. Apesar disso, o Governo teve necessidade de consultar a Procuradoria Geral da República (PGR), que confirma a ilegalidade do contrato. Segundo dados não oficiais, a Betandwin aumentou em 45% as suas receitas em Portugal a partir da altura em que começou a patrocinar a Liga. E, até hoje, o próprio Governo continua sem tomar uma posição sobre uma proposta da Associação Portuguesa de Casinos (APC) para a criação de casinos cibernéticos como extensão dos casinos físicos, tributados pelo Estado e inspeccionados pela Inspecção-Geral de Jogos (IGJ), entregue há um ano. É surpreendente que, numa campanha contra a fraude e evasão fiscais o Governo fique inactivo e assista a que a Betandwin, por meia dúzia de moedas pagas à LPF, gere receitas que vão para um paraíso fiscal, ficando o Estado a receber zero. Entre contrapartidas iniciais e anuais, os casinos da Estoril Sol pagam ao Estado 62% da sua receita bruta.

A APC pondera vir a pedir uma indemnização ao Estado?
Claro que sim. A APC está civilizadamente a socorrer-se de todos os meios para tentar resolver este problema. Os contratos de concessão em Portugal foram firmados pelas concessionárias por custos exorbitantes e que têm o seu fundamento na exclusividade de exploração de jogos de fortuna ou azar. Se os casinos cibernéticos desenvolvem uma actividade clandestina e se ainda por cima podem fazer publicidade em Portugal com a passividade do Governo, é evidente que o Estado vendeu às concessionárias por dezenas de milhões de contos um direito que afinal n ão tinha.

Nos outros jogos, qual é a percentagem que vai para o Estado?
Incomparavelmente inferior, sobretudo nos jogos sociais. Seguramente menos de 50%. A tributação paga pelos casinos é várias vezes superior à de qualquer outra tributação paga pelos bingos, jogos sociais ou outra qualquer modalidade de jogo em Portugal.

Além dos casinos cibernéticos e dos jogos sociais, há a concorrência dos casinos clandestinos. Ainda há muitos casos destes em Portugal?
Há muitas dezenas de casinos clandestinos no País. Só em torno do Estoril e de Lisboa, há 12. São casinos que muitas vezes estão numa habitação, funcionam numa suite de hotel e outros que estão institucionalizados e que toda a gente sabe onde estão. Têm sido feitos alguns esforços para aumentar a fiscalização e repressão, mas está longe de atingir resultados positivos. Um estudo do anterior Governo avaliava o valor do jogo clandestino, substitutivo do jogo social, em mais de 250 milhões de euros. Nos jogos de casino, o volume de receitas geradas pelos estabelecimentos clandestinos ultrapassa a receita dos próprios casinos legais. No total, os oito casinos terão uma receita aproximada de 300 milhões de euros. Tudo junto, são mais de 500 milh ões de euros.

Há espaço para novos casinos em Portugal?
Sem um controlo dos casinos clandestinos, diria que não há espaço sequer para os que existem hoje. Mas admitindo maior eficácia nessa contenção, diria que os que existem e os que estão autorizados não são demais e correspondem ao equilíbrio contido da oferta de jogos de casino. Algumas das novas concessões - Tróia, Lisboa, Chaves, São Miguel e Porto Santo - não terão grande viabilidade face às características da área de implantação.

A hipótese de a Serra da Estrela vir a ter um casino não faz, então, sentido?
Em nenhum dos aspectos. A localização daquele casino face à sua zona de influência não tem sustentabilidade económica, a menos que se tratasse de uma sala de jogos com serviços anexos, que representasse apenas um simples salão de apostas, perdendo qualquer significado como factor de promoção turística. Além disso, a zona de protecção concorrencial exclusiva do Casino do Estoril, com base nos contratos assinados com o Estado em 1934, fixa um raio de 300 km à volta do estabelecimento, que inviabiliza essa nova concess ão.

O casino de Tróia vai prejudicar os Casinos de Lisboa e do Estoril?
Era preciso estarmos muito distraídos para isso acontecer. A concorrência quando legal é saudável. E como também defendo o princípio de que tudo o que está bem é porque está obsoleto, bem vinda seja a concorrência, para que tudo o que tivermos feito bem, saibamos fazer ainda melhor e por antecipa ção.

Quais serão as diferenças entre o Casino Estoril e o de Lisboa?
Haverá uma complementaridade entre eles. Embora seja uma complementaridade concorrencial porque, como é evidente, quando lançarmos uma medida num temos de estar a lançar outra completamente diferente para contrabalançar o impacte da primeira.

Em quanto tempo pensa amortizar o investimento em Lisboa?
Em vários anos. Diria que a amortização de um investimento desta natureza se aproxima muito do fim do prazo da concess ão.

Quanto é que a Estoril Sol pagou de impostos em 2005?
Pagámos, aproximadamente, 100 milhões de euros em impostos.

Já há resultados do ano passado?
Ainda não fechámos as contas, mas as receitas cresceram 0,81% no Casino Estoril e 6% no da Póvoa. As receitas totais da Estoril Sol ainda não estão apuradas, mas as do jogo, que são 95% do total, atingiram 127,052 milhões de euros no Estoril, e na Póvoa ascenderam a 50,797 milhões de euros. No conjunto, são 60% das receitas dos casinos nacionais. Resultados positivos, mas modestos, já que tivemos um acréscimo de custos com actualizações salariais e racionalização de recursos humanos. A partir de Abril, o Casino Lisboa será uma fonte geradora de cash flow, onde a rentabilidade é mais fácil de atingir, dadas a sua leveza e flexibilidade operacionais. Estou convencido que 2006 será o prenúncio de uma fase claramente positiva da Estoril Sol.

Quantos trabalhadores têm neste momento
A Estoril Sol tem, aproximadamente, 800 trabalhadores no Estoril - há dois anos tínhamos mil. Na Póvoa também fizemos racionalizações importantes e, neste momento, não chegam a 300.

Existe um consumidor típico de casinos?
Existe um consumidor típico de cada um dos espaços de casino, excepto na sala de máquinas, onde se encontra um mosaico sociológico, a diversidade do País. Depois, no Casino Estoril, por exemplo, existe um consumidor típico para cada uma das áreas culturais e de lazer.

E o consumidor típico da sala de jogos tradicionais qual é?
É homem, com mais de 40 anos, bem sucedido na vida, diria mesmo abastado. Já ao nível da educação encontra-se uma miscelânea de pessoas com níveis superiores e outros que n ão possuem essa formação.


O Grupo Amorim é accionista e está na administração da Estoril Sol e está a lançar o casino de Tróia, que concorrerá com o de Lisboa e do Estoril. Esta situação é compatível?
O Grupo Amorim tem uma participação de 31,9% na Estoril Sol, através da Amorim Turismo, mas também possui o Casino da Figueira da Foz, para além do de Tróia. Jorge Armindo é administrador da Estoril Sol SGPS e Henrique Veiga foi, até há poucos dias, administrador das duas empresas e operações que controlam o Casino Estoril e o Casino da Póvoa. A concorrência é estimulante e saudável.
Ainda recentemente houve problemas pelo facto de poderem existir representantes de empresas concorrentes em órgãos sociais de uma empresa da área da energia…
São empresas com características diferentes e em sectores diferentes, até com problemas de nacionalidade. Neste caso a minha certeza é de que os representantes do grupo Amorim saberão sempre distinguir entre a defesa dos seus interesses na Estoril Sol e noutras empresas fora deste universo. Vejo esta ligação com optimismo.

Há alguma estratégia pensada em relação à internacionalização?
Está gizada e esteve para ser implementada. Chegámos a entrar num concurso público, que ganhámos, para um casino perto de Madrid. Foi interrompida apenas devido à fase macro-económica recessiva em Portugal e à oportunidade do Casino Lisboa. Uma vez terminado e posto a funcionar em velocidade de cruzeiro, será o momento de avançarmos com a política de internacionaliza ção.

Angola e Moçambique são uma possibilidade?
Não excluímos nada. Angola, Brasil e, pela vizinhança, Espanha, são os alvos mais lógicos. Em Espanha, teríamos de criar um antídoto às máquinas “draga perros” [espécie de slot machines] que estão difundidas por todo o lado. Ter-se-ia de implementar uma política que nos permitisse conduzir para Espanha os volumes de prémios que temos nas nossas slot machines - no Casino Estoril pagam-se por dia mais de um milhão de euros. No Brasil há que resolver a coexistência da proibição do jogo por motivos religiosos e a o jogo clandestino. Avançaremos quando tivermos solu ções maturadas.

Teme a concorrência dos norte-americanos, em particular dos homens de Las Vegas?
Não. De todo. Temo é a concorrência de lobbies que querem criar o equívoco que o jogo é uma actividade económica a ser divulgada e liberalizada como qualquer outra. Que qualquer operador da União Europeia venha instalar-se na primeira esquina e não tenha de pagar impostos ao Estado português, porque os paga no seu país de origem. Isso corresponderia, do o ponto de vista social, económico e tributário, a um verdadeiro desastre para Portugal, sem contar com os prejuízos e indemnizações que teriam de pagar às concessionárias de casinos.

O grupo chegou a interessar-se pelas corridas de de cavalos?
Nunca. Até lutámos muito contra elas, não por poderem representar contra-senso em relação à política de contenção. Nos termos em que foram aprovadas pelo último Governo - e que, felizmente, não foram promulgados pelo Presidente da República -, desenhavam um regime de concessão sui generis e iníquo, em que o concessionário não pagava nada ao Estado e, ainda por cima, se auto-financiava com o direito a, até ter tudo construído, poder fazer apostas na Internet sobre corridas de cavalos no estrangeiro. Isso levaria a o concessionário até atrasasse a construção, porque era mais económico e muito mais interessante.

Dentro do papel cultural dos casinos, a colecção Berardo fica em Portugal com o vosso patrocínio.
Sim, de forma algo indirecta. Nada mais justo do que uma colecção que vale 170 milhões de euros pudesse ficar resguardada por uma afectação das verbas que a nossa concessão do Estoril e do Casino Lisboa vai gerar, e que serão utilizadas pela câmara de Lisboa em promoção turística e cultural. Só nos sentimos orgulhosos por isso. Além disso, a amizade e admiração que tenho pelo comendador Berardo fará com que, seguramente, ele concorde em destacar dessa colecção uma parcela significativa para expor no hall central do Casino Lisboa no dia da inauguração, 19 de Abril.

Fonte: Semanário Económico

Publicado por jf em 05:04 PM | Comentários (1)

JOVENS ADEREM AO FADO

À"Tasca do Chico", na Rua do Diário de Notícias, no Bairro Alto, em Lisboa, ruma, todas as segundas e quartas-feiras, gente que quer ouvir e cantar fado. Quando o espaço lá dentro não chega, ficam à porta, à espera de que alguém saia para poderem tomar o seu lugar. A romaria de apreciadores, maioritariamente composta por portugueses, muitos jovens, e alguns estrangeiros a viver em Portugal, é a prova de que o fado está vivo e se recomenda.

Basta um passeio a pé pelas ruelas de um dos bairros mais típicos da capital, ponto de passagem obrigatória para quem gosta da vida da noite, para ver que a canção nacional continua a ter muitos aficionados. E engana-se quem pensa que são só turistas estrangeiros. Se isso é sobretudo verdade nas casas de fado, nas poucas tascas típicas que resistem ao passar dos anos são de Portugal os que querem apreciar o talento de fadistas e guitarristas.

Foi em 1994 que Francisco Gonçalves, natural de Amarante e a viver no Bairro Alto desde 1972, abriu a "Tasca do Chico". Trabalhava na "Adega Mesquita", conhecido restaurante e casa de fados do bairro, e começou a aperceber-se de que as tascas típicas estavam a fechar para dar lugar aos bares. "Era com pena que via isso". Com o "bichinho do fado", Chico decidiu aventurar-se e criar o seu próprio negócio, reservando duas noites por semana para o fado vadio.

Recortes nas paredes

Pegou num antigo armazém de queijos e charcutaria que abastecia os restaurantes do bairro e transformou-o no seu espaço. Não fez grandes mudanças. "O meu objectivo era fazer mesmo uma tasca". Limitou-se a pendurar nas paredes alguns recortes de jornais, notícias sobre fadistas, a maioria de publicações já extintas. Hoje, já lá estão recortes que falam da sua tasca e fotografias de fadistas e de gente conhecida que por ali passa.

"Entra aqui de tudo novos, velhos, pretos e brancos. Tanto vem o que dorme ali no Chiado e canta o fado, como a Mariza e o Camané", garante, mostrando, orgulhoso, uma fotografia assinada da fadista. "Eu não convido ninguém. Só os músicos. Quem quiser cantar aparece". "Há noites em que chegam a ser 30. Nem metade consegue", diz.

"Estou a meter água"

Chico garante que nunca gastou "um tostão em publicidade" e que a fama da casa - que já lhe granjeou várias reportagens, inclusivamente na televisão inglesa BBC - tem passado de boca em boca. Justificação "As pessoas sabem que aqui, mesmo que cantem mal, levam palmas".

Foi o que aconteceu ao senhor Reinado, 82 anos, presença assídua na tasca. Sentado na mesa dos músicos, aguardou pacientemente a sua vez de cantar. Mora na Rua de S. Bento e, sempre que a voz o deixa, aparece para um ou dois fadinhos. "Gosto da casa, do ambiente", diz, explicando que nasceu na Mouraria e, desde pequeno, se habituou a acompanhar o pai aos fados. "É da minha infância". Desta vez, a voz atraiçoou-o. "Vocês desculpem-me, estou a meter água", confessou ao público, que, ainda assim, o brindou com muitas palmas.

Sentados numa das poucas mesas de madeira estão Irina, uma russa de 29 anos, e Ivan, de 22, economista, ambos a viver em Lisboa. Bebem cerveja, depois mudam para sangria. No ar há cheiro a chouriço assado. Na mesa, hiperconcentrado na música, está Dean, croata, 31 anos. Os três amigos juntam-se frequentemente ali e até já conseguem trautear algumas letras. Dean garante que a tasca "é a melhor casa de fados de Lisboa. Os melhores guitarristas estão aqui".

Os fadistas sucedem-se uns atrás dos outros, apenas com breves paragens para descanso dos músicos. João Roque, "mestre de cerimónias" e também fadista, conhece-lhes as caras e chama-os quando chega a sua vez. "Com barulho não há fados! Agora escolham", grita para o público, a quem não se cansa de mandar calar. Se na tasca houver caras conhecidas do mundo do fado - nesta noite eram Pedro Moutinho, irmão de Camané, e Gonçalo Salgueiro, uma das novas vozes do fado - também são desafiados.

Nessa noite, a viola está entregue a Chico Borges e a guitarra portuguesa a José Manuel Duarte. Ambos concordam que o ambiente da tasca nada tem a ver com o das casas de fado. "É mais familiar, completamente informal", diz José Duarte, salientando que há muitos jovens que ali vão "porque sabem que podem cantar, sem reparos". Diz que para cantar fado, mais do que voz, "é preciso ter alma" e "saber contar uma história".

Chico Borges diz que a "Tasca do Chico deve ser das casas menos formais que existem" e considera que ali se está "mais perto da raiz do fado". "Até para nós se torna mais engraçado assim", atesta, explicando que é preciso saber lidar com o imprevisto para poder acompanhar os que sabem e os que não sabem cantar. "Aqui toca-se em cima da hora e do momento".

Velas fazem ambiente

Basta dar meia dúzia de passos, cruzar a esquina e virar para a Rua da Barroca para encontrar um outro ambiente de fado. No restaurante "O Faia" - casa aberta desde 1947 e inicialmente propriedade de Lucília do Carmo, mãe de Carlos do Carmo, que o explorou até 1980 - os imprevistos raramente acontecem. O fado, "servido" a partir das 21.30 horas, de segunda a sábado, está entregue a profissionais. A casa tem um grupo de quatro fadistas residentes, que asseguram o espectáculo. As suas fotografias estão expostas à entrada e, sempre que um deles não está presente, a moldura é retirada. Uma questão de seriedade e de respeito para com os clientes, explica Pedro Ramos, gerente do restaurante.

Dar máxima prioridade à gastronomia e apresentar fado de qualidade são as preocupações dos proprietários do "Faia", que é principalmente procurado por turistas estrangeiros. Cerca de 60% a 70% do total de clientes, que o descobrem através de roteiros e de pesquisas na Internet. Ainda assim, Pedro Ramos orgulha-se de ser "uma das casas que mais trabalham com portugueses". "É sinal de que as casas de fado não são só para turistas e que, afinal, não se come mal no fado", diz, admitindo que "durante alguns anos isso teve alguma verdade". "Acho que se está a retomar o bom caminho".

O ambiente é de requinte. À entrada, os clientes são recebidos com um aperto de mão e entregam os casacos, que são guardados no bengaleiro. Depois, são encaminhados para a sala, onde comem à luz de velas e com serviço esmerado. À hora certa, músicos e fadistas sobem ao palco, vestidos a rigor.

Amália chamou os jovens

Pedro Ramos diz que os clientes portugueses são "fixos" e que "os jovens vão vindo cada vez mais". Sendo ele jovem, não tem dúvidas em afirmar que a morte de Amália Rodrigues contribuiu para aproximar a juventude do fado. "Até quando faleceu D. Amália foi importante. Principalmente para esta faixa etária mais jovem, que não dava tanta importância ao fado e ao papel que ele presta à cultura e ao país".

Ir ao "Faia" ouvir fado não é, contudo, barato. Em média, 45 a 50 euros por pessoa, diz Pedro. Para os que não queiram jantar, a casa criou um outro preço, que permite assistir ao espectáculo e tomar uma bebida 17,50 euros. Também há pessoas que, tendo jantado noutros sítios, optam por ir ali comer a sobremesa, enquanto assistem ao espectáculo.

A existência de um público diversificado e a coexistência das tradicionais casas de fado com as tascas de fado vadio são a prova de que a canção nacional está de boa saúde. Já diz a letra "Enquanto houver Portugal e um coração de mulher, nunca o fado há-de acabar".

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 04:09 PM | Comentários (0)

A LER

A prisão domiciliária dos idosos de Lisboa, no Diário de Notícias.

Publicado por jf em 03:59 PM | Comentários (0)

A LER

O Chafariz Do Arco De S. Mamede, no Sétima Colina.

Publicado por jf em 03:52 PM | Comentários (0)

A LER

Interessante artigo no suplemento Actual do Expresso de ontem, sobre a perservação da Torre da Pela, no Martim Moniz. Inserida na muralha mandada construir por D. Fernando para defender a Lisboa medieval já extravasada da Cerca Moura, a Torre tem sobrevivido ao desastre urbanístico da praça e a vários executivos camarários. Para quando a recuperação da encosta oeste do Martim Moniz?

Publicado por jf em 03:37 PM | Comentários (0)

DERROCADA À VISTA HÁ TREZE ANOS

É a de um muro na Travessa do Costa, à R. Maria Pia. Aguarda-se intervenção camarária de preferência antes de um a tragédia, para evitar perda de vidas e bens e para evitar mais um tratado sobre a sociologia da tragédia em que somos tão bons.

Publicado por jf em 03:30 PM | Comentários (0)

O SOS EUROPA

Os cidadãos que querem evitar a demolição do cinema Europa têm um blogue. É aqui.

Publicado por jf em 03:26 PM | Comentários (0)

VISTAS DO TEJO (5)

O Mar da Palha.

Publicado por jf em 03:21 PM | Comentários (0)

VISTAS DO TEJO (4)

Visto de Alfama.

Publicado por jf em 03:19 PM | Comentários (0)

VISTAS DO TEJO (3)

A Lezíria ribatejana.

Publicado por jf em 03:17 PM | Comentários (0)

VISTAS DO TEJO (2)

Vista a partir do castelo do Almourol.

Publicado por jf em 03:15 PM | Comentários (0)

VISTAS DO TEJO (1)

Aldeia do Arrepiado, no concelho da Chamusca.

Publicado por jf em 03:12 PM | Comentários (0)

O TEJO

1009 quilómetros, 737 em Espanha e 272 em Portugal, 80.100 metros quadrados de bacia, 90 concelhos ribeirinhos em Portugal, com cerca de 3 milhões de habitantes.

Publicado por jf em 03:11 PM | Comentários (0)

ARRANCOU II CONGRESSO DO TEJO

O segundo Congresso do Tejo arranca hoje e decorrerá até Outubro, com várias sessões temáticas, para mostrar problemas e discutir soluções para o futuro aproveitamento das enormes potencialidades do maior rio ibérico.

A iniciativa começa com uma viagem de catamarã entre Lisboa e Vila Franca de Xira e uma sessão solene na Quinta Municipal de Subserra, próximo de Alhandra, promovida por uma comissão liderada pela Associação dos Amigos do Tejo (AAT). "Hoje encontramos um Tejo inquinado, abusado, delapidado e desprezado. Há que reagir a esta situação para voltar a ter um Tejo vivo e produtivo para o país", sustenta Carlos Salgado, presidente da AAT. Segundo refere, a associação pretende dar o seu contributo para que a actual situação do rio seja "corrigida" e procurou envolver diversos parceiros neste segundo congresso, visando promover uma reflexão e um debate alargados "para serem encontradas soluções, envolvendo as comunidades urbanas ribeirinhas, o poder político, os técnicos e cientistas, bem como as regiões de turismo e os empresários".

A AAT identifica pela menos dez razões que justificam a necessidade de reflectir sobre o Tejo e sobre a sua bacia hidrográfica, considerando que "na situação em que o país se encontra é inexplicável que um grande recurso como o Tejo não esteja a gerar riqueza". E sublinha que o rio tem "enormes potencialidades por explorar" e que "não tem havido vontade política nem engenho para fazer o seu cabal aproveitamento". No entender dos Amigos do Tejo, o grande rio "tem "donos" a mais, que insistem em permanecer de costas voltadas para ele, preocupados em defender o seu "quintal" sem visão e capacidade de fazerem um trabalho colectivo, útil e necessário". Por outro lado, a AAT julga que "é evidente a falta de coragem e iniciativa dos empresários, pequenos, médios e grandes, para investirem no Tejo", apesar dos "muitos valores que tem para oferecer ao nível dos patrimónios natural, histórico e cultural para o turismo, navegação, transportes e pescas entre outras actividades económicas, sem que o seu ambiente seja agredido". Reconhece, todavia, que, se o estado de degradação do rio "não for invertido já", pode "atingir uma situação tal que será incomportável recuperá-lo".

O primeiro congresso realizou-se em 1987. As entidades promotoras estão a desenvolver também um levantamento/inquérito sobre as condições do rio. A iniciativa culminará com uma sessão final prevista para Outubro.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 03:06 PM | Comentários (0)

ISTO PROMETE

De acordo com a edição de sexta-feira do jornal "Independente", o sócio e administrador da BragaParques, Domingos Névoa, garantiu ao advogado Ricardo Sá Fernandes, irmão do vereador da Câmara Municipal de Lisboa José Sá Fernandes, que o PS "não seria problema" para a conclusão do negócio da venda dos terrenos da antiga Feira Popular.

De acordo com o semanário, a conversa foi gravada pela Polícia Judiciária e permitiu indiciar Domingos Névoa pelo crime de corrupção. Ricardo Sá Fernandes terá servido nesta operação como "agente encoberto".

Segundo as transcrições das conversas, o construtor civil é ouvido a afirmar que José Sá Fernandes não teria de se preocupar com futuras tomadas de posição dos socialistas em relação ao negócio que envolve a venda dos terrenos da antiga Ferira Popular. "O PS já está (...)", garantiu Domingos Névoa a Ricardo Sá Fernandes.

O empresário de Braga assegurou a Ricardo Sá Fernandes, noutro ponto da conversa, que o irmão não ficaria isolado politicamente se aceitasse recuar na oposição ao negócio da Feira Popular. "Você não vê o que aconteceu no Vale de Santo António?", perguntou Domingos Névoa durante o encontro gravado pela PJ.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 03:05 PM | Comentários (0)

CML FISCALIZA OBRAS

A Câmara de Lisboa vai fiscalizar, nos próximos dois meses, todas as obras em curso na cidade, no âmbito de uma acção inédita realizada em colaboração com entidades como a Inspecção-Geral de Trabalho e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

A operação "não é uma caça à multa", mas sim uma "acção pedagógica", explicou Gabriela Seara, vereadora com o pelouro do Urbanismo.

"Os promotores têm de sentir que têm responsabilidade com as pessoas e que a Câmara Municipal de Lisboa está atenta".

A vereadora adiantou que a acção conta com a colaboração da Inspecção-geral de Trabalho, da Inspecção para a Segurança e Higiene no Trabalho, da Polícia Municipal e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

Os fiscais vão inspeccionar, entre outros aspectos, as licenças da obra, as condições de trabalho, de higiene e saúde e a legalização dos trabalhadores.

Os estaleiros também serão alvo de inspecção, conforme explicou Gabriela Seara. "Muitas vezes estão a ocupar o espaço público, atrapalhando a circulação das pessoas".

No final da operação será elaborado um relatório conjunto que será divulgado publicamente, ocultando apenas as questões que abrangem a confidencialidade das obras que estão em curso.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 03:03 PM | Comentários (0)

PS LISBOA PROCESSA FILIPE BATISTA

Miguel Coelho considera que a, alegada, atitude do camarada 'não é própria de socialistas'

As inconfidências do administrador da Bragaparques, Domingos Névoa, estão a agitar o PS. O líder da concelhia de Lisboa, Miguel Coelho, vai processar por difamação e difusão do segredo de justiça um camarada, Filipe Batista, subdirector do Gabinete de Relações Internacionais do Ministério da Justiça.

Filipe Batista é um dos membros da direcção do ‘site’ ‘www.clube-x.com’ que ontem fazia alarde da manchete de sexta-feira do ‘Independente’, que referia o caso da tentativa de corrupção do vereador do BE, José Sá Fernandes. No ‘site’ afirma-se que a capa do jornal “espelha bem o estado em que a estrutura Concelhia do PS se encontra”.

O caso remete para Outubro, numa reunião de Câmara, dois vereadores socialistas, abstendo-se, viabilizam a venda dos terrenos do Vale de S. António, em Chelas, ao construtor João Bernardino Gomes, já falecido. O ‘site’ frisa ainda que “no corpo da notícia são levantadas suspeições graves sobre a actuação dos vereadores Dias Baptista e Natalina Moura, reconhecidos como os ‘homens’ de mão de Miguel Coelho, o presidente do PS Lisboa”. E publica fotografias dos três visados: Dias Baptista, Natalina Moura e Miguel Coelho. Filipe Batista, lamentando a notícia, afirmou ao CM que a mesma não é da sua autoria. “Acho-a até, um pouco arrojada”, disse e questionou Coelho. “Não percebo como é que faz a ligação à minha pessoa. Eu pertenço a um ‘site’ que tem 60 colaboradores. Ele quer é assassinar-me politicamente porque eu assumi que apoio a candidatura de Leonor Coutinho à Concelhia”, alegou.

CANDIDATO A BENFICA

Filipe Batista, de 33 anos, foi candidato pelo PS à presidência da Junta de Freguesia de S. Domingos de Benfica, em Lisboa. Licenciado em Relações Internacionais e mestre em Desenvolvimento e Cooperação Internacional, foi nomeado, no passado dia 15, subdirector do Gabinete de Relações Internacionais do Ministério da Justiça. Antes esteve na Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM).

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por jf em 02:55 PM | Comentários (0)

REQUERIMENTO A CARMONA

José Sá Fernandes vai apresentar um requerimento ao presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, a solicitar uma relação dos negócios entre o município e a Bragaparques, empresa que acusa de o ter tentado subornar.

O vereador do Bloco de Esquerda (BE) não desiste e quer ver esclarecido o caso, apesar de rejeitada a moção nesse sentido que apresentou na reunião do executivo municipal. Em comunicado, o BE afirma que a maioria no executivo não quis "comprometer-se, mas, com este requerimento, não haverá outra hipótese senão aquela que sempre se pretendeu: relacionar todos os negócios entre a CML e as empresas municipais e a firma Brapaparques e empresas do respectivo grupo". E sublinham que "não se trata de uma questão partidária".

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 12:54 AM | Comentários (0)

TERIA SIDO O ROUBO DO SÉCULO

A Sé Patriarcal de Lisboa já estabilizou e reforçou os sistemas de vigilância e segurança para evitar a repetição de tentativas de roubo, como a que sucedeu na noite de terça-feira. Na altura, dois brasileiros estiveram prestes a apoderar-se da custódia de ouro e pedras preciosas que se encontra na sala do Capítulo do Tesouro da Sé. Mas foram apanhados em flagrante por agentes da Polícia Judiciária, que já sabiam do plano do furto e passaram a tarde escondidos na sala da custódia.

O terceiro cúmplice, também brasileiro, foi capturado no exterior da Sé, onde dava apoio e aguardava pelos dois comparsas. Os três homens, com idades entre os 23 e os 38 anos, planearam bem o golpe, escolhendo um período em que autoridades policiais e quase toda a gente estava de olhos postos no Estádio da Luz, onde decorria o jogo entre o Benfica e o Liverpool.

"Entraram na Sé pelas 20.00, uns 15 minutos depois de ter começado o jogo de futebol", revelou ao DN o responsável pelo Tesouro da Sé, Joaquim de Castro Lopes. Não entraram pela porta principal, mas sim por escalamento, e "tiveram de passar por sete portas - umas foram abertas com chaves e outras arrombadas - até chegarem à sala do Capítulo", explicou.

Na sua opinião, "eles sabiam bem o que queriam, pois foram directos à custódia, ignorando várias peças bastante valiosas de um espólio riquíssimo e dos melhores da Europa", que se encontram no corredor de acesso à sala do Capítulo.

Já naquela sala, os dois intrusos depararam com um par de resistentes portadas de madeira fechadas à chave, atrás das quais se perfilam uma grade de ferro também trancada à chave, uma estrutura de vidro resistente e uma burra - cofre de ferro - com quatro trancas fechadas com quatro chaves diferentes distribuídas por quatro pessoas. "Só juntando as quatro pessoas é possível abrir este cofre onde se encontra a custódia", esclareceu.

Os dois foram apanhados pelos agentes da PJ "quando estavam à procura das chaves. Traziam rebarbadoras e outros materiais cortantes para arrombar as portas e grades", contou o mesmo responsável.

Revelou que os suspeitos tinham antecipadamente contactado comerciantes de obras de arte para avaliar hipóteses de transaccionar a custódia, mas estes denunciaram-nos às autoridades.

Para Castro Lopes, se a custódia fosse levada, este "seria o roubo do século, não só em Portugal, mas a nível mundial".

Fonte: Diário de Notícias




Publicado por jf em 12:52 AM | Comentários (0)

O CANEIRO (1)

Ocaneiro de Alcântara não constitui para já uma preocupação premente e há menor probabilidade de acidentes depois das obras já realizadas, garantiu ao DN o director municipal de Obras e Infra-Estruturas de Saneamento da Câmara de Lisboa.

Depois dos sustos mais recentes relacionados com fracturas graves na estrutura, como o que se registou em Campolide em 2003, quando um autocarro foi literalmente engolido pela terra, o município de Lisboa, em colaboração com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), lançou um estudo ao estado de conservação do caneiro, em toda a sua extensão. Simultaneamente foram desenvolvidas intervenções de reabilitação nos pontos considerados críticos pelo levantamento realizado.

Publicado por jf em 12:49 AM | Comentários (0)

O CANEIRO (2)

Antes, notícias alarmantes chegaram a dar conta, em Setembro do ano passado, de uma eventual ameaça à Ponte 25 de Abril em virtude de um possível abatimento do caneiro de Alcântara. Na altura, o presidente do LNEC, Carlos Matias Ramos, desmentiu a notícia publicada pelo semanário Tal & Qual , que avançava que, segundo um relatório daquele laboratório, a ligação ferroviária que atravessa o Tejo estaria em risco de colapso.

Publicado por jf em 12:46 AM | Comentários (0)

O CANEIRO (3)

Passada a polémica, a autarquia de Lisboa deverá, no próximo dia 8 de Março, analisar e votar a proposta para o lançamento de um concurso destinado à reparação do denominado ramal de Sete Rios, numa extensão de 500 metros. A obra está orçada em 2,5 milhões de euros.

"As obras realizadas até agora, as que estão em curso e as que ainda vamos lançar até ao final do ano permitem-nos dizer que no caneiro de Alcântara há menor probabilidade de acontecerem incidentes como os de há dois anos", sublinhou Silva Ferreira.

Publicado por jf em 12:45 AM | Comentários (0)

O CANEIRO (4)

Reparação no troço antigo

Logo a seguir aos episódios de 2003, em que foram registados casos preocupantes de colapsos parciais na estrutura, a autarquia lançou empreitadas de reparação, sobretudo no troço mais antigo do caneiro, entre a Estação de Campolide e Alcântara. Primeiro na Estação de Campolide e depois no Bairro da Liberdade, junto ao Eixo Norte/Sul.

As obras no ramal de Sete Rios, junto às Twin Towers, já serão de outra natureza. "Estes trabalhos já não têm um carácter de urgência, mas antes de prevenção. São pequenas fissuras que foram detectadas e que se se mantivessem sem conservação poderiam daqui a uns tempos provocar graves patologias no caneiro, fazendo-o degradar-se rapidamente. Estamos, por isso, um passo à frente", acrescenta aquele responsável municipal. A obra do braço de Sete Rios, a cargo da Câmara Municipal de Lisboa, implica a reparação, consolidação da soleira e construção de acessos.

Publicado por jf em 12:44 AM | Comentários (0)

O CANEIRO (5)

Causas internas e externas

As principais doenças que atacam o caneiro têm causas internas e externas. Das causas internas destaca-se o desgaste na soleira, provocado pelos intensos caudais que este colector unitário (águas pluviais e residuais) recebe. As intervenções urbanísticas realizadas próximas do caneiro, desrespeitando os afastamentos necessários, são na maior parte dos casos responsáveis pelas causas externas. "Muitas vezes nem são as fundações dos prédios que prejudicam o caneiro, mas sim as movimentações de terras que se fazem na fase construtiva", sublinha Silva Ferreira, lembrando por exemplo que no caso do braço de Sete Rios foi detectada carga excessiva de terras sobre a abóbada do caneiro. "A estrutura, dimensionada para ter três metros de terra em cima, tinha na realidade 20".

Publicado por jf em 12:43 AM | Comentários (0)

O CANEIRO (6)

É claro que a ausência de manutenção e conservação periódicas também não ajuda à vida útil deste tipo de infra-estruturas. Uma obra como esta tem, segundo os livros uma durabilidade de 40 anos, contudo, o caneiro, que já conta com mais de 60, registou ao longo dos anos obras de conservação a um ritmo intermitente. O estudo do LNEC-CML incide sobre os dez quilómetros do traçado do caneiro, mas até agora foram apenas escrutinados cinco quilómetros, os mais antigos e em pior estado de conservação.

A actualização dos dados foi feita através da recolha com recurso a GPS, topografia e inspecções visuais. Os dados recolhidos nas secções inspeccionadas ficaram registados e cartografados com apoio do sistema de informação geográfica (SIG), o que permite intervenções mais rápidas a posteriori.

Publicado por jf em 12:42 AM | Comentários (0)

O CANEIRO (7)

Parte significativa do caudal que passa no caneiro de Alcântara é tratada pela Estação de Tratamento de Águas Residuais de Alcântara, posteriormente é lançado no rio Tejo.

Este ano as obras no caneiro de Alcântara deverão implicar um investimento global de 4,3 milhões de euros, sendo 2,5 milhões inteiramente provenientes do orçamento municipal. Os restantes 1,8 milhões de euros são suportados pela Simtejo, Câmara Municipal de Lisboa e Refer.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 12:41 AM | Comentários (0)

fevereiro 25, 2006

PJ SALVA TESOURO DA SÉ

A Custódia da Sé de Lisboa, uma peça do século XVIII, de valor incalculável e que não deixa a sala do tesouro há mais de 60 anos, esteve quase a ser roubada na terça-feira à noite, quando Portugal inteiro estava entretido com o jogo entre o Benfica e o Liverpool.

Os ladrões, três brasileiros, tinham o golpe estudado ao pormenor. Um ficou na rua, à espera, e os outros dois avançaram. Treparam a parede, forçaram portas e grades e subiram a escada fria de pedra. Mas quando chegaram à sala, nem sequer viram o brilho do ouro nem dos diamantes. A Polícia estava à espera.

“Nem queriam acreditar.” Foi assim que uma fonte policial descreveu ao Correio da Manhã a cara dos assaltantes quando encontraram os inspectores da Judiciária. Afinal, o golpe que estavam a preparar há dias falhara no último instante. E a custódia, única no Mundo, 17 quilos e 94 centímetros de ouro e pedras preciosas, permanecia intocada, atrás de grades e portas de madeira.

No entanto, o golpe do século tinha tudo para dar certo. Os três brasileiros, com idades entre os 23 e os 38 anos, escolheram a hora do jogo entre o Benfica e o Liverpool, na terça-feira, para entrarem na Sé de Lisboa. Havia pouca gente na rua e muitos polícias destacados para a segurança no Estádio da Luz. Na prática, estavam à vontade para operar.

A Polícia conta que um dos ladrões ficou na rua, junto à igreja, “a assegurar aspectos logísticos” para a concretização do roubo. Os cúmplices entraram, por escalamento e com a ajuda de uma chave falsa. avançaram, na escuridão, até à sala do tesouro pela escadaria e sentiram que o ‘prémio’ estava mais perto do que nunca.

Mas um erro cometido alguns dias antes deitou tudo a perder. Na preparação do roubo, os ladrões tinham consultado vários comerciantes de obras de arte para saberem quanto poderia valer a custódia. Talvez tenham ouvido “incalculável”, como disse ao CM Joaquim de Castro, director da sala do tesouro. Ou “impossível de determinar”, nas palavras, também ao CM, de Augusto Revez, da Leiloeira RR. Certo é que decidiram avançar.

Só que as informações foram mais rápidas. Em conjunto com os responsáveis da Sé de Lisboa, a PJ montou a armadilha. Não só colocou inspectores à volta da igreja, como também no interior da sala. Depois, foi um jogo de paciência. E, tal como no Estádio da Luz, onde o golo da vitória chegou aos 84 minutos, o golpe decisivo da Polícia ficou reservado para os metros finais.

TRÊS PADRES, TRÊS CHAVES, TRÊS LADRÕES

O cofre original que guarda a custódia tinha três chaves, cada uma entregue a um padre, para que nunca fosse aberto por uma só pessoa. A peça de ourivesaria, da autoria do ourives Joaquim Caetano de Carvalho, foi encomendada por D. João V, em 1748, mas seria D. José I a entregá-la, 12 anos depois. Trata-se de uma obra sem paralelo no Mundo, em ouro e ornada com 4120 pedras preciosas, algumas delas raras. Mede 94 centímetros e pesa 17,209 quilos. “O roubo já seria grave, mas muito pior seria se a peça fosse derretida para vender”, disse ao CM fonte policial. Joaquim de Castro, director do tesouro da Sé, nem quer pensar nisso. Segundo o responsável, “apesar dos inúmeros pedidos que chegam de todo o Mundo, a custódia não deixa a sala há 66 anos”. A última vez foi em 1940, pela mão do cardeal Cerejeira. “É uma obra única, repleta de elementos religiosos e significado”, explicou o director. Os estragos causados pelos três ladrões na tentativa de a roubarem, na terça-feira, obrigaram os responsáveis a fechar a Sé nos dois dias seguintes.


Fonte: Correio da Manhã

Publicado por jf em 08:54 PM | Comentários (0)

TERRAMOTO: RELATOS ON LINE

Uma das obras mais consultadas no Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (INA/TT), o «Dicionário Geográfico» de 1758, com relatos de párocos sobre a devastação do grande terramoto no país, já está acessível no «site» do organismo na Internet.

A digitalização dos 44 volumes da obra, encomendada na época pela Academia de Ciências de Lisboa, é um exemplo da estratégia da nova direcção do Instituto de «tornar cada vez mais acessíveis ao público os arquivos» da Torre do Tombo.

Em entrevista à Agência Lusa, Silvestre Lacerda, presidente do IAN/TT, justificou que esta estratégia da entidade se baseia no princípio de que «a salvaguarda dos documentos é tão importante como a sua difusão».

«Queremos continuar a digitalizar a informação para facilitar a consulta pública, mas, ao mesmo tempo, estruturá-la, para não reproduzir o mesmo paradigma do papel. Não queremos reunir apenas um amontoado imagens», ressalvou.

Este «Dicionário Geográfico» tem a particularidade de ter sido elaborado com base nas descrições dos párocos das 4.168 freguesias do país, na sequência da devastação provocada pelo grande terramoto de 1755.

Na sequência da destruição, a Academia das Ciências pediu o auxílio da Igreja Católica, que, por seu turno, solicitou aos padres que descrevessem as freguesias antes e depois do terramoto.

O resultado, compilado na altura por ordem alfabética pelo padre Luís Cardoso, é ainda hoje uma das obras mais procuradas no IAN/TT, tendo sido no início deste ano disponibilizada em http://www.iantt.pt(temporariamente no endereço http://ttonline.iantt.pt.

Este trabalho de tratamento e integração dos arquivos teve a colaboração da Sociedade Genealógica de Utah, nos Estados Unidos, que realizou a digitalização dos microfilmes existentes.

«A intenção da Academia era saber o estado em que o país ficou após o terramoto, o seu impacto na generalidade do território, mas o resultado acabou por ir mais longe do que isso», explicou à Lusa Silvestre Lacerda.

Os 44 volumes têm informações sobre rios, serras, a história da freguesia, as produções locais, resultando num «retrato bastante detalhado» do Portugal da época.

«Todas as monografias sobre a história local de freguesias do país recorrem a esta informação, que é particularmente rica», avaliou Silvestre Lacerda.

Os documentos são muito solicitados por investigadores das áreas do ordenamento do território e cartografia, professores de história e geografia, mas também por muitas pessoas que têm curiosidade em relação à história da sua freguesia.

As memórias paroquiais de 1758 também são muito consultadas para resolver conflitos legais entre freguesias, por exemplo, relacionados com as delimitações administrativas.

«Estes documentos não têm só uma componente da memória da História, mas uma grande importância nos direitos dos cidadãos, na prova e autenticidade dos registos», salientou o director do Instituto, observando que esta é uma actividade menos conhecida dos arquivos.

«Anteriormente estas pessoas tinham de deslocar-se de todo o país ao Instituto para consultar estes dados e pedir a sua reprodução.

A partir de agora todo esse processo passa a ser mais simples, com o seu acesso na Internet», salientou.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 02:40 PM | Comentários (0)

TORRE DO TOMBO: O QUE LÁ SE PROCURA

De acordo com dados de 2005, a Torre do Tombo recebeu uma média diária de 80 leitores, num total de 20.585 nesse ano, que resultaram em 86.200 requisições aos serviços.

De 2004 para 2005, ainda segundo dados dos serviços, verificou- se um aumento de cerca de vinte por cento na procura de documentos, números que não contemplam as dezenas de pessoas que se dirigem à Torre do Tombo, mas são depois encaminhadas para outros arquivos.

Silvestre Lacerda sublinha que a colocação dos documentos na Internet, além dos ganhos na eficiência e eficácia dos serviços, proporciona uma maior disponibilidade para outros pedidos, «ainda com a vantagem da enorme poupança de papel».

Outros documentos muito procurados na Torre do Tombo são os antigos registos das chancelarias, que contêm todos os actos régios registados, a documentação da Inquisição e, mais recentemente, os arquivos do Estado Novo, particularmente o de António Oliveira Salazar.

No âmbito da estratégia de digitalização da documentação que a Torre do Tombo tem à sua guarda, há outros projectos em curso, segundo o director, nomeadamente dos arquivos do Tarrafal, que será feita em breve em conjunto com o Arquivo de Cabo Verde.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 02:39 PM | Comentários (0)

25 DE FEVEREIRO DE 1955

É fundado, em Lisboa, o Centro Hellen Keller.

Publicado por jf em 02:28 PM | Comentários (0)

SAI EM MARÇO

Um livro de Carlos Consiglieri, editado pela Dinalivro, sobre a toponímia de Marvila.

Publicado por jf em 02:25 PM | Comentários (0)

fevereiro 24, 2006

PS DESMENTE O INDEPENDENTE

O líder da bancada municipal do PS de Lisboa, Miguel Coelho, negou hoje a existência de qualquer negociação com a empresa Bragaparques, em reacção a uma notícia publicada hoje pelo jornal "Independente".

"O PS nega que esteja envolvido em qualquer acordo de negociação com a empresa Bragaparques", afirmou à agência Lusa o também deputado socialista Miguel Coelho, manifestando-se indignado com a notícia do semanário, que disse conter "acusações graves".

A manchete do semanário envolve os vereadores socialistas no caso da alegada tentativa de corrupção do vereador apoiado pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, por parte da Bragaparques.

Com o título "O PS já está", o jornal noticia que o sócio e administrador da Bragaparques Domingos Névoa garantiu que os vereadores socialistas em Lisboa não seriam um obstáculo ao negócio que envolve a venda dos terrenos da antiga Feira Popular.

O empresário da Bragaparques é acusado de oferecer uma quantia em dinheiro (200 mil euros) a José Sá Fernandes para que este retirasse a acção judicial que interpôs contra o negócio feito entre a autarquia e a empresa.

Segundo o jornal, na transcrição das conversas gravadas pela Polícia Judiciária entre Domingos Névoa (que foi indiciado pelo crime de corrupção) e o advogado e irmão de José Sá Fernandes, Ricardo Sá Fernandes (que serviu de "agente encoberto" numa operação dirigida pela PJ), o empresário afirma que o autarca não teria de se preocupar com futuras tomadas de posição dos socialistas em relação ao negócio que envolve a venda daqueles terrenos.

Para o deputado socialista Miguel Coelho, trata-se de "uma notícia montada".

"A capa não corresponde ao conteúdo. São acusações graves e na devida altura agiremos. Somos os principais interessados em que esta questão seja esclarecida. Exijo que seja esclarecida", afirmou Miguel Coelho.

O deputado socialista afirmou também que o PS espera que a Procuradoria-Geral da República investigue em pormenor todo o processo.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 08:30 PM | Comentários (1)

CARLOS DO CARMO NA AULA MAGNA

Um espectáculo de Carlos do Carmo e da Sinfonietta de Lisboa assinalam, 08 de Março, a reabertura da Aula Magna da Reitoria de Lisboa, após obras de remodelação realizadas recentemente no local.

Em declarações à agência Lusa, Isabel Becho, das Relações Públicas da Reitoria da Universidade de Lisboa, disse que as obras foram da responsabilidade do arquitecto Daciano Costa, falecido em 2005.

Trata-se das primeiras obras realizadas na Aula Magna desde a abertura do espaço em 1961, acrescentou, sublinhando que a remodelação ainda não está concluída.

O telhado, a instalação eléctrica, os camarins, as tribunas e as doutorais foram as áreas da sala que sofreram remodelações, faltando ainda colocar cadeiras novas no resto da sala, referiu ainda Isabel Becho.

Além da Sinfonietta de Lisboa, Carlos do Carmo - que irá interpretar fados com arranjos de Bernardo Sassetti, Pedro Moreira e Vasco Pearce de Azevedo - é acompanhado por Ricardo Rocha na guitarra portuguesa, Diogo Clemente na viola, e José Marino Freitas no baixo.

As entradas para o espectáculo são livres, mediante levantamento do convite com 48 horas de antecedência do espectáculo.

Fonte: Lusa

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EM DEFESA DO EUROPA

O movimento de cidadãos SOS Cinema Europa lamentou quinta-feira que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) tenha autorizado a transformação do prédio num imóvel de habitação, ao contrário do projecto cultural e cívico que os moradores propunham.

O movimento promoveu quinta-feira à noite uma reunião com a população de Campo de Ourique para debater o futuro do Cinema Europa, cuja demolição já foi autorizada pela Câmara Municipal e que deverá dar lugar a um edifício de habitação.

Há cerca de um ano, o grupo de cidadãos propôs o aproveitamento do edifício para fórum cultural multifuncional, incluindo uma biblioteca com secção infantil e para adultos, um auditório com cerca de 250 lugares para espectáculos, cinema, teatro, música e congressos, um espaço polivalente para colóquios e exposições, além de um espaço comercial.

Segundo o vereador da Cultura, José Amaral Lopes, que esteve presente no encontro, a CML chegou a acordo com o proprietário privado do prédio, que deverá ceder um espaço de cerca de 3.000 mil metros quadrados, no interior, destinados a fins culturais, mantendo a valência habitacional no resto do edifício.

O responsável autárquico garantiu que a CML irá pagar esse espaço e financiar a recuperação e adaptação às valências culturais, adiantando que a futura ocupação do espaço, "dentro dos objectivos propostos pelo movimento", dependerá de estudos a realizar pelos serviços municipais e pelo arquitecto responsável, Júlio Quaresma.

No final do encontro, João Paulo Baltazar, do SOS Cinema Europa, lamentou que "a Câmara entenda que não é possível resguardar todo aquele volume para actividades culturais e cívicas".

"Percebemos que foi uma opção política a Câmara não aceitar a nossa proposta", sustentou Manuel Queiroz, do mesmo movimento.

Os elementos do SOS Cinema Europa reiteraram a sua posição quanto ao futuro do espaço.

"Defendemos sempre o mesmo projecto de um espaço multi-funcional que sirva vários públicos", afirmou João Paulo Baltazar.

Durante a reunião, o vereador Amaral Lopes lembrou que o edifício é propriedade privada.

"Quando estamos a lidar com o património dos outros, temos de ponderar", sustentou Amaral Lopes, afastando a possibilidade de a Câmara de Lisboa adquirir o imóvel.

"O privado tem um direito de construção, que valorizou o edifício. A autarquia teria de comprar o cinema por um valor que não justificaria o interesse público", disse o vereador, defendendo ser "possível conciliar" o interesse da população, de ter ali um espaço cultura, com os direitos do proprietário.

Amaral Lopes lembrou que pareceres técnicos não apontaram para a necessidade de preservar o edifício e sublinhou que a Câmara de Lisboa pretende revitalizar o antigo Cinema Paris, também em Campo de Ourique, "onde não há limitações técnicas para fazer um teatro, ao contrário do Europa".

"Aquele equipamento, como está, não é o mais adequado. Há outras alternativas mais benéficas para a cidade", frisou Amaral Lopes, apesar de os moradores presentes garantirem que não fazem questão de ter ali um teatro.

O vereador garantiu que o edifício do Cinema Europa irá acolher um auditório e um espaço polivalente, cuja ocupação será definida pelos serviços municipais, sendo uma das hipóteses admitidas a instalação da videoteca.

Também a escultura que existe actualmente na fachada do prédio será preservada, afirmou Amaral Lopes. Durante o encontro, vários moradores criticaram os anteriores executivos municipais por não terem garantido a compra do edifício pela autarquia.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:18 AM | Comentários (0)

IOLANTA NO S. CARLOS

Iolanta, a última das 11 óperas compostas por Tchaikovsky, tem esta sexta-feira à noite, no Teatro São Carlos, em Lisboa, a primeira audição em Portugal.

Com início agendado para as 11:00 horas, Iolanta será apresentada em versão de concerto, sob a direcção de Vladimir Fedoseyev, tendo no elenco nomes como Piotr Beczala (que interpreta o papel de Vaudémont), Benno Schollum (Rei René) e a jovem soprano Irina Lungu (Iolanta).

Participam ainda os cantores Andrey Breus (Robert), Pavel Kudinov (Ibn-Hakia) e Liliana Bizineche (Martha).

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 10:15 AM | Comentários (0)

EXPOSIÇÃO INÉDITA HOJE NO CCB

A maior e mais completa exposição das últimas décadas sobre a obra da pintora mexicana Frida Kahlo (1907- 1954), cujos quadros nunca foram exibidos em Portugal, abre hoje no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

Vinte e seis quadros, fotografias, diários, vestidos semelhantes aos que usou e outros objectos pessoais integram esta exposição, cujo conteúdo foi disponibilizado pelo Museu Dolores Olmedo Patiño.

Depois de ter passado pela Tate Modern de Londres e a Fundación Caixa Galicia, em Santiago de Compostela, a exposição ficará a partir de hoje no CCB até 21 de Maio.

Passados 51 anos sobre a sua morte, a pintura de Frida Kahlo continua a despertar um grande interesse do público, atraído pelo dramatismo de uma pintura marcada pelo sofrimento físico devido à doença e relações amorosas complexas.

Entre 1926, quando pintou o seu primeiro auto-retrato, e a sua morte, quase trinta anos depois, Kahlo produziu cerca de duas centenas de quadros.

A relação amorosa com o pintor muralista mexicano Diego Rivera impulsionou a sua carreira, mas Frida Kahlo viria a consolidar a sua obra e a tornar-se a pintora mexicana mais conhecida em todo o mundo, conseguindo expor os seus quadros, ainda em vida, nomeadamente no meio artístico de Nova Iorque.

Amante da cultura tradicional mexicana, em especial do legado Azteca, esta artista autodidacta descreveu o seu drama pessoal através da figuração e de cores intensas, chegando a ser inserida pelos críticos no movimento Surrealista.

"Pensaram que eu era Surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade", disse um dia Frida Kahlo.

Aos 16 anos, quando seguia para a escola num autocarro, sofreu um acidente de viação que a forçou a ficar acamada durante muito tempo, mas essa situação infeliz proporcionou as condições para começar a pintar.

Devido ao grave acidente sofrido, a artista passou grande parte da sua vida imobilizada, foi alvo de diversas operações, não conseguiu ter filhos, como muito desejou, e padeceu sempre de dores fortes.

Este sofrimento é expresso em quadros como "A Coluna Partida" (1944), "O Camião" (1929), "Unos Quantos Piquetitos" (1935), "Hospital Henry Ford" (1932) e "Auto-Retrato com Macaco" (1945), que integram a exposição.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:04 AM | Comentários (0)

LEONOR COUTINHO DESAFIA MIGUEL COELHO

Leonor Coutinho anunciará formalmente a sua candidatura à liderança da concelhia do PS de Lisboa no dia 1 de Março, estando previsto que a ocasião sirva também para dar a conhecer alguns dos seus projectos para aquele órgão.

Segundo avança a edição desta sexta-feira do jornal Público, a deputada terá «oficializado» a decisão de se candidatar num jantar com apoiantes, realizado na terça-feira, em Campo de Ourique, em Lisboa, sendo que, na quarta-feira à noite, voltou a reunir-se com militantes socialistas no Sindicato do Voo.

Contactada pelo Público, a antiga secretária de Estado da Habitação não quis explicitar se vai concorrer às eleições de 17 de Março, embora afirme que «cada vez é mais provável». No entanto, também frisou que se «comprometeu a não tomar uma decisão definitiva» antes do Carnaval.

Leonor Coutinho remeteu a sua posição para 1 de Março, avançando, porém, que nesse dia poderá descortinar algumas «ideias» do seu projecto para a concelhia socialista da capital. As listas concorrentes terão de ser apresentadas até 7 de Março.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 09:56 AM | Comentários (0)

fevereiro 23, 2006

LISBOA ENVELHECIDA

Lisboa é a cidade mais envelhecida do país, com um quarto da população com mais de 65 anos e cerca de 34 mil idosos a viver isolados, revelou quinta-feira o vereador da Acção Social da Câmara Municipal.

Segundo dados do Censos de 2001, Lisboa tem cerca de 136 mil idosos, um número que torna a capital portuguesa a nona cidade mais envelhecida da Europa.

Os números foram hoje adiantados à agência Lusa pelo vereador da Acção Social da autarquia lisboeta, Sérgio Lipari Pinto, à margem da cerimónia de encerramento das II Jornadas Formativas de Saúde e Bem-Estar, em Lisboa.

Afirmando-se preocupado «com os indícios de pobreza, exclusão e isolamento», o vereador anunciou que pretende criar um serviço de atendimento social integrado, uma espécie de loja do cidadão para as questões sociais da cidade.

«Um munícipe que tem um filho com trissomia 21, alguém que precisa de uma cadeira de rodas, um idoso que quer saber onde existem lares. Onde é que estas pessoas se dirigem para pedir isto?», exemplificou.

Na opinião do responsável, é necessário criar um «centro de divulgação para as questões sociais», um espaço que concentre todas as entidades públicas e privadas que trabalham na área da acção social, permitindo dar uma resposta mais eficaz aos cidadãos.

A medida implica, sustentou, a criação de uma rede social na capital, uma iniciativa já anunciada por Lipari Pinto, que articule o trabalho das instituições, do Governo e da autarquia.

A Câmara pretende ainda constituir conselhos locais de acção social e comissões sociais de freguesia, que deverão criar programas mais adequados às realidades locais.

«O primeiro objectivo é realizar um diagnóstico social único das situações sociais na cidade», de forma a «prestar respostas mais adequadas e evitar sobreposições de valências», salientou.

No âmbito das jornadas, que decorreram quarta e quinta-feira em Lisboa, o vereador considerou que a cidade não pensa na relação entre o idoso e o espaço público: «devia haver mais iluminação, a sinalética devia ser mais visível», exemplificou.

O vereador acredita que os idosos da cidade devem ser encarados «como catalisadores», defendendo que «é preciso conferir-lhes saúde, autonomia e provar-lhes que podem ser empreendedores», colaborando, nomeadamente, em acções de voluntariado.

A mesma ideia foi apontada pelo presidente da Câmara Municipal, António Carmona Rodrigues, que sublinhou que os idosos «devem sentir-se activos e úteis à sociedade», e propôs a criação de campanhas «para não deixar cair a questão dos idosos no esquecimento».

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 08:30 PM | Comentários (0)

CML NÃO QUER ENCERRAMENTO DA D. JOÃO DE CASTRO

A Câmara de Lisboa vai pedir ao Ministério da Educação que suspenda qualquer decisão de encerrar a escola secundária D. João de Castro, em Alcântara, uma medida que o executivo repudiou quarta-feira em reunião camarária.

O executivo presidido por António Carmona Rodrigues (PSD-CDS/PP) aprovou por unanimidade quarta-feira à noite, em reunião pública, uma proposta do vereador José Sá Fernandes (Bloco de Esquerda) que repudia "o hipotético encerramento" da escola secundária, que tem sido muito contestado pela comunidade educativa.

Em causa está o anúncio do encerramento da D. João de Castro e a sua consequente fusão com a escola Fonseca de Benevides, uma informação que os responsáveis da escola e o presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, José Godinho (PCP), dizem ter sido transmitida pela Direcção-Regional de Educação de Lisboa (DREL), numa reunião no dia 10.

A notícia causou grande apreensão, já que alunos, professores e pais alegam que a D. João de Castro tem excelentes condições, enquanto afirmam que a Fonseca de Benevides está mais degradada e sustentam que os projectos educativos dos dois estabelecimentos não são compatíveis.

Os eleitos do PS e o vereador responsável pela Educação, Sérgio Lipari Pinto, salientaram durante o debate que ainda não existe uma decisão quanto ao futuro da escola.

Os vereadores reconheceram as boas condições da escola secundária, e reclamam que qualquer reordenamento da rede escolar em Lisboa seja realizado "com a comunidade educativa e em diálogo com a Câmara de Lisboa".

Os vereadores da CDU apresentaram também uma proposta, que foi aprovada por unanimidade, e que pede à DREL a "suspensão de qualquer decisão unilateral (Ó) até à instalação e funcionamento do Conselho Municipal de Educação", um órgão que, de acordo com a lei, deve ser interlocutor do Ministério da Educação sobre a organização da rede escolar.

Segundo Lipari Pinto, o início do funcionamento deste Conselho Municipal está previsto para Março.

Os vereadores decidiram ainda "constituir uma comissão integrada por todas as forças políticas da Câmara Municipal" que procurará "obter da DREL todos os esclarecimentos relacionados com as medidas anunciadas para as duas escolas e a respectiva fundamentação".

Na opinião do vereador do PS, "a escola tem belíssimas instalações e tem realmente condições para um ensino completo", pelo que "do ponto de vista da rentabilidade dos equipamentos", a fusão entre as duas escolas seria preferível na D. João de Castro.

"Um caminho a percorrer pela Câmara de Lisboa é sensibilizar a DREL e o ministério para que não se tome uma decisão precipitada e que não tenha em conta a qualidade do direitos dos alunos", frisou Dias Baptista, que se manifestou "esperançado de que não se venha a concretizar o indício de que a escola seria desalojada".


Fonte: Lusa

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fevereiro 22, 2006

VISITAGEM

Para quem não sabe existe um variado conjunto de visitas temáticas pela cidade, organizadas pelos serviços culturais da Camara Municipal de Lisboa. da Lisboa de Pessoa à Lisboa de Garrett, da Lisboa das Índias à Lisboa hebraica, de todas as Lisboas, boémias e eruditas, agitadas e pacatas, se pode ver e saber. Para os interessados aqui publico a lista de opções disponíveis e o contacto para inscrições. Boas viagens!

Itinerários Temáticos Municipais
Qua e Sáb: 10h


Lisboa de Fernando Pessoa
Um olhar literário pelos sítios de memória da vivência do poeta nos bairros centrais da cidade.
Lisboa de Almeida Garrett
Nos 150 anos da morte do escritor, propõe-se um percurso pela sua última morada e pelos sítios que ao redor, seguramente, foram visitados e vividos pelos pioneiros dos românticos portugueses.

Lisboa de Cesário Verde
Poeta de Lisboa, deslumbrado pela luz do Tejo e pelo verde tranquilo das hortas dos arredores, teve no Paço do Lumiar o último cenário da sua vida.

Lisboa dos Maias
Pelos bons ares da Penha de França em busca do romantismo e das memórias de uma Vila Balzac há muito desaparecida.

Do Passeio à Avenida
Um percurso pela Avenida da Liberdade, pelas memórias pombalinas, a Arte Nova, e a modernidade.

Lisboa Romana
Um percurso pelos vestígios da permanência e cultura romanas na cidade.

Rota da Índia
Em Belém, do Padrão dos Descobrimentos ao Mosteiro dos Jerónimos pela memória dos Descobrimentos.

Rota da Seda
A moda da seda marcou, pelas estruturas industriais, um bairro romântico da cidade.

Rota Galega a Santo Amaro
Os séculos XVI e XVII ficaram marcados pelos muitos galegos chegados à capital em busca de trabalho. A grande devoção a Stº Amaro fê-los construir uma ermida no alto do monte que logo se tornou sítio de romarias e de festas.

Lisboa Quinhentista
Um percurso pelo bairro da Madragoa, ruas e casas na memória das gentes.

Lisboa Setecentista
Um percurso pela cidade que o terramoto setecentista marcou e que o génio e a vontade de Pombal fizeram diferente.

Dos Cardais ao Poço Novo
Um percurso pelos sítios da infância e da vida do Marquês de Pombal.

Lisboa de Rafael Bordalo Pinheiro
Um percurso pela vida e pelos sítios de memória do ceramista, no ano em que se evoca o centenário do seu desaparecimento.

Lisboa Hebraica
Da vivência hebraica em Lisboa ficaram os bairros, alguns sítios de memória e tradições do nosso quotidiano: um percurso pela Ribeira e por Alfama.

Lisboa Moura
Percurso pela história medieval da cidade, pelos vestígios da permanência muçulmana, pelos monumentos ruelas e histórias da Mouraria.

Lisboa da Sétima Colina
Urbanizada no século XVI, a colina do Bairro descobre-se pela memória viva da história da cidade.

Lisboa das Vilas Operárias
As novas formas urbanísticas de oitocentos como pretexto para um passeio no Bairro da Graça.


A Arte Nova em Lisboa
Do Desterro à Avenida da Liberdade na descoberta do pormenor decorativo na arquitectura de 1900.

Lisboa Boémia I
Um percurso de fim de tarde pelas paixões, a glutonaria e os recantos esquecidos da boémia na cidade.

Lisboa Boémia II
Um percurso pela boémia oitocentista de escritores e artistas, pelos sítios de memória e tradição no Bairro Alto.

Informações Úteis: Marcações: Seg a Sex - 10h-17h
213 567 800

Fonte: CML


Publicado por jf em 12:38 PM | Comentários (1)

EM BREVE NO OLISSIPO

Os Museus de Lisboa.

Publicado por jf em 12:33 PM | Comentários (0)

HISTÓRIA DE ARTE DO SEC. XVIII

Programa de cursos de história da arte portuguesa no século XVIII em Portugal, no Museu Nacional de Arte Antiga.

Elites e Sociedade em Portugal no Século XVIII
Nuno Monteiro
23 Fev: 18h-19h30
A Arquitectura do Século XVIII entre Portuguesismo e Internacionalismo
João Vieira Caldas
2 Mar: 18h-19h30

A Pintura Barroca entre Mafra e a Estrela
José Seabra Carvalho
9 Mar: 18h-19h30

Entre a Dependência e a Autonomia: A Escultura em Portugal no Século XVIII
António Filipe Pimentel
16 Mar: 18h-19h30

O Século XVIII em Portugal Abordado através do Desenho
Alexandra Markl e Regina Peixeiro
23 Mar: 18h-19h30

Móveis em Portugal no Século XVIII
Maria da Conceição Sousa e Celina Bastos
30 Mar: 18h-19h30

A Porcelana no Quotidiano Português do Século XVIII
Maria Antónia Matos
6 Abr: 18h-19h30

O Ouro e as Gemas do Brasil na Ourivesaria e Joalharia Portuguesas do Século XVIII
Leonor d'Orey e Luísa Penalva
12 Abr: 18h-19h30

Fonte: CML

Publicado por jf em 12:31 PM | Comentários (0)

FESTA DA PRIMAVERA

O 13º aniversário do Centro Cultural de Belém e o início da Primavera são assinalados dia 26 de Mrço, nesta Festa com actividades para toda a família. Teatro, circo, marionetas, música e exposições marcam o dia 26 de Março em vários espaços do CCB.

Fonte: CML

Publicado por jf em 12:27 PM | Comentários (0)

EXPOLÍNGUA

A 16ª edição da Expolingua Portugal tem como convidado de honra a Língua Inglesa. O evento desdobra-se em duas vertentes: o Salão, onde estão representados expositores de vários países ligados ao ensino de línguas, tais como escolas, editoras, universidades, institutos e embaixadas, e o Programa Cultural com música, cinema, teatro, exposições, dança, aulas de línguas e conferências, onde se debatem os grandes temas relacionados com o mundo das línguas.

Fonte: CML

Publicado por jf em 12:24 PM | Comentários (0)

SOFLUSA: ADIVINHEM... GREVE OUTRA VEZ!

As ligações fluviais entre o Barreiro e Terreiro do Paço, Lisboa, vão parar novamente amanhã, entre as 05.15 e as 08.55 e das 17.30 às 20.30, devido a uma greve dos trabalhadores da Soflusa contra as diferenças salariais. A paralisação deverá afectar mais de 31 mil pessoas que utilizam diariamente aquele transporte nas horas de ponta.

No entanto, a empresa anunciou que vai disponibilizar transporte alternativo em autocarros desde o terminal do Barreiro até à gare do Alto Seixalinho, no Montijo, donde partem barcos da Transtejo para Lisboa. A mesma garante que os títulos de transporte da Soflusa são válidos em todas as carreiras da Transtejo.

A paralisação, a quarta desde Janeiro, pode afectar outros ser-viços como a venda de bilhetes e o controlo de passageiros, explica o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF), uma das estruturas que convoca a greve.

Em Dezembro passado e Janeiro deste ano, os maquinistas e marinheiros das embarcações da Soflusa pararam duas horas por turno durante quatro dias, para contestar a atribuição de um subsídio de chefia aos mestres, que representa um acréscimo de cinco por cento no seu vencimento. Nesses dias, a circulação de carreiras entre Barreiro e Lisboa foi reduzida e mesmo suspensa nas horas de ponta.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 11:31 AM | Comentários (0)

PARTIDOS APOIAM ESCOLA

"Uma bola de neve que só deixará de crescer quando esta fusão for cancelada." A analogia foi utilizada ontem pelo presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, José Godinho, à saída da reunião da Assembleia Municipal de Lisboa. Isto após terem sido aprovadas por maioria três moções que contestam o anunciado encerramento da Escola Secundária D. João de Castro, no Alto da Ajuda, em Lisboa.

Após o apoio individual dado pelo vereador do Bloco de Esquerda (BE) José Sá Fernandes e pela deputada comunista Odete Santos, os 300 alunos que correm o risco de ser transferidos para a Fonseca Benevides contam agora com um suporte colectivo na luta. Bloco de Esquerda, Partido Comunista Português (PCP) e o próprio Partido Socialista (PS) consideram que a D. João de Castro reúne melhores condições, logísticas e pedagógicas, do que a Fonseca de Benevides.

Mas enquanto bloquistas e comunistas querem que o Ministério da Educação suspenda/reavalie o processo de fusão, já os socialistas pretendem saber "se é intenção do ministério encerrar a Escola D. João de Castro, e, se sim, com que fundamentos". Ao DN, fonte da tutela refere via e-mail: "Não tenho qualquer informação sobre a fusão dessas escolas e julgo que não há nenhuma decisão tomada." Mas caso a D. João de Castro venha a ser encerrada pelo Governo, o vereador da Educação da Câmara de Lisboa, Sérgio Lipari Pinto, já pensou numa solução para o aproveitamento dos terrenos.

De acordo com a Lusa, na Assembleia Municipal de Lisboa este responsável anunciou que irá propor o aproveitamento do espaço para valências escolares. Sérgio Lipari Pinto pretende "propor uma salvaguarda dos espaços para fomentar a índole educativa".

As propostas de aproveitamento dos terrenos passam pela criação, naquele local, de uma escola profissional, de um centro de recursos educativos ou valências destinadas aos ensinos pré-escolar e básico.

Fonte: Diário de Notícias

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fevereiro 21, 2006

DISTÂNCIA

Quando estamos longe de Lisboa, damos-lhe mais valor. À luz, sobretudo à luz.

Publicado por jf em 10:58 PM | Comentários (0)

MORADORES INSISTEM NA FREGUESIA DO ORIENTE

A Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações entregou hoje cerca de 3000 assinaturas na Assembleia da República a exigir a criação da freguesia do Oriente, no concelho de Lisboa.

Apesar de serem necessárias pelo menos 4000 assinaturas para levar a petição à discussão no Parlamento, a associação entendeu ser oportuno entregar agora as assinaturas de que dispõe, para alertar, mais uma vez, para as suas reivindicações numa altura em que se prepara a reorganização administrativa do país.

"Vamos entregar as 4000 assinaturas dentro de semanas, mas como se está a mexer nesse pacote, considerámos importante fazer agora esta entrega parcelar", disse à Lusa José Moreno, da Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações, acrescentando que o movimento não vai desistir enquanto não vir criada a freguesia.

Os subscritores da petição, dirigida ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, afirmam que a freguesia tem uma população de 25.000 a 30.000 habitantes e possui "alguns dos mais emblemáticos equipamentos da cidade".

"A criação da nova freguesia está prevista no projecto de lei nº 100/X/1, apresentado pelo deputado Rui Gomes da Silva, em Junho de 2005. É nossa firme convicção que esta pretensão dos moradores e comerciantes do Parque das Nações se tornará realidade, tanto mais que já em Dezembro de 2004 esteve agendado para votação o projecto de lei nº 449/IX, no mesmo sentido, só não tendo sido votado em consequência da dissolução da Assembleia da República", afirma a associação.

A estrutura considera que o tema tem um interesse nacional, devido à herança nacional do projecto que foi a Expo’98 e à reforma administrativa do território que o Governo está a preparar.

A associação sublinha ainda que a questão ganha "maior acuidade e premência" uma vez que está para breve a transferência da gestão urbana da zona do Parque das Nações, correspondente à área do concelho de Lisboa (mais de dois terços do total) para a autarquia.

A petição indica que os signatários são moradores e comerciantes da Zona de Intervenção da Expo’98, espaço actualmente conhecido como Parque das Nações, dirigentes de empresas que aí operam, trabalhadores ao serviço das empresas e estabelecimentos comerciais e ainda cidadãos "interessados na adequada prossecução dos objectivos do projecto nacional em que consistiu a Expo’98".

Actualmente, a zona está repartida entre a freguesia de Santa Maria dos Olivais, em Lisboa, e as freguesias de Moscavide e Sacavém, no concelho de Loures.

Os moradores afirmam que esta situação coloca vários problemas à comunidade, como falta de transportes públicos e de equipamentos, nomeadamente escolas e um centro de saúde.

O Governo comprometeu-se a apresentar até Abril às associações de municípios e freguesias a nova legislação para a reorganização administrativa do país, que permitirá a criação, extinção e fusão de autarquias.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 10:30 PM | Comentários (0)

AML APROVA MOÇÃO DO PCP

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou hoje por unanimidade uma moção do PCP que remete para a Comissão Permanente de Urbanismo e Mobilidade a análise do negócio do Parque Mayer e Feira Popular, incluindo a alegada tentativa de suborno ao vereador José Sá Fernandes.

A moção, subscrita pelo líder da bancada municipal do PCP, António Modesto Navarro, presidente da Assembleia Municipal de Lisboa no último mandato, defendia inicialmente a constituição de uma comissão eventual destinada a "analisar os elementos disponíveis" do processo do Parque Mayer, da Feira Popular e das indemnizações aos feirantes.

No entanto, em conferência de líderes realizada antes da reunião da Assembleia Municipal, o PCP aceitou alterar a proposta de modo a que a tarefa seja atribuída à Comissão Permanente de Urbanismo e Mobilidade.

Em declarações aos jornalistas, Modesto Navarro afirmou que a Comissão Permanente irá também analisar a polémica desencadeada pelas recentes afirmações do vereador apoiado pelo Bloco de Esquerda (BE), José Sá Fernandes, que denunciou uma alegada tentativa de suborno por um dos sócios da empresa Bragaparques, antiga proprietária do Parque Mayer, e actual detentora dos terrenos de Entrecampos, anteriormente ocupados pela Feira Popular.

Para Modesto Navarro, o facto de a moção ter sido aprovada por unanimidade revela a "imensa incomodidade provocada pelos acontecimentos recentes".

O objectivo é, sustenta a moção, "que tudo seja esclarecido para defesa do bom-nome da Assembleia Municipal de Lisboa e do município de Lisboa". Em causa está o processo de permuta entre os terrenos privados do Parque Mayer e parte dos terrenos municipais de Entrecampos entre a autarquia e a Bragaparques, além da hasta pública da parte remanescente da área da Feira Popular, comprada pela mesma empresa, que exerceu na altura um direito de preferência.

Modesto Navarro sublinhou que "o processo é profundamente ilegal", recordando que a Assembleia Municipal de Lisboa não aprovou a atribuição de qualquer direito de preferência à Bragaparques, pedindo na altura (em Agosto do ano passado) uma análise desta venda ao Tribunal de Contas, Procuradoria-Geral da República e Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT).

Segundo Modesto Navarro, até Outubro do ano passado, o IGAT informou ter remetido a questão para o tribunal da segunda instância de Lisboa, o Tribunal de Contas disse que a matéria não era da sua competência, enquanto a Procuradoria não deu qualquer resposta à Assembleia Municipal.

A mesma moção hoje aprovada pelos deputados municipais propõe que a presidente da Assembleia Municipal, Paula Teixeira da Cruz, "proceda a iniciativas no sentido de saber qual é o ponto de situação" dos processos enviados a estas três entidades.

A alegada tentativa de subornar Sá Fernandes foi hoje abordada pelo PS que, através do líder da bancada, Miguel Coelho, manifestou a sua "solidariedade e profunda vontade que tudo seja esclarecido".

O PCP pediu ao Ministério Público que verificasse a legalidade da permuta dos terrenos e da hasta pública.

O processo também foi alvo de uma providência cautelar interposta por Sá Fernandes ainda antes de ser eleito vereador pelo BE.

O gabinete municipal do Bloco de Esquerda emitiu na sexta-feira passada um comunicado a acusar o administrador da Bragaparques, Domingos Névoa, de ter feito, em Janeiro, uma proposta no valor de 200 mil euros para que Sá Fernandes produzisse "uma declaração em reunião de câmara ou de Assembleia Municipal que retirasse aos privados qualquer responsabilidade pela situação criada, remetendo essa mesma responsabilidade para o anterior executivo municipal".

Era também exigido que Sá Fernandes promovesse a retirada da acção popular que "impende sobre o negócio Parque Mayer/Feira Popular" e que interpôs ainda antes de ser vereador da autarquia.

O caso foi denunciado à Polícia Judiciária, que acompanhou o processo, segundo o BE. Em reacção a estas acusações, Domingos Névoa afirmou à Lusa ter apresentado uma queixa-crime por difamação contra o vereador e garantiu que "há um mal entendido" nas acusações "falsas e caluniosas" do autarca. "A minha advogada, Rita Matias, que é do escritório de Ricardo Sá Fernandes [irmão do vereador e que terá sido contactado pelo empresário para interceder junto do autarca], está a tratar do assunto", adiantou Névoa, escusando-se a entrar em mais detalhes por o caso estar a sujeito a "segredo de justiça".

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 10:27 PM | Comentários (0)

THOM PAIN E LADY GREY

Perante a urgência de um desabafo, o silêncio também comunica. Silêncio constrangedor mas aliciante quando o público, convocado para uma encenação, se vê arrastado para a inusitada posição de interlocutor passivo. Thom Pain e Lady Grey são os responsáveis pelo encontro. Conseguirão eles preencher o vazio?

Esforços, pelo menos, não faltarão hoje, às 21h30, no Pequeno Auditório da Culturgest, em Lisboa. Thom Pain/ Lady Grey, dois monólogos de Will Eno, com encenação de Marcos Barbosa e dramaturgia de Jacinto Lucas Pires, permitem que duas personagens se "dispam" face a alguém que não lhes é familiar, numa relação que desafia os próprios limites do teatro.

Primeiro ela. Lady Grey (interpretada por Catarina Requeijo), é uma mulher que conta estórias, que preenche silêncios. Interpela o público e exige respostas. O vazio traz-lhe tormento e frustração. Palavra atrás de palavra (verdade ou fantasia?), Lady Grey (sob uma luz cada vez mais baixa) tem um segredo para revelar.

Depois de escurecer, é Thom Pain (baseado em nada) que entra em cena. Um homem que olha para si mesmo com comiseração e que se resigna com pequenas falhas. A constante hesitação e o arrependimento revelam bem a essência desta personagem, que transpira medo e frustração em cada ziguezague do seu desequilíbrio: "Precisam de ver para ouvir-me?".

Thom Pain (Marcos Barbosa), o fracassado, envolve-se no absurdo, lançando suposições que "talvez" o ajudem a narrar uma simples história. "Ou talvez não".

Faces diferentes da mesma moeda, enredadas na densidade das suas vidas, as duas personagens serão espelhos de uma realidade bem actual.

Quando Lady Grey desafia o público ("Saiam por um momento da vossa vida agitada para admirar o meu vestido simples!") e Thom Pain impõe a reflexão ("Assusta-vos estar frente-a-frente com a vida moderna?"), ambos remetem, segundo o encenador da peça, Marcos Barbosa, para "a velocidade com que estamos a viver o nosso quotidiano". O modo como estas personagens se expõem tem, pois, tradução tangível nas sociedades em que vivemos.

Os dois monólogos de Will Eno - dramaturgo americano de quem se diz ser um descendente de Samuel Beckett e Edward Albee - foram trabalhados por Marcos Barbosa e Jacinto Lucas Pires em constante ligação com autor. "Houve indicações muito precisas de Will Eno", explica Marcos Barbosa, nomeadamente "uma série de jogos teatrais que estão completamente ligados ao que ele escreveu". Alguns desses jogos são inspirados em Shakespeare.

Especial atenção foi dada ainda aos elementos cénicos. Na sua simplicidade, uma cadeira solitária produz múltiplos significados, e uma cortina mal corrida deixa em aberto alguns limites (ver caixa).

A peça, produzida pela companhia .lilástico, vai estar na Culturgest até sábado, rumando depois para Famalicão a 3 de Março.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 10:19 PM | Comentários (0)

BE QUER SALA DE CHUTO

José Sá Fernandes vai defender amanhã numa proposta que apresentará à Câmara de Lisboa a criação - a título experimental- de uma sala de injecção assistida no concelho.

O vereador do BE considera que não se deve perder mais tempo e que é de aproveitar a renegociação do protocolo, em Março, sobre o Plano Integrado de Prevenção de Toxicodependências na Cidade de Lisboa, entre o Instituto da Droga e da Toxicodependência, a autarquia e a Segurança Social para consagrar no seu texto esta possibilidade. Para Sá Fernandes, estas "salas" constituem "uma maneira de aproximar os toxicodependentes de uma estrutura de tratamento e reduzir o riscos de transmissão de doenças como a hepatite e a sida". Alegando que devem ser as entidades que lidam com o problema da droga a definir a localização desta estrutura, o vereador sustenta que a sala de chuto "deve estar perto do local deconsumo de droga". Entretanto, o eleito do BE vai apresentar na mesma sessão uma moção solicitando que se investiguem todos os negócios da CML com a Bragaparques. "Tenho legítimas razões para suspeitar de todos os negócios da Bragaparques em Lisboa", disse .

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 10:18 PM | Comentários (0)

CML JÁ TEM ORÇAMENTO

Os deputados sociais-democratas da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) viabilizaram hoje o orçamento da autarquia (PSD/CDS-PP), numa votação em que a bancada democrata-cristã e o PS se abstiveram, enquanto o PCP, BE e "Os Verdes" votaram contra.

O líder da bancada do CDS-PP na AML, José Rui Roque, justificou a abstenção com as "dúvidas" suscitadas pelo orçamento para 2006 e pelas grandes opções do plano para 2006-2009.

Em declarações à Lusa no final da reunião da AML, que teve início às 10h00 e se prolongou por mais de nove horas, José Rui Roque justificou a abstenção dos três deputados do CDS-PP com a "preocupação em relação à necessidade que a Câmara tem de racionalizar o seu funcionamento".

O deputado democrata-cristão critica a "dispersão dos serviços camarários" e lamenta que as grandes opções do plano não prevejam medidas "para alterar a estrutura dos custos e do funcionamento" da autarquia da capital.

Para o deputado do CDS-PP, o executivo deveria procurar "racionalizar a estrutura, através da concentração de serviços e libertando muitos dos espaços que existem", além de considerar ser necessária uma "reorganização dos recursos humanos", com a eventual afectação de funcionários a serviços actualmente contratados pela Câmara de Lisboa a empresas externas.

Também a venda de património prevista pelo executivo merece críticas do CDS-PP, que afirma que a medida apresenta "um grau de aleatoriedade e não define uma estratégia".

Questionado sobre se a abstenção do CDS-PP não poderá causar algum incómodo no seio da coligação pós-eleitoral que lidera o executivo municipal, José Rui Roque descartou essa possibilidade, afirmando que a vereadora Maria José Nogueira Pinto (CDS-PP) "é responsável pela sua gestão e pelo seu orçamento e será julgada por isso".

Numa intervenção no final da discussão, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, afirmou que os documentos hoje aprovados "representam os eixos prioritários apresentados em campanha eleitoral: os idosos, as colectividades, os estudantes, em particular os universitários, os portadores de deficiência e o pequeno comércio".

Carmona Rodrigues: "Não há orçamento perfeito"

Admitindo que "não há orçamento perfeito", Carmona Rodrigues disse também não estar "preocupado" com as 309 medidas anunciadas para os primeiros seis meses de mandato e sustentou que "há muito por fazer nos próximos quatro anos".

Na apresentação do documento, o vereador lisboeta das Finanças, Fontão de Carvalho, explicou que o valor do orçamento é de 850 milhões de euros, dos quais 150 milhões resultam de permutas, pelo que o valor real (700 milhões) é inferior ao do ano passado.

A oposição de esquerda na AML criticou os documentos. Miguel Coelho, líder da bancada do PS, afirmou que o orçamento para este ano é um documento "sem coerência, sem estratégia, sem consistência e sem credibilidade".

Da bancada do PCP surgiram várias críticas ao documento, com o líder do grupo municipal comunista, Modesto Navarro, a defender que o orçamento e as grandes opções do plano omitem "a imensa e urgente reabilitação urbana, a habitação para os jovens, medidas e propostas audaciosas no trânsito, na mobilidade e no estacionamento".

Para Carlos Marques, líder da bancada do BE, o orçamento contém "actos de cosmética", como a operação de permuta dos terrenos do Parque Mayer, inserida na rubrica de reabilitação urbana, e que representa 60 milhões de euros, mais de metade da verba destinada à reabilitação.

Os deputados do Partido Ecologista "Os Verdes" afirmaram não encontrar "nas grandes opções nem no orçamento verdadeiras opções estratégicas para dar resposta aos problemas da cidade", considerando o orçamento "pouco sustentável e muito virtual".

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 10:02 PM | Comentários (0)

fevereiro 20, 2006

OLHEM PARA ELE

O estado do Estádio das Salésias. No Bar, onde é que havia de ser?

Publicado por jf em 07:44 PM | Comentários (0)

COMO?

Ligações perigosas.

Publicado por jf em 06:56 PM | Comentários (1)

D. JOÃO DE CASTRO CONVOCA REFORÇOS

O provável encerramento da Escola D. João de Castro, em Lisboa, foi hoje contestado pela deputada comunista Odete Santos, que estranhou a decisão de se transferir 300 alunos de um estabelecimento "com óptimas condições" para outro "sem condições".

"Dada a falta de informação da Direcção Regional de Educação de Lisboa [DREL] relativamente às razões para o encerramento da escola começa a ser legítimo colocar a questão de interesses imobiliários", afirmou a deputada Odete Santos no final de uma visita à escola, situada em Alcântara.

Numa recente reunião entre a DREL, professores e encarregados de educação foi confirmada a intenção de transferir os alunos da D. João de Castro para a Escola Fonseca Benevides.

"Não se percebe por que é que os alunos vão ser transferidos de uma escola construída de raiz para outra muito mais pequena que foi instalada num edifício que teve de ser adaptado", afirmou a vereadora comunista da autarquia lisboeta Rita Magrinho, que acompanhou Odete Santos na visita.

O PCP vai investigar a forma como a Câmara Municipal de Lisboa adquiriu, em 1942, os terrenos onde foi construída a D. João de Castro. "É preciso saber se se tratou de uma expropriação ou de uma compra de terrenos", afirmou Rita Magrinho.

A vereadora comunista alertou para a possibilidade de existir uma cláusula no contrato de compra e venda que permite aos anteriores donos reivindicar a propriedade do terreno por deixar de ter o uso escolar para o qual foi vendido em 1942.

Rita Magrinho sublinhou ainda que a DREL poderá estar a violar a lei ao ter tomado uma decisão sem consultar o Conselho Municipal de Educação. Este alerta já