fevereiro 27, 2006

A LER

O estacionamento gratuito em parques privados, por Carlos Medina Ribeiro, no Sorumbático.

Publicado por jf em 08:47 PM | Comentários (6)

LEONOR COUTINHO SOMA APOIOS

Leonor Coutinho vai apresentar a sua candidatura ao PS-Lisboa na próxima quarta-feira

Leonor Coutinho vai apresentar quarta feira, dia 1 de Março, a sua candidatura à concelhia do PS-Lisboa contra o actual presidente Miguel Coelho. A ex-secretária de Estado da Habitação e Comunicações revelou ao CM que vai começar a enviar hoje uma carta aos militantes de Lisboa a explicar as razões da sua candidatura às eleições marcadas para o próximo dia 17.

Por “uma questão de respeito para com os militantes”, Leonor Coutinho recusou-se a revelar o conteúdo da carta, mas adiantou que se candidata porque “é importante que haja uma alternativa a Miguel Coelho” e porque muita gente lhe tem manifestado o apoio”.

Entre os socialistas que a apoiam e que, segundo disse, “não se revêem em Miguel Coelho” estão pessoas próximas de João Soares, como por exemplo Fernando Saraiva, ex-presidente da Junta de Benfica e ex-presidente da EPUL; e de Jorge Sampaio, como Sara Amâncio, que foi vereadora quando Sampaio foi presidente da Câmara de Lisboa.

Leonor Coutinho apontou também o nome de Murteira Nabo, actual presidente da Galp e vereador na Câmara no final dos anos 70; Clara Mendes, presidente da Faculdade de Arquitectura de Lisboa; Guilhermino Rodrigues, ex-presidente da ANA, administrador do Metro e ex-secretário de Estado dos Transportes; Consiglieri Pedroso, ex-secretário de Estado do Equipamento; Ana Benavente, ex-secretária de Estado da Educação; Vera Jardim, ex-ministro da Justiça; Fernando Pereira Marques, escritor e ex-dirigente da FAUL; Maria Belo, ex-deputada e Grã-Mestre da Grande Loja Maçónica Feminina Portuguesa; e António Fonseca Ferreira, presidente da CCDR de Lisboa. Entre os apoiantes de Leonor Coutinho contam-se ainda Filipe Lopes e José Leitão, opositores de Miguel Coelho nas anteriores eleições, e Ana Sara Brito, coordenadora do movimento de Manuel Alegre.

Segundo Leonor Coutinho, o PS de Lisboa, sob a liderança de Miguel Coelho (há nove anos que lidera o PS-Lisboa), “desviou-se da linha da gestão traçada por Jorge Sampaio e João Soares quando desempenharam o cargo de presidente da Câmara da capital.

"TENHO OS ELEITOS"

Miguel Coelho apresentou a recandidatura ao 5.º mandato no passado dia 20, quando, por carta, informou os militantes da sua decisão tomada após “uma profunda reflexão”.

Coelho adianta na missiva que avança por dois motivos: manter a concelhia na “primeira linha” do combate político do PS que “governa o País num quadro de grandes dificuldades e teve de optar por uma política de grande rigor” e não interromper “o trabalho político e o debate sério e profundo que desenvolvemos em Lisboa”, continuando” uma política de oposição firme e responsável”.

O candidato promete ainda “dar maior relevo ao Fórum Cidade”. Contactado pelo CM, Coelho garante que tem “o apoio dos eleitos”, especificando que onze dos 12 presidentes das juntas socialistas apoiam-no (não é apoiado pelo presidente da Freguesia das Mercês), assim como 14 dos 17 coordenadores. “E tenho ainda o apoio de Maria de Belém, Ana Paula Vitorino [secretária de Estado dos Transportes], Vasco Franco [deputado que foi vereador da Habitação] e Marcos Perestrelo [secretário nacional do PS]”.

Fonte: Correio da Manhã

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A OEIRIZAÇÃO DE LISBOA

Um Caso Exemplar, por Rui Costa Pinto, no Mais Actual.

Publicado por jf em 11:16 AM | Comentários (0)

TABORDA

O Teatro da Garagem é a nova companhia residente do Teatro Taborda. O desafio foi lançado pela CML e pela EGEAC, a partir de uma ideia da anterior vereadora da Cultura, Maria Manuel Pinto Barbosa.

Fonte: CML

Publicado por jf em 01:09 AM | Comentários (0)

LISBOA-RIO DE JANEIRO

Carmona Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e César Epifácio Maia, prefeito da cidade brasileira do Rio de Janeiro, assinaram, no dia 22 de Fevereiro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, um Protocolo de Cooperação para as áreas de Renovação Urbana, Cultura e Acção Social, que tem como objectivo reforçar os laços de amizade e solidariedade entre as duas cidades, promover o desenvolvimento conjunto e fomentar o intercâmbio e a troca de experiências administrativas.

Presentes, também, na cerimónia estiveram os vereadores José Amaral Lopes, responsável pelo pelouro da Cultura, Sérgio Lipari Pinto, responsável pela Acção Social, e o secretário-geral da União das Cidades Capitais da Língua Portuguesa (UCCLA), Francisco Lopo de Carvalho.

Para Carmona Rodrigues, o acordo assinado “relança uma dinâmica de interacção entre as duas cidades na área da reabilitação urbana, planeamento urbano e acção social”. “O acordo dá expressão a um entendimento já longo entre Lisboa e o Rio de Janeiro, duas cidades geminadas”, acrescentou o autarca.

As duas cidades são geminadas desde 1980, altura em que foi assinado o Acordo de Geminação, tendo vindo a desenvolver um programa de intercâmbio, promovendo o desenvolvimento conjunto e a cooperação técnica nas diversas áreas de interesse das administrações municipais.

Ao abrigo deste acordo, e prevendo a deslocação de técnicos entre as duas cidades, já em Março terão início as obras de reabilitação da Sé do Rio de Janeiro, que contarão com a ajuda da Câmara Municipal de Lisboa. Epitácio Maia adiantou que está a contar “com a experiência de Lisboa na área da reabilitação urbana para ajudar a restaurar monumentos e edifícios antigos do Rio de Janeiro”.

Fonte: CML

Publicado por jf em 01:07 AM | Comentários (0)

PROTECÇÃO CIVIL

No dia 1 de Março, pelas 15h30, no auditório Fórum Lisboa, por ocasião do Dia Mundial da Protecção Civil, o Departamento de Protecção Civil do Município de Lisboa promove a apresentação do documentário Centauro 2005 - Simulacro de Protecção Civil.

Publicado por jf em 01:06 AM | Comentários (0)

MARCHAS 2005: PRÉMIOS ENTREGUES

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Carmona Rodrigues, esteve presente na entrega dos prémios das Marchas Populares de Lisboa 2005, que se realizou no dia 24 de Fevereiro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. A marcha de Alfama foi a grande vencedora pelo segundo ano consecutivo neste desfile da Avenida da Liberdade.

Também Alfama arrecadou os prémios de desfile na Avenida, cenografia e coreografia, nesta última especialidade a posição foi partilhada com Alcântara e Olivais. A Marcha do Alto do Pina conquistou o prémio de musicalidade e melhor composição musical. Bica recebeu o prémio da melhor letra, repartindo Mouraria e Bica o de melhor cavalinho.

O inicio da cerimónia foi pautado pela actuação dos meninos da Voz do Operário que interpretaram os temas musicais “O Calendário” e a “ A Marcha mais alegre da Avenida” sendo posteriormente entregues os prémios às respectivas Marchas.

O presidente da CML salientou que as Marchas Populares são como “o ponto alto na vida da cidade de Lisboa”, que tiveram o seu início em 1932, pela mão do cineasta, dramaturgo, jornalista e decorador, José Leitão de Barros que pôs os seus muitos e variados talentos ao serviço de mais uma iniciativa sua, a criação das Marchas Populares de Lisboa.

Carmona Rodrigues referiru a importância destas festas, porque, em sua opinião, traduzem uma "atitude cultural muito antiga na cidade de Lisboa que é a vida de bairros, a vida das colectividades no seio dos bairros onde estão inseridas, que é uma experiência única, que fortalece o enraizamento social da comunidade alfacinha".

“Nos últimos anos tem havido uma adesão crescente nesta festividade e é com enorme satisfação que podemos dizer que este ano ainda vamos ter mais uma marcha a concurso, a Marcha de Santa Engrácia”, anunciou o autarca, sublinhando ainda o encanto desta festa, que “passeia na Avenida da Liberdade durante horas, um colorido, uma vida, uma animação, uma alegria, um convívio salutar entre todas as pessoas, que é aquilo que nós desejaríamos que fosse possível ter todo o ano em Lisboa”.

Na ocasião, o presidente da EGEAC e vereador do pelouro da cultura, José Amaral Lopes, proferiu algumas palavras de agradecimento a “todos aqueles que ajudam a preservar e a valorizar este património da cidade, contributo este que é essencial à criação de uma identidade própria de Lisboa e dos seus bairros”. O vereador referiu-se às Marchas Populares enquanto “património e tradição da cidade de Lisboa” e mostrou empenho em melhorar “este marco da cidade procurando internacionalizar estas festas da cidade de Lisboa”.

Na cerimónia, estiverem ainda presentes, os vereadores Fontão de Carvalho, Gabriela Seara, António Prôa e Sérgio Lipari Pinto, o administrador da EGEAC, Rui Andrade, os júris da edição das Marchas Populares de 2005, Fernando Alves, Juan Soutullo, Mariana Sá Nogueira, Duarte Ivo Cruz, Carlos Martins, Pedro Moreira, José Sarmento Matos e Tela Leão, bem como os representantes de todas as marchas participantes.

Na ocasião, foi também apresentado, o CD das Marchas Populares 2005, produzido pela EGEAC.


Em termos gerais, a classificação ficou assim ordenada:
1º Alfama
2º Mouraria
3º Alto do Pina
4º Alcântara e Marvila (ex-aequo)
6º Olivais e Madragoa (ex-aequo)
8º Bica
9º S. Vicente
10º Carnide
11º Beato
12º Castelo
13º Bairro Alto
14º Campolide
15º Bela Flor
16º Lumiar
17º Benfica
18º Ajuda
19º Graça


Fonte: CML

Publicado por jf em 01:04 AM | Comentários (0)

fevereiro 26, 2006

AS URBANIZAÇÕES DA MORTE

Artigo de Vasco Pulido Valente no Público, via Jumento.

"A Câmara Municipal de Lisboa resolveu fazer um leilão de jazigos do Cemitério do Alto de S. João e do Cemitério dos Prazeres e ainda de terrenos já "loteados" para novos jazigos no do Alto de S. João. A câmara chama aos cemitérios, muito apropriadamente, "urbanizações funerárias". Perto de 50 pessoas foram ao leilão e o metro quadrado chegou aos 8375 euros (num caso especialíssimo) e não desceu abaixo de 2500, mesmo na categoria inferior de "ossários-columbários". Nada mau, se considerarmos que o valor médio do metro quadrado em habitação para vivos, na Área Metropolitana de Lisboa, é de 1500 euros. Para seu gozo neste tempo de austeridade, a câmara encaixou mais de meio milhão, apesar de não ter vendido tudo. Este amor pelos fiéis defuntos não deixa de ser estranho em 2006. Parece que, em matéria de mortos, Portugal também não se conseguiu "modernizar".

O jazigo é, por excelência, um monumento da sociedade burguesa. O estilo varia, como é sabido: neogótico, neoclássico, neo-romântico, "Raul Lino" e por aí fora. Mas nunca varia a intenção: a de homenagear e perpetuar um homem venerável (ou mais raramente uma mulher) e uma família. A propriedade de um jazigo nos Prazeres, ou no Prado do Repouso do Porto, era um símbolo indispensável de ascensão social. Muita gente ambicionava a grande honra de um jazigo próprio e trabalhava a vida inteira para o vir a ter: com brasão, se possível, ou, pelo menos, com estatuária alegórica às virtudes que o haviam outrora ornamentado - a Fidelidade, a Caridade, a Justiça, a Fé. A vala comum para os muito pobres, sem nome ou distinção, e a campa rasa para a pequena burguesia conservavam na morte a hierarquia do mundo.

Ontem, o leilão da câmara interessou os jornais de Lisboa, porque o jazigo é um anacronismo. Ninguém seriamente acredita na imortalidade da alma ou na ressurreição da carne. A família, como coisa perene, desapareceu. O igualitarismo não percebe ou aceita o valor da superioridade que dura e se transmite. E toda a gente, obcecada pela saúde e a juventude do corpo, esconde e nega a morte. A morte, degradada em incidente hospitalar, para comodidade do próximo, é quase invisível. Os mortos, que atrapalham e deprimem, são expeditivamente despachados para o primeiro incinerador. A câmara criou um "núcleo museológico" nos Prazeres. Qualquer dia, nos Prazeres só há o "núcleo", não há o cemitério. Uma pena."

Publicado por jf em 11:18 PM | Comentários (0)

CARRILHO ABANDONA VEREAÇÃO?

Manuel Maria Carrilho pode estar mesmo de saída do executivo da Câmara Municipal de Lisboa, onde é vereador sem pelouro atribuído. Ao que tudo indica, irá preferir sentar-se na bancada do Partido Socialista na Assembleia da República, colocando assim de parte as funções de vereador na autarquia lisboeta.

Tal como o NM noticiou na sua edição de ontem, Carrilho tem estado afastado da discussão de temas importantes para o município lisboeta. Quando esteve em aprovação o orçamento para 2006, o vereador socialista esteve no início da reunião camarária mas passado pouco tempo ausentou-se devido “a compromissos na Assembleia da República”. Já na última reunião camarária [realizada no dia 22 de Fevereiro] nem sequer compareceu, mesmo sabendo que em discussão estaria a aprovação de planos tão importantes como o Plano de Pormenor de Alcântara.

Contactado pelo NM, Dias Baptista, vereador socialista, referiu que, desta vez, a ausência do vereador Manuel Maria Carrilho deveu-se ao facto de “estar ausente no estrangeiro a preparar um trabalho a apresentar na Assembleia da República”.

Dias Baptista admite assumir papel de porta-voz

Questionado sobre se essas faltas são premunição de algo, Dias Baptista negou. “A ausência de Manuel Maria Carrilho das grandes discussões é uma coincidência. Não se pode tirar nenhuma conclusão política sobre estas faltas”, garantiu.

No entanto, a verdade é que Dias Baptista tem assumido o cargo de porta-voz do partido nas reuniões públicas da Câmara Municipal de Lisboa, quando Carrilho está em falta. E esta é uma situação que pode muito bem acontecer no futuro. O vereador “rosa” admitiu que na ausência do porta-voz natural, eleito pelo povo, “poderá chamar a si a responsabilidade desse papel”.

Fonte: Notícias da Manhã

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A DOIS MESES DE ABRIR O CASINO DE LISBOA...

“Contrato entre a Betandwin e a Liga de Futebol é nulo e ilegal”

A dois meses da abertura do novo Casino Lisboa, Mário Assis Ferreira, vice-presidente da Estoril Sol, diz que o número de casinos existente em Portugal é o ideal e que este equilíbrio não deve ser quebrado por falta de fiscalização. Críticas, duras, só mesmo ao Estado e à Betandwin, que acusa de estar a operar ilegal e clandestinamente no País. E ao Euromilhões, que induz nas gerações mais novas a ideia de que se “consegue ganhar a vida sem trabalhar”..

De que forma é que o Euromilhões está a afectar os casinos?
Nos termos em que está a ser maciçamente publicitado, quer pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), quer pelo sensacionalismo dos prémios, tem provocado inevitavelmente um impacto negativo sobre as apostas de casinos, ao nível da estagnação das receitas. Embora os públicos-alvo de um e outro sejam, na sua maioria, diferentes. Independentemente do impacto económico, o Euromilhões tem um impacto jurídico a curto prazo. Portugal tem mantido uma política coerente desde 1927, quando a exploração de jogos de fortuna e azar foi autorizada, que assenta no princípio de que o jogo deve ser contido. Mas, graças à pressão de alguns países da UE, por sua vez pressionados por operadores americanos que querem entrar na Europa, Portugal está na mira da tentativa de incluir o jogo na próxima directiva sobre comércio e serviços [Bolkestein]. Por isso, até 2010, o jogo pode ser liberalizado.

Antes disso, o Euromilhões vem, então, abrir um precedente...
Este concurso está e irá criar ao Governo português um enorme embaraço na defesa e preservação do princípio da soberania na aplicação da Lei do Jogo e na territorialidade da sua aplicação. A partir deste momento, é muito complicado para o Governo defender em simultâneo os monopólios que criou (casinos e jogos da SCML) e a publicitação maciça deste tipo de jogos. A SCML fez muito bem ao conseguir convencer o Governo da época [2004] a apoiar o Euromilhões, mas muito mais grave é o que se passa em relação à passividade e inoperância do Governo actual face aos casinos cibernéticos da Betandwin. Aqui, estamos perante uma flagrante ilegalidade e clandestinidade. E a publicidade que lhes é feita, a longo prazo, só beneficia os casinos. Vai-se difundindo na mentalidade portuguesa, especialmente junto dos menores de 18 anos, a ideia de que se consegue ganhar a vida sem trabalhar e que basta jogar em que quer que seja para se ser rico. Isso cria uma sensação de facilitismo que beneficiará os casinos no futuro por uma mentalidade quase “Casino Portugal, SA”. Quem me conhece, sabe que esta afirma ção é sincera.

Apesar dessa acusação, porque é que a Betandwin continua a fazer publicidade e a patrocinar a Superliga de futebol?
Basta conhecer a Lei do Jogo para perceber que aquele contrato com a Liga Portuguesa de Futebol (LPF) é nulo, ilegal e juridicamente inexistente. Apesar disso, o Governo teve necessidade de consultar a Procuradoria Geral da República (PGR), que confirma a ilegalidade do contrato. Segundo dados não oficiais, a Betandwin aumentou em 45% as suas receitas em Portugal a partir da altura em que começou a patrocinar a Liga. E, até hoje, o próprio Governo continua sem tomar uma posição sobre uma proposta da Associação Portuguesa de Casinos (APC) para a criação de casinos cibernéticos como extensão dos casinos físicos, tributados pelo Estado e inspeccionados pela Inspecção-Geral de Jogos (IGJ), entregue há um ano. É surpreendente que, numa campanha contra a fraude e evasão fiscais o Governo fique inactivo e assista a que a Betandwin, por meia dúzia de moedas pagas à LPF, gere receitas que vão para um paraíso fiscal, ficando o Estado a receber zero. Entre contrapartidas iniciais e anuais, os casinos da Estoril Sol pagam ao Estado 62% da sua receita bruta.

A APC pondera vir a pedir uma indemnização ao Estado?
Claro que sim. A APC está civilizadamente a socorrer-se de todos os meios para tentar resolver este problema. Os contratos de concessão em Portugal foram firmados pelas concessionárias por custos exorbitantes e que têm o seu fundamento na exclusividade de exploração de jogos de fortuna ou azar. Se os casinos cibernéticos desenvolvem uma actividade clandestina e se ainda por cima podem fazer publicidade em Portugal com a passividade do Governo, é evidente que o Estado vendeu às concessionárias por dezenas de milhões de contos um direito que afinal n ão tinha.

Nos outros jogos, qual é a percentagem que vai para o Estado?
Incomparavelmente inferior, sobretudo nos jogos sociais. Seguramente menos de 50%. A tributação paga pelos casinos é várias vezes superior à de qualquer outra tributação paga pelos bingos, jogos sociais ou outra qualquer modalidade de jogo em Portugal.

Além dos casinos cibernéticos e dos jogos sociais, há a concorrência dos casinos clandestinos. Ainda há muitos casos destes em Portugal?
Há muitas dezenas de casinos clandestinos no País. Só em torno do Estoril e de Lisboa, há 12. São casinos que muitas vezes estão numa habitação, funcionam numa suite de hotel e outros que estão institucionalizados e que toda a gente sabe onde estão. Têm sido feitos alguns esforços para aumentar a fiscalização e repressão, mas está longe de atingir resultados positivos. Um estudo do anterior Governo avaliava o valor do jogo clandestino, substitutivo do jogo social, em mais de 250 milhões de euros. Nos jogos de casino, o volume de receitas geradas pelos estabelecimentos clandestinos ultrapassa a receita dos próprios casinos legais. No total, os oito casinos terão uma receita aproximada de 300 milhões de euros. Tudo junto, são mais de 500 milh ões de euros.

Há espaço para novos casinos em Portugal?
Sem um controlo dos casinos clandestinos, diria que não há espaço sequer para os que existem hoje. Mas admitindo maior eficácia nessa contenção, diria que os que existem e os que estão autorizados não são demais e correspondem ao equilíbrio contido da oferta de jogos de casino. Algumas das novas concessões - Tróia, Lisboa, Chaves, São Miguel e Porto Santo - não terão grande viabilidade face às características da área de implantação.

A hipótese de a Serra da Estrela vir a ter um casino não faz, então, sentido?
Em nenhum dos aspectos. A localização daquele casino face à sua zona de influência não tem sustentabilidade económica, a menos que se tratasse de uma sala de jogos com serviços anexos, que representasse apenas um simples salão de apostas, perdendo qualquer significado como factor de promoção turística. Além disso, a zona de protecção concorrencial exclusiva do Casino do Estoril, com base nos contratos assinados com o Estado em 1934, fixa um raio de 300 km à volta do estabelecimento, que inviabiliza essa nova concess ão.

O casino de Tróia vai prejudicar os Casinos de Lisboa e do Estoril?
Era preciso estarmos muito distraídos para isso acontecer. A concorrência quando legal é saudável. E como também defendo o princípio de que tudo o que está bem é porque está obsoleto, bem vinda seja a concorrência, para que tudo o que tivermos feito bem, saibamos fazer ainda melhor e por antecipa ção.

Quais serão as diferenças entre o Casino Estoril e o de Lisboa?
Haverá uma complementaridade entre eles. Embora seja uma complementaridade concorrencial porque, como é evidente, quando lançarmos uma medida num temos de estar a lançar outra completamente diferente para contrabalançar o impacte da primeira.

Em quanto tempo pensa amortizar o investimento em Lisboa?
Em vários anos. Diria que a amortização de um investimento desta natureza se aproxima muito do fim do prazo da concess ão.

Quanto é que a Estoril Sol pagou de impostos em 2005?
Pagámos, aproximadamente, 100 milhões de euros em impostos.

Já há resultados do ano passado?
Ainda não fechámos as contas, mas as receitas cresceram 0,81% no Casino Estoril e 6% no da Póvoa. As receitas totais da Estoril Sol ainda não estão apuradas, mas as do jogo, que são 95% do total, atingiram 127,052 milhões de euros no Estoril, e na Póvoa ascenderam a 50,797 milhões de euros. No conjunto, são 60% das receitas dos casinos nacionais. Resultados positivos, mas modestos, já que tivemos um acréscimo de custos com actualizações salariais e racionalização de recursos humanos. A partir de Abril, o Casino Lisboa será uma fonte geradora de cash flow, onde a rentabilidade é mais fácil de atingir, dadas a sua leveza e flexibilidade operacionais. Estou convencido que 2006 será o prenúncio de uma fase claramente positiva da Estoril Sol.

Quantos trabalhadores têm neste momento
A Estoril Sol tem, aproximadamente, 800 trabalhadores no Estoril - há dois anos tínhamos mil. Na Póvoa também fizemos racionalizações importantes e, neste momento, não chegam a 300.

Existe um consumidor típico de casinos?
Existe um consumidor típico de cada um dos espaços de casino, excepto na sala de máquinas, onde se encontra um mosaico sociológico, a diversidade do País. Depois, no Casino Estoril, por exemplo, existe um consumidor típico para cada uma das áreas culturais e de lazer.

E o consumidor típico da sala de jogos tradicionais qual é?
É homem, com mais de 40 anos, bem sucedido na vida, diria mesmo abastado. Já ao nível da educação encontra-se uma miscelânea de pessoas com níveis superiores e outros que n ão possuem essa formação.


O Grupo Amorim é accionista e está na administração da Estoril Sol e está a lançar o casino de Tróia, que concorrerá com o de Lisboa e do Estoril. Esta situação é compatível?
O Grupo Amorim tem uma participação de 31,9% na Estoril Sol, através da Amorim Turismo, mas também possui o Casino da Figueira da Foz, para além do de Tróia. Jorge Armindo é administrador da Estoril Sol SGPS e Henrique Veiga foi, até há poucos dias, administrador das duas empresas e operações que controlam o Casino Estoril e o Casino da Póvoa. A concorrência é estimulante e saudável.
Ainda recentemente houve problemas pelo facto de poderem existir representantes de empresas concorrentes em órgãos sociais de uma empresa da área da energia…
São empresas com características diferentes e em sectores diferentes, até com problemas de nacionalidade. Neste caso a minha certeza é de que os representantes do grupo Amorim saberão sempre distinguir entre a defesa dos seus interesses na Estoril Sol e noutras empresas fora deste universo. Vejo esta ligação com optimismo.

Há alguma estratégia pensada em relação à internacionalização?
Está gizada e esteve para ser implementada. Chegámos a entrar num concurso público, que ganhámos, para um casino perto de Madrid. Foi interrompida apenas devido à fase macro-económica recessiva em Portugal e à oportunidade do Casino Lisboa. Uma vez terminado e posto a funcionar em velocidade de cruzeiro, será o momento de avançarmos com a política de internacionaliza ção.

Angola e Moçambique são uma possibilidade?
Não excluímos nada. Angola, Brasil e, pela vizinhança, Espanha, são os alvos mais lógicos. Em Espanha, teríamos de criar um antídoto às máquinas “draga perros” [espécie de slot machines] que estão difundidas por todo o lado. Ter-se-ia de implementar uma política que nos permitisse conduzir para Espanha os volumes de prémios que temos nas nossas slot machines - no Casino Estoril pagam-se por dia mais de um milhão de euros. No Brasil há que resolver a coexistência da proibição do jogo por motivos religiosos e a o jogo clandestino. Avançaremos quando tivermos solu ções maturadas.

Teme a concorrência dos norte-americanos, em particular dos homens de Las Vegas?
Não. De todo. Temo é a concorrência de lobbies que querem criar o equívoco que o jogo é uma actividade económica a ser divulgada e liberalizada como qualquer outra. Que qualquer operador da União Europeia venha instalar-se na primeira esquina e não tenha de pagar impostos ao Estado português, porque os paga no seu país de origem. Isso corresponderia, do o ponto de vista social, económico e tributário, a um verdadeiro desastre para Portugal, sem contar com os prejuízos e indemnizações que teriam de pagar às concessionárias de casinos.

O grupo chegou a interessar-se pelas corridas de de cavalos?
Nunca. Até lutámos muito contra elas, não por poderem representar contra-senso em relação à política de contenção. Nos termos em que foram aprovadas pelo último Governo - e que, felizmente, não foram promulgados pelo Presidente da República -, desenhavam um regime de concessão sui generis e iníquo, em que o concessionário não pagava nada ao Estado e, ainda por cima, se auto-financiava com o direito a, até ter tudo construído, poder fazer apostas na Internet sobre corridas de cavalos no estrangeiro. Isso levaria a o concessionário até atrasasse a construção, porque era mais económico e muito mais interessante.

Dentro do papel cultural dos casinos, a colecção Berardo fica em Portugal com o vosso patrocínio.
Sim, de forma algo indirecta. Nada mais justo do que uma colecção que vale 170 milhões de euros pudesse ficar resguardada por uma afectação das verbas que a nossa concessão do Estoril e do Casino Lisboa vai gerar, e que serão utilizadas pela câmara de Lisboa em promoção turística e cultural. Só nos sentimos orgulhosos por isso. Além disso, a amizade e admiração que tenho pelo comendador Berardo fará com que, seguramente, ele concorde em destacar dessa colecção uma parcela significativa para expor no hall central do Casino Lisboa no dia da inauguração, 19 de Abril.

Fonte: Semanário Económico

Publicado por jf em 05:04 PM | Comentários (1)

JOVENS ADEREM AO FADO

À"Tasca do Chico", na Rua do Diário de Notícias, no Bairro Alto, em Lisboa, ruma, todas as segundas e quartas-feiras, gente que quer ouvir e cantar fado. Quando o espaço lá dentro não chega, ficam à porta, à espera de que alguém saia para poderem tomar o seu lugar. A romaria de apreciadores, maioritariamente composta por portugueses, muitos jovens, e alguns estrangeiros a viver em Portugal, é a prova de que o fado está vivo e se recomenda.

Basta um passeio a pé pelas ruelas de um dos bairros mais típicos da capital, ponto de passagem obrigatória para quem gosta da vida da noite, para ver que a canção nacional continua a ter muitos aficionados. E engana-se quem pensa que são só turistas estrangeiros. Se isso é sobretudo verdade nas casas de fado, nas poucas tascas típicas que resistem ao passar dos anos são de Portugal os que querem apreciar o talento de fadistas e guitarristas.

Foi em 1994 que Francisco Gonçalves, natural de Amarante e a viver no Bairro Alto desde 1972, abriu a "Tasca do Chico". Trabalhava na "Adega Mesquita", conhecido restaurante e casa de fados do bairro, e começou a aperceber-se de que as tascas típicas estavam a fechar para dar lugar aos bares. "Era com pena que via isso". Com o "bichinho do fado", Chico decidiu aventurar-se e criar o seu próprio negócio, reservando duas noites por semana para o fado vadio.

Recortes nas paredes

Pegou num antigo armazém de queijos e charcutaria que abastecia os restaurantes do bairro e transformou-o no seu espaço. Não fez grandes mudanças. "O meu objectivo era fazer mesmo uma tasca". Limitou-se a pendurar nas paredes alguns recortes de jornais, notícias sobre fadistas, a maioria de publicações já extintas. Hoje, já lá estão recortes que falam da sua tasca e fotografias de fadistas e de gente conhecida que por ali passa.

"Entra aqui de tudo novos, velhos, pretos e brancos. Tanto vem o que dorme ali no Chiado e canta o fado, como a Mariza e o Camané", garante, mostrando, orgulhoso, uma fotografia assinada da fadista. "Eu não convido ninguém. Só os músicos. Quem quiser cantar aparece". "Há noites em que chegam a ser 30. Nem metade consegue", diz.

"Estou a meter água"

Chico garante que nunca gastou "um tostão em publicidade" e que a fama da casa - que já lhe granjeou várias reportagens, inclusivamente na televisão inglesa BBC - tem passado de boca em boca. Justificação "As pessoas sabem que aqui, mesmo que cantem mal, levam palmas".

Foi o que aconteceu ao senhor Reinado, 82 anos, presença assídua na tasca. Sentado na mesa dos músicos, aguardou pacientemente a sua vez de cantar. Mora na Rua de S. Bento e, sempre que a voz o deixa, aparece para um ou dois fadinhos. "Gosto da casa, do ambiente", diz, explicando que nasceu na Mouraria e, desde pequeno, se habituou a acompanhar o pai aos fados. "É da minha infância". Desta vez, a voz atraiçoou-o. "Vocês desculpem-me, estou a meter água", confessou ao público, que, ainda assim, o brindou com muitas palmas.

Sentados numa das poucas mesas de madeira estão Irina, uma russa de 29 anos, e Ivan, de 22, economista, ambos a viver em Lisboa. Bebem cerveja, depois mudam para sangria. No ar há cheiro a chouriço assado. Na mesa, hiperconcentrado na música, está Dean, croata, 31 anos. Os três amigos juntam-se frequentemente ali e até já conseguem trautear algumas letras. Dean garante que a tasca "é a melhor casa de fados de Lisboa. Os melhores guitarristas estão aqui".

Os fadistas sucedem-se uns atrás dos outros, apenas com breves paragens para descanso dos músicos. João Roque, "mestre de cerimónias" e também fadista, conhece-lhes as caras e chama-os quando chega a sua vez. "Com barulho não há fados! Agora escolham", grita para o público, a quem não se cansa de mandar calar. Se na tasca houver caras conhecidas do mundo do fado - nesta noite eram Pedro Moutinho, irmão de Camané, e Gonçalo Salgueiro, uma das novas vozes do fado - também são desafiados.

Nessa noite, a viola está entregue a Chico Borges e a guitarra portuguesa a José Manuel Duarte. Ambos concordam que o ambiente da tasca nada tem a ver com o das casas de fado. "É mais familiar, completamente informal", diz José Duarte, salientando que há muitos jovens que ali vão "porque sabem que podem cantar, sem reparos". Diz que para cantar fado, mais do que voz, "é preciso ter alma" e "saber contar uma história".

Chico Borges diz que a "Tasca do Chico deve ser das casas menos formais que existem" e considera que ali se está "mais perto da raiz do fado". "Até para nós se torna mais engraçado assim", atesta, explicando que é preciso saber lidar com o imprevisto para poder acompanhar os que sabem e os que não sabem cantar. "Aqui toca-se em cima da hora e do momento".

Velas fazem ambiente

Basta dar meia dúzia de passos, cruzar a esquina e virar para a Rua da Barroca para encontrar um outro ambiente de fado. No restaurante "O Faia" - casa aberta desde 1947 e inicialmente propriedade de Lucília do Carmo, mãe de Carlos do Carmo, que o explorou até 1980 - os imprevistos raramente acontecem. O fado, "servido" a partir das 21.30 horas, de segunda a sábado, está entregue a profissionais. A casa tem um grupo de quatro fadistas residentes, que asseguram o espectáculo. As suas fotografias estão expostas à entrada e, sempre que um deles não está presente, a moldura é retirada. Uma questão de seriedade e de respeito para com os clientes, explica Pedro Ramos, gerente do restaurante.

Dar máxima prioridade à gastronomia e apresentar fado de qualidade são as preocupações dos proprietários do "Faia", que é principalmente procurado por turistas estrangeiros. Cerca de 60% a 70% do total de clientes, que o descobrem através de roteiros e de pesquisas na Internet. Ainda assim, Pedro Ramos orgulha-se de ser "uma das casas que mais trabalham com portugueses". "É sinal de que as casas de fado não são só para turistas e que, afinal, não se come mal no fado", diz, admitindo que "durante alguns anos isso teve alguma verdade". "Acho que se está a retomar o bom caminho".

O ambiente é de requinte. À entrada, os clientes são recebidos com um aperto de mão e entregam os casacos, que são guardados no bengaleiro. Depois, são encaminhados para a sala, onde comem à luz de velas e com serviço esmerado. À hora certa, músicos e fadistas sobem ao palco, vestidos a rigor.

Amália chamou os jovens

Pedro Ramos diz que os clientes portugueses são "fixos" e que "os jovens vão vindo cada vez mais". Sendo ele jovem, não tem dúvidas em afirmar que a morte de Amália Rodrigues contribuiu para aproximar a juventude do fado. "Até quando faleceu D. Amália foi importante. Principalmente para esta faixa etária mais jovem, que não dava tanta importância ao fado e ao papel que ele presta à cultura e ao país".

Ir ao "Faia" ouvir fado não é, contudo, barato. Em média, 45 a 50 euros por pessoa, diz Pedro. Para os que não queiram jantar, a casa criou um outro preço, que permite assistir ao espectáculo e tomar uma bebida 17,50 euros. Também há pessoas que, tendo jantado noutros sítios, optam por ir ali comer a sobremesa, enquanto assistem ao espectáculo.

A existência de um público diversificado e a coexistência das tradicionais casas de fado com as tascas de fado vadio são a prova de que a canção nacional está de boa saúde. Já diz a letra "Enquanto houver Portugal e um coração de mulher, nunca o fado há-de acabar".

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 04:09 PM | Comentários (0)

A LER

A prisão domiciliária dos idosos de Lisboa, no Diário de Notícias.

Publicado por jf em 03:59 PM | Comentários (0)

A LER

O Chafariz Do Arco De S. Mamede, no Sétima Colina.

Publicado por jf em 03:52 PM | Comentários (0)

A LER

Interessante artigo no suplemento Actual do Expresso de ontem, sobre a perservação da Torre da Pela, no Martim Moniz. Inserida na muralha mandada construir por D. Fernando para defender a Lisboa medieval já extravasada da Cerca Moura, a Torre tem sobrevivido ao desastre urbanístico da praça e a vários executivos camarários. Para quando a recuperação da encosta oeste do Martim Moniz?

Publicado por jf em 03:37 PM | Comentários (0)

DERROCADA À VISTA HÁ TREZE ANOS

É a de um muro na Travessa do Costa, à R. Maria Pia. Aguarda-se intervenção camarária de preferência antes de um a tragédia, para evitar perda de vidas e bens e para evitar mais um tratado sobre a sociologia da tragédia em que somos tão bons.

Publicado por jf em 03:30 PM | Comentários (0)

O SOS EUROPA

Os cidadãos que querem evitar a demolição do cinema Europa têm um blogue. É aqui.

Publicado por jf em 03:26 PM | Comentários (0)

VISTAS DO TEJO (5)

O Mar da Palha.

Publicado por jf em 03:21 PM | Comentários (0)

VISTAS DO TEJO (4)

Visto de Alfama.

Publicado por jf em 03:19 PM | Comentários (0)

VISTAS DO TEJO (3)

A Lezíria ribatejana.

Publicado por jf em 03:17 PM | Comentários (0)

VISTAS DO TEJO (2)

Vista a partir do castelo do Almourol.

Publicado por jf em 03:15 PM | Comentários (0)

VISTAS DO TEJO (1)

Aldeia do Arrepiado, no concelho da Chamusca.

Publicado por jf em 03:12 PM | Comentários (0)

O TEJO

1009 quilómetros, 737 em Espanha e 272 em Portugal, 80.100 metros quadrados de bacia, 90 concelhos ribeirinhos em Portugal, com cerca de 3 milhões de habitantes.

Publicado por jf em 03:11 PM | Comentários (0)

ARRANCOU II CONGRESSO DO TEJO

O segundo Congresso do Tejo arranca hoje e decorrerá até Outubro, com várias sessões temáticas, para mostrar problemas e discutir soluções para o futuro aproveitamento das enormes potencialidades do maior rio ibérico.

A iniciativa começa com uma viagem de catamarã entre Lisboa e Vila Franca de Xira e uma sessão solene na Quinta Municipal de Subserra, próximo de Alhandra, promovida por uma comissão liderada pela Associação dos Amigos do Tejo (AAT). "Hoje encontramos um Tejo inquinado, abusado, delapidado e desprezado. Há que reagir a esta situação para voltar a ter um Tejo vivo e produtivo para o país", sustenta Carlos Salgado, presidente da AAT. Segundo refere, a associação pretende dar o seu contributo para que a actual situação do rio seja "corrigida" e procurou envolver diversos parceiros neste segundo congresso, visando promover uma reflexão e um debate alargados "para serem encontradas soluções, envolvendo as comunidades urbanas ribeirinhas, o poder político, os técnicos e cientistas, bem como as regiões de turismo e os empresários".

A AAT identifica pela menos dez razões que justificam a necessidade de reflectir sobre o Tejo e sobre a sua bacia hidrográfica, considerando que "na situação em que o país se encontra é inexplicável que um grande recurso como o Tejo não esteja a gerar riqueza". E sublinha que o rio tem "enormes potencialidades por explorar" e que "não tem havido vontade política nem engenho para fazer o seu cabal aproveitamento". No entender dos Amigos do Tejo, o grande rio "tem "donos" a mais, que insistem em permanecer de costas voltadas para ele, preocupados em defender o seu "quintal" sem visão e capacidade de fazerem um trabalho colectivo, útil e necessário". Por outro lado, a AAT julga que "é evidente a falta de coragem e iniciativa dos empresários, pequenos, médios e grandes, para investirem no Tejo", apesar dos "muitos valores que tem para oferecer ao nível dos patrimónios natural, histórico e cultural para o turismo, navegação, transportes e pescas entre outras actividades económicas, sem que o seu ambiente seja agredido". Reconhece, todavia, que, se o estado de degradação do rio "não for invertido já", pode "atingir uma situação tal que será incomportável recuperá-lo".

O primeiro congresso realizou-se em 1987. As entidades promotoras estão a desenvolver também um levantamento/inquérito sobre as condições do rio. A iniciativa culminará com uma sessão final prevista para Outubro.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 03:06 PM | Comentários (0)

ISTO PROMETE

De acordo com a edição de sexta-feira do jornal "Independente", o sócio e administrador da BragaParques, Domingos Névoa, garantiu ao advogado Ricardo Sá Fernandes, irmão do vereador da Câmara Municipal de Lisboa José Sá Fernandes, que o PS "não seria problema" para a conclusão do negócio da venda dos terrenos da antiga Feira Popular.

De acordo com o semanário, a conversa foi gravada pela Polícia Judiciária e permitiu indiciar Domingos Névoa pelo crime de corrupção. Ricardo Sá Fernandes terá servido nesta operação como "agente encoberto".

Segundo as transcrições das conversas, o construtor civil é ouvido a afirmar que José Sá Fernandes não teria de se preocupar com futuras tomadas de posição dos socialistas em relação ao negócio que envolve a venda dos terrenos da antiga Ferira Popular. "O PS já está (...)", garantiu Domingos Névoa a Ricardo Sá Fernandes.

O empresário de Braga assegurou a Ricardo Sá Fernandes, noutro ponto da conversa, que o irmão não ficaria isolado politicamente se aceitasse recuar na oposição ao negócio da Feira Popular. "Você não vê o que aconteceu no Vale de Santo António?", perguntou Domingos Névoa durante o encontro gravado pela PJ.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 03:05 PM | Comentários (0)

CML FISCALIZA OBRAS

A Câmara de Lisboa vai fiscalizar, nos próximos dois meses, todas as obras em curso na cidade, no âmbito de uma acção inédita realizada em colaboração com entidades como a Inspecção-Geral de Trabalho e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

A operação "não é uma caça à multa", mas sim uma "acção pedagógica", explicou Gabriela Seara, vereadora com o pelouro do Urbanismo.

"Os promotores têm de sentir que têm responsabilidade com as pessoas e que a Câmara Municipal de Lisboa está atenta".

A vereadora adiantou que a acção conta com a colaboração da Inspecção-geral de Trabalho, da Inspecção para a Segurança e Higiene no Trabalho, da Polícia Municipal e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

Os fiscais vão inspeccionar, entre outros aspectos, as licenças da obra, as condições de trabalho, de higiene e saúde e a legalização dos trabalhadores.

Os estaleiros também serão alvo de inspecção, conforme explicou Gabriela Seara. "Muitas vezes estão a ocupar o espaço público, atrapalhando a circulação das pessoas".

No final da operação será elaborado um relatório conjunto que será divulgado publicamente, ocultando apenas as questões que abrangem a confidencialidade das obras que estão em curso.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 03:03 PM | Comentários (0)

PS LISBOA PROCESSA FILIPE BATISTA

Miguel Coelho considera que a, alegada, atitude do camarada 'não é própria de socialistas'

As inconfidências do administrador da Bragaparques, Domingos Névoa, estão a agitar o PS. O líder da concelhia de Lisboa, Miguel Coelho, vai processar por difamação e difusão do segredo de justiça um camarada, Filipe Batista, subdirector do Gabinete de Relações Internacionais do Ministério da Justiça.

Filipe Batista é um dos membros da direcção do ‘site’ ‘www.clube-x.com’ que ontem fazia alarde da manchete de sexta-feira do ‘Independente’, que referia o caso da tentativa de corrupção do vereador do BE, José Sá Fernandes. No ‘site’ afirma-se que a capa do jornal “espelha bem o estado em que a estrutura Concelhia do PS se encontra”.

O caso remete para Outubro, numa reunião de Câmara, dois vereadores socialistas, abstendo-se, viabilizam a venda dos terrenos do Vale de S. António, em Chelas, ao construtor João Bernardino Gomes, já falecido. O ‘site’ frisa ainda que “no corpo da notícia são levantadas suspeições graves sobre a actuação dos vereadores Dias Baptista e Natalina Moura, reconhecidos como os ‘homens’ de mão de Miguel Coelho, o presidente do PS Lisboa”. E publica fotografias dos três visados: Dias Baptista, Natalina Moura e Miguel Coelho. Filipe Batista, lamentando a notícia, afirmou ao CM que a mesma não é da sua autoria. “Acho-a até, um pouco arrojada”, disse e questionou Coelho. “Não percebo como é que faz a ligação à minha pessoa. Eu pertenço a um ‘site’ que tem 60 colaboradores. Ele quer é assassinar-me politicamente porque eu assumi que apoio a candidatura de Leonor Coutinho à Concelhia”, alegou.

CANDIDATO A BENFICA

Filipe Batista, de 33 anos, foi candidato pelo PS à presidência da Junta de Freguesia de S. Domingos de Benfica, em Lisboa. Licenciado em Relações Internacionais e mestre em Desenvolvimento e Cooperação Internacional, foi nomeado, no passado dia 15, subdirector do Gabinete de Relações Internacionais do Ministério da Justiça. Antes esteve na Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM).

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por jf em 02:55 PM | Comentários (0)

REQUERIMENTO A CARMONA

José Sá Fernandes vai apresentar um requerimento ao presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, a solicitar uma relação dos negócios entre o município e a Bragaparques, empresa que acusa de o ter tentado subornar.

O vereador do Bloco de Esquerda (BE) não desiste e quer ver esclarecido o caso, apesar de rejeitada a moção nesse sentido que apresentou na reunião do executivo municipal. Em comunicado, o BE afirma que a maioria no executivo não quis "comprometer-se, mas, com este requerimento, não haverá outra hipótese senão aquela que sempre se pretendeu: relacionar todos os negócios entre a CML e as empresas municipais e a firma Brapaparques e empresas do respectivo grupo". E sublinham que "não se trata de uma questão partidária".

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 12:54 AM | Comentários (0)

TERIA SIDO O ROUBO DO SÉCULO

A Sé Patriarcal de Lisboa já estabilizou e reforçou os sistemas de vigilância e segurança para evitar a repetição de tentativas de roubo, como a que sucedeu na noite de terça-feira. Na altura, dois brasileiros estiveram prestes a apoderar-se da custódia de ouro e pedras preciosas que se encontra na sala do Capítulo do Tesouro da Sé. Mas foram apanhados em flagrante por agentes da Polícia Judiciária, que já sabiam do plano do furto e passaram a tarde escondidos na sala da custódia.

O terceiro cúmplice, também brasileiro, foi capturado no exterior da Sé, onde dava apoio e aguardava pelos dois comparsas. Os três homens, com idades entre os 23 e os 38 anos, planearam bem o golpe, escolhendo um período em que autoridades policiais e quase toda a gente estava de olhos postos no Estádio da Luz, onde decorria o jogo entre o Benfica e o Liverpool.

"Entraram na Sé pelas 20.00, uns 15 minutos depois de ter começado o jogo de futebol", revelou ao DN o responsável pelo Tesouro da Sé, Joaquim de Castro Lopes. Não entraram pela porta principal, mas sim por escalamento, e "tiveram de passar por sete portas - umas foram abertas com chaves e outras arrombadas - até chegarem à sala do Capítulo", explicou.

Na sua opinião, "eles sabiam bem o que queriam, pois foram directos à custódia, ignorando várias peças bastante valiosas de um espólio riquíssimo e dos melhores da Europa", que se encontram no corredor de acesso à sala do Capítulo.

Já naquela sala, os dois intrusos depararam com um par de resistentes portadas de madeira fechadas à chave, atrás das quais se perfilam uma grade de ferro também trancada à chave, uma estrutura de vidro resistente e uma burra - cofre de ferro - com quatro trancas fechadas com quatro chaves diferentes distribuídas por quatro pessoas. "Só juntando as quatro pessoas é possível abrir este cofre onde se encontra a custódia", esclareceu.

Os dois foram apanhados pelos agentes da PJ "quando estavam à procura das chaves. Traziam rebarbadoras e outros materiais cortantes para arrombar as portas e grades", contou o mesmo responsável.

Revelou que os suspeitos tinham antecipadamente contactado comerciantes de obras de arte para avaliar hipóteses de transaccionar a custódia, mas estes denunciaram-nos às autoridades.

Para Castro Lopes, se a custódia fosse levada, este "seria o roubo do século, não só em Portugal, mas a nível mundial".

Fonte: Diário de Notícias




Publicado por jf em 12:52 AM | Comentários (0)

O CANEIRO (1)

Ocaneiro de Alcântara não constitui para já uma preocupação premente e há menor probabilidade de acidentes depois das obras já realizadas, garantiu ao DN o director municipal de Obras e Infra-Estruturas de Saneamento da Câmara de Lisboa.

Depois dos sustos mais recentes relacionados com fracturas graves na estrutura, como o que se registou em Campolide em 2003, quando um autocarro foi literalmente engolido pela terra, o município de Lisboa, em colaboração com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), lançou um estudo ao estado de conservação do caneiro, em toda a sua extensão. Simultaneamente foram desenvolvidas intervenções de reabilitação nos pontos considerados críticos pelo levantamento realizado.

Publicado por jf em 12:49 AM | Comentários (0)

O CANEIRO (2)

Antes, notícias alarmantes chegaram a dar conta, em Setembro do ano passado, de uma eventual ameaça à Ponte 25 de Abril em virtude de um possível abatimento do caneiro de Alcântara. Na altura, o presidente do LNEC, Carlos Matias Ramos, desmentiu a notícia publicada pelo semanário Tal & Qual , que avançava que, segundo um relatório daquele laboratório, a ligação ferroviária que atravessa o Tejo estaria em risco de colapso.

Publicado por jf em 12:46 AM | Comentários (0)

O CANEIRO (3)

Passada a polémica, a autarquia de Lisboa deverá, no próximo dia 8 de Março, analisar e votar a proposta para o lançamento de um concurso destinado à reparação do denominado ramal de Sete Rios, numa extensão de 500 metros. A obra está orçada em 2,5 milhões de euros.

"As obras realizadas até agora, as que estão em curso e as que ainda vamos lançar até ao final do ano permitem-nos dizer que no caneiro de Alcântara há menor probabilidade de acontecerem incidentes como os de há dois anos", sublinhou Silva Ferreira.

Publicado por jf em 12:45 AM | Comentários (0)

O CANEIRO (4)

Reparação no troço antigo

Logo a seguir aos episódios de 2003, em que foram registados casos preocupantes de colapsos parciais na estrutura, a autarquia lançou empreitadas de reparação, sobretudo no troço mais antigo do caneiro, entre a Estação de Campolide e Alcântara. Primeiro na Estação de Campolide e depois no Bairro da Liberdade, junto ao Eixo Norte/Sul.

As obras no ramal de Sete Rios, junto às Twin Towers, já serão de outra natureza. "Estes trabalhos já não têm um carácter de urgência, mas antes de prevenção. São pequenas fissuras que foram detectadas e que se se mantivessem sem conservação poderiam daqui a uns tempos provocar graves patologias no caneiro, fazendo-o degradar-se rapidamente. Estamos, por isso, um passo à frente", acrescenta aquele responsável municipal. A obra do braço de Sete Rios, a cargo da Câmara Municipal de Lisboa, implica a reparação, consolidação da soleira e construção de acessos.

Publicado por jf em 12:44 AM | Comentários (0)

O CANEIRO (5)

Causas internas e externas

As principais doenças que atacam o caneiro têm causas internas e externas. Das causas internas destaca-se o desgaste na soleira, provocado pelos intensos caudais que este colector unitário (águas pluviais e residuais) recebe. As intervenções urbanísticas realizadas próximas do caneiro, desrespeitando os afastamentos necessários, são na maior parte dos casos responsáveis pelas causas externas. "Muitas vezes nem são as fundações dos prédios que prejudicam o caneiro, mas sim as movimentações de terras que se fazem na fase construtiva", sublinha Silva Ferreira, lembrando por exemplo que no caso do braço de Sete Rios foi detectada carga excessiva de terras sobre a abóbada do caneiro. "A estrutura, dimensionada para ter três metros de terra em cima, tinha na realidade 20".

Publicado por jf em 12:43 AM | Comentários (0)

O CANEIRO (6)

É claro que a ausência de manutenção e conservação periódicas também não ajuda à vida útil deste tipo de infra-estruturas. Uma obra como esta tem, segundo os livros uma durabilidade de 40 anos, contudo, o caneiro, que já conta com mais de 60, registou ao longo dos anos obras de conservação a um ritmo intermitente. O estudo do LNEC-CML incide sobre os dez quilómetros do traçado do caneiro, mas até agora foram apenas escrutinados cinco quilómetros, os mais antigos e em pior estado de conservação.

A actualização dos dados foi feita através da recolha com recurso a GPS, topografia e inspecções visuais. Os dados recolhidos nas secções inspeccionadas ficaram registados e cartografados com apoio do sistema de informação geográfica (SIG), o que permite intervenções mais rápidas a posteriori.

Publicado por jf em 12:42 AM | Comentários (0)

O CANEIRO (7)

Parte significativa do caudal que passa no caneiro de Alcântara é tratada pela Estação de Tratamento de Águas Residuais de Alcântara, posteriormente é lançado no rio Tejo.

Este ano as obras no caneiro de Alcântara deverão implicar um investimento global de 4,3 milhões de euros, sendo 2,5 milhões inteiramente provenientes do orçamento municipal. Os restantes 1,8 milhões de euros são suportados pela Simtejo, Câmara Municipal de Lisboa e Refer.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 12:41 AM | Comentários (0)

fevereiro 25, 2006

PJ SALVA TESOURO DA SÉ

A Custódia da Sé de Lisboa, uma peça do século XVIII, de valor incalculável e que não deixa a sala do tesouro há mais de 60 anos, esteve quase a ser roubada na terça-feira à noite, quando Portugal inteiro estava entretido com o jogo entre o Benfica e o Liverpool.

Os ladrões, três brasileiros, tinham o golpe estudado ao pormenor. Um ficou na rua, à espera, e os outros dois avançaram. Treparam a parede, forçaram portas e grades e subiram a escada fria de pedra. Mas quando chegaram à sala, nem sequer viram o brilho do ouro nem dos diamantes. A Polícia estava à espera.

“Nem queriam acreditar.” Foi assim que uma fonte policial descreveu ao Correio da Manhã a cara dos assaltantes quando encontraram os inspectores da Judiciária. Afinal, o golpe que estavam a preparar há dias falhara no último instante. E a custódia, única no Mundo, 17 quilos e 94 centímetros de ouro e pedras preciosas, permanecia intocada, atrás de grades e portas de madeira.

No entanto, o golpe do século tinha tudo para dar certo. Os três brasileiros, com idades entre os 23 e os 38 anos, escolheram a hora do jogo entre o Benfica e o Liverpool, na terça-feira, para entrarem na Sé de Lisboa. Havia pouca gente na rua e muitos polícias destacados para a segurança no Estádio da Luz. Na prática, estavam à vontade para operar.

A Polícia conta que um dos ladrões ficou na rua, junto à igreja, “a assegurar aspectos logísticos” para a concretização do roubo. Os cúmplices entraram, por escalamento e com a ajuda de uma chave falsa. avançaram, na escuridão, até à sala do tesouro pela escadaria e sentiram que o ‘prémio’ estava mais perto do que nunca.

Mas um erro cometido alguns dias antes deitou tudo a perder. Na preparação do roubo, os ladrões tinham consultado vários comerciantes de obras de arte para saberem quanto poderia valer a custódia. Talvez tenham ouvido “incalculável”, como disse ao CM Joaquim de Castro, director da sala do tesouro. Ou “impossível de determinar”, nas palavras, também ao CM, de Augusto Revez, da Leiloeira RR. Certo é que decidiram avançar.

Só que as informações foram mais rápidas. Em conjunto com os responsáveis da Sé de Lisboa, a PJ montou a armadilha. Não só colocou inspectores à volta da igreja, como também no interior da sala. Depois, foi um jogo de paciência. E, tal como no Estádio da Luz, onde o golo da vitória chegou aos 84 minutos, o golpe decisivo da Polícia ficou reservado para os metros finais.

TRÊS PADRES, TRÊS CHAVES, TRÊS LADRÕES

O cofre original que guarda a custódia tinha três chaves, cada uma entregue a um padre, para que nunca fosse aberto por uma só pessoa. A peça de ourivesaria, da autoria do ourives Joaquim Caetano de Carvalho, foi encomendada por D. João V, em 1748, mas seria D. José I a entregá-la, 12 anos depois. Trata-se de uma obra sem paralelo no Mundo, em ouro e ornada com 4120 pedras preciosas, algumas delas raras. Mede 94 centímetros e pesa 17,209 quilos. “O roubo já seria grave, mas muito pior seria se a peça fosse derretida para vender”, disse ao CM fonte policial. Joaquim de Castro, director do tesouro da Sé, nem quer pensar nisso. Segundo o responsável, “apesar dos inúmeros pedidos que chegam de todo o Mundo, a custódia não deixa a sala há 66 anos”. A última vez foi em 1940, pela mão do cardeal Cerejeira. “É uma obra única, repleta de elementos religiosos e significado”, explicou o director. Os estragos causados pelos três ladrões na tentativa de a roubarem, na terça-feira, obrigaram os responsáveis a fechar a Sé nos dois dias seguintes.


Fonte: Correio da Manhã

Publicado por jf em 08:54 PM | Comentários (0)

TERRAMOTO: RELATOS ON LINE

Uma das obras mais consultadas no Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (INA/TT), o «Dicionário Geográfico» de 1758, com relatos de párocos sobre a devastação do grande terramoto no país, já está acessível no «site» do organismo na Internet.

A digitalização dos 44 volumes da obra, encomendada na época pela Academia de Ciências de Lisboa, é um exemplo da estratégia da nova direcção do Instituto de «tornar cada vez mais acessíveis ao público os arquivos» da Torre do Tombo.

Em entrevista à Agência Lusa, Silvestre Lacerda, presidente do IAN/TT, justificou que esta estratégia da entidade se baseia no princípio de que «a salvaguarda dos documentos é tão importante como a sua difusão».

«Queremos continuar a digitalizar a informação para facilitar a consulta pública, mas, ao mesmo tempo, estruturá-la, para não reproduzir o mesmo paradigma do papel. Não queremos reunir apenas um amontoado imagens», ressalvou.

Este «Dicionário Geográfico» tem a particularidade de ter sido elaborado com base nas descrições dos párocos das 4.168 freguesias do país, na sequência da devastação provocada pelo grande terramoto de 1755.

Na sequência da destruição, a Academia das Ciências pediu o auxílio da Igreja Católica, que, por seu turno, solicitou aos padres que descrevessem as freguesias antes e depois do terramoto.

O resultado, compilado na altura por ordem alfabética pelo padre Luís Cardoso, é ainda hoje uma das obras mais procuradas no IAN/TT, tendo sido no início deste ano disponibilizada em http://www.iantt.pt(temporariamente no endereço http://ttonline.iantt.pt.

Este trabalho de tratamento e integração dos arquivos teve a colaboração da Sociedade Genealógica de Utah, nos Estados Unidos, que realizou a digitalização dos microfilmes existentes.

«A intenção da Academia era saber o estado em que o país ficou após o terramoto, o seu impacto na generalidade do território, mas o resultado acabou por ir mais longe do que isso», explicou à Lusa Silvestre Lacerda.

Os 44 volumes têm informações sobre rios, serras, a história da freguesia, as produções locais, resultando num «retrato bastante detalhado» do Portugal da época.

«Todas as monografias sobre a história local de freguesias do país recorrem a esta informação, que é particularmente rica», avaliou Silvestre Lacerda.

Os documentos são muito solicitados por investigadores das áreas do ordenamento do território e cartografia, professores de história e geografia, mas também por muitas pessoas que têm curiosidade em relação à história da sua freguesia.

As memórias paroquiais de 1758 também são muito consultadas para resolver conflitos legais entre freguesias, por exemplo, relacionados com as delimitações administrativas.

«Estes documentos não têm só uma componente da memória da História, mas uma grande importância nos direitos dos cidadãos, na prova e autenticidade dos registos», salientou o director do Instituto, observando que esta é uma actividade menos conhecida dos arquivos.

«Anteriormente estas pessoas tinham de deslocar-se de todo o país ao Instituto para consultar estes dados e pedir a sua reprodução.

A partir de agora todo esse processo passa a ser mais simples, com o seu acesso na Internet», salientou.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 02:40 PM | Comentários (0)

TORRE DO TOMBO: O QUE LÁ SE PROCURA

De acordo com dados de 2005, a Torre do Tombo recebeu uma média diária de 80 leitores, num total de 20.585 nesse ano, que resultaram em 86.200 requisições aos serviços.

De 2004 para 2005, ainda segundo dados dos serviços, verificou- se um aumento de cerca de vinte por cento na procura de documentos, números que não contemplam as dezenas de pessoas que se dirigem à Torre do Tombo, mas são depois encaminhadas para outros arquivos.

Silvestre Lacerda sublinha que a colocação dos documentos na Internet, além dos ganhos na eficiência e eficácia dos serviços, proporciona uma maior disponibilidade para outros pedidos, «ainda com a vantagem da enorme poupança de papel».

Outros documentos muito procurados na Torre do Tombo são os antigos registos das chancelarias, que contêm todos os actos régios registados, a documentação da Inquisição e, mais recentemente, os arquivos do Estado Novo, particularmente o de António Oliveira Salazar.

No âmbito da estratégia de digitalização da documentação que a Torre do Tombo tem à sua guarda, há outros projectos em curso, segundo o director, nomeadamente dos arquivos do Tarrafal, que será feita em breve em conjunto com o Arquivo de Cabo Verde.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 02:39 PM | Comentários (0)

25 DE FEVEREIRO DE 1955

É fundado, em Lisboa, o Centro Hellen Keller.

Publicado por jf em 02:28 PM | Comentários (0)

SAI EM MARÇO

Um livro de Carlos Consiglieri, editado pela Dinalivro, sobre a toponímia de Marvila.

Publicado por jf em 02:25 PM | Comentários (0)

fevereiro 24, 2006

PS DESMENTE O INDEPENDENTE

O líder da bancada municipal do PS de Lisboa, Miguel Coelho, negou hoje a existência de qualquer negociação com a empresa Bragaparques, em reacção a uma notícia publicada hoje pelo jornal "Independente".

"O PS nega que esteja envolvido em qualquer acordo de negociação com a empresa Bragaparques", afirmou à agência Lusa o também deputado socialista Miguel Coelho, manifestando-se indignado com a notícia do semanário, que disse conter "acusações graves".

A manchete do semanário envolve os vereadores socialistas no caso da alegada tentativa de corrupção do vereador apoiado pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, por parte da Bragaparques.

Com o título "O PS já está", o jornal noticia que o sócio e administrador da Bragaparques Domingos Névoa garantiu que os vereadores socialistas em Lisboa não seriam um obstáculo ao negócio que envolve a venda dos terrenos da antiga Feira Popular.

O empresário da Bragaparques é acusado de oferecer uma quantia em dinheiro (200 mil euros) a José Sá Fernandes para que este retirasse a acção judicial que interpôs contra o negócio feito entre a autarquia e a empresa.

Segundo o jornal, na transcrição das conversas gravadas pela Polícia Judiciária entre Domingos Névoa (que foi indiciado pelo crime de corrupção) e o advogado e irmão de José Sá Fernandes, Ricardo Sá Fernandes (que serviu de "agente encoberto" numa operação dirigida pela PJ), o empresário afirma que o autarca não teria de se preocupar com futuras tomadas de posição dos socialistas em relação ao negócio que envolve a venda daqueles terrenos.

Para o deputado socialista Miguel Coelho, trata-se de "uma notícia montada".

"A capa não corresponde ao conteúdo. São acusações graves e na devida altura agiremos. Somos os principais interessados em que esta questão seja esclarecida. Exijo que seja esclarecida", afirmou Miguel Coelho.

O deputado socialista afirmou também que o PS espera que a Procuradoria-Geral da República investigue em pormenor todo o processo.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 08:30 PM | Comentários (1)

CARLOS DO CARMO NA AULA MAGNA

Um espectáculo de Carlos do Carmo e da Sinfonietta de Lisboa assinalam, 08 de Março, a reabertura da Aula Magna da Reitoria de Lisboa, após obras de remodelação realizadas recentemente no local.

Em declarações à agência Lusa, Isabel Becho, das Relações Públicas da Reitoria da Universidade de Lisboa, disse que as obras foram da responsabilidade do arquitecto Daciano Costa, falecido em 2005.

Trata-se das primeiras obras realizadas na Aula Magna desde a abertura do espaço em 1961, acrescentou, sublinhando que a remodelação ainda não está concluída.

O telhado, a instalação eléctrica, os camarins, as tribunas e as doutorais foram as áreas da sala que sofreram remodelações, faltando ainda colocar cadeiras novas no resto da sala, referiu ainda Isabel Becho.

Além da Sinfonietta de Lisboa, Carlos do Carmo - que irá interpretar fados com arranjos de Bernardo Sassetti, Pedro Moreira e Vasco Pearce de Azevedo - é acompanhado por Ricardo Rocha na guitarra portuguesa, Diogo Clemente na viola, e José Marino Freitas no baixo.

As entradas para o espectáculo são livres, mediante levantamento do convite com 48 horas de antecedência do espectáculo.

Fonte: Lusa

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EM DEFESA DO EUROPA

O movimento de cidadãos SOS Cinema Europa lamentou quinta-feira que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) tenha autorizado a transformação do prédio num imóvel de habitação, ao contrário do projecto cultural e cívico que os moradores propunham.

O movimento promoveu quinta-feira à noite uma reunião com a população de Campo de Ourique para debater o futuro do Cinema Europa, cuja demolição já foi autorizada pela Câmara Municipal e que deverá dar lugar a um edifício de habitação.

Há cerca de um ano, o grupo de cidadãos propôs o aproveitamento do edifício para fórum cultural multifuncional, incluindo uma biblioteca com secção infantil e para adultos, um auditório com cerca de 250 lugares para espectáculos, cinema, teatro, música e congressos, um espaço polivalente para colóquios e exposições, além de um espaço comercial.

Segundo o vereador da Cultura, José Amaral Lopes, que esteve presente no encontro, a CML chegou a acordo com o proprietário privado do prédio, que deverá ceder um espaço de cerca de 3.000 mil metros quadrados, no interior, destinados a fins culturais, mantendo a valência habitacional no resto do edifício.

O responsável autárquico garantiu que a CML irá pagar esse espaço e financiar a recuperação e adaptação às valências culturais, adiantando que a futura ocupação do espaço, "dentro dos objectivos propostos pelo movimento", dependerá de estudos a realizar pelos serviços municipais e pelo arquitecto responsável, Júlio Quaresma.

No final do encontro, João Paulo Baltazar, do SOS Cinema Europa, lamentou que "a Câmara entenda que não é possível resguardar todo aquele volume para actividades culturais e cívicas".

"Percebemos que foi uma opção política a Câmara não aceitar a nossa proposta", sustentou Manuel Queiroz, do mesmo movimento.

Os elementos do SOS Cinema Europa reiteraram a sua posição quanto ao futuro do espaço.

"Defendemos sempre o mesmo projecto de um espaço multi-funcional que sirva vários públicos", afirmou João Paulo Baltazar.

Durante a reunião, o vereador Amaral Lopes lembrou que o edifício é propriedade privada.

"Quando estamos a lidar com o património dos outros, temos de ponderar", sustentou Amaral Lopes, afastando a possibilidade de a Câmara de Lisboa adquirir o imóvel.

"O privado tem um direito de construção, que valorizou o edifício. A autarquia teria de comprar o cinema por um valor que não justificaria o interesse público", disse o vereador, defendendo ser "possível conciliar" o interesse da população, de ter ali um espaço cultura, com os direitos do proprietário.

Amaral Lopes lembrou que pareceres técnicos não apontaram para a necessidade de preservar o edifício e sublinhou que a Câmara de Lisboa pretende revitalizar o antigo Cinema Paris, também em Campo de Ourique, "onde não há limitações técnicas para fazer um teatro, ao contrário do Europa".

"Aquele equipamento, como está, não é o mais adequado. Há outras alternativas mais benéficas para a cidade", frisou Amaral Lopes, apesar de os moradores presentes garantirem que não fazem questão de ter ali um teatro.

O vereador garantiu que o edifício do Cinema Europa irá acolher um auditório e um espaço polivalente, cuja ocupação será definida pelos serviços municipais, sendo uma das hipóteses admitidas a instalação da videoteca.

Também a escultura que existe actualmente na fachada do prédio será preservada, afirmou Amaral Lopes. Durante o encontro, vários moradores criticaram os anteriores executivos municipais por não terem garantido a compra do edifício pela autarquia.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:18 AM | Comentários (0)

IOLANTA NO S. CARLOS

Iolanta, a última das 11 óperas compostas por Tchaikovsky, tem esta sexta-feira à noite, no Teatro São Carlos, em Lisboa, a primeira audição em Portugal.

Com início agendado para as 11:00 horas, Iolanta será apresentada em versão de concerto, sob a direcção de Vladimir Fedoseyev, tendo no elenco nomes como Piotr Beczala (que interpreta o papel de Vaudémont), Benno Schollum (Rei René) e a jovem soprano Irina Lungu (Iolanta).

Participam ainda os cantores Andrey Breus (Robert), Pavel Kudinov (Ibn-Hakia) e Liliana Bizineche (Martha).

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 10:15 AM | Comentários (0)

EXPOSIÇÃO INÉDITA HOJE NO CCB

A maior e mais completa exposição das últimas décadas sobre a obra da pintora mexicana Frida Kahlo (1907- 1954), cujos quadros nunca foram exibidos em Portugal, abre hoje no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

Vinte e seis quadros, fotografias, diários, vestidos semelhantes aos que usou e outros objectos pessoais integram esta exposição, cujo conteúdo foi disponibilizado pelo Museu Dolores Olmedo Patiño.

Depois de ter passado pela Tate Modern de Londres e a Fundación Caixa Galicia, em Santiago de Compostela, a exposição ficará a partir de hoje no CCB até 21 de Maio.

Passados 51 anos sobre a sua morte, a pintura de Frida Kahlo continua a despertar um grande interesse do público, atraído pelo dramatismo de uma pintura marcada pelo sofrimento físico devido à doença e relações amorosas complexas.

Entre 1926, quando pintou o seu primeiro auto-retrato, e a sua morte, quase trinta anos depois, Kahlo produziu cerca de duas centenas de quadros.

A relação amorosa com o pintor muralista mexicano Diego Rivera impulsionou a sua carreira, mas Frida Kahlo viria a consolidar a sua obra e a tornar-se a pintora mexicana mais conhecida em todo o mundo, conseguindo expor os seus quadros, ainda em vida, nomeadamente no meio artístico de Nova Iorque.

Amante da cultura tradicional mexicana, em especial do legado Azteca, esta artista autodidacta descreveu o seu drama pessoal através da figuração e de cores intensas, chegando a ser inserida pelos críticos no movimento Surrealista.

"Pensaram que eu era Surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade", disse um dia Frida Kahlo.

Aos 16 anos, quando seguia para a escola num autocarro, sofreu um acidente de viação que a forçou a ficar acamada durante muito tempo, mas essa situação infeliz proporcionou as condições para começar a pintar.

Devido ao grave acidente sofrido, a artista passou grande parte da sua vida imobilizada, foi alvo de diversas operações, não conseguiu ter filhos, como muito desejou, e padeceu sempre de dores fortes.

Este sofrimento é expresso em quadros como "A Coluna Partida" (1944), "O Camião" (1929), "Unos Quantos Piquetitos" (1935), "Hospital Henry Ford" (1932) e "Auto-Retrato com Macaco" (1945), que integram a exposição.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:04 AM | Comentários (0)

LEONOR COUTINHO DESAFIA MIGUEL COELHO

Leonor Coutinho anunciará formalmente a sua candidatura à liderança da concelhia do PS de Lisboa no dia 1 de Março, estando previsto que a ocasião sirva também para dar a conhecer alguns dos seus projectos para aquele órgão.

Segundo avança a edição desta sexta-feira do jornal Público, a deputada terá «oficializado» a decisão de se candidatar num jantar com apoiantes, realizado na terça-feira, em Campo de Ourique, em Lisboa, sendo que, na quarta-feira à noite, voltou a reunir-se com militantes socialistas no Sindicato do Voo.

Contactada pelo Público, a antiga secretária de Estado da Habitação não quis explicitar se vai concorrer às eleições de 17 de Março, embora afirme que «cada vez é mais provável». No entanto, também frisou que se «comprometeu a não tomar uma decisão definitiva» antes do Carnaval.

Leonor Coutinho remeteu a sua posição para 1 de Março, avançando, porém, que nesse dia poderá descortinar algumas «ideias» do seu projecto para a concelhia socialista da capital. As listas concorrentes terão de ser apresentadas até 7 de Março.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 09:56 AM | Comentários (0)

fevereiro 23, 2006

LISBOA ENVELHECIDA

Lisboa é a cidade mais envelhecida do país, com um quarto da população com mais de 65 anos e cerca de 34 mil idosos a viver isolados, revelou quinta-feira o vereador da Acção Social da Câmara Municipal.

Segundo dados do Censos de 2001, Lisboa tem cerca de 136 mil idosos, um número que torna a capital portuguesa a nona cidade mais envelhecida da Europa.

Os números foram hoje adiantados à agência Lusa pelo vereador da Acção Social da autarquia lisboeta, Sérgio Lipari Pinto, à margem da cerimónia de encerramento das II Jornadas Formativas de Saúde e Bem-Estar, em Lisboa.

Afirmando-se preocupado «com os indícios de pobreza, exclusão e isolamento», o vereador anunciou que pretende criar um serviço de atendimento social integrado, uma espécie de loja do cidadão para as questões sociais da cidade.

«Um munícipe que tem um filho com trissomia 21, alguém que precisa de uma cadeira de rodas, um idoso que quer saber onde existem lares. Onde é que estas pessoas se dirigem para pedir isto?», exemplificou.

Na opinião do responsável, é necessário criar um «centro de divulgação para as questões sociais», um espaço que concentre todas as entidades públicas e privadas que trabalham na área da acção social, permitindo dar uma resposta mais eficaz aos cidadãos.

A medida implica, sustentou, a criação de uma rede social na capital, uma iniciativa já anunciada por Lipari Pinto, que articule o trabalho das instituições, do Governo e da autarquia.

A Câmara pretende ainda constituir conselhos locais de acção social e comissões sociais de freguesia, que deverão criar programas mais adequados às realidades locais.

«O primeiro objectivo é realizar um diagnóstico social único das situações sociais na cidade», de forma a «prestar respostas mais adequadas e evitar sobreposições de valências», salientou.

No âmbito das jornadas, que decorreram quarta e quinta-feira em Lisboa, o vereador considerou que a cidade não pensa na relação entre o idoso e o espaço público: «devia haver mais iluminação, a sinalética devia ser mais visível», exemplificou.

O vereador acredita que os idosos da cidade devem ser encarados «como catalisadores», defendendo que «é preciso conferir-lhes saúde, autonomia e provar-lhes que podem ser empreendedores», colaborando, nomeadamente, em acções de voluntariado.

A mesma ideia foi apontada pelo presidente da Câmara Municipal, António Carmona Rodrigues, que sublinhou que os idosos «devem sentir-se activos e úteis à sociedade», e propôs a criação de campanhas «para não deixar cair a questão dos idosos no esquecimento».

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 08:30 PM | Comentários (0)

CML NÃO QUER ENCERRAMENTO DA D. JOÃO DE CASTRO

A Câmara de Lisboa vai pedir ao Ministério da Educação que suspenda qualquer decisão de encerrar a escola secundária D. João de Castro, em Alcântara, uma medida que o executivo repudiou quarta-feira em reunião camarária.

O executivo presidido por António Carmona Rodrigues (PSD-CDS/PP) aprovou por unanimidade quarta-feira à noite, em reunião pública, uma proposta do vereador José Sá Fernandes (Bloco de Esquerda) que repudia "o hipotético encerramento" da escola secundária, que tem sido muito contestado pela comunidade educativa.

Em causa está o anúncio do encerramento da D. João de Castro e a sua consequente fusão com a escola Fonseca de Benevides, uma informação que os responsáveis da escola e o presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, José Godinho (PCP), dizem ter sido transmitida pela Direcção-Regional de Educação de Lisboa (DREL), numa reunião no dia 10.

A notícia causou grande apreensão, já que alunos, professores e pais alegam que a D. João de Castro tem excelentes condições, enquanto afirmam que a Fonseca de Benevides está mais degradada e sustentam que os projectos educativos dos dois estabelecimentos não são compatíveis.

Os eleitos do PS e o vereador responsável pela Educação, Sérgio Lipari Pinto, salientaram durante o debate que ainda não existe uma decisão quanto ao futuro da escola.

Os vereadores reconheceram as boas condições da escola secundária, e reclamam que qualquer reordenamento da rede escolar em Lisboa seja realizado "com a comunidade educativa e em diálogo com a Câmara de Lisboa".

Os vereadores da CDU apresentaram também uma proposta, que foi aprovada por unanimidade, e que pede à DREL a "suspensão de qualquer decisão unilateral (Ó) até à instalação e funcionamento do Conselho Municipal de Educação", um órgão que, de acordo com a lei, deve ser interlocutor do Ministério da Educação sobre a organização da rede escolar.

Segundo Lipari Pinto, o início do funcionamento deste Conselho Municipal está previsto para Março.

Os vereadores decidiram ainda "constituir uma comissão integrada por todas as forças políticas da Câmara Municipal" que procurará "obter da DREL todos os esclarecimentos relacionados com as medidas anunciadas para as duas escolas e a respectiva fundamentação".

Na opinião do vereador do PS, "a escola tem belíssimas instalações e tem realmente condições para um ensino completo", pelo que "do ponto de vista da rentabilidade dos equipamentos", a fusão entre as duas escolas seria preferível na D. João de Castro.

"Um caminho a percorrer pela Câmara de Lisboa é sensibilizar a DREL e o ministério para que não se tome uma decisão precipitada e que não tenha em conta a qualidade do direitos dos alunos", frisou Dias Baptista, que se manifestou "esperançado de que não se venha a concretizar o indício de que a escola seria desalojada".


Fonte: Lusa

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fevereiro 22, 2006

VISITAGEM

Para quem não sabe existe um variado conjunto de visitas temáticas pela cidade, organizadas pelos serviços culturais da Camara Municipal de Lisboa. da Lisboa de Pessoa à Lisboa de Garrett, da Lisboa das Índias à Lisboa hebraica, de todas as Lisboas, boémias e eruditas, agitadas e pacatas, se pode ver e saber. Para os interessados aqui publico a lista de opções disponíveis e o contacto para inscrições. Boas viagens!

Itinerários Temáticos Municipais
Qua e Sáb: 10h


Lisboa de Fernando Pessoa
Um olhar literário pelos sítios de memória da vivência do poeta nos bairros centrais da cidade.
Lisboa de Almeida Garrett
Nos 150 anos da morte do escritor, propõe-se um percurso pela sua última morada e pelos sítios que ao redor, seguramente, foram visitados e vividos pelos pioneiros dos românticos portugueses.

Lisboa de Cesário Verde
Poeta de Lisboa, deslumbrado pela luz do Tejo e pelo verde tranquilo das hortas dos arredores, teve no Paço do Lumiar o último cenário da sua vida.

Lisboa dos Maias
Pelos bons ares da Penha de França em busca do romantismo e das memórias de uma Vila Balzac há muito desaparecida.

Do Passeio à Avenida
Um percurso pela Avenida da Liberdade, pelas memórias pombalinas, a Arte Nova, e a modernidade.

Lisboa Romana
Um percurso pelos vestígios da permanência e cultura romanas na cidade.

Rota da Índia
Em Belém, do Padrão dos Descobrimentos ao Mosteiro dos Jerónimos pela memória dos Descobrimentos.

Rota da Seda
A moda da seda marcou, pelas estruturas industriais, um bairro romântico da cidade.

Rota Galega a Santo Amaro
Os séculos XVI e XVII ficaram marcados pelos muitos galegos chegados à capital em busca de trabalho. A grande devoção a Stº Amaro fê-los construir uma ermida no alto do monte que logo se tornou sítio de romarias e de festas.

Lisboa Quinhentista
Um percurso pelo bairro da Madragoa, ruas e casas na memória das gentes.

Lisboa Setecentista
Um percurso pela cidade que o terramoto setecentista marcou e que o génio e a vontade de Pombal fizeram diferente.

Dos Cardais ao Poço Novo
Um percurso pelos sítios da infância e da vida do Marquês de Pombal.

Lisboa de Rafael Bordalo Pinheiro
Um percurso pela vida e pelos sítios de memória do ceramista, no ano em que se evoca o centenário do seu desaparecimento.

Lisboa Hebraica
Da vivência hebraica em Lisboa ficaram os bairros, alguns sítios de memória e tradições do nosso quotidiano: um percurso pela Ribeira e por Alfama.

Lisboa Moura
Percurso pela história medieval da cidade, pelos vestígios da permanência muçulmana, pelos monumentos ruelas e histórias da Mouraria.

Lisboa da Sétima Colina
Urbanizada no século XVI, a colina do Bairro descobre-se pela memória viva da história da cidade.

Lisboa das Vilas Operárias
As novas formas urbanísticas de oitocentos como pretexto para um passeio no Bairro da Graça.


A Arte Nova em Lisboa
Do Desterro à Avenida da Liberdade na descoberta do pormenor decorativo na arquitectura de 1900.

Lisboa Boémia I
Um percurso de fim de tarde pelas paixões, a glutonaria e os recantos esquecidos da boémia na cidade.

Lisboa Boémia II
Um percurso pela boémia oitocentista de escritores e artistas, pelos sítios de memória e tradição no Bairro Alto.

Informações Úteis: Marcações: Seg a Sex - 10h-17h
213 567 800

Fonte: CML


Publicado por jf em 12:38 PM | Comentários (1)

EM BREVE NO OLISSIPO

Os Museus de Lisboa.

Publicado por jf em 12:33 PM | Comentários (0)

HISTÓRIA DE ARTE DO SEC. XVIII

Programa de cursos de história da arte portuguesa no século XVIII em Portugal, no Museu Nacional de Arte Antiga.

Elites e Sociedade em Portugal no Século XVIII
Nuno Monteiro
23 Fev: 18h-19h30
A Arquitectura do Século XVIII entre Portuguesismo e Internacionalismo
João Vieira Caldas
2 Mar: 18h-19h30

A Pintura Barroca entre Mafra e a Estrela
José Seabra Carvalho
9 Mar: 18h-19h30

Entre a Dependência e a Autonomia: A Escultura em Portugal no Século XVIII
António Filipe Pimentel
16 Mar: 18h-19h30

O Século XVIII em Portugal Abordado através do Desenho
Alexandra Markl e Regina Peixeiro
23 Mar: 18h-19h30

Móveis em Portugal no Século XVIII
Maria da Conceição Sousa e Celina Bastos
30 Mar: 18h-19h30

A Porcelana no Quotidiano Português do Século XVIII
Maria Antónia Matos
6 Abr: 18h-19h30

O Ouro e as Gemas do Brasil na Ourivesaria e Joalharia Portuguesas do Século XVIII
Leonor d'Orey e Luísa Penalva
12 Abr: 18h-19h30

Fonte: CML

Publicado por jf em 12:31 PM | Comentários (0)

FESTA DA PRIMAVERA

O 13º aniversário do Centro Cultural de Belém e o início da Primavera são assinalados dia 26 de Mrço, nesta Festa com actividades para toda a família. Teatro, circo, marionetas, música e exposições marcam o dia 26 de Março em vários espaços do CCB.

Fonte: CML

Publicado por jf em 12:27 PM | Comentários (0)

EXPOLÍNGUA

A 16ª edição da Expolingua Portugal tem como convidado de honra a Língua Inglesa. O evento desdobra-se em duas vertentes: o Salão, onde estão representados expositores de vários países ligados ao ensino de línguas, tais como escolas, editoras, universidades, institutos e embaixadas, e o Programa Cultural com música, cinema, teatro, exposições, dança, aulas de línguas e conferências, onde se debatem os grandes temas relacionados com o mundo das línguas.

Fonte: CML

Publicado por jf em 12:24 PM | Comentários (0)

SOFLUSA: ADIVINHEM... GREVE OUTRA VEZ!

As ligações fluviais entre o Barreiro e Terreiro do Paço, Lisboa, vão parar novamente amanhã, entre as 05.15 e as 08.55 e das 17.30 às 20.30, devido a uma greve dos trabalhadores da Soflusa contra as diferenças salariais. A paralisação deverá afectar mais de 31 mil pessoas que utilizam diariamente aquele transporte nas horas de ponta.

No entanto, a empresa anunciou que vai disponibilizar transporte alternativo em autocarros desde o terminal do Barreiro até à gare do Alto Seixalinho, no Montijo, donde partem barcos da Transtejo para Lisboa. A mesma garante que os títulos de transporte da Soflusa são válidos em todas as carreiras da Transtejo.

A paralisação, a quarta desde Janeiro, pode afectar outros ser-viços como a venda de bilhetes e o controlo de passageiros, explica o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF), uma das estruturas que convoca a greve.

Em Dezembro passado e Janeiro deste ano, os maquinistas e marinheiros das embarcações da Soflusa pararam duas horas por turno durante quatro dias, para contestar a atribuição de um subsídio de chefia aos mestres, que representa um acréscimo de cinco por cento no seu vencimento. Nesses dias, a circulação de carreiras entre Barreiro e Lisboa foi reduzida e mesmo suspensa nas horas de ponta.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 11:31 AM | Comentários (0)

PARTIDOS APOIAM ESCOLA

"Uma bola de neve que só deixará de crescer quando esta fusão for cancelada." A analogia foi utilizada ontem pelo presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, José Godinho, à saída da reunião da Assembleia Municipal de Lisboa. Isto após terem sido aprovadas por maioria três moções que contestam o anunciado encerramento da Escola Secundária D. João de Castro, no Alto da Ajuda, em Lisboa.

Após o apoio individual dado pelo vereador do Bloco de Esquerda (BE) José Sá Fernandes e pela deputada comunista Odete Santos, os 300 alunos que correm o risco de ser transferidos para a Fonseca Benevides contam agora com um suporte colectivo na luta. Bloco de Esquerda, Partido Comunista Português (PCP) e o próprio Partido Socialista (PS) consideram que a D. João de Castro reúne melhores condições, logísticas e pedagógicas, do que a Fonseca de Benevides.

Mas enquanto bloquistas e comunistas querem que o Ministério da Educação suspenda/reavalie o processo de fusão, já os socialistas pretendem saber "se é intenção do ministério encerrar a Escola D. João de Castro, e, se sim, com que fundamentos". Ao DN, fonte da tutela refere via e-mail: "Não tenho qualquer informação sobre a fusão dessas escolas e julgo que não há nenhuma decisão tomada." Mas caso a D. João de Castro venha a ser encerrada pelo Governo, o vereador da Educação da Câmara de Lisboa, Sérgio Lipari Pinto, já pensou numa solução para o aproveitamento dos terrenos.

De acordo com a Lusa, na Assembleia Municipal de Lisboa este responsável anunciou que irá propor o aproveitamento do espaço para valências escolares. Sérgio Lipari Pinto pretende "propor uma salvaguarda dos espaços para fomentar a índole educativa".

As propostas de aproveitamento dos terrenos passam pela criação, naquele local, de uma escola profissional, de um centro de recursos educativos ou valências destinadas aos ensinos pré-escolar e básico.

Fonte: Diário de Notícias

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fevereiro 21, 2006

DISTÂNCIA

Quando estamos longe de Lisboa, damos-lhe mais valor. À luz, sobretudo à luz.

Publicado por jf em 10:58 PM | Comentários (0)

MORADORES INSISTEM NA FREGUESIA DO ORIENTE

A Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações entregou hoje cerca de 3000 assinaturas na Assembleia da República a exigir a criação da freguesia do Oriente, no concelho de Lisboa.

Apesar de serem necessárias pelo menos 4000 assinaturas para levar a petição à discussão no Parlamento, a associação entendeu ser oportuno entregar agora as assinaturas de que dispõe, para alertar, mais uma vez, para as suas reivindicações numa altura em que se prepara a reorganização administrativa do país.

"Vamos entregar as 4000 assinaturas dentro de semanas, mas como se está a mexer nesse pacote, considerámos importante fazer agora esta entrega parcelar", disse à Lusa José Moreno, da Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações, acrescentando que o movimento não vai desistir enquanto não vir criada a freguesia.

Os subscritores da petição, dirigida ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, afirmam que a freguesia tem uma população de 25.000 a 30.000 habitantes e possui "alguns dos mais emblemáticos equipamentos da cidade".

"A criação da nova freguesia está prevista no projecto de lei nº 100/X/1, apresentado pelo deputado Rui Gomes da Silva, em Junho de 2005. É nossa firme convicção que esta pretensão dos moradores e comerciantes do Parque das Nações se tornará realidade, tanto mais que já em Dezembro de 2004 esteve agendado para votação o projecto de lei nº 449/IX, no mesmo sentido, só não tendo sido votado em consequência da dissolução da Assembleia da República", afirma a associação.

A estrutura considera que o tema tem um interesse nacional, devido à herança nacional do projecto que foi a Expo’98 e à reforma administrativa do território que o Governo está a preparar.

A associação sublinha ainda que a questão ganha "maior acuidade e premência" uma vez que está para breve a transferência da gestão urbana da zona do Parque das Nações, correspondente à área do concelho de Lisboa (mais de dois terços do total) para a autarquia.

A petição indica que os signatários são moradores e comerciantes da Zona de Intervenção da Expo’98, espaço actualmente conhecido como Parque das Nações, dirigentes de empresas que aí operam, trabalhadores ao serviço das empresas e estabelecimentos comerciais e ainda cidadãos "interessados na adequada prossecução dos objectivos do projecto nacional em que consistiu a Expo’98".

Actualmente, a zona está repartida entre a freguesia de Santa Maria dos Olivais, em Lisboa, e as freguesias de Moscavide e Sacavém, no concelho de Loures.

Os moradores afirmam que esta situação coloca vários problemas à comunidade, como falta de transportes públicos e de equipamentos, nomeadamente escolas e um centro de saúde.

O Governo comprometeu-se a apresentar até Abril às associações de municípios e freguesias a nova legislação para a reorganização administrativa do país, que permitirá a criação, extinção e fusão de autarquias.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 10:30 PM | Comentários (0)

AML APROVA MOÇÃO DO PCP

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou hoje por unanimidade uma moção do PCP que remete para a Comissão Permanente de Urbanismo e Mobilidade a análise do negócio do Parque Mayer e Feira Popular, incluindo a alegada tentativa de suborno ao vereador José Sá Fernandes.

A moção, subscrita pelo líder da bancada municipal do PCP, António Modesto Navarro, presidente da Assembleia Municipal de Lisboa no último mandato, defendia inicialmente a constituição de uma comissão eventual destinada a "analisar os elementos disponíveis" do processo do Parque Mayer, da Feira Popular e das indemnizações aos feirantes.

No entanto, em conferência de líderes realizada antes da reunião da Assembleia Municipal, o PCP aceitou alterar a proposta de modo a que a tarefa seja atribuída à Comissão Permanente de Urbanismo e Mobilidade.

Em declarações aos jornalistas, Modesto Navarro afirmou que a Comissão Permanente irá também analisar a polémica desencadeada pelas recentes afirmações do vereador apoiado pelo Bloco de Esquerda (BE), José Sá Fernandes, que denunciou uma alegada tentativa de suborno por um dos sócios da empresa Bragaparques, antiga proprietária do Parque Mayer, e actual detentora dos terrenos de Entrecampos, anteriormente ocupados pela Feira Popular.

Para Modesto Navarro, o facto de a moção ter sido aprovada por unanimidade revela a "imensa incomodidade provocada pelos acontecimentos recentes".

O objectivo é, sustenta a moção, "que tudo seja esclarecido para defesa do bom-nome da Assembleia Municipal de Lisboa e do município de Lisboa". Em causa está o processo de permuta entre os terrenos privados do Parque Mayer e parte dos terrenos municipais de Entrecampos entre a autarquia e a Bragaparques, além da hasta pública da parte remanescente da área da Feira Popular, comprada pela mesma empresa, que exerceu na altura um direito de preferência.

Modesto Navarro sublinhou que "o processo é profundamente ilegal", recordando que a Assembleia Municipal de Lisboa não aprovou a atribuição de qualquer direito de preferência à Bragaparques, pedindo na altura (em Agosto do ano passado) uma análise desta venda ao Tribunal de Contas, Procuradoria-Geral da República e Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT).

Segundo Modesto Navarro, até Outubro do ano passado, o IGAT informou ter remetido a questão para o tribunal da segunda instância de Lisboa, o Tribunal de Contas disse que a matéria não era da sua competência, enquanto a Procuradoria não deu qualquer resposta à Assembleia Municipal.

A mesma moção hoje aprovada pelos deputados municipais propõe que a presidente da Assembleia Municipal, Paula Teixeira da Cruz, "proceda a iniciativas no sentido de saber qual é o ponto de situação" dos processos enviados a estas três entidades.

A alegada tentativa de subornar Sá Fernandes foi hoje abordada pelo PS que, através do líder da bancada, Miguel Coelho, manifestou a sua "solidariedade e profunda vontade que tudo seja esclarecido".

O PCP pediu ao Ministério Público que verificasse a legalidade da permuta dos terrenos e da hasta pública.

O processo também foi alvo de uma providência cautelar interposta por Sá Fernandes ainda antes de ser eleito vereador pelo BE.

O gabinete municipal do Bloco de Esquerda emitiu na sexta-feira passada um comunicado a acusar o administrador da Bragaparques, Domingos Névoa, de ter feito, em Janeiro, uma proposta no valor de 200 mil euros para que Sá Fernandes produzisse "uma declaração em reunião de câmara ou de Assembleia Municipal que retirasse aos privados qualquer responsabilidade pela situação criada, remetendo essa mesma responsabilidade para o anterior executivo municipal".

Era também exigido que Sá Fernandes promovesse a retirada da acção popular que "impende sobre o negócio Parque Mayer/Feira Popular" e que interpôs ainda antes de ser vereador da autarquia.

O caso foi denunciado à Polícia Judiciária, que acompanhou o processo, segundo o BE. Em reacção a estas acusações, Domingos Névoa afirmou à Lusa ter apresentado uma queixa-crime por difamação contra o vereador e garantiu que "há um mal entendido" nas acusações "falsas e caluniosas" do autarca. "A minha advogada, Rita Matias, que é do escritório de Ricardo Sá Fernandes [irmão do vereador e que terá sido contactado pelo empresário para interceder junto do autarca], está a tratar do assunto", adiantou Névoa, escusando-se a entrar em mais detalhes por o caso estar a sujeito a "segredo de justiça".

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 10:27 PM | Comentários (0)

THOM PAIN E LADY GREY

Perante a urgência de um desabafo, o silêncio também comunica. Silêncio constrangedor mas aliciante quando o público, convocado para uma encenação, se vê arrastado para a inusitada posição de interlocutor passivo. Thom Pain e Lady Grey são os responsáveis pelo encontro. Conseguirão eles preencher o vazio?

Esforços, pelo menos, não faltarão hoje, às 21h30, no Pequeno Auditório da Culturgest, em Lisboa. Thom Pain/ Lady Grey, dois monólogos de Will Eno, com encenação de Marcos Barbosa e dramaturgia de Jacinto Lucas Pires, permitem que duas personagens se "dispam" face a alguém que não lhes é familiar, numa relação que desafia os próprios limites do teatro.

Primeiro ela. Lady Grey (interpretada por Catarina Requeijo), é uma mulher que conta estórias, que preenche silêncios. Interpela o público e exige respostas. O vazio traz-lhe tormento e frustração. Palavra atrás de palavra (verdade ou fantasia?), Lady Grey (sob uma luz cada vez mais baixa) tem um segredo para revelar.

Depois de escurecer, é Thom Pain (baseado em nada) que entra em cena. Um homem que olha para si mesmo com comiseração e que se resigna com pequenas falhas. A constante hesitação e o arrependimento revelam bem a essência desta personagem, que transpira medo e frustração em cada ziguezague do seu desequilíbrio: "Precisam de ver para ouvir-me?".

Thom Pain (Marcos Barbosa), o fracassado, envolve-se no absurdo, lançando suposições que "talvez" o ajudem a narrar uma simples história. "Ou talvez não".

Faces diferentes da mesma moeda, enredadas na densidade das suas vidas, as duas personagens serão espelhos de uma realidade bem actual.

Quando Lady Grey desafia o público ("Saiam por um momento da vossa vida agitada para admirar o meu vestido simples!") e Thom Pain impõe a reflexão ("Assusta-vos estar frente-a-frente com a vida moderna?"), ambos remetem, segundo o encenador da peça, Marcos Barbosa, para "a velocidade com que estamos a viver o nosso quotidiano". O modo como estas personagens se expõem tem, pois, tradução tangível nas sociedades em que vivemos.

Os dois monólogos de Will Eno - dramaturgo americano de quem se diz ser um descendente de Samuel Beckett e Edward Albee - foram trabalhados por Marcos Barbosa e Jacinto Lucas Pires em constante ligação com autor. "Houve indicações muito precisas de Will Eno", explica Marcos Barbosa, nomeadamente "uma série de jogos teatrais que estão completamente ligados ao que ele escreveu". Alguns desses jogos são inspirados em Shakespeare.

Especial atenção foi dada ainda aos elementos cénicos. Na sua simplicidade, uma cadeira solitária produz múltiplos significados, e uma cortina mal corrida deixa em aberto alguns limites (ver caixa).

A peça, produzida pela companhia .lilástico, vai estar na Culturgest até sábado, rumando depois para Famalicão a 3 de Março.

Fonte: Diário de Notícias

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BE QUER SALA DE CHUTO

José Sá Fernandes vai defender amanhã numa proposta que apresentará à Câmara de Lisboa a criação - a título experimental- de uma sala de injecção assistida no concelho.

O vereador do BE considera que não se deve perder mais tempo e que é de aproveitar a renegociação do protocolo, em Março, sobre o Plano Integrado de Prevenção de Toxicodependências na Cidade de Lisboa, entre o Instituto da Droga e da Toxicodependência, a autarquia e a Segurança Social para consagrar no seu texto esta possibilidade. Para Sá Fernandes, estas "salas" constituem "uma maneira de aproximar os toxicodependentes de uma estrutura de tratamento e reduzir o riscos de transmissão de doenças como a hepatite e a sida". Alegando que devem ser as entidades que lidam com o problema da droga a definir a localização desta estrutura, o vereador sustenta que a sala de chuto "deve estar perto do local deconsumo de droga". Entretanto, o eleito do BE vai apresentar na mesma sessão uma moção solicitando que se investiguem todos os negócios da CML com a Bragaparques. "Tenho legítimas razões para suspeitar de todos os negócios da Bragaparques em Lisboa", disse .

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 10:18 PM | Comentários (0)

CML JÁ TEM ORÇAMENTO

Os deputados sociais-democratas da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) viabilizaram hoje o orçamento da autarquia (PSD/CDS-PP), numa votação em que a bancada democrata-cristã e o PS se abstiveram, enquanto o PCP, BE e "Os Verdes" votaram contra.

O líder da bancada do CDS-PP na AML, José Rui Roque, justificou a abstenção com as "dúvidas" suscitadas pelo orçamento para 2006 e pelas grandes opções do plano para 2006-2009.

Em declarações à Lusa no final da reunião da AML, que teve início às 10h00 e se prolongou por mais de nove horas, José Rui Roque justificou a abstenção dos três deputados do CDS-PP com a "preocupação em relação à necessidade que a Câmara tem de racionalizar o seu funcionamento".

O deputado democrata-cristão critica a "dispersão dos serviços camarários" e lamenta que as grandes opções do plano não prevejam medidas "para alterar a estrutura dos custos e do funcionamento" da autarquia da capital.

Para o deputado do CDS-PP, o executivo deveria procurar "racionalizar a estrutura, através da concentração de serviços e libertando muitos dos espaços que existem", além de considerar ser necessária uma "reorganização dos recursos humanos", com a eventual afectação de funcionários a serviços actualmente contratados pela Câmara de Lisboa a empresas externas.

Também a venda de património prevista pelo executivo merece críticas do CDS-PP, que afirma que a medida apresenta "um grau de aleatoriedade e não define uma estratégia".

Questionado sobre se a abstenção do CDS-PP não poderá causar algum incómodo no seio da coligação pós-eleitoral que lidera o executivo municipal, José Rui Roque descartou essa possibilidade, afirmando que a vereadora Maria José Nogueira Pinto (CDS-PP) "é responsável pela sua gestão e pelo seu orçamento e será julgada por isso".

Numa intervenção no final da discussão, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, afirmou que os documentos hoje aprovados "representam os eixos prioritários apresentados em campanha eleitoral: os idosos, as colectividades, os estudantes, em particular os universitários, os portadores de deficiência e o pequeno comércio".

Carmona Rodrigues: "Não há orçamento perfeito"

Admitindo que "não há orçamento perfeito", Carmona Rodrigues disse também não estar "preocupado" com as 309 medidas anunciadas para os primeiros seis meses de mandato e sustentou que "há muito por fazer nos próximos quatro anos".

Na apresentação do documento, o vereador lisboeta das Finanças, Fontão de Carvalho, explicou que o valor do orçamento é de 850 milhões de euros, dos quais 150 milhões resultam de permutas, pelo que o valor real (700 milhões) é inferior ao do ano passado.

A oposição de esquerda na AML criticou os documentos. Miguel Coelho, líder da bancada do PS, afirmou que o orçamento para este ano é um documento "sem coerência, sem estratégia, sem consistência e sem credibilidade".

Da bancada do PCP surgiram várias críticas ao documento, com o líder do grupo municipal comunista, Modesto Navarro, a defender que o orçamento e as grandes opções do plano omitem "a imensa e urgente reabilitação urbana, a habitação para os jovens, medidas e propostas audaciosas no trânsito, na mobilidade e no estacionamento".

Para Carlos Marques, líder da bancada do BE, o orçamento contém "actos de cosmética", como a operação de permuta dos terrenos do Parque Mayer, inserida na rubrica de reabilitação urbana, e que representa 60 milhões de euros, mais de metade da verba destinada à reabilitação.

Os deputados do Partido Ecologista "Os Verdes" afirmaram não encontrar "nas grandes opções nem no orçamento verdadeiras opções estratégicas para dar resposta aos problemas da cidade", considerando o orçamento "pouco sustentável e muito virtual".

Fonte: Público on line

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fevereiro 20, 2006

OLHEM PARA ELE

O estado do Estádio das Salésias. No Bar, onde é que havia de ser?

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COMO?

Ligações perigosas.

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D. JOÃO DE CASTRO CONVOCA REFORÇOS

O provável encerramento da Escola D. João de Castro, em Lisboa, foi hoje contestado pela deputada comunista Odete Santos, que estranhou a decisão de se transferir 300 alunos de um estabelecimento "com óptimas condições" para outro "sem condições".

"Dada a falta de informação da Direcção Regional de Educação de Lisboa [DREL] relativamente às razões para o encerramento da escola começa a ser legítimo colocar a questão de interesses imobiliários", afirmou a deputada Odete Santos no final de uma visita à escola, situada em Alcântara.

Numa recente reunião entre a DREL, professores e encarregados de educação foi confirmada a intenção de transferir os alunos da D. João de Castro para a Escola Fonseca Benevides.

"Não se percebe por que é que os alunos vão ser transferidos de uma escola construída de raiz para outra muito mais pequena que foi instalada num edifício que teve de ser adaptado", afirmou a vereadora comunista da autarquia lisboeta Rita Magrinho, que acompanhou Odete Santos na visita.

O PCP vai investigar a forma como a Câmara Municipal de Lisboa adquiriu, em 1942, os terrenos onde foi construída a D. João de Castro. "É preciso saber se se tratou de uma expropriação ou de uma compra de terrenos", afirmou Rita Magrinho.

A vereadora comunista alertou para a possibilidade de existir uma cláusula no contrato de compra e venda que permite aos anteriores donos reivindicar a propriedade do terreno por deixar de ter o uso escolar para o qual foi vendido em 1942.

Rita Magrinho sublinhou ainda que a DREL poderá estar a violar a lei ao ter tomado uma decisão sem consultar o Conselho Municipal de Educação. Este alerta já tinha sido lançado pelo presidente da Junta de Freguesia de Alcântara que, numa carta aberta enviada este mês ao primeiro-ministro, afirmou que a DREL tinha violado a lei ao decidir sobre assuntos que são da competência do Conselho Municipal de Educação.

No início do mês, "o PCP apresentou um requerimento ao Governo para que o Ministério da Educação explique os motivos do encerramento da escola", lembrou Odete Santos, classificando de "duvidosos" esses mesmos motivos.

Fonte: Público on line

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SÁ FERNANDES PÕE EM CAUSA NEGÓCIOS DA BRAGAPARQUES

O vereador apoiado pelo Bloco de Esquerda José Sá Fernandes levantou hoje suspeitas sobre a legalidade de todos os negócios realizados em Lisboa pela Bragaparques, empresa acusada de ter tentado subornar o autarca.

«Tenho legítimas razões para suspeitar de todos os negócios da Bragaparques em Lisboa e vou apresentar uma moção sobre esta matéria na reunião de Câmara da próxima quarta-feira», afirmou o vereador à margem de uma conferência de imprensa sobre as salas de injecção assistida. José Sá Fernandes revelou no sábado que foi alvo de uma tentativa de corrupção por parte do sócio principal da empresa BragaParques no âmbito do processo de permuta de terrenos da Feira Popular e do Parque Mayer.

Para o autarca, a tentativa da corrupção é «um despudor criminoso que resulta do à-vontade com que se aceita praticamente tudo».

«Quem tem o desplante de fazer isto permite-nos suspeitar de todos os outros negócios», sublinhou José Sá Fernandes, anunciando que vai pedir investigações sobre os negócios da Bragaparques, inclusivamente por parte da autarquia.

O vereador defende que »esta cumplicidade de políticos e da construção civil tem de acabar de uma vez por todas« e afirma esperar que esta situação «seja um exemplo».

«É com esta facilidade que tudo se faz. Se isto é a montra eu pergunto o que será no armazém? Enquanto vereador fui alvo de um acto de corrupção e tinha de o denunciar publicamente. Demorei algum tempo a fazê-lo porque não quis prejudicar o processo», sublinhou.

José Sá Fernandes escusou-se a comentar a queixa de difamação apresentada pelo administrador da empresa Bragaparques contra o autarca.

«A queixa apresentada por Domingos Névoa por difamação não merece comentário. O despudor e o desplante com que eu e o meu irmão [o advogado Ricardo Sá Fernandes] fomos abordados foi tanto, que indicia também que este à vontade anda por aí, o que me faz não comentar isto», adiantou.

O autarca salientou que «as provas estão no processo, estão gravadas e são insofismáveis» e que esta situação desde o princípio teve a protecção da Polícia Judiciária e do poder judicial.

O autarca contou que a alegada oferta para o «comprar» implicava três situações.

«Enquanto vereador deveria fazer uma declaração pública de que o negócio tinha sido muito interessante, que os privados se tinham portado muito bem e que, quanto muito, teria havido alguma incompetência da parte do anterior executivo. Deveria fazer uma declaração pública a dizer que desistia da acção judicial que tinha interposto antes de ser vereador e realizar uma conferência de imprensa», contou.

«Na primeira proposta foram-me oferecidos duzentos mil euros», afirmou o autarca, adiantando que a oferta dava a entender que era negociável.

«O alvo desta corrupção era eu», afirmou o vereador que diz já ter falado com a vereadora do CDS-PP Maria José Nogueira Pinto, o socialista Manuel Maria Carrilho e com o presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, que «se manifestaram indignados e solidários».

Segundo Sá Fernandes, Domingo Névoas foi ouvido em tribunal e posto em liberdade depois de pagar uma caução de 50 mil euros.

O processo em causa envolve a permuta dos terrenos privados do Parque Mayer com parte dos terrenos municipais da Feira Popular, em Entrecampos, que passaram no anterior mandato autárquico para a posse da Bragaparques, segundo uma proposta do presidente do município aprovada na Assembleia Municipal de Lisboa (AML) por maioria, apenas com os votos contra do PCP e dos Verdes.

A Bragaparques passou em 2005 a deter a totalidade da área anteriormente ocupada pela antiga Feira Popular, depois de ter exercido direito de preferência na hasta pública, realizada em Julho, para adquirir a parte que lhe faltava dos terrenos de Entrecampos.

Na altura, a oposição e a AML contestaram o negócio, alegando não ter aprovado qualquer direito de preferência à Bragaparques.

Enquanto candidato pelo Bloco de Esquerda, a 14 de Julho de 2005, José Sá Fernandes anunciou que iria tentar inviabilizar a permuta dos terrenos, com uma providência cautelar no tribunal Administrativo Fiscal de Lisboa.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 03:15 PM | Comentários (0)

UF!

Ao fim de nove meses de encerramento, e depois de três adiamentos, reabre hoje ao trânsito automóvel e pedonal o viaduto da Rua Ramalho Ortigão, ao Bairro Azul, em Lisboa, encerrado em Junho de 2005 devido ao risco iminente de derrocada.

Com as obras de reparação previstas para durarem seis meses e a reabertura marcada para 14 de Novembro, o viaduto acabou por estar encerrado muito mais tempo, devido a alguns erros de concepção, que obrigaram a alterações na empreitada, orçada em cerca de um milhão e 200 mil euros.

No sábado o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) realizou os testes de carga necessários para verificar se a estrutura reunia condições de segurança para a reabertura, o que se veio a verificar, de acordo com um responsável do pelouro das Obras Municipais.

O teste de carga, que implicou a colocação de vários camiões sobre o tabuleiro do viaduto, obrigou ao encerramento da Avenida Calouste Gulbenkian até às 20h00 de sábado, com algumas complicações no trânsito, obrigado a convergir na sua totalidade para a Praça da Espanha.

Mas, a partir de hoje, os automobilistas provenientes de Sete-Rios ou Campolide já poderão aceder ao centro da cidade fazendo o atravessamento do viaduto, sem terem necessidade de se acumularem nos acessos à Praça de Espanha.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 09:41 AM | Comentários (0)

fevereiro 19, 2006

A LER

A Sara e os pombos, no Ideias Dispersas.

Publicado por jf em 05:39 PM | Comentários (0)

PARQUE DE MUSEUS

A CML quer transformar o Alto da Ajuda num parque de museus, aí instalando vários pequenos museus que estão espalhados por Lisboa, como por exemplo o Museu das Marionetas. O local em vista é o actual quartel de Lanceiros 2, mas ainda não existe luz verde do Ministério da Defesa.

Publicado por jf em 05:30 PM | Comentários (1)

EDUCAÇÃO ARTÍSTICA

A rainha da Jordânia e António Damásio estarão presentes na Conferência mundial de Educação Artística, que se realizará no CCb, entre 6 e 9 de Março. A Conferência é organizada pela UNESCO e pelo Governo.

Publicado por jf em 05:27 PM | Comentários (0)

19 DE FEVEREIRO DE 1975

Morre o arquitecto Francisco Keil do Amaral, precursor do urbanismo e da Arquitectura Paisagística portuguesa, autor da concepção do parque florestal de Monsanto, do Metropolitano e dos aeroportos de Lisboa e Luanda.

Publicado por jf em 05:20 PM | Comentários (0)

REQUALIFICAR OS LÓIOS

Reforçar a iluminação na Rua José Pedro Pezarat e proceder à colocação de barreiras que impeçam o estacionamento automóvel nas zonas destinadas aos cidadãos portadores de deficiência, é um das medidas para o Bairro dos Lóios, a Chelas, em Lisboa, que o vereador Sá Fernandes irá propor na próxima reunião do executivo camarário.

O documento, a apresentar na quarta-feira, contempla ainda outras obras no espaço público daquele bairro, ontem visitado pelo autarca. No rol das intervenções consideradas urgentes situa-se a requalificação da Rua Adães Bermudes, para facilitar a aproximação aos edifícios das viaturas de emergência e a manutenção das áreas ajardinadas; e a recolocação das lajes soltas na Praça Raul Lino e Rua Keil do Amaral, assim como o arranjo dos passeios e arruamentos de acesso aos lotes.

Além de salientar os problemas relativos ao estado de degradação daquele agregado habitacional, Sá Fernandes alerta, mais uma vez, para as consequências que está a ter para a população a transferência das habitações do Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado (IGAPHE) para a Fundação D. Pedro IV, nomeadamente com o aumento das rendas.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 05:19 PM | Comentários (0)

RIBEIRO TELLES QUER MAIS VERDE

Gonçalo Ribeiro Telles defendeu ontem, durante uma visita guiada ao Parque Gulbenkian, a necessidade da criação de corredores verdes, espaços arborizados e agricultura urbana, sob pena de Lisboa se transformar "numa cidade monstruosa do terceiro mundo".

Para o arquitecto paisagista, a capital não pode perder os seus "pulmões" de várias categorias, como Monsanto, Parque Eduardo VII e os quintais. A construção em leitos de cheia, e o desaparecimento de logradouros, de hortas e pomares foram as principais críticas enumeradas por Ribeiro Telles, sócio de honra do Grupo Habitar, organizador do encontro.

"Não basta lavar a cara aos prédios se depois se esquecem dos logradouros, jardins, hortas e pomares. Nos outros países faz-se exactamente o contrário. Os corredores verdes, por exemplo, são uma questão de equilíbrio e vitalidade para a cidade. Não são apenas decoração", alertou.

"Os presidentes das câmaras gastam milhares de contos em parques. Entusiasmam-se com catálogos, muitas vezes desenhados por curiosos e até por irresponsáveis. Agora é a moda das palmeiras e dos repuxos, com água a subir e a descer. É o chamado repuxismo", ironizou, para explicar que muitos projectos estão desgarrados da cultura portuguesa. E rematou "Estou convencido de que não se fazem revisões dos planos directores municipais nas grandes cidades para que estes não tenham que integrar estruturas ecológicas".

No capítulo dos bons exemplos, citou o caso de um quarteirão de Berlim, na Alemanha, projectado por portugueses, onde foi construído um logradouro que drena as águas da chuva para um depósito. Estas são aproveitadas para regas e até para as águas dos autoclismos. "Aqui até parece que não precisamos da chuva, mas apenas que chova em Castelo de Bode", disse Ribeiro Telles.

Ultrapassado o capítulo das críticas - ou das anedotas, como chama aos atentados ambientais que grassam pela cidade - o arquitecto e alguns associados do Grupo Habitar passearam-se pelos 7,5 hectares de terreno que compõem o Parque da Gulbenkian, um "oásis" criado no antigo Parque de Santa Gertrudes, concebido por Ribeiro Telles e António Viana Barreto, em colaboração com arquitectos do complexo de edifícios da Fundação.

A paisagem das lezírias, do montado e até a Ilha dos Amores de Camões serviram de inspiração ao Parque, recordou Ribeiro Telles. E afinal, o que torna aquele espaço verde tão especial? "É um jardim para ser pisado, onde se pode olhar para o chão e contar sapos, ver pássaros. É um jardim de cenários que se sucedem, com luz e sombras, que se vê passeando, zonado e compartimentado. Enfim, bom para namorar".

Grupo Habitar

Nascimento

O Grupo Habitar - Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional nasceu formalmente em 2001, a partir do interesse e das preocupação de várias pessoas com diversas formações ligadas às temáticas da habitação, urbanismo e da qualidade de vida. Tem sede no Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Há um ano que tem um blog/revista http://infohabitar.blogspot.com

Objectivos A associação técnica e científica sem fins lucrativos visa a melhoria da qualidade da habitação e do espaço urbano, através de actividades como visitas, debates e divulgação dos principais problemas e aspectos qualitativos que caracterizam as habitações.

Agenda

A 5ª sessão técnica do Grupo Habitar está marcada para dia 23, em Évora, em colaboração com a Câmara Municipal e Universidade local. O debate será subordinado ao tema "Os Idosos na Cidade e a Cidade Envelhecida". O encontro conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Habitação.

Fonte: Jornal de Notícias

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LX ALERTA: BALANÇO

O LX Alerta, um serviço da Câmara de Lisboa que realiza pequenas intervenções nas ruas solicitadas por munícipes, respondeu em dois anos a 31 mil pedidos, a maioria relativa a buracos nos passeios, iluminação pública e higiene urbana.

Criado há dois anos, o serviço recebeu pedidos de cerca de 31 mil munícipes, através do número 808203232, segundo dados disponibilizados à agência Lusa pelo gabinete do vereador António Prôa, responsável pelo Espaço Público e Ambiente.

Os buracos no passeio e os abatimentos na faixa de rodagem foram os alertas mais frequentes, representando 28% dos pedidos, seguidos da iluminação pública (20 %) e higiene urbana e resíduos sólidos (12 %), que inclui recolha de lixo, limpeza de dejectos caninos e desentupimentos de sarjetas.

De acordo com números do gabinete de António Prôa, a autarquia garante uma resposta total aos pedidos em que tem competências, encaminhando para as devidas entidades, como a EDP ou a EPAL, cerca de um quarto das intervenções.

Para o vereador, «o sucesso deste programa é resultado de um melhor conhecimento, por parte dos munícipes, das suas capacidades de participação na resolução dos problemas mais imediatos da cidade».

Além dos contactos dos munícipes, o serviço responde também através das solicitações das equipas de intervenção e brigadas que percorrem a cidade em viaturas 'Olheiros-Smart', com acções de fiscalização e verificação.

O serviço funciona com uma frota de veículos diferenciados consoante os âmbitos das intervenções - inclui motocães, uma espécie de motos com um grande sistema de aspiração acoplado para a recolha de dejectos caninos na via pública, ou carros de colectores, para intervenção na rede de esgotos.

Números

1000

chamadas por mês foi a média feita pelos lisboetas no último trimestre para a linha do LX Alerta (808203232). Este número é superior à média registada nos restantes meses de funcionamento do serviço.

31

mil chamadas foram feitas para o LX Alerta em dois anos.Os buracos no passeio e os abatimentos nas vias foram os alertas mais frequentes, representando 28% dos pedidos, seguidos da iluminação (20 %) e higiene e resíduos sólidos (12 %).

Fonte: Jornal de Notícias

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FERNANDES QUER INVESTIGAÇÃO

O vereador da Câmara Municipal de Lisboa José Sá Fernandes quer ver investigados todos os negócios da empresa Bragaparques e garante que irá apresentar na autarquia, esta quarta-feira, uma moção nesse sentido. "Após ter sido alvo de uma tentativa de corrupção por parte do sócio da construtora, é legítimo duvidar de toda a actividade da Bragaparques", explicou ao DN o autarca eleito pelo Bloco de Esquerda.

Sá Fernandes denunciou ontem ao semanário Expresso que o sócio principal da Bragaparques, Domingos Névoa, propôs no início de Janeiro pagar-lhe 200 mil euros para que retirasse a acção que moveu em tribunal com o objectivo de anular o negócio da venda dos terrenos municipais da antiga Feira Popular.

O suborno serviria também para que o autarca fizesse uma declaração na câmara e convocasse uma conferência de imprensa para anunciar que desistira da acção judicial contra a empresa. Em causa está a permuta dos terrenos privados do Parque Mayer com parte dos terrenos municipais da Feira Popular, em Lisboa, que passaram no anterior executivo camarário para a posse da Bragaparques.
Domingos Névoa já foi, entretanto, presente a um juiz, que lhe decretou uma caução de 150 mil euros, constituindo-o arguido por suspeita de crime de corrupção. A Polícia Judiciária encontra-se neste momento a investigar a hipótese de existirem outros empresários da Bragaparques envolvidos no caso.

De acordo com o vereador apoiado pelo Bloco de Esquerda, o sócio principal da Bragaparques mostrou-se disposto a pagar o dinheiro através do seu irmão, Ricardo Sá Fernandes. Contudo, o advogado terá denunciado de imediato a alegada tentativa de suborno ao Ministério Público e à Polícia Judiciária, que passaram então a gravar todos os contactos mantidos entre ambos.

"Está tudo gravado e as provas são insofismáveis", assegurou José Sá Fernandes, acrescentando que todos os passos estão documentados na Polícia Judiciária e que já foi ouvido pelas autoridades.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 05:11 PM | Comentários (0)

SÁ FERNANDES MANTÉM TUDO

José Sá Fernandes reiterou hoje as acusações de tentativa de corrupção por parte de Domingos Névoa, da BragaParques, e anunciou que vai apresentar uma moção visando a investigação dos restantes negócios da empresa com o município.

Em declarações à agência Lusa, à margem de uma visita ao Bairro das Amendoeiras, em Chelas, o vereador da Câmara Municipal de Lisboa, apoiado pelo Bloco de Esquerda, garantiu, que «está tudo gravado e as provas são insofismáveis». Sá Fernandes assegurou também que, desde o início, «há protecção policial e judicial a este caso" e que as provas estão já na posse da Polícia Judiciária.

Fonte: Expresso on line

Publicado por jf em 05:09 PM | Comentários (0)

NÉVOA DIZ QUE É DIFAMAÇÃO

O sócio e administrador da empresa Bragaparques, Domingos Névoa, negou hoje as acusações de tentativa de corrupção de José Sá Fernandes e afirmou ter apresentado uma queixa- crime por difamação contra o vereador da Câmara Municipal de Lisboa.

Em declarações à Agência Lusa, o sócio principal da Bragaparques garantiu que «há um mal entendido» nas acusações do autarca, que considerou «falsas e caluniosas».

«A minha advogada, Rita Matias, que é do escritório de Ricardo Sá Fernandes, está a tratar do assunto», adiantou, escusando- se a entrar em mais detalhes devido ao «segredo de justiça». O empresário não adiantou onde foi apresentada a queixa-crime.

Fonte: Expresso on line

Publicado por jf em 05:08 PM | Comentários (0)

TENTATIVA DE CORRUPÇÃO?

O vereador da Câmara Municipal de Lisboa apoiado pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, foi alvo de uma tentativa de corrupção por parte do sócio principal da empresa BragaParques no âmbito do processo Feira Popular/Parque Mayer, anunciou hoje o Gabinete Municipal do partido.

O processo envolve a permuta dos terrenos privados do Parque Mayer com parte dos terrenos municipais da Feira Popular, em Entrecampos, que passaram no anterior mandato autárquico para a posse da Bragaparques, segundo uma proposta do presidente do município aprovada na Assembleia Municipal de Lisboa (AML) por maioria, apenas com os votos contra do PCP e dos Verdes.

Em comunicado, o gabinete municipal do BE acusa o empresário da BragaParques Domingos Névoa de ter feito no final de Janeiro uma primeira proposta no valor de 200 mil euros com o objectivo de convencer o vereador a "produzir uma declaração em reunião de Câmara ou de Assembleia Municipal que retirasse aos privados qualquer responsabilidade pela situação criada, remetendo essa mesma responsabilidade para o anterior Executivo municipal".

Por outro lado, era também exigido que Sá Fernandes promovesse a retirada da acção popular que "impende sobre o negócio Parque Mayer/Feira Popular" e que interpôs ainda antes de ser vereador da autarquia.

Na tentativa de corrupção era exigido ao vereador que convocasse uma conferência de imprensa para falar sobre o assunto.

«As provas sobre os factos mencionados encontram-se na posse da Polícia Judiciária, que actuou com a maior prontidão e eficácia», sublinha o gabinete municipal do BE.

O comunicado salienta que «a atitude do vereador foi a de denúncia imediata da situação às autoridades policiais» e que actualmente Sá Fernandes «aguarda serenamente» que as autoridades competentes se pronunciem sobre esta matéria.

A assessora de Sá Fernandes adiantou à agência Lusa que houve outras tentativas de corrupção, mas não especificou quantas nem os montantes envolvidos.

A Lusa tentou contactar os responsáveis pela empresa BragaParques, mas tal não foi possível em tempo útil.

A Bragaparques passou em 2005 a deter a totalidade da área anteriormente ocupada pela antiga Feira Popular, depois de ter exercido direito de preferência na hasta pública, realizada em Julho, para adquirir a parte que lhe faltava dos terrenos de Entrecampos.

Na altura, a oposição e a AML contestaram o negócio, alegando não ter aprovado qualquer direito de preferência à Bragaparques.

Enquanto candidato pelo Bloco de Esquerda, a 14 de Julho de 2005, José Sá Fernandes anunciou que iria tentar inviabilizar a permuta dos terrenos, com uma providência cautelar no tribunal Administrativo Fiscal de Lisboa.

«Este é o meu último acto como advogado antes das autárquicas», disse na altura Sá Fernandes, considerando esta tomada de posição como «um dever cívico».

Fonte: Expresso on line

Publicado por jf em 05:06 PM | Comentários (0)

MAIS SEGURANÇA

A segurança nas grandes áreas metropolitanas de Lisboa e Porto é uma das prioridades do Ministério da Administração Interna (MAI) que com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) está a de-senvolver o programa Metrópoles Seguras. O objectivo é combater a delinquência e a toxicodpendência numa acção conjunta entre diversos ministério, autarquias e forças de segurança. Antes, entrará em vigor o programa Táxi Seguro. Primeiro em Lisboa, depois no Porto.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 05:00 PM | Comentários (0)

BLOCO PROMETE

O vereador do Bloco de Esquerda José Sá Fernandes garantiu, ontem, a alunos, professores e funcionários da Escola D. João de Castro, no Alto da Ajuda (Lisboa), que este estabelecimento não irá encerrar, ao contrário do que tem sido anunciado. "Tudo farei para que tal não aconteça", frisou.

Após uma visita às instalações, o vereador falou aos jornalistas, à entrada da escola, já que estes foram proibidos, pela Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL), de acompanhar a referida operação. "Quanto à Comunicação Social, entendeu-se que a sua participação na visita não seria compatível com o normal funcionamento das actividades escolares, pelo que não pode ser autorizada", lê-se no comunicado da DREL enviado à D. João de Castro, no qual é dada autorização para Sá Fernandes ter "acesso aos locais que o sr. vereador pretender".

O senhor vereador pretendeu ver tudo. E no final, já fora dos portões, confessou estar "esmagado" com o que viu. Isto, porque, diz, estarmos perante "uma escola com condições únicas em Lisboa. É talvez a melhor para aprender e ensinar." E garante não desistir enquanto "esta luta não for ganha".

O vereador solicitou ontem uma reunião à ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e irá apresentar uma proposta, quarta- -feira, na reunião de câmara. No documento, é pedido à autarquia que repudie "o anunciado encerramento da Escola Secundária D. João de Castro". Ao DN, José Joaquim Leitão, director da DREL, disse que "o processo de Reorganização da Rede Escolar não está concluído" e que as reuniões prosseguirão para encontrar soluções "num clima construtivo e de serenidade".

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 04:58 PM | Comentários (0)

fevereiro 17, 2006

NOVA EQUIPA NA CASA PIA

O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social afirmou, esta sexta-feira, que a grande prioridade das mudanças a realizar na Casa Pia, no âmbito do processo de reestruturação, é criar «pequenos espaços de acolhimento» de crianças e jovens com vista à desmassificação.

Vieira da Silva garantiu, na tomada de posse dos membros da Comissão Instaladora, uma entidade que iniciará o processo de reestruturação da Casa Pia, que será presidida por Joaquina Madeira, que um dos grandes objectivos desta iniciativa é a «desmassificação».

A ideia é iniciar um processo de criação de pequenos espaços de acolhimento de crianças e jovens, acabando assim com as grandes "casas".

«Não podemos dizer que vamos passar de grandes instituições para outras mais pequenas sem que isso tenha uma tradução do ponto de vista organizativo e material», explicou.

A progressiva retirada de crianças e jovens dos colégios para pequenos apartamentos integrados na comunidade será alias, segundo a presidente da comissão, uma das prioridades absolutas, assim como a definição do modelo de ensino profissional, a continuação do ensino básico e a intervenção precoce.

«Queria deixar bem claro e de uma forma definitiva que tudo o que vai ser feito na Casa Pia será unicamente tendo em atenção os interesse da instituição e de quem ela serve», garantiu o ministro.

Vieira da Silva realçou assim que «nada será feito que não seja ao serviço das crianças e jovens que são a razão de ser da instituição».

«Desenganem-se todos os que possam pensar o contrário», reforçou.

Segundo o ministro, também o que será feito no plano imobiliário «será sempre apenas para servir a Casa Pia, ficando os recursos na posse da instituição embora possam ser aplicados de uma forma diferente»

A comissão instaladora da Casa Pia de Lisboa, presidida por Joaquina Madeira, antiga comissária nacional do Programa de Luta contra a Pobreza, deverá em 16 meses «preparar o novo modelo institucional da Casa Pia».

A proposta será apresentada ao Governo para aprovação e pretende «assegurar a gestão do património próprio e do património afecto à instituição».

Neste regime institucional, Catalina Pestana mantém-se como provedora da instituição e também como vogal da comissão.


Fonte: TSF on line

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FINALMENTE! (1)

A praça de touros do Campo Pequeno, em Lisboa, fechada para obras há mais de seis anos, deverá reabrir ao público em Junho, estando prevista uma tourada para assinalar o momento, anunciou hoje a empresa responsável pela obra.

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FINALMENTE! (2)

David Ferreira, administrador da Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno (SRUCP), que falava à margem da Feira Nacional do Touro, em Santarém, explicou que as obras de remodelação do espaço estão quase concluídas. O projecto recupera a ideia original de transformar o edifício numa "sala polivalente" para vários eventos culturais ou musicais e não apenas touradas. Apesar de o autor do projecto, o arquitecto Vieira Dias, já ter previsto uma cobertura, só agora, 113 anos depois da sua inauguração, o Campo Pequeno terá uma estrutura amovível sobre as bancadas e o piso.

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FINALMENTE! (3)

"Já não vai haver mais corridas anunciadas e depois anuladas por causa da chuva ou do vento", prometeu David Ferreira. O projecto contempla ainda a construção de uma área comercial e de estacionamento subterrâneo, cujas receitas irão suportar parte dos custos de remodelação do espaço. De acordo com os responsáveis, a renovação do Campo Pequeno enfrentou várias dificuldades técnicas, já que o edifício estava "muito degradado" e com estruturas danificadas.

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FINALMENTE! (4)

Exemplo disso foi a parede de alvenaria que cobre o edifício, tendo sido substituídos 12 mil tijolos e milhares de rebites, que sustentavam a estrutura, explicaram. As cavalariças foram também ampliadas e renovadas de modo a preparar o espaço para receber touradas de maior dimensão. Depois de reaberto, o Campo Pequeno "vai recuperar o seu lugar de destaque nacional e internacional" na tradição tauromáquica, concluiu David Ferreira.

Fonte: Lusa

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fevereiro 16, 2006

O PATRIMÓNIO DE OITOCENTOS

O conceito de monumento histórico aplica-se quer às grandes criações, quer às realizações mais modestas que tenham adquirido significado cultural com o tempo". O excerto é da Carta de Veneza, de 1964, documento axial no normativo internacional para a área do património. Volvidos 40 anos, porém, Portugal continua a actuar como se esse normativo e a consciência que o produziu não existissem.

Entre as principais vítimas desse alheamento está o património do século XIX e seu prolongamento pelos alvores do século XX, imagem forte das cidades que herdámos edifícios de habitação burguesa ou operária, complexos industriais ou outros, crescentemente acossados pela construção nova e, não raras vezes, por intervenções desqualificadas e desqualificadoras quando mantidos. A perda integral da última casa de Garrett, à Rua Saraiva de Carvalho, em Campo de Ourique, veio relembrar esse destino comum.

Um estatuto ganho a pulso

"Mal-compreendida e mal-amada", como a define Regina Anacleto, investigadora e docente da Universidade de Coimbra que fez desta a sua área de especialização, a arquitectura de Oitocentos teve um reconhecimento tardio. Como tardia foi a aceitação da sua faceta revivalista e ecléctica, cujo estatuto "foi sempre desprezado", lembra ao DN, "apesar de, pela sua importância e valor, ocupar um lugar igual ao de outros estilos artísticos como o barroco, o gótico ou o românico". Um estatuto de maioridade que tem sido ganho a pulso e que a investigadora espera ver consolidado, sobretudo agora que o século XIX deixou de ser "o século passado".

"A consciência da importância da arquitectura e do urbanismo de Oitocentos ocorre, a nível europeu, a partir dos anos 60", lembra, por seu turno, o historiador de arte José-Augusto França, pioneiro no seu estudo e ensino em Portugal, para quem o facto de essa "consciência ser recente" não pode continuar a servir de desculpa sob pena de, um dia, descobrirmos ser tarde de mais.

"Em Portugal, quando se fala em património continua a pensar-se em palácios, quando essa visão está ultrapassada há muito", frisa ao DN. E, hoje, até porque "o que resta é cada vez menos","há que cuidar do património em toda a sua diversidade... a não ser que se queira fazer dinheiro com ele".

"Cuidar de". Para Raquel Henriques da Silva, investigadora e docente da Universidade Nova de Lisboa que igualmente se especializou na arte, arquitectura e urbanismo de Oitocentos, é essa a palavra, "em particular quando se intervém na cidade histórica". E é justamente essa dimensão de cuidado, feita de "ponderação e acompanhamento" que "gerimos muito mal".

Como se houvesse uma atracção pelo abismo, "nós não requalificamos a partir das nossas heranças - matamos", afirma Raquel Henriques da Silva. E, nessa medida, salienta ao DN, a precariedade vivida pelo património de Oitocentos constitui uma das faces do "desprezo a que a generalidade do património é votado em Portugal".

Incapaz de o encarar como "um recurso estratégico que tem de enformar todas as políticas", refere a investigadora, o País vê essa incapacidade agravada e, simultaneamente, alimentada por uma crónica "falta de critérios, substância e reflexão" sempre que mais um pouco do seu passado se perde.

Regina Anacleto partilha essa visão "O que se entende, ama-se e protege-se e isso não interessa hoje, quando vemos capital e política de mãos dadas e valores económicos esmagarem valores culturais".

"Nós vivemos sempre em cidades do passado, rodeados de mortos", salienta Raquel Henriques da Silva. "As casas duram mais do que nós e essa circunstância é absolutamente vital em matéria de relacionamento com o património". No caso em apreço, essa dimensão amplia-se porque "grande parte das nossas cidades, do nosso território, é justamente delineado e construído no século XIX", nomeadamente no quadro da política de fomento da Regeneração. Um tecido urbano que, lembra, por seu lado, Regina Anacleto, "é hoje altamente apetecível do ponto de vista económico".

Fonte: Diário de Notícias

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OS CARROS DE BELÉM

Por 480 contos o Estado português adquiriu, a 9 de Junho de 1938, um Mercedes 770 W07 para o transporte oficial do então presidente da República, Óscar Carmona. Era em tudo semelhante ao de António Oliveira Salazar, que um ano antes tinha sofrido um atentando, e, por isso mesmo, este Grosser Mercedes - nome pelo qual era também conhecida a viatura - era blindado, com pneus e vidros à prova de bala.

"O Motor da República - Os carros dos presidentes", exposição que está patente até ao dia 24, no Museu do Transportes e Comunicações, no edifício da Alfândega, no Porto, apresenta a colecção dos automóveis que estiveram ao serviço dos presidentes da república portuguesa, desde 1910 até à actualidade.

Das viaturas de grande aparato e luxo usadas durante o Estado Novo até aos carros mais confortáveis e com preocupações de segurança dos tempos recentes, a mostra não é só uma forma interessante de observar a evolução da indústria automóvel, mas também um olhar sobre as alterações de exercício do cargo presidencial.

Entre algumas das curiosidades históricas, pode dizer-se que foram construídos 119 exemplares do modelo usado por Óscar Carmona, que estiveram ao serviço de alguns dos mais altos funcionários nazis e chefes de Estado, como Benito Mussolini, Joseph Estaline, Francisco Franco e o Imperador japonês Hirohito. Estão ainda expostos, entre outros, o Rolls Royce Phantom V de Américo Tomás, adquirido em 1961, e o Audi A8 de Jorge Sampaio.

Ao longo da exposição, uma série de painéis e um vídeo contam aos visitantes a história das viaturas. O objectivo central desta mostra é descentralizar o Museu dos Coches - todos os carros patentes são propriedade daquela instituição, razão pela qual podem ainda encontrar-se coches usados pela Casa Real Portuguesa.

Luvas e chapéus usados pelos motoristas dos mais altos representantes da Nação, livretes e registos, placas de matrícula, motos e carros utilizados pelas forças policiais com responsabilidade na segurança do presidente, são exemplos daquilo que pode ser visto nesta mostra.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 09:29 PM | Comentários (0)

NEM AS ESMOLAS ESCAPAM

Os ladrões andam a visitar as igrejas. Demoram-se à porta, depois entram e observam atentamente o interior. Mas não ficam à espera da missa nem de um padre que os venha confessar pelos pecados. Andam a estudar o terreno e os hábitos dos vigilantes e funcionários para aproveitarem alguma distracção e levarem o dinheiro das caixas de esmolas. Umas vezes "pescam" moedas e notas com uma fita métrica com cola na ponta. Outras vezes fogem com o cofre debaixo do braço.

É o que tem sucedido "já em todas" as 17 igrejas da paróquia da Baixa/Chiado, explicou ao DN o padre Mário Rui Pedras, confirmando que "várias pessoas vêm estudar com antecedência o local para ver onde estão as coisas, se há vigilantes e quando é que há menos gente".

E os gatunos têm apurado as técnicas. "As caixas de esmolas das igrejas estão cheias de cola no fundo, o que nos intrigava", confessou o prior, Mas já desvendou o mistério "Os ladrões metem pela ranhura da caixa uma fita métrica com cola na ponta para pescar as notas ou moedas que estão lá dentro".

Da Igreja de Nossa Senhora da Conceição Velha, na Rua da Alfândega, "levaram mesmo a caixa de esmolas. É grande, com 60 centímetros de altura por 30 de largura e estava presa com um cadeado e uma corrente à base da estátua do Senhor dos Passos", conta o padre.

Segundo relata, "no ano passado roubaram o cofre da Renúncia Quaresmal, que tinha um cadeado e estava preso a um banco. Até pusemos uns pesos de 20 quilos lá dentro para ficar mais seguro. Mas eles levaram tudo. Devem ter ficado admirados, porque aquilo era tão pesado e quase não tinha dinheiro lá dentro".

"Temos participado à polícia os casos de maior monta, mas é um processo muito aborrecido e demorado, porque temos de lá ir prestar declarações e depois voltar para dar outras informações e aquilo nunca mais acaba", queixa-se o pároco.

Na Igreja de Santa Maria da Madalena, cortavam com alicate os cadeados das caixas de esmolas para as abrirem e roubar o dinheiro. "Agora, em vez de cadeados, utilizamos serra-cabos, que não têm espaço para meter o alicate", explica um voluntário de serviço naquele templo.

Salientando que as igrejas da Baixa "estão abertas desde as 08.00 até às 20.00 e a de S. Nicolau só fecha às 23.00", o padre Mário Rui Pedras considera que "é preciso ter voluntários para tomar conta das igrejas. Além dos vigilantes, também temos alarmes. E as imagens mais pequenas estão fixas para evitar que sejam furtadas".

"Também já por duas ou três vezes partiram os vidros do meu carro para furtar coisas lá de dentro", revela o prior, sublinhando que "há uma certa intranquilidade nesta zona histórica".
A Baixa "é habitada principalmente por pessoas idosas, que, a partir de certa hora, têm medo de sair à rua", diz o padre, referindo que "os ladrões procuram o alvo fácil, como a senhora que vai a sair da igreja".

Por tudo isto, defende que "se deve investir em mais segurança, criando soluções para estas pessoas desocupadas e sem-abrigo, que recorrem a expedientes para obtenção de dinheiro fácil".

Na sua opinião, "deve haver uma política concertada para esta zona da cidade. Mas a solução não é patrulhar a Baixa. É preciso reabilitar o espaço e também as condições das pessoas". E deixa um alerta "Estes roubos são a parte visível de problemas muito mais graves com que as pessoas vivem".

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 09:26 PM | Comentários (0)

REABILITAÇÃO URBANA

A Câmara Municipal de Lisboa vai avançar com uma operação de grande envergadura na área da reabilitação de bairros de habitação social da cidade.

Nos bairros do Padre Cruz e da Boavista a autarquia deverá demolir todas as edificações de alvenaria que, embora habitadas, se encontram em mau estado de conservação. No primeiro, serão abrangidos por esta medida 917 fogos, no segundo, 510, num total de 1427 agregados.

"Condição comum e essencial a todas estas operações é o realojamento das pessoas no mesmo local. No caso dos bairros da Boavista e Padre Cruz, há área disponível suficiente para permutar com entidades de promoção urbanística que se encarregarão das construções para o realojamento. Em troca, estes ficam com terrenos para poderem construir e colocar no mercado em venda livre", explicou ao DN Gabriela Seara, vereadora com o pelouro do Urbanismo no município da capital. A área de intervenção na Boavista será de 75,3 mil metros quadrados, no Bairro do Padre Cruz será de 105,540 mil metros quadrados.

No âmbito destas operações de reabilitação deverão ainda ser construídos no Bairro da Boavista um jardim infantil, uma creche, um ATL e um centro geriátrico ou em alternativa um centro de dia e um centro de convívio. No caso do Bairro Padre Cruz, a câmara pretende construir duas creches, três ATL, um centro de convívio e um centro geriátrico. Para reabilitar ambos os bairros, a escolha da Câmara de Lisboa acabou por recair na EPUL, depois de ter negociado inicialmente com a Federação Nacional das Cooperativas de Habitação (Fenache).

De forma a empreender uma reabilitação em massa, impõe-se a pergunta onde colocar as pessoas enquanto decorre a obra? "No caso do Bairro da Boavista há um terreno municipal disponível para iniciar a construção de dois edifícios. Assim que ficarem prontos, as pessoas são realojadas, não havendo lugar a realojamento provisório. E assim sucederá, faseadamente, num sistema de cascata", descreve a vereadora.

A EPUL, que é neste caso o promotor, mas que pode associar-se a outros parceiros, privados inclusive, só dará início à construção dos seus fogos para venda depois de todos os agregados estarem realojados. De acordo com a autarquia, o processo poderá avançar no início de Março.

O modelo económico desta operação passa pelo esforço de arranque por parte da EPUL. A reabilitação do Bairro da Liberdade integrada no mesmo tipo de operações revela-se, no entanto, de execução mais difícil devido às várias condicionantes físicas, a saber, a encosta (talude) e a proximidade do Aqueduto das Águas Livres. "Além disso são 1200 famílias para realojar numa zona onde não existem terrenos disponíveis para os realojamentos", explica Gabriela Seara, destacando ainda um facto que dificulta a operação. "Aqui as casas não são municipais. Todas elas resultam de construções ilegais e os terrenos são particulares."

Dada a dificuldade, o modelo financeiro a adoptar está ainda em estudo. As estimativas apontam para um investimento na ordem dos 75 milhões de euros, contando com gastos em infra-estruturas, equipamentos, rede viária e expropriações. "É claro que isto não se faz em quatro anos, mas talvez em sete ou oito", conclui Gabriela Seara.

Fonte: Diário de Notícias

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É O MOMENTO

De colocar em cima da mesa a possibilidade da criação da freguesia do Oriente.

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6 FREGUESIAS VÃO AO AR

Lisboa poderá perder seis das suas 53 freguesias caso o Governo avance com o seu plano de extinguir as freguesias com menos de mil eleitores nos centros urbanos com mais de 50 mil eleitores, segundo a edição desta quinta-feira do Correio da Manhã.

A confirmar-se, as freguesias visadas serão a dos Mártires (369 eleitores), Madalena (401), Castelo (539), Santa Justa (807), Sacramento (948) e Santiago (976). O presidente da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), Armando Vieira, considera tratar-se de uma reforma mais branda do que a inicialmente referida, mas não colhe a sua adesão, sobretudo, porque surge no âmbito da racionalização da despesa, explica.

Fonte: Lusa

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16 DE FEVEREIRO DE 1980

Virou-se no Tejo o porta-contentores inglês Tollan, depois de ter colidido com o cargueiro sueco Baranduna.

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AJUDA EXIGE SEGURANÇA

A Assembleia de Freguesia da Ajuda decidiu quarta-feira constituir um grupo de trabalho com todas as forças políticas, escolas e instituições do bairro lisboeta para reclamar medidas de segurança exigidas pela população ao Governo.

A decisão foi tomada quarta-feira à noite numa sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia, que reuniu cerca de 70 pessoas na Academia Recreativa da Ajuda.

Moradores, comerciantes e alunos do Pólo Universitário da Ajuda relataram os seus medos e vários casos de assaltos de que foram vítimas.

Em declarações à Agência Lusa, o presidente da Junta de Freguesia da Ajuda, Joaquim Granadeiro, adiantou que o grupo de trabalho da Assembleia da Freguesia será constituído por todas as forças políticas com assento na assembleia: PCP, PSD, PS e Bloco que Esquerda.

"O grupo de trabalho tem como objectivo encetar diligências junto do poder central e local", adiantou o autarca.

Vítor Pereira, que faz parte do grupo de moradores que no passado dia 12 de Janeiro entregou um abaixo-assinado com mais de 3.000 assinaturas ao Ministro da Administração Interna, lamentou à Lusa a falta de resposta do Governo aos pedidos da população para que fosse reforçado o policiamento no bairro e fosse aberta uma esquadra.

"A chamada luta administrativa já está a ser feita. E como não há resposta do Governo ponderamos fazer um protesto junto ao Ministério da Administração Interna para mostrar o descontentamento da população e exigir medidas de segurança para o bairro", salientou Vítor Pereira.

"Há um desprezo enorme da administração central e local pela população da Ajuda e teremos de nos manifestar assim", sublinhou.

O grupo de moradores decidiu marcar reuniões com as associações de estudantes do Pólo Universitário da Ajuda, um local com graves problemas de insegurança, com as escolas e a população para decidir o que se vai fazer, acrescentou.

Segundo o presidente da Junta de Freguesia da Ajuda, os problemas de insegurança no bairro já se arrastam há cerca de sete anos, tendo contribuído para essa situação a demolição do bairro do Casal Ventoso.

Os moradores reclamam a abertura de uma esquadra na zona para a qual já existem instalações junto ao Cemitério da Ajuda, embora por concluir, e pretendem também policiamento apeado em toda a área, nomeadamente junto às escolas, alegando que é "difícil encontrar um polícia na rua".

Os habitantes da Ajuda dizem que nos últimos meses se acentuou a vaga de insegurança na freguesia e querem que o MAI tome medidas para patrulhamento especial no interior dos bairros.

"A freguesia da Ajuda é bastante grande, com 17.000 eleitores, e é servida pela esquadra do Calvário e de Belém, que estão longe da Ajuda e têm dificuldades em se deslocar ao bairro", salientou Joaquim Granadeiro.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:44 AM | Comentários (0)

APL TIRA COMERCIANTES

A Administração do Porto de Lisboa (APL) deverá tomar hoje posse do espaço junto ao Padrão dos Descobrimentos ocupado por comerciantes, que poderão sair pacificamente caso tenham garantida a permanência no edifício a construir na zona.

A APL e o advogado dos comerciantes, Jorge de Sousa, chegaram quarta-feira ao final da tarde a um consenso sobre o futuro dos comerciantes, que rejeitavam abandonar o local onde alguns trabalham há 30 anos.

Durante o encontro, a Administração do Porto de Lisboa incumbiu Jorge de Sousa de redigir um contrato em que seja salvaguardada a permanência dos comerciantes no edifício de apoio turístico, a construir junto à Vela Latina e cuja conclusão está prevista para Setembro.

"Se o contrato disser que lhes será atribuído um local no edifício no dia 01 de Setembro, os comerciantes estão dispostos a sair", afirmou o advogado.

O diferendo entre a APL os comerciantes da zona do Padrão dos Descobrimentos e da Torre de Belém arrasta-se desde o início do ano passado, altura em que aquela entidade, responsável pela gestão da zona ribeirinha, os notificou para abandonar o local.

A decisão da APL foi sustentada na caducidade das licenças desde o final de 2004.

Os vendedores recusaram na altura sair dos seus locais de trabalho e avançaram com uma providência cautelar, sustentada nas "expectativas criadas pelo Estado, que tutela a APL, durante 30 anos seguidos, ao renovar sucessivamente as respectivas licenças", segundo o advogado Jorge de Sousa.

Segundo o Porto de Lisboa, "uma recente decisão judicial veio dar razão às pretensões da APL, pelo que será executada a posse administrativa dos espaços".

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:43 AM | Comentários (0)

fevereiro 15, 2006

MIGUEL BOMBARDA TEM NOVO SERVIÇO

O Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa, abriu hoje a sua primeira unidade de cuidados continuados, para ajudar os doentes psiquiátricos a "terem uma participação activa na sociedade", como sustenta a coordenadora do projecto, Ana Cristina Farinha.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 08:22 PM | Comentários (0)

SHAKIRA A CAMINHO

A cantora colombiana Shakira actua no Rock in Rio Lisboa a 26 de Maio, anunciou esta quarta-feira Roberta Medina, da organização do evento.

Shakira actua no Palco Mundo no mesmo dia que a brasileira Ivete Sangalo.
A organização do evento já confirmou a presença de nomes como Red Hot Chili Peppers, Roger Waters, Santana, Xutos & Pontapés e Da Weasel, entre outros.

A edição de 2006 do Rock in Rio-Lisboa decorre nos dias 26 e 27 de Maio e 2, 3 e 4 de Junho no Parque da Bela-Vista em Lisboa.

Os bilhetes custam 53 euros, à semelhança da edição anterior, mas desde Dezembro está disponível um pacote com um bilhete de dois dias por 90 euros.


Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 08:15 PM | Comentários (0)

E ESTA,AHN?

O valor das rendas desceu 3% em Lisboa até Setembro de 2005, em contraciclo com a Europa, onde cresceram em média 3%, revelou esta quarta-feira a consultora imobiliária Cushman & Wakefield Healey & Baker (CWHB).

Publicado por jf em 08:12 PM | Comentários (0)

FAME

A partir de amanhã, Lisboa vai poder ver e ouvir o espectáculo inspirado na série televisiva e no filme dos anos 80. Com os diálogos em português e as músicas no inglês original, é uma produção 100 por cento nacional. Os actores, músicose bailarinos são professores e alunos de escolas do Porto e de Lisboa... de verdade. E estarão no palco do Pavilhão Atlântico, até domingo.

Chegou ‘Fame’, mais um musical para agitar os palcos de Lisboa, entre amanhã e o próximo domingo... com diálogos em português.

Com músicas de Steve Margoshes e letras de Jacques Levy, ‘Fame’ teve o argumento adaptado por José Fernandez que reescreveu a história que agora se dança no Pavilhão Atlântico em português. Pois é: o espectáculo que a Famous Produções traz a Lisboa é uma produção 100 por cento nacional, interpretado em português, apesar de as músicas serem cantadas em inglês.

Este ano ‘Fame’ é já a segunda produção em cena em Portugal. Depois do êxito de ‘Miss Saigon’ – em cena no Coliseu dos Recreios até dia 26 –, a capital recebe agora o espectáculo inspirado no filme e na série televisiva de culto dos anos 80.

Numa atitude inédita em Portugal, o criador de ‘Fame’, David de Silva, desloca-se ao nosso país para assistir à estreia desta produção, variante “muito semelhante” à que está em cena nos teatros do West End de Londres há dez anos consecutivos, como garante o produtor, Francisco Santos.

Mas, de acordo com a Famous Produções, “não foi fácil chegar a acordo” com o Music Theatre International, em Nova Iorque, os ‘pais’ do ‘Fame’ original, para que a produção tivesse assinatura portuguesa. Depois de “um rotundo não” e porque “temos capital humano e capacidade técnica para o fazer”, os mentores do projecto lá acederam e David de Silva manteve-se sempre atento ao desenrolar do processo.

RITMO E DINAMISMO

Estes são dois ingredientes garantidos neste ‘Fame’, que cruza a história de vários estudantes da School for the Performing Arts, em perseguição de sonhos comuns – o sucesso e a fama.

São estudantes de música, dança e teatro em busca da excelência profissional, através de muito empenho, entre emoções à flor da pele, próprias da idade e da fase de descoberta que protagonizam. Afinal, quem não se lembra de Leroy, o bailarino negro, ou de Julie, a dotada violoncelista loira?

Em palco, estarão cerca de 50 actores, bailarinos e cantores recrutados nas escolas de artes, dança, música e representação do Porto e de Lisboa. Entre alunos e professores, o espírito luso “é em tudo semelhante ao ambiente de academia de artes e escolar” que se dança e canta no ‘plateau’ do liceu da série e do filme, como antecipa o produtor.

Os ensaios decorreram desde Setembro, num armazém de mil metros quadrados no Porto, onde foi recriado, com a máxima semelhança, o cenário da produção londrina e sempre com filmagens e fotografias a seguirem para a aprovação do criador, em Nova Iorque.

O espectáculo apresentou-se pela primeira vez em Novembro, em “salas cheias”, no Coliseu do Porto, num “primeiro teste”. “Tal como acontece com a Broadway: nos Estados Unidos os grandes musicais não vão logo para a Broadway, estreiam-se primeiro em São Francisco, em Los Angeles...”, explica Francisco Santos. Por cá, os bilhetes, à venda nos locais habituais, custam entre 15 e 50 euros.

PRODUÇÃO ULTRAPASSOU 500 MIL EUROS

Ao longo de mais de duas horas, dança-se, canta-se e vive-se um ambiente majestoso que implicou um grande esforço de produção. “O espectáculo do Atlântico ultrapassa os 100 mil contos (500 mil euros)”, segundo as contas do produtor Francisco Santos. São dez metros de altura de cenário, 16 bocas de cena, com detalhes “em tudo semelhantes à produção londrina”, que obrigaram a uma caravana de sete camiões TIR para transportar material cénico, luz e som. Noventa e duas pessoas trabalharam na montagem de ‘Fame’, que se mostra debaixo de uma iluminação de 200 mil watts e de uma sonoridade que chega ao 50 mil.

MENSAGEM PARA MIÚDOS E GRAÚDOS

Os mais pequenos também terão oportunidade de se inspirarem na determinação destes alunos talentosos nos dois espectáculos exclusivos para as escolas, a decorrer amanhã e sexta-feira, às 15h00. “A mensagem deste musical é muito didáctica e forte”, frisa o produtor. E qual o ensinamento maior de Fame? “Muito trabalho e muita disciplina para seguirmos os nossos sonhos. Nada é garantido, tem de se lutar e o estrelado não surge em duas penadas."

Fonte: Correio da Manhã

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LISBOA AJUDA S. TOMÉ

A Câmara de Lisboa vai ajudar, no âmbito da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), a República Democrática de São Tomé e Príncipe a reabilitar a barragem hidroeléctrica do Príncipe e a abrir, também nesta ilha, um Centro de Artes e Ofícios.

Publicado por jf em 02:10 PM | Comentários (0)

AZULEJOS

Bonitos, sobreviventes, de Lisboa. Vale a pena espreitar o Sétima Colina, do António.

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AINDA A CASA GARRETT

Está constituída a "Comissão Eventual para a Apreciação dos Procedimentos Administrativos que Recaíram sobre a Designada Casa Almeida Garrett e Acompanhamento das Medidas Necessárias à Preservação da Memória do Escritor". É ler tudo no Cidadania Lx.

Publicado por jf em 01:03 PM | Comentários (0)

A LER

A Última Favela de Lisboa, na (T)ralha.

Publicado por jf em 01:01 PM | Comentários (0)

ANÍBAL ODEIA O TÚNEL

Aníbal teve de pedir dinheiro emprestado para manter a confeitaria. Leia os relatos de quem odeia a obra da Câmara de Lisboa e não acredita nas vantagens

"Deixei de votar nos políticos por causa desta obra», desabafa Aníbal Gonçalves, proprietário da Confeitaria Doce Parque, localizada numa das vias afectadas pela construção do Túnel do Marquês. «Passei a votar em branco», insiste indignado.

Inconsolável pela forma como a Câmara de Lisboa levou a cabo esta obra. «Tive de pedir dinheiro emprestado para conseguir manter as portas abertas».

E não foram só os dois anos de obras que o prejudicaram, é a certeza que quando tudo estiver acabado não vai ser beneficiado. «Há cada vez mais carros portanto pouco se notará a diferença de alguns passarem por baixo».

Francisco Prata, sócio-gerente do cabeleireiro para homens Lorde, também não acredita que o negócio melhore depois da obra estar finalizada. Do que tem a certeza é que sofreu prejuízos de cerca de 50 por cento desde que as obras começaram.

Anabela Batista, chefe de agência na Libersol, Viagens e Turismo, não consegue quantificar os prejuízos que sofreu com a empreitada inacabada, mas chegou a ponderar mudar a localização da loja. Como outros comerciantes entrevistados pelo PortugalDiário, é céptica quanto aos alegados benefícios que o túnel trará.

Um pedido de desculpas da câmara pelo incómodo causado pelas obras? Nunca chegou. «Só cá vieram para cobrar pela colocação do nosso sinal luminoso!», relembra.

Em frente à porta principal da agência de turismo, está um dos buracos, segundo os comerciantes contactados pelo PortugalDiário, que «mais trabalho dá». Anabela Batista diz que os trabalhadores passam a vida a ir lá. «Vejo-os aí dia sim dia não», reforça, Lucinda Xavier, que trabalha na loja de vestiário de criança perto do problemático buraco.

«Eles têm aí qualquer problema. Passam a vida a tirar água daí. Dizem que passa por aí um rio debaixo», diz a costureira, que agora passou a atender os clientes porque o dinheiro «já não dava para ter uma senhora ao balcão». Agora é Lucinda que vem à porta sempre que uma pessoa toca à campainha.

A costureira admite que a dona só não fechou a loja porque tem outro estabelecimento. A Kids, loja com 14 anos de história, já chegou a vender muito, acrescenta, mas nos últimos anos «tem sido complicado». Os vestidos, alguns costurados pela própria, chegaram a estragar-se por causa do pó das obras. Os mais caros já não estão em exposição.

Nem todos os comerciantes quiseram falar com o PortugalDiário, o gerente de uma pastelaria disse mesmo que «só teve chatices» por se ter indignado por causa do transtorno da obra.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 11:18 AM | Comentários (0)

fevereiro 14, 2006

DREL AMEAÇA PROFESSORES?

Dois professores da Escola Secundária D. João de Castro acusam a Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) de ter ameaçado com processos disciplinares alguns docentes que participaram nos protestos dos alunos contra o previsto encerramento daquele estabelecimento de ensino, uma acusação que já foi negada pela DREL.

Manuel Baptista, professor de Biologia, disse hoje, à margem de uma manifestação de alunos, docentes e funcionários contra o anunciado fecho da escola, que alguns "professores foram ameaçados com processos disciplinares" por se terem unido aos alunos nos protestos. Para o docente, "as ameaças configuram um crime que lesa a liberdade de opinião" e representa "uma atitude prepotente" por parte da DREL.

"Fiquei chocadíssimo, porque não somos militares ou forças de segurança para sermos impedidos de expressar as nossas opiniões. Somos funcionários públicos", lembrou o professor.

Também Manuel Pinto, que lecciona na D. João de Castro há 25 anos, diz ter conhecimento de ameaças da DREL, mas afirma não ter sido alvo de nenhuma.

"A situação não vai ficar por aqui e vai ser ampliada", advertiu Manuel Pinto, que se manifestou "indignado" com o facto de os cerca de 300 alunos da D. João de Castro irem para uma escola que só comporta mais três turmas para além das existentes. "A nossa escola tem 17 turmas", salientou o professor, questionando se esta medida é de "carácter pedagógica ou imobiliária".

O director regional de Educação de Lisboa, José Leitão, negou "categoricamente" que a estrutura que dirige tenha feito quaisquer ameaças aos professores. "Desminto categoricamente as eventuais alegações" de ameaças por parte da DREL aos professores envolvidos nos protestos, frisou.

O protesto dos alunos da Escola Secundária D. João de Castro contra o eventual encerramento do estabelecimento de ensino terminou cerca das 12h00, depois de uma delegação escolar constituída por três alunos e um professor ter sido recebida no Ministério da Educação por um funcionário da tutela.

O representante da equipa ministerial ouviu as reivindicações dos alunos e professores e recebeu uma planta das duas escolas, onde se constata a diferença de tamanho dos dois estabelecimentos de ensino. O funcionário do ministério prometeu transmitir as reivindicações ao secretário de Estado da Educação.

Fonte: Público on line

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SINFONIA NA GULBENKIAN

A obra de Leif Segerstam «Working Hard...», de 2003, a sua 95ª sinfonia, será interpretada quinta-feira em estreia mundial na Fundação Gulbekian, em Lisboa, pela Orquestra Gulbenkian, dirigida pelo próprio compositor.

Publicado por jf em 11:10 AM | Comentários (0)

fevereiro 13, 2006

13 DE FEVEREIRO DE 1883

É fundada, em Lisboa, a sociedade Voz do Operário.

Publicado por jf em 09:46 AM | Comentários (0)

fevereiro 12, 2006

12 DE FEVEREIRO DE 1988

Morre o fadista Fernando Farinha , de 59 anos, "O Miúdo da Bica".

Publicado por jf em 08:24 PM | Comentários (0)

fevereiro 11, 2006

MARCHAS 2006 JÁ MEXEM

Alcançado o limite de 20 marchas definido no regulamento. Voz do Operário e Mercados participam extraconcurso. Campo de Ourique e Penha de França de novo ausentes.

O concurso das marchas populares de Lisboa deste ano vai contar com uma novidade a marcha de Santa Engrácia. Há largos anos ligado à organização de arraiais populares, o Centro de Cultura Popular de Santa Engrácia decidiu, este ano, candidatar-se a participar numa das mais antigas tradições da capital. E, apesar de serem estreantes, querem apresentar-se "com dignidade". O tema vai jogar entre a "homenagem à mulher" e a "água", dada a proximidade com o Museu da Água, na Calçada dos Barbadinhos.

Joaquim Sousa, presidente da recém-eleita direcção da colectividade, disse ao JN que há algum tempo que vários sócios marchantes por outros bairros insistiam para que o clube organizasse a sua própria marcha. A ideia amadureceu e, este ano, vai tornar-se realidade. Embora ainda não tenha conseguido recrutar os 48 marchantes necessários (24 homens e 24 mulheres), a direcção da colectividade acredita que não vai ser difícil e até gostava de ter mais gente do que é exigido.

"Tem de se estar preparado para tudo. Sabemos que isto requer algum espírito de sacrifício e que, às vezes, há problemas, desistências", disse Joaquim Sousa, referindo-se à exigência dos ensaios, que terão lugar todos os dias, entre as 21 e as 23 horas, durante dois meses. Em matéria de ensaidor, coreógrafo e figurinos, a escolha também já está feita. Pelo que já viu, o presidente da direcção garante que a ideia está "bem conseguida" e que o projecto "é para continuar". "É o nome da colectividade que está em jogo".

O aparecimento de uma nova marcha eleva para 20 o número de bairros inscritos no concurso e atinge o limite estabelecido pelo regulamento. Este ano mantêm-se todas as marchas do ano passado e as ausências de Campo de Ourique e Penha de França que, na última edição, desistiram por falta de marchantes e dificuldades financeiras. Extra-concurso, no desfile da Avenida da Liberdade, participam a marcha infantil da Voz do Operário e a dos Mercados, que se estreou no ano passado.

Começou em 1932

O primeiro desfile de marchas populares teve lugar em 1932 e contou com três bairros a concurso Campo de Ourique ficou em primeiro, com o prémio Imponência e Movimento; Bairro Alto em segundo, distinguido pela Alegria; e Alto do Pina em terceiro, com referências ao Pitoresco e Bizarria. A história das marchas não é, contudo, linear. Teve vários ciclos de interrupções, mantendo-se agora, sem percalços, desde 1988.

Novos bairros

Beato, Lumiar e Bela Flor foram os últimos bairros a aderir a esta tradição. Foi no ano de 2003 que participaram pela primeira vez e ainda se mantêm.

Concurso a decorrer

O concurso para a escolha da Grande Marcha de Lisboa 2006 está a decorrer. As composições (letra e músioca) deverão ser entregues até às 17.30 horas do dia 15 de Fevereiro na sede da EGEAC -Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, que é responsável pelo evento.

Fonte: Jornal de Notícias


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A LER

O Grande Terramoto de 1531, pelo Alfacinha, no De Lisboa

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39ª NAUTICAMPO

A Feira Internacional de Lisboa (FIL) recebe a partir de hoje a 39.ª edição da Nauticampo - Salão Internacional de Navegação de Recreio, Campismo, Caravanismo, Desporto e Piscinas, com uma aposta acrescida nas manifestações paralelas, que pela primeira vez incluem um torneio de ténis de praia.

Publicado por jf em 03:57 PM | Comentários (0)

INTOXICAÇÃO COM GÁS NO METRO DO COLOMBO

Um "gás desconhecido" causou hoje sintomas de intoxicação em várias pessoas na estação do Colombo do Metropolitano de Lisboa, por volta das 14h30, disse uma fonte dos Sapadores Bombeiros.

"Um gás de origem desconhecida causou sintomas de intoxicação em várias pessoas, tendo sido necessária a intervenção de meios de socorro", afirmou à Lusa a mesma fonte.

As pessoas com sintomas de intoxicação foram assistidas por elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa.

A Lusa contactou o Metropolitano de Lisboa para obter mais pormenores sobre esta situação, mas foi informada que "as relações públicas só funcionam de segunda a sexta-feira".

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 03:55 PM | Comentários (0)

PROTESTOS

Cerca de uma centena de alunos e vários professores participaram, ontem de manhã, num protesto contra o fim anunciado da Escola Secundária D. João de Castro, em Lisboa. Os portões estiveram fechados a cadeado até às 10.00. Durante o protesto, chegou a verificar-se uma pequena confusão com os agentes da PSP no local, quando os alunos tentaram barrar a entrada dos colegas, após a abertura das portas, mas tudo acabou sem incidentes. À tarde, a maioria dos estudantes fez greve às aulas.

Segundo testemunhos de alunos e docentes, em Dezembro a Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) terá informado a direcção da escola de que esta iria ser alvo de uma fusão com a Fonseca de Benevides. Um estabelecimento que, para além de ser "muito mais pequeno" do que a D. João de Castro, que tem uma área superior a 25 mil metros quadrados, dispõe de infraestruturas que consideram "bastante inferiores".

À hora do fecho desta edição, decorria ainda um encontro sobre esta matéria entre a DREL e representantes da comissão executiva provisória, da associação de pais e do conselho pedagógico desta escola.

No entanto, a avaliar pelos testemunhos ouvidos ontem à tarde pelo DN, as esperanças de inverter esta situação já não são muitas "Disseram-nos que até 31 de Agosto temos que estar lá em baixo", disse ao DN uma fonte da escola que preferiu manter o anonimato.

O processo de "emagrecimento" da João de Castro começou há cerca de dois anos, com o fim das inscrições no 7.º ano. Seguiu-se o fim do 8.º ano e o fim de algumas áreas do secundário, como o as Artes e as Humanidades. Actualmente, a escola tem 300 alunos, distribuídos entre o 9.º e o 12.º ano.

"Agora eles [Fonseca de Benevides] têm mais, cerca de 500", disse ao DN outra profissional da escola. "Mas isso só aconteceu por causa dos cortes. Nós tivemos sempre mais alunos".
Nuno (nome fictício), aluno de Desporto do 10.º ano, e um dos raros estudantes que apareceram na escola da parte da tarde, garante que não vai esperar por esse dia.

"Já decidi", avisou. "Se nos quiserem mudar para a Fonseca de Benevides, troco de escola para o ano." "Aquilo não tem nada", garante. "Só têm cadeiras. Eles é que deviam ser fundidos na nossa escola. Ficavamos muito melhor servidos, e eles também". *Com Lusa

Fonte: Diário de Notícias

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CASA PIA: VENDE-SE?

O Governo criou "um regime especial de alienação de bens imóveis da Casa Pia de Lisboa" (CPL), abrindo as portas à venda do seu património, cujo valor pode ultrapassar os mil milhões de euros. A medida surge regulamentada no Decreto-Lei 10/2006 de 13 de Janeiro, que prevê a reestruturação da CPL. Agora, cabe à comissão instaladora, nomeada pelo Executivo, dizer o que quer e quando quer vender.

O conselho de ex-alunos da secular instituição está de pé atrás, e ameaça impedir a alienação do património. "Estamos dispostos a agir com firmeza e convicção na defesa e na preservação do nosso património", disse em comnicado aquela entidade, para a qual "a maioria dos artigos do decreto-lei tem objectivos imobiliários latentes".

A perspectiva do Governo é diferente. "O objectivo do diploma, em que se inclui a possibilidade da alienação de bens, é cumprir as recomendações da comissão técnico- -científica que pensou a reestruturação da CPL", explicou ao DN José Pedro Pinto, do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. Uma das recomendações prevê, nomeadamente, a redução do número de alunos.

Avaliação

O património total da instituição, fundada em 1780, foi avaliado por uma empresa externa, há cerca de um ano. O valor atribuído foi de cerca de 220 milhões de euros (aproximadamente 44 milhões de contos), subdividido em obras de arte, bens móveis e bens imóveis.

Porém, na opinião de antigos dirigentes e antigos alunos, os bens estão subavaliados. Por exemplo, ao colégio de Pina Manique, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, foi atribuído um valor de cerca de 30 milhões de euros (seis milhões de contos, aproximadamente). "Ninguém acredita", disse ao DN Santos Pinto, historiador, e durante 13 anos director do jornal O Casapiano. "Aquilo vale pelo menos 60 milhões de contos", garantiu ao DN. Convicto de que a intenção do Governo é extinguir a CPL, este ex-aluno, autor de várias obras sobre a instituição, considera "a reestruturação da CPL um gato escondido com o rabo de fora".

Poderão estar em questão "interesses inconfessáveis". Esta é também a opinião de um outro ex-aluno, João Castilho. Este advogado pertence ao conselho de ex-alunos, instituição prevista na lei orgânica da CPL com funções meramente consultivas. Reúne duas vezes por ano, por solicitação do provedor, para dar pareceres sobre a vida da instituição. A nomeação deste conselho é feita pelo Governo, depois de os seus membros serem eleitos pelos pares. A posse é dada pelo provedor.

Com a entrada em vigor do decreto-lei que regula a reestruturação da CPL , a referida lei orgânica foi revogada. Como tal, o conselho de ex-alunos foi extinto. Também os directores dos vários colégios, assim como outros altos dirigentes, passaram a exercer funções sem suporte legal. Todos os poderes estão agora concentrados na comissão instaladora, que é presidida por Joaquina Madeira, antiga comissária da luta contra a pobreza.

"O mencionado DL constitui um atentado aos direitos patrimoniais, culturais, sociais e educacionais da CPL. E, ao revogar a lei orgânica em vigor, extingue o conselho de ex- -alunos, mesmo antes de os seus membros tomarem posse", explicou João Castilho.

Mas ninguém vai baixar os braços, garante. "Vamos convocar a família casapiana para uma assembleia com vista a exigirmos ser ouvidos no âmbito duma reforma justa, adequada e que preserve o patriomónio cultural, social, educacional e cívico da Casa Pia", disse o advogado ao DN.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 03:29 PM | Comentários (2)

EMEL NA ARBITRAGEM

A EMEL quer mudar a sua (má) imagem juntos dos utentes. Uma das primeiras medidas é a adesão à Arbitragem de Conflitos de Consumo. "A partir de agora vai ser mais fácil aos munícipes reclamarem sobre a actuação da EMEL", garante Marina Ferreira, vereadora que tutela aquela empresa.

Ontem foi celebrado um protocolo entre a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa e o Tribunal Arbitral do Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo, no qual a primeira aceita a arbitragem do segundo como forma de resolução dos conflitos.

O tribunal arbitral tem competência para resolver todos os conflitos de consumo até cinco mil euros. As suas sentenças são proferidas por um juiz desembargador e têm o mesmo valor das decisões judiciais.

As reclamações sobre a actuação da empresa em caso de reboque de veículos são alguns dos exemplos habituais de protestos que os munícipes e utilizadores do espaço tarifado apresentam aos serviços jurídicos da empresa. Contudo, poucos são os que chegam aos tribunais sob a forma de queixa devido à morosidade dos processos. O tribunal arbitral resolve, por definição, os casos que lhe são apresentados com maior celeridade. No máximo em 40 dias.

"Ao aderir à arbitragem damos o sinal de que temos vontade de mudar o mal-estar que sentimos existir entre munícipes e empresa. É uma forma de tornarmos tudo mais transparente. Acima de tudo, temos de ter uma boa relação com a cidade", disse ao DN Marina Ferreira.

Em 2005, chegaram à EMEL 3500 reclamações de utentes. Entretanto, a própria empresa tem em tribunal 600 processos, a maior parte deles por vandalismo sobre os seus equipamentos. Queixas dos utentes em tribunal contam-se apenas 20.

A formação e sensibilização dos recursos humanos são outras das medidas "fundamentais"para dar a volta à imagem da empresa. "Vamos desenvolver acções com os funcionários que lidam diariamente com os utentes. Eles são a cara da empresa. Acima de tudo temos que mostrar que estamos aqui para facilitar a vida às pessoas, não para complicar", acrescenta aquela responsável, garantindo que os odiados "homenzinhos verdes", que até já são tema de piada dos humoristas do "Gato Fedorento", vão mudar de atitude.

"Outra medida que contamos tomar a breve prazo é o investimento na diversificação dos meios de pagamento. Sistema Via Verde, bilhetes pré-comprados e, é claro, os parquímetros são alternativas que pretendemos dar aos utilizadores dos espaços tarifados e dos parques da EMEL, para lhes facilitarmos a vida", acrescenta a vereadora.
A vandalização dos equipamentos (parquímetros) continua a ser considerada um flagelo para o orçamento da empresa. Contudo, de acordo com dados da EMEL, nos últimos tempos tem vindo a verificar-se um ligeiro decréscimo no "ataque" às máquinas.

Segundo Marina Ferreira , "a melhoria deve-se sobretudo ao facto de haver mais máquinas recuperadas, em particular na zona central de Lisboa".

O ritmo de recolha do dinheiro das máquinas está também a melhorar. Além dos quadros da EMEL, há zonas de Lisboa onde a fiscalização e cobrança foi entregue a um Agrupamento Complementar de Empresas (ACE), na modalidade de prestação de serviços à EMEL. Este ACE é constituído pelas empresas que fornecem os parquímetros e também pela Brisa.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 03:27 PM | Comentários (0)

11 DE FEVEREIRO DEE 1888

É inaugurado o Teatro Avenida, em Lisboa

Publicado por jf em 02:56 PM | Comentários (0)

fevereiro 10, 2006

MALUDA (3)

Publicado por jf em 10:02 AM | Comentários (0)

MALUDA (2)

Publicado por jf em 10:00 AM | Comentários (0)

MALUDA (1)

Publicado por jf em 09:59 AM | Comentários (0)

10 DE FEVEREIRO DE 1999

Morre Maria de Lurdes Ribeiro, mais conhecida por Maluda, a pintora das janelas e de Lisboa.

Publicado por jf em 09:33 AM | Comentários (0)

fevereiro 09, 2006

TAMBÉM A LER

Muppies no Chiado, no Cidadania LX.

Publicado por jf em 11:29 PM | Comentários (0)

A LER

O Empata-Obras, por Pedro Guedes, no Último Reduto.

Publicado por jf em 07:45 PM | Comentários (0)

CRIMINALIDADE AUMENTA

Tanto a criminalidade violenta como a geral diminuíram em 2005 na área da Grande Lisboa. Ainda assim, os crimes contra a autoridade pública, nomeadamente resistência e coacção sobre funcionário, e usurpação de funções - pessoas que se fazem passar por aquilo que não são, vulgo burlões -, aumentaram. De acordo com dados do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis) a que o DN teve acesso, a criminalidade violenta decresceu 1,6% em 2005 face ao ano anterior.

"Para nós (PSP) foi uma descida muito positiva, pois nos últimos seis anos a tendência era para o aumento da criminalidade violenta. Pela primeira vez descemos", sublinhou ao DN a subcomissária Paula Monteiro. Mas foi no crime de roubo a tesourarias e a estações dos Correios que se verificou uma das maiores descidas, 60%, seguido do de postos de combustível, contabilizando um decréscimo de 30%. O delito de rapto, sequestro e tomada de reféns desceu 15,2%. Também os roubos por esticão e a motoristas de transporte público diminuíram, ambos, cerca de 10% e a ofensa à integridade física grave registou uma descida de 4%.

"Estas descidas devem-se ao aumento do policiamento intensivo e de visibilidade feito em determinados locais", frisa Paula Monteiro, explicando ainda que "resultam de uma análise científica da criminalidade".

Em relação à criminalidade geral, e apesar de ainda não haver contabilidade percentual neste tipo de delitos, a porta-voz do Cometlis garante que o crime geral "desceu significativamente". Destacam-se nesta diminuição o crime contra a integridade física por negligência em acidente de viação, o furto de veículo motorizado, furto a residência e por carteiristas. Estes resultados são fruto de uma "adaptação do policiamento no local e em função da criminalidade nas diversas zonas", conclui Paula Monteiro.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 02:45 PM | Comentários (0)

ESQUERDAS ATACAM CARMONA

Os vereadores do Bloco de Esquerda e do PCP na Câmara de Lisboa vão apresentar queixas junto da Procuradoria-Geral da República e da Inspecção-Geral da Administração do Território.

Na origem do caso, está o pedido de informação prévia da EPUL para uma obra de construção nova numa parcela de terreno municipal delimitada pela Avenida da Índia, Avenida 24 de Julho e Rua de Cascais.

Trata-se de um projecto do conhecido arquitecto francês Jean Nouvel e está integrado na operação urbanística Alcântara XXI.

Apesar de ter passado ontem na votação do executivo municipal, com oito votos a favor, sete contra e a abstenção de Maria José Nogueira Pinto, o pedido de informação prévia da EPUL poderá levar o mesmo caminho que outros integrados na operação Alcântara XXI já conheceram o escrutínio dos tribunais.

Para a proponente do documento, a vereadora com o pelouro do Urbanismo, Gabriela Seara, "apesar de todo o processo relacionado com aquela parte da cidade não ter seguido a estratégia que o actual executivo defende, não faz sentido que a EPUL não veja agora o seu pedido de informação (fase preliminar de uma possível aprovação de loteamento e depois de respectivos projectos) analisado pela autarquia, quando os outros promotores da operação Alcântara XXI (projectos de Frederico Valssassina, Norman Foster, Sua Kay, Aires Mateus), já tiveram os respectivos pedidos apreciados". Porém, aquela responsável defende uma mudança de agulha relativamente ao passado e assim avisou que em breve será apresentado um plano de pormenor (instrumento de ordenamento do território sujeito a consultas a entidades e à discussão pública) para a parcela municipal.

Só que, para a oposição, de nada adianta pois continua tudo na mesma. "Em vez de planear e depois assumir compromissos, a CML opta por fazer exactamente o contrário. Os compromissos são tais em toda esta área que pouco resta para planear", diz José Sá Fernandes. E continua "É alegado que muito em breve serão apresentados os termos de referência para a elaboração de planos de pormenor para a zona em questão, mas parece evidente que tais documentos de planeamento estratégico irão ter muito pouco ou quase nada, sendo que irão constituir apenas um 'pormenor' daquilo que é a efectiva intenção da CML para o local - construir o mais possível e proteger a actuação dos grandes grupos económicos nesta área".

Em jeito de moral da história o advogado vaticina "A raposa muda de pêlo, mas não muda de costumes". O PCP é mais prosaico na sua apreciação. Segundo Ruben de Carvalho, "a CML pretende inverter o silogismo procedimental da planificação urbana da cidade nas zonas em que o PDM expressamente impõe a realização de planos de ordem inferior. Ou seja, não é o plano a determinar as construções mas o facto consumado de estas já estarem no terreno (ou de já haver obrigações assumidas através de contratos-promessa assinados - protocolos), a condicionar o projecto arquitectónico". Maria José Nogueira Pinto absteve-se na votação desta proposta justificando que reconhece "o esforço desta câmara em recorrer aos trâmites normais em vez de optar pela excepcionalidade". A Gabriela Seara insiste que todos os pedidos de informação prévia que deram entrada respeitam o PDM.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 02:44 PM | Comentários (0)

HOSPITAL DE TODOS OS SANTOS

O futuro Hospital de Todos os Santos, na zona oriental de Lisboa, deverá ser a primeira de seis unidades a construir no regime de parcerias entre o sector público e o privado, defende um estudo, encomendado pelo Ministério da Saúde, que irá servir de base a uma reorganização dos cuidados públicos. As prioridades seguintes são: um novo hospital em Faro; o alargamento do Hospital Garcia da Orta, em Almada; uma nova unidade em Évora. No fim da lista ficam Gaia e Póvoa/Vila do Conde.

São estas as principais conclusões do trabalho encomendado pelo Ministério da Saúde a uma equipa de especialistas da Escola de Gestão do Porto, liderada pelo economista Daniel Bessa. Nele é feita uma hierarquização da prioridade de construção das futuras unidades hospitalares do país, de acordo com critérios ponderados - como necessidades das populações, acessibilidade, qualidade dos cuidados, custos a que são prestados e impacte da construção de cada unidade na reorganização da rede hospitalar.

Aliás, os peritos são claros. A criação de mais hospitais - num modelo de parceria com o Estado, em que o sector privado assume a construção e gestão clínica das unidades - só faz sentido se forem encerrados aqueles que estão destinados a ser substituídos pelos novos ou que abrangem a mesma população-alvo.

A construção do Hospital Central de Todos os Santos, com uma capacidade de 600 camas - que "vence" na ponderação de todos os critérios, surgindo no topo do ranking - só se justificará se forem encerrados os hospitais de S. José, Capuchos/Desterro e Santa Marta, no centro de Lisboa, defendem os autores do estudo.

O mesmo acontece com o futuro Hospital de Faro, que fica em segundo lugar no topo das prioridades: a nova unidade deverá funcionar como o "hospital central do Algarve" - e, por isso, deverá ser encerrado o actual hospital distrital, com 480 camas.

No estudo - que hoje fica disponível na Internet (www.portaldasaude.pt) para discussão pública até ao final de Março, antes de ser revisto à luz dos novos contributos e formalmente apresentado ao ministro da Saúde, Correia de Campos -, são avaliadas as necessidades de construção de cada uma das unidades e estudados um ou dois cenários alternativos, nomeadamente a manutenção da actual situação.

Custo e eficiência

Os especialistas consideram que apenas cinco unidades devem ser construídas de raiz, propondo, em vez de um novo hospital na margem Sul do Tejo, o alargamento do Garcia da Orta, em Almada, "possível sob todos os pontos de vista". Recomendam que se opte por dotar a unidade com mais 150 camas - passando a ter uma capacidade entre as 550 e as 650 - de forma a colmatar as carências agudas de cuidados da população do Seixal, Almada e Sesimbra.

A decisão é justificada por uma questão de "custo, racionalidade e eficiência da rede hospitalar, sob pena de repetirmos na margem sul do Tejo exemplos que ficam como expoentes de irracionalidade e desperdício". Os peritos pedem por isso "a suspensão imediata de todas as intervenções planeadas" actualmente no Garcia de Orta.

Nas conclusões do documento, aconselha-se ainda a tutela a reequacionar a necessidade de camas para Todos os Santos, dada a tendência de perda populacional, e a dar prioridade, em Évora, a uma "qualificação e intensificação tecnológica", em detrimento do aumento de camas. Os especialistas defendem ainda que os terrenos destinados à construção das unidades em parceria com privados sejam adquiridos pelo Estado.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 12:08 PM | Comentários (0)

MÁS LÍNGUAS

Hoje a revista Visão diz que a Vereadora do CDS e o não-Vereador do PSD António Preto mandam mais na CML que o Presidente da Camara. Más línguas. O Prof. Carmona manda sempre.

Publicado por jf em 10:13 AM | Comentários (0)

BEM VISTO

A Câmara Municipal de Lisboa quer que o Governo comece a pagar o Imposto Municipal sobre os imóveis que a Administração Central ocupa na cidade.

A notícia surge na edição desta quinta-feira do jornal Correio da Manhã, que recorda que são milhares os edifícios ocupados pela Administração Central – ministérios, repartições públicas, escolas, hospitais, tribunais, hospitais... -, os quais estão isentos do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).

Embora o valor a pagar por estes imóveis pouco represente para o Orçamento de Estado, o montante ajudaria, pelo menos, a sanar o défice da autarquia alfacinha (mais de 900 milhões de euros).

Apresentada em reunião de Câmara pelo vereador do BE, José Sá Fernandes, a proposta de cobrança do IMI à Administração Central foi aprovada por unanimidade, tendo ficado desde logo assegurado que, quer o BE, o quer o PCP, apresentarão propostas nesse sentido na Assembleia da República.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 09:52 AM | Comentários (0)

fevereiro 08, 2006

AMBIENTALISTAS QUEREM PLANO PARA O TEJO

A Associação de Defesa do Ambiente de Loures exigiu hoje ao Governo a elaboração de um Plano de Ordenamento para a frente ribeirinha do Tejo para impedir o "ataque urbanístico" entre Vila Franca de Xira e Lisboa.

O Plano de Ordenamento para a margem Norte do Tejo, no distrito de Lisboa, deveria ser sujeito a um processo de consulta alargada às populações ribeirinhas, defende em comunicado a Associação de Defesa do Ambiente de Loures (ADAL).

Os ambientalistas exigem também que as Câmaras Municipais sejam imediatamente impedidas de licenciar "o que quer que seja de construção, na faixa entre a Estrada Nacional 10 e o Rio Tejo".

Bruno Simão, da ADAL, disse à Agência Lusa que as competências da frente ribeirinha do Tejo são partilhadas por várias autarquias e pela Administração do Porto de Lisboa (APL) o que "torna muito complicado estabelecer um plano que conduza a um desenvolvimento sustentado".

Nesse sentido, a ADAL apela ao Ministério do Ambiente que tome as "diligências necessárias" para que haja uma maior coordenação entre as autarquias, a Administração do Porto de Lisboa, a Junta Metropolitana de Lisboa e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, adiantou Bruno Simão.

A associação ambientalista apela ainda aos grupos parlamentares na Assembleia da República que tomem "a iniciativa política necessária para reconduzir a Frente Ribeirinha do Tejo a um desenvolvimento sustentável, harmonioso, equilibrado".

A ADAL afirma no comunicado que tem constatado "com indignação e tremenda preocupação" o "vigoroso ataque urbanístico" que tem vindo a desenvolver-se desde há alguns anos em toda a frente ribeirinha do Tejo, entre Vila Franca de Xira e a Praça do Comércio.

"Após a esperança que a EXPO-98 trouxe a Lisboa e Loures Oriental, que se esperava tivesse um efeito positivo de contaminação para o vizinho concelho de Vila Franca de Xira, eis que se vem verificando nos últimos três a quatro anos uma reviravolta que promete erguer um imenso e vergonhoso muro de betão em toda a frente ribeirinha destes Concelhos", referem os ambientalistas.

"A cada dia que passa, novas construções, novos armazéns, novos aterros, novos obstáculos, novos impedimentos, barricam o rio ou, se se quiser, barricam o direito elementar das populações a usufruírem do rio que é seu", salientam.

Como exemplos, a ADAL aponta o Parque das Nações, onde "se continua a densificar a construção de forma aberrante e inexplicável", e a sucessão de edifícios no local onde devia ter nascido o Parque Tejo e Trancão.

Lembram ainda que o Parque de Depósitos de Combustível da Petrogal na Bobadela, que devia dar lugar à extensão natural do Parque Tejo e Trancão para o que o Ministério do Ambiente aprovou um projecto, ainda não está a ser desmantelado.

Também a Câmara de Vila Franca, entre o limite do Concelho a Sul (Póvoa de Santa Iria) e a Cidade de Vila Franca ao longo da Estrada Nacional 10, tem permitido e fomentado uma continuada barreira de betão armado, ora de natureza habitacional, ora de natureza industrial ou logística, acusa a ADAL.

"Impõe-se pôr cobro a este estado de coisas e interromper este caminho de vergonha e ultraje", acrescentam os ambientalistas.


Fonte: Lusa

Publicado por jf em 01:22 PM | Comentários (0)

ÁGUA AUMENTA!

A EPAL divulgou os novos tarifários que entram em vigor a partir deste mês, que representa um aumento de 2,50 por cento para os clientes domésticos e 2,72 por cento para os de Lisboa.

Pelo novo tarifário, um cliente doméstico passa a pagar 4,12 euros por cada três metros cúbicos consumidos ou 4,38 euros por cada cinco metros cúbicos, aumentos de nove cêntimos em relação a 2005 em ambos os casos.

O consumo de dez metros cúbicos passa a custar 7,07 euros, mais 17 cêntimos do que o ano passado

O aumento global de todo o tarifário é de 2,22 por cento em relação ao ano passado, incluindo-se o acréscimo de 1,7 pontos percentuais aplicado aos 25 municípios a quem a EPAL fornece água em alta.

Os aumentos diferenciados no tarifário para 2006 incluem ainda os acréscimos de 2,88 por cento no que é cobrado ao Comércio, Indústria e Estado e 2,81por cento para as Instituições de Interesse Público.

Fonte: Expresso on line

Publicado por jf em 01:02 PM | Comentários (0)

PANFLETOS CONTRA ENCERRAMENTO DE HOSPITAIS

Utentes do hospital dos Capuchos, em Lisboa, foram hoje alertados para a eventual sobrecarga daquela unidade de saúde caso se confirme o anunciado encerramento do hospital do Desterro.

Das 07:30 às 09:30 de hoje, elementos da União dos Sindicatos de Lisboa (USL) e do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) distribuíram panfletos a todas as pessoas que entravam no hospital dos Capuchos - que faz parte do Centro Hospitalar de Lisboa, juntamente com os hospitais do Desterro e de São José.

Nos desdobráveis pode ler-se que "nada justifica" o encerramento do hospital.

Célia Silva, da USL, explicou que esta campanha tem como objectivo esclarecer a população e os utentes sobre as repercussões do fecho do hospital, tendo em conta que o Desterro é um hospital de referência em áreas como a dermatologia e a urologia.

"A área de influência do Hospital do Desterro é muito grande.

A população servida vai de Santarém a Faro", lembrou a sindicalista, que defende a construção de um hospital integrado no Serviço Nacional de Saúde.

"Nós conhecemos a capacidade física do Hospital de São José e dos Capuchos, em que muitas vezes os doentes se encontram em macas nos corredores por já não terem capacidade para mais camas", sustentou, Célia Silva, salientando que "é impensável reduzir 50 camas no serviço de medicina".

"Este hospital apresenta níveis de actividade muito significativos. O seu encerramento constituiria uma perda irreparável na oferta de cuidados de saúde prestados aos cidadãos", lê-se ainda no panfleto, que tem como título "Assim, não!".

Utente do Hospital dos Capuchos, Américo Henriques, 50 anos, disse à Agência Lusa que "até acha bem" o encerramento do hospital do Desterro, devido ao seu estado de degradação, mas afirma que isso só poderá acontecer quando houver uma alternativa.

"Se fecham o hospital e não criam alternativas, isso vai gerar muita insatisfação nos utentes e trabalhadores", afirmou Américo Henriques, que defende a construção de um hospital fora do centro da cidade "com mais condições para os doentes".

Maria José, outra utente do hospital dos Capuchos, manifestou- se contra o encerramento do Desterro, por considerar que vai sobrecarregar as outras unidades que fazem parte do Centro Hospitalar de Lisboa (que é constituído pelos hospitais do Desterro, São José e Capuchos).

"Em vez de melhorarmos, pioramos nas coisas essenciais", disse Maria José à Lusa, receosa que o tempo de espera das consultas vá "piorar" devido a esta situação.

A campanha de esclarecimento da USL e do MUSP teve início da segunda-feira no Hospital do Desterro e termina na sexta-feira na estação do Cais do Sodré.

Para Célia Silva, o encerramento do hospital do Desterro "vai bulir com todos os utentes do Centro Hospitalar de Lisboa, mas também com os trabalhadores".

"Se há trabalhadores que poderão ser transferidos para os hospitais dos Capuchos e São José, há outros que nós não sabemos o seu destino. Possivelmente vão aumentar o rol de desempregados que no distrito já ronda os 115 mil", acrescentou à Lusa.

Esta opinião é partilhada por Constança Alves, do MUSP, afirmando que é preciso "salvaguardar os interesses dos utentes e dos trabalhadores, porque não existem garantias de que haja alternativa ao encerramento do hospital do Desterro". Constança Alves fez à Lusa um balanço "muito positivo" dos três dias de campanha à porta dos hospitais do Centro Hospitalar de Lisboa, afirmando que a receptividade ao documento "foi excelente". "A receptividade ao documento demonstra a preocupação dos utentes com esta situação", sublinhou.

Na terça-feira, o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, António Branco, reiterou à Lusa que o previsto fecho do hospital do Desterro deverá acontecer no final de Fevereiro ou no início Março.

António Branco explicou que o encerramento será faseado, sendo primeiro transferidos todos os serviços, excepto dermatologia e urologia, para os hospitais de São José e Capuchos. Os serviços de dermatologia e urologia, de referência a nível nacional, serão posteriormente englobados em outros hospitais.

O responsável sublinhou que o encerramento do desterro é uma decisão do Ministério da Saúde, já assumida pelo ministro, e que está englobada na reforma dos principais hospitais na grande Lisboa. Em 2004, o Hospital do Desterro realizou 14.294 consultas de urologia e 23.560 de dermatologia, segundo dados da USL. No mesmo ano foram realizadas 2.125 cirurgias programadas e 44 de urgência.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 12:08 PM | Comentários (0)

MOZART EM LISBOA

A Orquestra Metropolitana (OML) celebra os 250 anos do nascimento de Mozart sexta-feira na Sociedade de Geografia de Lisboa e sábado no Casino Estoril, com um programa que inclui obras de outros compositores .

"Além de obras do compositor austríaco serão interpretadas peças de dois herdeiros do seu legado: Ludwig van Beethoven e o português João Domingos Bomtempo", disse Rui Miguel Leitão, da OML.

A OML será dirigida nos dois concertos pelo seu director artístico, o m aestro Álvaro Cassuto, sendo solistas o violinista Igor Oistrakh e o viola Valer i Oistrakh.

Uma das peças é a Sinfonia Concertante para violino e viola (KV 364) de Mozart, "um género híbrido, que se enquadra entre a sinfonia e o concerto que f oi desenvolvido pelo compositor ao longo da década de 1770, correspondendo esta Sinfonia Concertante, de 1779, à sua fase de maturação plena", declarou Rui Migu el Leitão.

O concerto englobará ainda a "Tarpeia (Marcha Triunfal)" de Ludwig van Beethoven, "uma pequena peça que ilustra a música cénica, um dos géneros menos e xplorados pelo compositor alemão" e a Sinfonia nº 2 de João Domingos Bomtempo, " o grande compositor português da primeira metade do século XIX e um dos primeiros nomes da história da música do nosso país".

Bomtempo foi o fundador da Sociedade Filarmónica em 1822 e o primeiro
director do Conservatório Nacional.

De 1801 a 1810 residiu em Paris, seguindo para Londres, onde esteve até 1814.

"Aí desenvolveu uma notável carreira de pianista e compositor, assimilando as técnicas mais avançadas da sua época, designadamente a partir da música d e Mozart", explicou Rui Miguel Leitão.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 11:34 AM | Comentários (0)

HOJE NO ATLÂNTICO

Os Depeche Mode regressam hoje a Lisboa para um concerto esgotado no Pavilhão Atlântico, a primeira de duas passagens previstas por Lisboa, que deverá receber novamente a banda britânica dia 28 de Julho, no Estádio de Alvalade.

"Playing the Angel", o álbum de originais que no ano passado marcou os 25 anos da banda, é o motivo para a digressão que passa por Lisboa, com primeira parte a cargo dos norte-americanos The Bravery.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 11:32 AM | Comentários (0)

fevereiro 07, 2006

PALÁCIOS DISTANTES PERTO

O escritor cubano Abilio Estévez desloca-se a Lisboa no próximo dia 15 de Fevereiro para apresentar publicamente «Os Palácios Distantes», romance sobre uma Cuba decadente, onde os habitantes lutam pela sobrevivência num clima opressivo. A sessão de lançamento da obra, editada pela Nova Vega, realiza-se no Instituto Cervantes, estando a apresentação a cargo do escritor Luís Filipe Sarmento.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 09:06 PM | Comentários (0)

HOJE HÁ POSSE

Os novos directores da Câmara Municipal de Lisboa tomam posse esta terça-feira, dia 7 de Fevereiro. O anúncio surge num comunicado da autarquia alfacinha divulgado hoje, o qual revela ainda que a tomada de posse, presidida por Carmona Rodrigues, terá lugar às 17 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Lisboa.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 02:24 PM | Comentários (0)

MÚSICA CIGANA EM LISBOA

Os Ciganos D`Ouro apresentam esta segunda-feira, dia 6, o seu novo registo de originais intitulado «Sal». O bar Speakeasy será o palco desta actuação, que terá início por volta das 23h00.

«Sal» é tema de abertura e dá nome ao álbum composto por nove canções e um tema instrumental da autoria do guitarrista Francisco Montoya.

O grupo surgiu em 1994 por iniciativa dos irmãos José Pato e Sérgio Silva. Inicialmente os Ciganos D`Ouro actuavam exclusivamente em eventos culturais no seio da Comunidade Cigana portuguesa.

A partir de 1995 a formação alargou-se em consequência da colaboração iniciada com o guitarrista Pedro Jóia que assumiu a direcção musical do grupo. O passo seguinte foi a gravação do seu primeiro disco, «La Casa», editado em 1996 pela Movieplay.

Os Ciganos D`Ouro passaram então a divulgar o seu trabalho em Portugal, Espanha, França, Bélgica e Holanda. Participaram em festivais internacionais de música cigana ao mesmo tempo que conquistavam novas plateias fora desta comunidade, tendo realizado centenas de espectáculos desde então.

Fruto da nova ligação ao guitarrista Francisco Montoya nasce, em 1999, o não menos aclamado «Libertad». A banda não pára, e a consequência dessa energia dá origem, em 2001, a um novo registo: «Maktoub», palavra árabe que significa destino e caracteriza o caminho errante do povo cigano.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 10:09 AM | Comentários (0)

MARQUÊS ALAGADO

Houve uma ruptura numa conduta na zona das obras do Túnel do Marquês. Água escorre pela Av. Fontes Pereira de Melo. Trânsito na zona está condicionado. Uma conduta de água rebentou na manhã desta terça-feira no Marquês do Pombal, em Lisboa, condicionando fortemente o trânsito.

«A ruptura ocorreu cerca das oito horas, no cruzamento da Av. Fontes Pereira de Melo e da Av. António Augusto Aguiar», precisou ao PortugalDiário fonte dos Bombeiros Sapadores de Lisboa. O trânsito não foi cortado mas está fortemente condicionado, com a água a escorrer pela Av. Fontes Pereira de Melo.

Como a zona está em obras, existe a possibilidade de a ruptura ter sido causada por uma máquina escavadora. No local estão já dois carros de bombeiros, acompanhados por 11 elementos. O piquete da EPAL já está no local e prevê que a situação esteja restabelecida a meio da tarde. O abastecimento de água na zona teve de ser cortado, o que está a afectar o comércio da zona, nomeadamente restaurantes e cafés.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 10:08 AM | Comentários (0)

A LER

Lisboa Branca Ou Amarela?, por Maria João Rolo Duarte, no Jornal de Notícias

Publicado por jf em 10:06 AM | Comentários (0)

ÚLTIMA HORA (II)

O rebentamento da conduta deu-se junto da Av. Fontes Pereira de Melo. Há estabelecimentos comerciais sem água.

Publicado por jf em 10:01 AM | Comentários (0)

ÚLTIMA HORA: OUTRA CONDUTA REBENTADA

Rebentou mais uma conduta de água no Marquês de Pombal, na zona onde está a ser construído o célebre túnel.

Publicado por jf em 09:35 AM | Comentários (0)

fevereiro 06, 2006

ESTACIONMAMENTO EM S. DOMINGOS DE BENFICA

O vice-presidente da Câmara de Lisboa propõe quarta-feira a cedência de um terreno a uma associação de moradores de São Domingos de Benfica, destinado à construção de um parque de estacionamento subterrâneo com mais de 200 lugares.

A proposta, subscrita por Carlos Fontão de Carvalho, propõe a cedência do direito de superfície em subsolo por 99 anos de uma parcela de terreno situada na Rua Padre Francisco Álvares, em São Domingos de Benfica.

O terreno, com a área de 2.440 metros quadrados, será cedido à "Associação do Parque de Estacionamento Residencial da Rua Padre Francisco Álvares", que será responsável pela construção do parque subterrâneo, com uma capacidade de 233 lugares, distribuídos por cinco meios pisos.

Na proposta, o vice-presidente da autarquia afirma existir naquela zona, uma "grande carência de espaço para estacionamento de veículos automóveis", numa zona residencial "em que a maioria dos edifícios não possui estacionamento próprio".

"Uma das formas possíveis de aumentar a capacidade de estacionamento é a construção de parques residenciais subterrâneos, designadamente em espaços públicos disponíveis", como largos, praças e interiores de quarteirões, sustenta a proposta de Fontão de Carvalho.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 06:34 PM | Comentários (0)

HOTELARIA CRESCE

Diz a Lusa que a procura de hotéis em Lisboa aumentou no ano passado oito por cento face a 2004, com uma facturação de 490 milhões de euros, um resultado considerado "extremamente positivo" pela Associação de Turismo da capital.

O presidente da Associação de Turismo de Lisboa (ATL) e vice- presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Fontão de Carvalho, e o director-geral da associação, Vítor Costa, apresentam terça-feira à tarde o balanço do ano turístico de 2005, em que foi registada uma melhoria na oferta e ocupação hoteleiras.

Publicado por jf em 06:32 PM | Comentários (0)

SÁ FERNANDES VOLTA À CARGA COM FEIRANTES

O vereador eleito pelo BE vai apresentar, na reunião do executivo de Lisboa, marcada para quarta-feira, uma nova proposta para o pagamento das indemnizações aos comerciantes da Feira Popular. Como um grupo de feirantes (proprietários de 70 contratos de um total de 194) não aceita o valor estipulado em tribunal, Sá Fernandes defende que a maioria não deve ser prejudicada e vai pedir à Câmara que pague aos que concordam com os valores.

Uma proposta do género já tinha sido apresentada recentemente pelo vereador e chumbada pela vereação. Fontão de Carvalho, vice-presidente da Câmara, entende que a verba, 15 milhões de euros (já foi entregue uma tranche de cinco milhões) deve ser atribuída à associação que representa os feirantes, mas só quando estiverem todos de acordo. O responsável alega ainda que foi esta a forma de pagamento aprovada pelo executivo e pela Assembleia Municipal.

"Desta vez, vou perguntar à Câmara se aceita ou não o relatório que aprovou e que foi elaborado pelo perito do Tribunal da Relação de Lisboa", frisa Sá Fernandes. Mais "Também vou propor que pergunte ao perito se confirma ou não o relatório".

O vereador lembra que, nesse relatório, estão os valores atribuídos a cada um dos feirantes. "Se não aceitar o relatório terá que dizer porquê. Mas se aceita, que pague aos feirantes que estão de acordo, submetendo esta forma de pagamento individual à Assembleia Municipal.

Para Sá Fernandes, a Câmara ainda não pagou por "birra". Fonte do gabinete de Fontão de Carvalho garante que a Câmara vai manter a sua posição, alegando que o vereador está a insistir no caso por "teimosia".


Fonte: Jornal de Notícias


Publicado por jf em 03:17 PM | Comentários (0)

STA. APOLÓNIA REABERTA AO TRÂNSITO

O trânsito na zona de Santa Apolónia, em Lisboa, onde há dez dias rebentou uma conduta de água que danificou vários carros, lojas e residências, vai ser reaberto amanhã, disse hoje à Lusa o porta-voz da EPAL.

O rebentamento da conduta de 80 centímetros de diâmetro na Rua do Paraíso, danificou 60 viaturas, inundou o piso térreo do Hospital da Marinha, lojas e residências e obrigou ao encerramento ao trânsito da Calçada do Cardeal e nas ruas dos Caminhos-de-Ferro, do Paraíso e do Mirante.

O porta-voz da Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL), José Manuel Zenha, adiantou à Lusa que as obras de repavimentação estão "nos acabamentos finais", prevendo-se a regularização do trânsito nas referidas artérias durante o dia de terça-feira.

"As obras estão executadas e hoje vai proceder-se à limpeza da Rua do Cardeal, sendo reaberta ao trânsito durante o dia de amanhã [terça-feira]", afirmou à Lusa José Manuel Zenha.

O pavimento à entrada do Hospital da Marinha, onde a inundação no piso térreo afectou oito serviços, será hoje coberto com betuminoso, assim como a Rua dos Caminhos-de-Ferro, o que permitirá também a circulação do trânsito amanhã.

Segundo o porta-voz da empresa, as obras de repavimentação foram "dificultadas pela necessidade de reparação de infra-estruturas no subsolo que ficaram danificadas", nomeadamente a rede de saneamento da Câmara de Lisboa que "foi bastante afectada".

Questionado pela Lusa sobre se a EPAL já tinha contabilizado os danos causados pelo rebentamento da conduta, José Manuel Zenha adiantou que ainda "estão a ser avaliados" pela seguradora da empresa, que está a fazer o levantamento das situações.

A conduta de água que rebentou tinha cerca de 50 anos e a sua substituição estava prevista no plano da empresa de renovação de 480 quilómetros de condutas até 2010.

A força e pressão da água arrastou dezenas de carros estacionados na zona e provocou o abatimento de parte do piso da rua do Mirante e da Calçada do Cardeal, onde muitas viaturas estavam estacionadas.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 03:14 PM | Comentários (0)

A LER

O pandemónio na Av. 24 de Julho com os semáforos. É no Diário de Notícias de hoje.

Publicado por jf em 01:53 PM | Comentários (0)

MEMÓRIA (1)

Em Novembro de 2004 o Expresso dava conta da investigação da PJ no âmbito da “Operação Partitura”. Detenção de Miguel Graça Moura, que saiu em liberdade com o pagamento de uma caução de 5.000,00 euros. Apreensão de 70 caixas com objectos e mobiliário em casa do Maestro, transportadas em 3 camiões. Na altura soube-se que Graça Moura era suspeito de peculato, peculato de uso, infidelidade e abuso de poder à frente da gestão da AMEC, entidade gestora da Orquestra Metropolitana de Lisboa. O inquérito foi instaurado a partir de uma notícia do Expresso. Ano e meio depois é legítimo perguntar: o que aconteceu ao inquérito? O que aconteceu às suspeitas? Qual a razão da demora? As investigações continuam?

Haja memória.

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BEM VINDA

É a Sétima Colina, um novo blogue sobre a cidade mais bonita do mundo.

Publicado por jf em 11:02 AM | Comentários (0)

fevereiro 03, 2006

CML EVOCA REGICÍDIO

Na tarde do dia 1º de Fevereiro, 98 anos passados sobre a trágica data (1908) do duplo regicídio que vitimou mortalmente o rei D. Carlos I e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe, a efeméride foi assinalada com o descerramento de uma lápide evocativa junto ao local do acontecimento - o Terreiro do Paço, na esquina para a entrada da Rua do Arsenal.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Carmona Rodrigues, os Duques de Bragança e o presidente da Real Associação de Lisboa, Ricardo d’ Abranches, usaram da palavra após o descerro da “Placa Evocativa do Regicídio de El-Rei D. Carlos I e do Príncipe Dom Luís Filipe”. Ricardo d’ Abranches iniciou a sua intervenção recordando que, logo após o infausto acontecimento, o Conde de Arnoso, fidalgo da Casa Real e companheiro do monarca, havia profeticamente manifestado a vontade na colocação de uma lápide evocativa no local onde o rei fora “barbaramente assasssinado”. Enalteceu depois a figura do penúltimo rei que, durante o seu reinado, havia acolhido nos Paços do Concelho, na vizinha Praça do Município, diversos Chefes de Estado; e lembrou a promissora personalidade do príncipe herdeiro, depositário das esperanças de muitos portugueses.

Sua Alteza Real, o Duque de Bragança D. Duarte Pio, agradeceu a evocação ao presidente da Câmara “e à sua equipa”, ao IPPAR, à Real Associação de Lisboa e a todos quantos se empenharam nesta realização, recordando a conturbada época que, em diversas longitudes e latitudes europeias, acirrou ódios e paixões, não deixando de evocar a figura real como depositária do patriotismo e da portugalidade. “O povo de Lisboa faz hoje as pazes com a sua memória ao lembrar dois patriotas mortos neste local há 98 anos”, concluiu D. Duarte de Bragança.

António Carmona Rodrigues, presidente da Câmara Municipal, depois de referir que o momento que se assinalava “teríamos certamente preferido evitá-lo” e de ressalvar que, na ocasião, não estava em causa “um confronto de valores entre monárquicos e republicanos”, destacou a figura do rei D. Carlos I, um “grande homem” que “Portugal perdeu, não pelo facto de ser rei, mas antes pela sua dedicação a outras artes, à ciência, à oceanografia, à pintura”, que “sempre revelou um profundo amor à Pátria”. Para o edil lisboeta, este acto decorre da “justiça” da História. Em declarações já posteriores à cerimónia, Carmona Rodrigues justificou este acerto de contas: “uma cidade sem História é como um corpo sem alma”.

Mais tarde, pelas 19h00, realizou-se uma missa evocativa da efeméride no Mosteiro de S. Vicente de Fora. Paralelamente, a Câmara Municipal de Lisboa promove um ciclo de conferências sobre o regicídio de 1908 que irá ter lugar no Palácio Beau Séjour (Estrada de Benfica nº 368). O programa incluirá uma intervenção do Coordenador da Hemeroteca Municipal de Lisboa, Álvaro Costa Matos, com o tema “Regicídio de 1908 - Esboço para uma Contribuição” e uma outra intervenção do responsável pelo Serviço de Actividades Culturais da Hemeroteca, Jorge Trigo, sobre o Tema “Regicídio de 1908- Leitura e Notas das Memórias de D. Manuel II.

Estará também patente de 1 a 15 de Fevereiro, no Palácio Beau Sejour, uma Mostra Bibliográfica sobre o regicídio, enquanto a Hemeroteca Municipal e a Biblioteca Museu República e Resistência promovem visitas guiadas ao local do acontecimento.

Fonte: CML




Publicado por jf em 05:00 PM | Comentários (0)

CARRIS REDUZ DÉFICE OPERACIONAL

A Carris conseguiu reduzir, num espaço de três anos, o défice operacional em mais de 30 milhões de euros devido ao processo de reestruturação da empresa, iniciado em 2003, anunciou hoje o presidente da transportadora, Silva Rodrigues.

O défice operacional da Carris foi de 44 milhões de euros no ano passado, o que representa uma redução de 13,72 por cento face ao valor apurado em 2004.

"As medidas adoptadas pela Carris permitiram uma redução do défice operacional, face a 2002, avaliadas em mais de 30 milhões de euros", afirmou Silva Rodrigues, na cerimónia de apresentação da Certificação de Qualidade da Carris atribuída pela Associação Portuguesa de Certificação (APCER).

Segundo o presidente da Carris, a adopção de medidas de aumento de produtividade e de redução do absentismo reflectiram-se num melhor aproveitamento da escala do pessoal tripulante e na diminuição do trabalho suplementar, que em 2005 foi inferior a 30 por cento.

O reescalonamento da dívida da empresa, com a diminuição da respectiva taxa de juro e a consequente diminuição dos custos financeiros, a reafectação de activos, com o encerramento da estação de cabo Ruivo e a libertação de grande parte de Santo Amaro, e a concentração dos serviços centrais no complexo de Miraflores foram outras medidas realçadas por Silva Rodrigues.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 04:57 PM | Comentários (0)

CML AVANÇA COM PLANO DE DRENAGEM

A Câmara de Lisboa avançou hoje com a elaboração de um Plano Geral de Drenagem para a cidade que visa melhorar a gestão das redes de esgotos e minimizar problemas como as inundações e a poluição provocada pelas descargas no Tejo.

Carmona Rodrigues, presidente da autarquia, considerou que este estudo é fundamental para fazer intervenções de forma planeada."Lisboa não tinha, há mais de 50 anos, nenhum instrumento de apoio à gestão a nível de saneamento básico", lembrou.

O plano baseia-se num Sistema de Informação Geográfica (SIG) que contempla todo o cadastro de infra-estruturas, abrangendo os mais de 1600 quilómetros de colectores e mais de 250 quilómetros de ramais que compõem a rede de saneamento da cidade.

"As intervenções que têm sido feitas limitam-se a tapar buracos. O objectivo é fazê-las de forma programada", afirmou o autarca a propósito do contrato hoje assinado entre a EMARLIS (entidade que gere as águas residuais de Lisboa) e as empresas que vão fornecer o Sistema de Apoio à Decisão (SAD) para avaliar as necessidades de drenagem.

O SAD vai avaliar a capacidade de drenagem das infra-estruturas existentes, ou em fase de estudo, identificar acções para ultrapassar os problemas existentes, apoiar a exploração do sistema e acompanhar em tempo real situações de emergência.

"Vamos poder saber quais as implicações das novas urbanizações ou infra-estruturas rodoviárias sobre os sistemas de saneamento e escoamento", exemplificou.

O presidente da EMARLIS, Manuel Lacerda, adiantou que o Plano Geral deve estar concluído até ao final do ano.

"Teremos um estudo geral para a cidade e um outro mais detalhado para a zona de Alcântara", precisou, acrescentando que a escolha desta zona se deveu ao facto de estar "relativamente bem estudada" e ser representativa de uma série de problemas de inundações e poluição.

Para Manuel Lacerda, os desafios que se colocam ao saneamento de águas residuais passam por uma a rede "envelhecida". Além disso, o sistema recebe esgotos com origem nos concelhos vizinhos e mistura nos colectores águas residuais domésticas, águas pluviais e águas de infiltração. O resultado é poluição e contaminação do rio, entrada de água do mar nos colectores e risco de inundações em caso de chuva intensa.

Para conhecer melhor as infra-estruturas e o comportamento hidráulico e ambiental do sistema deverá ser instalada uma rede de monitorização com sensores de medição de caudais em locais estratégicos e representativas.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 04:56 PM | Comentários (0)

03 DE FEVEREIRO DE 1888

É fundada a Associação Lisbonense de Proprietários.

Publicado por jf em 10:59 AM | Comentários (0)

LUTO NO CASAL VENTOSO

Os moradores do antigo Casal Ventoso, em Lisboa, irão reflectir no sábado sobre o "luto" que sentem pelo fim do bairro e o trauma que representou o realojamento, numa conferência promovida por um projecto social local.

O psicólogo Manuel Domingos, que acompanha a população idosa do Casal Ventoso, acredita que o realojamento dos moradores do antigo bairro nas novas habitações foi um processo mais traumático do que aquele vivido pelos habitantes da Aldeia da Luz, no distrito de Évora, submersa devido à construção da barragem do Alqueva.

"A população da Aldeia da Luz teve um suporte psicológico e social que as acompanhou na mudança e no Casal Ventoso isso não aconteceu", disse à Lusa o especialista, que participa na conferência "Casal Ventoso - Saudades que consomem", sábado, pelas 15:00, no Bairro da Cabrinha, na Avenida de Ceuta.

A conferência é promovida pela associação Projecto Alkantara, que promove a inserção social das mais de 2.000 pessoas que foram realojadas pela Câmara de Lisboa - então dirigida por João Soares (PS) - nos bairros da Cabrinha, Loureiro e Ceuta-Sul.

Sete anos depois dos primeiros realojamentos - começaram em 1999 e prosseguiram em 2000 e 2001 - o neuropsicólogo Manuel Domingos considera que os habitantes do antigo bairro problemático lisboeta "continuam a ser excluídos" e que os mais prejudicados em todo o processo foram os idosos.

"As crianças vão-se adaptando mal ou bem, muitas vezes mal, mas os idosos são os excluídos dos excluídos", disse.

Segundo o especialista, nestes casos "a intervenção precoce é fundamental", para, numa "visão pedagógica", enquadrar a população na nova realidade.

Por outro lado, o psiquiatra Rui Macedo Neves considera que a conferência será uma oportunidade para "os moradores fazerem a catarse de um processo que pode ter sido traumatizante" e não um momento "para se tirar ilações sobre o assunto".

"O bairro era uma referência, boa ou má, neste caso muitas vezes seria má, mas era uma referência que estas pessoas tinham", disse o psiquiatra, acrescentando que "houve teias sociais de vizinhança e entreajuda que necessariamente se perderam".

A conferência é aberta a toda a população e prevê as intervenções de dirigentes das quatro colectividades que existiam no antigo bairro, o Águias Recreativo Clube, o Casalense Futebol Clube, Lisboa Futebol Clube e Clube Desportivo Santo António de Lisboa.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:54 AM | Comentários (1)

fevereiro 02, 2006

A LER

Sugestões para a Baixa Pombalina, no Cidadadnia Lx.

Publicado por jf em 03:08 PM | Comentários (0)

BENITE SOBRE O D. MARIA II

No momento em que a história do mouro de Veneza - Othello - sobe à cena no lisboeta Teatro da Trindade (ainda dirigido por Carlos Fragateiro), Joaquim Benite fala ao Diário de Notícias da crise no D. Maria II, da necessidade de um teatro público que funcione e da dramaturgia genial de Shakespeare.

Eu só conheço o Fragateiro no quadro das parcerias entre a Companhia de Teatro de Almada e o Trindade. Nunca fomos muito a espectáculos um do outro. Sobre a programação que ele faz, da qual tenho ouvido dizer muitas coisas, não me pronuncio. Não conheço e por isso não posso dizer verdadeiramente se é boa ou má. Em relação ao Teatro Nacional, tenho uma posição clara não faz sentido discutir o Teatro Nacional. O Teatro Nacional não me interessa. Eu acho que o que faz sentido é discutir o sector público do teatro e não o Teatro Nacional.

O Teatro Nacional é uma casa. A propósito desta polémica, têm-se dito, de parte a parte, algumas coisas que são equívocas e algumas que não são verdadeiras. Quando se diz que em nenhum teatro europeu há esta preocupação com a dramaturgia nacional, isso é falso. Há a Comédie-Française, em Paris; o National Theatre, em Londres; o Teatro Clássico e o Teatro Espanhol em Madrid.
Claro que há. Então nós não temos o Gil Vicente, o António José da Silva e o Almeida Garrett? Não equivalem eles a um Molière, a um Corneille ou a um Racine? Qualquer estudante francês que faça o liceu tem que ver os clássicos no palco. Em Portugal, ao invés, há alunos que não chegam a ver sequer o Gil Vicente. Mas têm que o estudar. É absurdo.
Isso é outro equívoco. Não deve ser só o Teatro Nacional a resolver esta prioridade. O Ministério da Cultura não tem que gerir os criadores. Os criadores fazem o que bem entenderem. As responsabilidades do Ministério da Cultura devem estar direccionadas para a população. E uma dessas responsabilidades é tornar visíveis os nossos textos importantes. Penso que na Europa em que nós vivemos, em que já está tudo integrado, a economia está integrada, a única coisa que resta são as identidades nacionais que se expressam através da cultura. E isto é uma coisa que implica a existência de um sector planificado do Estado, que não tem que passar necessariamente pelo Teatro Nacional D. Maria II.
Pela Cornucópia, por exemplo. Ignoro por que razão a Cornucópia ainda não é considerada um Teatro Nacional. Depois podia haver, sei lá, um Teatro de Novas Tendências Cénicas. Ou um Teatro Português de Lisboa. Ou um Teatro Clássico Português. Ou ainda uma rede de teatros de serviço público, como os teatros stabile em Itália, em que alguns são públicos e outros privados, mas todos têm acordos com o Estado, conseguindo assim garantir uma grande diversidade de funções.
Pois não. E o grande problema é que se fala do Teatro Nacional hoje como se falava em 1900. É preciso lembrar que durante 70 anos foi uma empresa privada que explorou o TN. Não há nenhuma obrigação do TN ser como é. Importante é que haja um TN que seja, repito, um serviço público de teatro. E tem sido difícil transmitir esta ideia às pessoas.

Quando se coloca o problema em função da dicotomia Lagarto/Fragateiro, eu prefiro não falar.
Não, de maneira nenhuma. Não é nada disso. No nosso caso, por exemplo, a iniciativa de colaboração com o Fragateiro foi puramente individual. Ele estava a começar aqui no Trindade, mostrou-se interessado num espectáculo que propusemos e depois nunca interferiu nas programações que fomos apresentando, nomeadamente as do Festival.

Penso que o Teatro Nacional deve ser dirigido por um encenador e não propriamente por pessoas que não têm essa formação. Acontece que nos últimos anos só um é que correspondeu a esse perfil. Foi o Carlos Avillez. Era um homem de teatro, um encenador e sabia, naturalmente, dirigir um teatro. Já a apreciação do seu trabalho é mais subjectiva, cada um faz a sua.

Eu acho que a simples mudança da direcção não resolve nada, como nunca resolveu. O D. Maria tem vivido num caos permanente. Os últimos 15 anos foram uma confusão, com cada pessoa que chega a aplicar um novo modelo. Mais uma vez, o problema é não haver, da parte do Estado, uma política e uma estratégia para o teatro.
Há sobretudo resistência à personalidade do Fragateiro. Mas não nos iludamos muitas pessoas pensam exactamente o contrário. Eu não tenho opinião sobre isto por uma razão simples: sou um marginal no sistema. Nunca fiz jogos de cintura, nunca pertenci a nenhum grupo de poder, a nenhum lobby...

Há muitos anos que não assino petições, por princípio. Já assinei muitas. Para assinar isto ou aquilo é necessário que exista uma exposição bem sustentada. Se os argumentos forem apenas pessoais - do tipo "sou a favor deste contra o outro" - não me interessam.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 12:50 PM | Comentários (0)

LAMPADAS

Os vereadores do PCP na Câmara Municipal de Lisboa, lançaram, esta quinta-feira, uma campanha contra a falta de iluminação em algumas zonas da capital portuguesa.

Em comunicado, os vereadores comunistas revelam estar a promover uma acção de levantamento de situações concretas de falta de iluminação em locais públicos da cidade, para a qual apelam à participação dos lisboetas, as quais serão depois formalmente comunicadas, em sessão pública que terá lugar no dia 22 de Fevereiro, à CML, de forma a que sejam encontradas soluções rápidas para os problemas.

A decorrer durante todo o mês de Fevereiro, a campanha apela a que todas e quaisquer anomalias relativamente à iluminação de lugares públicos sejam participadas por telefone (21 322 72 62) ou por e-mail (acendaluz.pcp@gmail.com).

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 12:17 PM | Comentários (0)

fevereiro 01, 2006

RUBEN CHAMA AGÊNCIA IMOBILIÁRIA À CML

O vereador da CDU na Câmara de Lisboa Ruben de Carvalho acusou hoje o executivo de transformar a autarquia numa "agência imobiliária" devido ao peso dado a operações patrimoniais de venda e permuta no orçamento aprovado terça-feira.


"É indispensável sublinhar que do total de 850,4 milhões de euros do orçamento, 350 milhões se referem a operações patrimoniais - 200 milhões de vendas e 150 milhões de permutas. Isto é, mais de 41 por cento do orçamento, o que transforma a Câmara Municipal de Lisboa numa gigantesca agência imobiliária", afirmou a CDU, em comunicado.

Ruben de Carvalho considerou, em declarações à Lusa, "insólito" o facto de 150 milhões de euros do orçamento serem dedicados a permutas. "A permuta é uma operação patrimonial segundo a qual se dá uma coisa e se recebe outra", disse acrescentando que "surgindo simultaneamente em receitas e despesas, anulam-se".

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:12 PM | Comentários (0)

MAIS RUAS FECHADAS

A partir de sábado apenas é permitido circular a pé na Rua dos Condes e na Rua das Portas de Santo Antão, na baixa de Lisboa, anunciou hoje a Câmara Municipal. Fica garantido o acesso às garagens, cargas e descargas, entre as 5:00 e as 11:00, bem como a veículos de emergência e de limpeza urbana, afirma a autarquia em comunicado.

Fonte: CML


Publicado por jf em 07:09 PM | Comentários (0)

APLAUSO

A Câmara Municipal de Lisboa equipou hoje a casa de uma doente tetraplégica com duas plataformas elevatórias que lhe permitirá uma maior mobilidade, no âmbito do programa Casa Aberta.

Júlia Lourenço, 50 anos, é portadora de esclerose múltipla e movimentava-se há oito anos numa cadeira elevatória, também cedida pela autarquia, mas o seu estado de saúde agravou-se e a doente ficou com a mobilidade muito reduzida.

"Tivemos de substituir a cadeira elevatória pelas plataformas elevatórias para que a doente tivesse mobilidade", disse à agência Lusa Pedro Garcia e Costa, assessor do vereador da Acção Social Sérgio Lipari Pinto.

Segundo a mesma fonte, a situação de Júlia Lourenço, que vive na freguesia de São João, tem vindo a ser acompanhada pelos serviços sociais da autarquia, que seguem todos os casos das pessoas abrangidas pelo programa.

Criado em 1990, o programa Casa Aberta destina-se aos moradores de edifícios municipais ou particulares do concelho de Lisboa, com dificuldades em movimentar-se por problemas motores ou outros.

O objectivo é tornar mais independentes as pessoas com problemas de mobilidade, adaptando muitas vezes as suas casas e também os acessos à via pública.

Pedro Garcia e Costa adiantou que no ano passado a autarquia realizou 14 obras ao abrigo do programa e existem 41 pedidos que estão a aguardar a visita dos serviços de Acção Social.

"Este ano já fizemos três visitas e temos sete processos a aguardar obra", acrescentou.

Muitos dos pedidos chegam à autarquia através da Liga Portuguesa de Deficientes Motores (LPDM) e da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC), que têm protocolos com a câmara, mas também das juntas de freguesia que sinalizam várias situações.

As pessoas que queiram ter acesso ao programa também podem fazê-lo individualmente, expondo o seu caso aos serviços camarários de Acção Social.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 06:34 PM | Comentários (0)

OTHELLO NA TRINDADE

Tragédia estreia-se quarta-feira, em Lisboa, numa curta série de representações com co-produção das companhias de Almada e do Algarve .

A tragédia shakesperiana «Othello», encenada por Joaquim Benite para a Faro - Capital da Cultura 2005, apresenta-se quarta-feira no Teatro da Trindade, em Lisboa, numa curta série de representações com co-produção das companhias de Almada e do Algarve.

Escrita em 1604 pelo dramaturgo clássico inglês William Shakespeare, a peça evoca a luta pelo poder, o ciúme, a traição, o ódio, a inveja e a honra.

Othello, nobre mouro, é convencido pelo soldado Iago de que a sua jovem mulher, Desdémona, é amante do seu oficial favorito, Cássio.

Movido pelo ciúme, Othello mata a mulher e acaba também morto.

Joaquim Benite, director da Companhia de Teatro de Almada, encena esta peça pela segunda vez (a primeira foi em 1993) enfatizando mais a ambição do que o ciúme.

«Procurei uma relação mais intensa entre as personagens, uma relação mais forte com público e focar o poder, a ambição, a intriga», explicou o encenador à agência Lusa.

A nova encenação de Benite valoriza o confronto entre Cássio e Iago, aparecendo Othello e Desdémona como vítimas de um plano maquiavélico que visa a conquista do poder.

A peça estreou-se em Novembro do ano passado no Teatro Lethes, integrada na programação da Faro - Capital da Cultura.

«Othello» conta no elenco com actores das companhias de teatro de Almada e do Algarve e vai estar em cena em Lisboa até 19 de Fevereiro.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 06:29 PM | Comentários (0)

OPOSIÇÃO CRITICA

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) conseguiu aprovar o orçamento para 2006, mas não se livra das críticas da oposição. PS diz que documento é «incoerente, não tem estratégia e não tem consistência». O PCP critica o acumular das dívidas e acusa autarquia de se tornar numa «gigantesca agência imobiliária». O Bloco de Esquerda diz que «orçamento é irrealista».

O PCP marcou para esta quarta-feira uma conferência de imprensa para tomar uma posição quanto ao orçamento. O PortugalDiário sabe que as maiores criticas dos comunistas se prendem com o acumular de dívidas da autarquia e a venda de bens. O vereador comunista, Ruben Carvalho, acusa mesmo a autarquia de «delapidar o património municipal».

Uma das valiosas áreas que o PCP acusa a CML de «vender» é «o triângulo até agora ocupado em Alcântara por diversos serviços da Câmara».

Durante a conferência de imprensa Ruben de Carvalho questionou a ausência de dois temas importantes para a cidade e que não são referidos no Plano de Actividades: Parque Mayer e a revisão do PDM.

O vereador lembra que a situação que se vive «foi herdada da gestão Santana Lopes e que do total do orçamento 350 milhões se referem a operações patrimoniais. Isto é, mais de 41 por cento do orçamento, o que transforma a Câmara Municipal de Lisboa numa gigantesca agência imobiliária!».

Apesar de não ter estado presente na votação, Manuel Maria Carrilho, vereador do PS afirma que o documento «não tem coerência, porque não cumpre as promessas eleitorais, não tem estratégia, porque não define os caminhos a seguir e não tem consistência, porque 41 por cento das receitas têm origem na alienação de bens». Quanto ao património que poderá ser vendido, o PS «não faz a mínima ideia».

Fonte do gabinete do PS explicou ainda ao PortugalDiário que a ausência de Maria Carrilho da votação prendeu-se apenas com «um compromisso inadiável» que foi explicado a todos os vereadores no início da reunião.

Já o Bloco de Esquerda enviou um comunicado aos órgãos de comunicação social onde explica que «pelo facto das despesas de investimento estarem dependentes da realização de receitas extraordinárias, estas despesas estão inflacionadas e, por isso, o orçamento é irrealista». Criticando ainda a «continuidade do despesismo da CML».

O vereador do BE, José Sá Fernandes, percebe a necessidade de gerar receitas, mas não concorda com o caminho seguido. No decorrer da reunião terá mesmo apresentado uma proposta que visa mandatar o Presidente da CML para sensibilizar o Governo para que todos os edifícios na posse do Estado Português deixem de estar isentos do pagamento do IMI aos respectivos municípios.

O orçamento para a autarquia de Lisboa foi aprovado na passada terça-feira, 31 de Janeiro, após uma discussão de quase seis horas. O valor real do orçamento para Lisboa, em 2006, ronda os 700 milhões de euros, menos nove por cento que o do ano passado. A dívida ronda os 200 milhões de euros.

No fim da reunião do passado dia 31, Carlos Fontão de Carvalho, vice-presidente da CML e responsável pelo pelouro das Finanças, explicou aos jornalistas que o orçamento «é balizado pela necessidade de controlar a situação financeira» da autarquia.

Do lado das receitas prevêem-se valores extraordinários na ordem dos 200 milhões de euros. Receitas que se referem exclusivamente à venda de património, seja terrenos, habitação ou edifícios.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 06:24 PM | Comentários (0)

CML JÁ TEM ORÇAMENTO

A maioria de direita na Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprovou ontem o orçamento para 2006, um documento "balizado" pelas dívidas da autarquia e pelas heranças do passado.

O orçamento foi discutido hoje, ao longo de quase seis horas, numa reunião extraordinária do executivo camarário que decorreu à porta fechada, tendo merecido a aprovação da coligação PSD/CDS-PP, os votos contra do PCP e do Bloco de Esquerda (BE) e a abstenção de quatro vereadores do PS.

O socialista Manuel Maria Carrilho não esteve presente no momento da votação devido a "um compromisso na Assembleia da República", adiantou o vereador do PS Nuno Gaioso Ribeiro.

Com uma verba total de 850 milhões, apesar de 150 milhões reflectirem permutas, o orçamento real para 2006 da CML é da ordem dos 700 milhões de euros, menos nove por cento que o do ano passado.

Em declarações aos jornalistas no final da reunião, o vice- presidente da CML e responsável pelo pelouro das Finanças, Carlos Fontão de Carvalho, explicou que este orçamento "é balizado pela necessidade de controlar a situação financeira" da autarquia, cuja dívida a fornecedores ronda os 200 milhões de euros.

Por outro lado, há ainda que "disponibilizar verbas para concluir alguns investimentos, nomeadamente os que vêm do passado", como as expropriações necessárias para a conclusão do Eixo Norte/Sul, a concretização da Avenida Santos e Castro e o desenvolvimento da Alta de Lisboa.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por jf em 06:23 PM | Comentários (0)

ESCLAREÇA-SE TUDO

O Presidente do Metro de Lisboa, Mineiro Aires, refuta as acusações de beneficio a uma empresa de que foi sócio e explica a estratégia futura. O presidente do Metro de Lisboa foi acusado de ter adjudicado uma obra de 1,8 milhões de euros sem concurso público a uma empresa da qual tinha sido sócio, a SPGO. Em entrevista, Mineiro Aires refuta qualquer benefício e explica todo o processo de reorganização da empresa desde que assumiu a presidência. E fala ainda dos projectos futuros do metropolitano. Hoje na edição do Diário Económico.

Publicado por jf em 06:17 PM | Comentários (0)

AINDA MIRANDA

«Miranda del Douro bieno a Lisboa cun ua ambeixada de tradicon. Agora a ber se bós lisboetas nos retribuís la besita. A tradução não é muito difícil. Aqui vai ela: «Miranda do Douro veio a Lisboa com uma embaixada de tradição. Agora vamos ver se vós, os lisboetas, nos retribuis a visita». »

É uma pequena lição, na língua mirandesa, de Paulo Meirinhos, membro do grupo de música popular da região, recentemente premiado, Galandum Galundaina. Paulo Meirinhos acompanhou a vinda da verdadeira «embaixada» da cultura mirandesa à capital, que incluiu a vinda de gaiteiros e pauliteiros de Miranda do Douro e alguns elementos muito especiais: a Sereia, a Violeta, a Serralves (criada na Quinta Pedagógica da Fundação com aquele nome…), a Turquia, a Figueira e filhos delas, o Pinóquio, o Lourenço, a Aluca, o Zebro e o Ceroulas.

Estamos a falar de um conjunto de lindos (e peludos) burrinhos mirandeses, que no último fim-de-semana calcorrearam as vielas do Castelo, Alfama, a Baixa e o Chiado, seguidos por uma multidão surpreendida e logo entusiasmada.

A arruada decorrida a partir do Castelo do Castelo de São Jorge, no último sábado, 28 de Janeiro, foi uma iniciativa da EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, ligada à câmara de Lisboa), da Associação Sete Sóis Sete Luas e da Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino.

E se a promoção da cultura de Miranda é um dos objectivos explícitos desta acção, o outro é a chamada de atenção para o risco de extinção da raça dos burros mirandeses, que durante vários dias, e até 31, estiveram abrigados num recinto do Castelo, enquanto ali se exibiam grandes painéis de imagens das «vedetas» asininas, obra do fotógrafo italiano Oliviero Toscani, sob a «fórmula» «Hardware+Software=Burros».

Miguel Miranda, da EGEAC, explica: «Pretendemos alertar não só para o perigo de extinção desta raça mas também para o facto de, na sociedade de sofisticação tecnológica, as pessoas deixarem de pensar e criarem-se novos 'burros'». Enquanto os sons da gaita-de-foles enchiam as ruas alfacinhas, os mirandeses agitavam os paulitos e uma pequena multidão curiosa acariciava os pequenos jumentos de pêlo abundante, no Castelo decorreram, durante o fim-de-semana, cursos de língua mirandesa.

Para domingo estava prevista mais uma apresentação de música e outra, de produtos tradicionais transmontanos, mas a chuva (que acabaria por ser de neve…) impediu o acontecimento. «Desta beç S. Pedro nun ajudou a ber se na próxima».

Fonte: Expresso on line

Publicado por jf em 06:08 PM | Comentários (0)

DÍVIDA DA CML DUPLICOU

A Câmara de Lisboa tinha em Outubro de 2005, quando das eleições autárquicas, um passivo de 926 milhões de euros, o dobro da dívida existente em 2001, antes da tomada de posse de Santana Lopes como autarca da capital, noticia o Correio da Manhã.

A mesma fonte adianta que o orçamento para 2006, estimado em 700 milhões de euros, foi aprovado na terça-feira visando «uma gestão corrente».
Não estão neste documento previstas entradas de dinheiro decorrentes, por exemplo, das contrapartidas da criação do casino.

O orçamento da câmara da capital foi aprovado pela maioria PSD e CDS-PP, com a abstenção do PS e os votos contra da CDU e BE.

Os itens com maior peso são a reabilitação urbana (40 milhões de euros), serviços urbanos (62 milhões), infra-estruturas viárias (51 milhões) educação, juventude e desporto (33 milhões), cultura (21 milhões) e intervenção social (14 milhões).

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 10:03 AM | Comentários (0)