A morte do Largo do Rato, pelo Tiago, no Viver Na Alta De Lisboa.
Por causa disto, o Nuno Guerreiro faz este apelo: "Renovo mais uma vez o desafio feito antes aqui: que no dia 19 de Abril vão à Baixa de Lisboa e no Rossio acendam uma vela simbólica por cada uma das vítimas. Quatro mil velas que iluminem a memória". Tudo no excelente Rua da Judiaria.
A colecção de arte contemporânea do empresário Joe Berardo vai mesmo ficar em Lisboa, no Centro Cultural de Belém. A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, anunciou hoje a conclusão de um acordo com o comendador que estava a ser negociado há três meses.
Joe Berardo também já confirmou o entendimento. "O primeiro-ministro e a ministra da Cultura empenharam-se e penso que em breve vamos ter boas notícias", disse o comendador à margem da apresentação da sua colecção Art Déco na Casa de Serralves, no Porto.
Em causa, disse, está a criação de um museu que albergue as cerca de quatro mil obras que possui e que, frisou, constituem uma colecção "de nível internacional, não comparável com nenhuma outra, que reúne 74 movimentos do século passado".
Questionada pelo PUBLICO.PT sobre a origem do diferendo que protelou a assinatura deste acordo, a assessora de imprensa da ministra, Maria do Céu Novais, preferiu desvalorizar o caso afirmando que todos os processos negociais "implicam a aproximação dos interesses de ambas as partes".
A mesma responsável sublinhou ainda o facto de "este Governo ter conseguido resolver em três meses um processo que se arrastava há dez anos".
Nos últimos meses, Berardo disse que a sua colecção sairia do país se o Governo não assumisse o compromisso de a expor num espaço relevante cedido pelo Estado.
Em Outubro do ano passado o empresário disse ter sido convidado pelos ministros da Cultura e Negócios Estrangeiros franceses para levar a colecção para França, tendo ameaçado por várias vezes tirá-la de Portugal.
Os pormenores do acordo vão ser conhecidos na segunda-feira, durante uma conferência de imprensa no Centro Cultural de Belém, o local onde vai ficar instalada a vasta colecção de arte do século XX do empresário.
Fonte: Público on line
A inspecção-geral do Ministério das Obras Públicas concluiu que não houve qualquer irregularidade na adjudicação de uma obra pelo Metropolitano de Lisboa à empresa Ferconsult, segundo um parecer a que a Lusa teve acesso.
A realização do inquérito foi decidida pela secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, a 11 de Janeiro, a pedido do conselho de gerência do Metropolitano de Lisboa.
A equipa de gestão do Metropolitano de Lisboa, liderada por Carlos Mineiro Aires, pediu ao ministério a abertura de um inquérito depois de o "Diário de Notícias" ter noticiado que a transportadora atribuiu uma obra sem concurso público à Ferconsult - integralmente detida pelo próprio Metropolitano -, que posteriormente a adjudicou a uma sociedade que já tinha pertencido ao presidente do Metropolitano de Lisboa, a Sociedade de Projectos e Gestão de Obras.
Fonte: Público on line
O Conselho Municipal de Segurança, um órgão presidido pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, tomou ontem posse numa cerimónia simples e discreta, na sede da Assembleia Municipal. Na ocasião, Carmona Rodrigues admitiu que a frequência de reuniões no anterior mandato foi "insuficiente" - reuniu apenas três vezes, incluindo o dia da tomada de posse - e prometeu que, desta vez, o Conselho Municipal "é para funcionar".
Carmona Rodrigues salientou a importância deste órgão e considerou que "há que antecipar e prevenir, mais do que reagir". Garantiu que o conselho será chamado a reunir "com alguma regularidade", dando pareceres e aconselhando a autarquia em todas as matérias relacionadas com segurança, mas não avançou data para o primeiro encontro.
Questionado sobre as suas prioridades, o autarca adiantou que quer que todos os estabelecimentos de ensino da cidade cumpram as normas de segurança, como a instalação de barreiras que impeçam o atravessamento em locais inadequados.
O Conselho Municipal de Segurança é composto por mais de 60 elementos, que representam várias entidades. Dele fazem parte o comandante da Polícia Municipal e do Regimento de Sapadores Bombeiros, responsáveis do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, PJ, os comandantes das cinco divisões da PSP de Lisboa, vários presidentes de juntas de freguesia e representantes de várias associações, como a ANTRAL, a UGT e CGTP, Misericórdia e Instituto de Reinserção Social, entre outros.
Fonte: Jornal de Notícias
O Governo Civil de Lisboa "decidiu pelo encerramento da Discoteca 'África Minha'", situada na estrada velha de Queluz, Amadora, adiantou, ao JN, Eduardo Rosa, vereador da Câmara Municipal da Amadora (CMA), responsável pelas actividades económicas. A decisão satisfaz os moradores da zona, que há muito reivindicam o fecho do estabelecimento, mas não o proprietário, que alega cumprir todas as normas e garante que não há fundamento para a decisão.
Com a ordem de fecho, "o assunto da discoteca "África Minha" fica resolvido. "Já recebemos a informação do Governo Civil. Estamos à espera que decorram os prazos legais. Depois da notificação do proprietário, o estabelecimento será encerrado", garantiu o vereador, considerando que "a decisão não poderia ter sido outra, tendo em conta o que tem acontecido ali".
Depois de um tiroteio - que ocorreu à porta, em Abril de 2005, fazendo 10 feridos - que se juntou às queixas dos moradores, a Câmara da Amadora aprovou a redução do horário para as 22 horas e enviou um ofício para o Governo Civil a recomendar o seu encerramento. Ontem, o proprietário da discoteca, Júlio César, ainda não tinha sido notificado. "Os moradores não têm razão nenhuma, porque o estabelecimento está devidamente isolado do ruído. Investi cerca de 150 mil euros nas obras. A casa cumpre todas as normas legais. Não tenho culpa que haja ruído no exterior", disse".
Os moradores estão satisfeitos. "Há mais de 20 anos que reclamamos do ruído provocado pela discoteca que funciona num prédio de habitação. Esta decisão já devia ter sido tomada há mais tempo", considerou Fernando Luís, um dos vizinhos que têm dinamizado os abaixo-assinados.
Fonte: Jornal de Notícias
A Federação Portuguesa do Táxi (FPT) pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que declare a nulidade da atribuição de um terreno e um edifício pela Câmara de Lisboa à Fundação ANTRAL, outra associação do sector.
Em causa está a cedência à Fundação ANTRAL (Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros), aprovada pela Câmara e, no início do mês pela Assembleia Municipal de Lisboa.
O terreno, situado na Avenida Santo Condestável, destina-se à instalação de um posto de abastecimento a explorar por aquela instituição e o prédio, na Ajuda, deverá receber um centro de dia.
Num requerimento hoje enviado ao Procurador-Geral da República, Souto de Moura, a FPT pede a "abertura de um processo" com vista a uma "acção judicial destinada a obter a declaração de nulidade das deliberações" camarárias.
Para a Federação, que diz representar cerca de 800 taxistas em Lisboa, a cedência do terreno e do edifício "ofende o princípio da imparcialidade e o princípio da igualdade, pelo que a deliberação é nula".
A associação de taxistas considera ter sido alvo de um "tratamento discriminatório" e afirma que a cedência dos espaços ocorreu "em função de manifestações críticas de natureza política".
A FPT refere-se assim a um jantar, durante a campanha eleitoral para a Câmara de Lisboa, em que o então candidato do PSD e actual presidente do município, Carmona Rodrigues, prometeu aos cerca de 400 taxistas presentes, entre os quais o presidente da ANTRAL, esta medida.
No requerimento enviado à Procuradoria, a Federação lamenta não ter sido ouvida pela autarquia.
"Se a deliberação pretende permitir a utilização dos projectados benefícios decorrentes do centro de dia e do posto de abastecimento de combustível, não só aos associados da ANTRAL, mas a todos os demais industriais e profissionais do sector do táxi", a Câmara deveria ter ouvido a opinião dos representantes dos beneficiários, sustenta o requerimento.
Na altura da aprovação da proposta, a vereadora da Mobilidade, Marina Ferreira, afirmou que "a Câmara está obrigada a responder à igualdade de direitos, mas também deve diferenciar aquilo que deve ser diferenciado em termos de associativismo e sustentabilidade ambiental", destacando que o posto terá combustíveis menos poluentes.
A vereadora acrescentou que a FPT "não apresentou qualquer candidatura semelhante", mas a "autarquia teve a preocupação de garantir que o centro de dia e o posto de combustível serão abertos a todos os taxistas".
Em declarações à Lusa, o presidente da direcção da FPT, Carlos Ramos, admitiu recorrer "às vias judiciais" caso a decisão camarária não seja anulada pela PGR.
A cedência do terreno também já foi alvo de uma queixa à Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT) pelo Bloco de Esquerda, que alega que a proposta viola o Plano Director Municipal (PDM), mas a Câmara garante a legalidade da instalação do posto de abastecimento naquele local.
Fonte: Lusa
Imã da Mesquita de Lisboa nega financiamento a grupos terroristas
O sheik David Munir negou que membros da comunidade islâmica portuguesa financiem grupos terroristas islâmicos, como noticia o jornal Correio da Manhã, citando o Relatório Anual de Segurança Interna. "É mentira. A comunidade não financia qualquer grupo terrorista", garan tiu à Agência Lusa o sheik Munir.
De acordo com o Correia da Manhã, que cita um relatório do Serviço de I nformações e Segurança (SIS) de 2005, a actividade de grupos terroristas islâmic os aumentou em Portugal no ano passado, apesar de não ter sido encontrada nenhum a célula local destes grupos.
O relatório do SIS adianta ainda que os fundos para esses grupos foram recolhidos em Portugal através de "donativos de membros das comunidades islâmica s" e através de actividades ilegais realizadas a "coberto de pequenas empresas c omerciais".
Em declarações à Lusa, o imã da Mesquita de Lisboa assegurou que "nenhu ma pessoa veio a Portugal fazer peditório para qualquer financiamento para o ter rorismo".
Quanto à questão das "actividades ilegais", o sheik Munir afirma que "c ompete às autoridades apurar se existem ou não empresas de fachada", acrescentan do que "isso não é da competência do imã da Mesquita".
De acordo com o relatório do SIS, passaram por Portugal diversos suspei tos em "recrutamento e preparação de atentados", enquanto no país continuam a ex istir e a aumentar as estruturas de apoio logístico e financeiro a grupos extrem istas, afirma hoje o CM.
Segundo o SIS, os terroristas deslocam-se a Portugal "em busca de docum entos falsos, de financiamento e de recuo temporário", ou seja, consideram Portu gal um local de refúgio após terem sido descobertos noutro país.
Para obterem dinheiro, o SIS diz que os terroristas que pertencem às es truturas de apoio logístico se dedicam também "a outras actividades criminosas c omo o tráfico de droga, roubo e furto de documentos, cartões de crédito e telemó veis, bem como auxílio à imigração ilegal".
O documento, que ainda aguarda parecer no Conselho Superior de Seguranç a Interna, refere que "as redes jihadistas transnacionais representam hoje uma a meaça para Portugal", escreve o CM.
Os grupos afectos às correntes salafistas, aos movimentos tabliquistas e ao movimento Takfir Wal Hjjra (Excomunhão e Êxodo), são os que mais preocupara m a secreta portuguesa.
Os grupos e movimentos islâmicos citados pelo relatório do SIS têm todo s como denominador comum suspeitas ou comprovadas ligações à rede Al-Qaida de Us ama bin Laden.
O movimento Takfir Wal Hijra (Excomunhão e Êxodo) tem como membros dest acados Mohammed Atta, líder dos ataques de 11 de Setembro de 2001 em Washington e Nova Iorque, e Ayman al-Zawahiri, número dois da Al-Qaida.
Influenciado pela sua ideologia foi também Mohammed Bouyeri, o assassin o do realizador holandês Theo van Gogh.
Fundado nos anos 1960, o grupo só conseguiu proeminência internacional a partir de 1977, quando o engenheiro agrícola Shukri Mustafa se tornou seu líde r.
Instalado de origem em comunidades no Egipto, o grupo tem criado ramifi cações, com especial realce para o norte de África, sobretudo a Argélia, o Sudão , e a própria Espanha, onde é conhecido como Mártires por Marrocos.
Entre as acções que lhe são atribuídas contam-se ataques na Argélia e a tentados no Sudão. Foi também alegado que os autores dos atentados de 11 de Març o de 2004 em Madrid tinham ligações ao Takfir Wal Hijra.
Aliás, a polícia desmantelou uma rede terrorista em Espanha com suspeit as ligações a este grupo, que estaria a planear um atentado bombista contra um t ribunal.
Os movimentos tabliquistas, apesar de em certas partes do mundo se limi tarem a promover grupos de estudos religiosos islâmicos, em outras têm-se destac ado em acções terroristas, com os seus membros treinados directamente pela Al-Qa ida.
O conhecido "bombista do sapato" Richard Reid teria em tempos integrado um grupo radical do movimento tabliquista.
Os salafitas, originalmente um grupo reformador do Islão, têm também li gações confirmadas à Al-Qaida e têm mantido actividades violentas em vários país es, sobretudo na Argélia, contando com ramificações em diversos países europeus, sobretudo a França.
Fonte: Lusa
As sociedades de reabilitação urbana (SRU) voltaram a aquecer os ânimos do Executivo camarário. O PCP chegou mesmo a apresentar uma proposta para extinção daqueles três organismos, que acabou por ser chumbado pela maioria dos vereadores. Apenas Sá Fernandes, do BE, votou ao lado dos comunistas.
O documento motivou, no entanto, uma discussão alargada sobre as SRU mesmo antes das quatro propostas referentes à de Lisboa Ocidental (regras e protocolo com o município) terem sido postas à votação. E, quando isso aconteceu, o PS votou favoravelmente, com excepção de Nuno Gaioso e Isabel Seabra, o PCP e o BE contra e Maria José Nogueira Pinto absteve-se.
A vereadora do PP começou por afirmar que as dúvidas que tinha durante a campanha eleitoral em relação às SRU se mantêm. Essas entidades "não podem ter as vantagens das SRU e viver à custa da Câmara Municipal", disse.
Rúben de Carvalho, por seu turno, deu como exemplo de uma "situação bizarra" , o recém- -criado Comissariado da Baixa, apesar de para a zona já existir uma SRU. Relativamente à Lisboa Oriental, o autarca considera que "pouco ou nada se sabe que justifique a sua existência". Quanto à Ocidental na opinião do vereador - pese embora o levantamento, meritório, da área abrangida -, "o trabalho poderia ter sido feito pela Câmara".
Isabel Seabra e Nuno Gaioso salientaram a "falta de estratégia da SRU Ocidental,patentes nos documentos". São, disse a vereadora, "documentos básicos feitos aos bocadinhos" que, além disso, "não terão de ser aprovados pela Câmara. É passar um cheque em branco às pessoas que constituem as SRU".
Ao contrário dos seus colegas de bancada, Dias Baptista afirmou, categórico, "que as SRU farão o trabalho que a Câmara não conseguiu fazer" e criticou "a forma como foram tratados "os responsáveis das SRU".
Fonte: Jornal de Notícias
A demissão do director do departamento de Desporto da Câmara de Lisboa foi ontem pedida, na reunião do Executivo, por um dos 22 trabalhadores que constam da lista dos "dispensáveis" daquele serviço. No período destinado à intervenção do público, aquele funcionário sugeriu ainda ao vereador do pelouro, Pedro Feist, que reconhecesse que as declarações prestadas aos jornalistas "foram infelizes".
Mas o autarca acabou por reiterar a posição já assumida em Assembleia Municipal, segundo a qual tinham sido publicadas afirmações por si não proferidas, nomeadamente as que se referem a alguns trabalhadores de "uma forma insultuosa". Garantiu ainda Pedro Feist ter sido alvo "de ameaças físicas e insultos".
Um comportamento que o trabalhador negou como sendo proveniente do grupo de funcionários dispensados. Recorde-se que entre os dispensados se encontram dois funcionários que desempenham funções em ministérios.
Fonte: Jornal de Notícias
Um programa de concertos diários com nomes de relevo nacional e internacional vai assinalar, até ao fim do mês de Abril, a inauguração do Casino Lisboa, que abre no próximo dia 19, no antigo Pavilhão do Futuro, no Parque das Nações. Salif Keita, Goran Bregovic, Barbara Hendricks, Rodrigo Leão e Ney Matogrosso são apenas alguns dos nomes que prometem esgotar os 622 lugares do Auditório dos Oceanos, um espaço equipado com as mais modernas tecnologias e preparado para acolher grandes produções.
O calendário de espectáculos - já definido até ao final do ano -foi, ontem à tarde, apresentado por Paulo Dias, director da UAU Produções, escolhido pela Estoril Sol para coordenar a programação. A 2 de Maio, estreia a primeira produção da Broadway, "Foverer Tango", seguindo-se, a 23, "Wild Women Blues", uma homenagem no feminino a Ray Charles. Em Julho, de Paris, chega "Crazy Horse" e, em Novembro, o grupo de dança "Momix". O ano encerra com um tributo aos Queen, "It'a a kinda magic!".
Paulo Dias explicou que, ao contrário do Casino Estoril, a sala de Lisboa não terá serviço de refeições, nem um espectáculo residente. "Vamos mudar com muita frequência", disse, convicto de que "a programação vai agradar tanto às pessoas que vivem em Lisboa, como às que nos visitam".
Mário Assis Ferreira, presidente do conselho de administração da Estoril-Sol, estima que o Casino Lisboa irá receber seis mil visitantes por dia e garantiu que a zona de jogo (para já composta por 800 slot machines e 22 mesas de jogos tradicionais) ocupa apenas um terço da área total. Embora admita que, no início, "por curiosidade", possa haver alguma "transferência" de público, Assis Ferreira insiste que são ofertas "completamente diferentes". Três restaurantes com diferentes conceitos - chefiados por Fausto Airoldi, ex-Bica do Sapato - e quatro bares, distribuídos pelos diferentes pisos, completam a oferta do casino, orçado em 108,9 milhões de euros.
Fonte: Jornal de Notícias
A vereadora da Câmara de Lisboa responsável pela Baixa Pombalina criticou ontem a instalação, no Terreiro do Paço, de um cubo publicitário do futuro casino da capital, cuja remoção foi pedida pelo vereador bloquista José Sá Fernandes. Em causa está a instalação, em várias zonas da cidade, de cubos gigantes de publicidade ao Casino Lisboa, que será inaugurado a 19 de Abril.
Na semana passada, o vereador do Bloco de Esquerda (BE), José Sá Fernandes, alegou que a instalação de um cubo no Terreiro do Paço é ilegal, por se tratar de um monumento nacional. Em seu entender, também as estruturas colocadas nos Restauradores e no Parque Eduardo VII são ilegais, por interferirem com as vistas. Ontem, Maria José Nogueira Pinto (CDS-PP) defendeu que "Lisboa tem muita poluição visual que devia ser combatida". Alegando que nos casinos se praticam jogos viciantes, a vereadora sublinhou que "o casino é uma entidade independente de Lisboa" e defendeu que "o município não devia tomar em mãos esta questão". O vereador com o pelouro do Espaço Público, António Prôa, adiantou ter pedido um parecer aos serviços jurídicos da Câmara Municipal sobre a alegada ilegalidade de instalação dos cubos e garantiu que serão retirados caso se verifique a ilegalidade.
Fonte: Jornal de Notícias
O novo Plano Director Municipal (PDM) de Lisboa, que entra em vigor em 2008, vai valorizar o espaço verde, o transporte público, a reabilitação e a área destinada a equipamentos de lazer e saúde, revelou ontem o presidente da Câmara, Carmona Rodrigues.
À luz do futuro documento, a estrutura verde passa de 21% no PDM ainda em vigor (aprovado em 1994) para os 23%, os equipamentos sobem de 10% para os 13% e os novos edifícios de escritórios construídos em zonas bem servidas de transportes públicos, terão o estacionamento restringido, acrescentou o autarca.
Carmona Rodrigues falava à saída de uma reunião da comissão de acompanhamento do PDM, composta por representantes de todos os partidos com assento na Assembleia Municipal, na qual participou ainda todo o "núcleo duro" da Câmara com responsabilidades na área do planeamento estratégico.
Entre as novidades previstas no PDM - que pretende criar uma cidade de bairros, de culturas, de empreendedores, moderna e inovadora - está a introdução do sistema de perequação (compensações resultantes de operações urbanísticas a proprietários), a flexibilidade na aplicação das percentagens do uso dos solos, monitorização do PDM depois da sua entrada em vigor e simplificação das categorias do uso dos solos.
As 22 categorias existentes no actual plano serão resumidas a apenas duas solo urbanizado ou solo afecto a estrutura ecológica. "Há uma melhor identificação com a realidade actual, uma leitura mais simples", frisou Carmona Rodrigues.
Em Outubro, deverá estar pronta uma primeira proposta de PDM, mais de um ano depois do previsto. No mês seguinte, o documento será apresentado informalmente ao executivo, para que possa ser votado em Dezembro ou Janeiro de 2007.
Site interactivo
A entrada em vigor só deverá acontecer em meados de 2008, depois de ultrapassados todos os trâmites legais, onde se inclui um período de consulta pública. Até lá, a Câmara criará um site interactivo para que todos os documentos e estudos relativos ao processo possam ser consultados. Prevê-se ainda espaço para críticas, sugestões e perguntas.
Fonte: Jornal de Notícias
Carta Aberta a José Sá Fernandes, por João Pedro George, no Esplanar.
A Câmara Municipal de Lisboa está disposta a pagar a construção de parques dissuasores em municípios da periferia, como Oeiras e Amadora, para reduzir a entrada de automóveis na cidade, anunciou hoje o presidente da autarquia.
"Não há espaço na cidade de Lisboa para parques dissuasores e a Câmara de Lisboa está disposta a pagar estes parques noutros municípios da periferia", disse Carmona Rodrigues no final de uma reunião da comissão responsável pela revisão do Plano Director Municipal (PDM) com deputados da Assembleia Municipal de Lisboa.
Carmona Rodrigues salientou que esta medida "devia competir à Autoridade Metropolitana de Transportes", uma entidade que foi criada no final de 2003 e regulamentada cerca de um ano depois, mas que nunca chegou a entrar em funcionamento.
"O Governo tem vindo a adiar [a entrada em funcionamento] da Autoridade Metropolitana de Transportes", criticou o autarca, salientando que a autarquia está disposta a substitui-la para evitar a entrada de mais automóveis na capital.
O presidente da autarquia referiu que esta ideia ainda não foi manifestada aos presidentes das autarquias da Amadora e de Oeiras, mas reafirmou a disposição da autarquia em suportar os custos dos parques dissuasores.
O autarca lembrou ainda outras medidas da autarquia para promover a mobilidade na cidade, nomeadamente a criação de protocolos com os clubes de futebol Sporting e Benfica para utilização dos seus parques de estacionamento a preços mais acessíveis.
Esta iniciativa consta da lista de medidas a concretizar nos primeiros 180 dias da governação de Carmona Rodrigues na Câmara de Lisboa.
Os parques de estacionamento do Sporting, do Benfica e da Gare do Oriente estão numa coroa periférica e têm grande capacidade de estacionamento em período laboral, podendo ser utilizados por pessoas que adiram a uma avença mensal combinada com o passe do Metro, adiantou Carmona Rodrigues.
Os parques do Benfica e do Sporting, com capacidade total para 3050 lugares, funcionam como dissuasores dos corredores de Sintra e Loures e o parque situado na Gare Inter-modal da Estação do Oriente, que pode acolher 2800 automóveis, poderá funcionar como dissuasor dos automóveis que entram pelo corredor A1/IC2.
Fonte: Lusa
As obras de construção do túnel do Marquês, em Lisboa, só poderão avançar depois de o túnel do metropolitano ser reforçado, anunciou hoje o ministro das Obras Públicas e Transportes. As obras no metro não estavam previstas para os próximos tempos, mas o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) sugeriu a sua realização como garantia de segurança.
"Há obras de conservação e melhoramento que são necessárias fazer no metro para avançar com a obra do Marquês", revelou o ministro Mário Lino no final da audição parlamentar da Comissão das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, admitindo que "as obras não estavam previstas para agora, mas vão ser feitas para permitir o túnel do Marquês".
O ministro disse que o LNEC ainda não "deu uma resposta ao projecto" camarário, mas já "deu como concluído o trabalho e considerou que o projecto do túnel está bem feito".
Contudo, "o LNEC foi sugerindo várias alterações ao projecto para garantir a máxima segurança. Mas para avançar com o projecto é necessário avançar com a obra de reforço no metro de Lisboa", explicou o ministro.
Questionado sobre quem irá pagar esta nova empreitada, Mário Lino entende que primeiro tem que ser feita uma avaliação para "apurar a responsabilidade de cada uma das entidades envolvidas".
Em declarações aos jornalistas no final da audição, a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, disse que o prolongamento do metropolitano da estação do Oriente para o aeroporto deverá estar concluído dentro de 20 meses.
Segundo a responsável, o estudo de impacte ambiental recomendava a correcção de alguns pormenores do projecto, como a alteração de parte do troço previsto para ser em vala a céu aberto.
A alteração para túnel "não teve qualquer encarecimento", garantiu a secretária de Estado, lembrando que a obra está avaliada em cerca de 200 milhões de euros, sendo 80 por cento financiados por dinheiros comunitários.
Fonte: Lusa
A ler uma entrada imprescindível de Luís Bonifácio, na Nova Floresta sobre este fantasmagórico edifício da Praça do Chile.
Vende-se Apartamento em Lisboa, por BrainstormZ, em O Insurgente.

É inaugurada a ponte Vasco da Gama, sobre o rio Tejo, em Lisboa.
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A organização do Rock in Rio anunciou na terça-feira que o número de bilhetes vendidos já atingiu os 100 mil. De acordo com o Diário Económico de hoje, houve um aumento de 20% em relação ao mesmo período de 2004.
O cartaz diversificado da edição de 2006 do Rock in Rio é uma das razões apontadas para a grande adesão do público ao evento de solidariedade. «As vendas superaram todas as nossas expectativas», adiantou o responsável e criador do projecto, Roberto Medina.
Habitualmente, cerca de 58% dos visitantes compram os bilhetes em Maio, pelo que se espera que sejam vendidos ainda mais ingressos no próximo mês e que os principais dias de concerto esgotem rapidamente.
Roberto Medina espera que o primeiro espectáculo a esgotar seja o de Shakira, por a cantora colombiana ser uma das principais cabeças de cartaz.
O evento terá lugar no Parque da Bela Vista, em Lisboa, entre 26 de Maio e 4 de Junho e conta com a presença de estrelas como Anastacia, Jamiroquai, Red Hot Chili Peppers e os portugueses Da Weasel.
Fonte: Diário Digital
A Orquestra do Norte realiza em Abril uma digressão por várias localidades portuguesas, incluindo Lisboa, onde a 21 de Abril acompanha o tenor italiano Luciano Pavarotti, que se apresenta ao vivo no Pavilhão Atlântico, foi hoje anunciado.
Este concerto único está integrado na «Farewell Tour», a derradeira digressão do tenor italiano, que se prolonga até Julho.
No espectáculo do Pavilhão Atlântico, dirigido pelo maestro Leone Magiera, participa também a soprano Carmela Remigio.
A programação mensal da Orquestra do Norte inicia-se sábado com um concerto no Teatro Municipal de Vila Real e encerra a 30 de Abril na Igreja Matriz de Babe, em Bragança.
Em Guimarães, a Orquestra do Norte actua a 7 de Abril, na igreja paroquial de Pevidém, apresentando um programa composto por obras de Mozart e Schumann.
Um dia depois estará na igreja paroquial de Antima, em Fafe, na qual actuará na companhia do grupo coral local, com a participação do violinista Ingeborg Kofler, dirigidos por Félix Carrasco.
Segue-se Lamego (11 de Abril), Amarante (12 de Abril), Portimão (14 de Abril) e, depois do concerto no Pavilhão Atlântico, Penafiel (24 de Abril).
Regressa a Guimarães, a 25 de Abril, para três dias depois apresentar no auditório Magno, no Instituto Superior de Engenharia do Porto, um programa composto por obras de Gioacchino Rossini, Ernest Chausson, Maurice Ravel e Robert Schumann.
Fundada em 1992, a Orquestra do Norte tem prosseguido desde a sua criação um trabalho de divulgação destinado a captar o interesse do público mais jovem para a música, nomeadamente através de concertos didáctico-pedagógicos.
Fonte: Lusa
O Hospital D. Estefânia vai ser transformado em Entidade Pública Empresarial (EPE) e integrar o Centro Hospitalar de Lisboa, actualmente composto pelas unidades de São José, Capuchos, Desterro e Santa Marta, anunciou hoje o ministro da Saúde.
António Correia de Campos falava durante a cerimónia de inauguração oficial do serviço de ortopedia do hospital D. Estefânia, em Lisboa, que esteve encerrado quatro anos para obras.
Na cerimónia, anunciou a intenção do Governo de transformar este hospital pediátrico em EPE, o que permitirá, «desde logo, uma dotação inicial de capital», de que o hospital D. Estefânia está necessitado para reestruturar outros serviços como a unidade de queimados.
Além desta transformação, Correia de Campos anunciou ainda a integração do hospital D. Estefânia no Centro Hospitalar de Lisboa.
Contudo, o ministro afirmou que esta integração só ocorrerá se os profissionais assim o desejarem.
«Se o hospital D. Estefânia não quiser, não será transformado» em EPE, afirmou o ministro, ressalvando que «o todo tem mais força que a parte e se o hospital quiser continuar como uma parte não será ostracizado pelo Ministério da Saúde, mas não terá as condições do todo».
Correia de Campos acrescentou que, se o hospital pediátrico optar por ficar «como está», se registará «um endividamento crescente».
Pelo contrário, a transformação em EPE irá garantir ao hospital uma dotação inicial de capital para a realização de obras nesta instituição.
O centro Hospitalar de Lisboa foi criado a 30 de Janeiro de 2004. Trata-se de uma pessoa colectiva de direito público dotada de autonomia administrativa e financeira e património próprio.
Para a sua criação foram extintos o Hospital de São José e o subgrupo hospitalar constituído pelo Hospital de Santo António dos Capuchos e o Hospital do Desterro, enquanto pessoas colectivas, tendo posteriormente sido integrado também o Hospital de Santa Marta.
Fonte: Lusa
O Executivo muncipal de Lisboa deve aprovar hoje um protocolo destinado a recuperar as fachadas dos prédios do Largo do Duque de Cadaval, no âmbito do projecto de requalificação da Estação Ferroviária do Rossio.
O protocolo será celebrado entre a autarquia, a Refer, a Invesfer, concessionária da Estação do Rossio, e os proprietários do prédios envolventes do Largo do Duque de Cadaval, que manifestaram interesse na concretização das obras de recuperação das fachadas.
Em declarações à agência Lusa, a vereadora Gabriela Seara, autora da proposta, adiantou que a obra - cujo custo atingirá os 500 mil euros - poderá arrancar dentro de uma mês e tem um prazo de conclusão estimado em 13 meses.
O custo da obra será suportado integralmente pela Refer, tendo a autarquia se disponibilizado para elaborar e entregar à empresa os elementos técnicos de preparação da empreitada.
No âmbito do protocolo, a Autarquia assumirá como obrigações o apoio à preparação da empreitada através da elaboração e fornecimento de elementos técnicos.
Fonte: Jornal de Notícias
dívida de 956 milhões de euros a fornecedores "é preocupante mas não dramática", admitiu, ontem, o vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, depois de o executivo ter aprovado, com os votos contra do PCP e BE e abstenção do PS, o relatório de gestão de 2005. Um documento que a Oposição considerou preocupante devido à baixa taxa de execução e ao passivo do município que "ascende a 1,2 mil milhões de euros, valor que aumentou 102 % durante 2005", alertaram.
No encontro com os jornalistas, Fontão de Carvalho esclareceu que da dívida a fornecedores, 530 milhões de euros referem-se à banca. E salientou que "se verificou uma redução dessa dívida em 33 milhões de euros".
O autarca destacou ainda um aumento de 30% da receita proveniente de impostos municipais (IMI, IMT e TRIU), que resultou em mais de 60 milhões de euros e o valor de 150 milhões alcançado através da venda de património. Por outro lado, nos cofres camarários entraram menos 20 milhões da derrama.
Finalmente, Fontão de Carvalho afirmou que os resultados líquidos de 2005 foram de 130 milhões de euros, contra os 34 do ano anterior e que a taxa de execução do plano de actividades atingiu os 64%.
Estes números não convenceram, porém, a Oposição, tendo o vereador comunista, Ruben de Carvalho considerado "profundamente disparatado que o actual executivo invoque o facto de o orçamento de 2005 ter sido chumbado pela Assembleia Municipal", tendo a autarquia funcionado por duodécimos. Se isso não tivesse acontecido, adiantou, "as taxas de execução teriam sido muito mais baixas" Dias Batista, do PS, considerou, por seu turno, "dramaticamente baixa a capacidade de execução". O autarca revelou ainda que o passivo em Dezembro de 2005 se situou nos "1,2 mil milhões de euros, valor altamente preocupante porque representa um aumento de 102% em 2005".
Finalmente, José Sá Fernandes, do BE, afirmou que "a autarquia apenas teve boas taxas de execução na descentralização e na participação nas empresas municipais". «É um mau executivo com más opções", rematou.
Fonte: Jornal de Notícias
A Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) de Lisboa Ocidental vai avançar "com o processo de reabilitação da zona situada no cimo da Calçada da Ajuda, à volta da Igreja da Memória", anunciou ontem Fontão de Carvalho, após a aprovação das propostas para aumento do capital social, contrato-programa entre a SRU e Câmara de Lisboa e instrumentos de gestão previsional do organismo.
O PCP e o BE votaram contra e o PS absteve-se. Do processo de reabilitação, "que se prolongará por cinco anos, caberá à autarquia um investimento de dez milhões de euros".
Fontão de Carvalho defendeu, entretanto, a criação de um programa do governo destinado a financiar a reabilitação urbana, à semelhança do Programa Especial de Realojamento (PER), dirigido às barracas.
Fonte: Jornal de Notícias
A Câmara de Lisboa deverá aprovar hoje, em reunião pública do Executivo, uma proposta que visa encarregar a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) da realização de um estudo urbanístico e um projecto de loteamento para os bairros Padre Cruz e da Boavista.
A reconversão destes bairros municipais faz parte das medidas anunciadas por Carmona Rodrigues para os primeiros 180 dias de governação.
O projecto de loteamento para o Bairro Padre Cruz deve incluir o realojamento das 867 famílias que vivem na zona de alvenaria e de mais 37 que vivem no Parque dos Artistas de Circo, em Carnide. Relativamente ao Bairro da Boavista, deverão ser realojados 492 agregados familiares que vivem em casas de alvenaria.
Os projectos de loteamento deverão incluir a criação de uma bolsa de oito fogos para alojamento de profissionais deslocalizados que exerçam as suas actividade no bairro e uma bolsa de fogos de custo controlados em número a definir posteriormente para os jovens. A reconversão dos bairros inclui também a criação de equipamentos colectivos como um centro geriátrico, creches, actividades de tempos livres, e jardim-de-infância.
Segundo a proposta da vereadora Gabriela Seara, a EPUL tem o prazo de nove meses para apresentar à deliberação da Câmara os respectivos estudos e os projectos.
A câmara de Lisboa promoveu a construção do Bairro Padre Cruz entre os anos 1959 e 1962 para realojar a população afectada por obras de remodelação urbanística, proveniente de diversos locais da cidade, nomeadamente os moradores da Quinta da Calçada, que foram desalojados para permitir o início da construção da Cidade Universitária.
Constituído por pequenas casas desmontáveis, o Bairro da Boavista foi inaugurado em Outubro de 1941 e destinava-se a acolher famílias que moravam nos bairros das imediações do Parque Florestal do Monsanto. Actualmente, é constituído por 1.049 habitações e 510 moradias. Para a autarquia, "urge promover a reabilitação" destes bairros no sentido de requalificação dos espaços, da melhoria das condições de habitabilidade e da qualidade de vidas das pessoas aí residentes, elaborando um projecto a pensar fundamentalmente nas pessoas e nas suas necessidades e expectativas.
Fonte: Jornal de Notícias
A Avenida General Norton de Matos, vulgarmente designada por Segunda Circular, é a artéria que concentra mais acidentes na cidade de Lisboa. De acordo com dados estatísticos fornecidos pela Direcção-Geral de Viação, registaram-se ali, ao longo de 2005, 364 acidentes, quase um por dia. No topo da sinistralidade está também a Infante D. Henrique, com 308 acidentes, Eixo Norte/Sul (207), Campo Grande (204) e Avenida 24 de Julho (180).
De acordo com os mesmos dados estatísticos, um em cada quatro acidentes ocorridos na Avenida Almirante Reis foi uma situação de atropelamento. Uma realidade muito próxima da que se verificou na Avenida 24 de Julho, onde 22% do total de sinistros foram atropelamentos (ler infografias ao lado).
Sexta-feira negra
Do total de acidentes, o dia da semana "mais negro" é a sexta-feira, com uma média de 1903 sinistros em 2005. Segue-se a quarta-feira, dia igualmente fatídico para a ocorrência de embates (1859). Com excepção do fim-de-semana, quando a cidade está mais desafogada (cerca de 2500 acidentes no conjunto), a segunda-feira é a menos caótica ao nível da sinistralidade. A média registada foi de 1794 casos.
Apostada em inverter esta realidade estatística (que não inclui dados de Outubro), a Câmara de Lisboa prepara-se para assinar um protocolo de adesão à Prevenção Rodoviária Portuguesa, e outros de colaboração técnica e científica na área da segurança rodoviária com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Os compromissos agora assumidos são mais dois passos de uma caminhada que a Câmara iniciou no ano passado, quando lançou o programa "Lisboa, Campanha de Segurança Rodoviária 2006". Um plano que será desenvolvido ao longo de quatro anos e que pretende abarcar "o maior número de pessoas e entidades no combate à sinistralidade inaceitável que se verifica e que constitui um problema de cidadania", explicou, ao JN, Marina Ferreira, vereadora responsável pelo pelouro da Mobilidade.
Os laços agora firmados com a Prevenção Rodoviária resultam de um desafio lançado pela autarquia à instituição, no sentido de dar maior atenção à sinistralidade em meio urbano. Relativamente ao LNEC e universidade, estão a desenvolver um projecto de investigação no domínio da segurança rodoviária intitulado IRUMS - Infraestruturas Rodoviárias Urbanas mais Seguras.
O projecto visa, entre outras matérias, definir prioridades de intervenção, através da identificação e ordenação das zonas de acumulação de acidentes, diagnosticar problemas e medidas mitigadoras, e ainda avaliar a percepção do risco pelos utentes.
Estudar comportamentos
Marina Ferreira revelou que em Abril e Maio serão celebrados novos protocolos com a sociedade civil e universidades, mais vocacionados para avaliar o comportamento de condutores e peões em meio urbano. Seguem-se projectos de avaliação de situações de risco dirigidos às escolas primárias da cidade, para começar a concretizar a partir do mês de Agosto.
Fonte: Jornal de Notícias
Na reunião de hoje, os vereadores aprovaram o relatório do Conselho de Administração e o aumento do capital social para 1,2 milhões de euros da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) Ocidental, com os votos favoráveis da maioria PSD-CDS/PP, a abstenção do PS e os votos contra do PCP e do Bloco de Esquerda (BE).
Quanto ao contrato-programa e aos instrumentos de gestão previsional desta SRU, a votação foi semelhante, à excepção do voto contra da vereadora socialista Isabel Seabra.
De acordo com o vice-presidente, o trabalho da SRU Ocidental é o que está "mais adiantado" face aos das sociedades também criadas em 2004 e que se destinam à Baixa lisboeta e à zona oriental da cidade.
Até agora, a empresa municipal realizou o diagnóstico da situação e as necessidades de reabilitação da zona consolidada, situada a norte da Calçada da Ajuda, e uma das três áreas abrangidas pela SRU Ocidental.
Quanto a esta zona, com mais de 2.500 fogos em 600 prédios, a SRU apenas deverá promover a recuperação das casas, admitindo "elevar um pouco a altura dos edifícios para permitir melhores condições para a população".
Segundo Fontão de Carvalho, estima-se que esta intervenção, orçada em dez milhões de euros, se prolongue por cinco anos.
Nos casos de demolições e operações ligeiras de reabilitação, os proprietários deverão suportar os custos, enquanto a SRU garantirá um apoio de 10 ou 20 por cento nas intervenções médias ou profundas.
A segunda área abrangida pela SRU Ocidental inclui a zona dos quartéis, para a qual a empresa está a realizar um plano de pormenor, em colaboração com os maiores proprietários - o Ministério da Defesa, a Casa Pia e dois privados.
Uma terceira zona, designada como "de extensão", foi incluída mais tarde, e abrange a área desde o Largo da Boa- Hora até Alcântara.
Fontão de Carvalho admitiu que o Instituto Nacional de Habitação poderá vir a ser parceira das SRU, à semelhança do que já acontece no Porto.
O vereador socialista Dias Baptista salientou que a SRU "é uma boa solução" e sublinhou que o PS "quer conhecer a composição das equipas de projectistas, dada a importância da área monumental da zona".
Opiniões diversas têm o PCP e o BE, que contestam a existência das sociedades de reabilitação urbana.
Ruben de Carvalho destacou que "há competências que são atribuídas às SRU que são exclusivas dos municípios", lembrando que nenhuma das decisões que estas entidades venham a tomar não terão de passar pela aprovação do executivo.
Na reunião pública de câmara, que decorre quarta- feira à tarde, os vereadores comunistas vão apresentar uma proposta de extinção das empresas municipais.
José Sá Fernandes (BE) defendeu que o trabalho realizado pela SRU poderia ter sido feito por funcionários municipais, "possivelmente com vantagens".
"As empresas municipais representam um acréscimo significativo dos custos, sem resultados na eficiência", destacou.
Fonte: Lusa
O vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fontão de Carvalho, defendeu hoje a criação de um programa do Governo destinado a financiar a reabilitação urbana, à semelhança do Programa Especial de Realojamento (PER), dirigido às barracas.
"Tem de haver da parte do Governo um programa destinado à reabilitação urbana, que é um problema tão ou mais grave que o das barracas era na altura e para isso houve um PER", que previa créditos e bonificações para financiar a demolição dos bairros de barracas e o realojamento das populações, sublinhou o vice-presidente da autarquia lisboeta, em declarações aos jornalistas no final de uma reunião de câmara privada.
Segundo Carlos Fontão de Carvalho, a reabilitação urbana obriga a um "esforço ainda maior", uma vez que recuperar casas é mais caro que construir de novo.
Considerando que "a Câmara de Lisboa tem feito um esforço muito grande nos últimos anos na reabilitação urbana", o responsável salientou que "ainda há muito para fazer". "Não podemos continuar a este ritmo e para acelerar, temos de ter fundos suficientes", destacou.
Fonte: Lusa
Júlio Pomar, Querubim Lapa e Mário Cesariny são alguns dos artistas representados na exposição "Os Anos 40 e 50 na Colecção do Museu do Chiado", que é inaugurada sexta-feira e fica patente até 18 de Junho neste espaço.
A mostra inclui ainda trabalhos de Fernando Lanhas, Joaquim Rodrigo, Manuel Filipe, António Pedro, António Dacosta, Marcelino Vespeira, Fernando de Azevedo, Fernando Lemos, José Júlio e Alexandre O'Neill.
A exposição conta também com obras de Cândido Costa Pinto, Arlindo Rocha, Nikias Skapinakis, Rolando Sá Nogueira e João Hogan, além de óleos de Júlio Resende e Manuel d'Assumpção e desenhos de Almada Negreiros.
Estes três últimos artistas só conseguiram entrar para o Museu nos anos 40 e 50 e muito depois de, em 1925, Almada Negreiros, Bernardo Marques e Eduardo Viana terem assinado um manifesto a exigir a entrada de novas correntes no museu, então dominado por um carácter conservador.
Quanto aos quadros de Nadir Afonso e às esculturas de Jorge Vieira, outros dois artistas representados na mostra, só integraram o espólio do museu nos anos 70, no âmbito da inclusão de trabalhos ilustrativos do meio moderno português.
O Museu do Chiado, que em Maio próximo completa 95 anos, chegou a ser encerrado, em 1987, por falta de condições, e foi Santana Lopes, enquanto secretário de Estado da Cultura, quem decidiu a renovação do espaço, reaberto em 1994.
Fonte: Lusa
A Câmara Municipal de Lisboa concluiu este mês a plantação de 2300 sobreiros no Parque Florestal de Monsanto, onde pretende colocar em Outubro mais 9600 árvores.
Os sobreiros (Quercus suber) foram plantados na Encosta do Calhau, numa área de 3,67 hectares que foi alvo de uma limpeza em 2005 devido a uma infestação de acácias.
A plantação dos sobreiros teve como objectivo a preservação da humidade do solo e a redução dos níveis de evaporação de água naquela área, até agora muito seca durante o Verão, devido à grande exposição solar a que está sujeita, adianta o pelouro do Ambiente e Espaços Verdes em comunicado.
Para a reflorestação foi escolhida uma espécie mediterrânica, geneticamente já adaptada ao solo e ao clima português.
Em Outubro serão plantadas 9600 árvores em diversas zonas de Monsanto, nomeadamente nas encostas do Caramão da Ajuda, de Montes Claros e junto à Auto-estrada Lisboa-Cascais (A5).
Fonte: Público on line
Manuel Maria Carrilho e os restantes quatro vereadores do PS da Câmara de Lisboa vão propor amanhã, na reunião do executivo, que as propostas sobre Planos Municipais de Ordenamento do Território e Plano Director Municipal sejam distribuídas, respectivamente, 20 e 60 dias antes da reunião de votação.
Assim, os vereadores terão tempo para estudar as propostas e decidir sobre as mesmas.
O Teatro Nacional D. Maria II (TNDM), em Lisboa, vai passar a ter um serviço educativo que irá desenvolver iniciativas com as escolas «para ajudar a formar novos públicos e cidadãos mais abertos e tolerantes».
A medida foi anunciada hoje, Dia Mundial do Teatro, pela ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, durante uma visita ao TNDM, cujo programa se iniciou com uma passagem pelos bastidores do teatro e a apresentação de uma peça para crianças. Rodeada pelos mais pequenos na varanda do TNDM, a ministra anunciou que o Ministério da Cultura (MC) pretende incentivar e apoiar os teatros nacionais a investirem nos serviços educativos.
O TNDM «vai apresentar um conjunto de peças ao longo do ano baseadas em autores presentes nos currículos escolares e fornecerá materiais didácticos aos professores para fazer projectos que passem pelo teatro», revelou a governante.
A criação de oficinas de expressão dramática, de uma Escola de Teatro de Verão, de bibliografia específica para crianças e a formação de professores são outras das iniciativas no âmbito deste projecto no D. Maria II.
«O Teatro S. João no Porto já tem serviços educativos bastante activos, mas o ministério pretende, através destas actividades, que se intensifique o trabalho com as escolas, no sentido de consolidar a formação de novos públicos», salientou a ministra.
Fonte: Lusa

O edifício sede e o parque da Fundação Calouste Gulbenkian foram classificados pelo IPPAR como Monumento Nacional. O edifício, inaugurado em 1969 é de autoria dos arquitectos Ruy Athouguia, Pedro Cid e Alberto Pessoa e o Parque foi desenhado por Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto. Em 1975 o edifício recebeu o Prémio Valmor.
O Teatro Maria Matos, em Lisboa, reabre hoje, Dia Mundial do Teatro, com um documentário intitulado "Maria Matos, um teatro com história" e a peça de Samuel Beckett "Rádio Plays".
Para o primeiro dia do "Evento de Abertura" está programada a emissão de um documentário intitulado "Maria Matos, um teatro com história" e a peça "Rádio Plays", de Samuel Beckett, com encenação dos actores João Lagarto e Gonçalo Waddington.
O Evento de Abertura, que decorrerá durante cerca de um mês, encerra a 20 de Abril com a primeira produção própria da companhia do Teatro Maria Matos - "Laramie", com encenação do actor e director artístico deste espaço, Diogo Infante, pode ser vista até 21 de Maio.
Para recuperar este espaço cultural a Câmara Municipal de Lisboa investiu, através da Empresa municipal de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), cerca de três milhões de euros.
Para a programação o director artístico do Teatro Maria Matos contou com 500 mil euros. O teatro terá dois espaços distintos: uma sala de espectáculo com capacidade para 450 pessoas e um café-teatro, o MM Café.
Fonte: Lusa
Até 2010, Lisboa deverá ganhar perto de 40 novos hotéis, o que equivale a cerca de cinco mil novos quartos e a um aumento aproximado de 30% face aos que existem actualmente. Contudo, esta dinâmica de crescimento não é nova nos últimos 15 anos, a oferta hoteleira da capital cresceu 113%, passando de 6178 quartos em 1990 para 13172 em 2005, segundo um estudo divulgado pelo Turismo de Lisboa. Um crescimento frenético, que não está a ser acompanhado de igual modo pela procura e que preocupa os responsáveis pelo Turismo da capital.
Embora diga que "é sempre agradável ver que o negócio do turismo está a crescer", Luís Alves de Sousa, presidente da Associação dos Hotéis de Portugal (AHP), encara com "alguma preocupação" o facto da oferta hoteleira estar a crescer muito mais rapidamente do que a procura e dos novos projectos estarem a aparecer "por revoadas". Do levantamento feito pela AHP para os próximos anos, constam cerca de 40 novos projectos, sobretudo de hotéis de quatro estrelas.
Uma das consequências da abertura de novos hotéis em Lisboa foi a diminuição das receitas hoteleiras. Em 2005, segundo Alves de Sousa, houve uma quebra do rendimento médio por quarto disponível na ordem dos 20%, um cenário que se deverá manter por força da entrada em funcionamento de novas unidades.
Inaugurações até Junho
Para breve está a inauguração do Hotel Olissippo Oriente, uma unidade de quatro estrelas, com 182 quartos, que abrirá no próximo dia 2 de Maio junto à Gare do Oriente, no Parque das Nações. E do Heritage Avenida da Liberdade, um quatro estrelas, com 42 quartos, que vai abrir, até ao final de Junho, num edifício recuperado naquela artéria do centro da cidade. O hotel eleva para cinco o número de unidades deste grupo, que tem apostado em hotéis de pequena dimensão e com um esmerado serviço.
Diogo Laranjo, director do grupo Heritage, admite partilhar o "sentimento" de que "a procura não tem crescido ao ritmo da oferta hoteleira em Lisboa" e confessa temer que o mercado possa "saturar". Em seu entender, os hotéis de Lisboa têm de investir na qualidade e as entidades oficiais devem "incentivar mais a procura". "Deveria ser feito mais trabalho conjunto para promover o destino Lisboa", sustenta.
Também Nuno Ferrari, director-geral de marketing e vendas do grupo Olissippo - prestes a abrir um hotel na Expo e decidido a construir outras duas unidades, uma no Rossio, outra no Campo Pequeno - reconhece que "Lisboa está cada vez mais sobrelotada de hotéis". "O que vier de novo terá de ser diferente e em sítios chave", diz, considerando que os investimentos terão de ser feitos "em lugares estratégicos, de êxito quase garantido".
"Investimento vai refrear"
Nuno Ferrari acredita que alguns dos projectos que estão anunciados "vão ficar pelo caminho" visto que "já existe mais algum cuidado e receio" por parte dos promotores em avançar com a construção de novos hotéis. "O investimento vai ter de refrear e dentro de muito em breve", vaticina.
Segundo o presidente da AHP, apesar de Lisboa continuar a atrair novos turistas - a procura está a crescer ao ritmo de 3 a 4% ao ano, o que considera "muito bom" -, o aumento não é suficiente para cobrir o crescimento da oferta. Alves de Sousa garante que a AHP tem procurado informar os investidores de que "as margens estão a reduzir" e que "é preciso gerir com muito cuidado os custos".
O responsável admite ter conhecimento de que há empresários que estão a adiar os seus investimentos e sugere que haverá hotéis que acabarão por ser "convertidos em edifícios de habitação ou em unidades residenciais para idosos". "Muitos dos hotéis que estão a ficar prontos agora foram decididos numa altura em que o mercado estava em alta".
Apesar destas circunstâncias, vários promotores contactados pelo JN não mostraram intenção de adiar os seus negócios, embora existam alguns que se arrastam há anos. As zonas mais cobiçadas continuam a ser o Marquês de Pombal, avenidas da Liberdade e da República e Campo Pequeno, mas há também projectos de recuperação de edifícios nas zonas históricas.
Fonte: Jornal de Notícias
Sobre a história de Olivais Sul, escreve o Tiago, no Viver Na Alta De Lisboa.

Futuro da Baixa lisboeta passa pelo repovoamento
Responsáveis pelas entidades que intervêm na Baixa de Lisboa defendem que o futuro daquele centro histórico passa pelo repovoamento, mas acreditam que as mudanças já começaram pelo Chiado, onde existem várias lojas âncora que revitalizaram a zona.
Ao longo dos anos, o comércio do centro histórico da cidade tem vindo a sofrer as consequências da desertificação, aliada à concorrência das grandes superfícies, ao aparecimento das lojas chinesas e à falta de estacionamento.
"O drama" desta zona da capital está ligado "à perda de funções, que foi ocorrendo ao longo das últimas décadas" e à "excessiva terciarização dos edifícios", disse à agência Lusa Elísio Summavielle, responsável pelo património histórico e actividades culturais no recém-empossado comissariado que irá preparar uma estratégia de revitalização para a zona.
Segundo Summavielle, "a tendência foi para a Baixa se transformar numa zona de serviços que é abandonada todos os dias às 19:00".
Para isso contribuiu os problemas das acessibilidades, a falta de estacionamento ou as condições de habitabilidade, sublinhou.
Na opinião de Summavielle, o futuro da Baixa passa por "repovoar" a zona, enquanto são "criadas condições de compatibilização com um justo equilíbrio entre comércio, serviços e habitação, com uma proporção de 30 por cento para cada um destes usos e uma margem de 10 por cento para oscilações".
Esta opinião é partilhada pela vereadora do CDS-PP da Câmara Municipal de Lisboa e responsável pelo comissariado, Maria José Nogueira Pinto: "O comércio tradicional, para sobreviver, precisa de população residente, o que passa por um processo de revitalização da Baixa".
"Quando este processo ocorrer vamos ter mais população na Baixa com necessidades diversificadas que vão sustentar o comércio", afirmou Maria José Nogueira Pinto.
A autarca salientou também a importância da existência de lojas âncora como acontece no Chiado - onde estão a FNAC, a Nespresso, a Zara, a Benetton e a H&M, entre outras - para atrair população ao centro histórico e também as lojas de luxo que não existem nas grandes superfícies.
Para o presidente da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, José Quadros, esta zona "já está num ponto de mudança, que começou pelo Chiado" com a instalação das referidas lojas.
Também José Quadros acredita que a recuperação do centro histórico passa por atrair mais habitantes, mas reconhece que é um processo lento em que todas as entidades têm de intervir.
Para Elísio Summavielle, a intervenção nesta zona da cidade deve ser "sistemática e a um passo certo" e "não pode ser feita de avanços e recuos".
"Trata-se de introduzir o século XXI num tecido antigo e cheio de história, compatibilizando o passado com o presente", sustentou o responsável, para quem a "Baixa é um espaço demasiado bom para não ser possível revitalizar, com um desenho urbano único".
O comissário defende que "o património são as pessoas" e que, "sem vida, não há cosmética que valha", afirmando que a intervenção na Baixa "não será uma operação de cosmética, mas de desenvolvimento".
José Quadros adiantou, por seu turno, que "uma das coisas boas da Baixa é a variedade do comércio, que tem de ser mantida".
"A Baixa está a mudar, mas é muito importante que não perca o comércio de proximidade e a qualidade que não existe nos centros comerciais", acrescentou.
O responsável lembrou que o comércio "sofreu um forte embate" entre 1985 e 1995 devido ao aparecimento das grandes superfícies e ao incêndio no Chiado e que agora tem de recuperar.
Na opinião destes responsáveis, a criação do Comissariado e a candidatura da Baixa pombalina a Património Mundial da UNESCO vai ajudar a revitalizar aquele centro histórico.
"A candidatura da Baixa pombalina à UNESCO é da maior relevância para o centro histórico da cidade que vai complementar o trabalho do comissariado", sublinhou à Lusa Maria José Nogueira Pinto.
Tal como a Baixa de Lisboa, outros centros históricos do país também têm sofrido uma desertificação, conforme disse à Lusa o secretário-geral da Associação Nacional de Municípios com Centro Histórico, José Noras, que apela a uma maior consciencialização para este problema.
"É preciso dar prioridade ao que existe nas cidades e preservar a sua memória", afirmou José Noras, para quem a candidatura da Baixa pombalina traz muitas vantagens, uma vez que é um exemplo muito representativo da arquitectura portuguesa.
Na terça-feira, comemora-se o Dia Nacional dos Centros Históricos que será assinalado em Lisboa com visitas guiadas gratuitas à Baixa Pombalina e à Madragoa, promovidas pela Câmara Municipal.
Também nos Paços do Concelho do município da capital estará patente, até 03 de Junho, a exposição "Venha participar no futuro da Baixa", em que os cidadãos são convidados a dar a sua opinião sobre as medidas a adoptar naquela zona da cidade.
Fonte: Lusa
Entrevista de Mega Ferreira ao Diário de Notícias de hoje. A ler. E ler também, a seguir o contraponto, Eminências, por João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.
No bairro da Bela Flor, na freguesia de Campolide, em Lisboa, os moradores que não ainda não foram realojados são "obrigados" a conviver diariamente com o lixo acumulado nas casas vizinhas já desabitadas. O realojamento das populações dos bairros da Bela Flor, Tarujo e Liberdade deve " estar em cima da mesa das preocupações municipais", disse Rita Magrinho, vereadora da CDU, que ontem visitou os locais para saber junto dos moradores as principais reivindicações de quem ali vive.
Maria de Lurdes Martins, moradora na Vila Silva, aguarda há quatro anos por uma nova casa e nem os pedidos de ajuda financeira para pequenas obras foram ouvidos. A viver no número 3 há mais de 40 anos, diz que o mau tempo das últimas semanas trouxe "o medo constante de que a casa caia a qualquer momento".
No bairro do Tarujo, a situação é idêntica. Os moradores aguardam o realojamento, enquanto as casas já desocupadas esperam pela demolição, envolvidas numa disputa entre a autarquia, a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) e proprietários privados.
Rita Magrinho adianta que irá entregar na Câmara de Lisboa um relatório sobre a visita. No entanto, a vereadora salienta que não devem ser só os deputados municipais a dar visibilidade ao assunto e considera "importante que os moradores se unam e façam ouvir as suas reivindicações".
A visita da CDU prosseguiu à tarde no Bairro da Boavista, na freguesia de Benfica. Desta vez foi o vereador comunista Ruben de Carvalho que ouviu as queixas dos moradores. A construção de um mercado, de uma extensão do centro de saúde ou de uma casa mortuária são só algumas das exigências de quem ali vive.
Sem posto de correios e com a iluminação pública deficiente, a população deste bairro sente-se esquecida. Ao longo dos últimos anos têm lutado ainda para que a carreira 24 da Carris circule no interior do bairro. Simultaneamente, exigem que o horário da carreira 43 se prolongue depois das 22.00 .
Fonte: Diário de Notícias
Os quenianos Martin Lel, em masculinos, e Selina Kosgei, em femininos, venceram hoje a meia maratona de Lisboa, em que Luís Jesus e Fernanda Ribeiro foram os melhores portugueses.
Numa corrida dominada totalmente pelos atletas do Quénia, Lel repetiu o triunfo de 2003, ao cumprir a prova com o tempo oficioso de 59.29 minutos, impondo-se na ponta final aos compatriotas Robert Chruiyot, que igualou o resultado do ano passado, e Samuel Wanjiru, terceiro.
O também queniano Paul Tergat, recordista mundial da maratona e vencedor da "meia" de Lisboa em 2000 e 2005, ficou na quarta posição, enquanto Luís Jesus foi sexto, atrás de outro atleta do Quénia, Félix Limo.
Na corrida feminina, assistiu-se a uma luta cerrada até às últimas centenas de metros entre as quenianas Selina Kosgei a Susan Chepkemei, com vantagem para a primeira, que terminou com a marca oficiosa de 1:07.52 horas.
Chepkemei, recordista da corrida de Lisboa (1:05.44), não conseguiu repetir os êxitos de 2001, 2002 e 2005, terminando em segundo, ao passo que a também queniana Rose Cheruyot foi terceira, negando a presença no pódio a Fernanda Ribeiro, que correu abaixo de 1:10.
Fonte: Lusa
O edifício que alberga o Estrela Hall, pequeno teatro que é a "casa" do grupo Lisbon Players desde 1947, pode vir a ser vendido em breve, juntamente com outros imóveis do chamado "quarteirão inglês", junto ao Jardim da Estrela (que inclui ainda uma igreja, um hospital, o Royal British Club e dois cemitérios, um dos quais judaico).
É pelo menos este o receio de Jonathan Weightman, director artístico, encenador e responsável pela programação dos Players, uma carismática companhia de teatro amador que só produz espectáculos falados em língua inglesa. Confrontado com rumores de que os valiosíssimos terrenos em causa estarão na mira de enormes investimentos imobiliários, com vista à construção de condomínios de luxo, Weightman prefere não entrar em especulações ou alarmismos. "Ignoro quais são os planos dos eventuais compradores", disse ao DN, "mas se passarem pela nossa saída deste espaço, acho que isso vai representar uma grande perda para Lisboa".
A questão é juridicamente complexa porque os Lisbon Players ocupam o edifício com base num direito fiduciário estabelecido em 1906, segundo o qual o prédio está destinado a ser utilizado para fins culturais e recreativos, em benefício da comunidade britânica residente em Lisboa. Tendo como únicas fontes de rendimento a venda de bilhetes e as quotas mínimas pagas pelos sócios (cinco euros anuais), o grupo sobrevive graças ao trabalho voluntário dos seus membros, não paga qualquer renda e tem apenas que garantir a manutenção do imóvel.
"Nós não temos direitos sobre o prédio e todas as tentativas que fizemos no sentido de transferir a propriedade para nosso nome esbarraram num labirinto legal", afirma Weightman, que, apesar de várias pesquisas em conservatórias, nunca conseguiu determinar ao certo quem são os verdadeiros proprietários.
Em todo o caso, a embaixada britânica já criou um grupo de trabalho que está a contactar as várias partes interessadas neste património. E é justamente isso que assusta o responsável dos Players. "Uma vez que o direito fiduciário não se extinguiu, espero que seja possível manter este edifício tal e qual como está. Mas se não for possível, então acredito que será construído um novo teatro, de raiz, com a mesma capacidade e a mesma área".
Cautelosa, a assessora de imprensa da embaixada considera que é cedo para fazer quaisquer comentários. "Este é um processo muito complexo, ainda em fase preliminar. Temos contactado as várias partes e a comunidade britânica de Lisboa. Estamos a agir de boa-fé", garantiu Manuela Romano de Castro ao DN.
Enquanto espera pela resolução do impasse, Weightman diz ter recebido um e-mail solidário de Jorge Silva Melo. E repete, na língua materna, a sua crescente preocupação: "We're worried, we're worried."
Fonte: Diário de Notícias
"Estais embarcados. E o mar da nossa costa é também o mar que nos separa e nos une a outras culturas e a outras paragens", é assim que Paulo Filipe Monteiro descreve a viagem poética no Scaletta Navio de Sal, o seu mais recente espectáculo.
Inserido nas comemorações do Dia Mundial do Teatro e com uma apresentação apenas, Navio de Sal está em cena amanhã, pelas 19.00, no Salão Nobre do Teatro Nacional D. Maria II. Este recital com sabor a maresia tem encenação de Paulo Filipe Monteiro, interpretação de Carla Galvão, direcção musical e música de Laurent Filipe e vídeo de Nuno Rebelo.
Em forma de espectáculo, serão declamados e interpretados poemas de autores de língua portuguesa oriundos de vários continentes. "Queria fazer algo lusófono", explica o encenador e actor, acrescentando que não houve nenhum motivo especial para a escolha do mar como tema principal.
Fruto de uma selecção rigorosa, resulta um recital que engloba autores como Sophia de Mello Breyner, Camões, Vinicius, Eugénio de Andrade, Cesário Verde, entre outros. Em Scaletta Navio de sal, o público "percorre diferentes países", desde Portugal e Brasil, passando por São Tomé e Cabo Verde, sempre ao encontro da poesia e do mar.
A viagem de uma hora e vinte minutos é uma passagem pelas várias fases do dia ( Manhã, Meio-Dia, Noite). O ambiente intimista do espectáculo, que já teve uma apresentação experimental há um ano, por altura da Semana Cultural de Coimbra, traz agora a Lisboa a calma e a tormenta de um mar que foi e continua a ser fonte de inspiração para muitos autores.
No palco, assiste-se à declamação de poesia e à interpretação de personagens saídas dos poemas. A música instrumental e as imagens de vídeo, que passam no ecrã ao fundo da sala , contribuem para que o público quase respire a brisa marítima, e a voz carismática de Carla Galvão e a encenação de Paulo Filipe Monteiro para que se sinta numa viagem pela cultura lusitana. Para Carla Galvão, que nunca tinha trabalhado poemas em forma de espectáculo, este está a ser "um grande desafio".
Depois do D. Maria II, o Scaletta Navio de Sal ainda não conhece o próximo porto, mas o encenador diz que talvez haja a hipótese de rumar a sul para uma actuação, em Junho, em Lagos, no Algarve.
Fonte: Diário de Notícias
Por Eurico Barros, no Diário de Notícias.
Por Tomás Vasques, no Hoje Há Conquilhas, Amanhã Não Sabemos.
Por Graça Bandola Cardoso, no Dolo Eventual.
Na pequena sala envidraçada do crematório do cemitério do Alto de São João, em Lisboa, não há espaço para flores. Só cabem o caixão e os amigos próximos do falecido, que ficam a ver a urna deslizar até desaparecer dentro da parede. "Já acabou?", pergunta-se em surdina. Para falar a verdade, não. Não é ali que o corpo vai repousar em paz, conforme as palavras do sacerdote. Quando o fumo negro começa a sair lentamente pela chaminé, a maioria das pessoas afasta-se de olhos no chão, deixando as coroas de flores roxas e amarelas amontoadas a um canto. Mas alguém terá de esperar três horas para recolher as cinzas guardadas numa urna que cabe debaixo do braço.
São cada vez mais os portugueses que optam pela cremação (ver gráfico) desde que o crematório do Alto de São João, em Lisboa, foi reactivado, em 1986. No ano passado, só em Lisboa realizaram-se 3224 cremações, o que representa 37% dos funerais na capital. A crescente procura levou à construção de outros crematórios no cemitério dos Olivais (2002) e no Porto (1996). Em 2001, por doação de um particular, foi inaugurado também um forno em Ferreira do Alentejo. E há mais projectos, um pouco por todo o país.
"A cremação é um bem necessário", considera Carlos Almeida, presidente da Associação Nacional de Empresas Lutuosas. Face à manifesta falta de espaço nos cemitérios das grandes cidades (na Amadora, "o pior exemplo", pode-se esperar oito dias por uma sepultura), a cremação aparece como uma solução mais prática e ecológica. "E nem sequer é mais caro", garante. Não é preciso pagar os dois metros quadrados de terra no cemitério , poupa-se no caixão de madeira vulgar e sem qualquer ornamento, dispensam-se as pedras, as epígrafes, as flores, as despesas de manutenção de uma tradicional campa. E este é um factor de peso: há cada vez mais pessoas que, conscientes do trabalho que dá cuidar de uma sepultura, optam, conscientemente, por não deixar essa pesada herança.
"A maioria das pessoas deposita as cinzas no cemitério num espaço chamado Jardim da Saudadade", explica Carlos Almeida. Mas há quem prefira guardá-las em casa, lançá-las no mar, no rio, num local com algum significado para o morto. Se, actualmente, já não vamos ao cemitério senão no Dia de Todos os Santos, então, com a cremação, não há sepultura para visitar nem homenagens a prestar. Nem sentimentos de culpa por não o fazer. É uma outra forma de encarar a morte.
"A cremação é um fenómeno recente e urbano, que não pode ser visto isoladamente", acrescenta a antropóloga Clara Saraiva. "Se, por um lado, o funeral ainda é um ritual muito importante e um momento de grande ostentação, em todas as culturas, por outro lado, existe uma tendência para diminuir os sinais exteriores do luto." As mulheres já não se vestem de preto, de lenço na cabeça e meias nas pernas para o resto da vida. Os homens já não usam as tiras negras nos braços. Os jazigos estão fora de moda. Inúmeras sepulturas ficam abandonadas, com flores a murcharem ao vento.
São efeitos de um fenómeno maior: o afastamento em relação à morte - o último tabu, depois de o sexo ter deixado de o ser. "Não falamos da morte. E quando acontece, tenta-se normalizar o mais possível a situação. A vida continua", diz Clara Saraiva. O afastamento começa antes até, em relação aos velhos, exilados nos lares. "Escondemos a morte na tentativa de nos esconder da morte. E é uma ilusão", avisa o padre José Nuno Ferreira da Silva, capelão do Hospital de São João, no Porto, e autor de uma tese de mestrado sobre o modo como se morre nos hospitais. "Chocou-me ver a morte tão despida de humanidade. Parece-me que a desumanização da morte está intimamente ligada à desumanização da vida", explica. E apresenta dados reveladores: em 1970, só 19,5% das mortes ocorriam nos hospitais; em 2000, já 55% das mortes ocorriam em hospitais e pelo menos 10% aconteciam noutras instituições.
A "boa morte" - em casa, rodeado pelos familiares - ainda subsiste no meio rural mas está a ser substituída pela "morte selvagem", nas palavras do historiador Philippe Ariés. Na solidão. Segundo o padre José Nuno: "É uma morte atroz e é também empobrecedor para os outros, que deviam ter esta experiência e não têm. Criam-se buracos na história pessoal de cada um."
Fonte: Diário de Notícias
Os moradores da freguesia de Benfica, Lisboa, estão em desacordo com o projecto habitacional previsto para a antiga Fábrica Simões.
Segundo os populares, a construção do edifício aumentará os problemas de tráfego, estacionamento e qualidade de vida, uma vez que o empreendimento pode servir 2000 pessoas. Para aquele local, que admitem dever ser requalificado, preferem infra-estruturas de âmbito social ou cultura e lazer.
A população manifestou-se na noite de anteontem no auditório da junta de freguesia, em debate público promovido pelo Bloco de Esquerda. Cerca de meia centena de pessoas estiveram à conversa com o vereador Sá Fernandes, que pretende voltar a adiar a alteração do Plano de Pormenor do eixo Luz- -Benfica, prevista para a sessão de câmara da próxima quarta-feira.
Fonte: Diário de Notícias
Sob a luz sombria de uma lâmpada a gás, num ambiente propício a negociatas obscuras, aguarda-se pela resolução de um verdadeiro imbróglio. A troca de uma misteriosa mercadoria, destinada a um só cliente, é comprometida quando um terceiro elemento, cujas intenções se desconhece, decide baralhar o jogo negocial de rígidas regras. Mas qual dos clientes será o intruso impostor? E como poderão os negociadores desembaraçar o nó que os deixou num verdadeiro Impasse?
O jogo psicológico orquestrado por Martim Pedroso, na sua estreia como dramaturgo e encenador, conduz o público da Casa Conveniente (no Cais do Sodré, em Lisboa), a um inusitado encontro, em cena até 22 de Abril.
Entre cigarros e whisky, com o tempo a passar e a luz a desvanecer-se, os dois potenciais clientes (interpretados por Ana Ribeiro e Victor Gonçalves) vão lançando as cartas na mesa, esperando que o vendedor (Martim Pedroso) seja convencido pelos seus argumentos. Recorrendo ao bluff, à sedução ou a uma persuasão mais agressiva, ninguém parece estar disposto a abdicar do objectivo que os levou àquele lugar obscuro, elevando a parada a um ponto imprevisível.
Partindo de um texto do dramaturgo francês Bernard-Marie Koltès (Na solidão dos campos de algodão), em que um vendedor e um cliente se envolvem num conflito de grande dureza, Martim Pedroso concebe uma história que mergulha de forma ainda mais profunda no submundo do ilícito. Ao acrescentar um terceiro elemento, peça central no Impasse, o jovem encenador cria uma intensa disputa entre as personagens, por vezes apenas sob silêncios ou olhares corrosivos.
O texto de Koltès é para Martim Pedroso "um dos mais importantes da dramaturgia contemporânea", constituindo-se como fonte de inspiração: "Parti da relação entre dealer e cliente presente em Koltès, que reflecte a condição humana de uma forma muito poética e racional, e fiz um jogo entre três personagens, também racional, mas que vai buscar linguagem teatral e cinematográfica."
Para isso contribuem os gestos e os silêncios, bem como algumas escolhas cénicas - o candeeiro a gás, por exemplo, permite ao encenador "criar um ambiente de filme a preto e branco, porque a luz é muito branca". Mas também o próprio espaço alimenta a intensidade da trama. Estabelecimento nocturno desactivado (o Lusitânia Bar), entretanto aproveitado para espectáculos, o pequeno "palco" da Casa Conveniente "permite que o público esteja preparado para a peça" de antemão. O resultado desta conjugação de elementos, que se traduz num clima tenso e intimista, pode ser visto de quinta-feira a sábado, sempre pelas 22.00.
Fonte: Diário de Notícias
Os dez mil alunos e professores das três faculdades do pólo universitário da Ajuda, em Lisboa, estão a organizar-se para "fazer um cordão humano de estudantes junto ao Ministério da Administração Interna e exigir mais policiamento na zona", revelou ao DN a presidente da Associação de Estudantes do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Sofia Ferreira. Essa acção foi ontem aprovada em assembleia geral de alunos daquele instituto.
"Vamos convidar os ministros para cá virem e apresentar-lhes a insegurança que se vive aqui. Passamos cá quatro anos de inferno", relata a mesma responsável.
Denuncia casos de prostituição e toxicodependência, ameaças e roubos a alunos e professores à porta das faculdades e a falta de autocarros, "que acabam quase todos pouco depois das 21.00 e não há mais transportes. Estamos aqui metidos num desterro onde não há nada. Nem sequer há um café onde ir pedir ajuda". Por isso mesmo, "há alunos que até deixam de vir às aulas e só vêm fazer os exames".
"À porta do instituto partem os carros e roubam o que está lá dentro", conta Sofia Ferreira, acrescentando que, "em Dezembro, chegou a haver assaltos quase todos os dias. Um professor até deixou de trazer o carro para a faculdade, porque dizia que é mais barato vir de táxi do que ficar com o carro danificado".
As três faculdades formam um triângulo inserido numa área de "alto risco, porque fica no meio de dois bairros complicados: o 2 de Maio e o Casalinho da Ajuda. E nenhuma esquadra da polícia". Para a representante dos alunos, "deveria haver patrulhamento fixo. A associação de estudantes anterior solicitou à PSP mais segurança, mas não houve resposta" (ver caixa).
Considera que "a situação tem-se agravado. Há uns quatro anos, quando entrámos para a faculdade, isto não era assim. Há pouco tempo, um grupinho ficava à porta do instituto à espera que as pessoas passassem para as assaltar. Ameaçavam-nas e obrigavam-nas a entregar dinheiro, telemóveis, carteiras, casacos".
Em Monsanto, a linha amarela pintada na berma da estrada para a prevenção da prostituição - com aquele traço, os carros estão proibidos de parar para abordagem às prostitutas - acaba "junto à residência oficial do presidente da Câmara de Lisboa e não segue para baixo. Assim, as prostitutas saíram de Monsanto e desceram para aqui", denuncia Sofia Ferreira.
"Quando as alunas estão sozinhas à espera do autocarro na paragem do 14 - onde costumam estar entre duas a cinco prostitutas, logo desde as 08.00 -, os carros param e os homens abordam-nas a perguntar que coisas fazem e quanto custa", queixa-se a mesma estudante.
Especifica que "as prostitutas vão com os clientes para uma matazinha perto daquela paragem ou junto ao campo de futebol e é ali que fazem o serviço".
Entre as três faculdades situa-se "o cantinho da sala de chuto. É numa pequena mata com pinheiros nas traseiras deste instituto, junto da paragem do autocarro 60. Até têm lá sofás e outras coisas para ficarem mais protegidos e cómodos".
"Para evitar roubos, a Faculdade de Arquitectura já pôs grades em toda a volta do estabelecimento. Agora aquilo até parece uma prisão", salienta Sofia Ferreira.
Fonte: Diário de Notícias
É literalmente impossível a uma criança ou mesmo a um jovem de hoje compreenderem a importância que o Parque Infantil do Alvito teve na minha vida. Só havia televisão a preto e branco e o canal dois era um privilégio que nem todos os aparelhos alcançavam. Não havia ipod, psp, sms, sims, potter, net, msn. Ir ao Alvito era uma emigração. Lá me diverti, sonhei, brinquei e lá me sujei para a história. As ardósias sem professor por perto era apenas um dos símbolos da libertação que o miraculoso parque proporcionava. E lá rabisquei sem contas, cópias, ou frasers obrigatórias. Havia era sempre uns gajos que chegavam sempre primeiro ao giz de cores. Deviam ser os filhos do guarda...
As fotografias são de Armando Serôdio e estão no Arquivo Municipal.
O eléctrico, onde tantas vezes fiz de maquinista da Carris. O barco onde trepei na rede e os miraculosos baloiços onde fui piloto de vôos altos...
As argolas. Frustravam-me. Como eu era gordito, não conseguia subir. Mas neste banco conseguia sentar-me com espantosa agilidade...
O avião. Entrar nele quase nos fazia sentir voar.
Carros e motas clássicos, entre os quais raridades como um carro de corrida de fabrico português, vão poder ser vistos entre hoje e domingo na Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações.
É a terceira edição do Motorclássico - Salão Internacional de Automóveis e Motociclos Clássicos, onde, entre muitos outros expositores, o Museu do Caramulo vai colocar modelos raros com mais de cem anos, como um Peugeot de 1899 (o mais antigo que existe em Portugal) e um Darracq de 1902 e um Alba, um automóvel de competição português dos anos 50. Este carro, "com uma carrosserie muito elegante, ao estilo italiano", e um motor de 1500 cc com quatro cilindros, foi construído em 1952 em Albergaria.
O Rolls Royce Phantom III, de 1937, mandado comprar por Craveiro Lopes para receber a rainha Isabel II de Inglaterra, que visitou Portugal em 1957, é um dos carros com história patentes no salão. Nele andaram também o Presidente norte-americano Dwight Eisenhower e os Papas Paulo VI e João Paulo II. Também um Pegaso de 1953 oferecido por Franco e um Mercedes Benz 770 Grosser (blindado), que pertenceu a Salazar, considerado o exemplar "mais perfeito e bem conservado do mundo", podem ser apreciados.
O Motorclássico é também um mercado de viaturas antigas e peças, que, na edição do ano passado, registou transacções no valor de um milhão de euros, refere um comunicado da organização. Reúnem-se expositores de vários tipos: stands de automóveis, motociclos e velocípedes, oficinas especializadas, fornecedores de peças, museus, clubes e associações.
A mostra, que ocupará o pavilhão n.º 3 da FIL, conta ainda com uma secção de miniaturas e brinquedos antigos, outro sector importante do mercado. A organização espera acolher 35 mil visitantes durante os três dias do evento.
Segundo Salvador Patrício Gouveia, do Museu do Caramulo, entidade que organiza o salão, "o meio dos automóveis clássicos está a ter um crescimento acima da média". "Em Inglaterra já é maior que o mercado de automóveis usados. São um investimento certo, com baixo ou nenhum risco e alto índice de valorização", explica.
Os preços de entrada no salão são de oito euros para adultos e três euros para crianças. O horário é das 11h 00às 23h00, excepto no domingo, em que encerra às 21h00.
Fonte: Público on line
A actual direcção do Centro Cultural de Belém poderá avançar com a construção dos dois módulos que estavam previstos no projecto inicial e que faltam para completar a obra lançada nos anos oitenta, quando Cavaco Silva liderava o Governo, refere o jornal Público.
O novo conselho de administração do CCB está a analisar a hipótese de completar o edifício, que foi uma das obras mais emblemáticas do governo liderado pelo actual Presidente da República.
De acordo com a edição desta sexta-feira do jornal, o cenário possível - proposto há 14 anos - é fazer um hotel e galerias comerciais. O CCB «precisa de dinheiro e essa poderia ser uma solução», explica o artigo.
O projecto original dos arquitectos Vittorio Gregotti e Manuel Salgado, incompleto há 14 anos, deu lugar à obra cuja execução ascendeu a 200 milhões de euros, mais 32 milhões acima do orçamentado e que acabou por ficar incompleto faltando-se dois módulos que poderão ser acrescentados aos três actuais.
A direcção do CCB, presidida por António Mega Ferreira desde há três meses na presidência do conselho de administração do entidade (equiparada a fundação) poderá recuperar a ideia criar um hotel e galerias comerciais como fontes de rendimento, cedendo a privados os direitos de construção, gestão e exploração a troco de rendas.
O CCB não quer dar pormenores e, através do gabinete de comunicação, confirma apenas: «O conselho de administração tem a intenção de desenvolver o projecto dos módulos 4 e 5. Nesse sentido, está a desenvolver estudos preliminares de avaliação dos terrenos pertencentes ao património da fundação».
Os terrenos são os mais de 3 mil metros quadrados a ocidente do Centro de Exposições, no fim do CCB, onde hoje está uma grande tenda multidisciplinar.
Fonte: Diário Digital
A greve de cinco dias dos carteiros e empregados de serviços elementares de Lisboa termina hoje, com uma concentração em frente às instalações da Direcção de Recursos Humanos da empresa, em Lisboa.
"O balanço desta greve é extremamente positivo", disse à agência Lusa Vítor Narciso, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, adiantando que "a adesão dos trabalhadores foi de 100 por cento".
A empresa CTT reuniu-se quinta-feira à tarde, tendo decidido avançar com uma proposta que, apesar das alterações, não satisfaz os grevistas.
Entre outras deliberações, a empresa propõe a passagem de oito dos 23 trabalhadores a tempo parcial para o regime a tempo inteiro e a abertura de vagas para distribuição, que, segundo Vítor Narciso, levariam à diminuição dos rendimentos dos trabalhadores.
No que diz respeito às reivindicações dos trabalhadores dos serviços elementares, Vítor Narciso considerou que "a empresa decidiu comprar esta luta, não resolvendo o problema".
As principais exigências dos trabalhadores são os contratos a tempo inteiro e a subida de categoria profissional e que já no início do mês tinha levado os trabalhadores à greve.
Durante a concentração de hoje à tarde, os trabalhadores vão reunir-se para discutir a proposta apresentada pela empresa e, se considerarem necessário, agendar novas acções de protesto.
Fonte: Lusa
É assinado o contrato para a construção e concessão da ponte Vasco da Gama, em Lisboa.
É criada a Universidade de Lisboa, a partir das escolas superiores existentes.
Mais de dez mil pessoas, na sua maioria famílias com crianças, deverão passar domingo pela Festa da Primavera do Centro Cultural de Belém (CCB), que festeja o seu 13º aniversário com teatro, música, bailes e ateliers.
De acordo com as estimativas da organização avançadas à Agência Lusa, o afluxo de público ao evento «deverá estar ao mesmo nível do ano passado, quando rondou os dez milhares de visitantes».
Na Festa da Primavera, o CCB abre as suas portas durante todo o dia para dezenas de actividades lúdicas em diversos espaços do centro, interiores e exteriores, começando este ano com um mercado de artesanato da região do Minho, no Jardim das Oliveiras.
O programa dos festejos também inclui um Mercado de Flores & Fruta, sessões de yoga e taichi no Jardim da Água, actuações da Banda de Sapadores Bombeiros, do Quarteto de Cordas de São Roque e do Quarteto Euforia, que irão interpretar obras de Viana da Mota e Mozart.
Durante a tarde, os belgas «D`Irque & Fien» apresentam o espectáculo de circo «Oh Suivant!» com acrobacias, malabarismos e música sempre em interacção com o público.
A partir das 14:00, o grupo Canto D`aqui irá interpretar música tradicional portuguesa de todas as regiões do país e a meio da tarde está previsto um baile na tenda do CCB com música tocada pela Orquestra da Felicidade.
O grupo Teatro da Rainha apresentará a peça «Médico à Força», de Moliére, na Praça do Museu, e atrás da tenda será apresentado ao final da tarde o espectáculo «Secret», pelo grupo francês «Cirque Ici», com ciência e poesia.
Os ateliers e oficinas vão ter actividades de confecção de tranças e gargantilhas, fotografias pintadas, contos, pintura de andorinhas e dramaturgias.
As actividades decorrem entre as 11h00 e as 19h00 de domingo e os bilhetes para os espectáculos em sala devem ser levantados nas bilheteiras uma hora antes do seu início.
Todos os eventos são de entrada gratuita, excepto o espectáculo «Secret», que custa entre os seis e os 16 euros, consoante a idade do espectador.
Fonte: Portugal Diário
A construção deste edifício está ligada à história da primitiva Igreja de Sta. Engrácia (actual Panteão Nacional) e ao agravo que ocorreu em Janeiro de 1630: na noite de 15 de Janeiro de 1630 foi arrombada a porta do Sacrário da Igreja e foram usurpadas as “Sagradas Formas“, tendo sido perpetrado um atentado ao Santíssimo Sacramento.
Como consequência desse agravo, a Infanta D. Maria Ana, filha de D. José I, fez a promessa de mandar erigir o convento do Desagravo ao Santíssimo Sacramento, vulgarmente designado de Conventinho Novo. O Convento foi fundado em 1766 e o responsável pelo projecto foi o Arquitecto Reinaldo Manuel dos Santos, um dos reconstrutores da cidade de Lisboa após o terramoto.
Em 1942, pelo Dec.-Lei nº 32613 de 31de Dezembro de 1942, passou a pertencer à Casa Pia de Lisboa, com o nome de Secção de Sta. Clara – devido à sua localização – sendo dirigido até 1974 por Irmãs de Maria Auxiliadoras (Salesianas), que aí ministravam as meninas o Curso Básico Primário e o então chamado Curso Complementar de Aprendizagem.
Fonte: Casa Pia de Lisboa

Mais de 50 encarregados de educação e alunos do Colégio Santa Clara, da Casa Pia de Lisboa, protestaram hoje contra o anunciado encerramento da escola e a transferência dos estudantes para outros colégios, que alegam não ter condições.
A direcção do Colégio de Santa Clara, junto ao Panteão Nacional, informou os pais na semana passada da intenção da Casa Pia de fechar o estabelecimento de ensino no final deste ano lectivo e transferir os cerca de 350 alunos para outros colégios da instituição, nomeadamente o Colégio Maria Pia, em Xabregas.
De acordo com representantes dos encarregados de educação, os motivos invocados para o encerramento prendem-se com a reestruturação da Casa Pia, que pretende rentabilizar recursos e tem um plano de fechar cursos do ensino regular, e com questões de segurança, que os pais afirmam não compreender.
Os encarregados de educação sustentam que o Colégio Maria Pia, frequentado por cerca de 600 estudantes, não tem condições para receber os 350 alunos que frequentam actualmente o Colégio de Santa Clara.
"O Colégio Maria Pia é muito grande, mas não tem funcionários suficientes para receber mais estes alunos. Além disso, não tem condições de segurança porque há muitos toxicodependentes na zona", disse Dora Abreu, representante dos pais.
Os pais dos alunos já apelaram à Assembleia Municipal de Lisboa e à autarquia, em sessão realizada anteontem, para intervirem junto da Casa Pia, no sentido de impedir o encerramento da escola e estão também a elaborar um abaixo-assinado, que conta já com mais de 300 subscritores, para enviar à provedoria da instituição e aos ministérios da Segurança Social e da Educação.
Hoje, também o Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL), afecto à Federação Nacional dos Professores (Fenprof), criticou o anunciado encerramento do colégio, onde trabalham cerca de 70 pessoas entre docentes e auxiliares, e a consequente diminuição de postos de trabalho.
O SPGL, à semelhança do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores, afirma estranhar que a Casa Pia de Lisboa não tenha comunicado a intenção de encerrar o colégio nem explicado os moldes em que vai ocorrer o processo de reestruturação nas reuniões tidas com a instituição.
"É impossível fazer a reestruturação ostracizando os que vivem e trabalham na Casa Pia, contra os seus direitos e interesses. O secretismo e a imposição, que parecem ter passado a imperar e que apelamos a que sejam ultrapassados, não são decerto o melhor método para enfrentar e resolver os problemas", critica o SPGL, em comunicado hoje divulgado.
Fonte: Público on line
Morre o cardeal patriarca de Lisboa D. António Ribeiro.

O milionário inglês William Beckford chega a Lisboa.

São reorganizados os Armazéns da Tenência e da Fábrica de Armas de Guerra, com a criação do Arsenal Real do Exército.
Meia centena de jovens luso-descendentes vão reunir-se em Lisboa, em Maio, para contactar com a realidade do país e discutir formas de reforçar o movimento associativo português no estrangeiro.
A iniciativa, que decorre no âmbito dos encontros temáticos organizados pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas (SECP), traz a Portugal 45 jovens que durante uma semana, de 19 a 27 de Maio, cumprirão um intenso programa de conferências e visitas de estudo.
A intervenção dos jovens nas comunidades onde vivem, o associativismo, a identidade cultural portuguesa, o emprego, a formação e as novas tecnologias de informação serão alguns dos assuntos em debate neste V Encontro Mundial de Jovens.
Promovido pelas secretarias de Estado das Comunidades Portuguesas e Juventude em parceria com autarquia lisboeta, o encontro está a ser divulgado pelas embaixadas e consulados portugueses onde os jovens interessados se deverão inscrever até meados de Abril.
Os participantes devem ser colaboradores activos do movimento associativo, participar na vida social, política e cultural das comunidades, ser mentores de projectos inovadores ou contribuir de alguma forma para a promoção da imagem de Portugal, segundo um perfil divulgado pela SECP.
Os encontros mundiais de jovens das comunidades portuguesas foram lançados pelo Governo socialista quando José Lello era titular da pasta da Emigração.
Fonte: Público on line
O vereador do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Lisboa (CML), José Sá Fernandes, denunciou quarta-feira situações alarmantes na construção do Túnel do Marquês e requereu ao presidente da edilidade, Carmona Rodrigues, informação detalhada sobre a evolução das obras.
Em comunicado à imprensa, Sá Fernandes manifesta-se preocupado com a falta de informação sobre o desenvolvimento dos trabalhos e de previsão da data de conclusão da obra. O vereador sublinha ainda terem ocorrido incidentes que suscitam alarme.
«O LNEC detectou uma situação gravíssima de deslocamentos que ultrapassam os níveis de alarme de segurança para a obra», lê-se no comunicado.
O documento acrescenta que a situação terá sido resolvida, sendo justificada com a ocorrência de chuvadas. Com as previsões meteorológicas para os próximos dias a apontarem para novas ocasiões de chuva intensa, volta a haver possibilidade de se registarem problemas.
O comunicado do gabinete de Sá Fernandes baseia-se num relatório de ocorrência do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) de 6 de Março último e que dava conta de um «valor de convergência que ultrapassou o nível de alarme». Em causa estava a deslocação verificada à superfície do túnel na laje suportada por fiadas de estacas entre os quilómetros 0,130 e 0,175.
O mesmo relatório assinala que «poderão estar também a ocorrer deslocamentos não observados» noutras secções de estrutura semelhante mas onde não foram instalados aparelhos de medição.
Num segundo ponto, o relatório reporta ainda um incidente ocorrido com a queda de uma máquina de execução de estacas na Av. Fontes Pererira de Melo. O caso foi justificado com a queda de chuva intensa, que terá minado a zona onde a máquina se encontrava e que tinha sido aterrada pouco tempo antes.
Falando aos jornalistas à margem da cerimónia de apresentação do comissariado da Baixa-Chiado, Carmona Rodrigues afirmou que «em princípio, não se justifica» abrir uma parte do túnel. «Quando abrir, abre todo», considerou.
O presidente da CML revelou estar a aguardar uma apresentação detalhada da calendarização prevista para a obra, admitindo que «está atrasada pelas obras que se conhecem».
Fonte: Expresso on line
Os crimes violentos praticados na área da Grande Lisboa estão a aumentar, segundo o Correio da Manhã desta quarta-feira. No ano passado a Polícia Judiciária apreendeu em Lisboa 65 armas e deteve mais pessoas por crimes cometidos com armas de fogo. Ao todo foram detidos 263 suspeitos, dos quais 156 ficaram em prisão preventiva.
De acordo com o jornal, os polícias, ao contrário das estatísticas, consideram que, em muitas situações, os jovens que têm acesso a armas de fogo não hesitam em recorrer à violência. Embora os indicadores da PSP mostrem uma descida na categoria «criminalidade violenta», crimes como assaltos a bancos, casas de câmbio e roubo de viaturas aumentaram em 2005. A notícia refere que o acesso a armas de fogo é mais fácil.
Há cinco anos que o crime com armas de fogo está a aumentar e os alvos são cada vez mais variados, desde tabacarias até papelarias.
«Isso já não é obstáculo e houve um caso de assalto a um restaurante com mais de cem pessoas», adiantou Carla Falua, da PJ de Lisboa, relativamente ao facto de estarem a aumentar os assaltos a locais com clientes.
O CM informa ainda que a dispersão territorial da actividade criminosa, com número variável a cometerem vários roubos em diferentes locais em pouco tempo, é outro sinal preocupante.
O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa revelou que vai ser criada uma equipa, dedicada à grande criminalidade, para evitar a disseminação de processos por vários tribunais.
Fonte: Diário Digital
O porto de Lisboa vai dispor de um sistema de prevenção e segurança para medir as marés quando os navios entram e saem da barra do Tejo, avançou uma fonte da empresa.
O sistema representa um investimento de 100 mil euros e, segundo Eduardo Santos, director da Segurança e Ambiente da Administração do Porto de Lisboa (APL), Lisboa passará a ser o segundo porto europeu, depois de Felix Stowe, no Sul de Inglaterra, a adoptar o novo dispositivo.
Denominado de DUKC (Dynamic Underkeel Clearance), o novo sistema é informático e substitui o processo de cálculo estático da ondulação, marés, ventos e profundidade. Permite avaliar em tempo real a profundidade exacta das águas e definir o melhor percurso para circulação da cada navio em segurança e em função do respectivo calado, evitando o encalhe e prevenindo desastres ambientais.
Fonte: Jornal de Notícias
O polémico túnel do Marquês do Marquês ainda não tem data para abrir. O executivo camarário de Carmona Rodrigues irá fazer uma «calendarização» em breve, adiantou a assessoria de imprensa do autarca ao PortugalDiário.
Quem defende que é «inaceitável» não se saber qual a data da inauguração da infra-estrutura é o vereador independente José Sá Fernandes, apoiado pelo Bloco de Esquerda. «A obra do Túnel do Marquês está atrasada em mais de 18 meses, o que só por si é inaceitável», denunciou o dirigente em comunicado, acrescentando que «muito mais grave é não se saber como é que obra está a decorrer».
O vereador independente requereu esta quarta-feira ao presidente da Câmara informação acerca do ponto da situação da obra e respectiva calendarização.
A chuva tem culpas no cartório
O que se sabe é que a chuva está a provar-se uma grande dor de cabeça para os construtores. O Bloco de Esquerda avança que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil detectou «uma situação gravíssima de deslocamentos que ultrapassaram os níveis de alarme de segurança para a obra». Segundo o relatório elaborado pelos contrutores, a que o vereador teve acesso, as chuvas intensas que se fizeram sentir na capital estiveram na origem do problema.
As chuvas intensas que caíram durante o fim-de-semana de 3 a 5 de Março de 2006 terão «minado» uma das zonas de construção e levado à queda de uma máquina de execução de estacas, lê-se ainda num dos relatórios.
Recorde-se que em 2004 a providência cautelar interposta pelo advogado José Sá Fernandes, por ausência de um estudo de impacte ambiental, levou à suspensão da obra.
Como adiantou o PortugalDiário há cerca de um mês, o Túnel do Marquês não terá uma abertura faseada como tinha sido anteriormente anunciado. Carmona Rodrigues só vai inaugurar a polémica obra quando a infra-estrutura estiver pronta na sua «totalidade», informou a assessoria de imprensa da autarquia.
Fonte: Portugal Diário
Os 300 mil visitantes que todos os anos chegam a Lisboa por cruzeiro vão passar a dispor de informações turísticas e táxis no porto da capital, no âmbito de um protocolo que foi assinado quarta-feira.
O protocolo, a celebrar entre a Administração do Porto de Lisboa (APL) e a Associação de Turismo, prevê a instalação de uma mensagem de boas-vindas aos passageiros dos cruzeiros no terminal da Rocha Conde de Óbidos.
No mesmo local passarão a ser disponibilizadas informações turísticas e sobre iniciativas, eventos e produtos do Turismo de Lisboa.
Junto à saída do terminal de passageiros será instalada uma carrinha "Ask me Lisboa", onde são prestadas informações diversas e que irá concentrar as operações relacionadas com o "Táxi Voucher", o "Lisboa Card" e outros serviços prestados pela Associação de Turismo.
O protocolo prevê ainda a criação de uma praça específica para os aderentes do sistema Táxi Voucher.
Fonte: Lusa
A Metropolitano de Lisboa (ML) informou hoje, através de um comunicado, que as obras de prolongamento da linha vermelha do Metro entre a Alameda e São Sebastião vão obrigar ao encerramento das estações da linha amarela, no Saldanha, Picoas, Marquês de Pombal e Rato durante todo o fim-de-semana, e também a 1 e 2 e a 8 e 9 de Abril.
Em alternativa os passageiros devem viajar nos autocarros da Carris, números 20, 27, 36, 38, 44, 45, 49 e 207, no percurso Campo Pequeno/Rato.
«Nesses percursos são aceites todos os títulos de transporte válidos no Metropolitano», garantiu a empresa.
Na próxima sexta-feira, também a circulação automóvel irá sofrer condicionamentos, mais concretamente na Avenida da República, em Lisboa, a partir das 22h, com desvios de trânsito nas faixas de rodagem no sentido Saldanha/Campo Pequeno.
Fonte: Expresso on line

Os Toranja actuam em conjunto com os Los Hermanos na Aula Magna da Universidade de Lisboa, no dia 26 de Março. O concerto insere-se no programa da 16ª Semana da Juventude, organizada pela Câmara Municipal de Lisboa (CML).
A actuação tem lugar às 21:00 horas e a entrada é livre, apenas condicionada ao número de lugares na sala. Aliás, todos os concertos são gratuitos e os convites podem ser adquiridos nos espaços Juvnet da CML.
A Semana da Juventude tem início esta quinta-feira (dia 23) e prolonga-se até 31 de Março em vários locais de Lisboa.
«O Futuro» é o tema da iniciativa organizada pelo Pelouro da Juventude que conta com a actuação da Sinfonietta de Lisboa para marcar o arranque da programação.
O cartaz completo da 16ª Semana da Juventude de Lisboa é o seguinte:
23/03 - Sinfonietta de Lisboa
24/03 - Abertura do concurso «Tocabrir 2006»
25/03 - Lodo, Surien, Marbles e Slot Machine
26/03 - Insaniae, Shine, The Ratazanas e Tragic Comic
27/03 - Blend, Back Bone, Orange Latitude e Don´t Disturb My Circles
28/03 - Black Bombain, Cold Steel Device, Mad Lambs e Phazer
29/03 - Bar, Vox Mambo, Viva Beirute e Ripple
Fonte: Diário Digital
Festa da Música - CML assina acordo como parceiro institucional durante três anos
A Câmara Municipal de Lisboa vai assinar um acordo com o Centro Cultural de Belém (CCB) para constituir-se como parceiro institucional da Festa da Música das próximas três edições do evento, revelou hoje a organização.
Durante uma conferência de imprensa de apresentação da sétima edição da Fe sta da Música, prevista para 21, 22 e 23 de Abril no CCB, o presidente da entida de, António Mega Ferreira e o presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, congra tularam-se pela parceria inédita, que deverá ser oficializada dentro de dias.
Mega Ferreira adiantou que a contribuição financeira da Câmara Municipal d e Lisboa (CML) "é uma ajuda fundamental para assegurar a continuidade da Festa d a Música até 2008".
De acordo com o presidente do conselho de administração do centro, este an o a sétima edição da festa sofreu um corte no orçamento de 150 mil euros, baixan do de um milhão, inicialmente delineado, para os 850 mil euros.
"Houve um reajustamento das disponibilidades orçamentais", admitiu, acresc entando que, ao mesmo tempo, em consulta com a direcção artística do evento, se redimensionou o programa para durar três dias, em vez dos quase quatro da edição anterior.
No ano passado "foram 158 concertos em sete salas. Este ano serão 115, tam bém em sete salas, mas sem prejuízo da elevada qualidade do evento", assegurou o responsável, comentando que a organização concluiu que a duração dos três dias seria a ideal.
Mega Ferreira sublinhou que "um evento desta natureza, que no ano passado atraiu 60 mil pessoas, tem de criar condições de sustentabilidade", daí ter cont actado a CML para uma colaboração a médio prazo, um convite que o responsável pr etende alargar a outros parceiros.
O presidente do CCB comentou que a contribuição da autarquia, no valor anu al de 100 mil euros, "é uma contribuição minoritária dentro do orçamento global do evento, mas muito significativa".
Por seu turno, o presidente da autarquia considerou "uma obrigação" da CML aderir ao projecto, iniciado em 2000, por estar convencido que "a cultura tem d e estar na primeira linha das prioridades" da cidade.
"Vamos apresentar um programa plurianual na câmara para apoiar eventos cul turais, no qual irá constar certamente a Festa da Música", adiantou Carmona Rodr igues.
Este ano, a Festa da Música é dedicada à Europa Barroca e tem como título "A Harmonia das Nações", sendo a programação composta por peças de um grupo de c ompositores alemães, ingleses, italianos, franceses, portugueses e espanhóis.
Durante três dias serão interpretadas peças de compositores como Georg Tel emann, António Vivaldi, Carlos Seixas, Jean-Philippe Rameau, Domenico Scarlatti, Georg Friedrich Handel, Henry Purcell, Johann Sebastian Bach, François Couperain e António Soler.
A organização adiantou que os bilhetes - num total de 51.584, estarão à venda a partir de dia 27 de Março.
Fonte: Lusa
Unidade especial do DIAP vai combater grande criminalidade na comarca de Lisboa
O Departamento de Investigação e Acção Penal vai contar ainda este mês com uma nova unidade especial para combater a grande criminalidade na comarca de Lisboa, anunciou hoje Teresa Almeida, procuradora da República naquele organismo.
Durante a Jornada de Reflexão sobre Criminalidade Urbana e Violência, organizada pela directoria de Lisboa da Polícia Judiciária, Teresa Almeida adiantou que aquela unidade possui uma vocação distrital, tendo em conta os fenómenos que têm uma expansão territorial.
à margem do encontro a decorrer hoje em Lisboa, em declarações aos jornalistas, a procuradora explicou que se trata de uma "nova estrutura organizativa muito pequena, com apenas uma ou duas pessoas", além do coordenador.
O objectivo da nova unidade, que ainda não tem designação, é dar uma "resposta imediata e uniforme, sem disseminação de processos" para aumentar a qualidade de resposta.
"É necessária uma só resposta processual que descanse a população", disse a procuradora, explicando que há zonas de "sobreposição de polícias", que deverão passar a ser coordenadas pelo Ministério Público.
Durante a intervenção no encontro, a procuradora apontou como "falhas" a "fragmentação da informação em círculos autónomos de que ninguém tem o conhecimento global e cruzado".
"O tratamento burocrático do crime" foi outro dos "erros" apontados por Teresa Almeida, que considera existir "um uso excessivo de métodos invasivos de obtenção de prova e deficiente tempo de resposta".
Segundo os especialistas que durante a manhã participaram no colóquio, a criminalidade tem baixado, apesar de existirem determinados segmentos da criminalidade violenta, como o assalto a bancos e a carrinhas de valores, que têm aumentado.
"A criminalidade na área de Lisboa manteve-se estável quando comparamos os anos de 2004 e 2005", período em que o número de crimes passou de 1.136 para 1.131, afirmou o director nacional da Polícia Judiciária, Santos Cabral.
Teresa Almeida confirmou a "estabilidade" da criminalidade, acrescentando, no entanto, que a criminalidade mais violenta "indicia um ligeiro aumento".
Contra o crescimento de cerca de 30 por cento dos casos de assaltos a bancos e a transportes de valores, Teresa Almeida sublinhou uma "estabilidade" no número de homicídios, que passou de 28 em 2004 para 26 no ano passado.
Por outro lado, Teresa Almeida criticou a administração central e a administração local por negligenciarem as acções de prevenção para reduzir a criminalidade.
"Continua a haver um certo desprezo da prevenção do crime por parte da administração central e local", afirmou a procuradora, referindo-se à necessidade de intervenção junto das comunidades de imigrantes, limpezas de edifícios e transportes públicos e questões como a iluminação e aspectos urbanísticos.
"É um sinal de algum atraso deixar a intervenção do Estado para a última fase, a repressão, negligenciando as primeiras fases de organização, prevenção e fiscalização", disse Teresa Almeida.
Fonte: Lusa
O Teatro D. Maria II está a preparar a realização de vários eventos nos dias 25, 26 e 27 de Março com vista à comemoração do Dia Mundial do Teatro.
Durante esses três dias o público vai poder assistir a dramaturgias originais, concertos, filmes, conferências, leituras encenadas e também à reabertura da livraria do Teatro. Assim, o Teatro D. Maria II vai receber figuras como José Caldas, Jean-Gabriel Carasso ou Fernanda Lapa.
«O Medo Azul», «A Mais Velha Profissão», «Navio de Sal» ou «Arlequim: Servidor de Dois Amos», são algumas das peças que vão ser exibidas nestes dias. Além disso, vão ouvir-se vozes como as de Sophia, Vitorino Nemésio e Cesariny.
A programação reserva ainda espaço ao diálogo de George Banu, autor de «Le Cas Avugnon 2005», e um olhar sobre Jacques Le Coq, seguido de um debate com Jean-Gabriel Carasso.
Fonte: Diário Digital
A VI Feira do Livro Manuseado, com livros já usados, obras em fim de edição, títulos raros e volumes em saldos, começa hoje na Rua Augusta, em Lisboa. A Feira, que decorrerá até 02 de Abril, entre as 09:00 e as 20:00, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, pretende ser também "um evento cultural de promoção do livro e da leitura, com milhares de obras".
Este ano o certame conta com obras de 55 editoras, entre as quais a Ant ígona, Asa, Assírio & Alvim, Bertrand, Campo das Letras, Cotovia, Difel, Dom Quixote, Edições 70, Edições Polvo, Europa-América, Gailivro, Gradiva, Livros do Br asil, Presença, Quetzal e Vega.
Fonte: Lusa
A marina da Parque Expo, que estará pronto em Julho, segundo os seus promotores. Espera-se que, desta vez, aconteça, pois está encerrada há vários anos, praticamente desde a Expo 98, encontrando-se as dezenas de embarcações dispersas por outras docas, a expensas da Parque Expo, uma das accionistas.
A sua recuperação inclui obras civs e comportas, equipamento flutuante e dragagem. O projecto prevê ainda o fecho da baía Sul e a reorientação dos molhes de entrada. A instalação de comportas de fecho, além de equipamentos e controlo. O estudo tem de estar pronto no prazo de quatro meses, seguindo-se depois a fase de concurso e adjudicação dos trabalhos. Resta dizer que a sociedade, feita na sequência de um acordo de credores, estabelecido no Verão de 2003, tem como accionistas principais o BCP, a Agrupatiom Guinovart e a Parque Expo.
Fonte: Semanário

Miguel Coelho - Lista A - 912 votos - 63% - 39 mandatos
Leonor Coutinho - Lista B - 528 votos - 37% - 22 mandatos
(resultados colhidos no Tugir)
A primeira proposta de revisão do plano Director Municipal (PDM) de Lisboa deverá estar pronta em Outubro, revelou à Lusa a vereadora do Urbanismo da Câmara Municipal, que estima que o processo esteja concluído um ano mais tarde.
"Até final de Outubro serão entregues à comissão mista de coordenação todas as peças que fazem parte da revisão do PDM, incluindo os estudos sectoriais realizados", adiantou à agência Lusa a vereadora do Urbanismo do município lisboeta, Gabriela Seara.
O PDM actualmente em vigor na capital data de 1994, e, de acordo com um imperativo legal, deveria ser revisto ao fim de dez anos.
O processo de revisão começou no início de 2003, no mandato presidido por Pedro Santana Lopes, e previa-se que estaria concluído no prazo de oito meses.
De acordo com Gabriela Seara, o futuro PDM será um documento "muito mais claro e legível e não dará tanto azo a entendimentos diversos".
Por outro lado, "o novo PDM vai permitir gerir a cidade de maneira muito mais flexível e adequar o projecto à zona, sem ser extremamente rígido, o que pode criar projectos desadequados e gerar tentativas de incumprimentos", acrescentou a responsável.
Um dos aspectos que o futuro plano director vai alterar é a indicação das percentagens dos usos para determinadas áreas, que são definidas de forma rígida no actual PDM. "Por exemplo, a oferta de estacionamento a que o PDM obriga nos bairros sociais revelou-se excessiva", referiu a vereadora.
No futuro, o documento não terá parâmetros fixos, limitando-se a definir intervalos. "Indica-se se se quer mais ou menos habitação, mais ou menos comércio ou mais ou menos estacionamento", exemplificou Gabriela Seara, para quem esta alteração irá garantir "projectos mais adequados à cidade e a cada zona".
O plano deverá também adaptar-se às transformações entretanto ocorridas na cidade e que não estavam previstas no documento original, explicaram à Lusa responsáveis ligados ao processo de revisão. Exemplo disso é a evolução da zona oriental da cidade.
Se o plano de 1994 contemplava para aquela área um uso industrial, a realidade mostrou-se diferente, com as fábricas a "migrar" para fora da cidade e a deixar desertificado aquele espaço, prevendo-se que o novo PDM já contemple novos usos para a zona.
A par da revisão, têm sido realizados estudos sectoriais de áreas como a mobilidade (coordenado pelo especialista na matéria José Manuel Viegas), a habitação, o património arquitectónico ou a necessidade de equipamentos, cujas futuras localizações ficarão devidamente identificadas no documento.
O próprio documento precisou de ser adaptado à legislação entretanto produzida, incluindo já o mecanismo da "perequação", que assegura igualdade na repartição entre proprietários de benefícios e custos, resultantes de uma operação urbanística.
Uma matéria ainda em estudo é a quantificação dos índices de construção permitidos, prevendo-se a redução de alguns.
O novo PDM incluirá também um novo conceito - colmatação - que prevê que um edifício a ser construído possa alcançar a cércea dos prédios confinantes, mesmo que seja superior ao limite permitido de nove andares.
O documento passará ainda por uma longa tramitação até à aprovação final, um processo que a vereadora Gabriela Seara estima que se prolongue por um ano, até Outubro de 2007.
Após a conclusão desta primeira proposta, o PDM será submetido à comissão mista de coordenação, composta por 22 entidades, entre as quais o Instituto Português do Património Arquitectónico, as direcções- gerais do Património, do Turismo e dos Transportes Terrestres, o Instituto Português de Arqueologia, a Carris, o Metro, a CP e a Refer.
Esta comissão mista já tem realizado um trabalho de acompanhamento do documento, adiantou a vereadora.
A comissão deverá emitir um parecer e poderá propor alterações, seguindo-se o período de discussão pública do documento (durante a qual a Câmara de Lisboa não poderá licenciar qualquer projecto) e que, novamente, poderá obrigar a mudanças no documento.
O documento regressa depois à comissão mista, que dá um parecer final, sendo depois discutido e aprovado em reunião do executivo municipal, que decidirá enviar o plano à Assembleia Municipal de Lisboa (AML).
Após a aprovação por este órgão camarário, o documento será remetido à Direcção-Geral de Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano, que irá tutelar o documento até que seja submetido ao Conselho de Ministros e publicado em Diário da República.
Fonte: Lusa

Intervenções na Paisagem, de 2006/03/17 até 2006/04/16, todos os dias.
Integrada nas conferências Paisagir, organizadas pelos alunos de Arquitectura Paisagista do ISA, a exposição Laboratório Terra (Earth Lab), congrega
um grupo de artistas plásticos que através de intervenções site-specific na Tapada da Ajuda, manifestam as suas preocupações com as relações possíveis entre arte e a natureza, a preservação ambiental e um confronto/diálogo com a paisagem envolvente da de cidade. Para a localização das obras e do circuito expositivo é distribuido um mapa na portaria do Instituto Superior da Agronomia.
Instituto Superior de Agronomia; endereço: Tapada da Ajuda, telefone: 213 622 503, fax: 213 629 497.
Fonte: CML
Balanço 1ª semana - Fiscalização de Operações Urbanísticas em curso, na cidade de Lisboa
Num primeiro balanço da mega operação de vistoria às operações urbanísticas em curso na cidade de Lisboa, e que está a decorrer desde o início da semana, a vereadora Gabriela Seara referiu que até agora já foram inspeccionadas 29 obras e levantados 37 autos de contra-ordenações.
“Estas operações têm um carácter pedagógico e de responsabilização dos donos da obra, pela mesma e sua envolvente“ sublinhou a vereadora com responsabilidades na área do urbanismo, que recusou tratar-se de uma acção de “caça à multa”.
A Câmara Municipal de Lisboa, através da sua Direcção Municipal de Gestão Urbanística (DMGU), está a desenvolver uma acção alargada e abrangente de vistoria, a um universo de 1360 operações em curso na cidade de Lisboa.
A esta iniciativa da CML associaram-se as entidades que, por norma, actuam na fiscalização (no âmbito das suas atribuições e competências), nomeadamente as seguintes entidades: Inspecção - Geral do Trabalho; Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho; Policia Municipal; e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
A vereadora Gabriela Seara referiu que esta acção é pioneira, na medida em que foi consertada entre vários organismos e vai decorrer até Abril, mas deverá ser repetida ao longo dos próximos tempos.
Como balanço destes primeiros dias desta acção, podemos informar que já foram inspeccionadas 29 obras/estaleiros na cidade de Lisboa, em 13 freguesias distintas desta cidade.
Desde o início do corrente mês estão no terreno 33 colaboradores das diversas entidades envolvidas, assim distribuídos: 5 Inspectores da Inspecção - Geral do Trabalho; 1 Técnico do Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho; 4 Agentes da Policia Municipal; 9 Inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras; e 14 Técnicos da Direcção Municipal de Gestão Urbanística
No que respeita às inspecções efectuadas em conjunto pela Policia Municipal e pelos técnicos da DMGU, foram até ao momento detectados e redigidos 37 autos de contra-ordenações, relacionadas com as seguintes naturezas:
Falta de licença de ocupação da via publica - 8;
Falta de livro de obra - 5;
Falta de aviso a publicitar alvará da licença de obra - 2;
Falta de averbamento do proprietário - 1;
Falta de publicitação de alvará do IMOPPI - 21;
Em análise às inspecções desenvolvidas pelo SEF, informa-se que foram identificados 129 cidadãos estrangeiros, destes, 9 foram notificados a comparecer no SEF.
Até à data não foram detectados ilegais a trabalhar nas obras fiscalizadas.
Foram detectadas 13 autorizações de residência com indícios de falsificação entre os documentos apresentados pelos trabalhadores à entidade patronal, das quais 12 só numa das obras vistoriadas. Foi igualmente detectado em outra obra uma situação idêntica às anteriormente descritas.
Por norma, quer a Inspecção - Geral do Trabalho, quer o Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho, não divulgam os resultados das suas inspecções.
Fonte: CML

É constituído o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, a partir do Arquivo Real, que teve origem em 1378.

É fundado o Ginásio Clube Português. Fundado por Luís Monteiro, num pequeno palacete na Carreirinha do Socorro em Lisboa. O grupo inicial era composto por 24 amigos de Luís Monteiro, todos amadores, rapazes amantes dos exercícios de força e dos perigos da ginástica acrobática.
O ministro dos Transportes afirmou esta sexta-feira que a capacidade do aeroporto da Portela vai ser aproveitada «ao máximo», para atender ao elevado pedido de direitos de aterragem e descolagem (slots) em lista de espera para o Verão.
«O nosso aeroporto tem a sua capacidade muito esgotada. Vamos prolongar um pouco essa capacidade com as obras que estão a ser feitas e com medidas de emergência que vamos tomar, aproveitando ao máximo a infra- estrutura que existe», disse Mário Lino aos jornalistas na Figueira da Foz, onde presidiu à sessão de encerramento do 8º Congresso da Água.
Aproveitar as instalações de Figo Maduro e procurar «uma maior agilidade no funcionamento da aterragem e da descolagem, garantindo as condições de segurança», para se poder acomodar o maior número possível de movimentos no aeroporto, são algumas das medidas avançadas pelo titular da pasta das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.
«Vamos procurar que o aeroporto corresponda da melhor maneira às necessidades que vamos ter até 2015, ou 2016 ou 2017», vincou.
Questionado sobre a hipótese de abertura de uma base aérea ao tráfego civil durante o Verão, o governante insistiu que «está fora de causa».
«As medidas de emergência não podem implicar fazer investimentos vultuosos durante oito ou dez meses - então já não são medidas de emergência», sublinhou Mário Lino.
Questionado sobre o início das obras na Portela, o ministro sublinhou que «o que já devia ter começado era a construção do novo aeroporto».
«Mas não começou. Vamos passar 10 anos com muitas dificuldades», antecipou.
Segundo dados divulgados pela gestora aeroportuária ANA, o aeroporto de Lisboa está sem capacidade de resposta à procura das companhias aéreas, que têm 5.786 pedidos de slots (direitos de aterragem e descolagem) em lista de espera para o Verão.
O número de pedidos de slots em lista de espera para o próximo Verão aumentou mais de seis vezes face a igual período do ano anterior.
Os pedidos em lista de espera para o Verão de 2006 são 5.786, contra os 835 para idêntico período do ano anterior, segundo os mesmos dados.
Fonte: Lusa

"Pareceu-me necessário fazer a escultura descer do pedestal e aproximá-la das pessoas". A consideração é do mestre Lagoa Henriques, autor da obra de homenagem ao escritor Fernando Pessoa na esplanada d' A Brasileira do Chiado.
As explicações sobre o processo criativo que conduziram até ao objecto final foram ontem dadas pelo próprio artista, em sessão organizada pelo recém criado núcleo de escultura da Faculdade de Belas Artes de Lisboa.
"Trazemos cá os escultores para defenderem esteticamente a sua obra, desmistificando-a", resume Luís Carvalho, membro do núcleo.
O grupo, que em dois meses de actividade já reuniu associados um pouco por todo o mundo, pretende igualmente fazer o levantamento de toda a escultura pública do País. É que a ausência de registos, lamenta, conduz a um "desconhecimento total" deste fenómeno artístico.
Da proposta à obra final
Lagoa Henriques ultimava uma peça dedicada a António Aleixo quando recebeu a visita de um arquitecto da Câmara de Lisboa. Este gostou tanto da representação que lançou o convite para uma obra semelhante para Fernando Pessoa. Aceite o convite, o escultor investigou a personalidade e fez o retrato da mentalidade do poeta: "Tive que viajar na vida dele, saber como percepcionou o espaço e a sua época, li toda a sua obra literária".
Foi numa dessas leituras, a 12 dias da entrega da obra, que o escultor alterou a posição da mão esquerda do escritor. "Li, por acaso, um poema escrito no último ano da vida dele em que falava de uma mão posta sobre a mesa, abandonada e esquecida. Aquilo para mim foi uma ordem!". No dia seguinte o escultor moveu a mão e colocou-a sobre a mesa, já que até então ela estava projectada para pousar no joelho.
Também a cadeira vazia que acompanha Pessoa na escultura não fazia parte do projecto. "Apercebi-me que ele atravessou a vida solitário e que escreveu constantemente em cafés. E acrescentei uma cadeira para ele poder estar acompanhado", revelou.
Fonte: Diário de Notícias

A Casa Fernando Pessoa vai passar por uma remodelação da imagem para atrair mais público e reforçar os laços com o bairro lisboeta de Campo de Ourique onde está localizada, afirmou hoje o seu director, Francisco José Viegas, na apresentação da programação do espaço cultural.
"Queremos tornar a Casa Fernando Pessoa num espaço público dedicado à poesia e onde as pessoas a sintam, nomeadamente as do bairro de Campo de Ourique onde nos encontramos".
A remodelação passa pela renovação do interior da casa, situada na Rua Coelho da Rocha, do jardim onde no Verão passarão a decorrer sessões de cinema, e também do sítio na Internet. Na página, onde se prevê um arquivo de poesia, está já disponível o blogue http://www.mundopessoa.com.
Outra novidade será a publicação quinzenal de uma "newsletter" com as actividades da Casa Fernando Pessoa e iniciativas em todo o mundo ligadas ao poeta.
A política de uma nova imagem deverá produzir um "selo" que o comércio do bairro passará a ostentar. Francisco José Viegas defendeu que "há um interesse dos comerciantes" em ligar o nome do bairro ao do poeta de "A mensagem", contando ainda com o apoio da Junta de Freguesia de Santo Condestável.
Na terça-feira, Dia Mundial da Poesia, a pianista Sofia Lourenço tocará Johann Sebastian Bach e vários poetas - entre eles Adília Lopes, António Osório, Fernando Pinto do Amaral e Pedro Tamen - lerão poesias suas e de autores que apreciem.
A programação inclui ainda um ciclo coordenado pelo jornalista da rádio TSF Carlos Vaz Marques, para fazer o balanço editorial do mês com escritores, editores e público.
Nas "Quintas de Leitura", alunos das escolas de teatro farão a leitura de poesia.
Na área da edição, o responsável garantiu a publicação da revista literária “Tabacaria”, centrada na publicação de poesia inédita contemporânea e em ensaios literários, em “novos moldes e com novo grafismo”.
A “Tabacaria” tem saídas previstas em Maio, Setembro, Dezembro e Março do próximo ano.
Francisco José Viegas anunciou um conjunto de exposições que se realizarão no primeiro piso da Casa, entre elas as de fotografias de Jordi Bruch e Miguel Ribeiro.
A CFP dispõe de um orçamento de 225 mil euros tendo o vereador da Cultura da Câmara de Lisboa, José Amaral Lopes, afirmado "que não é estanque". O autarca defendeu ainda "estabilidade e constância na política cultural".
Fonte: Público on line

É a dos Ventos, que está colocada toda em mármore no pavimento junto ao Padrão dos Descobrimentos. Graças a skaters, ciclistas e outros amigos do património. A CML procura ajuda financeira para a recuperação.
A CML admite tomar medidas contra as chamadas vendas agressivas, as que são feitas por pessoas que abordam os transeuntes na rua. A Rua Augusta, por exemplo, é um mar de pessoal que ataca quem passa na mira de tentar vender de tudo.
Os clientes da Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL) com deficiência visual podem, a partir desta semana, pedir a emissão das suas facturas em braille de uma forma gratuita.
Ainda não há uma estimativa de quantas pessoas serão abrangidas, mas o objectivo é proporcionar uma maior autonomia aos invisuais que tinham de recorrer a terceiros para saberem os seus dados de facturação.
Depois da EDP e da PT, que disponibilizam este serviço desde 1994 e 1996 respectivamente, também a EPAL fará o envio dos dados para a ACAPO, que depois faz a impressão e remete a factura para os clientes.
O consumidor, que até agora não conseguia decifrar os dados de consumo na sua factura da água, pode dirigir-se aos balcões da EPAL ou ligar para a linha de atendimento a clientes (213221111) e o documento em braille ser-lhe-á enviado juntamente com a factura convencional.
A empresa serve cerca de três milhões de pessoas em 35 concelhos da margem Norte do Tejo.
Fonte: Diário Digital
A Câmara de Lisboa está a estudar a possibilidade de instalar na capital um museu dedicado à língua portuguesa, à semelhança do espaço museológico que será inaugurado segunda-feira na cidade brasileira de São Paulo.
Em declarações à agência Lusa à margem de um encontro internacional de imobiliário em Cannes, França, o presidente da autarquia lisboeta, António Carmona Rodrigues, afirmou estar "interessado em saber se é possível aplicar uma experiência destas em Lisboa".
Carmona Rodrigues, que estará presente segunda-feira na inauguração do Museu da Língua Portuguesa, a convite do prefeito [presidente de Câmara] de São Paulo, José Serra, adiantou já ter realizado conversações nesse sentido com a Fundação Roberto Marinho, entidade responsável pelo projecto, e com o ministério da Cultura português.
O Museu da Língua Portuguesa, o primeiro do género no mundo, será inaugurado em São Paulo depois de três anos de construção e de restauro de parte das instalações que irá ocupar na Estação da Luz, um edifício de 1901.
A Estação da Luz é uma das principais do metropolitano da cidade brasileira, com um movimento diário de 300.000 pessoas, e um dos cartões de visita de São Paulo.
De acordo com o presidente do município lisboeta, no espaço museológico de São Paulo será possível encontrar as origens e as características da língua, o som, a etimologia das palavras e a questão da comunicação.
Caso o projecto a instalar em Lisboa fosse semelhante ao de São Paulo, o futuro museu poderia ocupar a estação de comboios do Rossio.
O uso desta estação situada na Baixa lisboeta como pólo cultural tem sido defendido por Carmona Rodrigues, estando actualmente a decorrer obras nesta infra-estrutura.
A inauguração do museu em São Paulo contará também com a participação da ministra da Cultura portuguesa, Isabel Pires de Lima, cuja presença nesta iniciativa se deve à "importância dada à difusão da língua portuguesa" e à "consciência da importância" desta língua, falada por mais de 200 milhões de pessoas em oito países dos cinco continentes.
Fonte: Lusa
Passados mais de 40 anos sobre a realização da primeira Bienal de Antiguidades, a Associação Industrial Portuguesa / Feira Internacional de Lisboa, irá levar a efeito de 18 a 26 de Março próximo, nas suas instalações, no Parque das Nações, a XVII Bienal de Antiguidades de Lisboa.
A XVII Bienal de Antiguidades de Lisboa que se realiza na FIL - Feira Internacional de Lisboa, de 18 a 26 de Março próximo, afirma-se como um evento emblemático e único no calendário de feiras nacionais e internacionais e uma considerável mais valia para a cidade de Lisboa, atraindo à capital inúmeros visitantes de todo o país e do estrangeiro.
A presença de antiquários portugueses e estrangeiros admitidos na Bienal através de uma selecção criteriosa, é o testemunho da sua crescente afirmação no universo das antiguidades, privilegiando a qualidade e a autenticidade das peças expostas, gerando a confiança, no âmbito nacional e internacional, de um público cada vez mais conhecedor, mais selectivo e exigente no critério de aquisição de obras para as suas colecções. O Salão do Livro Antigo que ocorrerá em simultâneo, integrará os Livreiros Alfarrabistas inscritos na respectiva Associação, completando a oferta que se pretende seja ainda mais rica e abrangente.
O Salão do Livro Antigo, que se realiza em simultâneo com a XVII Bienal de Antiguidades, irá apresentar uma criteriosa mostra de obras, seleccionadas pelos melhores livreiros e alfarrabistas do país.
Fonte: AIP
INVESTIDOS 100 MILHÕES DE EUROS, JOGO DE LUZES VISÍVEL DA PONTE, ESPECTÁCULOS DA BROADWAY EM LISBOA, STANLEY HO VEM À INAUGURAÇÃO
É a 19 de Abril, pelas 19h00, que abre o Casino Lisboa. São 800 máquinas de ‘slot machines’ e 22 pontos de jogo bancado que irão atrair diariamente cerca de seis mil pessoas e dez mil aos fins-de-semana. A par do casino, a Estoril Sol construiu uma nova sala de espectáculos, que promete oferecer em Lisboa os mais recentes ‘shows’ produzidos em Nova Iorque, Paris e Londres.
A primeira aposta foi, entretanto, concretizada com êxito. O edifício ficou construído dentro dos prazos previstos. “Devemos ser o único casino no Mundo que será concluído no tempo de onze meses e três semanas”, explica ao CM o director-geral do Casino Lisboa, Carlos Santos.
Com um horário de funcionamento das 15h00 às 03h00, e localizado no Parque das Nações, próximo da Estação do Oriente, do Pavilhão Atlântico e da Feira Internacional de Lisboa (FIL), o Casino vai criar numa primeira fase 500 postos de trabalho directos, 330 integrados nos quadros da Estoril Sol e 170 outros profissionais que trabalharão nos restaurantes e lojas concessionadas. O grupo apostou sobretudo em dar trabalho a pessoas jovens, que procuram o primeiro emprego, e com idades entre os 20 e os 30 anos. A instalação do casino possibilitará ainda a criação de 1500 empregos indirectos.
De autoria do arquitecto Fernando Jorge Correia, o edifício procura ser um espaço aberto, marcado por uma forte presença de escadas rolantes. A decoração é minimalista e cria um conceito de oferta especialmente vocacionado para um público jovem com idades entre os 25 e os 40 anos.
A administração garante, no entanto, que todos os públicos serão bem-vindos. A lei interdita a entrada a menores de 18 anos. Empresários e profissionais liberais, nomeadamente grupos estrangeiros que se deslocam a eventos na FIL, são outro público-alvo.
O Casino Lisboa envolveu um investimento para a Estoril Sol de 100 milhões de euros. A verba inclui a aquisição do antigo Pavilhão do Futuro – destinava-se a ser demolido –, do espaço do um edifício contíguo, para albergar 320 lugares de estacionamento e ainda de outro parque de estacionamento subterrâneo, com acesso directo ao casino num total superior a 600 lugares. O custo das contrapartidas iniciais, inerentes à extensão da concessão da zona de jogo, é de 30 milhões de euros.
O Casino Lisboa quer “ser um espaço complementar e não concorrente do Casino Estoril”, garantiu, em anteriores declarações ao CM, o presidente do Grupo Estoril-Sol, Mário Assis Ferreira.
Houve a preocupação de não iniciar a exploração em Lisboa com o número máximo de máquinas para “evitar uma desestabilização do jogo”.
Com recurso às mais recentes técnicas de iluminação, o Casino Lisboa assenta numa imagem a que ninguém fica indiferente. O bloco é dominado por vidros negros opacos. Na parte central, a transparência emite luz branca. Dois letreiros multimédia divulgam no espaço as palavras Casino Lisboa. Na parte traseira do edifício, a cor do letreiro é vermelha. Na frente, as letras terão uma sucessão de efeitos visuais, observáveis para quem circula na Ponte Vasco da Gama.
O Casino Lisboa promete trazer a Lisboa os maiores sucessos de bilheteira dos musicais em palco na Broadway, Nova Iorque. Grandes produções internacionais em cartaz em Londres e Paris também poderão ser vistas no Auditório Oceanos, em Lisboa. O anúncio dos primeiros musicais que estarão em exibição entre nós será conhecido a 29 de Março. Além de espaço de jogo, o Casino Lisboa defende uma política de permanente espaço de diversão. Para a concretização desse objectivo, o espectáculo musical e circense estará sempre presente no bar circular, na ala central do edifício. O director-geral do Casino Lisboa, Carlos Costa, explica tudo. “Neste átrio será colocada uma estrutura mecânica, que se eleva até atingir os 20 metros de altura. Na plataforma denominada ‘bolacha’ actuarão os músicos. O espaço do bar, com capacidade para 126 pessoas servirá também de palco para actuação de acrobatas do Cirque Soleil.” Passando entre os clientes, os artistas de circo farão exercícios arrojados.
O empresário Stanley Ho, sócio maioritário da Estoril Sol, detentora da concessão do Casino Lisboa, estará presente na inauguração do espaço de jogo, prevista para 19 de Abril pelas 19h00. Aos 84 anos, Stanley Ho – que detém o monopólio do jogo em Macau – é, segundo a última edição da revista ‘Forbes’, o sétimo mais rico do continente asiático e o 84.º a nível mundial. A sua fortuna está avaliada em 5,2 mil milhões de euros.
O nome Stanley Ho, alcunhado frequentemente de ‘Rei do Jogo’, representa cerca de um terço do produto interno bruto de Macau e 20 por cento das receitas em impostos. No antigo território administrado pelos portugueses, ele emprega cerca de dez mil pessoas. Com a transição para a China, Macau tem apostado forte na indústria do jogo a ponto de disputar ombro a ombro com a cidade de Las Vegas o título de maior cidade do jogo.
Em Fevereiro, aquando da visita do antigo presidente Jorge Sampaio a Timor-Leste, Stanley Ho esteve igualmente presente. O empresário, natural de Hong Kong, tem interesse em criar um casino no país mais pobre do Mundo, a fim de cativar jogadores da Austrália e Indonésia.
Fonte: Correio da Manhã
Incêndio da Faculdade de Ciências de Lisboa, nas instalações da antiga Escola Politécnica.

A promotora SPE – Sociedade Portuguesa de Espectáculos confirma esta quinta-feira, através de comunicado, o concerto do tenor italiano Luciano Pavarotti a 21 de Abril no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.
O tenor foi internado num hospital de Nova Iorque devido a fortes dores nas costas. O tenor italiano foi obrigado a cancelar a actuação no Brasil (com Roberto Carlos), agendada para o próximo sábado. A imprensa estrangeira tinha avançado que Pavarotti teria também adiado o concerto em solo português.
Fonte: Diário Digital
Os clientes das redes móveis, TMN, Optimus e Vodafone, já podem usar os seus telemóveis na Linha Azul do Metropolitano de Lisboa, anunciou a empresa.
Nos próximos meses a cobertura de rede será estendida às outras linhas do Metro e a todos os acessos, desde átrios, plataformas ou túneis. A cobertura 2G e 3G (GSM e UMTS) disponível na Linha Azul, que vai da Baixa-Chiado até à Amadora, está em fase de optimização.
A cobertura das restantes linhas (Verde, Amarela e Vermelha) será gradualmente efectuada nos próximos meses, prevendo-se que esteja concluída no verão.
Fonte: Diário Digital
O Massacre de Lisboa, por Nuno Guerreiro, no execelente Rua da Judiaria.
Lisboa poderá vir a ser a primeira capital europeia totalmente coberta pelo sistema "wireless" (sem fios) de acesso à Internet, uma tecnologia que a ARTelecom está a instalar na cidade, anunciou hoje o presidente da autarquia lisboeta.
Esta realidade, que actualmente já está disponível em qualquer espaço da cidade a norte da Segunda Circular, será exibida no stand "Lisboa" durante um encontro internacional de profissionais de imobiliário (MIPIM), em Cannes, França, em que a Câmara Municipal participa até sexta-feira.
"Trata-se de uma tecnologia nova que permite o acesso à Internet e comunicação de voz e dados, com uma troca recíproca de informação", a partir de qualquer zona da cidade, seja na rua ou dentro de casa, explicou à agência Lusa o presidente da autarquia lisboeta, António Carmona Rodrigues (PSD).
Segundo o responsável, a tecnologia está a ser instalada em toda a cidade, processo que deverá estar concluído em Setembro.
Fonmte: Lusa
O Teatro São Carlos, em Lisboa, apresenta sexta-feira três óperas, entre elas, em estreia absoluta, "Il dissoluto assolto" de Azio Corghi com libreto de José Saramago, sob a direcção de Marko Letonja.
Além de "Il dissoluto assolto", ópera em um acto encomendada pelo Teatro Alla Scala de Milão, sexta-feira à noite estreia em Portugal, "Sancta Susanna", ópera também em um acto de Paul Hindemith.
A terceira ópera da noite é "Erwartung" de Arnold Schonberg, apresentada pela primeira vez no palco do São Carlos em 1972. A direcção musical deste tríptico operático é de Marko Letonja, a encenação de Andrea De Rosa Ciammarughi e o desenho de luzes de Cesare Accetta.
"Il dissoluto assolto" resulta de uma encomenda do teatro milanês que já contratara "Blimunda", inspirada no romance de José Saramago "Memorial do Convento". "Blimunda" juntou pela primeira vez o prémio Nobel da Literatura e o compositor italiano e estreou-se em 1990.
"Il dissoluto assolto" é uma ópera inspirada na peça "Don Giovanni" de Moliére, tendo o escritor optado por um Don Giovanni mais seduzido que sedutor. "Don Giovanni" é o terceiro projecto que reúne Saramago e Azio Corghi.
Nos principais papéis estão o barítono napolitano Vito Priante, o baixo Julian Rodescu e o barítono Gianfranco Montesor, para além da actriz e cantora Sonia Bergamasco.
Priante, 26 anos, estreou-se em 2002 na ópera de Pergolesi "La serva padrona", em Florença, e no ano seguinte venceu o Concurso Caruso.
A ópera "Sancta Susanna" conta com os principais desempenhos da soprano Tatiana Serjan e da meio-soprano Maria Luísa Freitas.
"Sancta Sussanna" baseia-se no drama homónimo de August Stramm que narra o delírio de uma freira que influenciada por um acto sensual que escutou enquanto orava se julga tentada por Satanás e acaba por pedir para ser emparedada viva como penitência. "Erwartung" é um monodrama do austríaco Schonberg, criador do dodecafonismo, que teve a sua estreia na Ópera Alemã de Praga em 1921.
Trata-se de um peça para soprano e orquestra, com libreto de Marie Pappenheim, que relata a procura de um mulher por um apaixonado que, quando o encontra, está morto. A Orquestra Sinfónica Portuguesa acompanha todas as óperas, bem como o Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Este programa é repetido dias 20, 22 e 24 às 22:00 e dia 26 às 16:00.
Fonte: Lusa
(foto de Arnaldo Madureira, Arquivo Municipal)
Pequenas hortas no final da sruas da Vila Cândida, com a Rua Frei Manuel do Cenáculo ao fundo. O bairro de barracas é o sítio do Alto da Eira.
(Arnaldo Madureira, Arquivo Municipal)
A Vila Cândida ainda hoje existe. Típica vila operária do princípio do século XX, teve em tempos uma escola primária e uma esquadra de polícia, no tempo em que havia polícia de bairro. O terreno ainda lá está e já viu arraiais populares e uma espécie de parque infantil. Hoje é apenas um terreno. Também por lá pastaram ovelhas. Delícias bucólicas em pleno coração da urbe...
(foto de João H. Goulart, Arquivo Municipal)
Este era o Cine-Oriente, cinema de bairro e de reprise. Lisboa estava cheia destes cinemas de segunda categoria, onde passavam os filmes que já tinham passado nas salas de primeira ou então fitas tão más que só se encontravam nestes cinemas de bolso e de bairro. Também conhecido pela carinhosa e higiénica designação de "O Piolho", acabou absolutamente degradado, arrastando pornografia barata e indianices intragáveis.
(Foto de João H. Goulart, no Arquivo Municipal)
A Avenida. Este é o cruzamento com a Mestre António Martins, em frente à antiga Escola Preparatória Nuno Gonçalves.

O Metro de Lisboa garante «total segurança» no túnel do Terreiro do Paço, após uma denúncia de um engenheiro do metropolitano feita à Comissão Parlamentar de Obras Públicas. A garantia de segurança foi confirmada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
O Laboratório Nacional de Engenharia Civil inspeccionou a denúncia e confirmou os níveis de segurança da estrutura. Os deputados da Comissão Parlamentar de Obras Públicas saíram descansados da visita feita esta quarta-feira ao metro de Lisboa.
«Saio daqui descansado com as garantias dadas pelo metropolitano e pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil, porque estaríamos mal se não pudéssemos confiar neste laboratório que é quem tem competência» para avaliar estas situações, defende Miguel Relvas, deputado da Comissão de Obras Públicas.
A visita da comissão foi feita depois de uma carta enviada por um engenheiro que dizia que a segurança do túnel do metro do Terreiro do Paço estava em causa porque teria sido usado cascalho em vez de cimento para construir a estrutura.
Mas o presidente do Metro de Lisboa garante que a segurança não está em causa. «Não vou andar a picar a rede do metro de 10 em 10 metros cada vez que alguém se lembra de mandar uma carta, porque todos os dias recebemos cartas com denúncias deste género, sobretudo anónimas», afirmou Mineiro Aires.
Fonte: TSF on line
O aeroporto de Lisboa está sem capacidade de resposta à procura das companhias aéreas, que têm 5.786 pedidos de slots em lista de espera para o Verão, revelam dados hoje divulgados pela gestora aeroportuária ANA.
O número de pedidos de slots (direitos de aterragem e descolagem) em lista de espera para o próximo Verão aumentou mais de seis vezes face a igual período do ano anterior. Os pedidos em lista de espera para o Verão de 2006 são 5.786, contra os 835 para idêntico período do ano anterior, segundo os mesmos dados.
O aeroporto de Lisboa aumentou a capacidade para mais dois movimentos por hora, de 32 para 34, para o Verão de 2006, mas mesmo assim, 63,6% dos pedidos em lista de espera devem-se ao esgotamento da capacidade de pista, refere a ANA.
A limitação da capacidade do aeroporto da Portela em responder às solicitações das companhias aéreas deve-se ainda à falta de capacidade do terminal para o processamento de bagagem e passageiros, que determina a passagem de 13,5% dos pedidos para lista de espera.
Do total de pedidos em lista de espera, mais de metade - 2135 - são das transportadoras aéreas portuguesas TAP, Portugália, Sata e Air Luxor.
Já em 2005, o aeroporto foi obrigado a recusar cerca de dois mil novos voos, disse segunda-feira o presidente do conselho de administração da ANA, Guilhermino Rodrigues, na cerimónia de apresentação do compromisso de qualidade com operadores do aeroporto.
O aeroporto da Portela vai ser ampliado para permitir responder a parte do acréscimo de procura até que o novo aeroporto da Ota esteja operacional, em 2017.
As obras vão começar em Setembro pelos caminhos de circulação das pistas e pelo alargamento das três plataformas de estacionamento de aviões, outro dos constrangimentos à aceitação de pedidos de slots.
A parte da carga será deslocalizada, libertando espaço junto à aerogare de passageiros, que será também ampliada, explicou, na mesma ocasião, Guilhermino Rodrigues.
Apesar das obras, inicialmente orçadas em 400 milhões de euros, a capacidade do aeroporto da Portela estará completamente esgotada em 2015, ainda antes da entrada em funcionamento do aeroporto da Ota.
Fonte: Diário Digital
Afinal, Pedro Santana Lopes já não pretende adquirir o Audi A8 que comprou quando assumiu a presidência da Câmara de Lisboa. O carro continua nas mãos da autarquia, pois o leilão realizado ontem, tal como esperado, ficou ‘às moscas’. Agora, resta à Câmara tentar vendê-lo por ajuste directo.
Santana Lopes diz que desistiu de comprar o Audi porque o presidente da Câmara de Lisboa, a quem escreveu manifestando a intenção de ficar com o carro, não respondeu à missiva. E agora, alega Santana, “o prazo de resposta passou”. O actual presidente, Carmona Rodrigues, não respondeu à carta “nem tinha de fazê-lo” uma vez que, se Santana estivesse interessado em adquirir a viatura “teria de formalizar uma proposta de compra junto dos serviços da Câmara tal como é exigido a qualquer interessado”, lembrou ao CM fonte do município.
Agora, a autarquia espera conseguir vender rapidamente a viatura, pois está convencida que a falta de interessados nas duas hastas públicas ficou a dever-se à promoção feita pela Comunicação Social. E isto porque a base de licitação pedida no leilão de ontem (56 250 euros) foi considerada “muito interessante” face ao “bom estado” em que se encontra o Audi A8 4.2 V8 Tipronic Quattro, azul-escuro de 2003.
Fonte: Correio da Manhã
As comunidades portuguesas no estrangeiro vão ter à disposição um novo jogo social que visa financiar acções de solidariedade nessas mesmas comunidades.
Segundo a edição desta quarta-feira do jornal Diário Económico, o novo jogo da Santa Casa da Misericórdia nascerá de um protocolo a assinar hoje pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga, o secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Padre Vítor Melícias, e o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Rui Cunha.
O protocolo tem como principal objectivo estabelecer a cooperação entre as quatro entidades no âmbito do apoio aos emigrantes portugueses desfavorecidos, com grande ênfase nos idosos.
Especialmente dirigido às comunidades portuguesas, o novo jogo será feito através da Internet e operacionalizado, como todos os outros, pela Santa Casa da Misericórdia, sendo que, por razões jurídicas, a participação no jogo está limitada aos emigrantes que possuam conta bancária em Portugal.
Fonte: Diário Digital

A Câmara de Lisboa (CML) está prestes a chegar a acordo com a Parque Expo para comprar o Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, numa operação avaliada em 20 milhões de euros, anunciou esta quarta-feira o presidente da autarquia, Carmona Rodrigues.
Em declarações à TSF, o autarca explicou que esta verba «não terá que sair necessariamente do orçamento da Câmara», estando previsto outras formas de financiar a operação de compra daquele espaço.
Quanto ao futuro do Pavilhão de Portugal, Carmona Rodrigues quer ali criar «um espaço cultural» com exposições e também «um fórum de arquitectura e urbanismo», onde serão discutidos os problemas da capital nesta matéria.
Fonte: Díário Digital
A segunda edição do África Festival chega a Lisboa no dia 6 de Julho, e decorre até dia 9, com a presença já confirmada da cantora Oumou Sangaré e do angolano Bonga, segundo o jornal Publico na edição desta quarta-feira.
O festival, dedicado a divulgar artistas africanos ou de descendência africana, é organizado pela EGEAC, empresa municipal de cultura, e terá lugar no relvado da Torre de Belém.
A directora do festival, Paula Nascimento, garantiu ao jornal que não está em causa o êxito da iniciativa, que o ano passado chegou a juntar mais de dez mil pessoas, mas sim a inserção no programa das Festas de Lisboa, que se desenrolarão no espaço ribeirinho de Belém.
Assim, no dia 6 de Julho, estão previstas as actuações de Bonga (Angola) e Cheikh Lô (Senegal); dia 7, Tcheka (Cabo Verde) e Oumou Sangaré (Mali); dia 9, Stella Chiweshe (Zimbabwe) e Eyphuro (Moçambique).
Paula Nascimento afirmou que a programação tenta «mostrar a música de diferentes partes de África» e destacou a presença do angolano Bonga num formato especial, mas os pormenores ainda estão a ser ultimados entre o cantor e a organização. Porém, será um espectáculo acústico baseado em dois álbuns do cantor, o Angola 72 e Angola 74.
Stella Chiweshe representa outro dos momentos altos do festival, ao tocar lamelofone, conhecido como birra.
Fonte: Diário Digital
«Avalanche», a peça que Ana Bola escreveu, estreia esta noite no Teatro Villaret, em Lisboa, de acordo com o Correio da Manhã, que classifica o espectáculo como a roçar a «loucura completa».
Com um elenco de luxo – Ana Bola, Maria Rueff, Miguel Guilherme, Bruno Nogueira e Maria Vieira – e um cenário, de João Mendes Ribeiro, que pretende sugerir a Suíça, a história gira em torno de duas produtoras de moda que se encontram com dois pilotos num hotel cuja recepcionista é uma portuguesa.
A recepcionista está convencida de que os seus compatriotas traficam droga e chama a polícia. Segue-se uma avalanche que isola os cinco ocupantes do hotel até que alguém os venha salvar.
O que acontece entretanto é uma sucessão de disparates e incidentes que acabam por revelar a personalidade de cada um dos personagens.
Fonte: Diário Digital
A entrada anterior foi a entrada 3.000 do Olissipo.
O desfecho do caso que opõe um casal de moradores em Lisboa contra vizinhos por estes terem colocado marquises ilegais no prédio só deverá ser conhecido em Abril, depois do adiamento das alegações marcadas para hoje.
Em causa está uma acção judicial que um casal de moradores interpôs contra alguns vizinhos para exigir a demolição de marquises ilegais que dizem transformar "num galinheiro" um edifício de autor dos anos 70 situado no Campo Grande, em Lisboa.
Desenhado pelo arquitecto Alexandre Steinkritzer Bastos em 1974, o prédio, que assenta em colunas que libertam o terreno ao nível do rés-do-chão, é todo revestido com pedra ornamental clara, de onde sobressaem as ilegais vidraças e caixilhos escuros que fecham as varandas.
"Deformar e abastardar um prédio por simples questões de capricho não deveria ser a norma", disse à agência Lusa Fátima Gysin.
A acção judicial contra moradores de cinco andares do imóvel decorre há mais de um ano no Tribunal Cível de Lisboa e as alegações finais do caso estavam marcada para hoje, mas foram adiadas para 04 de Abril, devido à falta de comparência de um advogado, por motivos pessoais.
Moradora do segundo andar do prédio desde 2002, Fátima Gysin lamentou que a autenticidade do prédio tenha sido "parcialmente prejudicada" com o fecho das varandas na fachada principal, produzindo o "chamado efeito galinheiro".
Hoje, depois de conhecer o adiamento das alegações finais do caso, Fátima Gysin reafirmou que o objectivo desta acção judicial é "a requalificação do edifício para que este seja limpo dos tapamentos de marquises ilegais, cujas licenças não foram pedidas à autarquia", disse.
Na próxima sessão, a autora da acção pretende juntar ao processo um parecer do Conselho Regional Sul da Ordem dos Arquitectos, solicitado no início deste mês.
"Pedimos um parecer à Ordem dos Arquitectos para se pronunciar sobre o fecho das varandas e as suas implicações", afirmou.
Trata-se de um parecer jurídico "assente em três perspectivas:
direitos de autor, direitos das autarquias e o trabalho e responsabilidade dos condóminos", acrescentou.
Fátima Gysin adiantou que os moradores do prédio se "preocupam muito com a imagem e manutenção do prédio, mas não têm a noção que o prédio está descaracterizado".
Por se tratar de um processo cível, a sentença deste caso será enviada por correspondência para as partes envolvidas.
Fonte: Lusa
O ambiente é o tema de um ciclo de vídeos destinados a crianças que decorrerá de segunda a sexta-feira na Videoteca Municipal de Lisboa, foi hoje divulgado.
O ciclo "Terra, planeta vida" é dirigido sobretudo às escolas da área de Lisboa, destinando-se a alunos do primeiro ciclo do ensino básico.
As sessões - uma por dia - durarão aproximadamente 90 minutos e incluem uma actividade pedagógica organizada com a colaboração da EPAL e a QUERCUS.
Cada sessão tem um número limite de 25 crianças, sendo que os lugares estão sujeitos a marcação prévia.
O ciclo "Terra, planeta viva" arranca no equinócio da Primavera, 20 de Março, e coincide com as comemorações do Dia Mundial da Floresta e Dia da Árvore, a 21, o Dia Mundial da Água, a 22 de Março e o Dia Mundial da Meteorologia, a 23.
Os ciclos temáticos da Videoteca de Lisboa realizam-se mensalmente durante todo o ano lectivo.
O mês de Fevereiro foi dedicado à segurança rodoviária, com o ciclo "segurança sobre rodas", promovido em parceria com a Brisa.
Fonte: Lusa
Moradores do Bairro Azul, em Lisboa, propõem a criação de percursos pedonais e a plantação de árvores na Rua Ramalho Ortigão, recentemente reaberto ao trânsito, num abaixo-assinado enviado à Câmara Municipal.
O documento, que já reuniu mais de 300 assinaturas, pede ao presidente da autarquia lisboeta, António Carmona Rodrigues, que "seja devolvida a qualidade de vida" à Rua Ramalho Ortigão, após a reabertura recente do viaduto, que esteve encerrado durante vários meses.
Entre as propostas, os moradores sugerem a criação de percursos pedonais e o alargamento dos passeios, além da plantação de árvores.
A nível de mobilidades, os habitantes reivindicam a criação de uma rotunda em frente ao Banco Popular, que permita um desvio para a Praça de Espanha, a instalação de mais passagens para peões e o reforço da segurança nas passadeiras.
A diminuição das actuais quatro faixas de rodagem para duas, e a redução forçada da velocidade máxima permitida para os 30 quilómetros/hora são outros pedidos dos moradores, no abaixo-assinado.
"Dado que as obras do viaduto estão concluídas e não houve, até à data, qualquer intervenção na referida rua, os moradores do Bairro Azul apelam para que seja devolvida a qualidade de vida a esta rua, actualmente com enorme poluição do ar e sonora e transformada numa verdadeira auto-estrada", afirmam os habitantes, numa carta enviada ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Em declarações à Lusa, Ana Alves de Sousa, da comissão de moradores SOS Bairro Azul, defendeu que o bairro, que está em vias de classificação como conjunto urbano de interesse municipal, "deve voltar a ter unidade", recordando que os residentes se queixam do excesso de trânsito e de velocidade na Ramalho Ortigão.
"De manhã há imenso trânsito e à noite a rua é usada como uma das principais saídas da cidade", afirmou a representante dos moradores.
Para Ana Alves de Sousa, o facto de os automobilistas terem encontrado alternativas de circulação durante o encerramento da Ramalho Ortigão revela que esta "não é uma rua estruturante e pode voltar a ser uma rua de bairro".
Esta é uma pretensão recusada pela Câmara Municipal, que afirma no entanto que a maioria dos pedidos feitos pelos moradores estão a ser estudados pelos técnicos municipais, em parceria com o movimento de cidadãos.
Em declarações à Lusa, fonte do gabinete da vereadora da Mobilidade, Marina Ferreira, afirmou que a Rua Ramalho Ortigão é uma "via que escoa o tráfego que se dirige para a zona de hotéis e serviços", pelo que "não pode ser uma via de bairro".
"Claro que há preocupação da parte da Câmara Municipal com a vida de bairro e com a segurança dos moradores, mas a própria lógica da cidade Eva a que hoje algumas vias de atravessamento se situem no meio de bairros", adiantou a mesma fonte.
Também quanto à proposta de construção de uma rotunda, os serviços municipais consideram que essa obra não é possível por falta de espaço.
Segundo a mesma fonte camarária, já foi colocada uma passadeira à entrada do viaduto, estando a ser pensada a instalação de uma outra no início da Ramalho Ortigão, junto a uma zona de infantários.
Vai ainda ser colocada uma passadeira na Rua Calouste Gulbenkian, sob o viaduto, uma medida destinada a reduzir a velocidade naquela via.
A comissão de moradores está a aguardar uma reunião com a vereadora da Mobilidade, Marina Ferreira, com quem pretende debater também uma solução para o atravessamento da Avenida António Augusto de Aguiar, para onde reivindicam a instalação de sinais verticais e o controlo de velocidade.
Fonte: Lusa
De leitura obrigatória: o blogue da Casa de Fernando Pessoa. Vai já para os links.
Os alunos da Escola Secundária D. João de Castro, em Lisboa, fecharam hoje o estabelecimento de ensino a cadeado, pela terceira vez, em protesto contra o seu anunciado encerramento.
Às 09h15, estudantes, professores, funcionários e antigos alunos daquela escola estavam concentrados em frente ao estabelecimento de ensino, impedindo assim a entrada de pessoas.
A comunidade educativa da escola manifesta-se contra o previsto encerramento da D. João de Castro, que tem cerca de 300 alunos, e a anunciada fusão com a Escola Secundária Fonseca Benevides.
Em declarações à Lusa, João Vasco, aluno do 12º ano, adiantou que o protesto de hoje foi motivado pelas afirmações do secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, na Assembleia da República, quando disse que o encerramento da escola "é uma decisão irrevogável".
"Finalmente, depois de tanto tempo, o Governo admitiu na Assembleia da República que pretendia encerrar a escola", afirmou João Vasco.
Segundo o estudante, os alunos vão decidir hoje novas formas de luta.
O encerramento da D. João de Castro e a sua consequente fusão com a escola Fonseca de Benevides tem gerado vários protestos da comunidade educativa.
Estudantes, professores, funcionários e pais alegam que escola tem excelentes condições, ao contrário da Fonseca de Benevides, que dizem estar mais degradada.
Sustentam ainda que os projectos educativos dos dois estabelecimentos não são compatíveis.
Fonte: Público on line
Em Lisboa todos temos memória. As memórias podem ser uma nostalgia. Podem. Mas também podem ser história. A História faz-se de milhentas histórias. Hoje abro uma nova secção aqui no Olissipo. Agora que o Inverno está a acabar, parece-me uma boa altura para dar as boas vindas à Primavrera. Lisboa não é uma terra de Inverno. É uma cidade de Sol.

O Arquivo Municipal de Lisboa surgiu da necessidade que o Concelho sentiu, desde muito cedo, de guardar para futura utilização, os documentos mais importantes relativos à Cidade e seus habitantes. Apesar da documentação só muito tardiamente referir a forma como era guardada, crê-se que o aparecimento da figura do escrivão do concelho, em inícios do século XIV, possa estar ligada à gestão do acervo documental produzido e recebido pelo município.
Inicialmente pouco volumosa, a documentação que constituía esse Arquivo encontrava-se guardada numa arca, conhecida como arca das escrituras, que possuía três chaves: uma encontrava-se na posse de um vereador, outra na do escrivão do concelho e a terceira nas mãos de um dos dois juizes do cível.
No entanto, em 1433, afirmava-se que as escrituras e privilégios da cidade se encontravam mal guardados, ao ponto de alguns documentos se terem perdido. Insistiu-se, portanto, no cuidado a ter com a guarda da documentação e no uso correcto da arca das escrituras, mas com uma importante inovação: os documentos deveriam ser trasladados para um livro que, na Câmara, embora preso a uma corrente, estivesse à disposição dos que necessitassem de consultar o teor desses diplomas, preservando-se, assim, os originais.
Durante o século XVI, através da análise do Regimento da Câmara de D. Manuel I, sabe-se que a documentação, sob custódia do guarda da Câmara se encontrava fechada numa arca de duas fechaduras. Uma chave encontrava-se na posse do guarda, enquanto que a outra estaria nas mãos do escrivão da Câmara.
Remonta a esta centúria de Quinhentos a primeira divisão da documentação, até então avulsa, em códices segundo critérios de organização temática (sentenças, alqueidão, compras e vendas, emprazamentos, etc.) e de acordo com a procedência, no caso da documentação régia considerada mais importante, ou naquela que não era passível de ser enquadrada na organização temática.
Durante os finais do século XVII e inícios do século XVIII procedeu-se à cópia sistemática de todos estes códices, de forma a preservar os originais.
Até ao século XVIII, o Arquivo parece ter-se mantido permanentemente na Casa de Santo António - onde tradicionalmente terá nascido António de Bulhões -, junto à Sé, ou seja, no local de funcionamento da Câmara, mesmo durante os períodos em que as reuniões do Concelho se realizaram noutros locais, como no Paço dos Moedeiros.
Com a reunificação do Senado da Câmara em 1741, após período em que se dividira em Oriental e Ocidental, o Arquivo instalou-se no Rossio, no local onde tinha estado sediado o Senado Ocidental. Terminava, assim, a ligação de quatro séculos entre o Arquivo e a Casa de Santo António.
Após o Terramoto de 1755 e o incêndio que se lhe seguiu e, tendo sido salva a documentação, quase na íntegra, por um oficial da secretaria do Senado da Câmara (Leandro da Costa Carvalho) esta foi instalada precariamente numa barraca de madeira - à semelhança das inúmeras surgidas em consequência do sismo - no campo de Sant'Ana, tendo, pouco tempo depois, transitado para o Palácio dos Condes de Almada.
Em 1774, o Arquivo foi instalado no recém inaugurado edifício dos Paços do Concelho. Não obstante, em 1780, teve que se mudar, tal como toda a Câmara, para a Casa da Índia e para o Palácio da Inquisição, em virtude de a Rainha D. Maria I ter decidido utilizar os Paços do Concelho como Paço Real. Só nos finais desse século o Arquivo regressa à sala abobadada do edifício da Praça do Município concebido por Eugénio dos Santos.
Em 1863, um violento incêndio destruiu quase totalmente os Paços do Concelho. A sala do Arquivo foi a única que permaneceu intocada pelo flagelo, graças à sua estrutura abobadada. No entanto, durante a reconstrução, a documentação foi transferida para o edifício das Sete Casas, à Ribeira Velha, onde permaneceu até Julho de 1875. Nessa altura regressou à antiga sala que o novo projecto para os Paços do Concelho, da autoria do arquitecto Domingos Parente da Silva, não alterou.
O rápido aumento do volume de documentação, bem como a exiguidade da sala, levaram a que o Arquivo tivesse que ser dividido. Assim, e também como resultado da evolução do então criado Arquivo Administrativo (concebido pela primeira vez no Projecto de Organização dos Serviços da CML de 1919), fazem-se, desde os inícios dos anos 30, volumosas transferências de documentação para um edifício do Bairro do Arco do Cego, tentando-se respeitar a separação entre arquivo intermédio e arquivo histórico (que continuou nos Paços do Concelho).
Em 1942, respondendo-se à necessidade de centralizar e conservar toda a produção fotográfica dispersa pelos vários serviços da Câmara nasce o Arquivo Fotográfico que, depois de várias mudanças de instalações, se instalou definitivamente, em 1994, num edifício na Rua da Palma especialmente adaptado para o receber.
Em 1985, novamente, se sente a necessidade de reunir toda a documentação dispersa pelos serviços da CML e é criado um novo arquivo, o Arquivo Alto da Eira, depositário da documentação mais recente e de maior valor administrativo.
Em Novembro de 1996, um novo incêndio assolou o edifício dos Paços do Concelho que, embora não tenha atingido a documentação do Arquivo Histórico, obrigou à sua transferência imediata para um edifício anexo ao do Arquivo do Alto da Eira.
Em 1998 tiveram início os trabalhos tendentes à criação de um só espaço condigno, para a instalação dos Arquivos Histórico, do Arco do Cego e do Alto da Eira, cuja concretização se prevê para breve.
Todavia, de modo a não prejudicar os leitores, o Arquivo Intermédio e Arquivo Histórico encontram-se, desde Agosto de 2004, instalado no Bairro da Liberdade, junto da Estação dos Caminhos de Ferro de Campolide.
No entanto, no Arquivo Intermédio só é possível consultar os Processos de Obra e no Arquivo Histórico consultar a documentação que se encontra microfilmada.
Fonte: AML
Um Dos Últimos Boémios De Lisboa, por Pedro Correia, no Corta-Fitas.
"Foram os professores e funcionários que nos disseram que o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, tinha hoje anunciado (ontem) o encerramento definitivo da escola" contou ao JN, Ricardo, um dos alunos da Escola Secundária D. João de Castro, situada no Alto da Ajuda, Lisboa.
Os alunos, que continuam a não aceitar a fusão/transferência para as escolas Fonseca Benevides ou Rainha D. Amélia, prometem não baixar os braços. "Na segunda-feira vamos fechar os portões da escola em sinal de protesto" adiantou o jovem.
Também o presidente da Junta de Freguesia de Alcântara se manifestou indignado face à "prepotência" demonstrada pelo governo socialista. José Godinho recordou que tanto o executivo camarário como os deputados da Assembleia Municipal de Lisboa "aprovaram moções contra o encerramento da escola". O PCP e o BE exigiram que o Ministério da Educação suspendesse o processo e o PS, mais cauteloso, limitou-se a solicitar informações sobre as verdadeiras intenções ministeriais.
Segundo o autarca de Alcântara "a Comissão de Educação da AML preparava-se para visitar, no próximo dia 16, o estabelecimento de ensino. Mas, pelos vistos, isso já não vai acontecer". Já há uma semana, o secretário de Estado da Educação tinha reunido com o Conselho Directivo para reafirmar a intenção de encerrar a D. João de Castro.
Fonte: Jornal de Notícias
Assim se chama a marcha seleccionada pela CML como marcha obrigatória a ser interpretada por todos os bairros na edição das Marchas Populares em 2006. Concorreram 48 canções. Que tal a EGEAC patrocinar a edição de um CD com as dez melhores classificadas? E que tal começar a editar uma colecção de CD's com as marchas vencedoras do desfile ano após ano?
A paróquia de Nossa Senhora dos Navegantes do Parque das Nações, em Lisboa, apresenta domingo o projecto da futura igreja que deverá estar concluída dentro de cinco ou seis anos, revelou ontem fonte paroquial.
Em declarações à Lusa, o padre Paulo Franco não revelou os autores da proposta vencedora do projecto, acrescentando apenas que o mesmo será divulgado amanhã durante um almoço festa a realizar na Torre Vasco da Gama.
Sobre a construção da obra, o sacerdote afirmou que não há, por enquanto, um prazo definido para o arranque, uma vez que poderá haver necessidade de efectuar alguns "ajustamentos" no projecto, além de que este terá ainda de ser viabilizado pela Câmara Municipal de Lisboa.
"Penso que no prazo de cinco a seis anos poderemos ter a nossa nova paróquia construída", acrescentou. Questionado sobre se a nova igreja não iria ficar demasiado próxima da nova Sé de Lisboa, Paulo Franco explicou que esta ficará situada a sul do Parque das Nações, na Matinha, enquanto a nova paróquia da Nossa Senhora dos Navegantes ficará situada a norte deste, distando ambas cerca de sete quilómetros.
A construção da nova igreja é um velho desejo dos moradores, que, desde 2001, têm assistido à missa dominical numa loja de um prédio.
Fonte: Jornal de Notícias
O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP decidiu dar uma de político. Prometeu baixar a criminalidade em Lisboa em 15 % e a criminalidade violenta em 2% nos próximos dois anos, se os seus meios forem reforçados. Esta entrada deverá ser revisitada daqui a dois anos. Se houber reforço, claro...
O espectáculo do músico Jack Johnson segunda-feira no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, está já esgotado na sua lotação máxima de 18.000 lugares, disse hoje fonte da promotora.
O espectáculo em Lisboa insere-se na digressão do seu mais recente álbum, "Jack Johnson and friends", editado este mês em Portugal, onde conta com a participação de Ben Harper, G.Love e Matt Costa.
Mas Jack Johnson, para o espectáculo de segunda-feira, traz na bagagem os três álbuns de originais de blues contagiados pelo folk, hip-hop, groove e funk.
Neste segundo espectáculo de Johnson em Lisboa, será poss+ivel ouvir canções como "Upside down" ou "Talk of the town".
Jack Johnson é havaiano e fez-se campeão de surf nos tubos do "Pipeline" ainda na adolescência. Autodidacta, as primeiras músicas que trinou na guitarra, aos 17 anos, foram a "One" dos Metallica e "Father and son" de Cat Stevens.
Tirou o curso de cinema em Santa Bárbara, na Universidade da Califórnia, e já participou em três filmes, como actor, co-produtor ou responsável por uma das bandas sonoras.
Fonte: Portugal Diário
(foto do Arquivo Municipal)
É inaugurada a Igreja dos Anjos, em Lisboa, projecto do arquitecto Ventura Terra.
Possuidor de uma longa tradição de excelente trabalho em Astrometria durante o século XIX e grande parte do século XX, o Observatório Astronómico de Lisboa foi integrado na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa em Março de 1995, mantendo a sua estrutura humana própria. Actualmente, com ênfase na oferta de um serviço público de excelência, as suas actividades incluem:
Manter e fornecer a Hora Legal ao País; realizar investigação científica em Astronomia e Astrofísica (através do seu braço de investigação científica, o Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa, o CAAUL) incluindo a formação de estudantes de pós-graduação; divulgar a cultura científica junto do público e das escolas do ensino básico e secundário; estimular e dar apoio ao ensino da Astronomia nas Escolas básicas e secundárias; prestar esclarecimentos e emitir pareceres técnicos de fenómenos astronómicos de interesse público junto da sociedade civil (Tribunais, advogados, Protecção Civil, jornalistas, editores, portos e aeroportos nacionais); recuperar e preservar o acervo bibliográfico dos séculos XIX e XX; preservar e dar a conhecer o património histórico da Astronomia portuguesa nos séculos XIX e XX e manter o serviço de biblioteca.

É colocada a primeira pedra do edifício do Observatório Astronómico de Lisboa, na Tapada da Ajuda. O Observatório passará a ter existência legal em Maio de 1878.
Insegurança aumenta na freguesia das Mercês. Vandalismo: comerciantes e moradores queixam-se de assaltos a estabelecimentos e viaturas. Presidente da Junta já pediu reforço policial e criação de posto de guarda-nocturno. Câmara Municipal de Lisboa vai criar mais lugares de guardas-nocturnos, para reforçar vigilância nas áreas mais carenciadas.
O medo de represálias impede-os de dar a cara. Porém, na sombra do anonimato, moradores e comerciantes da freguesia das Mercês, em Lisboa, contam, indignados, casos de assaltos a estabelecimentos e automóveis que ali têm acontecido nos últimos tempos. O aumento de criminalidade na zona foi confirmado ao JN pelo presidente da Junta de Freguesia. Alberto Francisco Bento, que já reuniu com responsáveis da PSP, solicitou à Câmara a criação do posto de guarda-nocturno.
Foi no dia 10 de Fevereiro que um estabelecimento de restauração da Rua de S. Marçal recebeu a visita dos "amigos do alheio". "Apesar de ter alarme, partiram o vidro da montra, entraram e levaram 600 euros do totoloto, uma caixa de tabaco que não tinha posto na máquina e uns trocos da registadora", conta o proprietário. "O alarme tocou às 3.17 horas, a polícia chegou cerca de cinco minutos depois, mas já não estava cá ninguém". Para tentar evitar mais roubos, montra e porta da loja vão ser reforçadas com grades, garantiu o dono.
Mais assustador foi o assalto levado a cabo num estabelecimento da Calçada Engenheiro Miguel Pais. "Foi há um mês, por volta das 19 horas, que aqui entraram três indivíduos encapuzados e de pistola em punho", recorda o proprietário, que prefere não revelar a identidade. "Levaram o dinheiro da caixa (cerca de 200 euros), as gorjetas e as moedas do telefone. E o cliente que cá estava ficou sem um fio em ouro e o telemóvel", explica, adiantando que agora tenta fechar as portas mais cedo. "Não consigo estar aqui, fico desassossegado!".
Além dos estabelecimentos, outros alvos preferenciais dos assaltantes são as viaturas estacionadas. Uma moradora da Praça das Flores contou ao JN que, no espaço de um mês, se deslocou seis vezes à esquadra do Largo do Rato, para declarar furto interno aos dois veículos da sua família. "Acho lamentável o facto de durante todos estes anos em que aqui resido nunca me ter cruzado com um único polícia, quer de dia, quer de noite. Nem com um guarda-nocturno", lamenta.
"A PSP passa aqui na zona sete ou oito vezes por dia, mas de carro e nunca pára", comenta Fernando Caseiro, funcionário da Junta de Freguesia das Mercês. "Quando os polícias páram, têm as sirenes ligadas e eles fogem", afirma. "Eles", segundo Fernando Caseiro, são um grupo de jovens que passa os seus dias no jardim da Praça das Flores. "São os responsáveis pela maior parte dos assaltos na zona", garante. "As cabinas telefónicas são todos os dias assaltadas e os parquímetros estão sempre avariados".
A situação é do conhecimento do presidente da Junta. "Infelizmente, é verdade", confirma Alberto Francisco Bento. "Ainda esta noite (madrugada de quarta-feira) foi mais um estabelecimento assaltado, revela, preocupado, o autarca. "É uma questão de segurança ou, antes, de falta dela. São carros, vidros, estabelecimentos... Faz falta um efectivo policial de proximidade".
Alberto Bento garante que, há cerca de três semanas, reuniu com o comandante da 1ª Divisão da PSP e com o responsável da esquadra do Bairro Alto, para os pôr ao corrente da situação e pedir reforços. Ao gabinete do presidente da Câmara também chegou um pedido de criação de um posto de guarda-nocturno.
Fonte da autarquia confirma a recepção do pedido e garante que está a ser estudada a possibilidade de um dos 58 guardas-nocturnos existentes fazer também uma ronda pela freguesia das Mercês. O JN tentou obter comentários da PSP, mas não obteve resposta em tempo útil.
* com Fátima Mariano
Vozes
Alberto Bento
Presidente J.F.Mercês
Dentro do que podemos fazer, temos feito e, se calhar, mais do que as nossas competências. É uma questão que nos preocupa, pelo que solicitamos mais policiamento."
Fernando Caseiro
Funcionário Junta Freguesia
Há o problema da droga. Os assaltos estão, de certeza, relacionados com isso. Quando eles estão aqui, estou sempre a mudar de sítio, porque me ameaçam a toda a hora!"
Ficha
Guarda-nocturno
De acordo com a Câmara de Lisboa existem, actualmente, na cidade 58 guardas-nocturnos. Em breve, garante fonte do gabinete de Carmona Rodrigues, será elaborado um despacho para a criação de mais lugares.
Retrato O presidente da Câmara de Lisboa já reuniu com a Associação de Guardas-Nocturnos e com a Polícia Municipal, para se inteirar das principais carências da cidade a nível destes vigilantes.
Promessa A criação de mais postos de guardas-nocturnos foi uma das promessas eleitorais de Carmona Rodrigues.
Fonte: Jornal de Notícias
A primeira biografia Natália Correia, "A senhora da Rosa", é apresentada hoje em Lisboa, 14 anos depois da morte da escritora e poetisa, pela sua autora, a investigadora Maria Amélia Campos.
Em declarações à Lusa, Maria Amélia Campos afirmou ter chegado à autora de "A pécora" através do estudo dos discursos das deputadas eleitas antes e depois do 25 de Abril de 1974, cuja investigação publicou em 2002.
"Apercebi-me de imediato de uma diferença notável entre o discurso da Natália e os das outras deputadas, o que levou a interessar-me pela sua vida, tanto mais que nunca privei com ela. Só conheci a Natália Correia como figura pública", explicou a autora.
A obra, editada pela Parceria A.M.Pereira, traça em 14 capítulos - "tal como as 14 estações da via sacra" - a vida da escritora cuja obra é, realçou, "mal conhecida e pouco estudada porque a figura da mulher se sobrepôs sempre à sua obra".
"Conhecíamos antes de mais a Natália Correia e as causas em que se empenhava, antes de conhecermos a sua obra, apesar de toda a polémica que por vezes a rodeava", disse.
Para escrever "A senhora da rosa", a investigadora fez uma pesquisa em vários arquivos pessoais e ouviu testemunhos de pessoas que conviveram com Natália Correia.
"Procurei cruzar as diferentes informações com as que a própria Natália dá ao longo da sua obra", explicou a autora.
Natália Correia nasceu na Fajã de Baixo (Ponta Delgada) em 1923 e morreu em Lisboa em 1993.
Romancista, ensaísta e poeta, foi também deputada à Assembleia da República.
A televisão foi um dos meios onde Natália Correia fez ouvir a sua voz e as suas ideias sobre a Cultura portuguesa, nomeadamente no seu programa "Mátria".
A sua obra dispersa-se por vários géneros, desde o teatro ao ensaio, passando pela narrativa e poesia.
Entre os títulos publicados contam-se "Anoiteceu no bairro", "A pécora", "Ilha de Circe", "Antologia da Poesia Erótica e Satírica", "O encoberto", "Erros meus, má fortuna, amor ardente" e "Somos todos hispanos".
A obra que é hoje apresentada na Sociedade Portuguesa de Autores, inclui em anexo vários documentos relativos ao percurso escolar de Natália, reproduz auto-retratos seus, bem como uma cronologia e lista de obras editadas.
A autora inclui um opúsculo onde propõe "um exercício eucarístico poético" a Natália Correia.
Maria Amélia Campos, licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade Nova de Lisboa, colaborou com o projecto "Genre et gestion locale du Changement dans sept pays de l`Union Européene" e é uma das autoras de "Àcrire l`histoire dês femmes en Europe du Sud (XIXe-XXe siècles" além de "As mulheres deputadas e o exercício do poder político representativo em Portugal".
Fonte: Lusa
O guitarrista Carlos Gonçalves encerra sábado o ciclo de concertos de guitarra portuguesa comentados, iniciado em Outubro passado, no Palácio de Fronteira, em Lisboa.
Carlos Gonçalves, acompanhado à viola por Lelo Nogueira, irá tocar várias peças de sua autoria. O guitarrista acompanhou Amália Rodrigues nos últimos anos da sua carreira e foi um dos seus compositores, nomeadamente para poemas escritos pela fadista.
"Lavava no rio lavava", "Lágrima", "Morrinha" são alguns dos fados compostos por Carlos Gonçalves. Fonte da Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, que organiza este ciclo em conjunto com a Academia do Fado e da Guitarra Portuguesa, salientou à Lusa "a grande procura do público", que esgotou todas as sessões.
"O ciclo trouxe à Fundação um tipo de público que não é habitual participar nos nossos eventos, mas todos os concertos estiveram esgotados", disse a mesma fonte.
O ciclo abriu com António Chaínho, seguindo-se Luís Ribeiro, Paulo Parreira, José Pracana e José Elmiro Nunes.
Instrumento ligado desde sempre ao fado, a guitarra portuguesa foi ganhando foros de autonomia e privilegiando solistas que compunham apenas para guitarra ou que recriavam a partir de temas fadistas.
O estudioso de fado Luís de Castro disse à agência Lusa que Carlos Gonçalves "é um dos maiores guitarristas do século, quer pelas composições que criou, quer pelo estilo próprio que imprime quando toca".
Carlos Gonçalves recebeu o ano passado o Prémio Amália Rodrigues para o Melhor Guitarra Portuguesa.
O guitarrista, 65 anos, é músico profissional desde os 20, e acompanhou Amália durante mais de 25 anos, há dois anos editou um disco pela Metrosom com composições suas.
Fonte: Lusa
A «Ópera do Malandro», musical escrito por Chico Buarque em 1978, está de volta ao palco do Coliseu de Lisboa, desta vez com novos elementos no elenco. A estreia está marcada para esta sexta-feira, mantendo-se em palco até ao dia 18 de Março. Depois do Coliseu de Lisboa, segue-se o Coliseu do Porto, a partir do dia 23.
Baseado na «Ópera do Mendigo», de Jonh Gray, e na «Ópera dos Três Vinténs» de Bertolt Brecht e Kurt Weil, a «Ópera do Malandro» retrata a Lapa Carioca dos anos 40 e do ambiente boémio que se vivia. «Na Lapa havia uma grande malandragem, ao contrário do que se vive actualmente», disse ao Diário Digital Cláudio Lins, Max Overseas no musical. A «Ópera do Malandro», que já vai na sua quarta versão, estreou no Rio de Janeiro em 2003 e é já um exemplo de êxito, tendo sido vista por mais de 300 mil pessoas. Charles Möeller e Cláudio Botelho são os responsáveis que estão à frente deste caso de popularidade.
No palco do Coliseu vão estar presentes vinte artistas, conhecidos dos portugueses através das novelas brasileiras, que vão cantar um vasto leque de temas de Chico Buarque.
«Esta edição conta com as músicas originais, mais duas que foram feitas para a versão de cinema», referiu o director musical, Cláudio Botelho.
«Antes de avançarmos com este projecto falamos com o Chico Buarque, que até foi assistir uma vez aos ensaios e tocou as músicas ao piano», acrescentou.
Os personagens
«Estou muito feliz por estar em Portugal, é a primeira vez que vou fazer teatro neste país e estou extremamente nervosa», confessou Lucinha Lins, no papel de Vitória.
«A Vitória é uma louca» é desta forma que Lucinha Lins, ex-mulher de Ivan Lins, caracteriza a sua personagem.
Cláudio Lins, filho de Lucinha Lins, representa Max Overseas, um malandro e contrabandista. «É muito bom trabalhar com a minha mãe, embora neste musical contracenemos muito pouco», afirmou o actor brasileiro.
«Ópera do Malandro» versão concerto
Depois dos espectáculos nos Coliseus, a «Ópera do Malandro» vai continuar pelo nosso país, em versão concerto. A digressão começa em Ponta Delgada, onde ficará a 7, 8 e 9 de Abril, seguindo posteriormente para o Algarve, a partir de 13 de Abril.
Esta versão contará apenas com oito actores/cantores da versão original e vai dar mais importância às canções do que à história em si.
Fonte: Diário Digital
O músico britânico Bob Geldof e os Waterboys actuam no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, no próximo dia 7 de Julho. O espectáculo com início agendado para as 20:30 horas constitui um evento de solidariedade.
O ex-líder dos Boomtown Rats, Bob Geldof, mais conhecido pela sua acção humanitária, actua com os Waterboys num concerto de solidariedade. A banda de Mike Scott apresenta em Portugal muitos dos hits da carreira, como são o caso de «The Whole of the Moon» ou «A Girl Called Johnny». O grupo editou o álbum ao vivo «Kharma to Burn», em 2005. Um grupo português será anunciado brevemente para integrar o alinhamento do evento. O preço dos bilhetes varia entre 25 e os 32 euros.
Fonte: Diário Digital
No Cidadania Lx reproduz-se a notícia do Público de hoje, de que o DIAP está a investigar desfalque na Junta de Freguesia do Beato.
Os deputados da comissão parlamentar de Obras Públicas agendaram hoje uma visita às obras dos túneis do metropolitano do Terreiro do Paço, da Baixa-Chiado e do Cais do Sodré, na sequência das denúncias efectuadas pelo engenheiro Carvalho dos Santos.
Depois da visita, que os deputados pretendem que se realize na próxima semana, a comissão parlamentar de Obras Públicas quer ouvir os responsáveis do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
Estas duas iniciativas surgem dias depois de a comissão de Obras Públicas ter recebido um relatório do engenheiro civil Carvalho dos Santos que denuncia a existência de falhas na construção de base nos túneis do Terreiro do Paço, da Baixa-Chiado e do Cais do Sodré.
De acordo com o engenheiro, as falhas podem colocar em risco a segurança das pessoas que utilizam as estações do metropolitano lisboeta.
No relatório, o engenheiro refere ainda que na construção de base dos túneis foi colocado cascalho em vez de betão, o que pode provocar danos na soleira dos túneis (onde circulam as carruagens do metro), se entrar água.
Estas acusações foram já desmentidas pelo presidente do Metropolitano de Lisboa, Mineiro Aires, e pelo vice-presidente do LNEC, que negaram a existência de falhas no túnel do metro e garantiram a segurança dos utentes.
Os deputados decidiram hoje, na reunião da comissão parlamentar de Obras Públicas, requerer à administração do metropolitano uma visita aos túneis e "oficiar o LNEC" para que se desloque à comissão.
"Nessa audição, poderemos esclarecer eventuais dúvidas com que fiquemos depois da visita e depois de lermos o relatório do LNEC que nos foi enviado", afirmou o presidente da comissão, o deputado social-democrata Miguel Relvas.
A comissão optou, contudo, por não votar um requerimento do Bloco de Esquerda que solicitava a audição do engenheiro do metropolitano que fez a denúncia, de responsáveis da empresa e do LNEC, já que não se encontrava nenhum representante daquele partido na reunião.
Fonte: Público on line
O Metropolitano de Lisboa anunciou hoje que o átrio norte da estação do Saldanha estará fechado a partir de segunda-feira, para permitir a execução de trabalhos de construção e prolongamento da Linha Vermelha.
O Metro encerra a partir das 06h30 no dia 13 de Março aquele acesso à estação da linha amarela para proceder a trabalhos de ligação entre as estações Alameda e São Sebastião.
Os acessos na Praça Duque de Saldanha e na Avenida Praia da Vitória permanecerão em pleno funcionamento, informou o Metro de Lisboa em comunicado.
Com a construção deste troço, a linha vermelha ficará ligada às linhas verde, amarela e azul nas estações Alameda, Saldanha e São Sebastião, respectivamente.
Este prolongamento da linha pretende assegurar a expansão da rede do Metro e reduzir substancialmente "a generalidade dos tempos de percurso", explicou em comunicado o Metropolitano de Lisboa.
Fonte: Público on line

A Câmara Municipal de Lisboa começou esta quinta-feira a plantar 300 árvores no Vale do Silêncio, nos Olivais, que vão substituir cerca de 50 árvores da mesma espécie (Populus nigra italica) abatidas em Janeiro.
O vereador do Ambiente e Espaços Verdes, António Prôa, afirmou que esta é uma iniciativa com o objectivo de proceder à requalificação e substituição gradual do arvoredo degradado da cidade.
A operação, que está orçada em cerca de 23 mil euros, deverá durar uma semana e vai substituir os alinhamentos de choupos que ladeavam o relvado central do parque e estavam em risco devido a se encontrarem na fase final do seu ciclo de vida e sofrerem uma doença fitossanitária.
Fonte: Diário Digital
Está certo, confesso, passei o dia todo a disfarçar. A agenda até ajudava. Entre uma cliente de manhã e a moderação de um debate sobre marketing político à tarde, com almoço de função pelo meio, o dia até passou rápido. Por terras de Abrantes discute-se a comunicação social. No regresso ainda consegui debater as diferenças sociológicas das origens do Sporting e do Benfica com o Daniel Oliveira. Ele, do clube do Visconde e dos queques. Eu, do clube do povo. Quem havia de dizer...
A verdade é que havia um passado traumático. Lembro-me, como se fosse hoje, que foi num jogo contra o Liverpool no enorme, imponente mas descoberto Estádio da Luz, que apanhei a maior molha da minha vida. Entranhou-se-me a água até às cuecas e o desgosto até hoje. Até hoje. Hoje tudo mudou. O passado passou a ser negro foi para eles!
O problema mesmo é que houve hora e meia que demorou uma eternidade a passar. Mas passou. Escreveu-se mais uma página gloriosa na história do "Glorioso". Que bem que sabe presenciar a história em directo...
(publicado no Tomarpartido)
Os vereadores da Câmara Municipal de Lisboa (CML) deverão aprovar hoje a criação de um comissariado responsável por elaborar um plano de intervenção para a Baixa-Chiado, em articulação com diversas entidades que actuam naquela zona.
A vereadora responsável por esta área, Maria José Nogueira Pinto (CDS-PP), propõe hoje, em reunião privada do executivo camarário, a criação do comissariado, que terá a incumbência de elaborar, no prazo de seis meses, um plano de intervenção.
A actuação deverá incidir sobre a realidade urbanística, económica, financeira, social e cultural da Baixa-Chiado e zonas envolventes, cuja execução deverá depois ser acompanhada pelo comissariado.
Os vereadores vão também discutir a nomeação, para integrar o comissariado, do ex-ministro da Economia Augusto Mateus, com a competência do financiamento e sustentabilidade económica, e de Elísio Summavielle, presidente do Instituto Português do Património Arquitectónico, para coordenar a área do património histórico e actividades culturais.
Outras personalidades indicadas são o arquitecto Manuel Salgado (urbanismo, mobilidade e espaço público), Maria Celeste Hagatong (actividades económicas), o ex-deputado do PP Miguel Anacoreta Correia (área executiva) e a investigadora e docente de História de Arte na Universidade Nova de Lisboa, Raquel Henriques da Silva (candidatura à UNESCO).
O comissariado deverá ainda integrar "numa estratégia de conjunto" dos diversos serviços e entidades que intervêm na Baixa, além de ter a competência de colaborar na conclusão do processo de candidatura da Baixa Pombalina a património mundial da UNESCO.
A entidade irá ainda coordenar o trabalho da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) da Baixa-Pombalina e da Unidade de Projecto da Baixa-Chiado, além de colaborar com a Agência de Promoção da Baixa/Chiado e o Fundo Remanescente de Reconstrução do Chiado.
Fonte: Lusa
O abaixo-assinado da Rua Ramalho Ortigão. No Cidadania Lx.
O futuro Hospital de Todos os Santos a construir na Zona Oriental de Lisboa poderá abrir em 2010, indica um relatório da Estrutura de Missão das Parcerias.Saúde revelado hoje pelo Jornal de Negócios.
De acordo com o jornal económico, o desenho preliminar do perfil assistencial desta unidade já está em curso e os estudos para definir o modelo de financiamento, plano director, programa funcional e a preparação do concurso público estarão concluídos ainda este ano.
A nova unidade hospitalar poderá abrir portas em 2010, segundo o calendário definido num documento interno do Ministério da saúde, escreve o JdN.
Contactado pelo jornal, um porta-voz do ministro António Correia de Campos confirmou que "se a decisão de avançar com o hospital ocorrer em 2006, é provável que o mesmo esteja concluído em 2010".
Segundo Miguel Vieira, o estudo da Estrutura de Missão das Parcerias.Saúde tem desde já o "acordo de princípio" do Ministério.
O Plano de Acções Prioritárias de reordenamento das capacidades hospitalares da cidade de Lisboa" refere que com abertura dos novos hospitais, um na zona oriental de Lisboa e outro em Loures, unidades hospitalares como São José, D.Estefânia, Capuchos/Desterro, Miguel Bombarda e Santa Marta "deixarão de ser unidades hospitalares futuramente viáveis".
"Nem todos os hospitais serão afectados da mesma maneira e nem todos terão de operar um programa de ajustamento ou de reestruturação do mesmo calibre", lê-se no documento.
De acordo com o relatório, "os respectivos programas de ajustamento ou de reestruturação dos actuais hospitais terão de ser implementados em paralelo e de modo convergente, tendo em conta o período de concentração das mudanças requeridas, ou seja, em 2009/2011".
O porta-voz do Ministério da Saúde disse ao jornal que "tanto o Plano como o Estudo sobre as prioridades não falam das unidades que vão ser desactivadas, a não ser, como exemplo, S. José, Capuchos/desterro, mas é natural que o reordenamento implique outras mexidas".
"Mas ainda é cedo para se falar de um resultado final", disse ainda ao jornal Miguel Vieira.
Fonte: Lusa
A notícia de que a CML vai criar um comissariado de intervenção na Baixa pombalina sugere-me as seguintes perguntas:
1º Não há vereadores que cheguem?
2º As Juntas de Freguesia servem para quê?
3º Os serviços da CML não prestam?
Moral da história: onde um socialista cria uma unidade de missão, neta das comissões, a direita estatista inventa comissariados. Numa coisa são iguais: é sempre o contribuinte que paga...
A vereadora do CDS-PP na Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, vai propor quarta-feira a criação de um comissariado destinado a elaborar e coordenar um plano de intervenção para a Baixa-Chiado.
Segundo a proposta de Maria José Nogueira Pinto, que será discutida em reunião privada do executivo camarário na quarta-feira, o comissariado deverá elaborar, no prazo de seis meses, um plano estratégico de intervenção a nível urbanístico, económico, financeiro, social e cultural para a Baixa-Chiado e zonas envolventes, cuja execução deverá depois acompanhar.
A vereadora vai também propor a designação, para integrar o comissariado, do ex-ministro da Economia Augusto Mateus, com a competência do financiamento e sustentabilidade económica, e de Elísio Summavielle, presidente do Instituto Português do Património Arquitectónico, para coordenar a área do património histórico e actividades culturais.
Outras personalidades indicadas são o arquitecto Manuel Salgado (urbanismo, mobilidade e espaço público), Maria Celeste Hagatong (actividades económicas), o ex-deputado do PP Miguel Anacoreta Correia (área executiva) e a investigadora e docente de História de Arte na Universidade Nova de Lisboa, Raquel Henriques da Silva (candidatura à UNESCO).
Na proposta, a vereadora refere a "necessidade urgente de travar o declínio da Baixa lisboeta", através de "uma grande operação" de revitalização e reabilitação urbana que permita o repovoamento da zona, "fixando população prioritariamente de classe média e jovem".
A responsável sustenta ainda que intervêm na Baixa "diversos serviços e entidades", cujo trabalho "urge integrar numa estratégia de conjunto".
O comissariado deverá colaborar na conclusão do processo de candidatura da Baixa Pombalina a património mundial da UNESCO, e coordenar a actividade da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) daquela área e da Unidade de Projecto da Baixa-Chiado.
A Agência de Promoção da Baixa/Chiado e o Fundo Remanescente de Reconstrução do Chiado serão duas entidades com que o futuro comissariado irá trabalhar "em estreita colaboração", além de "estabelecer a ligação com todas as entidades externas à Câmara de Lisboa, nacionais ou internacionais, públicas ou privadas, que se revelem necessárias".
Fonte: Lusa
Cerca de 750 especialistas nacionais e estrange iros participam a partir de hoje, em Lisboa, na 1ª Conferência Mundial sobre Edu cação Artística organizada pela UNESCO e destinada a promover o papel das artes no desenvolvimento humano.
A conferência, que decorre durante quatro dias no Centro Cultural de Be lém, irá reunir professores, investigadores e peritos ligados ao ensino das prát icas artísticas, nomeadamente artes visuais, performativas, dança, música, teatr o, escrita criativa e poesia.
A abertura será presidida pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, e o secretário-geral da UNESCO, Koichiro Matsuura. O primeiro orador será o neur ocientisita António Damásio, que irá falar sobre "Cérebro, Arte e Educação".
Ao meio-dia está prevista uma conferência de imprensa sobre o evento, t ambém com a presença de António Damásio, o especialista Ken Robinson, em represe ntação da UNESCO, e diversas entidades oficiais portuguesas.
Organizada em conjunto pelos ministérios da Educação, da Cultura, da Ci ência, Tecnologia e Ensino Superior e dos Negócios Estrangeiros, a realização da conferência foi anunciada por ocasião da 30ª sessão da Conferência Geral da UNE SCO, em 1999, em Paris quando foi lançado um apelo aos 191 estados-membros para promoverem a educação artística nas escolas.
Na altura dois outros dois países candidataram-se à organização do even to - Canadá e Coreia do Sul - mas Portugal viria a ser o escolhido.
A escolha da UNESCO "tem a ver com os laços de Portugal com outras regi ões do mundo, nomeadamente os países de língua oficial portuguesa na África e na América do Sul, ligações essas que são conhecidas internacionalmente e que lhe conferem um importante papel de mediador", disse à Lusa Manuela Galhardo, secret ária Executiva da Comissão Nacional.
De acordo com a responsável, o ensino artístico é um dos temas emergent es a nível mundial devido à criatividade que envolve e à possibilidade de a fome ntar noutras áreas da sociedade, para o desenvolvimento humano e económico.
Um dos grandes objectivos da conferência é promover a criatividade no e nsino das práticas artísticas nas escolas, sobretudo aos alunos mais desfavoreci dos social e economicamente.
Do encontro - onde estarão presentes representantes oficiais e de organ izações não governamentais de 150 países - sairão conclusões que serão mais tard e usadas como directrizes pelos países-membros da UNESCO.
Avaliação do impacto sócio cultural e económico da educação artística, métodos de ensino/formação de professores, o papel da arte e da criação artístic a na formação intelectual são alguns dos temas a debater no encontro, até quinta -feira.
Fonte: Lusa

Museu da Marioneta
Criado em 1987 pela Companhia de Marionetas de S. Lourenço, o Museu reúne um espólio constituído por marionetas de todos os tipos de técnica de manipulação e máscaras provenientes das mais diversas partes do mundo. O percurso museológico inclui também adereços, teatros de silhuetas, guaritas de cena, exemplares de maquinaria de cena e reconstituições de peças do período barroco.
Horários: Qua a Dom: 10h - 13h/14h - 18h
Endereço: Convento das Bernardas
Rua da Esperança, 146
1200-660 Lisboa
Telefone: 213 942 810
Fax: 213 942 819
Internet: www.egeac.pt
E-Mail: museudamarioneta@egeac.pt
Acessos: Autocarros: 6, 13, 27, 49, 60 | Eléctricos: 25
Museu do Teatro Romano
Construído na época do Imperador Augusto, o Teatro Romano de Lisboa, ocupa a vertente sul da colina do Castelo. Abandonado no século IV d.C., permaneceu soterrado até 1798, ano em que as ruínas foram descobertas durante a reconstrução pós - terramoto. Foi objecto de várias campanhas arqueológicas desde 1967 que recuperaram parte das bancadas, da orquestra, da boca de cena e do palco e um significativo conjunto de elementos decorativos. O Museu apresenta um percurso onde se incluem uma área de exposição, um campo arqueológico e as ruínas do Teatro. Para além da exposição de materiais e elementos recolhidos, o Museu disponibiliza suportes multimédia com informação sobre o Teatro e a sua história, actualizando os dados sobre a arqueologia, os planos de conservação e recuperação.
Horários: Ter a Dom: 10h - 13h/14h - 18h | Encerra aos feriados
Endereço: Pátio do Aljube, 5 (junto à Rua Augusto Rosa)
1100-059 Lisboa
Telefone: 217 513 200 (Divisão de Museus e Palácios - Museu da Cidade)
Fax: 217 571 858
Acessos: Autocarro: 37 | Eléctrico: 28

Museu do Design
Inaugurado a 30 de Abril de 1999 e constituído a partir da colecção de Francisco Capelo, apresenta uma selecção de peças, desde 1937 até à actualidade, organizada numa perspectiva histórica.
Horários: Todos os dias: 11h - 20h (última entrada: 19h15)
Endereço: Praça do Império, Centro Cultural de Belém
1449 - 003 Lisboa
Telefone: 213 612 400
Fax: 213 612 500
Internet: www.ccb.pt
E-Mail: ccb.exhib.cent@mail.telepac.pt
Acessos: Autocarros: 27, 28, 29, 43, 49 | Eléctrico: 15
Museu de S. Roque
Reúne um precioso acervo de obras de arte sacra europeia dos séculos XVI, XVII e XVIII, salientando-se a colecção de escultura da Misericórdia de Lisboa e o tesouro artístico da Capela de São João Baptista que inclui paramentos bordados e importantes obras de ourivesaria, realizados por artistas italianos.
Horários: Ter a Dom: 10h - 17h | Encerra aos feriados
Endereço: Largo Trindade Coelho
1200-470 Lisboa
Telefone: 213 235 065
Fax: 213 235 060
Internet: www.scml.pt
E-Mail: museus.roque@scml.pt
Acessos: Autocarros: 58, 100 | Metro: Baixa - Chiado (Linha Azul)

Museu da Rádio
Inaugurado em 1992, o Museu da Rádio dá concretização a um projecto iniciado, na década de 60, no Rádio Clube Português, de testemunhar a evolução da radiodifusão sonora, privilegiando a realidade portuguesa. Para tal, reúne uma das mais significativas colecções da Europa, composta por milhares de receptores, equipamentos de registo sonoro e de emissão, suportes de gravação e microfones, espalhados por 20 salas, algumas das quais temáticas. No piso 3, o museu presta homenagem aos 90 anos de radioamadorismo em Portugal. Dispõe de uma exposição permanente onde se reúnem milhares de peças que fizeram história, destacando-se os receptores de galena, rádios de mesa e portáteis, grafonolas e ainda equipamento profissional, desde emissores a equipamentos de gravação em disco, fio de aço e fita magnética.
Horários: Ter a Sáb: 10h - 17h
Endereço: Rua do Quelhas, 21
1200 - 779 Lisboa
Telefone: 213 950 762
Fax: 213 957 149
Internet: www.rdp.pt
E-Mail: museudaradio@rdp.pt
Acessos: Autocarros: 13, 27

Museu da Liga dos Combatentes
Fundado em 1936, começou por reunir um espólio relacionado com a participação portuguesa na I Guerra Mundial. A este acervo juntaram-se peças que testemunham outros conflitos, nomeadamente a II Guerra Mundial e as campanhas de ocupação dos antigos territórios ultramarinos. São cerca de 3000 objectos agrupados em núcleos como o Armamento, Arte na guerra, Arte africana, Arte fotográfica e Artes plásticas.
Horários: Seg a Sex: 10h - 12h/14h30 - 17h
Endereço: Rua João Pereira Rosa
18
1249-032 Lisboa
Telefone: 213 468 245
Fax: 213 463 394
Acessos: Autocarros: 39, 58, 100 | Elevador: Bica

Museu da Farmácia
O Museu da Farmácia foi constituído a partir da colecção particular do Dr. Salgueiro Basso, doada em 1981 à Associação Nacional das Farmácias. A acção de sensibilização que desenvolveu junto dos associados foi também determinante para a recolha do restante espólio que integra este espaço, o qual abriu ao público em Junho de 1996. De entre as inúmeras peças, destacam-se a faiança de farmácia do século XVII, de influência oriental, almofarizes em bronze e marfim, garrafas de remédios secretos, mostradores de botica, matrazes, retortas e farmacopeias. Nesta viagem pela história da farmácia, o Museu mostra aos visitantes reconstituições destes espaços, em diorama ou à escala real, incluindo uma botica medieval e uma botica conventual. O início do fabrico dos medicamentos nos laboratórios das pequenas farmácias de oficina, encontra-se representado por diversas máquinas, aparelhos e especialidades farmacêuticas (1890 - 1938) como o Óleo Puro de Fígados de Bacalhau Terra Nova.
Horários: Seg a Sex: 10h - 18h | Aberto no último domingo de cada mês | Encerra aos feriados
Endereço: Rua Marechal Saldanha, 1
1249-069 Lisboa
Telefone: 213 400 680
Fax: 213 472 994
Acessos: Autocarros: 58, 100 | Eléctrico: 28 | Elevador da Bica | Metro: Baixa - Chiado (Linha Azul)

Museu da Carris
Divulga ao público as memórias da Carris e o contributo que ao longo de mais de um século prestou ao crescimento de Lisboa, cidade que se desenvolveu ao ritmo da evolução do seu sistema de transportes públicos.
O Museu da Carris possibilita ao visitante a realização de uma viagem no tempo, através de documentos e objectos postos à sua disposição: relatórios, fotografias, uniformes, títulos de transporte, equipamento oficinal, eléctricos, autocarros...
Horários: Seg a Sex: 10h - 17h (última admissão: 16h30) | Sáb: 10h - 13h/14h - 17h | Encerra aos Domingos e feriados
Endereço: Rua 1º de Maio, 101
1300-472 Lisboa
Telefone: 213 613 000
Fax: 213 613 069
Internet: www.carris.pt
Acessos: Autocarros: 14, 27, 32, 42, 43, 49, 51, 56, 112 | Eléctrico: 15

Museu Antoniano
Localizado junto à Sé de Lisboa, reúne colecções de iconografia (escultura, gravura, pintura e cerâmica), de bibliografia e de alfaias litúrgicas que evocam o culto de Santo António e as diversas vertentes da sua devoção, especialmente as de carácter popular e urbana que lhe estão associadas. Pensa-se que Santo António nasceu na casa onde agora se encontra o museu. Em exposição estão peças religiosas, livros, vestuário e outros objectos relacionados com a vida de Santo António. Contém também uma colecção bibliográfica de alto interesse.
Horários: Ter a Dom: 10h- 13h/14h- 18h| Encerra aos feriados
Endereço: Largo de Santo António (à Sé)
1100 - 585 Lisboa
Telefone: 218 860 447
Fax: 217 571 858
Acessos: Autocarros: 37 | Eléctricos: 28, 28b

Museu Arqueológico do Carmo
Instalado em 1864 nas ruínas da antiga igreja do Carmo, em Lisboa, este Museu, que faz parte integrante da Associação dos Arqueólogos Portugueses, tem um rico e variado acervo, constituído por peças de valor arqueológico, histórico, e artístico, desde a Pré-História até à Modernidade; do período pré-histórico destacam-se os milhares de utensílios da fortificação calcolítica de Vila Nova de S. Pedro; as civilizações pré-colombianas estão presentes através de um conjunto de múmias, cerâmicas e peças metálicas e peruanas e mexicanas, e a civilizações egípcia por um sarcófago com múmia; do período romano merece destaque uma arca tumular com as nove musas e do período moçárabe, as pilastras dos grifos e o friso dos leões O Gótico tem especial relevo, através de um conjunto de obras de escultura dos sécs.XIV e XV, incluindo o túmulo de D. Fernando I. O Museu possuí ainda a melhor colecção de pedras de armas do país.
Horários: Seg a Sáb: 10h- 18h| Encerra nos feriados: Ano Novo, Domingo de Páscoa, 1º de Maio e Natal
Endereço: Largo do Carmo, Ruínas do Convento do Carmo
1200-092 Lisboa
Telefone: 213 478 629
Fax: 213 244 255
Acessos: Autocarros: 58, 100 | Eléctrico: 28 | Elevador: Santa Justa | Metro: Baixa - Chiado (Linha Azul)
Episódios Por Lisboa, por Tiago Alves, em O Telescópio.
A Vereadora Gabriela Seara fez afirmações públicas defendendo a preservação do Capitólio no Parque Mayer. Sempre é uma esperança. Sobre o assunto ver esta entrada do Cidadania Lx. E a do António Almeida, no Sétima Colina.
Estava prevista para a reunião da última quarta-feira do Conselho Consultivo do IPPAR a classificação do Palácio de Belém como monumento nacional. O Palácio estava apenas classificado como de interesse público. O pedido de classificação foi feito há dois anos pelo Museu da Presidência. O sítio do IPPAR não fornece nehuma informação sobre o assunto. Nem se foi nem se não foi. Aguarda-se esclarecimento.
A piscina olímpica dos Olivais vai ser abatida. O seu estado de degradação não justifica obras de conservação. Em seu lugar será construída outra., de idênticas características. O Presidente da Federação Portuguesa de Natação, Paulo Frischknecht diz-se estupefacto com a decisão de Pedro Feist. É uma notícia do Público de 23 de Fevereiro.
O Pavilhão Atlântico teve um lucro de 328.000 euros no exercício de 2005. O Conselho de Administração da Atlântico - Pavilhão Multiusos de Lisboa, S. A. para o biénio 2006/2007 é composto por Rolando Borges Martins, Presidente e João Soares Louro e Jaime Fernandes.
Parece que no pelouro do Desporto da CML houve trabalhadores corridos em osso e outros transferidos, por decisão do Vereador. Parece que a culpa de ainda não terem aberto as piscinas municipais era deles. Acrescerão problemas de alcoolismo, negligência e "baldas" ao serviço
O presidente do Metropolitano de Lisboa, Mineiro Aires, e o vice-presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Carlos Pina, negaram hoje a existência de falhas no túnel do metro e garantiram a segurança dos utentes.
Mineiro Aires e Carlos Pina reagiam assim, em declarações à agência Lusa, às acusações de um engenheiro civil da empresa que aponta, num relatório divulgado sexta-feira pela SIC, para a existência de falhas na construção dos túneis do Terreiro do Paço, Baixa-Chiado e Cais do Sodré. Estas falhas, defende, podem colocar em risco a segurança das pessoas que utilizam as estações em causa de Metropolitano lisboeta.
No relatório, já entregue à comissão parlamentar das Obras Públicas da Assembleia da República, o engenheiro Carvalho dos Santos afirma que na construção de base nos túneis foi colocado cascalho em vez de betão, o que pode levar a danos na soleira dos túneis (onde circulam as carruagens do metro), caso entre água.
A acusação foi rejeitada à Lusa pelo vice-presidente do LNEC, Carlos Pina, que assegurou «não ter indicações que tenha sido colocado cascalho» mas sim «betão poroso».
No entanto, e segundo sublinhou Carlos Pina, mesmo que fosse colocado cascalho não tinha influência na segurança estrutural do túnel, já que «a camada inferior tem de ser mais permeável para que eventuais infiltrações possam ser conduzidas».
O vice-presidente do LNEC explicou que a camada inferior do túnel pode provocar alguma alteração no movimento dos comboios nos carris, mas nunca a segurança das pessoas, que está assegurada pelo anel de betão.
O responsável adiantou que já conhecia a parte do relatório que dizia respeito à reabilitação do túnel entre o Poço da Marinha e o Terreiro do Paço, garantindo que «as referências que eram feitas [no relatório] à parte de betão que constitui a base do túnel do metro não têm interferência na segurança da estrutura do túnel, assegurada por um anel de betão.»
Também o presidente do Metropolitano de Lisboa (ML) disse à Lusa já ter conhecimento do relatório há um ano, explicando que o documento foi analisado pela empresa e pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
«O relatório foi-me entregue em Maio de 2005 e eu reencaminhei-o para a estrutura competente da empresa para o analisar, uma vez que continha questões importantes que poderiam pôr em causa a segurança das pessoas», adiantou o presidente do Metropolitano de Lisboa (ML).
Segundo Mineiro Aires, a teoria do engenheiro foi também avaliada pelo LNEC, que reconheceu que «não há qualquer risco» para a segurança das pessoas.
O responsável adiantou que a empresa tem um «litígio laboral« com o engenheiro Carvalho do Santos, que trabalha há 30 anos no Metropolitano de Lisboa e que foi afastado das funções que exercia.
De acordo com Mineiro Aires, o engenheiro enviou o relatório para a Ordem dos Engenheiros, Assembleia da República e Secretaria de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações acompanhado de uma carta na qual tenta denegrir a sua imagem.
O engenheiro Carvalho dos Santos «não está com um comportamento de boa-fé e de lealdade com o presidente da empresa e com a própria empresa», sublinhou.
Mineiro Aires adianta que «além do alarmismo» que estas situações causam, «a imagem de uma empresa como o Metropolitano de Lisboa fica prejudicada.»
«Só quero deixar uma mensagem de tranquilidade absoluta aos utentes do metro, para que não tenham receio», frisou o presidente do ML, reafirmando a segurança do Metro «tanto na obra construída, com nas obras em construção».
O responsável anunciou ainda que as estações do metro de Santa Apolónia e Terreiro do Paço estarão abertas ao público em Junho de 2007.
Fonte: Lusa
A freguesia da Ameixoeira é das mais esquecidas de Lisboa, queixaram-se os moradores, sobretudo, os do núcleo histórico desta zona periférica da cidade aos vereadores do PCP, que ontem os visitaram.
Esta semana o município aprovou, por unanimidade, a elaboração do Programa de Acção Territorial (PAT) destinado à revitalização e de-senvolvimento da Ameixoeira. Mas a descrença na concretização dos seus objectivos por parte daqueles que ali habitam é notória.
Na sede da Associação de Reformados local, Rita Magrinho e Ruben de Carvalho conheceram o quadro da realidade pintado em tons negativos pelos idosos que vêem no centro de convívio o único ponto de encontro de um bairro cada vez mais inseguro e desertificado.
Rodeado pelo betão das novas urbanizações e dos prédios de realojamento camarário, o núcleo histórico da Ameixoeira ganha cada vez mais o estatuto de aldeia perdida na cidade. "Aqui todos se conhecem e receamos muito pelo futuro e pelo que pode vir a acontecer. Aliás, os nossos receios são antigos. Vivemos em permanente insegurança", explicou o presidente da associação.
Os idosos são o alvo privilegiado dos assaltantes que os abordam, sobretudo durante o dia, nas suas deslocações quotidianas, nas idas ao banco ou ao multibanco. "À noite não há assaltos e percebe-se porquê. Ninguém sai à rua. Fica tudo fechado a sete chaves em casa", diz um associado, que lamenta não haver rondas mais frequentes por parte dos efectivos da PSP. "Só os vemos passar de carro e muito rapidamente. Não se sente a proximidade da polícia. Estamos para aqui abandonados. Pior do que se estivéssemos numa aldeia em Trás-os-Montes", acrescenta.
Os vereadores do PCP lembraram, a propósito da questão da insegurança, a falta de efectivos na Polícia Municipal e a prometida (em 2005 pela maioria PSD) esquadra na Ameixoeira que deixou de constar no Plano de Actividades de 2006.
Construção faz estragos
Além da insegurança, as sucessivas intervenções urbanísticas preocupam os moradores. "A construção do último lanço do Eixo Norte-Sul tem dado cabo das nossas casas", queixou-se uma moradora da Vila Guimarães, na Calçada do Forte da Ameixoeira, onde as casas têm fendas provocadas pelos trabalhos de construção de um túnel. Apesar de terem sido recenseadas, as sete famílias ali residentes queixam-se de há três anos nada saberem por parte da câmara sobre um eventual realojamento.
Se as preocupações dos idosos se prendem com o assalto ou a insegurança rodoviária que também ali existe (decorrente dos desvios de ruas e cortes de acessos), por parte da Associação de Defesa do Património do Núcleo Histórico da Ameixoeira há alguma apreensão misturada com expectativa relativamente ao que o PAT vai trazer para zona histórica da Ameixoeira. "Ao longo dos anos este núcleo tem vindo a ser cercado pela construção nova e pela ameaça de descaracterização", disse José Rossado, daquele organismo, dando como exemplo aos vereadores do PCP o caso de um prédio localizado na Rua Direita que foi demolido com alvará municipal e outro sobre o qual pende idêntica ameaça. "Queremos ter uma palavra a dizer na elaboração do PAT. Apesar de ser uma boa carta de intenções, não deixaremos de dar o nosso contributo, pois não pode ser feito apenas nos gabinetes da câmara", acrescentou.
Para Rita Magrinho, apesar de o PCP ter votado favoravelmente a elaboração daquele instrumento de planeamento, cuja execução levará 12 anos a concretizar, há problemas prementes que afectam a população e que têm de ser já resolvidos".
Fonte: Diário de Notícias
A candidata à concelhia do PS de Lisboa, Leonor Coutinho, já marcou um frente-a-frente com o seu adversário e actual líder da estrutura, Miguel Coelho. O encontro que ficou agendado para o dia 14, às 21h30, na sede do PS (Lisboa). A deputada e ex-secretária de Estado da Habitação defendeu, na quarta-feira, que Miguel Coelho “pode ter sido importante numa fase inicial, há nove anos, mas esgotou-se, concentrou tudo nele, fechou as pessoas e acabou por matar o PS em Lisboa”. Leonor Coutinho ressalvou ainda que não concorre “contra ninguém”, mas é uma “alternativa”.
Fonte: Correio da Manhã
D.Maria I demite o Marquês de Pombal e afasta-o de Lisboa.
A rede do Metropolitano na Baixa de Lisboa poderá vir a sofrer inundações devido à novas falhas que terão sido detectadas no túnel do metro no Terreiro do Paço, de resto já afectado parcialmente por um acidente ocorrido em Junho de 2000. A denúncia, discutida hoje no Parlamento, foi feita por um cidadão que deu a conhecer aos deputados um dossiê que fundamenta os seus argumentos. A gravidade da denúncia fez com que todos os partidos estejam a exigir explicações ao Governo e ao Metro. Em declarações à SIC, a administração do Metropolitano afirmou que o alerta carece de fundamento, assegurando que as obras prosseguem dentro da normalidade e que a extensão até Santa Apolónia vai ser inaugurada em Junho do próximo ano. O vice-presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Carlos Pina, por sua vez - em nome da instituição que está acompanhar as obras - explicou que a solução encontrada pelos técnicos holandeses (no troço em questão está a ser construído um túnel dentro do outro ) vai repor a segurança, pelo que ficará afastado o risco de o túnel vir a ser afectado pela pressão exterior das águas do Tejo.
Fonte: Expresso on line

A discoteca de música africana B.Leza vai ser instalada provisoriamente no Teatro ABC, no Parque Mayer, até ao início das obras de recuperação daquele espaço lisboeta, anunciou hoje a Câmara Municipal de Lisboa (CML).
Durante uma visita ao Parque Mayer, o presidente da CML, António Carmona Rodrigues (PSD), anunciou a intenção de disponibilizar o Teatro ABC para o B.Leza, que desde o final do ano passado tem estado na iminência de encerrar.
"Não é razoável, neste curto espaço de tempo, fazer grandes intervenções no ABC, mas encontrámos aqui uma solução para o B.Leza, provisória, é certo, mas que disponibilizamos enquanto não se encontra uma solução de futuro", afirmou o responsável.
O espaço poderá ser ocupado pelo B.Leza até ao início das obras de recuperação do Parque Mayer, segundo o projecto do arquitecto Frank Gehry, o que só deverá acontecer dentro de dois ou três anos.
Em declarações à Lusa, Madalena Saudade e Silva, uma das responsáveis do espaço, afirmou que a medida representa "um alívio muito grande", e acredita que a instalação do B.Leza no ABC vai contribuir para dinamizar o Parque Mayer.
"É uma honra imensa. Aquele espaço é emblemático, com uma carga histórica muito grande. Apesar de o Parque Mayer estar abandonado, ainda se sente ali uma memória e a emoção das gentes do teatro", disse.
Madalena Saudade e Silva considerou que a transferência da discoteca "é uma excelente ideia" e uma "solução para o problema do B.Leza e para a `desanimação` do Parque Mayer", defendendo que poderá "contribuir para a reanimação" desta zona.
Segundo a mesma responsável, o palco e o bar da discoteca vão ser levados para o teatro, "um espaço muito grande" que poderá também acolher algumas actividades que o B.Leza já realizava durante o dia, como ateliês de dança, música e pintura.
Madalena Saudade e Silva referiu que o espaço não deverá necessitar de grandes obras de adaptação, mas disse que em breve uma equipa de técnicos e engenheiros de som vai visitar o edifício.
Sem adiantar uma data para a instalação no Parque Mayer, Madalena Saudade e Silva explicou que o B.Leza tem de sair até Outubro do Palácio Almada Carvalhais, em Santos, que ocupa há dez anos.
A saída do B.Leza daquele edifício decorre de um processo do proprietário do palácio contra o Casa Pia Atlético Clube, de que o B.Leza é sub-arrendatário.
Há quase um mês, o Casa Pia encerrou compulsivamente a discoteca, que só reabriu no fim-de-semana de Carnaval, adiantou a responsável.
Uma petição on-line a reclamar a manutenção do projecto B.Leza, "um lugar de integração e da lusofonia", recolheu quase 1.400 assinaturas.
Fonte: Lusa
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Ao todo foram 35 os utentes do Centro Social e Paroquial de Santa Maria dos Olivais que ontem inauguraram o circuito de manutenção na Alameda Keil do Amaral, no parque florestal de Monsanto, em Lisboa. Um investimento de cerca de 70 mil euros por parte da Autarquia.
Fonte do gabinete do vereador dos Espaços Verdes, António Proa, disse ao JN que a Autarquia vai contactar instituições que apoiam seniores e apresentar o novo equipamento. Caso haja adesão, a Câmara pretende iniciar aulas especialmente dirigidas aos mais velhos, onde os novos aparelhos serão utilizados.
Ontem, os participantes foram divididos em dois grupos, que começaram o circuito em locais diferentes. No momento em que um grupo iniciou o percurso no primeiro posto até ao sexto, o outro fez o caminho inverso. Quando se juntaram, no meio do percurso, participaram numa aula de aeróbica/tai chi, que durou cerca de 30 minutos.
De acordo com a Autarquia, o percurso é livre para quem o quiser utilizar, embora seja mais vocacionado para idosos. Qualquer sénior pode dirigir-se à Alameda Keil do Amaral e exercitar-se nos aparelhos, que têm instruções de utilização.
O circuito tem dez estações, com aparelhos concebidos especialmente para pessoas com necessidades especiais. O objectivo é, além de exercitar o corpo, porporcionar novas formas de agir e sentir o meio ambiente envolvente e ao mesmo tempo permitir-lhes um envelhecimento saudável.
Flexibilidade, força, resistência, equilíbrio e postura são elementos desenvolvidos nos exercícios de cada aparelho, que trabalham braços, pernas, articulações e sistema vascular.
As plataformas de suporte dos equipamentos são de borracha sintética (para absorver o choque em caso de queda) e o acesso faz-se por rampas metálicas, que facilitam a utilização a quem use cadeira de rodas.
Fonte: Jornal de Notícias
A Câmara Municipal de Lisboa vai elaborar um programa para a zona da Calçada de Carriche, Ameixoeira e Galinheiras, destinado a conciliar todas as intervenções previstas.
A proposta, aprovada esta semana por unanimidade, prevê a elaboração, no espaço de um ano, do Programa de Acção Territorial (PAT) para a designada coroa norte de Lisboa, delimitada pela Avenida Padre Cruz, Eixo Norte/Sul e os municípios de Loures e Odivelas.
Depois de concluído o PAT, a Autarquia pretende apresentar uma candidatura à administração central, solicitando uma intervenção privilegiada nesta zona problemática.
O desenvolvimento do programa será orientado pelo projecto europeu LUDA, destinado a grandes áreas urbanas carenciadas, que tem estado a realizar um estudo na zona e que detectou problemas como "fraca estrutura urbana, falta de integração social e espacial, deterioração do património, dificuldades de mobilidade e falta de espaços públicos".
Fonte: Jornal de Notícias
A coligação PSD/CDS na Câmara de Lisboa aprovou, por maioria, a elaboração de um plano de pormenor para Alcântara, projecto que mereceu a contestação de toda a oposição.
Segundo a vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara, a proposta aprovada é "um melhor caminho" do que o estudo urbanístico "Alcântara XXI" realizado no anterior Executivo, presidido por Pedro Santana Lopes, e que pretendia essencialmente compatibilizar diferentes projectos urbanísticos e acessibilidades previstas para a zona, com uma área de 41 hectares.
Segundo o estudo, realizado pelos arquitectos Frederico Valsassina e Manuel Aires Mateus, a área - predominantemente ocupada por fábricas já obsoletas - passará a ter 60% de habitação, além de comércio e serviços, estimando-se que poderá atrair 15 mil novos habitantes.
De acordo com a vereadora Gabriela Seara, o plano de pormenor irá abranger a área considerada "prioritária" no estudo urbanístico, que previa uma zona superior àquela que o novo plano irá abordar.
A bancada do PS apresentou, durante a sessão camarária, uma proposta alternativa, rejeitada pela maioria, que defendia que o plano de pormenor fosse realizado através de um concurso público.
Fonte: Jornal de Notícias
Quase 12 mil acidentes entre Janeiro e Novembro de 2005 na capital. A avenida General Norton de Matos, mais conhecida como a Segunda Circular, foi a via de Lisboa que registou mais acidentes em 2005. A maioria dos quais foram situações de abalroamento.
Na lista entram também a Avenida Infante D. Henrique, o Eixo Norte-Sul, Campo Grande e a Avenida 24 de Julho, que é também a segunda artéria mais perigosa para os peões. Porém, a via em que se registou mais atropelamentos foi a Avenida Almirante Reis, com quase 25 por cento dos atropelamentos.
De Janeiro a Novembro do ano passado ocorreram 11 693 acidentes no concelho de Lisboa. A maioria (9 674) foram situações de abalroamento (choque entre viaturas), e registaram-se 1 211 casos de dano (situações que causaram prejuízos, estragos ou vandalismo).
Fonte: Portugal Diário
A oposição de esquerda na Assembleia Municipal de Lisboa (AML) acusou ontem o executivo camarário, presidido por António Carmona Rodrigues (PSD-CDS/PP), de «marasmo» e criticou o silêncio sobre a situação do Túnel do Marquês.
O presidente da Câmara de Lisboa apresentou hoje, durante a reunião da AML, a informação trimestral da actividade desenvolvida pelo município, e afirmou que os primeiros meses (desde a posse, no final de Outubro) têm sido dedicados a «preparar o ciclo de quatro anos».
«É um período de estabilização, preparação do mandato e arranjo da casa», referiu Carmona Rodrigues, que destacou a importância da coligação pós-eleitoral com o CDS-PP para a «estabilidade governativa da cidade».
O autarca recordou depois algumas acções desenvolvidas nos primeiros quatro meses de gestão autárquica, nas áreas da segurança, mobilidade, desporto, acção social e a aprovação de instrumentos de planeamento urbanístico.
Para o líder da bancada socialista da AML, Miguel Coelho, «a cidade está sem chama, sem garra, desmotivada e resignada».
Carmona «foi eleito com uma maioria expressiva, com um programa combativo, e passados estes meses, o que nos vem dizer é conversa para nos entreter. É muito pouco para apresentar», afirmou o deputado do PS.
O PCP sublinhou que «a câmara começa mal e mal será para Lisboa senão imprimir um novo ritmo e emendar a estratégia», sustentou o deputado Feliciano David, acrescentando que a actividade camarária se tem resumido a «gestão corrente».
«Meses de marasmo ou mesmo de retrocesso, em que a câmara está acometida da doença do sono», referiu o comunista.
Carmona Rodrigues argumentou ser «adepto de uma política eficaz, mas sem `show-off'», sublinhando que «o que se faz na câmara de Lisboa é feito pelos serviços».
O autarca defendeu ainda que «não seria razoável verter para o relatório o que ainda não é materializável», afirmando que «nos próximos meses haverá muito mais medidas».
O deputado do BE Heitor de Sousa criticou «o silêncio ensurdecedor» sobre o Túnel do Marquês, uma reclamação também dos socialistas, que pediram esclarecimentos sobre o estado da obra e o reforço do túnel da Linha Amarela do Metro.
O presidente do município lisboeta argumentou que a obra «está a decorrer com normalidade, tranquilamente» e «estará pronta quando estiver».
Fonte: Lusa
É fundado o Colégio Militar. No sítio da Feitoria, junto da Torre de S. Julião da Barra, pelo coronel António Teixeira Rebelo.
As últimas notícias sobre a Câmara de Lisboa e vários dos seus dossiers, sempre à volta da construção e do imobiliário, deixariam qualquer país decente perplexo e as suas instituições não descansariam enquanto não se tirasse tudo a limpo.
Mas a verdade é que até agora nem uma palavra dos responsáveis da Câmara. Nem uma iniciativa de esclarecimento dos órgãos autárquicos. Os partidos representados na Câmara de Lisboa estão calados, assobiando para o lado, sem um assomo de indignação sequer.
É certo que o combate à corrupção nunca foi o forte de nenhum Governo nem prioridade para a sociedade portuguesa. Mas em Lisboa está a ultrapassar-se o limite da mais elementar higiene política.
Um Vereador diz que o tentaram subornar e corromper. E o que é que acontece? Na justiça, veremos, com a lentidão do costume. Na política ninguém liga. Será que a Câmara Municipal de Lisboa estará em processo de oeirização?
(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)
O Aqueduto das Águas Livres, em Lisboa, abre sábado para uma nova temporada de visitas ao monumento, que no ano passado recebeu mais de mil visitantes, disse esta quinta-feira à agência Lusa uma fonte do Museu da Água.
Os visitantes poderão fazer o percurso «A Rainha Refresca-se», que recria o espírito barroco e proporciona a visita a locais de inédita beleza ao longo das nascentes, de Caneças ao Vale de Alcântara, refazendo o percurso pelo Aqueduto das Águas Livres que a família real, a corte e o povo faziam ao deslocar-se de Caneças a Lisboa.
Ao longo de todo o percurso, os visitantes são acompanhados por um guia do Museu da Água que lhes dá a conhecer a história da construção do monumento do século XVIII, que tem 58 quilómetros de extensão.
«A proposta que fazemos é conhecer o Aqueduto das Águas Livres com um envolvimento, um compromisso e uma cumplicidade, que vai muito além das palavras que nos falam da sua construção», refere o Museu da Água.
Segundo a fonte do Museu da Água, as visitas poderão ser realizadas até Setembro, sendo necessária marcação prévia, uma vez que para o passeio se realizar tem de haver 20 pessoas.
Em 2005, foram realizadas 52 visitas ao aqueduto, cujas galerias se assemelham mais às alas de um convento do que a simples condutas de água.
O percurso tem o seu início na Rua das Amoreiras, seguindo-se uma visita às Nascentes de Carenque e às clarabóias da Mãe d'Água Velha e Mãe d'Água Nova.
Segue-se a passagem pelo Aqueduto do Olival e, de regresso a Lisboa, a travessia do Aqueduto no Vale de Alcântara, terminando na Mãe d¿Água das Amoreiras.
O Aqueduto das Águas Livres, cuja construção foi autorizada a 12 de Maio de 1731 pelo Rei D. João V, tem exercido ao longo dos tempos uma atracção mágica sobre muitas pessoas.
Fonte: Portugal Diário
A Assembleia Municipal de Lisboa deverá aprovar hoje a ampliação das instalações da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara, que permitirá a eliminação de maus cheiros provenientes daquela estrutura.
Esta medida faz parte de uma proposta da vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara, que foi aprovada pela Câmara a 26 de Janeiro. A proposta surge na sequência de uma directiva comunitária que impõe que qualquer zona urbana com mais de 10 mil habitantes deve ter tratamento secundário das águas residuais urbanas, enquanto a ETAR de Alcântara apenas realiza tratamento primário.
A adaptação para tratamento secundário da ETAR obrigará à demolição do edifício administrativo e do de exploração, que se encontram actual- mente instalados em "Área verde de Protecção". O espaço será transformado em área verde efectiva, conforme a classificação que consta do Plano de Ordenamento do Espaço Urbano do Plano Director Municipal.
Fonte: Jornal de Notícias
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Os protestos da União dos Sindicatos de Lisboa (USL) e do Movimento dos Utentes do Serviço Público (MUSP) relativamente ao fecho do hospital do Desterro, em Lisboa, ganharam novo fôlego no mesmo dia em que a administração daquela unidade de saúde garantiu, ao JN, não haver ainda data concreta para o encerramento, não confirmando qualquer dispensa de funcionários.
Ontem, os sindicalistas iniciaram uma recolha de assinaturas (a meta é atingir as 20 mil, numa primeira fase), para um abaixo-assinado que será entregue ao ministro da Saúde. O levantamento será feito até sexta-feira, dia 10, em vários hospitais da capital.
No próximo dia 11, pelas 14.30 horas, realiza-se uma sessão de esclarecimento, na Rua da Palma, para alertar a população para as consequências do fecho, que os sindicatos presumem aconteça em Junho. "Não somos contra reestruturações, mas somos contra restruturações sem condições", afirmou ontem Arménio Carlos, da USL, em conferência de imprensa em plena rua, frente ao hospital. O dirigente referia-se à mudança provisória de serviços daquele estabelecimento para os hospitais de S. José e Capuchos até que uma nova unidade - o hospital de Todos-os-Santos - nasça.
«O ministério da Saúde tem dado razão aos sindicatos com os sucessivos adiamentos; sugerimos que este seja definitivo até à construção do novo, que pretendemos faça serviço público", desafia Arménio Carlos. Segundo os dirigentes, com o fecho do Desterro (que em conjunto com o S. José e Capuchos integram o Centro Hospitalar de Lisboa), serão os utentes quem vai sofrer . "Se as pessoas forem para o S. José ficam em macas pelos corredores no serviço de medicina", dizem.
Ao JN, a presidente da administração do CHL, Teresa Sustelo, afirmou que apenas está prevista a transferência dos 428 profissionais daquele estabelecimento de saúde para os outros dois que integram o CHL, não confirmando qualquer dispensa. Ainda segundo a mesma fonte, dos serviços do Hospital do Desterro «nenhum foi transferido, embora esteja quase concluído o calendário para o efeito». «Os doentes acompanharão os serviços e serão disso previamente informados por escrito», assegura a administradora, sem no entanto precisar qualquer data para estas operações.
Futuro do edifício
O futuro do edifício permanece uma incógnita. Teresa Sustelo limita-se a recordar que o imóvel é propriedade do Estado e que uma das hipóteses em aberto é vir a transformá-lo num hospital de cuidados continuados.
Isto embora tenha avançado a um outro jornal diário que os hospitais de S. José e dos Capuchos irão sofrer obras para acolherem mais serviços. Versão contestada por uma dirigente do Sindicato dos Médicos, ela própria médica no S. José, que afirma que os dois estabelecimentos foram intervencionados recentemente e que agora "vão ter de ser adaptados para receber os serviços" do Desterro.
Também para os funcionários a situação é difícil. "Não sabemos qual vai ser o nosso futuro", afirma apreensiva Adélia Oliveira, auxiliar de acção médica. "Há contratados a fazerem funções de auxiliares e não se sabe o que vai ser deles ou de nós".
A notícia sobre a mudança do serviço de cirurgia inicialmente prevista para o decurso deste mês, ainda não é do conhecimento de quem lá trabalha. "Não sabemos de nada, mas ouvimos dizer que está previsto para o próximo dia 23. Tudo isto vai pôr em causa o atendimento dos utentes", considera.
Ficha
Críticas
Os sindicatos criticam o governo pelo fecho e afirmam que a medida vai condicionar o acesso dos utentes ao Serviço Nacional de Saúde, ao construir uma nova unidade, em parceria público/privado.
Trabalhadores
De acordo com Arménio Carlos não existe "nenhuma indicação do governo que salvaguarde os postos de trabalho - os do quadro, ou em condições precárias". Ao todo, ali trabalham 428 pessoas, entre médicos, enfermeiros, pessoal dos serviços gerais, administrativos, pessoal técnico de diagnóstico e terapêutica, técnicos superiores de serviço e operários.
Serviços
São seis os serviços que funcionam actualmente no Hospital do Desterro Dermatologia; Urologia, Unidade de Cuidados Intensivos Polivalentes; Cirurgia Geral e Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica.
Atendimento
Durante o ano passado, foram acolhidos naquela unidade de saúde cerca de 500 mil utentes. Ficaram internadas 4261 pessoas, 54134 foram às consultas externas e 1907 foram intervencionadas cirurgicamente. Cerca de 2500 recorreram ao hospital de dia e 432152 realizaram exames complementares de diagnóstico e terapêutica.
Fonte: Jornal de Notícias
O Ministério da Saúde quer vender os terrenos e o edifício onde está instalado o Instituto Português de Oncologia de Lisboa e transferi-lo para outro sítio na capital ou em Oeiras, noticia hoje o Diário Económico.
De acordo com o económico, o Ministério da Saúde já está em conversações com as câmaras de Lisboa e Oeiras para encontrar um sítio que substitua o actual Instituto Português de Oncologia (IPO), entre Sete Rios e a Praça de Espanha.
O ministro da Saúde, António Correia de Campos, revelou ao Diário Económico que, não havendo terreno, a solução teria de passar pela realização de obras no edifício actual, que poderiam chegar aos 100 milhões de euros.
«A solução passa por encontrar um terreno - em Lisboa ou Oeiras - , por um preço acessível, e construir um novo IPO com as verbas da venda do terreno do edifício actual, ou então investir cerca de 100 milhões de euros em obras nos próximos anos», disse o ministro ao DE. António Correia de Campos admitiu preferir «construir um novo IPO» mas para isso precisa de encontrar, em Oeiras ou Lisboa, um terreno adequado.
O presidente do Conselho de Administração do IPO de Lisboa, uma Entidade Pública Empresarial, garantiu ao Diário Económico estar «em sintonia total com o ministro». Ricardo Luz explicou ao económico que «não basta arranjar o edifício, é preciso mudar de instalações».
O presidente do IPO (que possui 300 camas e atende 180 mil pessoas por ano) diz que «as necessidades do hospital estão desadequadas do seu espaço porque já tem 80 anos e a prática da oncologia hoje não tem nada a ver com a de há décadas atrás».
Recordando que o instituto tem autonomia administrativa, Ricardo Luz afirmou que «legalmente o IPO é o dono do edifício», mas escusou-se a apontar valores possíveis da venda do terreno e do imóvel. «Só sei que a solução tem de ser encontrada num prazo relativamente curto», disse o responsável ao Diário Económico.
O Ministério da Saúde escusou-se a revelar o valor pelo qual quer vender o hospital mas, de acordo com o Diário Económico, pela avaliação que a Câmara Municipal de Lisboa fez para os imóveis da zona, vale mais de 130 milhões de euros.
Fonte: Portugal Diário
A exposição «Ilhas do Tejo» é um projecto que retrata a Lisboa do futuro, segundo a visão dos alunos de Arquitectura e Artes da Universidade Lusíada de Lisboa.«Ilhas do Tejo» vai ser inaugurada amanhã, 2 de Março, no Centro de Informação Urbana de Lisboa (CIUL) – Picoas Plaza.
Este projecto, que tem o rio Tejo como base e como ponto de partida a Praça do Comércio, apresenta-se como um ensaio de construções inovadoras.
A exposição está enquadrada na iniciativa «Lisboa Utópica 2055» sobre a evocação dos 250 anos do terramoto de 1775.
«Ilhas do Tejo» vai estar patente ao público até 21 de Abril.
Fonte: Diário Digital
A Câmara de Lisboa aprovou esta quarta-feira por maioria, com os votos favoráveis da coligação PSD-CDS/PP e da CDU, o Plano de Urbanização da Avenida de Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE), que demorou 16 anos a elaborar.
O PUALZE, que seguirá agora para aprovação da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), não abrange o Parque Mayer, que foi «destacado» deste plano, estando prevista a realização de um plano de pormenor específico para esta zona, anunciou hoje a vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara.
A coligação de direita rejeitou ainda uma proposta apresentada durante a reunião pública da autarquia lisboeta pelos vereadores do PS, que defendia a suspensão do PUALZE até à elaboração de um estudo de transportes para o condicionamento da circulação automóvel na zona histórica da cidade, a sul da prevista Circular das Colinas, que passa pela Rua Alexandre Herculano.
Fonte: Lusa
Um casal de moradores interpôs uma acção judicial contra alguns vizinhos para exigir a demolição de marquises ilegais que dizem transformar «num galinheiro» um edifício de autor dos anos 70 situado no Campo Grande, em Lisboa, noticia a agência Lusa.
Desenhado pelo arquitecto Alexandre Steinkritzer Bastos em 1974, o prédio, que assenta em colunas que libertam o terreno ao nível do rés-do-chão, é todo revestido com pedra ornamental clara, de onde sobressaem as ilegais vidraças e caixilhos escuros que fecham as varandas.
«Deformar e abastardar um prédio por simples questões de capricho não deveria ser a norma», disse à agência Lusa Fátima Gysin, que interpôs uma acção judicial contra moradores de cinco andares e que decorre há mais de um ano no Tribunal Cível de Lisboa e cuja leitura da sentença está marcada para 14 de Março.
Fátima Gysin diz não compreender a razão que leva pessoas que moram em casas com mais de 200 metros quadrados a fecharem as varandas para conseguirem mais espaço, desrespeitando a arquitectura do edifício.
«Não há consciência, nem respeito pelo público», salientou a moradora, sublinhando que o edifício está situado num bairro frequentado diariamente por milhares de pessoas e que faz parte do cartão de visita da cidade.
Cansada desta situação, Fátima Gysin e o marido questionaram a Câmara Municipal de Lisboa se os moradores do prédio tinham pedido autorização para fechar as varandas, tendo recebido resposta negativa.
Esta situação foi confirmada à agência Lusa por uma fonte do gabinete do Urbanismo da autarquia. «Não há nenhum pedido para a realização de obras no referido prédio», disse a fonte da câmara. Perante esta situação, o casal decidiu levar o caso a tribunal.
Contactado pela Lusa, um dos moradores que fechou a varanda considerou «ridícula» a acção judicial, argumentando que as marquises foram construídas há 30 anos e «nunca ninguém se manifestou» e fazem parte de «um fenómeno que está espalhado por toda a cidade de Lisboa».
Segundo o morador, muito dos condóminos fecharam as varandas devido ao ruído provocado pelos aviões que aterravam ou descolavam do aeroporto da Portela.
A Direcção Municipal da Cultura da Divisão do Património Cultural da Câmara de Lisboa, em colaboração com a Divisão de Monitorização Urbana e a Ordem dos Arquitectos está a realizar uma inventariação do património arquitectónico do século XX existente na cidade.
Testemunha no processo, o arquitecto Carlos Oliveira Ramos defende que para evitar situações idênticas deve constar no «Regulamento de condomínio» a proibição de fechar varandas, uma vez que a realização de obras nas fachadas dos edifícios têm de ser aprovadas em Assembleia de Condóminos.
Por outro lado, deve haver uma maior fiscalização por parte das autarquias, a quem cabe licenciar as obras nas fachadas, adiantou Ramos Oliveira.
Segundo o arquitecto, o fecho de varandas sem autorização viola o Regulamento Geral das Edificações Urbanas (Regeu), a única legislação que existe sobre a matéria e que data de 1951.
Fonte: Portugal Diário
Lisboa, por Francisco Trigo de Abreu, no Mau Tempo no Canil.
Um casal de moradores leva alguns vizinhos a tribunal, para exigir a demolição de marquises, que, segundo eles transformaram um prédio no Campo Grande dos anos 70, num "galinheiro". A sentença será lida no dia 14 de Março.

O Teatro Maria Matos reabre dia 27 de Março, Dia Mundial do Teatro. Sofreu obras de remodelação depois de ter fechado em Novembro de 2004. Está previsto um programa específico para assinalar a reabertura e a programação passará a ser d aresponsabilidade de Diogo Infante. Este teatro foi inaugurado em 22 de Outubro de 1969.
Fonte: Metro
Feira Mercado da Ribeira abre portas amanhã com milhares de títulos a preços reduzidos. Certame integra este ano a venda de serigrafias e telas.
Centenas de telas e de serigrafias, na maioria de jovens artistas portugueses, vão estar à venda, a preços promocionais, na Feira do Livro da Primavera no Mercado da Ribeira, em Lisboa, revelou ao JN José Tavares, responsável pelo evento. Além desta novidade, o certame, que abre portas amanhã, "vai oferecer aos visitantes preços ainda mais baixos do que é habitual", adiantou.
"Descontos máximos e preços mínimos" é o lema da 1ª edição deste ano (a segunda será no Outono). De facto, explicou José Tavares, "no local estarão patentes títulos a preços bastante aliciantes". As vantagens vão ser ainda maiores durante a denominada "Hora Mágica dos Livros e dos Descontos", que terá lugar entre as 20 e as 21 horas, com excepção dos fins-de-semana. Durante uma hora, os visitantes terão direito a um descontos adicional de 10% na aquisição de uma qualquer obra.
A feira vai contar com a participação de dezenas de editores portugueses que representam milhares de títulos e abarcam todas as temáticas da edição em Portugal. Mais de 50% dos preços oscilarão entre um e sete euros.
Além da venda de livros e de serigrafias, o certame integrará um conjunto de acções cujo programa será divulgado durante os primeiros dias.
O certame que decorre no primeiro piso do Mercado da Ribeira está aberto das 10 às 21 horas e prolonga-se até ao dia 2 de Abril.
Fonte: Jornal de Notícias