Os jovens seleccionados no concurso EPUL Jovem para o empreendimento do Paço do Lumiar, cuja construção está atrasada, serão ressarcidos das despesas que já realizaram pela empresa municipal caso queiram desistir da compra das casas, revelou hoje a vereadora do Urbanismo da Câmara de Lisboa. A Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) "tem ordem para devolver todo o dinheiro para todas as pessoas, com juros e com todas as despesas, que queiram libertar-se deste compromisso", afirmou hoje a vereadora Gabriela Seara durante a reunião pública do executivo. A maioria dos vereadores do executivo camarário exigiu explicações e a responsabilização da administração da EPUL pelo atraso na obra.
Fonte: Lusa
Palacete Ribeiro da Cunha, por Aba, no Luminescências.
O consumo e o lazer serão os dois vectores estruturantes da ideia que vai presidir ao plano estratégico de remodelação do centro histórico de Lisboa, a zona Baixa-Chiado, que será apresentado no próximo dia 22 de Setembro à Assembleia Municipal, acompanhado dos modelos de financiamento, operacional e institucional.
A ideia é inverter o notório declínio do centro de Lisboa adoptando a lógica de um centro comercial capaz de atrair novos fluxos de consumidores e turistas.
O Terreiro do Paço é visto como uma nova centralidade política e empresarial ao serviço das tecnologias de ponta e capaz tanto de albergar novas instituições (as agências europeias, por exemplo) como de gerar emprego qualificado.
A ideia é inverter o notório declínio do centro de Lisboa adoptando a lógica de um centro comercial capaz de atrair novos fluxos de consumidores e turistas.
O Terreiro do Paço é visto como uma nova centralidade política e empresarial ao serviço das tecnologias de ponta e capaz tanto de albergar novas instituições (as agências europeias, por exemplo) como de gerar emprego qualificado.
O plano incluirá o incremento do número de residentes, de cinco para 14 mil pessoas, de capacidade hoteleira, de 1200 para 2200 camas e, sobretudo, a transformação das ruas de Santa Justa e da Vitória em novos pólos comerciais capazes de acrescentar cerca de 70 mil metros quadrados de lojas, restaurantes e outros espaços, além de promover uma ligação mais fácil entre as duas colinas que delimitam a Baixa pombalina. O comércio da Baixa deve adaptar-se a novos horários, fechando mais tarde, de modo a acompanhar novos estilos de vida e o aumento do turismo.
A adaptação do Tribunal da Boa Hora a Hotel de Charme e do histórico Quartel do Carmo em centro de moda e design são dois dos vários exemplos apresentados para dar coerência a uma zona que se pretende mais fechada ao trânsito e de visita, e não de atravessamento, como actualmente.
A primeira aproximação ao projecto final foi mostrada ontem aos jornalistas pela vereadora Maria José Nogueira Pinto, que estava acompanhada dos seis membros da Comissão de Reabilitação empossados a 1 de Março último: Augusto Mateus, antigo ministro (Financiamento e Sustentabilidade Económica), Manuel Salgado (Urbanismo), Elísio Summavielle (Património e Cultura), Celeste Hagatong (Actividades Económicas), Anacoreta Correia (Área Executiva) e Raquel Henriques da Silva (Património Histórico e candidatura à UNESCO).
Se for adoptado pela CML e depois pelo Governo, cuja parceria é considerada essencial, o projecto poderá arrancar já nos primeiros dias de 2007 e entrar em velocidade de cruzeiro em 2010, quando já será possível visualizar “um espaço ribeirinho totalmente diferente e de maior qualidade”, garante o arquitecto Manuel Salgado.
Carmona Rodrigues, que passou pela reunião, não tem dúvidas: “Temos de olhar para a recuperação da Baixa pombalina como um projecto nacional.”
“Não podemos vender uma cidade cujo coração deixou de bater”, diz Maria José Nogueira Pinto, que assume este projecto de reabilitação do centro histórico lisboeta como “o desígnio” que pediu ao dr. Carmona Rodrigues antes de aceitar um lugar na vereação da cidade. Colocada perante eventuais implicações político-partidárias, entre uma câmara PSD e um Governo PS, a vereadora do PP reconhece: “Não há donos do projecto. Ele tem de ser blindado contra os ciclos eleitorais. Se for visto na óptica política, não terá pernas para andar.”
“Tem havido contactos com o Governo e o plano será apresentado oficialmente ao primeiro-ministro antes de vir à assembleia municipal”, garante a vereadora, preocupada em explicar todas as valências do mesmo, inclusive no quadro da criação de emprego, cujo contributo será explicitado no texto final. “Tudo isto tem a dimensão de um sonho, mas é um projecto com uma visão integrada e os pés bem assentes na terra”, garante.
Fonte: Correio da Manhã
Os dois leões e os dois tigres do Circus Universal, que desde há nove meses se encontram enjaulados numa mata em Vale de Touros, concelho de Palmela, vão ser hoje retirados daquele local e transportados para o Jardim Zoológico de Lisboa, onde ficarão convenientemente instalados. A informação foi adiantada ao DN por Carlos Agrela Pinheiro, director-geral de Veterinária.
Fonte: Diário de Notícias
A publicidade vai ser restringida nas zonas históricas da Baixa lisboeta, nos bairros típicos da cidade e nos monumentos nacionais, caso seja aprovada hoje, em reunião da Câmara, uma proposta do vereador dos Espaços Públicos, António Prôa.
"Assiste-se actualmente a uma proliferação de telas publicitárias na cidade de Lisboa que, em muitas situações, constituem verdadeiro 'ruído' na cidade", refere a proposta. Perante esta situação, o vereador considera que se "torna urgente impor restrições à proliferação verificada deste tipo de suporte publicitário".
António Prôa adianta que esta medida tem como objectivo reduzir os "efeitos negativos" que a publicidade possa acarretar para o "equilíbrio da paisagem devido à sua dimensão e localização". Nesse sentido, propõe a restrição da publicidade nas "áreas históricas da Baixa", e nas áreas históricas centrais de Alfama e Colina do Castelo, Bairro Alto e Bica, Chiado, Madragoa e Mouraria.
A medida estende-se às áreas históricas periféricas (Ameixoeira, Carnide, Olivais Velho, Paços do Lumiar) e às praças emblemáticas Marquês de Pombal, Restauradores, D. Pedro IV, Figueira, Município, Comércio, Luís de Camões, Império, Martim Moniz, Duque de Saldanha e Duque da Terceira.
Fonte: Lusa
A oposição na Câmara de Lisboa reclamou hoje maior abertura ao diálogo por parte do executivo liderado por Carmona Rodrigues (PSD), uma reivindicação dos trabalhadores, que se concentraram esta tarde em plenário frente aos paços do concelho. Cerca de 250 trabalhadores da autarquia lisboeta concentraram- se hoje à tarde em plenário para contestar o "maior abuso de poder e prepotência de sempre" por parte do executivo municipal.
O vice-presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Fontão de Carvalho (PSD), considerou hoje "perfeitamente desajustada" a intenção do Governo de criar sanções para os municípios que ultrapassem os limites de endividamento. O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, defendeu recentemente "sanções financeiras" para as autarquias que este ano não cumpram os limites de endividamento e de despesas de pessoal estabelecidos por lei.
Fonte, Lusa
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) conta, a partir de hoje, com uma nova sede, um edifício de três pisos em Lisboa que dispõe de uma sala própria de formação.
Em declarações à agência Lusa, Frederico Moyano Marques, assistente jurídico da direcção, sublinhou que a existência de uma sala própria para formação é de "extrema importância", uma vez que permite que a APAV deixe de necessitar de locais cedidos ou alugados a terceiros para dar formação. Situada na rua José Estêvão, a nova sede resulta de um protocolo com o Ministério da Administração Interna (MAI), a vigorar até 2008, e substitui a anterior, na rua do Comércio, fruto de um protocolo com o Ministério da Justiça, em vigor desde que a APAV foi criada em 1990.
A nova sede integra o gabinete de atendimento de Apoio à Vítima de Lisboa, que funciona no piso térreo, e os serviços centrais de sede, que funcionam no primeiro andar. A sala de formação, onde hoje foi inaugurada uma exposição com cartazes alusivos ao trabalho da APAV desde a sua formação, sala de reuniões, sala de direcção e do presidente são as valências a funcionar no segundo piso do edifício.
Fonte: Lusa
15:00
Comemoração dos 60 anos do Principezinho
Local: Auditório
Organização: Editorial Presença
18:30
Lançamento do livro "Minutos de Reflexão"
Local: Foyer
Organização: Paulinas Editora
18:30
Agustina Bessa-Luís, "Sobre os livros e outras coisas: A escrita como reflexo da sociedade, o que fazemos e como lemos"
Local: Auditório
Organização: Câmara Municipal de Lisboa/Cultura
Apresentação de Inês Pedrosa.
20:30
Lançamento do livro "1966 Portugal no Mundial nas imagens de Nuno Ferrari"
Local: Auditório
Organização: A BOLA e o PÚBLICO
Com a presença da Direcção e Administração de "A Bola" e "Público". Com a presença do coordenador editorial do livro José Manuel Delgado e com os convidados Manuel Alegre, Marcelo Rebelo de Sousa, Eusébio, os restantes "magriços", alguns jogadores no activo, dirigentes de clubes, entre outros.
Fonte: Feira do Livro
A Mostra Internacional de Teatro - Lisboa MITE' 06, que decorre em Junho e Julho no Teatro Nacional D. Maria II, representa uma "forte aposta" nos clássicos da dramaturgia e no diálogo multicultural entre art istas, anunciou hoje a direcção.
A Lisboa MITE'06 foi apresentada aos jornalistas no D.Maria II pela nov a administração do teatro, liderada por Carlos Fragateiro e José Manuel Castanhe ira, numa conferência de imprensa onde também esteve presente o secretário de Es tado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho.
Sófocles, Eurípides, Homero, Gil Vicente, Shakespeare, Moliére e Ionesc o são alguns dos clássicos que a mostra pretende oferecer ao público no teatro n acional de Lisboa interpretados por companhias de vários países, uma escolha rev eladora da filosofia da nova gestão artística do D.Maria II.
Carlos Fragateiro justificou que esta programação "forte, diversa e int ernacional é um sinal de abertura ao exterior para, a médio prazo, transformar o D. Maria II numa plataforma do melhor que se faz lá fora, para já, na Europa".
O programa do Lisboa MITE'06, que decorre de 16 de Junho a 27 de Julho, integra nove espectáculos provenientes de grupos de artistas do Brasil, Espanha , França, Canadá, Itália, França, Portugal, Roménia, França e EUA.
Fonte: Lusa
O presidente da Câmara de Lisboa, António Carmona Rodrigues, anunciou hoje a requalificação de cerca de 1.400 estabelecimentos comerciais da Avenida Almirante Reis, Portas de Santo Antão/Praça da Figueira, Chiado e Campo de Ourique.
Esta medida é o resultado de um protocolo de cooperação assinado hoje entre a autarquia, a União de Associações do Comércio e Serviços (UACS) e a Associação de Restauração e Similares de Portugal (ARESP).
"O protocolo cria condições para avançar para a requalificação de 1.400 estabelecimentos comerciais e zonas envolventes em cinco locais da cidade de Lisboa", afirmou Carmona Rodrigues durante a cerimónia de assinatura do protocolo nos Paços do Concelho.
O autarca salientou ainda a importância desta medida para a "revitalização do tecido económico e social da cidade" e para o desenvolvimento de projectos entre entidades públicas e privadas.
O documento realça a necessidade de se proceder "desde já" à realização dos Estudos Globais, que visam o levantamento dos problemas existentes bem como a definição das respectivas soluções.
A CML, a UACS e a ARESP participarão conjuntamente no desenvolvimento dos diversos trabalhos com vista à elaboração das candidaturas a apresentar à Direcção-Geral da Empresa (DGE) tendentes à obtenção de apoios financeiros para a concretização das acções dos projectos.
à autarquia compete acompanhar o desenvolvimento da elaboração dos Estudos Globais e emitir pareceres sobre os referidos estudos no prazo de cinco dias úteis e colaborar com a UACS nas acções de sensibilização e mobilização dos comerciantes para os diferentes projectos.
Na cerimónia estiveram presente o vice-presidente da União de Associações do Comércio e Serviços, Vasco de Mello, e o presidente da Associação de Restauração e Similares de Portugal, Mário Pereira Gonçalves.
Fonte: Lusa
Título: Bairro de Alvalade, Autor: João Pedro Costa, Stand: Pavilhão 21, Editor: Livros Horizonte. Título: Lisboa desaparecida vol. 8, Autora: Marina Tavares Dias,Stand: Pavilhão 157, Editor: Quimera Editores.
Imperdível a entrada sobre o Perna de Pau, no Bic Laranja (escrita fina...)
Em Lisboa, a estátua do Marquês de Pombal e o monumento dos Restauradores serão «vestidos» com faixas com a mensagem «Você controla a mudança do clima», uma iniciativa da Comissão Europeia. No dia 4 de Junho, está prevista a formação de um cordão humano na Praça dos Restauradores, pelas 11h30, para sensibilizar a população para os problemas das alterações climáticas.
A campanha, com um orçamento de 4,7 milhões de euros, foi lançada ontem à tarde, em Bruxelas, pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e pelo comissário europeu do Ambiente, Stavros Dimas e extender-se-á aos 25 Estados-membros até 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente.
Entre as sugestões que constam do relatório da Comissão Europeia, está a redução de um grau centígrado da temperatura dos aquecedores (o que permite economizar até dez por cento da energia utilizada), evitar deixar os televisores, aparelhagens e computadores em «modo vigília» (que possibilita economizar dez por cento da energia que utilizam) e a impressão de ambos os lados das folhas, que economiza 50 por cento do papel.
Um dos principais alvos da campanha é o sector doméstico, responsável por cerca de 16 por cento do total das emissões de gases com efeito de estufa, provenientes, na sua maioria, da produção e utilização de energia.
Por ano, cada cidadão comunitário é responsável por 11 toneladas de emissões de gases com efeito de estufa, principalmente dióxido de carbono (CO2), devido maioritariamente à produção e utilização de energia (61 por cento) e dos transportes (21 por cento), utilizadores de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás) cuja combustão produz emissões de CO2.
«As habitações representam quase um terço da energia consumida na UE e os automóveis particulares são responsáveis por cerca de metade das emissões provenientes dos transportes, pelo que as pessoas, individualmente, têm uma influência directa nessas emissões», argumenta a Comissão Europeia.
Bruxelas sugere ainda a redução das emissões noutros sectores, como a indústria, onde os cidadãos também podem participar, através da reciclagem: «Custa dez vezes menos energia reciclar uma lata de alumínio do que produzir uma nova», fundamenta a Comissão, promovendo ao mesmo tempo a utilização de energias renováveis.
Nas capitais dos 25 Estados-membros, a campanha, que decorrerá durante este ano, irá ser divulgada na televisão e imprensa e através de acções originais. A iniciativa estará ainda na Internet (http://www.climatechange.eu.com) - apenas em inglês, francês e neerlandês - onde serão encontradas cerca de 50 sugestões para reduzir as emissões poluentes e uma calculadora que permite avaliar a quantidade de CO2 economizada em cada acção e onde poderá ser descarregado um «screen saver» de baixo consumo para os computadores.
Fonte: Expresso on line

Canonização de Santo António de Lisboa.
À baixa pombalina, depois de tudo quanto lhe tem sucedido só faltava mesmo... uma comissão! Já não bastava o Presidente da Camara, os Vereadores, as Juntas de Freguesia, o célebre Comissariado, espécie de ministério-prenda de Carmona a Maria José Nogueira Pinto, para garantir a maioria que o eleitorado não lhe quis dar, ainda a baixa tem agora de levar com mais uma comissão da Assembleia Municipal em cima. Lembra o velho ditado: "quem não sabe resolver um problema, cria uma comissão".
A Câmara de Lisboa e a empresa municipal que gere os equipamentos culturais da capital vão receber 480 mil euros de uma empresa de distribuição de refrigerantes durante os próximos três anos, foi hoje anunciado.
A Refrige - Sociedade Industrial de Refrigerantes, vai patrocinar as Festas de Lisboa nos próximos três anos, entrando com 100 mil euros por cada edição. O patrocínio vai ser formalizado com um protocolo assinado quarta-feira entre a Refrige e a Empresa Municipal de gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC). Além do patrocínio às Festas de Lisboa, o protocolo prevê ainda que a Refrige atribua 180 mil euros para os equipamentos culturais geridos pela empresa.
Fonte: Lusa
A Assembleia Municipal de Lisboa vai criar uma comissão para análise do projecto de construção de um parque de estacionamento subterrâneo no Largo Barão de Quintela, no Chiado, sobre o qual deverá pronunciar-se dentro de dois meses.
A medida foi aprovada hoje por unanimidade durante a reunião da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), depois de a decisão ter sido concertada entre os líderes de todas as bancadas municipais.
O projecto de construção do parque de estacionamento sob o Largo Barão de Quintela, com 270 lugares e cinco pisos subterrâneos, tem suscitado alguma polémica, nomeadamente com a oposição do PS e do Bloco de Esquerda (BE), que hoje pediam a suspensão de qualquer decisão relativa ao licenciamento desta obra.
As bancadas do PSD, PS, BE e CDS/PP apresentaram hoje, para discussão na AML, moções sobre o projecto, que foram retiradas face à decisão de criar uma comissão eventual de análise e apreciação do processo.
A moção subscrita pelo deputado social-democrata Nelson Coelho alegava que o processo está caducado, uma vez que já decorreram quase dois anos e meio após a aprovação da última decisão da AML sobre este processo, já que o construtor teria três meses para apresentar o projecto e dois anos para concluir a obra.
A vereadora do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Gabriela Seara (PSD), nega que o processo tenha caducado, argumentando que até ao momento só foi aprovado o projecto de arquitectura, faltando aprovar os projectos de especialidades.
O processo só poderia ser considerado caducado se a licença de construção tivesse sido emitida e o promotor não tivesse realizado a obra nos dois anos seguintes, considera a vereadora.
Por outro lado, o deputado Nelson Coelho acredita que o projecto viola o Plano Director Municipal (PDM), afirmando que o largo se situa numa área histórica habitacional, numa zona "abrangida pelos 50 metros de protecção ao monumento nacional" - Palácio de Quintela/Condes de Farroba, além de a obra não estar contemplada em qualquer "plano de pormenor, plano de salvaguarda ou projecto de espaço público, estudo ou plano municipal de ordenamento do território, aprovados para o local".
O PSD pedia, na moção, que fosse disponibilizado todo o processo administrativo relativo ao projecto e que fosse promovido um "amplo debate público". A oposição afirma-se preocupada com as eventuais alterações ao Largo Barão de Quintela e acredita que a construção de um novo parque de estacionamento vai aumentar o tráfego naquela zona.
A moção do PS pedia a suspensão do projecto "até se poderem avaliar melhor todas as consequências que a sua prossecução causaria à cidade e à Baixa pombalina".
Para a bancada socialista, "encontram-se por esclarecer questões como as condições de estabilidade do edificado que envolve o largo, assim como os custos associados à sua manutenção". Na opinião do BE, a obra será "mais uma verdadeira agressão à preservação do património histórico, arquitectónico e cultural da cidade".
Os bloquistas solicitavam ainda à Câmara Municipal a revisão e alteração das condições de concessão dos parques de estacionamento existentes na zona envolvente da Baixa-Chiado, "de forma a criar bolsas de lugares de estacionamento para residentes e comerciantes".
Para a bancada do CDS/PP, a autarquia deveria promover a reabilitação do largo, mas desistir do projecto de construção do estacionamento, optando pela criação de um parque subterrâneo no Príncipe Real.
OS deputados democratas-cristãos recomendavam ainda à Câmara que fosse encontrado um novo espaço "para a instalação condigna" do quartel dos bombeiros existente naquele largo. A vereadora do Urbanismo já se mostrou disponível para rever o projecto de requalificação do jardim.
Fonte: Lusa
Os deputados da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovaram hoje por unanimidade o pagamento individual da compensação devida pela Câmara aos comerciantes pelo encerramento da Feira Popular, em Outubro de 2003.
A decisão, aprovada hoje no final da reunião da AML, no Fórum Lisboa, motivou um forte aplauso por alguns feirantes que assistiram ao debate, uma manifestação que não é permitida, mas que a presidente deste órgão, Paula Teixeira da Cruz (PSD), disse compreender, dado o tempo que o processo demorou.
Fonte: Lusa
A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou hoje por maioria, com a abstenção do PS e do PSD, uma moção do PCP que pede a suspensão de "eventuais processos" de venda de património do Estado.
Também a bancada do PSD viu aprovada por maioria uma moção em que manifestava "profunda preocupação pelo facto de o Governo não prestar informação à Câmara de Lisboa" sobre a sua política de venda de património na cidade.
Fonte: Lusa
A maioria de direita rejeitou uma moção do PS, que propunha à Câmara Municipal uma vistoria "com urgência" aos parques infantis da cidade para identificar os equipamentos que possam pôr em perigo as crianças.
Os socialistas afirmavam que muitos parques infantis apresentam "estruturas de diversão arrancadas, peças de madeira ou materiais de fibra sintética rachados e buracos descobertos que podem provocar lesões graves às crianças" que utilizam estes recintos.
O PS considerava ainda que a limpeza destes espaços é "normalmente deficitária" e sugeria à autarquia que, depois da vistoria, apresente publicamente os resultados obtidos.
Apelava ainda à Câmara de Lisboa que faça "um investimento efectivo na construção de parques infantis/radicais para crianças e jovens, nomeadamente nos bairros em que não existe nenhuma estrutura semelhante". O PSD considerou que esta proposta é "demagógica", já que a autarquia se encontra em situação de contenção financeira.
Por outro lado, o deputado social-democrata Saldanha Serra considerou que "não há tendência de degradação destes espaços" e afirmou que "a vistoria é feita sistematicamente". "No ano passado, toda a estrutura dos parques foi reabilitada", afirmou.
Fonte: Lusa
Sobre este organismo, a AML aprovou, com os votos contra do PS e a abstenção do Bloco de Esquerda, uma moção do CDS que questiona o Governo sobre o "modelo institucional e de competências reais" que pretende para a Autoridade Metropolitana.
"O actual ministro, Mário Lino, disse não concordar com o modelo definido pelo anterior executivo. Quase um ano depois destas declarações, a Autoridade continua paralisada, com gravíssimos prejuízos para a mobilidade e para o ambiente na Área Metropolitana de Lisboa", critica o CDS-PP.
Na moção, a AML questiona qual o modelo previsto pelo Governo para que, "finalmente, a Autoridade Metropolitana possa funcionar", e qual é o prazo previsto para que isso aconteça.
Fonte: Lusa
O PSD e o CDS, que têm a maioria na Assembleia Municipal de Lisboa (AML), rejeitaram hoje uma proposta do PS que defendia o combate ao estacionamento irregular na cidade.
"O escândalo a que chegou na cidade o estacionamento irregular é grave porque indicia a impunidade", nomeadamente quando ocorre junto aos órgãos de soberania, nos corredores destinados aos transportes públicos, em ruas estreitas ou em cima de passadeiras para peões, sublinhava a moção, subscrita pelo líder da bancada do PS, Miguel Coelho, e pela deputada socialista Maria de Belém Roseira.
A deputada criticou o facto de a empresa pública municipal de estacionamento (EMEL) multar veículos estacionados sem pagarem o parquímetro, mas não ter competência para penalizar os condutores que deixem os seus veículos "em situação muito mais irregular".
Na moção, o PS propunha que a Câmara Municipal "faça cumprir o regulamento de cargas e descargas, que permite articular sem colisões os horários destinados a essa tarefa com os períodos de maior afluxo de trânsito para acesso ao trabalho".
O PS defendia ainda a articulação da EMEL com a Polícia Municipal e a PSP no combate ao estacionamento selvagem e que a Câmara de Lisboa promova, com as entidades competentes, "uma especial vigilância que previna o estacionamento irregular junto das sedes dos órgãos de soberania, das escolas e estabelecimentos de ensino em geral, das instituições de saúde e das passadeiras de peões".
O líder da bancada social-democrata, Saldanha Serra, afirmou que a moção do PS "faz tábua rasa das responsabilidades enormes e inultrapassáveis do Governo nestas matérias".
Fonte: Lusa
A Câmara de Lisboa deverá passar a usar papel reciclado e fotocópias com frente e verso, o que poderá reduzir em 40 por cento o consumo de papel, segundo uma recomendação hoje aprovada pela Assembleia Municipal.
A recomendação era subscrita pelo Partido Ecologista "Os Verdes", mas todas as bancadas da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) acabaram por subscrever a proposta, que foi aprovada por unanimidade. "Os órgãos autárquicos de Lisboa, pelo seu peso e responsabilidade, deveriam assumir um importante protagonismo na modernização e inovação de medidas de indisfarçável impacto ambiental positivo", defende a recomendação.
Segundo o PEV, a utilização de documentos com frente e verso poderia "representar uma redução de desperdício de papel na ordem dos 40 por cento". A recomendação propõe também à autarquia que compre papel reciclado e promova "a sua crescente utilização nos serviços do município, nomeadamente em materiais como actas, agendas, convocatórias, boletins, envelopes, edições, na produção e reprodução de documentos e no papel avulso em geral".
A realização de uma "vasta campanha de informação e sensibilização junto dos serviços" é também recomendada.
Fonte: Lusa
Os deputados do CDS-PP na Assembleia Municipal de Lisboa (AML) vão pedir ao executivo da Câmara, liderado por uma coligação PSD/PP, que desista da intenção de construir um estacionamento subterrâneo no Largo Barão de Quintela, no Chiado.
A bancada democrata-cristã vai apresentar terça-feira, na reunião da AML, uma moção a propor a construção, em alternativa, de um parque subterrâneo no Príncipe Real.
A Câmara de Lisboa aprovou recentemente o projecto de arquitectura do parque de estacionamento no Largo Barão de Quintela e admite pedir ao arquitecto responsável, Gonçalo Byrne, que elabore um novo projecto paisagístico para recuperação do jardim.
O projecto já mereceu a contestação do PS e do Bloco de Esquerda, além da ameaça de demissão da historiadora Raquel Henriques da Silva do recém-criado comissariado para a Baixa pombalina, um órgão tutelado pela vereadora Maria José Nogueira Pinto (CDS-PP).
Na moção, os deputados do CDS consideram que a reabilitação do largo "é urgente", bem como "a criação de novos espaços de estacionamento que sirvam os moradores do Bairro Alto", mas sem acarretar "consequências negativas na zona envolvente".
O PP propõe que a autarquia estude a criação de um parque de estacionamento no Príncipe Real, "por baixo do asfalto e sem afectar o jardim, de modo a servir os moradores do Bairro".
Os deputados defendem ainda que "seja encontrado um novo espaço para a instalação condigna" dos bombeiros que actualmente funcionam num quartel no Largo Barão de Quintela.
A bancada apresentará ainda uma moção a questionar o Governo sobre o funcionamento da Autoridade Metropolitana de Transportes, criada em 2003 pelo então ministro das Obras Públicas, Carmona Rodrigues, actual presidente da Câmara Municipal.
"O actual ministro, Mário Lino, disse não concordar com o modelo definido pelo anterior executivo. Quase um ano depois destas declarações, a Autoridade continua paralisada, com gravíssimos prejuízos para a mobilidade e para o ambiente na Área Metropolitana de Lisboa", critica o CDS-PP.
Numa outra moção que será debatida terça-feira na AML, a bancada democrata-cristã questiona a autarquia sobre eventuais estudos para um novo parque de estacionamento em Campo de Ourique, recordando que "há vários anos está prevista a construção" de um equipamento deste tipo na Praça Afonso do Paço.
Na opinião do CDS, "o problema da falta de estacionamento afecta fortemente toda a zona de Campo de Ourique".
A criação de uma comissão eventual da Assembleia Municipal para acompanhar as transferências de verbas da câmara para as juntas de freguesia é o objectivo de outra moção que o CDS-PP propõe terça- feira, considerando que "a experiência dos anos anteriores tem demonstrado algumas dificuldades e reclamações na distribuição de verbas e execução de protocolos".
Fonte: Lusa
O PS/Lisboa vai solicitar terça-feira ao Executivo camarário que suspenda todas as decisões relativas ao licenciamento da construção de um parque de estacionamento subterrâneo no Largo Barão de Quintela até serem avaliados todos os impactos da obra.
Numa moção, que vai ser apresentada terça-feira na Assembleia Municipal de Lisboa, os socialistas defendem que devem ser "melhor" avaliadas todas as consequências que a construção do parque subterrâneo pode causar à cidade e, em partícula, à Baixa Pombalina.
"Não contestando o facto de estarmos confrontados com um projecto entretanto aprovado pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) e pela Câmara de Lisboa, a realidade é que se encontram ainda por esclarecer um conjunto de situações inerentes ao projecto", refere a moção assinada pelo líder da bancada municipal do PS, Miguel Coelho.
Os socialistas pretendem saber as condições de estabilidade do edificado que envolve o largo que irá suportar a construção de cinco pisos em cave para o referido estacionamento, assim como os custos associados à sua manutenção.
O PS lembra que o parque, se encontra em fase de licenciamento, tem uma capacidade prevista para 270 lugares, distribuídos por cinco pisos subterrâneos, os quais adicionados aos cerca de 700 lugares já existentes na zona do Chiado "proporcionarão uma oferta de estacionamento indesejável para uma área onde, o que se pretende, é condicionar a circulação automóvel".
"A zona da Baixa/Chiado constitui já uma área da cidade bem servida por ofertas de estacionamento, assim como por uma oferta substantiva de transportes públicos colectivos: Metropolitano, Eléctrico e Autocarros", sublinham.
Por outro lado, os socialistas alegam que a construção do parque de estacionamento e o restante edificado inerente ao projecto vão alterar "irreversivelmente as características actuais do Largo Barão da Quintela, que estará integrado na zona da Baixa a candidatar a Património da Humanidade, uma vez que faz parte integrante do Plano Pombalino da reconstrução da cidade".
Fonte: Lusa
Na reunião da Assembleia Municipal, o PS/Lisboa vai apresentar uma proposta, na qual apela à Câmara de Lisboa para que faça cumprir o regulamento de cargas e descargas e que garanta a articulação da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) com a Polícia Municipal e a PSP.
Na moção, o PS solicita à autarquia que articule com as entidades competentes uma "especial vigilância que previna o estacionamento irregular junto das sedes dos órgãos de soberania, das escolas e estabelecimentos de ensino em geral, das instituições de saúde e das passadeiras de peões".
Fonte: Lusa
O PS/Lisboa vai propor terça-feira ao Executivo camarário que realize, com "urgência", uma vistoria aos parques infantis da cidade para identificar os equipamentos que possam pôr em perigo as crianças.
Numa moção a apresentar terça-feira na Assembleia Municipal de Lisboa, os socialistas sublinham que muitos parques infantis apresentam "estruturas de diversão arrancadas, peças de madeira ou materiais de fibra sintética rachados e buracos descobertos que podem provocar lesões graves às crianças" que utilizam estes recintos.
O PS adianta que a limpeza destes espaços é "normalmente deficitária" e sugere à autarquia que, depois da vistoria, apresente publicamente os resultados obtidos.
Segundo os socialistas, "os protocolos de descentralização de competências nesta área [limpeza], que muitas juntas de freguesia nem sequer aceitaram dada a exiguidade das verbas anunciadas, apenas servem para efectuar pequenas limpezas durante poucos meses do ano, quando o objectivo do protocolo seria o ano inteiro".
Para inverter esta situação, o PS sugere à autarquia que delegue às Juntas de Freguesia, não só a limpeza dos recintos, mas também a gestão e conservação dos parques infantis com meios financeiros suficientes.
Apela ainda à Câmara de Lisboa que faça "um investimento efectivo na construção de parques infantis/radicais para crianças e jovens, nomeadamente nos bairros em que não existe nenhuma estrutura semelhante".
O PS/Lisboa vai ainda apresentar na reunião do executivo municipal outra moção relacionada com a prevenção de incêndios na cidade.
"Presentemente há zonas da nossa cidade que se apresentam com mato de uma altura que é mais própria de área florestais do que de uma cidade", adianta o PS, alertando que esta situação pode provocar incêndios nos meses de Verão.
Os socialistas recomendam à Câmara de Lisboa que efectue "rapidamente" a limpeza e desmatação das "zonas críticas" e que haja uma maior interligação entre as juntas de freguesia a as autarquias para "uma maior eficácia de intervenção e identificação" das zonas necessitadas de intervenção.
Fonte: Lusa
A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) deverá aprovar terça-feira o pagamento individual da compensação devida aos comerciantes pelo encerramento da Feira Popular, pondo fim a um longo processo que opunha os feirantes à autarquia.
A Câmara de Lisboa aprovou no ano passado o pagamento de 20,4 milhões de euros a cerca de 200 comerciantes pelo encerramento da Feira Popular em Outubro de 2003, depois de uma comissão negociadora ter apurado o valor de 10,6 milhões de euros, que foi rejeitado pelos representantes da Associação de Feirantes, que integravam aquele órgão.
Dada a falta de consenso entre os feirantes, os vereadores decidiram por unanimidade pedir ao perito nomeado pelo Tribunal da Relação que presidiu à comissão negociadora - que incluiu ainda representantes dos feirantes e da Câmara Municipal - para clarificar os critérios que definiram as compensações aos feirantes.
Segundo o relatório da comissão, o município deve manter os critérios já definidos anteriormente.
Na proposta que leva terça-feira à Assembleia Municipal de Lisboa, o vice-presidente da autarquia, Fontão de Carvalho, sugere que se opte "pelo pagamento individualizado a cada um dos feirantes da importância remanescente que lhes caiba".
Os feirantes deverão entregar à Câmara Municipal um recibo "que dê plena quitação ao município relativamente a tudo o que entendesse ser-lhe devido a título de indemnização ou compensação pessoal e relativa ao estabelecimento de que era titular e seus trabalhadores, declarando nada mais ter a receber da Câmara, com relação à ocupação que deteve na Feira Popular de Lisboa.
O pagamento individual da compensação devida aos comerciantes da Feira Popular foi aprovado por unanimidade pelos vereadores em reunião de câmara no passado dia 10.
Fonte: Lusa
A União das Cidades Capitais Ibero- Americanas (UCCI), que integra Lisboa, vai criar um comité de solidariedade para apoiar qualquer país que seja afectado por uma catástrofe natural, através de ajuda humanitária e apoio à reconstrução das zonas atingidas.
A criação do Comité Especial de Solidariedade Ibero-Americana perante Catástrofes será anunciada terça-feira em Lisboa, por António Carmona Rodrigues (PSD), presidente da Câmara Municipal e também vice- presidente da associação.
Em comunicado hoje divulgado, a autarquia lisboeta adianta que o novo organismo de cooperação intermunicipal irá actuar nos países que fazem parte da rede internacional, situação em que a acção será coordenada a partir da capital do país afectado, ou em qualquer outra região do Mundo.
O organismo deverá desenvolver um plano de acção perante catástrofes, tendo como objectivos conceder ajuda humanitária e colaborar no financiamento de programas de redução de desastres.
A acção do comité passa ainda pela optimização de recursos e efectivos das capitais ibero-americanas na prevenção e redução de catástrofes, na redução dos efeitos e na reconstrução das zonas afectadas.
O comité deverá também trabalhar com representantes que funcionem como interlocutores das suas cidades, uma medida que pretende "aproveitar o conhecimento acumulado pelas diferentes redes ibero-americanas em matéria de acção municipal perante desastres". A criação do organismo surge na sequência da declaração assinada no XXXVII Comité Executivo da UCCI, que decorreu em Fevereiro de 2005 em Lisboa.
Na altura, a secretária-geral da UCCI, Mercedes de La Merced, defendeu que "todos os autarcas estão conscientes de que a principal preocupação para com os cidadãos é a segurança". A UCCI foi criada em 1982 com o objectivo de democratizar as instituições municipais, reunindo cidades de quase 20 países.
Fonte: Lusa
O pedido ao Governo para que atribua à Câmara de Lisboa um direito de preferência na transmissão de edifícios e terrenos entre particulares no Bairro da Liberdade vai ser novamente discutido terça-feira pela Assembleia Municipal.
O Governo já tinha atribuído este direito ao município lisboeta em 2002, mas o prazo de concessão, por três anos, esgotou-se no Verão do ano passado sem que a Câmara tivesse iniciado a reabilitação do bairro, situado numa das encostas de Campolide. Para a vereadora do Urbanismo da autarquia, Gabriela Seara, "o direito de preferência é um exercício muito importante para a Câmara recuperar o bairro", uma medida já anunciada pela maioria de direita.
O projecto de Câmara Municipal prevê a demolição do bairro e o realojamento, na mesma zona, das cerca de 900 famílias que ali vivem. A autarquia estima que a recuperação do bairro custe 100 milhões de euros, um esforço financeiro que o município considera "brutal", pelo que está a ponderar recorrer ao programa de apoio Prohabita e solicitar ao Governo autorização para contrair um empréstimo bancário.
Por seu lado, os vereadores da oposição defendem a elaboração de um plano de pormenor para o bairro, a monitorização da estabilidade da encosta e de uma definição dos prazos da intervenção.
Fonte: Lusa
O movimento Fórum Cidadania apelou hoje à Câmara de Lisboa para que proíba as demolições dos edifícios antigos nas Avenidas Novas, impeça as "mudanças ilegais" de uso residencial para comercial e investigue as mudanças já efectuadas.
Em comunicado, o Fórum Cidadania refere que fez um "pedido urgente" à autarquia para que intervenha nas Avenidas Novas, sobretudo nas transversais às avenidas Duque de Loulé, Fontes Pereira de Melo, da República e 5 de Outubro, "enquanto é tempo, evitando a destruição dos últimos edifícios originais desta zona e contribuindo para a preservação da memória da cidade dos princípios do século XX".
"Fazemo-lo [o pedido] numa altura crucial, não só porque cada vez há menos para salvar e ainda tem listas extensas de património a preservar e recuperar, mas porque também está em vias de ser aprovado pela CML (Câmara Municipal de Lisboa) um novo plano de cérceas para a Avenida da República (que irá ser discutido quarta-feira em sessão pública de executivo camarário), que julgamos poder ser a machadada final naquela avenida", sublinha.
O movimento alega que as Avenidas Novas tinham no seu edificado inicial um volume "mais do que suficiente para assegurar uma vivência animada e equilibrada" e que este plano irá "permitir enormidades na futura urbanização da Feira Popular e elevar muitos dos prédios actuais".
"Do ponto de vista urbano, é criminoso, visto que apenas serve para enriquecer alguns e obrigar todos os outros a sofrerem uma cidade em perda contínua de qualidade", salienta o movimento de cidadãos lisboetas. Para o Fórum Cidadania, a autarquia deve "encorajar" a preservação e reabilitação dos edifícios das Avenidas Novas.
"Apesar das já muitas demolições, o inventário municipal de Imóveis e Conjuntos Edificados tem ainda extensas listas de edifícios com valor patrimonial reconhecido, listas que só pecam por defeito", sustentam.
O movimento salienta a traça dos edifícios, muitos dos quais "saídos da prancha dos mais afamados arquitectos" e que fazem parte do inventário municipal e das bases de dados da Direcção-Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais e do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR).
Contudo, acrescentam, "estão devolutos há anos e anos, nunca viram os seus proprietários serem obrigados a fazer obras de recuperação, e em vez disso, têm visto ser autorizados escandalosamente pedidos de demolição e de construções novas".
Para travar esta situação, o Fórum Cidadania reclama à autarquia que respeite o antigo Plano Director Municipal, não concedendo mais nenhuma licença de demolição nas Avenidas Novas, "como a vergonhosa demolição em curso do Nº 9 da Rua Latino Coelho, junto à Maternidade Alfredo da Costa".
Apela ainda que proceda à listagem dos edifícios a serem reabilitados e use o seu poder de "intimação e obras coercivas" para a realização de obras, esclarecendo "os proprietários que é seu benefício recuperar os prédios, face à nova lei do arrendamento e que percam a ideia de enriquecer com nova construção".
Por outro lado, a Câmara de Lisboa deve intervir no mercado imobiliário, em sintonia com o Governo, de modo a oferecer um pacote de incentivos atractivos para que os proprietários recuperem os prédios para habitação e arrendamento, em vez de escritórios, como tem sido uma constante nas últimas décadas, pondo fim à excessiva terciarização da zona, acrescentam.
Fonte: Lusa
Quatro das cinco ligações fluviais entre Lisboa e a margem Sul do Tejo estão desde as 6:00 de hoje paradas devido a uma greve dos trabalhadores da Transtejo que está ter adesão total, disse fonte sindical e da empresa. O presidente do Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante, Albano Rita, disse à Lusa que hoje, primeiro dia de uma paralisação de cinco dias, a greve teve uma adesão de 100 por cento, interrompendo todas as ligações fluviais da responsabilidade da Transtejo.
Também a directora comercial do grupo Transtejo, Teresa Gato, disse à Lusa que desde as 6:00 de hoje não se efectuou qualquer ligação entre o Montijo e o Terreiro do Paço, entre o Seixal e o Cais Sodré, entre a Trafaria e Belém e entre Cacilhas e o Cais Sodré.
A greve por turnos que hoje começa foi convocada por cinco sindicatos do sector dos transportes fluviais de passageiros e pretende ser um protesto contra o valor do prémio de assiduidade.
De acordo com fonte da empresa, os transportes alternativos estão a encaminhar os passageiros para a estação fluvial do Barreiro ou para as estações do comboio da Fertagus. Teresa Gato adiantou que apenas se está a fazer a ligação entre o Barreiro e o Terreiro do Paço, que é da responsabilidade da Soflusa.
O sindicalista Albano Rita adiantou ainda à Lusa que lamenta os "transtornos que a greve está a causar aos passageiros". Contudo atribui as culpas pelos transtornos ao Ministério dos Transportes e à Transtejo, por ser "permissiva" aos argumentos da tutela. Até quarta-feira, a paralisação poderá afectar as ligações entre as duas margens do Tejo das 06:03 às 09:00 e das 16:30 às 19:50.
De quinta a sexta-feira, a travessia poderá ser interrompida entre as 06:03 e as 09:55 e entre as 16:30 e as 20:30. Nos dias úteis circulam, em média, 27.000 passageiros nas horas de ponta das carreiras da Transtejo, adiantou à Lusa Teresa Gato. Na origem da greve parcial, que abrange todos os trabalhadores da empresa, está o aumento de 25 euros no valor do prémio de assiduidade proposto há três semanas pela administração.
Os sindicatos contestam este aumento, dado que querem que o montante do prémio seja igual ao dos trabalhadores da operadora Soflusa, que faz parte do grupo Transtejo. Actualmente, o valor do prémio de assiduidade na Transtejo é de 125 euros enquanto o da Soflusa é de 206 euros. A Transtejo justifica a impossibilidade de satisfazer de imediato a reivindicação dos trabalhadores, alegando dificuldades económico-financeiras, mas ressalva que, "a exemplo de anos anteriores, procurará encontrar formas de diminuir, progressiva e faseadamente, esta diferença em anos subsequentes".
Fonte: Lusa
18:00
Debate "Energia: Que Futuro?"
Local: Auditório
Organização: C. M. L./Ambiente e Agência Lisboa E-Nova
21:00
Lançamento do livro "30 Mulheres+"
Local: Auditório
Organização: Edeline Reporters
Fonte: Feira do Livro
Quando Margarida foi viver para a casa que tinha ganho no programa EPUL Jovem, em Lisboa, descobriu que a sua vizinhança incluía, afinal, casais de idosos e até imigrantes recém- chegados a Lisboa e que nem falavam português. Apesar de os concursos promovidos pela Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) se destinarem a jovens até aos 35 anos, alguns moradores encontram vizinhos com idades muito superiores, uma situação em que a empresa municipal afirma não poder intervir.
Também o impedimento de vender ou alugar as casas durante três ou cinco anos é por vezes infringido, verificando-se situações de arrendamento antes de terminados esses períodos.
Concluído em 2003, o prédio da EPUL Jovem no Vale de Santo António tem 152 apartamentos, com tipologias entre T0 e T2 e alguns «duplex».
«Os meus amigos comentavam que seria muito giro ir morar para aquele prédio, porque achavam que teria um bom ambiente, tipo residência universitária», descreveu à Lusa Margarida (nome fictício), moradora neste empreendimento.
No entanto, pouco tempo após a mudança para a nova casa, alguns residentes começaram a aperceber-se, nas reuniões de condóminos, de «situações em que os moradores eram pessoas mais velhas e não os devidos proprietários», sendo, por vezes, os pais dos jovens seleccionados nos concursos.
«Chego a ter vizinhos de 80 anos», afirmou Margarida.
Além de um casal de chineses, que tinha acabado de chegar a Portugal e que, como tal, não poderia ter participado no concurso, que costuma prolongar-se por vários anos, a moradora recorda-se de outro episódio insólito.
«Em 2003, quando as pessoas começaram a mudar-se, uma amiga minha andava à procura de casa para alugar e chegou a vir ver uma no meu prédio, respondendo a um anúncio», descreve Margarida, adiantando que chegaram a aparecer anúncios para arrendamento nos jornais e na Internet.
A moradora conta ainda que alguns vizinhos fazem, «em conversas de elevador, comentários um bocadinho zangados por o concurso não estar a ser usado para o fim original», o de «colocar fogos no mercado habitacional da capital a preços competitivos e exclusivamente direccionados para jovens», como pode ler-se na página da Internet da empresa municipal. Uma experiência semelhante é descrita por Helena, que viveu num empreendimento da EPUL Jovem no Paço do Lumiar entre 1999 e 2006.
Em declarações à Lusa, Helena contou que teve como vizinha uma senhora que trocara de casa com o filho, que ganhara o concurso. Noutro caso, adiantou a moradora, os habitantes de um apartamento mudavam frequentemente, o que indiciava que se trataria de um caso de arrendamento, antes de terminados os cinco anos em que é proibido qualquer negócio.
Questionado pela Lusa, o presidente da empresa municipal, João Teixeira, afirmou que a EPUL «está a tentar encontrar uma solução», mas referiu que «juridicamente e constitucionalmente não é possível» controlar o uso que é dado às casas. «A idade é condição para a aquisição e não para a manutenção das casas», sublinhou a administração da empresa, que considera que a ocupação dos fogos por pessoas com idades superiores às permitidas pelo concurso «não é uma fraude jurídica».
«Não há nenhuma maneira jurídica de dizer às pessoas que não podem fazer aquilo que quiserem com aquilo que é seu. Não se pode cercear o uso do direito de propriedade», frisou um elemento da administração, recordando que a EPUL não tem qualquer competência fiscalizadora. Sobre esta situação, a empresa municipal diz nunca ter recebido reclamações nem ter «conhecimento directo de qualquer caso» nos 2.200 fogos do programa EPUL Jovem, mas admite que «possam existir» situações deste tipo.
Para evitar a especulação na venda das casas, a empresa está a praticar descontos menores, na ordem dos 5 a 7% face ao preço de mercado, explicou o presidente. «O programa já é meritório ao dar a possibilidade aos jovens de adquirirem casas mais baratas», afirmou João Teixeira.
O jurista António Marques Baptista, especialista em direito do arrendamento, acredita que «tem de haver uma solução jurídica», mas diz que «o problema carece de estudo». «A EPUL não resolve porque não quer», sustentou o jurista, que admitiu que estes casos «são capazes de roçar as raias do foro criminal, podendo ser considerados uma burla, que consiste em enganar terceiros mediante um negócio».
Já o especialista em direito civil João Pereira da Rosa, reconhece que estes casos «agridem um pouco a motivação social» dos concursos, mas acredita que a situação é «inultrapassável».
«Se eu comprar uma casa da EPUL, posso ter os meus pais a morar comigo e ninguém tem nada a ver com isso. Poderá haver abusos, vivendo o comprador noutro sítio», mas esses casos são difíceis de comprovar, considerou Pereira da Rosa. Para o advogado, «a actividade social dos municípios tem sempre estes problemas de controlo».
«Como em qualquer regime, há sempre espertalhões e, estando em Portugal, há ainda mais, mas não podemos prejudicar quem realmente precisa por haver espertalhões que torpedeiam o sistema», defendeu.
Fonte: Lusa
Estreia do Coro Gulbenkian, na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, com a primeira audição em Portugal da "Paixão Segundo São Mateus", de Georg-Philipp Telemann.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, vai ser entrevistado por Luísa Castel-Branco, que apoiou Carmona e este nomeou provedora do Bairro S. João de Brito. A entrevista, cujo mote será o futebol, está agendada para dia 2 de Junho (sexta-feira) e será transmitida em directo e simultâneo para a Rádio Portugal e para o Rádio Clube.
Fonte: Correio da Manhã

A luz vinha devagar
Através do firmamento...
Vinha e ficava no ar
Parada por um momento,
A ver a terra passar
No seu térreo movimento.
Depois caía em toalha
Sobre as dobras da cidade;
Caía sobre a mortalha
De ambições e de poalha,
Quase com brutalidade.
O rio, ao lado, corría
A querer fugir do abraço;
Numa vela que se abria,
E onde um sorriso batia,
O mar era já um regaço.
Mas a luz podia mais,
Voava mais do que a vela;
E o Tejo e os areais
Tingiam-se dos sinais
De uma doença amarela.
Ardia em brasa o Castelo,
Tinha febre o casario;
Cada vez mais nosso e belo,
O profeta do restelo
Punha as sombras num navio...
Nas casas da Mouraria,
Doirada, a prostituição
Era só melancolia;
Só longínqua nostalgia
De amor e navegação.
Os heróis verdes da História
Tinham tons de humanisdade;
No bronze da sua memória
Avivava-se a memória
Do preço da eternidade.
Nas ruas e avenidas,
Enluaradas de espanto,
Penavam, passavam vidas,
Mas espectrais, diluídas
Na cor maciça do encanto.
E a carne das cantarias,
Branca já de seu condão,
desmaiava em anemias
de marítimas orgias
De um fado d eperdição.
Miguel Torga.
(Lisboa Com Seus Poetas,
Adosinda Providência Torgal e
Clotilde Correia Botelho,
D. Quixote)
16:30
Sessão de apresentação de "O Codex 632", de José Rodrigues dos Santos
Local: Foyer
Organização: Gradiva
17:00
"Plano Tecnológico, Bibliotecas e Arquivos Municipais: que parcerias?"
Local: Auditório
Organização: Câmara Municipal de Lisboa/Cultura
Com Carlos Zorrinho (ac), Inês Morais Viegas, Irene Catarino, Maria José Teixeira. Moderação de Fernanda Eunice Figueiredo (ac).
18:30
Apresentação da obra de Augusto Carlos
Local: Foyer
Organização: Editora Nova Vaga
20:30
"Educação e Cidadania"
Local: Auditório
Organização: António Teodoro e Manuel Tavares. Ed. U. L.
Apresentação das Revistas e Livros da UID - Observatório de Políticas de Educação e de Contextos Educativos.
Fonte: Feira do Livro
Fundado em 1883 e inaugurado em 1884, o Jardim Zoológico de Lisboa foi o primeiro parque com fauna e flora da Península Ibérica. Foram vários os seus fundadores, como os Drs. Pedro van der Laan e José Thomaz Sousa Martins e o Baraão de Kessler, que contaram com o apoio de várias personalidades, como o Rei D. Fernando II e pelo conhecido zoólogo e poeta José Vicente Barboza du Bocage.
As primeiras instalações situaram-se no Parque de São Sebastião da Pedreira, que foi cedido gratuitamente pelos seus proprietários. Em 1905, foram inauguradas as novas e definitivas instalações na Quinta das Laranjeiras.
As inúmeras remessas de animais vindos de África e do Brasil contribuíram para que, ao longo dos anos, o Jardim Zoológico tivesse uma das colecções de animais mais vasta e diversificada. Destacaram-se, na realidade, alguns governadores das ex-províncias ultramarinas no contributo para o enriquecimento da colecção zoológica com exemplares de espécies exóticas, pouco conhecidas e atractivas. Em 1952, a Câmara Municipal de Lisboa galardoou esta Instituição com a Medalha de Ouro da Cidade.
A queda do regime ditatorial em 1974 e a consequente independência das antigas colónias em África, significou a quebra do forte apoio prestado ao Jardim Zoológico pelas autoridades na diversificação e renovação da colecção animal. Por esta altura, o número de visitantes também diminuiu de forma substancial e ocorreram cortes radicais dos subsídios estatais. Assim, foi necessário desenvolver e implementar uma nova estratégia de gestão para o Jardim Zoológico, adequando-o aos valores e necessidades da época.
Em 1990 a nova política de gestão adoptada pelo Conselho de Administração que tomou posse tinha por objectivos a modernização do espaço do Jardim, assim como dos serviços. Deste modo, foram criadas áreas de trabalho específicas com objectivos próprios, para melhorar a colecção e o bem-estar animal, a sua alimentação e os cuidados médico-veterinários. Em paralelo, foram criados serviços comerciais, de marketing, relações públicas e imprensa, de modo a dinamizar o Parque como parceiro privilegiado das empresas. Promover a educação para a conservação junto do público visitante era, também, uma das principais preocupações, que rapidamente mereceu a criação de um serviço próprio, o Centro Pedagógico.
Hoje em dia, o Jardim Zoológico é um importante espaço onde aliada à conservação e à educação está uma forte componente de entretenimento e diversão. No parque habitam várias espécies de mamíferos, aves, répteis e anfíbios. Das cerca de 360 espécies do Jardim Zoológico, 54 são EEP's.
Fonte: Zoo
A vergonha do Pátio de D. Fradique, no Cidadania Lx.
Cai o tecto em betão da estação ferroviária do Cais do Sodré, em Lisboa.
É inaugurada a iluminação eléctrica de Lisboa.

É inaugurado o Jardim Zoológico de Lisboa.
Um grupo de cidadãos de Benfica, em Lisboa, pretende criar, dentro de três anos, uma biblioteca municipal, um equipamento que c onsideram essencial naquela freguesia, com cerca de 42 mil habitantes, um quarto dos quais reformados. A inexistência de uma biblioteca municipal numa das maiores freguesias de Lisboa é "uma falha lamentável", na opinião de Eduardo Marques, vogal do PCP na Junta de Freguesia e médico no centro de saúde de Benfica.
"Como médico, o meu papel é preocupar-me com a qualidade de vida das pessoas", afirmou à Lusa Eduardo Marques, que adianta que, através do seu contacto com a população de Benfica no centro de saúde, percebe que "as pessoas sentem f alta" de um equipamento desse tipo.Benfica tem "colectividades desportivas e de recreio, mas não com fins culturais", existindo apenas um auditório na freguesia, adiantou o médico.
"Não há um espaço de encontro e onde possa haver uma dinamização cultural", lamentou.
O grupo de cidadãos, que iniciou há cerca de um mês reuniões para preparar um projecto para a biblioteca, integra representantes da Escola Secundária José Gomes Ferreira, da Escola Superior de Comunicação Social, da Liga para a Pro tecção da Natureza e da Sempre-Bem-Associação para a Promoção do Bem-Estar, al ém de cidadãos individuais, como arquitectos, gestores de empresas e animadores sócio culturais.
O objectivo, explicou Eduardo Marques, é criar um movimento cívico para a criação de uma biblioteca municipal, um projecto que deve ser "participado pelos cidadãos". O grupo de cidadãos já apontou uma futura localização para a biblioteca: um edifício no Bairro de Santa Cruz, que começou a ser construído para acolher um lar de idosos, mas o projecto nunca chegou a funcionar naquele local e o prédio está abandonado há vários anos.
Sobre as valências a instalar na biblioteca, o grupo ainda está a estudar propostas, como a criação de um centro de documentação sobre a freguesia, a c onstituição de uma biblioteca digital e um acervo dedicado à ecologia, ao bem-es tar e participação, com o pressuposto de promover a aprendizagem ao longo da vida.
A dinamização de grupos empreendedores de cidadania activa e de reflexão a partir das escolas da freguesia e criação de práticas em torno do bem-estar são outros objectivos que os cidadãos pretendem desenvolver em Benfica. "Temos nas mãos um poder de cidadania activa que não é habitualmente as sumido. Espero que seja este projecto seja o pai de muitos movimentos", afirmou à Lusa Álvaro Cidrais, da Sempre Bem.
Para Manuel Esperança, presidente do conselho executivo da Secundária José Gomes Ferreira, que reúne 980 alunos do 7º ao 12º anos de escolaridade, "Ben fica não tem uma biblioteca que possa dar resposta à comunidade". O professor acredita ser "extremamente importante que haja nesta freguesia uma biblioteca pública" e defende que o equipamento deverá ter diversas actividades para cativar os mais jovens. Os cidadãos têm já agendada para dia 22 de Junho uma visita à bibliotec a municipal Orlando Ribeiro, para conhecer um "bom modelo" deste tipo de equipamentos.
Fonte: Lusa
Uma festa multicultural, fados, concursos de culinária e debates são algumas das iniciativas previstas nos bairros lisboetas para assinalar o Dia Europeu dos Vizinhos, na terça-feira, e promover "a arte de bem vizinhar". Criado com o objectivo de incentivar o convívio são entre vizinhos e fomentar a aproximação das comunidades que habitam nos bairros, o Dia Europeu dos Vizinhos pretende combater o "isolamento e individualismo que reinam tantas vezes nas cidades".
Com o mote "aprender a viver melhor todos juntos", o dia começou a ser celebrado em 2000 em Paris, registando todos os anos uma maior adesão de cidades, municípios, associações e vizinhos.
A iniciativa conta este ano, pela segunda vez, com a adesão da autarquia lisboeta, das juntas de freguesia e da Gebalis, empresa camarária responsável pela gestão dos bairros municipais, que vão organizar pequenas festas locais um pouco por toda a cidade. O objectivo é, segundo a Câmara Municipal, promover a "arte de bem vizinhar", ou seja, os bons costumes de vizinhança, numa iniciativa que irá decorrer também na terça-feira em várias cidades europeias.
As festas decorrem nos bairros históricos entre as 14:30 e as 20:00, com acções como actuações ao vivo de artesãos e de grupos e ranchos folclóricos, uma conferência sobre "os vizinhos e a proximidade", um desfile de "gigantones" e uma mostra de trajes regionais, além da presença do fadista Carlos do Carmo. Nos bairros geridos pela Gebalis, as iniciativas decorrem das 18:00 às 22:00, com uma festa multicultural e uma feira gastronómica, com comida cigana, cabo-verdiana, guineense e indiana, actuações de artistas locais, grupos de dança e actividades desportivas.
Fonte: Lusa
A autarquia lisboeta reforçou, ontem, os seus meios humanos, na área da Higiene Urbana e Resíduos Sólidos, com a tomada de posse de 179 cantoneiros e 29 coveiros. "Destes, 130 já se encontravam ao serviço da autarquia com contrato a termo certo", disse, ao JN, o director municipal de Ambiente Urbano, Ângelo Mesquita.
Trata-se, adiantou aquele responsável, "de uma deposição das dotações do quadro. Os trabalhadores cumprem um ano de experiência e se tudo correr bem ficam na Câmara Municipal".
Carlos Andorinha, de 37 anos, que, há cerca de ano e meio, se candidatou ao lugar de coveiro, era ontem um dos futuros funcionários da autarquia cheio de expectativas em relação ao futuro. "Soube que ia haver um concurso externo e aproveitei. Entretanto, trabalhei como segurança e na manutenção militar", contou. Questionado sobre a sua futura profissão, respondeu que não é supersticioso, por isso, não acredita em fantasmas. "É um trabalho como outro qualquer", rematou.
Com duas filhas e 37 anos, Fernanda Carvalhal aguardava o momento em que seria chamada para assinar o contrato "Inscrevi-me há dois anos. Trabalhava como empregada doméstica em empresas, mas isto é mais seguro e tem mais condições", disse ao JN. Segundo Ângelo Mesquita, já foi aprovada a entrada de mais 186 funcionários, no âmbito do mesmo concurso".
Fonte: Jornal de Notícias
Com a excepção da luz solar, a luminosidade é deficiente. As cadeiras são em madeira, altas demais e insuficientes, obrigando alguns alunos a ficarem de pé ou a sentarem-se no chão. Os estiradores são poucos e os que se encontram nas duas salas de aulas há muito que perderam funcionalidade. O fraco software pontua nos poucos computadores, onde a memória há muito que se esgotou.
O rol de deficiências é muito mais extenso e corresponde ao cenário desolador com que duas centenas de alunos, da licenciatura de Arquitectura Paisagista do Instituto Superior de Agronomia (ISA), enfrentam diariamente, nas aulas que têm na antiga abegoaria da Tapada da Ajuda.
A revolta e o descontentamento dos alunos culminaram com a elaboração de uma carta aberta, onde denunciam estas e outras deficiências, e que enviaram a Pedro Leão, presidente do Conselho Directivo do Instituto Superior de Agronomia, de quem ainda não obtiveram qualquer resposta.
"Não aguentamos mais este silêncio que certas figuras dentro do ISA nos querem impor. Os nossos governantes têm de saber que os alunos desta licenciatura pagam as suas propinas e a quem, há vários anos, não é dado o mínimo de condições para fazer, nem que seja um simples documento do Word", disse, ao JN, uma das alunas do 4º ano, que optou pelo anonimato com receio de represálias, tal como outra dezenas de jovens que subscreveram o documento.
"A porcaria é tanta que nós é que temos de varrer o chão com vassouras que comprámos, limpar as mesas, mudar lâmpadas e chegamos ao ponto de uma professora ter de comprar cortinas por causa da luz", diz outro aluno.
"Admito que conheço as queixas relativamente às instalações. Aliás, desde o meu primeiro mandato, que tenho lutado para mudar a situação", garantiu, Pedro Leão, que ocupa o cargo directivo há oito anos consecutivos. "Reconheço que já na altura havia condições deficitárias, mas o local foi escolhido pela dra. Cristina Castelo Branco (coordenadora do curso) e tratou-se de um grande erro", justificou o responsável pelo ISA, admitindo ainda que está a ser estudada a possibilidade de instalar a licenciatura no espaço das oficinas tecnológicas, readaptando-as para o efeito. Aproximando assim os alunos do pólo de ensino, de onde estão afastados cerca de dois quilómetros.
Após este contacto, vários alunos admitiram ao JN estarem a ser coagidos a não prestarem qualquer declaração a órgãos de comunicação social.
Estudar na 'Casa dos Bois'
O JN acedeu ao edifício, conhecido como a "Casa dos bois", construído para a primeira Exposição Nacional de Agricultura, na década de 20. Nas duas salas de aulas, dos 4º e 5º anos, encontra-se lixo amontoado, arrumações improvisadas, casas de banho cuja limpeza deixa muito a desejar e insonorização inexistente. Os alunos dos primeiros anos dispõem de outras duas salas, num edifício lateral de fibrocimento, onde os cacifos não possuem chaves e é visível a enorme sujidade dos corredores.
Para chegar a estas instalações, sem efectuar uma caminhada íngreme ao longo da qual não existe iluminação, a alternativa é a utilização de viaturas particulares dos alunos que chegam a transportar cinco ou seis pessoas de uma vez.
Fonte: Jornal de Notícias
A história do Areeiro e a sua evolução até aos nossos dias. A não perder no Bic Laranja.
Acabo de ser expulso da Feira do Livro por uma insuportável praga de mosquitos.
Um centro de dia em Alvalade e um miradouro público no Largo das Belas Artes foram alguns pedidos feitos hoje ao vereador António Prôa no primeiro dia de uma série de visitas a juntas de Freguesia de Lisboa. António Proa, que tem como pelouros a relação com as Juntas de Freguesia e o Espaço Público, entre outros, iniciou hoje um périplo pelas 53 freguesias de Lisboa com visitas à freguesia mais idosa da cidade (Alvalade), à mais jovem (Charneca) e à menos populosa (Mártires).
O percurso teve início no bairro de Alvalade, onde o vereador foi recebido pelo presidente da Junta de Freguesia, Armando Estácio (PSD), que transmitiu a principal necessidade da população e o seu "maior sonho": a construção de um centro de dia na Rua Teixeira Pascoaes. "A freguesia não tem barracas, mas tenho muita miséria entre a população idosa, que poderia ser atenuada com a construção do centro de dia", disse Armando Estácio, adiantando que o projecto já existe, faltando apenas as verbas para as obras arrancarem.
Perante estas lamentações, o vereador anunciou que na próxima revisão orçamental, em Junho, vai ser possível reforçar o orçamento da Câmara para dar início ao processo para a construção do edifício da Junta de Freguesia, que englobará o centro de dia e uma biblioteca. Se tudo correr bem, a obra poderá estar concluída em 2007, avançou o vereador, que também tem o pelouro das Relações Institucionais com as Juntas de Freguesia. "Queremos marcar nesta freguesia o início de uma ronda por ser a freguesia mais idosa da cidade. Entendi que seria útil dar um sinal de que há uma preocupação da autarquia em renovar a cidade", disse o autarca aos jornalistas durante a visita.
António Prôa seguiu depois para a freguesia da Charneca, que tem a população mais jovem da cidade, o que causa alguns problemas de vandalismo, segundo a presidente da Junta de Freguesia, Graça Ferreira (PS). Naquela freguesia, António Prôa prometeu para breve a revitalização do jardim do Campo da Amoreiras, onde defendeu a colocação de "um quiosque e esplanadas" para atrair os moradores. Além da recuperação do jardim, Graça Ferreira pediu à autarquia para recuperar as casas antigas da freguesia e para apostar na educação e na formação profissional dos jovens locais. O vereador mostrou-se "sensível" aos problemas de uma freguesia que, apesar de "quase esquecida", terá uma palavra a dizer no "futuro da cidade".
A freguesia da Charneca é uma das raras que ainda tem um cemitério contíguo à igreja, "um sinal evidente de ruralidade", conforme notou António Prôa. A presidente da junta sugeriu que naquele local fosse construída a casa paroquial e a casa da catequese. O périplo, que demorou cerca de três horas, terminou na freguesia dos Mártires, que tem apenas 369 eleitores. Durante a visita, o presidente da Junta de Freguesia, Joaquim Sousa, sugeriu ao vereador dos Espaços Públicos a transformação em miradouro público de um entreposto de automóveis que ocupa um largo com vista sobre o rio Tejo, no Largo das Belas Artes.
Questionado pelos jornalistas sobre a eventual extinção da freguesia, no âmbito da reorganização administrativa do país, Joaquim Sousa manifestou-se contra por "motivos históricos", lembrando que é a freguesia mais antiga da cidade, e "culturais", porque foi onde nasceu Fernando Pessoa. Também António Prôa considerou a extinção da freguesia "um caminho precipitado" e salientou que aquela zona voltou a ser procurada para habitação e "tem potencial para voltar a ter mais população". Com as anunciadas visitas às 53 freguesias, o vereador pretende aprofundar o relacionamento da Câmara com os cidadãos e seus representantes autárquicos, bem como conhecer no terreno os seus problemas e as suas propostas para ultrapassar as dificuldades existentes.
Fonte: Lusa
Os utentes do Metro de Lisboa já podem falar ao telemóvel em três das quatro linhas, depois de a cobertura de rede móvel ter sido hoje alargada à Linha Amarela, anunciou a empresa.
Junto ao antigo Cais das Colunas, no Terreiro do Paço, há uma saída de esgoto que todos os dias faz descargas directas para o Tejo. Quem espreitar por entre as fendas da vedação descobre um aterro transformado num lago pantanoso para onde se transferiram viveiros de tainhas e enxames de insectos. Com mais de meio metro de comprimento, os peixes atropelam-se nos charcos de água estagnada que ali se formaram ao longo dos últimos sete anos.
De acordo com a associação ambientalista Quercus, a poluição naquela zona tem diferentes origens: os efluentes da zona habitacional da Baixa que ainda não são tratados, os esgotos da área de jurisdição da Administração do Porto de Lisboa (APL) e as obras do prolongamento da Linha Azul do Metropolitano de Lisboa.
No que diz respeito à responsabilidade da câmara municipal, o pelouro do Ambiente estima que o problema esteja solucionado em 2008, altura em que os efluentes dos cem mil lisboetas passarão a ser tratados pela Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara.
O projecto da autarquia tem como objectivo fazer a intercepção da frente de drenagem Largo Chafariz de Dentro/Cais do Sodré dos esgotos domésticos e o seu transporte até ao Cais do Sodré, de onde serão conduzidos até à estação de Alcântara.
Segundo a autarquia, o projecto dos interceptores do Largo Chafariz de Dentro, Praça do Comércio e Cais do Sodré vai permitir o tratamento de 99 por cento dos esgotos da capital. O Metropolitano de Lisboa (ML), por seu turno, descarta qualquer responsabilidade na poluição que ocorre no Terreiro do Paço. "As obras do Metro não têm consequências ambientais para o Tejo", esclareceu fonte da administração do ML.
Seja a responsabilidade do Metropolitano, da APL ou da autarquia, o que importa saber é até quando o antigo Cais das Colunas estará transformado num depósito de detritos e que consequências há para o rio de Lisboa.
Fonte: Diário de Notícias
Na frente ribeirinha de Lisboa, os esgotos estarão a correr para o Tejo sem qualquer tipo de tratamento. O saneamento básico não terá chegado ainda à zona entre o Terreiro do Paço e o Padrão dos Descobrimentos, em Belém. Significa isto que, desde o início dos anos 90, bares, restaurantes e discotecas construídos sob a jurisdição da Administração do Porto de Lisboa (APL) estarão a fazer descargas directas para o rio.
A denúncia partiu da Quercus, que considera o impacto ambiental "extremamente grave". "As saídas de esgotos são tantas que formam focos de poluição concentrados em vários pontos da margem ribeirinha", diz Carlos Moura, dirigente do núcleo de Lisboa da associação ambientalista, esclarecendo, contudo, ser impossível determinar a quantidade de resíduos que afluem ao Tejo.
O problema assume maior incidência nas Docas de Santo Amaro, em Alcântara, onde estão 20 estabelecimentos de restauração. "Os bares e restaurantes instalados em antigos armazéns nunca sofreram obras para o tratamento de águas residuais", critica o responsável.
Manuel Frasquilho, presidente da APL, por seu turno, garante que todos os estabelecimentos cumprem as normas de saneamento e que o "tratamento de águas residuais está integrado nas estruturas da cidade".
O certo é que ninguém controla a rede de esgotos na área da APL. Contactada pelo DN, a Simtejo - Saneamento Integrado dos Municípios do Tejo e Trancão - explicou que a rede de saneamento está sobre a jurisdição da APL. Por outro lado, a câmara municipal diz desconhecer tudo o que se passa dentro do porto de Lisboa. "O controlo e fiscalização do saneamento é da exclusiva responsabilidade da APL", assegurou fonte do pelouro do Ambiente da autarquia.
O ambientalista da Quercus está convencido de que a Administração do Porto de Lisboa não cumpre com as normas de saneamento: "A zona entre Belém e Praça do Comércio não diz respeito aos efluentes dos cem mil lisboetas sem tratamento de esgotos, mas aos estabelecimentos instalados na frente ribeirinha."
E as saídas de esgotos são tantas, assegura, que formam focos de poluição concentrados em vários pontos do Tejo: "Além de ser impensável ter uma cidade como Lisboa a drenar esgotos para o rio, esta situação é ainda mais absurda porque ocorre numa zona nobre e turística da capital", censura o ambientalista.
O perigo é incalculável, mas torna-se ainda mais alarmante por não existir "qualquer estimativa" sobre quantas captações há na margem ribeirinha ocidental do Tejo.
Para ter uma ideia do número de saídas de esgotos construídos à beira-rio, o DN percorreu a zona ribeirinha entre Belém e Terreiro do Paço, tendo contabilizado 12 infra- -estruturas para escoar efluentes e 44 estabelecimentos de restauração, que se encontram sob a alçada da APL. A contagem, porém, nunca poderá ser rigorosa, uma vez que boa parte daquela área está interdita aos transeuntes. É o caso dos terminais de contentores ou de outras áreas onde funcionam os serviços da Administração do Porto de Lisboa.
Este é, no entanto, um exercício que todos conseguem fazer sem dificuldade. Basta circular junto à margem do Tejo e estar atento à cor do rio. Só em Belém irá encontrar cinco canais por onde os esgotos são despejados. Outros cinco estão localizados em Alcântara, enquanto as zonas de Santos e do Terreiro do Paço têm um cada.
Ao longo de seis quilómetros há saídas de esgotos de todos os tamanhos. É fácil localizá-las, pois, regra geral, estão próximas de cardumes de tainhas atraídos pela água barrenta que escorre para o rio. Próximo do Padrão dos Descobrimentos, por exemplo, é possível encontrar uma saída de esgoto que, a todo o minuto, despeja resíduos não tratados.
Poucos metros mais adiante, há outro paraíso para tainhas e ratazanas: junto ao Restaurante Café In, uma canalização vaza em abundância, formando uma minipiscina de espuma no rio. Casos semelhantes vão--se repetindo ao longo de toda a margem até se chegar ao Terreiro do Paço.
Fonte: Diário de Notícias
Reabilitado há cerca de um ano, o lavadouro situado no Beco do Mexia, no bairro lisboeta de Alfama, ainda não abriu portas às utentes que ali lavavam roupa, ganhando algum dinheiro em troca do serviço. E, por ironia, é a água em excesso que impede o funcionamento do equipamento. "Quando chove, a força da água que vem da colina faz soltar a tampa do colector e depressa o espaço fica inundado" explicou ao JN a presidente da Junta de Freguesia de Santo Estêvão, Lurdes Pinheiro.
Naquele típico agregado populacional ainda são muitas as casas que carecem do espaço necessário para a instalação de tanques ou máquinas de lavar. Algumas nem sequer dispõem de casas de banho. É por isso que o facto de o "tanque" estar encerrado "causa transtorno a tanta gente", salienta a autarca.
Recordando que foi a Junta de Freguesia que tanto reivindicou junto da Câmara Municipal a realização de obras no lavadouro, Lurdes Pinheiro desabafa "Agora que está tão bem recuperado, é uma pena que esteja fechado e não ao serviço da população".
A resolução do problema, de acordo com a autarca de Santo Estevão, está directamente ligada às obras em curso de recuperação do edificado. É que os trabalhos de saneamento básico na Rua da Regueira, que irão impedir as inundações, só avançarão quando os andaimes da Rua de São Miguel forem retirados. Isto é, quando a intervenção naquela via ficar concluída. Tudo porque, argumenta Lurdes Pinheiro, "a circulação na Regueira só poderá ser fechada quando a de São Miguel for aberta".
Segundo a presidente, "a empresa responsável pela obra de saneamento, que tem o estaleiro montado mesmo ao lado da Casa do Fado, deveria ter começado os trabalhos em Fevereiro ou Março deste ano. Porém, como as obras de reabilitação da Rua de São Miguel estão paradas, não pode fazer nada".
Contactada pelo JN, fonte do gabinete da vereadora da Reabilitação Urbana explicou que o andaime na Rua de São Miguel vai ser removido até ao próximo dia 13, para que o andor da procissão de Santo António passe na artéria. Garante a mesma fonte que não voltará a ser montado. "As obras na Rua da Regueira poderão depois começar", afirma.
O tanque do Beco do Mexia é ganha pão de muita gente
Maria da Luz tem 52 anos e utiliza há 40 o lavadouro do Beco do Mexia. Como não tem espaço em casa para uma máquina, lavava a roupa ao tanque. Antigamente, recorda, "também lavava a roupa de outras pessoas, para ganhar algum dinheiro. E ainda hoje não recuso lavar uma passadeira ou uma carpete, porque a vida está má". O lavadouro sempre foi "a luz dos nossos olhos", diz "Além de ali lavarmos a roupa, também convivíamos umas com as outras e ensinávamos as mais novas a tratar das roupas". Maria da Luz assegura que ainda há muita gente que "lava roupa para ganhar o pão". Agora, enquanto o lavadouro do Beco do Mexia não abre, vê-se obrigada a deslocar-se ao do Pátio do Prior, "bem mais longe e de mais difícil acesso para a maioria das mulheres". "Espero ainda vir a lavar roupa no nosso tanque, que agora está tão bonito", conclui.
Fonte: Jornal de Notícias
Cenas do Quotidiano, por Tomás Vasques, no Hoje Há Conquilhas Amanhã Não Sabemos.
17:00
Apresentação pública dos Prémios Criação Literária e de Tradução Literária Casa da América Latina
Local: Auditório
Organização: Câmara Municipal de Lisboa/Casa da América Latina
18:00
Debate com o tema "Revistas Culturais em Portugal"
Local: Foyer
Organização: Imprensa Nacional - Casa da Moeda
Participantes previstos: Dr. Carlos Leone (Director da Revista Prelo) - INCM, Dr. José Carlos (Jornl das Letras), Doutor Daniel Pires
18:30
Miguel Guilherme, "Os Livros em Cena"
Local: Auditório
Organização: Câmara Municipal de Lisboa/Cultura
Apresentação de Margarida Pinto Correia
22:00
Rocky Marsiano (D-Mars)
Local: Auditório
Organização: Câmara Municipal de Lisboa/Cultura
(recebido por email)
Morre o escritor português Gervásio Lobato, autor de "Lisboa em Camisa".
A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) discute terça-feira uma recomendação da CDU para a autarquia lisboeta acompanhar as obras de recuperação do Café Império, propriedade da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).
O Café Império, classificado pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) como imóvel de interesse público, foi recentemente adquirido pela IURD, que já era proprietária do resto do edifício, o antigo Cinema Império.
Os 26 trabalhadores do café chegaram a concentrar-se frente ao estabelecimento para exigir explicações sobre o futuro, preocupados com a possibilidade de o estabelecimento ser fechado para dar lugar a um local de culto.
O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo e Restauração disse mais tarde ter obtido garantias da IURD de que o espaço irá fechar para remodelação e que reabrirá mais tarde com o mesmo nome e com uma nova gerência.
Na recomendação, que será debatida na próxima reunião da AML, a CDU congratula-se com o acordo alcançado e propõe que a Câmara Municipal, em articulaçã o com o IPPAR, "acompanhe o processo de recuperação do Café Império, na preserva ção dos seus valores culturais de referência e defesa do património classificado e do uso original do espaço".
A Câmara deverá ainda ficar incumbida, sugere a recomendação, de estabelecer contactos com os proprietários do Café Império "para que haja uma retoma o mais rapidamente possível das actividades, de modo a que o estabelecimento poss a continuar a servir a cidade como um valioso espaço de encontro e de identidades lisboeta". "O Café Império é já um dos raros espaços públicos de referência em Lisboa, nesta área de actividade, com valores culturais físicos e também imateriais , dado constituir uma memória viva de convivência e de gastronomia entre lisboetas e visitantes da cidade", sublinha a recomendação dos deputados municipais comunistas.
Na semana passada, o executivo da Câmara Municipal, presidido por Carmona Rodrigues (PSD), aprovou por unanimidade uma moção dos vereadores do PCP que defendia a preservação do uso original do Café Império.
Fonte: Lusa
A escolha de Angola para primeiro país-tema da Feira do Livro de Lisboa "reforça a complementaridade histórica" entre aquele país e Portugal, afirmou hoje o director do Instituto angolano do Livro e do Disco, Jomo Fortunato.
Em declarações à agência Lusa à margem da sessão inaugural do certame, Jomo Fortunato afirmou que este convite, "muito prestigiante", faz sentido, "sob retudo, porque o estudo das literaturas africanas interessa a cada vez mais estudantes portugueses".
"O facto de universidades de Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro e Évora ter em estudos nesta área é disso um claro reflexo", reforçou ainda o responsável do Instituto Nacional do Livro e do Disco de Angola, tutelado pelo Ministério angolano da Cultura. Jomo Fortunato declarou também que o destaque dado a Angola na 76ª ediç ão da Feira "é excelente para divulgar autores consagrados e novos talentos".
O director do Instituto Nacional do Livro e do Disco participou hoje na abertura oficial da 76ª edição da Feira do Livro, que vai disponibilizar mais de 100 mil títulos até dia 13 de Junho no Parque Eduardo VII.
Fonte: Lusa
A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, sublinhou hoje, na abertura oficial da Feira do Livro de Lisboa, que o sector da edição tem "muita vitalidade e a maior importância nas indústrias culturais portuguesas". Apesar desta realidade, "trata-se de um sector que não se conhece bem a si próprio, por falta de dados", acrescentou Isabel Pires de Lima, recordando que o seu ministério já se comprometeu a lançar um estudo sobre o livro e os hábitos de leitura em Portugal. Na abertura do certame, que descreveu como "a maior montra de livros do país", Isabel Pires de Lima recordou que, em 2007, será lançado pelo Ministério da Cultura um prémio de edição.
A finalizar a sessão, a governante destacou o papel do livro "na capacidade de ler o mundo e construir alternativas", reforçando que o acesso às obras " é fundamental para o exercício de uma cidadania plena". A questão da falta de informação relativa à edição foi também assinalada por António Baptista Lopes, presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) e Carlos da Veiga Ferreira, presidente da União dos Editores Po rtugueses (UEP), entidades co-organizadoras do certame.
"Desde 1998 que faltam estatísticas rigorosas e fiáveis sobre o livro em Portugal", sublinhou Carlos da Veiga Ferreira, acrescentando que não há justificação para isto quando existem "300 editoras no activo, fora as de produção irregular e as afectas a instituições".
O presidente da UEP afirmou não ter "grandes expectativas comerciais" devido aos "tempos difíceis" que a edição atravessa, mas assegurou que "nunca se leu tanto como actualmente em Portugal", país "onde se publica muito e bem e cujo público é informado e exigente". António Baptista Lopes também frisou "a grande necessidade de dados estatísticos" nesta área.
Um dos estudos a lançar pelo Ministério da Cultura, através do Instituto Português da Biblioteca e do Livro, em articulação com o Instituto Nacional de Estatística, a APEL e a UEP, prevê a publicação regular de dados sobre as tiragens e vendas para se conhecerem os números do mercado do livro.
O outro estudo vai debruçar-se sobre os hábitos de leitura e envolver os ministérios da Cultura, dos Assuntos Parlamentares e da Educação, decorrendo no âmbito do Plano Nacional de Leitura. A 76ª edição da Feira do Livro de Lisboa, subordinada ao tema "Ler é Poder", reúne 207 pavilhões de 121 editoras e, até 13 de Junho, terá à venda, a preços mais baratos, mais de um milhão de livros, correspondendo a cerca de cem mil títulos. A sessão inaugural da Feira do Livro contou hoje com uma intérprete de linguagem gestual, o que se insere na política da Câmara Municipal de Lisboa para o certame.
A edição deste ano do certame dispõe de informação on-line, em formato digital, em braille e tradução em língua gestual portuguesa nos vários eventos, havendo ainda a hipótese de encaminhamento personalizado por uma equipa de voluntários preparados para o efeito.
Segundo a autarquia, a intenção é que "os cidadãos portadores de dificu ldades específicas possam aceder à informação electrónica e às disponibilidades bibliográficas dos diferentes stands, tanto quanto possível em igualdade de circunstâncias com as pessoas não afectadas por tais condicionalismos".
Fonte: Lusa
As ligações fluviais entre Lisboa e a Margem Sul poderão parar nas horas de ponta a partir de segunda-feira devido a uma greve parcial de cinco dias dos trabalhadores da Transtejo, informou hoje a operadora.
A paralisação, que visa protestar contra o valor proposto pela empresa para o prémio de assiduidade, decorre entre segunda-feira e 02 de Junho, afectando as carreiras Cacilhas-Cais do Sodré, Montijo- Terreiro do Paço, Seixal-Cais do Sodré e Trafaria-Belém.
Em comunicado, a transportadora refere que, entre segunda e quarta-feira, a greve poderá afectar as ligações entre as duas margens do Tejo das 06:03 às 09:00 e das 16:30 às 19:50.
De 01 a 02 de Junho, a travessia poderá ser interrompida entre as 06:03 e as 09:55 e entre as 16:30 e as 20:30.
Nos dias úteis circulam, em média, 27.000 passageiros nas carreiras da Transtejo.
Para tentar minimizar os incómodos aos utentes, a transportadora anunciou que vai disponibilizar transporte alternativo em autocarros desde os terminais fluviais de Cacilhas e Trafaria até à estação ferroviária do Pragal, de onde partem comboios da Fertagus para Lisboa. Para os passageiros das ligações do Seixal e do Montijo haverá autocarros das respectivas estações fluviais até à gare do Barreiro, de onde parte barcos da Soflusa para Lisboa. Os títulos de transporte da Transtejo são válidos na Soflusa e na Fertagus.
Na origem da greve parcial, que abrange todos os trabalhadores da empresa e que é convocada por cinco sindicatos do sector dos transportes fluviais de passageiros, está o aumento de 25 euros no valor do prémio de assiduidade proposto há duas semanas pela administração.
Os sindicatos contestam este aumento, dado que querem que o montante do prémio seja igual ao dos trabalhadores da operadora Soflusa, que faz parte do grupo Transtejo. Actualmente, o valor do prémio de assiduidade na Transtejo é de 125 euros enquanto o da Soflusa é de 206 euros.
A Transtejo alega porém, no comunicado, que a reivindicação dos trabalhadores "não é exequível de uma só vez", dada a sua "frágil situação económica e financeira" e que, "a exemplo de anos anteriores, procurará encontrar formas de diminuir, progressiva e faseadamente, esta diferença em anos subsequentes". A transportadora lembra ainda que "os aumentos de 12 por cento na factura dos combustíveis desde o início do ano, a manterem-se, representarão só por si um aumento de cerca de 400.000 euros nos custos de produção".
Considerando a reivindicação justa, o presidente do Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante, Albano Rita, sustentara anteriormente à Lusa que os trabalhadores da Transtejo eram "os mais mal pagos do sector". Os sindicatos já haviam convocado uma paralisação parcial de três dias para este mês, que suspenderam na véspera, na expectativa de a empresa ceder às exigências dos trabalhadores.
Na altura, a administração propôs um aumento de mais dez euros sobre o montante fixado anteriormente - que era de 15 euros - mas a proposta continua a ser rejeitada pelos sindicatos, que exigem um aumento de 81 euros no valor do prémio.
Fonte: Lusa
A 76ª edição da Feira do Livro de Lisboa, subor dinada ao tema "Ler é Poder", abriu hoje à tarde no Parque Eduardo VII, com 207 pavilhões de 121 editoras.
Até 13 de Junho estarão à venda, a preços mais baratos, mais de um milh ão de livros, correspondendo a cerca de cem mil títulos. Este ano, pela primeira vez, o certame tem um país convidado, Angola, p ara tentar "alargar as feiras do livro ao espaço da lusofonia", disse o presiden te da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), António Baptista Lop es.
A abertura oficial da Feira, com a presença da ministra da Cultura, Isa bel Pires de Lima, e do presidente da câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, está marcada para as 18:00.
Fonte: Lusa
Cerca de 15.000 atletas vão participar, a partir de sexta-feira e até 01 de Julho, em mais de 50 eventos desportivos de modalidades tão diversas como ciclismo, "jetsky" ou esgrima, no âmbito das Festas da Cidade, em Lisboa. As festividades são uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa (CML) e incluem também várias actividades culturais, como as tradicionais Marchas Populares.
O programa desportivo arranca sexta-feira com o festival internacional de artes marciais, que irá decorrer nos relvados de Belém e no pavilhão do complexo municipal do Casal Vistoso no Areeiro, envolvendo 3.000 pessoas, segundo um comunicado do vereador responsável pelo Desporto, Pedro Feist.
A edição deste ano das Festas da Cidade vai abranger 53 eventos desportivos de âmbito internacional, nacional e regional, de modalidades como futebol de rua, hipismo, râguebi, capoeira, esgrima, ginástica, hóquei, ciclismo e natação.
O programa inclui ainda actividades mais locais, como uma corrida para assinalar os 60 anos do Bairro das Furnas, organizada pela comissão de moradores, num percurso no interior do bairro, marcada para domingo.
Numa iniciativa exclusiva para mulheres, o Maratona Clube de Portugal promove também no domingo uma corrida de cinco quilómetros, sob o lema "Lisboa, a mulher e a vida", enquanto no dia 04 de Junho, a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta organiza uma visita sobre duas rodas à "Lisboa antiga".
As actividades tradicionais também têm lugar nas Festas da Cidade, com um convívio de chinquilho/malha, promovido no dia 25 de Julho pela Associação Recreativa de Pescadores da Musgueira Norte e pela Junta de Freguesia do Lumiar.
A associação de apoio aos sem-abrigo CAIS realiza no sábado o torneio distrital de futebol de rua, a decorrer no parque desportivo de São João de Brito, enquanto a Liga Portuguesa de Deficiência Mental organiza o XII Grande Encontro no dia 08 de Junho, no Estádio Universitário de Lisboa.
O rio será também um palco para as actividades desportivas, como a 19ª Regata entre Pontes, o Grande Prémio de Lisboa do Campeonato Nacional de "Jetsky" e a Regata Torneio Cidade de Lisboa.
Fonte: Lusa
É já a partir de 6 de Junho que as zonas da Baixa pombalina, Castelo de São Jorge e Belém vão estar sob o olhar muito atento da PSP de Lisboa. Ou seja, um posto móvel da Esquadra de Turismo vai ser instalado nesses bairros consoante a hora de maior afluência turística. Na Baixa e no Castelo de São Jorge o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) vai também aumentar o policiamento nas ruas durante os meses de Verão.
De acordo com dados estatísticos da Esquadra de Turismo, é nos eléctricos 15 (Praça da Figueira/Algés) e no 28 (Campo de Ourique/Martim Moniz) que ocorrem maior número de furtos aos turistas. Ainda assim, a criminalidade contra visitantes estrangeiros diminuiu em 2005, face ao ano anterior. Ou seja, registaram-se menos 21% de crimes contra estrangeiros em Portugal. Agosto é o mês com maior número de ocorrências. Da totalidade dos crimes, aproximadamente 75% são furtos praticados por carteiristas, sendo que os restantes 25% dizem respeito a furto dentro do veículo motorizado e outros tipos de roubos.
Com o objectivo de reforçar a segurança e proporcionar um melhor atendimento aos milhares de turistas que visitam a capital durante a época balnear, a Associação Turismo de Lisboa (ATL) e a PSP assinaram ontem um protocolo de cooperação. A parceria prevê a criação de um manual de regras de segurança destinado aos turistas, aconselhando comportamentos de autoprotecção e procedimentos a adoptar em caso de perigo. Será ainda editado um folheto informativo, em diversos idiomas, com informações úteis para distribuição em locais como o aeroporto e hotéis, de forma a dar maior visibilidade à PSP e à segurança.
"O turismo é uma das principais actividades económicas da cidade de Lisboa", frisou Fontão de Carvalho, presidente da ATL, sublinhando que "é nossa obrigação estarmos atentos à segurança dos nossos turistas". Segundo um inquérito da ATL realizado em 2005 para avaliar o grau de satisfação dos turistas a segurança obteve uma pontuação média de 8,50 (numa escala de 1 a 10). Lisboa foi considerada um cidade "muito segura".
"Esta parceria é importante, pois vem valorizar um dos factores que distinguem Lisboa de outras cidades mundiais, a segurança. Este encontro de vontades vai criar um maior conforto a todos os cidadãos", sublinhou José Magalhães, secretário de Estado adjunto da Administração Interna.
Fonte: Diário de Notícias

Os elevadores da Carris não andam bem. No outro dia, o elevador da Bica começou a deslizar sozinho. O guarda-freio correu para dentro do elevador e lá conseguiu pará-lo". A situação foi descrita ao DN por um funcionário da Carris e é reveladora do problema da falta de segurança dos elevadores de Lisboa. Situação mais grave registou-se em Abril, antes da Páscoa. Segundo explicou, "o cabo de aço do elevador da Glória tinha muitos arames partidos. Aquilo estava em risco de partir e vinham os dois elevadores parar à Avenida da Liberdade".
Por tudo isto, o dirigente sindical Vítor Pereira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes Rodoviários e Urbanos (Festru), considera que "actualmente se vivem situações de insegurança nos elevadores da Carris, que nunca estiveram tantas vezes avariados como agora. Passam mais tempo parados do que a funcionar".
Na sua opinião, "isso sucede desde Março, quando a manutenção dos quatro elevadores (ver gráfico) passou a ser efectuada por uma empresa privada, a qual, por sua vez, contratou um subempreiteiro para fazer esse serviço. Mas os funcionários estão sempre a mudar. Quando vão ver o que se passa com o elevador, ficam espantados a olhar para aquilo pela primeira vez e sem saber o que fazer. Muitos andam ali a fazer biscates, trabalham em discotecas à noite, em restaurantes ou nas obras".
Um técnico deste sector salienta ao DN que "o problema é que estes elevadores são muito antigos - autênticas peças de museu - e exigem uma atenção e cuidados muito especiais para a sua manutenção e reparação. Não é qualquer pessoa que chega ali e, de um dia para o outro, fica a saber como deve lidar com aquelas máquinas centenárias".
Lembrou que, "até aqui, eram seis empregados da Carris que faziam esse serviço. Um continua lá, mas os outros cinco foram transferidos para a estação de Santo Amaro fazer a manutenção dos eléctricos".
Adianta que o elevador da Bica "já esteve parado uma semana em Abril, a seguir à Páscoa, porque o pessoal do subempreiteiro não sabia resolver o problema. Tiveram de chamar electromecânicos especializados nos elevadores, que já foram empregados da Carris, mas foram afastados devido à reestruturação".
Noutra ocasião, também no mesmo elevador, "o sistema de travagem não funcionava. O guarda-freio travava, mas aquilo não obedecia. O elevador continuava a descer e só parava mais abaixo", contou um ex-funcionário da Carris. E alerta que "os cabos de aço que accionam os elevadores - a cabine que desce serve de contrapeso para fazer subir a outra (ver gráfico) - têm de ser verificados regularmente, pelo menos uma vez por semana. Isso não sucede agora".
Sobre estas questões, a administração da Carris esclarece que "o funicular da Bica tem efectuado paragens sempre que, por motivos de manutenção periódica ou de reparação de avarias, a realização dos respectivos trabalhos aconselham a interrupção do seu funcionamento, não pondo em causa a segurança de pessoas e bens". Além disso, "confirma que os serviços de manutenção são prestados por uma empresa exterior, sujeitos ao acompanhamento e supervisão dos técnicos da Carris."
Fonte: Diário de Notícias
Setecentos jornalistas de 20 países, incluído Portugal, vão garantir a cobertura informativa do Rock in Rio - Lisboa, que começa sexta-feira, adiantou hoje à agência Lusa uma fonte da organização do festival .
De acordo com a mesma fonte, aquele número não inclui os profissionais das equipas dos 'media partners' do festival, que são a estação de televisão SIC , o Grupo Renascença (rádios Renascença, RFM e Mega FM) e o portal Sapo.
Alemanha, Angola, Austrália, Brasil, Canadá, Colômbia, Espanha, Estónia , EUA, Finlândia, França, Inglaterra, Itália, Lituânia, México, Rússia, Suíça, Uruguai e Venezuela são os países que constituem a lista da imprensa internacional presente no festival, revelou.
Ao nível dos direitos televisivos de transmissão do evento, a organização, em parceira com a empresa NetWork Live, negociou contratos com cerca de 100 países, entre os quais China, Estados Unidos, Sérvia, Polónia, Roménia, Israel, Coreia, Argentina e Uruguai.
Em Abril passado, o responsável pelas negociações, Maurice Keizer, afir mou à Lusa que os preços de aquisição poderiam variar entre os "dois mil euros a té aos 6 dígitos", explicando ainda que os conteúdos em negociação iam desde as transmissões em directo até "pacotes de uma hora ou duas com os melhores momentos".
Sobre as expectativas de audiências, o responsável avançou, na mesma altura, com uma previsão que estava entre os 500 milhões e mais de mil milhões de pessoas.
Em 2004, a primeira edição em Portugal do evento musical foi transmitid o, em diferido, por 74 cadeias internacionais, da Austrália à Argentina, passando pela Indonésia e por vários países europeus, como Holanda, Noruega, Suécia e E spanha.
Há dois anos, o evento mereceu uma vasta cobertura mediática dos meios de comunicação social portugueses, tendo originado cerca de 4 mil notícias, com a imprensa escrita a liderar as citações ao evento, somando mais de 2 mil referências, revelou na altura um estudo da Media Monitor (Marktest).
A organização do Rock in Rio Lisboa, que começa sexta-feira, espera uma afluência de 386 mil pessoas aos cinco dias do festival, numa media diária de 77 mil espectadores, disse hoje à Agência fonte ligada à promoção.
Até ao início da semana passada, já tinham sido vendidos 180 mil bilhetes, adiantou a mesma fonte. Para passar o pórtico da entrada da Cidade do Rock (Parque Bela Vista), cuja dimensão permite a entrada de 300 espectadores por minuto, cada pessoa pag a 53 euros por um ingresso diário.
No caso de ter adquirido um bilhete duplo, uma modalidade introduzida este ano pela organização que permite uma combinação de dois dias de acordo com os interesses das pessoas, o visitante da Cidade do Rock investiu 90 euros.
Na área de alimentação, a empresa de catering Eurest foi a escolhida para fornecer a alimentação para quatro públicos diferentes: os membros da produçã o do evento, os artistas, o público da Tenda VIP e o público em geral.
De acordo com as previsões da empresa, ao longo dos cinco dias do evento vão ser fornecidas mais de 500 mil refeições. Sanduíches, hambúrgueres, cachorros, pizzas, bifanas, salgados e sopas ão alguns dos itens disponíveis nos 6 bares situados no Parque da Bela Vista.
Com mais de 40 marcas e empresas associadas ao festival, a originalidade das acções dos patrocinadores dentro do recinto é outro dos destaques desta se gunda edição do Rock in Rio Lisboa.
A cerveja Sagres, que investiu mais de um milhão de euros no patrocínio do Festival, através da "nova" Sagres Chopp, vai marcar presença com a recriação de uma praia de "inspiração brasileira".
Com 300 m2 de areia verdadeira, a "Praia Sagres Chopp" será construída com materiais exclusivamente naturais, tais como madeira e colmo, e vai contar a presença dos sons do Brasil.
Através das suas 160 colunas de extracção de cerveja espalhadas pelo recinto, aquela empresa estima que os volumes de venda possam rondar os 200 mil li tros de cerveja Sagres Chopp e Sagres Bohemia.
Em comparação com a primeira edição do festival em Portugal, realizada em 2004, o Rock in Rio Lisboa conquistou, este ano, o apoio de 15 novos parceiro s.
De acordo com os dados da organização, o festival vai ser suportado, es te ano, por um investimento global que ronda os 25 milhões de euros, sendo que 40 por cento deste valor é suportado pelos patrocinadores, ou seja, cerca de 10 m ilhões de euros.
Outra das áreas de negócio do festival vai ser a comercialização de 'merchandising' têxtil. A empresa portuguesa Fifanta, responsável pela produção, distribuição e comercialização de todo o 'merchandising' têxtil do evento de música, investiu um total de 1,5 milhões de euros no desenvolvimento de uma linha de roupa e aces sórios de moda e acredita que estes produtos possam render cerca de 2,5 milhões de euros.
Uma das novidades da segunda edição do Rock in Rio Lisboa vai ser a ext inção da moeda "rock", pequenos tickets criados na edição de 2004 para facilitar a aquisição de bebidas e produtos alimentares dentro do recinto.
Este ano, o euro não terá uma moeda concorrente, com o patrocinador principal Millennium bcp a disponibilizar dentro do recinto cinco caixas de multiba nco, mais um terminal do que há dois anos. Nas 30 lojas do espaço comercial do recinto também vai ser possível efe ctuar pagamentos com cartão.
No campo da cobertura informativa do festival, a organização espera 700 jornalistas de 20 países, incluído Portugal. Alemanha, Angola, Austrália, Brasil, Canadá, Colômbia, Espanha, Estónia , EUA, Finlândia, França, Inglaterra, Itália, Lituânia, México, Rússia, Suíça, U ruguai e Venezuela são os países que constituem a lista da imprensa internaciona l presente no festival.
Fonte: Lusa
Um espectáculo com os jovens nomes do toureio a cavalo e da novilharia portuguesa vai ter lugar em Lisboa, na Praça de Toiros do Campo Pequeno, a 01 de Junho, às 22 horas. Para lidar um curro de novilhos dos herdeiros de Alberto Cunhal Patrício, estarão em praça os cavaleiros-praticantes Manuel Lupi, Manuel Ribeiro Telles Bastos e Marcos Tenório Bastinhas e o grupo de forcados Amadores do Aposento da Chamusca, capitaneado por Tiago Prestes. No cartaz figuram também os novilheiros Mário Miguel, António João Ferreira e Nuno Casquinha. O cavaleiro triunfador ganhará o direito a ser repetido numa corrida com consagrados, durante a presente temporada, ao passo que, o novilheiro que triunfar, virá a debutar, ainda em 2005, na Monumental de Madrid.

O chefe do Executivo de Macau, Edmund Ho, desloca-se em visita oficial a Bruxelas e Lisboa entre 19 e 24 de Junho, foi hoje anunciado.
À frente de uma delegação política e empresarial, que inclui a presidente da Assembleia Legislativa, Susana Chou, e o Secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, Edmund Ho estará em Bruxelas de 19 a 20 de Junho, onde se reunirá com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e com as autoridades belgas.
A deslocação a Lisboa está prevista para entre 21 e 24 de Junho, estando agendados encontros de Edmund Ho com o Presidente português, Aníbal Cavaco Silva, com o primeiro-ministro José Sócrates e com o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.
Ainda durante a presença na capital portuguesa, Edmund Ho visitará as instalações da representação de Macau em Portugal, devendo reunir-se com vários antigos dirigentes do território.
Esta é a segunda visita de Edmund Ho a Lisboa, onde esteve em Maio de 2000 naquela que foi a primeira viagem ao estrangeiro como líder do Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), criada cerca de cinco meses antes com a transferência de poderes para a China depois de cerca de 450 anos de administração portuguesa do território.
Fonte: Lusa

"Com os jacarandás em flor,
Lisboa, amante e amiga,
é outra vez a grácil rapariga
que soma sonhos de amor.
Nas avenidas e jardins, a cor
azul-violácea esconde a dama antiga
que saíu a passeio - e não se diga
que lhe falta esplendor.
Eterna enquanto dura,
como diz o poeta sobre o amor,
Lisboa veste sol e formosura."
Por Torquato Da Luz, no Ofício Diário
Um total de 4.000 polícias vai estar presente no interior e exterior do recinto do festival de música Rock in Rio, que decorre no Parque da Bela Vista, em Chelas, nos próximos dois fins-de-semana. Em cada um dos cinco dias do evento, cerca de 800 elementos da PSP de Lisboa, repartidos por turnos de serviço, irão "assegurar um rigoroso policiamento" do local, afirmou hoje em conferência de imprensa a subcomissária Paula Monteiro, do Comando Metropolitano. Durante o festival, que regressa ao Parque da Bela Vista na sexta-feira e sábado e entre os dias 02 e 04 de Junho, são esperados cerca de 300.000 espectadores, adiantou a responsável.
A PSP, com elementos de diferentes valências, estará presente no interior do recinto, nas ruas imediatamente adjacentes - Rua José Régio, prolongamento da Estados Unidos da América, Almirante Gago Coutinho e Arlindo Vicente - e numa zona mais alargada para além destas artérias.
à semelhança da primeira edição do evento em Lisboa, em 2004, estarão duas esquadras móveis a funcionar, uma no interior do festival e uma outra junto à rotunda da Bela Vista.
A polícia apela aos espectadores que tenham especial cuidado com os mais novos.
"Em 20004 houve um grande esquecimento em relação às crianças.
É bom que os pais se lembrem que levam alguém mais pequenino", sublinhou Paula Monteiro, que destacou que, este ano, a organização do Rock in Rio vai distribuir pulseiras para facilitar a identificação dos mais novos, em caso de se perderem.
A PSP recorda ainda que serão criados circuitos pedonais, "onde a segurança das pessoas é garantida" e que os objectos contundentes não serão permitidos.
A polícia aconselha a utilização de transportes públicos, dado o "grande fluxo de pessoas" esperado, recomendando o recurso ao metro do Areeiro, Bela Vista e Olaias, ao comboio do Areeiro e Gare do Oriente e o terminal rodoviário de Entrecampos, além das carreiras regulares da Carris e dos serviços extraordinários de autocarros, com paragens e partidas junto ao Feira Nova.
Caso os espectadores optem pelo transporte individual, a PSP aponta como locais de estacionamento a zona envolvente aos bairros dos Lóios e da Flamenga, a área de Alvalade - nomeadamente as avenidas dos Estados Unidos da América, Rio de Janeiro, Santa Joana Princesa e na rua Rodrigo da Cunha e a Avenida Santo Condestável, com excepção dos domingos, entre as 06:00 e as 18:00.
Outros espaços para estacionamento são o bairro do Armador e ruas envolventes, as avenidas Marechal Gomes da Costa e Infante Dom Henrique e os parques da Gare do Oriente, recorrendo-se depois ao metro até à estação da Bela Vista.
No terreno estarão efectivos ligados à ordem pública, com equipas de intervenção rápida e de efectivos acompanhados por cães, ao policiamento de visibilidade, em que a PSP estará "fortemente, com o objectivo de conferir um sentimento de segurança e dissuadir eventuais infractores", adiantou Paula Monteiro.
Elementos da divisão de trânsito, que estarão presentes no interior e nas zonas adjacentes, irão "garantir a segurança rodoviária às pessoas que vão ao festival, mas também a quem não vai", referiu a responsável, apelando para que as indicações destes efectivos sejam seguidas.
A PSP mobilizou também efectivos da divisão de investigação criminal, que estarão atentos a "todo o tipo de ilícitos, como furtos, produtos ilegais, venda ambulante e venda especulativa de bilhetes", deslocando-se fardados e à civil no interior e no exterior do recinto.
No local estarão elementos da inactivação de engenhos explosivos e segurança em subsolo, estando ainda previsto um reforço da segurança nos transportes públicos e um destacamento da esquadra de turismo, destinado ao atendimento de vítimas estrangeiras. Face à primeira edição do Rock in Rio, este ano não haverá GNR a cavalo, tendo também sido reduzido o efectivo policial, já que a "experiência de 2004 permitiu concluir que poderia ser aliviado o policiamento em algumas zonas".
Questionada sobre facto de o festival de música Super Bock Super Rock decorrer também na sexta-feira, a subcomissária garantiu que "há dois dispositivos montados e seguros, capazes de cobrir os dois eventos sem que nenhum fique desfalcado".
A organização do festival implica algumas alterações de trânsito, como o corte da circulação na Avenida Arlindo Vicente e na Rua José Régio e o condicionamento apenas a veículos prioritários e transportes públicos no prolongamento da Avenida Estados Unidos da América. A Avenida Almirante Gago Coutinho poderá vir a ter a circulação reduzida numa faixa no sentido norte-sul, "para salvaguarda da integridade física das pessoas, tendo em conta um eventual e manifesto movimento pedonal".
Também afecta à circulação de pessoas estará a via ascendente entre o Feira Nova e a rotunda da Bela Vista. "O estacionamento automóvel é rigorosamente proibido" nas artérias mais próximas do local, durante os dias do evento, à excepção do bairro da Flamenga.
Fonte: Lusa
A capital portuguesa está fora dos planos turísticos deste Verão dos condutores norte-americanos, segundo os resul tados de uma pesquisa divulgada terça-feira pela American Automobile Association (AAA). Segundo uma sondagem aos gerentes dos escritórios da AAA, a maior parte dos seus clientes rumarão este Verão para Londres (Reino Unido), vindo depois c omo destinos preferidos Roma (Itália), Cancun (México), Dublin (Irlanda) e Copen haga (Dinamarca). "Lisboa não está na lista", disse à Agência Lusa Mike Pena, porta-voz d os escritórios centrais da AAA em Washington, DC.
A AAA é o maior clube automóvel da América do Norte contando com 49 mil hões de associados, aos quais oferece também pacotes turísticos, seguros, serviç os financeiros e outros relacionados com o mundo automóvel.
Segundo Mike Pena, estão ainda entre os destinos preferidos dos cliente s da AAA para este Verão a cidade de Nassau (Bahamas), a República Dominicana, M ontego Bay (Jamaica), Veneza (Itália) e Paris (França).
Apesar da diferença cambial euro-dólar - com prejuízo do dólar - é elev ada a apetência dos condutores norte-americanos pela Europa.
Enquanto o ano passado só Londres e Roma se situaram entre os primeiros cinco destinos preferenciais dos clientes da AAA, este ano a sondagem coloca ta mbém entre os cinco primeiros destinos deste Verão as cidades europeias de Dubli n e Copenhaga.
Os resultados da pesquisa agora divulgados indicam que as reservas para a Europa feitas através dos escritórios da AAA para este Verão aumentaram 25 po r cento.
Registaram igualmente um aumento importante as reservas para a Ásia (28 ,5 por cento), mas o turismo norte-americano para o México, América Central e Su l, no seu conjunto, desceu 19,8 por cento este Verão.
Fonte: Lusa
Trinta sem-abrigo que viveram vários meses no aeroporto da Portela, em Lisboa, foram recentemente reencaminhados para centros de acolhimento na cidade e arredores, refere um relatório da Câmara Municipal, a que a agência Lusa teve acesso.
Em Abril, a ANA - Aeroportos de Portugal solicitou à autarquia que realizasse uma "intervenção social" no aeroporto, "pelo facto de naquele local pernoitarem e permanecerem diversos indivíduos sem- abrigo", refere o relatório da Câmara Municipal de Lisboa.
Durante cerca de um mês, a autarquia, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) e o Centro Regional do Instituto de Segurança Social fizeram um levantamento e caracterização desta população.
Segundo o relatório, durante o dia permaneciam no aeroporto doze pessoas e à noite trinta.
Com a ajuda de elementos da ANA e de um supervisor do aeroporto, as três entidades fizeram o reconhecimento dos diversos locais que eram utilizados como espaços de pernoita: zonas de espera de Partidas e Chegadas, Check-in, zonas de restauração e balneários.
Um dos balneários era utilizado como local de arrumação de pertences dos sem-abrigo, que utilizavam um tecto falso para esse fim, "causando maus cheiros e situações de insalubridade", refere a autarquia.
Por a zona do Aeroporto ser alvo de intervenção da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, alguns dos indivíduos que pernoitavam no local já eram acompanhados por uma Equipa de Rua da SCML.
A maioria dos sem-abrigo foram encaminhados para os centros de acolhimento do Beato e de Xabregas e dois estão a ter acompanhamento da Equipa de Inclusão da CML e da Organização Internacional das Migrações com o objectivo de retornarem aos seus países de origem.
Um homem que vivia no aeroporto com o enteado foi deslocado no passado fim-de-semana para a Azambuja. Contactado pela Lusa, o porta-voz da ANA, Rui Oliveira, adiantou que actualmente "não se encontram pessoas nestas condições no aeroporto".
"São situações muito complicadas que têm de ser resolvidas com a ajuda das autoridades competentes", sublinhou Rui Oliveira, adiantando que, na eventualidade de surgirem novos casos, a empresa irá agir da mesma maneira.
O relatório da autarquia refere que o local irá ter um reforço de segurança para dificultar a permanência de sem-abrigo no Aeroporto da Portela.
Fonte: Lusa
Mais de 40 marcas, empresas e instituições vão estar associadas à segunda edição do Rock in Rio Lisboa, que começa sexta-feira, segundo dados hoje fornecidos à agência Lusa pela organização do festival.
Nos 200 mil metros quadrados do recinto do evento, o Parque da Bela Vis ta (Lisboa), vão estar presentes 42 parceiros organizados por sete categorias de patrocínio (patrocinador principal, patrocinador, patrocinador social, parceiro social, 'media partners', apoio e apoio institucional).
Em comparação com a primeira edição do festival em Portugal, realizada em 2004, o Rock in Rio Lisboa conquistou, este ano, o apoio de 15 novos parceiro s, onde estão incluídas, entre outras, as marcas e empresas Allianz Portugal, No kia, Playstation, O'Neill, Jogos da Santa Casa, Prosegur, Fnac, CP e Pernod Rica rd.
Entre as marcas que vão repetir o apoio ao evento estão a Delta Café, a Unilever, a Trident, a Control, a Triumph e a Canon.
Também repetente é o patrocinador principal do festival, a instituição bancária Millennium BCP, bem como os patrocinadores Sagres, Sumol/7Up, Vodafone, Toyota.
A BP, na qualidade de patrocinador social, e os 'media partners' SIC, G rupo Renascença e Sapo estão igualmente pela segunda vez na lista de parceiros d o Rock in Rio Lisboa.
De acordo com os dados da organização, o festival vai ser suportado, es te ano, por um investimento global que ronda os 25 milhões de euros, sendo que 4 0 por cento deste valor é suportado pelos patrocinadores.
A segunda edição do Rock in Rio-Lisboa vai decorrer entre sexta-feira e sábado e entre 02 e 04 de Junho com um cartaz que inclui, entre outros artistas , Roger Waters, Guns n'Roses, Carlos Santana, Xutos e Pontapés, Red Hot Chili Pe ppers, GNR, Ivete Sangalo, Jamiroquai, Sting e Shakira.
Fonte: Lusa
Várias ruas de Lisboa estarão encerradas ao trânsito e outras ficarão condicionadas a moradores e transportes públicos para facilitar a circulação de veículos de socorro durante o festival de música Rock in Rio, no Parque da Bela Vista.
Em comunicado hoje divulgado, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) alerta que o trânsito estará cortado na Avenida Doutor Arlindo Vicente, entre as 14:00 de quinta-feira e as 08:00 de domingo, e das 14:00 do dia 01 até às 08:00 do dia 05 de Junho.
Na Avenida José Régio, no sentido Avenida Almirante Gago Coutinho - Avenida Doutor Arlindo Vicente, a circulação será impedida entre as 08:00 de sexta-feira e as 08:00 de domingo, situação que se repetirá entre os dias 02 e 05 de Junho.
A Avenida Santo Condestável estará interdita aos automóveis das 06:00 às 17:00 de domingo e de dia 04 de Junho, enquanto no prolongamento da Avenida Estados Unidos da América, no sentido Avenida Infante D.Henrique - Avenida Almirante Gago Coutinho, a interdição irá vigorar todos os dias, entre as 14:00 e as 04:00.
O trânsito será condicionado à circulação de moradores e transportes públicos das 13:00 de sexta-feira às 04:00 de domingo e em igual período entre os dias 02 e 05 de Junho nas ruas João Palma Ferreira, Luísa Neto Jorge, Pedro Cruz, Ferreira de Castro, Ricardo Ornelas e Rui Grácio e nas avenidas Francisco Salgado Zenha e José Régio.
O estacionamento também estará proibido nas avenidas Doutor Arlindo Vicente e José Régio entre as 14:00 de sexta-feira e as 08:00 de domingo.
A proibição de estacionar abrange ainda a Avenida Almirante Gago Coutinho, entre as avenidas Estados Unidos da América e José Régio, no sentido aeroporto, das 07:00 de sexta-feira às 04:00 de domingo e nas mesmas horas entre os dias 02 e 05 de Junho.
A autarquia lisboeta apela aos cidadãos que evitem circular nas zonas envolventes ao recinto onde irá decorrer o festival de música.
Por outro lado, a CML pede aos automobilistas que verifiquem que os percursos que habitualmente utilizam não estarão condicionados e que estudem antecipadamente os percursos alternativos.
O Metro, a CP e a Fertagus vão alargar os horários habituais para melhor responder à procura durante os dias do festival de música, que decorre sexta-feira e sábado e nos dias 02 e 03.
Fonte: Lusa
Primeiro o país gastou o que tinha e o que não tinha, o que devia e o que não devia para fazer a Expo 98. A festa foi bonita, pá. As nossas festas, com bandeiras à janela ou sem elas, são sempre bonitas, pá. Lentamente, a memória da festa foi desaparecendo. O betão, matreiro, sabe esperar e foi avançando, avançando, avançando. Agora é a Praça Sony que vai ser despachada para a Amadora. O bairro, a que chamam Parque das Nações, em breve será um parque de prédios como tantos outros que existem por aí. Há quem persista em chamar a isto desenvolvimeto e qualificação urbana. Por mim, chamo-lhe apenas decadência. Não aprendemos nada com os erros do passado.
O ecrã gigante, o palco (com a respectiva cobertura) e o material sonoro montados na Praça Sony, ao Parque das Nações, em Lisboa, vão ser transferidos para a Amadora, através de uma doação da Parque Expo, empresa responsável pela gestão daquele espaço. A antiga Praça Sony será assim desmantelada e o equipamento audiovisual instalado no Estádio Municipal Monte da Galega, enquanto as estruturas metálicas que resguardam o público do sol vão ser espalhadas por vários pontos da cidade.
Há muito que a Praça Sony estava sem utilização. As questões ambientais relacionadas com o ruído começaram a surgir depois da construção de vários prédios de habitação em redor da praça. De acordo com fonte da Parque Expo, "parte da área é propriedade da Associação Industrial Portuguesa (AIP) que tem um projecto para a zona. Depois da Câmara de Lisboa ter recuado na intenção de ficar com o equipamento, a autarquia da Amadora apresentou uma proposta que foi aceite".
Em declarações ao JN, o presidente da Câmara Municipal da Amadora, Joaquim Raposo, adiantou que " estão a ser contactadas empresas para ser elaborado um orçamento para a desmontagem e transporte do equipamento". Embora, tenha sido uma doação, será a CMA a suportar os custos da transferência.
De acordo com uma notícia avançada, anteontem, pelo site da RTP, a Câmara de Lisboa recusou o equipamento por entender ter custos muito elevados de desmontagem e montagem, calculados em cerca de 100 mil euros. Mas para o autarca da Amadora este é sempre um bom investimento porque "os custos serão sempre inferiores ao valor do equipamento".
A oposição mostra-se surpreendida. "Não houve qualquer discussão sobre a matéria. E entendemos que um ecrã gigante não deveria ir para onde não há pessoas, mas para o o centro da cidade", crítica Carlos Reis do PSD. Já o vereador comunista, João Bernardino afirma que "o complexo desportivo não está vocacionado para espectáculos, mas para a prática desportiva".
Fonte: Jornal de Notícias
A segunda edição do Rock in Rio Lisboa arranca sexta-feira na capital com a colombiana Shakira a encabeçar a programação de um dia pensado para atrair famílias inteiras ao Parque da Bela Vista. Shakira entra no palco Mundo às 23:45, mas os espectadores já terão tido várias oportunidades de cansar corpo e garganta, começando com os D'Zrt, favoritos de muitas crianças e adolescentes, às 19:00.
A brasileira Ivete Sangalo, que actua pelas 20:30, visita novamente o parque da Bela Vista, antes de dar lugar ao britânico Jamiroquai, especialista em chapéus vistosos e funk. Além do palco principal, o festival apresenta bandas com menos visibilidade no Hot Stage, dos Room 74, que tocam às 16:30, aos Fingertips, às 17:50, concluindo com os Expensive Soul, às 19:40.
Para os mais noctívagos, o Rock in Rio tem uma alternativa dançável na Tenda Electrónica, das 20:30 às 04:00, com uma programação que inclui Groove Armada, David Guetta, Luís Leite & Alex SPS Darkountain Group com Cláudia Franco e o HP Toca Rufar Project.
Os Guns n'Roses, que no dia 27 chegam finalmente ao Rock in Rio, depois de terem cancelado uma actuação em 2004, tocam às 23:45, 14 anos depois de se terem estreado em Portugal no antigo Estádio de Alvalade.
Antes da banda de Axl Rose, o Rock in Rio recebe os britânicos The Darknesse, às 22:00, com o seu hard rock vindo directamente do estilo bombástico dos Queen e outras bandas que fizeram sucesso nos anos 80.
Os veteranos Xutos & Pontapés, mais uns repetentes no Rock in Rio Lisboa, actuam às 20:00, a seguir ao rock da brasileira Pitty, em estreia em palcos portugueses, às 19:00. No palco Hot Stage, os Wraygunn de Paulo Furtado actuam às 16:30, seguidos dos Living Things, às 17:50, e Kill the Young, às 19:40. Carl Cox é a atracção principal da Tenda Electrónica do dia 27, mas há tempo para Marco Bailey, Trevor Rockliffe e Jim Masters.
O Rock in Rio prossegue no dia 02 de Junho com Roger Waters à cabeça, acompanhado de Carlos Santana, Rui Veloso e Jota Quest no palco Mundo, enquanto Hands on Approach, Zé Ricardo e Starsailor actuam no Hot Stage.
A Tenda Electrónica apresenta no dia 02 o colectivo Body & Soul NYC e Kuski Sax & Percussion. A 03 de Junho, os Red Hot Chilli Peppers são a atracção do dia no palco Mundo, que receberá ainda os Da Weasel, Kasabian e Orishas. No outro lado do recinto, o Hot Stage apresenta Tara Perdida, Fonzie e Sandra de Sá.
O último dia do festival tem os portugueses GNR a encerrar o Palco Mundo, celebrando 25 anos de carreira, mas Sting, outro repetente do Rock in Rio Lisboa, é o cabeça do cartaz, em que figuram ainda Anastacia, Corinne Bailey Era e Marcelo D2.
Os últimos sons do Hot Stage ficarão a cargo dos holandeses The Gathering, depois de Mesa e The Elected. O DJ Danny Tenaglia encabeça o cartaz da Tenda Electrónica, mas o português DJ Vibe vai também fazer girar os pratos, depois de Tó Ricciardi e DJ Behrouz.
Além da música, a organização disponibiliza aos espectadores uma pista de neve com 50 metros para desportos radicais com aulas dadas por peritos, animação com fantoches e teatro infantil para as crianças. Para facilitar o acesso, Metropolitano, CP e Fertagus alargam os horários das suas carreiras até mais tarde do que o habitual.
Fonte: Lusa
O Parque Da Bela Vista Vai Custar Um Balúrdio Mesmo!, por José Carlos Mendes, no LisboaLisboa.

A Companhia Nacional de Bailado (CNB) estreia quinta-feira no Teatro Camões, em Lisboa, o bailado "Giselle", uma tragédia romântica em dois actos com coreografia de Georges Garcia e música de Adolphe Adams. A narrativa do libreto "Giselle" é baseada numa antiga lenda germânica sobre as "willis", jovens noivas que morrem tragicamente antes do casamento.
"Giselle", com coreografia de Georges Garcia segundo a versão de Marius Petipa, Jean Coralli e Jules Perrot, baseada no libreto de Theophile Gautier e Vernoy de Saint-Georges, é considerado o bailado mais representativo do repertório romântico da dança clássica.
A história do bailado, que estreou a 28 de Junho de 1841 na Academia Real de Música de Paris, França, gira em torno da paixão de uma jovem camponesa, Giselle, pelo príncipe Albrecht que se fez passar por camponês. Depois de morrer de infelicidade, Giselle surge como "willi", rodeada de espíritos que procuram vingar-se dos homens.
O bailado será interpretado por Ana Lacerda, bailarina principal da CNB, e por Filip Barankiewics, do Ballet de Estugarda. "Giselle" pode ser visto no Teatro Camões, em Lisboa, entre quinta-feira e domingo e nos dias 01, 02, 03 e 04 de Junho.
Fonte: Lusa
A Turistrela, concessionária da Estância de Esqui da Serra da Estrela, vai gerir uma pista com neve artificial no festival Rock in Rio, em Lisboa, adiantou hoje à Agência Lusa fonte da empresa.
A pista vai ter dez metros de largura por 50 metros de comprimento e "está vocacionada para a iniciação nos desportos de Inverno, nomeadamente esqui e snowboard", refere Artur Costa Pais, administrador da Turiestrela. A empresa vai mobilizar uma equipa de 20 pessoas para gerir a pista, onde se incluem monitores de desportos de Inverno.
Todos os serviços da pista vão ser gratuitos para quem ingressar no festival, que decorre no próximo fim-de-semana e no seguinte, bem como o aluguer de material que a empresa também vai disponibilizar para a prática de esqui e snow board.
A produção de neve deverá ascender aos 100 metros cúbicos por dia para uma altura de sete metros e meio na pista, que vai funcionar entre as 15:00 e as 02:00. "A sensação vai ser a mesma de deslizar em neve natural", garante Artur Costa Pais. Segundo aquele responsável, todas as condições de segurança estão acauteladas. "Vai haver uma única entrada e saída da pista e funcionários a regular a circulação", garante.
A Turistrela é a empresa concessionária do turismo na Serra da Estrela e gere a única estância de esqui de Portugal. "É a primeira vez que vamos trabalhar fora da serra, mas não será a única", garante Artur Costa Pais.
"Estamos evolvidos em projectos para a criação de espaços de esqui indoor em Portugal, que serão divulgados oportunamente", acrescenta, Este ano, a estância de esqui da Serra da Estrela bateu o recorde de dias de funcionamento, com as pistas a abrirem ao público durante 128 dias desde 01 de Dezembro até 25 de Abril último.
Fonte: Lusa
A Feira do Livro de Lisboa, que começa quinta-feira com 207 pavilhões de 121 editoras, vai ter este ano, pela primeira vez, um país convidado, Angola. "A escolha de Angola como primeiro país-tema, tanto para o certame de Lisboa, como para o do Porto, visa alargar as feiras do livro ao espaço da Lusofonia", afirmou hoje António Baptista Lopes, presidente da Associação Portuguesa d e Editores e Livreiros (APEL).
A programação referente a Angola, a cargo da embaixada daquele país em Portugal, encontra-se ainda atrasada, mas foi já confirmada a presença do escrit or angolano José Eduardo Agualusa a 10 de Junho, Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas.
Em conferência de imprensa, o escritor Francisco José Viegas, da Casa Fernando Pessoa, que organizou a programação, afirmou que, "na verdade, não há grandes novidades", pois "este modelo de programação é de transição", estando as grandes mudanças previstas para 2007.
Para Francisco José Viegas, nesta edição, "o essencial é deixar que autores e leitores se encontrem no espaço da Feira".
O certame, que decorre até 13 de Junho, conta este ano com 207 pavilhões de 121 editoras (contra os 219 stands de 132 editores que marcaram presença o ano passado), segundo António Baptista Lopes.
O presidente da APEL esclareceu, no entanto, que o número de editores contabilizados não inclui "a tenda dos pequenos editores, nem os que estejam repr esentados em pavilhões de outras editoras".
Na opinião do responsável, este decréscimo deve-se ao facto de, "para um grande número de editores, a Feira do Livro de 2005 não ter correspondido às expectativas em termos de volume de negócios", pois as vendas ressentiram-se "da difícil situação económica" do país.
Reconhecendo o cenário de crise, José Amaral Lopes, vereador da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, sublinhou que a autarquia - que este ano reservou um milhão de euros para o sector do livro e da leitura - "não vai diminuir os níveis de investimento" na Feira.
"Felizmente, o advento das novas tecnologias não decretou o fim do livro, que continua a ser um meio privilegiado de difusão do conhecimento, das doutr inas e do pensamento, pelo que o acesso às obras deve ser incentivado", sublinhou ainda o autarca.
À margem da conferência de imprensa, Bruno Pires Pacheco, secretário-ge ral da União dos Editores Portugueses (UEP), afirmou aos jornalistas que, para v encer os problemas do certame, é preciso, "mais do que um bom programa cultural, apostar na sua divulgação".
"O modelo da feira tem de ser revisto, pois são necessárias mudanças no s pavilhões, que permitam economizar recursos numa altura em que isso é fundamen tal", afirmou o responsável da UEP, para quem "a Feira deve ser vista cada vez m ais como uma montra e não um balcão".
Fonte: Lusa
A empresa municipal de cultura de Lisboa mantém a programação prevista de transmissão no Parque Mayer de jogos do campeonato mundial de futebol, apesar de a Sport TV ter alertado para a proibição de exibição pública do evento. Fonte oficial da estação televisiva Sport TV afirmou domingo à Lusa que "os direitos de transmissão televisiva foram comprados pela Sport TV e pela SIC, mas a Sport TV comprou todos os direitos de exibição pública".
Por essa razão, acrescenta, está proibida "a montagem, em locais públicos, dos designados ecrãs gigantes e/ou de outros dispositivos semelhantes destinados à exibição pública" das imagens do Campeonato do Mundo de Futebol de 2006, segundo um comunicado emitido segunda-feira.
A proibição de exibição pública dos jogos, em relação à qual a Sport TV diz já ter alertado várias entidades, "visa sobretudo evitar as acções que estão a ser preparadas por muitas juntas de freguesia".
A estação televisiva adianta que a medida pretende ainda "defender os direitos dos seus legítimos subscritores e colaborar no combate à utilização abusiva do respectivo sinal".
Confrontadas com esta posição, a EGEAC e a Central de Cervejas, parceiras na transmissão de alguns jogos do campeonato mundial, garantem que a programação prevista será mantida. A exibição de jogos vai decorrer através da colocação de uma esplanada e de um ecrã gigante nas traseiras do teatro Capitólio, no Parque Mayer, um evento promovido no âmbito das Festas de Lisboa.
Em declarações anteriores aos jornalistas, o vereador da Cultura e presidente da EGEAC, José Amaral Lopes, adiantou que a Central de Cervejas, que representa a Sagres, marca patrocinadora da selecção nacional, "já garantiu os direitos de transmissão dos jogos". "Se houvesse algum impedimento, já teríamos sido informados", afirmou hoje à Lusa o porta-voz da EGEAC.
Contactada pela Lusa, fonte da Central de Cervejas apenas afirmou que a empresa "está a responder a uma solicitação da Câmara de Lisboa para participar num acto que considera de interesse público". Sobre a proibição de transmissão dos jogos, a mesma fonte escusou-se a comentar.
Fonte: Lusa
A Simtejo, empresa responsável pelo saneamento básico de vários municípios da Área Metropolitana de Lisboa, anunciou hoje o lançamento de concursos públicos de estudos e cadastros, entre os quais o levantamento do traçado do caneiro de Alcântara.
Os cinco concursos públicos, que já estão a decorrer, serão comparticipados em 85 por cento por verbas comunitárias, através do Fundo de Coesão. Um dos concursos destina-se a uma prestação de serviços para o levantamento topográfico e o cadastro das afluências e do caneiro de Alcântara, prevendo-se a realização do traçado desta infra-estrutura, desde as Portas de Benfica até à estação de tratamento de águas residuais de Alcântara, incluindo o braço de Sete Rios.
De acordo com a Simtejo, empresa concessionária do sistema multimunicipal de saneamento do Tejo e Trancão, este estudo deverá estar concluído em seis meses. Também para o caneiro de Alcântara, um outro concurso público pretende encontrar "soluções de separação de todas as contribuições domésticas, de colectores domésticos e unitários", também com um prazo máximo de 180 dias.
Em Mafra, "a administração da Simtejo identificou a necessidade de desenvolver um estudo" para a eliminação de descargas nas linhas de água da bacia deste local. A intervenção, prevista para seis meses, decorre, segundo a empresa multimunicipal, "o subsistema de Mafra é caracterizado por uma crescente ocupação urbana, continuando a ser fortemente marcado" por actividades como a agricultura e a pecuária.
"A bacia de drenagem do subsistema de Mafra engloba cerca de seis quilómetros quadrados de linhas de água" com "níveis de poluição urbana e industrial, que contribuem para a deterioração da qualidade física, química e biológica dos recursos hídricos", adianta a Simtejo, em comunicado enviado à Lusa.
Outro concurso público foi lançado para a elaboração de um plano, também com um prazo de 180 dias, que permita melhorar o funcionamento das infra-estruturas do subsistema de Beirolas, em situações de chuva.
Também em Beirolas, estão previstas a realização de um levantamento do cadastro, a inspecção por vídeo e a limpeza parcial do sistema interceptor, um trabalho com a duração máxima de quatro meses. A Simtejo tem como competências a recolha, tratamento e rejeição de efluentes gerados nos municípios de Amadora, Lisboa, Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira, abrangendo uma população de 1,5 milhões de pessoas.
Fonte: Lusa
O Prémio Nobel da Literatura José Saramago, 83 anos, sofreu esta terça-feira uma quebra de tensão que o impediu de dar uma conferência agendada para uma escola de Lisboa, disse à agência Lusa o editor do escritor.
«José Saramago sentiu-se mal hoje de manhã na sua casa [em Lisboa] quando se preparava para sair para a conferência», disse Zeferino Coelho à Lusa.
A palestra sobre «Educação para todos: Novas políticas educativas e novas formas de educar» devia realizar-se hoje de manhã na Escola Pré-Universitária Au tónoma, que convidou o Nobel da Literatura para assinalar os 20 anos do estabele cimento. O editor desdramatizou a situação de saúde do escritor, afirmado que são « problemas de saúde normais» e acrescentando que Saramago deverá permanecer em ca sa em repouso.
O escritor cancelou uma deslocação prevista à feira do livro de Turim (Itá lia) no passado dia 03 também por razões de saúde.
Fonte: Lusa
Durante os próximos três anos o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, em colaboração com a Câmara de Lisboa (CML), vão realizar um estudo que visa desenvolver um método de intervenção para evitar acidentes de viação na capital. A parceria ficou ontem firmada na assinatura de um acordo de cooperação técnica e científica na área da segurança rodoviária. Os trabalhos são financiados pela Fundação da Ciência e Tecnologia.
A intenção é, até meados de 2009, identificar as zonas de acumulação de acidentes (ZAA), geralmente designadas como pontos negros, e depois de elaborado o seu diagnóstico, estabelecer e aplicar medidas que evitem os acidentes rodoviários, explicou João Cardoso, do departamento de Transportes do LNEC.
Os estudos (previstos no acordo) vão realizar-se em quatro zonas piloto da capital, ainda não definidas, e o primeiro relatório será apresentado até Fevereiro de 2007.
Para uma melhor compreensão do que vai ser este trabalho, João Cardoso explicou, baseando-se em dados da Direcção-Geral de Viação que dos acidentes registados em Lisboa, entre 2000 e 2005, 34% foram atropelamentos e, destes, 41% resultaram em mortes ou ferimentos graves. No entanto, no mesmo período de tempo, os acidentes diminuíram 35, tendo-se registado menos 45% vítimas mortais e feridos graves.
"Este é um fenómeno aleatório", comentou João Cardoso. "Os acidentes estão distribuídos pela rede rodoviária e acontecem mais em algumas zonas que noutras. É necessário saber quais são as suas características e recolher todos os dados para se poder intervir e mitigar os acidentes".
"Isto (o acordo) serve para dar uma resposta às nossas preocupações", referiu o presidente da CML, Carmona Rodrigues. "Apesar de estatisticamente ser impossível termos uma cidade isenta de acidentes, temos de tentar evitar que aconteçam e a nossa principal preocupação são as pessoas", afirmou comparando o fluxo de tráfego na capital a "um pulmão que esvazia e enche", durante os vários períodos da semana.
Fonte: Jornal de Notícias
Para comemorar o seu oitavo aniversário, o Oceanário de Lisboa, no Parque das Nações, em Lisboa, abriu portas, gratuitamente, às crianças dos quatro aos 12 anos. Uma iniciativa acolhida de braços abertos pelos pais.
O túnel ferroviário do Rossio, Lisboa, só voltará a funcionar "seguramente" em 2007. Depois de a Rede Ferroviária Nacional (Refer) ter chegado a anunciar a reabertura daquela estrutura ainda em 2006, viu-se obrigada a recuar na decisão, até porque "foram-se encontrando problemas adicionais que não eram visíveis antes", explicou ao Diário de Notícias Luís Pardal. O presidente da Refer admite, contudo, que dizer 2007 é "vago, mas a própria natureza dos trabalhos assim o exige".
O responsável explicou o atraso na obra devido ao "trabalho muito delicado e complicado que implica a intervenção numa estrutura em mau estado e com zonas muitos sensíveis". Luís Pardal admitiu ainda que "a primeira data adiantada foi infundada, foi uma data adiantada em função do que se sabia naquele momento. Não é estranho que haja acertos numa obra com estas características", referiu, explicando que "a fiscalização está a elaborar um novo plano de trabalhos".
Para já, e enquanto está a ser discutido e analisado o novo plano, a Câmara de Lisboa e a Refer assinaram ontem um protocolo que prevê a requalificação do seis edifícios no Largo Duque de Cadaval - três na rua Primeiro de Dezembro e três na Calçada do Carmo -, junto à estação do Rossio. As obras , inseridas no projecto de requalificação da estação ferroviária, têm um custo de aproximadamente 500 mil euros e serão totalmente financiado pela Refer. A autarquia assumirá como obrigações o apoio à preparação da empreitada através da elaboração e fornecimento de elementos técnicos. De acordo com a Refer, a intervenção não vai obrigar a realojamentos. "Será apenas necessária a deslocação de um inquilino para um andar inferior num dos prédios, durante a recuperação da cobertura", explicou a Refer.
Até ao final do ano todas as obras de requalificação deverão estar concluídas, assim como as da Estação do Rossio. A nova gare vai abrir de cara totalmente lavada, dispondo de uma área de mil metros quadrados para fins culturais e exposições, além de espaços para serviços e comércio. É no espaço cultural - situado no mezzanino da estação - que poderá vir a instalar-se o Museu da Língua Portuguesa. "Ainda nada está decidido. Depois de ter visto o projecto em São Paulo (Brasil), não sei se é possível replicar aquele conceito neste espaço", disse Carmona Rodrigues. Ainda assim, o autarca frisa que seria "interessante, por a estação ser um espaço de passagem de milhares de pessoas por dia".
Entretanto, Carmona Rodrigues classificou de "urgentes" as intervenções naquela zona da Baixa pombalina, adiantando que a câmara pretende "recuperar aquela zona histórica de Lisboa" quer do ponto de vista cultural e patrimonial, quer económico. Sobre o protocolo, o presidente da Câmara de Lisboa congratula-se pela parceria com a empresa ferroviária: "Não é possível fazer-se nada unilateralmente numa cidade que se quer competitiva. As cidades não se constroem sem este espírito de parceria".
Encerramento
O túnel do Rossio foi encerrado em Outubro de 2004 por falta de segurança. O encerramento surgiu por ordem do ministro dos Transportes, António Mexia. Em conferência de imprensa, a Refer explicava na altura que "se se decidir por uma intervenção ao longo da totalidade do túnel, então poderá demorar 18 meses ou mais; se a opção for apenas no troço de 40 metros onde foi detectado o problema, o tempo será bastante inferior". Dezanove meses depois, o túnel continua fechado.
Fonte: Diário de Notícias

É fundado o Museu dos Coches, em Lisboa
Por insistente solicitação de D.João III, Paulo III permitia a instalação da Inquisição em Lisboa.

Os Gaiteiros de Lisboa vão apresentar-se ao vino no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém - CCB -, em Lisboa, a 27 de Junho. O concerto tem início agendado para as 21h00 e vai centra-se no quarto álbum de originais do grupo, «Sátiro». Os bilhetes para o evento custam entre dez e vinte euros. Quem quiser pode comprar aqui.
Tal como a Cinderela, os museus de Lisboa transformaram-se sábado à noite em locais de lazer, abrindo os jardins à gastronomia, música, e muitos eventos. O público gostou.
Ainda sem balanço, sabe-se que muitos milhares de pessoas usufruíram desta noite especial, sem contar com as dezenas de milhar "arrastadas" pelo frenesim iniciado quinta-feira, Dia Internacional dos Museus.
O trânsito revelava-se caótico junto ao Museu de Arte Antiga. Não admira. O átrio estava cheio de gente. Uns foram ouvir Lena D'Água cantar jazz no jardim, com a maioria sentada na relva, outros aproveitaram as entradas gratuitas para ver a colecção. Só a exposição De Fra Angelico a Bonnard tinha de ser paga porque, justificam oficialmente, "o investimento para a trazer a Lisboa foi elevado".
"Há 15 anos que não vinha cá", conta ao DN Idália Santos, elogiando o horário [esteve aberto até às 3.00] nocturno do museu, "compatível para quem trabalha". Aproveitou a noite para revisitar o museu das Janelas Verdes. Mas ela e o marido sentiram "falta de headfones".
Mesmo assim, o museu bateu alguns recordes. A sua directora, Dalila Rodrigues, explicou-nos que na quinta-feira, entre o fim da tarde e o fim da noite passaram por lá cinco mil pessoas. "Nunca tivemos tanta gente", sublinhou.
O público desta noite era muito diversificado. Viam-se casais com bebés, muitos jovens, e séniores. Houve museus que iniciaram a noite com gastronomia especial. Como o Museu de Etnologia, que apostou em comida africana: cachupa, mousses de manga e queijo, pastéis de milho, croquetes de atum e ponche.
"Esgotou-se tudo muito rapidamente", queixavam-se as organizadoras, Alexandra Oliveira e Alexandra Angeiras, lembrando que até ao fim da tarde tinham sido visitados por meio milhar de pessoas, que também viram a exposição de máscaras do Mali. E a de panos tradicionais africanos, da autoria da artista Manuela Jardim, mostrando a evolução dos têxteis que também fazem parte da história dos Descobrimentos, por terem servido de moeda de troca de escravos.
A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, jantou um prato típico cabo-verdeano, a cachupa. Ao DN adiantou que esta iniciativa nos museus pretende "captar públicos" e as estimativas mostram "que o público tem aderido em termos mais significativos do que o ano passado".
Só hoje haverá dados precisos, mas o director do Instituto Português de Museus (IPM) garante que "desde quinta-feira vieram aos museus dezenas de milhar de pessoas". O investimento de cerca de 80 mil euros compensou, além das parcerias estabelecidas. "As pessoas gostaram de ter visitado os museus à noite, o que não é habitual", acrescentou Manuel Oleiro.
Com tantas actividades nos 29 museus do IPM e nos 85 (de um total de cem) da Rede Portuguesa de Museus, houve iniciativas esgotadas, outras com muita frequência e também as que não arrastaram muito público.
Foi o caso da performance de som e luz de mergulhadores no Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras, que causou alguma desilusão.
"O espectáculo não correspondeu às expectativas. Não era um bailado aquático, mas mergulhadores a andar à volta do tanque com lanternas", desabafa Nuno Moreira, um dos grandes aderentes do dia. Ele e a mulher passaram a tarde em várias museus. "Também ouvimos jazz e jantámos", dizia Isabel Almeida.
Foi o caso da performance de som e luz de mergulhadores no Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras, que causou alguma desilusão.
"O espectáculo não correspondeu às expectativas. Não era um bailado aquático, mas mergulhadores a andar à volta do tanque com lanternas", desabafa Nuno Moreira, um dos grandes aderentes do dia. Ele e a mulher passaram a tarde em várias museus. "Também ouvimos jazz e jantámos", dizia Isabel Almeida.
Um ambiente muito agradável perto da meia-noite vivia-se no pequeno jardim do Museu do Chiado, onde se juntaram muitos jovens. De copo na mão, ou simplesmente à conversa, ouviam música de DJ's especialmente convidados, ou viam projecção de fotografias, depois de ter encerrado o horário nocturno da exposição.
"A abertura à noite devia ser regra, como acontece em outras capitais europeias", notava Marta Ornelas, uma das que se deixou arrastar para a noite dos museus. Ela e uns amigos aproveitavam a tarde entradas gratuitas e à noite o ambiente e o tempo ameno no jardim. "O espaço é óptimo", observava a amiga Margarida Batista.
Fonte: Diário de Notícias
Há certos cactos que florescem
quando menos se espera.
Sei isso de ciência certa,
porque os tenho na minha varanda lisboeta
e os trato com o amor desprendido
de quem os plantou sem mira de recompensa.
A verdade é que nem todos
se limitam ao caule esférico ou anguloso
e às folhas cobertas de espinhos.
Alguns procuram ser gratos,
o que até rima com eles,
e oferecem-me flores.
Não acontece todos os anos
pela Primavera,
mas vá lá a gente entender os cactos.
Torquato da Luz, no seu Ofício Diário

Aprovação dos protocolos entre a Câmara de Lisboa, o Sporting e o Benfica, para a construção dos estádios.

Mil dias após o incêndio de Agosto de 1988, começam as obras de reconstrução do Chiado, em Lisboa.
![]()
Casino Lisbonense
Largo da Abegoaria em Lisboa
Postal ilustrado, s.d.
Arq.Fot. - A.M.L. 8254
Em 1871 têm início as Conferências do Casino Lisbonense. "Antes de haver conferências no Casino havia ali cançonetas [...]. Eram as conferências do deboche [...]. As conferências, que eram o estudo, o pensamento, a crítica, a história, a literatura, essas pareceram ao sr. Marquês incompatíveis com toda a moral!" In "As Farpas", 1871. Nelas participaram Antero de Quental, Eça de Queirós, Teófilo Braga, Manuel de Arriaga, Oliveira Martins e José Fontana, emtre outros. As Conferências viriam a ser proibidas pelo Governo em 26 de Julho do mesmo ano. As Conferências do Casino ocorriam cinco anos depois da Questão Coimbrã, protagonizadas por doze homens de letras, grupo a que se chamava o «Cenáculo». Estavam previstas doze Conferências Democráticas no Casino Lisbonense, mas só se realizaram cinco. A primeira foi a de Antero de Quental e a de maior interesse literário foi a de Eça de Queirós (A Literatura Nova; O Realismo como Nova Expressão de Arte). As Conferências do Casino marcam o início do Realismo como forma de pensamento e de expressão.
A Feira do Livro, por Luísa, em A Escola de Lavores.
Começa já na quinta-feira a 76ª Feira do Livro de Lisboa, que decorrerá de 25 de Maio a 13 de Junho, no Parque Eduardo VII. O respectivo sítio continua no prometedor estado de "brevemente".
Os idosos são os novos "protegidos" da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), que vai construir na denominada aldeia de Telheiras habitações destinadas à terceira idade. "A EPUL Sénior é o nosso novo produto, em que parte dos fogos é para idosos com capacidade para terem a sua vida completamente independente. Os outros são para quem já precisa de ajuda. Para isso, estamos a procurar partners que prestem os serviços de apoio necessários para a criação de residências assistidas", revelou ontem o presidente da EPUL, João Pereira Teixeira.
Na visita que fez por cinco zonas onde decorrem intervenções da EPUL, o mesmo responsável explicou que essas instalações serão construídas mesmo ao lado da Igreja de Nossa Senhora da Porta do Céu, em Telheiras, que acabou de ser restaurada e é inaugurada no dia 28.
As residências assistidas são constituídas por apartamentos onde os idosos moram mantendo a privacidade como se estivessem na sua própria casa, mas têm pessoal que presta apoio a quem necessitar. Inclui serviços de lavandaria e limpeza, cozinha e entrega de refeições ao domicílio, assistência médica, transporte e outras valências.
João Pereira Teixeira salienta que estas habitações serão comercializadas a "preços mais baixos do que o mercado imobiliário normal". Adiantou que "este será o ponto de partida para depois de desenvolverem mais projectos sénior noutros locais".
A intervenção da EPUL em Telheiras inclui ainda a construção de 16 moradias, a reabilitação de outras oito e a criação de um parque de estacionamento sobre o qual vai ser prolongado o já extenso jardim local.
A construção das moradias "deverá ficar concluída até ao final do ano, enquanto o investimento total está orçado em cerca de 6 milhões de euros mais IVA", revelou.
Para a denominada Praça de Entrecampos a EPUL tem projectados sete lotes, incluindo habitação, comércio e serviços, uma residência universitária e o equipamento cultural Lisboa Arte Fórum. Tudo deverá ficar pronto até 2009 e implica um investimento total de 90 milhões de euros mais IVA. Estas habitações incluem-se no programa EPUL Jovem, destinando-se a pessoas com idades até aos 40 anos.
No Restelo, falta construir dez pequenos prédios para concluir o empreendimento Encosta do Mosteiro, que deverá ficar terminado no fim deste ano. Um apartamento T1 custa 201 mil euros, enquanto o preço de um T5 dispara para os 570 mil euros.
Na Rua de S. Bento, a EPUL está a investir 700 mil euros em obras de recuperação de três edifícios. Quatro fogos são para a Câmara de Lisboa e os restantes serão geridos pela EPUL. A empresa pública está ainda a desenvolver o programa Lisboa a Cores, que inclui a reabilitação de 75 edifícios dispersos pela cidade.
Fonte: Diário de Notícias
![]()
Uma marina em leito de rio é sempre imprevisível; por muitos estudos prévios que se façam, será necessário estar atento à sua evolução e encontrar soluções para os problemas. A ressalva de Paulo Andrade, vice-presidente da Associação Naútica da Marina do Parque das Nações (ANMPN), não significa, porém, a aceitação de um estado de coisas que se prolonga há quatro anos ("a marina é um tanque de lama", diz), e que determinou o seu encerramento. Até quando, a ANMPN não arrisca adivinhar, mas teme que os últimos anos, "em que nada se fez", signifiquem o arrastamento da situação.
Uma marina em leito de rio é sempre imprevisível; por muitos estudos prévios que se façam, será necessário estar atento à sua evolução e encontrar soluções para os problemas. A ressalva de Paulo Andrade, vice-presidente da Associação Naútica da Marina do Parque das Nações (ANMPN), não significa, porém, a aceitação de um estado de coisas que se prolonga há quatro anos ("a marina é um tanque de lama", diz), e que determinou o seu encerramento. Até quando, a ANMPN não arrisca adivinhar, mas teme que os últimos anos, "em que nada se fez", signifiquem o arrastamento da situação.
Há oito anos, que hoje se cumprem, abria a Expo'98.O festival naútico ontem promovido por aquela associação , no âmbito do Festival do Parque das Nações, organizado pela associação local de moradores e comerciantes, pretendeu exactamente lembrar que uma "parte essencial" do projecto da Parque Expo ("a abertura daquela frente da cidade ao rio") está adiada.
A marina estava pronta quando abriu a Exposição de Lisboa, mas fecharia em Março de 2002. O assoreamento foi a causa e desde então nenhuma solução foi decidida. Paulo Andrade considera que sem uma íntima colaboração entre o governo, a CML e a Sociedade Marina do Parque das Nações dificilmente se resolverá o pressuposto da sua inicial construção e de todo o projecto daquela fatia da zona oriental aproximar a cidade da frente ribeirinha. E como agora, em vez de uma marina o que que existe "é um tanque de lama", não será de pôr de parte a hipótese de a Waterfront 2007 já não se realizar em Lisboa, alerta Paulo Andrade.
Dez meses é o lapso de tempo que, se as obras começassem já, demorariam as obras das comportas que, no entender da ANMPN, resolveriam a situação. Mas só há cerca de uma semana começou a operar uma plataforma de sondagens na bacia sul da marina, que deverá fazer luz sobre uma possível solução.
Maio de 2002
Constituição da Associação Náutica da Marina do Parque das Nações. Objectivo fomentar o convívio entre utentes e defender os direitos dos que compraram postos de amarração. Desde Outubro de 2001 que os bens do porto estavam arrestados por ordem judicial devido à falência da concessionária.
Julho de 2003
Os credores aprovam por maioria, no Tribunal do Comércio de Lisboa, uma proposta de recuperação da empresa. A maioria aceita transformar os créditos em capital. A Parque Expo assume o compromisso de reiniciar as obras necessárias. A nova concessionária é financiada maioritariamente pelo BCP.
Dezembro de 2004
Divulgadas as primeiras intenções do Plano de Desenvolvimento Estratégico da Marina. A redução dos postos de amarração e o aumento, para o triplo, da capacidade construtiva reacendem a polémica com utentes e moradores.
Fonte: Jornal de Notícias
A Festa do Chiado começou ontem em Lisboa e promete animar durante uma semana aquela zona da capital com museus de portas abertas, várias performances de rua, actividades infantis, feira de alfarrabistas, teatro, poesia, literatura e colóquios no Centro Nacional de Cultura (CNC).
O objectivo desta 8.ª edição, que decorre até dia 27, é o de uma vez mais criar e formar novos públicos para a cultura. A organização, a cargo do CNC, destaca também uma exposição comemorativa da Livraria Moraes Editora e a apresentação de cinco obras pelos respectivos autores.
As Conferências do Casino, no Largo Rafael Bordalo Pinheiro, com Marcelo Rebelo de Sousa e Guilherme d"Oliveira Martins, pretendem reatar a tradição que, há 135 anos, no mesmo local, desempenhou um papel preponderante na evolução da cultura portuguesa.
Fonte: Público

É inaugurada a Expo 98, dedicada aos oceanos.
Eu sei. O espectáculo da reinauguração do Campo Pequeno foi um show hollywoodesco de altíssimo coturno. Eu sei que temos de fazer coisas boas, sermos melhores amanhã do que fomos ontem, acreditarmos que somos tão bons ou melhores que os outros, como dizia um conhecido treinador de futebol, num assomo filosófico, e outras coisas que fica sempre bem dizer quando algo corre bem.
Mas é conveniente estabelecer definitivamente que em Portugal há um país, este, como os sociólogos de taberna gostam de dizer e outro, o dos outros, o de uma casta especial. O dos grandes.
A galeria comercial da praça de touros do Campo Pequeno abriu na quarta-feira passada sem a devida licença de utilização, mas a Câmara de Lisboa não fez por menos, e num repente de eficácia tecnocrática emitiu-a logo na quinta-feira bem cedinho.
Em declarações aos jornalistas no final de uma reunião do executivo camarário, a responsável pelo Urbanismo, Gabriela Seara (PSD) afirmou, já com o centro comercial aberto, que estavam a decorrer os "procedimentos necessários" à emissão da licença de utilização, depois de uma última vistoria do Regimento de Sapadores Bombeiros ter verificado na manhã de quarta-feira que "estava tudo em conformidade".
"O que importava era que as lojas não abrissem sem a vistoria final", que incidiu nomeadamente sobre a ventilação da galeria, situada sob o edifício da praça de touros, sentenciou a diligente Vereadora. Questionada sobre se o centro comercial poderia abrir ao público sem a licença municipal, Gabriela Seara considerou que, "numa perspectiva rígida, o espaço não deveria ter aberto", mas, sublinhou, "numa perspectiva mais flexível, as lojas estão abertas durante 24 horas sem licença, mas todos os procedimentos foram efectuados".
"Não se pode equiparar esta situação ao caso de alguém que abre uma loja e depois coloca o processo (de licença) na Câmara Municipal. O que foi considerado é que poderia abrir, porque há tranquilidade em relação às condições", sublinhou o vice-presidente da autarquia, Carlos Fontão de Carvalho.
Devia ser a isto que um dia Jorge Sampaio se referiu quando ironizou com a flexibilidade legislativa, querendo dizer lá na dele que essa flexibilidade era um eufemismo para a violação da lei. Mas a imaginativa Vereadora não se ficou por aqui. Lá acabou por admitir que o prazo de 24 horas para emissão da licença foi "mais rápido" do que o habitual, mas referiu que as licenças para a cobertura, o recinto e o parque de estacionamento já tinham sido emitidas pela autarquia, além de toda a obra ter tido bastante acompanhamento por parte dos serviços municipais.
Goes Ferreira, vice-presidente da Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno, responsável pela reabilitação da praça de touros, afirmou na própria quarta-feira que o espaço abriu ao público às 10:00, como estava previsto, apesar de ainda não ter recebido, na altura, a licença camarária.
"Ainda não tenho o papel na mão, mas sabemos que a licença será emitida. Não há nenhum problema", garantiu o responsável, acrescentando que apenas faltavam "os trâmites normais", como o relatório dos bombeiros e o envio desse documento para a Câmara Municipal. Aconselhamos vivamente este gestor a abrir uma barraquinha de Adivinhação na futura Feira Popular, seja lá onde for que a diligente CML a vier a instalar. É que com dotes de adivinhação deste calibre, o sucesso de bilheteira está não só garantido no Campo Pequeno, mas também no mister da bruxaria municipal. Já imagino o indefeso cidadão a consultar Goês Ferreira sobre se ele sabe se a licença que pediram vai ou não ser emitida.
Conclusão: não é só na gigantesca, pujante e ditatorial China que existe um país com dois sistemas. Em Portugal também. Um para os cidadãos “habituais” e comuns que julgam que as instituições, neste caso autárquicas, tratam todos da mesma maneira. Outro para certas personalidades que sabem de tudo antes, que abrem antes de poderem abrir e a quem o poder, que devia zelar pela legalidade e pela igualdade de tratamento, tudo perdoa, tudo desculpa e nada sanciona, ainda que tenham de fazer a figura triste, acrescento, a figura política triste (por causa dos processos…) que a Vereadora Gabriela Seara aparentemente sem dificuldade aceitou fazer.
(publicado na edição de hoje do Semanário)
O director regional de Educação de Lisboa disse hoje à Lusa que vão ser abertos lugares de quadro em escolas secundárias de Lisboa para os professores da D.João de Castro, que encerra no final deste ano lectivo.
A fusão com a escola Fonseca Benevides, que chegou a ser anunciada pelo Ministério da Educação, não vai afinal realizar-se por não ter havido consenso na comunidade educativa.
"A fusão era a melhor solução porque tinha a vantagem de juntar o quadro de professores das duas escolas, mas não se verificaram condições para que pudesse acontecer. O mal-estar criado em torno desta medida tornou completamente impossível a fusão", explicou o responsável da Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL).
Segundo José Leitão, os professores da D.João de Castro já indicaram quais as escolas de Lisboa para onde desejam ser transferidos, devendo ser criadas para o efeito vagas de quadro nesses estabelecimentos de ensino.
Relativamente aos alunos, a maioria será encaminhada para a escola secundária Rainha Dona Amélia, como sugeriram muitos pais, adiantou. Actualmente, a D.João de Castro é frequentada por 296 alunos, mas muitos estão no 12º ano, pelo que já não terão de ser transferidos.
Actualmente, a D.João de Castro é frequentada por 296 alunos, mas muitos estão no 12º ano, pelo que já não terão de ser transferidos. Os que estão matriculados no 9º ano têm sempre a possibilidade de escolher o estabelecimento de ensino onde querem fazer o secundário.
"O número de alunos que frequenta a D.João de Castro e que naturalmente lá continuaria se a escola não encerrasse ronda, assim, os 150", afirmou o responsável. No processo de distribuição de turmas pelos estabelecimentos de ensino afectos à DREL para o próximo ano lectivo, a D.João de Castro já não foi contemplada.
No entanto, o encerramento da escola poderá vir a ser suspenso, uma vez que a associação de pais e as juntas de freguesia de Alcântara e Ajuda entregaram hoje no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa uma providência cautelar contra esta medida.
Os autores da acção querem, nomeadamente, impedir que os professores do estabelecimento de ensino sejam transferidos para outras escolas e suspender o processo de distribuição de turmas pelas escolas afectas à DREL.
"Estamos a trabalhar no pressuposto que a escola já não abre no próximo ano lectivo, mas se houver alguma alteração da situação [em resultado da providência cautelar] a distribuição de turmas será corrigida", sustentou o director regional.
No que diz respeito aos trabalhadores não docentes, José Leitão adiantou que estes funcionários serão colocados nos locais onde forem mais necessários, já que não pertencem aos quadros da escola, ao contrário dos professores, mas a um quadro global gerido pela direcção regional.
Ainda assim, o responsável assegurou que a DREL vai ter em conta, dentro do possível, as preferências manifestadas por estes trabalhadores.
A decisão de encerrar a D.João de Castro já no próximo ano lectivo foi anunciada em Março, tendo motivado vários protestos por parte da comunidade educativa, que alega que a escola oferece excelentes condições.
Fonte: Lusa
A associação de pais da Escola Secundária D.João de Castro, em Lisboa, e as juntas de freguesias de Alcântara e Ajuda entregaram hoje em tribunal uma providência cautelar contra o encerramento daquele estabelecimento de ensino.
A providência cautelar, que foi entregue no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa, "é o único meio para evitar o encerramento da escola", disse à agência Lusa Carlos Filipe, da Associação de Pais.
O dirigente associativo revelou que hoje decorreu uma reunião na Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) para distribuir as turmas pelos estabelecimentos de ensino para o próximo ano lectivo e que a Escola D.João de Castro não foi contemplada.
Contou ainda que na passada sexta-feira, o pessoal não docente foi informado dos "destinos que lhes estão reservados para o próximo ano lectivo", que não passam por aquela escola.
Perante esta realidade, os autores da acção decidiram juntar à providência cautelar outros pedidos, nomeadamente para impedir que os professores do estabelecimento de ensino sejam transferidos e ainda para suspender o processo de distribuição de turmas pelas escolas afectas à DREL naquela área.
"Houve um período em que ainda houve algumas expectativa de haver um recuo da tutela na decisão de encerrar a escola, mas não obtivemos nenhuma resposta às inúmeras diligências que foram feitas pela comunidade escolar", afirmou Carlos Filipe.
Adiantou ainda que o pedido de suspensão do encerramento da D.João de Castro "não é um processo egoísta da comunidade escolar, mas sim manter uma espaço público que oferece todas as condições".
A decisão de encerrar a D.João de Castro já no próximo ano lectivo e transferir os cerca de 300 alunos que actualmente a frequentam para a Secundária Fonseca Benevides foi anunciada em Março pela Direcção Regional de Educação de Lisboa, tendo motivado vários protestos por parte da comunidade educativa, que alega que a escola oferece excelentes condições.
Fonte: Lusa
"O Carmona apareceu na televisão
Na cerimónia de inauguração que consistiu na leitura do discurso por um representante da empresa enquanto Carmona era o único a ouvir, enquanto a televisão transmitia. Carmona perdeu o sentido do ridículo?"
Jerico, em O Jumento

É inaugurada a Gare do Oriente, de Lisboa, projecto do catalão Santiago Calatrava.

Nasce o poeta Mário Sá Carneiro, em Lisboa, num edifício da rua dos Retroseiros, actual Rua da Conceição.
É publicada a primeira lista telefónica de Lisboa.
Palhaços, assassinos, vai tourear a tua mãe. Algumas das manifestaçõs de carinho com que alguns civilizadíssimos defensores dos direitos dos animais brindaram os bárbaros espectadores da grande tourada de ontem no Campo Pequeno, segundo oa relatos da Lusa.
Hoje, Lisboa está de regresso às suas grandes noites. A banda volta a tocar. O inteligente volta a comandar. O corneteiro volta a chamar os artistas e o Toiro. Volta a haver tourada no Campo Pequeno. Hoje, sim, a Praça reabriu.
500 cidadãos protestaram hoje à porta do Campo Pequeno contra as touradas.
Centenas de manifestantes de várias organizações concentraram-se hoje pelas 20:30 junto ao Campo Pequeno protestando ruidosamente contra o regresso das touradas a Lisboa, no que era entendido por alguns aficionados como uma provocação.
Remetidos pela polícia para uma das entradas laterais da praça e posteriormente contidos por um cordão policial, os manifestantes gritavam slogans como "Tourada não é cultura, é tortura" e chamavam assassinos aos aficionados, que reagiam rindo-se ou repudiando as palavras de protesto.
Segundo os números da Polícia de Segurança Pública, a concentração reuniu cerca de 500 manifestantes.
A plataforma que reúne várias associações de direitos dos animais foi ao Campo Pequeno para sensibilizar "os fãs dos espectáculo" que consideram "um cancro social ao nível do autos de fé, da escravatura e de outros comportamentos bárbaros, que um grupo pequeno insiste em manter vivos", disse à agência Lusa Carla Carvalho, dessa plataforma.
Para os estudantes Pedro e Ivo, a mensagem assumidamente "extremista" é a melhor solução - na faixa que seguravam lia-se "és tão culpado, cÓ, pagaste para matar pela tradição" - entretanto "censurado" por intimação policial.
"É um entretimento reles e um retrocesso que já devia estar ultrapassado", afirmaram à agência Lusa, defendendo que chocar é a melhor maneira de chamar a atenção dos aficionados.
Pelo contrário, o gerente comercial Rui Silva, aficionado desde miúdo, considerou o regresso das touradas a Lisboa como "um bem muito necessário".
Para ele os protestos dos manifestantes são "uma provocação que não se admite", afirmando que as palavra de ordem como "touros na arena nem mais um" ou "tourada é cobardia não é valentia" não lhe dizem nada.
"Se são tão protectores dos animais deviam estar em casa a tratar dos deles", argumentou.
Entre os aficionados ouviam-se várias ironias como "deviam era soltar aqui um touro" ou "gostava de vê-los em frente a um touro".
Apesar das posições diferentes, Pedro Pereira, da plataforma Unidos Contra as Touradas, pretende que este seja um protesto pacífico ao contrário de experiências anteriores em que ocorrerem confrontos.
Segundo o representante da plataforma, os manifestantes estão aqui "com algum receio" porque, justificou, as pessoas que gostam de touradas "cultivam a agressividade" Outra das associações presente na manifestação, a ANIMAL, apelou à pressão económica contra as touradas através de boicote e pressão junto das lojas da galeria comercial para que "cessem actividades neste espaço ou para que levem a administração a não autorizar a realização de touradas", disse Miguel Moutinho da associação.
Para o representante da ANIMAL "é um absurdo" que seis anos depois as touradas tenham regressado ao Campo Pequeno: "é andar para trás", considerou.
Para os manifestantes a praça de touros deve ser utilizada para outros fins culturais como espectáculos, concertos, mas não para corridas de touros.
Hélder Constantino da Animal Defenders International, que empenhava um cartaz dizendo "Touradas - A vergonha total", viajou esta manhã de Londres para se juntar a este protesto e defender que Portugal "não deveria continuar com as touradas", uma actividade que acredita que "poderá afugentar turistas".
Os manifestantes contam com um buffet de um restaurante vegetariano que está a servir hambúrgueres de soja e batata acompanhadas com salada de beterraba, cenoura e batata e feijoada de seitan.
A manifestação "transformou-se" num concerto do grupo feminino de percussão "Tucanas" que tocaram tambores e bidões.
Fonte: Lusa
O aeroporto de Lisboa está sem capacidade de resposta para 1800 pedidos de "slots" (direitos de aterragem e descolagem) de companhias aéreas para o Verão, revelou hoje o presidente da ANA - Aeroportos de Portugal. Dos pedidos em lista de espera, 411 são da TAP e 231 da Portugália, ou seja, um terço.
Num encontro com jornalistas, onde foi apresentado o plano de contingência da empresa para fazer face ao crescimento da operação durante o Verão, Guilhermino Rodrigues admitiu que "o mais certo é aqueles pedidos terem uma resposta negativa".
O presidente da ANA alertou também para a possibilidade de maiores atrasos e congestionamentos no aeroporto de Lisboa durante o Verão e pediu às companhias aéreas e passageiros que colaborem para minimizar o problema.
"Estamos a trabalhar no limite da capacidade, o que aumenta a probabilidade de congestionamentos, irregularidades e atrasos durante o Verão", afirmou Guilhermino Rodrigues.
O mesmo responsável admitiu que a falta de capacidade do aeroporto é um "estrangulamento" ao crescimento das companhias aéreas e também do turismo em Lisboa.
"Os quase dois mil pedidos de 'slots' que recebemos correspondem sensivelmente a mil voos, a multiplicar por uma média de 150 passageiros por avião. É fácil obter o número de turistas que deixam de chegar a Lisboa", disse igualmente o responsável da ANA.
"Os próprios operadores turísticos não incluem na sua programação voos para Lisboa, porque sabem que vão ter dificuldades em obter" licenças, referiu Guilhermino Rodrigues.
O tráfego no aeroporto cresceu ao dobro do previsto para os primeiros meses deste ano, 9,4 por cento, registando só no mês de Abril um aumento de 25 por cento, afirmou ainda o presidente da ANA.
A capacidade do aeroporto já foi aumentada de 34 para 36 movimentos por hora, mas é ainda insuficiente. O aeroporto tem em curso um plano de expansão, que lhe permitirá aumentar a capacidade para 40 movimentos por hora, mas as obras já iniciadas só terminarão em 2010.
Fonte: Público on line
Um País Loiro, por João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.
Oh Mendo! Então põe-se assim tanta responsabilidade nos ombros de um homem só?! De um simples lisboeta dos quatro costados, nado no Largo de S. Cristovão e S. Lorenço, nas traseiras que dão para o antigo Largo do Caldas, hoje de Adelino Amaro da Costa, que apenas aspira a ir respirando a cidade, apesar dos fumos negros, que nem esses conseguem destruir a mais bonita luz do mundo? Embora amarrecado com tamanho peso lá continuarei à vela... bem vindo a bordo! Aqui o barquito também pára com gosto pela sua Torre, quando mestre Ulisses nos dá descanso.
De ouvir falar de blogues e de jornalismo. Ver aqui.
"Mas onde é que estão as famosas vacas da Cowparade que eu ainda não consegui ver uma única? Devo movimentar-me em zonas de Lisboa muito pouco in..."
Paulo Gorjão, no Bloguítica
Eu, aficionado me confesso. Eu, aficionado do toureio apeado me confesso. Eu, desaficcionado dos picadores me confesso. Eu, aficionado das pegas de caras me confesso. A profissão mais ingrata da actualidade deve ser a de rabejador.
A que estava no Campo Pequeno desapareceu. E tem mais de 400 quilos. Mas há outras que foram vandalizadas. Leitores do PDiário fazem a denúncia. Organização pede ajuda aos lisboetas.
A CowParade foi oficialmente inaugurada em Lisboa dia 14 de Maio e, desde então, vários animais estão expostos pela cidade para deleite de turistas e curiosos. Mas há quem não se fique apenas pela observação, algumas vacas estão a ser alvo de vandalismo. Sem esquecer que uma delas «desapareceu» do Campo Pequeno.
A organização da CowParade explicou ao PortugalDiário que, até ao momento, apenas tem conhecimento de uma vaca vandalizada: «É a vaca «piu-piu», que está no Rossio. Tiraram as cabeças das galinhas que estão no dorso do animal».
Mas, de acordo, com leitores do PortugalDiário na zona da Baixa há mais dois animais «estragados». A vaca «mimosa» e a vaca «fábrica de leite».
Estes actos não são exclusivos de Portugal. A própria organização «já estava à espera» que isto acontecesse. «Foi assim em todos os países. Quando pensámos a exposição, com a autarquia de Lisboa, tivemos esse receio em consideração».
«Em Edimburgo, logo no primeiro dia foram vandalizados quatro ou cinco animais. E em Barcelona também roubaram uma vaca», explica a organização. Por isso mesmo, «os locais foram escolhidos tendo em atenção alguns requisitos de segurança como a iluminação do espaço e a sua exposição».
Procura-se vaca
A preocupação agora está centrada na vaca «raptada». A Vaca «Cowpyright» desapareceu do Campo Pequeno na madrugada de 17 de Maio. A organização da CowParade deu o alerta às autoridades, mas até agora não há sinal da obra de arte com mais de 400 quilos, da autoria de Paulo Marcelo. Só a base, na qual a vaca está colocada, pesa 350 quilos. A peça, em si, chega aos 65 quilos.
A vaca encontrava-se no Campo Pequeno, desde 14 de Maio e o desaparecimento foi detectado por várias pessoas. O caso foi participado às autoridades que procuram agora pela vaca desaparecida.
A organização apela a todos, «em particular aos taxistas que se mostraram empenhados» em encontrar a obra de arte, para que «reúnam esforços para devolver à cidade de Lisboa uma das obras que integra o maior evento de arte pública contemporânea realizado em Portugal».
A organização admite ainda que desconhece qual o método para remover a estátua do local, mas dado o peso da obra é provável que o acto tenha sido premeditado e com a ajuda de um transporte.
Fonte: Portugal Diário
A Colecção Francisco Capelo, actualmente em exposição no Centro Cultural de Belém, vai passar para o Palácio de Santa Catarina, em Lisboa, devendo abrir ao público no final de 2007, anunciou hoje o presidente da autarquia.
"No final do próximo ano, a cidade vai ter um espaço cultural [o Museu do Design e da Moda] de maior importância, não só para Lisboa, mas também no contexto europeu", disse António Carmona Rodrigues, em conferência de imprensa nos Paços do Concelho, onde estiveram também presentes o vereador da Cultura, José Amaral Lopes, e Francisco Capelo.
A Colecção Francisco Capelo reúne actualmente cerca de 900 peças de design, entre mobiliário e objectos utilitários, mais um vasto espólio de moda onde estão representados os principais designers e costureiros do século XX.
Segundo o coleccionador, há peças que vão estar em exposição no Museu do Design e da Moda que nunca foram vistas.
"A colecção tem 900 peças, as que estão no Centro Cultural de Belém não chegam às 300", afirmou Capelo, adiantando que o público ainda não viu o espólio de moda.
Para Carmona Rodrigues, instalar o Museu do Design no Palácio de Santa Catarina irá "prestigiar a importância e relevância da exposição e vai contribuir para o desenvolvimento económico da cidade e principalmente da zona onde está instalado", no bairro histórico do Bairro Alto.
O Palácio de Santa Catarina, situado junto ao Miradouro de Santa Catarina, foi habitado até há relativamente pouco tempo, mas precisa de obras de remodelação para acolher a exposição, mas ainda não há estimativa do valor que vai implicar, referiu o autarca.
O vereador da Cultura, Amaral Lopes, afirmou, por seu turno, que "é uma obra muito exigente, que implica muita criatividade e a requalificação do espaço, que deve ter uma vivência cultural muito qualificada".
Amaral Lopes assegurou que a "trasladação" da exposição do Centro Cultural de Belém para o Palácio de Santa Catarina "será feita de forma a garantir as melhores condições técnicas do espólio".
Francisco Capelo mostrou-se satisfeito com o novo espaço que vai acolher a sua exposição, afirmando que foi a "solução mais inteligente, mais estimulante e mais interessante".
Questionado sobre a possibilidade da internacionalização da exposição, o coleccionador afirmou que as peças não devem sair de Portugal para não correrem o risco de se estragarem.
"As peças estão num estado impecável. Se viajarem há o risco de se estragarem. Quem quer ver, vem a Lisboa visitar", sublinhou o coleccionador.
Francisco Capelo acrescentou que "tem havido uma grande preocupação do património continuar a existir em boas condições para as gerações futuras".
O coleccionador adiantou que na altura da inauguração do museu irá doar um conjunto de peças à Câmara de Lisboa.
Carmona Rodrigues anunciou ainda que antes do museu abrir irá realizar uma iniciativa em Madrid para público especializado, com parte de acervo, para divulgar a exposição.
A dimensão, riqueza e extrema qualidade da colecção possibilita a problematização do conceito de design ao longo do século XX e dá a conhecer ao público português a sua evolução formal e tecnológica.
Entre os nomes representados contam-se, entre muitos outros, Tom Dixon, Phillipe Starck, Charlotte Perriand, Jean Prouve, Dieter Rams, Charles&Ray Eames, Verner Panton e Joe Colombo, Archizoom, Frank O. Gehry, Grupo Memphis, Garouste&Bonetti, Andrea Branzi, Fernando e Humberto Campana, Droog Design, Ron Arad, El Ultimo Grito e Ross Lovegrove ou os portugueses Daciano Costa, Pedro Silva Dias, Filipe Alarcão e Francisco Rocha.
A criação do Museu do Design e da Moda assume-se como um factor determinante para o desenvolvimento económico e cultural de Lisboa e do país, enriquecendo o panorama da museologia contemporânea portuguesa, adiantou Amaral Lopes.
Será ainda uma plataforma de encontros entre os designers, criadores e outros profissionais da área, a indústria, o tecido empresarial e as instituições de ensino.
Fonte: Lusa

O regresso das touradas à Praça do Campo Pequeno, em Lisboa, tem lugar hoje, pelas 22 horas, com uma corrida à portuguesa com a participação dos cavaleiros João Moura, António Ribeiro Telles e Rui Fernandes e dos grupos de forcados amadores de Santarém, Montemor e Lisboa. Contudo, para as 20 horas, está prometida uma manifestação "sem precedentes" contra estes eventos.
Promovida pela associação Animal, com a presença da modelo Sofia Aparício, na manifestação estarão presentes algumas das mais importantes organizações europeias de defesa dos animais a PETA - People for the Ethical Treatment of Animals, a Animal Defenders International, a League Against Cruel Sports e o Comité Anti-Touradas da Holanda. Considerando as corridas uma "tortura de touros e cavalos para mero entretenimento e como forma vergonhosa e arcaica de cultura", a ANIMAL diz que este será "o primeiro passo" de uma campanha para "afastar as touradas do Campo Pequeno".
Fonte: Jornal de Notícias
Já a galeria comercial tinha aberto aos clientes e ainda o Regimento de Sapadores Bombeiros realizava um último teste de segurança na parte da restauração. Apesar de as portas estarem fechadas, foram vários os visitantes que as abriram para entrar nessa área. "Que fumarada!", diziam.
Gois Ferreira, vice-presidente da Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno (SRUCP) explicou, mais tarde, que se tratava de um teste ao sistema de desenfumagem e de alarme que, disse, só poderia ser feito "com os visitantes já cá dentro". "Funcionou tudo lindamente", sublinhou, adiantando que esperava obter a licença de utilização, por parte da autarquia, ainda durante o dia de ontem.
Contudo, em declarações aos jornalistas no final da reunião semanal do executivo camarário, Gabriela Seara, vereadora responsável pelo Urbanismo na autarquia, explicou que só durante o dia de hoje a licença deverá ser emitida. De acordo com esta responsável, a vistoria final foi feita ontem de manhã, pelos bombeiros, ainda antes da abertura ao público, e "estava tudo em conformidade". Ou seja as questões que tinham sido levantadas nas anteriores vistorias tinham sido resolvidas, pelo que a licença pode agora ser emitida.
Embora admita que este procedimento não é o mais adequado, a autarca considera que "não vem mal ao mundo" que a licença só seja emitida agora, já com a galeria a funcionar. Lembrou que este projecto foi "acompanhado a par e passo pelos serviços" municipais, pelo que foi possível que a emissão da licença fosse rápida.
Fonte: Jornal de Notícias
Manuel Reis (o conhecido proprietário da discoteca Lux e criador do famoso Frágil, no Bairro Alto) vai ser o responsável pelo design de interiores do novo Museu do Design e da Moda que albergará, no Palácio de Stª Catarina, a Colecção Francisco Capelo. Esta é a primeira vez que o empresário da noite lisboeta se envolve num projecto institucional.
O imóvel da Câmara Municipal de Lisboa vai ser submetido a obras de imediato, tendo sido escolhido o arquitecto Alberto Caetano para tratar da intervenção. Recorde-se que o Museu do Design transita do Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém para Stª Catarina devido à instalação nesse espaço da Colecção Berardo já no final do ano. Nota ainda para o espólio da Moda que será pela primeira vez mostrado ao público no novo museu municipal.
Fonte: Expresso on line

A galeria comercial da praça de touros do Campo Pequeno abriu hoje sem a devida licença de utilização, mas a Câmara de Lisboa deverá emiti-la quinta-feira de manhã, afirmou hoje a vereadora do Urbanismo.
Em declarações aos jornalistas no final da reunião do executivo camarário, a responsável pelo Urbanismo, Gabriela Seara (PSD) disse que estão a decorrer os "procedimentos necessários" à emissão da licença de utilização, depois de uma última vistoria do Regimento de Sapadores Bombeiros ter verificado esta manhã que "estava tudo em conformidade".
"O que importava era que as lojas não abrissem sem a vistoria final", que incidiu nomeadamente sobre a ventilação da galeria, situada sob o edifício da praça de touros.
Questionada sobre se o centro comercial poderia abrir ao público sem a licença municipal, Gabriela Seara considerou que, "numa perspectiva rígida, o espaço não deveria ter aberto", mas, sublinhou, "numa perspectiva mais flexível, as lojas estão abertas durante 24 horas sem licença, mas todos os procedimentos foram efectuados".
"Não se pode equiparar esta situação ao caso de alguém que abre uma loja e depois coloca o processo (de licença) na Câmara Municipal. O que foi considerado é que poderia abrir, porque há tranquilidade em relação às condições", sublinhou o vice-presidente da autarquia, Carlos Fontão de Carvalho.
A vereadora Gabriela Seara admitiu que o prazo de 24 horas para emissão da licença é "mais rápido" do que o habitual, mas referiu que as licenças para a cobertura, o recinto e o parque de estacionamento já foram emitidas pela autarquia, além de toda a obra ter tido bastante acompanhamento por parte dos serviços municipais.
Ao final da manhã de hoje, Goes Ferreira, vice-presidente da Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno, responsável pela reabilitação da praça de touros, afirmou que o espaço abriu ao público às 10:00, como estava previsto, apesar de ainda não ter recebido a licença camarária.
"Ainda não tenho o papel na mão, mas sabemos que a licença será emitida. Não há nenhum problema", garantiu o responsável, acrescentando que apenas faltavam "os trâmites normais", como o relatório dos bombeiros e o envio desse documento para a Câmara Municipal.
A praça de touros, encerrada para obras de recuperação durante mais de seis anos, reabriu terça-feira à noite, após um investimento de quase 60 milhões de euros.
A reabilitação do espaço incluiu a construção de uma galeria comercial sob o edifício, com 70 lojas, vários restaurantes e oito cinemas, além de um estacionamento subterrâneo com capacidade para 1.250 viaturas.
Fonte: Lusa
A oposição na Câmara de Lisboa criticou hoje a construção de um parque de estacionamento subterrâneo no Largo Barão de Quintela, perto do Chiado, um projecto que a maioria lembrou ter sido aprovado por unanimidade no anterior executivo.
Os vereadores do PS da autarquia apresentaram hoje em reunião camarária uma declaração política contra a obra, cujo projecto de arquitectura já foi aprovado pela Câmara Municipal, defendendo a "revogação ou renegociação da concessão do direito de superfície" cedido à Fábrica da Igreja Italiana de Nossa Senhora do Loreto, e que foi aprovado no anterior mandato por unanimidade na Assembleia Municipal.
Para os socialistas, a construção do parque, com uma capacidade prevista de 270 lugares, distribuídos em cinco pisos subterrâneos, terá como "efeito imediato o aumento da circulação automóvel na zona do Chiado e Largo Camões".
A intervenção implicará, alerta o PS, "a destruição de espaços públicos e zonas verdes de qualidade intrínseca", nomeadamente do jardim que existe naquele largo, de características românticas e com uma réplica da estátua de Eça de Queiroz.
O PS considera que a obra afectará ainda "as condições de estabilidade do edificado" e defende que mais uma impermeabilização do subsolo naquela zona poderá acarretar eventuais consequências para os edifícios, vias e infra-estruturas.
Os vereadores socialistas pedem por isso a suspensão da decisão e que sejam avaliadas "as consequências e as formas de suprir prejuízos que decorrerão da revogação" da proposta, além de pretenderem que sejam solicitados pareceres técnicos ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil e a especialistas em património, equilíbrio hidrológico e paisagístico e de mobilidade.
Também o vereador do Bloco de Esquerda (BE), José Sá Fernandes, defendeu a "suspensão de todas as decisões tomadas anteriormente" relativamente a este projecto.
Para o bloquista, a construção do parque vai "destruir mais um sítio que tem um desenho urbano muito bom".
Os vereadores do PCP defendem a realização de estudos sobre a eventual necessidade de um parque naquele local e sobre as implicações dessa construção, nomeadamente a nível freático e da estabilidade dos solos.
Ruben de Carvalho (PCP) recordou que o jardim ali existente é praticamente a única zona verde numa colina que está totalmente impermeabilizada, mas recordou que a construção foi aprovada anteriormente, pelo que o executivo "tem uma responsabilidade em relação a isso".
O vice-presidente do município, Carlos Fontão de Carvalho, afirmou que esta é uma discussão "extemporânea" e declarou o seu "espanto" perante a posição dos socialistas, que "vai no sentido completamente contrário do que foi a política do PS nos últimos anos".
Confrontado com esta crítica, o vereador socialista Dias Baptista afirmou que, na altura em que o PS autorizou a construção de parques de estacionamento na cidade, estes espaços eram "fundamentais", mas "hoje é uma matéria que tem de ser equacionada".
O executivo de direita na Câmara de Lisboa recusa recuar na decisão de construir o parque, que Fontão de Carvalho classifica como "fundamental para aquela zona, onde há uma grande carência de estacionamento", e um instrumento para o repovoamento daquela zona histórica, já que, dos 270 lugares previstos, 200 serão para moradores.
Comentando a posição da historiadora Raquel Henriques da Silva, que ameaçou demitir-se do recém-criado comissariado da Baixa Pombalina caso o projecto avance, a vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara considerou que a posição da especialista face ao projecto é "normal e aceitável".
"O que não é normal é que a professora tenha usado um artigo de opinião para ameaçar demitir-se", referiu Gabriela Seara. Fontão de Carvalho garantiu que "o presidente da Câmara de Lisboa não cede a ameaças". Segundo Gabriela Seara, a Câmara aprovou o projecto de arquitectura, estando em elaboração os projectos das especialidades. "Quando forem entregues, haverá deferimento e depois a emissão da licença de construção", adiantou.
Fonte: Lusa
A moção está aqui.
A Câmara de Lisboa aprovou hoje por unanimidade uma moção do PCP que defende a preservação do uso original do Café Império, encerrado recentemente depois de ter sido comprado pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).
A moção, apresentada hoje em reunião do executivo camarário pelos vereadores comunistas, defende que a autarquia e o Instituto Português do Patrimõnio Arquitectónico (IPPAR) afirmem aos novos proprietários daquelas instalações "a firme disposição de defesa" do espaço.
A proposta defende que o uso original do café deve ser mantido, "como factor essencial de salvaguarda", enquanto a Câmara de Lisboa se disponibiliza para uma cooperação "com vista a uma retoma rápida, sustentável e respeitadora do património a proteger".
A IURD já era proprietária das instalações do antigo Cinema Império, classificado como imóvel de interesse público há dez anos, e em cujo edifício se encontra o café com o mesmo nome.
"O anúncio do despedimento colectivo dos trabalhadores, por parte da nova proprietária, poderá prenunciar a intenção de alterar radicalmente o tipo de uso que aquelas instalações têm mantido desde a sua inauguração, em 1955", pode ler-se na moção.
A autarquia considera que "as alterações de uso podem, por si só, fazer perigar os valores culturais inalienáveis protegidos pela classificação do IPPAR, sejam os da arquitectura, da pintura ou da azulejaria".
Ruben de Carvalho (PCP) considerou que "este desenvolvimento era previsível", recordando que o espaço tinha vindo a registar uma "degradação progressiva".
Fonte: Lusa
A Câmara de Lisboa admite estudar a possibilidade de utilizar tipos de pavimento diferentes da calçada portuguesa, que por vezes de revela "perigosa" ou de "má qualidade", disse hoje à Lusa o vereador do Espaço Público, António Prôa.
"Pretendemos estudar a possibilidade de, no futuro, termos soluções alternativas para os pavimentos", revelou o vereador António Prôa, adiantando que o processo está "muito no início".
Segundo o responsável, a medida significaria introduzir "novas técnicas na cidade", uma matéria que, por ser "muito sensível", leva a Câmara de Lisboa a pretender envolver toda a sociedade na discussão, nomeadamente especialistas.
"Está longe de estar decidido qual é o caminho", referiu o responsável.
De acordo com António Prôa, "em muitas zonas da cidade há calçada de má qualidade, que está mal colocada ou não utiliza os materiais mais adequados".
Por outro lado, frisou hoje o vice-presidente da autarquia, Carlos Fontão de Carvalho, há zonas da cidade, como a Rua Garrett e Rua Nova do Almada, onde "ocorrem muitos acidentes porque é muito escorregadio".
"Temos de apostar na qualidade e na preservação da calçada portuguesa, que não tem de ter necessariamente o exclusivo na cidade", adiantou o responsável.
A Câmara de Lisboa aprovou hoje a celebração de um protocolo com a Sociedade Portuguesa de Matemática, que irá estudar a calçada portuguesa e, através de cálculos específicos, verificar a simetria dos desenhos, propondo depois eventuais alterações à Câmara Municipal.
Os matemáticos irão ainda desenvolver novos padrões de calçada, que a autarquia poderá aproveitar ou não.
Fonte: Lusa
O Museu Nacional de Arte Antiga expõe a partir de quinta-feira ao público 95 obras de grandes mestres da pintura europeia dos séculos XV ao XX, entre as quais as do renascentista Fra Angélico, pela primeira vez em Portugal.
Ao longo de cinco alas, a exposição apresenta um conjunto de pinturas seleccionadas a partir de uma grande colecção privada e rara do médico e filantropo Dr.Gustav Rau.
«Grandes Mestres da Pintura: De Fra Angélico a Bonnard» é o tema da exposição, hoje apresentada aos jornalistas, e que se divide em duas grandes áreas: a primeira até ao século XVIII e a segunda a partir daí até ao século XX, explicou a directora do museu, Dalila Rodrigues.
As 46 obras do século XV ao XVIII estão distribuídas pelas «escolas italiana, flamenga, holandesa, alemã, francesa, espanhola e britânica e são criações de mestres como Fra Angélico, Bernardino Luini, António Solário, Guido Renni, Canaletto, Cranach ou El Greco.
As restantes 49 pinturas são especialmente demonstrativas de movimentos artísticos e autores dos séculos XIX e XX, como Corot, Courbet, Cézanne, Manet, Degas, Monet, Renoir, Pissarro, Sisley, Lautrec ou Bonnard.
Para Dalila Rodrigues, esta foi uma mostra dimensionada às expectativas do público, que espera poder ver em Portugal exposições como as que visita em museus no estrangeiro.
«À semelhança do que tem acontecido com outros museus, o MNAA foi perdendo visibilidade e protagonismo e a programação ficava aquém das expectativas do público», considerou.
Com esta mostra, a directora do museu tem uma expectativa de cem mil visitantes, mas revela-se confiante de que esse número será ultrapassado.
Dalila Rodrigues salientou que a exposição só foi possível graças ao mecenato, mas escusou-se a dizer em quanto ficou orçada.
A mostra estará patente ao público até dia 17 de Setembro e será inaugurada quinta-feira, Dia Internacional de Museus, este ano dedicada aos jovens, razão por que a responsável optou por organizar, a seguir à inauguração, às 18:00, uma festa no jardim até às 03:00 horas da madrugada.
Fonte: Lusa
O primeiro número do jornal "Avenida de Roma", uma edição quinzenal de distribuição gratuita, vai chegar quinta-feira às ruas daquela zona de Lisboa, adiantou à agência Lusa Gabriel Carvalho, responsável pelo projecto.
O jornal, lançado pela Associação Portuguesa de Pequenos e Médios Empresários e pela Associação Portuguesa de Pequenos e Médios Investidores, a que Gabriel Carvalho preside, terá uma tiragem de 30.000 exemplares.
Segundo o responsável do projecto, a publicação é patrocinada por empresários ou investidores, tendo um preço simbólico de capa de dez cêntimos, mas será distribuída gratuitamente aos leitores.
Apesar do título, a área de incidência do jornal não se limita à avenida, abrangendo quatro freguesias - Campo Grande, Alvalade, São João de Brito e São João de Deus, com cerca de 70.000 habitantes.
O "Avenida de Roma", cujo primeiro número terá 16 páginas, será distribuído directamente na rua, nas caixas de correio, nas lojas e por assinatura, adiantou Gabriel Carvalho.
De acordo com o empresário, o público-alvo do jornal inclui os residentes da zona e os "passantes", isto é, "os milhares de pessoas que fazem a sua vida, trabalham e têm os seus tempos de lazer" na Avenida de Roma e arredores.
Gabriel Carvalho explicou que a publicação se dirige a uma população "de classe média, média-alta, com um estilo de vida que envolve a cultura e o lazer e com uma instrução média-alta".
Com um noticiário local, mas também nacional e internacional, "que interesse ao público-alvo", o responsável adiantou que o formato do "Avenida de Roma" se aproxima de uma revista.
"O objectivo não é competir directamente com um órgão de comunicação social, mas apresentar conteúdo e reflexão, sempre com um cariz actual", sublinhou.
Exemplos das notícias que fazem parte do primeiro número são a alegada burla que envolve dirigentes da Afinsa e do Fórum Filatélico e a reabertura da praça de touros do Campo Pequeno.
Gabriel Carvalho referiu ainda que no final do Verão, o jornal poderá passar a ter uma periodicidade semanal, prevendo-se ainda o lançamento de dois novos títulos, "mais sectoriais".
Fonte: Lusa
O Panteão Nacional vai acolher quinta-feira, Di a Internacional do Museus, a exposição "A Carris na História da Cidade de Lisboa " que vai lembrar o antigo presidente da República Teófilo Braga como utilizador de transportes públicos.
A mostra, organizada pela Companhia Carris de Ferro de Lisboa e o Pante ão Nacional, vai dar a conhecer imagens e factos memoráveis que evidenciam a est reita relação entre a empresa e o desenvolvimento da cidade de Lisboa.
"Tentámos na exposição contar a história dos 134 anos de existência da Carris", disse hoje à Agência Lusa o secretário-geral da empresa de transporte p úblico de passageiros. Luís Vale adiantou que na mostra vão estar expostos pequenos objectos e fotografias que contam a história de um presidente da República (o segundo da I República) que utilizada diariamente o eléctrico.
"Era um exemplo", afirmou o responsável, lembrando que o antigo chefe d e Estado está sepultado no Panteão Nacional.
Outra área da exposição é preenchida com painéis gráficos que marcam a cronologia histórica da empresa e mostram a história dos ascensores da Bica, Lav ra e Glória e do Elevador de Santa Justa, que foram classificados em 2002 como M onumentos Nacionais.
Esta iniciativa foi desenvolvida no âmbito de uma parceria que a Carris e o Panteão Nacional estabeleceram no domínio cultural, de que resultou a recen te criação do percurso temático "à Descoberta de Lisboa no 28", integrado nos pe rcursos do Panteão Nacional.
A viagem no eléctrico 28 foi inaugurada no passado dia 02 e está a ter "muita procura", sublinhou Luís Vale.
A cerimónia de inauguração terá lugar no Panteão Nacional e contará com as presenças de Elísio Summavielle, presidente do Instituto Português do Patrim ónio Arquitectónico, e de José Manuel Silva Rodrigues, presidente do Conselho de Administração da Carris.
Fonte: Lusa
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai testar no próximo mês a revitalização do Parque Mayer, ao reservar aquele espaço para acolher um conjunto de eventos lúdicos e culturais inseridos nas festas da cidade.
O Teatro Variedades será, durante um mês, o palco principal de quatro festivais de música e está já a ser limpo e alvo de pequenas intervenções de modo a verificar as condições de segurança. Novas bandas rock portuguesas, grupos de hip-hop e conjuntos de jazz e de música do mundo fazem o cartaz neste espaço cultural, de onde foi retirada provisoriamente a plateia.
Durante o Mundial de Futebol, uma empresa de cervejas vai instalar, nas traseiras do Capitólio, um ecrã gigante e uma esplanada para acompanhar a transmissão de jogos.
"As actividades programadas vão servir para testar a reacção dos públicos e a resposta que o espaço consegue dar", esclareceu José Amaral Lopes. O vereador da Cultura da CML quer imprimir uma "dinâmica permanente de valorização artística do espaço público", e defende que "o Parque Mayer não precisa de voltar a ser o que foi nos anos 50, mas deve ser o que as pessoas querem e adaptado às suas necessidades".
O orçamento global das festas de Lisboa é de três milhões de euros, baixando um milhão relativamente ao valor do ano transacto. A maior fatia do investimento, cerca de um terço, continua a ser direccionada para as marchas de Santo António. A Feira do Livro é a segunda actividade que recebe mais fundos camarários, ainda que este ano estejam menos dez editores no Parque Eduardo VII.
Segundo o sítio holandês Local Festivities, as festas da capital portuguesa, entre Junho e Setembro, estão entre os 50 melhores da Europa.
O extenso programa de actividades programadas para o Verão aconselha um guia de orientação. Ainda assim, o destaque vai para as tradicionais marchas e arraiais populares nos bairros lisboetas e para a Festa do Fado no Castelo de S. Jorge, com a banda sonora da cidade a soar de 2 a 24 de Junho. A 2 de Julho, Cesária Évora aquece o público para o África Festival, que começa quatro dias depois junto à Torre de Belém.
No âmbito do programa Festas em Trânsito, que pretende dar a conhecer anualmente as festas mais importantes do velho continente, Lisboa vai poder assistir a uma das manifestações culturais mais representativas da tradição italiana: os "Gigli di Nola". Os costumes festivos desta povoação do distrito de Nápoles, nomeadamente um desfile e o abattimento do obelisco de 23 metros, podem ser apreciados na Praça do Rossio, a 10 e 11 de Junho.
Fonte: Diário de Notícias

Basta um sinal com o dedo e João Carlos, de 10 anos, sabe o que tem a fazer: rufar o tambor ao mesmo tempo que, no lado oposto, o colega sopra a trompete. De cada vez que tocar o instrumento solta-se um touro na Praça do Campo Pequeno. Mas não se tratou de uma corrida tradicional. Forcados e cavaleiros encontram-se na arena com bailarinos, fadistas, sopranos e tenores. Foi com o espectáculo de Filipe La Féria "O Campo Pequeno de Novo em Grande" que a Praça de Touros reabriu, ontem à noite, depois de seis anos fechado para obras.
Vieram homens e mulheres do fado, bandas filarmónica da Marinha, da Força Aérea e do Exército, sevilhanas, guitarristas e mais de uma centena de cantores que apresentaram um show com toques de ópera, musical rock, circo ou cinema. Vieram todos excepto o convidado mais aguardado: o Presidente da República. Foi só após o espectáculo começar que a multidão lá fora percebeu que, afinal, Cavaco Silva, não compareceu na gala de inauguração.
Houve outros, porém, que nem por nada perderiam a oportunidade de entrar na "nova" praça de touros. "É um daqueles dias em que se tira o melhor vestido do armário, passa-se horas no cabeleireiro e aguenta-se uma noite inteira de saltos altos", confidencia Fernanda Neves. Ela e o marido conseguiram ser dois dos 4800 convidados para a festa promovida pela autarquia. Valeram-lhes os filhos que exploram uma loja de pronto-a-vestir nas galerias comerciais e lhes ofereceram os convites.
O dia de ontem serviu também para Maria do Carmo redescobrir o Campo Pequeno. A última vez que entrou na praça de touros encontrou tijolos a cair, cúpulas enferrujadas, paredes e escadas carcomidas: "Agora está um luxo!", conclui.
"É um grande palco no coração da cidade de Lisboa." Foi desta forma que Filipe La Féria começou ontem por falar do novo recinto de espectáculos do Campo Pequeno. Sobre as célebres corridas que outrora encheram a velhinha, agora totalmente renovada, arena, apenas frisa ser "fã de touradas", e nada mais, admitindo, no entanto, que os touros sempre lhe meteram algum respeito. O encenador, responsável pelo espectáculo de inauguração, apareceu em público poucos minutos após as 20.30 e recebeu cada um dos convidados com um sorriso nos lábios.
À festa faltou também Carmona Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Em sua representação esteve Fontão de Carvalho, o número dois do executivo. Também os vereadores Gabriela Seara e José Sá Fernandes não perderam pitada do que por lá passou. "Não faz sentido mais um centro comercial em Lisboa", começou por dizer o vereador do Bloco de Esquerda, admitindo, no entanto, que faz todo o sentido "uma sala de espectáculos com estas características. É pena é ter demorado tantos anos a ser terminada. Mas estou contente, ainda por cima moro aqui perto, dá-me um jeitão".
Ontem na festa viam-se muitas caras conhecidas de todas as áreas sociais, políticas e culturais do País. Em representação do Governo estiveram Isabel Pires de Lima, ministra da Cultura, e Bernardo Trindade, secretário de Estado do Turismo.
Os tapetes vermelhos, esses tornaram-se pequenos e estreitos para tantas celebridades. E nem mesmo o mediático José Castelo Branco faltou, sempre acompanhado da sua Betty, claro!
Fonte: Diário de Notícias

Espionagem em Lisboa inspira livro de José António Barreiros
«Nathalie Sergueiew, uma agente dupla em Lisboa «é o título do mais recente romance do advogado José António Barreiros, lançado hoje em Lisboa pela editora «O Mundo das Gavetas».
«Não se trata de um romance histórico, mas sim de um momento da História escrito como se fosse um romance», refere a editora, acrescentando que «no caso, é a biografia de uma russa, nascida em São Petersburgo, que viveu em Paris, viajou pelo mundo, trabalhou para a cauda aliada e morreu na América com 38 anos».
O livro abre com a deslocação da agente a Lisboa, em Março de 1944, para contactos com a espionagem alemã local.
Nascido em Malanje, em Angola, a 25 de Março de 1949, José António Barreiros mudou-se com os pais para Viseu em 1962, porque, entretanto a guerra começou na zona onde vivia.
Num artigo publicado na Internet, o escritor e advogado recorda que queria estudar Direito porque era «um adolescente imaturo que via filmes de Perry Mason», mas devido a contingências familiares acabou por ir estudar Direito não em Coimbra, mas em Lisboa.
«Terminei na advocacia, porque a PIDE não me deixou ser juiz. Sou um descrente da vida política, porque a que vivi me desiludiu. Hoje gostaria de fazer só uma coisa: escrever. Tenho-o feito, em livros, nos jornais e agora no blogoesfera. O meu primeiro artigo aconteceu porque eu tinha 19 anos de juvenil entusiasmo», lembra ainda.
José António Barreiros esteve 16 anos ligados ao ensino universitário, outra das áreas onde se afirma realizado.
Como advogado na área criminal, José António Barreiros apresenta um vasto currículo que inclui vários casos mediáticos como «Zézé Beleza», Vale e Azevedo e Casa Pia.
«A Lusitânia dos Espiões», «O Espião Alemão em Goa-Operação Longshanks» e «o Homem das Cartas de Londres» são outras obras do escritor/advogado.
Fonte: Lusa

É inaugurado o Pavilhão dos Desportos, com o jogo de abertura do III Campeonato do Mundo de hóquei em patins, que Portugal viria a vencer pela primeira vez.
Aos 97 anos, dos quais 70 dedicados a guardar e a conservar o Cemitério Britânico em Lisboa, a portuguesa Adelina Pires foi condecorada pela Rainha Isabel II de Inglaterra com a Ordem do Império Britânico, anunciou hoje a Embaixada Britânica em Lisboa.
Adelina Pires foi condecorada em «reconhecimento pelos serviços prestados à comunidade britânica em Portugal». A condecoração vai ser entregue esta quinta-feira pelo Embaixador do Reino Unido em Portugal, numa cerimónia a realizar na residência oficial.
Segundo uma nota da Embaixada, trata-se de «uma figura muito conhecida e muito estimada» no seio da comunidade britânica, sendo mesmo apontada como «um marco importante na presença britânica em Portugal».
Tudo começou quando foi viver para o jardim do cemitério em 1937, altura em que casou com o sacristão da igreja de São Jorge, na Estrela, tendo posteriormente trabalhado como encarregada de limpeza nessa igreja e como empregada doméstica de diversos padres da Igreja Anglicana.
Após a morte do marido, permanece em funções tanto na igreja como no cemitério, mesmo sem receber qualquer salário, o que faz ainda hoje.
A nota da Embaixada refere, ainda, que Adelina «é apreciada pelos preciosos conhecimentos que foi acumulando ao longo da sua vida sobre o Cemitério Britânico, sobre a presença de famílias britânicas em Portugal e sobre as personalidades britânicas de relevo que morreram em Portugal e ali foram enterradas».
Fonte: Expresso on line
A maioria dos colectores de esgotos da cidade de Lisboa está velha, de acordo com o presidente da autarquia da capital, Carmona Rodrigues, que hoje associou a antiguidade daquelas canalizações às rupturas no sistema.
O saneamento na cidade foi um dos temas que levou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa a participar nas Primeiras Jornadas de Engenharia Hidráulica sobre "A Água e a Cidade", no Instituto Superior Técnico.
António Carmona Rodrigues falou para mais de sete dezenas de alunos de engenharia e disse que "a maior parte das rupturas no sistema acontecem em colectores com mais de 70 anos", quando a "sua vida útil é de 30 ou 40 anos".
Carmona Rodrigues afirmou ainda que está em curso um novo plano de drenagem da cidade de Lisboa, já que o documento existente é de 1941, cita a Lusa.
Fonte: Público on line
Maus Hábitos, Maus Exemplos, Um Bom Artigo, por Miss Pearls.
O plano de requalificação da Avenida da República, em Lisboa, avançado ontem pelo DN, começou já a receber críticas. O projecto, que será apresentado pela vereadora da Câmara de Lisboa Gabriela Seara, prevê o nivelamento dos edficíos daquela que é uma das mais importantes e simbólicas avenidas da capital.
Contactado pelo DN, o arquitecto Egas José Vieira concorda que a Avenida da República necessita de uma intervenção. No entanto, mostra-se preocupado com a possibilidade de surgirem "aberrações" urbanísticas que estejam dentro das regras definidas pela autarquia. "Não conheço o plano urbanístico e nem sei se será em altura que se resolverá o problema", diz Egas Vieira, alertando para o facto de esta via ter várias falhas ao funcionais.
Contudo, esclarece, a altura dos edifícios não o assusta: "Tudo depende de como o projecto for conduzido". Isto porque se a câmara atribuir a tarefa aos imobiliários corre-se o risco de não respeitar os critérios de qualidade. "Os construtores não são obrigados a apresentar projectos interessantes. Podem construir respeitando todas as regras, mas isso não os impede de fazer aberrações", adverte. Para evitar isso, o autor do Museu do Azeite, em Mirandela, diz que o ideal seria convidar arquitectos para o efeito.
Por outro lado, o vereador do BE José Sá Fernandes, considera "lamentável, o que se propõe", já que o aumento de cérceas "só vai levar a que haja mais andares e mais estacionamento selvagem". Diz ainda que "há prédios devolutos à espera disto" e critica o facto de não haver um estudo ambiental: "Cérceas mais altas vão impedir a circulação de ar.". A solução passaria por "uma volta de 180 graus no trânsito, mais arborização e maior preocupação com os peões". Não foi possível obter, em tempo útil, reacções do PS e PCP.
Fonte: Diário de Notícias
A reabertura é assinalada, hoje à noite, com um espectáculo de Filipe la Féria para 4500 convidados, numa gala que pretende mostrar as novas potencialidades do espaço, dotado de uma cobertura semi-amovível que permitirá que seja utilizado durante todo o ano, por vários tipos de espectáculos.
Os aficionados do toureio, porventura os principais interessados na reabertura, terão, contudo, de esperar até quinta-feira para poderem voltar a assistir às lides na arena. A enorme vontade de voltar à praça foi, aliás, bastante visível, durante todo o dia de ontem, pelo grande número de pessoas que se dirigiram às bilheteiras. Chegaram a esperar mais de seis horas na fila, debaixo de um sol escaldante, para comprar os bilhetes, que oscilam entre os 15 euros nas galerias e os 75 nas barreiras.
"Isto é uma vergonha", lamentavam, ao JN, Ana e João Cortes, que chegaram à praça pelas 9.30 horas e só por volta das 16 conseguiram, finalmente, comprar os 36 bilhetes que pretendiam. Pais de um jovem forcado do grupo de Montemor que se vai estrear no Campo Pequeno, estão ansiosos por rever a praça que sempre frequentaram. "Os aficionados estão sempre aqui. É uma praça muito importante", diziam, considerando que "o Campo Pequeno tem uma magia muito especial" e "abre muitas portas".
Descontente com o tempo de espera na fila estava também um grupo de Alter do Chão, que pretendia comprar 16 bilhetes para a corrida de reabertura. "Isto está muito mal organizado", dizia Teresa Carola, 20 anos. "Parece que as contas estão a ser feitas à mão e não há sistema electrónico para controlar os bilhetes que já foram vendidos. Estão a ligar para os outros sítios", contou, adiantando que um segurança já a avisara de que não havia pagamento por multibanco, nem aceitavam cheques. "Fomos obrigados a levantar dinheiro", dizia, desgostosa.
Um pouco mais atrás, também acompanhado de amigos, Miguel Pimentel, 50 anos, considerava a fila "injustificável". "Isto é desagradável na primeira praça do país. Alguma coisa está desorganizada na bilheteira", dizia, lamentando que os bilhetes que pretendia não estivessem à venda na internet. Apesar do protesto, Miguel Pimentel não prescinde de estar presente no regresso da corrida à portuguesa, com os cavaleiros João Moura, António Ribeiro Telles e Rui Fernandes. "É um momento único".
Sobre a transformação do Campo Pequeno, com galeria comercial e cobertura, Miguel Pimentel considera que não vai afectar a magia da praça. "Isto é um investimento brutal. Se se resumisse à época das touradas (Primavera/Verão), a praça ficaria morta no resto do ano". A perspectiva de ser utilizada para outros espectáculos agrada-lhe.
Menos confiante no êxito da galeria comercial mostrava-se Ribeiro da Costa, 64 anos, morador na zona, referindo-se à existência de vários centros comerciais na proximidade. Contudo, este morador promete ser um utilizador frequente do parque de estacionamento. "É difícil arranjar lugar à hora do almoço".
Nas traseiras da praça, o movimento de camiões para descarregar mercadorias era ontem intenso. Chegado pelas 13.30 horas, um camião da UNICER ainda não tinha entrado para descarregar já passava das 16.30 horas.
Praça abriu em 1892 e é de interesse público
Inaugurada a 18 de Agosto de 1892, a praça de touros do Campo Pequeno, propriedade da Casa Pia de Lisboa, foi construída em menos de um ano, num terreno baldio, cedido pelo município de Lisboa, onde, no século XVIII, já tinha havido corridas de touros. A decisão de construir uma nova praça deveu-se à necessidade de substituir a então existente no Campo de Santana, de madeira, que já não oferecia condições de segurança devido ao grande número de pessoas que lá acorria. O arquitecto António José Dias da Silva, responsável pelo projecto, inspirou-se numa praça de características semelhantes existente em Madrid. Classificada como imóvel de interesse público, a praça de touros foi encerrada em Junho de 2000, por perigo de derrocada. A concessionária, a Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno, decidiu então avançar com um projecto de remodelação, orçado em 60 milhões de euros. Objectivo vocacionar a praça para o século XXI.
Obra "abateu" 60 árvores, 140 serão agora plantadas
A obra de requalificação da praça de touros do Campo Pequeno provocou "danos irreparáveis" em 60 árvores, na sua maioria plátanos, que terão de ser abatidos, disse, ontem, o vereador responsável pelo Ambiente e Espaços Verdes na Câmara Municipal de Lisboa, António Proa, numa visita ao local. Segundo este responsável, os danos no arvoredo "poderiam ter sido evitados se o promotor tivesse cumprido as regras definidas pelos serviços camarários que acompanharam a obra", o que nem sempre aconteceu, disse. Como tal, os prejuízos serão imputados à Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno (SRUCP).
Fonte: Jornal de Notícias
O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, defende o lançamento de um concurso de ideias com vista à definição dos novos usos para os edifícios que o Estado quer alienar. À margem de um almoço que, ontem, reuniu empresários espanhóis e portugueses ligados ao imobiliário, o autarca disse que a anunciada reconversão de alguns equipamentos estatais - nomeadamente, instalações militares e hospitalares - é uma "boa oportunidade para melhorar a cidade".
Esclarecendo que não é adepto do esgotamento da construção - "não podemos ter uma cidade de betão -, Carmona Rodrigues não esconde que Lisboa oferece grandes "oportunidades de investimento" nesta área. Além das que surgirão aquando da desafectação dos edifícios públicos, o autarca referiu ainda a revisão do Plano Director Municipal (PDM), que irá entrar na fase de discussão pública em Outubro.
"Queremos melhorar a qualidade urbana. Em termos de habitação e escritórios, por exemplo, a cidade não pode ter ofertas apenas para as classes altas. Tem que ter oferta para todos os estratos sociais", sublinhou.
O autarca destacou ainda a zona ribeirinha, defendendo um equilíbrio entre a actividade portuária e a de lazer. Embora dizendo não conhecer o plano estratégico que a Administração do Porto de Lisboa está a gizar para a zona, Carmona Rodrigues mostra-se claramente contra a já anunciada ampliação do terminal de contentores de Alcântara. "Duvido que haja mercado e acho que devem ser tidas em conta as potencialidades de outros portos", afirmou.
Durante os últimos três dias, estiveram em Lisboa perto de 30 sócios do Círculo Imobiliário de Madrid, um organismo criado há 15 anos e que reúne especialistas ligadas às mais diversas áreas do sector. Visitaram alguns dos principais pontos da cidade, nomeadamente o Parque das Nações, o Chiado, Mouraria e Alfama.
"Do que mais gostamos foi da zona da Expo. Consideramos inteligente o seu aproveitamento e a integração na malha urbana da cidade", explicou Angel Moreno, presidente o Círculo Imobiliário de Madrid.
A visita serviu, segundo este responsável, para descobrir oportunidades de negócio e trocar experiências e ideias com empresários portugueses.
Fonte: Jornal de Notícias
Antigamente havia 20 filmes em exibição em 20 cinemas em Lisboa. Agora há 10 filmes em exibição em 50 cinemas em Lisboa. Chama-se a isto aumento da oferta.
(Inspirado no Corta-Fitas)
Dezenas de adeptos das touradas esperaram hoje várias horas para comprar bilhetes para a corrida de reabertura da praça de touros do Campo Pequeno, quinta-feira, em Lisboa, mas a organização justifica com a "grande procura" do público.
Ao início da tarde, a fila para as bilheteiras estendia-se até perto da Avenida da República, onde mais de uma centena de aficionados de todas as idades aguardavam desde a manhã para comprar entradas para a primeira corrida de touros após a reabertura da praça, encerrada há seis anos para obras de reabilitação.
Nas bilheteiras, como constatou a Lusa, estavam, cerca das 15:00, duas pessoas a atender, e, uma hora mais tarde, apenas um funcionário respondia aos pedidos dos aficionados.
Segundo Goes Ferreira, o vice-presidente da Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno, responsável pela reabilitação da praça de touros, a situação deve-se ao "muito interesse dos aficionados".
Goes Ferreira garantiu que estarão esgotados ainda hoje os 7.000 bilhetes colocados à venda de manhã nas bilheteiras do Campo Pequeno, nas lojas FNAC, na ABEP, Ticketline e em 80 lojas da Agência Abreu.
"O atendimento da bilheteira é do piorio. Nunca vi bandalheira pior que esta", criticava, ao fim de mais de seis horas de espera, João Ferro, com 83 anos e que disse assistir a touradas "há 73".
Bem mais jovens do que este aficionado, quatro estudantes do Alentejo, de entre 18 e 20 anos, esperavam também há mais de quatro horas para comprar os 16 bilhetes encomendados pela família e amigos.
"Isto está muito, muito mal organizado", queixava-se Francisco Correia, que, apesar de ter apenas 18 anos, diz lembrar-se de assistir a corridas de touros naquele local, ao contrário da sua amiga, Inês Gomes, que só se lembra de ali assistir a espectáculos de circo.
Com 25 anos, Ana Esteves esperou seis horas para repetir a tradição que tinha de assistir "sempre" às corridas de quinta-feira à noite.
"Isto é brincar com as pessoas. Não se admite em lado nenhum.
Se não têm condições, não abrem", indignava-se hoje um "aficionado", junto às bilheteiras da praça de touros, afirmando estar a aguardar há mais de quatro horas para comprar entradas.
Para Miguel Pimentel, 50 anos, a demora no atendimento é "perfeitamente injustificável" e revela "alguma desorganização", mas o "aficionado" aplaude a reabilitação do espaço, que passará a ter uma cobertura amovível, podendo acolher também concertos e ópera, além de galerias comerciais e parque de estacionamento subterrâneo.
"A praça não perde a característica. A recuperação é um investimento brutal. A época de touros é pequena e a praça ficava morta metade do ano", afirmou, em declarações aos jornalistas, enquanto aguardava na fila há quase quatro horas.
Opinião semelhante tem Manuel Carola, 50 anos, que defende que o espaço "não podia funcionar só como praça de touros".
Em situação pior estava Ribeiro da Costa, 64 anos, que aguardava há mais de hora e meia para comprar bilhetes para outras pessoas, já que diz preferir touradas "à espanhola" e não a clássica corrida "à portuguesa" que vai marcar a reabertura do espaço na quinta- feira.
Em declarações à Lusa, Goes Ferreira negou que haja desorganização ou problemas logísticos na venda de bilhetes, mas atribuiu a demora das filas a "uma loucura" por parte dos aficionados.
"Normalmente, os bilhetes para as corridas de quinta-feira iam- se vendendo devagarinho, ao longo dos dias. Neste caso, as pessoas vieram, com muito interesse e com medo" que a lotação da praça esgotasse, sublinhou o responsável.
Afirmando-se "contente" com a adesão do público, Goes Ferreira justificou a "afluência anormal" com o facto "de a praça ter estado fechada sete anos" e com os "cartéis excepcionais".
A praça de touros do Campo Pequeno reabre ao público terça- feira à noite com um espectáculo de Filipe La Féria que pretende mostrar a "multifuncionalidade", com referências à ópera, música rock, desporto, circo e cinema, além de exibições equestres. Na manhã seguinte abre ao público a galeria comercial, apesar de os cinemas só começarem a funcionar em Julho.
A tourada inaugural da praça de touros está marcada para quinta-feira à noite, numa iniciativa que, "por respeito à história do monumento e aos aficionados das artes tauromáquicas", será uma "corrida à portuguesa", só com lide a cavalo, forcados e pegas, com a participação dos "três melhores cavaleiros portugueses: João Moura, António Ribeiro Telles e Rui Fernandes", afirmam os promotores.
Com o objectivo de relançar as "grandes nocturnas de quinta- feira", a praça de touros acolhe, no dia 25, uma corrida "mista", com os "matadores" Julián López "El Juli", que Goes Ferreira classifica como "o melhor toureiro do Mundo de lide a pé", e Vítor Mendes, que regressa às lides após se ter retirado, num evento que conta ainda com a presença de Pablo Hermoso de Mendoza, "o melhor cavaleiro do Mundo".
Fonte: Lusa
A empresa responsável pela reabilitação da praça de touros do Campo Pequeno vai recuperar o jardim envolvente, danificado pelas obras, numa intervenção que deverá estar concluída dentro de quatro meses, revelou hoje a Câmara de Lisboa.
Numa visita ao jardim Marquês de Marialva, vulgarmente conhecido como jardim do Campo Pequeno, o vereador da Câmara de Lisboa responsável pelos Espaços Verdes, António Prôa (PSD), explicou que a obra, da responsabilidade da Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno, provocou "danos irreversíveis" em 60 árvores, na maioria plátanos, que terão de ser abatidos, com um custo estimado de 738 mil euros.
"Alguns danos causados poderiam ter sido evitados caso tivessem sido mais respeitadas as regras que a Câmara de Lisboa transmitiu ao promotor, que foram tidas em conta, mas nem sempre", e que estavam relacionadas com medidas de salvaguarda de raízes e das copas das árvores, adiantou António Prôa aos jornalistas.
Segundo o vereador, a autarquia lisboeta acordou com os promotores da obra que o pagamento da indemnização seria feito através da "recuperação e requalificação do jardim danificado", numa obra orçada em 824 mil euros e que deverá prolongar-se por "três ou quatro meses".
António Prôa explicou que a recuperação do jardim só pode começar agora que as obras na praça de touros terminaram, uma vez que "enquanto houve a intervenção, ia sempre havendo danos".
A intervenção no jardim, que deverá começar até ao final deste mês, prevê a plantação de 140 novas árvores e um novo desenho dos caminhos para peões, onde será usado um pavimento vermelho semelhante à cor da fachada da praça de touros.
A recuperação dos canteiros, a retirada da circulação automóvel do interior da praça, onde durante muitos anos foi frequente o estacionamento ilegal de carros, e a colocação de 125 bancos, 25 papeleiras, 125 candeeiros e dois bebedouros estão igualmente previstos.
De acordo com António Prôa, a empresa responsável pela reabilitação da praça de touros irá também recuperar o parque infantil, que terá um novo piso e nove novos brinquedos destinados a crianças dos 02 aos 14 anos, e os sanitários ali existentes. "O contraste agora é muito grande", lamentou o vereador, referindo-se à diferença entre a praça de touros, reabilitada, e a degradação do jardim.
Na opinião do responsável camarário, a recuperação do jardim do Campo Pequeno deveria ter ficado a cargo, desde o início, dos promotores da praça de touros. "Desejavelmente, o que deveria ter acontecido era que a contrapartida para a cidade do licenciamento passasse pelo jardim. Tínhamos tido muitas vantagens se isso tivesse sido definido no início da obra", lamentou António Prôa.
Fonte: Lusa
Três concertos e o primeiro encontro de "netlabels" com bandas portuguesas assinalam a partir de quinta-feira o 12º aniversário da Fonoteca Municipal de Lisboa.
A primeira série de concertos que acontecerão quinta, sexta-feira e sábado intitulam-se "Mescla" e apresentam o Trio de André Fernandes, Nancy Vieira e os O'queStrada. O primeiro encontro de "netlabels" ocorrerá dias 26 e 27 de Maio, com seis bandas portuguesas.
"Netlabels" são editoras que não ocupam espaço físico nem produzem obras com suporte físico, o que é possibilitado através da Internet, e particularmente do formato mp3, o que segundo os seus defensores, "abre portas à criação de estruturas editoriais que funcionam na rede, de forma gratuita".
Em declarações à Lusa, a coordenadora da Fonoteca, Alda Goes, salientou "que cada vez mais se justifica este tipo de equipamento cultural na cidade". A Fonoteca está instalada no edifício Monumental, à Praça Duque de Saldanha, e recebe "entre 25 e 30 visitas diárias", disse a mesma fonte.
"O público que procura a Fonoteca varia entre estudantes e utilizadores com interesses específicos, dispondo a nossa colecção de discos difíceis de encontrar no mercado", acrescentou Alda Goes. Referindo-se à série de concertos "Mescla", que acontece este ano pela segunda vez, Alda Goes afirmou que "espelha a diversidade da oferta documental d a fonoteca e aborda já, no caso do encontro de 'netlabels' as novas tecnologias" .
Quinta-feira às 21.30 actua o Trio de André Fernandes que é, actualmente a principal forma de expressão do músico que "combina a complexidade da sua personalidade como compositor, com as limitações aparentes de uma simples formação de três instrumentos", explicou a responsável.
"O resultado é um grupo pleno de personalidade, em que as funções dos instrumentos se trocam e interligam, resultando numa sonoridade quente e trabalha da, como se de um grupo maior se tratasse", acrescentou.
Além de Fernandes, constituem o grupo Bernardo Moreira e Bruno Pedrosa. Sexta-feira, também ás 21.30, actua Nancy Vieira, natural da Guiné-Bissau, filha de pais cabo-verdianos, e que vive em Lisboa desde os 14 anos.
Será em Portugal que se apresenta pela primeira vez, em 1995, num concurso no qual foi vencedora e cujo prémio foi a gravação do seu primeiro disco, "N os raça". Desde então tem sido convidada a estar em palco com os nomes mais sonantes da música de Cabo Verde, nomeadamente Cesária Évora, Bana, Tito Paris, Ildo Lobo, Boy Gê Mendes, entre outros.
Em 2004 editou "Segred", que lançou Nancy Vieira para os palcos interna cionais, nomeaadmente Reino Unido, Holanda, Estados Unidos e Angola. "Em palco, Nancy Vieira transmite uma enorme espontaneidade e o sentimento de uma voz doce, mas firme e grave", disse Alda Goes.
Sábado encera o ciclo os O'queStrada, que procuram uma sonoridade de fusão, impregnada de fado, ska, pop, funáná e de outras histórias musicais que cru zam o seu caminho. Trata-se de grupo de cinco músicos, com os seus instrumentos base - gui tarra portuguesa, contrabacia, guitarra rítmica, voz e acordeão.
Fonte: Lusa
Uma avenida mais homogénea, com uma imagem urbana requalificada e que atraia mais pessoas para o centro da cidade, é o objectivo do Plano de Alinhamento e Cérceas para a Avenida da República, que a vereadora do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa vai apresentar na próxima reunião pública da autarquia.
No total, este plano de pormenor, em modalidade simplificada, vai envolver 130 edifícios e deverá resultar numa Avenida da República com um ar renovado. O plano de Gabriela Seara prevê um acréscimo de edificabilidade de 44%, com mais 77 327 metros quadrados, através do crescimento das cérceas, a dimensão vertical das construções.
O objectivo é permitir que alguns dos edifícios daquela artéria possam crescer e construir novos pisos. Gabriela Seara explicou ao DN que "há quarteirões muito díspares, onde há 'desdentados', e em alguns casos conseguimos resolver esse problema", com edifícios que "podem sofrer uma remodelação profunda, incluindo demolições, ou só alterações parciais, ou construção em volume, tendo que manter as fachadas". A vereadora sublinha que "o objectivo deste plano, que inclui definições para alterações de usos e características arquitectónicas, é o de salvaguardar, reabilitar e integrar valores patrimoniais" e "identificar e reabilitar os usos residenciais".
A responsável pelo Urbanismo da cidade acrescenta que "isto é uma nova visão da cidade, o facto de começarmos a atrair pessoas para uma zona que é bem servida de acessibilidades. É o que nos interessa, promover a habitação e repovoar os eixos centrais da cidade". Neste plano de alinhamento e cérceas, que, após aprovação na autarquia, terá de ser enviado à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR), houve ainda a preocupação de "conseguir uma valorização positiva para os que construíram património urbano de qualidade e que actualmente são prejudicados por aqueles cujo património não é qualificado". Assim, ajuda-se ainda "quem não teve preocupações de qualidade em edifícios que podem agora aumentar os fogos ou a volumetria".
Método perequativo
No entanto, o projecto vai mais longe, prevendo compensações para os edifícios classificados e "que perdem uma edificabilidade que os seus vizinhos do lado podem ganhar. Por isso, têm de ser compensados, pelo facto de não lhes poderem mexer". Gabriela Seara chama a atenção para o facto de que "quem vai pagar essa indemnização são os que podem mexer. Conseguimos um sistema perequativo, em que uns pagam, outros recebem e outros pagam e recebem, por poderem construir, mas só até um determinado limite". As contas da perequação compensatória prevêem já um valor de mais de 16 milhões de euros, que será pago pelos edifícios que podem construir aos que não podem. A verba deverá ser aplicada na reabilitação destes edifícios. Os benefícios a reverter para a CML serão acima dos 18 milhões de euros. Quanto ao sistema de pagamento, a vereadora adianta que "ainda está em estudo, até porque a câmara não pode fazer afectação de verbas", mas "um fundo permitiria monitorizar a execução e perceber, de forma transparente, quantos pagaram, quantos receberam e se está a decorrer como previsto".
Para o ganho de 77 mil metros quadrados na Avenida da República, onde a cércea média é de 31,5 metros de altura, 49 podem ser mexidos, 27 não poderão ser alterados e dez estão na situação em que podem ser alterados, mas não até ao limite, pelo que, segundo o método perequativo, pagam e recebem. Há 46 edifícios que ficam de fora do plano.
O projecto para a Avenida da República inclui já o espaço da Feira Popular de Lisboa, "que já tem um loteamento aprovado". Gabriela Seara refere que nas construções para aquele espaço, "se quiserem aumentar ou fazer alterações, já sabem que a partir de um limite não mexem" e reforça a importância destas "regras, sobretudo em avenidas sensíveis. Ao contrário do que dizem, diminuem a especulação imobiliária", porque estão definidas à partida. A aplicação deste projecto poderá ter início no próximo ano. Depois do envio à CCDR, o plano terá que passar por um período de discussão pública e "todos os grandes proprietários vão ter que ser ouvidos". Depois do parecer da CCDR, a câmara tem que votar o projecto novamente, enviá-lo à aprovação da assembleia municipal e só depois pode ser ratificado, pelo que só deverá entrar em vigor em 2007. "São processos muito participados. é mau porque demora, mas é melhor assim", disse a autarca.
Sobre os objectivos deste plano, Marina Tavares Dias, estudiosa da cidade de Lisboa, entende que "tudo o que venha impor regras é bom, mas é preciso analisar caso a caso" e afirma que, actualmente, "a Avenida da República é um somatório de tudo o que não devia ter sido feito desde os anos 50 e está transformada num caos absoluto. A especialista critica o facto de a avenida "ser uma auto-estrada com prédios dos lados" e a falta de residentes: "O trânsito é intenso, mas às 21.00 já não se vê ninguém na rua." Assim, sem se querer pronunciar sobre o plano por não o conhecer, diz que "qualquer coisa que se tente melhorar é sempre louvável, mas se for para burocratizar, não vale a pena".
Fonte: Diário de Notícias

Inauguração do Museu da Rádio, em Lisboa.

Abrem as instalações da Biblioteca Nacional, no Campo Grande, em Lisboa.

O início da construção do Hospital Real de Todos os Santos deu-se na manhã de 15 de Maio de 1492, tendo sido lançada a primeira pedra na presença do rei D. João II no ano em que este tinha feito 40 anos, tendo morrido aos 43 anos no paço do alcaide-mor (Álvaro de Ataíde) em Alvor. A direcção da obra ficou a cargo do mestre arquitecto Diogo Boitaca.
De seguida o rei D. João II foi almoçar a Casa dos condes de Monsanto – D. João de Castro 2º conde de Monsanto e bisneto de João das Regras, no Poço do Borratém, embora na altura chamassem ao almoço jantar. Mas andava triste desde a morte do seu único filho legítimo, o infante Afonso, aos 15 anos de idade numa queda de cavalo em Santarém. O infante Afonso deixou viúva, a futura e primeira mulher (das três) de D. Manuel I.
Foi inaugurado nove anos depois, já no reinado de D. Manuel I (que era primo e cunhado de D. João II) em 1501, no ano em que este fazia 35 anos, tendo morrido aos 52 anos. Era o Hospital de Todos os Santos, (Omnia Sanctorum) que é o O com o S no meio e que ainda é utilizado como logotipo do actual Hospital de S. José.
Chamavam-lhe Hospital Grande, Hospital de Todos os Santos, Hospital Grande de Todos os Santos, ou Hospital Real, mas tinha ficado conhecido verdadeiramente por Hospital dos Pobres. As razões eram múltiplas. Primeiro, a criação deste hospital foi o resultado da concentração de vários hospitais pequenos, e ao ter que denominar este grande hospital para contento de todos os outros que tinham denominações de Santos, escolheu-se a denominação de Todos os Santos. Mas com era com o apoio do Rei D. João II era também denominado de Hospital Real, e como se destinava a servir os pobres, ficou realmente conhecido na altura por Hospital dos Pobres. Lisboa tinha nesta altura cerca de 60 mil habitantes.
As escadarias do Hospital de Todos os Santos encontravam-se de facto na Praça da Figueira e iam acabar sob os edifícios actuais. Em 1620 Henrique José de Couto descreve-as, como uma escadaria de 21 degraus (ou 19 depois do aterro do Rossio ordenado por D. Manuel I), de 76 pés de comprimento a nível do solo, e 33 pés de comprimento no tabuleiro superior que era quadrado e plano e que dava acesso ao pórtico da Igreja. As duas escadarias laterais e que faziam conjunto com esta mediam no solo 64 pés e terminavam de cada lado do tabuleiro da entrada da Igreja.
Mestre arquitecto Diogo Boitaca foi realmente o responsável pela direcção da construção do Hospital Real de Todos os Santos, embora o seu sogro Mateus Fernandes (o principal responsável pela construção do mosteiro da Batalha) fosse o projectista. Tinha Diogo Boitaca sido o responsável pela construção da igreja matriz da Golegã pelo convento de Jesus em Setúbal que foi uma das suas primeiras obras em Portugal, e pela Igreja de St. Maria de Belém nos Jerónimos entre outras obras como a continuação do mosteiro da Batalha em vários períodos. Aliás, sobre a sua origem francesa ou italiana o cronista Soror Leonor de S. João escreveu sobre o projecto do Convento de Jesus de Setúbal que “...mestre Boitaca em Itália, por inspiração divina, sonhou com todo o projecto ...” além de que D. João II admirava muito a Florença dos Médicis, e encarava-a como o paradigma da sociedade ideal, pelo que nos parece credível mestre Boitaca ser Italiano.
O vedor de obras foi o fidalgo Nuno Martins da Silveira, e o vidreiro João Varela que também contribuiu para este novo e grande Hospital com os seus vitrais.
A traça original cruciforme do Hospital Real de Todos os Santos foi de Mateus Fernandes, estando depois a obra propriamente dita e a Igreja, entregue a seu genro mestre Diogo Boitaca.
O primeiro Provedor, foi Estevão Martins mestre Escola da Sé de Lisboa. Mas as obras iam amaldiçoadas pelos judeus e mouros, pois as pedras para a construção vieram em parte das campas e cabeceiras de jazigos de mouros e do cemitério de judeus.
Ainda na edição de hoje do Público (link indisponível), é publicado um execelente trabalho sobre o que pode acontecer em Lisboa com a venda de património do Estado. Exemplos: Penitenciária de Lisboa, Institutto Português de Oncologia, Instituto Hidrográfico, Tribunal da Boa-Hora, Hospitais Miguel Bombarda, S. José, dos Capuchos, do Desterro e de Arroios, quartel da Graça, Regimento de Lanceiros 2, tribunais vários dispersos pela cidade, regimento de Transmissões de Sapadores, Governo Militar de Lisboa, centro de psicologia Aplicada do exército, isto para citar apenas alguns.
A CML não sabe de nada. Aposto que os promotores imobiliários sabem mais.
em declarações ao Público de hoje (link mais uma vez indisponível) a bastonária da ordem dos Arquitectos, helena Roseta, afirma que "uma cidade não pode passar a vida a fazer tábua-rasa do que foi construído, só para satisfazer o imobiliário privado. Subscrevo.
Raquel Henriques da Silva publica hoje um artigo de opinião no Público (link indisponível), em que se manifesta contra a construção de um parque de estacionamento subterrâneo no Largo Barão de Quintela, entre a R. do Alecrim e a R. das Flores.
Chama-lhe torpe e inútil crime e diz que se o parque fôr por diante se demitirá do Comissariado Baixa-Chiado, essa aberração politico-administrativa, que Carmona Rodrigues consentiu a Maria José Nogueira Pinto, que se julga uma espécie de mini-Mega Ferreira, para arranjar uns dinheirinhos extra para a corte da Vereadora.
Saiba mais sobre o projecto aqui.
O encenador La Feria, conhecido autarca da capital, anunciou que a gala de reabertura do Campo Pequeno é só para 4500 convidados VIP. O povo, se quiser, que veja pela televisão. Quem manda, manda.
Um Postal de Lisboa, por Pedro Correia, no Corta-Fitas.
A Queda do Império, por Eurico Barros, em O Jantar das Quartas.
"Este é um sector que tem vindo a crescer de forma desequilibrada e com regras pouco claras", criticou o governante, que, na sessão de encerramento do II seminário nacional da Associação de Empresas Municipais, sublinhou a necessidade de responsabilizar as autarquias "quer pela elaboração de estudos de viabilidade das empresas quer pelos seus resultados.
"Seria inconcebível que um ministro das Finanças acumulasse as suas funções com a de presidente da Caixa Geral de Depósitos", comentou, numa alusão ao facto de muitos dos presidentes de autarquias presidirem, simultaneamente, a empresas municipais".
1º Desde quando é que o facto do ministro das Finanças não ser o Presidente da Caixa Geral de Depósitos impede o Governo de nomear e desnomear a seu bel-prazer quem entende para a Administração da Caixa? Querem nomes?
2º Desde quando é que esse facto tem impedido o Governo de fazer negócios de regime com empresas privadas nacionais e estrangeiras, beneficiando uns e prejudicando outros? Querem nomes?
3º Desde quando é que em Portugal "responsabilizar" significa mudar? Lembram-se de Alfredo Sousa, ex-Presidente do Tribunal de Contas, descrever a actividade do Ministério Público junto do Tribunal de Contas, dirigido por António Cluny, acerca da responsabilidade financeira no âmbito da jurisdição do Tribunal? Lembram-se de algum responsável ter sido responsabilizado pela responsabilidade na gestão de dinheiros públicos?
Um responsável da recuperação da praça de touros do Campo Pequeno, em Lisboa, que reabre ao público na próxima semana, defende que as touradas são uma tradição portuguesa antiga, reagindo às manifestações contra o espectáculo previstas para quinta-feira.
Várias manifestações de protesto contra a reabertura da praça de touros, encerrada há mais de seis anos por falta de segurança, estão marcadas para quinta-feira à noite, altura em que está prevista a corrida inaugural do espaço.
"Encaramos com todo o respeito, porque temos por princípio respeitar as opiniões dos outros", afirmou, em entrevista à Lusa, Goes Ferreira, vice-presidente da Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno, responsável pela reabilitação da praça de touros.
Para o promotor, "contra as opiniões (das associações) estão seis séculos de touradas, porque os touros começaram a ser lidados em Portugal no século XV".
"Contra a opinião dessas pessoas, há uma tradição de seis séculos. Nós respeitamos a opinião dessas pessoas e esperamos que elas respeitem a tradição", sublinhou o responsável.
A Associação Animal já prometeu uma manifestação para quinta- feira, numa iniciativa que afirma ser "o primeiro passo de uma dura campanha" contra as touradas e que conta com o apoio internacional de organizações de defesa dos animais, apelando ainda ao boicote das lojas da galeria comercial.
Outras associações, como a Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais, o Movimento Anti-Touradas de Portugal e o Movimento pelo Direito à Vida Animal, que integram a coligação "Unidos contra as Touradas", vão também manifestar-se quinta-feira à noite para contestar "a promoção do sofrimento animal como entretenimento sádico".
Também o Movimento Anti-Touradas de Lisboa, que reúne a associação ambientalista Quercus e a Associação Lisboa Verde, já anunciou que irá associar-se aos protestos, defendendo o "fim do espectáculo do sofrimento".
Fonte: Lusa
A praça de touros do Campo Pequeno reabre ao público terça-feira, após uma reabilitação que recuperou a traça original e introduziu elementos vanguardistas, numa harmonia contrastante com a polémica gerada pelas touradas que ali vão continuar a realizar-se.
Para quinta-feira à noite, altura em que está prevista a corrida inaugural da praça de touros, encerrada há mais de seis anos por falta de segurança, estão já marcadas várias manifestações de protesto de associações defensoras dos direitos dos animais.
Protestos aparte, os lisboetas vão poder agora usufruir de um espaço renovado e ampliado que inclui uma galeria comercial, restaurantes, supermercado, parque de estacionamento e cinemas.
Outra novidade é a possibilidade de transformação da praça de touros em sala de espectáculos como ópera, teatro e concertos, graças a uma moderna cobertura amovível de vidro.
O encarnado das quatro cúpulas do edifício de arquitectura revivalista neo-árabe deu lugar a um tom esverdeado, num regresso à cor original da altura da inauguração, a 18 de Agosto de 1892.
A intenção de recuperar o edifício "na sua originalidade", de acordo com o projecto do arquitecto José Dias da Silva, levou a Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno (SRUCP), responsável pela intervenção, a procurar documentos sobre a praça nos arquivos da Torre do Tombo, da Câmara Municipal e da Casa Pia de Lisboa, proprietária do edifício.
"Encontrámos um convite da rainha Dona Amélia de 1892, em que se via que as cúpulas eram verdes", explicou, em entrevista à Lusa, o vice-presidente da sociedade de renovação, Goes Ferreira.
Segundo o responsável, o edifício estava "totalmente degradado", ao cabo de mais de cem anos de funcionamento sem que os sucessivos concessionários tivessem realizado obras de manutenção da praça de touros, classificada como imóvel de interesse público, cuja utilização acabou por ser interditada pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais, em 1999.
A recuperação da praça de touros foi acompanhada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Instituto Superior Técnico e Instituto da Soldadura e Qualidade, adiantou Goes Ferreira.
Outra preocupação durante a reabilitação do edifício foi a preservação da fachada, o que obrigou à inspecção dos mais de 500 mil tijolos, dos quais 12 mil "não tinham recuperação possível e foram substituídos".
Para garantir que os novos tijolos não iriam destoar dos originais, criando "manchas" na fachada, a sociedade procurou que fossem produzidos de acordo com os métodos do final do século XIX, encomendando-os a uma pequena olaria familiar no Minho.
Também as juntas entre os tijolos foram substituídas, "um trabalho cirúrgico para não esboroar os tijolos", num total de 150 quilómetros de massa nova, afirmou Goes Ferreira.
A recuperação pretendeu também dar um novo fôlego à praça de touros, ao introduzir uma cobertura, que já estava prevista pelo arquitecto Dias da Silva, mas que constrangimentos financeiros impediram de construir.
O sistema escolhido funciona através do recuo de oito "fatias" de vidro sobre uma estrutura metálica, que abrem num espaço que corresponde a dois terços da área da arena.
Com esta solução, que teve de ser aprovada pela Câmara de Lisboa e pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), o espaço passa a poder acolher outro tipo de espectáculos além das corridas de touros, desde óperas, teatro e concertos de música, e eventos como encontros de empresas e apresentações de produtos.
O novo espaço, que os promotores pretendem que passe a ser "a principal sala de espectáculos de Lisboa", tem capacidade para 7.000 espectadores nas corridas de touros, número que pode crescer até às 10.000 pessoas, com a colocação de um estrado sobre a arena.
Sob a praça de touros, foi construída uma galeria comercial com 60 lojas, uma área de restauração com 2.200 metros quadrados, um supermercado e oito salas de cinema da New Lineo Cinemas. O futuro Centro de Lazer do Campo Pequeno inclui ainda um estacionamento subterrâneo coberto com capacidade para 1.250 viaturas, com tarifas especiais nocturnas para moradores da zona, e, à superfície, oito restaurantes com esplanadas e jardins com jogos de água. Os promotores estimam que o complexo receba, no primeiro ano, entre 10 a 12 milhões de visitantes.
Na terça-feira à noite, a nova sala de espectáculos será inaugurada com um espectáculo de Filipe La Féria, que pretende mostrar a "multifuncionalidade" do espaço, integrando referências à ópera, música rock, moda, desporto, circo e cinema, além de exibições equestres. Na manhã seguinte abre ao público a galeria comercial, apesar de os cinemas só começarem a funcionar em Julho.
A inauguração da praça de touros está marcada para quinta- feira à noite, numa iniciativa que, "por respeito à história do monumento e aos aficionados das artes tauromáquicas", será uma "corrida à portuguesa", só com lide a cavalo, forcados e pegas, com a participação dos "três melhores cavaleiros portugueses: João Moura, António Ribeiro Telles e Rui Fernandes", afirmam os promotores.
Com o objectivo de relançar as "grandes nocturnas de quinta- feira", a praça de touros acolhe, no dia 25, uma corrida "mista", com os "matadores" Julián López "El Juli", que Goes Ferreira classifica como "o melhor toureiro do Mundo de lide a pé", e Vítor Mendes, que regressa às lides após se ter retirado, num evento que conta ainda com a presença de Pablo Hermoso de Mendoza, "o melhor cavaleiro do Mundo".
Fonte: Lusa
A largada deu-se pouco depois das 22.00, assim que Carmona Rodrigues, presidente da Câmara de Lisboa, tocou o badalo. Da Praça do Município saíram 11 camiões e 22 carrinhas, que, com a ajuda de 80 voluntários, distribuíram 101 vacas por toda a cidade. Tudo para que a partir de hoje os animais coloridos da Cow Parade animem as ruas da capital.
Assim, as 101 vacas vão estar em exposição - até finais de Agosto - em alguns dos locais mais emblemáticos da cidade de Lisboa - Chiado, Parque Eduardo VII, Restauradores, Rossio, Largo do Rato, Campo Pequeno, Parque das Nações, Jardim da Estrela, Estação da CP de Santa Apolónia e Amoreiras.
Entre as célebres personagens podem encontrar-se (ver fotos) a Cândida Charneca, a vaca ciclista, exposta no Marquês de Pombal, a Portucowlia, que está no Rossio, e a Button Cow, em exposição no Parque Eduardo VII.
No final da Cow Parade, as vacas serão leiloadas, a 30 de Setembro. As receitas revertem a favor de oito instituições de solidariedade social, entre elas a Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal, AMI, APAV, Cruz Vermelha Portuguesa, Liga dos Bombeiros Portugueses e projectos da SIC Esperança.
Fonte: Diário de Notícias
Um participante na descida em bicicleta de Alfama, na prova internacional Lisboa Downtown, sofreu ontem ferimentos ligeiros, ficando com arranhões no braço. A vítima foi o presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, que, no final da vertiginosa descida, confessou ao DN que "aquilo correu razoavelmente bem. Tive dois estampanços. O primeiro logo à partida. Desequilibrei-me, porque nunca tinha descido escadas em bicicleta. Mais à frente, ia lançado numa recta e depois caí numa escadaria que surgiu de repente. Não estava à espera que aquilo estivesse ali e já não dava para travar nem nada".
Decidiu participar para "fazer o gosto ao dedo. Sempre tive espírito desportivo. Fizeram-me o convite e aceitei". O autarca, que reconhece já não estar "muito habituado a andar de bicicleta - fazia isso mais quando era miúdo. Agora costumo andar é de moto" -, considera que Lisboa "é a Meca dos praticantes deste desporto. Temos de dar mostras que Lisboa é capaz de receber e organizar grandes eventos internacionais".
Exceptuando os "estampanços" de Carmona Rodrigues, não se registaram mais danos pessoais naquela que é considerada pela organização a "descida mais alucinante do planeta", desde o Castelo de S. Jorge até ao Largo do Terreiro do Trigo, chegando até a fazer "as escadinhas de Alfama tremer".
Por aquele percurso aceleraram e até levantaram voo 65 desportistas (50 masculinos e 15 femininos) desta modalidade radical, vindos dos quatro cantos do mundo.
Pela quinta vez consecutiva sagrou-se vencedor o britânico Steve Peat, que recebeu cinco mil euros em dinheiro por ter descido Alfama em apenas um minuto e 41 segundos. Em segundo lugar ficou o francês Cédric Gracia, seguindo-se, em terceiro, o australiano Samuel Hill. Dos 11 portugueses que concorreram, Paulo Domingos foi o melhor classificado, ficando em 15.º lugar, com um minuto e 47 segundos.
Óscar Dominguez, da organização da prova, disse ao DN que o grande vencedor, Steve Peat, "é já um veterano na modalidade e é um dos melhores do Mundo".
No sector feminino só participou uma portuguesa, Margarida Algarve, que ficou em último lugar. A britânica Rachel Atherton, de 18 anos, venceu a prova pelo segundo ano consecutivo, recebendo 2500 euros.
Esta prova já se realiza em Lisboa pelo sétimo ano consecutivo e em todas as edições vão sendo acrescentados novos obstáculos. Este ano os ciclistas tiveram de saltar por cima de uma pick-up.
Para ver as "bicicletas voadoras", muitos jovens acotovelavam-se ao longo da pista e outros penduravam-se em andaimes das obras. No Largo do Terreiro do Trigo - onde um écrã gigante ia mostrando toda a prova - parecia existir uma passerelle de moda jovem, tantas eram as miúdas que por ali desfilavam em coloridas e reduzidas indumentárias.
Ontem à tarde, "mais de 20 mil pessoas" assistiram ao espectáculo radical e "a próxima edição já está marcada para 20 de Maio de 2007", revelou Óscar Dominguez.
Fonte: Diário de Notícias
Dianne Reeves contava já no currículo o feito inédito de recolher três Grammys consecutivos na categoria de jazz vocal. Em 2001, com In the Moment; em 2002, com The Calling: Celebrating Sarah Vaughan; e, em 2003, com A Little Moonlight. A quarta estatueta chegou em 2005 com uma colecção de 14 standards que George Clooney pessoalmente seleccionou para ilustrar Boa Noite, e Boa Sorte (2005), um filme sobre a era do senador McCarthy. Além de intérprete para uma banda sonora de excepção, Reeves foi personagem no ecrã. De volta aos palcos, a norte-americana apresenta-se hoje (21.00) no Centro Cultural de Belém, sensivelmente um ano após ali ter dado um concerto de boa memória.
Quando se lembrou de Reeves, Clooney tinha em mente a Nova Iorque da década de 50, palco para a história real da equipa de jornalistas da CBS que se uniu em torno de Edward Murrow. O realizador queria música à medida desse tempo em que o mundo era a preto e branco e toda a gente fumava com estilo: um jazz canção, recheado de swing e glamour do antigamente. E acertou em cheio. Porque é isso que Dianne Reeves interpreta hoje como ninguém.
Em 1987, quando a EMI resolveu reactivar a Blue Note, o primeiro contrato na segunda vida da lendária etiqueta de jazz foi reservado a esta cantora nascida há cinquenta anos em Detroit. Abençoada com um timbre quente e uma amplitude vocal quilométrica, senhora de um swing contagiante e de uma notável precisão melódica, revelava um estilo com filiação directa (e assumida) em Sarah Vaughan e tinha tudo para se tornar referência maior do jazz vocal. Foi o que aconteceu.
Quase vinte anos passaram e a Blue Note não se arrependeu certamente da opção. Sempre que dedicou o seu talento ao jazz, Reeves recolheu o aplauso unânime da crítica, a adesão do público e o reconhecimento de uma indústria que lhe concedeu o recorde de três grafonolas douradas por três álbuns consecutivos. Mas o talento de Reeves é vadio e nunca quis assumir o compromisso de uma relação estável. Os 15 álbuns que editou desde que assinou contrato com a EMI dão testemunho de uma infidelidade descarada que tem escandalizado os puristas do género, assumindo aventuras avulsas com trabalhos de R&B, um ou outro piscar de olho à world music e um piropo ocasional à música pop. E mesmo esta noite não seriam de estranhar algumas escapadelas, já que a norte-americana se apresenta com uma formação menos ortodoxa, enriquecida por dois guitarristas de nomeada: Russel Malone e o brasileiro Romero Lubambo.
A verdade, porém, é que esses namoros pontuais nunca alcançam a importância da relação de amor que Reeves mantém com o jazz, da qual nasceu a sua discografia essencial - onde, para além dos quatro álbuns premiados, se deve incluir I Remember, registo de standards de 1988.
fonte: Diário de Notícias
A página de simulação de percursos da Carris. Alertado pelo Tiago Alves, de O Telecópio.
O livro Sob o Signo da Verdade, de Manuel Maria Carrilho. Por pincípio, desconfio quando toda a gente cai em cima de alguém. E o assunto versado, que indirecta e parcialmente vivi na altura da pré-campanha para as eleições autárquicas, deu-me para perceber a gravidade das questões abordades pelo autor e que devem ser analisadas independentemente das simpatias ou das antipatias pessoais. Depois falarei.

A Câmara Municipal concluiu em Abril os trabalhos de requalificação da Mata de Alvalade. Estes trabalhos incluíram a construção de novos pavimentos, recolocação e reparação de mobiliário, limpeza e plantação de vegetação. A Mata está mais aprazível.

CML plantou cerca de 2.300 sobreiros na Encosta do Calhau
O Pelouro do Ambiente e Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa, através da Divisão de Matas, plantou recentemente 2.294 sobreiros (Quercus suber) na Encosta do Calhau (Casal de Sola), em pleno Parque Florestal de Monsanto, e prevê plantar ainda este ano mais 9.600 árvores em várias outras zonas do maior pulmão verde da cidade.

A 75ª Feira do Livro de Lisboa começa no já no dia 25, mas o respectivo sítio ainda está na fase do brevemente. assim, quem quiser saber coisas tem de se limitar por enquanto a observar a montagem dos pavilhões e restantes estruturas amovíveis no Parque Eduardo VII.
A Sociedade de Reabilitação Urbana Lisboa Ocidental concluiu os primeiros 11 Projectos Base de Documentos Estratégicos, que envolvem cerca de 600 edifícios e 2.500 fracções. Estes documentos estratégicos estão disponíveis para consulta nas instalações da empresa (Rua dos Fanqueiros, 38, 2º, em Lisboa) e no site da CML (www.cm-lisboa.pt - Empresas Municipais).
A SRU Ocidental foi criada pelo Município de Lisboa com a finalidade de promover a reabilitação urbana da zona de Intervenção que abrange as áreas das Freguesias de Belém, Ajuda e Alcântara.
Estes documentos, partindo de um diagnóstico da situação actual e de um conjunto de opções estratégicas de reabilitação, definem e caracterizam as intervenções nos edifícios e apresentam propostas de reabilitação dos espaços públicos.
A Lisboa Ocidental convida todos os interessados para, durante o mês de Maio de 2006, consultarem os Projectos Base dos Documentos Estratégicos e apresentarem as sugestões e críticas que entenderem. Igualmente se convidam as entidades que pretendam colaborar com os proprietários na recuperação dos seus imóveis a manifestar tal interesse junto da Lisboa Ocidental.
Fonte: CML
Na apresentação mundial da edição de 2007 do rali Lisboa-Dakar, que decorreu no CCB, no dia 9 de Maio, o presidente da CML, Carmona Rodrigues, considerou este evento “uma oportunidade única para a nossa cidade revelar o seu carácter cosmopolita, projectando-se como um grande destino turístico de excelência”. A apresentação, que contou com a presença de muitas dezenas de pessoas de pessoas, entre representantes da organização e das entidades envolvidas, pilotos e outros participantes, imprensa e outros convidados, revelou que esta 29ª edição do prestigiado rali decorrerá entre 6 e 21 de Janeiro de 2007, com partida de Lisboa e final em Dakar.
Na mesa, estiveram João Lagos, cuja empresa assegura a organização do rali em Portugal, Luís Carilho, vice-presidente da Câmara de Portimão (cidade onde termina o percurso em Portugal), e os intervenientes: Laurentino Dias, secretário de Estado da Juventude e Desporto, Étienne Lavigne, representante da organização do Rali Euromilhões Lisboa-Dakar, e António Carmona Rodrigues, que se fez acompanhar pelo vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho.
Étienne Lavigne fez um balanço muito positivo da anterior edição, pela “grande qualidade organizativa e desportiva”, realçando o caloroso acolhimento que a cidade de Lisboa dispensou ao rali. Confirmando a marca Euromilhões como principal patrocinador do evento, o representante francês da organização do rali detalhou alguns aspectos da próxima edição, destacando várias inovações ao nível da segurança, que considerou ser uma preocupação “obsessiva” da organização. Laurentino Dias, por seu lado, destacou que esta “etapa de um desafio de 3 anos” resulta também do “trabalho empenhado das autarquias” envolvidas, “sem as quais não se podia organizar este evento”, adiantando que o overno “tudo fará para que o rali saia para Marrocos por Portugal”.
António Carmona Rodrigues considerou que a partida do rali em Lisboa cnstitui “uma oportunidade única para a nossa cidade revelar o seu carácter cosmopolita, projectando-se como um grande destino turístico de excelência”. Recordando que a escolha de Lisboa para tão importante realização decorre da sua crescente projecção internacional ao nível da produção de grandes eventos, fruto do trabalho de requalificação da cidade, o autarca terminou desejando felicidades à organização, na pessoa de João Lagos, e os “maiores êxitos desportivos” aos pilotos, “os verdadeiros heróis” desta jornada.
Fonte: CML
Cerca de 14 mil títulos, entre os quais diversas preciosidades e muitas obras a necessitarem de cuidados especiais, encontram-se acomodados em situação bastante exígua na sede dos Amigos de Lisboa, no Bairro do Rego, em Lisboa. "A nossa biblioteca está muito mal instalada, há livros no chão", explicou ao JN Áppio Sottomayor, vice-presidente da Junta Directiva da instituição.
Convidados a instalarem-se no Palácio da Mitra, logo após o 25 de Abril de 1974, "pelo então presidente da Câmara, que temia a ocupação do imóvel", os Amigos de Lisboa tiveram de sair do local em 2003, por decisão de Santana Lopes que, na altura, ocupava a cadeira da presidência da autarquia lisboeta. "O palácio tinha outras condições, a biblioteca estava mais arrumada e acessível aos sócios e existiam locais para a realização de reuniões e encontros", adiantou o responsável.
Apesar de agradecerem à Câmara a disponibilização de novas instalações, os Amigos de Lisboa anseiam, no entanto, por um espaço que potencie o desenvolvimento da sua missão "Queremos continuar a ser uma consciência de Lisboa, um grupo de cidadãos que goste dela e que a queira engrandecer". A instituição "não representa qualquer força política ou doutrinária", como faz questão de salientar Áppio Sottomayor.
Na sede dos Amigos de Lisboa, além de pilhas de livros no chão, não há uma sala para encontros e palestras. Existe apenas uma divisão com capacidade para cerca de dez pessoas sentadas, as restantes têm de ficar em pé. Por isso, avança o vice-presidente, "apesar de estarmos gratos à Câmara por nos ter arranjado este local, gostaríamos que nos fossem cedidas instalações com mais condições".
Appio Sottomayor recorda que o actual presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, numa visita à sede da entidade, mostrou-se sensível à situação. Aguardam agora os Amigos de Lisboa que o sonho de uma nova sede se concretize.
Fonte: Jornal de Notícias
Vivem às portas de Lisboa, nas traseiras do aeroporto, mas em condições do Terceiro Mundo. Muitos não têm água canalizada e a luz que recebem é puxada da iluminação pública. São cerca de 1500 pessoas, muitas crianças, a viver em condições desumanas no bairro da Torre, em Camarate, Loures. Passada mais de uma semana sobre a mega-operação policial que atirou o bairro para a ribalta noticiosa na busca de um arsenal que não foi encontrado, quem lá vive apenas pede uma coisa casas novas e com condições para viver.
Celestino Santos, 72 anos, é um dos moradores mais antigos. Conta que chegou com 18 anos, quando o bairro ainda se situava nos terrenos entretanto ocupados pelo alargamento do aeroporto. Com oito filhos, 40 netos e bisnetos, todos a viver no bairro, Celestino continua à espera de uma "casinha". Inscrito há anos no Plano Especial de Realojamento, este morador não sabe quando é que esse sonho será realidade. Gostava que fosse "o mais rapidamente possível".
Isabel Ferreira, 41 anos, é uma das filhas. Com três filhos, de 8, 10 e 18 anos, Isabel também pede uma casa nova. "Eu queria era sair daqui. É só rataria. Nem se pode ter a porta aberta", diz, clamando por uma casa, nem que seja longe. "Eu ia para onde me levassem". O convívio com as famílias de etnia cigana não é pacífico. "Isto está cada vez pior", diz, admitindo que há problemas.
Na porta ao lado, Estrela Ferreira, 62 anos, não hesita em mostrar a sua barraca, agora recomposta depois de uma entrada de rompante da polícia. Vive no bairro "há 50 e tal anos", agora sozinha desde que lhe morreu o filho.
No dia da rusga, foi acordada com a violência dos pontapés da polícia na porta de madeira. "Entraram por aí, sentaram-me na cadeira. Ainda me deram umas cacetadas valentes. Só me diziam muitas asneiras. Gritavam 'Sua velha do alho! Onde é que está o 'açúcar'?", enquanto lhe viravam a casa do avesso. Estrela garante que nunca viu droga e que apenas vende gomas aos miúdos para a ajudar a viver. Gostava de ter uma casa, desde que fosse dentro das suas possibilidades.
As barracas sucedem-se umas às outras, por caminhos de terra batida, com lixo espalhado e água a correr pelo chão. Há algumas casas de tijolo, mas a maioria são de madeira, com tectos forrados a folhas de zinco e presos com pedras e tábuas para evitar que o vento os leve pelo ar. Há também quem os tenha coberto com lonas para que a água da chuva não entre, mas a humidade nas casas é inevitável. Os tectos são baixos, as janelas pequenas e o ar quase não circula.
Na parte mais alta do bairro, estão as famílias ciganas. "Quando é que vem a água?", gritam as mulheres, assim que vislumbram o presidente da Junta de Freguesia de Camarate, Arlindo Cardoso, que, nas últimas autárquicas, a recuperou para a liderança da CDU. "Viver sem água é uma miséria. Temos de nos levantar às duas e às três da manhã para encher os latões, que é quando a água cá chega", explicam as ciganas, mostrando os bidões azuis de onde se servem para os banhos e para lavar a roupa.
Armanda Virgínia, 82 anos, viúva e doente de diabetes, vive rodeada das filhas e dos netos, mas gostava de sair do bairro. "Não temos água. A casa de banho é o campo, já fui mordida quatro vezes pelos ratos", conta, mostrando as marcas nas mãos.
O presidente da junta tem consciência das condições "sub-humanas" em que esta população vive. E espera que a maioria possa ser realojada, no final do próximo ano, no bairro em construção na Quinta das Mós, Fetais. Mas, avisa Arlindo Cardoso, nada está garantido.
Fonte: Jornal de Notícias
O Castelo de São Jorge em Lisboa acolhe hoje e domingo o XI Mundo Mix PT, um mercado alternativo que pretende divulgar novos talentos nas áreas da musica, moda ou design. O Mundo Mix PT 2006 introduz algumas novidades, nomeadamente «Novos Talentos em Português», um projecto que procura criadores dos vários países de expressão portuguesa, disse a coordenadora do evento na Portugal Telecom, Maria João Lopes.
Uma das convidadas para participar neste certame é Cristina Peixoto, uma brasileira que desenvolve o projecto Grupo Operário de Arte (GOA) que promove a inclusão social de pessoas dos 13 aos 76 anos que vivem na periferia de São Paulo (Brasil). O Mundo Mix PT assume-se também como «uma plataforma para que os novos artistas consigam projectar o seu trabalho», disse Maria João Lopes, da PT.
Os Nubay Sound System e Pedro Batista, que venceram a edição do ano passado do concurso «Novos Talentos 2005» na categoria de música/bandas e arte, respectivamente, são o exemplo do apoio do Mundo Mix PT ao lançamento das suas carreiras.
A edição deste ano conta ainda com outra novidade, o «Talentos PT», que desafiou os colaboradores do Grupo Portugal Telecom a apresentar as suas capacidades criativas, dos quais já foram seleccionados cinco.
O Mundo Mix PT é um mercado alternativo que reúne no mesmo espaço dezenas de expositores onde os vários criadores apresentam as suas propostas ao mesmo tempo que DJ´s ou bandas dão música ao recinto.
O evento arranca hoje no Castelo de São Jorge das 14:00 às 22:00 horas, com entrada gratuita para os residentes em Lisboa. Para os outros, a entrada custa três euros.
Fonte: Lusa
O Instituto Cervantes e a Biblioteca-Museu República e Resistência, em Lisboa, vão acolher a Semana das Letras Galegas, que de segunda a sexta-feira incluirá debates, exposições, actuações musicais e a exibição de documentários.
Na segunda-feira terá lugar no Instituto Cervantes um debate subordinado ao tema «Escrever e Ler na Galiza hoje», com a presença dos escritores galegos Xavier Seoane, Anxel Rei Ballesteros e Luis Rei Núñez, bem como do editor e com entarista político Manuel Bragado.
A partir de quarta-feira, Dia das Letras Galegas, cabe à Biblioteca-Museu República e Resistência (BMRR) receber a programação, de que faz parte a expo sição «50 Livros Galegos», que reúne as primeiras edições de clássicos galegos cedidos pelo director do Instituto Cervantes, Ramiro Fonte.
Também na quarta-feira, a BMRR acolhe «Os Eoas de Eduardo Pondal: cróni ca de uma epopeia fundacional», uma conferência de Xosé Ramón Pena, escritor e professor de língua e literatura galega.
No dia 18 são projectados «Mamasunción», curta-metragem de Chano Piñeir o, e «Sempre Xonxa», filme de Chano Piñeiro, enquanto no dia 19 pode ser visiona do «Pucho Boedo, um crooner no fim do mundo», documentário apresentado pelo realizador e músico Xurxo Souto.
Igualmente na quinta-feira, terá lugar na BMRR a palestra «Relações entre a música galega e a música portuguesa dos anos 60 e 70», pelo cantor e compositor português José Mário Branco.
A Semana das Letras Galegas encerra a 20 com «Bicoca de boca em boca», espectáculo de narração oral a cargo de Celso Fernández, «Tio Miséria», uma repr esentação pela companhia Fantoches Baj, e ainda uma actuação do grupo musical Marful.
Fonte: Lusa
A Naifa apresentam-se ao vivo em Lisboa na noite deste sábado, actuando no Fórum Lisboa. O concerto, agendado para as 21h30, encerra a primeira parte da digressão de promoção ao novo disco de originais, «3 Minutos Antes da Maré Encher». Os bilhetes para o espectáculo custam 15 euros.
Cerca de cem vacas, de "sonhadoras" a cosmopolitas", partem hoje da Praça do Município, em Lisboa, para vários locais da cidade, marcando o início da "Cowparade" que vai colorir a capital portuguesa até finais de Agosto. No total são 101 vacas construídas em vibra de vidro em tamanho real e pintadas com cores garridas, mas apenas 95 vão partir do Largo do Município já que as restantes seis são da autarquia permanecendo frente aos Paços do Concelho durante uma semana. Até final de Agosto, quando termina a Cow Parade, a vaca "Calçada Portuguesa" permanecerá frente ao município.
É inaugurado o monumento ao Marquês de Pombal.
A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) garantiu hoje aos trabalhadores do lisboeta Café Império, de que é proprietária, que o estabelecimento vai continuar a funcionar, após obras de remodelação, disse fonte sindical.
"A IURD aceitou todas as nossas condições", disse à Agência Lusa Rudolfo Caseiro, do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restauração e Sindicatos. Face à garantia de que o café não vai fechar para ser transformado num local de culto, os 26 trabalhadores desistiram duma vigília de protesto por tempo indefinido que tinham prevista para hoje em frente ao estabelecimento situado na avenida Almirante Reis.
Após uma reunião com responsáveis da IURD ao fim da tarde, Rudolfo Caseiro revelou que "ficou garantido por escrito que o café vai fechar para remodelações, no âmbito de um trespasse", mas reabrirá com o mesmo nome, gerido por uma "entidade que vai tomar conta do café". Rudolfo Caseiro disse que a IURD está "em negociações" com essa entidade, cujo nome não revelou, e que garantiu a satisfação de "todos os direitos dos trabalhadores".
Em causa estão indemnizações devidas aos trabalhadores pelo encerramento de actividade da empresa que geria o café Império e pelo fecho do estabelecimento. No entanto, a nova gerência irá dar prioridade aos actuais trabalhadores quando o café reabrir, afirmou o sindicalista, acrescentando que a IURD não deu prazos para o encerramento e para a reabertura.
Segundo Rudolfo Caseiro, a IURD garantiu manter o contacto com o sindicato durante todo o processo de negociações com a nova gerência do café Império. Apesar de ter sido cancelada a vigília, mantém-se uma conferência de imprensa do sindicato na próxima segunda-feira, às 11:00, frente ao café Império.
Fonte: Lusa
A Biblioteca Nacional adquiriu em leilão "impor tantes raridades bibliográficas", nomeadamente "um valioso manuscrito" de Frei Manuel de Sá, "Notícias do Real Convento do Carmo", informou hoje a instituição.
Segundo fonte da Biblioteca Nacional (BN), esta cópia do século XVIII, com desenhos à pena, "tem grande e variada importância para a história do monume nto" fundado por D. Nuno Álvares Pereira e que se encontra em ruínas na baixa de Lisboa. No leilão, a BN adquiriu ainda o "Tratado da Santíssima Comunhão", do século XVI e que será, segundo o leiloeiro, "o único exemplar conhecido".
Outra aquisição foi um manuscrito do século XIX, o "Catálogo dos cronistas portugueses". A BN passa agora a possuir também o manuscrito do "índex alfabético" de autores e obras proibidas pela Real Mesa Censória.
Ao abrigo da lei, a BN "exerceu o direito de opção sobre o volume que c ontém as Constituições da Ordem dos eremitas de Santo Agostinho", um documento único do século XVI. A BN adquiriu "impressos de notória raridade", nomeadamente o "Livro da gramática hebraica e caldaica" de autoria do judeu português Salomão de Oliveira.
Fonte: Lusa
O movimento Fórum Cidadania lançou hoje uma petição na Internet em defesa do histórico Café Império, em Lisboa, que alegadamente foi vendido à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).
"Agora que se anuncia que os proprietários decidiram vendê-lo à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e que esta se propõe transformar aquele lugar de peregrinação gastronómica (Ó) em mais uma sala de culto, há que levantar a voz e gritar bem alto: não nos tirem o bife à Café Império", lê-se na petição.
O movimento de cidadãos lisboetas apela aos novos proprietários (a IURD) que continuem a explorar o espaço como café- restaurante, conservando a "receita original do bife", e que "aproveitem a ocasião para introduzir benefícios no espaço".
Apelam ainda à Câmara Municipal de Lisboa que não conceda a licença de exploração do espaço sem ser para restauração e que regulamente o licenciamento das salas de culto.
Por fim, solicitam ao Instituto Português do Património Arquitectónico que se "mantenha atento sobre eventuais obras que desvirtuem o edifício", tanto no interior, onde está o painel cerâmico de Jorge Barradas, como no exterior.
O edifício onde funciona o café, de traço arquitectónico modernista, foi projectado por Cassiano Branco em 1947 e terminado em 1952, estando classificado como Imóvel de Interesse Público pelo IPPAR desde 1996.
Contactada pela agência Lusa, uma fonte do Instituto Português do Património Arquitectónico adiantou que o edifício é particular e pode ser vendido sem autorização do IPPAR.
No entanto, se os novos proprietários quiserem fazer qualquer projecto de alteração, este tem de ser submetido à apreciação do IPPAR. "Se a actividade que for exercida naquele espaço puser em causa o edifício, o IPPAR terá de pronunciar-se", acrescentou a mesma fonte.
O Fórum Cidadania lembra ainda que "o mais célebre e clássico dos bifes de Lisboa é servido num dos últimos cafés tradicionais de Lisboa", que está incorporado no Cinema Império, actual sede lisboeta da Igreja Universal do Reino de Deus.
Em declarações à Lusa, Paulo Ferrero, do movimento, referiu que espera reunir um número considerável de assinaturas na petição para entregar à Câmara de Lisboa, ao IPPAR e à IURD. A alegada venda do Café Império à IURD está a ser contestada pelos 26 trabalhadores do estabelecimento que exigem explicações sobre o seu futuro.
Fonte: Lusa
Os jovens vão poder esclarecer confidencialmente as suas dúvidas sobre sexologia através de um novo espaço na Internet que a Câmara de Lisboa disponibiliza a partir de segunda-feira, anunciou hoje a autarquia.
O novo serviço de aconselhamento é "totalmente confidencial" e irá permitir a todos os jovens obter de "uma forma rápida e discreta" respostas às suas perguntas sobre os diferentes temas da sexualidade, adianta a autarquia em comunicado.
Os esclarecimentos, sobre questões que podem ir desde o funcionamento dos órgãos sexuais, às infecções sexualmente transmissíveis, às dificuldades sexuais ou orientação sexual, "chegarão em menos de 72 horas".
Segundo a autarquia, as respostas serão personalizadas e profissionais, ficando a cargo de Bruno Inglês, psicólogo e membro da equipa de Sexologia do Serviço de Psicoterapia Comportamental do Hospital Júlio de Matos.
O novo serviço de aconselhamento on-line vai estar disponível no portal oficial da autarquia, em www.lxjovem.pt.
Com o lançamento deste novo serviço, o Portal Lisboa Jovem passa a oferecer a quem o visita cinco serviços de aconselhamento on- line: Planeamento Familiar, Saúde Alimentar, Juridicamente Falando e Orientação Profissional.
Lançado em Junho de 2005, o Portal Lisboa Jovem é uma iniciativa do Pelouro da Juventude da Câmara Municipal de Lisboa, destinada aos jovens que estudam, habitam, visitam e trabalham na capital.
O Portal Lisboa Jovem é constituído por dez grandes áreas de conteúdos - Educação, Desporto, Entretenimento, Noite, Turismo, Saúde, Canivete Suíço, Tecnologias, Associativismo e Acessibilidade -, tendo sido já consultadas 26,5 milhões de páginas.
Fonte: Lusa
Os trabalhadores do Café Império, em Lisboa, vão montar vigilância permanente à porta do estabelecimento para tentar impedir o seu encerramento, que segundo um sindicato da hotelaria foi vendido à Igreja Universal do Reino de Deus.
A decisão foi tomada em plenário realizado à porta do café classificado oficialmente como imóvel de interesse público, onde os trabalhadores estão conc entrados desde a manhã de hoje para evitar o seu encerramento e para exigir explicações sobre o seu futuro.
"Decidimos dividir os trabalhadores em grupos e ficar de noite e de dia, por tempo indeterminado, junto ao café para impedir o seu encerramento ou que as fechaduras sejam mudadas", disse à agência Lusa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares, Rudolfo Caseiro.
Os trabalhadores decidiram ainda solicitar uma reunião com carácter de urgência à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) para que clarifique a consum ação do negócio e a situação dos 26 trabalhadores. Rudolfo Caseiro adiantou ainda que o Sindicato pediu a presença da Inspecção-Geral do Trabalho para detectar eventuais ilegalidades.
O dirigente sindical contou que recebeu, cerca da 13:45 de hoje, um fax da IURD a afirmar que adquiriu "o estabelecimento por direito de opção para salvaguardar todas as questões" e a pedir que "encerre o estabelecimento".
O café situa-se no mesmo edifício do antigo Cinema Império, junto à Alameda Afonso Henriques, onde funciona a sede da IURD em Lisboa. O edifício, de traço arquitectónico modernista, foi projectado por Cassiano Branco em 1947 e terminado em 1952, estando classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) des de 1996.
"Pensámos que ao recusarmos encerrar as portas do estabelecimento, a IURD iria mandar a polícia, mas tal não aconteceu até agora, mantendo-se tudo calmo", disse o líder sindical.
Rudolfo Caseiro salientou que o café tem estado hoje a funcionar normal mente com os trabalhadores que estão escalados, estando os restantes concentrados junto ao estabelecimento. Em causa estão os postos de trabalho de 26 pessoas que, segundo o líder sindical, foram "confrontados com o facto consumado".
O sindicalista lembrou que o Café Império é um dos "mais conceituados" e "históricos" de Lisboa e com "viabilidade" financeira, sendo "um absurdo e um crime encerrá-lo". O líder sindical adiantou que a IURD lhe transmitiu na quinta-feira que comprou o café e que irá transformá-lo num local de culto. A Agência Lusa tentou contactar a Igreja Universal do Reino de Deus em várias igrejas da cidade, mas não conseguiu encontrar nenhum interlocutor.
Fonte: IURD
A Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, tem apenas dois dos doze enfermeiros especialistas por turno defendidos pela Organização Mundial de Saúde, estando "abaixo dos níveis mínimos de segurança", declarou hoje a bastonária da Ordem dos Enfermeiros.
Maria Augusta de Sousa falava durante as comemorações do Dia Internacional do Enfermeiro que coincidem com o encerramento do II Congresso da Ordem dos Enfermeiros, a decorrer desde quarta-feira, em Lisboa.
Segundo a OMS, por cada mil partos/ano, cada turno deve ser assegurado por dois enfermeiros especialistas em saúde materno e obstétrica, o que acontece em "raras" maternidades.
A Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, foi um exemplo apontado pela bastonária para ilustrar a carência de enfermeiros especialistas, pois tem apenas dois enfermeiros especialistas por turno quando deveria ter doze, segundo as contas da OMS para uma instituição que realiza 6.000 partos por ano e é uma das maiores do país.
Segundo a bastonária, a escassez de enfermeiros é "um problema" em Portugal que "se faz sentir de uma forma muito especial ao nível das especialidades".
"O número de enfermeiros especialistas em saúde materno e obstétrica continua muito aquém do que seria desejável", adiantou a bastonária.
Dados da Ordem dos Enfermeiros indicam que "são raras as maternidades que cumprem os requisitos definidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no que respeita ao número de enfermeiros especialistas por turno". Na mesma condição da Maternidade Alfredo da Costa está, segundo Maria Augusta de Sousa, o Hospital São Francisco de Xavier, também em Lisboa. Estas instituições de saúde "estão abaixo dos níveis mínimos de segurança", afirmou.
A bastonária apontou ainda os casos de Guimarães - que devia ter seis enfermeiros especialistas por turno e tem três de dia e dois à noite - e o de Braga como exemplos de instituições que não cumprem os requisitos mínimos de segurança. Face a esta escassez de meios humanos, a Ordem dos Enfermeiros entende que "a concentração de recursos pode melhorar a qualidade dos cuidados".
Para esta organização, "os serviços de urgência (blocos de partos) devem ter pelo menos um enfermeiros especialista por cada mil partos/ano e as unidades de internamento de grávidas de risco deverão dispor em funcionamento de, pelo menos, um enfermeiros especialista".
"As unidades e serviços que não cumpram estes critérios mínimos de segurança devem ser encerrados", disse. Contudo, Maria Augusta de Sousa defendeu que as populações que vivam nas localidades onde as maternidades vão ser encerradas sejam informadas das razões porque não é seguro manter aberta a instituição. A bastonária aproveitou para lamentar que, apesar da carência de enfermeiros especialistas, exista desperdício nesta área. "Sabemos de enfermeiros com competência a trabalhar nos centros de saúde que não estão a ser aproveitados", disse.
Fonte: Lusa
Mais de um terço das urgências pediátricas em Lisboa deve-se a doenças respiratórias, parecendo haver coincidência entre as zonas mais poluídas da cidade e a frequência no atendimento a estas patologias, revela um estudo hoje divulgado.
O estudo incidiu sobre os efeitos das partículas inaláveis na cidade de Lisboa, em termos de qualidade e saúde, e usou dados relativos às doenças respiratórias diagnosticadas na urgência pediátrica do Hospital de Dona Estefânia, que abrange uma população de 344 mil dos 560 mil habitantes de Lisboa.
"Parece haver coincidência entre as zonas mais poluídas e a frequência no atendimento a doenças respiratórias", afirmou Francisco Ferreira, um dos elementos da equipa que elaborou o documento, durante a apresentação que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian.
A distribuição de concentrações urbanas de partículas inaláveis (designadas por PM10) indica que estas são mais elevadas no eixo central da cidade, delimitado a Norte pela freguesia do Lumiar e a Sul pelas freguesias do Castelo e Campo de Ourique.
Os níveis de PM10 parecem estar relacionados com a maior concentração de tráfego rodoviário ao longo deste eixo, e ao facto de se tratar de uma zona de menor altitude e, por isso, com piores condições de dispersão.
O estudo avaliou a procura da urgência pediátrica no Hospital de Dona Estefânia nos primeiros sete dias de cada mês (84 dias de amostragem no ano de 2004) e determinou que dos 17.242 atendimentos, 5100 (35,5 por cento) foram causados por doenças respiratórias que afectam, sobretudo, a faixa etária do um aos quatro anos.
Dois terços do total de partículas recolhidas são constituídas por mate riais provenientes do tráfego rodoviário e material crustal (solo).
Os eventos naturais, como o arrastamento de partículas dos desertos do Norte de África ou os incêndios, foram associados aos piores picos de concentração de PM10, embora Lisboa apresente um nível de partículas inaláveis muito elevado à escala europeia devido ao tráfego automóvel.
Em termos médios, as concentrações de PM10 aumentam a partir das 06h00-07h00 horas da manhã e diminuem a partir das 20h00-21h00.
O estudo conclui também que, geralmente, a qualidade do ar medido no interior dos edifícios é pior do que no exterior, o que se explica através do contributo de fontes de partículas internas, como o fumo do tabaco.
A equipa responsável pelo estudo integrou investigadores da Universidade Nova de Lisboa e responsáveis da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e do Centro Regional de Saúde Pública de Lisboa e Vale do Tejo.
O trabalho foi apresentado no âmbito do ciclo de conferências "Ambiente e Saúde" que está a ser promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian e que decorre até Junho.
Fonte: Público on line
A Câmara Municipal de Lisboa promove a 19 e 20 de Maio a 15ª Maratona Fotográfica da capital, e a segunda edição da Maratona Digital. São 24 horas para retratar a cidade a cores e preto e branco e um formato digital, descobrindo Lisboa de 24 temas diferentes.
A partir das 20:00 horas de sexta-feira, dia 19, os participantes estão convocados para o início da prova, no Edifício da CML no Campo Grande. Aí receberão um rolo fotográfico e pistas para chegar aos primeiro quatro temas a fotografar. A partir daí começa uma aventura para chegar a seis outros postos espalhados pela cidade onde vão receber informações, num total de 24 temas.
Há prémios em dinheiro para os vencedores das três categorias – cores, preto e branco e digital – e ainda para as 15 melhores fotos. Todas as fotografias vencedores vão posteriormente fazer parte de uma exposição.
As inscrições custam 6,20 euros e estão abertas até 14 de Maios, nos Espaços da Juventude das Amoreiras e do Campo Grande e na Associação Portuguesa de Arte Fotográfica.
Fonte: Diário Digital
A exposição de 24 objectos de design candidatos ao Prémio Braun 2005, ganho pelo designer sueco Jens Andersson, foi hoje apresentada no Centro Cultural de Belém (CCB), Lisboa, que acolhe a mostra até 11 de Junho.
Apresentado por António de Campos Rosado, director do CCB, como «o prémio de maior prestígio internacional para jovens designers», o galardão teve por candidatos «projectos aparentemente utópicos, mas de utilidade quotidiana», segundo o responsável.
Uma bóia salva-vidas para auxiliar nadadores-salvadores que recorre à robótica para facilitar a acção de resgate arrebatou o primeiro prémio, tendo sido escolhida pelo júri pelo papel que pode vir a desempenhar no salvamento de vidas humanas.
Além deste projecto, foram finalistas um capacete protector para desportos radicais de Inverno, criado pelo australiano Gregory Scott, e um dispositivo para facilitar a recolha de sangue nas análises, imaginado por Adriano Galvão, de nacionalidade brasileira.
Um mecanismo que permite projectar com exactidão o espaço que vai ocupar determinada estrutura, assinado por WaYao, da China, e uma ferramenta tecnoló gica que detecta dificuldades respiratórias em cavalos, pensada pela jovem canadiana Lynn Borneman, presente no CCB, foram os outros trabalhos finalistas.
No Centro Cultural de Belém estiveram também dois membros do júri, a arquitecta italiana Alessandra Vasile e Till Winkler, jurado em representação da Braun que apresentou um historial do galardão, criado em 1967 e atribuído pela primeira vez no ano seguinte.
De acordo com Alessandra Vassile, entre os critérios de selecção dos objectos estão «a inovação, a clareza, a ergonomia e a funcionalidade», embora a preocupação com o meio ambiente também seja tida em conta.
O designer industrial Till Winkler salientou, por seu lado, o número crescente de candidatos, «que subiu dos 122, em 1968, para 684, em 2005», e lembrou o valor dos prémios - 12.000 euros para o vencedor e 4.500 euros para cada um dos finalistas.
A 15ª edição do Prémio Braun, atribuído bienalmente, teve por tema «Dream real products» (Sonhar produtos reais) e desafiava os participantes a desenvolver produtos que inovassem na área do design e da tecnologia e, simultaneamente, ajudassem as pessoas no quotidiano em casa, no trabalho, na escola, no lazer ou nos cuidados de saúde.
Coreia, Finlândia, Israel, Alemanha, Barbados, França, Itália, China, Polónia são os outros países representados na exposição através do trabalho de designers que criaram carros de dois lugares com rodas traseiras que giram 180 graus para facilitar o estacionamento na cidade, sapatos para deficientes motores ou bancos que auxiliam grávidas durante o parto.
De Berlim a Budapeste, de Londres a Helsínquia, a exposição do Prémio Braun - ao qual podem candidatar-se jovens até aos 35 anos com objectos de tema livre - percorre a Europa durante dois anos, até à nova edição do galardão, em 2007.
Fonte: Lusa
Face ao afirmado pelo deputado Manuel Maria Carrilho, acerca das relações entre a política e a comunicação social, não haverá nenhum deputado que entenda relevante chamar o seu colega à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias?
Toda a polémica sobre o livro de Manuel Maria Carrilho acerca da campanha autárquica para a Camara Municipal de Lisboa no Comunicar a Direito.
O decreto-lei que enumera os tesouros nacionais foi ontem aprovado em Conselho de Ministros. De coches reais a lápides ou aos biombos Namban, do Livro de Horas de D. Manuel às Tentações de Santo Antão, da Custódia de Belém aos Painéis de S.Vicente atribuídos a Nuno Gonçalves, 414 conjuntos, num total de 1626 peças, têm agora uma protecção reforçada.
A lista das obras foi entregue há dois anos ao Ministério da Cultura (MC). Na sequência do roubo das jóias da coroa portuguesa numa exposição em Haia, em Novembro de 2002, o então ministro Pedro Roseta nomeou uma comissão de trabalho para fazer essa relação, tendo a mesma sido apresentada juntamente com uma proposta de diploma sobre as condições de segurança, conservação e exibição.
"Esta foi uma das nossas prioridades. Entendemos que devíamos confirmar, de alguma forma, esta listagem e foi isso que foi feito", afirmou ontem a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, que anunciou a aprovação do documento no final de uma visita à Casa-Museu dos Patudos, em Alpiarça. A ministra termina hoje a primeira etapa do programa de três dias Cultura Presente - que arrancou no distrito de Santarém -, cujo objectivo, referiu, é o "contacto directo com as questões de âmbito cultural que se colocam em todo o País".
Os efeitos da lista
Só a futura regulamentação da Lei do Património (que o sector aguarda desde 2001) poderá "concretizar o modo como essa protecção [dos tesouros] será feita", admitiu Isabel Pires de Lima. A comissão que está a trabalhar na regulamentação foi criada há quatro meses, mas não haverá resultados antes do segundo semestre de 2007. "Menos de um ano e meio [para a elaboração do diploma] é absolutamente impensável", salientou a ministra da Cultura.
Na prática, o que o decreto-lei dos tesouros nacionais estabelece são "linhas gerais" que "indicam o caminho" para a regulamentação, no sentido da salvaguarda. Ou seja, restringe a circulação, dedica-lhes "um cuidado muito particular" e confere às peças prioridade na conservação.
Integrando peças de instituições tuteladas pelo Instituto Português de Museus (IPM) - embora Pires de Lima tenha já manifestado intenção de, posteriormente, se proceder à organização de listas semelhantes com obras de outros organismos, tanto públicos como privados -, este decreto-lei acaba por dar enquadramento jurídico a uma prática já seguida há muito pelos museus.
Tal como recordou, "as deslocações [de obras] estão subordinadas a indicação do IPM e autorização expressa do ministro da tutela". Os procedimentos, refira-se, foram sistematizados e publicados, em 2004, num manual do IPM sobre Circulação de Bens Culturais Móveis.
Apesar dessa "prática antecipativa em relação à lei", o novo diploma - que terá ainda de ser promulgado pelo Presidente e publicado em Diário da República - obrigará a prestar "atenção à conservação e ao estado" destes conjuntos, pelo que as intervenções a realizar em caso de necessidade serão "sempre prioritárias em relação às outras", reiterou.
A ministra não quis destacar peças numa lista com tantos exemplares de "valor especial" tanto a nível nacional como internacional, mas as opções abrangem as mais variadas manifestações artísticas e pertencem a acervos de museus de Norte a Sul.
Entre fíbulas, retábulos, cerâmicas, guerreiros de granito, azulejos, tapetes, relicários, lápides ou instrumentos musicais figuram a Baixela Germain (de 130 peças), o Tesouro de Arqueologia, o Túmulo de D. Afonso de Portugal (em Évora) ou o Apostolado pintado por Zurbarán.
Com um grande peso, como seria de esperar, das colecções dos museus nacionais de Arte Antiga, Arqueologia ou dos Coches, a listagem contempla também tesouros dos museus Soares dos Reis, Chiado, Grão Vasco, Machado de Castro, Monográfico de Conímbriga, Alberto Sampaio, Francisco Tavares Proença Júnior, Évora, Aveiro, Lamego, Música ou Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves.
fonte: Diário de Notícias

São esperados cerca de dez milhões de visitantes por ano na renovada Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa. E os primeiros a entrar no recinto podem ser o Presidente da República, Cavaco Silva, e o primeiro-ministro, José Sócrates, caso aceitem o convite para o espectáculo inaugural de Filipe La Féria, na terça-feira, que vai ter como tema a festa tauromáquica.
Mas se o espectáculo do conhecido encenador está reservado a 4500 convidados, o grande público pode descobrir o novo espaço no dia seguinte, quarta-feira, quando, às 10.00, abrirem as portas da galeria comercial. Nessa altura, vai ser possível encontrar 60 lojas (provavelmente não estarão todas abertas, mas a Benetton e a Bertrand abrem as portas), 20 restaurantes, cinco bares e um supermercado. Já para assistir a um filme numa das oito salas de cinema, o visitante terá de esperar mais algum tempo... Assim como para o museu tauromáquico, que será instalado por cima dos curros. Toda a área externa à praça foi transformada em espaço pedonal, que terá esplanadas, jogos de água e jardim. O novo Campo Pequeno apresenta ainda um parque de estacionamento subterrâneo com capacidade para 1250 lugares, divididos por três pisos. Será todo este complexo que vai sustentar financeiramente o projecto, onde foram investidos cerca de 75 milhões de euros.
Na quinta-feira, dia 18, é a vez da primeira corrida de touros do Campo Pequeno após o encerramento para obras. Às 22.00 entram em cena os cavaleiros João Moura, António Ribeiro Telles e Rui Fernandes e os grupos forcados de Santarém, Montemor-o-Novo e Lisboa, com seis touros da ganadaria Vinhas, para a "Grande Corrida à Portuguesa".
São três dias de festa, depois de seis anos de encerramento, decretado pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais por perigo iminente de derrocada de partes do edifício. Em 2001 a Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno (SRUCP) arranca com o projecto de recuperação da praça de touros. Na altura estava previsto um ano e meio de obras, mas a burocracia, exigências legais do Instituto Português do Património Arquitectónico e um embargo da Câmara de Lisboa, por alegada falta de licença municipal, atiraram o prazo de execução dos trabalhos para cinco anos.
Outro problema em todo o processo foi a cobertura, que inicialmente esteve projectada para ser fixa. Mas o Instituto Português do Património Arquitectónico considerou que esta colidia com o carácter, identidade e valor do imóvel (classificado como de interesse público), por não ser possível ver-se o céu. A partir daí a SRUCP optou por instalar uma cobertura amovível, controlada por computador e que deixa entrar bastante luz.
"Acho que este projecto não teve uma vivência diferente de outros em Portugal. É um pouco a máquina da burocracia. O nosso país tem de ganhar uma outra dinâmica. Mas não quero culpar ninguém pelos atrasos", disse ao DN Goes Ferreira, vice--presidente da SRUCP. Também as bancadas foram totalmente reconstruídas e ali instaladas cadeiras encarnadas, o que reduziu o número de lugares para sete mil. Este número pode aumentar até dez mil, caso seja usado o espaço da arena. Mas os valores mais impressionantes dizem respeito aos tijolos recuperados: cerca de 500 mil, sendo que 12 mil foram substituídos. Outra curiosidade é o facto de as cúpulas encarnadas terem sido pintadas de azul. É que era essa a sua cor original em 1892. Na época já estava previsto que o edifício deveria ser multiusos e que as janelas deviam ter vidros, como agora, mas a falta de verbas impossibilitou essa ideia.
Programação
Entre 18 de Maio e 21 de Se- tembro vão realizar-se 15 corridas de touros, todas as quintas-feiras, excepto a 15 e 22 de Junho, por causa do Mundial de futebol, 17 de Agosto e 14 de Setembro, devido a corridas importantes em Coruche, Arruda dos Vinhos e Moita. "Existe alguma concorrência entre as várias praças de touros, mas nós queremos ter um bom relacionamento com todas", disse Goes Ferreira, realçando depois que "nunca nenhuma empresa tauromáquica em Portugal se comprometeu com uma temporada toda". Das corridas agendadas destaca-se uma "Fabulosa Corrida Mista", dia 25, com o matador Julián López "El Juli", que Goes Ferreira diz ser o melhor do mundo, e a 1 de Junho uma "Sensacional Novilhada de Promoção". Entretanto, dia 21, a SIC organiza no Campo Pequeno a festa dos Globos de Ouro.
Fonte: Diário de Notícias

O histórico Café Império, situado na Av. Almirante Reis, junto à Alameda Afonso Henriques, poderá fechar já hoje, ao início da tarde, depois de assinado o acordo de venda entre o actual patrão, Fernando Silva, e a Empresa Cinematográfica Império Lda., proprietária do edifício e controlada pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). O encerramento deste emblemático café, inaugurado em 1955, deixará 18 funcionários no desemprego.
Apesar de ninguém da IURD se ter disponibilizado para falar sobre o futuro daquele espaço, os funcionários não têm dúvidas de que deixará de ser destinado à restauração. O café deve mesmo transformar-se em mais um local de culto da IURD, que há 16 anos havia transformado os Cinemas Império, ali mesmo ao lado, na sua sede religiosa na cidade.
O advogado da Américo dos Santos e Herdeiros, Lda. garantiu ao DN que o seu cliente pretendia o trespasse do negócio, de forma a que este continuasse na área da restauração. Todavia, respeitando o actual regime de arrendamento urbano, ao ser feita a notificação ao senhorio este passa a ter direito de preferência, privilégio que foi accionado.
O Sindicato da Hotelaria desconfia do negócio, falando de "situações pouco esclarecidas acerca da for ma de venda". Refere que os empregados não foram informados com os devidos dez dias de antecedência e lamenta que o patrão tenha deixado de comunicar com eles. Jorge Afonso, funcionário com 16 anos de casa, fala em "incompetência na gestão" para explicar a parca rentabilidade. O fim do "melhor bife de Lisboa", como o considera, já deixou muitos clientes com lágrimas nos olhos. O Café Império, onde chegaram a cantar Madalena Iglésias, Tony de Matos e António Calvário, passa para as mãos da IURD a partir das 12.30 de hoje.
Fonte: Diário de Notícias
A Baixa e Avenida da Liberdade têm o ar mais poluído da cidade de Lisboa, confirmou um estudo coordenado por Francisco Ferreira e apoiado pela Fundação Gulbenkian. A pesquisa indicou que também o eixo norte-sul, a segunda circular e a Avenida Marechal Gomes da Costa têm elevados índices de poluentes relacionados com o tráfego, nomeadamente partículas.
A investigação mediu ainda a qualidade do ar interior em cafés, residências e edifícios frequentados pelo público. Em algumas situações, o valor das partículas poluentes era superior ao do ar livre.
Noutra vertente do estudo, foram analisadas as admissões nas urgências do Hospital D. Estefânia (pediátrico). Os resultados, que tiveram em conta a primeira semana de todos os meses de 2004, revelam que 35,5% dos casos se reportavam a doenças respiratórias, registando-se um pico no mês de Janeiro, com tempo frio. Ainda que a temperatura surja como factor desencadeante, os investigadores notam também que as idas ao hospital ocorrem em maior número cerca de cinco dias depois de períodos de três dias com elevadas concentrações de partículas no ar da cidade. "Há uma parte de causa da doença respiratória atribuível às partículas", conclui o estudo ontem divulgado.
Fonte: Jornal de Notícias
Lisboa só em 2008 vai passar a tratar todos os esgotos, quando deixarem de ser despejados directamente no Tejo os efluentes de 100 mil habitantes, que ainda não recebem tratamento, disse o presidente da Câmara, ontem.
Em declarações à Lusa, Carmona Rodrigues considerou fundamental "melhorar a qualidade do estuário do Tejo" e revelou que já existe o projecto para solucionar a situação, com o tratamento dos efluentes despejados no Tejo entre o Largo Chafariz de Dentro e o Cais do Sodré. "Os esgotos [de cerca de 100 mil lisboetas] vão desaguar no Tejo sem passarem pela Estação de Tratamento de Águas, uma situação muito desagradável que é urgente solucionar", reconheceu o autarca, à margem da Assembleia-Geral do Conselho dos Municípios e Regiões da Europa (CMRE), que hoje termina em Innsbruck, Áustria.
Contactada pela Lusa, fonte do gabinete do vereador do Ambiente, António Prôa, adiantou que a autarquia estima que as obras estejam concluídas dentro de dois anos. "As obras projectadas vão permitir a intersecção da frente de drenagem do Largo Chafariz de Dentro-Cais do Sodré dos efluentes domésticos correspondentes a cerca de 100 mil habitantes e o seu transporte até ao Cais do Sodré, de onde serão o conduzidos até à ETAR [estação] de Alcântara para tratamento", disse a mesma fonte.
Segundo o município, o projecto dos interceptores do Largo Chafariz de Dentro, Praça do Comércio e Cais do Sodré dará um contributo decisivo para o tratamento de 99% dos esgotos da cidade."Esta situação contribuirá para um grande aumento da população atendida pelos subsistema de Alcântara e para a recuperação ambiental daquela frente ribeirinha".
A intervenção de Carmona Rodrigues no CMRE foi precisamente dedicada aos sistemas de saneamento de Lisboa e ao plano de drenagem em elaboração, semelhante ao das cidades mais evoluídas da Europa, com um controlo dos riscos de inundação e poluição e custos mínimos em termos ambientais e sociais.
Fonte: Jornal de Notícias
Alunos e pais da escola secundária D. João de Castro, em Lisboa, entregam hoje na Assembleia da República uma petição com cerca de 7.000 assinaturas contra o anunciado encerramento do estabelecimento.
A decisão de encerrar a D. João de Castro já no próximo ano lectivo e transferir os cerca de 300 alunos que actualmente a frequentam para a Secundária Fonseca Benevides foi anunciada em Março pela Direcção Regional de Educação de Lisboa, tendo já motivado vários protestos por parte da comunidade educativa, que alega que a escola oferece excelentes condições.
Entre outras acções de protesto, a Associação dos Antigos Alunos da Escola Secundária D.João de Castro começou, no início de Abril, a recolher assinaturas para uma petição a enviar ao Parlamento, reclamando que o estabelecimento de ensino não seja encerrado.
Em declarações à agência Lusa, João Vasco, aluno daquela escola, disse que a petição visa levar ao Parlamento o debate sobre o encerramento da secundária D. João de Castro.
Na petição, que já reuniu cerca de 7.000 assinaturas, os subscritores alegam que a decisão de encerrar a escola "não está fundamentada em qualquer estudo técnico" e não tem justificação, uma vez que "se prevê um crescimento demográfico significativo para as freguesias da Ajuda e de Alcântara", com base no aumento da oferta habitacional e do consequente rejuvenescimento da população da zona.
"Estamos perante uma escola secundária qualitativamente muito superior à média nacional, nas vertentes das condições do conjunto edificado, das salas, dos laboratórios e do quadro pedagógico que, no seu conjunto, permitem responder com qualidade aos desafios europeus da qualificação do ensino", adianta a petição.
Lembrando que um dos motivos do Governo para fechar a escola é ter cada vez menos alunos, João Vasco sublinhou que este argumento "não corresponde à verdade".
Segundo este aluno, a escola pode ter menos alunos porque o Ministério "acabou com alguns cursos que eram ministrados na escola, como Artes e Humanidades".
Fonte: Lusa
O vereador socialista Manuel Maria Carrilho lança esta quinta-feira o livro «Sob o signo da verdade», no qual faz acusações graves à SIC Notícias, Miguel Sousa Tavares, Manuel Salgado e Marcelo Rebelo de Sousa, responsabilizando-os pela sua derrota nas autárquicas.Carrilho diz que foi vítima da informação espectáculo e alvo da mais brutal campanha negativa feita no Portugal democrático.
Fonte: Expresso on line

As regiões de turismo Estoril/Sintra, Oeste e Costa Azul assinaram esta quinta-feira um contrato de promoção turística, que deu origem ao Plano de Acção Específico (PAE) Lisboa Golf Coast. O acordo pretende que Portugal se coloque entre as zonas de golfe mais conceituadas do mundo.
"Queremos ser uma referência mundial do golfe. Temos potencial suficiente para ser top quality", adiantou Pedro Pereira Coutinho, da Comissão de Gestão da nova marca de destino Lisboa Golf Coast.
A Lisboa Golf Coast faz parte da execução do Plano de Promoção Turística da Região de Lisboa e concentra 22 campos de golfe da região de Lisboa. A iniciativa aposta sobretudo na diversidade de oferta, dada a proximidade da capital, bem como na qualidade dos campos de golfe, visto que «Portugal já tem reconhecimento mundial como destino de golfe», disse Pereira Coutinho.
O responsável revelou ainda que, além de consolidar a cidade de Lisboa como destino mundial de golfe, a PAE visa procurar novos mercados e conseguir um «aumento de 6% relativamente ao ano anterior. Os mercados prioritários do projecto são constituídos pelo Reino Unido, Escandinávia, Alemanha e Holanda.
«No Algarve, o Reino Unido representa cerca de 60% do mercado», daí a necessidade de se procurarem novos públicos-alvo, explicou Pereira Coutinho.
O presidente do Turismo de Lisboa, Carlos Fontão de Carvalho, realçou a importância de se investir no sector do golfe, que possui «um enorme potencial de crescimento» e atrai turistas «com poder de compra». O golfe já representa 1,25% do Produto Interno Bruto (PIB) português.
O golfe «é um produto turístico de extrema importância para a região de Lisboa», concluiu Fontão de Carvalho.
O projecto conta com um investimento de 800 mil euros para este ano.
Portugal já foi quatro vezes considerado o melhor destino de golfe do mundo e tem 14 campos entre os 100 melhores.
Fonte: Lusa

Cerca de 30 mil pombos foram capturados desde Janeiro do ano passado em Lisboa, numa acção que visa controlar o número de aves na cidade, disse esta quinta-feira à agência Lusa uma fonte da autarquia.
«Em 2005, foram capturados 25.300 pombos e nos primeiros três meses deste ano 4.315, dos quais 1.123 em Janeiro, 2.108 em Fevereiro e 1.564 em Março», adiantou uma fonte do gabinete do vereador com o pelouro Higiene Urbana e Resíduos Sólidos.
Os pombos são capturados aos domingos de manhã e mensalmente 20 aves são enviadas para o Laboratório Nacional de Investigação Veterinária para pesquisa de agentes patogénicos, incluindo vírus da gripe das aves.
As capturas são realizadas «em espaços considerados importantes da cidade, nomeadamente junto dos hospitais», explicou a mesma fonte.
Um facto curioso, adiantou, é que nalguns locais, os pombos já reconhecem o equipamento dos elementos da Divisão de Higiene Urbana e não descem dos beirais.
Outra das medidas para controlar a população de pombos na cidade é a distribuição de milho com contraceptivo oral (pílula) que diminui a sua capacidade reprodutiva.
Segundo a mesma fonte, em 2004 e 2005 foram distribuídos cerca de 220 mil quilos de milho, dos quais metade com contraceptivo oral.
Para que esta medida seja mais eficaz, a autarquia pede aos munícipes que não alimentem os pombos, para que eles comam este milho com contraceptivo.
«Se esta medida não estivesse em prática, o aumento do número de pombos seria assustador», adiantou a fonte, ressalvando que «não é objectivo da autarquia extinguir a população, mas sim controlá-la».
«Há sempre um número considerável de pombos que garante a continuação da espécie», acrescentou.
A proibição de atrair «animais errantes» com alimentos já está definida num regulamento camarário e está sujeita a aplicação de uma coima por parte da Polícia Municipal.
Desde 2002, a autarquia tem vindo a sensibilizar e informar os lisboetas sobre os problemas que os pombos podem causar, esclarecendo também que estes animais são auto-suficientes quanto à sua alimentação.
Uma fonte da autarquia disse à Lusa que tem vindo a aumentar o número de queixas apresentadas por munícipes devido aos incómodos causados pelas aves e à constatação da destruição do património edificado, dos monumentos e dos pavimentos.
Fonte: Lusa
Sessenta e cinco ciclistas nacionais e internacionais vão descer sábado a "toda a velocidade" as ruas íngremes e apertadas do bairro típico de Alfama, Lisboa, na prova "rainha" do "downhill urbano", onde são esperados 30.000 espectadores. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa vai juntar-se aos "downhillers" e vai descer também em bicicleta a "alucinante descida" que liga o Castelo de São Jorge ao Largo do Terreiro do Trigo.
Em declarações à agência Lusa, Carmona Rodrigues salientou hoje a importância da prova internacional "Lisboa DownTown 2006" para "estimular os jovens para esta actividade".
"É um desporto que se pode fazer dentro da cidade, não só nos bairros históricos, mas também noutras pistas, como as de Monsanto", adiantou o autarca.
A prova é composta por duas categorias, masculino e feminino, com 50 e 15 participantes, respectivamente, entre os quais os melhores "downhillers" do ranking mundial.
A sétima edição do "Lisboa DownTown 2006" contará com a presença de nomes internacionais como Steve Peat e Greg Minnaar, campeão do mundo em 2003, e portugueses como Márcio "Golias" Ferreira e Margarida Algarve.
Para descer as ruas íngremes, as escadinhas escorregadias e o pavimento empedrado do bairro, os "downhillers" têm de proteger-se de possíveis quedas, utilizando capacete com protecção para o queixo e pescoço, caneleiras, joelheiras e muitas vezes protecções para o peito e costas.
O trajecto da prova será semelhante ao do ano passado, mas com "mais aventuras espalhadas pelo percurso". Os equipamentos, camiões e tendas dos participantes da prova vão ficar junto ao Largo do Terreiro do Trigo, dando "um colorido e um ambiente diferente ao recinto". Na final, só o mais rápido em cada categoria terá direito à ansiada coroa do "Lisboa DownTown" e ao prémio em dinheiro.
Sob o Signo da Verdade, por Tiago Alves, em O Telescópio
O Livro Do Ressentimento, por João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos
A Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) vai apresentar à autarquia lisboeta um plano estratégico a definir a sua actividade para os próximos anos. A decisão do Conselho de Administração da empresa surge na sequência da aprovação, ontem em reunião da Câmara Municipal de Lisboa, do relatório de actividades e do orçamento da EPUL.
As propostas foram aprovadas com oito votos contra da oposição e a abstenção da vereadora da maioria Maria José Nogueira Pinto (CDS/PP), o que obrigou o presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, a exercer o voto de qualidade para viabilizar a proposta.
Segundo a vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara, a EPUL tem realizado o trabalho de que tem sido incumbida pelos executivos camarários, mas, neste mandato, está a verificar-se uma "reorientação do trabalho da empresa no sentido de apostar em operações de reabilitação urbana muito delicadas e intervenções em património municipal".
O plano estratégico a apresentar pela EPUL irá definir a sua actuação a nível de construção para jovens e para idosos, sendo depois submetido à aprovação do executivo camarário, sublinhou o vice-presidente da autarquia, Fontão de Carvalho.
Fonte: Jornal de Notícias
Maria Adelaide Coelho da Cunha, filha do fundador do Diário de Notícias e figura inspiradora do romance de Agustina Bessa Luís "Doidos e Amantes" viveu lá. Mas há muito que o seiscentista Palácio de S. Vicente, vizinho do Mosteiro estava em decadência. Comprado há cerca de dez anos pela Companhia de Loteamento da Arrentela, sofreu minuciosas obras de restauro ao longo dos últimos sete e foi ontem "inaugurado". O primeiro andar está disponível para eventos, mas um eventual interessado poderá ir para lá viver. Só terá de pagar 10 milhões de euros.
Espaço não lhe faltará só no primeiro piso, que ontem serviu de montra das obras de restauro, tem quatro salões, duas salas, escritório, biblioteca, capela, cozinha, copa, etc. Os outros dois, para já, manter-se-ão fechados, disse ao JN Clara Ferraz. O edifício sofrera uma importante intervenção no sec. XIX, de que foi responsável o italiano Nicola Bigaglia, autor do muito conhecido Hotel do Buçaco.
Os jardins do Palácio de S. Vicente dispõem-se se em três planos e reúnem importantes de painéis de azulejo, de várias épocas, constituindo uma das mais importantes colecções de Lisboa.
"A história complicara-se desde o dia 13 de Novembro de 1918, em que Maria Adelaide, com um casaco de castor e gorro igual de cor castanha, saiu do palácio de São Vicente para não voltar. Não era uma fuga, era uma despedida de casada", escreve Agustina.
Fonte: Jornal de Notícias
A oposição na Câmara de Lisboa considerou ontem "lesivo" para a autarquia o protocolo relativo à organização da edição de 2006 do Rock in Rio Lisboa, que vai decorrer no Parque da Bela Vista entre 28 de Maio e 6 de Junho. Fontão de Carvalho, vice-presidente do município, garantiu que o apoio logístico a ceder pela autarquia é "bastante inferior" ao da edição de 2004 (2,4 milhões de euros), estimando que este ano a verba se limite a um milhão.
Em contrapartida, a organização cede 400 mil euros a três organizações não governamentais a Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal, a "Carbono Zero" e o Movimento ao Serviço da Vida, que deverá contribuir para a recuperação do Palácio Conde de Pombeiro, na zona, onde pretende criar o projecto "Céu Aberto", para crianças em risco.
A escolha das instituições a apoiar foi contestada pela vereadora do PCP. Rita Magrinho, a qual considerou que escolher "entidades que desenvolvem combates políticos é altamente controverso numa câmara como Lisboa". A autarca referia-se ao Movimento ao Serviço da Vida, que, segundo a oposição camarária, tem assumido posições contra a prática da interrupção voluntária da gravidez. O assessor do vice-presidente da CML negou que a associação seja anti-aborto, sublinhado que o seu objectivo é a solidariedade.
Sá Fernandes, vereador do BE, considerou que este protocolo foi feito "à vontade e desejo da organização. Não tem absolutamente nenhum benefício para a Câmara Municipal".
Fonte: Jornal de Notícias
Ex-candidato com a mulher, Bárbara Guimarães, na campanha
Manuel Maria Carrilho lança hoje um livro sobre a campanha eleitoral para as eleições autárquicas, em Lisboa, onde acusa a Comunicação Social de proteger Carmona Rodrigues, então candidato apoiado pelo PSD, e de o abater a ele próprio, que era o candidato do PS.
Com detalhes sobre factos e nomes de pessoas envolvidas “numa operação ilegítima, de branqueamento de uma difamação”, a propósito do episódio do aperto de mão a Carmona Rodrigues após o debate na SIC, o livro, intitulado ‘Sob o Signo da Verdade’, é, segundo Emídio Rangel, que apresenta a obra, “corajoso e frontal”. E isso, na sua opinião, “é saudável para a democracia”. José Saramago, seu amigo de longa data, escreve na contracapa que a obra é escrita com “tal rigor e precisão que bem poderia levar como título ‘os factos e os nomes’.
O deputado do PS faz fortes ataques aos jornalistas e comentadores, que acusa de terem deturpado e manipulado alguns acontecimentos. Hoje, Carrilho dá uma entrevista à RTP.
Fonte: Correio da Manhã
Lisboa acolhe a partir de hoje o Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas (FIMFA Lx), que terá extensões a Aveiro, Montemor-o-Novo e Torres Novas e apresentará 15 companhias estrangeiras e duas nacionais. Além das várias representações e animações de rua, o festival integra uma exposição, um "workshop", e uma feira do livro na FNAC do Chiado, em Lisboa. A colecção "A Tarumba" do Teatro de Marionetas será exposta no espaço do Centro Comercial Armazéns do Chiado e em algumas montras das suas lojas.
Relativamente às extensões, a companhia britânica "The big heads" apresentar-se-á no Teatro Aveirense (sábado) e num espectáculo de rua que percorrerá as ruas Augusta, Garrett e do Bairro Alto em Lisboa (hoje e quinta-feira). Os espanhóis da Jordi Bertran irão a Torres Novas, ao Teatro Virgínia (dia 20) e apresentam-se dias 26 e 27 no Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Diego Stirman também se apresentará com "Le panier de Pandora" no Teatro Virgínia (01 Junho) apresentando a mesma peça dia 27 de Maio no Teatro da Politécnica, ao Príncipe Real, em Lisboa. Outra extensão é a Montemor-o-Novo, onde se apresentará dia 28 de Maio a Compagnie Pseudonymo no Convento da Saudação. Esta companhia luso-francesa realiza neste espaço uma residência artística de 15 a 27 de Maio.
O "Workshop" realiza-se no Museu da Marioneta, localizado no Convento das Madres, ao bairro lisboeta da Madragoa, de 26 a 29 de Maio sob a orientação de Neville Tranter do Stuffed Puppet Theatre (Holanda).
O festival, que termina dia 28, abre hoje com a companhia belga de Herman Bollaert no Museu da Marioneta, em Lisboa, que apresenta "Galantee show". Esta peça estará neste espaço no Convento das Madres até sábado, sempre às 22:00.
A direcção artística do Festival é de Luís Vieira, e conta com as parcerias do Centro Cultural de Belém, teatros Maria Matos, Marionetas, Virgínia e Aveirense, Armazéns do Chiado, FNAC e ainda a associação Espaço-Tempo de Montemor-o-Novo.
Fonte: Lusa
Lisboa Esquecida, no Cidadania Lx.
A multinacional Servilusa assegurou hoje que várias agências funerárias fora do grupo utilizam diariamente os centros funerários geridos pela empresa e considerou "falsas e demagógicas" as acusações de que aumenta os custos dos funerais em 500 por cento.
A Associação Nacional de Empresas Lutuosas (ANEL) manifestou- se quinta-feira "frontalmente contra a política desenvolvida pela Igreja Católica nos últimos anos, na cidade de Lisboa, de privatizar as capelas mortuárias, algumas em edifícios classificados como monumentos nacionais, entregando a sua gestão a uma multinacional espanhola (Servilusa) que as explora com despudorado intuito lucrativo".
"Em consequência deste `negócio' celebrado entre a Igreja Católica e a multinacional, o preço dos encargos relativos a um funeral tipo (despesas da Igreja e taxas de cemitério) subiu até mais de 500 por cento, em claro prejuízo das famílias, sobretudo das mais desfavorecidas economicamente", realçou o presidente da associação, Carlos Almeida.
Para o director comercial da Servilusa, Paulo Carreira, estas acusações "não fazem sentido", garantindo que "diariamente", pelo menos um dos cinco centros funerários é utilizado por outras agências funerárias.
"É falso e totalmente demagógico. Nós damos oportunidades às outras agências para utilizar as capelas", disse à agência Lusa Paulo Carreira, lembrando que essa foi uma das condições das igrejas para deixarem abrir os centros funerários.
O director comercial garantiu que a empresa "nunca recusa os pedidos das agências", explicando que os centros funerários têm várias salas e há sempre algumas disponíveis. Paulo Carreira considerou "estranha" a posição da associação, adiantando que a ANEL já fez propostas a duas paróquias para gerir as capelas mortuárias, apresentado um preço de 120 euros, mas que não foram aceites porque não apresentavam serviços adicionais.
"Não podem estar contra um projecto quando eles próprios se propuseram a fazê-lo", sublinhou.
Sobre os preços pagos nos centros funerários, o responsável disse que são 120 euros, 60 dos quais são para pagar a taxa de emolumentos da igreja e os restantes para manutenção do espaço. Paulo Carreira ressalvou que as pessoas com carências económicas, provadas pela paróquia, estão isentas do pagamento desta verba.
A ANEL referiu na quinta-feira que uma das cinco capelas concessionadas em Lisboa, a Servilusa paga uma renda mensal de 3.500 euros "segundo consta".
O responsável da Servilusa não quis adiantar valores, mas justificou que a empresa paga "um contributo autónomo ao pároco para despesas de utilização, água e luz, e para cedência do espaço".
Desde 2003 que a Servilusa gere cinco centros funerários em Lisboa, onde as pessoas podem velar o corpo sem estarem sujeitas ao encerramento obrigatório por razões de segurança, habitual em muitos outros locais. Os centros funcionam nas paróquias de São Pedro em Alcântara, Santo Condestável, São João de Deus, na Basílica da Estrela e na paróquia de Santa Princesa Joana.
"A associação está a levantar uma falsa questão, porque está a referir-se a cinco centros funerários, quando há várias dezenas de capelas mortuárias em Lisboa", salientou Paulo Carreira.
Segundo o responsável, a procura destes centros aumentou nos zltimos dois anos de 30 para 70 por cento. "As pessoas aceitam os preços devido às condições que são oferecidas para velar o corpo com as máximas condições humanas", justificou Paulo Carreira.
O responsável defende a abertura de mais centros de outras agências para além da Servilusa e desafiou a associação a promover mais equipamentos do género na cidade. A agência Lusa tentou durante a manhã de hoje obter uma reacção do Patriarcado de Lisboa, o que não foi possível até ao momento.
Fonte: Lusa
Um grupo de advogados, espalhados por 20 locais do distrito judicial de Lisboa, vai dar dia 18, gratuitamente, informação e consulta jurídica a todos os cidadãos portugueses ou estrangeiros interessados, foi hoje divulgado.
Esta iniciativa inédita do Conselho Distrital de Lisboa (CDL) da Ordem dos Advogados realiza-se entre as 09:00 e as 20:30 e insere- se no "Dia da Consulta Jurídica", visando proporcionar a todos os cidadãos o acesso ao direito, através da informação e da consulta jurídicas.
Segundo a Ordem, podem participar cidadãos portugueses ou estrangeiros com residência no distrito judicial de Lisboa ou que aí exerçam uma actividade profissional regular.
"Para tal basta que se dirijam aos locais de consulta jurídica e indicar os seus elementos identificativos e o assunto sobre o qual pretendam ser esclarecidos", esclarece o Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados.
Os interessados serão atendidos por um advogado e, se a situação o justificar, poderão ser encaminhados para outra entidade ou serviços da Ordem.
Serão prestadas informação e consulta jurídica em áreas do Direito Penal, Administrativo, Fiscal, Laboral e ainda ao nível da situação de estrangeiros e imigração.
Almada, Amadora, Barreiro, Benavente, Bombarral, Lisboa, Loures, Mafra, Salvaterra de Magos, Seixal, Sintra, Torres Vedras e Vila Franca de Xira são as localidades onde funcionarão gabinetes de consulta jurídica.
O Dia da Consulta Jurídica insere-se no âmbito da campanha da Advocacia Preventiva que o CDL efectua este ano e chama a atenção para o facto de "o advogado ser o único profissional com competência e qualidade para prestar informação e consulta jurídicas".
Para a CDL, presidida por António Raposo Subtil, a "advocacia preventiva é uma vertente da prática da advocacia que dignifica o advogado e favorece o cidadão na identificação e defesa dos seus direitos e expectativas".
São parceiros institucionais do CDL nesta iniciativa o Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas, Associação Portuguesa de Mulheres Juristas, Ministério da Justiça, Provedoria de Justiça, Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República e diversas Câmaras Municipais da Área Metropolitana de Lisboa, entre outras entidades.
Fonte: Lusa
![]()
Ao fim de muitos anos de estaleiros, os proprietários dos restaurantes situados no Largo Chafariz de Dentro e artérias envolventes, do bairro lisboeta de Alfama, continuam revoltados. Os locais de apoio às obras de reabilitação, cuja necessidade ninguém contesta, têm remetido os comerciantes para uma situação que todos os anos se reflecte negativamente no balanço dos respectivos negócios. "Este ano nem vou abrir o restaurante para as festas da cidade" garantiu ao JN, Alberto Roque.
A escassos metros do Museu do Fado e da Guitarra, local de passagem para muitos dos turistas que se propõem descobrir a cidade histórica até ao castelo, o Largo Chafariz de Dentro é, inegavelmente, um péssimo cartão de visita.
Tanto mais que agora, conta, por seu turno, Alcino Vasco "com aqueles caixotes de lixo que ali estão e, possivelmente, aos detritos que se acumulam no interior do estaleiro, há ratos que nunca mais acabam". É, garante "só vê-los a aparecer lá para o final da tarde". Aquele proprietário criticou ainda a existência "dos mamarrachos" que funcionam como escritórios dos empreiteiros no interior dos estaleiros. "Ainda aumenta mais o impacto negativo aqui no bairro. Nem dá para ver a Casa do Fado", sublinha.
Enquanto turistas estrangeiros tentavam apanhar os melhores ângulos para fotografarem os prédios e vielas do bairro, Alberto Roque adiantou que há noites em que não servem uma única refeição. É preciso "um grande esforço", argumenta, "para se conseguir fazer alguns tostões".
E quanto à ocupação das esplanadas, a situação também não é das melhores "Já não há ninguém que fique nas esplanadas. Isto já satura" desabafou.
Os moradores também já estão cansados de um dia-a-dia que veio alterar a habitual pacatez do bairro. "A gente sabe que tinham de fazer obras, mas isto nunca mais acaba. Um dia temos estaleiros de um lado, noutro dia no outro. Ainda por cima nem sabemos que raio de obras estão a ser feitas" queixa-se Rui Simões, nascido e criado em Alfama.
Contactada pelo JN, fonte do gabinete da vereadora do Urbanismo explicou que "os estaleiros terão de ficar no local até ao fim da mega-empreitada de reabilitação".
Fonte: Jornal de Notícias
(foto de Artur Goulart, no Arquivo Municipal)
Um incêndio destrói o teatro Maria Vitoria, em Lisboa.
Os trabalhadores da Transtejo suspenderam a greve de três dias anunciada para esta semana, de quarta a sexta-feira, que iria condicionar as ligações fluviais entre Lisboa e a Margem Sul nas horas de ponta.
O atraso na conclusão das obras no túnel do Rossio, Lisboa, está a motivar a preocupação dos responsáveis pelo Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP), disse ao JN, Carlos Alberto Braga, após uma reunião mantida ontem com a REFER.
A intervenção, recordou, "era para estar concluída no último trimestre deste ano, mas só deverá estar pronta em Agosto/Setembro do próximo ano, pelo que manifestámos a nossa perplexidade face aos problemas que isso irá provocar".
Outra das questões colocadas foi a da electrificação da Linha do Sado, entre o Barreiro e o Pinhal Novo, pois nesse troço os comboios funcionam com outro combustível. "A REFER garantiu que o projecto não foi esquecido e que a obra estará concluída em 2007", adiantou o responsável.
Durante a reunião, os representantes do MUSP defenderam ainda a necessidade de criação de um interface de transportes em Setúbal. Face a esta questão, explicou Carlos Braga, "a REFER explicou que o projecto de construção desse equipamento mereceu o apoio da Câmara Municipal e que a obra irá arrancar o mais brevemente possível". Já planeada está assim a construção de um parque de estacionamento subterrâneo.
Aquele responsável disse ainda que foram colocadas várias questões relacionadas com a segurança nas linhas e estações ferroviárias.
Fonte: Jornal de Notícias
Em apenas uma semana o número 214 da Rua da Madalena, em plena Baixa pombalina, já foi assaltado por oito vezes. Quatro dos furtos ocorreram no segundo andar- o mais recente aconteceu na noite de sábado para domingo, onde funciona uma empresa de confecções e têxteis.
Desesperados, director e funcionários apontam o dedo aos andaimes colocados no edifício, há mais de dois anos, para a realização de obras de recuperação, no âmbito do projecto de reabilitação da Baixa-Chiado (da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa).
Várias queixas foram já apresentadas à Polícia, que, no entanto, ainda não conseguiu apanhar os infractores. À Autarquia chegaram também diversas reclamações, relacionadas com a permanência de estranhos nos andaimes, mas a Câmara não terá dado qualquer resposta, reclamam os queixosos. O JN tentou apurar, junto da Autarquia, se vai ser tomada alguma decisão que possa alterar a situação, mas, até ao fecho desta edição, não houve qualquer comentário.
Segundo José Campos, funcionário da empresa têxtil, as obras estão paradas há cerca de 18 meses e os amigos do alheio aproveitam a estrutura, que lhes serve de apoio, para entrar pelas janelas, levando tudo o que apanham a jeito. "Já tivemos entre 15 mil e 20 mil euros de prejuízos", contabiliza, agastado.
Para contrariar a "onda", todas as janelas do escritório foram entaipadas com madeira e barras de ferro. Agora, as quatro pessoas que ali trabalham só têm luz natural quando saem à rua. "Até já tenho medo de trabalhar aqui", confessa Rita. "Ainda consegui ter um bocado de uma janela aberta durante uns dias, mas depois deste último assalto já não posso", lamenta.
Mas os assaltantes não se limitam ao segundo andar. O quarto piso também já foi alvo das visitas indesejadas e o prejuízo da firma de patentes eleva-se a mais de três mil euros. "O ambiente de trabalho é péssimo e as pessoas andam em pânico", revela Lídia Maria. "A empregada da limpeza, que é a primeira a chegar, tem medo do que pode encontrar cada vez que abre a porta", acrescenta.
Sem respostas e sem previsão do retorno do descanso, as vítimas pedem apenas que lhes seja restituída a segurança.
Fonte: Jornal de Notícias
A edição do próximo ano do rali todo-o-terreno Lisboa-Dacar sairá da capital portuguesa a 6 de Janeiro, estando prevista a chegada à capital do Senegal para o dia 21, anunciou hoje a organização da prova.
Manuel Maria Carrilho apresenta na próxima-quinta um livro que promete causar polémica nos meios políticos e comunicacionais: “Sob o signo da Verdade”, assim se chama a obra, contém fortes ataques à forma como a Comunicação Social fez a cobertura das eleições autárquicas. E as críticas são dirigidas, em particular, à SIC, apurou o Correio da Manhã.
Com este livro, Carrilho, que foi alvo de fortes críticas na Comunicação Social por ter tido a mulher, Bárbara Guimarães, e o filho, Dinis Maria, no lançamento da sua campanha para as eleições autárquicas em Lisboa, pretende propor o debate sobre como se faz a cobertura de uma campanha eleitoral e as relações entre jornalistas e candidatos.
Fonte: Correio da Manhã
A Associação Nacional de Empresas Lutuosas (ANEL) considerou hoje de "profunda imoralidade" a concessão de capelas da Igreja Católica à multinacional espanhola do sector funerário Servilusa, alegando que custo de funerais sofreu aumento de 500 por cento.
A ANEL manifestou-se hoje, em conferência de imprensa, "frontalmente contra a política desenvolvida pela Igreja Católica nos últimos anos, na cidade de Lisboa, de privatizar as capelas mortuárias, algumas em edifícios classificados como monumentos nacionais, entregando a sua gestão a uma multinacional espanhola (Servilusa) que as explora com despudorado intuito lucrativo".
O presidente da ANEL, Carlos Almeida, referiu que esse processo tem "a concordância dos respectivos párocos e do Patriarcado de Lisboa, em clara discordância com o princípio de caridade que devia presidir à prestação deste serviço".
"Em consequência deste `negócio' celebrado entre a Igreja Católica e a multinacional, o preço dos encargos relativos a um funeral tipo (despesas da Igreja e taxas de cemitério) subiu até mais de 500 por cento, em claro prejuízo das famílias, sobretudo das mais desfavorecidas economicamente", realçou Carlos Almeida.
Este "negócio" permitiu à Igreja, segundo o dirigente associativo, manter as receitas provenientes da ocupação das suas capelas mortuárias (60 euros por depósito de cadáver) e adicionalmente receber uma renda mensal fixa da empresa concessionária pelo aluguer das mesmas, transferindo para esta os encargos com a respectiva manutenção e conservação.
Numa das cinco capelas concessionadas em Lisboa, a Servilusa paga uma renda mensal de 3.500 euros "segundo consta", referiu o presidente da ANEL.
"Estas vantagens evidentes para a Igreja têm como contrapartida o exponencial aumento dos custos para o utilizador, na medida em que a sociedade concessionária naturalmente faz repercutir os encargos adicionais criados pelo protocolo, bem como a sua margem de lucro e encargos de exploração no preço final do serviço", afirmou também Carlos Almeida.
A ANEL diz que não está contra a melhoria das condições de acolhimento e conforto nas capelas mortuárias da Igreja, mas entende que existem "outras formas muito menos lesivas para o utilizador" de o conseguir.
O número de óbitos por ano em Portugal é de 109 mil aproximadamente e o valor actual da taxa de depósito de cadáver (nos centros urbanos) é de 60 euros.
"Considerando que a maioria da população portuguesa é católica, a receita média anual da Igreja, neste âmbito, está estimada em mais de cinco milhões de euros", referiu Carlos Almeida.
"Estas receitas já deveriam ser suficientes para permitir à Igreja a manutenção e conservação das capelas mortuárias em condições de conforto e segurança", frisou.
No entanto, como algumas capelas mortuárias "já chegaram a um estado de degradação que obriga a intervenções urgentes", a ANEL já propôs ao Patriarcado de Lisboa um aumento de 40 por cento na taxa de depósito de cadáver, para financiar as obras de melhoramento dos espaços.
Isso permitiria dotar as capelas mortuárias de "condições de conforto equivalentes às proporcionadas pela multinacional espanhola de forma muito menos onerosa e mais equitativa para os utilizadores", segundo a ANEL.
Porém, as propostas da ANEL não foram atendidas pelo Patriarcado de Lisboa, "sob a promessa de que não era sua política a via económica de gestão das capelas mortuárias", segundo Carlos Almeida.
No entanto, e "apesar de garantias em contrário" dadas pelo Patriarcado de Lisboa à ANEL, "a `tentação' da Igreja pela via económica, em detrimento da caridade, permitiu nos últimos dois anos que seis centros funerários situados em templos da cidade de Lisboa passassem para a gestão, com intuito lucrativo, de uma multinacional estrangeira", lamentou Carlos Almeida.
O dirigente associativo adiantou que está "em preparação a concessão de outros" centros funerários, o que leva a ANEL "a pensar se dentro de pouco tempo ainda existirão capelas mortuárias na capital não concessionadas a empresas comerciais".
"Há uma profunda imoralidade neste negócio, que afecta todos os utilizadores em geral e as agências funerárias portuguesas em particular", sublinhou Carlos Almeida, que deu conta de um "sentimento de revolta latente" nos profissionais do sector funerário, que ponderam a hipótese de realizar uma marcha de protesto com viaturas funerárias até ao Patriarcado de Lisboa.
Entretanto, a ANEL pediu hoje à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica que se pronuncie pela legalidade, ou não, de uma multinacional funerária poder gerir espaços mortuários da Igreja Católica.
Fonte: Lusa
O Metropolitano é o operador de transportes públicos com maior índice de satisfação dos clientes na Área Metropolitana de Lisboa, segundo um estudo coordenado pelo Instituto Português de Qualidade, anunciou hoje a empresa.
Mais de 70 por cento dos clientes do Metro inquiridos mostraram-se satisfeitos com os serviços da empresa. A qualidade da empresa - variável que inclui o atendimento e capacidade de aconselhamento, a facilidade de acesso às estações e cobertura da rede, entre outros aspectos - recebeu nota positiva de 67,8 por cento dos inquiridos.
A lealdade ao Metro, indicador que mede a intenção de permanecer como cliente, a sensibilidade ao preço e a intenção de recomendar o serviço a colegas e amigos, foi expressa por 75 por cento das pessoas. A imagem da empresa - tida como inovadora, virada para o futuro, estável e implantada no mercado, que se preocupa com os clientes e constitui um contributo para a sociedade - foi avaliada de forma positiva por 72,5 por cento dos inquiridos.
Quando questionados sobre se o Metro é o operador de transporte ideal, os clientes atribuíram uma classificação de 7,2 pontos, numa escala de 10. O estudo foi realizado segundo o modelo do European Costumer Satisfaction Index Portugal, através de uma metodologia europeia, num conjunto de operadores de transporte público de passageiros da Área Metropolitana de Lisboa.
Segundo o comunicado do Metro, o método do estudo "consiste na especificação de um modelo dinâmico constituído por um conjunto de indicadores (imagem, expectativas, qualidade apercebida, valor apercebido, satisfação, tratamento das reclamações e lealdade) que calcula os valores para cada variável e relaciona-as entre si". Este estudo insere-se num projecto que tem como objectivo a avaliação do índice de satisfação dos clientes em diversos sectores de actividade.
Fonte: Lusa
A Câmara de Lisboa discute quarta- feira o pagamento individual da compensação devida aos comerciantes pelo encerramento da Feira Popular, depois de os feirantes terem discordado quanto aos critérios anteriormente aprovados pela autarquia.
A Câmara de Lisboa aprovou no ano passado o pagamento de 20,4 milhões de euros a cerca de 200 comerciantes pelo encerramento da Feira Popular em Outubro de 2003, depois de uma comissão negociadora ter apurado o valor de 10,6 milhões de euros, que foi rejeitado pelos representantes da Associação de Feirantes, que integravam aquele órgão.
A autarquia já começou a pagar a compensação em várias "tranches", mas verificou-se "falta de consenso entre os beneficiários quanto à forma de atribuição individual do montante que cabe a cada um", já que uma parte dos comerciantes não aceitou "os critérios que vinham sendo praticados desde o início e que tinham sido aprovados pela associação", refere a proposta do vice-presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Fontão de Carvalho, que será debatida quarta-feira.
Dada a falta de consenso entre os feirantes, os vereadores decidiram por unanimidade pedir ao perito nomeado pelo Tribunal da Relação que presidiu à comissão negociadora - que incluiu ainda representantes dos feirantes e da Câmara Municipal - para clarificar os critérios que definiram as compensações aos feirantes.
Segundo o relatório do perito, a que a agência Lusa teve acesso, o município deve manter os critérios já definidos pela comissão.
"É (ao município) que incumbe, juntamente com os representantes dos feirantes, acordar os critérios de cálculo da indemnização a pagar", afirma o presidente da comissão negociadora.
Recordando que "a forma e os critérios de atribuição da compensação utilizados pela comissão negociadora foram os permitidos pela legislação em vigor", nomeadamente o Código das Expropriações e a Lei do Arrendamento Urbano, o responsável recomenda que o município de Lisboa "não deve utilizar formas e critérios diferentes" dos utilizados na comissão negociadora.
Na proposta que leva quarta-feira de manhã à reunião privada do executivo, Fontão de Carvalho sugere que se opte "pelo pagamento individualizado a cada um dos feirantes da importância remanescente que lhes caiba".
Os feirantes deverão entregar à Câmara Municipal um recibo "que dê plena quitação ao município relativamente a tudo o que entendesse ser-lhe devido a título de indemnização ou compensação pessoal e relativa ao estabelecimento de que era titular e seus trabalhadores", adianta a proposta, que ainda deverá ser submetida à aprovação da Assembleia Municipal.
No início do ano, o vereador do Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, propusera o pagamento individual aos comerciantes, mas a proposta acabou por ser retirada durante a discussão do executivo.
Fonte: Lusa
O Museu do Oriente, com um acervo de cerca de 15.000 peças, vai abrir no primeiro trimestre de 2007 na zona de Alcântara, em Lisboa, anunciou hoje o presidente da Fundação Oriente (FO), Carlos Monjardino. «Era um projecto que se impunha que a Fundação Oriente tivesse e que nós tínhamos desde a criação da Fundação (em 1988)», disse Monjardino.
O Museu do Oriente, com uma área de 20 mil quadrados, vai ficar instalado nos antigos Armazéns Frigoríficos do Bacalhau, um edifício construído nos anos quarenta, cuja fachada a FO manteve.
No conjunto, a compra do edifício e a sua adaptação custou cerca de 20 milhões de euros, revelou o presidente da FO.
Carlos Monjardino adiantou que a primeira exposição do Museu, no primeiro trimestre de 2007, será dedicado aos «Deuses da Ásia».
O anuncio da abertura do Museu do Oriente foi feito durante a apresentação da próxima edição dos «Arrábida Meetings», um fórum internacional de discussão de questões politicas e estratégicas que se realiza anualmente no Convento da Arrábida, propriedade da Fundação Oriente.
Este ano, de 18 a 20 de Maio, serão debatidas questões ligadas à emergência da China e da Índia e ao seu impacto da globalização e na União Europeia.
Fonte: Lusa
Lisboa acolhe em Junho o primeiro festival europeu exclusivamente dedicado ao cinema digital, uma das vertentes de uma iniciativa que inclui ainda um circuito de exposições de arte e festas na área das novas tecnologias.
O «Lisbon Village Festival» (LVF), que decorre entre 21 e 25 de Junho, é uma iniciativa «para a geração digital», a reconhecer a «força com que as novas tecnologias têm mudado o nosso dia-a-dia e a forma como vemos e produzimos a cultura», afirmou hoje o director do evento, Marco Espinheira, durante a apresentação do projecto.
A apresentação do LVF decorreu no Cinema São Jorge, que vai abrir especialmente para acolher a exibição de alguns filmes.
«O digital é uma janela de oportunidades para produtores e criadores, que conseguem ultrapassar as mais diversas barreiras, principalmente económicas e financeiras, mas também geográficas», sublinhou o responsável.
O festival integra três vertentes: cinema, com competições internacionais de longas e curtas-metragens, com prémios de 25.000 euros e 12.500 euros, respectivamente; um circuito composto por galerias de arte, escolas artísticas e de tecnologias, associações e agentes culturais; e a realização de festas, animadas por «DJs», «VJs» e «performers».
O festival de cinema digital, intitulado «Village International D-Cinema Festival», recebeu mais de 1.200 inscrições de mais de 50 países, tendo sido validados mais de 700 filmes, dos quais 25 serão seleccionados para concurso, uma adesão que «excedeu as expectativas» da organização.
O argumentista italiano Tonino Guerra foi convidado para escrever uma curta-metragem sobre Lisboa, que será realizada em suporte digital por Marco Martins, realizador do filme «Alice».
O programa inclui uma mostra de cinco filmes japoneses, seleccionados pelo «Skip City International D-Cinema Festival», o único festival mundial de cinema digital, que decorre em Tóquio e no qual serão exibidos os melhores filmes da primeira edição do LVT.
Está prevista a ante-estreia internacional de «Red Riding Hood», um musical sobre o Capuchinho Vermelho realizado Randal Kleiser, responsável por filmes como «Lagoa Azul» ou «Grease», numa sessão exclusiva para cerca de 700 crianças, no São Jorge.
Uma mostra de filmes de produção espanhola e exibições especiais de «Bubble», de Steven Soderbergh, e «One Last Thing», de Alex Steyermark, com a presença em Lisboa da actriz Cynthia Nixon, que interpretou a personagem Miranda na série «Sexo e a Cidade», também vão integrar a programação.
A organização do festival convidou os actores Mia Farrow e Donald Sutherland para estarem presentes na abertura e encerramento do evento, que vão ser assinalados com festas no Jardim de Inverno no Teatro Municipal São Luiz.
As mostras de cinema digital vão decorrer no Cinema São Jorge, que recebeu recentemente obras de beneficiação, e nos teatros municipais São Luiz e Maria Matos, além da sala 1 do Loures Shopping e na sala 4 do centro comercial Vasco da Gama.
O «Village Gallery» propõe um roteiro de mostras culturais com a «presença constante das novas tecnologias de informação», envolvendo mostras de trabalhos finais de mais de 200 alunos de cursos que recorrem a estes métodos, como a ARCO, a Universidade Lusófona, a Sociedade Nacional de Belas Artes e a ETIC.
A programação, de 8 de Junho a 31 de Julho e distribuída por 15 espaços que se associaram à iniciativa, inclui propostas de vídeo-instalação, fotografia digital, filmes de animação digital e pinturas, apresentadas por 31 programadores e cinco criadores.
«Queremos ser um festival de referência na Europa dentro dos próximos três anos», referiu Marco Espinheira, anunciando a intenção de estender o festival a outros países, nomeadamente à cidade brasileira do Rio de Janeiro, com a qual estão já a decorrer negociações.
Para o vereador da Cultura da Câmara de Lisboa e presidente da Empresa municipal de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), que promove a iniciativa, o LVF «não é mais uma iniciativa que pretenda copiar outros eventos, mas um festival com uma identidade própria», que reflecte uma aposta da autarquia lisboeta «na utilização das novas plataformas de difusão e de comunicação entre as pessoas».
Segundo o responsável, o projecto nasceu «há dois ou três anos», com a criação da primeira rede mundial de cinema digital no país, apesar de a medida ainda estar um pouco atrasada: «já devia haver 40 salas no país, ainda só há três», referiu.
«Somos ambiciosos, mas realistas. Estamos absolutamente convencidos de que é uma iniciativa que vai ter frutos», afirmou Amaral Lopes, garantindo o empenho da Câmara Municipal na organização do evento, que deverá ser anual.
«De uma vez por todas, vamos acreditar, insistir e criar hábitos. Vamos lutar pelos resultados», frisou o responsável.
O bilhete de um dia custará oito euros, enquanto o passe para quatro dias custará 28 euros, sendo gratuita a entrada no Village Gallery.
Fonte: Lusa

Hoje, terça-feira, às 18h30, na Casa Fernando Pessoa, primeiro dos debates do ciclo Antes que Venha o Mundial. Com moderação de Joel Neto, estarão lá Álvaro Magalhães, Ferreira Fernandes, Ivan Nunes, Ricardo Araújo Pereira e Torcato Sepúlveda.
Na próxima semana será a vez de Afonso de Melo, António Tadeia, João Marcelino, Pedro Boucherie Mendes, Rui Zink; e dia 23 alinharão João Querido Manha, Jorge Madeira, Miguel Guedes, Pedro Mexia e Rui Tavares.
Via A Origem das Espécies.
O Metropolitano de Lisboa vai encerrar durante o fim-de-semana o troço Alvalade-Cais do Sodré, na Linha Verde, para trabalhos de melhorias técnicas na sinalização. O transporte dos utentes será assegurado por autocarros.
O encerramento, para remodelação das instalações de sinalização e respectivas melhorias técnicas, vai fazer com que o metro apenas circule entre as estações de Telheiras e Alvalade na Linha Verde.
Os passageiros terão um transporte alternativo à superfície entre as estações de Alvalade e Cais do Sodré, com paragens junto às estações do Metro de Alvalade, Roma, Areeiro, Alameda, Arroios, Anjos, Intendente, Martins Moniz, Rossio, Baixa-Chiado e Cais do Sodré.
Os autocarros estarão identificados nos vidros da frente com cartazes indicando que estão ao serviço do Metro e serão aceites todos os títulos de transporte válidos no Metropolitano para esses percursos.
Os trabalhos a efectuar inserem-se no projecto de ampliação e remodelação das estações da Linha Verde, que visa o alargamento do comprimento do cais das estações, para 105 metros, conferindo a possibilidade de exploração de composições de seis carruagens, o que se traduzirá no aumento da capacidade de oferta de transporte e na melhoria das acessibilidades na zona de influência dessa linha.
As restantes linhas - Azul, Amarela e Vermelha - vão funcionar normalmente.
Fonte: Público on line
Lisboa vai transformar-se, em 27 de Maio, no palco do Karaté tradicional, com a participação da maior e mais graduada comitiva de mestres, vinda directamente de Okinawa, Japão, a ilha originária da modalidade.
Pela primeira vez em Portugal e numa das raras apartições na Europa e no Mundo, Kiichi Nakamoto (10º Dan), Hideyuki Nakamoto (9º), Masanori Ganeko (8º), Toyozo Onaga (8º), Kazuma Tengan (6º) e Kaz Tengan (6º) vão estar no presentes num Festival de Artes Marciais, que vai decorrer em Lisboa no Pavilhão Municipal das Olaias.
Fonte: Lusa

A Junta de Freguesia de Carnide, Lisboa, vai editar até 2009 oito livros que fazem o retrato da autarquia, através das suas associações, lendas ou de depoimentos de moradores, disse hoje à Lusa o coordenador do projecto. Este responsável, Paulo Figueiredo, é o autor de uma monografia sobre a freguesia de Carnide, que foi editada no ano passado. Face ao seu êxito daquela publicação, o executivo da Junta propôs-lhe iniciar "uma colecção que desse a conhecer e fixasse a identidade sócio-cultural de Carnide", disse à Lusa, explicando que o projecto prevê a publicação de dois livros por ano.
Arqueólogo e com vários títulos publicados, nomeadamente o primeiro "Dicionário de termos arqueológicos", Paulo Figueiredo prevê publicar em Setembro um "levantamento do associativismo" da freguesia contando para isso com "testemunhos dos seus dirigentes, além dos arquivos locais de forma a dar um retrato o mais fiel possível".
Uma investigação que cruza, segundo disse à Lusa, "com uma pesquisa nos arquivos e bibliotecas nacionais e municipais". Segundo Paulo Figueiredo "há factos inovadores até para a história da cidade".
Esta obra "sintetizará os atletas, modalidades, jogos, etc." que aconteceram na freguesia. Para Dezembro está prevista uma obra sobre a presença das ordens religiosas. Além do Santuário de Nossa Senhora da Luz, a freguesia é actualmente cenário de um centro cultural e convento franciscano, existindo ainda os conventos de Santa Teresa e de São João da Cruz, já desactivados.
Se o Colégio Militar e a Feira da Luz são os dois ex-libris da autarquia, Paulo Figueiredo reconheceu "a pressão urbana sobre a freguesia, que ainda tem traços de ruralidade com as suas quintas e palacetes de veraneio" e daí "uma certa vontade em fixar uma identidade e dar a conhecer a quem lá mora a história de Carnide".
"Este é um projecto de memória, sem qual não há qualidade de vida", frisou o investigador. Paulo Figueiredo tem já editado, além da monografia sobre Carnide, duas outras sobre as freguesias das Mercês e a de Alvalade. No âmbito do projecto de Carnide no próximo ano está prevista a edição de "A toponímia de Carnide" que para além de ser uma guia das ruas "será um caminhar pelas histórias dos seus nomes e um contraste com o antes e o depois".
O trabalho comunitário será tema de um quarto título a lançar no segundo semestre de 2007. Para 2008 será tempo de fazer a história do Grupo de Teatro de Carnide, que venceu já Festivais de Teatro Amador "e continua hoje a ser uma referência". Em Setembro de 2008 será contada às crianças a lenda da Nossa Senhora da Luz, por quem a filha de D. Manuel I, a infanta D. Maria, teve um especial culto, e a história da feira da Luz. "Na prática é um livro para crianças onde se narra a história de Carnide do século XII ao século XVIII, com ilustrações", disse à Lusa Paulo Figueiredo.
Uma história mais recente é a do 25 de Abril de 1974, onde o Quartel da Pontinha teve um papel de relevo. Como se viveu o dia da revolução na freguesia, com os movimentos militares e das populações, é o tema deste sétimo título a sair em Abril de 2009.
O último volume deste projecto conta "Carnide na 1ª pessoa" e trata-se da "recolha de pequenas histórias sobre a freguesia, depoimentos de moradores e relatos". O projecto é qualificado pelo investigador como "mais afectivo e com o intuito de aproximar as pessoas da freguesia procurando a não descaracterização da freguesia". Um projecto "inédito" que, segundo Figueiredo, pode devolver a cidade aos seus moradores "através da memória colectiva".
Fonte: Lusa
A Quercus e o Fórum Cidadania apelaram hoje ao Instituto Português do Património Arquitectónico que impeça a construção de um parque de estacionamento subterrâneo no Chiado, Lisboa, alegando que prejudica a mobilidade e coloca em risco os edifícios.
"A construção de um parque de estacionamento subterrâneo [no Largo Barão de Quintela, a sul do Largo Camões, entre a Rua das Flores e a Rua do Alecrim] não tem justificação nenhuma, sendo um contra- senso em termos de mobilidade", disse hoje à agência Lusa Paulo Ferrero, do Fórum Cidadania.
"A construção de um parque de estacionamento subterrâneo [no Largo Barão de Quintela, a sul do Largo Camões, entre a Rua das Flores e a Rua do Alecrim] não tem justificação nenhuma, sendo um contra- senso em termos de mobilidade", disse hoje à agência Lusa Paulo Ferrero, do Fórum Cidadania.
Esta opinião é partilhada por Carlos Moura, do Núcleo de Lisboa da Quercus, afirmando que as "zonas históricas devem ser o mais reservadas e pedonais possíveis". "O caminho deve ser inverso", sustentou o ambientalista, explicando que os parques de estacionamento devem ser construídos em "zonas dissuasoras e não nas zonas históricas". Para Carlos Moura, o parque de estacionamento "iria atrair mais carros e criar falsas expectativas aos automobilistas".
Contactada pela Lusa, uma fonte do gabinete da vereadora com o pelouro do Urbanismo, Gabriela Seara, adiantou que já foi aprovado o projecto de arquitectura do parque de estacionamento, faltando apenas o projecto da especialidade para obra avançar. Segundo o Fórum Cidadania, os arranjos à superfície têm que obter a aprovação do Instituto Português do Património Arquitectónico, daí o apelo das associações para vetar a obra.
As reivindicações do Fórum Cidadania e da Quercus foram expostas numa carta enviada sexta-feira ao presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, e à vereadora Maria José Nogueira Pinto, responsável pelo Comissariado da Baixa-Chiado. As associações consideram que "a eventual construção do parque irá pôr em risco as fundações do magnífico edificado ali existente, à semelhança do que aconteceu com a construção de muitos outros". Por outro lado, adiantam, "irá colidir com as afirmações do recém-criado Comissariado da Baixa-Chiado, cuja responsável máxima já disse, publicamente, estar contra toda e qualquer construção de parque subterrâneo na Baixa-Chiado, por não servir para nada a não ser para mais empreitadas".
O Fórum Cidadania e a Quercus alertam ainda para a destruição do espaço verde na zona e para descaracterização de "um largo que se tem mantido intacto ao longo de décadas e décadas". Na carta, as associações apelam também à demissão da responsável pela Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa-Chiado, a ex-vereadora Eduarda Napoleão. "Pedimo-lo porque achamos que Eduarda Napoleão não se coaduna de todo com tal cargo", escrevem, acusando-a ainda de ser "responsável pela desorganização da reabilitação urbana acabando com 10 anos de esforços para criar uma abordagem e uma gestão integradas nos Bairros".
Fonte: Lusa
Quinze postos de abastecimento de combustível foram encerrados nos últimos dias em Lisboa na sequência de uma fiscalização da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), dos quais dois ficarão fechados e dez aguardam o processo camarário. Segundo números da vereadora do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Gabriela Seara, 15 postos de abastecimento pediram à autarquia a sua "regularização", após terem sido fechados no decorrer da fiscalização da ASAE. Em conferência de imprensa, a vereadora Gabriela Seara explicou que dois destes postos - situados em Campolide e em Campo de Ourique - vão ser definitivamente encerrados, por se localizarem em zonas habitacionais e a lei prever que estes espaços devem estar localizados a mais de dois metros de edifícios.
Segundo a responsável pelo urbanismo, a Câmara de Lisboa deverá emitir nos próximos dias um licenciamento definitivo a dois dos postos de combustível. Em terceiro espaço receberá um licenciamento provisório, pelo que o concessionário pode pedir à ASAE o controlo metrológico - que garante que, quando um consumidor está a pagar um litro de combustível, está realmente a abastecer com essa quantidade. Os restantes dez postos de abastecimento estão a atravessar "uma aturadíssima tentativa de regularização por parte dos concessionários e dos serviços municipais", processos cuja conclusão a vereadora não conseguiu prever.
Gabriela Seara disse desconhecer se mais postos de abastecimento foram encerrados na sequência desta operação, admitindo que isso possa ter ocorrido, mas sem que os pedidos de regularização tenham ainda chegado à Câmara de Lisboa. Desde 2002, a competência de licenciamento de construção e exploração dos postos de abastecimento passou para as câmaras municipais, tendo deixado de depender do Ministério da Economia. De acordo com a autarca, alguns dos postos de abastecimento têm de actualizar os alvarás de concessão ou proceder à sua "regularização".
Questionada pelo motivo por que a regularização só estar agora a decorrer, já que a legislação mudou há mais de três anos, Gabriela Seara considerou que tal se deveu a uma falta de "articulação e coordenação", nomeadamente ao nível da partilha de informação com a antiga entidade licenciadora. Sobre a alegada demora dos processos de licenciamento na autarquia, a vereadora afirmou que muitas vezes o atraso se deve à falta de alguns documentos que os concessionários devem entregar. Na opinião de Gabriela Seara, a acção da ASAE "tem uma acção disciplinadora muito forte, sendo uma oportunidade para `arrumar a casa' e normalizar estas situações".
Questionada sobre a decisão do anterior presidente da Câmara de Lisboa (PSD), Pedro Santana Lopes, que no Verão do ano passado mandou encerrar duas bombas de gasolina na Segunda Circular por falta de alvará e que continuam a funcionar, Gabriela Seara disse que "essa matéria não foi falada neste executivo". Contactado pela Lusa, Manuel Lage, da ASAE, indicou que, no âmbito da operação desta entidade, foram fiscalizados 300 postos de abastecimento de combustível em todo o país, em acções realizadas a 27 e 29 de Abril e a 02 de Maio. Desta fiscalização, que incidiu sobre as licenças, alvarás e facturação dos espaços, resultou a selagem de 177 bombas (também designadas como "ilhas") e a apreensão de 1.400.000 litros de combustível, adiantou Manuel Lage, sem precisar quantas bombas foram encerradas em Lisboa.
Fonte: Lusa
Fado dá graças a Nossa Senhora da Saúde e emociona procissão
Ana Mafalda Inácio
São 16.50 quando o acorde de uma guitarra anuncia um fado. Nas ruas do Martim Moniz faz-se silêncio e uma voz ecoa de um primeiro andar para dar graças à Nossa Senhora da Saúde, que milhares de pessoas esperam há horas para ver passar. "Maria Sagrada. Nossa Senhora é Convosco. Bendita Sois Vós Maria...", desfia a fadista com sentimento, no bairro que já foi de Severa. Rostos de mulheres mais idosas enchem-se de lágrimas. "Até arrepia", comentam ao nosso lado. "É assim todos os anos", explicam-nos, percebendo que estamos em trabalho. Os turistas fotografam e espantam-se ao perceberem que o povo de Lisboa agradece assim à Nossa Senhora da Saúde, há mais de 500 anos, o fim da peste na cidade.
Os passos da tradição são sempre os mesmos. As ruas a percorrer também. E alguns dos fiéis anunciam os momentos que se seguem de cor e relembram o nome de todas as imagens que antecedem a passagem da Virgem já conhecidos. Ontem, em nada foi diferente, a não ser a presença de uma nova primeira dama, Maria Cavaco Silva, que chegou por volta das 15.20 e a quem compete, segundo a tradição, vestir a santa. Mas todos os anos há devotos com novas preces e novos agradecimentos. João tem dez anos. "Se tivesse uma bola mágica tornava-me invisível e ia ali para o meio", responde ao pedido do agente da PSP para recuar um pouco. Uma promessa da mãe num dos muitos episódios de doença de João levou a família, que já morou na Mouraria, a regressar ao bairro. João questiona as crianças que iniciam o cortejo vestidas de anjos. "Cumprem promessas", diz a mãe.
De vela na mão, Teresa confessa- -nos ser devota de Nossa Senhora da Saúde e da Virgem Maria de Fátima. É "filha" da freguesia da Madalena, conhece o bairro de olhos fechados, bem como a simbologia da procissão que tantas vezes acompanha na rua. Este ano, fá-lo por uma razão especial: "Venho cumprir uma promessa. No ano passado a minha mãe esteve em coma e eu pedi à Nossa Senhora da Saúde que a salvasse. Hoje, ela está aqui comigo e vamos fazer o percurso todo."
Catarina, uma jovem de vinte e poucos anos, é a terceira vez que segue os passos da padroeira dos doentes. "A primeira vez vim pedir por um primo que estava muito mal. A emoção foi forte. O ano passado quis repetir e este ano também." Ninguém a acompanha.
O andor, carregado de cravos brancos e orquídeas rosas, aos ombros de cadetes da Armada, passa finalmente ali à frente, quando o início do cortejo entra do outro lado do Martim Moniz, depois de cumprir a sua volta pelo Intendente e Almirante Reis.
São mais de duas horas e meia de procissão com todas as corporações militares, de segurança, de confrarias e personalidades do País. O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, esteve presente. As celebrações terminam com o encontro de Nossa Senhora da Saúde e a imagem de São Jorge, que inicia o cortejo.
Fonte: Diário de Notícias
Cerca de 750 obras de Bernardo Marques, entre desenhos, ilustrações e caricaturas, passaram a integrar a colecção do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão (CAMJAP) da Fundação Calouste Gulbenkian, anunciou a entidade.
O espólio foi legado por morte da viúva do artista, Maria Elisa Marques, que já tinha doado um núcleo importante de obras, entre elas um guache de 1922, única obra actualmente em exposição no CAMJAP.
Segundo a Fundação Calouste Gulbenkian, as obras, que se encontravam em depósito há cerca de três décadas, vão juntar-se a mais 60 do artista, mantidas em reserva no CAMJAP, tornando-o num dos mais representados da colecção de arte moderna da entidade.
O espólio integra ainda cadernos de esboços, capas de revistas, maquetas de livros e de cenários que representam diversas fases da sua obra.
Nascido em 1898 e falecido em 1962, Bernardo Marques foi autor de uma vasta obra no domínio da ilustração, caricatura, artes gráficas e decoração, que lhe conferiu um lugar de destaque na arte portuguesa contemporânea.
Até aos anos 30 trabalhou sobretudo como ilustrador e humorista em jornais e revistas, viveu depois em Berlim, onde contactou com o expressionismo alemão, que adaptou ao contexto lisboeta.
Contemporâneo da segunda geração modernista em Portugal, nos anos 40 a sua actividade desdobrou-se entre a ilustração, as artes gráficas e a decoração, e mais tarde dedicou-se ao desenho da paisagem rural e urbana.
Participou activamente na difusão do gosto moderno, sem nunca prescindir de formas de expressão muito pessoais que não se enquadravam nos padrões estéticos dominantes.
fONTE: lUSA
As ligações fluviais entre Lisboa e a Margem Sul podem parar nas horas de ponta de quarta a sexta-feira devido a uma greve dos trabalhadores da Transtejo contra o valor do prémio de assiduidade, informou hoje a operadora.
Em comunicado, a empresa refere que, devido à paralisação de três dias, as carreiras Cacilhas-Cais do Sodré, Montijo-Terreiro do Paço, Seixal-Cais do Sodré e Trafaria-Belém podem ficar interrompidas das 06:00 às 09:00 e das 16:30 às 20:05.
Nos dias úteis, a Transtejo transporta em média 27.000 passageiros nestas carreiras, nas horas de ponta. Para tentar minimizar os incómodos aos utentes, a operadora anunciou que vai disponibilizar transporte alternativo em autocarros entre Cacilhas e Praça de Espanha e entre Trafaria e Belém. Para os passageiros das ligações do Montijo e Seixal haverá autocarros das respectivas estações fluviais até ao terminal do Barreiro, de onde partem barcos da Soflusa para Lisboa.
Os títulos de transporte da Transtejo são válidos nas carreiras da Soflusa.
Na origem da paralisação parcial, convocada por cinco sindicatos do sector dos transportes fluviais de passageiros e que abrange todos os trabalhadores da empresa, está a discordância quanto ao valor do aumento do prémio de assiduidade. A empresa propôs um aumento de 15 euros a partir de Julho.
Mas os sindicatos querem um aumento de 81 euros, de modo a que o valor do prémio fique igual ao dos trabalhadores da operadora Soflusa, que faz parte do grupo Transtejo. Actualmente, o montante do prémio de assiduidade na Transtejo é de 125 euros enquanto o da Soflusa é de 206 euros. Justificando a reivindicação, o presidente do Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante, Albano Rita, alegou à Lusa que "os trabalhadores da Transtejo são os mais mal pagos do sector". Em comunicado, a empresa invoca razões de ordem económico- financeira e salienta que a proposta teve em conta "a orientação governamental relativa às políticas de rendimento e preços".
Fonte: Lusa
Os 16 casais seleccionados para a edição de 2006 dos Casamentos de Santo António foram formalmente apresentados no dia 5 de Maio, na Sala Ogival do Castelo de S. Jorge, pela madrinha deste ano, Simone de Oliveira, que terá a seu lado, no papel de padrinho, Marco Paulo.
Quem quiser conhecer a lista completa dos noivos tem-na aqui.
A cerimónia deste ano, realizada como sempre no dia 12 de Junho, contará com 11 casamentos católicos, celebrados na Sé Catedral de Lisboa, decorrendo ao mesmo tempo os outros cinco casamentos civis nos Paços do Concelho. As noivas confiarão depois os seus bouquets de flores a Santo António, na Igreja dedicada a este, seguindo por fim, para o Copo de Água, que terá lugar na Estufa Fria.
O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Professor António Carmona Rodrigues, e o Vereador da Acção Social, Sérgio Lipari Pinto, estiveram presentes na cerimónia para saudar os dezasseis casais seleccionados este ano. Carmona Rodrigues dirigiu-se aos noivos, não só enquanto autarca mas também enquanto lisboeta, fazendo questão de desejar tudo de melhor para estes jovcens que agora irão iniciar uma nova etapa nas suas vidas. “Como lisboeta desejo que este acontecimento seja um prenúncio de uma vida bonita, longa e feliz”, disse.
Pelo forte cariz social e solidário de que se reveste e porque, segundo as palavras de Carmona Rodrigues, “esta é uma das coisas mais bonitas de Lisboa e um dos seus grandes acontecimentos”, o presidente da autarquia manifestou a “firmeza no propósito da Câmara manter esta marca tão característica da cultura e da identidade dos lisboetas, mas que representa, ao mesmo tempo, uma oportunidade única para muitos jovens que escolhem esta data para contrair matrimónio”.
Os casamentos de Santo António, tradição muito antiga na nossa cidade, começaram por ser uma iniciativa do extinto jornal Diário Popular, em 1958. A iniciativa desde cedo contou com o apoio incondicional do município, vindo a tornar-se num acontecimento incontornável, inserido nas festas populares da cidade. Foi também muito bem acolhida pela população da capital e, com ela, cresceu a fama casamenteira de Santo António. Os Casamentos de Santo António viriam a ser interrompidos em 1974, recomeçando apenas em 1997, sob a égide da Câmara Municipal de Lisboa.
Fonte: CML
A Gincana Cultural “Rua Quê?", organizada no dia 6 de Maio pelo Gabinete da Vereadora Gabriela Seara, através do Departamento de Serviços Gerais e do Departamento de Educação e Juventude da Câmara Municipal de Lisboa, ambos das suas áreas de competência, contou com a presença de 106 participantes distribuídos por 53 equipas, cada uma com dois elementos.
A terceira edição desta inciativa percorreu os Bairros do Castelo e da Graça durante todo o dia de sábado – entre as 10 e as 16 horas – e terminou no Castelo de São Jorge com um arraial popular onde a música, as bifanas e a sardinha assada também marcaram presença.
Os vencedores da Gincana, bem como a segunda e terceira equipa melhor classificada e a equipa júnior que maior número de pontos tiver reunido, serão conhecidos daqui a cerca de um mês. Na mesma altura serão atribuídos os respectivos prémios pecuniários.
A terceira Gincana Cultural “Rua Quê?” foi a mais participada de todas as que já foram realizadas até hoje, superando em mais de uma dezena o número de equipas inscritas em 2005, onde 40 pares de concorrentes marcaram presença. Entre os participantes deste ano o mais novo contava 13 anos e o mais velho 64.
A iniciativa, que teve a sua primeira edição no Bairro de Alfama e a segunda no Bairro Alto e Santa Catarina. tem como principal objectivo o incentivo ao conhecimento da história e toponímia dos bairros onde decorre e da cidade de Lisboa.
A divulgação da toponímia da cidade e do trabalho feito pela Câmara Municipal de Lisboa a este nível, sobretudo no âmbito da Divisão de Alvarás, Escrivania e Toponímia do Departamento de Serviços Gerais, é outro dos objectivos desta acção que foi organizada em parceria com o Grupo Sportivo Adicense.
Fonte: CML
A validade dos Cartões Lisboa Viva (passe social) vai ser alargada para seis anos, com garantia de um ano, segundo informou a empresa Metropolitano de Lisboa. Entretanto, a empresa tem vindo a informar os utentes que os passes com validade até Janeiro de 2006 deverão ser renovados até ao final de Maio. O prazo de entrega dos novos cartões é de dez dias úteis. A substituição é assegurada pelo Metro, CP, Carris e Transtejo e custa cinco euros a cada utente. O Metro espera que até final do ano sejam renovados mais de 350 mil cartões.
Fonte: Lusa

"Foi em..." "Foi em 1142...!" "Não, em 1145...!" "Eu sei, eu sei. Foi em...!" As memórias atropelam-se. Todos querem responder quando se trata de D. Afonso Henriques (ele mesmo!) a questionar os conhecimentos dos seus jovens visitantes. Afinal, em que data conquistou o primeiro rei de Portugal o Castelo de São Jorge aos mouros? "Foi em 25 de Outubro de 1147", esclarece o próprio. "E como foi longo e difícil esse meu percurso...", acrescenta o monarca com ar atarefado.
Durante os 30 minutos seguintes, D. Afonso Henriques - ou melhor, Marta Sá - guia os alunos do 5.º ano de escolaridade pela antiga fortaleza e pelas recordações de alguns dos seus mais importantes feitos. Vestido quase a rigor (com fatos de época emprestados pelo Museu do Traje), começa a visita na Praça das Armas, sobe até ao Castelejo - utilizando a estreita porta original - e termina com uma "escalada" a uma das onze torres. Pelo caminho, discute com a mãe, D. Teresa, argumentando as suas traições "por Portucale", faz paragens em locais estratégicos para que as crianças possam observar um ou outro "pormenor" e fala da localização geográfica da sua habitação, da arquitectura militar da mesma, dos seus homens de armas, do cerco de quatro meses, da funcionalidade da porta da traição...
Inserida no serviço educativo do Castelo de São Jorge, do qual Marta Sá é responsável, esta iniciativa, que se realiza há apenas um ano, pretende estimular a imaginação ("serão os turistas no local simples soldados de férias?") e o gosto pela História de Portugal através da interpretação dos espaços, das estórias e das vivências de outrora.
"Com esta actividade não queremos mostrar o lugar como um miradouro", refere Marta Sá. Em vez disso, e porque "este castelo é único e as pessoas sabem pouco sobre ele, as visitas são concentradas no seu interior." Mas Lisboa não é esquecida, uma vez que, no remate de À Descoberta do Castelo, "as crianças são sempre convidadas a espreitar a Olisipónia para ficarem a conhecer a evolução da cidade".
No activo até ao próximo dia 15 de Junho, altura em que dão lugar aos ATL de Verão, as visitas ao Castelo de São Jorge pontuadas por animações históricas destinam-se apenas a grupos organizados e sujeitos a marcação prévia (os maiores de dez anos pagam 30 cêntimos). "Quem sabe se, com o tempo, não se transforma numa actividade livre. Tudo isto está em evolução", desabafa D. Afonso Henriques.
Fonte: Diário de Notícias
A cidade de Lisboa está sem espaço para os peões e a convivência entre veículo e peão tem-se degradado à medida que o progresso invade a capital. Esta foi a conclusão de um pequeno passeio pelas ruas lisboetas, promovido ontem pela Associação e Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), no qual sobressaiu também a "falta de boa organização da mobilidade da cidade", frisou Manuel João Ramos, presidente daquela associação.
E em Dia Nacional da Cortesia ao Volante os peões foram as personagens principais daquela que pretendeu ser uma análise do tráfego pedonal na capital. O autocarro saiu do Terreiro do Paço rumo à Rua da Prata, Avenida da Liberdade... O percurso não foi longo, mas foi comprido o suficiente para confirmar a urgência de uma convivência saudável entre peão e veículo, de forma a diminuir a sinistralidade urbana. Uma ideia que coloca Governo, autarquia e associações em consonância.
"É para essa relação normal de vivência dentro da cidade, de uma convivência entre peão, veículo e infra-estrutura, que estamos a apelar", sublinhou Ascenso Simões. No que toca à falta de civismo no estacionamento irregular, o secretário de Estado da Administração Interna admite que a Avenida Almirante Reis é "um caso de anormalidade no contexto da cidade".
Outro dos problemas analisados foi a sinalética, que ocupa na maioria das vezes os passeios obrigando os peões a circular nas faixas de rodagem. Um problema que a vereadora da Mobilidade admite existir, garantindo, no entanto, que a solução está para breve. "Neste momento estamos em fase de preparação para lançamento do concurso para a revisão de toda a sinalética na cidade, que passa, numa primeira fase, pela identificação de todo o tipo de obstáculos que existem nos passeios. O objectivo é preparar a alteração da situação, que de facto é muito complicada", frisou Marina Ferreira.
Quanto à rede de transportes públicos, Ana Paula Vitorino, secretária de Estado dos Transportes, considerou urgente a "transferência do transporte individual para o público", para que possa existir uma "utilização mais segura do espaço público" e se verificar uma "diminuição do número de acidentes".
Uma luta aliás que a autarquia promete travar até conseguir os resultados pretendidos e que já assumiu ser uma das suas prioridades. "O desenvolvimento de uma rede eficaz de transportes públicos é um desafio permanente porque as cidades são dinâmicas e, portanto, as redes têm de estar permanentemente actualizadas em relação às necessidades de deslocação das pessoas", sublinhou a vereadora responsável pela mobilidade.
A verdade é que Lisboa está em fase de mudança e a autarquia já prometeu fazer dela a capital da Segurança Rodoviária. Mas "a prevenção da sinistralidade não se combate apenas com uma medida. Combate-se com a mudança dos paradigmas, com a alteração da forma como as pessoas vêem a condução e a sinistralidade. É um processo que se faz todos os dias", argumentou a vereadora. E concluiu: "Este tipo de projectos, que têm a ver com mudança de vida na cidade, são diferentes da empreitada. Não têm um prazo de lançamento de obra e de conclusão. São projectos que se fazem todos os dias e durante muito tempo. As cidades constroem-se fazendo todos os dias um bocadinho."
Fonte: Diário de Notícias
A actriz Alina Vaz fala sobre "Contrastes do Teatro", segunda-feira à tarde na Sociedade de Autores, em Lisboa, no âmbito do ciclo de palestras da Associação de Amizade Portugal-Portugal.
![]()
É um dos espaços mais belos da cidade. Situada em redor do extremo sul da cumeada nascente do vale de Alcântara, a Tapada da Ajuda, em Lisboa, apela, porém, a uma intervenção que a preserve, revitalizando-a e combatendo atentados de que tem sido alvo. "Já foram apresentados vários projectos, que permitiriam desenvolver um programa de acção e garantir o respectivo financiamento, mas os poderes políticos nunca deram luz verde", explicou ao JN Pedro Leão de Sousa, director do Instituto Superior de Agronomia (ISA).
A Tapada da Ajuda, que abrange cerca de 100 hectares, encontra-se sob a alçada do ISA. Instituição que carece de disponibilidade financeira para assegurar a sua manutenção de uma forma integrada. "O instituto é financiado pelo Governo em função do número de alunos. Mas essa verba é praticamente toda canalizada para o pagamento aos professores, maioritariamente doutorados" adiantou.
Nem as receitas próprias, obtidas através do aluguer do Pavilhão das Exposições e de outros equipamentos, chegam para as despesas. "Pagamos à EPAL o preço mais caro por metro cúbico de água. Durante o Verão, são cerda de oito mil euros por mês", explicitou o responsável. Para minorar o problema, "foi entretanto aberto um furo com 400 metros, que tem um grande caudal de água".
Em cima da mesa está também a disponibilização de meio hectare de terreno à Lipton. Em troca de uma determinada quantia, a empresa poderá produzir chá, assim como usufruir dos serviços de investigação do instituto. Por outro lado, com a Agrobio, o ISA "poderá desenvolver um projecto para criação de uma quinta pedagógica ou biológica".
A entrada de verbas permitiria intensificar os trabalhos de jardinagem e de manutenção da parte florestal - actualmente, para 100 hectares, só existem nove funcionários - e controlar melhor os "atentados" constantes à tapada. "Muita gente dos bairros circundantes vem aqui despejar entulho" - frigoríficos, colchões e microondas, entre outros detritos. Há também quem monte "armadilhas para apanhar coelhos. Ainda no outro dia se encontraram dois sacos cheios de armadilhas", conta Pedro Leão de Sousa.
Saliente-se que a Tapada da Ajuda, onde se situa o Observatório Astronómico, é bastante visitada por alunos de escolas de várias graus de ensino.
Parques e jardins
Apesar da falta de meios humanos e materiais, está em curso a limpeza das matas e o corte de árvores mortas, assim como um projecto de recuperação e ordenamento da parte florestal. A tapada integra ainda uma reserva botânica e uma zona agrícola.
Equipamentos
Além do pavilhão de exposições e dos edifícios universitários, existem ainda na Tapada da Ajuda um restaurante, bar, sala de reuniões, anfiteatro com capacidade para 400 pessoas, auditório de pedra ao ar livre e um Centro de Ecologia Aplicada.
Fonte: Jornal de Notícias
Uma missa campal no largo do Martim Moniz, em Lisboa, e uma procissão por algumas ruas da capital integram as celebrações em honra de Nossa Senhora da Saúde, que decorrerão no domingo.
A procissão em honra de Nossa Senhora da Saúde, com 501 anos, é a mais antiga do país e percorrerá ruas de Lisboa durante cerca de duas horas - entre as 16:00 e as 18:00 - num percurso que começa e termina no Martim Moniz, passando pela Avenida Almirante Reis e a Praça da Figueira.
Estas celebrações obrigarão a alterações nos percursos dos eléctricos e autocarros da Carris, dado que a circulação rodoviária no Martim Moniz será encerrada durante parte da manhã e da tarde de domingo.
"A partir das 10:30 e até final da manhã a carreira 28 de eléctricos funcionará apenas entre Prazeres e Graça e a carreira 12 de eléctricos não poderá funcionar", explica a empresa em comunicado.
Em relação ao período da tarde, a partir das 14:30, "as carreiras de autocarros e eléctricos que circulam no Martim Moniz e Rua da Palma sofrerão alteração de terminal ou do seu percurso, situação que a partir das 16:45 se estenderá à Praça da Figueira".
As solenidades em honra da Nossa Senhora da Saúde terão início na noite de sábado, às 21:00, com "uma procissão das velas pelas ruas da Mouraria", como adiantou à agência Lusa o diácono Dilão, do Patriarcado de Lisboa.
No domingo, as celebrações iniciam-se com a missa campal no Largo do Martim Moniz, às 11:00, que será transmitida em directo pela RTP. Pelas 15:00, a imagem de S.Jorge sairá da Igreja do Castelo, para uma procissão a cavalo.
às 16:00 inicia-se a procissão por Nossa Senhora da Saúde, que terminará com uma bênção à cidade de Lisboa. As solenidades serão presididas por D.Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas e de Segurança.
Fonte: Lusa
Em duas semanas de exibição, em Lisboa e no Porto, 4.445 espectadores já viram o documentário «Lisboetas» de Sérgio Tréfaut, anunciou esta sexta-feira a produtora, Atalanta Filmes.
O documentário, que faz um retrato extraordinário dos imigrantes que nos últimos anos escolheram portugal como segunda pátria, tem recolhido os melhores elogios tanto do público como da crítica, tendo sido eleito o melhor filme português no primeiro IndieLisboa
Pela sua temática, «Lisboetas» foi exibido para os deputados nacionais, numa sessão de exibição especial na Assembleia da República, no passado dia 11 de Abril.
Fonte: Diário Digital
Dezasseis galerias de arte de Lisboa vão estar ligadas em rede a partir de sábado no âmbito do Lisboarte para divulgar ao público da capital peças de pintura, escultura e instalações sobretudo de artistas portugueses.
O evento é organizado pela Associação Portuguesa de Galerias de Arte (APGA) com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, que no dia da inauguração fornecerá autocarros para transportar gratuitamente o público às diferentes galerias, dispersas pela cidade.
O Lisboarte, que conta já com mais de uma dezena de edições, tem como objectivo levar mais público às galerias dispersas pela cidade, escolhendo individualmente os artistas que pretendem divulgar, segundo a APGA, que representa cerca de meia centena de associados em todo o país.
Este ano as galerias vão apresentar, entre outros, trabalhos de Bruno Ribeiro, Meinke Flesseman, Augusto Barros, Gonçalo Duarte, Pedro Zamith, João Belga, Rico Sequeira, Gabriela Gomes, Claudia Fisher, Carlos Noronha-Feio, Figueiredo Sobral, Monteiro Gil, Susana Guardado, Urbano e Eva Navarro.
A Galeria 111, Vértice, Novo Século, Módulo - Centro Difusor de Arte, Arte Periférica, Sopro - Projecto de Arte Contemporânea, Trema, Monumental, Artfit, Pedro Serrenho, Jorge Shirley, Diferença, Luís Serpa Projectos, Novo Século, Palmira Suso, Galveias e Galeria S. Francisco são os espaços que participam nesta edição.
Apenas no sábado, os visitantes poderão fazer, com marcação prévia através da câmara de Lisboa (telefone 213567800), os circuitos de autocarro pelas galerias. O Lisboarte continua até 31 de Maio.
Fonte: Lusa
Os moradores do Bairro da Boavista vão ter a partir de segunda-feira mais e maiores contentores de lixo para responder à elevada produção de resíduos sólidos na zona, anunciou hoje a Câmara Municipal de Lisboa.
Actualmente, existem no bairro da freguesia de Benfica cinco Ecopontos que vão ser substituídos por 36 "Ilhas Ecológicas", das quais 16 terão vidrões associados, oito deles com pilhão. O objectivo desta medida é "aumentar o número de locais de deposição se lectiva neste bairro, aproximando-os o mais possível da população, com o objectivo de estimular a participação dos cidadãos", refere a autarquia em comunicado.
As "Ilhas Ecológicas" têm uma capacidade de 1.100 litros para a deposição de papel/cartão, das embalagens de plástico, metal e cartão para líquidos alimentares. Ao lado dos contentores, estarão ainda outros para recolher resíduos indiferenciados.
O papel e as embalagens passarão a ser recolhidos às terças e sexta-fei ra a partir das 6 horas da manhã pelas viaturas de remoção hermética que efectuam a recolhas dos resíduos indiferenciados nos restantes dias da semana.
A Associação Casapiana e a Escola Básica número um já dispõem de recolha selectiva porta-a-porta de papel e embalagens. As instalações do Campo do Clube Social também irão dispor de uma recolha porta-a-porta destes materiais, pelo que irão ser entregues um contentor de 340 litros para papel e outro para embalagens.
O Bairro da Boavista tem 1.050 fogos na zona dos prédios, dispondo também de uma zona de 515 habitações térreas, construídas em alvenaria, o que perfaz um total de 1.565 fogos, a que corresponde uma população de cerca de 6.500 habi tantes, considerando uma média de quatro habitantes/fogo.
Fonte: Lusa
A Associação de Dinamização da Baixa Pombalina antecipa a sua homenagem às mães lisboetas por ocasião do Dia da Mãe, distribuindo hoje 15 mil gerbérias e poemas, a partir das 12h00, entre a Rua Augusta e o Rossio.
Maria José Nogueira Pinto, vereadora da Habitação Social na Câmara de Lisboa, será a madrinha da iniciativa, que acompanhará desde a Praça do Município até à pastelaria Suíça, sempre na companhia de alunos da Escola de Comércio de Lisboa.
A distribuição de flores e poemas manter-se-á até às 16h00 e contemplará todas as mães que passarem na Rua Augusta.
Já no próprio Dia da Mãe, que se celebra domingo, o vereador da Acção Social, Sérgio Lipari Pinto, acompanhado pelo vice-presidente da União das Associações de Comércio e Serviços, Vasco de Mello; pelo presidente da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, José Quadros; e pelo presidente do conselho de administração da Maternidade Alfredo da Costa, Jorge Branco, visita aquela unidade hospitalar.
À primeira mãe desse dia será oferecido um cheque brinde em compras nas lojas da Baixa, no valor de 2500 euros, e as outras mães internadas na maternidade receberão uma flor e um poema.
Fonte: Público on line

A Companhia Nacional de Dança da Tailândia actua domingo no palco do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, no âmbito das comemorações dos 500 anos de relações bilaterais com Portugal, anunciou hoje a Fundação Oriente.
Trata-se da companhia oficial de dança do reino da Tailândia, uma das mais importantes do continente asiático, que integra actores, músicos e cantores, alguns deles professores e formadores em universidades e instituições académicas do país.
A Companhia Nacional de Dança da Tailândia apresentará um espectáculo único que combina dança, teatro e música baseados em rituais da cultura e da história do país.
Durante a actuação, os intérpretes envergam trajes tradicionais de seda bordados a ouro, usam leques e sombrinhas pintadas à mão, máscaras, fitas, marionetas e instrumentos musicais feitos em madeira trabalhada segundo as regras do artesanato local.
O repertório inclui geralmente temas ligados à cultura, às tradições, aos rituais religiosos do povo, ao cultivo da terra, às trocas comerciais com os países vizinhos e às conquistas do seu território. O espectáculo, que irá assinalar também o 60º aniversário do rei da Tailândia, é realizado com o apoio da Embaixada da Tailândia em Lisboa.
Fonte: Lusa
A fadista Fernanda Baptista é homenageada domingo, quando completa 87 anos, no palco do Politeama, em Lisboa, onde é a atracção principal da peça de Filipe La Feria "A canção de Lisboa".
A companhia constituída por 120 elementos, entre bailarinos, actores, cantores, músicos e técnicos, estará em cena para homenagear a criadora de êxitos como "Fado toureiro", "Fado da carta" ou "Fui ao baile". Fernanda Baptista estreou-se em 1942 na revista "Banhos de Sol". "Segue o teu caminho", "Trapeiras de Lisboa", "Salada de alface" e "Pedrinha da rua" são alguns outros êxitos seus.
"Tudo o que a Fernanda lançava no teatro tornava-se um êxito", disse à agência Lusa a presidente da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado, Julieta Estrela de Castro.
Fernanda Baptista por seu turno prefere afirmar que "a revista tinha excelentes compositores e letristas e as canções saíam para a rua com uma enorme facilidade". "Tive de facto muitos êxitos", rematou.
Fernanda Baptista, em 54 anos de palcos, participou em mais de 45 espectáculos de revista e opereta.
"Fiz muita revista e opereta e tive longas temporadas no Brasil e Estados Unidos, para além ter actuado em várias casas de espectáculo europeias. Procu rei sempre dignificar o nome de Portugal", afirmou. Hoje, diz ter "os mesmos receios de sempre, do público, de não estar bem no palco". "Quando acabo pergunto sempre aos colegas se correu bem, tenho sempre receio que não estivesse sabido estar à altura", disse.
O ex-Presidente da República Jorge Sampaio condecorou-a com a Ordem de Mérito que distingue actos ou serviços meritórios no exercício de quaisquer funções, públicas ou privadas, ou que revelem desinteresse e abnegação em favor da colectividade.
A produtora discográfica Ema Pedrosa disse à Lusa que "se no tempo em q ue Fernanda Baptista gravou houvesse discos de ouro e platina, ela hoje tinha fo rradas várias paredes com eles, tal foram os seus sucessos".
Actualmente em palco no Politeama, a fadista que tinha prometido retirar-se definitivamente dos palcos há dois anos, afirmou agora à Lusa não saber quando isso irá realmente acontecer.
Fonte: Lusa
A ampliação do Palácio da Ajuda, em Lisboa, e a construção de novas vias de circulação rodoviária são projectos previstos no plano de pormenor para a zona, apresentado anteontem em reunião de Câmara, pelo arquitecto Gonçalo Byrne. Na próxima reunião do Executivo será discutido o envio do documento para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.
O plano prevê a ampliação do Palácio da Ajuda. Segundo Gonçalo Byrne, a nova estrutura, a construir a nascente do actual edifício, será "vagamente analógica, mas não mimética" do original. Será criado um patamar e um novo torreão que irá conferir "uma simetria" ao edificado.
Prevista está ainda a construção da via da meia encosta, entre a Avenida das Descobertas e Alcântara, e de uma via intermédia, através da Rua da Bica do Marquês. Dois projectos que o arquitecto classificou como "bastante importantes". Na opinião de Gonçalo Byrne, "o objectivo é repor a comunicação entre os tecidos urbanos".
A ampliação do Palácio implicará um desvio da Calçada da Ajuda - actualmente com troços e declives muito acentuados - que irá ligar-se à Calçada do Galvão, estando prevista a circulação de um eléctrico por estas vias, até a um novo largo, a construir junto ao cemitério.
Fonte: Jornal de Notícias

Morre Manuel de Sousa Coutinho, imortalizado por Almeida Garrett na peça Frei Luís de Sousa.
Manuel de Sousa Coutinho (1555-1632), conhecido pelo nome eclesiástico de Frei Luís de Sousa, nasceu em Santarém, cerca do ano de 1555 e faleceu em Lisboa no Convento de São Domingos de Benfica em 1632. Filho de Lopo de Sousa Coutinho, era um fidalgo cavaleiro da Ordem Militar de Malta.
Viajou pelas Índias ocidentais e orientais, onde foi feito prisioneiro de piratas, que o encarceraram em Argel, vindo a conhecer na prisão Miguel de Cervantes. Libertado em 1577, regressa a Portugal, tendo sido nomeado capitão-mor de Almada em 1579. Por entender que os regentes do Reino deveriam ficar junto das populações de Lisboa, assoladas pela peste, queimou a sua própria casa, que tinha sido requisitada para sede do Governo.
Por forma a evitar dissabores, refugia-se em Espanha, onde continuou a prestar diversos serviços ao rei Filipe II de Espanha (I de Portugal), vivendo dois anos em Valência. Regressa a Portugal em 1583 e casa-se com Madalena de Vilhena, viúva de D. João de Portugal. Em 17 de Março de 1594 é feito fidalgo cavaleiro. Em 1600 é nomeado Capitão-Mor de Almada e seu Guarda-Mor da Saúde.
Após um período mais desconhecido, mas que se se sabe que esteve na américa latina, nomeadamente no Perú, decide em 1613, juntamente com a sua esposa abraçar a vida religiosa, ingressando no dominicano Convento de São Domingos de Benfica no dia 8 de Setembro de 1614 e a sua mulher, no Convento do Sacramento.
Ao tornar-se frade, adopta o nome de Frei Luís de Sousa, dedicando-se inteiramente à escrita, nomeadamente à hagiografia e à monografia. Foi cronista-mor da sua ordem em Portugal, tendo viajado por diversos conventos, recolhendo materiais para completar a monumental obra «História de São Domingos» cujo esboço tinha sido iniciado por Frei Luís de Cácegas anos antes. É hoje considerado um dos mais brilhantes autores de língua portuguesa.
Outras obras da sua autoria:
Vida de Don Frei Bartolomeu dos Mártires (1619); Primeira Parte da História de S. Domingos (1623); Segunda Parte da História de S. Domingos (1626); Terceira Parte da História de S. Domingos (publicada em 1678 e tendo sido terminada por Fr. Luis de SoutoMayor); Anais de el-Rei D. João III (escrito em 1628, apenas publicado em 1844); Vida de Sóror Margarida do Sacramento; Considerações das Lágrimas Que a Virgem N. Senhora Derramou na Sagrada Paixão; Vida do Beato Henrique Suso...traduzida de latim em português...e outras obras em prosa e em verso...compostas por Fr. Luiz de Sousa (publicado em 1749).

Almeida Garrett cria o Conservatório de Lisboa, no âmbito da reforma do Governo Liberal. O ensino da Música é dirigido pelo compositor João Domingos Bomtempo.
A Câmara de Lisboa formalizou hoje o apoio à CowParade, que vai trazer à cidade 101 vacas pintadas com vários motivos, através de um protocolo para cedência do espaço público, materiais e meios necessários ao evento.
O trabalho dos artistas que aderiram à iniciativa, que já passou por 32 cidades no mundo em anos anteriores, está a ser feito nas antigas oficinas do Metro de Lisboa, hoje visitadas pelo presidente do município, Carmona Rodrigues, e pelo vereador com o pelouro do Espaço Público, António Prôa.
Os artistas inspiraram-se em temas tão variados como os lenços de namorados, Camões, os azulejos, a baixa pombalina, os eléctricos de Lisboa, os velhos táxis a preto e verde, as Páginas Amarelas, a construção civil, a arquitectura, o galo de Barcelos, a bandeira nacional ou a calçada portuguesa para ilustrar as peças de fibra de vidro em forma de vaca.
"As vacas estão de parabéns", afirmou o presidente da Câmara depois de visitar o atelier, acrescentando que as esculturas, em tamanho natural, vão trazer colorido à cidade e à vida de quem todos os dias passa nas ruas de Lisboa.
Carmona Rodrigues sublinhou que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) se associou a este evento pela valorização do espaço público, mas também pelas vertentes cultural e social.
O autarca saudou os munícipes que vão ainda aderir a esta iniciativa, lembrando que as verbas resultantes do leilão das peças vão beneficiar instituições como a Cruz Vermelha, a Assistência Médica Internacional (AMI), o Chapitô, a Cruz Vermelha Portuguesa, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, a Liga dos Bombeiros Portugueses, o Espaço T, Escuteiros de Portugal, a Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal e ainda o projecto SIC Esperança.
A CowParade visa ainda despertar o gosto pela arte, incentivar a criação artística e desenvolver a estratégia de animação cultural e de rua em Lisboa, sendo igualmente uma atracção turística.
O representante da Energy Splash, que organiza o evento, José Cardoso, afirmou que nas outras cidades por onde passou, a CowParade conseguiu despertar as pessoas para a arte, fazendo votos de que o mesmo aconteça em Lisboa.
A festa de lançamento da CowParade realiza-se dia 13 na Praça do Município, onde ficará exposta uma das seis vacas cedidas simbolicamente à Câmara, inspirada na Calçada Portuguesa.
As restantes cinco serão entregues à União das Associações dos Comerciantes e Serviços do Distrito de Lisboa (UACS), à AMBELIS - Agência para a Modernização Económica de Lisboa, à Associação Académica de Lisboa, à União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) e à Divisão de Educação e Sensibilização Ambiental da CML.
A CowParade é apresentada como o maior evento de arte pública do mundo que reúne arte, diversão e responsabilidade social. As 101 vacas vão estar expostas em vários locais da cidade a partir de 14 de Maio e a 30 de Setembro realiza-se o leilão. "Pelas Artes, por Causas, por Sorrisos" é lema da iniciativa que já passou por Zurique, Praga, Bruxelas, Chicago, Nova Iorque, Tóquio e São Paulo, entre outras cidades.
Fonte: Lusa
Os semáforos de Lisboa não respeitam o Decreto-Lei 123 de 1997, que determina o seguinte: “O sinal verde para os peões, deve estar aberto o tempo suficiente para permitir a travessia com segurança, a uma velocidade de 2 metros/5 segundos”. Ou seja, em vez do sinal verde estar aberto sete segundos para atravessar nove metros – como acontece na Fontes Pereira de Melo – deveria estar aberto 22,5 segundos.
O desrespeito verifica-se também na Avenida da República, Avenida da Liberdade, Avenida Almirante Reis, Avenida 24 de Julho, Avenida Brasil, Avenida Infante D. Henrique, Avenida de Ceuta... Em todas as ruas e avenidas da cidade visitadas ontem pelo CM e onde, segundo a Câmara, ocorrem mais atropelamentos.
Na Avenida de Ceuta há, no entanto, uma excepção; uma travessia que respeita o decreto-lei. Tratam-se dos semáforos onde há uma semana foi atropelada mortalmente uma menina de oito anos. Aqui o sinal para os peões, que estava verde 24 segundos, foi alargado para 36 segundos, mais três segundos e meio do que o tempo estipulado na lei, uma vez que a travessia tem 13 metros. Mas ainda na Avenida de Ceuta, junto à estação Alcântara-Terra, o desrespeito mantém-se, com um sinal verde durante 20 segundos para percorrer nove metros.
Sintomático do que acontece na cidade é o facto de na Avenida Infante D. Henrique, junto ao Terreiro do Paço, numa travessia onde passam milhares de pessoas, pois dá acesso aos barcos para Cacilhas e Barreiro, os semáforos estarem verdes 14 segundos para atravessar 15 metros.
Contactada pelo CM, Marina Ferreira, responsável pela Mobilidade, nega que o sistema semafórico da cidade esteja a funcionar ilegalmente e responsabiliza o legislador, considerando que “seria uma irresponsabilidade aumentar para o triplo o tempo do sinal verde”.
“Eu não posso é engarrafar a cidade. Tenho de criar condições para os peões mas com calma e serenidade. E estamos já a estudar o alargamento do tempo dos semáforos no eixo principal: Avenida da Liberdade, Fontes Pereira de Melo e Avenida da República”, adiantou, referindo ainda que os semáforos para os peões em Lisboa funcionam à semelhança de Paris (1,5 metros por um segundo) que é superior ao praticado em Madrid, onde um metro tem de ser percorrido num segundo.
EXEMPLOS
AVENIDA 24 DE JULHO
Nesta travessia, onde muitas pessoas perderam a vida, até os jovens têm dificuldade em atravessar com o sinal aberto, pois têm de percorrer 10 metros em 12 segundos.
AVENIDA DA LIBERDADE
Junto ao Tivoli e S. Jorge, quem utiliza esta travessia com 16 metros sabe que tem de percorrê-la em passo de corrida, pois o sinal está aberto 13 segundos.
AVENIDA DA REPÚBLICA
Aqui, percorram-se os dez metros da via no sentido do Saldanha ou os 14 metros da via inversa, o tempo para os peões é sempre o mesmo: dez segundos.
Fonte: Correio da Manhã
O Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa (TAFL) autorizou a discoteca Kremlin a manter-se aberta, ao recusar uma providência cautelar do alegado proprietário do edifício que contestava a autorização municipal de funcionamento do estabelecimento.
Na sentença, a que a Lusa teve acesso, o TAFL julga "improcedente, por não provada, a adopção da requerida providência cautelar de suspensão de eficácia" e absolve a Câmara de Lisboa "do pedido cautelar formulado".
A sociedade Abílio Fernandes, que diz ser proprietária do edifico do Kremlin, avançou com uma providência cautelar contra uma decisão do presidente da Câmara de Lisboa, António Carmona Rodrigues, que suspendeu um despacho anterior da vereadora do Licenciamento das Actividades Diversas, Ana Sofia Bettencourt.
O despacho da vereadora, de Agosto de 2005, determinava o encerramento da discoteca por falta de condições de segurança. A decisão de Carmona Rodrigues, emitida em Setembro do ano passado, foi justificada com o facto de "não terem sido observados todos os procedimentos que colmatavam no fecho da discoteca", nomeadamente a realização de uma vistoria e de audiência prévia com todas as partes envolvidas.
A sociedade Abílio Fernandes alegava que o espaço deveria ser encerrado por não dispor de licença de utilização, pelo que não estariam reunidas as condições de segurança que esse documento, emitido pela Câmara Municipal, atesta.
Na opinião do tribunal administrativo, a decisão de Carmona Rodrigues não indicia "de forma manifesta a violação dos princípios da prossecução do interesse público ou da imparcialidade".
Por outro lado, o TAFL sustenta que a sociedade Abílio Fernandes "não concretiza" as alegações de que o funcionamento do Kremlin lhe provoca "prejuízos avultados" e sobre a "responsabilidade por danos estruturais que possam ocorrer no edifício", nem quanto à "diminuição do valor comercial do espaço".
"Não se vê qual a utilidade da sentença a proferir no processo principal que é, nesta sede (do tribunal administrativo), necessário acautelar, sob pena de entretanto se perder irreversivelmente", afirma o TAFL, adiantando também não ver "em que medida é que a sentença que venha a ser proferida no processo principal já não venha a tempo de dar resposta adequada à situação em litígio".
A posse da discoteca é reclamada, em tribunal, pela sociedade Abílio Fernandes e pela empresa RM, que explora a discoteca.
Em declarações à Lusa, Paulo Dâmaso, administrador da RM, considerou que "Portugal é um Estado de direito", pelo que "é nos tribunais que é feita a justiça, não na praça pública".
Contactado pela Lusa, o advogado da Abílio Fernandes, Carlos Barroso, apenas explicou que o tribunal não deu provimento à providência cautelar por não ter verificado um dos requisitos necessários - o da demora da acção principal, acrescentando não haver ainda uma decisão sobre a intenção de recorrer ou não da sentença.
Sobre o processo, o advogado estranhou que "sete meses depois, a formalidade da audiência prévia não tenha sido cumprida pela Câmara".
Carlos Barroso adiantou que, uma vez que o TAFL "dá como provado que a Câmara de Lisboa reconhece a sociedade como proprietária do espaço", a Abílio Fernandes "irá desencadear judicialmente, em tribunal, um pedido de intimação à autarquia para que encerre o espaço".
A Lusa tentou obter uma reacção do gabinete de Carmona Rodrigues, mas tal não foi possível até ao momento.
Fonte: lusa

Um veículo movido exclusivamente a óleo vegetal (óleo de fritar usado) chega hoje a Lisboa depois de ter atravessado o Reino Unido, França e Espanha.
Em comunicado, a associação ambientalista Quercus defende a utilização directa de óleos vegetais em motores a diesel, "dado o seu melhor desempenho ambiental em termos de emissões de gases com efeito de estufa e devido ao seu menor preço".
A viagem do veículo que chega hoje a Portugal, e que partiu da Escócia, insere-se num projecto que pretende demonstrar a possibilidade de utilizar óleos vegetais para substituir o gasóleo em motores a diesel, "sendo apenas necessário proceder a algumas alterações nos veículos".
O condutor do veículo, Antony Barretty, vai recolhendo ao longo da viagem óleo em restaurantes e procede à sua filtração para o utilizar como combustível.
"Este processo já é conhecido desde o tempo em que Rudolf Diesel inventou o motor do mesmo nome". Mas, "devido ao baixo custo do petróleo, a utilização de óleos vegetais como combustível para automóveis nunca foi muito desenvolvida".
O aumento do preço do petróleo e as alterações climáticas poderão contribuir para que o combustível "ganhe novo fôlego", considera a Quercus.
Fonte: Público on line
A empresa Barraqueiro Transportes vai distribuir bilhetes de autocarro gratuitos pelos automobilistas que circulam entre Torres Vedras/Lisboa e Mafra/Lisboa numa campanha que visa incentivar a uma maior utilização dos autocarros nas deslocações à capital.
"Ainda há muitos carros a entrar em Lisboa e o que pretendemos é que as pessoas experimentem e vejam que, de autocarro, fazem uma viagem rápida, confortável, sem stress, poupam combustível, portagens e parque de estacionamento", afirmou hoje à agência Lusa Laurinda Martins, da Barraqueiro Transportes.
«Nota-se que os novos residentes nestas zonas são mais adeptos dos transportes públicos enquanto que as pessoas que já efectuam há mais tempo este percurso de carro têm mais dificuldade em deixar a viatura em casa», constatou a responsável da transportadora. «Nesse sentido, queremos que os automobilistas experimentem e tirem as suas conclusões», disse Laurinda Martins.
Os bilhetes e as informações sobre as vantagens da utilização dos transportes rodoviários serão distribuídos junto a rotundas nas saídas para a auto-estrada A8, durante este mês e Junho. Cada automobilista terá direito a uma viagem sendo o bilhete válido até ao final do mês de Julho. Segundo dados da empresa, o passe mensal entre Torres Vedras e Lisboa (Campo Grande) é 109 euros e 93 euros entre Mafra e Lisboa.
Fonte: Diário Digital
A Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M) exigiu hoje a realização de um estudo do trânsito automóvel e pedonal na Avenida de Ceuta para evitar mais acidentes como o atropelamento de uma criança na semana passada numa passadeira.
A medida foi apresentada durante uma acção que a ACA-M realizou hoje na Avenida de Ceuta para lembrar a morte de Rafaela, oito anos, e apresentar propostas para "uma travessia segura" naquele local.
Cerca das 11:15, a associação colocou uma coroa de flores no local onde a criança morreu e apelou aos vários moradores da Quinta da Cabrinha e do Loureiro e a todos os presentes para fazer um minuto de silêncio em memória da menina, seguido o qual atravessaram a avenida sob o olhar da polícia, que cortou o trânsito durante alguns minutos.
Durante a cerimónia, o escritor Rui Zink, da associação, lembrou que "a Rafaela não morreu vítima de uma qualquer força de segurança ou dos destino".
"O que aqui aconteceu é, mais uma vez, fruto da desresponsabilidade mútua que todos os parceiros sociais de um crime perpetuam", afirmou Rui Zink.
O presidente da ACA-M, Manuel João Ramos, lembrou, por seu turno, que o problema daquele local foi a construção de duas urbanizações gémeas, para realojamento do bairro do Casal Ventoso, cuja população mantinha uma rede coesa de relações sociais e familiares, em terrenos de cheia e nas zonas laterais de uma via rápida sobredimensionada.
Por outro lado, tinha, até hoje, uma sinalização que favorecia os automóveis e hostilizava os peões com tempos de atravessamento insuficientes.
Manuel Ramos considerou a construção naquele local "um erro" que tem "uma responsabilidade histórica e política que em última análise é dirigido ao antigo presidente de Câmara João Soares, que foi quem tomou a decisão de construir a urbanização com uma via rápida pelo meio".
Para reduzir os riscos de acidentes na Avenida de Ceuta, Manuel João Ramos, propôs a realização de medidas, algumas das quais complementares àquelas que já foram tomadas pela vereação da mobilidade, como a colocação de bandas e o aumento da temporização dos semáforos, e outras "mais estruturais".
A associação defende a realização de um estudo para estudar os fluxos de atravessamento, avaliar as consequências para o trânsito automóvel e pedonal na introdução de medidas de acalmia de tráfego e a possibilidade de reduzir o número das faixas de rodagem (de quatro para três) e da largura das mesmas de 3,5 metros para três metros.
A "medida mais estrutural" apresentada pela associação é a criação de uma praça, fazendo o desvio de trânsito para as encostas e criar uma área pedonal de sociabilidade e lazer no intervalo das urbanizações.
"Esta era uma decisão política forte e muito simbólica no sentido de que dava um sinal muito forte de que o império do automóvel estava a ser invertida", disse Manuel João Ramos aos jornalistas.
Outras "medidas complementares" são o "tudo vermelho" - que consiste em programar todos os semáforos a regressar sempre ao vermelho quando num determinado intervalo de tempo não haja qualquer aproximação de veículos - e fazer marcações do solo e, em vez das passagem para peões, colocar zebras com semáforos.
Na iniciativa esteve presente o presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, José Godinho, que lembrou que a Avenida de Ceuta é um "ponto negro da cidade cheio de armadilhas" e desafiou a vereadora da mobilidade, Marina Ferreira, a falar com a junta e com os moradores do bairro.
"A vereadora nem teve o cuidado de trabalhar com a Junta de Freguesia de Alcântara. Tomam medidas a avulso, não falam com a população que tem soluções a apresentar para tentar resolver o problema", afirmou José Godinho.
O avô da criança que morreu, António Bogas, apelou também à aplicação de mais medidas "para reduzir a velocidade" na avenida para que "não haja mais mortes".
"Queria que a minha neta fosse a última vítima nesta avenida", afirmou emocionado António Boga.
A ACA-M convidou o presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, e os vereadores de todos os partidos a estarem presentes na acção, tendo apenas faltado a vereação do PSD, com maioria na autarquia.
"Compreendo que haja a vontade de algum resguardo dos responsáveis autárquicos num bairro popular em que os ânimos podem aquecer e poderia haver uma situação de tensão que não ia ajudar à resolução do problema, mas acho que podia ser dado um sinal mais forte de vontade por parte não só da vereação da mobilidade, mas do presidente da autarquia", afirmou o responsável.
Apesar da ausência, a vereação da mobilidade disse à associação que estava solidária com as propostas apresentadas.
Fonte: Lusa
O Bairro Alto está no topo das preferências dos lisboetas quando saem à noite. Esta conclusão surge num estudo apresentado ontem pela empresa QualiQuanto - Research and Brand Consultancy que caracteriza os espaços de diversão nocturna da capital e os públicos que os frequentam.
Segundo Isabel Pinheiro, coordenadora do projecto, o Bairro Alto, por ser "um espaço amplo, com uma oferta diversificada, que permite uma convivência entre várias 'tribos', aliado ao facto de ser o local onde, aparentemente, as bebidas são mais baratas", justifica a escolha por parte da maioria dos inquiridos.
O perfil de quem sai à noite é cada vez mais diversificado, mas é entre os jovens dos 17 aos 24 anos que se encontra a maioria dos noctívagos, revela o estudo.
O roteiro da noite lisboeta já não é o que era. O habitual programa de jantar fora e ir ao cinema deu lugar a um novo circuito da noite, que passa por jantar, ir até a um ou dois bares, correr as discotecas e terminar já de manhã com o pequeno almoço, sempre inserido num grupo de amigos, companhia preferencial apontada pelos inquiridos, cerca de 91%.
Noites mais seguras e na moda
Quando se fala nos hábitos de quem sai à noite, as questões de segurança surgem de imediato. No entanto, essa preocupação não se revela de forma significativa no estudo. Isabel Pinheiro diz que "os jovens não vêem a noite como insegura" e que aparentam "conviver de forma mais ou menos pacífica com o facto de poderem vir a ser assaltados".
Para os noctívagos mais frequentes não existe um dia específico para sair. No entanto, a sexta-feira e o sábado continuam a ser os dias preferidos para "ir para os copos".
Quem quer sair à noite "tem" de estar na moda. Este facto origina que diversas marcas de vestuário e acessórios surjam associadas à ida à discoteca. Nike, Lacoste, Gap e Swatch surgem no topo das marcas mais referenciadas. O telemóvel é um acessório fundamental e quanto a equipamentos as marcas Nokia e Samsung lideram as preferências.
Na base deste estudo esteve o facto de "as empresas que estão ligadas ao negócio da noite não saberem o resultado dos eventos que promovem". O estudo agora apresentado acaba por ser "o follow up do trabalho desenvolvido pelos empresários, apesar de não ter sido encomendado por nenhum empresário da noite", revela.
Ficha técnica do estudo
Preparado durante cerca de um ano, este estudo contou com a colaboração de três recém licenciados em Sociologia pela Universidade Lusófona. Numa primeira fase, um grupo de 25 jovens foi convidado a identificar, através de colagens e fotografias, os ambientes e as vivências da noite nos locais que habitualmente frequentam. Numa fase posterior, e depois de encontrados alguns conceitos chave, foi aplicado um questionário a cerca de 200 frequentadores da noite lisboeta.
Fonte: Diário de Notícias
O aumento em um terço da actual área de construção dos edifícios entre a antiga Feira Popular e o Saldanha, em Lisboa, é a proposta do Plano de Alinhamento e Cérceas hoje apresentado em reunião de câmara.
O plano, que será discutido na próxima reunião pública do executivo camarário, no final deste mês, prevê o aumento do número de pisos de alguns prédios da Avenida da República, estabelecendo uma altura média das fachadas de 31 metros, que corresponde a 10 pisos.
"O objectivo é requalificar a imagem urbana da cidade. É desqualificante termos determinados edifícios" nesta zona, explicou à Lusa Cláudia Batista, coordenadora do projecto, elaborado pela direcção municipal de planeamento urbano.
No âmbito do plano foram analisados 130 edifícios na Avenida da República, dos quais quase metade (44 por cento) poderá aumentar a altura.
"O plano propõe um aumento da edificabilidade na ordem dos 77 mil metros quadrados", explicou hoje a vereadora do Urbanismo da autarquia lisboeta, Gabriela Seara, durante a apresentação do projecto aos vereadores.
O aumento da área de construção pretende, segundo adiantou à Lusa o director municipal de Planeamento Urbano, Pinto Coelho, "ordenar a imagem da avenida e intensificar o uso habitacional", estimando-se que possam ser construídos cerca de 200 novos fogos.
A subida dos prédios poderá ocorrer através da repetição da fachada já existente ou com a introdução de novos elementos, como o vidro.
O plano prevê a criação de um fundo que contará com contribuições a pagar pelos proprietários dos edifícios que serão aumentados, que será utilizado na construção de infra-estruturas e equipamentos na cidade e para compensar os donos dos prédios que não podem ser alterados, dada a sua qualidade patrimonial.
A requalificação de fachadas também está prevista no plano, nomeadamente a reposição do projecto original, o que pode implicar a destruição de marquises ilegais. Após a aprovação do documento pelo executivo camarário, o plano será submetido à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).
Fonte: Lusa
A vereadora da mobilidade na Câmara de Lisboa, Marina Ferreira, rejeitou hoje responsabilidades no acidente que quinta-feira vitimou uma criança na Avenida de Ceuta, atribuindo as culpas a quem urbanizou os bairros do Cabrinha e Loureiro. Marina Ferreira, que falava em conferência de imprensa, acrescentou que a responsabilidade daquelas urbanizações não é do actual executivo autárquico, nem do anterior, mas de outros "que toda a gente conhece".
A vereadora referia-se aos executivos camarários responsáveis pela urbanização dos bairros do Cabrinha e Loureiro, onde foram realojados os antigos residentes do Casal Ventoso, que estão separados pela Avenida de Ceuta, com 11 faixas de rodagem.
Marina Ferreira atribuiu ainda ao vereador socialista Manuel Maria Carrilho a "maior leviandade política" por alegadamente ter acusado a autarquia de nada ter feito para evitar acidentes como o que vitimou a criança de oito anos que quinta-feira morreu atropelada na Avenida de Ceuta. Adiantou que a Avenida de Ceuta é um traço que "está identificado e está a ser corrigido".
Entre as alterações introduzidas na Avenida de Ceuta desde a morte da criança de oito anos, ocorrida quinta-feira, a vereadora citou o aumento da temporização dos semáforos, acrescentando que vão ser introduzidos dois radares com ligação à Polícia Municipal. "Para que se acelere o processo de contra-ordenações", sublinhou.
Marina Ferreira disse ainda que a Avenida de Ceuta é a "única" artéria da capital a acumular "lombas, passagem superior, alteração da temporização do semáforo, sinalização da passagem de peões e radares".
Fonte: Lusa
Como é que o PS defendia na campanha autárquica a videovigilância nas ruas e não votou a favor da videovogilância nas estradas de Lisboa?
A Câmara de Lisboa aprovou hoje por maioria o lançamento de um concurso público internacional para a compra de 21 radares e painéis electrónicos destinados a combater o excesso de velocidade automóvel em algumas vias da cidade. A proposta foi aprovada com os votos favoráveis da maioria PSD- CDS/PP e da CDU e com a abstenção do PS e do Bloco de Esquerda.
Os radares, que a autarquia lisboeta espera ter a funcionar na altura do Natal, são equipados com painéis electrónicos que alertam o condutor para o facto de estar a conduzir em excesso de velocidade.
Se o condutor não abrandar, 350 metros à frente destes painéis, é activada uma máquina fotográfica e uma câmara de filmar que captam imagens do veículo e da matrícula, que são posteriormente encaminhadas para a Polícia Municipal.
O sistema, cujo preço está estimado em mais de 2,5 milhões de euros, inclui ainda seis painéis electrónicos, a instalar à entrada da cidade, que informam sobre o estado do trânsito e o tempo estimado para chegar a alguns destinos, com o objectivo de levar o condutor a deixar o carro em parques de estacionamento e optar pelos transportes públicos.
Segundo a vereadora responsável pelo pelouro da Mobilidade, Marina Ferreira (PSD), os locais onde os radares serão aplicados são zonas onde "existe já um histórico de sinistralidade associado ao excesso de velocidade" e também à saída dos túneis, onde a falta de contacto com peões pode potenciar "acelerações".
As zonas previstas incluem a Segunda Circular, a Radial de Benfica, as avenidas da Índia, Infante Dom Henrique, Brasília, Gago Coutinho, João XXI, Berna, Duarte Pacheco, Ceuta e Campo Grande.
"Estamos convencidos de que este sistema é um elemento de dissuasão do excesso de velocidade", afirmou hoje Marina Ferreira, durante a reunião pública do executivo camarário.
Os vereadores socialistas apresentaram uma proposta alternativa, que defendia que os radares não são "as medidas necessárias" para algumas avenidas, nomeadamente as vias mais urbanas e com atravessamento de peões, e sugeria para estes locais iniciativas mais a curto-prazo, como pinturas do pavimento, colocação de separadores e guias e ajustes na temporização dos semáforos.
Marina Ferreira garantiu que a instalação de radares não impede que sejam adoptadas outras medidas "para diminuir o risco". A proposta do PS, por ser alternativa à da maioria camarária, não chegou a ser votada.
Fonte: Lusa
A circulação rodoviária na zona de Alcântara, e m Lisboa, poderá ser feita através de uma praça, com a eliminação do actual viad uto e o soterramento da linha ferroviária, segundo um estudo hoje apresentado pe la Câmara Municipal.
O estudo para o nó de Alcântara, hoje apresentado em reunião pública do executivo camarário pela vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara (PSD), deverá i ntegrar o plano de pormenor para aquela zona da cidade, actualmente em elaboraçã o.
A solução rodoviária para o nó de Alcântara contempla quatro opções - c ruzamento, rotunda e dois tipos de praças - mas a responsável defendeu que a pos sibilidade de praça que segue o enfiamento da Avenida de Ceuta é a que reúne mai or consenso, nomeadamente dos presidentes das juntas de freguesia de Alcântara, Santo Condestável e Prazeres.
Outras propostas para a circulação naquela zona da cidade passam pelo s oterramento da linha ferroviária de Cascais, entre a Cordoaria e as futuras inst alações do Museu do Oriente, a ligação, também subterrânea, desta linha com a de Cintura (Gare do Oriente- Alcântara Terra) e a criação de uma nova estação mult imodal, igualmente soterrada, onde actualmente se situa a estação de Alcântara-M ar.
O projecto hoje apresentado também prevê uma ligação do terminal de con tentores à linha de Cintura e a extensão da Linha Amarela do Metropolitano até A lcântara, utilizando a futura estação multimodal.
Também a passagem do eléctrico rápido pela frente de rio até ao Centro de Congressos (antiga FIL) está prevista, além da eliminação da passagem pedonal superior na Avenida de Cascais e a criação de duas novas passagens superiores e uma passagem inferior a integrar na nova estação multimodal.
"É uma proposta extremamente ambiciosa, que exige uma posição concertad a entre a câmara e a administração central", sublinhou a vereadora Gabriela Sear a, adiantando que há ainda que definir o financiamento desta operação.
A solução rodoviária deverá integrar o plano de pormenor de Alcântara, cuja versão preliminar deverá ser apresentada até ao Verão à Comissão de Coorden ação e Desenvolvimento Regional.
Fonte: Lusa
A circulação rodoviária no centro de Lisboa vai sofrer alterações a partir da próxima segunda-feira devido a obras no Metro para o prolongamento da Linha Vermelha, que liga a estação de Oriente à Alameda.
Em comunicado, o Metropolitano de Lisboa explica que as obras estão integradas nas obras da futura estação Saldanha II, que passará a fazer a ligação entre a linha Amarela (Rato/Odivelas) e a linha Vermelha.
"Para permitir o prosseguimento das obras de construção desse prolongamento será necessário proceder ao corte da circulação rodoviária na ligação da Avenida Duque de Ávila (zona de confluência com a Avenida 5 de Outubro) com a Avenida da República, sendo que a circulação pedonal continuará a processar-se", explica a empresa.
Em alternativa, o Metropolitano de Lisboa sugere que a partir dessa data os automobilistas façam o acesso à Avenida da República pela 5 de Outubro e pela João Crisóstomo e à Avenida Duque de Ávila a partir da Praça do Saldanha e Avenida Praia da Vitória em direcção à Avenida 5 de Outubro, onde retomarão a Avenida Duque de Ávila.
O Metropolitano de Lisboa não adianta, no entanto, a duração das referidas das obras nem até quando vão alterar o trânsito na zona.
Fonte: Lusa
O Movimento contra o encerramento do Colégio de Santa Clara apelou hoje à Comissão de Educação da Assembleia Municipal de Lisboa para que interceda junto da Casa Pia para evitar o encerramento do estabelecimento de ensino.
Depois de uma manifestação no passado dia 27 de Abril junto ao colégio, que reuniu sindicalistas, funcionários e pais de crianças pelo não encerramento do colégio, o Movimento reuniu-se hoje com a Comissão da autarquia lisboeta na esperança de que esta possa interceder junto da Casa Pia e faça pressão pela continuidade do funcionamento do Colégio de Santa Clara.
Contactada pela agência Lusa, a presidente da Junta de Freguesia de Santo Estêvão, presente na reunião, explicou que os pais foram colocar à Comissão as suas preocupações relativamente ao Colégio de Santa Clara, mesmo sabendo que esta não poderá interferir.
Fonte: Lusa
A Associação de Cidadãos Auto- Mobilizados atravessa quinta-feira a Avenida de Ceuta para lembrar a criança que na semana passada ali morreu atropelada e coloca uma coroa de flores para alertar as autoridades para a insegurança daquela via.
Uma menina de oito anos foi atropelada na passada quinta-feira por um taxista numa passadeira na Avenida de Ceuta, o que gerou a contestação dos moradores, que no dia seguinte cortaram aquela artéria em protesto contra a falta de segurança no local.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), Manuel João Ramos, congratulou-se com a rapidez com que a Câmara de Lisboa tomou medidas para minimizar o risco naquele local, mas considera que é preciso fazer mais.
Fonte: Lusa
O movimento de lisboetas Fórum Cidadania fez hoje um balanço negativo dos primeiros 180 dias de governação do Executivo da Câmara de Lisboa, destacando a demolição da casa do escritor Almeida Garrett.
No seguimento do balanço que o presidente da Câmara de Lisboa, António Carmona Rodrigues, fez terça-feira dos primeiros seis meses de mandato, o movimento de cidadãos lembra algumas medidas que foram anunciadas e não foram cumpridas.
"Fazemos um balanço negativo", disse à agência Paulo Ferrero, do Fórum Cidadania.
Para Paulo Ferrero, a única medida que fica para a "posteridade" é a demolição da casa de Almeida Garrett, em Campo de Ourique, que considera "inesquecível, indesmentível e imperdoável".
O movimento lembra, em comunicado, algumas medidas por cumprir, como o reforço dos 150 agentes nos quadros da Polícia Municipal e a criação de cinco mil lugares de estacionamento para residentes.
"Ter-se parques dissuasores significa ter-se parques de estacionamento fora de Lisboa, pelo que os parques nos estádios de Alvalade e da Luz e na Gare do Oriente, além de já existirem antes do anúncio das medidas, nada acrescentam em prol da mobilidade e da qualidade de vida em Lisboa", salienta o movimento.
O movimento acrescenta que "olhando o estado dos prédios à nossa volta, a sujidade das ruas, o estacionamento anárquico, as lojas na falência, o ruído, a poluição, as obras na via pública, as cargas e descargas durante o dia, etc., o balanço só pode ser negativo".
Fonte: Lusa
A Câmara Municipal de Lisboa foi alvo de uma penhora, há cerca de um mês, em cerca de dois milhões de euros, devido ao não-pagamento, há nove anos, de uns terrenos em frente ao Centro Comercial Colombo, que a autarquia ocupou para construção das acessibilidades. A notícia é avançada esta quarta-feira pela SIC, que refere ainda que a autarquia lisboeta já recorreu da sentença e está, neste momento, à espera de uma decisão do Tribunal da Relação.
Segundo o canal de Carnaxide, o problema coloca frente-a-frente António Manuel Alves, proprietário da Quinta dos Pilares, onde foi construída aquilo que é hoje a Avenida Lusíada, e a Câmara Municipal de Lisboa (CML), entretanto condenada a pagar o valor do espaço expropriado, mais os juros de mora. Ou seja, quase dois milhões de euros.
O dinheiro já terá saído, de resto, da conta da autarquia, mas o problema é que ainda não chegou ao bolso do proprietário, devido ao recurso apresentado pela edilidade.
Ainda de acordo com a SIC, Manuel Alves queixa-se de ter recebido apenas uma pequena parte do milhão de euros inicialmente acordado, situação explicada pela CML com a falta de alguma documentação, além da impossibilidade em contactar o proprietário dos terrenos.
Manuel Alves, no entanto, garante que tudo fez para receber a totalidade do dinheiro no mais curto espaço de tempo, ao mesmo tempo que defende que a ausência de morada não pode ser desculpa.
Fonte: Diário Digital
Os Amigos da Biblioteca Nacional apresentam-se hoje para «organizar o contributo da sociedade civil para o enriquecimento, a preservação e a divulgação» desta instituição, explicou um dos fundadores à agência Lusa.
A historiadora Ana Maria Azevedo, que pertence ao grupo dos 25 fundadores, disse à Lusa que a Associação dos Amigos da Biblioteca Nacional (AABN) irá procurar abrir o espaço ao cidadão comum, «de modo a não se restringir apenas ao mundo académico».
Ana Maria Azevedo explicou que esta iniciativa acontece «à semelhança do que se verifica noutras bibliotecas nacionais de todo o mundo e em numerosas instituições culturais».
Os Amigos da Biblioteca Nacional irão colaborar na área de voluntariado, organizando índices remissivos, fazendo pesquisas bibliográficas, de colecção e até contactos com as diferentes comunidades portugueses espalhadas no mundo e que produzem várias publicações e livros.
«Propomo-nos ainda, através de diversas actividades culturais e de animação nos espaços da biblioteca, chamar a atenção do público para aquele que é o principal património documental reunido na maior instituição bibliográfica portuguesa», disse Ana Maria Azevedo.
Outro dos objectivos da AABN é «financiar a edição a partir dos acervos da BNP e fomentar relações com entidades similares». Os fundadores são até agora 25. Quem quiser inscrever- se pode fazê-lo através da Internet na página http://aabnp.bn.ptou por correio electrónico (aabnp@bn.pt).
José Miguel Júdice apresentará hoje o projecto, pelas 18:30, na Biblioteca Nacional, na qualidade de Presidente da AABN. Da direcção fazem ainda parte os investigadores Pedro Calafate e Ana Maria de Azevedo, Francisco de Oliveira Martins e Maria Isabel Félix Machado. A associação funcionará em instalações no próprio edifício da Biblioteca Nacional, no Campo Grande, em Lisboa.
Fonte: Lusa
Um balanço bem diferente do de Carmona Rodrigues, no Cidadania LX.
Carta Aberta ao Presidente da CML, por José Vieira, no Jirenna.

As "Memórias" e a "Poesia completa" de Fernanda de Castro, que morreu em 1994, são apresentadas quinta-feira na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, no âmbito do plano de reedição integral da sua obra. Ao longo deste ano pelo Círculo de Leitores (CL) visa a edição integral da obra da poetisa e escritora que inclui a publicação de dois inéditos.
O romance "Tudo é princípio" e a peça de teatro "Os cães não mordem" são os dois inéditos a publicar. Quinta-feira ao final da tarde Eduardo Pitta e Miguel Real irão falar respectivamente da poesia, agora reeditada em dois volumes, e das memórias também repartidas em dois volumes.
Os dois volumes intitulam-se "Ao fim da memória", sendo o primeiro relativo ao período de 1906 a 1939 e o segundo, de 1939 a 1987. Em declarações à Lusa, o escritor Miguel Real afirmou que Fernanda de Castro "esteve um tempo esquecida por estar vinculada à cultura portuguesa da primeira metade do século XX".
"Ultrapassado um certo luto, que é natural em todos os escritores", Miguel Real considera que a obra de Fernanda de Castro volta hoje a suscitar interesse.
A ligação ao regime político anterior ao 25 de Abril de 1974, a autora era mulher de António Ferro e uma clara apoiante de António Oliveira Salazar, terá também contribuído para esse "esquecimento" segundo Miguel Real.
O escritor afirmou à Lusa que "do ponto de vista da sensibilidade poética e do animismo ficcional, Fernanda de Castro ultrapassava o regime".
"Se toda a sua vida foi vivida em consonância com os valores do Estado Novo, do ponto de vista da sensibilidade não se circunscrevia a um Estado fechado e ruralista", disse.
"Fernanda de Castro era um mulher cosmopolita", frisou.
A escritora foi, segundo Real, a primeira poetisa a praticar o "verso livre" e a receber o Prémio Ricardo Malheiros da Academia de Ciências de Lisboa.
Fernanda de Castro nasceu em Lisboa em 1900, mulher de António Ferro, director do SNI (Secretariado Nacional de Informação Cultura Popular e Turismo), ao longo da sua vida dedicou-se a causas relacionadas com a assistência à infância.
Nesse sentido foi fundadora e presidente da Associação Nacional dos Parques Infantis.
Alguns poemas seus foram adaptados ao fado por frei Hermano da Câmara, nomeadamente "Varinas" que a fadista Maria João Quadros incluiu no alinhamento do seu último álbum.
Em 1969, a sua obra "Poesia" I e II valeu-lhe o Prémio Nacional de Poesia.
Entre as várias obras que escreveu destaque para "Antemanhã" (1919), "Jardim" (1928), "O Veneno do Sol" (1928) "As Aventuras de Mariazinha" (1935), "A Pedra no Lago" (1943), "Maria da Lua" (1946) e "África raiz" (1966).
Em 1986, oito anos antes de morrer em Lisboa, editou um livro de memórias intitulado "Ao Fim da Memória: Memórias 1906 - 1939".
Quinta-feira, dia 11 de Maio, Fernanda de Castro volta à Casa Fernando Pessoa, desta feita para as jornalistas Maria Teresa Horta e Ana Marques Gastão falarem, respectivamente, dos títulos juvenis e da obra ficcionada.
Fonte: Lusa
A Câmara Municipal de Lisboa, através da ex-vereadora Helena Lopes da Costa, arrendou à Tribuna da Memória-Multimédia, Unipessoal, LDA – ‘instituição’ que tem como único sócio o historiador José Freire Antunes – uma casa com duas frentes e vista para o Tejo, pelo “preço mensal especial” de 49,65 euros.
O protocolo de cedência de espaço municipal, situado a pouco mais de 80 metros do Palácio de Belém, foi assinado por Helena Lopes da Costa e José Freire Antunes – actualmente estão ambos na Assembleia da República, na bancada do PSD – no dia 1 de Junho de 2005 e não foi discutido em reunião de Câmara.
De acordo com um documento a que o CM teve acesso, a decisão teve a ver com o facto de a autarquia considerar “altamente meritório” o trabalho desenvolvido pelo Centro de História Contemporânea e Relações Internacionais, gerido pela Tribuna da Memória.
O aluguer de uma casa com pelo menos quatro assoalhadas é válido para os próximos 21 anos e o preço de 49,65 euros será actualizado anualmente de acordo com o coeficiente fixado pelo Instituto Nacional de Estatística para o sector imobiliário.
Se Freire Antunes tivesse de alugar uma casa no mesmo prédio, teria de desembolsar mais de 1000 euros por mês, montante que é pedido por uma agência para um T2, com 115 metros quadrados.
'CEDI MAIS DE 200 ESPAÇOS'
Helena Lopes da Costa assegurou ao CM não haver qualquer irregularidade com o espaço cedido a Freire Antunes. “Enquanto estive na Câmara de Lisboa cedi cerca de 200 espaços a outras tantas instituições. No caso em questão não vejo qual seja o problema. Se calhar é por ser amiga do historiador Freire Antunes. Mas também conheço outras pessoas a quem cedi espaços, como são os casos das associações a que estão ligada a Maria Elisa [fibromialgia] e a Margarida Martins da Abraço.”
A ex-vereadora da autarquia de Lisboa adiantou, ainda, que a média das rendas das casas que disponibilizou ronda os 50 euros. “Essa verba está inscrita numa tabela da Câmara”.
O CM tentou contactar o historiador Freire Antunes, o que não foi possível até ao fecho desta edição.
Fonte: Correio da Manhã
O vereador do Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, visitou ontem a freguesia do Castelo, designadamente algumas casas na Rua da Santa Cruz recentemente reabilitadas pela autarquia, mas que já apresentam problemas como fissuras e humidade.
Sá Fernandes ouviu as queixas dos moradores, que lhe pediam para resolver a situação e prometeu fazer chegar as suas reivindicações à autarquia.
"Pago uma renda barata, mas não me importava de pagar mais se a casa ficasse em condições", disse ao vereador Rosalina Vilas-Boas, que esteve quatro anos fora da freguesia do Castelo enquanto a sua casa estava a ser recuperada, processo que ficou concluído há cinco anos. Também Deolinda Leonardo, moradora na mesma rua, afirmou-se desapontada pelo estado degradado do tecto da casa em que reside. "Tinha uma casa como deve ser e encontrei uma casa destruída", lamentou, afirmando que o prédio "não tinha de ser mexido", mas a autarquia quis fazer obras de reabilitação.
No final da visita, o vereador afirmou que visitou o bairro do Castelo para "mostrar como não se deve fazer reabilitação e que há problemas graves nas zonas históricas, como o estacionamento".
"A reabilitação não foi bem feita, num prejuízo claro das pessoas ", afirmou , adiantando que a autarquia "fingiu planos para a cidade quando andou a reboque de interesses imobiliários".
Fonte: Jornal de Notícias
Os grupos de lista do PCP, Bloco de Esquerda e Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa (AML) acusaram a maioria camarária (PSD-CDS/PP) de falhar no cumprimento das promessas eleitorais e de aumentar a dívida da autarquia.
A AML aprovou por maioria o relatório de gestão e as demonstrações financeiras de 2005, com os votos favoráveis do PSD e CDS-PP e a abstenção do PS, contando com os votos contra dos restantes partidos.
O vice-presidente da Câmara de Lisboa e responsável pelas Finanças, Carlos Fontão de Carvalho (PSD), afirmou que a taxa de execução no ano passado (o trabalho realizado face ao que estava previsto no plano de actividades) foi de 64 por cento, um resultado que se situa "na média dos últimos anos".
A dívida do município a fornecedores situava-se, no final do ano passado, nos 956 milhões de euros, dos quais 530 milhões à banca, uma realidade que Fontão de Carvalho diz ser "preocupante, mas não dramática".
"A Câmara de Lisboa continua a ter receitas muito importantes", que geram quase 90 por cento do orçamento camarário, frisou o vice-presidente, adiantando que o objectivo da maioria é chegar ao final deste ano "com uma situação ainda mais controlada e mais reduzida das dívidas a fornecedores".
Da bancada do PS, Marta Rebelo classificou a taxa de execução como "razoável, mas mediana" e criticou o aumento do endividamento camarário.
A deputada socialista justificou a abstenção do PS com a discordância relativamente às políticas de fundo contidas no orçamento de 2005, que foi chumbado pela maioria de esquerda que existiu no mandato anterior na AML.
Por 2005 ter sido o ano do final do mandato, os deputados do PCP optaram por fazer um balanço da gestão de quatro anos de Pedro Santana Lopes e António Carmona Rodrigues na câmara.
Sobre os resultados da gestão em 2005, o comunista Feliciano David considerou que a autarquia "contenta-se com pouco" e destacou que "as taxas de execução em áreas importantes foram realmente baixas".
"Naquela que foi a prioridade das prioridades, a reabilitação urbana, a câmara nem conseguiu concretizar metade do que estava previsto, ficando-se pelos 47 por cento, enquanto na prevenção e mobilidade rodoviária a taxa não excedeu os 28 por cento e no parque edificado atingiu os 51 por cento", descreveu.
Os deputados comunistas consideram ainda "mais grave" o "buraco financeiro em que este executivo deixou o município e que hipoteca a sua actividade futura".
Também o líder da bancada do BE, Carlos Marques, destacou o aumento de 171 milhões de euros da dívida, face ao ano anterior, e lamentou que as taxas de execução só ultrapassem os 90 por cento na descentralização para as juntas de freguesia e nas transferências para as empresas municipais.
"O anterior executivo deu prioridade ao que não era prioritário, deixando as prioridades abaixo da metade da taxa de execução e ainda por cima deixou a Câmara mais endividada", frisou Carlos Marques.
Para Sobreda Antunes, do Partido Ecologista "Os Verdes", "a execução ficou muito aquém do esperado" e "faltaram iniciativas e concretização de projectos". Na opinião de Nelson Coelho (PSD), a situação financeira da autarquia "deve-se à alteração dos critérios de endividamento e não pode ser imputada exclusivamente a este executivo".
O deputado social-democrata sublinhou que a "grande herança" da dívida também se deve a obrigações para com a banca "que não se esgotam num mandato" e que, sustentou, revelam a "incompetência da maioria de esquerda durante longos 12 anos que ainda hoje se faz sentir".
Fonte: Lusa

O navio de guerra russo de desembarque Kaliningrad, que atracou hoje na Doca da Marinha, em Lisboa, vai estar aberto ao público na próxima quinta-feira.
"A visita do Kaliningrad a Portugal realiza-se no termo de uma marcha pelo Mediterrâneo em que se procurou desenvolver a cooperação entre a Marinha Russa e a de outros Estados, com o objectivo de aperfeiçoar a compatibilidade entre as diferentes Marinhas, em especial na actividade conjunta em operações de paz", disse hoje à imprensa, a bordo do navio, o comandante Stupnikov.
O último navio de guerra russo que atracou em Portugal em Setembro de 2004, foi o Neutrachimy, que na altura foi visitado por cerca de quatro mil pessoas.
O Chefe de Esquadra russo, Aliochin Eugueny, disse que o Kaliningrad faz parte da frota do Mar Báltico, tendo saído a 30 de Março da cidade de Baltiisk. "O navio [construído na Polónia em 1984] prestou apoio numa missão internacional no Mediterrâneo com navios de países da NATO", salientou.
Segundo o oficial, "as tarefas previstas para o navio na missão internacional foram já cumpridas", tendo visitado a Argélia, Tunísia e Espanha.
A estadia do navio em Lisboa, até sábado, vai "contribuir para fortalecer o diálogo e o relacionamento militar entre a Rússia e Portugal" enquadrando-se no acordo entre os dois governos que prevê "trocas de experiências entre marinheiros e visitas de navios de guerra a portos dos respectivos países".
O navio, que tem 3.500 toneladas, uma autonomia de 30 dias, e pode atingir uma velocidade máxima de 18 nós, conta com 69 tripulantes e sete oficiais e pode transportar 150 fuzileiros, além de veículos blindados anfíbios russos de combate.
A embarcação tem protecção mar/ar, mar/mar e mar/terra, dispondo de uma peça de artilharia de 122 milímetros com um alcance de 12 quilómetros (km) e outra de 57 milímetros e alcance de 12 km, que pode abater, nomeadamente, aviões.
A visita começou hoje pelas 08:55 horas com a troca de salvas no Forte de Bom Sucesso, passando a estar atracado na Doca da Marinha, a partir das 10:00 de hoje até sábado.
No âmbito da visita do navio a Portugal haverá encontros dos comandante s do navio com a Governadora Civil de Lisboa, Adelaide Rocha, uma visita à Escol a Naval e ao navio-escola da marinha portuguesa "Sagres".
Na quinta-feira o navio russo Kaliningrad estará aberto ao público das 14:00 às 17:30 horas.
Fonte: Lusa
A Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico (AEIST) realiza nos próximos dias 12 e 13 de Maio o décimo quarto Super Arraial do Técnico, desta vez fora das imediações do IST, com a participação de conhecidas bandas portuguesas.
Em comunicado, a associação explica que por "condicionamentos impostos pelo Instituto Superior Técnico" foi necessário encontrar outro local para a realização do Arraial, tendo a Doca de Santos sido eleita como espaço capaz de "potenciar aos visitantes uma agradável noite" com vista para o Tejo.
A organização garante que a edição deste ano prima pela aposta "nas melhores bandas nacionais" e destaca a presença dos Easy Way, "banda com grande destaque no estrangeiro e com lançamento nacional programado para os próximos dias".
Durante os dois dias vão desfilar artistas como os Cool Hipnoise, Toranja, Ez Special ou Quim Barreiros, para além dos DJ's Tó Ricciardi e XL Garcia.
Fonte: Lusa
O presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) afirmou hoje que é "perfeitamente seguro" o troço da linha do metropolitano que está a ser construído entre a Baixa-Chiado e Santa Apolónia e passa pelo Terreiro do Paço.
"A obra está perfeitamente segura face aos critérios do projecto em vigor", afirmou o presidente do LNEC, Carlos Matias Ramos, durante a audição na Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações que decorreu hoje no Parlamento.
Dúvidas sobre a segurança da obra surgiram na sequência da divulgação de um relatório de um engenheiro civil da empresa construtora que apontava para a existência de falhas na construção dos túneis do Terreiro do Paço, Baixa-Chiado e Cais do Sodré.
Na audição, requerida pelo PCP, Carlos Matias Ramos defendeu que os utentes do metro correm o mesmo risco naquele e noutros troços do metro: "O risco é igual ao das outras linhas, é um risco normal".
O LNEC esclareceu que só a partir de 2001, depois do acidente do Terreiro do Paço, começou a colaborar naquela obra do metropolitano.
Questionado sobre a possibilidade de a obra não estar a ser executada de acordo com o projecto, Carlos Matias Ramos afirmou que quem poderia dar a resposta era o metropolitano de Lisboa, uma vez que "o LNEC não fez a fiscalização da obra e por isso não sabe".
Quanto ao facto do material usado na obra ser betão poroso ou cascalho, o LNEC frisou que poderia responder apenas em relação aos troços que participou.
"O que encontramos foi betão poroso, um material que permite desempenhar a sua capacidade de drenar a água", afirmou o responsável, acrescentando que o sistema de drenagem capta todas as águas que se infiltrarem e que esse "sistema tem de ocorrer sempre por uma questão de segurança".
Referindo-se ao troço Baixa-Chiado/Santa Apolónia, Carlos Matias Ramos defendeu que "o sistema de drenagem está adequado e ajusta-se às necessidades de captação de águas em termos de infiltração".
Numa visita à obra no passado dia 27, o vice-presidente do LNEC, Carlos Pina, assegurou que o túnel do metropolitano do Terreiro do Paço está preparado para resistir a um terramoto idêntico ao de 1755.
"O reforço do túnel entre o Poço da Marinha e a estação do Terreiro do Paço foi dimensionado para uma acção sísmica semelhante à que ocorreu em 1755", que atingiu o grau oito na escala de Richter, afirmou Carlos Pina.
Perante algumas questões sobre segurança levantadas pelos membros da Comissão Permanente de Urbanismo e Mobilidade da Assembleia Municipal de Lisboa, que organizou a visita, o presidente do Metropolitano de Lisboa garantiu que os trabalhos estão a ser monotorizados pelo LNEC para acautelar que todos os problemas sejam resolvidos.
Mineiro Aires assegurou ainda que "as obras vão ter monotorização contínua durante muitos anos".
O metro do Terreiro do Paço será inaugurado em Junho de 2007, sete anos depois do acidente e cerca de quatro anos depois da data prevista de abertura.
Fonte: Lusa
O presidente da Câmara de Lisboa, eleito pelo PSD, afirmou-se hoje "globalmente muito satisfeito" com o cumprimento de mais de metade das 309 medidas para os primeiros seis meses de mandato com que se comprometeu na campanha eleitoral.
António Carmona Rodrigues apresentou o balanço dos primeiros 180 dias de mandato, que se assinalaram sexta-feira, numa conferência de imprensa nos Paços do Concelho em que estiveram presentes todos os vereadores da coligação PSD/CDS-PP, a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Paula Teixeira da Cruz, presidentes de juntas de freguesia e deputados municipais, além de figuras públicas que apoiaram a sua candidatura à câmara.
Das 309 medidas que prometeu cumprir, o Executivo camarário conclui 160 e deixou por concretizar 36 promessas. As restantes 113 medidas estão em execução, das quais "mais de 80 por cento em fase muito adiantada", anunciou o presidente do município lisboeta.
Perante estes dados, o presidente disse estar "globalmente muito satisfeito", sublinhando que o cumprimento das promessas é "superior" ao que costumam ser as taxas de execução dos planos de actividades dos executivos camarários.
Carmona Rodrigues destacou que "todas as medidas importantes estão cumpridas", entre as quais o reforço da Polícia Municipal com 150 agentes e o acordo com as empresas concessionárias de parques de estacionamento para a disponibilização de 5.000 lugares para residentes a 25 euros mensais, estando a decorrer negociações para mais 2.000 lugares.
Também a utilização dos estacionamentos dos estádios do Sporting e Benfica e Gare do Oriente como parques dissuasores, a criação dos provedores de bairros municipais e a apresentação de planos de reconversão urbana nos bairros da Liberdade, Boavista e Padre Cuz são medidas destacadas pelo presidente do município da capital.
Na área da cultura, Carmona apontou a instalação da colecção de Francisco Capelo no Palácio de Santa Catarina e o projecto do Museu dos Transportes de Lisboa, a instalar no Arco do Cego.
Apesar de a coligação com o CDS-PP ocorreu mais de um mês depois do início do mandato, a vereadora democrata-cristã Maria José Nogueira Pinto apresentou, nos primeiros 180 dias, um comissariado que irá estudar a revitalização da Baixa Pombalina.
Entre as propostas por cumprir, Carmona Rodrigues sublinhou que a intenção de encomendar o projecto de arquitectura para o Parque Mayer a Frank Gehry não ocorreu, porque o executivo decidiu alterar o projecto inicial e incluir o Teatro Capitólio, cuja demolição estava prevista.
O presidente adiantou que estão a decorrer reuniões com o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), que admitiu que possam estar concluídas ainda este mês, sendo o projecto posteriormente encomendado ao arquitecto norte-americano.
Carmona Rodrigues referiu que o início do mandato ficou marcado por "uma série de vicissitudes naturais", como a instalação e algum tempo de adaptação da nova equipa, mas sublinhou que foram desenvolvidas algumas iniciativas que não estavam contempladas nas 309 medidas.
Entre as acções que não estavam previstas, o autarca destacou o início dos estudos das incidências ambientais da instalação de uma nova Feira Popular no Parque da Bela Vista, em Marvila, a decisão sobre a construção de um novo Museu dos Coches com as contrapartidas do funcionamento do novo casino em Lisboa e o estudo "avançado" do plano de drenagem da cidade.
A construção de residências universitárias, que o executivo pretende alargar a todos os bairros históricos da cidade, o início das filmagens, previsto para Novembro, de um filme sobre o fado, pelo realizador Carlos Saura, a intenção de instalar radares de controlo de velocidade e a apresentação de "um número nunca antes atingido" de instrumentos de planeamento urbanístico foram algumas medidas assinaladas pelo presidente.
Questionado sobre as críticas do vereador socialista Manuel Maria Carrilho, que acusou o executivo de "letargia" e "falta de capacidade", o autarca social-democrata disse estar "atento a todas as críticas, sem valorizar uma mais que outra, e a tudo o que se passa na cidade".
Carmona Rodrigues não respondeu se irá cumprir os três desafios lançados pelo PS para os próximos seis meses: o aumento da temporização dos semáforos destinados a peões e o combate ao estacionamento selvagem e aos estaleiros ilegais.
O executivo comprometeu-se a "continuar a definir limites temporais" para a realização de medidas e a "prestar contas regulares à cidade", numa atitude de "transparência e clareza".
Fonte: Lusa
O vereador eleito pelo Bloco de Esquerda na Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, deu hoje nota negativa aos primeiros seis meses de governação do Executivo de Carmona Rodrigues porque falta cumprir promessas de campanha.
Durante a campanha eleitoral, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues (PSD), anunciou um conjunto de medidas a concretizar nos primeiros seis meses do mandato autárquico.
"São páginas atrás de páginas a anunciar medidas que não foram feitas", afirmou o vereador Sá Fernandes, no final de uma visita ao bairro histórico do Castelo, que escolheu para assinalar os seis meses do mandato.
O vereador bloquista deu como exemplos de medidas que não foram cumpridas a recuperação da figura do guarda- nocturno para os bairros de Lisboa e a iluminação urbana e pública na cidade.
Por outro lado, acrescentou, "é triste usar a campanha para anunciar grandes projectos como a recuperação do Parque Mayer e o Túnel do Marquês, este último um caso paradigmático do que não se poder dizer em campanha eleitoral".
"A obra está atrasada 18 meses e ainda não vai abrir este ano. Não se deve fazer assim política", afirmou o vereador, frisando que "se deve mostrar trabalho e ter o cuidado de prometer aquilo que se pode fazer".
O périplo pelo bairro do Castelo começou com a visita a algumas casas na Rua da Santa Cruz do Castelo que foram reabilitadas pela autarquia e que já apresentam problemas como fissuras e humidade.
Sá Fernandes ouviu as queixas dos moradores, que lhe pediam para resolver a situação e prometeu fazer chegar as suas reivindicações à autarquia.
"Pago uma renda barata, mas não me importava de pagar mais se a casa ficasse em condições", disse ao vereador Rosalina Vilas-Boas, que esteve quatro anos fora da freguesia do Castelo enquanto a casa estava a ser recuperada, processo que ficou concluído há cinco anos.
Também Deolinda Leonardo, moradora na mesma rua, estava desgostosa com a sua casa que tem o tecto a abater.
"Tinha uma casa como deve ser e encontrei uma casa destruída", lamentou a moradora, afirmando que o prédio "não tinha de ser mexido", mas a autarquia quis fazer obras de reabilitação. No final da visita, o vereador afirmou que visitou o bairro do Castelo para "mostrar como não se deve fazer reabilitação e para mostrar que há problemas graves nas zonas históricas, como o estacionamento".
"A reabilitação [das casas do bairro] não foi bem feita, num prejuízo claro das pessoas que aqui vivem", afirmou o autarca, adiantando que a autarquia "andou a fingir que fazia planos para a cidade, quando andou a reboque dos interesses imobiliários".
Sá Fernandes salientou que "a maior parte das promessas para os primeiros seis meses tratavam-se de iniciar processos, mas se a autarquia tivesse feito estas pequenas coisas [reabilitação das casas das pessoas] já tinha prestado um bom serviço para a cidade".
O vereador Sá Fernandes aproveitou a visita para apresentar um plano de estacionamento para residentes e comerciantes nas zonas históricas da cidade que vai entregar à vereadora com o pelouro da Mobilidade, Marina Ferreira.
No plano, o autarca sugere que seja aproveitado o espaço livre no Castelo de São Jorge, junto e fora da muralha, no Mercado do Chão Loureiro, ao lado da Basílica da Estrela e na freguesia de Santo Condestável, na Praça Afonso do Paço.
Sá Fernandes anunciou ainda que vai propor quarta-feira à autarquia que faça um pedido de devolução do Convento da Graça à cidade e aos cidadãos, lembrando que é uma luta que dura há seis anos.
"O convento da Graça é um monumento nacional que está abandonado, sendo importante devolvê-lo à cidade, para ser desfrutado por todos", acrescentou.
Fonte: Lusa
Uma cidade é, antes de mais, os seus habitantes , segundo os jovens fotógrafos brasileiros que assinam as 29 imagens da exposiçã o "Paralelo Vertical", que estará patente a partir de quinta-feira no Palácio da Independência, em Lisboa.
"Uma cidade é feita de indivíduos e das suas histórias, e respira através de ambos", declarou a fotógrafa Bia Fiúza à agência Lusa, sublinhando que "a maior riqueza de uma cidade, em qualquer ponto do mundo, é sempre composta pelas pessoas que a habitam".
As 29 imagens, que vão estar expostas até dia 19 de Maio, no são de Bia Fiúza (21 anos), Haroldo Saboia (20), Rodrigo Frota (21), Renan Andrade (22) e Alisson Queiroz (21) e incluem uma série de fotos captadas em Agosto de 2005 em 54 bairros de Fortaleza.
"O que pretendemos mostrar é um álbum de retratos urbanos, uns de solidão e distanciamento, outros de expressões reveladoras de uma cidade, sejam elas expressões faciais, de trabalho ou artísticas", esclareceu ainda a fotógrafa e porta-voz do grupo.
O título da mostra deve-se "ao paralelo entre a evolução do Homem e o crescimento das cidades que este constrói, pois há aqui em comum a verticalidade" explicou a artista, que viveu na Europa entre 1997 e 2002 mas não teve, então, oportunidade de conhecer Portugal.
Agora, Bia Fiúza está a aproveitar a estada em Lisboa para registar os rostos dos portugueses, pois considera que estes podem ser os veículos de um intercâmbio cultural: "São uma forma de aproximação entre o Brasil e Portugal num momento em que as fronteiras são menores e as distâncias geográficas têm vindo a perder importância".
"Paralelo Vertical" vai incluir, além das fotografias a preto e branco e cor, um documentário e um registo vídeo de cariz artístico.
Os cinco fotógrafos, que se têm destacado na cidade brasileira de Fortaleza (Ceará), sendo premiados em salões de arte e festivais de vídeo, já realiza ram diversas exposições individuais e colectivas, mas a mostra organizada pela Embaixada do Brasil em Lisboa é o seu primeiro trabalho em conjunto.
Fonte: Lusa
A Fundação Calouste Gulbenkian atribuiu 1,5 milhões de euros a projectos de investigação relacionados com os temas de saúde e ambiente e vai abrir novo concurso para esta área em Setembro.
Segundo a administradora responsável pela área de saúde e desenvolvimento humano, Isabel Mota, estes são temas que a Fundação considera prioritários e que pretende apoiar através de financiamento de projectos científicos e de um ciclo de debate e reflexão que arranca no dia 10 de Maio e se prolonga até 09 de Junho.
Fonte: Lusa

Uma exposição intitulada "Os Cartógrafos Portugueses: O Primeiro Império Transoceânico", que reúne fac-similes de vários documentos portugueses da época quinhentista, é inaugurada quinta-feira no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa.
Entre os documentos encontram-se algumas das mais importantes obras car tográficas e da ilustração portuguesa dos mapas dos Descobrimentos, nomeadamente o Atlas Miller, o mais importante deste período, também considerado uma obra-prima da também designada iluminura.
No âmbito da exposição está igualmente prevista a realização de um ciclo de conferências dedicado ao tema da cartografia portuguesa, que decorrerá no A uditório do Padrão dos Descobrimentos.
"Imagem da Ásia no Atlas Miller" é o título da conferência marcada para 10 de Maio, às 18:30, da responsabilidade do historiador Luís Filipe Thomaz, director do Instituto de Estudos Orientais da Universidade Católica Portuguesa.
Para 25 de Maio está marcada a conferência "Cartografia Portuguesa: Técnicas e Práticas Artísticas", com intervenções de Joaquim Ferreira do Amaral, historiador de cartografia, Max Justo Guedes, ex-director do Património Histórico da Marinha do Brasil, Alfredo Pinheiro Marques, director do Centro de Estudos do Mar Luís Albuquerque, e Alexandra Curvelo da Silva Campos, investigadora no Instituto Português de Conservação e Restauro.
Na quinta-feira, a exposição é inaugurada às 18:30 e será marcada pelo lançamento de uma edição do Atlas Miller, obra "Casi Original" com a chancela da M. Moleiro Editor.
O lançamento será seguido de uma conferência orientada pelo professor Alfredo Pinheiro Marques, director do Centro de Estudos do Mar Luís Albuquerque, subordinada ao tema "Contra-Informação geopolítica oferecida ao olhar do Príncipe: O Atlas Miller e os Descobrimentos".
Fonte: Lusa
Os deputados da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovaram hoje por maioria um projecto urbano para a Avenida Infante Dom Henrique, que prevê a construção de edifícios que usam a energias renováveis.
Com a aprovação do plano de pormenor em regime simplificado do Projecto Urbano Parque Oriente, que teve a aprovação do PSD e do CDS- PP e de três deputados socialistas, e o voto contra da restante bancada socialista, do PCP, do Bloco de Esquerda e do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV), o documento será submetido à ratificação do Governo e consequente publicação em Diário da República.
O presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais, o socialista Rosa do Egipto, optou por não votar por não querer ter uma posição diferente da votação da bancada socialista, mas considerou que a zona abrangida pelo projecto "é uma mancha do território da freguesia, que há muito deveria ter sido requalificado", apesar de acreditar que o projecto "poderia ter sido melhor do que é".
O projecto, a construir num quarteirão entre as avenidas Infante Dom Henrique e de Pádua, no local da antiga Fábrica Barros, cuja fachada irá manter, prevê a construção de edifícios até oito andares, com 240 fogos de habitação que deverão receber cerca de 720 pessoas, numa área total de 42 mil metros quadrados.
Enquadrado no Programa Concerto, que privilegia as boas práticas ambientais e a inovação tecnológica, o projecto inclui ainda a construção de uma nova estação de tratamento de águas cinzentas e de águas pluviais a reutilizar em rega e na alimentação das máquinas a lavar, além de recorrer à energia solar através de painéis térmicos e dispor de um sistema de aquecimento geral suportado por janelas de vidros duplos.
A vereadora da Câmara de Lisboa responsável pelo Urbanismo, Gabriela Seara (PSD), destacou as inovações ambientais e energéticas do projecto, que classificou como "uma mais-valia significativa para a zona e para a cidade".
Recordando que o Plano de Urbanização da Zona Ribeirinha Oriental (PUZRO) - que abrange a área deste projecto urbano - ainda está a ser elaborado, a vereadora referiu que "não se deve esperar pelo plano para começar a requalificação" desta zona da cidade.
A comissão de urbanismo e mobilidade da AML considerou que este projecto irá tornar aquela área da cidade "mais segura e moderna" e uma "mais-valia na requalificação de uma zona de referência da cidade".
Também o deputado Vítor Gonçalves (PSD) defendeu que o "plano de pormenor é uma boa solução para aquela zona e é preciso requalificar aquilo que está num estado total de abandono".
A oposição na Assembleia Municipal criticou o recurso a um plano de pormenor enquanto está a ser desenvolvido o PUZRO.
Na opinião do deputado comunista Francisco Silva Dias, "a ganância imobiliária vai fazer nascer nos Olivais uma enorme verruga de betão".
Heitor de Castro, do Bloco de Esquerda (BE), afirmou que a Assembleia de Freguesia de Santa Maria dos Olivais votou favoravelmente uma moção contra este projecto.
"Primeiro constrói-se e depois fazem-se os planos", afirmou José Ferreira, do PEV, defendendo que o facto de o projecto ter preocupações ambientais "não pode justificar a permissão para a edificabilidade a todo o custo".
A vereadora Gabriela Seara sustentou que existem vários instrumentos de planeamento: "Escolhemos o que for mais apropriado e que sirva os intuitos da cidade", afirmou.
Fonte: Lusa
Lisboa Galante, de Fialho de Almeida, revisitado pelo Cão com Pulgas.