É a senhora das mornas, a diva dos pés descalços ou, muito simplesmente, a maior representante da música de Cabo Verde. "Rogamar", o novo álbum, dá o mote para o regresso a Portugal. A doçura, o calor e o tributo ao mar vão ser os condimentos dos concertos marcados para Lisboa, a 2 de Julho, domingo às 22h00. A entrada é livre, no jardim em frente à Torre de Belém.
A população da Ameixoeira, em Lisboa, conta a partir de sábado com uma "Casa da Cultura", um espaço que irá acolher festas, formação de informática, alfabetização e apoio social.
O projecto, instalado na Azinhaga das Galinheiras, é uma iniciativa da Câmara Municipal, que irá gerir a Casa da Cultura, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia e a Fundação Aga Khan.
Em declarações à Lusa, fonte do gabinete do vereador da Acção Social da autarquia lisboeta, Sérgio Lipari Pinto (PSD), explicou que o espaço se destina especificamente à comunidade da Ameixoeira, uma freguesia com cerca de 7.000 fogos, onde ocorreram muitos realojamentos.
"A Casa da Cultura oferece instalações para o desenvolvimento de uma grande diversidade de valências", entre as quais a formação em informática, ensino recorrente e alfabetização, segundo o gabinete do vereador.
O edifício irá albergar uma "Loja Amiga", um espaço ao dispor de quaisquer entidades sociais que pretendam desenvolver a sua actividade na Casa da Cultura, prestando atendimento e respectivo encaminhamento.
O equipamento irá ainda acolher acções de animação, como casamentos, baptizados e festas.
"O espaço é reservado nas primeiras terças e quartas-feiras de cada mês para casamentos ciganos, cujas cerimónias específicas costumam realizar-se durante a semana", exemplificou a mesma fonte.
Originalmente o edifício foi concebido para acolher iniciativas desta comunidade, dispondo por isso de uma zona redonda, "mais tradicional" entre a etnia cigana, adiantou à Lusa a presidente da Junta de Freguesia da Ameixoeira, Maria Albertina Ferreira (PSD).
A gestão e organização de actividades será partilhada entre as três entidades e representantes da comunidade local.
Segundo a Câmara de Lisboa, a Casa da Cultura pretende "criar condições para a inclusão social, através de entretenimento, aprendizagem e informação que permitam uma integração numa comunidade mais alargada".
A presidente da Junta de Freguesia considerou que o equipamento irá funcionar "como um contributo para a integração de todos".
A inauguração, em que participa o presidente da Câmara Municipal, Carmona Rodrigues, será assinalada por uma festa comunitária multicultura, com o lema "Saberes, Sabores e Tradições", com um almoço com pratos típicos africanos e ciganos.
Fonte: Lusa
A petição contra o fecho da escola D. João de Castro, em Lisboa, e o relatório da Comissão Parlamentar de Educação com pedido de agendamento urgente foram insuficientes para levar a discussão ao plenário esta sessão legislativa. Fonte da Assembleia da República disse hoje à agência Lusa que a questão não está agendada para discussão até ao fim da sessão legislativa, em Julho.
A situação da escola foi analisada pela Comissão Parlamentar de Educação, que este mês concluiu que a decisão do Governo de encerrar a escola não está fundamentada em estudos técnicos.
No relatório, a que a agência Lusa teve acesso no passado dia 09, pode ler-se o seguinte: "fica evidente que não existem até à data estudos técnicos que fundamentem a decisão, que parece estar em curso, de encerrar a Escola D.João de Castro".
O relatório foi elaborado na sequência de uma petição com 7.058 assinaturas, promovido pela associação dos amigos da escola secundária e entregue na Assembleia da República. A petição foi entregue a 15 de Maio e encontra-se pendente, conforme consta no site do Parlamento.
O relatório da comissão parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, foi enviado para a presidência da Assembleia da República, levando anexada uma carta de justificação da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, disse à agência Lusa fonte parlamentar. O objectivo era que o assunto fosse discutido ainda em Julho, mas o Parlamento já tem todos os agendamentos preenchidos até às férias parlamentares.
As petições, porém, não são votadas e o relatório da comissão parlamentar não tem força jurídica, apenas política, cabendo aos partidos qualquer iniciativa legislativa. O Ministério da Educação (ME) justifica o encerramento da escola a partir do próximo ano lectivo com o facto do estabelecimento estar a leccionar abaixo da sua capacidade: 17 turmas para uma capacidade instalada de 42.
Os autores da petição haviam já admitido a diminuição da população escolar, mas alegaram que esse decréscimo se deveu a cortes da oferta educativa decretada pelo ME entre os anos 2000 e 2004, que implicaram uma redução de 50 por cento no número de alunos.
A Comissão de Educação concordou com a necessidade de reordenamento da rede escolar de Lisboa, mas manifestou estranheza por a D.João de Castro ser escolhida para fazer parte das escolas que vão ser encerradas, por lhe ser reconhecida "qualidade superior, sobretudo no que concerne à capacidade de expansão e de adaptação a outras valências em comparação com as que se localizam na área".
A associação de pais e as juntas de freguesia de Ajuda e Alcântara tentaram travar o processo de encerramento com uma providência cautelar, mas o jornal Público avança hoje que o ME invocou interesse público, recorrendo à figura da resolução fundamentada para poder prosseguir com a extinção antes de uma decisão judicial final.
Os vereadores do PCP na Câmara de Lisboa apresentaram quarta- feira um requerimento, na habitual reunião semanal, sobre a escola e o Conselho Municipal de Educação, alegando que não têm informação actualizada sobre este processo.
No requerimento, hoje divulgado, os vereadores comunistas questionam o presidente do município sobre a resposta do ME a uma proposta aprovada em Março na câmara relativa ao encerramento da escola.
Nessa proposta sublinhava-se que "qualquer reordenamento da rede escolar na cidade de Lisboa" devia ser realizado "em diálogo com a comunidade educativa, com o município e ouvindo o Conselho Municipal de Educação, num processo de total transparência".
O PCP questiona também se já foi convocado o Conselho Municipal de Educação para analisar o reordenamento da rede escolar de Lisboa e qual a actual composição deste órgão.
Fonte: Lusa
A greve parcial dos trabalhadores da Transtejo prevista para a próxima semana foi hoje desconvocada por cinco sindicatos do sector, após uma reunião com a administração da transportadora, que se comprometeu a rever o prémio de assiduidade.
A paralisação, de três horas por turno, visava exigir um aumento de 81 euros no valor do prémio de assiduidade, para equiparar os trabalhadores da Transtejo aos da Soflusa, empresa do mesmo grupo.
Fonte: Lusa
A presidência portuguesa da União Europeia (UE) , no segundo semestre de 2007, terá a sua sede no Pavilhão Atlântico, no Parque das Nações, em Lisboa, anunciou hoje a empresa gestora do espaço.
De Julho a Dezembro do próximo ano, a presidência portuguesa ocupará em permanência a Sala Tejo, o Centro de Negócios e as salas de apoio. De 01 a 23 de Outubro os trabalhos da presidência ocuparão todo o espaço do pavilhão.
"Construído para a Expo 98 como pavilhão da Utopia, rebaptizado Pavilhão Atlântico, este é um dos mais modernos e maiores pavilhões cobertos da Europa, tendo sido palco nos últimos anos de eventos como os MTV Europe Music Awards (20 05), "Final Draw" do Euro-2004, "Tennis Masters Cup" Lisboa 2000 e concertos de Madonna, Shakira, REM, Eric Clapton, Coldplay, Robbie Williams, Ben Harper e Prince, entre outros.
Da autoria do arquitecto Regino Cruz e do atelier SOM-Skidmore, Owings & Merrill, o Pavilhão Atlântico foi inaugurado no dia 10 de Novembro de 1998 com um concerto dos Massive Attack.
Fonte: Lusa
Os vereadores do PCP da Câmara de Lisboa acusaram hoje a maioria PSD/CDS de dar um "mau exemplo" em matéria de sustentabilidade ambiental por recusar comprar veículos que usem energias alternativas.
Em comunicado hoje divulgado, a vereação do PCP critica a proposta aprovada quarta-feira em reunião de câmara pela maioria do PSD e CDS que prevê o lançamento de um concurso para aluguer de 379 viaturas, durante três anos.
Na altura, a oposição criticou a ausência de veículos que usem energias alternativas, tendo o PCP proposto a inclusão de uma quota de 20 por cento para veículos movidos a energias alternativas. A sugestão foi rejeitada pelo vereador responsável pela frota, Pedro Feist, que alegou que tal alteração iria atrasar o processo.
Fonte: Lusa
A Cidade Perdida, por Eurico de Barros, no Jantar das Quartas.
Som, imagem, emoção e imaginação. São os quatro termos que a violoncelista franco-americana Sonia Wieder-Atherton encaixa em D"Est em Música, o espectáculo que, juntamente com o pianista francês Laurent Cabasso, leva hoje à noite ao grande auditório da Culturgest, em Lisboa. Ao longo de uma hora e um quarto, tocam peças de quatro compositores do Leste enquanto são projectados extractos de D"Est, o filme da belga Chantal Akerman.
Fonte: Público
20h De Branco Contra a Pobreza. A 8.ª edição do festival MUSA - Música Urbana e Sons Alternativos associa-se à campanha internacional Global Call to Action Against Poverty. Decorre hoje e amanhã no recinto da Feira de Carcavelos. Hoje actuam os Peste & Sida e ainda Skareta, Ho-Chi-Minh, Cartel 70 e Bird.
21h30 Miss Daisy. Estreia no Auditório Municipal Eunice Muñoz, em Oeiras, a peça do norte-americano Alfred Uhry, protagonizada por Eunice Muñoz, Guilherme Filipe e Thiago Justino, com encenação de Celso Cleto.
22h Festival Sete Sóis Sete Luas. A Tanger Café Orquestra, de Marrocos, abre o festival de cultura europeia e mediterrânica. Na Fábrica da Pólvora de Barcarena, em Oeiras.
A única incineradora de resíduos hospitalares perigosos em Portugal, que se localiza no Parque de Saúde de Lisboa e que há uma semana sofreu um rebentamento cujas causas são por enquanto desconhecidas, vai estar sem funcionar pelo menos durante três meses.
Fonte: Público
A Câmara de Lisboa embargou, no passado dia 27, as obras ilegais que a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) estava a fazer no Café Império, sem submeter qualquer projecto de licenciamento à autarquia. De acordo com fonte oficial da Câmara de Lisboa, a Polícia Municipal deslocou-se ao local, que está classificado desde 1996 pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar) como imóvel de interesse público, e encontrou várias paredes de alvenaria derrubadas e outras intervenções ao nível das infra-estruturas da água e electricidade ilegais. Foi de imediato levantado um auto de embargo pelas autoridades municipais e, na passada terça-feira, a câmara embargou a obra.
A IURD incorre, agora, numa coima que, no mínimo, se fixará em 500 euros, disse a mesma fonte da Câmara de Lisboa. A IURD adquiriu o Café Império, na Avenida Almirante Reis, em meados de Maio, exercendo o direito de preferência do trespasse daquele espaço comercial, do qual já era proprietária há 16 anos, quando comprou o antigo cinema Império, e ali fixou a sua sede de culto. O Café Império, que estava de portas abertas desde 1955, foi encerrado pela IURD, tendo a igreja recorrido à figura do despedimento colectivo dos 18 trabalhadores daquele estabelecimento.
A IURD garantiu, porém, que iria fazer obras de reabilitação no espaço e ceder a sua exploração a uma empresa do ramo da restauração que se comprometesse a reabsorver aqueles postos de trabalho. Ainda em Maio, a Câmara de Lisboa aprovou, por unanimidade, uma moção do PCP, para que a autarquia tomasse diligências, com o Ippar, para garantir a reabertura o mais rapidamente possível do Café Império, mantendo o seu uso original.
Fonte: Público
O assassinato do taxista Custódio Peixoto, 52 anos, na madrugada de quarta-feira, em Lisboa, voltou a relançar a questão da segurança dos motoristas de táxi e das medidas a aplicar para melhorá-la. A Federação Portuguesa do Táxi confia no projecto governamental Táxi Seguro, enquanto a ANTRAL critica e preconiza um tipo de videovigilância que identifique o passageiro à entrada e saída dos veículos.
Custódio Peixoto, que conduzia o carro 268 da Teletáxis, foi assassinado ao que tudo indica com recurso a uma pedra pesada. O corpo, com o crânio esmagado, foi encontrado numa berma de uma via no Parque Florestal de Monsanto, cerca das 7h de quarta-feira. A viatura que conduzia fora encontrada mais cedo, cerca das 5h30 de anteontem, por debaixo do Aqueduto das Águas Livres.
Os assaltantes roubaram o taxímetro e o sistema de rádio. O último local onde o taxista se deslocara em serviço fora a um restaurante perto de Santa Apolónia. "Temos vindo a assistir a casos bárbaros e cíclicos e pouco ou nada se tem feito para minimizar este problema. Não é possível evitar o risco a 100 por cento, mas era possível minimizar a situação", disse ontem ao PÚBLICO Florêncio Almeida, da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros. Florêncio Almeida defende que só a gravação em vídeo dos passageiros à entrada e saída dos táxis pode pôr fim ao flagelo e diz que os sucessivos governos pouco têm feito em matéria de segurança.
Já Carlos Ramos, da Federação Portuguesa do Táxi, confia no projecto governamental Táxi Seguro e apenas gostaria que se acelerasse a sua aplicação. "É uma solução que vínhamos exigindo do poder central e que não tem custos para quem a implementar no seu táxi. A ANTRAL não concorda porque quer comercializar o seu próprio projecto, o GeoTáxi. A postura da ANTRAL é comercial", critica Carlos Ramos.
Florêncio Almeida diz que o projecto Táxi Seguro pressupõe que o taxista accione a videovigilância em caso de alarme e sempre sob a alçada de uma central da PSP. "Quando o taxista accionar o pedal do alarme já os assaltantes estão de cara tapada a assaltá-lo. Não concordamos com as penalizações em caso de falso alarme", afirma. A ANTRAL preferia que fosse captada em vídeo a entrada e saída dos clientes. "Neste momento, com esse sistema, já estavam identificados os criminosos", diz Florêncio Almeida.
Fonte: Público
Ministério da Educação recorre à figura da resolução fundamentada para contornar decisão judicial desfavorável. O Ministério da Educação (ME) seguiu o exemplo do Ministério da Saúde e recorreu à figura da resolução fundamentada para contornar a proibição do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa (TAFL) de prosseguir o processo de encerramento da Escola Secundária D. João de Castro.
Esta figura jurídica permite ao ME continuar a levar a cabo o processo de extinção daquele estabelecimento de ensino, apesar de o tribunal o ter proibido, na sequência de uma providência cautelar interposta pela associação de pais e juntas de freguesia de Ajuda e Alcântara. O ministério alega que o interesse público seria gravemente posto em causa se o processo de extinção da escola ficasse suspenso até decisão final da providência cautelar.
A Associação de Pais da D. João de Castro já anunciou que vai assumir uma posição junto do TAFL, uma vez que, no seu entender, a "alegada lesão grave do interesse público não está devidamente fundamentada na resolução do ministério, ao contrário do que a lei obriga". Carlos Filipe, membro da associação de pais e mandatário da providência cautelar, afirma ainda o seu espanto pelo teor da resolução fundamentada, que considera, neste caso, "infundamentada", além de "conter insinuações acerca do lento funcionamento dos tribunais".
A Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) anunciou no início deste ano que aquela escola secundária encerraria no final do presente ano lectivo, sugerindo uma fusão com a Escola Fonseca Benevides. A notícia suscitou protestos de alunos, professores e restante comunidade educativa.
A intenção inicial da DREL veio a mostrar-se impossível de concretizar, por incompatibilidade dos projectos educativos dos dois estabelecimentos de ensino em causa, tendo então sido decidido que os alunos da D. João de Castro transitariam para o Rainha D. Amélia.
A associação de pais não aceitou a decisão, interpondo uma providência cautelar junto do TAFL. A 16 de Junho, a juíza do processo proferiu um despacho proibindo o ME de prosseguir o processo de encerramento da escola até decisão final do caso. O ministério ficou ainda proibido de colocar os professores da escola que não foram colocados no concurso nacional, transferir o pessoal docente e os alunos para outras escolas e retirar o equipamento escolar das instalações.
Fonte: Público
"Não podemos criar misturas explosivas", defendeu Nogueira Pinto. Só a pressão da oposição levou ao retirar da proposta.
A vereadora da Câmara de Lisboa Maria José Nogueira Pinto (CDS/PP), titular do pelouro da Habitação Social, levou anteontem a uma reunião do executivo municipal uma proposta de regulamento para acesso de jovens a um empreendimento cooperativo no Casalinho da Ajuda que explicitamente proibia imigrantes de se candidatarem a uma casa.
Face a múltiplos protestos da oposição (PS, PCP e Bloco), Nogueira Pinto acabou por retirar a proposta, mas não sem antes defender a norma do regulamento do concurso em causa que o reservava exclusivamente a "cidadãos nacionais". Ontem, ouvida pelo PÚBLICO, a vereadora reiterou o essencial dos seus argumentos: "Como disse ao vereador José Sá Fernandes [eleito pelo Bloco de Esquerda], isto não é uma fruteira onde se possam meter bananas, maçãs e laranjas e dizer que está tudo bem."
Segundo acrescentou, o empreendimento em causa foi desenhado para uma "pequena burguesia urbana" - visa, no essencial, fazer regressar a Lisboa jovens que tenham saído da cidade por falta de habitação compaginável com um nível de rendimento relativamente baixo. "Isto também é política social de habitação, essa política não é só para o imigrante e o pé-descalço. Não podemos fazer misturas explosivas", disse.
No seu entender, a política de habitação para imigrantes passará antes por "disseminá-los no património imobiliário da câmara disperso pelas 53 freguesias". Assim, o que a levou a retirar a proposta foi apenas um argumento de ordem legal: "O vereador Nuno Gaioso Ribeiro [PS] tinha razão: a proposta é inconstitucional. Faço um mea culpa: não deveria ter apresentado uma proposta inconstitucional."
Fonte: Público
O plano de renovação da rede da Carris que aponta para a "alteração de 40 carreiras e extinção de 19", vai merecer o parecer negativo da autarquia lisboeta. De acordo com a vereadora da Mobilidade, "o estudo não corresponde ao objectivo de melhoria da qualidade dos transportes públicos da urbe" disse ao JN.
Surpreendida com a apresentação, no passado dia 8, do plano da Carris, Marina Ferreira considera que tendo em conta "o desajustamento da rede da Carris às necessidades da cidade", qualquer "mexida" seria bem recebida". Porém, argumentou, as alterações definidas pela transportadora "em nada contribuem para dar uma resposta mais positiva às solicitações dos utentes".
Em termos urbanos, especificou, a grande aposta deve ser "a de aumentar a mobilidade dos peões e dos transportes públicos, proporcionando mais qualidade de vida e, portanto, reduzindo o transporte individual". E, nesse aspecto, "a Carris tem particular responsabilidade", argumenta.
Embora a lei dite que qualquer alteração de rede da Carris obriga a um parecer da Câmara Municipal a decisão final caberá ao Ministério dos Transportes e das Obras Públicas.
Contactado pelo JN, o secretário-geral da Carris desmentiu qualquer intenção de redução de carreiras. Luís Vale garantiu que a ideia é a de "renovar a rede, já que a cidade evoluiu e o Metropolitano chega a mais zonas".
Um argumento que não convence Ruben de Carvalho, vereador do PCP "Isso é inaceitável. O Metro não resolve o problema à superfície e não é de acesso simples principalmente pela população mais idosa". O autarca lembra que já têm vindo a ser feitos cortes de carreiras. "A Ajuda, por exemplo, a partir das 21 horas, não tem transportes".
Fonte: Jornal de Notícias
O Jobim Trio, grupo que inclui um filho e um neto do compositor brasileiro António Carlos Jobim (Tom Jobim), actua a 11 e 12 de Julho no Auditório dos Oceanos no Casino Lisboa, revelou a produtora UAU.
Paulo Jobim e Daniel Jobim, respectivamente filho e neto do compositor, e o músico Paulo Braga, que trabalhou com ele durante vários anos, vão revisitar em Lisboa temas como «Samba de uma nota só», «Garota de Ipanema», «Água de beber» ou «Só danço o samba».
Compositor, maestro, pianista e cantor brasileiro, Tom Jobim (Rio de Janeiro, 1927 - Nova Iorque, 1994), que se estreou como compositor em 1953 com a publicação da canção «Incerteza», é considerado um dos maiores expoentes do género bossa-nova.
Em 1956 teve início a colaboração de Tom Jobim com o poeta Vinícius de Moraes, nascendo assim uma das duplas mais conhecidas da música popular brasileira e autora do sucesso «Garota de Ipanema», música de 1962 que no ano seguinte teria uma versão em inglês.
A carreira musical de Jobim continuou em ascensão e conheceu um importante reconhecimento nos Estados Unidos, tendo os seus temas sido gravados por nomes como Frank Sinatra, Louis Armstrong, Ella Fitzgerald, Miles Davis e Sting, entre outros.
«The Girl from Ipanema» (a versão de «Garota de Ipanema» em inglês) foi considerada em 2005 uma das 50 grandes obras musicais da Humanidade pela Biblioteca do Congresso Americano.
Fonte: Diário Digital

Morre, em Lisboa, o intendente-geral da polícia Pina Manique, impulsionador da Casa Pia.

É inaugurado o Teatro de S.Carlos, com a exibição de "Amore e Riconoscenza".
O Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian vai encerrar de segunda-feira até 25 de Julho para permitir a instalação de uma obra encomendada a Pedro Cabrita Reis para assinalar os 50 anos da instituição. A obra do artista plástico Cabrita Reis, intitulada «A Fundação», com grandes dimensões, é um «work in progress», sendo feita com material de armazém da Gulbenkian. Para permitir esta instalação, a colecção permanente do centro será tem porariamente retirada.
A Fundação Calouste Gulbenkian vai assinalar os seus 50 anos a 18 de Julho, dia da aprovação dos estatutos que a criaram em 1956, mas o programa de com emorações prolonga-se até 2007.
O projecto de Cabrita Reis começará a ser instalado a 25 de Julho, na reabertura do Centro de Arte Moderna, que também vai acolher a partir dessa data a exposição «Relation», do fotógrafo inglês Craigie Horsfield, segundo um comunicado difundido hoje pela Gulbenkian.
Além de fotos a preto e branco, justapostas, a exposição integra projectos colectivos que combinam filme, teatro, instalação, performance, dança, vídeo e propostas urbanas e arquitectónicas.
Esta mostra está patente até 24 de Setembro. A 18 de Julho, o artista checo Matej Krén vai apresentar no átrio do Centro de Arte Moderna um «iglô» com milhares de livros da fundação empilhados. Para este projecto, intitulado «Book Cell», serão usadas edições da fundação e os livros serão «potencialmente recuperados» no final.
Fonte: Lusa
9h30-19h Saúde e Movimento. A Sociedade Portuguesa de Andrologia realiza rastreios e disponibiliza informação e apoio sobre patologias como a disfunção eréctil, a diabetes e a hipertensão. Até ao próximo sábado, numa unidade móvel instalada na Praça da Figueira.
15h-21h Antiguidades, Objectos de Arte e Livros. Leilão organizado pela Antiga Agência Soares & Mendonça. Hoje e amanhã e nos dias 3, 4, 5, 6 e 7 de Julho, no Palácio Ficalho (R. Luz Soriano, 53, 1º, ao Bairro Alto).
18h30 Amigo e Amiga. O livro de Maria Gabriela Llansol é lançado hoje na Livraria Assírio & Alvim (Av. Frei Miguel Contreiras, no edifício dos Cinemas King). Apresentação de Hélia Correia.
21h30 Blogues e Livros: cúmplices ou rivais? A Casa Fernando Pessoa, em Campo de Ourique (R. Coelho da Rocha, 16), acolhe a 4.ª edição da iniciativa Livros em Desassossego, com Pedro Mexia, Eduardo Prado Coelho, Fernanda Câncio e Vasco Santos. Com moderação de Carlos Vaz Marques.
22h Coçar Onde É Preciso. Um espectáculo com texto e interpretação de José Pedro Gomes que aborda as várias facetas do "portuga". Hoje e amanhã e nos dias 1 e 7 de Julho, no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa, no Parque das Nações.
A proposta, subscrita pelo presidente da Câmara de Lisboa, para mudança de modelo jurídico da empresa Agência para a Modernização Económica de Lisboa (Ambelis) foi ontem aprovada na reunião do executivo. Ou seja, a agência para a modernização económica de Lisboa, da qual a autarquia lisboeta é accionista maioritária, deixará de ser uma sociedade anónima e passará a ser uma associação sem fins lucrativos. Isto porque, "a empresa apresenta um prejuízo permanente", explicou Carmona Rodrigues. O também presidente do conselho-geral da Ambelis adiantou que esta "está em falência técnica".
Segundo Carmona Rodrigues a Ambelis "nunca deu lucro o que tem causado algum desconforto aos accionista privados. Tem sido a autarquia a sustentar esta sociedade". Porém, a mudança de estatuto terá de ser discutida na assembleia-geral da Ambelis, onde a câmara "irá sugerir a passagem a associação sem fins lucrativos", explicou o responsável.
Na reunião semanal, a autarquia contestou também o aumento da capacidade de carga de contentores pretendida pela Administração do Porto de Lisboa (APL) sem que estejam garantidos os acessos ao local e sem os estudos económicos e ambientais. A câmara reclama a existência de infra-estruturas rodoviárias, nomeadamente o fecho da CRIL e do Eixo Norte/Sul, a nível ferroviário, com o soterramento da linha de mercadorias em Alcântara e a nível marítimo, com a existência de infra-estruturas que garantam uma maior operacionalidade. Carmona Rodrigues justifica que o porto sofre de falta de competitividade.
Por seu turno, a APL defendeu que o plano estratégico para a frente ribeirinha da cidade prevê a optimização da área do terminal de Alcântara já dedicada à movimentação de cargas.
Fonte: Diário de Notícias
É uma zona com potencial paisagístico, no centro de Lisboa e que está desocupada. O Vale de Santo António não está aproveitado pela cidade, pelo que a Empresa Pública de Urbanismo de Lisboa (EPUL) apresentou ontem um plano de urbanização para uma zona de 44 hectares e que tem uma biblioteca como pedra basilar.
O plano foi também ontem aprovado em reunião de câmara. O projecto prevê um investimento de cerca de 600 milhões de euros, mas ainda não tem prazos definidos para a sua conclusão, segundo o presidente da EPUL, João Pereira Teixeira. O plano de urbanização é coordenado pelo arquitecto Manuel Fernandes de Sá. A Biblioteca e Arquivo Municipal é um projecto do arquitecto Manuel Aires Mateus, que Manuel Fernandes de Sá considera ser "uma cara forte do projecto, um objecto de fundação", à semelhança dos "castelos ou mosteiros de antigamente" que condicionou o restante plano.
A zona do Vale de Santo António, no centro de Lisboa, está definida entre a Penha de França, o Alto de São João e o rio Tejo. A Avenida Mouzinho de Albuquerque é o eixo viário estruturante, característica reforçada no novo plano. A Rua do Vale de Santo António, apesar de não integrar o plano em causa, mostra bem as características da zona, com uma maioria da população envelhecida, vias empedradas, edifícios degradados e com um comércio de cariz tradicional.
Manuel Fernandes de Sá sublinha que esta "área apesar de estar numa zona central de Lisboa, tem uma condição periférica e é desorganizada", mesmo tendo uma "boa acessibilidade e potencial paisagístico". A intervenção vai "reperfilar a Mouzinho de Albuquerque, com um separador central e será fortemente arborizada", para fazer depois ligação a uma circular interna, já designada como Circular das Colinas". À superfície, está previsto "um anel viário para o trânsito local e outro nível com vias partilhadas em que os peões mandam". Devido ao Plano Especial de Realojamento, já em curso, "foi preciso criar ali mais 1200 lugares de estacionamento", num total de 1750 à superfície e 650 em silos.
O plano prevê mais 390 mil metros quadrados de construção, sendo que "85% são para habitação e 15% para o sector terciário". A EPUL adianta que, no total, serão 507 500 metros quadrados de construção, ainda abaixo do permitido pelo Plano Director Municipal, com casas para jovens e idosos.
A biblioteca projectada por Manuel Aires Mateus tem um orçamento de cerca de 40 milhões de euros e tem a sua primeira fase já em obra. Devido à morfologia do terreno - um vale - é necessário concluir a construção de um muro de contenção, para depois arrancar a biblioteca, que o arquitecto admite "estar pronta em 2009, apesar dos prazos mais optimistas apontarem para 2008". O edifício terá 60 metros de altura, 40 de largura, com uma arquitectura que privilegia a vista para o Tejo e a luz", acrescenta.
O plano não descura o desporto e inclui um estádio de futebol desenhado por Souto Moura, autor do premiado Estádio de Braga. O complexo, com 25 mil metros quadrados e bancadas para quatro mil lugares, visa servir os clubes locais. Manuel Aires Mateus diz que "é conhecida a qualidade do arquitecto em estádios de futebol e estamos ansiosos à espera deste projecto".
No centro cívico haverá ainda um centro de convenções, dois auditórios, zonas de restauração e uma unidade de apoio sénior, com um centro de dia. Os espaços verdes não são esquecidos e haverá um parque de 60 mil metros quadrados, a dimensão de quase dez campos de futebol.
Para o plano avançar, falta ainda a apresentação de três planos de pormenor à Câmara de Lisboa, o que deverá acontecer nos próximos dois meses, seguindo-se depois os trâmites legais, com a respectiva aprovação pela autarquia, bem como pela Comissão Coordenadora de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo.
Fonte: Diário de Notícias

Os Madredeus vão actuar a 21 de Julho no Casino Lisboa, pelas 22:00 horas. Os músicos, actualmente em digressão pela Europa, regressam a terras lusas para apresentar «Um Amor Infinito».
No novo álbum destacam-se temas como «Ó Luz da Alegria», «Cantador da Noite», «Palavras Ausentes», «Moro em Lisboa», «Os Males do Mundo», «Suave Tristeza», «Às Vezes» ou o próprio «Um Amor Infinito», que dá o título ao CD.
Na estreia dos Madredeus no Casino Lisboa, a voz de Teresa Salgueiro será acompanhada por Pedro Ayres Magalhães e José Peixoto, nas guitarras clássicas, por Fernando Júdice, na guitarra baixo acústico, e por Carlos Maria Trindade, nos sintetizadores.
Os bilhetes estão à venda no Casino Lisboa, lojas FNAC, agências Abreu e em www.ticketline.sapo.pt e custam entre 25 e 30 euros.
Fonte: Diário Digital
A maioria de direita na Câmara de Lisboa rejeitou hoje de madrugada uma proposta do PCP que defendia o fim do contrato da autarqui a com o Clube Português de Tiro a Chumbo, instalado em Monsanto há 44 anos. O vereador do Ambiente, António Prôa (PSD), adiantou estar a estudar uma forma de conciliar "aquele uso naquele local", admitindo que o campo de tiro "dificilmente pode continuar" no parque florestal.
Na proposta, que foi debatida na reunião pública do executivo camarário , que se prolongou pela madrugada de hoje, os vereadores comunistas referiam que o Clube de Tiro ocupa 134.000 metros quadrados "no coração de Monsanto". O clube está ali instalado desde 1962, altura em que o município cedeu o terreno a título precário, através de um contrato que tem sido renovado de dez em dez anos.
Fonte: Lusa
O presidente da Câmara de Lisboa vai pedir a elaboração de mais documentos para juntar à candidatura da Baixa Pombalina a património cultural da UNESCO, por considerar que a proposta inicial necessitava de maior fundamentação.
O presidente da autarquia, António Carmona Rodrigues, consultou várias personalidades - entre as quais José Sasportes, presidente da comissão nacional da UNESCO - que terão indicado que a candidatura carecia de um documento "fundamental" para a candidatura: o plano de gestão da Baixa Pombalina.
Carmona Rodrigues considerou importante reforçar o processo da candidatura com esse documento, após ter sido alertado para o facto de já existirem diversas classificações da UNESCO no hemisfério norte do globo, pelo que uma candidatura nesta zona deverá ser muito bem fundamentada. A elaboração do documento não ficará a cargo do grupo de trabalho responsável pela candidatura, depois de a autarquia ter dispensado os serviços do coordenador do processo, João Mascarenhas Mateus, que recebia mais de 50 mil euros por ano pelo trabalho.
"O trabalho de Mascarenhas Mateus está concluído. Não fazia sentido estar a continuar com os seus serviços", afirmou fonte do município à Lusa.
O ex-coordenador afirmou, no entanto, ao Jornal de Notícias ter sido ele a apresentar a sua demissão do cargo por considerar que a candidatura está numa fase de "falta de definição" e de "liderança".
A Câmara criou recentemente um comissariado, liderado pela vereadora Maria José Nogueira Pinto (CDS-PP), que está a elaborar um plano estratégico para a Baixa, documento que será apresentado a 22 de Setembro, mas não está ainda decidido se o documento a juntar ao processo de candidatura será preparado por este organismo.
O trabalho do comissariado suscitou alguma polémica durante a sessão pública do executivo camarário, com os vereadores da oposição a criticarem o facto de o projecto preliminar ter sido noticiado e de a autarquia estar já a consultar entidades externas. Na opinião do vereador comunista Ruben de Carvalho, "o trabalho final do comissariado virá com a reacção das entidades consultadas, o que configura uma forma de pressão sobre a autarquia".
Maria José Nogueira Pinto afirmou que é necessária a consulta a várias entidades, nomeadamente do Governo, por terem tutela sobre algumas zonas da Baixa. A responsável garantiu que o projecto final será submetido à discussão pelo executivo. A Baixa está incluída na lista indicativa de bens portugueses com potencial para concorrerem à distinção da UNESCO desde Maio de 2004, mas a formalização da candidatura só deverá ocorrer no próximo ano, dependendo depois da decisão da comissão nacional.
A área a candidatar consiste no espaço central, ortogonal da Baixa, na zona ribeirinha e a colina do Chiado. O Terreiro do Paço, como "uma das vistas mais importantes", terá uma zona de protecção já dentro do rio, de forma a preservar essa vista.
A candidatura da Baixa destaca a excepcionalidade do plano urbanístico pombalino, as soluções tecnológicas usadas no pós- terramoto de 1755, além do facto de contribuir para a imagem histórica da cidade, com um papel reconhecido na memória colectiva e como inspiração literária.
Em Portugal já foram classificados como património mundial 12 bens: Angra do Heroísmo, Mosteiro dos Jerónimos, Mosteiro da Batalha, Convento de Cristo, centros históricos de Évora, Porto e Guimarães, Mosteiro de Alcobaça, Paisagem Cultural de Sintra, Vale do Côa, Floresta Laurissilva da Madeira e Alto Douro Vinhateiro.
Fonte: Lusa
Cerca de 600 milhões de euros serão investidos na requalificação do Vale de Santo António, em Lisboa, através de um projecto hoje apresentado que inclui habitação, comércio, escritórios, espaços verdes e equipamentos culturais e desportivos. O plano, apresentado pela Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) desenvolve-se numa área de cerca de 45 hectares numa zona central de Lisboa, mas em estado de abandono, entre a Penha de França, o Alto de São João e o Rio Tejo. Nesta zona ficará a Biblioteca e Arquivo Municipal, já em construção, num edifício com 17 pisos, cinco quais são caves com estacionamento, e que representa um investimento de 40 milhões de euros. Este é considerado o edifício fundador, à semelhança do castelo ou do convento que ao longo da História estiveram na base de fixação das populações.
Com 60 metros de altura e 40 de largura, o edifício orientado para a luz e o Tejo assenta num terreno desnivelado e é inspirado nas antigas edificações de Lisboa em terrenos com características semelhantes.
A altura dos edifícios vai diminuindo à medida que se aproxima "da cidade existente", até aos quatro/cinco pisos, explicou o arquitecto Manuel Fernandes de Sá, que coordena o projecto. No denominado Centro Cívico, haverá ainda outro edifício que englobará habitação, comércio, serviços e outros equipamentos, entre os quais a igreja e o centro pastoral.
Um Centro de Convenções, com dois auditórios, salas de reuniões e de ensaio, um centro de exposições e zonas de restauração fazem igualmente parte desta estrutura. Outros 40 milhões de euros serão investidos em infra- estruturas necessárias à criação desta nova "cidade", de acordo com o presidente da EPUL, João Pereira Teixeira.
Com a melhoria do sistema de transportes e a construção da Circular das Colinas, a EPUL acredita que será possível criar novas dinâmicas numa zona com boas acessibilidades e grande potencial paisagístico, mas actualmente de características periféricas. A EPUL e a Câmara de Lisboa têm vindo a adquirir os terrenos progressivamente, possuindo já mais de 80 por cento da área abrangida pelo plano.
A proposta de ordenamento urbanístico é estruturada pela Avenida Mouzinho de Albuquerque e por um conjunto de arruamentos que, configurando uma circular à área abrangida pelo plano, asseguram as ligações viárias internas e o acesso às zonas limítrofes. Neste sentido, está previsto um separador central nesta avenida, que poderá receber no futuro uma linha de eléctrico rápido.
A Avenida Eduardo Galhardo será absorvida pela Via Circular das Colinas através de um túnel rodoviário que atravessará as avenidas Almirante Reis e General Roçadas. O total da área edificada nesta urbanização é de 387.500 metros quadrados, dos quais 327.500 metros quadrados se destinam a habitação e 60.000 metros quadrados a actividades terciárias.
Actualmente existem naquela zona 120.000 metros quadrados de construção, ficando no final um total de 507.500 metros quadrados, o que, segundo a EPUL, é inferior ao Índice de Utilização Bruto máximo permitido pelo Plano Director Municipal. O Vale de Santo António terá ainda um parque verde com 60.000 metros quadrados, o equivalente a nove/10 campos de futebol. Na zona destinada à prática de desporto, com 25.000 metros quadrados, será construído um campo de futebol, projectado pelo arquitecto Souto Moura de acordo com as regras da Federação Internacional de Futebol (FIFA) e dois polidesportivos.
A EPUL vai ter neste projecto casas para jovens e idosos, mas ainda não está definido o número de fogos, afirmou o presidente da empresa, que se escusou a avançar prazos de concretização, devido aos trâmites burocráticos que o processo tem ainda de seguir. Para que o projecto possa avançar, é ainda necessária a conclusão de três planos de pormenor, que deverão ser apresentados dentro de dois meses, acrescentou. Para estacionamento público estão previstos 1.750 lugares à superfície e 650 em cilos.
Fonte: Lusa
Antigos alunos do Liceu Pedro Nunes, incluindo o escritor Rui Zink e o cantor Luís Represas, "choraram" hoje o eventual encerramento do mítico salão de jogos do Monumental, para onde se "escapavam" nos seus tempos de estudantes. Notícias não desmentidas publicadas este mês nos jornais Público e Diário de Notícias davam conta do encerramento do salão de Jogos da Avenida Pedro Álvares Cabral, em Lisboa, na próxima sexta- feira.
Contactada hoje pela agência Lusa, fonte da administração da Garagem Monumental, proprietária do salão, recusou-se a prestar declarações, mas um funcionário que não se identificou assegurou à Lusa que o espaço ia "fechar para obras". A Câmara de Lisboa diz que não sabe de nada.
Confrontado com a notícia, o cantor Luís Represas confessou a sua tristeza: "é mais um bocado da memória de Lisboa que se perde". "O salão tem uma memória incrível e indelével", disse o cantor, que com outros estudantes passava o tempo em que não tinha aulas a jogar bilhar, snooker e ping-pong. O provável desaparecimento do salão de jogos foi também hoje tema de conversa num almoço de antigos alunos do Pedro Nunes, que têm por hábito reunir-se às quartas-feiras e jogar sempre uma tacada de bilhar no "velho palhinhas".
Um dos convivas era Rui Zink, que em declarações à Lusa considerou que o fecho do salão será um contributo para "a morte de Lisboa".
"Este encerramento tem um impacto económico, social e humano que não está a ser avaliado", disse o escritor lembrando que a notícia do encerramento, "se não foi confirmada, também não foi desmentida".
"É horrível darem cabo disto, eu não teria feito a faculdade senão fosse este salão de jogos", sublinhou o escritor, lembrando com saudade o Sr. Braz, um encarregado que era "a alma do salão".
Rui Zink comenta com ironia que o "timing" escolhido para o encerramento foi o melhor: "está tudo anestesiado pelo Mundial de futebol e os estudantes estão de férias".
"As pessoas morrem, mas os sítios não deviam morrer. Qualquer dia a única tradição portuguesa que fica e que posso transmitir aos meus filhos é ir comprar caramelos a Badajoz", ironizou o escritor.
Também presente no almoço, Fernando Durão Costa contou: "o salão era um ponto de encontro que fazia parte da vivência de muitos lisboetas". "Aquele espaço faz parte da nossa juventude e da de todos os que frequentaram os liceus Pedro Nunes, Machado de Castro e outros estabelecimentos de ensino na zona", salientou. Uma opinião partilhada por António Serrano, recordando os vários políticos que passaram por aquela casa como Santana Lopes, Marcelo Rebelo de Sousa, Durão Barroso e Garcia Pereira. "Toda essa gente faz parte do velho palhinhas, que faz parte da nossa vida", afirmou António Serrano.
A notícia do eventual fecho do salão de jogos na próxima sexta- feira apanhou de surpresa os frequentadores daquele espaço classificado em 2002 como Imóvel de Interesse Público pelo Instituto Português de Património Arquitectónico (IPPAR).
As mesas de "snooker" do velho salão de jogos estavam todas ocupadas no final da tarde de terça-feira e vários clientes contactados pela Lusa também manifestaram a sua tristeza pelo desaparecimento daquele espaço de convívio.
"Já estão a desocupar o salão. Muitas máquinas já foram tiradas", lamentou à Lusa Manuel João, 20 anos, que diz ter ouvido dizer que o salão ia dar lugar a uma loja chinesa. Manuel João acha "muito mal" esta mudança de ramo e considera que faz muita falta na cidade um local como aquele de "distracção para os jovens e que fomentava muitas amizades". Contactado pela Lusa, um funcionário do Monumental não quis avançar qual seria o destino do espaço, afirmando evasivamente que ia encerrar "para obras".
Um cliente que ouviu esta explicação manifestou-se a favor da reabilitação do espaço, mas desde que fosse para continuar com a mesma função. Uma fonte do gabinete da vereadora do Urbanismo da Câmara de Lisboa garantiu à Lusa que não deu entrada na autarquia qualquer pedido de licenciamento para aquele imóvel. O único pedido que entrou na autarquia foi em Setembro de 2005 para renovação da licença para continuar a actividade como salão de jogos, disse a assessora da vereadora Gabriela Seara, Isabel Ataíde.
Uma assessora do IPPAR, Maria Resende, disse que este instituto não recebeu nenhum pedido de obras ou de alteração de uso do salão, explicando que também não podem ser feitas obras no interior do salão sem sua autorização prévia, uma vez que está classificado como Imóvel de Interesse Público. A classificação refere-se ao edifício do antigo cinema, e inclui a zona do salão de jogos "Monumental". Obra de 1930 do arquitecto Raul Martins, o salão de jogos é uma estrutura funcional marcada por um conjunto de plataformas e escadarias de grande riqueza espacial, que lhe conferem um carácter monumental, refere o IPPAR no seu site.
Fonte: Lusa
O Metro de Lisboa, que quinta-feira vive o segundo dia de greve da semana, melhorou a sinalização dos autocarros alternativos e a informação aos utentes sobre os percursos, disse hoje à agência Lusa fonte da empresa.
"Os autocarros terão o seu ponto de paragem o mais perto possível das estações do Metro e estarão devidamente sinalizados, através de postes próprios ou recorrendo às paragens habituais dos autocarros da Carris", adianta mesma fonte. Os autocarros estarão identificados nos vidros frontais com cartazes indicando "Ao Serviço do Metro" e faixas correspondentes à cor da linha servida e estações terminais do respectivo percurso.
Os autocarros funcionarão em serviço permanente, com intervalos de poucos minutos, e os passageiros podem utilizar o título de transporte do Metro. A greve decorre entre as 06:30 e as 10:30, mas o Metro só começa a funcionar às 11:00, após verificadas as condições de segurança.
Durante a paralisação de terça-feira, a substituição das composições por autocarros gerou alguma confusão pelos menos em Sete Rios e Cais do Sodré, dois dos mais concorridos interfaces da cidade, com os passageiros baralhados com a localização das paragens e respectivos destinos dos alternativos. A greve foi convocada para exigir que o Acordo de Empresa, em vigor até ao próximo ano, se prolongue até 2011.
Fonte: Lusa
A Câmara de Lisboa contestou hoje o aumento da capacidade de carga de contentores pretendida pela Administração do Porto de Lisboa (APL) sem que estejam garantidos os acessos ao local e sem estudos económicos e ambientais.
O executivo camarário aprovou hoje por maioria, com os votos contra dos quatro vereadores socialistas presentes na reunião pública do município, uma moção do presidente, Carmona Rodrigues (PSD), que contesta o projecto de ampliação do terminal de contentores de Alcântara, apresentado na semana passada pela APL.
A moção, que obteve os votos favoráveis da maioria PSD-CDS/PP e dos vereadores da CDU e do Bloco de Esquerda, manifesta a "total oposição" ao projecto da APL, sem que estejam "previamente satisfeitas todas as condições de escoamento de carga".
A câmara reclama a existência de infra-estruturas rodoviárias, nomeadamente o fecho da CRIL e do Eixo Norte/Sul, a nível ferroviário, com o soterramento da linha de mercadorias em Alcântara e a nível marítimo, com a "existência de infra-estruturas que garantam uma maior operacionalidade".
Por outro lado, defende a autarquia, o projecto deve ser precedido de estudos económicos que "sustentem o contributo deste investimento para a competitividade da cidade", além de estudos de impacte e incidências ambientais do projecto.
Em declarações à Lusa, a APL afirmou que o seu plano estratégico para a frente ribeirinha da cidade prevê a optimização da área do terminal de Alcântara já dedicada à movimentação de cargas. A medida deverá permitir movimentar 1,5 milhões de contentores anualmente, o triplo do movimento actual. Na opinião do presidente da Câmara Municipal, o porto de Lisboa tem um problema de falta de competitividade.
"É realizando mais plataformas que vamos ganhar competitividade? Há muito mais para fazer que obras de betão para aumentar a competitividade", referiu António Carmona Rodrigues, que defende uma melhoria dos procedimentos para reduzir o tempo de permanência dos contentores no porto, que diz ser o triplo de outros portos ibéricos.
O autarca social-democrata sustentou que "os interesses particulares não podem sobrepor-se aos colectivos", manifestando-se "preocupado" com a cidade. "Se a capacidade portuária for aumentada e nada for feito na remodelação dos acessos terrestres, o terminal estará condenado ao estrangulamento", sublinha a moção.
Para o vereador socialista Dias Baptista, "o porto de Lisboa não deve ser um obstáculo à fruição dos lisboetas da riqueza que é o Tejo". Dias Baptista considera que a APL "deve gerir aquilo que são as áreas fundamentais para a actividade normal do porto", e frisou que a discussão em relação ao plano estratégico "está a ser feita com as autarquias" em que a APL tem jurisdição.
Fonte: Lusa
O presidente do município afirmou ter "muita preocupação em relação a um conjunto de iniciativas que podem ser lesivas para a cidade", referindo-se a projectos como a diminuição de 36 carreiras da Carris e a intenção do Governo de não prolongar a Linha Amarela do Metro até Alcântara. rmona Rodrigues revelou ainda ter mandado embargar uma obra do Metropolitano no Cais do Sodré, que implicava a construção de dois pontões para os barcos da Transtejo.
A obra, encomendada pelo Governo ao Metro, estava a decorrer em terrenos municipais, pelo que a autarquia vai negociar contrapartidas com a empresa pela ocupação do espaço.
Fonte: Lusa
O elevador da Bica, em Lisboa, parado desde o dia 21 na sequência de uma colisão com um veículo de recolha do lixo, voltará a funcionar na próxima semana.
A garantia foi dada ontem ao JN por Luís Vale, secretário-geral da Carris, empresa proprietária do ascensor. Embora esteja ainda a decorrer um inquérito interno com vista ao apuramento das causas do acidente, o mesmo responsável afirmou que "tudo aponta para que tenha havia uma falha humana".
Opinião contrária tem a Comissão de Trabalhadores. Numa reunião que os seus representantes tiveram com eleitos da CDU, anteontem, Manuel Leal referiu que o acidente se deveu a uma falha de travão, causada pela deficiente manutenção do equipamento.
"Os técnicos da empresa que faz a manutenção destes equipamentos (um consórcio constituído pela CME e a Pinto & Cruz) não têm os conhecimentos necessários para reparar os elevadores. Isto poderá dar azo a acidente graves, como o que aconteceu na semana passada", denunciou. A Carris rejeita, porém, esta crítica. Luís Vale diz que ambas as empresas são certificadas e que todo o tipo de intervenção é supervisionado por técnicos da própria Carris.
Os trabalhadores dizem que, por dia, há 30 autocarros parados devido a avaria ou falta de peças. A transportadora garante que "diariamente, o serviço programado é totalmente cumprido".
Outra preocupação dos trabalhadores prende-se com o facto de a empresa pretender alugar 10 veículos à ANA - Aeroportos de Portugal. "Isso irá degradar ainda mais o serviço", argumenta.
Luís Vale confirma o aluguer de 10 autocarros durante os meses de Julho, Agosto e Setembro à empresa Groundforce, uma participada da ANA, mas rejeita igualmente as críticas dos trabalhadores. "Este é o período do ano em que a Carris tem menos clientes", argumenta. O mesmo responsável confirmou que está a ser planeada uma nova restruturação na rede (a vigorar a partir de Agosto), mas recusou adiantar pormenores.
Fonte: Jornal de Notícias
O coordenador técnico do processo de candidatura da Baixa Pombalina a Património Mundial da Humanidade da Unesco demitiu-se do cargo por considerar que este projecto está a passar por uma fase de "falta de definição" e de "liderança". Contactado pelo JN, João Mascarenhas Mateus confirmou ter escrito uma carta ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, e a todos os vereadores do executivo comunicando-lhes a sua decisão, mas pediu "alguns dias" para poder clarificar os motivos que o levaram a tomar este caminho.
Contudo, Mascarenhas Mateus considera que o processo entrou numa fase de "falta de indefinição", quer por parte da Câmara, quer do IPPAR e da Comissão Nacional da Unesco. Segundo o coordenador técnico da candidatura, a Unesco fez, em Dezembro, uma pré-avaliação positiva do dossiê da Baixa Pombalina, tendo requerido apenas alguns elementos adicionais. "Isso foi preparado e não foi enviado, por instruções superiores", disse, explicando que essa opção invalidou que a candidatura pudesse ser apreciada em 2007, ano em que, ao que tudo indica, não haverá nenhum bem português a ser analisado.
"Todos deveriam dizer qual é a data em que querem apresentar formalmente a candidatura", disse Mascarenhas Mateus, adiantando que isso tem de ser feito até 31 de Janeiro de cada ano.
Fonte: Jornal de Notícias
Os vereadores do PCP da Câmara de Lisboa propõem hoje que a autarquia denuncie, "por razões ecológicas", o contrato com o Clube Português de Tiro a Chumbo, instalado no Parque Florestal de Monsanto há 44 anos.
Na proposta, que será debatida esta tarde em reunião pública do executivo camarário, os vereadores comunistas referem que o Clube de Tiro ocupa 134.000 metros quadrados "no coração de Monsanto", depois de, em 1962, o município ter cedido o terreno a título precário.
"É inadequada a presença do campo de tiro com chumbo no interior do parque florestal", que pode acarretar "riscos para os utentes" do parque ecológico contíguo a esta zona, considera o PCP, acrescentando que a permanência deste equipamento em Monsanto causa "impactos ambientais muito negativos", como o ruído e a acumulação de resíduos de chumbo.
Fonte: Lusa
É inaugurado o actual Estádio 1º de Maio, em Lisboa.
É inaugurado o monumento a Luís Vaz de Camões, em Lisboa.
Crepes, pato lacado e peixe a vapor, acompanhados pelo típico arroz chao chao, e "cui pi xian nai" para sobremesa, foram especialidades hoje servidas num jantar em Lisboa para recuperar a confiança dos consumidores nos restaurantes chineses.
Os restaurantes de comida chinesa registaram quebras na ordem dos 50 por cento depois de, em Março, inspecções da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) terem detectado irregularidades e falhas de higiene em 89 por cento dos estabelecimentos.
"A maioria dos restaurantes estão em boas condições, mas também sofreram" uma diminuição da procura, afirmou hoje Choi Manhin, presidente da Associação de Comerciantes e Industriais Luso-Chinesa, que promoveu um jantar no "Hua Ta Li", na Baixa lisboeta, com o objectivo de "limpar a imagem" dos estabelecimentos chineses.
Segundo o responsável da associação, "nunca os restaurantes chineses tinham sofrido tanto", com quebras superiores às registadas devido à pneumonia atípica.
Choi Manhin atribui o afastamento dos clientes à reportagem da acção da ASAE, mas refere que, quase três meses depois, a situação "parece estar a recuperar um pouco".
Para garantir a conformidade com as normas de higiene e segurança, a associação de comerciantes "contratou uma entidade" que irá inspeccionar restaurantes chineses, adiantou o representante.
Também para assegurar que as regras sanitárias estão a ser cumpridas, a embaixada da China em Portugal traduziu a legislação portuguesa.
"Nós encorajamos sempre a comunidade chinesa a seguir as leis portuguesas. Traduzimos as normas sanitárias e pedimos aos restaurantes que as cumpram", disse o embaixador, Ma Enhan.
O embaixador adiantou que a notícia da acção da ASAE causou "várias queixas" e provocou "algum impacto negativo nos restaurantes chineses de todo o país".
"Não estamos contra a inspecção. Reconhecemos que alguns restaurantes não têm condições sanitárias suficientemente boas.
Espero que possam melhorar esse aspecto e que possam atrair mais consumidores portugueses", disse Ma Enhan.
A ementa hoje escolhida incluía "guo tie", um tipo de massa com carne, sopa de espargos com caranguejo, lagosta com gengibre e cebolinho, lombo de vaca com brócolos e molho de ostra, entrecosto com molho agridoce, couve chinesa com cogumelos e "ma pu tou-fu" (vegetais), com arroz chao chao.
Para sobremesa, os convidados provaram "cui pi xian nai", um doce de leite frito, indicou o dono do restaurante, Zhu Chang Long.
Especialidades que agradaram a um dos convidados do jantar, o presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, que garantiu ser "boa boca".
"Há um empenho grande em alterar a imagem criada por alguns estabelecimentos que não estavam em condições e mostrar que os restaurantes são capazes de prestar um serviço de qualidade", referiu, considerando que "o que não está bem deve ser corrigido".
Fonte: Lusa
A Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) lançou a segunda fase do concurso relativo ao empreendimento EPUL Jovem Praça de Entrecampos. São 298 fogos para venda, com tipologias entre o T0 e o T3, a preços a partir dos 97.600 euros.
A segunda fase consiste na venda através de concurso público das fracções do Lote 3 que, segundo informa a EPUL em comunicado, está em curso a partir de hoje e até ao dia 5 de Agosto. Os candidatos devem ser "pessoas solteiras, com idade até aos 39 anos". Os apartamentos serão "atribuídos por sorteio entre todos os candidatos previamente inscritos". A candidatura pode ser feita no site da EPUL, em www.epul.pt.
A construção das casas começa "no princípio do ano de 2007, estando a sua conclusão prevista para Julho de 2009".
Em causa estão 78 apartamentos T0, 116 apartamentos T1, 82 apartamentos T2 e 30 apartamentos T3, com áreas entre os 47 m2 e os 126 m2. A empresa municipal adianta que estas fracções estão dotadas de "uma central que permite a detecção de intrusão na entrada, de incêndio e de fugas de gás" e "do equipamento EPUL Com, uma solução tecnológica inovadora e exclusiva, promovida em parceria com a YDreams, que permite a consulta de notícias, de informação de trânsito, assim como encomendar uma refeição ou aceder a contactos úteis 24 horas por dia".
A primeira fase destas vendas decorreu no final de Julho de 2005, em que se registou um "recorde de inscrições para um só empreendimento" na história dos programas de habitação para jovens, informa a EPUL no comunicado.
A nota adianta ainda que na primeira fase foram sorteados 305 apartamentos, do Lote 2, aos quais se candidataram mais de 9100 pessoas.
O empreendimento da EPUL fica entre as avenidas das Forças Armadas e Álvaro Pais e tem sete lotes. No local vão erguer-se mais de 700 apartamentos, além de escritórios (24 mil m2) e comércio (11 mil m2), a maioria no rés-do-chão dos prédios.
Fonte: Público on line
Lisboa ocupa a 53ª posição no ranking global de 2006 em termos de qualidade de vida nas cidades, elaborado pela Mercer Human Resource Consulting, mantendo o mesmo lugar do ano passado. O estudo foi feito em 215 grandes cidades de todos os continentes e tem como referência uma base de cem pontos. A capital portuguesa conseguiu 98,9 pontos.
A liderar a lista aparecem as cidades suíças de Zurique e Genebra, com 108,2 e 108,1 pontos, seguidas da canadiana Vancouver, com 107,7 pontos.
A austríaca Viena é a primeira cidade da União Europeia presente no ranking, aparecendo na quarta posição, com 107,5 pontos.
Das dez primeiras cidades da lista, sete são europeias, sendo três delas suíças e três alemãs. Bruxelas ocupa a 14ª posição e Berlim a 16ª. A primeira cidade norte-americana referenciada é Honolulu, na 27ª posição, com 103,3 pontos, logo seguida da também norte-americana São Francisco. Paris aparece só no 33º lugar do ranking, à frente de Tóquio, na 35ª posição, de Londres, no 39º lugar, e de Washington, em 41º.
A primeira cidade espanhola é Barcelona, no 44º lugar, com 100,2 pontos, logo seguida de Madrid.
Nova Iorque, que representa o índice 100, o valor de referência do estudo da Mercer, surge no 46º lugar. Atrás de Lisboa aparecem cidades como a norte-americana Los Angeles, no 55º lugar, assim como Roma, na 62ª posição, logo seguida da também norte-americana Miami. Atenas é a 79ª cidade no ranking global da qualidade de vida.
São Paulo é a primeira cidade brasileira referenciada, na 108ª posição, enquanto o Rio de Janeiro é a 117ª. Maputo ocupa o lugar 187 e Luanda o 197º.
No último lugar da lista, na 215ª posição do ranking global da qualidade de vida nas cidades, surge a capital iraquiana, Bagdad, com uma pontuação de apenas 14,5 pontos.
Fonte: Público on line

A Casa da Académica de Lisboa reúne alguns notáveis da política portuguesa na lista única que concorre às eleições da representação da capital do clube da Liga portuguesa de futebol, que se realizam na quarta-feira. A lista é encabeçada por Daniel Sanches, antigo Ministro da Administração Interna, no Governo de Santana Lopes, e antigo director nacional do SIS.
Também fazem parte da lista, Manuel Dias Loureiro, Conselheiro de Estado e antigo Ministro da Administração Interna, no Governo de Cavaco Silva, Fausto Correia, Secretário de Estado da Administração Pública, durante a administração de António Guterres, e actual eurodeputado, e ainda Manuel Queiró, eurodeputado pelo CDS-PP. A Casa da Académica de Lisboa foi presidida desde 2002, por Fernando Pinto Simões, que após dois mandatos decidiu não se recandidatar.
Fonte: Lusa
A Administração do Porto de Lisboa (APL) assegurou hoje que o terminal de contentores de Alcântara não vai ser prolongado até Santos, ao contrário do que avançara na semana passada o presidente da autarquia, Carmona Rodrigues. O autarca criticou quarta-feira o plano estratégico da frente ribeirinha da cidade apresentado pela APL aos 11 municípios da sua área de jurisdição, adiantando que uma das medidas previstas seria o prolongamento do terminal de contentores até Santos, o que implicava a construção de um aterro no rio Tejo.
«É mentira, não há projecto nenhum de terraplenar desde Alcântara até Santos», garantiu à agência Lusa uma fonte da APL, adiantando que o que consta do plano é um aproveitamento da área do terminal de Alcântara que já está dedicada à movimentação de cargas e optimizá-la.
A fonte justificou que apenas com a optimização da infra-estrutura que actualmente existe em Alcântara se consegue logo chegar a quase 1,5 milhões de contentores ali movimentados, o triplo do movimento actual.
Segundo a fonte, «a triplicação do movimento de contentores de Lisboa não é a vontade da APL», mas a resposta à «previsão da procura da região» tanto a nível das importações como das exportações nos próximos 15 a 20 anos.
«Se as tendências dos operadores e consumidores na região se mantiverem e mesmo que todos os outros portos se desenvolvam na sua zona de influência, nós vamos ter que crescer para dar resposta a este tecido económico que aqui está criado», sustentou.
A mesma fonte refere que, se o Porto de Lisboa não conseguir dar resposta, os produtos terão de entrar por via terrestre e quem vai pagar a factura final de uma cadeia logística e de transporte mais complicada e alongada é o consumidor final. «Ou temos a mercadoria barata a entrar directamente no porto de Lisboa ou então vai a Leixões ou vai a Espanha e depois vem por via terrestre até à zona de Lisboa onde é consumida a grande parte da mercadoria que aqui chega», justificou.
A APL, acrescentou, está preocupada em «habilitar o Porto de Lisboa com as características necessárias para responder à procura e não criar um bloqueio nas forças económicas que estão previstas para o médio e longo prazo nesta região».
A mesma fonte ressalvou que este é um dos «cenários alternativos» que consta no plano estratégico e que é «o mais barato, com o qual todos os portugueses pagariam menos». Para aumentar a capacidade de armazenamento, a APL pretende deitar abaixo «um ou outro edifício que pouco ou nada valem» na área do terminal de Alcântara que já está dedicada à carga.
Apesar de esta hipótese estar em cima da mesa, a fonte da APL afirmou que existem outros cenários em discussão e que nenhum deles é definitivo. «O plano estratégico é um processo dinâmico que só estará concluído no final do ano e com o contributo de todas as entidades», sublinhou.
De acordo com a APL, os projectos de expansão da capacidade de movimentação de contentores não se restringem todos à margem Norte, havendo também a possibilidade de cenários na margem Sul do Tejo.
O plano estratégico para o Porto de Lisboa abrange uma área de 50 quilómetros, entre os concelhos de Oeiras e Vila Franca de Xira, na margem norte, e Almada e Benavente, na margem sul.
Fonte: Lusa
Um trabalho dramatúrgico sobre Tchekov, feito a partir de excertos de O Cerejal. No início do século XX, na Rússia, uma fidalga volta à sua propriedade, o Ginjal, que ameaça vender para saldar dívidas... A encenação é de Christine Laurent. É em Lisboa, no Teatro do Bairro Alto, na Rua Tenente Raúl Cascais, 1-A. Tel.: 213961515. 3.ª a sáb., às 21h30; dom., às 17h. Até 30 de Junho. Blhetes a 12 euros.
Fonte: Público
Ed Motta, um dos mais marcantes talentos da nova geração de músicos brasileiros, regressa a Portugal para dar a conhecer Aystelum, o seu mais recente trabalho. É em Lisboa, no Clube Mercado. Rua das Taipas, 8. Às 24h00. Tel.: 917424713. Bilhetes a 15 euros.
Fonte: Público
Os filmes Il Vento Fa il Suo Giro, de Giorgio Diritti (Itália), e Milk & Opium, de Joel Palombo (Índia), venceram, ex-aequo, o prémio de melhor longa-metragem (25 mil euros distribuídos por ambos) na 1ª edição do festival Lisbon Village, que anteontem terminou com uma gala no Teatro São Luiz. A melhor curta-metragem foi Spin, do norte-americano Jamin Winans (12.500 euros). A curta-metragem do brasileiro Alexander Mello, Hildete, foi distinguida na categoria de melhor filme de língua portuguesa (7500 euros).
Já o Grande Prémio Tóbis (5000 euros em serviços neste estúdio-laboratório), relativo à melhor obra portuguesa a concurso, foi para Raquel Jacinto, pela curta A6 - 13. No espectáculo de encerramento do Lisbon Village Festival - que vai ser transmitido pela RTP no próximo dia 7 de Julho, às 23h00 - foi ainda distinguida a carreira do actor português Joaquim de Almeida, que, no entanto, não esteve presente na festa, por razões de trabalho.
Fonte: Público
Espectáculo baseado na ópera D. Giovanni, de Mozart, estreia-se hoje no bar de Lisboa. Não é a primeira vez que os alunos do Atelier de Ópera do Conservatório Nacional de Música (CNM) deixam este espaço e actuam noutros palcos - já estiveram na Quinta da Regaleira, em Sintra, e no Teatro S. Luiz, em Lisboa. Hoje, é a vez do Lux, também em Lisboa, os receber, com o espectáculo de ópera baseado numa ária do D. Giovanni, de Mozart.
Pegando no classicismo da ópera, Ma Guarda il Catallogo!! Alora Capirai!! mistura esses elementos com a modernidade do espaço da discoteca situada ao lado do Tejo, num espectáculo que será apresentado entre hoje e dia 29 (22h30). Alguns dos elementos cénicos da discoteca foram usados na composição do ambiente da ópera e o espectáculo foi, segundo António Wagner Diniz, presidente do conselho executivo do CNM, "muito pensando à volta da escadaria vermelha do Lux".
Fonte: Público
A Liscont, concessionária do terminal de contentores de Alcântara, afirma que as declarações do presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, contra o alargamento do terminal já custaram 25 milhões de euros. O autarca criticou, no passado dia 21, o projecto da Administração do Porto de Lisboa (APL) de reforçar o terminal de contentores de Alcântara, considerando que se trata de um equipamento "pesadíssimo" para a cidade.
"É um equipamento pesadíssimo, altamente lesivo para a cidade, com um impacto muito significativo nas acessibilidades, no ambiente e na própria imagem e qualidade urbana daquela zona da cidade", disse, então, o presidente da CML.
Um estudo feito pela Liscont, a que a agência Lusa teve acesso, calcula que estas declarações tiveram já custos de 25 milhões de euros, porque houve armadores que abandonaram o Porto de Lisboa, por não ter confiança no futuro do terminal de contentores de Alcântara. O director-geral da Liscont, Carlos Figueiredo, disse que as declarações de Carmona se traduziram na "recusa" de os armadores em escalarem Lisboa, advindo daí prejuízos de 21,345 milhões euros para a concessionária e 3,791 milhões em estimativa para a APL, por deixar de receber as taxas portuárias dos navios.
Fonte: Jornal de Notícias
Além do ascensor da Bica, também o elevador da Glória - que liga os Restauradores a São Pedro de Alcântara - se encontra parado, mas devido às obras de reabilitação do túnel do Rossio. A suspensão da circulação, que se arrasta desde Abril e se prolongará até Outubro, prende-se com questões de segurança, uma vez que, neste período, os trabalhos vão decorrer junto à Calçada da Glória. Em alternativa, podem ser utilizadas as carreiras de autocarro números 58, 92 e 100 e o eléctrico 28, além do elevador de Santa Justa (que liga a Rua do Ouro ao Largo do Carmo).
Fonte: Jornal de notícias
A paragem forçada do elevador da Bica, em Lisboa, devido a um acidente registado na noite de quarta-feira, está a causar grandes transtornos à população da zona (maioritariamente idosa) e aos comerciantes do Mercado da Ribeira, que se queixam de perda de clientes. Desde que o serviço foi suspenso, há moradores que optaram por sair o mínimo possível de casa ou alteraram os trajectos.
Maria Zaida, 71 anos, moradora a meio da Rua de Duarte Belo (por onde circula o ascensor), deixa de frequentar o Mercado da Ribeira sempre que o elevador da Bica está parado. "Já viu o que é subir isto tudo carregada com sacos?", pergunta. A mesma queixa ouve-se de outros residentes que garantem que, "ultimamente, o elevador está mais tempo parado do que a funcionar".
A culpa, segundo os trabalhadores da Carris (que ontem de manhã estiveram reunidos com representantes da CDU), é da manutenção. "Antigamente, havia um funcionário a controlar o processo de enrolamento dos cabos dos elevadores. Agora, já não", diz Manuel Leal, da Comissão de Trabalhadores. Ainda segundo aquele responsável, a manutenção da frota é feita por uma empresa externa, mas, "muitas vezes, são chamados trabalhadores da Carris que já foram dispensados, pois só eles sabem reparar determinadas avarias". Ao JN, a Carris confirmou que, desde o início do ano, a manutenção é feita por um consórcio, mas garante ter dado formação aos técnicos e assegura que todas as reparações são supervisionadas por si, negando usar ex-funcionários. Face às queixas dos trabalhadores e dos utentes, a CDU vai apresentar, na reunião de Câmara de amanhã e no Parlamento, requerimentos pedindo informações sobre a Carris, nomeadamente quanto à reestruturação da rede e ao eventual aluguer de autocarros à ANA - Aeroportos de Portugal.
Fonte: Jornal de Notícias
Um restaurante chinês de Lisboa promove hoje um jantar com autarcas e diplomatas para tentar recuperar a confiança dos clientes naqueles estabelecimentos, a perder receitas desde as inspecções sanitárias de Março passado.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, e o embaixador da República Popular da China, Ma Enhan, estão entre os convidados para o jantar no restaurante Hua Tali, na baixa de Lisboa.
Os restaurantes chineses registaram quebras na ordem de 50 por cento desde as inspecções da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), em que foram encerrados 14 estabelecimentos e detectadas irregularidades e falhas de higiene em 89 por cento dos vistoriados.
Fonte: Lusa
Alguma confusão reinava hoje de manhã junto à estação de Sete Rios devido à greve no Metropolitano de Lisboa, que não surpreendeu os utentes, mas que os deixou baralhados sobre a localização das paragens dos transportes alternativos.
"Para onde é que eu vou" e "Onde estão as paragens" eram as perguntas que mais se ouviam entre os utentes que saíam da estação da CP de Sete Rios provenientes das linhas de Sintra e da Azambuja.
As perguntas obtinham resposta dos vários agentes da PSP que estavam no local a informar os utentes sobre os transportes que deviam apanhar.
Os poucos que ainda tentavam descer para os túneis de acesso ao metro em Sete Rios deparavam-se com os portões fechados e um cartaz onde se lê: "Devido à greve de 27 e 29 de Junho prevê-se que o Metro possa iniciar o serviço apenas a partir das 11:00".
A paralisação obrigou ao encerramento de toda a rede do metro está a registar uma adesão total, segundo o sindicato que convocou a paralisação.
Em sete Rios, as filas para os serviços alternativos à Linha Azul do Metro (Amadora-Baixa Chiado) eram longas, mas rapidamente desapareciam devido à vasta oferta de autocarros, assinalados com cartazes a informar que estão ao serviço do metro.
Vários utentes contactados pela agência Lusa disseram que já estavam informados da paralisação e até se mostraram solidários com os trabalhadores.
"Eles devem lutar pelos seus direitos. Eu também faço o mesmo", disse Luísa Santos, habitual utilizadora do metro, que confessou estar "um pouco baralhada" por não saber o transporte que tinha de apanhar para ir para a Baixa da cidade.
Teresa Marques era das poucas que foi apanhada de surpresa pela paralisação, mas não se mostrou incomodada: "Não sabia, mas também já vem ali o autocarro e rapidamente vou chegar ao meu destino".
Fonte: Lusa
A greve do metro de Lisboa começou a ter efeitos à superfície no largo do Cais do Sodré, onde às 08:30 se aglomeravam centenas de pessoas, dezenas de autocarros alternativos e da Carris, táxis e muitos automóveis particulares.
No local onde funciona um das mais concorridos interfaces de transportes de Lisboa, o trânsito começou a ficar complicado cerca das 08:15 quando soaram as primeiras buzinadelas dos automóveis que pretendiam circular em faixas obstruídas por pessoas que esperavam em fila pelos transportes alternativos ao metro.
Apesar de avisados da greve na sexta-feira, os utentes do metro mostram-se críticos quanto aos transportes alternativos disponibilizados pela empresa, salientando a falta de informação sobre o destino e as estações dos alternativos.
Desde as 07:00 que um funcionário da Carris tenta ininterruptamente orientar os utilizadores de metro para os transportes alternativos, esclarecendo sobre as paragens dos autocarros.
"Se falhar a minha voz peço desculpa mas já estou rouco", dizia o funcionário a uma fila de pessoas que a certa altura aguardava a entrada no autocarro.
Um dos utentes, Carlos Alberto, disse à Lusa que o metro não soube organizar os alternativos, criticando a empresa por ter contado com as carreiras normais da Carris para escoar os passageiros.
A confusão gerada pela greve parece, no entanto, agradar ao proprietário de um quiosque de jornais do Cais do Sodré que disse à agência Lusa estar contente com a movimentação hoje de pessoas no largo.
"É como antigamente [antes da chegada do metro ao Cais do Sodré]", adiantou, afirmando, contudo, que o maior número de pessoas não está a corresponder a um aumento de vendas.
Os trabalhadores do Metro decidiram marcar duas paralisações, hoje e quinta-feira, entre as 06.30 e as 10:30 para exigir que o Acordo de Empresa (AE) em vigor até 2007 seja prolongado até 2011.
A greve, que está a registar uma adesão total, é a primeira greve dos trabalhadores da empresa nos últimos 10 anos. O actual AE está em vigor há 30 anos e é válido até 2007, mas as duas centrais sindicais - UGT e CGTP-IN - querem renegociar este prazo.
Fonte: Lusa
É assinado o contrato definitivo do Estado com a Companhia de Carris de Ferro de Lisboa.
Os Gaiteiros de Lisboa convidaram a fadista Mafalda Arnauth para participar no próximo espectáculo do grupo, agendado para o Grande Auditório do Centro Cultural de Belém - CCB -, em Lisboa, esta terça-feira (27 de Junho).
A cantora colabora no tema «Os Versos que te Fiz», uma composição da autoria de Carlos Guerreiro, inspirada em Florbela Espanca. O tema da autoria de Fausto Bordalo Dias, «Lusitana», também será revisitado pela fadista e pelo grupo. O concerto tem início agendado para as 21h00 e centra-se no quarto álbum de originais do grupo, «Sátiro». Os bilhetes para o evento custam entre 10 e 20 euros.
Fonte: Diário Digital
A Carris refutou hoje as acusações do PCP de que os elevadores de Lisboa têm parado com mais frequência desde que a manutenção foi concessionada a uma empresa privada. "A empresa sempre salvaguardou a segurança. Estes veículos são históricos e até por isso param mais do que autocarros novos", disse à Lusa o secretário-geral da Carris, Luís Vale.
O responsável afirma que a paragem do elevador da Bica, desde quarta-feira, e o de Santa Justa, que esteve parado depois de obras de reparação, apenas "coincidiu" com a entrega dos serviços de manutenção - que antes eram assegurados pela Carris - a uma empresa privada.
Luís Vale sublinhou que o consórcio que efectua a manutenção recebeu formação da Carris nesse sentido e que todos os trabalhos são supervisionados por técnicos da transportadora.
A Carris rejeitou ainda que haja falta de autocarros em circulação por se encontrarem com problemas de manutenção desde que a empresa diminuiu o pessoal das oficinas, como sustentou hoje o PCP.
"O serviço que é programado diariamente é inteiramente cumprido. Não há falta de autocarros na rua por razões de manutenção", adiantou o responsável da Carris.
Luís Vale confirmou a existência de um contrato entre a Carris e a Grandforce - e não com a ANA, como adiantou o PCP - para aluguer de dez veículos, que realizarão entre Julho e Setembro serviços internos no aeroporto de Lisboa.
Segundo o secretário-geral da transportadora, o contrato não vai implicar a diminuição de autocarros na cidade, porque coincide com o período de férias, em que há menos clientes.
Luís Vale frisou que os últimos inquéritos da Carris dão conta de um maior grau de satisfação dos clientes, nomeadamente quanto à regularidade dos autocarros.
O PCP responsabilizou hoje a Carris pela paragem de vários elevadores de Lisboa, incluindo o elevador da Bica, parado desde quarta-feira depois de uma falha nos travões, ao concessionar os serviços de manutenção a uma empresa privada.
Segundo Eduardo Vieira, do comité central do partido, os dados recolhidos junto da Comissão de Trabalhadores apontam que a falta de manutenção tenha estado na origem da falha de travões no elevador da Bica, que embateu num camião de recolha do lixo, sem causar vítimas.
O elevador de Santa Justa esteve vários dias sem circular devido a problemas de manutenção, sublinhou o dirigente comunista acrescentando que "não está cabalmente esclarecida a necessidade de encerrar o elevador da Glória enquanto durem as obras de consolidação do túnel do Rossio".
Fonte: Lusa
O vereador da Acção Social da Câmara de Lisboa admitiu hoje que a plano municipal de combate à toxicodependência falhou no objectivo de reduzir o consumo e defendeu o trabalho em rede para combater este flagelo.
A autarquia deu início ao Plano Municipal de Prevenção da Toxicodependência em 1990, altura em que existiam no distrito de Lisboa 50 mil consumidores de substâncias ilícitas e havia o problema do bairro do Casal Ventoso. Dezasseis anos depois, o vereador Sérgio Lipari Pinto considerou, citando indicações de técnicos da autarquia que estão no terreno, que "a situação está estagnada e não tem havido melhorias significativas na cidade".
Fonte: Público on line
A Fundação D.Pedro IV, gestora de 1.500 fogos nos bairros lisboetas das Amendoeiras e dos Lóios, anunciou hoje que os seus inquilinos vão ter descontos em serviços de saúde, uma medida que surpreendeu os moradores.
Um protocolo entre a fundação e uma clínica de Chelas permitirá aos arrendatários dos bairros dos Lóios e das Amendoeiras e respectivos agregados familiares, aos utentes dos sete estabelecimentos de infância e do lar Mansão de Santa Maria de Marvila beneficiarem de vantagens e tarifas reduzidas, associadas ao pagamento anual de um Cartão de Saúde no valor de 20 euros.
Contactado pela agência Lusa, Pedro Henriques, da Fundação D.Pedro IV, assegurou que esta medida "não é de todo uma tentativa de atenuar os problemas que têm havido com os moradores dos bairros".
O protocolo com a clínica surge no seguimento da estratégia da instituição de permitir aos seus arrendatários poderem ter benefícios sociais e estende-se a todas as outras famílias que residem em fogos da fundação espalhados por várias zonas da Lisboa e em também Mira Sintra, no concelho de Sintra, justificou.
Pedro Henriques adiantou que a escolha da clínica em Chelas se deve ao facto de ser o local onde a fundação tem um maior número de arrendatários.
O responsável anunciou ainda a intenção de alargar estes acordos a outras entidades em benefícios dos seus clientes.
Contactados pela Lusa, Carlos Palminha, da Comissão de Moradores do bairro das Amendoeiras, e Eduardo Gaspar, da Associação Tempo de Mudar do bairro dos Lóios, manifestaram "alguma surpresa" com o anúncio da fundação.
"O anúncio causou-nos alguma surpresa, só não foi maior porque o presidente da junta de freguesia já nos tinha falado desta intenção da fundação", disse Carlos Palminha, que considera a "situação caricata" devido aos aumentos impostos pela fundação aos moradores.
Carlos Palminha contou que apenas os moradores que estão a pagar as novas rendas receberam uma carta a anunciar o acordo entre a fundação e a clínica.
Esta situação foi confirmada por Pedro Henriques: "o acordo funciona como uma mais valia para quem cumpre as suas obrigações" e são esses moradores que vão ser beneficiados.
Pedro Henriques não soube precisar à Lusa o número de moradores que vão ser beneficiados com este acordo, mas Carlos Palminha avançou à Lusa que no bairro das Amendoeiras apenas cerca de "10 a 20 por cento" dos arrendatários estão a pagar renda.
O responsável garantiu ainda que este projecto já tinha sido pensado antes de terem surgido os conflitos com os moradores dos dois bairros devido ao aumento das rendas, decidido pela fundação.
Para Eduardo Gaspar, da Associação Tempo de Mudar, esta medida vai beneficiar poucas famílias dos Lóios devido aos fracos rendimentos, mas admite ser vantajoso para quem possa usufruir deste acordo.
Eduardo Gaspar acrescentou ainda que ficou "surpreendido" com este anúncio.
"A fundação surpreende-nos sempre. O que é que pretende com isto?", questionou o responsável, comentando: "Por um lado aumentam- nos brutalmente as rendas e depois anunciam estes benefícios".
Criada em 1834, a Fundação D. Pedro IV é uma Instituição Particular de Solidariedade Social que actua em três áreas: infância, habitação social e lares.
As casas nos bairros dos Lóios e das Amendoeiras foram doadas à Fundação D.Pedro IV pelo extinto Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado (IGAPHE), o que causou a revolta dos moradores que alegam "aumentos brutais" das rendas e exigem a reabilitação dos edifícios.
Fonte: Lusa
A Sociedade da Língua Portuguesa pediu à Câmara de Lisboa um edifício para uma nova sede, já que tem de abandonar até ao final do mês as instalações actuais, na Rua Mouzinho da Silveira. Em declarações à Lusa, a presidente da sociedade, Elsa Rodrigues dos Santos, disse ter recebido do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, proprietário do edifício, uma carta a informar da intenção de vender o prédio.
"Solicitamos a entrega do imóvel livre e devoluto de pessoas e bens, no prazo de dois meses" - que termina no final deste mês - afirma o instituto na carta enviada em Abril à Sociedade da Língua Portuguesa (SLP) e a que a Lusa teve acesso.
A sociedade ocupava este espaço há seis anos, de forma gratuita, depois de ter recuperado o edifício, que se encontrava "em estado de avançada degradação".
Segundo o Instituto de Gestão Financeira, caso a SLP não abandone as instalações, deverá passar a pagar um aluguer mensal de 2.324 euros, com retroactivos desde Janeiro, um valor que a presidente da sociedade garante ser incomportável.
"Debatemo-nos com problemas económicos gravíssimos", afirmou Elsa Rodrigues dos Santos, que lamenta que a sociedade esteja há 13 anos "a mudar-se para instalações precárias e provisórias".
Numa carta enviada ao Presidente da República, ao primeiro- ministro, às ministras da Cultura e da Educação e à Assembleia da República, a instituição descreve que em 1993 foi "obrigada a sair da sua sede, na Rua de São José, em virtude de o prédio estar em perigo de derrocada e de se ter aberto uma cratera nas suas caves".
A situação deveu-se, explicou a presidente da SLP, às obras do Centro Comercial Libersil, uma obra que chegou a estar parada mas foi desembargada pelo então presidente da Câmara de Lisboa Nuno Kruz Abecasis.
A Sociedade da Língua Portuguesa espera agora que a autarquia lhe ceda um edifício, salientando que cabe ao município a "responsabilidade pelo que aconteceu" à sede da Rua de São José.
Segundo Elsa Rodrigues dos Santos, a situação acarretou grandes prejuízos para a instituição, que foi forçada a instalar grande parte dos seus 30.000 títulos na Biblioteca Nacional, uma realidade que "abalou" a sua actividade e de que resultou a perda de 2.000 sócios.
"A nossa biblioteca é muito valiosa, com primeiras edições e livros do século XVI. Actualmente, está sem ser utilizada", adiantou a responsável.
A sociedade afirma-se disponível para receber um edifício municipal, "mesmo que degradado".
"Nós vamos recuperando aos poucos", adiantou Elsa Rodrigues dos Santos, que faz apenas uma exigência: que o edifício municipal se situe numa zona central, "porque a sociedade é um património de todos e pertence ao centro da cidade".
"Sem uma sede, a Sociedade da Língua Portuguesa corre o risco de não poder prosseguir com as suas actividades. Além disso, tem três funcionários que vêem com muita apreensão o seu futuro", acrescenta a carta.
Com 57 anos, a sociedade realiza cursos anuais e de Verão de língua portuguesa para estrangeiros, oficina de escrita, grego moderno, árabe, latim, técnicas de tradução, expressão dramática e história de arte, além de organizar palestras ou encontros com escritores e linguistas.
Com cerca de 1.000 sócios, a sociedade é ainda responsável pelo site "Ciberdúvidas" e por vários prémios anuais, promove a revisão de textos de dicionários técnicos e teses, tem três programas na RDP Internacional, integra júris e tem diversas publicações.
A sociedade recebeu o estatuto de utilidade pública sem fins lucrativos e foi distinguida pelo Governo com a comenda da Ordem do Infante Dom Henrique.
A Lusa tentou obter uma declaração do presidente da Câmara de Lisboa, António Carmona Rodrigues (PSD), mas tal não foi possível até ao momento.
Fonte: Lusa
O Metro de Lisboa vai parar terça e quinta-feira entre as 06:30 e as 10:30 devido à primeira greve dos trabalhadores da empresa nos últimos 10 anos.
Fonte: Lusa
O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, vai propor quarta-feira ao executivo autárquico a aprovação da participação de Lisboa como membro da Rede Europeia de Cidades para Políticas Locais de Integração de Imigrantes.
Esta proposta surge no âmbito de um projecto conjunto da Fundação Europeia para o Desenvolvimento, em Dublin, do Congresso das Autoridades Locais e Regionais do Concelho Europeu e da cidade alemã de Estugarda, que visa a integração de imigrantes e o papel das autoridades locais na Europa.
Carmona Rodrigues, na proposta que vai apresentar à câmara, refere que Lisboa foi convidada para integrar esta rede, que numa fase inicial irá ser composta por cerca de 30 cidades de países da União Europeia e de países da Europa de Leste e de Sudeste, que são membros do Concelho Europeu (COE).
Segundo a proposta, o projecto procura preencher um vazio na análise e avaliação dos esforços feitos pelas autoridades locais em trabalhar de uma forma articulada.
O projecto fornecer uma base de dados das políticas de integração a nível local na Europa baseada na literatura existente e avaliação de práticas.
A nível político, o projecto irá suportar e alimentar o desenvolvimento de um debate Europeu sobre integração de imigrantes, com exemplos concretos do que "funciona" nos diferentes contextos urbanos.
Irá examinar também o objectivo de transferência de práticas de sucesso a outras autoridades locais na Europa baseando-se na aproximação inovadora de cooperação entre os actores locais, centros de investigação e a agência da UE politicamente orientada no campo social.
A rede pretende ainda reunir e analisar as políticas inovadoras e sucesso da sua aplicação a nível local e regional, relativamente à integração e acesso dos imigrantes aos direitos sociais nos países de acolhimento tendo em conta a crescente diversidade e heterogeneidade das migrações e dos imigrantes.
Liége, na Bélgica, Copenhaga, Helsínquia, Paris ou Lion, em França, Estugarda, na Alemanha, Atenas, na Grécia, Dublin, na Irlanda, Roma, Luxemburgo, Amesterdão, na Holanda, Varsóvia, Madrid, Barcelona e Sevilha, em Espanha, Estocolmo e ainda Luton, no Reino Unido, foram algumas das cidades convidadas para integrarem a rede.
Fonte: Lusa
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) contratou uma empresa de auditoria e consultadoria, a Deloitte & Touch Quality – Serviços Profissionais de Auditoria e Consultadoria, SA, para que crie e implemente uma central de compras na autarquia.
Segundo a edição desta segunda-feira do Correio da Manhã, a CML deverá pagar pela implementação do projecto à Deloitte 2,5 milhões de euros, sendo que, em contrapartida, espera poupar mais de 44 milhões de euros nos próximos seis anos.
No entanto, refere o diário, este valor poderá aumentar exponencialmente, até aos 150 milhões de euros, caso o âmbito da central de compras seja alargado, no futuro, às empreitadas de construção civil.
Com prazo de conclusão previsto para dentro de 18 meses, a futura central de compras terá sob sua responsabilidade, numa primeira fase, sectores como a água, electricidade, higiene e limpeza, comunicações, informática, material administrativo, viaturas, vigilância e segurança.
Numa segunda fase, a estrutura assimilará bens e serviços como a conservação, manutenção e assistência, alimentação, máquinas, viagens e estadas, seminários e conferências.
Fonte: Diário Digital
Aberta desde Abril de 1996, a Quinta Pedagógica dos Olivais, em Lisboa, é um espaço de referência para quem tem crianças e para muitas escolas que a visitam com regularidade para proporcionar aos alunos o contacto com os animais e com a vida no campo. Em Março do ano passado, a quinta - um espaço com cerca de dois hectares propriedade da Câmara Municipal - reabriu ao público depois de ter estado fechada durante oito meses para obras de beneficiação. Quem já a conhecia diz que as melhorias são evidentes.
"Está mais bonita, mais arranjadinha", diz Maria João, que frequenta a quinta há algum tempo, sempre na companhia da sobrinha, Ana Margarida, de quatro anos. "Gosto de a trazer aqui. É um sítio central, bom para a distrair. Passamos aqui uns bons momentos", diz, considerando que a quinta "ficou muito melhor" depois das obras, sobretudo no que se refere aos pavimentos, que deixaram de ser em terra batida.
Os passeios, agora "sem lama", são também a principal melhoria identificada por Rosa Marques que, ontem, fez a vontade ao filho, David, de 7 anos. Desviou o caminho para o centro comercial e parou, por uns momentos, na quinta para apreciar os animais e as hortas, tão ao gosto do filho. Apesar de morar muito perto da quinta, Rosa ainda não tinha tido oportunidade de a visitar depois das obras e gostou do que viu.
Frequentadoras assíduas do espaço - com entrada gratuita- são Isabel Macedo e a filha, Marisa, de quatro anos. Apesar de viverem em São João da Talha, no vizinho concelho de Loures, mãe e filha visitam-na muitas vezes e deliciam-se a dar biscoitos aos animais, embora seja proibido. "Gosto imenso de cá vir. É um ambiente muito calminho, sinto-me bem aqui", diz Isabel.
Quem também aprecia o espaço e ali faz o seu passeio diário a pé é Aurora Costa, de 86 anos. Ontem, por mero acaso, encontrou Glória Ferreira, de 80 anos, e aproveitaram para caminhar juntas. "Os caminhos estão mais arranjados. Para as nossas idades é muito bom", diziam.
As obras, segundo explicou Luísa Távora, directora do espaço, pretenderam melhorar a acessibilidade, sobretudo para pessoas em cadeiras de rodas e com mobilidade reduzida. Quanto a visitas, o ritmo continua frenético, especialmente durante a semana, com a procura das escolas pelas actividades desde Setembro, já por lá passaram mais de 93 mil pessoas.
Fonte: Jornal de Notícias
17h Memória Da realidade pessoal à realidade científica. Os XIII Cursos Internacionais de Cascais arrancam com uma conferência de Maria Filomena Mónica sobre Biografia e Autobiografia. No Centro Cultural de Cascais.
18h30 Evocação de Luiza Neto Jorge. Luís Lima Barreto, Luís Miguel Cintra e Luísa Cruz lêem poemas de Luiza Neto Jorge na apresentação do nº 18 da revista Relâmpago, que tem por tema a sua personalidade e a sua obra poética. No Teatro do Bairro Alto.
17h-24h FIA 2006. Feira Internacional do Artesanato. Além da mostra de artesanato, o certame oferece aos visitantes os sabores oriundos de vários cantos de Portugal e do estrangeiro. Decorre até domingo, na FIL, no Parque das Nações. O espaço das tasquinhas está aberto das 12h às 24h.
21h30 As Editoras Apostam na Música Portuguesa? Debate integrado nas comemorações do Dia Europeu da Música. Na FNAC do CascaiShopping.
22h00 One-man Band. O multi-instrumentista australiano Xavier Rudd vem a Lisboa para apresentar o seu novo álbum, intitulado Food In The Belly. No Café-Teatro Santiago Alquimista (R. de Santiago, 19). Entrada: 20 euros.
Um português que festejava domingo à noite a vitória de Portugal frente à Holanda em cima da estátua do Marquês de Pombal, em Lisboa, caiu de uma altura de cerca de 10 metros, noticiou a SIC Notícias. De acordo com o canal de televisão, o homem caiu quando estava a descer da estátua. O homem foi assistido no local por elementos da PSP e do INEM, desconhecendo-se o estado de saúde.
Quando de manhã Frederico sai de sua casa, na Mouraria, em Lisboa, e pega na bicicleta para ir até ao Parque das Nações, onde trabalha, já sabe que deverá demorar cerca de 50 minutos a fazer o trajecto. O percurso é o mais longo, mas também o menos acidentado, para que possa chegar ao emprego, quase sem transpirar.
Frederico é um dos vários participantes do movimento Massa Crítica de Lisboa, que ontem se reuniram numa tertúlia, para a apresentação do movimento e para debater a viabilidade da utilização da bicicleta e de outros meios de transporte não motorizados na capital. O encontro contou com a presença de muitos interessados, que após a apresentação da Massa Crítica colocaram as suas questões.
O movimento - que nasceu em S. Francisco, nos Estado Unidos da América, em 1992 - surgiu em Lisboa há cerca de três anos e conta com cerca de 140 entusiastas. Todas as últimas sextas-feiras do mês, os participantes (e também os que não são, mas queiram aderir), reúnem-se junto ao Marquês de Pombal, para um passeio pela cidade. O percurso é definido na altura e os veículos pedem ser bicicletas ou trotinetas, passando pelos patins. Ou seja, todos aqueles que não sejam poluentes.
Luís Mota explicou, ao JN, que a intenção do movimento que integra, é chamar a atenção dos responsáveis para o uso da bicicleta. "O nosso objectivo é combater a ideia que se instalou que tem de se andar de automóvel", afirmou. "Pretendemos que a utilização da bicicleta seja vista de uma forma prática. Estamos muito dependentes do petróleo e é necessário reduzir essa dependência", argumenta.
"A utilização regular da bicicleta iria ajudar a descongestionar o trânsito e é muito mais saudável", garantiu, Luís Mota, um dos intervenientes na tertúlia de ontem, onde foi apresentado o Trajecto Farol.
"O Trajecto Farol permitiria dar mais visibilidade à bicicleta. A ideia é a criação de um percurso, do Lumiar ao Terreiro do Paço (o mais central possível), para ser utilizado por quem usa este meio de transporte", explicou, dizendo ainda que este trajecto ainda está a ser estudado. «Ainda estamos a olhar para ele», admitiu.
Fonte: Jornal de Notícias
O Centro de Arte Moderna [CAM] irá sofrer uma radical intervenção a 18 de Julho: será esvaziado." O anúncio é feito por Emílio Rui Vilar enquanto percorre com os olhos os convidados de mais um Jantar do Aviz(iniciativa conjunta do DN, TSF e Fundação Oriente), numa espécie de avaliação de reacções.
Interpelado por Paulo Cunha e Silva (ex-director do Instituto das Artes) sobre o futuro do Centro de Arte Moderna, o presidente do Conselho de Administração da Gulbenkian desvendou parte do programa de comemorações do 50.º aniversário da Fundação, que arranca no próximo mês e se prolongará por 2007. "Convidou- -se um artista plástico para fazer uma peça com a tralha dos nossos armazéns", revela Rui Vilar. O artista em causa é Pedro Cabrita Reis, a peça chamar-se-á Fundação, será um ícone da instituição e nascerá no espaço actualmente ocupado pela colecção do Centro de Arte Moderna.
18 de Julho é apresentada como uma data simbólica (o dia da aprovação dos estatutos que criaram a Fundação, em 1956), mas na prática só a partir de dia 25 a peça começará a ser instalada. O desafio de transformar "tralha" em arte não fica por aqui. Em paralelo, "o artista checo Matej Krén irá construir um iglô com livros destinados à guilhotina", anuncia Rui Vilar. "Uma obra feita com as obras dos outros?", pergunta Cunha e Silva em tom provocatório. "Não, é com tralha mesmo."
Esta segunda estrutura - em forma hexagonal com uma entrada - terá o nome de Book Cel, é composta por milhares de livros empilhados, terá uma forma exagonal e será colocada no átrio do Centro. A ideia é que, no final da mostra, os livros possam ser recuperados.
São duas "instalações simbólicas a marcar, no Centro de Arte Moderna, a mudança de tempo", resumiu, remetendo para mais tarde outros pormenores. Apenas que o CAM "terá uma missão de continuidade". Uma função de guarda de património e, sobretudo, educativa. "Tem a única colecção onde é possível ver a trajectória da arte do século XX português".
O objectivo de todas estas acções vai no sentido de passar da mostra de trabalho realizado para a formação intensiva de criadores/autores, com a obrigação de mostrar resultados e de que são exemplos os cursos de fotografia e cinema integrados no programa Gulbenkian - Criatividade e Criação Artística.
São sinais de mudança que ajudam a projectar o futuro da instituição, afinal o mote do jantar. Como será então a Gulbenkian daqui a dez anos? "Será em boa parte aquilo que a sociedade portuguesa for", resposta que situa a relação entre a fundação e o país onde se fixou para cumprir o que o seu fundador estipulou como as áreas centrais da sua actuação: artes, ciência, educação e caridade (aqui entendida como de-senvolvimento humano). Quatro áreas onde se cruzam outras quatro: a valorização humana, o aumento do conhecimento, a capacitação das instituições da sociedade e o apoio à produção de centros de racionalidade e de excelência.
Arriscando maior precisão, Rui Vilar afirmou que em 2016 a "fundação será mais internacional"; "dará mais subsídios do que terá actividades próprias" (hoje essa relação é mais ou menos equitativa); "será mais produtora de pensamento, contribuindo para a inovação", e "estará em condições de assumir maiores riscos".
É o futuro apresentado em forma de objectivos que não estão independentes da forma como a sociedade portuguesa responder a alguns dos desafios que se colocam, nomeadamente o envelhecimento da população e consequente rarefacção dos recursos humanos". Estamos num cenário de mudança de paradigma", alertou, em que a transferência de riscos para o Estado tem de ser substituída por "esquemas em que o Estado actue em sistema de competição com outros provedores." Rui Vilar falou ainda de uma segunda linha em que será necessário mudar o sistema de produção de bens transaccionáveis internacionalmente, "para exportações onde o valor acrescentado vem sobretudo da incorporação de saber, de ciência e tecnologia de grau avançado. É preciso, disse, "enfrentar a concorrência com outros países" e é uma exigência criar condições para fixar quadros de qualidade.
Fonte: Diário de Notícias
Feira de artesanato de Lisboa espera mais de cem mil visitantes. Mais de 30 países reunidos na FIL até 2 de Julho. Além de artesanato, há gastronomia regional, um desfile de moda e ranchos folclóricos.
Aquela que a organização garante ser "a maior edição de sempre da Feira Internacional de Artesanato de Lisboa" arranca hoje, no Parque das Nações, com a presença de cerca de 30 países e a visita esperada de mais de cem mil visitantes. O certame, que se prolonga até dia 2 de Julho, decorre na Feira Internacional de Lisboa, onde ocupa uma área superior a 40 mil metros quadrados. Os sectores em exposição são, segundo sistematiza a organização, o "artesanato utilitário, decorativo, artístico, recordação, uso pessoal" e a gastronomia regional.
Os sectores em exposição são, segundo sistematiza a organização, o "artesanato utilitário, decorativo, artístico, recordação, uso pessoal" e a gastronomia regional. Quem visitar a feira de artesanato, cujo ingresso normal custa quatro euros, vai poder encontrar produtos provenientes de mais de 30 países, nomeadamente Bali, Bolívia, Colômbia, Equador, Guatemala, Indonésia, Lituânia, Macau, Malásia, Nepal, Peru, Polónia, Rússia, Ruanda, Senegal, Uganda, Vietname e Zimbabwe. Dos 570 expositores existentes, 201 são estrangeiros.
Quanto à gastronomia regional, a organização sublinha em comunicado que os visitantes vão poder usufruir de "diversos sabores oriundos de vários cantos do nosso país e do estrangeiro", por exemplo refeições completas que serão servidas nas "tasquinhas", além de doces, enchidos, queijos, bebidas e outros produtos alimentares para venda directa ao público.
Na edição de 2004, a Feira Internacional de Artesanato de Lisboa recebeu 116 mil visitantes, o que representou um acréscimo de cerca de 32 por cento em relação ao ano anterior. Hoje e nos próximos oito dias são novamente esperados "mais de cem mil visitantes".
A feira funciona a partir das 15h, aos sábados e domingos, e a partir das 17h aos dias úteis, mantendo as portas abertas até à meia-noite. Já o espaço gastronómico, situado no pavilhão 3, pode ser visitado diariamente a partir do meio-dia. A novidade destacada pela organização em relação aos anos anteriores é a realização de um desfile do estilista Rafael Freitas, às 21h do dia 26. Nos restantes dias terão lugar actividades diversas como um concurso de artesanato, nas categorias de artesanato tradicional e contemporâneo, e actuações de grupos de cantares tradicionais e ranchos folclóricos, oriundos de Torres Vedras, Fundão, Óbidos e Vila Real, entre outras cidades e regiões.
Fonte: Público
Município perdeu 20 por cento dos jardineiros em cinco anos e precisa de encontrar alternativas para a conservação dos espaços verdes. O vereador dos Espaços Verdes da Câmara de Lisboa quer acabar com a atribuição "indiscriminada" da manutenção dos jardins da cidade a empresas e juntas de freguesia, admitindo nalguns casos entregar a sua conservação a associações de moradores e concessionários de quiosques e esplanadas.
António Prôa, que ontem realizou uma visita à freguesia de Santa Maria dos Olivais, explicou que a autarquia "não tem neste momento uma ideia clara" sobre quando é que a manutenção dos espaços verdes deve ser feita com recursos próprios e quando é que deve ser entregue a empresas através de contratos de prestação de serviços, o mesmo acontecendo nos casos em que há uma delegação de competências nas juntas de freguesia.
Referindo que nos últimos cinco anos a câmara perdeu "cerca de 20 por cento dos jardineiros", o vereador defendeu a necessidade de "procurar que outras entidades se envolvam na manutenção dos espaços verdes". A ideia é que a conservação de alguns jardins passe a ser uma das contrapartidas das concessões para a exploração de quiosques ou esplanadas, ou que seja atribuída por protocolo a associações de moradores ou condomínios.
Outra novidade anunciada pelo vereador, e que resulta de uma articulação com a vereadora do Urbanismo, é que a partir de agora "em qualquer nova intervenção em termos urbanísticos" ficará estabelecido que a manutenção dos logradouros, canteiros e zonas verdes construídos é da responsabilidade do promotor da obra.
António Prôa adiantou ainda a intenção de rever as soluções de coberto vegetal usadas em Lisboa, nomeadamente optando pela utilização do chamado prado de sequeiro, de forma a promover uma maior adequação ao clima e eliminar a necessidade de recorrer sistematicamente à rede de rega. "Temos de deixar de ter a ilusão de que temos de ter relvados em toda a cidade. Isso não é sustentável do ponto de vista ambiental", afirmou.
Durante a manhã de ontem, o autarca visitou a freguesia dos Olivais, a maior da cidade em área e número de habitantes, onde existem dezenas de pequenos jardins que estavam praticamente sem limpeza e manutenção desde Setembro de 2004. A situação afectava essencialmente os Olivais Sul, onde a conservação dos espaços verdes era assegurada por uma empresa cujo contrato de prestação de serviços expirou nessa data. "Nos últimos dois anos os espaços verdes têm vindo a deteriorar-se, com situações de insalubridade preocupantes para a saúde pública", lamentou o presidente da junta de freguesia local, José Manuel Rosa do Egipto, sublinhando que "80 por cento das reclamações que a junta recebe têm a ver com os espaços verdes".
António Prôa admitiu que "as queixas dos moradores são perfeitamente justificadas" e assegurou que a limpeza desses jardins, que a câmara iniciou na semana passada com carácter de urgência, estará concluída nos próximos dias. Depois disso será contratada uma empresa que assegurará a manutenção dos espaços verdes até que seja lançado um novo concurso público para o efeito.
No final da visita, o autarca anunciou a intenção de recuperar o Vale do Silêncio, nos Olivais, um parque urbano com oito hectares que "tem sido muito esquecido", mas explicou que a intervenção não deverá ocorrer este ano devido a "constrangimentos financeiros".
Fonte: Público
Trinta e dois por cento dos alunos das escolas de Lisboa do ensino básico residem fora do concelho. No caso do primeiro ciclo essa percentagem ronda os 37 por cento. A população escolar de Lisboa apresenta uma tendência decrescente, particularmente no ensino secundário, com uma quebra total de cerca de 30 por cento entre 1998 e 2002 (perto de 39 por cento no caso das escolas públicas), revela um estudo efectuado pelo Centro de Sistemas Urbanos e Regionais (CESUR) do Instituto Superior Técnico para a Câmara de Lisboa. Esta tendência é contrariada apenas pela evolução positiva de frequência dos estabelecimentos de educação pré-escolar.
De acordo com aquele estudo, elaborado no quadro dos trabalhos preparatórios da revisão do Plano Director Municipal do concelho, o
subsistema do ensino privado apresenta uma maior estabilização, também com a excepção do pré-escolar, que tem aumentado. A quota da rede privada tem vindo assim a crescer, atingindo o valor global de 42 por cento em 2002/03, com peso decrescente desde o pré-escolar (50 por cento) até ao secundário (22 por cento).
Os peritos do CESUR concluíram também que os valores das taxas de cobertura são superiores a 100 por cento em todos os níveis de educação e ensino, constituindo indícios seguros de que as escolas têm vindo a acolher um número significativo de crianças e jovens residentes em outros concelhos.
Estima-se que cerca de 32 por cento dos alunos do ensino básico em Lisboa tenham a sua residência fora do concelho, com maior incidência no primeiro ciclo, em que esta percentagem poderá rondar os 37 por cento. No caso do pré-escolar, calcula-se que 25 por cento das crianças dos jardins-de-infância residem em outros concelhos, presumivelmente acompanhando os pais nas deslocações pendulares casa-trabalho.
Considera-se que a capacidade global da rede de escolas públicas da cidade não se encontra esgotada, mas com situações muito contrastadas nas diferentes escolas e zonas da cidade. Apresentam taxas de utilização superiores a 100 por cento dois por cento dos jardins-de-infância públicos, 19 por cento das escolas básicas do 1.º ciclo públicas e 42 por cento das escolas públicas com 2.º e 3.º ciclos e ensino secundário.
O estudo conclui que há claros desequilíbrios espaciais entre a distribuição da oferta (capacidade das escolas) e da procura (população residente) de ensino. As zonas centrais e orientais da cidade, onde a população tem vindo a decrescer, concentram os equipamentos de maior capacidade, que escasseiam nas zonas mais periféricas e com dinâmicas urbanas e demográficas mais significativas. As dificuldades sentidas pela Câmara de Lisboa para encontrar soluções para instalação de novos equipamentos também são analisadas neste estudo. De acordo com o mesmo, essas dificuldades resultam, primordialmente, da ausência de terrenos públicos disponíveis, em particular nas zonas com tecidos urbanos consolidados, de que as zonas históricas são exemplo.
As reservas insuficientes (ou inexistentes) de terrenos para equipamentos em novas urbanizações, frequentemente devido à fragmentação das operações urbanísticas, também são uma das causas apontadas.
Os peritos constataram, no entanto, que nem sempre a implantação dos equipamentos acompanha os ritmos de ocupação dos novos desenvolvimentos urbanos, mesmo quando estão asseguradas as reservas de terrenos. Exemplo paradigmático é o Parque das Nações, em que dos três equipamentos de ensino previstos, apenas um está implantado, com a capacidade esgotada e sem poder dar resposta adequada à procura.
Fonte: Público

O duque da Terceira desembarca no Algarve, na Alagoa. Chegará a Lisboa a 24 de Julho.

Fotografia da Porta da Fundação da Exposição do Mundo Português. Obra de Cottinelli Telmo.
As Comemorações do Duplo Centenário da Fundação e da Restauração (1140-1640-1940) iniciaram-se em 1 de Junho de 1940, em Guimarães. A Exposição do Mundo Português foi inaugurada em 23 de Junho de 1940.
Fonte:
José Augusto França,
«1940, Exposição do Mundo Português»,
Colóquio Artes, n.º 45, 2.ª série, Junho de 1980, págs. 34-47.
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A Exposição do Mundo Português foi a maior exposição realizada em Portugal até à Expo 98, destinando-se a comemorar o Duplo Centenário da Fundação do Estado Português em 1140 e da Restauração da Independência em 1640. A exposição foi inaugurada em 23 de Junho de 1940 pelo Chefe de Estado Marechal Carmona, acompanhado pelo Presidente do Conselho Oliveira Salazar e pelo Ministro das Obras Públicas Duarte Pacheco.
Os responsáveis da exposição foram: Augusto de Castro (Comissário-Geral), Sá e Melo (Comissário-Geral-Adjunto) e Cottinelli Telmo (Arquitecto-Chefe). A Exposição do Mundo Português incluía pavilhões temáticos relacionados com a história, actividades económicas, cultura, regiões e territórios ultramarinos de Portugal. Incluía também um Pavilhão do Brasil, único país estrangeiro convidado.
A Exposição do Mundo Português levou à completa renovação urbana da zona ocidental de Lisboa. A sua praça central deu origem à Praça do Império, uma das maiores da Europa. A maioria das edificações da exposição foi demolida no final, restando apenas algumas como o actual Museu de Arte Popular e o Monumento aos Descobrimentos (reconstrução com base no original de madeira). A exposição levou também à construção de outras infraestruturas de apoio, tal como o Aeroporto da Portela.
15h-24h Lisboa Alternativa 2006. 1.ª Mostra de modos de vida alternativos, alimentação natural, ecologia, medicinas alternativas, terapias e outras propostas. Uma iniciativa da Terra Alternativa que decorre até domingo na Cordoaria Nacional (Av. da Índia). Amanhã das 10h às 24h; domingo das 10h às 20h. Bilhetes de 1 a 3 euros.
17h-23h Autocasião. Salão Nacional dos Automóveis Usados. Até dia 25 na FIL, no Parque das Nações. No sábado está aberto das 10h às 23h e no domingo entre as 10h e as 21h.
17h-24h Feira do Livro de Queluz. Esta feira conta com a presença de 23 stands de várias editoras e livrarias e muita animação. De segunda a quinta das 17h às 23h, sextas das 17h às 24h e sábados e domingos das 15h às 24h, até 2 de Julho, no Parque Felício Loureiro.
18h-24h 43.ª edição da FIARTIL - Feira Internacional de Artesanato do Estoril. Uma iniciativa da Junta de Turismo da Costa do Estoril que conta com mostra de artesanato, gastronomia, animação musical e actividades para crianças. Até 3 de Setembro em frente ao Centro de Congressos.
22h Festa do Fado. O Castelo de São Jorge é o palco da terceira edição desta iniciativa integrada nas Festas de Lisboa, que conta hoje com Aldina Duarte. Amanhã actua Kátia Guerreiro.
A Fundação D. Pedro IV e o seu presidente, Vasco Canto Moniz, desistiram do pedido de indemnização que tinham apresentado em tribunal contra um antigo administrador da instituição, Pedro Seixas Antão, e cujo julgamento se deveria ter iniciado na terça-feira.
A desistência do processo consta de um acordo proposto na véspera da audiência a Seixas Antão e tem como pressuposto o facto de as partes terem "logrado ultrapassar os diferendos subjacentes à questão cível em causa nos autos".
Arquivadas pela Relação de Lisboa no âmbito deste processo já estavam, desde 2002 (ver PÚBLICO do dia 19), as queixas por difamação e denúncia caluniosa apresentadas pela fundação e pelo seu presidente contra o ex-administrador. Na origem dessas queixas e do pedido de indemnização de 75 mil euros, de que os demandantes agora desistiram, encontra-se o facto de Seixas Antão ter acusado Canto Moniz, num documento dirigido em 1996 ao então ministro Ferro Rodrigues, de gerir a fundação em seu proveito pessoal e de a desviar dos fins de solidariedade social para que foi criada.
No texto do acordo subscrito pelos advogados das partes afirma-se que "desde sempre e até à actualidade o demandado [Seixas Antão] manifestou o seu maior respeito pelos objectivos sociais da Fundação D. Pedro IV", constando, logo a seguir, que "os demanadantes [fundação e Canto Moniz] desistem do pedido cível e o demandado aceita a desistência".
Questionado pelo PÚBLICO acerca das razões que o levaram a aceitar esta "transacção", Seixas Antão referiu-se ao cansaço provocado por este processo, aos seus custos e, sobretudo, aos incómodos que há muitos anos ele representa para as testemunhas por si arroladas. O ex-administrador fez, porém, questão de sublinhar que a sua opinião sobre a gestão da fundação - que foi corroborada pelas conclusões de um relatório da Inspecção-Geral da Segurança Social elaborado em 2000 e arquivado em condições nunca esclarecidas sem ser submetido a despacho da tutela - não sofreu qualquer alteração.
"A condição que pus para aceitar o pedido de desistência que me foi apresentado no escritório do dr. Ricardo Sá Fernandes [advogado da fundação e do seu presidente] foi a de lá ficar expresso exclusivamente o meu respeito pelos objectivos sociais da fundação de que também fui fundador, querendo a expressão "objectivos sociais" significar "objectivos estatutários" ", disse Seixas Antão.
O ex-administrador salientou que o facto de apenas manifestar o seu respeito pelos "objectivos sociais" da fundação "significa o discordar em absoluto de toda a evolução que a fundação teve", após a sua saída, em 1995.
A Fundação D. Pedro IV tem sido objecto de uma acesa contestação promovida por moradores dos bairros sociais das Amendoeira e dos Lóios, em Chelas, que viram as rendas das suas casas serem aumentadas para 20 e 30 vezes mais depois de o Estado ter doado os prédios em que habitam àquela instituição. O PÚBLICO tentou obter um comentário de Vasco Canto Moniz ao recuo da fundação no processo contra Seixas Antão, mas não foi possível obter resposta em tempo útil.
Fonte: Público
Foi a necessidade de melhorar o serviço prestado aos doentes que dão entrada nas urgências do hospital de S. José, em Lisboa, que levou a direcção clínica a tomar a decisão de realizar obras naquele serviço. Há dois meses que os trabalhos decorrem e a conclusão está prevista para Novembro.
O espaço exíguo onde os doentes eram atendidos está em obras. Ali chegavam a aguardar vez, em simultâneo, dezenas de pessoas em macas, misturadas com outras que esperavam, sentadas ou em pé. Quando os trabalhos estiverem concluídos o local vai ficar com mais do dobro do espaço.
"As urgências vão funcionar em 'open space', mas garantindo sempre a privacidade dos doentes", afirmou ao JN, João Varandas Fernandes, director daquele serviço, lembrando que aquele serviço atende, em média, 500 doentes por dia. "Vêm dos centros de saúde que estão afectos a nós e também do Sul do país, provenientes dos variados hospitais regionais, o que nos dá uma população de cerca de 2,5 milhões de habitantes", explica.
Até Novembro, os pacientes são consultados nos claustros - ao lado das urgências - que foram adaptados especialmente para o efeito. Os balcões estão separados por cortinas, que podem ser corridas, para garantir a privacidade de médicos e pacientes. "Depois o espaço vai ser reaproveitado para atendimento, em situações de catástrofe", frisou o clínico. "Em vez de pôr as pessoas a serem atendidas em contentores, com é normal em situações de obras, resolvi mudar o serviço para os claustros", lançou.
Para António Silva, que ontem foi obrigado a recorrer às urgências de S.José, as instalações provisórias representam uma melhoria em relação às antigas. "Quando cá vim há quatro anos, as pessoas estavam amontoadas em macas e cadeiras, à espera de serem atendidas num espaço minúsculo. Agora não", referiu.
Natural de Torres Vedras, Guida Santos não soube explicar as diferenças entre as instalações. "É a primeira vez que cá venho, mas gostei. Acho que as condições são óptimas, em comparação com o hospital de Torres Vedras, que parece um centro de saúde", atirou.
A direcção do serviço tomou posse em Outubro do ano passado e imediatamente se apercebeu da necessidade de alterar, profundamente, o funcionamento das urgências. "Não havia qualquer mudança há dezenas de anos", explica João Varandas Fernandes. "Fazia falta um sistema de prioridades, ou seja, uma triagem certificada e avalizada. O atendimento era feito pela iniciativa dos médicos", contou.
Assim, as obras vão servir também para adaptar a "triagem de Manchester". "O primeiro atendimento será feito por enfermeiros qualificados. Não vão fazer diagnósticos, mas priorizar os doentes, consoante a gravidade dos casos. Desta forma os médicos poderão trabalhar de uma forma mais necessária noutros espaços do serviço", explicou, lembrando, ainda, que instalação desta triagem foi recomendada pelo Ministério da Saúde, sendo que a sua aplicação deveria ter sido feita até Dezembro de 2005.
Fonte: Jornal de Notícias
Sala mítica de bilhares e videojogos na Av. Pedro Álvares Cabral fecha dia 30. O salão de jogos Monumental, na Av. Pedro Álvares Cabral, em Lisboa, fecha as portas dia 30 para ao que tudo indica dar lugar a uma loja de venda de artigos chineses.
Local de grandes festas e bailes da sociedade lisboeta dos anos 30 e 40 do século passado e dotada de um arranjo interior raro, pelas suas plataformas e corredores a meia altura do salão, o Monumental foi também cenário de vários filmes portugueses, como a obra de José Fonseca e Costa Kilas, o Mau da Fita.
O Salão Monumental faz parte de um edifício classificado em 2002 como Imóvel de Interesse Público pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar).
O prédio modernista, com motivos de art déco na fachada, foi construído em 1930 segundo projecto do arquitecto Raul Martins, e compreende ainda o antigo Jardim Cinema - hoje alugado a uma produtora de programas televisivos - e a Garagem Monumental, proprietária do conjunto.
A classificação do Ippar abrange o interior do salão de jogos, "uma estrutura funcional marcada por um conjunto de plataformas e escadarias de grande riqueza espacial, que lhe conferem um carácter monumental", segundo se lê na ficha explicativa da protecção. A sala de cinema tinha algo de inovador: dispunha de uma esplanada que funcionava durante a projecção dos filmes.
Nem os empregados do salão nem a administração da Garagem Monumental - uma empresa familiar fundada por Clemente Vicente, um construtor civil oriundo de Tomar - quiseram ontem explicar ao PÚBLICO o futuro da casa de diversão, onde os bilhares do piso superior já foram desmontados.
O grande salão ocupa hoje cerca de uma dezena de pessoas, desde a funcionária da tabacaria ao pessoal que ainda toma conta das últimas 16 mesas de bilhar e snooker, das dezenas de máquinas de jogos de vídeo, mesas de pingue-pongue e matraquilhos. Vários deles são reformados que assim completam os vencimentos. Os sinais deste ocaso discreto notam-se logo à entrada. O quiosque deixa de aceitar jornais a partir de hoje e boletins de apostas só até sábado.
Ippar não inviabilizará mudança de uso
Ontem ao fim da manhã, apenas quatro jovens se acotovelavam em torno de uma máquina de videojogos. Davam pouco que fazer aos dois empregados idosos, de calças pretas e camisa branca, manuseando papéis para anotação de partidas que ninguém encetara. A discrição da aparência era também a da fala. Nenhum sabe de nada, embora saibam que o emprego vai acabar.
O salão da Pedro Álvares Cabral ainda é frequentado por alguns jovens do ensino secundário e universitário. O vazio de quinta-feira, explica um dos funcionários, deve-se às férias. Mas já não há enchentes. A casa sofreu um grande abalo com a banalização dos jogos por computador, explicam.
"Chegou a vez dos chineses e vamos todos para a rua. Já andaram aí a ver se podiam deitar alguma coisa abaixo", disse um outro funcionário, que não se identificou.
A classificação do Ippar não permite, no entanto, que se deitem coisas abaixo no salão de jogos cujas características se pretendeu preservar. Aliás, dizia-se ontem no local, uma instituição bancária da mesma artéria terá abandonado a intenção de se instalar na casa de jogos devido à impossibilidade de mexer no interior do espaço.
Flávio Lopes, director regional de Lisboa do Ippar, disse que o instituto não recebeu nenhum pedido de obras ou de alteração do uso do salão. "O último pedido que deu entrada ocorreu em Abril de 2005. Referia-se à construção de uma escada dentro do edifício que melhorava a sua segurança e foi aprovado", referiu.
A mesma fonte adiantou que o instituto não inviabilizará à partida uma mudança de uso daquele espaço, mas que procurará que isso aconteça no respeito do seu valor arquitectónico. "Temos que admitir que a vida é uma mudança", comentou Flávio Lopes.
Fonte: Público
Os vereadores do PCP na Câmara de Lisboa vão levar à próxima reunião do executivo uma proposta para denunciar o contrato de concessão, para ocupação a título precário, de 134 mil metros quadrados em Monsanto ao Clube Português de Tiro a Chumbo. Para o PCP, o contrato deve ser denunciado por razões ecológicas.
Fonte: Público
A Federação dos Sindicatos de Transportes Rodoviários e Urbanos (Festru) acusou ontem o Governo e o conselho de administração da Carris de estarem a pôr em perigo a vida dos utentes do Elevador da Bica, em Lisboa. A Festru refere que quarta-feira, pelas 20h50, "o sistema de travões não funcionou por falta de manutenção, o que ia originando a morte de um funcionário municipal quando o elevador embateu nas traseiras de um camião do lixo".
Fonte: Público
Donos de restaurantes chineses promovem domingo um jantar com autarcas da capital e diplomatas chineses, para reabilitar a imagem depois das inspecções sanitárias que obrigaram ao encerramento de 14 estabelecimentos no mês de Março.
O embaixador da Republica Popular da China, Ma Enhan, e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, estão entre os convidados do jantar, que decorre num dos mais antigos restaurantes chineses da capital, disse à Lusa um responsável da Associação de Comerciantes e Industriais Luso-Chinesa.
Segundo Man Hin Choi, daquela associação, a iniciativa surge para «fazer alguma coisa para o público ouvir a voz» dos proprietários de restaurantes chineses.
As dificuldades que os restaurantes chineses enfrentam em Portugal após a fiscalização das autoridades de segurança alimentar foram noticiadas quarta-feira pelo jornal oficial do Partido Comunista Chinês, o «Diário do Povo».
Desde as inspecções de 30 de Março, que encontraram irregularidades em 89 por cento dos restaurantes vistoriados e resultaram no encerramento de 14 estabelecimentos, que os restaurantes chineses registam quebras «que chegam aos 50 por cento», disse aquele responsável à agência Lusa.
«É uma pena ter chegado a este ponto», disse Man Hin Choi à Agência Lusa, argumentando que «alguns restaurantes não respeitam as regras a 100%, mas a comida chinesa continua a ser boa».
O número de restaurantes chineses em Portugal, que chegou a exceder os mil, continua a descer: «com a quebra de receitas, muitos não vão conseguir aguentar», disse.
O anfitrião do jantar, que decorrerá no restaurante Huatali, um dos mais antigos da capital, considera que foram as «imagens duras» das reportagens que acompanharam as inspecções que «ficaram na cabeça das pessoas».
Chang Zhu afirma que o negócio está hoje «muito fraco», apesar de o nome Huatali já existir «há dezoito anos» na baixa de Lisboa.
«A maioria dos restaurantes sofre por causa dos erros de uma minoria», afirmou Man Hin Choi.
O presidente e vice-presidente da Câmara de Lisboa, o embaixador e a consulesa da China estão entre as individualidades que aceitaram o convite para o jantar que assinala a «preocupação» pelo destino da restauração chinesa em Portugal, afirmou Choi.
Aquando da inspecção da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASEAE), a embaixada chinesa em Portugal contestou a operação e a comunidade chinesa e a comissão portuguesa para a igualdade contra a discriminação racial acusaram a autoridade de potenciar a xenofobia e a estigmatização dos chineses.
Fonte: Lusa
A Epul, empresa pública de urbanização de Lisboa, quer atrair investidores privados para os seus projectos de reabilitação, disse Aníbal Cabeça, administrador da empresa, que vai fazer 35 anos de existência, citado na edição desta sexta-feira do Diário Económico.
A EPUL (Empresa Pública de Urbanização de Lisboa) registou uma ligeira queda nos seus resultados em 2005, com 3,2 milhões de euros de lucros face aos 4,8 milhões do ano anterior, à imagem do que aconteceu com o volume de negócios, que desceu de 72,8 milhões de euros para 56,4 milhões de euros.
A recessão do sector da construção «explicará esta queda», sugere o artigo, «até porque a área da reabilitação urbana continua a representar uma percentagem muito baixa do total de obras e imobiliário», acrescenta a mesma fonte.
A empresa detém ainda participações nas Sociedades de Reabilitação Urbana (SRU) Oriental e da Baixa Pombalina, além de 45% dos Jardins Expo, entre outras. Apesar de tudo, a sociedade reduziu o passivo bancário de 100 milhões de euros para 82,3 milhões, nota o DE. O esforço incluiu a redução de efectivos que em 2004 ascendiam aos 162 e em 2005 se ficaram pelos 146.
Quanto à estretégia de atracção de investidores privados, a empresa controlada pela autarquia de Lisboa já tem projecto a meias com a Somague, mas os acordos também irão incluir parcerias na Saúde.
Para Aníbal Cabeça, a entrada de privados no negócio é um dos meios de potenciar a reabilitação urbana de Lisboa. «A ideia é identificar oportunidades de negócio que atraiam os investidores privados para ajudar no negócio».
«Neste momento temos cerca de um milhão de metros quadrados em desenvolvimento», entre os quais se contam três prédios na Mouraria em conjunto com a Somague. Este projecto é apenas um dos cerca de 100 que a empresa quer desenvolver, diz o artigo.
Fonte: Diário Digital
Lisboa é escolhida para a última exposição mundial do século XX, a Expo-98. Os Oceanos são o tema.
O presidente do conselho de jurisdição da distrital de Lisboa do PSD, Vítor Reis, solicitou hoje a abertura de um inquérito interno devido à falta de apresentação das contas daquela estrutura em 2003, 2004 e 2005. Numa carta enviada ao conselho de jurisdição nacional, a que a Lusa teve acesso, Vítor Reis dá conta da falta de apresentação das contas dos anos de 2003, 2004 e 2005, que considera um "facto absolutamente inédito na vida da Distrital de Lisboa do PSD".
"As últimas contas da Distrital de Lisboa que foram apresentadas e estão aprovadas, reportam-se ao ano de 2002, último ano do mandato da Sra. Dra. Manuela Ferreira Leite como Presidente da Comissão Política Distrital de Lisboa", refere Vítor Reis na carta. Desde então, acrescenta, altura em que António Preto "assumiu a presidência da Comissão Política Distrital de Lisboa nunca mais foram apresentadas contas".
Fonte: Lusa
Meia centena de comerciantes criaram uma associação, hoje apresentada, para dinamizar o comércio, a cultura e o lazer na Avenida de Roma, em Lisboa, que pretendem promover como uma zona «chique». O lançamento de um cartão de descontos nas lojas associadas, o sorteio de um automóvel, um concurso de montras e a criação de uma árvore de solidariedade no Natal são algumas das iniciativas da recém-criada Associação para a Promoção da Avenida de Roma, que pretende reunir 200 lojistas daquela zona até ao final do ano.
Sob o lema, «É chique... aqui!», os lojistas querem transmitir a ideia de que a Avenida de Roma e zona envolvente estão na moda e voltarão a ser um «espaço privilegiado de compras e lazer», estatuto de que já usufruíram, explicou o presidente da direcção da associação, Pedro Pinto. Por outro lado, equipamentos culturais como o teatro municipal Maria Matos, o Fórum Lisboa e os cinemas King e Londres «possibilitam a atracção de grandes eventos», defendeu Pedro Pinto. «A zona é chique. É chique comprar, passear, comer, morar, namorar aqui», sublinhou.
Opinião semelhante tem o vice-presidente e responsável pelo pelouro do Comércio da Câmara de Lisboa, Carlos Fontão de Carvalho, também presente no lançamento do movimento. «A Avenida de Roma foi uma área de eleição, foi muito chique, esteve muito na moda, e não perdeu esse encanto e a fama que tinha. Considero que tem condições para voltar a estar na moda», afirmou. Hoje foi também apresentado o site da associação (www.associacaoavenidaderoma.org), que disponibiliza informações diversas sobre as iniciativas, lojas e acções de animação da zona, além de inscrições online de novos associados.
Fonte: Portugal Diário
"Recebi este mail ontem, proveniente das Edições Cosmos que reencaminhava a todos os seus autores o seguinte texto que reproduzo ipsis verbis:
INFORMAÇÃO
Feiras do Livro Lisboa e Porto
1. A Sodilivros vendeu menos 30,97% nas Feiras do Livro de Lisboa e Porto que em 2005.
O coeficiente de despesas directas (inscrições e alugueres) sobre vendas foi de 28,8%. Este valor não incluí transportes, preparação a nível de facturação e armazém, incluindo etiquetagem, ocupação de pessoas em horário laboral, levantamento, conferência e facturação, amortização e armazenamento dos stands.
Em resumo as feiras do livro de 2006, no Porto e Lisboa deram claramente como resultado prejuízo, sendo mais grave a situação do Porto.
A Sodilivros assume como é evidente todas as responsabilidades, por esta vez, com as inscrições, alugueres e compromissos com os trabalhadores na feira, internos ou externos.
2. Sabemos da perca competitiva das Feiras do Livro face a um conjunto de factores largamente referenciados. Também sabemos da situação económica do país. Mas uma quota parte significativa destes resultados (e infelizmente não são só nossos...) deve-se à incompetência de quem organiza as Feiras.
O dinheiro das inscrições mais os subsídios e patrocínios permitem fazer muito mais e melhor pela feira se aí fossem, mesmo que em parte, aplicados.
O que está em causa não é basicamente o modelo de feira, mas o sector não ter componente empresarial que permita varrer com as Associações existentes e erguer uma verdadeira estrutura representativa do livro, que seja motivo de orgulho e não de chacota. Virada para o mercado e não para tricas internas num modelo em que vale tudo para a manutenção do status-quo.
Felizmente e apesar de todos os obstáculos o livro em Portugal está mais vivo, mais moderno, mais competitivo do que as chamadas “Associações”.
Uma organização independente das Feiras do Livro seria mais barata e mais eficaz.
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Pergunto: Vale a pena? Sendo assim, para que se continua com a agonia das Feiras do Livro nestes moldes? Falta de inteligência e vontade ou são meramente para épater le bourgeois e ficar com a consciência de dever (mal) cumprido?"
Via Cãocompulgas
O serviço de táxi está mais caro a partir de hoje com o aumento do serviço nocturno de 2,35 para 2,50 euros, mantendo-se nos dois euros o valor da bandeirada do serviço urbano diurno.
No início de Junho, o Ministério da Economia anunciou que o serviço de táxi iria sofrer um agravamento médio global de 4,8%, uma forma de compensar o aumento do preço dos combustíveis.
O aumento está estipulado na convenção de preços assinada no início do mês entre a Direcção-Geral da Empresa, do Ministério da Economia, a Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) e a Federação Portuguesa do Táxi (FPT).
A convenção, que revoga o documento que estava em vigor desde há um ano, mantém o valor da bandeirada do serviço urbano diurno nos dois euros, mas aumenta a do serviço nocturno de 2,35 para 2,50 euros.
O preço do quilómetro sobe de 0,37 euros para 0,40 euros e o da hora de espera, que variava entre os 9,50 e os 9,90 euros, passa para 10,24 euros, mantendo-se o preço do serviço à hora, mais utilizado no interior do país, nos 8,35 euros.
A convenção simplificou ainda o sistema tarifário, reduzindo o número de tarifas e eliminando as designações identificadoras do serviço nocturno/sábados, domingos e feriados, medida justificada pelo facto de todos os táxis estarem já equipados com taxímetro, que tem incorporado um relógio que acciona automaticamente e a horas pré- determinadas a alteração de tarifas.
Assim, as tarifas passam a designar-se pelos algarismos 1 (urbana), 2 (ao quilómetro com retorno em vazio) e 5 (ao quilómetro com retorno ocupado), correspondendo o 6 à tarifa à hora.
O aumento é justificado pelo agravamento do preço dos combustíveis, que entre Abril de 2005 e Maio de 2006 subiu 21,5 por cento.
Por outro lado, é justificado pelo facto de o aumento do preço do serviço de táxi ter sido inferior, nos últimos dois anos, aos registados nos transportes urbanos colectivos.
Em 2004, os transportes urbanos aumentaram 6,9% e os táxis 3,4%, tendo em 2005 a subida sido de 7,8% no primeiro caso e de 4,8% no segundo.
Fonte: Expresso on line
Varandas que ameaçam ruir a qualquer momento, pedaços de betão no chão e grades da Polícia Municipal que impedem a circulação dos transeuntes é o cenário com que se depara quem passa junto ao número 14 da Rua Artilharia Um, em Lisboa. Apesar do aspecto, o imóvel - que parece prestes a cair - é habitado. Mesmo ao lado funciona um restaurante que é, segundo a vizinhança, habitualmente frequentado pelo primeiro ministro, José Sócrates.
Os moradores afirmam que o prédio nunca sofreu obras de reabilitação e levantam as mãos para o céu, em sinal de agradecimento, por ainda ninguém ter sido atingido por um pedaço de varanda, que de vez em quando teima em cair lá do alto.
Apesar do mau estado da fachada, as habitações são, no entender de quem lá vive, "boas". Com algumas excepções, como é o caso de um terceiro andar "onde chove em casa como na rua", porque a cobertura caiu. A casa do lado também já estará afectada.
O receio de represálias (por parte de um proprietário que afirmam desconhecer) leva os habitantes a pedirem o anonimato quando falam sobre o edifício. "Os bombeiros (Regimento de Sapadores) vieram cá em Maio, quando as pedras das varandas começaram a cair e retiraram-nas", conta uma moradora. "Puseram aí as grades, para ninguém passar por baixo e avisaram-nos para não as utilizarmos. As pedras continuam a cair".
"O prédio nunca teve obras. Os donos valem-se das rendas baixas para não as fazerem", refere outra habitante. "Agora nem sequer sabemos quem é o proprietário do edifício", afirma, explicando que esta situação começou com a morte do primeiro senhorio.
"Quando ele ia fazer obras morreu e isto ficou para os filhos. Depois puseram o prédio à venda e quando nos comunicaram vimos que tinhamos oito dias para tentar fazer alguma coisa. Nesse espaço de tempo nunca conseguiríamos dinheiro para comprar os andares, mas um vizinho, que tinha um estúdio de fotografia no rés-do-chão, comprou todo o prédio", recorda. "Faz um ano este mês".
Agora, afirmam, o edifício já tem novos donos, que não conhecem . "Sabemos que vêm cá e que visitam o prédio, mas oficialmente nunca nos contactaram", afirmam as duas moradoras.
O estado do imóvel e o pedido de realização de obras já foram comunicados à Câmara Municipal de Lisboa (CML), que confirma saber da degradação.
Fonte do gabinete da vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara, explicou ao JN, que o processo remonta a 2002, quando a responsável era Eduarda Napoleão. Terá sido através da carta de um inquilino que a ex-vereadora tomou nota da situação.
Nessa altura o imóvel foi alvo de uma vistoria e a autarquia tentou notificar os proprietários, para que realizassem as obras necessárias.Tal não terá sido possível, uma vez que nem todas as notificações chegaram ao destino.
A mesma fonte adiantou que, em breve, a CML vai novamente notificar os donos. "Se estes não avançarem, a Câmara toma posse administrativa do prédio e faz obras coercivas". Assim, não é possível prever quando se realizarão os trabalhos.
Fonte: Jornal de Notícias
Seis anos depois de a Câmara de Lisboa ter embargado a obra, o Ippar aprovou o projecto e os azulejos foram retirados por não terem valor artístico.
A maior parte dos azulejos que revestiam uma das paredes laterais da Igreja da Encarnação, ao Chiado, em Lisboa, foi retirada nos últimos meses, sendo substituída por um reboco pintado de amarelo. A intervenção, integrada no programa de restauro do monumento iniciado há três anos, mereceu o parecer favorável do Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar) e do Museu Nacional do Azulejo.
Construída na segunda metade do século XVIII, após o terramoto de 1755, a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Encarnação foi beneficiada, no início do século passado, com um revestimento de azulejos em tons azuis que cobriu toda a fachada virada para a Rua do Alecrim. Logo em 1930, face à frequente queda de azulejos para a via pública, foi efectuada a primeira das muitas intervenções de reposição e consolidação do revestimento que se seguiram ao longo do século passado.
Os problemas de segurança criados pela queda dos azulejos e os custos do seu levantamento e reposição integral levaram os responsáveis pela paróquia a avançar, já em 2000, com uma obra destinada a retirá-los na totalidade. Objecto de alguma contestação por desvirtuar a imagem da Rua do Alecrim, entre o Camões e o Largo Barão de Quintela, a obra, que não dispunha de licenciamento, acabou por ser embargada pela câmara em Junho daquele ano.
Em 2004, com a actual intervenção em curso, o então pároco da freguesia, cónego Armando Duarte, solicitou ao Ippar autorização para que a maior parte dos azulejos fosse retirada, mantendo-se apenas a faixa inferior. Em Setembro desse ano, porém, o Ippar rejeitou o projecto apresentado, autorizando apenas o levantamento e reposição das peças que estivessem em risco de se descolar.
No final de 2005, o novo pároco, cónego João Seabra, inconformado com a decisão do Ippar, solicitou ao também novo presidente do instituto, Elísio Sumavielle, que reconsiderasse a decisão do seu antecessor, João Rodeia. No ofício que então lhe dirigiu, João Seabra sustentou que estavam em causa azulejos "sem qualquer interesse estético", que formavam um "puzzle adoentado de cores e formas de azulejos de quatro ou cinco gerações diferentes".
Pouco depois de ter pedido a reapreciação do assunto ao Ippar, o responsável pela paróquia solicitou um parecer técnico ao director do Museu Nacional do Azulejo, Paulo Henriques. A resposta, datada de Fevereiro, não podia ter sido mais favorável à posição da igreja. Referindo que se tratava de "azulejos repetitivos de produção semi-industrial", fabricados no início do século XX pela fábrica Viúva Lamego, o director do museu descreveu-os como sendo "estilisticamente incaracterísticos, porventura qualificáveis como de um ecletismo obsoleto, correntio nas primeiras décadas do século XX em Portugal, e sinónimo de uma efectiva falta de educação artística e gosto também correntias".
Ainda em Fevereiro, o presidente do Ippar aprovou uma informação dos seus serviços que lembrava o facto de 53 por cento daqueles azulejos não serem originais e que dava o seu acordo à proposta da paróquia, no sentido de retirar todos os azulejos dos dois terços superiores da fachada. Após três anos de obras, o restauro interior e exterior da igreja, financiado pelo Fundo Especial de Apoio à Reconstrução do Chiado, por fundos próprias e por vários mecenas, encontra-se praticamente concluído. Os andaimes exteriores, espera o cónego João Seabra, deverão estar totalmente desmontados dentro de três semanas.
Fonte: Público
10h-23h Feira do Livro para Férias. Organização da Caminho Divulgação. Decorre até 16 de Julho, todos os dias, na Gare do Oriente, no Parque das Nações.
16h-21h Fado no Eléctrico 28. O fado volta a soar no eléctrico que percorre alguns dos mais típicos bairros lisboetas. A iniciativa repete-se no domingo.
19h Roy Stuart Lisbon 2006. Inauguração da primeira exposição em Portugal de um dos grandes mestres da fotografia contemporânea. As obras, de carácter erótico, estarão patentes até ao final do mês de Julho na Arqué Galeria de Arte (Av. Miguel Bombarda, 120 A).
21h30 Criança: Biologia do Comportamento. O neuropediatra Nuno Lobo Antunes profere uma conferência sobre o tema Perturbação do Desenvolvimento. Diferenças entre os sexos e quando os sexos se confundem. Na Fnac do CascaiShopping.
21h30 Os Filmes Libertam a Cabeça. Retrospectiva de Rainer Werner Fassbinder. Decorre até 1 de Julho, às quintas e sextas às 21h30 e sábados às 18h30 e 21h30, na Malaposta, Olival Basto (R. de Angola). Hoje é exibido o filme A Mulher do Chefe de Estação (1977).
O Casino Lisboa vai passar a funcionar com um novo horário, das 16:00 às 04:00, aos fins-de-semana e nas vésperas de feriados, para dar resposta a pedidos dos clientes, anunciou hoje a Estoril-Sol.
Em comunicado hoje divulgado, a empresa que gere o Casino Lisboa, inaugurado em Abril no Parque das Nações, adianta que às sextas-feiras, sábados e vésperas de feriados, o espaço passará a abrir e a fechar uma hora mais tarde que o horário actual - das 15:00 às 03:00. O novo horário entra em vigor na sexta-feira. Por lei, os casinos só podem permanecer abertos por 12 horas.
Segundo o porta-voz da Estoril-Sol, a alteração do horário pretende "corresponder às expectativas dos frequentadores" do Casino Lisboa, numa média diária de 7.000 visitantes e que atinge os 10.000 aos fins-de-semana.
Em declarações à Lusa, a mesma fonte explicou "aos fins-de- semana, as mesas de jogo estão cheias à hora do fecho (às 03:00)", pelo que a alteração do horário pretende "ir ao encontro do interesse reiteradamente manifestado pelos seus clientes".
Fonte: Lusa
O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues (PSD), defendeu hoje um "tratamento específico" para a capital na nova Lei das Finanças Locais, uma vez que tem "custos de capitalidade" diferentes de outras cidades.
O autarca defende que os edifícios do estado passem a estar sujeitos ao pagamento do imposto municipal sobre os imóveis (IMI), já que é na capital que existem mais imóveis nesta situação. Carmona Rodrigues propõe que a nova lei "acautele situações especiais" como esta.
Numa altura em que o Governo prepara uma nova Lei das Finanças Locais, o presidente da Câmara de Lisboa, e simultaneamente vice- presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, considera que "tem havido uma penalização deste Governo em relação às autarquias".
"Lisboa, como capital do país, merece um tratamento específico", afirmou hoje o autarca aos jornalistas, à margem da recepção do chefe de Governo de Macau, Edmund Ho, nos Paços do Concelho. Para o presidente da Câmara de Lisboa, a cidade "tem mais custos de capitalidade, que não são pequenos", referindo-se a questões como a venda de património do Estado existente na capital ou o facto de edifícios como ministérios, hospitais e escolas não pagarem IMI.
"Hoje tratam-se todos os municípios por igual", lamentou Carmona Rodrigues, defendendo que "Lisboa deveria ser tratada com igualdade e não com igualitarismo".
"Deve tratar-se de forma igual o que é igual e de forma diferente o que é diferente", sustentou.
O autarca acrescentou: "Lisboa tem especificidades muito concretas que fazem com que deva ser olhada como uma cidade que tem problemas diferentes de todas as outras e é isso que eu espero que seja vertido na nova lei das Finanças Locais".
Fonte: Lusa
A criação de laços de vizinhança entre a população realojada no Alto do Lumiar faz parte do Projecto "Memórias com Vida", que promove sexta-feira e sábado um evento para mostrar à população os aspectos mais gratificantes da zona.
O projecto pretende mostrar ou lembrar à população o melhor da zona, recuperando a história dos bairros e quintas preexistentes ao Plano Urbanístico do Alto do Lumiar, e lembrar as suas memórias, adianta em comunicado a Fundação Aga Khan.
Em declarações à agência Lusa, a coordenadora comunitária do Projecto Capacidade na Alta de Lisboa, Carmo Fernandes, disse que o evento é de cariz comunitário e quer recuperar as vivências que as pessoas tinham nos bairros onde viviam antes de serem realojadas.
Fonte: Lusa
Os médicos do Centro Hospitalar de Lisboa marcaram hoje um dia de greve, para 05 de Julho, contra as alterações "em cima do joelho" que a administração pretende efectuar na unidade, disse à Lusa fonte sindical.
Pilar Vicente, do Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS), a entidade que convocou a assembleia-geral onde foi discutida a paralisação, explicitou que a reunião contou com uma "participação histórica" de médicos e que a greve foi aprovada por "unanimidade", com mais de cem votos.
A greve dos médicos do Centro Hospitalar de Lisboa ocorre um dia antes da paralisação nacional convocada pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública.
Em causa, explicou a sindicalista, estão alterações ao funcionamento do Centro Hospitalar de Lisboa (que integra os hospitais de S. José, Capuchos, Desterro e Santa Marta) que a administração tem procurado efectuar "sem que haja uma planificação global".
É o caso da reorganização do serviço de oftalmologia do hospital de S. José, que vai passar para a unidade dos Capuchos, onde "não há espaço físico, nem condições para abarcar os médicos e o equipamento, porque está muito degradado,", criticou Pilar Vicente.
"Isto não é rentabilizar, é estar a destruir o conhecimento que existe e a capacidade de resposta", lamentou.
A sindicalista adiantou também que os médicos do Centro Hospitalar de Lisboa (CHL) contestam "indicações que estão a ser dadas aos serviços" no sentido de que os clínicos exerçam simultaneamente no serviço (consultas e apoio ao internamento) e na urgência, o que é "uma ilegalidade e uma irresponsabilidade".
Os profissionais do CHL estão igualmente contra a redução do horário dos enfermeiros e dos técnicos de diagnóstico e terapêutica, de 42 para 35 horas semanais, que, segundo Pilar Vicente, deverá ocorrer a partir de Setembro.
"Não sei como vai ficar a capacidade de resposta, porque já há uma carência grande de enfermeiros" nas quatro unidades do CHL, advertiu a sindicalista.
Pilar Vicente realçou que o SMZS "não está contra alterações, mas tem de haver uma planificação, saber-se o porquê e conhecer os objectivos" das mesmas.
O SMZS defende "uma avaliação, serviço a serviço, das capacidades e necessidades, antes de qualquer tipo de remodelação".
O sindicato tentou já abordar estas matérias com a administração do CHL mas, segundo Pilar Vicente, "o conselho de administração não tem tido grande diálogo" com o SMZS.
"Ainda estamos a aguardar, há mais de seis meses, para ser recebidos a propósito [do encerramento] do Hospital do Desterro", que deve ocorrer no fim deste mês, lastimou Pilar Vicente.
A agência Lusa contactou a administração do CHL para obter um esclarecimento, mas tal não foi possível em tempo útil.
Além de um dia de greve, a assembleia-geral aprovou também uma moção, na qual os clínicos manifestam o seu apoio à greve nacional convocada para 06 de Julho pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, contra a lei da mobilidade e a extinção de serviços da função pública.
Fonte: Lusa
O presidente da Câmara de Lisboa, António Carmona Rodrigues (PSD), criticou hoje o projecto da Administração do Porto de Lisboa (APL) de reforçar o terminal de contentores de Alcântara, um equipamento que considera "pesadíssimo" para a cidade.
"É um equipamento pesadíssimo, altamente lesivo para a cidade, com um impacto muito significativo nas acessibilidades, no ambiente e na própria imagem e qualidade urbana daquela zona da cidade", considerou o presidente da câmara, em declarações aos jornalistas à margem de um encontro com o chefe do Governo de Macau, Edmund Ho.
A APL, uma entidade tutelada pelo governo, apresentou hoje de manhã, num encontro com diversas autarquias, o plano estratégico para a frente ribeirinha da cidade, um documento que se encontra em fase de conclusão.
Uma das medidas previstas no plano estratégico, de acordo com um documento facultado pela APL à Câmara de Lisboa, prevê um prolongamento do actual terminal de contentores de Alcântara até Santos, implicando a construção de um aterro no rio, explicou Carmona Rodrigues.
A previsão da Administração do Porto de Lisboa é que a capacidade do terminal aumente dos actuais 350 mil para um milhão de contentores por ano.
Por se tratar de uma local que se encontra em domínio público portuário, a obra não tem de ser licenciada pela Câmara Municipal, existindo apenas a obrigação da APL de informar a autarquia sobre o projecto.
Para Carmona Rodrigues, este projecto "não tem qualquer sentido".
Segundo o autarca, "toda a gente sabe que o porto de Lisboa é conhecido como tendo ritmos de movimentação de contentores muito lentos, relacionados com a burocracia associada à movimentação da carga".
"Se o ritmo fosse maior, conseguia-se movimentar muitos mais contentores com o mesmo espaço", alegou, lembrando que Lisboa se encontra em vigésimo lugar do "ranking" de portos da Península Ibérica.
De acordo com o presidente do município lisboeta, o tempo médio de estadia de um contentor no porto de Lisboa situa-se entre os quatro e os cinco dias, três vezes mais que o período necessário em Algeciras ou Barcelona, exemplificou.
Carmona Rodrigues acrescentou ainda que até ao final do ano, "um grande operador internacional de contentores pretende sair de Lisboa e instalar-se em Setúbal".
"Há o problema da competitividade dos portos, que passa por um ritmo superior ao actual. Por outro lado, parece que há uma realidade de deslocalização para Setúbal. Há questões que têm de ser muito bem ponderadas. Não estejamos a embarcar numa obra faraónica, com um impacto fortíssimo para a cidade de Lisboa e sem sentido nenhum", frisou Carmona Rodrigues.
Fonte: Lusa
Na Temporada do Centro Cultural de Belém (CCB) 2006/07, hoje apresentada, surgem como novidades, além da Sala de Leitura, o regresso da ópera e do cine ma, e "uma aposta de fundo no jazz, a desenvolver nas próximas temporadas", segu ndo o presidente da entidade, António Mega Ferreira.
O responsável adiantou que vai tentar trazer artistas consagrados a Belém e apostar em talentos emergentes na cena do jazz, sendo que a primeira escolh a recaiu em Keith Jarrett, que tocará com Gary Peacock e Jack de Johnette em Novembro no Grande Auditório.
Stacey Kent, Jacinta, Michel Camilo & Tomatito, Maria Schneider Jazz Orquestra, Jason Moran e Uri Caine são outros dos artistas previstos no programa d e jazz.
A ópera "regressa a uma das poucas salas de Lisboa equipadas para a receber", o Grande Auditório do CCB, onde estão previstos realizar-se nesta tempora da 130 espectáculos, o que significa uma filosofia do "reforço da ocupação" do maior espaço coberto no centro.
Em Janeiro de 2007 será apresentada a co-produção com o Teatro Nacional de São Carlos "Wozzeck", de Alban Berg (1925), em Março "Dido & Aeneas", de Henry Purcell (1689), com coreografia de Sasha Waltz, a Academie Für Alte Musik e o Vocal Consort Berlin.
Em Maio surge "Bajazet" de António Vivaldi (1735), em versão de concerto, com direcção de Fábio Biondi, e em Junho "Les Noces" (As Bodas), de Igor Stavinsky, uma cantata cénica com texto de Anton Tchekhov e música de Igor Stavinsky , levado ao palco pelo Muziek Theater Collectif Walpurgis.
No cinema, Mega Ferreira comentou que o CCB "não pretende ser uma segunda ou terceira Cinemateca", mas considerou importante, no âmbito da filosofia de pluridisciplinaridade, que no ciclo dedicado ao compositor Dmitri Shostakovitch sejam apresentados alguns filmes para os quais compôs música.
Além destas novas apostas, a música, o teatro e a dança dominam os espectáculos para a nova temporada do CCB. Estão previstos ciclos temáticos para a música, que terá início em Setembro deste ano.
Um ciclo sobre o compositor russo Dmitri Shostakovich, no âmbito do centenário do seu nascimento, que será comemorado a 25 de Setembro, incluirá uma re trospectiva da escrita pianística para peças de câmara e uma mostra do seu trabalho sobre poemas de autores seus contemporâneos.
A série dedicada a Mozart, que este ano comemora 250 anos do seu nascimento, inclui a integral das sonatas para piano, interpretadas por Jorge Moyano e António Rosado, o concerto da Grande Missa em Dó menor KV427 e um ciclo de sessões de ópera em vídeo.
O CCB dará continuidade à presença da música barroca (está prevista a realização de mais uma edição da Festa da Música em Abril) e ao mesmo tempo será reforçado o acolhimento aos concertos de música contemporânea, nomeadamente com o Festival Música Viva, em Outubro.
Mega Ferreira anunciou que o CCB assinou um protocolo de colaboração com a Orquestra Barroca Divino Suspiro, que passará a ser a orquestra residente do CCB, e uma colaboração semelhante está a ser estudada com a OrquestrUtopica, agrupamento dedicado à Música Contemporânea, que já realizará nesta temporada uma série de concertos e residências para o centro.
Também na área da música, irá realizar-se o XVIII Concurso Internaciona l de Piano Viana da Motta no âmbito do seu 50º aniversário, com mais de 70 candidatos ao galardão, um dos mais importantes concursos internacionais de música.
Na área da "música plural" está também prevista a actuação dos GNR, Cristina Branco, Michael Nyman, Rodrigo Leão, Ute Lemper, Lenine e Hector Zazou Na área da dança estarão representados espectáculos de Marie Chouinard, Josef Nadj, Bill T Jones, Meg Stuart e o Splinter Group, enquanto no teatro, a administração destacou a apresentação de uma peça encenada por Inês de Medeiros, intitulada "Correspondência a Três", com textos de cartas trocadas entre Rainer Maria Rilke, Marina Tsvetaieva e Boris Pasternak.
"Dimas - Uma Vida debaixo da Terra", encenado por Graeme Pulleyn, "O Coronel Pássaro de Hristo Boytchev", pelo Teatro da Rainha são outros espectáculos de teatro previsto, enquanto na área do Novo-Circo estão programados "Ferloscardo", do Novo-Circo Ribatejano, "Companhia 111", de Phil Soltanoff, "Circolando", dos Quatro Interior e "Laika", dos Sensazioni.
Fonte: Lusa
Os habitantes de Lisboa ocupam o 15º lugar da tabela que compara os níveis de educação e cordialidade de 35 cidades mundiais, divulgada na última edição da revista Reader's Digest. O estudo, assumidamente "não-científico", baseou-se em informações registadas pelos próprios jornalistas da revista, que visitaram as 35 cidades durante os últimos meses.
Contestar a providência cautelar interposta pela Associação de Pais da Escola Secundária D. João de Castro ou invocar o interesse público e recorrer a uma resolução fundamentada para encerrar a escola no final deste ano lectivo são possibilidades que estão a ser estudadas pelo Ministério da Educação.
De acordo com o director regional de Educação de Lisboa, José Leitão, estas e outras soluções estão em cima da mesa, numa altura em que o despacho relativo à providência cautelar "está a ser objecto de análise, para se saber o que há a fazer".
O Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa deferiu a providência cautelar interposta pelos pais contra o encerramento da D. João de Castro, decisão que foi conhecida na passada sexta-feira, proibindo a Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) de prosseguir o processo de extinção daquele estabelecimento de ensino até decisão final do processo judicial.
Fonte: Público
APL vai triplicar capacidade portuária actual. Carmona Rodrigues "muito preocupado" e "frontalmente contra".
A Administração do Porto de Lisboa (APL) quer triplicar o número de contentores de carga alojados na frente ribeirinha da capital, passando dos actuais 350 mil para um milhão, o que deverá implicar o prolongamento do terminal existente em Alcântara até à zona de Santos.
A decisão foi anunciada ontem à Assembleia Municipal de Lisboa pelo presidente da câmara, Carmona Rodrigues, e será hoje formalmente apresentada pelo Governo às autarquias abrangidas pela área de jurisdição da APL, que engloba o estuário do Tejo e a zona terrestre adjacente (nas duas margens do rio) numa faixa de território que se estende de São Julião da Barra, em Oeiras, à ponte de Vila Franca de Xira.
Carmona Rodrigues manifestou-se ontem "muito preocupado" e "frontalmente contra" aquela que será uma das principais linhas de força do Plano Estratégico da APL, que também deverá contemplar algumas decisões relativas à área da antiga Docapesca, em Pedrouços, alvo de um processo de reconversão urbanística.
Embora admita que não conhece o plano em detalhe, o autarca alega que a triplicação da actividade portuária na capital vai alterar substancialmente toda a zona ribeirinha da cidade e criar problemas de acessibilidades e impactos ambientais e rodoviários de difícil solução.
A APL sustenta a triplicação da área portuária dedicada aos contentores de carga com base em estimativas segundo as quais o tráfego de contentores em Lisboa irá atingir o volume de um milhão entre 2015 e 2020.
Actualmente, na zona de Alcântara, existe capacidade para 350 mil contentores. O Porto de Lisboa pretende criar aí uma infra-estrutura optimizada que duplicará para 700 mil contentores a capacidade do actual terminal. Numa fase posterior, a administração portuária deverá proceder ao prolongamento do cais até Santos, por via de uma operação de terraplenagem desde a Doca do Espanhol até à zona dos estaleiros navais, para assim atingir capacidade logística para um milhão de contentores.
Fonte: Lusa
Crise na Academia de Lisboa. A PIDE prende os membros da Comissão Académica e os elementos da Comissão Central do MUD Juvenil. Entre os detidos encontram-se Mário Soares, Salgado Zenha e Rui Grácio.
A infertilidade afecta 80 milhões de pessoas em todo o mundo e todos os anos surgem 10 mil novos casos. Para colmatar o crescente número de casais portugueses que sofrem do problema - 500 mil actualmente - e que procuram ajuda em Espanha, o Grupo IVI (Instituto Valenciano de Infertilidade) vai abrir este mês a sua primeira clínica de reprodução assistida em Portugal.
«A abertura da clínica em Portugal vem responder à crescente procura dos casais portugueses que visitam os nossos centros em Espanha», explica o director da clínica, Sérgio Reis Soares. Com um investimento de seis milhões de euros, a IVI Lisboa será «um centro especializado de reprodução humana» com atendimento «personalizado» e «soluções concretas» para cada caso isolado.
Entre os tratamentos disponibilizados pelo Grupo IVI, salientam-se a inseminação artificial, fecundação in vitro, injecção intracitoplasmática de espermatozóides e o diagnóstico genético pré-implantacional.
Só em 2005, o grupo realizou 30% dos ciclos de fecundação in vitro espanhóis e a nível europeu a sua taxa de sucesso é superior a 50 por cento. Além de Lisboa e Valência, o grupo (fundado em 1990), tem centros também em Alicante, Alméria, Castellon, Múrcia, Sevilha, Vigo e ainda no México.
Fonte: Expresso on line
Governo não prevê novo reforço de verbas para o São Carlos
O Governo aumentou em dois milhões de euros a sua contribuição para o orçamento do Teatro Nacional de São Carlos, que passou para 13,5 milhões de euros, e não prevê novo reforço, indicou hoje a ministra da Cultura.
«O teatro lírico é uma das prioridades do Ministério da Cultura e em 2006 a contribuição para este atingiu 13,5 milhões de euros, o que traduz um esforço do Estado para o fortalecimento do Teatro Nacional de São Carlos», sublinhou Isabel Pires de Lima na conferência de imprensa de apresentação da programação do teatro para a próxima temporada.
Segundo a ministra, este «reforço» traduziu-se na «elevada qualidade» da temporada que agora termina e pela qual felicitou o director do São Carlos, Paolo Pinamonti.
Isabel Pires de Lima lembrou ainda que o Teatro Nacional de São Carlos passará a empresa pública no âmbito do Prace, o Programa de Reestruturação da Ad ministração Central do Estado.
Uma vez aprovado o Prace em Conselho de Ministros, o que deverá acontec er no final de Julho, estão criadas as condições para haver uma nova orgânica na gestão do Teatro Nacional de São Carlos e da Companhia Nacional de Bailado, que será feita por uma mesma entidade pública, salientou a ministra.
Com essa gestão, a ministra disse esperar uma maior dinâmica na gestão dos recursos artísticos das duas instituições e a apresentação de orçamentos e de programações plurianuais.
Segundo a ministra, o São Carlos teve um aumento de dois milhões de euros no seu orçamento de 2006 em relação ao do ano anterior, reforço que foi suportado pela contribuição do Estado.
O teatro passou de um orçamento de 13,9 milhões de euros em 2005 para 1 5,9 milhões de euros em 2006.
Deste montante, 13,5 milhões vêm do Estado e 2,4 milhões provêm de rece itas próprias, que incluem o apoio mecenático e receitas de bilheteira.
«Nada faz prever que este aumento de dois milhões de euros tenha de ser feito no próximo ano. Não estamos em condições orçamentais de fazer um reforço idêntico«, sublinhou a ministra.
No início da conferência de imprensa para divulgar a nova temporada do S. Carlos, Paolo Pinamonti disse que este tem agora novo fôlego e está de boa sa úde, tendo agradecido os apoios do Governo e do Millenium BCP (enquanto mecenas).
Também presente na conferência de imprensa, o presidente do conselho de administração do Millenium BCP, Paulo Teixeira Pinto, escusou-se a quantificar o apoio que o banco dá ao teatro nacional, mas afirmou-se satisfeito com o que tem sido feito.
«Acreditámos no teatro quando este estava numa encruzilhada e estamos m uito contentes com o que foi feito», afirmou.
Fonte: Lusa
A ópera de Mozart «Cosi fan tutte» abre em Novembro a temporada lírica do São Carlos, que encerra em Julho de 2007 com uma ópera-tango de Astor Piazzolla, «Maria de Buenos Aires», anunciou hoje a direcção do teatro.
Mozart «Cosi fan tutte» abre em Novembro a temporada lírica do São Carlos, que encerra em Julho de 2007 com uma ópera-tango de Astor Piazzolla, «Maria de Buenos Aires», anunciou hoje a direcção do teatro.
Na próxima temporada, o Teatro Nacional de São Carlos vai apresentar oito títulos de ópera, começando com uma obra de Mozart, passando por «A Valquíria», de Wagner, e por «Macbeth», de Verdi, anunciou hoje o director do teatro, Paolo Pinamonti.
Depois do Teatro Nacional de São Carlos ter conhecido um novo fôlego na temporada que agora encerra, Pinamonti apresentou em conferência de imprensa e na presença da ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, e do presidente do Millennium bcp, mecenas do teatro, a nova temporada lírica e sinfónica.
No final de Novembro, «Cosi Fan Tutte», será a primeira obra, com encenação de Mário Martone e direcção musical de Donato Renzetti.
Em Dezembro, «Génesis Suite» (uma interpretação musical de vários capítulos do «Livro do Génesis») e «Oedipus Rex», de Igor Stravinski, serão as obras apresentadas, ambas com narração da actriz fracesa Fanny Ardant.
Em Janeiro, o São Carlos apresenta «Wozzeck», com libreto de Alan Berg e em Fevereiro, a ópera de Richard Wagner «A Valquíria», uma das óperas do ciclo «O Anel do Nibelungo», será apresentada com encenação de Graham Vick e direcção musical de Marko Letonja.
«Montezuma», uma ópera em três actos de Antonio Vivaldi e «L´italiana in Algeri», de Rossini, também estarão em cena no palco do São Carlos.
«Macbeth», de Giuseppe Verdi, sobe ao palco no final de Maio.
A temporada encerra em Julho com uma ópera-tango surrealista de Astor Piazzola, «Maria de Buenos Aires», com Mísia no principal papel, que se estreia no teatro de São Carlos.
A ópera de Emanuel Nunes encomendada pelo São Carlos ao compositor está prevista para Janeiro de 2008, disse Pinamonti.
«Apurámos que ainda não havia todas as condições para realizar esse pro jecto. Era imprudente por parte do teatro lançar demasiado cedo essa produção e concordámos em Janeiro de 2008», disse Pinamonti, sobre a iniciativa que na apresentação da temporada 2005-06 tinha sido remetida para esta temporada.
Quanto à temporada sinfónica, o São Carlos vai assinalar os 100 anos do nascimento do compositor português Fernando Lopes-Graça (falecido em 1994) com uma série de concertos a realizar durante o mês de Outubro.
No âmbito das comemorações do centenário deste compositor haverá ainda uma mesa-redonda que reúne José Saramago, Jorge Sampaio, Eduardo Lourenço, Mário Vieira de Carvalho e António Borge Coelho.
Dimitri Chostakovitch, cujo centenário também se assinala em 2006, será outro compositor em destaque no repertório da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Mozart, que nasceu há 250 anos, estará igualmente presente na actividade sinfónica do São Carlos, com destaque para as composições maçónicas do compositor.
O ciclo sinfónico do Teatro abre em Setembro com as quatro sinfonias de Robert Schumann.
Na temporada 2006-07, o São Carlos vai continuar a colaboração com o Ce ntro Cultural de Belém com vários concertos, sempre à sexta-feira.
Na apresentação da programação para a próxima temporada, Pinamonti destacou ainda que o teatro lírico vai abrir um pequeno espaço dedicado à dança, decorrendo em Setembro o Festival de Flamenco, com a colaboração do Instituto Nacional de las Artes Escénicas e de la Música e do ministério da cultura espanhol.
Em Janeiro de 2007, a coreografa Olga Roriz apresenta uma nova criação em estreia absoluta e em Maio Leonor Keil, em parceria com John Mowat, apresenta Noite de Reis, um espectáculo inspirado na comédia «Twelfth Night», de William Shakespeare.
Fonte: Lusa
Os gases poluentes libertados todas as noites em Lisboa pelos tubos de escape das viaturas de recolha de lixo vão reduzir a partir do Outono. Isto, porque parte dos 120 veículos que transportam os resíduos sólidos vão ser substituídos por outros modelos movidos a gás natural, muito menos poluentes do que os actuais a diesel. E até mais económicos, pois o preço do gás natural é muito mais baixo do que o do diesel.
Segundo informações recolhidas pelo DN junto da direcção de comunicação da Valorsul - Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos da Área Metropolitana de Lisboa, esta empresa, que recebe e trata os resíduos dos concelhos de Lisboa, Amadora, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira, já encomendou 31 viaturas a gás natural para distribuir por quatro municípios.
Em Setembro começam a ser entregues os veículos, que custaram um total de cerca de 4,9 milhões de euros. O município de Lisboa recebe 14 viaturas, nove destinam-se a Loures, cinco vão para Amadora e três para Vila Franca de Xira.
De acordo com a mesma fonte, em Julho começa a ser construído um posto de abastecimento de gás natural comprimido, que ficará instalado junto à sede da Valorsul, em S. João da Talha. A obra, no valor de cerca de 1,4 milhões de euros, deverá ficar concluída entre o final de Setembro e o início de Outubro.
A partir dessa altura, será neste posto que as viaturas se abastecerão de gás, após descarregarem os resíduos sólidos nas instalações.
E é precisamente a criação de postos como estes, mas de utilização pública, que Carlos Ramos, presidente da Federação Portuguesa do Táxi, exige ao Governo.
Carlos Ramos diz ao DN estar "plenamente de acordo" com o Governo ao lançar o Programa Nacional para as Alterações Climáticas, com vista à redução das emissões de dióxido de carbono.
Para isso, o Governo defende a reconversão da frota de táxis para veículos movidos a gás natural.
Uma questão "pacífica" para Carlos Ramos, segundo o qual "é praticamente igual o preço de um carro a diesel e o do mesmo modelo a gás natural. E até é mais económica a manutenção de uma viatura a gás natural do que a diesel".
Mas o líder da federação exige que os veículos a gás natural para o serviço de táxi sejam comercializados "isentos de imposto automóvel para incentivar a renovação das frotas com viaturas menos poluentes".
Além disso, considera que "o Governo tem de envolver as petrolíferas numa política para a criação de uma rede de abastecimento de viaturas a gás natural, que deverá começar a ser instalada na faixa litoral do País, onde se concentram mais táxis". Salienta que, actualmente, "não há onde abastecer gás natural".
Na sua opinião, com os táxis movidos a gás natural, "é possível ficarem criadas condições para que, durante algum tempo, não seja necessário aumentar as tarifas". Esclarece que "as actualizações do tarifário no ano passado e neste - entra em vigor na quinta-feira - não são suficientes para compensar os prejuízos causados pelos aumentos sucessivos do preço do gasóleo".
O vice-presidente da Associação Portuguesa do Veículo a Gás Natural, Jorge Figueiredo, esclarece que a utilização de gás natural representa uma "poupança de um terço em relação ao gasóleo". Salienta que o gás natural "está isento da emissão de partículas poluentes sólidas".
Fonte: Diário de Notícias
Comissões, comissariados, unidades de missão, são a doença infantil da inépcia democrática, ou seja, da inépcia legitimada pelo sufrágio directo e universal. Em Lisboa, já andam a pensar em fazer outra comissãozinha para o Parque Mayer na Assembleia Municipal. Comissionem-se uns aos outros senhores autarcas. Comissionem-se para gáudis das donas ajudas de custo e das primas senhas de presença.
Uma pintura a óleo de Maria Helena Vieira da Silva figura entre as mais valiosas de uma centena de obras de arte moderna e contemporânea a leiloar quarta-feira, em Lisboa, pela Leiria e Nascimento.
Uma fonte da leiloeira disse à Agência Lusa que a pintura a óleo sobre papel "La Répétition", de 1967, é uma das mais valiosas entre as 116 obras de pintura, desenho, escultura e instalações de artistas portugueses e estrangeiros em leilão na noite de quarta-feira.
O recorde atingido na Leiria e Nascimento por uma pintura de um artista nacional cabe também a Vieira da Silva, com uma composição semi-abstracta da série "Biblioteca" que atingiu os 300 mil euros há seis anos, segundo a mesma fonte.
"La Répétition" tem uma base de licitação entre 180 e 250 mil euros, e, segundo a leiloeira, "poderá ultrapassar o recorde da anterior porque é de grande qualidade e muito reproduzida".
O chefe do executivo de Macau inicia quarta-feira uma visita de quatro dias a Portugal para discutir questões de interesse bilateral e reforçar o papel da região como plataforma de ligação da China aos países de língua portuguesa.
"Acredito que a minha visita a Portugal se traduzirá em mais um contributo para Macau cumprir os seus desígnios", afirmou Edmund Ho à agência Lusa, referindo-se ao papel daquela região administrativa especial chinesa no relacionamento de Pequim com o mundo lusófono.
Os barcos que ligam o Barreiro, Setúbal, ao Terreiro do Paço, Lisboa, poderão parar em Julho nas horas de ponta devido a uma greve dos maquinistas da Soflusa contra diferenças salariais, disse hoje fonte sindical.
Fonte: Lusa
O troço entre as estações de Telheiras e Martim Moniz da Linha Verde do Metropolitano de Lisboa (ML) vai estar encerrado no fim-de-semana devido a trabalhos de remodelação das instalações de sinalização, anunciou hoje a empresa. Durante esse período, a Linha Verde só funcionará entre as estações do Martim Moniz e Cais do Sodré.
Como alternativa, os passageiros terão à disposição autocarros identificados com cartazes que indicam que estão ao serviço do metro e efectuarão paragens junto às estações do metro do Campo Grande, Alvalade, Roma, Areeiro, Alameda, Arroios, Anjos, Intendente e Martim Moniz.
No troço compreendido entre o Campo Grande e Telheiras, os utentes do ML poderão utilizar os autocarros da Carris números 47 e 67, refere a empresa em comunicado, informando serão aceites nos percursos alternativos todos os títulos de transporte válidos no Metropolitano de Lisboa.
Fonte: Lusa
O Governo vai criar uma comissão para alterar o contrato que definiu a transmissão de mais de 1.400 fogos nos bairros dos Lóios e das Amendoeiras, em Marvila, do Estado para a Fundação Dom Pedro IV.
A decisão foi transmitida pelo secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão, aos moradores destes bairros, revelou hoje durante a reunião da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) Carlos Palmilho, representante da população dos Lóios e das Amendoeiras.
Segundo o morador, o governante classificou como "demasiado vago" o auto de cessão que em 2003 decidiu a transferência dos fogos do extinto Instituto de Gestão e Alienação de Património Habitacional do Estado (IGAPHE) para a instituição de solidariedade social Fundação Dom Pedro IV, um documento que o secretário de Estado considerou ainda não "salvaguardar o interesse público".
A comissão será composta por representantes do Governo, da Câmara de Lisboa, de todos os partidos com assento na AML, da Junta de Freguesia de Marvila, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e dos moradores daqueles bairros. O organismo deverá propor até final de Julho alterações ao auto de cessão, que "serão impostas à Fundação Dom Pedro IV", adiantou o representante.
"Continuamos com um senhorio que age à margem da lei e as pessoas continuam angustiadas. A Fundação já demonstrou que não tem perfil para gerir o património", sublinhou Carlos Palmilho.
No final do ano passado, a Fundação anunciou aos cerca de 5.000 moradores novas rendas que têm sido contestadas pela população, que alega que os aumentos são demasiado elevados.
Em declarações à Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Marvila, Belarmino Silva (PS), disse ter recebido hoje informação do secretário de Estado sobre a criação da comissão, afirmando desconhecer para quando está marcada a primeira reunião.
A vereadora responsável pelos bairros municipais da Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto (CDS-PP), que tem sido interlocutora do Governo quanto a este processo, disse não ter sido ainda informada da medida governamental, mas mostrou-se disponível para integrar a comissão.
"Com todo o gosto. É um assunto muito triste", adiantou a vereadora à Lusa, considerando ser "muito importante" que o Governo, a autarquia lisboeta e a AML "se ocupem deste assunto, em que o interesse público não está salvaguardado".
Na opinião da vereadora, a legislação que permitiu a transferência de património do Estado para os municípios, elaborada durante o governo de Durão Barroso (PSD), "não foi bem feita".
Para Maria José Nogueira Pinto, "a transferência de património público para uma entidade tem de ser rodeada de muitas cautelas". A vereadora acredita que a "Dom Pedro IV não se tem comportado como uma instituição particular de solidariedade social". O apoio à constituição da comissão era um dos pontos de uma moção subscrita pelo líder da bancada socialista, Miguel Coelho, que foi aprovada por unanimidade apesar de ter motivado várias críticas.
A moção reitera a solidariedade para com a população dos dois bairros e sustenta que a subida das rendas é ilegal, "uma vez que os fogos se encontram em estado muito degradado, o que face à actual legislação, impede qualquer tipo de aumento". A apresentação da moção foi muito criticada por vários deputados, que lembraram que a comissão eventual da AML criada propositadamente para acompanhar a situação dos bairros dos Lóios e das Amendoeiras tinha decidido que nenhuma bancada municipal poderia apresentar qualquer moção sobre o assunto. O líder do PSD, Saldanha Serra, considerou que a moção foi "uma quebra inaceitável de confiança e sem memória na Assembleia Municipal".
Questionado pela Lusa, o presidente da comissão eventual, Belarmino Silva (PS), disse que não informou o líder da sua bancada sobre a deliberação daquela estrutura e considerou que Miguel Coelho "tem todo o direito apresentar" a moção. "A comissão eventual não tem de se melindrar. Não foi quebrado nenhum vínculo", referiu o deputado socialista. A criação da comissão governamental deverá no entanto ditar o fim dos trabalhos da comissão eventual, que irá reunir-se dentro de dias para decidir sobre o seu futuro.
Miguel Coelho classificou as críticas como uma "falácia", alegando que "o trabalho da comissão é fazer pareceres e acompanhar os processos, enquanto o da Assembleia Municipal é decidir".
Numa referência às afirmações do líder da bancada social- democrata, o socialista defendeu que "não obstante esse grande dislate, valeu a pena ter apresentado a moção e ter criado o consenso nesta Assembleia Municipal".
O debate sobre a moção ficou ainda marcado pelas críticas do PSD e do CDS aos partidos de esquerda da AML, a quem acusaram de ter cometido o "erro original", já que, enquanto maioria no anterior mandato, chumbaram na altura a possibilidade de o município de Lisboa receber este património.
Os partidos de esquerda defenderam-se da crítica, alegando que rejeitaram a transmissão do património porque este se encontrava bastante degradado e o Governo não previa a cedência de meios para reabilitar os edifícios. "Quem fez uma doação que não salvaguardou o interesse público foi o governo de Durão Barroso", afirmou o socialista Miguel Coelho. Em declarações anteriores à Lusa, o presidente da Fundação, Canto Moniz, garantiu que os valores das mensalidades foram definidos após um levantamento de rendimentos dos agregados familiares e adiantou que a taxa de esforço máxima não passa dos 18 por cento, sublinhando que "as rendas aplicadas estão dentro dos parâmetros médios".
Fonte: Lusa
A Câmara de Lisboa justificou hoje o atraso na cedência de um terreno prometido há cinco anos à cooperativa de agricultura biológica Biocoop com a necessidade de assegurar que a medida garantirá o interesse do município.
O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) apresentou hoje na Assembleia Municipal de Lisboa (AML) uma recomendação para que a autarquia "resolva, com toda a brevidade possível, a questão do espaço prometido à Biocoop", segundo uma proposta aprovada por unanimidade pelo município no ano passado.
A recomendação foi aprovada por unanimidade, depois de ter sido acrescentada à decisão a informação de que a cooperativa deverá "reunir os normativos legais e estatutários" necessários.
Segundo uma informação do gabinete do presidente da autarquia de Lisboa, António Carmona Rodrigues (PSD), a proposta aprovada em sessão camarária no ano passado - e que ainda deverá ser submetida à Assembleia Municipal - terá de sofrer algumas alterações a fim de "salvaguardar o interesse do município".
De acordo com a mesma fonte, a cedência de um terreno de 6.700 metros quadrados, por 50 anos, no Vale Fundão à Biocoop, que até 2001 funcionou no mercado municipal do Chão do Loureiro, só pode ser justificada pelo interesse municipal, que corresponda "essencialmente também a um interesse público".
Para que estes interesses sejam assegurados, a Biocoop deverá alterar os seus estatutos e regulamento, nomeadamente para poder ser utilizada por toda a população e não apenas pelas suas 2.400 famílias associadas.
Outra alteração exigida pela autarquia lisboeta é a de que todos os produtores sejam certificados, o que não estava previsto no regulamento, consultado no dia 02 de Junho pela Câmara de Lisboa no site da cooperativa, na Internet.
O gabinete de Carmona Rodrigues adiantou ter verificado ainda hoje que estas questões já foram mudadas no site da Biocoop, mas a Câmara de Lisboa pretende confirmar a alteração dos estatutos e do regulamento junto da instituição.
Por outro lado, é necessário "introduzir na proposta clásulas que salvaguardem juridicamente a posição da Câmara Municipal", nomeadamente garantindo que "o direito (sobre o terreno) não será alienado a terceiros nem desviado para outros fins, nem onerado sem a autorização" da autarquia.
A Câmara pretende também assegurar que decorra "em tempo razoável" a construção das futuras instalações da Biocoop, que incluem um mercado biológico, hortas, centro de documentação sobre ecologia, uma loja ecológica, espaços para actividades lúdicas, um jardim-de-infância e um centro de formação. "Não se põe em causa a boa-fé e o empenhamento dos actuais directores da Biocoop, mas o município necessita de assegurar os seus interesses e os dos consumidores, não só para efeitos imediatos, mas durante cinquenta anos", adianta a autarquia.
Ainda de acordo com o gabinete do presidente, "não há fundamento jurídico para o compromisso" da Câmara de ceder o terreno à Biocoop, já que a autarquia pagou em 2001 uma indemnização de quase 28.000 euros pela desocupação do mercado municipal. Desde então, a cooperativa está a funcionar num espaço cedido pela Câmara de Loures perto do aeroporto de Figo Maduro.
Fonte: Lusa
A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou hoje uma recomendação do PSD, com a abstenção de todos os restantes partidos, que pede à autarquia que promova a retirada do espaço público das bandeiras nacionais com publicidade. A recomendação aprovada esta tarde pelo PSD, que tem maioria na AML, sustenta que "algumas empresas têm vindo a tirar algum aproveitamento deste patriotismo genuíno, imprimindo na bandeira nacional o nome das suas marcas", durante a participação da selecção portuguesa no campeonato mundial de futebol na Alemanha.
Sublinhando que a bandeira nacional é "o símbolo máximo da nação, protegido por lei", a AML recomenda à autarquia que, "numa perspectiva pedagógica mova os meios possíveis para que sejam removidas todas as bandeiras nacionais expostas em espaço público que tenham qualquer menção a marcas, produtos, bens e serviços".
Fonte: Lusa
PSD e CDS-PP, que têm maioria na Assembleia Municipal de Lisboa (AML), rejeitaram hoje uma recomendação do PCP que defendia a reabilitação do bairro da Cruz Vermelha, no Lumiar. Os deputados comunistas alegavam que os edifícios da Rua Pedro Queirós Pereira, naquele bairro, estão em estado de degradação acentuada, pelo que pediam à autarquia um levantamento dos imóveis degradados e a requalificação das ruas e locais abandonados daquela zona.
A Casa de Linhares (Alfama), pela Margarida Pardal, no Eclético. Uma viagem desde o terramoto de 1755 até aos nossos dias.
Início da vaga de protestos pelo aumento em 50 por cento da portagem na Ponte 25 de Abril, em Lisboa.

É empossado o primeiro reitor eleito da Universidade de Lisboa, professor Toscano Rico.
Morre, em Lisboa, Pulido Valente, médico e professor universitário.

A actriz francesa Catherine Deneuve apresentará, dias 28 e 29, no Castelo de São Jorge, em Lisboa, música de cinema executada por uma orquestra dirigida pelo maestro Luis Bacalov. Os dois concertos, integrados na "Rota dos Monumentos", realizam-se na área do castelejo daquele monumento nacional.
Intitulam-se "Clássicos do Cinema" e do seu programa consta o tema musical de "Chapéus-de-chuva de Cherbourg" (1964), filme realizado por Jacques Demy que tornou Deneuve internacionalmente conhecida. Bacalov dirigirá uma orquestra composta por cinquenta instrumentistas provenientes de diferentes orquestras nacionais. O programa pretende homenagear os compositores galardoados por Hollywood.
Uma das principais actrizes do cinema francês, Catherine Deneuve trabalhou com alguns dos mais importantes realizadores do cinema europeu e mundial, entre os quais Luis Buñuel, Roman Polanski e Manoel de Oliveira.
Natural de Buenos Aires, Bacalov iniciou os seus estudos musicais aos cinco anos. Depois de se apresentar a solo e com agrupamentos de câmara, começou na década de 1960 a desenvolver intensa colaboração como compositor de cinema, colaborando com realizadores como Ettore Scola, Federico Fellini, Pier Paolo Pasolini e Lina Wertmuller, entre outros.
Fonte: Lusa
O PS/Lisboa vai propor terça-feira a constituição de uma comissão técnica para avaliar a situação dos moradores dos bairros dos Lóios e Amendoeiras, cujas casas foram doadas à Fundação D. Pedro IV, com o consequente aumento das rendas.
A Fundação D. Pedro IV é a actual gestora de 1.451 fogos nos dois bairros de Marvila, anteriormente pertencentes ao Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado (IGAPHE).
A transferência destes fogos surgiu na sequência do decreto- lei 199/2002, aprovado pelo Governo então liderado por Durão Barroso (PSD), que previa a "possibilidade de transferência, sem qualquer contrapartida" do património daquele instituto para os municípios.
Os socialistas sugerem, numa moção que vão levar terça-feira à Assembleia Municipal de Lisboa (AML), que a comissão seja constituída por representantes do Governo, da Câmara Municipal de Lisboa, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), da Junta de Freguesia de Marvila e das Associações de Moradores.
Fonte: Lusa
O jazz regressa em Agosto ao jardim da Fundação Gulbenkian, em Lisboa, com uma semana de concertos "sob o signo de Coltrane" e "forte preponderância" dos Estados Unidos, anunciou o director artístico do festival, Rui Neves. No cartaz do "Jazz em Agosto 2006" figuram, entre outros, o sexteto de Anthony Braxton, The Cláudia Quintet, Rova Orkestrova Electric Ascension, Craig Taborn's Junk Music, Corkestra, Nels Cline e Evan Parker.
Trata-se de "um leque abrangente do mundo contemporâneo do jazz", desde o "neo free" e o "electrojazz" ao "jazz de câmara" e ao chamado "noise", diz Rui Neves.
O programa, que decorrerá de 03 e 12 de Agosto, inclui uma palestra de Evan Parker sobre Coltrane, uma das figuras míticas do jazz moderno, falecido em 1967 com apenas 41 anos, e a exibição de um filme com Coltrane, Miles Davis e Gil Evan, cedido pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.
O "Jazz em Agosto" da Gulbenkian começou em 1984 e desde então já acolheu cerca de 180 concertos, a maioria deles no anfiteatro ao ar livre dos jardins da Fundação, com 900 lugares. Segundo os organizadores, nos últimos anos, o festival "ganhou projecção internacional" e é hoje citado nas "melhores publicações do jazz actual".
Fonte: Lusa
O trânsito na Avenida da Liberdade vai estar condicionado a partir de hoje à noite e durante duas semanas devido a obras de renovação da EPAL, anunciou a Câmara Municipal de Lisboa. O condicionamento de trânsito decorrerá no período nocturno, entre as 22:00 e as 07:00.
O trânsito também vai ficar condicionado a partir de hoje e por um período de três meses na Rua Damasceno Monteiro devido a obras. No âmbito das obras, irá proceder-se à vedação do referido arruamento, por duas fases, de modo a garantir sempre as acessibilidades na zona, refere a autarquia. Na primeira fase, o trânsito estará condicionado entre a Rua Maria da Fonte e a Rua Manuel Soares Guedes. As alternativas viárias serão feitas pela Rua Angelina Vidal sendo que o acesso a garagens e veículos prioritários deste troço, estão garantidos. Na segunda fase, a Rua Manuel Soares Guedes ficará vedada ao trânsito com excepção a moradores e acesso a garagens, invertendo-se o sentido da Rua Damasceno Monteiro (entre a Rua Maria da Fonte e a Rua Manuel Soares Guedes).
Fonte: Lusa
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Projecto de hotel no Rossio ainda não tem autorização
projecto de transformação de todo o quarteirão onde está instalada a pastelaria "Suíça", no Rossio, em Lisboa, num hotel de cinco estrelas, ainda não passa de intenção. A Sociedade Hoteleira Seoane SA, que explora três unidades hoteleiras em Lisboa - os hotéis Olissippo Marquês de Sá, Castelo e Oriente - apresentou, no início do ano passado, um pedido de informação prévia à Câmara Municipal de Lisboa (CML), mas o pedido foi indeferido, em Janeiro deste ano, com pareceres desfavoráveis de várias entidades.
Ao que o JN apurou, o grupo Seoane pretende recuperar aquele conjunto de edifícios - de que já é proprietário -, mantendo as fachadas e introduzindo mais um piso na cobertura de modo a aumentar a capacidade do espaço. O objectivo é construir um hotel com 110 quartos e 20 suites, restaurante, bar, sala de conferências, health-club e algum estacionamento.
Segundo os serviços de Urbanismo da autarquia, o pedido de informação prévia foi indeferido porque "existem alguns aspectos que não cumprem a legislação vigente e que carecem de rectificação". Em causa está, designadamente, o aumento de mais um piso na cobertura e a intenção de construir uma cave, para além da existente, para estacionamento.
A abertura de caves naquela zona está condicionada ao parecer favorável do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) - uma das entidades que "chumbou" o projecto - e que solicitou uma análise mais detalhada para avaliar a existência de valores patrimoniais e arqueológicos a preservar. O Regimento de Sapadores Bombeiros, a Direcção Municipal de Urbanismo e a Comissão Científica de Candidatura da Baixa Pombalina a Património Mundial foram outras das entidades que deram parecer desfavorável ao Olissippo Rossio.
Ao JN, a vereadora Gabriela Seara, responsável pelo pelouro do Urbanismo na autarquia, disse que não se opõe à existência de hotéis no Rossio como, de resto, é defendido pelo Comissariado da Baixa-Chiado. A autarca salientou apenas que há algumas exigências, no que se refere a estacionamento e a zonas de cargas e descargas, que terão de ser respeitadas. O grupo Seoane mantém a intenção de fazer o hotel e está a reformular o projecto.
Um dos estabelecimentos que está situado no quarteirão que deverá ser transformado em hotel - com frente para a praça do Rossio e da Figueira - é a famosa pastelaria "Suíça", inaugurada a 13 de Março de 1922. Embora não esteja muito informado sobre o projecto, Fausto Roxo, um dos sócios da "Suíça" e a trabalhar no Rossio desde 1947, vê com bons olhos a instalação de um hotel no edifício, que deverá preservar o comércio existente no rés-do-chão. "Era óptimo. É preciso pôr isto a funcionar. O que está aqui é um perigo, uma bomba-relógio", diz, adiantando que "o prédio está em estado de pânico" e que precisa de ser rapidamente intervencionado. Em seu entender, "faz falta um hotel no Rossio. "A Baixa está morta", diz, admitindo que o hotel vai trazer mais gente à praça.
Fonte: Jornal de Notícias
Arguido é um ex-administrador que acusou os seus pares de gerirem a instituição em proveito próprio e que tem um relatório oficial a seu favor
A gestão da Fundação D. Pedro IV, entidade privada a quem o Estado ofereceu 1400 fogos sociais nos bairros lisboetas das Amendoeiras e dos Lóios em 2005, vai estar no centro de um julgamento que amanhã se inicia no 5ª Juízo Criminal de Lisboa. Em causa está a denúncia apresentada em 1996 ao então ministro da Solidariedade e Segurança Social, Ferro Rodrigues, por um dos administradores da instituição, Pedro Seixas Antão, que acusou o seu presidente, Vasco Canto Moniz, e outros dirigentes de gerirem a fundação em seu proveito pessoal e de a desviarem dos fins para que foi criada.
Face a esta acusação, a fundação e o seu presidente accionaram, em 1999, um processo judicial por difamação e denúncia caluniosa contra o antigo administrador e exigiram-lhe uma indemnização de 75 mil euros. A queixa por difamação e denúncia caluniosa foi logo a seguir mandada arquivar pelo Ministério Público - que considerou não haver indícios da prática de tais crimes e realçou o facto de as denúncias do arguido terem dado origem a um inquérito, então ainda em curso, solicitado pelo ministro Ferro Rodrigues à Inspecção-Geral da Segurança Social.
Inconformados com o arquivamento, os queixosos requereram então a instrução do processo. O juiz de instrução, porém, considerou igualmente que não havia motivos para julgar Seixas Antão. A fundação e Canto Moniz ainda tentaram um último recurso para a o Tribunal da Relação, mas o acórdão final manteve a decisão instrutória em Fevereiro de 2002.
Por decidir ficou o pedido de indemnização cível, que começa amanhã a ser julgado. A fundação e o seu presidente, representados pelo advogado Ricardo Sá Fernandes, têm juntado numerosa documentação ao processo - nomeadamente um parecer de Diogo Freitas do Amaral, segundo o qual a actividade da fundação não se desviou dos seus fins de solidariedade social -, e nos últimos dois anos tentaram, em vão, chegar a acordo com Pedro Seixas Antão para desistirem do processo.
A posição do arguido foi entretanto reforçada com a anexação aos autos do relatório final do inquérito ordenado por Ferro Rodrigues, cujas conclusões, entregues no Verão de 2000 ao inspector-geral da Segurança Social, o então juiz José Manuel Simões de Almeida, confirmavam no essencial as suas denúncias e propunham mesmo a extinção da Fundação D. Pedro IV e a destituição dos seus corpos gerentes.
Foi, aliás, no âmbito deste processo que, no final de 2003, o sucessor de Simões de Almeida, o também juiz Mário Lisboa veio a informar o tribunal, a pedido deste, que o relatório final daquele inquérito foi encontrado no arquivo da inspecção-geral sem ter sido submetido à apreciação ministerial e sem que se conhecessem as circunstâncias e a data em que tinha sido enviado para o arquivo sem qualquer despacho superior.
Mário Lisboa remeteu então ao 5º Juízo Criminal uma cópia do relatório em causa, que Simões de Almeida prometera várias vezes mas nunca tinha mandado, e juntou-lhe o relatório de um outro inquérito efectuado em 2001 à mesma fundação. Contrariamente ao anterior, este último, feito em pouco mais de um mês, foi homologado em 2003 pela tutela, então assegurada por José Manuel Simões de Almeida - entretanto nomeado secretário de Estado pelo ministro Paulo Pedroso -, e concluía que, no essencial, tudo estava bem na Fundação D. Pedro IV. Arrolados como testemunhas pelas duas partes encontram-se numerosos dirigentes e ex-dirigentes da Fundação D. Pedro IV, que hoje deverão começar a ser ouvidos em audiência de julgamento.
Fonte: Público
17h Cine-Clubes e Cinefilia: Entre a Cultura de Elites e a Cultura de Massas. Conferência integrada no seminário Cultura de Massas em Portugal no Século XX, com Paulo Jorge Granja (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra). Na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova (Sala T5, Torre B).
21h Sequeira Costa. Recital de piano na Sala Principal do Teatro Municipal São Luiz (R. António Maria Cardoso, 38). Obras de Fryderych Chopin. Bilhetes entre 8 e 18 euros.
21h45 O Alcoólico e o Político. Uma peça de teatro de Paulo Castro, com produção da Útero. Em cena até dia 21 no Espaço Land (R. Nova do Carvalho, 77, ao Cais do Sodré).
22h ForUjazz. A segunda edição do festival arranca com um dos mais brilhantes clarinetistas do free jazz a nível mundial: o mestre da improvisação Louis Sclavis. O músico francês apresenta-se com o violoncelista Vincent Courtois. No Teatro Variedades, no Parque Mayer.
22h Jam Session. Jazz com o Trio de Paulo Lopes. No Catacumbas Jazz Bar (Trav. Água da Flor, 43).
Realiza-se a última das Conferências Democráticas do Casino Lisbonense, organizadas por Antero de Quental, com a participação de Teófilo Braga, Eça de Queirós e Oliveira Martins, entre outros.
"A par do casino e da intervenção de Ghery no Parque Mayer, cabe agora à nova vereação da Câmara de Lisboa obsequiar os seus munícipes com o plano de reabilitação da Baixa-Chiado. Por alguma imprensa se teve notícia da apresentação pública feita pelos delegados do respectivo comissariado, presidido por Maria José Nogueira Pinto. O Jornal de Negócios online de 31 de Maio, titulando "Viva Zezinha!", assegura-nos que o plano, para além de constituir uma "revolução", é também "fonte de inspiração nacional". Um editorial do Diário de Notícias da mesma data revela, pela mão de António José Teixeira, que "seis cidadãos têm dedicado "generosamente" uma boa parte dos seus últimos meses a "reinventar o coração" de Lisboa". Proliferam ainda expressões como "desígnio nacional", "terramoto urbano", etc. E, segundo refere a edição do "Correio da Manhã" desse dia, Maria José Nogueira Pinto asseverou não ser possível vender "uma cidade cujo coração deixou de bater". O presidente da Câmara de Lisboa define o plano como um "projecto nacional".
Se a ocasião não era a mais propícia para colher uma ideia concreta das intenções do comissariado Baixa-Chiado, a linguagem escolhida aparenta não ter sido institucionalmente calibrada nem corresponder à dignidade que merece o espaço proposto para a intervenção. Trata-se de uma das zonas mais emblemáticas da capital portuguesa - que, quanto parece, se não encontra à venda.
Maria José Nogueira Pinto salienta ainda que "se o plano for visto na óptica política não terá pernas para andar". Cabe ao munícipe interrogar-se se uma operação urbanística de tal envergadura se poderá eximir à intervenção da política. Mas outras declarações proferidas na mesma ocasião requerem a suspensão do preceituado no Plano Director Municipal (PDM), que seja criada uma "via verde" para desburocratizar procedimentos, que o trabalho venha a ser "blindado contra ciclos eleitorais". A dispensa do crivo político poderá ser justificada pela evidente ambição (política) do projecto ou por involuntário reflexo da corrente actividade político-partidária que Maria José Nogueira Pinto tem desenvolvido tão denodadamente, e que a elevou à vereação que agora ocupa na edilidade da capital. Espera-se ainda que este regime de excepção não sirva para cobrir um arrebatado voluntarismo, inimigo histórico dos projectos urbanísticos que têm desvirtuado a capital e se traduzem em gastos no mínimo irracionais."
Henrique Dinis da Gama, no Público de hoje.
Em 1896, efectuava-se a provável primeira exibição de cinema em Portugal, no Coliseu da Rua da Palma.
O Museu do Oriente, cuja abertura se encontra agora prevista para o primeiro trimestre de 2007, deverá praticar horários diferenciados dos demais em Portugal. Oferecendo a possibilidade de visitas à noite, num quadro regular,"procurará enriquecer", também desse modo, o "corredor de museus e monumentos" que, na capital, une a zona das Janelas Verdes a Belém, afirmou ao DN Carlos Monjardino, presidente da Fundação Oriente.
A complexidade dos trabalhos de adaptação do edifício que o albergará - os antigos Armazéns Frigoríficos da Comissão Reguladora do Comércio de Bacalhau, a Alcântara, lado rio - levou a esta nova data de previsão de abertura, ultrapassadas que estão questões burocráticas que, no passado, ditaram adiamentos outros. Mas o resultado final, refere Carlos Monjardino, valerá a espera.
"As obras de adaptação dos interiores", lembra, "são complicadas" e, pela sua extensão, quase equivalentes "a fazer um museu de raiz" - "como armazém que era, o edifício era muito compartimentado, havendo agora que libertar espaço" para as cerca de 15 mil peças que, fruto de aquisição e doação, integram o acervo que a Fundação Oriente vem reunindo desde a sua criação, há 18 anos, e alojar zonas técnicas e de apoio ao museu.
Não tendo sido uma primeira escolha, o imóvel, projectado em 1938, pelo arquitecto João Simões, acabou, todavia, por revelar-se um achado atendendo aos novos usos em vista. Nomeadamente em matéria de espaço - "algo que não lhe falta, bem pelo contrário", diz Carlos Monjardino -, com a "vantagem adicional de se tratar de um edifício 'cego', o que para o museu é bom", no plano do desenho de iluminação. Por outro lado, frisa, mais do que construir um edifício de raiz, importava recuperar e dar utilização a uma peça de arquitectura com valor patrimonial que se encontrava ao abandono. "O estatuto de utilidade pública atribuído às fundações", lembra, exerce-se também por essa via.
O projecto de arquitectura, da responsabilidade de Rui Francisco e, numa fase posterior, também de Carrilho da Graça, visa apenas os interiores - o imóvel manterá a sua traça original, bem como os painéis, em baixo-relevo, que Barata-Feyo para ele concebeu. A memória do que foi "será também mantida em alguns pontos do percurso" expositivo (ver caixa). Um jardim "de inspiração asiática", projectado por Gonçalo Ribeiro Telles, quebrará, no exterior, a monotonia de "uma zona completamente deserta" em matéria de espaços verdes, e o arvoredo que o constituirá virá, também ele, da Ásia.
"A principal questão", lembra Carlos Monjardino, terá a ver com a nova cor a dar ao edifício: "Já sei que vou ser muito criticado e que as pessoas vão ficar espantadas, mas penso que o edifício deve sobressair. "Indeciso entre duas cores", prefere não dizer quais - apenas que são "bastante fortes". O perfil do imóvel - cuja cobertura se desenvolve em terraço - ajudará também a atender a critérios de eficiência energética: a instalação de painéis solares permitirá "abastecer, parcialmente, as suas necessidades primárias".
O critério a seguir na apresentação das peças, esse, "está ainda a ser discutido", mas, sublinha, tudo indica que o geográfico deverá prevalecer sobre o cronológico e o temático. A colecção tem vindo a crescer - "todos os anos há uma verba no orçamento para acervo", recorda - e o critério de "completar zonas geográficas" tem, de resto, presidido a novas aquisições. Mesmo que uma colecção, "por definição, nunca esteja completa".
Fonte: Diário de Notícias
A fadista Berta Cardoso, considerada pela imprensa da década de 1930, "a loucura dos fadistas", é recordada domingo pelos Amigos do Fado e quinta-feira será inaugurada uma exposição sobre a sua carreira no M useu do Fado. Ofélia Pereira, editora do "site" sobre a fadista - www.bertacardoso.com - disse à Lusa ser "um justo tributo a uma das principais fadistas do século XX". "Na cidade de Lisboa não há uma rua com o seu nome, e este é um tributo da casa de todos os fadistas", disse.
Berta Cardoso, falecida em 1997, começou a cantar aos 16 anos e logo nos anos 1930 alcança assinaláveis êxitos no teatro de revista, tanto em Portugal como no Brasil. O diário carioca A Tarde anuncia-a, em 1939, como "a famosa fadista que tem lágrimas na voz". A imprensa portuguesa da época não poupa elogios à criadora de "Tia Macheta", qualificando-a como "voz de cristal", "maga da canção nacional" e "a mais bela voz do fado". O investigador Vítor Duarte Marceneiro que apresentará domingo, num enc ontro da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado (APAF), em Lisboa, o primeiro diaporama sobre a fadista, disse à Lusa que Berta Cardoso "teve uma carreira grande que podia ter sido maior, mas que a sacrificou em prol da família, tendo-se tornado muito requisitada pelas casa de fado de Lisboa". "Recusou por exemplo, um contrato para cantar nos Estados Unidos, para não estar longe da família", disse. Todavia, Berta Cardoso actuou no Brasil, Angola e até em Espanha. "Era uma fadista tradicional, nunca cantou outra coisa que não fosse fado, e para o seu meio artístico era muito culta", sublinhou Ofélia Pereira.
Carlos do Carmo disse à Lusa que a memória que guarda da fadista é "sentada num canto sempre a ler livros". "A Berta Cardoso devorava livros, e tinha muito cuidado na forma de pro nunciar as palavras, e dar-lhes a intencionalidade", acrescentou. A exposição patente até Outubro no Museu do Fado, no bairro lisboeta de Alfama, é constituída por fotografias, discos, cartazes, jornais, letras do seu repertório e até alguns objectos de uso pessoal como brincos, explicou à Lusa fonte da instituição. Ofélia Pereira afirmou que a exposição para a qual cedeu "a maioria do espólio" apresentará alguns materiais inéditos sobre a fadista.
Além de "Tia Macheta", Berta Cardoso tornou-se célebre pela interpretaç ão de "A Cruz de Guerra", "Fado Faia", "Feitiço", "Fado dos marinheiros", "Fado da azenha", "Rosa enjeitada", "Belos tempos" ou "Cinta vermelha". "Foi uma fadista característica de Lisboa, única na sua forma interpretativa e que teve sempre fãs que corriam para a ouvir", disse o poeta José Luís Gordo, que a conheceu.
A última casa típica onde Berta Cardoso cantou e a cujo elenco pertencia foi "O Poeta", uma casa de Lisboa entretanto desaparecida, disse Ofélia Pereira. Em 1943 o jornal Canção do Sul anunciou que ia deixar de cantar pois ti nha terminado o curso de enfermeira-parteira e ia dedicar-se à nova profissão, o que nunca aconteceu. Berta Cardoso só deixaria de cantar definitivamente em 1982. Ofélia Pereira acompanhou a fadista nos seus últimos tempos e recordou à Lusa "o seu fino sentido de humor, inteligência, uma pessoa divertida, afável e generosa com os seus amigos".
A APAF inaugura com Berta Cardoso um ciclo denominado "Memórias de Fado " onde se procurará através de meios multimédia e pelo canto "evocar nomes incontornáveis da canção de Lisboa desde fadistas a poetas, letristas ou músicos". Berta Cardoso nasceu em Lisboa a 21 de Outubro de 1911, vindo a falecer no Barreiro a 12 de Julho de 1997. Interpretou fados de João Linhares Barbosa, principalmente, e também de Armando Neves, Frederico de Brito, Gabriel de Oliveira, Amadeu do Vale, Luís da Silva Gouveia, Júlio de Sousa, João Nobre, Carlos Conde, Fernando Teles e Jorge Rosa.
Fonte: Lusa
A partir de segunda-feira e durante cerca de duas semanas, o tráfego vai estar condicionado entre as 22h00 e as 7h00 na Avenida da Liberdade, em Lisboa, devido a obras de renovação de uma conduta da EPAL.
No âmbito de outras obras em curso na Rua Damasceno Monteiro, à Graça, irá, entretanto, proceder-se à vedação daquele arruamento. Esta intervenção será feita em duas fases. Na primeira fase, que decorrerá a partir de segunda-feira e durante três meses, será condicionado o trânsito entre a Rua Maria da Fonte e a Rua Manuel Soares Guedes. Na segunda fase, a Rua Manuel Soares Guedes ficará vedada ao trânsito com execpção a moradores e acesso a garagens, invertendo-se o sentido da Damasceno Monteiro.
Fonte: Público
Ministério tem dez dias para contestar. Para já, o processo fica suspenso e os professores e alunos não podem ser transferidos.
O Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa admitiu ontem, através de despacho, a providência cautelar interposta contra o encerramento da Escola Secundária D. João de Castro pela associação de pais e pelas juntas de freguesia de Alcântara e Ajuda (Lisboa). "O que este despacho significa", disse ao PÚBLICO o advogado dos requerentes, Carlos Lelo Filipe, "é que o processo de encerramento da escola fica suspenso".
O Ministério da Educação dispõe agora de dez dias para contestar a providência cautelar. "Estamos convictos de que o Ministério da Educação irá contestar o pedido de providência e, como se trata de um pedido urgente, deveremos ter audiência no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa o mais tardar na primeira quinzena de Julho", explicou Carlos Lelo Filipe.
O pedido de providência cautelar entrara no tribunal a 19 de Maio. "O director regional dissera que a Escola Dom João de Castro fecharia até ao dia 31 de Agosto. Neste momento, o processo de encerramento, até à decisão final do processo judicial, fica parado".
O Ministério da Educação e a Direcção Regional de Educação de Lisboa, ainda de acordo com Carlos Lelo Filipe, ficam proibidos de colocar os professores da escola que não foram colocados no concurso nacional, transferir o pessoal docente para outras escolas, transferir os alunos para outras escolas e retirar equipamento da escola.
A associação de pais vê a providência cautelar como o único meio para evitar o encerramento da escola. A decisão de encerrar a D. João de Castro já no próximo ano lectivo e transferir os cerca de 300 alunos que actualmente a frequentam para a Secundária Fonseca Benevides foi anunciada em Março pela Direcção Regional de Educação de Lisboa, tendo motivado vários protestos por parte da comunidade educativa, que alega que a escola oferece excelentes condições.
Fonte: Público

Quarenta anos depois e de novo com um treinador brasileiro, Portugal passa a fase de grupos de um Mundial de futebol. Isto é histórico. Scolari amplia o seu recirde de vitórias consecutivas em Mundiais de futebol para nove. Mais umas semanitas de futebolândia. A festa escorre nas ruas de Lisboa.
"Lisboa tinha bairros quando acabava no Marquês de Pombal ou, em rigor em S. Sebastião da Pedreira: no começo de Salazar, no tempo Beatriz Costa e Vasco Santana, da comédia portuguesa "clássica" e do manjerico. Ainda conheci, em pequeno, essa Lisboa, em que as "celebridades" da literatura e da política (da oposição, claro), sob o olho da PIDE, se reuniam à tarde na livraria Bertrand, na Sá da Costa e na Brasileira para preparar o futuro da Pátria.
Depois da guerra, essa Lisboa foi submergida. O Areeiro, a Av. de Roma e Alvalade não eram bairros, como aliás tudo o que por toda a parte se fez depois. Já ninguém se dizia (ou sentia) da Madragoa ou de Carnide, e menos da Quinta disto ou daquilo com que a construção civil meticulosamente cobriu a cidade. Deixaram de existir comunidades distintas dentro de Lisboa e com elas desapareceu a vizinhança e o convívio, donde nasciam as marchas populares.
Não valeria a pena repetir a evidência, se a câmara não andasse no outro mundo ou, mais precisamente, no mundo em que se mata por um voto. Segunda-feira, às sete horas da tarde, a polícia cortou a circulação entre o Marquês de Pombal e o Rossio e, como seria de esperar, criou um enorme engarrafamento, de que o cidadão ingénuo ou distraído não pôde fugir e que sofreu com a humilde e melancólica resignação indígena. O que se passava? Ora muito bem: as marchas de Santo António, como se o país continuasse em 1930, e a cidade inteira não estivesse a passear pelo Brasil, pela Alemanha ou pelo Algarve.
Em princípio, parece que a câmara não devia dispor de Lisboa como coisa sua. Lisboa é dos lisboetas, não é da câmara e nada lhe permite fechar um parque, uma rua ou um largo para propósitos que a maioria da população não partilha. Mas suponho que se trata aqui de uma subtileza insusceptível de entrar no crânio do eng. Carmona.
De resto, o eng. Carmona só precisou de umas centenas de metros a meio da Av. da Liberdade (calculo que para disfarçar o fiasco). Entre o monumento aos mortos da I Grande Guerra e uma bancada no passeio da frente, as marchas lá exibiram o seu número, com uma profunda, sufocante, irredimível tristeza. O público, muito pouco, batia umas palmas desanimadas. Nem sombra de entusiasmo ou de alegria. Desafinação geral, coreografias de museu, guarda-roupa caríssimo, que a câmara, através da juntas, com certeza pagou. Numa noite, o eng. Carmona mostrou como se governa em Portugal: com prepotência, com ignorância e sem o mais leve sentido da realidade."
Vasco Pulido Valente, no Público de hoje
"Foi com surpresa que no passado dia 2 de Junho, ao chegar ao Castelo de São Jorge, me deparei com a seguinte situação caótica: dezenas de carros estacionados a bloquear a passagem dos peões; vários táxis também eles a bloquearem a passagem de quem por ali tentava passear. Neste espaço público tão simbólico da nossa cidade não deveria ser permitido a entrada e o estacionamento de viaturas automóveis (excepto as dos residentes). Tal como [fica demonstrado pela fotografia] é urgente ter um plano de gestão da zona monumental do Castelo de São Jorge. Ao falar com os residentes confirmei que esta situação é, lamentavelmente, um hábito".
António Marinho da Silva, leitor do Público
"Venho por este meio insurgir-me contra o que eu e muita gente aguentou em dois fins-de-semana consecutivos. Falo do Rock in Rio. Sou moradora na Av. dos Estados Unidos da América e, por isso, fui castigada com um evento que, embora tenha um anunciado cariz beneficente que é louvável, transformou os dias de descanso de muitos lisboetas num inferno. Quantos decibéis foram vomitados até às seis da manhã? O senhor presidente da câmara não saberá. Não mora nas imediações do Parque da Belavista..."
Margarida Oliveira, leitora do Público
15h À Volta do Ambiente. A Câmara de Loures promove um debate sobre o tema Floresta: aproveitamento energético e económico da biomassa. No Parque Urbano de Santa Iria de Azóia.
21h30 Os Filmes Libertam a Cabeça. Retrospectiva de Rainer Werner Fassbinder organizada pelo Centro Cultural Malaposta, em parceria com o Instituto Alemão. Até 1 de Julho, às quintas e sextas às 21h30 e sábados às 18h30 e 21h30, na Malaposta, Olival Basto (R. de Angola). Hoje é exibido o filme O Direito do Mais Forte à Liberdade (1975).
22h Festa do Fado no Castelo de S. Jorge. A 3ª edição desta iniciativa, integrada nas Festas de Lisboa, conta hoje com a actuação de António Chainho e do 1 Week Project. No sábado, actuam Joana Amendoeira e Mafalda Veiga. A festa vai continuar todas as sextas-feiras e sábados, até ao final do mês. Entradas a 10 euros.

O cantor britânico James Blunt estreia-se hoje a nível de concertos em Portugal, actuando no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. Blunt vem apresentar o seu álbum de estreia, «Back to Bedlam», dupla platina em Portugal por vendas superiores a 40 mil unidades.
Não me parece que a Rua do Alecrim
alguma vez tenha cheirado a alecrim.
Mas, enfim,
deve ser de mim,
que entre os cheiros do jardim
prefiro o do jasmim.
Torquato da Luz, no Ofício Diário
O Castelo de S.Jorge passa a monumento nacional.
É aprovado o projecto de construção da linha ferroviária entre Lisboa e Porto.

Rotundas e semáforos roubam lugar a sinaleiros.
Chegaram a existir 270 agentes nas ruas de Lisboa, actualmente já só há quatro a exercer a especialidade de sinaleiro. António Paixão é um dos sobreviventes ao progresso da cidade. Há mais de dez anos que coordena o cruzamento da Rua de S. Mamede com a Escola Politécnica e diz que a sua função é uma arte. Os miúdos chamam-lhe o Sr. Lei, o polícia do 'Noddy'
São já só quatro os polícias sinaleiros a exercer a actividade em Lisboa. Chegaram a ser 270. Mas o número foi diminuindo conforme foram sendo construídas rotundas ou colocados semáforos. "É o progresso", explicam os mais velhos. Quem os quer ver "dançar" terá de se deslocar a Belém, Xabregas ou ao Príncipe Real. Um dos sobreviventes a esse progresso é o agente Paixão, sinaleiro desde 1992.
De chapéu colonial, luvas brancas e apito na mão, tudo como manda a tradição, António Paixão, 44 anos, coordena, há mais de dez anos, o trânsito no cruzamento da Rua de São Mamede com a Rua da Escola Politécnica. Só lhe falta mesmo a peanha, o velhinho palanque branco onde os sinaleiros costumavam estar a comandar o trânsito. Entre as 08.00 e as 11.30 e as 16.30 e as 20.00 lá está ele em pleno cruzamento, sempre com um sorriso. Até porque outro humor não fazia sentido para quem considera a sua profissão uma arte: "O sinaleiro deve ser muito elegante. Os sinais de sinaleiro têm de ser feitos com muita precisão para que os condutores o percebam", explica ao DN.
À parte da sinalética, este polícia sinaleiro ajuda quem quer que lhe peça ajuda, desde o simples pedido de informações sobre ruas ao pedido para atravessar a estrada em horas de maior confusão ou se for caso disso trocar dois dedos de conversa para matar o tempo . "Sou muito polivalente", diz com brio.
Mas não se pense que o agente Paixão não se irrita: "Há pessoas que passam aqui só mesmo para me irritar. Atravessam fora da passadeira, metem-se à frente dos carros. Os peões são o meu maior problema." Ainda assim, o conhecimento e maturidade que ganhou com os mais de 15 anos ao serviço da PSP permitem-lhe outra abordagem que não a do mau da fita. "Tenho um papel social importante aqui, mais de prevenção do que de punição", frisa, adiantando que mesmo assim, sempre que se justifique, "passo uma ou outra multa. Há condutores que me desobedecem. Eu mando-os parar e assim que viro as costas arrancam."
António Paixão lembra os primeiros tempos de serviço na Rua da Escola Politécnica. Confessa não terem sido fáceis mas entende que "valeu a pena". "Quando vim para aqui, em 1995, as pessoas não estavam habituadas a obedecer a um sinaleiro, principalmente os estudantes, que passavam sempre fora da passadeira", conta, lembrando que tudo passou a ser diferente quando "uma professora da Universidade Aberta colocou um papel no elevador a dizer: 'O polícia sinaleiro é para ser respeitado.'"
Com o tempo, o "cabeça de giz" - como na gíria são conhecidos os polícias sinaleiros - foi fazendo amigos: "Tratam-me como se fosse da família." "Este senhor é a pessoa mais simpática desta cidade. Não é, Paixão?", diz ao DN uma senhora que entretanto atravessa a estrada. As crianças então adoram-no. "Chamam-me o Sr. Lei, que é o polícia do Noddy." Ainda houve um presidente da junta de freguesia local que chegou a propor sinais luminosos para aquele cruzamento, mas "as pessoas votaram contra, disseram que preferiam o sinaleiro", conta, orgulhoso.
Natural de " de uma vila perto de Coimbra chamada Ceira", o agente Paixão veio cedo para Lisboa para ingressar na PSP. Os intervalos entre os turnos na Rua da Escola Politécnica permitiram-lhe tirar o bacharelato em Acção Social. Actualmente está a tirar o complemento para obter a licenciatura em Ciências Sociais, na vertente Política Social. "Gostava de trabalhar como assistente social", confessa.
Da terra natal as saudades não crescem muito porque volta sempre que pode. "Há 20 anos que faço parte do Grupo Folclórico de Coimbra, por isso tenho mesmo de ir lá frequentemente", conta.
Sobre o futuro dos polícias sinaleiros, o agente Paixão diz que, apesar de só existirem quatro, "são para manter", porque argumenta "os 'cabeça de giz' são a imagem da Divisão de Trânsito e da cidade de Lisboa".
Foi em 1927, por ordem do comandante da Secção de Trânsito, que foram criados os polícias sinalei-ros. Na altura era obrigatório anda-rem equipados de capacete, luvas e cassetete branco, usando também uma braçadeira vermelha com um T. O número de "cabeças de giz" chegou a atingir os 270, divididos por três turnos.
Os agentes estavam espalhados pelas principais e mais complicadas artérias da cidade. Até há não muito tempo era comum ver-se um polícia em cima de uma peanha de madeira pintada com riscas brancas e vermelhas. O palanque foi inventado para proteger o agente do trânsito, tornando-o mais visível à distância.
Os lugares para sinaleiro abriam por concurso, e depois de seleccionados os agentes faziam um curso de formação e um estágio, que geralmente era acompanhado por um outro agente mais experiente. Prática ainda hoje em curso. Com o passar do tempo e com a construção das rotundas e instalação de semáforos, estes profissionais do trânsito foram desaparecendo e hoje restam apenas quatro.
Fonte: Diário de Notícias
O Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa, promove mais uma vez este ano, a partir de hoje, um conjunto de actividades ao ar livre, no âmbito do programa Monsanto É Pura Diversão, que levou no Verão passado 120 mil pessoas ao maior espaço verde da cidade. Até ao dia 15 de Setembro, realizam-se por todo o parque várias iniciativas, que vão desde actividades radicais, desportivas, aventuras e educação ambiental, entre outros eventos, refere a Câmara de Lisboa no seu site oficial.
Aos domingos de manhã, os adeptos do relaxamento vão poder participar nas aulas de ioga e tai chi chua no jardim dos Montes Claros. "Estas são actividades particularmente eficazes contra a ansiedade e o stress, que proporcionam uma maior resistência, vigor físico e tranquilidade", salienta a autarquia.
Os apreciadores de actividades mais radicais têm à disposição vários obstáculos e rampas para skate, ringue de patinagem, circuitos para bicicletas, paredes e blocos de escalada.
Para os mais aventureiros, existe o programa Monsanto em Bicicleta, que leva os participantes a descobrir trilhos e segredos escondidos pelos caminhos do parque, num percurso guiado pela Polícia Florestal, que utiliza diariamente este meio de transporte como instrumento de trabalho. O Passeio Saudável é dedicado a quem gosta de caminhar e passear ao ar livre.
O Parque Florestal de Monsanto organiza ainda ateliers temáticos para os mais pequenos, como o Atelier da Árvore, onde exploram o ambiente florestal, com recolha de materiais orgânicos e inertes, que serão utilizados na construção de uma árvore tridimensional em cartão reciclado. No atelier Os Pequenos Picassos, as crianças vão poder explorar diversas técnicas de pintura através do contacto com vários materiais e participar na elaboração de um quadro abstracto ou figurativo.
A quarta edição da campanha Monsanto É Pura Diversão está inserida "numa nova perspectiva de fruição do Parque Florestal de Monsanto, que tem trazido milhares de pessoas ao maior espaço verde da cidade", refere a autarquia. Ao longo do ano lectivo 2004/2005, 14.563 alunos e professores participaram nas actividades de educação ambiental no parque.
Fonte: Público
A localização do novo aeroporto internacional de Lisboa na Ota não é uma questão terminada. Os defensores da construção do aeroporto na margem Sul do Tejo voltaram a colocar o tema na ordem do dia, existindo mesmo a convicção de que a Ota não é uma decisão definitiva e que o projecto "pode regressar à estaca zero". A zona compreendida entre Rio Frio e Poceirão e o Campo de Tiro de Alcochete são os locais defendidos para a instalação da futura estrutura aeroportuária. O assunto já foi abordado com o Governo, que deu sinais de estar aberto a discutir alternativas à Ota.
O lobby a favor do aeroporto na margem Sul é liderado por vários professores do Instituto Superior Técnico, deputados e responsáveis da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário (ADFER), empresas da construção civil, entre outras figuras ligadas a várias actividades económicas. Fernando Nunes da Silva, professor do IST, disse ao DN que "é possível travar a Ota". E instalou-se mesmo a convicção que "de há dois meses para cá que a Ota não vai avançar". Esta ideia começou a ganhar forma após as sessões que a ADFER realizou em Maio, trazendo novamente para a discussão pública a instalação do novo aeroporto na Ota. José Manuel Viegas, também professor do IST, diz que "existe uma alternativa à Ota, e localiza-se na margem Sul. É aí que se deve procurar". E cita a zona do Poceirão como a localização a privilegiar.
João Cravinho e Oliveira Martins, ambos ex-ministros das Obras Públicas, continuam a defender a Ota, mantendo o argumento que chumbou Rio Frio - o choque com aves. Situação que também existe na Ota, mas em menor quantidade. Paulino Pereira, professor do IST e dirigente da ADFER, disse ao DN que em termos de engenharia é possível construir um aeroporto em qualquer local, e desvaloriza o impacto com as aves. Qualquer aeroporto, afirma, "é um paraíso para as aves". Existem várias técnicas para as afastar das placas aeroportuárias, como o recurso a aves de rapina e corujas. Também existem aeroportos na Europa que recorrem a canhões para manter as aves afastadas da zona de impacto com as aeronaves. A Portela já dispôs deste sistema.
Arménio Matias, da ADFER, considera que a Ota "não reúne a concordância e é um processo viciado". Para este responsável, "o campo de tiro de Alcochete é a solução mais razoável". O campo de tiro pode ser deslocado para Beja. "Não é recomendável que fique próximo de centros urbanos, como é o caso."
Fonte oficial do gabinete do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações disse ao DN que não vão "comentar as alternativas que estão a ser estudadas", e que o calendário previsto para a Ota está a "ser cumprido". Contudo, Mário Lino adiou para Setembro a apresentação do novo modelo regulatório para o sector aeronáutico, que inclui a avaliação do impacto do novo aeroporto no valor da ANA (gestora dos aeroportos nacionais), e se a empresa será ou não privatizada no âmbito do projecto da Ota. Outra dúvida que se instalou foi o facto de a região Norte de Lisboa não ter sido contemplada com uma plataforma logística. Ou seja, a Ota não foi considerada no âmbito do projecto Portugal Logístico, desenvolvido pelo Governo, com o objectivo de dotar o País de uma rede de plataformas contribuindo para o desenvolvimento económico nacional. Enquanto o Poceirão surge como a grande plataforma da região metropolitana de Lisboa.
Uma das vantagens da zona junto ao Poceirão é o facto de servir de cruzamento das linhas ferroviárias convencional e de alta velocidade para Madrid. Arménio Martins, Nunes da Silva, Paulino Pereira e José Manuel Viegas consideram que a ligação em alta velocidade Lisboa/Porto fará sentido passar pela margem Sul servindo o aeroporto, e constitui uma forma de rentabilizar a nova travessia sobre o Tejo. Ana Paula Vitorino , secretária de Estado dos Transportes , afirma que no dia em que o aeroporto da Ota existir será dotado de uma plataforma logística. Existe uma razão forte para avançar com uma plataforma no Poceirão, que é a de servir de uma forma directa os portos de Setúbal e Sines ,e mais tarde o porto de Lisboa, através da terceira ponte sobre o Tejo.
Ana Paula Vitorino reconhece que a zona Norte de Lisboa "foi tratada de uma forma soft". Ou seja, face à ocupação do terreno e à capacidade actual do aeroporto da Portela, "não podemos ter uma grande plataforma na região Norte da Área Metropolitana de Lisboa". Numa questão existe unanimidade - é necessário planear um novo aeroporto para a região de Lisboa. A Portela não pode ser considerada uma solução de longo prazo.
Fonte: Diário de Notícias
(Arquivo Municipal)
Encerra o Teatro Apolo de Lisboa, para demolição.
“Tudo o que passa, tudo o que passa e nunca passa!”, por Pedro F. Ferreira, no Às duas por três...
As inscrições para a edição de 2007 do rali Lisboa-Dacar foram hoje encerradas, revelou a organização da prova rainha do todo-o-terreno mundial, que este ano partiu pela primeira vez da capital portuguesa.
Dois depois do fecho das inscrições para as motos, foram também encerradas nas categorias dos carros e camiões, nos dois casos com excesso de candidatos paras as vagas disponíveis (185 e 80, respectivamente).
"Pelo terceiro ano consecutivo, o Dacar tem todas as suas inscrições preenchidas, muito antes do seu início. É um sinal, mais uma vez, da enorme paixão internacional suscitada pelos valores do mais importante rali-raide do mundo", congratulou-se o director da prova, Etienne Lavigne.
Fonte: Lusa

A actriz norte-americana Mia Farrow vai ser homenageada pela Câmara Municipal de Lisboa quarta-feira, na abertura do Lisbon Village Festival, pelo seu papel como embaixadora da UNICEF, noticia a agência Lusa.
A cerimónia decorrerá no Teatro S. Luiz, com a presença de Mia Farrow e dos realizadores Randal Kleiser e Matt Cimber, cujos últimos filmes, «Red Riding Hood» e «Miriam», respectivamente, serão exibidos durante o Lisbon Village Festival em ante-estreia mundial.
Na mesma sessão será também apresentada uma curta-metragem sobre Lisboa do realizador de «Alice», Marco Martins, intitulada «Um ano mais longo», com argumento do escritor italiano Tonino Guerra.
Mia Farrow, 61 anos, celebrizou-se em 1968 pelo seu desempenho em «Rose mary's Baby», de Roman Polanski, e nos anos noventa, entrou em vários filmes dirigidos por Woody Allen. Filha do actor John Farrow e da actriz Maureen O'Sullivan, Mia Farrow foi baptizada com o nome de Maria de Lourdes Villiers Farrow. O Lisbon Village Festival, que decorre até dia 26 de Junho em varias salas da capital, inclui o primeiro festival europeu de cinema digital e a ante-estreia em Portugal do último filme do espanhol Pedro Almodovar, «Volver».
Fonte: Portugal Diário
Escritores portugueses e estrangeiros como Hélia Correia, João Aguiar, Amiri Baraka ou Robert Olen Butler vão reunir-se na International Conference of the Short Story in English, que decorre na Faculdade de Letras entre os dias 21 e 25. Segundo o secretariado do evento, mais de 40 autores vão participar no encontro - este ano na nona edição e subordinado ao tema "Views from the Edge: the Short Story Revisited" - que visa colocar em diálogo escritores, críticos e leitores interessados na arte do conto. No "site" da conferência, em www.fl.ul.pt/eventos/short_story, é explicado que o tema remete para o facto de Portugal se situar no extremo do continente europeu e de os contos estarem, por vezes, numa zona limite da prosa.
Fonte: Lusa
Os bairros históricos de Lisboa encheram-se com gente ávida de sardinhas assadas e vinho tinto. As artérias que se previam mais frequentadas foram cortadas ao trânsito muito cedo, o que fez com que a maioria das pessoas circulasse a pé pelos bairros históricos.
Cerca das 20h00, já era praticamente impossível encontrar em Alfama uma mesa ou um banco disponível para comer a sardinha assada, cujo preço esteve quase sempre no euro e meio. A partir dessa hora, o exercício mais vulgar de turistas e visitantes era o de subir e descer vielas e becos, observando a felicidade dos que, avisados, haviam chegado mais cedo.
Não só os retiros, improvisados e decorados pelos moradores, estavam apinhados, como as esplanadas dos restaurantes se enchiam de comensais. À mesma hora em que muitos visitantes procuravam uma mesa ou um banco, os moradores acotovelavam-se junto ao Largo do Chafariz de Dentro para se despedirem dos marchantes. "Vais linda, filha, vais linda!", gritava uma moradora para uma jovem que acabava de entrar no autocarro em direcção à avenida.
Como alternativa a Alfama, muitas pessoas acorreram ao cada vez mais popular Santo António da Bica e à Madragoa. A febre das sardinhadas estendeu-se também por toda a zona que vai de Alfama ao Terreiro do Paço. Não faltaram esplanadas na Rua do Jardim do Tabaco, quer junto a snack-bares e restaurantes quer em roulottes montadas para a ocasião. O Campo das Cebolas e a Ruas dos Bacalhoeiros foram também muito concorridos. Os donos dos restaurantes desta última transformaram a rua num mar de esplanadas.
A afluência era tanta que junto a uma roulotte instalada entre a Rua do Jardim do Tabaco e a Avenida Infante D. Henrique, sob o som de música brasileira, houve mesmo quem lutasse por uma mesa. "Malcriadão, ordinário!", gritavam duas raparigas, a quem um homem retirou a mesa onde se haviam sentado. "É uma pouca vergonha!"
A Rua das Portas de Santo Antão, essa, beneficiou da proximidade da Avenida da Liberdade, que se encheu de tal forma que muitas pessoas não puderam ver as marchas em grandes condições. As bancadas metálicas estavam repletas de apoiantes dos marchantes e o gradeamento não foi suficiente para toda a gente que quis observar o desfile. "Ie, ie, ie, Mouraria é que é!", gritavam jovens apoiantes da Mouraria, empoleirados numa plataforma metálica precária junto ao Teatro Tivoli.
Junto ao Marquês de Pombal, pela Rua de Brancaamp, estendiam-se os elementos das marchas que ainda não haviam desfilado, muitos deles com o nervosismo estampado no rosto. Outros aproveitavam para cumprimentar os familiares e amigos. "Ritinha, oh Ritinha, olha a fotografia, filha", gritava uma mulher do lado de fora da grade para uma marchante.
Fonte: Público
No largo da igreja da mais periférica, mas também mais jovem freguesia de Lisboa, a Charneca, moram, há pouco mais de um mês, uma dezena de oliveiras centenárias. Quem não conheça esta freguesia e o seu centro histórico, pensará que aqueles exemplares sempre ali viveram, junto àquela igreja. Mas não é assim. As oliveiras vieram de longe, do concelho de Mourão, de uma pequena e pacata aldeia que já não se encontra nos mapas: a submersa aldeia da Luz, inundada pelas águas de Alqueva.
Aquando da reabilitação integral do largo da Igreja da Charneca do Lumiar, a presidente da junta de freguesia, Graça Ferreira, pediu à Câmara de Lisboa algumas oliveiras. A autarquia não tinha nenhum exemplar, mas encetou os contactos com outras autarquias do país. Foi então que surgiu esta oportunidade, tendo a freguesia da Charneca pago apenas o transporte das árvores do Alentejo até Lisboa.
Foram abatidas cerca de 1,2 milhões de árvores na zona da albufeira de Alqueva. Foi possível, porém, salvar algumas das árvores. Uma das iniciativas da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA) foi o transplante de árvores para a Herdade da Coitadinha, onde nasceu o Centro de Interpretação Ambiental do Projecto de Alqueva. Esta herdade, situada em Barrancos, acolheu algumas espécies vegetais dominantes na área a inundar pela albufeira de Alqueva. A adesão a esta operação de transplante, quer por parte de empresas públicas e privadas, quer por parte de particulares, superou as expectativas. A EDIA disponibilizou mais de 10 mil árvores para transplante - a maioria das quais oliveiras, por se tratar da espécie com maior taxa de sucesso - e foi assim que a Charneca ganhou oliveiras alentejanas, como Oeiras (na foto) já tinha ganho algumas em 2001.
Fonte: Público
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Pelo terceiro ano consecutivo, Alfama conquistou, na madrugada de ontem, o primeiro lugar no concurso das Marchas Populares de Lisboa. Mas a morte, anteontem à noite, de um dos fundadores do Centro Cultural dr. Magalhães de Lima e grande impulsionador da marcha, impediu que o bairro festejasse o título. Ontem à tarde, o ambiente junto à sede do clube - onde o corpo de José Júlio estava a ser velado, por seu desejo - era de grande consternação e pesar. O silêncio e o negro do luto contrastavam com o colorido dos fatos que, na noite de segunda-feira, já depois de conhecida a notícia, insistiram em desfilar na Avenida da Liberdade, conquistando o primeiro lugar do pódio e uma mão cheia de prémios especiais
Carlos Mendonça, ensaiador da marcha de Alfama desde 1990, resumiu, assim, o sentimento da população "É uma vitória muito dorida. Uma vitória que não podemos disfrutar em pleno porque há uma mágoa muito grande". A morte do impulsionador da marcha e ex-presidente do clube foi assinalada, durante o desfile, em frente à tribuna de honra, com um longo minuto de silêncio, aplaudido pela assistência. Muitos marchantes traziam os olhos vermelhos do choro e houve até quem não conseguisse conter as lágrimas durante a exibição.
José Júlio, 51 anos, sócio nº 2 do clube, nascido e criado em Alfama, pai de duas marchantes, estava doente desde Fevereiro. No dia em que a marcha se apresentou no Pavilhão Atlântico, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), que lhe paralisou a face. Anteontem, acabou por sucumbir ao cancro que o atacava, deixando inconsoláveis familiares e amigos.
"Morreu o nosso melhor troféu. O nosso melhor troféu está ali dentro", dizia, à porta do centro cultural, um familiar inconformado. "Ele foi tudo. Não há ninguém igual a ele", confirmavam os amigos, explicando que, em sinal de respeito, o arraial que estava preparado para o largo em frente ao centro foi cancelado.
Ao contrário do que sempre acontece nesta noite, o regresso da marcha ao bairro foi feito em silêncio e sem música. Segundo Carlos Mendonça, a maioria dos marchantes recolheu a casa, apenas alguns ficaram a pé à espera dos resultados. Contudo, apesar de terem alcançado a 13ª vitória na história das marchas, não havia ontem quem falasse da classificação.
O funeral de José Júlio sai hoje, pelas 15.30 horas, do Centro Cultural dr. Magalhães de Lima para o cemitério do Alto de São João. A marcha vencedora há-de desfilar no bairro, em dia a agendar.
Fonte: Jornal de Notícias
As fortes chuvas que se fizeram sentir durante a madrugada desta quarta-feira em Lisboa fizeram disparar o número de chamadas telefónicas com pedidos de ajuda aos Sapadores Bombeiros de Lisboa. Alfama, Mouraria, Bairro Alto e Cais do Sodré foram as zonas mais afectadas.
O período mais complicado registou-se entre as 02h45 e as 06h00, com inúmeras inundações em casas, lojas e na via pública, não havendo danos pessoais a lamentar. Algerozes entupidos e sistemas de escoamento de água obstruídos foram os principais problemas detectados.
Também o distrito de Beja sofreu com a intempérie, sendo que o mau tempo vai manter-se durante os próximos dias, com previsão de instabilidade e aguaceiros até ao próximo sábado, sobretudo nas regiões do interior Centro e Norte.
Fonte: Correio da Manhã
Lisboa atinge os 43 graus centígrados, a temperatura mais elevada registada na capital portuguesa até à data.
O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, anunciou hoje o reforço de 150 agentes para a Polícia Municipal, uma revindicação antiga da autarquia para suprimir o défice de profissionais nos quadros daquela força municipal.
A Câmara de Lisboa tem-se queixado nos últimos anos de falta de profissionais na Polícia Municipal, que devia ter um quadro com 900 agentes e apenas tem 400, e disponibilizou-se para pagar a formação dos futuros agentes.
“Conseguimos fazer valer junto do Governo, no final do ano passado, uma reivindicação de mais polícias municipais, porque estávamos já com um défice muito significativo no quadro de pessoal e ainda esta ano virão mais 150 agentes”, afirmou Carmona Rodrigues à agência Lusa no final da cerimónia de homenagem que a autarquia prestou à PM e ao Regimento Sapadores Bombeiros.
O autarca salientou a importância do reforço dos 150 agentes para a actividade da Polícia Municipal. “É um reforço muito importante e significativo”, salientou Carmona Rodrigues, lembrando que os agentes “estão a ser formados na PSP a custas da Câmara de Lisboa”.
A Câmara “está sempre atenta” às necessidades humanas das forças municipais, mas também no que respeita à renovação de equipamentos e instalações, sublinhou.
Carmona Rodrigues enalteceu ainda o trabalho desenvolvido pelo Regimento Sapadores Bombeiros de Lisboa, afirmando que são “um exemplo de boas práticas e de capacidade”.
O autarca acrescentou que “mais do que meios humanos”, os Sapadores Bombeiros necessitam de mais equipamento e de renovação de instalações, e nesse sentido a Câmara vai iniciar obras de beneficiação no quartel na Defensor de Chaves”.
Fonte: Público on line
A edição de hoje do Diário Económico publica um extenso e completo trabalho sobre o que vai mudar na Baixa, incluindo uma entrevista com a ministra da Baixa-Chiado. A não perder.
No Bairro dos Sete Céus (Lumiar) o clima é de guerra entre os pais de vários alunos do 1.º Ciclo e a coordenadora da escola n.º 77. Ontem não houve aulas – os professores fecharam a escola devido à insegurança. Eduardo Jerónimo, de 12 anos, aluno do 4.º ano, está no centro da história: “Estava a comer umas laranjas com uns colegas e deixei cair um caroço. A professora disse para eu apanhar, houve um colega que lhe chamou nomes e ela deu-me uma chapada. Fartei-me de chorar”, recorda.
“Uma senhora que conhecemos, também cigana, ia a passar e viu o miúdo a chorar no recreio. Entrou e perguntou à professora porque é que lhe bateu. Depois deu-lhe uma chapada também”, conta Maria Pilar, a mãe. O miúdo confirma. “Foi bem dada, se fosse eu dava-lhe mais”, frisa Maria Pilar. “O Eduardo não chamou nomes a ninguém, é tudo mentira”, garante o pai, Francisco Jerónimo.
Os pais daquela escola acusam repetidamente os professores de baterem nos miúdos. “A minha filha já levou chapadas e foi empurrada contra uma parede e o meu sobrinho também já foi agredido”, conta Cláudia Caniça. “A professora é racista, mas aqui não moram só ciganos”, diz outra moradora.
Da escola, apenas a representante sindical foi autorizada a falar. Paula Adeganha, do Sindicato Democrático dos Professores da Grande Lisboa, refutou as acusações. “A professora desmente categoricamente essa agressão”. O director regional de Educação de Lisboa, José Leitão, disse não ter conhecimento de outras situações de violência física e verbal na escola, acrescentando que se houve algum problema, a própria escola resolveu-o.
SOCOS E PONTAPÉS
Também na sexta-feira, um professor da Escola Básica 2, 3 Dr. Francisco G. Carneiro, em Chaves, foi agredido por duas famílias, por alegado assédio sexual a duas jovens de 14 anos. Três pessoas – os pais de uma aluna e a mãe de outra – esperaram o professor ao fim da tarde no parque automóvel da escola e agrediram-no a soco e pontapé. O docente, que lecciona Português, recebeu tratamento hospitalar e deu conta da ocorrência à PSP.
Durante o inquérito referiu que lida com todos os alunos por igual. A PSP confirma a queixa e, segundo o comissário Almor Marinheiro, os três agressores já foram identificados.
Fonte: Correio da Manhã
Alfama venceu pelo terceiro ano consecutivo as marchas populares da noite de Santo António, em Lisboa, disse hoje à Lusa fonte da Câmara Municipal de Lisboa. Nos prémios de especialidade, Alfama ganhou a cenografia, a coreografia, o figurino, a análise global e o desfile na avenida, este último partilhado com Madragoa. A melhor letra das marchas pertenceu a Benfica, os Olivais venceram o prémio atribuído à musicalidade enquanto Alto do Pina, Mouraria e Bela Flor partilharam o melhor cavalinho. Alcântara está feliz foi o tema que conquistou o título de melhor marcha inédita.
A lista das classificações das marchas é a seguinte:
1. Alfama
2. Madragoa
3. Alcântara
4. Castelo
5. Mouraria
6. Marvila
7. São Vicente
8. Beato
Campolide
9. Bica
Olivais
10. Lumiar
Carnide
11. Alto do Pina
Graça
12. Bela Flor
13. Bairro Alto
Santa Engrácia
14. Ajuda
15. Benfica
Fonte: Lusa
16h30 Das Pessoas em Pessoa. Espectáculo do actor e encenador Ricardo Bargão, integrado nas comemorações do 118.º aniversário do nascimento Fernando Pessoa. No Museu do Traje (Lg. Júlio Castilho).
17h Campanha de Adopção de Animais em Oeiras. Uma oportunidade para adoptar um animal de companhia. Decorre até sábado, no Jardim Municipal.
21h Alkantara Festival. Continua o Festival Internacional de Artes Performativas, com o espectáculo The World in Pictures, da companhia inglesa Forced Entertainment. No Teatro Municipal São Luiz (R. António Maria Cardoso, 38).
21h30 Arraial de St.º António com Fado. Uma iniciativa do Museu do Fado (Lg. do Chafariz de Dentro, 1). Com Yola Dinis, Isabel Noronha, Ana Maria, Marco André e José Manuel Barreto.
22h Festival Emerge. Arranca o festival de bandas emergentes, com a actuação dos Peace Revolution e dos Bandex. Entre a actuação das várias bandas, o festival será animado pelo Dj Nelassassin. No Teatro Variedades, no Parque Mayer.
AJUDA
Largo da Paz e Rua D. Vasco
ALCÂNTARA
Rua da Academia de Santo Amaro
BEATO
Rua Alves Fragoso, Rua Nova do Grilo e Rua Dr. Manuel Espírito Santo (Bairro Quinta do Ourives)
CAMPO GRANDE
Largo nas traseiras das Ruas Florbela Espanca e Fernando Pessoa
CAMPOLIDE
Rua de Campolide e Rotunda à entrada do Bairro da Liberdade
CARNIDE
Rua Neves Costa (Largo do Coreto)
CHARNECA
Campo das Amoreiras
MARVILA
Bairro das Amendoeiras (adro da igreja paroquial)
PRAZERES
Rua Possidónio da Silva (traseiras das instalações dos Inválidos do Comércio)
PENA
Calçada de Sant"Ana
SANTA MARIA DE BELÉM
Largo Luís Alves Miguel
SANTA MARIA DOS OLIVAIS
Rua Circular Norte/Bairro da Encarnação; Rua Vila Sena; Rua Cândido de Oliveira
SÃO MIGUEL
Largo de São Miguel; Largo de São Rafael, Escadinhas de São Miguel; Rua da Adiça; Rua da Regueira, Rua Castelo Picão; Largo do Salvador; Rua Norberto Araújo; Calçadinha da Figueira
SÃO MAMEDE
Largo Hintze Ribeiro
SÃO PAULO
Rua dos Cordoeiros; Largo de Stº Antoninho; Calçada da Bica Pequena; Calçada da Bica Grande; Beco dos Aciprestes; Travessa do Cabral; Travessa Bica Grande
SÃO VICENTE DE FORA
Rua Voz do Operário
SANTA ENGRÁCIA
Calçada dos Barbadinhos
PARQUE DAS NAÇÕES
Praça D. Carlos I (junto ao Oceanário)
O trânsito é encerrado a partir 17h00 entre o Marquês de Pombal e o Rossio. Os transportes públicos funcionam até às 19h00 nas laterais da Avenida da Liberdade, que a partir dessa hora também encerram, sendo o Metro a única alternativa para chegar ao local.
Fonte: Público
Feira do Livro fecha hoje. Livros do dia que valem a pena e sessões de autógrafos previstas.
Sessão de Autógrafos com Pedro Almeira Vieira
17:30
Pedro Almeida Vieira vai autografar o livro "O Profeta do Castigo Divino", junto dos pavilhões 64 a 69 da D. Quixote
Sessão de Autógrafos com Fernando Pinto do Amaral
17:30
Estará a autografar o livro "Área de Serviço e outras Histórias de Amor", o escritor Fernando Pinto do Amaral, nos pavilhões 64 a 69 da D. Quixote
Sessão de Autógrafos com Pepetela
17:30
O escritor Pepetela estará na Feira do Livro para autografar a sua obra "Predadores", junto dos pavilhões 64 a 69 da D. Quixote
Sessão de Autógrafos com Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada
Título: Legendas de Lisboa
Autor(es): Norberto de Araújo
Stand: Pavilhão 120 e 121
Editor: Vega
Título: O Inverno em Lisboa -pav.5
Autor(es): António M. Molina
Stand: Pavilhões 4 a 9
Editor: Editorial Notícias - Casa das Letras
17:30
As escritoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada estarão na Editorial Caminho, pavilhão 86 das 17:30 às 19:30
Sessão de Autógrafos com José Saramago
17:30
O escritor José Saramago estará presente no pavilhão 84 da Editorial Caminho das 17:30 às 19:30
Sessão de Autógrafos com Maria Gabriela Llansol
19:00
Gabriela Llansol fala a propósito do seu último livro: "Amigo e Amiga — Curso de Silêncio de 2004" nos Pavilhões 71 e 72 da Assírio
Fonte: Feira do Livro
Alfama à espera da invasão antonina
A noite de Santo António festeja-se em toda a Lisboa mas é em Alfama que a maior quantidade de sardinha e vinho tinto da cidade espera um manancial de foliões. Ontem fomos ver os últimos preparativos. Os santos não são só marchas, como se pode comprovar nos locais onde se expressa a cultura de rua. Para que se divirta sem percalços, ficam também alguns conselhos.
Pelas ruelas, becos e escadarias do bairro histórico mais castiço de Lisboa, os moradores retocam o que há a retocar na madeira dos balcões e das mesas dos retiros e calculam quantas sardinhas vão vender hoje à noite. "Uhhhh, isto é uma loucura. Na noite de sábado, não era ainda noite de Santo António e esgotei 150 quilos de sardinha", comentava ontem um morador e dinamizador de um retiro.
Por toda a Alfama, as ruas e ruelas estão decoradas com arcos e balões e qualquer páteo serve para os moradores montarem o respectivo retiro: umas mesas, uns bancos de madeira compridos, um assador, muito vinho, cerveja, muita febra e muita sardinha.
Ontem, cerca das 11h00, António Carvalho e mais dois habitantes, aprimoravam o Retiro dos Tesos. "O nosso retiro não é muito grande, há os que ocupam áreas muito maiores", comentava António enquanto pregava um balcão. "Estivemos a aumentar aqui o local, já colocámos as luzes. Amanhã (hoje) pode cá passar, que vamos ter sardinha assada, bacalhau e chouriço assado. A partir das 19h00, já temos aqui clientela e é clientela certa que vem para aqui todos os anos".
No Largo de São Miguel, três homens discutiam entre tábuas de madeira, bancos e mesas. Ali, o arraial é maior e exige mais trabalho. "Eu bem disse que aquele lado não é dali", dizia um. "Encosta lá isso, sai lá daí", dizia outro.
Se há quem se disponha a vender a sardinha a euro e meio a unidade, a maioria dos retiros do bairro deverá vendê-la hoje à noite a um euro, enquanto uma dose de febra deverá custar 6,5, uma dose de entremeada o mesmo, o chouriço custará seis euros e o caldo verde 1,5. Para acompanhar, o jarro de sangria andará pelos sete euros, a sangria pequena metade, um jarro grande de vinho custará cinco euros, um jarro pequeno 2,5. A imperial custa 1,5 euros, tal como os sumos e colas.
Este ano, ao contrário de outros anos, já muita gente tem acorrido a Alfama. "Não costuma ser assim. Costumamos ter a noite de Santo António com a grande enchente, mas este ano está a ser demais. No sábado já não se podia andar aqui", comentava José Pires, que montou o Retiro do Beco com a ajuda dos familiares: "Sou eu, a minha mulher, dois filhos, o meu genro...todos ajudam..."
Fosse a animação do conjunto a tocar num palco do vizinho Largo de São Miguel ou a maior publicidade feita este ano às festas, o que é certo é que em 2006, elas começaram mais cedo para José Pires. "Às duas da manhã de domingo esgotou a sardinha, já só vendi febras e entremeadas. Tive aí gente de todo lado, estava aí um grupo de oito pessoas do norte. Havia muitos turistas. Uh, comem muita sardinha. Esteve aí um grupo de 12 pessoas que comeram 250 delas!"
Logo à noite, José Pires espera a confusão: "Já encomendei 300 quilos de sardinha e conto vender tudo. Mal acabem as marchas na Avenida da Liberdade, vem tudo por aí acima. É o pandemónio do costume, já se sabe".
Junto à porta da Junta de Freguesia de São Miguel, um monte de bancos de madeira espera pelos foliões da noite. Por todo o bairro, além dos retiros, há balcões atrás dos quais se escondem barris de cerveja, se vende ginja ou amêndoa amarga. "Ginjinha de Almeirim", lê-se num cartaz atrás de um balcão. Mais acima, no Café Cunha, na Rua Castelo Picão, Nuno Cunha, 35 anos comparava o bairrismo de Alfama com o de outros bairros. "Já fui a muitos bairros. Em nenhum se vive os Santos Populares como em Alfama. Por alguma coisa, a marcha de Alfama é a rainha das marchas".
Apesar da enchente que se adivinha para esta noite, o Café Cunha vai fechar como sempre às 21h30. "A partir de uma certa hora, não compensa. Temos de levar com pessoal que já vem bebido. Se partirem um retiro, aquilo é só tábuas...aqui este balcão vale muito dinheiro".

Importado de Espanha ou cultivado em Lisboa, o manjerico é a planta rainha das festas populares da cidade. Nos arraiais é tradição ostentar um cravo de papel e uma quadra popular, quanto mais patusco melhor. Depois de chegar a casa, deve ser guardado em local arejado e de preferência longe do sol directo. Com um tempo de vida que não costuma ultrapassar os 30 dias, para se manter bonito e saudável não deve ser regado directamente, devendo a água ser colocada numa base que se põe debaixo do vaso. Pode também borrifá-lo fora das horas de maior calor. E para que não definhe não deve cheirá-lo nunca directamente com o nariz. O preço ronda os cinco euros, mas em noite de Santo António pode ir além disso.

Ninguém sabe porquê, mas a verdade é que o caldo verde se tornou a sopa eleita das noites de folia e o Santo António não é excepção. Couve cortada em ripas finas, batata em puré e rodelas de chouriço acondicionam os estômagos depois de muita bebida. O caldo verde come-se em malgas de barro, acompanhado por uma fatia de broa de milho.

Em cima de uma fatia de pão ou no prato, acompanhada por uma salada de pimentos, a sardinha assada é definitivamente o pitéu da noite. Gordas e a espirrar ómega 3, as sardinhas cheiram à distância nas ruas, onde os assadores a carvão se multiplicam até ao infinito tendo, por norma, os homens ao comando da delicada operação de as deixar "no ponto". Nem esturricadas, nem com vestígios sangrentos nas entranhas. Nos arraiais de Lisboa deve estar preparado para pagar entre 1,5 euros e 2,5 euros por unidade.
Não há santos populares, sem arcos, balões e festões. Os dois últimos, nos bairros populares funcionam um pouco como os enfeites da árvore de Natal: ficam a alegrar a rua ou a casa durante Junho e depois são guardados para o ano seguinte. Já ninguém os fabrica em casa e na baixa lisboeta existem lojas especializadas que vendem balões entre os 2,5 e os cinco euros. Os festões são vendidos em rolos, entre os três e os dez metros. Já os arcos são fabricados nas próprias colectividades de bairro, obedecem a desenhos próprios, sigilosamente guardados, e têm de ser confeccionados em materiais leves para que os marchantes os possam carregar. Em regra a estrutura é feita em arame, forrada com papéis coloridos, cartões prensados, purpurinas e alguns têm sistemas de iluminação a pilhas.
Vendida a copo, de plástico, que existem normas que desaconselham a sua venda em garrafa de vidro, para evitar desastres de maior, a pouco e pouco tem vindo a ganhar a preferência dos mais novos. O preço habitual é de 1,5 euros por copo de 20 centilitros. O vinho tinto também continua a ter adeptos ferrenhos, especialmente entre os mais velhos, e se em copo pode custar entre 0,80 centímetros e um euro, em jarro varia entre os cinco e os 10 euros, dependendo da qualidade. A sangria, mistura de vinho tinto, gasosa, sumo de laranja, uma bebida alcoólica mais forte, como a vodca, açúcar, pedaços de laranja, limão e maçã, também tem adeptos. O jarro de 7,5 decilitros ou um litro pode custar entre os seis e os 10 euros.
Fonte: Público
É fundada a Associação Comercial de Lisboa.
"Estou há dois dias em Formação, e é incrível, como pernoitando na melhor zona de Lisboa (Parque das Nações) consigo perceber o significado da palavra «solidão». Numa cidade que é dez vezes maior do que Aveiro! O bom tempo faz-se sentir dia e noite e ainda tenho a Torre Vasco da Gama, os restaurantes e bares, os jardins, o Centro Vasco da Gama, o Oceanário, o Pavilhão do Conhecimento, o recém inaugurado Casino de Lisboa, a FIL, o teleférico, o Tejo, as excelentes zonas pedonais, bingo, bowling, etc, etc, etc. Mas faltam-me...as pessoas. A familia e os amigos. Tomo o pequeno almoço, almoço e janto sózinho. Passeio sózinho. Adoro Lisboa (nunca como Aveiro, atenção!) mas ...com companhia."
Pedro Neves, em Aveiro Sempre
Em Portugal há feiras de livros há 76 anos mas, para quem só conhece uma, a de Lisboa, e só na versão Parque Eduardo VII - onde está há 26 anos -, parece que nunca nada mudou. Mais do que grave, isso é estranho. Mais incompreensível ainda, porém, é a lamentável e monótona novela anual de lamentações sobre, precisamente, a falta de mudança.
Este ano, os comentários, críticas, crises e polémicas são iguais aos do ano passado, e aos do ano antes desse, e antes e antes. E por isso, ler as notícias sobre as feiras do livro publicadas nos jornais dos últimos 15 anos é um exercício particularmente aborrecido. Os títulos são quase iguais e o discurso também. As associações de editoras não se entendem, odeiam-se, aliás, de forma aberta (incluindo tristes episódios de cheques que andaram para trás e para a frente). As editoras queixam-se da má divulgação que as câmaras municipais fazem da feira; questionam o local e dizem que o modelo "está gasto e saturado"; falam de "desorganização" e "falta de condições"; e apelam a uma "modernização urgente". No fim, e porque nunca há números rigorosos (nem de vendas nem de público), todos fazem contas diferentes e falam como se estivessem cada um na sua órbita.
É claro que, pontualmente, há novidades. Em 2004, por exemplo, a câmara de Lisboa disse que o futuro passaria por um modelo "com países convidados", e agora, dois anos depois, Angola é de facto o país convidado (o primeiro de um ciclo PALOP). Mas a feira começou sem programa de Angola (o pavilhão, triste e semivazio, vendeu 150 livros nos primeiros 12 dias) e a própria APEL admitiu que esta "mudança" tinha sido uma "oportunidade perdida".
Indo mais atrás, há também - e isto não é um estudo rigoroso, apenas a pasta do centro de documentação do PÚBLICO - um artigo na revista Vida Mundial de 1975 (assinado por L.M.R.) cujo título é Feira do Livro - A mesma feira.
No Verão quente de 75, o autor, livreiro, diz, no balanço da 45ª feira, que é preciso fazer uma pergunta: "Valerá a pena fazer-se uma Feira do Livro assim, como esta se faz, de ano para ano, à entrada do Verão, em Lisboa, numa Avenida da Liberdade?" Uma feira que, continua, tem as mesmas editoras, os mesmos livros, os mesmos descontos (aliás, iguais aos de hoje) e não "leva o livro ao público", mas apenas "à rua"? (Nesse ano, as novidades foram a estreia absoluta de duas editoras na feira - a Editorial Avante e a Vento de Leste.) Concluiu que a feira é um fait-divers e que, "bem vistas as coisas, não tem importância nenhuma". Porque "tem que se começar pelo princípio", e o livro está apenas "no meio".
Trinta anos depois, já não se aguenta a feira como ela é, nem os argumentos contra a feira como ela é, nem os que a criticam como ela é. Sugere-se um voo de balão para refrescar e ver as coisas mais claras, de cima, a olhar para a floresta. Ou que se faça uma feira no próprio balão.
A feira do Porto fecha hoje e a de Lisboa depois de amanhã. A de Lisboa tem estado vazia - teme-se os piores balanços em anos. E foi de facto constrangedor ver na terça-feira, às oito da noite, o Parque Eduardo VII quase vazio e o Nobel José Saramago sem ninguém a quem dar autógrafos.
Fonte: Público
O Santo António vai sair para a rua amanhã em Lisboa, mas no Miradouro de Santa Catarina, ao Adamastor, o bailarico será outro. Entre as 16h e as 2 da manhã, a festa faz-se ao ritmo das músicas urbanas, numa celebração das culturas de rua, reflectindo também uma cidade em mudança.
É arraial, bailarico, festa. É amanhã, noite de Santo António, em Lisboa. Mas não há sardinhas assadas, fado, música ligeira, marchas populares e todos os outros emblemas dos Santos Populares. No Miradouro de Santa Catarina, ao Adamastor, entre as 16h de segunda e as 2h da manhã, far-se-ão ouvir músicas africanas, músicas de fusão afro-europeia ou sons urbanos como o hip-hop, o reggae ou drum & bass.
Quase sem querer, porque surgiu de forma espontânea, na rua, claro, o evento Popular Soundclash está a transformar-se na celebração de culturas de rua que Lisboa nunca teve, convertendo-se, em simultâneo, numa alternativa ao Santo António tradicional.
Será a terceira edição do Popular Soundclash, propondo formatos de cultura urbana, assentes na música, na arte de rua ou na videoarte. É também o reflexo de uma cidade em mutação. "Lisboa está a transformar-se, a enriquecer-se, a adquirir novas formas de celebrar as manifestações populares. É interessante que haja quem apresente coisas para além daquilo que já conhecemos do Santo António", diz Kalaf, poeta, cantor, membro dos 1-Uik Project e da editora Enchufada e que actua no acontecimento com os Buraka Som Sistema. "Se existem alternativas, tanto melhor. A cidade necessita de diversidade. O Popular Soundclash é mais uma. Tomara que noutro extremo da cidade haja alguém a fazer outras coisas estimulantes", acrescenta Kalaf.
A ideia nasceu em 2004 quando a divisão portuguesa da Red Bull Music Academy (um organismo internacional atento a novas realidades urbanas que, uma vez por ano, em regime de laboratório, reúne agentes musicais de todo o mundo), teve a iniciativa, pioneira em Portugal, de construir de raiz um "sistema de som" - um conceito popularizado na Jamaica nos anos 50 e que consiste na execução de unidades móveis com um som vigoroso, onde músicos ou DJ podem expor a sua música.
Fonte: Público
Novos Lisboetas, de Sérgio Tréfaut, é um filme-instalação que parte do universo de mais de 500 mil imigrantes que nos últimos dez anos chegaram a Portugal, um país de dez milhões de habitantes. De onde vêm? Em que acreditam?
Fundação Gulbenkian (entrada do Museu Gulbenkian). Av. de Berna. Tel.: 217823000.
Entrada Livre.
O coreógrafo Panaibra Gabriel e a sua companhia levam ao Maria Matos um espectáculo que parte da história do seu país, Moçambique, para questionar as relações humanas e reflectir sobre os problemas sociais que afectam a ilha.
Festival Alkantara.
LSBOA Teatro Municipal Maria Matos. Av. Frei Miguel Contreiras, 52. Tel.: 218438801. Hoje às 19h.
Bilhetes a 5 e 10 euros.
Bandeiras e Cércea, por João Céu e Silva, no Diário de Notícias.
Como se não bastasse ter ficado em último lugar no concurso das marchas populares do ano passado, o bairro da Graça já nem o Santo António pode comemorar. Isto porque um morador (e apenas um!), ou melhor, o pai de uma moradora quis pôr fim à folia que, ano após ano, se vivia nas ruelas desta zona da cidade durante o mês de Junho, nomeadamente nos dias que antecedem o Santo António.
"Há dois anos, o pai de uma vizinha foi à câmara queixar-se do barulho e esta atribuiu-nos licença para fazermos o arraial só até à meia-noite. Como não compensa, acabou-se a festa." É com alguma mágoa que Luís Filipe Andrade, presidente do Clube Desportivo da Graça - entidade que organiza a marcha -, aceita esta decisão "imposta por apenas um indivíduo".
Embora continue a trabalhar no sentido da marcha da Graça conseguir combater os resultados que tem alcançado "do meio da tabela para baixo", aquele responsável é o primeiro a admitir que "no bairro da Graça o Santo António já era. Tudo se resume à marcha".
Os moradores, bem como o presidente da junta de freguesia, vêem--se obrigados a concordar. "Nesta altura, a Graça é um local de passagem porque não tem a tradição do Castelo ou de Alfama", considera Pedro Barbosa, que mora neste bairro vai para vinte anos.
Também o presidente da junta, Paulo Quadrado, que aqui nasceu e mora há 47 anos, reconhece que "as festas têm vindo a decair de ano para ano". Assim, no Largo da Graça, onde antigamente se fazia "um arraial à séria durante o mês de Junho e onde até chegou a actuar o Herman José", está hoje apenas a roulote Zeca Diabo, que dias antes da grande noite de 12 para 13 serve comes e bebes até à meia-noite.
O tempo dos retiros com arcos e balões já lá vai mas, para que a data não passe em branco, há alguns resistentes que na noite de Santo António (e só nessa) servem sardinha e outros petiscos. O Retiro da D. Laura, junto à Tasca do Jaime; o dos escoteiros, no Jardim da Graça e o do Maria Pia Sport Clube são a oferta da Graça para este Santo António. Quem sabe se para o ano há mais e a festa volta a ter graça...
Fonte: Diário de Notícias
Outro dia grande na Feira do Livro, com autógrafos para todos os gostos. Só não percebo por que razão puseram Margarida Rebelo Pinto a dar autógrafos às 19 horas. Vão pôr-lhe uma televisão ao lado?
Sessão de Autógrafos com David Machado
15:00
David Machado estará a autografar as suas obras no pavilhão 56 da Editorial Presença
Sessão de Autógrafos com Filipe Faria e Sandra Santos
15:00
Filipe Faria e Sandra Carvalho estarão presentes numa sessão de autógrafos, junto do pavilhão 57 da Editorial Presença
Sessão de Autógrafos com Júlio Isidro
16:00
Júlio Isidro estará no pavilhão I-6 da Asa Editores em sessão de autógrafos
Sessão de Autógrafos no Pavilhão 124 da Alêtheia Editores
16:00
Pelas 16 horas, Vasco Graça Moura, autor de "O Poema sobre o Desastre de Lisboa de Voltaire", Joaquim Aguiar, autor do "Fim das Ilusões-Ilusões do Fim", e Teresa Rebelo "Condessa d’Edla, a Cantora de Ópera Quasi Rainha de Portugal e Espanha", reunir-se-ão para uma sessão de autógrafos no pavilhão da Alêtheia Editores
Presença da autora Manuela Ribeiro
16:00
A autora da Colecção "Aventuras de Miguel e Ricardo", Manuela Ribeiro, estará na Feira do Livro, nos pavilhões 127 e 128 da Ambar
Sessão de Autógrafos com João Melo
16:00
O escritor João Melo estará a autografar as suas obras no pavilhão 85 da Editorial Caminho
Sessão de Autógrafos com Vitor Reis
16:00
Estará presente na Tenda dos Pequenos Editores, para sessão de autógrafos, o escritor Vitor Reis, com a obra "A Arbitragem do Futebol", editada pela Sete Caminhos
Sessão de Autógrafos com Mário Cordeiro
16:00
Estará presente em sessão de autógrafos, organizada pela Esfera dos Livros, o escritor Mário Cordeiro, com a sua obra "O Grande Livro do Bebé", no pavilhão 137 da Sodilivros
Sessão de Autógrafos com João Matias
16:00
O escritor João Matias estará a autografar o seu livro "O Fim de um Poeta", no pavilhão 15 da Editorial Minerva
Sessão de Autógrafos com José Abrantes
16:00
Estará presente no pavilhão 50 da Asa Editores o escritor José Abrantes
Sessão de Autógrafos com Teresa Lima
16:00
Teresa Lima estará a autografar a obra infantil "Soldadinho de Chumbo" junto dos pavilhões 64 a 69 da D. Quixote, em conjunto com José Jorge Letria
Sessão de Autógrafos com António Torrado
16:00
Estará a autografar as suas obras no pavilhão I-14 da Civilização o escritor António Torrado
Sessão de Autógrafos com a ilustradora Danuta Wojciechowski
16:00
Estará presente no pavilhão 150 da Gailivro a ilustradora Danuta Wojciechowski
Sessão de Autógrafos com Urbano Tavares Rodrigues
16:00
Urbano Tavares Rodrigues estará na Feira do Livro para autografar a obra "O Eterno Efémero -O Cavalo da Noite (infantil), nos pavilhões 64 a 69 da D. Quixote
Sessão de Autógrafos com José Jorge Letria e André Letria
16:00
José Jorge Letria estará a autografar as obras infantis "Letras e Letrias" em conjunto com André Letria e "Soldadinho de Chumbo", junto dos pavilhões 64 a 69 da D. Quixote
Sessão de Autógrafos com Julieta Monginho
16:00
Estará presente nos pavilhões 64 a 69 da D. Quixote a escritora Julieta Monginho, para autografar o livro " A Construção da Noite"
Sessão de Autógrafos com Rita Ferro
16:00
Para autografar a obra "Não me contes o Fim", a escritora Rita Ferro estará nos pavilhões 64 a 69 da D. Quixote
Sessão de Autógrafos com Manuel Maria Carrilho
16:00
Manuel Maria Carrilho estará a autografar a sua obra "Sob o Signo da Verdade" junto dos pavilhões 64 a 69 da D. Quixote
Sessão de Autógrafos com José Jorge Letria
16:30
Estará presente no pavilhão 145 e 146 da Terramar, o autor José Jorge Letria a autografar as suas obras
Sessão de Autógrafos com Domingos Amaral
17:00
Das 17h às 18h30m, o escritor Domingos Amaral estará a autografar a sua obra "Enquanto Salazar Dormia", junto dos pavilhões 4 a 9 da Editorial Notícias (Casa das Letras)/Oficina do Livro
Apresentação de obras de Alexandra Caracol
17:00
Será feita a apresentação pela escritora Alexandra Caracol das suas obras "Resolver Traumas (com o passado)", "É Possível ser Feliz!", "Educar é Amar!", "Você não está Doido!" e "Relacione-se com Inteligência!", editadas pelas Edições Tanilunga, seguido de sessão de assinatura. A apresentação será precedida de uma audição com pequenas peças de violion executadas pela filha da autora, de 8 anos. No pavilhão 176 da Contramargem
Sessão de Autógrafos com Eduardo Osório Gonçalves
17:00
Das 17h às 20h, o autor Eduardo Osório Gonçalves estará a autografar a sua obra "Raízes da Beira", no pavilhão 140 da Dislivro
Sessão de Autógrafos com Jorge Coroado
17:00
Jorge Coroado marca presença na Feira do Livro no pavilhão 189 da Firstsellers
Actividades da "Histórias Contadas" em parceria com a revista "Os Meus Livros"
17:00
Na tarde de Domingo a Feira do Livro de Lisboa vai receber a visita de uns simpáticos homens-sanduíche, que irão proceder à leitura de diversos textos ao longo do percurso da feira, intervindo com os transeuntes e fazendo da sua actuação um desafio a todos os que se passeiam pelo recinto. Estas leituras estarão a cargo da Histórias Contadas-Associação Cultural e dos actores Alexandra Diogo e Miguel Simões. As intervenções, que estarão a cargo dos actores da companhia Histórias Contadas, decorrerão sempre em dose dupla, às 17h e 19h.
Sessão de Autógrafos com Tiago Rebelo
17:30
Tiago Rebelo estará no pavilhão 57 da Editorial Presença para autografar as suas obras
Sessão de Autógrafos com Armindo Reis
17:30
O escritor Armindo Reis estará a autografar o seu livro "Sorrisos" no pavilhão 25 da Plátano Editora
Sessão de Autógrafos com José Saramago
17:30
O escritor José Saramago estará no pavilhão 84 da Editorial Caminho entre as 17h30 e 19h30m
Sessão de Autógrafos com Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada
17:30
As escritoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada estarão no pavilhão 86 da Editorial Caminho entre as 17h30m e as 19h30m
Sessão de Autógrafos com Marta Gomes e Nuno Bernardo
17:30
Os autores Marta Gomes e Nuno Bernardo estarão a autografar as suas obras no pavilhão 56 da Editorial Presença
Sessão de Autógrafos com Alice Vieira
17:30
Entre as 17h30m e as 19h30m a escritora Alice Vieira estará a autografar as suas obras no pavilhão 86 da Editorial Caminho
Sessão de Autógrafos - Pavilhão 15 da Editorial Minerva
18:00
O escritor Pepedrópo estará a autografar o seu livro "Ver para Ser Diferente", no pavilhão da Editorial Minerva
Sessão de Autógrafos com José António Barreiros
18:00
José António Barreiros estará no pavilhão 159 da Prefácio para autografar as suas obras: "Espião Alemão em Goa", "O Homem das cartas de Londres" e "Nathalie Sergueiew-Uma agente dupla em Lisboa".
Sessão de Autógrafos com Pepedrópo
18:00
O escritor Pepedrópo estará na Editorial Minerva, pavilhão 15 para autografar a sua obra "Ver Para Ser Diferente".
Sessão de Autógrafos com Nuno Jerónimo e José Alexandre
18:00
Nuno Jerónimo e José Alexandre estarão no pavilhão 189 da Editora Firstsellers.
Sessão de Autógrafos com Fernando Alvim
18:00
Fernando Alvim estará no pavilhão 160 da Quasi Edições, para autografar a sua obra "No dia em que fugimos, Tu não estavas em casa".
Sessão de Autógrafos com Urbano Tavares Rodrigues
18:00
O escritor Urbano Tavares Rodrigues estará do pavilhão 55, da Asa Editores.
Sessão de Autógrafos com o Dr. Ramon de La Féria
18:00
O escritor Dr. Ramon de La Feria estará na Tenda dos Pequenos Editores, a autografar a sua obra "Biótica-Reflexões e Propósitos", numa sessão organizada pelas Edições Cosmos
Sessão de Autógrafos com Daniel Sampaio
18:00
O escritor Daniel Sampaio estará na Editorial Caminho, pavilhão 86.
Sessão de Autógrafos - Pavilhões 4 a 8 da Editorial Notícias/Casa das Letras
18:30
Jorge Araújo e Pedro Sousa Pereira, com a obra "Paralelo 75" e Possidónio Cachapa com "O Meu Querido Titanic", estarão em sessão de autógrafos, entre as 18h30 e as 19h30, junto dos pavilhões da Editorial Notícias (Casa das Letras)/Oficina do Livro
Sessão de Autógrafos com Margarida Rebelo Pinto
19:00
Margarida Rebelo Pinto estará a autografar a sua obra "Diário da Tua Ausência", das 19h às 20h30, junto dos pavilhões 4 a 9 da Editorial Notícias (Casa das Letras)/Oficina do Livro
PROGRAMA:
15:00
Conferência com a jornalista argentina Patricia Kolesnicov
Local: Auditório
Organização: Editorial Caminho
Patricia Kolesnicov é autora do livro "Biografia do meu Cancro", recentemente publicado pela Editorial Caminho. A conferência irá decorrer das 15h às 16h30m
15:00
Lançamento de "Maus Tratos à Criança"
Local: Foyer
Organização: Climepsi
De Maria do Céu Azevedo e Ângela da Costa Maia. Seguido de sessão de autógrafos.
17:00
Sessão de lançamento do livro "O Inferno do Condomínio"
Local: Foyer
Organização: Gradiva Publicações
Livro da autoria de Nuno Costa Santos, com ilustrações de João Pedro Gomes
17:00
"Lisboa, 750 Anos Depois: balanço e novos projectos para novos desafios"
Local: Auditório
Organização: Câmara Municipal de Lisboa/Cultura
António Carmona Rodrigues (ac), José Amaral Lopes (ac), Raquel Henriques da Silva (ac), Helena Roseta (ac), Diogo de Abreu (ac). Moderação de Teresa Craveiro (ac).
22:00
"Cidade e Democracia: 30 Anos de Transformação Urbana em Portugal"
Local: Auditório
Organização: Editora Argumentum
Edição bilingue Português/Espanhol
Fonte: Feira do Livro
São inaugurados o túnel ferroviário e a estação de caminhos-de-ferro do Rossio, em Lisboa.
Nasce, em Coimbra, o compositor português José António Carlos de Seixas, organista da Sé de Coimbra, vice-mestre da Patriarcal de Lisboa.
Moradores Lóios e Amendoeiras exigem alteração contrato IGHAPE/Fundação
Lisboa, 10 Jun (Lusa) - Os moradores dos bairros lisboetas dos Lóios e Amendoeiras exigiram hoje alterações ao contrato de transferência de quase 1.500 fogos do extinto IGHAPE para a Fundação D. Pedro IV, alegando que não defende o interesse público. Os moradores das Amendoeiras reuniram-se hoje em plenário para debaterem as decisões da Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades transmitidas na passada quarta-feira pelo secretário de Estado, João Ferrão, numa reunião com as comissões dos moradores dos bairros.
Em causa está a transferência da propriedade de 1.451 fogos do extinto Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado (IGHAPE) para a Fundação D. Pedro IV através de um auto de cessão de património. Em declarações à agência Lusa, Carlos Palminha, da Comissão de Moradores das Amendoeiras, adiantou que a Secretaria de Estado do Ordenamento pediu dois pareceres à Procuradoria-Geral da República e a um jurista independente sobre o auto de cessão, que concluíram que é demasiado vago e não garante a defesa do interesse público.
Segundo Carlos Palminha, a Secretaria de Estado decidiu ainda instalar uma comissão para proceder a alterações ao respectivo auto de cessão, que deverá ser composta por dois representantes dos Lóios, dois das Amendoeiras, o presidente da Junta de Freguesia de Marvila, um representante da Câmara de Lisboa e um elemento de cada partido representado na Assembleia Municipal de Lisboa. A comissão irá trabalhar no contrato e irá incluir algumas alterações de forma a acautelar o interesse público, do Estado e dos moradores. Essas alterações serão depois impostas à Fundação D. Pedro VI, salientou Carlos Palminha.
A agência Lusa tentou obter uma reacção da Secretaria de Estado e do Ordenamento do Território e Cidades sobre estas decisões, mas a única resposta recebida foi que a secretaria se reuniu com moradores dos bairros e com representantes da Fundação D. Pedro IV. "A Secretaria de Estado está empenhada desde a primeira hora em encontrar uma solução para a boa gestão dos bairros e está a trabalhar com ambas as partes para encontrar um acordo justo", afirmou fonte oficial da Secretaria de Estado. No plenário, os moradores das Amendoeiras decidiram que deve constar no auto de cessão os acordos que foram efectuados com o Estado há 30 anos e que seja feita uma distinção entre o bairro dos Lóios e das Amendoeira. "No bairro dos Lóios, as são rendas sociais e nas Amendoeiras são renda fixa e os moradores querem essa distinção no auto de cessão", afirmou Carlos Palminha.
Além disso, os moradores querem ter o direito de poder adquirir as casas e que sejam tidas em conta as obras feitas nas habitações. Pretendem ainda que o dinheiro da compra das casas reverta para o Estado. Contactado pela Lusa, Eduardo Gaspar, da Associação Tempo de Mudar para o Desenvolvimento do Bairro dos Lóios, adiantou que os moradores dos Lóios também estiveram reunidos sexta-feira em plenário para debater as decisões da Secretaria de Estado. Uma das exigências dos moradores é a recuperação do edificado, adiantou Eduardo Gaspar. Há alguns edifícios do bairro do Lóios que estão em elevado estado de degradação e que a sua reabilitação "será muito dispendiosa", disse, defendendo que os prédios deviam ser objecto de estudo por parte do Laboratório Nacional de Engenharia Civil para avaliar os custos/benefícios das obras.
Só depois das obras feitas, é que poderiam ser aumentadas as rendas, mas de uma forma faseada, sublinhou, acrescentando que os moradores não estão contra a Lei da Renda Apoiada, mas contra a forma como ela está a ser aplicada Eduardo Gaspar lembrou que Fundação D. Pedro IV anunciou aumentos das rendas que em alguns casos chegam a atingir os 4.500 por cento, uma situação que afectada mais de 900 famílias das Amendoeiras e 470 do Bairro dos Lóios. Segundo o responsável, os moradores continuam a pagar as rendas antigas e a depositá-las na conta da Fundação ou à ordem do tribunal quando a Fundação rejeita aceitar os pagamentos.
Fonte: Lusa
A Câmara de Lisboa inicia segunda- feira uma nova campanha de intercâmbio de animais domésticos para evitar que sejam abandonados pelos donos no período de férias. No âmbito da campanha, será criada uma bolsa de voluntários que tomarão conta do animal de estimação de outra pessoa enquanto ela se encontra em período de férias.
Por outro lado, os voluntários terão a garantia que quando forem de férias alguém cuidará do seu animal, adianta a autarquia, em comunicado.
Iniciado em 2003, o programa é desenvolvido pelo Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos da Câmara de Lisboa e pela Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais e conta ainda com a colaboração da SOS Animal.
Fonte: Lusa
A Câmara Municipal de Lisboa anunciou que não haverá recolha de lixo nas ruas da capital nos feriados de 13 e 15 de Junho (terça e quinta-feira). A autarquia apela aos moradores para não colocarem na via pública os contentores domésticos com resíduos nas noites deste dias. Para evitar a acumulação excessiva de resíduos sólidos urbanos na cidade, a autarquia fará a recolha do lixo hoje à noite.
Os passageiros do Metropolitano de Lisboa vão poder utilizar os seus telemóveis na totalidade das linhas e estações a partir de sábado, dia 10 de Junho, informou hoje a empresa.
A instalação dos sistemas de cobertura da segunda e terceira geração de telemóveis das redes TMN, Optimus e Vodafone já está concluída, adiantou o Metropolitano.
«Todas as linhas, acessos, átrios, plataformas e túneis» do Metropolitano estão agora cobertos pela rede, que já funcionava na linha Azul. O funcionamento e manutenção dos equipamentos necessários é da responsabilidade das operadoras, que os instalaram entre Janeiro e Junho.
Fonte: Lusa
Fernando dos Santos Neves, Reitor da Universidade Lusófona, defende hoje em artigo no Público, que as velhas feiras do livro estão mortas.
Parece que terá sido necessário chegar-se ao fundo dos fundos (não dos livros, mas do desinteresse e da degradação) para se chegar também à conclusão (que já era evidente há vários anos) de que as feiras do livro de Lisboa e Porto, as feiras do livro propriamente ditas, fizeram a seu tempo. Tempo cronológico, evidentemente, mas também e sobretudo, "tempo cairológico". Longe estava eu de imaginar (quando, nos anos 60 do século passado, introduzi na língua portuguesa o vocábulo "cairologia" e derivados para falar dos "tempos novos" que, na Igreja Católica, se anunciavam com o Concílio ecuménico Vaticano II, "tempos novos" que designadamente os dois últimos papas se encarregariam de envelhecer...) que tais categorias poderiam vir a ser úteis para falar das clássicas e, no seu tempo, maximamente interessantes e importantes feiras do livro de Lisboa e Porto.
E será precisamente o tempo ou a "hora cairológica" da lusofonia que as poderá tornar de novo interessantes e importantes. Aliás, de maneira mais vasta, é a toda a sociedade portuguesa no seu conjunto e em todas as suas vertentes (económica, política, cultural, etc.) que a "hora da lusofonia" vem dar sentido, no sentido (ainda não descoberto pela maioria das nossas elites "cairologicamente fora de tempo", que parecem querer dar razão a P. Teilhard Chardin quando escreveu: "Uma grande parte dos nossos contemporâneos ainda não são modernos") de que Portugal, assim como só poderá tornar-se lusófona e globalmente válido na medida em que for europeu, também só poderá tornar-se europeia e globalmente válido na medida em que se tornar lusófono!
Mas será que o mundo português dos livros e designadamente os editores e livreiros portugueses estarão "cairologicamente" à altura deste novo tempo?
A resposta imediata não parecerá muito animadora, mas, também aqui, a implementação obrigatória da Declaração de Bolonha e, designadamente, do Decreto-Lei nº 64/2006, de 21 de Março sobre o acesso dos maiores de 23 anos ao ensino superior (quem for capaz de entender, que entenda!) poderia e deveria trazer substantivas e surpreendentes revoluções culturais e muitas outras. Além de que, de bom ou mau grado, e sendo que o Portugal que estas feiras do livro representam e retratam já é mais um Portugal fantasmático do que real, a mudança será felizmente e oxalá não muito tardiamente inevitável, até porque, também felizmente, o único Portugal que interessa a todos, a começar pelos portugueses, é, pedindo vénia pela repetição, o Portugal simultaneamente europeu (a Europa da União Europeia, que não há outra!) e lusófono (a lusofonia de uma comunidade lusófona a ser e que ainda não se reconhece na designada "CPLP").
É por isso que fazem todo o sentido e farão cada vez mais sentido as palavras programáticas que escolhemos para título, na linha das sugestões do escritor José Eduardo Agualusa: As velhas feiras do livro português estão mortas, mesmo se ainda não enterradas; vivam as novas feiras do livro lusófono!
Fonte: Público
"O Parque Eduardo VII talvez seja realmente o lugar apropriado para acolher a actual Feira do Livro de Lisboa. Representam ambos um passado morto."
José Eduardo Agualusa
Pública, 21 de Maio 2006
"Alfama, Arraial de Lisboa." Fazendo jus ao tema com que a marcha deste bairro (a vencedora do concurso do ano passado) vai desfilar na Avenida da Liberdade, os moradores meteram mãos à obra e prometem um Santo António de arromba. "Com arraiais à séria", garantem, enquanto, de mangas arregaçadas, ultimam os preparativos.
Há anos que a Associação Recreativa Amigos de S. Miguel proporciona aos foliões bailarico e comes e bebes pela noite adentro. Seguindo-lhe o exemplo, e pela pri- meira vez, o Centro Cultural Magalhães Lima - entidade que organiza a marcha - decidiu organizar um arraial oficial financiado pela Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC).
Vítor Grilo, presidente do Magalhães Lima, não tem dúvidas de que este vai ser "o melhor arraial de todos os bairros". A iniciativa "vestiu" o Largo do Salvador com as cores da bandeira nacional - os tons da marcha. No palco, montado junto ao centro cultural, uma banda prepara-se para "dar música" aos presentes enquanto aconchegam o estômago com sardinhas, febras, chouriço ou arroz-doce. Algumas das iguarias que podem ser regadas com cerveja ou sangria. "A preço acessível", garante a organização.
E convém que assim seja, já que, apesar de ainda faltarem alguns dias para a grande noite de 12 para 13, não há ruela, escadinha e largo que os moradores de Alfama recusem explorar. Qualquer esquina, enfeitada a rigor com festão, balões e manjericos, serve para instalar um retiro de comes e bebes, desde que a autarquia conceda a licença.
Há mais de 50 anos que António Seabra escolheu as Escadinhas de S. Miguel para montar o seu negócio familiar. "Temos muita clientela habitual. Para darmos vazão tive de pôr filhos, genros e netos a trabalhar", conta, orgulhoso por já ter servido Jorge Sampaio e Amália Rodrigues.
Se aqui pode comer e beber, a digestão deve ser feita no Largo de S. Miguel, onde o arraial irá até às tantas. Já no Largo do Chafariz de Dentro é obrigatório adquirir um manjerico, ritual que encerra a noite...
Fonte: Diário de Notícias
É inaugurada a Feira Popular de Lisboa, no Parque da Palhavã, pelo jornal O Século, a favor da colónia balnear infantil.
Primeira grande manifestação republicana em Lisboa assinala o tricentenário da morte de Camões.
Hoje há dia cheio no Parque. Que tal pedir um patrocínio a uma marca de canetas para a Feira?
Sessão de Autógrafos - Pavilhões 43-44/46-47 da Editorial Verbo
15:00
A autora Maria Isabel Mendonça Soares, autora dos livros "Logo se Vê", Verde é Esperança" e "O Castelo do Queijo", estará a dar autógrafos junto dos pavilhões da Editorial Verbo
Presença de autor - Pavilhões 127/128 da Ambar
15:00
O escritor António Simões, autor de "A Nova Velhice", da Colecção Idade do Saber, marcará presença na Feira do Livro, junto dos pavilhões da Ambar
Presença de autor - Pavilhões 127/128 da Ambar
15:00
A ilustradora do livro "António e o Principezinho", Teresa Lima, estará presente na Feira do Livro, junto dos pavilhões da Ambar
Sessão de Autógrafos - Pavilhão 57 da Editorial Presença
15:00
A escritora Cristina Flora estará junto do pavilhão da Editorial Presença, para uma sessão de autógrafos
Sessão de Autógrafos - Pavilhões 43-44/46-47 da Editorial Verbo
15:00
A autora Maria Isabel Mendonça Soares, autora dos livros "Logo se Vê", Verde é Esperança" e "O Castelo do Queijo", estará a dar autógrafos junto dos pavilhões da Editorial Verbo
Sessão de Autógrafos - Pavilhão 56 da Editorial Presença
15:00
Sessão de autógrafos com a escritora Luísa Fortes da Cunha, junto do pavilhão da Editorial Presença
Sessão de Autógrafos com Maria Isabel Mendonça Soares
15:00
Maria Isabel Mendonça Soares, autora das obras "Logo se Vê", "Verde é Esperança" e "O Castelo do Queijo", estará no pavilhão 43 da Editorial Verbo, para uma sessão de autógrafos
Sessão de Autógrafos - Pavilhão 93 da Dinalivro
15:30
Os autores Sandra Ramos & Jorge Ramos, estarão a autografar o seu livro "Reiki - As Raízes Japonesas", junto aos pavilhões da Dinalivro
Sessão de Autógrafos com Dulce Maria Cardoso
16:00
A escritora Dulce Maria Cardoso estará a dar autógrafos no pavilhão 55 da Asa Editores
Sessão de Autógrafos com Catherine Labey
16:00
No pavilhão 50 da Asa Editores estará a escritora Catherine Labey para uma sessão de autógrafos
Sessão de Autógrafos com Luís Valente
16:00
O escritor Luís Valente estará a autografar as suas obras, no pavilhão 189 da First Sellers
Sessão de Autógrafos com Armindo Reis
16:00
O escritor Armindo Reis estará no pavilhão 150 da Gailivro, para uma sessão de autógrafos
Sessão de Autógrafos com João Melo
16:00
Estará presente para autografar as suas obras o escritor João Melo, no pavilhão 85 da Editorial Caminho
Sessão de Autógrafos com Júlio Isidro
16:00
Júlio Isidro estará no pavilhão I-6 da Asa Editores, para uma sessão de autógrafos
Sessão de Autógrafos com Teresa Loureiro e Ana Paula Lemos
16:00
A escritora Teresa Loureiro, autora de "Memórias de Papel" e Ana Paula Lemos, autora de "Recordações de Lourenço Marques", estarão a autografar as suas obras no pavilhão 124 da Alêtheia Editores
Sessão de Autógrafos com Frederico Duarte Carvalho
16:00
O autor da obra editada pela Sete Caminhos "Mensagem Brown", Frederico Duarte Carvalho, estará na Tenda dos Pequenos Editores para uma sessão de Autógrafos
Sessão de Autógrafos com João Aguiar
16:00
Estará presente numa sessão de autógrafos o autor João Aguiar, no pavilhão 55 da Asa Editores
Sessão de Autógrafos com Orfeu Bertolami
16:00
Estará presente numa sessão de autógrafos o escritor Orfeu Bertolami, com a obra "O Livro das Escolhas Cósmicas", junto dos pavilhões 89 a 91da Gradiva
Sessão de Autógrafos - Pavilhão 15 da Editorial Minerva
16:00
Estará a autografar o seu livro "Mundo Luso-Tropical", a escritora Dra. Cátia Costa, no pavilhão da Editorial Minerva.
Presença de autor - Pavilhões 127/128 da Ambar
16:00
O autor da obra "Guardador de Almas", Rui Vieira, estará na Feira do Livro, nos pavilhões da Ambar
Sessão de Autógrafos - Pavilhão I 11 da Bertrand Editora
16:00
A escritora Isabel Loureiro estará a autografar as suas obras no pavilhão Infanto-Juvenil da Bertrand
Sessão de Autógrafos com António Lobo Antunes
16:00
António Lobo Antunes estará a autografar toda a sua obra, junto dos pavilhões 64 a 69 da D.Quixote
Sessão de Autógrafos com José Eduardo Agualusa
16:00
A marcar presença na Feira do Livro para autografar toda a sua obra, estará o escritor José Eduardo Agualusa junto dos pavilhões 64 a 69 da D. Quixote
Sessão de Autógrafos com Luísa Costa Gomes
16:00
A escritora Luísa Costa Gomes estará a autografar o seu livro infantil "A Galinha que Cantava Ópera", junto dos pavilhões 64 a 69 da D. Quixote
Sessão de Autógrafos com Pedro Rosa Mendes e Alain Corbel
16:00
Junto dos pavilhões 64 a 69 da Q. Quixote estarão os autores Pedro Rosa Mendes e Alain Corbel para autografar o livro "Lenin Oil"
Sessão de Autógrafos com Alice Vieira
16:00
Para autografar o livro infantil "O Meu Primeiro Dom Quixote", a escritora Alice Vieira estará junto dos pavilhões 64 a 69 da D. Quixote
Sessão de Autógrafos com Patrícia Reis
16:00
A escritora Patrícia Reis estará a autografar o seu livro "Amor em Segunda Mão-Beija-me" nos pavilhões 64 a 69 da D. Quixote
Sessão de Autógrafos com Carlos Fiolhais
16:00
O escritor Carlos Fiolhais estará a autografar as suas obras "Curiosidade Apaixonada",Despertar Para a Ciência", "Fronteiras da Ciência" "A Coisa Mais Preciosa Que Temos","Universo, Computadores e Tudo o Resto" e "Física Divertida", junto dos pavilhões 89 a 91 da Gradiva
Sessão de Autógrafos com Helena Simas
16:30
A autora Helena Simas estará a autografar as suas obras "O Piquenique do Tomás"; "Pedro e a Lua"; "Festa de Anos do Tomás", no pavilhão 1 da Minutos de Leitura
Sessão de Autógrafos com Laura Vasconcellos
16:30
Laura Vasconcellos estará a autografar as suas obras "Tristão e Isolda"; "Do Outro Lado do Mundo-Cartas da Birmânia"; "Cartas de Abelardo e Heloisa"; "Contos da Mitologia Celta"; "Histórias da Mitologia Celta" e "O Gesto", no pavilhão 1 da Guimarães Editores
Sessão de Autógrafos com Marta Gomes e Nuno Bernardo
17:00
Os escritores Marta Gomes e Nuno Bernardo estarão a autografar as suas obras no pavilhão 56 da Editorial Presença
Sessão de Autógrafos com Maria do Rosário Pedreira
17:00
A escritora Maria do Rosário Pedreira, autora do Clube das Chaves, estará a autografar os seus livros junto do pavilhão 47 da Editorial Verbo
Sessão de Autógrafos com o Chefe Silva
17:00
O Chefe Silva estará a autografar a sua obra "Doçaria Conventual Portuguesa" no pavilhão 73 da Texto Editora
Presença do autor Raul Malaquias Marques
17:00
O escritor Raul Malaquias Marques, autor de "Alguns Momentos Antes", marca presença na Feira do Livro, nos pavilhões 127 e 128 da Ambar
Sessão de Autógrafos com Gonçalo M. Tavares
17:00
Gonçalo M. Tavares vai estar presente no pavilhão 84 da Editorial Caminho para uma sessão de autógrafos
Sessão de Autógrafos com João César das Neves
17:00
O escritor João César das Neves, estará a autografar os seus livros no pavilhão 43 Editorial Verbo
Sessão de Autógrafos - Pavilhão 175 da Contra Margem/Zéfiro
17:00
Sessão de autógrafos da obra "Lusophia - Vol. I - Espiritualidade", com a presença dos autores: Margarida de Carvalho e Branco, Nuno Michaels, Ana Rita Borges, Abdul Cadre, Teresa Barros, Nelson Filipe, Teresa Gabriel, Jorge Vassalo e Luís-Carlos Silva
Sessão de Autógrafos - Pavilhão 57 da Editorial Presença
17:00
Sessão de autógrafos com os escritores Filipe Faria e Sandra Carvalho, no pavilhão da Editorial Presença
Sessão de Autógrafos - Pavilhões 4 a 8 da Editorial Notícias/Casa das Letras
17:00
Das 17h00 às 18h30, Pedro Vasconcelos, com a obra "1613", Mário Zambujal, com o livro "Primeiro as Senhoras" e Ana Vicente e Madalena Matoso, com "O H Perdeu uma Perna e Para que Serve o Zero?", estarão a dar autógrafos junto dos pavilhões da Editorial Notícias (Casa das Letras)/Oficina do Livro
Actividades da "Histórias Contadas" em parceria com a revista "Os Meus Livros"
17:00
Na tarde de Sábado a Feira do Livro de Lisboa vai receber a visita de uns simpáticos homens-sanduíche, que irão proceder à leitura de diversos textos ao longo do percurso da feira, intervindo com os transeuntes e fazendo da sua actuação um desafio a todos os que se passeiam pelo recinto. Estas leituras estarão a cargo da Histórias Contadas-Associação Cultural e dos actores Alexandra Diogo e Miguel Simões. As intervenções, que estarão a cargo dos actores da companhia Histórias Contadas, decorrerão sempre em dose dupla, às 17h e 19h.
Sessão de Autógrafos com Jorge Trigo e Luciano Reis
17:00
A editora Sete Caminhos, localizada na Tenda dos Pequenos Editores, conta com a presença dos autores Jorge Trigo e Luciano Reis para autografarem as suas obras
Sessão de Autógrafos com Ondjaki
17:30
Das 17h30 às 19h30m, o escritor Ondjaki estará no pavilhão 85 da Editorial Caminho para sessão de autógrafos
Sessão de Autógrafos com Alice Vieira
17:30
Alice Vieira estará a autografar as suas obras no pavilhão 86 da Editorial Caminho, entre as 17h30m e as 19h30m
Sessão de Autógrafos com José Saramago
17:30
O escritor José Saramago estará a autografar as suas obras no pavilhão 84 da Editorial Caminho, entre as 17h30m e as 19h30m
Sessão de Autógrafos com Jorge Leitão Ramos
17:30
Estará presente no pavilhão 84 da Editorial Caminho o escritor Jorge Leitão Ramos
Sessão de Autógrafos com Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada
17:30
Estarão no pavilhão 86 da Editorial Caminho, entre as 17h30m e as 19h30m, as escritoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, para autografarem as suas obras
Sessão de Autógrafos com Filomena Falé
17:30
A autora Filomena Falé estará a autografar o seu livro "Azul Bebé" no pavilhão 25 da Plátano Editora
Sessão de Autógrafos com Luís Filipes Borges
17:30
O escritor Luís Filipe Borges estará a autografar a sua obra "Sou Português... E Agora?" no pavilhão 137, numa sessão organizada pela Esfera dos Livros
Um Dragão na Feira do Livro
18:00
Dança de Dragão e de Leão: O dragão, animal supremo na mitologia chinesa, será movimentado com a ajuda de cerca de 20 homens e percorrerá, depois da sua “vivificação”, uma parte do certame. Simultaneamente estará em exibição uma exposição fotográfica, mostrando os monumentos e praças do Centro Histórico de Macau que foram considerados Património Mundial da UNESCO, em 2005. Centro de Promoção e Informação Turística de Macau em Portugal - Foyer
Sessão de Autógrafos com Luís Marques
18:00
Luís Marques estará presente nos pavilhões da Assírio & Alvim, a partir das 18:00, para autografar o seu último livro "Tradições Religiosas entre o Tejo e o Sado".
Sessão de Autógrafos - Pavilhão 15 da Editorial Minerva
18:00
O escritor Jaime Roriz estará no pavilhão da Editorial Minerva, a autografar o seu livro "Av. de Roma Duas da Tarde"
Sessão de Autógrafos com Jaime Roriz
18:00
O escritor Jaime Roriz estará no pavilhão 15 da Editorial Minerva, a autografar o seu livro "Av. de Roma Duas da Tarde"
Sessão de Autógrafos - Pavilhão 15 da Editorial Minerva
18:00
O escritor Jaime Roriz estará no pavilhão da Editorial Minerva, a autografar o seu livro "Av. de Roma Duas da Tarde"
Sessão de Autógrafos com Carlos Margaça Veiga
18:00
Sessão de autógrafos com Carlos Margaça Veiga, autor do livro "Herança Filipina em Portugal", no pavilhão dos CTT
Sessão de Autógrafos com Gonçalo M. Tavares
18:30
Gonçalo M. Tavares vai estar no pavilhão 113 da Relógio D’Água para autografar o seu novo livro "Breves Notas Sobre Ciência" e ainda o livro de poesia "1" e "A Perna Esquerda de Paris".
Sessão de Autógrafos da obra "O Código D' Avintes"
18:30
Entre as 18h30 às 20h00, Alice Vieira, Luísa Beltrão, Rosa Lobato de Faria, José Fanha, João Aguiar, José Jorge Letria e Mário Zambujal estarão a autografar a obra "O Código D’Avintes", junto dos pavilhões 4 a 9 da Editorial Notícias (Casa das Letras)/Oficina do Livro
Sessão de Autógrafos com João Nobre de Carvalho
18:30
Sessão de autógrafos com o Contra-Almirante João Nobre de Carvalho no Pavilhão 185, do Centro de Promoção e Informação Turística de Macau. O autor autografará a sua obra "Contra Ventos e Marés" da Editora Livros do Oriente (Colecção Autores Portugueses).
Sessão de Autógrafos com Nilde Adalberto
19:00
No pavilhão 189 da Firstsellers estará a escritora Nilde Adalberto para uma sessão de autógrafos
Fonte: Feira do Livro

No Arquivo Histórico Ultramarino (AHU), que hoje festeja 75 anos, é possível recuar cinco séculos e perceber como eram delimitadas as fronteiras na ex-colónias portuguesas, como se organizavam as cidades e as rotas comerciais, que relações tinham os governadores com a Igreja e as populações locais.
"É impossível fazer história dos países que estiveram sob influência portuguesa sem vir ao Arquivo Ultramarino", diz Ana Cannas, directora do AHU, cujo acervo inclui três fundos principais: Conselho Ultramarino (XVI a 1833), Secretaria de Marinha e Ultramar (1833-1910) e Ministério do Ultramar (1911-1975).
Visitas guiadas mostram bastidores de um arquivo que guarda importantes documentos, alguns com quase 500 anos.
As salas de leitura e os depósitos guardam 15 quilómetros de documentação. São volumes, textos, gravuras, fotografias e mapas que ajudam a traçar o percurso da presença portuguesa no mundo, do Brasil à Índia, passando por Angola, Moçambique e Timor.
A partir das 10h30, este arquivo de Lisboa, que tem um dos mais valiosos espólios documentais da administração colonial portuguesa, vai permitir ao público visitar os seus bastidores.
"É importante que as pessoas percebam como funciona, o que precisamos de fazer em matéria de inventariação e conservação, como estão organizadas as reservas ou o tempo que demora a aspirar um documento", explica Ana Cannas.
No ano passado, o AHU recebeu cerca de 2500 leitores, mas Ana Cannas, directora há quase um ano, quer ver esse número subir. "Se não em visitantes físicos, pelo menos na Internet." Uma das suas prioridades é a reformulação do site do arquivo e a organização de todos os sistemas de descrição de documentos que foram começados mas que não estão ainda concluídos nem disponíveis ao público.
"Quando esta sistematização estiver feita, teremos resolvido parte do problema de inventário. Neste momento não temos disponível em suporte informático um guia dos fundos do arquivo, o que é absolutamente essencial." Só depois desta fase, concluída, até ao final de 2007, se passará à "microfilmagem selectiva" de alguns documentos, num projecto que poderá contar com o apoio técnico da UNESCO.
Na Sala Pompeia, coberta de frescos, há uma série de antigas caixas de arquivo amontoadas. É por lá que vão passar os visitantes a caminho das salas onde há álbuns de fotografias das missões geodésicas de Gago Coutinho ou se restaura o primeiro livro de regimentos do Conselho Ultramarino (século XVII), um dos documentos que Ana Cannas refere quando lhe pedimos que escolha três itens significativos do acervo. Da selecção faz ainda parte um conjunto de gravuras do Observatório de Pequim (século XVIII) e o Livro de Tomé de Sousa (1548), o primeiro governador do Brasil.
As visitas guiadas são às 10h30, 14h30 e 16h30. A entrada é gratuita.
Fonte: Público
Os bailarinos calçam sapatos pesados, de diferentes alturas, transformando os seus corpos em formas híbridas. Os sapatos funcionam como próteses que redefinem o corpo, até ganham vida própria: revoltadas contra o corpo, movem-se de forma autónoma no ar e no chão, e fogem continuamente.
LISBOA Teatro Camões. Parque das Nações,
Passeio de Neptuno. Tel.: 218923470.
Hoje às 21h. Bilhetes a 5 e 10 euros.
10h30 75 Anos do Arquivo Histórico Ultramarino. Integrado no Instituto de Investigação Científica Tropical (Palácio da Ega, Calçada da Boa Hora, 30, à Junqueira), o AHU, que guarda documentação de há cinco séculos relativa à história entre Portugal e outros povos, organiza um Dia Aberto, com visitas guiadas às 10h30, 14h30 e 16h30. A entrada é livre.
15h À Volta do Ambiente. Debate sobre a Recolha Selectiva dos Resíduos Orgânicos, organizado pela Câmara de Loures, com Ana Loureiro (Valorsul), Carlos Raimundo (Ipodec) e Vicenzo Piepolli (SMAS Loures). No Centro de Educação Ambiental - Parque de Santa Iria de Azóia.
19h45 Cicatrizes de Mulher. Lançamento do livro de Sofia Branco (jornalista do PÚBLICO). No Auditório da Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII.
22h Festa do Fado no Castelo de São Jorge. Mais um concerto das Festas de Lisboa, hoje com a actuação de Maria da Fé e do projecto musical CPLP - Canções Populares em Língua Portuguesa, criado por Nuno Guerreiro e Manuel Paulo.
23h30 La Dolce Vita. Estreia mundial da banda rock do actor nova-iorquino Michael Imperioli, da série Os Sopranos. No Cabaret Maxime (Pç. Alegria, 58). As portas abrem às 22h30.
Fonte: Público
A transmissão da totalidade dos jogos do Mundial de Futebol através de um ecrã gigante instalado no Parque Mayer, em Lisboa, está garantida e iniciar-se-á hoje, às 17h, com a partida inaugural entre a Alemanha e a Costa Rica, garantiu ontem um porta-voz da Empresa de Gestão e Equipamentos de Animação Cultural, EGEAC, a empresa municipal responsável pela organização das Festas de Lisboa.
Sport TV e Centralcer não comentam a polémica que as opõe, mas empresa responsável pelas Festas de Lisboa garante que tudo foi negociado entre elas
"A transmissão dos jogos está integrada no programa das Festas de Lisboa e foi negociada entre a EGEAC e a Sociedade Central de Cervejas antes do acordo estabelecido pela Sport TV com a Associação Nacional de Municípios Portugueses [ANMP]", disse Pedro Nereu, sublinhando que as limitações estabelecidas nesse acordo quanto ao número de jogos a transmitir não se aplicam ao caso do Parque Mayer.
A difusão dos encontros terá lugar nas traseiras do Teatro Capitólio, num recinto que se estende por uma vasta área até há pouco ocupada por um parque de estacionamento e que a Sociedade Central de Cervejas (Centralcer) transformou naquilo a que chamou "Estádio Sagres". Espaços semelhantes foram criados pela mesma empresa, que é uma das patrocinadoras da selecção portuguesa, nas cidades de Faro, Braga e Porto.
No Parque Mayer, o recinto instalado ao ar livre dispõe de um ecrã com quatro metros por três, de um relvado artificial de 1300 metros quadrados e de uma esplanada onde a Centralcer comercializará os seus produtos. De acordo com a EGEAC, o espaço tem capacidade para receber cerca de três mil pessoas e é, no âmbito das Festas da Cidade, complementado pelo Teatro Variedades, onde, até ao fim do mês, se realizarão numerosos espectáculos musicais às segundas, terças e quartas-feiras.
Pondo-se completamente de fora da polémica desencadeada nas últimas semanas acerca da alegada ilegalidade da transmissão dos jogos em locais públicos - uma vez que violaria o contrato estabelecido entre a FIFA e a Sport TV -, a empresa municipal limita-se a informar: "A Centralcer informou a EGEAC de que tem tudo negociado com a Sport TV e garantiu que está tudo confirmado."
Sport TV proíbe publicidade nos espaços
Por parte da Sport TV, que no início desta semana qualificou como "ilegal" a iniciativa da cervejeira, a posição é agora de algum recuo e discrição. "A Sport TV celebrou um protocolo com a ANMP, que esta enviou a todas as câmaras, e acredita que todas elas vão cumprir o que foi estabelecido - ou seja, que não associarão as transmissões a nenhum patrocinador ou produto comercial", disse ontem ao PÚBLICO um assessor da sua administração. Mais do que isso não diz agora a empresa: nem se negociou alguma coisa com a Centralcer antes do acordo com a ANMP, nem se procurará inviabilizar judicialmente os "estádios Sagres".
Quanto à Centralcer, o silêncio é total. "A empresa não faz qualquer comentário sobre esse assunto", disse Carlos Matos, da agência de comunicação que representa a cervejeira. Confrontado com o facto de a EGEAC referir a existência de um acordo entre a Centralcer e a Sport TV, a mesma fonte insiste: "Não há comentários."
Sendo certo que os espectáculos estão garantidos, segundo a EGEAC, e havendo indicações de que a cervejeira usará de alguma discrição na promoção das suas marcas no recinto, tudo faz pensar que vingou uma espécie de acordo de cavalheiros entre as partes.
A Sport TV salvaguarda a sua posição face à FIFA, mostrando a sua oposição de princípio à transmissão dos jogos nos espaços preparados pela cervejeira, e esta assegura o cumprimento dos seus compromissos com as câmaras de Lisboa, Faro, Porto e Braga com a garantia de que tudo acabará em bem.
Fonte: Público
Onze juntas de Freguesia de Lisboa rejeitaram hoje o encerramento das urgências dos centros de saúde depois das 20:00 e exigiram ao Governo a suspensão desta decisão, alegando que irá prejudicar milhares de pessoas.
As juntas de Freguesia da Ajuda, Ameixoeira, Carnide, Castelo, Madalena, Pena, Santa Engrácia, Santa Justa, Santo Estêvão, Santiago e São Vicente reuniram-se hoje para discutir o eventual fecho dos Serviços de Atendimento Permanente que realizam menos de nove atendimentos por noite.
O encerramento nocturno das urgências nos centros de saúde faz parte da Proposta de Reestruturação do Atendimento às Doenças Agudas/Urgentes que a Direcção de Serviços de Saúde enviou a todos os directores dos centros de saúde da Sub-Região de Saúde de Lisboa.
Os centros de saúde de Lisboa que foram "convidados" a reestruturar os seus serviços foram os da Ajuda, Alameda, Alcântara, Benfica, Coração de Jesus, Graça, Lapa, Lumiar, Luz Soriano, Marvila, Olivais, Penha de Franca, São João, Sete Rios e Santo Condestável.
Convocada pelo presidente da Junta de Carnide, Paulo Quaresma (CDU), a reunião de hoje teve como objectivo discutir este assunto e decidir as posições a tomar para impedir esta medida, que traz "consequências negativas para quem mora e trabalha em Lisboa" e vai "entupir os hospitais", conforme explicou o autarca.
Entre as medidas mais imediatas, os autarcas decidiram pôr a circular um abaixo-assinado, que deverá ser entregue na próxima reunião da Assembleia Municipal de Lisboa, e exigir uma reunião urgente com Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.
A esperar há anos que a promessa de ter um centro de saúde na Ameixoeira se cumpra, a presidente da Junta de Freguesia, Maria Albertina Ferreira (PSD), salientou a importância de manter as urgências.
"Os primeiros cuidados nos centros de saúde são muito importantes e evitam que os doentes se dirijam para os hospitais e esperem longas horas para serem atendidos", frisou.
Esta opinião é sustentada pelo autarca do Castelo (CDU), Carlos Lima, comentando: "se o atendimento dos hospitais já é um caos, imagino o que será quando as urgências dos centros de saúde fecharem".
Carlos Lima lembrou que as urgências de saúde que vão ser abolidas depois das 20:00 se situam em zonas onde a maioria da população é idosa e tem dificuldades de mobilidade.
Para a representante da Junta de Santa Engrácia (PPD/PSD), Marina Almeida, esta decisão é "apenas uma gota de água na política do sistema de saúde que está a ser traçada pelo Governo".
"Falta-nos tudo e agora também nos vão faltar as urgências que nos eram servidas pelos centros de saúde", sublinhou.
Para o presidente da Junta de Freguesia de Carnide, a grande preocupação são "os idosos, as crianças e as grávidas que vão ser obrigadas a dirigir-se para as urgências dos hospitais".
Por outro lado, a proximidade dos utentes com os centros de saúde "perde-se por completo", acrescentou Paulo Quaresma que luta há anos por um centro de saúde na freguesia, que tem uma extensão que apenas dá resposta a 20 por cento da população.
No final da reunião, os autarcas assinaram um documento onde manifestam a sua "total solidariedade" com a população afectada e apelam à sua mobilização em torno das iniciativas que foram tomadas para protestar contra esta decisão do Governo.
No documento, os autarcas salientam que esta decisão terá consequências para os lisboetas, como o aumento da carga das taxas moderadoras, uma vez que, ao recorrerem aos hospitais, se o seu caso não for considerado urgente, serão penalizados no valor da taxa a pagar.
A resolução dos autarcas vai ser entregue ao Governo, à ARS de Lisboa, aos grupos parlamentares, aos presidentes da Câmara e Assembleia Municipal de Lisboa, aos presidentes das juntas de freguesia ausentes e aos centros de saúde.
Os representantes das freguesias decidiram ainda criar uma delegação de trabalho composta pelos presidentes das juntas de freguesia de Carnide, Ameixoeira e Santo Estêvão para discutir este assunto com as entidades responsáveis.
Fonte: Lusa
Duas das empreitadas de reabilitação que a Câmara de Lisboa (CML) tem em curso em vários edifícios de habitação no bairro do Castelo estão paradas, há cerca de uma semana, por falta de pagamento aos empreiteiros. O município confirma a suspensão dos trabalhos e garante que está a tentar "desbloquear a situação". Mas o presidente da junta de freguesia, Carlos Lima, está preocupado com mais este atraso, numa intervenção que já se arrasta há dez anos e sem prazo para conclusão.
"Fartos de obras no Castelo estamos nós", desabafou, ao JN, o autarca, mostrando-se surpreendido com o facto dos empreiteiros terem parado as obras. Embora não tenha sido oficialmente informado da decisão, Carlos Lima apercebeu-se da paralisação, visto que os edifícios em causa se situam muito perto da sede da junta de freguesia. "Não há movimento nenhum e não é visível nenhuma evolução", disse, explicando que já conversou sobre o caso com a vereadora Gabriela Seara, responsável pela Reabilitação Urbana no município.
Contactado pelo JN, o gabinete da vereadora confirmou a suspensão das obras por parte dos empreiteiros, por falta de pagamento, e garantiu que o município está a tentar "desbloquear a situação", sem, contudo, avançar uma data para a sua resolução.
Em causa está a reabilitação dos edifícios 28 a 36 na Rua do Recolhimento - um dos maiores da freguesia, com cerca de 20 fogos, e que deveria ter estado pronto em Outubro -, a cargo da empresa Soares da Costa, e a de um conjunto de edifícios situados na mesma rua, do 37 ao 39 e do 41 ao 43. Segundo a câmara, no primeiro caso o edifício está em fase de acabamentos, enquanto no segundo decorrem trabalhos de estruturas e colocação de redes de abastecimento, Ontem à tarde, não se via vivalma em nenhuma das obras e os sinais de trânsito avisando para a existência de "máquinas em manobras" não pareciam fazer qualquer sentido.
Carlos Lima adianta que, nesta altura, há cerca de uma centena de pessoas a viver fora de suas casas, a expensas da câmara municipal, algumas já há dez anos, desde que arrancou esta operação de reabilitação. Neste momento, ainda falta reabilitar cerca de um terço do bairro, operação que, a este ritmo, não sabe quando poderá estar concluída.
Sucessivos adiamentos
A operação integrada de reabilitação de edifícios na freguesia do Castelo, em Lisboa, arrancou há dez anos, quando era presidente da autarquia, João Soares. Na altura, segundo o presidente da junta de freguesia, Carlos Lima, foi dito que as obras iriam durar dois anos, prazo que foi sendo sucessivamente adiado. Em Dezembro de 2002, numa cerimónia de entrega de chaves a alguns moradores que regressavam a casa, o então presidente da autarquia, Santana Lopes, disse que a reabilitação do bairro estaria concluída no final de 2004, previsão que, uma vez mais , voltou a falhar. Neste momento, segundo a autarquia, há três empreitadas (nos números 64 a 68 A da Rua de Santa Cruz, 1 a 9 do Beco do Recolhimento e 55 da Rua do Recolhimento) que deverão estar concluídas até Agosto.
Fonte: Jornal de Notícias
18:00
Lançamento de "O Teatro de Ibsen"
Local: Auditório
Organização: Edições Cotovia
Com Gustavo Rubim e Jorge Silva Melo. Leitura encenada pelas actrizes Carmen Dolores, Gina Santos e Sylvie Rocha.
19:00
Apresentação do projecto teatral "PANOS"
Local: Foyer
Organização: Edições Cotovia
Com Francisco Frazão e Jacinto Lucas Pires.
19:45
Lançamento da obra "Cicatrizes de Mulher", de Sofia Branco
Local: Auditório
Organização: PÚBLICO
21:30
Lançamento de "A História da V - Abrindo a Caixa de Pandora", de Catherine Blackledge
Local: Foyer
Organização: Asa Editores
Apresentação da obra por Ricardo Araújo Pereira.
22:00
Caveira
Local: Auditório
Organização: Câmara Municipal de Lisboa/Cultura
Fonte: Feira do Livro
Hoje é dia grande de autógrafos na Feira do Livro. Aqui fica o programa completo.
Sessão de Autógrafos com Miguel Gomes Martins
16:00
O autor Miguel Gomes Martins estará a autografar a sua obra "A Vitória do Quarto Cavaleiro - O Cerco de Lisboa de 1384", no pavilhão 159 da Prefácio
Sessão de Autógrafos com João Melo
16:00
O escritor João Melo estará no pavilhão 85 da Editorial Caminho para uma sessão de autógrafos
Sessão de Autógrafos - Pavilhão 15 da Editorial Minerva
16:00
A escritora Ilda Jorge estará a autografar o seu livro "Os Erros dos Pais" no pavilhão da Editorial Minerva.
Sessão de Autógrafos com Ondjaki
17:30
Das 17.30h às 19.30h estará no pavilhão 85 da Editorial Caminho o escritor Ondjaki para autografar as suas obras
Sessão de Autógrafos com Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada
17:30
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada estarão em sessão de autógrafos das 17.30h às 19.30, no pavilhão 86 da Editorial Caminho
Sessão de Autógrafos com José Saramago
17:30
Das 17.30h às 19.30h, José Saramago estará no pavilhão 84 da Editorial Caminho para autografar as suas obras
Sessão de Apresentação da Assembleia da República
18:00
Das 18h às 20h decorrem no Pavilhão da Assembleia da República da Feira do Livro de Lisboa sessões de apresentação das bases de dados parlamentares e do/site/do parlamento.
Sessão de Autógrafos - Pavilhão 56 da Editorial Presença
18:00
Margarida Fonseca Santos e Maria Teresa Maia Gonzales estarão junto do pavilhão da Editorial Presença, para uma sessão de autógrafos
Sessão de Autógrafos - Pavilhão 147 da Campo das Letras
18:00
O autor Vasco Paiva estará a dar autógrafos no pavilhão da Campo das Letras, entre as 18 e as 19 h.
Sessão de Autógrafos com Clara Pinto Correia
18:30
Clara Pinto Correia estará no pavilhão 111 da Relógio D’Água, para autografar os seus livros de ficção e de história da ciência.
Sessão de Autógrafos com Laura Cesana
18:30
Das 18h30 às 20h estará na Tenda do Pequenos Editores a escritora Laura Cesana, para autografar a sua obra "Vestígios Hebraicos em Portugal", uma edição da autora
Sessão de Autógrafos com Maria Helena Ventura
19:00
Estará no pavilhão 182 das Edições Saída de Emergência a escritora Maria Helena Ventura, para autografar a sua obra "A Musa de Camões"
Sessão de Autógrafos - Pavilhão 182 da Editora Fio da Navalha
19:00
Maria Helena Ventura, autora de "A Musa de Camões", estará presente numa sessão de autógrafos, pelas Edições Saída de Emergência
Sessão de Autógrafos com José Pedro Gomes
21:30
José Pedro Gomes estará no pavilhão 45 da Ulisseia para autografar a sua obra "O País dos Jeitosos"
Sessão de Autógrafos - Pavilhões 43-44/46-47 da Editorial Verbo
21:30
O escritor José Pedro Gomes, autor do livro "O País dos Jeitosos", estará a dar autógrafos junto dos pavilhões da Editorial Verbo
Fonte: Feira do Livro
Os barcos da Transtejo que ligam Lisboa a Cacilhas, Seixal, Montijo e Trafaria poderão parar de 03 a 07 de Julho nas horas de ponta devido a uma greve convocada quinta-feira por sindicatos do sector. A greve, de três horas por turno, visa exigir um aumento de 81 euros no valor do prémio de assiduidade, para equiparar os trabalhadores da Transtejo aos da Soflusa, empresa do mesmo grupo. No entanto a empresa só está disposta a dar 25 euros alegando dificuldades económico-financeiras. Esta é a terceira paralisação convocada, pelos mesmos motivos, no período de uma semana.
Fonte: Lusa
Vitorino arrisca que "nunca tanta gente se reuniu para compor sobre Lisboa e cantar a cidade num só espectáculo." Ao seu lado, tem Sérgio Godinho e José Mário Branco, outros dois heróis da música popular portuguesa; Carlos Martins, Pedro Moreira e Bernardo Sassetti, três nomes maiores do jazz; e o olhar clássico do maestro António Vitorino d'Almeida. A reunião inédita deste sete compositores serve o propósito de reinventar as marchas populares que há 70 anos desfilam nas ruas de Lisboa. O resultado é uma colecção de 12 peças para cavalinho e voz que hoje (22.00) tem estreia absoluta no Teatro São Luiz, num espectáculo que será gravado para edição em disco. No final, haverá bailarico de santos populares pela noite adentro no Jardim de Inverno.
A ideia original, reconstitui-a Carlos Martins, nasceu há um ano, quando ele e Pedro Moreira foram convidados a integrar o júri das marchas. Para dois músicos de jazz, "tudo aquilo soou um pouco repetitivo" e ambos concordaram que "seria importante procurar reinventar o género a partir de fora." E um ano foi quanto bastou para a ideia se materializar. Lançado o convite aos compositores, escolheram-se duas vozes femininas - Mitó Mendes (A Naifa) e Sílvia Filipe -, manteve-se o cavalinho tradicional das marchas populares - uma formação de 12 músicos feita de três trompetes, dois saxofones, dois trombones, clarinete, um bombardino, uma tuba, mais uma caixa e um bombo - e entregaram-se os arranjos ao trompetista Tomás Pimentel. E o resultado deixa grandes esperanças. "Talvez se consiga fazer com as marchas um pouco do que os brasileiros fizeram com os sambas de Carnaval," supõe Vitorino, secundado pela certeza de Carlos Martins de que "este projecto vai pelo menos - e disso não tenho dúvida - abrir portas às marchas e elevar o género."
No ensaio geral de ontem, a breve plateia adivinhou com facilidade os compositores das duas peças ensaiadas de porta aberta. E essa, defende Sérgio Godinho, "é a faceta mais estimulante deste projecto: ouvir composições que respeitam as regras da marcha, mas estão recheadas de influências e assinaturas pessoais."
A aproximação ao género não foi igual para toda esta gente. Se Bernardo Sassetti confessa que teve de "repensar a relação que tinha com as marchas e também a metodologia de composição, já que não é hábito escrever para tantos metais", já Vitorino, lembra que s sua novidade não é grande - "componho marchas desde pequeno", brinca o homem da Leitaria Garrett e outros hinos ao património musical lisboeta. Mas há um denominador comum nesta experiência, garante Pedro Moreira. "É que, mesmo para quem não se movimenta habitualmente neste tipo de discurso, a linguagem da marcha é património nacional, que de certa forma também lhe está no sangue."
E "todos trouxeram algo de novo que vai enriquecer esta música", afiança Carlos Martins. "O Vitorino trouxe um pouco de Brasil, eu trouxe do reggae, o Bernardo trouxe o humor, o Vitorino d'Almeida o sinfónico, o Pedro Moreira trouxe a vanguarda, o Sérgio e o José Mário trouxeram-se a eles mesmos. Trouxemos o suficiente para que, acredito, nada fique como dantes".
Fonte: Diário de Notícias
Um grupo de novas editoras desiludidas com a sua estreia, este ano, na Feira do Livro de Lisboa, defende um modelo alternativo de certame que seja mais próximo do público e apresente um intenso programa de iniciativas culturais.
Contactadas pela Agência Lusa a propósito da sua primeira participação na Feira do Livro de Lisboa, este ano na septuagésima sexta edição, editoras recém-entradas no mercado, como a QuidNovi, a Guerra & Paz e A Esfera dos Livros, consideram ser fundamental repensar o conceito e o funcionamento do certame.
Ana Maria Pereirinha, da QuidNovi, admitiu não serem elevadas as expectativas da nova editora nesta sua estreia. "Toda a gente se queixa porque está a vender menos do que no ano passado e fala também dos anos de grandes vendas", assinalou.
Mesmo assim, a editora avalia como "razoável" o nível de vendas na Feira desde a sua inauguração, a 25 de Maio, no Parque Eduardo VII, este ano na zona norte deste espaço central da cidade.
A responsável considera que a época da realização da Feira "não é má", mas há outros eventos importantes a fazer "concorrência" ao certame, tais como os festivais de música, nomeadamente o Rock in Rio e o Super Rock Super Bock.
A "fraca divulgação e um programa de actividades quase inexistente" foram outros factores que, na sua opinião, contribuíram para a diminuição de visitantes, este ano. "Não vale a pena prolongar mais este modelo. É preciso outro, com um perfil diferente", advogou. Manuel Fonseca, editor da Guerra & Paz, entende ser "impossível contornar factos: as vendas são baixas e muito lentas. As compras reflectem a má promoção da feira".
Para esta nova editora, ainda com poucos títulos, o principal objectivo da participação no certame é, sobretudo, o contacto com o público para divulgação. Mas - observa o editor -, se os visitantes são poucos, "o resultado fica muito aquém do esperado". "Alguém deve assumir" as responsabilidades da situação, reclama Manuel Fonseca, que secunda a QuidNovi na exigência da reformulação do modelo, "fundamental e mais do que necessária", insiste, nas próximas edições do certame. "Tem de ser feita uma grande mudança. Neste momento, a Feira do Livro mais parece uma Feira Popular", criticou.
A estreia de A Esfera dos Livros no certame teve "uma boa recepção dos visitantes", segundo a editora, Sofia Monteiro, na avaliação da qual é importante estar presente para "conhecer as expectativas e necessidades dos leitores".
"Não creio que o público se interesse menos pela leitura. Talvez nós, editores, tenhamos de fazer livros que sejam atraentes para os leitores e vão ao encontro das suas necessidades. Há um novo público que precisa de ser conquistado", opinou. Sofia Monteiro defende, por isso, uma mudança no conceito, organização, imagem e forma de comunicação com o público.
A Feira do Livro, preconiza, "deve ser encarada como uma festa para todos, como um acontecimento com alegria, inovação e surpresa" e, neste quadro, advoga a criação de um programa intenso de actividades lúdicas e eventos que "chame todo o tipo de pessoas".
O certame "não deve ser um acontecimento cultural para um público restrito", observa, acrescentando que a divulgação também é um factor essencial para conhecimento de um público que "tem cada vez mais disponível um vasto programa de eventos" na cidade.
"O público tem de fazer escolhas e, se calhar, perante a divulgação mediática de um Rock in Rio - que tem cartazes espalhados por toda a cidade - e de uma Feira do Livro sem grandes atracções, sem nenhuma publicidade e cujo discurso é, desde o início, que vai correr pior do que o ano passado, a escolha parece clara", lamentou.
Também em declarações à Lusa, António Baptista Lopes, presidente da direcção da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, entidade responsável pela organização do evento, em conjunto com a União de Editores Portugueses (UEP), refutou as acusações de falta de divulgação.
"A promoção comercial tem sido idêntica à de outros anos e nesta edição até foram postos mais cartazes no metro e nos transportes suburbanos, bem como um reforço da publicidade televisiva", referiu.
Na sua opinião, as razões da diminuição do afluxo de visitantes prendem-se com a deslocação do certame para a zona norte do Parque Eduardo VII (devido às obras no Marquês de Pombal), o que o faz "menos visível, com mais vento e calor", e com uma "diminuição do eco mediático" sobre a Feira do Livro.
"Em 2002 - recordou - houve uma cobertura extraordinária da Feira pela comunicação social e um grande investimento por parte da Câmara Municipal de Lisboa. Foi o melhor ano".
Este ano, apesar de o certame ter sido "um desastre" nos primeiros dias, recuperou a partir do final do mês e até 13 de Junho, feriado na capital e último dia da feira, realiza-se mais de uma centena de eventos, nomeadamente sessões de autógrafos com a presença de escritores como José Saramago, Inês Pedrosa e José Eduardo Agualusa.
Quanto à mudança do modelo para as próximas edições, Baptista Lopes fez questão de assinalar que, tanto a APEL como a UEP, têm "muitas ideias" cuja concretização deverá começar a ser pensada assim que esta Feira terminar.
Fonte: Lusa

Regresso a Lisboa de Serpa Pinto, após a travessia de África com Capelo e Ivens, começada em 07 de Julho de 1877.
O Tribunal de Trabalho de Lisboa, a funcionar em dois edifícios "muito degradados", vai ser transferido este ano para novas instalações, "devidamente adaptadas", anunciou hoje o secretário de Estado adjunto e da Justiça, Conde Rodrigues.
"Há muitos anos que magistrados, funcionários e sindicatos reclamam novas condições para o Tribunal de Trabalho de Lisboa, que também serve concelhos limítrofes. Depois de uma recente visita à instituição, decidimos arranjar uma alternativa em termos de instalações", disse José Conde Rodrigues.
O Tribunal de Trabalho de Lisboa - o de maior dimensão do país, no seu género, em termos de quantidade de processos - funciona em dois edifícios degradados na Avenida Almirante Reis, situados em lados opostos da rua.
"Além das péssimas instalações, ainda há o inconveniente e até o perigo de se ter de atravessar a rua para passar de um edifício para o outro", referiu o governante. O novo edifício do Tribunal de Trabalho de Lisboa situa-se no Largo de Santa Bárbara, na mesma zona das actuais instalações.
Os actuais edifícios são arrendados e, depois de desocupados, serão devolvidos aos seus proprietários. O novo edifício é também arrendado, tendo sido celebrado um contrato com o proprietário por um prazo de dez anos, que poderá ser prorrogado. Há mais de trinta anos que o Tribunal de Trabalho de Lisboa funciona em instalações inapropriadas. O novo edifício possui parque subterrâneo de estacionamento com 52 lugares, espaço para arquivo, salas de inspecção, exames, junta médica e conciliação, tendo acesso para pessoas com deficiência.
Com as novas instalações, "o Tribunal de Trabalho de Lisboa será o primeiro do país a ficar dotado com sala de mediação ou conciliação laboral", salientou o governante. O novo edifício do Tribunal de Trabalho de Lisboa, que possui 3400 metros quadrados, vai acolher os 178 funcionários da instituição e 30 magistrados, sendo 15 judiciais e 15 do Ministério Público. "Desde que tomámos posse, a situação do Tribunal de Trabalho de Lisboa foi a pior com que nos deparámos em termos de instalações de instituições judiciais, mas vai ser possível mudar", regozijou-se Conde Rodrigues.
Fonte: Público
Depois de anunciar que tinha alargado o tempo de verde dos semáforos para peões em dois cruzamentos da Avenida da República, um junto à Avenida João Crisóstomo e o segundo perto da Miguel Bombarda, a Câmara de Lisboa convidou ontem os jornalistas para testar a alteração. Mas o teste correu mal, pois o sinal verde ficou vermelho quando a vereadora da Mobilidade, Marina Ferreira, ainda se encontrava a atravessar o eixo central da avenida.
Segundo o director municipal do Tráfego, Pedro Moutinho, o percalço explica-se pelo trânsito rodoviário registado, ou seja, muitos automóveis obrigam a que o sinal verde para os peões fique vermelho antes do previsto. A alteração previa que o sinal verde se mantivesse aberto 23 segundos, o que permite atravessar toda a avenida. Antes o sinal estava aberto dez segundos, facto já noticiado pelo CM.
O percalço foi ultrapassado, pois o tempo previsto, 23 segundos, foi posteriormente respeitado. E Pedro Moutinho alegou que o sistema entrou em teste e é possível que tenha de sofrer ajustamentos.
Marina Ferreira adiantou que, nas próximas duas a três semanas, todos os semáforos para peões entre Entrecampos e os Restauradores terão o tempo de verde alargado. E além dos cruzamentos referidos, estão também em teste, ou seja, já sofreram aumentos na temporização os semáforos nas avenidas da Liberdade, junto à Praça da Alegria e ao Largo da Anunciada, e Fontes Pereira de Melo, junto à Tomás Ribeiro, e na Praça dos Restauradores, perto da 1.º de Dezembro. Todos os semáforos dão, entre as 08h00 e as 23h00, mais tempo ao peão mas abrem menos vezes. Durante a noite o tempo escasso mantém-se, pois “a prioriadade é reduzir a velocidade dos automóveis, obrigando-os a parar em todos os sinais”, lembrou a vereadora.
Presente esteve também Isabel Goulão, da Associação dos Cidadãos Auto-mobilizados, que se congratulou com a iniciativa, esperando mais, sobretudo porque “o teste correu mal”. Já o gabinete do PS, em comunicado, lembra que o tempo de verde dos semáforos está definido na legislação “que continua a não ser cumprida”.
Fonte: Correio da Manhã

A Festa do Fado, a decorrer no castelo de São Jorge, em Lisboa, visa trazer novos públicos à canção de Lisboa e por outro lado, "cruzar diferentes linguagens musicais", explicou à Lusa o seu programador, Hélder Moutinho.
"O desafio lançado aos artistas foi no sentido de associar o tradicional a novos projectos e a experimentação do fado com outros géneros musicais. O modelo original, sem nunca perder o seu lado 'puro', dá origem a novas formas", disse Moutinho. Exemplo disso mesmo é o espectáculo de sábado à noite, que junta no mes mo palco Maria da Fé, 45 anos de carreira, e os CPLP (Canções Populares em Língua Portuguesa), um projecto musical criado por Nuno Guerreiro e Manuel Paulo.
Por outro lado, acrescentou Moutinho, a festa no castelo procura "trazer o fado a um outro público, menos habituado a este género musical e paralelamente, rasgar horizontes ao público tradicional do fado, apresentando projectos alternativos e emergentes". Dia 10 de Junho sobem ao palco, instalado na Praça de Armas do castelo, Cristina Branco e Rodrigo Leão que interpretará temas do seu ultimo album, "Cinema", e alguns inéditos.
Dia 16 apresentam-se o guitarrista António Chaínho, acompanhado pela fadista Isabel Noronha, Manuel d'Oliveira (viola) e Nando Araújo (baixo), com os O ne Week Project, e no dia seguinte cantam Joana Amendoeira e Mafalda Veiga. A festa que se insere no âmbito da candidatura do fado Obra Prima do Património Oral e Imaterial, pela UNESCO, conta, dia 23, com a participação de Aldina Duarte e no dia seguinte Kátia Guerreiro que encerra a festa. Kátia Guerreiro que a 10 de Junho se apresentará na Coreia do Sul, editou o ano passado o album "Nas mãos do fado".
Fonte: Lusa
A próxima temporada de música da Gulbenkian será uma das importantes de sempre, com 128 concertos e um ciclo de piano com os p rincipais nomes do panorama mundial, por ocasião dos 50 anos da fundação. "É uma temporada particularmente rica dado que coincide com os 50 anos da fundação", anunciou Teresa Gouveia, administradora com o pelouro das artes, na apresentação do programa, que começa em Outubro e vai até Junho do próximo ano.
O ciclo de piano inclui nomes como Alfred Brendel, Evgeni Kissin, Radu Lupu, Grigory Sokolov, Lang Lang, Maurizio Pollini e Murray Perahia. A temporada abre dia 4 de Outubro com um recital da meio-soprano Anne Sophie von Otter.
Outros nomes consagrados integram o ciclo de canto como Barbara Hendricks, Matthias Goerne, Magdalena Kozená e a portuguesa Elisabete Matos. O programa de música antiga inclui recitais da English Baroque Soloists , com o maestro John Eliot Gardiner, de Les Arts Florissants e da Orquestra Barroca da União Europeia com o violoncelista Christophe Coin.
Haverá ainda, no âmbito deste ciclo um recital com canções amorosas, eróticas, satíricas e burlescas do século XVIII e XIX com a soprano Jennifer Smith e o viola Manuel Morais, dos Segréis de Lisboa. Em Janeiro, a soprano romena Ângela Gheorghiu, canta árias de Puccini, acompanhada pela Orquestra Gulbenkian.
O maestro Lawrence Foster, director musical da orquestra, também presente na apresentação da nova temporada, salientou a qualidade do programa e destac ou o convite a duas maestrinas para dirigirem a orquestra nos próximos tempos. A maestrina australiana Simone Young foi convidada a colaborar com a orquestra a partir de 2007-08 e a portuguesa Joana Carneiro continuará a colaboração que tem com a Gulbenkian.
Apesar do vasto programa e da qualidade dos nomes que actuarão na Gulbe nkian, os responsáveis pela fundação garantiram que o orçamento é praticamente o mesmo da temporada passada. "Tudo foi conseguido com muita diplomacia", destacou o director do Serviço de Música da Gulbenkian, Luís Pereira Leal.
Fonte: Lusa
Título: Fotografias de Lisboa
Autor(es): Alberto Pimentel
Stand: Pavilhão 159
Editor: Frenesi
Título: Expo 98 Arquitectura
Stand: Pavilhão 166
Editor: Editorial Blau
17:30
Lançamento do catálogo "Ângelo de Sousa - Ainda mais escultura"
Local: Auditório
Organização: Câmara Municipal de Lisboa/Cultura
Presença de Ângelo de Sousa.
18:30
Lançamento de "O Sangue do Mundo", de Catherine Clément
Local: Foyer
Organização: Asa Editores
Apresentação da obra pelo jornalista António Carlos Carvalho.
19:00
Lançameto do livro "O Código d`Avintes"
Local: Auditório
Organização: Oficina do Livro
De Alice Vieira, José Fanha, Rosa Lobato Faria, João Aguiar, Luísa Beltrão, José Jorge Letria e Mário Zambujal.
20:30
Conferência / Debate, "A Europa: Um livro aberto"
Local: Foyer
Organização: Comissão Europeia
Promovido pela Comissão Europeia. Temas: Que política editorial sobre temas europeus?; A Europa "vende"?; Défice ou excesso de oferta? Oradores: um editor, um livreiro e o autor Pitta e Cunha.
21:00
Divulgação do projecto Apel Digital
Local: Auditório
Organização: Associação Portuguesa de Editores e Livreiros
Fonte: Feira do Livro

Aos sábados, "não fazendo mau tempo", a Rua Anchieta, ao Chiado, "cheira a livro". Não ao livro acabado de sair das máquinas, "a estalar de fresco", mas ao que já conheceu muitas mãos e se deixou olhar por muitos olhos, no intervalo entre a impressão e as bancas. Neste caso, bancas de alfarrabistas. Na Feira de Alfarrabistas do Chiado.
Não fazer mau tempo - sobretudo, não chover - é condição indispensável, porque o espaço não é coberto (e ninguém pensa em cobri-lo). Sem meteorologia pelo meio, também não se dispensa que o sábado não seja de Páscoa nem 25 de Dezembro. Se for, não há Feira. Tem sido assim desde que a Feira assentou arraiais na cidade, vai para cinco anos. Tudo começou na Rua do Carmo, por iniciativa de um grupo de alfarrabistas e da Junta de Freguesia dos Mártires. Na mira desta dupla de interesses, estava abrir um espaço que "mexesse" culturalmente com o Chiado, o reavivasse. E reavivasse o comércio, todo ele, naturalmente.
Este não era um projecto para a eternidade. "Era para ser provisório, temporário", como recorda, em conversa com a Lusa, Rui Martiniano, poeta e editor (ele diz que sim, mas "no passado", agora não, agora é apenas alfarrabista). "A experiência - conta - resultou. Chegámos à conclusão de que Lisboa precisa de uma coisa destas". De resto, à semelhança do que se fazia, e ainda faz, lá fora. Já aqui ao lado, em Espanha, por exemplo. A Rua do Carmo, a do lançamento do projecto, mostrou-se à altura do que se lhe pedia. O espaço era bom, havia movimento, animação, a rua tinha aos sábados uma pulsação festiva. E os livros "saíam" bem.
"Saíam" nas mãos do cliente conhecedor deste tipo de feiras, "batido" nestas peregrinações pelo papel, mas "saíam" também, uma vez, e outra, e mais algumas, nas mãos do cliente "acidental" - aquele que, descendo ou subindo a rua sem qualquer particular "apetite livreiro", de repente pára, qualquer coisa numa banca lhe aguça a atenção, olha, deita a mão a um livro, folheia-o, deixa-se tentar. Não terão sido raros, estes casos. Durante mais ou menos um ano, foi assim, tudo na produtiva paz de entre Chiado e Rossio. Mas, a um e a outro comerciantes da zona, aquela presença desusada, algo inquieta, desagradou. Disseram-se lesados, invocaram quebras no negócio. Tê-los-ão tido realmente? Rui Martiniano pensa que eles, os queixosos, não tiveram paciência para esperar e ver. E acredita que acabariam por colher mais benefício do que dano da presença dos alfarrabistas.
Essas queixas e o facto de a Rua do Carmo não ficar sob a "alçada" da Junta de Freguesia dos Mártires ditaram a retirada da Feira. Para cima, para a mais tranquila transversal da Rua Garrett. Houve, há meses, porque a Anchieta esteve "em obras", uma segunda retirada, para o Largo do São Carlos. Por pouco tempo. Hoje, a todos parece evidente que a Feira, se continuar, é ali, entre uma igreja (dos Mártires) e uma livraria (Bertrand), que há-de ficar. Para já, ocupando mais de metade (54 passos bem medidos) da rua. Mas pode aumentar.
Determinados a assegurar-lhe a continuidade estão 22 alfarrabistas. Todos de Lisboa, menos um, que vem de Coimbra. Em média, costumam estar na Feira entre 16 e 18 deles. Fazem por não faltar. Gere as operações uma Comissão de três elementos (Martiniano é um deles), em funções desde o início. Quinta-feira, outra Comissão vai ser eleita. Todos os sábados, logo pela manhã, instaladas as bancas, a cena repete-se: os alfarrabistas a retirarem de sacos, de pacotes, de maletas - e a depor em pilha, de lombadas ao alto, em "escadinha", como o espaço consinta - os livros que, entre as 10:00 e as 18:00, vão dar cheiro à rua.
Quantos livros são? O cálculo é difícil. Martiniano avança "vários milhares". Só ele, à sua conta, chega a trazer "algumas centenas". Do século XVIII para cá, de tudo com forma de livro se encontra ali à venda. Livros de saída recente também, mas, definitivamente, não é essa a vocação da Feira.
Clientes, há-os também de todo o tipo. Há os "ocasionais" - os que, passando pela Garrett, dão pela presença das bancas e vão "dar uma olhada" -, os "habituais" que sabem ao que vão e onde, em que banca, o procurar, e os também "habituais" que "devassam" todas as bancas, livro a livro, com minúcia de garimpo.
Acontecem "achados". A um desses "garimpeiros" foi possível, um sábado recente, ouvir proclamar, alto e bom som, "Eureka, pá!", ao mesmo tempo que erguia no ar um exemplar intacto, ainda com páginas coladas no bordo, como era de uso, de "Na minha morte", de William Faulkner, na edição da há muito extinta colecção Miniatura, da Livros do Brasil.
A quem o quis ouvir, o "achador" contou que este romance supremo do escritor norte-americano estava "entalado" entre um "Elogio da Loucura", de Erasmo, e "Uma Vida", de Guy de Maupassant. E que andava há anos "em demanda deste Graal", a tentar encontrar "esta edição", para o oferecer a uma amiga.
Martiniano conhece este e outros modos de reagir à descoberta de um título longamente "esperado". Sabe que se pode procurar um livro por uma questão de família, porque com ele se "recapitula" uma lembrança da infância ou da adolescência, porque tem associado um sentimento de alegria ou tristeza, porque foi elemento de um drama, porque abriu portas a uma relação afectivaÓ Mais prosaicamente, a aquisição de um livro nesta Feira pode apenas ter a ver com "o gosto de ter", com necessidades oficinais, com a composição da biblioteca, com o completar de uma colecção.
São tão diferentes as razões para comprar como diferentes os tipos de frequentadores - os "habituais" - da Feira. Martiniano conhece-os. Alguns, pelo nome. Por exemplo, Mariano Gago, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. E há embaixadores, escritores, arquitectos, gente do Teatro e do Cinema, professores universitários, alfarrabistas de outros pontos do país.
Mas clientes são também os alfarrabistas da Feira. Visitam-se, procuram livros na "concorrência", regateiam como uma insistência e uma "agressividade" que é raro ver num cliente "normal". Explicação óbvia: eles conhecem o meio, os eventuais "expedientes", sabem preços, margens de ganhoÓ Toda esta gente é mais "visível" na Feira no Outono e na Primavera. Não é difícil perceber porquê: o Verão empurra Lisboa para sul e o Inverno, com a chuva e o mau tempo em dose reforçada, liga menos bem com um espaço aberto, bancas protegidas com plásticos, alfarrabistas e clientes sob guarda-chuvas. O espaço na Rua Anchieta fez-se para sol e bancas abertas. E assim há-de continuar. Aos sábados. Com sol e muitos livros.
Fonte: Lusa
(foto de Paulo Guedes, Arquivo Municipal)
É lançado o primeiro número do jornal O Século. O Século foi um jornal diário matutino de Lisboa. Durante a sua existência foi o jornal de referência e grande rival do Diário de Notícias. Foi fundado pelo jornalista Joaquim da Silva Graça, nascido na Vidigueira.
É criado o Curso Superior de Letras, em Lisboa.
"Quatro anos e meio depois Lisboa continua sem rumo. Os projectos mudam como quem muda de camisa. O Pavilhão Carlos Lopes continua por reabilitar, o corredor verde - da Baixa a Monsanto - por completar, o São Jorge por dinamizar, a cidade por melhorar. O que se seguirá para o Parque Mayer?"
Por CMC, no Tugir
O Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (SITRA) anunciou hoje para Junho e Setembro a realização de greves de dois dias em protesto pela ameaça de caducidade do Acordo de Empresa (AE). A isto chama-se capacidade de planeamento estratégico.
A organização da Feira do Livro de Lisboa chegou a avaliar esta semana uma proposta de alguns editores e livreiros para prolongar o certame alguns dias, mas concluiu que não valia a pena porque "os custos não compensavam os ganhos".
Tanto para o presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), António Baptista Lopes, como o presidente da União de Editores Portugueses (UEP), Carlos Veiga Ferreira, as expectativas em relação a esta feira "não eram altas devido à crise". Os dois admitiram, contudo, que a afluência foi bastante menor do que esperavam.
Observaram, a propósito, que a conferência de imprensa servia também para "fazer um apelo à cidade para que visite a Feira do Livro nestes últimos dias". A 76ª Feira do Livro de Lisboa, este ano com Angola como país convidado, foi inaugurada a 25 de Maio e deverá encerrar a 13 de Junho, feriado na capital, e a Feira do Livro do Porto, organizada pelas mesmas entidades, a 11 de Junho.
Questionado pela Lusa sobre as críticas de alguns editores à falta de divulgação do certame, António Baptista Lopes refutou-as, sustentando que este ano a APEL fez uma promoção comercial idêntica à das edições anteriores.
"Este ano até houve mais cartazes no Metro, nos transportes suburbanos e um reforço da publicidade televisiva", indicou, assinalando que "a comunicação social aderiu menos" à divulgação do certame. "A edição de 2002 foi um sucesso porque foi o primeiro ano em que a Câmara Municipal de Lisboa investiu a sério na feira e a comunicação social fez uma promoção extraordinária", acrescentou Veiga Ferreira.
Os dois responsáveis referiram ainda que eventos como o Rock in Rio Lisboa e o Festival Super Bock Super Rock contribuíram para atrair o público para outras áreas da cidade. Sustentaram ambos que continua a valer a pena visitar a Feira do Livro porque ali "se encontram muitas obras que as livrarias habitualmente não têm".
"Com esta concentração de editores e livreiros, a feira disponibiliza a bons preços cerca de 70 por cento dos títulos nacionais publicados em português", num total que ascende a cerca de 100 mil no certame, indicaram, como motivos de interesse para o público. Segundo a organização, a Feira do Livro tem ainda para oferecer, até ao dia 13, 121 iniciativas e a presença de autores como José Saramago, João de Melo, João Aguiar, Inês Pedrosa e José Eduardo Agualusa.
Fonte: Lusa
A maioria PSD-CDS/PP na Câmara de Lisboa rejeitou hoje propostas do PS e do Bloco de Esquerda para suspender o processo de construção do parque de estacionamento subterrâneo no Largo Barão de Quintela, no Chiado.
As propostas foram discutidas hoje em reunião pública extraordinária do Executivo camarário e derrotadas com nove votos contra da maioria PSD-CDS/PP. A vereadora com o pelouro do Urbanismo, Gabriela Seara, justificou a posição contrária à suspensão do processo com as necessidades dos residentes naquela zona do Chiado.
"É necessária a criação de estacionamento para residentes naquela zona", afirmou a autarca, acrescentando que "não é esta medida que vai trazer mais trânsito para aquela zona", uma das principais críticas da oposição.
Para Gabriela Seara, as "voltas e voltinhas" que os automobilistas dão para arranjar um lugar para a viatura na zona do Chiado é que provoca o "estacionamento selvagem". "Se queremos atrair a população, temos de criar condições de conforto para os residentes", sustentou.
Esta opinião é partilhada por António Monteiro (CDS- PP), lembrando que a construção deste parque surgiu na sequência do condicionamento do trânsito no Bairro Alto, Santa Catarina e Bica. "Se nós queremos requalificar o espaço público no Bairro Alto, Santa Catarina e Bica precisamos de encontrar espaços que estejam disponíveis para que os residentes deixem os veículos em espaço próprio e deixem o espaço livre da via pública para os peões", sublinhou.
António Monteiro salientou ainda que as propostas dos socialistas e do vereador eleito pelo Bloco de Esquerda apresentam uma "falha muito grave": o facto de não terem em conta a verba que a autarquia teria de gastar caso o processo fosse suspenso.
A vereadora socialista Isabel Seabra esclareceu que a ideia do PS era conseguir uma reavaliação do processo, sem deixar de ter em conta os compromissos já assumidos pela autarquia.
Isabel Seabra solicitou os dados estatísticos que justificam o aumento de estacionamento na zona do Chiado e sugeriu a realização de pareceres técnicas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) sobre a obra. "A criação de mais lugares de estacionamento terá como efeito o aumento imediato de tráfego no Chiado e Camões, zonas já servidas por transportes públicos", sublinhou. O vereador Sá Fernandes (BE) defendeu, por seu turno, a necessidade de se "estudar, analisar, avaliar e saber se vale a pena avançar com o projecto".
"Julgo que suspender este processo faz sentido é razoável e vai no sentido do que decidiu a Assembleia Municipal", acrescentou. A Assembleia Municipal de Lisboa decidiu criar uma comissão para análise do projecto de construção do parque de estacionamento subterrâneo no Largo Barão de Quintela, no Chiado, que se pronunciará dentro de dois meses. O projecto de construção do parque de estacionamento sob o Largo Barão de Quintela, onde está a estátua de Eça de Queirós, engloba 270 lugares e cinco pisos subterrâneos.
Fonte: Lusa

"É um bom sinal a Câmara de Lisboa retroceder. O projecto de Frank Gehry é um desperdício de dinheiro e a sua volumetria não se adapta ao nicho do Parque Mayer. A nossa ideia sempre foi preservar o Capitólio. E por que não criar ali um jardim?"
Paulo Ferrero
Fórum Cidadania Lisboa
"Como entidade encomendadora do projecto, a Câmara de Lisboa tem todo o direito de estabelecer o programa que ali quer ver desenvolvido. Se a ideia é desistir do projecto imobiliário, mantendo o pólo de animação nocturna, aplaudo a cem por cento, porque sempre me repugnou um pouco que ali convivesse habitação com essa agitação à noite. Frank Gehry devia ter sabido integrar o Capitólio no projecto. Ele deve ser recuperado como sala de teatro, e não transformado numa peça decorativa do recinto."
Manuel Graça Dias
Arquitecto
"Este processo é uma tristeza. Agora decidem que o Frank Gehry já não é importante. Esta gente não sabe o que anda a fazer na Câmara de Lisboa. Está visto que trocaram um terreno que vale muito dinheiro, o da Feira Popular, por outro onde pouca construção se pode fazer, o do Parque Mayer. Apesar de tudo, alegro-me por o Capitólio já não ir ao ar e por não ir por diante tanta construção como a que estava prevista."
José Sá Fernandes
Vereador do Bloco de Esquerda
"Estas são novidades que indicam o abandono do projecto de Frank Gehry por parte da Câmara de Lisboa. Apesar das avultadas verbas que até hoje lhe foram pagas, o arquitecto não tem contrato assinado. Este é um recuo da autarquia que pode ir no bom sentido, mas vamos esperar para ver. Sempre considerámos megalómano o projecto de Frank Gehry."
Carlos Chaparro
Responsável pelo PCP de Lisboa
"Talvez seja melhor não se ir gastar tanto dinheiro. E a recuperação do Parque Mayer é urgente. O que é preciso é que volte a haver ali animação."
Ruy de Carvalho
Actor
O projecto do arquitecto norte-americano Frank O. Gehry para o Parque Mayer, que já custou à Câmara de Lisboa cerca de 2,5 milhões de euros, está à beira de ser definitivamente arquivado. "O que está em cima da mesa é a possibilidade de recuperar o espírito original do Parque Mayer ", disse ontem ao PÚBLICO a vereadora do Urbanismo na autarquia, Gabriela Seara.
A afirmação corrobora outras feitas também ontem à Lusa pelo vice-presidente da câmara, Fontão de Carvalho. "Frank Ghery não é o único no mundo. Temos muitos bons arquitectos em Portugal com muito boa qualidade", disse o autarca, depois de explicar que a câmara quer discutir com o arquitecto norte-americano "a possibilidade de não ter um projecto tão ambicioso".
"Estamos a tentar desenvolver um novo conceito para o Parque Mayer e readaptar aquilo que existia, mas mantendo os princípios básicos, como o pólo cultural, para poder apresentá-lo ao arquitecto Frank Ghery", disse Fontão de Carvalho.
O que as declarações de ambos os responsáveis significam é que o "projecto Gehry" para o Parque Mayer está por um fio. Nada há de mais contraditório com o estilo do arquitecto norte-americano - mundialmente famoso pelo Museu Guggenheim de Bilbau - do que a ideia, agora avançada por Gabriela Seara, de "recuperar o estilo original" do recinto.
Assim, a autarquia tenciona confrontar em breve o arquitecto com a necessidade de preservar o Capitólio, edifício classificado pelo Instituto Português do Património Arquitectónico. Pretende também manter a traça original do Variedades e do Maria Vitória - embora admitindo mudá-los de lugar dentro do espaço do parque.
O desafio para Gehry será adaptar o seu plano original às novas exigências da câmara municipal. Haverá, evidentemente, que conversar sobre os custos para o erário municipal deste novo plano. No caso de a autarquia os considerar incomportáveis, então o plano original elaborado pelo arquitecto será definitivamente arquivado.
É este o caminho que a Câmara de Lisboa tem vindo a preparar, com sucessivas declarações dos seus principais responsáveis admitindo a hipótese de o "projecto Gehry" ser alterado. Até que se chegou à admissão, ontem, por Fontão de Carvalho, de que afinal o arquitecto da reabilitação do Parque Mayer poderá ser outro, declaração reforçada pela admissão de Gabriela Seara de que a ideia, agora, é "recuperar o estilo original" do Parque Mayer, espaço inaugurado em 1922 para ser a Broadway de Lisboa. Não foi possível obter ontem um comentário do gabinete de Frank O. Gehry à mudança de planos da autarquia.
A reabilitação do Parque Mayer, um espaço que a decadência do teatro de revista tornou decrépito, é algo de que se fala há muito. Santana Lopes - que ontem se recusou a comentar ao PÚBLICO as mais recentes evoluções camarárias - fez deste dossier uma das suas bandeiras enquanto presidente da câmara, no anterior mandato na autarquia (2001-2005). Foi em Janeiro de 2003 que se começou a falar na contratação de Frank Gehry para redesenhar todo o espaço.
O arquitecto visitou pela primeira vez o Parque Mayer em Janeiro desse ano e em Maio aparecerem as primeiras maquetas: tudo fazia lembrar o famoso museu da principal cidade do País Basco. Três teatros com capacidade para 800, 400 e 300 espectadores, mais seis salas de cinema, um clube de jazz, uma escola de artes e espectáculos e um espaço polivalente. À mistura, um casino, que era aquilo com que Santana pretendia financiar a reabilitação do espaço.
Entretanto, a ideia do casino transferiu-se para o Parque das Nações, onde foi recentemente inaugurado. E toda a transferência da propriedade do Parque Mayer para a Câmara de Lisboa se revelou um enorme imbróglio, ainda hoje alvo de escrutínio judicial.
Fonte: Público
Fissuras são já visíveis em vários prédios nas zonas atravessadas pelo túnel, sobretudo no interior das habitações. Residentes na freguesia de S. José, em Lisboa, queixam-se de que a obra de reparação do túnel ferroviário do Rossio lhes causou pequenos danos nas casas, para além de lhes tirar o sono durante a noite.
Segundo a Refer, cerca de uma dezena de prédios apresentam "danos estéticos, sem efeitos funcionais", mas em pelo menos um edifício da Rua da Alegria o reboco do tecto do hall de entrada caiu com risco para os residentes e uma porta de entrada do rés-do-chão ficou empenada. Em vários deles são visíveis fissuras, sobretudo no interior das habitações.
Antónia Tomás Jacinto, moradora no rés-do-chão direito do n.º 17 da Rua das Taipas, diz que a casa dela e a que fica ao lado (com o n.º 19) são as que estão piores. Mas aquilo de que sobretudo se queixa é do barulho e da trepidação que os trabalhos provocaram durante a noite. "Aqui há tempos o chão tremia quando as máquinas começavam a trabalhar. Nunca mais adormecíamos."
Michelle Percheron, que tem a lavandaria Neve, na Rua da Alegria, queixa-se do mesmo. Depois de apontar as fissuras na loja onde se alinham as máquinas de lavar e de dizer que na casa em frente, onde mora, outras há, a comerciante confirma o desassossego: "Tem sido um barulho horrível à noite. Parecem martelos pneumáticos ou um pequeno tremor de terra. Mas ultimamente não se tem ouvido."
Na rua, o prédio pior parecer ser o n.º 48, onde um professor universitário diz que por "poucos segundos" não apanhou com uma parte do reboco do tecto da entrada do prédio que veio parar ao chão. "A porta de casa deixou de fechar e teve que ser aplainada porque a guarnição cedeu. A casa está cheia de fissuras e muitos azulejos partiram-se. Há problemas em todos os andares", diz o morador.
Num deles mora Luís Marques, presidente da Assembleia de Freguesia de S. José. "Espero que a Refer tenha em consideração o que se está a passar e, uma vez terminada a obra do túnel, venha repor as coisas tal como estavam antes. Eles já têm um levantamento da zona, de modo que podem comparar o antes e o depois das obras. Espero bem que não se comportem como uma companhia majestática", comentou.
João Mesquita, o seu colega presidente da junta, está mais optimista. "Acredito na boa fé da Refer e que irá repor a situação. A empresa tem tido o cuidado de tomar nota das fissuras que vão aparecendo e colocou miras nos prédios para acompanhar o seu comportamento. Tem cá gente todos os dias a verificar isso", afirmou. Essas miras podem ver-se nas junções de prédios das ruas das Taipas, da Alegria e Conceição da Glória, bem como na Travessa da Roseira.
A empresa ferroviária, por intermédio da sua direcção de comunicação e imagem, garantiu ao PÚBLICO que "quaisquer danos já identificados serão reparados no final da intervenção" no túnel do Rossio. "Todos os prédios situados numa banda de 20 metros do eixo do túnel, desde o Rossio até ao Jardim Botânico, estão a ser monitorizados duas vezes por dia", disse Fernanda Rendeiro, da Refer.
A mesma fonte acrescentou que, desde Abril, "não houve criação de novas fissuras ou agravamento das existentes". A empresa diz não ter detectado danos estruturais nos prédios sobre o túnel, não prevendo por isso "nenhuma intervenção ao nível das fundações dos edifícios".
Fonte: Público

Desde domingo que os semáforos de vários cruzamentos do chamado eixo central de Lisboa - dos Restauradores a Entrecampos - aumentaram os tempos destinados ao atravessamento de peões, informou o gabinete da vereadora da Mobilidade. Esta mudança destina-se a ensaiar novas medidas destinadas a dar mais segurança aos peões.
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) está em fase final de acordo com a Fundação Paço D"Arcos para a cedência à autarquia do seu espólio de arte, que durante alguns anos ficará exposto numa galeria a construir na zona do Parque das Conchas, ao Lumiar. O projecto e área da futura galeria, de acordo com o vereador da Cultura na CML, José Amaral Lopes, ficarão definidos ainda este ano.
No local onde ficará a galeria que irá acolher obras de pintura, escultura, gravura e azulejos de artistas portugueses como Vieira da Silva, Paula Rego, Graça Morais, Júlio Pomar, Pedro Cabrita Reis, João Cutileiro ou Charters de Almeida, entre outros, foram ontem inaugurados oito "bancos de lusofonia". Trata-se de oito bancos de pedra com versos de oito poetas, um por cada país lusófono. Sob o tema Amar o mar, está agora inscrita na pedra a poesia de Fernando Pessoa, Corsino Fortes (Cabo Verde), Xanana Gusmão (Timor), Arlindo Barbeitos (Angola), Pascoal D"Artagnan Aurigemma (Guiné Bissau), Francisco José Tenreiro (São Tomé e Príncipe), Mia Couto (Moçambique) e Manuel Bandeira (Brasil). A iniciativa, da Sociedade Gestora da Alta de Lisboa e da Fundação Paço d"Arcos (FPA), pretende, de acordo com a CML, "dar à cidade uma mais-valia cultural, especialmente numa zona que está em crescimento", para além de "dotar o espaço de uma memória colectiva da nossa herança lusófona comum".
A FPA já é responsável por vários bancos de jardim inscritos com poesia, colocados em outras zonas da cidade, nomeadamente junto à Torre de Belém e no Castelo de São Jorge. José Amaral Lopes, à margem da cerimónia, anunciou ainda que a partir de Julho a pintora Graça Morais irá instalar o seu atelier no torreão da Cordoaria Nacional, onde trabalhará e preparará uma exposição da última fase da sua obra, com inauguração marcada para aquele local no mês de Setembro.
Fonte: Público
17h50 Super Bock Super Rock. O Act 2 do festival decorre hoje e amanhã no Parque do Tejo - Parque das Nações. Hoje actuam Summer Sky (17h50), Editors (18h10), The Weatherman (19h), dEUS (19h20), Peace Revolution (20h25), The Cult (20h45), Linda Martini (22h), Keane (22h20), The Legendary Tiger Man (23h40) e Franz Ferdinand (00h10).
18h Chapicow! Os alunos da Escola de Artes e Ofícios do Espectáculo do Chapitô apresentam O Monólogo do Vaqueiro, de Gil Vicente, numa encenação de José Carlos Garcia. Na Praça da Figueira.
18h30 Imprensa e Opinião Pública em Portugal. Lançamento do livro de José Tengarrinha, editado pela Minerva Coimbra, com apresentação de Mário Mesquita. No restaurante do Piso 7 de El Corte Inglés (Av. António Augusto de Aguiar, 31).
18h30 Gestão de Carreiras de Desportistas. Debate com Jorge Andrade (futebolista do Deportivo da Corunha), Pedro Duque (gestor de carreiras de desportistas) e Duarte Cancella de Abreu (assessor de imprensa dos pilotos Tiago Monteiro e Carlos Sousa). No Auditório Silva Leal do ISCTE (piso 0).
19h A PIDE e a Resistência ao Estado Novo. Debate em torno do filme Natureza Morta, com Susana de Sousa Dias (realizadora), Irene Pimentel (historiadora), Urbano Tavares Rodrigues (escritor) e Domingos Abrantes (antigo preso político). Após a sessão das 19h, no Cinema King.
21h Os Três Barítonos. Concerto com António Wagner Diniz, J. Oliveira Lopes e Nuno Vilallonga, acompanhados pelo pianista José Manuel Brandão. No Salão Nobre do Conservatório Nacional (R. dos Caetanos, 25).
Fonte: Público
O Portal Lisboa Jovem (www.lxjovem.pt) já ultrapassou os 40 milhões de pageviews, na altura em que está prestes a comemorar um ano de existência na próxima quinta-feira, segundo um comunicado da Câmara de Lisboa.
O site destina-se a jovens que estudam, habitam, visitam e trabalham na capital. Os cibernautas têm acesso a dez áreas de conteúdos, sendo elas a Educação, Desporto, Entretenimento, Noite, Turismo, Saúde, Canivete Suíço, Tecnologias, Associativismo e Acessibilidade.
Com um público-alvo dos 14 aos 30 anos, o Portal Lisboa Jovem tem ainda uma vertente de produção própria de conteúdos multimédia, onde estão incluídas reportagens e entrevistas em vídeo.
No portal há igualmente informação disponível sobre instituições que trabalham para os jovens, como a Caixa Geral de Depósitos, a Mega FM, Revista 3 ou o Canal X-treme.
Fonte: Diário Digital
Sessão de Autógrafos - Pavilhão I-11 da Bertrand Editora
17:00
Os escritores Artur Correia e António Gomes de Almeida, estarão a dar autógrafos no pavilhão da Bertrand Editora
Sessão de Autógrafos - Pavilhão I 11 da Bertrand Editora
17:00
Os escritores Artur Correia e António Gomes de Almeida, estarão a autografar as suas obras no pavilhão Infanto-Juvenil da Bertrand
Sessão de Autógrafos - Pavilhão 15 da Editorial Minerva
17:00
O escritor Marco Caldeira vai estar no pavilhão da Editorial Minerva para autografar o seu livro "Vislumbres".
Sessão de Autógrafos - Pavilhões 142 e 143 do Instituto Piaget
17:30
Das 17h30m às 19h, o escritor Júlio Conrado estará a autografar o seu livro "Nos Enredos da Crítica", junto dos pavilhões do Instituto Piaget
Sessão de Autógrafos - Pavilhões 4 a 8 da Editorial Notícias/Casa das Letras
18:00
Entre as 18h00 às 19h00 Armando Halpern, com o livro "O Segredo do Cavaleiro" e Fernando José Rodrigues, com "Gestos Esquecidos", estarão a autografar os seus livros junto dos pavilhões da Editorial Notícias (Casa das Letras)/Oficina do Livro
Sessão de Autógrafos - Pavilhões 71/72 da Assírio & Alvim
18:00
Sessão de autógrafos com Alfredo Saramago, junto dos pavilhões da Assírio, a partir das 18:00.
Sessão de Autógrafos - Pavilhões 4 a 8 da Editorial Notícias/Casa das Letras
19:00
Das 19h00 às 20h30 Clara Pinto Correia, com "No Meio do Nosso Caminho", José Manuel Saraiva, com o livro "Rosa Brava" e Mário Ventura, com a obra "O Reino Encantado", estarão a autografar os seus livros junto dos pavilhões da Editorial Notícias (Casa das Letras)/Oficina do Livro
Sessão de Autógrafos - Pavilhões 92 a 95 da Dinalivro
19:00
O autor Jorge Botelho Moniz estará a autografar o seu livro "O Patrono", das 19h às 21h, junto aos pavilhões da Dinalivro.
16:00
Apresentação do livro "Sonho ou Realidade", de Catarina Ramalheira
Local: Auditório
Organização: Rei dos Livros
17:00
Conferência de Imprensa
Local: Foyer
Organização: Associação Portuguesa de Editores e Livreiros
Nesta conferência de imprensa irá ser feita a divulgação actualizada das actividades e dos autores que vão estar presentes nos últimos dias das Feiras do Livro de Lisboa e Porto.
18:00
"Os Livros na Comunicação Social"
Local: Auditório
Organização: C. M. L./Cultura e Os Meus Livros
Para esta agradável e esclarecedora conversa sobre a forma como os livros são tratados na Comunicação Social estão já confirmadas as presenças de João Morales (director da Os Meus Livros); Bárbara Guimarães (jornalista e apresentadora do programa diário Páginas Soltas, na SIC Notícas); José Carlos Vasconcelos (jornalista e director do Jornal de Letras, Artes e Ideias) e Carlos Vaz Marques (jornalista e apresentador do programa diário Pessoal e Transmissível, na TSF). A moderação estará a cargo de Reginaldo Rodrigues de Almeida (professor de Comunicação na UAL e autor dos livros “Sociedade BIT” e “O Voo da Borboleta”).
18:30
Lançamento do livro "Religiões, História, Textos e Tradições"
Local: Foyer
Organização: Paulinas Editora
Apresentado por Frei Bento Domingos e Dimas de Almeida
21:00
Lançamento de "463 Tisanas", de Ana Hatherly
Local: Foyer
Organização: Quimera
Fonte: Feira do Livro
"Há quem goste da Bertrand do Chiado simplesmente porque tem o melhor ar condicionado da zona. Esquecem o mais importante - a partir da segunda sala, não há TMN para ninguém."
João Morgado Fernandes, no French Kissin'
Vale A Pena O Passeio, por André Abrantes do Amaral, em O Insurgente.
Feira do Livro, por José Medeiros Ferreira, nos Bichos Carpinteiros.
A Minha Feira Do Livro, por F. Santos, no Horizonte.
Malta Das Feiras, por Miss Pearls

Os The Cult actuam esta quarta-feira no Super Bock Super Rock XL, evento que decorre no Parque Tejo, em Lisboa. A banda de Ian Astbury regressa a Portugal para um espectáculo integrado num dia em que sobem a palco os Franz Ferdinand, Keane e Editors. A este alinhamento junta-se uma segunda data prevista para quinta-feira, com a presença de Pharrell Williams, Patrice e Boss AC, naquele que é denominado como o «Act2».
Fonte: Diário Digital

Embora reclamada por vários militantes há já algum tempo, a decisão de Henrique de Freitas, presidente da Mesa do PSD/Lisboa, de marcar as eleições na distrital para o dia 13 Julho acabou dividindo os sociais-democratas lisboetas. Segundo a edição desta quarta-feira do jornal Público, para já, apenas Carlos Carreiras, presidente da concelhia de Cascais, anunciou publicamente a sua candidatura à distrital, o que fez em finais de Maio, no congresso do PSD na Póvoa de Varzim.
No entanto, Carreiras deverá vir a ter como adversária Marina Ferreira, actual vereadora na Câmara de Lisboa, que tem vindo a reunir apoios e que reserva para os próximos dias o anúncio da sua candidatura.
Helena Lopes da Costa, que era vice-presidente da actual distrital e se demitiu no ano passado, em conjunto com outros membros da distrital, quando entrou em choque com o presidente, António Preto, disse na terça-feira ao PÚBLICO estar «a ponderar» se avança, o que implica ainda «saber se existem condições políticas para levar por diante um projecto para Lisboa».
Até que tome uma decisão, Helena Lopes da Costa, uma antimendista, que se aliou a Luís Filipe Menezes nos últimos congressos do PSD (Pombal, Lisboa e Póvoa de Varzim), não deixa de criticar a forma como aquele órgão do partido tem funcionado.
«Não faz sentido que a distrital de Lisboa funcione como uma agência de empregos, que é o que se tem verificado nos últimos meses, com a colocação de muitos presidentes de secção como adjuntos na câmara», afirma, num ataque que não se dirige apenas ao ainda presidente da distrital, António Preto, mas também a Marina Ferreira, sua provável concorrente, já que as pessoas citadas por Helena Lopes da Costa (Paulo Moreira, Francisco Oliveira, Américo Vitorino e ainda o ex-presidente da JSD, Sérgio Azevedo) estão «actualmente a trabalhar com a vereadora da Câmara de Lisboa, uns como adjuntos e os outros na empresa municipal EMEL», tutelada por Marina Ferreira.
Já quanto à data para as eleições estabelecida por Henrique de Freitas, é um dos vice-presidentes da própria mesa da distrital, Fernando Pedro Moutinho, que garante não ter sido consultado e critica a escolha, considerando que «a data marcada é um convite à baixa participação. Acho imprudente».
Fonte: Diário Digital
É inaugurada a primeira exposição industrial portuguesa, na Avenida da Liberdade, em Lisboa.
Hoje há sessão dupla no Institut Franco-Portugais: ficção com Le Sang d"un Poète, de Jean Cocteau, documentário com Jean Cocteau, Autoportrait d"un Inconnu, de Edgardo Cozarinski. Narrador inesgotável, Jean Cocteau recorda aqui a sua infância e os encontros com Stravinsky, Satie, Diaghilev e Picasso.
LISBOA Institut Franco-Portugais.
Av. Luís Bívar, 91.
Tel.: 213111427. Hoje às 19h.
No âmbito das Festas de Lisboa 2006, o remodelado Teatro Variedades recebe o Festival Hip-Hop. Programa das festas para esta noite: Xeg, B-Boy Jam e DJ Mars One. O festival continua até quarta-feira.
LISBOA Parque Mayer. Tel.: 218820090.
Hoje às 22h00.
Fonte: Público
Investigação à fraude de 25 milhões de euros na Expo 98 continua parada nos tribunais. Juíza do Tribunal de Instrução Criminal está de baixa há um ano e mais nenhum magistrado está a tratar do processo.
A investigação à fraude de 25 milhões de euros, envolvendo os três paquetes de luxo que foram fretados pela Parque Expo durante a exposição de 1998, está parada há mais de um ano no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa. A juíza que tutela o inquérito está de baixa e o processo, que foi para despacho da magistrada judicial na sequência do requerimento de um arguido, não é resolvido por mais nenhum magistrado.
Também o procurador da 9ª secção do Departamento de Investigação e Acção Penal do Ministério Público, que tutelou a investigação nestes últimos oito anos, está há mais de um ano para terminar o inquérito. Isto depois de a Direcção Central de Combate à Criminalidade Económica e Financeira da Polícia Judiciária ter enviado para o Ministério Público um relatório final com a proposta de acusação e nunca ter recebido qualquer informação sobre a necessidade de ser feita qualquer outra diligência.
Fonte: Público