julho 31, 2006

JOVENS DELINQUENTES (1)

O Chapitô e o Ministério da Justiça vão promover a troca de programas culturais e o intercâmbio de experiências de apoio a jovens delinquentes, segundo um protocolo a assinar terça-feira, disse à Lusa a directora da instituição. O protocolo, que será assinado com o Gabinete para as Relações Internacionais Europeias e de Cooperação (GRIEC) do Ministério da Justiça, pretende "reforçar os laços de relacionamento nas suas diversas áreas de intervenção: social, formação e cultura".

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JOVENS DELINQUENTES (2)

"Vamos trocar programas culturais incidentes nas áreas ligadas à problemática da Justiça", explicou à Lusa Teresa Ricou, presidente da direcção do Chapitô. Uma das medidas de cooperação prevista é um pedido conjunto, dirigido ao Comando Metropolitano da PSP, de reforço do policiamento na Costa do Castelo, onde funcionam as duas instituições.

A realização de tertúlias, o apoio do GRIEC às actividades do Chapitô nos colégios do Instituto de Reinserção Social e condições especiais para os funcionários deste gabinete, enquanto "Grupo de Amigos do Espaço Chapitô", são outras iniciativas previstas.

"Reforçamos desta forma os laços de amizade e entendimento com o Ministério da Justiça e os seus diferentes gabinetes, laços esses que mantemos há já 25 anos", adiantou Teresa Ricou.

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JOVENS DELINQUENTES (3)

O Chapitô desenvolve desde 1987 o projecto "Animação em Acção", com o objectivo de proporcionar a crianças e jovens internados sob tutela do Instituto de Reinserção Social a possibilidade de participar em actividades lúdicas e de expressão artística.

O protocolo visa ainda uma troca de experiências com instituições que realizem trabalhos semelhantes junto dos "jovens pré e delinquentes", referiu. "O objectivo é que as nossas experiências sejam um modelo para o Mundo e também que fiquemos a conhecer experiências estrangeiras. Temos um bom trabalho, é preciso que seja conhecido e reconhecido", sublinhou Teresa Ricou.

Fonte: Lusa

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A LER

Bem sei que e época vai mais para a Lux e a Nova Gente do que para assuntos. Mesmo assim corro o risco de recomendar a 3ª Crónica do Sistema, de Rui Costa Pinto, desta vez sobre a situação da Camara Municipal de Lisboa.

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O TÚNEL 2007 (1)

O túnel do Marquês, em Lisboa, deverá abrir ao público até ao final de Março do próximo ano, prevendo-se que as obras à superfície fiquem prontas até 22 de Dezembro, anunciou hoje o presidente da Câmara, Carmona Rodrigues.

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O TÚNEL 2007 (2)

Também os custos vão ser superiores ao previsto (cerca de 19 milhões de euros), já que a paragem das obras durante sete meses devido à providência cautelar interposta por José Sá Fernandes, vereador do Bloco de Esquerda, acarretará o custo de cerca de quatro milhões de euros, para além de despesas decorrentes de obras que não estavam previstas. Uma das ausências hoje notadas foi precisamente a de Sá Fernandes, actual vereador na autarquia eleito pelo Bloco de Esquerda, partido que se fez representar por um arquitecto do gabinete municipal.

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O TÚNEL 2007 (3)

O túnel do Marquês deverá abrir ao público até ao final de Março do próximo ano, prevendo-se a conclusão das obras à superfície até 22 de Dezembro, anunciou hoje o presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues. "Até 22 de Dezembro estará tudo terminado à superfície e depois são necessários mais dois meses para realizar testes e alguns acabamentos. Prevê-se que a obra reabra no máximo em Fevereiro ou Março de 2007", disse o presidente da Câmara.

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O TÚNEL 2007 (4)

O autarca falava aos jornalistas durante uma visita ao túnel do Marquês com a participação dos vereadores da oposição na Câmara Municipal e de deputados da comissão de urbanismo e mobilidade da Assembleia Municipal de Lisboa. O novo prazo para a conclusão da obra, que começou a ser construída em Agosto de 2003, representa um atraso de mais de dois anos face à data inicialmente prevista.

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O TÚNEL 2007 (5)

Na altura, a autarquia lisboeta previa que as obras estivessem concluídas no prazo de um ano e meio. "Actualmente, 80 por cento da obra está concluída", afirmou David Damião, responsável pela obra.

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O TÚNEL 2007 (6)

Falta concluir o troço do túnel que passa junto à galeria da Linha Amarela do metro, sob a Avenida Fontes Pereira de Melo, junto ao Sana Hotel, que necessitará de obras de reparação das fissuras. Em declarações aos jornalistas, Cerqueira Baptista, director das infra-estruturas do Metropolitano de Lisboa, explicou que o projecto "está a ser finalizado", depois de uma primeira versão ter sido "optimizada" por recomendação do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

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O TÚNEL 2007 (7)

De acordo com o responsável, em Setembro ou Outubro será lançado concurso e escolhido o empreiteiro, estimando-se que a intervenção na estrutura do Metro se prolongue por "três ou quatro meses". Após este trabalho, a Câmara de Lisboa estima que este troço do Túnel do Marquês na Fontes Pereira de Melo fique concluído em dois meses.

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O TÚNEL 2007 (8)

Também os custos vão ser superiores ao previsto (cerca de 19 milhões de euros), já que a paragem das obras durante sete meses devido à providência cautelar interposta por José Sá Fernandes acarretará o custo de cerca de quatro milhões de euros, além de despesas decorrentes de obras que não estavam previstas e que ainda não estão apuradas. Uma das ausências hoje notadas foi precisamente a de Sá Fernandes, actual vereador na autarquia eleito pelo Bloco de Esquerda, partido que se fez representar por um arquitecto do gabinete municipal.

Publicado por jf em 07:14 PM | Comentários (0)

O TÚNEL 2007 (9)

Durante a visita, Carmona Rodrigues e os responsáveis municipais pela obra preocuparam-se sobretudo em apresentar argumentos para garantir a segurança da infra-estrutura, nomeadamente quanto à inclinação, ventilação, procedimentos em caso de emergência e estabilidade. "Esta infra-estrutura vai ficar na história por vários motivos, até pela densidade de atenção que mereceu", afirmou o presidente da autarquia, que sublinhou que, em termos de engenharia, "é uma obra relativamente simples". Carmona Rodrigues manifestou o desejo de que a obra continue a decorrer, como até agora, sem acidentes de trabalho. "Cem por cento seguro, é esse o lema", destacou o autarca.

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O TÚNEL 2007 (10)

Os vereadores do PCP e do Bloco de Esquerda (BE) na Câmara de Lisboa manifestaram hoje preocupações quanto à segurança no Túnel do Marquês, enquanto os socialistas preferem esperar que a infra-estrutura comece a funcionar. O executivo da Câmara de Lisboa, presidida por Carmona Rodrigues (PSD-CDS/PP), e deputados da Comissão de Urbanismo e Mobilidade da Assembleia Municipal de Lisboa visitaram hoje o Túnel do Marquês, numa deslocação em que as questões associadas à segurança dominaram as dúvidas da oposição.

Publicado por jf em 07:00 PM | Comentários (0)

O TÚNEL 2007 (11)

Em declarações à Lusa, a vereadora da CDU Rita Magrinho disse estar "preocupada com a segurança e a ventilação" do túnel, em particular na subida dos veículos. A vereadora comunista lamentou a falta de informação prestada pela maioria de direita sobre esta obra, nomeadamente um cronograma financeiro e da obra. "É a primeira vez que visito o túnel", afirmou a vereadora, manifestando o desejo de que a oposição tenha acesso a mais informação, já que, apesar de vários pedidos da esquerda, nunca se realizou uma reunião sobre o túnel. Os custos adicionais da obra, que Carmona Rodrigues não conseguiu precisar, também preocupam a CDU, que critica a solução de ajuste directo e acredita que a "fiscalização concomitante" do Tribunal de Contas "pode ajudar a regularizar" a situação.

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O TÚNEL 2007 (12)

Para António Braga, do gabinete municipal do BE, a inclinação do túnel é uma das principais preocupações. "A zona de chegada ao Marquês é extremamente perigosa, com um espigão de separação de via que irá ser um ponto de desastres graves", disse à Lusa, considerando que "continua por resolver a interacção" entre o túnel da Linha Amarela do metro, sob a Avenida Fontes Pereira de Melo, e o túnel rodoviário, que chegam a distar dez centímetros. As escapatórias para peões e a ventilação são insuficientes, na opinião do membro do gabinete de Sá Fernandes. "Continuamos com as mesmas dúvidas. Pensamos que é uma obra desnecessária que não irá melhorar o trânsito na cidade. Poderá eventualmente facilitar a saída, mas para isso bastava um túnel até à rua Castilho", acrescentou.

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O TÚNEL 2007 (13)

Também a vereadora socialista Natalina de Moura sublinhou que "importa reter se valeu a pena todo este trabalho e custos para poupar três minutos na saída de Lisboa". A vereadora referia-se a dados revelados hoje pelo responsável da obra, segundo o qual estudos indicaram que uma redução desta ordem já justificava a construção do túnel. Segundo a vereadora, "o PS ficará sossegado depois do início da circulação, se tudo se processar sem acidentes", afirmando aguardar "com tranquilidade o final da obra".

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O TÚNEL 2007 (14)

Face aos esclarecimentos prestados durante a visita, Natalina de Moura disse estar "mais tranquila" quanto à segurança, inclinação do traçado, exaustão de gases e procedimentos em caso de emergência. O presidente da comissão de mobilidade da Assembleia Municipal, o deputado social-democrata Vítor Gonçalves, afirmou-se, no final da visita, "satisfeito" com as explicações. "É uma grande obra que vai facilitar a mobilidade. Espero que esteja concluída o mais depressa possível, para que quem vem para Lisboa passe a ter um acesso mais rápido", disse o deputado.

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O TÚNEL 2007 (15)

Já o comunista Francisco Silva Dias, da mesma comissão, manifestou maiores reservas. "Tenho uma sensação de uma certa angústia e temor com a descida", referiu. Durante a visita, Carmona Rodrigues explicou que a inclinação foi atenuada através de um raio de curvatura de 1.500 a 2.000 metros, que permite "uma transição muito gradual e muito suave" e uma melhor visibilidade. Também a utilização de um piso rugoso para garantir maior aderência dos veículos, a proibição de circulação de viaturas pesadas e a definição de 40 quilómetros/hora como velocidade máxima, controlada por radares e câmaras, são outras medidas para reforçar a segurança no interior do túnel.

Publicado por jf em 06:57 PM | Comentários (0)

O TÚNEL 2007 (16)

"Esta obra não é feita para prevaricadores. É fundamental cumprir a legislação", salientou David Damião, responsável da obra. Quanto aos procedimentos em caso de emergência, David Damião explicou que o túnel terá duas saídas de emergência, além das próprias rampas de entrada e saída, colocadas a cada 150 metros, num trajecto total de 1.275 metros. "O túnel está a sete metros de profundidade, são dois lanços de escada", frisou, destacando que existirá permanentemente um reboque e um sistema de rádio que irá informar os condutores sobre o que fazer em caso de acidente.

Publicado por jf em 06:56 PM | Comentários (0)

O TÚNEL 2007 (17)

A proximidade em relação ao túnel do Metro não preocupa os responsáveis pela obra, que salientam que os dois túneis "são estruturas completamente diferentes". Sobre a exaustão dos fumos, o responsável adiantou que o sistema escolhido é misto, com ventiladores que funcionam independentemente uns dos outros, além de estar prevista uma monitorização da qualidade do ar. Toda a obra e edifícios envolventes estão a ser monitorizados para verificar o aparecimento de fissuras, o que não aconteceu até agora, explicou.

Fonte: Lusa

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ONDE ESTÃO ELES? (1)

Já passou um ano. Precisamente um ano desde que o Ballet Gulbenkian (BG) se apresentou num Teatro Camões a rebentar de gente para, entre lágrimas e abraços, se despedir do seu público. Em menos de um mês a vida daqueles 29 bailarinos mudou radicalmente. "Tiraram-nos o tapete debaixo dos pés", lembra Rodrigo Vieira. Na manhã seguinte, cada um continuou com a sua vida. Improvisando. Batalhando. Desistindo.

Quando soube que o Ballet ia acabar, a bailarina Ana Sendas tomou imediatamente a decisão de se ir imbora de Portugal. "Não foi tanto por achar que não iria arranjar trabalho ou que não havia pessoas valiosas com quem trabalhar. Foi quase por revolta. Senti que estava num país que não valorizava a cultura e isso entristeceu-me muito."

"Acho que o fim do BG é mesmo um convite aos bailarinos para saírem do País. Sobretudo aos que estão agora a começar a carreira." Para ela, que já tinha estado seis anos fora, foi relativamente fácil. Reactivou antigos contactos, ficou atenta às revistas da especialidade e à Internet, fez audições. Em Janeiro, enquanto tirava um curso de fotografia no Ar.co, soube que tinha conseguido um lugar no Göteburg Ballet, na Suécia. Mudou-se há pouco mais de uma semana e está ainda a adaptar-se às rotinas da sua nova companhia. "Estou muito optimista."

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ONDE ESTÃO ELES? (2)

Como ela, o israelita Hillel Kogan regressou ao seu país e à Batsheva Dance Company; a espanhola Laura Marín integrou a companhia da Ópera de Lyon (França); Jermaine Maurice Spivey foi para o Cullberg Ballet (Suécia). Mas ir para o estrangeiro não era uma opção para todos. Por causa da idade, do mercado competitivo, do preços das viagens sempre que se vai fazer uma audição, porque há planos e famílias que alguns não querem deixar. Sofia Inácio, por exemplo, aproveitou para gozar em pleno a maternidade recente, ao mesmo tempo que frequenta um curso de produção de espectáculos. Com 32 anos, dez dos quais passados no BG, está agora a dar os primeiros passos por conta própria como criadora. Sozinha e sem dinheiro. Um risco assumido. Mónica Gomes preferiu jogar pelo seguro: "Optei por receber o subsídio de desemprego porque isso me dava mais estabilidade. Por isso, só fiz duas participações em projectos", conta a bailarina de 29 anos. Em Setembro, começará a trabalhar no Quorum Ballet, uma nova companhia fundada por Daniel e Theresa da Silva Cardoso.

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ONDE ESTÃO ELES? (3)

Neste período, Mónica encontrou alguns dos seus colegas na Gulbenkian aonde iam, regularmente, fazer aulas de dança ou yoga. A Fundação cumpriu a promessa de continuar as aulas durante um ano para que os bailarinos mantivessem a forma. "Essa é uma preocupação permanente. Não se pode dançar só de vez em quando. O corpo é como uma máquina que ganha ferrugem", explica Iolanda Rodrigues. Quando trabalham apenas em "projectos pontuais", sem ter uma companhia, os bailarinos são obrigados a recorrer a ginásios ou a aulas particulares para se manterem no activo.

Publicado por jf em 10:07 AM | Comentários (0)

ONDE ESTÃO ELES? (4)

Neste período, Mónica encontrou alguns dos seus colegas na Gulbenkian aonde iam, regularmente, fazer aulas de dança ou yoga. A Fundação cumpriu a promessa de continuar as aulas durante um ano para que os bailarinos mantivessem a forma. "Essa é uma preocupação permanente. Não se pode dançar só de vez em quando. O corpo é como uma máquina que ganha ferrugem", explica Iolanda Rodrigues. Quando trabalham apenas em "projectos pontuais", sem ter uma companhia, os bailarinos são obrigados a recorrer a ginásios ou a aulas particulares para se manterem no activo.

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ONDE ESTÃO ELES? (5)

Apesar de não ter tido direito a subsídio de desemprego, porque no BG ainda estava a contrato, Iolanda nunca desanimou. "Não sou pessoa de ficar de braços cruzados." Além de continuar a dar aulas na Academia de Dança Contemporânea de Lisboa, fez todas as audições que havia para fazer em Portugal - e que, diga-se, não são muitas. "Temos que estar sempre a mandar currículos e a dizer alô, estamos aqui." Foi assim que conseguiu um lugar em Pure, projecto da Companhia Instável com coreografia de Rui Horta, que se estreou no início do mês. A seu lado estão dois outros ex- -bailarinos da Gulbenkian, Romeu Runa e o brasileiro Rodrigo Vieira. "Sendo imigrante não tenho opção. Ou trabalho ou vou embora", explica este. Rodrigo passou da Gulbenkian para o Politeama para fazer A Canção de Lisboa com Filipe La Féria. "Foi divertido", diz. É preciso ter sentido de humor, mas nem sempre é fácil. "Hoje em dia, a gente só pensa em mudar o rumo da nossa vida. Em procruar alternativas", desabafa.

Publicado por jf em 10:06 AM | Comentários (0)

ONDE ESTÃO ELES? (6)

Rui Reis tinha uma alternativa. Entrou para o BG em 1986, mas nunca deixou de lado a sua outra paixão, a arquitectura, e, estudando à noite, acabou por se licenciar em 1999. Com o fim da companhia, começou a trabalhar mais a sério nos desenhos. "Este último ano foi na realidade muito difícil", revela. "Sair de uma estrutura extraordinária com 40 anos e deparar--me com a realidade do panorama nacional, foi complicado. Talvez por isso tenha estado apenas como observador, não encontrei inspiração."

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 10:05 AM | Comentários (0)

CABARET VIVO

O Chapitô apresenta hoje, pelas 22h, Cabaret Vivo. O espectáculo consiste em performances circenses com trapézios, malabarismo, dança, marionetas e diversas animações. É na esplanada do Chapitô e a entrada é livre.

LISBOA Chapitô.
Rua Costa do Castelo, 1/7.
Hoje, às 22h. Entrada livre.

Publicado por jf em 09:56 AM | Comentários (0)

HORSFIELD NO CAM

Depois da passagem pelo Jeu de Paume, em Paris, Craigie Horsfield chega a Lisboa com a sua exposição Relation. O fotógrafo britânico apresenta também uma instalação vídeo, para além das fotografias a preto e branco em grande escala feitas ao longo dos últimos 30 anos.

LISBOA Centro de Arte Moderna
José de Azeredo Perdigão. Até 24 de Setembro.
Das 10h às 18h. Bilhetes a 3 euros.


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PASSAGEIROS CONTRA CARRIS

Passageiros da Carris acusam a empresa de estar a reduzir, sem os informar, o número de autocarros ao serviço das carreiras, aumentando significativamente o tempo de espera nas paragens. Os incumprimentos apontados dizem respeito sobretudo à carreira nº30 , que assegura a ligação entre Picoas e Picheleira.

"Reduzem os carros, mas ninguém nos avisa! Antes costumava esperar dez minutos, agora estou vinte e, às vezes, por qualquer motivo que não sabemos, falta um autocarro e somos obrigados a ficar meia-hora na paragem à espera do próximo", queixa-se Amélia Terrenas, enquanto aguarda pela chegada do 30. E, acrescenta: "A partir da 17h00 é quando os autocarros costumam falhar mais".

A mesma opinião é partilhada por Maria Arminda, passageira da Carris que utiliza todos-os-dias aquela carreira. "Já vim várias vezes para a paragem, mas acabo por ir embora porque o autocarro não aparece. Não sei o que se passa", questiona.

O aumento dos intervalos entre autocarros é também confirmado pela Federação dos Sindicatos de Transportes Rodoviários e Urbanos (Festru), que atribui a situação à falta de motorista e à tentativa, por parte da Carris, de "reduzir custos" no âmbito do processo de reestruturação em curso na empresa. A retirada de autocarros, acusa o dirigente sindical Vítor Pereira, tem sido feita "nas costas dos trabalhadores, dos autarcas e da população", com "prejuízo para os utentes".

Fonte: Público

Publicado por jf em 09:48 AM | Comentários (0)

MORADORES DE CARNIDE CONTRA ATL

Moradores de Carnide estão contra a construção de um ATL da junta de freguesia que dizem prejudicar a sua qualidade de vida e a segurança das suas casas.

O futuro espaço infantil está a ser erguido na Rua dos Táxis Palhinhas, nas traseiras de um conjunto de edifícios em forma de L, com frente para a Travessa do Pregoeiro. onde alguns residentes olham com apreensão o erguer das estruturas metálicas de uma obra que deverá estar concluída em Setembro.

"O nosso sossego vai acabar. A privacidade dos andares mais baixos circundantes desaparece. Já viu o que será ter aqui, mesmo à beira, setenta crianças, que é o que o presidente da junta diz que cá vai meter?", perguntou Celeste Galhoz, moradora de um primeiro andar da Trav. do Pregoeiro.

Mas tem outros motivos de preocupação. A estrutura de ferro do futuro atelier de tempos livres que já começou a ser erguida fica, como o espaço é pequeno, muito próxima do exaustor da cozinha de um restaurante, "onde há tempos já houve um foco de incêndio", e das saídas de ar (e de fumos) de uma grande garagem subterrânea. "Os acessos em caso de incêndio ou acidente vão ficar tapados", avisou.

Fonte: Público

Publicado por jf em 09:46 AM | Comentários (0)

ESPLANADAS

"(...) começando pelo S.Carlos constata-se que a sua esplanada não só ocupa quase toda a frente da entrada principal, tapando dois terços dos arcos daquela, como dispôs as mesas e cadeiras a seu bel-prazer, como convive diariamente, imagine-se, com a miserável fonte daquele largo, quase sempre entupida e mal cheirosa. No D.Maria II a verdade é que a esplanada não só inviabiliza aquela que devia ser a entrada principal do teatro, como reduz a imponência da frontaria a simples adereço, e sujeita os pulmões dos clientes a autênticas bombas de monóxido de carbono, libertado pelos escapes dos automóveis."

Carta do leitor do Público Paulo Ferrero.

Publicado por jf em 09:45 AM | Comentários (0)

LIXO

"Moro na Calçada de Santo André, no nº70. No prédio contíguo ao meu, no nº62, habitam emigrantes africanos e chineses, que deveriam ser melhor esclarecidos quanto ao funcionamento da recolha de lixo nesta zona de Lisboa, onde se utiliza agora o sistema de sacos de plástico para recolha do lixo para reciclagem. Quando ainda existiam caixotes de lixo, a rua mantinha-se mais ou menos limpa, mas, mesmo assim, havia muito lixo que era colocado fora dos caixotes. Com o novo sistema, a rua transformou-se numa lixeira a céu aberto, onde proliferam as baratas e as ratazanas. As pessoas do referido prédio despejam o lixo indiscriminadamente, todos os dias, domingos inclusive, sem sequer o acondicionar em sacos de plástico vulgares. Quando, à noite, o carro do lixo passa, é evidente que o lixo só é parcialmente recolhido, pois é impossível os trabalhadores da câmara andarem a apanhá-lo à mão. No dia seguinte a rua é um verdadeiro nojo. "

Afirmações da leitora do Público Cristina Sampaio, em carta hoje divulgada pelo jornal.

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O TEMPO (1)

A Associação Cais tem patente ao público, desde dia 20 de Julho, na estação do metro Baixa-Chiado, uma exposição de fotografia dedicada ao tema "O Tempo", que reune 40 trabalhos premiados num concurso nacional, aberto a fotógrafos amadores e profissionais.

Publicado por jf em 09:40 AM | Comentários (0)

O TEMPO (2)

Pelo quarto ano consecutivo, este concurso desafiou os amantes da fotografia a mandarem os seus trabalhos e os 40 apurados, para além de integrarem esta exposição, aberta até dia 27 de Agosto, podem também ser vistos na edição nº 111 da revista Cais. A adesão foi evidente, tendo a Cais recebido 2 529 fotografias a concurso, quadrilicando o número de trabalhos recebidos em 2005. O vencedor foi o norte-americano Barnaby Hall, fotógrafo profissional residente em Odemira, que viu o seu trabalho "Mother and Daughter", receber o primeiro prémio.

Publicado por jf em 09:40 AM | Comentários (0)

O TEMPO (3)

Um prémio pecuniário no valor de mil euros, oferta do BES, um dos patrocinadores do evento, a capa do número 111 da revista Cais, um vale de compras da Epson no valor de 850 euros, a edição de um postal com a foto premiada e uma assinatura anual da revista Foto Digital, foi o que recebeu o vencedor.

Publicado por jf em 09:39 AM | Comentários (0)

O TEMPO (4)

"Pelo modo como aborda a memória sem dramatismo, bem como o cruzamento do registo do instantâneo com o álbum de família. Para além de um excelente domínio técnico, no enquadramento e tratamento da cor", foi o comentário do júri que premiou a foto da mãe e da irmã de Barnaby Hall. A Associação Cais foi criada em Dezembro de 1994, juntamente com a revista, tendo como objectivos principais a integração e ajuda de pessoas sem-abrigo ou ligadas a instituições sociais.

Publicado por jf em 09:38 AM | Comentários (0)

O TEMPO (5)

A revista, com o preço de capa de dois euros, tem uma tiragem de 36 mil exemplares e 70 por cento do custo de venda reverte a favor do vendedor, servindo os restantes 15 por cento para cobrir os gastos de produção.

Fonte: Público

Publicado por jf em 09:38 AM | Comentários (0)

AGENDA

9h-18h Vestígios Arqueológicos da Cidade de Lisboa.
Mostra icono-bibliográfica. Patente até 12 de Agosto, de segunda a sábado, no Gabinete de Estudos Olisiponenses (Est. de Benfica, 368).

15h-24h XXVII Salão Internacional de Pintura Naïf.
Exposição que reúne 96 trabalhos de 42 artistas de diversos países. Está aberta ao público até 11 de Setembro, na Galeria de Arte do Casino Estoril.

17h-23h Feira do Livro e do Artesanato de Sintra.
Certame organizado pelo município, com a presença de 40 artesãos do concelho e 18 stands de editoras e livreiros. Decorre até domingo no Largo D. Fernando II (local da Feira de S. Pedro).

21h Concertos do Carmo.
Seis fadistas, de diferentes gerações, apresentam-se todas segundas-feiras, até 25 de Setembro, nas Ruínas do Convento do Carmo. O cartaz é constituído por Beatriz da Conceição, Alcindo de Carvalho, Matilde Pereira, Joaquim Gomes, Cátia Garcia e André Vaz. Entradas a 15 e 25?.

21h30 Mare Nostrum.
32º Festival de Música do Estoril. O Quarteto Kodály actua hoje e terça-feira no Centro Cultural de Cascais, com um programa preenchido com obras de Mozart, Bartok e Lopes-Graça.

Publicado por jf em 09:37 AM | Comentários (0)

SERVIÇO PÚBLICO

Abriu nova secção na coluna dos links. A Camara Municipal, a Assembleia Municipal, as Juntas de Freguesia, o urbanismo, um mapa da cidade e o e-mail do municípe, passam a ter ligação directa a partir do Olissipo.

Publicado por jf em 12:29 AM | Comentários (0)

julho 30, 2006

CONTRA A CORRENTE

Ficar em Lisboa em Agosto. Beneficiar das ruas desertas, dos restaurantes só para nós, dos jardins sem caca de cão, dos cinemas silenciosos. Da brisa do Tejo mais límpida e de maior nitidez nos reflexos das águas. Ler e escrever em blogues em Agosto. Com a poeira mais assente, palavras mis expressivas, descobertas impossíveis onze meses por ano. Viver em contra-corrente, para variar da conta corrente do ano inteiro.

Publicado por jf em 07:27 PM | Comentários (2)

A CAPITAL DIGITALIZADA NA HEMEROTECA


(Hemeroteca Municipal de Lisboa)

Concluiu-se a digitalização integral deste jornal a partir de microfilme, num projecto que contemplou o tratamento de cerca de 20 mil imagens. Agora, através da Hemeroteca Digital, é possível aceder, gratuita e facilmente, a um dos principais jornais portugueses do primeiro quartel do século XX. A Capital ("Diário Republicano da Noite") apareceu em Lisboa em 1910 e foi fundada por Manuel Guimarães, seu redactor-gerente e, mais tarde, director e único proprietário. Dos seus colaboradores mais frequentes destaque-se Mayer Garção, Câmara Reis, Joaquim Manso, Reinaldo Ferreira, Avelino de Almeida, José do Vale, Júlio Dantas, entre muitos outros. Atingiu extraordinária popularidade, saindo regularmente até Julho de 1926. Entre 1926 e 1938 saíram apenas números anuais ou bianuais para manter o título.

Fonte: CML

Publicado por jf em 06:33 PM | Comentários (0)

CONCURSO DE QUADRAS POPULARES 2006

Foram atribuídos os prémios do Concurso das Quadras Populares de Santo António 2006.

Entra na marcha a cantar
Santo António folgazão
- o que o menino se ri
agarrado ao cabeção!..

Esta quadra, de Ernesto Lopes Nunes, foi a vencedora do 1º Prémio do Concurso das Quadras Populares de Santo António 2006, no valor de € 500. O 2º Prémio (no valor de € 450) foi atribuído a Helena Luísa Miranda Coentro e o 3º (€ 400) foi atribuído em Ex aequo a Maria Fernanda Diniz Martins e a Maria Maria de Lurdes F. de Andrade.

As quadras premiadas constam das 940 concorrentes ao Concurso de 2006. O Júri, constituído pelo Coordenador do Grupo Permanente de Trabalho do departamento de Património Cultural da Câmara Municipal de Lisboa, Salete Salvado, pelo representante da Divisão de Programação e Divulgação Cultural da autarquia, Ana Caessa, e pelo representante do Grupo “Amigos de Lisboa”, Marília Homem Ferreira Abel, atribuíu ainda 17 Menções Honrosas, premiadas com uma publicação sobre Lisboa.


Primeiro Prémio

Entra na marcha a cantar
Santo António folgazão
- o que o menino se ri
agarrado ao cabeção!..

da autoria de Ernesto Lopes Nunes

Segundo Prémio

Entra na marcha a cantar
Santo António folgazão
pôs São Vicente a guardar
a caixinha do tostão

da autoria de Helena Luísa Miranda Coentro

Terceiro Prémio Ex aequo

Entra na marcha a cantar
Santo António folgazão
Traz um arco de Luar
E uma estrela por balão!

da autoria de maria Fernanda Diniz

Entra na marcha a cantar
Santo António folgazão
Fugiu do Céu numa estrela
Com seu arquinho e balão.

da autoria de Maria de Lurdes F. de Andrade

Fonte: CML

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PARQUE OESTE (1)


(CML)

O primeiro a ser construído com sistema de aproveitamento das águas pluviais para a rega e manutenção dos lagos. Foi ontem de manhã inaugurada a primeira fase do Parque Oeste, na Alta do Lumiar, em Lisboa, o primeiro parque público da cidade construído de raiz com o objectivo de racionalizar a utilização da água.

Publicado por jf em 01:12 PM | Comentários (0)

PARQUE OESTE (2)


(CML)

O parque, que no final das três fases de empreitada será um dos maiores da cidade, com 22,8 hectares, abriu ontem ao público uma área de 7,4 hectares, com 33 mil e 500 metros quadrados de relvado, 22 espécies de arbustos, espalhados por mais de nove mil metros quadrados e 575 árvores, de 18 espécies, incluindo 36 palmeiras.

Publicado por jf em 01:11 PM | Comentários (0)

PARQUE OESTE (3)

Esta primeira fase do Parque Oeste custou 4,6 milhões de euros e o projecto de intervenção foi realizado pela Sociedade de Gestão da Alta de Lisboa, que entregou agora a manutenção e segurança do espaço à autarquia lisboeta.

Publicado por jf em 01:10 PM | Comentários (0)

PARQUE OESTE (4)

De acordo com o vereador dos Espaços Verdes, António Prôa, este é o primeiro parque da cidade com um sistema que permite, através de uma bacia de retenção, fazer o aproveitamento das águas pluviais, reutilizando-a para rega e sustentabilidade de todo o coberto vegetal e manutenção dos lagos existentes.

Publicado por jf em 01:10 PM | Comentários (0)

PARQUE OESTE (5)

Segundo aquele responsável, a racionalização do uso da água é "uma das prioridades deste executivo camarário". António Prôa disse ainda ser uma preocupação actual da autarquia dotar de imediato "com equipamentos desportivos e espaços verdes" as populações, após o seu realojamento, como é o caso das várias malhas PER existentes na Alta de Lisboa, que acolheram moradores de vários bairros degradados, como a Musgueira.

Publicado por jf em 01:09 PM | Comentários (0)

PARQUE OESTE (6)

Os moradores, aparentemente satisfeitos com o novo parque e com a festa que acompanhou a inauguração, não deixaram de fazer alguns reparos; a grandes distância entre os poucos caixotes de lixo existentes, a falta de sombras, que só abundarão depois de as árvores crescerem e mais protecção para as crianças nas zonas com água. De resto, comprometeram-se a estimar o espaço, que será vigiado pela Polícia Municipal de Lisboa.

Fonte: Público

Publicado por jf em 01:09 PM | Comentários (0)

30 DE JULHO DE 2005

Realiza-se o último espectáculo da companhia Ballet Gulbenkian, por iniciativa dos bailarinos, no Teatro Camões.

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30 DE JULHO DE 2005

Deixa de se publica A Capital.

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30 DE JULHO DE 1848

É inaugurada a iluminação a gás em Lisboa

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julho 29, 2006

JOANA VASCONCELOS

Há seis anos Joana Vasconcelos foi a vencedora da primeira edição do Prémio EDP Novos Artistas, anteontem coube-lhe, por isso, a inauguração do novo espaço expositivo do Museu da Electricidade/Central Tejo, da Fundação EDP, depois de uma mostra do fotojornalista Luís Ramos sobre as obras de recuperação do museu. Vasconcelos mostra uma obra inédita e encerra um ciclo de trabalho em que usa o crochet para falar de situações de poder e estatuto. Em A Ilha dos Amores, que parte do conhecido canto nono de Os Lusíadas, a artista pega em esculturas de jardim para parodiar a relação entre sexos e os desequílibrios entre cinco ninfas sedutoras e um Baco que não chega a olhá-las. Leonor Antunes, Fernanda Fragateiro e Noé Sendas farão as próximas exposições.

Fonte: Público

Publicado por jf em 04:36 PM | Comentários (0)

FANFARE CIOCALIA

A Fanfare Ciorcalia combina a música festiva dos Balcãs com arranjos variados, e é hoje um dos mais requisitados projectos de world music.

LISBOA Casino de Lisboa. Alameda dos Oceanos,
lote 1.03.01. Parque das Nações.
Hoje, às 22h. Bilhetes entre 20 e 25 euros.


Publicado por jf em 04:35 PM | Comentários (0)

TRANSPARÊNCIA

Os homens do Presidente impediram hoje os jornalistas de fazer perguntas a Carmona Rodrigues. Compreende-se. Ele não sabe dos processos, das taxas, dos papéis.

Publicado por jf em 01:35 PM | Comentários (0)

SIM CONTRA (1)

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul anunciou sexta-feira que vai impugnar judicialmente o regulamento interno do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e exigir a revogação de todas as decisões da administração, que acusa de cometer «ilegalidades».

Em conferência de imprensa, o presidente do Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS), Mário Jorge Neves, adiantou que os serviços jurídicos desta entidade estão a avaliar a possibilidade de avançar com um procedimento judicial semelhante em relação ao Centro Hospitalar de Lisboa Central.

Publicado por jf em 12:35 AM | Comentários (0)

SIM CONTRA (2)

Mário Jorge Neves acusou hoje as administrações dos dois centros hospitalares de estarem a tomar decisões sem fundamentação técnica no que toca à reorganização dos serviços destas entidades, constituídas a partir da integração de v árias hospitais. O Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental agrupa as unidades de S. Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz e foi criado o ano passado.

Segundo o sindicalista, a administração deste centro hospitalar, que é também uma Entidade Pública Empresarial, «tomou decisões de fusão, extinção e criação de serviços sem ter um regulamento interno homologado» pelo Ministério da Saúde.

Publicado por jf em 12:34 AM | Comentários (0)

SIM CONTRA (3)

Este regulamento - do qual o SMZS não tem conhecimento oficial -, foi a provado em Junho pelo secretário de Estado da Saúde «sem a participação das organizações sindicais», apesar de implicar alterações de condições de trabalho, horários e locais de exercício de actividade, criticou o Mário Jorge Neves.

O SMZS vai esperar que terminem as férias judicias, que decorrem durante o mês de Agosto, para avançar com a impugnação judicial do documento e, se esta for aceite, os médicos destes hospitais vão poder exigir indemnizações às administrações por prejuízos sofridos, pormenorizou o sindicalista.

Publicado por jf em 12:34 AM | Comentários (0)

SIM CONTRA (4)

O SMZS manifestou igualmente estranheza por a Ordem dos Médicos não se ter pronunciado ainda sobre a forma como tem estado a funcionar o serviço de urgência do Hospital S. Francisco Xavier, o único do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO). Segundo o sindicato, foram transferidos vários serviços do S. Francisco Xavier para as outras duas unidades que impedem que a urgência funcione com o a poio adequado, obrigando à transferência de doentes entre os hospitais.

Publicado por jf em 12:33 AM | Comentários (0)

SIM CONTRA (5)

Quanto ao Centro Hospitalar de Lisboa Central (criada em 2004 e que agrupa os hospitais de S. José, Capuchos, Desterro, Santa Marta e Estefânia), o SMZS acusa a administração de «ter um comportamento mais consentâneo com uma comissão liquidatária». O sindicato contesta o fim da urgência de estomatologia a partir das 20:00 e aos fins-de-semana, que afirma ser «a única existente em toda a zona sul do país», os cortes nos horários dos enfermeiros as tentativas de escalar, em simultâneo, médicos para a urgência e para os serviços. A agência Lusa tentou o centro Hospitalar de Lisboa central, mas até ao momento não foi possível obter qualquer reacção.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 12:32 AM | Comentários (0)

O PSD BRINCA COM COISAS SÉRIAS...

O grupo de lista do PSD na Assembleia Municipal pediu ao Governo que especifique se existe e qual é a empresa municipal «fictícia» em Lisboa, em reacção a declarações recentes do secretário de Estado Eduardo Cabrita.

Num requerimento enviado à presidente da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), a social-democrata Paula Teixeira da Cruz, a bancada do PSD pede ao Governo e, «em especial» ao secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita, «informação concreta» sobre a existência de alguma empresa municipal «fictícia» ou que seja uma forma de endividamento do município.

O PSD pretende ainda que, caso existam, sejam indicadas quais as empresas municipais nesta situação.

O secretário de Estado afirmou recentemente que o Governo pretende impedir que autarcas acumulem cargos em empresas municipais, e sustentou haver entidades deste tipo «que são puramente fictícias e algumas são uma forma de endividamento escondido das autarquias».

No requerimento entregue à AML, o líder do grupo municipal social-democrata, Saldanha Serra, considera que as declarações do governante «são susceptíveis de lançar, pela sua generalização, um ambiente de suspeição sobre todos os municípios e todas as empresas municipais», o que os deputados do PSD classificam como «inaceitável».

Referindo que a competência para a criação das empresas municipais cabe às assembleias municipais, o PSD sustenta que «tais suspeições não deixarão de recair sobre a AML que, durante os anos 90, aprovou a criação da grande maioria das empresas municipais existentes neste município».

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues (PSD), defendeu a utilidade das empresas municipais e disse não acreditar na existência de «empresas fictícias».

«Não me passa pela cabeça que sejam criadas empresas sem que tenham como único objectivo prestar um melhor serviço aos cidadãos», afirmou o autarca.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 12:27 AM | Comentários (0)

CML DESMENTE MINISTRO (1)

O presidente da câmara de Lisboa negou esta sexta-feira a acusação feita pelo ministro das Finanças de ter contratado mais de 50 funcionários desde o início do ano. O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos afirmou quinta-feira no Parlamento que, nos primeiros seis meses deste ano, as cinco câmaras que contrataram mais de 50 funcionários foram Oeiras, Lisboa, Coimbra, Maia e Moura. Em comunicado, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) adianta que «a Administração Local, nomeadamente, o Município de Lisboa tem mantido o esforço de contenção e redução dos seus efectivos».

Publicado por jf em 12:24 AM | Comentários (0)

CML DESMENTE MINISTRO (2)

A CML especifica que «em 31 de Dezembro de 2005 o número de trabalhadores era de 11.045 e em 27 de Julho de 2006 é de 10.984». «Ou seja, ouve uma diminuição global de 61 colaboradores, dos quais 46 do quadro e 14 contratados», conclui o comunicado. À semelhança do que fez António Carmona Rodrigues, todos os visados por Teixeira Santos negaram a veracidade das declarações do ministro.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 12:23 AM | Comentários (0)

julho 28, 2006

BOLANDAS

PS e Bloco de Esquerda exigem esclarecimentos do presidente da câmara de Lisboa sobre o novo estudo para o Parque Mayer, hoje noticiado, enquanto o PCP insiste na realização de um plano de pormenor para a zona.

Publicado por jf em 05:29 PM | Comentários (0)

EMBARGO?

O vereador José Sá Fernandes perguntou ontem ao presidente da Câmara de Lisboa, através de uma nota de imprensa, se vai "embargar imediatamente" a construção do condomínio da Av. Infante Santo, tal como recomenda o provedor de Justiça no relatório anteontem divulgado pelo PÚBLICO.

O autarca independente eleito pelo Bloco de Esquerda sublinha que a maioria admitiu, na reunião da câmara de anteontem, que o empreendimento não tem alvará de licença de construção, ao mesmo tempo que garantiu não haver motivos para embargar a obra. Resulta daí, diz o texto, que, para a maioria, "não é preciso alvará para edificar em Lisboa" - entendimento esse que é "ilegal" e "obviamente imoral".

Visado na nota é também o facto de a câmara ter tratado o empreendimento como se de um único edifício se tratasse, quando estão em causa "três edifícios autónomos". Este "artifício", acrescenta, "prejudicou o interesse público", porque livrou o promotor de ceder uma parte dos terrenos ao município e/ou de o compensar financeiramente.

Fonte: Público

Publicado por jf em 09:40 AM | Comentários (0)

DIAP INVESTIGA (1)

O Ministério Público tem em curso uma investigação sobre as suspeitas de favorecimento por parte da Câmara de Lisboa ao empresário Vítor Santos ("Bibi", do Benfica) no empreendimento, na Avenida Infante Santo, em Lisboa, sobre uma alegada isenção de pagamento da Taxa de Realização de Infra-Estruturas Urbanísticas (TRIU). Fonte oficial da Procuradoria-Geral da República adiantou ao DN que o relatório do provedor de Justiça, que denuncia as irregularidades, foi enviado para o MP no Tribunal Central Administrativo do Sul (TCAS).

Publicado por jf em 09:39 AM | Comentários (0)

DIAP INVESTIGA (2)

No entanto, o DN apurou que uma cópia do documento foi também enviada para o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa onde decorre há algum tempo um inquérito-crime relacionado com a situação em causa. Sendo assim, a autarquia está sob duas investigações: uma no TCAS, que tem como objectivo apurar irregularidades administrativas na condução do processo do prédio da Avenida Infante Santo, outra no DIAP que diz respeito ao apuramento de crimes que possam estar relacionados com a tramitação do processo.

Publicado por jf em 09:38 AM | Comentários (0)

DIAP INVESTIGA (3)

Ontem, na reunião pública da Câmara de Lisboa, o presidente Carmona Rodrigues explicou a situação, negando que tenha havido qualquer favorecimento ao promotor do empreendimento e referiu que há investigações em curso, com as quais "a câmara tem estado a colaborar". Carmona Rodrigues explicou que não houve uma isenção de pagamento da TRIU, mas antes uma opção pela cedência de dois imóveis. "Há formas de pagar a TRIU, ou em dinheiro, ou em espécie.

Publicado por jf em 09:37 AM | Comentários (0)

DIAP INVESTIGA (4)

Em 2004 houve uma proposta para que não fosse paga em dinheiro". Isto porque o "promotor é também proprietário de dois imóveis que são do interesse da câmara", no valor de 800 mil euros, quando a TRIU a pagar seria de 600 mil euros. O autarca referiu que revogou " o despacho do mandato anterior que optava pelo pagamento em dinheiro" e defendeu a cedência dos dois edifícios, na zona de Campo de Ourique, porque "havia o interesse que todo aquele conjunto urbano fosse da câmara, para que se pudesse avançar com um projecto urbanístico para aquele local". Carmona Rodrigues sublinhou que "nunca faria, muito menos de forma consciente, qualquer coisa que consubstancie dolo para o interesse público ou para os cofres da câmara" e lamentou "que tenha sido lançada para a praça pública uma acusação de forma leviana".

Publicado por jf em 09:37 AM | Comentários (0)

DIAP INVESTIGA (5)

Oposição quer ver documentos

No entanto, a oposição na autarquia não ficou esclarecida e insistiu na apresentação dos documentos relativos ao processo, questionando principalmente a situação da licença de construção. "É espantoso que haja um prédio a ser construído e a câmara não saiba se há licença de construção e se está centímetros ou metros dentro de terrenos municipais e é espantoso que o assunto não seja esclarecido hoje (ontem)", na reunião camarária, afirmou Sá Fernandes. Já o PS, não questionou a legitimidade do despacho de Carmona Rodrigues, mas pediu acesso à informação do processo e manifestou "as maiores dúvidas sobre a legalidade do processo". Ruben de Carvalho, do PCP, lembrou que "foi o anterior executivo da Junta de Freguesia dos Prazeres que levantou as questões" sobre este projecto. A oposição criticou ainda o facto do assunto só ser discutido na câmara depois de surgir na comunicação social.

Publicado por jf em 09:36 AM | Comentários (0)

DIAP INVESTIGA (6)

O executivo camarário não conseguiu clarificar se a licença de construçãodo empreendimento já estava emitida ou qual era a situação dos imóveis a ceder à autarquia, operação que terá ainda de ser aprovada pela câmara. Carmona Rodrigues garantiu que todos os documentos serão apresentados à oposição e ao executivo municipal.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 09:36 AM | Comentários (0)

DINHEIRO A RODOS

Publicado por jf em 09:33 AM | Comentários (0)

LISBOA NO VERÃO

O Verão não parece ser uma estação benigna para Carmona Rodrigues. O ano passado, o então candidato à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa enriqueceu o estio nacional com um espectáculo de negociatas políticas que ficaram conhecidas como o mensalinho de Lisboa. Estava na altura ao rubro o mensalão brasileiro, sistema organizado de corrupção nas instituições políticas brasileiras.

A história, para quem se esqueceu foi simples. O PSD vetou a inclusão de membros da Nova Democracia na lista da Assembleia Municipal e Carmona Rodrigues, para salvar este apoio político à sua candidatura, ofereceu à Nova Democracia um lugarzito numa empresa municipal. Deve ter ficado surpreendido por ter verificado que nem toda a gente anda na política para sacar avenças.

A lembrança do episódio é até oportuna por outra razão. O Governo prepara-se para alterar a Lei no sentido de impedir a acumulação de cargos de administração nessas empresas por autarcas eleitos. O problema não é esse. O problema está nos seres em si mesmos. Deviam pura e simplesmente ser extintos. A medida do Governo é até perversa do ponto de vista das clientelas. Ao impedir os autarcas de acumularem vão abrir mais vagas para os empregados partidários. E vai aumentar a despesa, porque muitos dos autarcas que acumulam, não auferem remuneração nas administrações das empresas, coisa que qualquer gestor contratado para o efeito não prescindirá de receber.

Este ano, o tema mudou, mas o espectáculo continua. Além de ter um exército de assessores e ter um défice gigantesco, a CML está submergida numa gravíssima crise de credibilidade e transparência, mais uma vez com Carmona Rodrigues à frente do pelotão.

O escândalo do condomínio da Infante Santo, que já desencadeou investigações do Ministério Público, da Inspecção-Geral de Administração do Território e do Provedor de Justiça, que se saiba, ameaça tornar a gestão camarária numa telenovela de mau gosto para o resto do mandato.

Ver a Provedoria de Justiça, instituição por norma eficaz mas contida, séria mas serena e nada dada a protagonismos mediáticos ou a excessos de discurso, chegar ao ponto de propor a perda de mandato do actual Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, é uma vergonha para a cidade.

Politicamente, como é óbvio, tudo ficará na mesma no país em que nada tem consequência. Mas nada ficará como dantes em Lisboa e no PSD, onde crescem dia-a-dia os rumores de insatisfação com Carmona Rodrigues.

(publicado na edição de hoje do Semanário)

Publicado por jf em 12:07 AM | Comentários (0)

julho 27, 2006

INFANTE SANTOS

Com raro sentido de oportunidade o Bic Laranja publica esta fotografia de Artur Inácio Bastos, in Arquivo Fotográfico da C.M.L., sobre um local que se tornou um ícone do autarquismo à portuguesa. Estou a falar, claro, da Infante Santos.

Publicado por jf em 10:11 PM | Comentários (0)

AML CONTRA PNPOT

A Assembleia Metropolitana de Lisboa considerou hoje "insatisfatório" o Programa Nacional de Política do Ordenamento do Território (PNPOT), apontando falhas no documento quanto a medidas para a mobilidade e ambiente. A Assembleia Metropolitana, órgão deliberativo da Grande Área Metropolitana de Lisboa (GAML), aprovou hoje, apenas com uma abstenção do PSD, um parecer sobre o PNPOT, que se encontra em discussão pública até 09 de Agosto.

"Não sendo o PNPOT que esperávamos, encara-se a proposta como um contributo válido, porém insatisfatório, para um planeamento do desenvolvimento a médio-longo prazo", conclui o parecer da assembleia, a que a agência Lusa teve acesso. Alguns dos aspectos que o documento não refere é a Autoridade Metropolitana de Lisboa, a construção de uma terceira travessia do Tejo e o futuro da rede ferroviária nacional, aponta o parecer.

Também a referência ao plano de mobilidade é "muito genérica e vaga", considera o parecer. O programa nacional é omisso quanto a medidas "para uma protecção activa" das frentes ribeirinhas e a valorização dos recursos paisagísticos, sublinha a Assembleia Metropolitana. Por outro lado, "não refere a necessidade e importância da articulação entre o Plano Regional de Ordenamento da Área Metropolitana de Lisboa (PROTAML) com os restantes instrumentos de ordenamento do território, como os planos municipais de ordenamento do território".

"Num sentido global, o PNPOT não consagra algumas metas definidas na Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável", sustenta ainda o parecer da Assembleia Metropolitana de Lisboa.

O parecer considera ainda "globalmente aceitável" a definição de objectivos, medidas e directrizes para os instrumentos de gestão territorial, destacando que o programa nacional "contempla culturas, programas e projectos políticos de vários municípios".

Sobre o futuro da Grande Área Metropolitana de Lisboa, o cenário até 2020 aponta para "a continuação do reforço do peso desta área na economia do país", com um crescimento "essencialmente terciário" na Grande Lisboa e um papel preponderante da indústria transformadora na Península de Setúbal.

O documento será enviado às 18 câmaras e assembleias municipais que integram a GAML, bem como à Junta Metropolitana de Lisboa, o órgão executivo desta entidade, e aos grupos parlamentares, adiantou à Lusa o presidente da Assembleia Metropolitana, João Serrano (PS).

O responsável acrescentou que este órgão vai analisar em breve o Programa Regional de Ordenamento do Território e a proposta da Estratégia Regional "Lisboa 2020". A proposta de PNPOT, aprovada pelo Conselho de Ministros a 16 de Março, está em discussão pública por um período de 60 dias.

O PNPOT é um documento que enquadra as políticas e instrumentos de gestão do território, contemplando as orientações fundamentais de um modelo de organização espacial que terá em conta o sistema urbano, as redes, as infra-estruturas e os equipamentos de interesse nacional, bem como as áreas de interesse nacional em termos agrícolas, ambientais e patrimoniais. O documento é também decisivo para definir as diversas intervenções com impacte territorial relevante, incluindo as que venham a ser consideradas no âmbito dos fundos comunitários para o período de 2007/2013.

O programa nacional está orientado para seis objectivos estratégicos: conservar e valorizar a biodiversidade e o património natural, paisagístico e cultural, reforçar a competitividade de Portugal e reforçar as infra-estruturas de suporte à integração e à coesão territoriais. Assegurar a equidade territorial no acesso a infra-estruturas, equipamentos colectivos e serviços de interesse geral, promovendo a coesão social, expandir as redes e infra-estruturas informação e comunicação, e melhorar a qualidade e eficiência da gestão territorial são os restantes objectivos definidos.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:34 PM | Comentários (1)

A LER

Uma Cidade Roída Pela Solidão, por Pedro Correia, no Corta-Fitas.

Publicado por jf em 01:25 PM | Comentários (1)

24 ANOS DEPOIS

Vinte e quatro anos depois do início do processo, o executivo municipal aprovou ontem, com os votos contra da oposição e a abstenção de Maria José Nogueira Ponto, a venda de um terreno camarário a uma empresa do ex-presidente do Benfica Fernando Martins. O negócio foi objecto de uma primeira aprovação em 1982, mas um conjunto de contratempos fez com que a sua concretização se arrastasse até agora.

De acordo com a proposta então aprovada, a empresa Fernando Martins Ld.ª construiria uma central de camionagem (terminal rodoviário) para a câmara, em terrenos municipais situados no Areeiro (onde agora existe um parque de estacionamento público, à entrada da Av. Gago Coutinho) que a empresa compraria. Em contrapartida, poderia erguer no mesmo local uma determinada área de habitação e comércio. Uma parte dessa área excedia o máximo permitido, mas era atribuída ao construtor como forma de o compensar por um terreno que possuía em Telheiras e tinha sido expropriado pela EPUL. Inviabilizada pouco depois devido a um recurso do Ministério Público, a concretização da proposta foi sendo adiada até que o Supremo Tribunal Administrativo, em 1992, confirmou a legalidade do negócio. Nessa altura, porém, já a câmara começara a desinteressar-se da construção do terminal, razão pela qual não deu seguimento à proposta e depositou na conta da empresa o valor da indemnização devida pela expropriação de Telheiras - montante nunca levantado, tendo, entretanto, prescrito os direitos no processo. O que a câmara ontem aprovou, com os votos contrários da oposição e a abstenção do CDS/PP, foi uma proposta calorosamente defendida por Fontão de Carvalho, que actualiza os valores do negócio de 1982 e aprova a venda à mesma empresa dos 11 mil m2 do Areeiro, em troca de 11,4 milhões de euros e de um jardim-escola a construir pela empresa. Com a entrega do terreno, para 22.700 m2 de habitação e comércio, a câmara indemniza também a empresa pela expropriação e despesas com os projectos que mandou fazer para o local. Os vereadores da oposição consideram que nada justifica actualmente a aprovação desta proposta, sustentando que a câmara apenas deverá indemnizar a empresa pelos danos eventualmente causados com a não concretização do negócio inicial. Fontão de Carvalho, por seu lado, defendeu que a câmara "tem de ser uma pessoa de bem" e considerou de "inteira justiça" o facto de "cumprir as expectativas que criou ao promotor para construir naquele local".

Fonte: Público

Publicado por jf em 11:09 AM | Comentários (0)

A COZINHA DA BIBLIOTECA (1)

Concessionária não tem licença para exercer actividade de catering. Entre os seus clientes encontram-se hospitais públicos

A Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) ordenou ontem a suspensão da actividade de confecção de refeições para fora (catering) exercida na cozinha da Biblioteca Nacional pela empresa concessionária do seu refeitório. A decisão teve por base o facto de a firma não estar licenciada para a actividade de catering, podendo apenas produzir refeições para consumir no local. Há cerca de dois anos os serviços de fiscalização da qualidade alimentar, este ano integrados na ASAE, já tinham aberto um processo de contraordenação pelo mesmo motivo, contra a mesma empresa.

Publicado por jf em 10:34 AM | Comentários (0)

A COZINHA DA BIBLIOTECA (2)

No decurso da acção inspectiva de ontem, os inspectores impediram a saída do edifício da Biblioteca Nacional de refeições com destino a várias entidades públicas e privadas de Lisboa, bem como documentos que identificam alguns dos clientes exteriores da empresa. Face à verificação do exercício ilegal desta actividade, confirmou o porta-voz da ASAE, foi determinada a cessação imediata da mesma e instaurado um processo de contraordenação, que pode conduzir à aplicação de uma coima variável entre 100 e 44 mil euros.

Publicado por jf em 10:34 AM | Comentários (0)

A COZINHA DA BIBLIOTECA (3)

A concessionária objecto da intervenção da ASAE, disse ao PÚBLICO, na semana passada, o director dos serviços de administração geral da Biblioteca Nacional, Abel Martins, tinha já sido alvo, "há dois ou três anos", de uma acção do mesmo tipo desencadeada pela antiga Direcção-Geral de Fiscalização e Controlo da Qualidade Alimentar. Nessa altura, explicou Abel Martins, os inspectores constataram que a empresa "não preenchia certos requisitos necessários para explorar aquele negócio" e mandou suspender a actividade. Quanto à situação actual, o responsável pelos serviços gerais da biblioteca disse nada saber, acrescentando que a fiscalização da actividade da empresa é da responsabilidade daquela entidade.

Publicado por jf em 10:33 AM | Comentários (0)

A COZINHA DA BIBLIOTECA (4)

Relativamente à utilização do espaço, equipamentos, energia e outros recursos da Biblioteca Nacional para a confecção de refeições destinadas a outros clientes da empresa, Abel Martins disse que essa situação "está prevista" no contrato de concessão e que é graças a ela que os preços das refeições servidas aos funcionários e utilizadores da biblioteca se mantém há vários anos "entre os quatro e os cinco euros". O mesmo responsável afirmou ainda que a empresa em causa ganhou um concurso público para explorar o serviço de refeições da biblioteca e que a possibilidade de produzir refeições para fora constava do caderno de encargos.

Publicado por jf em 10:32 AM | Comentários (0)

A COZINHA DA BIBLIOTECA (5)

O porta-voz da ASAE não indicou quais os clientes a que se destinavam as refeições que ontem não puderam sair da biblioteca, mas um relatório de informações comerciais aponta a empresa como fornecedora dos hospitais Júlio de Matos e do Instituto Português de Oncologia, além do Hospital de São Bernardo, em Setúbal, estabelecimentos que o PÚBLICO não conseguiu contactar ao fim da tarde de ontem. Já no que respeita ao Hospital de Dona Estefânia, que estaria também entre os clientes da firma, um dos seus administradores, Joaquim Felix, negou ontem tal facto, garantindo que as refeições servidas no estabelecimento são confeccionados nas suas cozinhas por uma outra empresa.

Fonte: Público

Publicado por jf em 10:31 AM | Comentários (0)

julho 26, 2006

EU NÃO DISSE QUE A REUNIÃO IA TER CALOR?

O vereador do Bloco de Esquerda (BE) da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, abandonou hoje por momentos a reunião pública do executivo, atitude que mereceu a acusação, da maioria de direita, de "falta de cultura democrática". O episódio ocorreu hoje durante a discussão, em reunião pública do executivo camarário, do alegado favorecimento de um promotor imobiliário pelo presidente da autarquia, António Carmona Rodrigues (PSD). Depois de Sá Fernandes ter criticado o processo, o vice- presidente da Câmara Municipal, Carlos Fontão de Carvalho, acusou o vereador do BE de ter uma "estratégia demolidora" em relação ao município.

Face a esta crítica e enquanto o vice-presidente falava, Sá Fernandes abandonou a sala, a que regressou momentos depois. A atitude mereceu uma dura contestação do vereador Pedro Feist (PSD), que está no município lisboeta há mais de 30 anos.

"Tenho de protestar veementemente contra este comportamento. Habituámo-nos ao folclore que o vereador tem merecido mas não nos habituámos a uma falta de cultura democrática", afirmou Feist, acrescentando "nunca" ter assistido a um episódio semelhante. "Sá Fernandes diz o que quer e depois não quer ouvir", sublinhou. Também o vice-presidente criticou a atitude. "Este `teatro' que o vereador fez mais uma vez insere-se na política de contradição destruidora", referiu.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 11:54 PM | Comentários (0)

ATENEU COM POUCA SORTE

A maioria de direita e os vereadores do PS da Câmara de Lisboa rejeitaram hoje a proposta do vereador José Sá Fernandes (Bloco de Esquerda), que previa um apoio financeiro da autarquia para a reabilitação do Ateneu Comercial.

A proposta, discutida hoje ao início da noite na reunião pública do executivo, teve os votos contra dos nove vereadores da coligação PSD-CDS/PP e dos cinco eleitos do PS e a abstenção da CDU. Além do restauro do edifício da colectividade, criada em 1880, a proposta do BE pretendia a recuperação do jardim do Ateneu e a sua integração num percurso pedonal.

Para Sá Fernandes, existe nas instalações do Ateneu "um património arquitectónico e paisagístico de grande valor", nomeadamente o jardim, "com uma vista única para a cidade histórica" e cujo usufruto poderia ter um "impacto positivo" na qualidade de vida dos cidadãos.

A maioria de direita rejeitou a proposta, alegando que a autarquia não tem dinheiro para financiar a recuperação do edifício e do espaço verde, mas dispôs-se a apoiar o Ateneu Comercial de Lisboa na procura de entidades que possam realizar essa operação. "Não temos dinheiro nem a direcção do Ateneu tem motivação para fazer a reabilitação merecida", afirmou o vereador responsável pelo Desporto e Colectividades, Pedro Feist.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 11:48 PM | Comentários (0)

QUERCUS COM MEMÓRIA

A Quercus disse hoje que já tinha alertado há dois anos para alegadas irregularidades no empreendimento da Infante Santo, descritas num relatório da Provedoria de Justiça, segundo o qual a câmara de Lisboa favoreceu o promotor.

"As questões ligadas às áreas declaradas, às limitações impostas pelo PDM e as importantes implicações patrimoniais eram a evidência clara que nunca nas presentes circunstâncias a obra poderia ser licenciada", afirma a Quercus, em comunicado.

Segundo um relatório da Provedoria de Justiça, divulgado hoje pelo Público o presidente da Câmara de Lisboa terá ilibado um promotor imobiliário do pagamento da Taxa de Realização de Infra-estruturas Urbanísticas (TRIU) na construção de um empreendimento na Avenida Infante Santo.

O gabinete do presidente da câmara de Lisboa já negou que Carmona Rodrigues tenha favorecido o promotor, com prejuízo do interesse público.

A Quercus afirma que tinha consciência que "só a ultrapassagem da Lei poderia ter permitido o licenciamento desta obra".

Os ambientalistas revelam, contudo que desconheciam não terem sido pagas as taxas urbanas.

"à altura desconhecíamos que não haviam sido pagas as devidas taxas urbanas, e jamais nos passaria pela cabeça que a isenção das mesmas havia passado pelo nome que hoje se encontra à frente dos destinos da Câmara Municipal de Lisboa", afirmam.

A associação ambientalista que "este acontecimento seja o ponto de viragem na forma de fazer urbanismo em Lisboa".

Segundo o Público, Carmona Rodrigues terá revogado um despacho da ex-responsável pelas Finanças Teresa Maury, vereadora no anterior mandato presidido por Pedro Santana Lopes, ilibando o promotor imobiliário de pagar a TRIU, "indispensável à obtenção da licença de obra".

Em declarações à Lusa, o assessor de Carmona Rodrigues afirmou que a revogação do despacho da ex-vereadora definiu que a TRIU seria paga com dois imóveis do promotor imobiliário e não em dinheiro.

"O acto visou o benefício do interesse municipal e não ilibou de pagar a taxa", adiantou o assessor, que disse desconhecer se o pagamento já foi realizado.

Segundo o jornal Público, o relatório da Provedoria "admite que os factos detectados poderão levar à dissolução da Câmara".

O PCP de Lisboa considerou que o alegado do promotor imobiliário na Avenida Infante Santo "é mais um episódio de ilegalidade" no urbanismo.

"É mais um episódio de ilegalidades várias cometidas, a nosso ver, no urbanismo", afirmou à Lusa Carlos Chaparro, da direcção da Organização Regional de Lisboa do PCP.

O responsável considerou que "há toda uma série de loteamentos, permutas e negócios que, na opinião do PCP, lesam fortemente o erário público e em relação aos quais a justiça tarda a decidir", referindo-se a projectos como Alcântara XXI, Parque Mayer e Feira Popular, contestados pelos comunistas.

O vereador do BE adiantou, em declarações à Lusa já ter conhecimento desta situação "há vários meses", e refere ter vindo a insistir com a maioria de direita, "por escrito e oralmente", para que esclareça "o problema da taxa e se o edifício está ou não em terreno municipal", mas sempre sem obter resposta.

"Isto tem de ser esclarecido com muita urgência. Espero que isso aconteça hoje durante a reunião pública", afirmou Sá Fernandes, que considera que "não é nada bom para a Câmara que saia este tipo de notícias".

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 05:32 PM | Comentários (0)

IGAT INVESTIGA (1)

A Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT) está a investigar desde o princípio do ano as alegadas irregularidades num empreendimento de Lisboa também identificadas pela Provedoria de Justiça, hoje divulgadas - disse à Lusa fonte oficial.

Publicado por jf em 05:28 PM | Comentários (0)

IGAT INVESTIGA (2)

"Sobre essa matéria a IGAT já estava a fazer investigações preliminares e o relatório da Provedoria de Justiça será um elemento importante a considerar", disse hoje à agência Lusa o secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita. Em causa, segundo o jornal Público, está o alegado favorecimento pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues (PSD), do promotor de um empreendimento na Avenida Infante Santo, com prejuízo do interesse público.

Publicado por jf em 05:28 PM | Comentários (0)

IGAT INVESTIGA (3)

Segundo o jornal, um relatório da Provedoria de Justiça acusa a gestão da Câmara Municipal de Lisboa de ter ilibado um promotor imobiliário do pagamento da Taxa de Realização de Infra-estruturas Urbanísticas (TRIU) na construção do um empreendimento.

"Não nos vamos pronunciar sobre matérias em investigação", sublinhou Eduardo Cabrita quando questionado pela Lusa sobre as conclusões do relatório da Provedoria. O governante disse ainda que desconhece o documento e que "a IGAT só teve conhecimento dessa matéria já este ano" embora a oposição ao projecto tenha começado em 2003, movida por residentes que criticavam nomeadamente a proximidade ao Aqueduto das Águas Livres. O secretário de estado não adiantou qualquer data para a divulgação das conclusões da IGAT.

Publicado por jf em 05:27 PM | Comentários (0)

IGAT INVESTIGA (4)

Segundo o jornal, Carmona Rodrigues terá revogado um despacho da ex-responsável pelas Finanças Teresa Maury, vereadora no anterior mandato presidido por Pedro Santana Lopes, ilibando o promotor imobiliário de pagar a TRIU, "indispensável à obtenção da licença de obra". Em declarações à Lusa, o assessor de Carmona Rodrigues negou que o promotor imobiliário tenha sido ilibado de pagar aquela taxa, explicando que a revogação do despacho da ex-vereadora definiu o pagamento da TRIU com dois imóveis e não em dinheiro. "O acto visou o benefício do interesse municipal e não ilibou de pagar a taxa", adiantou o assessor, que disse desconhecer se o pagamento já foi realizado.

Publicado por jf em 05:26 PM | Comentários (0)

IGAT INVESTIGA (5)

A mesma fonte referiu ainda que o relatório da Provedoria "é muito extenso", com cerca de 70 páginas, e que está ainda a ser analisado pelos serviços jurídicos do município lisboeta. De acordo com uma síntese do relatório a que a Lusa teve acesso, "as obras tiveram início antes do deferimento da licença de construção perante a tolerância da Câmara Municipal de Lisboa".

A mesma síntese acrescenta que "não foi imposto o acompanhamento das obras por técnico em arqueologia, apesar de a operação se localizar em área de potencial valor arqueológico". A Provedoria da Justiça considera que a "licença de construção é nula por não ter sido precedida de operação de loteamento". Segundo o jornal Público, o relatório da Provedoria "admite que os factos detectados poderão levar à dissolução da Câmara".

Publicado por jf em 05:25 PM | Comentários (0)

CARMONA DIZ TER PROVAS

O presidente da Câmara de Lisboa afirmou hoje ter provas de que não favoreceu um promotor imobiliário, como refere a Provedoria de Justiça, e a oposição pediu para ver os documentos relativos ao processo. "Digo peremptoriamente que não é verdade e isso pode ser comprovado pelos documentos", afirmou hoje o presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues (PSD), no início da reunião pública do executivo camarário.

Em causa, segundo o jornal Público, está o alegado favorecimento pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues (PSD), do promotor de um empreendimento na Avenida Infante Santo, com prejuízo do interesse público.

Segundo o jornal, um relatório da Provedoria de Justiça acusa a gestão da Câmara Municipal de Lisboa de ter ilibado um promotor imobiliário do pagamento da Taxa de Realização de Infra-estruturas Urbanísticas (TRIU) na construção de um empreendimento.

Carmona Rodrigues afirmou que não dispensou o promotor do pagamento da TRIU, e adiantou que este seria feito através da cedência de dois imóveis, propriedade do construtor, em Campo de Ourique.

"Havia interesse que todo o conjunto urbano [onde se inserem os edifícios do promotor] fosse municipal para que a Câmara pudesse avançar com um projecto urbanístico para aquele local", adiantou o autarca. De acordo com o presidente da Câmara a TRIU estava calculada em 600 mil euros, mas as avaliações feitas aos prédios revelaram que estes valiam quase 900 mil euros.

"Quero que fique muito claro que eu nunca farei, muito menos de forma consciente, qualquer coisa que consubstancie uma forma de dolo para o interesse público ou de qualquer instituição", afirmou. Os vereadores da oposição na autarquia não ficaram satisfeitos com as explicações do presidente da Câmara e insistiram para que Carmona Rodrigues mostre os documentos relativos ao processo.

Os vereadores da maioria PSD/CDS-PP, por seu lado, não conseguiram esclarecer algumas questões, nomeadamente se a licença de construção do edifício da Infante Santo já foi emitida, se o edifício está ou não a ser construído sobre parte de um terreno municipal e se os edifícios cedidos à autarquia já estão ou não na posse do município.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 05:23 PM | Comentários (0)

QUE CALOR...

... deve estar hoje à tarde na reunião pública do Executivo municipal!

Publicado por jf em 12:45 PM | Comentários (0)

CML NEGA (1)

O gabinete do presidente da Câmara de Lisboa negou hoje que o autarca tenha ilibado um promotor imobiliário do pagamento da Taxa de Realização de Infra-estruturas Urbanísticas (TRIU) na construção de um empreendimento na Avenida Infante Santo. Em causa está o alegado favorecimento do promotor, com prejuízo do interesse público, pela autarquia lisboeta, descrito num relatório da Provedoria de Justiça hoje noticiado pelo Público.

Publicado por jf em 12:43 PM | Comentários (0)

CML NEGA (2)

Segundo o jornal, Carmona Rodrigues terá revogado um despacho da ex-responsável pelas Finanças Teresa Maury, vereadora no anterior mandato presidido por Pedro Santana Lopes, ilibando o promotor imobiliário de pagar a TRIU, "indispensável à obtenção da licença de obra". Em declarações à Lusa, o assessor de Carmona Rodrigues afirmou que a revogação do despacho da ex-vereadora definiu que a TRIU seria paga com dois imóveis do promotor imobiliário e não em dinheiro. "O acto visou o benefício do interesse municipal e não ilibou de pagar a taxa", adiantou o assessor, que disse desconhecer se o pagamento já foi realizado.

Publicado por jf em 12:42 PM | Comentários (0)

CML NEGA (3)

A mesma fonte referiu ainda que o relatório da Provedoria "é muito extenso", com cerca de 70 páginas, e que está ainda a ser analisado pelos serviços jurídicos do município lisboeta. O presidente da Câmara de Lisboa deverá comentar esta questão esta tarde, durante a reunião pública do executivo. Segundo o jornal Público, o relatório da Provedoria "admite que os factos detectados poderão levar à dissolução da Câmara".

Publicado por jf em 12:41 PM | Comentários (0)

BRONCA NA CML (1)

Provedor de Justiça aprova investigação que aponta para irregularidades do município em benefício de empreendimento contestado por cidadãos. A Provedoria de Justiça acusou há dias a gestão da Câmara Municipal de Lisboa (CML) de favorecimento, com prejuízo do interesse público, do promotor imobiliário que construiu o condomínio que se ergue no local do antigo gasómetro da EDP, na Avenida Infante Santo.

Publicado por jf em 12:40 PM | Comentários (0)

BRONCA NA CML (2)

No termo de uma investigação iniciada em Agosto do ano passado, após queixa de moradores vizinhos da obra, a Provedoria produziu agora um relatório final, subscrito, entre outros, pelo especialista em Direito do Urbanismo André Folque, onde se admite que os factos detectados poderão levar à dissolução da câmara.

Publicado por jf em 12:39 PM | Comentários (0)

BRONCA NA CML (3)

O documento, a que o PÚBLICO teve acesso, afirma que o facto de o presidente Carmona Rodrigues (PSD) ter revogado um despacho da ex-vereadora das Finanças Teresa Maury, ilibando assim o promotor imobiliário de pagar uma taxa indispensável à obtenção da licença de obra - a taxa pela realização de infra-estruturas urbanísticas (TRIU) -, poderá fazê-lo incorrer na perda do mandato nos termos do art. 8º da Lei da Tutela Administrativa. Os juristas notam ainda que a alínea i) do artigo 9º da mesma lei manda também dissolver o órgão autárquico que "incorra, por acção ou omissão dolosas, em ilegalidade grave traduzida na consecução de fins alheios ao interesse público".

Publicado por jf em 12:38 PM | Comentários (0)

BRONCA NA CML (4)

O longo relatório concluiu pela prática repetida de graves irregularidades pelos responsáveis camarários, a mais óbvia das quais é terem deixado avançar uma obra que ainda hoje não terá licença.

Publicado por jf em 12:38 PM | Comentários (0)

BRONCA NA CML (5)

Carmona não comenta

O empreendimento foi lançado por empresas ligadas ao construtor civil Vítor Santos - Visatejo, Gabimóvel e Portbuilding. O relatório censura procedimentos de diversas instâncias municipais, desde serviços de urbanismo, fiscalização e contabilidade ao notariado privativo da CML, a duas ex-vereadoras do Urbanismo (Margarida Magalhães e Eduarda Napoleão) e até ao próprio presidente da câmara - que poderão também incorrer em responsabilidade financeira pelos danos eventualmente causados.

Publicado por jf em 12:37 PM | Comentários (0)

BRONCA NA CML (6)

O PÚBLICO solicitou ao autarca um comentário ao relatório, mas o porta-voz da presidência da câmara disse que Carmona só o faria após o estudo do documento por juristas da CML.

Publicado por jf em 12:36 PM | Comentários (0)

BRONCA NA CML (7)

A Provedoria entende, como defendido pelos moradores da Infante Santo, que a obra deveria ter sido precedida de um loteamento, não só por obrigação legal como por esta ser uma forma de defender o interesse público, já que traria para o município contrapartidas compensadoras do impacto na cidade de tão grande conjunto imobiliário. Este é um dos argumentos usados para considerar nulo o licenciamento da obra, que, afirmam os três autores da investigação, também sofre de nulidade por outros motivos, nomeadamente por não ter alvará.

Publicado por jf em 12:34 PM | Comentários (0)

BRONCA NA CML (8)

A TRIU não fora paga em 12 de Abril de 2005 (já a obra decorria) e, "até ao momento, a situação mantém-se inalterada" - e o município de Lisboa "injustificadamente privado" de uma receita. Sem o pagamento das taxas, nota a Provedoria, "nunca foi emitido o alvará da licença" de obra, deferida pela então vereadora Eduarda Napoleão, mas que "não produz efeito jurídico nenhum enquanto faltar o alvará".

Publicado por jf em 12:33 PM | Comentários (0)

BRONCA NA CML (9)

Por isso, a Provedoria conclui que "todos os trabalhos executados no imóvel são ilegais" e que "há muito deveriam ter sido embargados". O promotor terá apresentado uma garantia bancária com vista ao licenciamento, mas "nada autoriza o município a protelar o pagamento [das taxas] por esta via".

Publicado por jf em 12:32 PM | Comentários (0)

BRONCA NA CML (10)

A Provedoria dá ainda conta de que o processo de licenciamento "representa o esbulho [apropriação ilegal] de uma parcela de terreno compreendida no domínio privado do município", situada junto ao Aqueduto das Águas Livres. Houve, diz-se no capítulo 8º do relatório, "aproveitamento ilegítimo de terreno municipal, houve disso conhecimento", mas as chamadas de atenção para o facto foram "sistematicamente ignoradas" pelos responsáveis pelo licenciamento. Todo o processo, concluem André Folque, Miguel Feldmann e Cristina Sá Costa, constitui "uma floresta de enganos".

Publicado por jf em 12:32 PM | Comentários (0)

BRONCA NA CML (11)

Tanto a Portbuilding como o gabinete da actual vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara, têm insistido na legalidade do projecto e na sua conformidade com o aprovado pela câmara e com o Plano Director Municipal.

Publicado por jf em 12:30 PM | Comentários (0)

BRONCA NA CML (12)

Os relatórios ou pareceres do provedor de Justiça, uma instituição de certo modo informal e sem funções jurisdicionais, não têm força vinculativa nem anulam actos administrativos. Em 80 por cento dos casos, disse fonte da Provedoria, os conflitos acabam por resolver-se de modo informal. Mas neste caso, o provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, entendeu haver motivos suficientes para fazer chegar o relatório ao procurador-geral da República, ao inspector-geral da Administração do Território, ao Tribunal de Contas e ao presidente da Câmara de Lisboa, entre outros.

Publicado por jf em 12:29 PM | Comentários (0)

BRONCA NA CML (13)

"Demolidor" é o termo usado por João Magalhães Pereira, presidente da Junta de Freguesia dos Prazeres, para definir o relatório da Provedoria de Justiça ao Condomínio Residencial da Lapa, em construção na Avenida Infante Santo.
A oposição ao condomínio erguido junto a um troço do Aqueduto das Águas Livres, que já está a ser comercializado, começou em Outubro de 2003, movida por residentes na vizinhança que lhe criticavam a proximidade ao monumento nacional, a volumetria, a ocupação de parte do passeio ou a necessidade de estudos arqueológicos prévios. Fará sexta-feira um ano que entregaram à Provedoria a queixa que levou ao actual relatório, mas outras seguiram também para a Inspecção-Geral da Administração do Território e para o próprio Presidente da República, Cavaco Silva.

Publicado por jf em 12:29 PM | Comentários (0)

BRONCA NA CML (14)

A obra, que ocupa o recinto onde estavam gasómetros da EDP e um terreno municipal, enfrentou inicialmente, em 1997 e 99, dois pareceres negativos do Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar), mas após algumas alterações foi por este avalizada. Os termos em que se processou o seu licenciamento levaram o Departamento de Investigação e Acção Penal a abrir um inquérito que, em Setembro de 2005, passou pela apreensão de documentos na obra, no instituto e na Câmara de Lisboa, por suspeitas de "corrupção ou tráfico de influências". Este inquérito ainda está a correr.

Publicado por jf em 12:28 PM | Comentários (0)

BRONCA NA CML (15)

No Verão desse mesmo ano, a junta de freguesia interpusera uma providência cautelar com vista à suspensão da obra. Mas o Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa não lhe deu razão, alegando que faltava provar que o conjunto se erguia na área de jurisdição da autarquia. O recurso interposto ainda corre, disse ontem Magalhães Pereira. O episódio seguinte foi a abertura de uma acção popular dos moradores contra a CML, o Ippar e o dono da obra, alegando que o licenciamento incorre em ilegalidades, viola o Plano Director Municipal e as regras de protecção do Aqueduto das Águas Livres.
A empresa imobiliária Portbuilding nega as acusações e diz-se atacada por "quatro ou cinco" descontentes que não entendem o seu propósito de "requalificar um gasómetro desactivado" e criar "um novo acesso ao Bairro da Lapa".

Fonte: Público

Publicado por jf em 12:27 PM | Comentários (0)

A ILHA DOS AMORES

O Museu da Electricidade/Central Tejo inaugura, na quinta-feira, uma exposição de Joana Vasconcelos, com o título «A Ilha dos Amores». Uma mostra que significa o terminar de um ciclo no percurso da artista e, ao mesmo tempo, a abertura de um espaço, em Lisboa, dedicado à arte contemporânea. Segundo a edição desta quarta-feira do Diário de Notícias, são cinco ninfas embrulhadas em crochet e «oferecidas» a Baco, que as rejeita, numa paródia kitsch que foi buscar a Camões o título de «A Ilha dos Amores», às esculturas massificadas de jardim a inspiração para sabotar clássicos, e à relação entre sexos os desequilíbrios de poder. Entretanto, para o novo espaço estão já confirmadas exposições de Leonor Antunes, Fernanda Fragateiro e Noé Sendas.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 11:35 AM | Comentários (0)

julho 25, 2006

PRÉMIO MARIA MATOS

O "prémio Maria Matos" visa galardoar um texto inédito para teatro, de um autor ou vários autores portugueses, e é uma iniciativa do teatro, em parceria com a Empresa Municipal de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, EGEAC, indica uma nota à imprensa. O relançamento do prémio foi uma das metas traçadas aquando da reabertura do Maria Matos, em Março passado, pelo seu director artístico, Diogo Infante, disse à Lusa Helena Mascarenhas, do gabinete de comunicação do teatro municipal.

Este teatro, que tem o nome de uma das grandes actrizes portuguesas das décadas 30 e 40 do século XX, esteve encerrado durante três anos.

O vencedor do prémio receberá cinco mil euros e terá também a possibilidade de a sua obra ser integrada no projecto teatral "Urgências" previsto para Julho de 2007. Os textos deverão ser entregues até 27 de Outubro deste ano e o prémio será atribuído no início de 2007, adiantou Helena Mascarenhas. O júri do concurso é presidido pelo dramaturgo e romancista Abel Neves, integrando ainda Diogo Infante, as actrizes Beatriz Batarda e Natália Luíza e o jovem dramaturgo Tiago Rodrigues.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 11:13 PM | Comentários (0)

PETIÇÃO CONTRA O CAMPO DE TIRO DE MONSANTO

A associação ambientalista Lisboa Verde lançou hoje uma petição na Internet a defender a saída do campo de tiro em Monsanto, um equipamento que classifica como "anacrónico" e uma fonte de perigo e poluição.

A permanência do Clube Português de Tiro a Chumbo em Monsanto vai ser debatida quarta-feira em reunião pública da Câmara de Lisboa, com uma proposta do vereador José Sá Fernandes (Bloco de Esquerda), que vai defender a saída daquele equipamento, que funciona há 44 anos no parque florestal.

Na petição (www.petitionoline.com/cptirmon/petition.html), os subscritores consideram que o campo de tiro "viola todas as regras" do parque de Monsanto e é "uma fonte de elevada poluição ambiental", o que acontece, sublinham, "com a conivência e indiferença de sucessivos executivos municipais".

O campo de tiro provoca "elevado ruído e contaminação dos solos", além de ameaçar a segurança de visitantes, que são "constantemente agredidos por autênticas chuvadas de chumbo e pedaços de pratos", adianta o documento, dirigido à câmara e à Assembleia Municipal de Lisboa.

O texto considera ainda "absolutamente incoerente e contraditório" que aquela zona de Monsanto, destinada a sensibilização ecológica e ambiental, seja frequentada "por grupos de crianças em idade escolar que aprendem que devem respeitar e proteger o ambiente e que ao mesmo tempo são atingidas por chumbo e por um barulho insuportável e constante".

O campo de tiro funciona em Monsanto desde 1962, altura em que o município cedeu o terreno ao clube a título precário, através de um contrato que tem sido renovado de dez em dez anos, prazo que termina a 13 de Fevereiro de 2007.

Caso a autarquia lisboeta decida denunciar o contrato de concessão, deverá avisar o Clube Português de Tiro a Chumbo seis meses antes do final do prazo, ou seja, até ao próximo dia 13.

Para os subscritores da petição, o fim do contrato é "uma excelente oportunidade de retirar definitivamente do parque um equipamento que representa a maior fonte de perigo e poluição existente em Monsanto".

Sá Fernandes vai propor quarta-feira em reunião de câmara a saída do campo de tiro até Fevereiro de 2008. No final de Junho, o PCP também apresentou uma proposta contra a permanência deste equipamento, que foi rejeitada pela maioria de direita. Na altura, o vereador dos Espaços Verdes da autarquia, António Prôa, adiantou estar a estudar uma forma de conciliar "aquele uso naquele local", admitindo que o campo de tiro "dificilmente pode continuar" no parque florestal.

Publicado por jf em 11:11 PM | Comentários (0)

OS ÚLTIMOS A SABER (1)

A Associação Nacional de Guardas- Nocturnos disse hoje desconhecer de que modo esta actividade vai passar a funcionar sob a tutela da Polícia Municipal de Lisboa, uma alteração decidida segunda-feira pelo presidente da autarquia, Carmona Rodrigues.

O autarca emitiu segunda-feira um despacho em que transfere as competências da Câmara de Lisboa sobre os guardas-nocturnos para a Polícia Municipal (PM), que passa a ter a responsabilidade de admiti- los, renovar as licenças e propor alterações das áreas de actuação. Em declarações à Lusa, Fernando Rodrigues, presidente da associação, afirmou que "neste momento" apenas tem conhecimento desta alteração.

"Não faço ideia de como é que a Polícia Municipal vai querer trabalhar connosco", disse o representante dos guardas-nocturnos, adiantando ter sido informado do despacho segunda-feira, por telefone, por "uma pessoa do gabinete" do presidente da Câmara. Fernando Rodrigues referiu que a associação vai pedir uma reunião à Polícia Municipal "para saber exactamente o que é que se pretende".

Publicado por jf em 05:50 PM | Comentários (0)

OS ÚLTIMOS A SABER (2)

Contactado pela Lusa, o comandante da PM, André Gomes, referiu que a alteração da competência não deverá causar mudanças no funcionamento dos guardas-nocturnos. "Fica muito semelhante ao que era antes", disse o responsável, adiantando que já ocorreram algumas reuniões de trabalho com representantes da autarquia e da associação.

André Gomes garantiu que serão marcadas novas reuniões com os guardas-nocturnos, as juntas de freguesia e a PSP, "depois de ouvir o que a presidência da Câmara pretende". Os guardas-nocturnos dependiam dos governos civis, mas esta competência foi transferida há quatro anos para as autarquias. Actualmente, existem 58 guardas-nocturnos, que trabalham em toda a cidade.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 05:49 PM | Comentários (0)

A CRISE NO CONDE REDONDO (1)

Na zona do Conde Redondo, em pleno centro da cidade de Lisboa, o comércio já teve melhores dias. São várias as lojas que fecharam portas e os únicos estabelecimentos que ainda parecem resistir são os cafés, os restaurantes, as lavandarias e as lojas dos chineses, que proliferam naquele local.

Publicado por jf em 10:54 AM | Comentários (0)

A CRISE NO CONDE REDONDO (2)

António Gonçalves, de 69 anos, trabalha como sapateiro na rua Luciano Cordeiro, perpendicular à Rua Conde Redondo e orgulha-se do ofício que tem conseguido manter há 41 anos. "O negócio está ruim, oiço as pessoas todas queixarem-se, muitos dizem que mal dá para sobreviver. Eu tenho conseguido, já tenho clientes antigos e vão sempre surgindo mais alguns", desabafa o sapateiro, revelando estar conformado. A quebra no comércio local fez-se sentir desde o ano passado, segundo conta. " Muitas lojas abrem e fecham logo a seguir porque não aguentam. As próprias empresas também nem sempre se mantêm porque os estacionamentos são difíceis nesta zona", realça. O sexagenário conta que o próprio ambiente à noite tem vindo a mudar: "A prostituição mantém-se mas parece-me mais encoberta. Antigamente era muito pior".

Publicado por jf em 10:54 AM | Comentários (0)

A CRISE NO CONDE REDONDO (3)

Na área envolvente da Conde Redondo, os edifícios mais antigos , alguns já restaurados, conservam, na sua maioria, a fachada de outrora. Quem o confirma é Luís Silva, de 55 anos, que passou toda a sua infância na Rua Nogueira e Sousa."Esta zona era mais ou menos como agora, mas 'mais' bairro, as pessoas conheciam-se todas e juntavam-se nos cafés, como uma grande família", conta com um sorriso nos lábios. " Havia muito do que hoje já desapareceu ou está em "vias de extinção", como as mercearias, os carvoeiros que vendiam vinho e carvão, as tabernas e as leitarias, que eram uma espécie de pastelarias de antigamente", recorda com saudades de outros tempos.

Publicado por jf em 10:53 AM | Comentários (0)

A CRISE NO CONDE REDONDO (4)

Bem viva na memória está a lembrança das brincadeiras de rua, com os jogos de caricas e as corridas com carrinhos de rodas. " Agora já não se vêem crianças na rua, porque os moradores são na sua maioria idosos e os perigos também são outros", afirma. O antigo morador refere que é curioso ver o contraste que existe na zona dos bairros." Os idosos mais pobres vivem muitas vezes paredes meias com pessoas endinheiradas que investem na recuperação dos edifícios", salienta. Em relação à má fama atribuída ao local, conhecido por muitos como o sítio do "Elefante Branco", apenas adianta: "noto que já mesmo durante o dia, o ambiente em alguns cafés tem vindo a ficar cada vez mais pesado, com brasileiras a frequentá-los por motivos que se adivinham facilmente".

Publicado por jf em 10:53 AM | Comentários (0)

A CRISE NO CONDE REDONDO (5)

A situação é bem conhecida de Elisa Cardoso, auxiliar da 3.ª idade, que passa grande parte do tempo no andar de um prédio que já tinha sido uma antiga casa de alterne, na rua Luciano Cordeiro. "À noite é um escândalo, é só prostituição e travestis. No outro dia até houve porrada. Já para não falar de alguns cafés em que é uma vergonha, só bêbedos!", afirma revoltada.

Publicado por jf em 10:52 AM | Comentários (0)

A CRISE NO CONDE REDONDO (6)

Nas várias ruelas locais, a degradação é bem visível a um outro nível: habitações em mau estado, com as portas carcomidas, a madeira apodrecida e o estuque a cair. Judite Telinhos, de 82 anos, vive junto ao Hospital Miguel Bombarda numa casa que as chuvas do passado Inverno não pouparam, causando infiltrações e fazendo por já duas vezes desabar o tecto da cozinha. A octogenária explica que na sua rua a prostituição não existe e que o ambiente é calmo e muito familiar. Apenas lamenta ter assistido ao longo dos anos ao encerramento de vários estabelecimentos comerciais da zona. " Havia uma loja muito grande que com os supermercados não sobreviveu", conta. E remata: "É bom saber que ao menos os "lugares", pequenas mercearias de bairro que já são quase tradição, ainda cá estão."

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 10:51 AM | Comentários (0)

CORRIDA DA SOLIDARIEDADE

Vão ser perto de 30 mil pessoas a correr 370 quilómetros para ajudar quem não pode correr ou quem sofre de alguma incapacidade. O Clube do Stress avançou com a iniciativa e rapidamente garantiu parceiros para uma corrida de solidariedade entre Porto e Lisboa para doar depois dez carrinhas adaptadas a instituições de solidariedade.

Carlos Paiva, denominado como secretário-geral do clube, explicou ontem, na Câmara Municipal de Lisboa, como vai decorrer a iniciativa: "vão ser 37 horas a correr num percurso de 370 quilómetros", que vai "envolver cerca de 30 mil pessoas a correr juntas, para juntas chegarem" a Lisboa, no dia 10 de Setembro, pelas 20.00. O percurso está dividido em 32 etapas, com "cada quilómetro a ser efectuado a cada seis minutos", acrescentou. Porque o objectivo do projecto Unir para Sorrir "é correr por quem não pode".

Como definiu o secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, esta é "uma demonstração do que o desporto tem de mais são. É o desporto puro, sem interesses competitivos e ao serviço da solidariedade. Precisamos no país de mais momentos destes. É o desporto ao serviço da solidariedade", disse. Por isso, o governante levou o Instituto do Desporto e o Instituto da Juventude a colaborarem na organização desta corrida, que contou ainda com o apoio da secretária de Estado da Reabilitação, Idália Moniz, do presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, do vereador da Câmara do Porto Gonçalo Gonçalves, em representação do autarca Rui Rio, e de figuras nacionais como Jorge Sampaio, Rosa Mota, membros do Clube, ou Susana Feitor. A GNR e a PSP também apoiam a iniciativa, sendo que a força militar vai participar com uma equipa própria.

Carmona Rodrigues destacou a corrida que vai unir Porto e Lisboa, "nas comemorações dos 25 anos do Clube do Stress, que se destaca pelo seu carácter de solidariedade". O autarca de Lisboa sublinhou o facto de esta prova "passar por uma zona costeira com 75% da população portuguesa", porque "os portugueses já demonstraram várias vezes que são pessoas solidárias e acredito que todos vão participar nesta causa".

Para a atribuição das dez carrinhas, no valor de 40 mil euros cada, o clube já definiu critérios de atribuição que vão "evitar que fiquem concentrados só num ponto do País". Carlos Paiva diz que "cada instituição terá que apresentar um dossier de candidatura" posteriormente terá que "necessariamente se fazer um sorteio final". Mas o representante do clube sublinha a possibilidade de as 20 autarquias que vão ser atravessadas por esta corrida poderem "criar iniciativas paralelas e conseguir outros apoios e outros objectivos", incentivo que é alargado a todas as instituições de solidariedade.

A prova parte a 9 de Setembro da Estação de São Bento, no Porto, para chegar à Torre de Belém no dia 10. Até lá, passa por locais como Espinho, Águeda, Coimbra, Leiria, Batalha ou Vila Franca de Xira. O kit de inscrição para cada participante custa cinco euros e inclui um seguro e um passe livre para viagens na CP durante todo o fim-de-semana. As pré-inscrições já estão disponíveis no site www.clubedostress.com.

Fonte: Diário de Notícias

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THE ART OF AMALIA

A Cinemateca estreia esta terça-feira, pelas 21:30 horas, a versão cinematográfica do documentário «The Art of Amália», realizado por Bruno de Almeida e estreado em 2000 em Nova Iorque. Com introdução de David Byrne e narrado por John Ventimiglia, o filme, de 90 minutos, partiu de uma entrevista à fadista e do arquivo da RTP.

Fonte: Diário Digital

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AGENDA

10h-18h I Feira do Livro de Animais. Decorre até domingo no Jardim Zoológico de Lisboa (Est. de Benfica, 158). Dez por cento das vendas revertem para a campanha SOS Rinocerontes da Associação Europeia de Zoos e Aquários.

12h Lisboa Mágica. Arranca no Largo de Camões o primeiro Festival Mundial de Magia de Rua, uma iniciativa da Câmara de Lisboa e da Luís de Matos Produções onde participam companhias de teatro de nove países. Espectáculos a partir do meio-dia nos dias úteis e a partir das 10h no fim-de-semana, em vários espaços da Baixa lisboeta.

17h-24h Festival do Caracol Saloio em Loures. Pratos de caracol e caracoleta, animação de palco e de rua, exposições e artesanato do concelho. Decorre até quarta-feira no parque de estacionamento contíguo ao Pavilhão Paz e Amizade.

18h-24h Feira Internacional de Artesanato da Costa do Estoril. Até 3 de Setembro, no recinto em frente ao Centro de Congressos do Estoril.

21h30 32.º Festival de Música do Estoril. Concerto com Irene Lima (violoncelo) e João Paulo Santos (piano). Obras de Luiz de Freitas Branco, Lopes-Graça e Schostakovich. No Centro Cultural de Cascais.

22h V Festa do Cinema no Inatel. Grandes filmes em ecrã gigante ao ar livre. Até 5 de Agosto, de terça a domingo, no Estádio do Inatel (Av. Rio de Janeiro), com entrada livre. Hoje é exibido O Segredo de Brokeback Mountain, de Ang Lee.

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MAGIA NA RUA (1)

Maratona de quase 200 actuações até domingo em diversos pontos da Baixa. Quinze ilusionistas e companhias deste tipo de espectáculo de nove países começam hoje a actuar em diversos pontos da Baixa de Lisboa, no primeiro Festival de Magia de Rua.

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MAGIA NA RUA (2)

Trata-se de uma maratona de quase 200 actuações, que arranca hoje ao meio-dia, na Praça Luís de Camões, e que até dia 30 de Julho se espalhará por locais como o Largo do Chiado, a Rua Augusta, a Rua Garrett, a Praça da Figueira, o Largo 1.º de Dezembro, a praça do Teatro São Carlos, o Largo de São Domingos e o Rossio.

Publicado por jf em 10:29 AM | Comentários (0)

MAGIA NA RUA (3)

"Este não só é o primeiro festival do género que se faz em Lisboa, como é cem por cento dedicado ao público em geral, ao contrário do que muitas vezes acontece nestes encontros, em que há uma boa parte reservada apenas aos profissionais", disse ontem Luís de Matos, director artístico da iniciativa, que organizou a convite da Câmara de Lisboa. O ilusionista diz ter tido o cuidado de escolher profissionais muito diversos, de modo a que não haja uma repetição de estilos.

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MAGIA NA RUA (4)

Apanhar o espectador desprevenido

"Tudo faremos para que o espectáculo seja inesquecível", disse o "mago" português, que não actuará mas que reuniu ilusionistas "que conhecem muito bem este tipo de actuações" - vindos de Espanha, França, Inglaterra, Holanda, Suécia, Argentina, Venezuela, EUA e Canadá. "Alguns têm actuado no Convent Garden, em Londres, ou na Plaza Mayor, de Madrid."

Publicado por jf em 10:28 AM | Comentários (0)

MAGIA NA RUA (5)

"O espectáculo de rua é muito diferente do organizado em salas próprias. Aqui faz-se um corte transversal na sociedade portuguesa e apanha-se o espectador desprevenido, a pessoa que vai para o trabalho ou anda nas compras. Mas não terá qualidade inferior às actuações em salas de espectáculos, pois cada acto foi pensado, escrito e desenhado para a rua e os mais incautos vão ver-se envolvidos nessas criações", sublinhou Luís de Matos.

Publicado por jf em 10:27 AM | Comentários (0)

MAGIA NA RUA (6)

O programa do Festival de Magia de Rua prevê 174 actuações, que começam às 12h (às 10h no fim-de-semana) e se prolongam pela tarde fora. Luís de Matos e o presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, juntam-se hoje ao meio-dia no Largo de Camões para dar início ao festival.

Fonte: Público

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25 DE JULHO DE 1415

Parte do Tejo a Armada de D.João I, para a conquista de Ceuta.

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GUARDAS NOCTURNOS PASSAM PARA POLÍCIA MUNICIPAL (1)

A Polícia Municipal vai passar a ter competência para admitir, renovar as licenças e propor alterações das áreas de actuação dos guardas-nocturnos, segundo um despacho hoje assinado pelo presidente da câmara de Lisboa.

O despacho de António Carmona Rodrigues (PSD), prevê ainda o alargamento da actuação dos guardas-nocturnos à freguesia das Mercês.

Com a decisão, passa a ficar definida a forma de gestão desta função pela autarquia lisboeta, quatro anos após a transferência desta competência dos governos civis para as câmaras municipais, e que já estava prevista no regulamento municipal do licenciamento do exercício e fiscalização da actividade.

Entre as competências agora atribuídas à Polícia Municipal incluem-se a de propor ao executivo camarário a modificação ou expansão das áreas de actuação dos guardas-nocturnos, além da renovação das licenças para o exercício desta actividade.

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GUARDAS NOCTURNOS PASSAM PARA POLÍCIA MUNICIPAL (2)

Entre as competências agora atribuídas à Polícia Municipal incluem-se a de propor ao executivo camarário a modificação ou expansão das áreas de actuação dos guardas-nocturnos, além da renovação das licenças para o exercício desta actividade.

A selecção de novos candidatos também passa a ser uma atribuição da Polícia Municipal. A autarquia pretende "assegurar a necessária articulação entre a Polícia Municipal e os guardas-nocturnos, tendo em vista a optimização dos recursos humanos e técnicos indispensáveis à ordem e segurança do município".

Quanto ao alargamento do serviço à freguesia da Mercês, a medida pretende "dar resposta às preocupações e necessidades sentidas naquela zona da cidade, contribuindo para o reforço da segurança de pessoas e bens" daquela área. Actualmente, existem 58 guardas-nocturnos, que trabalham em toda a cidade.

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julho 24, 2006

SOS OCEANOS (1)

A campanha SOS Oceanos, lançada pelo Oceanário de Lisboa conta, a partir de hoje, com uma nova iniciativa que tem como objectivo sensibilizar o público para a pesca e a conservação dos oceanos. Dirigida a crianças e adultos, está instalada à entrada do Oceanário, até ao dia 30 de Julho, uma pequena exposição interactiva, com informação sobre o risco de extinção em que se encontram várias espécies de peixes e perceber como se trabalha na pesca tradicional.


Publicado por jf em 11:58 PM | Comentários (0)

SOS OCEANOS (2)

A iniciativa contou com a colaboração do Museu do Mar, em Cascais, que "recrutou" estes profissionais da área, que, além de demonstrarem as suas aptidões, contam as suas experiências de uma vida ligada ao mar, como explicou à Lusa a peixeira Maria da Conceição Parracho, do Mercado de Cascais. A campanha de sensibilização começou já em Maio - quando foi desenvolvido o folheto SOS Oceanos, com a colaboração do Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (Ipimar).

O folheto é entregue a todos os visitantes do Oceanário e explica quais as espécies piscatórias de categoria verde ("melhor escolha"), amarela (a "alternativa") e a vermelha (a "evitar"). "O nosso sonho era mesmo que as pessoas levassem o folheto antes de comprarem peixe no supermercado ou quando forem a um restaurante", como explicou à Lusa João Correia, do Departamento de Marketing do Oceanário de Lisboa.

Publicado por jf em 11:57 PM | Comentários (0)

SOS OCEANOS (3)

João Correia exemplificou com o caso do bacalhau da Terra Nova, que considera "uma luta perdida" dada a sua tradição na gastronomia portuguesa.

"Apesar de não podermos pedir às pessoas que deixem de comer bacalhau, o facto é que, daqui a poucos anos, esta já não vai existir", referiu. A sensibilização pretendida pela campanha SOS Oceanos passou também pela montagem de um recife de coral morto, em exposição na entrada do Oceanário, a partir de material apreendido pelas autoridades alfandegárias há cerca de 10 anos, agora aproveitado para "sensibilizar as pessoas para o comércio ilegal de coral".

A instituição lançará mais uma iniciativa no âmbito desta campanha em Agosto, com a limpeza do fundo da praia de São Pedro do Estoril. O responsável do Oceanário revelou à Lusa que esta campanha durará até Setembro, mês em que será lançada uma nova acção por parte do Oceanário, que permitirá aos visitantes conhecerem os bastidores do grande aquário.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 11:56 PM | Comentários (0)

AGENDA

9h-18h Vestígios Arqueológicos da Cidade de Lisboa. Mostra icono-bibliográfica. Para ver a partir de hoje e até 12 de Agosto, de segunda a sábado, no Gabinete de Estudos Olisiponenses (Est. de Benfica, 368).

10h-18h Fado Cravo. Exposição da autoria de Berta Cardoso que propõe uma viagem pelo percurso biográfico e artístico de Alfredo Marceneiro, figura emblemática do universo fadista. Patente até 31 de Agosto, todos os dias, no Museu do Fado (Lg. do Chafariz de Dentro, 1, a Alfama).

11h-21h Roy Stuart Lisbon 2006. A primeira exposição em Portugal de um dos grandes mestres da fotografia contemporânea. As obras, de carácter erótico, estão patentes até ao final do mês, de segunda a sábado, na Arqué Galeria de Arte (Av. Miguel Bombarda, 120 A).

14h-19h Walking. Exposição de pintura de D"Olivares. Até dia 29, de segunda a sexta, na Galeria Abraço (Rua do Poço do Borratém, 39, à Pç. da Figueira), que abriu as suas portas em 2003 com uma exposição do mesmo pintor.

21h As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos. Espectáculo da Companhia Teatral do Chiado, da autoria de Adam Long, Jess Borgeson e Daniel Singer. Em cena até 8 de Agosto, domingos, segundas e terças, no Teatro-Estúdio Mário Viegas.

Publicado por jf em 12:53 PM | Comentários (0)

LISBOA DESPEDIU-SE DOS VELEIROS

Milhares de pessoas juntaram-se nos passeios junto à zona ribeirinha do Rio Tejo para assistir ao desfile dos maiores veleiros do mundo, que ontem zarparam para Cádis, a penúltima etapa da regata Tall Ships Race 2006.

Cerca de 500 mil pessoas já tinham aproveitado a etapa lisboeta da regata para ver de perto os navios, que só voltam em 2008. Jorge Isodoro, de 31 anos, não pôde. Vive em Faro. Mas não quis perder o espectáculo de ontem: meteu-se no carro bem cedo e veio até Lisboa. "Para ver o Tejo cheio de velas", disse ao DN. Um motivo que não precisou de desenvolver. O olhar atento com que via os veleiros desfilar, belos e imponentes, dizia tudo.

A parada náutica encabeçada pelo navio-escola Sagres passou diante da Torre de Belém às 12.10. Uma hora depois do previsto. Mas, com isso, pouco se importaram todos aqueles que, de câmara fotográfica, vídeo ou telemóvel em riste, disputavam os melhores lugares. A família Martins, por exemplo, estava desde as 09.30 diante da doca do Bom Sucesso, entre o Padrão dos Descobrimentos e a Torre que, há 500 anos, viu partir os navegadores portugueses.

Homens e mulheres de todas as idades, portugueses e estrangeiros, sozinhos, em família ou entre amigos, tiveram o privilégio de admirar, ao vivo e em movimento, 76 dos mais vistosos veleiros do mundo. Disso todos tinham consciência. Difícil era saber qual era o mais belo.

Seria o navio espanhol de quatro mastros, ou aquele que vinha lá ao longe, de velas verdes? Seria o maior de todos, o Dar Mlodziezy, com 1o8 metros e pavilhão polaco, ou a caravela Vera Cruz? Os mais novos não hesitavam: era o veleiro italiano Amerigo Vespucci porque, como gritavam aos mais velhos, "aquele dourado é um navio pirata".

"Para mim, o Sagres é o mais elegante porque tem velas muito altas e afuniladas", disse Maria Manuela Morgado, de 66 anos, cujo sonho de infância "era ter embarcado num daqueles veleiros... de sonho."

Fopnte: Diário de Notícias

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HEMEROTECA DIGITAL (1)

Mais que a cópia pela cópia, importava facilitar o acesso do público ao imenso acervo de publicações da casa. Dar-lhe mobilidade, um uso mais flexível e abrangente. E a ideia, por ser válida, pegou: a Hemeroteca Municipal de Lisboa (HML) gerou a Hemeroteca Digital, seguidora da lógica simplificada das novas tecnologias. Hoje, em construção diária e à distância de um clique, em http/hemerotecadigital.cm-lisboa.pt, estão publicações desde as origens da imprensa periódica portuguesa à actualidade.

Publicado por jf em 12:47 PM | Comentários (0)

HEMEROTECA DIGITAL (2)

"A iniciativa só começou a ter andamento no Verão do ano passado, os contornos estão ainda bastante em aberto para novas sugestões e modos de fazer", explica ao DN Elisabete Rocha, uma das responsáveis pelo serviço de actividades culturais e educativas desenvolvidas no espaço do antigo palácio dos Condes de Tomar, em Lisboa.

Publicado por jf em 12:46 PM | Comentários (0)

HEMEROTECA DIGITAL (3)

Não sabendo se a ideia passa por digitalizar a totalidade do espólio, Elisabete Rocha salienta, contudo, a importância de os utilizadores acederem "com facilidade e rapidez" a fontes documentais seleccionadas e aos fundos local e histórico "que, no fundo, são a alma da biblioteca".

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HEMEROTECA DIGITAL (4)

Criada em 1973 com o objectivo de preservar capítulos efémeros da história que a imprensa chamou a si, a Hemeroteca Municipal tratou de reunir todas as publicações portuguesas de que há memória. "A mais antiga que temos", conta Elisabete Rocha, "é o primeiro Diário de Notícias, datado de 1864. Somos o braço-direito da Biblioteca Nacional, mas o nosso acervo nem eles o têm".

Publicado por jf em 12:45 PM | Comentários (0)

HEMEROTECA DIGITAL (5)

Só em Outubro de 1974, já depois do 25 de Abril, é que a HML iria abrir as portas ao público, cultivando uma especialização única no conhecimento das publicações e desenvolvendo, mais recentemente, actividades lúdicas e culturais para aproximar os leitores da casa. O próximo destino da Hemeroteca, já confirmado, será o Palácio Relvas, em Outubro ou Novembro de 2007. Mas a mudança de espaço, garantem responsáveis e funcionários, não vai alterar em nada esta "filosofia de atracção de mais públicos". A isso se destina o café, pensado desde já para tertúlias, recitais e lançamentos de livros. Já a sala polivalente estará apta a receber exposições e conferências.

Publicado por jf em 12:44 PM | Comentários (0)

HEMEROTECA DIGITAL (6)

As novas velhas letras

Das muitas publicações periódicas portuguesas a transferir para o online, a HML conclui já a digitalização integral d'A Capital, a partir de microfilme, num projecto que exigiu o tratamento de perto de 20 mil imagens. Um novo ponto a favor da Hemeroteca Digital, que dá agora acesso a um dos primeiros jornais nacionais do primeiro quartel do século XX, fundado em1910 por Manuel Guimarães e uma das pérolas das letras de forma portuguesas.

Publicado por jf em 12:44 PM | Comentários (0)

HEMEROTECA DIGITAL (7)

Tal como este, reitera Elisabete Rocha, "são muitos os jornais e revistas que temos aqui sem que alguém faça a mínima ideia!" Há todo um mundo por descobrir nas estantes e (agora) nos computadores. "Existem documentos raros, artigos censurados a azul, publicações únicas… é uma biblioteca específica com uma história enorme a correr desde o século XVIII até à actualidade", desfere a responsável, maravilhada, ainda hoje, com os tesouros velhos que vê ganhar novas cores a cada dia que passa. "São boas memórias."

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 12:43 PM | Comentários (0)

OLHA A NOVIDADE...

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa defendeu hoje a utilidade das empresas municipais. "Não me passa pela cabeça que sejam criadas empresas sem que tenham com o único objectivo prestar um melhor serviço aos cidadãos". Pois claro, utilidade sim senhor. Para distribuir uns dinheirinhos quando dá jeito, a pessoas que fazem o jeito. Está fazer um ano que a utilidade das empresas municipais para Carmona Rodrigues ficou bem patente na forma como tentou garantir o apoio da Nova Democracia nas autárquicas.

Publicado por jf em 12:33 AM | Comentários (0)

CARMONA DEFENDE EMPRESAS MUNICIPAIS

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa defendeu hoje a utilidade das empresas municipais. Anteontem, o secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita, denunciou a existência de empresas fictícias e disse que estas “não podem servir para duplicar tarefas e remunerações”. "Não me passa pela cabeça que sejam criadas empresas sem que tenham com o único objectivo prestar um melhor serviço aos cidadãos", afirmou o presidente da autarquia lisboeta, à margem do desfile naval dos grandes veleiros, em Lisboa. Carmona Rodrigues afirmou que existe actualmente "uma atenção especial sobre as autarquias que não se verifica em algumas empresas públicas", no entanto, disse acreditar que seja "com boa intenção".

Fonte: Público

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24 DE JULHO DE 1833

Guerra Civil 1832-34: as tropas liberais do Duque da Terceira entram em Lisboa.

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24 DE JULHO DE 1780

Realiza-se a primeira sessão da Real da Academia das Ciências, no Palácio das Necessidades, em Lisboa.

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julho 23, 2006

VIAJAR NO '28'

Lisboa tem uma carreira de eléctrico verdadeiramente mítica. É o '28'. Só queria notas de dez euros pelas vezes que viajei no '28', a partir do Largo da Graça até à Baixa, ao Chiado, ao Parlamento, para assistir a aulas práticas de Introdução á Política durante o 6º ano do Liceu, no idos de 1977/1978. Na companhia do Júlio César Elvas Pinheiro, que, aliás, nem pela companhia se converteu à direita civilizada, visto que ainda hoje continua lá pelo PSD. Pois bem: não precisa vir até Lisboa para entrar no '28'. Basta apanhar este blogue nesta paragem e tem uma vantagem: não paga bilhete. Embora, em abono da verdade também tenha uma desvantagem: não ouve o típico barulho dos Carris e das ruas. Mas que vale a pena, lá isso vale.

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ESCOLA MODELO A REBENTAR PELAS COSTURAS (1)

A sobrelotação da Escola Vasco da Gama, no Parque das Nações, em Lisboa, está a preocupar os pais e encarregados de educação. O número elevado de alunos - cerca de 600 - que frequentam aquele estabelecimento de ensino básico e integrado tem "contribuído para a degradação do espaço e materiais", assim como para a subversão da "lógica de continuidade educativa, do pré-escolar ao 9º ano", disse, ao JN, Fernando Lima, da Associação de Pais.

Logo que foi inaugurada a escola (ensino básico integrado 1,2,3, com jardim de infância), "foram lançados vários alertas para o problema da sobre-ocupação" garantiu Fernando Lima, que adiantou "O desfasamento entre a capacidade da escola e o Plano de Urbanização do Parque das Nações já era evidente. A cidade imaginada falhou nas previsões".

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ESCOLA MODELO A REBENTAR PELAS COSTURAS (2)

Agora, sete anos depois da abertura da escola, "chove dentro das salas, caiu um bocado do telhado que dá para o recreio e a manutenção dos materiais, como cadeiras e pavimentos, obriga a grandes sacrifícios pois o investimento inicial em termos de qualidade foi muito grande". E, naquele horizonte ribeirinho e ocidental, nada se vislumbra sobre a construção das três escolas previstas no Plano de Urbanização. "Estão planeadas várias escolas, mas a verdade é que estas não têm sido criadas pois tal não gera receitas, ao contrário das 'magníficas' torres habitacionais e de escritórios, que as sucessivas revisões dos planos de pormenor, foram ampliando e substituindo aos equipamentos escolares e desportivos" alerta a Associação de Pais.

Publicado por jf em 01:42 PM | Comentários (0)

ESCOLA MODELO A REBENTAR PELAS COSTURAS (3)

Contactada pelo JN, a Parque Expo disse que está "prevista a construção de mais três escolas no Parque das Nações uma básica 1.2.3 com jardim de infância, na zona Norte; uma secundária, na zona Sul e uma outra básica 1.2.3. com jardim de infância, privada, também na zona Sul". A construção "das duas escolas públicas depende do Ministério da Educação e a privada aguarda aprovação , pela Câmara de Lisboa, do projecto de arquitectura". O JN tentou obter informações junto da DREL e da autarquia mas tal não foi possível.

Publicado por jf em 01:41 PM | Comentários (0)

ESCOLA MODELO A REBENTAR PELAS COSTURAS (4)

Fruto da sobrelotação e da "inconsistência" da legislação que "não define princípios de continuidade eficazes e que estabelece, por outro lado, critérios de admissão diferentes para o jardim de infância e restantes ciclos escolares", o caminho educativo que garantia às crianças e jovens frequentarem a escola do pré-escolar ao 9º ano acabou. "A legislação diferente do pré-escolar e do ensino básico e a ausência do sentido de continuidade, levam, por exemplo, a que crianças entrem no jardim de infância com cinco anos para depois terem de sair no ano seguinte pois a admissão no 1º ciclo é feita com critérios diferentes", alerta a associação de pais. «Ficamos assim com uma escola dita básica e integrada que é, na verdade, desintegrada e envolta numa teia de inconsistências», acusam.

Fonte: Jornal de Notícias

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DOENÇAS NA ORQUESTRA

A surdez e as lesões nos músculos e ossos das mãos e braços foram alguns dos problemas de saúde que dois estudos inéditos em Portugal detectaram em músicos de uma grande orquestra de Lisboa devido à sua actividade profissional. Na origem destes problemas está o manuseamento de instrumentos musicais , com maior prevalência nos músicos que tocam instrumentos de corda, nomeadament e violinos, violoncelos, contrabaixo e violas.

Natália Michtchenko da Fonseca é médica especialista em medicina do tra balho e autora do estudo sobre a "prevalência da hipoacúsia neurosensorial de or igem sonotraumática num grupo de músicos profissionais", em co-autoria com o méd ico da mesma especialidade João Costa Ribeiro.

Em declarações à Lusa, Natália Michtchenko da Fonseca afirmou que o est udo visou determinar a prevalência da surdez profissional (hipoacúsia neurosenso rial) de origem sonotraumática (por exposição a níveis de sons elevados) num gru po de músicos profissionais.

Estes músicos foram escolhidos por se tratar de "um grupo profissional com características específicas e de pessoas muito motivadas e dedicadas à sua actividade que começam a tocar música muito cedo, alguns a partir dos cinco anos de idade", disse.

Além disso, as doenças dos músicos não são muito estudadas em Portugal, ao contrário do que acontece em outros países, nomeadamente nos Estados Unidos, explicou.

Na orquestra estudada, 11,7 por cento dos músicos apresentaram queixas de zumbidos nos ouvidos, que poderão ser o primeiro sinal de uma lesão no ouvido interno. Cerca de sete por cento dos músicos referiram "dificuldade no reconheci mento da fala", ou seja, não consegue entender o que outra pessoa lhe diz em ambiente com ruído de fundo.

A maior diminuição da audição foi verificada no ouvido esquerdo, devido à proximidade do instrumento (viola e violino) a este ouvido. O principal meio de diagnóstico desta deficiência é a audiometria, que pode identificar a lesão inicial, a tempo de serem tomadas medidas preventivas.

Entre as medidas de prevenção consta a utilização de auriculares especiais para músicos, placas divisórias individuais de insonorização e uma diminuição do tempo de exposição aos sons. Medidas que, contudo, têm de ser muito bem administradas, para "não interferirem com a capacidade de percepção do som", disse a especialista em medicina do trabalho.

De acordo com Natália Michtchenko da Fonseca, esta deficiência pode interferir com a actividade profissional, se atingir fases muito avançadas. Alguns dos músicos avaliados já apresentavam queixas e alguns já usavam equipamentos de protecção. Esta médica de trabalho avaliou ainda a prevalência de lesões musculo-esqueléticas nos membros superiores (zona das mãos, punhos, cotovelos e ombros) nestes músicos.

Conforme revelou à Lusa, estas lesões - nomeadamente tendinites e síndromes de compressão nervosa dos membros superiores (zona das mãos, punhos, cotovelos e ombros) - atingem quase metade dos músicos (40 por cento).

Os músicos mais afectados por estas lesões são os que tocam instrumentos de corda, como violinos, violoncelos, contrabaixo e viola. Na origem destas lesões estão os movimentos repetitivos dos membros superiores, a posição dos braços exigida por cada tipo de instrumento e a aplicação de força para suportar o peso dos instrumentos musicais durante a execução das partituras.

Natália Michtchenko da Fonseca refere que uma intervenção nesta área passa pela adopção de medidas que podem ajudar a minimizar os danos, como a existência de períodos de aquecimento no inicio da actividade, períodos de descanso frequentes, evitar a repetição continua das partes musicais mais difíceis e manter a saúde e bem estar em todos os aspectos da vida diária, nomeadamente a aliment ação saudável, actividade física regular e gestão de stress. "A música é linda, mas é também uma profissão de risco", disse esta especialista em medicina do trabalho.

Fonte: Lusa

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23 DE JULHO DE 1953

É fundada, em Lisboa, a Liga dos Cegos de João de Deus.

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julho 22, 2006

A LER

A Sorte, por Jorge Coelho, no Diário Económico.
A fundação gulbenkiã, por João Paulo Sousa, no Da Literatura.

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A LER

O projecto maluco para o INE, no Cidadania LX.

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OS GRANDES VELEIROS (11)

(fotos do Portugal Diário e do sítio oficial da Regata)

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OS GRANDES VELEIROS (10)

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OS GRANDES VELEIROS (9)

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OS GRANDES VELEIROS (8)

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OS GRANDES VELEIROS (7)

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OS GRANDES VELEIROS (6)

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OS GRANDES VELEIROS (5)

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OS GRANDES VELEIROS (4)

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OS GRANDES VELEIROS (3)

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OS GRANDES VELEIROS (2)

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OS GRANDES VELEIROS (1)

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ARMAZÉM ESPECTÁCULO

A Administração do Porto de Lisboa e Álvaro Covões, da promotora Música no Coração, fecharam esta semana um contrato para a concessão de um armazém desactivado com oito mil metros quadrados, na Rua de Cintura do Porto, em Santos, junto ao restaurante Kais, que será convertido num espaço de entretenimento multifuncional. O projecto inclui uma sala de espectáculos com capacidade de cinco mil lugares, os estúdios de uma empresa de produções musicais, o novo bar Johnny Guitar, uma escola de rock e uma extensão do Chapitô. A administração portuária teme que a limitação das licenças de ruído ponham em causa o projecto, mas o vereador António Prôa, que admitiu ainda não conhecer os planos para o armazém, considera que a autarquia não vai levantar entraves se o espaço estiver devidamente insonorizado e os níveis de ruído forem respeitados.

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LISBOA SOUNDZ ACABA EM SANTOS

Hoje à noite, os decibéis vão rebentar a escala no terrapleno de Santos, na segunda edição do evento Lisboa Soundz, para desespero dos moradores do Largo de Santos, que tentam descansar nas suas casas, que ficam a pouco mais de uma centena de metros do local do festival de música. Devido às muitas queixas feitas pelos moradores de Santos à Câmara de Lisboa, este tipo de eventos têm os dias contados naquele espaço da jurisdição da Administração do Porto de Lisboa (APL). António Prôa, vereador responsável pelo Ambiente, enviou, no final da semana, um ofício à administração portuária dando conhecimento que os seus serviços não vão emitir mais licenças especiais de ruído, por não estarem reunidas, no terrapleno de Santos, as condições acústicas necessárias para a realização de futuros espectáculos.

No terrapleno de Santos vão, porém, ainda realizar-se, este ano, mais três eventos, que, apesar de não terem ainda pedido licenças especiais de ruído à autarquia, já estão agendados há muito e com a programação e contratos com os artistas celebrados. "Não era justo cancelar espectáculos que demoraram meses a preparar", disse ao PÚBLICO António Prôa, lamentando que as licenças sejam por vezes pedidas na véspera da realização dos eventos.
O vereador explicou que as queixas relativas ao ruído no terrapleno de Santos aumentaram muito desde o ano passado. De facto, as medições levadas a cabo pelos serviços nos fogos vizinhos do terrapleno, em Santos, entre a uma e as duas horas da manhã, revelaram níveis sonoros acima das directivas da Organização Mundial de Saúde.

"Na carta que enviámos à APL damos conta que não iremos emitir mais licenças especiais de ruído, que a partir de agora não se poderão realizar mais eventos que não respeitem a lei do ruído. Sabemos que este tipo de eventos é negociado com uma grande antecedência e, por isso, analisaremos, caso a caso, eventos que já estejam programados", explicou António Prôa.

O vereador tem consciência de que a cidade tem poucos espaços disponíveis para albergar este tipo de eventos, mas, justifica a sua decisão: "Quando, num prato da balança está o acesso ao lazer, e do outro, o respeito pela saúde dos munícipes, a escolha é óbvia".

Por outro lado, adiantou o vereador, há alternativas: Monsanto e o auditório Keil do Amaral, onde se realizou o ano passado, com sucesso, o Festival de Música Africana. "Vou entrar em contacto directo com os promotores de espectáculos do mercado nacional e apresentar-lhes aquele espaço, que tem todas as condições para a realização de festivais musicais e onde não se levantam quaisquer questões relativas ao ruído, por não existirem habitações nas imediações.

Por enquanto, o corte na emissão das licenças especiais de ruído só tem efeitos em Santos. Mas António Prôa diz que o seu gabinete está atento também a queixas de munícipes relativas a bares, discotecas e esplanadas e que a autarquia vai ser mais rigorosa na concessão de licenças: "O ruído tem sido, na cidade de Lisboa, a última das questões ambientais adquirida", lamenta. "Mas estamos mais sensibilizados e pressionados pelos cidadãos para olhar para este tipo de poluição", garante o autarca.

FontE: Público

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SOS RINOCERONTES

De 22 a 30 de Julho irá decorrer no Jardim Zoológico, zona gratuita, a I Feira do Livro de Animais. Dez por cento das vendas dos livros irão reverter para a Campanha da EAZA (Associação Europeia de Zoos e Aquários) - S.O.S Rinocerontes. A I Feira do Livro de Animais do Jardim Zoológico irá decorrer junto ao coreto, na zona gratuita do Parque, entre os dias 22 e 30 Julho. A Feira do Livro é uma organização conjunta do Jardim Zoológico e da livraria Bulhosa.

Na feira poderão ser encontrados livros sobre animais para todas as idades e todos os gostos. Parte das receitas das vendas revertem a favor da campanha Europeia de Protecção dos Rinocerontes, "Save the Rhinos", promovida internacionalmente pela European Association of Zoos & Aquaria (EAZA) e que o Jardim Zoológico está apoiar.

Esta feira insere-se no âmbito das diversas acções de angariação fundos, que o Parque está a desenvolver, para os treze projectos de conservação dos rinocerontes no seu habitat natural.

Fonte: Lusa

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julho 21, 2006

A GLÓRIA POLÍTICA DO ASSESSOR DO PORTO DE HONRA

"A grande mudança da gestão camarária alfacinha", por CMC, no Tugir.

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ASAE RECUA NOS PARQUES (1)

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) levantou hoje a suspensão do encerramento de 13 parques de estacionament o decidida quinta-feira, concedendo 30 dias às empresas concessionárias para cer tificarem os equipamentos de medição do tempo de utilização.

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ASAE RECUA NOS PARQUES (2)

Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da ASAE explicou que a decis ão surge na sequência de dificuldades sentidas pelas empresas que exploram os pa rques em conseguir certificar os equipamentos de controlo metrológico (saber se o tempo marcado na máquina que regula o período de estacionamento é efectivament e cumprido).

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ASAE RECUA NOS PARQUES (3)

De acordo com uma nota da ASAE, "no seguimento dos pedidos entretanto a presentados no Instituto Português de Qualidade (IPQ)", verificou-se que havia " diferentes sistemas de controlo metrológico" nos parques de estacionamento. "Alguns desses equipamentos poderão ter uma certificação prévia rápida do IPQ, outros exigem processos mais complexos", acrescenta o comunicado.

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ASAE RECUA NOS PARQUES (4)

Por isso, a ASAE decidiu dar um prazo de 30 dias para as empresas trata rem do processo de certificação. Foram encerrados quinta-feira por falta de certificação 13 parques de e stacionamento em todo o país: quatro em Braga, três em Lisboa, dois em Gaia, um em Aveiro, um em Cascais, um no Porto e outro em Évora.

A operação de fiscalização incidiu sobre as normas que regulam os equip amentos de medição do tempo de estacionamento, a informação sobre os preços e os horários de funcionamento, os programas informáticos utilizados e a existência de livros de reclamações.

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ASAE RECUA NOS PARQUES (5)

Foram instaurados 13 processos de contra-ordenação por falta de control o metrológico e seis contra-ordenações por falta de aviso de existência de livro de reclamações. A ASAE revelou ainda que foram igualmente levantados dois autos de noti ficação por falta de informação de preços. Esta inspecção surge no momento em que está a começar a ser aplicado o decreto-lei 81/2006 sobre a alteração da fórmula de cálculo do pagamento das tar ifas a cobrar nos parques de estacionamento, que passam a ser contadas por perío dos de 15 minutos em vez de uma hora.

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PANTEÃO HOMENAGEIA AMÁLIA (1)

Um conjunto de artistas, alguns dos quais acompanharam Amália Rodrigues, homenageia a fadista no domingo ao fim da tarde no Panteão Nacional, por ocasião do seu 86º aniversário. "Quem está no Panteão é eterno e cabe-nos manter viva a sua memória", disse à Lusa a directora do Panteão, Iria Esteves Caetano.

O começo da homenagem está agendado para as 19:00 de domingo no terraço do Panteão, localizado no bairro de Alfama, em Lisboa, com a actuação, entre outros, dos cantores Dulce Pontes, António Simoa e Juan de Santamaria, o músico Rão Kyao e actriz Carmen Dolores. Os artistas cantarão e declamarão poemas da autoria de Amália Rodrigues, falecida a 06 de Outubro de 1999.

Publicado por jf em 06:27 PM | Comentários (0)

PANTEÃO HOMENAGEIA AMÁLIA (2)

Manuel Luís Goucha abrirá a sessão e Dulce Pontes interpretará "Lágrima" acompanhada por Rão Kyao, na flauta. Os actores Carmen Dolores e João D'Ávila lerão poemas da fadista, designadamente "Carta a Vitorino Nemésio", "Horas de vida perdida" e "Tenho uma cabra cabrita".

Participam também os cantores António Simoa, Juan Santamaria, Joaquim Carneiro e Giovanni D'Amore, que, tal como Dulce Pontes, terão o acompanhamento de um grupo de músicos que intervinha habitualmente nos espectáculos de Amália.

Este grupo é constituído por Carlos Gonçalves (guitarra portuguesa), que compôs vários fados para poemas de Amália, Luís Ribeiro (guitarra portuguesa), Lelo Nogueira (viola) e Joel Pina (viola baixo). Habitualmente o Panteão recorda "as personalidades que acolhe, no dia do seu aniversário, pois a sua memória e obra são perpétuas", disse Iria Estevas Caetano.

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PANTEÃO HOMENAGEIA AMÁLIA (3)

Além de fadista, Amália Rodrigues cedo manifestou a sua faceta de poeta, designadamente quando em 1945 gravou pela primeira vez para a Continental Records, no Rio Janeiro. No alinhamento das gravações, além de um poema de Guerra Junqueiro, "As penas", Amália incluiu um de sua autoria, "Entrei na vida a cantar", que interpretou com melodia do fado "Mouraria".

Em 1962, no aclamado álbum "Busto", a fadista interpretou, de sua autoria, "Estranha forma de vida", com música do fado bailado de Alfredo Marceneiro. Em 1980, gravou o LP "Gostava de ser quem era", apenas com poemas seus, alguns musicados por Carlos Gonçalves, com quem voltou a colaborar em 1983 no álbum "Lágrima". Os restos mortais fadista encontram-se na sala dos Poetas, do Panteão Nacional, desde 2001.

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A BRONCA DOS PARQUES DE ESTACIONAMENTO (1)

A Câmara de Lisboa vai contestar o encerramento do parque de estacionamento da EMEL na Avenida Lusíada, decidido quinta-feira pela Autoridade de Segurança Económica e Alimentar (ASAE), por considerar que aquela entidade não tem competência para esta acção.

Uma acção de fiscalização da ASAE resultou quinta-feira no encerramento de 13 parques de estacionamento em todo o país, entre os quais o da Avenida Lusíada, o único pertencente à Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL).

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A BRONCA DOS PARQUES DE ESTACIONAMENTO (2)

Na opinião da vereadora da Mobilidade da Câmara de Lisboa, Marina Ferreira, que é também presidente da EMEL, é à autarquia que compete a fiscalização dos parques de estacionamento, e não à Autoridade da Segurança Alimentar e Económica. Em declarações à Lusa, a assessora da vereadora afirmou que a decisão de encerrar o parque da Avenida Lusíada, gerido pela Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) é "excessiva e despropositada".

"O decreto-lei (que estipula o funcionamento dos parques de estacionamento) afirma que, em caso de incumprimento, haverá lugar a coimas", mas neste caso, o funcionamento do parque foi suspenso e o material informático foi selado, adiantou a mesma fonte. A mesma fonte adiantou que a Câmara de Lisboa "vai reagir", mas não especificou de que forma a autarquia pretende contestar a decisão da ASAE.

Publicado por jf em 02:51 PM | Comentários (0)

A BRONCA DOS PARQUES DE ESTACIONAMENTO (3)

Contactado pela Lusa, o porta-voz da ASAE afirmou que a acção "foi feita no estrito cumprimento da legalidade e não interferiu nas competências da Câmara de Lisboa". Referiu ainda que os dois autos de notificação levantados por falta de afixação de informação sobre os preços serão encaminhados para as autarquias, já que essa é uma atribuição dos municípios.

O porta-voz da ASAE garantiu que a acção de fiscalização se destinou a verificar "se vários aspectos de funcionamento estavam nas devidas condições", entre os quais a certificação dos instrumentos de medição do tempo de estacionamento. "A suspensão dos parques de estacionamento teve a ver essencialmente com a falta de controlo metrológico", referiu, acrescentando que a operação pretendeu garantir "que o consumidor está a ser defendido e que está a pagar o preço certo".

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A BRONCA DOS PARQUES DE ESTACIONAMENTO (4)

No caso dos parques de estacionamento da EMEL, a alteração das tarifas, que passarão a cobrar a permanência ao minuto a partir do primeiro quarto de hora, já foi aprovada pela Câmara, mas tem de passar ainda pela Assembleia Municipal, o que só acontecerá em Setembro.

Questionado sobre o facto de, em Lisboa, os parques ainda não estarem a aplicar as novas tarifas, o porta-voz reiterou que os parques foram encerrados "porque os aparelhos de medição do tempo não estavam certificados, independentemente da entrada em vigor do novo decreto-lei". Os espaços agora encerrados só poderão ser reabertos após a certificação, pelo Instituto Português da Qualidade, destes equipamentos. O encerramento do parque da Avenida Lusíada está a criar um problema adicional, explicou a fonte da Câmara de Lisboa.

Publicado por jf em 02:49 PM | Comentários (0)

A BRONCA DOS PARQUES DE ESTACIONAMENTO (5)

Este parque de estacionamento, situado junto ao Centro Comercial Colombo, está ligado a nível informático ao parque do Colégio Militar, também da EMEL, que é considerado um parque dissuasor da entrada do transporte privado na cidade e que oferece por isso preços mais baixos e avenças mensais. Esta manhã, a Lusa verificou que os utentes estavam a entrar neste parque pela saída, sem recolher o bilhete, uma situação que a EMEL não sabia ainda como resolver.

"Somos alheios a esta situação, que está a penalizar muitos lisboetas", afirmou a assessora de Marina Ferreira. Na operação de quinta-feira, a ASAE encerrou quatro parques em Braga, três em Lisboa, dois em Gaia, um em Aveiro, um em Cascais, um no Porto e outro em Évora. Além do parque da EMEL, na capital foram fechados dois parques privados, na Avenida Visconde de Valbom e em Campolide.

Publicado por jf em 02:49 PM | Comentários (0)

A BRONCA DOS PARQUES DE ESTACIONAMENTO (6)

A operação de fiscalização incidiu sobre as normas que regulam os equipamentos de medição do tempo de estacionamento, a informação sobre os preços e os horários de funcionamento, os programas informáticos utilizados e a existência de livros de reclamações. Foram instaurados 13 processos de contra-ordenação por falta de controlo metrológico (saber se o tempo marcado na máquina que regula o período de estacionamento é efectivamente cumprido) e seis contra-ordenações por falta de aviso de existência de livro de reclamações. A ASAE revelou ainda que foram igualmente levantados dois autos de notificação por falta de informação de preços.

Fonte:Lusa

Publicado por jf em 02:48 PM | Comentários (0)

CAMPO GRANDE

Cem trabalhadores da empresa Deloitte & Touch vão trocar, no sábado, os computadores por pás e baldes para recuperar uma parte do jardim do Campo Grande, anunciou hoje a Câmara de Lisboa.

A partir das 09:00, os funcionários vão dedicar-se, em regime de voluntariado, a diversos trabalhos, como a limpeza de entulho, plantação de árvores e vegetação, instalação da rede de rega e pintura de bancos. Os voluntários vão integrar nove equipas de trabalho, cada uma com um chefe de equipa da empresa e um supervisor da autarquia lisboeta.

O trabalho, que deverá decorrer até às 18:00, vai incidir numa área de 3.900 metros quadrados. Segundo a Câmara Municipal, a empresa irá ainda doar ao jardim do Campo Grande cinco equipamentos de manutenção. A iniciativa pretende também recolher fundos que irão reverter para o Lar de Idosos da Ordem Terceira de São Francisco, através da afixação temporária de publicidade a uma instituição financeira em oito bancos do jardim.

Muitos dos materiais a utilizar nesta reabilitação, como sementes, plantas e tintas, foram angariados pela empresa através de várias parcerias. Para o vereador dos Espaços Verdes da Câmara de Lisboa, António Prôa, "este é um exemplo do envolvimento que a sociedade civil pode ter nos projectos da cidade, seja através de empresas, condomínios ou associações, sem que isso signifique a desresponsabilização das suas obrigações".

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 02:35 PM | Comentários (0)

A MARINA FANTASMA (1)

Deputado pergunta sobre Marina.

No documento, que inclui quatro conjuntos de perguntas dirigidas ao ministro do Ambiente e aos presidentes da Parque Expo, da Câmara de Lisboa e da Associação de Turismo de Lisboa, o parlamentar, eleito nas listas do PSD, alerta para a proximidade do Verão de 2007, altura em que a presidência portuguesa da União Europeia será instalada no Pavilhão Atlântico.

Publicado por jf em 11:18 AM | Comentários (0)

A MARINA FANTASMA (2)

O deputado do Partido da Terra Pedro Quartin Graça apresentou esta semana um requerimento na Assembleia da República em que se insurge contra o estado de desleixo e abandono da marina do Parque das Nações.

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A MARINA FANTASMA (3)

"A marina encontra-se em absoluto estado de desleixo e abandono visível aos olhos de todos os seus visitantes nacionais e estrangeiros", constata o deputado. "A atentar pelas imagens da realidade deplorável das margens do rio, nomeadamente na zona do Parque das Nações, actualmente a mais visitada do país, onde a marina da Expo foi convertida no "maior tanque de lama da Europa", é difícil acreditar que entidades, que tanto apregoam, sejam capazes de concretizar algo, considerando o tempo decorrido em que pouco ou nada se fez pelo rio e suas margens", acrescenta o documento.

Publicado por jf em 11:16 AM | Comentários (0)

A MARINA FANTASMA (4)

Para Pedro Quartin Graça, nem a proximidade da presidência portuguesa da União Europeia, que será instalada no Pavilhão Atlântico, durante o segundo semestre de 2007, consegue sensibilizar os responsáveis para a solução do problema.

Publicado por jf em 11:16 AM | Comentários (0)

A MARINA FANTASMA (5)

"É incompreensível e chocante imaginar que a presidência irá funcionar a paredes-meias com a marina nas condições em que esta se encontra", acrescentou. Segundo o deputado, o estado a que chegou aquela zona "é verdadeiramente estranho, e mesmo caricato", quando confrontado com as declarações dos vários responsáveis, segundo os quais a dinamização do turismo na região de Lisboa depende, em grande parte, da criação de novas infra-estruturas náuticas e da recuperação e melhoramento das já existentes.

Publicado por jf em 11:15 AM | Comentários (0)

A MARINA FANTASMA (6)

Nas perguntas dirigidas à Câmara de Lisboa questiona-se se o município não deveria assumir uma posição de concertação entre as partes envolvidas, face ao impasse em que se encontra o processo de reabilitação da marina, cujo projecto ficou concluído no final de 2004.

Fonte: Público

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AGENDA

20h. Igreja do Largo do Rato. Projecto The House of GIG. António Chainho (guitarra), Fernando Alvim (viola), Miguel Matos (órgão) e Pedro Vale (saxofone e teclados) são acompanhados pela pintura sobre tela de Vítor PI. Uma iniciativa de apoio à Liga Portuguesa de Deficientes Motores.

21h30 Banda Sinfónica Portuguesa. Concerto do projecto foi criado em Novembro de 2004 por um grupo de cerca de 50 jovens instrumentistas de sopro e percussão. Direcção artística do maestro Francisco Ferreira. No Coliseu dos Recreios.

21h30 Tudo Isto é Fado. Com Marco André, Rute Soares e Yola Dinis. No Museu do Fado (Lg. Chafariz de Dentro, 1, a Alfama).

21h45 Odisseia. Gianluigi Tosto apresenta uma peça da autoria de Homero, no âmbito da Mostra Internacional de Teatro de Lisboa - MITE"06. Na Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II.

22h Jacques e o Seu Amo. Produção do Pequeno Palco de Lisboa. Texto de Milan Kundera, com encenação de Rui Luís Brás. Quarta a sábado, até dia 30, na Sala Estúdio do Teatro da Trindade.

22h Erasmo, Mimmo & Txalaparta. O Festival Sete Sóis Sete Luas apresenta hoje um espectáculo com músicos de diferentes países do Sul da Europa. No Pátio do Enxugo da Fábrica da Pólvora de Barcarena, em Oeiras. Entrada livre.

22h Um Amor Infinito.
Os Madredeus apresentam-se em concerto no Auditório dos Oceanos, no Casino Lisboa.

Publicado por jf em 11:14 AM | Comentários (0)

DESPACHO

Mais de 3500 processos urbanísticos despachados num semestre No primeiro semestre deste ano, Gabriela Seara, vereadora responsável pelo Urbanismo, levou às reuniões da Câmara de Lisboa 14 instrumentos de planeamento - entre os quais, o Plano de Pormenor em Regime Simplificado do Projecto Urbano Parque Oriente e o Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE) - e despachou 3684 processos na área da gestão urbanística, de um total de 10.581 processos que deram entrada nos serviços.

Fonte: Público

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VISITAR OS VELEIROS

As águas do Tejo acolhem até domingo os maiores veleiros do mundo, numa iniciativa que promete fazer transbordar de beleza o rio que banha a capital. Atracadas na Rocha do Conde de Óbidos, as embarcações participam na regata Tall Ships Race, no âmbito da comemoração dos 50 anos do evento. De entre as mesmas, estão os emblemáticos navios Sagres, Creoula e Vera Cruz, o italiano Vespucci, o norueguês Radich e o de maiores dimensões, Dar Mlodziezy, oriundo da Polónia.

Fernando Belchior, um dos visitantes, veio propositadamente de Torres Vedras para assistir ao evento. As questões náuticas não lhe são indiferentes e considera a iniciativa relevante para a dinamização da cidade. " Vim, com a família, os netos e considero uma boa iniciativa cultural, além de ser educativo para as crianças", afirma.

Oriundos de vários países europeus, os veleiros, ao todo cerca de 80 a atravessar o Tejo, partiram do porto de Saint Malo, em França, navegando até Torbay, no sul de Inglaterra e fazendo por fim escala no estuário do Tejo, na segunda-feira. Filipe Paulo, voluntário neste evento, felicita a iniciativa por promover o contacto entre diferentes culturas. "Os veleiros são muito bonitos e os tripulantes são simpáticos", acrescenta.

Também João Andrade, visitante e antigo comandante da marinha mercante, elogia o espírito de convívio que o evento promove e a boa organização. " É uma iniciativa agradável, porque reúne vários tipos de navios à vela e é bom ver a juventude a fazer parte destes eventos. O sol também ajuda, tornando a visita num excelente passeio". E salienta: "Portugal, ao ter um passado marítimo tão forte, precisa de eventos deste género, para chamar a atenção para as actividades náuticas e divulgar lá fora ".

Com uma grande afluência de turistas e famílias a percorrer o corredor de betão ladeado por veleiros de ambos os lados, é visível o entusiasmo que perpassa pelos visitantes, desde os aficcionados aos mais leigos nas questões navais.

"A primeira vez que vim a um evento assim foi na Expo 98 e está a corresponder às expectativas. É uma paixão que tenho por ter vivido grande parte da minha vida nos barcos", conta Carlos Oliveira, antigo aluno da fragata D. Fernando.

E lamenta: "Só tenho pena que só participem veleiros europeus".

No navio escola Sagres, o cadete Perdigão Lemos explica ao DN que a regata tem sido uma experiência nova e enriquecedora. "Sendo um navio grande, é mais difícil, mas já estávamos preparados. Foi um pouco duro, mas muito compensador, porque confraternizamos também com as restantes tripulações", revela.

Mário Domingues, oficial de dia do Sagres esclarece que até ao momento o navio está em 11.º lugar. Os veleiros partirão no domingo rumo a Cádiz, despedindo-se da capital com um desfile naval. Até lá, o público poderá aproveitar para visitar gratuitamente as várias embarcações, na Doca do Espanhol, em Alcântara.

Fonte: Diário de Notícias

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"A NACIONALIZAÇÃO DA GULBENKIAN"

Artigo de Augusto Seabra no Público de ontem, que se transcreve, com a devida vénia.

Na reverência simbólica de terça-feira pode estar implícito não só o presente estado acomodado da fundação, como, mais grave, a sua pradoxal "nacionalização", com isto querendo dizer que enquanto instituição privilegiadamente mediadora entre o país e o mundo a Gulbenkian se tornou demasiado "portuguesa"

Os jornais assinalaram e sublinharam o 50.º aniversário do Decreto-Lei nº 40.690, aprovando os estatutos da Fundação Calouste Gulbenkian. O Diário de Notícias de ontem fazia primeira página com uma solene foto do Presidente da República discursando na sessão comemorativa, com um título a preceito, mas de wishful thinking, "Gulbenkian olha para o futuro", vindo a nota de antologia do Jornal de Negócios, que na chamada também de primeira página proclamava mesmo que "Portugal quase parou para comemorar, ontem em Lisboa, o 50º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian", sendo que por "Portugal" o jornal entende ""a nata" do meio político e empresarial" - nota de antologia que não é despicienda ao entendimento de um certo "corporate Portugal".

O que uma vez mais se verificou na sessão com que a Gulbenkian convocou os quadros dirigentes do país, e na sua ampliação mediática, foi a face perversa do mecanismo de excepcionalidade da fundação. Mesmo não sendo já o "ministério da Cultura e da Ciência" que durante a ditadura foi, e que o regime saudava por desempenhar serviços públicos incompatíveis com a lógica profunda do mesmo regime, mesmo não tendo já em democracia esse estatuto, a fundação ainda é considerada um caso à parte de imprescindibilidade, por isso sendo também inquestionável. Dir-se-ia que a Gulbenkian não se discute, reverencia-se, homenageia-se.

E tanto que a situação é esta que foi a mesma Gulbenkian, ou o seu conselho de administração, ou o presidente, que tiveram a lucidez de convidar para orador na sessão um espírito independente como António Barreto, e que este falou precisamente no estranho caso de pouco espírito crítico para com a Gulbenkian: "Num país onde a crítica é livre, estranha-se que sobre a fundação haja tão poucas observações severas. A verdade, suspeito, reside no facto de tantos deverem tanto à fundação. Ou de esperarem, um dia, dever."

Penso que Barreto, a avaliar pelo que li, mas provavelmente também dadas as circunstâncias, desconsiderou o nada negligenciável facto de que a extinção do Ballet há um ano foi um dano maior na imagem pública. Mas também direi que, se nada devo à Gulbenkian, é no entanto certamente a única instituição a que tanto devo que, de um ou outro modo, não seria o que hoje sou sem muitos anos de convívio assíduo, de tudo o que de propriamente formador pude fruir. E tanto mais por isso também tenho a dizer que a minha perspectiva sobre a fundação é agora de um profundo cepticismo.

É deveras extraordinário atender-se de facto ao que na terça-feira se comemorou: um decreto-lei de Salazar, com as assinaturas da "nata" dos seus coadjuvantes, Santos Costa, Antunes Varela, Pinto Barbosa, Américo Tomaz, etc., um exemplo exponencial da retórica ideológica do ditador ("Estamos em frente de um belo exemplo de compreensão da função social da riqueza, a opor ao egoísmo que parece assenhorar-se do mundo e que tende a sacrificar a noção superior de que a fortuna tem deveres na ordem moral, que não pode esquecer nem declinar") e da sua tacanhez beata, que, todavia, consagrava a excepcionalidade de uma hipótese de cosmopolitismo que se adivinha do próprio percurso de Calouste Gulbenkian e que a excepcional capacidade negocial de Azeredo Perdigão conseguira concretizar, com a ditadura e apesar dela.

No enquadramento histórico inserido no PÚBLICO de terça-feira havia uma gralha memorável, referindo que em 1968 Maurice Béjart fora objecto de um incidente directo com a PIDE, "depois de o coreógrafo ter discursado contra o fim das ditaduras e da guerra colonial" - contra as ditaduras, por certo, "fim" estando aí a mais. Esse incidente marcou uma ruptura: entre o quadro fechado e repressivo e a possibilidade não só de literacia e de cultura mas de internacionalização e cosmopolitismo que a Gulbenkian introduzia, as lógicas apartavam-se irremediavelmente. Como cabia também referir a memorável abertura, pouco meses antes do 25 de Abril, do ciclo Rosselini, com o próprio a apresentar Roma, Cidade Aberta, filme "proibido" (de resto, convirá não esquecer o que foram os anos Gulbenkian do cinema português ou os grandes ciclos cinematográficos da fundação). De algum modo o país, no quadro do regime, mostrava-se também demasiado estreito para a promessa de mundo da Gulbenkian.

As características específicas em que se consolidou a fundação, qual "mundo à parte", determinaram-lhe também em grande parte a opacidade que lhe é um traço e que persiste, com a lógica burocrática das organizações pouco susceptíveis ao escrutínio público.

E o que tem então marcado a mais insistente imagem da fundação nos seus últimos anos? O fim disto e daquilo, das bibliotecas itinerantes, dos Encontros e depois do próprio Acarte, dos Encontros de Música Contemporânea e das Jornadas de Música Antiga, enfim do Ballet, além de permanecerem nebulosas as perspectivas do Centro de Arte Moderna. Como também lembrava o PÚBLICO de terça-feira o Programa de Apoio à Dança, anunciado como contrapartida à extinção do Ballet, tem apenas uma parte ínfima do orçamento que estava votado àquele (110 mil euros em vez de 2,4 milhões) e continuamos à espera da concretização de uma série de tópicos então anunciados em entrevista a este jornal pela administradora Teresa Gouveia, do regresso da dança à programação ao apoio sistematizado à internacionalização de criadores portugueses.

Face a isto, e na área da cultura, como programa de vulto, há apenas o de Criatividade e Criação Artística, em relação ao qual posso temer estar-se a actuar intensivamente sem cuidar do acompanhamento posterior dos formandos, enquanto o programa educativo Descobrir a Música, por interessante que possa ser, manifestamente de todo escamoteou um dado fundamental, o de falta de renovação do público frequentador. Não me esqueço que, desde a educação e um investimento muito importante na ciência a outros programas internacionais, há outras relevantes facetas de actividade, mas não só falo apenas daquilo que conheço, como essa vertente cultural continua determinante à percepção pública da Gulbenkian.

E, também por isso, creio que na reverência simbólica de terça-feira pode estar implícito não só o presente estado acomodado da fundação, como, mais grave, a sua paradoxal "nacionalização", com isto querendo dizer que, enquanto instituição privilegiadamente mediadora entre o país e o mundo, a Gulbenkian se tornou demasiado "portuguesa" - não será por acaso que tem vigorado uma interpretação restritiva do art. 11º dos estatutos, e que não só "a maioria", como está estipulado, mas mesmo todos os membros são portugueses, à excepção, como também é dos estatutos, de quem descende do fundador, e que em nove membros do conselho, quatro são ex-ministros (Rui Vilar, Marçal Grilo, Teresa Gouveia e André Gonçalves Pereira) e uma ex-secretária de Estado (Isabel Mota). É um governo "bis" e também um "Portugal corporate". Mas com mundo a menos, e com dificuldades em reequacionar as relações entre dados internos e externos. "

Publicado por jf em 12:31 AM | Comentários (0)

JÁ HÁ ESTACAS

A construção das estacas no túnel do Marquês terminou segunda-feira na Fontes Pereira de Melo, sem que tenham sido registadas fissuras, garantiu Carmona Rodrigues, frisando que as condicionantes à circulação vão manter-se.

Publicado por jf em 12:18 AM | Comentários (0)

julho 20, 2006

A VEREADORA ACHA QUE SOMOS TODOS PARVOS?!

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprovou hoje novas tarifas de estacionamento em parques privados da cidade, mas a vereadora responsável rejeita que a actualização represente um aumento dos custos para os utentes.

A vereadora responsável pela Mobilidade, Marina Ferreira (PSD), adiantou à Lusa que os pedidos de alteração dos tarifários de cerca de 20 parques concessionados a privados foram hoje aprovados pela autarquia, um dia depois da entrada em vigor do novo decreto-lei que regulamenta a utilização dos parques e zonas de estacionamento.

O decreto-lei n.º 81/2006, de 20 de Abril, define que o pagamento da permanência nos parques de estacionamento deve ser fraccionado, no máximo, em períodos de 15 minutos.

Até agora, os parques de estacionamento podiam fraccionar o tempo em períodos de uma hora, obrigando um utente que deixasse o seu automóvel estacionado durante uma hora e um minuto a pagar duas horas de estacionamento.

A vereadora explicou que preferiu aprovar já as alterações de todos os parques que as pediram, apesar de os prazos ainda não terem terminado, porque esta é uma medida que "vai ao encontro dos interesses dos consumidores".

"Gostava muito que os concessionários actualizassem os preços o mais depressa possível, porque se não o fizerem considero que estarão a penalizar o consumidor", afirmou Marina Ferreira. Segundo a vereadora, a Associação Nacional de Empresas de Parques de Estacionamento estimou que a alteração ao tarifário causada pelo novo decreto-lei provocará uma redução de 15 por cento das receitas dos concessionários.

Marina Ferreira explicou que esta diminuição obrigou à revisão dos contratos de concessão estabelecidos entre a Câmara Municipal e os privados, já que "as receitas são um factor fundamental de equilíbrio". A responsável nega que as novas tarifas representem um aumento para os utentes, considerando que "é um produto completamente diferente, que se aproxima muito do interesse dos consumidores".

"Para manter o equilíbrio, é preciso aumentar o preço em algumas fracções das horas e reduzir o custo em outras fracções", explicou. Na prática, os primeiros 35 a 40 minutos de uma hora custarão menos ao utente, mas o período restante será mais caro, retomando-se esta lógica na hora seguinte.

A vereadora Marina Ferreira rejeitou ainda a possibilidade de ocorrer uma concertação de preços entre os diferentes concessionários, explicando que todos os parques sofrerão alterações aos preços que já praticavam anteriormente. "Como esta conta é feita em cima das tarifas parque a parque, mantém-se a diferença relativa que já existia", afirmou. Também a actualização dos preços dos parques de estacionamento da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) foi aprovada quarta-feira em reunião de Câmara.

Neste caso, o estacionamento será cobrado ao minuto a partir do primeiro quarto de hora, uma medida que só deverá entrar em vigor depois do Verão, já que tem ainda de ser aprovada em reunião da Assembleia Municipal de Lisboa.

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BLOCO CONTRA CARRIS

O Bloco de Esquerda (BE) afirmou-se hoje preocupado com a proposta da Carris de proceder a uma reestruturação de carreiras, que implicará a diminuição dos serviços de transporte público de superfície em Lisboa.

A reestruturação das carreiras foi anunciada publicamente sem que a Câmara Municipal de Lisboa tivesse emitido parecer sobre o assunto e antes da necessária aprovação governamental, assinala o BE num comunicado do gabinete do vereador José Sá Fernandes intitulado "Carris prejudica população de Lisboa".

O BE sublinha que a Carris não apresentou "elementos concretos que sustentassem o argumento de que a reestruturação iria melhorar no global os tempos de percursos em toda a rede" e alega que "uma articulação futura entre a rede de Metro em expansão e o transporte à superfície só poderá ser equacionada num horizonte de quatro anos" e terá de ser feita pela "Autoridade Metropolitana de Transportes".

"Como é que se torna possível conceber uma melhoria global da rede com a supressão integral de oito carreiras, a redução de percursos em seis carreiras e a eliminação do serviço nocturno aos fins-de-semana e feriados em duas carreiras?" - questiona o Bloco.

Fonte: Lusa

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OS PLANOS DA CARRIS (1)

Quarenta por cento das carreiras da Carris vão ser restruturadas em meados de Setembro. O novo plano da empresa de transportes públicos designado Rede 7 prevê no total 40 alterações, entre as quais a supressão de oito carreiras.

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OS PLANOS DA CARRIS (2)

Os autocarros números 33, 43, 85, 105, 113 ou 115 (ver caixa) são alguns dos veículos que deixarão de circular na cidade de Lisboa, segundo apurou o DN. Luís Vale, secretário-geral da Carris esclarece, porém, que todos estes transportes serão compensados através do prolongamento de outras carreiras.

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OS PLANOS DA CARRIS (3)

A reorganização da rede será apresentada publicamente em Agosto, mas tanto o executivo como a oposição da Câmara Municipal de Lisboa já se manifestaram contra o projecto, aprovando ontem por una- nimidade um parecer não vinculativo desfavorável ao projecto da Carris. Informação insuficiente e o facto de a nova rede se articular com projectos que só estarão concluídos no prazo de quatro anos são os principais argumentos para os autarcas rejeitarem a proposta da empresa. O prolongamento da Linha Azul do Metro até Santa Apolónia e da Linha Vermelha até Campolide e Aeroporto da Portela, a normalização do serviço fluvial no Cais do Sodré e Terreiro do Paço e a reabertura do túnel ferroviário do Rossio são os cenários que sustentam a remodelação da rede de transportes públicos e que a câmara considera não poderem fazer parte do plano da Carris, uma vez que só serão concretizados em 2010.

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OS PLANOS DA CARRIS (4)

Três etapas até 2010

Luís Vale, por seu turno, explica que as alterações serão feitas gradualmente e à medida que as infra- -estruturas vão sendo construídas: "O plano está organizado em três fases, considerando as necessidades dos utentes a curto, médio e longo prazo". Significa isto que, em Setembro, arranca a primeira etapa da reestruturação, que terá em conta as novas estações do Metropolitano: "O objectivo passa por servir os novos bairros residenciais como a Alta de Lisboa ou a zona oriental e abranger outras centralidades de trabalho como Miraflores, em Oeiras, a Quinta de Barros, em São Domingos de Benfica ou o Parque Europa no Lumiar".

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OS PLANOS DA CARRIS (5)

O secretário-geral da Carris garante que nem os meios humanos nem a frota da empresa irão sofrer alterações. "A reorganização é feita com os mesmos recursos, mas usados de forma mais rentável", garantiu, acrescentando que o tempo médio de espera por um autocarro ficará reduzido de 12 para oito minutos.

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OS PLANOS DA CARRIS (6)

De acordo com o responsável, não haverá alterações na rede da madrugada (das zero horas às 05.00) e o serviço nocturno sofrerá um "aumento global" (21.30 às 00.30). Das 40 carreiras que, em Setembro, vão sofrer mudanças, 28 serão "estruturalmente renovadas" e as restantes alvo de "pequenos reajustamentos", assegurou Luís Vale.

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OS PLANOS DA CARRIS (7)

"A reorganização dos transportes públicos na capital teve como base o estudo prévio de mobilidade elaborado pela câmara e apoiado pela Carris e Metropolitano", adiantou o secretário-geral da empresa estatal. Isso não invalida, no entanto, que a operadora rejeite as propostas de outras entidades. "Estamos sempre abertos a todas as ideias e soluções que tanto a autarquia como a Direcção-Geral de Viação queiram apresentar", rematou.

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OS PLANOS DA CARRIS (8)

Mas isso não basta para o presidente da Câmara Municipal, Carmona Rodrigues, que ontem lamentou o facto de a autarquia não estar representada na empresa pública, à semelhança do que acontece com o Metropolitano.

Fonte: Diário de Notícias

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20 DE JULHO DE 1984

Abertura do Centro Artístico Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian.

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20 DE JULHO DE 1983

É inaugurado o Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão da Fundação Gulbenkian, em Lisboa.

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20 DE JULHO DE 1955

Morre, em Lisboa, Calouste Sarkis Gulbenkian, magnata do petróleo e filantropo.

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julho 19, 2006

ROSA DA MOURARIA

O imaginário do fado e de Lisboa são o pano de fundo de «Rosa da Mouraria», a comédia que o Teatro da Garagem estreia esta quarta-feira no Teatro Taborda.

A peça está cheia de figuras que oscilam entre o castiço, o excêntrico e o caricatural. "ROSA da Mouraria" é uma comédia satírica em tons melodramáticos, que parte do imaginário do fado e de uma série de histórias de Lisboa para dar largas a um humor que explora o lado mais ridículo e kitsch das situações. É uma peça do Teatro da Garagem com texto, encenação e concepção plástica de Carlos J. Pessoa. Estreia-se esta quarta-feira no Teatro Taborda, em Lisboa, onde permanece até ao final do mês.

A peça está cheia de figuras que oscilam entre o castiço, o excêntrico e o caricatural, de personagens e situações que tão depressa nos parecem próximas e reconhecíveis como completamente incríveis e mirabolantes. «Pretende-se com este espectáculo aproximar o Teatro da Garagem dos habitantes de Lisboa abrindo espaço para um diálogo mais amplo com a comunidade», refere o pequeno texto de apresentação.

«Rosa da Mouraria» começa num salão de jogos com um viúva campeã de snooker e os seus dois lacaios numa cena de veneração lasciva, mas em breve o público é levado para um jardim com bar, churrasco, mini-golfe e piscina insuflável, que parece saído algures entre um filme de Fellini e uns «Feios, Porcos e Maus». Por lá encontramos um grupo de velhinhos rezingões e resignados, que comentam as notícias do dia, que divagam e deliram, que pensam em cometer o suicídio ou cantam: «abram alas ao Noddy».

Não se trata de um cenário, o jardim é mesmo real, situado na parte de trás do teatro, com a sua magnifica vista sobre Lisboa e a Mouraria. A encenação faz uso dos mais diferentes espaços do teatro, quebrando as barreiras tradicionais entre o público e os actores, jogando com as mudanças de cenário e ambiente, fazendo o público deparar com uma série de situações que estão a decorrer nos espaços aonde chega.

Bem ao jeito da sua companhia teatral, Carlos J. Pessoa criou uma peça carregada de uma visão ácida e delirante sobre o que nos rodeia.
O elenco é composto por Ana Palma, David Antunes, Fernando Nobre, Luís Barros, Luísa Cruz, Maria João Vicente, Miguel Mendes e Vítor d’Andrade.

Fonte: Expresso on line

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A LISTA DE CARMONA (2)

A Câmara de Lisboa gasta anualmente quase três milhões de euros com os ordenados dos 104 assessores contratados em regime de avença pelos gabinetes dos 17 vereadores da maioria e da oposição, revelou hoje o presidente.

O presidente da autarquia lisboeta, Carmona Rodrigues (PSD), apresentou esta manhã em reunião pública do executivo uma listagem dos assessores avençados, uma semana depois de notícias sobre este assunto. Segundo os dados adiantados pelo autarca, e que não incluem os assessores contratados pelas empresas municipais, os gabinetes dos vereadores têm 178 assessores, dos quais 104 são avençados. O gabinete do PS já contestou os números avançados em relação ao seu gabinete.

De acordo com o autarca, o gasto total com os trabalhadores avençados ronda os 240 mil euros mensais, o que representa um custo anual de cerca de 2,9 milhões de euros. António Carmona Rodrigues criticou alguns números noticiados, que classificou como "despropositados, anedóticos e abusivos".

"Chegaram a dizer que eu tinha 60 assessores, quando no meu gabinete estão 21", frisou. Questionado sobre o número de funcionários contratados, Carmona Rodrigues considerou que a quantidade é "extremamente razoável", mas adiantou que vai promover uma redução de 20 por cento "na massa global" do pessoal neste regime. O autarca frisou que já houve uma redução, desde o ano passado, de mais de cem trabalhadores avençados em toda a Câmara, existindo actualmente cerca de 1.400 funcionários contratados em regime de prestação de serviços.


Fonte: Lusa

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ESTACIONAR É MAIS CARO (1)

Os parques de estacionamento da EMEL vão passar a ter preços diferentes consoante a sua localização e a permanência passará a ser cobrada ao minuto, segundo uma proposta hoje aprovada por maioria pela Câmara de Lisboa.

A proposta, apresentada pela vereadora com o pelouro da Mobilidade e presidente da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), Marina Ferreira (PSD), decorre da aprovação do decreto- lei n.º 81/2006, que estipula que o preço a pagar pelos parques tem de ser fraccionado em períodos de 15 minutos.

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'ESTACIONAR É MAIS CARO (2)

Segundo a proposta hoje aprovada pela maioria PSD-CDS/PP e com os votos contra do PCP e Bloco de Esquerda (BE), a permanência em 16 parques de estacionamento da EMEL vai passar a custar cinco cêntimos por minuto, após o primeiro quarto de hora. "A medida pressupõe um aumento dos preços", sublinhou Marina Ferreira, explicando que o objectivo é dissuadir a utilização do automóvel privado na cidade.

"Pretende-se alterar profundamente a forma de gestão dos parques de estacionamento da EMEL na cidade", afirmou a vereadora, frisando que "os diferentes tarifários eram fixados de forma casuística e com modelos próprios de exploração".

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ESTACIONAR É MAIS CARO (3)

Assim, os 16 parques abrangidos pela proposta passarão a ser diferenciados em três tipos. Os parques para estacionamento de curta duração, nas zonas mais centrais da cidade, terão "com tarifas que penalizam fortemente a permanência superior a uma hora e meia", os de média duração terão preços constantes por períodos de quatro a cinco horas, e os de longa duração, situados junto a ofertas de transportes públicos, irão dispor de "preços bastante mais facilitadores".

A oposição mostrou-se céptica em relação à proposta. Para o vereador Dias Baptista (PS), a medida "não plasma uma verdadeira política relativamente ao estacionamento". O PCP sustentou que a proposta terá grandes implicações na vida da população e questionou qual é a articulação desta medida com as políticas de transportes públicos. Na opinião do BE, a proposta é "casuística e não cumpre uma política relativamente à mobilidade na cidade".

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GULBENKIAN: 50 ANOS (46)

Os activos da Fundação Gulbenkian, de cerca de 3.000 milhões de euros, representam actualmente cerca de 2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) português, sendo uma das maiores fundações da Europa. Os activos totais da Fundação são de pouco mais de 3.000 milhões de eur os distribuídos entre acções, em várias praças internacionais, obrigações, produ tos financeiros derivados e activos no petróleo e no gás. Destas aplicações e negócios provém o rendimento da Fundação Gulbenkian que lhe permite gastar este ano 113 milhões de euros nas quatro áreas de actuação: Arte, Educação, Ciência e Beneficência.

Uma das principais fontes de rendimento provém do negócio do petróleo e do gás através da Partex Oil and Gas Corporation, detida a 100 por cento pela Fundação Gulbenkian. A aposta na diversificação do risco geográfico deste tipo de investimentos faz com que os interesses da Partex se estendam pelo Sultanato do Omã, Abu Dhabi, Cazaquistão, Argélia, Brasil e mais recentemente Angola.

A Partex produz anualmente cerca de 13,5 milhões de barris de petróleo por ano, o que lhe permitiu registar um resultado líquido de 115 milhões de euros em 2005, mais 150 por cento do que em 2004. Do lucro da Partex Oil em 2005, 50 por cento será distribuído a título de dividendo para a Fundação Gulbenkian e os restantes 50 por cento serão reinve stidos na empresa, avançou à Lusa a instituição.

Depois de em 2004 a Partex ter renovado a concessão de petróleo no Sultanato do Omã até 2044 e de ter comprado uma posição de 50 por cento em mais quat ro blocos "onshore" (exploração petróleo em terra) no nordeste brasileiro, recen temente comprou uma participação de 2,5 por cento num bloco em Angola. No final de 2005, os activos da Partex Oil estavam avaliados em 796,7 milhões de euros.

Fruto dos seus investimentos diversificados, o capital líquido da Fundação Gulbenkian atingiu no final de 2005 os 2.756 milhões de euros o que represen ta um crescimento de 90 por cento em termos nominais nos últimos 10 anos e de 40 por cento em termos reais. À data da morte do seu fundador, Calouste Gulbenkian, em Julho de 1955, o património da Fundação Gulbenkian era de cerca de 9,5 milhões de euros Os estatutos da Fundação Gulbenkian foram aprovados em 18 de Julho de 1956.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (45)

Em 2002, foi extinto em definitivo o serviço de bibliotecas e existe agora um serviço de apoio ao livro e à leitura. Mais recentemente foi a vez de chegar ao fim a companhia de dança da fundação.

Na altura em que foi criada, esta companhia pretendia apresentar um repertório de dança contemporânea. Ao anunciar a extinção do ballet, em Julho de 2005, a Fundação justificou que ao fim de quatro décadas o panorama da dança em Portugal foi alterado, em particular no acesso a repertório internacional e a formação profissional. Os protestos que se seguiram a esta decisão, apresentada como "irreversível", não se fizeram esperar.

Para além dos 26 bailarinos da companhia, várias figuras ligadas ao pan orama da dança em Portugal criticaram a decisão. A Câmara Municipal de Lisboa, na altura presidida por Pedro Santana Lop es, avançou com a intenção de propor negociações à Gulbenkian, a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima admitiu a possibilidade de estudar uma solução em parceria com a Fundação e a autarquia de forma a preservar o legado de dança da companhia. Chegou a realizar-se uma manifestação nos jardins da Fundação e falou-se mesmo em "traição" à memória do multimilionário Calouste Gulbenkian e do seu testamento.

Um ano passado, os ânimos serenaram. Numa entrevista recente, Rui Vilar , presidente da Gulbenkian, referiu que esta tem dado apoio à formação e interna cionalização de bailarinos, coreógrafos e financiado projectos considerados inovadores, dando como exemplos dois espectáculos do festival Alkantara e um projecto do bailarino e coreógrafo Rui Horta.

Há pouco mais de um mês, a Gulbenkian anunciou a aposta no reforço da sua orquestra ao mesmo tempo que dava conta de uma temporada de música particular mente rica a partir de Outubro próximo, coincidindo com as comemorações do meio século da sua actividade.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (44)

Mas, num país em que a percentagem de analfabetismo era enorme, criar hábitos de leitura era uma preocupação para a polícia política do antigo regime, a PIDE. "Nos arquivos da PIDE há uma documentação muito volumosa sobre o acompanhamento que esta fazia das bibliotecas itinerantes", segundo o historiador Medeiros Ferreira, que fez uma investigação sobre a criação da Gulbenkian, numa altu ra em que se assinalam os 50 anos desta.

Essa documentação dá conta de inúmeras denúncias feitas a alguns motori stas e bibliotecários das carrinhas "que eram tidos como subversivos, desafectos ao regime, apoiantes de (Humberto) Delgado e membros do partido comunista", revelou. Ao longo dos anos, este serviço foi progressivamente acabando, muitas d as bibliotecas foram-se fixando e a Fundação doou o espólio de algumas carrinhas a autarquias.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (43)

Os estatutos da Fundação Gulbenkian - uma instituição cujos activos somam hoje cerca de 3.000 milhões de euros (o equivalente a dois por cento do Produto Interno Bruto português) - foram aprovados em 18 de Julho de 1956. Durante décadas a Fundação Calouste Gulbenkian emprestou aos portugueses milhões de livros em carrinhas que se deslocavam pelo país, num serviço que preocupou a PIDE, mas viria a acabar só em 2002. Em 2005, foi a vez do Ballet Gulbenkian, criado em 1965, ser extinto, após 40 anos de dança, no âmbito de uma reestruturação da Fundação.

Foram dois serviços emblemáticos que chegaram ao fim depois de muitos a nos de apoio à cultura, numa altura em que a Gulbenkian assume que está mais voltada para o apoio a terceiros em detrimento de alguns serviços próprios. Segundo números da própria Fundação, esta emprestou aos portugueses 97 milhões de livros nas bibliotecas itinerantes que percorriam o país e chegaram a atingir 3.900 povoações, com 29 milhões de leitores.

O serviço surgiu em 1958, dois anos após a criação da Fundação Calouste Gulbenkian, adaptado de um modelo que existia noutros países. Para criar nos portugueses hábitos de leitura, foram adquiridos cerca de cinco milhões de livros. As obras chegavam aos interessados, principalmente no interior do país, em carrinhas onde viajavam também dois bibliotecários que muitas vezes aconselh avam um ou outro livro e ajudavam a descobrir o prazer da leitura.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (42)

Em Junho de 1968, meses antes da queda do ditador, um espectáculo em Portugal, no Coliseu dos Recreios, do coreógrafo Maurice Béjart levou ao rompimento de relações entre Azeredo Perdigão e Salazar.

Béjart estava em Portugal a convite da Gulbenkian e no final do espectáculo anunciou ao público a morte de Robert Kennedy, pré-candidato presidencial nos EUA, assassinado em Los Angeles. Aproveitou para homenagear todas as vítimas das ditaduras, com o Coliseu ao rubro.

No dia seguinte, a PIDE expulsou Béjart do país. "A troca de correspondência entre ambos na sequência deste episódio revela que Azeredo chega a pôr a hipótese de se demitir porque Salazar não responde às cartas que lhe envia a pedir explicações sobre a expulsão de Béjart sem dar sequer notícia à Fundação. Tomou isso como uma ofensa pessoal e institucional", segundo Medeiros Ferreira.

E é ainda nessa conjuntura que "Azeredo escreve uma carta a Salazar em que se reafirma opositor do regime embora enquanto presidente da fundação se ten ha abstido de qualquer prática política, mas diz que não abandonou as suas convi cções", conclui o historiador. Salazar caiu do poder, pouco depois, em Setembro de 1968.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (41)

E a carta não deixa dúvidas: "Aproveito esta oportunidade para levar ao conhecimento de V. Exa que o senhor Calouste Gulbenkian, antes de sair para França outurgou, finalmente, o documento de que deve resultar a criação da Fundação Calouste Gulbenkian, com sede em Portugal, e para a qual reverterá a maior parte da sua fortuna, o que a efectuar-se, como tudo indica que se efective, constituirá um acontecimento de verdadeiro interesse nacional".

Meses depois da morte do milionário arménio, ocorrida em Julho de 1955, Salazar expôs o seu pensamento sobre a nova entidade numa carta a Pedro Teotóni o Pereira, então embaixador em Londres, e revela-lhe que não tendo "com nenhum d os outros senhores chamados a intervir na Fundação, o menor conhecimento nem possibilidade de contacto" é com Perdigão que vai entender-se.

"As minhas relações com o Azeredo são boas e confiantes mas bastante cerimoniosas", escreve Salazar que insistirá junto deste para que os estatutos da fundação determinem que a maioria dos administradores sejam portugueses.

"Deduz-se, embora não tenha encontrado documentos sobre isso, que os dois (Salazar e Perdigão) se tinham posto de acordo no que dizia respeito à isenção de impostos (para o património e rendimentos) de uma fundação deste tipo (com características de utilidade pública)", disse à Lusa Medeiros Ferreira. Esta "aliança" entre Salazar e Azeredo visa essencialmente neutralizar as pretensões de lorde Radcliffe, advogado britânico de Gulbenkian e seu executo r testamentário (à semelhança de Perdigão), que defendia uma fundação mais internacional e liberta de obrigações especiais para qualquer país.

"Nada repugna admitir, como o Azeredo Perdigão opina, que sendo de origem Arménia o fundador, algum bem se faça através da Fundação à Arménia ou aos Arménios; e que sendo o testador cidadão britânico, alguma utilidade específica tire a Inglaterra da Fundação", escreve Salazar que se preocupa ainda com os rendimentos que podem vir a pertencer à fundação.

"A Fundação criou inesperadamente meios de aplicação pública que podem modificar por inteiro as condições em que se põem e resolvem em Portugal alguns problemas fundamentais. O que seria muito pouco para a Inglaterra e quase nada para os Estados Unidos, pode representar para nós um contributo ou apoio do maior valor", reconheceu. As relações entre a Fundação e o Governo seriam, no entanto abaladas anos depois, em 1968.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (40)

A Fundação Calouste Gulbenkian foi uma inovação no Portugal dos anos 50, mas apesar desse carácter inovador, Salazar apoiou a sua criação e compreendeu o interesse nacional que teria, indica um estudo sobre o meio século da fundação. José Medeiros Ferreira, professor universitário e historiador, é o autor de um dos capítulos de um livro coordenado pelo investigador António Barreto sobre os 50 anos da Fundação.

Nesse trabalho, Medeiros Ferreira analisou a troca de correspondência entre Salazar e Azeredo Perdigão, advogado do milionário arménio Calouste Sarkis Gulbenkian e um dos seus executores testamentários, em particular no período de criação da Fundação. Embora Azeredo Perdigão seja um republicano democrata, insuspeito de ligações ao salazarismo, inicia uma troca de correspondência com o ditador, dando- lhe conta, logo em 1953, da existência de uma disposição no testamento de Gulbenkian tendo em vista criar uma fundação com o seu nome, portuguesa, com sede em Lisboa e carácter perpétuo.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (39)

Fontes: Público, K. Clark, Another Part of the Wood, Nova Iorque, Harper and Row, 1974 e do mesmo autor The Other Half, Londres, John Murray, 1977; F. Correa Guedes, Calouste Gulbenkian: uma Reconstituição, Lisboa, Gradiva, 1992; N. Gulbenkian, Pan­taraxia, Londres, Hutchinson, 1965; J. Lodwick, Gulbenkian, Londres, Heinemann, 1958; J. Azeredo Perdigão, Calouste Gulbenkian, Coleccionador, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1979; S. H. Longrigg, Oil in the Middle East, Oxford Uni­versity Press, 1968; R. Hewins, Mr. Five Per Cent, Londres, Hutchinson, 1957; R. O"Connor, The Oil Barons, Londres, Hart Davies MacGibbor, 1972; Expresso, 2-3-1991; Newsweek, 1-8-1955; Público, 22-3-1991; Times, 21-7-1955 e 12-1-1972; Who"s Who, 22-3-1955.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (38)

Em Julho de 1956, sob as assinaturas de Azeredo Perdigão e K. Essayan, eram publicados os estatu­tos do organismo que Gulbenkian nos legara.
Que ele era um homem inteligente, ninguém o discute. Era também um dos poucos capazes de falar simultaneamente com os ocidentais e os orientais. Destes, herdara a paciência, a capacidade negociadora e o amor pelo secretismo; dos primeiros, o realis­mo, a racionalidade, os conhecimentos técnicos. Estimulou sempre os governos ocidentais a serem duros com o Oriente. No período entre as guerras, terá dito a Sir W. Tyrrell: "A única maneira de se lidar com os orientais é atra­vés da força, pondo-se-lhes o pé em cima do pescoço", acrescen­tando, entre sorrisos: "Naturalmente, convém que os sapatos tenham sola de borracha, para o barulho não nos incomodar."
Olho, a terminar, a fotografia tirada, em 1935, durante uma visita ao Egipto. Sob aquele insólito colete, é difícil descobrir a Scutari natal. Gulbenkian parece um turista europeu de visita ao templo de Edfu. O perfil altivo do falcão, representando o deus Horus, deve ter-lhe agradado. E é assim que, nós, portugueses, o recordamos, na estátua erguida entre a Avenida de Berna e a Praça de Espanha.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (37)

A decisão de Salazar

O arranjo viria a gerar, após a sua morte, enorme controvérsia. Verificou-se que Nubar não era referido como administrador, mas o pior estava para vir. Segundo instruções do governo português, Azeredo Perdigão passou a exigir que a maioria dos administradores fosse português e, pior ainda, que a maior parcela das verbas fosse gasta em bene­fício dos seus compatriotas.
Indignado, Radcliffe deslocou-se a Lisboa para informar Salazar que, de acordo com a vontade do fundador, a instituição tinha de ser internacional. Não foi esse o entendimento do Presidente do Con­selho, nem o dos juristas de Coimbra, chamados a acolitar Azeredo Perdigão.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (36)

Durante os anos 1950, trabalhou a ideia com Rad­cliffe, mas a perspectiva de preparar um testamento horro­rizava-o. Redigiu um primeiro, no qual mencionava, em termos vagos, a criação de uma fundação, especificando que "confiava que a família pusesse em prática o espírito dos seus desejos", mas não tardou a fazer outro, no qual mencionava já os nomes para a administração: Lord Radcliffe para presidente e, para vogais, o genro Kvork Essayan e o advogado que o tinha ajudado a redigir o texto, Azeredo Perdigão.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (35)

Há muito que Gulbenkian vinha a planear a criação de um organismo que, perpetuando o seu nome, concentrasse a sua colecção de obras de arte e contribuísse para apoiar actividades científicas, artísticas e filantrópicas. Não é possível afirmar, com segurança, qual o motivo que o levou a sedear a sua fundação em Portugal. Dois factores devem ter desempenhado um papel: a sua fobia aos impostos e o pouco amor que devotava aos americanos, na sequência das rivalidades ligadas ao petróleo. Finalmente, as conversas com Clark e Azeredo Perdigão ajudaram-no a optar por um país onde, no final da vida, se sentira bem.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (34)

A morte, sozinho

Mas o desaparecimento da mulher, as zangas com o filho e os desgostos com o genro afectaram-no mais do que pensava. Nos últimos tempos, já nem conseguia comer os éclai­res de chocolate de que tanto gostava. De entre os portugueses, apenas tinha contacto com um médico, Fernando da Fonseca, e um advogado, Azeredo Perdigão. Dos es­trangeiros, via cada vez menos gente: até com K. Clark amuara. A 14 de Abril de 1955, Nubar visitara-o, partindo, a seguir, para Baden-Baden. A filha e o genro, que estavam em Lisboa, foram passear até Coimbra. Gulbenkian morreu sozinho.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (33)

Em relação à filha, o seu comportamento não era menos opressivo. Mais dócil do que o irmão, Rita teve menos problemas. Aceitou casar-se com o primo, Kvort Essayan, mas, em troca, exigiu que o pai a libertasse das lições de piano. O casamento seguiu os tradicionais arranjos ar­ménios. Generoso nas mesadas, Gulbenkian recusou-se sempre a dar aos familiares, que com ele trabalhavam, um salário regular. A ideia de dividir com eles a fortuna horroriza­va-o. Em 1930, quando as jóias da filha foram roubadas, ficou tão indignado que lhe cortou a mesada.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (32)

O autoritarismo do pai acabou por conduzir Nubar, inteligente, culto e sensível, a uma vida de playboy. Educado nos melhores colégios britâ­nicos, Nubar foi tratado com aquele misto de severidade e protecção que dá cabo dos melho­res. Por desconfiar das vantagens da educação física inglesa, Gulbenkian conseguiu que o filho fosse dispensado da ginástica, depois de ter insistido em pagar uma canalização nova, por estar convencido que os canos da public school causariam doenças no filho. Um dos episódios que me­lhor revelam o seu carácter diz respeito à inicia­ção sexual do filho. Quando completou 16 anos, o pai marcou-lhe uma consulta num médico em Paris, o qual lhe apresentou uma rapariguinha de 20 anos, previamente examinada. Foi-lhe dito que se metesse num táxi, levando a menina para uma maison de rendez-vous, também recomendada pelo pai.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (31)

Teve um primeiro arrufo com o filho Nubar quando este se casara com uma espanhola. Depois de terem feito as pazes, em 1930, as relações voltaram a deteriorar-se. O motivo é revelador. Nubar, então com 44 anos, decidira almoçar no escritório do pai, onde trabalhava, e mandara vir um frango em geleia com espargos. Semanas depois, quando o pai estava a conferir despesas, deparou-se com os 18 xelins desse almoço. Um escriturário encarregou-se de lhe revelar o nome do "criminoso". Seguiu-se a inevitável cena. A obsessão do pai com o esforço - quando começou a trabalhar, Nubar viu, em cima da secretária, um placard com a máxima "Não há nada mais divertido do que o trabalho" - levou o filho a declarar, como filosofia de vida, o princípio de que o traba­lho nunca deveria interferir com o prazer.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (30)

O seu secretário inglês, David Young, que su­portou ao longo de décadas as suas idiossincrasias, acabou por abandoná-lo, quando, num típico acesso de avareza, Gulbenkian lhe reduziu o ordenado. Quando morreu, a Newsweek escreveu: "Era talvez o homem mais rico do mundo; era, seguramente, um dos mais misteriosos."

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GULBENKIAN: 50 ANOS (29)

Tinha aliás uma preocupação mórbida com a saúde, a qual derivava, em parte, da sua convicção de que teria de viver tanto quanto o avô, Hadji Avedik Agha Gulbenkian, que morrera aos 105 anos. Alguns charlatães levaram-no a seguir dietas à base de nabos esmagados, coisa que, para alguém que apreciava o beurek (massa folhada turca) deve ter sido penoso. Nunca se habituou à vida das grandes capitais, nem às doçuras da sua civilização. Para os jantares que dava, em Londres, só convidava colegas de negócios, compatriotas eminentes ou herdeiros a tronos.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (28)

O controlador infiel
Se algum traço está nos testemunhos dei­xados por gente que conheceu este homem é o seu autoritaris­mo. Gulbenkian queria controlar tudo, sempre e absolutamente. A figura mais trágica é a de sua mulher, uma menina extrovertida, transplantada de um palácio à beira do Bósforo. Manter-se-iam casados até ela morrer, embora, a partir de certa altura, dormissem em quartos separados e, muitas vezes, em hotéis diferentes. Este distanciamento explicará o facto de, ao morrer, Nevarte ter deixado instruções no sentido de ser enterrada em Nice, entre o irmão, Yervant, e o tutor alemão, Dev­gantz, que servira a família durante 70 anos. Gulbenkian considerava o casamento uma instituição que não acarretava obrigações de fidelidade. Acreditou, até morrer, que lhe fazia bem à saúde fazer amor com rapariguinhas.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (27)

No que respeita ao petróleo, a balança de poder alterava-se. Mais uma vez, as companhias americanas argumen­tavam que, uma vez que o seu país tinha contribuído para a vitória dos Aliados, era justo que usufruíssem dos lucros do pe­tróleo. Pouco a pouco, foram chegando a acordos separados, com a Shell, com a BP, até com os franceses, mas Gulbenkian optou por arrastar os pés. Com a ajuda de Radcliffe, lutou contra as suas reivindicações, tendo, em 1948, sido forçado a assinar um acordo: os americanos poderiam desenvolver o petróleo na Arábia Saudita, mas não interfeririam no "seu" Iraque.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (26)

Gulbenkian terá proferido um som incompreensível, mas Clark considerou que ficara a meditar no assunto. Honestamente, o crítico de arte acrescentou: "Não pretendo ser responsável pelo facto de a Fundação Gulbenkian ter ficado em Lisboa. Isto foi conseguido por um homem notável, chamado Dr. Perdigão, o qual conseguiu ultrapassar as dificuldades legais."

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GULBENKIAN: 50 ANOS (25)

Em 1945, provavelmente por motivos políticos, K. Clark demitia-se de director da National Gallery, pelo que as conversas com Gulbenkian se orientaram noutro sentido. Num dia em que os dois se passeavam pelos arredores de Lisboa, Gulbenkian mencionou-lhe os portugueses com simpatia - "são preguiçosos e incapazes de aproveitar uma oportunidade mas gosto deles" -, o que terá levado Clark a propor-lhe a hipótese de a fundação ficar em Lisboa: "Os portugueses são um povo particularmente pobre e particularmente destituído e todos os seus esquemas para benefício da Humanidade teriam mais impacto aqui do que em qualquer outro país. Além disso, a sua colecção de arte transformar-se-ia no centro artístico de Lisboa, conseguindo trazer visitantes até esta relativamente ignorada cidade."

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GULBENKIAN: 50 ANOS (24)

Uma ou duas vezes por ano, deslocava-se a França. O grande amor da sua vida, um sentimento imprevisível num homem singularmente destituído de afectos, era um jardim perto de Deauville, por ele comprado na década de 1930. Quando a guerra eclodiu, tinha conseguido reunir, à beira do Atlântico, uma propriedade com 40 hectares, tendo contratado um dos mais caros arquitectos paisagistas da Europa, Duches­ne, para dela tratar. Foi essa a razão que o levou a conhecer Saint-John Perse, com quem, nos intervalos dos negócios, falava de azálias, rododendros e carvalhos. No diário, que manteve numa viagem pelo Mediterrâneo, escreveu: "Os dois grandes sonhos que não pude realizar foram ser cientista e sonhar num jardim por mim desenhado."
Os efeitos da II Guerra Mundial sobre os seus negócios foram menores do que se possa pensar. Afastada a ameaça alemã, a extracção do petróleo no Médio Oriente recomeçou em grande escala e, com ela, os seus lucros. Mas a decisão de ter ido viver para Vichy teve um resultado inesperado: de acordo com a legislação inglesa, ao considerá-lo an enemy under the Act, o governo con­fiscara-lhe os bens. Julgando-se acima do comum dos mortais, ficou indignado.
Deve ter sido por esta altura que, pela primeira vez, considerou a hipótese de criar a fundação fora deste país. Em 1943, por influência de Cyril Radcliff, um dos mais reputados advogados britânicos, a condição de "inimigo" era-lhe retirada e devolvido o seu património, mas Gulbenkian não era homem para esquecer uma afronta.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (23)

As figuras famosas que então passaram por Lisboa, Humberto de Itália, Horthy da Hungria, Carol da Roménia, o duque de Windsor, os príncipes Alexan­dre e Nicolau da Jugoslávia, o rei Faiçal do Egipto, causavam-lhe mais irritação do que agrado. Em novo, quando a mulher abria, às quartas-feiras, os salões, fizera um esforço para conviver. Com os anos, desistira. Em 1945, a mulher regressou a Paris. Sem motivo que o justificasse, ele manteve-se em Portugal. A permanência era-lhe indiscutivelmente favorável do ponto de vista fiscal, mas a verdade é que também se habituara à docilidade do povo, à limpeza das ruas, à calma dos arredores.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (22)

Levantava-se às oito da manhã, após o que era massajado; seguia-se a leitura dos jornais e correspondência; por volta do meio-dia saía para um passeio pelos arredores. Quando o tempo o permitia, ditava ao ar livre as cartas que tinha de enviar para Londres, Paris ou Nova Iorque. Após o chauffeur francês, que o servia, se ter recusado a deixar o país natal, optou por um carro de aluguer português. A obsessão com a poupança ia ao ponto de veri­ficar os quilómetros, conferindo, num pequeno livro, se tudo estava em ordem. Vinha almoçar pelas três. Comia sempre na mesma mesa, erguida sobre um estra­do, de maneira a esconder a sua diminuta estatura.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (21)

A ideia de Lisboa
Aos 73 anos, uma nova deslocação não era agradável, mas Gulbenkian percebeu que não podia continuar a viver em França. Terá sido o filho que lhe recomendou Lisboa, depois de lhe ter mencionado a hipótese da Suíça. Na Primavera de 1942, acompanhado pela mulher, a secretária francesa, o cozinheiro oriental, um massagista e um criado, Gulbenkian chegava a Lisboa. Quando desembarcou, o estuário do Tejo ter-lhe-á trazido à memória a Constantinopla da sua infância. Além disso, a paz de Lisboa, preciosa no meio das convulsões europeias, soube-lhe bem. Optou por se instalar num hotel, o Aviz, dirigido por dois irmãos de Gibraltar. Ocupou a suite por cima da en­trada, ali aguardando, entre as escuras alcatifas dos corredores e o elevador doirado, que a guerra terminasse.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (20)

Em Julho de 1940, Gulbenkian seguiu Pétain até Vichy, não por apreciar o velho general, mas por não estar para aturar as más-criações dos soldados alemães que tinham invadido Paris. Naturalizado inglês desde 1902, teve de ressuscitar os seus laços orientais, tendo-se feito nomear conselheiro comercial da embaixada persa junto do governo francês. Foi como diplomata que deixou a Avenida de Iena. O filho, Nubar, ficou em Londres e ajudou, por sua conta e risco, os serviços de espionagem britânicos. Quando, em Abril de 1942, os persas optaram pela causa dos Aliados, Gulbenkian foi forçado a deixar o Hotel Majestic, onde convivia, paredes meias, com o governo de Pé­tain.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (19)

O coleccionador
Entretanto, arranjara tempo para coleccionar obras de arte. Na opinião do grande crítico de arte, Kenneth Clark, ele era, em 1930, "o mais impressionante coleccionador da Europa". Eis como este o descreve, após a visita que lhe fez em Paris: "Seria uma asneira reclamar-se da sua amizade, mas posso afirmar que, durante os dez anos subsequentes, acabei por o conhecer tão bem quanto uma pessoa qualquer, de fora do círculo familiar, o podia fazer." Clark conseguiu que Gulbenkian lhe emprestasse os seus quadros para uma exposição na National Gallery, de que era director, tentando convencê-lo a deixar tudo à instituição depois da sua morte, coisa a que, na altura, Gulbenkian assentiu, embora tivesse declarado que não pretendia pagar qualquer tipo de impostos nem ali, em Inglaterra - uma excepção que implicava o Parlamento promulgar uma lei especial - nem em França, onde oficialmente residia, e onde a legislação estipulava ter de deixar um terço da fortuna à família. Eis o que, após a visita, Clark acrescentou: "Era, sem dúvida, um dos seres mais fantásticos que me foi dado encontrar. A sua força de vontade e a sua energia eram indiscutíveis. Além disso, possuía um intelecto formidável. Conheci poucos homens - talvez apenas Bertrand Russell e Maynard Keynes - que conseguissem analisar uma afirmação concreta mais rápida e definitivamente do que ele."

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GULBENKIAN: 50 ANOS (18)

Nem todos gostaram do arranjo. Para os americanos, não eram apenas os franceses que deveriam entrar no clube do petróleo. Apesar do seu ódio à Standard Oil, Gulbenkian percebeu que lhe convinha inventar um esquema que permitisse a inclusão de uma empresa americana, coisa tanto mais urgente quanto os EUA tinham passado a advogar a liberalização do sector. Enquanto preser­vava os seus 5 por cento, as quatro companhias - a inglesa, a americana, a holandesa e a francesa - ficavam, cada uma, com 23,75 por cento.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (17)

O desenhador de mapas
No meio desta confusão, Gulbenkian consolidava o seu poder. Veja-se o papel por ele desempenhado na definição das fronteiras no pós-guerra. Em 1928, pegou num lápis vermelho e, sobre um mapa, traçou um risco, proclaman­do: "É este o Império Otomano, tal como o conheci em 1914. E eu tenho obrigação de saber. Nasci lá, vivi lá e servi-o." Dentro da linha vermelha, estavam a Arábia Saudita, o Bahrein, o Qatar e os emirados, o que satisfez os ingleses; o facto de o Kuwait estar de fora permitiu aos americanos alimentar espe­ranças. As partes concordaram sobre a forma de dividir as acções da Turkish Petroleum: a An­glo-Petroleum ficava com 47,5 por cento; a Royal-Dutch com 22,5 por cento; a França com 25 por cento; e, como de costume, Gulbenkian com 5 por cento.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (16)

No pós-guerra, o mapa do petróleo mudara: o pior não era tanto o facto per se, mas a indefinição de poder. Os terrenos onde o petróleo abundava tinham pas­sado para as mãos de uma dezena de emires árabes, controlados pelos ingleses e franceses. Mesmo aceitando que a concessão que o sultão dera em 1914 ao grupo ligado ao National Bank of Turkey continuava válida, ninguém sabia quem mandava nos territórios. Em 1923, a Turquia cedera a Mesopotâmia ao futuro Iraque, mas os terrenos a oeste do Tigre, ou seja, a área de Mossul, con­tinuavam sem dono, situação que só se esclareceria, e parcialmente, em 1925.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (15)

Em 1922, tal como a Geórgia e o Azerbeijão, a Arménia era anexada pela URSS. A partir de então, Gulbenkian tornou-se oficialmente um exilado. Mas, ao contrário do que sucedia no caso da família de sua mulher, as comunidades arménias pouco o interessavam. Em 1921, até re­cusou representar os povos arménios na Conferência de Paz. Mais tarde, quando soube que a mulher prometera deixar o seu dote para, após a sua morte, ser fundada uma escola para as crianças da diáspora arménia, ficou furioso.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (14)

Na sua terra natal, os conflitos prolongavam-se. Os gregos tinham invadido Esmirna, os franceses a Síria e os ingleses a Mesopotâmia, ex-províncias do Império Otomano. Em Março de 1920, os Aliados ocuparam Constantinopla, passando a governar a região através de um sultão pró-britânico. No inte­rior, Mustapha Kemal, mais conhecido como Ataturk, apela­va à luta contra o Ocidente. Só em 1923 se assinaria um armistício, segundo o qual os ingleses sairiam de Constantinopla, os Estreitos seriam desmilitarizados e a Turquia cederia a Síria, a Mesopotâmia, a Palestina e a Arábia, deixando de exercer soberania sobre o Egipto, Chipre e Sudão.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (13)

Pouco depois, rebentava a I Guerra Mundial. Em 1915, Gulbenkian era nomeado delegado do grupo Royal Dutch junto do governo francês, com a missão de tratar do problema do abas­tecimento de petróleo à França. No final do conflito, o mundo mudara o suficiente para que até os negócios de Gulbenkian fossem afectados. A Revolução de Ou­tubro na Rússia expropriara Mantachoff, desta forma atin­gindo Gulbenkian. As esperanças que depositara numa restauração dos czares desapareceram. Manter-se-ia distante das preferências políti­cas dos amigos, incluindo as do general Bragatumi, lutando, de armas nas mãos, por uma Arménia independente, como depois se manteria distante dos que pretenderam isolar os homens do petróleo russo com o argumento de que eram comunistas.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (12)

O exilado

Em 1908, na pátria de Gulben­kian, um grupo de militares destronava o sultão. Inicialmente, as simpatias dos jovens turcos pareciam voltar-se para a Ingla­terra, onde, até à brutal supressão das reivindicações albanesas em 1911, gozaram de apoio. Confiante nas perspectivas abertas pela mudança de regime, o governo britânico fomentou a criação de um banco, o National Bank of Turkey, tendo con­vidado Gulbenkian para conselheiro. O objectivo deste era claro: convencer o conse­lho de administração do banco, contrário à ideia, a concentrar os investimentos no petróleo. Gostando de correr riscos, Calouste jamais se interessou por pagamentos fixos. Começou por exigir uma percentagem de 40 por cento dos lucros, número que, após pressão do Foreign Office, aceitou baixar para 5 por cento. Começava a carreira de Mr. Five Per Cent, um número a que se manterá fiel toda a sua vida.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (11)

Depressa ultrapassou o papel de represen­tante do lobby russo. Após um erro inicial, ter recusado uma concessão petrolífera na Pérsia (que deu origem à Anglo-Per­sian Comp.), empenhou-se nas negociações, entre os ingleses, alemães e turcos que, em vésperas da I Guerra Mundial, haviam de conduzir ao lançamento da Turkish Petroleum, um colosso que viria a controlar os poços petrolíferos do Iraque.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (10)

A bordo do navio, Calouste encontrou um russo, o magnata do petróleo Mantachoff, de quem mais tarde seria representante em Londres. No Cairo, o parentesco com Nubar Pasha abriu-lhe as portas da elite local e pô-lo em contacto com os Rothschilds e os Barings, mas, determi­nado a enriquecer, partiu para Londres. Verificou que o sector petrolífero era dominado pela Standard Oil, ao lado da qual a Royal Dutch Company for the Working of Petroleum in the Dutch East India era uma insignificância. Com um grupo de amigos, empenhou-se na fusão desta companhia, ho­landesa, com a inglesa Shell Transport and Trading Comp. Nascia a Royal Dutch Shell.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (9)

Convencido que o futuro estava no petróleo, Calouste regressou a Constantinopla e instalou-se no palácio dos Essayan, mas não correu bem. Primeiro, perdeu dinheiro num negócio de exportação de ta­petes que tinha com os irmãos e, em 1895, recomeçaram os massacres de arménios, primeiro na Anatólia, depois em Constantinopla. Os Essayan deixaram logo a Turquia, mas Calouste e Nevarte foram forçados a ficar, por esta estar grávida. Nascido o primeiro filho, deixaram a cidade. Atrás deles, ficavam 300 mil arménios assassinados.

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PEDRAS NO MUNDIAL

O Teatro Mundial estreia hoje Pedras nos Bolsos, de Marie Jones. Com Alexandre Ferreira e Heitor Lourenço, a acção desenrola-se em torno de dois alentejanos na casa dos trinta que participam como figurantes num filme brasileiro rodado no Alentejo.

LISBOA Teatro Mundial. Rua Martens Ferrão 12A, Picoas.
A partir de 19 de Julho, às 21h45.
Bilhetes a 15 euros. Reservas pelo 213574089.

Fonte: Público


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ANGOLA EM ENTRECAMPOS

O poeta e etnólogo Arlindo Barbeitos é o convidado da próxima sessão de Conversas na Bulhosa, dedicada às culturas angolanas. Em vésperas de regressar a Luanda, o professor vai analisar as diferentes culturas tradicionais de Angola e avaliar a sua presença na cultura contemporânea.

LISBOA Livraria Bulhosa de Entrecampos.
Campo Grande 10-A. Hoje, às 18h.
Entrada livre. Telefone: 217994193.

Fonte: Público


Publicado por jf em 10:06 AM | Comentários (0)

AGENDA

10h-18h O Gosto do Coleccionador: Calouste Sarkis Gulbenkian (1869-1955). Exposição que revela as primeiras peças adquiridas por Calouste Gulbenkian, as viagens que realizou e como estas influenciaram a formação de uma colecção única. Até 8 de Outubro na galeria de exposições temporárias da Fundação Gulbenkian. Entrada livre.

10h-18h Fado Cravo. Exposição da autoria de Berta Cardoso que propõe uma viagem pelo percurso biográfico e artístico de Alfredo Marceneiro, figura emblemática do universo fadista. Até 31 de Agosto, todos os dias, no Museu do Fado (Lg. do Chafariz de Dentro, 1, a Alfama).

18h-24h Fiartil 2006. 43ª edição da Feira de Artesanato do Estoril. Decorre até 3 de Setembro no recinto em frente ao Centro de Congressos do Estoril.

18h30 Concertos de Verão na Fundação Oriente. Domingos António, considerado um dos melhores pianistas da nova geração, encerra este ciclo de música clássica, com obras de António Fragoso, F. Chopin, E. Granados, F. Schubert, F. Liszt e Liszt-Horowitz. Nos jardins da fundação. A entrada é livre.

21h 1755 - O Grande Terramoto. Uma peça de Filomena Oliveira e Miguel Real. De quarta a sábado, às 21h, e domingo, às 16h, até dia 29, na sala principal do Teatro da Trindade.

21h30 Os 7 Dias de Simão Labrosse. Uma peça de Carole Fréchette. Versão de João Lourenço e Vera San Payo de Lemos. Encenação de Maria Emília Correia. De quarta a sábado, às 21h30, e domingo, às 16h, na Sala Vermelha do Teatro Aberto (Pç. de Espanha).

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A LISTA DE CARMONA

O executivo da Câmara de Lisboa, presidido por António Carmona Rodrigues, vai apresentar esta manhã uma listagem das contratações de prestação de serviço, em resposta a pedidos da oposição, que pediu esclarecimentos na semana passada.

O assunto deverá dominar a reunião pública do executivo camarário, com início marcado para as 09:30, uma semana depois de a TSF e o Correio da Manhã terem noticiado que o município gasta 3,1 milhões de euros por ano nos vencimentos de cerca de 100 assessores com contratos de prestação de serviços e avenças. O executivo negou esta informação, mas sem adiantar números, que deverão ser hoje revelados.

Os vereadores vão também discutir uma proposta da responsável da Mobilidade, Marina Ferreira, que pretende introduzir a cobrança do estacionamento ao minuto, após um primeiro quarto de hora de permanência em 16 parques da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL). Segundo a proposta, "inédita no sector", os condutores vão passar a pagar cinco cêntimos por minuto a partir dos 15 minutos de estacionamento.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:02 AM | Comentários (0)

O QUE MUDOU COM O CASINO?

Três meses depois da sua abertura, o Casino Lisboa é hoje uma presença marcante no Parque das Nações. Para bem e para o mal. O trânsito intensificou-se, a circulação de pessoas aumentou, o comércio atingiu um maior volume de vendas, o barulho tornou-se insuportável, as casas - há quem diga - estão mais caras do que nunca.

Paula Brito é uma das muitas funcionárias do Centro Vasco da Gama - situado a poucos metros do recente empreendimento da Estoril-Sol - que não tem mãos a medir. Atrás do balcão do quiosque/cafeteria, ora tira cafés, ora serve bolos, ora oferece um copo de água, ora faz uso da máquina registadora. Ultimamente, "é assim todo o santo dia". E garante que o "culpado" é o casino, "que trouxe mais gente ao centro".

E isso nota-se, sobretudo na área da restauração. Que o diga o subgerente do Mcdonald's, Nuno Machado. "Quando o casino abriu tivemos uma subida de 10% nas vendas. E isso notou-se principalmente à noite", explica, sublinhando que "o Parque das Nações tem agora outra dinâmica".

Tem mesmo? A gerente de loja da Pull & Bear, Mária Cortez, é das poucas funcionárias do Vasco da Gama que não partilha desta opinião. "A nós tirou-nos alguma clientela. Ninguém está interessado em ir com sacos de compras para dentro do casino", diz, reconhecendo, "que o shopping encheu, especialmente à noite e na área da restauração".

Para a responsável de turno da Gardénia, esta "nova atracção foi uma mais-valia para o comércio". Carolina Delfim diz que "muita gente ganha dinheiro no casino e vem gastá-lo aqui, principalmente estrangeiros". Também o gerente da Hakey acredita "que as vendas venham a aumentar. É uma questão de tempo". Fernando da Mata trabalha no centro há cinco anos e sente que desde a abertura do casino "há outro tipo de cliente. Com mais poder de compra".

Alguém que ouve a conversa, sussurra para a acompanhante: "Deve ser por isso que dizem que as casas nesta zona estão cada vez mais caras". Mais caras ou não, há quem não queira dispor do seu imóvel, mesmo que este tenha valorizado em cerca de 20%, como avisou que poderia acontecer o presidente da Estoril-Sol, Mário Assis Ferreira.

Um morador "vizinho" do casino, que prefere manter o anonimato, não quer saber do dinheiro que pode ganhar se vender o apartamento. Gostava era "de recuperar a qualidade de vida que tinha". E aproveita para deixar uma reclamação: "À hora de fecho do casino é uma barulheira que ninguém consegue dormir." Carlos Sanches, técnico de manutenção, diz que "o movimento na rua aumentou bastante", refere, enquanto lava um dos repuxos do Parque. Mas afirma que o impacto só pode ser avaliado no Inverno.

Fonte: Diário de Notícias

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5.000 LUGARES DE ESTACIONAMENTO PARA RESIDENTES (1)

O presidente da câmara de Lisboa considerou hoje que a atribuição de 5000 lugares de estacionamento para residentes durante a noite e fim-de-semana corrige a "injustiça social" criada quando os parques foram construídos. Segundo o presidente da autarquia lisboeta, Carmona Rodrigues, o estacionamento para moradores deveria ter sido contemplado nos contratos de construção e concessão dos parques de estacionamento. "Esta medida corrige essa injustiça social", afirmou sobre aquela que foi uma das suas promessas eleitorais.

O autarca afirmou que em futuros parques de estacionamento a atribuição de lugares para moradores será acautelada. A câmara de Lisboa assinou hoje um protocolo com as empresas Eslis, Emparque e SPGIS que estipula a cedência de 5.000 lugares de estacionamento a residentes em 11 parques privados da cidade. Os residentes pagarão 25 euros por mês, uma quantia considerada pelo presidente da Câmara "socialmente aceitável".

Publicado por jf em 12:08 AM | Comentários (1)

5.000 LUGARES DE ESTACIONAMENTO PARA RESIDENTES (2)

O autarca afirmou que em futuros parques de estacionamento a atribuição de lugares para moradores será acautelada. A câmara de Lisboa assinou hoje um protocolo com as empresas Eslis, Emparque e SPGIS que estipula a cedência de 5.000 lugares de estacionamento a residentes em 11 parques privados da cidade.

Os residentes pagarão 25 euros por mês, uma quantia considerada pelo presidente da Câmara "socialmente aceitável". São abrangidos os parques de estacionamento do Marquês de Pombal, Campo de Ourique, Avenida de Roma, Campolide, Campo Mártires da Pátria, Alameda Dom Afonso Henriques, Avenida de Berna, Saldanha, Alexandre Herculano, Praça de Londres e Valbom.

Os parques estarão disponíveis para os residentes que subscreverem a assinatura mensal entre as 18:00 e as 10:00 do dia seguinte e aos fins-de-semana e feriados.

Publicado por jf em 12:06 AM | Comentários (0)

5.000 LUGARES DE ESTACIONAMENTO PARA RESIDENTES (3)

A negociação com as empresas em causa implicou o alargamento do período de concessão de direito de superfície de 35 para 50 anos dos parques da Praça dos Restauradores e da Alameda D.Afonso Henriques. Segundo Carmona Rodrigues, a medida corrige também "a falta de eficiência na utilização de recursos disponíveis", porque os parques em causa têm uma utilização muito reduzida nos períodos que agora se destinam aos moradores.

O administrador das empresas de estacionamento, António Cidade Moura, estabeleceu uma relação directa entre a recuperação dos bairros históricos ou de zonas como as Avenidas Novas e a oferta de estacionamento. "Sem residentes não há cidade e sem oferta de estacionamento a atractividade para os residentes é muito baixa", afirmou.

Fonte: Lusa

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19 DE JULHO DE 1886

Morre o poeta português Cesário Verde.

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julho 18, 2006

GULBENKIAN: 50 ANOS (8)

No regresso de Londres, Gulbenkian descobriu que o primo Vahan se preparava para casar com uma das herdei­ras mais ricas do mundo arménio, a sobrinha de Nubar Pasha, o primeiro-ministro do Egipto. Decidiu pedir imediatamente a mão de sua prima, Nevarte Essayan. Não era um empreendimento simples: não tanto pelo facto de ela só ter 13 anos, mas por a família Essayan considerar a perspectiva pouco atraente. Gulbenkian, porém, não era homem para desistir. O pai dera-lhe uma soma impor­tante - 30.000 libras - para se estabelecer, o que lhe permi­tiu instalar-se perto dos Essayan, em Londres. Fez então uma pequena fortu­na na Bolsa, após o que, numa conversa com o patriarca Essayan, o conseguiu convencer que a sua carreira seria brilhante. Tão brilhante, disse-lhe, que em breve se instalaria no palacete, em Hyde Park Gardens, que acabavam de cruzar. Em 1892, Nevarte e Calouste casavam-se.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (7)

Entusiasmado com o êxito, ampliou o escrito, publicando, em 1891, o livro La Transcaucasie et la Peninsule d"Apchéron: Souvenirs de Voyage. Pouco depois, um ministro do governo turco chamava-o ao seu gabinete, pedindo-lhe uma opinião sobre a concessão que o Império Otomano estava em vias de negociar com os alemães para a cons­trução da linha de caminho-de-ferro entre Berlim e Bagdad. Do dia para a noite, Gulbenkian passou de estudan­te brilhante a conselheiro político do sultão Abdul Hamid II. Com base nas suas informações, este expropriou imediatamente a região de Mossul-Kirkuk.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (6)

Ainda sob o impacte da visita a Bacu, Calouste es­creveu um artigo relatando, ao lado das impressões de viagem, a maneira como via o futuro do petróleo. Após alguma hesitação, enviou o manuscrito para a prestigiada Revue des Deux Mondes, de Paris. Aos 20 anos, via o seu nome consagrado.

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AMORIM PROMETE

O Grupo Amorim, promotor das obras de transformação do Convento dos Inglesinhos num condomínio de luxo, garantiu hoje que o projecto prevê a plantação de mais espaços verdes do que as que existiam antigamente na zona.

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa proibiu segunda- feira a Highgrove, empresa do Grupo Amorim, de arrancar a vegetação do antigo convento, na sequência de uma providência cautelar interposta pelos cidadãos.

"Decreta-se provisoriamente (...) a providência de intimação da requerida Highrove a abster-se de remover o coberto vegetal e destruir o solo vivo, da parte do logradouro do Convento dos Inglesinhos que confina com a Rua Nova do Loureiro", lê-se na decisão do tribunal, conhecida segunda-feira.

No entanto, a retirada de árvores do local começou na semana passada, afirmou segunda-feira o realizador de cinema José Fonseca e Costa, autor da providência cautelar que pretende impedir a transformação do antigo convento num condomínio de luxo.

"A alegação de que estão a ser derrubadas árvores e a ser destruído o coberto vegetal configura (Ó) uma situação de especial urgência em que o perigo e a lesão invocados se revestem das características de irreparabilidade absoluta", afirma o tribunal.

A decisão judicial refere ainda que se ocorrer a "destruição total do coberto vegetal cuja manutenção se pretende acautelar, não será possível a reconstituição respectiva e a reparação da lesão sofrida".

Em declarações à Lusa, Rui Alegre, presidente executivo da Amorim Imobiliária, garantiu que "o Convento dos Inglesinhos vai ficar com muito mais áreas verdes do que tinha", mas sem adiantar números. "A área verde e ajardinada do projecto aumenta em relação ao existente hoje", acrescentou.

O responsável sublinhou que o Grupo Amorim "já plantou e planta milhões de árvores em Portugal", adiantando que o corte de uma árvore no local ocorreu por tal ser "estritamente necessário". "A remoção da árvore não só está devidamente aprovada e contemplado no projecto, como foi objecto de consulta aos vários organismos competentes, nomeadamente os institutos tutelados pelo Governo sobre a floresta e espécies arbóreas", acrescentou.

A Lusa tentou saber se apenas foi removida uma árvore ou se foram retiradas várias, como alegam os cidadãos responsáveis pela providência cautelar, uma questão que Rui Alegre não esclareceu. Segundo o presidente da Amorim Imobiliária, alguns pareceres recomendaram o corte da árvore, "pois quer o seu corte quer a espécie não são recomendáveis e constituem perigo para as edificações em volta". "O que posso garantir é que o projecto foi feito no pleno sentido de preservar o mais possível. Escolhemos os melhores projectistas e licenciar de acordo com as normas", adiantou.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 11:44 PM | Comentários (0)

ABATE

A câmara de Lisboa autorizou o abate de algumas árvores e o transplante de outras no projecto de transformação do Convento dos Inglesinhos num condomínio de luxo, revelou hoje a vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara.

A decisão da autarquia lisboeta foi agora contrariada por uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa, que proibiu segunda-feira a Highgrove, empresa do Grupo Amorim responsável pelo projecto, de arrancar a vegetação do antigo convento, na sequência de uma providência cautelar interposta por cidadãos.

"Decreta-se provisoriamente (...) a providência de intimação da requerida Highrove a abster-se de remover o coberto vegetal e destruir o solo vivo, da parte do logradouro do Convento dos Inglesinhos que confina com a Rua Nova do Loureiro", lê-se na decisão do tribunal, conhecida segunda-feira.

Em declarações aos jornalistas à margem da reunião da Assembleia Municipal de Lisboa, a vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara (PSD), afirmou que a câmara "autorizou o abate de árvores que não estavam classificadas e o transplante de outras consideradas de interesse".

De acordo com a responsável camarária, as árvores cujo derrube foi autorizado estavam "a morrer", tendo-se optado por transplantar duas palmeiras e um lódão, por estarem em melhores condições, apesar de estas também não estarem classificadas. A vereadora não especificou quantas árvores já terão sido abatidas nem se o transplante já ocorreu. A decisão não merece consenso dentro do executivo municipal.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 11:41 PM | Comentários (0)

DIVISÕES NA CML

O vereador dos Espaços Verdes, António Prôa (PSD), lamentou hoje o derrube das árvores. "Como cidadão, lamento que se percam as árvores, mas não me posso acorrentar a elas para impedir que sejam abatidas", disse aos jornalistas, adiantando que o seu gabinete não teve qualquer intervenção no processo de licenciamento deste projecto, que "correu" no departamento de licenciamento urbanístico. António Prôa referiu que os serviços municipais de espaços verdes limitaram-se a participar no acompanhamento do transplante das árvores, mas disse desconhecer qual é a situação actual do jardim do Convento dos Inglesinhos.

"A minha ideia é que foram abatidas seis árvores. Já pedi esses dados", acrescentou. Em comunicado hoje divulgado, o vereador do Bloco de Esquerda na autarquia lisboeta, Sá Fernandes, criticou o processo e pediu a demissão de António Prôa.

"Eu, José Sá Fernandes, se fosse vereador responsável pelos espaços verdes na Câmara de Lisboa, pela inércia revelada, só podia demitir-me", defende, em comunicado hoje divulgado. Confrontado com esta posição, António Prôa limitou-se a classificar a situação como "extraordinária", já que não teve qualquer intervenção no licenciamento.

Em declarações à Lusa, Rui Alegre, da Amorim Imobiliária, garantiu hoje que serão plantados mais espaços verdes do que os que existiam antigamente na zona. O responsável afirmou também que a remoção de uma árvore estava prevista no projecto e a questão foi analisada por "vários organismos competentes, nomeadamente os institutos tutelados pelo Governo sobre a floresta e espécies arbóreas".

Publicado por jf em 11:40 PM | Comentários (0)

CANCELAMENTO

O concerto da banda britânica Depeche Mode, agendado para dia 28 de Julho no Estádio José de Alvalade, em Lisboa, foi cancelado dada a "fraca adesão do público", anunciou hoje a promotora. "O motivo para o cancelamento prende-se com a fraca adesão do público ao mesmo. Em tempo oportuno, será feito o reembolso da quantia do bilhete", lê-se na nota da One Portugal, a promotora do evento, difundida pelo gabinete de comunicação Influenza. A banda britânica actuara já a 08 de Fevereiro passado, em Lisboa, num Pavilhão Atlântico completamente esgotado. "Playing the Angel", o álbum de originais que no ano passado marcou os 25 anos da banda, é o motivo da digressão que os trazia pela segunda vez este ano à capital portuguesa.

Publicado por jf em 11:38 PM | Comentários (0)

552.984 EUROS PARA DISTRIBUIR

O Projecto Social do Rock in Rio- Lisboa 2006 angariou mais de 550 mil euros para instituições de solidariedade social e para a plantação de quase 19 mil árvores na Área Metropolitana de Lisboa, anunciou hoje a organização. O festival de música Rock in Rio realizou-se este ano no final de Maio e início de Junho, depois de uma primeira edição em Lisboa em 2004, onde deverá voltar a realizar-se em 2008. No âmbito do Projecto Social "Por um Mundo Melhor", foram recolhidos 552.984 euros para instituições seleccionadas em conjunto com a SIC Esperança.

A Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) receberá 68.582,36 euros, correspondentes a sete salas de estimulação sensorial, a FENACERCI/Projecto Snoezelen 82.844,65 euros, para sete salas de estimulação multi-sensorial, o Movimento ao Serviço da Vida (MSV) 200 mil euros, para um Centro de Acolhimento Temporário (CAT) para crianças e jovens em risco, e a Tapada Militar de Mafra 77.660.00 euros, para a reflorestação de zona ardida em 2003, projecto designado "Floresta Rock in Rio".

O valor remanescente, de 123.896,99 euros, será destinado a breve prazo a outras instituições nacionais a divulgar pela SIC Esperança, foi referido hoje em conferência de imprensa, em Lisboa.

A ACAPO equipou cinco salas de estimulação sensorial em Braga, Castelo Branco, Faro, Leiria e Porto, as quais poderão ser utilizadas por cerca de 450 crianças com deficiência visual.

Serão montadas mais duas salas, uma em Viana do Castelo e outra em local a designar pela ACAPO.

Quanto à FENACERCI, o Projecto Social do Rock in Rio permitiu que fossem equipadas cinco salas Snoezelen em Pombal, Lisboa, Fafe, Corroios e Macedo de Cavaleiros. Serão montadas mais duas salas, em Grândola e Caldas da Rainha.

Estas salas destinam-se a crianças com diferentes níveis de deficiência mental e a crianças que sofrem de stress pós-traumático, vítimas de violência e/ou abusos sexuais.

O Movimento ao Serviço da Vida (MSV) decidiu avançar com o Projecto Céu Aberto, que consiste na criação de um Centro de Acolhimento Temporário para crianças e jovens em risco, iniciativa que será implementada num edifício cedido pela Câmara Municipal de Lisboa, situado na Quinta do Pombeiro, na freguesia de Marvila, fazendo também parte do processo de revitalização do Parque da Bela Vista.

Na Tapada Militar de Mafra, um dos 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, serão plantadas até ao próximo ano 18.900 árvores, entre pinheiros bravos, pinheiros mansos e choupos, para compensar as emissões de gases com efeito de estufa no âmbito do Rock in Rio.

O Projecto Social do Rock in Rio tem como objectivos a recolha de recursos financeiros para apoiar entidades com fins sociais e sensibilizar as pessoas para a construção de "um mundo melhor".

As fontes de receita foram diversas, como 2 por cento sobre a receita líquida da venda de bilhetes do Rock in Rio, 5 por cento das vendas de combustível BP em Maio deste ano, venda de 60.500 fitas de pulso e de produtos com o logótipo do Projecto Social.

Fonte: Lusa

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POÇOS SEM FUNDO

Os partidos de esquerda na Assembleia Municipal de Lisboa (AML) contestaram hoje a distribuição das verbas prevista na primeira revisão ao orçamento deste ano, que permitiu incluir mais 45 milhões de euros nas contas do município.

A proposta, subscrita pelo vice-presidente, Carlos Fontão de Carvalho (PSD), responsável pelas Finanças, foi aprovada apenas com os votos favoráveis da maioria PSD-CDS/PP, na última reunião da AML antes das férias, que decorreu num ambiente de muito calor, devido à avaria do ar condicionado no Fórum Lisboa.

Em causa está a inclusão de uma verba de 45,3 milhões de euros que sobrou do ano passado, e que a autarquia pretende afectar à Empresa municipal de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), à organização do festival de música Rock in Rio e ao Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL), entre outros, opções criticadas pela esquerda.

Para o líder da bancada do PS, Miguel Coelho, a revisão orçamental "merece uma condenação pública, não pelo montante das verbas envolvidas, mas pelo simbolismo negativo".

A deputada comunista Ana Páscoa considerou "grave" a aplicação que será dada à verba, criticando a atribuição de dinheiro à EGEAC sem que a empresa municipal tenha apresentado o relatório de gestão do ano passado, e o "apoio excessivo" ao Rock in Rio, na ordem dos 2,8 milhões de euros, além de a autarquia não ter cobrado taxas superiores a seis milhões de euros.

Carlos Marques, do Bloco de Esquerda (BE), lamentou que a "maioria da verba seja colocada mais uma vez em empresas municipais, cujas contas a Assembleia não tem poder para investigar".

"Não estamos de acordo que sejam estas as prioridades", disse o líder da bancada bloquista. Segundo Fontão de Carvalho, 8,5 milhões de euros destinam-se ao cumprimento do contrato-programa da autarquia com a EGEAC, enquanto o MARL irá receber 8,5 milhões de euros, na sequência de uma proposta aprovada em sessão camarária.

Fonte: Lusa

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PSD QUER PORTO NA AR

O grupo parlamentar do PSD quer que o presidente da Administração do Porto de Lisboa (APL) e o presidente da autarquia lisboeta sejam ouvidos com carácter de urgência na Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Os sociais-democratas com assento na Assembleia da República divulgaram hoje um comunicado em que se afirmam preocupados com o futuro do Porto de Lisboa e com o impacto do processo de expansão na cidade e na requalificação da área ribeirinha. A decisão de chamar Manuel Frasquilho e Carmona Rodrigues ao Parlamento tem lugar, segundo o PSD, na sequência de notícias sobre "a expansão da capacidade instalada para contentorização, nomeadamente no cais da Rocha Conde de Óbidos/Alcântara e a deslocalização do terminal de cruzeiros para santa Apolónia".

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GULBENKIAN: 50 ANOS (5)

Tradicionalmente, este havia sido considerado um mero medicamento: só em meados do século XIX se percebeu que o produto, refinado, podia ser utilizado na iluminação. Não passaria muito tempo antes que alguns aventureiros, gente como Edwin L. Drake ou o coronel W. Mann, se lançassem na sua ex­ploração. Durante a década de 1860, um austero comerciante de Cleveland, John D. Rockefeller, decidiu que valia a pena investir no sector. Assim nasceu a Standard Oil.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (4)

Após a escola elementar, Gulbenkian frequentou o liceu americano, antes de, aos 15 anos, seguir para Marse­lha, a fim de aperfeiçoar o francês, mas o seu sonho era prosseguir estudos em Inglaterra, como o fizera o seu primo Vahan Essayan, educado em Harrow. Terminado o liceu, conseguiu que o pai lhe pagasse uma estada no King"s College, por onde se licenciaria brilhantemente. No ano seguinte, com o di­ploma de engenheiro na mão, começou a trabalhar. O pai decidiu enviá-lo a Bacu, no sul do Império Russo, onde uma população frenética se empenhava a esburacar o solo para dele retirar um líquido viscoso. O que viu, o petróleo, marcá-lo-ia para a vida.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (3)

Calouste Sarkis Gulbenkian nasceu no ano de 1869 em Scutari, na margem asiática do Bósforo, o estreito que atravessa Istambul. Quer a família da mãe, quer a do pai, ambas de origem arménia, tinham enriquecido com o negócio de tapetes e ovelhas. Foi entre a plutocracia cosmopolita de Constantinopla que o jovem passou a juventude.

Embora mantivessem o estigma das perseguições de que tinham sido vítimas, os arménios formavam um círculo de gente culta. Em casa, falavam arménio, mas, nas festas, usavam in­glês, francês, alemão, grego, turco e russo. Só se recusavam a falar árabe, tido como abaixo da sua dignidade. Uma minoria cristã rodeada por um mar de muçulmanos, sentiam uma desconfiança patológica em relação a tudo, a par de uma peculiar subserviência em relação aos superiores. Foi isto que, mais tarde, fez Gulbenkian dizer a um amigo: "Deves beijar sempre a mão que não ousas morder."

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GULBENKIAN: 50 ANOS (2)

A Fundação Calouste Gulbenkian, que esta semana faz 50 anos, convidou mais de 800 pessoas para celebrar a criação de uma casa que, em tempos, fez o papel de ministérios da Cultura e Ciência. Portugal mudou radicalmente, e a fundação alguma coisa. Hoje, tem um orçamento de 113 milhões de euros e mexe ainda com milhares de portugueses. A propósito desse aniversário, vejamos quem foi o fundador, a partir de uma biografia escrita pela socióloga (e uma das 65 mil bolseiras da fundação) Maria Filomena Mónica. A história de um homem que negociou petróleo, arte e geografia, e que aos 73 anos se mudou para Lisboa, onde acabou por morrer sozinho.

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GULBENKIAN: 50 ANOS (1)

A Fundação Calouste Gulbenkian faz esta semana 50 anos. Trata-se de uma instituição ímpar no contributo para a cultura e para a ciência a que Portugal muito deve. O Olissipo inicia aqui a publicação de uma longa série de entradas sobre este acontecimento.

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MADREDEUS NO CASINO

Os Madredeus actuam sexta-feira no Casino Lisboa, regressando assim aos palcos nacionais no âmbito da digressão europeia do grupo. Teresa Salgueiro (voz), Pedro Ayres Magalhães (guitarra clássica), José Peixoto (guitarra clássica), Carlos Maria Trindade (sintetizadores) e Fernando Júdice (guitarra-baixo acústico) interpretarão temas do álbum "Um amor infinito" e também do "Faluas do Tejo", editado o ano passado. Em declarações à Lusa, Pedro Ayres Magalhães explicou que "os dois álbuns completam-se e são uma e única ideia".

Segundo o músico, os Madredeus prosseguem a senda de cantar em português procurando identificar "o canto da saudade com o canto optimista do coração de toda a humanidade".

"'Um amor infinito' - disse - é uma fantasia musical de raiz portuguesa, o quinto concerto dos Madredeus, com uma série de canções dedicadas a Lisboa, à qual também quisemos agradecer, de forma simbólica, toda a inspiração e imaginário que constituiu para o grupo".

"Ó luz da alegria", "Cantador da noite", "Palavras ausentes", "Moro em Lisboa", "Os males do mundo", "Suave tristeza", "às vezes" ou "Um amor infinito", são algumas das canções do alinhamento do concerto.

Os Madredeus combinam fado e música tradicional portuguesa com música erudita e música popular contemporânea. Desde o início do seu percurso, o grupo visa oferecer recitais de poesia cantada, explicou Ayres Magalhães.

O concerto no Auditório dos Oceanos, no Casino Lisboa, começa às 22:00 e insere-se num conjunto de espectáculos que marcam a abertura desta nova sala inaugurada em Lisboa a 19 de Abril último. Pelo palco do Auditório dos Oceanos passaram já nomes como Natalie Choquette, Mariza, Ute Lemper, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Rodrigo Leão e José Pedro Gomes.

Fonte: Lusa

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CALÇADA FECHADA

O trânsito entre a Calçada da Estrela e a Rua Miguel Lupi, em Lisboa, está cortado a partir de hoje e durante quatro meses. Segundo a Câmara de Lisboa, o corte de trânsito deve-se a trabalhos de substituição de um colector e ramais de esgoto. A Divisão de Trânsito da PSP estará a coordenar e acompanhar os desvios necessários mas estará garantido o acesso a garagens e veículos de emergência.

Fonte: Público on line

Publicado por jf em 02:37 PM | Comentários (0)

CALÇADA FECHADA

O trânsito entre a Calçada da Estrela e a Rua Miguel Lupi, em Lisboa, está cortado a partir de hoje e durante quatro meses. Segundo a Câmara de Lisboa, o corte de trânsito deve-se a trabalhos de substituição de um colector e ramais de esgoto. A Divisão de Trânsito da PSP estará a coordenar e acompanhar os desvios necessários mas estará garantido o acesso a garagens e veículos de emergência.

Fonte: Público on line

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O DESESPERO DOS PEQUENOS (1)

Lojas fechadas à espera de novo dono e corredores vazios são o cenário desolador de alguns centros comerciais de Lisboa, que em tempos foram o destino de muitos consumidores e actualmente apenas lutam para sobreviver. Os motivos que levaram a esta situação são muitos. Os lojistas queixam-se da crise, da concorrência feroz das grandes superfícies, das rendas altas cobradas por alguns proprietários e da falta de divulgação do espaço.

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O DESESPERO DOS PEQUENOS (2)

Inaugurado há cerca de cinco anos, o moderno centro comercial "Twin Towers", em Sete Rios, já tem muitas lojas vazias e as que ainda sobrevivem têm pouca clientela, à excepção dos cafés e restaurantes que vão enchendo à hora de almoço com os funcionários dos escritórios das redondezas. "A administração devia apostar mais na divulgação do espaço, promovendo eventos que atraíssem pessoas", disse à agência Lusa Ana Maria, uma funcionária de uma loja de pronto-a-vestir, considerando que é "uma pena" que aquele centro comercial situado numa zona de "bastante poder económico" tenha chegado àquela situação.

Publicado por jf em 12:11 PM | Comentários (0)

O DESESPERO DOS PEQUENOS (3)

Por outro lado, "os espaços são muito caros", criticou, defendendo que a administração devia "baixar um pouco os valores", uma vez que há cada vez mais áreas comerciais e a concorrência é forte. Numa das "torres" do centro, apenas uma loja está aberta, dando ao local um ar abandonado. "Nós nesta torre, ainda vamos conseguindo sobreviver, muito graças ao restaurante japonês que atrai muitas pessoas", adiantou. Ana Maria diz que não conhece soluções mágicas para a revitalização do centro, mas considera que se abrisse lojas como a "Zara" ou a "Bershka", o espaço ganharia "uma nova vida". Cliente fiel do centro desde a sua abertura, Elsa Costa tem assistido com tristeza ao encerramento de várias lojas.

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O DESESPERO DOS PEQUENOS (4)

"Inicialmente as lojas estavam praticamente todas abertas e havia algum público, devia ser a curiosidade, mas pouco a pouco foram fechando", contou à Lusa, apontando como razões para esta situação as "rendas serem elevadíssimas e os comerciantes não terem o lucro suficiente para os custos fixos e as lojas serem pouco apelativas para o público". Situado no bairro do Rêgo, o centro comercial Gemini, com cerca de 20 anos, tem resistido com dificuldade ao tempo e apresenta um ar decadente, com muitas lojas fechadas. "O centro está a morrer aos bocadinhos e o negócio também", lamentou à Lusa a proprietária de uma loja de malas, Lina Felizarda, comentando em tom de desabafo: "era preciso fazer qualquer coisa, mas não sei o quê". A lojista diz que vai tentar resistir mais algum tempo, mas garante: "se o negócio não der mais, fecho as portas e entrego as chaves".

Publicado por jf em 12:09 PM | Comentários (0)

O DESESPERO DOS PEQUENOS (5)

Lina Felizarda lembra os tempos em que o espaço era muito frequentado, mas reconhece que "os grandes centros têm tudo e acabam por levar as pessoas". Apesar da crise que afecta o Gemini, há ainda alguns estabelecimentos que vão fazendo negócio, como é o caso do supermercado e de uma loja de bijutaria situada junto à porta de entrada do centro. Uma frequentadora do centro disse à Lusa que a pouca afluência de clientes pode dever-se a não estar bem localizado e "ter colado um bairro social". Um centro comercial que também já teve melhores dias é o das Pedralvas, em Benfica, com 20 das 80 lojas fechadas, segundo Josué Baptista, da administração do espaço. Proprietária de uma pequena retrosaria, Ercília Tomás diz que o negócio não está famoso: "estou aqui há seis anos e cada vez está pior, o que nos tem aguentado são os clientes fiéis".

Publicado por jf em 12:04 PM | Comentários (0)

O DESESPERO DOS PEQUENOS (6)

Apesar da crise, Ercília Tomás diz que ainda não houve um dia "que ficasse a zero", devido à sua persistência de nunca sair da loja durante o horário de trabalho. "Nestes seis anos já vi muitas lojas a abrir e a fechar, já muitas coisas aconteceram", contou a lojista, afirmando que se houvesse uma loja âncora no centro, como aconteceu em tempos com a Tribo, esta poderia servir de chamariz. Josué Baptista, da administração do Pedralvas, confirmou à Lusa que a saída da loja Tribo contribuiu para a perda de clientes, assim como a saída de empresas da zona. Mas, além destes casos, há outros centros comerciais em Lisboa que aparentavam ter tudo para ter sucesso, mas não conseguiram resistir.

Publicado por jf em 12:01 PM | Comentários (0)

O DESESPERO DOS PEQUENOS (7)

Um deles foi o "Sétima Avenida", situado num edifício moderno na rua D. João V, perto das Amoreiras. Com dois pisos, lojas de marca, cabeleireiro e um grande supermercado, a galeria comercial apenas conseguiu sobreviver cerca de um ano. Outros mais antigos também tiverem de encerrar por falta de clientes, como o velhinho "Atlântida", situado junto à estação da CP de Benfica. Do centro, apenas resta a licença de utilização que ainda permanece colada na porta e duas placas nas paredes interiores a indicar as lojas. O edifício de dois pisos, com uma área de 1.600 metros quadrados, com garagem, está à venda.

Publicado por jf em 11:59 AM | Comentários (0)

O DESESPERO DOS PEQUENOS (8)

Ao contrário do que se podia imaginar, o centro comercial mais antigo de Benfica, o Habibi, na Estrada de Benfica, tem conseguido resistir. O segredo, segundo os lojistas, deve-se ao facto de ser um espaço que oferece serviços. Proprietária de uma loja de fotocópias neste centro há 23 anos, Teresa Ferreira explicou que as pessoas vão àquele espaço à procura de serviço e para passear vão aos outros centros. Uma opinião partilhada por Dionísio Ribeiro, proprietário do café: "99 por cento das pessoas vem para consumir, não para passear", diz. A agência Lusa contactou a Associação Portuguesa de Centros Comerciais e a administração das "Twin Towers", mas não conseguiu obter resposta.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 11:55 AM | Comentários (0)

LUZBOA 2006

De 21 a 30 de Setembro, a II Bienal Internacional da Luz intervém nas ruas e prédios da capital. Em 1974 John Lennon cantava Whatever Gets You through the Night. Em 2006, o título da canção é recuperado para lema da Luzboa, a segunda edição da Bienal Internacional da Luz, que entre 21 e 30 de Setembro vai intervir artisticamente nas ruas de Lisboa.

Mas só em zonas definidas. Mário Caeiro, director-geral da associação ExtraMuros, que organiza a bienal em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e com o apoio do Instituto Franco-Português, reconheceu ontem, na apresentação oficial da edição 2006, que houve aspectos menos conseguidos na Luzboa inicial. E um deles foi a demasiada dispersão pela capital. Assim, este ano haverá três circuitos urbanos bem definidos, e contíguos, para evitar a "atomização, a divisão".

São eles o vermelho, o verde e o azul. O vermelho começa no Príncipe Real e termina ao Largo de Camões. O verde, que vai do Largo do Chiado ao Largo de Santa Justa. E o azul, que sai da Rua da Madalena e sobe pelo Castelo/Alfama até regressar ao Largo da Madalena.

Ao longo destas áreas, haverá dois tipos diferentes de intervenções urbanas: as obras propriamente ditas, e uma transformação efémera que passa pela modificação da iluminação dos candeeiros municipais, e que passará maioritariamente pela diminuição da mesma. Samuel Roda Fernandes, coordenador-geral da iniciativa, afirma que também querem deixar uma marca menos efémera na cidade, que se mantenha depois da bienal. Assim, propõem a adopção pela câmara de um novo esquema de iluminação do Panteão Nacional, ao Campo de Santa Clara.

A II Luzboa pretende trazer a arte contemporânea para a rua e celebrar o carácter da noite de Lisboa, convidando os lisboetas (e os turistas) a fruir a noite da sua cidade. E está-se já, nas palavras de Mário Caeiro, a "ritualizar" a bienal, preparando a de 2008. Mas refere as muitas dificuldades, que começam na falta de percepção das entidades públicas do conceito subjacente à luz e às intervenções, e continuam nos limites técnicos dos materiais e dos locais. "[A Luzboa] é um evento original, não é um franchise, por isso demora tempo a afirmar-se", diz o director-geral.

Dos vinte artistas que estão já confirmados, o único ponto de ligação é, efectivamente, a luz. Depois, as abordagens são múltiplas. Exemplos? A franco-portuguesa Catherine da Silva projecta os seus Esquissos em fachadas do Chiado e da Madalena, interpelando directamente o fluxo pedonal. O francês Bruno Peinado traz a instalação-escultura Cavalo de Tróia - praticamente a única obra não criada de raiz para a Luzboa - de Paris para o Largo de São Carlos.

Pedintes e flores virtuais

Miguel Chevalier (México-França) faz crescer na fachada do Centro Comercial do Chiado um jardim virtual de plantas e flores que crescem diariamente. O espanhol Javier Nuñez Gasco colocará as suas Misérias Ilimitadas - pedintes com néons sobre placas de cartão - em quatro ruas da Baixa, visando questionar questões como a justiça social e o emprego.

Tal como em 2004, será atribuído o Prémio Luzboa-Schréder, 10 mil euros para uma personalidade cuja carreira revele um domínio exemplar no tema da luz. Em 2004 o prémio foi para o arquitecto João Carrilho da Graça, o galardoado deste ano será conhecido a 22 de Setembro, durante a bienal.

Na edição de 2006, a organização vai apostar em formas organizadas de visitar as áreas com intervenções artísticas, desde logo com visitas guiadas, a pé ou de autocarro. E apostará também na ligação a áreas profissionais mais específicas, mas todas ligadas aos temas da luz e da noite: técnicos, cientistas, gestores, animadores ou proprietários reunir-se-ão no Congresso da Noite.


Fonte: Público

Publicado por jf em 10:28 AM | Comentários (0)

A LER

Gulbenkian: Uma Absoluta Novidade, por José Medeiros Ferreira, no Diário de Notícias.
O Segundo Cinquentenário da Fundação Gulbenkian, por Paula Lobo, no Diário de Notícias.
A Gulbenkian Aos 50, por José Manuel Fernandes, no Público, link indisponível.

Publicado por jf em 10:23 AM | Comentários (0)

AGENDA

10h-18h XX Salão Nacional Humor na Imprensa. Exposição que reúne anualmente alguns dos melhores desenhos humorísticos publicados na imprensa portuguesa no ano transacto. Patente ao público até domingo na Galeria Municipal Palácio Ribamar, em Algés (Al. Hermano Patrone).

14h-18h Através dos Panos. Uma exposição que tem como ponto de partida a colecção de panaria guineense e cabo-verdiana do Museu Nacional de Etnologia. A mostra está patente no Museu de Etnologia (Av. Ilha da Madeira) às terças-feiras das 14h às 18h e de quarta a domingo entre as 10h e as 18h.

22h Cool Jazz Fest. Diana Krall actua no Jardim Marquês de Pombal, em Oeiras.

23h Dança com Letras. Continua em cena no Casino Estoril o espectáculo da autoria de Júlio César, que percorre o abecedário de A a Z, ao sabor das palavras. As representações decorrem, de terça a sábado, no Salão Preto e Prata. Com jantar a partir das 20h30.

Publicado por jf em 10:19 AM | Comentários (0)

BLOCO QUER PARAR CONSTRUÇÃO

José Sá Fernandes alerta para intervenções contrárias ao plano director e sugere Plano Verde para Lisboa.

O vereador do Bloco de Esquerda José Sá Fernandes vai propor à Câmara de Lisboa que aprove um Plano Verde e uma série de medidas que nos próximos dois anos, até ao novo Plano Director Municipal, travem a construção em zonas ecologicamente importantes da cidade.

A ser aprovada, a proposta - que Sá Fernandes quer ver discutida na reunião de dia 26 - suspenderá a construção em zonas como o parque periférico, o corredor de Monsanto, o vale de Alcântara, frente ribeirinha e vale de Chelas, ou em quintas, edifícios públicos, logradouros e jardins "que integrem os cascos consolidados da cidade".

Um dos objectivos da proposta, disse ontem o vereador num concorrido encontro na sala do arquivo dos Paços do Concelho, é travar até à conclusão do novo PDM, prevista para 2008, o expediente dos planos de pormenor que vão contra o estabelecido no actual plano director. "A quantidade dos planos de pormenor é tão grande que há o risco de não se poder fazer nada" com o futuro PDM para proteger as escassas continuidades de território natural que ainda existem em Lisboa, disse Sá Fernandes. E deu o exemplo de um plano de pormenor elaborado apenas para viabilizar uma operação imobiliária no espaço do Palacete Ribeiro da Cunha, em frente ao Jardim Botânico.

"Não é moderno fazer isto. Não há um sevilhano que deixe destruir um pátio andaluz. Também nenhum lisboeta devia deixar que se destruam os espaços verdes destes locais", comentou. O vereador referiu que vai escrever à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo alertando-a para a proliferação destes planos de pormenor que diz violarem o actual PDM.

O arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, inspirador do Plano Verde e presente na apresentação da iniciativa, disse ontem ter "a certeza de que a câmara não tem a lata de não aprovar a proposta", até porque contém medidas que todos os partidos subscreviam durante a campanha eleitoral autárquica. E porque, comentou, a situação ecológica de Lisboa "bateu no fundo". "Mas eu não ponho as mãos no fogo...", comentou Sá Fernandes. O autarca eleito pelo BE criticou a gestão camarária por subalternizar os espaços verdes de Lisboa em benefício da construção, lembrando que "não haverá turismo em Lisboa, se a cidade perder o seu carácter".

A proposta agora anunciada pede aos serviços da CML que no prazo de dois meses se pronunciem sobre um Plano Verde que imponha o respeito por uma Estrutura Ecológia de Lisboa - uma sucessão de áreas com aptidão para a vegetação, capazes de valorizar a paisagem e o ambiente, bem como permitir formas de recreio e lazer.

Essa estrutura ecológica, insistiu ontem o vereador, é uma obrigação legal e terá que estar definida em plano director. Definindo áreas ecológicas consolidadas ou em vias disso, o Plano Verde propõe também, por exemplo, a salvaguarda de um sistema de vistas e panorâmicas que têm origem em locais como a serra de Monsanto, o Castelo de S. Jorge, S. Pedro de Alcântara ou as encostas que acompanham a Av. da Liberdade.

José Sá Fernandes dedicou a proposta que subscreve aos funcionários municipais, em especial "a todos aqueles que há décadas lutam por um Plano Verde para Lisboa", notando que muitas das medidas a levar à votação foram há muito por eles estudadas... e depois metidas na gaveta.

Fonte: Público

Publicado por jf em 10:18 AM | Comentários (0)

julho 17, 2006

TECTO PARA AVENÇAS

A Câmara de Lisboa vai criar um tecto de 30 mil euros para as avenças dos assessores contratados, e, naqueles que não ultrapassam este montante, diminuindo em 5 ou 10% o valor dos contratos, informa hoje o Correio da Manhã. Ao que o jornal apurou, além dos avençados também os assessores requisitados à Função Pública verão o salário reduzido, pois deixarão de poder dobrar o vencimento com horas extraordinárias. Uma fonte municipal contactada pelo CM adiantou que além da redução das avenças e das horas extraordinárias haverá ainda uma série de contratos que serão rescindidos. «Os que terminam agora poderão não ser renovados e há muitos que já terminaram e ainda não foram renovados, podendo não vir a sê-lo», precisou.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 12:29 PM | Comentários (0)

SÍTIOS DA MINHA MEMÓRIA (11)

A moradia do lado esquerdo foi a minha primeira escola. Ainda fui transportado na carrinha que aparece estacionada à porta. A escola ainda hoje existe. É o Externato Luso-Britânico, na Av. Sta. Joana Princesa, em S. João de Brito. A fotografia é do Arquivo Municipal de Lisboa, da autoria de Arnaldo Madureira.

Publicado por jf em 12:14 AM | Comentários (1)

17 DE JULHO DE 2003

É inaugurado o bloco operatório central, no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa.

Publicado por jf em 12:14 AM | Comentários (0)

17 DE JULHO DE 1877


(Arquivo Municipal, fotógrafo não identificado)

É inaugurado o Hospital de D.Estefânia, em Lisboa.

Publicado por jf em 12:13 AM | Comentários (0)

17 DE JULHO DE 1859

Morre D.Estefânia, mulher de D.Pedro V. Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen (1837 - 1859) foi uma princesa da casa alemã de Hohenzollern-Sigmaringen (um dos ramos da família Hohenzollern que governou a Prússia e o Império Alemão) e rainha de Portugal.

Estefânia era filha de Carlos António, príncipe de Hohenzollern, e da princesa Josefina de Baden. Teve cinco irmãos, entre os quais, aquele que viria a ser o primeiro rei da Roménia, Carol (Carlos) I. Em 1858, Estefânia casou-se com o rei D. Pedro V, tornando-se assim rainha de Portugal. Juntamente com o marido, fundou diversos hospitais e instituições de caridade (o hospital pediátrico de D. Estefânia, em Lisboa, foi assim chamado em sua honra), o que lhe granjeou uma grande aura de popularidade entre os portugueses de todos os quadrantes políticos e sociais.

Contudo, decorrido pouco menos de um ano sobre o seu casamento, a rainha faleceu, vítima de difteria; tal facto deixou grandemente consternado não só o rei, como o povo em geral, que por ela desenvolvera um grande afecto. Devido à sua morte precoce, o casal não teve quaisquer filhos. Jaz no Panteão dos Braganças, no mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.

Publicado por jf em 12:12 AM | Comentários (0)

17 DE JULHO DE 1834

Lisboa estabelece o regulamento dos serviços de incêndio e cria a primeira Companhia de Bombeiros do concelho.

Publicado por jf em 12:10 AM | Comentários (0)

julho 16, 2006

NÓS DOIS

E de novo, Lisboa, te remancho,
numa deriva de quem tudo olha
de viés: esvaído, o boi no gancho,
ou o outro vermelho que te molha.

Sangue na serradura ou na calçada,
que mais faz se é de homem ou de boi?
O sangue é sempre uma papoila errada,
cerceado do coração que foi.

Groselha, na esplanada, bebe a velha,
e um cartaz, da parede, nos convida
a dar o sangue. Franzo a sobrancelha:
dizem que o sangue é vida; mas que vida?

Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,
na terra onde nasceste e eu nasci?

Alexandre O´Neill

Publicado por jf em 03:52 PM | Comentários (0)

A LER

Noites Quentes Em Lisboa, por José Medeiros Ferreira, no bichos Carpinteiros.

Publicado por jf em 03:07 PM | Comentários (0)

EM FALTA

O Olissipo está em falta com dois temas que prometeu tratar: a história de Alfredo Marceneiro e a história de Lisboa. Talvez durante as férias. As dos outros, claro, que a sminhas são sagradas...

Publicado por jf em 01:48 PM | Comentários (0)

MANHATTAN NO NACIONAL

O Teatro Nacional D. Maria II estreia hoje, às 21h30, a peça Num Lugar de Manhattan, de Albert Boadella. O espectáculo centra-se num jogo entre a ficção e a realidade, desenrolando-se em duas histórias: a construção de uma peça de teatro e a convivência de duas personagens estranhas que não se relacionam com o que se passa nos ensaios.

LISBOA Teatro Nacional D. Maria II. Praça D. Pedro IV. Hoje, às 21h30. Bilhetes entre 7,5 a 15 euros.

Fonte: Público


Publicado por jf em 01:45 PM | Comentários (0)

A NÃO PERDER

A Missa Ave Maria, obra do compositor do século XVI Palestrina, é hoje executada, a quatro vozes, na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa. A peça será interpretada pelo coro da Basílica dos Mártires e a Capella Olisiponensis, dirigido por Armindo Borges.

LISBOA Mosteiro de São Vicente de Fora. Largo de São Vicente 1100-572. Hoje, às 11h30. Entrada livre.


Publicado por jf em 01:44 PM | Comentários (0)

MUSEU À ESPERA DE CAVACO

Margarida Veiga diz que os prazos são "apertadíssimos" e levanta dúvidas sobre quem aceitará dirigir um museu para abrir até Dezembro. Berardo diz que há dezenas de candidatos. No último mês e meio, Cavaco Silva vetou a lei da paridade, promulgou a nova lei da nacionalidade e aceitou com recomendações a lei da reprodução assistida. Entre temas tão paradigmáticos como estes, os estatutos da Fundação Berardo ficaram à espera. A seis meses da data marcada para a abertura do Museu Berardo no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, a fundação que o vai gerir teve apenas três reuniões informais e não pode avançar com quaisquer medidas oficiais antes que o Presidente da República aprove os seus princípios de funcionamento.

Os prazos são "apertadíssimos", diz a arquitecta Margarida Veiga, membro tanto do Conselho de Administração do CCB como da Fundação Berardo, cujos estatutos foram aprovados em Conselho de Ministros no dia 1 de Junho.
Depois de um diploma desta natureza chegar do Conselho de Ministros à Presidência da República, a lei prevê uma margem de manobra de 40 dias até a promulgação. Numa política adoptada pelo gabinete de Cavaco Silva, a Presidência da República não divulga a data de recepção de documentos, pelo que não é possível calcular em rigor o limite legal para a promulgação. Mas, segundo o PÚBLICO apurou, o envio poderá ter ocorrido a 14 de Junho. O que quer dizer que o Museu Berardo pode só ter luz verde a cinco meses do fim do prazo para a sua abertura.

Fonte: Público

Publicado por jf em 01:44 PM | Comentários (0)

A HISTÓRIA DO PÁTIO DA QUINTINHA (1)

Um trabalho de Diana Ralha, no público de hoje.

Um decreto-lei de 1934 e um despacho de um secretário de Estado do Tesouro de 1956 são o quanto baste para que o comando-geral da GNR tente, pela terceira vez desde o 25 de Abril, despejar os seus reformados e as suas viúvas
das casas que habitam em Lisboa. "Estão a ressuscitar o Salazar", critica-se. As casas são património do Estado e não da GNR, mas o Ministério da Administração Interna continua sem se pronunciar.

No cimo da Calçada da Ajuda, junto ao palácio, há um portão verde, alto, maciço, e um muro de betão onde foi pintado, com um pincel embebido em demasiada tinta, um número 261 esborratado. Do lado de fora não se vê nada - não se pode adivinhar que, para lá do muro, há uma pequena aldeia onde todos os moradores foram ou ainda são oficiais da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Publicado por jf em 01:41 PM | Comentários (0)

A HISTÓRIA DO PÁTIO DA QUINTINHA (2)

Chama-se Pátio da Quintinha mas do lado de fora ninguém pode imaginar. As gargalhadas de crianças a brincar são o primeiro sinal de vida. E quando a porta verde e pesada se abre, chiando, a surpresa é total: há tantas pequenas moradias como as letras do alfabeto, com quintais que são maiores que as "casinhas de bonecas" dos oficiais, onde se plantam couves e flores, onde dormem cães em casotas e passarinhos em gaiolas, e onde também se aquecem os fogareiros que vão assar as sardinhas para o jantar em mais uma noite quente em Lisboa.

Publicado por jf em 01:39 PM | Comentários (0)

A HISTÓRIA DO PÁTIO DA QUINTINHA (3)

Em pouco mais de um minuto, forma-se um ajuntamento de revolta. Há desespero no ar, atropelos de histórias, um nervoso miudinho que rouba as noites de descanso de quase todos desde que, no final do mês de Junho, uma oficial da GNR entrou pelo portão do 261 e entregou, a nove agregados, quase todos septuagenários, uma notificação do comando geral da GNR que lhes dá um prazo de 60 dias para desocuparem as casas onde moram há mais de 30 anos. Evocando uma lei do Estado Novo, de 1934, e um despacho de um secretário de Estado do Tesouro de 1956, a GNR deu ordem de despejo aos seus reformados e às suas viúvas, a quem entregou aquelas pequenas casas, de três minúsculas assoalhadas - que são propriedade do Estado e não dos serviços sociais da GNR -, antes do 25 de Abril, quando estes estavam no activo. "Estão a ressuscitar o Salazar", ouve-se, num grito de desabafo.

Publicado por jf em 01:39 PM | Comentários (0)

A HISTÓRIA DO PÁTIO DA QUINTINHA (4)

Onde é que eu meto tanta criança?

"Antes da revolução, quem passasse à reforma tinha que desocupar as casas. Mas veio o 25 de Abril e as pessoas foram ficando. Já lá vão 30 anos. Porque é que só agora se lembraram?", pergunta um dos moradores. "Eles não querem as casas para nada. Há aqui oito abandonadas, nunca quiseram saber, estão para aí, um ninho de ratos", diz, magoado, Manuel Oliveira, 38 anos ao serviço da GNR e os mesmos a morar na segunda moradia à direita do Pátio da Quintinha.

Publicado por jf em 01:38 PM | Comentários (0)

A HISTÓRIA DO PÁTIO DA QUINTINHA (5)

Criou naquela casa quatro filhos. Os dois rapazes seguiram as pisadas do pai, na guarda: um é primeiro-oficial e o outro ajudante. "Ajudámos os quatro filhos a começarem a sua vida. Fizemos todas as obras ao longo destes quase 40 anos na casa, porque a GNR nunca nos deu sequer um prego. Diga-me lá: com esta idade, acha que podemos comprar uma casa?", pergunta Manuel Oliveira. Hoje vive ali com a sua mulher, que tem três cancros: estômago, tiróide e vesícula. Aos 49 anos, Hélder Matos, olhos azuis e porte de gigante, contabilizava já 30 "primaveras" de GNR e ainda os anos em que serviu no Ultramar. Passou as últimas três décadas na unidade de cinotecnia, a treinar os famosos pastores alemães da GNR: "Tinha os anos suficientes para me reformar. Podia estar a trabalhar, estou apto para trabalhar, mas estava a roubar um lugar a um jovem, não é? Decidi meter os papéis da reforma". Em má hora. Logo a seguir recebeu a notificação para fazer as malas em 60 dias.

Publicado por jf em 01:37 PM | Comentários (0)

A HISTÓRIA DO PÁTIO DA QUINTINHA (6)

Hélder e a sua mulher, Rosa Matos, criaram oito filhos naquela casa minúscula. A mais nova tem hoje dez anos. A droga levou-lhes os dois filhos mais velhos. Naquelas três assoalhadas, guardadas por uma cadela Rottweiler doente e com a cabeça pejada de moscas, criam-se ainda os dois netos dos filhos que morreram. Todos têm agora 60 dias para encontrar um novo tecto para morar. "Onde é que eu meto tanta criança?", pergunta Rosa Matos. O irónico é que, há 22 anos, aquela casa foi entregue a esta família, já a sua prole ia em quatro filhos, a título provisório. Estavam em lista de espera para uma casa maior, dos serviços sociais da GNR, uma entre muitas que tinham começado a ser construídas em Chelas. O provisório manteve-se até hoje. E hoje resta-lhes apenas uma ordem de despejo nas mãos.

Publicado por jf em 01:36 PM | Comentários (0)

A HISTÓRIA DO PÁTIO DA QUINTINHA (7)

Viúva "ilegal" há 23 anos.

Depois há as viúvas, que a GNR diz estarem "ilegais" desde que os seus maridos, reformados, faleceram. Mariana Guerra é viúva há 23 anos. Mora no Pátio da Quintinha há 43. Só agora é que se lembraram dela. "Revolta-me muito e o que me dói mais é dizerem que estou ilegal. Pelos vistos estou ilegal há mais de 20 anos, mas só agora é que se lembram..." Mariana também concorreu às casas dos serviços sociais da GNR e continua à espera que lhe cedam um apartamento de duas assoalhadas. Reconhece que o valor da renda que paga - 90 cêntimos - é irrisório, "mas há 40 anos era muito dinheiro", mais de dez por cento do ordenado do marido. Não se opõe a um aumento de renda - até acha justo.

Publicado por jf em 01:36 PM | Comentários (0)

A HISTÓRIA DO PÁTIO DA QUINTINHA (8)

Também há lutos recentes na "aldeia da GNR". "Isto é para acabar com a gente de desgosto, é para nos matar", diz uma idosa de 79 anos que ainda veste preto dos pés à cabeça, os olhos marejados por lágrimas. Apenas pede que a deixem viver ali os seus últimos dias. Em paz. Isaura, outra das viúvas "ilegais" que habitam aquelas moradias com nomes de letras, sobrevive da caridade dos vizinhos. Com duas muletas a ampararem-lhe as pernas pesadas, já nem se lembra de quantos anos tem. "77", responde uma vizinha por ela. "Só não passa fome por nossa causa." Em Maio, a GNR aumentou-lhe a renda dos 90 cêntimos para 15 euros. Não reclamou e pagou. E bastou mais um mês para também ela ser presenteada com o prazo de 60 dias para desocupar a sua pequena moradia. Há ainda o reformado invisual, octogenário, da moradia "N" - de todos talvez o caso social mais gritante.

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A HISTÓRIA DO PÁTIO DA QUINTINHA (9)

Ameaça de processo disciplinar provoca AVC.

António Gomes tem uma caligrafia à moda antiga, desenhada. Segura a caneta com força mas não consegue evitar que tremam no ar as várias folhas de uma carta que redigiu, com um misto de revolta e vergonha, ao seu general.
No dia em que recebeu a notificação do despejo administrativo da moradia "O", pagou uma factura alta: um acidente vascular cerebral que o deitou numa cama de hospital por oito dias. É o porta-voz do bairro e é, sem dúvida, um homem duro, que serviu "muitos patrões" da Guarda - sobretudo no tempo do Estado Novo, mas também da jovem democracia portuguesa. Conta que "era pau para toda a obra": estava mesmo ao lado do Palácio de Belém e era chamado para todos os serviços, a todas as horas. Não havia folgas nem fins-de-semana. A primeira vez que conseguiu levar a filha à praia tinha ela sete anos.

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A HISTÓRIA DO PÁTIO DA QUINTINHA (10)

António Gomes reformou-se em 1983. Em 1990, a Guarda tentou despejá-lo da casa onde o colocaram por "conveniência de serviço". Por saber que a sua situação naquele pátio era precária concorreu, por duas vezes, às casas da GNR em Chelas. O seu pedido nunca foi atendido. Na última linha da notificação que recebeu para deixar a sua casa, a GNR adverte António Gomes de que será alvo de um processo disciplinar se não sair voluntariamente dentro do prazo definido. Desde esse dia que só consegue dormir com a ajuda de pílulas milagrosas. "É uma vergonha, uma vergonha... Servimos o Estado, a nação e o povo. É este o louvor e o prémio do sacrifício dos militares da GNR antes do 25 de Abril. Dá vontade de dizer: mandem-me para a prisão! Porque aí temos um tecto, uma cama, comida e, se calhar, até uma televisão."

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A HISTÓRIA DO PÁTIO DA QUINTINHA (11)

O Plano de Pormenor da Envolvente do Palácio Nacional da Ajuda, elaborado pelo arquitecto Gonçalo Byrne e enviado para aprovação da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo em Abril deste ano, destaca a questão do Pátio da Quintinha como "um dos problemas a resolver". A ampliação do palácio, cuja construção está concluída em apenas um terço do projecto original, é um dos grandes objectivos deste instrumento de planeamento urbano. O fecho e remate do edifício foram decididos pelo Instituto Português do Património Arquitectónico em 1989. "Ganhar espaço para se assegurar a execução do remate e fecho da ala poente do Palácio Nacional da Ajuda pode obrigar a um reordenamento viário, nomeadamente o desvio da Calçada da Ajuda, através de terrenos ocupados por uma unidade da GNR", lê-se nos termos de referência do plano de pormenor. Esta solução, segundo o mesmo documento, mereceu a aprovação do Comando Geral da Guarda.

Fonte: Público

Publicado por jf em 01:32 PM | Comentários (0)

DESPEJO IMINENTE (1)

Despejos iminentes nas Necessidades. Dezassete famílias podem ser despejadas a qualquer momento. GNR disse que não deixaria ninguém sem tecto, mas não apresentou alternativas em tempo útil.


Mesmo em frente à porta das urgências do Hospital da CUF na Travessa do Sacramento, junto ao Palácio das Necessidades, nuns prédios degradados cujos telhados são um viveiro de vegetação infestante, também há várias emergências sociais às quais o hospital privado não pode acudir. Os militares reformados da GNR ou as suas viúvas que moram em casas do Estado na freguesia lisboeta dos Prazeres, num total de 17 agregados, vivem num clima de medo e angústia desde que a Guarda, para onde trabalharam uma vida inteira, os notificou para saírem das suas habitações num prazo de dois meses. Para alguns, o prazo expirou ontem. Para os restantes termina amanhã - e os despejos coercivos podem estar iminentes.

Publicado por jf em 01:30 PM | Comentários (0)

DESPEJO IMINENTE (2)

Tal como na Ajuda, também aqui impera a revolta por ser invocado um decreto-lei do tempo do Estado Novo. "É uma vergonha", resume Francisco Teixeira, que em Setembro comemora três décadas a viver numa casa muito pequena, de duas assoalhadas. "Quando esta casa me foi distribuída não a quis", lembra. "Mas ganhava 1.400 escudos e pagava um balúrdio, 300 escudos, por um quarto fora de Lisboa sem água nem electricidade." Moravam na altura no "Aquartelamento de Infantaria" e no "Aquartelamento de Cavalaria" 45 famílias. As casas eram distribuídas por sorteio. Restam, 30 anos depois, apenas 17 agregados. Na sua maioria reformados, de idade muito avançada, a viverem em casas do Estado (e não da GNR) muito degradadas.
Francisco Teixeira fez ele próprio todas as actualizações e remodelações no interior da sua casa. Substituiu o chão, podre, de madeira, onde se passeavam baratas despudoradas, envernizou os degraus das escadas a pique, que funcionam como um escadote para o seu primeiro andar minúsculo. Agora diz que gostava de ficar ali até ao fim dos seus dias: "É o meu ninho".

Publicado por jf em 01:29 PM | Comentários (0)

DESPEJO IMINENTE (3)

Esta não é a primeira tentativa de despejo que Francisco Teixeira recebe da entidade para onde trabalhou uma vida inteira. Em 1998, a GNR tentou uma primeira acção de despejo, mas o Governo, através de Jorge Coelho, na altura ministro da Administração Interna, acabou por recuar. Os moradores acreditaram que a situação se tinha resolvido definitivamente e que o direito à habitação estava garantido até ao final dos seus dias, explica Francisco Teixeira.
O presidente da Junta de Freguesia dos Prazeres, Magalhães Pereira, conta que esta vontade da GNR é mais antiga - na verdade, esta é a terceira tentativa de despejo dos reformados da GNR que ainda ali moram. "A primeira foi em 1977 e na altura interveio o Presidente da Republica, general ramalho Eanes. A seguinte foi em 1998." O autarca contactou há poucas semanas o Comando Geral da GNR, que lhe garantiu que havia casas disponíveis, na zona de Chelas, para realojamentos. Só que entretanto os 60 dias passaram e não foram apresentadas quaisquer soluções. "Se a GNR não precisa das casas, porque é que os desaloja? É de uma crueldade imensa, estas pessoas serviram o país...", lamenta o autarca.

Publicado por jf em 01:28 PM | Comentários (0)

DESPEJO IMINENTE (4)

O porta-voz da GNR, tenente-coronel Costa Cabral, disse esta semana à Lusa que os moradores estão em situação ilegal, uma vez que as casas só deveriam ser utilizadas enquanto os militares estivessem ao serviço, mas garantiu que ninguém será despejado sem alternativa. "A GNR tem consciência da situação das pessoas e não vai pôr na rua ninguém que não tenha condições de subsistência", garantiu o responsável, adiantando que os serviços sociais da GNR vão analisar os vários casos para encontrar uma solução alternativa.
Contactado pelo PÚBLICO, o Ministério da Administração Interna (MAI) limitou-se a dizer que a questão está nas mãos do Comando Geral da Guarda: "O MAI só se pronunciará se e quando a questão for suscitada", disse Duarte Moral, assessor de António Costa. D.R. Mesmo em frente à porta das urgências do Hospital da CUF na Travessa do Sacramento, junto ao Palácio das Necessidades, nuns prédios degradados cujos telhados são um viveiro de vegetação infestante, também há várias emergências sociais às quais o hospital privado não pode acudir.

Os militares reformados da GNR ou as suas viúvas que moram em casas do Estado na freguesia lisboeta dos Prazeres, num total de 17 agregados, vivem num clima de medo e angústia desde que a Guarda, para onde trabalharam uma vida inteira, os notificou para saírem das suas habitações num prazo de dois meses. Para alguns, o prazo expirou ontem. Para os restantes termina amanhã - e os despejos coercivos podem estar iminentes. Tal como na Ajuda, também aqui impera a revolta por ser invocado um decreto-lei do tempo do Estado Novo. "É uma vergonha", resume Francisco Teixeira, que em Setembro comemora três décadas a viver numa casa muito pequena, de duas assoalhadas. "Quando esta casa me foi distribuída não a quis", lembra. "Mas ganhava 1.400 escudos e pagava um balúrdio, 300 escudos, por um quarto fora de Lisboa sem água nem electricidade."

Publicado por jf em 01:28 PM | Comentários (0)

DESPEJO IMINENTE (5)

Moravam na altura no "Aquartelamento de Infantaria" e no "Aquartelamento de Cavalaria" 45 famílias. As casas eram distribuídas por sorteio. Restam, 30 anos depois, apenas 17 agregados. Na sua maioria reformados, de idade muito avançada, a viverem em casas do Estado (e não da GNR) muito degradadas.
Francisco Teixeira fez ele próprio todas as actualizações e remodelações no interior da sua casa. Substituiu o chão, podre, de madeira, onde se passeavam baratas despudoradas, envernizou os degraus das escadas a pique, que funcionam como um escadote para o seu primeiro andar minúsculo. Agora diz que gostava de ficar ali até ao fim dos seus dias: "É o meu ninho". Esta não é a primeira tentativa de despejo que Francisco Teixeira recebe da entidade para onde trabalhou uma vida inteira. Em 1998, a GNR tentou uma primeira acção de despejo, mas o Governo, através de Jorge Coelho, na altura ministro da Administração Interna, acabou por recuar. Os moradores acreditaram que a situação se tinha resolvido definitivamente e que o direito à habitação estava garantido até ao final dos seus dias, explica Francisco Teixeira.
O presidente da Junta de Freguesia dos Prazeres, Magalhães Pereira, conta que esta vontade da GNR é mais antiga - na verdade, esta é a terceira tentativa de despejo dos reformados da GNR que ainda ali moram. "A primeira foi em 1977 e na altura interveio o Presidente da Republica, general ramalho Eanes. A seguinte foi em 1998."

Publicado por jf em 01:27 PM | Comentários (0)

DESPEJO IMINIENTE (6)

O autarca contactou há poucas semanas o Comando Geral da GNR, que lhe garantiu que havia casas disponíveis, na zona de Chelas, para realojamentos. Só que entretanto os 60 dias passaram e não foram apresentadas quaisquer soluções. Se a GNR não precisa das casas, porque é que os desaloja? É de uma crueldade imensa, estas pessoas serviram o país...", lamenta o autarca.
O porta-voz da GNR, tenente-coronel Costa Cabral, disse esta semana à Lusa que os moradores estão em situação ilegal, uma vez que as casas só deveriam ser utilizadas enquanto os militares estivessem ao serviço, mas garantiu que ninguém será despejado sem alternativa. "A GNR tem consciência da situação das pessoas e não vai pôr na rua ninguém que não tenha condições de subsistência", garantiu o responsável, adiantando que os serviços sociais da GNR vão analisar os vários casos para encontrar uma solução alternativa. Contactado pelo PÚBLICO, o Ministério da Administração Interna (MAI) limitou-se a dizer que a questão está nas mãos do Comando Geral da Guarda: "O MAI só se pronunciará se e quando a questão for suscitada", disse Duarte Moral, assessor de António Costa.

Fonte: Público

Publicado por jf em 01:25 PM | Comentários (0)

CRÍTICAS NA BELA VISTA

Depois de várias semanas fechado ao público para desmontagem do equipamento utilizado na realização do festival Rock in Rio, limpeza e reabilitação, o Parque da Bela Vista, junto ao Bairro da Flamenga, na zona oriental de Lisboa, reabriu ontem ao público. Os primeiros a entrar foram os moradores da zona que, diariamente, utilizam o espaço para descansar e jogar às cartas à sombra das árvores. Em dia de calor intenso, só mesmo debaixo das copas se conseguia estar à conversa.

Quem há anos frequenta os 30 hectares do parque - o segundo maior espaço verde da capital, logo a seguir a Monsanto - não tem dificuldade em enumerar os "danos" que têm sido causados desde que, em 2004, o recinto passou a ser palco do festival de música. "Neste parque faltam 45 bancos. Tiraram-nos todos em 2004, quando foi o primeiro evento, e nunca mais os puseram!", apontava, crítico, Augusto Correia, morador na zona e frequentador assíduo do parque.

De acordo com este morador, antes também havia "baloiços para as crianças, estiradores para fazer ginástica, mais pontos de água e árvores, que foram cortadas". Em seu entender, a realização do festival na Bela Vista tem sido "má" porque, apesar de ter dado a conhecer o parque aos lisboetas, também fez com que fosse "menos respeitado". "Isto que fizeram agora é um 'tapa-olhos'", garante, adiantando que há muita coisa que nunca mais voltou a ser como era.

Manuel Pereira, 66 anos, vive em frente à porta principal e, nos dias do festival, "foge" de Lisboa por causa do barulho que não o deixa dormir. Reformado, frequenta a Bela Vista todos os dias e não se cansa de elogiar o espaço. "Isto é uma maravilha de lugar", diz, apesar de ainda apontar algumas lacunas. "Precisamos aqui de uma casa de banho e de mais mesas", diz, dando conta também da falta de espaços de diversão para as crianças.

"Tem tanto espaço... Deviam arranjar uns baloiços para os miúdos brincarem", diz. Outra das queixas vai para o tapume de metal colocado em redor do parque, que "parece um presídio". A Câmara de Lisboa assegura que haverá uma obra de requalificação, com substituição do tapume por uma rede, mas não adianta datas.

Fonte: Jornal de Notícias

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NEGÓCIO DA CHINA EM MARVILA

O incêndio que deflagrou, há precisamente uma semana, numa casa no Beco das Taipas, na freguesia lisboeta de Marvila, trouxe de novo para a ordem do dia o estado de degradação daquelas habitações que, depois de as famílias que lá residiam terem sido realojadas, no final de 2002, voltaram a ser ocupadas. "Isto é um negócio da China para os proprietários, que dantes praticavam rendas de três euros e agora de mais de cem", segundo afirmou ao JN o ex-presidente da Junta de Freguesia.

António Pereira recorda que, quando as 25 famílias do Beco das Taipas receberam as chaves das suas novas habitações - deixando para trás casas com tectos presos por barrotes, telhados apodrecidos e paredes carcomidas pela humidade - a questão foi debatida na Assembleia Municipal.

"Na altura, além de se defender a demolição, alertou-se a vereadora Helena Lopes da Costa para o facto de os edifícios começarem a ser ocupados", revela.

A autarca, garantiu António Pereira, "disse que iria investigar a questão mas, pelos vistos, nada foi feito. O certo é que a Câmara realojou as famílias e quem ficou a ganhar foram os proprietários". A título de exemplo, pela casa onde reside com os seus quatro filhos, que foi atingida pelo fogo de domingo passado, o casal paga 130 euros.

Junta recusa fazer obras

Também o actual presidente da Junta de Freguesia, o socialista Belarmino Silva, considera um perigo a situação que se vive no Beco das Taipas. "A Câmara deveria ter deitado abaixo aquilo tudo, logo que as pessoas foram transferidas. Os senhorios, que nada fizeram, ficaram a ganhar com isto tudo".

Face a este cenário é ainda "mais paradoxal que a Câmara, através da Protecção Civil Municipal, tenha pedido à Junta de Freguesia para fazer obras na casa que ardeu", afirmou Belarmino Silva. "Claro que não vamos fazer qualquer tipo de intervenção no local", garantiu.

Contactada pelo JN, a responsável pela Protecção Civil Municipal explicou que foram pedidos "apoios pontuais" à Junta de Freguesia para a recuperação da casa que ardeu. Em todo o caso, garantiu Ana Lencastre, "a Câmara está a diligenciar para que seja o proprietário a fazer obras no imóvel". O incêndio foi provocado por um curto-circuito numa tomada da cozinha, onde a humidade das paredes e a instalação eléctrica constitui um perigo constante. Como esta habitação, encontram-se as restantes, envolvidas por uma área onde não falta lixo, esgotos a céu aberto e mato.


Fonte do gabinete da vereadora da Acção Social da Câmara de Lisboa recorda que o realojamento realizado em 2002 dos agregados familiares que residiam no Beco das Taipas - delimitado pela Estrada de Chelas e pela Rua de Cima de Chelas - deveu-se à falta de condições de habitabilidade dos fogos.

"Por se tratar de edificado particular, a Câmara não pode proceder de imediato às demolições, tendo o assunto sido encaminhado para o departamento competente, a fim de serem efectuadas vistorias e avaliada a eventual demolição dos mesmos". Porém, acrescenta a mesma fonte, "estas vistorias apontaram, na sua maioria, para obras de conservação, pelo que não foi possível avançar com a demolição".

Fonte: Jornal de Notícias

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julho 15, 2006

CARMEN NO TIVOLI

Integrada na VII Grande Noite de Ballet Flamenco, o Teatro Tivoli estreia a ópera Carmen, de Bizet, em versão flamenco. O espectáculo, coreografado por João Hydalgo e interpretado pela Companhia de Dança Flamenca de Portugal, repete-se amanhã, às 18h30. A receita de bilheteira reverte para a Associação Profissional de Dança.

LISBOA Teatro Tivoli.
Avenida da Liberdade, 182. Hoje, às 21h30.
Bilhetes de 15,5 a 22,5 euros.

Fonte: Público


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COKTAIL ÉTNICO NA PRAÇA DE ESPANHA

Nos dois grandes pavilhões azuis do mercado lisboeta da Praça de Espanha pode encontrar-se um pouco de tudo. Tendas de vestuário, lingerie, calçado, malas e artigos para o lar, entre outras, partilham o mesmo exíguo espaço com os pequenos bares que ocupam as extremidades da feira. A banda sonora é assinada pelos negociantes de discos, que fundem naturalmente a música electrónica com os animados ritmos africanos. Ali, onde a qualquer hora do dia se misturam etnias e sotaques, a diversidade laboral encontra um dos seus expoentes máximos.

José Pires, 46 anos, comercializa artigos de vestuário há 21 e revela um dos segredos da longevidade deste mercado, que até tem uma pequena associação de vendedores: "Funcionamos como um colectivo". A título individual, porém, as queixas relativamente à crise no sector são sucessivas, temendo a "imprevisibilidade" do emprego. Enquanto penteia o bigode com os dedos, Pires afirma, resignado, continuar com o negócio "até esgotar a paciência".

As mesmas reservas expressa Adérito Nabais, que ainda não sabe se quer ficar com a barraca de calçado do pai, por não saber "se tem futuro". Relativamente ao mercado, o jovem de 27 anos enaltece o facto de estar localizado numa zona central e de boa acessibilidade, próximo do Instituto Português de Oncologia e de vários hóteis. "Ainda vamos tendo alguma afluência de clientes, sobretudo pela diversidade e por termos concentrados num mesmo espaço produtos variados", resume.

A envolvente cosmopolita da Praça de Espanha contrasta, de forma evidente, com a ruralidade que transpira do mercado, aberto de segunda a sábado entre as 9h e as 20h. O comércio de proximidade que ali se faz patrocina o florear de laços de amizade entre clientes e comerciantes. José Mesquita, revendedor, trabalha na zona e aproveita a hora do almoço para estar com os amigos do bar n.º 1. Inclinado sobre o balcão explica, em voz baixa e arrastada, ser "pelas pessoas" que ali vem todos os dias, há já 2 anos.

"Há clientes fixos que cá vêm todos os dias, para além do pessoal do mercado que também pára aqui". Com menos ligação afectiva ao mercado, Daniel Marques divide o tempo entre o bar do pai e os treinos nocturnos de futebol com a equipa júnior do Damaiense. Enquanto não concretiza o sonho de ser avançado do Benfica, que até já teve perto de representar por ter um tio que é empresário, "aguenta o movimento" à hora do almoço com a venda de sandes e bifanas...

Fonte: Diário de Notícias

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ESPÓLIO DE AL BERTO NA BN

A irmã e a sobrinha de Al Berto, que morreu em 1997, doaram o espólio do poeta à Biblioteca Nacional (BN), numa cerimónia reali zada quarta-feira, anunciou hoje a instituição. Segundo a BN, o espólio do escritor é "sobretudo" constituído por manuscritos poéticos e inclui igualmente as traduções de que vários dos seus títulos foram alvo, além de correspondência - cuja consulta permanecerá "reservada" durante duas décadas - e apontamentos pessoais e biográficos. A doação, feita pela irmã de Al Berto, Maria Cristina Raposo Pidwell Ta vares, e pela sobrinha, Joana Amaral Tavares, constitui - afirma a BN -"mais um significativo contributo para o enriquecimento do Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea" da instituição.

Alberto Raposo Pidwell Tavares, que adoptou o pseudónimo de Al Berto, n asceu em 1948 em Coimbra e exilou-se em Bruxelas em 1967, onde prosseguiu estudo s previamente iniciados na área das artes plásticas, antes de se dedicar à literatura.

Em 1977, publicou o primeiro livro de poemas, intitulado "à Procura do Vento no Jardim de Agosto". Cultivando uma poesia próxima do surrealismo, que articula o real com o imaginário, a sua obra lírica inclui títulos como "Uma Existência de Papel", de 1985, "A Secreta Vida das Imagens", de 1991, e "Horto de Incêndio", de 1997.

À reunião da sua poesia, em 1988, sob o título "O Medo", que colige a obra poética produzida entre 1974 e 1986 e lhe valeu, no mesmo ano, a atribuição do Prémio Pen Club, seguiu-se o único texto em prosa do autor, "Lunário" (1988) e ainda "O Anjo Mudo", em 1993.

Fonte: Lusa

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SEM ABRIGO NA CAÇA AO TESOURO

Cerca de 50 pessoas sem-abrigo ou em risco de exclusão social participam hoje e domingo numa caça ao tesouro cultural em Lisboa, Porto e Coimbra, que lhes vai proporcionar acesso a museus, monumentos ou sítios históricos. A iniciativa, "AventurArte", é promovida pela associação CAIS e tem como lema "cultura para todos", envolvendo a parceria de empresas, instituições de solidariedade social e organismos públicos.

Os participantes, divididos em nove equipas orientadas cada uma por um técnico, vão descobrir a pé vários espaços culturais e turísticos das cidades à medida que superam diversas provas de adivinhas.

Para as três primeiras equipas que encontrarem o aguardado tesouro haverá viagens, enquanto os restantes participantes receberão livros. Em declarações à Agência Lusa, o director-executivo da CAIS, Henrique Pinto, explicou que o objectivo da iniciativa é proporcionar o acesso de pessoas desfavorecidas à cultura. "É também uma forma de trabalhar a sua auto-estima, a confiança e de eles fazerem amizades", acrescentou. Durante a iniciativa haverá também oportunidade para os participantes verem espectáculos de dança, teatro, música e filmes.

Fonte: lusa

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15 DE JULHO DE 1984

Dois comboios chocavam na estação do Rossio, Lisboa, provocando perto de uma dezena de vítimas.

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julho 14, 2006

A LIBERTAÇÃO DAS VACAS DO MARQUÊS

A Cândida Charneca, a Vaca Enamorada, a Marquesa, a Minhota e a Metamorfose sofreram a bom sofrer com o Mundial de futebol, e nem com o final do torneio puderam respirar de alívio. Não porque estas cinco vacas em fibra de vidro, instaladas na zona do Marquês de Pombal, sejam particularmente apreciadoras da modalidade, mas sim porque desde o fatídico jogo de Portugal com a França se viram privadas da sua liberdade, rodeadas de grades metálicas. A medida foi implementada pela Câmara Municipal de Lisboa a pedido da organização da Cow Parade, com o objectivo de garantir a segurança das esculturas com mais de 400 quilos, que vivem perigosamente perto daquele que se tornou o local por excelência da comemoração das vitórias portuguesas.

Entretanto o Mundial terminou e as vacas em fibra de vidro instaladas nas imediações do Marquês de Pombal continuam envoltas nessa espécie de cordão de segurança, ao que parece porque ainda não houve disponibilidade para retirar as grades metálicas. Quem por ali passa lamenta a "prisão" da manada, que dificulta a aproximação e as fotografias, e questiona se as restantes 92 vacas espalhadas pela cidade vão ter a mesma sorte, para evitar que se juntem às quatro vacas danificadas que neste momento se encontram internadas no hospital da Cow Parade.

A organização garante que isso não acontecerá e promete para os próximos dias a libertação das "prisioneiras". Segundo dados divulgados ontem, já passaram dez vacas em fibra de vidro pela enfermaria ao ar livre instalada no Hospital Dona Estefânia, onde trabalham um "médico" e quatro "enfermeiras" da Fundação Ricardo Espírito Santo e Silva, com a missão exclusiva de curar as maleitas que aflijam a manada da Cow Parade.

Fonte: Público

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AGENDA

13h15 Homenagem a José de Azeredo Perdigão de Cabrita Reis. Visita temática guiada por Carla Mendes, no âmbito dos Encontros Imediatos - Conversas à Hora de Almoço na Fundação Gulbenkian. Concentração no jardim. Entrada livre. Não é necessária marcação prévia.

18h XX Feira do Livro de Cascais. No Jardim Visconde da Luz, até 30 de Julho.

18h-24h FIARTIL 2006. 43ª edição da Feira de Artesanato do Estoril. Até 3 de Setembro em frente ao Centro de Congressos do Estoril.

22h FINCA-TE. O 4.º Festival Internacional de Café Teatro da Cidade de Queluz, organizado pelo Teatroesfera e Câmara de Sintra, apresenta hoje um espectáculo do clown Les Bubb (Inglaterra). Até dia 17, sempre às 22h, no Espaço Teatroesfera.

22h Festival Sete Sóis Sete Luas. A 14.ª edição do festival, organizado por uma rede cultural de cerca de 30 cidades de oito países do Mediterrâneo, continua hoje com um espectáculo de música de Cabo Verde, com o grupo de Mariana Ramos. Na Fábrica da Pólvora de Barcarena. Entrada livre.

22h30 Ena Pá 2000. Actuação da banda de Manuel João Vieira no Maxime (Pç. Da Alegria, 58), em Lisboa. Entrada a 10 euros.

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CONTINUA A BRONCA DOS ASSESSORES

Os vereadores da oposição na Câmara de Lisboa acordaram com o presidente da autarquia, logo após as eleições autárquicas, regras para a contratação de assessores avençados, bem como os valores a serem pagos.

De acordo com Carlos Marques, deputado municipal do Bloco de Esquerda (BE) que integra o gabinete do vereador Sá Fernandes, logo após as eleições realizou-se uma reunião com o presidente, Carmona Rodrigues, e o vice-presidente, Fontão de Carvalho, em que ficou estabelecido que cada partido da oposição poderia contratar quatro assessores de base. A estes, técnicos da confiança política de cada partido, acresceria ainda um assessor por cada vereador eleito.

Foi ainda explicado ao BE que cada partido da oposição teria também direito a pessoal de apoio, de preferência requisitado ao quadro da autarquia, nomeadamente dois secretários, um motorista para o gabinete e outro para o vereador e um auxiliar administrativo. Ficou estabelecido que o vencimento de cada assessor deveria rondar os 2500 euros, pagos durante 12 meses, e que os ordenados do secretariado não deveriam ultrapassar os 2000 euros.

O Bloco de Esquerda acabou por contratar um total de 11 avençados, o que Carlos Marques justifica por alguns funcionarem em regime de part-time, "pela dificuldade de arranjar no mercado bons técnicos que aceitassem o cargo a tempo inteiro, com o vencimento que lhes era oferecido".

Carlos Chaparro, responsável pelo PCP de Lisboa, refere que o acordo estabelecido com a presidência da autarquia foi igual ao dos restantes partidos da oposição, mas que o PCP optou por ter apenas dois assessores externos, requisitando ao quadro da câmara os restantes membros do seu gabinete. Para o responsável comunista, "o problema não está no que ganham estes assessores, mas sobretudo no facto de haver um número exagerado de assessorias que se substituem aos serviços da câmara".

Segundo fonte da vereação socialista, por seu turno, foi estabelecido que, para além dos motoristas, administrativos e auxiliares, poderiam ser contratados externamente um coordenador e 12 assessores, "sendo que neste momento o gabinete tem apenas um coordenador e dez assessores, dois deles a meio tempo, para cinco vereadores eleitos".

De acordo com o disposto na lei que regula o estatuto dos membros dos gabinetes de apoio pessoal nas câmaras (Lei 5-A/2002, artigos 73 e 74), nos municípios com mais de 100 mil eleitores o presidente da câmara pode constituir um gabinete de apoio pessoal com um chefe de gabinete, dois adjuntos e dois secretários. Os vereadores em regime de tempo inteiro podem igualmente constituir um gabinete de apoio pessoal, com um adjunto e um secretário.

Quanto à contratação de assessores, a lei é omissa, referindo apenas que "os presidentes das câmaras devem disponibilizar a todos os vereadores o espaço físico, meios e apoio pessoal necessários ao exercício do respectivo mandato, através dos serviços que considere necessários".

A presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Paula Teixeira da Cruz, instada a pronunciar-se sobre o número de assessores avençados a trabalharem nos gabinetes dos vereadores da câmara, recusou-se a fazê-lo para já.

Fonte: Público

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julho 13, 2006

TÁXI SEGURO EM LISBOA

O ministro da Administração Interna, António Costa, anunciou hoje que o sistema Táxi Seguro de ligação directa à polícia em caso de perigo deverá ser alargado à cidade de Lisboa até ao final do ano. "A prioridade do nosso plano de expansão são as zonas de maior risco, que são as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. No futuro, poderemos expandir a todo o país", disse António Costa, na apresentação do alargamento do Táxi Seguro aos 1.300 taxistas dos 14 concelhos metropolitanos do Porto.

Este programa já permitiu equipar 700 táxis de 13 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML) com um alarme activado por um botão escondido, que o motorista premirá caso ocorra alguma situação anormal, nomeadamente um assalto ou sequestro.

O alarme activa um sistema de GPS (sistema de geo-posicionamento global), que permitirá às autoridades policiais localizar imediatamente a viatura e seguir em tempo real o seu percurso, tendo ainda acesso ao som do interior do veículo.

Na sessão de hoje, o ministro e os presidentes da Junta Metropolitana do Porto, Rui Rio, e da Fundação Vodafone Portugal, António Carrapatoso, assinaram um protocolo para a instalação do Táxi Seguro, até Novembro, nos táxis da Área Metropolitana do Porto que queiram aderir ao sistema.

O ministro referiu que o custo do equipamento está estabilizado em 295 euros (montagem incluída), sendo comparticipado em 27 por cento pelo município a que pertence o táxi e em 33 por cento ao ministério, cabendo os restantes 40 por cento ao proprietário da viatura. Além deste custo inicial, o proprietário do táxi só terá de pagar um "valor residual" cada vez que accione o botão de alarme.

A primeira fase do programa Táxi Seguro, que decorreu entre Fevereiro e Junho na AML, resultou de uma parceria entre o Ministério da Administração Interna e a Fundação Vodafone Portugal, que custeou a totalidade dos cerca de meio milhão de euros de investimento.

António Costa referiu que os taxistas dos concelhos da AML não abrangidos na primeira fase do projecto vão beneficiar do custo do equipamento igual ao dos colegas da Área Metropolitana do Porto (AMP). "Ninguém é obrigado a aderir a este sistema", salientou o ministro, elogiando a Fundação Vodafone por ter conseguido um baixo custo do equipamento.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 11:49 PM | Comentários (0)

BELA VISTA REABRE (1)

O Parque da Bela Vista, onde em Maio e Junho se realizou o Rock in Rio Lisboa, reabre sábado, depois de concluída a desmontagem dos equipamentos de apoio à realização do festival, anunciou hoje a autarquia. A partir de sábado a população poderá usufruir novamente daquele espaço verde, com 30 hectares, situado na freguesia dos Olivais. O gabinete do vereador António Prôa, responsável pelos espaços verdes, afirma, em comunicado, que este ano foram criadas regras de montagem e desmontagem dos equipamentos para evitar danos verificados na primeira edição do festival de música, em 2004.

Publicado por jf em 07:56 PM | Comentários (0)

BELA VISTA REABRE (2)

A organização teve de apresentar um cronograma de montagem e desmontagem do evento, sendo que as estruturas só puderam ser montadas nos locais previamente acordados com a Câmara Municipal de Lisboa (CML). "O evento contou ainda com uma comissão de acompanhamento composta por elementos da organização e da CML antes, durante e após a iniciativa, no sentido de detectar qualquer ocorrência" no parque. O Parque da Bela Vista será ainda alvo de requalificação, com o apoio da organização do Rock in Rio.

Publicado por jf em 07:55 PM | Comentários (0)

65.000

Mais de 65.000 pessoas, a maioria estrangeiros, visitaram o Padrão dos Descobrimentos no primeiro semestre deste ano, representado um aumento de cerca de 43 por cento de visitantes face a igual período de 2004, foi hoje divulgado.

De acordo com dados da Empresa Municipal de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, 76,6 por cento (50.281) dos visitantes do monumento lisboeta são estrangeiros e 23,4 por cento (15.368) portugueses. O Padrão dos Descobrimentos esteve em obras de remodelação durante sete meses, tendo reaberto ao público em Julho de 2005.

Ainda segundo a empresa municipal lisboeta, mais de 440 mil pessoas visitaram o Castelo de São Jorge durante o primeiro semestre deste ano, representando um aumento de 11,2 por cento de visitantes relativamente a 2005. Abril foi o mês com maior número de visitantes, cerca de 116 mil, que representaram um aumento de 43 por cento face a igual período do ano passado.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:28 PM | Comentários (0)

AMANHÃ

É apresentada às 15h30 a 68ª Volta a Portugal em Bicicleta EDP, em Lisboa.

Publicado por jf em 05:53 PM | Comentários (0)

A LER

O antiquário Teixeira Bastos vai fechar as portas. Por PF, no Cidaddania Lx.

Publicado por jf em 01:34 PM | Comentários (0)

O ANÓNIMO NOS PEIXINHOS

O patrão da Microsoft, Bill Gates, visitou o Oceanário de Lisboa sábado passado com um dos seus filhos, durante uma escala na c apital portuguesa. Bill e Rory Gates, 6 anos, estiveram cerca de três horas no Oceanário " absolutamente incógnitos", soube hoje a Agência Lusa. O homem mais rico do mundo chegou a Lisboa sexta-feira num avião privad o e partiu no dia seguinte. Foi a segunda visita de Bill Gates ao Oceanário de Lisboa, depois da Expo'98. O Oceanário de Lisboa recebe anualmente cerca de 900 mil visitantes. Bill Gates também esteve em Portugal em Fevereiro passado, quando a Mic rosoft assinou acordos de cooperação com vários ministérios.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 12:01 PM | Comentários (0)

LISTAS E LISTAS

A polémica em torno dos assessores dos vereadores instalou-se na Câmara Municipal de Lisboa. O vice-presidente, Fontão de Carvalho, considera que o número de assessores na autarquia "não é excessivo", mas a oposição é unânime: os números são superiores ao que seria necessário.

"Se a lista conhecida peca por alguma coisa, será por defeito", afirmou ontem o vereador socialista Dias Baptista. Ruben de Carvalho, do PCP, considerou também que o número de assessores era elevado.

Em reacção à divulgação da lista, ontem avançada pela TSF e Correio da Manhã, o vereador José Sá Fernandes, eleito pelo Bloco de Esquerda, pediu na reunião de câmara para que seja divulgada uma lista com todos os assessores, de todos os gabinetes e forças políticas, direcções municipais e empresas municipais. "Foi-me garantido que seria divulgada essa lista. Queremos saber se todos cumprem as regras definidas e esta informação tem que ser divulgada com rapidez", disse.

O caso foi ontem debatido na reunião de câmara, depois de o vereador Manuel Maria Carrilho ter levantado a questão, com base na lista em que surgem quase 100 assessores com contratos de prestação de serviços e avenças. Um conjunto de colaboradores que exige à autarquia uma despesa na ordem nos 3,1 milhões de euros.

Questionado sobre se não haveria um número excessivo de assessores na câmara, Fontão de Carvalho foi directo: "acho que não. Os gabinetes não estão sobredimensionados e grande parte dos assessores já eram funcionários da câmara". O responsável municipal deu o exemplo do seu gabinete, em que de 18 assessores, "só sete estão no regime de prestação de serviços".

O vice-presidente, com os pelouros das Finanças, Património e Comércio, considerou ainda que a autarquia não deveria dar a conhecer a listagem de assessores: "os munícipes querem é que se lhes trate dos problemas e que tenha as pessoas correctas a trabalhar para que isso aconteça". Quanto aos critérios de selecção destes funcionários, diz que se baseiam "na competência, capacidade e confiança", negando que haja escolhas políticas.

Uma informação contrariada, porém, pela vereadora Maria José Nogueira Pinto, com o pelouro da Habitação Social. "O meu adjunto foi uma escolha política", admitiu. A vereadora disse que tem "um gabinete pequeno" porque prefere "trabalhar com os serviços municipais".

Desvalorizando ainda os salários dos cerca de 100 assessores, entre os 30 a 60 mil euros anuais, Fontão de Carvalho fez questão de sublinhar que "mais de metade vai para impostos, não é o que realmente recebem. Só o IVA são 21%, mais o IRS e a segurança social".

Aos jornalistas, o autarca revelou que a câmara tem 244 milhões de euros orçamentados para este ano, quando em 2005 teve 241 milhões de euros. "Neste mandato tem sido feito um esforço de contenção, devido às restrições financeiras", garantindo que "despedimentos não vai haver de certeza". Fontão de Carvalho não precisou o valor percentual de funcionários afectos ao executivo municipal, mas diz que "deve ser de 1%".

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 10:21 AM | Comentários (0)

RESIDÊNCIA DE AUTONOMIZAÇÃO

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) inaugurou ontem uma residência de autonomização destinada a jovens maiores de 18 anos que se encontrem em fase de inserção sócio-profissional.

O objectivo do projecto, de acordo com fonte da instituição contactada pelo JN, é dar aos utentes a possibilidade de aprenderem por si próprios a gerir o dia-a-dia de uma casa.

A residência de autonomização, propriedade da SCML, destina-se apenas a jovens provenientes dos lares da instituição. Nesta fase-piloto residem na casa três raparigas, estudantes dos cursos de enfermagem, serviço social e auxiliar de educação.

"A Santa Casa atribui-lhes um subsídio mensal, paga as despesas com os estudos e eventuais despesas de saúde", explicou a mesma fonte da SCML. "O objectivo é que aprendam a gerir a casa e o orçamento que lhes é atribuído", acrescentou.

A acompanhá-las está uma equipa técnica pluridisciplinar, constituída pelo gestor do projecto, por um assistente social e por um psicólogo. De acordo com a mesma fonte, não está ainda decidida a criação de mais residências de autonomização. "Tudo depende da avaliação que se faça desta fase-piloto", explicou.

Fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 10:14 AM | Comentários (1)

13 DE JULHO DE 1647

É criada a Aula de Fortificação e Arquitectura Militar, na Ribeira das Naus, em Lisboa.

Publicado por jf em 12:02 AM | Comentários (0)

CHUTO NO CHUTO

A proposta do vereador do BE na Câmara de Lisboa de instalação na cidade de uma sala de injecção assistida, enquanto experiência-piloto, voltou hoje a ser rejeitada pela maioria PSD/CDS-PP, que a considerou "prematura". A maioria considerou que a proposta de José Sá Fernandes, que já em Fevereiro havia sugerido ao executivo semelhante projecto, não se enquadrava no plano integrado de combate à droga a desenvolver entre a autarquia e Governo, segundo explicou aos jornalistas o vice- presidente do município, Fontão de Carvalho, no final da reunião camarária.

Publicado por jf em 12:00 AM | Comentários (0)

julho 12, 2006

SPA: 81 ANOS

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) celebra sexta-feira 81 anos com a realização de uma gala e o lançamento de um livro sobre a história da cooperativa, da autoria do historiador Vítor Wladimiro Ferreira.

O livro, intitulado "SPA, uma casa de memórias", editado pela SPA e as Publicações D. Quixote, será apresentado sexta-feira à tarde na esplanada do Teatro São Carlos. à noite, durante a Gala, serão entregues o Grande Prémio SPA/Millennium bcp e o Prémio SPA/Millennium bcp Jovens Autores, respectivamente a Mário Laginha e ao colectivo Gato Fedorento.

O livro de Wladimiro Ferreira, ilustrado com 200 imagens, recupera as origens da sociedade, fundada em 1925.

Para o escrever, o autor efectuou uma investigação de dois anos, não só nos arquivos da SPA como noutras bibliotecas e hemerotecas, além de espólios documentais pessoais.

Outro livro a lançar no mesmo dia é o da peça vencedora do Grande Prémio de Teatro SPA/Teatro Aberto de 2005, "Homem branco, homem negro", de Jaime Rocha, editada pela SPA e as Publicações Dom Quixote. Esta peça já foi levada a cena pelo Teatro Aberto, em Lisboa.

O programa desta II Gala SPA/Noite de Autores começa às 21:30 e inclui a actuação do fadista Carlos do Carmo, do grupo Segue-me à Capella com o percussionista Fernando Molina, e da Orquestra Sinfónica Portuguesa sob a direcção Cesário Costa, que interpretará peças de Marcos Portugal, Fernando Lopes-Graça, António Pinho Vargas e Nuno Maló.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 09:43 PM | Comentários (0)

METRO FECHA NO FIM DA SEMANA

As estações de metro de Saldanha, Picoas, Marquês de Pombal II e Rato, da Linha Amarela, vão encerrar no fim-de-semana por motivo de obras na Linha Vermelha, anunciou a transportadora lisboeta.

As obras na ligação entre as estações de Saldanha e da Alameda, para prolongamento da Linha Vermelha, vão obrigar ao fecho daquele troço, sem contudo afectar a normal circulação na Linha Amarela entre Odivelas e o Campo Pequeno. As restantes linhas funcionarão sem quaisquer alterações.

Os clientes do Metropolitano de Lisboa que queiram viajar entre o Campo Pequeno e o Rato, terão à sua disposição as carreiras de autocarros da Carris nº 20, 77, 36, 44, 45, 49 e 207, que serão reforçadas este fim-de-semana.

Todos os títulos de transporte do Metropolitano serão válidos nestas carreiras.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 09:38 PM | Comentários (0)

A LISTA DE CARMONA

O vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fontão de Carvalho, alegou hoje que grande parte dos assessores do município são funcionários da autarquia e em número suficiente, mas escusou-se a adiantar números. O autarca do PSD reagia a uma notícia veiculada hoje pela rádio TSF e pelo matutino Correio da Manhã, segundo a qual o município gasta 3,1 milhões de euros por ano nos vencimentos de cerca de 100 assessores com contratos de prestação de serviços e avenças.

A TSF adiantou também, citando uma lista a que teve acesso, que são 193 pessoas que trabalharam a recibo verde junto dos gabinetes do executivo entre Novembro do ano passado e Junho deste ano, que vão custar em 2006 à câmara quase oito milhões de euros.

"Do ponto de vista geral, os gabinetes não estão sobredimensionados, grande parte dos assessores são funcionários da câmara", disse aos jornalistas Carlos Fontão de Carvalho, no final de uma reunião do executivo municipal.

O vereador com o pelouro das Finanças e presidente em exercício da câmara considera que "não há excesso de assessores nos gabinetes dos vereadores", mas escusou-se a revelar números.

O autarca advogou ainda que a composição dos gabinetes dos vereadores "não difere substancialmente" da que existia na década de 1990, ressalvando que o município "tem vindo a tomar um conjunto de medidas para reduzir os gastos de funcionamento", designadamente com contratos de prestação de serviços e horas extraordinárias.

Contudo, de acordo com os dados fornecidos por Fontão de Carvalho, o município estima gastar este ano 244 milhões de euros em despesas com pessoal, mais três milhões do que no ano passado.

O autarca ressalvou que, apesar do acréscimo da despesa com pessoal, os contratos com prestadores de serviço representam apenas um por cento dos valores previstos. O Correio da Manhã adiantou, na sua edição de hoje, que os assessores estão espalhados por todos os vereadores com pelouro. Entre os cerca de 100 assessores com contratos de prestação de serviços e avenças, sete pessoas têm vencimentos anuais entre 60 e 63 mil euros, cinco ganham mais de 50 mil euros, 15 têm um salário superior a 40 mil euros anuais e 28 auferem acima dos 30 mil euros. Sem refutar estes números, Fontão de Carvalho disse que "mais de metade do montante" é descontado em impostos e em pagamentos à Segurança Social.

Reagindo às notícias, o grupo municipal do CDS/PP, partido representado na maioria do executivo camarário, declarou em comunicado que faz "uma escolha adequada dos meios humanos de apoio aos seus eleitos, respeitando o critério da competência e de essencialidade". Adianta não estar preocupado com "qualquer investigação ou pedido de informação sobre o assunto venha a ter lugar".

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 09:30 PM | Comentários (0)

PS QUER A LISTA

Os vereadores do PS da câmara de Lisboa requereram hoje à maioria PSD/CDS-PP a listagem de todas as contratações de prestação de serviços efectuadas no anterior e actual mandato camarário pelos serviços e empresas municipais.

O pedido foi efectuado na reunião camarária, no dia em que o Correio da Manhã e a TSF revelaram os gastos excessivos do município com assessores.

Também o vereador do BE, José Sá Fernandes, solicitou hoje à maioria a divulgação da listagem completa dos contratos em regime de prestação de serviços de todos os gabinetes da vereação, direcções e empresas municipais.

Em declarações aos jornalistas no final da reunião do executivo, o vereador socialista Dias Baptista disse que, a confirmarem-se, os números revelados na imprensa "são alarmantes".

"A câmara está numa situação difícil, está a endividar-se", afirmou o autarca, alegando que os quatro vereadores do PS "cumprem literalmente o que está acordado" em termos de composição de gabinetes.

"Assim tivessem todos cumprido e o número de assessores seria mais reduzido". O jornal Correio da Manhã revela na edição de hoje que a Câmara de Lisboa gasta mais de 3,1 milhões de euros por ano nos vencimentos de cerca de 100 assessores com contratos de prestação de serviços e avenças.

A rádio TSF avançou, por seu turno, citando uma lista a que teve acesso, que são 193 pessoas que trabalharam a recibo verde junto dos gabinetes do executivo entre Novembro do ano passado e Junho deste ano, que vão custar em 2006 à autarquia quase oito milhões de euros.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 09:15 PM | Comentários (1)

DELOITTE RECUPERA CAMPO GRANDE

A câmara de Lisboa aprovou hoje um acordo com uma multinacional para a recuperação duma parte da zona Sul do Jardim do Campo Grande, disse à Lusa o vereador do Ambiente e Espaços Verdes, António Prôa.

«É um `três em um' muito interessante para a cidade», comentou o autarca social-democrata. Tendo em conta que as disponibilidades financeiras da câmara «não permitem intervir com a celeridade desejável» naquele jardim, o Município lisboeta aceitou uma oferta da Deloitte & Touch Quality Firm - Serviços Profissionais de Auditoria e Consultoria, SA.

A recuperação será feita por voluntários angariados entre os trabalhadores da empresa. Por outro lado, a empresa irá proceder à angariação dos materiais necessários, de sementes a tintas.

O terceiro objectivo da empresa será angariar fundos financeiros a doar a uma instituição particular de segurança social (IPSS). Neste caso, foi pedido à Junta de Freguesia do Campo Grande que indicasse o nome de uma, tendo sido escolhido um lar de idosos da Ordem Terceira de S.Francisco.

De acordo com o protocolo assinado com a empresa, esta última vedará a área a intervir, limpará os lixos aí existentes, instalará tomadas de água, regará o jardim, fornecerá e montará equipamento mobiliário, pintará oito bancos de jardins em cores diferentes.

Segundo António Prôa, trata-se de uma «iniciativa inédita na cidade de Lisboa», que ele pretende promover, «despertando outros agentes, como empresas nacionais, para a tarefa de cuidar da cidade de Lisboa».

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 09:13 PM | Comentários (0)

GNR DIZ QUE MORADORES ESTÃO ILEGAIS

A GNR esclareceu hoje que os militares reformados residentes em edifícios estatais na freguesia lisboeta dos Prazeres estão a ser alvo de despejo por estarem "ilegais", mas garantiu que ninguém será "posto na rua" sem alternativa.

A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) discutiu terça-feira a situação das famílias - que residem em casas do Estado, nas imediações da Praça da Armada, nos Prazeres, que foram entregues à GNR para moradias de oficiais, sargentos e praças - e exigiu a suspensão imediata das acções de despejo.

Contactado hoje pela agência Lusa, o porta-voz da GNR, tenente- coronel Costa Cabral, explicou que os moradores estão em "situação ilegal", uma vez que as casas só deveriam ser utilizadas enquanto os militares estivessem ao serviço. No entanto, os militares continuaram a morar nas casas depois de aposentados e o processo tem vindo a arrastar-se há décadas, adiantou Costa Cabral, lembrando que "na altura as pessoas tinham cerca de 40 anos e hoje têm mais de 70".

"A GNR tem consciência da situação das pessoas e não vai pôr ninguém na rua que não tenha condições de subsistência", garantiu à Lusa o responsável, adiantando que os serviços sociais da GNR vão analisar os vários casos para encontrar uma solução alternativa para estas pessoas. Segundo o porta-voz da GNR, que não soube precisar quantas famílias moram naquelas casas, alguns moradores já saíram e foram morar para a província.

O grupo municipal do PSD revelou num requerimento que levou terça-feira à discussão à AML e que foi aprovado por unanimidade, que a GNR notificou os moradores a abandonar as casas num prazo de dois meses, afirmando que elas foram entregues a título precário ou são ilegalmente ocupadas pelas viúvas dos militares. Costa Cabral disse não ter conhecimento da decisão tomada pela Assembleia Municipal de Lisboa e que aguarda ser contactado pelo órgão autárquico.

O deputado comunista e presidente da junta de freguesia de Alcântara, José Godinho, adiantou que a GNR está a utilizar um decreto- lei de 1934 para despejar as pessoas. Segundo José Godinho, a situação afecta 25 famílias com parcas reformas e seis viúvas com pouca mobilidade. Os deputados municipais expressaram a sua indignação pela forma como estão a ser tratados os moradores e exigem a suspensão imediata destas acções de despejo.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 04:28 PM | Comentários (0)

SALVAR OS RINOCERONTES

Os visitantes do Jardim Zoológico de Lisboa podem, a partir de hoje, contribuir para uma campanha de preservação dos rinocerontes e aprender mais sobre estes animais em risco de extinção.

A rápida redução da população de rinocerontes inspirou o Jardim Zoológico de Lisboa a juntar-se à Campanha Europeia de Protecção dos Rinocerontes "Save the Rhinos", hoje apresentada, com o duplo objectivo de angariar fundos e educar a sociedade para os perigos que a espécie atravessa.

A campanha surge perante o perigo de extinção de quatro das cinco espécies de rinocerontes, numa população de menos de 18.000 indivíduos no total global, nomeadamente as de Java (60 indivíduos), Sumatra (300), o rinoceronte indiano (2.400) e o preto (3.100), indica um comunicado do Jardim Zoológico.

A conservação dos rinocerontes enfrenta problemas como o comércio do corno - usado na medicina e misticismo orientais e na ornamentação -, os problemas políticos nas zonas onde habitam e a destruição dos seus habitats naturais devido à expansão das populações humanas e consequente aumento da poluição.

A responsabilidade da conservação é das autoridades locais, mas a falta de consciencialização é frequente, o que leva a esforços para sensibilizar os poderes locais, elemento-chave nestes processos, explicou à agência Lusa um responsável pelo projecto no Jardim Zoológico de Lisboa, Eric Ruivo.

"Apesar da burocracia e corrupção, que é uma constante, os poderes locais acabam por ser participativos, depois de sensibilizados", adiantou.

O especialista apela à participação do público, lembrando que "com pouco se pode fazer muito, tendo em conta que, por exemplo, um guarda-florestal pode custar apenas 2.500 euros por ano e pode ser um factor muito importante de dissuasão de caçadores furtivos".

A educação é fundamental na perspectiva da conservação global, e a campanha para salvar os rinocerontes está integrada nesse tipo de aprendizagem: "é necessária uma acção pedagógica no país de lançamento das campanhas, mas também no próprio local onde as espécies habitam", sensibilizando-se as populações locais para o desenvolvimento sustentável.

No âmbito da componente educativa, o Jardim Zoológico considera que se deve fazer o possível para "adiar o inevitável", já que a rápida destruição dos habitats e o crescimento das populações humanas poderá fazer desaparecer os espaços selvagens até 2050.

"Todos temos de fazer a nossa parte, que passa até por reciclar ou racionalizar o uso da água", disse Eric Ruivo".

Os contributos em dinheiro para a Campanha "Save the Rhinos" poderão ser depositados num "mealheiro", junto ao espaço onde estão os dois rinocerontes indianos do Jardim Zoológico, e os visitantes poderão ainda comprar o 'merchandising' disponível num carro móvel estacionado no mesmo local.

O Jardim Zoológico conta angariar 350.000 euros para investir em pessoal, meios e equipamentos nas áreas de conservação, em África e na Indonésia, "um valor que certamente será ultrapassado".

Para melhor conhecer a iniciativa, foi colocado um conjunto de placards explicativos, junto ao espaço dos rinocerontes, onde se realizarão jogos didácticos para as crianças, sob a égide da mascote, o "Alok", que é o elemento identificativo do projecto.

O sucesso da devolução de "Shibula", uma fêmea de rinoceronte preto, ao seu habitat natural, onde já deu à luz três ninhadas, assim como outras campanhas de conservação ou reintrodução de espécies colocaram Portugal num plano importante dentro da Associação Europeia de Jardins Zoológicos e Aquários (EAZA), tendo tido participação "fundamental".

Os rinocerontes são uma das mais antigas espécies animais ainda vivas, com 50 milhões de anos, tendo habitado quase todo o planeta, excepto a América do Sul, Antártida e Austrália.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 04:26 PM | Comentários (0)

DOAÇÃO

Cartas, fotografias, relatórios e diários de viagens e missões, entre outro material, integram o acervo documental recentemente doado pelo historiador Vitorino Magalhães Godinho à Biblioteca Nacional, BN, informou hoje esta instituição. Numa nota à imprensa, a BN refere que a cerimónia de entrega do acervo se realizou no passado dia 5 na sua Sala do Conselho. Os documentos doados pertenceram a familiares do historiador, nomeadamente Vitorino Henriques Godinho, José Maria Barbosa de Magalhães e Manuel Firmino de Almeida Maia Magalhães, personalidades que, segundo uma nota da BN, «marcaram a primeira metade do sécuo XX português».

Na cerimónia, Vitorino Magalhães Godinho fundamentou a entrega dos documentos à guarda da Biblioteca no facto de esta ter um «papel de primacial relevo na criação cultural e na investigação científica».

Na avaliação do historiador, os materiais do acervo «não interessam só, nem sequer predominantemente, como fontes para biografias de personalidades relevantes ou mesmo de gente comum».

«A intimidade com esses materiais - esclareceu - leva-nos a problematizá-los no sentido de constituírem fontes para o traçado do que era o país, do que era a época, com as suas questões cruciais e as discussões que as formulavam, os projectos que procuravam responder-lhe».

Os trajectos pessoais daqueles três familiares de Magalhães Godinho, lê-se na nota, «cruzaram-se num período conturbado da História contemporânea portuguesa - entre a crise e a queda da monarquia, a partir do horizonte criado pelo Ultimatum inglês, o percurso atribulado da Republicada instaurada no 5 de Outubro, a instauração da Ditadura Militar e o advento do Estado Novo».

Do espólio agora entregue constam «importantes conjuntos fotográficos», como o da campanha portuguesa na Primeira Guerra Mundial e o da viagem aérea de Gago Coutinho. No domínio da documentação institucional, a BN destaca os relatórios, memorandos e notas de serviço, além de correspondência oficial, dos ministérios da República aos adidos militares e governos coloniais. Informações sobre o acervo estão disponíveis no site bn.divulgacao@bn.pt.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 03:52 PM | Comentários (0)

A GREVE DOS MÉDICOS

Hoje, para variar um bocadinho, as notícias falam de uma greve que não é da Soflusa! A greve dos médicos no Centro Hospitalar de Lisboa (CHL) registou hoje uma adesão superior a 50 por cento, segundo o Sindicato Independente dos Médicos da Zona Sul (SIM/Sul), com a administração a apontar 43,77 por cento. Administração e Sindicato concordam que as consultas externas e os Blocos Operatórios do CHL - constituído pelos hospitais de São José, Capuchos e Desterro - foram os serviços mais afectados pela paralisação.

Num comunicado, a administração do CHL afirma que, "em relação aos médicos do quadro do CHL, a greve rondou os 20 a 25 por cento", enquanto no caso dos médicos em formação (internos) "terá rondado os 50 por cento".

A Administração do CHL adianta, ainda, que a paralisação afectou 42 por cento das consultas externas e 36 por cento das actividades nos Blocos Operatórios.

Por seu turno, a sindicalista Pilar Vicente adiantou que, até cerca das 12:00, a adesão foi acima dos 50 por cento em termos gerais e teve no "Hospital de São José uma grande adesão, que andou à volta dos 80 por cento". "No Desterro e nos Capuchos a adesão foi francamente menor", admitiu. Pilar Vicente realça que "em São José não se efectuaram as cirurgias programadas" e que também as consultas externas deste hospital foram prejudicadas.

"Em funcionamento estiveram sempre os serviços mínimos nas urgências, cuidados intensivos e enfermarias", disse, salientando que "estas perspectivas mantém-se para a tarde de hoje". Os médicos do CHL cumprem hoje 24 horas de greve contra as alterações ao funcionamento do Centro Hospitalar de Lisboa, tendo em conta a sua integração no futuro Hospital de Todos-os-Santos.

De acordo com o pré-aviso de greve, "a reestruturação de serviços e departamentos deve ser baseada numa avaliação de cada serviço, na sua eficiência e eficácia, nos projectos de trabalho apresentados, e na prestação de cuidados, envolvendo os profissionais respectivos". Porém, a administração do CHL assegura que "foi feita uma análise dos dados de produção, das necessidades por satisfazer e dos recursos existentes de forma a optimizar a actividade dos serviços".

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 01:02 PM | Comentários (0)

CML DIZ QUE LISTA É FALSA

A Câmara de Lisboa afirmou hoje que a lista divulgada hoje na imprensa sobre os gastos anuais da autarquia com assessores é "falsa" e tem apenas como objectivo denegrir o desempenho do município. O Correio da Manhã revela na edição de hoje que a Câmara de Lisboa gasta mais de 3,1 milhões de euros por ano nos vencimentos de cerca de 100 assessores com contratos de prestação de serviços e avenças. A TSF avança, por seu turno, citando uma lista a que teve acesso, que são 193 pessoas que trabalharam a recibo verde junto dos gabinetes do executivo entre Novembro do ano passado e Junho deste ano, que vão custar este ano à Câmara quase oito milhões de euros. Destes 193 avençados, 64 estão ou estiveram afectos ao presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, adianta a rádio.

Este número foi contestado à agência Lusa por uma fonte da autarquia, salientando que o gabinete de Carmona Rodrigues conta apenas com 20 pessoas, entre assessores, secretárias e adjuntos.

"A lista não tem pés nem cabeça e tem como único objectivo denegrir o bom trabalho que está a ser desempenhado pela autarquia", afirmou à agência Lusa uma fonte oficial da Câmara de Lisboa, frisando que "alguém" tem de justificar aquela lista que não consta dos dados do município. Segundo a mesma fonte, muitos dos funcionários que aparecem na lista são funcionários da Câmara.

Por outro lado, acrescentou, há muitos casos de contratados que estão na autarquia há mais de cinco anos. A fonte salientou ainda que a autarquia tem vindo a desenvolver desde o início do mandato uma estratégia no sentido de optimizar e gerir os custos do executivo com os contratados. "Há uma meta a atingir até ao final do Verão de reduzir em 20 por cento os custos, tanto no gabinete do presidente, como no dos vereadores", sublinhou. Esta situação poderá implicar casos de não renovação de contrato.

O Correio da Manhã adianta que os assessores estão espalhados por todos os vereadores com pelouros, sendo o gabinete da vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara, que reúne o maior número: 25.

Entre os cerca de 100 assessores com contratos de prestação de serviços e avenças, sete pessoas têm vencimentos anuais entre 60 e 63 mil euros, cinco ganham mais de 50 mil euros, 15 têm um salário superior a 40 mil euros anuais e 28 auferem acima de 30 mil euros.

Segundo o jornal, Carmona Rodrigues anunciou segunda-feira numa reunião com os vereadores que pretende reduzir os gastos com pessoal até 20 por cento até ao final deste mês, o que poderá passar pela rescisão de contratos. Em Dezembro de 2005, a autarquia tinha uma dívida de curto prazo de 956 milhões de euros, mais 200 milhões que no ano anterior.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 01:00 PM | Comentários (0)

SE FOSSE SANTANA LOPES, O QUE NÃO SERIA...

A Câmara Municipal de Lisboa vai gastar, este ano, oito milhões de euros para pagar a 193 pessoas que trabalham ou trabalharam directamente no executivo camarário de Carmona Rodrigues, noticiou hoje, a TSF. Esses funcionários «a recibo verde», prestam serviços de assessoria, consultoria, apoio, secretariado e acompanhamento de dezenas de tarefas em diversas áreas, que vão da arquitectura à assessoria de imprensa, ou ao apoio jurídico.

Os funcionários trabalham (ou trabalharam) nos gabinetes do Executivo entre Novembro de 2005 e Junho de 2006 e, segundo a investigação da TSF, os seus ordenados variam entre os dois mil e os seis mil euros mensais.

Daqueles 193 funcionários, segundo a lista a que a TSF teve acesso, 64 estão (ou estiveram) afectos ao gabinete do presidente da autarquia lisboeta.

Contudo fonte da autarquia disse que Carmona Rodrigues só tem vinte funcionários que se dividem por assessores, secretárias e adjuntos. Os outros encontram-se (ou encontravam-se) noutros gabinetes dependentes do presidente.

Segundo aquela Rádio, Carmona Rodrigues tem noção que se trata de uma despesa avultada pelo que pretende reduzi-la. Assim, a breve prazo, poderá haver despedimentos na Câmara de Lisboa, adianta a TSF.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:26 AM | Comentários (0)

EMEL AUMENTA PREÇOS

Os parques de estacionamento da EMEL, em Lisboa, vão passar a ter fracção ao minuto por cinco cêntimos. O objectivo é que o utente pague apenas o que consome - sejam 1o, 16, 29, 46 ou 59 minutos - e não os tempos que eram estabelecidos à partida, como 60 minutos. O sistema seria totalmente vantajoso para o munícipe se o tarifário dos parques não fosse sofrer um aumento médio da ordem dos 25%, embora os preços continuem a ser mais baixos do que os dos parques privados. A proposta regulamentadora em que constam tais medidas vai hoje a sessão camarária e deverá ser votada, seguindo depois para a Assembleia Municipal. A Deco-Associação de Defesa do Consumidor elogia a fracção ao minuto, mas critica o aumento do tarifário.

De acordo com as explicações avançadas ao DN, os utentes que utilizarem tais estruturas durante menos tempo serão os mais beneficiados. É o caso dos que optarem por meia hora ou pouco mais de uma hora, já que, até aqui, era-lhes debitado, logo à partida, em cada um dos casos, a fracção de uma hora e de segunda hora. Os preços serão também diferentes de acordo com a classificação atribuída aos parques, de longa, média e curta duração.

No entanto, para a vereadora da Mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Marina Ferreira, "este sistema é globalmente positivo para o utente", sobretudo pela alteração no conceito, já que o uso de tais estruturas deixa de estar subjacente "a uma filosofia meramente horária". Quanto aos aumentos dos tarifários, justifica-os com o facto de "haver necessidade de aproximar mais os preços dos parques públicos aos praticados pelas entidades privadas". Marina Ferreira diz que há estruturas da EMEL que não sofrem actualizações de preços desde 1997, desde a sua inauguração. Mesmo assim, sublinha, os preços aproximam-se dos do mercado, mas não ultrapassam os que são cobrados pelos privados que exploram superfícies fechadas, como centros comerciais.

Por exemplo, e de acordo com dados fornecidos pela CML, uma hora num parque privado à superfície, de pequena e média dimensão, pode custar um euro a 1,10 euros, enquanto nos da EMEL o preço é de 50 a 65 cêntimos. Isto para não falar das fracções a partir da segunda hora, em que nos privados pode ir desde o 1,20 euros a 1,25 e, a partir daqui, terceira e quarta hora, dos 2,20 a 2,35 euros. Nos parques públicos vai dos 60 aos 70 cêntimos e de 1,10 a 1,40. Ou seja, uma hora num parque privado custa tanto como duas ou três horas num público.

A autarca da CML defende que as novas regras "vêm uniformizar a política de mobilidade para a cidade", sendo mais revolucionárias do que as apresentadas pelo Governo, em Março, em que se definia uma fracção máxima de 15 minutos para não penalizar o consumidor. Aliás, a proposta reguladora da CML surge para responder à legislação publicada em Diário da República, em Abril de 2006, que regulamenta a utilização dos parques de estacionamento, tendo por base a defesa do consumidor.

A Deco considera positiva a fracção ao minuto, mas critica o aumento dos tarifários. Para Ana Cristina Tapadinhas, não há justificação para que "a CML se aproveite da introdução de novas regras para aumentar os preços. Dá-se com uma mão, tira-se com outra", afirma.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 10:25 AM | Comentários (0)

VIZINHOS QUEREM SOSSEGO

Os moradores da zona sul do Parque das Nações vão entregar um abaixo-assinado à Câmara Municipal de Lisboa (CML) e à Parque Expo contra o "ruído ensurdecedor" que dizem sentir sobretudo à noite.

Os mais de 60 subscritores querem que se coloque um ponto final no incómodo resultante da circulação de veículos a alta velocidade, em cem metros de pavimento empedrado, situado na Alameda dos Oceanos, frente à Torre Galp.

Quem aqui mora ou trabalha queixa-se do barulho, que atinge maiores proporções à medida que a noite avança e, sobretudo, às sextas e sábados. "Esta situação, que tem piorado nos últimos meses, teve um acréscimo instantâneo com a abertura do casino", refere Ana Valentim, em cartas enviadas à CML e à Parque Expo, a futura e a actual gestora do Parque das Nações.

"Da câmara nem obtive resposta. A Parque Expo remeteu-me para as autoridades de trânsito", lamenta ao DN esta moradora, que cedo percebeu que "sozinha não ia a lado nenhum". Foi então que teve a ideia de fazer o abaixo-assinado com o qual espera alcançar resultados positivos. Caso contrário, Ana Valentim promete insistir "em fazer barulho".

Continuar a viver "trancada em casa" - já que este espaço é também o atelier da artista plástica - a ouvir este ruído "constantemente" é que não. Pelo menos, de braços cruzados. Muito menos agora que o casino passou a fechar às quatro da manhã aos fins-de-semana. "Se já era difícil adormecer, agora é impossível fazê-lo antes das 6.00 da manhã", sublinha a moradora, que já solicitou a medição dos valores do ruído de rua à Divisão de Controlo Ambiental. Isso, diz, "será suficiente para provar que estamos perante um crime de saúde pública que urge resolver com medidas eficazes".

Fechar as janelas de vidros duplos e os estores não resolve o problema. Que o diga Alexandra Henriques, cujos filhos (um de sete e outro de dez anos) não dormem bem vai para um mês - desde que a família Henriques passou a habitar dois apartamentos adquiridos no 5.º andar (A e B), cujos quartos dão para ruídosa Alameda dos Oceanos.

"As crianças reclamam que não conseguem adormecer e de manhã estão cheias de sono. Mesmo fechando totalmente o estore, ouve-se o barulho da rua", conta Alexandra, que só vê uma solução para o problema: colocar um pavimento liso.

Mas se esta medida iria contribuir para diminuir o ruído causado pela trepidação no empedrado, não evitaria as elevadas velocidades a que se circula naquela recta à entrada do Parque das Nações. Para tal, alguns moradores não hesitam: "Os carros só vão abrandar quando se colocarem aqui lombas ou semáforos de controlo de velocidade".

Até agora, nem o sinal de trânsito que proíbe circular a mais de 20 quilómetros/hora, nem os semáforos, nem a passadeira, evitaram que carros, motas, autocarros e porta-contentores circulassem a grandes velocidades. "Mais do que barulhenta, esta alameda é muito perigosa", realça Rui Silva, director da empresa que gere um restaurante local. Garante que já viu ali muitos acidentes em cadeia e que, se algum dia, alguém for atropelado na passadeira, (como aconteceu com o cão de Ana Valentim) "o peão, certamente não vai cá estar para contar".

Confrontado com estes problemas, o responsável pelo gabinete de comunicação da Parque Expo, Luís Pinheiro de Almeida, diz que "compete à divisão de trânsito da PSP a fiscalização". Contactada pelo DN, a CML remeteu esclarecimentos para mais tarde.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 10:24 AM | Comentários (0)

A TEMPORADA DO SÃO LUIZ

Outras Canções II, um ambicioso projecto que une Camané à Orquestra Sinfónica Portuguesa, canções de Zeca Afonso na voz de Cristina Branco, as peças Moby Dick e Tragédia de Júlio César (de Shakespeare, pelo Teatro da Cornucópia), são alguns dos espectáculos que integram a programação do Teatro Municipal São Luiz (TMSL) para a temporada de 2006/2007.

Do teatro clássico ao contemporâneo, passando pela poesia, música erudita, jazz, ópera e fado, o novo cartaz do São Luiz é "uma aposta na diversidade e na qualidade", frisa Jorge Salavisa, o director artístico do teatro. "Tenho um grande orgulho na nova programação e no interesse, cada vez maior, de artistas, encenadores, produtores e companhias de teatro e m colaborar com o São Luiz."

O Assobio da Cobra, com estreia prevista para o dia 21 de Setembro, inaugura a próxima temporada. A partir de canções com letras de João Monge e música de Manuel Paulo, esta é uma produção própria do São Luiz, com encenação de Adriano Luz e interpretação de Diogo Infante. Abril é o mês em que Camané regressa aos palcos do São Luiz com o desafio de interpretar, agora na sala principal, Outras Canções II, acompanhado pela Orquestra Sinfónica Portuguesa. Moby Dick, de Herman Melville, numa adaptação de Maria João Cruz encenada por António Pires, conta com a interpretação de Maria Rueff e de Miguel Guilherme, entre outros. Entra em cena a 18 de Janeiro.

Cristina Branco é outro dos nomes que está de volta ao TMSL. Em Fevereiro, o Jardim de Inverno será o espaço onde a cantora dará voz às canções de Zeca Afonso, por ocasião do 20º aniversário da sua morte. A 21 de Março estreia, na sala principal, A Tragédia de Júlio César, uma co-produção com o Teatro da Cornucópia , encenada por Luís Miguel Cintra, que também faz parte do elenco, ao lado de Dinarte Branco, Nuno Lopes ,Duarte Guimarães e outros nomes a designar. Nuno Lopes subirá de novo ao palco do São Luiz, com Beatriz Batarda e Gonçalo Waddington, a 30 de Maio. Este projecto, ainda sem título, é o resultado de uma parceria entre o escritor José Luís Peixoto e Marco Martins, o realizador que quis reunir o elenco de luxo com que já havia trabalhado no filme Alice.

Novos vezes Nove é um ciclo dedicado à revelação de novos talentos em diversas áreas criativas, porque "o futuro está ao nosso lado e é preciso encontrá-lo, além de que Portugal também precisa de memória", diz Salavisa, que não deixará de apostar em artistas de referência, como Simome de Oliveira.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 10:22 AM | Comentários (0)

12 DE JULHO DE 1994

Inauguração do Museu do Chiado. A instituição alberga o acervo do Museu de Arte Contemporânea, danificado pelo incêndio de 1988.

Publicado por jf em 12:06 AM | Comentários (0)

HOMENAGEM A ARMANDO JOSÉ FERNANDES

O centenário de Armando José Fernandes, um compositor "injustamente esquecido", segundo o musicólogo Alexandre Delgado, será assinalado sexta-feira pela Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) num concerto em Lisboa. "Armando José Fernandes é um injustiçado, vítima sem razão alguma de um esquecimento que a sua música não merece", disse Delgado à Lusa.

Sexta-feira à noite na Sociedade de Geografia, às Portas de Santo Antão, em Lisboa, a OML irá interpretar deste compositor, falecido em 1983, "Fantasia sobre temas populares portugueses, para piano e orquestra", de 1940. Ao piano estará Luísa Tender e a orquestra será dirigida por Joana Carneiro. Armando José Fernandes foi um dos mais representativos compositores portugueses do século XX.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 12:03 AM | Comentários (0)

julho 11, 2006

A NÃO PERDER

Lisboa acolhe este mês cerca de 80 veleiros e 2.600 jovens tripulantes, que participam na regata "Tall Ships Race 2006", este ano no seu 50º aniversário. Entre 20 e 23 de Julho, os lisboetas vão poder ver alguns dos maiores veleiros do mundo.

Segundo o presidente da Administração do Porto de Lisboa (APL), a regata traz a Lisboa 76 dos mais belos navios, de várias classes, e cerca de 2.600 tripulantes de diferentes nacionalidades, a maioria dos quais de entre 15 e 25 anos. Manuel Frasquilho sublinhou que a iniciativa é "um ponto de divulgação turística e de eventos náuticos que são fundamentais para o porto de Lisboa e para a cidade".

O presidente da (APL) convidou todos os portugueses a "participarem nas actividades culturais e desportivas que se vão realizar" nestes três dias, durante os quais podem ter acesso aos veleiros gratuitamente. A utilização dos grandes veleiros, a promoção da vela e a participação dos jovens nesta ligação ao mar são as três questões mais relevantes para Manuel Frasquilho.

Tal como na primeira regata do género, em 1956, a primeira fase da "Tall Ships Race 2006" decorre entre Torbay e Lisboa. Os veleiros seguem depois para Cadiz, no Sul de Espanha, antes de regressar ao Norte da Península Ibérica, onde atracam na Corunha, Espanha. A segunda fase começa na Corunha e termina em Antuérpia a 19 Agosto.

Fonte: Lusa

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O PS É A ROLHA

O PS chumbou hoje um requerimento do BE que pedia a presença da ministra da Educação na comissão parlamentar do sector, para explicar os motivos que levaram à decisão de encerramento da Escola D.João de Castro, em Lisboa.

Fonte: Lusa

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'QUO VADIS' CENTRO DE SAÚDE DE MARVILA?

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou hoje por unanimidade uma proposta do CDS-PP que questiona a câmara sobre os motivos que impedem o funcionamento do Centro de Saúde de Marvila, cujo edifício está construído há dois anos. "Existe em Lisboa um edifício destinado a um centro de saúde que está concluído há dois anos, ainda não foi aberto ao público e já sofreu obras de conservação", afirmou Carlos Barroso, do Grupo Municipal do CDS-PP, adiantando ainda que foi alvo de actos de vandalismo há poucos dias.

Fonte: Lusa

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ESTÁ A CHEGAR O CINQUENTENÁRIO

A Fundação Calouste Gulbenkian assinala os seus 50 anos na próxima terça-feira com uma sessão solene, um concerto e três exposições, uma das quais mostra a biblioteca de livros raros do milionário arménio que fundou a instituição. A sessão solene, que será presidida pelo Presidente da República, Cavaco Silva, terá intervenções deste, do presidente da Gulbenkian, Rui Vilar, e do investigador António Barreto, encarregue da coordenação de um livro sobre os 50 anos da fundação.

Esta obra deverá ser apresentada em Outubro e avaliará o impacto da instituição na vida portuguesa ao longo de meio século.

«Será um excelente ponto de partida para pensar o que deve ser a fundação nos próximos 50 anos», indicou Rui Vilar, quando no início deste ano apresentou o programa das comemorações.

Logo a seguir à sessão solene, vão ser inauguradas duas exposições que homenageiam Calouste Gulbenkian.

A exposição intitulada «O gosto do coleccionador» pretende mostrar como se formou o gosto de Gulbenkian pela arte, através das suas primeiras aquisições, das viagens que realizou e de como influenciaram as suas escolhas, incluindo desde obras-primas do antigo Egipto até peças de Arte Nova e de Arte Deco, do início do século XX.

Haverá um núcleo de objectos que remetem para as origens de Gulbenkian, como azulejos Iznik (cerâmica turca) e toalhas otomanas.

No capítulo dedicado às viagens serão expostos os diários de Gulbenkian que relatam a sua passagem por grandes museus europeus ou um cruzeiro que fez no Mediterrâneo na Primavera de 1930.

As obras compradas pelo magnate do petróleo ao museu Ermitage, em São Petersburgo entre 1929-30, também serão expostas. O quadro «Retrato de Helena de Fourment», de Peter Paul Rubens, figura neste sector bem como uma outra obra que o milionário não conseguiu adquirir, «Paisagem pastoral com arco-íris», também da autoria do mestre flamengo.

Haverá ainda peças de ourivesaria francesa do século XVIII, um conjunto de obras de proveniência real, que pertenceram a Frederico II, rei da Prússia, ou a Luís XVI, de França, bem como escultura, tapeçaria, mobiliário e numismática.

Menos conhecido, o gosto de Gulbenkian pelos livros será objecto de uma outra exposição, intitulada «De Paris a Tóquio. Arte do Livro na colecção Calouste Gulbenkian».

A Fundação apresenta uma visão da biblioteca de livros raros, incluindo obras adquiridas em 1899, que habitualmente não são expostas por motivos de conservação.

Foram seleccionados 75 livros, alguns têm encadernações de luxo, provenientes de livreiros persas e arménios, outros são obras litúrgicas e de devoção que testemunham a religiosidade do mundo medieval, havendo também textos bíblicos arménios com iluminuras.

Estas duas exposições estarão patentes ao público de 19 de Julho a 8 de Outubro.

A terceira exposição que será inaugurada por ocasião do meio século da Fundação - «Relations», do fotógrafo inglês Craigie Horsfield - apresenta obras de fotografia, projectos descritos como «sociais» ou filmes e trabalho de som, com propostas mais radicais.

«Relations» ficará na Gulbenkian até 24 de Setembro e segue depois para o Museu de Arte Contemporânea de Sidney, Austrália, onde estará de 15 de Março a 3 de Junho de 2007.

A finalizar o dia de comemorações da Fundação realiza-se um concerto de gala pela Orquestra e Coro Gulbenkian, com a soprano Elisabete Matos, que interpretarão a 9ª Sinfonia de Beethoven.

Os estatutos da Fundação Gulbenkian - uma instituição cujos activos somam hoje cerca de 3.000 milhões de euros (o equivalente a 2%do Produto Interno Bruto português) - foram aprovados em 18 de Julho de 1956.

Fonte: Lusa

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CONTRA A GNR

A Assembleia Municipal de Lisboa exigiu hoje a suspensão imediata das acções de despejo que a GNR está a realizar em edifícios do Estado na freguesia dos Prazeres, onde moram oficiais, sargentos e praças reformados daquela força.

O assunto foi levado à Assembleia Municipal através de um requerimento do grupo municipal do PSD, que foi aprovada por unanimidade por todos os grupos municipais, numa reunião que ficou marcada pela ausência da maioria dos vereadores.

"Numa acção concertada, o Comando-geral da GNR notificou os moradores a abandonar as casas num prazo de dois meses, afirmando que elas foram entregues a título precário ou são ilegalmente ocupadas pelas viúvas dos militares", refere o documento.

Segundo o deputado comunista e presidente da junta de freguesia de Alcântara, José Godinho, a GNR está a utilizar um decreto- lei de 1934 para despejar as pessoas. O deputado adianta que a situação afecta 25 famílias com parcas reformas e seis viúvas como pouca mobilidade.

Fonte: Lusa

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ALTERAÇÕES NA AZINHAGA DA CIDADE

A realização de obras no viaduto do eixo Norte/Sul sobre a Av. Padre Cruz e o restabelecimento de infra- estruturas no subsolo da Azinhaga da Cidade vão condicionar o trânsito na zona entre os próximos dias 15 e 23. De acordo com uma nota da Câmara Municipal de Lisboa, a circulação será garantida, em cada sentido, entre a Estrada da Torre - Azinhaga da Cidade - Rua Professor João Cândido de Oliveira - Rua Alexandre Ferreira e entre a Azinhaga da Cidade - Rua Jorge de Sena - Estrada da Ameixoeira - Rua Alexandre Herculano. O comunicado salienta ainda que a PSP e a Polícia Municipal vão estar no local para coordenar as alterações de trânsito e para garantir a segurança viária e pedonal na zona.

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ASSEMBLEIA MUNICIPAL CONTRA LEI DAS FININÇAS LOCAIS

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou hoje, com os votos contra do PS, uma moção do PSD que manifesta uma "enorme preocupação" com a proposta de lei das Finanças Locais que poderá implicar uma diminuição de receitas da autarquia. "Este importante diploma contém alguns aspectos positivos, mas causa simultaneamente muita preocupação no que concerne, por exemplo, a uma previsível diminuição de receitas dos municípios ou aos critérios para aferição do endividamento municipal e seus limites", refere a moção.

Os deputados municipais salientam que, no caso do município de Lisboa, a situação é agravada pelo facto de não terem sido acautelados os chamados custos da centralidade da capital.

"Não é justo para a cidade de Lisboa assumir os custos da capitabilidade", afirmou o deputado municipal social-democrata Teles Gonçalves, considerando que "lei tem algumas questões que devem suscitar preocupação".

O deputado adiantou que a moção visa manifestar uma posição de abertura da Assembleia Municipal que tem em conta que as negociações ainda estão a decorrer.

Fonte: Lusa

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COMISSÃO DEFENDE ESCOLA

A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) discutiu hoje o relatório da sua comissão permanente de Educação, Juventude e Desporto sobre a Escola Secundária D. João de Castro, que defende a preservação daquele equipamento educativo. A direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) anunciou em Março o encerramento da escola D. João de Castro, decisão contestada pela comunidade educativa. O relatório hoje discutido surge no seguimento de uma reunião da comissão da AML com a comunidade educativa da escola e de visitas aos estabelecimentos D. João de Castro e Fonseca Benevides em Março.

Além disso, a comissão reuniu-se com o director regional de Educação e com o vereador de Educação e Criança da Câmara de Lisboa, Sérgio Lipari Pinto, que demonstrou a necessidade de manter o uso do equipamento educativo da escola.

No documento, a comissão salienta que a Direcção Regional de Lisboa (DREL) tomou a decisão inicial de encerrar a Escola Secundária D. João de Castro sem envolver totalmente a comunidade educativa e ouvir o município de Lisboa.

Considera e recomenda que "terrenos e o edificado onde se situa a escola deverão continuar a ser equipamento educativo e afecto unicamente a esse fim".

A Comissão defende ainda que todos os processos de reordenamento da Rede Escolar da Cidade de Lisboa deverão ser realizados no respeito do Decreto-Lei nº 7/2003 de 15 de Janeiro, nomeadamente em diálogo com as respectivas comunidades educativas, com o município de Lisboa e num processo de total transparência.

O deputado municipal comunista, Paulo Quaresma, que integra a comissão, afirmou que o relatório teve um amplo consenso dos elementos que compõem a comissão.

Vários deputados municipais manifestaram a sua concordância com os resultados do relatório e criticaram a ausência do vereador da Educação, Lipari Pinto, durante a discussão do documento O relatório vai agora ser enviado para o Ministério da Educação, para a Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL), para a Câmara de Lisboa e aos órgãos das duas escolas envolvidas e às respectivas associações de pais e encarregados de educação e às assembleias e juntas de freguesias de Alcântara e da Ajuda.

O encerramento da D. João de Castro foi anunciado em Março pela Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL), uma decisão que motivou grande contestação por parte da comunidade educativa, que chegou a fechar a escola a cadeado por três vezes em sinal de protesto.

O Ministério da Educação chegou a anunciar a fusão desta escola com a Fonseca de Benevides, mas desistiu desta intenção, propondo agora a transferência dos alunos para a escola Rainha Dona Amélia, uma opção que os pais dos estudantes consideram "menos má".

Os professores da D. João de Castro já anunciaram quais as escolas em Lisboa onde desejam leccionar no próximo ano lectivo, devendo, para esse efeito, ser abertas vagas de quadro nesses estabelecimentos de ensino.

Quanto aos trabalhadores não docentes, o director regional de Educação adiantou em declarações anteriores à Lusa que estes serão colocados nos locais onde sejam mais necessários, já que não pertencem aos quadros da escola, como os professores, mas a um quadro global gerido pela DREL.

Fonte: Lusa

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julho 10, 2006

CENSURA A VEREADORA

o PS/Lisboa vai propor à AML que reprove o comportamento da vereadora com o pelouro do Urbanismo, Gabriela Seara, por se ter associado a uma iniciativa que teve como um dos pontos altos a estreia de um filme que promove "corridas ilegais de carros e comportamentos irresponsáveis na condução de veículos motorizados".

Segundo os socialistas, o filme centra-se na temática das corridas de carros dentro de centros urbanos, fenómeno ilegal conhecido por street racing, e que é considerado pelos adeptos da actividade como um filme de culto.

"As corridas de automóveis ilegais têm sido, nos últimos anos em Portugal, a causa de diversos acidentes rodoviários, com vítimas mortais", sublinham na moção.

O PS lembra que era intenção da vereadora deslocar-se para a cerimónia numa viatura particular e modificada, no percurso entre a Praça do Município e a Avenida de Roma, uma decisão que cancelou cerca de três horas antes do previsto.

Na moção, os socialistas sugerem que "no futuro Gabriela Seara planeie as suas acções mediáticas usando do bom-senso, conhecimento de matéria e revele sensibilidade social que obviamente não esteve presente aquando do planeamento desta cerimónia"

Fonte: Lusa

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EPAM PARA CASAS, NÃO

O PS/Lisboa vai propor terça-feira à autarquia que rejeite alterações ao Plano Director Municipal que permitam transformar os terrenos do antigo quartel da Escola Prática de Administração Militar, no Lumiar, em área de habitação colectiva ou comércio e serviços.

Numa moção que vão apresentar na Assembleia Municipal de Lisboa (AML), os socialistas afirmam que os terrenos na Alameda das Linhas de Torres, onde está situada a Cooperativa de Ensino Superior Universitas, foram vendidos pelo Estado por um valor muito inferior ao de mercado porque foi invocado pelo comprador (Universitas) que a propriedade se destinava a "fins públicos".

Esta área está adjacente ao complexo escolar da Quinta dos Frades e com uma edificação de baixa altura, enquadrando-se na zona envolvente.

Para o PS/Lisboa, a construção nesta área perturbará no futuro a comunidade escolar devido ao aumento de circulação nas ruas próximas da escola.

"A Alameda das Linhas de Torres tem já uma carga de circulação automóvel excessiva e que seria ainda mais sobrecarregada", refere a moção, acrescentando que a freguesia do Lumiar tem já uma extensa área de construção de edifícios e habitação e uma carência de equipamentos sociais.

Nesse sentido, o Grupo Municipal do Partido Socialista propõe à AML que recomende à Câmara Municipal que não aprove qualquer alteração ao PDM que transforme a actual "área de usos especiais" em área de Habitação colectiva, ou de comércio e serviços.

Fonte: Lusa

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CAMPO GRANDE "ABANDONADO"

Os deputados municipais socialistas vão apelar terça-feira à Câmara de Lisboa para que "devolva" à cidade o "degradado" Jardim do Campo Grande, através da recuperação do lago e do mobiliário urbano e do reforço da segurança.

"A degradação e a desqualificação do espaço público na cidade de Lisboa tem, no Jardim do Campo Grande, um exemplo gritante da situação que infelizmente caracteriza muitas zonas dos bairros de Lisboa", afirma o PS/Lisboa numa moção que vai levar à Assembleia Municipal.

Para os socialistas, o jardim, que é constituído por uma área apreciável de espaço verde, deveria estar bem ajardinado, com um mobiliário urbano de qualidade para servir, não só a população daquela zona, mas toda a cidade.

"Infelizmente, este jardim está abandonado pela Câmara Municipal, com a consequente deterioração do mobiliário urbano, iluminação insuficiente e mal conservada, inseguro e sem qualquer tipo de animação", salienta o PS/Lisboa, acrescentando ainda que o espaço não pode ser usufruído devido à "insegurança".

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 11:07 PM | Comentários (0)

PSD CONTRA CONTENTORES

Os deputados municipais do PSD vão propor terça-feira à Assembleia Municipal que recuse qualquer decisão da Administração do Porto de Lisboa de aumentar para o triplo a capacidade de carga de contentores no cais de Alcântara.

"Os lisboetas foram surpreendidos com a intenção, publicitada quando da apresentação pela Administração do Porto de Lisboa do seu Plano Estratégico, de fazer triplicar até 2020 a capacidade de carga de contentores no Cais de Alcântara, passando de 350 mil contentores anuais para um milhão", afirmam os deputados numa moção que vão levar à discussão à Assembleia Municipal de Lisboa (AML).

Para o PSD, se esta decisão se concretizar irá afectar "negativa e decisivamente a qualidade de vida na cidade de Lisboa, considerando os seus impactos gravosos nas acessibilidades, no ambiente, no espaço público e na imagem urbana".

"No início do século XXI, não faz mais sentido que o Porto de Lisboa continue de costas voltadas para a cidade que é suposto servir, assumindo decisões que não têm em conta as consequências para Lisboa e para os lisboetas e imputando-lhes custos que não têm de sofrer", salienta.

Os deputados municipais concordam que Lisboa necessita de um porto competitivo à "escala peninsular e mesmo europeia", mas consideram que essa "competitividade não pode ser feita através da adopção da solução que mais interessa aos operadores portuários, prejudicando a cidade".

Na moção, o PSD apela ainda à AML que exija da Administração do Porto de Lisboa e da comunidade portuária o respeito pelos interesses da cidade e dos munícipes e a articulação com a Câmara Municipal de Lisboa e as juntas de freguesia afectadas em todos os assuntos referentes ao Plano Estratégico do porto de Lisboa.

Os deputados pretendem ainda que a AML repudie todas as declarações que, no âmbito deste processo, procurem condicionar as posições dos órgãos autárquicos legitimamente eleitos e que representam os munícipes de Lisboa.

A moção será dada a conhecer ao primeiro-ministro, José Sócrates, ao ministro das Obras Públicas, Lino Soares, e ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 12:02 PM | Comentários (0)

ESPLANADA PANORÂMICA

Uma das grandes vantagens de viver em Lisboa é a quantidade de locais em que temos vistas deslumbrantes sobre a cidade e o Tejo. O restaurante Terraço, no último piso do Hotel Tivoli, é um desses locais privilegiados e já há muitos anos é procurado por aqueles que, além de uma cozinha clássica e segura, apreciam a vista extraordinária. Agora, os responsáveis pelo hotel decidiram apostar ainda mais nessa "vantagem competitiva", abrindo uma esplanada que possibilita fazer refeições ao ar livre ou apenas tomar uma bebida com a cidade aos pés.

Tanto à hora do almoço (cozinha aberta das 12.30 às 15.00) quanto ao jantar (das 19.30 às 23.00), a esplanada serve as refeições do restaurante contíguo, que está a estrear uma lista de Verão. Entre as refeições ou ao fim de tarde, servem-se refeições ligeiras, aperitivos e bebidas.

Para acentuar o espírito da estação quente, a esplanada tem decoração diferente do restaurante interior, com mobílias de madeira e cadeiras leves e confortáveis. Vários toldos protegem do excesso de sol.

Na lista, além dos "clássicos" de sempre, preparados pelo chefe Joaquim Silva, como a sopa rica de peixes (9,5 euros), os crepes de lagosta (21) ou a sela de borrego com as emblemáticas batatas souflé, há sopas frias, saladas e carpaccios nas entradas ou pratos como robalo salteado com creme de couve-flor (33), camarão tigre com aioli e choco crocante (31), franguinho do campo grelhado com grelos (19) ou medalhões de vitela de leite com guisado de feijão e trigo sarraceno (29).

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 09:52 AM | Comentários (0)

HELENA ROSETA FOI AOS LÓIOS

Foi uma Helena Roseta de boné na cabeça que ontem se deslocou ao bairro dos Lóios, em Marvila, Lisboa, para se inteirar do estado de degradação dos edifícios da zona. A bastonária da Ordem dos Arquitectos visitou os Lóios pela "Plataforma 65 - Habitação para Todos", da qual também faz parte.

Sem querer comentar a situação dos moradores, relativamente às rendas e à tentativa de aumento destas, por parte da Fundação D.Pedro IV - que detém a posse dos edifícios dos Lóios e Amendoeiras) - Helena Roseta não se coibiu de dizer o que pensa, quando se dirigiu aos moradores, antes da visita pelos degradados edifícios. "Acho que a solução do problema dos dois bairros passa pela revogação da doação à fundação. Devíamos ir à matriz desta história, que é uma doação mal feita, a uma fundação que não tinha condições para receber este património".

Durante a incursão pelos prédios, a arquitecta constatou, em especial no lote 232, as precárias condições em que 103 famílias vivem, distribuídas por 12 andares. Galerias de ligação entre os apartamentos que praticamente não têm iluminação, casas onde a humidade é uma constante e falta de segurança, que todo o imóvel mostra.

"O próprio edifício tem problemas de segurança na estrutura. As grades de uma das galerias estão já a dobrar, com o peso", exemplificou. "Esta questão deveria ser estudada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil", defendeu Roseta, que no final da visita declarou que o importante é "agora reflectirmos no que se pode fazer para ajudar".

Para Eduardo Gaspar, da Associação Tempo de Mudar - que também integra a Plataforma 65 - esta visita foi importantíssima. "Temos de passar as nossas ideias para a opinião pública", afirmou. Eduardo Gaspar contou ainda, ao JN, que a comissão pretendida pelo Secretário de Estado do Ordenamento do Território, João Ferrão, para rever o auto de cessão do edificado à Fundação D. Pedro IV, ainda não está constituída, tornando-se assim, quase impossível apresentar as alterações pretendidas pelo governante até à data por este indicada, ou seja, até final deste mês.

fonte: Jornal de Notícias

Publicado por jf em 09:49 AM | Comentários (0)

AGENDA

9h-19h Pangeia. Exposição de pintura de Teresa Ramalhosa. Para ver até quinta-feira, no Átrio do Hospital Júlio de Matos (Av. do Brasil).

10h-13h O Mar: Navegando com Reis, Deuses e Sereias. Visitas guiadas temáticas ao Palácio Nacional da Ajuda, seguidas de atelier orientado por Graça Moncada. Para crianças dos 6 aos 11 anos. Marcações através dos números 213637095/213620264. Preço: 4 euros.

10h-23h Feira do Livro para Férias. Organização da Caminho Divulgação. Até domingo, na Gare do Oriente (Piso -2), no Parque das Nações.

Publicado por jf em 09:42 AM | Comentários (0)

BELA VISTA REABRE DIA 15

Organização do Rock in Rio atrasou-se uma semana na entrega do espaço à cidade.

Os 30 hectares da zona central do Parque da Bela Vista, em Chelas, que, há pouco mais de um mês, foram pisados por 350 mil pessoas que se deslocaram ao segundo maior espaço verde da cidade, para assistir aos cinco dias do festival de música Rock in Rio, vão reabrir ao público no próximo dia 15 de Julho, garantiu fonte do gabinete do vereador dos Espaços verdes, António Prôa.

A reabertura do Parque da Belavista está atrasada, admitiu a mesma fonte camarária, esclarecendo que o espaço já deveria ter reaberto no final da semana passada ao público e que os atrasos se devem imputar à organização do Rock in Rio. Ao contrário do que aconteceu com a primeira edição do festival, em que não foram protocoladas com a câmara as regras de utilização do espaço e a quem cabia a sua limpeza e requalificação após a realização do evento - tendo sido danificado o sistema de rega do parque -, cabe agora à organização do Rock in Rio essa responsabilidade.

As regras ditam a salvaguarda do património natural e construído, e a preservação da qualidade e integridade do Parque da Bela Vista, enquanto espaço de recreio e lazer para os munícipes. Quaisquer danos nos equipamentos e mobiliário urbano do parque têm que ser corrigidos pela organização, mediante a reposição da situação original. Antes da reabertura do espaço, os serviços camarários irão ao local verificar se tudo está reparado em condições, conforme o acordado.

Chamar mais lisboetas

Entretanto, o gabinete de António Prôa prepara-se para investir 1,6 milhões de euros na requalificação desta zona central do parque, num projecto que inclui a criação de amplas áreas livres para recreio informal, equipamentos recreativos, um circuito de manutenção, sinalética, a instalação de mobiliário de lazer, e a recuperação do miradouro.

No espaço passará ainda a existir um apoio de bar e restaurante, junto à entrada principal, no edifício ali já existente, de forma a atrair cada vez mais utentes. Um sistema eficaz de segurança, nomeadamente o acesso controlado ao parque, encerrando no período nocturno, e um sistema de videovigilância também estão previstas neste investimento.

A zona central do Parque da Bela Vista vai passar a ter dez entradas e não uma, sendo a actual vedação substituída por uma nova semi-transparente, que será colocada em todo o perímetro do parque.

Fonte: Público

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CAPITÓLIO: 75 ANOS

O teatro Capitólio, no Parque Mayer, em Lisboa, celebra hoje 75 anos num estado de total abandono e degradação, mas com a esperança de uma recuperação ainda sem data prevista.

O actual executivo camarário anunciou a intenção de preservar o edifício, ao contrário do que previa o anterior projecto para o Parque Mayer, do arquitecto Frank Gehry. Classificado pelo Instituto Português do Património Arquitectónico como imóvel de interesse público, foi o primeiro edifício português a integrar a lista dos cem monumentos mais ameaçados do Mundo, da responsabilidade da organização não governamental World Monuments Fund.

Fonte: Público

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julho 09, 2006

RAZIA NA NOITE DE LISBOA (1)

Dezenas de discotecas e boîtes de Lisboa receberam, durante a madrugada de ontem, a visita de 70 fiscais da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE): 33 estabelecimentos nocturnos foram inspeccionados e 76% destes locais encontravam-se em situação ilegal. Deficientes condições sanitárias e de higiene, ausência de autocontrolo dos géneros alimentícios, congelação e rotulagem incorrectas ou falta de formação foram algumas das principais infracções registadas durante a operação deno- minada "Noite Lisboeta".

Publicado por jf em 02:34 AM | Comentários (0)

RAZIA NA NOITE DE LISBOA (2)

A falta de higiene levou os inspectores a decretar de imediato o encerramento da cozinha da Night and Day, na Avenida Duque de Loulé. Várias normas transgredidas não deixaram aos proprietários da boîte outra alternativa senão deitar tudo abaixo e construir novas instalações de raiz. A ASAE não estipulou um prazo para a realização das obras, mas só após esse procedimento e nova inspecção será possível levantar a interdição ao espaço. O estabelecimento, contudo, poderá continuar aberto ao público, desde que a cozinha se mantenha fechada.

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RAZIA NA NOITE DE LISBOA (3)

Coordenação entre brigadas

A coordenação entre as 18 brigadas da ASAE foi a chave para o sucesso da operação "Noite Lisboeta": pelas 22.00 de sexta-feira, 70 fiscais entraram nas várias boîtes espalhadas pela cidade.

Publicado por jf em 02:32 AM | Comentários (0)

RAZIA NA NOITE DE LISBOA (4)

A fiscalização foi desencadeada em simultâneo para que não houvesse qualquer hipótese de fuga de informação. A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica não divulgou a lista dos estabelecimentos, mas o DN apurou que, entre as visadas encontravam-se o Elefante Branco, na Rua Luciano Cordeiro, a Passerelle, da Rua Passos Manuel e do Campo Pequeno, e a Sampayo, da Rua Rodrigues Sampaio.

Publicado por jf em 02:32 AM | Comentários (0)

RAZIA NA NOITE DE LISBOA (5)

A intervenção da ASAE não se limitou às boîtes da capital. às zero horas de ontem, os fiscais iniciaram a segunda fase da operação. E, desta vez, os alvos foram as discotecas de Lisboa. Kremlin, Plateau e Kapital foram apenas três dos estabelecimentos de diversão nocturna que tiveram visitas indesejadas durante a madrugada de ontem.

Publicado por jf em 02:31 AM | Comentários (0)

RAZIA NA NOITE DE LISBOA (6)

74 autos em quatro horas

As inspecções levadas a cabo em 33 boîtes e discotecas resultaram em 25 processos de contra-ordenação que deram origem a 74 autos. "A taxa de incumprimento verificada foi de 76%", explicou fonte da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, esclarecendo que, na "esmagadora maioria" dos espaços foi instaurado pelo menos um processo.

Publicado por jf em 02:30 AM | Comentários (0)

RAZIA NA NOITE DE LISBOA (7)

A fiscalização das 18 brigadas terminou às três da madrugada, mas a ASAE garante que esta não será a última operação direccionada para bares, discotecas e boîtes da capital. "Há muitos estabelecimentos de diversão nocturna, em Lisboa, que ficaram de fora desta iniciativa, mas vão certamente receber uma visita nossa ainda este ano", assegurou o responsável do organismo.

Publicado por jf em 02:29 AM | Comentários (0)

RAZIA NA NOITE DE LISBOA (8)

Processos de investigação, denúncias anónimas, queixas de residentes ou de consumidores estão na base da lista de locais que a ASAE selecciona para serem alvo de inspecções surpresa. "Os espaços que concentram um grande número de clientes merecem também a nossa particular atenção porque há um maior grau de risco envolvido", explicou a mesma fonte, acrescentando que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica tem "centenas de operações" desta natureza planeadas para todo o País.

Fonte: Diário de Notícias

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A LER

Tertúlias, no Sétima Colina, a propósito dos 33 anos do Procópio.

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julho 08, 2006

46 IRAQUIANOS APRENDEM EM LISBOA

Um grupo de 46 iraquianos está em Lisboa a frequentar um curso de gestão de petróleo, promovido pela Galp e pela Heritage Oil, empresa canadiana com interesses no Iraque liderada pelo sobrinho-neto de Calouste Gulbenkian.

É a segunda iniciativa do género organizada pelo Instituto Lusíada para a Energia, presidido por Micael Gulbenkian, e conta com engenheiros, economistas, geólogos e especialistas financeiros escolhidos pelo Ministério do Petróleo iraquiano e pelo Ministério dos Recursos Naturais do Curdistão iraquiano.

No curso de 2004 na Universidade Lusíada participaram apenas funcionários do Ministério do Petróleo do Governo central do Iraque.

Ligada à organização do curso este ano está também uma empresa checa de marketing que habitualmente trabalha na área da energia e dos recursos naturais, a ParExpo.

O curso é dado em inglês, com muitos formadores portugueses provenientes dos quadros da Galp, sobretudo na área da refinaria, estando o restante - nas áreas em que a empresa portuguesa não tem muita experiência, como sejam a prospecção e a exploração - a cargo de professores estrangeiros - australianos, ingleses e até um turco.

Este curso, que tem como «objectivo futuro» vir a transformar- se num mestrado orientado para jovens licenciados, como afirmou à Agência Lusa Micael Gulbenkian, não pretende «influenciar» os iraquianos para a exploração partilhada dos recursos naturais, mas «visa sensibilizá-los para o mundo de hoje».

E «sensibilizá-los para o mundo de hoje» quer dizer, segundo Gulbenkian, mostrar-lhes como o negócio do petróleo, na actualidade, exige «investimentos, não de milhões de dólares, mas de milhares de milhões de dólares», ou seja, um nível de investimento «que não pode ser suportável pelo erário público» de um país.

«Todas as grandes potências fazem cursos deste tipo para os iraquianos, a maior parte decorrem nos Estados Unidos, Reino Unido, mas também na Noruega, Itália, Rússia e Canadá», referiu Micael Gulbenkian.

«Mas, Portugal é o mais adequado para receber estas pessoas.

Eles reconhecem aqui uma realidade que não lhes é estranha», disse o presidente do Instituto Lusíada para a Energia.

A julgar pela opinião de dois alunos do curso, o objectivo de mentalizar os iraquianos para a necessidade de explorar o petróleo com ajuda estrangeira parece, em parte, conseguido, isto apesar do curso ainda não ter acabado - o programa intensivo de aulas, que se iniciaram a 07 de Junho, termina apenas na próxima sexta-feira.

«Para desenvolver a indústria do petróleo no Iraque precisamos do Governo no princípio, mas depois teremos de nos voltar para o investimento estrangeiro para ter melhor tecnologia», disse Nawaf a- Mijbil, um economista da Organização Estatal do Mercado do Petróleo do Iraque (SOMO).

«Temos mão-de-obra qualificada, temos especialistas, o nosso problema está na distribuição, falta-nos a tecnologia. As infra- estruturas estão velhas, não foram melhoradas em quase 20 anos», acrescentou Mijbil.

Para o engenheiro Ali Abdul Hameed, funcionário do Ministério do Petróleo em Bagdad, «é muito difícil» desenvolver a indústria petrolífera do seu país, por causa da falta de segurança: «Vai levar muito tempo», explicou.

Tanto Mijbil, como Hameed mostram-se sombrios em relação à situação actual no Iraque, mesmo tendo em conta que ambos mantêm a fé de que Alá possa ajudar a resolver a situação.

«Estamos desesperados, mas mantemos a esperança. O povo iraquiano está a pagar o preço» de tudo o que aconteceu e que está a acontecer, sublinhou Mijbil, secundado por Hameed: «A comunidade internacional deve olhar para o Iraque como vítima do terrorismo e não como autor do terrorismo».

«Antes tivemos Saddam Hussein, depois Al-Zarqawi, a seguir virá outro. Hoje, só queremos segurança. Não queremos desenvolvimento, nem as vantagens da vida moderna, só queremos a segurança», frisou Hameed.

Fonte: Lusa

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"5 HEURES DU MATIN"

Teatro, dança e música com fotografia em fundo é a proposta da luso-canadiana Paula de Vasconcelos, criadora do espectáculo «5 Heures du Matin», que faz a sua estreia europeia hoje no Teatro Nacional D. Maria II.
Apresentado no âmbito da Lisboa MITE'06 (Mostra Internacional de Teatro), o espectáculo multidisciplinar foi concebido a partir de imagens captadas às cinco da manhã em vários pontos do globo pelo prestigiado fotógrafo canadiano Serge Clément, a pedido da companhia de Paula de Vasconcelos, a Pigeons International Théâtre-Dance, de Montreal.

Clément realizou uma expedição que o levou a Dakar (Senegal), Bombaim (Índia), Istambul (Turquia), Budapeste (Hungria), Banguecoque (Tailândia), Valparaiso e Santiago (Chile), Nova Iorque (Estados Unidos) e Lisboa, com o objectivo de recolher imagens de homens e mulheres de vários continentes que se movimentam na aurora, um momento suspenso entre o dia e a noite em que todas as cidades se assemelham.

De acordo com Paula de Vasconcelos, que além de criar o projecto, encenou o espectáculo, coreografou as sequências de dança, concebeu os cenários e os figurinos, a ideia foi «captar uma imagem do mundo inteiro a essa hora, no presente».

«Precisávamos de um fio condutor, de uma ligação e pensei nessa hora, porque é muito mística, muito espiritual, é o fim da noite e o nascer do dia. Apesar de as fotografias terem sido tiradas em muitos países diferentes, vê-se que há uma atmosfera muito similar, é um momento de suspensão em que há a esperança de um novo dia», disse Paula de Vasconcelos à Lusa.

Das centenas de fotografias tiradas por Serge Clément, a criadora escolheu cerca de 30 que servem de tela na qual os artistas «imprimem» «5 Heures du Matin», que pretende ser uma metáfora do multiculturalismo e uma reflexão sobre a humanidade e o futuro do planeta.

O espectáculo conta a história de uma mulher de 41 anos, filha de um italiano e de uma árabe, fotógrafa, formada em Psicologia, que vive sozinha em Montreal e cujo marido está em Nova Iorque e que confessa a um psiquiatra ou guia espiritual sofrer de um mal indefinido, uma espécie de «mal do mundo ou da humanidade».

Trata-se da segunda obra da «Trilogia da Terra», que começou com «Babilónia» (o estado do mundo visto através de uma lenda do passado) e termina com «Amanhã» (uma visão do futuro), estreado na passada Primavera.

Seis actores e bailarinos partilham o palco: Milene Azze, Nathalie Blanchet, Violette Chauveau, Paul-Antoine Taillefer e o português Bruno Schiappa, com quem a encenadora já tinha trabalhado anteriormente.

Depois de uma digressão pelo Canadá, onde estreou na Primavera de 2005, e ainda sem outras datas confirmadas na Europa, «5 Heures du Matin», estará em cena no D. Maria II hoje às 22:00 e domingo às 16:00.

Fonte: Lusa

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O MUSEU DO AEROPORTO (1)

Rebanhos pastavam junto às pistas, os passageiros eram pesados na mesma balança que aferia a bagagem e depois seguiam a pé para o avião. Era assim no início do aeroporto de Lisboa, como mostra uma exposição no ANA Museu.

A exposição sobre "Os primeiros anos do aeroporto de Lisboa - 1942/1958" marcou a inauguração do museu da ANA - Aeroportos de Portugal, a funcionar desde 31 de Janeiro junto à zona das partidas, no exterior do edifício principal da Portela. Em quase seis meses, o espaço, de entrada gratuita, já recebeu cerca de 2.000 pessoas, a maioria das quais crianças em visitas de estudo e turistas.

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O MUSEU DO AEROPOTO (2)

"É um espaço pequeno e a ideia é contar a história do aeroporto aos bocadinhos", explicou à Lusa Margarida Oliveira, responsável pelo museu, que tem ainda uma pequena loja de recordações e, em breve, terá uma cafetaria.

Em 1928 a Câmara de Lisboa decidia a localização do aeroporto, depois de alguma polémica entre dois destinos possíveis: Campo Grande e Portela. "Naquela altura, como hoje, a localização foi muito discutida", afirmou a responsável. A cidade "começava" então junto ao rio e "terminava" abaixo da linha do comboio de Entrecampos, como pode observar-se num mapa da época exibido no museu.

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O MUSEU DO AEROPORT (3)

A Portela ficava numa zona rodeada de quintas, como mostram as fotografias da construção expostas no museu.

A 15 de Outubro de 1942, o então ministro das Obras Públicas, engenheiro Duarte Pacheco, presidia à abertura simbólica do aeroporto, então com uma aerogare e quatro pistas, uma obra que custou quase 43.000 contos. Também nesta ocasião se encontram semelhanças com a actualidade.

"Ainda havia andaimes no edifício da aerogare e o ministro já estava a inaugurar", ironizou a responsável, apontando para a fotografia da inauguração do aeroporto, cerimónia que ficaria ainda marcada por uma pequena viagem de avião de Duarte Pacheco sobre Lisboa.

Muito diferente dos dias de hoje é a imagem de um pacato rebanho de ovelhas a pastar junto ao aeroporto, ou dos passageiros a atravessar a pista a pé em direcção ao avião, enquanto os tripulantes da Pan America se perfilavam no exterior.

Também se perdeu entretanto o costume de pesar os passageiros, mas uma enorme balança vermelha em exposição no museu mostra que, antigamente, malas e pessoas tinham de passar por ali.

Publicado por jf em 01:31 PM | Comentários (0)

O MUSEU DO AEROPORTO (4)

O espólio do museu, que integra ainda quadros, postais ilustrados, maquetes de aviões, fardas e algum mobiliário de Keil do Amaral, responsável pelo projecto, é composto por mais de 2.000 peças e 15.000 fotografias dos aeroportos portugueses, e foi sendo reunido e recuperado ao longo dos últimos 20 anos.

Margarida Oliveira destacou o empenho de antigos funcionários da ANA, que dedicam os seus dias a recuperar os equipamentos que utilizavam, como as tele-impressoras, emissores e receptores, telefones e auscultadores, expostos no museu.

O museu mostra também algumas curiosidades, desde a ementa do restaurante, que "era caríssimo", ao livro de caixa de 1943, com a listagem dos ordenados de todos os funcionários, que revela que a comissão administrativa ganhava na altura quase o dobro do director do aeroporto: 2.997$00, contra os 1.438$00 do tenente-coronel Beja.

Já no interior do edifício principal da Portela, perto da zona das partidas, o museu instalou uma pequena exposição "Humberto Delgado e a Liberdade dos Céus", no âmbito das comemorações do centenário do nascimento do fundador da TAP.

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O MUSEU DO AREROPORTO (5)

O dia-a-dia do aeroporto é feito de muitas histórias, tantas que não caberiam no museu. Margarida Oliveira recorda um episódio ocorrido na década de 1950.

"Houve uma invasão de caracóis na pista. Eram aos milhares e formavam uma pasta tal que os aviões não podiam aterrar nem descolar", descreveu. No início do próximo ano, a exposição actual irá dar lugar a uma mostra sobre outro período da vida do aeroporto, entre 1958 e 1978, ano da criação da ANA, adiantou a responsável.

Uma das histórias que a futura exposição poderá narrar é a do voo que levou Salazar de Lisboa ao Porto em 1966, naquela que seria a sua única experiência do género em toda a vida, já que no regresso à capital, preferiu o carro.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 01:30 PM | Comentários (0)

LÍGIA TEIXEIRA NO CCB

A coreógrafa Lígia Teixeira apresenta hoje, às 19h, Box Nova: Algum dia tinha que ser a sério... Inspirado num texto de Peter Handke, o espectáculo desenrola-se em torno de uma personagem romântica e idealista que habita um aquário colocado sob a sua cama. Debaixo de água, há espaço para o sonho e ilusão.

LISBOA Centro Cultural de Belém.
Sala de Ensaio. Praça Império.
Hoje, às 19h. Bilhetes a 4 euros.

Fonte: Público


Publicado por jf em 01:29 PM | Comentários (0)

BAIRROS LIVRES DE ARMAS

A vereadora da Habitação Social na Câmara de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, em ligação com a Comissão Nacional de Justiça e Paz, irá realizar reuniões nos bairros municipais da cidade para apelar aos moradores que procedam à entrega de armas que possam ter na sua posse.

De acordo com aquela responsável, serão reuniões informais para apelar à consciência cívica dos munícipes, que terão início no mês de Agosto e contarão com a presença, para além dos moradores, dos presidentes das juntas de freguesia, comissões de moradores, representantes das igrejas locais e das instituições sediadas nos bairros.

Fonte: Público

Publicado por jf em 01:27 PM | Comentários (0)

APL QUER REUNIÃO COM CARMONA

O presidente da Administração do Porto de Lisboa (APL), Manuel Frasquilho, quer encontrar-se com o presidente da Câmara de Lisboa, António Carmona Rodrigues, para acertarem "as agulhas" quanto ao futuro da zona portuária e frente ribeirinha, afirmou ontem aquele responsável.

Apesar das críticas violentas que têm sido feitas por Carmona Rodrigues à administração portuária, Frasquilho recusa que haja qualquer tipo de guerra entre a APL e a câmara, mas reconhece que as relações não têm sido fáceis entre as duas entidades, desde que foram conhecidas as linhas orientadoras do plano estratégico da APL para os próximos dez anos.

A medida mais contestada pelo executivo de Carmona Rodrigues é o reforço da actividade portuária na capital, sobretudo na zona de Alcântara, onde a autarquia está a desenvolver a requalificação urbana, através do projecto Alcântara XXI. Os planos da APL prevêem a triplicação da capacidade do terminal de contentores, de 500 mil para 1,5 milhões de contentores de 20 toneladas em frente ao rio. O plano ignora, também, projectos a longo-prazo que a autarquia tem vindo a ponderar, nomeadamente, fortes limitações ao trânsito na zona do Terreiro do Paço, no âmbito do trabalho que está a ser desenvolvido pelo Comissariado da Baixa-Chiado, ou o rebaixamento das linhas ferroviárias de Alcântara.

A APL, por outro lado, justifica que Lisboa só é capital do país devido ao seu porto, e que a actividade portuária emprega 38 mil pessoas e representa cinco por cento do produto Interno Bruto da região. Lisboa é apenas um dos 11 municípios limítrofes da área de jurisdição do porto de Lisboa abrangidos pelo plano estratégico da APL, dos quais se incluem, também, Almada, Montijo, Loures e Oeiras. Apenas Carmona Rodrigues se tem debatido violentamente contra as intenções da APL, repetindo que bastaria reduzir os procedimentos burocráticos do porto para não ser necessário aumentar o terminal de contentores. As bases do documento estratégico da APL devem ser transmitidas este mês ao Governo, mas o novo plano será apresentado publicamente apenas em Julho.

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09 DE JULHO DE 2001

Os restos mortais da fadista Amália Rodrigues são trasladados para o Panteão Nacional.

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09 DE JULHO DE 1497

A armada de Vasco da Gama parte de Belém, em Lisboa, rumo à Índia. É composta pelas naus São Gabriel, São Rafael e Bério. Vasco da Gamara atingirá Calecut e regressará a Lisboa em 1499.

Publicado por jf em 12:02 AM | Comentários (0)

julho 07, 2006

CASA DO GIL ABRE 3ª FEIRA

A Casa do Gil, onde 18 crianças até aos 12 anos poderão viver e receber cuidados médicos após o internamento, vai ser inaugurada terça-feira em Lisboa, um ano depois do lançamento da primeira pedra do edifício. A Casa do Gil nasceu da recuperação de um edifício degradado no Parque da Saúde de Lisboa, numa área de 23 hectares onde se encontra o Hospital Júlio de Matos e outras 15 instituições em vários edifícios.

Na terça-feira as portas da Casa do Gil abrem-se, mas o espaço só deverá começar a receber as primeiras crianças a partir do dia 15 de Julho.

O projecto da Fundação do Gil deu os primeiros passos em 2004, quando a Direcção Geral de Património/Ministério da Saúde cedeu o espaço e a iniciativa recebeu apoios da Câmara Municipal de Lisboa, da RTP e da Tempus Internacional - que lançou o Swatch Ursinhos, com parte das receitas a financiarem a construção da Casa do Gil.

O espaço será uma estrutura residencial de tipo familiar, com salas de convívio, de brinquedos e de estudo, atelier ocupacional, gabinetes de apoio e de psicologia, berçário e enfermaria.

As crianças terão acompanhamento médico e psicológico, frequentando a escola e ATL da zona. O projecto da Fundação do Gil, permitirá libertar camas dos hospitais e criar espaços e alternativas para as crianças que ainda não estão prontas para regressar a casa. Em Portugal existem centenas de crianças e jovens que embora com alta clínica continuam internadas em hospitais, por períodos prolongados.

Por outro lado, a Casa do Gil, uma ideia que nasceu em 1999 com a criação da fundação, é um espaço que além de assegurar ajuda médica fará também o reencaminhamento da criança e respectiva família para a readaptação à vida escolar, social e familiar.

Através de uma outra iniciativa da fundação - o Dia do Gil - foi criado um elo de ligação com 20 hospitais que agora irão colaborar na avaliação do caso de cada criança a ingressar na casa.No âmbito da iniciativa «O dia do Gil», há um dia por semana em que os meninos internados têm a Hora do Conto e a Hora da Música, que alternam entre si, e a Hora da Descoberta.

Fonte: Lusa

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AZULEJOS NOVOS

Seis painéis de azulejos de Leonel Moura, vencedor de um concurso de azulejaria promovida pela Bouygues Imobiliária e a Parque Expo, vão ficar instalados a partir de Fevereiro no Parque das Nações, informou hoje uma fonte da organização.

Os painéis, subordinados ao tema do concurso, "Canto das Sereias", ocuparão "um espaço de grandes dimensões na praça comum entre a Agência europeia de segurança marítima e a sede da Sonaecom".

Em declarações à Lusa, Leonel Moura observou que "raramente" participa em concursos e que, ao decidir enviar trabalhos para este, optou por ir "direito ao assunto", sem perder tempo com "grandes teorias", concebendo uma obra que fosse "imediatamente compreensível".

Para tanto, e tendo em consideração o tema proposto - Sereias, seres imaginários, metade mulheres, metade peixes -, Moura inspirou-se na pintura ocidental, mais precisamente em clássicos de nus femininos, de Ticiano a Ingres, passando por Goya e David.

Completa o trabalho um excerto, inscrito nos painéis, do poema Odisseia de Homero sobre os problemas de Ulisses para resistir ao canto das sereias na sua viagem de regresso a Ítaca.

Questionado sobre os seus próximos projectos, Moura indicou ter em preparação um "robot-pintor", para uma "exposição sobre o Humano" agendada para o Museu de História Natural de Nova Iorque.

Para a realização desse trabalho, o artista conta com a colaboração da empresa portuguesa de robótica IDMIND.

Os projectos de painéis com que venceu o concurso agora organizado serão instalados entre os edifícios gémeos Mar Vermelho, sede da Agência europeia de segurança marítima, e Mar Mediterrâneo, futuras instalações da Sonaecom, ambos concebidos pela Bouygues Imobiliária e pela Parque Expo, que organizaram o concurso em parceria com o Casino Lisboa e a Sonaecom. à designação dos dois edifícios se deveu o tema escolhido para o concurso.

Como explicou à Lusa o arquitecto Bernardo Silva Pinto, um dos 9 membros do júri, o concurso foi feito por convite dirigido pelos organizadores a artistas plásticos. Dezanove aceitaram o desafio, mas apenas 14 viriam a apresentar propostas. Silva Pinto precisou ter-se tido em conta, nos convites, a adaptação do artista a convidar a um tema "singular" e "com dimen