agosto 19, 2006

FÉRIAS

O Olissipo deseja aos seus leitores e amigos boas férias. Há que desfrutar da cidade mais bonita do Mundo em Agosto. Este, sim, é o verdadeiro mês sem carros, sem barulho, sem engarrafamentos, sem stress, sem correrias, sem necessidade de decreto nem de obrigação. Puro prazer.

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agosto 17, 2006

DESLEIXO

O vereador do Bloco de Esquerda (BE) da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, acusou hoje o executivo de "desleixo" na preservação do património municipal, criticando o "estado de abandono" da Quinta da Nossa Senhora da Paz. Em comunicado, o vereador bloquista descreve ter visitado, no final de Junho, a quinta, situada na Estrada do Paço do Lumiar, onde encontrou "todas as portas da casa abertas" e verificou que "a casa e os jardins estão vandalizados".

"Impressionante é que os painéis de azulejos ainda existentes e algumas pinturas sobreviventes estão acessíveis a quem quiser, aliás, como uma central de computadores, de milhares de euros, que ali perdura", revela Sá Fernandes. Para o bloquista, "é extraordinário que, decorridos quase dois meses, o responsável, o vereador Fontão de Carvalho, nada tenha feito e este sítio continue à mercê de mais vandalismo, dos larápios ou quem quiser entrar no espaço".

Fonte: Lusa

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107 MILHÕES PARA A LINHA VERMELHA (1)

O consórcio que engloba as empresas MSF, Edifer, Opca, Alves Ribeiro e Sopol apresentou, esta quinta-feira, a proposta mais baixa para o prolongamento da Linha Vermelha do Metropolitano de Lisboa, avaliando o projecto em 107,461 milhões de euros. O consórcio, que é um dos três concorrentes hoje admitidos para o concurso público, foi o que apresentou o valor global mais baixo para realizar a ligação entre a estação do Oriente e o Aeroporto da Portela, destinando cerca de 69,9 milhões de euros para a execução dos troços.

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107 MILHÕES PARA A LINHA VERMELHA (2)

Para a realização das estações de Moscavide e do Aeroporto, o consórcio prevê um investimento de 24,056 milhões de euros, enquanto que para concretização da estação da Encarnação as estimativas das empresas apontam para os 13,4 milhões de euros. O prazo de execução avançado por este consórcio é de 32 meses. O segundo consórcio concorrente, que agrupa as empresas Zagope, Construtora do Tâmega, Soares da Costa, Teixeira Duarte, Somague, Odebrecht, Mota-Engil e SPIE Batignolles, apresentou uma proposta com duas variantes.

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107 MILHÕES PARA A LINHA VERMELHA (3)

A primeira variante refere um investimento global de 135,315 milhões de euros, canalizando cerca de 70 milhões de euros para a construção dos troços e 25,8 milhões de euros para a realização das estações de Moscavide e Aeroporto. Com um prazo de execução de 32 meses, esta proposta prevê um investimento de 14,7 milhões de euros para a concretização da estação da Encarnação. A segunda variante da proposta aposta na diminuição do prazo de execução, para 31 meses, e atribui um investimento global ao projecto de 144,6 milhões de euros. Para a execução global das três estações, a proposta apresenta um orçamento de 44,5 milhões de euros, prevendo para a construção dos troços cerca de 77 milhões de euros.

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107 MILHÕES PARA A LINHA VERMELHA (4)

O terceiro consórcio, que integra a Companhia de Obras Castillejos, Acciona e grupo Lena, avançou um investimento global na ordem dos 119 milhões de euros. A proposta prevê um investimento de cerca de 32,3 milhões de euros para a concretização das estações de Moscavide e Aeroporto, estimando para a estação da Encarnação um custo de 13,5 milhões de euros e para a construção dos troços cerca de 73 milhões de euros. De acordo com a mesma proposta, o projecto estaria concluído em 32 meses. Todas as propostas hoje apresentadas estão abaixo do investimento estimado pelo Metropolitano de Lisboa para o projecto que é de 200 milhões de euros.

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107 MILHÕES PARA A LINHA VERMELHA (5)

Deste montante, 120 milhões de euros correspondem a escavações e betão e 80 milhões a acabamentos, segundo informação do Metro de Lisboa. De acordo com a empresa, 85 por cento do investimento é financiado por fundos de coesão. As obras, que prevêem a construção de uma extensão de 3,3 quilómetros, deverão arrancar em Dezembro e a conclusão está prevista para início de 2010. O prazo para a entrega das propostas terminou quarta-feira, às 17:00, e a abertura das propostas foi hoje realizada em acto público.

Fonte: Lusa

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RECORD NO OCEANÁRIO

O Oceanário de Lisboa estabeleceu um novo recorde de visitantes no passado dia 15 de Agosto. No total, 8.100 pessoas visitaram durante o dia este empreendimento, uma afluência bastante superior ao anterior máximo de 7.866 visitantes, registado no Verão de 2003, a 16 de Agosto. Desde a sua abertura, em 1998, o Oceanário já conta com mais de 10 milhões de visitantes. A infra-estrutura alberga mais de oito mil animais e plantas de 500 espécies diferentes. O Oceanário, desenhado pelo arquitecto norte-americano Peter Chermayeff, recebeu diversos prémios na área de ciências, refere a instituição em comunicado.

Fonte: Diário Digital

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ESTREIA NO MARIA MATOS

O Teatro Maria Matos estreia hoje O Senhor Armand, Dito Garrincha, de Serge Valletti. A peça conta a história do senhor Armand, um francês jogador de futebol a quem chamavam "Garrincha" - nome de um jogador famoso da equipa brasileira do Botafogo.

Teatro Municipal Maria Matos.
Av. Frei Miguel Contreiras, 52. 5ª a dom., às 22h. Telefone: 218438801. Bilhetes a 15 euros.


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MEIO MILHÃO EM LIVROS

Arqueólogo naval que secretariava alfarrabista é suspeito

A Polícia Judiciária anunciou ontem a detenção de um homem de 33 anos suspeito de ter roubado da casa do alfarrabista que secretariava há dois anos meio milhão de euros em livros e de ter ateado fogo ao prédio em que estes se encontravam para encobrir o furto. Pelo menos dois exemplares do século XVI já tinham sido vendidos a coleccionadores particulares através de outro alfarrabista, que comprou os livros ao arqueólogo naval.

Fonte: Público

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AGENDA

18h30 Música ao Vivo no Picoas Plaza. Todas as quintas-feiras, nos meses de Agosto e Setembro, na esplanada do centro comercial (R. Viriato).

21h30 Vozes do Fado. Espectáculo com Yola Dinis, Cristiano de Sousa e Ana Maria. No Museu do Fado (Lg. do Chafariz de Dentro, 1, a Alfama).

22h O Senhor Armand Dito Garrincha. Um monólogo da autoria do dramaturgo Serge Valletti sobre um futebolista do Junior Olimpique de Marseille e a sua relação com o mítico avançado do Botafogo. Interpretação de Dinarte Branco. Até 3 de Setembro, de quinta a domingo, no Teatro Maria Matos (Av. Frei Miguel Contreiras, 52).

22h Hamlet. Espectáculo de teatro de rua baseado na obra de William Shakespeare, com encenação de Rui Mário. Pelo Teatro Tapa Furos. De quinta a domingo, até 9 de Setembro, na Quinta da Regaleira, em Sintra. Bilhetes: 15?.

23h35 Jazz no Maxime. Concerto do quarteto da vocalista e pianista japonesa Akiko Pavolka na emblemática sala da Praça da Alegria.

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agosto 16, 2006

REABILITAÇÃO A ORIENTE (1)

A zona oriental de Lisboa vai começar a mexer já no final deste ano. Madre de Deus e Xabregas-Grilo foram as áreas escolhidas para dar início a um processo de reabilitação que envolve, na globalidade, quatro freguesias (Beato, Marvila, São João e Olivais) dez zonas históricas, duas dezenas de intervenções e um investimento de mais de cem milhões de euros. O objectivo é fazer com que Lisboa volte a olhar para oriente, daqui a uma década e já como uma zona repovoada, requalificada no ambiente e economicamente activa.

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REABILITAÇÃO A ORIENTE (2)

A Sociedade de Reabilitação Urbana Oriental (SRU), criada há pouco mais de um ano, tem prontos os projectos de intervenção para a Madre de Deus e para Xabregas-Grilo, que irá apresentar à Câmara Municipal de Lisboa, já a partir de Setembro, devendo a sua execução iniciar-se até Dezembro. O primeiro destina-se sobretudo à habitação, quer através da reabilitação de fogos quer de nova construção; o segundo, e pela localização excelente da área, visa mais o reaproveitamento do edificado para a construção de serviços (equipamentos de apoio social a idosos e crianças, lares, escolas, actividades de tempos livres) e espaços públicos. O ano de 2010 é apontado como o fim do prazo para a conclusão das obras nestas áreas, cujo custo em cada uma deve ascender aos cinco milhões de euros.

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REABILITAÇÃO A ORIENTE (3)'

Aliás, este é o investimento previsto para cada uma das cerca de 20 intervenções programadas para as dez zonas históricas. O montante global do projecto deve, por isso, ultrapassar os cem milhões de euros. "Estamos perante uma zona com um edificado muito degradado, com grande carência de serviços e de espaços públicos, onde impera a exclusão social. Daí que esteja previsto um investimento de cinco milhões de euros para cada intervenção", explicou ao DN Teresa Goulão, presidente do conselho de administração da SRU.

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REABILITAÇÃO A ORIENTE (4)

No entanto, o grosso do investimento será sustentado por privados, particulares e entidades públicas. Até agora, e segundo referiu Teresa Goulão, "o projecto de requalificação tem tido o consenso das entidades contactadas. A nossa intenção é a de que as intervenções sejam concretizadas pelos proprietários e particulares". Até porque a SRU é uma entidade com competências apenas ao nível do planeamento, sem meios de financiamento para o executar. Neste sentido, o trabalho no terreno para informar e negociar com quem já tem direitos adquiridos começou cedo, de forma a que o projecto fosse assimilado e aceite por todos, inclusive pela população.

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REABILITAÇÃO A ORIENTE (5)

O conceito traçado assenta numa filosofia inovadora a de "re-use", que se traduz na recuperação dos espaços já existentes para novas actividades económicas, mais serviços e espaços públicos e mais habitação. Tudo com a chancela das melhores práticas ambientais, energéticas e inovação tecnológica. Em Portugal, a abordagem pode ser nova, mas nos Estados Unidos e em Inglaterra já deu resultados positivos. Trata-se de uma realidade com a designação técnica de bronwfield e greenfield. Ou seja, "a transformação de zonas industriais desactivadas para novos usos com um desenho e desempenho ambiental de excelência".

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REABILITAÇÃO A ORIENTE (6)

De acordo com a presidente da SRU, não se pretende criar na zona oriental mais urbanismo, mas mais urbanidade, tendo em conta os três vectores essenciais que sustentam a filosofia de base. "Repovoamento com população activa, pois sem gente não é possível reabilitar; promover a actividade económica, já que a zona, antes caracterizada por um forte tecido industrial, foi sendo abandonada à medida que as fábricas foram encerradas e o espaço envelheceu economicamente; e requalificar ambientalmente, uma vez que a qualidade de vida nas cidades é um dos problemas emergentes."

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REABILITAÇÃO A ORIENTE (7)

Os dois projectos de intervenção para a Madre de Deus e Xabregas- -Grilo já contemplam todos estes parâmetros. Por exemplo, na primeira zona, a habitação terá obrigatoriamente uma matriz ambiental e energética que visa a introdução de sistemas de poupança de água e de electricidade, respeitando as melhores práticas neste âmbito.

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REABILITAÇÃO A ORIENTE (8)

A intervenção a oriente, uma zona situada entre dois enclaves nobres, Santa Apolónia e Parque das Nações, mas por onde não passou "o efeito da Expo'98", segundo Teresa Goulão, prevê ainda a melhoria da acessibilidade e mobilidade. A área tem boa acessibilidade central, é local de passagem para o centro da capital, mas uma acessibilidade de proximidade reduzida. O objectivo é tornar prioritária a circulação pública e pedonal, tendo sido feitos já contactos com a câmara neste sentido. Os primeiros projectos vão avançar. Seguem-se intervenções em Chelas Velho, Rua de Marvila, Rua do Açúcar Norte, Vale Formoso de Baixo, Convento do Beato, Xabregas, Alto São João e Olivais Velho.

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IMPÉRIO ATRASADO (1)

No Público, por Alexandra Reis

Obras atrasam a reabertura do histórico Café Império

No renovado espaço comercial podem ter lugar casamentos, convenções, desfiles de moda e peças de teatro. Equipa anterior e bife à Império mantêm-se

Tem 52 anos e é um dos mais antigos funcionários do histórico Café Império, situado na Avenida Almirante Reis, em Lisboa. José Gonçalves trabalha ali desde 1972. E não consegue esconder a emoção com a reabertura do estabelecimento que estava prevista para amanhã. Mas que, devido a atraso nas obras, foi adiada para a próxima quarta-feira. Encerrado há três meses para obras, depois de ter mudado de gerência, o espaço, propriedade da Igreja Universal do Reino do Deus (IURD), esteve envolvido em polémica nos últimos tempos, quando se colocou a hipótese da sua transformação em local de culto.

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IMPÉRIO ATRASADO (2)

O facto de o uso original do emblemático espaço inaugurado em 1955 se ter mantido é "uma conquista", afirma José Gonçalves, peremptório em afirmar que aquela igreja "só não mudou o café para local de culto devido à pressão dos trabalhadores, do Instituto Português do Património Arquitectónico e da câmara". O estabelecimento encerrou em meados de Maio, depois de a IURD, proprietária do imóvel, ter exercido o direito de preferência no trespasse do café do anterior arrendatário, a empresa Américo dos Santos e Herdeiros, para a Oraboni & Ribeiro. A intenção era, alegadamente, transformar o espaço em mais um local de culto. Contudo, os protestos dos 18 empregados do café e da comunidade terão levado à alteração de planos e ao contacto com Paulo Ribeiro para assumir a exploração do estabelecimento.

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IMPÉRIO ATRASADO (3)

"Agora vamos devolver o café à cidade. Este espaço vai voltar a estar integrado na dinâmica da cidade", exclama José Gonçalves, que guarda inúmeras histórias presenciadas ao longo de 34 anos de serviço no espaço ainda em obras de remodelação, orçadas em 1,1 milhões de euros. O novo gerente do Império, Paulo Ribeiro, da empresa de restauração Oraboni & Ribeiro, afirma, por seu turno, que a aquisição do café "é um sonho" para a sua família, habitual frequentadora do estabelecimento. O espaço era para reabrir na quinta-feira totalmente renovado. Hoje terá lugar um cocktail de apresentação, mas as portas só vão abrir ao público na próxima semana. A ementa mantém o célebre bife à Império que lhe deu fama. "A ideia não foi inventar, mas recuperar o anterior conceito de ponto de encontro entre gerações. Não mudar, mas trazer de volta. Pensámos em manter o lado histórico", esclarece o novo gerente do Império.

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IMPÉRIO ATRASADO (4)

Aberto até de madrugada

O responsável explica que o renovado café terá três momentos diferentes durante o seu horário de funcionamento, que será alargado até às duas da madrugada: um ao almoço, onde se poderá tomar "uma refeição económica num ambiente sofisticado"; outro ao jantar, que será servido à la carte num ambiente "jovem, estilo Hard Rock Café". E, por fim, a partir das 23h00, irá funcionar como bar. O objectivo, diz o novo gerente, "é recuperar o espírito dos seus tempos áureos nos anos 50 e 60" do século passado.

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IMPÉRIO ATRASADO (5)

O Café Império terá ainda um espaço reservado às crianças e um outro, que se poderá isolar, para realização de conferências e casamentos. No local poderão ainda realizar-se lançamentos de serviços ou produtos, desfiles de moda e peças de teatro. Os casamentos são outro tipo de eventos que a nova gerência diz poder ali realizar-se, tal como das décadas de 50 e 60. A equipa original mantém-se, assim como os materiais e os elementos decorativos que o caracterizam.

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IMPÉRIO ATRASADO (6)

Outra das inovações do café é o acesso de cadeiras de rodas ao piso 0, através de um mecanismo próprio instalado nas escadas. "Um bife, leite, manteiga, mais um tipo de confecção que é o segredo do bife à Império ser tão famoso", é assim que se faz o célebre prato da casa, conta José Gonçalves. Cerca de 90 por cento dos clientes do estabelecimento, afirma, "vêm por causa do bife". "E nem sequer vêem a lista", acrescenta.

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IMPÉRIO ATRASADO (7)

José Gonçalves adianta que caso o estabelecimento fechasse no número 205 da Avenida Almirante Reis, os seus 18 trabalhadores já tinham "uma proposta para a abrir o café, com o bife, num outro local". E recorda: "Por aqui passaram pessoas de todos os quadrantes políticos, uma classe bastante frequentadora do café. Já houve até reuniões por causa da independência de Timor-Leste. E os estudantes do Técnico, esses, vêm muito aqui."
O empregado de balcão conta ainda que o café tem clientes imigrantes que, quando voltam a Lisboa, não resistem a passar pelo estabelecimento.

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IMPÉRIO ATRASADO (8)

O edifício Império foi projectado pelo arquitecto Cassiano Branco em 1942, tendo a sua construção terminado em 1952. Foi inaugurado com um cinema e café em 1955, estando desde 1996 classificado como imóvel de interesse público pelo Instituto Português do Património Arquitectónico. Situado na intersecção da Alameda Afonso Henriques com a Avenida Almirante Reis, no interior do café pode-se vislumbrar um conjunto de esculturas, que sobressaem da parede, inspiradas na exposição Mundo Português. A antiga sala de cinema encontra-se adaptada a espaço de culto da Igreja Universal do Reino de Deus.

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AGENDA

17h Movimentos. A exposição de pintura de Ângelo Inocêncio é inaugurada hoje no Centro de Documentação do Edifício Central do Município (Campo Grande, 25), podendo ser visitada até dia 29, todos os dias úteis, entre as 8h e as 20h.

18h Dreams em Sintra. Espectáculo do Circo Acrobático Nacional de Pequim. No Auditório Jorge Sampaio do Centro Cultural Olga Cadaval.

18h30 Vida e Obra de Artur Bual. Exposição documental patente até 3 de Setembro na Galeria Municipal da Amadora. Hoje, dia em que o pintor completaria 80 anos, realiza-se uma cerimónia em sua homenagem.

21h Quartas Culturais no Centro Vasco da Gama. A esplanada panorâmica do Beer Deck, no piso 3 do shopping, recebe hoje a japonesa Akiko Pavolka, para um espectáculo de jazz com um toque oriental. A entrada é livre.

21h45 Crise dos 40. Uma peça de Eduardo Galán e Pedro Goméz, com encenação de Celso Cleto. Com Almeno Gonçalves, António Melo, Joaquim Nicolau e Fernando Ferrão. De quarta a sábado, até ao final de Setembro, no Mundial (R. Martens Ferrão, 12 A).

23h Lisbon Improvisations Players. Jazz com o colectivo liderado pelo saxofonista Rodrigo Amado, com Dennis Gonzalez no trompete, Pedro Gonçalves no contrabaixo e Bruno Pedroso na bateria. Hoje e quinta-feira, no Hot Clube de Portugal (Pç. da Alegria, 39).

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agosto 15, 2006

4.000 (1)

No Público, por Diana Ralha

Acabar com realojamentos nas margens da cidade e corrigir assimetrias
nas 53 freguesias.

Quatro mil fogos dispersos e em mau estado. Lisboa prepara realojamentos em património municipal.

A Câmara Municipal de Lisboa tem dispersos, pelas 53 freguesias da capital, cerca de quatro mil fogos devolutos ou em mau estado de conservação, revela um recenseamento exaustivo elaborado pela Universidade Lusófona, que estará concluído no final de Setembro.

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4.000 (2)

Após ter em sua posse este levantamento, a câmara pretende reabilitar parte do património, ainda neste mandato e, com ele, mudar a maneira como se fazem realojamentos na capital e corrigir assimetrias e o perfil de determinadas zonas da cidade, respeitando as características de cada freguesia.

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4.000 (3)

Maria José Nogueira Pinto, vereadora responsável pela habitação social, afirma: "Este património vai ser muito vantajoso para os programas sociais de habitação da câmara: temos que deixar de pensar que a habitação social é só para os pobrezinhos."

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4.000 (4)

A autarquia pretende utilizar este património, inserido no casco consolidado da cidade, para criar bolsas de habitação dispersas destinadas a ex-toxicodependentes, ex-presidiários, ex-prostitutas, entre outros casos sociais sensíveis. "Em vez de realojar as pessoas nas margens da cidade, dispersamo-las pelas 53 freguesias. Na certeza de que a sua reintegração será muito mais fácil", acredita Nogueira Pinto.

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A HISTÓRIA DA LINHA (1)

No Público, por Carlos Cipriano

LINHA DE CASCAIS FOI ELECTRIFICADA HÁ 80 ANOS

Serviço seria interrompido seis dias depois porque interferia em Carcavelos com o cabo submarino que atravessava o Atlântico. Em 15 de Agosto de 1926 circulava pela primeira vez um comboio eléctrico em Portugal. A Linha de Cascais era a primeira do país a abandonar os ronceiros comboios a vapor, substituindo-os por uma tecnologia limpa e bem mais rápida.

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A HISTÓRIA DA LINHA (2)

O comboio inaugural saiu às 11h30 da estação do Cais do Sodré, então um lúgubre barracão de madeira (a estação actual só seria estreada em 1928), mas o serviço em tracção eléctrica foi interrompido seis dias depois. Motivo: havia um interferência em Carcavelos com o cabo submarino que na época ligava Portugal aos Açores e aos Estados Unidos. A linha, já na altura em via dupla, regressou até 22 de Dezembro aos comboios a carvão. Resolvidos os problemas técnicos, voltou-se a dar uso à energia eléctrica, alimentada na altura pela Central Tejo.

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A HISTÓRIA DA LINHA (3)

Inaugurada em 1889 entre Pedrouços e Cascais, esta foi uma das primeiras linhas férreas portuguesas, mas - curiosamente - era também das mais deficitárias, o que pode parecer inimaginável porque na altura não havia tráfego suburbano. Só até Algés havia alguma procura devido à praia, o resto era o deserto.

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A HISTÓRIA DA LINHA (4)

O facto de a linha ter muitas estações onerava imenso a exploração pois os comboios a vapor, mal arrancavam, tinham logo de voltar a parar, consumindo muito carvão e prejudicando a velocidade. Com poucas receitas e muitas despesas a linha é confrontada com a concorrência da Carris que, em 1901, inaugura a primeira linha de eléctricos entre o Rossio e Algés. A electrificação aparece como a alternativa face ao novo modo de transporte, mas não há dinheiro pois a então Companhia Real dos Caminhos de Ferro (futura CP) também já nessa altura era deficitária.

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A HISTÓRIA DA LINHA (5)

Recorre-se então ao investimento privado. Fausto Figueiredo, membro da administração dos caminhos-de-ferro e proprietário do casino e das termas do Estoril, propõe a concessão da Linha de Cascais a uma empresa com a condição de esta a electrificar. E vai ser ele próprio a fazê-lo através da Sociedade Estoril. A execução da electrificação e da sinalização é adjudicada à empresa alemã AEG, uma das mais experientes europeias em tracção eléctrica, que conclui os trabalhos em 1926. O material circulante é também adjudicado aos alemães, com excepção das caixas das automotoras, que são fabricadas na Bélgica.

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A HISTÓRIA DA LINHA (6)

O investimento revelou-se adequado e rentável. O tráfego aumentou, ajudado pela crescente urbanização ao longo da linha e por uma gestão privada sob o olhar rigoroso de Fausto Figueiredo. Nos anos quarenta, quando já existe a CP (que reúne numa só empresa as várias companhias de caminhos-de-ferro do país), a Linha de Cascais mantém-se separada porque dá lucros. Na Lisboa desta época é grande o fluxo de refugiados da II Grande Guerra e a nata da sociedade viaja no comboio eléctrico entre a capital e as estâncias turísticas da linha.

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A HISTÓRIA DA LINHA (7)

A Sociedade Estoril mantém-se como concessionária até 1976 (50 anos depois da electrificação), tendo escapado à nacionalização após o 25 de Abril. Oito décadas depois, apesar da entrada ao serviço de novas composições, os leitos (chassis) das carruagens originais mantêm-se ainda hoje ao serviço, embora com novas caixas construídas na Sorefame e recentemente modernizadas com ar condicionado. Um exemplo de longevidade!

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15 DE AGOSTO DE 1926

Entra em funcionamento a linha de comboios eléctricos entre Lisboa e Cascais.

Publicado por jf em 03:08 PM | Comentários (0)

AGENDA

10-19h Abel Salazar - O Desenhador Compulsivo. Mostra patente até 17 de Setembro, de terça a domingo, no CCB.

10h-20h Sedução, Cinema & Pintura. Exposição da Colecção Berardo. De terça a domingo no Sintra Museu de Arte Moderna (Av. Heliodoro Salgado).

15h-20h Rodrigues Sampaio: o Jornalista e o Político através da Imprensa. Exposição documental produzida Museu Nacional da Imprensa. Pode ser visitada até 16 de Setembro, de segunda a sábado, na Galeria do Diário de Notícias (Av. da Liberdade, 266). Entrada livre.

Publicado por jf em 03:06 PM | Comentários (0)

15 DE AGOSTO DE 1498

A rainha D. Leonor, víuva de D. João II e irmã de D. Manuel I, funda a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

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PISCINAS, JÁ! (1)

O vereador do Bloco de Esquerda da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, exigiu hoje o pleno funcionamento das piscinas municipais da Ameixoeira, Vale Fundão e Oriente, abertas ao público desde Março. Em comunicado, o vereador Sá Fernandes afirma ter constatado hoje, numa visita, que "inesperada e inacreditavelmente, os tanques principais das piscinas estavam encerrados, porque falta o cloro necessário à sua manutenção, segundo informação recolhida no local".

Publicado por jf em 12:06 AM | Comentários (1)

PISCINAS, JÁ! (2)

Na Ameixoeira, acrescenta Sá Fernandes, também o tanque de aprendizagem está sem funcionar. "Estes factos são inaceitáveis, pelo que urge a sua resolução urgentíssima", defende o vereador do BE. Num ofício hoje enviado ao vereador com o pelouro do Desporto, Pedro Feist, da maioria PSD-CDS/PP, Sá Fernandes pede ao responsável "que diligencie de imediato" para que a "população utente destas piscinas p ossa usufruir das mesmas".

O vereador bloquista adianta que "já foram apresentadas várias reclamações sobre este inqualificável e lamentável caso de 'desmazelo' e falta de atenção aos munícipes". Sá Fernandes pede ainda ao vereador Pedro Feist que "diligencie igualmente para que rapidamente estes equipamentos municipais tenham as respectivas zonas de bar e cafetaria, não só porque representam uma mais-valia, mas também porq ue podem constituir uma receita para a Câmara Municipal".

Publicado por jf em 12:05 AM | Comentários (0)

PISCINAS, JÁ! (3)

A Lusa tentou obter uma declaração do gabinete de Pedro Feist, o que não foi possível até ao momento. Estas três piscinas municipais foram inauguradas num só dia, juntamente com as do Restelo e do Clube Nacional de Natação, pelo anterior presidente da Câmara de Lisboa Pedro Santana Lopes. Apesar da "maratona" de cerimónias em Setembro, as piscinas municipais permaneceram encerradas e só começaram a funcionar a 16 de Março, por não terem na altura da inauguração funcionários nem técnicos preparados.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 12:03 AM | Comentários (0)

agosto 14, 2006

BELA IDEIA

A Camara Municipal de Lisboa vai responsabilizar-se por um programa de Introdução á Cidadania no próximo ano lectivo nas escolas do ensino básico de Lisboa. É uma execelente ideia ensinar a não cuspir no chão e a não deixar os animaizinhos de estimação emporcalhar as ruas que a CML há muito deixou d elavar, condenando os lisboetas a um salutar convívio com o esterco urbano de todas as proveniências.

A dúvida é: será mesmo isso que vão ensinar? Era muito incómodo mostrarem o programa que vai ser ministrado? E será que haverá um manuel de boa conduta pública? É que a Camara Municipal de Lisboa, a avaliar pelo que tem acontecido nos últimos tempos poderá ter autoridade para muita coisa, menos para dar lições de cidadania. Ou haverá membros do actual executivo municipal que vão frequentar as aulinhas?

Publicado por jf em 09:00 PM | Comentários (0)

INTRODUÇÃO À CIDADANIA (1)

A Câmara de Lisboa vai garantir actividades de prolongamento de horário às mais de 14 mil crianças das escolas do primeiro ciclo da capital, no âmbito do plano de enriquecimento curricular definido pelo Ministério da Educação. As crianças do primeiro e segundo anos do ensino básico das escolas de Lisboa terão, já no próximo ano lectivo, aulas de Introdução à Cidadania, enquanto os alunos do terceiro e quarto anos terão Inglês. Todos os estudantes do primeiro ciclo contarão ainda com o ensino de Música e Actividade Física e Desportiva.

Publicado por jf em 08:51 PM | Comentários (0)

INTRODUÇÃO À CIDADANIA (2)

O anúncio do vereador da Educação da autarquia lisboeta, Sérgio Lipari Pinto (PSD), surge hoje após a assinatura de protocolos com 29 dos 30 agrupamentos escolares da cidade, que visam garantir "um programa universal e gratuito de actividades que acrescem àquelas que são obrigatórias". Apenas o agrupamento Padre Cruz não celebrou o protocolo com a Câmara Municipal, por estar integrado desde 2005 numa outra entidade promotora, por decisão do Ministério da Educação, adianta o vereador, em comunicado. O Governo determinou no ano passado que as escolas do primeiro ciclo (antiga primária) têm de permanecer abertas por um período mínimo de oito horas diárias, oferecendo aos alunos actividades extracurriculares gratuitas entre as 15:30 e as 17:30.

Publicado por jf em 08:50 PM | Comentários (1)

INTRODUÇÃO À CIDADANIA (3)

Os agrupamentos escolares devem apresentar até terça-feira ao Ministério da Educação um plano elaborado em conjunto com as autarquias ou associações de pais. Na planificação das actividades, que devem incluir actividades de estudo acompanhado, inglês, desporto, música e expressões artísticas, os agrupamentos de escolas e entidades promotoras devem ter em conta os recursos existentes na com unidade local. O ministério estima gastar cerca de 80 milhões de euros com o projecto de enriquecimento curricular, o que representa perto de 250 euros por cada criança que frequente estas actividades.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 08:48 PM | Comentários (0)

ÁTRIO NOVO

O átrio sul da estação de Alvalade, na Linha Verde do Metropolitano de Lisboa (ML), abre ao público quinta- feira a partir das 06:30, anunciou hoje a empresa. A abertura deste novo átrio, coincide com o fecho do átrio Norte da mesma estação para concluir os trabalhos de remodelação, segundo um comunicado do Metropolitano.

Os novos acessos do átrio Sul localizam-se na Avenida de Roma, a Sul da Praça de Alvalade, com dois acessos: um a Poente, junto ao edifício do Instituto de Desenvolvimento e Inspecção do Trabalho (IDIT), e outro a nascente, perto do edifício da ADSE - Ministério das Finanças.

Segundo o comunicado, estes trabalhos de ampliação e remodelação "visam o alargamento do comprimento do cais das estações da Linha Verde", no sentido de "aumentar a capacidade de oferta de transporte e na melhoria das acessibilidades em toda a zona de influência da linha". As restantes estações da Linha Verde - Areeiro, Arroios, Anjos e Intendente - também serão remodeladas. O ML garante que enquanto durarem as obras de remodelação "proporcionará alternativas" de transporte aos seus clientes.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:08 PM | Comentários (0)

TORGA NOS OLIVAIS

A Biblioteca municipal dos Olivais apresenta, até dia 19 de Agosto, uma exposição comemorativa do nascimento de Miguel Torga, num conjunto de obras alusivas à efeméride. Poeta, ensaísta, dramaturgo e romancista, Miguel Torga publicou obras como Bichos e Contos da Montanha.

Biblioteca Municipal dos Olivais.
Rua Cidade do Lobito.
Até 19 de Agosto, das 10h às 15h30. Entrada livre.

Publicado por jf em 03:44 PM | Comentários (0)

IMBRÓGLIO

O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, parte esta semana para os Estados Unidos para se encontrar com o arquitecto Frank Gehry, autor do estudo de reabilitação do Parque Mayer. Carmona vai tentar convencer Gehry a projectar a reabilitação do recinto, o que obrigará o arquitecto a reformular o estudo já realizado, pois este previa a demolição do teatro Capitólio que terá de ser reconstruído. Na mala, Carmona leva um esboço do recinto elaborado pelo Vão Arquitectos.

Publicado por jf em 03:41 PM | Comentários (0)

MENOS CLARIDADE

Na Rua da Claridade, perto do Hospital dos Capuchos, trabalhos de melhoria na rede de distribuição de água serão executados durante dois meses e meio, entre as 8:00 e as 17:00, impedidndo também o trânsito, informou a autarquia. A circulação normal do tráfego ficará assegurada depois do horário em que decorrem os trabalhos de reparação, estando garantido o acesso a veículos prioritários.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 03:28 PM | Comentários (0)

TÚNEL FECHADO

O túnel entre as Avenidas Infante Dom Henrique e Marechal Gomes da Costa, na zona oriental de Lisboa, estará encerrado durante uma semana nos dois sentidos, a partir de quarta- feira, anunciou hoje a Câmara Municipal. Segundo a Divisão de Comunicação e Imagem do Município lisboeta, o encerramento é necessário para realizar "obras de reparação de pavimento do desnivelamento entre as duas avenidas". Durante os sete dias em que o túnel estará encerrado, o trânsito circulará à superfície sem alterações.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 03:27 PM | Comentários (0)

14 DE AGOSTO DE 1951

É inaugurada a Igreja do Santo Condestável, em Lisboa.

Publicado por jf em 01:54 PM | Comentários (0)

14 DE AGOSTO DE 1890

É inaugurado o Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

Publicado por jf em 01:37 PM | Comentários (0)

DECORAÇÃO ACIDENTAL

No Público, por Ana Henriques

Tratando-se o Metropolitano de Lisboa de uma empresa que investe fortemente em arte nas suas estações, poder-se-ia pensar que o monolito que há cerca de três semanas adorna a entrada da paragem dos Anjos é uma daquelas esculturas contemporâneas que o vulgar cidadão confunde com tralha imprestável a menos que estejam dentro das quatro paredes de um museu. Só que desta vez, afinal, o que parece é. A grande pedra que jaz encostada ao murete da estação dos Anjos fazia parte do próprio murete até à madrugada em que um automóvel desgovernado se lançou contra ela, fazendo-a tombar.

"Está ali um perigo", comenta o líder de uma comunidade evangélica situada no último andar do prédio mais próximo, na Avenida Almirante Reis. Da janela o líder religioso costuma ver os mendigos sentarem-se em cima do pesadíssimo monolito, que abana até quase cair, enquanto esticam os pés, dificultando a entrada e saída de passageiros. O bloco de pedra também atrai a atenção de algumas crianças, que quando passam tentam empoleirar-se nele. "Estamos à espera que a seguradora do automóvel que embateu ali dê ordem para se avançar com a reparação", explica uma profissional da agência de comunicação que faz a assessoria de imprensa do Metropolitano de Lisboa. "Como isso implica a deslocação de uma pequena grua, porque aquilo é enorme, uma reparação provisória está fora de questão". Segundo a mesma agência a questão será resolvida em breve. Enquanto tal não acontece o monolito vai continuar a ser tema de conversa nesta zona dos Anjos.

Publicado por jf em 01:12 PM | Comentários (0)

FADO NO GUINESS

O investigador Vítor Duarte Marceneiro quer colocar Lisboa no "Guinness Book of Records" como a cidade mais cantada do mundo, e stando a constituir uma base de dados de canções, fados e marchas que cantam a capital.

O projecto vai começar oficialmente em Janeiro, mas Vítor Duarte Marceneiro, neto do lendário fadista Alfredo Marceneiro, está já a encetar as primeiras pesquisas, começando pelo universo musical que melhor conhece: o fado. "O objecto de estudo está definido: canções, fados ou marchas que não só se refiram à cidade como tenham nos versos a palavra Lisboa", disse o investigador à Lusa.

"Não basta cantar os bairros, a luz da cidade ou o seu castelo: há que incluir a palavra Lisboa e o tema musical tem também que respirar Lisboa", explicou.

A ideia já existia há muito e só agora o investigador, que já publicou três biografias fadistas, encontrou condições junto da autarquia para começar "a trabalhar a sério no projecto que implica investigação não só nas bibliotecas e arquivos institucionais, como conhecer espólios que muitas famílias guardam carinhosamente".

A base de dados a constituir "não será uma mera listagem de títulos e poemas de e sobre Lisboa, mas a cada tema corresponderá a música em que é interpretado, os respectivos autores, a data da criação, quem a cantou pela primeira vez, a primeira gravação e as seguintes que presumivelmente existam".

Isto é, irá estabelecer-se o "cadastro" de uma canção, fado ou marcha popular que se refira a Lisboa. "Iremos tentar saber o mais possível de cada tema alfacinha, e até de histórias que lhe estão na origem ou a ele ligadas", esclareceu.

Para o investigador, "esta é também uma nova proposta de abordagem da história da cidade". Sendo uma base de dados, estará sempre em aberto podendo ser sucessivam ente complementada e completada com informações que surjam, explicou o autor habituado às andanças de arquivos e a "desconfiar" os documentos.

"Um documento só por si deve ser contextualizado, devemos entender a época, a mentalidade que o realizou", diz, citando exemplos de investigações anteriores. A sua "desconfiança" dos documentos levou-o a encontrar algumas novidades nas biografias que escreveu quer de Hermínia Silva quer do seu próprio avô, Alfredo Marceneiro, uma das figuras basilares do fado.

Para este projecto o investigador afirma-se ambicioso e conta encontrar "nunca menos de um milhar de temas". Um número suficiente para impressionar os juízes do "Guinness Book of Records" e candidatar Lisboa a "cidade mais cantada do mundo", apesar de objectivo ser "a constituição de uma base de dados de temas musicais sobre Lisboa".

"Depois podem aparecer outras, nomeadamente Paris, Buenos Aires ou Rio de Janeiro, e nós continuaremos a investigação e descobriremos certamente mais", afirmou, confiante. Este "recorde" é também um "galardão turístico" e "abre uma janela da cidade ao mundo". Outro universo musical de pesquisa será o teatro de revista, de onde "saíram inúmeras melodias de Lisboa, sendo a cidade uma das referências revisteiras por natureza".

Filho e neto de fadistas, Vítor Duarte Marceneiro também canta o fado e já gravou discos. Foi produtor e realizador para a televisão, além de correspondente das televisões CBS (Estados Unidos) e ARD (Alemanha). Editou os livros "Recordar Alfredo Marceneiro", em 1995, "Marceneiro - Os fados que ele cantou", em 2002, e há dois anos, "Recordar Hermínia Silva".

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 01:05 PM | Comentários (0)

AGENDA

9h-19h Humor e Sociedade. Exposição do VII Porto Cartoon, produzida pelo Museu Nacional da Imprensa. A mostra, constituída por mais de 200 desenhos, está patente ao público até 29 de Setembro, de segunda a sexta, no átrio do Ministério das Finanças (Pç. do Comércio). A entrada é livre.

10h-22h Figurinos dos Musicais de Filipe La Féria. Os trajes dos espectáculos que o encenador tem levado ao Teatro Politeama estão em exposição até dia 25, de segunda a sábado, no 7º Piso do El Corte Inglés.

21h Concertos do Carmo. Seis fadistas, de diferentes gerações, apresentam-se todas segundas-feiras, até 25 de Setembro, nas Ruínas do Convento do Carmo. O cartaz é constituído por Beatriz da Conceição, Alcindo de Carvalho, Matilde Pereira, Joaquim Gomes, Cátia Garcia e André Vaz. Entradas a 15 e 25.

Publicado por jf em 12:53 PM | Comentários (0)

PORTAS DE LISBOA (10)

Arco de entrada e escada de acesso para o cubelo grande que defendia o postigo do Condestável.

(Arquivo Municipal, Eduardo Portugal)

Publicado por jf em 01:31 AM | Comentários (0)

PORTAS DE LISBOA (9)

Porta do Espírito Santo.

(Arquivo Municipal, fotógrafo não identificado)

Publicado por jf em 01:30 AM | Comentários (0)

PORTAS DE LISBOA (8)

Porta de D. Afonso.

(Arquivo Municipal, Eduardo Portugal)

Publicado por jf em 01:28 AM | Comentários (0)

PORTAS DE LISBOA (7)

Porta de D. Maria (lado interior).

(Arquivo Municipal, fotógrafo não identificado)

Publicado por jf em 01:26 AM | Comentários (0)

PORTAS DE LISBOA (6)

Porta de Martim Moniz (lado interior).

(Arquivo Municipal, José Artur Leitão Bárcia)

Publicado por jf em 01:24 AM | Comentários (0)

PORTAS DE LISBOA (5)

Porta de Armas.

(Arquivo Municipal, José Artur Leitão Bárcia)

Publicado por jf em 01:23 AM | Comentários (0)

PORTAS DE LISBOA (4)

Porta de S. Jorge.

(Arquivo Municipal, José Artur Leitão Bárcia)

Publicado por jf em 01:22 AM | Comentários (0)

PORTAS DE LISBOA (3)

Porta D. Maria.

(Arquivo Municipal, fotógrafo não identificado)

Publicado por jf em 01:21 AM | Comentários (0)

PORTAS DE LISBOA (2)

Porta principal.


(Arquivo Municipal, Alberto Carlos Lima)

Publicado por jf em 01:20 AM | Comentários (0)

PORTAS DE LISBOA (1)

Porta de Martim Moniz.

(Arquivo Municipal, Alberto Carlos Lima)

Publicado por jf em 01:19 AM | Comentários (0)

E A PRENDINHA É...

Dez magníficas fotografias das portas do Castelo de São Jorge, onde hoje para entrar tem de pagar.

Publicado por jf em 01:18 AM | Comentários (2)

agosto 13, 2006

PRENDINHA DE AGOSTO

O Olissipo está solidário com todos os cidadãos que têm de pagar bilhete para entrar nessa pérola casteleja de Portugal que dá pelo nome de Castelo de São Jorge. Daí que em breve virá oferecer uma prendinha a todos. Quem dá o que pode a mais não é obrigado....

Publicado por jf em 06:28 PM | Comentários (3)

BOA SUGESTÃO

De Manuel Azinhal, em O Sexo dos Anjos.

Publicado por jf em 05:29 PM | Comentários (0)

ALTA EM BAIXA (1)

Alta de Lisboa sem dinheiro para terminar no prazo previsto nova cidade do Lumiar.

Apesar dos preços baixos os apartamentos da vendem-se pouco, o que vai adiar pelo menos por cinco anos a conclusão desta nova cidade dentro de Lisboa. Sem dinheiro, a sociedade promotora vai ter de recorrer a um aumento de capital. A empresa responsável pela Alta de Lisboa vai negociar com a câmara um adiamento do prazo de conclusão do mega-empreendimento imobiliário do Lumiar, onde até 2015 deviam estar a morar cerca de 65 mil pessoas. Motivo: as vendas de apartamentos são muito inferiores ao previsto, apesar dos baixos preços, praticamente sem igual no resto da cidade.

Publicado por jf em 03:55 PM | Comentários (0)

ALTA EM BAIXA (2)

Lançada no tempo de Kruz Abecasis, nos anos 80, a Alta de Lisboa, então designada Alto do Lumiar, corresponde à ambição do antigo presidente da câmara de criar nestes 300 hectares - delimitados pela 2ª Circular, pelo aeroporto, pela Alameda das Linhas de Torres, pelo Eixo Norte-Sul e pela fronteira com Loures - uma nova cidade, ou melhor, o prolongamento do eixo Av. da Liberdade-Av. da República-Campo Grande. Duas décadas depois a Alta de Lisboa continua a ser desconhecida de parte significativa dos lisboetas, apesar das dezenas e dezenas de prédios já construídos, dos parques verdes e de alguns nomes sonantes da arquitectura como Manuel Salgado, Frederico Valsassina, Daciano Costa, João Paciência e Tomás Taveira terem sido contratados para desenhar parcelas do empreendimento.

Publicado por jf em 03:54 PM | Comentários (0)

ALTA EM BAIXA (3)

Fruto de uma parceria entre a Câmara de Lisboa, detentora de grande parte dos terrenos, e uma empresa privada constituída para o efeito, a Sociedade Gestora do Alto do Lumiar (SGAL), a Alta de Lisboa pertence em grande parte ao magnata macaense do jogo Stanley Ho. Outro dos sócios é a construtora A. Silva & Silva. Em troca da entrega faseada dos terrenos camarários a custos baixos, esta sociedade escolhida pela autarquia através de concurso comprometeu-se a urbanizar 80 por cento dos terrenos livres das freguesias do Lumiar e da Charneca. Isto incluía não só os prédios, como os equipamentos necessários - escolas, centros de saúde e equipamentos desportivos, por exemplo - e respectivos arruamentos.

Publicado por jf em 03:54 PM | Comentários (0)

ALTA EM BAIXA (4)

O director financeiro da SGAL, Neil Walker, explica que, para que tudo ficasse pronto em 2015 a empresa teria de vender 700 casas por ano. Mas há cinco anos que a procura está muito aquém deste patamar: em 2002 só foram vendidos cem apartamentos, no ano passado apenas 215 e de Janeiro até agora 80. A sociedade diz ter neste momento 600 unidades para vender, 370 das quais em construção.

Publicado por jf em 03:54 PM | Comentários (0)

ALTA EM BAIXA (5)

Preços mais baratos que em Odivelas

Os preços são aliciantes: há T1 a partir dos 125 mil euros. "São próximos dos que se praticam na Amadora", explica o presidente da Unidade de Projecto da Alta do Lumiar, que é o serviço camarário que fiscaliza o cumprimento do plano de urbanização aprovado pela autarquia. "Até Odivelas tem preços mais altos desde que lá chegou o metro", salienta Neil Walker.

Publicado por jf em 03:53 PM | Comentários (0)

ALTA EM BAIXA (6)

O director financeiro da SGAL atribui a redução da procura de fogos na Alta de Lisboa à recessão económica. Mas tanto ele como todos os que estão de alguma forma ligados ao empreendimento admitem que os prédios que ali cresceram para realojar antigos moradores que já viviam nesta zona da cidade em condições precárias - e que surgiram, na maioria dos casos, antes de as chamadas casas de venda livre e os equipamentos sociais estarem prontos - contribuíram para a falta de atractividade desta zona da cidade.

Publicado por jf em 03:52 PM | Comentários (2)

ALTA EM BAIXA (7)

Apesar de, nalguns casos, os prédios do Plano Especial de Realojamento até serem exactamente iguais aos restantes. "Em redor dos prédios de realojamento temos de ter um produto [apartamentos] mais barato, para pessoas que não estejam preocupadas com determinado tipo de vizinhança", explica Neil Walker.

Publicado por jf em 03:52 PM | Comentários (0)

ALTA EM BAIXA (8)

O convívio entre as diferentes classes sociais é um dos pressupostos do projecto. Na prática, o convívio já é pouco entre muitos dos que adquiriram casa no mercado de venda livre, e menor ainda entre estes e os menos favorecidos. Por outro lado, viver num local que ainda se encontra em construção - nuns casos faltam vias de comunicação eficazes, noutros centros de saúde, noutros ainda limpeza de ruas - e que nunca estará consolidado enquanto cidade senão daqui a uns bons cinco anos tem incómodos que nem todos estão dispostos a suportar. Há espaços públicos escalavrados e terrenos baldios abandonados, à espera do próximo prédio novo ou simplesmente de que alguém se lembre deles.

Publicado por jf em 03:51 PM | Comentários (0)

ALTA EM BAIXA (9)

Situação não pode manter-se, diz empresa

Como diz Ana Louro, que faz parte da comissão instaladora de uma associação de moradores da Alta de Lisboa, o projecto é ideal, mas a sua aplicação no terreno deixa muito a desejar, até por causa dos atrasos que tem sofrido. Seja como for, as vantagens de viver na Alta de Lisboa não ficam só pelo preço das casas. Os parques verdes existentes ou em construção são magníficos e a densidade de construção nos 300 hectares não ultrapassa, de acordo com o director do gabinete de projecto, Rosado de Sousa, os 0,7. As ruas são amplas e a proximidade do aeroporto impede os prédios subirem acima dos sete andares.

Publicado por jf em 03:50 PM | Comentários (0)

ALTA EM BAIXA (10)

O último relatório e contas da SGAL não deixa dúvidas sobre a complicada situação financeira da empresa. Em 2005 teve um prejuízo de 5,7 milhões de euros, o que vai obrigar a um aumento de capital já no mês que vem e à realização de mais parcerias com empresas de fora, com vista ao prosseguimento das obras. As dívidas a fornecedores totalizavam 50.903 milhares de euros, o que, segundo Neil Walker "é uma situação mais ou menos normal" no mercado imobiliário. Os empréstimos contraídos junto da banca ascendem a 119.508 milhares de euros. O mesmo documento dá conta de que os atrasos da autarquia na entrega de terrenos impõem à actividade da SGAL "graves restrições de ordem comercial e financeira".

Publicado por jf em 03:50 PM | Comentários (0)

ALTA EM BAIXA (11)

"A situação de desequilíbrio contratual em que nos encontramos não poderá manter-se", avisa a administração empresa no relatório. A autarquia explica os atrasos com a necessidade de comprar a particulares terrenos que não lhe pertenciam e com as demoras nos registos. O director da unidade de projecto afiança que tudo ficará resolvido em Setembro, enquanto o director da SGAL se queixa da lentidão com que os processos correm na autarquia, e da "incapacidade de decisão" dos seus serviços. "Com estes obstáculos não vai ser possível ter tudo pronto em 2015. As vendas terão de se prolongar por mais cinco anos", afirma Neil Walker. "Estamos a preparar a renegociação do contrato com a câmara".

Publicado por jf em 03:49 PM | Comentários (0)

ALTA EM BAIXA (12)

A presidente da Junta de Freguesia da Charneca, uma das duas freguesias em que está a ser construída a Alta de Lisboa, não percebe por que razão já ali foi construído um recinto polidesportivo sem que os habitantes tenham sequer um centro de saúde. A assistência médica é, de resto, também uma preocupação do presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, Nuno Roque, que explica que os moradores da zona têm de se governar com uma extensão de saúde que por enquanto ainda funciona em condições precárias, "num barracão meio abandonado". No antigo bairro de barracas da Musgueira não destoava, observa, mas hoje, entre os prédios novos, "é degradante".

Publicado por jf em 03:49 PM | Comentários (0)

ALTA EM BAIXA (13)

Dentro em breve a extensão de saúde deverá mudar para uma loja de um prédio. O autarca fala de outras necessidades: um posto de limpeza, para as ruas andarem mais asseadas, e mais autocarros para o centro do Lumiar. Só que o director da unidade de projecto da Alta do Lumiar pensa que o posto de limpeza não é uma prioridade. A Alta de Lisboa não é toda igual, e na freguesia da Charneca é maior o número de realojamentos que na freguesia do Lumiar.

Publicado por jf em 03:48 PM | Comentários (0)

ALTA EM BAIXA (14)

Para a presidente da Junta da Charneca, Graça Ferreira, o empreendimento corre o risco de se tornar um "elefante branco", dada a fraca procura de apartamentos. Além disso, verifica-se um outro fenómeno comum a várias zonas novas da cidade, como o Parque das Nações: a compra das casas por investidores, que as mantêm vazias até conseguirem um preço mais alto do que aquele pelo qual as compraram. "É preciso dar vida à zona. E isso pode ser feito abrindo mais comércio. Mas protegido", ressalva, numa referência aos problemas de segurança nalgumas zonas do empreendimento. Só no ano que vem deverá abrir uma divisão da PSP.

Publicado por jf em 03:47 PM | Comentários (0)

ALTA EM BAIXA (15)

A autarca defende que a Sociedade Gestora do Alto do Lumiar não se empenhe apenas na construção de novos prédios e estenda a sua acção à reabilitação, em especial dos palacetes que pertencem às antigas quintas do Paço do Lumiar. "As casas reabilitadas podiam funcionar como um ex-libris da zona". "Mas a SGAL teve falta de visão e agora tem dificuldade em vender as casas", observa, ao mesmo tempo que critica os novos habitantes da Alta de Lisboa que optam por fazer toda a sua vida fora dali, só lá indo dormir. "Mas eu se calhar também me fechava em casa se sentisse insegurança", admite. Sandra Rodrigues, uma produtora de publicidade de 31 anos, mora no Condomínio da Torre mas raramente lá pára.

Publicado por jf em 03:47 PM | Comentários (0)

ALTA EM BAIXA (16)

Nunca se sentiu insegura, só que os afazeres mantêm-na longe dali grande parte do dia, e aos fins-de-semana vai para fora. Diz-se satisfeitíssima com o negócio: há cinco anos o T1 onde agora reside custou-lhe, ainda em planta, 85 mil euros. "Como tenho seguro de saúde nem sei onde é o centro de saúde", explica. Só a aborrece a gestão do condomínio, dificultada pelo elevado número de habitantes do prédio. "Mas temos de ser realistas", observa. "Comprei a casa por um valor muito inferior ao do mercado".

No Público, por Ana Henriques

Publicado por jf em 03:46 PM | Comentários (0)

CONCERTOS NA TORRE DE BELÉM

O primeiro fim-de-semana de Setembro será animado no relvado da Torre de Belém, em Lisboa, por Carlos do Carmo e Camané com a Sinfonieta de Lisboa e a banda portuguesa Da Weasel com uma orquestra sinfónica. Camané, que tem realizado várias experiências musicais, nomeadamente na área pop, estreia-se sábado dia 02 de Setembro a cantar acompanhado pela Sinfonieta, sob a batuta de Vasco Pierce de Azevedo. Neste espectáculo Camané partilhará o palco com Carlos do Carmo, que tem actuado várias vezes com a Sinfonieta, e ainda a actriz Eunice Muñoz, que declamará alguns poemas, o pianista Bernardo Sassetti, os guitarras Ricardo Rocha e José Manuel Neto, o viola Marino de Freitas e o contrabaixo Paulo Paz. O projecto intitulado "Concertos na Torre de Belém" é organizado pela EGEAC (Empresa Municipal de Gestão e Animação Cultural), e inclui a actuação dos Da Weasel, no domingo.

Publicado por jf em 02:18 AM | Comentários (0)

MAIS METRO

A obra de prolongamento da Linha Vermelha do Metropolitano de Lisboa, entre a Gare do Oriente e o aeroporto da Portela, irá arrancar em Dezembro deste ano. Os resultados do concurso público realizado saem já na próxima quarta-feira, seguindo-se a adjudicação da obra, apurou o DN junto de fonte do Metropolitano de Lisboa. O prolongamento, que envolverá a construção das estações de metro de Moscavide, Encarnação e Aeroporto, abrange uma extensão de 3326 metros e irá facilitar a ligação entre a Gare do Oriente e a Portela.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por jf em 02:13 AM | Comentários (0)

A CASA INACABADA

Exposição concebida pela La Villette/Cité des Sciences & de l"Industrie onde as crianças dos 3 aos 6 anos podem construir - ou demolir - uma casa que jamais estará acabada. A Casa Inacabada é um "estaleiro" com vigas, andaimes, tijolos, carrinhos de mão, gruas, roldanas e escadas e no qual só se entra devidamente equipado - com colete e capacete. O bilhete dá acesso a todas as exposições do Ciência Viva - Vê, Faz e Aprende, Exploratorium, Matemática Viva e a exposição temporária Vida Fácil! (últimos dias).

A Casa Inacabada
Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva (Alameda dos Oceanos, Parque das Nações). Tel.: 218917100
Sáb. e dom. das 11h às 19h. 3ª a 6ª das 10h às 18h. Bilhetes de 2,50 a 6 euros (famílias: 13 euros).

Publicado por jf em 02:01 AM | Comentários (0)

O PREÇO DO CASTELO (1)

No Público, por José António Cerejo

Entrar no Castelo de São Jorge vai custar cinco euros. Vereador justifica aumento de 66 por cento com despesas de conservação e investimentos previstos.

Os bilhetes de entrada no Castelo de São Jorge vão subir de três para cinco euros dentro de um ou dois meses. A decisão foi tomada pelo vereador da Cultura da Câmara de Lisboa, José Amaral Lopes, que a justificou ao PÚBLICO com a necessidade de financiar as "avultadas" despesas correntes e de conservação do monumento, bem como os investimentos há muito previstos.

Publicado por jf em 01:59 AM | Comentários (0)

O PREÇO DO CASTELO (2)

A entrada no castelo deixou de ser gratuita em 2004, altura em que a EGEAC, a empresa municipal responsável pela gestão daquele espaço, passou a cobrar três euros por visitante. A medida provocou então uma acesa controvérsia, em que sobressaíram os mediáticos protestos do fadista Nuno da Câmara Pereira. Isentos de pagamento ficaram os residentes em Lisboa, bem como os menores de dez anos e os maiores de 65 anos.

Publicado por jf em 01:57 AM | Comentários (0)

O PREÇO DO CASTELO (3)

Além destas isenções, que vão manter-se depois do aumento, foram estabelecidos descontos de 90 por cento para grupos escolares organizados e de 50 por cento para estudantes e famílias de mais de três pessoas. Estas reduções vão também manter-se.

Publicado por jf em 01:57 AM | Comentários (0)

O PREÇO DO CASTELO (4)

Em defesa da política de acessos pagos ao local, Amaral Lopes, que é também presidente da EGEAC, argumenta que "os estudos feitos por técnicos e empresas de consultoria desde 1995 mostram que a cobrança de ingressos no castelo é uma condição de viabilidade da EGEAC". Confrontado com a dimensão do aumento - 66 por cento -, o autarca e ex-secretário de Estado da Cultura afirma que os estudos realizados determinavam a aplicação desse aumento em 2004, visto que "não é possível garantir de outro modo a obrigação municipal de conservar e preservar o castelo".

Publicado por jf em 01:56 AM | Comentários (0)

O PREÇO DO CASTELO (5)

Na opinião de Amaral Lopes, a subida dos bilhetes não aconteceu em 2004 e 2005 "por falta de capacidade política para tomar decisões impopulares", embora se trate de "decisões de boa gestão". Sublinhando que a entrada no monumento dá também acesso, sem pagamento adicional, a uma série de atracções - que incluem exposições e o centro de interpretação da cidade, com recurso a meios audiovisuais e multimedia, e ainda a Câmara Escura, um periscópio que permite fazer uma viagem de 360º sobre Lisboa -, o vereador sustenta que as visitas a este tipo de monumentos são quase sempre pagas.

Publicado por jf em 01:55 AM | Comentários (0)

O PREÇO DO CASTELO (6)

850 mil pagantes em 2005

De acordo com o autarca, as despesas correntes e de conservação do castelo ascendem a 1,5 milhões de euros por ano e há numerosos projectos, incluindo a abertura da estação arqueológica da Praça Nova e de um núcleo museológico, que há muitos anos são adiados por falta de verbas. "Só para se ser politicamente simpático não se faz nada, mas comigo não contem com isso", salienta, assumindo que não receia as críticas. "Não estou aqui para evitar polémicas, mas para defender o interesse público."

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O PREÇO DO CASTELO (7)

A entrada em vigor da nova tarifa só deverá ocorrer dentro de um ou dois meses, "logo que estejam concluídos os procedimentos administrativos e legais" exigíveis. "Esta é uma decisão fundamentada. Não é um capricho e estou convencido de que assim estou a defender o interesse público. Se houver polémica, ainda bem", acrescenta Amaral Lopes.

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O PREÇO DO CASTELO (8)

O "rumor" de que este aumento estaria em preparação foi objecto de uma pergunta dirigida pelo vereador José Sá Fernandes ao seu colega da Cultura na reunião pública do executivo municipal realizada no fim de Julho, mas Amaral Lopes limitou-se a dizer que não comentava rumores.

Publicado por jf em 01:53 AM | Comentários (0)

O PREÇO DO CASTELO (9)

"Afinal não era nenhum rumor, até porque consta do plano de actividades da EGEAC para 2006, que naquela altura já estava pronto, mas ainda não foi apresentado à câmara, apesar de já estarmos em Agosto, tal como não o foi o relatório e contas do ano passado", comentou ontem Sá Fernandes. "A sensação que me dá é que este aumento se destina a financiar a EGEAC. Mas como não conheço o plano de actividades, nem as contas, nem os projectos da empresa, não estou em condições de comentar o caso", disse o vereador.

Publicado por jf em 01:52 AM | Comentários (0)

O PREÇO DO CASTELO (10)

O Castelo de São Jorge recebeu no ano passado cerca de um milhão de visitantes, dos quais perto de 850 mil pagaram bilhete (com ou sem desconto). No primeiro semestre deste ano entraram 443 mil pessoas no monumento, o que corresponde a um acréscimo de 15 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

Publicado por jf em 01:52 AM | Comentários (0)

DE BICICLETA NO METRO

Aos dias úteis, a partir das 21h30, cada passageiro vai pode transportar uma bicicleta. A possibilidade de transportar bicicletas no Metropolitano de Lisboa, que actualmente só vigora aos sábados, domingos e feriados, vai ser estendida aos dias úteis, no período entre as 21h30 e o final da exploração, com a possibilidade de um novo alargamento no futuro.

A medida, que entra em vigor no dia 1 de Setembro, resulta de uma solicitação da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB), que em comunicado se congratula com a decisão, manifestando no entanto a expectativa de que a administração do metro "possa muito em breve vir a alargar o horário agora proposto".

Fonte: Público

Publicado por jf em 01:50 AM | Comentários (0)

PARA ONDE VAI O TIRO?

No Público, por Alexandra Reis

Câmara admite permanência do equipamento no parque florestal se proprietário satisfizer várias condições.

A Plataforma por Monsanto, que reúne associações de moradores e ambientalistas, entregou ontem na câmara e na Assembleia Municipal de Lisboa uma petição com 250 assinaturas com "o objectivo de ver encerrado de uma vez por todas" o campo de tiro no parque florestal.

O vereador dos Espaços Verdes, António Prôa, tornou anteontem pública a denúncia do contrato de concessão do equipamento ao Clube Português de Tiro a Chumbo (CPTC), que termina a 13 de Fevereiro próximo e que tem permitido a permanência do campo de tiro em 20 hectares do parque florestal desde 1962. Porém, o facto de António Prôa admitir ao mesmo tempo a continuação do campo de tiro em Monsanto, com a condição de o clube apresentar uma solução que salvaguarde as questões ambientais e de segurança, levou os ambientalistas a entregar a petição.

"Embora se tenha denunciado o contrato, o senhor vereador deixou em aberto a possibilidade de o campo de tiro poder continuar em Monsanto", critica um dos representantes da Plataforma por Monsanto, Carlos Moura, também presidente do núcleo de Lisboa da Quercus.

A poucos metros do campo de tiro situa-se o centro de acolhimento do parque ecológico de Monsanto, que recebe diariamente inúmeros visitantes, muitos deles crianças. Segundo Carlos Moura, "muitas vezes cai chumbo e pedaços de pratos em cima das crianças que frequentam o espaço". Por outro lado, sublinha o ambientalista, "a poluição que o chumbo provoca no solo e nas águas é uma fonte de problemas ambientais" para o chamado "pulmão verde" da capital.

A autarquia, que tinha até amanhã para denunciar o contrato de concessão, exige "a não contaminação dos solos por chumbo na área de influência do clube" e "a inexistência de impacte sonoro para os utentes do parque e para a fauna local". Outra das condições impostas pela Câmara de Lisboa é a salvaguarda da "segurança de pessoas e bens".

O presidente do CPTC, Carlos Duarte Ferreira, já fez saber que a associação que dirige está interessada em continuar em Monsanto, tendo por isso já preparado uma proposta que, diz, vai ao encontro das exigências da câmara. "A solução é implementar uma barreira física e acústica, com árvores, que impeça definitivamente o chumbo e o ruído de chegar ao parque ecológico. Para evitar a contaminação do solo, vamos recolher o chumbo através da colocação de telas", disse ao PÚBLICO.

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agosto 12, 2006

A BRONCA DA INFANTE SANTO (1)

No Expresso on line, por Maria Luiza Rolim

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carmona Rodrigues - que já mandou instaurar um inquérito para responsabilizar os serviços e técnicos camarários pela falta de alvará do condomínio «Infante à Lapa» - já sabia desde Janeiro que o processo de construção do empreendimento estava cheio de irregularidades.

Publicado por jf em 12:14 AM | Comentários (0)

A BRONCA DA INFANTE SANTO (2)

No entanto, o autarca limitou-se a mandar fiscalizar e embargar a obra passados oito meses. Tempo suficiente para a obra ficar praticamente concluída. E só o fez na sequência da divulgação do relatório da Provedoria de Justiça, a 25 de Julho, no qual a autarquia é acusada de favorecimento do promotor imobiliário e onde se admite que os factos detectados poderão levar à dissolução da Câmara.

Publicado por jf em 12:14 AM | Comentários (0)

A BRONCA DA INFANTE SANTO (3)

O EXPRESSO apurou que a 17 de Janeiro o engenheiro João Manuel Ramos Lopes da Silva - da comissão de vizinhos da obra - enviou uma carta registada com aviso de recepção a Carmona Rodrigues, apontando os «diversos vícios» no processo de construção do condomínio. Mais: nesta carta, subscrita pelo advogado Francisco Santana Gaupo, representante dos moradores, há referência a outra correspondência enviada anteriormente à Câmara, a 17 de Agosto de 2005, que não teve resposta da autarquia.

Publicado por jf em 12:13 AM | Comentários (0)

A BRONCA DA INFANTE SANTO (4)

A carta enviada a Carmona Rodrigues a 17 de Janeiro também ficou sem resposta. Passados cerca de 15 dias, ou seja, a 01 de Fevereiro, o advogado Francisco Guapo enviou outra carta ao presidente da Câmara de Lisboa, solicitando que, relativamente aos factos que envolvem o condomínio residencial Lapa/Infante Santo, informasse se a autarquia iria «tomar alguma iniciativa com vista à reposição da legalidade».

Publicado por jf em 12:12 AM | Comentários (0)

A BRONCA DA INFANTE SANTO (5)

A 16 de Fevereiro, porém, a CML decidiu responder. No ofício enviado ao engenheiro João Manuel Ramos Lopes da Silva, pode ler-se: «o assunto exposto por V.Exa. mereceu a melhor atenção e foi encaminhado, nesta data, para o gabinete da vereadora Gabriela Seara», engenheira responsável pelo urbanismo e património.

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A BRONCA DA INFANTE SANTO (6)

Na carta de 17 de Janeiro - a que o EXPRESSO teve acesso - o advogado volta a enumerar as irregularidades: viciação da área do terreno, viciação consequente da área bruta de construção, construção de edifícios com a cércea de 31 metros quando o Plano Director Municipal (PDM) para a zona da Infante Santo autoriza apenas 25 metros. Além disso, «veio a apurar-se que a firma Portuilding iniciou a construção dos edifícios sem pagar:_a TRIU, que está a pagamento desde 9 de Setembro de 2004, no valor de 610.040,50 euros; a taxa respeitante à licença de construção, no valor de 73.182,73 euros, que está também a pagamento desde 9 de Setembro de 2004».

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A BRONCA DA INFANTE SANTO (7)

A carta enviada a Carmona Rodrigues em Janeiro passado refere, ainda, que a Câmara Municipal de Lisboa «foi lesada em milhões de euros, por não auferir qualquer compensação com a alteração da finalidade dos terrenos». Ou seja, o terreno estava destinado a gasómetro (pertenceu à EDP) sem qualquer valor urbanístico, mas passou a ser apto a construção, com um valor acrescentado enorme significativo pela área que foi autorizada a construir.

Publicado por jf em 12:10 AM | Comentários (0)

A BRONCA DA INFANTE SANTO (8)

Levantando suspeitas de que o promotor Vítor Santos «Bibi» terá obtido «um enriquecimento considerável às custas do património camarário» e que autarca já tinha sido alertado para todos aqueles factos, o advogado adverte Carmona Rodrigues: «estamos perante uma situação que indicia a existência de possível actividade criminosa».

Publicado por jf em 12:09 AM | Comentários (0)

A BRONCA DA INFANTE SANTO (9)

Ora, Carmona Rodrigues vem agora dizer, em conferênncia de imprensa,que tem a «consciência tranquila» e que mandou instaurar, esta semana, um processo para saber o que correu mal no processo de licenciamento da obra (problema que está a ser investigado pela Polícia Judiciária por decisão da Procuradoria-Geral da República). Anunciou também ter nomeado Mourato Testas para instruir o processo de inquérito. Nada mais nada menos do que o seu assessor jurídico.

Publicado por jf em 12:09 AM | Comentários (0)

A BRONCA DA INFANTE SANTO (10)

Curioso é também o facto de ter sido o próprio Carmona Rodrigues a revogar um despacho da ex-vereadora das Finanças, Teresa Maury, ilibando assim o promotor imobiliário de pagar em dinheiro uma taxa indispensável a obtenção de licença da obra - a taxa pela realização de infra-estruturas urbanísticas, TRIU. E aceitando, em troca, edifícios em Campo do Ourique, que continuam a pertencer ao promotor imobiliário. Um acto que poderá fazer o presidente da CML incorrer na perda do mandato nos termos do art.8º da Lei da Tutela Administrativa.

Publicado por jf em 12:08 AM | Comentários (0)

A BRONCA DA INFANTE SANTO (11)

Entretanto, o relatório da Provedoria de Justiça foi enviado para o Ministério Público que, por sua vez, remeteu para o DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal).

Publicado por jf em 12:07 AM | Comentários (0)

A BRONCA DA INFANTE SANTO (12)

O caso está a ser investigado também pela Inspecção Geral da Administração do Território (IGAT). O EXPRESSO apurou entretanto que este organismo está à espera de um inquérito «urgente», que foi autorizado no passado dia 31 de Julho pelo Secretário de Estado do Ordenamento do Território. Ou seja, poucos dias depois da divulgação do relatório da Provedoria de Justiça.

Publicado por jf em 12:06 AM | Comentários (0)

A BRONCA DA INFANTE SANTO (13)

«O presidente da CML agora quer passar uma imagem de santo. Mas ou Carmona Rodrigues é negligente, incompentente e irresponsável, ou há conluio entre a Câmara e o promotor imobiliário, e ele tem que explicar por quê», declarou ao EXPRESSO João Sacadura Cabral, da comissão de moradores da Infante Santo. Segundo este economista, « face à forma como isto está a decorrer, os moradores não estão a ver outra saída que não seja a perda do mandato da actual vereação».

Publicado por jf em 12:05 AM | Comentários (0)

agosto 11, 2006

O OZONO VEIO PARA FICAR

A Área Metropolitana de Lisboa e os concelhos de Estarreja, Leiria e Santiago do Cacém, registaram hoje níveis elevados de concentração de ozono, anunciaram as CCDR do Centro, de Lisboa e Vale do Tejo e do Alentejo.

Segundo as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) da Área Metropolitana de Lisboa, do Centro e do Alentejo, as estações de rastreio registaram concentrações acima dos 180 microgramas por metro cúbico, definidos na lei como limiar de informação ao público para este poluente.

No concelho de Lisboa, a estação de medição da qualidade do ar dos Olivais, registou, entre as 15:00 e as 16:00, um nível de ozono de 182 microgramas por metro cúbico. A estação de medição do Restelo ultrapassou durante o dia de hoje duas vezes o limite do limiar de informação ao público: das 14:00 às 15:00 e das 15:00 às 16:00, registando níveis de ozono de 186 e 191 microgramas por metro cúbico, respectivamente.

O concelho de Loures, das 15:00 às 16:00 registou o valor de concentração por metro cúbico deste gás mais elevada durante a tarde de hoje: 214 microgramas por metro cúbico. Este valor é o mais próximo dos valores de alerta definidos por lei, estipulado nos 240 microgramas por metro cúbico. No mesmo intervalo de tempo, a estação de rastreio de Oeiras atingiu o valor de 183 microgramas por metro cúbico.

Entre as 15:00 e as 16:00, no concelho de Odivelas, a concentração de ozono no ar atingiu os 191 microgramas por metro cúbico. A estação de rastreio de Hospital Velho, no concelho do Barreiro, entre as 14:00 e as 15:00, registou o valor de 190 microgramas por metro cúbico. No concelho do Seixal, a estação de rastreio de Paio Pires, atingiu os 201 microgramas por metro cúbico, entre as 14:00 e as 15:00. Em Almada, entre as 15:00 e as 16:00, os níveis de concentração de ozono no ar chegaram aos 186 microgramas por metro cúbico.

Na região Centro, entre as 14:00 e as 15:00, a estação de rastreio da Teixugueira tinha níveis de concentração de 190 microgramas por metro cúbico, enquanto a estação da Ervedeira atingiu os 198. No Alentejo, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento, anunciou que a estação de rastreio de Monte Velho, em Santiago do Cacém, às 17:00, atingiu os 195 microgramas por segundo.

Segundo a lei, quando a concentração de ozono ultrapassa os 180 microgramas por metro cúbico as autoridades têm de efectuar um anúncio público das zonas afectadas. O ozono é um gás tóxico e quando os níveis de concentração são elevados podem registar-se repercussões na saúde humana. Os sintomas passam pela dor de cabeça, náuseas, dores peitorais e falta de ar.

Acima dos 180 microgramas por metro cúbico, as pessoas mais sensíveis, como crianças, idosos, asmáticos e doentes respiratórios, devem evitar inalar uma grande quantidade de ar, especialmente durante a tarde, período mais quente.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:37 PM | Comentários (1)

RECOLHER OBRIGATÓRIO

No Lóbi do Chá.

Publicado por jf em 04:50 PM | Comentários (0)

UMA TORRE A CAMINHO? (1)

No Público, por Diana Ralha

Director de museu prémio Valmor teme construção de torre gigante em Lisboa. Segurança do edifício e recheio da Casa-Museu Anastácio Gonçalves postos em causa pela chamada Torre Compave.

O vizinho do lado da torre de 105 metros de altura projectada pelo arquitecto catalão Ricardo Bofill para um quarteirão na Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, é um edifício Arte Nova de dois pisos, da autoria do arquitecto Norte Júnior, distinguido com um Prémio Valmor em 1905.

Publicado por jf em 11:42 AM | Comentários (1)

UMA TORRE A CAMINHO? (2)

A ser construída, a chamada torre Compave, com o seu hotel de luxo de seis estrelas e 70 apartamentos, vai ser o maior edifício de Lisboa - mais dois andares que o Sheraton, do outro lado da rua - e irá "emparedar" a vizinha Casa-Museu Anastácio Gonçalves, também classificada pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar), alerta o seu director, José Alberto Ribeiro.

Publicado por jf em 11:40 AM | Comentários (0)

UMA TORRE A CAMINHO? (3)

A escavação das fundações da torre gigante está a preocupar o responsável do museu mandado construir pelo pintor José Malhoa para sua casa de habitação e atelier de trabalho. José Alberto Ribeiro teme pela estabilidade do edifício e pelo seu recheio, nomeadamente o valioso espólio de porcelanas chinesas, dos séculos XVI e XVII, da dinastia Ming.

Publicado por jf em 11:40 AM | Comentários (0)

UMA TORRE A CAMINHO? (4)

"Estou preocupado com o impacto da construção daquele imóvel na casa-museu e também num quarteirão que ainda tem uma unidade e volumetria ligado à história das Avenidas Novas de Lisboa, construídas no fim do século XIX e início do século XX", diz José Alberto Ribeiro. "Como lisboeta, tenho muita pena de ir vendo desaparecer a cidade, ficando dispersas algumas ilhas."

Publicado por jf em 11:39 AM | Comentários (0)

UMA TORRE A CAMINHO? (5)

A Casa-Museu Anastácio Gonçalves será precisamente a única ilha que resta numa paisagem há muito retalhada. Onde em tempos existiu o Hotel Aviz, um palacete que albergava aquele que foi considerado pela revista Life, em 1950, o hotel mais sumptuoso do mundo, que foi a morada de Calouste Gulbenkian nos seus últimos 13 anos de vida e por onde passaram Fred Astaire, Eisenhower, Evita Péron, Maria Callas, Ava Gardner e o rei Humberto de Itália, foram construídos, nos anos 70, dois dos edifícios mais altos da capital: o Hotel Sheraton e o Imaviz. Mais abaixo, em 1973, o Palácio Sottomayor resistiu a um projecto de duas torres gémeas de 19 andares, do arquitecto Conceição Silva, para o Hotel Torralta.
"Não comento o projecto do arquitecto Ricardo Bofill. Deve ter qualidade.

Publicado por jf em 11:39 AM | Comentários (0)

UMA TORRE A CAMINHO? (6)

"Não comento o projecto do arquitecto Ricardo Bofill. Deve ter qualidade. Lamento é que se vão sacrificando zonas da cidade em torno destas construções", diz o director da casa-museu, defendendo que o Ippar devia avançar com classificações de conjuntos urbanísticos e não de edifícios isolados, dando o exemplo do imóvel apalaçado devoluto que será demolido para nascer a torre Compave. "É mais um edifício bonito que se perde", lamenta.

Publicado por jf em 11:38 AM | Comentários (0)

UMA TORRE A CAMINHO? (7)

A ir para a frente, o licenciamento da torre de Bofill - arquitecto que projectou o Atrium Saldanha, ali perto - acontecerá no quadro de um trabalho de planificação geral do crescimento em altura da Avenida Fontes Pereira de Melo. O instrumento legal deverá ser um plano de pormenor, que envolverá não só a avenida como as zonas adjacentes. As avenidas da República e Fontes Pereira de Melo foram definidas em 2003, num estudo conduzido pelo ex-ministro da Economia Augusto Mateus, como tendo condições para se tornarem um dos principais centros de negócios da cidade.

Publicado por jf em 11:37 AM | Comentários (0)

O FUTURO DO TIRO (1)

No Público, por Alexandra Reis

Câmara impõe condições para campo de tiro continuar em Monsanto

Questões ambientais e de segurança levam autarquia a denunciar contrato com concessionário

A Câmara de Lisboa decidiu denunciar o contrato de concessão que permitia a permanência de um campo de tiro no Parque Florestal de Monsanto, mas ao mesmo tempo admite a continuação do equipamento naquele mesmo local desde que o Clube Português de Tiro a Chumbo salvaguarde questões ambientais e de segurança.

Publicado por jf em 11:36 AM | Comentários (0)

O FUTURO DO TIRO (2)

A decisão foi ontem anunciada pelo vereador dos Espaços Verdes, António Prôa, numa conferência de imprensa no parque ecológico de Monsanto, mesmo ao lado do campo de tiro. "A câmara está disponível para analisar propostas do clube para permanecer em Monsanto, desde que sejam cumpridas certas condições ambientais e de segurança", disse o autarca. A autarquia - que tinha até domingo para denunciar o contrato - exige "a não contaminação dos solos por chumbo na área de influência do clube" e "a inexistência de impacte sonoro para os utentes do parque e para a fauna local". Outra das condições é a salvaguarda da "segurança de pessoas e bens".

Publicado por jf em 11:35 AM | Comentários (0)

O FUTURO DO TIRO (3)

O presidente do Clube Português de Tiro a Chumbo, Carlos Duarte Ferreira, diz que a associação que dirige, que foi notificada anteontem da decisão, está interessada em continuar em Monsanto, tendo por isso já preparado uma proposta que vai ao encontro das exigências da Câmara de Lisboa. "A solução é implementar uma barreira física e acústica, com árvores, que impeça definitivamente o chumbo e o ruído de chegar ao parque ecológico. Para evitar a contaminação do solo, vamos recolher o chumbo através da colocação de telas", adiantou.

Publicado por jf em 11:34 AM | Comentários (0)

O FUTURO DO TIRO (4)

Descontaminação não está prevista no contrato

Termina a 13 de Fevereiro próximo o contrato de concessão que permitiu ao clube permanecer nos 20 hectares do parque que lhe foram cedidos pela câmara em 1962. António Prôa explica que ,para o campo de tiro permanecer em Monsanto, terá de ser "encontrado um novo modelo de contrato" que garanta a protecção ambiental e a segurança do parque. "Nas actuais condições, o Clube de Tiro sairá no dia 14 de Fevereiro", afirma o autarca, admitindo, porém, que, segundo os técnicos camarários, há condições para o campo de tiro permanecer. Se o clube se for embora dali terá de ser o município a assumir os custos da descontaminação dos terrenos, uma vez que o contrato de 1962 não responsabiliza o concessionário por essa operação.

Publicado por jf em 11:33 AM | Comentários (0)

O FUTURO DO TIRO (5)

Carlos Duarte Ferreira sublinha que o campo de tiro existe há cerca de 43 anos, enquanto o parque ecológico e os trilhos para bicicletas, pelo contrário, são infra-estruturas recentes, contestadas pelos sócios do clube desde os anos 90. "Quando começou a ser construído o centro de interpretação do parque ecológico, o clube preveniu a câmara de que o chumbo iria lá cair", recorda, acrescentando que a autarquia na altura "não tentou compatibilizar os dois equipamentos". O funcionamento do campo de tiro em Monsanto tem sido contestado pela oposição na Câmara de Lisboa e por associações ambientalistas.

Publicado por jf em 11:32 AM | Comentários (0)

O FUTURO DO TIRO (6)

O campo de tiro está instalado no Parque Florestal de Monsanto desde 1963, tendo o contrato de concessão sido assinado em 1962. Os nomes do anterior Presidente da República, Jorge Sampaio, e da família Champalimaud figuram entre os cerca de 900 sócios do clube. Anualmente, são atingidos cerca de 500 mil pratos em pleno coração da mata. A poucos metros encontra-se o centro de acolhimento do parque ecológico, que recebe diariamente centenas de visitantes, muitos deles crianças. Segundo o núcleo de Lisboa da Quercus, "muitas vezes caem chumbo e pedaços de pratos em cima das crianças que frequentam o espaço de Monsanto". Por outro lado, "a poluição que o chumbo provoca no solo e nas águas é uma fonte de problemas ambientais para o local". Daí a contestação por parte das associações ambientalistas. Neste equipamento, que permite a prática de nove modalidades de tiro, foram disputados vários campeonatos nacionais, da Europa e do mundo. Para 2007, está prevista mais uma grande competição internacional. De acordo com números do clube, os seus atiradores já conquistaram "mais de 50 medalhas de ouro, 20 de prata e 15 de bronze, uma medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1976, numerosos títulos e troféus".

Publicado por jf em 11:31 AM | Comentários (0)

agosto 10, 2006

TAXA PAGA

O promotor do empreendimento da Avenida Infante Santo pagou hoje as taxas em falta à Câmara de Lisboa, no valor de 600 mil euros, o que deverá permitir o levantamento do embargo da obra anunciado quarta-feira pela autarquia.

"As taxas foram hoje pagas", disse à Lusa fonte próxima da promotora imobiliária Portbuilding, informação entretanto confirmada por fonte oficial da Câmara de Lisboa. Questionado sobre a notícia avançada hoje pelo Diário Económico, segundo a qual a promotora preparava a instauração de um processo judicial à Câmara de Lisboa, pedindo indemnizações pelo embargo, a mesma fonte não confirmou a interposição dessa acção judicial.

O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, anunciou quarta-feira o embargo do empreendimento da Avenida Infante Santo por falta de alvará, na sequência de um relatório da Provedoria de Justiça que apontou irregularidades na obra.

Após o pagamento das taxas em falta, na ordem dos 600 mil euros, a câmara emitirá o alvará de construção, o que permitirá o levantamento do embargo total da obra, mantendo-se, no entanto, um embargo parcial. O embargo de uma parte da obra, que será mantido, é motivado pela construção de uma piscina não prevista no projecto aprovado inicialmente, detectada por uma fiscalização dos serviços camarários.

A questão das alegadas irregularidades neste processo foi suscitada após a divulgação de um relatório da Provedoria de Justiça que acusava a gestão da Câmara Municipal de Lisboa de ter ilibado o promotor imobiliário do pagamento da Taxa de Realização de Infra- estruturas Urbanísticas (TRIU) na construção do empreendimento da Infante Santo.

Em causa estava o alegado favorecimento pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa do promotor do empreendimento com prejuízo do interesse público, o que Carmona Rodrigues negou quarta-feira. A autarquia aceitou uma garantia bancária do promotor do empreendimento, estando previsto que a empresa cedesse à Câmara dois prédios em Campo de Ourique, em vez de dinheiro, para pagamento da TRIU.

Apesar de considerar que esta solução é "perfeitamente legal", Carmona Rodrigues sublinhou que a garantia bancária "demonstra, ao contrário do que se pretende insinuar no relatório, que se procurou salvaguardar o pagamento dessa taxa e a consequente arrecadação da receita". No entanto, o promotor transmitiu em Junho à autarquia o seu "manifesto desinteresse" nesta solução, acrescentou. Sobre a alegação da Provedoria de que os imóveis teriam um custo superior - de cerca de 900 mil euros - ao da taxa, o presidente esclareceu que o valor resultou de "uma avaliação, solicitada pela Câmara a uma empresa privada".

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 06:12 PM | Comentários (0)

DESPEJOS NO PÁTIO

O Comando da GNR afirmou hoje que nenhum dos militares reformados alvo de acções de despejo por habitar em edifícios estatais ficará sem sítio para viver, depois de a Provedoria de Justiça ter pedido explicações sobre a situação.

"O Comando da GNR não vai pôr ninguém na rua que não tenha onde ficar", disse à Lusa o porta-voz do Comando da GNR, tenente- coronel Costa Cabral, sublinhando ainda não ter tido conhecimento do pedido da Provedoria.

O Provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, pediu ao Comandante Geral da GNR explicações sobre a acção de despejo de um militar reformado residente no Pátio da Quintinha, na Ajuda. Na sequência de uma queixa do militar, a Provedoria analisou o despacho do Comandante Geral da GNR, apoiado numa lei de 1934 e num despacho do secretário do Tesouro de 1956, e considerou que a notificação de despejo não está devidamente fundamentada.

O porta-voz da GNR sublinhou que "todas as acções estão a decorrer porque essas pessoas estão numa situação ilegal que se tem perpetuado ao longo dos anos, apesar de as pessoas terem conhecimento da ilegalidade".

"Todos foram para essas casas na condição de as entregar quando deixassem de estar ao serviço", sustentou. Contudo, segundo o responsável, "o Comando da GNR não é insensível a situações que envolvam pessoas idosas ou doentes e está disponível para encontrar soluções para essas pessoas". Costa Cabral acrescentou que "há vários tipos de casos, de pessoas que raramente habitam as casas ou têm lá familiares" e defendeu que "as situações não podem ser tratadas da mesma forma".

A Provedoria de Justiça considerou que a notificação do militar reformado fundamenta-se em "conveniência de serviço", uma fórmula que "o Supremo Tribunal Administrativo já teve ocasião de julgar repetidamente insuficiente para cumprir o dever de fundamentação dos actos administrativos lesivos de direitos e interesses legalmente protegidos". O Provedor, Nascimento Rodrigues, quer agora saber, entre outros aspectos, "se a GNR propôs ao reclamante e à sua mulher uma alternativa para habitação, atendendo à idade e incapacidade física do casal". A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) exigiu em Julho a suspensão imediata destas acções de despejo.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 04:38 PM | Comentários (0)

PÓLVORA SECA

A Câmara de Lisboa denunciou o contrato que permitiu a permanência do Clube Português de Tiro a Chumbo em Monsanto nos últimos 44 anos, mas admite a continuação do funcionamento deste equipamento desde que salvaguardada a protecção ambiental. Com esta decisão, o campo de tiro só poderá funcionar até 13 de Fevereiro do próximo ano, altura em que termina a concessão do terreno cedido pela Câmara Municipal ao clube em 1962.

"A Câmara de Lisboa formalizou quarta-feira esta decisão de denúncia do contrato junto do Clube de Tiro", revelou o vereador dos espaços verdes, António Proa, em conferência de imprensa. A Câmara admite, no entanto, a possibilidade de realizar um novo acordo com vista à permanência deste equipamento em Monsanto, desde que sejam cumpridos "parâmetros de protecção ambiental e de segurança do parque florestal previamente definidos pela Câmara Municipal e avalizados tecnicamente por entidades idóneas".

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 04:37 PM | Comentários (0)

10 DE AGOSTO DE 1923

(Arquivo Municipal, forografia de Joshua Benoliel)

A actriz portuguesa Beatriz Costa estreava-se nos palcos, com a revista "Chá e Torradas", no teatro Éden, em Lisboa

Publicado por jf em 12:11 PM | Comentários (0)

AGENDA

10h-23h Até ao Fim do Mundo: Uma Aventura de Pólo a Pólo. O Odivelas Parque tem patente até dia 15 uma exposição com fotografias e filmes realizados numa expedição motorizada por 13 países, promovida pelo fotógrafo Carlos Azevedo.

21h30 Jazz em Agosto. Continua, sob o signo de Coltrane, o festival organizado pela Fundação Gulbenkian, com a actuação do Craig Taborn"s Junk Magic, projecto na área do electro-jazz liderado pelo pianista Craig Taborn. No Anfiteatro ao Ar Livre.

Publicado por jf em 12:05 PM | Comentários (0)

IMPÉRIO REABRE DIA 17

No Público, por Ana Henriques

O histórico Café Império, situado na Avenida Almirante Reis, em Lisboa, e encerrado há três meses para obras depois de ter mudado de gerência, reabre no próximo dia 17 totalmente renovado e ainda a servir o célebre bife que lhe deu fama. O espaço, propriedade da Igreja Universal do Reino do Deus (IURD), esteve envolvido em polémica nos últimos tempos, quando se colocou a hipótese da sua transformação em local de culto.

"A ideia não foi inventar, mas recuperar o anterior conceito de ponto de encontro entre gerações. Não mudar, mas trazer de volta. Pensámos em manter o lado histórico", explica o novo gerente do Império, Paulo Ribeiro, da empresa de restauração Oraboni & Ribeiro.

Paulo Ribeiro explica que o renovado café terá três momentos diferentes durante o seu horário de funcionamento, que será alargado até às 2h da madrugada: um ao almoço, onde se poderá tomar "uma refeição económica num ambiente sofisticado"; outro ao jantar, que será servido à la carte num ambiente "jovem, estilo Hard Rock Café". E, por fim, a partir das 23h, irá funcionar como bar. O objectivo, diz o novo gerente, "é recuperar o espírito dos seus tempos áureos nos anos 50 e 60".

O Café Império terá ainda um espaço reservado às crianças e um outro, que se poderá isolar, para realização de conferências e casamentos. No local poderão ainda realizar-se lançamentos de serviços ou produtos, desfiles de moda e peças de teatro. A equipa original mantém-se, assim como os materiais e os elementos decorativos que o caracterizam. De momento, decorrem ainda obras de recuperação, orçadas em 1,1 milhões de euros.

O café encerrou em meados de Maio, depois de a IURD, proprietária do imóvel, ter exercido o direito de preferência no trespasse do café do anterior arrendatário, a empresa Américo dos Santos e Herdeiros, para a Oraboni & Ribeiro. A intenção era, alegadamente, transformar o espaço em mais um local de culto. Contudo, os protestos dos 18 empregados do café e da sociedade civil terão levado a IURD a alterar os seus planos e a contactar então Paulo Ribeiro para assumir a exploração do estabelecimento.

Publicado por jf em 12:04 PM | Comentários (0)

CARMONA NOS EUA

No Público, por José António Cerejo

Fontão de Carvalho diz que não está em causa nenhuma indemnização porque está tudo pago e não há qualquer contrato em vigor.

O presidente, o vice-presidente e a vereadora do Urbanismo da Câmara de Lisboa vão encontrar-se, na próxima semana, com o arquitecto Frank Gehry para com ele discutir a sua futura ligação ao projecto de renovação do Parque Mayer. Carmona Rodrigues e Fontão de Carvalho deslocar-se-ão propositadamente aos Estados Unidos da América, onde a vereadora Gabriela Seara já se encontra a participar num seminário sobre modernização administrativa.

"O que pretendemos é que o arquitecto Gehry se mantenha ligado ao projecto, porque isso é uma importante mais-valia para a cidade, até do ponto de vista turístico", disse ao PÚBLICO Fontão de Carvalho. O encontro dos três autarcas com o arquitecto de origem canadiana tem por objectivo a apresentação das alterações que o actual executivo camarário pretende introduzir ao plano desenvolvido por Frank Gehry para aquele espaço, no tempo de Santana Lopes.

"Vamos ver se ele está disponível para alterar o seu masterplan em função, nomeadamente, da nossa decisão de manter o [edifício do teatro] Capitólio", explicou o vice-presidente da câmara. Em causa está a aceitação dessas alterações por parte do projectista e, em caso afirmativo, a negociação das condições em que ele poderá continuar a desenvolver o projecto.

Relativamente ao passado, Fontão de Carvalho garante que não há nenhuma espécie de contencioso pendente ou de obrigações por satisfazer com Gehry. "Tudo o que estava contratado foi feito e foi pago. O contrato para a segunda fase do projecto estava pronto a assinar quando este executivo tomou posse, mas isso não chegou a acontecer", porque se entendeu que o masterplan devia ser alterado. De acordo com o "número dois" da Câmara de Lisboa, não está em causa a rescisão de nenhum contrato nem a negociação de quaisquer indemnizações, porque não há nenhum contrato em vigor.

"Gostaríamos muito de ter um projecto de Frank Gehry no Parque Mayer e é isso que vamos tentar que suceda, apesar das alterações introduzidas no plano inicial", concluiu o autarca.

Independentemente desta tentativa de restabelecer os contactos com o arquitecto que Santana Lopes convidou para projectar o futuro Parque Mayer, o executivo municipal tem estado a trabalhar com um gabinete de arquitectura português (Vão, Arquitectos Associados) com vista à articulação dos novos objectivos camarários para aquele espaço com o plano preexistente.

Publicado por jf em 12:02 PM | Comentários (0)

FUNDAÇÃO "ABRE" HOJE

Os estatutos da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea - Colecção Berardo foram publicados ontem em Diário da República, dando existência legal à entidade que, a partir de hoje, passa a gerir o Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém (CCB). O documento de onze páginas não revela surpresas em relação ao que já estava estipulado no protocolo de Abril, à excepção do facto de só o coleccionador de arte Joe Berardo, como presidente honorário vitalício, poder propor a nomeação e destituição do director do Museu Berardo, a inaugurar pela fundação até ao fim do ano. Há duas semanas, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, chamou a atenção para este dado, quando promulgou com "dúvidas" os estatutos agora publicados. Contactado ontem, Berardo, não quis adiantar nomes para o museu. "Tenho muitos [nomes] mas ainda não tenho aquele que quero", disse Berardo, acrescentando apenas que houve 400 candidaturas internacionais para o lugar de director-geral e "também muitas" para o de director artístico. A primeira reunião oficial do conselho de administração da fundação está marcada para dia 22, com os dois representantes do Estado - a arquitecta Margarida Veiga e o historiador de arte Bernardo Pinto de Almeida -, dois representantes de Berardo - o seu filho mais velho, Renato Berardo, e o advogado, André Luiz Gomes - e um membro escolhido de comum acordo entre as duas partes - o jurista José António Pinto Ribeiro.

Fonte: Público

Publicado por jf em 12:00 PM | Comentários (0)

CAPELO NO CCB

O Museu do Design apresenta a Colecção Francisco Capelo, que reúne cerca de 900 peças de design. A exposição vai mudar-se para o novo Museu do Design, no Palácio de Santa Catarina, em Lisboa, que abre em 2007.

Centro Cultural de Belém. Praça
do Império. Até 31 de Agosto. 3ª a
dom., das 10h às 19h. Bilhetes a 3 euros.

Publicado por jf em 11:59 AM | Comentários (0)

TIRO DISPARA HOJE

No Jornal de Notícias, por Mónica Costa com Ana Fonseca

A Câmara de Lisboa anuncia hoje se renova ou não o contrato de concessão do campo de tiro a funcionar no Parque Natural do Monsanto, depois de uma reunião realizada ontem, que contou com as participações dos vereadores das Finanças, Fontão de Carvalho, dos Espaços Verdes, António Proa e técnicos camarários.

O prazo para a eventual denúncia do contrato por parte da autarquia e consequente aviso ao Clube Português de Tiro a Chumbo expira no próximo domingo. Se não for denunciado, é renovado automaticamente.

O anúncio da resolução da Câmara surge um dia depois do protesto, realizado frente aos Paços do Concelho, e que foi organizado pela Plataforma por Monsanto - que reúne várias organizações -, contra o funcionamento daquele equipamento no pulmão verde da cidade.

"O campo de tiro não se enquadra dentro do Monsanto actual", considerou Carlos Moura da Quercus, explicando que a pretensão da Plataforma não é a saída do Clube de Tiro, mas sim a deslocalização do campo, por motivos de segurança pública, ruído e também porque os chumbos que caem das armas poluem o solo e a água. "Existem queixas de pessoas que sentem os chumbos a cair e outras que foram apanhadas por pedaços de pratos", revelou.

Apesar da fraca adesão à concentração de ontem, os vereadores do PCP, Rúben de Carvalho e Rita Magrinho e Manuel Maria Carrilho (PS), abandonaram a reunião do executivo para manifestarem a sua concordância com a acção. Rúben de Carvalho disse esperar que "haja bom senso para não renovar o contrato", enquanto Manuel Maria Carrilho, afirmou que tudo "decorre de uma teimosia sem sentido por parte da Câmara".

Ontem no Parque Natural de Monsanto - com muito menos movimento que o habitual, devido ao calor intenso e às férias - o JN tentou saber o que pensam os utilizadores.

"É um corpo estranho nesta área", considerou Alexandre Fernandes, que aproveitava uma sombra do parque infantil da Serafina. "Quando foi instalado passava despercebido e estava integrado. No actual contexto, mais virado para o lazer, está desactualizado", afirmou, adiantando que o barulho dos tiros é bastante audível, quando se passa em determinadas zonas.

Por sua vez, José Costa, habitual frequentador do parque, garante que nunca se sentiu "ameaçado" pela proximidade do campo de tiro, mas concorda que o equipamento seja deslocado para outra zona. "O Jamor seria uma boa alternativa", sugeriu.

Publicado por jf em 11:50 AM | Comentários (0)

agosto 09, 2006

CML DESMENTE TRIBUNAL DE CONTAS NA QUESTÃO DAS PISCINAS

A Câmara de Lisboa assegurou hoje que as piscinas de Belém, Rego, Ameixoeira, Vale Fundão e Santa Maria dos Olivais foram sujeitas a concurso público e que os contratos foram visados pelo TC. Segundo afirmou aos jornalistas o vice-presidente da autarquia lisboeta, Fontão de Carvalho, o TC apenas contestou os contratos adicionais para a construção de um sistema de gestão de águas e equipamentos como elevadores hidráulicos para deficientes, secadores, fraldários e cacifos.

O jornal Público noticiou segunda-feira que o TC recusou dar o visto aos contratos para a construção das piscinas municipais porque os trabalhos a mais no valor de 1,5 milhões de euros não constavam dos cadernos de encargos dos equipamentos e por os contratos de construção das piscinas terem sido realizados sem concurso público, mediante ajuste directo.

"As piscinas de Ameixoeira, Belém, Vale Fundão, Olivais e Rêgo foram construídas na sequência de concursos públicos, aprovados pela Câmara Municipal de Lisboa em 17 de Março de 2004 e não por ajustes directos", disse Fontão de Carvalho, em conferência de imprensa, após a reunião do executivo municipal que decorreu à porta fechada.

Segundo o autarca, "os respectivos contratos foram todos visados pelo Tribunal de Contas, o que significa que este tribunal considerou os contratos, os processos de adjudicação e as peças processuais, incluindo os cadernos de encargos, como absolutamente legais".

O que está em causa nos acórdão do TC são, segundo a Câmara, alterações aos projectos das piscinas que deram origem a contratos adicionais no valor de 1,5 milhões de euros (12 por cento do valor total das piscinas), aprovados pela autarquia a 27 de Julho e 31 de Agosto de 2005. O TC entendeu que "os trabalhos a mais deviam ter sido objecto de um procedimento autónomo, de um novo concurso público", afirmou o vice-presidente da Câmara.

Fontão de Carvalho explicou que o TC se referiu ao "sistema de gestão centralizada das águas, por não serem necessários à conclusão das piscinas" e a "equipamentos, por não terem sido previstos inicialmente". Estes últimos equipamentos incluem "secadores de mãos e cabelos, os sensores nos chuveiros a lava-pés, os cacifos, os fraldários, os elevadores hidráulicos, entretanto exigidos pelo Instituto do Desporto", disse.

O autarca sublinhou que "o Tribunal de Contas nada objectou relativamente ao sistema de aproveitamento de energia solar, cujo custo total dos adicionais representa em média quase 40 por cento". Fontão de Carvalho afirmou que está a analisar o acórdão do Tribunal de Contas sobre o procedimento que a Câmara deve seguir no que diz respeito aos adicionais.

"Não é uma situação nova, há jurisprudência nesta matéria", acrescentou. O vereador do PS Dias Baptista, que apresentou um requerimento ao presidente da Câmara para o esclarecimento desta questão, afirmou em conferência de imprensa que este é um caso de "má gestão dos dinheiros públicos".

"A maioria dessas piscinas continua a não estar aberta para usufruto dos lisboetas", acrescentou. O vereador socialista disse que as piscinas em causa foram inauguradas na pré-campanha das autárquicas, mas "continuam a não estar à disposição dos cidadãos de Lisboa".

"Só quando elas estiverem em funcionamento, é que se poderá perceber se foram uma mais-valia ou uma má gestão dos dinheiros públicos", disse. O vereador independente eleito pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, afirmou que não é possível "fazer aditamentos sobre novos contratos". "Há regras para cumprir porque o que está em causa são dinheiros públicos", sublinhou.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:41 PM | Comentários (0)

MAIS FARTOTE

A autarquia lisboeta aprovou hoje o pagamento à empresa municipal de estacionamento de Lisboa (EMEL) de cerca de três milhões de euros pela gestão das zonas de estacionamento de duração limitada no Bairro Alto e Alfama. Segundo o vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, o montante destina-se a "investimento no ordenamento do espaço público para fixar as zonas como de estacionamento limitado".

A Câmara vai atribuir 1,4 milhões de euros de euros ao sistema de controlo da zona de estacionamento de duração limitada do Bairro de Alfama e 1,4 milhões de euros para o mesmo sistema em funcionamento no Bairro Alto.

O autarca acrescentou, em conferência de imprensa após a reunião do executivo municipal que decorreu à porta fechada, que o valor foi fixado "com base em estudos económicos apresentados pela EMEL à Câmara". O PS, que votou contra as propostas, considerou que a autarquia assume nestes contratos "uma responsabilidade desmesurada".

"A Câmara assume a responsabilidade se as verbas que se as verbas agora constantes não chegarem de ser pagadora do restante", disse em conferência de imprensa o vereador socialista Dias Baptista. O sistema de estacionamento limitado está em vigor há três anos nos dois bairros.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:38 PM | Comentários (0)

APLAUSO AO EMBARGO (1)

A oposição na Câmara de Lisboa aplaudiu hoje a decisão do presidente, Carmona Rodrigues (PSD), de embargar a construção de um empreendimento na Avenida Infante Santo. Um relatório da Provedoria de Justiça apontou, no final de Julho, várias irregularidades ao licenciamento desta obra, entre as quais a falta do pagamento de taxas devidas pelo promotor, como a taxa para a realização de infra-estruturas urbanísticas (TRIU). O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, anunciou hoje o embargo total da obra devido à inexistência de um alvará de construção, que só pode ser emitido após o pagamento daquelas taxas.

Publicado por jf em 10:35 PM | Comentários (0)

APLAUSO AO EMBARGO (2)

A autarquia determinou ainda que, quando terminar o embargo total, haverá um embargo parcial por causa da construção de uma piscina não prevista no projecto inicialmente aprovado, detectada durante uma fiscalização dos serviços municipais. "O despacho do presidente merece o nosso apoio e saudação. Já estávamos à espera, tendo em conta a forma como a Provedoria se pronunciou", afirmou hoje aos jornalistas o vereador Dias Baptista (PS), em conferência de imprensa após a reunião do executivo camarário. Os socialistas consideram no entanto que a questão não está ainda encerrada, mantendo reservas quanto à eventual ocupação de parcelas de terrenos municipais e o pagamento das taxas devidas pelo promotor, que ainda não ocorreu. Em conferência de imprensa, Carmona Rodrigues adiantou hoje que as taxas já estão "a pagamento".

Publicado por jf em 10:34 PM | Comentários (0)

APLAUSO AO EMBARGO (3)

Para Carlos Chaparro, líder da organização de Lisboa do PCP, a decisão representa "o embargo de uma obra que nunca deveria ter sido começada".

"O presidente da Câmara veio agora reconhecer validade aos argumentos de quem sempre contestou a obra e da Provedoria de Justiça", o que o PCP considera "um bom sinal", mas o líder comunista aponta que a medida "revela também que Carmona Rodrigues não tinha outra alternativa". Na opinião do PCP, o presidente e o vice-presidente da autarquia, Fontão de Carvalho, responsável pelas Finanças, "têm de assumir as suas responsabilidades". É preciso ver o que se vai fazer. A obra está embargada, mas o prédio está construído. Vamos ver se há coragem para demolir. Esperamos que o embargo não seja só uma forma de ganhar tempo", destacou Carlos Chaparro.

Publicado por jf em 10:33 PM | Comentários (0)

APLAUSO AO EMBARGO (4)

Também o vereador do Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, afirmou que este é um "dia de grande satisfação". "Era inadmissível que aquele monstro continuasse em construção sem alvará. Este tinha de ser o resultado", considerou Sá Fernandes. O vereador bloquista reiterou que a obra, na sua opinião, carecia de um loteamento prévio, posição igualmente expressa pela Provedoria de Justiça, e que Carmona Rodrigues contesta. Através de um loteamento, frisou Sá Fernandes, a Câmara teria "mais benefícios, porque as taxas seriam superiores". "Quem é o grande ganhador é o promotor, não é certamente a cidade", defendeu.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:32 PM | Comentários (0)

38º'S

Lisboa é a 38ª cidade mais cara do mundo, num ranking de 70 países hoje divulgado pela UBS, que refere que um lisboeta tem de trabalhar o dobro do tempo para ganhar o mesmo que em Nova Iorque.

Segundo o estudo hoje divulgado, o índice de preços de Lisboa é de 72,3 pontos, tendo como base (100 pontos) os preços de Nova Iorque, nos Estados Unidos. Este índice é calculado através do custo de um cabaz de 11 produtos e serviços, de acordo com os hábitos de consumo dos países europeus.

As cidades com preços mais elevados são Oslo, na Noruega, Londres, no Reino Unido, e Copenhaga, na Dinamarca. à frente de Lisboa surgem Atenas (73 pontos) e o Dubai (74 pontos), e atrás Tel Aviv (69,2 pontos) e Taipé (68,9 pontos). As cidades mais baratas do mundo, segundo o estudo da UBS, são Kuala Lumpur, na Malásia (36,8 pontos), Mumbai, na Índia (38,5 pontos) e Buenos Aires, na Argentina (41,9 pontos).

Ainda em relação a Nova Iorque (100 pontos), os salários dos portugueses surgem na 37ª posição (33,2 pontos), à frente de Singapura e atrás de Taipé. Os mais bem pagos do mundo são os escandinavos e os suíços, com Copenhaga e Oslo no topo a marcarem, respectivamente 118,2 pontos e 117,0 pontos, e Zurique e Genebra nos 115,1 pontos e 111,0 pontos.

Em poder de compra, Lisboa surge também na 38ª posição, com 53,4 pontos (Nova Iorque = 100 pontos), num índice calculado pela divisão do salário horário líquido pelo custo do mesmo cesto de produtos e serviços.

Esta tabela é liderada pelas cidades suíças, Zurique e Geneva, Dublin, na Irlanda, Luxemburgo, e duas cidades norte-americanas - Los Angeles e Chicago - à frente de Nova Iorque. Segundo a UBS, um lisboeta tem de trabalhar 32 minutos para comprar um hamburger "Big Mac", mais do dobro do que um habitante de Zurique ou Genebra e quase três vezes mais do que um em Los Angeles, Estados Unidos.

No fundo da tabela surgem Jacarta, na Indonésia, Manila, nas Filipinas, e Deli, na Índia, com pontuações na casa dos 15 pontos, face a uma base de 100. Um habitante na capital indonésia tem de trabalhar 86 minutos para comprar um "Big Mac", e em Manila 81 minutos.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 05:45 PM | Comentários (0)

CML EMBARGA OBRA DA INFANTE SANTO

A Câmara de Lisboa determinou hoje o embargo total do edifício em construção na Avenida Infante Santo por falta de licença. Após o pagamento do alvará de construção em falta, manter-se-á um embargo parcial motivado por alterações ao projecto aprovado.

O anúncio destas medidas foi feito hoje pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, em conferência de imprensa. Segundo o autarca, "os promotores do edifício em causa não têm alvará de construção, já que este só pode ser emitido após o pagamento das taxas, o que ainda não aconteceu". O autarca acrescentou ter por isso ordenado, terça-feira, o embargo total da obra "por falta de licença eficaz". A autarquia determinou ainda a instauração de um "processo contra-ordenacional e a notificação da sociedade promotora do empreendimento".

Na sequência de uma fiscalização dos serviços municipais à obra, foi ainda determinado um embargo parcial devido à "realização de operações urbanísticas em desconformidade com o processo aprovado", de que resultou ainda a instauração de um novo processo contra- ordenacional por esta infracção, acrescentou o presidente da câmara.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 04:58 PM | Comentários (0)

POUQUINHOS

Um pequeno grupo de membros de associações ambientalistas exigiu hoje frente aos Paços do Concelho lisboeta a saída do campo de tiro do Parque Natural de Monsanto por razões de segurança e ambientais.

O protesto, promovido pela Plataforma por Monsanto, que reúne várias associações de ambientalistas e moradores de Lisboa, decorreu no dia em que se realiza a última reunião do executivo camarário antes de terminar, no domingo, o prazo para a autarquia avisar o Clube Português de Tiro a Chumbo da eventual denúncia do contrato de concessão do campo de tiro que funciona há 44 anos naquele parque.

O início da concentração estava marcado para as 09:00, mas cerca de uma hora depois apenas estavam concentrados quatros membros da Plataforma frente aos Paços do Concelho, três dos quais empunhando uma faixa onde se lia "Não ao Campo de Tiro no Monsanto".

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 01:07 PM | Comentários (0)

O BALÃO NÃO SUBIU (1)

No Jornal de Notícias, por J. A. Souza.

O voo de estreia do primeiro balão de ar quente integralmente construído em Portugal, que ontem deveria comemorar os 297 anos da "passarola" de Bartolomeu de Gusmão, acabou por ficar em terra. O projecto da Associação Nacional de Aviação Clássica e Experimental (ANAC) , que conseguiu congregar uma série de boas-vontades (a começar pela autoridade de navegação aérea, que autorizou a tentativa), tinha como espaço de voo autorizado um corredor entre o Terreiro do Paço e a zona de Corroios, mas o vento soprava em sentido contrário, e o voo não se fez. Os balões de ar quente sobem no ar, já se sabe desde 1709, quando o padre Bartolomeu de Gusmão se tornou o pioneiro da invenção do aérostato; mas precisam de um vento favorável para fazer um determinado percurso. Foi, evidentemente, uma desfeita. António Encarnação, que juntamente com Rui Dias tratava de ter tudo a postos para a eventualidade de o vento mudar a favor da empresa, acabaria por dizer que se o voo tivesse sido tentado num dos dias precendentes não teriam de ter ficado em terra.

Publicado por jf em 11:56 AM | Comentários (0)

O BALÃO NÃO SUBIU (2)

Antes de as duas tentativas de voo terem começado a juntar curiosos no Terreiro do Paço, Carmona Rodrigues, em cerimónia nos Paços do Concelho, lembrou que o feito de Bartolomeu de Gusmão conheceria uma data "mais redonda", e por isso obviamente com outra dimensão, aquando do tricentenário.Ontem eram só os 297 anos do 8 de Agosto de 1709 então, a passarola, que nunca foi senão uma lenda (foi apenas um pequeno balão, e não tripulado), voou do Castelo de S. Jorge até à zona do actual Terreiro do Paço. E coincidiu também já ontem estar pronto o balão construído pela associação promotora do balonismo em Portugal, actividade que conta apenas com 30 pilotos no país. O balonismo desportivo chegou a Portugal na década de 90 e conseguiu reunir vários adeptos, mas como se revelou uma activiadade cara foi perdendo praticantes. Entretanto, desde há três anos que a ANAC tem em Sintra uma escola de voo de balão, que formou até hoje 11 pilotos, entre os quais uma mulher. Com uma duração de quatro meses, os cursos de piloto custam cerca de dois mil euros e um balão pode rondar os 40 mil euros. O que ontem ficou em terra só custou cerca de 20 mil.

Publicado por jf em 11:54 AM | Comentários (0)

O BALÃO NÃO SUBIU (3)

O destino era Corroios

Não é permitido voar de balão nas cidades. A autorização para o voo de ontem, afinal não concretizada pelos caprichos do vento, contou com a cooperação entre a autoridade gestora do espaço aéreo e meios de socorro para a eventualidade de uma emergência por parte da Polícia Marítima e dos bombeiros, que tinham no rio Tejo duas lanchas a postos. O "corredor" entre o Terreiro do Paço, o sobrevoo do rio e uma zona de aterragem algures em Corroios (Almada) constituia o mapa da estreia de voo do balão. Mas nada feito. O vento soprava precisamente ao contrário. O balão chegou a estar no ar, a uns metros do solo, devidamente seguro, mas se tivesse sido solto voaria precisamente no sentido contrário, sobrevoando a cidade. Essa hipótese estava fora de questão e o voo acabou antes de começar.


Publicado por jf em 11:54 AM | Comentários (0)

ALFAMA EM ESTALEIRO (1)

No Diário de Notícias, por Diana Barros.

É com saudosismo que os habitantes e comerciantes de Alfama, em Lisboa, falam do seu bairro. As obras de restauro dos edifícios de habitação, uma intervenção da Câmara Municipal de Lisboa, têm vindo a prolongar-se, obrigando à permanência de estaleiros de obras em cada esquina, a obstruir passagem. As ruas estão desertas. Já não se sente o pulsar de outros tempos, quando as alfândegas eram o grande pólo dinamizador. Nessa época, os pregões das varinas davam colorido ao local e as ruas apinhadas de gente fervilhavam de vida. Hoje, restam apenas as ruelas íngremes, quase labirínticas, que mantêm os contornos pitorescos.

Publicado por jf em 11:50 AM | Comentários (0)

ALFAMA EM ESTALEIRO (2)

Isaura Alves, reformada, vive actualmente em S. Vicente, depois de ter sido desalojada da sua casa em reabilitação, na Rua da Adiça. "As obras são necessárias, mas está mal arrastarem-se por tanto tempo, há casas que já estão assim há mais de dez anos. Dão prioridade aos monumentos, quando as populações é que deviam estar em primeiro lugar", reclama, indignada. E acrescenta com desolação: "A câmara quer tirar os moradores antigos daqui, porque muitos são realojados mais longe e depois já nem regressam. Outros acabam por morrer, entretanto."

Publicado por jf em 11:50 AM | Comentários (0)

ALFAMA EM ESTALEIRO (3)

A fragmentação social do bairro é também umas das preocupações de António Silva, comerciante e residente em Alfama. "No meu prédio só moram três pessoas, quando podiam morar cem. Com os realojamentos, foram-se embora centenas de pessoas, perdi todos os meus clientes habituais", lamenta. O comerciante explica ao DN que o comércio local tem vindo a decair, na sua estimativa, em cerca de 90%. "As obras desfeiam o bairro, os turistas chegam cá e deparam-se com andaimes. Não é atractivo. Além disso, fazem com que fiquemos mais iso- lados, então neste mês de Agosto, pouca gente cá vem. Fazia-nos falta mais animação e também mais espaços verdes", conta, com tristeza. "Se não fossem as rendas baratinhas, não sei como conseguiríamos sobreviver. Sem os vizinhos isto está muito mal. E não sabemos quando voltam, porque as obras nunca mais têm fim", acrescenta o comerciante.

Publicado por jf em 11:49 AM | Comentários (0)

ALFAMA EM ESTALEIRO (4)

A regeneração urbanística, que pretende não descaracterizar o bairro, na sua singularidade e bairrismo tão característico, tem sido uma "faca de dois gumes". Considerada positiva pela necessidade de salvar da degradação a maioria dos edifícios, tem "despido" o bairro da sua população original, já considerada como uma "grande família" agora desmembrada.

Publicado por jf em 11:48 AM | Comentários (0)

OBRAS NA ALAMEDA

A circulação na Alameda das Linhas de Torres, em Lisboa, vai estar condicionada a partir de hoje, devido a obras de reabilitação da via, que se prolongam por seis meses. Os trabalhos abrangem, numa primeira fase, o troço entre o Centro Comercial do Lumiar e a Rua Rainha D. Amélia e, a partir de Outubro, a extensão até à Rua Francisco Stomp. No troço em obras passam a só poder circular transportes públicos, sendo os restantes veículos desviados para a Alta de Lisboa.

Fonte: Público

Publicado por jf em 11:44 AM | Comentários (0)

agosto 08, 2006

UM FARTOTE

O vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, vai propor a atribuição de 360 mil euros ao gabinete do investidor e ao sítio na Internet da Ambelis - Agência para a Modernização Económica.

O gabinete do investidor da Ambelis fornece, entre outros, "serviços personalizados com vista à implementação e gestão de projectos de investimento, serviços imobiliários para localização de empresas, organização de agendas de negócios e contactos, apoio à internacionalização e informação económica", segundo a proposta a apresentar quarta-feira na reunião do executivo.

O sítio na Internet da Ambelis - www.lisboactiva.pt - tem disponíveis informações sobre oportunidades e formas de apoio ao investimento e "meios de contacto privilegiado com potenciais parceiros nacionais e estrangeiros".

A Ambelis foi criada em 1994 para modernizar, diversificar e a renovar a base económica de Lisboa, com o objectivo de criar oportunidades para a instalação de novas empresas e actividades na capital.

A Câmara aprovou dia 28 de Junho a substituição da Ambelis, uma sociedade anónima que tem a autarquia lisboeta como a principal accionista, por uma associação sem fins lucrativos. A Ambelis é presidida por João Pessoa e Costa, que já estava à frente da empresa no anterior mandato camarário, liderado por Pedro Santana Lopes.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 06:32 PM | Comentários (0)

90.000 EUROS PARA A BARRACA

O vereador da Cultura na Câmara de Lisboa, José Amaral Lopes, vai propor quarta-feira a atribuição de 90.000 euros à companhia teatral A Barraca para recuperar o edifício onde funciona e apoiar as suas actividades culturais e educativas.

A proposta, que será apresentada quarta-feira em reunião do executivo municipal, refere que a Câmara "não deu cumprimento integral" a um protocolo assinado em 2001 com a cooperativa de produção artística A Barraca.

Segundo esse protocolo, a Câmara ficaria encarregue da pintura, limpeza e instalação eléctrica exteriores do edifício Cinearte, no Largo de Santos, onde funciona A Barraca.

"O edifício em causa necessita de obras de conservação e manutenção urgentes que permitam assegurar melhores condições de segurança e conforto para todas as pessoas que nele trabalham ou que o visitam", lê-se na proposta do vereador Amaral Lopes (PSD).

Da transferência de 90.000 euros, 50.000 euros provêm do pelouro da Cultura, 30.000 euros do pelouro da Reabilitação Urbana e 10.000 euros do pelouro da Acção Social, Criança e Educação.

O vereador da Cultura vai propor também a aprovação de um novo protocolo entre a companhia e o município, "que defina com clareza, rigor e estabilidade a intervenção e as contrapartidas dos diversos pelouros da Câmara Municipal de Lisboa".

A Barraca, que comemora 30 anos, inclui no seu repertório espectáculos dirigidos a diferentes faixas etárias, nomeadamente "peças vicentinas e renascentistas, de cinco autores portugueses que fazem parte dos programas escolares ou constituem um seu complemento", escreve o vereador na proposta.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 05:57 PM | Comentários (0)

A LER

Um Certo Olhar, por Rui Costa Pinto, no Mais Actual.

Publicado por jf em 05:03 PM | Comentários (0)

ÚLTIMA HORA

Atropelamento junto à Gulbenkian, na Av. de Berna, o trânsito circula apenas por uma faixa.

Publicado por jf em 03:22 PM | Comentários (0)

A UNIÃO ZOÓFILA (1)

No Público, por Rodrigo Cordoeiro

Mais de 500 animais abandonados este ano na União Zoófila

Associação vive nova situação preocupante, com números recorde em termos de abandono e falta de verbas para fazer face às despesas

Um casal tenta deixar o seu cão na União Zoófila (UZ), no Bairro das Furnas, em São Domingos de Benfica, Lisboa. A presidente desta associação de utilidade pública sem fins lucrativos, Margarida Namora, recusa recebê-lo - o respectivo canil/gatil, que alberga cerca de 800 cães e 200 gatos, está completamente lotado. "Não sei o que vai ser o destino desse cão, mas não havia sítio onde o colocar", justifica ao PÚBLICO a presidente da UZ, Margarida Namora.

Publicado por jf em 03:12 PM | Comentários (0)

A UNIÃO ZOÓFILA (2)

Este ano, até ao fim de Julho, foram ali abandonados 134 cães adultos e 85 cachorros, 50 gatos adultos e 250 bebés. Com a agravante de que quase todos os animais que entram são uma fonte de gastos: foram atropelados, têm fracturas, sarna, tumores, gastroenterites, pulgas e carraças, as cadelas ou as gatas estão grávidas. "Ou temos uma política de abate, à semelhança de muitas outras instituições, ou então recuperamos os animais, que é para isso que existimos", diz Namora.

Publicado por jf em 03:11 PM | Comentários (0)

A UNIÃO ZOÓFILA (3)

Ao aumento do abandono de animais junta-se a diminuição dos donativos e das adopções - 97 cães adultos levados entre Janeiro e Julho, a que se somam os cachorros, que são quase sempre todos adoptados. A presidente da UZ atribui-o à crise económica que se vive no país. Aponta na direcção de um labrador preto para dar o exemplo: "Este cão está aqui porque os donos não quiseram gastar dinheiro a tratá-lo da leichmaniose." E lembra que despejos de inquilinos, por falta de dinheiro para pagar as rendas, têm contribuído para que mais animais sejam ali deixados.

Publicado por jf em 03:10 PM | Comentários (0)

A UNIÃO ZOÓFILA (4)

Stock de ração acabou há duas semanas

Surgiu entretanto um novo problema: o stock de ração acabou há duas semanas, e só em alimentos é necessária uma tonelada por semana, fora as rações específicas - para animais com alergias, com insuficiência renais, diabetes, etc. "Comprámos agora três toneladas, a preço baixo, porque são rações que estão no fim do prazo de validade e iam ser destruídas", explica Margarida Namora, que assumiu a presidência da UZ em 1998, recuperando então o canil/gatil de condições deploráveis.

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A UNIÃO ZOÓFILA (5)

Funcionários limpam os excrementos dos animais com vassouras e pás . "Costumávamos fazer duas lavagens diárias, mas há já algum tempo que passámos a fazê-lo uma só vez, o que é mau, sobretudo no Verão", lamenta Namora. A UZ é uma associação de utilidade pública sem fins lucrativos que não recebe qualquer ajuda do Estado ou de outro organismo público. Ao todo, emprega oito funcionários e conta com a colaboração diária de três veterinários para os cães e outro para os gatos - existem cerca de 90 cães e 20 gatos em tratamento diário. Tem ainda a ajuda de três a quatro voluntários, que muitas vezes contribuem também com ração ou produtos de limpeza, como detergentes e lixívia.

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A UNIÃO ZOÓFILA (6)

Tem ainda a ajuda de três a quatro voluntários, que muitas vezes contribuem também com ração ou produtos de limpeza, como detergentes e lixívia.
No início do ano passado, quando a UZ atravessava a sua última grande crise, gerou-se uma onda de solidariedade que Margarida Namora considera "extraordinária". "Estivemos um ano sem precisar de comprar ração", recorda. Agora, perante novo cenário de depressão, apela a todos os que então contribuíram para o fazerem novamente, bem como aos sócios da instituição para pagarem as quotas. "Se toda a gente trouxer um ou dois sacos de ração, já é óptimo."

Publicado por jf em 03:08 PM | Comentários (0)

O MISTÉRIO DAS PISCINAS (1)

O PS de Lisboa quer conhecer as razões que levaram a Câmara de Lisboa a dispensar de concurso público a construção de cinco piscinas e apresentou um requerimento nesse sentido à presidente da Assembleia Municipal.

O jornal Público noticiou segunda-feira que o Tribunal de Contas recusou em Junho dar o visto a cinco contratos para a construção de piscinas municipais devido a irregularidades nos cadernos de encargos das obras e por não ter existido concurso público.

O líder da bancada socialista, Miguel Coelho, considera, no requerimento enviado à presidente da Assembleia Municipal, Paula Teixeira da Cruz (PSD), que esta situação confirma "o modo irresponsável como a autarquia vem gerindo e financiando as suas obras, que não têm estado sujeitas a critérios de rigor orçamental".

Publicado por jf em 02:59 PM | Comentários (0)

O MISTÉRIO DAS PISCINAS (2)

Miguel Coelho quer saber os motivos pelos quais o município dispensou de concurso público as piscinas de Belém, Rego, Ameixoeiras, Vale Fundão e Santa Maria dos Olivais, todas construídas e já abertas ao público, tendo optado, segundo o Público, pelo ajuste directo.

O deputado municipal quer ainda saber o valor orçamentado para a construção das piscinas e se os trabalhos a mais foram no valor de 1,5 milhões de euros.

"O PS critica a ausência de critérios de rigor orçamental nas obras da autarquia, como foi e é o caso da obra do túnel do Marquês, assim como também evidencia a enorme incompetência que tem caracterizado esta autarquia na preparação e implementação de projectos", afirma Miguel Coelho.

Segundo o Público, além de não terem sido sujeitas a concurso público, as obras envolvem trabalhos a mais no valor de 1,5 milhões de euros que não constavam dos cadernos de encargos dos equipamentos.

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O MISTÉRIO DAS PISCINAS (3)

As piscinas, aprovadas em reunião de Câmara em 22 de Fevereiro de 2005, não previam nos seus cadernos de encargos a construção de algumas infra-estruturas obrigatórias, como o elevador hidráulico para deficientes. O Tribunal de Contas justificou também o seu parecer negativo com a forma como os contratos de construção das piscinas foram adjudicados, sem cumprir os formalismos legais.

"O procedimento aplicável era o concurso público ou, quando muito, o concurso limitado com a publicação de anúncios, sendo que o procedimento aplicado foi o ajuste directo", refere o acórdão citado pelo Público. "Estamos, assim, em presença de um acto de adjudicação que, por ter sido antecedido de um procedimento que primou pela total ausência de concorrência e publicidade (Ó) está eivado de um vício de tal modo grave que torna inaceitável a produção dos seus efeitos jurídicos, sendo, por isso, nulo", conclui.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 02:58 PM | Comentários (0)

A LER

Lisboa Sem-Abrigo, por João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.

Publicado por jf em 12:19 PM | Comentários (0)

AGENDA

10h-17h O Chá da China. Um conjunto significativo de peças associadas ao consumo do chá, reunidas pelo médico Luís Mendes da Graça. Exposição patente de terça a domingo no Museu do Centro Científico e Cultural de Macau (R. da Junqueira, 30).

10h-19h Lisboa/Dakar - Passagem por Marrocos. Exposição de fotografia de Joaquim Condesso da Silva. Para ver até dia 26, de terça a sábado, na Galeria Municipal do Castelo de Pirescouxe, em Santa Iria de Azóia, Loures.

10h-19h Abel Salazar - O Desenhador Compulsivo. Mostra patente até 17 de Setembro, de terça a domingo, no Centro de Exposições do CCB.

10h-1h A Ilha dos Amores. Uma instalação de Joana Vasconcelos. Para ver até 1 de Outubro, de terça a domingo, no Museu da Electricidade (Central Tejo). Entrada livre.

17h Homenagem a Bartolomeu de Gusmão. O primeiro balão de ar quente feito em Portugal vai sobrevoar hoje Lisboa, 297 anos depois de o padre jesuíta ter colocado a voar um objecto conhecido como "a Passarola" - a primeira experiência documentada do que viria a ser o balonismo. A partida tem lugar na Praça do Comércio.

Publicado por jf em 12:12 PM | Comentários (0)

CUIDADO NO 28 (1)

No Diário de Notícias, por Diana Barros

No interior do emblemático eléctrico 28, que faz o percurso do Martim Moniz a Campo de Ourique, em Lisboa, são vários os dísticos de "Cuidado com os carteiristas", colocados pela Carris. O objectivo é alertar os passageiros para os ladrões, mas de pouco tem servido.

Publicado por jf em 12:06 PM | Comentários (0)

CUIDADO NO 28 (2)

De forma planeada e habilidosa os carteiristas continuam a actuar, em dupla ou em grupo, tornando-se figuras já bem conhecidas dos próprios condutores. " Andam à vontade dentro dos eléctricos. Quase diariamente, é vê-los em grupos de cinco ou seis. Alguns até vêm disfar- çados de turistas", conta ao DN Manuel Agostinho, um dos guarda-freios do 28. "A rua Vítor Cordon é uma das zonas críticas. A polícia costuma estar no largo das Portas do Sol e até faz patrulha cá dentro, já os têm apanhado em flagrante. Mas a maioria das vezes eles escapam-se rapidamente e ninguém os vê mais. ", explica ao DN.

Publicado por jf em 12:06 PM | Comentários (0)

CUIDADO NO 28 (3)

Os turistas estrangeiros são as principais vítimas deste tipo de criminalidade. Distraídos na contemplação da cidade, durante o percurso pelas zonas históricas da capital, permanecem alheios ao perigo que os espreita, sendo apanhados desprevenidos pelos carteiristas.

Publicado por jf em 12:05 PM | Comentários (0)

CUIDADO NO 28 (4)

O subcomissário Quinto, da 1.ª Divisão da PSP de Lisboa, refere que o eléctrico 28, por ser o mais problemático, tem um policiamento contínuo e mais intensivo nos meses de Junho, Julho e Agosto, altura em que há mais turistas. "Este ano houve um reforço especial de meios operacionais e temos brigadas à civil, de várias sub-unidades", argumenta. "Os agentes viajam dentro de um eléctrico, andam uma ou duas paragens, saem e apanham o próximo", acrescenta, confirmando que são interceptados com frequência vários indivíduos, identificados como suspeitos. As detenções, essas, no entanto, só podem ser efectuadas quando os autores dos furtos são apanhados em flagrante.

Publicado por jf em 12:05 PM | Comentários (0)

CUIDADO NO 28 (5)

Os últimos dados estatísticos fornecidos pela PSP ao DN confirmam que, em 2005, se registou uma quebra no número de furtos. Sem adiantar números relativos a 2006, o subcomissário assegura: "Não se verifica, de certeza, um aumento no número de furtos em relação ao ano passado." Uma coisa apenas parece estar a mudar: a subtileza na actuação dá cada vez mais lugar à abordagem directa, por vezes, violenta.

Publicado por jf em 12:04 PM | Comentários (0)

PLATAFORMA POR MONSANTO

O grupo de cidadãos «Plataforma por Monsanto» promove, na quarta-feira, a partir das 09:00 horas, uma concentração junto à Câmara Municipal de Lisboa (CML). O objectivo da iniciativa é, segundo os seus promotores, sensibilizar os lisboetas contra a permanência do Campo de Tiro em Monsanto.

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 11:59 AM | Comentários (0)

BEM LEMBRADO

De um leitor do Olissipo, recebi esta lembrança:

Caros Senhores,
É só para lembrar que termina amanhã o prazo para o envio de participações ao Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território.

Saudações Bloguiticas,

Frederico

Publicado por jf em 01:03 AM | Comentários (0)

PRENDINHA

Diz a crendice popular que dar parabéns de véspera dá azar. Mas a mesma fonte já é omissa quanto a dá-los atrasados. E relativamente a prendas, a mesma crendice, pragmática, cala-se quanto à oportunidade. O que é dizer que elas são sempre bem vindas. Pelo primeiro aniversário de um excelentíssimo blogue de Lisboa, o Miss Pearls, aqui fica uma singela oferenda do Olissipo, com o concomitante desejo que seja lauta a longevidade.

Publicado por jf em 01:00 AM | Comentários (1)

agosto 07, 2006

OZONO A MAIS NA GRANDE LISBOA

A poluição por ozono registou hoje níveis elevados nos concelhos de Lisboa, Amadora, Loures e Odivelas, ultrapassando o valor que obriga a informar a população, por poder afectar a saúde das pessoas mais vulneráveis. Segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, o limite definido como limiar de informação ao público (180 microgramas por metro cúbico) foi excedido entre as 13:00 e as 16:00.

A estação de medição da qualidade do ar de Odivelas-Ramada (Odivelas) atingiu os valores mais altos (186 a 208 microgramas por metro cúbico), seguindo-se as do Restelo (Lisboa), com 199 a 205 microgramas por metro cúbico, e da Reboleira (Amadora), com 191 a 192 microgramas por metro cúbico. As restantes estações registaram valores entre 181 e 187 microgramas por metro cúbico, em Alfragide (Amadora), Olivais (Lisboa) e Loures-Centro (Loures).

Quando excede um valor de concentração de 180 microgramas/metro cúbico por média horária, o ozono pode provocar efeitos na saúde, em particular nas camadas da população mais sensíveis, como crianças, idosos, asmáticos, alérgicos e doentes respiratórios ou cardíacos. Durante os períodos em que a concentração é elevada, as pessoas mais sensíveis devem evitar a permanência no exterior e reduzir ao mínimo a actividade física intensa ao ar livre. A principal razão para grandes concentrações de ozono é o tráfego automóvel, associado a elevadas temperaturas.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:38 PM | Comentários (0)

5.000

Esta é a entrada 5.000 do Olissipo. Não sei como é que reparei nisto, eu que até me esqueço de reparar na data da fundação...

Publicado por jf em 10:17 PM | Comentários (0)

O BAIRRO IMPERFEITO (1)

No Diário de Notícias, por Tomás Cabral

O Parque das Nações "é seguramente das zonas da cidade de Lisboa com maior qualidade de vida. Todavia, há muitas carências em equipamento social porque, nessa matéria, nada se fez desde a Expo 98". Este é o balanço feito por José Manuel Moreno, presidente da Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações (AMCPN), que aqui vive desde que, há oito anos, foram ocupadas as primeiras casas.

Publicado por jf em 10:14 PM | Comentários (0)

O BAIRRO IMPERFEITO (2)

A Escola Básica Integrada e Jardim de Infância Vasco da Gama começou a ser construída ainda antes do final da exposição universal que motivou a remodelação da zona ribeirinha a Norte de Lisboa e deu lugar ao Parque das Nações. "A escola foi construída pela Parque Expo para vender o seu projecto urbanístico, mas, até hoje, é o único equipamento social de uso público deste espaço", acusa José Manuel Moreno. Os moradores sentem, porém, que as suas necessidades não estão satisfeitas. Inicialmente "preparada para receber 500 alunos", a escola é já frequentada por "cerca de 700" . E, ainda segundo o presidente da AMCPN, "cada ano, ficam de fora duas ou três centenas de crianças que aqui vivem". Contactada pelo DN, a Parque Expo disse estarem reservados mais dois lotes de terreno para escolas públicas, mas que a sua construção não é da responsabilidade da empresa.

Publicado por jf em 10:13 PM | Comentários (0)

O BAIRRO IMPERFEITO (3)

O Parque das Nações é actualmente gerido pela Parque Expo. Divididos por dois concelhos (Lisboa e Loures) e três freguesias (Santa Maria do Olivais, Moscavide e Sacavém), os habitantes do Parque das Nações não têm um interlocutor único a quem dirigir-se para que os seus problemas sejam resolvidos de forma integrada. "Isto é a terra de ninguém, e quem aqui mora e investe é que sofre as consequências", queixa-se José Manuel Moreno. "Temos a clara percepção que muita gente se tem ido embora pela falta de equipamentos sociais, que encarece o custo de vida", refere. Perante esta situação, a AMCPN defende que seja criada a freguesia do Oriente, no concelho de Lisboa.

Publicado por jf em 10:12 PM | Comentários (0)

O BAIRRO IMPERFEITO (4)

Junto à Escola Vasco da Gama, está já prevista a construção de um centro de saúde, outro dos equipamentos reivindicados por quem se estabeleceu no Parque das Nações. O terreno está reservado mas, afirma José Manuel Moreno, "a construção do centro de saúde nunca mais arranca por falta de verbas e por falta de vontade das entidades responsáveis".

Publicado por jf em 10:11 PM | Comentários (0)

O BAIRRO IMPERFEITO (5)

Os transportes públicos são outra carência sentida pelos moradores e comerciantes representados por José Manuel Moreno. Ao fim de semana, por exemplo, não passa um único autocarro pelas zonas residenciais. "Estamos esperançados que as coisas melhorem a partir de Setembro, quando começar a circular a carreira 708, que ligará o Parque das Nações ao Martim Moniz", disse ao DN.

Publicado por jf em 10:09 PM | Comentários (0)

O BAIRRO IMPERFEITO (6)

Para José Manuel Moreno, o abandono a que estão votados alguns dos equipamentos herdados do tempo da Expo 98 é outro motivo de preocupação. Quer se trate da Torre Vasco da Gama, da marina do Parque das Nações, do Jardim das Águas, do miradouro do Jardim do Cabeço das Rolas ou do skate park, o diagnóstico é o mesma: "Basta passar por lá para ver que está ao abandono", acusa. "Ao fim de três anos, ainda há turistas, de roteiro em mão, que ficam ali à procura da entrada da Torre Vasco da Gama para subir ao topo", conclui.

Publicado por jf em 10:08 PM | Comentários (0)

AMANHÃ VOA O BALÃO

O primeiro balão de ar quente feito em Portugal vai sobrevoar Lisboa terça-feira, 297 anos depois do padre Bartolomeu de Gusmão ter colocado a voar um objecto conhecido como a "passarola".

No dia 08 de Agosto de 1709, o padre luso-brasileiro Bartolomeu de Gusmão efectuou, em Lisboa, a primeira experiência prática documentada daquilo que viri a a ser o balonismo mundial. Duzentos e noventa e sete anos depois a escola de pilotagem ANAC (Associação Nacional de Aviação Clássica e Experimental) vai realizar uma homenagem pública àquele "percursor mundial" do balonismo.

A homenagem vai decorrer em Lisboa e consiste numa sessão solene na autarquia lisboeta e num voo de balão a partir da Praça do Comércio. Em declarações à Agência Lusa, João Cruz, membro da ANAC, revelou que o balão de ar quente que vai voar terça-feira é o primeiro feito em Portugal e que o s que actualmente se vêm nos céus portugueses são fabricados no estrangeiro.

Propriedade da ANAC, o balão está orçada em cerca de 20 mil euros, tem capacidade para três pessoas e demorou um ano a ser construído. "Só descobrimos que era o primeiro balão feito em Portugal através da matrícula", disse.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 01:17 PM | Comentários (0)

BARTOLOMEU DE GUSMÃO

A homenagem a Bartolomeu de Gusmão vai servir para explicar o que realment e aconteceu em 1709, uma vez que a imagem transmitida sobre a "passarola" não é correcta, salientou João Cruz. "A passarola nunca existiu. É um desenho fantasioso", disse, adiantando que "aquela ilustração não é fiel à experiência do padre Bartolomeu de Gusmão". De acordo com aquele membro da ANAC, Bartolomeu de Gusmão conseguiu pôr a voar um objecto mais leve do que ar.

"O que voou naquele dia de Agosto de 1709 foi um balão de ar quente em miniatura, mas não transportava ninguém", explicou, realçando que "existiu pouca divulgação por parte de Portugal do feito do padre Bartolomeu de Gusmão e utilizou -se uma ilustração fantasiosa". Devido à fraca estratégia de divulgação e à capacidade de promoção de França, a experiência portuguesa foi apagada.

De acordo com historiadores, a invenção dos aeróstatos (balões de ar quente) deve-se a Bartolomeu de Gusmão, mas a primeira viagem aeronáutica confirmada cabe aos irmãos franceses Jacques e Joseph Montgolfier (1783). Conhecido por "padre voador", Bartolomeu de Gusmão nasceu no Brasil em 1685, mas foi em Coimbra que se formou, em direito religioso, e desenvolveu os estudos de física e de matemática.

Em 1708 passa a trabalhar no projecto de um aparelho "mais-leve-que-o-ar" com grande dedicação. Entrega então a D. João V a petição de privilégio sobre o seu "instrumento de andar pelo ar", que lhe é concedida em 1709. A 05 de Agosto de 1709, o padre luso-brasileiro realizou, perante a corte portuguesa, no pátio da Casa da Índia, em Lisboa, a primeira demonstração de um balão que tinha construído. O balão pegou fogo sem sair do solo, mas a 09 de Agosto acabou por subir a quatro metros de altura.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 01:16 PM | Comentários (0)

TEIMOSIAS

"SEM EXPLICAÇÃO

Carmona Rodrigues continua a ignorar uma recomendação duríssima da Provedoria de Justiça, que resultou de uma queixa apresentada por um grupo de lisboetas.

O presidente da Câmara de Lisboa continua a fazer de conta que nada se passou, uma semana depois de lhe ter sido recomendado que parasse a construção de um empreendimento no coração da capital devido a graves suspeitas de irregularidades. Uma conferência de imprensa politicamente habilidosa, que acabou por não esclarecer as principais dúvidas, não é suficiente para encerrar a polémica.

Aliás, como é público, este caso, entre outros, já está nas mãos da Justiça há muito tempo. A teimosia política de Carmona Rodrigues em relação ao empreendimento da avenida Infante Santo começa a ser escandalosa.

O mais grave é que este tipo de comportamento político não é um caso único.

Basta recordar três casos que marcaram a agenda mediática nas últimas semanas: Rui Rio, presidente da Câmara do Porto, cortou os subsídios às organizações que criticam a autarquia; António Costa, ministro da Administração interna, permitiu a reforma compulsiva de dois agentes da PSP; e Nunes Correia, ministro do Ambiente, assinou um despacho que isenta a queima de resíduos perigosos na cimenteira do Outão de um estudo de impacte ambiental.

Aparentemente, estes casos, que envolvem governantes do PS e do PSD eleitos democraticamente, não têm nada em comum. Todavia, todos eles encerram um sinal inequívoco de confusão entre autoridade democrática e o autoritarismo.

Para já, não importa relevar a legalidade de cada uma das decisões. Essa é uma matéria para ser dirimida na justiça. O que importa salientar, agora, é mensagem inequívoca de ausência de cultura democrática. A interpretação habilidosa da lei, a desvalorização da Provedoria da Justiça e o uso dos dinheiros públicos para castigar os críticos apenas contribuem para afastar os cidadãos da classe política e da democracia."

Rui Costa Pinto, na Visaoonline.

Publicado por jf em 12:02 PM | Comentários (0)

PISCINAS SECAS (1)

No Público, por Tânia Laranjo

Contratos no valor de 12,2 milhões de euros: Tribunal de Contas recusa visto a cinco piscinas municipais em Lisboa.Equipamentos adjudicados por ajuste directo deviam ter sido sujeitos a concurso público. Trabalhos a mais no valor de 1,5 milhões de euros rejeitados pelo tribunal.

Publicado por jf em 11:27 AM | Comentários (0)

PISCINAS SECAS (2)

O Tribunal de Contas (TC) recusou, no passado mês de Junho, dar o visto a cinco contratos no valor total de 12,2 milhões de euros para a construção de outras tantas piscinas municipais em Lisboa. Em causa estão os trabalhos a mais no valor de 1,5 milhões de euros que não constavam dos cadernos de encargos dos equipamentos e a não sujeição dos contratos a concurso público, como manda a lei.

Publicado por jf em 11:26 AM | Comentários (0)

PISCINAS SECAS (3)

As novas piscinas, situadas em Belém, Rego, Ameixoeira, Vale Fundão e Santa Maria dos Olivais, foram aprovadas em reunião de câmara de 22 de Fevereiro de 2005 e não previam no respectivo caderno de encargos a construção de algumas infra-estruturas obrigatórias por lei, como seja o elevador hidráulico para deficientes.

Publicado por jf em 11:25 AM | Comentários (0)

PISCINAS SECAS (4)

A sua contratualização foi depois feita através de sucessivos aditamentos aos contratos iniciais, que o Tribunal de Contas veio agora recusar por considerar que não se tratam verdadeiramente de trabalhos a mais, por não serem imprevistos. Por outro lado, as empreitadas adjudicadas por ajuste directo pela Câmara de Lisboa deviam ter sido antes sujeitas a concurso público para que o negócio pudesse ser avalizado, diz o TC.

Publicado por jf em 11:25 AM | Comentários (0)

PISCINAS SECAS (5)

"Os referidos trabalhos [a mais] estão directamente relacionados com omissões do projecto (é o caso do elevador hidráulico para deficientes, dos secadores de mão e de cabelo, da tina de lavagem [...] e dos cacifos) ou com a introdução de trabalhos que não estavam previstos no projecto e que não eram necessários à execução da empreitada inicial (é o caso do fornecimento de um sistema de supervisão e controlo da qualidade da água da piscina municipal)", lembram os juízes conselheiros num dos acórdãos, concluindo que "as razões que motivaram a realização dos trabalhos objecto do presente adicional podiam e deviam ter sido previstas pelo dono da obra no projecto inicial".

Publicado por jf em 11:24 AM | Comentários (0)

PISCINAS SECAS (6)

Por outro lado, segundo o TC, a forma como as empreitadas foram adjudicadas também não cumpriu os formalismos legais: "O procedimento aplicável era o concurso público ou, quando muito, o concurso limitado com a publicação de anúncios, sendo que o procedimento aplicado foi o ajuste directo. Estamos, assim, em presença de um acto de adjudicação que, por ter sido antecedido de um procedimento que primou pela total ausência de concorrência e publicidade [...], está eivado de um vício de tal modo grave que torna inaceitável a produção dos seus efeitos jurídicos, sendo, por isso, nulo".

Publicado por jf em 11:23 AM | Comentários (0)

PISCINAS SECAS (7)

Três piscinas na mesma empresa

Três destas piscinas municipais - Vale Fundão, Ameixoeira e Santa Maria dos Olivais, todas com custos na ordem dos 2,5 milhões de euros cada - foram adjudicadas à empresa construtora Alves Ribeiro, que invocou um aumento de custos de 890 mil euros em obras não previstas nos cadernos de encargos dos três equipamentos, obras essas que o Tribunal de Contas veio agora rejeitar.
A piscina de Belém ficou para a construtora S. José e o contrato inicial era de 2,4 milhões de euros, sem IVA. O contrato adicional ultrapassa os 370 mil euros, acrescido de IVA, pouco mais do que pedia a construtora Edgar Miler, responsável pela construção da piscina do Rego: estava orçada em 2,3 milhões de euros os custos não previstos ascendem a 324 mil euros.

Publicado por jf em 11:23 AM | Comentários (0)

AGENDA

9h30-17h Documento do Mês na Torre do Tombo. Uma exposição sobre a "passarola" do padre Bartolomeu de Gusmão, engenho em forma de pássaro que impressionou a corte portuguesa em 1709, está patente no hall principal do Instituto dos Arquivos Nacionais. Para ver de segunda a sexta-feira, até ao final de Agosto.

21h Concertos do Carmo. Seis fadistas, de diferentes gerações, apresentam-se todas as segundas-feiras, até 25 de Setembro, nas Ruínas do Convento do Carmo. O cartaz é constituído por Beatriz da Conceição, Alcindo de Carvalho, Matilde Pereira, Joaquim Gomes, Cátia Garcia e André Vaz. Entradas a 15 e 25 euros.

21h II Festival Internacional de Música - Portugal 2006. Concerto com os vencedores do Concurso de Violino de 2004. No Palácio Foz (Pç. dos Restauradores).

Publicado por jf em 11:22 AM | Comentários (0)

agosto 06, 2006

LUZBOA

Tudo sobre a Luzboa, por António Almeida, no Sétima Colina.

Publicado por jf em 06:08 PM | Comentários (0)

A VIDA NA ALMIRANTE REIS (1)

No Diário de Notícias, por Katia Catulo

No Verão de 2007, a Avenida Almirante Reis, em Lisboa, terá mais um empreendimento turístico. Lisbon Hotel será o nome da nova unidade hoteleira de quatro estrelas, que ocupará o edifício da autoria de Cassiano Branco, no Areeiro. Seis andares vão dar lugar a 94 quartos e duas garagens.

Publicado por jf em 04:13 PM | Comentários (0)

A VIDA NA ALMIRANTE REIS (2)

"É uma obra que vai alterar a imagem desta zona", garante António Ribeiro, da Sociedade Hotel do Aeroporto. "Ao termos uma maior circulação de turistas e de pessoas que irão ao hotel para jantar ou para beber um copo, iremos trazer mais movimento a uma zona adormecida."

Publicado por jf em 04:12 PM | Comentários (0)

A VIDA NA ALMIRANTE REIS (3)

O Lisbon Hotel será o quarto empreendimento turístico a ser construído nesta avenida em pouco menos de cinco anos. Por enquanto, oferta hoteleira resume-se a três hotéis. Cada um deles afastado da parte velha da Almirante Reis. Entre o Largo do Intendente e a zona de Arroios, a avenida está entregue ao comércio étnico ou às dezenas de residenciais.

Publicado por jf em 04:11 PM | Comentários (0)

A VIDA NA ALMIRANTE REIS (4)

Quem ali trabalha sabe bem que esta artéria não é toda igual. Basta percorrê-la de uma ponta à outra. "Se a vida de uma pessoa fosse uma linha recta, teria o tamanho desta avenida", diz Félix Barros, que há 52 anos trabalha na Barbearia com Arte. Começaria na Praça Sá Carneiro, em Arroios (é Arreeiro...), onde os apartamentos "são novos e as senhoras de trato fino". Continuaria pela Praça do Chile com os edifícios "retocados". Passaria mais tarde pelos Anjos, "onde os pobres vão comer a sopa". E terminaria no Intendente com os "prédios entaipados", conta.

Publicado por jf em 04:11 PM | Comentários (0)

A VIDA NA ALMIRANTE REIS (5)

Nem é preciso conhecer a Almirante Reis há meio século para perceber que, "à medida que se desce, os moradores vão ficando mais velhos, as habitações mais degradadas e as lojas mais baratas". E se fosse necessário levantar uma fronteira nesta avenida, ela ficaria algures depois da igreja dos Anjos. "A partir dali tudo muda", diz Vítor Carvalho, que há 45 anos trabalha no quiosque próximo da loja de calçado Sapatolândia. "É ali que estão os hotéis e as pessoas com mais poder de compra", explica o comerciante.

Publicado por jf em 04:10 PM | Comentários (0)

A VIDA NA ALMIRANTE REIS (6)

A máquina de costura

Na parte de baixo da Almirante Reis ficam os que "não conseguem melhor sítio". Pelo menos é isso que pensa Mohamad Hussein. Trabalha há dois anos junto ao Intendente no n.º 19 e vende tudo o que uma mulher precisa: túnicas, malas, colares e brincos. Mas o seu principal negócio não está só nas bugigangas nem na roupa pendurada à porta da loja.

Publicado por jf em 04:10 PM | Comentários (0)

A VIDA NA ALMIRANTE REIS (7)

Hussein trouxe de Sialkot, no Paquistão, o único instrumento que vai tirá-lo da Almirante Reis. É com a máquina de costura Juki que sobe e desce as bainhas das calças e aperta e descose o cós das saias. Por cada peça que costura cobra cinco euros. "É dinheiro que não toco nem que esteja aflito", conta o paquistanês. Um dia irá juntar o suficiente para ter uma frutaria em Lisboa.

Publicado por jf em 04:09 PM | Comentários (0)

A VIDA NA ALMIRANTE REIS (8)

No topo da Almirante Reis está o lugar ideal para abrir o estabelecimento: "Gostava de ter uma loja no Areeiro." Mas o projecto é demasiado ambicioso para o comerciante: "Lá em cima cobram mais de 1200 euros de renda." O paquistanês terá ainda de ajustar o sonho às suas economias, mas, da mesma forma que usou a máquina de costura para chegar a Portugal, irá fazer o mesmo para deixar a Almirante Reis.

Publicado por jf em 04:09 PM | Comentários (0)

A VIDA NA ALMIRANTE REIS (9)

Vasculhar a memória

Nem sempre foi assim e alturas houve em que morar ou frequentar a Almirante Reis era privilégio de "gente rica", recorda Francisco Caetano, relojoeiro da Ourivesaria Nova Pontual. "A avenida estava cheia de cafés, onde se reuniam os intelectuais, salões de bilhar e até a Portugália tinha cinema ao ar livre", conta.

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A VIDA NA ALMIRANTE REIS (10)

Hoje, o antigo Café Herminius, onde Mário Cesariny e outros surrealistas se reuniram, está transformado em agência funerária; o Café Colonial, onde Agostinho Neto e Amílcar Cabral urdiram conspirações, é a Pastelaria Capri e o edifício construído de raiz para ser farmácia, uma tasca fechada para férias até final do mês.

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INTERVIR EM STO. ESTEVÃO

No Jornal de Notícias, por Mónica Costa

Sabem que integram um projecto, mas não conseguem explicar os benefícios que tiram da experiência. Elton, Jorge, Tiago e Vanessa são alguns dos jovens que participam num programa de prevenção da toxicodependência, que a Junta de Freguesia de Santo Estevão, em Lisboa, promove há quatro anos.

O programa "Intervir" tem quatro vertentes distintas (ver caixa) "Aprender a Pensar" (para jovens dos 14 aos 20 anos) "Criança" (dos 6 aos 10), "Encontro de Pais", para os progenitores dos jovens do projecto e "Jovens em Acção" (12 aos 18).

Filipa Araújo, psicóloga que coordena o projecto, explica que esta vertente é dirigida "aqueles a quem a escola diz muito pouco". Através de actividades como o kick boxing e futebol, por exemplo, os responsáveis tentam trabalhar as competências sociais e pessoais dos jovens. "Procuramos motivá-los para que tenham um projecto de vida", afirmou. O trabalho tem dado frutos. "Ao longo destes quatro anos houve jovens mais velhos que, já tendo deixado a escola, acabaram por sentir o peso dessa decisão. Vieram pedir-nos informações sobre cursos profissionais e inscreveram-se", acrescenta.

"Para eles isto é basicamente uma brincadeira", explica a responsável, referindo-se à dificuldade destes quatro adolescentes em conseguir definir o objectivo do programa. "No entanto, todos os que disseram estar aqui hoje, cumpriram. Isto mostra um bom índice da capacidade de compromisso", afirmou, explicando que isso é também resultado do trabalho desenvolvido.

Este facto, por si só, pode não explicar muito, mas estes são jovens que apesar de frequentarem a escola afirmam não gostar das aulas. Só dos intervalos.

"Só estudo para acabar aquilo rápido. A escola é boa para estar com os meus 'sócios' (amigos)", diz Elton Gomes, de 12 anos, que passou para o oitavo ano. A declaração recebeu a aprovação dos outros. Mas concordaram quando Tiago Prates, 15 anos, afirma que o programa "ajuda a formar-nos".

O sucesso do "Intervir" é motivo de orgulho para Maria de Lurdes Pinheiro, a presidente da Junta de Freguesia de Santo Estevão. "O projecto melhorou muito (já existe há sete anos, mas com outros nomes e diferentes coordenadores). E a prova disso é que a Câmara de Lisboa aumentou a verba de apoio", conclui.

Aprender a Pensar

A vertente mais ligada à escola, que tenta prevenir o insucesso, o absentismo e o abandono. Os jovens recebem apoio pedagógico de professores. Segundo Filipa Araújo, os problemas são resolvidos pelos jovens e muitos conseguem melhorar as notas. Têm apoio psicos-social e aprendem métodos de estudo.

Criança

É levado a cabo no ATL da Escola 212. As crianças, dos 6 aos 10 anos, aprendem a relacionar-se com as outras, a melhorar a auto-estima e a prevenirem comportamentos de risco.

Encontro de Pais

A maior parte destes jovens vem de famílias mono- parentais, por isso são, na sua maioria, as mães que vão aos encontros. O objectivo é ajudar, no futuro, os filhos, sensibilizando-os para temas como a infância e adolescência.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (30)

As entradas sobre os Paços do Concelho tiveram por fontes o sítio da Camara Municipal de Lisboa e a Wikipédia.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (29)

Escadaria Norte

Esta escadaria, de acesso ao 2º e ao andar nobre, é da concepção de João de Almeida, tendo ao centro uma instalação da autoria de Jorge Martins, na qual são apresentadas frases sobre a cidade de Lisboa retiradas de publicações literárias portuguesas.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (28)

Sala de Refeições

Projecto da autoria do arquitecto João de Almeida tendo como colaborador Jorge Martins. O design das peças decorativas são da autoria de Kukas.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (27)

Sala dos Vereadores

Espaço, destinado ao debate informal do executivo. Simultaneamente articulado com a açoteia que circunda a cúpula - a sala dos Vereadores da autoria do arquitecto Manuel Tainha, é marcada por um certo despojamento de onde parte uma escada em caracol que dá acesso á açoteia, de onde se pode avistar uma panorâmica da cidade de Lisboa. O mobiliário desta sala é da autoria de Daciano Costa, Le Corbusier, Mies Van der Rohe, Eileen Gray, Jacobsen e Hansen.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (26)

Helena de Almeida é responsável pela "Instalação" nas portas de ambas as alas deste corredor. A decoração de interiores dos gabinetes quer ao nível do equipamento, estofos, cortinados, etc., é de autoria da Arqtª Ana Silva Dias.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (25)

Corredor

Este piso do edifício foi totalmente destruído pelo incêndio, na ala sul, tendo sido a ala norte afectada pelos efeitos do fumo e das águas. Todo o piso foi remodelado e adaptado e destinado aos gabinetes dos Senhores Vereadores.

O corredor foi concebido pelo Arqt.º Nuno Teotónio Pereira e a escultora Irene Buarque. Recriou-se ao nível do pavimento, em lioz negro de Mem Martins e amarelo de Negrais, as formas ovóides dos óculos das paredes interiores, hoje totalmente abertos, permitindo um acesso visual à Galeria do Andar Nobre.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (24)

Escadaria Sul

Autoria do Arquitecto Silva Dias com intervenção da escultora Irene Buarque, sendo Pedro Calapez o responsável pela pintura do respectivo tecto.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (23)

Fernando Conduto é o responsável pelo pavimento de todas estas salas e pela escultura do Busto de República presente na Sala das Sessões, esta última baseada num estudo feito com base num outro busto existente no edifício.

Anteriormente ao incêndio nestas salas funcionavam serviços de atendimento ao munícipe, os quais foram transferidos para o novo edifício Municipal no Campo Grande, libertando deste modo os espaços em questão e permitindo assim a criação de um novo espaço dedicado à Cultura.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (22)

Na sala das Sessões Públicas, podemos observar as pintura da autoria de Sá Nogueira - intitulados "Fala 1" e "Fala 2", nas quais se trava um conflito entre a figuração e o geométrico, querendo o artista que as pessoas ao verem ali os seus painéis, percebessem que estão nesta sala para ouvir e para falar; e de Maria Velez - estes por sua vez tentam integrar-se num espaço que pertence á cidade, reflectindo deste modo as pinturas desta artista a ambiência da cidade através da luz e das cores.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (21)

Sala dos Passos Perdidos
Sala de Exposições
Sala das Sessões Públicas

Na Ala Sul é hoje possível apreciar, de imediato, a intervenção de Daciano Costa que concebeu a actual Sala dos Passos Perdidos, a Sala de Exposições e a das Sessões Públicas. Charrua é o autor de pintura da sala dos Passos Perdidos.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (20)

Recepção

Na Ala Norte situa-se a nova recepção, projecto de autoria de Daciano Costa, cujo mobiliário ficou a cargo do designer Pedro Silva Dias, espaço embelezado pela pintura de Charrua e pelo pavimento de Fernando Conduto.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (19)

Sala das Sessões Privadas

O tecto a claro/escuro foi da concepção e execução de Pierre Bordes e Eugénio Cotrim. Os cantos apresentam composições ornamentais integrando perfis de monarcas reinantes, de quatro países ligados a Portugal (D.Luís -insígnia Ordem de Cristo; Napoleão -insígnia Legião de Honra; D. Pedro II, imperador do Brasil - insígnia Cruzeiro do Sul; Rainha Vitória de Inglaterra - insígnia Ordem da Jarreteira). A pintura central é da autoria José Rodrigues e integra uma alegoria a Lisboa, sendo constituída por uma figura feminina vestida de oficial romano representando Lisboa e coroando à sua direita a Indústria e ao seu lado direito está representado o Comércio tendo por detrás a Navegação.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (18)

Igualmente de inspiração renascentista, fazem parte dos elementos que ornamentam este espaço os fogões mármore de Carrara cujo desenho é do arquitecto José Luis Monteiro.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (17)

Em toda a decoração pictórica sobressaiem ainda os elementos que se repetem ritmicamente, integrando brasões das cidades de Portugal interligados por sereias ornamentadas os quais ladeiam medalhões evocativos de personalidades históricas tais como Gil Vicente (ourives, "pai" do Teatro Português), Pedro Nunes (matemático ilustre - séc. XVI), Damião de Gois (humanista e diplomata, cronista do Rei D.Manuel - séc. XVI), Francisco d'Holanda (estudioso da Estética Clássica e da Pintura Antiga - séc. XVI), Padre António Vieira (diplomata e figura eminente da oratória sagrada - séc. XVI), Visconde de Almeida Garrett (escritor romântico e fundador do edifício Teatro Nacional - séc. XIX), entre outros, de autoria de Malhoa de António Nunes Júnior.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (16)

O tecto do salão Nobre, apresenta ao centro, da autoria do pintor José Rodrigues, uma grande pintura alegórica da cidade, denominada por "Exaltação de Lisboa" constituída por uma figura de mulher que ocupa o plano central da composição representando Lisboa segurando a Cidade e retratando as actividades mais significativas desta cidade, estando simbolizadas a Navegação, o Comércio e a Indústria, numa relação estreita com o Tejo, a Fama e os Génios, incluindo ainda alusões à inspiração literária, à poesia, à pintura e à escultura.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (15)

Salão Nobre

Como que anunciando a riqueza decorativa desta sala onde os elementos decorativos resultam de uma composição neoclássica com outros de gosto mais moderno, destaca-se a porta que lhe dá acesso, entalhada pelo mestre oitocententista Leandro Braga, onde a par da restante ornamentação se salienta a representação do Brasão da Cidade de Lisboa.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (14)

Pierre Bordes é responsável pela esteira circundante integrando elementos vegetabilistas os quais enquadram 12 camafeus, representando figuras mitológicas. Integram a decoração parietal dois óleos, pintados posteriormente, retratos de: Dr.Miguel Bombarda (Columbano 1911), Dr.Manuel de Arriaga (Abel Manta 1936 - o nosso 1º presidente, justificando assim o nome de Sala da República) Almirante Cândido dos Reis (Veloso Salgado).

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OS PAÇOS DO CONCELHO (13)

Sala da República ou Sala Dourada

Assim designada por incluir retratos de personalidades relevantes do movimento republicano e/ou por contar entre as peças do seu mobiliário consolas douradas semi-circulares justaponíveis.

O tecto apresenta um conjunto polícromo de flores, frutos e grinaldas da responsabilidade de Pereira Júnior e Procópio Ribeiro. Os medalhões ovais são da autoria de José Malhoa e representam a Música, o Canto, as Artes e as Letras. Os grandes medalhões redondos do canto são de Columbano (1889) e representam alegorias camoneanas expressas nas legendas com versos dos Lusíadas.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (12)

No primeiro patamar foi colocada uma lage comemorativa da autoria de Simões de Almeida (sobrinho), aquando do primeiro aniversário da Implantação da República.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (11)

Escadaria e Cúpula. Projecto do Vereador Anselmo Ferreira Pinto

Pintura:
Coordenação: Pierre Bordes
Execução: Columbano Bordalo Pinheiro e Pereira Cão (José Pereira Júnior)

Conjunto iluminado por um lanternim de ferro e vidro de António José Burnay, o qual foi adossado à cúpula decorada interiormente com motivos ao estilo Renascença, numa pintura de claro-escuro, em Trompe-l'oeil, resultando numa perfeita ilusão de sombras e relevos.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (10)

Sala do Arquivo, Projecto de Domingos Parente.

Estantes distribuídas em duas galerias, aproveitando a totalidade do pé direito; grade de ferro forjado e mobiliário - todo este conjunto é da autoria do arquitecto José Luís Monteiro.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (9)

A fachada é encimada por um frontão triunfal da autoria do escultor francês Anatole Camels, onde o conjunto escultórico é composto pelo brasão da cidade de Lisboa, ladeado à direita por uma figura masculina que representa o "Amor e a Liberdade", tendo por segundo plano a representação da "Ciência" e da "Navegação", e à esquerda apresenta uma figura feminina simbolizando a "Liberdade", tendo em segundo plano a representação da "Indústria" e do "Comércio".

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OS PAÇOS DO CONCELHO (8)

Os Paços do Concelho, são assim uma obra do arquitecto Domingos Parente da Silva, do escultor Calmels, do arquitecto José Luís Monteiro, Columbano Bordalo Pinheiro, Pereira Cão, Malhoa, entre outros, aos quais se juntaram os nomes daqueles que com respeito pela obra dos seus antecessores e com a mesma sensibilidade e cultura, tornaram não só possível o restauro das obras de arte danificadas, das pinturas, dos estuques, das cantarias e da estatuária, mas também o surgimento de uma nova arquitectura que agora incorpora e valoriza o edifício.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (7)

Desafiando a criatividade de alguns dos mais notáveis arquitectos e artistas de Lisboa, fazendo do edifício dos Paços do Concelho um exemplo de diálogo entre o Património Histórico e Arquitectónico e a criação artística arquitectónica contemporânea, foram convidados os arquitectos João de Almeida, Manuel Tainha, Nuno Teotónio Pereira, professor Daciano Costa e os artistas Sá Nogueira, Fernando Conduto, Maria Velez, Helena Almeida, Pedro Calapez, Jorge Martins, tendo também sido alguns artistas plásticos convidados a intervir ao nível do exterior, ficando Eduardo Nery a cargo do arranjo de superfície da praça e Jorge Vieira para as esculturas.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (6)

Dois objectivos fundamentais pautaram esse plano, por um lado, restaurar as áreas nobres de reconhecido valor Histórico e Artístico e por outro, doar aos pisos já anteriormente vocacionados para o desempenho institucional, um perfil funcional e personalizado conciliando o acesso e a utilização de parte desses espaços pelo munícipe, numa relação de aproximação da Cidade, através deste seu edifício emblemático, ao seu Cidadão.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (5)

A 7 de Novembro de 1996 um novo incêndio destruíu os pisos superiores, ficando afectados os tectos e pinturas do primeiro andar. Depois de avaliado o impacto do incêndio , foram tomadas opções quanto ao Plano Geral de Intervenção para a Recuperação do Edifício dos Paços do Concelho, conduzido pelo arquitecto Silva Dias. Num principio de fidelidade à tradição Histórica e Arquitectónica, no qual de optou por aproximar ao projecto inicial do Arquitecto Domingos Parente - retomando desta forma as raízes essenciais do projecto de arquitectura original do final do século passado e que vinha a ser abastardado por construções mais tardias nas décadas 30/40.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (4)

No interior destaca-se a intervenção do arquitecto José Luís Monteiro, sobretudo na escadaria central, bem como a rica decoração pictórica a cargo de vários artistas, dos quais se salientam José Pereira Júnior (Pereira Cão), Columbano e Malhoa, revelando deste modo todo o edifício um conjunto destacado de intervenientes, tanto a nível arquitectónico e construtivo, como decorativo, apresentando uma estética e inovação de grande qualidade.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (3)

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OS PAÇOS DO CONCELHO (2)

Após o terramoto de 1755, durante a reconstrução pombalina foi construído o edifício dos Paços do Concelho no actual local onde se encontra, projecto de arquitectura este assinado pelo arquitecto Eugénio dos Santos Carvalho, que ficou completamente destruído devido a um incêndio a 19 de Novembro de 1863.

Eugénio dos Santos, nascido em Aljubarrota, em 1711, foi o arquitecto português responsável pela reconstrução da Baixa Pombalina de Lisboa após o terramoto de 1755. Homem de confiança do mestre Manuel da Maia, engenheiro-mor do Reino, a sua obra mais notável foi a Praça do Comércio, que abre os horizontes de Lisboa ao rio Tejo.

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OS PAÇOS DO CONCELHO (1)

O edifício dos Paços do Concelho, para além do seu valor arquitectónico e artístico, reflecte as mudanças na imagem de Lisboa e de Portugal. Atravessam as fases liberal, regeneradora e republicana. Importantes acontecimentos da nossa história colectiva, como a Proclamação da República em 5 de Outubro de 1910, ficaram profundamente associados a este edifício.

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agosto 05, 2006

PHIL MENDRIX

Phil Mendrix, músico das bandas Ena Pá 2000 e Roxigénio, actua hoje, pelas 23h, no Cabaret Maxime, em Lisboa. O guitarrista vai apresentar o seu novo disco, Phil Mendrix Band.

Cabaret Maxime.
Praça da Alegria, 58.
Hoje, às 23h. Bilhetes a 10 euros.

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CAMPISMO NA CIDADE (1)

Paulo Sousa mora a escassos quilómetros do Parque de Campismo de Monsanto, em Lisboa, mas escolheu este local para passar férias e garante que se sente "muito longe de casa", num espaço onde os estrangeiros são a maioria.

"Gosto muito deste parque. É grande, muito bonito. Tem todas as condições. Para mim, é o melhor", afirmou à Lusa o campista, que vive em Benfica, muito perto de Monsanto. Os portugueses são apenas cerca de 30 por cento dos utentes do "Lisboa Camping", o único no país e um dos poucos na Europa com a classificação de quatro estrelas, que atrai anualmente 60 mil pessoas.

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CAMPISMO NA CIDADE (2)

Os espanhóis lideram a procura do campismo de Monsanto, representando cerca de 40 por cento dos utentes, enquanto os restantes campistas provêm de vários países europeus, principalmente França, Itália e Bélgica, Holanda e Luxemburg o, adiantou à Lusa Caleia Rodrigues, administrador do parque.

Com 38 hectares, o parque de campismo municipal foi concebido na década de 1940 por Keil do Amaral, o arquitecto responsável pelo projecto do Parque Florestal de Monsanto. Se a procura de campistas de tenda tem registado quebras de dois a três por cento ao ano, uma tendência semelhante à que se observa no resto da Europa, as vertentes de caravanismo e aluguer de "bungalows" têm vindo a crescer, sublinhou o administrador.

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CAMPISMO NA CIDADE (3)

Fora da época do Verão, o parque continua a ser utilizado por visitantes que procuram alguns equipamentos como o polidesportivo, os campos de ténis, a piscina, parques infantis e mini-golfe, salas de reuniões, disse à Lusa José Ramos, director do "Lisboa Camping". O parque dispõe ainda de um canil, posto médico e salas de jogos, além de um espaço para eventos, instalado numa "tradicional casa pombalina, com capel a própria", e de um restaurante que oferece refeições "mais sofisticadas", acrescentou.

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CAMPISMO NA CIDADE (4)

Cármen e Tito vieram com o filho de Vigo, na Galiza, Espanha, e instalaram-se num dos 70 "bungalows" com capacidade para quase 400 pessoas, com serviço de limpeza diária. A família tem utilizado os autocarros que passam pelo parque de campismo para se deslocar ao centro da cidade, um serviço que todos classificam como "m uito bom", apesar de considerarem que o regresso é "demasiado cedo", por volta d as 21:30, hora a partir da qual não há mais transportes públicos. Oriundos da cidade espanhola de Múrcia, Jorge e um grupo de amigos permanecem este Verão pela segunda vez no parque de Monsanto, justificando o regress o a Lisboa e ao "camping" com as boas condições que ali encontraram.

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CAMPISMO NA CIDADE (5)

Pela primeira vez em Lisboa, Annette e os pais vieram da capital francesa e dizem ter encontrado um parque de campismo "bastante barato, agradável e bonito". Para visitar a cidade, já utilizaram um táxi e os autocarros, transportes que consideram "muito rápidos e baratos".

José Ramos acredita que o parque está bem servido de transportes públicos, mas considera que as sinalizações nas estradas são insuficientes. "O parque não está bem identificado. No ano passado pedi à Câmara que alterasse a sinalização, mas não houve nenhuma alteração", disse o director.

Isabel e o marido, da Maia, perto do Porto, trouxeram os dois filhos pe quenos até Lisboa para conhecerem o Oceanário e o Jardim Zoológico. O casal de portugueses elogia as condições gerais do parque, embora considere que "os sanitários não são muito bons".

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CAMPISMO NA CIDADE (6)

Confrontado com esta crítica, o director sublinhou que os balneários são limpos duas vezes por dia, mas referiu que "os utentes deixam muita porcaria", admitindo ter, no próximo ano, funcionárias em permanência em cada espaço, pass ando a cobrar a sua utilização.

O austríaco Georg deslocou-se a Lisboa com um grupo de amigos com dois objectivos: fazer "surf" e escalada. Optou por acampar em Monsanto por ficar suficientemente perto de Cascais e Sintra, onde poderá praticar estas modalidades.

Das condições do "camping", Georg destaca a dimensão e a segurança, mas critica os preços "um pouco mais caros" e o ruído causado proximidade da CRIL, IC 19 e auto-estrada de Cascais (A5). A segurança é um das principais preocupações na gestão do parque, que dispõe de vigilantes próprios, que são reforçados durante a realização de eventos em Lisboa que fazem disparar a procura, além de receber visitas diárias de elementos da PSP.

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CAMPISMO NA CIDADE (7)

A organização de iniciativas e a meteorologia são dois factores determinantes na procura do "Lisboa Camping", explicou o administrador. "Tivemos uma redução na utilização habitual durante o campeonato mundial de futebol. No dia seguinte à final, parecia uma procissão aí à porta", exemplificou o director, adiantando ter registado uma grande quantidade de saídas quinta-feira, na véspera do início do Festival do Sudoeste, na Zambujeira do Mar.

"O turista de campismo é mais volúvel, gosta de fazer as férias ao sabor do que lhe apetece. Se o dia está mau, muitos vão-se embora, à procura do sol" , disse Caleia Rodrigues. Um dos eventos que atraiu mais visitantes foi o campeonato europeu de futebol, em 2004, altura em que muitos campistas "adormeciam na relva" e, às vezes, "era preciso chamar uma ambulância, porque alguns acabavam por dormir horas a o sol, completamente bêbedos", recorda o director.

Fonte: Lusa

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JUNTAS QUEREM HUMANIZAÇÃO

Um grupo de cidadãos, incluindo presidentes de juntas de freguesia, pretende criar em Lisboa um projecto social para idosos, envolvendo apoio psicológico e de jovens e a oferta de refeições em restaurantes, para combater a "exclusão e desumanização". "A preocupação fundamental é combater um crime terrível que é a desumanização e a indiferença, o passar ao lado e fingirmos que não vemos", afirmou à Lusa o advogado Agostinho Amado Rodrigues, mentor da iniciativa, que pretende lançar nas 53 freguesias da capital. O projecto ainda está a dar os primeiros passos, mas já está garantida a adesão da Universidade Lusíada, que irá disponibilizar psicólogos, terapeutas e estagiários de psicologia para prestarem apoio social, além de várias empresas, que oferecem, por exemplo, alimentos. A participação de restaurantes, que irão proporcionar refeições gratuitas a alguns idosos, é outra vertente do projecto.

Fonte: Lusa

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HELGA DE ALVEAR

A colecção internacional da galerista espanhola Helga de Alvear está no CCB até 22 de Outubro. Conceitos para Uma Colecção vai ser depois transformada num museu, em Cáceres. A exposição de 89 peças de 58 artistas apresenta a visão da galerista sobre a produção artística desde os anos 70.

Centro Cultural de Belém.
Praça Império. 3.ª a dom., das 10h às 19h.
Bilhetes a 4 euros.


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NÃO DEVIA EXISTIR UM

Cidadão de nacionalidade portuguesa, sexo masculino, solteiro, em idade activa (entre 30 e 59 anos) e com baixo nível de escolaridade. Eis o retrato-robot que resultou de um estudo inédito efectuado pelo Instituto de Segurança Social (ISS) sobre as pessoas sem-tecto. Um levantamento, feito há dois anos pelos centros distritais, resultou num número global de 2717 pessoas a viver em situação de sem-abrigo.

Fonte: Público

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EPÁ!

O falhanço do projecto de instalação de um campo de treino de golfe por cima do reservatório de água das Amoreiras - cuja concretização foi definitivamente inviabilizada em 2004 pela Câmara de Lisboa - pode vir a custar à EPAL vários milhões de euros em indemnizações aos seus parceiros na operação. Os vários litígios judiciais desencadeados após a suspensão das obras, em Novembro de 2001, continuam a arrastar-se, mas um dos tribunais arbitrais já constituídos pronunciou-se contra a Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL) no final de 2004.

Fonte: Público

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05 DE AGOSTO DE 1779

É criada a Academia Real da Marinha, por D. Maria I, em Lisboa, tendo como objectivo a formação dos oficiais da Armada Real e da marinha mercante. Foram integrados nesta nova instituição alguns cargos e instituições de ensino especializadas então existentes, entre os quais o cargo de cosmógrafo-mor (que tinha a obrigação de dar uma lição diária de Matemática) e a Aula de Debuxo Naval.

Em 1782 foi finalmente criada a Academia Real Dos Guardas Marinhas, instituição que, recebendo os alunos da Academia Real da Marinha por mérito excepcional escolar ou, directamente por "mérito" de nobreza, se destinou a formar os oficiais da Marinha Real. A Academia foi instalada no Terreiro do Paço (Sala do Risco) e apadrinhada pela Raínha D. Maria I.

Na dependência da Secretaria da Marinha a Academia Real da Marinha, instituição de ensino teórico que se destinou a preparar os oficiais da Marinha de Guerra, da Marinha Mercante e os Engenheiros do Exército. Esta Academia funcionou até 1837, dando lugar ao Colégio dos Nobres e, posteriormente, à Escolqa Politécnica, actual Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Em 1807, devido à invasão francesa, a Academia Real dos Guardas-Marinhas embarcou para o Brasil, juntamente com o Rei, a Corte e o Governo de Portugal. Instalada no Rio de Janeiro, ali funcionou de 1808 a 1822. Após a declaração de independência do Brasil, a Academia dividiu-se em duas, a Portuguesa e a Brasileira, de acordo com as opções de nacionalidade então tomadas. A Academia Real Portuguesa regressou a Lisboa onde reiniciou o seu funcionamento em 1825. A Academia Real Brasileira deu origem à Escola Naval do Brasil.

A fundação da Academia Real de Marinha (e da Academia Real dos Guarda-Marinhas) foi impulsionada por Martinho de Melo, que com o Marquês de Pombal colaborara e com ele aprendera. Academia Real de Marinha preparava para a carreira naval e ainda para diversas carreiras militares e civis e ensinavam-se nela, em curso de três anos, as matemáticas puras e aplicadas e a arte de navegar.

Fontes: Wikipedia e Marinha Portuguesa.

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agosto 04, 2006

AGENDA

6h30-1h O Tempo. Exposição do 4.º Concurso de Fotografia da CAIS, associação de apoio aos sem-abrigo. Para ver até dia 27, de segunda a domingo, na estação de metro da Baixa-Chiado.

10h-1h A Ilha dos Amores. Uma instalação de Joana Vasconcelos. Até 1 de Outubro, de terça a domingo, no Museu da Electricidade (Central Tejo). Entrada livre.

18h30-21h30 Jazz em Agosto. Continua o festival organizado pela Gulbenkian, com o saxofonista britânico Evan Parker, no Auditório 2, e o trio norte-americano liderado pelo guitarrista Nels Cline, com Andrea Parkins nos teclados e Tom Rainey na bateria, no Anfiteatro ao Ar Livre.

22h Fado e Guitarra. Espectáculo com o fadista Camané e o guitarrista Ricardo Rocha, integrado no Festival Rota dos Monumentos. Os bailarinos Patrícia Henriques e Gustavo Oliveira interpretam coreografias concebidas por Vasco Wellenkamp. Hoje e sábado, nas Ruínas do Convento do Carmo.

22h V Festa do Cinema. Grandes filmes em ecrã gigante ao ar livre no Estádio do Inatel (Av. Rio de Janeiro), com entrada livre. Hoje é exibido o filme O Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa: As Crónicas de Nárnia, de Andrew Adamson. Amanhã há Missão: Impossível III, de J. J. Abrams.

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COISAS FEIAS NO ROSSIO

Haverá explicações razoáveis, mas entrar no supermercado Pingo Doce da Rua 1º de Dezembro, na Baixa de Lisboa, é uma experiência tão repugnante que nenhuma razão plausível importa agora. É, numa palavra, uma porcaria. Grande. O passeio de pedra branca está tão sujo que já perdeu a cor, como se tivesse uma nódoa de ameixa que não sai; uma nódoa enorme, escura, viscosa e fedorenta. Se as lojas de conveniência da cidade são um íman para os alcoólicos, tristes e sem-abrigo, a entrada deste Pingo Doce atrás do Rossio parece ser a casa - permanente - dos mais miseráveis portugueses que vivem em Lisboa. Todos juntos, é ali - à porta do Pingo Doce - que dormem, comem, bebem e vomitam, mais os seus cães a fazer o que os cães fazem no chão. A vida é dura, os problemas sociais são profundos, as escolas não têm condições, os hospitais estão cheios, os salários são pequenos, a segurança social não vai chegar para as reformas - e há três mil sem-abrigo em Lisboa. Se for como em Nova Iorque e outras cidades, a maior parte dos nossos sem-abrigo são pessoas com problemas psiquiátricos que perderam a capacidade de viver como a maioria de nós - numa casa, com um trabalho regular, rodeados por amigos e família. Tudo isso é verdade. Mas por que é que ninguém lava o passeio? Um balde, lixívia e um esfregão de palha-de-aço servem. Tecnicamente, o passeio não pertencerá ao supermercado. Pois. Mas então o Pingo Doce deve mudar o slogan, pelo menos para a loja do Rossio. Em vez de "o sítio do costume perto de si", "a porcaria do costume perto de si".

Bárbara Reis, no Público

Publicado por jf em 11:25 AM | Comentários (0)

A LER

Verão na Cidade, por Miss Pearls, no próprio.

Publicado por jf em 11:22 AM | Comentários (0)

A PROPÓSITO DA TOPONÍMIA

A propósito dos comentários à entrada anterior, eu esclareço que também sou favorável à chamada toponímia natural, que é a do povo. O Rossio, o Terreiro do Paço, o Areeiro, a Av. do Aeroporto, o Largo do Caldas, toda a gente sabe onde ficam. E assim serão chamados para sempre.

Quanto à ponte sobre o Tejo, a usurpação toponímica foi dupla. Por Salazar e pelo 25 de Abril. Seja como fôr, Salazar, bem ou mal teve muito a ver com ela. O 25 de Abril, não. Teve a ver com outra. Troca de topónimos, portanto.

Publicado por jf em 10:41 AM | Comentários (0)

agosto 03, 2006

A PONTE SALAZAR (25)


(fotografia do Arquivo Municipal, de Eduardo Gageiro)

A usurpação toponímica.

Publicado por jf em 06:37 PM | Comentários (4)

A PONTE SALAZAR (24)


(fotografia do Arquivo Municipal, de Artur Inácio Bastos)

Publicado por jf em 06:36 PM | Comentários (0)

A PONTE SALAZAR (23)


(fotografia do Arquivo Municipal, de Judah Benoliel)ibidem)

Vendo a maquette, no Palácio das Galveias.

Publicado por jf em 06:34 PM | Comentários (0)

A PONTE SALAZAR (22)


(ibidem)

Publicado por jf em 06:33 PM | Comentários (0)

A PONTE SALAZAR (21)


(idem)

Publicado por jf em 06:30 PM | Comentários (0)

A PONTE SALAZAR (20)


(fotografia do Arquivo Municipal, de Artur Inácio bastos)

Publicado por jf em 06:29 PM | Comentários (0)

A PONTE SALAZAR (19)


(idem)

Publicado por jf em 06:28 PM | Comentários (0)

A PONTE SALAZAR (18)


(fotografia do Arquivo Municipal, de Armando Serôdio)

Publicado por jf em 06:25 PM | Comentários (0)

A PONTE SALAZAR (17)

Já no primeiro semestre de 2006, a mesma carreira perdeu 419.000 passageiros face a igual período do ano passado, enquanto a ligação Terreiro do Paço/Seixal teve menos 36.000 utentes.

Inaugurada no dia 06 de Agosto de 1966 para permitir a travessia rápida entre as duas margens do Tejo, função que desempenhou durante muitos anos, a Ponte 25 de Abril é hoje manifestamente insuficiente e já se pensa na construção de uma terceira travessia.

Publicado por jf em 06:19 PM | Comentários (0)

A PONTE SALAZAR (16)

Mas a operadora que assegura as ligações para a Praça de Espanha, Areeiro e Cidade Universitária tem vindo a perder terreno para o comboio, que de ano para ano tem mais passageiros. Só no primeiro semestre deste ano, a Fertagus transportou 10.878.963 pessoas, mais 382.773 que no mesmo período de 2005.

Apenas em 2002, coincidindo com as obras na ponte e já depois do encerramento da carreira Cacilhas/Cais da Alfândega por causa da empreitada do metropolitano de Lisboa no Terreiro do Paço, os barcos transportaram na carreira Cais do Sodré/Cacilhas mais 7.482.000 de passageiros do que em 2001.

Publicado por jf em 06:19 PM | Comentários (0)

A PONTE SALAZAR (15)

Nos últimos cinco anos, a redução da circulação automóvel na ponte apenas se verificou em 2002 quando as obras de substituição das juntas de dilatação do tabuleiro rodoviário provocaram longas filas e desesperaram os automobilistas.

Nesse ano, os autocarros da Transportes Sul do Tejo, que dispõem de um corredor BUS nos acessos sul, transportaram 5.590.055 passageiros, mais 742.626 do que em 2001.

Publicado por jf em 06:18 PM | Comentários (0)

A PONTE SALAZAR (14)

O único elemento dissuasor do tráfego, segundo a Lusoponte, empresa concessionária da travessia entre Lisboa e Almada, parece ter sido o elevado preço dos combustíveis. Segundo dados divulgados à Lusa pela Lusoponte, 27.736.106 automóveis atravessaram no primeiro semestre deste ano a Ponte 25 de Abril, menos 263.100 face a igual período de 2005.

Publicado por jf em 06:18 PM | Comentários (0)

A PONTE SALAZAR (13)

Inaugurada em Julho de 1999, a travessia ferroviária da ponte estendeu o seu serviço à estação Roma/Areeiro (em Lisboa) em Setembro de 2003 e a Setúbal em Outubro de 2004. Esperava-se que o caminho-de-ferro, construído com um atraso de 30 anos, viesse descongestionar o trânsito na 25 de Abril, mas quem atravessa a ponte de carro não tem deixado de o fazer e a única transferência a que se assistiu foi dos utentes dos barcos e autocarros para o comboio.

Publicado por jf em 06:17 PM | Comentários (0)

A PONTE SALAZAR (12)

Mas nem sempre foi assim: só a partir da década de 1970, coincidindo com a explosão demográfica e urbanística na margem sul é que o crescimento do tráfego na ponte ultrapassou as previsões dos estudos de viabilidade da travessia. Um crescimento que nos anos 90 obrigou ao alargamento do tabuleiro e ao recurso a uma nova travessia do Tejo, a Ponte Vasco da Gama, que liga Sacavém ao Montijo, inaugurada em 1998. Outro factor importante foi a introdução do comboio.

Publicado por jf em 06:16 PM | Comentários (0)

A PONTE SALAZAR (11)

As portagens são agora variáveis conforme a dimensão da viatura, mas, por mês, com excepção de Agosto, em que a travessia é gratuita, pode-se gastar cerca de 30 euros (6.000 escudos). Os engarrafamentos nos acessos são diários, com os condutores a perder uma ou duas horas a circular entre as duas margens do Tejo para ir do sul para o emprego em Lisboa ou para se deslocar da capital às praias da Costa de Caparica.

Publicado por jf em 06:16 PM | Comentários (0)

A PONTE SALAZAR (10)

Dez mil veículos atravessaram "a conta- gotas" a Ponte 25 de Abril na sua primeira hora de existência, quando ainda se chamava Ponte Salazar, tinha só quatro vias e a portagem custava 20 escudos (10 cêntimos). Quarenta anos depois, que se celebram no próximo domingo, a ponte tem seis vias, custa no mínimo 1,20 euros (240 escudos), é atravessada diariamente por uma média de 153 mil veículos, a que se juntam os comboios que transportam 80.000 passageiros.

Publicado por jf em 06:15 PM | Comentários (0)

A PONTE SALAZAR (9)

Quando foi aberta ao trânsito, escassas horas depois da cerimónia de inauguração que decorreu sob intenso calor provocando alguns desmaios, a ponte era a maior construção do género suspensa na Europa e a quinta maior do mundo. Hoje ocupa o 17º lugar no "ranking" mundial.

Com alguma mágoa, António Rosa Lopes afirma que a obra "excepcional, ímpar" que ajudou a construir não está a ser estimada como deveria. "No meu tempo não podia ver nada fora do sítio. Agora há sempre uma pintura mal feita, com pontos de ferrugem, um candeeiro apagadoÓ", critica, para concluir:"quando se começa uma obra de raiz, começa-se a ganhar-lhe amizade".

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A PONTE SALAZAR (8)

Orgulhoso de ter participado, a seu ver, na "maior obra pública feita em Portugal em termos de engenharia", Mário Pinto Alves Fernandes considera que "o mais difícil" na empreitada foi a construção das fundações da ponte, que chegam a atingir 82,5 metros de profundidade na extremidade mais a sul.

"Foi preciso construir um molde em aço em Algés e afundá-lo no rio para suportar os pilares da ponte e depois se erguer as torres", explica o engenheiro e antigo presidente da extinta Junta Autónoma de Estradas.

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A PONTE SALAZAR (7)

Com a ponte, que aproximava a margem sul da capital, Almada rapidamente se transformou numa cidade-dormitório: a população duplicou e aumentaram as construções clandestinas de habitação no concelho. No caso de concelhos vizinhos como o Seixal, a população residente quadruplicou em 20 anos, segundo dados do Censos de 1981. Mais a sul, o turismo na região do Algarve também disparou com a nova ligação.

Publicado por jf em 06:12 PM | Comentários (0)

A PONTE SALAZAR (6)

A ponte foi construída numa época em que o parque automóvel crescia e os barcos que asseguravam as ligações entre as duas margens estavam saturados: na década de 1950 eram já frequentes as grandes filas de carros à espera de embarcar nos "ferry-boats". Aberta ao tráfego em 1952, a ponte rodoviária de Vila Franca de Xira não era alternativa.

"O Tejo era um fosso que separava as duas margens. Havia a necessidade de um atravessamento contínuo", refere Mário Pinto Alves Fernandes, engenheiro reformado de 82 anos, que acompanhou a construção dos acessos rodoviários da ponte e, posteriormente, o projecto de instalação do caminho-de-ferro.

Publicado por jf em 06:11 PM | Comentários (0)

A PONTE SALAZAR (5)

Salvo nos dias de nevoeiro, em que mesmo o calçado apropriado escorregava com a humidade, nunca teve medo de andar em cima dos cabos ou de subir às torres, que estão a mais de 190 metros de altura sobre o rio.

"Deslocava-me de um lado para o outro, em cima da viga [estrutura que suporta os tabuleiros rodoviário e ferroviário] com latas de tinta e sem cinto de segurança. Era um risco tremendo, mas fazia o meu trabalho com o sentido de fazer o melhor", relata, lembrando a dezena de operários que, na fase de construção da ponte e acessos, morreram em quedas, esmagados por gruas ou electrocutados.

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A PONTE SALAZAR (4)

Foram gastos na obra 2,2 milhões de contos, recuperados com as receitas das portagens e do imposto da mais-valia aplicado, por decreto, a terrenos e prédios na margem sul valorizados com a nova acessibilidade.

António Rosa Lopes trabalhou na ponte durante 43 anos. Primeiro como carpinteiro a preparar as madeiras para as cofragens do viaduto de betão de Alcântara, depois como pintor das estruturas metálicas do tabuleiro da ponte, mais tarde como responsável pela manutenção de toda a obra.

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A PONTE SALAZAR (3)

A sua enorme estrutura em aço, pintada de vermelho e suspensa por cabos ligados a duas grandes torres, que a mantêm firme em caso de sismo, assemelha-se à ponte de S. Francisco, nos Estados Unidos, construída 30 anos antes.

A empreitada da ponte de Lisboa, adjudicada ao consórcio liderado pela firma americana United States Steel Export Company, arrancou a 05 de Novembro de 1962, quase um século depois de terem sido apresentadas as primeiras propostas para uma travessia entre a capital e a Outra Banda.

Publicado por jf em 06:09 PM | Comentários (0)

A PONTE SALAZAR (2)

A travessia entre Alcântara (Lisboa) e Pragal (Almada), a primeira a unir a capital à margem sul do Tejo, foi inaugurada, ainda com o nome de Salazar, seis meses antes do previsto e ao fim de quatro anos de obras.

Começou por ser uma ponte rodoviária, embora tivesse um túnel para o caminho-de-ferro já construído no Pragal, mas só em Julho de 1999 passou a ter comboios de passageiros a circular debaixo do tabuleiro reservado aos automóveis.

Publicado por jf em 06:08 PM | Comentários (0)

A PONTE SALAZAR (1)

António Rosa Lopes, 68 anos, foi um dos 3.000 operários portugueses que ajudaram a erguer a Ponte 25 de Abril, uma das maiores do mundo, a celebrar 40 anos este domingo. Construiu- a, cuidou dela, arriscou a vida, ganhou-lhe amizade.

"Olhar para uma ponte que está deserta e depois vê-la cheia de carros foi uma emoção", confessa, recordando o dia da inauguração, a 06 de Agosto de 1966, em que milhares de automobilistas engrossavam filas para estrear o tabuleiro.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 06:07 PM | Comentários (0)

LIXO NO MIRADOURO DOS ANJOS

São poucos os lisboetas que incluem no seu roteiro de miradouros o do Monte Agudo, situado na freguesia dos Anjos. Não é, todavia, "celestial" a situação que caracteriza aquele local verdejante que privilegia a observação do lado ocidental da cidade. Ali o mato cresce, o lixo amontoa-se e a pérgola, o painel de azulejos e os caminhos estão bastante degradados.

Embora o espaço verde seja visível da Avenida Almirante Reis, os acessos ao miradouro - pelas ruas Heliodoro Salgado ou de Manchester - são difíceis de encontrar para quem não conhece a zona. Descobertos os caminhos é preciso, contudo, ser-se algo corajoso para continuar a visita, já que o cenário inicial não é de forma alguma convidativo.

Um automóvel consumido pelo fogo e as ervas que crescem sem eira nem beira por todo o lado, levam o visitante até ao local mais alto. Ali avista-se uma área significativa da cidade que o painel de azulejos projectado pelo suíço Fred Kradolfer e executado na Fábrica Viúva Lamego , nos anos 60, reproduz, ainda que com as diferenças naturais de mais de quatro décadas de evolução urbanística.

O miradouro poderia ser de facto uma zona muito agradável, não fosse a degradação e a frequência de toxicodependentes. "Não passo pelo 'Miras', como a gente chama ao local, porque tenho medo. Aquilo está sempre cheio de drogados, é muito escondido" disse ao JN Violeta Lopes, residente na Rua Cidade de Manchester.

Outra moradora adiantou que tem pena de não ser possível frequentar "um local tão lindo e com uma vista fantástica sobre a cidade". Irene Menezes, que reside nas imediações há cerca de 30 anos, ainda se lembra"do miradouro quando a vegetação estava tratada e a pérgola e bancos impecáveis".

A Junta de Freguesia dos Anjos há muito que alertou a Câmara Municipal para a degradação do Miradouro do Monte Agudo, o único espaço verde da freguesia, e para o perigo de incêndio provocado pelo descuido em que se encontra a mata. Contactada pelo JN, fonte do gabinete do vereador dos Espaços Verdes explicou que "está prevista a requalificação dos miradouros tendo em vista a criação de uma rede de circuitos. O do Monte Agudo está incluído".

Fonte: Jornal de Notícias

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NA CASA DA TIA ANICA (1)

Chama-se ArtEmpório Caffe e funciona há menos de um mês no número 125, da Rua Pascoal de Melo, em Lisboa. Ali viveu em tempos viveu o poeta Fernando Pessoa, na casa da sua tia Anica. Este espaço funcionou apenas como galeria de arte, reabriu com nova cara e passou a ser um "arte-café". Os clientes aderiram entusiasmados à novidade e segundo o proprietário, Nuno Santos, a média diária tem sido de 150 pessoas.

A ideia da mudança, explica Nuno Santos, surgiu devido à crise que atingiu o mercado da arte. "Há um ano e meio decidimos transformar o espaço. Manter a galeria, mas com a vertente de café", contou ao JN.

Publicado por jf em 11:42 AM | Comentários (0)

NA CASA DA TIA ANICA (2)

Apesar dos atrasos (as previsões de abertura apontavam para Dezembro do ano passado), provocados por uma imensa burocracia, Nuno é um homem cansado, mas muito feliz. "Contra todas as previsões, uma vez que abrimos em pleno Verão, no dia 8 de Julho, temos tido muitos clientes. No dia seguinte, que foi um domingo, tivemos uma verdadeira invasão de moradores", relembra.

Desde aí o "passa-palavra" tem sido a melhor publicidade ao ArtEmpório Caffé. Mesmo nestes primeiros dias de Agosto, os clientes esgotam bolos e salgados, assim como as refeições servidas ao almoço.

O segredo do sucesso é, para Nuno Santos, a diferença imposta nos produtos que o estabelecimento vende. "Os pratos servidos numa refeição - que tentamos que tenham aquele gostinho caseiro - só serão repetidos daí a um mês", exemplificou. As sobremesas doces - para além da tradicional fruta - , são apresentadas de maneira diferente. Ou seja, "o doce é o mesmo para todas as pessoas, mas o acompanhamento e a forma são diferentes", diz o proprietário.

Publicado por jf em 11:41 AM | Comentários (0)

NA CASA DA TIA ANICA (3)

Para poder dar a cara pelo projecto e "meter a mão na massa", Nuno Santos (gestor de formação e consultor de arte contemporânea) inscreveu-se na Escola de Hotelaria de Lisboa. Há um ano e meio que estuda, "para seguir a paixão antiga que é cozinhar e para ter formação específica". Outra novidade que o espaço tem é não se poder fumar. "Primeiro, por causa das obras expostas nas paredes e depois, porque o fumo do tabaco altera o sabor dos alimentos", explicou. As reacções foram variadas, mas se há quem não volte porque não pode fumar, também há quem "seja fumador, mas continue a vir, almoce e fume depois na rua", conclui Nuno Santos.

Publicado por jf em 11:40 AM | Comentários (0)

NA CASA DA TIA ANICA (4)

Origem : o local na Pascoal de Melo foi descoberto há cinco anos. No dia em que Nuno Santos passou pela antiga chapelaria, a pessoa que tinha comprado o espaço desistiu e ali se instalou a galeria ArtEmpório. Fernando Pessoa :o poeta viveu de 1914 a 1915 no número 125 da Pascoal de Melo, em casa da sua tia Anica. Ali nasceram os primeiros poemas do heterónimo Ricardo Reis. Sumos naturais : no ArtEmpório Caffé existe muito pouca escolha de sumos artificiais. Nuno Santos explica que resolveu apostar em sumos naturais, preparados na hora. A adesão foi boa e há pelo menos uma cliente que todas as manhãs vai ali tomar um sumo de laranja. Dia de fecho :o dia de descanso é a segunda-feira. E a explicação é simples este é o dia em que não se podem comprar produtos frescos. Estes artigos são adquiridos diariamente, para evitar que permaneçam muito tempo no frio.

Fonte: Jornal de Notícias

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AGENDA

21h30 Jazz em Agosto 2006. O projecto Electric Ascension do Rova Saxophone Quartet, liderado por Larry Ochs, inaugura o festival organizado pela Gulbenkian, que decorre até dia 12 sob o signo de John Coltrane. No Anfiteatro ao Ar Livre da Gulbenkian.

21h30 32º Festival de Música do Estoril. Concerto da Orchestrutopica, com a soprano Sophie Bouffard. Obras de Berio, Ferreira Lopes, Rueda, Donatoni e Vasco Mendonça. No Centro Cultural de Cascais.

21h30 Vozes do Fado. Espectáculo com Marco André, Yola Dinis e Cristiano de Sousa. No Museu do Fado (Lg. do Chafariz de Dentro, 1, a Alfama).

22h V Festa do Cinema. Grandes filmes em ecrã gigante ao ar livre para ver até sábado no Estádio do Inatel (Av. Rio de Janeiro), com entrada livre. Hoje é exibido o filme Crash (Colisão), de Paul Haggis.

Publicado por jf em 11:34 AM | Comentários (0)

CASAS PARA DAR E VENDER...

A Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) mantém fechados há vários anos seis apartamentos a estrear destinados a jovens, apesar da imensa procura que este tipo de habitação tem no mercado, devido ao seu baixo preço.
Afirmando tratar-se de uma "situação normal", a EPUL alega que os fogos se mantêm devolutos por os jovens aos quais foram entregues terem desistido deles. E que não seria exequível voltar a pô-los a concurso, dados os encargos que isso acarretaria para um número tão diminuto de apartamentos - apesar de a empresa já ter resolvido um problema da mesma ordem juntando no mesmo concurso EPUL Jovem fogos acabados de construir com outros que tinham sobrado de um anterior empreendimento.

Fonte: Público

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06 DE AGOSTO DE 1966


(fotografia do Arquivo Municipal, de Artur Inácio Bastos)

É inaugurada a ponte Salazar, primeira ligação entre Lisboa e a margem sul do Tejo, seis meses antes do previsto.

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A LER

Silêncio Ensurdecedor, no Minha Rica Casinha.

Publicado por jf em 12:41 AM | Comentários (0)

agosto 02, 2006

16 MILHÕES

As máquinas automáticas do Casino Lisboa distribuíram 16 milhões de euros em Julho, o maior volume de prémios pagos num mês desde a sua abertura em Abril, revelou hoje a empresa. Em comunicado, a empresa proprietária do Casino Lisboa refere que "o jackpot mais expressivo ocorreu no passado dia 7 de Julho, quando um jogador recebeu 50 mil euros". O casino de Lisboa, ainda segundo o documento, "tem tido uma elevada afluência de público, com uma média diária superior a seis mil pessoas".

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 10:39 PM | Comentários (0)

EIS UM ASSUNTO QUE ME INTERESSA! (1)

O concurso "Lisboa à Prova" já conta com 175 inscrições de restaurantes, numa iniciativa inédita que decorre até Novembro e tem como objectivo a elaboração do primeiro guia gastronómico da capital, disse à Lusa fonte da organização.

Publicado por jf em 07:43 PM | Comentários (0)

EIS UM ASSUNTO QUE ME INTERESSA! (2)

O concurso foi lançado em Junho pelo departamento do Turismo da Câmara de Lisboa e a Associação de Restauração e Similares de Portugal (ARESP), e a organização decidiu agora prolongar o período de inscrições, previsto até final de Julho, dada a "boa adesão e o crescente número de propostas recebidas até ao momento".

Publicado por jf em 07:42 PM | Comentários (0)

EIS UM ASSUNTO QUE ME INTERESSA! (3)

O guia gastronómico será "dirigido ao grande público e em especial aos que procuram Lisboa pela sua riqueza gastronómica", destacando "a qualidade geral e a diversidade" da restauração na capital.

Publicado por jf em 07:42 PM | Comentários (0)

EIS UM ASSUNTO QUE ME INTERESSA! (4)

Associada ao concurso gastronómico, foi lançada a iniciativa "Olhares à Prova", dirigida aos fotógrafos profissionais, que pretende distinguir "a arte que está por trás da apresentação de um prato ou do adornar de uma refeição".

Publicado por jf em 07:41 PM | Comentários (0)

EIS UM ASSUNTO QUE ME INTERESSA! (5)

Segundo o vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, o concurso "Lisboa à Prova" visa "promover a oferta turística" do sector da restauração, "no que diz respeito às instalações e equipamentos, bem como à qualidade e diversidade dos serviços". "Lisboa é uma cidade que apresenta uma gastronomia rica em diferentes sabores, texturas e apresentações. O concurso surge como uma oportunidade de conhecer o que de melhor se saboreia actualmente na cidade", sublinhou Fontão de Carvalho.

Publicado por jf em 07:40 PM | Comentários (0)

EIS UM ASSUNTO QUE ME INTERESSA! (6)

O concurso estabelece quatro categorias de estabelecimentos: "Restaurante de Autor", "Restaurante do Mundo", "Restaurante Tradicional" e "Sabores ao Balcão".

Publicado por jf em 07:40 PM | Comentários (0)

EIS UM ASSUNTO QUE ME INTERESSA! (7)

Na primeira categoria premeia-se o "toque pessoal do 'chef', patente na elaboração da ementa proposta por cada restaurante", enquanto o segundo escalão se destina a estabelecimentos de cozinha não portuguesa.

Publicado por jf em 07:39 PM | Comentários (0)

EIS UM ASSUNTO QUE ME INTERESSA! (8)

A categoria "Restaurante Tradicional" englobará os estabelecimentos de cozinha típica portuguesa, enquanto o último grupo pretende "requalificar espaços como os 'pronto-a-comer', 'snack bares' e as tradicionais 'tascas'", com o objectivo de "contrariar o conceito de 'fast food' associado a uma alimentação pouco cuidada".

Publicado por jf em 07:38 PM | Comentários (0)

EIS UM ASSUNTO QUE ME INTERESSA! (9)

Os restaurantes participantes serão visitados, de forma anónima, por um júri constituído por elementos nomeados pelas entidades organizadoras, sendo avaliados por um sistema de atribuição de garfos - de um a três, no máximo.

Publicado por jf em 07:37 PM | Comentários (0)

EIS UM ASSUNTO QUE ME INTERESSA! (10)

Alguns dos critérios que serão tidos em conta pelo júri incluem a genuinidade, criatividade, instalações, serviços e relação preço/qualidade. Numa primeira fase, todos os estabelecimentos receberão um certificado de participação no concurso, sendo depois apurados 60 restaurantes. Após esta eliminatória, serão divulgados publicamente os semifinalistas, seguindo-se o apuramento dos 30 melhores restaurantes, atribuindo-lhes um segundo ou terceiro garfos.

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:36 PM | Comentários (0)

AVISO

Os acessos pela auto-estrada do Norte (A1) e pela CRIL à Ponte Vasco da Gama estarão condicionados à circulação na noite de quinta-feira, devido a trabalhos de repavimentação, anunciou hoje a Lusaponte. Em comunicado, a Lusoponte afirma que o condicionamento irá decorrer entre as 21:00 de quinta-feira e as 07:00 do dia seguinte. Os automobilistas deverão, durante este período, optar por percursos alternativos, que estarão assinalados. O condicionamento deve-se à necessidade de garantir "melhores condições de segurança aos automobilistas e aos trabalhadores".

Fonte: Lusa

Publicado por jf em 07:34 PM | Comentários (0)

EPUL REABILITA 33 CASAS

A Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) anunciou ontem a recuperação de cinco edifícios no bairro da Mouraria e na Rua da Boavista, num total de 33 fogos. Os trabalhos em curso deverão estar concluídos no próximo ano.

A intervenção da empresa municipal decorre no âmbito dos programas de reabilitação urbana "Lisboa a Cores" e "Repovoar Lisboa", adiantam os responsáveis da EPUL, em comunicado. Na Mouraria, as obras estão a decorrer nos edifícios 9-5 da Rua da Amendoeira, com três apartamentos T1; nos números 168-80 da Rua do Benformoso, que integra dez casas; e numa fracção T1 no Largo da Achada, número 2. De acordo com a EPUL, todas estas casas estão já vendidas.

Ainda na Mouraria, estão a ser recuperados quatro fogos T0 e T1 no edifício 28-30 do Beco do Jasmim, que se destinam a realojamentos da Câmara Municipal.

Segundo a empresa, estas intervenções, projectadas por Victor Mestre/Sofia Aleixo Arquitectos e a cargo da Somague, PMG, deverão estar concluídas até Outubro do próximo ano.

No número 30-32 da Rua da Boavista, composto por 15 habitações T0 a T3, as obras de recuperação deverão terminar em Junho de 2007. Destas, cinco casas ainda estão para venda. A EPUL prossegue, por outro lado, com o lançamento de uma nova etapa de desenvolvimento urbanístico e imobiliário, concretizando uma nova visão de "Criar Cidade para a Vida das Pessoas", assente no conceito de Bairro, espaço de vida própria, com serviços integrados, onde seja agradável viver ou trabalhar e onde todos possam resolver as suas necessidades diárias.

Fonte: Jornal de Notícias

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EMEL EM BOLANDAS (1)

EMEL recebeu este ano duas mil queixas de utentes

A Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) recebeu, desde o início deste ano, cerca de 2000 reclamações por parte de cidadãos, apurou o JN junto de uma fonte do gabinete da vereadora Marina Ferreira, responsável pelo pelouro da Mobilidade. A maior parte das queixas está relacionada com problemas que dizem respeito aos dísticos de residentes e situações tão diversas como o pagamento dos parquímetros sem saída de papel, máquinas avariadas ou danos em veículos.

Publicado por jf em 04:24 PM | Comentários (0)

EMEL EM BOLANDAS (2)

De acordo com a mesma fonte, há registo de uma queixa de um utente contra a EMEL, apresentada no Tribunal Administrativo, e outras cinco reclamações que foram entregues no Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo. O caso enviado para tribunal aguarda ainda por uma decisão judicial, mas três das cinco situações entradas no Centro de Arbitragem já tiveram um desfecho.

Publicado por jf em 04:23 PM | Comentários (0)

EMEL EM BOLANDAS (3)

Empresa condenada

Um desses três processos foi arquivado e estava relacionado com danos decorrentes do embate de um automóvel num pilarete do bairro de Alfama. Entendeu-se, neste caso, que a matéria extravasava a competência do Centro de Arbitragem. A EMEL foi condenada nos outros dois casos, referentes a reparação de danos no pneu de um veículo, que foi estacionado num alvéolo de duração limitada, e ainda um pedido de restituição de 3,09 euros. Também a associação de defesa do consumidor, DECO, acolhe diversas queixas. Em 2005, recebeu 37 processos de mediação de conflitos contra a EMEL e, até ao final de Junho de 2006, recebeu outros 18.

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EMEL EM BOLANDAS (4)

Os assuntos mais frequentes que chegam à associação são as avarias nos parquímetros, que não permitem o pagamento do estacionamento, o que termina em multas. Contam-se ainda casos relacionados com a demora na chegada dos funcionários da EMEL para proceder ao desbloqueamento dos veículos. Segundo a DECO, a mediação de conflitos não costuma ser demorada. A associação frisa que a EMEL responde com alguma rapidez aos casos. Contudo, só cerca de 30% dos consumidores acabam por ver as suas reclamações satisfeitas.

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EMEL EM BOLANDAS (5)

Rebocado antes de tempo

António, nome fictício, estacionou o carro no parque de estacionamento situado junto à estação de comboios de Entrecampos. O relógio marcava 10.05 horas. António pagou um euro e colocou o talão no tablier do automóvel e verificou que o estacionamento era válido até às 12.06 horas. Voltou às 11.55 horas, mas já a viatura tinha sido rebocada por falta de pagamento. A multa foi passada às 10.31 horas e o carro tinha entrado no parque de rebocados às 11.35 horas. António viu depois que o talão ainda se encontrava no interior do automóvel, mas no chão, suspeitando que este só terá caído quando a viatura foi rebocada.

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EMEL EM BOLANDAS (6)

Máquina sem talão

"João" estacionou a viatura na Avenida da Liberdade e colocou 1,50 euros no parquímetro e este não lhe deu o talão. Fez aquilo que a EMEL recomenda nestes casos deixou no automóvel um papel a explicar o que aconteceu, com o dinheiro gasto, a hora e o dia. Quando regressou, tinha um aviso de pagamento da empresa, no valor de 2,07 euros.

Fonte: Jornal de Notícias

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O MUSEU BERARDO (1)

Na semana passada, Cavaco Silva promulgou os estatutos da fundação, mas disse que tinha "dúvidas". O empresário Joe Berardo, dono da colecção de arte que se vai transformar, dentro do Centro Cultural de Belém de Lisboa, no Museu Berardo, é a única pessoa que poderá propor nomes para o cargo de director do museu. Quando na semana passada o Presidente da República, Cavaco Silva, promulgou o decreto-lei e os estatutos da Fundação Berardo, disse que tinha "dúvidas".

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O MUSEU BERARDO (2)

Numa nota escrita, Cavaco disse que tinha dúvidas em relação à "distribuição de poderes" entre o Estado e Berardo, que "mesmo após" o Estado comprar a colecção Berardo continua "a dispor de poderes muito amplos", e que, em particular, tinha dúvidas sobre a "prerrogativa vitalícia relativa à nomeação do director do museu". O decreto-lei continua a não ser público (está "a caminho" do Diário da República), mas, a nosso pedido, o Ministério da Cultura divulgou ontem três artigos.

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O MUSEU BERARDO (3)

E assim, no 11º artigo ficou acordado que Berardo é presidente honorário vitalício; que o cargo deixará de existir após a sua morte; que Berardo vai presidir ao conselho de administração sem direito de voto, e ao conselho de fundadores (que cedeu a António Mega Ferreira, presidente do CCB); que vai representar protocolarmente a fundação, e que o cargo não é renumerado.

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O MUSEU BERARDO (4)

O ponto que mais dúvidas terá levantado a Cavaco Silva será o b): Berardo tem o poder de "propor, com carácter de exclusividade, ao conselho de administração, a nomeação e a destituição do director do museu", diz o decreto-lei. "Carácter de exclusividade" significa que é ele o único que pode propor nomes, embora não possa votar e os outros membros da administração possam chumbar o nome (ou, por absurdo, chumbar todos os nomes propostos).

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O MUSEU BERARDO (5)

Qualquer nome que venha a ser proposto por Berardo tem que ter a aprovação de uma "maioria qualificada" que, no caso, são quatro dos cinco membros. O conselho de administração da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea - Colecção Berardo vai ter cinco membros: dois serão escolhidos pelo Ministério da Cultura (um dos quais tem que ser da Fundação CCB, e já está escolhido: Margarida Veiga); dois por Berardo, e um por consenso entre o ministério e o coleccionador.

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O MUSEU BERARDO (6)

Nesta parte, os estatutos projectam-se no futuro e adaptam o conselho de administração ao cenário "pós-compra". Ou seja, a partir do momento em que o Estado compre a colecção (hipótese em aberto até 2016), este quinto membro passa a ser nomeado apenas pelo Ministério da Cultura - Berardo sai do jogo. Mas essa projecção no futuro não é feita em relação ao poder de propor nomes para o museu. Mesmo depois de a colecção ser do Estado, Berardo continuará, até morrer, a ser o único com poder de propor nomes.


Fonte: Público

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AGENDA

18h Humor e sociedade. O Museu Nacional da Imprensa inaugura no átrio do Ministério das Finanças (Pç. do Comércio) a exposição do VII Porto Cartoon. A mostra, constituída por mais de 200 desenhos, estará patente ao público até 29 de Setembro, de segunda a sexta, entre as 9h e as 19h. A entrada é livre.

20h Solos Summer Sessions. A editora Trem Azul realiza a sua habitual festa antes das férias de Verão, com o músico japonês Otomo Yoshihide e Tiago Santos. Pela noite dentro, na Jazz Store (R. do Alecrim, 21A). Entrada a 3 ?.

21h Quartas Culturais no Centro Vasco da Gama. Espectáculo com os Loopless. O funk, o jazz e o afro-beat na voz quente de Kika Santos. Na esplanada panorâmica do Beer Deck. Entrada livre.

21h30 O Terceiro Homem. Depois de O Homem Vazio e O Homem Absurdo, a Inestética - Companhia Teatral apresenta o último projecto da trilogia RAM, com texto de Alexandre Lyra Leite. Até domingo, no Teatro Maria Matos.

21h45 Crise dos 40. Uma peça de Eduardo Galán e Pedro Goméz, com encenação de Celso Cleto. Com Almeno Gonçalves e António Melo. De quarta a sábado, até ao final de Setembro, no Mundial (R. Martens Ferrão, 12A).

22h Caetano Veloso. O músico brasileiro regressa a Lisboa para um concerto na Praça do Museu do Centro Cultural de Belém.

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agosto 01, 2006

MÚSICA NO CORAÇÃO NO POLITEAMA (1)

Filipe La Féria vai estrear o célebre musical em Setembro. Versão no Politeama foi feita a partir do texto original e não da versão da Broadway, "mãe" de todas as versões. O encenador Filipe La Féria, hoje com 62 anos, ainda se lembra das palmas com que o público do Tivoli, em Lisboa, brindava nos anos 60 a cena do filme Música no Coração, de Robert Wise, na qual o capitão Von Trapp rasga uma bandeira nazi. Sonha encenar o musical desde essa altura - o filme é de 1964 - e agora vai concretizá-lo.

Em Setembro, o encenador de blockbusters vai estrear a sua versão de Música no Coração no Teatro Politeama, em Lisboa.

Ontem, na apresentação à imprensa do seu novo trabalho, Filipe La Féria disse que esta é uma "missão quase impossível, num teatro que vive exclusivamente das receitas de bilheteira", mas que após verem Amália e My Fair Lady, os seus musicais anteriores, os herdeiros dos autores do texto original - Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II - lhe deram os direitos para apresentar o espectáculo em Portugal. O britânico Andrew Lloyd Webber também conseguiu esses direitos e prepara-se para estrear Música no Coração em Outubro, no London Palladium, em Londres.

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MÚSICA NO CORAÇÃO NO POLITEAMA (2)

La Féria - que apesar de estar rodeado pelos actores, acabou por ser o único a falar - disse que é "bastante consolador" poder fazer um trabalho diferente da primeira versão, estreada em 1959, na Broadway, e que foi modelo de todas as outras versões, incluindo o filme protagonizado por Julie Andrews (e vencedor de cinco Óscares em 1964). "As personagens são mais ricas e a cronologia é diferente", disse. "A peça tem uma mensagem fortíssima."
Mas não foi fácil. "A tradução do texto original em inglês foi muito difícil porque eles não têm o sentido poético dos latinos." As palavras "humanas" da preceptora Maria Rainer foram traduzidas "com muita simplicidade para se transformarem num hino à liberdade, no sentido em que os Von Trapp foram um ícone de resistência".

A história (verdadeira, mas aqui adaptada) da família Von Trapp que, com o nascimento da Alemanha nazi, teve de fugir para os Alpes, é protagonizada pelas cantoras Anabela e Lúcia Moniz (que alternam no papel da noviça e preceptora Maria Rainer) e por Carlos Quintas (capitão Von Trapp).

La Féria queria Anabela como única protagonista, mas a actriz hesitou: "Ela quer dar o melhor e achou que não conseguia", disse o encenador. A aposta em Lúcia Moniz, diz La Féria, veio do "gosto" que tem "em equilibrar pessoas" que conhece bem "com a aventura de recorrer a novos actores".

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MÚSICA NO CORAÇÃO NO POLITEAMA (3)

Mais de 500 crianças concorreram às audições de Música no Coração para interpretar os sete filhos indisciplinados do capitão, mas apenas 20, dos cinco aos 16 anos, foram escolhidas pelo encenador, o director vocal António Leal e o director musical Telmo Lopes. "É um prazer trabalhar com um elenco tão jovem e generoso; há valores extraordinários que não se acarinham em Portugal", lamentou La Féria. Os jovens actores fizeram um workshop de duas semanas e "estão prontos para a estreia!".

As cantoras líricas Helena Vieira, Lia Altavila e Helena Afonso (freiras) completam o elenco, com Joel Branco (tio Max) e Vera Mónica (baronesa).
É o público, diz La Féria, que lhe dá forças para continuar em projectos de grande escala: "O público é a grande conquista do Politeama e a grande âncora deste teatro."

Com 500 representações realizadas de My Fair Lady e 1000 de Amália, os grandes sucessos do Politeama, La Féria acredita no sucesso de Música no Coração: "Estamos aqui com entusiasmo e força para fazermos o espectáculo das nossas vidas."

Fonte: Público

Publicado por jf em 01:06 PM | Comentários (0)

AGENDA

10h-17h O Chá da China. Um conjunto significativo de peças associadas ao consumo do chá, reunidas pelo médico Luís Mendes da Graça. Exposição patente de terça a domingo no Museu do Centro Científico e Cultural de Macau (R. da Junqueira, 30).

10h-18h Fado Cravo. Exposição da autoria de Berta Cardoso que propõe uma viagem pelo percurso biográfico e artístico de Alfredo Marceneiro, figura emblemática do universo fadista. Para ver até final do mês, todos os dias, no Museu do Fado (Lg. do Chafariz de Dentro, 1, a Alfama).

21h As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos. Espectáculo da Companhia Teatral do Chiado, da autoria de Adam Long, Jess Borgeson e Daniel Singer. Em cena até dia 8, aos domingos, segundas e terças, no Teatro-Estúdio Mário Viegas.

21h30 Shopping and Fucking. Uma peça de Marc Ravenhill. Com Carlos Afonso Pereira e Anabela Brígida. Em cena até domingo, na Casa d"Os Dias da Água (R. D. Estefânia, 175).

22h V Festa do Cinema. Grandes filmes em ecrã gigante ao ar livre. Até sábado no Estádio do Inatel (Av. Rio de Janeiro), com entrada livre. Hoje é exibido O Exorcista, de William Friedkin.

Publicado por jf em 01:04 PM | Comentários (0)

MANSÃO E FUNDAÇÃO (1)

Antiga directora entende que vontade da testadora não seria cumprida se os 150 mil euros do testamento fossem para a Fundação D. Pedro IV. Os serviços da segurança social estão impossibilitados de receber uma herança de 150 mil euros deixada em testamento à Mansão de Marvila, um lar de idosos que o Estado possui em Lisboa, devido ao facto de a sua gestão ter sido entregue a uma instituição privada.

Publicado por jf em 01:02 PM | Comentários (0)

MANSÃO E FUNDAÇÃO (2)

A execução do testamento só é possível com a intervenção da testamenteira, que ocupou as funções de directora do lar, mas esta recusa-se a fazê-lo por entender que a benemérita deixou a herança a um lar do Estado e não a uma entidade privada, como é o caso da Fundação D. Pedro IV, que gere o estabelecimento desde o final de 2004.

Publicado por jf em 01:01 PM | Comentários (0)

MANSÃO E FUNDAÇÃO (3)

Chamava-se Generosa e foi-o pelo menos na hora da morte, quando decidiu legar 150 mil euros à instituição em que passou os últimos anos da sua vida. Conhecedora das dificuldades com que a direcção da Mansão de Marvila geria o lar, a senhora decidiu deixar-lhe aquele montante com o objectivo de contribuir para a melhoria dos cuidados prestados aos utentes. Para isso mandou lavrar um testamento, no qual nomeou como responsável pela sua execução a então directora da mansão, uma psiquiatra que também aí exercia a sua especialidade médica.

Publicado por jf em 01:01 PM | Comentários (0)

MANSÃO E FUNDAÇÃO (4)

Falecida há cerca de três anos, Generosa de Paiva Guimarães não chegou, porém, a saber que o Centro Distrital de Segurança Social (CDSS) de Lisboa cedeu a gestão da sua última casa àquela fundação. Com a entrada desta instituição, os quase 150 funcionários públicos que trabalhavam no lar mantiveram-se nos seus lugares, mas a directora deixou as suas funções.

Publicado por jf em 11:18 AM | Comentários (0)

MANSÃO E FUNDAÇÃO (5)

Mais tarde, já em 2005, a antiga responsável pelo estabelecimento surpreendeu a direcção do CDSS de Lisboa, recusando-se a aceder ao pedido que lhe foi dirigido para, na qualidade de testamenteira, fazer as diligências necessárias à execução do testamento. Confrontada com a impossibilidade de levantar o dinheiro, a segurança social insistiu, mas a médica reafirmou a sua posição. No seu entendimento, a vontade da benemérita testadora só seria respeitada se a herança fosse efectivamente destinada à melhoria do funcionamento da Mansão de Marvila, o que não seria o caso devido às mudanças ocorridas na gestão do lar.

Publicado por jf em 11:17 AM | Comentários (0)

MANSÃO E FUNDAÇÃO (6)

O problema está agora nas mãos dos advogados da segurança social e da antiga directora do estabelecimento. O gabinete do ministro do Trabalho e da Solidariedade Social confirmou a situação ao PÚBLICO, adiantando que o seu desbloqueamento, no caso de se manter a oposição da testamenteira, só poderá ser tentado pelas vias judiciais. A antiga directora, por seu lado, escusou-se a fazer quaisquer comentários sobre o assunto.

Publicado por jf em 11:16 AM | Comentários (0)

MANSÃO E FUNDAÇÃO (7)

No mesmo ano em que a segurança social entregou à Fundação D. Pedro IV a gestão da Mansão de Marvila, o Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado entregou-lhe, sem qualquer contrapartida, a propriedade de cerca de 1400 fogos de habitação social que possuía nos bairros das Amendoeiras e dos Lóios, também em Marvila. A Procuradoria-Geral da República considerou no mês passado que a entrega destes fogos não salvaguardou devidamente o interesse público.

Fonte: Público

Publicado por jf em 11:15 AM | Comentários (0)

GAITEIROS DE LISBOA

Os Gaiteiros de Lisboa editam esta segunda-feira «Sátiro», o seu quarto trabalho de estúdio. O registo inclui uma colaboração da fadista Mafalda Arnauth em «Os Versos que te Fiz», tema composto por Carlos Guerreiro e inspirado num poema de Florbela Espanca. A banda apresentou «Sátiro» ao público lisboeta a 27 de Junho, no CCB.

Alinhamento:

1. O Fim da Picada
2. Nem Fraco Nem Forte
3. Comprei uma Capa Chilrada
4. Movimento Perpétuo
5. Ai de Mim Tanta Laranja
6. Chamarrita do Pico
7. As Freiras de Santa Clara
8. Praça-dos-Montes
9. Haja Pão
10. Descantiga d`andor
11. Alma Alba
12. Os Versos que te Fiz

Fonte: Diário Digital

Publicado por jf em 10:58 AM | Comentários (0)