A vaca "Portucow" foi hoje leiloada por 13.500 euros, sendo a mais cara das 70 vacas da exposição "Cowparade" transaccionadas, num evento que angariou um total de 420.600 euros, adiantou o responsável pela organização.
Em declarações à agência Lusa, José Cardoso, responsável pela organização da exposição "Cowparade" e do leilão dos 70 animais, adiantou que o valor total obtido corresponde a uma média de seis mil euros por animal e que "é um valor que está dentro da média" obtida na Europa em eventos semelhantes.
"Estamos muito contentes, porque conseguimos igualar os valores europeus", reiterou José Cardoso.
O leilão decorreu das 17:00 às 19:00 e foi transmitido no portal do Sapo, o que permitiu licitações via Internet, fax ou telefone, além das apresentadas na sessão em sala, que decorreu em Lisboa, junto ao Pavilhão Atlântico.
Quantos às duas vacas mais famosas - que estavam disponíveis para licitação desde o início da semana no portal Sapo -, a "Portucow" foi arrematada por um emigrante português residente em Paris, por 13.500 euros, enquanto a "Gloriosa" foi adquirida por sete mil euros.
De acordo com José Cardoso, o leilão reuniu cerca de 500 pessoas na sessão em sala e registou entre 200 a 250 licitadores. Segundo a organização, o lucro das vendas reverte a favor de oito instituições de caridade - ACAPO, AMI, APAV, Chapitô, Cruz Vermelha, Espaço T, Escoteiros de Portugal, Liga dos Bombeiros Portugueses, e do projecto "Sic Esperança". A "Cowparade", uma exposição de arte pública existente desde 1998, esteve patente em Lisboa entre Maio e Agosto, sob o tema "Pelas Artes, Por Causas, Por Sorrisos!".
Fonte: Lusa
Debaixo da pala do Pavilhão de Portugal, a partir das 17 h., há vacas para todos os gostos e bolsas. Amantes de gado pintado, é favor dirigirem-se ao Parque das Nações.
Daniel Melo faz no seu Fuga Para a Vitória, uma recensão dos blogues sobre Lisboa, onde inclui o Olissipo. Uma distinção que agradeço.
Por Ana Henriques, no Público
Entre Fevereiro de 2004 e Agosto passado a empresa municipal pagou 277 mil euros a nove escritórios de advogados.
A Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) tem gasto centenas de milhares de euros na contratação dos serviços de escritórios de advogados, apesar de possuir um departamento especializado em questões jurídicas.
Entre Fevereiro de 2004 e Agosto passado, a EPUL pagou 277 mil euros a nove escritórios de advogados. Só o Barrocas Sarmento Neves, no qual se encontra a estagiar a filha de um dos administradores da empresa municipal, recebeu da EPUL e da sua subsidiária Imohífen 150 mil euros entre o final de 2005 e Abril de 2006. A soma corresponde a serviços relacionados com vendas de terrenos da empresa municipal situados em Telheiras, no Vale de Santo António e no Parque Mayer, e os administradores da empresa não conseguem explicar cabalmente por que razão não recorreram aos seus serviços internos.
Em Setembro de 2005, por exemplo, a Barrocas Sarmento Neves elaborou as normas do concurso de venda de 20 lotes de terreno para construção no Vale de Santo António, um negócio de 51,2 milhões de euros. No ano anterior, a preparação do concurso de venda de um terreno por 35 milhões de euros na mesma zona da cidade, destinado à construção de um centro cívico, ficara a custo zero: a EPUL tinha entregue a tarefa aos seus serviços.
O presidente da EPUL, João Teixeira, invoca a dimensão do primeiro concurso e o grande volume de negócios da empresa para justificar a contratação da firma de advogados. "O Estado também recorre a escritórios de advogados", acrescenta, omitindo outra razão para o sucedido: a falta de confiança dos administradores da EPUL nos serviços jurídicos da própria empresa. Interrogado sobre a questão, João Teixeira responde com o silêncio.
Foi também um escritório de advogados que, a expensas do erário público, respondeu este Verão às questões que o Tribunal de Contas pôs aos administradores da EPUL, no âmbito de uma auditoria deste organismo a 31 empresas municipais. O argumento da administração da empresa é o mesmo: "Era uma tarefa de grande responsabilidade, exigia grande especialização".
Quanto ao papel da filha do administrador da EPUL António Pontes na Barrocas Sarmento Neves, tanto este escritório como o seu pai garantem ser o de mera estagiária, apesar de a página dos advogados na Internet a mencionar como associada júnior. "A minha filha não estagia num escritório de advogados, mas com um patrono que trabalha num escritório de advogados", precisa António Pontes. "E nunca recebeu um tostão."
Filha de administrador "é coincidência"
Um dos sócios do escritório, Albano Sarmento, garante que a EPUL já é seu cliente "há mais ou menos uns dois anos", enquanto a filha do administrador da empresa municipal estagia ali "há um ano, no máximo".
"É uma coincidência", observa Albano Sarmento a propósito do facto de o seu escritório prestar serviços à EPUL. "Há pelo menos mais um ou dois casos de filhos de administradores de empresas privadas nossas clientes que estagiaram cá. Não vejo problema nenhum nisso." A filha de António Pontes, acrescenta, "tinha um bom currículo e concorreu à Barrocas Sarmento Neves. Mas não tem nenhum vínculo ao escritório".
Foi esta mesma estagiária que se candidatou, juntamente com a irmã, ao programa da empresa do pai EPUL Jovem, destinado a vender casas a jovens a preços abaixo dos habitualmente praticados no mercado. Havia oito mil inscrições para 298 apartamentos e quis a sorte que um deles lhe calhasse no habitual sorteio. Receosa de polémicas, já que a sua candidatura tinha sido noticiada, a estagiária acabou por desistir da casa. No ano passado, uma das filhas do administrador já se havia candidatado às casas, mas sem sucesso.
A Câmara Municipal de Lisboa anunciou sexta-feira, no seu site, a abertura de um concurso para a venda de fogos de uma cooperativa no Casalinho da Ajuda a jovens. O prazo das candidaturas decorre de 2 a 30 de Outubro. O preço de cada uma das 18 fracções varia entre os 85.988 euros e os 116.215 euros. Os candidatos não podem ter mais de 35 anos. Estas habitações resultam de um protocolo celebrado entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE), segundo o site municipal. O regulamento do concurso pode ser consultado no site da Câmara Municipal de Lisboa.
Fonte: Lusa
Cerca de 34 mil idosos vivem sozinhos em Lisboa, uma realidade "escondida" que se verifica com maior incidência nas freguesias de Santa Maria dos Olivais e São Domingos de Benfica. Em entrevista à agência Lusa, nas vésperas do Dia Internacional de Idoso, que se comemora domingo, o vereador da Acção Social na Câmara Municipal de Lisboa adiantou, citando Censos de 2001, que Lisboa tem 133.304 idosos, o que corresponde a 23 por cento da sua população total, o que a torna a cidade mais envelhecida do país e a nona da Europa.
Fonte: Lusa
A presidente do Comissariado para a Reabilitação da Baixa/Chiado, Maria José Nogueira Pinto, defendeu hoje um «modelo de excepção» para o projecto, que permita acelerar os procedimentos necessários à intervenção naquela zona de Lisboa.
«É difícil fazer uma intervenção desta dimensão, com todas estas vertentes, num território com estas características, se não se criar uma certa excepcionalidade na forma de intervir», afirmou Nogueira Pinto, durante a entrega do plano ao Ministro do Ambiente, Nunes Correia. O Plano de Reabilitação da Baixa/Chiado é apresentado segunda- feira, na Câmara Municipal de Lisboa, devendo ser discutido e votado em reunião extraordinária do executivo municipal dentro de cerca de três semanas, adiantou Nogueira Pinto.
Fonte: Lusa
O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, garantiu hoje que o troço do Metro de Lisboa que liga a Baixa/Chiado a Santa Apolónia vai estar aberto ao público em Julho de 2007 «em completa segurança». O ministro falava aos jornalistas durante uma visita às obras do Metropolitano de Lisboa naquele troço da linha azul.
Fonte: Lusa

É um insuspeito e belíssimo palacete, na Pátio do Tijolo, no Bairro Alto, em Lisboa. Ali morou Fontes Pereira de Melo, ali estudaram gerações de alunos do Liceu Francês. Desde os anos 60 que dentro das suas salas, muitas delas com vista privilegiada para um certo Tejo, funciona a Caixa de Previdência da Câmara Municipal de Lisboa. Estes serviços deverão ser transferidos e o destino do palacete Braamcamp estará ainda em aberto. Amanhã abrem-se ao público as portas do imóvel. Fonte do gabinete do vereador responsável pela área do património, Fontão de Carvalho, disse ao DN que "ainda é cedo para definir a utilização a dar" ao imóvel, "sendo certo que o serviço que ali está, vai sair daquelas instalações".
Fonte: Diário de Notícias
A entrevista do vereador Sérgio Lipari, com o pelouro da educação, sobre a política da CML para o sector. Aqui, no Diário de Notícias.
Na Culturgest-Lisboa, onde hoje foi inaugurada a exposição The Possibility of Everything, estamos perante uma peça datada de 1991 e intitulada Flying Saucer - seria Disco Voador, em português. Os elementos que compõem esta obra são facilmente reconhecíveis: o tripé de uma câmara fotográfica, como base de sustentação, e um vinil com a tampa de um tacho em cima - um disco voador; "uma associação versátil, concisa e irónica entre materiais, imagens e significados".
Livro-sensação de Luís Miguel Rocha já teve edição espanhola e italiana e dá conta de uma conspiração para matar João Paulo I. Aparentemente talhado para o sucesso, O Último Papa, segundo livro do escritor Luís Miguel Rocha, começou a dar que falar mesmo antes de estar pronto. Foi negociado na Feira de Frankfurt quando ainda só tinha cinquenta páginas escritas e tem edição assegurada em vários países. Esta semana foi apresentado em Itália e em Espanha, onde já está a causar sensação e polémica. Hoje foi revelado em Lisboa, numa sessão que ocorrereu pelas 19h30 nas ruínas do Convento do Carmo.
Além do Real é uma exposição de Matthias Contzen, composta por cerca de 20 esculturas em basalto, mármore e bronze. Contzen nasceu na Alemanha, em 1964, mas vive e trabalha em Portugal desde 1998. Em 2002 ganhou o maior prémio de escultura (prémio Citydesk).
Galeria de São Mamede. Rua da Escola Politécnica, 167. Até 19 Outubro. De seg. a sexta das 10h às 20h. Sábado das 11h às 19h. Tel.: 213973255. Entrada livre.
A Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, em Lisboa, invertendo a tendência para a redução do número de unidades de saúde decretada pelo Governo, prepara-se para abrir um centro médico para servir a população da freguesia. De acordo com o protocolo celebrado entre a câmara e o presidente da junta, Rodrigo Gonçalves, a autarquia cede instalações que permitirão, até ao final de Novembro, pôr a funcionar a nova unidade de saúde, na Rua do Sítio do Calhau. Segundo Rodrigo Gonçalves, a população de São Domingos de Benfica, servida pelo Centro de Saúde de Sete Rios, passará a dispor de atendimento médico e de enfermagem no novo centro, numa relação de maior proximidade que permitirá responder a situações de rotina.
Fonte: Público
A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima anunciou, ontem, em Braga o arranque, em 2007, da construção de uma nova torre na Biblioteca Nacional.
Fonte: Lusa
O Centro de Ambulatório do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, que vai proporcionar 140 mil consultas por ano entre as 08:00 e as 20:00, foi hoje inaugurado pelo ministro da Saúde que enalteceu a "gestão rigorosa" da instituição.
Os utentes poderão ser consultados entre as 08:00 e as 20:00, o que é raro no Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas que o ministro da Saúde já disse que quer ver generalizado nestas unidades de saúde.
Este centro é constituído por um pavilhão novo com 34 gabinetes médicos, três salas de tratamento, uma sala de testes e vacinas, por uma sala de espera com mais de 100 lugares sentados e uma área administrativa de atendimento.
O centro irá proporcionar as consultas externas dos serviços de gastrenterologia e hepatologia, endocrinologia e diabetes, imunoalergologia, reumatologia, infecciologia, nefrologia, hematologia, medicina interna, cirurgia geral, urologia e cirurgia vascular. Estes serviços irão realizar cerca de 140 mil consultas por ano em gabinetes com terminais ligados à rede interna do Hospital de Santa Maria. A prescrição do receituário e dos meios complementares de diagnóstico será igualmente feita por via electrónica.
O centro foi hoje inaugurado pelo ministro da Saúde, que descerrou uma placa alusiva à efeméride. Na ocasião, António Correia de Campos salientou os méritos de uma gestão rigorosa, como a que "tem sido aplicada no Hospital de Santa Maria".
Fonte: Lusa
O Plano de Urbanização da Avenida de Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE) pretende duplicar a população residente naquela área lisboeta, que é actualmente de 7.500 pessoas, anunciou hoje o arquitecto responsável pelo plano. "A intenção é duplicar a população", afirmou o arquitecto Manuel Fernandes de Sá, durante a inauguração da exposição sobre o PUALZE, que estará patente no Teatro Variedades, no Parque Mayer, até dia 21 de Outubro.
Fernandes de Sá, responsável pelo primeiro plano para a zona, em 1991, que nunca foi concretizado, sublinhou que "não é só o plano que vai promover a fixação da população".
"Tem de haver uma política de incentivos à habitação, a qualificação dos espaços públicos e equipamentos de apoio local", afirmou. Segundo o arquitecto, vivem hoje naquela zona 7.500 pessoas, "uma população muito envelhecida", apesar de existirem "sintomas de revitalização na zona por detrás do Coliseu".
O plano abrange uma área de 100 hectares, das freguesias de S. José, São Mamede e Coração de Jesus. O estacionamento à superfície deixará de ser possível na Avenida da Liberdade, de acordo com o plano, que propõe a criação de três parques de estacionamento subterrâneos nos cruzamentos da avenida com as ruas Alexandre Herculano, Barata Salgueiro e Manuel de Jesus Coelho.
O trânsito será condicionado nas vias laterais à Avenida da Liberdade, que serão reduzidas a uma faixa de rodagem, sendo permitida a passagem apenas a moradores, transportes públicos ou veículos de emergência, adiantou Fernandes de Sá. Os passeios serão alargados, passando a ter entre sete e oito metros de largura. "Haverá quase uma continuidade física entre os jardins centrais e os passeios", sustentou o arquitecto.
Segundo Fernandes de Sá, "o plano encoraja a instalação de mais hotelaria" na Avenida da Liberdade. Além dos parques subterrâneos na Avenida da Liberdade, que terão entre 220 e 260 lugares, devem ser construídos parques de apoio a residentes em locais como o Largo da Oliveirinha, com 150 lugares, ou o Mercado do Rato, com 650 lugares. Fernandes de Sá escusou-se a especificar quais os equipamentos a construir no âmbito do plano, sublinhando que "o que interessa é reservar o terreno" para o fazer.
Os terrenos reservados para a construção de equipamentos situam-se na Rua do Passadiço, no Largo da Oliverinha e no Mercado do Rato. O PULZE encontra-se em fase de consulta técnica na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR- LVT), seguindo-se o período de consulta pública.
O Parque Mayer não é contemplado pelo PULZE, que recomenda a realização de um plano de pormenor para aquela área. Segundo Fernandes de Sá, "o Parque Mayer tem uma dinâmica própria" e corria-se o risco de os planos se "empatarem um ao outro". O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, reafirmou hoje que a recuperação do Teatro Capitólio, que será promovida pelo arquitecto Frank Gehry em conjunto com uma equipa portuguesa, deve começar em 2009, independentemente do plano de pormenor para a área. "O Capitólio será uma sala polivalente, para Teatro, Dança ou Música", disse.
O projecto, mediante acompanhamento do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), vai desenvolver-se nos próximos dois anos, com o início das obras previsto para 2009, afirmou o autarca. "No princípio de 2007 começa a ser desenvolvido o plano de pormenor de toda a área do Parque Mayer", acrescentou Carmona Rodrigues.
Apesar de não o contemplar, o autarca considera que o PUALZE "é mais um sinal de empenho na revitalização do Parque Mayer". Carmona Rodrigues lamentou que o primeiro plano para a Avenida da Liberdade, de 1991, não tenha sido concretizado, considerando que teria evitado a degradação do Parque Mayer. A exposição sobre o PUALZE estará patente no Teatro Variedades, até 21 de Outubro, entre as 12:00 e as 19:00, seguindo depois para o Hotel Tivoli, onde ficará até Março.
A pastelaria Ferrari, no Claras em Castelo. Que belos tempos.
Em Cascais também é muito necessária a cidadania. Por isso foi criado este blogue, o Cidadania Cascais, por Paulo Ferrero. Vai já para a coluna da direita. Um pequeno contributo para que Cascais não se torne uma Felgueiras ou uma Gondomar... Uma boa causa, portanto.
A Associação Fórum Cidade, que reúne mais de meia centena de personalidades socialistas como Mega Ferreira e Jorge Coelho, hoje constituída formalmente, pretende contribuir para a elaboração de políticas para Lisboa.
Em declarações à agência Lusa, Miguel Coelho, um dos fundadores da associação e líder do PS/Lisboa, adiantou que a Associação surgiu no seguimento de uma experiência que reuniu mais de mil pessoas que durante três anos debateram os problemas da cidade. "Esta iniciativa [Fórum Cidade] reuniu um conjunto de pessoas, personalidades, militantes do PS que debateram os problemas da cidade, fizeram o seu diagnóstico, na perspectiva de apresentar soluções", adiantou Miguel Coelho.
No final do Fórum Cidade foi produzido um documento "que constituiu um exemplo muito concreto de como é que os partidos políticos podem funcionar em conjunto para encontrar propostas e soluções", acrescentou. A Associação Fórum Cidade uer "contribuir para a elaboração de políticas para Lisboa e alargar a base de participação dos cidadãos na reflexão sobre a gestão da cidade, propondo iniciativas a desenvolver pelos autarcas socialistas". A associação reúne ainda nomes como Ana Paula Vitorino, António Mega Ferreira, António Rebelo de Sousa, Maria de Belém Roseira, Natalina Moura, Sérgio Cintra e Vasco Franco, entre outros.
A fachada inacabada do Palácio da Ajuda servirá de cenário natural à ópera de Mozart D. Giovanni, que encerra hoje e sábado o Festival Rota dos Monumentos. Organizado pelas produções Tito Celestino da Costa, o festival levou desde Maio vários géneros musicais (da ópera ao fado, passando pela música para cinema) a diversos espaços do património arquitectónico de Lisboa e arredores.
A comemoração dos 250 anos do nascimento de Mozart foi assinalada no início de Setembro por uma versão de A Flauta Mágica com marionetas na Cidadela de Cascais, sendo agora retomada com esta produção do D. Giovanni, encenada por Tito Celestino da Costa e com direcção musical de Jean Bernard Pommier.
"Olhando para este espaço fantástico, com as suas janelas e arcadas espantosas, achei que o tipo de ambiente era mais propício ao D. Giovanni do que a qualquer outra ópera de Mozart", disse o encenador. "O próprio palácio serve de cenografia e o peso do monumento teve grande importância na orientação da encenação."
Fonte: Público
Por Ana Tavares, no Público
No leilão do Palácio do Correio Velho, não houve compradores para os arquivos da viúva de D. Manuel II. Mas houve surpresas. Eram as estrelas do leilão, mas ninguém reparou nelas. Os dois arquivos reais pertencentes à viúva do último rei de Portugal, D. Augusta Vitória, e ao príncipe D. Pedro, com valor-base de 50 mil e 60 mil euros, respectivamente, não foram vendidos no leilão que decorreu ontem à tarde no Palácio do Correio Velho, em Lisboa.
Isabel Maiorca, organizadora do catálogo do leilão, disse que "são coisas que acontecem", acrescentando que "pode surgir interesse pós-leilão e serem vendidos, mas nunca abaixo do preço de partida".
O preço parece ter sido o maior entrave à compra dos arquivos, disponíveis para compra na terceira e última sessão do leilão, que começou segunda-feira. Segundo o especialista em leilões Anísio Franco, também responsável do Museu Nacional de Arte Antiga, os dois espólios reais "são documentos importantíssimos, quer para a história de Portugal, quer do Brasil". Diz, por isso, ser "de lamentar" que não tenham sido vendidos, mas admite também que há que "pensar nos valores", uma vez que "as bases de licitação eram muito altas".
Os dois espólios reais eram as peças mais valiosas para licitação. O arquivo do futuro rei D. Pedro IV de Portugal e primeiro imperador do Brasil continha documentos inéditos, datados de 1814 a 1816, sobre os custos do casamento do rei com a arquiduquesa Leopoldina da Áustria, em 1816.
As surpresas do leilão
O último dos quase mil lotes do leilão (e o segundo mais valioso) reunia cartas de D. Augusta Vitória, viúva de D. Manuel II. Uma carta de António Oliveira Salazar, primeiro-ministo português entre 1932 e 1968, dirigindo-se a D. Augusta Vitória é um dos 53 documentos que compõem o arquivo.
A terceira sessão do leilão começou morna - dos 12 primeiros lotes, nenhum interessou aos 140 licitadores presentes (cerca de 30 pessoalmente e os restantes por telefone, e-mail ou fax) -, mas surgiram algumas surpresas. Foi o caso do arquivo do maestro Francisco Lacerda, que contém correspondência do compositor açoriano nascido em 1869, cujo valor-base era 1250 euros e acabou vendido por 5500, o valor mais alto do leilão.
Outra surpresa foi um conjunto de 92 catálogos de exposições de arte portuguesa, vendidos na primeira sessão do leilão por 1400 euros (50 como valor-base). Porém, vários lotes foram vendidos pelo valor mais baixo - 10 euros -, como Taboas para o Cálculo de Longitude Geográfica (1803), de Francisco de Paula Travassos.
No geral, dos 964 lotes (no catálogo constam 966, mas dois foram duplicados por lapso), foram vendidos 675. "Correu dentro das expectativas", disse Isabel Maiorca. Quanto aos espólios reais, a organizadora disse que "havia interesse, mas, depois, este pode não se concretizar". É isto que faz com que os leilões sejam sempre "uma incógnita até ao fim".
O Casino Lisboa recebe, até 1 de Outubro, a Companhia Antonio Márquez para um espectáculo de flamenco que inclui os trabalhos mais recentes do bailarino: Después de Carmen, La Vida Breve e Bolero.
Casino Lisboa - Alameda dos Oceanos.
Parque das Nações. Até 1 Outubro.
Quarta a dom. às 22h. Tel.: 707234234.
Bilhetes: 30 e 35 euros.
O documentário Schostakovich Desconhecido faz parte do Ciclo Schostakovich, um ciclo de espectáculos dedicado ao centenário do compositor russo. Realizado por Peter Robertson e produzido por Lewis Owens, o filme fala sobre a vida privada do compositor (1906-1975).
Centro Cultural de Belém - Pr. do Império. Sala Luís de Freitas Branco. Às 21h. Tel.: 213612400. Bilhetes a 5 euros.
Por Isabel salema, no Público
Fragateiro desistiu ontem de acumular as direcções dos teatros D. Maria II e Trindade. Ministério diz que acumulação não era ilegal. Depois de quase 15 dias de polémica, Carlos Fragateiro demitiu-se da direcção do Teatro da Trindade, em Lisboa, e vai abandonar o cargo nas próximas duas semanas para se dedicar inteiramente à direcção do Teatro Nacional D. Maria II.
"Os filhos crescem, têm autonomia e podem seguir por si", disse ontem Fragateiro em relação à saída da direcção do Trindade, cargo que acumulava com o D. Maria desde Fevereiro. "A existência deste filho estava a perturbar a criação de um projecto identitário para o D. Maria. As pessoas não estavam a conseguir separar aquilo que estava separado na minha cabeça", justificou numa entrevista por telefone. O momento da demissão, segundo Fragateiro, foi escolhido para coincidir com a apresentação da programação do D. Maria II, que será em breve, mas ainda não tem dia marcado. Anteontem, o blog O Melhor Anjo já dava como certa a saída de Fragateiro do Trindade como consequência desta polémica sobre a acumulação e sua alegada ilegalidade.
As quatro greves realizadas este ano no Metro de Lisboa custaram à empresa 400.000 euros com o aluguer de autocarros para assegurar transportes alternativos, segundo uma estimativa do conselho de gerência hoje revelada à agência Lusa. Fonte da empresa disse à Lusa que a estimativa é de 100.000 euros por dia no que diz respeito aos custos com o aluguer dos alternativos.
Este ano, o Metro viveu quatro greves, duas das quais este mês - durante o período da manhã - devido à reivindicação dos sindicatos de prolongar até 2011 o Acordo de Empresa (AE), que caduca em 31 de Dezembro de 2007. Para Outubro pairava a ameaça de novas paralisações, mas os sindicatos decidiram quarta-feira suspender a marcação de greves para o próximo mês à espera que a administração da empresa os receba e apresente uma proposta que satisfaça as suas reivindicações.
Fonte: Lusa
A companhia Lisboa Ballet Contemporâneo comemor a o segundo aniversário domingo, no Teatro Camões, em Lisboa, com uma gala onde serão apresentados excertos dos 12 bailados do seu repertório, disse hoje à Lusa o director artístico, Benvindo Fonseca. A Lisboa Ballet Contemporâneo, que iniciou a sua actividade em Setembro de 2004, tem nove bailarinos e é dirigida pelo bailarino Benvindo Fonseca, que é também o coreógrafo residente.
Fonte: Lusa
Por José António Cerejo, no Público
Vereadores do PS, PCP e BE exigiram ontem uma reunião extraordiária com
a presença do presidente da EPUL.
A polémica que tem envolvido a gestão da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) aqueceu ontem a reunião do executivo municipal. Sem resposta aos seus pedidos de esclarecimento, a oposição requereu a convocação - que o presidente não pode recusar por imperativo legal - de uma reunião de câmara extraordinária com a presença de João Teixeira, o presidente da empresa.
Remetendo o esclarecimento das dúvidas existentes para os resultados dos inquéritos judiciais em curso, a maioria recusou-se mais uma vez a discutir os actos de gestão da EPUL cuja legalidade tem sido posta em causa. "Não me satisfaz que se diga que a empresa está a ser investigada", comentou Nuno Gaioso, do PS, sublinhando a urgência de esclarecimentos públicos acerca de questões como os prémios atribuídos aos gestores, as comissões pagas a intermediários imobiliários, ou o vínculo contratual dos quadros.
O vereador defendeu que a câmara, enquanto accionista da EPUL, "não pode deixar de fazer um juízo político da sua gestão e de exigir a responsabilização dos seus gestores", independentemente das consequências que os tribunais venham a retirar do caso. No mesmo sentido pronunciaram-se José Sá Fernandes (eleito pelo BE) e Rubem de Carvalho (PCP). Reconhecendo que a política não se deve substituir aos tribunais, o vereador comunista sublinhou que "a justiça não se deve substituir ao normal funcionamento da política", para exigir a avaliação da gestão da empresa pela câmara.
Confrontados com o silêncio da maioria, os eleitos da oposição dirigiram um requerimento ao presidente da câmara - a que este tem de dar resposta positiva no prazo de oito dias - em que solicitam a marcação de uma reunião de câmara extraordinária, com a presença do presidente da EPUL, "com vista ao esclarecimento das diversas questões que têm vindo a público".
Numa nota divulgada ao fim do dia, o gabinete de Sá Fernandes veio afirmar, entretanto, que os actos de gestão cuja legalidade levanta dúvidas não têm a ver, apenas, com anteriores administrações da EPUL e com anteriores executivos municipais. Entre outros casos, refere-se que "com Carmona Rodrigues como presidente da câmara foram feitas diversas "contratações vitalícias" para a EPUL de quadros de topo, que são, no fundo, quadros da confiança pessoal ou política do presidente da câmara".
A título de exemplo, aponta "António Pontes, ex-assessor do ministro Carmona Rodrigues", que "foi contratado "vitaliciamente" para a EPUL quando Carmona - no anterior mandato - assumiu a presidência da câmara e é hoje administrador da empresa". Até ao fim do dia de ontem não era conhecida a posição do presidente em relação à acusação e à reunião exigida pela oposição.
Fonte: Público
(foto de Alberto Carlos Lima, do Arquivo Municipal)
É inaugurado, em Lisboa, o Teatro do Príncipe Real, mais tarde Teatro Apolo.
Por Dora Guennes, no Sol
Abriu a feira Livros do Chiado, na Rua da Anchieta. Organizada pela Bertrand há 11 anos, a iniciativa conta com a participação de 63 editoras e a feliz afluência do público.
Numa tarde solarenga de terça-feira, ao lado da livraria Bertrand, a Rua da Anchieta apresenta bancas repletas de livros, organizados por categorias. Neste corredor passeiam-se os futuros leitores, apreciando com vagar os títulos expostos.
É assim a 11º edição dos Livros do Chiado, uma iniciativa nascida dum «protocolo entre a Bertrand e a Câmara Municipal de Lisboa com o objectivo de dinamizar a zona do Chiado», segundo Célia Mateus, directora de marketing daquela livraria.
A iniciativa funcionou, teve uma «fantástica adesão» e à venda de livros adicionaram-se diversas actividades culturais, que funcionam como «uma mais-valia» e constituem outro pólo de atracção para a clientela.
Na presente edição há visitas guiadas ao Chiado, orientadas por personagens tão pitorescas quanto Camões, Pessoa ou Eça de Queiroz, e que dissertam um pouco sobre as suas vidas na primeira pessoa. Estão também agendados espectáculos de palhaços e marionetas, para agradar a miúdos e graúdos.
Maria Isabel Loureiro e António Gomes contam-se entre os escritores que vão realizar sessões de autógrafos. Sexta-feira 29 será lançada a agenda Cais, com a presença do Alto Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas. Parte das receitas revertem a favor da associação Acreditar, que apoia crianças com cancro.
Este ano haverá mais livros à venda nesta feira com a participação de 63 editoras. Os compradores poderão benficiar de descontos até 60%. «As pessoas procuram de tudo, mas a escolha predilecta tem incidido sobre os álbuns, que aqui se encontram a um preço muito mais económico», declarou ao SOL Célia Mateus.
Os Livros no Chiado serão sempre uma boa opção para estas tardes de princípio de Outono, a aproveitar de 26 de Setembro a 1 de Outubro. Das 9h30 às 24h, diariamente, na Rua da Anchieta.
Por Inês Boaventura, no Público
O presidente do conselho de gerência do Metropolitano de Lisboa, Mineiro Aires, garantiu ontem, no dia em que se cumpriu mais uma greve contra a caducidade do acordo de empresa (AE) no final de 2007, que é favorável à prorrogação da sua vigência, salientando, no entanto, a necessidade de rever algumas das suas 54 cláusulas. Apesar disso, o braço-de-ferro com os sindicatos, que prometem marcar novas paralisações para Outubro, não parece ter fim à vista.
Para hoje está agendada uma reunião entre os cinco sindicatos que representam os cerca de 1600 trabalhadores abrangidos pelo AE, que incluem o pessoal das oficinas, da exploração e os administrativos, com o objectivo de agendar novas acções de protesto para o mês de Outubro. "Não vamos diminuir a pressão. Vamos marcar novas greves e é natural que aumente o número de dias", disse ao PÚBLICO um dirigente da Federação dos Sindicatos de Transportes Rodoviários e Urbanos (Festru), Diamantino Lopes, defendendo que a denúncia do AE representaria um retrocesso nas conquistas laborais alcançadas nas últimas décadas.
PSD e PCP não concordaram e rejeitaram a moção. Até porque a posição do presidente da autarquia lisboeta, Carmona Rodrigues, sempre foi a mesma: a obra só abre quando concluída na sua totalidade.
Fonte: Diério de Notícias
Deverá o Túnel do Marquês abrir sem que a obra esteja totalmente concluída? E se o troço do túnel que liga a rotunda do Marquês de Pombal às Amoreiras abrisse, apenas no sentido ascendente, não facilitaria o escoamento do trânsito em Lisboa nas horas de ponta? Estas foram as questões colocadas ontem pelo deputado socialista Miguel Coelho, na Assembleia Municipal de Lisboa (AML).
Fonte: Diério de Notícias
A extensão do Centro de Saúde de Marvila, concluída em Abril deste ano, continua de portas fechadas, para desconsolo dos habitantes daquela freguesia lisboeta. O equipamento, cuja construção começou em 2000, estava, desde o início, destinado a servir os bairros dos Lóios, da Flamenga e do Armador (com uma população estimada de 16 mil pessoas), para reforço do actual centro de saúde, que já serve cerca de 40 mil utentes.
Fonte: Diério de Notícias

(foto da Mundicenter)
É inaugurado nas Amoreiras, em Lisboa, o maior centro comercial do país, com 330 lojas e uma área bruta de 86.000 metros quadrados.
Um tremor de terra sacudia Lisboa, atingindo em particular a zona de Santa Catarina.
18h Visita a Obra-Prima no Museu Nacional de Arte Antiga. S. Leonardo, uma peça representativa da elevada qualidade alcançada pela oficina de Andrea della Robia (1435-1525), é objecto de uma abordagem crítica por Maria Antónia Pinto Matos e Alexandra Markl. A entrada no museu é gratuita e faz-se pela porta principal, junto ao Jardim 9 de Abril.
18h Hans Christian Andersen (1805-2005). O Espaço Memória dos Exílios, no Estoril (Av. Marginal), recebe uma exposição que assinala o bicentenário do nascimento do escritor dinamarquês, cujos contos marcaram o imaginário infantil. Para ver até 30 de Novembro.
18h30 Magic Pencil - Lápis Mágico. Abre no Centro Cultural de Belém a exposição promovida pelo British Council e pelo Centro de Pedagogia e Animação do CCB, com ilustrações seleccionadas por Quentin Blake, célebre autor de livros para crianças. Até 31 de Outubro.
21h30 Café com Letras. O escritor Francisco José Viegas vai estar hoje na Biblioteca Municipal de Carnaxide (Rua Cesário Verde, Edifício do Centro Cívico) para uma conversa informal com os leitores, moderada pelo jornalista Carlos Vaz Marques.
21h30 Origem da Vida. Palestra com António Coutinho (Instituto Gulbenkian de Ciência), integrada na iniciativa Astronomia no Verão, promovida pela Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. No Planetário Calouste Gulbenkian.
22h Flamenco no Casino Lisboa. A Companhia de Antonio Marquez, a celebrar o seu 10.º aniversário, apresenta até 1 de Outubro, no Auditório dos Oceanos, Después de Cármen, La Vida Breve e Bolero.
(fotografia de Eduardo Portugal, 1949, Arquivo Municipal, demolições no Martim Moniz)
Fotografias da zona do Martim Moniz, em Lisboa, desde os anos 20 do século passado e até à actualidade vão estar expostas a partir de hoje, e até 21 de Novembro, no Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa.
Segundo a organização, a exposição, de entrada gratuita, decorre "no âmbito do levantamento fotográfico sistemático e actualizado do património cultural da cidade" e divide-se em duas mostras. Na sala do rés-do-chão do Arquivo, o público pode ver 26 fotografias a preto e branco da autoria do fotógrafo Luís Pavão, que mostram a Praça Martim Moniz na actualidade.
No primeiro andar, estará patente uma projecção intitulada "O Martim Moniz ontem e hoje", dando a conhecer fotografias antigas do Salão Lisboa, Igreja do Socorro, Teatro de Apolo e Rua da Palma, entre outros. A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira, entre as 10:00 e as 18:30. O Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa foi criado em 1942 e tem actualmente cerca de 650 mil imagens (provas e negativos), que retratam Lisboa nos seus aspectos urbanísticos, arquitectónicos, sociais, políticos e culturais desde 1850.
Fonte: Lusa
O trânsito na Segunda Circular estará condicionado junto ao Nó de Sacavém nas noites de 28 e 30 de Setembro e 02 de Outubro, devido a trabalhos da EPAL, informou hoje a Estradas de Portugal (EP) em comunicado. O condicionamento da circulação ocorrerá entre as 22:00 e as 6:00 e abrangerá os dois sentidos, permitindo à EPAL o atravessamento aéreo de uma conduta de abastecimento. Os trabalhos, garante a EP, estarão sinalizados e serão acompanhados pela Brigada de Trânsito da GNR/PSP.
Fonte: Lusa
O presidente do conselho de gerência do Metro de Lisboa, Mineiro Aires, disse hoje à agência Lusa que um eventual aumento das horas de condução dos maquinistas, temido pelos sindicatos, não foi discutido com a empresa. Em declarações à Lusa, o dirigente da Federação dos Transportes Rodoviários e Urbanos (FESTRU), Diamantino Lopes avançou que os trabalhadores temem, entre outras questões, que seja aumentado o tempo limite de condução dos maquinistas, actualmente de três horas, relacionando esta questão com o nível de segurança. No entanto, Mineiro Aires afirma que nem esta, nem outras questões foram discutidas, manifestando-se disposto a rever todo o AE e não apenas a cláusula da vigência.
A assembleia municipal de Lisboa aprovou hoje por unanimidade uma moção pedindo com carácter de urgência à Câmara Municipal (CML) informação sobre as várias situações que envolvem a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL). A moção pede que "considerando as recentes notícias veiculadas pelos meios de comunicação social sobre situações que envolvem a EPUL", a CML, "com carácter de urgência", preste toda a informação respeitante a essas mesmas situações.
Fonte: Lusa
A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou hoje uma moção contra a Lei das Finanças Locais e de solidariedade com as posições assumidas pela Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP). Os deputados municipais manifestaram "profunda preocupação e desagrado pelo facto de o Governo não ter mostrado a mínima abertura a um diálogo construtivo com a Associação de Municípios Portugueses".
A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou hoje uma moção em que exige o reforço dos autocarros da Carris em horário nocturno e o aumento da validade do bilhete de uma para duas horas. Numa moção conjunta do PSD e do PCP, os deputados municipais manifestam a necessidade de um "horário de transporte alargado, de uma maior duração da validade do bilhete (de uma para duas horas) e a necessidade de corrigir algumas alterações nos percursos das carreiras que tiveram impacto bastante negativo na qualidade de vida da população". A AML reconhece a necessidade de planos de reestruturação da rede de transportes da Carris, mas sublinha a importância de serem desenvolvidos em conjunto com as autarquias. Os deputados criticam a "decisão do Conselho de Administração da Carris de implementar a Rede 7 ignorando o parecer da Câmara Municipal de Lisboa", que foi desfavorável às alterações introduzidas pela transportadora.
A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) manifestou hoje "profunda preocupação" com o arrastar das obras do túnel do Rossio e vai solicitar ao Ministério das Obras Públicas informações sobre a situação dos trabalhos. Os deputados municipais manifestaram, numa moção, a sua "profunda preocupação com o arrastar destas obras e com as respectivas consequências para Lisboa, bem como com a aparente dissonância entre as diversas entidades com responsabilidade directa nesta intervenção". A moção foi aprovada pelo PSD, CDS-PP, PCP, PEV e BE, com os votos contra do PS.
Por Ana Tavares, no Público
Recibos inéditos sobre o casamento de D. Pedro IV e cartas de Salazar para D. Augusta Vitória lançam nova luz sobre a história portuguesa. Historiadores defendem que obras devem ficar acessíveis. Teriam lugar numa biblioteca ou museu: dois conjuntos de documentos reais, um sobre o casamento do futuro rei D. Pedro IV e outro da rainha Augusta Vitória. Dos quase 1000 lotes que o Palácio do Correio Velho, em Lisboa, vai leiloar a partir de hoje às 15h e até quarta-feira, são eles que se destacam pela sua importância histórica.
No leilão, há ainda livros de Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Camões e La Fontaine, os Estatutos da Universidade de Coimbra (1654), e a História da Academia Real da História Portugueza (1727), composta pelo Marquês do Alegrete e assinada por Camilo Castelo Branco.
Mas os documentos reais são as "estrelas" do leilão e estarão disponíveis para compra na quarta-feira (também às 15h): o espólio de D. Pedro IV foi avaliado entre 60 e 70 mil euros (o mais valioso de todo o leilão) e o da rainha Augusta Vitória entre 50 e 60 mil euros. Pertencem a "um interessado anónimo, que viaja muito e que os encontrou em Londres e os trouxe para Portugal", diz Isabel Maiorca, responsável pela organização do catálogo do leilão. Anónimo, mas "patriota", caracteriza. Pela sua importância histórica, a organizadora diz que espera clientes do Brasil, Áustria e até Nova Iorque. Calcula, porém, que "um terço do leilão vai ser vendido por fax".
O destino final destes espólios reais preocupa alguns investigadores. "São espólios da maior importância para os historiadores e que deveriam ficar à sua disposição", diz Maria de Fátima Sá e Melo Ferreira, investigadora do Centro de Estudos de História Contemporânea do ISCTE. Os historiadores Eugénio dos Santos (Universidade do Porto) e Maria Cândida Proença (Univ. Nova de Lisboa), também contactados, concordam.
Dos 966 lotes de manuscritos, livros, arquivos pessoais e fotografias, avaliados em mais de 150 mil euros, de temas tão diversos como arte, história, culinária, e religião, Isabel Maiorca destaca ainda a colecção de fotografias dos edifícios dos CTT (anos 40), e o arquivo do compositor e maestro Francisco de Lacerda (1869-1934), avaliado entre 1250 e 2000 euros.
Por Alexandra Reis, no Público
A região de Lisboa vai receber duas pistas de gelo. Uma é no Lumiar e a outra será provavelmente no concelho de Loures. A primeira deverá ser "o maior" centro urbano de desportos de neve da península. A segunda trata-se de uma pista de esqui coberta.
São dois complexos de duas empresas diferentes. No projecto para o Lumiar - da empresa Snow World - a tecnologia usada "reproduz na exactidão a neve verdadeira", mas se na cidade estiverem 30 graus, será essa temperatura que se irá sentir no complexo, explica o responsável pelo projecto, Luís Teixeira. O centro urbano de desportos de neve, investimento de dez milhões de euros, deverá abrir em 2008, junto ao recém inaugurado Parque Oeste da Alta de Lisboa.
Uma nota da Câmara de Lisboa considera que se trata "certamente dos maiores investimentos privados na área do lazer e do desporto não federado jamais realizado na capital". O promotor espera que o novo equipamento "venha a atrair por ano cerca de um milhão de visitantes e utilizadores". O complexo será composto por duas pistas. Uma terá cerca de 275 metros de comprimento e destina-se àqueles que já possuem alguma prática no desporto. A outra, com 40 metros de comprimentos, é vocacionada para principiantes e aprendizes, nomeadamente crianças. Ambas têm 50 metros de largura.
A sala de espectáculos Maxime, na Praça da Alegria, em Lisboa, não tem data para reabertura, depois de ter sido mandada encerrar pela Câmara Municipal de Lisboa (CML), na sequência de queixas dos moradores devido ao barulho provocado pelos espectáculos de música ao vivo que ali têm lugar. Manuel João Vieira, director artístico daquele espaço, explicou que o Maxime está a aguardar o resultado de uma providência cautelar que interpôs contra a autarquia, contestando o modo como a sala foi encerrada, "de um dia para o outro e sem notificação", mas concorda na necessidade de se fazer o isolamento acústico do estabelecimento.
Fonte: Público
Carris? Buc You, no Adufe.
Luzboa, no Sétima Colina.
Uma nova greve dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa está marcada para amanhã de manhã, entre as 6h30 e as 11h00, podendo os passageiros recorrer uma vez mais aos autocarros que a transportadora põe à sua disposição. Assim, para a linha azul foram criados três percursos alternativos: Amadora-Rossio, Colégio Militar-Praça do Comércio e Sete Rios-Rossio. Os autocarros não irão ao Chiado por este ser de acesso mais difícil. No caso da linha amarela os alternativos farão os percursos Odivelas-Marquês de Pombal, Senhor Roubado-Marquês de Pombal e Campo Grande-Rato, enquanto na linha verde estão previstos os itinerários Telheiras-Campo Grande e Campo Grande-Cais do Sodré. Já no passado dia 21 os trabalhadores do metro tinham feito greve pelos mesmos motivos: a recusa do conselho de gerência da transportadora em prolongar até 2011 o actual acordo de empresa, existente há 30 anos e válido até 2007. Os trabalhadores podem vir a passar a ser regidos por contratos individuais de trabalho que, no entender dos sindicatos, lhes retiram direitos relacionados com o sistema de saúde, subsídios e complementos de reforma.
Fonte: Público
O Espelho do País, por Pedro Guedes, no Último Reduto, sobre a degradação das Salésias, que aqui mostrei, embora numa fotografia escura e que esconde um pouco o nível dessa degradação.
Os Mistérios da EPUL, por Eduardo Damaso, no Diário de Notícias.
Maria Lusitano apresenta, até 15 de Outubro, no Pavilhão Branco do Museu da Cidade, a exposição Habitar a História. A instalação fotográfica e sonora foi feita a partir de testemunhos de pessoas provenientes das ex-colónias portuguesas.
Museu da Cidade de Lisboa. Campo Grande, 245.
Até 15 de Outubro. 3ª a dom, das 10h às 13h e das 14h às 18h. Telefone: 217513200. Entrada gratuita.
Por Joana Amaral Cardoso, no Público
Entre 27 de Setembro e 1 de Outubro a Baixa recebe a 50ª conferência da Association Typographique Internationale. Cerca de 300 especialistas em letras e tipografia lançam-se em autênticas "viagens tipográficas", na capital. "Lisboa é uma cidade cheia de letras", diagnostica Mário Feliciano, designer gráfico e hoje desenhador de tipos de letra a tempo inteiro. Ele é o delegado português da Association Typographique Internationale (ATypI), que traz esta semana a Portugal cerca de 300 especialistas em letras e tipografia, reunidos na 50ª conferência da mais importante associação do sector.
Num ano que se escreveu com as novas letras das mudanças de imagem de várias empresas e jornais portugueses, a capital vai ser o espaço para as "Viagens Tipográficas" dos designers, que vão visitar o património tipográfico à solta nas ruas de Lisboa, discutir a importância dos tipos de letra no futuro dos jornais, nos transportes ou na educação. "Esta é a primeira vez que esta conferência vem a uma cidade que não tem uma tradição significativa de tipografia", nota Mário Feliciano na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL), onde se realizará o grosso das conferências entre 27 de Setembro e 1 de Outubro.
Membro da ATypI, o designer português (ver perfil na Pública de hoje) responsável pelas novas letras do Diário de Notícias, do novo Expresso - "a primeira publicação a encomendar um tipo exclusivo em Portugal"-, da revista J do desportivo O Jogo e do Banco Espírito Santo, foi sendo desafiado nas conferências anteriores (Nova Iorque, Helsínquia, Berlim) a trazer o encontro a Portugal. Com a co-produção da Experimenta e o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, bem como com as sinergias estabelecidas com a FBAUL, que cedeu as infraestruturas e os equipamentos, a ATypI veio ao sul da Europa.
Visita guiada à Lisboa tipográfica
Durante anos, a conferência da ATypI serviu de ponto de troca de experiência e mostra de trabalhos dos designers de tipos de letra. Hoje, graças à Internet, o panorama mudou e com a área a ganhar maior visibilidade, além da que lhe é inerente, as conferências cumprem mais "uma função social e de actualização técnica e, sobretudo, de interacção com as cidades e com o meio", explica Mário Feliciano.
E Lisboa vai ficar na memória dos oradores e dos espectadores, garante. "É uma cidade muito estimulante para quem gosta de letras, das mais contemporâneas às mais antigas", espicaça. "Nós não conseguimos vê-la bem, porque estamos demasiado imersos nela, mas há um património visual... A avenida de Roma, a Almirante Reis, a Baixa, são universos tão diferentes. Está na loja de luvas do Chiado, na calçada portuguesa, nos barbeiros...".
Parte das "Typographical Journeys" que servem de tema ao encontro é uma visita guiada pela Lisboa das letras. Os designers Phil Baines e Catherine Dixon vão recuperar no próximo domingo o trabalho da autora de "Lettering on Buildings", Nicolete Gray, que na década de 1960 fez várias paragens na cidade para fotografar os tipos que povoavam uma capital europeia conservada pela ditadura.
Parte integrante do espólio da Central Saint Martins College of Art & Design de Londres, configuram-se como alguns dos melhores exemplos de tipos de letra únicos europeus. Os professores britânicos fizeram um paralelo, em 2003, com a paisagem letrada da Lisboa contemporânea e vão mostrar essas imagens e, depois, servir de guia aos conferencistas que queiram passear tarde fora pelo itinerário (d)escrito há 40 anos por Nicolete Gray.
As letras do jornais
A tarde de sábado, 30 de Setembro, é dedicada aos jornais e ao seu futuro. Christian Schwartz, que desenhou o novo tipo de letra do Guardian, e Mark Porter, director criativo do jornal, vão debruçar-se sobre a sua experiência prática no diário britânico e sobre a importância do desenho de letras nos jornais. Gerard Unger, designer de letras e consultor tipográfico alemão responsável pelas letras das comemorações do Jubileu católico em Roma em 2000, vai questionar-se sobre papel da letra na identidade de um jornal e se os jornais, um dia, terão todos o mesmo aspecto.
Num ano em que jornais portugueses como o Diário de Notícias ou o Expresso mudaram de letra, no âmbito de um redesenho do seu grafismo, Mário Feliciano, envolvido nos dois processos, identifica um fenómeno que "tem cerca de dez anos, a nível internacional". É um percurso "natural", considera, mas em Portugal "o que nunca aconteceu foi que os jornais e os seus tipos de letra serem desenhados por pessoas do próprio país", vinca.
"Um jornal é para ver e o tipo de letra determina o conforto a ler", simplifica o designer. O melhor para um jornal são letras económicas, "que ocupem pouco espaço porque os jornalistas querem o espaço para escrever", robustas, "contidas e discretas embora com alguma personalidade". "As letras, especialmente as do título, dão a cara ao jornal, é como as pessoas o reconhecem", compõem a sua identidade. Mário Feliciano sugere um simples teste: "Se virmos só o canto de uma página de jornal e o reconhecermos pelo tipo de letra, é uma letra boa."
Um monumental cedro do Buçaco do jardim lisboeta do Príncipe Real é uma das 87 árvores classificadas da capital que em breve terão "bilhete de identidade". Dos milhares de árvores que existem na cidade, 87 estão protegidas por lei por se distinguirem pela sua beleza, raridade ou importância histórica, segundo dados da Direcção-Geral de Recursos Florestais, a quem cabe atribuir a classificação de interesse público. Para dar a conhecer estes exemplares aos lisboetas, a Câmara de Lisboa vai criar uma espécie de bilhete de identidade para cada árvore classificada da cidade. "Será uma identificação informal sobre a espécie da árvore, o nome vulgar, localização, dimensão, entre outros aspectos, que permitirá aos munícipes saber um pouco mais sobre cada exemplar", disse à agência Lusa uma fonte do gabinete do vereador do Ambiente. Muitas das árvores classificadas encontram-se nos jardins da cidade, como é o caso do secular cedro do Buçaco, com mais de 20 metros de diâmetro. No mesmo jardim, uma araucária da Nova Caledónia destaca-se do restante arvoredo pelos seus 23 metros de altura e pela elegância, que desperta os olhares de quem passa.
Fonte: Público

Por Francisco Neves, no Público
Centro Cultural do Campo Grande diz que não tem projecto para o seu edifício, agora devoluto.
O fecho das portas um dos mais antigos restaurantes de Lisboa, o antigo retiro Quebra-Bilhas, no Campo Grande, é definitivo. A famosa casa foi encerrada em Abril ficando assim devoluto o prédio cujo andar térreo ocupava. "É um final que não me agrada. Ainda tentei trespassar a casa a uma empregada para que se mantivesse em actividade, mas levantaram-se questões complicadas com o direito de preferência do senhorio, a cujas mãos a casa voltou. Cheguei a andar em tribunal, mas foi para evitar a continuação de um processo, que me foi bastante penoso, que se chegou a este resultado. Há situações que são inultrapassáveis", disse ao PÚBLICO Reinaldo Caldeira, o último proprietário da famosa casa de pasto, encerrada em Abril.
O dono do edifício é o Centro Cultural do Campo Grande, sediado no palacete contíguo ao restaurante do número 321, uma instituição da Opus Dei, que tem outros desígnios quanto à utilização do espaço. "Não faço ideia do que quer fazer lá, mas a dada altura terá pensado em fazer um prolongamento do palacete pelas traseiras", disse o ex-proprietário. Joaquim Claro, que intermediou nos trâmites de cessação do arrendamento, disse que o Centro Cultural desmentiu esta hipótese dizendo que a Opus Dei "não tem nada pensado para ali" e que qualquer projecto "terá sempre que passar por uma consulta à câmara municipal".
O advogado sublinhou que, independentemente de conflitos anteriores, o fim do arrendamento foi pedido pelo dono do restaurante e rapidamente resolvido por mútuo acordo, entre Março e Maio. "Fomos apanhados de surpresa", disse.
Reinaldo Caldeira e a associação Amigos de Lisboa, a que pertence, colaboraram em tempos para dar ao restaurante o tipicismo de outros tempos, nomeadamente na elaboração de uma ementa evocativa dos retiros fora-de-portas: o peixe frito com saladas ou arrozes de tomate ou pimentos, os peixinhos da horta e os animais de capoeira. Mais recentemente oferecia regularmente a cabeça de garoupa grelhada ou o bacalhau à lagareiro.
Diz-se que o Quebra-Bilhas terá sido fundado em 1793, mas o proprietário das últimas duas décadas admite que tenha nascido posteriormente. De qualquer forma, já matava a sede e a fome antes da abertura da praça de touros do Campo Pequeno (1892).
"O Quebra-Bilhas era o único antigo retiro lisboeta com o quintalão a funcionar, como era habitual nestas casas", referiu o olissipógrafo Carlos Consiglieri. "Ficava junto à Estrada Real, que era a saída de Lisboa pelo Lumiar e um local de esperas de gado que ia para a praça de touros do Campo de Santana e, depois, para a do Campo Pequeno. Fazia parte de um núcleo de restaurantes muito popular, de que subsiste ainda o Entrecopos, que foi muito frequentado por operários da CP.
O Quebra-Bilhas era sobretudo frequentado por fidalgotes e burgueses", descreveu este estudioso da culinária lisboeta.
Em tempos mais recentes, a antiga casa de pasto foi frequentada por figuras conhecidas da política, do espectáculo ou da Cidade Universitária que lhe ficava próxima. O actor Vasco Santana ou o geógrafo Orlando Ribeiro costumavam aparecer por lá.
Trabalhos de mais de 20 criativos vão estar à venda no sábado, no âmbito da segunda edição da Ladra - Feira Alternativa, que decorre ao mesmo tempo que a tradicional feira no Campo de Santa Clara. O espaço novesfora, na Travessa do Zagalo, em Lisboa, recebe no dia 30 a iniciativa, que resultou da vontade de um grupo de criativos de mostrar publicamente as peças que cada artista cria, na sua maioria durante os tempos livres.
Na segunda edição da feira estarão presentes 27 artistas, que vão mostrar peças feitas através de processos de reciclagem e reinterpretação e reinvenção de materiais, adiantou à Lusa o organizador da iniciativa, António Azevedo. "A grande função da 'Ladra' é tentar mostrar o que há de novo, o que as pessoas andam a criar nos tempos livres, e quem sabe, descobrir novos talentos", acrescentou. António Azevedo revelou ainda que há uma grande selecção dos participantes, de modo a assegurar que as peças são mesmo originais, e não iguais ao que se encontra em todas as lojas.
Entre as 09:00 e as 21:00 de sábado, será possível comprar, ou simplesmente ver, peças únicas, que vão desde os acessórios de moda à decoração, passando pela roupa. A entrada na feira é gratuita. Devido ao sucesso da primeira edição, a organização decidiu passar a realizar a feira de dois em dois meses, dado o número de criadores que querem mostrar os seus trabalhos.
Fonte: Lusa
Francisco Menezes regressa ao Arena Lounge do Casino Lisboa este sábado e no dia 30, enquanto Wanda Stuart apresenta-se hoje, em exclusivo.
Em versão de «Stand Up Comedy», Francisco Menezes promete um espectáculo com apurado sentido de improviso e de criatividade.
O artista distinguiu-se pelas suas actuações no programa «Levanta-te e Ri», da SIC, sendo, ainda, a voz de «O verdadeiro FM», da RFM, autor e actor de «N cromos» e «O Desterrado», da NTV e de «Portugal FM», da RTP1.
Por sua vez, Wanda Stuart recupera os inconfundíveis temas de Kurt Weil e Kate Bush, os musicais, MPB e os clássicos intemporais da canção francesa e alemã. São os ambientes escolhidos pela cantora que revela uma grande versatilidade musical, acompanhada ao piano pelo maestro Mário Rui.
Com entrada gratuita no Arena Lounge, Francisco Menezes actua no sábado e no dia 30, enquanto Wanda Stuart apresenta-se hoje. Os espectáculos decorrem das 23:30 às 24:30 horas.
Fonte: Diário Digital
Os 15 directores da EPUL - Empresa Pública de Urbanização de Lisboa têm contratos de trabalho regulados pelo regime comum, apesar de terem sido nomeados em regime de comissão de serviço. Na prática, só podem sair da empresa com justa causa ou por consentimento próprio.
Apesar de a nomeação dos directores ter sido feita em regime de comissão de serviço, o facto de não ter sido definido o período de cessação do mesmo originou que os contratos passassem a estar sujeitos ao regime comum do contrato individual de trabalho.
Segundo a edição de hoje do jornal "Expresso", seis dos 15 directores da EPUL ganham mais do que o actual presidente da empresa, João Teixeira.
Ao todo, os salários dos responsáveis custam ao erário público um milhão e 200 mil euros por ano.
Os actuais directores foram nomeados pelo ex-presidente da empresa Sequeira Braga, que foi demitido em Junho de 2004 durante o mandato de Pedro Santana Lopes.
O "Expresso" conta que Santana Lopes quis extinguir os postos de trabalho em causa, mas um parecer do especialista em Direito Administrativo Mário Esteves fez parar o processo.
"A levar-se por diante a cessação das comissões de serviço, a EPUL (...) será condenada a fazê-los reingressar nos lugares de direcção em que se encontravam, a repor as regalias e retribuições a que tivessem direito e a indemnizá-los por todos os danos morais e patrimoniais que lhes tivesse causado", considerou Esteves de Oliveira.
Em declarações ao jornal, o ex-presidente da Câmara de Lisboa afirma que discordava "da gestão pessoal” de Sequeira Braga e diz que foi esse um dos motivos que o levaram a demitir o presidente da EPUL, em Junho de 2004.
No início deste ano, o actual presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, e a vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara, congelaram os salários dos directores.
O director de Planeamento da empresa, que segundo o “Expresso” aufere 10.700 euros por mês, enviou então um email à direcção da EPUL, onde classificava a decisão camarária como “populismo esquerdista retrógrado”, baseada no conceito “os ricos que paguem a crise”. De acordo com o jornal, este director foi alvo de um processo disciplinar, que ainda decorre.
A vereadora Gabriela Seara garante ao jornal que a Câmara “continua determinada” a “moralizar e terminar” a situação na EPUL, que está também a ser alvo de uma inspecção das Finanças e de um inquérito da Polícia Judiciária.
Fonte: Público
Depois da Polícia Judiciária e do Tribunal de Contas, é a vez de a Inspecção-Geral de Finanças se debruçar sobre a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), desta vez na sequência de um pedido feito pelo próprio presidente da câmara, Carmona Rodrigues.
O autarca solicitou esta semana ao ministro das Finanças que determinasse, com carácter de urgência, uma auditoria ao grupo EPUL, com o objectivo de ser analisada a legalidade de "vários actos praticados no passado, por anteriores administrações". Solidarizando-se com a actual administração da empresa, que tem estado no centro de uma polémica ligada quer à atribuição de prémios de desempenho aos administradores das subsidiárias da EPUL, quer ao pagamento de comissões por parte de uma destas sociedades anónimas a uma empresa privada, Carmona Rodrigues disse querer ver apurada "cabalmente" a responsabilidade por vários actos de legalidade duvidosa, alguns dos quais remontarão, no seu entender, a 1994 - altura em que a Câmara de Lisboa era governada pelo PS.
Carmona Rodrigues esteve ontem na EPUL para aquilo que um porta-voz da Câmara de Lisboa, João Reis, designou por "uma reunião de trabalho". Fez-se acompanhar pelo vice-presidente da autarquia, Fontão de Carvalho, e pela vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara, que tem o pelouro desta empresa municipal. O presidente da câmara fez questão de visitar as instalações e de cumprimentar os funcionários.
A Polícia Judiciária fez buscas simultâneas na EPUL e nas suas subsidiárias, a Imohífen e a GF, há cerca de duas semanas, já o problema da legalidade da atribuição dos prémios tinha vindo a público. Quanto ao Tribunal de Contas, a sua intervenção junto da EPUL insere-se numa acção mais vasta que abrange 31 empresas municipais.
Fonte: Público
por José António Cerejo, no Público
A assembleia geral do Clube de Campismo de Lisboa (CCL) reúne-se esta tarde para discutir os novos estatutos e o regulamento eleitoral propostos pelo conselho directivo. Com esta iniciativa, a direcção pretende retirar argumentos aos seus adversários - que em 2002 concorreram com uma lista alternativa aos órgãos sociais -, mas estes entendem que as propostas apresentadas estão longe de garantir a democraticidade de uma das maiores associações do país, com mais de 40 mil associados e um orçamento anual de quase quatro milhões de euros.
As principais mudanças propostas prendem-se com o chamado "voto por correspondência", que esteve na origem da impugnação judicial das eleições de 2002 por parte da lista derrotada. Em causa estava - e está, porque o julgamento do caso ainda não se realizou - o facto de qualquer sócio poder, até agora, votar em nome de outros, desde que exibisse autorizações escritas, cuja autenticidade não tinha que ser provada.
Na gíria dos contestatários da direcção tratava-se do sistema da "caixa de sapatos" - uma alusão ao facto de há muitos anos existirem nos serviços do CCL caixas de sapatos com milhares de autorizações daquele tipo, prontas a utilizar por quem controlasse a máquina do clube. De acordo com Raimundo Santos, o sócio que encabeçou a lista derrotada há quatro anos, este "sistema fraudulento" escapava a qualquer controlo democrático e permitiu que a lista da actual direcção averbasse 8600 votos por correspondência contra 2800 presenciais, enquanto que a sua recebeu 3180 votos presenciais e apenas 127 por correspondência.
Inconformados, os candidatos alternativos impugnaram a legalidade da votação e preparam-se para avançar com uma nova candidatura às eleições que se deverão realizar até fim do ano. Entretanto, a direcção, que tinha a revisão dos estatutos e a elaboração de um regulamento eleitoral no seu programa de acção, avançou agora com as propostas que hoje vão a votos.
Em matéria estatutária, as alterações previstas não parecem especialmente controversas, embora incluam aquilo que os contestatários consideram uma "limitação inaceitável" à liberdade de expressão dos sócios. Trata-se da cláusula que os obriga a "não exprimir publicamente juízos e afirmações lesivas do clube".
Sócios proibidos de fazer comunicados
O texto anterior não contemplava este preceito, mas o regulamento disciplinar já determinava que "aos sócios é proibido exprimir publicamente juízos e afirmações lesivas do clube e da reputação de pessoas singulares que compõem os órgãos sociais do clube, assim como fazer comunicados, conceder entrevistas ou fornecer a terceiros notícias ou informações que digam respeito a factos que sejam objecto de investigação disciplinar".
No que respeita ao regulamento eleitoral, até agora inexistente no CCL, o essencial da proposta consiste na extinção da controversa possibilidade de qualquer sócio levantar o boletim de voto de um outro e votar em nome dele. De acordo com o texto, o ainda chamado voto por correspondência abrange não apenas aquilo que é efectivamente o voto por correspondência, como também a possibilidade de cada sócio exercer o seu direito de voto por antecipação, com levantamento e entrega, pelo próprio e apenas por ele, do respectivo boletim na recepção dos seis parques de campismo do clube ou na secretaria deste, até à véspera das eleições.
Nestes casos, o documento estabelece a obrigatoriedade de o boletim ser previamente solicitado por escrito pelo sócio e prevê, entre outros mecanismos de controlo, que a sua devolução aos serviços do clube seja feita pessoalmente pelo mesmo.
"Tudo isso se passa fora do controlo da Comissão Eleitoral, não havendo garantias suficientes de que o voto seja levantado apenas pelo sócio e continuando a ser possível a ocorrência de fraudes", comenta Raimundo Santos. Na opinião deste associado, o regulamento proposto representa "uma tentativa de disfarçar aquilo que se fazia até agora de forma descarada".
Um outro ponto que os opositores consideram "no mínimo estranho" prende-se com o artigo que determina a destruição, dez dias após as eleições, de todos os documentos inerentes ao processo eleitoral, incluindo os boletins de voto, "salvo se tiver sido apresentado recurso dentro desse prazo".
Fim de Verão, por Pedro Correia, no Corta-Fitas.
O Outono, por José António Barreiros, em A janela do Ocaso.

Os campeões nacionais de 1945/1946.
(foto de Luís Cabral)
As Salésias hoje.
(foto de Luís Cabral)

É fundado o clube desportivo Os Belenenses, em Lisboa.

Por Andreia Coelho, no Sol
A escola D. João de Castro não vai voltar a abrir. O presidente da freguesia de Alcântara afirma que há crianças transferidas para escolas fora de Lisboa. A escola secundária D. João de Castro, em Lisboa, vai mesmo encerrar. O Tribunal Administrativo e Fiscal deu razão ao Ministério da Educação numa sentença a que hoje o SOL teve acesso. Foi indeferida a providência cautelar que a associação de pais e as juntas de freguesia de Alcântara e Ajuda tinham, em Maio, com o objectivo de salvar o liceu lisboeta.
O tribunal entendeu que parar o processo de encerramento nesta fase «seria gravemente prejudicial para o interesse público» eque as razões invocadas pelos autores da providência não são devidamente fundamentadas. A falta de alunos está na origem da decisão, apesar de os directores da escola afirmarem que só não estão inscritas mais crianças por que foram forçados a fechar o 3.º ciclo do ensino básico.
O presidente da freguesia de Alcântara, José das Neves Godinho, não se conforma com a decisão: «Sou obrigado a aceitar a sentença porque vivo num Estado de direito, mas não concordo. O nosso Governo está a promover o insucesso escolar ao fechar escolas com elevadas taxas de sucesso como era o caso desta». Freguesias, pais e professores prometem agora recorrer para instâncias superiores.
A D. João de Castro está encerrada a cadeado e os alunos já foram transferidos para outros estabelecimentos de ensino. Neves Godinho afirma que há crianças colocadas fora do concelho de Lisboa, em locais como Miraflores e Carnaxide. O presidente não entende por que se insiste em fechar uma escola, na qual «foram investidos centenas de milhares de euros em requalificação há tão pouco tempo».
Por Luís Galrão, no Diário de Notícias
A Rua de São Bento, em Lisboa, revive até hoje à noite o ambiente do século XVI, através da 6.ª edição das "Noites de São Bento". Sob o tema "Lisboa quinhentista, centro do comércio mundial", 26 antiquários transformaram, desde quinta-feira, a zona num porto do tempo dos Descobrimentos.
"É uma forma de as pessoas perderem o medo de entrar nas lojas", explica ao DN Rui Aurélio, de 32 anos. É proprietário de uma loja de antiguidades no número 460, onde a peça mais rara é um prato rechaud em porcelana da china, da Companhia das Índias, à venda por 5500 euros. Um preço demasiado alto para José e Maria, um casal lisboeta que veio conhecer a iniciativa. "Viemos sobretudo ver, porque apreciamos muito estas coisas antigas", diz ela. "Aquele Santo António é muito bonito", refere, ao passar junto a mais uma montra iluminada por velas e tochas. Não planeiam fazer compras, mas "se houver saldos, vamos aos saldos", explica José.
A rua com o maior número de antiquários do país, perto de 30, "só anima quando há manifestações", lamenta Rui Aurélio. Apesar disso, este antiquário faz um balanço positivo da sua participação.
Quase em frente, no número 281, a montra está repleta de arte sacra. Ricardo Hogan participa desde o primeiro ano e diz que o evento "é importante em termos de vendas com cerca de 10% do volume anual de negócios". Vende sobretudo para clientes regulares, coleccionadores, alguns dos quais já se mostraram interessados na peça mais cara que tem em exposição: um presépio de três peças, de meados do século XVII. "Tem dimensões invulgares", mas "o preço prefiro não dizer".
O filho, Gonçalo, de 16 anos, é um dos animadores que na rua tentam cativar quem passa. Está vestido de marinheiro quinhentista junto a uma banca com alimentos e especiarias típicas da época. "As pessoas acham graça, são simpáticas e têm vontade de saber o que fazemos aqui", explica.
Rua abaixo, já depois da Assembleia da República, um grupo de espanhóis visita o antiquário do número 85. "Somos seis e viemos de Burgos propositadamente", explicam. "Gostamos muito de antiguidades", mas quanto a compras, "vai depender do preço. Umas podemos comprar, outras só ver", lamentam. Prometem voltar no dia seguinte. O proprietário orgulha-se de ser o terceiro antiquário mais antigo da rua de São Bento. Vasco Gomes, de 66 anos, está naquele espaço há 16 anos. Antes, estava numa loja em frente, num prédio que entretanto deu lugar a um novo empreendimento. Desde os 22 anos que trabalha com antiguidades. "Tento ser o mais honesto possível", diz. Para "manter o barco", opta por reduzir a margem de lucro e assim vender mais. E apesar dos anos, confessa que continua "enfeitiçado" pelo negócio. "Aprendo todos os dias", conta.
A última loja, no número 79, está recheada de móveis, louças e bonecas antigas. "Somos os primeiros nesta ponta da rua, mas estaríamos melhor do lado de cima", admite Fernanda Coelho, de 61 anos. Tem a loja há 20 anos, mas é o primeiro ano em que participa nas "Noites". Está satisfeita com a afluência de pessoas, mas diz que o negócio já esteve melhor. "Não vendemos artigos de primeira necessidade, a classe média está a desaparecer e os ricos querem coisas melhores", lamenta.
Por Susana Leitão, no Diário de Notícias
Lisboa vai ter mais percursos orientados especialmente para os peões. "Este modelo de desenvolvimento assente no crescimento exponencial da utilização dos veículos em Lisboa não é compatível com a cidade histórica que temos", explicou ao DN Marina Ferreira, vereadora da Mobilidade, adiantando que a filosofia que segue não é a de proibir os automóveis mas sim a de "ter menos veículos na cidade", criando assim mais espaço para os peões.
Ontem, Lisboa acordou com o mesmo número de veículos nas ruas, os acessos à capital estavam caóticos, o barulho das buzinas soava ao mesmo. A diferença, essa, estava no coração da cidade. Entre a Praça de Espanha e o Rossio e os largos do Intendente e do Leão foram abertos dois percursos pedonais, permitindo a quem, no Dia Europeu sem Carros, optasse por outro meio de transporte circular sem qualquer problema e em segurança. Os trajectos mantiveram-se fechados ao trânsito automóvel até às 20.00.
E foi na Praça de Espanha que Marina Ferreira, acompanhada por Manuel João Ramos, da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, entregou aos automobilistas a Carta de Direitos dos Peões. E, por mais curioso que possa parecer, o documento foi mais bem recebido por quem se deslocava de carro ou de mota do que por muitos peões. "Não conhecia esta carta, mas vou lê-la com atenção, pois para além de condutor sou também peão", admitiu ao DN José Carlos, que aguardava pacientemente na fila. Quando questionado sobre o Dia Europeu sem Carros, apenas disse que "tenho de trazer o carro por causa do trabalho, não tenho outra alternativa, os horários não são compatíveis". Por outro lado, já a meio do percurso, uma senhora, que circulava a pé, recebeu a carta, dobrou-a em quatro e respondeu: "Ganhei muito por isso."
Para o presidente da ACA-M, este tipo de iniciativas é importante para alertar a população, mas admite que a sua associação representa uma "ideia minoritária. Aceitamos que o impacto público é diminuto. Nós somos muito mais radicais porque não somos decisores políticos", afirmou Manuel João Ramos. E, falando em radicalidade, o responsável defendeu também a criação de uma rede pedonal que possa criar eixos alternativos que permitam aos peões deslocar-se em segurança.
Já Pedro Policarpo, do Fórum Cidadania, desafiou a vereadora da Mobilidade a fechar ao trânsito o percurso realizado ontem e a abri-lo apenas uma vez por ano. E explicou o desafio: "Para as pessoas se lembrarem do inferno que era circular naquela zona."
Questionada sobre outras cidades que ontem optaram por se fechar ao trânsito, Marina Ferreira explicou que "decidimos não fechar a cidade ao trânsito. Foi uma decisão que segue uma linha de pensamento que é a de fazer coisas que tenham efeito na cidade e não a de condicionar a vida das pessoas que trabalham e vivem nela. Em termos daquilo que é a gestão da vida da cidade, o que foi decidido foi tomar medidas mais definitivas ". E ironiza: "Era muito mais fácil fechar a Avenida da Liberdade e fazer lá animação."
No âmbito da Semana da Mobilidade, que termina amanhã, a autarquia encerrou definitivamente duas ruas ao trânsito - Bacalhoeiros e Arameiros - e concluiu o processo de condicionamento do trânsito na zona histórica do Castelo. Aprovou ainda duas propostas que visam penalizar o estacionamento na cidade.
10h-18h Visitas às Galerias da Rua da Prata. A Câmara de Lisboa promove, até domingo, visitas às galerias romanas, no âmbito das Jornadas Europeias do Património.
10h-22h Exposénior. Certame promovido pelo Núcleo da Costa do Estoril da Cruz Vermelha Portuguesa, com a colaboração da Câmara de Cascais. Decorre até domingo na Feira de Artesanato do Estoril (Fiartil).
10h-24h I Feira do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Evento organizado pelo Departamento de Ambiente da Câmara de Loures. Decorre até domingo no Parque Urbano de Santa Iria de Azóia, com vista para o estuário do Tejo.
18h-23h Feira do Livro da Amadora. A 26ª edição do certame tem início no Parque Delfim Guimarães. Conta com 38 pavilhões, 117 editoras e cinco alfarrabistas. Em simultâneo, decorre a 22.ª edição da Feirarte, feira internacional de artesanato e gastronomia (ver pág. 57).
21h As Quatro Sinfonias de Robert Schumann. O Teatro Nacional de São Carlos inicia a sua temporada sinfónica com um espaço dedicado ao compositor alemão, no 150º aniversário da sua morte. Donato Renzetti dirige a Orquestra Sinfónica Portuguesa hoje e nos dias 23, 29 e 30, sempre às 21h. Bilhetes entre 10 e 25 euros.
Os vereadores socialistas de Lisboa querem conhecer os resultados de um inquérito anunciado em Fevereiro à actuação da arquitecta Lívia Tirone, administradora delegada da Agência Municipal de Energia, e que até agora não foram tornados públicos. Num requerimento dirigido anteontem ao presidente do executivo municipal, os autarcas do PS requerem que lhes seja fornecida, no prazo legal de dez dias, uma cópia do relatório daquele inquérito, cuja abertura foi anunciada há sete meses pelo vereador António Prôa.
O anúncio foi feito no próprio dia - 22 de Fevereiro - em que o PÚBLICO noticiou as múltiplas ligações de Lívia Tirone a um empreendimento imobiliário cuja viabilidade dependia da aprovação do plano de pormenor do Parque Oriente, que deveria ser votado na reunião camarária desse mesmo dia. Para além de responsável pela agência municipal que promoveu a candidatura do empreendimento a um programa comunitário de promoção da eficiência energética, Lívia Tirone foi a autora do projecto de loteamento aprovado para o local, na Av. de Pádua; integrou a equipa que elaborou o plano de pormenor respectivo nos serviços camarários; e é sócia de um dos administradores da Portal 21, a empresa promotora do empreendimento.
Fonte: Público
O vereador José Sá Fernandes vai propor à Câmara Municipal de Lisboa (CML) que desenvolva, no âmbito da revisão do Plano Director Municipal (PDM) em curso, um estudo para a introdução de uma rede de eléctricos na cidade. "A título indicativo", o eleito pelo Bloco de Esquerda sugere a criação de quatro linhas, com uma extensão de cerca de 49 quilómetros e um custo estimado de "500 milhões de euros".
Um dos apartamentos saiu à filha de um administrador da empresa, que vai renunciar.
Os jovens que se candidataram às casas que a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) ontem sorteou não têm uma opinião unânime sobre a credibilidade da empresa, depois das notícias vindas a público nos últimos dias acerca de alegadas ilegalidades no seu seio e das buscas que a Judiciária ali efectuou.
Enquanto para uns isto quer dizer que "o jogo está viciado à partida", para outros a empresa não pode ser avaliada apenas pela conduta de quem está à sua frente. O director informático da EPUL, Carlos Brito, mostra-se intransigente para com quem levante suspeições sobre a transparência do concurso de casas EPUL Jovem, cujo sorteio organiza há três anos: diz que processará essas pessoas.
Ontem foram atribuídos mais 298 apartamentos, com cuidados especiais a este nível. Todo o processo, programa informático de sorteio incluído, foi seguido por uma empresa internacional de auditoria, tendo a EPUL comprado novo material informático especialmente para o efeito, nomeadamente dois geradores de números aleatórios. Porquê dois? "Para o representante do governo civil no concurso poder escolher um, para aumentar a transparência do concurso", explica Carlos Brito.
Fonte: Público
A Praça do Rossio, em Lisboa, acordou ontem de manhã envolta em faixas negras que tapavam os rostos das sereias das suas duas fontes verdes, pendiam dos candeeiros e ocultavam também a face das figuras femininas da estátua de Dom Pedro IV.
Os plásticos pretos e dois cartazes que se viam na extremidade sul da praça foram colocados pela Comissão de Comerciantes da Zona Envolvente, que protesta contra o arrastar das obras no túnel ferroviário do Rossio. Num cartaz, junto à Rua do Ouro, lia-se: "Teixeira Duarte e Refer: oferecem-se empregados do comércio e serviços, gerentes e até patrões para trabalhar no túnel. Trabalhamos em troca de comida. Aceitamos contrato por cinco anos." A comissão estima que o arrastar da situação prejudique por dia cerca de 70 mil pessoas e 450 postos de trabalho do pequeno comércio. O túnel do Rossio foi encerrado há quase dois anos, por falta de segurança estrutural.
Fonte: Público
Junta de Freguesia da Sé negociou manutenção de 15 lugares de estacionamento para residentes.
O encerramento ao trânsito automóvel das ruas dos Bacalhoeiros e dos Arameiros, na Baixa de Lisboa, que hoje se inicia, é visto com esperança pelos comerciantes destas artérias dominadas pela restauração.
"Acho que vai ser positivo. De resto, vim para cá há 19 anos e já se falava em fechar a rua aos carros. Neste troço, a Rua dos Bacalhoeiros é muito estreita e, por isso, com os carros, as pessoas fogem de aqui passar. Além disso, há outras alternativas para os carros circularem", diz Manuela Marçalo, gerente do restaurante Galera. "E esperamos que nos venham a atribuir esplanadas. Isso é que seria bom", acrescenta, mencionando a principal esperança dos muitos restaurantes e cervejarias desta zona turística que dá acesso à Casa dos Bicos e aos meandros de Alfama.
"Já tiraram daqui ao lado o terminal das camionetas, os despachantes desapareceram, acabaram com uma parte dos ministérios no Terreiro do Paço e com isso ficámos sem muito pessoal que nos faz falta. Com a rua dedicada aos peões, pode ser que essa gente volte", comenta, enquanto prepara a cozinha para mais uma série de almoços.
Na cervejaria Lua Dourada, com a sua pequena esplanada na Rua dos Arameiros, José Cunha faz votos semelhantes. "Vamos ver, desde que fique bem, que se faça um passeio, penso que a rua vai melhorar. Vai ser melhor para as cargas e descargas. O que não tem muita lógica é o estaleiro de apoio às obras da Rua da Madalena, que nunca mais sai daqui." O estaleiro, já em terreno da freguesia da Madalena, deveria sair no fim do ano, mas o atraso das obras naquela artéria mostra que tal não será possível.
Fonte: Público
O movimento de lisboetas Fórum Cidadania Lisboa apelou hoje à vereadora do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, para sensibilizar o executivo camarário para avaliar melhor a intenção de vender património municipal.
"Na sequência do anúncio feito pela Câmara de Lisboa da venda em hasta pública de uma lista infindável de palácios, quintas e terrenos, património de todos os alfacinhas (Ó), vimos por este meio pedir" a Nogueira Pinto "e ao restante corpo da vereação do CDS-PP que façam sentir publicamente e à restante maioria do executivo, a necessidade da Câmara parar para pensar", salienta o movimento numa carta enviada à vereadora da Habitação Social.
Para o Fórum Cidadania Lisboa, a venda de património municipal é "triste" e "lamentável" e "nada irá resolver em termos de gestão camarária".
"Esta venda pressupõe a assumpção pela Câmara Municipal da sua impossibilidade de inverter o rumo da gestão actual, demonstrando ainda uma total incompreensão e uma total ausência de estratégia quanto aos valores do património herdado, aos bairros históricos, à fruição dos espaços pelos cidadãos, à qualidade de vida, numa palavra, à cultura", refere o movimento na missiva.
O "Fórum Cidadania" defende a recuperação do património para que "a população não deserte", mas admite que é necessário "reconverter muitos desses palácios, por evidente falta de verba", mas tem de ser selectivo.
Para o movimento, a autarquia tem de fazer cumprir os contratos de venda a privados para que a "proibição da edificabilidade não seja letra morta".
"A experiência demonstra que na maior parte dos casos em que foi vendido património, logo foi esventrado o logradouro, se acrescentou um anexo, mais um andar, o perfil de alumínio e o aparelho de ar condicionado na fachada", exemplifica.
O movimento salienta ainda que a Câmara de Lisboa deve garantir que "não há irreversibilidade das intervenções, quase sempre invasivas, sempre que se assiste a uma mudança de titularidade e/ou de uso".
Nesse sentido, o movimento apela à vereadora Maria José Nogueira Pinto que "não reduza o acordo de governação que tem com a restante maioria à Baixa-Chiado".
O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, anunciou recentemente que a autarquia prevê arrecadar, até ao próximo ano, 120 milhões de euros com venda de património municipal disperso.
A medida destina-se a pagar dívidas de curto prazo, nomeadamente a fornecedores, que ascendem a 200 milhões de euros, enquanto o passivo total da autarquia ronda os mil milhões de euros.
Fonte: Lusa
A temporada musical do São Carlos começa sexta-feira com um ciclo dedicado a Robert Schumann, num ano em que várias efemérides marcam a programação e em que Donato Renzetti passa a maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Num ano em que se completam 150 anos da morte do compositor alemão Robert Schumann, o São Carlos vai ainda assinalar o centenário dos nascimentos de Fernando Lopes-Graça e de Dimitri Chostakovitch e os 250 anos de Wolfgang Amadeus Mozart.
"Cada vez mais há a tendência para aproveitar as efemérides nos ciclos de programação", admitiu o director do teatro nacional, Paolo Pinamonti, em declarações à Lusa.
O São Carlos decidiu abrir a sua temporada sinfónica com a realização até 30 de Setembro de quatro concertos com as sinfonias de Schumann, sempre com o maestro Donato Renzetti a dirigir a Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Donato Renzetti passa a partir desta temporada a maestro titular da Orquestra Sinfónica, pela sua experiência e pelo trabalho que já desenvolveu à frente desta, segundo o director do São Carlos.
Maestro italiano reconhecido no panorama internacional, Renzetti foi nomeado em 2005 primeiro maestro convidado da orquestra.
Sexta-feira, no primeiro concerto da temporada, será interpretada, entre outras obras, a 1ª sinfonia de Schumann e o Requiem fur Mignon para vozes solistas, com as sopranos Natália Brito e Laryssa Savchenko e o barítono Carlos Pedro Santos. No dia seguinte, a violoncelista Irene Lima interpreta o Concerto em Lá menor para violoncelo e orquestra, num espectáculo que termina com a sinfonia nº2.
A 29 de Setembro será o pianista Miguel Borges Coelho a actuar. O programa inclui o Konzertstuck em Sol maior para piano e orquestra e a sinfonia nº3.
A 30 de Setembro, o violinista alemão Kolja Blancher intervém no concerto em Ré menor para violino e orquestra, num programa que encerra com a sinfonia nº 4. No mesmo dia, mas ao final da tarde, haverá música de câmara de Schumann interpretada pelo Moscow Piano Quartet, com Alexei Eremine (piano), José Pereira (viola), Alexandre Delgado (violeta) e Guenrikh Elessine (violoncelo).
O centenário de Fernando Lopes-Graça (falecido em 1994) começa a ser assinalado com um espectáculo a 6 de Outubro: Dom Duardos e Flérida, uma cantata-melodrama (segundo a tragicomédia Don Duardos, de Gil Vicente) interpretada pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, com o coro do São Carlos e Luís Miguel Cintra como narrador.
Ao longo do mês de Outubro, seis outros espectáculos vão homenagear o compositor português. Mozart será outro dos compositores em foco nesta temporada, mas, para evitar celebrá-lo da forma habitual, o teatro optou por evocar toda a sua música maçónica.
"Quisemos evitar abordar a efeméride mozartiana com o que se ouve sempre. Achámos que devíamos oferecer algo que não se ouve e daí esta escolha", justificou Pinamonti.
A 6 de Outubro, a par da interpretação da cantata-melodrama de Lopes-Graça, o programa inclui Die Maurerfreud "Sehen, wie dem Starren Forscherauge", uma cantata para tenor, coro masculino e orquestra, de Mozart.
No dia 11 será interpretada a Sinfonia concertante para violino, viola e orquestra e a sinfonia nº 38. No dia 20 será a música fúnebre maçónica, num concerto dirigido pelo maestro Jonathan Webb e que termina com uma outra obra de Mozart, "Thamos, Rei do Egipto", coros e músicas de cena para o drama de Tobias Philip von Gleber.
Depois de ter terminado a última temporada lírica levando à cena a ópera "O Nariz", de Dimitri Chostakovitch, o São Carlos retoma a obra do compositor russo nesta temporada com as sinfonias nº 14 e nº 7, "Leninegrado", a 27 de Outubro e 10 de Novembro.
A 29 de Novembro começa a temporada lírica, a principal aposta do São Carlos. A ópera de Mozart "Cosi fan tutte" terá honras de abertura.
Fonte: Lusa
Hoje a partir das oito da noite toca a sair de casa. Já ouvi na rádio que a partirr da tarde pára a chuva e não haverá, pois, desculpa. É sair de casa e ver a Luz. A Luz boa que muda Lisboa.
O movimento de contestação à renovação da rede da Carris dinamizado pela Junta de Freguesia da Lapa, que já reúne 18 freguesias de vários partidos políticos, emitiu ontem um comunicado manifestando a sua "indignação pelo facto de não ter existido um processo generalizado de envolvimento prévio e debate franco" sobre as alterações introduzidas pela empresa.
Em 1761, era queimado no Rossio, em Lisboa, o padre jesuíta Gabriel Malagrida, denunciado pelo Marquês de Pombal como falso profeta e impostor. Malagrida era o autor do panfleto que atribuíra o Terramoto de 1755 a um castigo de Deus, opondo-se à visão pragmática do Marquês do Pombal. Os apelos à penitência e ao jejum, em época da reconstrução de Lisboa, tinham levado Malagrida ao desterro para Setúbal. Mais tarde, após a morte dos Távoras, a redacção de novo manifesto contra o Ministro do Reino, levou Malagrida a juízo e condenação pela Inquisição.
O Padre Gabriel Malagrida nasceu em Itália, em 1689. Entre 1721 e 1749, integrou as missões jesuítas no Brasil, adquirindo a fama de "santo milagreiro". Regressado à Europa, foi recebido na corte de D.João V. Com a morte do soberano português e a extinção das ordens religiosas pelo Marquês de Pombal, Malagrida cairia em desgraça, acabando condenado à morte há 245 anos.
Os comerciantes da zona do Rossio, em Lisboa, vão mostrar quinta-feira a sua preocupação com o "arrastar" das obras do túnel ferroviário, através da colocação de faixas negras naquela zona da cidade, foi hoje anunciado.
Intitulada "A praça do Rossio está de luto", a iniciativa pretende "chamar a atenção" para uma situação que se "arrasta há demasiado tempo", disse à agência Lusa o porta-voz da Comissão de Comerciantes da Zona Envolvente, Miguel Lima. As faixas negras vão ser colocadas na praça do Rossio durante a madrugada de quinta-feira e vão juntar-se à iniciativa dos comerciantes os utentes da linha de Sintra.
De acordo com Miguel Lima, as obras do túnel da estação do Rossio prejudicam diariamente cerca de 70 mil pessoas e cerca de 450 posto de trabalho do pequeno comércio foram afectados.
Fonte: Lusa
A câmara de Lisboa recebeu hoje do comissariado para a revitalização da Baixa um projecto que pretende triplicar o número actual de habitantes até 2020, além de apostar no comércio e turismo na zona. Até Janeiro, deverá estar definido o "modelo institucional" para levar por diante o projecto, que precisa também da aprovação da Assembleia Municipal e especialmente do Governo, e que Carmona Rodrigues garantiu que "não é para voltar atrás".
Maria José Nogueira Pinto, presidente comissariado e vereadora da Câmara, afirmou na entrega do projecto que este prevê que em 2010 já haja mais três mil habitantes na Baixa, apontando para 15 mil residentes - o triplo dos números actuais - em 2020, data calculada para a sua conclusão.
O presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, referiu que a meta dos 15 mil habitantes é recuperar o número de residentes que a Baixa tinha há 25 anos e entretanto perdeu.
Maria José Nogueira Pintosa salientou que o projecto supõe "uma quota para o segmento da classe média, para que a Baixa volte a ter a população que sempre teve".
A vereadora destacou a necessidade de haver na revitalização da Baixa uma preocupação com a política de habitação, para que "não aconteça como no Chiado em que o metro quadrado ficou muito caro".
Pretende-se para a Baixa "espaço para uma saudável mistura entre classe média e população jovem". O projecto abrange uma área de dois milhões de metros quadrados de "jurisdição partilhada" entre a Câmara de Lisboa e o Estado Português.
Maria José Nogueira Pinto escusou-se a revelar pormenores sobre o plano que entregou a Carmona Rodrigues enquanto os vereadores não o recebam e analisem, o que deverá acontecer no início da próxima semana.
A presidente do comissariado salientou que o projecto vai "ter em conta quem já mora na Baixa" e manifestou-se convicta de que os proprietários cujos imóveis precisem de obras também vão aderir, sem ser preciso intervenções coercivas numa "zona deprimida". Para isso, é preciso "investimento e estímulo", que passará pela requalificação do comércio existente e por trazer novo comércio, afirmou.
No "território singular" da Baixa pombalina em que se pretende uma nova dinâmica, a "salvaguarda do património" não deixará de ser uma prioridade, ressalvou, com os olhos postos na candidatura da zona a património da Humanidade. A preocupação do comissariado foi também criar um projecto "exequível", numa abordagem "mais ambiciosa que a reabilitação", acrescentou.
Carmona Rodrigues notou o "empenho do governo" no projecto, através da nomeação do presidente da Parque Expo, Borges Martins, para acompanhar o comissariado, composto ainda pelo ex-ministro da Economia Augusto Mateus, o presidente do Instituto Português do Património Arquitectónico, Elísio Summavielle, o arquitecto Manuel Salgado, a administradora do BPI Maria Celeste Hagatong, o ex-deputado do PP Miguel Anacoreta Correia, e a investigadora e docente de História de Arte na Universidade Nova de Lisboa, Raquel Henriques da Silva.
Fonte: Lusa
O vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fontão de Carvalho, esclareceu hoje que a devolução de prémios dos administradores da EPUL foi uma decisão política, que em nada interfere com a investigação em curso. O autarca falava aos jornalistas no final da reunião de câmara, em que o presidente do Executivo camarário, Carmona Rodrigues, anunciou aos vereadores ter pedido ao ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, uma investigação da Direcção-Geral das Finanças.
Fonte: Lusa
O vereador socialista na Câmara de Lisboa Manuel Maria Carrilho exigiu hoje esclarecimentos do presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, em relação às polémicas que envolvem a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL). "Face aos graves indícios que têm vindo a ser noticiados sobre a gestão da EPUL (Ó) queremos deixar bem claro que o convite do Sr. presidente da Câmara Municipal de Lisboa à Inspecção Geral de Finanças para investigar apenas 'anteriores administrações' não o dispensa de esclarecer cabalmente a Oposição e os lisboetas sobre prémios, comissões, etc.", escreve o vereador em comunicado.
Carrilho acrescenta que "a situação exige explicações claras em relação a factos concretos já conhecidos, e não comunicados vagos e o recurso à habitual estratégia de vitimização por parte do Executivo".
Carmona Rodrigues anunciou segunda-feira que vai pedir uma auditoria da Inspecção-Geral de Finanças às contas da EPUL, em cujos administradores reafirmou a sua confiança.
A Polícia Judiciária (PJ) esteve a oito de Setembro nas instalações da EPUL a verificar documentação, numa operação a cargo do Departamento Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económico-Financeira.
A empresa municipal foi notícia, na semana anterior à visita da PJ, quando a vereadora do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Gabriela Seara, anunciou que os administradores devolveram cada um 12.400 euros em prémios que tinham recebido relativos à gestão de 2004 e 2005.
Fonte: Lusa
O vereador socialista na Câmara de Lisboa Manuel Maria Carrilho exigiu hoje esclarecimentos do presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, em relação às polémicas que envolvem a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL). "Face aos graves indícios que têm vindo a ser noticiados sobre a gestão da EPUL (Ó) queremos deixar bem claro que o convite do Sr. presidente da Câmara Municipal de Lisboa à Inspecção Geral de Finanças para investigar apenas 'anteriores administrações' não o dispensa de esclarecer cabalmente a Oposição e os lisboetas sobre prémios, comissões, etc.", escreve o vereador em comunicado.
Carrilho acrescenta que "a situação exige explicações claras em relação a factos concretos já conhecidos, e não comunicados vagos e o recurso à habitual estratégia de vitimização por parte do Executivo".
Carmona Rodrigues anunciou segunda-feira que vai pedir uma auditoria da Inspecção-Geral de Finanças às contas da EPUL, em cujos administradores reafirmou a sua confiança.
A Polícia Judiciária (PJ) esteve a oito de Setembro nas instalações da EPUL a verificar documentação, numa operação a cargo do Departamento Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económico-Financeira.
A empresa municipal foi notícia, na semana anterior à visita da PJ, quando a vereadora do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Gabriela Seara, anunciou que os administradores devolveram cada um 12.400 euros em prémios que tinham recebido relativos à gestão de 2004 e 2005.
Fonte: Lusa
Mais de 17.000 mil pessoas sabem quinta-feira se serão contempladas com a oportunidade de comprar um dos 298 apartamentos na Praça de Entrecampos, no âmbito da segunda fase do concurso da EPUL-Jovem, que se realiza quinta-feira em Lisboa.
Quinta-feira, pelas 17:00, realiza-se o sorteio número 145 da EPUL-Jovem, em que está em jogo, para 17.903 candidatos, a possibilidade de comprar um dos 298 apartamentos, entre T0 e T3, do lote 3 do projecto Praça de Entrecampos.
Em Agosto do ano passado, aquando do primeiro concurso relativo ao mesmo projecto, foram 9.113 os inscritos no sorteio de venda de 305 apartamentos, entre T0 e T3. O concurso terá lugar no primeiro piso do Mercado da Ribeira, ao Cais do Sodré, em Lisboa, por volta das 17:00 de quinta-feira.
Fonte: Lusa
Duas das mais famosas vacas da "Cow Parade", a "Gloriosa" e a "Portucow", podem ser licitadas online a partir de hoje, numa antecipação inédita do leilão presencial das obras da exposição, anunciou a organização. As licitações estão já abertas na página do Sapo (http://leiloes.sapo.pt, com um valor base de 1.500 euros, mas as duas vacas estarão no leilão presencial no dia 30 de Setembro, no Parque das Nações, pelo que podem ser rematadas via Internet ou em sala. Abílio Martins, da Sapo.pt, disse à Lusa que, pela primeira vez na história da "Cow Parade", a sessão será filmada e transmitida no portal "para que as comunidades portuguesas espalhadas no mundo e as pessoas com dificuldades de deslocação" possam adquirir as obras.
A Associação de Residentes de Telheiras manifestou-se hoje contra a intenção da Câmara de Lisboa de vender em hasta pública a Quinta de Nossa Senhora da Paz, receando a alteração do uso do edifício.
A venda em hasta pública do imóvel, constituído por um edifício e jardim, no Paço do Lumiar, faz parte de uma proposta subscrita pelo vice-presidente da autarquia, Fontão de Carvalho, que foi hoje apresentada em reunião de câmara.
O autarca refere na proposta que a recuperação do imóvel, que tem "um valor patrimonial inquestionável", será da "maior importância para a zona do Paço do Lumiar, uma vez garantida a possibilidade de utilização pública dos jardins". Contactada pela agência Lusa, a Associação de Residentes de Telheiras (ART) considerou que a intenção de vender o imóvel merece "a maior desaprovação" e, caso se concretize, "um enorme protesto".
"A alienação de tão significativo património a particulares irá sem dúvida alterar o seu uso, quiçá torná-lo num condomínio privado, com densificação urbana duma zona histórica sensível e afectar o ambiente próprio e peculiar do Paço do Lumiar", acrescenta. O presidente da ART, Guilherme Pereira, afirmou que o "imóvel teve um bom uso entre 1975 e 2005", mas que actualmente está abandonado.
Os trabalhadores do Metro de Lisboa vão estar em greve das 06:30 às 11:00 de quinta e terça-feira, para contestar a caducidade do Acordo de Empresa, anunciou hoje a Federação dos Sindicatos dos Transportes Rodoviários e Urbanos.
A associação ambientalista Quercus fez hoje o "enterro" da Avenida da Liberdade, em Lisboa, cobrindo a zona dos Restauradores com 50 cruzes negras para alertar para as consequências da poluição excessiva.
Ruben de Carvalho foi nomeado pelo presidente da Câmara de Lisboa (PSD) para elaborar um relatório sobre factos e figuras que marcaram a luta contra o regime salazarista para preservar a memória deste período.
A questão da gestão dos fluxos migratórios na região do Mediterrâneo é apenas um dos temas que estará em cima da mesa da 11.ª Conferência Internacional Metropolis Paths and Crossroads: moving people, changing places (Caminhos e encruzilhadas: migrações e transformação dos lugares). Mais de 700 delegados de cerca de meia centena de países, de académicos a decisores políticos, reúnem-se em Lisboa, a partir de 2 de Outubro. As sessões plenárias decorrerão até sexta-feira, dia 7, no espaço da Culturgest, na edifício da sede da Caixa Geral de Depósitos (principal patrocinador da conferência), em Lisboa.
Fonte: Público
18h A Ciência e a Cidade. O ciclo de debates organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian prossegue com uma mesa redonda dedicada ao Génio, com a cientista Maria Mota, o economista Sandro Mendonça e o filósofo André Barata. No Auditório 2 da FCG. A entrada é livre.
21h30 Optimus Open Air 06. A segunda edição do evento apresenta até domingo filmes ao ar livre, num recinto dotado com o maior ecrã do mundo, na Doca de Santos. Hoje passa V de Vingança, de James McTeigue.
21h30 Há Festa na Aldeia. O filme do realizador francês Jacques Tati é exibido hoje no Centro Cultural Malaposta, em Olival Basto (R. de Angola). Bilhetes a 2 euros.
22h Offcycles. A associação de arte experimental Granular promove um espectáculo de música improvisada com Per Anders Nilsson (electroacústica em computador), Ulrich Mitzlaff (violoncelo), Carlos Zíngaro (violino), Manuel Guimarães (piano) e Pedro Carneiro (percussão). Na Sociedade Guilherme Cossoul (Av. D. Carlos I, 61, 1º).
O vereador José Sá Fernandes defendeu ontem que "há que equacionar muito seriamente a demissão" do conselho de administração da EPUL, manifestando-se "muito apreensivo com todo o apoio e solidariedade que o presidente da câmara decidiu manifestar antes mesmo de se apurar o resultado da inspecção pedida e apesar de todos os factos, dúvidas e estranhas coincidências já levantados".
O eleito pelo Bloco de Esquerda considera que "não há dúvida nenhuma de que há responsabilidades da actual administração", tanto no caso dos prémios entregues aos administradores como no das comissões atribuídas à empresa de mediação Find Land, já que em ambas as situações foram efectuados pagamentos no ano de 2006. Sá Fernandes quer saber "em que reunião do conselho de administração ou assembleia geral foi decidido pagar prémios aos administradores", salientando que, se a decisão não constar de nenhuma acta, estes têm de ser devolvidos "imediatamente". Também quanto às comissões atribuídas à Imohifen e à Find Land, o vereador exige saber quando foi o seu pagamento decidido, considerando que é de "uma extrema gravidade" que o negócio tenha sido concretizado "sem qualquer justificação documental". A resposta a estas perguntas, diz, "não carecem de qualquer investigação prévia de entidades terceiras", mas sim de "transparência e coragem na assunção das responsabilidades de cada um".
Fonte: Público
Por Ana Henriques, no Público
"Se houver autoridades que entendam que existiram ilícitos no negócio devem investigar", declarou presidente da empresa pública.
O presidente da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), João Teixeira, anunciou ontem ter proibido sua subsidiária Imohífen de dar comissões a mediadoras imobiliárias privadas em concursos públicos de venda de terrenos ou de casas.
A decisão surge após se ter sabido que a Imohífen pagou 1,3 milhões de euros à mediadora privada Find Land somente por esta ter arranjado um concorrente para três concursos públicos de venda de terrenos, o construtor civil João Bernardino Gomes. O presidente da EPUL equiparou o negócio a uma transacção entre duas empresas privadas para justificar a legalidade do pagamento, alegando que a Imohífen é precisamente "uma empresa privada". Isto apesar de o seu capital ser detido na totalidade pela empresa pública de urbanização, que por sua vez pertence a cem por cento à Câmara de Lisboa. Como "empresa privada", a Imohífen lançou um concurso público para a venda dos terrenos que "não está sujeito ao regime jurídico dos concursos públicos", o que justificaria o pagamento das comissões. "Mas se houver autoridades que entendam que existiram ilícitos devem investigar", declarou João Teixeira, acrescentando que os administradores da EPUL colaborarão com os investigadores.
Por outro lado, o presidente da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa remeteu a responsabilidade desta e de outras decisões de legalidade discutível para anteriores administradores - apesar de os pagamentos à Find Land já terem ocorrido quando a equipa à frente da EPUL era praticamente a mesma que a actual.
Outro dado importante relaciona-se com o facto de a Imohífen ser ela própria uma mediadora imobiliária, paga pela EPUL para desempenhar essa função. Nos três casos em questão repartiu a comissão que recebeu da empresa-mãe com a mediadora privada, algo que João Teixeira considerou natural: "A repartição de comissões entre mediadoras é uma prática comum e está prevista no código deontológico dos mediadores."
"Se houver autoridades que entendam que existiram ilícitos no negócio devem investigar", declarou presidente da empresa pública.
Na versão dos factos relatada pelo presidente da EPUL, a Find Land "apareceu à Imohífen a oferecer os seus serviços": tinha "um potencial cliente" para os concursos públicos. Em causa estava a venda de terrenos junto ao estádio do Benfica e no Vale de Santo António. Teriam ficado sem compradores caso o grupo EPUL não tivesse desembolsado os 1,3 milhões de euros? "Se Deus Nosso Senhor não tivesse feito a terra desta forma não sei como ela seria", responde João Teixeira, que diz que não tem dotes adivinhatórios. "O próprio Governo recorre a empresas de mediação imobiliária quando faz hastas públicas para alienar bens", salienta.
No cerne tanto deste como de outros casos polémicos recentemente vindos a público sobre a EPUL está o estatuto pouco claro da empresa, cujos responsáveis defendem não estar abrangida por uma série de leis que regulam o funcionamento das empresas municipais e o estatuto dos gestores públicos.
O número de administradores da empresa é um caso paradigmático: a lei só prevê três, mas a EPUL tem nada menos de cinco, um modelo que as subsidiárias decalcaram. "Muitos juristas defendem que esta lei não se aplica à EPUL. Mas do que não há dúvidas é de que os estatutos da EPUL, que prevêem cinco administradores, são anteriores a essa lei, que não tem efeitos retroactivos".
Seja como for, os administradores da empresa vão ter de proceder a uma revisão estatutária, até para adaptar os estatutos, que datam de 1971, não à actual legislação mas àquela que está neste momento a ser preparada sobre estas matérias. É também nessa ambiguidade de estatuto que se escudam os administradores das subsidiárias da EPUL para justificarem o facto de terem recebido prémios de desempenho em 2004 e 2005 quando uma resolução do Conselho de Ministros o proibia. A polémica que desencadearam as notícias sobre este procedimento levou três deles a devolverem o dinheiro, mas vários outros não o fizeram ainda. João Teixeira recusou-se a dizer quantos prémios falta ainda devolver. O assunto será hoje discutido nas subsidiárias, em sede de assembleia geral.
Para que estes assuntos que têm vindo a manchar a imagem da empresa nos últimos dias fiquem "completamente esclarecidos" João Teixeira pediu reuniões à presidente da Assembleia Municipal e aos vereadores.
José António Cerejo, no Público
Depois da polémica, Fontão de Carvalho retira a proposta que hoje devia ser votada.
A proposta de venda do Palácio Pombal em hasta pública, que hoje deveria ser submetida à apreciação dos vereadores da Câmara de Lisboa, vai ser retirada da agenda da reunião do executivo municipal. A decisão foi tomada por Fontão de Carvalho, autor da proposta e vice-presidente da autarquia, e surge na sequência das numerosas críticas desencadeadas pelo anúncio da intenção de venda. De acordo com o porta-voz do gabinete de Fontão de Carvalho, a retirada da proposta prende-se com as diligências efectuadas pelo presidente da câmara, Carmona Rodrigues, e pelo vereador da Cultura, Amaral Lopes, que "sensibilizaram" o vice-presidente para a especificidade deste imóvel. O mesmo colaborador do vice-presidente e vereador das Finanças garante, contudo, que a opção do autarca não pode ser lida como um recuo em relação à política de alienação de património municipal que está a ser posta em prática.

Realiza-se, em Lisboa, com a presença da Corte, o primeiro Auto de Fé da Inquisição em Portugal. O último ocorreria 227 anos mais tarde, a 20 de Setembro de 1767.
Pobre Cidade, por João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.
Uma "viagem ao fim da noite" num bar decadente povoado por personagens sombrias cujas histórias são complementadas por canções é como se pode descrever o musical "O Assobio da Cobra", que abre quinta-feira a temporada do Teatro São Luiz.
"Numa altura em que nos espectáculos e performances se valoriza tudo o que seja 'light' e suave, 'O Assobio da Cobra' pretende ser uma viagem teatral e musical a um mundo de cores carregadas e sentimentos fortes. A um universo de a utenticidade - com menos máscaras do que feridas abertas", diz o autor do texto, Nuno Costa Santos.
Um sábio empregado de balcão, um "pintas" que se traveste de mulher, um cómico sem piada e uma mulher grávida cheia de incertezas são algumas das perso nagens que encontramos nesta espécie de bar/cabaret, que podia também ser, segun do o argumentista, um navio naufragado, no qual "um conjunto de 'marinheiros' de diferentes histórias e situações-limite cruza solidões e tragédias".
"'O Assobio da Cobra' balança sempre entre a crueza e a crueldade das relações de fim de noite e a poesia e a humanidade que, aqui e ali, as atravessam ", afirma Nuno Costa Santos.
Na pele destas personagens estão actores como Diogo Infante, João Reis, Pedro Laginha, Lia Gama, João Cabral e Isabel Abreu, entre outros, dirigidos por Adriano Luz.
O musical tem o mesmo nome do álbum lançado em 2004 por Manuel Paulo, co-fundador da Ala dos Namorados, em parceria com João Monge, que escreveu as let ras das canções, e que foi, na altura, apresentado como a banda sonora de um filme por fazer.
Vitorino, Sérgio Godinho, Rui Veloso, Jorge Palma, Manuela Azevedo, dos Clã, Vozes da Rádio, Camané e os brasileiros Arto Lindsay, Arnaldo Antunes e Zeca Baleiro são alguns dos intérpretes que dão voz às canções escritas por Manuel Paulo, um forte contributo "para a dimensão poética e onírica do espectáculo", segundo Nuno Costa Santos.
O espectáculo estará em cena na sala principal do Teatro São Luiz até 26 de Novembro, de quarta a sábado às 21:00 e aos domingos às 17:30. Da programação para a nova temporada, destacam-se espectáculos como o que juntará Rodrigo Leão e Ludovico Einaudi, a partir de 28 de Novembro, um concerto do Wim Mertens Duo, chamado "Un Respiro", a 10 de Dezembro, e "Unreal - Side walk Cartoon", que revela uma faceta menos conhecida do pianista e compositor Be rnardo Sassetti - a de "cartoonista musical" - e será apresentado entre 15 e 23 de Dezembro.
Fonte: Lusa
Um novo blogue de lugares, a várias mãos, entre elas as de Luís Carmelo. Obrigatório.
A Sonae Sierra inicia em Fevereiro de 2007 a construção das duas torres de escritórios no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, prevendo terminar o projecto até 2010, revelou hoje o presidente da empresa.
Em declarações aos jornalistas no Porto, Álvaro Portela recordou que o arranque da construção põe um ponto final num litígio de 17 anos com a Câmara de Lisboa, contra a qual a Sonae Sierra pretende aliás interpor uma acção judicial pelos prejuízos causados com os sucessivos adiamentos do projecto. "A Câmara vai ter que assumir as suas responsabilidades, porque perdemos a oportunidade de mercado", afirmou.
O retomar do projecto segue-se a um acórdão do Supremo Tribunal Administrativo, datado do final de Outubro, dando provimento aos argumentos do grupo de Belmiro de Azevedo para avançar com o projecto.
A construção das duas torres de escritórios fazia parte do projecto inicial do Colombo, quando Cruz Abecassis ocupava a presidência da Câmara de Lisboa, mas acabou então por ser dada prioridade ao centro comercial com o mesmo nome, e deixada para mais tarde a construção das torres.
O projecto viria depois a ser travado por Jorge Sampaio, quando este assumiu a presidência da autarquia lisboeta, e sujeito a uma revisão em 1993, sofrendo depois novas vicissitudes já durante os mandatos de João Soares e Pedro Santana Lopes, que o impediram de arrancar.
Sem adiantar qual o investimento envolvido no projecto, Álvaro Portela afirmou apenas que se mantém a intenção inicial de executar todas as estruturas das torres em aço e de destinar todo o espaço a escritórios. "No final dos anos 90 chegámos a estudar a possibilidade de as converter parcial ou totalmente para habitação, mas tal não era tecnicamente possível", disse.
Fonte: Lusa
O Festival de Órgão de Lisboa, que começa quinta-feira, integra na sua programação os concertos do encontro das Cidades Europeias com Órgãos Históricos e evoca ainda o nascimento de Mozart há 250 anos e o tricentenário da morte de Pachelbel. O concerto de abertura, na Sé Patriarcal, dirigido por Victor Roque Amaro, inclui "De profundis", do compositor austríaco Amadeus Wolfgang Mozart.
Esta peça coral religiosa será executada pelo Concertus Antiquus, um agrupamento que este mês participou na iniciativa musical do Patriarcado de Lisboa "A memória é um tecido de vozes", os organistas António Duarte e João Vaz (directores artísticos do Festival) e a percussionista Elizabeth Davis.
Além da Sé de Lisboa, outros seis templos acolhem os concertos do Festival, que termina dia 09 de Outubro, nomeadamente as basílicas da Estrela em Lisboa e a de Mafra, as igrejas evangélica alemã, S.
Vicente de Fora e S. Luís dos Franceses, em Lisboa, e a de Nossa Senhora do Cabo em Linda-a-Velha (Carnaxide).
Além do nascimento de Mozart o Festival evoca o tricentenário da morte do compositor barroco alemão Johann Pachelbel (1653-1706), que na sua época alcançou grande popularidade.
Pachelbel teve vários discípulos e a sua música tornou-se um paradigma para outros compositores, nomeadamente do Centro e Sul da Alemanha.
O concerto de evocação do autor do "Canon em Ré", a cargo do Pachelbel Ensemble, sendo organista João Vaz, está marcado para sábado, dia 30, na Igreja de Nossa Senhora do Cabo, sob a direcção de Pedro Teixeira.
O Festival inclui este ano duas "master classes", uma orientada por Luigi Ferdinando Tagliavini sobre Frescobaldi e a Escola Italiana de Seiscentos, dia 28 de Setembro em S. Vicente de Fora, e outra por Daniel Roth sobre a Escola Romântica Francesa, dia 30 de Setembro, na Igreja de S. Luís dos Franceses.
Roth realizará ainda neste mesmo templo às Portas de Santo Antão, dia 01 de Outubro, um concerto de órgão de "Música Romântica" constituído por peças de compositores do século XIX.
O concerto de encerramento é no dia 09 de Outubro na Sé Patriarcal, com peças de Mozart e a participação da soprano Ana Ferraz, a meio-soprano Susana Teixeira, o tenor João Rodrigues, o barítono Hugo Oliveira e ainda o organista Antoine Sibertin-Blanc, o Coro de Câmara de Lisboa e a Sinfonietta de Lisboa, sob a direcção de Vasco Pierce Azevedo.
O IX Festival de Órgão de Lisboa é organizado pela Juventude Musical Portuguesa e no seu âmbito decorrerá a reunião anual da Associação Europeia de Cidades com Órgãos Históricos (ECHO), de que Lisboa faz parte.
Além da capital portuguesa, integram esta Associação Toulouse, que realiza um festival de órgão no final deste mês, Alkmaar (Holanda), Freiberg (Alemanha), Friburgo (Suíça), Gotemburgo (Suécia), Innsbruck (Áustria), Roskilde (Dinamarca), Treviso (Itália), Umag (Suécia) e Saragoça (Espanha).
Fonte: Lusa
18h Mulheres do Século XVIII. A Editora Ela Por Ela lança uma colectânea de livros da autoria de um núcleo de investigadores de diversas áreas, em que as mulheres são pretexto para explorar temas pouco visitados daquela época. Na Biblioteca-Museu República e Resistência (R. Alberto de Sousa 31, Zona B do Rego).
19h A Praga Maravilhosa. Inauguração de uma exposição de pintores colombianos que viveram em Paris na década de 80. No Museu da Água - Estação Elevatória dos Barbadinhos (a Santa Apolónia).
21h30 2 Amores. Uma comédia da autoria de Ray Cooney, que marca o regresso da dupla José Pedro Gomes e António Feio. Em cena de terça a sábado, às 21h30, e aos domingos, às 16h30, no Teatro Villaret.
21h30 Optimus Open Air 06. A segunda edição do evento apresenta até domingo filmes ao ar livre, num recinto dotado com o maior ecrã do mundo, na Doca de Santos. Hoje passa Dick e Jane, Ladrões sem Jeito, de Dean Parisot, com Jim Carrey e Téa Leoni. Os bilhetes custam 9 euros. Portas abrem às 20h.
23h30 Poesia na Barraca. Maria do Céu Guerra lê poemas de João Pedro Grabato Dias. No Teatro Cinearte (Lg. de Santos, 2). Entrada: 3 euros.
Por José António Cerejo, no Público
A Câmara de Lisboa está a ponderar a possibilidade de vender seis palácios e sete quintas que fazem parte do património municipal. Para poder avançar com os respectivos processos logo que haja decisões políticas nesse sentido, o vice-presidente da câmara, Fontão de Carvalho, solicitou aos serviços um conjunto de pareceres sobre aquilo que é possível construir em cada uma das 13 propriedades em questão.
Para além do Palácio Pombal e da Quinta de Nossa Senhora da Paz - cuja venda em hasta pública será discutida e votada na reunião do executivo camarário de amanhã -, o gabinete do vice-presidente e vereador das Finanças confirmou ao PÚBLICO que está a ser preparada a "eventual alienação" dos palácios Marim Olhão, Marquês de Tancos, Benagazil, Pancas Palha e Alameda das Linhas de Torres 154/156, bem como das quintas das Flores, dos Alfinetes, das Fontes, de Santa Catarina e do Pombeiro e ainda de uma parcela de terreno cedida ao Museu da Criança junto à Av. Gago Coutinho.
Um dos passos já dados com vista à venda em hasta pública destes imóveis foi a elaboração de pareceres, no quadro do Departamento de Planeamento Urbano, a pedido de Fontão de Carvalho, que estabelecem a edificabilidade permitida pelo Plano Director Municipal (PDM) e outros instrumentos de ordenamento em cada uma das propriedades.
"A solicitação destes pareceres prende-se com a necessidade de fazer uma avaliação das propriedades para preparar uma eventual alienação das mesmas", explicou o porta-voz de Fontão de Carvalho. De acordo com a mesma fonte, "a câmara pretende garantir também que as edificabilidades originais serão mantidas, impedindo a criação de expectativas quanto ao seu aumento junto de quem venha a participar em eventuais hastas públicas para alienação das propriedades".
Reagindo aos preparativos destas operações, o vereador socialista Manuel Maria Carrilho comentou: "É muito preocupante. A concretizar-se, será uma fuga para a frente, que não resolve os gastos da câmara e que agravará os problemas da cidade".
A informação final, que sintetiza os 13 pareceres produzidos, tem data de 31 de Agosto e não permite grandes euforias quanto ao efeito que a venda destas "jóias" possa vir a ter nas depauperadas finanças da autarquia.
"Duarte Pacheco era um bruto - tão bruto como visionário -, só sob a asa de Salazar poderia ter feito o que fez, mas a verdade é que ainda hoje Lisboa vive à conta do legado que deixou nos poucos anos em que presidiu aos destinos da cidade. Boa parte do património municipal de terrenos - a começar por Monsanto - existe porque ele expropriou, planeou, construiu e legou. Sem muitos dos terrenos que espoliou - o termo expropriação é benevolente para a sua forma de agir... - a câmara da capital nunca teria podido fazer algumas das obras que fez, quer directamente, quer trocando metros quadrados edificáveis por viadutos ou outras obras (Nuno Abecasis terá sido o primeiro a fazê-lo).
Só que nada é eterno e as loucuras despesistas em que a edilidade se envolveu nos últimos anos (males deixados por Santana Lopes, mas também por quem antes dele usufruiu das benesses das "vacas gordas") estão agora a ser pagas. Quando a câmara se prepara para alienar palácios históricos e classificados, assim como algumas das quintas que possui, percebe-se que já não estamos perante uma política inteligente e estruturada de tirar partido de um património eventualmente tão vasto quanto impossível de gerir e conservar, mas a vender os anéis para pagar as dívidas de jogo contraídas na véspera.
Não vale a pena ser fundamentalista: nenhum património da câmara ou de qualquer entidade pública é intocável, mas importa saber se o seu aluguer, a sua alienação ou a sua venda ao desbarato obedece a um critério de racionalidade ou é resultado da irracionalidade. Como fidalgo falido, incapaz de preservar os seus bens, a edilidade até poderia pensar em entregá-los à melhor gestão de outros, públicos ou privados. Bem diferente, contudo, é aquilo que parece estar a acontecer: começar por avaliar o potencial urbanístico dos terrenos, ou a capacidade máxima instalável nos palácios, agindo depois como um vulgar agente imobiliário. E valha-nos que ainda existe Plano Director, que este estabelece limites e impõe regras, senão o agente imobiliário acabaria em mais um especulador, como tantos que a cidade tem."
José Manuel Fernandes, no Público
As avenidas General Norton de Matos (vulgo Segunda Circular) e da Índia são as artérias mais perigosas de Lisboa. A primeira é a via onde se registou maior número de acidentes (166) e a segunda a mais fatal, contabilizando quatro vítimas mortais, desde o início do ano até Agosto.
E, apesar de os números da PSP, a que o DN teve acesso, indicarem um decréscimo no total da sinistralidade urbana em relação a igual período do ano passado, a verdade é que até ao passado dia 14 morreram nas ruas da capital 44 pessoas. Mas há mais: 593 foram atropeladas e 2336 sofreram ferimentos graves ou muito graves.
Olhando para as estatísticas, a maioria dos acidentes na Segunda Circular ocorreu no período entre as 13.00 e as 19.00. Curiosamente, e numa artéria que não foi concebida para ter circulação de peões, registaram-se quatro atropelamentos. Ainda assim, não há sinais de vítimas mortais. Já na Avenida da Índia, registaram-se 45 acidentes rodoviários. No currículo da via mais mortal de Lisboa contam-se ainda dois atropelamentos, três feridos graves e dez ligeiros.
No ranking das artérias mais mortais, em segundo lugar encontram-se as avenidas Infante D. Henrique, 24 de Julho, o IC 17 (CRIL), a Rua Tristão Vaz e o Campo Pequeno, todos com uma vítima mortal. No que toca às ruas com maior número de atropelamentos, a Avenida Fontes Pereira de Melo contabiliza nove, seguida da Alamenda das Linhas de Torres, com oito, a Avenida de República, com sete, a Avenida Infante D. Henrique, a Estrada de Benfica e a Avenida do Colégio Militar, com três atropelamentos cada.
Quando se fala em artérias com mais acidentes, e sendo que a Segunda Circular ocupa a liderança, o Campo Grande é outro problema. Aqui a PSP registou 82 sinistros e cinco atropelamentos, tendo a maioria dos acidentes ocorrido entre as 09.00 e as 15.00. O Eixo Norte/Sul, em terceiro lugar, contabiliza um atropelamento e 80 acidentes. Nesta via lisboeta é nas horas de ponta que se verifica a maioria dos sinistros (das 07.00 às 11.00 e das 16.00 às 19.00).
A colisão e o despiste continuam a ser as principais causas de sinistralidade urbana. Causas estas que, na sua maioria, estão quase sempre ligadas ao excesso de velocidade. Assim, e de um total de 8717 acidentes registados pela polícia, 8134 foram por colisão ou despiste.
Surpresa
Quando Lisboa vive a sua Semana da Molidade, o DN questionou a autarquia sobre estas estatísticas e possíveis soluções. "Tivêmos conhecimento destes dados através do DN, apesar de os termos pedido há já algum tempo", garantiu ao DN Marina Ferreira. Ainda assim, a vereadora da Mobilidade mostrou-se satisfeita pelo decréscimo que se verificou entre este ano e no anterior, mas, diz, "a diminuição da sinistralidade na cidade de Lisboa continua a ser uma forte aposta para a câmara".
Sobre o excesso de velocidade e uma possível descida dos limites, Marina Ferreira recusa, para já, a necessidade de diminuir a velocidade dentro da cidade, até porque, "estamos a falar do limite máximo de velocidade. O condutor tem que saber avaliar o estado da via e as condicionantes que lhe aparecem à frente. As pessoas têm de cumprir o que está na lei". A responsável sublinha ainda a importância dos 21 radares que vão ser instalados pela cidade: "Este radares terão uma função preventiva".
Fonte: Diário de Notícias
Ao contrário do prometido, ainda não foi hoje que a Câmara de Lisboa conseguiu abrir parte das últimas novas piscinas da cidade, em Campo de Ourique, Rego e no Casal Vistoso, na zona das Olaias. Em contrapartida, encerraram já as velhas piscinas dos Olivais e do Campo Grande, o mesmo devendo acontecer com a do Areeiro dentro de dias, apesar de ainda nem terem sido lançados os concursos públicos que vão permitir obras de reabilitação ou mesmo de substituição.
Fonte: Público

Do Público
José Sommer Ribeiro, director da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva desde a sua abertura, morreu sábado em Lisboa, em consequência de um cancro. Tinha 82 anos. É unânime o seu papel determinante na arte em Portugal. Foi fundamental na criação da colecção do Centro de Arte Moderna.
Sommer Ribeiro, que nasceu em Lisboa a 26 de Junho de 1924, teve uma vida ligada à arquitectura e às artes plásticas. Como arquitecto (tirou o curso na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa), foi co-autor do relatório para a localização da sede e do museu da Fundação Calouste Gulbenkian, para além de mais tarde ter feito parte da equipa dos arquitectos que venceram o concurso - Rui Atouguia, que também morreu em 2006, Alberto Pessoa e Pedro Cid. Foi responsável pela equipa que concebeu os interiores da sede e do museu. Foi ainda co-autor do projecto de arquitectura do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão (CAMJAP), em colaboração com Leslie Martin.
Tem outros projectos significativos: a co-autoria da Residência André de Gouveia na Cidade Universitária de Paris e da Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, e desenhou a Casa de Bocage, em Setúbal, e o Museu de Óbidos.
A Gulbenkian
Nas artes plásticas, desempenhou um papel importante na Gulbenkian, onde a partir de 1969 foi director do Serviço de Exposições e Museografia. Em 1981 tornou-se o primeiro director do CAMJAP, de onde saiu em 1993 para se tornar o primeiro (e único até hoje) director da Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, onde era também administrador.
Segundo Jorge Molder, actual director do CAMJAP, José Aleixo da França Sommer Ribeiro, nome completo, teve "um papel completamente decisivo" nas artes em Portugal, "de reestruturação em termos globais". Foi ele, diz Molder, o primeiro a "organizar de um forma sistemática exposições antológicas e retrospectivas de artistas portugueses", como António Sena, Jorge Martins, Júlio Pomar, Alberto Carneiro, entre muitos outros. "A configuração da arte em Portugal passa por ele", acrescenta Molder sobre o seu antecessor.
Ainda segundo Jorge Molder, Sommer Ribeiro teve também um "papel decisivo na constituição da colecção do CAMJAP" e na "operação Amadeo" - sem a sua acção as obras de Amadeo de Souza-Cardoso não estariam na colecção.
O pintor Jorge Martins considera também que José Sommer Ribeiro teve "uma importância de grande relevo na arte portuguesa". "Fez um trabalho notável na Gulbenkian e depois no Centro de Arte Moderna. Era uma figura que precedeu a actual figura dos comissários, um homem multifacetado, muito aberto, com muita cultura. Não há muita gente com a sua abertura e a sua capacidade de organização."
José Sommer Ribeiro organizou mais de 600 exposições em Portugal e no estrangeiro. Foi também comissário da representação portuguesa na Bienal de São Paulo desde 1969 até 1996. Regeu ainda a cadeira de Exposições e Instalações do Mestrado em Museologia e Património, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, entre 1993 e 95.
A Fundação Vieira da Silva
Foi também ele que "esteve na génese" da Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, diz Marina Bairrão Ruivo, conservadora da fundação, e "nas negociações com Vieira da Silva. "A todos os níveis o seu envolvimento e o papel dele foram decisivos. Foi o elo entre a Vieira e o Governo [na altura liderado por Cavaco Silva]." A fundação abriu em 1994 e desde aí, Sommer Ribeiro "esteve sempre presente no que toca a Portugal e a Vieira. Organizou as grandes retrospectivas de Arpad e Vieira da Silva em Portugal". Para Marina Bairrão Ruivo, a fundação "fez um percurso, graças a ele, muito positivo. Sem ele talvez não existisse. Sem ele não era tal como é hoje." Foi também graças às ligações a Jorge de Brito que na fundação estão as obras de Vieira da Silva que fazem parte da colecção do empresário.
Qual vai ser o futuro da fundação? "No fundo é o que já era. O problema é financeiro [o orçamento é de 400 mil euros, menos 30 a 40 por cento, diz, do valor atribuído pelo Ministério da Cultura há 12 anos]. Estamos à espera do mecenato para poder fazer projectos mais sólidos. E há o problema da colecção Jorge de Brito." O coleccionador morreu já este ano e a fundação está num impasse, sem saber o que querem fazer os herdeiros. A saída das cerca de 20 obras será uma perda enorme para o museu.
Sommer Ribeiro, que deixa mulher e duas filhas, é hoje cremado no cemitério do Alto de São João, às 14h30. Antes, há uma missa de corpo presente na Basílica da Estrela (12h30). Segundo a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, morreu um homem "que ajudou a mudar nos anos 60/70 o panorama das águas relativamente estagnadas das artes plásticas em Portugal". Para Pires de Lima, Sommer Ribeiro tinha "um espírito muito vanguardista, era um grande dinamizador", e tinha "uma visão de cultura muito avançada para o seu tempo".
A peça, da autoria de António José da Silva (O Judeu), transforma um dos mais célebres mitos trágicos numa comédia para todos os públicos. Um espectáculo de marionetas em cena no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.
Teatro Nacional D. Maria II. Pr. D. Pedro IV. Até 24 Setembro. De 3ª a sáb. às 21h30, dom. às 16h.
Tel.: 213250835. Bilhetes: 7,5 a 15 euros.
A exposição Ecos de Velázquez parte de um projecto realizado por Roberto Lopes e José Mª Guerrero. Através da escultura, os dois artistas oferecem a possibilidade de entrarmos em aspectos sociais que simbolizam a própria forma do seu contexto cultural.
Museu nacional do Traje. Largo Júlio de Castilho. Até 24 Setembro. 3ª a dom. das 10h às 18h. Tel.: 217590318. Bilhetes a 3 euros.
O Olissipo um link de luxo? É um excesso que obviamente agradeço, mas um excesso.
O Luís Novaes Tito pergunta pela Cow Parade. Será que os simpáticos animais recolheram ao estábulo?
Requalificar jardins e canteiros, restaurar fontes e lagos, substituir o mobiliário urbano, eliminar o estacionamento à superfície, impedir o trânsito nas faixas laterais ou alargar os passeios pedonais são algumas mudanças que poderão acontecer na Avenida da Liberdade, a partir do final do próximo ano. O projecto para recuperar esta artéria levou 16 anos a ser elaborado, mas poderá finalmente sair do papel em 2007.
O Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE) está em avaliação na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional e, se tudo correr de acordo com o calendário da câmara, entrará em vigor no último trimestre do próximo ano. O projecto prevê alargar os passeios da avenida até 7,5 metros, suprimir o trânsito nas faixas laterais e construir um espaço para cargas e descargas em cada quarteirão da avenida.
Acabar com o estacionamento nas vias laterais da avenida implica retirar cerca de 660 lugares. Como alternativa serão construídos três parques subterrâneos com 220 e 260 lugares cada. Segundo a autarquia, os três equipamentos serão suportados pelos promotores do Campo Pequeno no âmbito de um acordo estabelecido para reabilitar a praça de touros.
A área de intervenção do PUALZE não se esgota na Avenida da Liberdade: estende-se para as Portas de Santo Antão, Bairro São José, Restauradores, Rua da Glória ou do Salitre. Para estas zonas estão igualmente previstos três parques subterrâneos para os residentes: na Travessa de Santa Marta, na Rua do Passadiço e no Largo da Oliveirinha. Junto ao Mercado do Rato e na Rua do Salitre irão também ser construídos dois parques destinados ao estacionamento público.
A Rua Rosa Araújo será parcialmente destinada ao uso de peões: os passeios serão alargados, mas o troço final permanecerá aberto ao tráfego. O mesmo acontecerá no Largo da Anunciada, embora se admita a circulação do trânsito entre a Rua São José e a Avenida da Liberdade. Por outro lado, a zona pedonal da Rua Portas de Santo Antão vai estender-se até ao Pátio do Tronco, que terá pavimento novo e fachadas de edifícios recuperadas. A maioria dos rés-do-chão dos prédios neste largo será destinada ao comércio e à restauração.
O Jardim do Torel será ampliado e ficará ligado por um caminho pedonal que vai unir a Rua do Telhal e a Calçada da Lavra. Criar uma área verde com vista panorâmica nos terrenos do Ateneu Comercial - entre a Rua de Santo Antão, Calçada da Lavra e Beco de São Luís da Pena - é outro objectivo do PUALZE, que pretende incluir dentro deste conjunto o Palácio de Rio Maior. Estes são alguns dos principais traços do projecto desenhado para a Avenida da Liberdade, que contará com um investimento total de 57 milhões de euros.
Fonte: Diário de Notícias
Por Katia Catulo, no Diário de Notícias
A inflação foi o único sinal de progresso que entrou na loja n.º 3 da Avenida da Liberdade, em Lisboa. Em 1975, uma ginjinha no Rubi custava 50 centavos; hoje, por cada cálice aviado atrás do balcão, paga-se um euro. "Tudo o resto está na mesma", garante Cândido Antunes, a trabalhar nesta casa há pouco mais de 30 anos. Desde as paredes salpicadas de gordura até à garrafeira exposta nas prateleiras de cima.
Não é o caso da Avenida da Liberdade, que perdeu o que de melhor teve nas últimas décadas: primeiro, os moradores, que foram morrendo e, mais tarde, os visitantes, que faziam fila para entrar no Parque Mayer ou no cinema São Jorge. A conversa, admite o empregado do Rubi, é de quem nunca entrou "numa dessas lojas chiques" da avenida.
Há quem venha de propósito gastar cheques e visas em malas de marca francesa, fatos de corte italiano ou calçado em pele certificada. Lucília Lupaço coordena quatro lojas "topo de gama" na Avenida na Liberdade - Timberland, Burberry, Furla e Betty Barclay - e garante que, se mais espaço tivesse, mais clientes teria: "É o melhor sítio para se ter um negócio direccionado às classes com elevado poder de compra."
Podem vir ciclos de cintos apertados que a crise mantém-se sempre distante das montras da Louis Vitton, Ermenegildo Zegna, Donaldson e outras casas de requinte na avenida: "As recessões económicas vêm e vão sem nunca afectarem os clientes que frequentam as nossas casas", diz Lucília. Com a mesma facilidade que compram uma bota amarela da Timberland por 180 euros, levam para casa uma mala da Burberry por dez vezes mais.
Mas, no cimo da Avenida da Liberdade, há dias em que Cândido Antunes nem espera pelo anoitecer para fechar o Rubi: "Durante o dia ainda entram algumas pessoas que estão de passagem mas, depois das 19.00, quase ninguém passa por aqui." Nada que se pareça com as noites de teatro do Tivoli ou da revista do Parque Mayer, "há uma boa dúzia de anos".
Nessa altura, o Rubi só fechava depois das três ou quatro da madrugada: "As ginjinhas saíam umas atrás das outras, noite inteira sem pausa para descanso." E no n.º 3 da avenida só entravam clientes de "categoria": Eugénio Salvador, o fadista Fernando Maurício, Raul Solnado, Nicolau Breyner e até Humberto Madeira. "Humberto quem?", a dúvida surgiu ao fundo do balcão. "Ó menina, então não sabe quem é o homem que entrou nas Capas Negras ou no Grande Elias?", rezinga o empregado. É por "essas e por outras" que se vê que os "grandes momentos" da avenida não voltam mais.
Cândido Antunes está numa ponta e Lucília Lupaço na outra, mas ambos estão convencidos de que a avenida deveria recuperar a tradição de passeio público. "Faltam condições para se poder instalar esplanadas ou zonas de lazer. É por isso que os nossos clientes fazem as compras e vão embora", conta Lucília. Não fossem os arrumadores e os sem-abrigo, o Rubi poderia ter mais pessoas: "A avenida está decadente e isso afasta os fregueses", critica Cândido.
O principal eixo de Lisboa envelheceu, mas em muitos aspectos permanece igual. Há 25 anos que Nuno Ferreira está à porta do Hotel Tivoli - o primeiro a ser construído nesta artéria, em 1933. Desempenha funções de porteiro, mas faz questão de usar a terminologia francesa: "Sou um voiturier". De cartola, luva branca e fraque, Nuno tem tudo para que a Avenida da Liberdade não perca de vez o requinte do início do século.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, anunciou hoje que vai pedir uma auditoria da Inspecção-Geral de Finanças às contas da empresa municipal EPUL, em cujos actuais administradores reafirmou a sua confiança.
Em comunicado, citado pela Lusa, o autarca afirma esperar que os "actos praticados no passado por anteriores administrações" sejam "cabalmente apurados". Para isso, Carmona Rodrigues pediu ao ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, para que este providencie "com carácter de urgência" uma auditoria à Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) pela Inspecção-Geral das Finanças.
A EPUL está na mira da Polícia Judiciária, que no dia 8 pediu acesso às actas das reuniões do conselho de administração da empresa desde 2003. A empresa foi alvo de polémica recentemente por existirem suspeitas de prémios de gestão pagos indevidamente a administradores.
A Câmara de Lisboa garantiu que os administradores devolveram os prémios relativos a 2004 e 2005, "a título preventivo", em resposta a uma resolução do Conselho de Ministros que impede os administradores de empresas públicas de receber prémios relativos àqueles anos. Os prémios foram atribuídos pelas empresas Imohifen e GF, participadas pela EPUL, e onde os quatro administradores em causa também exerciam funções.
"Reitero a minha confiança nos membros da actual administração da EPUL", afirmou também o presidente da Câmara da capital. Carmona Rodrigues quer ainda acelerar a reorganização do grupo empresarial EPUL e exigiu à administração, "no prazo de 90 dias", um relatório com propostas nesse sentido.
Fonte: Lusa
Requalificar jardins e canteiros, restaurar fontes e lagos, substituir o mobiliário urbano, eliminar o estacionamento à superfície, impedir o trânsito nas faixas laterais ou alargar os passeios pedonais são algumas mudanças que poderão acontecer na Avenida da Liberdade, a partir do final do próximo ano. O projecto para recuperar esta artéria levou 16 anos a ser elaborado, mas poderá finalmente sair do papel em 2007.
Fonte: Diário de Notícias
Perto de 700 utilizadores de bicicleta uniram ontem Belém ao rio Trancão, em Lisboa, numa iniciativa do Grupo de Estudos do Ordenamento do Território e do Ambiente (GEOTA). A associação ambientalista pretendeu sensibilizar a autarquia para a criação de um corredor verde naquela zona ribeirinha. O espaço junto à Torre de Belém parecia pequeno para tantas bicicletas. O GEOTA tinha 410 inscrições, mas à última hora apareceram mais 300 participantes. O pelotão incluiu diversos convidados, entre quais os presidentes da CP e do Metro. Por motivos de agenda, quer a câmara, quer a Administração do Porto de Lisboa (APL) não participaram no evento.
Fonte: Diário de Notícias
(Carro de combate a incêndios da companhia Carris de Ferro de Lisboa, existente na estação das Amoreiras)
Fotografia de Eduardo Portugal, Arquivo Municipal
É constituída a Companhia Carris de Ferro de Lisboa.
Um vai ser um taxista bígamo, o outro o vizinho que o tenta ajudar a sair das confusões em que se mete. A partir de terça-feira estão no palco do Teatro Villaret, em Lisboa, com a peça "2 Amores". São uma dupla de sucesso
porque fazem muita conversa da treta. Como o típico português. António Feio e José Pedro Gomes.
Começar a Acabar tem como ponto de partida uma dramaturgia elaborada por Beckett, em 1970, a partir de várias obras. É um monólogo sobre a morte, centrado no percurso de um homem que está a morrer e que, até lá, vai contando as suas histórias.
Teatro Nacional D. Maria II. Praça D.Pedro IV.
Até 1 Outubro. 3ª a sáb. às 21h45 e dom. às 16h15.
Tel.: 213250827. Bilhetes a 10 euros.
O aumento de três para cinco euros do ingresso no castelo de São Jorge, em Lisboa, foi mal aceite pelos moradores da freguesia. Embora não pague a entrada, porque reside na capital, Augusto Esteves considera "um escândalo" o preço cobrado pela Empresa de Gestão dos Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC). Ainda por cima, adiantou,"o pavimento à volta da estátua está todo levantado, o que é um perigo para os visitantes".
Também José Rebelo é da opinião de que o valor da entrada no monumento é excessivo "Acho um roubo, ainda se, ao menos, tivessem feito obras. Além disso, não sei o que fizeram aos animais, como os pavões, que andavam lá dentro", disse ao JN, enquanto a fila para compra de bilhete engrossava.
Com efeito, o castelo encontrava-se ontem cheio de visitantes, na maioria turistas estrangeiros que, de máquinas fotográficas em punho, se entregavam à captura de imagens da cidade e do Tejo. Outros preferiram dar um salto à Torre de Ulisses (câmara escura) ou à Olisipónia, dois equipamentos cuja visita está integrada no preço de ingresso no castelo.
Mas mesmo assim, Júlia e Paulo, que resolveram passar a tarde a visitar o local, acharam muito elevado o valor do bilhete. "Nós, por exemplo, não vamos à Torre de Ulisses nem à Olisipónia e temos de pagar cinco euros".
Opinião diferente tem Rodrigo Sampaio "Em todos os países da Europa é normal pagar-se cinco ou mais euros para visitar monumentos e aqui até há a vantagem de os lisboetas não pagarem. Não sou nada contra".
Fonte: Jornal de Notícias
A população da freguesia do Castelo, em Lisboa, decidiu aceitar a flexibilidade e abertura mostradas pela Câmara de Lisboa relativamente à questão do encerramento definitivo ao trânsito daquela zona, revelou ao JN, o presidente da Junta de Freguesia, Carlos Lima.
O anúncio do fecho foi feito no início da semana pela vereadora da Mobilidade, Marina Ferreira, e deixou os populares indignados com a medida. Vários habitantes lamentaram a situação e afirmaram que a partir de amanhã - data da entrada em vigor da acção - iriam ficar isolados.
Na sexta-feira à noite (após uma reunião entre Carlos Lima e Marina Ferreira realizada quarta-feira, onde a vereadora terá mostrado disponibilidade para aceder às solicitações da população), elementos da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), da autarquia e o próprio Carlos Lima realizaram um encontro com moradores do Castelo.
"Houve alguma abertura por parte da Câmara e ontem (anteontem) a população colocou muitas questões", contou Carlos Lima ao JN. "A autarquia concordou com as soluções e hoje (ontem) já estão a ser distribuídos os dísticos para os carros".
A questão da segunda viatura (quem tem mais de um carro não tinha autorização para estacionar dentro do perímetro fechado) ainda não está resolvida, mas "existe flexibilidade em relação a isso", afirmou o autarca.
Também o facto de os familiares dos moradores só terem meia hora para estar dentro do castelo foi revista e o período aumentado. "Com uma população envelhecida é natural que as visitas dos filhos não se limitem e 30 minutos", considerou Lima.
"As pessoas já não sentem que vão ficar tão enclausuradas", rematou o autarca, adiantando, que o preço para residentes no parque das Portas do Sol diminuiu. No entanto, "esta questão ainda irá ser revista", garantiu.
Fonte: Jornal de Notícias
De um trabalho de Diana Ralha , publicado hoje no Público
O diagnóstico traçado em 2001, num estudo encomendado pela autarquia no âmbito da revisão do Plano Director Municipal, revela que o ponto de partida não é animador: a capital tem praticamente o mesmo número de habitantes que em 1930. De 1991 a 2001, perdeu cem mil habitantes e 34 mil postos de trabalho. Comparativamente a outras capitais europeias e nas últimas duas décadas, Paris perdeu apenas 1,2 por cento, Madrid 9,7 por cento e Londres ganhou 7,1 por cento de população. Lisboa, no mesmo período, perdeu cerca de 30 por cento. A degradação dos edifícios é um dos principais factores de perda de população. E, também, a especulação imobiliária que coloca os preços de venda da habitação ao nível de Paris, Londres e até Nova Iorque. Mas há entre 40 a 70 mil casas vazias na cidade.
Fonte: Público
Carmona Rodrigues, presidente da Câmara de Lisboa, quer a capital no pelotão das dez cidades mais competitivas da Europa. Garante que "Lisboa já se vende bem" e que, no final deste mandato, serão dados passos importantes para que a cidade que viu nascer e que baptizou a estratégia de Lisboa, dê o exemplo aos restantes estados-membros e recupere do atraso considerável que leva no sector da investigação e desenvolvimento e na economia baseada no conhecimento - o único caminho para ser sustentável e competitiva.
Fonte: Público
Quadros das trezentas maiores multinacionais do imobiliário estão em Lisboa até terça-feira para debater a expansão dos seu negócios. É o momento de os convencer das potencialidades de uma capital que é considerada segura e barata para a abertura de escritórios.
Domingo na Cidade, por Pedro Correia, no Corta-Fitas.
Praça das Flores, por Torquato da Luz, no Ofício Diário.
Morre Manuel da Maia, um dos obreiros da reconstrução da cidade de Lisboa após o terramoto de 1755.

A Câmara Municipal de Lisboa vai propor na próxima quarta-feira a venda do Palácio Pombal, na rua do Século, através de hasta pública. A proposta é do vice-presidente Fontão de Carvalho e determina, "como preço base de licitação", o valor base de seis milhões de euros.
A proposta de alienação deste palácio, consta já da ordem de trabalhos para a reunião de câmara de quarta-feira, tal como a proposta de alienação da Quinta da Nossa Senhora da Paz. O Palácio Pombal foi construído entre os séculos XVII e XVIII, sendo oficialmente o Palácio dos Carvalhos e que terá sido levantado, em estilo chão, por Sebastião de Carvalho e Melo, o avô do futuro Marquês de Pombal.
A proposta de Fontão de Carvalho reconhece o "inquestionável valor histórico e arquitectónico" de um edifício classificado como "imóvel de interesse público". O documento confirma ainda que, no palácio, "actualmente decorrem obras de conservação e consolidação do imóvel", mas defende que "a sua reabilitação total, face ao elevado custo, deverá decorrer do seu uso futuro, podendo ser realizada através de investimento privado".
Paulo Ferrero, do Fórum Cidadania Lisboa, disse ao DN que "esta é uma má política. A câmara está a vender tudo e qualquer dia vende os Paços do Concelho". Paulo Ferrero acrescenta que o movimento vai enviar uma nota ao presidente da CML, Carmona Rodrigues, "a pedir para que não venda um dos palácios mais importantes da cidade".
Manuel Maria Carrilho, vereador do PS na autarquia mostra-se incrédulo: "não quero acreditar. É de uma incrível irresponsabilidade, a venda de património municipal não devia nunca ser feita sem sentido estratégico, para tapar buracos. Estão a fazer a cidade pagar pela gestão ruinosa dos últimos anos", sublinhou.
José Sá Fernandes, vereador eleito pelo BE, considera que o "Palácio Pombal é uma das jóias da cidade, um edifício património e será um erro crasso" optar pela sua alienação. "Sei que a câmara tem um passivo enorme, mas a solução não pode passar pelas jóias da cidade", diz. Sá Fernandes acrescenta que já tinha apresentado uma proposta também para a Quinta de Nossa Senhora da Paz, "que está abandonada, mas não em mau estado e podia fazer-se ali o museu da criança. Era uma solução de três em um: fazia-se o museu, recuperava-se o património e permitia a venda dos terrenos " de Chelas, local previsto para o Museu da Criança. Ruben de Carvalho, do PCP, disse que "a posição de princípio é contra a venda de património, e tratando-se de edifícios com valor histórico, será mais complicado".
Sobre o seu uso, a proposta do vice-presidente da autarquia refere que, "poderá ser afectado ao uso terciário, equipamentos colectivos ou habitacional", referindo que "deverão ser objecto de recuperação ou restauro elementos notáveis que contribuam" para o seu valor patrimonial. O documento acrescenta que "poderá ser considerada uma ampliação das águas furtadas com fundamento num desenho contextual e de acordo com o estudo das fachadas confinantes".
Fonte: Diário de Notícias
Estacionar em Lisboa vai ser mais caro. O défice da CML é astronómico, a EPUL tem de pagar inúmeras comissões, os assessores são às centenas e quem paga é o Zé. Ainda não chega, Eng. Carmona?!
Eram inauguradas, em Lisboa, as primeiras estações de telégrafo, no Terreiro do Paço, nas Cortes, no Palácio de São Bento, e nas Necessidades.

Em 1276, a eleição do português Pedro Hispano, Pedro Julião, para Papa, era tornada pública. Cinco dias depois, a 20 de Setembro, o cardeal português assumia o cargo supremo da Igreja, com o nome de João XXI. Pedro Julião nasceu em Lisboa em 1215, distinguiu-se como médico, pedagogo e matemático. Estudou na escola da catedral de Lisboa e na Universidade de Montpellier. Ensinou na Universidade de Siena, escreveu as "Summulae Logicales", manual de referência da lógica aristotélica, na Idade Média, e desempenhou as funções de arcebispo de Braga, antes de ascender a Cardeal de Frascati.
As ruas entre o Rossio e a Praça de Espanha serão encerradas ao trânsito em geral a 22 de Setembro, o Dia Europeu Sem Carros, anunciou hoje a Câmara Municipal de Lisboa em comunicado.
As ruas das Portas de Santo Antão, de São José e de Santa Marta, o Largo Andaluz, a Rua de São Sebastião da Pedreira, o Largo de São Sebastião da Pedreira e a Rua Dr. Nicolau de Bettencourt, serão interditas ao trânsito em geral no último dia da Semana Europeia da Mobilidade (22 de Setembro).
No eixo que liga o Rossio à Praça de Espanha serão no entanto mantidos os atravessamentos das ruas do Telhal/Pretas, rua do Conde Redondo, dos largos Andaluz e de São Sebastião da Pedreira e da rua Marquês da Fronteira, adianta o comunicado enviado pela Câmara lisboeta. Apesar de encerradas ao trânsito em geral, serão garantidos os acessos a veículos de emergência e a saída de veículos estacionados. O comunicado enviado pela Câmara de Lisboa revela ainda que a ala Norte da Praça do Comércio estará encerrada ao trânsito no dia 24 de Setembro.

A Polícia Judiciária não está excessivamente presente na vida da Camara Municipal de Lisboa, para o que seria normal? Bragaparques, Infante Santo, EPUL... um fartote. Esta é uma situação anormal, que merecia explicações públicas e detalhadas de Carmona Rodrigues.
Uma exposição na Hemeroteca de Lisboa evoca, a partir de segunda-feira, a inauguração do caminho-de-ferro em Portugal, através de gravuras, jornais e revistas da época, bem como de material ferroviário. Intitulada "De Lisboa ao Carregado há 150 anos: Impacto na imprensa da época", a mostra, que conta com a colaboração da Fundação do Museu Ferroviário e do Clube de Entusiastas do Caminho-de-Ferro, apresentará também um vídeo da construção de uma locomotiva a vapor, indicou à Lusa Jorge Trigo, da Hemeroteca.
Fonte: Lusa
O movimento de lisboetas Fórum Cidadania Lisboa manifestou hoje satisfação com o encerramento da zona histórica do Castelo ao trânsito automóvel a partir de segunda-feira, afirmando que estas medidas "só pecam por tardias e escassas". O encerramento definitivo daquelas ruas ao trânsito para não residentes entra em vigor segunda-feira, por ocasião da Semana Europeia da Mobilidade, anunciou a Câmara de Lisboa. O Fórum Cidadania defende medidas idênticas, como restrições ao trânsito e ao estacionamento, para toda a baixa da cidade, desde o Marquês de Pombal ao Terreiro do Paço, tal como nas encostas da Sétima Colina e do Castelo de São Jorge.
Fonte: Lusa
O primeiro torneio internacional de "skate" realizado em Portugal decorre de sexta-feira a domingo no Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa, acolhendo uma demonstração inédita de "parkour", uma nova actividade física praticada nas ruas. Durante os três dias, entre as 14:00 e as 19:00, o centro "No Ar e Sobre Rodas", na Alameda Keil do Amaral, será palco de "manobras arrojadas, música, muita acção e adrenalina", anuncia a página da Internet que divulga o evento (www.lisbonsk8cup.com).
Nove juntas de freguesia de Lisboa lideradas pelo PSD decidiram unir-se para apresentar uma proposta conjunta à Carris, no âmbito da reestruturação da rede que tem gerado protestos da população.
18h30 Música ao Vivo no Cinema São Jorge. Durante o mês de Setembro, oportunidade de assistir a concertos gratuitos de música ao vivo, na renovada cafetaria do cinema. Hoje há jazz com Bárbara Lagido (voz), Zé Soares (guitarra), Flápi (saxofone/flauta), Gustavo Roriz (contrabaixo) e Alexandre Alves (bateria).
18h30 O Guitarrista. Apresentação do último romance de Luis Landero, Prémio da Crítica de Espanha, editado pela Texto Editores. No Auditório do Instituto Cervantes de Lisboa (Rua de Santa Marta, 43 F). Entrada livre.
21h30 Gata Borralheira. Uma adaptação para teatro do conto original de Robert Walser, com encenação de Ricardo Aibéo. Em cena até dia 20 no Grande Auditório da Culturgest. Bilhetes a 5 e 12 euros.
21h30 Optimus Open Air 06. A segunda edição do evento decorre até dia 24, com a exibição de filmes ao ar livre num recinto municiado pelo maior ecrã do mundo, instalado na Rua da Cintura de Santos. Hoje passa O Código Da Vinci, de Ron Howard. Os bilhetes custam 9 euros. Portas abrem às 20h.
Os 180 alunos da Escola Básica (EB) n.º 109 da Ameixoeira, em Lisboa, vão ter aulas em contentores na EB n.º 31 do Lumiar enquanto durarem as obras de requalificação do estabelecimento de ensino, que só se iniciam este mês devido a atrasos registados no concurso de empreitada.
Durante o período das obras, estimado em três meses e meio, os alunos irão frequentar a Escola do Ensino Básico n.º 31, pertencente ao Agrupamento de Escolas Professor Lindley Cintra, e a autarquia vai financiar os passes das crianças, segundo explicou Pedro Costa, assessor do vereador com o pelouro da Educação, Sérgio Lipari Pinto.
A situação de degradação da escola n.º 109 da Ameixoeira, situada na Azinhaga da Cidade, foi considerada prioritária pela autarquia, que decidiu realizar "obras gerais de beneficiação". As obras deveriam ter começado em Agosto mas, devido "a questões processuais do concurso", sofreram um atraso e só agora vão ser iniciadas, segundo explicou aquele responsável.
Fonte: Público
Santo Condestável e São José associam--se à junta da Lapa e prometem desenvolver acções de protesto conjuntas. A contestação à renovação da rede da Carris iniciada pela Junta de Freguesia da Lapa, que na passada semana interpôs uma providência cautelar com o objectivo de impedir a sua entrada em vigor, está a alargar-se a outras freguesias de Lisboa, entre elas as de Santo Condestável e São José, ambas sociais-democratas.
"Estas juntas quiseram manifestar a sua solidariedade com a iniciativa da Junta de Freguesia da Lapa por compreenderem que se trata de um problema da cidade e que as suas freguesias não são afectadas única e exclusivamente pelo que acontece dentro do seu perímetro", explicou ao PÚBLICO o vogal da junta da Lapa responsável pela área dos transportes, Luís Newton, eleito pelo PSD.
O presidente da Junta de Freguesia de Santo Condestável, Luís Graça Gonçalves, disse ontem que está "de alma e coração com todo o processo" de contestação da renovação da rede da Carris, adiantando que no futuro vão ser desenvolvidas acções de protesto conjuntas.
O autarca diz que a renovação da rede da empresa prejudica os moradores de Santo Condestável, "mais de 50 por cento dos quais têm mais de 55 anos", que desde dia 9 de Setembro "têm de tomar vários autocarros" sempre que se querem deslocar às freguesias vizinhas. Ainda assim, admite que as mudanças nas carreiras de autocarros que afectam directamente a sua freguesia "têm significado, mas não tão profundo como noutras freguesias, como a da Lapa".
Os Prémios da EPUL, por Nuno Gaioso Ribeiro, no Diário Económico
Por Ana Henriques, no Público
Venda de terrenos em concurso público foi alvo de pagamento de elevadas comissões. Um milhão e 300 mil euros voaram dos cofres de uma subsidiária da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) para uma firma privada a título de pagamento de comissões de mediação imobiliária no âmbito de concursos públicos de venda de terrenos.
O caso foi ontem apresentado em conferência de imprensa pelo vereador eleito pelo Bloco de Esquerda José Sá Fernandes, que põe a hipótese de ele configurar tráfico de influências ou gestão danosa. Antes de estar com os jornalistas o autarca foi à Polícia Judiciária entregar documentação sobre o assunto.
Em causa está a venda pela EPUL, entre 2003 e 2005, de três grandes parcelas de terreno através de concurso público, duas delas no Vale de Santo António e uma junto ao novo estádio do Benfica. Sá Fernandes estranha que os três concursos tenham todos sido ganhos pelas empresas de um grande construtor civil falecido este ano num acidente de viação, João Bernardino Gomes. Mas estranha ainda mais que uma sociedade anónima detida a cem por cento pela EPUL, a Imohífen, cujo objecto social é precisamente a mediação imobiliária, tenha recebido uma comissão de dois por cento em cada um dos três negócios - metade da qual entregou, sem justificação, a uma empresa privada também de mediação imobiliária, a Find Land.
Um dos administradores executivos da Imohífen, Manuel Agrellos, é ex-piloto da TAP, empresa em que o proprietário da Find Land trabalha, como comandante. Manuel Agrellos nega qualquer relação de proximidade com o comandante da transportadora aérea. "A TAP tem 500 pilotos, todos nos conhecemos uns aos outros. Mas cada um faz os seus negócios e ele tem idade para ser meu filho", refere. Considerando "normal" que os mediadores imobiliários "dividam comissões entre si", Manuel Agrellos, que é presidente da Federação Portuguesa de Golfe, remeteu mais esclarecimentos para autarquia, que se escusou a dá-los até ao fecho da edição. A Find Land teve idêntica atitude.
Outro facto bizarro relaciona-se com esta empresa só ter sido criada em 2004, contando com quatro empregados e um capital social de cinco mil euros. Mas logo em 2003 ter-lhe-ão sido pagos pela Imohífen, por conta de uma comissão de um por cento no negócio dos terrenos junto ao Benfica, 570 mil euros, segundo o vereador eleito pelo Bloco de Esquerda. O autarca ressalva que não conseguiu obter o relatório e contas da Imohífen relativo a esse ano. Logo a seguir a ter comprado esta parcela à EPUL por 35.525 euros, Bernardino Gomes vende-a a outra empresa, a Fundimo, por 45.600 - um ganho extraordinário para o qual Sá Fernandes chama também a atenção.
Já em 2004 as contas da Imohífen dão conta da transferência de 262 mil euros para a empresa do comandante da TAP, tendo no ano seguinte a Find Land ganho mais 491 mil euros à custa da empresa da CML.
A conferência de imprensa de Sá Fernandes surge após vários administradores da EPUL terem sido obrigados a devolver prémios de gestão de legalidade duvidosa (ver texto nesta página), e ficou marcada pelo inesperado aparecimento no gabinete camarário do BE, em que decorria, de duas vereadoras da maioria, Maria José Nogueira Pinto, do PP, e Gabriela Seara, do PSD. Apesar de ser responsável pela EPUL, esta última recusou-se a prestar esclarecimentos aos jornalistas, preferindo, tal como a sua colega, interpelar Sá Fernandes. O objectivo de Gabriela Seara era deixar claro que tudo aconteceu quando eram outras as pessoas à frente da Câmara de Lisboa e das empresas municipais em causa. Na realidade, no anterior mandato o actual presidente da câmara já desempenhava funções de vice-presidente e parte dos administradores da EPUL e empresas participadas são os mesmos que hoje estão à frente delas.
Nogueira Pinto Sá Fernandes optou por não denunciar o caso na reunião de câmara, algumas horas antes, preferindo fazê-lo junto dos jornalistas - embora tenha observado que, a confirmar-se o que disse o vereador, a situação é "gravíssima". E, quando Sá Fernandes alegou que os insultos que lhe dirigiu um vereador da maioria durante a reunião não permitiram que continuasse a expressar-se livremente, a autarca do PP recordou a sua experiência como deputada na Assembleia da República: "Cada um aguenta-se como pode, eu também estive quatro anos no Parlamento a levar trolha e a dar". O vereador do Bloco invocou também a ausência quer do presidente da autarquia, quer do presidente da EPUL - cuja presença solicitara - para ter optado pela conferência de imprensa.
O vereador do Bloco de Esquerda José Sá Fernandes denunciou ontem o que considera serem suspeitas de "tráfico de influências, gestão danosa e incompetência", ligadas à Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL).
As denúncias vêm na sequência do caso ligado aos prémios atribuídos a administradores da empresa municipal, que também são administradores de duas empresas participadas pela EPUL, e que foram devolvidos por quatro administradores, levantando então a polémica sobre o caso. No entanto, na reunião camarária de ontem, o vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, confirmou que os prémios foram devolvidos de forma definitiva, tal como a oposição já tinha defendido. Fontão de Carvalho adiantou ainda que, fora a EPUL, não há prémios em qualquer empresa municipal e o inquérito em curso do Tribunal de Contas visa todas as empresas municipais.
A investigação a este caso por parte da Polícia Judiciária, que visitou a sede da empresa na sexta-feira, levou Sá Fernandes a pedir mais esclarecimentos ao executivo. Em conferência de imprensa, o vereador eleito pelo Bloco de Esquerda quis denunciar o que "podem ser três casos de extrema gravidade": a venda de terrenos da EPUL ao Sport Lisboa e Benfica, em 2003, para o centro cívico do vale de Santo António, em 2004, e os lotes de terreno também no vale de Santo António, em 2005.
Sá Fernandes diz que "os três concursos públicos foram efectuados sem o loteamento aprovado e tiveram sempre o mesmo vencedor", a empresa de construção civil Bernardino Gomes. O vereador denunciou ainda o pagamento "injustificado" de comissões de mediação imobiliária à IMOHIFEN, uma empresa que pertence à EPUL, que por sua vez partilhou 1% destas verbas com outra empresa privada de mediação, a Find Land, que recebeu assim "um total de 1,3 milhões de euros", acrescentou.
"Porque é que a IMOHIFEN recebeu comissões sobre um concurso público, porque é que as partilhou com a empresa privada Find Land e porque é que na escritura dos lotes de terreno do Sport Lisboa e Benfica se diz expressamente que não houve mediação imobiliária?" questionou.
O vereador entende que "isto é suficientemente grave para ser esclarecido muito depressa", pelo que antes enviou uma carta a pedir esclarecimentos sobre o caso ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues. Depois de ter estado na Polícia Judiciária na tarde de ontem, Sá Fernandes diz que "há graves indícios de tráfico de influências".
Maioria defende-se
Entretanto, a conferência de imprensa, que decorreu no gabinete municipal do BE, tomou uma direcção inesperada, quando as vereadoras Gabriela Seara, do PDS, com o pelouro do Urbanismo, e Maria José Nogueira Pinto, do CDS/PP e com a Habitação Social, entraram para assistir às declarações de Sá Fernandes.
Nogueira Pinto aproveitou para perguntar a Sá Fernandes porque não levantou as questões na reunião de câmara que tinha terminado horas antes e aproveitou para sublinhar que "a questão da IMOHIFEN é nova e se for como diz, é muito grave e devia ser levantada na reunião da câmara, que é a sua casa". O vereador referiu que "o período antes da ordem do dia foi agressivo e com insultos, pelo que não havia condições para pedir esclarecimentos". Já Gabriela Seara perguntou se "alguma das decisões" sobre o pagamento de comissões "foi tomada por este executivo? A resposta é não". Sá Fernandes respondeu à responsável política pela EPUL que "o relatório de contas de 2005 já foi aprovado" pela actual maioria".
Após a reunião camarária, Fontão de Carvalho quis deixar "uma nota sobre o comportamento impróprio" de José Sá Fernandes", que "não quis pedir esclarecimentos sobre a EPUL em sede própria e manteve uma conferência de imprensa em termos que não são dignos desta câmara". Manuel Maria Carrilho, vereador do PS, entende também que a EPUL vive uma situação de "legalidade duvidosa" e de "imoralidade evidente". Carrilho acrescenta que o PS esperava que o presidente da câmara nos desse as explicações que aparentemente não quis dar à comunicação social e, através desta, aos lisboetas".
Fonte: Diário de Notícias
Moradores e comerciantes da freguesia do Castelo, em Lisboa, estão descontentes com o anunciado condicionamento de trânsito para aquela zona histórica. Apesar de reconhecerem a necessidade de ordenar o tráfego, esperam que a Empresa Pública Municipal de Estacionamento (EMEL) seja "flexível" na aplicação do regulamento de acesso e estacionamento. "O Castelo tem características especiais", defende Carlos Lima, presidente da Junta. "Os cerca de 530 moradores são maioritariamente idosos e os quase 11 anos de obras tiram a paciência a qualquer pessoa", reforça. Para Carlos Lima, "há espaço suficiente para todos os carros de moradores e comerciantes". Por isso, "a população não entende a resistência da EMEL a uma aplicação mais flexível das normas".
Em causa está o regulamento que limita a entrada a apenas um veículo por habitação. Limita igualmente a permanência de viaturas de comerciantes e visitantes (de moradores) a uma hora e meia. Mas permite o estacionamento de particulares até cinco horas. "Se um familiar, um amigo, ou até um amante [risos] cá quiser vir, vai ter de pedir à EMEL para ficar mais tempo", desabafa Elvira Oliveira, de 52 anos, moradora e proprietária de uma loja de artesanato. "É escandaloso e uma invasão da nossa privacidade", queixa-se.
Além do castelo, existem perto de meia-dúzia de cafés e lojas de artesanato. Vítor Ferreira, de 38 anos, deixou a actividade na banca e abriu uma loja de artesanato em Maio. Defende que os comerciantes devem ter os mesmos direitos que os moradores. "Uma vez tentei vir de transportes com a minha filha de um ano. Demorei uma hora e meia. Preciso mesmo de trazer o carro", diz.
Ricardo Évora, de 29 anos, nasceu no bairro. Afirma que "não houve uma consulta pública adequada" e critica a falta de planeamento. Este finalista de engenharia civil explica que "há 10 anos criaram expectativas aos moradores. Prometeram um parque de estacionamento. O que está pensado agora vai prejudicar-nos", diz.
A Câmara de Lisboa compreende a falta de paciência destes munícipes, "castigados pelas obras há muitos anos". A assessoria de imprensa da Vereadora Marina Ferreira garante que "todas as zonas histórias têm uma aplicação flexível do regulamento da EMEL". O assunto foi discutido ontem entre a autarquia e a Junta. "Houve alguns mal entendidos, mas vamos ter especial atenção a situações em que esteja em causa o apoio social à população idosa", referiu uma assessora. Na próxima semana, o Castelo irá juntar-se aos bairros históricos com trânsito condicionado. A Câmara incluiu a iniciativa na Semana Europeia da Mobilidade, a decorrer entre 17 e 24 de Setembro.
Fonte: Diário de Notícias
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, inaugura hoje a sede da Agência Europeia de Segurança Marítima, a funcionar em Lisboa desde Maio numas instalações provisórias. A capital portuguesa foi formalmente indicada para acolher a sede da Agência em Dezembro de 2003, na sequência de um acordo alcançado em Bruxelas entre os líderes europeus.
A sede oficial da Agência, que também albergará o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, deverá ser inaugurada em Novembro de 2007, durante a presidência portuguesa da União Europeia.
Os novos edifícios, da autoria do arquitecto Manuel Tainha, serão construídos na Ribeira das Naus, Cais do Sodré, em terrenos do porto de Lisboa, com um custo total previsto de vinte milhões de euros, suportados pela Administração do Porto de Lisboa (APL).
Os dois organismos europeus ficarão a pagar renda à APL durante 25 anos, período durante o qual ficará coberto o investimento. A EMSA nasceu da directiva europeia 1406/2002, integrada no chamado «pacote Erika II» sobre a segurança marítima na Europa, após os desastres ambientais causados pelo derramamento de crude pelos petroleiros «Erika» em Dezembro de 1999, no Golfo de Biscaia, Norte de Espanha, e pelo naufrágio do «Prestige», em 2002, ao largo da Galiza.
Fonte: Diário Digital
A artista plástica Daniela Ribeiro apresenta a partir de hoje em Lisboa uma exposição intitulada "Egocentro", que reúne 50 obras de pintura e fotografia sobre a evolução da humanidade.
"É uma visão sobre a tendência evolutiva da humanidade e sobre como é que nós, humanos, lidamos com ela. Deixámos de ser o centro do Universo e passámos a fazer parte do todo", disse à Lusa Daniela Ribeiro. Na mostra, patente no número 68F da Avenida 24 de Julho, a artista aborda, num trabalho fotográfico e de pintura sobre espelho, a evolução científica humana.
Para tanto, explora a forma como serão, no futuro, o homem e o mundo, à luz das descobertas científicas da actualidade, com base em imagens reais do universo. A exposição, que inclui também um vídeo da NASA (Administração Espacial e de Aeronáutica Norte-Americana) sobre o telescópio Hubble, poderá ser vista até ao fim deste mês, de segunda a quarta-feira entre as 15:00 e as 19:00 e de quinta-feira a sábado das 15:00 às 02:00.
Fonte: Lusa
A maioria na Câmara de Lisboa (PSD/CDS- PP) aprovou hoje uma proposta para lançamento de um concurso público internacional de aluguer de 379 veículos ligeiros menos poluentes para substituir a frota municipal. Apesar do monstruoso passivo da CML, parece que dinheiro não é problema para O PSD e o CDS em Lisboa. É preciso descaramento.
O Teatro Camões abre hoje o ciclo Let"s Dance com o espectáculo Memé Mesmo Aqui ao Pé, de Rui Lopes Graça. Destinado aos pais e a crianças em idade pré-escolar, entre os três e os cinco anos, o espectáculo conta ainda com o atelier Uma Manta Verde Cheia de Amigos Vivos.
Passeio do Neptuno. Parque das
Nações.
Hoje, com sessões às 10h30 e às 14h. Bilhetes entre 2,5 e 10 euros.
A partir de dia 22, e também a título definitivo, a Câmara de Lisboa vai encerrar ao trânsito a Rua dos Bacalhoeiros e a Rua dos Arameiros, ambas na Baixa de Lisboa. Esta medida insere-se na Semana Europeia da Mobilidade, organizada pelos vereadores da Mobilidade e Espaço Público em parceria com a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta, Fórum Cidadania Lisboa, Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados e Quercus, entre outros.
Na apresentação das actividades programadas para os dias 17 a 24 de Setembro, Marina Ferreira anunciou que vai apresentar em reunião camarária uma proposta de regulamento do estacionamento "fortemente penalizadora" para os não residentes. Com o objectivo de "desincentivar fortemente a utilização do automóvel em Lisboa", a vereadora quer aumentar o preço do estacionamento e "melhorar significativamente a fiscalização".
Fonte: Público
A Câmara de Lisboa vai promover, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade que arranca domingo, o condicionamento do trânsito na zona do Castelo e o encerramento à circulação automóvel das ruas dos Bacalhoeiros e dos Arameiros, ambas na Baixa.
O condicionamento de trânsito no Castelo vai ser aplicado, a partir de segunda-feira e a título definitivo, na área entre a Rua Costa do Castelo, Rua Milagre de Santo António, Rua da Saudade, Largo de São Martinho, Rua do Limoeiro, Largo das Portas do Sol e Rua de São Tomé. A medida tinha sido anunciada por Santana Lopes, anterior presidente da câmara, mas acabou por ser adiada devido à contestação gerada pela falta de alternativas de estacionamento para os moradores.
Ontem, a vereadora da Mobilidade garantiu que vão ser feitas "algumas alterações" ao que tinha sido anunciado em 2005, nomeadamente no sentido de criar "zonas adicionais de estacionamento" para moradores e comerciantes.
"Acedemos a uma série de pedidos das juntas de freguesia", garantiu Marina Ferreira, defendendo que o condicionamento do trânsito na zona do Castelo "vai contribuir para um reforço das condições de vida e de segurança dos que lá moram".
Fonte: Público
O desempenho turístico da cidade de Lisboa durante o Verão superou todas as expectativas dos operadores hoteleiros, que já estavam optimistas no início da chamada "época alta", devido aos sinais de recuperação económica dos principais mercados emissores de turistas. Vítor Costa, director-geral da Associação Turismo de Lisboa (ATL), divulgou ao PÚBLICO dados preliminares do barómetro da ATL, que demonstram que o RevPAR (rácio entre a receita dos quartos ocupados e os quartos disponíveis num determinado período e que mede a rentabilidade da unidade hoteleira) cresceu 15 por cento em Julho face ao período homólogo de 2005 e cerca de 20 por cento em Agosto face ao mesmo mês do ano passado. Lisboa assume-se, assim, como o principal destino turístico do país, à frente do Algarve, e representando mais de 33 por cento do turismo internacional do país - um crescimento da quota de mercado de oito por cento desde 2001.
Fonte: Público
10h30-14h Let"s Dance. O Teatro Camões, no Parque das Nações, acolhe um ciclo de espectáculos de dança. A Companhia Rui Lopes Graça apresenta Mémé Mesmo Aqui ao Pé, dirigido a crianças dos três aos cinco anos.
21h30 Optimus Open Air 06. A segunda edição do evento decorre até dia 24, com a exibição de filmes ao ar livre num recinto dotado com o maior ecrã do mundo, instalado na Rua da Cintura de Santos. Hoje passa Armadilha em Alto Mar, de Hans Horn. Os bilhetes custam 9 euros. As portas abrem às 20h.
21h30 Três num Baloiço. O Teatro dos Aloés apresenta uma peça de Luigi Lunari, com encenação de José Peixoto. Uma conversa a três cheia de humor, em que as personagens se confrontam com as grandes questões da vida e da morte. Até domingo, no Teatro Taborda (Costa do Castelo, 75).
21h45 Pedras nos Bolsos. Uma peça da autoria de Marie Jones, com Heitor Lourenço e Alexandre Ferreira. De quarta a sábado, até dia 30, no Mundial (R. Martens Ferrão, 12-A).

Os Coliseus de Lisboa e Porto recebem a cantora Mariza pela primeira vez. Nos dias 1 e 2 de Novembro, respectivamente, a fadista apresenta o mesmo espectáculo com que brindou o público na Torre de Belém, em Setembro de 2005. O antigo cais de Lisboa recebeu 20 mil espectadores ansiosos por ouvir a nova cara do fado, acompanhada por Jaques Morelenbaum e pela Sinfonietta de Lisboa. O CD e o DVD desse espectáculo serão editados na semana após os concertos nos míticos Coliseus. Depois de conquistar o mundo com actuações nas mais prestigiadas salas de concertos, nomeadamente no Olympia, Sidney Opera House e Royal Festival Hall, Mariza regressa a «casa».
O MASTERPLAN DE GEHRY
O BAIRRO ALTO
BAIRRO ALTO, 2
BAIRRO ALTO, 3 , Por Eduardo Pitta, no Da Literatura.
Os Buracos da Camara de Lisboa, por Carlos Manuel Castro, no Tugir
O Bairro dos Pequeninos, por João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos
Carmona Rodrigues, disse hoje que a autarquia prevê arrecadar 120 milhões de euros até ao próximo ano com venda de património disperso, como casas e o loteamento de um terreno.
A medida destina-se a pagar dívidas de curto prazo, nomeadamente a fornecedores, que ascendem a 200 milhões de euros, enquanto o passivo total da autarquia ronda os mil milhões de euros. Trata-se, segundo o autarca, de património disperso como casas da Câmara Municipal de Lisboa (CML) que não tinham utilização e que podem ser vendidas.
Na mesma situação estão alguns fogos da GEBALIS, empresa que gere os bairros municipais da cidade, que por vezes os moradores mostram vontade de adquirir, bem como um loteamento de iniciativa municipal que vai ser submetido quarta-feira a reunião de câmara. Esta proposta é subscrita pela vereadora com o pelouro do Urbanismo, Gabriela Seara, e visa aprovar um loteamento de iniciativa municipal em parcelas de terreno situadas na zona do Alto dos Moinhos, na freguesia de São Domingos de Benfica.
Fonte: Lusa

A Junta de Freguesia da Lapa interpôs uma providência cautelar no Tribunal de Lisboa para impedir a reestruturação da Carris, mas a empresa diz desconhecer o processo e reafirma que as alterações das carreiras foram apresentadas às autarquias.
A providência cautelar foi interposta na sexta-feira passada "nas varas cíveis no Tribunal de Lisboa com a intenção de parar a introdução desta reformulação da Carris", que entrou em vigor no último sábado, disse à Lusa Luís Newton (PSD), vogal da Junta de Freguesia da Lapa responsável pela área dos transportes.
Os protestos têm origem na alteração de percurso nas carreiras 27, 49 e 13, que deixaram de passar pelo interior da freguesia, aumentaram o tempo de viagem ou obrigam agora a transbordos.
"A junta sente-se no direito de contestar estas alterações que afectaram de forma dramática os ritmos diários e a qualidade de vida da população, 45 por cento da qual tem mais de 55 anos", afirmou Luís Newton.
Contactado pela Lusa, o secretário-geral da Carris, Luís Vale, não se quis pronunciar sobre esta situação, argumentando que a empresa não teve conhecimento oficial da interposição da providência cautelar.
"Oficialmente, não temos conhecimento desta situação. Além disso, há um prazo de notificação do tribunal, mas ainda não fomos contactados", adiantou Luís Vale. O responsável disse ainda que antes da entrada em vigor da Rede 7, a Carris reuniu-se com as juntas de freguesia onde foram prestados todos os esclarecimentos necessários.
Luís Newton admitiu que as juntas de freguesia foram informadas nessa reunião acerca das alterações em 40 por cento da rede, mas disse que nessa altura não havia condições para uma análise pormenorizada das implicações da reestruturação nas freguesias. "Optámos por fazer uma consulta à população, que por iniciativa própria fez circular um abaixo-assinado", contou o vogal da junta, adiantando também que com este gesto "a população transmitiu um sinal forte para que a junta de freguesia agisse" em seu apoio.
O vogal adiantou que no passado dia 31 apelou à Carris e à Secretaria de Estado dos Transportes para que suspendesse a Rede 7 e ouvisse a população.
"Durante quase uma semana não obtivemos resposta e na sexta-feira decidimos interpor a providência cautelar como último recurso", referiu Luís Newton. No final desse dia, a junta foi contactada pela Secretaria de Estado dos Transportes para uma reunião a realizar ontem com representantes da Carris e da secretaria, mas, segundo vogal, o encontro "não deu em nada".
"A Carris reiterou a disponibilidade para o diálogo e disse para esperarmos dois ou três meses para ver o resultados das alterações", adiantou Luís Newton. O vogal frisou que a junta acredita na "boa-fé da Carris e da Secretaria de Estado dos Transportes" e que "não pretende ser uma força de bloqueio", mas considera que "a Carris tem de ter em conta as reivindicações da população".
As alterações da Carris também geraram protestos noutra freguesia de Lisboa, a do Beato, onde a Comissão de Freguesia do PCP emitiu hoje um comunicado afirmando que a Carris "prejudicou mais uma vez intencionalmente os moradores e comerciantes da freguesia". Para os comunistas, a alteração que levou ao corte da passagem da carreira 105 pelo Beato, é "um duro golpe no serviço prestado à população".
O PCP na freguesia do Beato afirma ainda no comunicado que está "ao lado de todas as pessoas afectadas, moradores e comerciantes" e apoia "as diversas formas de protesto que vierem a ser levadas a cabo".
As 28 carreiras reestruturadas entraram em funcionamento como Rede 7 no sábado passado, com reservas manifestadas pela autarquia, partidos políticos, sindicatos e ambientalistas. Os críticos responsabilizam a Carris por prejudicar a mobilidade dos cidadãos, suprimindo carreiras e mudando horários.
Fonte: Público
Há 623 anos nascia em Lisboa o Corpo de Quadrilheiros. Vinte homens, armados de varas e recrutados à força, para garantir a ordem nas lixentas e arriscadas ruelas de Lisboa. Hoje, o Corpo tem o nome de Polícia Municipal, não tem quadrilheiros mas agentes e abandonaram as varas pelos vistosos e azuis e brancos carros. Os quadrilheiros, hoje, estão noutras paragens. Nos corredores. Nos jornais. Nos poderes. Até, aqui e ali, nos blogues. Portugal, esse, continua varado.
O presidente da autarquia lisboeta anunciou ontem que o projecto para a requalificação do Teatro Capitólio arranca no início do próximo ano, no âmbito da reabilitação do Parque Mayer. Oposição critica a pouca informação dada pela maioria sobre as peripécias da encomenda.
As obras de reabilitação do edifício só deverão começar em 2009, adiantou o presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues (PSD).
O teatro Capitólio é o elemento central do actual projecto inicial (masterplan) para o Parque Mayer, que foi apresentado em Agosto, em Los Angeles, por Carmona Rodrigues ao arquitecto Frank Gehry, que aceitou a proposta (Ver caderno Local de ontem).
"O arquitecto Frank Gehry aceitou com entusiasmo a proposta" de incluir o Capitólio como "elemento central" do projecto de reabilitação do Parque Mayer, disse à agência Lusa Carmona Rodrigues.
O projecto inicial entregue a Frank Gehry não incluía a recuperação do Capitólio, um edifício classificado como de interesse público pelo Instituto Português do Património Arquitectónico, mas o actual executivo decidiu manter a construção modernista, com 75 anos.
"Não se trata de um novo masterplan, mas sim de reajustar o anterior a uma nova realidade, que é a recuperação do teatro Capitólio", que se encontra muito degradado, disse Carmona Rodrigues. "A própria estrutura que suporta o edifício tem vários problemas", disse Carmona Rodrigues.
O autarca adiantou que até ao final do ano será revisto o masterplan e no início de 2007 inicia-se o projecto de requalificação do Capitólio, que será feito em três fases.
Segundo Carmona Rodrigues, a primeira fase do projecto de requalificação do Capitólio, denominada esquemática, durará de seis meses.
"É uma fase muito importante em que será definida a solução e os custos", disse o autarca, adiantando que nesse período haverá um acompanhamento muito próximo por parte dos projectistas para não haver "empolamento dos custos", uma matéria a que Frank Gehry foi "muito sensível". A segunda fase, de concepção, também terá uma duração de seis meses e a terceira fase será a de preparação do concurso.
"Todo este processo demorará 24 meses, no final do qual será lançado o concurso", afirmou o autarca, anunciando que as obras arrancarão em 2009.
Segundo Carmona Rodrigues, o Teatro Capitólio, que abriu ao público em 1931, será uma sala multifuncional com 8.500 metros quadrados e com 1.200 lugares. Sobre o futuro dos teatros Maria Vitória, Variedades e ABC, o autarca adiantou que existe a possibilidade de serem demolidos: "Não há mercado para quatro teatros de revista", salientou.
Fonte: Público
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, revela hoje em entrevista ao Diário Económico que o passivo da autarquia atinge os mil milhões de euros, dos quais 200 milhões são "dívidas de curto prazo". Segundo o jornal, o passivo tem sido acumulado ao longo das últimas décadas, em que o poder oscilou entre o PS coligado com o PCP e os Verdes, e o PSD sozinho e coligados com o CDS/PP, embora muitas destas dívidas tenham sido descobertas apenas no último ano. Os casos da Parque Expo (145 milhões de euros) e da Simtejo (41 milhões de euros) são sintomáticos quanto à desorganização que reinou nas contas da autarquia, escreve o jornal.
Duzentos milhões de euros (20 por cento do total do passivo) são "dívidas de curto prazo", muitas a fornecedores que estão a ser pagas com recurso à alienação de património e a um plano concertado para reduzir os custos com combustíveis. Carmona Rodrigues prevê que até ao final do ano sejam liquidados 60 milhões de euros, ficando a Câmara com uma dívida, no imediato, de 140 milhões. Os restantes 80 por cento do passivo (800 milhões de euros) estão já "consolidados", disse Carmona ao DE.
Para resolver o passivo, a autarquia prepara-se para aprovar um plano de contenção de custos que assenta, principalmente, na criação de uma central de compras que reúne num só departamento da Câmara todas as aquisições dos departamentos e empresas dos municípios.
Para o presidente da autarquia, esta opção "vai contribuir para grandes poupanças", embora no imediato a diminuição do passivo passe pela venda de algumas "jóias". Até ao final do ano, a autarquia prevê um encaixe de 120 milhões de euros através da venda de património.
Fonte: Lusa
A Polícia Municipal de Lisboa (PML) comemora hoje 115 anos, pela primeira vez com uma cerimónia oficial que decorrerá na Praça do Município e, de acordo com o seu comandante, André Gomes, desejando que a fiscalização do trânsito passe à sua responsabilidade e não na PSP.
Segundo o comandante, o grau de eficácia da Polícia Municipal em matéria de fiscalização de trânsito e os meios de que dispõe justificariam que esta competência fosse só da sua responsabilidade em Lisboa, libertando a Polícia de Segurança Pública para outro tipo de missões e evitando a sobreposição de tarefas.
No entanto, André Gomes deixa a ressalva de que tal só seria possível com o quadro de pessoal da PML completo, o que não acontece neste momento. De um quadro de 877 efectivos, a Polícia Municipal apenas conta neste momento com 377 homens.
No final deste ano a força policial concelhia receberá um reforço de 150 agentes, que neste momento estão em formação na Escola Prática de Polícia de Torres Novas, num curso extra financiado pela Câmara Municipal de Lisboa, através de um protocolo celebrado entre o presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, e o Governo.
Fonte: Público

A Polícia Municipal de Lisboa começou a ser criada a 12 de Setembro de 1891 com a chegada à Câmara Municipal de Lisboa de um ofício do governador civil que colocava na autarquia dois guardas do Corpo da Polícia Cívica de Lisboa. A criação da Polícia Municipal de Lisboa remonta a 1383, quando D. Fernando, a 12 de Setembro desse ano, face à criminalidade que atemorizava Lisboa e a pedido de "juízes, vereadores e homens bons", criou os quadrilheiros. Registos históricos dão conta de que o primeiro corpo de agentes policiais, os quadrilheiros, com um efectivo de 115 homens, cinco por cada freguesia da cidade, eram escolhidos pelos oficiais do concelho e tinham o seu nome inscrito no livro da câmara. Infelizmente eram recrutados à força e desempenhavam gratuitamente as suas funções durante três anos. A arma utilizada era uma vara, que devia estar sempre à porta de casa de cada um dos quadrilheiros, e que representava a autoridade que tinham para prender e conduzir os criminosos perante a justiça dos corregedores.
Manuel Carrilho quer que Carmona Rodrigues forneça "toda a informação sobre este assunto". Os vereadores do PS da autarquia lisboeta deverão pedir quarta-feira esclarecimentos ao presidente do município, Carmona Rodrigues (PSD/CDS-PP), sobre as buscas realizadas pela Polícia Judiciária na Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) na semana passada.
"Nós temos reunião esta quarta-feira com o presidente Carmona Rodrigues e esperamos que ele nos dê toda a informação sobre este assunto. Caso não o faça, nós iremos pedi-la", afirmou ontem de manhã o vereador socialista Manuel Maria Carrilho, durante uma visita à Escola Primária 113, no Bairro da Encarnação. A PJ realizou buscas na sexta-feira passada à sede da EPUL, tendo solicitado o acesso às actas das reuniões do conselho de administração da empresa municipal desde 2003, revelou à Lusa a vereadora do Urbanismo da autarquia, Gabriela Seara.
A busca ocorreu dias depois de a vereadora ter anunciado que os administradores da EPUL devolveram, cada um, 12.400 euros de prémios que tinham recebido relativos à gestão de 2004 e 2005, atribuídos pelas empresas Imohifen e GF, sociedades anónimas constituídas pela empresa municipal.
Segundo a vereadora, os prémios foram devolvidos a título preventivo, por haver dúvidas sobre a aplicação às empresas municipais e suas participadas de uma resolução do Conselho de Ministros de 2005 que impede os administradores de empresas públicas de receberem prémios de gestão relativamente aos exercícios de 2004 e 2005.
"A verificar-se aquilo que foi noticiado, julgamos que o que aconteceu [atribuição de prémios] não é aceitável", afirmou ontem Carrilho, que se escusou no entanto a comentar mais o caso, alegando falta de informação.
"Eu sinto que não devo falar daquilo de que não tenho toda a informação", disse o vereador. O PCP de Lisboa considerou na sexta-feira ser "preocupante" esta acção da Polícia Judiciária, defendendo que, caso existam irregularidades, estas devem ser apuradas.
O vereador do BE, Sá Fernandes, questionou se as buscas estariam relacionadas, entre outras questões, com os prémios de gestão e pediu uma "intervenção urgente" ao Tribunal de Contas (TC) sobre a alegada atribuição indevida de prémios de gestão aos administradores da EPUL. O vereador tem também insistido para que a maioria informe se os gestores das outras empresas municipais têm também recebido prémios. Lusa
A Companhia de Dança de Lisboa (CDL), instalada há 19 anos no Palácio Marquês de Tancos, recebeu uma ordem de despejo da câmara, revelou ontem à Agência Lusa o director da entidade.
De acordo com José Manuel Oliveira, fundador e director da CDL, criada em 1984, a notificação chegou na semana passada com um prazo de dez dias, e a companhia vai agora responder com uma contestação à autarquia, que acusa de conter "argumentos falaciosos". O director da CDL queixa-se de "discriminação e perseguição" por parte da câmara, que afirma pretender fazer a acção de despejo para leiloar o palacete do século XVI, na zona do Castelo de São Jorge.
Rui Cintra, assessor do vereador da cultura José Amaral Lopes, negou que estejam em causa quaisquer questões pessoais ou que a câmara pretenda vender o imóvel. "Nós temos um protocolo firmado com a CML que vigora até 2013 e não vamos sair daqui", garantiu José Manuel Oliveira, recordando que pagou 250 mil euros do seu bolso para realizar obras de recuperação do edifício. Rui Cintra contrapõe que o protocolo caducou em 2003, e que a companhia "nunca se mostrou receptiva ao diálogo para o renegociar", pelo que a autarquia "viu-se forçada a denunciá-lo porque tem provas de que a CDL subalugou o espaço a terceiros, o que viola o acordado na altura.
Fonte: Público
EPUL faz parte das empresas inquiridas, Gebalis e EGEAC também. Tribunal passa a pente fino regalias e benesses.
Os prémios de desempenho auferidos pelos administradores da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), que na semana passada deram origem a buscas por parte da Polícia Judiciária, estão também a ser analisados pelo Tribunal de Contas, no âmbito de uma auditoria que este organismo está a desenvolver desde o ano passado junto de 31 empresas municipais.
O Tribunal de Contas quer saber quanto ganham afinal os titulares dos órgãos de gestão das empresas autárquicas e que regalias têm. Nesse sentido, enviou às 31 empresas um detalhado questionário, no qual é solicitada informação sobre as habilitações literárias dos gestores, os crítérios da sua admissão e as remunerações acessórias de que auferem. Têm carro da empresa? E seguro de vida? Pagam-lhes o telefone? Qual o plafond do seu cartão de crédito? Das regalias fazem parte planos complementares de reforma e participação nos lucros da entidade que administram? Em relação aos automóveis, por exemplo, este organismo quer saber quantos quilómetros foram percorridos em serviço e para fins pessoais.
No caso dos prémios de gestão, o tribunal pediu às empresas para fundamentarem a sua atribuição, referindo a lei e/ou contrato em que se basearam, bem como as deliberações, actas ou despachos com eles relacionados. O mesmo é solicitado em relação às restantes componentes remuneratórias do salário destes administradores: foram definidas em contratos de gestão? A remuneração foi fixada por referência ao que está legalmente estabelecido para os gestores públicos? A auditoria do Tribunal de Contas ainda não terminou, mas é possível que os seus resultados sejam conhecidos até ao final do ano.
Recorde-se que os responsáveis pela EPUL devolveram recentemente os seus prémios depois de terem sido levantadas dúvidas sobre a legalidade da sua atribuição. Por outro lado, os montantes que a empresa diz que lhes entregou não coincidem com os que constam dos relatórios e contas.
Em Lisboa, e além da EPUL, que se dedica à venda de casas e terrenos, do rol das entidades escrutinadas pelo Tribunal de Contas fazem parte a Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, EGEAC, que é responsável por dez teatros, museus e pelo Castelo de S. Jorge, e a Gebalis, que gere os bairros municipais. O relatório e contas de 2004 desta última, por exemplo, dá conta de que nesse ano a empresa gastou em remunerações com os seus três administradores 155.414 euros. No mesmo ano, o conselho de administração da EGEAC, com três membros, recebeu 91.897 euros.
Fonte: Público
Desde sábado, a Carris fez uma grande revolução nas suas carreiras, extinguindo oito delas. Mas foi uma revolução "tranquila, muito tranquila", como fez questão de sublinhar ontem o presidente da administração da operadora de autocarros de Lisboa, José Silva Rodrigues. Na sua opinião, os passageiros "reagiram bem às alterações, embora alguns tenham de fazer adequações no modo de transporte que utilizam, passando a efectuar transbordos".
Apesar de tudo, o balanço que faz deste projecto denominado Rede 7 "é muito positivo, pois, das 1900 chamadas telefónicas recebidas na última semana pela linha azul, só 25 eram reclamações. Todas as outras eram pedidos de informações".
Questionado pelo DN sobre quanto poupa a Carris com a supressão das oito carreiras, José Silva Rodrigues garantiu que "não se trata de qualquer medida economicista, porque continuam a circular diariamente pela cidade os mesmos 671 veículos e 1259 tripulantes que já transitavam antes".
"Ter mais carreiras não quer dizer que o serviço funcione melhor. O que fizemos foi uma reorientação dos percursos para os adaptar às alterações que têm surgido na cidade nos últimos anos", esclareceu o administrador. A título de exemplo, mencionou que "a Carris melhorou a cobertura no Parque das Nações e na Alta de Lisboa e aumentou o serviço nocturno e de fim-de-semana".
Segundo explicou, este "ainda é só o início do processo de reestruturação da rede, que se completará com mais três fases, até 2009. Em 2007, quando o metro chegar a Santa Apolónia, surge uma nova fase. O mesmo sucederá no ano seguinte se o metro chegar a Campolide. Outra adaptação será feita em 2009, quando o metro chegar ao aeroporto".
O presidente da transportadora confessa que "as alterações agora efectuadas são uma consequência da expansão da rede do metro, que tem retirado muitos clientes à Carris".
Sobre esta questão, lembra que "há 15 anos, a maioria das deslocações na área de Lisboa era feita em transportes colectivos e nos últimos anos tem vindo a aumentar a utilização do automóvel particular. Ano após ano, temos perdido entre 5% e 7% de passageiros".
Para inverter a situação, adianta que "o grande objectivo da Carris é melhorar a qualidade do transporte, servindo melhor os passageiros para ganhar novos clientes".
"Desde sábado temos acompanhado e monitorizado a situação de todas as 28 carreiras que foram alteradas", revelou José Silva Rodrigues, acrescentando que "serão feitas as alterações de horários e percursos que venham a ser necessários".
O mesmo responsável disse ter sido "prestada muita informação e feito um esforço enorme para esclarecer os clientes. Foram gastos 300 mil euros em centenas de milhares de folhetos dos novos percursos, plantas da rede, publicação da revista 7 e em campanhas publicitárias. Nunca a Carris tinha feito uma campanha de informação tão grande".
Fonte: Diário de Notícias
O vereador do Bloco de Esquerda pediu hoje a presença do presidente da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) na próxima reunião de câmara, quarta-feira, para prestar esclarecimentos sobre as buscas da Polícia Judiciária na sexta-feira passada.
Uma exposição de veículos acidentados, que inclui simuladores de acidentes e condução virtual, vai estar na Praça do Comércio, Lisboa, de 18 a 24 de Setembro, para alertar para a prevenção rodoviária, anunciou hoje a organização. A Câmara Municipal de Lisboa (CML), em parceria com outras entidades públicas e privadas, realiza de 18 a 24 de Setembro a iniciativa "Crash - Sinistralidade Rodoviária em foco", para assinalar a semana da mobilidade na capital.
A iniciativa, integrada na "Lisboa Capital da Segurança Rodoviária 2006", consiste numa exposição de 36 veículos acidentados, onde o público poderá participar em simuladores de condução virtual, de capotamento e de colisão, fazer testes de condução defensiva e obter recomendações sobre as condições de segurança do transporte de crianças dentro de um automóvel. "O 'Crash' é um projecto que visa promover comportamentos que instiguem à prevenção rodoviária através da abordagem dos resultados da sinistralidade", lê-se no comunicado hoje divulgado.
Fonte: Lusa
Numa vistoria feita este Verão, a Câmara de Lisboa decidiu que a mercearia Ideal do Bairro Azul tinha de se adaptar aos tempos modernos e fazer uma remodelação no seu interior, para assim se adaptar às normas sanitárias da União Europeia. Com mais de 70 anos, a Ideal é ainda hoje, de acordo com a Comissão de Moradores do Bairro Azul, um local de encontro para os residentes e ponto de paragem de muitos turistas, que fotografam o seu interior, onde os armários de madeira e os estuques déco remetem para os anos de 1930, a época da construção do bairro. Agora, a autarquia exige que as prateleiras e armários de madeira existentes na loja sejam substituídos por aço inoxidável e vidro, à semelhança do que acontece em qualquer minimercado incaracterístico, em nome das regras sanitárias. Para Pedro Policarpo, da comissão de moradores, a medida é muito infeliz. "As mercearias de bairro não têm de ser réplicas das grandes superfícies, muito menos quando os produtos expostos estão embalados e não há qualquer possibilidade de contacto com a superfície onde se encontram", argumenta. De acordo com a comissão de moradores, apesar de modesta, esta "venda" castiça faz parte do património do Bairro Azul, tal como a padaria, a barbearia, o talho, a peixaria e tantos outros estabelecimentos hoje desaparecidos ou "modernizados" sem qualquer critério, "num processo absurdo e ignorante de total destruição das lojas tradicionais que davam vida aos bairros lisboetas". "Deitar para o lixo este património é destruir a "alma" dos locais. Lisboa tem que proteger estes espaços sob pena de, dentro em pouco, não ter mais para oferecer que minimercados e snack-bares incaracterísticos, com balcões em inox ou alumínio e paredes revestidas a espelhos ou azulejos espanhóis", garantem em comunicado. Em defesa da Ideal do Bairro Azul, apelam à câmara para que reconsidere a decisão e relembram que o seu presidente, Carmona Rodrigues, em campanha eleitoral, visitou a mercearia, que considerou um símbolo do bairro.
Fonte: Público
10h-19h De Lisboa ao Carregado há 150 Anos: Comboios e Letras. Exposição bibliográfica patente até 14 de Outubro, de segunda a sábado, na Biblioteca Municipal (Campo Grande, 83).
11h Dia do Município da Amadora. Os Recreios da Amadora recebem uma sessão solene que marca os 27 anos da criação do município. Às 15h, na Biblioteca Municipal Dr. Fernando Piteira Santos - Pólo da Boba, é inaugurada a exposição Musicalidade Pictórica: Rondó, de Mário Alberto Leitão da Silva.
13h-20h Caligrafias. Exposição colectiva que apresenta desenhos inéditos de Almada Negreiros. Para ver até terça-feira na Casa Fernando Pessoa (R. Coelho da Rocha, 16).
21h Concertos do Carmo. Seis fadistas, de diferentes gerações, apresentam-se todas as segundas-feiras, até dia 25, nas ruínas do Convento do Carmo. O cartaz é constituído por Beatriz da Conceição, Alcindo de Carvalho, Matilde Pereira, Joaquim Gomes, Cátia Garcia e André Vaz. Entradas a 15 e 25 euros.
21h30 Optimus Open Air 06. A segunda edição do evento decorre até dia 24, com a exibição de filmes ao ar livre num recinto dotado do maior ecrã do mundo (400 m2), instalado na Rua da Cintura de Santos. Hoje passa Missão Impossível 3, de J.J. Abrams. Os bilhetes custam 9 euros. O recinto abre às 20h.
As galerias romanas da Rua da Prata, que podem ser visitadas apenas uma vez por ano, estarão abertas entre 22 e 24 de Setembro, no âmbito das comemorações das Jornadas Europeias do Património. Segundo comunicado da Divisão de Museus e Palácios da Câmara de Lisboa, o monumento poderá ser visitado gratuitamente entre as 10h e as 13h e, durante a tarde, entre as 14h e as 18h. O acesso às galerias, contemporâneas da cidade de Olisipo (nome romano de Lisboa), será feito em grupos orientados por técnicos do Museu da Cidade, permitindo conhecer uma rede de galerias perpendiculares de diferentes alturas, provavelmente utilizadas na época imperial romana para armazenamento e trabalhos técnicos. Descobertas 16 anos depois do grande terramoto de 1755 no subsolo da Baixa de Lisboa, durante os trabalhos de reconstrução da cidade, as galerias romanas terão sido edificadas entre o século I a.C. e o século I d.C., tendo em conta as suas características arquitectónicas e construtivas.
Fonte: Público
A Câmara Municipal de Lisboa e o arquitecto canadiano Frank Gehry chegaram a acordo para a revisão do projecto inicial do Parque Mayer de forma a incluir o Teatro Capitólio, noticiam hoje o Público e o Diário Económico.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carmona Rodrigues, anunciou em entrevista ao Diário Económico que esta actualização do projecto inicial ("master plan") terá um custo acrescido de 120 mil euros e demorará "três a quatro meses a ser concretizada" com o início das obras de construção do futuro Teatro Capitólio a terem "início em 2009".
O arquitecto Frank Gehry vai trabalhar, segundo o DE, com um atelier português, o "Vão Arquitectos Associados, e com um gabinete de engenharia, AFA - Adão Fonseca e Associados, na revisão do projecto para o futuro Parque Mayer, que poderá demorar 10 anos a abrir portas.
O económico refere que no total são 50 mil metros quadrados de construção dos quais 18 a 19 mil serão destinados a equipamentos culturais (Teatro Capitólio, um teatro de revista, uma "black box" para formação de actores, as instalações do Hot Clube e residências para rotação de artistas).
O restante espaço de construção será distribuído por comércio, serviços e habitação, para além de 600 lugares de estacionamento subterrâneo.
O presidente da CML disse ao DE que a obra será suportada, na totalidade, pelo dinheiro do Casino de Lisboa e pela participação de privados nos espaços comerciais, habitação e serviços, sendo que a CML e a EPUL "não vão gastar um tostão com o projecto".
Carmona Rodrigues adiantou ainda ao DE que os valores anteriormente previstos para o projecto (cerca de 100 milhões de euros) "eram demasiado elevados" e será possível uma obra "igualmente emblemática com custos significativamente menores". O autarca referiu ainda que não tem uma estimativa para os custos da recuperação do Parque Mayer.
Também o jornal Público refere na sua edição de hoje que o arquitecto Frank Gehry vai continuar com o projecto de remodelação do Parque Mayer, agora contemplando a permanência do Teatro Capitólio. O jornal escreve, citando o assessor de imprensa de Carmona Rodrigues, João Reis, que as negociações foram mantidas em meados de Agosto em Los Angeles, estado norte-americano da Califórnia, pelo presidente da Câmara.
Fonte: Lusa
O Bairro Alto, por Eduardo Pitta, no Da Literatura.
A segunda edição do Mundial de Pirotecnia arrancou ontem à noite junto à marina do Parque das Nações e decorre ao longo de todo o mês de Setembro, sempre aos sábados, às 23h. São três as empresas internacionais a disputar o mundial: a italiana Pirotecnia Panzera apresentou-se ontem, seguindo-se a empresa alemã Weco Pyrotechnishe (dia 16) e a norte-americana Pyro Spectaculars (dia 23). A 30 de Setembro, último dia do evento, terá lugar o espectáculo de encerramento concebido pelo Grupo Luso Pirotecnia, que participa extra competição. Os espectáculos terão a duração de cerca de 20 minutos. No ano passado, o Mundial de Pirotecnia decorreu junto à Torre de Belém e foi visto por 200 mil pessoas. A organização espera subir este ano a fasquia até aos 500 mil espectadores.
Fonte: Público
Por Alexandra Reis, no Público
O Jardim Botânico de Lisboa considera que as obras de transformação do Palacete Ribeiro da Cunha, no Príncipe Real, em hotel de charme, poderão vir a causar impactes negativos, permanentes e temporários, no equilíbrio das espécies vegetais que compõem o espaço. Pinturas e infiltrações de água poderão afectar equilíbrio das espécies arbóreas ali existentes.
Esta foi uma das preocupações levadas anteontem à noite por Manuel João Pinto, técnico do Jardim Botânico, a um debate sobre o projecto de plano de pormenor do palacete, da autoria do arquitecto Pedro Emauz Silva, que se encontra em fase de discussão pública.
Segundo Manuel João Pinto, o maior afluxo de visitantes ao jardim que poderá resultar da transformação do palacete em hotel de charme "é positivo", mas "perspectivam-se ao mesmo tempo impactos negativos, permanentes e temporários", resultantes do curso das obras de requalificação do palacete.
O projecto de plano de pormenor para o palacete neo-mourisco, propriedade da família Ribeiro da Cunha, prevê a transformação do edifício em hotel de charme também por via da construção no seu logradouro de cerca de 55 quartos duplos, em cinco andares: "Concebido como habitação familiar, o palacete comporta um máximo de dez quartos, o que não o torna viável como hotel", justificou o arquitecto.
Manuel João Pinto explicou que as tintas a utilizar na pintura do muro que divide jardim e palacete "libertam substâncias tóxicas que podem afectar o balanço e a temperatura dos micro-habitats". Por outro lado, "é muito provável" que as águas das obras se infiltrem no solo do jardim.
Porém, segundo Pedro Emauz Silva, "é evidente que a pintura do muro vai ter precauções". Quanto à questão das águas, o arquitecto Fernando Pinto Coelho, representante da Câmara de Lisboa no debate que decorreu no Museu Botânico, assegurou que "é difícil" que elas se infiltrem no solo do Jardim Botânico. "Mesmo que isso aconteça", asseverou, de acordo com a carta geológica da zona elas seguem na direcção contrária.
Manuel João Pinto referiu ainda que também as vibrações, a libertação de poeiras e eventuais abatimentos do solo resultantes do decurso dos trabalhos poderão ter impactos negativos temporários no jardim.
Príncipe Real, centro turístico de excelência
O projecto - que contempla ainda uma ampla zona de reuniões e conferências, restaurante, áreas de serviço e estacionamento para 30 lugares - tem sido contestado, entre outros, pela associação ambientalista Lisboa Verde. Apesar de sublinhar que não está contra a reconversão do palacete neo-mourico em hotel, a associação classifica como "um crime" a "implantação exagerada a construir no logradouro", que irá "destruir o jardim, cavalariças e estruturas de apoio aos jardins", que datam do século XIX.
A reconversão do Palacete Ribeiro da Cunha pode vir a integrar-se num plano mais vasto de transformação do Príncipe Real num centro turístico de excelência em Lisboa. Uma empresa norte-americana do ramo imobiliário, a Eastbanc, está a comprar vários edifícios na zona com esse objectivo e já está em negociações avançadas com a família proprietária do Ribeiro da Cunha para vir a adquirir o palacete.
Amanhã, milhares de utentes vão enfrentar pela primeira vez as muitas alterações da renovada rede de transportes da Carris. Apesar de a Rede 7 já ter começado a circular na capital ontem, a primeira grande prova de fogo do novo sistema acontecerá somente na segunda-feira. O presidente do Conselho de Administração da Carris, José Silva Rodrigues, que falou anteontem aos jornalistas, no Rossio, garantiu que "Lisboa vai ficar mais bem servida". Mas as mudanças na numeração, as alterações aos percurso, a extinção de oito carreiras, a criação do cartão SeteColinas e a troca dos bilhetes pré-comprados conhecem o seu verdadeiro teste amanhã.
Autarcas do Ribatejo e Associação dos Amigos do Tejo defenderam ontem, em Santarém, a navegabilidade do rio até à capital de distrito, permitindo a circulação de barcaças com contentores de mercadorias.
"Temos de devolver o Tejo às populações ribeirinhas", defendeu Ramiro Matos, vice-presidente da Câmara de Santarém, considerando que a "questão da navegabilidade deve ser repensada num projecto comum" dos municípios da região.
Ontem, realizou-se a sessão de Santarém do 2.º Congresso do Tejo, promovido por autarcas e pela Associação dos Amigos do Tejo, que preconizam a revalorização do rio do ponto de vista económico e turístico. Segundo Américo dos Santos, engenheiro hidráulico da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento de Lisboa e Vale do Tejo, o rio será em breve navegável por barcos com mercadorias até ao Cartaxo, faltando completar, através de um canal dedicado, a via fluvial até ao porto de Santarém.
"O Tejo poderia ser uma via como as auto-estradas fluviais da Europa", defendeu o técnico, salientando que um projecto deste tipo já foi defendido pelo grupo Mendes Godinho, nos anos 80.
"A circulação de mercadorias por rio é mais barata e mais ecológica", disse Américo dos Santos, considerando vantajoso para as empresas espanholas e portuguesas um projecto de navegabilidade até Toledo, com comportas específicas para ultrapassar obstáculos como as barragens.
Já Carlos Salgado, presidente da Associação dos Amigos do Tejo, considera que "estão reunidas condições" para permitir a navegação até ao porto da Ribeira de Santarém."Temos de investir no rio para que volte a ser uma mais- valia", afirmou, apontando alguns exemplos na Europa de cidades interiores como Santarém que recebem tráfego marítimo. A recuperação das margens e a conclusão dos projectos de saneamento dos "efluentes que envenenam o rio" são outras das exigências da associação.
Fonte: Jornal de Notícias

Novo recinto no Jardim Botânico de Lisboa vai mostrar borboletas portuguesas. Depois, só reabrirá em Novembro.
Farrapos de cor voam sobre as flores ou fincam-nos caules de plantas. No pequeno recinto estanque instalado no Museu Botânico da Universidade de Lisboa, na Rua da Escola Politécnica, já pouco falta para a primeira abertura ao público - hoje, domingo, a partir das 10h. Depois, só reabrirá em Novembro.
Os farrapos são algumas das borboletas comuns em Portugal e o recinto ajardinado é o borboletário que dá pelo nome de Lagartagis, o único do género na Europa, um local onde se procura manter a "primavera permanente" favorável ao acasalamento e procriação destes insectos coloridos. A bióloga Patrícia Garcia-Pereira, de 36 anos, a única portuguesa doutorada em borboletas, é a responsável pelo novo equipamento do Jardim Botânico. Ela e a organização não governamental do ambiente Tagis (www.tagis.net), um grupo de cem pessoas interessadas na conservação destes seres coloridos e frágeis.
Fonte: Público
O trânsito no sentido Sul-Norte da ponte Vasco da Gama estava hoje à tarde a circular com dificuldade, usando apenas uma faixa, devido à organização esta manhã, de um passeio de bicicleta (Bike Tour), disse fonte da Lusoponte.
As duas outras faixas de circulação deverão reabrir cerca das 17:00, quando terminarem as operações de limpeza e remoção dos pinos. Segundo a mesma fonte, a fila estendeu-se ao longo de cinco quilómetros, mas no sentido inverso (Norte-Sul) não existia qualquer congestionamento.
O "Lisboa Bike Tour", um passeio de bicicleta contra a toxicodependência e a favor de uma vida saudável, reuniu hoje na Ponte Vasco da Gama mais de 4.000 participantes, entre os quais figuras públicas como o ministro da Saúde, Correia de Campos, e a campeã olímpica Rosa Mota. O projecto "Lisboa Bike Tour" insere-se numa campanha de âmbito nacional levada a cabo pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência. A prova, com uma distância de 11 km, teve início na margem sul da Ponte Vasco da Gama e terminou no Parque das Nações.
Fonte: Lusa

Ontem, o Sol nasceu à noite. Mas o Sol teve concorrência. Miss Pearls compareceu no Museu da Electricidade.
Uma equipa de investigação da Polícia Judiciária entrou hoje de manhã nas instalações da sede da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), em Lisboa, para consultar documentação da empresa. Estas buscas podem estar relacionadas com as dúvidas legais que levaram os administradores da EPUL a devolverem os seus prémios de desempenho relativos aos anos de 2004 e 2005.
A Polícia Judiciária (PJ) ainda não revelou os motivos pelos quais está a fazer buscas nas instalações da empresa. Na quarta-feira, o PÚBLICO revelou que onze administradores da EPUL tiveram de devolver prémios de desempenho por se levantarem dúvidas legais e éticas sobre este vencimento. Uma resolução do Conselho de Ministros de 2005 determina "a não atribuição de prémios de gestão aos administradores relativamente aos exercícios económicos de 2004 e 2005".
Fonte: Público
10h-18h A Terra Continua Redonda. Exposição colectiva de artes plásticas que reúne obras de dez artistas de países lusófonos. Para ver a partir de hoje, e até 1 de Outubro, de terça a domingo, na Galeria Municipal Palácio Ribamar, em Algés (Alameda Hermano Patrone).
21h30 Corvos no Parque Central da Amadora. Concerto do quarteto de cordas inserido nas comemorações das Festas da Cidade. Entrada gratuita.
21h30 Optimus Open Air 06. A doca de Santos transforma-se a partir de hoje numa sala de cinema ao ar livre, com a maior tela do mundo (400 m2), na segunda edição deste evento. Até dia 24, serão exibidos 17 filmes. Hoje passa Marie Antoinette, de Sofia Coppola. Bilhetes a 9 euros.
22h V Festival Internacional de Máscaras e Comediantes. O evento organizado pela FC Produções Teatrais e a EGEAC apresenta hoje a peça A Gargalhada de Yorick, uma produção do Teatro Instável, com André Gago e Joaquim Nicolau. No Castelo de São Jorge. Entradas a 10 euros.
22h Paatos. O Santiago Alquimista é palco de um concerto da banda post-rock sueca. A primeira parte fica por conta dos portugueses Cinemuerte.
A Comissão de Utentes da Linha de Sintra defendeu ontem que a Refer deve denunciar o contrato com a empresa de construção civil Teixeira Duarte, devido ao pedido de prolongamento das obras no túnel do Rossio por mais um ano. Segundo o porta-voz da comissão de utentes, Rui Ramos, o encerramento obriga "a um aumento extra de 30 minutos no percurso para os 65 mil utilizadores" desta via ferroviária. Além disso, defende, o Metro de Lisboa "não tem capacidade para absorver estes utentes, tendo já ocorrido diversas avarias".
Fonte: Público
A presidente da Ordem dos Arquitectos, Helena Roseta, escreveu esta semana ao presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, pedindo-lhe que "pondere qualquer decisão que ponha em causa" as piscinas municipais do Areeiro, Olivais e Campo Grande. "A sua memória não deve ser apagada", escreve. A câmara, na pessoa do vereador do Desporto, Pedro Feist, previra a demolição e reconstrução destes equipamentos desportivos, eventualidade que mereceu críticas de personalidades ligadas ao património arquitectónico, indignadas com o possível desaparecimento de peças importantes construídas nos anos 60 do século passado (ver caderno Local de 1 de Setembro).
Após os protestos, Feist - que dissera ao PÚBLICO que o valor arquitectónico da piscina do Campo Grande, concebida por Francisco Keil do Amaral, lhe sugeria uma "gargalhada" - veio dizer aos colegas de vereação que já não patrocinava a demolição, mas apenas a requalificação das piscinas. Segundo explicara ao jornal, a demolição tinha sido contemplada porque o restauro "sairia caríssimo". A carta de Roseta, datada de dia 5 e ontem entregue na câmara, é um resumo pedagógico sobre a arquitectura portuguesa da década de 60 e as tendências do urbanismo contemporâneo. As três piscinas, escreve, são "hoje uma referência para os arquitectos e para as populações que, durante décadas, serviram", "executadas com um cuidado extremo".
Fonte: Público
O presidente da Junta Metropolitana de Lisboa, Carlos Humberto Carvalho, disse hoje que seriam precisos "alguns orçamentos de Estado" para resolver os problemas estruturantes da região, que entre 2007 e 2013 vai receber menos fundos comunitários. Eu desconfio. Acgo que se os houvesse, aos milhões, muitos se perderiam no caminho. É uma doença dos euros: adoram Ferraris, férias exóticas e imobiliário...
O autarca, que preside à Câmara Municipal do Barreiro, falava no final de uma reunião dos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa para debater os principais domínios de investimento numa estratégia pensada até 2020, que incidem no Ambiente, qualificação das pessoas e inovação.
Sem quantificar o montante necessário para resolver os grandes problemas da região, Carlos Humberto Carvalho indicou que seriam necessários "largos milhões de euros".
No âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), para o período 2007 - 2013, a região vai ter 432 milhões de euros de fundos comunitários, deixando de estar incluída no chamado objectivo 1, o que significa que deixa de ser uma prioridade de investimento ao nível dos fundos comunitários.
Para compensar a perda de outros fundos comunitários, o autarca defende uma maior dotação do Fundo de Coesão e de fundos nacionais, admitindo a participação de autarquias e privados no esforço de investimento.
"O Governo já decidiu que dos 432 milhões de euros, cerca de 60 por cento serão do Fundo de Desenvolvimento Regional (FEDER) e o restante do Fundo Social Europeu, mas falta ainda definir programas e sub-programas. É esse trabalho que não está feito e que temos vindo a reivindicar junto da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo", declarou.
Ainda não foram acertados projectos concretos para desenvolver, tendo ficado decidido que haverá mais "um período de reflexão" sobre esta matéria, acrescentou.
"A estratégia que está a ser elaborada é para 2020, não é para o quadro comunitário, embora as medidas que aqui venham a ser decididas também se enquadrem no QREN", afirmou.
Na reunião participou também o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Fonseca Ferreira, que tem vindo a promover encontros de debate com vários especialistas e a sociedade civil sobre a estratégia "Lisboa 2020".
A Área Metropolitana de Lisboa é constituída por nove municípios a Sul do Tejo e nove a Norte: Alcochete, Almada, Amadora, Azambuja, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.
Fonte: Lusa

Hoje não há mãos nem pernas a medir. A dificuldade é a escolha. Aqui o escriba vai optar pela festa do Sol.
18h SMOP-MODA. 13.ª edição do Salão Profissional de Moda. Decorre até domingo no Pavilhão 1 da FIL, no Parque das Nações.
19h Os Arquivos de Televisão e de Cinema. Conferência com Estrela Serrano (investigadora e membro da Entidade Reguladora da Comunicação Social) e Susana Sousa Dias (realizadora), no âmbito do ciclo Falar de Imagens. Na Livraria Almedina do Atrium Saldanha.
21h Palacete Ribeiro da Cunha. Debate público com os promotores do projecto de reconversão do palacete do Príncipe Real em hotel de charme. Organização da Junta de Freguesia de S. Mamede. No anfiteatro do Museu Botânico (R. da Escola Politécnica).
21h Festival de Flamenco. A bailarina e coreógrafa Eva Yerbabuena apresenta Eva, o primeiro espectáculo da sua companhia. O festival termina no sábado com Arena, uma coreografia de Isabel Galván. No Teatro São Carlos.
21h Simply Red em Lisboa. A banda liderada por Mick Hucknall apresenta alguns dos seus velhos êxitos no Pavilhão Atlântico. Na primeira parte do concerto actua o músico soul britânico Nate James.
21h30 The Pillowman. Estreia da peça de Martin McDonagh, com encenação de Tiago Guedes e interpretação de Albano Jerónimo, Gonçalo Waddington, João Pedro Vaz e Marco D"Almeida. Em cena até 15 de Outubro no Teatro Maria Matos.
22h V Festival Internacional de Máscaras e Comediantes. O evento organizado pela FC Produções Teatrais e pela EGEAC apresenta hoje A História do Tigre, com texto de Dario Fo e interpretação de Filipe Crawford. No Castelo de São Jorge (Castelejo). Entradas a 10 euros.
22h Festa de lançamento do semanário Sol, no Museu da Electricidade.
22h Corrida de Toiros no Campo Pequeno. Três gerações de cavaleiros - o mestre David Ribeiro Telles, os seus filhos João e António e os seus netos Manuel e João Jr. - e os forcados de Santarém e de Coruche.
23h30 Grandes Concertos do Casino Estoril. Maria João e Mário Laginha interpretam algumas das composições do álbum Tralha, editado em 2004, entre outros êxitos. No Du Art Lounge.
"A rejeição é, logo à partida, a primeira reacção dos utentes", dizia ontem o instrutor Carlos Neves, no Street Show estacionado no Colégio Militar, um autocarro com uma banda de músicos a actuar no segundo piso que vai estar em vários pontos de grande afluência de utentes para lhes distribuir material informativo. "As pessoas ficam satisfeitas com as mudanças após receberem explicações sobre as alterações e as alternativas nas novas carreiras", acrescentou.
Fonte: Público
A Carris está a realizar esta semana uma megacampanha publicitária, de grande visibilidade em toda a cidade, para divulgar aquela que é uma das maiores mudanças já operadas nos transportes públicos urbanos de superfície em Lisboa. "Um investimento em publicidade com um valor que não ultrapassa os 300 mil euros", afirmou Luís Vale, secretário-geral da Carris. Baptizada em alusão às sete colinas da capital e aos sete dias da semana, a nova Rede 7, que entra em vigor no sábado, alterou de forma global a malha das carreiras e percursos dos autocarros em toda a cidade.
Fonte: Público
Ao contrário do que afirmara antes, o vereador do Desporto Pedro Feist disse ontem na reunião da Câmara de Lisboa que as piscinas do Campo Grande, Areeiro e Olivais não serão demolidas mas requalificadas, informaram outros vereadores.
Este recuo quanto à intervenção naqueles equipamentos assinados por autores importantes da arquitectura portuguesa do século passado foi recebido com "surpresa e satisfação", segundo disse ontem à tarde o socialista Dias Baptista no briefing que se sucedeu à reunião do executivo municipal.
Fonte: Público
2004
22 de Outubro O túnel é encerrado devido a perigo de desmoronamento nalguns troços, ficando prevista a sua reabertura para dois meses mais tarde
3 Novembro A Rede Ferroviária Nacional anuncia que o túnel ficará afinal fechado até Junho de 2006, de modo a ser levada a cabo uma intervenção estrutural geral numa extensão de cerca de 1226 metros, em quatro frentes distintas de reparação
2005
24 de Janeiro É publicada legislação que isenta a Refer de promover um concurso público para a obra de reparação do túnel, devido à morosidade deste procedimento. A lei prevê uma adjudicação dos trabalhos por ajuste directo, após consulta a várias empresas
21 de Julho A obra é entregue ao consórcio Teixeira Duarte/Epos/Somafel, pelo valor de 31.780 milhões de euros
2006
31 de Março O consórcio solicita mais oito meses e meio do que aquilo que está no contrato para concluir a obra, pedido que a Refer recusa, "por manifesta falta de fundamentação"
23 de Maio O presidente da Refer admite que o túnel só voltará a funcionar em 2007, explicando o atraso com o facto de se tratar de um "trabalho muito delicado e complicado, que implica a intervenção numa estrutura em mau estado e com zonas muitos sensíveis"
31 de Julho O consórcio faz um segundo pedido de prorrogação do prazo, desta vez para estender a obra por mais cinco anos
29 de Agosto A Refer anuncia a sua intenção de rescindir contrato com o empreiteiro, por mau relacionamento e por entender que o mais recente pedido de prorrogamento do prazo "coloca grave e drasticamente em causa a capacidade do consórcio para concluir a obra"
30 de Agosto O empreiteiro diz-se perplexo e anuncia que vai recorrer judicialmente da rescisão do contrato, por entender não existirem razões para semelhante decisão
6 de Setembro O consórcio admite concluir a obra no prazo de um ano mediante algumas alterações no processo construtivo. Por sua vez, a Refer suspende por um mês a intenção de rescindir o contrato
Fonte: Público
O consórcio de construtoras que está a reforçar o túnel do Rossio acedeu a concluir as obras dentro de um ano, em vez de só as terminar em 2011, como pretendia. Mas só com a condição de substituir os planos de reabilitação do troço mais melindroso dos trabalhos, que são os primeiros 300 metros a partir da estação, por um projecto da sua autoria.
Fonte: Público
O vereador eleito pelo Bloco de Esquerda da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, voltou hoje a pedir explicações do executivo Municipal sobre os montantes dos prémios dos administradores da EPUL e de outras empresas municipais.
De acordo com a vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara, cada um dos administradores da EPUL - Empresa Pública de Urbanização de Lisboa - devolveu 12.400 relativos a prémios de gestão de 2004 e 2005, por haver dúvidas sobre a aplicação às empresas municipais de uma resolução de 2005 do Conselho de Ministros.
Gabriela Seara afirmou hoje, após a reunião de câmara, que os prémios foram devolvidos de "forma preventiva", uma vez que o processo está a ser analisado pelo Tribunal de Contas.
No entanto, Sá Fernandes considera que esta explicação não é suficiente: "foi referido que foram devolvidos 12.000 euros, mas não foi dito o que aconteceu ao resto", afirmou.
Segundo o vereador bloquista, os números avançados pela vereadora dão no total cerca de 60.000 euros, mas faltar explicar "para onde foram outros 10.000 entregues a administradores da EPUL e suas associadas e como é nas outras empresas municipais". "Aprovaram-se prémios de produtividade para quem nem produz", acusou o vereador, citando relatórios de 2006 a que teve acesso.
No final da reunião, Sá Fernandes disse aos jornalistas que o vereador Fontão de Carvalho também não forneceu informação sobre a situação das outras empresas municipais relativamente a uma eventual acumulação de remunerações e atribuição de prémios a administradores.
Sá Fernandes recusa esperar pelas conclusões do Tribunal de Contas para ter estas informações e considera que deve ser aberto um inquérito e prestados esclarecimentos aos vereadores. Também o PS quer mais explicações e considera que o tema está longe de estar encerrado.
"Esta não foi a última explicação. É um tema que vai continuar", afirmou o vereador socialista Dias Baptista, referindo que a devolução dos prémios terá sido feita a título provisório, mas "tem de ser definitiva". A vereadora comunista Rita Magrinho afirmou, por seu lado, que "há anos que a EPUL não cumpre os seus objectivos".
"Todos os dias somos confrontados com queixas de promitentes compradores relativamente à EPUL. Estamos ainda por saber quando é que os jovens podem habitar o Martim Moniz", disse Rita Magrinho, defendendo exigência na gestão da EPUL, "porque é também de dinheiro público que se trata".
A vereadora Gabriela Seara anunciou segunda-feira a decisão de devolução dos prémios dos administradores da EPUL, justificando-a com "uma interpretação extensiva" da resolução do Conselho de Ministros que determina a não atribuição de prémios de gestão aos administradores de empresas públicas. De acordo com Gabriela Seara, "não se sabia e não se sabe" se o conceito de empresa pública se aplica a empresas participadas de empresas municipais.
Fonte: Lusa
Os Jardins Digitais chegam em Novembro. Entre os espaços abrangidos pelos "Jardins Digitais" encontram- se os parques de Monsanto, Eduardo VII e Bela Vista, os jardins da Estrela e do Príncipe Real, os miradouros da Senhora do Monte e Santa Catarina e o Castelo de São Jorge. Certamente não por acaso não consta o jardim do Campo Pequeno...
As piscinas do Campo Grande, Areeiro e Olivais vão ser reabilitadas, garantiu hoje a vereadora do Urbanismo na câmara de Lisboa, Gabriela Seara, no final da reunião semanal de vereadores. O PS apresentou uma moção para a preservação das piscinas, que foi chumbada pela maioria PSD/CDS-PP por a considerar "redundante", mas que teve o apoio do Bloco de Esquerda (BE). Agora vão todos em romaria visitar as piscinas. Deve ser do calor. Talvez aproveitem para dar uma banhoca.
A Comissão Arbitral Municipal (CAM) de Lisboa, um organismo criado no âmbito da actualização das rendas de casa, deverá começar a funcionar até final de Outubro, anunciou hoje o município da capital. Da comissão farão parte, além de um representante da Câmara de Lisboa, representantes do Serviço de Finanças, das ordens dos Engenheiros, dos Arquitectos e dos Advogados, da Associação dos Proprietários Lisbonenses, da Associação dos Inquilinos e dos arrendatários não habitacionais [podendo ser nomeado por associações de comerciantes].
Segundo informação do gabinete da vereadora do urbanismo, Gabriela Seara, o processo vai arrancar quinta-feira com a designação do representante do município para a presidência da comissão. A criação da CAM está prevista no novo Regime do Arrendamento Urbano, com competências para avaliar designadamente os níveis de conservação dos edifícios.
Fonte: Lusa
A Câmara de Lisboa discute hoje em reunião do executivo um projecto para permitir em diversos espaços verdes da cidade o acesso público à Internet com recurso à tecnologia wireless (sem fios). Então e uns dinheirinhos para pôr o jardim do Campo Pequeno como deve ser, não há?
Dúvidas legais e éticas levaram os administradores da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) e empresas associadas a terem de devolver os seus prémios de desempenho relativos aos anos de 2004 e 2005.
Quanto receberam os gestores e quanto irão devolver é, no entanto, matéria obscura, uma vez que os números contraditórios entre si divulgados ontem e anteontem em comunicados emanados da Câmara de Lisboa diferem quer dos que surgem nos relatórios e contas oficiais, quer dos valores efectivamente pagos aos gestores. Confrontada com estas discrepâncias, a EPUL deu explicações vagas sobre os impostos que recaem sobre estes prémios, e que fazem baixar o seu valor real. Os 11 gestores em causa podem ter recebido perto de 182 mil euros num ano em que foi decidido não aumentar os quadros superiores nem os directores da empresa, embora a versão oficial dos factos apenas dê conta de que cada administrador foi premiado com 12.400 euros.
Fonte: Público

Nascia Menez, a artista plástica Maria Inês Ribeiro da Fonseca, nome fundador do expressionismo lírico e abstracto, na arte portuguesa. Menez nasceu em Lisboa. Começou a pintar aos 26 anos, sendo encorajada pelo escritor Ruben A., seu amigo, e depois por José-Augusto França, que à data dirigia a Galeria de Março. O abstraccionismo de Menez reflectia então a proximidade a Vieira da Silva, Pierre Bonnard, Mark Rothko e Matisse.
Em 1960, a presença em Londres, com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, deixou-a em contacto com novas expressões. Aqui privou com Paula Rego, Patrick Caulfield, Hélder Macedo, Mário Cesariny, João Vieira. No regresso a Lisboa, foi distinguida nos prémios de Pintura Gulbenkian e teve a primeira retrospectiva na Sociedade Nacional de Belas Artes. Ao longo da carreira, Menez foi representada pelas mais importantes galerias internacionais, através da sua "casa" portuguesa, a Galeria 111. Recebeu o Prémio Pessoa em 1990.
A arte de Menez integra colecções públicas e privadas, ocupando um lugar de destaque em diferentes museus de arte contemporânea. Em Portugal, está exposta no Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, na Culturgeste, no Centro Cultural de Belém, na Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. Menez é ainda um dos mais importantes nomes do Fundo de Pintura do Ministério das Finanças e da Assembleia da República, entre outras instituições. Os painéis de azulejos da estação Marquês do Pombal, no Metropolitano de Lisboa, do Hospital de Santa Maria, da Universidade do Minho e da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa contam-se entre as obras de arte pública de Menez.
Maria Inês Ribeiro da Fonseca morreu em 1995, aos 69 anos. Tinha sobrevivido aos três filhos.
Fonte: Lusa
Obras Escuras, por José Medeiros Ferreira, no Bichos Carpinteiros.
A Câmara de Lisboa vai discutir, amanhã, em reunião do executivo um projecto para permitir em diversos espaços verdes da cidade o acesso público à Internet com recurso à tecnologia "wireless" (sem fios). Na proposta, subscrita pelos vereadores do Espaço Público, António Proa, e do Urbanismo, Gabriela Seara, afirma-se que a autarquia "pretende assegurar condições para todos os que residem, estudam, trabalham ou visitam o município, bem como as empresas, possam vir a beneficiar de banda larga, nomeadamente em soluções 'wireless', de forma a facilitar o acesso à informação e a aumentar as suas oportunidades económicas, sociais e educativas".
O projecto conta com o apoio das Empresas Radiomóvel Comunicações (ZAPP), Broadnet Portugal e a PT Acessos Internet Wi-Fi, que trabalharam em conjunto com a autarquia para o desenvolver. Denominado "Jardins Digitais", o projecto-piloto engloba vários espaços da cidade, como o Jardim do Campo Grande, os miradouros da Graça, de Nossa Senhora do Monte e de Santa Catarina, o Parque Florestal do Monsanto, o Parque Eduardo VII, Parque da Bela Vista ou o Jardim da Estrela.
Fonte: JN
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carmona Rodrigues, defende que a Autarquia deve poder participar nas decisões das empresas públicas que operam na cidade, como é o caso da Carris, da Administração do Porto de Lisboa (APL), da EPAL, da ANA - Aeroportos de Portugal e da Refer.
O autarca argumenta que, do ponto de vista da gestão e optimização do funcionamento da cidade, há todo o interesse em que a autarquia tenha capacidade de intervir nestas empresas. E cita os exemplos de Madrid e Londres, duas capitais europeias cujas respectivas câmaras municipais têm vindo a ver os seus poderes reforçados nestes domínios .
Fonte: JN
10h-18h Dominguez Alvarez. A Fundação Gulbenkian assinala o centenário do nascimento de uma das mais destacadas figuras do chamado segundo modernismo português com uma exposição de 39 obras do pintor portuense. Até 15 de Outubro no Centro de Arte Moderna.
10h-19h Abel Salazar - O Desenhador Compulsivo. Mostra patente até dia 17, no Centro de Exposições do CCB.
10h-20h Sedução, Cinema & Pintura. Exposição da Colecção Berardo. De terça a domingo no Sintra Museu de Arte Moderna (Av. Heliodoro Salgado).
10h-1h A Ilha dos Amores. Uma instalação de Joana Vasconcelos. Pode ser visitada de terça a domingo, até 1 de Outubro, no Museu da Electricidade (Central Tejo). Entrada livre.
18h Os Marinheiros do Chapitô. Animação temática de artes circenses. Todas as terças-feiras, até ao final do ano, no Centro Comercial Colombo.
21h Festival Flamenco. O Teatro Nacional São Carlos recebe música e canto flamenco de Carmen Linares (hoje), Eva Yerbabuena (quinta-feira) e da Compañia Israel Galván (sábado).
23h30 Poesia na Barraca. Changuito lê poemas da autoria de Mário Cesariny. No Bar A Barraca - Teatro Cinearte (Lg. de Santos, 2). Entrada livre.
O Teatro de São Carlos vai receber pela primeira vez música e canto flamenco, com Carmen Liñares, Eva Yerbabuena e Israel Galván, em três espectáculos que decorrem hoje, quinta-feira e sábado.
A iniciativa, intitulada Festival de Flamenco, conta com o apoio do Ministério da Cultura espanhol. Carmen Liñares, uma das artistas espanholas de maior projecção internacional, abre hoje o festival, com o espectáculo «De voz de madera».
Foi uma das primeiras artistas espanholas a ser convidada para actuar com a Orquestra Filarmónica de Nova Iorque no Lincoln Center. Em Lisboa, Carmen Linares será acompanhada pelos guitarristas Juan Carlos Romero e Paco Cruzado e o percussionista Antonio Coronel. Eva Yerbabuena, 36 anos, vai actuar quinta-feira no palco do São Carlos com o espectáculo EVA. Israel Galván, um dos mais premiados bailarinos de flamenco, apresenta dia 9 de Setembro «Arena».
O espectáculo de Galván tem direcção artística e realização de vídeos de Pedro G. Romero e conta com a participação dos cantadores Diego Carrasco e Miguel Poveda, bem como de Enrique Morente em vídeo, do guitarrista Alfredo Lagos, do pianista Diego Amador e da charanga Los Sones, entre outros.
Fonte: Diário digital
O Cabaret Maxime, mítica casa de espectáculos na Praça da Alegria (Lisboa), fechou há uma semana por determinação da Câmara de Lisboa. Na origem da decisão estão queixas de barulho causado pelos concertos tardios. Bô Bcstrôm, um dos gerentes do espaço, já contestou a notificação, embora manifeste vontade de resolver as questões de base».
Fonte: Diário Digital
Lisboa está de novo mourisca. Intérprete do Sul sem limite. Só horizonte.
9h-19h Humor e Sociedade. Exposição do VII Porto Cartoon, produzida pelo Museu Nacional da Imprensa. A mostra, constituída por mais de 200 desenhos, está patente até dia 29, de segunda a sexta, no átrio do Ministério das Finanças (Pç. do Comércio). Entrada livre.
15h-24h XXVII Salão Internacional de Pintura Naïf. Exposição que reúne 96 trabalhos de 42 artistas de diversos países, com predominância de autores portugueses e espanhóis. Está aberta ao público até dia 6 na Galeria de Arte do Casino Estoril.
21h As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos. Espectáculo da Companhia Teatral do Chiado, da autoria de Adam Long, Jess Borgeson e Daniel Singer. Em cena no Teatro-Estúdio Mário Viegas (Lg. do Picadeiro).
21h Concertos do Carmo. Seis fadistas, de diferentes gerações, apresentam-se todas segundas-feiras, até dia 25, nas Ruínas do Convento do Carmo. O cartaz é constituído por Beatriz da Conceição, Alcindo de Carvalho, Matilde Pereira, Joaquim Gomes, Cátia Garcia e André Vaz. Entradas a 15 e 25?.
21h30 Festival Rota dos Monumentos. Recital com o pianista Grigory Sokolov, Obras de Beethoven, Bach e Schumann. Na Cidadela de Cascais.
"Dos nove projectos para silos automóveis patrocinados através da associação Experimenta Design apenas dois foram concretizados. Um foi construído nas Portas do Sol, perto do Castelo de São Jorge, sobre Alfama, e o outro na Calçada do Combro. Mas nenhum deles apresenta algumas das características originais que estavam previstas, como cafés, restaurantes e outros serviços
Consumiu mais de cem mil euros a campanha de desenvolvimento e divulgação de um projecto "pioneiro" destinado a construir nove silos automóveis em Lisboa. Três anos depois de a iniciativa ter sido anunciada, tanto em Portugal como no estrangeiro, só estão de pé dois parques de estacionamento, e não nas condições anunciadas."
Ana Henriques, no Público
Lisboa. No Ofício Diário.
Lisboa está uma cidade cada vez mais luminosa e suja. Luminosa porque o Sol esforça-se em realçar cada recorte, cada aresta, cada pessoa. Em sublinhar os segredos ocultos am todas as claridades. Suja, porque ninguém a lava. Bostas de cão e lixo decoram passeios e ruas. Um desleixo negocista e laxista apossou-se dos edis. Que será feito das mangueiras e das agulhetas de antanho? Aqui e ali, montinhos de calçada por recolocar depois de um arranjo. Salteados, canteiros descuidados e peças de mobiliário urbano, como agora gostam de lhe chamar estes tecnocratas desalmados que governam, deitadas abaixo, tortas ou arrancadas. Veja-se o escandaloso abandono do jardim do Campo Pequeno. Aperaltada a obra para a televisão e Carmona Rodrigues tirar o pano à lápide da sua pequenina posteridade, nada mais interessa. Ai, Lisboa...
Lisboa é a cidade escolhida para a realização do concurso. No próximo ano, a capital portuguesa será palco da eleição das sete novas maravilhas do mundo. Uma cerimónia com projecção mundial, que promete fazer história. A ideia nasceu na cabeça do suíço Bernard Weber, realizador, curador de arte, aviador que já percorreu o mundo. Das sete maravilhas que marcaram o mundo antigo só restam as Pirâmides de Jizé, no Egipto. As restantes já não existem, daí a necessidade de eleger as novas sete maravilhas do mundo.
Fonte: SIC
(Arquivo Municipal, Joshua Benoliel)
É inaugurada a Penitenciária de Lisboa.