Em breve haverá novidades sobre o destino do Olissipo.
O barco vai de saída
Adeus ao cais de Alfama
Se agora ou de partida
Levo-te comigo ó cana verde
Lembra-te de mim ó meu amor
Lembra-te de mim nesta aventura
P'ra lá da loucura
P'ra lá do Equador
Ah mas que ingrata ventura
Bem me posso queixar
da Pátria a pouca fartura
Cheia de mágoas ai quebra-mar
Com tantos perigos ai minha vida
Com tantos medos e sobressaltos
Que eu já vou aos saltos
Que eu vou de fugida
Sem contar essa história escondida
Por servir de criado essa senhora
Serviu-se ela também tão sedutora
Foi pecado
Foi pecado
E foi pecado sim senhor
Que vida boa era a de Lisboa
Gingão de roda batida
corsário sem cruzado
ao som do baile mandado
em terra de pimenta e maravilha
com sonhos de prata e fantasia
com sonhos da cor do arco-íris
desvaira se os vires
desvairas magias
Já tenho a vela enfunada
marrano sem vergonha
judeu sem coisa nem fronha
vou de viagem ai que largada
só vejo cores ai que alegria
só vejo piratas e tesouros
são pratas, são ouros,
são noites, são dias
Vou no espantoso trono das águas
vou no tremendo assopro dos ventos
vou por cima dos meus pensamentos
arrepia
arrepia
e arrepia sim senhor
que vida boa era a de Lisboa
O mar das águas ardendo
o delírio do céu
a fúria do barlavento
arreia a vela e vai marujo ao leme
vira o barco e cai marujo ao mar
vira o barco na curva da morte
e olha a minha sorte
e olha o meu azar
e depois do barco virado
grandes urros e gritos
na salvação dos aflitos
estala, mata, agarra, ai quem me ajuda
reza, implora, escapa, ai que pagode
rezam tremem heróis e eunucos
são mouros são turcos
são mouros acode!
Aquilo é uma tempestade medonha
aquilo vai p'ra lá do que é eterno
aquilo era o retrato do inferno
vai ao fundo
vai ao fundo
e vai ao fundo sim senhor
que vida boa era a de Lisboa
Autor: Fausto
Por Diana Ralha, no Público
AECOPS reage com espanto à intenção da CML:afixar cartazes nos tapumes de obras dá multa a empreiteiros.
Promotores de espectáculos são quem mais usa estes suportes. Filipe La Féria pôs a circular abaixo-assinado onde se pede à autarquia que aja com bom senso. A Câmara de Lisboa declarou guerra à publicidade ilegal na cidade, mas as últimas orientações dadas por Gabriela Seara, vereadora do Urbanismo, para apertar o cerco aos cartazes afixados em tapumes de estaleiros de obras estão a incendiar os ânimos tanto das empresas de construção civil, como dos agentes culturais da cidade, que são quem mais utiliza esses suportes para promoção dos seus espectáculos.
Na passada terça-feira, Gabriela Seara reuniu-se com cerca de uma centena de fiscais e chefias e exigiu uma fiscalização mais apertada na ocupação da via pública e na afixação de publicidade ilegal nos tapumes dos estaleiros. "A cidade está a ter muitas obras, que são necessárias, mas temos de garantir uma convivência equilibrada entre essas intervenções e as pessoas", afirmou a vereadora, num comunicado distribuído à imprensa.
Nesse documento, Seara salienta que "o regulamento [municipal] diz que é possível dizer todos os dias aos donos de obras que têm de arrancar os cartazes ilegalmente colados, pois este articulado prevê que os tapumes sejam limpos todos os dias". "Os donos de obra que não cumprirem podem sofrer as pesadas coimas previstas no Regulamento sobre Ocupação da Via Pública com Tapumes", refere ainda o documento. As coimas vão de um a quatro salários mínimos nacionais.
Tomás Gomes, director-geral da Associação das Empresas de Construção e Obras Públicas (AECOPS), acolhe a intenção autárquica com espanto: "Não é realista. O dono da obra vai passar a montar guarda aos tapumes durante a noite?" O responsável considera que existem poucos locais para promoção cultural, pelo que a autarquia deveria criar espaços para o efeito e, posteriormente, penalizar os agentes que colocam os cartazes ilegalmente - mas nunca os donos das obras.
La Féria passa ao contra-ataque
Os promotores culturais também poderão ser multados, mas a equipa de fiscalização do gabinete de António Proa, responsável pelo Espaço Público da capital, é muito menor que a de Seara. Tem apenas quatro elementos. "É uma fragilidade: é ridículo e insustentável", diz o vereador, acrescentando que a capacidade do seu gabinete para a remoção dos cartazes também é reduzida. Para Proa, "a cidade tem regras que têm que ser cumpridas. Este tipo de publicidade é uma falta de respeito pela cidade e a normalidade e a legalidade têm que ser repostas em Lisboa".
O encenador Filipe La Féria, que tem em cena no Politeama o musical Música no Coração - cuja promoção também está a ser feita pelos tapumes espalhados pela cidade -, já passou ao contra-ataque. Está a fazer circular, desde a passada quarta-feira, pelos espectadores do musical, um abaixo-assinado que pretende demover o executivo camarário a avançar com multas e penalizações. "É preciso que haja bom senso por parte da câmara", diz La Féria, acrescentando que já tem centenas de assinaturas que posteriormente irá remeter a Carmona Rodrigues. Em jeito de sugestão, atira: "Vejam cidades como Londres e Paris, onde há apelo à cultura em cada rua da cidade."
Os moradores da Avenida Mouzinho de Albuquerque vão entregar hoje um abaixo-assinado à PSP, câmara de Lisboa e às juntas de freguesia de Penha de França e São João, reivindicando estacionamento naquela via. O documento, que reúne centenas de assinaturas, exige que até à construção de uma "zona de estacionamento adequada ao número de residentes, lhes seja permitido estacionar na zona central da avenida, entre as 19.00 e as 08.30". "O estacionamento é caótico. O pior é que "não temos parques de estacionamento nem qualquer solução", denuncia Maria Manuela Henriques, moradora naquela rua desde 1970.
Durante o dia a avenida está calma, até porque é uma zona residencial sem grande movimento. Mas, a partir das 19.00 começam as filas para encontrar um cantinho onde arrumar o automóvel. E... todos os cantinhos são válidos. Há também quem opte por estacionar atrás de outros e deixar um recado: "Peço desculpa pelo incómodo", assinando depois com o número da porta e andar onde reside.
Com o desespero, há quem tenha atitudes menos cívicas: "Já chegaram a tirar os pilaretes para arrumar os carros no passeio. Outros colocam os carros nas curvas. Estamos a dormir e de repente acordamos com o carro do lixo a buzinar porque não consegue entrar na praceta", explica a moradora, admitindo que "o estacionamento é caótico", mas não há alternativas.
Os presidentes das juntas de Penha de França e São João dizem que estão previstos para aquela zona três parques de estacionamento. O problema é que todos se inserem no Plano de Urbanização do Vale de Santo António. O projecto da EPUL encontra-se neste momento na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional e, caso seja aprovado, voltará à câmara e depois à Assembleia Municipal. Contas feitas, o processo poderá levar sete anos até começar a ser executado.
De acordo com os presidentes da juntas de São João e da Penha de França, dentro de dois anos poderá vir a existir um parque de estacionamento na Praça Paiva Couceiro. A licença de exploração já foi atribuída a uma empresa privada. Resta agora saber se os moradores estão dispostos a suportar os custos e manutenção do parque.
Fonte: Diário de Notícias
14h15-19h Feira do Livro Islâmico. 13ª edição da feira organizada pela revista islâmica portuguesa Al Furqán. Decorre até dia 23, de segunda a domingo, na Mesquita Central de Lisboa (à Praça de Espanha).
15h-19h Feira das Instituições de Apoio aos Idosos da Amadora. Uma iniciativa que visa mostrar o trabalho desenvolvido por diversas entidades no apoio à população sénior do concelho. Decorre até domingo, no Parque Delfim Guimarães.
21h A Mobilidade na Cidade de Lisboa. Debate promovido pelo Gabinete Municipal do Bloco de Esquerda no âmbito do ciclo Que PDM amigo do Cidadão?. No Hotel Holiday Inn (Av. António José de Almeida, 28 A).
21h30 Música do Paço. O festival organizado pelo Museu Nacional do Traje propõe hoje um espectáculo pelo Quarteto do Conservatório Nacional, sob a direcção de João Andrade. Sábado, o destaque vai para a Música Tradicional Europeia, com os Trade e Varius. No Parque do Monteiro-Mor. Entradas a 10 euros.
O Presidente da República, Manuel de Arriaga, coloca a primeira pedra no edifício de A Voz do Operário, em Lisboa.
A Associação Lisbonense de Proprietários (ALP) afirmou que a busca judicial de que foi hoje alvo faz parte de uma "guerrilha judiciária" feita por um "grupo de sócios minoritários", que acusa de difamação.
Em comunicado, a ALP lamenta a "apreensão e cópia" dos discos rígidos dos seus computadores, assinalando o "prejuízo de tal difamação" e o "gravíssimo risco" de violação de dados confidenciais que constam da base de dados dos seus sócios. A associação afirma-se "inteiramente tranquila" quanto à "exactidão e lisura" das suas contas, que garante terem sido inspeccionadas e auditadas até 2005. As acusações do grupo de sócios, que o presidente da ALP diz ter perdido as eleições para a direcção da associação há quatro anos, são "inteiramente falsas e caluniosas", lê-se no comunicado.
A ALP afirma ainda não ter sido citada para a acção judicial que motivou a busca de hoje, que resultou na "apreensão de todos os registos contabilísticos, através da gravação do conteúdo dos discos rígidos". O presidente da ALP, Manuel Metello, afirmara antes à Lusa que o grupo de 14 sócios se candidatou à direcção em 2002 e perdeu as eleições. Desde essa altura, disse, o grupo tem vindo a realizar várias acções como a impugnação das eleições, providências cautelares e em Dezembro de 2005 "invadiu uma assembleia-geral da associação".
"Nós somos 10 mil sócios e eles são 14", disse o responsável, adiantando que os sócios que alegadamente invadiram a assembleia-geral já estão com processos de expulsão.
Fonte: Lusa
O vereador do BE na Câmara de Lisboa, Sá Fernandes, exigiu hoje a "imediata demissão" dos administradores da EPUL, após ter consultado documentação que "confirma a injustificação" do pagamento de comissões à imobiliária privada Findland.
"Como era de esperar, tudo aquilo que tem vindo a público sobre os negócios da EPUL com a Findland confirma-se", afirmou José Sá Fernandes, referindo-se aos três maiores negócios da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), três concursos públicos que tiveram como vencedor o empresário Bernardino Gomes.
Em causa estão as comissões, num total de 1,3 milhões de euros, pagas pela EPUL à imobiliária IMOHIFEN, sua associada, e repartidas com uma imobiliária privada, a Findland, relativas à venda de terrenos do Benfica (2003) e no Vale de Santo António (em 2004 e 2005), e ainda a atribuição de prémios de gestão a administradores da empresa municipal.
Fonte: Lusa

Contas sob suspeita.
Associação Lisbonense de Proprietários alvo de busca.
Por Margarida Davim
A Associação Lisbonense de Proprietários foi hoje alvo de uma busca judicial. Em causa estão os documentos relativos às contas de 2005.
Dois funcionários judiciais, acompanhados pela PSP, estiveram durante a manhã de hoje na sede da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), para recolher documentação relativa às contas de 2005. Esta busca vem na sequência das suspeitas levantadas por um grupo de associados, que tem vindo a contestar a actual direcção. «Existe já uma acção judicial, que anulou as eleições dos Corpos Sociais da ALP», conta a associada Maria Emília Borralho, que avançou que a diligência de hoje foi feita «para salvaguardar as provas para o inquérito judicial que está em curso».
Tudo começou em 2002, quando a lista de Maria Emília Borralho perdeu as eleições para a direcção da associação, numa situação que foi considerada irregular pelo Tribunal Cível de Lisboa, mas que continua pendente de recurso. Na altura, o actual presidente da ALP Manuel Metello, concorreu apresentando 150 procurações, quando os estatutos apenas permitem a apresentação de 5 procurações.
Neste momento, a Inspecção Geral de Finanças está já a fiscalizar as contas de 2002, 2003 e 2004. Mas Maria Emília Borralho diz-se preocupada com a situação, uma vez que os relatórios e contas em causa indiciam algumas irregularidades. «Em 2003, foram contabilizadas como proveitos extraordinários valores de rendas de inquilinos que faleceram, que ascendem a 143 mil euros», acusa. Para Manuel Metello, que diz não ter nada a esconder, esta acção faz parte de uma «guerrilha promovida por um grupo de associados». O presidente da ALP acusa o grupo liderado por Maria Emília Borralho de ter pedido esta busca apenas para «obter informação sobre os nossos associados, para poderem fazer campanha para as próximas eleições».
Fonte: Sol
A propósito do túnel do Rossio a memória é curta, lembra João Carvalho Fernandes, no sempre atento Fumaças.
17h30 António é o meu nome. A Biblioteca Nacional inaugura uma exposição que evoca a vida e obra do cientista e poeta Rómulo de Carvalho, celebrizado com o pseudónimo de António Gedeão, organizada a partir do espólio doado pela sua família.
18h30 Ética e Estética do Globalismo: Uma Perspectiva Pós-Colonial. Conferência de Homi K. Bhabha (Universidade de Harvard) que abre o fórum cultural O Estado do Mundo, inserido nas comemorações do cinquentenário da Fundação Calouste Gulbenkian. No Auditório 2 da FCG. Entrada livre.
20h Guerras de Alecrim e Manjerona. A fechar o ciclo dedicado a António José da Silva, O Judeu, o Teatro Nacional D. Maria II apresenta, até dia 29, esta ópera joco-séria, considerada a obra-prima do autor. Inicialmente levada à cena em 1737, faz uma sátira a diversos aspectos da sociedade portuguesa da época.
21h Orquestra Gulbenkian. Concerto com Viktoria Mullova (violino), sob direcção do maestro Lawrence Foster. Obras de Zoltán Kodály, Béla Bartók e Joly Braga Santos. Hoje e sexta-feira no Grande Auditório Gulbenkian.
21h30 Música do Paço. O festival organizado pelo Museu Nacional do Traje propõe hoje um recital com Eurico Rosado (piano) e Luís Cunha (violino), com obras de vários autores portugueses. Bilhetes a 10 euros (entrada gratuita até 12 anos).
Lisboa era atingida por um terramoto.
Lisboa À Deriva, por Carlos Miguel Castro, no Tugir.
A Comissão de Utentes da Linha de Sintra considerou hoje "inadmissível" o novo adiamento da reabertura do Túnel do Rossio, enquanto para os comerciantes é um "mal menor" perante o cenário que se previa do arrastamento da obra. O presidente da Refer - Rede Ferroviária Nacional admitiu na terça-feira que o túnel poderá reabrir no final de 2007, apesar da rescisão do contrato com o consórcio Teixeira Duarte/Epos, a quem tinha adjudicado a empreitada por 32 milhões de euros com um prazo previsto de 13,5 meses para a sua conclusão, que terminou em Setembro deste ano. "Eles desentendem-se, as empresas não cumprem os contratos e os prejudicados são os utentes", disse à agência Lusa o porta-voz da Comissão de Utentes da Linha de Sintra, Rui Ramos.
Fonte: Lusa
As 50 Casas Regionais existentes em Lisboa, que asseguram a continuidade dos costumes, tradições e culturas das várias regiões do país, vão estar em debate sábado num fórum organizado pela Câmara de Lisboa. O I Fórum das Casas Regionais resulta do reconhecimento devido a estas colectividades, que são "os embaixadores da cultura regional e têm um papel muito importante na divulgação das várias regiões do país", disse hoje à agência Lusa Maria João Figueiroa, organizadora do evento.
Inserido nas actividades do Gabinete de Apoio às Colectividade e Casas Regionais, o fórum pretende ser "um espaço de debate e de avaliação das novas realidades com que o associativismo regional se depara", adianta a autarquia em comunicado.
"A Câmara Municipal de Lisboa está ciente da necessidade de implementação e desenvolvimento de estratégias comuns para a promoção de actividades em prol da população, com vista à promoção de uma maior coesão social e ao estreitamento de laços entre as suas terras e a cidade de Lisboa", adianta o comunicado.
Maria João Figueiroa adiantou que estas casas se têm adaptado às novas realidades, muitas delas aliando a sua função social, recreativa e cultural ao desporto para atrair os mais jovens, como é o caso da Casa de Arco de Valdevez, em Marvila. Outras abriram sites gratuitos na Internet que são muito frequentados por jovens, mas também por turistas, contou. "Estas casas surgiram no início do século XX numa realidade social e económica completamente diferente da que se vive actualmente e é preciso estudar novos enquadramentos e soluções para estas colectividades", adiantou a responsável.
Antigamente, estas casas eram frequentadas pelas pessoas que vinham da província, o que já não acontece actualmente. O objectivo de quem as procura "já não é o convívio com os conterrâneos", afirmou Maria João Figueiroa, salientando a importância destas casas para o turismo de Lisboa. A responsável deu como exemplo a Casa do Alentejo, nas Portas de Santo Antão, que é muito procurada pelos turistas por apostar na gastronomia da região.
"As tradições e os costumes não passam de moda, mantêm-se sempre actuais e são o garante da diversidade cultural", sublinhou. Segundo a autarquia, no fórum estarão presentes representantes das diversas Casas Regionais, presidentes das Juntas de Freguesia, representantes da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura Recreio e Desporto, da Federação das Colectividades e da Associação das Colectividades do Concelho de Lisboa, entre outras instituições. O evento, que será encerrado pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, irá decorrer no Fórum Lisboa no sábado.
Fonte: Lusa
O PSD requereu hoje a realização de uma "auditoria ou inspecção extraordinária" ao processo do concurso e execução da empreitada no Túnel do Rossio, inicialmente adjudicada à Teixeira Duarte/Epos. Num requerimento enviado à comissão parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, o PSD solicita ao ministro Mário Lino "a realização de uma auditoria ou inspecção extraordinária a todo os processo concursal e à execução da empreitada do Túnel do Rossio, a fim de verificar se foram executados os procedimentos adequados à boa prossecução do interesse público".
As obras no Túnel do Rossio têm estado envolvidas em polémica desde o final de Agosto, altura em que a Refer anunciou a intenção de rescindir o contrato com o consórcio Teixeira Duarte/Epos, que deveria ter acabado a empreitada nessa data e que pedira um adiamento até Novembro de 2011.
Dias depois, a Refer suspendeu por 30 dias a rescisão com a Teixeira Duarte/Epos para permitir ao consórcio preparar a conclusão da obra do túnel do Rossio no prazo de um ano. Contudo, na passada sexta-feira, a Refer anunciou a rescisão definitiva do contrato com o consórcio Teixeira Duarte/Epos, a quem foi adjudicada a empreitada por cerca de 32 milhões de euros e com um prazo de execução de 13,5 meses.
Num outro requerimento, o PSD solicita ainda a audição em sede de comissão parlamentar dos responsáveis pelo Consórcio Teixeira Duarte/EPOS para que prestem "todos os esclarecimentos necessários à clarificação desta situação e avaliação de eventuais responsabilidades lesivas do interesse público".
"É importante esclarecer a opinião pública sobre esta situação, pois continuam a ser afectados milhares de utentes que se deslocam diariamente para o seu local de trabalho", lê-se no requerimento assinado pelos deputados Luís Rodrigues, Jorge Costa e Fernando Santos Pereira. O Túnel do Rossio foi encerrado a 22 de Outubro de 2004 por "questões relacionadas com a sua segurança ao nível da exploração ferroviária".
Fonte: Lusa
O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues (PSD), anunciou hoje que o projecto da Administração do Porto de Lisboa (APL) de reforço do terminal de contentores de Alcântara não implicará uma expansão do cais. "O cais não terá expansão", afirmou Carmona Rodrigues aos jornalistas à margem da apresentação da conferência sobre frentes ribeirinhas e marítimas, WaterfrontExpo, que terá lugar em Lisboa, em 2007. O presidente da APL, Manuel Frasquilho, confirmou que não será feita "qualquer expansão do cais".
Fonte: Lisboa
A poluição do Rio Tejo vai diminuir com a ampliação da ETAR de Alcântara, uma obra que deverá estar pronta dentro de três anos e meio, anunciou hoje o presidente da Câmara de Lisboa.
"Foi adjudicada a ampliação da ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) de Alcântara há duas semanas", anunciou o presidente da autarquia lisboeta, Carmona Rodrigues (PSD), à margem da apresentação da conferência sobre frentes ribeirinhas e marítimas, Waterfront, que se realizará em Lisboa, em 2007.
A obra, da responsabilidade da SimTejo, empresa de Saneamento Integrado dos Municípios do Tejo e Trancão (detida em 50,5 por cento pela Águas de Portugal), vai custar 64 milhões de euros e deverá estar pronta dentro de cerca de três anos e meio.
Carmona Rodrigues explicou que das três ETAR que servem Lisboa - Alcântara, Chelas e Beirolas - a primeira é a única que actualmente proporciona apenas um "tratamento primário" da matéria orgânica. As obras de ampliação da ETAR de Alcântara vão incluir a cobertura da infra-estrutura, de forma a "evitar os maus-cheiros", acrescentou. Segundo o presidente da Câmara de Lisboa, "o estuário do Tejo está hoje muito melhor do ponto de vista ambiental do que há 15 ou 20 anos".
O autarca participou hoje na apresentação da 5ª edição da conferência Waterfront, que se realizará em Outubro de 2007, no Centro de Congressos de Lisboa. A candidatura à realização deste evento foi preparada pela empresa municipal Ambelis, Agência para a Modernização Económica de Lisboa. Segundo o presidente da Ambelis, João Pessoa e Costa, a conferência deverá reunir 800 a 900 "individualidades ligadas às frentes ribeirinhas, entre arquitectos, engenheiros, projectistas e representantes de instituições públicas e privadas".
Pessoa e Costa sublinhou que a candidatura lisboeta derrotou a de cidades como São Petersburgo, na Rússia, Liverpool, na Grã- Bretanha, ou Hamburgo, na Alemanha. A promoção internacional da conferência vai começar na 4ª edição da Waterfront, que se realiza entre 17 e 19 de Outubro na cidade escocesa de Glasgow. O porta-voz da representação portuguesa será o vice-presidente da Ordem dos Arquitectos e ex-presidente do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), João Rodeia.
Fonte: Lusa
A PSP e as Juntas de Freguesia de S.José, Lapa, Pena e Sagrado Coração de Jesus apresentaram hoje aos comerciantes da Avenida da Liberdade e imediações um novo plano de segurança, sustentado no policiamento de proximidade. Numa conferência de imprensa no âmbito do Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE), o responsável pelo policiamento entre o Marquês de Pombal e a Praça do Comércio, comissário Américo Dias, explicou que o projecto visa "promover uma grande interacção entre os comerciantes e residentes da Avenida e a PSP, envolvendo toda a comunidade na luta contra a criminalidade".
"O policiamento de proximidade baseia-se num conhecimento mútuo entre os agentes e a população, que resulta numa maior abertura e confiança entre ambos", informou o comissário, acrescentando que a população da Avenida poderá identificar facilmente os polícias que patrulham a sua zona, uma vez que as áreas de intervenção serão fixas.
"O espaço foi dividido em várias zonas e em cada uma estará todos os dias a mesma equipa, composta por dois agentes, para que haja maior empatia com as pessoas e para que os polícias possam identificar mais facilmente quem ali circula", disse.
Estabelecida uma relação de proximidade, caberá aos comerciantes e moradores "ajudar os agentes", informando-os dos problemas que mais os afectam.
Como medida complementar, os comerciantes da Avenida da Liberdade e zona envolvente receberão formação sobre o que fazer em caso de ocorrência de crimes nos seus estabelecimentos.
O comissário Américo Dias acredita que o novo projecto, a ser avaliado dentro de um ano através de um inquérito à população, tem "pernas para andar" e salienta que, apesar deste reforço de segurança, a Avenida da Liberdade e a área envolvente "não podem ser consideradas inseguras".
A opinião não é, contudo, partilhada por vários comerciantes, que aproveitaram a sessão para enumerar os problemas mais frequentes na zona, nomeadamente assaltos, vandalismo e prostituição.
António Inácio, comerciante de restauração há 56 anos, afirma ainda ser "do tempo em que a baixa de Lisboa era um paraíso".
"Sentia-me mais seguro antigamente, quando saía da pastelaria às duas da manhã, do que agora, mesmo que seja às quatro da tarde", referiu, depois da reunião.
"A polícia é pouca, o que é uma pena, porque é tão necessária como pão para a boca", lamentou Alfredo Basílio, residente na zona há 38 anos, manifestando-se no entanto optimista quanto ao projecto.
"Temos de deitar a cobardia para trás das costas e ser também, de certa forma, polícias", acrescentou.
Para o presidente da Junta de Freguesia de São José, João Mesquita, a nova estratégia é "inovadora" e "poderá ser alargada a outras zonas da cidade".
"Sei que já houve alguns projectos deste âmbito que não vingaram, mas não aceito que não haja esperança de podermos ir em frente no que se refere à segurança das nossas ruas", declarou.
O autarca adiantou ainda que as Juntas de São José, Lapa, Pena e Sagrado Coração de Jesus, limitadas por "constrangimentos orçamentais", reuniram verbas para a compra de um computador que permita "uma rápida e eficaz informatização dos contactos diários entre a população e a polícia".
O programa de segurança hoje apresentado está a ser acompanhado pelo Ministério da Administração Interna e integra o Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE).
O PUALZE foi aprovado pela Câmara de Lisboa no passado dia 01 de Março, com os votos favoráveis da coligação PSD-CDS/PP e da CDU, e tem como principais objectivos regulamentar a intervenção arquitectónica e urbanística, requalificar e criar espaços públicos, fixar a população residente e regulamentar o trânsito automóvel.
Fonte: Lusa
"Os Lusíadas" por Gianluigi Tosto e "Budapeste", de Chico Buarque, são dois destaques da programação 2006/2007 do Teatro Nacional D. Maria II, que o director artístico, Carlos Fragateiro, espera "corresponda a tudo o que foi pedido". Na nova temporada hoje apresentada, a primeira da responsabilidade de Carl os Fragateiro, dar-se-á particular importância à língua portuguesa e às dramaturgias da lusofonia, bem como aos clássicos de referência. O italiano Gianluigi Tosto, que interpretará em Novembro e Dezembro deste ano três textos fundadores do género épico, a Ilíada e a Odisseia, de Homero, e a Eneida, de Virgílio, foi desafiado para fazer um trabalho semelhante com a epopeia de Luís de Camões, "Os Lusíadas".
O espectáculo, que será levado a cena em Julho de 2007 sem grandes recursos cénicos e num "espaço alternativo" ainda por definir, contará com a colaboração literária de Alberto Pimenta. A apresentação da peça teatral baseada no romance "Budapeste", de Chico Bu arque, está agendada para Dezembro do próximo ano, faltando ainda acordar com o autor quem adaptará o texto ao palco e quem o encenará.
Autores contemporâneos portugueses e lusófonos como António Lobo Antunes, Gonçalo M. Tavares, Lygia Fagundes Telles, António Torrado, Diniz Machado, Inês Pedrosa, José Eduardo Agualusa, José Luís Peixoto e Mia Couto integram a programação da nova temporada, a par de clássicos de língua portuguesa como António José da Silva e Camilo Castelo Branco.
Presentes estarão igualmente grandes nomes da dramaturgia clássica interna cional - William Shakespeare, Carlo Goldoni e Georg Büchner - e também alguns contemporâneos, como os já consagrados Eric-Emmanuel Schmitt, José Sanchis Siniste rra e Nilo Cruz, autor norte-americano de ascendência cubana que ganhou o prémio Pulitzer para Dramaturgia em 2003.
Outra das apostas será a apresentação de espectáculos em Julho e Agosto, por ocasião da presidência portuguesa da União Europeia e numa altura em que o teatro habitualmente fecha as suas portas, bem como a abertura a projectos de colaboração internacional e a abertura de um conjunto de laboratórios de formação.
Fonte: Lusa
"Esperamos, desta forma, corresponder a tudo o que nos foi pedido", disse Fragateiro na sessão de apresentação, que contou com a presença da ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, e do secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho. "Estão de parabéns, temos a certeza de que será uma excelente temporada", disse a ministra, depois da apresentação da programação, feita por Carlos Fragateiro e pelo cenógrafo José Manuel Castanheira.
"Esta programação corresponde de uma forma muito clara às expectativas que tínhamos, do que devem ser as apostas de um teatro nacional: a defesa de uma programação muito centrada na língua portuguesa, que atravessa várias gerações e nacionalidades", declarou. Segundo Isabel Pires de Lima, "um teatro nacional deve também apostar numa forte dramaturgia clássica", na "capacidade para gerar internacionalização, não só caminhando para o exterior, mas também chamando criadores e encenadores de vários quadrantes estéticos" e numa "certa atenção à descentralização".
Fragateiro, que dirigia desde 1993 o Teatro da Trindade, foi nomeado para o D. Maria II em Janeiro deste ano, na sequência da controversa destituição de António Lagarto, que deu origem a uma vigília em frente do teatro e a uma petição na Internet contra a medida. Em explicações então fornecidas na Assembleia da República, Isabel Pires de Lima, justificou o afastamento de Lagarto com o "incumprimento da missão de serviço público", sublinhando que aquele teatro tinha "indicadores preocupantes quanto ao número de espectáculos e ocupação de salas".
Perante os deputados, a ministra da Cultura defendeu "a necessidade de o Teatro Nacional D. Maria II se abrir à comunidade, se reconciliar com a cidade, conquistar públicos diversificados e oferecer uma componente de dramaturgia clássica e contemporânea portuguesa". Segundo a responsável, tal orientação para o teatro nacional insere-se no âmbito de uma "política de defesa do património, da língua e identidade portuguesas".
O orçamento para a programação da temporada 2006/2007 do Teatro Nacional D . Maria II é de três milhões de euros, de um total de 5,14 milhões de euros, ind icou o director artístico do teatro, acrescentando esperar um aumento de receita s de bilheteira dos actuais 140 ou 160 mil euros para cerca de um milhão de euro s, fazendo ascender o total a 6,2 milhões de euros.
Fonte: Lusa

Noutro tempo a Fidalguia
Que deu brado nas toiradas
Andava p'la Mouraria
Onde muito falar se ouvia
Dos Cantos e Guitarradas
A história que eu vou contar
Contou-me certa velhinha
Certa vez que eu fui cantar
Ao salão de um Titular
Lá para o Paço da Rainha
E nesses salão doirado
De ambiente Nobre e sério
Para ouvir cantar o Fado
Ia sempre um Embuçado
Personagem de mistério.
Mas certa noite houve alguém
Que lhe disse, erguendo a fala:
- Embuçado, nota bem:
Que hoje não fique ninguém
Embuçado nesta sala!
Perante a admiração geral
Descobriu-se o Embuçado
Era El-Rei de Portugal
Houve beija-mão real
E depois cantou-se o Fado
João Ferreira Rosa
Lembrado pelo João.
A Deco, em conjunto com a Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M) vai criar um mapa dos pontos negros de Lisboa. A lista dos locais mais perigosos a nível de sinistralidade rodoviária será elaborada através de várias denúncias de cidadãos. Desde o mês de Junho, mês em que começou a campanha Pontos Negros, até o passado dia 5 de Outubro, deram entrada no site daquela associação de defesa do consumidor cerca de 600 queixas, relativas a todo o País. Dessas, 244 dizem respeito à cidade de Lisboa.
Entre as denúncias mais comuns na capital está a ausência de sinalização ou sinalização incorrecta. A falta de barreiras de controlo de velocidade, vulgo lombas, é outras das queixas mais denunciadas, assim como as passadeiras mal assinaladas ou não visíveis. Segundo explicou Rita Rodrigues ao DN, as denúncias são depois "canalizadas para as entidades competentes. A maioria tem tido uma boa resposta por parte das entidades responsáveis."
O objectivo é encontrar uma solução para o problema. E, ao contrário do que geralmente se pensa, a solução não tem de custar fortunas. "A solução passa muitas vezes por pequenos gestos, como voltar a pintar as passadeiras, por exemplo", frisa a jurista da Deco.
Um dos pontos negros que Rita Rodrigues realça é o do Restelo, na Avenida das Descobertas. Aqui, onde já morreram atropeladas pelos menos duas pessoas, o problema passa pela falta de sincronização entre os sinais para automóveis e peões, e o passeio é estreito demais (ver texto ao lado).
O problema, explica a responsável, "é que um local só é considerado ponto negro quando há registo de mortes. O que nós pretendemos com esta campanha é inverter essa tendência. Para nós, um ponto negro é uma zona onde há uma deficiência que tem e deve ser corrigida, antes de se registar qualquer morte."
No final do ano, a Deco fará um levantamento das diversas situações. Depois, "acreditamos poder tratar os dados e fazer um mapa de pontos negros de todo o País", sublinha Rita Rodrigues.
Controlo de velocidade
Uma das entidades que colaboram com a ACA-M é a autarquia lisboeta, através do seu gabinete da Mobilidade. Este pelouro vai, até Dezembro, proceder à colocação de 27 radares preventivos. A Segunda Circular é a estrada urbana com mais acidentes e por isso só naquela via serão colocados três conjuntos de radares, ou seja, seis aparelhos, explicou ao DN fonte daquele gabinete. O critério para a colocação dos radares passou por determinar quais as estradas com maior sinistralidade e sinistralidade devido ao excesso de velocidade. De acordo com a mesma fonte, durante o primeiro semestre de 2007 o sistema será avaliado: "O objectivo é aumentar o número de radares na cidade."
Fonte: Diário de Notícias
Cadáver Esquisito é um espectáculo que parece trazer o surrealismo ao campo da música. Bruno Parrinha, Genoveva Faísca, Manuel Guimarães e António Chaparreiro procuram integrar as grandes correntes estéticas na música.
Museu do Chiado.
Rua Serpa Pinto, 4. Às 19h.
Tel.: 213432148. Bilhetes a 5 euros.
Patrícia Portela estreia-se no teatro infanto-juvenil com a história de Odília, uma menina curiosa que anda atrás do pensamento. O projecto é uma co-produção entre Portugal e a Bélgica e nasceu de um texto que a artista escreveu em 2001 durante uma residência no País de Gales.
Centro Cultural de Belém.
Pr. do Império. Até 15 Outubro. Às 11h.
Dia 14 às 15h30. Tel.: 213612400. Bilhetes a 2 euros.
O programa de enriquecimento curricular nas escolas primárias de Lisboa e Oeiras está a ser subvertido pela empresa Clave de Soft, a quem ambas as autarquias adjudicaram o ensino de Música, uma das disciplinas previstas no programa que o Ministério da Educação tornou obrigatório este ano. A empresa, incapaz de assegurar a contratação de professores de Música para 90 escolas do ensino básico de Oeiras e para 38 de Lisboa, optou por contratar os serviços de animadores socioculturais e profissionais com outras formações artísticas, sem qualquer qualificação na área do ensino da música. A todos, o coordenador do projecto da Clave de Soft para Lisboa, Mário Henrique, enviou uma mensagem de correio electrónico a advertir: "Quando se apresentarem na escola, devem assumir que são "professores contratados pela Clave de Soft" para as aulas de "Expressão Musical"".
Fonte: Público
Os sindicatos representativos dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, que este ano já realizaram quatro greves contra a caducidade do Acordo de Empresa (AE) no final de 2007, adiaram para segunda-feira a marcação de novas acções de protesto e solicitaram uma audiência urgente à secretária de Estado dos Transportes.
Os barcos que ligam Cacilhas a Lisboa vão sair temporariamente do Cais do Sodré e passar a atracar em Belém a partir de 4 de Novembro, anunciou ontem a Transtejo. Esta alteração deve-se à necessidade de construir no Cais do Sodré a Agência Europeia de Segurança Marítima e o Observatório da Toxicodependência.
O túnel do Rossio, em Lisboa, deverá abrir no final de 2007, um ano depois do prazo inicialmente previsto, de acordo com as estimativas anunciadas hoje pelo presidente da Refer – Rede Ferroviária Nacional. A mesma fonte garantiu que o consórcio Teixeira Duarte/Epos, até à semana passada responsável pela obra, terá de responder por eventuais derrapagens dos custos da empreitada.
Na sexta-feira passada, a Refer anunciou que tinha voltado a rescindir o contrato com o consórcio para a reabilitação do túnel do Rossio, devido à ausência "de fiabilidade do cumprimento do prazo objectivo" pelo responsável pela obra, a quem foi adjudicada a empreitada por cerca de 32 milhões de euros e com um prazo de execução de 13,5 meses.
A pedido da Comissão Parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, que visitou hoje as obras do túnel, o presidente da Refer, Luís Pardal, esclareceu os motivos que levaram à rescisão do contrato com a empresa e revelou que o processo vai seguir para o Tribunal Administrativo.
Segundo Luís Pardal, 41 por cento da empreitada já foi executada e foi pago à empresa por este trabalho cerca de dez milhões de euros. Para a prossecução dos trabalhos, a Refer admite separar os trabalhos que estão em falta, nomeadamente os primeiros 400 metros do túnel do Rossio, cuja obra será entregue a uma empresa especializada. Segundo o responsável, este troço é uma "operação delicada" e corresponde a oito por cento do valor da empreitada.
De acordo com Luís Pardal, concluído esse trabalho, o restante túnel será objecto de "uma empreitada corrida a adjudicar, muito provavelmente, a um dos quatro grupos que não foram considerados no concurso da empreitada inicial".
Sublinhando que o projecto inicial vai ser "seguramente cumprido", o presidente da Refer estima que a situação em que a empresa se encontra “dificilmente demora menos de um ano a concluir", sendo necessário para atingir essa meta recorrer a entidades "capacitadas e vocacionadas para executar os trabalhos que estão em falta".
Questionado pelos deputados da comissão parlamentar sobre as derrapagens dos custos da obra devido à rescisão do contrato, o responsável afirmou que, até ao momento, "não há derrapagem nenhuma do ponto de vista financeiro".
No entanto, se a obra ultrapassar o valor inicial, o presidente da Refer avançou que "a diferença vai ser requerida no contexto das indemnizações solicitadas à Teixeira Duarte".
O presidente da Refer classificou de "surpreendente" o comportamento do consórcio neste processo, lembrando que uma das decisões que pesou na escolha da Teixeira Duarte para a realização da empreitada foi "a fama, a experiência e a credibilidade dessa entidade".
O empreiteiro está impedido de retirar o equipamento da obra até ser feito um inventário pelo Governo Civil, acrescentou Luís Pardal.
Rescisão com consórcio foi o "último recurso"
Questionado sobre demora da Refer em rescindir o contrato com a Teixeira Duarte/Epos, que veio a acontecer um mês antes do prazo previsto para a conclusão da obra, Luís Pardal esclareceu que a rescisão foi o "último recurso" e que antes de tomar essa decisão foram realizados vários procedimentos.
"Já vínhamos a detectar perturbações e a perceber que a empreitada não estava a decorrer satisfatoriamente, mas só agora chegámos ao ponto de encarar esta medida radical", justificou, sublinhando que "não havia alternativa", uma vez que estava em causa o interesse público.
Luís Pardal lembrou que, numa primeira fase, a Refer foi confrontada com o pedido de prorrogação do prazo para Novembro de 2011, o que foi considerado um "cenário inaceitável" e ditou em Agosto a intenção de rescindir o contrato.
A decisão foi suspensa por um mês depois do empreiteiro se comprometer a apresentar um projecto para entregar a obra em Agosto de 2007.
No entanto, a solução proposta "não é aceitável, nem é segura nos prazos, nem na viabilidade das soluções" e envolve questões com impactos que podem tornar inviável a solução, adiantou. Na proposta estava prevista uma variante que envolvia a execução de trabalhos a céu aberto na Calçada da Glória. "Significava abrir a Calçada da Glória, fazer desta via um acesso rodoviário a partir da Avenida da Liberdade, com todos os impactos resultantes" desta acção, como desmontar e montar o elevador da Glória e a infra-estrutura do ascensor. Por outro lado, Luís Pardal alegou que isso iria afectar as redes de subsolo, além de ser uma zona preservada que tem de ter parecer da Câmara de Lisboa e do Instituto Português do Património Arquitectónico.
Deputados querem ouvir a Teixeira Duarte
Depois de ouvirem as explicações do presidente da Refer durante mais de uma hora e meia, os deputados da comissão parlamentar manifestaram-se satisfeitos, mas também pretendem ouvir os esclarecimentos do consórcio Teixeira Duarte.
O deputado do PS Miguel Coelho considera que a atitude da Refer foi "exemplar" e só espera que "o túnel abra o mais rapidamente possível", porque o seu encerramento está a prejudicar milhares de utentes. "É uma medida positiva de gestão para o erário público e de tranquilidade para os cidadãos, que se vêem confrontados muitas vezes com prolongamentos de obras, que vêem o orçamento inicial duplicado", sustentou.
Luís Rodrigues, do PSD, disse que pretende ouvir o consórcio "para perceber o que se passou" e revelou que vai solicitar à Inspecção-geral das Obras Públicas que emita um parecer sobre este processo. "Não sabemos quais são as razões que o consórcio levantou para apresentar um tão longo prazo e um projecto com uma variante", acrescentou.
Pelo PCP, José Soeiro lamentou o "atraso enorme" na reabertura do túnel e o prazo de mais de um ano que os utentes da Linha de Sintra vão ter de esperar para efectuar novamente os seus percursos. "Deviam acautelar os procedimentos nestas obras para evitar este tipo de situações", sustentou, considerando "inaceitáveis" as derrapagens de custo e os alongamentos dos prazos.
Também Luís Amaral do CDS-PP lamentou os atrasos na conclusão da obra e reiterou que é precisos apurar as causas do que aconteceu, ouvindo o consórcio, e tirar uma lição deste caso para que não se voltem a repetir. Para Helena Pinto, do Bloco de Esquerda, este caso "é um exemplo" para se verificar a "necessidade de rigor e transparência em todas as obras públicas".
Fonte: Público
A Carris anunciou, ontem, reajustamentos de percurso e de horário em três carreiras para "melhorar o serviço" da Rede 7, que entrou em vigor há um mês e gerou muitas críticas de utentes, autarcas e sindicalistas. As alterações entram em vigor no próximo sábado e "resultam da monitorização que tem sido feita em todas as carreiras", explica a empresa em comunicado.
Contactado pela Lusa, o director da Unidade de Controlo Operacional e Planeamento da Rede da Carris, José Maia, adiantou que as mudanças introduzidas nas carreiras 727, 759 e 773 correspondem à garantia dada pela empresa de que efectuaria ajustamentos considerados necessários.
Uma das carreiras que vão sofrer alterações é a 727, cujo início do percurso vai começar uma hora mais cedo (5.30 horas) para responder às necessidades locais. Relativamente à 759, o percurso vai ser prolongado dos Olivais Norte à Estação Oriente, de forma a melhorar as ligações nas zonas que atravessa (Encarnação e Moscavide). Esta alteração permite também melhorar a acessibilidade ao Centro de Saúde dos Olivais, segundo José Maia. Por fim, na nova carreira 773, o percurso será feito via Estrela e haverá também um aumento da frequência nas horas de ponta.
Ainda assim, estas alterações provocaram críticas imediatas da Junta de Freguesia da Lapa, cujo vogal, Luís Newton (PSD), classificou de "inaceitável" a restruturação da carreira 773 e acusou a empresa de "virar as costas" à população e às juntas, numa atitude de "total arrogância".
Fonte: Jornal de Notícias
Novos preços dos parques da EMEL revoltam utentes
os parques da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), onde as novas taxas entraram ontem em vigor, o clima era de indignação e revolta "É caríssimo", "o aumento é escandaloso" diziam alguns dos utentes, de bilhete em punho. "Já nem compensa deixar o carro aqui e ir de transporte público para a cidade porque as avenças mensais para quem tem passe (ver caixa) também acabaram", disse ao JN, Carlos Limão, no parque de estacionamento de Sete Rios.
Naquele equipamento, considerado de média duração, o tarifário era de 1,25 euros até quatro horas de ocupação e dois euros a partir desse período. Agora os automobilistas terão de desembolsar, a partir de 15 minutos de utilização, 1,7 euros por minuto. A utilização de um dos 110 lugares do parque por quatro horas custa 4,20 horas e a avença mensal é de 90 euros, sendo que a avença com passe (24,95 euros) já não é praticada.
"Andam sempre a dizer que querem evitar que as pessoas levem o automóvel para o centro da cidade mas não é assim que vão conseguir" queixou-se, por seu turno, Teresa André, residente em Cascais, que adiantou "Isto, no fundo, acaba por ser é um grande negócio, não tem nada a ver com políticas de mobilidade".
No parque de estacionamento das Laranjeiras, perto da Loja do Cidadão, o ambiente era ainda mais tenso e algo caricato com as pessoas a correrem de um lado para o outro não fosse passar mais um "caríssimo" minuto. "Isto não faz qualquer sentido. Paguei 90 cêntimos por cerca de 15 minutos", desabafava, indignada, Mónica Piedade.
O que deviam fazer, fez questão de salientar um outro utente, "era criar parques gratuitos nas entradas da cidade, ou com preços simbólicos, para que as pessoas não levassem os carros para a cidade. É uma coisa de que se ouve falar há muito tempo, mas que ninguém teve coragem para assumir". Naquele parque, (com 97 lugares), assim como em todos os de curta duração, os utentes pagam 1,20 euros por uma hora, 2,35 por duas horas, 3,55 por três horas e 4,65 euros por quatro horas. No final desse período o uso "é considerado indevido e o utente pode ser multado", conforme explicou a vereadora da Mobilidade, Marina Ferreira.
Além dos novos preços por minuto estarem a ser altamente contestados pelos utilizadores, a questão das avenças mensais tem aumentado a discórdia. Ao contrário do que acontecia até ontem, agora apenas nos parques considerados de longa duração - Cidade Universitária e Colégio Militar - há desconto na assinatura mensal para quem possui passe de transportes públicos. Nestes recintos, a avença custa 25 euros, contra os 40 cobrados a quem não tem passe. Nos de média duração, a única assinatura mensal disponível custa 90 euros. São os da Avenida dos Combatentes, Biblioteca Nacional, Areeiro, Pavilhão Carlos Lopes, Gomes Freire, Sete Rios, Álvaro Pais, Teixeira de Pascoaes, Calçada do Combro e Portas do Sol.
Fonte: Jornal de Notícias
O maestro holandês Frans Brüggen inaugura hoje na Gulbenkian o ciclo Grandes Orquestras Mundiais, com um concerto que celebra os 250 anos do nascimento de Mozart. A Orquestra do Século XVIII foi fundada por Brüggen em 1981 e é composta por cerca de 50 músicos de vários pontos do globo.
Fundação Calouste Gulbenkian -
Grande Auditório. Av. Berna, 45. Às 19h.
Tel.: 217823000. Bilhetes de 40 a 60 euros.
O Teatro Taborda recebe uma peça dividida em duas fases: Hard I fala de violência e Hard II refere-se a uma catástrofe natural, ou resultante do controlo operativo do mundo. A produção é da companhia Mala Voadora.
Teatro Taborda. Costa do Castelo, 75. Até 22 Outubro. Quarta a dom. às 21h30. Tel.: 218854190. Bilhetes a 10 euros.
9h30-17h A Mobilidade na Perspectiva do Utente - Para uma Mobilidade Amigável. Seminário sobre questões ligadas à segurança rodoviária promovido pela Deco. No grande anfiteatro do Instituto Superior Técnico.
18h O Mês + Curto. V Mostra Audiovisual Luso-Estremanha, com projecções de curtas-metragens da Estremadura espanhola e de Portugal. Às terças-feiras, durante o mês de Outubro, no Instituto Cervantes (R. de Stª Marta, 43 F).
19h Orquestra do Século XVIII. O maestro Franz Brüggen dirige obras de Mozart, com a participação de Carolyn Sampson (meio-soprano) e Teunis van der Zwart (trompa). No Grande Auditório da Gulbenkian. Bilhetes: 40 a 60 euros?.
21h Plano de Pormenor do Palacete Ribeiro da Cunha. A Quercus organiza um debate sobre o projecto de reconversão do palacete do Príncipe Real em hotel de charme. Na Junta de Freguesia de São Mamede (R. Nova de São Mamede).
21h30 Música no Coração. O novo musical de Filipe La Féria. De terça a sábado às 21h30 e domingos às 17h, no Teatro Politeama.
22h Musidanças. Um ciclo de música do mundo lusófono que se prolonga até 19 de Dezembro, com espectáculos todas as terças-feiras, no Onda Jazz (R. Arco de Jesus, 7, ao Campo das Cebolas). Hoje, actuam Pedro Moreno (Brasil) e Tonecas (S. Tomé e Príncipe). Entrada: 7,5E.
A guerra dos gratuitos em Lisboa, por João Caetano Dias, no Blasfémias.
Sobre o chamado "plano de pormenor" para o Palacete Ribeiro da Cunha, a Quercus organizará amanhã, dia 10 de Outubro, pelas 21 horas, nas instalações da Junta de Freguesia de São Mamede (Rua Nova de São Mamede, junto ao cruzamento com a Rua da Escola Politécnica), uma reunião-debate destinada a criar massa crítica para pôr em causa esta péssima solução para a cidade de Lisboa.
O novo regulamento dos 17 parques de estacionamento da EMEL entra hoje em vigor, com preços mais elevados e cobrança ao minuto depois do primeiro quarto de hora. Há muito ordenado para pagar...
10h-20h Feira do Livro do Mercado da Ribeira. Decorre até dia 30, englobando uma feira de vinhos, com acções de degustação durante todo o mês de Outubro, e uma feira de artesanato, com artigos representativos de várias regiões do país. A entrada é livre.
10h-23h Anita - 50 Anos. Uma exposição que espelha a evolução desta personagem criada por Marcel Marlier, que continua a encantar milhões de crianças pelos quatro cantos do mundo. Para ver até dia 15, na Praça Central do Centro Colombo.
21h Silêncio. Espectáculo de dança/multimédia de Clara Andermatt integrado no Festival Temps d"Images. Hoje e amanhã no Pequeno Auditório do CCB.
21h30 W.A. Mozart nasceu há 250 anos. Concerto de encerramento do IX Festival Internacional de Órgão de Lisboa, com Ana Ferraz (soprano), Susana Teixeira (meio-soprano), João Rodrigues (tenor), Hugo Oliveira (barítono) e Sibertin-Blanc (órgão), acompanhados pelo Coro de Câmara e pela Sinfonietta de Lisboa. Direcção do maestro Vasco Pearce de Azevedo. Na Sé Patriarcal de Lisboa.
21h30 A Sul. O X Festival Internacional de Dança Contemporânea apresenta hoje e terça-feira duas coreografias japonesas: Komachi, de Masami Yurabe, e FuwaFuwa Ladybug, de Miho Konai. Na Comuna Teatro de Pesquisa.
Por Alexandra Reis, no Público
Iluminações já começaram a ser instaladas. Maior árvore de Natal
da Europa regressa ainda maior . Dois milhões e meio de lâmpadas vão começar a acender-se no próximo mês em 35 ruas e praças lisboetas. As tradicionais decorações natalícias já começaram a ser montadas, fazendo o Natal chegar mais cedo à cidade com objectivo de animar o comércio. Confirmado está o regresso da maior árvore de Natal da Europa ao Terreiro do Paço, mas desta vez será ainda maior, com 75 metros de altura.
As iluminações de Natal na capital, nas quais a câmara e a União das Associações do Comércio e Serviços vão investir cerca de 900 mil euros, começaram a ser montadas em finais de Setembro e deverão acender-se em meados do próximo mês, segundo o vereador do pelouro em Lisboa, Fontão de Carvalho.
A estes 900 mil junta-se uma verba de mais 237 mil euros que a câmara vai distribuir por todas a juntas de freguesia do concelho. À semelhança do que tem vindo a acontecer, as zonas mais iluminadas serão a Baixa Pombalina, Avenida Almirante Reis, Avenidas Novas e eixo central da cidade.
Ao Terreiro do Paço vai voltar o gigantesco pinheiro que atraiu no ano passado milhares de pessoas ao coração da cidade, mas desta vez com mais três metros de altura e com números que voltam a impressionar: 2,2 milhões de micro lâmpadas, 15 mil mini lâmpadas, 18 mil metros de mangueira luminosa e 320 metros de néon. As luzes da mega árvore serão oficialmente acendidas durante a segunda quinzena de Novembro.
Um pouco mais cedo acendem-se as luzes de Natal em Oeiras, que também já começaram a ser montadas em todas as freguesia do concelho e deverão ser inauguradas na primeira semana de Novembro. Quem não deverá ter direito este ano a grandes celebrações natalícias são os munícipes de Odivelas. Depois de uma auditoria ter apurado em quase 70 milhões de euros a dívida da câmara a fornecedores, a palavra de ordem no jovem município é contenção orçamental.
Por Inês Boaventura, no Público
O Ministério da Justiça vai concentrar as instalações dos tribunais de primeira instância de Lisboa no Parque das Nações, num complexo de escritórios com dez edifícios e 200 mil metros quadrados de construção, da autoria dos arquitectos Nuno Leónidas, Miguel Rocha e Saraiva e Frederico Valsassina.
A centralização dos serviços judiciais actualmente espalhados pela cidade visa permitir uma maior celeridade processual e poupar recursos, já que os terrenos e imóveis libertos serão vendidos ou arrendados.
Só os serviços do Palácio da Justiça vão manter-se ontem estão. Admite-se que o próprio ministério saia do Terreiro do Paço e se mude para o Parque das Nações
A medida não abrange os serviços do Palácio da Justiça, que vai permanecer na Rua Marquês de Fronteira, mas pode vir a incluir alguns serviços de registo e notariado e a estrutura do próprio ministério, actualmente sediado no Terreiro do Paço.
A intenção de criar este Campus Judiciário de Lisboa já tinha sido revelada pelo ministro da Justiça, que em Abril anunciou que uma estrutura do mesmo género no Porto seria construída na freguesia de Cedofeita já a partir de 2007, por 60 milhões de euros. Segundo Alberto Costa, o campus no Porto vai concentrar serviços actualmente dispersos por 48 edifícios da cidade, permitindo uma poupança de mais de dois milhões de euros por ano só em rendas.
Ministério da Justiça opta por arrendamento de longa duração
Em Lisboa, os serviços judiciais vão ser concentrados no Parque das Nações, no Office Park Expo, um complexo de escritórios em construção junto ao Centro Comercial Vasco da Gama e à Avenida da Boa Esperança. O complexo tem uma área de construção de 200 mil metros quadrados, dos quais 64 mil correspondem à área de serviços, e prevê um total de dez edifícios - o mais alto será uma torre com 75 metros de altura e 17 pisos - e cerca de quatro mil lugares de estacionamento subterrâneo.
O parque de escritórios contempla ainda uma área comercial, com uma galeria de lojas ao longo da frente virada para a Alameda dos Oceanos, além de vários espaços verdes e espelhos de água. Tem certificação energética e aposta em edifícios com grandes superfícies transparentes.
Este projecto de 157 milhões de euros está a ser desenvolvido por um fundo imobiliário cujo capital é assegurado pelo Fundo de Pensões do Pessoal da Caixa Geral de Depósitos, o Fundo de Pensões do Banco de Portugal, o Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social e a Fundação Calouste Gulbenkian. O fundo imobiliário foi lançado pela sociedade Norfin. O regime escolhido pelo Ministério da Justiça para este novo campus judiciário, pelo menos num primeiro momento, deverá ser o arrendamento de longa duração.
Já houve um tempo em que a aspiração do eleitorado era a casa, o carro, o electrodoméstico e as férias. Hoje, não. A aspiração é ser administrador, assessor, avençado, comissionista, intermediário, contínuo, mulher a dias ou senhorio da EPUL.
Trespassa-se Este Espaço, por João Céu e Silva, no Diário de Notícias.
Câmara de Lisboa lança site sobre situações de emergência a pensar nas crianças O Serviço Municipal de Protecção Civil de Lisboa vai lançar um site de Internet vocacionado para crianças com idades entre os cinco e os 12 anos, cujo objectivo é "contribuir para a prevenção de acidentes infantis fornecendo, de uma forma lúdica e interactiva, informações sobre como evitar e o que fazer numa situação de emergência".
Fonte: Público

Plano do Chiado visto à lupa, ou Iluminismo vs. Ilusionismo?, é o título de um artigo publicado hoje no Público, por Paulo Ferrero, Pedro Policarpo, Luís Pedro Correia, João Gandum e Catarina Diaz, do Forum Cidadania, que se transcreve com a devida vénia.
Em vez de gastar tanto milhão e tanto soundbite, a Câmara de Lisboa (e o Governo) devia começar por fazer na Baixa-Chiado o que lhe compete, ou seja, trabalhar para o que foi eleita e fazer cumprir a lei!
Enquanto moradores em Lisboa, queremos prestar a nossa homenagem à Dra. Maria José Nogueira Pinto por ter tomado em mãos a tarefa ciclópica de tentar que as instâncias superiores, os comerciantes, os moradores, e quem visita Lisboa, se decidam, todos e de uma vez por todas, a levar por diante a revitalização da Baixa-Chiado. A sua capacidade em arregimentar nomes e instituições para a causa e a projecção que tem conseguido junto dos órgãos de informação é notável. Por isso esta homenagem, que achamos justa, a uma mulher corajosa em terra de homens.
1. Ciclópica, contudo, não significa megalómana, pelo que, antes de comentarmos aquilo que consideramos ser essencial comentar neste projecto, chamamos a atenção dos lisboetas para o facto de, em vez de se pretender gastar tanto milhão e tanto soundbite, a Câmara de Lisboa (e o Governo) devia começar por fazer na Baixa-Chiado o que lhe compete, ou seja, que trabalhe para o que foi eleita, e comece por fazer cumprir a lei!
A lei que obriga à manutenção dos prédios (a começar pelos da própria câmara), o código da estrada, o regulamento das cargas e descargas, as directivas comunitárias sobre ambiente e mobilidade (retirando os elementos dissonantes nos prédios - anexos, antenas, ar condicionados, etc. -, disciplinando os outdoors e os muppies, obrigando os transportes públicos de Lisboa a serem não poluentes, arborizando o maior número possível de ruas, etc.), pugnar por uma calçada portuguesa em bom estado, criar condições de facto à abertura de esplanadas (disciplinadas), repavimentar as ruas que estão repletas de buracos, reparar os candeeiros da via pública, etc.
Estes simples factos, que se pressupõe serem as tarefas e a missão de uma Câmara Municipal de Lisboa (CML), poupariam milhões e décadas de espera. E só com isso, os lisboetas sentir-se-iam melhor a viver, a trabalhar e a visitar a Baixa.
Este tipo de ideias e planos deve ser trabalho de uma campanha eleitoral e não encargo de um ano de trabalho de uma vereação ou comissariado, com todos os custos directos e de oportunidade que isso acarreta.
2. Financeiramente, este projecto parece-nos muito confuso. Diz-se custar 1.145 milhões de euros, mas mais de 62 por cento desse valor sairá da bolsa dos privados que, como se sabe, equivale, em 90 por cento dos casos, a bancos, seguros e Misericórdia. Daí que se pergunte: porque razão ainda não terão feito nada? Por outro lado, a comparticipação da CML para este plano está orçamentada em 146 milhões de euros, pelo que não se percebe porque razão se diz que a câmara tem que se endividar. As famosas receitas do casino, a multiplicar por dez anos, não serviriam para tal?
3. Leitmotiv deste plano é, decididamente, a chamada Circular das Colinas, que, a par com a famigerada Via da Meia-Encosta (na Ajuda), é o negócio chorudo de arquitectura e engenharia com que alguns contam para resolver o trânsito de atravessamento no centro de Lisboa. Coisa sem sentido algum, já que, por um lado, a "circular" já existe, pois as ruas já estão lá; por outro, elas sim não facilitam a vinda exponencial de mais automóveis para a capital, ao contrário dos túneis sob o Jardim da Estrela e a Penha de França que se pretende esburacar. Os gabinetes de engenharia têm destas coisas, mas a cidade é de todos. Se já esventraram o Largo do Rato, destruindo a placa central e transformando-o em cruzamento de vias, ainda por cima desnivelado, não estraguem mais nada, s.f.f!
Além do mais, o problema do trânsito de atravessamento da Baixa resolver-se-á de forma muito mais fácil, barata e eficaz se se intervier por fases, começando por restringir o trânsito do Marquês até ao Terreiro do Paço mas mantendo a circulação transversal junto ao rio, avançando esta restrição numa segunda fase.
Do valor a investir pela CML neste projecto, mais de 83 por cento, 122 milhões de euros, são representados por uma rubrica denominada "Rede Viária Externa à Área de Intervenção". Portanto, o grosso do investimento não é para a Baixa-Chiado!
4. Urbanisticamente falando, este plano parece-nos totalmente artificial, que não passará do papel porque não tem a noção da complexidade a nível predial, fracção a fracção; de quem é o dono de quê, onde pára quem, etc. Dificuldades a que nem mesmo um regime de excepção conseguirá obviar.
Artificialidade ainda mais gritante quando se defende a criação de um centro comercial ao ar livre; ele já existe, ou não existe? Uma coisa é querer-se intervir de facto, e já, no mercado do arrendamento comercial; outra, bem diferente, é dar-se a ideia de que alguém irá comprar as lojas e os prédios existentes para ali fazer algo mais cosmopolita. Será uma tentação, mas é puro engano.
Porque razão a CML não começa a vender a particulares os prédios e as lojas que tem? Aos particulares que os recuperem e os utilizem em benefício da vida na cidade? A CML encaixaria bastante dinheiro sem necessidade de recorrer a operações mirabolantes.
Acrescente-se que a mera possibilidade de se demolir interiores de edifícios tendo por desculpa a adaptação dos mesmos às novas exigências do "progresso" é um argumento perigoso, que colidirá inexoravelmente com o retomar da candidatura da Baixa à UNESCO, cujo júri não estará pelos ajustes com tais ideias.
5. Ideias, boas (velhas) e más (novas), são coisa que não falta neste plano. Tal como generalidades do género "é preciso".
Comecemos pelas boas ideias, facilmente aceites por todos: alargamento do Museu do Chiado às instalações do Governo Civil; hotel no Convento de Corpus Christi; hotel no Tribunal da Boa-Hora; pólo cultural no Quartel do Carmo e uma maior abertura ao público de uma série de clubes, agremiações e instituições privadas do Chiado; sistema de escadas rolantes de acesso à colina do castelo, via São Cristóvão; libertação do Largo Barão de Quintela ao trânsito e abertura de esplanadas; fruição das arcadas do Terreiro do Paço, etc.
São boas ideias, mas velhas. E são velhas porque, por esta ou aquela razão, nunca foram postas em prática - e só quem de direito é que poderá explicar as razões. Por isso, oxalá que seja desta que os organismos públicos se mexam. A bem das gerações futuras!
Falando das más ideias (novas), há a salientar uma ideia geral que perpassa por todo o plano - a ideia de que sem mais estacionamento subterrâneo é impossível melhorar a qualidade de vida na Baixa e, portanto, atrair mais residentes. Pura falácia, a que basta visitar uma cidade europeia de dimensão igual a Lisboa para se aquilatar de quão diferente é a percepção do que se entende por qualidade de vida. Há muito que nos países civilizados com quem gostamos de nos comparar noutros campos o automóvel deixou de entrar no centro histórico, porque essa opção tem um custo, e o custo é exactamente esse: não há sítio para estacionar.
Aliado a isso, há o equívoco habitual: os parques dissuasores são construídos a montante do problema, nunca em plena cidade. E implica esventrar-se locais como o Terreiro do Paço, o Campo das Cebolas e o Largo do Corpo Santo para se construir menos de 1900 lugares, quando o mesmo estudo indica que só na hora de ponta 5500 veículos chegam à Praça do Comércio. Além disso, é um atentado ao património e uma reincidência em termos de agressão aos solos, com toda a perigosidade, física e orçamental, que isso acarreta em países como o nosso.
Também o facto de se defender o museu do Terramoto para uma das alas do Terreiro do Paço nos parece estranha, uma vez que o fabuloso Palácio Pombal serviria esse propósito de forma exemplar.
6. Finalmente, o osso-bucco do plano: a projectada constituição de duas empresas para a gestão do projecto. Neste plano, por cada 1 euro investido, 10 cêntimos são gastos em estudos e 25 cêntimos são gastos em "gestão". É a solução preferida em Portugal, quando nunca se sabe o que se quer, nem como fazer, nem por onde começar, nem nada. Vêm aí os boys! Fórum Cidadania Lisboa
Público

Placas de ruas, montras de lojas, sinais nas linhas de eléctrico, puxadores e até caixas de correio nas casas. Em Lisboa, as letras desenhadas de forma única estão por todo o lado. Dois peritos da Association Typographique Internationale (ATypI) levaram cerca de uma centena de designers de várias nacionalidades por um breve roteiro da Lisboa tipográfica. Uma tarde para encher as máquinas digitais e que deixou pistas para a conservação de um património escrito que o tempo (ainda) não apagou. O grupo de turistas especiais chama a atenção nas ruas cheias de domingueiros e outros estrangeiros. Alguns têm tatuagens com letras por si desenhadas, outros partilham o humor tipográfico nas t-shirts. "Quem precisa do Helvética?", pergunta uma camisola. Fotografam e observam não as ruas, mas as letras que nelas moram.
Phil Baines, professor de tipografia e curador no Central Lettering Record do Central Saint Martins College of Art & Design, de Londres, visitou Lisboa em Novembro de 2002 com a colega Catherine Dixon. O objectivo era actualizar o arquivo compilado pela historiadora de letras Nicolete Gray nas cinco visitas que fez a Lisboa na década de 1960 e que hoje está no Saint Martins College.
"Havia tanta coisa interessante que nunca tínhamos visto", recorda. Segundo Phil Baines, foi a ditadura pardacenta e um "regime fiscal que favorecia os pequenos negócios e comerciantes" que permitiu cristalizar tantas letras lisboetas. Dizem os professores britânicos que há dois tipos mais comuns em Lisboa: o condensed sans serif, usado sobretudo em edifícios industriais, e os square tuscans, em algumas lojas.
O principal foco de interesse é a quantidade de "velhos letreiros de lojas, usando os velhos métodos de produção, que sobreviveram". "Em Londres desapareceram quase todos, resistiram cerca de 20 por cento. Em Lisboa mantêm-se dois terços", explicou ao PÚBLICO nos Restauradores, no final da visita guiada que encerrou a conferência da Association Typographique Internationale (ATypI). Os portugueses "têm uma forma diferente de usar os diferentes tipos de letra" na paisagem da cidade. "As letras são produzidas de forma muito interessante."
Sérgio Correia, designer gráfico de 26 anos, veio do Porto com a máquina já cheia de letras e arquitectura e confessa que o olhar encantado dos estrangeiros lhe deu vontade de "estudar ou fazer um tipo de letra portuguesa, ou até organizar uma conferência sobre a caligrafia lisboeta". Iria Cunha, da Póvoa do Varzim, está sobretudo satisfeita por ver tantos amantes das letras juntos. "Não estamos sós!"
À medida que o grupo desce do Chiado à Rua do Ouro, para depois passar aos Restauradores, o entusiasmo não esmorece. Raghunath K. Joshi, especialista em tipografia e caligrafia do Instituto de Tecnologia Indiano, em Mumbai, já acusa algum cansaço. A paragem na Ginginha do Rossio para refrescar os seus 70 anos serve também para vaticinar o seu próximo projecto. "Estou a pensar em tudo o que temos de letras portuguesas em Goa e que temos de documentar."
Fonte: Público
A Refer proibiu o consórcio Teixeira Duarte/Epos de retirar o equipamento que estava a ser usado na reabilitação do túnel do Rossio, depois de na sexta-feira ter rescindo o contrato com ambas as empresas por alegado incumprimento contratual. O objectivo será o de usar o material propriedade do consórcio como garantia do pagamento à empresa pública de eventuais indemnizações que venham a ser decididas nos tribunais. Esta proibição abrange todo e qualquer equipamento, desde o que está no estaleiro de apoio à obra ao que está a ser usado no interior do túnel ferroviário com vista à sua reabilitação.
Na sexta-feira à noite, em resposta à decisão anunciada horas antes pela Refer de rescindir o contrato de 31,7 milhões de euros com o consórcio, a Teixeira Duarte fez sair um comunicado onde anuncia que vai impugnar a decisão da empresa gestora da rede ferroviária nacional, por estar "segura de que não existe qualquer fundamento, de facto ou de direito", que a sustente. A reabilitação do túnel do Rossio foi adjudicada em Julho de 2005 ao consórcio Teixeira Duarte/Epos, que se comprometeu a realizar a obra em 13,5 meses por 31,7 milhões de euros. A Teixeira Duarte pediu depois mais cinco anos por considerar que o projecto tal como está seria impraticável nos prazos previstos, o que levou a Refer a anunciar no final do passado mês de Agosto a sua intenção de rescindir o contrato.
Esta decisão foi suspensa por 30 dias depois de o consórcio se ter comprometido a apresentar um novo projecto que apontava a conclusão das obras para Agosto de 2007, mas a Refer acabou por também rejeitar as alterações propostas ao considerar que elas "não evidenciam qualquer vantagem para o dono de obra" e têm "elevados riscos de concretização, sem garantia de fiabilidade do cumprimento do prazo objectivo".
O novo projecto, concebido pela Teixeira Duarte em parceria com a Fenor, faria subir os custos da intervenção para valores próximos dos 40 milhões de euros, em todo o caso inferior aos 49,5 milhões que a Refer estimava no final de 2004 que viesse a custar a reabilitação do túnel. Este acréscimo é justificado pela Teixeira Duarte com a necessidade de executar trabalhos que não estavam previstos no caderno de encargos e a que corresponderiam insuficiências e erros no projecto original.
Confirmada que está a ruptura com a Teixeira Duarte, a Refer prepara-se agora para avançar com uma nova contratação, prevendo-se que nos próximos dias se realizem contactos com as restantes quatro empresas que foram consultadas em 2005 para proceder à reabilitação do túnel. O segundo classificado dessa consulta, logo atrás da Teixeira Duarte/Epos, foi o consórcio formado pela Mota Engil/Ferrovias/Zagope. O túnel do Rossio está encerrado à circulação desde Outubro de 2004, quando foram detectadas anomalias na estrutura que poderiam pôr em causa a sua estabilidade. A Refer conta reabri-lo em Agosto de 2007.
Fonte: Público
O novo Regulamento de Publicidade para Lisboa deverá estar pronto em 2007 e vai ser "mais ordenador e disciplinador" que o actual. O objectivo número do vereador do Espaço Público é impor restrições à quantidade de suportes publicitários na capital, por considerar que os mais de seis mil que hoje existem "são manifestamente exagerados para o equilíbrio do ambiente urbano". António Prôa também quer acabar com "alguns suportes desadequados, como os pendões pendurados nos candeeiros". E promete "promover o ordenamento de todo o mobiliário urbano da cidade", através do estabelecimento de "regras claras para a sua colocação e tipologia".
Fonte: Público
A Câmara de Lisboa procedeu ontem à retirada coerciva de três telas publicitárias que não estavam licenciadas ou cujo prazo para afixação tinha terminado. O vereador do Espaço Público, que quer tornar o procedimento "normal", garante que se trata de uma medida inédita na cidade.
Ontem foram removidas três das 16 telas ilegais detectadas na cidade,
numa operação inédita que o vereador do Espaço Público quer tornar "normal".
"Até agora, a atitude da câmara era totalmente diferente", salienta António Prôa, explicando que quando era detectada a existência de uma tela publicitária em situação irregular a autarquia limitava-se a aplicar a contra-ordenação devida. "Esse caminho não era eficaz", defende o responsável, já que "a regra" era os suportes manterem-se nos edifícios porque "compensava a permanência da irregularidade".
Ontem de manhã, a autarquia procedeu à remoção coerciva de três telas publicitárias colocadas em edifícios na Avenida da Liberdade, Avenida 24 de Julho e Avenida Casal Ribeiro, e António Prôa garante que não é para ficar por aqui. Os custos da operação, que envolveu sete fiscais e funcionários da câmara, dois elementos da Polícia Municipal de Lisboa e vários homens e viaturas do Regimento de Sapadores Bombeiros, vão ser imputados aos proprietários dos imóveis.
Uma das telas retiradas coercivamente, com 90 metros quadrados, estava colocada no número 249 da Avenida da Liberdade, a uma altura superior a 30 metros. Foi retirada depois de o seu proprietário ter sido notificado para o fazer, por ter terminado o prazo permitido para a sua afixação.
Segundo o último levantamento da autarquia, existem em Lisboa 52 telas publicitárias, 16 das quais estão ilegais, "na maioria dos casos porque passou o prazo" estipulado para a sua afixação, explica o vereador do Espaço Público.
Desde o início de Junho estão em vigor novos e mais restritivos critérios para a colocação destes suportes, que prevêem, por exemplo, que em zonas históricas da cidade, praças emblemáticas e na Avenida da Liberdade só seja permitida a afixação de telas de promoção institucional ou que reproduzam elementos arquitectónicos dos edifícios.
Fonte: Público

Povo que lavas no rio
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.
Fui ter à mesa redonda
Bebi em malga que me esconde
O beijo de mão em mão.
Era o vinho que me deste
A água pura, puro agreste
Mas a tua vida não.
Aromas de luz e de lama
Dormi com eles na cama
Tive a mesma condição.
Povo, povo, eu te pertenço
Deste-me alturas de incenso,
Mas a tua vida não.
Povo que lavas no rio
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.
Pedro Homem de Melo
Funeral de Amália Rodrigues, em Lisboa.
É criado o primeiro hospital veterinário, em Lisboa.
A Lisboa que poucos conhecem e de que nenhuns cuidam, no Laranja com Canela.

"Anita vai ao centro comercial" podia ser o título de mais um livro da famosa personagem que faz parte do imaginário infantil há já 50 anos. Mas não! Anita está no Centro Comercial Colombo, mas em forma de exposição comemorativa do seu aniversário. E o seu pai, ou melhor, o seu criador, veio a Lisboa pela primeira vez para divulgar (será necessário?) e explicar como tudo começou. Até dia 15, na Praça Central do Colombo, podemos todos ficar a conhecer dezenas de ilustrações originais de Marcel Marlier e os cenários que reconstituem o ambiente de três livros da colecção: Anita Vai à Escola (1957), Anita Mamã (1968) e Anita e os Fantasmas (2006), este último acaba de ser publicado. Entre as actividades, as crianças poderão construir um puzzle gigante, ouvir da voz de uma contadora de histórias as aventuras de Anita e participar num concurso de desenho.
Fonte: Diário de Notícias
O distrito de Lisboa foi o que registou maior número de assaltos nos primeiros seis meses deste ano, 31 crimes, seguido de Setúbal, com 11, o que representou, nada mais nada menos, 80% dos 52 delitos cometidos em todo o País durante aquele período. De acordo com dados da Direcção Central de Combate ao Banditismo (DCCB) da Polícia Judiciária (PJ), foram os distritos em que se evidenciaram maiores aumentos, mais de 45%, no número de actos cometidos relativamente a igual período de 2005, ano em que a capital contabilizou 21 crimes e Setúbal apenas cinco, a par de Faro. O Porto teve oito assaltos, Braga e Aveiro quatro, num total de 47 actos a nível nacional.
Fonte: Diário de Notícias
As Dúvidas, por André Macedo, no Diário Económico.

Desde que ganhou as eleições autárquicas o proverbial sorriso de Carmona Rodrigues desapareceu. O seu mandato tem sido penoso. Lisboa tem sido notícia por muitas e más razões. Certamente por isso, deixou de lado a afabilidade com os jornalistas que revelou durante a campanha eleitoral, refugia-se no silêncio, fugindo a dar explicações ao povo de Lisboa sobre os sucessivos escandalos que desfilam sob o seu nariz e parece deixar-se atolar nas peripécias do dia a dia. Dos assessores a rodos, passando pela Infante Santo até desembocar na escandalosa situação da EPUL, a tudo foge o autarca. Ontem, fugiu até de uma reunião. Será que um dia foge da Camara? Pobre Lisboa, a nossa!

A construtora Teixeira Duarte anunciou ontem à noite que vai usar todos os meios necessários para impugnar a decisão da Refer - Rede Ferroviária Nacional de rescindir o contrato para reabilitação do Túnel do Rossio, em Lisboa.
A decisão da Refer de rescindir o contrato com o consórcio Teixeira Duarte/Epos foi anunciada hoje com base na justificação de que as alterações ao con trato propostas pelos empreiteiros "não evidenciam qualquer vantagem para o dono de obra" e têm "elevados riscos de concretização, sem garantia de fiabilidade d o cumprimento do prazo objectivo". Em contraposição, a Teixeira Duarte afirma, em comunicado, estar "segura de que não existe qualquer fundamento, de facto ou de direito, para que se tenha concretizado essa rescisão" e diz-se disposta a adoptar "as medidas necessárias para que se efective, em sede própria e com o respeito pelas estipulações legais e contratuais aplicáveis, o seu direito de impugnação das razões apresentada s pela Refer".
A empresa construtora adianta ainda que vai requerer certidões da infor mação e dos pareceres que estiveram na base da decisão da Refer e garante que, apesar de ainda não conhecer o teor dos respectivos documentos, "apresentou um co njunto de medidas e soluções complementares ao projecto de execução da Refer, ga rantindo a segurança de pessoas e bens e a execução dos trabalhos da empreitada no prazo de onze meses".
A Refer tinha decidido rescindir o contrato em finais de Agosto, decisão mais tarde suspensa por 30 dias depois de o consórcio se comprometer a apresentar novo projecto, para entregar a obra em Agosto de 2007, um ano depois do inicialmente previsto. Inicialmente, os empreiteiros propunham um adiamento de cinco anos na entrega da obra, para Novembro de 2011. Em declarações recentes à Lusa, o presidente da Refer, Luís Pardal, admitia aceitar o adiamento por um ano, caso o consórcio apresentasse "garantias financeiras e técnicas" de conclusão no novo prazo.
A rescisão do contrato, "implicaria sempre uma demora muito maior", mesmo que a obra fosse directamente adjudicada, prescindindo-se de concurso, adiantou. O Túnel do Rossio foi encerrado há quase dois anos, por falta de segurança estrutural. A obra de reabilitação foi adjudicada ao consórcio liderado pela Teixeira Duarte em Junho do ano passado, por perto de 32 milhões de euros. O prazo de execução era de 13,5 meses, a partir do início de Julho 2005 , logo deveria estar concluída entre Agosto e Setembro deste ano.
Fonte: Lusa
A reunião extraordinária da Câmara de Lisboa com o conselho de administração da EPUL terminou hoje de forma inconclusiva após o abandono dos vereadores da maioria em protesto contra o vereador do Bloco de Esquerda. Em causa estiveram declarações do vereador José Sá Fernandes à comunicação social antes do final da reunião, em que o vereador bloquista voltou a pedir a demissão do conselho de administração da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), uma atitude encarada pela maioria como "inaceitável e desrespeitosa ". Interrogado pela comunicação social sobre se o fim da reunião decorre de algum ponto do regimento que impeça qualquer vereador de prestar declarações à imprensa antes do fim de uma reunião, Carmona Rodrigues disse que não, sublinhando ter sido uma decisão de "um conjunto alargado de vereadores". A reunião de hoje - que durou quatro horas -tinha sido solicitada, a 27 de Setembro, pelos vereadores da oposição e visava debater quatro pontos: prémios e comissões, resultados de gestão e reestruturação da EPUL e empresas associadas.
Carmona Rodrigues referiu ainda que a reunião terminou "a meio da discussão do segundo ponto" e sublinhou que a partir de agora toda e qualquer explicação que a oposição pretenda sobre a EPUL "tem que a pedir por escrito".
Carmona Rodrigues mostrou-se contudo disposto a que seja apurada toda a verdade sobre o caso EPUL, mas voltou a reiterar confiança no actual conselho de administração da empresa municipal. A decisão do presidente da Câmara de Lisboa colheu duras críticas por parte dos vereadores da oposição.
"Falta de cultura democrática", foi como Ruben de Carvalho, da CDU, classificoua atitude da maioria na Câmara de Lisboa, enquanto Sá Fernandes e Manuel Maria Carrilho, vereador socialista, acusaram a maioria de ter terminado "inopinadamente a reunião sem invocar qualquer ponto do regimento".
"A pergunta a fazer hoje é se há ou não um polvo a mandar em Lisboa e se não há tem que haver responsáveis políticos que o digam e que respondam", sublinhou Manuel Maria Carrilho, acrescentando tratar-se de uma responsabilidade da "maioria da Câmara". "Há aqui uma lógica de corrupção, de sacos azuis e de tráficos de influências de que só temos indícios, mas dos quais temos que apurar responsabilidades", acrescentou o vereador socialista.
Os dois vereadores invocaram ainda os "vários expedientes" utilizados em torno desta reunião, em que estava proibida a presença dos assessores. Sobre esta questão, Carmona Rodrigues disse ter-se tratado de uma reunião "privada, mas não secreta", cujo teor "fica todo gravado em acta". De concreto da reunião de hoje há apenas dois factos a registar. Primeiro, uma deslocação do vereador Sá Fernandes à EPUL e a Imohifen, a realizar segunda-feira, às 09:30, para recolher informação que havia solicitado ao conselho de administração da EPUL e que este ainda não lhe disponibilizou.
Segundo, a de que o executivo irá enviar para a Procuradoria-Geral da República, a pedido do vereador socialista Gaioso Ribeiro, cinco documentos que, segundo este vereador, indiciam a prática de "crime de falsidade de depoimento ou declaração". Segundo Gaioso Ribeiro, tratam-se de documentos que provam a existência de mediação imobiliária entre a EPUL, a sua subsidiária Imohifen e a empresa privada Find Land relativos à venda de terrenos da EPUL à sociedade Benfica Stadium. Estes documentos reportam a Outubro de 2003, Dezembro de 2003, Fevereiro de 2004 e Novembro de 2004, concluiu o vereador à comunicação social.
Fonte: Lusa
Dez vacas que ficaram por vender no inédito leilão filmado das peças da "CowParade", onde foi possível licitar via Internet, fax ou telefone 70 das vacas da exposição, vão estar disponíveis online entre segunda e quarta-feira.
Num comunicado hoje divulgado, a organização afirma que a iniciativa é a resposta a "centenas de mensagens recebidas por correio electrónico a questionar sobre a aquisição das restantes obras", na sequência do "enorme sucesso" do leilão ocorrido sábado.
Obras como a "Polis" (patrocinada pela PSP), a "Vaca Sob Disfarce" (dos Escoteiros) e a "Marquesa" - que esteve exposta no Marquês de Pombal, podem ser licitadas na página do Sapo (http://leiloes.sapo.pt até às 23:59 de quarta-feira, com um valor base de 1.000 euros.
Segundo José Cardoso, um dos organizadores da "CowParade" 2006, a decisão de realizar o leilão online "parece ser a situação mais justa, uma vez que vai permitir ajustar o valor das peças à procura do mercado".
Fonte: Lusa
A freguesia de São João de Brito vai ser integrada na rede de recolha porta-a-porta de papel e embalagens a partir de segunda-feira, informou hoje a Câmara Municipal de Lisboa. O projecto visa o alargamento do sistema de recolha até às vias contíguas à zona das moradias de Alvalade - Avenida Dom Rodrigo da Cunha, Rua Conde Ficalho, Rua Francisco Franco, Rua Conde Arnoso e Rua Professor Veiga Beirão, passando a abranger um total de 1.171 fogos, correspondentes a 3.513 habitantes.
Segundo um comunicado da Câmara Municipal de Lisboa (CML), vão ser entregues contentores de tampa amarela para depósito de embalagens e contentores de tampa azul para o papel, recolhidos, respectivamente, terça e quinta-feira.
Segunda, quarta e sexta-feira são os dias reservados para a remoção de resíduos indiferenciados nos arruamentos referidos, onde os ecopontos serão retirados, mantendo-se apenas os pilhões e os vidrões.
Os circuitos de recolha têm início às 23:00. A rede de recolha selectiva porta-a-porta, da responsabilidade do pelouro da Higiene Urbana e Resíduos Sólidos da CML, foi implantada em Lisboa em Outubro de 2003, no Bairro Alto e a Baixa/Chiado. A zona de moradias de Alvalade, que a Câmara pretende agora alargar, passou a ser abrangida pelo sistema em Junho de 2004.
20h As Bodas de Fígaro. Ópera de Mozart, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob direcção do maestro Cesário Costa. Hoje e sábado, no Teatro da Trindade. Bilhetes a 10, 15, 20 e 25 euros.
21h O Animal de Companhia na Cidade. 2.º Fórum Animal de Oeiras, integrado nas comemorações do Dia do Animal. No Auditório AERLIS, junto ao Parque dos Poetas.
21h Sintra ao Luar. A Câmara de Sintra organiza hoje e amanhã dois passeios nocturnos, um pedestre e um de BTT, no âmbito do projecto Sintraventura. A concentração é no Largo da Peninha.
21h30 IX Festival Internacional de Órgão de Lisboa. O evento organizado pela Câmara de Lisboa apresenta hoje um concerto com Ludger Lohmann, que interpreta obras de Johann Sebastian Bach. Na Sé Patriarcal de Lisboa.
21h30 Fados e Guitarradas. O Parque do Monteiro-Mor, onde está situado o Museu Nacional do Traje, recebe hoje, sábado e domingo um espectáculo com Vicente e Manuel da Câmara, Maria do Carmo Rebelo de Andrade e Teresa Fiqueira, integrado no Festival Música do Paço. Entradas a 10 euros.
21h30 Música no Coração. Gala de estreia do novo espectáculo de Filipe la Féria. No Teatro Politeama.
As actas e os balancetes não foram entregues, mas o presidente da empresa diz que facultou tudo o que os vereadores tinham "interesse legítimo"
para pedir. O presidente do conselho de administração da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) invocou, numa carta dirigida ao presidente da autarquia, o "segredo comercial", a salvaguarda de "informações confidenciais acerca de terceiros" e "princípios de gestão empresarial" para justificar a não entrega de grande parte da documentação solicitada pelos vereadores da oposição relativamente à actividade da empresa e das suas participadas nos últimos anos.
Numa carta a que o PÚBLICO teve acesso, João Teixeira afirma que "tendo presente que o objectivo dos senhores vereadores é a apreciação objectiva dos factos com relevância para a formulação de juízos quanto à gestão da empresa e não apreciações de carácter subjectivo dirigido a pessoas concretas, não são enviados elementos contendo dados pessoais" - garantindo no entanto que é facultada à oposição camarária "toda a informação para a qual se considera poder haver interesse legítimo".
Entre os documentos solicitados pelos vereadores do PS, PCP e Bloco de Esquerda mas não entregues pela EPUL, estão as actas dos conselhos de administração da Imohífen (empresa participada a 100 por cento pela EPUL) referentes aos anos de 2003, 2004, 2005 e 2006 , as actas de 2005 e 2006 da EPUL e os balancetes analíticos da EPUL e das empresas participadas. Para explicar a omissão, João Teixeira alega que "não são enviadas informações concretas e nominativas quando as mesmas estejam abrangidas pelo segredo comercial ou quando possam envolver informações confidenciais acerca de terceiros".
Apesar de não fornecer os documentos referidos, o presidente da EPUL diz que "a empresa está disponível para facultar actas ou outros elementos necessários, referentes a assuntos específicos, ressalvados que sejam os dados pessoais e toda e qualquer informação passível de ser considerada pessoal".
Na carta dirigida ao presidente da Câmara de Lisboa, João Teixeira defende ainda que "não obstante os poderes da tutela" a empresa municipal a cujo conselho de administração preside "rege-se por princípios de gestão empresarial e, como tal, está adstrita ao cumprimento de regras éticas e jurídicas próprias das empresas comerciais e que lhe são essenciais para manter a sua credibilidade no mercado".
Questionado sobre a documentação entregue pela EPUL, o vereador José Sá Fernandes disse ao PÚBLICO que "a maior parte" dos elementos solicitados não foram fornecidos, acrescentando que as justificações invocadas pelo presidente da empresa "não têm pés nem cabeça". "As razões referidas não podem ser aceites. Como vereadores somos representantes do único accionista da EPUL e toda a informação tem de nos ser prestada. Não há segredo comercial para os accionistas", considerou o independente eleito pelo Bloco de Esquerda, acusando a administração de "falta de transparência".
O vereador socialista Manuel Maria Carrilho salientou que a documentação só foi entregue "à hora de jantar" de quarta-feira, pelo que ainda estava a ser analisada ao final da tarde de ontem. "São mais de 500 páginas que estamos a analisar com todo o cuidado. Já detectámos a falta de diversos documentos solicitados e estamos a avaliar a gravidade dessas omissões", afirmou em resposta escrita ao PÚBLICO.

É varina, usa chinela,
tem movimentos de gata;
na canastra, a caravela,
no coração, a fragata.
Em vez de corvos no chaile,
gaivotas vêm pousar.
Quando o vento a leva ao baile,
baila no baile com o mar.
É de conchas o vestido,
tem algas na cabeleira,
e nas velas o latido
do motor duma traineira.
Vende sonho e maresia,
tempestades apregoa.
Seu nome próprio: Maria;
seu apelido: Lisboa.
David Mourão Ferreira
Fado cantado por Amália Rodrigues

Morre a fadista portuguesa Amália Rodrigues, com 79 anos.
O presidente da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) vai participar na próxima sexta-feira numa reunião extraordinária do executivo municipal para esclarecer as dúvidas da oposição camarária sobre a gestão da empresa. A vereadora Marina Ferreira, do PSD, revelou ontem que foi antecipada para sexta-feira a sessão camarária extraordinária para debater a situação na EPUL. A reunião, inicialmente prevista para segunda-feira, foi requerida ao presidente da câmara pelos eleitos do PS, PCP e Bloco de Esquerda com vista ao esclarecimento de "diversas questões que têm vindo a público" relacionadas com a polémica gestão da empresa.
Marina Ferreira escusou-se a confirmar a presença na reunião de João Teixeira, presidente da EPUL, alegando que "a presença de pessoas alheias ao executivo em reuniões da câmara municipal não depende do requerimento" e que "não está prevista no regimento" autárquico. "Foi garantida a presença do presidente da EPUL e a distribuição de documentos" pedidos pelos vereadores da oposição, informou, por seu lado, o vereador José Sá Fernandes (BE), frisando que o vice-presidente da autarquia, Fontão de Carvalho, assegurou na reunião camarária realizada pouco antes que João Teixeira participará na sessão, que "não será um julgamento", mas uma ocasião para obter esclarecimentos. A reunião, segundo Sá Fernandes, deve "servir para virar uma página na gestão da EPUL".
O socialista Dias Baptista assegurou também que Fontão de Carvalho "foi taxativo" na presença de João Teixeira e avisou: "Não admitimos que sexta-feira não esteja presente o presidente da EPUL, porque, se assim for, o PS não participará na reunião." Os socialistas apresentaram ontem um requerimento ao presidente da câmara no qual solicitam informações acerca da reprogramação do programa comunitário Urban II para o Vale de Alcântara. A actual maioria, acusou Dias Baptista, "não tem dado a devida atenção" aos problemas sociais existentes em bairros como o da Quinta do Cabrinha.
Dias Baptista criticou ainda a vereadora Maria José Nogueira Pinto por ter divulgado publicamente a proposta do comissariado para a Baixa-Chiado antes de a ter apresentado ao executivo - "foi um acto para a fotografia". O vereador lamentou ainda que a maioria tenha aprovado, com o voto de qualidade do presidente em exercício, um loteamento municipal em Benfica "com os índices máximos de ocupação permitidos pelo PDM".
José Sá Fernandes acusou o vereador da Cultura José Amaral Lopes de ainda não ter visitado várias bibliotecas municipais, que se debatem com a falta de meios humanos e materiais. O vereador do BE apontou o contraste entre a falta de materiais didácticos nas bibliotecas e os cerca de 500 mil euros aprovados ontem pelo executivo para instituições culturais, de apoio social e recreativas, "nalguns casos sem quaisquer critérios definidos para atribuição de verbas".
"Não faço visitas apenas para fazer propaganda mediática", contrapôs José Amaral Lopes, acrescentando que os serviços possuem um levantamento da situação das bibliotecas e que, "até ao final do ano, serão resolvidas as necessidades humanas e materiais". O vereador da Cultura refutou também a inexistência de critérios para a atribuição de apoios às instituições, apontando o exemplo da Comuna ou a Companhia Teatral do Chiado, que vão receber financiamento através de protocolos.
Fonte: Público
9h Feira de Artesanato Urbano. Uma iniciativa da Junta de Freguesia da Lapa. Realiza-se nos primeiros domingos de cada mês (hoje excepcionalmente), no Jardim da Estrela.
10h 96.º Aniversário da Implantação da República. A Câmara de Lisboa convida a população a participar na cerimónia comemorativa do 5 de Outubro, que decorre na Praça do Município.
10h-13h Caminhada Rosa no Monsanto. Evento integrado na Campanha de Prevenção do Cancro da Mama. A concentração é no parque de estacionamento das antenas.
21h30 Música do Paço. O festival de música promovido pelo Museu Nacional do Traje propõe hoje um recital de piano com Caio Pagano, que interpreta obras de Schumann e Chopin. No Parque do Monteiro-Mor. Os bilhetes custam 10 euros, sendo a entrada gratuita para crianças até aos 12 anos.
21h30 O Simbolismo na Música francesa antes de 1939. O IX Festival Internacional de Órgão de Lisboa apresenta um concerto com Ana Leonor Pereira (soprano), João Pedro Fonseca (flauta) e António Esteireiro (órgão). Na Igreja de São Luís dos Franceses.
21h30 O Amor de Longe. Uma adaptação teatral do libreto que o escritor libanês Amin Maalouf criou para a ópera homónima, com encenação de Margarida Miranda. De quinta a sábado às 21h30, e aos domingos às 17h, até dia 22, no Auditório Santa Joana Princesa (Av. Estados Unidos da América).
23h Quem Não Trabuca Não Manduca! O Teatro da Trindade/Inatel e o Bica Teatro apresentam uma peça com texto de Luísa Ducla Soares, a partir de fábula de La Fontaine. De quinta a sábado, até dia 28, no Teatro Bar do Teatro da Trindade. Entrada a 8.
Cats, de Andrew Lloyd Webber, regressa a Lisboa. É um dos mais famosos musicais do mundo, que já foi visto por mais de 50 milhões de pessoas. Esteve em cartaz no New London Theatre durante 21 anos. E sempre esgotado.
Coliseu dos Recreios. Rua Portas de St. Antão, 96. Até 15 Outubro. 3ª a 6ª às 21h30. Sáb. e dom, 16h e 21h30. Bilhetes de 20 a 65 euros.
Música no Coração adapta a história verdadeira da família Von Trapp, que com o nascimento da Alemanha nazi teve de fugir dos Alpes austríacos, embarcando para a América via Itália. Antes da fuga, e porque o capitão Von Trapp perde a sua fortuna (facto omitido na produção La Féria), a família participou no Festival de Salzburgo, onde ganhou o primeiro prémio. É aqui que termina o espectáculo no Politeama, com a fuga a acontecer durante o anúncio dos vencedores e depois com a perseguição dos nazis.
São quase duas horas de canções. O musical começa na abadia, de onde parte Maria Rainer, que será a 14ª perceptora dos sete filhos do capitão, com quem acabará por casar. O capitão, no Politeama, é Carlos Quintas, um actor há muito ligado ao encenador, e Maria é protagonizada pelas cantoras Anabela, que também trabalhou nos espectáculos mais importantes de La Féria, e Lúcia Moniz. Hoje, na antestreia, estará Lúcia Moniz em palco, amanhã será a vez de Anabela na estreia. O PÚBLICO assistiu ao penúltimo ensaio, com Lúcia Moniz, anteontem.
Há quase dois meses que, diz La Féria, os ensaios são bidiários para treinar os dois elencos, onde só as 21 crianças, escolhidas num casting, rodam mais - são repartidas por três grupos. No Música no Coração participam ainda outros 20 actores, onde se incluem as cantoras de ópera Helena Vieira, Lia Altavilla e Helena Afonso.
Em palco, o cenário recria o ambiente dos Alpes austríacos, reproduzido ainda no guarda-roupa. Até um automóvel da época estará em palco. Na terça-feira, La Féria fez anotações durante o ensaio e no final fez pequenas correcções aos actores e aos técnicos. A sua confiança no sucesso do musical é grande, apesar de ter ficado irritado com o painel que faz a tradução simultânea do texto para inglês (o programa também está escrito em português e inglês), que não funcionou. "Temos muitos estrangeiros", diz o encenador/produtor. Vêm, diz, através de programas que o Politeama estabeleceu com hotéis. Só com parcerias assim se pode chegar ao número que La Féria atira sobre os espectadores que assistiram aos seus espectáculos desde que está no Politeama: "Cerca de 6,5 milhões."
MÚSICA NO CORAÇÃO
Encenação Filipe La Féria
Teatro Politeama. Rua Portas de St. Antão, 109. Reservas: 213245504. Hoje às 21h30 (só por convite). De 3ª a sáb. às 21h30, sáb. e dom. também às 16h. Bilhetes entre 10 e 30 euros.
Fonte: Público
O futuro do túnel ferroviário do Rossio vai ser conhecido amanhã ou na próxima semana. As obras já não vão demorar mais cinco anos, mas apenas mais um e deixam de se fazer intervenções que demorariam 48 meses a executar. O consórcio Teixeira Duarte já entregou à Rede Ferroviária Nacional (Refer) o novo plano de trabalhos para reabilitar aquela estrutura, encerrada desde 22 de Outubro de 2004, porque ameaçava ruir a qualquer momento.
Com a nova proposta - sobre a qual nenhuma das entidades envolvidas se arrisca a pronunciar -, deixam de ser executados quatro anos de intervenções que a Teixeira Duarte propunha para tornar mais seguro o empreendimento.
Assim, subsistem várias dúvidas. Por um lado, quanto é que mais um ano de obras vai custar ao erário público, ou seja, ao bolso de cada cidadão português. Por outro, como é que, retirando quatro anos de intervenções em obras, se mantêm os níveis de segurança propostos pelo consórcio Teixeira Duarte.
A questão é que, no dia 28 de Julho, a Refer recebeu daquele consórcio um pedido para prorrogar por mais cinco anos o prazo de conclusão da obra, porque seria necessário rever os métodos de construção para o fazer em condições de segurança .
Convém não esquecer também que o prazo inicialmente previsto era Junho de 2006, depois foi adiado para 28 de Agosto de 2006 e, em Março de 2006, desapareceram as previsões, porque o consórcio pediu uma prorrogação de prazo de 252 dias e, quatro meses depois, fez novo pedido, atirando a conclusão da obra para 10 de Novembro de 2011.
Neste momento, ainda não há informações sobre os custos adicionais (a obra foi adjudicada, em Julho de 2005, por 31,78 milhões de euros) nem os novos prazos, porque a Refer só deverá anunciar a sua decisão "amanhã ou na próxima semana".
O DN questionou a Refer sobre quais as intervenções que deixam de ser efectuadas com este recuo, que se traduz em menos quatro anos de obras, e a sua influência nos níveis de segurança. Da empresa responderam que "essas explicações têm de ser pedidas ao empreiteiro".
Fonte da Refer salientou, porém, que "a Teixeira Duarte tem créditos no sector e conhece bem o túnel. A Refer dá especial atenção às questões de segurança, pelo que a esse nível tudo está a ser devidamente acompanhado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil".
Relativamente a esta empreitada, colocam-se várias questões, como quais os motivos que levaram a Teixeira Duarte a solicitar à Refer mais cinco anos para obras. Terá sido porque descobriram novos problemas e são necessárias mais intervenções, como, por exemplo, reforçar fundações de várias construções? Outra hipótese poderá ter a ver com a necessidade de rever os métodos de trabalho obrigando a aplicar outras técnicas de obras mais demoradas?
Ou será que a Teixeira Duarte celebrou novos contratos e precisa de retirar equipamentos e trabalhadores do túnel do Rossio para os deslocar para essas obras? Ou, pura e simplesmente, porque o consórcio quer desistir da obra, porque chegou à conclusão que os custos são muito mais elevados do que os valores inscritos no contrato celebrado? Também é caso para perguntar como é possível voltar agora atrás, esquecer os cinco anos de obras e fazê-las num ano. Assim, executando a obra só num ano e não em cinco, quais os trabalhos que deixam de ser feitos? A não realização dessas obras faz ou não falta à reabilitação do túnel? O nível de segurança no túnel reduz-se com estas obras feitas num ano, comparativamente com as que seriam executadas em cinco anos?
Todas estas questões foram colocadas à Teixeira Duarte, que, por escrito, limita-se a responder o seguinte: "Todas as questões relativas à obra e ao seu desenvolvimento deverão ser colocadas ao dono de obra, no caso a Refer". Assim, qualquer esclarecimento nunca é dado, porque as duas empresas empurram as explicações de uma para a outra. "Sobre as questões de segurança, apenas reiteramos que a Teixeira Duarte nunca transigirá ou negligenciará aspectos ligados à segurança de pessoas e bens e da própria execução dos trabalhos", garante o documento da empresa construtora.
Fonte: Diário de Notícias
O projecto de revitalização para a Baixa-Chiado poderá levar 20 a 25 anos a concretizar, embora a vereadora Maria José Nogueira Pinto tenha afirmado já várias vezes que "o problema não é o tempo", mas sim "o não fazer nada". A proposta está agora a ser avaliada pela restante vereação da CML. Recorde-se que a elaboração do projecto foi aprovada pelos votos do PSD, CDS/PP e PS, o PCP absteve-se e o BE votou contra. O Ministério do Ambiente também vai analisar o projecto, não se sabendo ainda quando é que o ministro Nunes Correia tomará uma decisão, apurou o DN. "O projecto terá de ser estudado e analisado cuidadosamente", disseram-nos. No entanto, e dado o investimento avultado previsto para a obra - mais do que o montante inicial definido para a realização da Expo'98 ou o custo total de uma Ponte Vasco da Gama -, é provável que a proposta tenha de passar por outros ministérios do Executivo, nomeadamente pelo das Finanças, para ser aprovada.
Fonte: Diário de Notícias
Na apresentação do projecto de revitalização da Baixa, Manuel Salgado, arquitecto e comissário com o pelouro do Urbanismo, Mobilidade e Espaço Público, disse que "pensar um novo modelo de circulação é um passo fundamental para a conquista da frente ribeirinha, para virar a cidade para o rio". A Circular das Colinas tem como objectivo libertar o trânsito à superfície na zona da Baixa-Chiado, nomeadamente no Terreiro do Paço, Rossio e Restauradores, através da ligação da Avenida Infante Santo ao Vale de Santo António, a terminar na Avenida Mouzinho de Albuquerque. No papel, o projecto contempla a construção de dois túneis (Estrela e Vale de Santo António). O arquitecto Manuel Salgado justificou este projecto com o facto de uma "via de velocidade controlada" permitir "reabilitar todo o espaço público à superfície."
Fonte: Diário de Notícias
A Circular das Colinas, uma das obras estruturantes do projecto de revitalização da Baixa-Chiado, poderá não ser construída, não passar de um projecto no papel. A hipótese foi admitida ontem ao DN pela vereadora do CDS/PP, responsável pela proposta, Maria José Nogueira Pinto, um dia depois de esta ter sido apresentada publicamente, numa cerimónia na Câmara Municipal de Lisboa (CML). Uma das razões é o custo orçado para a circular, 121,7 milhões de euros. Segundo justificou a autarca, a obra terá que ser totalmente financiada pela CML, que poderá decidir pela sua não realização, pois não convém à autarquia endividar-se mais do que já está.
Fonte: Diário de Notícias
Para entrar na intimidade de Pine Flat é preciso ir ao Museu do Chiado em seis dias diferentes. Usando o mesmo bilhete, só assim se poderão ver em Lisboa os 12 planos do filme sobre as crianças de uma aldeola do interior da Califórnia, que a artista norte-americana Sharon Lock- hart foi conquistando com uma câmara fixa e um estúdio de retratos improvisado num celeiro. Integrada no Festival Temps d'Image, a primeira mostra de Lockhart em Portugal - anteontem inaugurada no Chiado, depois de ter passado pelo Walker Art Center e pelo Sackler Museum, nos EUA - cruza fotografia e filme, numa sala onde indivíduo e grupo se projectam em simetria.
Fonte: Diário de Notícias
Lisboa A Arder, por Miguel Abrantes, no Camara Corporativa.
A Câmara de Lisboa aprovou hoje a atribuição do nome de Mário Moniz Pereira à Pista Municipal de Atletismo do Alto do Lumiar e o nome do jogador de futebol Maniche ao Complexo Desportivo do Alto da Boavista. A vereadora social-democrata Marina Ferreira afirmou que a atribuição do nome de Moniz Pereira à pista de atletismo "é uma homenagem pública e em vida a uma das principais referências do atletismo português e do desporto da cidade de Lisboa". A Câmara decidiu igualmente homenagear o jogador de futebol Nuno Ricardo Oliveira Ribeiro, "Maniche", ao novo Complexo Desportivo da Boavista, de onde o desportista é natural. "É um exemplo para muitos jovens, com o qual gostaríamos que se pudessem identificar e canalizar para o desporto as suas energias e as suas boas-vontades", sustentou Marina Ferreira.
Fonte: Lusa
A Câmara de Lisboa aprovou hoje a transferência de cerca de 500 mil euros para associações culturais e de solidariedade social, mas a oposição considera que faltam "critérios" para atribuição dessas verbas.
A vereadora social-democrata Marina Ferreira destacou, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião privada do executivo municipal, a atribuição de subsídios ao Teatro da Comuna, à Companhia Teatral do Chiado e à Associação Coisa Feita, de divulgação da leitura e teatro junto das crianças e jovens. A Companhia Teatral do Chiado vai receber 20 mil euros por ano, o Teatro da Comuna 50 mil euros, e a Associação Coisa Feita, 30 mil euros, além de lhe ter sido concedida a utilização do auditório da Biblioteca Orlando Rodrigues, revelou a vereadora.
O vereador eleito pelo Bloco de Esquerda (BE), José Sá Fernandes, considerou que "foram aprovados milhares de euros em transferências sem que, em muitos casos, haja um único documento a justificar o dinheiro". Apesar de ter votado a favor dos subsídios atribuídos à Comuna e à Companhia Teatral do Chiado, Sá Fernandes insistiu que "não há critérios para as atribuições". "É preciso sabermos o que fazem com o dinheiro. Há aqui associações que nem passado têm e não existem relatórios sobre se as verbas atribuídas no passado resultaram", disse o autarca bloquista.
Em relação à associação Coisa Feita, Sá Fernandes sublinhou que "não apresentou um plano de actividades". "É sobretudo com os vereadores Amaral Lopes [Cultura] e Lipari Pinto [Acção Social] que estas coisas extraordinárias acontecem", disse. O vereador socialista Dias Baptista disse ter igualmente questionado o executivo sobre os critérios que presidem à atribuição de subsídios. "Não é forma de fazer política e de gerir o município dizer que há protocolos que vêem do passado e limitarmo-nos a cumprir", disse. Baptista Dias afirmou que a situação é ainda mais preocupante "porque a Câmara não vai pagar" os subsídios agora aprovados: "há subsídios aprovados em Março que ainda não foram pagos". Contactado pela Lusa, o vereador com o pelouro da Cultura, José Amaral Lopes (PSD), disse que os apoios aprovados hoje, nomeadamente à Comuna e à Companhia Teatral do Chiado, "resultam de protocolos [estabelecidos por três anos], em que são estabelecidas condições, ao contrário do que aconteceu no passado, com atribuição discricionária e casuística de subsídios".
Em relação a uma eventual incapacidade da Câmara em pagar estes subsídios, o vereador sublinhou que "qualquer proposta só pode ser discutida e aprovada se tiver a devida cabimentação orçamental". "Dizer o contrário é pura manipulação da informação", disse. Fonte oficial do gabinete do vereador da Acção Social, Sérgio Lipari Pinto (PSD), garantiu que todas as instituições apoiadas "apresentaram um relatório das actividades do primeiro semestre e planos de actividades para 2007". "Além disso, foram sujeitas à verificação do desenvolvimento das actividades", assegurou. Ainda segundo a mesma fonte, serão realizados "conselhos de freguesia de acção social onde se vai obter informação das instituições que melhor fazem o trabalho de campo junto da populações carenciadas".
O vereador do BE afirmou ainda ter questionado, através de um requerimento, o vereador da Cultura sobre a situação das bibliotecas municipais, que, afirmou, enfrentam dificuldades financeiras. "Há falta de papel na Biblioteca Sophia de Mello Breyner, na de Alvalade chove lá dentro, a David Mourão-Ferreira há anos que não recebe livros novos", disse. Segundo Sá Fernandes, "as bibliotecas receberam uma ordem para não contactarem as escolas, quando a maioria se situa junto a escolas". O vereador da Cultura nega a falta de investimento nas bibliotecas municipais, sublinhando que desde o início do actual mandato já abriram duas novas bibliotecas. Amaral Lopes sublinhou que está a ser elaborado um relatório, que será apresentado até ao final do ano, com um "levantamento exaustivo" das necessidades das bibliotecas e em que "todas as decisões do pelouro da Cultura estão, pela primeira vez, devidamente fundamentadas". O vereador acrescentou que "a maioria das propostas culturais, pela primeira vez, prevêem ligação ao mundo escolar".
Fonte: Lusa
A vereadora social-democrata na Câmara de Lisboa Marina Ferreira escusou-se hoje a confirmar se o presidente da Epul participará na reunião camarária convocada para discutir a situação da empresa, mas a oposição afirma ter garantias da sua presença. A reunião extraordinária, pedida pela oposição através de um requerimento apresentado na reunião de Câmara da última quarta-feira, deveria realizar-se na próxima segunda-feira, mas foi antecipada para sexta-feira, às 15:00. "A presença de pessoas alheias ao executivo em reuniões da Câmara Municipal não depende do requerimento. Não está previsto no regimento", disse Marina Ferreira, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião de hoje do executivo autárquico.
A Cidadania Claustrofóbica, por Helena Matos, no Blasfémias.
16h Arquitectura, Uma Linguagem Universal. A Ordem dos Arquitectos promove, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Arquitectura, uma conferência que reúne os seus novos membros honorários. Na sede da Ordem (Trav. do Carvalho, 23).
19h Comunidade de Leitores. A Livraria Almedina do Atrium Saldanha (Pç. Duque de Saldanha, 1, Loja 71, 2.º piso) abre a todos a possibilidade de partilhar a leitura de um livro de ficção portuguesa contemporânea, na primeira e na última quarta-feira de cada mês. Os Meus Sentimentos, de Dulce Maria Cardoso, é a obra em destaque na sessão de hoje.
21h 3 Pianos. Os pianistas Bernardo Sassetti, Mário Laginha e Pedro Burmester actuam hoje e amanhã no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém.
21h Festa do Cinema Francês. A comédia Fauteuils d"Orchestre, de Danièle Thompson, inaugura, no Cinema São Jorge, a 7.ª edição do festival organizado pelo Instituto Franco-Português.
23h30 Boy Gé Mendes + Tito Paris. Os músicos cabo-verdianos actuam no B.Leza (Lg. Conde Barão, 50).
É Isto O Que Lisboa Precisa?, por Miguel Abrantes, no Camara Corporativa.
O projecto de revitalização da Baixa Chiado vai custar 1.145 milhões de euros, dos quais 682 milhões de euros serão investidos entre 2007 e 2010 e os restantes 463 milhões de euros entre 2011 e 2020.
Fonte: Lusa
No Castelo de São Jorge, sábado é dia de regresso à Idade Média com prova de sabores medievais e convívio com figuras históricas, uma iniciativa municipal inserida nas comemorações do Dia Nacional dos Castelos.
A empresa municipal encarregue da animação cultural da cidade de Lisboa, a EGEAC, é a organizadora deste regresso ao século XVI subordinado ao tema "um príncipe que nasceu, um repasto que aconteceu".
O príncipe é D. João III, nascido há 504 anos, data festejada com um repasto medieval, aberto ao povo de Lisboa, e a apresentação da primeira peça de teatro português, em homenagem ao rei, o "Monólogo do Vaqueiro" de Gil Vicente. Os participantes vão começar por conhecer o dia-a-dia da vida no Castelo no século XVI e a dada altura serão avisados do nascimento do príncipe herdeiro, D.João III, momento que será comemorado com um repasto medieval.
A refeição será interrompida pela apresentação da peça de Gil Vicente, pelo grupo de teatro "Fatias de Cá". A iniciativa "Um príncipe que nasceu, um repasto que aconteceu" começa sábado pelas 18:30 e tem um número limitado de 100 participantes. A participação na iniciativa é feita mediante inscrição através do número de telefone 218 800 620, o preço é pagar é o estabelecido pela bilheteira do Castelo de São Jorge - entrada grátis para os residentes da cidade de Lisboa, crianças até aos 10 anos e adultos com mais de 65, membros Associação Portuguesa dos Museus, da Associação dos Amigos dos Castelos e do ICOMOS (International Council on Monuments and Sites), cinco euros para todos os outros.
Fonte: Lusa
A elite internacional da investigação científica em design estará no princípio de Novembro em Lisboa, a apresentar e discutir trabalhos desenvolvidos por centenas de académicos, profissionais e instituições universitárias e de pesquisa do mundo inteiro. A "Wonderground 2006", hoje apresentada à imprensa, é a terceira conferência internacional da Design Research Society (DRS), uma instituição britânica de referência na investigação científica na área do design, e a primeira num país não anglófono. O encontro, de carácter bianual, decorre em Portugal por proposta da Escola Superior de Design (ESD) do Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing (IADE).
Fonte: Lusa
A 6ª edição da ARTELisboa, considerada a mais importante montra de arte contemporânea do país, decorrerá em Novembro, com 65 galerias, mais sete que o ano passado, revelou hoje à Agência Lusa fonte da organização.
O número esperado de visitantes, que tem subido de ano para ano, também deverá aumentar, passando dos 14.642 registados em 2005 para cerca de 20 mil, disse a mesma fonte.
Este ano, a ARTELisboa decorre de 08 e 13 de Novembro, no Parque das Na ções, com seis galerias portuguesas estreantes e 18 galerias estrangeiras (mais uma que o ano passado), a maioria das quais (13) provenientes de Espanha.
Fonte: Lusa
O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, considerou hoje justificável que a Empresa Municipal de Urbanização de Lisboa, Epul, tenha contratado serviços jurídicos apesar de ter um gabinete jurídico próprio. "A contratação de 250 mil euros para pareceres jurídicos respeita a uma operação de um montante de 85 milhões de euros", disse Carmona Rodrigues na Assembleia Municipal de Lisboa (AML), considerando que apesar da medida ser "discutível" era "justificável".
Pois claro...
O autarca sublinhou que "para qualquer padrão de referência este valor é aceitável". A contratação de advogados externos à empresa apesar de esta ter um gabinete jurídico foi levantada pelo deputado municipal do PCP Modesto Navarro. O deputado municipal disse também que a AML não foi ainda esclarecida sobre se a antiga vereadora social-democrata Eduarda Napoleão devolveu os prémios de gestão, indevidamente atribuídos aos administradores da Epul. Modesto Navarro perguntou ainda ao PS se tinha retirado a confiança política ao administrador que tem na Epul. Em resposta, o deputado municipal do PS Miguel Coelho afirmou que o administrador em causa é "uma pessoa honrada".
O presidente da Câmara reafirmou hoje, na intervenção em que fez o balanço de actividade da autarquia dos últimos três meses, que não permitirá, no futuro, comissões ou chefias vitalícias em empresas municipais, como aconteceu com na Epul.
"Só posso criar condições para que não se verifiquem no futuro situações como comissões ou chefias a título vitalício", afirmou Carmona Rodrigues. O autarca reafirmou "aguardar serenamente todas as investigações que foram iniciadas". Carmona Rodrigues sublinhou que o seu silêncio sobre assuntos como o empreendimento da Infante Santo ou a situação da Epul "não correspondeu a omissão de comportamentos", mas ao facto de considerar a Assembleia Municipal "o local acertado para prestar esclarecimentos e ser interpelado".
O presidente da Câmara afirmou que "sobre a Infante Santo e a Epul foram parcialmente reproduzidos de uma forma habilidosa despachos" na comunicação social, com o objectivo de confundir a opinião pública e "levantar suspeitas". O socialista Miguel Coelho afirmou não duvidar de que Carmona Rodrigues é "um homem íntegro", que no entanto revelou "incapacidade" para gerir situações como a da Epul e do empreendimento da Infante Santo. O deputado do Bloco de Esquerda Carlos Marques afirmou, por seu turno, que Carmona Rodrigues deveria ter distribuído o relatório do Provedor de Justiça que apontou irregularidades no empreendimento da Infante Santo.
Classificando como "lamentável" a intervenção do presidente da autarquia, Carlos Marques disse não poder aceitar que colocar questões seja encarado como o "levantar suspeitas". Carmona Rodrigues referiu-se também à nova lei das finanças locais, considerando que se trata de "um ataque sem precedentes do Governo às autarquias".
"Só duas empresas do Estado têm um passivo largamente superior ao dos 308 municípios", disse, considerando que os municípios não são responsáveis pelo deficit público. O presidente da Câmara afirmou ainda ter "esperança num diálogo cooperante" entre o Governo e as autarquias até à aprovação na Assembleia da República da lei das finanças locais.
Fonte: Lusa
A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou hoje o novo regulamento de parques de estacionamento da EMEL que vai aumentar os preços sobretudo nos parques de curta duração, sendo os longa duração grátis a partir da quinta hora.
A proposta da vereadora da Mobilidade na Câmara de Lisboa, Marina Ferreira (PSD), aprovada com os votos contra do PS, PCP, BE e PEV, prevê preços diferenciados consoante a localização e um cálculo de cobrança feito ao minuto depois do primeiro quarto de hora.
A permanência nos 17 parques de estacionamento da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa, EMEL, vai passar a custar cinco cêntimos por minuto, a pós o primeiro quarto de hora, que terá uma tarifa variável consoante a localiza ção do parque, e com o objectivo de dissuadir a utilização do automóvel privado na cidade.
Nos parques de curta duração, na Estrada da Luz, Corpo Santo e Avenida Lusíada, uma hora de permanência vai passar a custar 1,20 euros, duas horas 2,35 euros, três horas 3,55 euros e quatro horas 4,85 euros. Estes parques destinam-se a apoio a serviços, como a Loja do Cidadão, n a Estrada da Luz, e, são por isso, considerados de curta duração.
Os parques de média duração, situados na Avenida dos Combatentes, Biblioteca Nacional, Areeiro, Pavilhão Carlos Lopes, Rua Gomes Freire, Sete Rios, Álvaro Pais, Teixeira de Pascoaes, Calçada do Combro e Portas do Sol, serão mais baratos que os de curta duração.
Assim, uma hora de permanência nestes parques custará 1,15 euros, duas horas, 2,15 euros, três horas 3,20 euros e quatro horas 4,20 euros. Os parques de longa duração, no Colégio Militar e Cidade Universitária, são os mais baratos, com uma hora a custar 1 euro, duas 1,85, três 2,20 euros e quatro horas 2,50, sendo gratuitos a partir da quinta hora de permanência. A deputada municipal do PS Teresa Almeida justificou o voto contra dos socialistas por considerar que a proposta não define uma política de estacionamento.
"Há dificuldade em saber qual é a política de estacionamento de Lisboa" , afirmou. No mesmo sentido, o deputado do PCP Silva Dias considerou que "sem se conhecer a política está-se a aprovar os seus instrumentos". Silva Dias criticou ainda o que considera ser uma "polícia privativa e justiça privativa" da EMEL.
O deputado do Bloco de Esquerda Heitor de Sousa opôs-se igualmente à proposta por julgar que esta "não configura uma nova política de mobilidade para a cidade". As novas tarifas entram em vigor na próxima semana.
Fonte: Lusa
A baixa pombalina precisa de revitalização, de recuperação, porventura de reconstrução? Precisa. Vai daí a CML criu um ministeriozinho, daqueles com ministrozinhos, motoristas e ajudas de custo, a que chamou Comissariado. Para Meguinha Ferreira escolheu o impoluto e poupadíssimo Carmona a vereadora Maria José Nogueira Pinto, que deu uma entrevista desastrosa ao Sol que brilhou no sábado passado. Ontem, foi dia de mostrar trabalho. Agora, vejam só o que se aproxima: chamam-lhe uma expozinha (assim como a outra) e que certamente terá como a outra um buracozinho financeirinho, cujo financiamento passa, pasme-se! pelo endividamento! Grandes socialistas estes tecnocratas. Os autores do estudo estimam que seja necessário contrair empréstimos de 125 milhões de euros para levar por diante a operação. Data do fim de pagamento desta dívida: 2033. Só sabem fazer alguma coisa à custa do dinheiro dos outros. A ir por aqui, o resultado só pode ser um desastre, que brilhará certamente em muitos curriculuns burocráticos, mas que tornará ainda mais marreca a dívida municipal, que (já) é uma vergomha para a Camara Municipal de Lisboa. Corremos sérios riscos de ver uma meia dose servir um mega défice. Tudo, claro, através de uma empresa municipal, para haver mais avenças para distribuir aos amigalhaços.
Susana Leitão, entrevistou para o Diário de Notícias, Maria José Nogueira Pinta, sobre o projecto de revitalização da Baixa. Transcreve-se a entrevista, com a devida vénia.
Foi até 2005 provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
A Baixa pombalina está de cara lavada, pelo menos no papel. O projecto, liderado pela vereadora do CDS/PP, foi ontem apresentado oficialmente. Seis meses depois da constituição do Comissariado para a Baixa-Chiado, Maria José Nogueira Pinto está orgulhosa da obra final, até porque é algo que extravasa os circuitos eleitorais. A vereadora garante que a sua tarefa terminará no dia em que defender a proposta na câmara e na assembleia municipal. "Não peço mandatos. Nunca pedi", frisa.
A entidade gestora terá mais poderes que a Câmara Municipal de Lisboa?
Não. A câmara é parte integrante da entidade gestora. Essa entidade será constituída por capitais da autarquia e do Estado. Dessa fatia, haverá uma parte em que manda a câmara, que é a parte da gestão urbana, que é o que compete ao município, e há a parte dos projectos estruturantes em que é o Estado que manda, e ainda bem, porque são todos, ou quase todos, do Estado, e são muito caros.
Será a vereadora a liderar esta entidade gestora?
Não. Não está nada projectado nesse sentido. Eu por mim acabo a minha tarefa no dia em que defender este projecto na câmara e na assembleia municipal. Não vou pedir mandatos. Nunca peço.
A candidatura da Baixa/Chiado a Património Mundial foi suspensa por falta de um plano de gestão. Este projecto confere-lhe agora esse plano. A candidatura vai acontecer?
Penso que o presidente da autarquia vai anunciar isso em breve. Nós considerámos sempre que este projecto devia ser o projecto de gestão da candidatura, porque queremos que este projecto tenha esta certificação de Património Mundial. É possível que a candidatura seja apresentada antes mesmo da conclusão do projecto.
As datas avançadas para conclusão da proposta são exequíveis? É possível os projectos estruturantes estarem prontos em apenas quatro anos (2007/2010)?
Não é pouco tempo se o modelo institucional que apresentámos for cumprido. Sobretudo da parte do Estado, que vai ter de articular coisas muito diversas. E daí termos proposto aquele modelo. Apesar de não ser parecido com o que aconteceu na Expo, tem algo de muito semelhante: a articulação de muitas entidades. E é preciso haver uma entidade única, com poder, que lhe é dado pelo Estado e pela autarquia, para fazer essa articulação.
Muitas áreas deste projecto de revitalização da Baixa-Chiado cruzam-se com pelouros que são da responsabilidade de outros vereadores. Como foi feita essa articulação?
Fomos fazendo a articulação até agora, para apresentar algo que não fosse desconforme à vontade das pessoas, ou pelo menos uma concordância de princípio. Depois, com este modelo institucional, o que se propõe é um estado de excepção daquela zona. Digamos que é um front office da câmara. Este modelo resiste também aos círculos eleitorais. O que é muito importante, pois não pode parar e depois começar. Tem uma continuidade. Vai além-mandatos.
O que espera da reunião de câmara, quando este projecto for discutido?
Não tenho ideia. Isto é um dossier grande e os vereadores devem querer estudá-lo, eventualmente até pedirem esclarecimentos. Temos de dar tempo.
E da parte do ministro do Ambiente, Nunes Correia, já teve alguma resposta?
O projecto só foi apresentado ao ministro do Ambiente na passada sexta-feira. O Governo está a estudá-lo e certamente dará uma resposta em momento oportuno. Mas, o que no fundo sexta-feira significou foi uma concordância de princípio.
Por Marina Almeida, no Diário de Notícias
A proposta de revitalização da Baixa-Chiado foi ontem apresentada publicamente e entregue aos vereadores da Câmara Municipal de Lisboa (CML). "A primeira oportunidade da Baixa-Chiado é a própria Baixa-Chiado", disse na ocasião Maria José Nogueira Pinto, a vereadora responsável pelo projecto. O documento de 163 páginas foi considerado por José Sá Fernandes uma "desilusão", com o vereador a garantir que vai apresentar "uma proposta alternativa".
"Nós tentámos trabalhar de forma a construir um projecto que habilitasse a decisão, fomos ultrapassando os obstáculos que o próprio decisor colocaria", sublinhou Maria José Nogueira Pinto. "É uma questão de decisão", disse, admitindo que o apoio do Estado não está assegurado. "Não há garantias por parte do Estado porque a CML ainda não se debruçou sobre o projecto, que só hoje foi distribuído aos vereadores. Antes de mais é a câmara que tem de se debruçar e aprovar o projecto", disse. O grupo de trabalho liderado por Nogueira Pinto reuniu-se já com o ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Nunes Correia, que transmitiu uma ideia "de empenhamento e entusiasmo pelo projecto, sem prejuízo de ir agora detalhadamente estudar" o documento, disse a vereadora.
"Temos pela frente todo um percurso de análise e decisão", disse outro parceiro estratégico do projecto, o presidente da CML, Carmona Rodrigues. O autarca enfatizou o carácter pioneiro da iniciativa: "Nunca antes tinha sido feito um trabalho tão fundo, tão agregador." Do documento apresentado, disse: "São várias propostas vertidas num conjunto que me parece coerente."
O vereador José Sá Fernandes não perdeu tempo a criticar o projecto que diz conter "ideias antiquadas, dos anos 80", e "erros gigantescos para a cidade de Lisboa" e garantiu que vai apresentar uma proposta alternativa mal a autarquia lhe faculte os estudos que diz ter pedido há quatro meses e cuja entrega estará dependente de uma autorização do presidente da câmara.
Sá Fernandes defende uma "discussão alargada" aos cidadãos de Lisboa. Entre as principais críticas, aponta o "esburacar da cidade" com a Circular das Colinas, e "a gare de paquetes em frente a Alfama", que considerou "um atentado ao património histórico" com "paquetes de dez andares que tapam a vista".
Por João Pedro Henriques, no Diário de Notícias
Há as curiosidades: no Terreiro do Paço, o que é hoje o gabinete do ministro da Justiça poderá ser um dia um hotel de cinco estrelas. E depois há o que conta: para levar até ao fim o plano de revitalização da Baixa-Chiado- que se prevê ser em 2020 - são necessários investimentos na ordem dos 1145 milhões de euros. E isto incluindo o custo da chamada Circular das Colinas, uma espécie de circular interna dentro da cidade ligando o Vale de Santo António à Infante Santo, e cuja construção é absolutamente indispensável para tirar (ou condicionar fortemente) o trânsito na zona central da frente ribeirinha de Lisboa.
Segundo o documento ontem apresentado, cerca de metade do investimento (682 milhões de euros) caberá aos privados; a administração central - que deterá o controlo maioritário da operação de revitalização - entrará com 137 milhões de euros; e a camarária, com 224.
Em traços largos, será esta a repartição de encargos. É, para já, o que se estima necessário para voltar a ocupar os 13 por cento de imóveis devolutos - pretende-se aumentar a população residente em 10 a 12 mil habitantes até 2020 -, reabilitar totalmente os imóveis e o espaço público, reforçar fortemente a componente turística da zona, transformá-la também num novo centro fi- nanceiro da cidade e ainda num "centro comercial sem limites".
O plano enfrentará agora o escrutínio pelos órgãos da Câmara Municipal de Lisboa e pelo Governo, parceiro decisivo na operação. Abrange oito freguesias: duas parcialmente (Encarnação e S. Paulo) e seis totalmente: Sé, Madalena, São Nicolau, Santa Justa, Sacramento e Mártires.
O documento define a forma de gestão de toda a operação. A ideia é que tenha total autonomia decisória e administrativa - tendo fonte inspiradora o caso da Expo'98 - por delegação de competências tanto do Governo como da autarquia (por exemplo, no capítulo dos licenciamentos).
Será criada, no topo do organigrama, uma sociedade gestora, isto é, uma empresa pública com dois accionistas: o Estado central e a Câmara de Lisboa. Num primeiro momento, o Estado será maioritário e a autarquia minoritária. Depois, num segundo momento, após a concretização dos chamados "projectos estruturantes" (Terreiro do Paço, frente ribeirinha e equipamentos culturais), a relação de forças inver- ter-se-á: o Estado passará a accionista minoritário e a câmara a maioritária, passando a empresa a integrar o universo municipal.
A esta sociedade gestora competirá a coordenação geral do projecto de revitalização. Ao mesmo tempo serão criadas duas outras empresas: a Sociedade Gestora de Projectos Estruturantes (SGPE) e a Sociedade de Gestão Urbana (SGU).
A primeira terá por função gerir alguns dos projectos estruturantes, lançar os concursos e os cadernos de encargos de obras em espaços públicos municipais, cabendo-lhe também a gestão do projecto de reconversão comercial da Baixa.
Já a SGU - uma empresa municipal onde a Câmara de Lisboa será sempre maioritária - ficará com o "exercício de actividades que se compreendem no âmbito das atribuições municipais" (licenciamentos de obras, por exemplo), cabendo-lhe a gestão em matérias como o ordenamento do tráfego e o controlo da iluminação pública e da vigilância na área abrangida pelo plano.
Ao mesmo tempo será mantida uma empresa municipal que já existe, a SRU (Sociedade de Reabilitação Urbana) da Baixa-Chiado, porque ela dispõe de "instrumentos jurídicos que não podem ser utilizados por qualquer outro tipo de entidade". Contudo, prevê-se que mantenha as competências - mas que o seu capital seja transferido, se a lei o permitir, para a SGU. Esta terá ainda a decisiva competência de lançar a Circular das Colinas.
De onde virá, então, o dinheiro? O comissariado que preparou o plano salientou, logo a abrir as suas referências ao modelo de financiamento, que se terá sempre em conta as actuais restrições orçamentais do País e da câmara e ainda os constrangimentos impostos pelo Pacto de Estabilidade. Como fontes conta-se com o Banco Europeu de Investimentos e ainda com o novo fluxo de fundos comunitários do QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional), nomeadamente através de verbas disponíveis para o reforço da competitividade económica. Já do ponto de vista das receitas, é avançado um único número: dez milhões de euros por ano de receitas adicionais no imposto municipal sobre imóveis).
A chuva que caiu sobre Lisboa, segunda-feira à noite, originou pequenas inundações que suscitaram cerca de quarenta pedidos de ajuda, revelou hoje fonte dos Sapadores Bombeiros. Na maior dos casos, as pequenas inundações tiveram origem no entupiment o de algerozes, disse a mesma fonte. A maior parte dos pedidos de ajuda vieram da zona da Assembleia da Repú blica, da Graça e da Alameda Afonso Henriques, mas não se registou qualquer víti ma, disse a mesma fonte.
Fonte: Lusa
Está a decorrer desde ontem e até 30 de Outubro o concurso para venda por sorteio de 18 fracções para jovens no empreendimento do Casalinho da Ajuda, em Lisboa, na sequência do protocolo celebrado entre a câmara municipal e a Fenache - Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica, com o objectivo de contrariar a tendência de envelhecimento da população e a saída dos jovens para os subúrbios. O preço das fracções varia entre os 86 mil euros, para os T2 de 94 metros quadrados, e os 116 mil euros, para o T3 de 132 metros quadrados. A este concurso podem candidatar-se jovens até aos 35 anos, de todas as nacionalidades, que não possuam habitação própria em Lisboa. O regulamento do concurso está disponível no sítio da Câmara de Lisboa na Internet (www.cm-lisboa.pt).
Fonte: Público
Os serviços de atendimento ao público das 308 câmaras municipais e das mais de quatro mil juntas de freguesia portuguesas vão passar a dispor de um Livro de Reclamações das Autarquias Locais, que, segundo o gabinete do secretário de Estado da Administração Local, se encontra disponível para venda na Imprensa Nacional Casa da Moeda desde quarta-feira. Até à disponibilização deste modelo único, os serviços de todas as autarquias nacionais já eram obrigados desde Julho a dar resposta ao reclamante, acompanhada da justificação e medidas tomadas ou a tomar, no prazo de 15 dias.
Fonte: Público
10h-17h Béla Bartók. A Câmara de Cascais assinala os 125 anos do nascimento do compositor húngaro com uma exposição biográfica cedida pela Embaixada da Hungria. Patente de terça a domingo no Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria (Av. de Sabóia, 1146, Monte Estoril).
10h-18h Amor-Te. O Museu da Água na Mãe d"Água das Amoreiras recebe a partir de hoje, e até dia 28, a exposição do fotógrafo Walter Schels e da jornalista Beate Lakotta, que acompanharam cerca de 25 doentes terminais nos seus últimos momentos de vida.
10h-18h Habitar a História. Uma instalação fotográfica e sonora de Maria Lusitano, resultante da recolha de testemunhos que a artista efectuou junto de pessoas provenientes das ex-colónias portuguesas. Para ver até dia 15, no Pavilhão Branco do Museu da Cidade (Campo Grande, 245). Entrada livre.
15h Saberes e Sabores dos Nossos Avós. Mostra de doçaria integrada no programa da Câmara de Lisboa dedicado aos seniores da cidade e nas comemorações do Dia Internacional do Idoso, que decorrem durante o mês de Outubro. Na Quinta Pedagógica dos Olivais (R. Cidade do Lobito).
18h O Mês + Curto. V Mostra Audiovisual Luso-Estremanha, com projecções de curtas-metragens da Extremadura espanhola e de Portugal. Às terças-feiras, durante o mês de Outubro, no Instituto Cervantes (R. de Santa Marta, 43-F).
23h30 Poesia na Barraca. Recital de poesia de Sophia de Mello Breyner com a actriz Sara Graça. No Bar A Barraca do Teatro Cinearte (Lg. de Santos, 2). Entrada: 3 euros.
A Igreja de Sto. Estevão e Fernando Maurício, recordados pelo João Carvalho Fernandes, no Fumaças.
Os desenhos de John Burningham - e os de 12 outros desenhadores britânicos, num total de 70 ilustrações - podem ser vistos na exposição Magic Pencil - Lápis Mágico, organizada pelo British Council e pelo Centro de Pedagogia e Animação do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, até dia 31. Para além das ilustrações nas paredes, em mesas baixas as crianças poderão ver e manusear outros livros, e ao fim-de-semana participar nas visitas guiadas, em português e inglês, feitas por rapazes e raparigas entre os 13 e os 18 anos. Há ainda oficinas para crianças (entre os 4 e os 12 anos) em torno dos livros, dos desenhos, da música e da língua inglesa. A English Language Workshop contará, nos dias 23, 24 e 25 com a contadora de histórias britânica Elly Stuart. A ideia por detrás da exposição? "Imaginem um Lápis Mágico. Nesse lápis imaginem uma linha mágica à espera de sair. Ponham o lápis no papel. O que acontece?".
Fonte: Público
Gianluca Constantini apresenta Banda Desenhada Política, um dos projectos que lançou na Internet e que será publicado brevemente como livro. Constantini é director de arte da revista inguineMAH!gazine, autor de BD underground, comissário de várias exposições e web-designer.
Bedeteca de Lisboa.
Rua Cidade do Lobito. Até 8 Outubro.
2ª a 6ª, das 9h30 às 15h30. Tel.: 218536676.
Por Nuno Ferreira, no Público
Depois de uma semana de flexibilidade e compreensão, os comerciantes do bairro do Castelo receiam que a empresa que gere o estacionamento comece a actuar com outro rigor. Os moradores do Bairro do Castelo, onde o trânsito foi condicionado na passada segunda-feira, dia 18, receiam que a EMEL (Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa), depois de um período de flexibilidade e tolerância, aplique agora as regras de circulação e estacionamento com outro rigor, o que muitos afirmam não ir aceitar.
"Eles têm facilitado e cedido porque houve um esforço da junta de freguesia para lhes explicar que este é um bairro completamente diferente dos outros. No entanto, não há nada escrito e a qualquer momento a EMEL pode voltar ao princípio, a querer ser rigorosa", explicou ao PÚBLICO Natividade de Sousa, da Mercearia Estrela, a única existente no bairro.
Os moradores alegam que o bairro do Castelo só tem uma entrada e uma saída e que não tem alternativas ao estacionamento no exterior. "O Castelo não é como os outros bairros históricos. Aqui a maioria das pessoas são idosos que precisam de receber assistência da família", explica uma moradora.
A EMEL limitou a entrada no labirinto de ruelas do Castelo a apenas um veículo por habitação e limitou a permanência de viaturas de comerciantes e visitantes a uma hora e meia. Os protestos dos moradores foram mais do que muitos e foi a junta de freguesia, através do seu presidente, Carlos Lima, que conseguiu fleixibilizar para já a aplicação dos condicionamentos.
"Criou-se um descontentamento grande tanto dos moradores como dos comerciantes o que obrigou a pedir à EMEL alguma flexibilidade. A empresa já é mais flexível em relação às visitas de filhos e netos dos idosos e tem sido compreensiva para os comerciantes. Posso dizer que, por enquanto, estou mais ou menos satisfeito", explica Carlos Lima.
No terreno, nota-se claramente, sobretudo junto ao Castelo, que se circula com bastante mais facilidade. "Já se nota muito menos ocupação de carros", afirma o presidente da junta de freguesia, corroborado por um comerciante que pede para não ser identificado: "Isto está muito melhor. Junto à entrada do Castelo não se conseguia passar, as carrinhas de carga e descarga ficavam lá o dia inteiro. Agora está muito melhor".
Muitos moradores e comerciantes não acreditam, no entanto, na necessidade do sistema naquele bairro. "Não serve para nada", afirma Fátima Gomes, moradora no Largo de Santa Cruz. "Sempre estacionámos todos, os moradores, sem arranjar problemas. A comerciante Ana Silva também não vê viabilidade na nova medida: "Eu tive de ceder e cedi mas penso que não havia necessidade de aplicar esta medida. Quando havia lá em baixo o letreiro a explicar que só os moradores podiam estacionar, não havia chatices. Agora, fecharam tudo e deixaram uns seis lugares marcados para os senhores da EGEAC", a empresa municipal que gere o Castelo de São Jorge.
Se insistirem "vamos para a guerra"
Alguns comerciantes, como Natividade Sousa e Hermínio de Sousa, da Mercearia Estrela, desconfiam que a flexibilidade da primeira semana não vai durar muito. "Estão a facilitar-nos a vida apenas porque nós protestámos. Se voltarem a querer aplicar com rigor as medidas, vamos para a guerra", explica Natividade de Sousa, no meio de pacotes de bolachas, refrigerantes e hortaliças.
Hermínio Sousa, o marido, que está ali há 38 anos, mantem-se calado bastante tempo até explodir: " O que você deve escrever aí é que o pequeno comércio, como o nosso, já paga impostos suficientes para ter direito a um lugar na via pública, seja no Castelo, Alfama ou Mouraria, seja onde for. O grande comércio tem grandes parques para estacionar. Nós se quisermos estacionar no parque da Ponta do Sol pagamos 150 euros, mais 50 que um morador".
O comerciante vai ao interior da mercearia procurar um documento que lhe foi apresentado pela EMEL em 2005. "Olhe aqui, há um ano queriam que nós aceitássemos estacionar gratuitamente meia hora e que pagássemos cinco euros pela segunda meia hora. A partir da segunda hora, pagaríamos 30 euros... era um absurdo. Teve de haver uma pequena guerra para voltarem atrás".
10h-19h De Lisboa ao Carregado há 150 Anos: Comboios e Letras. Exposição bibliográfica patente até dia 14, de segunda a sábado, na Biblioteca Municipal (Campo Grande, 83).
10h-20h Feira do Livro do Mercado da Ribeira. O certame decorre até dia 30, englobando ainda uma feira de vinhos, com acções de degustação durante todo o mês de Outubro, particularmente aos fins-de-semana, e uma feira de artesanato, com artigos representativos de várias regiões do país.
10h-20h Kameraphoto. Exposição da primeira agência portuguesa de fotógrafos freelancers, fundada em 2003. De segunda a sexta-feira, até 30 de Novembro, na Casa Fernando Pessoa (R. Coelho da Rocha, 16).
15h-22h Feira do Livro da Amadora. 26ª edição do certame organizado pelo município. Conta com 38 pavilhões, 117 editoras representadas e 5 alfarrabistas. Em simultâneo, decorre a 22ª edição da Feirarte, feira internacional de artesanato e gastronomia. Até domingo, no Parque Delfim Guimarães.
21h Leilão Arte Oriental. Porcelana Chinesa da Companhia das Índias e outros objectos dos séculos XVII a XX, em cerca de 400 lotes. Hoje e terça-feira, no Palácio do Correio Velho (Calçada do Combro, 38 A - 1º).
UMA DAS ÚLTIMAS JÓIAS DA FONTES PEREIRA DE MELO ESTÁ FINALMENTE DEVOLUTA
Por Diana Ralha , no Público
É um estranho prédio, com dois andares recuados face ao passeio e que tem, à entrada, um grande jardim selvagem enraízado num fosso. A um passo do Marquês, está entalado entre duas torres de onze andares, na avenida Fontes Pereira de Melo. O seu último inquilino abandonou-o esta semana, deixando à porta mais de cem anos de vida que não cabem no apartamento moderno para onde se mudou. Lá dentro, fechadas e suspensas num tempo em que o Marquês de Pombal era zona residencial nobre, ficam paredes forradas a azulejos pombalinos e tectos com bonitos frescos que parecem ter sido pintados ontem. Por pouco tempo. Crónica de uma morte anunciada.
A peça O Morto e a Máquina faz parte da Trilogia do Cão, um projecto que reúne três criadores que adaptam para o teatro obras literárias em que o cão é uma figura recorrente. É uma peça da autoria de Fernando Villas-Boas, encenada por Bruno Bravo.
A Teatro da Trindade. Largo da Trindade, 7.
Até 8 de Outubro. Quarta a sáb. às 22h. Domingo
às 17h. Tel.: 213420000. Bilhetes a 8 euros.
O Plano de Revitalização da Baixa, por Lourenço, no Complexidade e Contradição.
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, classificou ontem de "bastante preocupante" a situação das escolas do 1º ciclo de Lisboa e remeteu para a autarquia a responsabilidade da manutenção destes estabelecimentos de ensino. "Na cidade de Lisboa, sobretudo no que respeita ao parque de escolas do 1º ciclo, a situação é bastante preocupante porque, não só a oferta da rede pública é muito limitada, como as condições em grande parte destas escolas também não são as melhores", disse, à agência Lusa, Maria de Lurdes Rodrigues, à margem das jornadas parlamentares de Lisboa do PS.
Se este ano se verificaram casos de escolas a encerrar nas zonas rurais, por serem isoladas e sem condições de ensino e de aprendizagem, existem na capital, segundo a governante, "escolas em más condições físicas e a funcionar em regime de desdobramento que oferecem ao programa de escola a tempo inteiro outras dificuldades, não exactamente semelhantes aos das escolas isoladas, mas que são igualmente importantes".
Neste sentido, a titular da pasta da Educação realçou que "o esforço de reorganização da rede escolar deve ser feito, não apenas nas zonas rurais, mas também nos centros das cidades, uma vez que em todas as capitais de distrito se verificam problemas de sobrelotação".
Questionada sobre se a responsabilidade da resolução desses problemas cabe à tutela ou às autarquias, Maria de Lurdes Rodrigues esclareceu que a manutenção e construção das escolas do 1º ciclo é da responsabilidade das câmaras, sendo as orientações pedagógicas e a afectação de recursos humanos docentes da responsabilidade do Ministério.
Mas, "se não houver um trabalho conjunto e uma convergência de esforços, nem as crianças têm boas condições de ensino e de aprendizagem, nem os professores boas condições de trabalho", sublinhou.
Maria de Lurdes Rodrigues adiantou ainda que "a Direcção Regional de Lisboa e a Câmara Municipal já estão a trabalhar no sentido de superar essas dificuldades para que as escolas do 1º ciclo possam funcionar a tempo inteiro". No entanto, "precisamos de muita determinação para alterar a situação das escolas da região de Lisboa que não é, de modo algum, um cenário que nos satisfaça", concluiu.
Fonte: Jornal de Notícias
Os barcos da Transtejo que ligam o Montijo a Lisboa passam a partir de hoje a atracar no Cais do Sodré devido a obras de melhoramento no cais do Terreiro do Paço. Teresa Gato, directora comercial da Soflusa, disse que os tempos de percurso "não vão sofrer alterações", uma vez que a distância é "praticamente idêntica", e afirmou estar previsto que as obras demorem "cerca de sete meses". A mesma fonte explicou que a empresa fez um acordo com a Carris para que os cerca de 6.100 utentes diários possam utilizar os autocarros da rodoviária para fazer a ligação entre o Cais do Sodré e o Terreiro de Paço, sem ter de pagar bilhete, utilizando apenas o passe da ligação normal.
Moradores do Casal Vistoso, em Lisboa, queixam- se do abandono dos espaços públicos do bairro, mas é a degradação do campo de jogos e do local anteriormente ocupado por um parque infantil que inspiram maiores preocupações. A Câmara Municipal de Lisboa reconhece a situação e garante que o bairro, na zona do Areeiro, onde vivem cerca de 2.000 pessoas, será alvo de uma "intervenção global".
Segundo Henrique Freire, morador no Casal Vistoso há sete anos, "há uma situação geral de abandono e as poucas intervenções que são feitas são sempre depois de alguma coisa correr mal". O morador referia-se à limpeza do mato junto à Rua Sarmento Beires, dep ois de "há poucas semanas" ter deflagrado um incêndio. Henrique Freire lamenta o abandono do campo de jogos na Praça Bernardo Santareno e sobretudo do parque infantil que existiu até meados de 1990, cujos equipamentos foram retirados por motivos de segurança e não foram repostos.
Fonte: Lusa